pub
Agência Comercial Pico • 28721006
pub
Mop$10
Director carlos morais josé • sextA-feira 22 de março de 2013 • ANO XII • Nº 2817
muito nublado min 19 max 25 hum 70-95% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2
h
• Inédito
Venham mais cinco (séculos)
Concurso público para limpeza urbana
Empresa lusa confiante num bom resultado página 5
CASO DAS CAMPAS Juiz de Instrução pronuncia-se
Julgamento à porta
antónio patrício pub
Os quatro arguidos no âmbito do “caso das campas” foram pronunciados para ir a julgamento, agora que terminou a fase de instrução. A decisão, que ainda não transitou em julgado, está no segredo de justiça. Seja como for, o Hoje Macau sabe que os arguidos podem agora pedir recurso da decisão do juiz de instrução. Página 3
processo penal
Deputados contra sistema urgente para não-residentes página 2 pub
Ter para ler
Ensino especial
Professora portuguesa sem data de chegada página 4
MIECF 2013
Dez empresas de Portugal com olhos na China página 10
2
política
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
Processo Penal Possibilidade de processo urgente para não-residentes faz discordar
Com medo de possível discriminação Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
s deputados estão com dúvidas no que diz respeito à aplicação do processo de urgência para os não-residentes que cometam crimes em Macau. A 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) reuniu ontem com o Executivo, para continuar a análise da alteração ao Código de Processo Penal (CPP). Em cima da mesa estiveram alguns destaques, mas a aplicação deste tipo de julgamento foi o que mais motivou a discussão entre assessorias. O Governo sugeriu que os não-residentes – incluindo os trabalhadores – que cometessem crimes no território fossem julgados através de processo de urgência. A
Comissão assegura que entende a intenção do Governo em aplicar o processo de urgência nestes casos, mas também manifesta preocupações face ao que pode ser considerado discriminação. “Se não houver esta norma, rapidamente poderá haver lugar a abusos, mas também nos preocupamos que possa haver discriminação porque os não-autorizados a permanecer no território têm direito a um processo de urgência, mas os residentes não.” Como cidade turística e “aberta 24 horas por dia”, Macau é propício a que pessoas de fora possam cometer crimes. O Executivo assegura que, sem o processo de urgência, os suspeitos têm de ficar em Macau, mas, ao não terem autorização para trabalhar e, consequentemente,
dinheiro, podem vir a cometer mais crimes.
MP contra
Por agora, a assessoria do Governo apenas se compromete a alterar a redacção do artigo correspondente aos não-residentes e ao respectivo processo a ser aplicado, de forma a que esta seja melhorada. Ainda assim, o Ministério Público (MP) já disse não concordar com a situação, porque entende que essa solução pode não ser viável para o sistema judicial de Macau. “Há muitos processos com muitos não-residentes envolvidos. Tendo em conta o trabalho do MP e dos tribunais, [o MP] diz não ser viável”, explicou Cheang Chi Keong, presidente da Comissão. O problema é que a explicação do MP não
convence. “Não sabemos quantos não-residentes estão envolvidos em processos. Mas [também nos preocupamos] que esta norma possa resultar em demoras para outros processos, porque não estão elencadas situações em que a norma possa ser aplicada.” A 3.ª Comissão garante não estar contra a norma, mas pede que esta seja melhor redigida, “ de forma a não dar lugar a zonas cinzentas ou novos problemas”.
Candidaturas para plano das escolas abrem em Setembro
Período de impedimento para venda de casas económicas gera discussão
“Estamos na vanguarda da promoção da Lei Básica” Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
Associação de Divulgação da Lei Básica de Macau (ADLBM) continua a apostar na criação de uma disciplina própria para que a mini-constituição seja ensinada aos alunos do ensino básico e secundário. A prova disso é a abertura do processo de candidaturas ao Plano de Divulgação da Lei Básica nas Escolas. Este vai decorrer entre Setembro e Dezembro e cada instituição de ensino deverá apresentar o seu próprio projecto. “Na maioria das escolas os estudantes receberam alguns conhecimentos sobre a Lei Básica, mas o que estamos a falar é da possibilidade de se criar uma disciplina específica nas escolas. De facto, em comparação com outras regiões, nós estamos na vanguarda da promoção da Lei Básica. Mas podemos fazer ainda melhor”, explicou Lam Pui Lam, vice-presidente da ADLBM. Quanto à actual situação da
divulgação da Lei Básica, tanto Lam Pui Lam como a própria Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) falam de um panorama diferenciado. “Há certas escolas que incluem esses cursos no primeiro ano do ensino secundário, mas depende de cada escola e da situação concreta de cada uma. Há escolas que consideram a Lei Básica como uma disciplina e uma matéria essencial, mas há outras que seguem o material escolar adiantado pela DSEJ. Trata-se de material de estudo sobre educação cívica, onde já estão incluídos conhecimentos sobre a Lei Básica”, acrescentou Lam Pui Lam. O vice-presidente da ADLBM falou da existência de cursos para
formar professores capazes de ensinar a Lei Básica, mas não soube adiantar quantos é que já foram formados. Contudo, “quem está a ensinar deve ter participado nos cursos para ter uma noção mínima. Há um grande número de professores que tem o conhecimento mínimo para ensinar.” Do lado da DSEJ, Cheong Kuai San, director do centro de educação permanente, garantiu que “o material de educação cívica abrange conhecimentos sobre a Lei Básica e de facto é um requisito básico para os estudantes. Em cada ano de aprendizagem divulgamos a Lei Básica junto dos estudantes”. Este plano para as escolas é uma das muitas actividades que vão decorrer nos próximos meses para comemorar os 20 anos da Lei Básica, juntamente com cursos, concursos, jogos infantis e seminários. A organização é da ADLBM em conjunto com Assuntos Cívicos e Municipais, Serviços de Justiça e DSEJ.
Na próxima semana, Governo e deputados voltam a encontrar-se, desta vez para discutirem os artigos relacionados com as escutas telefónicas e as buscas domiciliárias. O Executivo já disse que não intenção de alterar a norma referente às escutas de telefonemas, mas uma vez que a Associação de Advogados de Macau manifestou opiniões, a discussão vai ser necessária. Em cima da mesa está ainda a alteração do artigo referente às buscas em casa de suspeitos, que ao invés de ter na redacção “proibidas antes e depois do nascer do sol”, poderá passar a ter horas concretas. O Governo propôs das seis horas da manhã às 21 horas, mas os deputados ainda não sabem se esse será o período adequado.
Uma questão de tempo
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
E
specialistas da área social e o deputado Au Kam San falaram, ontem, ao canal TDM chinês sobre o período de impossibilidade de venda dos apartamentos de habitação económica. A nova lei de habitação económica regula que o período é de 16 anos e que, quando a habitação seja vendida, algum do dinheiro tem de ser devolvido ao Governo. Alguns especialista pensam que a medida é racional, mas há também quem pense que a medida não ajuda a ajustar o preço do mercado imobiliário privado. Para um dos membros do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública, Sandro Kou, o subsídio é racional. “A proporção pedida pelo Governo impede que haja lucro e quando o Governo recomprar a casa, a habitação poderá ter outra alocação.” Mas, para o vice-director
da Associação Económica de Macau, Chang Chek Io, o período de impedimento de venda da casa de 16 anos não ajuda a ajustar o preço de mercado privado. “Isso não influencia em nada o mercado imobiliário. Normalmente, o período nos outros países é de cerca de seis anos.” O deputado Au Kam San também questionou o período de 16 anos. “A lei antiga da habitação económica só regulava seis anos no período de travamento. Isso dá possibilidade aos proprietários de comprar casas privadas depois de vender a sua casa pública, para mudar para uma casa maior e melhor. Mas com a nova lei, quase é impossível mudar de casa.” De facto, na manifestação de 1.º de Maio do ano passado, alguns residentes manifestaram-se contra a nova lei, considerando que comprar uma casa económica é ficar preso para sempre. Au Kam San recomenda ao Governo que reveja a lei.
sexta-feira 22.3.2013
política
www.hojemacau.com.mo
3
Caso das campas Quatro arguidos podem recorrer da decisão do juiz de instrução
Pronunciados para ir a julgamento Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
T
erminada a fase de instrução, os quatro arguidos no âmbito do “caso das campas” foram pronunciados para ir a julgamento. De acordo com fonte bem informada junto do Ministério Público (MP) e que pediu anonimato, o actual presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Raymond Tam, o vice-presidente Lei Wai Nong, o chefe do departamento dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, Fong Vai Seng, e ainda um funcionário, ajudante de encarregado, de nome Siu Kok Kun, poderão ir mesmo até à barra dos tribunais. E poderão, porque a decisão foi ontem proferida e é passível de recurso. Ao nosso jornal, que em Dezembro do ano passado tinha avançado com a notícia de que o MP tinha constituído arguidos no “caso das campas, foi lembrado que o processo ainda continua em segredo de justiça uma vez que ainda não transitou em julgado, contudo muito dificilmente os quatro envolvidos – constituídos arguidos durante o processo de investigação e não pela atribuição das campas - escaparão de ir a julgamento. Os quatro indivíduos “foram acusados de prevaricação por terem demorado tempo demasiado a entregar os documentos que o MP pediu” durante a investigação do caso das 10 sepulturas perpétuas do cemitério São Miguel Arcanjo. Em Macau, o crime de prevaricação tem uma moldura funcional, ou seja, é praticado por um funcionário público contra a Administração Pública. Na verdade, o acto consiste em retardar ou deixar de praticar indevidamente um acto de ofício – neste caso o atraso na entrega de documentação expressamente pedida e essencial para a investigação do MP. De acordo com o artigo 333.º do Código Penal de Macau no seu Capítulo IV – Crimes contra a realização da justiça, este tipo de
crime serve, para satisfazer interesses – próprios ou de terceiros. Na alínea 1 do referido artigo pode ler-se: “O funcionário que, no âmbito de inquérito preliminar ou de processo jurisdicional, disciplinar ou de outra natureza, conscientemente e contra direito, promover ou não promover, conduzir, decidir ou não decidir, ou praticar acto no exercício de poderes decorrentes do cargo que exerce, com intenção de prejudicar ou beneficiar alguém, é punido com pena de prisão até cinco anos.” “Na verdade, e a meu ver, a acção dos quatro indivíduos não deverá ser entendida juridicamente como uma intencionalidade de satisfazer um interesse pessoal mas sim porque, intencionalmente, terão atrasado a execução do seu trabalho em proveito de terceiros”, referiu ainda fonte próxima do MP ao Hoje Macau, em Dezembro de 2012, altura que os quatro indivíduos foram tornados arguidos.
o aval do então presidente da Câmara Municipal de Macau Provisória, José Luís de Sales Marques. Contudo, apenas em 2010 é que rebentou a bomba. Vieram a terreiro diversas queixas dos deputados José Pereira Coutinho e Au Kam San – que reconheceu em 2011 falhas na comissão que abriu caminho à atribuição das dez campas perpétu-
as e na qual era vogal, e de outras tantas individualidades, como Paulina Alves dos Santos, denunciante do caso das sepulturas no Ministério Público. O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) afirmou, também em 2011, num relatório feito em apreciação ao caso e depois de uma denúncia, que não houve qualquer abuso de poder
por parte da secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, afastando-a de responsabilidades na atribuição das campas. Contudo, o CCAC não deixou de considerar que a entidade tutelar dos órgãos municipais “não conseguiu garantir o cumprimento rigoroso do princípio da legalidade por parte da entidade tutelada”. Para o CCAC, Sales
Um rol de acontecimentos
O “caso das campas” teve início em 2001 quando, alegadamente, terão sido atribuídas 10 sepulturas perpétuas indevidamente com o conhecimento da secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, e com
Raymond Tam recusou a comentar a sua acusação Raymond Tam, o presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), recusou ontem comentar o facto de ser arguido no âmbito do caso das campas e a sua recente nomeação para a Comissão de Eleição para o sufrágio deste ano. Confrontado com as diversas perguntas dos jornalistas chineses, Raymond Tam fingiu estar a jogar no seu telemóvel – como a foto documenta e, a custo, respondeu que não comentava. - C.L.
Marques, deveria ter tido outra atitude no caso. O relatório do comissariado é peremptório: “Verifica-se efectivamente a existência de diversas irregularidades na atribuição das sepulturas, o que contraria os esclarecimentos então prestados.” Mais à frente, e na mesma moeda, Florinda Chan respondeu ao CCAC com o relatório elaborado pelo grupo de trabalho para o aperfeiçoamento do processo de concessão de sepulturas, do qual fizeram parte Raymond Tam, presidente do conselho de administração do IACM, Lei Wai Nong e Lo Veng Tak, vice-presidentes do organismo, António Correia Marques da Silva e Fong Soi Tong, assessores do gabinete da secretária para a Administração e Justiça, “limpando” a imagem de Sales Marques e referindo que este agiu no âmbito dos seus poderes, não por estar de saída mas porque tinha de decidir. A novela continua. No final do ano passado, surgiu a “polémica” relacionada com Paulina Alves dos Santos. A macaense acabou exonerada dos dois cargos que ocupava na esfera da Administração Pública e, em entrevista ao Hoje Macau, referiu sentir-se “perseguida politicamente” porque decidiu apresentar uma queixa relacionada com o caso ao Ministério Público. Relacionado com o caso, o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, afirmou que só depois de concluída a fase de instrução – algo que agora acontece e será brevemente anunciada - é que as autoridades se podem pronunciar sobre o caso. “Por agora é impossível falar sobre o próximo passo. Muitas vezes, na sequência dos procedimentos processuais, o caso vai se tornando público, mas nesta altura é necessário defender o princípio da confidencialidade”, pode ler-se num comunicado emitido pelo Gabinete de Comunicação Social, no final de Dezembro passado. O “caso das campas” está envolto em polémica devido às diferentes versões de como é contada a história e também ao período de tempo a que já se arrasta.
4
sociedade
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
DSEJ diz apenas que inserção no CAPPEE será feita “em breve”
Ensino especial continua sem professora Ao Hoje Macau, Isabel Dias Marques, psicóloga da Escola Portuguesa de Macau (EPM), considerou que seria importante a chegada desta docente para prestar apoio aos alunos. Estando o CAPPEE actualmente a funcionar com cinco docentes, não está, contudo, prevista a contratação de mais professores. A DSEJ diz apenas que “agentes e profissionais serão recrutados de acordo com o desenvolvimento e necessidades da comunidade de ensino especial de Macau”. No que diz respeito ao número de alunos, registou-se um aumento: se no ano lectivo 2011/2012 eram 314 os estudantes com necessidades educativas especiais, dados contabilizados até 5
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
inda não existe uma data concreta para a chegada da professora do ensino especial de língua portuguesa, embora todos os processos burocráticos já estejam concluídos. Em resposta escrita enviada ao Hoje Macau, a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) disse apenas que a chegada da docente irá acontecer “em breve”, estando prevista a integração no Centro deApoio Psico-Pedagógico e Ensino Especial (CAPPEE). “A professora prestará consultas e apoiará os professores e pais dos alunos com necessidades educativas especiais”, explica o organismo.
Wynn reage a notícia de doação potencialmente ilegal
“Reciclagem de queixas”
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
Wynn Resorts respondeu ontem à notícia de que as autoridades dos Estados Unidos reponderam que a doação à Universidade de Macau (UMAC) tenha sido “imprópria e potencialmente ilegal”. Em comunicado enviado aos jornalistas, a operadora refere que a tentativa de processar novamente a Wynn pela doação é algo repetido. “Isto é simplesmente uma
tentativa de reciclar uma queixa que foi anteriormente rejeitada por um juiz federal”, defende Michael Weaver, porta-voz da Wynn de Las Vegas. A notícia, ontem avançada pela Bloomberg, dizia que a doação de 135 milhões de dólares norte-americanos da Wynn à UMAC pode ser ilegal. Num novo processo interposto no Nevada, não é alegado que os directores da Wynn Resorts tenha violado as leis anti-corrupção dos EUA, mas sim
tiago alcântara
que a operadora deveria saber se essa doação pode ou não ter esse poder. Além disso, as autoridades norte-americanas tentam mostrar que os accionistas da Wynn podem ter feito propositadamente a doação. “Eles podiam saber que, ao arranjarem este presente para a Fundação para o Desenvolvimento da Universidade de Macau, os seus membros podiam ser influenciados a dar um empurrãozinho para que a aprovação da concessão do terreno para o casino da Sands fosse feita mais rapidamente”, pode ler-se na imprensa norte-americana. “A Fundação da UMAC tinha membros com ligações ao negócio do jogo em Macau pela sua posição no Governo de Macau e também com ligações à Wynn por causa de relações empresariais”, alega a acusação. “A doação à UMAC foi uma tentativa inapropriada do quadro administrativo [da Wynn] em influenciar a aquisição de uma licença de casino e constituiu uma violação flagrante e chocante dos seus deveres. Recorde-se que, em Fevereiro, o tribunal considerou que Steve Wynn e os seus sócios não tinham tido qualquer comportamento inapropriado face à doação. A Wynn garante agora que vai defender-se “vigorosamente” e diz mesmo esperar que a pessoa que fez a acusação seja despedida.
de Fevereiro mostram que já há 424 a receber apoio do CAPPEE. “O CAPPE proporciona apoio a todos os alunos de Macau com necessidades educativas especiais, independentemente de estarem matriculados em escolas de ensino regular, integrado ou ensino especial.” Para os próximos tempos, o objectivo é apostar na formação contínua e na criação de workshops. “O conteúdo da formação inclui métodos de ensino para os alunos com várias necessidades educativas especiais, tais como a hiperactividade e défice de atenção, autismo, problemas emocionais e comportamentais, deficiência visual, auditiva, física ou dificuldades especificas de aprendizagem.”
Pedido centro fixo para exposiçõe para aumentar competitividade
Um défice de 70 milhões de patacas Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
O
presidente da Associação do Comércio e de Exposições de Macau, Lam Chong In, fala da existência de um défice de 70 milhões de patacas no sector das exposições e convenções. Segundo dados que o próprio citou ao Jornal do Cidadão, os organizadores tiveram lucros na ordem das 160 milhões de patacas com os eventos realizados em
2012, mas as despesas situaram-se na ordem das 230 milhões de patacas. Aconteceram menos 23% de eventos face a 2011, embora o número de visitantes tenha subido 26%. Perante esta situação, Lam Chong In pede que o Governo construa um centro para convenções e exposições, por forma a atrair mais eventos de carácter mundial. O responsável falou ainda que, em 2012, aconteceram apenas três grandes convenções: o 3ª Fórum Internacional de Investimento e Construção de Infra-estruturas, o Fórum de Economia Global de Turismo, a 3ª Exposição da Indústria de Restauração da China. Para Lam Chong In, tratam-se de primeiras edições, o que revela uma “considerável falta de exposições”. “Além da falta de espaço, espero que o Governo possa reavaliar e fazer os ajustes necessários para a alocação dos recursos humanos”, que para Lam Chong In é um dos factores para a limitação do desenvolvimento do sector. “A competição é muito grande e o sector não teve um bom desempenho”, assume.
sexta-feira 22.3.2013
A espanhola Urbaser, subsidiária da empresa portuguesa Suma, é uma das cinco candidatas ao concurso público de recolha de resíduos sólidos urbanos e limpeza urbana. “Temos uma boa proposta, tanto no critério preço no qual ficámos em primeiro lugar, também temos um currículo bastante superior a qualquer uma das outras”, explicou o presidente Jorge Rodrigues
sociedade
www.hojemacau.com.mo
5
Jorge Rodrigues, presidente da SUMA, está confiante na candidatura ao concurso de recolha de resíduos e limpeza urbana
“Temos um currículo bastante superior a qualquer uma das outras”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
concurso público de recolha de resíduos sólidos urbanos e limpeza urbana foi aberto pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) em Dezembro passado. Ao mesmo concorreram cinco empresas, do continente, Portugal e Espanha, entre as quais está a Urbaser, subsidiária da empresa portuguesa SUMA, detida pelo grupo de construção luso Mota-Engil. Presente no Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Internacional (MIECF, na sigla inglesa), no pavilhão da União Europeia, vem mostrar a sua experiência e potencial no sector a que agora concorre em Macau, potencial região de estreia do grupo. “Temos uma boa proposta, tanto no critério preço no qual ficámos em primeiro lugar. Também temos um currículo bastante superior a qualquer uma das outras empresas, o que também pontuava. Fica a restar a avaliação da parte técnica da proposta e é nisso que obviamente não conhecemos as propostas dos outros. Vai ser feita uma avaliação e esperamos que aí também consigamos su-
plantar as outras”, explicou o presidente da SUMA, Jorge Rodrigues. Mas a convicção sobe de tom quando o responsável inúmera as áreas geográficas onde operam as duas empresas juntas: 24 países espalhados entre Europa, América do Sul, África e Médio Oriente. “Aqui na zona da Ásia, se ganharmos a China será o primeiro país onde vamos operar”, avança. Macau é assim visto com muita expectativa até porque pode servir de ponte para a entrada no continente. “Macau é uma zona da China
que tem um potencial, não só pelo crescimento a que assistimos como o facto de estar à porta da grande China e haver aí um potencial de fazermos um bom trabalho [aqui] e estender os serviços ao continente.” Atrás do concurso há muito tempo, desde que há três ou quatro anos tem sido falado, concorreram com uma proposta de valor de “240 milhões de patacas por ano”, ou seja, 2,4 mil milhões no contrato a dez anos - tendo sido o valor mais próximo do preço médio das propostas apre-
sentadas, o que na segunda fase de avaliação representava a maior pontuação. “Já tínhamos feito o levantamento das condições locais há algum tempo para poder ter a proposta estudada”, refere Jorge Rodrigues. A empresa, explica, ainda pretende apostar na educação ambiental com campanhas de sensibilização, nomeadamente nas escolas, além de inovações nos equipamentos (menos poluentes e ruidosos) que a actual concessionária, ao serviço há mais de uma década, não apresenta. Também prevê, por outro
lado, a instalação de mais ecopontos de reciclagem no território. Para já, no entanto, ainda não há qualquer resposta da DSPA, que decidiu prorrogar (pela terceira vez) o contrato com a actual Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR) até Outubro para melhor analisar a complexidade das informações e obter esclarecimentos sobre o conteúdo das propostas, faltando no entanto numa avaliação feita o “mais rapidamente possível”. “Se não for prorrogado outra vez vão ter de tomar uma
decisão com antecedência de três meses antes do fim de Outubro porque a nova empresa vai ter tempo para tomar conta do negócio”, frisa o dirigente da SUMA. O concurso está envolto em alguma polémica por causa de uma interpelação do deputado José Pereira Coutinho que referiu alegadas suspeitas de favorecimento à actual concessionária, cujos dirigentes estiverem envolvidos em processos conexos ao julgamento de Ao Man Long, ex-secretário das Obras Públicas e Transportes, detentor também de acções da CSR.
Questões ambientais lançadas por Frederico Ma
F
Exigido sistema de avaliação ambiental
rederico Ma, presidente da Associação para a Protecção Ambiental de Macau, disse ao Jornal do Cidadão que nos últimos anos, graças aos muitos projectos de construção, “várias questões ambientais se tornaram cada vez mais
importantes”. Por essa razão, disse ao diário de língua chinesa que era importante a “implementação de um sistema de avaliação ambiental o mais rápido possível, bem como uma lista dos projectos reconhecidos e com um sistema de qualificação”,
sem esquecer o “apoio e treino ao nível arquitectónico e urbano”. O responsável citou os dados fornecidos pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). Até 31 de Dezembro do ano passado,
foram recebidos cerca de 2000 pedidos pelo Fundo de Protecção Ambiental e Conservação de Energia, sendo que 95% dos pedidos são de empresas comerciais e 5% de associações. Mais de 700 casos foram aprovados, num fi-
nanciamento aproximado de 70 milhões de patacas. Frederico Ma espera que a DSPA possa fazer “uma revisão periódica ao nível do financiamento e a eficácia do Fundo, para que possa desempenhar bem a sua função”. - C.L.
6
nacional
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
PMI preliminar de indústria da China sobe para 51,7 após feriado
O crescimento no vasto sector industrial da China acelerou em Março, segundo a pesquisa preliminar Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) esta quinta-feira, recuperando de uma queda guiada por um feriado no mês anterior, mas ainda abaixo do forte desempenho de Janeiro. O PMI de indústria do HSBC de Março subiu para 51,7 face aos 50,4 de Fevereiro, mas continuou abaixo do máximo dos últimos dois anos de 52,3 atingido no começo do ano. A retracção em Fevereiro sustentou as expectativas de que a dinâmica de crescimento na economia estava a perder força e que seria nula durante o ano de 2013. De facto, os dados divulgados no começo de Março sugeriram que a economia teve no início de 2013 um crescimento fraco.
Xi Jinping conversa ao telefone com Ban Ki-moom
Em nome da paz e do desenvolvimento
O
presidente chinês, Xi Jinping, conversou ao telefone, esta quinta-feira com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Ban Ki-moon congratulou Xi Jinping pela recente eleição como presidente da China e disse que
a ONU elogia altamente o facto da China persistir no caminho do desenvolvimento pacífico e espera que esta desempenhe um papel mais positivo no cenário internacional. Ban Ki-moon elogiou também a visita de Xi Jinping à Rússia e a três países africanos. Para além pub
ANÚNCIO [Nº.51/2013] (Processo: 50/CDH-DAG/2012) No uso das competências delegadas pelo n.º 13 do Despacho n.º 09/IH/2012, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 13, II Série, de 28 de Março de 2012, e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são por esta via notificados WONG LOK e WONG SIO FONG, promitentes-compradores da fracção V do 25.º andar do Bloco IV do Edifício de Alameda da Tranquilidade, do seguinte: Conforme as averiguações feitas por este Instituto, verificou-se que os promitentes-compradores da fracção V do 25.º andar do Bloco IV do Edifício de Alameda da Tranquilidade, não instalou o portão metálico conforme o modelo do portão de correr definido nas plantas do Instituto de Habitação, pelo que existe infracção neste acto, nos termos da alínea h) do n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M, de 21 de Agosto, “não colocar grades de segurança e estendais que não obedeçam aos padrões definidos pelo IH”. Sobre o facto da infracção, os promitentes-compradores devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas que lhes sejam favoráveis, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio, nos termos do n.º 1 do artigo 19.º do mesmo decreto-lei. E, se não apresentarem as contestações no prazo indicado, ou as explicações das mesmas não forem admitidas por este Instituto, de acordo com o artigo 19.º do decreto-lei supracitado (processo de aplicação das multas), os interessados acima referidas estarão sujeitos à aplicação da multa de mil patacas (MOP 1 000,00), nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 18.º. Se for necessário consultar o respectivo processo, poderão dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, e contactar a Sr.ª Wong (telefone n.º 2859 4875, extensão n.º 721).
Aos, 18 de Março de 2013.
Pelo Presidente,
Iam Lei Leng Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos
disto, o secretário-geral da ONU espera que o 5º Encontro de Líderes do Brics tenha grande sucesso. Segundo Ban Ki-moon, a ONU está disposta a fortalecer a cooperação com a China nos assuntos africanos. Ban Ki-moon disse ainda que acredita que o povo chinês possa
concretizar o sonho chinês da renascença da Nação Chinesa, como expressou o presidente Xi Jinping. Xi Jinping agradeceu a congratulação de Ban Ki-moon e sublinhou que o desenvolvimento chinês se relaciona com o mundo. O país persiste no desenvolvimento pacífico, na estratégia de abertura de benefício recíproco, na promoção da paz e do desenvolvimento mundial. A China será sempre um apoiante e um importante parceiro da ONU. Também defende e promove o multilateralismo, salvaguardando o princípio da Carta das Nações Unidas e o prestígio da entidade. Com o desenvolvimento contínuo, o país continuará a cumprir o seu dever internacional, aprofundando a cooperação com a ONU, salvaguardando a justiça internacional, e promovendo a cooperação, a fim de dar mais contribuições para a paz e para o desenvolvimento da Humanidade. Xi Jinping reiterou também a contribuição da ONU com a paz e o desenvolvimento africano. Xi disse ainda que a China está disposta a reforçar os intercâmbios e a cooperação com a ONU para envidar mais esforços para a paz e o desenvolvimento africano e mundial.
Chineses que quiserem doar órgãos poderão fazer registo online
Os chineses que quiserem doar os seus órgãos gratuitamente depois de falecerem poderão registar-se pela internet a partir do final de Junho de 2013. Isto será possibilitado devido à entrada em funcionamento de um sistema de administração de informações deste tipo de voluntariado. O sistema vai incluir os dados dos registados por todo o país a fim de unificar as informações entre as pessoas com necessidade de receber órgãos e as pessoas doadoras. A Comissão Nacional de Saúde e Planeamento Familiar afirmou que a China está a planear promulgar os regulamentos sobre a distribuição e a obtenção de órgãos doados para distribuir os recursos segundo factores como a urgência, região e idade dos doentes.
Mais de 270 mil estudantes chineses no estrangeiro regressam à China
Em 2012 mais de 270 mil estudantes chineses que estudaram no estrangeiro voltaram à China, um aumento de 46,6% em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados ontem pelos departamentos do sector. Nos últimos anos, muitos dos chineses que estudam no estrangeiro voltaram para participar activamente no país, informa a rádio China. Desde 1978, mais de um milhão de estudantes chineses que foram estudar no estrangeiro regressaram ao gigante asiático. Somente nos últimos cinco anos, este número foi de cerca de 800 mil.
sexta-feira 22.3.2013
região
www.hojemacau.com.mo
7
EUA e Japão discutem contingência para recuperar ilhas disputadas com a China em caso de ataque
Encontro no Havai
R
Pequim planeia construir novo aeroporto nos subúrbios do sul da cidade
esponsáveis norte-americanos e japoneses discutiram planos de contingência para reassumirem o controlo das ilhas Diaoyu, disputadas pela China e pelo Japão, caso as autoridades chinesas pretendam assumir o seu controlo. Localizado no Mar da China Oriental, o pequeno arquipélago está sob controlo japonês, mas é alvo de disputas entre a China e o Japão dado que especialistas salientaram existir no local importantes reservas de petróleo e gás natural. De acordo com o jornal nipónico Nikkei, o Japão e os Estados Unidos têm mantido conversações sobre planos de contingência caso a China assuma o controlo das ilhas de forma a recuperar o arquipélago para a soberania japonesa. “Temos planos de contingência e vamos discuti-los com os aliados”,
P
económico de Pequim e um novo marco da capital chinesa, disse Zhao Lei, vice-director da Comissão Municipal de Desenvolvimento e Reforma de Pequim. Ao mesmo tempo, será estabelecida uma zona económica para o transporte aéreo, com um investimento de cerca de 110 mil milhões de patacas, revelou Shao. Quando estiver concluído, o novo aeroporto deverá aliviar a pressão de transporte do Aeroporto Internacional Shoudu de Pequim que foi o segundo mais movimentado do mundo em 2012 em termos de volume de passageiros. O volume cresceu 4,2% anualmente atingindo 81,8 milhões em 2012, de acordo com um comunicado publicado pelo aeroporto em Janeiro.
Naufrágio faz 11 mortos e quatro desaparecidos no leste da China
Onze pessoas morreram e outras quatro estão desaparecidas após o naufrágio de um navio no rio Minjiang, na província de Fujian, no leste da China. Segundo as autoridades locais, citadas pela agência oficial “Xinhua”, a embarcação afundou-se na comarca de Xiadao esta quarta-feira. As buscas pelos desaparecidos continuam, enquanto as investigações iniciais confirmaram o mau tempo como a causa do acidente, declararam as autoridades. Este é o segundo acidente de uma embarcação devido a um temporal no leste da China esta semana. Na terça-feira, 11 pessoas faleceram e duas foram dadas como desaparecidas no naufrágio de um cargueiro que se deslocava da cidade de Tianjin para Taizhou, na província de Zhejiang.
conversações e os planos de contingência sobre as ilhas Diaoyu estarão em cima da mesa. Apesar de na referência às ilhas em disputa, as autoridades norte-americanas indicarem sempre o nome japonês Senkaku - salientam defenderem a resolução do problema por meios pacíficos.
Coreia do Norte ameaça atacar bases norte-americanas no Japão
Aliviar a pressão
equim planeia construir um novo aeroporto nos subúrbios do distrito de Daxing, sul da cidade, próximo à Província de Hebei, segundo uma conferência de imprensa convocada esta terça-feira. O projecto do novo aeroporto foi aprovado pelo Conselho de Estado e pela Comissão Militar Central no final de 2012, informou Shao Heng, vice-chefe do escritório do governo do distrito de Daxing, na conferência de imprensa destacando o reforço do desenvolvimento dos subúrbios no sul de Pequim. A construção do aeroporto será iniciada em 2014. Os preparativos estão em andamento, segundo Shao. O novo aeroporto servirá como um novo motor para o crescimento
disse uma autoridade militar norte-americana à agência AFP, sob anonimato, salientando ser normal existirem planos devido às tensões recentes. Responsáveis militares do Japão, como o general Shigeru Iwasaki, e o almirante norte-americano Samuel Locklear, líder do comando do Pacífico vão encontrar-se no Havai para
Avisos sobem de tom A
Coreia do Norte ameaçou ontem atacar as bases norte-americanas no Japão e em Guam em resposta aos voos de treino dos bombardeiros dos Estados Unidos B-52 sobre a Coreia do Sul no âmbito de manobras militares conjuntas. “Os Estados Unidos não devem esquecer que a base Anderson em Guam, de onde descolam os B-52, bem como as bases navais na ilha principal do Japão e em Okinawa, estão todas ao alcance dos nossos ataques,” declarou o comandante supremo
do Exército norte-coreano em comunicado divulgado pela agência oficial KCNA. Washington e Seul estão a realizar manobras militares conjuntas anuais e os Estados Unidos revelaram no início da semana que elas incluiriam voos de treino de bombardeiros B-52, capazes de lançar bombas convencionais e nucleares. Pyongyang alertou na quarta-feira que iria responder de forma activa se os voos dos B-52 se realizassem. Não é a primeira vez que
os Estados Unidos efectuam voos de treino dos B-52 no espaço aéreo sul-coreano, mas o Pentágono decidiu desta vez sublinhar a situação para enviar “um sinal muito forte” a Pyongyang do compromisso de Washington de proteger o seu aliado, a Coreia do Sul. Há várias semanas que a tensão aumenta na península coreana, depois das novas sanções adoptadas pela ONU na sequência do terceiro teste nuclear levado a cabo por Pyongyang.
Ciberataques na Coreia do Sul tiveram origem em IP chinês
O ciberataque contra sistemas informáticos de vários canais de televisão e bancos sul-coreanos teve origem num endereço IP chinês, mas a identidade dos ‘hackers’ continua por apurar, informaram ontem as autoridades da Coreia do Sul. “Os ‘hackers’ não identificados utilizaram um endereço IP chinês para contactar os servidores de seis organizações e empresas afectadas, e para instalarem software malicioso que atacou os computadores”, declarou um responsável do regulador de comunicações sul-coreano. O ataque teve lugar na quarta-feira e visou os sistemas informáticos das televisões KBS, MBC e YTN e dos bancos Shinhan e Nonghyu, tendo surgido a suspeita de que a Coreia do Norte estivesse por detrás do mesmo. A Comissão de Comunicações sul-coreana sublinhou que o facto de o ataque ter tido origem num endereço IP chinês não permite revelar a identidade dos ‘hackers’ e que o ataque poderá ter origem noutra fonte antes de ter sido reencaminhado através do endereço chinês.
8
entrevista
sexta-feira
www.hojemacau.com.mo
Manuel Tilman, advogado e presidente do partido timorense KOTA
Helder Fernando info@hojemacu.com.mo
D
irige o escritório de advocacia em Díli, Tilman & Associados, precisamente na Avenida de Portugal, em plena zona onde estão as embaixadas. Sendo actividade privada, não o impede de pegar em processos onde assume a defesa do Estado, como aconteceu recentemente. Politicamente, Manuel Tilman continua como líder do partido KOTA (Filhos Heróis das Montanhas de Timor), o partido monárquico fundado em 1975 e, ultrapassadas algumas divergências é actualmente um aliado tácito e de facto, da Fretilin. Filho de liurais, Tilman assume-se como príncipe descendente da aristocracia timorense. Em Portugal foi deputado à Assembleia da República pela ASDI (Associação Social-democrata Independente, um movimento político que agregou dissidentes do PPD, chefiado por Sousa Franco), viveu em Macau, foi co-fundador, juntamente com o Padre Francisco Fernandes, do local Grupo Rai-Timor. Regressando a Díli, vem exercendo cargos políticos. Por exemplo, por 10 anos presidiu á comissão parlamentar de economia e finanças. Ultrapassadas algumas divergências, o partido que dirige, KOTA, é aliado tácito da Fretilin. O que é pretendido com esta aliança? Podem ser várias situações, as próximas eleições, eventual constituição de um governo, mesmo agora, nos debates políticos, sou convidado pela Fretilin para participar. As divergências que em tempos houve, foram pontuais, apenas no debate político, em estratégia política não, eu nunca fui opositor da Fretilin. Saiu de Macau em Novembro de 1999 para regressar ao seu país. Como observa Timor-Leste, as transformações acontecidas até chegar a este ano de 2013? Andámos muito, lutámos muito, sofremos muito. Também passei graves perigos, quase a morrer queimado, mas estando muito grato à GNR de Portugal que me salvou, tal como fez a muitos timorenses.
tiago alcântara
“Prioridade para o investimento na agro-indúst
Quando regressei a Timor era um tempo em que não havia dinheiro. Fui eleito membro da Assembleia Constituinte, por proposta da Fretilin fui secretário coordenador da Comissão de Sistematização e Harmonização, com responsabilidades na concepção do texto constitucional referente à parte económica e financeira. A pergunta é no sentido da sua observação actual. Timor-Leste tem hoje uma boa situação financeira, possuindo neste momento, cerca de 13 biliões de dólares norte-americanos no Fundo Petrolífero em investimento. Que tipos de investimento? Até ao ano passado, em obrigações do estado norte-americano. O governo pode ir retirando algum dinheiro desse fundo? Somente com autorização do parlamento nacional, como está nos termos da lei. Anualmente, só é possível retirar anualmente
3% do Fundo, mas para investir em Timor através do Orçamento de Estado. A propósito de fundos financeiros, continua em debate, ao que sei, um fundo de investimento entre os países da CPLP. No suposto que esses 3% são retirados anualmente, considera estarem a ser bem utilizados? Sim, tenho opinião de que sim. Verbas destinadas a estradas, educação, saúde. Se bem me lembro, a educação é um sector que lhe é sensível... Eu privilegio a educação. Neste momento temos escolas em todo o País. A Escola Portuguesa em Díli, está bem? É uma escola dinamizadora, é a melhor escola estrangeira em Timor-Leste. Nem todos têm condições para frequentar a Escola Portuguesa...
Bom, neste momento.... todo o timorense que queira e possa suportar as propinas que realmente são um bocadinho caras... E o ensino oficial? O ensino oficial tem cobertura em todo o País. E quanto a dificuldades de penetração da língua portuguesa? Não é fácil, sabemos de alguma contestação. O facto é que em termos legais, a consagração da língua portuguesa como língua oficial em Timor
Timor-Leste tem hoje uma boa situação financeira, possuindo neste momento, cerca de 13 biliões de dólares norte-americanos no Fundo Petrolífero em investimento
foi aprovada por unanimidade no nosso Parlamento. O que existe é uma certa resistência de alguns partidos porque estiveram sempre ligados à Indonésia, achando-se agora, os seus militantes e simpatizantes, prejudicados porque não falam português e não têm acesso sobretudo ao funcionalismo público. Na função pública, uma das notas principais é a obrigatoriedade do domínio da língua portuguesa. No campo da saúde, tem havido investimento significativo, ou seja: melhoria substancial das condições em Timor? Na saúde é o maior investimento. Há hoje incomparável melhoramento das condições de saúde da população, incluindo o sector da maternidade. Sobre mortalidade infantil, cujos números eram horrorosos, diminuiu e continua a diminuir significativamente. Construíram-se hospitais regionais, há o hospital
nacional em Díli, também hospitais distritais, aumentou o núm ero de médicos com maioria formada em Cuba, apoio de médicos cubanos, chineses e portugueses. A saúde melhorou imenso, embora falte ainda muitíssimo para percorrer. O parlamento debate exaustiva e publicamente as questões orçamentais? Com toda a certeza, e transparentemente. Com transmissão directa na televisão. É mesmo dos espaços televisivos com maior auditório, ou mesmo o de maior número de telespectadores. Outros sectores: as pescas, a agricultura? O sector das pescas continua virgem. As grandes carências que tínhamos no fornecimento de energia eléctrica dificultava quase tudo. Só agora é que avança no sentido da cobertura nacional. Investiu-se mais de um bilião de dólares americanos para
22.3.2013
entrevista
www.hojemacau.com.mo
9
tria e criação de escolas técnico-profissionais” País está sossegado, se bem que há questões pontuais perfeitamente controladas pelas forças policiais e militares. Timor-Leste já criou a sua força aérea militar? Ainda não. Estão a criar uma força aérea militar e uma unidade da marinha militar, são primeiros passos. E a companhia aérea timorense? A Timor Air funciona com a Silkair e voa para Singapura. No campo das telecomunicações? Está agora liberalizado, existem tês companhias, tanto para operar em telefones fixos, como telemóveis e Internet. Claro que ainda há bastante para melhorar.
Temos melhores condições do que Bali, estamos é um bocadinho mais para o sul, há as dificuldades do transporte aéreo que acaba por ficar caríssimo. Estou certo que essas e outras dificuldades saberemos ultrapassá-las electrificação do País; quem está fazendo esse trabalho é uma companhia chinesa. Posso dizer que há duas grandes companhias da China a operar em Timor. A que já mencionei e outra que fornece casas pré-fabricadas, fora de Díli, em áreas mais remotas, por várias zonas geográficas onde é difícil construir, destinadas aos mais necessitados. Um investimento de mais de 100 milhões de dólares norte-americanos. Do mesmo modo, Timor está a meter ombros ao que chamamos auto-suficiência alimentar. Um sector que preenche uma fatia substancial do investimento nacional, uma vez que 80 por cento da população vive da agricultura.
Um objectivo fundamental é diminuir a importação e produzir mais. Fala-se da construção do aeroporto em Díli. Qual é o ponto da situação? Vai agora a concurso internacional a construção do aeroporto internacional de Díli. Será um grandioso investimento. Provavelmente também o porto marítimo de águas profundas. A segurança pública no país, a começar na capital? Podemos dizer que estão sanados os problemas. Temeu-se que com a partida dos elementos das Nações Unidas, se registasse alguma ebulição, mas não houve. O
Como vê o papel da igreja católica em Timor do presente? Importante, sobretudo na educação, e tem apoio do Estado. Timor tem três dioceses: Díli, Baucau e Maliana. Para cada uma delas há um orçamento de um milhão e meio de dólares norte-americanos, tirado do Orçamento Geral do Estado que não pede nada à igreja, mas reconhece o papel que desempenhou durante a resistência e no desenvolvimento físico e humano do País, na estabilidade social. Sobre a cooperação, designadamente de professores portugueses, mas não somente? Sempre bem vinda, têm desempenhado um papel importantíssimo. Algumas dificuldades como o obstáculo da língua, são muitas vezes ultrapassadas com os contactos pessoais entre professoras e professores e as populações Quando o país deixará de ser muito carente em áreas tão importantes , apesar de começar a viver com algum conforto financeiro? Quando cada família timorense tiver casa própria, água e electricidade. Normalmente, o estrangeiro olha para a nossa capital e diz: é uma cidade bonita, mas suja e com gente pobre. Choca-me, perfura-me os ouvidos. Penso estar certo ao dizer que os timorenses têm
consciência de que a maior batalha neste momento é pela redução da pobreza. Ao longo do tempo gerações de timorenses foram saindo da sua terra natal por falta de condições. Hoje a situação não é assim, mas ainda há muitos espalhados pelo mundo. O timorense tem há muito uma enorme diáspora, é verdade. Contribuem com as remessas que enviam para o País, embora seja uma receita pequena. Foi uma forma de o timorense se desenvolver técnica e academicamente, para além de ganhar consciência da sua forma consequente de dar a sua forma de globalização do mundo. Bom número de nós está em Portugal, nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, na Indonésia, Coreia do Sul onde trabalham na construção civil, na agricultura, na pesca. E existem
pub
timorenses com bolsas de estudo dadas pelo Estado timorense para estudarem em universidades no estrangeiro. Claro que temos uma universidade nacional, que é a maior, e outras seis privadas. Para além da Universidade católica que deve estar a surgir em breve. Que dimensão tem o desemprego em Timor? Enorme, por enquanto. O senhor já fez parte da diáspora timorense, quer deixar alguma mensagem aos seus compatriotas que o podem ler fora do país? Digo que podem regressar à Pátria, com as suas reformas, o seu grande amor à terra, porque precisamos deles. É um apelo que faço para o seu regresso. Não perguntarão sobre a existência de condições?
Eu não fiz esse tipo de perguntas quando decidi sair de Macau, onde exercia advocacia, vivia com conforto, para regressar ao meu País! Cheguei sem nada, levava um sonho: ajudar a minha terra a caminhar livremente em direcção a um futuro bom para todos. O sector do Turismo? Temos melhores condições do que Bali, estamos é um bocadinho mais para o sul, há as dificuldades do transporte aéreo que acaba por ficar caríssimo. Estou certo que essas e outras dificuldades saberemos ultrapassá-las. Onde aconselharia um investidor a colocar os seus interesses? Neste momento, sem dúvida que na agro-indústria. Depois na educação criando escolas técnicas, profissionais, como escolas de turismo por exemplo.
10
vida
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
Dez empresas portuguesas vêm com “expectativas muito elevadas” para implementar produtos e fornecer serviços
China ao alcance de Portugal hoje macau
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
China despertou a tempo para o impacto ambiental do seu desenvolvimento económico sem precedentes e ainda vai a tempo para remedir a situação. E, acima disso, tem hipóteses de ser um “líder mundial num novo tipo de desenvolvimento [mais sustentável]”. Esta é pelo menos a posição defendida por Jeffrey Sachs, assessor do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, um dos oradores convidados a falar na cerimónia de abertura do Fórum e Exposição Internacional de Cooperação Internacional (MIECF, na sigla inglesa). O também director do Instituto da Terra da Universidade de Columbia, nos EUA, diz-se confiante nas promessas de resolução de problemas ambientais feitas pela nova liderança do Governo Central, com planos a cinco anos, embora sejam necessários estratégias para 20 a 30 anos. “Tenho essas expectativas [que consigam despoluir]. Será um dos grandes desafios, não será simples. Mas acho que é do interesse da China e a nova liderança está a pensar em maneiras de se viver
tecimento, caso as portas se abram depois para o mercado chinês, para já não se coloca o problema. “Em termos de volume de negócios conseguimos dar resposta mas depende muito do tipo de negócio”, pondera Filipa Reis. Maria João Bonifácio já não expressa as mesmas dúvidas, pelo menos a nível de empresas portuguesas já consolidadas em mercados internacionais. “Temos
empresas de grande dimensão na área do ambiente, podemos falar na EDP, EFACEC e muitas outras. São empresas internacionais e multinacionais, a EDP está presente nos Estados Unidos, onde é também uma das principais fornecedoras de energia eólica além de o ser também na Europa. Portanto sim, julgo que algumas das nossas empresas têm capacidade de fornecer uma China”, salienta a nova delegada
Jeffrey Sachs, assessor de Ban Ki-moon, acredita no poder da China para liderar um desenvolvimento mundial sustentável
Optimismo na mudança de rumo
com melhor qualidade de vida”, explica o especialista. Embora por muitos anos o objectivo da China tenha sido “Get rich first and clean later (tornar-se rica primeiro e só depois despoluir), pelo menos agora, já enriquecida, tem os meios tecnológicos para arranjar energias mais limpas e tratar da poluição da água e do ar, afiança Sachs.
Políticas animadoras
Apesar de ser o país com maiores níveis de poluição, ressalva, e de com o seu desenvolvimento maciço ter criado um maior fosso de desigualdade, a verdade é que a China tem também contribuído para novas formas de desenvolvimento sustentável. Antes de mais, refere, está a incrementar políticas de controlo do aumento populacional, com restrições à natalidade. “Não vamos ter um mundo sustentável com 10 mil milhões de habitan-
tes”, refere, como estimado depois de 2024, pelo que medidas semelhantes devem ser seguidas por outros países. Por outro lado, também “mostrou reduzir a pobreza dramática em duas décadas, num esforço nunca antes visto”. “Em África eu vejo esta ajuda da China. Criou um remédio para acabar com a malária que vem do tratamento chinês antigo e passou a ser o mais importante conhecimento científico.” A mesma parceria pode ser agora posta em prática ao nível de energias renováveis, acredita, até porque a China é quem faz mais utilização de painéis solares sendo também o maior produtor. “Não há país que precise de mais energia solar que África com tanto sol e luz suficiente. Se a China quiser pode levar electricidade para África para que também lá se atinja um desenvolvimento sustentável”, analisa Jeffrey Sachs.
hoje macau
A
presentam-se nu-ma missão de estreia em Macau mas vêm com garra. Uma comitiva de dez empresas portuguesas foi reunida pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC), algumas mais recentes outras mais antigas, com maior ou menor dimensão, chega com “perspectivas e expectativas muito elevadas”, refere Filipa Reis, porta-voz da delegação portuguesa e representante da First Reason, uma empresa nascida em Maio de 2012 que providencia soluções para redução do consumo de energia. A ideia é promoverem os seus produtos que visam uma maior eficiência energética mas, sobretudo, fazer negócios nesta área e implementá-los no mercado local. Mas existe ainda a possibilidade de dar apoio técnico mesmo à distância, confirma. Sobre a forte demanda no abas-
da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Macau. Para o efeito, salienta, são também devidamente instruídas relativamente ao mercado sobre possíveis parcerias e vantagens na sua presença. Com algumas expectativas também nesta comitiva representante da área lusitana, Maria João Bonifácio dá ainda conta de novos contactos entre empresas portuguesas e outras entidades, com reuniões agendadas paralelamente que poderão potenciar alguns projectos. A AICEP fez-se representar no MIECF 2013 em dois balcões, no pavilhão da União Europeia (UE) e na zona internacional, junto à área de empresas portuguesas, faltou apenas no Pavilhão de Macau, refere a delegada da AICEP. Neste Fórum apresenta-se ainda a Associação Industrial Portuguesa (AIP), além da AJEPC, e outras empresas de matriz portuguesa no território, como a Consulasia, a EDP através da CEM e a CESL Asia.
Painéis fotovoltaicos chineses com restrições A União Europeia (UE) preparase para lançar uma normativa comunitária sobre a importação de painéis fotovoltaicos oriundos da China, depois de grandes fabricantes europeus terem apresentado queixa na Comissão Europeia sobre uma possível prática de “dumping”. A ideia deixa as empresas portuguesas do sector em dúvida sobre o futuro, explica Filipa Reis. “O que acontece é que sabendo nós que já existem fábricas em Portugal e muitas delas também a fazer a assemblagem de produtos com componente chineses sabemos que haverá alguma volta que no mercado (...) mas ao momento é expectável que as coisas corram da melhor forma.” Para o assessor de Ban Ki-Moon, Jeffrey Sachs, a este proteccionismo dos UE e dos EUA fecharem a porta aos produtos ‘low-cost’ é “um erro terrível” porque devese “espalhar esta tecnologia muito rapidamente”. “Deve ser combatido porque não é uma política inteligente e é contrária ao objectivo do desenvolvimento sustentável”, disse ontem aos jornalistas.
Até porque as “energias limpas” são o futuro, a única esperança de se transformar a nossa forma de viver no mundo inteiro. “A ideia é mudar a nossa economia para uma que é baseada em energia de baixo carbono energia solar, energia eólica, potência nuclear ou captura e armazenamento de carbono.” Por todas estas razões, a China pode ser pioneira na liderança “deste novo desafio global de desenvolvimento sustentável com capacidade de ter um papel transformador para todo o mundo”.
E Macau?
Sobre Macau, Jeffrey Sachs sempre preferiu referir-se como parte integrante da China, dizendo-se pouco a par dos níveis de poluição no território. No entanto, deixa o conselho: “Acho que é a altura certa para fazer planos de anti-corrupção e de desenvolvimento para que toda a região, Macau, Hong Kong e Guangdong se coordenem numa estratégia de energia limpa. Em geral, não há cidade que sozinha possa resolver estes problemas. É necessária uma estratégia regional.” - R.M.R.
sexta-feira 22.3.2013
Entrevista Ana Luena, fundadora do Teatro Bruto
José C. Mendes info@hojemacau.com.mo
A
A revolução (im)possível tiago alcântara
na Luena é encenadora, cenógrafa, figurinista e fundadora do Teatro Bruto, companhia nascida no Porto em 1995. Ao Hoje Macau falou de como o teatro entrou por acaso, ou talvez não, na sua vida, da importância de trabalhar com autores portugueses e da necessidade de ser completamente original.Arelação do ser com o outro é uma constante dos textos que encena. Confessa que não resiste a um bom desafio e deixa ainda a mensagem da necessidade absoluta de uma revolução de valores. Teatro Bruto apresenta “Canil”, de Valter Hugo Mãe, no Teatro D. Pedro V, este domingo
cultura
www.hojemacau.com.mo
Começando pelo princípio, como nasceu o seu interesse pelo teatro? Vivia no Algarve e lá não há teatro. Nunca tinha tido nenhum contacto com o teatro, tirando uma peça que vi com a minha avó numa ida a Lisboa. Mas entretanto fui começando a interessar-me mais pela área artística...dividida entre fazer roupa ou arquitectura. Mais tarde fui ao Porto, apaixonei-me pela cidade e quis ir viver para lá.
Não é daquelas pessoas que sabia o que queria desde sempre? Não, foi uma coisa que me surpreendeu, não foi algo que eu tenha sempre procurado. Tirou o curso de cenografia e figurinos. Depois como é que saltou para a encenação? Na escola também tive uma experiência, porque na altura o primeiro ano era conjunto e tínhamos várias disciplinas. Quando acabei o curso fiquei logo ligada ao Teatro Bruto como fundadora juntamente com outras pessoas. Fazia cenografia e figurinos, mas não era propriamente freelancer. Fazia parte de uma companhia e assistia aos ensaios todos e embora de uma forma não muito assumida comecei a fazer assistência de encenação dos encenadores convidados. Mesmo o meu trabalho enquanto cenógrafa
eu gosto de desafios. Se me trouxerem um texto para eu encenar e se depois de o ler aceitar fazê-lo, passa a ser o projecto da minha vida. Sou assim... (risos) Mas não tem nada contra os clássicos? Não, há textos que gosto, mas enquanto não tropeçar neles, não acho que estão predestinados para mim. Acho que nós vamos traçando um caminho, as coisas não nos aparecem por acaso, mas também temos de estar receptivos. O trabalho que tenho desenvolvido é mais de reflexão sobre a questão da criação e da relação com o outro. Procuro sempre textos que tenham a ver com isso. Com a questão do espelho, do outro, do nosso duplo, da nossa relação com outro e como somos diferentes na relação que estabelecemos com cada um. Falando agora da experiência aqui em Macau. Fez uma conferência cénica com alunos da Escola Portuguesa. Como correu? Correu muito bem. Gostei bastante de trabalhar com os alunos da Escola Portuguesa. Foi pouco tempo, mas foi bastante positivo. Eles fizerem a adaptação dum capítulo do romance do Valter Hugo Mãe, “O Filho de Mil Homens”, comigo, e fizemos algumas sessões de prática teatral e depois tiveram o contacto com os actores e a participaram na conferência.
E foi aí que também nasceu a sua paixão pelo teatro? Sim, fui ver uma peça de uns alunos da escola de teatro do António Capelo e fiquei doida com aquilo. Descobriu que era isto que queria fazer? Sim, percebi imediatamente que era aquilo que queria fazer, fui para a escola e tirei o curso de cenografia e figurinos, que era uma área que nem sabia que existia, mas que estava próxima daquilo que eu ansiava. Foi assim que tudo começou, a partir do primeiro espectáculo de teatro que vi, encenado pelo António Capelo, o “Sangue no Pescoço de Gato”, de Fassbinder.
11
e figurinista na companhia foi um trabalho de acompanhamento dos ensaios. Até passar a dirigi-los? Sim, depois de algumas experiências de trabalho em conjunto que não estavam a funcionar, um dia fui eu a dirigir um espectáculo no Teatro Bruto. E como foi a experiência? Na altura a minha grande insegurança prendia-se com a direcção de actores. Porque embora tivesse visto muitos ensaios e tivesse aprendido muito, e embora o meu trabalho de cenografia e de figurinos estivesse sempre mais ligado à dramaturgia e menos à questão plástica, essa aparecia depois, a primeira experiência talvez não tenha sido a melhor, mas é assim que se vai aprendendo. Vai-se dando passos. E também tive a sorte... se calhar não foi só sorte... mas sem dúvida que sim, de ter um grupo de actores que apostaram em mim e que me aceitaram como encenadora. Começou por ser primeiro mais um trabalho de direcção para depois se tornar cada vez mais um trabalho autoral.
Este “Canil” é um grupo de pessoas que estão a planear uma revolução, mas um pouco à imagem do que foi a revolução portuguesa falham por causa disso mesmo. No fundo é uma reflexão, sem dar respostas é uma metáfora. Uma reflexão sobre o que poderá ser hoje uma revolução. Acho que precisamos de uma revolução. De valores, do quotidiano individual e colectivo, mas não organizada... não sei se é possível Assina a encenação, cenografia e figurinos? Só falta passar para o palco também como actriz... Sim, embora ultimamente tenha sentido muita vontade de deixar a cenografia e os figurinos, enquanto encenadora. Especialmente os fi-
gurinos. Por um lado é bom encenar e também fazer o cenário, porque o cenário surge com os actores e neste momento o meu trabalho principal é com os actores. Só que agora tive uma experiência com um cenógrafo e adorei.
Sentiu que existe apetência pelo teatro em Macau? Senti, sobretudo no dia da apresentação em que as pessoas se envolveram muito na apresentação da leitura encenada. É pena que tenha sido só para portugueses... gostaria de numa próxima oportunidade conseguir abrir as portas também a outras comunidades. Está a pensar voltar? Eu gostava.
Porquê? Porque ele trouxe-me propostas sobre as quais eu nunca tinha pensado e de repente tive de fazer uma encenação a partir daqueles módulos que ele propôs. Para além de um músico, de um desenhador de luz, agora um cenógrafo... são outros campos que se abrem. E o teatro é muito isso, é um trabalho de partilha.
Em Portugal vive-se de há uns tempos a esta parte uma situação dramática. Acha que o teatro agora deve ter um papel mais predominante? Agora mais do que nunca. Só que os apoios e os financiamentos são tão escassos, que tenho receio que alguns projectos sejam cortados e que nunca mais voltem.
Tem privilegiado muito o trabalho com autores, escritores portugueses. Porquê? Porque gosto da ideia de um trabalho completamente original.
Este “Canil” que vai ser apresentado no domingo. É o quê? Este “Canil” é um grupo de pessoas que estão a planear uma revolução, mas um pouco à imagem do que foi a revolução portuguesa falham por causa disso mesmo. No fundo é uma reflexão, sem dar respostas é uma metáfora. Uma reflexão sobre o que poderá ser hoje uma revolução. Acho que precisamos de uma revolução. De valores, do quotidiano individual e colectivo, mas não organizada... não sei se é possível.
Completamente? Completamente! Tudo! Então não lhe passa pela cabeça pegar num texto de Shakespeare ou de Tchekhov, por exemplo? Passa, como experiência, e tenho tido algumas fora do Teatro Bruto. Para um encenador é um desafio e
12
desporto
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
Piloto de Macau entra no quarto ano consecutivo na Taça Porsche Carrera Ásia
Rodolfo Ávila prossegue com o Team Jebsen
R
odolfo Ávila irá continuar a vestir as cores do Team Jebsen pelo quarto ano consecutivo na Taça Porsche Carrera Ásia. O piloto português de Macau e a equipa baseada em Hong Kong estão preparados para lutar pelo título do troféu de 2013. Os terceiros classificados da temporada de 2012 estão a postos para entrar em acção, depois de terem realizado uma preparação continua durante a paragem Inverno. A principal novidade da equipa é incorporação do engenheiro inglês Ricki Martino, com uma vasta experiência nas corridas de GT no Reino Unido e na Ásia, e uma nova decoração psicadélica no Porsche 911 GT3 Cup que ostenta o nº 20. A nova regulamentação para 2013 impõe que a melhor volta da qualificação determina a grelha de partida para a
em Sepang , a temporada da Taça Porsche Carrera Ásia tem os seu início marcado para o dia 24 de Março, com a corrida de suporte do Grande Prémio de Fórmula 1 da Malásia. O campeonato de 2013 será composto por sete eventos e onze corridas, com o novo circuito coreano
de Autopia, nos arredores de Seul, a estrear-se no calendário. “Quanto maior variedade de pistas, melhor, mas um novo circuito significa que começaremos do zero. Este é um daqueles desafios que o Team Jebsen realmente gosta”, conclui o piloto de 26 anos.
Calendário Taça Porsche Carrera Ásia de 2013 primeira corrida, enquanto que a segunda melhor volta da qualificação decidirá as posições de arranque da segunda manga. Esta alteração irá tornar a qualificação ainda mais crucial e obrigará a um esforço ainda maior por parte de pilotos e equipas. “Em cada ano que passa a Taça Porsche Carrera Ásia fica mais forte. Nos últimos dez anos tem sido o topo do automobilismo
asiático e o plantel deste ano é de classe mundial. Esta será provavelmente, para mim, a mais difícil temporada até aqui no campeonato, o que terá um sabor ainda melhor se conquistarmos o título”, explica o piloto de 26 anos. Esta época Ávila irá enfrentar não só uma forte concorrência internacional, como também um número alargado de jovens talentos chineses
que serão com certeza uma ameaça com o decorrer da temporada. “Há mais pilotos internacionais esta época, mas é também interessante ver novos talentos da China a juntarem-se ao campeonato. Temos que ser rápidos desde o início e mantermo-nos fortes durante a época se quisermos alcançar o nosso objectivo.” Tendo recentemente completado o dia de testes oficiais
22 - 23 Março
Circuito de Sepang, Malásia
12 - 14 Abril
Circuito de Xangai, China
3 - 5 Maio
Circuito de Zhuhai, China
5 - 7 Julho
Circuito de Ordos, China
2 - 4 Agosto
Circuito de Sepang, Malásia
20 - 22 Setembro
Marina Bay, Singapura
25 - 27 Outubro
Circuito de Xangai, China
pub
ASSOCIAÇÃO GERAL DE AUTOMÓVEL DE MACAU-CHINA Inscrição Curso de Formação para os Comissários Desportivos do 60º. Grande Prémio de Macau A Comissão do Grande Prémio de Macau com o intuito fomentar o desenvolvimento do desporto automobilismo, comunica-se a todos os interessados que as inscrições do curso de formação para os comissários desportivos do 60º. Grande Prémio de Macau para o ano 2013 estão abertas a partir do dia 25 de Fevereiro do corrente ano. Todos os interessados devem preencher uma ficha de inscrição fornecida pelo AAMC, juntando 1 fotocópia do Bilhete de Identidade de Residente Macau, incluindo 2 fotografias a cores e 1 atestado médico (registado na RAEM) apto para prestar o cargo acima referido e entregá-la até ao dia 12 de Abril de 2013 na sede do Associação Geral de Automóvel de Macau - China (AAMC), sita na Avenida Amizade, Ed.do Grande Prémio, Torre Controle, 1º. Andar, Sala 121 – Macau. (virada ao Cais do Porto Exterior de Macau) Horário - De 2ª. Feira a 6ª. Feira: das 09H30 às 13H00 e das 14H30 às 18H30 (excepto feriados oficiais e tolerância de ponto aprovado pelo Chefe Executivo) Informação - Telefone: (853) 2872 6578 PROPINA PARA INSCRIÇÃO: Mop$100.00 por inscrição. (o montante será reembolsado após da frequência de todas as aulas do referido curso) Nota: Relativamente ao horário do curso de formação para os comissários desportivos, está afixado no placar e na página electrónica da Associação Geral de Automóvel de Macau – China, www.aamcauto.org.mo
sexta-feira 22.3.2013
[ ] Cinema
futilidades
www.hojemacau.com.mo
13
Cineteatro | PUB
Sala 2
Parker [C]
Um filme de: Taylor Hackford Com: Jason Statham, Jennifer Lopez 14.30, 16.45, 21.30
OZ: the great and powerful [3d] [b]
olympus has fallen
Um filme de: Sam Raimi Com: James Franco, Rachel Weisz, Michelle Williams, Mila Kunis 19.15
Sala 1
Sala 3
Um filme de: Andy Muschietti Com: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Antoine Fuqua Com: Gerard Butler, Morgan Freeman, Aaron Eckhart 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
mama [c]
Aqui há gato
olympus has fallen [c]
VERTICAIS: 1-Colóquio entre noivos. Textualmente. 2-Causai prejuízo a alguém. Exige, reclama. 3-Érbio (s.q.). O m. q. acre. Transitar. 4-Semelhante ao marfim, na cor ou na lisura. Nome de letra. 5-Maior quantidade. Elemento gasoso existente no ar em mínima proporção. 6-Estabelecimento onde se servem bebidas. Conclusão. 7-Sul-africano descendente de holandês. Remar para fazer recuar. 8-Vogal (pl.). Que não exala cheiro. 9-Algures. Suspirar. Nota do tradutor (abrev.). 10-Cai doente de cama. Época da vida. 11-O m. q. arrás. Relativo ao lilás.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Grita-se nas touradas. Guarnecer de mobília. 2-Abstracta (Fig.). Cidade do Japão. 3-Estado do Rio Grande do Sul, Brasil (abrev.). Avental com mangas, para crianças. Peça de dominó. 4-Prosseguia. Vestiriam. 5-Fechar as asas para descer mais depressa (a ave.). Ninho (Prov.). 6-Antílope africano de chifres como o bisão e cauda de cavalo. Ressoa. 7-Argila colorida. Tecido branco de linho. 8-Relativo a leão. Oferece. 9-Sua (Arc.). O m. q. amir. Antes-de-Cristo (abrev.). 10-Copio. Para que lugar. 11-O m.q. querenar (Náut.). Deus (Pref.).
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 17:30 19:00 19:30 20:30 21:20 21:30 22:10 23:00 23:30 00:20 01:00
TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi Directo Selecção Nacional Sub21: Portugal – Suécia (Repetição) TDM Talk Show (Repetição) Vingança Telejornal Ler + Ler Melhor José Mourinho – A Entrevista Escrito nas Estrelas TDM News Portugueses Pelo Mundo Telejornal – Repetição RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 15:00 Telejornal Madeira 15:35 Percursos 16:35 AntiCrise 17:00 Bom Dia Portugal 18:00 Sexta às 9 18:30 Estado de Graça 19:05 Feitos ao Bife 20:10 Depois do Adeus 21:00 Jornal da Tarde 21:50 O Preço Certo 22:40 Tec@Net 22:55 Portugal no Coração
40 - FOX Movies 12:20 John Carter 14:35 13 Going On 30 16:15 Transporter: The Series 17:10 Enough 19:05 The Fighter 21:00 Goon 22:35 Insidious 00:20 Transporter: The Series
30 - FOX Sports 13:00 The Football Review 2012-2013 13:30 Australian Ironwoman 2012/13 14:30 US Open 9-Ball C’ship 2012 18:00 ABL Crossover 2013 18:30 Total Rugby 19:00 The Football Review 2012-2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) Asean Basketball League 2013 Westports Malaysia Dragons vs. Singapore Slingers 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Football Asia 2013/14 23:00 Smash 2013 23:30 Global Football 2012/13
HORIZONTAIS: 1-OLE. MOBILAR. 2-AEREA. OSACA. 3-RS. BIBE. AS. 4-IA. USARIAM. 5-SIAR. R. NIAL. 6-T. GNU. SOA. I. 7-OCRE. F. DRIL. 8-LEONICO. DA. 9-SA. EMIR. AC. 10-IMITO. AONDE. 11-CARENAR. TEO. VERTICAIS: 1-OARISTO. SIC. 2-LESAI. CLAMA. 3-ER. AGRE. IR. 4EBURNEO. TE. 5-MAIS. U. NEON. 6-O. BAR. FIM. A. 7-BOER. S. CIAR. 8-IS. INODORO. 9-LA. AIAR. NT. 10-ACAMA. IDADE. 11-RAS. LILACEO.
31 - STAR Sports 13:00 Inside Grand Prix 2013
13:25 2 Wheels 13:55 (LIVE) FIA F1 World Championship - Practice Session 2 Malaysia Grand Prix 15:30 FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 Highlights 16:00 Hot Water 2012/13 17:00 HSBC Sevens World Series 2012/13 17:30 2 Wheels 18:00 FIA F1 World Championship - Practice Session 1 Malaysia Grand Prix 19:30 FIA F1 World Championship - Practice Session 2 Malaysia Grand Prix 21:00 Game 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Formula Friday 22:30 Game 2012 23:00 FIA F1 World Championship - Practice Session 2 Malaysia Grand Prix
41 - HBO 12:00 Safe House 14:00 Hellboy 16:15 The Grace Card 18:05 Rango 20:00 Unknown 22:00 The Rock 00:15 Se7En 42 - Cinemax 12:40 All About The Benjamins 14:15 Piranha Ii: The Spawning 16:00 The Double Man 17:45 Superman: Doomsday 19:00 Ambushed 20:45 Epad On Max 21:00 Banshee 23:00 Rest Stop 00:20 Rest Stop: Don’T Look Back
À venda na Livraria Portuguesa O Grande Livro das Tradições Populares Portuguesas •João Viale Moutinho
Cada dia do ano é uma entrada onde se apresentam algumas das mais importantes tradições populares portuguesas. Um reencontro quotidiano com adivinhas, lengalengas, rimas, pensamentos, lendas, pequenas histórias e outras tradições escritas e orais que povoam o nosso universo desde a mais tenra idade.
O Seu Signo Astrológico Lunar•David Wells
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
É possível que você se tenha considerado um Escorpião a vida inteira; quão surpreendido ficaria se soubesse que, do ponto de vista emocional, o seu signo é Gémeos? Talvez vários amigos e familiares apontem o seu gosto pela ordem e organização, tão típicos do signo Virgem… mas agora você pode responder-lhes que, na verdade, você também possui a impetuosidade típica de um Aquário! Muitos de nós conhecem o seu signo solar, mas desconhecem que também têm um signo lunar. O Seu Signo Astrológico Lunar combina os seus signos lunar e solar para lhe apresentar um perfil único da sua personalidade, a partir da sua data e hora de nascimento. Um guia útil, acessível e prático que lhe permitirá encarar-se a si mesmo e às pessoas mais importantes da sua vida a partir de uma perspectiva completamente nova, de forma a viver relacionamentos mais autênticos e satisfatórios. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
A terra dos mil pecados Há dias aventurei-me para o fabuloso mundo do Casino Lisboa, não digo o mais novo, falo daquele com mais uns aninhos e com aquele ar bem ‘Kitch’. Depois de recuperar a visão turva, provocada por aquelas luzes radiosas e ofuscantes da fachada principal, lá me aventurei pelo seu interior. À partida nada de espectacular, vulgo estapafúrdico - como já nos habituámos noutras andanças -, uma decoração clássica, desengraçada mas nada chocante. E, de repente, quando percorremos por uns momentos mais aqueles corredores noto que a atmosfera está prestes a mudar. De início considero uma ou outra rapariga mais ousada na maneira de vestir, depois começo a verificar que a depravação abunda em determinada área. De diferentes nacionalidades, assim o indicam os diferentes traços orientais, meninas com idade colegial envergam trajes reduzidos - vestidos curtos ou minissaias, bem colados ao corpo, decotes arrojados e pernas em destaque pelos altos saltos. São autênticas manequins de vitrinas de um “red district”. A grande diferença é que andam de trás para à frente - como se de uma passerelle se tratasse - e estão bem ao alcance de homens sedentos, que nada fazem para esconder a tentação de que estas querem ser alvo. A abordagem é o passo seguinte, num casino que coloca também quartos ao dispor. Mais adiante, outra zona fascinante. Logo ao fundo desse mesmo corredor, temos homens paralisados e assombrados pelas corridas de galgos, onde investem as suas apostas. Isto num ambiente minado pelo fumo do tabaco e pelas caras tão pouco amigáveis. E tudo isto numa zona de poucos metros quadrados e bem à vista de qualquer visitante. Achei curioso que um lugar, só por si tido como um mausoléu do jogo, albergue ainda outros dois vícios. Mas do mal o menos, condensa-se a perdição num só local. E quem queira sabe bem onde localizar o caminho para a perdição.
Pu Yi
14
opinião
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
Arnaldo Gonçalves
crepúsculo dos ídolos
Tudo é mudança I Fecha-se o processo de ascensão ao poder da Quinta Geração de líderes da República Popular da China. Trata-se da geração que nasceu durante a década de 1950 que hoje é chamada a dirigir o grande país do planalto do Yangtsé. Depois de ter sido “marcada” pela Revolução Cultural e perdido uma década esta geração está hoje ao leme de um país que ainda procura o seu lugar no concerto dos povos. Não sabendo bem o que é, nem o que irá ser. Num tempo tem o pé no passado e os seus tiques imperiais são manifestos. Noutro tempo apresenta-se como um país dedicado a viver em paz com os seus vizinhos e a construir com tranquilidade o seu próprio caminho. Por entre os discursos, por vezes miméticos, espreitam arcaicos fantasmas bem como a nostalgia das glórias guerreiras passadas. O renascimento chinês anuncia-se como um “Dai China Teikoku”. Lembra o slogan que marcou o arranque do Japão para a sua aventura no Pacífico. Os sinais de intranquilidade vão surgindo um pouco por todo o lado. O facto da primeira visita ao estrangeiro do Presidente Xi Jinping ser à Rússia tem uma inevitável leitura política, dada a natureza dos dois regimes. Também no plano interno a acção da nova liderança confronta-se com vários desafios. Ser o equilibrador das facções, contentar as Forças Armadas, responder às expectativas da população de uma governação de proximidade, manter a estabilidade interna, conter a corrupção no aparelho, controlar o protagonismo dos líderes regionais. No que concerne a Macau e Hong Kong assegurar uma supervisão à vista, estar atento aos sinais de insatisfação popular e fiscalizar a mudança de líderes dentro de dois anos. O
facto do encontro protocolar de Xi Jinping e Li Keqiang com os dirigentes das Regiões Administrativas Especiais ter sido feito em conjunto tem também uma manifesta leitura política. Algo irá mudar no relacionamento Governo Central – Governos das RAE.
Todos os países que têm na China, em Macau e em Hong Kong comunidades de expatriados importantes têm uma estratégia cuidada de como as podem potenciar para ganharem mais influência. Seria bom que Portugal os imitasse, ainda que seja tarde II Por coincidência de calendário, Portugal procede à mudança dos seus representantes diplomáticos em Pequim e Macau. Está por clarificar o que o governo português quer para o futuro das relações com Pequim. Uma relação cambaleante, marcada umas vezes pelo alheamento outras por juras de maior proactividade. A única questão relevante parece ser estar-se atento ao protagonismo da China em mercados de língua portuguesa que são tradicionais destinos das exportações portuguesas e mais recentemente origem de investimentos cruciais para a nossa periclitante economia. O que é pouco. Olhando para os últimos oito anos, é contraditório o balanço da acção diplomática de Tadeu Soares em Pequim e de Cansado de Carvalho em Macau. Do primeiro pode-se dizer que fez pontes, abriu portas no mo-
mento em que a economia portuguesa caiu a pique e precisou de investimentos externos. Não se conhece à distância a sua acção de difusão cultural do nosso país, porventura porque essa área, por opção de Lisboa, continuou atribuída à responsabilidade do Instituto Camões. Do segundo fica a ideia que nunca se ajustou bem ao perfil exigido para a representação consular em Macau. Teve manifesta dificuldade de relacionamento com a comunidade portuguesa e suas associações locais, parecendo ostensivamente divorciado de iniciativas que de forma espontânea foram surgindo. No momento da aprovação da Lei de Segurança Interna esteve distante. Não deu a resposta que lhe cabia como representante dos interesses de Portugal. Sai deixando a impressão que foi um erro de “casting” do ex-Ministro Luís Amado. Sobre os que iniciam funções que esperar? Em primeiro lugar acompanhar o processo de internacionalização da economia chinesa, colocar o nosso país na rota de projecção do investimento externo chinês, promovendo o produto “Portugal”. Em segundo lugar usar o “património” dos 440 anos de relacionamento próximo, por causa de Macau, como razão para uma relação próxima, amiga e respeitosa. Em terceiro lugar acompanhar, com cuidado, a nova onda da emigração portuguesa jovem e qualificada que procura também esta parte do mundo à procura de novas oportunidades. Todos os países que têm na China, em Macau e em Hong Kong comunidades de expatriados importantes têm uma estratégia cuidada de como as podem potenciar para ganharem mais influência. Seria bom que Portugal os imitasse, ainda que seja tarde.
sexta-feira 22.3.2013
opinião
www.hojemacau.com.mo
Isabel Castro
isabelcorreiadecastro@gmail.com
15
contramão
Não me faças perguntas difíceis
T
enho as mais profundas reservas em relação aos resultados do corta-mato que a Assembleia Legislativa está a fazer nesta recta final da legislatura. No edifício do Lago Nam Van estão neste momento a ser apreciadas, a um ritmo considerável, várias propostas de lei há muito necessárias e reivindicadas por quem se preocupa com as coisas públicas da cidade. Por obra do acaso, que por cá se chama Governo, estes diplomas concentraram-se todos no último ano de mandato dos actuais deputados. Se não forem aprovados, caem. Mas isso já não interessa – são detalhes do modo de fazer deste Executivo, como era do anterior. Algumas destas propostas de lei estão intimamente ligadas – refiro-me à lei de terras, ao planeamento urbanístico e à salvaguarda do património. São três leis essenciais para um território em que o ideal seria fazer marcha atrás no tempo e fazer (ou não fazer) de novo. Mas isso também já não interessa – e, a avaliar pela posição de alguns dos deputados que dão a voz para explicar o que está neste momento a ser analisado na Assembleia, o que está para trás não chegou alguma vez a interessar. O que vem aí também não parece ser motivo de grandes preocupações. O ideal seria a Assembleia ser feita de gente com um elevado grau de preparação técnica. Em Macau, não é isso que acontece. Muitos dos deputados vêm do mundo dos negócios, estão no mundo nos negócios e vão para o mundo dos negócios. São excelentes empresários. Apenas. A posição do empresariado legislativo é assumida sem pruridos, nem falsos pudores. Não se disfarça sequer a vontade de se levar por diante o que se prometeu ao eleitorado porque, na maioria dos casos, não foram feitas promessas ao eleitorado. A maioria dos deputados não tem um programa político, não se lhe conhece ideologia e tampouco recorre à noção de interesse público para justificar posições – estar na Assembleia Legislativa é passar a deter um estatuto que o imobiliário, a construção civil e o jogo, por ora, ainda não permitem adquirir. O ideal seria a Assembleia ser constituída por pessoas com preparação técnica e, já agora, moral, mas todos nós sabemos que o ideal não existe. Na ausência de algumas competências técnicas e morais, o ideal seria então um grau de dedicação mínimo em relação às matérias sobre as quais os deputados têm de se pronunciar. Mas já todos nós sabemos que o ideal, versão B, não existe. Assim como não existe qualquer problema
Ouve-se de tudo nesta Assembleia: não-sei, não-me-façam-perguntas-difíceis, este-diploma-é-muito-técnico, não-tenho-formação-em-Direito, esta-lei-tem-muitos-artigos. Uma ou outra vez também se ouve um só-os-portugueses-é-que-fazem-destas-perguntas, em raros mas preciosos momentos de sinceridade em se mostrar a ignorância, nem qualquer pudor em usar a ignorância como desculpa para a ausência de respostas. É um hábito de alguns deputados, sobretudo dos que presidem às comissões permanentes em que estas leis andam a ser debatidas, refugiarem-se no facto de não serem juristas para evitarem dar respostas às questões mais complicadas. Ouve-se de tudo nesta Assembleia: não-sei, não-me-façam-perguntas-difíceis, este-diploma-é-muito-técnico, não-tenho-formação-em-Direito, esta-lei-tem-muitos-artigos. Uma ou outra vez também se ouve um só-os-portugueses-é-que-fazem-destas-perguntas, em raros
mas preciosos momentos de sinceridade, semelhantes aos já-é-hora-de-almoço-temos-de-ir-comer. Por falar em hora do almoço, chutam-se as batatas quentes para as mãos dos assessores jurídicos, como se fossem eles a tomar as decisões políticas que resultam do interesse da maioria dos deputados que – por mera coincidência, ora pois – é, mais coisa, menos coisa, o interesse do Governo. Se a pergunta é difícil ou incómoda, o assunto passa automaticamente a fazer parte dos domínios que estão a ser estudados pela assessoria. A resposta poderá coincidir com a realidade – mas não consigo compreender que um
deputado que tem nas mãos a condução da análise de um diploma não encontre uma resposta mais ágil para dar, sendo certo que o eleitorado também não a pede. É por causa desta mistura entre opacidade e ignorância (autêntica e de subterfúgio) que tenho reservas sobre o que aí vem. Duvido que da lei de terras saia uma forma efectiva de distribuir com transparência os poucos recursos que Macau tem. Duvido que do planeamento urbanístico saia uma ideia concreta para a cidade que pense em quem nela vive. Duvido que da lei de salvaguarda do património saiam mecanismos efectivos para garantir que os interesses económicos não se sobrepõem aos humildes desígnios culturais. A ver vamos, com uma única certeza: em Setembro, vai tudo a votos, uns com promessas e outros sem elas, que delas não precisam. A ignorância – que a sabedoria popular diz ser atrevida, seja ela espontânea ou estudada – continuará a ter assento no edifício do Lago Nam Van.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
sexta-feira 22.3.2013
www.hojemacau.com.mo
c a r t oon
Obama e Netanyahu
por Steff
Caso Casa Pia Prisões já foram ordenadas
Videoclip dos Muse feito por portugueses
Dois portugueses venceram o concurso para o videoclip oficial da música “Animals” dos Muse, segundo anunciou, esta quartafeira, a banda britânica na sua página oficial no Facebook. Em Dezembro de 2012 a banda britânica lançou um concurso entre os fãs para fazerem o videoclip da música “Animals”, tendo agora anunciado que o vencedor foi uma dupla portuguesa “OnenessTeam”. “Os vossos votos foram contados, a banda deliberou e todos concordamos que a excelente versão de Animals por Inês Freitas e Miguel Mendes, de Portugal, é o vencedor do concurso”, escreveu a banda na sua página no Facebook onde divulga o vídeo dos portugueses, vencedor entre cinco vídeos finalistas que os Muse seleccionaram, também eles europeus, vindos de Espanha, Polónia, Reino Unido e França. O vídeo está disponível no Youtube e no site oficial da banda e, segundo a página My Way, vai ser ainda apresentado durante a digressão da banda, este verão, que no dia 10 de Junho passa por Portugal, pelo estádio do Dragão, no Porto.
Relógio desenhado por Messi vai ser leiloado
A leiloeira Sotheby´s vai colocar à venda, no próximo dia 11 de Maio, um relógio da marca suíça de luxo Audemars Piguet, desenhado em colaboração com Lionel Messi, tendo o comprador a oportunidade de conhecer o jogador argentino. As receitas do leilão do “N.º 10 Royal Oak Chronograph Leo Messi” têm como destino a Fundação Leo Messi, que ajuda crianças necessitadas na Argentina, México e Espanha. A peça leiloada, um cronógrafo de 41 milímetros em platina, é o décimo relógio produzido pela Audemars Piguet, de uma série de apenas 100 unidades, dedicada ao astro argentino. O comprador receberá o relógio, acompanhado de uma camisola da Selecção argentina com o número 10 do jogador, autografada por ele, assim como o esboço inicial do desenho do relógio, tendo ainda a oportunidade de conhecer Messi em Barcelona.
Quirguistão segue para a fase final da Taça Challenge
Paquistão vence Macau Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
T
rês jogos, três derrotas, seis golos sofridos, nenhum marcado. A selecção de futebol de Macau despediu-se da campanha de apuramento para a fase final da Taça Challenge com o terceiro desaire em outros tantos jogos disputados desde o fim-de-semana passado. Ontem, na capital quirguíz, Bishkek, a formação orientada por Leung Sui Wing não conseguiu contrariar o melhor jogo do Paquistão e acabou por se despedir da Ásia Central vergada ao peso de uma nova derrota. A cautela e a prudência voltaram a ser estratégia para o onze do território e a exemplo do que sucedeu nos desafios contra o Tadjiquistão e contra o Quirguistão, a aposta voltou a redundar em desastre. Formados nas escolas do Sport Macau e Benfica, Vinício Morais Alves e Iuri Capelo mereceram a confiança de Leung Sui Wing para a frente de ataque, mas a aposta em seis jogadores de características defensivas acabou por impedir que os dois jovens encarnados fizessem a diferença no último reduto paquistanês. Tal como havia sucedido nos encontros da primeira e da segunda ronda do grupo B, o onze do território conseguiu salvaguardar as redes defendidas por Ho Man Fai quase até ao final da primeira parte, mas a um minuto dos 45 a resistência da formação do
Lótus ruiu, com Hassan Bashir, dianteiro dos dinamarqueses do Nordvest FC, a inaugurar o marcador na cobrança de uma grande penalidade. O golo do onze paquistanês nada teria de anormal, não fosse o Paquistão ter ficado reduzido a dez unidades quatro minutos antes. Kamran Khan viu o cartão vermelho directo aos quarenta minutos, após uma entrada dura sobre um jogador do território. A formação orientada pelo sérvio Zavisa Milosavljevic não acusou o toque, muito por falta de ousadia de Leung Sui Wing. O seleccionador do território limitou-se a substituir o defesa Leong Sio Meng pelo médio Ho
Chi Fong no início da segunda metade e o Paquistão acabou por agradecer a cortesia e dilatar a vantagem de que dispunha aos 70 minutos. Marcou Kallim Ullah, um jovem avançado de 20 anos visto por muitos como uma das maiores promessas do futebol paquistanês. A selecção de Macau despediu-se da campanha de qualificação para a Taça Challenge sem um único ponto alcançado e um único golo marcado. Na fase final da prova está o anfitrião Quirguistão, que ontem venceu o Tadjiquistão pela margem mínima, com um golo apontado por David Bruce Tetteh aos 39 minutos.
A prisão efectiva imposta a Carlos Cruz, Jorge Ritto e Manuel Abrantes será ordenada pela 8.ª Vara Criminal de Lisboa depois de o processo do caso Casa Pia ter transitado, esta quarta-feira, em julgado. No caso de Ferreira Diniz, o Tribunal Constitucional (TC) rejeitou o requerimento do médico. Segundo o TC, o prazo para pedir aclaração “de erros materiais e outros incidentes pósdecisórios”, no acórdão do TC de 28 de Fevereiro, desfavorável aos quatro arguidos, terminou na terçafeira, não tendo sido apresentado qualquer requerimento por parte de Carlos Cruz, Jorge Ritto e Manuel Abrantes que adiasse o trânsito em julgado da decisão dos juízes conselheiros. Assim sendo, após o apuramento das taxas de justiça a aplicar, a decisão do TC será remetida para a juíza Ana Peres, presidente do colectivo de juízes da 8.ª Vara Criminal de Lisboa que, depois de receber o processo, emitirá os mandados de condução de Carlos Cruz, Jorge Ritto e Manuel Abrantes a estabelecimento prisional. No caso de Ferreira Diniz, o requerimento com o fundamento de “prescrição de crimes” suspende a prisão do médico.
Polícia detém menina que traficava droga
A polícia mexicana deteve uma menina de 11 anos, num bairro em Cancún, México, que transportava droga para vender a clientes. De acordo com a EFE, a criança viajava de moto em excesso de velocidade quando foi mandada parar pela polícia, que ao revistá-la encontrou dois sacos com crack e erva, acabando a menina por confessar que tinha comprado a droga a um fornecedor, para depois vender a clientes. Segundo a Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Quintana Roo, a menina será considerada vítima do delito de corrupção de menores, não podendo ser julgada como menor infractor, uma vez que a legislação em Quintana Roo estabelece que a idade mínima para poder ser submetida a julgamento é de 15 anos.
Portugal destacado para Somália
A fragata “Álvares Cabral” ruma esta quinta-feira ao Oceano Índico, no âmbito da “Operação Atalanta” da União Europeia, de combate à pirataria na bacia da Somália. A missão, que tem a duração de cinco meses, abrange 211 militares, que terão como objectivo proteger os navios que transportam ajuda humanitária para a Somália e combater a pirataria no Mar Vermelho, Golfo de Áden, Golfo de Omã e bacia da Somália. Esta é a segunda vez que Portugal lidera a força naval europeia na Somália.