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Hoje Macau 20 SET 2017 #3900

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ PUB

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

APOMAC

Até que a voz me doa SAL NUNKACHOV

PÁGINA 5

h JOÃO PAULO COTRIM IMPOSTO DE SELO

Mundaças à vista

AL AS NOMEAÇÕES DE CHUI SAI ON

Fio de rumo Manter ou rejuvenescer? Os nomes dos sete deputados nomeados pelo Chefe do Executivo serão conhecidos daqui a 15 dias. Analistas e ex-membros da AL dividem-se entre previsões de um elenco de continuidade e a possibilidade de alguma renovação. GRANDE PLANO

TIEJUN WANG

PÁGINA 7

hojemacau

WORLD PRESS PHOTO

Regresso à Casa EVENTOS

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FERIDAS DE COMBATE

MOP$10

QUARTA-FEIRA 20 DE SETEMBRO DE 2017 • ANO XVII • Nº 3901


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NÃO DECISÃO

Os deputados nomeados pelo líder do Governo são pessoas da sua confiança, que fazem os pratos da balança pender em favor das propostas do Executivo. A escolha dos sete obedece também às prerrogativas que Pequim tem para Macau, uma lógica que extravasa questões de ideológicas ou de filosofia legislativa. Nesse sentido, o analista político Camões Tam garante não saber “quais as ideologias que vão ser representadas”, pois Chui Sai On “só precisa de seguir as ordens”. “Os nomeados não são apenas seleccionados por ele, as pessoas precisam de entender que as no-

Lau Veng Seng, deputado desde 2009, confirmou ao HM estar “aberto à decisão do Chefe do Executivo” e mostrou-se receptivo à possibilidade de revalidar o seu mandato

AL

CHUI SAI ON COM OPORTUNIDADE PARA RENOVAR O ELENCO DE DEPUTADOS NOMEADOS

O CLUBE DOS SETE

GCS

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OR um lado, a surpresa e emoções de última hora nas directas com novos rostos juntou-se às caras conhecidas. Do outro lado, uma certa previsibilidade no sufrágio indirecto. Foram assim as eleições de domingo, as mais participadas, sobretudo pelos eleitores mais jovens. Escolhida uma parte dos membros daAssembleia Legislativa (AL), pela população e pelas associações, cabe agora ao Chefe do Executivo, Chui Sai On, nomear sete deputados, cujos nomes serão conhecidos daqui a 15 dias, conforme determina a lei. Fica quase completa a composição da 6ª legislatura da AL. Uma coisa é certa, Vong Hin Fai, que foi eleito por via indirecta em representação do sector profissional, não constará do elenco para nomeação. Outra carta que parece fora do baralho das nomeações para o Chefe do Executivo é o ex-deputado Chan Meng Kam. O poderoso empresário, na altura em que anunciou que não se recandidataria a um lugar no hemiciclo, deixou claro que só seria membro da AL se fosse eleito por via directa. Porém, este tipo de decisões estão sempre sujeitas a conjecturas e reviravoltas, mas seria surpreendente ver o homem de Fujian como deputado nomeado. Lau Veng Seng, deputado desde 2009, confirmou ao HM estar “aberto à decisão do Chefe do Executivo”. Apesar do tempo reservado aos trabalhos legislativos, o deputado até dia 15 de Outubro, mostra-se receptivo à possibilidade de revalidar o seu mandato. Ainda assim, realça que a nomeação “é da competência e autoridade absoluta do Chefe do Executivo, a quem cabe decidir”.

20.9.2017 quarta-feira

Eleitos os deputados pela via directa e indirecta, cabe agora ao Chefe do Executivo nomear as sete figuras restantes para a Assembleia Legislativa. Analistas e ex-membros do órgão legislativo dividem-se entre apostas na continuidade e no rejuvenescimento dos legisladores nomeados dentro de 15 dias pelo Chefe do Executivo

meações são feitas depois de haver a consulta de algumas opiniões, como a do director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau”, explicou. Camões Tam recorda que o papel dos deputados nomeados é, acima de tudo, garantir que as propostas de lei apresentadas pelo Governo são aprovadas.

“A ideia original, que esteve na criação dos deputados nomeados pelo Chefe do Executivo, visa garantir que as propostas do Governo são aprovadas na AL. Nesta escolha, quaisquer outros fins não são equacionados. O Chefe do Executivo deve nomear sete pessoas que obedeçam e sigam as ordens do Governo da

RAEM, em vez de olhar para as ideologias.” Miguel de Senna Fernandes vaticina que no que toca à nomeação de deputados “tudo, mais ou menos, se vai manter na mesma, sem grandes surpresas”. O politólogo Larry So entende que “normalmente os nomes com mais relevo e experiência, os se-

niores, são os mais prováveis nomeados pelo Chefe do Executivo”. O académico considera que o tipo de trabalho que Chui Sai On poderá vir a fazer não será muito diferente do que tem feito no passado. “Estamos um pouco mais, o que se pode chamar, democratas, no que respeita àAL, mas em termos de maioria continuamos a estar pró-sistema”, comenta.


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quarta-feira 20.9.2017

A entrada da 6ª legislatura pode também ser uma oportunidade para operar alguma mudança ao elenco legislativo. Leonel Alves espera que “haja um rejuvenescimento da composição, aliás, o ideal seria que estes lugares fossem preenchidos por pessoas mais jovens a fim de nas próximas legislaturas terem já maturidade suficiente para continuar os trabalhos da AL”. Na visão do advogado, existem bons valores entre as novas gerações com grande envolvimento associativo, “nomeadamente na associação comercial” e que poderiam servir a AL. “Estão espalhados por vários órgãos consultivos que o Governo criou ao longo dos anos, desde os assuntos municipais, aos assuntos culturais”, comenta. Leonel Alves acha que esta janela de nomeações “seria uma boa rampa de lançamento de pessoas jovens, até porque por sufrágio directo entraram bastantes pessoas jovens”. O histórico deputado é da opinião de que o Chefe do Executivo deveria ter em conta a tendência política de rejuvenescimento de quadros, e que é “altura de passagem de testemunho, se não total, pelo menos parcialmente”. Sem querer especificar nomes, Leonel Alves acha que se deveria apostar em “pessoas que têm dado provas e contributo para os assuntos públicos, pessoas conhecedoras das realidade de Macau e do Continente Chinês, pessoas de confiança e sérias”.

LUGAR MACAENSE

Uma vez que o Governo não mudou a Lei Básica e que a situação funcional da AL se mantém, Larry So julga que não existe grande margem de manobra no novo elenco de legisladores para conseguirem operar mudanças estruturais. Nesse sentido, o politólogo considera que Chui Sai On não terá uma tarefa difícil em

escolher os setes deputados que lhe cabem.

NOVOS VENTOS

A eleição de domingo mostrou um surpreendente vigor do lado pró-democrata do eleitorado de Macau, facto que pode pesar nas escolhas de Chui Sai On. Miguel de Senna Fernandes entende que o sufrágio “pode

condicionar as opções do Chefe do Executivo, dependendo do que é preciso para voltar a equilibrar o barco”. O advogado acha que a AL ficou mais equilibrada depois do sufrágio directo, o que poderá dar a Chui Sai On “mais liberdade para escolher os nomeados, porque não tem necessidade de equilibrar o barco que não está à deriva”.

Em declarações à agência Lusa, o académico de Hong Kong Sonny Lo falou da necessidade de nomear deputados que possam representar a comunidade macaense. “Espero que Chefe do Executivo considere nomear macaenses porque a comunidade não está suficientemente representada, apesar de José Pereira Coutinho ter sido eleito”. “O equilíbrio étnico entre chineses e macaenses está inclinado a favor dos chineses locais”, indicou o académico, salientando a importância de escolher macaenses “com ‘background’ jurídico, de modo a “melhorar a competência

Leonel Alves acha que “o ideal seria que estes lugares fossem preenchidos por pessoas mais jovens a fim de nas próximas legislaturas terem já maturidade suficiente para continuar os trabalhos da AL” “O Chefe do Executivo deve nomear sete pessoas que obedeçam e sigam as ordens do Governo da RAEM, em vez de olhar para as ideologias.” “As nomeações são feitas depois de haver a consulta de algumas opiniões, como a do director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau.” CAMÕES TAM ANALISTA POLÍTICO

e capacidade da AL para lidar com questões legais e legislativas”. Leonel Alves tem uma opinião semelhante, alertando para a existência de uma carência de legisladores proficientes em Direito. Ao mesmo tempo, o jurista entende que, “no momento em que se fala na criação em Macau de um novo sistema financeiro com características próprias, seria útil alguém especialista em economia e finanças”. Apesar de já ter assento no hemiciclo um representante do Banco da China “se houver um académico que perceba o mundo financeiro seria um input bastante valioso”. No que diz respeito à nomeação de um deputado de matriz macaense, Leonel Alves recorda experiências anteriores, nomeadamente os primeiros dois mandatos, em que o Chefe do Executivo nomeou membros da comunidade portuguesa e macaense. “Podem ser sempre veículo transmissor das sensibilidades muito características desta comunidade em Macau”, comenta. Passadas duas semanas do sufrágio que elege os novos deputados, o Chefe do Executivo irá escolher o restante elenco que completará a composição da 6ª legislatura da AL. A decisão será publicada em Boletim Oficial, longe da visibilidade dos eleitores. João Luz

info@hojemacau.com.mo


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ANTÓNIO MIL-HOMENS

20.9.2017 quarta-feira

Susana Chou, ex-presidente da Assembleia Legislativa “Espero que daqui a quatro anos a mesma lista se recandidate às eleições. Acredito que vão conseguir [ser eleitos].”

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AM U Tou foi um dos nomes que surpreendeu na noite eleitoral de domingo, tendo obtido mais de sete mil votos com a lista Poder de Sinergia. O resultado alcançado pelo antigo membro da Associação Geral dos Operários de Macau (AGOM) provou, segundo analistas, que este pode vir a representar uma nova força política daqui a quatro anos. O candidato da lista 15 obteve o apoio público de Susana Chou, antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL), que na sua página de Facebook defendeu que Lam U Tou pode muito bem vir a ser eleito nas próximas legislativas. “Espero que continuem a lutar por um futuro mais brilhante em Macau e que façam coisas benéficas em prol da sociedade e população. Espero também que daqui a quatro anos a mesma lista se recandidate às eleições. Acredito que vão conseguir [ser eleitos]”, considerou. Susana Chou lembrou que os resultados foram bastante satisfa-

ELEIÇÕES SUSANA CHOU ACREDITA NA ELEIÇÃO DE LAM U TOU EM 2020

Apoio sem reserva

A antiga presidente da Assembleia Legislativa manifestou nas redes sociais o seu apoio a Lam U Tou, que obteve mais de sete mil votos nas eleições, através da lista Poder de Sinergia. Susana Chou acredita que este candidato, ex-membro dos Operários, pode vir a ser deputado tórios para a estreia da Poder da Sinergia nas legislativas, tendo em conta os poucos recursos de que dispunham os candidatos. “A lista 15 candidatou-se pela primeira vez sem grandes apoios e sem ir atrás de dinheiro. Mas conseguiram ter mais de sete mil votos. É óbvio que fizeram um bom trabalho. É por isso que digo que, apesar de não terem ganho, ficaram

com a glória e toda a gente deve ficar contente por eles”, acrescentou a empresária e ex-presidente do hemiciclo.

SEM ARREPENDIMENTOS

Lam U Tou já garantiu aos jornalistas que, daqui a quatro anos, se candidata novamente às eleições pela via do sufrágio directo. Apesar da derrota, Susana Chou deixou bem claro que

não se arrepende de ter apoiado publicamente este candidato. “Vários amigos me perguntaram se fiquei desiludida por não existir nenhum candidato da lista 15 no grupo dos deputados eleitos. O que posso responder é que não estou desiludida e nem me arrependo de apoiar esta lista”, frisou. Susana Chou revelou ainda na sua página de Facebook que

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INDAS as eleições que elegeram 14 deputados à Assembleia Legislativa (AL) pela via directa e 12 pela via indirecta, o Chefe do Executivo decidiu pronunciar-se sobre a matéria. Citado por um comunicado oficial, Chui Sai On deu ontem os parabéns aos deputados eleitos, tendo prometido um diálogo estreito com a nova AL. “O Governo, juntamente com a AL, continuará a defender estritamente o

princípio “um País” e a tirar proveito das vantagens facultadas pelos “dois sistemas”, em rigoroso cumprimento da Constituição e da Lei Básica, mantendo sempre uma estreita comunicação e uma cooperação pragmática, servindo a população”, lê-se no comunicado. Chui Sai On adiantou ainda que tanto o Executivo que lidera como o hemiciclo “continuarão empenhados no desenvolvimento dos trabalhos de construção do

sistema jurídico, mantendo um ambiente de harmonia e de democracia”. “Iremos trabalhar em conjugação de esforços e de forma incessante para melhorar o bem-estar dos residentes de Macau e impulsionar a prosperidade e a estabilidade de Macau”, acrescentou ainda o Chefe do Executivo. Na visão de Chui Sai On, as eleições legislativas “decorreram de forma suave e eficiente”, graças

ao trabalho da Comissão de Assuntos Eleitorais da AL. “Todos os sectores da sociedade de Macau, em conjugação de esforços e desempenhando, cada qual, as suas funções, participaram e colaboraram de acordo com a lei e de forma ordenada nos trabalhos eleitorais. A todos eles, manifesto os meus sinceros votos de agradecimento”, concluiu.

Andreia Sofia Silva e Vítor Ng info@hojemacau.com.mo

TIAGO ALCÂNTARA

AL CHEFE DO EXECUTIVO PROMETE DIÁLOGO COM NOVO HEMICICLO

chegou a ser aconselhada a não apoiar a lista liderada por Lam U Tou. “Houve amigos que me disseram para não apoiar a lista 15 de uma forma aberta, porque caso revelasse o meu apoio publicamente poderia ofender muita gente. Mas sempre insisti na honestidade e nunca quis dizer coisas falsas. A esses amigos disse que sempre escolhi pessoas talentosas e não pessoas que conheço há muito tempo”, referiu. Admitindo, apesar de tudo, que conhece Lam U Tou há muitos anos, devido ao seu passado associativo, Susana Chou adiantou que este “é um jovem talentoso e não há muitos em Macau”. “Aprecio especialmente o seu bom carácter. Vi o programa político da lista 15 e percebi que foi uma lista composta por jovens com ideais, ambições e vontade de fazer coisas na prática. Por isso decidi apoiá-los sem reservas”, apontou.


política 5

quarta-feira 20.9.2017

JORGE VALENTE AFINAL HAVIA OUTRAS PREFERÊNCIAS S mudanças no eleitorado e um desinteresse pelas políticas para as Pequenas e Médias Empresas pela lista Aliança Pr’a Mudança explicam, para Jorge Valente, o fracasso da noite eleitoral. O candidato admite que o eleitorado gostou de algumas ideias propostas, mas que não foram suficientes para que na altura de votar, a lista de Melinda Chan fosse a primeira escolha. “As eleições mostram-nos o que a população quer e a verdade é que os democratas ganharam bastante. Isso traduz uma mudança na vontade da população. E se calhar as políticas focadas nas PMEs não eram assim tão interessantes para os votantes”, disse Jorge Valente, ontem, ao HM. “Apercebi-me que muitos eleitores estavam contentes com o que propúnhamos, mas no fim, isso não se traduziu em votos. Não fomos a primeira escolha de muitos, embora fossemos a segunda ou terceira escolha”, justificou. Após a contagem dos votos, a lista número 18 ficou a

162 votos de eleger Melinda Chan. Um resultado que não era esperado e que, confessa Jorge Valente, mexeu com os planos do candidato: “Como achávamos muito provável que uma pessoa da lista entrasse na AL, tínhamos concordado que essa pessoa levaria algumas ideias de todos os outros para o órgão legislativo. Isso não aconteceu, tenho de repensar o que vou fazer”, confessou. Apesar das limitações, Valente vai continuar a participar em actividades cívicas, através da envolvimento em diferentes associações e eventos: “Noto que há um certo limite nas actividades que já faziam porque envolvem menos pessoas. Por exemplo, é normal os jovens terem uma reunião com a DSEJ (Serviços de Educação e Juventude). Todos os anos digo que é preciso que as escolas ensinem as duas línguas oficiais: português e chinês. E todos os anos, eles levam a ideia para pensar e acaba por não acontecer nada”, reconheceu.

CAEAL Não foi pedida recontagem de votos da eleição de domingo

O Presidente da Assembleia de Apuramento Geral das eleições legislativas, Kuok Kin Hong, anunciou que não houve nenhum pedido de recontagem de votos do sufrágio realizado no domingo. Ontem foram afixadas as listas com o apuramento final dos votos das eleições para a Assembleia Legislativa. Kuok Kin Hong actualizou os dados sem novidades para a escolha do elenco de deputados eleitos por via directa. Da lista de nulos saíram 39 votos para um total de 1300. Os deputados eleitos repartiram alguns votos entre si daqueles que tinham sido declarados nulos numa primeira contagem. Por exemplo, Mak Soi Kun teve mais sete votos, ascendendo a 17.214, Ella Lei subiu dois votos para um total de 16.696.

Voz que não se cala Em relação à derrota eleitoral da lista Aliança Pr’a Mudança, liderada por Melinda Chan, Fão justificou os resultados com uma mudança na estratégia, face aos anos anteriores: “No passado tínhamos uma base de apoio muito alargada, mas devido a uma nova estratégia acabámos por substituir toda essa base por uma nova, focada nas classes média e média-alta. Foi essa a diferença”, argumentou.

SOFIA MARGARIDA MOTA

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APOMAC LISTA APOIADA PELA ASSOCIAÇÃO SEM DEPUTADOS ELEITOS

O CANDIDATO IDEAL Jorge Fão “No passado tínhamos uma base de apoio muito alargada, mas devido a uma nova estratégia acabámos por substituir toda essa base por uma nova, focada nas classes média e média-alta.”

O representante da APOMAC, Jorge Fão, defende que a associação vai continuar a ser ouvida junto do Governo, e que a derrota da lista Aliança Pr’a Mudança se explica com uma alteração na estratégia eleitoral

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ELA primeira vez desde 2001, a lista apoiada pela Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) não elegeu qualquer deputado. Contudo, o presidente da mesa da Assembleia Geral, Jorge Fão, recusou

que a associação vá perder influência no novo panorama político da RAEM. “Este ano não segurámos um lugar. Paciência! Fiquei desapontado, mas não encaro isto como um tragédia”, disse Jorge Fão, ontem, ao HM. “O nosso poder interventivo não foi afectado. Continuo a ter intervenção na vida pública e não deixarei de falar. Amanhã, se a nossa comunidade, seja a aposentada ou a portuguesa, for machucada, pode crer que vou estar na linha da frente, como sempre estive”, acrescentou. O activista destacou ainda os outros canais utilizados pela APOMAC para fazer com que as opiniões sejam ouvidas junto do poder Executivo: “Vamos continuar a ter uma voz. Para isso não é preciso estar dentro da Assembleia Legislativa. Por exemplo, todos os anos, na altura das Linhas de Acção Governativa, recebemos uma carta do Chefe do Executivo a pedir a nossa opinião”, apontou. “Também temos acesso directo ao Gabinete de Ligação Luso-Chinês. Por isso como é que se pode pensar que não temos os nosso canais de intervenção?”, questionou.

Por outro lado, o presidente da mesa da AG da APOMAC admite que os eleitores podem não ter percebido a posição da deputada Melinda Chan em dois temas mais sensíveis, nomeadamente na questão da Lei de Terras e no chumbo do mecanismo de controlo do aumento das rendas. “Nos últimos anos as rendas subiram e as pessoas acham que é altura de bater nos fazendeiros. Mas nós defendemos que Macau funciona numa economia de mercado e achámos que não nos devíamos alinhar para bater no fazendeiro e aprovar o mecanismo do controlo das rendas”, sublinhou. Sobre a hipótese da APOMAC apoiar uma lista que não esteja ligada a David Chow dentro de quatro anos, quando for novamente altura de votar para a AL, Fão reiterou a gratidão para com o empresário: “O Sr. David Chow foi o nosso mecenas, foi ele que nos disponibilizou um espaço para que pudéssemos montar a nossa sede, em 2001. Somos pessoas muito gratas”, disse. Porém, admite que pode apoiar uma lista ligada a Jorge Valente, se o jovem macaense decidir avançar nessa altura: “É uma pessoa íntegra, bem-formada, não é populista e não é fala-barato. Tem mostrado que pensa sempre no ‘nós’, o que é muito importante num bom político”, sublinhou.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 30/P/17

Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 01 de Setembro de 2017, se encontra aberto o Concurso Público para «Obra para Substituição de Sistema Central de Refrigeração de Água «Chiller» e Instalação de Barreiras Acústicas no Centro de Saúde da Areia Preta», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 20 de Setembro de 2017, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP46,00 (quarenta e seis patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes devem estar presentes no Centro de Saúde da Areia Preta, no dia 25 de Setembro de 2017, às 10,00 horas para visita de estudo ao local da instalação dos equipamentos a que se destina o objecto deste concurso.

As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 26 de Outubro de 2017. O acto público deste concurso terá lugar no dia 27 de Outubro de 2017, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP260 000,00 (duzentas e sessenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 14 de Setembro de 2017 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

AVISO Faz-se público que, por despacho do Ex. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 6 de Setembro de 2017, se acha aberto o concurso externo, de prestação de provas, para a admissão de quatro lugares de estagiários ao estágio para ingresso na carreira de técnico superior de saúde, área funcional de reabilitação - fisioterapia, para o preenchimento de quatro lugares de técnico superior de saúde de 2.ª classe, 1.º escalão, área funcional de reabilitação – fisioterapia, da carreira de técnico superior de saúde do quadro do pessoal do Instituto do Desporto. mo

O aviso de abertura de concurso encontra-se publicado no “Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau”, n.º 38, II Série, de 20 de Setembro de 2017. As condições de candidatura e as demais informações encontram-se no aviso acima referido e disponibilizadas no website do Instituto do Desporto (http://www.sport. gov.mo). Instituto do Desporto, aos 20 de Setembro de 2017. O Presidente, substituto, Lau Cho Un


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política 7

quarta-feira 20.9.2017

IMPOSTO DE SELO GOVERNO QUER MODIFICAR REGULAMENTO

Diminuir a pressão

A

Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) está a estudar a possibilidade de alterar o regulamento do imposto de selo após a entrada em vigor da nova lei de rendas. Em resposta a uma interpelação escrita dos deputados Chan Meng Kam e Song Pek Kei, o director da DSF, Iong Kong Leong, garantiu que o objectivo é reduzir a pressão fiscal dos que assinam contratos de arrendamento de longa duração. Com o alargamento do período mínimo de arrendamento de dois para três anos, imposto pela nova lei de rendas, a DSF está a ponderar fazer mudanças. Neste momento, a ideia preliminar é devolver parte do imposto aos contribuintes que cessem o contrato de

TIAGO ALCÂNTARA

A entrada em vigor da lei das rendas veio instaurar os contratos de arrendamento com um mínimo de três anos. A Direcção dos Serviços de Finanças vai, por isso, rever o regulamento do imposto de selo, com o objectivo de reduzir a pressão fiscal dos contribuintes

A ideia preliminar é devolver parte do imposto aos contribuintes que cessem o contrato de arrendamento antes da sua data final

arrendamento antes da sua data final. O montante a devolver será contabilizado desde o fim da relação de

HATO EXECUTIVO NÃO ALTERA ORÇAMENTO

L

Direcção dos Serviços de Economia, têm trabalhado arduamente para acompanhar os apoios necessários às Pequenas e Médias Empresas, tal como a concessão de subsídios. No total, já foram atribuídos 5600 cheques. Lionel Leong adiantou ainda que o objectivo é fazer com que os “estabelecimentos comerciais consigam adquirir seguros mais ao alcance das suas possibilidades”, como contra os danos por água. O secretário falou à margem da tomada de posse de Benjamin Chan como presidente do conselho de administração da Autoridade Monetária e Cambial de Macau. Ng Man Seong também tomou posse como coordenadora do Gabinete de Informação Financeira.

GCS

IONEL Leong, secretário para a Economia e Finanças, deixou ontem claro que o orçamento do Executivo não irá sofrer mudanças pelos estragos causados pelo tufão Hato. Citado por um comunicado oficial, o governante disse que “os serviços financeiros têm mantido uma comunicação estreita, com a recolha de dados dos diversos serviços públicos”. Foi então considerado que “o orçamento global das despesas públicas deste ano pode enfrentar a situação [de aumento de custos], [mas] não será necessário fazer qualquer alteração orçamental”. O secretário frisou ainda que os trabalhadores da sua tutela, nomeadamente da

Tomada de posse de Benjamin Chan como presidente do conselho de administração da AMCM

arrendamento até à data final que consta no contrato. A DSF adiantou ainda que o estudo sobre a altePUB

ração do regulamento será iniciado o mais depressa possível, para que se possam proceder aos trabalhos seguintes. Em Agosto deste ano na Assembleia Legislativa (AL) foi aprovado na especialidade o regime jurídico do arrendamento previsto no Código Civil, com o intuito de instaurar um mecanismo de controlo dos aumentos das rendas, o que veio a ser rejeitado pelos deputados. O estabelecimento da obrigatoriedade de contratos com um mínimo de três anos, ao invés dos habituais dois anos, foi uma das medidas aprovadas pelo hemiciclo.

CONTRIBUIÇÃO NA MESMA

Os deputados à Assembleia Legislativa questionaram ainda o Governo sobre a possibilidade de reduzir a

contribuição predial, mas Iong Kong Leong disse que não há, para já, qualquer calendário para uma eventual alteração. O director da DSF acrescentou que o grupo de trabalho para a promoção do desenvolvimento sustentável do mercado imobiliário avançou, há sete anos, com uma série de medidas destinadas a estabilizar o sector. Uma delas prende-se com a alteração do regulamento da contribuição predial urbana, que visou reduzir a contribuição predial, para que houvesse um equilíbrio em relação aos outros impostos cobrados sobre os rendimentos. Dada a implementação desta medida em 2010, a DSF não tem ainda uma proposta certa para uma redução da contribuição predial para os proprietários, sendo necessário um novo estudo sobre a matéria, apontou o responsável do Governo. Vítor Ng (com A.S.S.) info@hojemacau.com.mo


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20.9.2017 quarta-feira

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA “OBRA DE RENOVAÇÃO DO BAIRRO SOCIAL DE TAMAGNINI BARBOSA (I FASE)” [126/2017] 1. 2. 3. 4.

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Entidade promotora do concurso: Instituto de Habitação (IH). Modalidade do concurso: Concurso público. Local de execução da obra: Bairro Social de Tamagnini Barbosa, Torres A e B. Objecto da empreitada: a presente obra visa a renovação das instalações do 1.o a 6.o piso das fracções da habitação social e espaços públicos da Torre A e Torre B do Bairro Social de Tamagnini Barbosa, incluindo a substituição das portas das fracções, mosaicos, guardas, pintura das paredes e tectos, obra de impermeabilização, reparação dos tubos de abastecimento de água e de drenagem, iluminação e equipamentos contra incêndios. Prazo máximo de execução: 270 dias úteis (duzentos e setenta dias úteis). O prazo de execução declarado pelos concorrentes deve seguir o estipulado no ponto 6 do Programa de concurso e nos pontos 5.1.2 e 5.2.2 das cláusulas gerais do Caderno de Encargos. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso, sendo prorrogável nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: Empreitada por série de preços. Caução provisória: $345 600,00 (trezentas e quarenta e cinco mil e seiscentas patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária legal ou seguro-caução. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva prestada). Preço base: Não há. Condições de admissão: Serão admitidas como concorrentes as entidades inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes para execução de obras, bem como as que à data do acto público do concurso tenham requerido a sua inscrição, sendo neste último caso a admissão condicionada ao deferimento do respectivo pedido de inscrição. Local, data e hora de explicação: Local: Bairro Social de Tamagnini Barbosa, Torres A. Data e hora: 26 de Setembro de 2017 (terça -feira), pelas 10H00. Local, data e hora para entrega das propostas: Local: IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau. Data e hora limites: 20 de Outubro de 2017 (sexta-feira), às 13H00. Em caso de encerramento deste Instituto na hora limite para a entrega das propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora limites estabelecidas para a entrega das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Local, data e hora do acto público do concurso: Local: IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau. Data e hora: 23 de Outubro de 2017 (Segunda-feira), pelas 9H30. Em caso de adiamento da data limite para a entrega das propostas de acordo com o n.º 13 ou de encerramento deste Instituto na hora estabelecida para o acto público do concurso acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M e para obterem esclarecimentos de eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Línguas a utilizar na redacção da proposta: Os documentos que instruem a proposta (com excepção dos catálogos de produtos) são obrigatoriamente redigidos numa das línguas oficiais da RAEM; quando noutra língua, devem ser acompanhados de tradução legalizada, a qual prevalece para todos e quaisquer efeitos. Local, hora e preço para exame do processo e obtenção de cópia: Local: IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau. Hora: Horário de expediente (das 9H00 às 12H45 e das 14H30 às 17H00). Neste Instituto pode ser obtida cópia do processo do concurso público pelo preço de $800,00 (oitocentas patacas).

17. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação:

Factores de Avaliação - Custo das obras - Prazo de execução

Proporção 70% 30%

18. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, a partir de 11 de Outubro de 2017 e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Instituto de Habitação, Macau, aos 5 de Setembro de 2017. O Presidente, Arnaldo Santos


sociedade 9

quarta-feira 20.9.2017

TURISMO VISITANTES NA SEMANA DOURADA DEVEM AUMENTAR ATÉ 15 POR CENTO

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ESTUDO SÓ 13 POR CENTO DOS RESIDENTES CRIAM NEGÓCIOS PRÓPRIOS

Investimento miúdo

Um estudo sobre a criação de negócios locais em Macau revela que os residentes a investir neste sector são apenas 13 por cento, número mais baixo face às regiões vizinhas. Pouca mão-de-obra e custos elevados são os maiores entraves

O

território que quer destacar-se no contexto da política “Uma Faixa, Uma Rota” ou no projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau ainda revela baixos níveis de investimento em termos de Pequenas e Médias Empresas (PME). Segundo o jornal Ou Mun, um estudo sobre a criação de negócios locais mostra que os residentes que investem na sua própria empresa são apenas 13,1 por cento. Trata-se de um número mais baixo em relação aos das regiões vizinhas. O estudo foi elaborado pela Plataforma dos Serviços para PME, em parceria com a eRS e-Research Lab e a Universidade de Macau, e visou compreender, através de entrevistas via telefone, o panorama da criação de negócios no território e a atitude dos residentes perante o sector. Os resultados revelam, portanto, que em cada cem pessoas 13 têm um negócio próprio, valores semelhantes aos registados na Coreia do Sul, mas ainda assim inferiores a Taiwan, Hong Kong e Shenzen. Estes têm,

respectivamente, valores de criação de negócios na ordem dos 15,6 por cento, 15,3 por cento e 23,4 por cento. A recolha mostra ainda que, em Macau, os pequenos comerciantes têm poucos meios para abrir uma empresa, associados às dificuldades de contratação de mão-de-obra e elevados custos, nomeadamente com rendas.

MAIS FUNDOS, PRECISAM-SE

Ma Chi Seng, deputado nomeado e fundador da Plataforma dos Serviços para PME, considerou ao jornal Ou Mun que, apesar das dificuldades referidas no estudo, os apoios financeiros do Governo

Segundo o jornal Ou Mun, um estudo sobre a criação de negócios locais mostra que os residentes que investem na sua própria empresa são apenas 13,1 por cento

têm sido bastante significativos. O responsável garantiu ainda que a atmosfera de negócios melhorou nos últimos anos. As razões encontradas por Ma Chi Seng para o facto de apenas 13,1 por cento dos residentes investirem em PME estão relacionadas com a melhor performance da economia e o facto do território viver uma situação de pleno emprego. Para Ma Chi Seng, há vários exemplos de países com economias bem sucedidas que revelam baixos valores de criação de PME. O deputado lembra que esse número só mostra as restrições que continuam a existir para quem quer ser empresário. Apesar dos baixos valores de investimento, os entrevistados revelaram maiores conhecimentos técnicos e experiência do que no interior da China, Hong Kong e Taiwan. Ma Chi Seng defende ainda um desenvolvimento ao nível dos apoios providenciados pelo sector bancário e pelo Governo, incluindo a criação de fundos de investimento próprios para as políticas “Uma Faixa, Uma Rota” e a Grande Baía. HM

G Iong Wai, presidente da Associação de Promoção dos Guias Turísticos de Macau, disse ao jornal Ou Mun que o número de excursões deve aumentar entre dez a 15 por cento nos primeiros dias de Outubro, altura em que se celebra o aniversário da República Popular da China. Depois da passagem do tufão Hato, que causou uma ligeira quebra no número de turistas, Ng Iong Wai estima que o número de grupos de turistas possa aumentar subitamente nos próximos dias e também em Outubro. Por esta razão, a procura de guias turísticos vai também aumentar. Em relação às taxas de ocupação hoteleira, Ng Iong

Wai afirma que vai haver uma grande procura em Outubro, sendo que as agências de viagens já começaram a aceitar menos grupos. Alguns guias turísticos disseram também ao jornal de língua chinesa que, após o regresso das excursões a Macau, o trabalho aumentou bastante no sector. A chegada da Semana Dourada traz, portanto, perspectivas positivas de emprego para os guias. Ainda assim, a possível chegada de mais tufões faz com que quem trabalhe na indústria clame por mais instruções e orientações vindas da Direcção dos Serviços de Turismo, para que se possam reduzir eventuais prejuízos. HM

SEGUROS ESTRAGOS DO TUFÃO AVALIADOS EM 2,9 MIL MILHÕES DE PATACAS

A

S seguradoras de Macau avaliaram os prejuízos causados pelo tufão Hato, o mais forte em 53 anos, em 2,9 mil milhões de patacas, afirmou ontem o novo presidente da Autoridade Monetária. Os dados foram avançados por Benjamin Chan à margem da cerimónia de posse ontem de manhã, em declarações aos jornalistas. De acordo com a Rádio Macau, apenas 2,07 milhões de patacas foram pagos, a maioria relacionados com indemnizações por morte ou ferimentos. “De acordo com as informações que temos, até 11 de Setembro há pelo menos cerca de 19 mil casos de pedido de indemnização, envolvendo 2,9 mil milhões [de patacas]. Têm a ver com danos patrimoniais. Já foram aprovados 20 milhões de patacas para casos relacionados com morte e lesão corporal”, disse o novo presidente da Autoridade Monetária de

Macau, que substituiu Anselmo Teng. Segundo Benjamim Chan, não há, até agora, queixas sobre as seguradoras, que não terão dificuldade em pagar as indemnizações: “Não é assim tão grave porque as despesas são assumidas pelas seguradoras do exterior. Não há uma situação grave em termos de situação financeira das seguradoras”. No início do mês, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, tinha apresentado as estimativas do Governo sobre os prejuízos, no montante de 11,4 mil milhões de patacas. Após a passagem do tufão, o Governo criou um subsídio de 50 mil patacas para ajudar as Pequenas e Médias Empresas a fazer face aos estragos causados pelo tufão. Além deste abono, o Governo criou também uma linha de crédito, sem juros, para as PME afectadas até ao montante máximo de 600 mil patacas.


10 eventos DAVID GUTTENFELDER / ASSOCIATED PRESS

20.9.2017 quarta-feira

A

produção local “Our Seventeen” foi exibida na 26.ª edição do Festival de Cinema Galo Dourado e Cem Flores. O evento que tem lugar anualmente em Hohhot, capital da Região Autónoma da Mongólia Interior, seleccionou a película de Emily Chan para integrar a secção dedicada às produções de Macau e Hong Kong. “Our Seventeen”, é um filme sobre histórias de Macau que conta as lutas internas dos jovens entre o anseio pela idade adulta e o medo de lá chegar. O filme é também uma carta de amor dirigida à juventude. De acordo com o comunicado enviado à imprensa, a produção local “promoveu a cultura cinematográfica de Macau junto dos espectadores e do público mongol, sendo alvo de reacções encorajadoras”. A exibição contou com a presença de vários convidados de relevo como Yin Xiao, Vice-Presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês de Hohhot da Região Autónoma da Mongólia Interior, Li Xuejian, Presidente da China Film Association e Crucindo Hung Cho Sing, Presidente da Federation of Motion Film Producers of Hong Kong. Da delegação de Macau presente no Festival do Cinema fizeram parte Chong Siu Pang, representante do Instituto Cultural e os membros do elenco de “Our Seventeen”, Sean Pang e Kylamary. O “Festival de Cinema Galo Dourado e Cem Flores” é um dos quatro principais festivais de cinema da China, constituindo o mais antigo evento de atribuição de prémios cinematográficos do país.

O melhor dos m

T

EM início no próximo dia 29 mais uma mostra dos vencedores da edição deste ano do Word Press Photo (WPP). O local escolhido para a exposição continua a ser a Casa Garden por ser, “o mais adequado”, diz Diana Soeiro ao HM. A representante da Casa de Portugal espera ainda um aumento de visitantes. A razão, aponta, tem que ver com o facto de os trabalhos não passarem por Hong Kong. “Esperamos mais de 2000 visitantes, valor superior ao das edições anteriores”, conta. A Casa de Portugal é ainda responsável pela renovação da extensão da exposição de fotojornalismo por mais três anos e vai ter também um aumento no orçamento que passará para as 18 000 patacas anuais. Apesar de em Macau o trabalho fotojornalístico não ser considerado com rigor, não é motivo para que as melhores imagens internacionais na área não passem pelo território. O WPP acaba por ser, diz Diana Soeiro, “um bocadinho uma janela para o que se passa lá fora”, sem esquecer que, existem no território vários fotógrafos, “e muita gente com sensibilidade para a imagem”. Por outro lado, a exposição quer ir mais além e está concebida para atingir um público cada vez mais alargado. “Como temos legendas em Português, Inglês e Chinês, conseguimos chegar a mais pessoas”, diz a responsável. De qualquer forma, a representante da Casa de Portugal considera ainda que o próprio fotojornalismo poderá estar em crise. A culpa, afirma, é do mediatismo e da facilidade com que hoje em dia se conseguem capturar momentos. “Os telemóveis vieram facilitar essa parte, basta chegar a um evento, tirar umas fotos e o trabalho está feito. Não são precisos grandes equipamentos nem nenhum profissional”. É para contrariar esta tendência que o trabalho da WPP é cada vez mais pertinente: “Uma Fundação como a World Press Photo, com as respectivas exposições espalhadas pelo mundo inteiro, contrariam esta tendência lembrando-nos da importância do fotojornalismo”, remata Diana Soeiro. Este ano participaram na disputa mais de cinco mil fotógrafos de 125 países, e foram submetidas a apreciação do júri mais de 80 mil imagens.

Chegam no final do mês à Casa Garden os trabalhos vencedor do concurso de fotojornalismo do mundo. Este ano Hong Ko esperam mais visitantes no território. Entretanto, a parceria c por mais três anos e vai contar com um orçamento maior. BURHAN OZBILICI

CINEMA PRODUÇÃO LOCAL NA MONGÓLIA INTERIOR

FOTOGRAFIA WORLD PRESS PHOTO REGRESSA À CASA GARDEN NO F

HOMICÍDIO POR ALEPO

Sem ornamentos, Mevlüt Mert Altintas está de arma em punho. Não se ouve a voz, mas gritava por Alepo. Ao seu lado um corpo. O embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, tinha acabado de ser assassinado enquanto fazia o discurso de abertura de uma exposição de fotógrafos do seu país, na Galeria de Arte Contemporânea de Ancara. “An Assassination in Turkey” é o nome da imagem vencedora, registada pela lente do fotojornalista da Associated Press, o turco Burhan Ozbilici. Antes de ser abatido, Altintas, que fazia parte do dispositivo de segurança do diplomata feriu mais três pessoas. “A imagem choca, como chocam quase sempre as imagens vencedoras. É meio hollywoodesca”, diz

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA NA CORTE DOS REIS DE PORTUGAL • Ana Isabel Buescu

O volume que agora se publica reúne um conjunto de estudos escritos nos últimos anos em campos que têm ocupado, de forma dominante, a investigação [da autora] no âmbito da história e da cultura e das mentalidades, das representações e da articulação entre a cultura e o poder em Portugal no século XVI.

Diana Soeiro, representante da Casa de Portugal “Esperamos mais de 2000 visitantes, valor superior ao das edições anteriores.”

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

PORTUGAL RATING AAA • ALEXANDRA SILVA MALTA

Hoje, mais do que nunca, assistimos a um jogo estratégico em que se manipula informação para condicionar o peso que os diferentes protagonistas têm. Hoje há entidades cujo papel é analisar países e colocá-los numa escala de valor… É uma nova arte de guerra. Mas com isto, torna-se fundamental que saibamos olhar para o nosso país e possamos ter uma opinião válida. Baseada em factos. É importante fazer algo para cuidar do amor-próprio de um país, de uma cultura, de um povo. Do amor-próprio de ser português. Não é preciso recuar 500 anos para falar da glória de Portugal. Basta olhar para o lado para encontrar: genialidade, irreverência, atrevimento, inovação, competência. Todos os dias há portugueses a fazer maravilhas, a criar, a liderar o Mundo, e a merecer o nosso reconhecimento e orgulho.


eventos 11 VALERY MELNIKOV

quarta-feira 20.9.2017

FINAL DO MÊS

res da 60.ª edição do mais prestigiaong não aderiu à mostra pelo que se om a extensão local foi prolongada Diana Soeiro. A força, principalmente na tragédia, é uma tónica em muitas das fotografias do WPP. Pode agradar ou desagradar, mas é impossível ficar indiferente. “Pessoalmente custa-me a exposição de um corpo ali e o gesto triunfante do assassino mas infelizmente foi o que aconteceu e é mais um confronto duro como a realidade a que a World Press Photo já nos habituou”, aponta a responsável pela organização. A China volta a estar em destaque. Desta feita na categoria do quotidiano em que Tiejun Wang arrecada o segundo prémio. A fotografia Sweat Makes Champions mostra, a preto e branco, quatro meninas estáticas, de nódoas negras nas pernas. Treinam para ser as melhores. Sofia Margarida Mota

sofiamota.hojemacau@gmail.com

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Este ano participaram na disputa mais de cinco mil fotógrafos de 125 países, e foram submetidas a apreciação do júri mais de 80 mil imagens ALESSIO ROMENZI

melhores

JORNALISMO DA LUSOFONIA TRABALHOS A CONCURSO ANALISADOS

O

júri da primeira edição do prémio de jornalismo da Lusofonia, organizado pelo Clube Português de Imprensa (CPI) e Jornal Tribuna de Macau (JTM), já começou a analisar os trabalhos candidatos, subordinados ao tema Macau. O vencedor vai receber o prémio anual, no valor de cem mil patacas, numa cerimónia marcada para 1 de Novembro, em Macau. Ainda de acordo com o regulamento, a entrega da distinção realiza-se alternadamente no território e em Lisboa. Presidido por Dinis de Abreu, em representação do CPI, o júri integra ainda os jornalistas José Rocha Diniz, fundador e administrador do JTM, José Carlos de Vasconcelos, director do Jornal de Letras, Artes e Ideias, Carlos Magno, pela Fundação Jorge Álvares e por José António Silva Pires, também do CPI. O prazo de candidatura ao prémio terminou na sexta-feira

e registou-se “uma significativa afluência de trabalhos”, disse a organização, sem precisar um número. O prémio de jornalismo da Lusofonia destina-se a jornalistas e à imprensa de língua portuguesa de todo o mundo, “em suporte papel ou digital”, de acordo com o regulamento. Este prémio “surge no quadro do desejado aprofundamento de todos os aspectos ligados à Língua Portuguesa, com relevo para a singularidade do posicionamento de Macau no seu papel de Plataforma de ligação entre países de Língua Oficial Portuguesa”, referiu a organização. O CPI e o JTM, que este ano assinala o 35.º aniversário, contam com o patrocínio da Fundação Jorge Álvares, que promove a continuidade do diálogo intercultural entre Portugal e Macau.


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20.9.2017 quarta-feira

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA “Obra de Reordenamento de Drenagem na Praça da Assembleia Legislativa” 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11.

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16.

Entidade que põe a obra a concurso: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Modalidade de concurso: Concurso Público. Local de execução da obra: Em volta da Praça da Assembleia Legislativa. Objecto da Empreitada: Construção de uma rodovia e de passeios e de um sistema de drenagem. Prazo máximo de execução da obra: 200 dias de trabalho. O prazo de execução da obra apresentado pelo concorrente deve obedecer às disposições do n.º 7 do Preâmbulo do Programa de Concurso e dos n.ºs 5.1.2 e 5.2.2 das Cláusulas Gerais do Caderno de Encargos. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do encerramento do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: a empreitada é por Série de Preços. Caução provisória: $200 000,00 (duzentas mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço Base: não há. Condições de Admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição ou renovação. Neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição ou renovação. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, R/C, Macau; Dia e hora limite: dia 16 de outubro de 2017 (segunda -feira), até às 12:00 horas. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora limite para a entrega de propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a entrega de propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Local, dia e hora do acto público do concurso : Local: Sala de reunião da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 5º andar, Macau; Dia e hora: dia 17 de Outubro de 2017 (terça -feira), pelas 9:30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a entrega de propostas mencionada de acordo com o número 12 ou em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora estabelecida para o acto público do concurso acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80º do Decreto-Lei n.º74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Línguas a utilizar na redacção da proposta: Os documentos que instruem a proposta (com excepção dos catálogos de produtos) devem estar redigidos numa das línguas oficiais da RAEM, quando noutra língua, devem ser acompanhados de tradução legalizada, a qual prevalece para todos e quaisquer efeitos. Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: Departamento de Infraestruturas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 16º andar, Macau; Hora: horário de expediente (Das 9:00 às 12:45 horas e das 14:30 às 17:00 horas) Na Secção de Contabilidade da DSSOPT, poderão ser solicitadas cópias do processo de concurso mediante o pagamento de $350,00 (trezentas e cinquenta patacas). Critérios de avaliação de propostas e respectivas proporções: Critérios de avaliação Parte relativa ao preço

Parte relativa à técnica

Proporção

- Preço da obra

11

- Prazo de execução

2

- Programa de trabalhos

3

- Experiência em obras executadas

2,6

- Integridade

1,4

Pontuação final = Pontuação da parte relativa ao preço x Pontuação da parte relativa à técnica. Em conformidade com o relatório de avaliação das propostas, os 3 concorrentes com pontuação final mais alta são ordenados por ordem crescente dos preços da obra e o dono da obra procederá à adjudicação com base na ordenação. 17. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer no Departamento de Infraestruturas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 16º andar, em Macau, a partir de 29 de Setembro de 2017 (inclusivé) e até à data limite para a entrega das propostas, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Macau, aos 14 de Setembro de 2017. O Director dos Serviços Li Canfeng


china 13

quarta-feira 20.9.2017

HONG KONG CARRIE LAM CRITICA COMENTÁRIOS VIOLENTOS SOBRE INDEPENDENTISTAS

“Cruéis e insultuosos’’

A

de Hong Kong. Estes debates não devem continuar, reiterou. A chefe do executivo apelou aos dois lados da

discussão para que parem de empurrar Hong Kong para “a beira da desordem pública”, bem como ameaçar a sobe-

SCMP

A

líder do Governo de Hong Kong classificou ontem como “inaceitáveis” os recentes “comentários cruéis, insultuosos e intimidatórios”, depois de um deputado pró-Pequim ter pedido a morte dos independentistas daquela Região Administrativa Especial chinesa. Segundo a emissora pública RTHK, Carrie Lam não nomeou diretamente Junius Ho, mas disse, antes de uma reunião do Conselho Executivo (LegCo, parlamento), que cabe ao secretário para a Justiça e às autoridades julgarem se os comentários são ilegais. Apesar de criticar os comentários, classificando-os de “cruéis, insultuosos e intimidatórios”, Lam disse que foram fruto dos recentes debates sobre a independência

Câmara de Comércio da União Europeia na China apelou ontem a Pequim para que acelere o processo de abertura da sua economia, dominada pelo Estado, advertindo que a inércia pode incitar uma revolta contra o livre comércio. A China é alvo de frequentes criticas de Bruxelas e Washington, devido às barreiras que impõe ao investimento estrangeiro em vários sectores, enquanto as empresas chinesas têm acesso sem restrições aos mercados externos. Pequim tem dificultado ainda mais o acesso a algumas áreas, incluindo uma redução no acesso ao mercado de serviços jurídicos, segundo um relatório publicado pela Câmara do Comércio da UE. “A actual falta de reciprocidade no acesso ao mercado não é politicamente sustentável”,

rania nacional chinesa e a segurança e autoridade da Lei Básica. Lam disse que concordava com a posição de dez líderes de universidades que afirmaram não apoiar a independência de Hong Kong e condenaram “abusos” de liberdade de expressão.

A MATAR

Numa manifestação anti-independência no domingo,

o conselheiro distrital Tsang Shu-wo disse que os activistas pela independência deviam ser “mortos”, com Ho a gritar “sem misericórdia” em resposta, descreveu o portal Hong Kong Free Press. Mais tarde, Ho afirmou não ser “nada de especial matar porcos ou cães”. Estes comentários foram proferidos depois de cartazes pró-independência

“Se aqueles que são a favor da independência levarem à subversão do destino do país, com Hong Kong e as 1,3 mil milhões de pessoas da mãe-pátria a terem de pagar um enorme preço, porque não deveriam estas pessoas ser mortas?”

terem surgido, nas últimas semanas, em universidades em Hong Kong. Na segunda-feira, Ho voltou a abordar o assunto num programa de rádio: “Se aqueles que são a favor da independência levarem à subversão do destino do país, com Hong Kong e as 1,3 mil milhões de pessoas da mãe-pátria a terem de pagar um enorme preço, porque não deveriam estas pessoas ser mortas?”. Ontem, o deputado veio defender-se, dizendo que foi mal interpretado. “A palavra ‘matar’ era dirigida aos promotores do movimento de independência de Hong Kong e à necessidade de travar as suas expressões ilegais. Condenar-me por incitar um discurso de ódio e [ameaçar] denunciar-me à polícia é simplesmente absurdo”, escreveu na rede social Facebook, criticando o “nível de chinês e de compreensão” dos que o criticaram.

JUNIUS HO DEPUTADO PRÓ-PEQUIM

Recados da Câmara

UE avisa Pequim que arrisca revolta senão abrir acesso ao mercado

disse, aos jornalistas em Pequim, o presidente da Câmara, Mats Harborn. “Preocupamo-nos que, se a China não passar das palavras à acção, isto possa gerar uma revolta contra a desejada globalização económica”, acrescentou. O relatório pediu uma maior abertura da China, desde o sector aeroespacial ao dos cosméticos e vários segmentos da indústria, através de uma diminuição

dos limites na participação estrangeira em empresas e da simplificação dos regulamentos. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e outros grupos empresariais divulgaram anteriormente pedidos semelhantes. A China é o maior mercado do mundo para vários bens de consumo e serviços. No entanto, Pequim interdita o acesso de empresas estrangeiras a vários sectores, incluindo finanças e telecomunicações.

POR CUMPRIR

O Governo chinês prometeu, nos últimos anos, fazer várias reformas, visando atribuir ao mercado maior protagonismo e reduzir o domínio exercido pelas empresas do Estado. As empresas estrangeiras queixam-se, no entanto, que pouco foi feito na prática.

O ‘boom’ de aquisições chinesas além-fronteiras suscitou queixas de falta de reciprocidade. Na semana passada, o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou planos para criar um mecanismo que avalia os investimentos estrangeiros, uma medida vista como sendo destinada à China. O país asiático ocupa o 59.º lugar, entre 62 países, do ‘ranking’ da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que avalia a abertura ao investimento directo estrangeiro. A China tornou-se, nos últimos anos, um dos principais investidores em Portugal, comprando participações importantes nas áreas da energia, dos seguros, da saúde e da banca.

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Revogação da Procuração DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS Edital Cobrança do Imposto Profissional respeitante ao Exercício de 2016 Faz-se saber que, de harmonia com o disposto no artigo 46.º, n.º 2, do Regulamento do Imposto Profissional, estará aberto, durante o mês de Outubro próximo, o cofre da Recebedoria da Repartição de Finanças de Macau destes Serviços para pagamento do imposto profissional dos contribuintes do 1.º grupo (assalariados e empregados por conta de outrem) e do 2.º grupo (profissões liberais e técnicas), respeitante ao exercício de 2016, calculado nos termos do artigo 37.º do mesmo Regulamento. Findo o prazo da cobrança à boca do cofre, terão os contribuintes mais sessenta (60) dias para satisfazerem as suas colectas, acrescidas de 3% de dívidas e de juros de mora legais, conforme o disposto no artigo 48.º do referido Regulamento. Decorridos sessenta dias acima referidos, sem que se mostre efectuado o pagamento do imposto liquidado, dos juros de mora e de 3% de dívidas, proceder-se-á ao seu relaxe, sem prejuízo da aplicação de multa, que pode atingir metade da importância da colecta em dívida. Aos 7 de Setembro de 2017. O Director dos Serviços Iong Kong Leong

Eu, CHEONG LAI HA, venho por este meio notificar que, através do documento de revogação assinado no 2º Cartório Notarial no dia 4 de Agosto de 2017, eu já revoguei a Procuração datada no dia 11 de Novembro de 2016, nesta Procuração conferi à SOCIEDADE DE FOMENTO PREDIAL SAN SON ON, LIMITADA, alguns poderes relativos à fracção autónoma designada por “A2”, do segundo andar “A”, para habitação, do prédio “益薈花園”, sito em Macau, na Calçada do Gaio n.º S/N e na Calçada da Vitória n.º S/N, descrito na Conservatória do Registo Predial de Macau sob o n.º 9749, bem como às respectivas partes comuns que fazem parte integrante do referido prédio. Portanto, a partir do dia 4 de Agosto de 2017, a referida SOCIEDADE e qualquer procurador substabelecido da referida Procuração não podem exercer os poderes constantes da Procuração.


14

h

20.9.2017 quarta-feira

Não me venham com conclusões! ´ A única conclusão é morrer.

A Poesia Completa de Li He

蜀國弦 楓香晚花靜,錦水南山影。 驚石墜猿哀,竹雲愁半嶺。 涼月生秋浦,玉沙粼粼光。 誰家紅淚客,不忍過瞿塘。

Música Para Cordas de Shu Fragrância de plátano, flores do ocaso tranquilas,1 No Rio do Brocado o reflexo dos montes meridionais,2 Caem rochas temíveis, uivam símios, Bambus e nuvens entristecem metade dos cumes. Lua fria sobe sobre margens outonais, Areia de jade fulge por águas translúcidas. Quem é esta rapariga deitando lágrimas escarlate? Não aguenta esta viagem pela Garganta de Qu-tang.3

1 2 3

Titulo de um género de balada yue-fu. Lótus sobre água calma. O rio Zhuo-jin no Sichuan (Shu). Ela chora lágrimas de sangue ao pensar nos perigos que seu amor passa, rio abaixo, através da medonha Garganta de Qu-tang (Sichuan).

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quarta-feira 20.9.2017

Diário de um Editor João Paulo Cotrim

Feridas de combate zões: sobrevivência e pedagogia. Se nem os que precisam do livro como ferramenta os compram… O ofício dos jornais, sobretudo estes por causa dos seus pergaminhos, mas estendamos à galáxia mediática, relegou o debate e a crítica literária para um cantinho do lazer, cada vez mais ocupado com mega-festivais tornados lugares únicos para a experiência do ser e do pertencer. Acabei na raiva, que logo foi domada pelas necessidades práticas. Nem desmarquei o encontro que tinha para preparar o lançamento de mais um livro de contos do Ricardo [Ben-Oliel]. Nisto me devia concentrar, na leiSAL NUNKACHOV

SANTA BÁRBARA, LISBOA, 4 SETEMBRO Não queria acreditar, apesar de todos os sinais: a «nossa» distribuidora anunciou a insolvência, ao fim de meio ano com atrasos nos pagamentos, entre outros disfuncionamentos. Nada de novo, mas uma navalhada nas costas, embora pouco tendo de original na história universal da infâmia, mal a ponta e mola escreve ferida, dói como se fosse a primeira vez. O mundo volta a parar. Assim tem acontecido demasiadas vezes este ano, estes últimos meses. Talvez a vida se resuma a este pára-arranca. Quando putos, o tempo estende-se quando acontece a infância. Agora, explode com a desgraça. Em minutos, experimentei o arco-íris das sensações básicas e também algumas combinações mais coloridas. Nem sei se comecei pelo desânimo, mas temo que esse ande sempre no bolso. O negócio da edição deixou-se ficar parvo, também no sentido latino. Como em tempos argumentava para me dissuadir esse grande editor e saudoso amigo, José Alexandre [Magro], o editor está entalado entre a ditadura do mercado e a ansiedade extrema do autor. Não dará nunca combate capaz a um nem resposta cabal ao outro. Habitamos país onde o livro e a leitura valem pouco mais que beatas intenções, as boas livrarias não pagam e as grandes entendem que os livros devem todos ser best-sellers. Os editores, sentados no vetusto sofá do cada-um-por-si, foram entregando as armas cedendo à avassaladora lógica de um fazer negócio que esmaga quem produz para engordar margens insanas de lucro aos que vendem. E continuam tolhidos na forma de articular novas respostas e, sobretudo, maneiras de interrogar as necessidades, talvez mesmo de as criar. O Estado, apesar de esforços e tentativas por avaliar devidamente, não foi capaz de estimular a leitura, de maneira a enterrar de vez a herança do outro dito Novo. Pior, não assegura a regulação de um mercado esquizofrénico. Depois, ao contrário de qualquer país que estime a sua cultura, deixou de alimentar as belas bibliotecas que semeou com os autores nacionais, de ontem ou de hoje. O governo liberal do Reino Unido compra milhares de exemplares de títulos de autores contemporâneos para os distribuir pelas bibliotecas públicas. França tem um completíssimo programa de apoio à edição. Até os Estados Unidos da América, ao contrário do que se apregoa, investe na sua memória futura. O livro, ainda que objecto de consumo, mantém uma aura que lhe elimina o valor pecuniário. O livro não custa dinheiro e pode ser oferecido, reclamado mesmo, com inesgotável generosidade e sem ponta de vergonha. Em França, há uns anos, as pequenas editoras deixaram de oferecer os tradicionais exemplares para crítica e explicaram as ra-

tura do novo romance do Paulo [José Miranda]; em empurrar para a gráfica os três títulos três da nova colecção de poesia, Mão Dita; em finalizar a maqueta do inacreditável Arno Schmidt; em gritar com o Valério [Romão], por causa do atraso no fecho da trilogia; em acertar os detalhes do próximo José Luiz Tavares, a nossa primeira co-edição internacional; em afinar a nossa voz no Festival Silêncio, que animará o Cais Sodré, no final deste mês; em confirmar os momentos abysmo no Folio, de final de Outubro. Não, vou ter que procurar nova distribuidora; garantir que os títulos, pelo menos os mais recentes,

O Estado, apesar de esforços e tentativas por avaliar devidamente, não foi capaz de estimular a leitura, de maneira a enterrar de vez a herança do outro dito Novo. Pior, não assegura a regulação de um mercado esquizofrénico regressam rapidamente às livrarias; retirar o mais depressa possível a minha fortuna do armazém da distribuidora, por via das dúvidas e das manigâncias; ir em busca de apoios concretos; pedir paciência aos credores, começando pelas gráficas, das parceiras mais sacrificadas no estado das coisas; tranquilizar os autores e os colaboradores, explicando com aguda racionalidade que a fuga para a frente nos permitirá atravessar o mar revolto; aguentar as condescendentes pancadinhas nas costas, as piadas acre-doces, os bem-te-disse, as cruezas que desabrocham, perfumadas, como rosas pela manhã, os silêncios de chumbo. Com a revolta tranquilidade do mar, vão chegar, bem sei, os gestos solidários. Neles assenta a convicção de que este abanão, coincidente com o sexto aniversário, pode bem marcar uma nova fase. As ideias fervilham, apesar do cansaço de bolso. Na minha adolescência militante, a chama nascia sempre da palavra e era comum mergulharmos na etimologia em busca dos sentidos que nos impeliam. O mano António [de Castro Caeiro] está onde eu queria estar pelo que não posso, por ora, provar dos sucos inesperados que sempre consegue retirar da tradição. Arriscarei pensar que a crise surge dos meandros da medicina para dizer dos momentos decisivos, o exacto instante que a vida vencia a morte ou, pelo contrário, a decisão tomada era definitiva. Antes da economia nos encher a vida com ela, derivaram outros caminhos, que chegaram, por exemplo, ao crisol: o cadinho que se leva ao lume para purificar o ouro. Talvez se aplique. Falando de sinais. O logotipo da abysmo possui grande biodiversidade, mudando consoante a interpretação do ambiente por quem concebe ou ilustra a obra. Para melhor estabelecer relações entre o que se passa naquelas páginas e os olhares de quem lhes toca. E o espírito da editora. Procurei aquele que melhor reflecte o momento. O mano Luís [Afonso], há seis anos, desenhou um homem a atirar-se para o abysmo do ípsilon. O Luís Talklin, que desenhou a colecção de contos, põe uma figurinha a subir o braço do y, letra que, afinal, centro de todas as leituras. Podiam ambos ser, golpe e contragolpe. Só que o Sal Nunkachov levou o jogo mais longe e ilumina o caminho: uma bifurcação pode transfigurar-se em fisga e atirar-nos longe.


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ANÚCIO DO CONCURSO DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 5 de Setembro de 2017 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação de “Prestação de serviço de emissão de convite aos convidados e acolhimento na área de relações públicas no âmbito do 2.º Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios‧Macau”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry. macaotourism.gov.mo , e fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 22 de Setembro de 2017. Para quaisquer esclarecimentos, os interessados podem, até às 13:00 dia 4 de Outubro de 2017, apresentar o pedido de esclarecimento por escrito, nos Avisos Públicos da Página Electrónica da Indústria Turística de Macau (http://industry.macaotourism.gov.mo) da Direcção dos Serviços de Turismo, sendo as respostas, também, dadas na mesma. O limite máximo do valor global da prestação do serviço é de MOP2.000.000,00 (dois milhões de patacas). Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Experiência do concorrente 35% Preço 30% Introdução da Empresa e currículo da equipa que encarrega o presente projecto 25% Fornecimento de soluções optimizadas para os serviços de acolhimento na área de relações públicas, de acordo com 5% o número 3.2 do Caderno de Encargos Capacidade para acompanhamento e reação às situações do local dos eventos 5% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, no balcão de atendimento, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 13:00 horas do dia 11 de Outubro de 2017, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP40.000,00 (quarenta mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau (n.o 8003911119). O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 12 de Outubro de 2017. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados a concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Setembro de 2017. A Directora Maria Helena de Senna Fernandes

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO

A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 14 de Setembro de 2017 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação do serviço de realização do Espectáculo de Lançamento de Fogo-de-Artifício no Dia da Fraternidade Universal. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, encontrando-se o referido processo igualmente patente no website da Direcção dos Serviços de Turismo (http://industry.macaotourism.gov.mo), podendo os concorrentes fazer “download” do mesmo. O limite máximo do valor global da prestação de serviço é de MOP1.500.000,00 (um milhão e quinhentas mil patacas). Critérios de apreciação das propostas e percentagem: Critérios de adjudicação Factores de ponderação Preço 40% Criatividade - Descrição do tema do espectáculo de fogo-de-artifício - Utilização de tecnologia nova (descrição de utilização de criatividade ou produto específico, ou descrição de 20% efeitos espectaculares) - Descrição do plano do lançamento e dos seus efeitos - Descrição do equipamento a ser utilizado Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço - Plano de transporte dos materiais pirotécnicos - Plano do lançamento 30% - Plano de segurança na operação do lançamento - Mapa do traçado do local do lançamento Experiência do concorrente 10% Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 16 de Outubro de 2017, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais de RAEM ou em inglês, prestar a caução provisória de MOP30.000,00 (trinta mil patacas), mediante 1) depósito em numerário à ordem do “Fundo de Turismo” no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem do “Fundo de Turismo” (número da conta:8003911119). Acto público do concurso, no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício Hotline, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 17 de Outubro de 2017. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o prazo de entrega das propostas e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 15 de Setembro de 2017. A Directora Maria Helena de Senna Fernandes

20.9.2017 quarta-feira

DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 7 de Setembro de 2017 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação da prestação do serviço de organização da “Parada de Celebração do Ano Novo Chinês do ano 2018”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry.macaotourism.gov.mo, e fazer “download” do mesmo. A Sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 25 de Setembro de 2017. O limite máximo do valor global da prestação deste serviço é de MOP18.000.000,00 (dezoito milhões de patacas) Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Preço Coordenação do serviço: - Concepção do “design”, tema e programa da Parada - Plano de coordenação - Plano e desenho de organização das actividades - Número de pessoal necessário para a prestação do serviço Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço - Informações sobre os equipamentos a serem utilizados - Plantas e desenhos da colocação dos equipamentos e dos materiais de decoração (“design” do padrão e planta das localizações) - Plano de produção dos materiais de decoração - Plano de montagem e desmontagem Experiência e competência técnica do concorrente

Factores de ponderação 20% 30%

30% 20%

Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.o andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 12 de Outubro de 2017, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP360.000,00 (trezentas e sessenta mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.o andar pelas 10:00 horas do dia 13 de Outubro de 2017. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 14 de Setembro de 2017. A Directora Maria Helena de Senna Fernandes

Anúncio Concurso Público «Serviços de segurança e vigilância do Edifício do Grande Prémio e da antiga torre de controlo» Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 6 de Setembro de 2017, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para os serviços de segurança e vigilância do Edifício do Grande Prémio e da antiga torre de controlo durante o período de 1 de Janeiro de 2018 a 30 de Junho de 2020. O prazo para a prestação dos serviços é conforme o estipulado no artigo 1 do Anexo V – Normas Técnicas do índice geral do processo de concurso. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo de concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento de $ 500,00 (quinhentas) patacas. Podem ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela internet na área de download da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. Os interessados devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. A sessão de esclarecimento deste concurso público terá lugar no dia 27 de Setembro de 2017, quarta-feira, pelas 10,00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio, sito na Avenida da Amizade n.o 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionada, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora de sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 16 de Outubro de 2017, segunda-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limite para a entrega de propostas acima mencionadas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $ 47 000,00 (quarenta e sete mil) patacas. Caso o concorrente opte pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na RAEM e à ordem do Fundo do Desporto ou deve ser efectuar um depósito em numerário ou em cheque (emitido a favor do Fundo do Desporto) na mesma quantia, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial sita na sede do Instituto do Desporto. O acto público de abertura das propostas do concurso terá lugar no dia 17 de Outubro de 2017, terça-feira, pelas 9,30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento do prazo para a apresentação das propostas por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas acima mencionadas serão adiados para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, aos 20 de Setembro de 2017. O Presidente Substituto, Lau Cho Un


opinião 17

quarta-feira 20.9.2017

LUÍS MONTEIRO in Público

TENTAÇÃO DE SANTO ANTÃO, TRÍPTICO, HIERONYMUS BOSCH (PORMENOR)

Sobre a praxe e o direito a viver no século XXI

N

O passado dia 14 de Setembro, o jornal PÚBLICO noticiou a existência de um “Manual de Sobrevivência do Caloiro”, oriundo da praxe da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). “Servis”, “seres irracionais” e “pseudo-fêmeas” é parte do léxico utilizado para categorizar quem chega pela primeira vez ao Ensino Superior. A praxe está à margem do Estado de Direito? Como escrevi acima, é falacioso fazer este debate assumindo que existem praxes onde morrem pessoas e outras onde não se chega a isso. A chantagem para entregarmos a nossa dignidade em troca de uma mão cheia de coisas que são gratuitas e que encontramos em alguém que se apresenta como potencial nosso amigo é, só por si, crime. Tudo o resto que aconteça para além disto só agrava a situação, não a desculpa. Uma das maiores contradições entre quem defende a praxe passa por se querer distanciar, por exemplo, dos abusos que se

tornam públicos, um pouco por todo o país, mas, ao mesmo tempo, numa altura em que são essas pessoas as que se encontram em melhor situação para denunciar esses mesmos abusos, escolhem sempre defender-se entre si do que expor o ridículo do que se vai passando lá dentro. Talvez por isso, ainda ninguém tenha tido coragem para defender abertamente o conteúdo do tal “Manual do Caloiro” mas se sintam no dever de defender a praxe da sua faculdade. O momento é outro: é o da denúncia. Quem não a faz, é conivente com ela.

O momento é outro: é o da denúncia. Quem não a faz, é conivente com ela Se um conjunto de trabalhadores achar que o assédio moral no trabalho é um mecanismo de integração, não passa a ser legal o patrão fazê-lo. Não se pode consentir que alguém prescinda dos seus direitos e dignidade pessoais. E se hoje, no século XXI, não permitimos que alguém seja assediado no trabalho, na rua, no supermercado, na praia, por que razão é permitimos que isso aconteça na praxe? Há uma ideia feita na sociedade portuguesa: a praxe está à margem do Estado de

Direito. Rege-se por regras próprias, não respondem perante a lei e basta o novo aluno dizer que aceita que tudo se torna possível. Numa relação sempre desigual, tal como se passa na praxe, a lei não proíbe, mas liberta. Proibir a praxe: sim ou não? Sou assumidamente anti-praxe. Mas não tenho para mim que a solução passe por uma qualquer tentativa de proibir ou perseguir quem faz parte destes grupos. No entanto, também acredito que, no dia em que existirem mecanismos suficientes de denúncia e que qualquer estudante que pressione, humilhe, exerça algum tipo de poder sobre o outro seja punido por lei, tal como acontece em todos os outros espaços do dia-a-dia, os alicerces desta prática desabam. Por outras palavras: no dia em que a praxe não for sexista, machista, hierárquica, homofóbica, violenta, deixa de ser praxe. O desconforto sentido entre aqueles que ainda defendem este tipo de práticas reside no facto de o tema ter-se tornado um debate público, deixando de ser tabu. No meio de todo este debate, desde as tentativas de defender o indefensável, continuamos todos à espera de alguém que defenda abertamente o conteúdo do tal “Manual de Sobrevivência do Caloiro” da praxe da FCUP. Ao contrário do que possa parecer, este não é um debate sobre proibições, é um debate sobre liberdades: a maior de todas é poder escolher viver no século XXI.


18 (f)utilidades TEMPO

20.9.2017 quarta-feira

?

AGUACEIROS

O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente

EXPOSIÇÃO | “A MÃO ESCREVENDO SOBRE O OLHAR” – JORGE BARRETO XAVIER Albergue SCM até 28/09

MIN

26

MAX

32

HUM

70-95%

•

EURO

9.61

BAHT

EXPOSIÇÃO | “CHILDREN´S ART LAND” Armazém do Boi até 27/09 EXPOSIÇÃO | “REPRESENTAÇÕES DA MULHER” Museu de Arte de Macau

O CARTOON STEPH

C I N E M A

PROBLEMA 126

UM DISCO HOJE

SUDOKU

DE

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 125

Cineteatro

1.22

ENJOY THE SILENCE

CINEMA | CICLO DE FILM NOIR Cinemateca Paixão | até 24/09

EXPOSIÇÃO “DESTROÇOS” DE VHILS Oficinas Navais, nº. 1 | Até 31/11

YUAN

PÊLO DO CÃO

EXPOSIÇÃO | “WHATEVER YOU MAKE, MAKE IT YOURS” Creative Macau até 23/09

EXPOSIÇÃO “CONSTELLATION” DE NICOLAS DELAROCHE Galeria do Tap Seac | Até 08/10

0.24

“Temos de ir beber um café. Então, depois, diz qualquer coisa. Agora está difícil devido a uma série de circunstâncias, é que tenho estado de coiso e tal e mais não sei o quê, depois ligo-te um dia destes. Vá, vai dizendo qualquer coisa”. Vai dizendo qualquer coisa, talvez das minhas evasões sociais preferidas. Pressupõe progressividade, uma acção que se prolonga no tempo sem ser definida. Qualquer coisa, todas as mensagens servem. A arte de empregar chavões sociais de fuga é algo que não domino e que me paralisa, sem saber o que responder. Sim, eu vou dizendo algo. Hoje digo “beterraba”, amanhã digo “Sri Lanka”, um dia destes digo “supernova”. Tudo se adia para data incerta, mantendo-se em estado de congelamento uma situação social que não se quer líquida, fluída. O que nos mantém neste estado de sustentada insatisfação? Porquê conservar algo que ninguém quer? Talvez a psicologia explique melhor esta passividade agressiva, esta guerra fria que mantemos socialmente desde a morte da autenticidade infantil. Que solidez encontramos na conversa pequena sem conteúdo, que esbarra num beco comunicacional sem saída? Como pode ser desgastante. Esta pequena reflexão recordou-me uma citação do Pulp Fiction: “That’s when you know you’ve found somebody really special. When you can just shut the fuck up for a minute and comfortably share silence”, diz Mia Wallace a Vincent Vega. Nem mais, como na música dos Depeche Mode. João Luz

“IN A TIME LAPSE” | LUDOVICO EINAUDI

“In a Time Lapse” é um álbum produzido pelo famoso pianista italiano Ludovico Einaudi. O álbum conta com 14 temas e foi lançado em 2013. “Time Lapse” é uma das faixas e também está nas mais apreciadas pelo público, principalmente quando é ouvida em concerto. Ludovico Einaudi, nasceu em 1955. O pianista e produtor de música começou a carreira nos anos 80 e é autor de muitas obras que têm como característica inspirarem tranquilidade. É também conhecido pelo sucesso dos espectáculos ao vivo, tanto em Itália como um pouco por todo o mundo. Vitor Ng IT SALA 1

IT [C] Fime de: Andrés Muschietti Com: Bill Skarsgard, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

WOLF WARRIORS 2 [C] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Fime de: Jason Wu

Com: Jason Wu, Qian Yu, Nan Yu 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 3

DANGAL [B] FALADO EM HINDI LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Fime de: Nitesh Tiwari Com: Aamir Khan, Sakshi Tanwar, Fatima Sana Shaikh 14.30, 18.00, 21.00

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Luz; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores António Cabrita; Anabela Canas; Amélia Vieira; António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; João Maria Pegado; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Fernando Eloy; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


ócios/negócios 19

quarta-feira 20.9.2017

YOUNG LIVING MACAU, ÓLEOS ESSENCIAIS SANDI MANHÃO, FUNDADORA

Instrutora de Pole Fitness, Sandi Manhão descobriu os benefícios dos óleos essenciais quando começou a ter tonturas. Daí à abertura de um negócio próprio, em parceria com uma amiga, foi um passo. Dois anos depois, a Young Living Macau existe online e promete benefícios em casos de ansiedade ou alergias

O

uso de óleos essenciais para curar patologias tão diferentes como a ansiedade ou simples alergias tem vindo a ser cada vez mais frequente em Macau, mas não só. Há cerca de dois anos, Sandi Manhão decidiu ela própria apostar neste negócio online depois de ter descoberto os benefícios sozinha. “Sou instrutora de Pole Fitness. Durante muito tempo, quando fazia pole, tinha tonturas bastante violentas e tinha de tomar comprimidos para as tonturas e náuseas. Até que um dia me falaram no óleo essencial Hortelã-Pimenta. Experimentei e fiquei maravilhada com os resultados. Resolveu-me o problema, nunca senti nenhum efeito secundário e consegui voltar à minha vida normal”, contou ao HM. Daí até à criação do grupo “Libélulas Healthy Blends” na rede social Facebook

foi um passo. No início o grupo tinha só dez participantes e visava apenas discutir os benefícios. Hoje tem 900 pessoas a discutir o assunto na rede social e já evoluiu para o negócio Young Living Macau. Sandi Manhão não consegue precisar um preço médio para a venda dos óleos essenciais, pois tudo depende das suas propriedades. “A venda dos óleos da Young Living é feita online e todos têm preços diferentes. Um óleo de Limão tem um preço muito abaixo do de um de Alfazema, por exemplo.” “Para determinar a qualidade e o preço de um óleo essencial, temos de nos preocupar com três características cruciais: pureza, grau e integridade”, frisou ainda. Com base nos pedidos dos clientes, a instrutora de Pole Fitness conta que são muito procurados óleos essenciais que possam curar casos de stress e insónias. “Outras pessoas optam por fazer os seus próprios produtos, sem toxinas e mais naturais, principalmente quando têm filhos”, adiantou.

YOUNG LIVING

Gotas de bem-estar

DIFERENTES E IGUAIS

Por norma, um óleo essencial aplica-se na zona do pescoço ou do nariz, para dar uma sensação quase imediata de bem-estar. Contudo, também pode ser usado para trazer um melhor ambiente à casa. “Cada óleo essencial possui propriedades químicas específicas. Uns ajudam a combater o stress e a ansiedade, outros são regeneradores ou protectores da pele, outros descongestionam as vias respiratórias. As possibilidades são infinitas”, explicou Sandi Manhão. Ainda assim, “nem todos os óleos essenciais são iguais”. “Se quisermos ter o beneficio terapêutico teremos de seleccionar óleos de boa qualidade, não adulterados por substâncias químicas (o que é bastante comum nos óleos comercializados), devem ser de produção orgânica e 100 por cento puros, tendo passado por testes rigorosos e controlo de qualidade desde a produção ao engarrafamento”, acrescentou. Sandi Manhão alerta para o facto da maior parte dos óleos que são vendidos em lojas terem apenas aromas sem que ofereçam “os mesmos benefícios terapêuticos e medicinais”. A criadora da Young Living Macau também utiliza os óleos essenciais “como alternativa saudável aos produtos comuns de limpeza da casa e aos produtos de beleza e de higiene pessoal”. “Substituem a minha farmácia convencional e ainda posso utilizá-los de forma versátil na culinária.”

MUITA PROCURA

Além da rápida expansão da venda de óleos essenciais no território, sobretudo através de

grupos online, estes também têm vindo a ser procurados um pouco por todo o mundo. “Há uma procura generalizada, embora alguns países estejam mais avançados nesta área, como os Estados Unidos e Hong Kong. Na última década surgiu a tendência para uma aproximação mais holística e natural ao nosso dia-a-dia.” O uso de óleos está, assim, associado à procura de estilos de vida mais

“Cada óleo essencial possui propriedades químicas específicas. Uns ajudam a combater o stress e a ansiedade, outros são regeneradores ou protectores da pele.”

saudáveis, algo que se tornou moda. “Estamos mais conscientes da poluição do ambiente, da contaminação dos alimentos com pesticidas e da composição dos produtos de limpeza e higiene com ingredientes tóxicos e nocivos. Há uma maior procura de alimentos biológicos, produtos orgânicos e medicinas alternativas e na sequência disso, os óleos essenciais voltaram a ser procurados e como que redescobertos.” Para Sandi Manhão, qualquer pessoa, independentemente do seu estilo de vida, pode usar óleos essenciais. “Não temos de ser aromaterapeutas para usar óleos essenciais nas nossas casas, basta colocar umas gotinhas no difusor para podermos melhorar a qualidade do ar. A difusão de óleos essenciais, além de proporcionar um ambiente agradável, ainda nos pode ajudar a relaxar ou a ter um sono mais tranquilo”, concluiu. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


Macau merecia mais que uma pandilha de imorais.

Tesoura das ilhas

quarta-feira 20.9.2017

ESPAÇO NOVO INSTRUMENTO PARA DETECTAR PLANETAS POTENCIALMENTE HABITÁVEIS

Um caçador de mundos

AI AUNG SAN SUU KYI FAZ “POLÍTICA DE AVESTRUZ”

NVESTIGADORES do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) participam num projecto internacional que visa criar um novo instrumento capaz de detectar planetas rochosos que orbitem estrelas próximas da Terra e que sejam potencialmente habitáveis. Este novo “caçador de planetas”, designado NIPRS (“Near Infra Red Planet Searcher” ou pesquisador de planetas no infravermelho próximo), será instalado no telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla (Chile), do Observatório Europeu do Sul (ESO), organização astronómica da qual Portugal faz parte, segundo um comunicado do IA divulgado ontem. “O NIRPS vai ser o primeiro espectrógrafo do ESO dedicado a detectar planetas em torno das anãs M, o tipo de estrelas mais abundante na nossa galáxia”, indicou o investigador do IA e da Universidade do Porto (UP), Pedro Figueira. Um espectrógrafo é um equipamento (instrumento) capaz de decompor a luz nas suas várias cores, ou comprimentos de onda (frequências), originando um espectro, considerado o “arco-íris da estrela”, indicou à Lusa o investigador do IA e da Faculdade de

Amnistia Internacional acusou ontem a líder birmanesa Aung San Suu Kyi de “praticar a política de avestruz” em relação “aos horrores” que se verificam na província de Rakhine, no oeste do Myanmar. “Existem provas ‘esmagadoras’ de que as forças de segurança estão envolvidas numa campanha de limpeza étnica”, acrescenta a organização não governamental, reagindo às declarações de Aung San Suu Kyi numa conferência de imprensa realizada ontem, na capital da antiga Birmânia, e que considera insuficientes. A Amnistia Internacional lamenta que a líder de facto do Myanmar e Prémio Nobel da Paz não tenha denunciado directamente o “envolvimento” dos militares que provocaram a fuga de 410 mil pessoas da minoria muçulmana rohingya para o Bangladesh, desde o final do mês de Agosto, preferindo fingir que não existe o problema. A líder de facto do Myanmar prometeu ontem levar ajuda humanitária à região habitada pela minoria muçulmana no estado de Rakhine. Aung San Suu Kyi também se comprometeu a resolver nos tribunais qualquer violação dos direitos humanos que possa ter ocorrido em Rakhine durante a ofensiva militar em resposta a um ataque de militantes rohingya no passado dia 25 de Agosto. A líder da antiga Birmânia fez o anúncio numa conferência de imprensa realizada em Naipidaw na presença de diplomatas, autoridades e jornalistas.

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OUTROS DOMÍNIOS

O NIRPS irá juntar-se ao espectrógrafo de alta resolução HARPS,

um “caçador de planetas” também instalado no telescópio ESO de 3,6 metros do Observatório de La Silla, estendendo as capacidades de observação deste para o infravermelho, lê-se na nota informativa. Segundo Nuno Cardoso Santos, o NIRPS vai complementar dados do actual HARPS, tornando possível observar simultaneamente no infravermelho. A observação no infravermelho possibilita o acesso a um outro domínio espectral, que permite “fazer ciência nova”, sublinhou o investigador. Neste projecto, o IA participa na definição da parte científica e na construção e instalação do subsistema ADC (“Atmospheric Dispersion Corrector”), que tem como função “corrigir a dispersão causada pela atmosfera e, desse modo, permitir atingir os requisitos de precisão que estão definidos para o NIRPS”, disse por seu lado Alexandre Cabral, investigador do IA e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O consórcio responsável pela criação do NIRPS é liderado pelas universidades de Montreal, no Canadá, e de Genebra, na Suíça.

A

André Couto já regressou a Macau Após ter estado deitado na mesma posição sete semanas, piloto voltou a andar

muito melhor.”, disse André Couto, ontem, ao HM. “Sinto sinais muito encorajadores na recuperação. Mas mesmo assim, vejo que estou muito longe de poder voltar a competir. Por exemplo, agora faço a maior parte das coisas do dia-a-dia, mas tenho de evitar encontrões na rua ou estar numa situação em que preciso de fazer movimentos mais brusco para me equilibrar, quando estou a andar”, explicou.

“Também não me posso dobrar para a frente ou para trás, ou fazer movimentos laterais”, frisou.

PARA DURAR

Ontem, quando falou com o HM, André Couto tinha acabado de realizar uma sessão de fisioterapia, ritual que se vai mandar durante mais alguns meses. “Só estou a andar porque tive a treinar em sessões de fisioterapia. Depois de sete

semanas deitado sempre na mesma posição, quando uma pessoa se volta a levantar, fica tonta e sente-se esquisita. Também os músculos ficam atrofiados”, recordou. No próximo mês, André Couto vai regressar a Hong Kong para uma nova avaliação da fase da recuperação. Apesar disso, em Novembro, o piloto não vai perder a oportunidade de assistir ao Grande Pré-

mio de Macau: “Claro que não vou faltar. Mesmo no hospital assistia a corridas de Fórmula 1, Moto GP, DTM. É sempre tempo bem passado”, apontou. André Couto, de 40 anos, sofreu um acidente no Autódromo Internacional de Zhuhai, após ter uma forte saída de frente, durante uma corrida do Campeonato Chinês de GT. Na sequência do embate, fracturou a vértebra L1. HM

GONÇALO LOBO PINHEIRO

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NDRÉ Couto regressou a casa, na sexta-feira, depois de passar várias semanas em Hong Kong, onde esteve a recuperar de um acidente sofrido no início de Julho. Nesta fase o piloto já consegue andar sem qualquer auxílio, mas ainda tem pela frente uma longa recuperação, antes de poder voltar a sentar-se num carro de competição. “Voltei a casa na sexta-feira, mas ainda estou limitado. Só que já me posso mexer e consigo deslocar-me sem qualquer ajuda ou apoio, o que faz com que me sinta

(radial) da estrela, originadas pelo movimento que a órbita desses planetas imprime na estrela. “Se a estrela tiver um planeta à volta, o seu movimento é perturbado. Medindo a velocidade da estrela dia após dia, podemos ver se esta se move em torno do planeta”, explicou Nuno Cardoso Santos.

NASA, ESA, AND Z. LEVY (STSCI)

I

Ciências da Universidade do Porto (FCUP), Nuno Cardoso Santos. O NIRPS, que entrará em funcionamento no último trimestre de 2019, irá medir velocidades radiais de estrelas anãs vermelhas, para detectar planetas rochosos do tipo terrestre, que sejam potencialmente habitáveis. O Método das Velocidades Radiais detecta exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) medindo pequenas variações na velocidade


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Hoje Macau 20 SET 2017 #3900 by Jornal Hoje Macau - Issuu