gonçalo lobo pinheiro
Director carlos morais josé
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s e g u n d a - f e i r a 2 d e m a r ç o d e 2 0 1 5 • ANO X i v • N º 3 2 8 1
liga de elite
Preconceito estraga a festa
hoje macau
desporto página
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UM Eventuais medidas imobiliário Chefe “sem para eventuais riscos condições” para actuar Página 7
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hojemacau Olavo rasquinho, secretário-geral do comité dos tufões
O prest gio para alem dos casinos ´ ´
O secretário-geral do Comité dos Tufões está de partida. Ao fim de vários anos Olavo Rasquinho deixa o cargo que passará a ser assumido por um representante chinês. Uma escolha pouco consensual, ao contrário do nome de António Viseu em representação de Macau, que, segundo o ainda secretário-geral “tinha muito boas condições para ser proposto”. Ao fim de oito anos sem conseguir falar com o Governo, Olavo Rasquinho deixa no ar um recado: Macau poderia ser um centro técnico e científico. Não pelo dinheiro mas pelo prestígio.
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entrevista páginas 2-3
entrevista
O novo secretário-geral do Secretariado do Comité dos Tufões será chinês, depois de uma eleição que esteve longe de ser consensual. Mas Olavo Rasquinho garante que o nome de António Viseu para lhe suceder reuniria maior consenso no seio dos 14 países membros. O ainda secretário-geral considera “um erro grave” do Governo a desistência da representação regional da Organização Meteorológica Mundial na RAEM
“Sente-se, de facto, o reflexo das rivalidades políticas. Não deveria sentir-se, mas sente-se. Nas questões técnicas verifica-se por vezes uma certa não concordância em alguns aspectos entre a China, o Japão, Estados Unidos e Vietname”
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Olavo Rasquinho, secretário-geral do Comité dos Tufões, está de saída
“O diálogo com o Governo Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
hoje macau
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Deixa oficialmente o cargo de secretário-geral deste Comité a 15 de Março. Que balanço faz dos oito anos que esteve à frente do cargo? Foi um trabalho bastante intenso e muito positivo, na medida em que houve várias inovações. Uma delas foi rever toda a legislação do Comité. Também iniciámos uma série de publicações técnicas. Temos elementos dos 14 países membros do Comité, mas a China está muito em vantagem em termos de votações e decisões, muitas vezes críticas, porque Hong Kong e Macau nunca iriam votar contra um ponto de vista da China. Esta é uma organização inter-governamental e, apesar de Macau ser um membro como outro qualquer, tudo o que for uma decisão a nível internacional não pode ir contra o ponto de vista de Pequim. Houve muitas situações, não de falta de consenso, mas de ocorrência de confrontos diplomáticos devido a essa vantagem? Sente-se, de facto, o reflexo das rivalidades políticas. Não deveria sentir-se, mas sente-se. Nas questões técnicas verifica-se por vezes uma certa não concordância em alguns aspectos entre a China, o Japão, Estados Unidos e Vietname. Isso reflectiu-se no último ano, em que houve uma situação muito delicada, na medida em que eu pedi para sair, porque queria reformar-me. Macau propôs alguém para me substituir, que viria da China. O que é normal, porque penso que Macau ouviu a China, por se tratar de um assunto internacional. Macau e China concordaram num elemento muito válido, um meteorologista da Administração Meteorológica da China (China Meteorological Administration), mas alguns países não gostaram, como o Japão e os Estados Unidos. Consideraram que deveria ter havido uma maior consulta a todos os países membros? Consideraram que ia criar um certo desequilíbrio. Eles nunca deram uma justificação, mas deduz-se facilmente. O Comité dos Tufões é um dos cinco órgãos à volta do mundo onde há ciclones tropicais, que faz parte do Programa de Ciclones Tropicais (Tropical Ciclone Programme), da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Então alguns países consideraram um peso excessivo para a China, porque o director desse programa é chinês e o Secretariado do Comité dos Tufões está em Macau. Agora, o novo secretário-geral vai ser chinês. Principalmente o Japão reagiu negativamente. Pediram que fosse prolongado o período de aceitação da candidatura de Macau, feita há cerca de um ano, e depois foi lançado o aviso a todos os membros de que, se quisessem apresentar candidaturas alternativas, tinham cerca de um mês para o fazer. Mas o Japão e os EUA consideraram que um mês era muito pouco. Como é óbvio a China não queria estender esse período, outros países também não queriam. E
como não havia consenso, tive de pedir directivas ao nosso presidente honorário. Aumentou-se o período, houve uma consulta a todos os membros do Comité e acabou por ganhar a opção votação por correspondência. E votação porquê? Porque para aumentar a confusão, houve um país, as Filipinas, que propôs para candidato um meteorologista que trabalha aqui, em Macau. Mas Macau não aceitou, porque já estava acordada a candidatura do meteorologista da China. Isso gerou uma grande confusão. O presidente do Comité deu instruções para aceitar a candidatura feita pelas Filipinas, pelo que houve dois candidatos. Acabou por vencer o da China.
Como vê essa escolha? É um bom substituto? Penso que sim, ele tem um currículo com muita experiência internacional. E é um meteorologista com longa prática. Considero-me bem substituído. Mas se Macau tivesse nomeado um meteorologista daqui, pressuponho que não havia problema nenhum, porque no passado foi assim. Acredita que o facto do novo secretário-geral ser da China, e tendo em conta as questões diplomáticas que já existem com o Japão e Filipinas, vai ser mais difícil chegar a um consenso no Secretariado? Depende da maneira dele actuar.
entrevista 3
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não aconteceu” “Macau não teria ninguém para propor? Acho que tinha: António Viseu. Era o subdirector [dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos] e foi ele que trouxe o Secretariado do Comité para Macau. Acho que ele tinha muito boas condições para ser o nome proposto” Seria o nome ideal? Diria que seria aceite. Não quer dizer que seja melhor que o secretário eleito, mas era local. Macau é parte da China e a China deve ter dado a sua opinião. E este é um lugar que, apesar de ser um secretariado técnico, é, em certa medida, de prestígio. Macau alcançou bastante prestígio nos últimos anos desde que tem aqui instalado o secretariado, porque tem sido um membro muito activo.
Se for muito evidente que ele não é neutro e que pende mais para a China do que para outro país, é natural que os outros países protestem. Mas este é um Comité essencialmente técnico, pelo que não lhe será difícil ser isento. Uma coisa é certa: vai ser muito observado pelos países que não concordaram. Mas Macau não teria ninguém para propor? Acho que tinha: António Viseu. Era o subdirector [dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos] e foi ele que trouxe o Secretariado do Comité para Macau. Acho que ele tinha muito boas condições para ser o nome proposto. E não levantaria celeuma nenhuma, porque os restantes países ainda se lembram bem dele.
O Secretariado lida, em termos técnicos, com dados na prevenção de tempestades. Há ainda muitas discrepâncias no tratamento de dados e prevenção no seio destes membros? Sem dúvida alguma. Há países avançados - como os EUA, Japão, República da Coreia, China - a nível tecnológico e prevenção. Depois há países menos avançados como o Camboja e países intermédios como o Vietname. As Filipinas têm uma longa experiência porque tiveram o secretariado durante 36 anos e como são constantemente fustigados por tufões estão muito bem preparados. Mas há grandes discrepâncias e, para as diminuir, implementámos um projecto que abrange não só os países do Comité dos Tufões mas os países da zona do Oceano Índico. Normalmente são mais atrasados em termos de meteorologia. E quando é que começou esse projecto? Começou em 2013 e está em vias de terminar em Maio deste ano. Foi um dos grandes feitos na
área técnica desde que o Comité está em Macau, um projecto que não só envolvesse os membros do Comité mas abrangesse os membros da organização irmã do Oceano Índico. Estamos na fase de terminar esse projecto e já estamos a fazer o manual. Tem práticas muito bem estruturadas, para os serviços meteorológicos não hesitarem quando há um tufão a aproximar-se. Foi a primeira vez que o Comité dos Tufões teve um projecto que abrangeu duas zonas. Está a ser tão bem sucedido, que o ESCAP (Comité Económico e Social das Nações Unidas para a Ásia-Pacífico) ficou tão entusiasmado com este projecto que quer fazer uma segunda fase. Estávamos a falar das discrepâncias entre os países. A China é um país avançado nesta área. E Macau? Tem vindo a fazer uma boa evolução ao longo destes anos? Mesmo durante o tempo da Administração portuguesa era um serviço meteorológico que não envergonhava ninguém. Seguia os padrões internacionais e quando Macau passou para a China continuou com o mesmo tipo de práticas. Macau continuou a manter um bom nível de meteorologia, tem-se adaptado aos tempos modernos, adquirindo novos equipamentos, temos um sensor que mede a altura das águas, quando há marés de tempestade. E foram instalados mais nas zonas baixas de Macau susceptíveis de serem afectadas. Mas podia-se fazer mais? Podia. O quê? Macau poderia ser um centro técnico e científico. Isso não traria dinheiro, mas daria prestígio. As pessoas que trabalham nesta área têm de Macau uma ideia de que isto já não é só casinos. E tenho receio que Macau não esteja a aproveitar este prestígio. Por exemplo, a Organização Mundial
de Meteorologia (OMM), que é uma agência especializada da ONU, pretendia instalar na Ásia uma representação regional. Havia potenciais candidatos - Singapura, Indonésia, Coreia e Macau. A OMM estava entusiasmada com Macau, devido ao bom exemplo do Secretariado. Mas Macau deixou de estar interessado e considero isso um erro muito grande. Daria prestígio na área técnico-científica e reforçaria o prestígio que Macau já alcançou. Porquê? Se calhar são recursos humanos. Não será falta de visão também? (Risos). Os recursos humanos seriam fornecidos pela OMM. Evidentemente que é falta de visão, de agressividade no bom sentido. Graças a essa agressividade, com o António Viseu, o Comité veio para cá. Fiquei surpreendido que não fosse o candidato, até porque a OMM recomendou António Viseu como futuro secretário-geral. Não sei se foi apresentada à China essa hipótese. As relações com o Governo têm sido boas ao longo destes anos? Eu tentei várias vezes falar com o Governo mas não consegui (risos). Numa entrevista em 2009 disse que havia demasiados intermediários e que era bom que não os houvesse. Pois. O diálogo deveria ser entre o Secretariado e o Governo, mas este chutou sempre a bola para os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (dirigidos por Fung Soi Kun). Nunca consegui falar directamente com o Chefe do Executivo ou Secretário da tutela. O diálogo com o Governo de Macau não aconteceu. Só recentemente,
“Macau alcançou bastante prestígio nos últimos anos desde que tem aqui instalado o secretariado, porque tem sido um membro muito activo”
Comité dos Tufões em Macau até 2018 Segundo confirmou Olavo Rasquinho ao HM, o Secretariado do Comité dos Tufões irá ficar sediado em Macau até 2018, estando na calha uma possível candidatura da Coreia para receber a sede. “Os membros achavam que o Secretariado estava a funcionar bem e perguntaram ao Governo de Macau se poderia ficar mais quatro anos. O Governo de Macau concordou. Chegou-se ao fim dos oito anos e os membros pediram para ficar, apesar de haver um país interessado, que é a Coreia. O Secretariado vai estar aqui pelo menos 12 anos, estendeu-se o período por mais quatro anos até 2018. Depois se verá se a Coreia está ou não interessada. Portanto a Coreia é um bom exemplo de um país que se quer promover instalando organizações técnico-científicas ligadas às ONU.”
“Macau poderia ser um centro técnico e científico. Isso não traria dinheiro, mas daria prestígio. As pessoas que trabalham nesta área têm de Macau uma ideia de que isto já não é só casinos. E tenho receio que Macau não esteja a aproveitar este prestígio” com o ex-Secretário para a Segurança, Cheong Kuok Vá, que me convidou para almoçar. E disse que finalmente tinham um funcionário que poderiam ceder na área da protecção civil. Algo que também não tinham. Pedi, há oito anos, logo no início. Na altura responderam que não tinham ninguém com o perfil. E era normal que não tivessem. Se tivesse tido oportunidade de reunir directamente com o Chefe do Executivo ou Secretário, que assuntos seriam prementes na agenda? O assunto que propus ao doutor Fung [Soi Kun]: dar a este Secretariado um estatuto semelhante ao da ONU. Apesar de ter sido criado por duas agências da ONU, não segue as suas regras [e isso] só traria vantagens. O fundo de maneio que Macau nos deu não seria suficiente para implementar todas as regras, mas poderia funcionar melhor. E porquê? Se pudéssemos contratar técnicos de acordo com as regras da ONU, poderíamos ter sempre melhores candidatos. Mas Macau foi, até agora, o membro que mais apoiou o Comité, na medida em que lhe deu uma sede, um fundo de maneio que dá para pagar aos funcionários e nos dá independência, deixa-nos actuar. Macau deu boas condições, mas ainda estão longe do ideal. Apesar de sempre ter trabalhado nesta área, na parte técnica, perguntava se Macau tem condições para lidar com uma tempestade tropical que tenha consequências mais graves, ao nível dos hospitais e da protecção civil. Está bem organizado em termos de protecção civil e vigilância meteorológica e as entidades estão bem conectadas. Os equipamentos de vigilância são modernos. Ao nível dos hospitais, já estará mais ligado à protecção civil, mas Macau está bem preparado.
política
A deputada Melinda Chan referiu no hemiciclo que é preciso alterar a actual composição do Conselho Permanente de Concertação Social em nome de uma maior representatividade dos trabalhadores. Mas o Governo rejeita estas acusações e afirma fazer o máximo para atingir o consenso
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CPCS DSAL rejeita acusações de falta de representatividade
Contra a palavra de Melinda tiago alcântara
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Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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udo começou com a prolongada discussão sobre as alterações à actual Lei das Relações do Trabalho, quanto ao valor das indemnizações por despedimentos sem justa causa. A deputada directa Melinda Chan considerou que a actual composição do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) já não é representativa dos interesses dos trabalhadores. Mas ao HM, o director dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Wong Chi Hong, refuta essa posição. “Actualmente os representantes das partes empregadora e trabalhadora são provenientes de
associações patronais e laborais com representatividade em Macau”, garantiu o organismo em resposta escrita. A DSAL considera ainda que “na realidade, o CPCS já se tornou numa importante plataforma de comunicação e concertação entre empregadores, trabalhadores e Governo, sendo esse mecanismo benéfico para as duas partes atingirem o consenso e o equilíbrio na área da política do trabalho e da segurança social”. Além disso, a entidade tem vindo a contribuir,
“Os representantes das partes laboral e empregadora pertencem apenas a determinadas associações. É necessário rever e reformar o CPCS, tal como aumentar o número de membros do Conselho ou implementar um novo regime consultivo” Melinda Chan Deputada
Chui Sai On em Pequim para APN
O Chefe do Executivo, Chui Sai On, estará em Pequim entre os dias 4 a 7 de Março, para assistir à abertura da terceira sessão da 12ª. Assembleia Popular Nacional (APN), que se realiza no dia 5 de Março. Na capital, o Chefe do Executivo vai ainda ter um encontro com o presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochuan.
na opinião do organismo do Executivo, “para a criação de relações laborais estáveis e harmoniosas e consequente promoção do desenvolvimento económico de Macau e manutenção da estabilidade social”. No debate de 13 de Janeiro os deputados Kou Hoi In e Melinda Chan chegaram mesmo a pedir a retirada da lei da Assembleia Legslativa (AL) e respectivas alterações, até se atingir um maior consenso. Isto porque foi o Governo que acabou por se chegar à frente com a proposta de aumento de 14 para 20 mil patacas, algo que, segundo muitos deputados, é recorrente acontecer no seio do CPCS.
Esbater diferenças
Ao HM, a DSAL não assume que essa seja uma situação comum. “Quando, na fase de discussão, surgem divergências de opinião entre as duas partes, o Governo envida os seus esforços para di-
“Actualmente os representantes das partes empregadora e trabalhadora são provenientes de associações patronais e laborais com representatividade em Macau” direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais
minuir essas diferenças, na perspectiva de se atingir o consenso e o equilíbrio dos interesses das partes trabalhadora e empregadora e, desse modo, estabelecer uma política que sirva os interesses de ambas as partes”, lê-se na resposta do organismo. O HM tentou contactar a deputada Melinda Chan de forma a obter uma reacção à posição da DSAL, mas até ao fecho desta edição não foi possível. Numa interpelação escrita entregue ao Governo, a deputada voltou a lançar os dados da discórdia. “Os representantes das partes laboral e empregadora pertencem
apenas a determinadas associações”, escreveu, apontando que há áreas laborais que não estão cobertas pelo CPCS. “É necessário rever e reformar o CPCS, tal como aumentar o número de membros do Conselho ou implementar um novo regime consultivo”, apontou. A DSAL nada disse ao HM sobre as possibilidades de mudança. Actualmente, o CPCS é composto por 14 membros, incluindo Vong Kok Seng, representante da parte empregadora e da Associação Comercial de Macau, e Cheong Man Fun, representante da parte laboral e da Federação das Associações dos Operários de Macau.
Planeamento Urbanístico Engenheiro sugere criação de Direcção
W
u Chou Kit, presidente da Associação de Estudo de Engenharia Civil e Estrutural, sugere
ao Governo que crie uma Direcção do Planeamento Urbanístico e não se fique apenas pelo actual Conselho Consultivo. Em declarações ao Jornal Ou Mun, o especialista considera que deveria haver mais medidas a longo-prazo, uma vez que, defende, o aumento de número de
turistas e trabalhadores não residentes traz problemas de sobrecarga de habitação, instalações públicas e transportes. Wu Chou Kit considera que, devido ao desenvolvimento acelerado de Macau, o Governo necessita de alterar o pensamento actual. “O Conselho Con-
sultivo do Planeamento Urbanístico é apenas um órgão consultivo, não tem poder. Mas, no território, deve haver um planeamento a longo prazo em relação à utilização de terrenos, espaços públicos e instalações, bem como de desenvolvimento dos novos aterros”, apontou,
sugerindo que seja criada uma “direcção” ou “departamento” especializado, como na cidade vizinha de Hong Kong, o que, na sua opinião, faz com que a população perceba a distribuição de todos os espaços e que os investidores se preparem para desenvolver mais prédios.
política 5
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Imobiliário Chui Sai On não quer agir para já
“Não há condições”
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
C
hui Sai On não vai agir face aos problemas sentidos no imobiliário em Macau. É o próprio Chefe do Executivo quem o assegura, dizendo que não há condições para o fazer. Em comunicado, que cita o líder do Governo numa ocasião pública, Chui Sai On foi questionado sobre as políticas levadas a cabo para fazer face ao preço demasiadamente elevado do imobiliário. O Chefe do Executivo considera que já há medidas suficientes actualmente, uma vez que, como relembrou, foram lançadas já medidas “relacionadas a instituições financeiras de crédito hipotecário, impostos, entre outras”. Ainda que admita que, conforme o estudo efectuado pelo anterior Secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, o preço do imobiliário está excessivamente alto – “e que o Governo também auscultou muitas opiniões que defendem que os altos preços do sector criam pressões na capacidade de compra dos residentes” – Chui Sai On diz que esta altura não é oportuna. “Não há condições para alterar as medidas para fazer face aos preços demasiado elevados do imobiliário”, aponta Chui Sai On. “Neste momento, não há condições para alterar ou cessar imediatamente as medidas vigentes, incluindo actualização dos impostos e das percentagens de hipoteca.” Assim, o líder do Executivo diz que “neste momento não promete agir imediatamente em função das medidas para o mercado imobiliário lançadas anteriormente” e adianta apenas que o Governo irá ter em conta os dados estatísticos do corrente mês para definir uma previsão económica e fazer uma análise à situação económica geral do território, cujo resultado será divulgado “em breve”.
Esperemos que sim
Recorde-se que o número de casas vendidas caiu 55,6% em Janeiro,
Reforma Política Ho Iat Seng sugere Lei da RPC como referência
O
presidente da Assembleia Legislativa (AL), Ho Iat Seng, considera que a revisão da Legislação da República Popular da China (RPC) teve bastante atenção na forma de criação de um sistema jurídico com novas ideias, pelo que o responsável considera que Macau deveria usá-la como referência. Ho Iat Seng relembra que este ano foi designado como um “ano crítico de reforma aprofundada no interior da China”, sendo que a revisão da Lei Nacional é uma das agendas no Congresso Nacional do Povo Chinês e na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Em declarações ao Jornal Ou Mun, o também deputado do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional considera que o estado consolidou bem os trabalhos de legislação. “Uma nova ideia da Lei Nacional é que quando os regulamentos administrativos forem legislados como leis, revogando os originais regulamentos, é mais científico do que acontece em Macau, onde se mantêm muitos regulamentos administrativos em vigor depois de serem legislados, o que causa conflitos entre os regulamentos e as leis.”
gcs
Está à sorte do destino o desenvolvimento do mercado imobiliário, uma vez que, para já, “não há condições” para implementar medidas que possam controlar os altos preços do imobiliário
Administração pública Reestruturação foca na sobreposição de funções
face ao período homólogo de 2014, com o preço médio por metro quadrado a subir 1,8% para 85.717 patacas. O preço médio por metro quadrado das fracções transaccionadas destinadas à habitação aumentou 1,8% e a maior
parte das casas vendidas situou-se na península de Macau (277), sendo que a ilha de Coloane continua a apresentar o preço médio por metro quadrado mais elevado, fixado no primeiro mês do ano em 121.746 patacas.
“Neste momento, não há condições para alterar ou cessar imediatamente as medidas vigentes, incluindo actualização dos impostos e das percentagens de hipoteca” Chui Sai On Chefe do Executivo
Apesar de assegurar que a política de habitação do Governo foi sempre “tentar alcançar o bem-estar da população” – sendo que Chui Sai On afirma que este é “o objectivo de trabalho” da Administração -, Chui Sai On diz apenas “esperar” que o mercado imobiliário se possa desenvolver “de forma saudável”. A única medida concreta para isso, diz ainda, é “empenhar-se na procura de mais terrenos e resolver a questão dos terrenos abandonados” para construir mais habitação pública.
A Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, assegura que a sobreposição de funções de alguns serviços públicos é a questão prioritária a resolver no decorrer da simplificação estrutural da Administração Pública que está já em curso. A afirmação teve lugar na passada sexta-feira, quando a dirigente explicou que o processo terá duas fases: a primeira vai tratar de rever e analisar as funções “de carácter consultivo” e de avaliar a “razoabilidade do aproveitamento de recursos” na criação de secretariados. De acordo com comunicado do gabinete da Secretária, a segunda etapa da reestruturação vai incidir na análise e revisão das funções de outros serviços públicos. Não foram fornecidos, no entanto, mais pormenores sobre os mesmos. O mesmo documento refere que a política empregue por Sónia Chan é a de “dar prioridade às matérias mais urgentes”, sendo por isso mesmo prioritária a análise da sobreposição de funções na Administração.
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NOTIFICAÇÃO EDITAL (Exercício do direito de defesa)
N.º11/2015
Considerando que não se revela possível notificar, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, o infractor suspeito, HUERTAS, EDWIN PETALCORIN, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, Lurdes Maria Sales, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 2 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 52/99/M, de 4 de Outubro, conjugado com o artigo 94.º do mesmo Código, à notificação do referido infractor suspeito, para no prazo de 15 (quinze) dias, exercer os seus direitos de audiência e de defesa por escrito quanto às seguintes eventuais infracções ou de rectificação a seguir indicadas : 1. O infractor suspeito não celebrou um contrato de trabalho escrito com a extrabalhadora não residente ISLA ELIZABETH PUA, durante o período de relação do trabalho, infringindo assim no n.º 1 do artigo 23.º da Lei n.º 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes. Do facto acima referido, nos termos da alínea 1) do n.º 2 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, é punida com multa de MOP$5.000,00 a MOP$10.000,00 (Cinco mil a dez mil patacas) por cada trabalhador em relação ao qual se verifica a infracção); 2. O infractor suspeito pagou em numerário a remuneração da trabalhadora não residente ISLA ELIZABETH PUA durante o período de relação de trabalho, não tendo feito o pagamento da remuneração à ex-trabalhadora, por meio de depósito à ordem de instituição bancária da RAEM, infringindo assim no artigo 27.º da Lei n.º 21/2009 - Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes. Do facto acima referido, nos termos da alínea 4, do n.º 2 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, é punida com multa de MOP$5.000,00 a MOP$10.000,00 (Cinco mil e dez mil patacas) por cada trabalhador em relação ao qual se verifica a infracção. 3. O infractor suspeito não ter entregue os recibos de pagamento da remuneração à ex-trabalhadora ISLA ELIZABETH PUA, durante o período da relação de trabalho, infringindo assim no n.º 6 do artigo 63.º da Lei n.º 7/2008 - Lei das Relações de Trabalho, conjugado com artigo 20.º da Lei n.º 21/2009 - Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes.
Do facto acima referido, nos termos da alínea 9) do n.º 1 do artigo 88.º da Lei n.º 7/2008 – Lei das Relações de Trabalho, é punida com multa de MOP$5.000,00 a MOP$10.000,00 (Cinco mil a dez mil patacas) por cada trabalhador em relação ao qual se verifica a infracção.
No mesmo tempo, quanto aos factos infringidos previstos nos n.ºs 1 a 3 do artigo 32.º da Lei n.º 21/2009 – Lei da Contratação de Trabalhadores Não Residentes, de 15 de Outubro, e de acordo com a alínea 1, nº 1, do artigo 33º, da mesma Lei, o infractor suspeito pode ser aplicado sanções acessórias (revogação de todas ou parte das autorizações de contratação de trabalhadores não residentes concedidas, acompanhada da privação, pelo período de seis meses a dois anos, do direito de pedir novas autorizações.) Face ao exposto, o referido infractor suspeito deve, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte ao da publicação do presente edital, exercer o seu direito de defesa por escrito ou de rectificação, podendo deslocar-se, dentro das horas de expediente, ao DIT, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, para levantar a devida nota de culpa e consultar o processo em causa (n.º 5820/2014). Decorrido o referido prazo, e na falta da entrega de defesa por escrito ou de rectificação sobre a matéria para o devido efeito, o DIT irá aplicar a multa ao referido infractor suspeito. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, aos 18 de Fevereiro de 2015. A Chefe de Departamento, Lurdes Maria Sales
NOTIFICAÇÃO EDITAL N.º 12/2015 (Reparação coerciva)
Lurdes Maria Sales, Chefe do Departamento de Inspecção do Trabalho, manda que se proceda, nos termos do n.º 3 do artigo 9.º e do artigo 11.º do Regulamento Administrativo n.º 26/2008, de 18 de Dezembro – Normas de funcionamento das acções inspectivas do trabalho, conjugados com os artigos 58.º, n.º 2 do artigo 72.º e n.º2 do artigo 136.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, à notificação do transgressor do auto de notícia n.º 14/0708/2015, de 30 de Janeiro de 2015, o empregador HUERTAS, EDWIN PETALCORIN, para no prazo de 15 (Quinze) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte à da publicação do presente édito, proceder ao pagamento da multa aplicada no aludido auto, no valor de Mop$30.000,00 (trinta mil patacas), por prática da transgressão laboral prevista no artigo 20.º da Lei n.º 21/2009 – Lei da contratação de trabalhadores não residentes, conjugado com o nº 3 do artigo 62.º, o n.º2 do artigo 43.º e o n.º 2 do artigo 45.º, todos da Lei n.º 7/2008 – Lei das relações de trabalho, de 18 de Agosto, e punida nos termos da alínea 6) do n.º1 e alínea 2) do n.º 3, todos do artigo 85.º da Lei n.º 7/2008. Sendo de acordo com o artigo 87.º da Lei n.º 7/2008, a pena de multa prevista na alínea 6) do n.º 1, do artigo 85.º é convertível em prisão nos termos do Código Penal. Por outro lado, o notificado deve, no mesmo prazo, proceder ao pagamento da quantia em dívida e compensação à trabalhadora não residente ISLA ELIZABETH PUA, no valor de Mop$28.346,70 (vinte e oito mil, trezentas e quarenta e seis patacas e setenta avos), devendo ainda, nos 5 (Cinco) dias subsequentes ao do termo do atrás citado prazo, fazer prova do pagamento efectuado. A cópia do auto, a notificação, o mapa de apuramento da quantia em dívida à referida trabalhadora não residente e as guias de depósitos deverão ser levantados, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, Edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, sendo facultada a consulta do processo n.º 5820/2014. Decorridos os prazos, sem que tenha sido dado cumprimento à presente notificação, seguir-se-á a tramitação judicial, com a remessa do auto ao Juízo. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais - Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 16 de Fevereiro de 2015,. A Chefe do Departamento, Lurdes Maria Sales
sociedade
hoje macau segunda-feira 2.3.2015
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
Universidade de Macau (UM) já entregou o relatório de resposta à análise do Comissariado de Auditoria (CA) e não coloca de parte a hipótese de extinguir o Instituto de Investigação em Zhuhai. Num comunicado, a universidade assegura que vai tomar as medidas necessárias para “eliminar potenciais riscos”, ainda que mantenha a sua firme convicção de que está de acordo com a lei no que à entrega de casas a professores diz respeito. “À luz das questões e sugestões levantadas pelo CA, a UM irá tomar medidas para eliminar eventuais riscos”, começa por apontar a instituição, acrescentando que vai propor ao Governo alterar o tipo de registo e modo de gestão do instituto, que o CA considerou ilegal. A universidade diz que vai recorrer ao mecanismo de cooperação entre Guangdong e Macau, mas assegura que, caso nem isso funcione, há a possibilidade de extinção do instituto.
UM Relatório de resposta ao CA. Instituto em Zhuhai pode vir a ser extinto
Remediar com hipóteses
nistração da UM discutiu e reflectiu profundamente sobre o assunto e irá analisar novamente os critérios para a atribuição do alojamento e estudar, em particular, a questão da prioridade, no que diz respeito à atribuição de apartamentos, dada aos trabalhadores que têm casa em Macau”. Recorde-se que alguns dos professores tinham cinco apartamentos. A UM assegura que pretende apresentar, “com a maior brevidade possível”, uma proposta para aperfeiçoar o regime.
gonçalo Lobo pinHeiro
O encerramento do Instituto de investigação da UM em Zhuhai é uma das hipóteses em cima da mesa se não se encontrar forma de legalizar a sua criação. É o que consta do relatório da UM sobre o CA. A instituição diz que vai rever tudo
“Caso se verifique a inviabilidade desta solução, a UM irá considerar a possibilidade de encerrar aquele instituto.” Recorde-se que o CA considerou o Instituto de Investigação da UM em Zhuhai como um risco, uma vez que a UM – na forma como está criada a instituição – não pode participar na gestão e controlo do Instituto “por falta de cobertura legal”, o que “comporta graves riscos”. Também conforme avançou o HM, a criação do Instituto terá violado a Lei Básica, como garantiram juristas, já que usaram dinheiro da RAEM na China continental sem autorização do Executivo e do Governo Central, entre outras situações. Sobre isso, a UM nada diz, mas sobre as acusações do CA de que a instituição de ensino não tem poder sobre o instituto, assegura que não é bem assim. “No dia 18 de Março de 2014, a UM criou uma comissão fiscalizadora especial, destinada a estabelecer orientações para o funcionamento deste instituto e a reforçar a monitorização e
“À luz das questões e sugestões levantadas pelo CA, a UM irá tomar medidas para eliminar eventuais riscos” controlo das suas actividades de exploração e financeiras. Mais, com o intuito de reforçar o controlo da UM sobre este instituto, as duas partes celebraram, no passado dia 1 de Dezembro de 2014, um acordo para assegurar a titularidade da UM sobre os projectos de investigação realizados naquele instituto, assim como sobre os consequentes direitos de propriedade intelectual. Ou seja, pertence à UM a totalidade dos resultados de investigação publicados por aquela instituição, assim como os direitos de propriedade intelectual, tais como as patentes registadas. De acordo com o estipulado no mesmo acordo, a UM pode emitir directamente ins-
120 dias para cumprir orientações do CA Alexis Tam deu 120 dias à UM para cumprir as orientações expressadas no relatório do Comissariado de Auditoria (CA). De acordo com um comunicado do gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, a instituição de ensino vai ter de fazer alterações à sua forma de gestão já que “a gestão dos bens e recursos financeiros
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públicos não pode deixar de ser realizada na plena observância dos princípios da legalidade, eficiência e da prossecução do interesse público, bem como da boa gestão administrativa”. Alexis Tam diz que a UM tem de rever “imediatamente” o regime que permite atribuir casas aos trabalhadores que já têm casa própria. “Deve ser
objecto de revisão imediata por forma a enquadrá-lo com a legislação vigente considerando nomeadamente que, ao pessoal das instituições de ensino superior público, cujo funcionamento dependa de verbas consignadas no orçamento geral do território, não podem ser concedidas regalias superiores às fixadas para a função pública”, defende Tam.
truções relativas à gestão daquela instituição, especialmente no que diz respeito à tomada de decisão para seu funcionamento diário, facto que significa que a UM tem um poder consideravelmente grande na elaboração de políticas e no funcionamento do dia-a-dia daquela instituição”, defende a universidade.
Bater o pé
No que toca à atribuição de alojamento aos trabalhadores - que o CA apontou ser outra falha da UM, uma vez que atribuiu casas a trabalhadores com casa própria em Macau, sem estarem afectos aos colégios residenciais, infringindo os princípios da boa aplicação dos recursos -, a instituição de ensino continua a defender a sua posição, ainda que admita que irá investigar novamente a situação. “O actual regime de alojamento está em conformidade com os fins e objectivos pedagógicos da instituição. Apesar disso, a administração da UM, com base nas opiniões do CA e tendo discutido e reflectido profundamente sobre o assunto, irá analisar novamente os critérios para a atribuição do alojamento”, começa por apontar a UM no relatório, assegurando que o actual regime de alojamento da UM passou “por um processo rigoroso de elaboração, composto por várias etapas de auscultação e de recolha de opiniões, junto dos trabalhadores da instituição e das partes interessadas, e foi aprovado em sessão plenária do Conselho da Universidade”. Ainda assim, e devido ao relatório do CA, “a admi-
E a Fundação
Já no que toca à Fundação para o Desenvolvimento da UM, que recebe donativos chorudos sem que a instituição de ensino os possa controlar, a UM diz apenas que vai efectuar uma análise minuciosa sobre as soluções sugeridas pelo CA, “assim como um exame rigoroso dos estatutos e do quadro legal dessa Fundação por forma a evitar potenciais riscos”.
“O actual regime de alojamento está em conformidade com os fins e objectivos pedagógicos da instituição A Fundação tem, neste momento, mais de 800 milhões de patacas investidos em doações, que pretendem apoiar a UM. Segundo o relatório entregue pela instituição ao Governo, “em caso de violação das normas, o Ministério Público ou qualquer parte interessada poderá pedir ao Tribunal para pôr termo à Fundação, sendo que, caso haja extinção, o seu património reverterá automaticamente para a UM”. Mas a UM assegura ainda que vai tentar encontrar uma solução para garantir que as actividades desenvolvidas e doações estejam sujeitas a um “rigoroso controlo do Governo”.
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O
Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, assegurou a semana passada que os resultados da investigação policial sobre as causas da morte de um bebé que foi tratado no hospital Conde São Januário serão conhecidos dentro de um mês. Entretanto, segundo o que terá dito o deputado José Pereira Coutinho à Rádio Macau, os pais do bebé apresentaram queixa à Polícia Judiciária (PJ), sendo que as autoridades estão, agora, a investigar o caso, a par dos Serviços de Saúde. Em comunicado, Alexis Tam assegura que exigiu SS que procedam a uma investigação interna sobre a situação. As declarações do dirigente tiveram lugar na passada sexta-feira, onde também manifestou as condolências aos pais da criança. Alexis Tam aproveitou ainda para referir que está a decorrer um inquérito para apurar as causas da morte, não sendo no entanto possível dar mais informações pormenorizadas sobre o caso. A família já havia contactado o Governo para pedir ajuda sobre a situação, pelo que já foram activados serviços do Instituto de Acção Social para o mesmo efeito. Através dos média, Alexis Tam pediu ainda à população que “evite as especulações” até que seja publicamente divulgado o relatório sobre o caso da criança.
Cronologia de uma tragédia
O incidente teve lugar no passado dia 19, quando o bebé deu entrada no hospital com vómitos, tendo-lhe sido administrado um medicamento para tratar os sintomas. Os pais regressaram com a criança
Dengue SS detectam primeiro caso do ano
Morte de bebé PJ continua a investigar caso
Especulações à parte Os resultados da investigação à morte do bebé que faleceu depois de lhe ter sido administrado um medicamento vão ser conhecidos dentro de um mês. A garantia é de Alexis Tam, depois de os pais da criança terem pedido também uma investigação à PJ depois de lhe ter sido dada alta, mas esta acabou por falecer duas horas depois, após segunda entrada nas urgências do hospital com os mesmos sintomas. De acordo com um médico de Hong Kong citado
pelo jornal Apple Daily, o fármaco é apenas indicado para crianças a partir dos dois anos de idade, sendo que o bebé tinha apenas cinco meses. Os SS afirmam que este medicamento é “comummente
Naufrágio Sete a oito pessoas desaparecidas em Coloane
Imigrantes ilegais a bordo E ntre sete e oito pessoas estão desaparecidas após uma embarcação com imigrantes ilegais ter naufragado ao largo de Macau, com 19 pessoas a bordo que iam jogar nos casinos, de acordo com os Serviços de Alfândega. A embarcação naufragou na madrugada de sexta-feira ao largo de Coloane, tendo sido detidas seis pessoas, entre elas um dos três líderes do grupo, que será alvo de um processo por crime de apoio à imigração ilegal, sendo que os restantes serão entregues às autoridades da China, explicou Chao Chak Sam, chefe do Departamento Geral de Operações dos Serviços de Alfândega. Um dos detidos teve de ser transportado até ao hospital com ferimentos ligeiros, mas já recebeu
Os Serviços de Saúde (SS) confirmaram, na passada quintafeira, o primeiro caso importado de febre dengue. A doença foi contraída por um cidadão filipino de 42 anos, residente na zona do Tap Seac, que viajou até à sua terra-natal entre os dias 4 e 18 do mês passado. Em comunicado, os SS apelaram à população para que aumentasse os seus cuidados contra mosquitos. A doença foi diagnosticada na semana passada, depois do cidadão das Filipinas se ter deslocado ao hospital Kiang Wu com febre, erupções cutâneas, dores musculares e de cabeça. O doente foi então internado no passado dia 24, tendo a presença do vírus sido detectado dois dias depois, através de análises laboratoriais. Os SS aconselham a que todas as pessoas que viagem em países do Sudoeste Asiático optem por pernoitar em locais com ar condicionado e usem roupas que cubram braços e pernas, nunca esquecendo a utilização frequente de repelente antimosquitos.
alta. Outro homem tinha consigo um Bilhete de Identidade de Macau falsificado.
Jogo perigoso
Segundo depoimentos dos detidos, todas as pessoas a bordo vinham
da China continental, com intuito de jogar nos casinos de Macau. Os relatos apontam para quatro pessoas em fuga, que conseguiram nadar até à costa. Entre sete e oito pessoas continuam desaparecidas, com as au-
utilizado” para o tratamento de vómitos, tendo igualmente referido que os resultados do inquérito actualmente a decorrer serão divulgados quando este estiver finalizado. - L.S.M.
toridades de Macau a acreditarem que estão ainda na água - ninguém foi encontrado na embarcação sinistrada. Os testemunhos recolhidos pelas autoridades apontam para uma viagem acidentada: a embarcação em que inicialmente o grupo viajava avariou meia hora depois da partida e os dois líderes a bordo usaram ramos para levar o barco até à Ilha da Montanha, onde esperaram por um segundo barco. Neste segundo barco, vinham outros dois líderes do grupo criminoso - dos quatro cabecilhas, apenas um regressou na embarcação avariada. No entanto, devido aos ventos fortes e ondas entre 1,5 e quatro metros de altura, o segundo barco naufragou. Os Serviços de Alfândega de Macau prosseguem com as operações de busca e resgate, em cooperação com as autoridades da China, e a polícia procura os fugitivos. - LUSA/HM
Gripe “sem gravidade” em Macau
Os Serviços de Saúde (SS) informaram este fim-de-semana que foram declarados 461 casos de gripe nos primeiros dois meses do ano, todos sem gravidade, ao contrário da vizinha Hong Kong, onde a estirpe H3N2 fez já 290 mortes. “Não há nenhum caso grave nem caso de morte por motivo da infecção pelo vírus influenza H3N2. Apesar dos dados reflectirem que se está a tornar mais activo em Macau, a situação ainda não é considerada grave”, indicaram os SS. Em comunicado, o organismo indica que foram declarados 239 e 222 casos de gripe em Janeiro e em Fevereiro, respectivamente, números significativamente inferiores aos períodos homólogos de 2014, altura em que foram sinalizadas 566 e 340 ocorrências. Já na vizinha Hong Kong, subiu para 290 o número de vítimas mortais devido à estirpe da gripe H3N2 desde o início de 2015, contra os 137 casos mortais contabilizados na temporada de gripe do ano passado.
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Imóveis Agências a fechar e salários cortados
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Pior que a crise afirmou que o mercado imobiliário de Macau já entrou no “período de ajustamento com dificuldades” e a previsão é que as transacções continuem a descer, mesmo que se
preveja que os preços dos imóveis vão cair 20% este ano. “As transacções de apartamentos e de estacionamentos de veículos do ano passado foram
“No ano passado, as transacções totais de habitações foram mais de sete mil, mas existem oito mil agentes imobiliários em Macau, ou seja, em média, um agente só recebeu uma transacção por ano” Ip Kin Wa Director da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau
tiago alcântara
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queda de mais de 50% nas transacções de imóveis levaram a que o negócio das pequenas e médias agências imobiliárias estejam mais pressionados. Especialistas prevêem que 20% das agências de pequena dimensão encerrem, e que as remunerações dos agentes diminuia 30%. Em declarações ao Jornal Ou Mun, o director da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, Ip Kin Wa referiu que as agências de grande dimensão conseguem ainda vender imóveis na Ilha de Montanha, pelo que o negócio se conseguiu manter, mas o mesmo não é possível para as empresas de pequena e média dimensão. “No ano passado, as transacções totais de habitações foram mais de sete mil, mas existem oito mil agentes imobiliários em Macau, ou seja, em média, um agente só recebeu uma transacção por ano”, disse, explicando que a incerteza do mercado faz com que se preveja que o sector se vá manter baixo este ano. Já Lok Wai Tak, director da Associação Comercial de Fomento Predial de Macau, apontou que vários residentes de Macau optaram já por adquirir imóveis na Ilha da Montanha, o que fez com que as transacções de imóveis locais diminuíssem de forma intensa, influenciando directamente a subsistência das pequenas e médias agências imobiliárias. Lok Wai Tak partilha da mesma opinião – de que 20% das agências destas dimensões já fecharam, enquanto as remunerações dos agentes caíram 30% - causando cortes de funcionários e mudança destes para a indústria de Jogo.
Hipoteca mais alta
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Embora o Chefe do Executivo, Chui Sai On, tenha referido que, actualmente, não há condições para alterar as medidas face aos preços demasiados elevados do imobiliário (ver página 5), o presidente da Associação do Sector Imobiliário, Chong Sio Kin, apela a que haja realmente implementação das medidas de controlo do mercado. Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, o especialista
Águas Melhorias na conduta podem trazer falhas
Os Serviços de Abastecimento de águas de Macau (SSAM) alertaram para a possibilidade de falhas na distribuição de água fora da península do território devido aos trabalhos de manutenção de uma das condutas de abastecimento localizada debaixo da ponte Sai Van, no sentido da Taipa. O processo de substituição de juntas de borracha, que teve lugar ontem entre as 6h00 e as 20h00, poderá condicionar o abastecimento de água nos próximos dias, devido à necessidade de suspender e drenar o líquido dos canos. Em comunicado, a SAAM refere que esta tarefa deverá ser efectuada a cada dez ou 15 anos para assegurar o bom funcionamento das condutas. Após avaliação por parte dos profissionais da área, a empresa optou por trocar as juntas antes do Verão, época do ano que obra a uma maior despesa de água. Além disso, a empresa assegura ainda que há mais projectos de melhoramento na calha após finalização da presente substituição.
ainda mais ‘miseráveis’ do que nas alturas de SARS em 2003 e da crise financeira em 2008”, explicou, sugerindo que o Governo considere a actualização de impostos e das percentagens de hipoteca. Quando foi questionado se a alteração dessas medidas pode vir a aumentar os preços dos imóveis, Chong diz que, apesar dos actuais preços caírem, os residentes ainda não conseguem adquirir imóveis. O responsável sugere, por isso, que o Executivo crie um “Fundo de Empréstimo Sem Juros” para a população.
Carlos Marreiros Ruptura social pode atingir Macau
A
ruptura social pode atingir Macau nos próximos cinco anos caso o Governo falhe em concretizar projectos antigos e não anuncie novas ideias. A afirmação é do arquitecto Carlos Marreiros ao programa Rádio Macau Entrevista. “Estes cinco anos serão absolutamente cruciais para a RAEM. Ou se concretizam ideias que vêm de longa data, por um lado, e, por outro, se lançam desafios novos para que possamos ter os próximos anos de prosperidade e paz social, ou então nestes cinco anos assistiremos a muitas situações negativas em Macau”, considerou o ainda director-geral do Albergue da Santa Casa da Misericórdia. Carlos Marreiros deixa ainda o conselho: a transparência e espírito de liderança são receitas para se evitar essa eventual ruptura. “É preciso uma maior competência e transparência das direcções de serviços, sob a liderança das respectivas tutelas. Também uma maior capacidade do Governo, no seu todo, e particularmente nos seus dirigentes mais relevantes, comunicarem com o parlamento [Assembleia Legislativa], os média e a população em geral. E mostrar que governar é antecipar, é ter visão de futuro e é ousar: há coisas que devem ser feitas agora ou então estão perdidas”, apontou à rádio. Na mesma entrevista, o arquitecto e membro do Conselho do Planeamento Urbanístico diz ainda que a Avenida Almeida Ribeiro devia ser proibida a automóveis. Marreiros defende que a históricaAvenida de Macau devia ser dividia entre peões e “dois eléctricos a fazer esse transporte de uma ponta à outra”.
Seac Pai Van Raimundo do Rosário urge proprietários a contactar IH
O Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, disse esperar que os proprietários da casa mal construída em Seac Pai Van contactem o Instituto de Habitação (IH) para resolver a situação. O caso remonta à passada semana, quando foi descoberto o caso de um apartamento onde as paredes estavam preenchidas com sacos de papel ao invés de cimento, como seria suposto. O problema foi denunciado por um grupo de proprietários, que referem que a situação não é pontual e acontece noutras fracções. Em declarações ao canal chinês de Rádio Macau, o Secretário lembrou que, até àquele momento, os proprietários não tinham feito qualquer queixa junto ao IH. Recorde-se, contudo, que o Governo já está a investigar a situação.
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Depois de algumas viagens e sonhos partilhados João Fernandes e Rui Ferreira tomaram o passo que tanto queriam. Largaram os seus empregos, meteram a mochila às costas e voaram até à China Macau foi paragem obrigatória
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Searching for Lotus Aventura em busca da felicidade
Um cheirinho a casa na procura
Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com
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onheceram-sedurante o percurso académico e não é a primeira viagem que fazem juntos. João Fernandes e Rui Ferreira tomaram uma decisão, deixar para trás a rotina do mundo do trabalho e aventurarem-se pela Ásia durante, pelo menos, três meses. “Estamos sem grandes planos, não temos um roteiro, nem temos bilhete de regresso”, partilha ao HM João Fernandes enquanto observava o tecto trabalhado de um dos muitos casinos de Macau. Passar por Macau era “como se fosse uma paragem obrigatória”, conta Rui Ferreira, sublinhando que “não faria qualquer sentido estar na China e não vir a Portugal”. Um pouco antes do meio dia estes jovens de 26 e 24 anos, naturais de Braga, partilhavam as suas ideias e convicções com o HM enquanto percorriam as principais artérias do território. A visita ao Casino Grande Lisboa foi paragem obrigatório mas era a parte história, com claro traços portugueses que mais os encantava. “Descobrir
“Descobrir Portugal do outro lado do mundo, ver a influência do nosso país tão longe é muito engraçado”
procuravam e que tiveram o dia de ontem para descobrir. Resposta é também o que fez com que Rui e João partissem à aventura. “Sempre quisemos ter uma aventura destas, acho que todos nós temos este desejo interior de partir numa viagem”, começa por explica Rui quando questionado sobre as razões que levaram estes dois jovens a apresentar a demissão dos seus trabalhos. Portugal do outro lado do mundo, ver a influência do nosso país tão longe é muito engraçado”, defenderam. “Queremos ver um local a falar português”, frisou Rui Ferreira. “Também é muito engraçado ver as ruas com os nomes portugueses”, adicionou João Fernandes. “Há muitos portugueses em Macau?”, “E chineses que falem português?”, “Fora as escolas luso-chineses ou portuguesas é ensinado às crianças a língua portuguesa?”. Muitas eram as respostas que os aventureiros
Partir é o primeiro passo
“Eu trabalhava em Moçambique há dois anos”, conta Rui, partilhando
À venda na Livraria Portuguesa A Imortalidade • Milan Kundera
O sexto romance de Milan Kundera emerge a partir de um gesto casual de uma mulher para o seu instrutor de natação, um gesto que cria uma personagem no espírito de um escritor chamado Kundera. Tal como a Emma de Flaubert, ou a Anna de Tolstói, a Agnès de Kundera torna-se num objeto de fascínio, de indefinida nostalgia. A partir dessa personagem nasce um romance… um gesto da imaginação que personifica e articula o supremo domínio de Kundera sobre o romance e a sua finalidade: explorar a fundo os grandes temas da existência.
“Sempre quisemos ter uma aventura destas, acho que todos nós temos este desejo interior de partir numa viagem”
que depois de uma viagem em Agosto passado a Berlim e Budapeste os dois amigos decidiram “que o momento certo seria agora”. E sem muita pressão foram delineando os pormenores “mínimos” para esta aventura asiática. “Queremos que esta viagem corra conforme tenha que correr, não decidimos nada, nem quantos dias vamos ficar em cada sítio, há uma ideia mas nada é obrigatório”, esclarece João, argumentando ainda que os dois amigos estão de mente e espírito aberto para que a própria viagem os surpreenda. “Aquilo que definimos foi que iríamos visitar nove países que poderá variar, com certeza. A China foi a parte mais estruturada do projecto. Quando chegarmos ao Vietname vamos deixar a viagem acontecer. Podemos ficar três, dez, ir ao norte ou sul, vamo-nos deixar levar”, afirma João Fernandes. A China foi então o país que abriu portas à aventura, tendo para já, os
jovens marcado visita em Pequim, Xangai, Hong Kong e Macau. “Tem sido tudo muito giro, as pessoas são muito simpáticas, temos tirado muitas fotografias às crianças que são muito giras, até agora temos gostado muito”, remata João. O norte do Vietname é o próximo destino, que será substituído pela Camboja, Laos, Tailândia, Myanmar, Bangladesh, Nepal e Índia, local onde vai terminar a aventura. O facto de terem optado pela demissão dos seus locais de trabalho é explicado por Rui Ferreira. “Não sabemos o futuro, não sabemos se nos vamos arrepender ou não mas temos abertura para dizer, futuramente, que foi uma tolice termo-nos despedido”, explica Rui. “Muitas pessoas reagiram mal quando souberam que nós nos despedimos dos nossos trabalhos. Alguns comentários nas notícias que saíram sobre esta aventura alegavam que tínhamos contactos [para futuros empregos] ou pais ricos, não é nada disso”, começam por esclarecer. “Não comprámos carros ou roupas caras, poupamos algum dinheiro para que isto acontecesse, porque gostamos mesmo de viajar, é isto que gostamos”, frisam. Sobre o futuro, não sabem, mas não é um problema. A viagem não tem como propósito convencer ou espalhar uma mensagem. “Não queremos incentivar ninguém a fazer o mesmo, só estamos a fazer aquilo que gostamos”, esclarece Rui Ferreira, sublinhando que “o importante é que as pessoas pensem no que realmente querem fazer para
“O importante é que as pessoas pensem no que realmente querem fazer para si, e os passos que devem tomar para de facto serem felizes, que é, na nossa perspectiva, o significado da vida”
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
NewBorn - 10 Dias no Kosovo • Amadora BD 2011 - Prémio Juventude / Prémio Melhor Desenho de Autor Português de Ricardo Cabral
“O Kosovo do Ricardo não é o mesmo país que encontramos nas notícias e nos títulos dos principais órgãos de comunicação ou nos relatórios e telegramas diplomáticos de Bruxelas, Nova Iorque, Moscovo e Washington. Munido de lápis e câmara fotográfica, Ricardo vê para lá da superficialidade do estereótipo político, e capta a vida linda que as pessoas comuns levam no seu dia-a-dia.”
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a do ser si, e os passos que devem tomar para de facto serem felizes, que é, na nossa perspectiva, o significado da vida”. “Sentimos que agora era o momento para isto acontecer”, diz Rui Ferreira, citando a máxima de que “quando se é jovem não se tem dinheiro mas energia e tempo, quando se trabalha tem-se dinheiro, mas não tens tempo quando se é mais velho tens tempo e dinheiro, então, neste momento conjugámos esta ideia”. E a aventura assim começou de forma tranquila e sem grandes contratempos. “Tinham-nos dito que o visto para a China era muito complicado, não tivemos qualquer problema, só tivemos que esperar aqueles 15 minutos, mais ou menos, para preencher os formulários”, partilha Rui. A reforçar a ideia, João argumenta que nem sempre as viagens pouco planeadas são marcadas por maus momentos, exemplo disso tem sido a aventura destes dois jovens. “Não tivemos problemas nenhuns
pub
e tudo tem sido muito tranquilo”, remata.
Viagem Online
Como tem sido hábito em muitas viagens pelo mundo, também os dois aventureiros optaram por criar um blog que permite aos interessados acompanhar o percurso dos jovens. De câmara de filmar em punho, Rui e João têm registado todos os
seus momentos em cada cidade que visitam, colocando ao final do dia o update no blog. “O blog nasceu como uma forma de comunicar com os nossos amigos, mostrarmos aquilo que estamos a fazer e criar uma certa conexão, divertindo-os. Depois também está presente a questão do repositório quanto mais não seja, servirá para nós como repositório de experiências
para nos lembrarmos disto. Pensámos também, já que íamos criar o blog, que até divirta as pessoas. O objectivo não é ser um guia turístico. Esta é só a nossa experiencia e nós a contarmos aquilo que nos marca e o que vimos”, esclarecem. Searching for Lotus é o nome escolhido para a aventura. “No fundo é uma espécie de metáfora. Primeiro o Lótus é um símbolo bastante
comum na Ásia e que nos agrada bastante, por estar associado a várias coisas. Depois remete também para o equilíbrio entre corpo e mente. O Searching é a metáfora da procura, da viagem, do autoconhecimento. Com esta viagem não estamos só a ver coisas, acreditamos que nos muda, que nos faça cair os preconceitos e nos torne mais tolerantes”, concluem.
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aw Wan-tung, a mulher acusada de ‘torturar’ a sua empregada doméstica indonésia em Hong Kong, foi condenada sexta-feira a uma pena de seis anos de prisão. Law Wan-tung – que arriscava uma pena máxima de sete anos de cadeia – “não mostrou compaixão” relativamente a Erwiana Sulistyaningsih, de 24 anos, e a outros empregados, afirmou a juíza Amanda Woodcock, na sessão dedicada à leitura da sentença. A mulher tinha sido considerada culpada a 10 de Fevereiro, mas só sexta-feira conheceu a sentença. Law Wan-tung via os seus funcionários como “pessoas inferiores”, disse Amanda Woodcock. Relativamente ao tratamento a que foi sujeita Erwiana Sulistyaningsih, a magistrada da antiga colónia britânica acrescentou: “Foi-lhe dado pouco descanso, sono e nutrição, deixando-a numa sombra dela própria”. Amanda Woodcock pediu ainda uma investigação às autoridades de Hong Kong, bem como as congéneres da Indonésia relativamente às condições dos trabalhadores migrantes.
hoje macau segunda-feira 2.3.2015
Hong Kong Seis anos de prisão por maltratar empregada
Sem apelo nem agravo
A mulher que durante meses torturou a empregada indonésia agredindo-a frequentemente enquanto só lhe permitia quatro horas de sono por dia arriscava uma pena máxima de sete anos de cadeia
Retrato de uma vitima
Erwiana Sulistyaningsih relatou em tribunal, em Dezembro último, que vivia com nada mais do que rações de pão e arroz, dormia apenas quatro horas por dia e que foi agredida com tal violência pela sua patroa que chegou a ficar inconsciente. Durante o julgamento – que durou seis semanas – a acusação afirmou que Law Wan-tung, de 44 anos, mãe de dois filhos, utilizou utensílios domésticos como “armas” contra as empregadas. Law Wan-tung foi condenada por 18 das 20 acusações de que era alvo, nomeadamente por causar danos corporais graves, assédio, intimidação e por falta de pagamento de salários. “É lamentável que esta conduta não seja rara e que, infelizmente, seja tratada com frequência pelos tribunais criminais”, disse Woodcock. “Tal conduta poderia ser evi-
A
população de pandas gigantes que vivem em estado selvagem na China aumentou em quase 17% em dez anos graças às medidas de conservação ambientais, informou a imprensa chinesa, ao citar um estudo oficial. De acordo com o estudo realizado pela Administração Estatal das Florestas, 1.864 pandas gigantes viviam na China em estado selvagem em 2013, mais 268, o que equivale a um crescimento de 16,9%,
tada se as empregadas domésticas não fossem obrigadas a viver na casa dos seus patrões”, algo que é estipulado por lei em Hong Kong e que figura como um dos
pontos-chave da reforma pedida por activistas. A juíza destacou ainda as “elevadas taxas” cobradas às empregadas domésticas por agências de emprego
“É lamentável que esta conduta não seja rara e que, infelizmente, seja tratada com frequência pelos tribunais criminais” Amanda Woodcock Juíza
nos seus países de origem e deduzidas dos seus vencimentos em Hong Kong. “Tem de haver um elemento de exploração aqui (…) As empregadas domésticas ficam encurraladas quando estão infelizes, mas não podem ir embora ou mudar de empregador porque precisam de pagar as dívidas”, acrescentou. Actualmente vivem em Hong Kong aproximadamente 300.000 empregadas domésticas, a maioria da Indonésia e das Filipinas.
População de pandas gigantes está a aumentar explicou a agência Xinhua. Paralelamente, o seu habitat cresceu 11,8% para 2,58 milhões de hectares.
A China contava no fim de 2013 com 375 pandas gigantes em cativeiro: 166 machos e 209 fêmeas.
Pequim leva a cabo o que a AFP descreve como “uma diplomacia do panda” que tem conhecido algum sucesso, com os animais a tornarem-se centro de atenções nos zoológicos dos países de acolhimento. Em Junho de 2014, um total de 42 animais vivam em 12 países, segundo o estudo. Os pandas selvagens vivem sobretudo nas monta-
nhas do sudoeste da China. Mamíferos com um código genético parecido com o dos ursos, os pandas alimentam-se exclusivamente de bambu. Pesam centenas de quilos em média e chegam a medir 1,80 metros. A sua particularidade é possuírem seis dedos. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF na sigla em inglês), que tem no seu logótipo um destes animais, saudou o aumento da população dos pandas gigantes.
Proibida importação de marfim durante um ano
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China impôs uma proibição de um ano sobre a importação de marfim, em resposta às críticas internacionais de que a procura crescente no mercado chinês encoraja o massacre de elefantes ameaçados de extinção na próxima geração. A medida, que entrou em vigor na quinta-feira, foi anunciada num comunicado divulgado no ‘site’ oficial da Administração das florestas. O anúncio é feito antes da visita à China do príncipe William, duque de Cambridge, que tem feito campanha activa contra o contrabando ligado à caça ilegal de animais selvagens, um tema que deverá abordar durante uma conferência à sua passagem pela província chinesa de Yunnan, no sul, na quarta-feira. A China é signatária da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, mas as vendas reguladas de marfim esculpido são legais no país. A matéria-prima é utilizada com frequência para esculpir desde objectos de devoção budista a utensílios da vida quotidiana, como pauzinhos para comer. Entre 800 e 900 casos de contrabando de marfim são descobertos na China anualmente, de acordo com estatísticas da alfândega citadas pelo estatal Beijing Youth Daily.
Gripe H3N2 Sobe para 290 número de mortes em Hong Kong
O Departamento de Saúde de Hong Kong informou da morte de mais seis pessoas devido à estirpe da gripe H3N2 desde o meio-dia de quarta-feira, elevando para 290 o total de vítimas desde o início do ano. A antiga colónia britânica registou, na semana passada, a primeira morte de uma criança devido ao vírus que tem afectado maioritariamente idosos. Na temporada de gripe do ano passado Hong Kong reportou 137 casos mortais, de acordo com a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).
hoje macau segunda-feira 2.3.2015
Iraque torna-se no segundo fornecedor de petróleo à China
Angola desce no pódio O
Iraque ultrapassou Angola e tornou-se em Janeiro o segundo maior fornecedor de petróleo para a China, a seguir à Arábia Saudita, de acordo com dados das alfândegas chinesas citados pela agência Bloomberg. Os carregamentos de petróleo do Iraque para a China subiram 44% para 803 mil barris por dia, o valor mais alto desde pelo menos Maio de 2008, ultrapassando Angola e a Rússia. De acordo com analistas citados pela Bloomberg, a China está a comprar petróleo de qualquer origem, focando-se no preço e nos descontos praticados, que no caso do Iraque chegaram a 4 dólares face ao preço de referência no mercado internacional, ou seja, cerca de 10% face ao preço médio do barril em Janeiro. O Iraque foi o quinto fornecedor de petróleo à China no ano passado, valendo pub
Os carregamentos de petróleo do Iraque para a China subiram 44% para 803 mil barris por dia
9,3% das importações do país asiático, que comprou cerca de 15% do seu petróleo importado a Angola em 2014. Em Janeiro, a percentagem das compras de petróleo iraquiano face ao total comprado pela China a fornecedores estrangeiros subiu para 12%, mais ou menos o mesmo que a Angola, país que tinha representado, em Janeiro do ano passado, a origem de 13% do petróleo importado. AArábia Saudita continua a ser o maior fornecedor de petróleo à China, segundo os dados avançados pela Bloomberg.
china 13
Pequim Dois milhões de dados pessoais roubados
Dados pessoais de dois milhões de pessoas, principalmente de estudantes e respectivas famílias, foram obtidos e vendidos por agências ligadas ao ensino e formação em Pequim, informou sábado o diário oficial China Daily. Os dados obtidos ilegalmente incluem nomes, contacto e registos académicos dos estudantes, os quais foram fornecidos a populares ‘sites’ de busca de emprego chineses como o 58.com ou ganji.com. Os dados pessoais são utilizados para envio de ‘emails’ com ofertas de trabalho, cursos e serviços similares, segundo o diário oficial. Em Janeiro passado, seis pessoas foram acusadas de obtenção e venda ilegais deste tipo de informação e enfrentam penas de até três anos de prisão por revelar informação privada.
Produção industrial contrai em dois meses consecutivos
A produção industrial da China contraiu-se em Fevereiro pelo segundo mês consecutivo, segundo dados divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatísticas e a Federação Logística e Compras da China. O Purchasing Managers Index (PMI) fixou-se em 49,9 pontos em Fevereiro, ainda assim uma décima acima dos 49,8 registados em Janeiro. Quando o PMI, considerado um indicador-chave, se encontra acima dos 50 pontos, sugere uma expansão do sector, pelo que se situar abaixo dessa barreira pressupõe uma contracção em termos do nível de actividade. A produção industrial da China contraiu pela primeira em Janeiro, naquela que foi a primeira contracção em 27 meses. O crescimento da economia chinesa em 2014 abrandou para 7,4%, registando o valor mais baixo em quase um quarto de século.
h
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artes, letras e ideias
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Shitao
Propósitos Sobre a Pintura do Monge Abóbora Amarga
Capítulo II O Cumprimento da Regra1 O compasso e o esquadro são as normas supremas do quadrado e do círculo, e os movimentos do Céu e da Terra são mensuráveis pelo compasso e pelo esquadro2. O vulgo só sabe medir com o compasso e o esquadro mas ignora qual é o princípio que rege as circunvoluções do Universo; também o Universo tem o homem preso nas regras, e o homem dobra-se às regras cegamente; quer sejam regras induzidas ou deduzidas3, de qualquer modo ele nunca chega a entender o porquê da sua existência. Mas as regras que não se podem compreender constituem um
obstáculo. Hoje como ontem, se não se pode reduzir o obstáculo que estabelece as regras, é porque não se compreende o princípio do Traço Único do Pincel. Mas quando se compreende o Traço Único do Pincel já não se tem antolhos e a pintura dimana do espírito; assim que a pintura resultar do espírito os obstáculos afastam-se. A pintura qualifica as formas de todos os seres do Universo. Como é que ela se poderia desempenhar dessa missão senão pelo intérprete do pincel e da tinta? A tinta vem da Natureza, espessa ou fluida, seca ou untuosa4, como se desejar. O pincel é controlado pelo homem para exprimir os contornos, as rugas as diferentes
espécies de aguadas5, à sua vontade. Os Antigos não trabalhavam sem regras, caso contrário como é que eles poderiam dominar o mundo vulgar? Mas o Traço Único do Pincel não implica nem essas limitações que derivam da ausência de travão, nem dessas limitações que derivam das regras estabelecidas. Na regra não há obstáculo, e no obstáculo não existe regra. A regra nasce da pintura e a pintura faz recuar o obstáculo; a regra e o obstáculo não se misturam. E então atinge-se o princípio do movimento do Universo, o Dao da pintura manifesta-se e o Traço Único do Pincel cumpre-se6.
1 - A expressão também pode significar a plena posse ou compreensão da regra. Sirén traduz por “Método Perfeito”, ou “aperfeiçoado”.
qualitativo sobre as propriedades da tinta: “O pincel seco é refinado, enquanto o pincel molhado é vulgar.”
2 - Na cosmologia chinesa o círculo que desenha o compasso é o Céu e o quadrado, desenhado pelo esquadro, é a Terra. Como se pode ver, por exemplo, na forma dos altares do Templo do Céu em Pequim.
5 - Contornos e rugas são o trabalho gráfico do pincel: os primeiros constituem o esqueleto da pintura, as grandes linhas, enquanto as rugas designam a “musculatura” que exige a máxima força na sua execução. As aguadas consistem no humedecimento de certas partes da pintura para melhor fazer ressaltar as adições de tinta preta ou de cor.
3 - Citação do Livro das Mutações:”agir prevendo o que fará o Céu, sem que este o venha a negar; agir depois do Céu se manifestar, de maneira conforme a essa manifestação”. 4 - Numa pintura Shitao fez uma inscrição que denota um julgamento
6 - “É a ausência de regras que engendra a Regra”, (cap.I): é necessária uma reflexão sobre a essência do acto de pintar. Não pode ser a mera inventariação e codificação dos fenómenos segundo um reportório de formas recebidas.
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artes, letras e ideias 15
Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração
desporto
Já dizia o ‘rapper’ brasileiro Gabriel, o Pensador e é verdade. Um jogo que poderia ter sido agradável de ver não o foi e para estragar a festa os responsáveis do Monte Carlo envolveram-se em agressões verbais racistas com o defesa-central do Ka I, Wamba, que respondeu à altura. Mau demais para ser verdade Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo
D
epois de um interregno no campeonato por causa das comemorações do Ano Novo Chinês e antes de uma prolongada pausa por força dos compromissos da Selecção da RAEM, o maior jogo da 6.ª jornada da Liga de Elite, entre Monte Carlo e Windsor Arch Ka I, prometia mas o futebol foi o que menos importou num espectáculo que se saldou, no final, com um nulo no marcador e com atitudes racistas deploráveis entre os responsáveis do Monte Carlo e o atleta africano do Ka I, Wamba. Quem se deslocou ao Estádio da Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST) deve ter dali saído com vergonha do que aconteceu perto do final do jogo. Só quem não esteve atento é que não ouviu as bocas do responsáveis dos canarinhos que não pouparam o defesa-central camaronês, depois deste ter protestado contra uma decisão da equipa de arbitragem. “Volta para África”, “Filho da P...”, “Preto macaco”, “Vai-te embora para a tua terra”, entre muitos
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Liga de Elite Monte Carlo e Ka I empatam num jogo sem futebol
Racismo é burrice outros insultos - em português, chinês e inglês -, foi o que se ouviu da parte do banco do Monte Carlo. O jogador do Ka I, que costuma ferver em pouca água, respondeu igualmente com insultos gestuais, como se comprova pelas imagens que ilustram este texto. A equipa de arbitragem, liderada pelo juiz Grant, fez ouvidos de mercador e não expulsou qualquer dos intervenientes. Em pleno século XXI, o desporto, seja ele qual for, praticado onde quer que seja não pode compactuar com atitudes destas, ainda para mais vindas de pessoas com responsabilidade na história do futebol de Macau. É vergonhoso como a equipa de arbitragem não expulsou do campo todos os intervenientes do deplorável espectáculo e será ainda mais vergonhoso se a Associação de Futebol de Macau não tomar um pulso firme em relação ao sucedido, castigando severamente, primeiro, os responsáveis do Monte Carlo por terem iniciado uma conduta anti-desportiva, racista, xenófoba e prepotente para com um atleta da equipa contrária e, segundo, para com o jogador lesado que, perdendo a cabeça, respondeu com gestos obscenos.
Jogo desinteressante
Com esta polémica, quase que nem interessa falar do jogo. Se a primeira parte ainda teve algum tipo de interesse, já a segunda passou completamente ao lado. O embate entre as duas equipas começou equilibrado mas, aos 10 minutos, pareceu-nos que terá ficado uma grande penalidade por marcar a favor do Windsor Arch
“É nestas coisas [racismo] que se vê que o futebol de Macau continua amador” Josecler Filho Treinador do Windsor Arch Ka I
Liga de Elite 2015
RESULTADOS • 6.ª Jornada Lai Chi
3
Sub-23
0 – Benfica
–
Sporting
3 4
Casa de Portugal
3
–
Chuac Lun
4
Monte Carlo
0
–
Ka I
0
Chao Pak Kei
3
–
Polícia
3
gonçalo lobo pinheiro
16
em felicidade no resultado. “Claro que o sempre buscámos foi a vitória mas depois deste jogo, contra uma equipa qualificada e muito forte, parece-me um resultado justo. Temos muitos jogos pela frente e não vamos desistir.” O jogador esteve envolvido num corte com a mão dentro da sua grande área que daria penalty ao adversário mas que o árbitro acabou por ajuizar de forma contrária, mas assume que se tratou de um lance fortuito. “Não coloquei a mão. A bola bateu no joelho e subiu ao meu braço. Penso que não é penalty.”
“No Brasil, o meu país, não há contemplações para com o racismo” Renato Santos Jogador do Monte Carlo
Ka I, depois de um corte com a mão do defesa-central brasileiro do Monte Carlo, Renato Santos, dentro da sua grande área. Depois desse lance viu-se mais Ka I que Monte Carlo. Só que uma contrariedade ao minuto 17 leva à substituição, por lesão, de Christopher Nwaorou. Esse terá sido um contratempo para os encarnados, uma vez que o nigeriano estava a ser um dos jogadores mais esclarecidos dentro do rectângulo de jogo. Ainda assim, não jogando propriamente um futebol bonito, os comandados de Josecler Filho sempre se mostraram mais afoitos na procura da baliza contrária do que os canarinhos. Prova disso chegou aos 37 minutos de jogo quando, por intermédio do médio-ofensivo Bruno Martinho, o Ka I colocou uma bola na barra da baliza guardada pelo internacional Ho Man Fai. E foi quase tudo o que se viu durante a primeira parte do encontro.
Mais do mesmo, mas pior
Na volta dos balneários, o Monte Carlo fez duas substituições de uma assentada que acabaram por dar alguns frutos no fio de jogo dos canarinhos mas apenas por alguns minutos. O golo, esse, nunca chegaria para qualquer uma das equipas. Mais próximo esteve, aos 50 minutos, o Monte Carlo por intermédio de Makson com Wamba e Alexandre Matos, ao mesmo tempo, a salvarem a honra do convento. Aos 72 minutos, Batista voltou a ser chamado a mostrar porque é um dos melhores guarda-redes a actuar em Macau. Do lado contrário, as maiores oportunidades surgiram em minutos seguidos, 68 e 69, onde os atacantes do Ka I, e já com o reforço Marco Rodriguez e Pascoal Júnior em campo, se
mostraram como Roni Silva no primeiro tempo, isto é, perdulários e sem chama. Apesar de algum ascendente do Ka I, o jogo acabou por se quedar pelo empate. Prémio mais que justo para um Monte Carlo que, sem as armas de outros tempos, conseguiu impor algum respeito aos comandados de Josecler Filho. Aarbitragem, a nosso ver, poderá ter tido influência no resultado pela não marcação de uma grande penalidade a favor do Ka I. O critério da amostragem de cartões amarelos não existiu e muitos ficaram por mostrar, principalmente numa fase do jogo, na segunda parte, que os jogadores se preocuparam em jogar mais às pernas do adversário do que jogar futebol. A não expulsão dos responsáveis do Monte Carlo e do jogador Wamba acabou por manchar ainda mais o trabalho do árbitro Grant.
Felicidade vs. falta de sorte
No final do encontro, Renato Santos, defesa do Monte Carlo, falou
Em relação aos deploráveis incidentes racistas na recta final do encontro, Renato Santos foi cauteloso na apreciação, acabando por dizer que são sempre “momentos complicados”. “Não vi. Estava longe. No Brasil, o meu país, não há contemplações para com o racismo.” Já Josecler Filho, treinador do Windsor Arch Ka I, fala em “atitudes vergonhosas” dos responsáveis do Monte Carlo. “É lamentável. Estas arbitragens deixam as pessoas falarem e fazerem o que querem. É nestas coisas que se vê que o futebol de Macau continua amador e a Associação de Futebol de Macau vê e nada faz.” Em relação ao jogo, o treinador brasileiro lamenta “falta de sorte”. “Acredito que o Ka I deu o seu melhor. Não marcaram um penalty a nosso favor que poderia ter mudado radicalmente a história do jogo. Tivemos muitas oportunidades e, claro, o Monte Carlo também jogou e deu o seu melhor. Nem sempre os que jogam melhor são os vencedores e acho que foi isso que aconteceu aqui hoje [ontem]. Dou os parabéns aos meus jogadores.”
CLASSIFICAÇÃO
J V E D GM-GS P
1. Benfica
6 5 1 0 19-2 16
2. Ka I
6
4
1
1
15-4
13
3. Monte Carlo
6
4
1
1
9-3
13
4. Chao Pak Kei
6
3
2
1
20-8
11
5. Polícia
6 2 2 2 8-7
6. Sporting
6 1 4 1 13-7 7
8
7. Lai Chi
6
1
3
2
7-13
6
8. Chuac Lun
6
1
1
4
8-28
4
9. Casa de Portugal 6
1
0
5
7-23
3
10. Sub-23
6 0 1 5 3-14 1
desporto 17
hoje macau segunda-feira 2.3.2015
Rugby Equipa de Macau vence torneio amigável com Guangzhou Rams
Leonor Sá Machado
Leonor.machado@hojemacau.com.mo
Novo campo, novas expectativas
A
No passado sábado, a equipa de Rugby de Macau fez o seu primeiro jogo de 2015 e estreou-se no novo campo da International School of Macau, vencendo os Guangzhou Rams. No minuto final, o mostrador marcava 42-28, mas o presidente da União de Rugby de Macau, Ricardo Pina, refere que o importante foi mesmo “ver jogar rugby” KELSEY WILHELM
equipa de Rugby de Macau venceu o colectivo da China Guangzhou Rams, com seis pontos marcados contra quatro, no passado sábado. Este foi o primeiro torneio do ano, que serviu para estrear o novo campo relvado disponibilizado pela International School of Macau (TIS). Em declarações ao HM, o presidente da União de Rugby de Macau, Ricardo Pina, refere que o jogo tinha como principal objectivo a harmonia entre jogadores de diferentes idades em campo, algo que diz ter sido bem sucedido. “Correu tudo muito bem e juntámos malta mais nova – alguns que jogavam pela primeira vez – com malta mais experiente e criámos uma equipa que ganhou uma vitória”, começou por referir o dirigente. No entanto, a vitória foi apenas um acréscimo ao primeiro torneio do ano do colectivo local, já que o presidente da União de Rugby Macau pretendia era “ver jogar rugby”. Ao HM, Ricardo Pina mostrou-se contente com a existência de mais um campo de jogo e esperançoso de que
“Correu tudo muito bem e juntámos malta mais nova – alguns que jogavam pela primeira vez – com malta mais experiente e criámos uma equipa que ganhou uma vitória” Ricardo Pina Presidente da União de Rugby de Macau
2015 traga resultados positivos ao clube. Nos planos para a equipa estão pelo menos mais dois jogos, um deles que se vai realizar em Guangzhou, a convite da equipa sénior da região vizinha que esteve em campo no sábado. Os torneios não têm ainda data certa, mas estão previstos para ter lugar algures entre Abril e Maio. Embora uma parte significativa dos torneios da equipa local tenham lugar no exterior – Hong Kong e no continente – a existência de mais um espaço para treinar e jogar é, na opinião do dirigente, um factor bastante positivo. “Com o novo campo da International School temos agora a possibilidade de jogar mais
regularmente em Macau, tendo em conta as dificuldades de acesso a um campo e penso que isso é importante para virmos a ter mais jogos durante a nossa época”, acrescentou Ricardo Pina.
De pequenino se vence o torneio
No mesmo dia em que a equipa do território se sagrou em casa, aconteceram também torneios de juniores, com crianças de 10 e 12 anos. Foram os Sai Kung Stingrays de Hong Kong que venceram este campeonato, nunca tendo sido derrotados durante a presente época. Tudo isto teve lugar no dia em que se celebra o Dia do Rugby de Macau, organizado pela própria União.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 124/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifiquese o infractor ZHOU MI, portador do Passaporte da China n.° G58900xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 145/DI-AI/2013, levantado pela DST a 11.12.2013, e por despacho da signatária de 26.09.2014, exarado no Relatório n.° 788/DI/2014, de 18.09.2014, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Pequim n.° 36, Edf. I Chan Kok, 9.° andar B onde se prestava alojamento ilegal. -----No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.---------------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de Fevereiro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 125/AI/2015 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LU ZHAOYUN, portador do Salvo-Conduto de dupla viagem da R.P.C. n.° W46391XXX, que na sequência do Auto de Notícia n.° 145/DI-AI/2013, levantado pela DST a 11.12.2013, e por despacho da signatária de 26.09.2014, exarado no Relatório n.° 789/DI/2014, de 18.09.2014, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Pequim n.° 36, Edf. I Chan Kok, 9.° andar B.-------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele auto de notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.------------A matéria constante daquele auto de notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.-----------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de Fevereiro de 2015. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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hum
70-95%
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0.24
yuan
1.27
Cinema
Sala 1
Stand by me Doraemon [A] (Falado em Cantonês) Filme de: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi 14.00, 17.40
Sala 2
Kingsman: The Secret Service [c]
Filme de: Matthew Vaughn Com: Colin Firth, Michael Caine, Samuel L. Jackson 17.30, 21.30
Sala 1
Exposição “Nihonga Contemporânea”, de Arlinda Frota Fundação Rui Cunha, 19h00 Entrada livre
Sexta-feira
baht
Cineteatro
O que fazer esta semana Quinta-feira
8.9
Stand by me Doraemon [3d] [A]
Sala 3
Sala 1
(Falado em Cantonês) (Com legendas em Chinês e Inglês) Filme de: Matt Chow, Wilson Yip Com: Matt Chow, Wilson Yip 14.00, 15.45, 21.30
(Falado em Cantonês) 19.45
From vegas to Macau 2 [C] (Falado em Cantonês) Filme de: Wong Jing 15.50, 21.45
Sala 3
From vegas to Macau 2 [C]
Sala 2
Penguins of Madagascar [A]
Musical ‘Cats’ (até 15/03) Venetian Macau Bilhetes das 280 patacas às 680 patacas
(Falado em Cantonês) Filme de: Eric Darnell, Simon J. Smith 14.00, 15.45, 19.45
Sábado
Triumph in the skies [B]
(Falado em Cantonês) (Com legendas em Chinês e Inglês) Filme de: Wong Jing Com: Chow Yun-Fat, Nick Cheung, Carina Lau 17.30, 19.30
Aconteceu Hoje
Exposição “Homenagem a Mestres que nos Inspiraram”, de artistas de Macau e HK Armazém do Boi, 19h00 (até 10/05) Entrada livre
2 de março
Dia Europeu da Igualdade Salarial lembra injustiça com mulheres
Diariamente Exposição “Voz na Escuridão” de Óscar Balajadia/Papa Osmubal (até 14/03) Creative Macau Entrada livre Exposição de Pintura de Zhen Guo (até 3/03) Fundação Rui Cunha Entrada livre Exposição de Sândalo Vermelho (até 22/03) Grande Praça, MGM Entrada livre Exposição de Design de Cartazes “V•X•XV:” (obras de 1999, 2004 e 2009) [até 15/03] Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre “Self/Unself” – Exposição de trabalhos de artistas holandeses (até 15/03) Centro de Design de Macau Entrada livre Ilustrações para Calendário de Guan Huinong (até 10/05) Museu de Arte de Macau, das 10h às 19h Entrada livre
U m d i s c o h o j e “Boxer” (The National, 2007) Para começar a semana os já tão conhecidos The National. Construindo a sua carreira musical de forma progressiva e equilibrada, o grupo tem vindo a conquistar solidamente uma plateia de seguidores. Foi em 1999 que estes jovens sonhadores norte-americanos arriscaram tudo e instalaram-se na intensa cidade de Nova Iorque. Depois de muito se apresentarem por bares e outros espaços surgiu a oportunidade de gravarem o seu primeiro álbum, em 2001. Ainda assim o sucesso não chegou no imediato e só em 2005 com o álbum ‘Alligator’ é que as portas do mundo se abriram para a banda. “Boxer”, um trabalho que surgiu dos anos dois, encantou o mundo. Matt Berninger canta e encanta. Melancolia, serenidade e introspecção são conceitos chave neste álbum. - Filipa Araújo
• A 2 de Março assinala-se o Dia Europeu da Igualdade Salarial, efeméride que não evita uma realidade: as mulheres ganham menos do que os homens, que conseguem ordenados 16,4 por cento superiores. No Dia da Mulher Angolana, nasce uma grande mulher portuguesa, Amélia Rey Colaço, encenadora e actriz. O Dia Europeu da Igualdade Salarial permite perceber as diferenças de rendimento entre homens e mulheres e alertar para a realidade do fosso entre os salários. Os Tratados da União Europeia (UE), rubricados há mais de cinco décadas (em 1957), continuam por cumprir. As mulheres ganham menos do que os homens e quando conseguem aproximar-se desse rendimento estão sujeitas a maior carga horária no emprego. Em vésperas do Dia Internacional da Mulher, a Comissão Europeia quer promover mais uma reflexão sofre as disparidades salariais que se verificam na UE. Em 1498, numa altura em que os salários das mulheres não eram sequer discutidos, o navegador e explorador português Vasco da Gama completa o regresso da costa africana e aporta em Moçambique, depois de intensos temporais. Também a 2 de Março, em 1717, dança-se o primeiro bailado em Inglaterra: ‘Os Amores de Marte e Vénus’. E neste dia, em 1855, Alexandre II torna-se czar da Rússia. O cinema estreia, a 2 de Março de 1933, o histórico filme ‘King Kong’, que é exibido pela primeira vez em Nova Iorque. Já em 1949, é instalada a primeira iluminação pública automática, também nos EUA, em New Milford, Connecticut. O primeiro LP dos Beatles (‘Please Please Me’) é lançado a 2 de Março de 1963, no Reino Unido. Em Toulouse, França, realiza-se o primeiro voo de teste do Concorde, em 1969. A 2 de Março de 1990 Nelson Mandela é eleito vice-presidente do Congresso Nacional Africano, e seis anos mais tarde dá-se um desastre aéreo, na Serra da Cantareira, em São Paulo. A bordo seguiam todos os elementos da banda de rock brasileira ‘Mamonas Assassinas’. Já em 2008, na Rússia, Dmitry Medvedev vence as eleições presidenciais e sucede a Vladimir Putin.
fonte da inveja
Confessar uma infidelidade é um acto tremendamente egoísta.
João Corvo
Opinião
hoje macau segunda-feira 2.3.2015
David Chan* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
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macau visto de hong kong
E
ste é o primeiro artigo depois das férias do Ano Novo Chinês. Deixem-me então desejar-vos um “Feliz Ano Novo” ao mesmo tempo que vos desejo tudo de melhor para o Ano da Cabra. Ao mesmo tempo que marcamos a entrada neste novo signo do zodíaco chinês, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul decidiu abolir o crime de adultério no dia 26 de Fevereiro. Assim, a infidelidade entre indivíduos casados deixa agora de ser considerada um crime na Coreia do Sul. O tribunal em questão consolidou 17 casos semelhantes para a consideração desta questão. Aqueles contra o castigo, que eram na sua maioria indivíduos solteiros, argumentaram que a sua privacidade, assim como a sua liberdade em escolher os seus parceiros sexuais, eram comprometidas por esta lei. Ao mesmo tempo, os que manifestavam interesse na restrição, salientaram que a proibição era necessária de modo a proteger a instituição do casamento naquele país onde, de acordo com a secção 241 do Código Penal Criminal da Coreia do Sul, um indivíduo que confesse ser culpado de adultério deve cumprir uma pena de prisão de dois anos de cadeia. Depois da deliberação, os nove juízes procederam à votação, tendo sete destes concordado que o adultério devia deixar de ser considerado um crime, enquanto que os outros dois discordaram, exprimindo uma opinião contrária. Assim, e como resultado final, a Coreia do Sul acabou por cancelar a classificação deste delito como crime, algo que já acontecia há mais de 63 anos. O Presidente do Tribunal Constitucional, Park Han-chul, disse mesmo que “um indivíduo que praticar adultério deve agora ser advertido por questões morais, mas a privacidade deste não pode mais voltar a ser infringida pelo estado soberano da Coreia do Sul”. Tendo em conta esta deliberação, como reagiu o povo coreano? Vamos voltar a analisar esta questão mais tarde, mas antes disso consideremos primeiro os problemas que a Coreia do Sul vai ter de enfrentar agora que levantou esta sanção. Comecemos então com uma questão muito simples – o que é o adultério? Uma situação de adultério é enfrentada quando se verifica uma quebra das bodas de casamento, mas a definição legal varia de país para país. No Reino Unido, por exemplo, o adultério não é considerado uma
James Whale, Frankenstein
Será o adultério uma ofensa ou um comportamento imoral?
ofensa criminal, mas constitui fundamento para iniciar o processo de divórcio. Nesse país, o acto é definido em parte como “o contacto físico de um dos órgão genitais com um indivíduo estranho”. Já nos Estados Unidos, a definição varia de estado para estado. Na Carolina do Norte implica que “um homem e uma mulher se associem de forma lasciva e devassa na cama e ainda que coabitem juntos”. No Minnesota, por sua vez, quando uma mulher casada praticar um acto sexual envolvendo coito com um homem que não o seu marido (quer este esteja solteiro ou não), ambos são considerados culpados de adultério. Na Índia, como outro exemplo, o adultério acontece quando um homem tem relações sexuais com uma mulher casada sem o consentimento do seu marido, mas sem recurso à violência, visto este tipo de caso vir já a ser considerado um crime de violação. Em Hong Kong, por sua vez, a secção 2 do “Matrimonial Causes Ordinance” defende que o adultério “não inclui o coito de um homem que esteja casado de acordo com a
Uma situação de adultério é enfrentada quando se verifica uma quebra das bodas de casamento, mas a definição legal varia de país para país secção 7 da ‘Marriage Reform Ordinance’ com uma concubina que tenha sido por este legalmente registada”. Mas em Macau não existe uma definição legal para adultério no Código Penal. Analisando estas várias definições, podemos concluir que o adultério implica que um indivíduo mantenha relações sexuais com alguém fora do matrimónio. Para além disso, para que um marido seja considerado culpado de adultério é necessário que: - mantenha relações sexuais com uma mulher, e - a sua própria mulher não esteja de acordo com este acto.
Para além da definição genérica acima apresentada, devemos ainda ponderar se: I) a homossexualidade é considerada um acto sexual? Devemos considerar culpado de adultério um marido que pratique relações sexuais com um outro homem, ou uma mulher que faça o mesmo com uma outra pessoa do sexo feminino? II) o que constitui um acto sexual? Diz isto apenas respeito a situações em que um pénis é inserido numa vagina? E se uma mulher usar a sua mão de modo a masturbar um homem? E se, da mesma forma, os envolvidos utilizarem as mãos, dedos ou mesmo objectos sexuais de modo a fornecer estimulação sexual a uma ou ambas as partes mas de modo a evitar o coito, vamos então considerar este acto como uma relação sexual? Se a resposta for sim, então até estas situações podem vir a ser consideradas como casos de adultério, e vice-versa. III) se um marido permitir que a sua mulher mantenha relações sexuais com um outro homem, em relações que são geralmente definidas como “relação aberta” ou “estilo swinger”, também se encontram situações de adultério? IV) se quer o marido ou a mulher mantiverem relações sexuais com prostitutas (do sexo feminino no primeiro caso e masculino no segundo), podem estes vir a ser acusados de adultério? Vamos então agora voltar à Coreia do Sul e à sua recente decisão de não considerar mais o adultério um crime à margem da lei. Se o marido de alguém praticar sexo com uma mulher que seja solteira, esta recente decisão legal veio na verdade fornecer uma maior liberdade sexual ao parceiro que ainda não se tinha casado. Mas qual é então a responsabilidade do homem casado nesta situação? Será que temos primeiro de avaliar o que constitui uma “relação sexual”? Estas são algumas das questões que a Coreia do Sul vai ter de resolver. Ao mesmo tempo, e de forma muito interessante, o preço das acções da “Unidus Corporation”, uma companhia que produz preservativos neste mesmo país, registou ganhos significativos após o anúncio formal da decisão do Tribunal Constitucional. Será isto uma mera coincidência ou será que os dois casos estão relacionados? Seja como for, sou da opinião que até ao presente momento, a monogamia continua a ser a melhor maneira de preservar as nossas famílias. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Agnes Lam; António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau segunda-feira 2.3.2015
DSSOPT Novos empreendimentos hoteleiros e habitacionais
Quem quer uma casa? IFT Estudantes à procura de trabalho
O Instituto de Formação Turística organizou na sexta-feira uma Feira de Emprego, onde marcaram presença cerca de 20 empresas, disponibilizando dois mil empregos. O alvo da feira foram os cerca de 400 alunos do IFT que, no final do ano lectivo, terminam os estudos, cita a rádio Macau. A taxa de empregabilidade para os estudantes do IFT é alta - quase 88% dos licenciados no ano passado encontraram emprego. Quando os estudantes estão de olhos já postos no mercado de trabalho a presidente do IFT, deixa um conselho: “escolham empresas que possam oferecer uma exposição internacional”. “Macau é muito peq ueno para os nossos estudantes, e muitos estudantes locais não tiveram possibilidade de ir para fora para trabalhar”, nota Fanny Vong, citada pela rádio. A responsável diz ainda que a oferta turística deve ser diversificada para evitar grandes enchentes de turistas.
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Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
N
os últimos três meses do ano passado foi aprovada a construção de mais 25 empreendimentos hoteleiros e uma dezena de projectos habitacionais, segundo informou a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) em comunicado à imprensa.
As construções da área hoteleira vão trazer cerca de 25,900 quatros e cerca de 18 mil lugares de estacionamento, tanto para motociclos como veículos ligeiros, o que “significa um aumento na ordem de cerca de 73% em termos de quartos de hotel comparativamente com o período homólogo de 2013. Assim, durante o quatro trimestre de 2013 estavam em construção
11 empreendimentos hoteleiros em construção na Península de Macau “proporcionarão cerca de 1,300 quartos”, no Cotai estavam em construção nove hotéis que vão resultar numa oferta de 13,900 quartos, e na Taipa irão nascer mais 1000 quartos. Também Coloane terá um aumento de 200 quartos disponíveis quando concluído o único empreendimento ali autorizado. Relativamente às habitações, os 10 novos empreendimentos, avança a DSSOPT, poderão proporcionar cerca de 800 fogos habitacionais. Foram ainda concluídos ou estão em vistoria 20 novos empreendimentos e em “construção estão 92”. Do total irão surgir cerca de 15,600 casas, resultando assim num aumento de 50% quando comparado com o ultimo trimestre do ano passado. Estão ainda contemplados, nestes empreendimentos, cerca de 15,700 lugares de estacionamentos para veículos ligeiros e motociclos.
Comércio a retalho sobe 1%
O valor das vendas do comércio a retalho de Macau atingiu 67,66 mil milhões de patacas em 2014, registando um aumento de 1% face ao ano anterior, indicam dados oficiais divulgados a semana passada. As vendas de relógios e joalharia cifraram-se em 18,14 mil milhões de patacas – perfazendo mais de um quinto do total de negócios (27%), enquanto as de mercadorias de armazéns e quinquilharias totalizaram 9,92 mil milhões de patacas (15% do total), informou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos. O volume do comércio a retalho no ano de 2014 também aumentou 1% em termos anuais. Os acréscimos mais elevados verificaram-se na venda de electrodomésticos (+34%), motociclos e respectivas peças e acessórios (+30%) e alimentos/ doces chineses (+24%).