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eleições al aliança do povo rejeita acusações
Cidade da inocência
“Pressões políticas” e “aplicação selectiva da lei”, são alguns dos argumentos que a associação responsável pelos dois funcionários condenados por corrupção usa para contestar a acusação de compra de votos. Segundo o presidente da Aliança
Agência Comercial Pico • 28721006
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O Céu comanda wang chong
hotel estoril
Siza traça destino sociedade página
do Povo, os telefonemas a “relembrar” o voto são prática comum em Macau. Declarações corroboradas pelos deputados Chan Meng Kam e Song Pek Kei que, no entanto, afirmam que os funcionários em causa não trabalham para eles.
corrupção
Tanto tigre aprisionado china página
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ANM | assédio sexual
grande plano
Associação multi-ópticas
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política Página
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Imagens de um mundo português eventos
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diário de bordo
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hoje macau quarta-feira 22.7.2015
por carlos morais josé
Revisão da matéria não dada
ontem macau
cuja economia se encontra submetida à monocultura do Jogo e seus derivados. Tudo se passa como se isso não tivesse o seu peso específico, a sua importância real no desfecho de uma futura distribuição de poder. Será que uma democracia eleitoral pode ser totalmente implementada em Macau, quando são conhecidas as fragilidades muito próprias deste tecido eleitoral? Por outras palavras, não poderiam ser encontradas outras formas de funcionamento que garantissem não apenas a liberdade de votar mas, sobretudo, uma distribuição mais equilibrada dos recursos e uma racionalização mínima de metas a atingir, que implicam o bem comum? Ou criados mecanismos legislativos com o objectivo de impedir o nepotismo e melhorar o serviço da causa pública?
A voz do povo não se exprime unicamente através do voto. Na verdade, foi a fórmula encontrada para o deixar a falar sozinho, convencido de que é ouvido, até desistir de importunar perante a vacuidade da coisa. Existirão então outras formas de exprimir e realizar a vontade popular, para além de uma fila de gente a escolher outra gente, inchada de promessas balofas, de cinco em cinco anos? A revisão da Lei Eleitoral seria um bom pretexto para lançar em Macau um debate sob a democracia, as suas actuais e futuras formas. O pontapé de saída poderia ser dado pelo Governo mas ficaria muito bem a outras instituições mostrarem que existe por aqui um pouco de preocupação cívica. Daquela que não passa pela compra e pela venda de votos, mas por uma reflexão séria sobre as condições em que é adquirido e exercido o poder.
Um homem carrega um capacete na cerimónia fúnebre de Jules Bianchi, o jovem piloto de Fórmula 1, que morreu a 17 de Julho com 25 anos. O francês foi hospitalizado depois de ter sofrido diversos ferimentos na cabeça quando o seu carro bateu contra uma grua que retirava um carro da pista no Grande Prémio do Japão, em Outubro do ano passado. EPA/OLIVIER ANRIGO
“Este é o exemplo mais caricato. Todos os anos se repetem as questões de fraude eleitoral, nomeadamente com aliciamento através de cartões de supermercado, refeições gratuitas, digressões à China gratuitas, bilhetes de avião de borla para mandar vir pessoas que estão a estudar em Taiwan e Fujian para Macau. Todas essas acções devem ser consideradas, durante o período de campanha eleitoral, como aliciantes para votação de determinada lista”
A revisão da Lei Eleitoral não deveria limitar-se aos aspectos jurídicos da questão, mas ser tratada de forma mais holística, isto é, aproveitando para entabular uma reflexão generalizada - dos think-tanks às escolas, da universidade à Administração Pública, passando pela Assembleia Legislativa e as associações - sobre o funcionamento democrático da sociedade e das suas instituições. Afinal, no sistema de Macau, a democracia eleitoral é parte constitutiva, fundamental, apesar de não determinante. E a evolução do grau da sua importância no conjunto do sistema político, sobretudo em Hong Kong, tem causado um imenso debate e polémica. Contudo, é curioso que ninguém se preocupe em reflectir sobre as consequências da fórmula em si, aplicada a uma pequena cidade como Macau,
édito
horah
José Pereira Coutinho • Deputado, sobre o caso que envolve Chan Meng Kam
“O Governo disse que, após efectuar estudos, a pena máxima de crueldade contra os animais vai ser até um ano. Em princípio, a Comissão concorda com esta versão. A situação de carinho e amor aos animais ainda é boa em Macau” Kwan Tsui Hang • Deputada, sobre a Lei de Protecção dos Animais
“Temos vindo a trocar impressões sobre questões de reabilitação urbana, ambiente, água e infra-estruturas”, Alexis Tam • Secretario para os Assuntos Sociais e Cultura, sobre o encontro com o presidente da Câmara do Porto
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“Caso a fachada seja preservada, será necessário uma obra maior com um período de construção mais longo” Comunicado do gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, sobre a intervenção no Hotel Estoril | P. 7
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Pressões políticas e injustiças numa cultura onde as chamadas a “relembrar” ao voto são normais. É assim que o patrão dos dois funcionários condenados por corrupção nas eleições reage, numa conferência onde os deputados não estiveram porque os arguidos “não trabalhavam” para eles
grande plano
Eleições AL Aliança acusa CCAC “de aplicação selectiva” da lei
Uns podem, outros não
CCAC à paisana?
Chan Tak Seng foi mesmo mais longe e disse que o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC)
Chan Tak Seng criticou ainda o facto dos jornalistas terem utilizado o caso como exemplo para perguntar à Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, sobre a revisão da Lei Eleitoral da AL. “Apoiamos a revisão da lei e as eleições limpas, mas porque é que se utiliza um caso que não acabou como exemplo?”, frisou.
Funcionários “não trabalham” para eles
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nocentes, vítimas de um julgamento injusto, de uma “aplicação selectiva da lei” e de “pressão política”. É assim que a Aliança do Povo de Instituição de Macau se defende sobre a condenação dos dois funcionários da equipa de Chan Meng Kam, que levaram mais de um ano de cadeia depois de terem sido considerados culpados de corrupção. As explicações surgiram apenas da boca do presidente da Aliança - Chan Meng Kam e Song Pek Kei disseram ao HM que as assinam por baixo mas que, contudo, estas “não os representam”. Numa conferência de imprensa ontem realizada propositadamente para falar do assunto, Chan Tak Seng – em conjunto com outros dois funcionários também testemunhas no processo – defendeu a inocência dos seus trabalhadores e assegurou que “nunca deu indicações para que os funcionários oferecessem refeições gratuitas em troca de votos”. O responsável disse ainda que os telefonemas feitos para “relembrar ao voto” são normais em Macau e que a oferta de transportes até ao local de votação era só para os deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. “Quando os funcionários ligaram para os membros [da Aliança], havia uma coisa que tinha de ser dita, era oferecer transportes para idosos ou deficientes até às estações de votos. Mas não oferecemos refeições gratuitas”, disse, salientando que não concorda com o resultado do julgamento.
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“executou a lei de forma selectiva”. Isto, porque o responsável da Aliança diz que há muitas outras associações que fazem exactamente a mesma coisa e que não foram condenadas. “O mais ridículo é que existe uma testemunha que declarou que recebeu mais de quatro chamadas [a apelar ao voto], da nossa, da Federação das Associações dos Operários de Macau, da União Geral dos Moradores de Macau (UGAMM), da Associação das Mulheres. Disse que não se lembrava qual delas tinha oferecido refeições, mas que achava que tinha sido a Aliança. Isso serviu como prova?”, frisou, criticando que “não foram tidas em conta as declarações das testemunhas da Aliança mas apenas as do CCAC”. Chan Tak Seng diz ainda que quando os dois funcionários do CCAC atenderam as chamadas, perguntaram várias vezes aos dois réus se ofereciam refeições gratuitas. Tanto, que estes suspeitaram que essas perguntas fossem uma manobra. Mais ainda, Chan diz que suspeita que os funcionários se “tornaram membros da Aliança para investigar actos de corrupção, tendo, durante as chamadas, não se identificado”. O responsável, que se mostrou exaltado durante a conferência, diz que a decisão do Tribunal Judicial
de Base (TJB) foi fruto de um julgamento “sem provas suficientes e injusto”. Chan Tak Seng diz mesmo que a Aliança sofreu por “pressão política”. “Sei de uma associação de conterrâneos de Macau que realizou um jantar no dia das eleições para os membros. Porque é que no caso deste jantar não se levantam suspeitas de corrupção nas eleições, mas se pune o nosso funcionário mais velho?”, indagou. “Em Macau, existe a cultura das eleições por associações e, sem dúvida, os membros [das associações] apoiam os líderes a candidatar-se a deputa-
“Telefonar aos membros para avisar dos votos é um assunto normal e não foi só a nossa Aliança que fez isso. Porque é que outros grupos também fizeram mas apenas nós violámos a lei?” Chan Tak Seng Presidente da Aliança
dos. A Aliança nunca trabalha pelo interesse, mas pelos candidatos da AL. Assim, telefonar aos membros para avisar dos votos é um assunto normal e não foi só a nossa Aliança que fez isso. Porque é que outros grupos também fizeram mas apenas nós violámos a lei? Isso é uma execução da lei selectiva visando só uma equipa.”
Cultura das prendinhas
O primeiro condenado, de apelido Ho, trabalhava na Aliança meramente por achar os trabalhos de valor social, de acordo com o presidente da Aliança, sendo que outra arguida, uma mulher de 67 anos de apelido Wong, foi apenas voluntária a convite de Ho para ajudar a telefonar aos membros. “O senhor Ho negou que ofereceu refeições gratuitas no dia das eleições e as declarações das testemunhas correspondem ao que foi dito por ele. Na realidade, as refeições como forma de compra de votos nunca aconteceram, daí que se levantem suspeitas de como é que isto originou a condenação.” Outra questão apontada pelo presidente é que Ung Choi Kun – ex-deputado da equipa – foi quem reservou o restaurante Dragons no dia das eleições mas o TJB não chamou Ung para testemunhar, nem investigou qual o objectivo com a reserva do restaurante.
Chan Meng Kam e Song Pek Kei não admitem que a resposta da Aliança os represente enquanto deputados, ainda que até ontem tenham sempre dito aos jornalistas para esperarem por esta conferência. Ausentes no encontro, os deputados foram contactados pelo HM, tendo-nos dito contudo que concordam com as opiniões expressas por Chan Tak Sang. Song Pek Kei explicou ainda que a ausência dos membros do hemiciclo se deveu ao facto dos dois réus serem funcionários e voluntários da Aliança (ou Associação dos Cidadãos Unidos de Macau, como é também conhecida) mas “não dos deputados”. Contudo, “como são da mesma equipa”, a deputada concorda com o conteúdo da conferência e diz que deve haver um julgamento mais justo e razoável. Apesar disso, frisou que não é necessário realizar outra conferência sobre o assunto. Os três deputados ainda não comentaram o caso, mas Chan Meng Kam até não acha preciso que os deputados se mostrem aos média para falar sobre o assunto. O deputado diz que concorda que é necessário esclarecer se o julgamento do TJB foi feito com provas suficientes. “Acredito obviamente que os funcionários não disseram que estavam a oferecer refeições gratuitas aos membros como compra de votos”, frisou, acrescentando que não exerceu qualquer influência, porque serve “os residentes com o coração”. Quando questionado se concorda com a revisão da Lei Eleitoral que Sónia Chan assegurou que iria ser entregue este ano, Chan Meng Kam afirmou que, seja como for a revisão, as eleições devem ser justas. “Não são justas, porque se fossem, a Aliança não precisava de realizar uma conferência para esclarecer o caso.” Flora Fong
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esclarecimento Numa nota ontem enviada às redacções, o Gabinete do Porta-Voz do Governo veio esclarecer que Chui Sai On “não quer explicações de Chan Meng Kam” e “não está à espera de comentários dos três deputados”, como foi avançado por alguns média ontem. “Esclareceu-se que o Gabinete do Porta-Voz do Governo está atento à situação e respeita a decisão e os procedimentos do tribunal”, frisa ainda o comunicado.
política
hoje macau quarta-feira 22.7.2015
António Falcão
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Assédio Deputados da ANM entregam proposta separados da associação
Grupo com visões distintas
Deputados da Novo Macau separam-se dos activistas e entregam uma lei ao Governo sobre o mesmo tema. Jason Chao critica a falta de apoio e o não exercer do poder que permite a deputados apresentar leis directamente na AL
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s deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San apresentaram um projecto de lei sobre o assédio sexual ao Governo, mas separadamente daquela elaborada pela mesma associação a que pertencem, a Novo Macau (ANM). Jason Chao ficou desapontado pelo facto dos deputados não terem demonstrado o seu apoio ao diploma feito pelos activistas e critica o facto de os dois democratas não terem apresentado o
projecto directamente à Assembleia Legislativa (AL). Na nota justificativa que acompanhava o projecto de lei, os deputados democratas lembraram que o Governo prometeu fazer consultas públicas sobre a legislação contra os actos de abuso sexual no segunda semestre deste ano. No entanto, até ao momento não foi realizada nenhuma consulta. Por isso mesmo, entregaram uma versão sua do diploma à Di-
recção dos Serviços de Reforma Jurídica e do Direito Internacional (DSRJDI), de forma a que a instituição tenha este documento em mente e que comece o mais rápido possível a auscultação. Recorde-se que, no mês passado, o activista da ANM Jason Chao apresentou uma versão desta lei, que está agora em consulta pública até Agosto. Mas os membros da Novo Macau precisavam da ajuda dos deputados para a apresentar à
Habitação Pública Kwan questiona atrasos
AL, já que não sendo membros do hemiciclo não o podem fazer. Os democratas não gostaram do diploma, por “ter lacunas”, e apresentaram eles a sua versão, ainda que à DSRJDI.
Descubra as diferenças
Analisando as duas versões, os nomes e a maioria das cláusulas são iguais. Contudo, a dos dois deputados não contém pena de prisão e sugere apenas uma adição
de cláusulas no Código Penal, ao passo que a ANM sugere uma lei individual. Ao contactar Jason Chao, este disse ao HM que estaria disposto a alterar a sua versão se os deputados assim o pretendessem. Chao critica ainda o facto de Ng Kuok Cheong e Au Kam San terem feito apenas o que “qualquer residente pode fazer”, que é entregar o projecto na DSRJDI apenas como uma “referência” e não terem utilizado o seu poder para o entregar directamente na AL. Jason Chao explicou ainda que a ANM prefere uma lei individual por achar que a revisão do Código Penal é mais complicada do que fazer uma lei avulsa. “Ouvimos opiniões de outros especialistas de a lei individual é melhor e mais rápida para proteger as vítimas de abuso sexual, ao passo que os processos de revisão do Código Penal são mais e demoram mais tempo.” Ng Kuok Cheong explicou também ao HM que caso a DSRJDI não faça nada sobre a lei, na próxima sessão da AL esta vai ser entregue directamente à AL. O democrata disse ainda que a sugestão de adição de cláusulas no Código Penal é a forma mais fácil de conseguir legislar este crime, já que na sua óptica “não é adequado fazer outra lei fora do Código”. O deputado não respondeu directamente sobre colaborar com os membros da sua associação na feitura da lei. Recorde-se que, actualmente, o assédio sexual é punido como ofensa à integridade física, não tendo um regulamento próprio, o que torna difícil às vítimas apresentar queixa. Flora Fong
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Metro Centro da Barra com vista para o património
Promessas como vidros Olha que coisa tão bonita A
deputada Kwan Tsui Hang pediu ontem ao Governo mais esclarecimentos sobre o atraso na construção de quatro projectos de habitação pública, cuja conclusão deveria estar pronta há dois anos, de acordo com promessas do Governo. Numa interpelação escrita, a deputada recordou que o Governo prometeu concluir 19 mil fracções de habitação pública em 2012 e, no entanto, os projectos de reconstrução da habitação social no Fai Chi Kei, o lote três do Bairro da Ilha Verde, a segunda fase da habitação social de Mong Há e a
habitação social da Rua Central de Toi San têm vindo a ser prorrogados há mais de dois anos. Os de Mong Há e Toi San estão suspensos e sem calendário para voltarem a ser construídos, até porque no caso de Toi San o caso pode avançar para tribunal.
No segredo dos deuses
Kwan Tsui Hang considera que o Executivo tem necessidade de esclarecer o público sobre os avanços das obras, as situações de prorrogação e os calendários da conclusão desses projectos, de forma a que a sociedade possa “supervisionar as obras em
conjunto” e também para que os candidatos possam não estar à espera de uma casa indefinidamente. A deputada questiona se o Governo vai falar sobre estas situações e o estado actual dos projectos e quer ainda saber quantos candidatos estão à espera de entrar numa habitação pública e quais são os calendários para a conclusão destas fracções. Além disso, Kwan lembrou que o Governo referiu a possibilidade de construção de mais 5600 fracções de habitação pública depois da construção das 19 mil casas públicas. F.F.
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Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) assegurou que parte da construção do Centro Modal de Transportes da Barra vai ser feita debaixo da terra devido ao facto da Barra ser uma zona classificada, onde existe património.
Numa interpelação escrita, o deputado Si Ka Lon questionava porque é que se decidiu construir as estações de autocarros subterrâneas no futuro Centro, mostrando-se preocupado com o problema da fluência de ar, que acontece actualmente nas Portas do Cerco. Numa resposta ao deputado, o coordenador do GIT, Ho Cheong Kei, justificou que o assunto foi discutido nas reuniões com o Instituto Cultural (IC) e com a Direcção dos Serviços de Turismo (DST). Como o local tem um limite de altura para a construção de edifícios por ser classificado, a construção subterrânea poderá permitir ultrapassar este problema, permitindo que se
veja o Templo de A-Má, a Fortaleza de São Tiago da Barra e o Museu Marítimo. Além disso, Ho referiu ainda que a ideia é também aproveitar o espaço terrestre para criar um jardim, adicionando assim espaços verdes à Barra, ao mesmo tempo que se liga as paragens ao metro ligeiro. O chefe do GIT defende ainda que “já aprendeu com a experiência da estação de autocarros das Portas do Cerco” e assegura que a construção do Centro Modal de Transportes da Barra vai ter um sistema de ventilação que corresponde aos critérios internacionais, de forma a manter a qualidade de ar e o ambiente confortável. F.F.
política 5
hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Sem tectos máximos para os créditos e um prazo de seis meses para fazer pedidos, o Regime de Garantia de Créditos Emergentes das Relações do Trabalho segue para votação na AL já no próximo mês
Créditos Laborais Acordo leva lei à AL em Agosto
Tudo no mesmo saco
Fundo ajuda fundo
Como terceiro ponto, Cheang Chi Keang afirmou que o Governo, através do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, vai garantir não só os interesses dos trabalhadores locais como os dos não residentes.
Em causa estão três pontos fortes: as garantias de créditos, o prazo para a garantia dos créditos e a transferência de contribuições
O
gcs
Governo e a 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) entraram em acordo relativamente ao Regime de Garantia de Créditos Laborais, antigo Regime de Garantia de Créditos Emergentes das Relações do Trabalho, e esperam que a legislação suba a votação na especialidade ainda antes do término desta sessão legislativa, em Agosto. “Já iniciámos o nosso trabalho de elaboração do parecer e o Governo disse-nos que vai tentar o quanto antes ainda esta semana, na sexta-feira, apresentar-nos a versão final”, explicou Cheang Chi Keang, presidente da 3.ª Comissão, adiantando que o mais tardar poderá ser no início da próxima semana. Se assim for, se o Governo apresentar nos próximos dias a proposta final, será “convocada uma reunião plenária ainda nesta sessão legislativa”. Na última reunião, em Agosto do ano passado, a Comissão
acha que seis meses beneficiam o trabalhador, ou seja, consegue proteger os trabalhadores”, adianta. Sobre os casos tratados pela Direcção dos Serviços para osAssuntos Laborais (DSAL), a Comissão admite que existem queixas relativamente ao créditos e o “Governo entende que este prazo é o mais adequado” para a resolução dos desacordos.
mostrou vontade de alterar alguns pontos do regime proposto, tais como o fim do tecto máximo do crédito a atribuir.
Ponto por ponto
“O texto de trabalho conseguiu reflectir as opiniões [da Comissão]. Depois da última reunião da nossa Comissão pudemos ver que este novo texto [apresentado
pelo Governo] já inclui as nossas opiniões”, informou o presidente. Em causa estão três pontos fortes: as garantias de créditos, o prazo para a garantia dos créditos e a transferência de contribuições. Na proposta inicial era estipulado um tecto máximo e agora, com a nova versão, este deixa de existir. “Segundo o novo texto de trabalho, o Governo eliminou o tecto máximo”, informou Cheang
Chi Keong. Relativamente ao prazo de garantia de créditos, o Governo mantém o que anteriormente decidiu: os trabalhadores têm seis meses. “O Governo disse-nos [ontem] que vai continuar a manter este prazo de seis meses, para que os trabalhadores possam o quanto antes apresentar pedidos ou requerimentos junto dos serviços competentes para conseguir os seus créditos. Por isso, o Governo
“Para transmitir a responsabilidade do empregador ao contratar os trabalhadores não residentes, decidiu o Governo definir que as receitas do fundo [de Segurança Social] abrangem ainda 5% da taxa de contratação como a receita do fundo”, explicou. Em termo práticos, 5% da taxa de contratação será transferida semestralmente do Fundo de Segurança Social para o Fundo de Garantia de Créditos Laborais. Ideia anteriormente defendida pela Comissão, que pretende contribuir com uma injecção inicial, da Administração, de 160 milhões de patacas. Filipa Araújo
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Recursos Humanos Fusão de GRH com DSAL “para melhorar funções”
Simplificar para o bem de todos O Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, afirmou, à margem de uma reunião com a 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) que decorreu ontem, que a possível fusão do Gabinete de Recursos Humanos (GRH) com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) irá permitir beneficiar a “cooperação das funções do Governo com os assuntos de recursos humanos e laborais”. É com a fusão que o Executivo conseguirá responder às queixas da sociedade, defendeu Lionel Leong. “Conforme as suas funções, nós gostaríamos que o GRH pertencesse à DSAL porque há uma sobreposi-
ção das funções dos dois serviços”, explicou o Secretário à comunicação social. “Através da reestruturação dos serviços públicos [podemos] melhor responder às necessidades quanto às funções dos recursos humanos da sociedade”, acrescentou o Secretário.
Da simplificação
Que o Governo já estaria a ponderar a integração este Gabinete na DSAL não é novidade, mas o Secretário justificou que, com a “mudança do número de trabalhadores não-residentes e a legislação cada vez mais abrangente” os dois serviços necessitam de reforçar mais a sua comunicação.
“Para tal, o Governo, partindo do ponto de vista da política de simplificação do aparelho administrativo e das estruturas orgânicas e das suas funções, tem vindo a considerar uma reestruturação dos serviços públicos”, pode ler-se no comunicado à imprensa, pós declarações de Lionel Leong. Em síntese, o Executivo está “a estudar e a ajustar as relativas leis orgânicas dos referidos serviços públicos”, tendo por base a política de “simplificação do aparelho administrativo e das estruturas orgânicas”. Ainda sem data para apresentar a decisão, o Secretário explica que espera que em breve haja novidades, frisando as semelhanças nos trabalhos que os serviços desenvolvem. F.A.
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hoje macau quarta-feira 22.7.2015
sociedade
hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Siza Vieira vem a Macau para falar com outros arquitectos sobre o Hotel Estoril. O arquitecto não aconselha a que se mantenha a fachada do prédio. Decisões só em Setembro
Hotel Estoril Decisão em Setembro. Siza Vieira aconselha demolição
Fachada fora, nada
“Preservar o edifício? Nunca fui apologista disso, seria um esforço com preços elevados e os espaços poderiam não ser adequados para as novas funções do edifício” Carlos Marreiros Arquitecto
com um período de construção mais longo, para que o espaço se transforme num centro de actividades recreativas e culturais para os jovens, onde haverá áreas preparadas para acolher várias actividades juvenis e um parque de estacionamento subterrâneo”, explica ainda o comunicado. Siza Vieira foi convidado para vir a Macau para se reunir com arquitectos locais de forma a falarem sobre o projecto. Essa vinda ao território não é uma estreia para o arquitecto, que vai recuperar o hotel local Sun Sun, no Porto Interior.
O
Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura vai dar a conhecer a decisão final sobre o que vai acontecer ao Hotel Estoril em Setembro. Isso mesmo foi dito num comunicado oficial, onde se pode ainda ler que o arquitecto Siza Vieira terá aconselhado o Executivo a demolir a fachada do espaço. Também Carlos Marreiros diz que preservação do edifício não é a melhor solução. Alexis Tam, que falava à margem da cerimónia de encerramento do 11º Acampamento Militar de Verão para Jovens Estudantes de Macau e foi depois citado em comunicado, garantiu que o projecto de reaproveitamento do Hotel Estoril “terá, nos próximos dois meses, uma decisão final”. Decisão que vai incluir detalhes sobre a utilização do espaço e “se será ou não mantida a fachada do edifício”. Tam referiu ainda à comunicação social que recentemente, durante uma visita a Portugal, teve um encontro com um “arquitecto português de renome”. O HM confirmou junto do Gabinete do Secretário que este é Siza Vieira, que aconselhou a que a fachada do edifício não fosse mantida. O Secretário reuniu com o profissional na cidade do Porto, onde “aproveitou para trocar impressões sobre a protecção do património cultural”. No comunicado é ainda reforçado que Siza Vieira está a par da situação de Macau. “Alexis Tam disse que o arquitecto propôs o desenvolvimento de um novo projecto, ou seja, não manter a fachada, porque considera que esta não integra o importante património cultural de Macau”, começa por apontar o comunicado. “Caso a fachada seja preservada, será necessário uma obra maior
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Preservação não é o melhor
“Alexis Tam disse que o arquitecto [Siza Vieira] propôs o desenvolvimento de um novo projecto, ou seja, não manter a fachada, porque considera que esta não integra o importante património cultural de Macau” gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura
Contactado pelo HM, o arquitecto Carlos Marreiros, também membro do Conselho do Património Cultural, disse congratular-se com a vinda de Siza Vieira a Macau. “Independentemente da solução final fico muito feliz por Macau dar uma oportunidade ao mestre Siza Vieira para fazer um projecto para Macau. Sublinho
TSI Decisão de Cheong Kuok Vá anulada
São permanentes, sim senhora O Tribunal de Segunda Instância (TSI) deu razão a uma mulher que interpôs um recurso contra o antigo Secretário para a Segurança, Cheong Kuok Vá, depois deste lhes ter negado a residência em Macau, após a morte do marido. A decisão do antigo responsável da tutela foi justificada pelo facto de os bilhetes de identificação da viúva do residente permanente, e das suas duas filhas, não terem sido renovados ao final do primeiro ano de obtenção de residência.
A justificação surge pela inexistência do motivo que levou os três membros da família a pedir a residência – junção familiar – em primeiro lugar, pois o marido, único membro residente permanente, falecera, vítima de um cancro hepático. O Governo alegava que, com a
morte do marido e a nacionalidade australiana das filhas da vítima, a lei de Macau não permitiria que mantivessem a identidade local. Não contentes, mãe e filhas colocaram recurso da decisão da Administração, evocando as ligações familiares – com a avó, residente do território - e a vida que aqui construíram.
Final feliz
O Tribunal de Segunda Instância (TSI) foi claro na sua decisão. “O acto recorrido, por mera razão da morte do pai da famílias das
que é importante RAEM trazer um mestre português, vencedor de um Pritzker, com provas dadas em todo o mundo, e até na China. Como arquitecto local fico muito feliz por se lhe atribuir esse projecto”, disse. Quanto à posição já assumida por Siza Vieira, Marreiros diz que “controvérsia gera sempre, seja quem for que faça o projecto, e isso só prova que Macau é uma sociedade plural”. Para o arquitecto, “qual será a solução é outra questão a ser discutida”. Marreiros não quis avançar a sua posição quanto à fachada, mas diz que a preservação do edifício não é a melhor solução. “Preservar o edifício? Nunca fui apologista disso, seria um esforço com preços elevados e os espaços poderiam não ser adequados para as novas funções do edifício”, concluiu. Andreia Sofia Silva
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Joana Freitas
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recorrentes, tomou a decisão de privação do direito à residência em Macau das recorrentes. Dela decorre a consequente necessidade de as duas abandonarem o local em que se integraram totalmente e a avó que conviveu com elas, desestruturando-se a sua vida pessoal, familiar e social (...). Assim sendo, concluiu-se que esta é uma decisão desrazoável, inadequada e desproporcional”, determinou o TSI. Assim, o tribunal deferiu o recurso colocado pela mãe, fundamentando a sua decisão na ofensa ao princípios de adequação, razoabilidade e proporcionalidade, anulando a decisão do ex-Secretário para a Segurança. Filipa Araújo
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hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Ensino DSEJ quer conteúdos mais fáceis para o infantil
De pequenino não se torce o pepino Os alunos do ensino infantil devem, assim, a título de exemplo, ter “conhecimento do corpo”, “saber distinguir e expressar emoções”, “conhecer os sinais de segurança mais comuns”. Na área da escrita, o aluno não deve começar a escrever caracteres chineses, mas apenas “ter interesse pela escrita”, “conhecer a forma correcta de pegar num lápis” e “conseguir registar experiências e sentimentos do quotidiano”. Na matemática, o aluno deve apenas “ser capaz de conhecer e escrever correctamente os números e sinais comuns da matemática”, sem fazer cálculos.
tiago alcântara
Já entraram em vigor as novas exigências para as disciplinas do ensino infantil. A DSEJ quer pôr fim ao ano preparatório para o ensino primário e garantir que as crianças têm acesso a conteúdos lúdicos
“É muito difícil para os mais novos aprenderem que 7+3=10 e há escolas do ensino infantil que começam a ensinar aos alunos caracteres chineses. Queremos evitar conteúdos complicados”
A
Direcção para os Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) apresentou ontem mais detalhes sobre a entrada em vigor das novas exigências das competências básicas do ensino infantil, que entram em vigor em Setembro, no ano lectivo de 2015/2016, apenas para as escolas do ensino regular. Para a semana deverá ser publicado um despacho do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que irá especificar as novas exigências. Leong Lai, directora da DSEJ, adiantou que uma das alterações passa pela facilitação de conteúdos no ensino infantil, com o fim do ano preparatório para o ensino primário. “Queremos evitar que o ensino infantil seja igual ao ensino primário. O ensino infantil é de três anos e o terceiro ano funciona como um ano de preparação para a escola primária, em que são ensinados conteúdos do ensino primário, mas queremos que os alunos do ensino infantil tenham conteúdos lúdicos porque ainda são novos. É muito difícil para os mais
Inflação acima dos 5% em Junho
A taxa de inflação em Macau nos 12 meses terminados em Junho, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, foi de 5,43%, revelaram ontem os Serviços de Estatística e Censos. Comparativamente a Junho de 2014, numa análise por sector, verificaram-se subidas de 11,09% na habitação e combustíveis, 5,52% em produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e 5,12% na saúde.
Leong Lai Directora da DSEJ
novos aprenderem que 7+3=10 e há escolas do ensino infantil que começam a ensinar aos alunos caracteres chineses. Queremos evitar conteúdos complicados. Os conteúdos têm de ser adequados às crianças”, explicou a directora, que garantiu ainda que o objectivo da regulamentação das
Aperfeiçoamento Contínuo “cumpre normas do subsídio”
novas exigências é aumentar a qualidade do ensino, proporcionando “uma qualidade e formação mais equilibrada e completa”.
Livres de castigos
Apesar das novas exigências estarem agora regulamentadas, as
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) confirmou que criou um “sistema rigoroso de fiscalização dos cursos” no âmbito do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo, sendo que “a situação dos cursos de educação contínua e exames de credenciação é positiva”. A maioria dos cursos “cumpre as normas do subsídio”, garante o organismo. A DSEJ, por forma a “assegurar uma utilização razoável e eficaz do erário público”, diz realizar com frequência “inspecções aos locais de realização dos cursos, análise documental e visitas de acompanhamento, entre outras medidas”. Recorde-se que a fiscalização foi mais apertada depois de terem sido apontadas ilegalidades à forma como o subsídio de cinco mil patacas é atribuído à população e os cursos são dados, por haver lacunas precisamente na fiscalização.
escolas não serão alvo de qualquer sanção caso os alunos não cumpram os objectivos no final de cada ano escolar. “Vamos ter um inquérito para as escolas preencherem e depois sabemos se as escolas implementaram as exigências”, explicou a directora da DSEJ.
GAES Cem alunos a aprender Português no Verão
Começou no dia 2 de Julho mais uma edição da actividade “O Ser e Saber da Língua Portuguesa – Curso de Verão em Portugal”, com a colaboração da Universidade de Lisboa e Universidade do Porto. No total, cerca de uma centena de alunos estão em Portugal para aprender mais a língua de Camões, sendo que 42 estão em Lisboa. As actividades prolongam-se até Agosto. Segundo o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES), “para além da participação em cursos intensivos de Língua Portuguesa, os estudantes têm a oportunidade de organizar as suas próprias actividades nos seus tempos livres”. Ao nível do Inglês, o GAES enviou ainda 24 alunos de 13 instituições do ensino superior de Macau, interior da China, Hong Kong e Taiwan para a Austrália, no âmbito da “Viagem à Austrália para Formação em Língua Inglesa”.
Para já apenas o ensino infantil recebe as novas exigências, sendo que até ao ano lectivo de 2019/2020 todo o processo estará concluído. A DSEJ realizou um programa piloto em algumas escolas e fez formação a mais de dois mil docentes sobre este processo. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
china
hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Bolsa Terreno positivo pela quarta sessão consecutiva
A bolsa chinesa, que há um mês atravessou uma fase de grande volatilidade, voltou a subir ontem (0,64%), pela quarta sessão consecutiva. O Índice Composite de Xangai ultrapassou os 4.000 pontos, fasquia considerada especialmente simbólica, fechando nos 4.017 pontos e na Bolsa de Shenzhen, de menor dimensão, as acções valorizaram 0,86%, indicou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. A subida de ontem foi superior à recuperação registada na quinta-feira passada (0,46%), mas ficou aquém da valorização assinalada nas duas sessões seguintes, de 3,51% e 0,88%, respectivamente. Entre meados de Junho e o passado dia 8 de Julho, a bolsa chinesa caiu cerca de 30%, numa desvalorização estimada em mais de três biliões de dólares que alarmaram os mercados internacionais.
Investimento externo na China aumentou 8,3% no 1.º semestre
A China atraiu 68.410 milhões de dólares de investimento externo no primeiro semestre de 2015, num aumento de 8,3% em relação a igual período do ano anterior, anunciou ontem o Ministério do Comércio chinês. Quase dois terços daquele montante (63,5%) foram investidos na área dos serviços, enquanto a percentagem relativa ao investimento no sector manufactureiro, outrora dominante, caiu 8,3%, para 20.860 milhões de dólares, indicou a mesma fonte. No primeiro semestre de 2015, o investimento oriundo do Japão e dos Estados Unidos diminuiu 16,3% e 37,5%, enquanto o da França e da Região Administrativa Especial de Macau subiu 46,9% e 56,2%, respectivamente, disse também o ministério, sem precisar os montantes. Segunda economia mundial, a China foi o país que atraiu mais investimento externo em 2014, à frente dos Estados Unidos.
Adjunto de Hu Jintao preso por corrupção
Sexo, mentiras e lucros A China anunciou a prisão de um dos mais próximos colaboradores do antigo Presidente Hu Jintao, Ling Jihua, por suspeita de corrupção e de outros “graves crimes”. Ex-director da secretaria geral do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), Ling Jihua, 59 anos, foi também expulso do partido e afastado dos cargos que ocupava, disse a agência noticiosa oficial Xinhua, na segunda-feira à noite, citando uma resolução do Politburo do PCC. Ling Jihua “aproveitou-se dos cargos para obter lucros para outras pessoas e aceitou enormes subornos, pessoalmente e através da sua família”, afirmou a liderança chinesa. O antigo líder foi igualmente acusado de “adultério com várias mulheres” e de “trocar o seu poder por sexo”, num comportamento que “minou gravemente a imagem do Partido” e teve “uma influência social extremamente má”. As autoridades judiciais “abriram um inquérito à suspeita corrupção de Ling (Jihua) e decidiram prendê-lo de acordo com a lei”, anunciou a Xinhua, citando a Suprema Procuradoria Popular.
O carro do filho
O anúncio ocorre sete meses depois de a Comissão Central de Controlo e Disciplina do PCC ter revelado que Ling Jihua estava a ser “in-
(Ling Jihua) “aproveitou-se dos cargos para obter lucros para outras pessoas e aceitou enormes subornos, pessoalmente e através da sua família” Resolução do politburo
vestigado por grave violação da disciplina”, expressão habitualmente para os casos de corrupção e abuso do poder. Mas a queda de Ling começou muito antes, em Março de 2012, quando o seu filho morreu ao volante de um Ferrari numa circular de Pequim. Figura proeminente da elite comunista, trabalhando directamente com o então secretário geral do PCC e Presidente da Republica, Ling terá tentado encobrir o aciden-
te, que matou o filho e feriu gravemente as duas jovens que o acompanhavam, uma das quais acabaria por falecer. Segundo uma investigação publicada no Verão daquele ano pelo jornal South China Morning Post, Ling tentou comprar o silêncio das famílias das outras vítimas, recorrendo a fundos desviados de grandes empresas estatais, e durante meses, não mostrou qualquer sinal de luto e manteve a sua rotina de trabalho.
Xi Jinping e Obama destacam acordo com Irão
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s presidentes da China e dos Estados Unidos destacaram ontem o acordo nuclear com o Irão como um exemplo de como a cooperação entre os dois países pode ser bem-sucedida, escreve a agência Xinhua. Xi Jinping e Barack Obama falaram ontem por telefone, numa conversa em que o líder chinês confirmou a visita oficial aos Estados Unidos em Setembro e em que ambos sublinharam a disponibilidade para trabalharem no sentido de obterem resultados positivos dessa viagem. “Quero trabalhar consigo para promover a compreensão e amizade mútua entre os dois povos e ampliar a colaboração em todos os aspectos”, disse Xi, citado apela agência oficial chinesa. Neste diálogo, Obama destacou a “grande importância” do papel da China no recente
acordo sobre o programa nuclear do Irão, alcançado pelo grupo 5+1 (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido, França e Alemanha), no passado dia 14 de Julho. Os Estados Unidos agradeceram à China pela sua contribuição para este “acordo histórico” e esperam que a cooperação conjunta se mantenha e se venha a materializar. Por seu lado, Xi Jinping sublinhou que o acordo com Teerão vem reforçar o pacto de não-proliferação e constituiu “uma experiência positiva” no que toca à resolução de disputas importantes através de negociações. Além disso, o líder chinês destacou que Pequim e Washington mantiveram uma estreita comunicação e coordenação no processo negocial com o Irão, o que comprova que se criou um novo modelo relacional entre os dois países.
Ainda antes do XVIII Congresso, que em Novembro de 2012 consagraria a ascensão ao poder de uma nova liderança, encabeça-
pub
da pelo vice-presidente Xi Jinping, Ling foi afastado da secretaria geral do Comité Central e despromovido. Já na era Xi Jinping, assumiu o cargo de vice-presidente da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, um órgão política e socialmente prestigiado, mas sem poder executivo. Confirmando a perda de influência de Ling Jihua, em 2014, dois dos seus irmãos - Ling Zhengce e Ling Wancheng - foram presos por corrupção. Dezenas de quadros com a categoria de vice-ministro ou superior, entre os quais o ex-chefe da Segurança, foram presos e condenados nos últimos dois anos e meio por corrupção, na mais drástica e persistente campanha do género de que há memória na Republica Popular da China.
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hoje macau quarta
Macau Closer celebra 100ª edição e promete novidades
• Um novo grafismo, novos colunistas e conteúdos. É desta forma que a revista Macau Closer está a celebrar a sua 100ª edição. Segundo o editor executivo da publicação semanal, Hélder Beja, todo o grafismo da revista foi “reinventado, não só para o aniversário
como para as edições seguintes”. As novidades passam pela criação de uma secção de desporto e pelo aprofundamento das secções de cultura e cinema. Além disso, a Macau Closer passa a ter mais colunistas, não apenas locais mas expatriados a viver no território.
Braga Bom Jesus candidato a Património da Humanidade
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Câmara de Braga anunciou ontem ter sido apresentada na segunda-feira, em Lisboa, a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade na Comissão Nacional da Unesco. O vereador do Património da Câmara de Braga, Miguel Bandeira, que fez parte da equipa que na segunda-feira se deslocou a Lisboa, destacou a importância desta candidatura, adiantando que este processo implicou “algumas alterações em sede de revisão do Plano Director Municipal (PDM), nomeadamente a eliminação da estrada que estava prevista para as proximidades do Bom Jesus”. Em comunicado enviado ontem, a autarquia acrescenta que o mesário da Confraria do Bom Jesus, Varilo Pereira, considerou que esta apresentação em Lisboa “foi um passo fundamental”, uma vez que permitiu demonstrar a real
dimensão do Bom Jesus a quem analisa as candidaturas. No dia 9, o presidente da Confraria do Bom Jesus, Varico Pereira, referiu à Lusa que as obras de reabilitação no santuário do Bom Jesus do Monte, orçadas em dois
milhões de euros, pretenderam “criar as condições necessárias para o sucesso da candidatura” do santuário a Património Mundial. Uma parte da intervenção incidiu na requalificação da fachada e na substituição do telhado do templo, que estava danificado. O Santuário do Bom Jesus do Monte é constituído por um conjunto arquitectónico e paisagístico que integra uma igreja, um escadório onde se desenvolve a via-sacra, uma área de mata com 55 hectares, alguns hotéis e um funicular. A coordenadora da candidatura a Património Mundial, Teresa Anderson, já se manifestou confiante no sucesso da iniciativa, sublinhando tratar-se de “um lugar único, com uma história de 600 anos, muito bem fundamentada” em várias fontes de informação, com material de natureza monográfica e iconográfica.
À venda na Livraria Portuguesa Goodbye, Columbus e Cinco Contos • Philip Roth
O primeiro livro de Philip Roth foi premiado e granjeou-lhe imediatamente a reputação de escritor de ironia explosiva, capacidade de observação impiedosa e compaixão pelas suas personagens, mesmo pelas mais desprovidas de sentido da realidade. Goodbye, Columbus é a história de Neil Klugman e da bonita e ousada Brenda Patimkin, ele da pobre Newark, ela do bairro suburbano de Short Hills, que se conhecem numas férias de Verão e mergulham numa relação que diz tanto das classes sociais e da suspeita como do amor. A novela é acompanhada de cinco contos cujo registo vai da iconoclastia à ternura sem reservas.
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rrancou a 13 de Julho e é mais um projecto que pretende mostrar a presença da cultura portuguesa pelo mundo. Chama-se “A Nossa Língua” – no Instagram “@ nossa língua” - e teve origem no Brasil. Vai buscar ao Instagram as melhores imagens que mostram o lado português dos lugares onde ainda se fala a língua de Camões. Há sete curadores, um por região lusófona, responsável por seleccionar as fotografias e enviá-las para a curadoria geral, no Brasil. Em Macau, o arquitecto Pedro Santos, que no Instagram tem a conta @pedrosmithson, é o nome por detrás da recolha das imagens a Oriente, tendo sido convidado pela equipa principal no Brasil. “O que mais fotografo cá é o espaço urbano, fico fascinado pela dimensão e intensidade da cidade, o rendilhado dos edifícios. Mas eu estou apenas como curador, a servir de júri para as fotografias. Qualquer pessoa de Macau pode participar no projecto, basta seguir o projecto no Instagram e eu depois escolho as fotografias, através da hashtag. Depois mando as fotos para a curadoria geral, no Brasil, sendo que cada curador tem direito entre dez a 20 fotografias”, diz ao HM.
“Aquilo que mais procurarei é a herança portuguesa e, se possível, o contraste ou a forma como se enquadra no panorama geral de Macau e como funciona bem com toda a arquitectura chinesa”
Fotografia Macau pa
Cultura
Pedro Santos é arqui as melhores imagens que serão compiladas
trado algumas fotografias bastante interessantes, embora de Macau ainda sejam poucas.” Os temas vão sendo lançados, sendo que a Missão Terra acabou há dois dias e agora os participantes terão de responder ao apelo da Missão Casa, o qual dura até ao dia 26 de Julho. “Quanto mais for divulgado
Pedro Santos Curador
Pedro Santos confessa que, por enquanto, a participação de Macau tem sido pouca. “O que eu procuro são fotografias de Macau que sejam próprias da minha linguagem, que me sejam apelativas. Tenho encon-
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Pequenos Prazeres • Arthur de Pins
Arthur é um rapaz um pouco tímido, mas bem-disposto, desportista ocasional, fumador (também) ocasional, amigo do seu amigo, divertido, girinho, segundo as amigas, e completamente obcecado por mulheres. Mas tudo muda no dia em que conhece Clara, uma miúda respondona e muito dona do seu nariz apanhou-o pelo coração, e outros órgãos. Será que eles conseguem prescindir dos prazeres da vida de solteiros? Um comic irresistivelmente divertido e provocador sobre amor, sexo, relacionamentos, sexo, amizades… e sexo.
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a-feira 22.7.2015
articipa no projecto mundial “A Nossa Língua”
ra portuguesa no Instagram
itecto e um dos curadores do projecto online “A Nossa Língua”, que pretende recolher s da cultura portuguesa nos países lusófonos. O objectivo é recolher cem fotografias, s em livro e num documentário
Óbito Morreu o jornalista Luís Vitta
Luís Vitta, jornalista da Lusa durante 16 anos, morreu ontem de madrugada, aos 69 anos, no Hospital de Cascais, disse à Lusa uma fonte familiar. Natural de Jaboticabal, São Paulo, Brasil, Luís Vitta era licenciado em Direito, fugiu à ditadura brasileira e chegou a Portugal em 1974, a seguir ao 25 de Abril, e entrou para a então ANI (Agência Nacional de Informação), em Novembro desse ano. Após a revolução, a ANI deu origem à ANOP (Agência Noticiosa Portuguesa), onde trabalhou até Novembro de 1982, ingressando nesse ano na Notícias de Portugal (NP), sendo depois jornalista fundador da Lusa, em 1987, após a fusão da ANOP com a NP. Além do seu longo percurso no jornalismo de agência, passando por várias áreas, Luis Vitta esteve sempre ligado à cultura, sobretudo escrevendo sobre música, tendo colaborado na fundação do jornal Blitz, lançado por Manuel Falcão.
Taipa Conta-me histórias através do lixo
e quanto mais pessoas conseguirmos captar tanto melhor, porque mais rico fica o catálogo.”
Projecto em construção
Pelo lado global do projecto, Pedro Santos diz que ainda não é possível saber mais detalhes do livro e documentário. “Vai ser feito um
livro com fotografias e será feito um documentário, embora não saiba ainda em que moldes será feito. Um projecto desta dimensão é sempre difícil, é a nível mundial, e por isso o documentário ainda estamos a ver o que é que podemos fazer.” Com cerca de oito mil seguidores, um “número absurdo”, Pedro Santos
diz que não há outro lugar onde a arquitectura espelhe tanto uma cultura. “Aquilo que mais procurarei é a herança portuguesa e, se possível, o contraste ou a forma como se enquadra no panorama geral de Macau e como funciona bem com toda a arquitectura chinesa. É importante um projecto como este, porque acho
que em termos de cultura e imagem uma das coisas mais importantes que Macau tem é a arquitectura. Tinha esperança de encontrar mais costumes portugueses, mas tenho vindo a perceber que a arquitectura é mais fácil.” Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Oceanário de Lisboa eleito o melhor aquário do mundo
Extraordinário mundo marinho O Oceanário de Lisboa acaba de ser eleito o melhor aquário do mundo pelos utilizadores do TripAdvisor, o maior portal internacional de reserva de viagens. O aquário português conquistou o primeiro lugar tanto no ‘top’ europeu, como no ‘top’ mundial dos Traveler’s Choice Awards, prémios resultantes das avaliações dos turistas. Avaliado com 4,5 estrelas em 5 no TripAdvisor, o Oceanário de Lisboa é considerado pelos visi-
tantes a experiência mais interessante a ter na capital portuguesa (entre um total de 444 possibilidades), somando 10.868 avaliações de turistas, que descrevem o aquário como “um lugar imperdível”. “Maravilhoso, para crianças e adultos”, “Impressionante!” ou “A vida marinha em todo o seu esplendor!” são alguns dos comentários elogiosos de utilizadores que podem ler-se no portal e que contribuíram para a classificação “Excelente” consegui-
da, também, pelo Oceanário, que, recentemente, lhe valeu um certificado. “É com grande orgulho que recebemos este reconhecimento atribuído pelos nossos visitantes, nacionais e estrangeiros”, confessa, em comunicado, João Falcato, administrador do Oceanário de Lisboa. “Sentimos que a nossa missão de promover a literacia azul e de sensibilizar para a conservação dos ecossistemas marinhos, atravessa todos os oceanos e é
Música Concerto nas Casas-Museu
reconhecida mundialmente” congratula-se o responsável.
Apostas inovadoras
Ao longo dos anos, o Oceanário tem apostado na apresentação de “inovadoras” experiências de visita. Um exemplo é a mais recente exposição temporária do aquário, “Florestas Submersas by Takashi Amano”. Única no mundo, a exposição, cuja inauguração foi acompanhada, há três meses, pelo Boas Notícias, já foi visitada por 200 mil pessoas
É já amanhã que o Auditório do Carmo, na Taipa, abre as suas portas à história de Macau contada por Simon Go, fotógrafo, e Chan Su Weng, investigador de Macau, numa sessão intitulada “Memória do Caixote do Lixo”. É efectivamente de lixo que trata esta sessão, já que é através de objectos encontrados no lixo que as histórias são contadas. A sessão pretende transmitir à audiência o espírito de “caça ao tesouro” que os profissionais das diferentes áreas partilham, relativamente tanto à descoberta dos bairros antigos do território, como do território vizinho de Hong Kong, tal como escreve o jornal Ponto Final. Com início agendado para as 14h00, o momento inclui também a sessão de Chan Hin Io, também ele fotógrafo, com o nome “Em Busca de Lojas Antigas”, uma colectânea de imagens de estabelecimentos comerciais históricos de Macau e de Hong Kong, através do tempo. Na sessão, acrescenta a publicação, serão ainda apresentadas algumas estratégias de negócio tradicionais utilizadas pelos proprietários dessas lojas.
e é referenciada como uma experiência “maravilhosa” pelos utilizadores do TripAdvisor. Com 17 anos de existência, durante os quais recebeu mais de 19 milhões de visitantes, o Oceanário de Lisboa é atualmente, um dos equipamentos culturais mais visitados de Portugal. Em 2014, o aquário português deu as boas-vindas a turistas de 180 nacionalidades.
O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e o Instituto Cultural apresentam, este sábado mais uma série do Concerto ao Anoitecer. Desta vez, são Az Samad, um guitarrista profissional oriundo da Malásia, e Kirsten Long, uma cantora de jazz de origem chinesa, quem tem a missão de dar música ao público. “A combinação entre o famoso guitarrista, especialista na técnica ‘fingerstyle’ e a pianista de jazz proporcionarão um espectáculo raro de se ver na Ásia”, explica a organização em comunicado. O evento, que acontece em colaboração com o Macau Jazz Promotion Association, acontece das 17h30 às 19h00 e tem entrada gratuita.
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hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.o 14/P/15 para o «Fornecimento de Medicamentos e Outros Produtos Farmacêuticos para a Convenção das Farmácias», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 25, II Série, de 24 de Junho de 2015, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 3.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo.
expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, e também estão disponíveis no website dos S.S. (www. ssm.gov.mo) e que foram juntos ao respectivo processo. Serviços de Saúde, aos 16 de Julho de 2015.
Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de
O Director dos Serviços Lei Chin Ion
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 20/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 25 de Junho de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de um Conjunto de Instrumentos Médicos de Cirurgia Geral aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 22 de Julho de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 153,00 (cento e cinquenta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,30 horas do dia 4 de Setembro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 7 de Setembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Museu» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP 112.200,00 (cento e doze mil e duzentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 13 de Julho de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 163/2015 -----Atendendo a que não é possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o Senhor LAM KENG CHONG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 73561XXX, titular da licença do “RESTAURANTE CANTO”, situado na Rua de Sanches de Niranda n.° 6A, edifício Mei Fong r/c, loja A, Macau, que na sequência do Auto de Notícia n.° 142/DI/2013, levantado pela DST, em 05.04.2013, bem como por despacho da signatária de 26.03.2015, exarado no Relatório n.° 263/DI/2015, de 11.03.2015, lhe foi aplicada a multa de $2,500.00 (duas mil e quinhentas patacas), nos termos do artigo 73.° do Decreto-Lei n.° 16/96/M, de 1 de Abril, por infracção ao disposto no n.° 3 do artigo 35.° - “O disposto no número anterior aplica-se no caso de alteração das tabelas.” do mesmo diploma.----------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deverá ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n.° 1 do artigo 62.° do Decreto-Lei n.° 16/96/M, de 1 de Abril, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do mesmo artigo.---------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 30 dias, conforme estipulado na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada. ------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo poderá ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline:, 18.° andar, Macau.------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Julho de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.°463/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora TRAN THI THUY, portadora do Passaporte do Vietname n.° B1753xxx e Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente n.° 13457xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.°60/DI-AI/2014, levantado pela DST a 26.05.2014, e por despacho da signatária de 30.04.2015, exarado no Relatório n.° 217/DI/2015, de 28.04.2015, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Avenida de Venceslau de Morais n.° 202, Edf. Pat Tat Sun Chuen, 1.° andar AC onde se prestava alojamento ilegal.--------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. --------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Julho de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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hoje macau quarta-feira 22.7.2015
Relatório de actividades em Macau
Em 2014, as actividades da Manulife Macau* tiveram um crescimento contínuo tendo, o valor total dos prémios de seguro ultrapassado duzentos e quarenta milhões de patacas. Em articulação com as necessidades de desenvolvimento do mercado local, implementámos o seguro de vida após a aposentação, proporcionando vários fundos de aposentação destinados às empresas clientes e seus empregados. Por outro lado, introduzimos os canais de venda bancários, explorámos novos domínios das actividades em Macau, prestando serviços para vários tipos de clientes. Em consonância como desenvolvimento diversificado da Companhia, iremos estudar e desenvolver novos produtos de seguro, aposentação e gestão de riqueza, para concretizar os objectivos financeiros dos nossos clientes e seus familiares. A Manulife Macau pretende ser especialista em planos de aposentação das gentes de Macau.
Relatório de Auditor Independente sobre Demonstrações Financeiras Resumidas Para os Administradores da Manulife (International) Limited: (sociedade de responsabilidade limitada, registada em Bermudas) Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Manulife (International) Limited, Sucursal de Macau (“Sucursal de Macau de Manulife”), relativas ao ano de 2014, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 21 de Abril de 2015, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo. As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2014, a demonstração de resultados, a demonstração de alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas a que acima se faz referência. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas. Para a melhor compreensão da posição financeira da Sucursal de Macau de Manulife e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangidos pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria. Bao, King To Auditor de Contas Ernst & Young – Auditores Macau, aos 21 de Abril de 2015
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artes, letras e ideias
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WANG CHONG
王充
OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG
Do destino – 6 Não nos podemos esforçar por obter riquezas e honra, do mesmo modo que não podemos esperar sair da pobreza e da obscuridade [se tal não for o nosso destino]. Assim, é evidente que aqueles cujo destino é serem ricos e poderosos lá chegarão mesmo sem o desejarem. Aqueles que acreditam no destino dizem: “Se soubermos que o nosso destino é favorável, não necessitamos de procurar força-lo. Se o Céu e o destino nos forem extremamente favoráveis, seremos bem sucedidos mesmo sem o procurar; se forem extremamente desfavoráveis, de nada servirá sequer tentar”. [Na natureza], os seres nascem por si próprios, sem o desejarem e, entre os homens, há os que se tornam poderosos sem o procurarem ser. Alguns são espontaneamente bons, mesmo antes de receberem qualquer instrução, enquanto que outros permanecem maus independentemente da educação que lhes for ministrada. Do Céu recebemos, tal como do destino. O rei Yi de Yue fugiu para as montanhas, recusando categoricamente aceitar o seu cargo e na esperança de que alguém o substituísse. Mas o povo de Yue encheu de fumo a sua caverna e não lhe deram descanso, forçando-o a ascender ao trono. O Céu e o destino assim tinham decidido e, por muito que tenha tentado fugir, não se pode subtrair ao que lhe estava reservado. Ora não é isto exemplo de obter honrarias sem as ter querido? Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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artes, letras e ideias 15
Os seres nascem por si pr贸prios, sem o desejarem e, entre os homens, h谩 os que se tornam poderosos sem o procurarem ser.
opinião
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Martin Scorsese, The Wolf of Wall Street
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É perigoso ficar já “farto” de falar da Grécia
E
u sei que está toda a gente farta da Grécia, de ouvir notícias sobre a Grécia, de falar da Grécia. O sistema mediático tem este efeito de rápido cansaço e gera também a vontade de passar para outra coisa ou outra causa. Para além disso, tudo parece já estar decidido e não vale a pena chover no molhado. Vale, vale. Depois há a sensação de derrota dos filo-helenos, seja dos políticos pró-Syriza, seja dos admiradores mais dos gregos do que do Syriza. Todos partilham uma sensação incómoda porque mistura sentimentos de traição, humilhação, derrotismo, impotência, tudo coisas pouco amáveis para a auto-estima. Ainda pior é ver a alegria dos que, ao lado de personagens como Dijsselbloem, gozam a sua vingança contra Varoufakis que, de todo não respeitava o holandês pedestre, e contra os gregos que tiveram o arrojo de votar “não”. Digamos que é o
clube português dos fans de Dijsselbloem, que festeja a vitória em artigos nos locais certos, nas redes sociais e nos comentários, numa espécie de jogo de futebol contra o clube português dos fans de Varoufakis, no qual, imagine-se a brilhante inteligência, incluem… António Costa. Senhor, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem. O problema é que sabem: querem manter-se no poder e prosseguir um programa de revanche social e política contra os que desde o 25 de Abril lhes roubaram o direito natural de mandar. É por isso que me é inaceitável o argumento salomónico que muitos socialistas usam para se justificar, atribuindo “culpas” ao governo grego e à “Europa”, umas concretas e com alvo, as outras abstractas e genéricas, como se o resultado final se devesse ao modo como os gregos se comportaram nas negociações e não à recusa sempre sistemática dos alemães e do Eurogrupo em negociar fosse o que fosse, com o apoio dedicado dos
socialistas. Os gregos podem ter feito todas as asneiras possíveis, que isso não justifica o que se passou. Mesmo os meses que durou isto tudo, não foram os meses necessários para negociar qualquer coisa, mas os meses necessários a colocá-los entre a espada e a parede e por fim vergá-los. Nunca, jamais, em tempo algum, poderia ter sido de outra maneira, porque nunca quem manda desejou que fosse de outra maneira.
“A questão nunca foi conduzir bem ou mal as negociações, mas o facto de, por imposição da Alemanha, se ter sempre decidido que não havia acordo com os esquerdistas do Syriza”
Muitas das propostas gregas logo de início eram bastante moderadas (recordam-se de como os fans de Dijsselbloem disseram que os gregos tinham vergado como Hollande…), mas a perigosidade evidente de um governo como o do Syriza obter qualquer ganho de causa era inaceitável para governos como o português e o espanhol, e era uma bofetada para os socialistas colaboracionistas. A questão nunca foi conduzir bem ou mal as negociações, mas o facto de, por imposição da Alemanha, se ter sempre decidido que não havia acordo com os esquerdistas do Syriza. Os alemães e os seus acólitos tinham um programa de humilhação, com um acordo que foi afinal escrito pelo Syriza a branco, para eles o reescreverem a preto. O acordo com a Grécia, na realidade um diktat, só tem uma lógica: obrigar os gregos a engolir tudo o disseram que não desejavam. Não tem lógica económica, nem financeira, tem apenas uma lógica política de humilhação.
opinião 17
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José Pacheco Pereira
in Público
Querias isto? Pois levas com um não-isto. Foi assim que foi feito o chamado acordo. E não me venham com o argumento de “confiança”, por parte de governantes como Merkel, Rajoy e Passos Coelho que apoiaram Samaras e a Nova Democracia até ao fim, sabendo que apoiavam um governo corrupto e oligárquico, coisa que o Syriza nunca foi acusado de ser. Esse governo “confiável” literalmente evaporou centenas de milhares de milhões de euros e permitiu que a Grécia, endividando-se até ao limite, funcionasse como tapete rolante para reciclar a dívida dos bancos franceses e alemães para os contribuintes europeus. E não me falem de “confiança” face a um acordo-diktat em que ninguém acredita, em que ninguém “confia” e que assenta no poder e no cinismo. É uma exibição brutal de poder, que coloca a Grécia a ser governada de Bruxelas e Berlim, por gente que vai decidir os horários das lojas ao domingo, quem pode ter uma farmácia, como funcionam as leitarias e as
padarias, e quem pode conduzir ferrys para as ilhas. Mas há mais: são revertidas decisões constitucionais de tribunais gregos e, como em Portugal se fez, mudanças legais para acelerar despejos, expropriações, falências
“Reconheço que os gregos cometeram muitos erros, mas recuso-me a colocar esses erros no mesmo patamar do que lhes fizeram. E o que lhes fizeram, uma mistura de vingança e humilhação, mostra bem o que a “Europa” hoje é”
e para retirar aos trabalhadores direitos sindicais e de negociação. Depois há Schäuble, mas isso é outro nível das coisas, aquelas que vale a pena discutir. O que é que se assistiu nos últimos dias? Várias coisas que já são seguras e outras que estão em desenvolvimento. Comecemos pelas “regras”. Como se sabe os gregos foram acusados de violar as “regras” do euro, e uma fila de pequenos governantes limitados enchiam a boca com as “regras”. Ora se há processo que violou desde o início as “regras” da União foi o modo como foi conduzido o caso grego. Nenhuma das três instituições europeias, o Conselho, o Parlamento e a Comissão assumiu o seu papel neste processo, substituídas por uma entidade informal, o Eurogrupo, e dentro do Eurogrupo pela palavra e posições alemãs que sempre decidiram o que se fazia e o que não se fazia. A União Europeia não são os dezanove, a que se podia subtrair um, a Grécia,
ficando dezoito. São vinte e oito, o que significa que nove estados que não têm o euro como moeda ficaram de fora. Um deles foi o Reino Unido, completamente marginalizado de uma discussão que foi muito mais longe do que apenas a política monetária do euro, mas foi um dos mais importantes momentos da história política da União. Mais: algumas decisões tomadas no Eurogrupo implicam fundos comunitários sobre os quais o Reino Unido também tem direitos, e ninguém se deu ao trabalho de telefonar a Cameron para o envolver nas discussões e nas decisões. A marginalização do Reino Unido é um grave precedente para o referendo que se vai realizar sobre a pertença à União Europeia. Isto significa que o Conselho, que reúne os chefes de governo da União, com euro ou sem euro, e o Parlamento, cujo protagonismo os europeístas gostam tanto de exaltar, assistiram sem qualquer papel à crise grega. O mesmo se pode dizer da Comissão sempre subalternizada pelos alemães e os seus aliados como pouco fiável na dureza que queriam impor aos gregos. A Comissão, depositária dos Tratados, assistiu à violação desses mesmos Tratados pela Alemanha e o Eurogrupo, sem pestanejar ou, se pestanejou, como alguns afirmam, ficou por aqui. Aliás a marginalização da Comissão é institucionalizada no acordo imposto à Grécia, que implica a participação obrigatória do Fundo Monetário Internacional, uma instituição de fora da União, com quem passa a partilhar o “controlo” do resgate. Esta foi, mais uma vez, uma imposição alemã. Não, eu não sou salomónico. Reconheço que os gregos cometeram muitos erros, mas recuso-me a colocar esses erros no mesmo patamar do que lhes fizeram. E o que lhes fizeram, uma mistura de vingança e humilhação, mostra bem o que a “Europa” hoje é. De há algum tempo para cá, já sabíamos o que ela estava a deixar de ser, a Europa dos fundadores, construída a favor da paz e pela solidariedade. Hoje não foi a senhora Le Pen que foi dizer aos eleitores que devem ser egoístas se são ricos e submissos se são pobres. Foram Passos Coelho e Cavaco Silva, em Portugal, foi Rajoy em Espanha, foi Dijsselbloem na Holanda, foi Merkel na Alemanha, foram partidos e governantes como os antigos Verdadeiros Finlandeses, que até há pouco tempo eram esconjurados pelos europeístas e agora são eles que dão o tom à “Europa”. Os estragos deste egoísmo não vão desaparecer e um dia virão bater à nossa porta. Não é difícil imaginar como. Também nós esperamos “crescer” nos próximos anos com os fundos comunitários, uma dádiva dos países que são contribuintes líquidos, ou seja, dos contribuintes alemães. Só por ingenuidade é que nós pensamos que o mesmo argumento que é usado para os gregos não pode virar-se contra nós. Não fazemos parte dos “preguiçosos” do sul? Por que razão um honesto e trabalhador operário especializado numa fábrica da Renânia-Vestfália vai ter que pagar dos seus impostos para esses portugueses que “vivem à nossa custa” quando um seu companheiro alemão da Pomerânia ganha metade do que ele ganha? A Caixa de Pandora está aberta. E Pandora era grega.
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( F ) utilidades
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tempo aguaceiros ocasionais min 25 max 29 hum 80-98% • euro 8.72 baht 0.23 yuan 1.28
Cineteatro
O que fazer esta semana
Cinema
Sala 1
minions [a]
FALADO EM CANTONÊS Filme de: Pierre Coffin, Kyle Balda 14.15, 16.00, 17.45, 19.30
minions [3d] [a] FALADO EM CANTONÊS Filme de: Pierre Coffin, Kyle Balda 21.30
Com: Paul Rudd, Michael Douglas 19.45 Sala 3
poltergeist [c]
Filme de: Gil Kenan Com: Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt 14.15, 18.00, 21.30
poltergeist [3d] [c] Filme de: Gil Kenan Com: Sam Rockwell Rosemarie DeWitt 19.45
Sala 2
ant-man [B]
Filme de: Peyton Reed Com: Paul Rudd, Michael Douglas 14.30, 16.45, 21.30
ant-man [3d] [B] Filme de: Peyton Reed
ted 2 [c]
Filme de: Seth MacFarlane Com: Mark Wahlberg, Amanda Seyfried, Morgan Freeman 16.00
Diariamente
Exposição “O legado de Amílcar Cabral” Casa Garden, 18h30 (até 31/07) Entrada livre
Aconteceu Hoje
Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre
Reunião de Bretton Woods
“A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre
Exposição “Ao Risco da Cor - Claude Viallat e Franck Chalendard” Galeria do Tap Seac (até 9/08) Entrada livre Exposição “Who Cares” (até 28/07) Armazém do Boi, 16h00 Entrada livre Exposição “De Lorient ao Oriente - Cidades Portuárias da China e França na Rota Marítima da Seda” Museu de Macau (até 30/08) Entrada livre Exposição de Artes Visuais de Macau (até 2/8) Pintura e Caligrafia Chinesas Edifício do antigo tribunal, 10h00 às 20h00 Entrada livre Musical “A Bela e o Monstro” (até 26/7, de quinta a domingo) Venetian Macau Bilhetes entre as 280 a 680 patacas Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre
22 de JUlHO
h o j e h á f i l m e “Tudo sobre a minha mãe” (Pedro Almodôvar) Uma mulher perde o filho num acidente de carro e volta ao lugar onde tudo começou em busca de rostos e respostas. Em Barcelona, no meio da prostituição, reencontra-se com Agrado, décadas depois. Pelo meio, há Huma, a actriz que vive numa paixão sem retorno. Um filme poderosíssimo de Almodôvar, considerado a sua obra-prima. Andreia Sofia Silva
• A 22 de Julho de 1944, termina a Conferência Internacional Monetária de Bretton Woods. O encontro estabeleceu a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial e criou medidas para assegurar estabilidade monetária internacional e restringir a especulação com as moedas mundiais. A Conferência de Bretton Woods era conhecida como a Conferência Monetário e Financeira das Nações Unidas e reunia 730 delegações de 44 nações. Aconteceu no Mount Washingnton Hotel, em Bretton Woods, nos EUA e tinha como objectivo regular as finanças mundiais depois da Segunda Guerra Mundial. Durou 21 dias e permitiu a assinatura de acordos que criam o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, hoje Banco Mundial, e o Fundo Monetário Internacional. Alguns dos acordos não entraram em funcionamento até Dezembro de 1958. Neste dia, em 1953, dá-se o fim da guerra da Coreia, que durou três anos e opunha a Coreia do Sul e os seus aliados, que incluíam os Estados Unidos e o Reino Unido, à Coreia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética. O resultado foi a manutenção da divisão da península da Coreia em dois países. A incapacidade de realizar eleições livres em toda a Península coreana, em 1948, aprofundou a divisão entre os dois lados. O do Norte estabeleceu um governo comunista, enquanto o Sul estabeleceu um governo de direita. O paralelo 38 tornou-se cada vez mais uma fronteira política entre os dois Estados coreanos. Embora as negociações de reunificação continuassem nos meses que antecederam a guerra, a tensão intensificou-se. A situação transformou-se numa guerra aberta quando as forças norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul em 25 de Junho de 1950. Em 2011, atentados na Noruega (Tiroteio em Utøya e explosão em Oslo) deixam pelo menos 93 mortos e mais de 90 feridos.
João Corvo
fonte da inveja
Esconde-te das luzes para entreveres a luz quando esta se apresentar.
ócios / negócios
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“Lei.s”, sapataria Sandy Lei, fundadora
lei.s
Tornando realidade o sonho do pai, Sandy Lei fundou a sapataria “Lei.s”, onde o objectivo é dar conforto aos pés dos clientes, sem ligar a modas
“O conforto é a nossa prioridade”
“L
ife needs to be simple” é o slogan criado por Sandy Lei para a sua nova marca de sapatos, fundada este mês. O negócio é novo para a jovem, mas a verdade é que a família de Sandy trabalha na produção de sapatos há mais de 20 anos. “Lei.s é o apelido da nossa família, pelo que este pode ser considerado um negócio familiar”, começa Sandy por explica ao HM. “O meu pai começou a trabalhar na produção de sapatos em 1985, depois criou uma fábrica na cidade de Zongshan em 1992, que tem até agora. A fábrica tem recebido encomendas de grandes marcas da China e do estrangeiro para fazer sapatos.” Agora, com o passar do tempo, a família Lei – que não tinha a sua própria marca de sapatos – passou a ter. A “Sapataria Lei.s” é o sonho realizado do pai de Sandy, que queria que a profissão fosse passada para as novas gerações, o que acabou por acontecer. Para Sandy é importante não só a aparência dos produtos, mas também as suas características. Por isso mesmo, a jovem assegura que o “conforto é a prioridade” para a marca. “Uma vez o meu pai encontrou um comerciante que inventou uns sapatos que tinham na sola uma função semelhante à das almofadas de Memory Foam e conseguimos trazer esta tecnologia exclusiva para vender em Macau”, conta Sandy. Assim, explica, as palmilhas dos sapatos da “Lei.s” são feitas com este sistema, que “memoriza a forma dos pés de quem calçar os sapatos, além de serem feitos por pele genuína e não rasgarem os pés, fazendo com que os pés fiquem mais confortáveis”, diz Sandy ao HM. “Os nossos produtos visam as mulheres que precisem de trabalhar de pé durante um longo período de tempo, tais como professoras, funcionárias bancárias e de Jogo.” A sapataria localiza-se no 3º andar do Centro Comercial Hoi Tou, na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida. Abriu há um mês à experiência, sendo que vai ser oficialmente aberta no início de Agosto.
Melhores dias virão
O centro onde fica a loja acabou de ser renovado, pelo que muitos espaços continuam vazios ou em obras. Sandy admite que, devido a isto, o movimento ainda não é muito bom para o negócio. A pagar uma renda que não ultrapassa as dez mil
patacas, depois de ter gasto também com obras de decoração, Sandy admite que a renda é mais barata pelo facto da sua loja não ser no rés-do-chão. No entanto, além da loja ser pequena, ainda há a questão da clientela. “Até ao momento, o movimento de clientes é mau, poucas pessoas fazem compras no centro ou vêm para passear
“Os nossos produtos visam as mulheres que precisem de trabalhar de pé durante um longo período de tempo, tais como professoras, funcionárias bancárias e de Jogo”
pouco tempo porque há poucas lojas abertas. Mas como em breve vai ser criado um café aqui ao lado, acredito que vai melhorar.” A fundadora da “Lei.s” explicou ainda que a maioria dos clientes veio depois de consultar a página do Facebook. Portanto, Sandy criou uma promoção de 22% de desconto para os clientes que gostarem da página, além de um sorteio. Os preços dos sapatos rondam as 300 patacas e as 700 patacas, mas as encomendas especiais podem chegar às mil patacas. “O material dos nossos sapatos é do mesmo material e produzido na mesma fábrica do das marcas, mas esses são vendidos a mais de mil patacas, pelo que os nossos produtos são mais vantajosos ao nível dos preços”, assegura a jovem. A gestão da loja é feita por Sandy e e pela irmã mais nova que ajuda só aos fins-de-semana. “Faço a gestão da sapataria de segunda a sexta-feira. Ao fim-de-semana preciso de contactar com a fábrica sobre
as encomendas, os novos produtos ou os novos design.” Sandy orgulha-se de apresentar os seus serviços ao público mais pela qualidade do que pela marca. “Os nossos produtos não são para acompanhar o que está na moda, mas para que as pessoas tenham sapatos confortáveis. Não temos produtos de todas as cores, mas podem ser feitas encomendas à escolha. O design dos sapatos muda de acordo com as estações do ano. Mas uma coisa é certa: não somos uma loja de moda mas sim uma profissional e fazemos sapatos para pessoas que trabalham.” Sandy explica ainda que os clientes podem mostrar o seu design favorito à “Lei.s” para que sejam feitas encomendas. “Isso sobretudo para as mulheres que tenham pés demasiados pequenos ou grandes”, disse, acrescentando que está ainda a rectificar a tabela de preços, ainda que garanta que as encomendas de sapatos não ultrapassam as mil patacas. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
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C
erca de 1.500 vivendas e apartamentos do Algarve deverão começar a ser leiloados a partir da próxima quarta-feira no Taobao, o maior portal de comércio electrónico da China, anunciou hoje um jornal oficial chinês. No conjunto, as vivendas e apartamentos estão avaliados em 1.600 milhões de yuan e as áreas variam entre 231 e 363 metros quadrados, precisa o China Daily. Segundo o jornal, a licitação será conduzida pelo Paimai, o site do Taibao especializado em leilões, e visa “satisfazer a crescente procura de imobiliário estrangeiro por parte dos chineses ricos”. O leilão é apresentado como “o último desenvolvimento no processo de globalização” do Paimai, empresa que desde Dezembro passado já leiloou propriedades de mais de dez países, incluindo “castelos em Franca e em Itália”. “Em 2012, o valor total das transacções feitas na China em leiloes online era inferior a
200 milhões de yuan. Este ano esperamos ultrapassar 100.000 milhões de yuan, disse o director-geral do site, Lu Weixing, citado pelo China Daily. No caso de Portugal, a aquisição de uma casa no valor de pelo menos 500.000 euros concede autorização de residência a qualquer cidadão exterior à União Europeia e, consequentemente, a possibilidade de viajar no espaço Schengen, constituído por 30 países europeus. São os chamados “vistos gold”, lançados pelo Governo português em Outubro de 2012 para tentar atrair capitais estrangeiros e dinamizar o sector imobiliário. Desde então e até Junho passado, as autoridades já concederam 2.420 “vistos gold”, 1.947 dos quais a investidores chineses, refere o China Daily, citando a Embaixada de Portugal na China O Taobao, lançado há doze anos, é gerido pelo Grupo Alibaba, um dos maiores consórcios privados chineses, já cotado na Bolsa de Nova Iorque.
Japão Dirigentes da Toshiba demitem-se após escândalo financeiro
A
pub
Toshiba anunciou ontem que o seu presidente, Hisao Tanaka, vai abandonar o cargo após o escândalo de manipulação da contabilidade, que chegou a inflacionar os lucros da empresa em 1.125 milhões de euros durante quase sete anos. Em comunicado enviado à bolsa de Tóquio, a multinacional nipónica dedicada às infra-estruturas e electrónica, explicou que, tanto Tanaka, como outros cinco membros do conselho de administração “vão deixar hoje os cargos e a partir do dia 22 (quarta-feira) outras pessoas vão ocupar os seus postos”. Norio Sasaki, actualmente vice-presidente do conselho de administração, e Atsutoshi Nishida, conselheiro especial, também abandonam funções pelas mesmas razões. A demissão ocorre depois da publicação de um relatório de um grupo de peritos independentes que revelou como a
direcção da Toshiba alimentou a manipulação “sistemática” da contabilidade da empresa, com a qual chegou a inflacionar os lucros operacionais em 1.125 milhões de euros entre 2008 e 2014. Tanaka, de 64 anos, e Sasaki, de 66, juntaram-se à Toshiba no início dos anos 1970.
aviso: estado islâmico está a usar armas químicas!!!
cartoon por Stephff
Portugal Empresa chinesa vai leiloar mais de mil vivendas e apartamentos
FIFA Magnata da Hyunday admite avançar com candidatura
Contra o “eurocentrismo” O sul-coreano Chung Mong-joon, vice-presidente da FIFA entre 1994 e 2011, admitiu ontem candidatar-se à presidência do organismo, cujas eleições foram marcadas para 26 de Fevereiro de 2016. “Estou a pensar candidatar-me. Temos de marcar o começo de uma nova era na FIFA”, disse à agência sul-coreana Yonhap o magnata do grupo Hyunday, de 64 anos. Sem nunca se referir a Michel Platini, presidente da UEFA e também provável candidato nas eleições do próximo ano, Chung Mong-joon criticou “o eurocentrismo das elites” na FIFA, onde “paira a ideia que o seu presidente deve ser europeu”. “Sei que há bastante cepticismo entre as pessoas que questionam a possibilidade de um asiático vir a assumir a presidência da FIFA”, considerou o empresário.
Chung Mong-joong também não poupou o presidente demissionário, Joseph Blatter, a quem acusou de querer “supervisionar a campanha até Fevereiro”, quando o suíço “devia focar-se nas reformas do organismo”. Aquele que é um dos maiores accionistas da Hyunday, e um dos filhos do fundador do grupo, Chung Ju-yung, exerceu o cargo de presidente da Federação Sul-coreana de Futebol (KFA) durante 17 anos, foi deputado parlamentar e candidato ao município de Seul. O empresário foi também um dos ‘mentores’ da candidatura da Coreia do Sul ao Mundial de 2002, cuja organização foi partilhada com o Japão. Ao fim de seis anos como vice-presidente da FIFA, Chung Mong-joong deixou o cargo em 2011, depois de perder a ‘corrida’ para o príncipe da Jordânia Ali Bin Al Hussein.
Nesse mesmo ano, o sul-coreano apoiou a candidatura de Mohamed Bin Hammam, do Qatar, à presidência da FIFA, numas eleições ganhas pela quarta vez consecutiva por Blatter.
Avanço gaulês
Na segunda-feira, fonte próxima de Michel Platini avançou à AFP que o francês “está seriamente a pensar em candidatar-se”. “Irá tomar uma decisão num período máximo de duas semanas para fechar a porta a qualquer adversário que possa surgir”, acrescentou a mesma fonte. Caso avance com uma candidatura, o antigo internacional francês, agora com 60 anos, é considerado um dos principais favoritos a vencer as eleições, depois de ter garantido o apoio de quatro das seis confederações mundiais. Apenas a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a confederação da Oceânia não apoiariam o actual líder da UEFA.