CARAVAGGIO
TIAGO ALCÂNTARA
GCS
MOP$10
QUINTA-FEIRA 21 DE DEZEMBRO DE 2017 • ANO XVII • Nº 3960
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
O NATAL
h ANTÓNIO CABRITA & ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO
RAIMUNDO DO ROSÁRIO
A ponte não é para todos
Cunha para que te quero PÁGINA 6
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RAEM 18 ANOS
NÓS POR CÁ TODOS BEM Chui Sai On elogiou o segundo sistema e até disse que a oposição era necessária. ESPECIAL
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau
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FUNÇÃO PÚBLICA
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18 anos
CHUI SAI ON
21.12.2017 quinta-feira
ENTRE A PATRIA E “UM PAÍS, DOIS SISTEMAS”, UMA POLÍTICA PRIVILEGIADA PARA MACAU
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As vantagens da política “um país, dois sistemas” para o território, marcaram o discurso do Chefe do Executivo, na cerimónia de comemoração do 18º aniversário da transferência de administração de Macau. Integração regional, amor à pátria e concretização do território como um centro e uma plataforma foram também destacados por Chui Sai On
O
S discurso comemorativo dos 18 anos da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), proferido pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On, foi marcado pelas vantagens da posição do território enquanto segundo sistema de um “grande país”. Depois de ter sublinhado os 18 anos vividos sob a política orientadora “um país, dois siste-
mas”, Chui Sai On salientou a importância desta directriz para o presente e futuro do território. “A experiência destes últimos dezoito anos desde o retorno de Macau à Pátria diz-nos claramente que, para assegurar a prosperidade e a estabilidade a longo prazo de Macau, é fundamental que estejamos firmemente confiantes no princípio ‘Um País, Dois Sistemas’”, referiu o Chefe do Executivo na cerimó-
nia comemorativa dos 18 anos e transferência de administração do território. Por outro lado, o Chui Sai On considera que esta política é fundamental para “assegurar a prosperidade e a estabilidade a longo prazo” da RAEM. De modo a reforçar a importância do primeiro sistema o Chefe do Executivo fez questão de recordar o empenho do próprio presidente da China, Xi Jinping, em incluir no sistema de governação nacional o princípio de “um país, dois sistemas” em que são consideradas as regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong. “No relatório apresentado ao 19.o Congresso Nacional do Partido Comunista da China, o Secretário-geral Xi Jinping determinou a nova missão e a nova estratégia da entrada do socialismo com características chinesas numa nova época, tendo Hong Kong, Macau e o princípio “um país, dois sistemas” sido incluídos no sistema de governação nacional”, disse Chui Sai On, sem esquecer que “foi, ainda, evidenciado o apoio à integração de Macau no desenvolvimento geral do País, indicador claro da direcção do desenvolvimento futuro de Macau”. Tendo em mente a integração regional e os projectos que
decorrem actualmente, o Chefe do Executivo não deixou de mencionar a importância das políticas “Uma faixa, uma rota”, e a Grande Baía de Guandong, Macau Hong Kong, como um momento de oportunidade para o desenvolvimento do território. “O Governo irá empenhar todos os esforços na implementação articulada do Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM com o planeamento geral do País e aproveitar devida e plenamente as políticas benéficas concedidas a Macau pelo País. Irá, ainda, articular estreitamente o posicionamento de Macau e as suas vantagens singulares” referiu o governante relativamente às vantagens do território na construção destes dois grandes projectos nacionais. Localmente, o desenvolvimento económico, a diversificação e a promoção de medidas que desenvolvam o turismo e o jogo foram também pontos de destaque do discurso do Chefe do Executivo no 18º aniversário da RAEM.
UM CENTRO PARA TUDO
No que respeita ao desenvolvimento de Macau enquanto “um centro, uma plataforma”, Chui Sai On deixou uma promessa: “acelerar a construção de “um centro, uma plataforma” e continuar a promover
“A experiência (...) diz-nos claramente que (...) é fundamental que estejamos firmemente confiantes no princípio ‹Um País, Dois Sistemas›” “O Governo irá empenhar todos os esforços na implementação articulada do Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM com o planeamento geral do País” CHUI SAI ON CHEFE DO EXECUTIVO DA RAEM
o progresso concreto do desenvolvimento adequado e diversificado da economia”, começou para dizer. Para o efeito, “impulsionar-se-á o desenvolvimento dos sectores do turismo e do jogo”, tendo em conta uma maior aposta em actividades de não jogo.
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quinta-feira 21.12.2017
A AUTONOMIA Chefe desvaloriza queda de popularidade A
De acordo com Chui Sai On, só desta forma é que Macau poderá concretizar-se como Centro Mundial e Turismo e Lazer, objectivo que será atingido “enriquecendo os produtos turísticos e expandindo o mercado turístico”, disse o Chefe do Executivo. A ligação com os países de língua portuguesa foi ainda destacada, não esquecendo o interesse de Pequim. “Iremos aprofundar a implementação das medidas de apoio à construção de Macau como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, concedidas pelo Governo Central”, disse. Chui Sai On referiu ainda que serão inovados “os métodos para o desenvolvimento das diversas indústrias emergentes, designadamente a indústria de convenções e exposições, as indústrias culturais e criativas, o sector da medicina chinesa tradicional e as actividades financeiras com características próprias, permitindo assim uma articulação estreita e um desenvolvimento interactivo entre a construção de «Um Centro» e a diversificação adequada da economia”.
AMOR E TALENTO
Nos aspectos sociais, os jovens parecem ser a prioridade em vários sentidos. Por um lado Chui Sai On
salientou a importância da promoção da formação identitária nacional dos mais novos sublinhando a importância da educação o para o amor à Pátria. De acordo com o governante, Macau vai continuar a “promover a intensificação dos trabalhos de apoio à juventude, que privilegiam, prioritariamente, o reforço da educação sobre o amor pela Pátria e por Macau, com vista a elevar a consciência nacional e a reforçar a identidade nacional dos jovens”. Por outro lado, as políticas dirigidas ao jovens têm como finalidade a formação de talentos e a criação e oportunidades. Desta forma, Chui Sai On destacou o lançamento de “projectos prioritários de serviços vocacionados para a juventude, o apoio aos jovens na inovação, na criação de negócios e no emprego, e incentivá-los a tirar partido das oportunidades que forem surgindo no processo da nossa participação no desenvolvimento do País e da Região, em prol do crescimento, do desenvolvimento e do sucesso das novas gerações. O discurso do Chefe do Executivo terminou com a promessa de que o território vai continuar empenhado “em reunir sabedoria e esforços para a construção conjunta de Macau, contribuindo para a promoção e a implementação contínua do grandioso princípio “um país, dois sistemas”
e para a materialização do sonho chinês do grande renascimento da Nação Chinesa”.
CONVIDADOS ILUSTRES
O evento de ontem contou com a presença do vice-presidente da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês, Edmund Ho, do director do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, Zheng Xiaosong, do Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros na RAEM, Ye Dabo, do comissário político da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, coronel Zhou Wgang, do presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng, do presidente do Tribunal de Última Instância, Sam Hou Fai, além de membros do Conselho Executivo, deputados da Assembleia Legislativa, responsáveis dos serviços públicos, representantes de Macau na Assembleia Popular Nacional e na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e outras personalidades dos diversos quadrantes da sociedade, num total de 700 convidados. A cerimónia do içar de bandeiras, teve lugar na Praça de Flor de Lótus, e contou com a presença de cerca de 350 dirigentes entre Governo e convidados. Sofia Margarida Mota
sofia.mota@hojemacau.com.mo
popularidade de Chui Sai On é a mais baixa desde 2009, indicam os resultados de um inquérito realizado pela Universidade de Hong Kong, mas o Chefe do Executivo não considera que se tratem de conclusões relevantes. Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de comemoração do 18ª aniversário da RAEM, o Chefe do Executivo defendeu que independente de uma alta ou baixa popularidade, há sempre espaço para melhorar. “Há sempre altos e baixos. Desde o estabelecimento da RAEM tenho constatado bastantes inquéritos, em diferentes fases, sobre o trabalho do Governo e quer a popularidade seja baixa ou alta é sempre preciso trabalhar para melhorar», referiu. Por outro lado, para o Chefe do Executivo, o facto de o inquérito ter sido efectuado depois da passagem do tufão Hato, pode justificar a descida. “O inquérito foi realizado depois do
tufão Hato, um tufão como nós nunca tivemos em 50 anos. Agora vamos tentar melhorar e prepararmo-nos a médio e longo prazo. O mais importante é trabalhar na prevenção e resposta a estas calamidades”, apontou. O inquérito teve lugar no final do mês de Setembro e os resultados mostram que, em 2017, os índices de popularidade de Chui Sai On caíram 11,2 por cento , para 49,5 se comparados com o valor de 2016, em que tinha 60,7. Também em queda está a popularidade do Governo local que desceu 19 pontos, para 25 por cento, refere o mesmo estudo. A confianças da população no Governo regista também os níveis mais baixos desde 1999. Os valores relativos à confiança no Governo Central, por seu lado, não apresentam grandes alterações. Os níveis de confiança permanecem nos 50 pontos, valor idêntico ao do ano passado. S.M.M.
É “ impossível” calar vozes da oposição O
Chefe do Executivo, Chui Sai On, afirmou ontem “ser impossível” calar as vozes da oposição, numa referência ao caso do deputado pró-democracia Sulu Sou, cujo mandato foi suspenso para ser julgado por desobediência qualificada. Chui Sai On falava aos jornalistas antes do início da cerimónia comemorativa do 18.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), a 20 de dezembro de 1999. Perante a pergunta se “o julgamento de Sulu Sou é uma forma de calar a oposição”, o chefe do Governo respondeu: “É impossível calar as vozes opostas. Mas também é para o bem de Macau haver opiniões diferentes”. O responsável acrescentou ser “natural que numa sociedade em desenvolvimento existam vozes diferentes”, escusando-se a comentar o caso de Sulu Sou quando está em curso um processo judicial. “Não tenho problemas com vozes da oposição, como podem ver pelos últimos 18 anos. Aceito e respeito os diferentes canais de opinião. É normal.
Como Governo esperamos apenas poder corresponder às expectativas da população”, disse. No início deste mês, a Assembleia Legislativa aprovou a suspensão do mandato do mais jovem deputado de Macau, permitindo que avançasse o processo judicial por desobediência qualificada, na sequência de uma manifestação realizada em maio de 2016. Segundo as autoridades, os manifestantes não cumpriram o percurso autorizado, “ocuparam ilegalmente as vias públicas” e recusaram responder à ordem de dispersão, durante um protesto contra a atribuição, por parte da Fundação Macau, de um subsídio de 100 milhões de reminbis à Universidade de Jinan, na China. Mais de 3.000 pessoas, segundo os organizadores, e 1.100, de acordo com a polícia, saíram então à rua para pedir a demissão do líder do Governo. Sulu Sou, de 26 anos, foi eleito deputado nas eleições de Setembro passado através de uma lista afiliada da maior associação pró-democracia do território, a Novo Macau. LUSA
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18 anos
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“Ainda não vivemos tão bem como há 18 anos” SOFIA MARGARIDA MOTA
SOFIA MARGARIDA MOTA
A RAEM DE HOJE, POR QUATRO PERSONALIDADES
PAUL PUN, SECRETÁRIO-GERAL DA CARITAS
“A sociedade tem permissão para falar livremente, mas não está a usufruir da oportunidade” O secretário-geral da Caritas, Paul Pun, foi uma das personalidades que assistiu ontem ao discurso do Chefe do Executivo sobre os 18 anos da RAEM. À margem da cerimónia, um dos rostos da solidariedade social no território, e ex-candidato às eleições para a Assembleia Legislativa, lembrou que devemos preservar a liberdade de expressão, um direito contido na Lei Básica. “A sociedade tem de tirar partido das oportunidades advindas da política ‘Um País, Dois Sistemas’, deveríamos preservar a liberdade de expressão e de diálogo. Agora temos de fazer com que os cidadãos tenham uma forma de se expressar, a sociedade tem permissão para falar livremente mas não está a usufruir da oportunidade de poder dizer sim ou não.”
Na visão de Paul Pun, as pessoas têm liberdade para dizer o que pensam, mas não o fazem. “O sistema permite-nos dizer sim ou não, mas as pessoas, muitas vezes, não dizem não. Às vezes eu digo sim, outras vezes digo não. Temos de fazer com que os jovens possam aproveitar esta oportunidade. Quando dizemos não, não nos referimos a alguém em especial, ou ao Governo, simplesmente temos uma opinião diferente ou não concordamos com uma sugestão. As diferentes opiniões têm de ser respeitadas e mantidas no futuro. Isso tem de melhorar.” O secretário-geral da Caritas considera que o sistema democrático tem de melhorar mas não apenas no sistema político, com a introdução da
eleição directa para o cargo de Chefe do Executivo. “Falo de todo o sistema em Macau. Temos de formar os jovens sobre a forma como escolhemos as pessoas, como votamos ou como apresentamos as ideias para escolhermos os nossos representantes, nas escolas, nas associações, nas empresas. Muitas vezes, na sociedade, não há muitas pessoas que se queiram sentar mais à frente. Eu às vezes sento-me cá atrás, outras vezes sento-me lá à frente”, exemplificou.
“AINDA NÃO VIVEMOS BEM”
No ano em que atinge a idade adulta, a RAEM ainda tem muito a melhorar no que diz respeito à igualdade de acesso a bons salários e a boas condições de vida, salientou Paul Pun.
“Uma das coisas que temos de melhorar é o facto de termos de olhar, de forma profunda, para os nossos próprios problemas. Ainda não conseguimos viver tão bem como há 18 anos. As pessoas deveriam ter uma vida melhor, com melhores salários e com melhores resultados. Estes não são tão bons como deveriam.” Ainda assim, Paul Pun destaca a construção de mais habitação pública e de mais infra-estruturas sociais. “O Governo não tem apenas recursos financeiros mas existem mais infra-estruturas e instalações, com mais instituições para responder às necessidades das pessoas. Há mais lugares para dar formação aos mais jovens. Há mais casas a serem construídas para os cidadãos que não têm casa, sobretudo nos últimos três anos.”
“A sociedade tem permissão para falar livremente mas não está a usufruir da oportunidade de poder dizer sim ou não.” PAUL PUN SECRETÁRIO-GERAL DA CARITAS
JORGE FÃO, DIRIGENTE DA APOMAC
“Ainda falta [à RAEM ser mais crescida]” Jorge Fão, ex-deputado à Assembleia Legislativa e dirigente da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) considera que a RAEM precisa de mais para se desenvolver, tendo dado como exemplos a criação de Singapura e Malásia. “Estamos no bom caminho, temos uma população muito harmoniosa, temos os portugueses aqui, e ainda bem que temos. Somos muito bem tratados”, defendeu ao HM. Para Jorge Fão, o Executivo deve desenvolver as políticas na área do trânsito e habitação para que o território possa ser mais adulto. “Todos temos o desejo de ver o trânsito melhorar, porque está caótico, a questão
da saúde que está a melhorar um bocado, mas podíamos dar mais um passo gigantesco com um novo hospital. Não sabemos se existe ou não o projecto, porque umas vezes dizem que existe, outras dizem que não existe. Espero que o hospital seja construído o mais depressa possível.” Além disso, “o Governo deve dar mais atenção à terceira classe, que necessita de apoio, os mais carenciados”. Questionado sobre a pouca qualidade dos dirigentes, um dos temas mais debatidos pela sociedade nos últimos tempos, Jorge Fão desvalorizou. “Desconhecendo o que se está a passar por detrás daquilo que originou certas decisões, acho que seria leviano da mi-
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Paul Pun, secretário-geral da Caritas, Jorge Fão e Francisco Manhão, dirigentes da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau, e Vong Kok Seng, da Associação Comercial de Macau, fizeram a radiografia da RAEM no dia em que esta comemorou 18 anos. Da liberdade de expressão às condições sociais e laborais, aqui ficam as suas ideias
nha parte dizer que se decidiu mal ou bem. De um modo geral [os governantes] estão a comportar-se bem. O Governo tem uma boa equipa, até o Chefe do Executivo parece que está com uma melhor saúde. Ele está a esforçar-se para gerir um território que não é fácil de gerir, apesar de pequeno, é muito complexo”, concluiu.
A CASA A QUEM A MERECE
Já Francisco Manhão, presidente da APOMAC, lembrou que é necessário destinar a habitação pública apenas aos naturais de Macau. “Ao longo dos anos temos vindo a pedir que a ha-
bitação pública deveria proteger os naturais de Macau com residência permanente, o que não se tem verificado. Já fizemos muitas sugestões e propostas e ainda não vimos algo de diferente daquilo que se tem vindo a passar.” Além disso, “a lista de candidaturas deveria ter um prazo, e um só concurso deveria ser destinado a um edifício [de habitação pública], ao invés de se ter uma lista definitiva com 40 mil pessoas. No futuro, um jovem que se queira candidatar, imagine-se em que lugar ele fica? E quanto tempo vai conseguir uma habitação”, concluiu.
“Estamos no bom caminho, temos uma população muito harmoniosa, temos os portugueses aqui, e ainda bem que temos. Somos muito bem tratados.” JORGE FÃO DIRIGENTE DA APOMAC
VONG KOK SENG, VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE MACAU
“Governo deve rever toda a lei laboral” Foi um dos agraciados com uma medalha de prata pelo Governo e esteve ontem presente na cerimónia dos 18 anos da RAEM. Vong Kok Seng é vice-presidente da direcção da Associação Comercial de Macau (ACM) e representa o patronato no Conselho Permanente de Concertação Social. Ao HM, defendeu que o Governo deve rever a lei das relações laborais por inteiro, em prol de uma maior flexibilidade de horários de trabalho e salários. “Trata-se de um assunto muito controverso”, começou por dizer, à margem da cerimónia. “Agora o Governo está a propor uma revisão parcial da lei laboral, há várias questões e o Governo deveria considerar rever todo o diploma, para permitir uma
maior flexibilidade e mais espaço para que patrões e empregados tenham mais condições.” A flexibilidade serviria “para permitir uma maior operacionalização”. “Temos de criar um sistema que permita que as relações laborais sejam livres e operacionais o suficiente. Não é suficiente definir uma regra restrita que diga às pessoas o que devem fazer. Regras restritas não vão permitir que todos os negócios possam participar da mesma forma e não abrangem todos os tipos de relações laborais.” Vong Kok Seng lembrou que, actualmente, a economia local depende cerca de 95 por cento da indústria do jogo e do sector dos bens e serviços. “Temos de ter uma forte flexibilidade ao nível das
horas de trabalho, atitude perante o trabalho e a forma de cálculo da remuneração. Tudo para garantir que se tem pessoas suficientes para trabalhar e que o fazem com a atitude certa.”
PESSOAS MAIS FELIZES
Questionado sobre a qualidade dos actuais governantes, Vong Kok Seng disse compreender aqueles que criticam o Governo de Chui Sai On. “As pessoas não estão erradas ao esperar um Governo ainda melhor. Isso
“Penso que as pessoas devem estar mais felizes do que estavam no período anterior à transferência de soberania.” VONG KOK SENG VICE-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE MACAU
é natural, mas não significa que não estão felizes. Não há uma razão para pensar que o Governo não é da forma que quer ser.” O vice-presidente da ACM garante que a população de Macau é feliz. “No geral as pessoas olham para as estatísticas e os objectivos atingidos. Pergunte às pessoas na rua, penso que, de uma forma geral, elas estão felizes. Não temos, no mundo, um lugar como Macau com uma rede de serviços sociais tão abrangente e funcional. Não há razões de queixa.” “As pessoas em Macau estão, na generalidade, felizes com o Governo e com as realizações na área da segurança social, economia, oportunidade de negócio e emprego. Penso que as pessoas devem estar mais felizes do que estavam no período anterior à transferência de soberania. Ao longo destes 18 anos vimos um progresso e várias melhorias”, acrescentou ainda.
18 anos
Secretária para a Administração e Justiça espera que a reforma do sistema de avaliação crie oportunidade mais iguais de promoção na Função Pública e acabe com “cunhas”. Sobre a reforma jurídica, recusou dar como certo criação de sistema de recurso para os titulares de altos cargos públicos
A
secretaria para a Administração e Justiça afirmou ontem que a revisão do sistema de avaliação dos funcionários públicos vai permitir criar maior justiça em termos das promoções. Por outro lado, Sónia Chan, defendeu que a revisão vai permitir combater o fenómeno da promoção por “cunha”. “Com a revisão do sistema de avaliação temos de criar critérios mais objectivos que nos permitam evitar essas situações da promoção de familiares e amigos de dirigentes. Queremos a ajudar dos funcionários públicos e da população e é por isso que estamos a fazer uma consulta pública sobre o tópico”, disse Sónia Chan, ontem à margem da celebrações do 18.º Aniversário da criação da RAEM. A secretária que agora tem como missão combater o fenómeno das cunhas na Administração Pública, foi apanhada num caso do género, durante o julgamento de Ho Chio Meng. Na altura, o ex-Procurador revelou que Sónia Chan, que desempenhava a posição de coordenadora do Gabinete para Protecção de Dados Pessoais, lhe tinha ligado a pedir um emprego para a irmã, que acabaria por ser contratada.
QUOTAS DE AVALIAÇÃO
Ainda em relação ao mecanismo de avaliação, Sónia Chan espera que sejam criados critérios mais rigorosos e admite a possibilidade de haver quotas para o número de funcionários que pode ser avaliado com as notas mais altas, nomeadamente com o número quatro e cinco. Um exemplo inspirado no sistema de avaliação em Portugal. “Em 2016, segundo a estatística dos Serviços de Administração e Função Pública, mais de 90 por
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A guerra às cunhas
FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS REVISÃO DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO PARA GARANTIR IGUALDADE
cento dos funcionários foram avaliados com nota quatro ou superior. Não sei se população concorda, mas não acho que seja uma proporção muito normal”, defendeu. Segundo Sónia Chan, o normal é os funcionários serem avaliados com três, que corresponde ao cumprimento das expectativas normais. O valor quatro é para ser aplicado em casos de um desempenho “muito bom” e o cinco para desempenhos “excelentes”. “Se 90 por cento dos avaliados têm quatro ou cinco, até os funcio-
nários públicos questionam o sistema. Queremos estabelecer uma quota de 60 por cento, ou talvez 70 por cento. É a nossa proposta. Este é uma sistema que também é utilizado em Portugal”, explicou a responsável pela tutela. Já o cenário dos trabalhadores avaliarem as próprias chefias foi afastado por Sónia Chan, pelo menos nesta fase.
RECURSO? TALVEZ NÃO
Actualmente, o direito ao recurso de uma decisão dos tribunais para
“Com a revisão do sistema de avaliação temos de criar critérios [para as promoções] mais objectivos que nos permitam evitar essas situações da promoção de familiares e amigos dos dirigentes.” SÓNIA CHAN SECRETÁRIA PARA A ADMINISTRAÇÃO E JUSTIÇA
titulares de altos cargos públicos não é respeitado em Macau. Os titulares são julgados em primeira instância pelo Tribunal de Última Instância, fazendo que não haja uma entidade para onde recorrer. No entanto, Sónia Chan não garante que a revisão da Lei de Bases da Organização Judiciária resolva o problema. “Ainda estamos em fase de consulta pública e não temos uma decisão final. Em termos do recurso é uma questão que vai ser ponderada durante a revisão”, afirmou Sónia Chan, quando questionada
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sobre o assunto, sem se querer comprometer com alterações nesta área. Ao mesmo tempo afirmou que não está definido um amento do número de juízes nos tribunais da RAM.
PEARL HORIZON
Na terça-feira, o Governo revelou já ter um plano para resolver a situação do empreendimento Pearl Horizon, assim que for conhecida a decisão sobre o diferendo, que está no Tribunal de Última Instância, entre Executivo e a companhia Polytec. No entanto, até esse momento o plano não será conhecido. Ontem, Sónia Chan garantiu que a solução encontrada respeita a Lei de Terras: “É natural que o Governo faça alguns contactos mas tudo será realizado com base na Lei de Terras. Não haverá negociações por debaixo da mesa”, explicou sobre este capítulo. O Pearl Horizon é um empreendimento que ficou por construir, apesar das fracções terem sido vendidas. Em causa está o facto da concessão ter expirado e o Governo ter recuperado o terreno, como definido da Lei de Terras, sem que a empresa Polytec acabasse a obra. O tribunal tem de decidir de quem foi a culpa dos atrasos. João Santos Filipe
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METRO MAIS CARO
Outro dos aspectos abordados à margem da cerimónia prendeu-se
Ponte só para alguns Circulação na travessia até Hong Kong vai ser fechada
GCS
O
secretário para os Transportes e Obras Públicas frisou ontem que a circulação na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau vai ser feita por quotas e que os cidadão não terão acesso à estrutura. Raimundo do Rosário explicou que vão ser atribuídas quotas para as regiões, que serão distribuídas por veículos das três regiões e que só essas viaturas poderão circular no tabuleiro. “A circulação na ponte não é livre. Se o senhor quiser pegar no seu carro e circular na ponte, não pode. Vai haver quotas para todos. Para autocarros, com dois tipos os ‘shuttles bus’, que fazem a ligação entre as fronteiras, outros que circulam de Macau para Hong Kong, depois haverá quotas para viaturas oficiais, para viaturas de todos os géneros. Ainda estamos todos a conversar sobre essa matéria”, disse Raimundo do Rosário, à margem das celebrações no 18.º Aniversário da Transferência da Soberania. “Se o senhor conseguir uma autorização das quota de Macau, pode circular. Haverá um número de carros e um sistema para saber quem vai ser autorizado a circular”, acrescentou. “Se conseguir ter um lugar nessa quota, anda. Se não conseguir, não anda”, frisou. Por outro lado, o secretário para os Transportes e Obras Públicas vincou que este se trata de um projecto tripartido entre as regiões de Zhuhai, Hong Kong e Macau e que há um gabinete específico para lidar das questões. É através desse gabinete que serão divulgadas as informações sobre o projecto e as condições de utilização. De acordo com um comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social do Governo, as quotas para a circulação de autocarros já estão estabelecidas. “As duas regiões administrativas especiais chegaram, em matéria de autocarros, a um consenso sobre a existência de um total de 50 quotas para ambos os territórios, numa proporção diária de 34 para Hong Kong e 16 para Macau”, lês-se.
com o preço que o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) vai pagar para que sejam filmados os trabalhos do metro ligeiro. No âmbito do contrato celebrado, o Governo comprometeu-se a pagar quase 5,5 milhões de patacas à Salon Multimédia pelo serviço. “Em relação às despesas do GIT fizemos um concurso público e depois houve duas empresas, uma que propôs o preço de 5 milhões e outra que sugeriu mais de 5 milhões. Na avaliação das propostas considerámos também o número e qualificação do pessoal, o plano da empresa e esses são os pontos de consideração. Depois avaliámos o resultado e foi a empresa com o preço mais caro que foi escolhida”, assumiu Ho Cheong Kei, director do GIT. Uma posição reforçada igualmente pelo secretário da tutela: “São os planos que recebemos
Acidente causou danos em ponte pedonal Nos últimos dias surgiram fotografias de danos na Ponte Pedonal na estrada Flor de Lótus. Na redes sociais surgiram rumores de que os danos seriam o resultado de uma construção com materiais deficientes, no entanto, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais negou esse cenário. “De acordo com informação recebida pelo IACM, os danos na respectiva passagem superior para peões terão sido causados num acidente de trânsito, quando um grande veículo passou por baixo da passagem”, explicou o IACM, ao HM. “O IACM está a solicitar a informação do preço dos materiais para reparação e, após a sua aquisição, procederá à reparação o mais rápido possível”, é acrescentado.
“Se conseguir ter um lugar nessa quota, anda [na ponte]. Se não conseguir, não anda.” RAIMUNDO DO ROSÁRIO
durante o concurso público. Não fizemos nada às escondidas, fizemos com base no concurso público, recebemos propostas e tivemos de tomar decisões”, afirmou. Confrontado com a eventual falta de qualidade das imagens recolhidas, Rosário deixou um aviso: “Sobre a qualidade, temos uma Comissão de Avaliação para tomar decisões”, apontou. Finalmente Raimundo do Rosário admitiu que o valor gas-
to com o metro vai continuar a aumentar, devido ao contrato da entrega das carruagens porque ainda faltam realizar os trabalhos da Linha de Macau. “Não posso garantir que o contrato não vai ser actualizado outra vez, porque agora estamos a fazer a Linha da Taipa e no futuro vamos fazer a Linha de Macau. Esse contrato é para continuar porque está relacionado com as carruagens e o abastecimento das carruagens. Até abrirmos as linhas isso vai continuar a aumentar”, explicou. Na segunda-feira, foi anunciado que o contrato com a Mitsubishi Heavy Industries tinha aumenta mais 30 milhões de patacas, cifrando-se em 5 mil milhões 388 milhões de patacas. Em seis anos o valor aumentou 700 milhões. João Santos Filipe
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De Pequim com amor
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DIRECTOR DO GABINETE DE LIGAÇÃO PUBLICA TEXTO A CELEBRAR
No texto é elogiada a forma como o Governo de Macau tem implementado rigorosamente o princípio “Um País, Dois Sistemas” e tem cumprido a constituição, assim como a lei básica nos seus trabalhos, achando que o Governo conseguiu garantir a estabilidade social, a defesa dos direitos nacionais, a segu-
rança e medidas em resposta às situações urgentes. Tendo em conta o crescimento da economia, Zheng Xiaosong notou que a qualidade de vida dos residentes está elevada.
VOTOS E HATO
O director lembrou os sucessos nas eleições para os 12 dele-
gados de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN) e os deputados à Assembleia Legislativa (AL). Com base no número de votantes nas passadas eleições legislativas em 17 de Setembro, Zheng Xiaosong disse que foi demonstrada a activa participação democrática por parte dos cidadãos.
No artigo publicado no Ou Mun, o director recordou a passagem do tufão Hato e o auxílio prestado pelo Governo Central e o exército chinês, que possibilitou a intensificação do amor à pátria. “Um País, Dois Sistemas” é a melhor proposta de resolução para o problema
da herança histórica em Macau, de forma a assegurar a prosperidade e a estabilidade de longo prazo de Macau após a transferência de soberania. Relativamente ao futuro, Zheng Xiaosong destaca que é necessário defender o poder integral de governação do
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director do Gabinete de Ligação do Governo Central na Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Zheng Xiaosong, publicou um artigo no Jornal Ou Mun para assinalar o 18º aniversário da RAEM. No artigo o director revelou que 2017 tem sido um ano significativo para os feitos da China, lembrando o 19º Congresso do Partido Comunista Chinês, que demonstrou a entrada da China numa nova era de socialismo com características chinesas, e que a prática de “Um País, Dois Sistemas” nas duas regiões administrativas especiais está num novo caminho. O director entende que com o relatório anunciado pelo presidente chinês Xi Jinping foi aprovada a importância dos trabalhos de Hong Kong e Macau para o partido chinês e a China. Em contrapartida, Zheng Xiaosing reiterou o alto nível de cuidados dados por parte do Governo Central para o território. Na visão do director, para concretizar o sonho chinês, é necessário garantir a prosperidade e a estabilidade das duas regiões administrativas especiais. O director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau considera que a atenção prestada por parte da sociedade ao congresso do partido comunista demonstra o amor à pátria por parte do território.
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De forma absolutamente inédita, Um Dia Difícil revela todos os detalhes desde o planeamento até ao desenlace da operação contra Osama Bin Laden, num relato extraordinário e empolgante de um dos militares que o confrontaram até à morte. Mark Owen (pseudónimo destinado a proteger a identidade do autor) participou em algumas das mais memoráveis operações dos Navy SEALs — a força de operações especiais da Marinha Norte-americana — sempre integrado no SEAL Team Six, a unidade de elite de luta antiterrorismo. Um Dia Difícil coloca o leitor na pele de Owen, fazendo-o sentir-se parte integrante da equipa de vinte e quatro especialistas, enquanto preparavam e executavam a missão mais difícil das suas vidas. Este livro é uma peça essencial da História contemporânea. Aqui se incluem fielmente, e pela primeira vez, os pormenores da missão, incluindo os detalhes estratégicos e os planos de contingência que a equipa de Owen foi obrigada a seguir — desde a queda do helicóptero que poderia ter determinado um desfecho trágico da missão, até à comunicação via satélite com o Presidente Obama confirmando a morte de Bin Laden.
O MUNDO FANTÁSTICO DE TOM GATES • Liz Pichon, Rita Graña
Tom Gates é mestre em arranjar desculpas para não fazer os trabalhos de casa. At água derramada nos cadernos ou ter sido atingido por raios, são apenas alguns d bem divertidos que Tom arranja para tentar enganar os pais. Sem contar com a chatear a irmã Adelia. Os livros escolares de Tom estão sempre cheios de r com desenhos e pensamentos. Depois de conseguir a nota máxima pelo traba férias “Acampar é uma seca”, as notas de Tom começam a piorar de dia para di pois Tom está desesperado para impressionar Amy Porter, a rapariga inteligen ao lado dele na sala de aula.
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quinta-feira 21.12.2017
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Luz verde no Mar da Solidão
R O 18º ANO DA RAEM
GCS
Tudo pronto inauguração da Ponte HZM, diz Wong Sio Chak
tacado por cães, dos argumentos m o tempo gasto rabiscos, balões alho escrito nas ia. É uma pena, nte que se senta
Vítor Ng
info@hojemacau.com.mo
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ILHA DA MONTANHA
A circulação de veículos entre Macau e a Ilha de Hengqin foi outro dos temas abordados pelo secretário para a Segurança que garantiu manter a comunicação com os serviços competentes do Interior da China, depois de ter sido alargado o número de matrículas que podem fazer
a ligação para oitocentas. O responsável da segurança falou ontem, o dia em que começou a segunda fase de circulação entre os dois territórios. “Até agora, no total, há 37 pedidos, mas só 21 veículos foram aprovados e podem ir até à Ilha de Hengqin”, revelou Wong Sio Chak. Este tipo de licenças de circulação é destinada a pessoas que trabalhem e façam contribuições para a segurança social no Interior da China, ou que tenham adquirido imobiliário do outro lado da fronteira. Quem se encontra nestas condições tem de respeitar algumas formalidades, de acordo com o exigido pelos serviços de Zhuhai, além de proceder ao registo junto dos serviços alfandegários de Macau. Cumpridos os requisitos burocráticos, o veículo precisa estar munido com um equipamento electrónico que é lido aquando da passagem de fronteira. João Luz
info@hojemacau.com.mo
Habitação, uma questão delicada Lionel Leong não quer influenciar o mercado imobiliário com comentários
À
margem da celebração do 18º aniversário da RAEM, o secretário para a Economia e Finanças deixou um alerta para a entrada “numa fase de aumento de juros”. Lionel Leong mostrou-se preocupado com esta situação em conjugação com o preço alto do imobiliário em Macau. “Há pressões em termos de pagamentos de amortizações, como tal, estejam atentos e tenham em conta a capacidade de pagamento de dívidas das hipotecas”, mencionou o governante. Em relação ao controlo de preços do imobiliário anunciado pelo Chefe do Executivo, Lionel Leong entende que está é “uma questão muito especial e delicada”, e que não pode mencionar especificamente que medidas estão a ser estudadas “porque pode influenciar os preços”. “Como disse o Chefe do Executivo, esperamos muito em breve introduzir essas novas medidas, que como se sabe são fiscais e relativas a hipotecas”, comentou o secretário para a Economia e Finanças que acrescentou que já foi entregue a Chui Sai On o relatório da tutela económica. No entender de Lionel Leong, as novas medidas, ainda desconhecidas, têm como objectivo “aumentar a oferta, porque para o controlo do preço do imobiliário além da procura é preciso transparência de informação em termos de oferta”. Em termos fiscais, o responsável pelo pelouro das finanças entende que deve ser bem ponderada a percentagem e proporção da hipoteca sobre a qual vão incidir as novas medidas. Lionel Leong acrescentou ainda que a nova realidade trazida pela abertura da circulação a veículos da Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau pode causar “impacto, ou influência, no desen-
GCS
Governo Central, dar a maior prioridade ao âmbito do desenvolvimento da RAEM e continuar a amar a pátria e o território.
O passado dia 18 de Dezembro celebrou-se a inauguração da zona de administração do posto fronteiriço de Macau na Ponte de Hong Kong – Zhuhai – Macau, um acto solene que tornou a infra-estrutura numa realidade mais presente. À margem da celebração do 18.º aniversário do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau, Wong Sio Chak referiu que o posto fronteiriço está pronto para entrar em funcionamento. “Formámos pessoal suficiente da imigração, polícia e agentes de trânsito, ou seja, temos equipamentos de passa-
gem alfandegária, instalações e recursos humanos. Está tudo pronto”, revelou o secretário para a Segurança. Para a abertura da ponte é apenas necessário “os três governos negociarem e decidiram uma data” para começarem as travessias. Aproxima-se, assim, do fim um dos mais ambiciosos projectos de engenharia rodoviária do mundo, depois das obras terem começado em 2009. A infra-estrutura que liga as três regiões insere-se no projecto da Grande Baía de Guangdong e estende-se ao longo de 55 quilómetros ao longo do Delta da Rio das Pérolas.
SEGURANÇA WONG SIO CHAK REITERA QUE IMPEDIMENTOS DE ENTRADA SÃO LEGAIS
O
secretário para a Segurança falou dos casos em que foram impedidos de entrar em Macau políticos, académicos e jornalistas oriundos de Hong Kong em Macau nas cerimónias do 18º aniversário do nascimento da RAEM. As declarações foram proferidas um dia depois de Caspar Wong, vice-presidente de um partido democrata tido como modesto, ter sido impedido de entrar em Macau para participar num fórum financeiro. “Mantemos a mesma posição, os nossos agentes trabalham e agem de acordo com a lei, como em muitos lugares do mundo”, mencionou Wong Sio Chak. O responsável máximo pela segurança de Macau não se quis alongar sobre justificações particu-
FUJIAN MAIOR CANAL DE TELEVISÃO TRANSMITIDO EM MACAU
O
volvimento de Macau”, nomeadamente no que diz respeito ao sector imobiliário. À margem da celebração do 18º aniversário da RAEM, Lionel Leong voltou a reiterar que “Macau não é um lugar para lavagem de dinheiro ou fuga de impostos”. O secretário adjectivou a avaliação da União Europeia que colocou Macau na lista negra dos paraísos fiscais como “parcial e que não corresponde à realidade”. Lionel Leong acrescentou ainda que o Governo irá manter o contacto com as instituições europeias de forma a que “percebam melhor a situação real de Macau”. J.L.
lares de bloqueio por ser uma questão sujeita a sigilo, mas referiu que “não permitir a entrada não tem nada a ver com a profissão da pessoa”. Em relação às circunstâncias de pessoas que foram barradas à entrada de Macau, mas que não foram impedidos de entrar no Interior da China, Wong Sio Chak justificou esta situação com o segundo sistema. Apesar das pessoas impedidas de entrar no território não terem cadastro, ou estarem a ser julgadas em tribunal, o secretário entende que esses não são factores determinantes para barrar entrada. “Macau é uma cidade muito pequena e não podemos ter muita confusão aqui no território, isto é da nossa responsabilidade”, rematou Wong Sio Chak. J.L.
dia de aniversário dos 18 anos da RAEM serviu também para marcar o lançamento da SETV, o principal canal de televisão da província de Fujian, numa cerimónia que contou com a presença do Chefe do Executivo. Segundo a Rádio Macau, trata-se do terceiro canal da província chinesa a ser transmitido no território, além da Haixia TV e Xiamen STAR. O SETV pode ser visto no pacote básico de televisão no canal 77. Em declarações à rádio, Manuel Pires, presidente da comissão executiva da TDM, disse que se trata de “mais uma alternativa em termos de conteúdos e programas”. “Neste
momento é o terceiro canal de Fujian que está a acessível gratuitamente à população. Penso que é mais um e, no futuro, outros virão, numa perspectiva de diversidade. Macau e Fujian têm relações muito estreitas. Há uma população de Macau bastante significativa oriunda da província de Fujian e penso que estarão muito contentes por terem programas e notícias da terra”, acrescenta Manuel Pires. Em Macau vivem mais de 120 mil pessoas naturais desta província chinesa, que tem como o seu principal líder o ex-deputado e empresário Chan Meng Kam, além dos deputados Si Ka Lon e Song Pek Kei.
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Cair na real
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Presidente Xi Jinping sublinhou a importância do desenvolvimento da economia real na terça-feira durante a sua primeira ronda de inspecção desde o 19º Congresso do Partido, que teve lugar em Outubro. Xi visitou o grupo Xuzhou Construct Machinery, um dos líderes da indústria de maquinaria de construção da China, situado em Xuzhou, na província de Jiangsu. “Como um grande país, a China tem de continuar a enfatizar o desenvolvimento da economia real”, disse Xi, acrescentando que “a manufactura é essencial para a economia real, que, por sua vez, deverá ser impulsionada pela inovação e tecnologias-chave”. A economia real compreende sectores associados à produção de bens e serviços, em oposição à actividade em mercados financeiros. Na empresa, Xi entrou numa cabine de controlo de uma grua que deu recentemente entrada
E TEREMOS SEMPRE PARIS...
XI JINPING DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA É CRUCIAL
CNN
As finanças não chegam. Para a China é fundamental uma economia baseada na produção de bens e serviços
21.12.2017 quinta-feira
no mercado e perguntou pelas suas funcionalidades, produção e preço, tendo sido informado que a grua foi desenhada de forma independente e produzida
pela XCMG, usando mais de 30 patentes e sendo vendida em vários países desenvolvidos. A XCMG, fundada em 1943, é a 5ª maior empresa de
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maquinaria de construção do mundo e está situada em 65º lugar na lista do top 500 de empresas da China, informou a empresa. Durante a viagem, Xi visitou a aldeia de Mazhuang em Xuzhou, onde os aldeãos produzem sacos perfumados com ervas usadas na medicina tradicional chinesa. “Quando custa? Gostaria de comprar para apoiar o vosso negócio”, disse Xi a Wang Xiuying, uma aldeã de 80 anos responsável pela produção e venda dos sacos como lembrança. Wang respondeu que seria um presente para Xi, mas o presidente insistiu em pagar 30 yuan. Xi afirmara que o desenvolvimento das aldeias rurais não deve se focar apenas em aumentar o rendimento dos camponeses mas também em melhorar o seu bem-estar espiritual. Na quarta-feira à tarde, Xi inspecionou uma companhia do ELP, onde o soldado herói Wang Jie serviu. Em 1965, Wang, de 23 anos, morreu após usar o seu corpo para cobrir uma bomba que explodiu num acidente durante uma operação de treino, salvando a vida de 12 soldados.
China e a França concordaram na terça-feira em manter uma coordenação estreita e fazer planos conjuntos para os intercâmbios de alto nível entre os dois países. O consenso foi obtido durante uma reunião entre o vice-primeiro-ministro chinês Wang Yang e o conselheiro diplomático do presidente francês Emmanuel Macron, Philippe Etienne. Etienne co-presidiu à 17ª consulta dos coordenadores do Diálogo Estratégico China-França com o conselheiro de Estado chinês, Yang Jiechi, em Pequim na terça-feira. Wang disse que, com a promoção directa dos chefes de Estado dos dois países, a China e a França exploraram de maneira activa a cooperação pragmática, e as relações bilaterais mantiveram um alto nível de desenvolvimento nos últimos anos. “A China está disposta a trabalhar com o país europeu para manter estreitos intercâmbios de alto nível, consolidar a confiança política mútua, melhorar a cooperação pragmática e aprofundar os intercâmbios culturais”, disse. Wang expressou a esperança de que as duas partes possam fortalecer a coordenação e a cooperação em assuntos internacionais para promover parcerias estratégicas integrais China-França e China-União Europeia. De sua parte, Etienne assinalou que a França dá uma grande importância às relações com a China. “A França está disposta a trabalhar com a China para manter uma coordenação estreita, planear de forma conjunta os intercâmbios de alto nível na próxima fase e contribuir para um maior desenvolvimento dos laços França-China e União Europeia-China”, disse.
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NOVAS PENALIZAÇÕES PARA AGENTES POLUENTES
HONG KONG ELEGE 36 DEPUTADOS PARA A APN
MA reforma piloto que coage os responsáveis por emissões poluentes a reverter os danos causados ao meio ambiente ou a pagar multas avultadas deverá entrar em vigor em todo o país no próximo mês, de acordo com o Ministério de Protecção Ambiental da China. Até 2020, as medidas tomadas levarão ao estabelecimento de um sistema abrangente e eficiente de recuperação dos danos causados pela poluição atmosférica, aquática, do solo e das florestas, de acordo com um documento divulgado no domingo pelos órgãos gerais do Comité Central do Partido Comunista da China e do Conselho de Estado. De acordo com o documento, se os poluidores – indivíduos ou empresas – causarem poluição ou deterioração
RINTA e seis pessoas, entre 49 candidatos e procedentes de diferentes sectores da sociedade de Hong Kong, foram eleitas nesta terça-feira como deputados para a 13ª Assembleia Popular Nacional (APN), o mais imoportante órgão legislativo da China. Bernard Charnwut Chan, de 52 anos, membro do Conselho Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK), ficou no primeiro lugar com 1693 votos num total de 1796 membros que participaram da segunda sessão plenária da Conferência para Eleger Deputados da RAEHK para a 13ª APN. A 13ª Assembleia Popular Nacional será convocada em Março de 2018 em
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ambiental com gravidade, serão responsabilizados pela reparação dos danos causados ou pelo pagamento de uma multa, caso os danos não possam ser revertidos. Os governos municipais e provinciais decidirão a quantidade compensatória e criarão planos de restauro, após concluídas as suas avaliações. Segundo o documento, a China iniciou em 2015 projectos-piloto nas províncias de Jilin, Jiangsu, Shandong, Hunan, Guizhou, Yunnan e no município de Chongqing, obtendo êxitos notáveis. Estas experiências poderão ajudar a reforçar a futura legislação no âmbito de compensações de danos ecológicos, “preenchendo um fosso legal na China”, disse Wang Jinnan, presidente da Academia Chinesa para o Planeamento Ambiental.
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Pequim para eleger novos líderes do Estado e discutir assuntos do Estado. O vice-presidente e secretário-geral do Comité Permanente da APN, Wang Chen, participou da segunda sessão plenária da conferência, que foi presidida pela chefe do Executivo da RAEHK, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor. No seu discurso depois da eleição, Wang cumprimentou os deputados eleitos, dizendo que a eleição de deputados da RAEHK para a 13ª APN obedeceu rigorosamente à lei e decorreu com “democracia completa”. Os 36 deputados eleitos formalmente tomarão posse depois de passarem por auditoria detalhada por um painel sob o Comité Permanente da 12ª APN.
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quinta-feira 21.12.2017
XINHUA FAZ BALANÇO DO ANO ECONÓMICO
Revisão da matéria dada
5,1 mil milhões de viagens turísticas em 2017
Se a China fosse uma companhia gigante, teria impressionado o público com seus principais resultados anuais para 2017. Ao manter um crescimento estável, melhorou a qualidade dos activos, reduziu os riscos de dívida, e trouxe novo ímpeto para o crescimento a longo prazo e sustentável
O
PIB da China PIB cresceu 6,9% anualmente nos primeiros três trimestres, dado superior à meta do governo de cerca de 6,5% para o ano. O FMI reviu a sua previsão pela quarta vez este ano, para 6,8% para 2017 e 6,5% para 2018. “Sob a pressão da reforma estrutural, a China conseguiu manter o crescimento médio-alto com poucas flutuações. Isso é algo raro tanto no mundo como na própria história de desenvolvimento da China”, disse Pan Jiancheng, do Departamento Nacional de Estatísticas (DNE). O crescimento foi alcançado com ajuda de política monetária prudente e neutral, assim como a política fiscal mais proactiva e efectiva, como determinado pela reunião central de trabalho económico no ano passado. Em vez de ajustar taxas de juros ou reservas obrigatórias, o banco central da China dependeu cada vez mais de operações no mercado aberto este ano para a gestão de liquidez.
A forte dinâmica económica ajudou os fluxos de capitais transfronteiriços tornarem-se mais estáveis e equilibrados, contribuindo para uma acumulação gradual em reservas de divisas, que aumentaram pelo 10º mês consecutivos chegando a US$ 3,1193 biliões no fim de Novembro.
CONSUMO REX
Apenas três minutos depois da entrada no Dia dos Solteiros da China, em 11 de Novembro, as vendas no site de compras online TMall, da Alibaba, atingiram 10 mil milhões de yuans. O entusiasmo dos consumidores pelo evento de fazer compras demonstra como o país está a fazer a transição para uma economia impulsionada pelo consumo de uma economia abastecida pelo investimento. Wang Tao, economista-chefe do UBS China, estimou que o consumo crescerá a uma taxa anual de pelo menos 7% nos próximos dois anos graças aos crescentes rendimentos e procura por alta qualidade de vida.
Para atender à procura, a fábrica do mundo está a actualizar o que coloca nas prateleiras. A produção dos bens de consumo de baixo valor agregado está a ser substituída gradualmente pela manufactura de alto nível, com as remessas de smartphones da China respondendo por um quarto do total do mundo. O “’Made in China ‘ não mais significa ‘barato’. Os caminhos de ferro de alta velocidade, energia nuclear, e produtos electrónicos da China estão todos a fazer rupturas nas indústrias mundiais de nível médio e alto”, disse Chen Dongqi, economista da Academia de Pesquisa Macroeconómica. Enquanto a manufactura de alta tecnologia regista um rápido crescimento, o país também fez progresso em eliminar a capacidade de produção excessiva, uma dos principais tarefas na actual reforma estrutural no lado da oferta. A China realizou os seus planos de cortar a capacidade anual de produção de aço por
cerca de 50 milhões de toneladas e carvão por pelo menos 150 milhões de toneladas este ano, segundo o DNE.
CONTROLO DE RISCOS
Talvez uma das realizações mais notáveis que a China fez em 2017 não foi a taxa de crescimento em si, mas como realizá-la com regulamentos mais rigorosos para conter riscos. No último ano, os líderes da China colocaram a estabilidade financeira como uma máxima prioridade e fizeram um progresso notável em evitar os maiores “rinocerontes cinzentos”, geralmente levados pelos bancos-sombra e que representam uma ameaça significativa para a economia. As autoridades endureceram a administração em actividades interbancárias e produtos de gestão de riqueza de elementos extrapatrimoniais e expandiram restrições em compras de casas para combater as bolhas do mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, o país também está a tentar ter um balanço geral mais saudável, cortando a alavancagem ao reduzir o endividamento. Estabeleceu tectos de dívidas para os governos locais, e introduziram um programa de troca de dívida a bónus. Segundo a agência mundial de avaliações Moody’s, o desempenho económico e fiscal dos governos locais chineses eram estáveis nos primeiros três trimestres de 2017, e a meta para o ano inteiro será cumprida. Xinhua
O número total de viagens realizadas pelos turistas chineses e estrangeiros na China ultrapassará 5,1 mil milhões neste ano, um aumento anual de 11%, mostrou um relatório na quarta-feira. A receita turística neste ano atingirá mais de 5,3 biliões de yuans, uma alta anual de 13%, disse o relatório divulgado pela Academia Chinesa de Turismo e o centro de dados da Administração Nacional de Turismo. Em 2016, o sector de turismo contribuiu com 11% da economia nacional, com uma receita total de 4,69 biliões de yuans, um aumento anual de 13,6%. Com a rápida expansão do turismo, a China tornou-se na segunda maior fonte de turistas do mundo e o quarto maior destino de turistas internacionais. Nos primeiros três trimestres deste ano, o número de turistas nacionais cresceu 13,17% anualmente, com a receita do sector de turismo nacional subindo 16,55%. De acordo com a previsão do relatório, a receita do turismo chinês deve ultrapassar 6 biliões de yuans em 2018.
Prémios para professores de língua no exterior
Cerca de 1.600 professores no exterior receberam prémios do governo chinês na terça-feira pelas suas contribuições para o ensino da língua chinesa. Cerca de 700 ensinam chinês há mais de 20 anos, segundo uma nota do Departamento dos Assuntos dos Chineses de Ultramar, do Conselho de Estado, numa conferência internacional sobre o ensino da língua chinesa em Pequim. Cerca de 130 pessoas também foram premiadas pelas suas doações generosas, segundo a nota. Actualmente mais de 60 milhões de chineses estão a viver em cerca de 200 países e regiões. Estudar o chinês pode ajudar a conectar os chineses no exterior com a sua terra natal e tradições culturais, disse Qiu Yuanping, director do gabinete. Nos últimos três anos, a China forneceu 13 milhões de livros escolares de língua chinesa para escolas em mais de 50 países e regiões.
Tibete promete tirar 140 mil da pobreza em 2018
A Região Autónoma do Tibete, no sudoeste da China, prometeu tirar 140 mil pessoas da pobreza em 2018, declararam as autoridades locais na quarta-feira. A região planea remover 2 mil aldeias e 25 distritos da lista de áreas empobrecidas do país. Entre 2016 e 2020, o Tibete planeia investir mais de 200 mil milhões de yuans para erradicar a pobreza, com 90% do investimento canalizado para projectos de infra-estruturas e alívio da pobreza nas áreas mais necessitadas. A região também acelerará o trabalho de reassentamento para ajudar mais habitantes.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 45/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário As propostas serão entregues na Secção de Expediente para os Assuntos Sociais e Cultura, de 7 de Dezembro de 2017, Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento, aos Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega Serviços de Saúde, de equipamentos e de serviços de aluguer termina às 17,30 horas do dia 5 de Janeiro de 2018. de equipamentos destinados ao uso dos utilizadores para O acto público deste concurso terá lugar no dia 8 de Janeiro implementação do Sistema de Vales de Saúde», cujo Programa de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. dos interessados desde o dia de 21 Dezembro de 2017, todos os A admissão a concurso depende da prestação de uma caução dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, provisória no valor de MOP 276.400,00 (duzentas e setenta e na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, seis mil, quatrocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 46,00 (quarenta Seguro-Caução de valor equivalente. e seis patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local Serviços de Saúde, aos 14 de Dezembro de 2017 de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet O Director dos Serviços, Substituto no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Cheang Seng Ip
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 46/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor As propostas serão entregues na Secção de Expediente Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 7 de Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Dezembro de 2017, se encontra aberto o Concurso Público Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega para «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos termina às 17,45 horas do dia 17 de Janeiro de 2018. Como Contrapartida do Fornecimento de Reagentes ao Serviço O acto público deste concurso terá lugar no dia 18 de de Patologia Clínica dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Janeiro de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. dos interessados desde o dia 21 de Dezembro de 2017, todos os A admissão a concurso depende da prestação de uma dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, caução provisória no valor de MOP230 000,00 (duzentas e na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, trinta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 41,00 (quarenta Seguro-Caução de valor equivalente. e uma patacas), a título de custo das respectivas fotocópias Serviços de Saúde, aos 14 de Dezembro de 2017 (local de pagamento: Secção de Tesouraria destes Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros O Director dos Serviços, Substituto pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Cheang Seng Ip
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21.12.2017 quinta-feira
que pescador saberia trazer para casa as escamas do arco-íris? Diários de Próspero António Cabrita
Do Natal e da Paixão 19/12/17
Natal era o nome de um papagaio que à evocação dos três Reis Magos desatava a dizer palavrões numa catrefada de línguas e que o Al Berto conheceu numa taberna portuária em Antuérpia. Mostrou-me a anotação num caderno e uma fotografia do bicho, nessas duas semanas em que estivemos a filmar, na Quinta de Santa Catarina, em Sines, onde então vivia. Realizava o filme o Guilherme Ismael, um amigo que fiz na Escola de Cinema, dez anos mais velho do que eu e que estivera exilado com o Al Berto em Bruxelas. Aí haviam escrito a quatro mãos um delirante exercício narrativo em que cada um deles contava a sua versão da queda livre de um pára-quedista cujo dispositivo se revelou avariado. Na câmara e na produção estava o Costa e Silva e eu, que fazia o papel de um escritor mergulhado nos seus fantasmas, todas as noites, duplicando a coisa, martelava na máquina de escrever para continuar o guião e fixar o que iríamos filmar no dia seguinte. A intenção era anti-naturalista, com cenários pintados em telões pela pintora Lourdes Sendas. Pouco me recordo do relato - eu estava fechado no casarão a escrever uma novela e havia um segundo plano da narrativa em que os personagens da história que eu tecia regressavam de muito longe para me matar: um parricídio do autor. O Al Berto de vez em quando aparecia nos espelhos como um espírito da casa. Tinha-me alcunhado como o “De Niro das Torcatas” (o meu bairro de nascença). Mas levávamos tudo muito a peito e estivemos uns doze dias fechados no casarão a filmar aquela média-metragem. O Guilherme trabalhou dois meses na montagem do filme no Centro Português de Cinema e lá depositou as latas quando foi chamado para trabalhar na BBC. Faltava unicamente acrescentar dez minutos de música à banda sonora – de resto a fita, com 50 m, estava pronta e seria um ovni no panorama do cinema português dessa altura. Numa mistura ousada de Straub e Syberberg e Duras (- isto, ó há ambição ou não há!), tremo só de pensar no que de tal amálgama resultaria. Quando ele regressou no ano seguinte, para passar o Natal e gozar as suas férias e acabar o filme, deu conta que os seus colegas cineastas, num gesto canalha, tinham aberto as latas e usado a película como pontas de montagem. Nunca ouvi o Guilherme, que era negro, acusar a atitude dos colegas como um gesto de racismo, mas visto à distância era bastante plausível. E a brincadeira começou de certeza como um comentário irónico ao título que tínhamos dado ao filme: “Para demolição!”.
tistas se carece de qualquer prática crítica, campeando por isso o relativismo mais básico e ignorante; uma cidade em que os livros produzidos são maioritariamente feios, os museus escassos e a memória não se cultiva – sou impelido a transmitir aos alunos um vislumbre do legado da beleza na arte, quer promovendo discussões sobre esta categoria na arte e os seus modos de manifestação e de mutação histórica (até à sua periferização no último século), quer como pretexto para os iniciar ao Gosto e ao temperamento estético. Neste contexto, este livro funciona como um refrigério.
O Al Berto de vez em quando aparecia nos espelhos como um espírito da casa
Foi um dos meus piores Natais, recordo eu agora, deste meu Natal a 33 graus.
21/12/2017
Mesmo quando o homem se encontra num estado de não-dualidade, num estado de enosis (de fusão entre o sujeito e o objecto), a contemplação da Verdade, impossível de alcançar discursivamente segundo o místico Angelus Silesius, só se produz por contágio: «Deus habita uma luz a que nenhuma estrada conduz; quem não se converte em luz, não o vê em toda a eternidade». O que o poeta Holderlin
corroborou ao escrever: «crêem no divino/ só aqueles que o são». Vêm-me estas notas ao ler o magnífico A Dança de Shiva/ Ensaios sobre arte e cultura índia, de Ananda K. Coomaraswamy, sobretudo o terceiro capítulo: A beleza é um estado. Para quem vive como eu numa cidade moderna e decadente, uma cidade cariada, em que a especulação imobiliário se sobrepõe a qualquer idealizada harmonia urbanística, onde não existe o que seja uma sensibilização para ou que eduque pela arte, em que apesar de enxamearem os ar-
Apesar de associar a arte ao sagrado, na Índia, os livros sagrados são só a sua expressão temporal e a escuta do que foi revelado depende da sensibilidade do ouvinte e da sua circunstância, pelo que ao contrário do que esperaria, Coomaraswamy não sustenta uma concepção essencialista da arte e do belo –– embora admita que «a beleza está por todas as partes, esperando ser descoberta, ser recolectada pela nossa memória (no sentido sufi e no de Wordsworth): pela contemplação estética, como no amor e no conhecimento, recuperamos momentaneamente a unidade do nosso ser, libertando-nos de nossa própria identidade». Portanto, para ele, a beleza (uma das três manifestações do sagrado) é um estado que nos reconduz ao indivisível, resultando mais do que “fazemos de” uma obra de arte do que de uma qualidade patente no objecto. A verdadeira beleza não reside simplesmente no que é objectivamente dado como beleza, sendo antes como um perfume a que só acede quem o percepciona. A beleza advém mas depende da interacção de quem a observa. E a ser assim não se esgota a sua pertinência como categoria estética, ao contrário do que tem sido alvitrado. É um estado de existência. Outra questão, aí sim central, é a tipificação de simulacros do Belo em formas degeneradas como acontece no Kitsch e se desencadeia na paródia. Entretanto, já o Leonardo defendia que uma figura (na pintura) é tanto mais digna de admiração quanto melhor expresse, mediante a sua acção, a paixão que a anima. Apenas a paixão nos refresca um estado de presença - a tal “embriaguez” que Nietzsche reivindicava para o impulso artístico. Seja na Arte, seja na Beleza, seja na Política: a paixão volta a ser necessária.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 13
tonalidades António de Castro Caeiro
Natal
CARAVAGGIO, SAGRADA FAMÍLIA
quinta-feira 21.12.2017
H
Á uma vibração muito especial na época natalícia. Consoante as idades da vida sentimos a sua metamorfose. Pode começar logo com a contagem decrescente 24 dias antes, nos países em que se calendariza o Advento. Pode ser a partir do período dos feriados, como nos Estados Unidos, a começar com o Dia de Acção de Graças. Lembro-me de ter vivido aspectos diferentes da altura natalícia de forma mais ou menos distendida, com mais ou menos neve. Há sempre uma vibração disposicional que forma a atmosfera como as pessoas do mundo cristão vivem a época natalícia e, pese embora o politicamente correctodeseja-se festas felizes e não feliz Natal- a época é transversal a todos os habitantes do ocidente. De cada vez que a época se aproxima, qualquer que seja o calendário que a marca, há uma projecção automática para Natais passados. A época é celebrada em família como é assinalada nas escolas. E para pessoas que nunca saíram da escola como eu, o ano lectivo contempla as férias do Natal como fim do primeiro semestre. O fundo dos tempos ressoa com os seus acordes. O primeiro Natal de que há memória vem até nós. Na geografia da nossa existência está localizado na casa onde o passamos e a casa onde o passamos está numa zona de Lisboa. Lembro-me da noite luminosa em Alcântara. Talvez seja uma das primeiras noites de que me lembro. Sem saber bem que a Avenida de Ceuta iria dar onde dá, ou que o 31 da Armada antecipava a Infante Santo ou que o rio iria dar à marginal e ao Atlântico. Mas lembro-me dessa noite inaugural, provavelmente antes do jantar de ceia. Lembro-me do dia seguinte e de presentes embrulhados com fitas brilhantes. As lembranças efectivas são de “partes da cidade”, “fases do Natal” (véspera e dia). Mas a envolvência era de uma natureza completamente diferente. Talvez porque as pessoas trazem consigo os seus Natais. Um Natal é o que é e o que devia ser, como se trouxesse consigo o rosto da vida como nós gostaríamos que fosse. O Natal traz a vibração da vida possível que nós gostaríamos de ter, como nós gostaríamos de ser. E somos assim ou não. É a ficção de nós a sermos bons. E não só: o farisaísmo de querermos ser bons e merecedores. Ora o humano é quem é: humano. Tal pode querer dizer que não nascemos com nenhuma hominização. Somos influenciados pela ficção de toda a gente e não pela vida real das pessoas. Nós somos a nossa realidade e a ficção de quem gostaríamos de ser e de como a vida poderia ter sido. Na infância, contudo, a vida está por ser e os Natais têm como referência, durante essas semanas,
a antecipação, a vida em redor de árvores de Natal, presépios, canções de Natal, filmes, contos e livros. Ah! E toda a gente estava viva e não tínhamos ainda tido tempo para as grandes decepções das nossas vidas. Na juventude o Natal mantém ainda a traça dos natais da infância, mas come-
Mas como podemos sobreviver à maior de todas as decepções: à decepção do amor que era a grande esperança?
çam a ser infames de alguma maneira. Há os enfeites de Natal na cidade, a casa das vésperas é a mesma, mas estamos a caminho para nós: da indefinição da infância ou da juventude indeterminada, estamos numa aproximação de nós próprios. O Natal metamorfoseia-se. O contraste entre possibilidade de ficção e brutalidade da vida acentua-se. Há os outros aí e a época das festas nos lugares de diversão são favorecidos. Pomos gorros de pai Natal e saímos à noite como se fosse uma noite só diferente, porque abriram-se as hostilidades. Lembro-me de vir de férias da Alemanha e era jantares todas as noites, muitas vezes com as mesmas pessoas mas com grupos diferentes. Tudo iria terminar algures depois da passagem do ano. Mas o Natal era etílico.
Agora, os natais sobrevivem a outros natais, tal como muitos de nós sobrevivem com os escombros da infância, promessas de juventude. Sobretudo, com quem não somos como adultos e já não importa muita coisa, a não ser fazer tudo para a vida dos mais velhos não piorar mais do que já é. Só agora os natais são futuros. O espectro da passagem de natais fora do seu acontecimento, como se fosse possível escolher uma nova religião ou ser colhido por um outro Deus sem Natal. Ou então, sermos e ficarmos completamente esquecidos de possibilidades inaugurais: de que a vida é possível, de que seremos como gostaríamos de ser. Mas como podemos sobreviver à maior de todas as decepções: à decepção do amor que era a grande esperança?
14 (f)utilidades TEMPO
POUCO
21.12.2017 quinta-feira
O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente
EXPOSIÇÃO “AO MEU CORAÇÃO UM PESO DE FERRO” Livraria Portuguesa | Até 08/01
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NUBLADO
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10
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18
HUM
25-70%
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9.54
BAHT
1.22
MAIORIDADE
A LINGUAGEM E A ARTE DE XU BING Museu de Arte de Macau | Até 4/3/2018
O CARTOON STEPH
PROBLEMA 185
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 184
UM DISCO HOJE
SUDOKU
DE
C I N E M A
YUAN
PÊLO DO CÃO
EXPOSIÇÃO “O TEMPO MEMORÁVEL” Museu de Macau | Até 25/02/2018
Cineteatro
0.24
Ao longo da vida passamos por várias etapas de presunção de maturidade. Desde que aprendemos a andar e nos deslumbramos pela autonomia da locomoção, vamos cortando os vários cordões umbilicais psicológicos que teimam em nos manter em uterina dependência. Depois dessa etapa vem a arrogância do raciocínio, da percepção que cresce e nos agiganta, como uma sombra que se alonga no chão avolumando pequenez e ego. O crescimento é um processo de rebelião constante, que atinge o apogeu hormonal e neuronal com a explosão da puberdade, época de matança dos ídolos da infância, de desapego ao conforto e de busca sôfrega e cega de identidade. Pelo caminho, achamos sempre que sabemos tudo mesmo admitindo que anteriormente, ainda há um par de anos, nada sabíamos.Até que chegamos ao pedantismo da idade adulta oficial, os 18 anos, a maioridade reconhecida administrativamente. Já com uns trocos no bolso e o início de estudos avançados sentimos que sabemos mais que os nossos pais, que os ultrapassámos em praticamente todos os campos. Menosprezamos experiência como vício menor, a insistência num equívoco e achamos que tudo o que nos é externo é errado, ultrapassado, caduco. Aos 18 anos somos Adónis e Afrodites, sexos maduros, brutos, vulcânicos e insaciáveis, somos oficialmente adultos, capazes de gerar vida e morte. Mas, se tudo correr bem, já germina dentro de nós a noção do quão ignorantes somos, da nossa intrínseca falibilidade e de como somos pequenos na grande engenharia desta coisa que é viver. A percepção da falibilidade é primeiro gesto de maturidade. Espero que Macau tenha esse discernimento. João Luz
CHIC | C’EST CHIC | 1978
Um dos grandes álbuns que marcou a música disco, principalmente pela música “Le Freak”, que faz referência à célebre discoteca Studio 54. O disco contém também um outro hit da banda, intitulada “I want your love”. Com ou sem um sentimento de revivalismo, é um bom disco com as sonoridades muito próprias de Nile Rodgers, guitarrista do grupo e hoje um conceituado produtor musical, tendo inclusivamente participado num dos últimos álbuns dos Daft Punk. Andreia Sofia Silva
JUMANJI: WELCOME TO THE JUNGLE SALA 1
SALA 3
Filme de: Jake Kasdan Com: Dwayne Johnson, Jack Black, Karen Gillian 14.00, 20.00, 22.00
Filme de: Paul King Com: Hugh Bonneville, Sally Hawkins, Hugh Grant 14.30
JUMANJI: WELCOME TO THE JUNGLE [B]
PADDINGTON 2 [A] Filme de: Paul King Com: Hugh Bonneville, Sally Hawkins, Hugh Grant 16.15, 18.10 SALA 2
STAR WARS EPISODE VIII [B] Filme de: Rian Johnson Com: Daisy Ridley, John Boyega, Mark Hamill 14.00, 16.45, 21.30
THE GREATEST SHOWMAN [B] Filme de: Michael Gracey Com: Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams 19.30
PADDINGTON 2 [A]
STAR WARS EPISODE VIII [B] Filme de: Rian Johnson Com: Daisy Ridley, John Boyega, Mark Hamill 18.45
THE GREATEST SHOWMAN [B] Filme de: Michael Gracey Com: Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Zendaya 16.30, 21.30
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Luz; João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
opinião 15
quinta-feira 21.12.2017
sexanálise
TÂNIA DOS SANTOS
PICASSO, LA LLORONA
I
NVESTIGAR a sexualidade humana não é tarefa fácil. Como escrevo sobre sexo todas as semanas quase que me esqueço que o à vontade para falar sobre o sexo não será o mesmo do que qualquer outro tópico de conversa. E isso depois reflecte-se na dificuldade em estudá-lo, ou de produzir respostas de ajuda eficazes. Os serviços que providenciam algum tipo de apoio mais especializado ao sexo, vêem-se obrigados a arranjar estratégias criativas de atrair utentes. No mundo ocidental em que vivemos há um paradoxo interessante entre não falar sobre sexo, mas usá-lo como produto de consumo. O sexo vende, e por isso o marketing usa clichés da atracção sexual que continuam a funcionar, mas falar sobre o sexo de forma aberta e saudável é que está quieto. Aliás, sempre que vejo movimentos de pais contra a educação sexual nas escolas, pergunto-me se eles não têm noção que os seus filhos pré-adolescentes são bombardeados com vídeoclipes com mulheres semi-nuas e altamente sexualizadas a toda a hora. Mas isso é uma circunstância da vida, falar sobre o sexo é que não pode ser, não se expõe assim a ‘perversão’- ainda a atraem com mais força. Por estas e muitas mais tontices, é que falar sobre o sexo é difícil e limitado pelo tabu - o que torna a investigação socio-biológica do sexo das mais desafiantes. Ao menos temos séries e filmes, O Sexo e a Cidade seria uma delas, ou o Girls, se pensarmos na televisão mais americanizada. Estes são dos poucos momentos televisivos em que o sexo é apresentado de uma forma mais natural, mais realista. Tudo o resto são exageros hiper-sexualizados e hiper-românticos que ajudam a perpetuar mitos já nossos conhecidos. Por isso, quando queremos entrar nestas construções sociais do sexo – que a televisão, a música, o consumo, a nossa experiência individual ajuda a criar - o expectável seria entrevistar pessoas sobre o sexo, pô-las a falar para melhor compreender as suas cabeças. Mas imaginem o horror que poderá ser, pôr uma sala cheia de estranhos a conversarem acerca de, por exemplo, satisfação sexual? Nós, que somos seres sociais a trabalhar um equilibrio saudável entre o individual e o social, precisamos de comunicar. É preciso comunicar sexo seja
Sex-Talk
isso de forma mais informativa, mais pessoal e íntima, melhor ou menos problematizada. Não basta sexar, é preciso conversar. E isto serve como dica para toda uma vida, não só uma queixa dos que estudam o sexo e vêm dificuldades acrescidas simplesmente porque é um tópico difícil. Conversem com o parceiro, com as amigas e com os amigos. Há certos mitos e crenças de roda do sexo que são contraproducentes, que perturbam o bem-estar individual e de casal. O remédio? Uma boa conversa com um copo de vinho com a melhor amiga para desconstruir alguma tolice – que os homens não têm que vir-se na cara da rapariga, por exemplo, só para reforçar que os mitos vêm de toda a parte, até da pornografia.
Costumo pregar o direito universal do sexo, pela nossa identidade sexual, prática e fantasia. Mas frequentemente esqueço-me que o maior desafio não é ter sexo, mas falar sobre ele. Num estudo que tenta perceber de que forma a satisfação sexual é conceptualizada, a comunicação sexual apareceu como parte do processo para chegarmos à satisfação plena. A natureza da relação amorosa, e de forma que ela é comunicada também faz parte integrante do desafio a dois, a três ou de toda uma sociedade ou planeta. O sexo vem dos corpos, da mente e da linguagem que cria as relações, as partilhas e os mundos por descobrir. Para uma sexualidade saudável é preciso conversar sobre sexo, demais, e nunca de menos.
Quando uma geração é estéril, passa o tempo a entrevistar o seu vazio, a escondê-lo em sistemas e programas. António Patrício
PALAVRA DO DIA
PEARL HORIZON INVESTIDORES PEDIRAM AO MP PARA INVESTIGAR OBRAS
No dia dos 18 anos da RAEM os investidores dos apartamentos do empreendimento Pearl Horizon protestaram de joelhos em frente à sede do Governo como se de uma reza se tratasse. Antes disso, foram entregues cartas no Ministério Público que exigem uma investigação a eventuais negligências na fiscalização de obras públicas
Q
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UE M investiu o seu dinheiro na compra de um apartamento no edifício Pearl Horizon já tentou várias formas de protesto contra a declaração de caducidade do terreno, mas ontem foi a vez dos investidores se ajoelharem em frente à sede do Governo para pedir uma espécie de milagre. Este foi um dos vários protestos agendados para o dia em que se celebraram os 18 anos da transferência de soberania de Macau para a China, tendo sido marcado, horas antes, pela entrega de cartas junto do Ministério Público (MP) depois de um cortejo que levou cerca de 300 pessoas para as ruas, de acordo com informação veiculada pela PSP. Kou Meng Pok, ex-candidato às eleições legislativas e
SOFIA MARGARIDA MOTA
À espera de um milagre
quinta-feira 21.12.2017
Rita Santos visitou Xangai
A Conselheira das Comunidades Portuguesas, Rita Santos, esteve na terça-feira em Xangai, a contribuir para a entrada de marcas portuguesas de vinho e azeite naquele mercado. Uma missão Rita Santos contou ao HM: “Como sou Conselheira das Comunidades Portuguesas para área de Assuntos Económicos quero contribuir para o aumento das exportações. Foi isso que fiz, na companhia do também conselheiro José Pereira Coutinho”, disse. “Estamos a ajudar algumas marcas de vinhos e de azeite e produtos de Portugal a encontrarem parceiros em Xangai, para poderem vender produtos para lá. Tivemos a fazer a apresentação de vinhos para pessoas que não conhecem as marcas portuguesas”, acrescentou Rita Santos.
DST Ricky Hoi novo subdirector
Ricky Hoi vai ser o novo subdirector dos Serviços de Turismo, sabe a TDM-Rádio Macau. Ricky Hoi é actualmente Chefe do Departamento de Planeamento e Desenvolvimento da Organização dos Serviços de Turismo, e tem também experiência na área do licenciamento. Ricky Hoi vai substituir Cecília Tse que assumiu esta semana a presidência do Instituto Cultural.
HM VOLTA DIA 27 Por ocasião do Natal, o
nosso jornal entra em período de reflexão, a propósito desta quadra em que tanto se promete e tão pouco se cumpre. Assim sendo, só voltaremos ao vosso convívio, distraídos leitores, no próximo dia 27 de Dezembro. Até lá, Festas Felizes!
presidente da União Geral dos Proprietários do Pearl Horizon, explicou que as cartas visam exigir ao MP uma investigação sobre a alegada negligência na fiscalização das obras públicas por parte do Governo. Tudo para prevenir a falência do grupo Polytec, concessionária do terreno, e a transferência intencional do pedaço de terra, localizado na areia preta. Os jornalistas receberam não só cópias das cartas ontem entregues como também um vale de supermercado no valor de 200 patacas. Foi também entregue uma cópia de uma carta assinada por Leonel Alves, advogado da Polytec. Na carta, o causídico e ex-deputado da Assembleia Legislativa refere que a Polytec tem considerado os direitos e interesses legais dos investidores como prioritários, tendo
procurado várias formas para encontrar uma solução para que as obras sejam retomadas e para que as chaves sejam atribuídas a quem investiu o seu dinheiro. A carta acrescenta ainda que a concessionária espera ver o caso resolvido o mais depressa possível, existindo a possibilidade de um encontro que junte lesados, o Governo e a Polytec. Além das cartas entregues junto do MP, os lesados deslocaram-se ontem ao Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM. Foram entregues mais de mil cartas com declarações dos investidores e revelada a intenção de levar as preocupações dos lesados às autoridades em Pequim.
PROTESTO TRISTE NUM DIA FELIZ
Kou Meng Pok disse ainda aos jornalistas, no arranque do protesto, que o caso que viti-
“Hoje é o dia em que se comemora a transferência de soberania de Macau, deveria ser um bom dia. Lamentamos que este caso demore já três anos a ser resolvido e ainda estejamos a protestar. É uma infelicidade.” KOU MENG POK PRESIDENTE DA UNIÃO GERAL DOS PROPRIETÁRIOS DO PEARL HORIZON
mou mais de três mil famílias é lamentável. “Hoje é o dia em que se comemora a transferência de soberania de Macau, deveria ser um bom dia. Lamentamos que este caso demore já três anos a ser resolvido e ainda estejamos a protestar. É uma infelicidade”, acusou. Os seus objectivos com os protestos nunca mudam. Querem a chave na mão e garantir o retorno do investimento de uma vida. Afirmam terem investido nos apartamentos de acordo com a lei e que a sua propriedade deve estar garantida, disse Kou Meng Pok. Antes do dia da realização do protesto o Governo publicou um comunicado onde revelou que a Polytec não tem vontade de resolver o problema em conjunto dentro dos termos legais. Uma ideia que, para Kou Meng Pok, fez piorar a situação dos lesados. Para o porta-voz dos lesados, é o Governo que não tem vontade de reunir com investidores e a concessionária. Vítor Ng (com A.S.S.) info@hojemacau.com.mo
PORTUGAL REMESSAS DE EMIGRANTES SOBEM 5,7%
A
S remessas dos portugueses a trabalhar no estrangeiro subiram 5,7%, para 275,9 milhões de euros em Outubro, ao passo que as verbas enviadas pelos imigrantes em Portugal caíram 3,6%, para 44,3 milhões de euros. De acordo com os dados do Banco de Portugal, divulgados hoje na sua página na Internet, as verbas enviadas pelos emigrantes portugueses passaram de 260,9 milhões de euros, em Outubro de 2016, para 275,9 milhões de euros em Outubro deste ano, o que equivale a uma subida de 5,7%. Como é habitual, os portugueses em França foram os que mais contribuíram, enviando 97,2 milhões de euros em Outubro, o que representa uma subida de 17,2% face aos 82,9 milhões enviados em Outubro do ano passado. Os emigrantes portugueses nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) remeteram 20,2 milhões de euros, o que demonstra uma queda de 2,6% face aos 20,78 milhões enviados um ano antes. Como é tradicional, os portugueses em Angola enviaram a quase totalidade deste valor: 19,42 milhões, o que representa uma quebra de 2,66% comparando com os 20,78 milhões enviados em Outubro de 2016. Em sentido inverso, os imigrantes a trabalhar em Portugal enviaram para os seus países de origem 44,3 milhões de euros, o que significa uma descida de 3,67% face aos 46 milhões enviados em Outubro do ano passado.