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Hoje Macau 19 JUL 2018 #4095

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NINA AHN

SOFIA MARGARIDA MOTA

EDIFÍCIO RAINHA D. LEONOR

CANÍDROMO

FOTOGRAFIA

GRANDE PLANO

PÁGINA 8

EVENTOS

IACM CONTRA-ATACA

ELOGIO DA SOLIDÃO

www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

uacamejoh

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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FIRME E HIRTO RÓMULO SANTOS

MOP$10

QUINTA-FEIRA 19 DE JULHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4096

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Multados O Jardim de Infância D. José da Costa Nunes foi multado pela DSEJ, em cerca de 12 mil patacas, na sequência do inquérito aberto depois da revelação de alegados abusos sexuais de menores. A DSEJ exigiu ainda um plano de gestão da estrutura orgânica do infantário. Miguel de Senna Fernandes não concorda com a decisão da tutela mas respeita-a. PÁGINA 9


2 grande plano

19.7.2018 quinta-feira

O arquitecto Rui Leão pediu o adiamento do projecto de alteração do edifício Rainha D. Leonor, mas o Conselho do Planeamento Urbanístico decidiu aprová-lo. O projecto tem a duração de dois anos e não inclui, para já, a total demolição. Na avaliação preliminar, o Instituto Cultural defende que o edifício não tem valor suficiente para ser preservado

SOFIA MARGARIDA MOTA

EDIFÍCIO RAINHA D. LEONOR

AINDA NAO VAI PROJECTO APROVADO PELO CPU NÃO PREVÊ DEMOLIÇÃO

˜


grande plano 3

ABAIXO O

projecto de alteração do edifício Rainha D. Leonor, propriedade da Santa Casa da Misericórdia (SCM), foi ontem discutido no seio do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU). O provedor da SCM, António José de Freitas, já revelou a vontade de demolir o edifício que data da década de 60 e que é tido como um dos exemplos da arquitectura modernista em Macau. O projecto foi ontem aprovado no CPU e não contempla, para já, a demolição uma vez que, para que esta seja uma realidade, é preciso que a SCM tenha na sua posse uma planta de alinhamento oficial emitida pelas Obras Públicas.Algo que ainda não aconteceu. O que foi analisado ontem foi uma planta de condições urbanísticas, que refere que a alteração do prédio continua a manter a finalidade de habitação e comércio. Esta aprovação não agradou por completo ao arquitecto Rui Leão, que se tem batido publicamente pela preservação do Rainha D. Leonor e que pediu mesmo o adiamento da votação do projecto por parte do CPU. “Visto que o processo de demolição não existe, é possível dar tempo ao Instituto Cultural (IC) para avaliar o relatório que submetemos e adiar a análise desta planta para a próxima reunião? Acho que isso faria sentido, para que a classificação da arquitectura moderna comece por algum lado”, frisou. Contudo, Li Canfeng, director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), alertou para a necessidade de se respeitar os procedimentos do CPU. “Não estou

“O edifício tem características específicas, mas o antigo edifício do Banco da China é da mesma época e há uma grande diferença entre os dois. O Rainha D. Leonor não está bem preservado.” PAULO TSE MEMBRO DO CPU LIGADO AO IMOBILIÁRIO

a ver que tenhamos necessidade e suspender ou adiar o processo. Vamos valorizar o seu estilo. Este projecto tem a validade de dois anos e sugiro que seja aprovado, porque dá tempo”, referiu. Esta semana o arquitecto Rui Leão organizou uma conferência onde revelou que a associação que lidera, a Docomomo, entregou junto do IC um pedido de preservação do edifício, uma posição que contou com o apoio da deputada Agnes Lam. Ontem, Rui Leão voltou a defender a sua causa. “É um edifício de grande valor patrimonial e tem bastantes condi-

HOJE MACAU

quinta-feira 19.7.2018

ções para ser avaliado enquanto edifício de valor arquitectónico. Aliás, estranho que não tenha sido feito nenhum estudo nesse sentido junto a este processo. O valor patrimonial deste edifício e um relatório sobre isso seria de extrema importância para que este conselho se pronunciasse.” O representante do IC explicou que foi feito, de facto, um estudo preliminar sobre este prédio. “Quando apresentamos o nosso parecer fizemos um estudo sobre o valor arquitectónico. Fizemos uma comparação com alguns casos no estrangeiro para podermos tecer as nossas conclusões. Devo dizer que procuramos preservar os edifícios que têm um valor arquitectónico modernista, não os vamos demolir todos. Temos a escola luso-chinesa e o mercado vermelho, entre outros.” Contudo, “no nosso parecer preliminar este edifício não tem um valor assim tão relevante”, acrescentou o responsável do IC. Li Canfeng lembrou que existem “várias formas de preservar e manter” o prédio. “Como não está classificado como património acho que podemos, aqui no CPU, dar opiniões, mas ainda não recebemos nenhum pedido de demolição nem temos nenhuma planta. Não estamos a ver este edifício desaparecer num curso prazo.” Rui Leão quis deixar claro que foi a primeira vez que submeteu um relatório ao IC. “Trata-se de um edifício de José Lei que foi director das obras públicas em Hong Kong. Infelizmente, está em mau estado de manutenção mas, de acordo com a nossa argumentação, é um edifício que respeita

os cinco pontos contidos na lei da salvaguarda do património e que justificam a avaliação do edifício como património. Nós arranjamos argumentos para os cinco pontos. De acordo com a lei basta um, mas neste edifício estão os cinco presentes”, acrescentou Rui Leão.

OS QUE CONCORDAM

Não foi apenas o presidente da Docomomo Macau, que já desenvolveu um estudo sobre os edifícios modernistas mais importantes que devem ser mantidos, que se bateu pela preservação. Outros vogais do CPU também o fizeram.

“Como não está classificado como património acho que podemos, aqui no CPU, dar opiniões, mas ainda não recebemos nenhum pedido de demolição nem temos nenhuma planta. Não estamos a ver este edifício desaparecer num curso prazo.” LI CANFENG DIRECTOR DA DSSOPT

“Este edifício é um exemplo de um edifício dos anos 50. Sendo uma cidade com muito património, temos edifícios do século XVI, XVII com o estilo barroco, neoclássico e não temos uma avaliação relativa ao período modernista. O mesmo se aplica ao caso do Hotel Estoril. Este é um edifício que deve ser equiparado ao Hotel Central e que devemos preservar”, referiu U Kin Chou, membro do CPU. Lam Iek Chit adiantou estar de acordo com Rui Leão. “Este edifício consegue revelar a arquitectura de Macau e também peço que este edifício possa ser reavaliado.” Chan Tak Seng, ligado à associação Aliança do Povo de Instituição de Macau, revelou ter uma postura neutra. “Não sei se nos cabe a nós decidir se o edifício deve ou não ser preservado. É preciso ouvir o IC. Tenho uma posição neutra, mas precisamos de avaliar se há risco.”

OS QUE ESTÃO CONTRA

Paulo Tse, ligado ao sector do imobiliário, lembrou que “não se deve olhar apenas para o estilo arquitectónico”. “O edifício tem características específicas, mas o antigo edifício do Banco da China é da mesma época e há uma grande diferença entre os dois. O Rainha D. Leonor não está bem preservado.” O membro do CPU adiantou também que “há que ter em conta a segurança porque é um edifício em risco”. “Só depois de analisar tudo isto é que podemos ponderar ou não a sua preservação”, disse, defendendo a intervenção do Conselho do Património. “Quando falamos de preservação temos um custo. Temos a vontade mas não temos um mecanismo para fornecimento de capital e financiamento além da manutenção.” O deputado nomeado Wu Chou Kit, também engenheiro civil, defendeu apenas que “o património cultural dificilmente consegue ter um equilíbrio com o desenvolvimento social”. O HM tentou chegar à fala com Rui Leão e António José de Freitas, provedor da SCM, sobre os resultados deste encontro, mas até ao fecho desta edição não foi possível. Andreia Sofia Silva e Sofia Margarida Mota info@hojemacau.com.mo

HABITAÇÃO MORADORES NÃO ESTÃO DE ACORDO COM A DEMOLIÇÃO

M

ANUEL de Senna Fernandes é morador no edifício Rainha D. Leonor há três décadas e confessa que grande parte das 24 famílias que residem no velho prédio não estão de acordo com a ideia de demolição, uma vez que ficariam desalojados. “Deveria ser feito um estudo às estruturas para descobrir se o edifício está ou

não em mau estado. Se é para deitar abaixo porque não tem interesse, não faz sentido. Se o prédio for realmente perigoso claro que precisamos de nos mudar mas, por enquanto, é apenas uma intenção que ainda não foi confirmada. Daí ser importante o estudo que vai ajudar às três partes interessadas”, confessou o morador.

Este garante que, apesar do mau estado de manutenção do prédio, nunca houve problemas de infiltrações ou outros relacionados com a estrutura. “Pelo menos na minha casa isso nunca aconteceu, e também nunca ouvi os meus vizinhos queixarem-se deste problema.” Manuel de Senna Fernandes frisou também que os

moradores só ouviram falar da possibilidade de demolição esta semana, pois a Santa Casa da Misericórdia não terá dito nada de semelhante a quem mora no Rainha D. Leonor. “Não há como concordar com a demolição, onde vamos ficar alojados depois? Acho que ninguém há-de concordar com a demolição

do prédio, ficaríamos sem casa. Onde iriamos viver, sendo tão difícil arranjar um apartamento? Não basta dar um montante de dinheiro, não podemos ficar contentes. Estamos num local bem situado”, rematou Manuel de Senna Fernandes. O HM tentou falar com outros moradores do edifício, sem sucesso. A.S.S.


4 política

19.7.2018 quinta-feira

“Ser trabalhador dos serviços públicos é um sonho de muitos residentes, (...) por exemplo, o primeiro concurso de gestão uniformizada para a carreira de técnico superior realizado após a revisão do regime atraiu 21 368 candidatos.”

FUNÇÃO PÚBLICA LEONG SUN IOK QUER TRIAGEM INICIAL NOS PROCESSOS DE RECRUTAMENTO

Selecção simplificada

O deputado Leong Sun Iok quer que a triagem de candidatos à função pública seja feita a partir do início do processo. O Governo deve separar as formas de recrutamento do pessoal especializado, do indiferenciado

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PESAR das alterações nos sistema de recrutamento para a função pública, os processos continuam lentos, ineficazes e dispendiosos. A denuncia é feita em interpelação oral pelo deputado com ligações à FAOM, Leong Sun Iok. “O novo regime contribui para contratar pessoal com equidade, justiça e publicidade, mas a falta de uma ponderação científica no recrutamento e no regime de contratação originou algumas questões tais como morosidade, baixa eficácia, elevado custo, etc., e a falta de resposta atempada às necessidades ao nível de

pessoal de alguns serviços públicos”, lê-se. O tribuno recorda que o sistema de recrutamento uniformizado, em vigor desde 2016, é aplicável a 14 carreiras do regime geral e 19 do regime especializado , no entanto a avaliação e competências é obrigatória para todos. Este procedimento em nada facilita os processos de recrutamento pelo que sugere um mecanismo de triagem de candidaturas que direcione os interessados para os exames mais apropriados. Para Leong Sun Iok, o Governo deve separar as formas de recrutamento e contratação do pessoal especializado, do indiferenciado sendo que

LEONG SUN IOK DEPUTADO

para os últimos “em que a natureza do trabalho é igual, pode-se adoptar uma prova uniformizada “ para evitar a sobreposição de recursos. Dadas as condições apelativas dadas pelo Governo aos funcionários públicos, as candidaturas recebidas são aos milhares. “Ser trabalhador dos serviços públicos é um sonho de muitos residentes, (...) por exemplo, o

primeiro concurso de gestão uniformizada para a carreira de técnico superior realizado após a revisão do regime atraiu 21 368 candidatos”, ilustra. Esta situação, que não distingue carreiras, representa “um gasto de materiais, de recursos humanos e de dinheiro” desnecessário”, sublinha. Por outro lado as pessoas candidatam-se para qual-

quer serviço só para integrar a função publica não tendo em conta se querem ou fazer as funções exigidas pelo emprego, lamenta. A solução, sugere, passará por uma distinção no processo de admissão, de modo a separar o recrutamento para ambas as carreiras na função pública. Na terça-feira, depois da reunião da Comissão de

Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública, o presidente de comissão Si Ka Lon avançou que o Governo pondera a revisão do regime de recrutamento centralizado dos trabalhadores da Administração Pública de modo a diminuir o tempo dos processos. A revisão proposta vai, para já, limitar apenas o número de entrevistas realizadas após a prova de avaliação de competências profissionais, à proporção do número de vagas. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

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ALARME SOCIAL PJ DIZ QUE LEI NÃO AFECTA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

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director da Polícia Judiciária (PJ), Sit Chong Meng, sublinhou que a proposta de lei que se encontra em consulta pública referente à criação do crime do rumor que cause alarme social é válida quando declarado o estado de emergência. De acordo com as declarações dadas pelo responsável ao Jornal do Cidadão, o estado de emergência é activado apenas em casos de catástrofe e é neste âmbito que vai vigorar a proposta que agora se encontra em consulta.

Para Sit Chong Meng, esta premissa que pode vir a integrar a lei da proteção civil não vai afectar em nada a liberdade de expressão dos meios de comunicação social. Segundo a mesma fonte, o director da PJ acredita que os serviços de polícia unitários vão oferecer informação adequada, e apela aos meios de comunicação social para não estarem preocupados. “O crime visa apenas as pessoas que com in-

tenção procuram causar confusão no seio da sociedade”, sublinha. Sit acrescentou ainda que o centro da protecção civil já estabeleceu um grupo constituído pelas forças da Polícia de Segurança Pública, da PJ, dos Serviços de Alfândega, e do Corpo de Bombeiros, sendo que em caso de acidentes e catástrofes cabe a este organismo prestar todas as informações de forma correcta à comunicação social.


política 5

CCPPC CHUI SAI ON COM PANSY HO

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Chefe do Executivo, Chui Sai On, reuniu esta terça-feira na sede do Governo com o presidente da Comissão Municipal de Pequim da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), Ji Lin. De acordo com um comunicado oficial, a empresária Pansy Ho, ligada à Shun Tak e à MGM China, marcou presença no encontro na qualidade de membro permanente da Comissão Municipal de Pequim da CCPPC, ao lado de Lou Tak Wa, outro membro. A reunião serviu para trocar “opiniões sobre um maior reforço das relações entre Macau e Pequim, particularmente, no fortalecimento da cooperação no âmbito dos trabalhos relacionados com a juventude”. Além disso, “ambos os intervenientes destacaram a grande importância que a abertura ao trânsito da ponte Hong Kong - Zhuhai - Macau irá ter para a ligação de Hong Kong e Macau à China interior”. Foi também referido que “facilitar o transporte e o trânsito, dará mais um contributo para a construção da Grande Baía Guangdong - Hong Kong – Macau”. Chui Sai On adiantou que, no futuro, o Governo “irá apoiar com maior intensidade o desenvolvimento dos jovens, criando melhores oportunidades, particularmente em termos de intensificação do intercâmbio com a China interior, permitindo-lhes aprofundar o conhecimento sobre a conjuntura nacional e o desenvolvimento actual do país”.

Locação Financeira Comissão da AL pede tempo para analisar diploma

A 2.ª comissão permanente da Assembleia Legislativa, que está a analisar na especialidade a nova lei para as Sociedades de Locação Financeira, precisa de mais tempo para concluir a análise do diploma. Os trabalhos podem mesmo não ser concluídos a tempo das férias da AL, que começam a 15 de Agosto. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, Chan Chak Mo, presidente da comissão, admitiu que nesta altura só foram analisados seis artigos, dos 30 que fazem parte da proposta do Governo. “Acredito que vai levar vários encontros, antes de completarmos a análise do diploma”, apontou. O deputado deixou ainda o desejo que no diploma se defina claramente o estatuto que regula a actividade destas empresas.

SOFIA MARGARIDA MOTA

quinta-feira 19.7.2018

METRO LIGEIRO AGNES LAM QUESTIONA PREÇO DA OBRA E DEFENDE TECTO ORÇAMENTAL

O grande buraco negro

O Governo apresentou uma nova forma de contabilidade para as obras do metro, que passaram a incluir mais rúbricas. Como tal, o orçamento actualmente é de 16,4 mil milhões, com tendência para subir. A deputada Anges Lam quer saber quando é que o preço vai finalmente deixar de subir e define a obra como um “buraco negro”

A

deputada Agnes Lam escreveu um interpelação a questionar o Governo sobre o preço total do Metro Ligeiro, incluindo a Linha de Macau. A questão surge depois de na terça-feira o Executivo ter informado uma comissão da Assembleia Legislativa que o orçamento do Metro Ligeiro, excluindo as obras na Península, estava agora orçamentado em 16,4 mil milhões de patacas. Segundo os responsáveis do Governo, o aumento deve-se a uma nova forma de organizar a contabilidade, devido à entrada em vigor da lei de enquadramento orçamental. “Anos após ano, o orçamento para o Metro Ligeiro tem sofrido alterações. Só o montante para a Linha da Taipa ultrapassa as estimativas que havia para o ano. Agora, que o Governo já tem a experiência da construção da Linha da Taipa e também dos custos de outras partes da obra, deveria

haver uma estimativa do preço final mais concreta”, começa por considerar Agnes Lam. “Assim, qual é o orçamento limite para todo o projecto do Metro Ligeiro”, questiona. Além da Linha da Taipa, as contas incluem outras fases do projecto como o custo da Estação Intermodal da Barra, Linha de Seac Pai Van, trabalhos de consultadoria, supervisão, exploração geológica para a Linha do Leste,

“Está na altura das autoridades definirem claramente as ideias, de forma cuidadosa, e fazerem um cálculo entre os custos e benefícios do projecto.” AGNES LAM DEPUTADA

que faz a ligação entre a Taipa e a Zona A, e o custo do Parque de Materiais e Oficina. Mesmo assim, a membro da AL mostra-se igualmente preocupada com os derrapes constantes e a subida do orçamento total: “O projecto do Metro Ligeiro é conhecido como um buraco negro em Macau. Do montante de 3 mil milhões de patacas, em 2003, subiu para 4,3 mil milhões de patacas, em 2007, depois para 7,5 mil milhões em 2009, de 11 mil milhões, em 2011, e para 14,237 mil milhões em 2012. Agora, foi aumentado para 16,4 mil milhões, que é quatro vezes o preço original”, sublinha. “E o orçamento conhecido não inclui a Linha da Taipa”, acrescenta.

TECTO MÁXIMO

Por outro lado, a deputada defende que é necessário definir um limite máximo para a obra, que não deverá ser ultrapassado. “O orçamento não pode continuar sem um limite,

nem sofrer atrasos ou aumentos. Será que o Governo vai impor um tecto para o projecto, tendo em conta os encargos já assumidos e a capacidade financeira de Macau? E assim que esse limite for alcançado, o que vai ser feito para controlar o orçamento”, pergunta. Ainda em relação ao controlo do orçamento, Agnes Lam pergunta se o Executivo está preparado para abandonar partes dos traçados ou simplificar os procedimentos envolvidos. Por outro lado, a deputada pede ao Governo liderado por Chui Sai On que assente as ideias ao nível dos custos, em nome de uma maior eficácia neste projecto, que define como um “buraco negro”. “Está na altura das autoridades definirem claramente as ideias, de forma cuidadosa, e fazerem um cálculo entre os custos e benefícios do projecto”, aponta. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


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19.7.2018 quinta-feira

DIPLOMACIA CIMEIRA DA CPLP TERMINOU ONTEM SEM ABORDAR QUESTÃO DE MACAU

Oriente à margem

Chegou ontem ao fim a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Cabo Verde. Da agenda saiu a vontade de implementar a livre circulação de pessoas e bens dos Estados membros, mas a questão de Macau não foi discutida. Para Francisco José Leandro, docente da Universidade de São José, o assunto “não está em cima da mesa”

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ACAU não é um Estado mas tem a língua portuguesa como idioma oficial, o que só por si seria argumento suficiente para se ponderar a sua adesão à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), ainda que a China tivesse de tomar essa decisão. Em 2016, a um ano de se realizar a cimeira em Brasília, Brasil, o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, garantiu que a adesão de Macau seria sempre um ponto complicado. “Isso não, porque os territórios estão dentro de países”, afirmou, lembrando que a China já utiliza a RAEM como ponte de ligação com os países de língua portuguesa através do Fórum Macau. A cimeira deste ano, realizada em Cabo Verde, chegou ontem ao fim e o assunto parece continuar na gaveta. O HM não obteve resposta sobre a possibilidade de inclusão do assunto Macau na agenda, e Francisco José Leandro, docente da Universidade de São José (USJ), autor de vários artigos sobre a CPLP, deixou bem claro que “este assunto não está em cima da mesa”. “Há dificuldades do ponto de vista jurídico, porque não estão previstos membros que não sejam Estados. Mas acho que a questão essencial é o facto das relações que a China tem estabelecido com os países de língua portuguesa terem sido sempre feitas com uma base bilateral ou através do Fórum Macau”, adiantou ao HM. Apesar de não fazer parte da CPLP, ao lado de países como Portugal, Brasil, Cabo Verde ou

São Tomé e Príncipe, entre outros, Macau participa através da presença de vários observadores consultivos, como é o caso da Fundação Oriente, Instituto Internacional de Macau ou a Associação de Universidades de Língua Portuguesa, da qual fazem parte Rui Martins, da Universidade de Macau, e Lei Heong Iok, presidente do Instituto Politécnico de Macau. A própria USJ é observador consultivo, mas o papel destas entidades é meramente auxiliar. “Esse estatuto [de observador consultivo da USJ] foi reconhecido o ano passado e acho que estão previstas para este ano um conjunto de iniciativas na área cultural. Mas estes parceiros consultivos não protagonizam as relações económicas e político-diplomáticas, e são essas que são determinantes”, alertou Francisco José Leandro.

SÓ BOAS INTENÇÕES

Da cimeira dos últimos dois dias saiu a ideia de tornar a CPLP num espaço de livre circulação de bens, pessoas e serviços. Maria do Carmo Silveira, secretária-executiva da CPLP, referiu que a facilitação da mobilidade e a promoção do comércio como os principais desafios que a organização enfrenta. Contudo, Francisco José Leandro defende que houve poucas evoluções no seio da CPLP desde a

sua fundação, em 1995. “A CPLP, apesar de haver boas intenções, na realidade não tem uma componente diplomática e de negócios que possa ajudar nesta relação entre a China e os países de língua portuguesa. Se olharmos para a génese da CPLP, e para aquilo que ela é hoje, algumas coisas foram ponderadas, como a dimensão da segurança.”

“O essencial é o facto das relações que a China tem estabelecido com os países de língua portuguesa terem sido sempre feitas com uma base bilateral ou através do Fórum Macau.” FRANCISCO JOSÉ LEANDRO PROFESSOR DA USJ

Contudo, na visão do docente especialista em ciência política e relações internacionais, a CPLP “não tem ainda uma bagagem económica e diplomática que permita ser uma plataforma para esse aprofundamento de relações com a China”. Mesmo que a livre circulação de pessoas e bens aconteça no seio dos Estados-membros, tal não terá influência para Macau e China, apesar da existência do Fórum Macau e de projectos de integração e cooperação como é o caso da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. “A livre circulação levanta outras questões e não sei se a CPLP tem capacidade política para as

ultrapassar. É mais uma das boas intenções mas vai ser difícil de implementar. Há Estados que pertencem ao MERCOSUL, à União Europeia (UE). Não é assim tão fácil. Os Estados que pertencem à CPLP não estão disponíveis para sacrificar nenhuma da sua soberania em favor da própria CPLP. Portugal fez isso em relação à UE, mas nenhum dos outros Estados o fez em relação a outras organizações internacionais e muito menos à CPLP”, rematou. Ontem decorreu ainda a eleição do português Francisco Ribeiro Telles para o cargo de secretário-executivo. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


sociedade 7

quinta-feira 19.7.2018

O Conselho de Planeamento Urbanístico aprovou a Planta de Condições Urbanísticas do depósito e armazém provisórios para substâncias perigosas. A estrutura reuniu o consenso dos membros do organismo em termos de segurança porque fica afastada de zonas residenciais

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Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU) aprovou ontem a Planta de Condições Urbanísticas (PCU) para depósito e armazém provisórios de substâncias perigosas em dois terrenos na zona de aterro entre a Taipa e Coloane, mais propriamente junto à Avenida Marginal Flor de Lótus e junto à Estrada do Dique. As estruturas visam colmatar a falta de espaço para

CPU APROVADO DEPÓSITO PROVISÓRIO DE SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS NA TAIPA

Depósitos a prazo

“Temos dois terrenos, um junto à marginal e outro junto à Estrada do Dique que achamos que estão mais distantes da zona residencial. Iremos também assegurar a segurança sem comprometer as zonas circundantes.” LEONG IOK SAM COMANDANTE DO CORPO DE BOMBEIROS

em caso de acidente. “Temos uma equipa profissional para dirigir todas as operações e um plano de contingência. Ao lado dos edifícios queremos ter um espaço para estacionar os automóveis e outro para servir de escritório da nossa equipa de gestão”, afirmou.

ATERROS FUTUROS

o armazenamento deste tipo de materiais, enquanto não for encontrado um terreno com capacidade de acolher instalações definitivas, afirmou o comandante do Corpo de Bombeiros (CB), Leong Iok Sam. “Queríamos um lugar distante da zona residencial para ser

IACM Lotes de mel com substâncias cancerígenas não se vendem em Macau

Um artigo do jornal South China Morning Post noticiou a existência de algumas marcas de mel no mercado que continham antibióticos, substâncias cancerígenas e elevada presença de açúcar de cana. Contudo, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) emitiu um comunicado onde refere que as embalagens de mel dos dois lotes afectados e verificados pela autoridades de inspecção alimentar de Hong Kong não se encontram à venda em Macau. As marcas em questão são “Hero Natural Bee Honey” e “Ta Miaw Ko Natural Honey”. O IACM esclarece que para importar mel natural para o território é obrigatório passar por um processo de inspecção, além de que o organismo promete enviar pessoal para fiscalizar os supermercados. Para já, não foi detectada qualquer anormalidade. As embalagens de mel em causa tinham uma elevada concentração de antibióticos, um nível que já não é permitido na União Europeia e na China, por exemplo.

armazém temporário, até encontrarmos um local seguro e definitivo para transferir a estrutura”, disse. Para o responsável, estas são as localizações ideais neste momento. “Temos dois terrenos, um junto à marginal e outro junto à Estrada do Dique que achamos que

estão mais distantes da zona residencial. Iremos também assegurar a segurança sem comprometer as zonas circundantes”, sublinhou. Também para garantir a segurança, o projecto contemplar a instalação de vários dispositivos anti-incêndio. “Já visitámos a China continental

e a região de Hong Kong para sabermos as necessidades de segurança e vamos ter dispositivos contra incêndio, um grupo profissional de gestão e planeamento logístico e de circulação dentro destas áreas”, referiu Leong. Além disso, existe ainda um plano de contingência

Quanto a uma futura construção definitiva do depósito e armazém de substâncias perigosas, o comandante do CB mostrou-se favorável a que seja num aterro que ainda venha a ser construído. “Também há a hipótese de se vir a conquistar terra ao mar para ter esse terreno definitivo para estes depósitos de forma a não afectar a população.” Para já, de acordo com as autoridades, estas instalações provisórias vão dar conta das necessidades actuais e terão capacidade para armazenar cerca de 3000 botijas de substâncias perigosas. Para o comandante dos bombeiros, o ideal é que as estruturas possam ter um pouco mais de espaço caso seja necessário. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

INTOXICAÇÃO VÍTIMAS INTERNADAS EM ESTADO ESTÁVEL DEPOIS DE INALAREM GÁS

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correu esta terça-feira um caso de alegada intoxicação por gás sulfídrico dentro de um apartamento onde residem cinco pessoas da mesma família, com idades compreendidas entre os 34 e 54 anos. De acordo com um comunicado divulgado ontem à noite pelos Serviços de Saúde de Macau (SSM), duas mulheres foram enviadas para as urgências do hospital Kiang Wu, ao início da madruga de quarta-feira. “Durante esse período a filha retomou a consciência, sendo que os exames de sangue mostraram que a carbooxihemoglobina era negativa. A

mãe teve vómitos no hospital. Após o tratamento, a situação melhorou, a mãe teve alta, enquanto a filha ainda está ainda internada para tratamento, mas em condição clínica considerada estável”, aponta um comunicado. O incidente, ocorrido no edifício Mei Lin, aconteceu perto das 00h50 do dia 17. Os SSM explicam que “uma mulher, após ter entrado na cozinha, apresentou sintomas como tonturas, suores e convulsões, entre outros, tendo desmaiado após sair daquele local. De imediato, a mãe prestou os primeiros socorros, abriu as janelas para ven-

tilação e chamou a ambulância, e ao mesmo que sentiu odores fortes”. De acordo com uma das vítimas, foram realizados trabalhos de canalização na tarde de segunda-feira. “Após o incidente, os bombeiros mediram o gás sulfídrico no apartamento da vítima e procederam a tratamento de emergência no local”, referem os SSM.


8 sociedade

19.7.2018 quinta-feira

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CANÍDROMO YAT YUEN ARRISCA PAGAR ENTRE 13 E 65 MILHÕES DE PATACAS EM MULTAS

administradores podem ser chamados a assumir parte do pagamento. Amanhã é o prazo limite para a empresa tirar os cães do Canídromo. No entanto, até o afinal de ontem ainda não era conhecido qualquer plano ou possível destino para os animais. Também o Governo revelou que não vai aceitar a possibilidade dos galgos serem levados para o Jóquei Clube de Macau. A explicação foi dado por Paulo Martins Chan, director da Direcção de Inspecções e Coordenação de Jogos. “O pedido para a realocação dos galgos devia ter sido feita pelo Jóquei Clube de Macau, mas até agora não há nenhum pedido. Também o contrato de concessão de corridas de cavalos só permite o uso do terreno para restaurantes, diversificação, divertimento e outros, não inclui este tratamento [guardar galgos]”, explicou o director da DICJ. Neste momento, as opções da Yat Yuen, que teve dois anos para trabalhar num plano para os galgos, começam a ficar limitadas. Até porque o destino dos animais terá de ter a aprovação do IACM. “O local para onde os cães forem levados tem de ter as condições necessárias”, avisou Lei Wai Nong.

Último reduto

O Executivo está preparado para multar a empresa responsável pelo Canídromo por abandono de animais. A sanção vai de 20 mil a 100 mil patacas, por abandono, e poderá resultar num total entre 13 e 65 milhões de patacas, caso os cerca de 650 galgos ainda estejam no terreno no sábado

TIAGO ALCÂNTARA

Governo endureceu ontem o discurso contra a Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) e admite estar preparado para impor sanções à empresa, que tem como directora-executiva a deputada Angela Leong. O vice-presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Lei Wai Nong, disse mesmo que o Governo está preparado para impor as sanções necessárias. “O IACM, como responsável pelo terreno depois de 20 Julho, vai interferir e proporcionar tempo necessário para que as pessoas adoptem os galgos. Se houver galgos no Canídromo, quando recuperarmos o terreno, vamos actuar de acordo com a lei e instaurar os processos necessários”, afirmou o responsável. “Primeiro quero dizer que não é uma coisa que gostasse de ver, temos de tomar conta dos animais. Se a companhia violar alguma lei tem de assumir as suas responsabilidades”, acrescentou. “Se na altura houver galgos abandonados, vamos tomar medidas e conta deles. Mas a companhia Yat Yuen não tem desculpa nenhuma para não assumir as suas responsabilidades”, frisou.

MULTAS POR ABANDONO

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OVE associações da protecção dos animais entregaram ontem uma carta no Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais a exigir ao Governo que assuma o destino dos cerca 650 galgos que estão no Canídromo. Entre as associações presentes estiveram a Masdaw – Associação para os Cães de Rua e o Bem-Estar Animal em Macau, Associação Protectora para os Cães Vadios de Macau, Long Long Volunteers Group, Associação de Protecção aos Animais Abandonados de Macau, Long Long Animals Asylum Home, entre outras. “O nosso objectivo é impedir a exportação destes cães para locais fora de Ma-

CANÍDROMO EM DESESPERO está definido como penalização uma multa que vai das 20 mil às 100 mil patacas. Se as autoridades considerarem que há um

abandono por cada cão deixado para trás, e tendo em conta que estão no Canídromo cerca de 650 cães, então a companhia

A prova dos nove Associações pedem ao Governo para tomar conta dos galgos

cau onde não se protegem os animais. O IACM e a Companhia de Corridas de Galgos de Macau estão a demorar muito a resolver a situação e já estamos a aproximar-nos do dia 21 [data em que o Governo recupera o terreno Canídromo]”, disse Fernando Carvalho, presidente substituto da Masdaw. “Para nós, a solução ideal era que os animais fosse todos adoptados, e que enquanto se aguarda por isso que o Governo tome conta dos animais”, acrescentou.

Na carta entregue ontem foi sugerido que o Governo aproveitasse a plataforma da ANIMA, que tem uma lista com potenciais adoptantes.

Para Albano Martins, presidente da ANIMA, o Governo está a deixar a empresa sem opções, depois de dois anos à espera de um plano para o futuro dos galgos. O dirigente

poderá ter de pagar entre 13 milhões e 65 milhões de patacas. Segundo a lei, no caso das infracções serem cometidas pela empresa, os

“A ANIMA apresentou uma solução viável que poderá ser utilizada, visto que conseguiram uma plataforma com 600 e tal adoptantes. As nove associações podem colaborar nesse processo, com o Governo e a ANIMA, e talvez essa fosse a melhor solução”, apontou Fernando Carvalho. HOJE MACAU

Segundo Lei Wai Nong, o facto da companhia deixar os cães no Canídromo após o dia de amanhã poderá ser considerado abandono. Nesse caso, segundo a lei de protecção dos animais,

Na entrega da petição esteve também o deputado da Associação Novo Macau, Sulu Sou: “A exigência das associações é a de que a empresa Yat Yuen tem grandes responsabilidades e deve assumi-las. Houve tempo para a empresa apresentar uma boa proposta, mas até agora não conseguiram apresentar uma proposta aceitável”, sublinhou o legislador.

ANIMA DE FORA

A carta entregue ontem não contou com a presença nem assinatura da ANIMA, apesar da sociedade protectora dos animais se identificar com o conteúdo. Em causa esteve o facto de Sulu Sou ter participado no evento.

associativo considera que os galgos ficarem à responsabilidade do IACM é uma boa notícia. “O Governo tem falado de forma meio abstracta e não é fácil fazer uma leitura, mas parece-me que o Governo quer encurralar o Canídromo a ponto deles não poderem sair de lá com os cães”, afirmou Albano Martins, ao HM. “Se for o Governo a ficar com os cães não é uma má solução, acredito que eles fiquem em melhor situações. Talvez no início haja problemas porque não é fácil arranjar tanta gente para tratar de cerca de 650 animais, mas depois de um mês as coisas vão estar melhores”, defendeu. O presidente da ANIMA considerou também que a proprietária Angela Leong devia levar os gestores da empresa a tribunal, por gestão danosa: “O Canídromo está em desespero. Se eu fosse a Angela Leong, que não sabe nada do negócio e se limitou a confiar aquilo a um conjunto de indivíduos, processava toda essa gente por gestão danosa”, referiu. “Essas pessoas [gestores] estão a criar conflitos desnecessários com a sociedade, a criar custos desnecessários para a empresa, quando podia ter resolvido tudo de forma mais saudável em termos financeiros e da própria imagem junto da comunidade”, sublinhou. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

“A Anima foi convidada a assinar a petição, mas recusou. Não está em causa o conteúdo e vamos enviar uma carta ao IACM a dizer que concordamos com o conteúdo. Mas não assinamos porque está assinada por um político”, disse Albano Martins, presidente da ANIMA, ao HM. “Não está em causa o valor do político, mas nós não nos envolvemos em actividades que possam ser vistas como propaganda política. Isso viola o nosso código de ética”, explicou. “Mas a ANIMA vai cooperar com todas essas associações e com o Governo, no sentido de encontrar a melhor forma de saída para estes animais”, frisou. J.S.F.


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quinta-feira 19.7.2018

RÓMULO SANTOS

AEROPORTO ESPERADOS MAIS DE OITO MILHÕES DE PASSAGEIROS

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A

Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) vai aplicar uma multa, de cerca de 12 mil patacas, à Associação Promotora de Instrução dos Macaenses (APIM) na sequência do inquérito de averiguação aos alegados casos de abuso sexual registados há cerca de dois meses no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes. De acordo com comunicado divulgado ontem pela DSEJ, provou-se que a organização e funcionamento da escola, bem como o tratamento dos respectivos casos pela directora e pessoal docente violaram vários regimes normativos. De acordo com o comunicado oficial foram violadas normas do Estatuto das Instituições Educativas Especiais, a lei de bases do sistema educativo não superior, as normas profissionais do pessoal docente bem como o próprio regulamento interno do Costa Nunes. Além da multa, que ronda as 12 mil patacas, a DSEJ exige ainda a apresentação de um programa de execução de medidas de gestão administrativas optimizadas que deve ser dado a conhecer à entidade do Governo antes do início do pró-

COSTA NUNES DSEJ APLICA MULTA A JARDIM DE INFÂNCIA E EXIGE PLANO DE GESTÃO

A expiação

Vai ser aplicada uma multa ao Jardim de Infância D. José da Costa Nunes na sequência dos casos de alegados abusos sexuais. A escola fica ainda obrigada a apresentar um plano de gestão optimizado da sua estrutura orgânica. Miguel de Senna Fernandes não concorda com a aplicação da multa mas respeita a decisão ximo ano lectivo. O objectivo, refere o comunicado da DSEJ, é garantir que a escola tenha um funcionamento eficaz, capaz de proporcionar aos alunos “condições de segurança para a aprendizagem”.

CONTRATAÇÕES CONSCIENTES

Foi ainda solicitada à entidade titular da escola melhorias na es-

trutura orgânica, especialmente do grupo de gestão de crises escolares, de modo a garantir a contratação de pessoal docente adequado. Uma das funções deste grupo de gestão de crises será a promoção de acções de formação destinadas a sensibilizar e dotar os funcionários das capacidades necessárias para lidar com situações de crise.

De acordo com o comunicado da DSEJ, para esta investigação foram recolhidas 18 declarações prestadas pela entidade titular, pela directora da escola, pelo pessoal docente e pelos encarregados de educação.

PAGAMENTO CONTRARIADO

Miguel de Senna Fernandes, presidente da Associação de Promoção da Instrução dos Macaenses (APIM), entidade que tutela o Costa Nunes, não concorda com a multa aplicada mas irá cumprir com o seu pagamento. “Claro que há certas coisas que não podemos concordar”, começa por dizer ao HM. A apresentação de recurso é uma hipótese mas, o mais importante é não demorar o processo que tem vindo a decorrer. “Ninguém gosta de ser multado mas também temos de ponderar se a reacção contra isto, com as suas delongas, vale ou não vale a pena”, aponta. Miguel de Senna Fernandes aponta ainda que a escola tem procedido a reorganização orgânica independentemente das exigências da DSEJ. “Isto está a ser feito agora, não por ser uma questão de determinação da DSEJ”, conta o presidente da APIM. Sofia Margarida Mota

sofia.mota@hojemacau.com.mo

aeroporto internacional de Macau (MIA) espera receber mais de oito milhões de passageiros este ano, mais de meio milhão do que o previsto no início de 2018, uma estimativa justificada pelo crescimento registado no primeiro semestre. Num comunicado divulgado na terça-feira, a Companhia do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) revelou esperar, “depois de um primeiro semestre notável”, mais de oito milhões de passageiros, 60 mil movimentos aéreos e 39.000 toneladas de carga em 2018. No início do ano, eram esperados 7,38 milhões de passageiros em 2018, menos 620.000 do que a estimativa agora apresentada. As últimas previsões prendem-se, segundo a companhia, com os números registados nos primeiros seis meses do ano: quatro milhões de passageiros e 30.000 voos, um crescimento homólogo de 20 por cento e 12 por cento, respectivamente. A CAM atribuiu o aumento, no início de Julho, ao número crescente de visitantes do interior da China e Sudeste da Ásia, os dois ‘grandes mercados’, que subiram 41 por cento e 13 por cento, respectivamente. Para justificar as estimativas, a companhia destacou ainda as novas rotas - Moscovo (Rússia), Tuguegarao (Filipinas), Kota Kinabalu (Malásia) e Phuket (Tailândia) e as três novas companhias aéreas que voam para Macau - a Royal Air Charter Service (Filipinas), a Small Planet Airlines (Lituânia) e a Royal Flight Airlines (Rússia). Além disso, o aeroporto concluiu, em Fevereiro último, a expansão da parte norte do terminal, estando agora a expandir a parte sul. O projecto de expansão visa elevar a capacidade geral do aeroporto para 10 milhões de passageiros por ano.

Violência doméstica Homem fica em prisão preventiva

O Ministério Público (MP) decidiu aplicar a medida de prisão preventiva ao suspeito do crime de violência doméstica contra a sua mulher. De acordo com um comunicado, o caso ocorreu no passado dia 12, quando o homem terá “despejado em cima da sua esposa óleo a ferver e desentupidor líquido por causa de problemas familiares, tendo-lhe causado queimaduras graves em várias partes do corpo”. O homem pode vir a ser acusado do crime de ofensa à integridade física qualificada, constante no Código Penal. Neste momento, o caso continua a ser investigado.


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19.7.2018 quinta-feira

A solidão com

Está a nascer na Coreia do Sul uma nova tribo juvenil. “Honjok” é o movimento que se caracteriza pela opção de viver em solidão ao mesmo tempo que se retratam esses momentos em fotografia

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MA jovem, sentada ao balcão de um bar. De olhar perdido, parece dar um beijo a um pequeno tomate. Numa outra imagem, desta feita a preto e branco, uma jovem é retratada com o olhar substituído pela luz de um túnel. Através de uma montagem, dirigem-se ao suposto olhar, três indivíduos. Estas são as descrições possíveis de duas das fotografias de Nina Ahn e Hasisi Park que retratam o movimento “honjok”. “Honjok” é neologismo que combina as palavras "hon" (sozinho) e "jok" (tribo). O conceito aparece para descrever uma geração, que conta com cada vez mais elementos, que abraça a solidão e a independência como características identitárias. O fenómeno reflecte o crescente número de lares constituídos por uma só pessoa e “é também a expressão que retrata a mudança de atitudes em relação ao romance, ao amor, ao casamento e à família. É esta a subcultura que dá mote aos trabalhos das fotografas Nina Ahn e Hasisi Park, aponta uma reportagem da CNN.

NINA AHN

FOTOGRAFIA ARTISTAS SUL-COREANAS REGISTAM A OPÇÃO DE VIVER SÓ

"É a sensação de desistir", disse Ahn em entrevista à mesma fonte. Para a fotógrafa a geração a que pertence já não se apoia no trabalho para a conquista da felicidade pelo que a aposta é no individuo, só, na sua existência. "Vivemos numa geração em que simplesmente trabalhar arduamente por um futuro brilhante não garante a felicidade, então por que não investir em 'eu', dando tempo a cada um de nós?”, questiona retoricamente. As imagens não deixam de carregar um sentimento de tristeza, mas não podia ser de outra forma. "O facto das minhas fotografias terem associada a tristeza reflecte o que é actualmente a cara da minha geração", diz.

Embora as imagens de Ahn retratem uma solidão palpável, a fotógrafa acredita que os seus contemporâneos estão mais dispostos a dar sentido à vida recorrendo a outras acções, como as viagens. A ideia parte também do princípio de que existe uma certa desesperança quanto às certezas do futuro. "A geração dos nossos pais sabia que depois de trabalhar afincadamente e de economizar durante alguns anos seria possível comprar uma casa para a família, mas nós não”, diz. "Chegámos à conclusão de que nunca seremos capazes de conseguir ter alguma coisa, mesmo trabalhando a vida toda”, aponta. A efemeridade do mundo moderno é uma das maiores crenças desta geração. “Sabemos que a felicidade

“A geração dos nossos pais sabia que depois de trabalhar afincadamente e de economizar durante alguns anos seria possível comprar uma casa para a família, mas nós não.” NINA AHN FOTÓGRAFA

nunca dura sempre e queremos ter uma forma de viver consoante esta circunstância e de maneira mais sábia. As nossas prioridades mudaram”, sublinha.

Nina Ahn não está sozinha no registo fotográfico deste movimento social. A fotógrafa Hasisi Park também explora o isolamento entre os jovens sul-coreanos. No seu trabalho retrata uma juventude sem poder “no grande deserto que é a sociedade em geral”, revela à CNN. Para a fotógrafa, a ascensão do movimento “honjok” deve-se às pressões sociais da vida moderna que limitam a inter-acção com os outros. "A sociedade em que vivemos pode ser muito instável, e acho que, por isso, os jovens não se querem comprometer ", disse em entrevista.

TRANSFORMAÇÕES RADICAIS

Em 2016 foram registados, na Coreia do Sul, 5 milhões de lares


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grupos”, explicou. No entanto, e com o desenvolvimento da democracia, os valores têm-se modificado e ao invés do colectivismo, o individualismo começou a predominar. "Quando cheguei pela primeira vez à Coreia, nos anos 70, todos os coreanos que conhecia tinham cinco ou seis irmãos, e todos vinham de famílias numerosas", acrescentou Breen. "Costumava ver muitos parentes a viver na mesma aldeia". Com uma crescente classe média e os esforços por parte do Governo na promoção do planeamento familiar, a taxa de natalidade sofreu “uma queda dramática de 6,1 nascimentos por mulher em 1960, para 1,2 em 2015”. Criar um filho começou a ser percepcionado como um peso e as

noções de família tradicional mudaram, aponta. O crescimento do individualismo pode ser uma fonte de satisfação, considera Jang Jae Young, gestor de um site dedicado ao estilo de vida solitário, o honjok.me. "A geração de nossos pais estava ocupada com a preocupação de por o pão na mesa", disse em entrevista à CNN. "Tiveram de se sacrificar para alimentar as famílias e contribuir para a economia”, explica. Hoje em dia o objectivo de cada um é outro: a realização pessoal. "Há um desejo de auto-realização e de felicidade, mesmo que isso signifique estar sozinho", considera. Sofia Margarida Mota com CNN info@hojemacau.com.mo

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“estado do mundo”, com “fronteiras cada vez mais fechadas”, não facilita a vida aos organizadores do Festival Músicas do Mundo, que regressa hoje a Porto Covo e ruma depois a Sines. “A boa música não escolhe géneros, nem escolhe fronteiras”, acredita Carlos Seixas, programador do festival, que, ao completar 20 edições, apresenta o maior alinhamento de sempre, com 59 concertos de 38 países e regiões, de todos os continentes, entre 19 e 28 de Julho (19 a 22, na aldeia de Porto Covo, e 23 a 28 de Julho, na cidade de Sines). Desengane-se quem pensa que à 20.ª edição tudo é mais fácil. No mundo de hoje, com “as grandes questões ligadas às migrações”, há até “mais dificuldades do que há uns anos”, compara Carlos Seixas. “Continua a ser difícil trazer músicos” da Ásia, dos países árabes, de África para apresentar ao Ocidente, reconhece, assinalando a contradição entre vivermos hoje num “mais pequeno, no sentido da informação que nos chega todos os dias”, mas num ambiente global de “fechamento”. Perante este “estado do mundo”, o FMM opta por “abrir um caminho alternativo, viajar por outras latitudes, descobrir o que neste momento se tornou a música, cheia de influências, de transformações”. E fá-lo pela “qualidade” das chamadas músicas do mundo, mas também com a certeza de que “cultura é política”. Recordando que muitos dos músicos que pisam o palco do FMM “não têm a ‘chance’ de mostrar aquilo que são e aquilo que fazem noutros festivais” e, mesmo

LUSA

em que reside uma só pessoa, o que corresponde a cerca de 28 por cento da população do país refere, Michael Breen, autor do livro "Os Novos Coreanos: A História de um Nação ", tendo como base os dados dos serviços estatísticos daquele país. De acordo com o mesmo autor, refere a CNN, este tipo de desenvolvimento social orientado para as famílias unipessoais vai contra as tradições históricas da sociedade coreana. "Acho que é uma consequência natural da democracia e do desenvolvimento económico", diz Michael Breen. "Em muitas sociedades asiáticas, os interesses e direitos individuais têm sido subordinados aos da organização familiar ou de

Estado do mundo e fronteiras fechadas não facilitam organização do FMM

HASISI PARK

mo musa

Músicas do globo nos seus países, enfrentam “dificuldades e riscos” para o fazer, Carlos Seixas assume que tenta, “cada vez mais”, que os artistas convidados “mostrem não só aquilo que a nível musical criam, mas também a sua própria vontade de mostrar e de sentir a sua identidade”. A música “é um veículo daquilo que o artista do presente sente, tem sempre uma mensagem, essas mensagens às vezes são incompatíveis com a prática política que se exerce, quer nos seus países, quer também a nível mundial”, reflecte. O alinhamento deste ano “satisfaz” os organizadores, que seguem a filosofia de “mostrar aquilo que de novo se cria” na música. “O alinhamento deste ano, como desde o início, é um espelho dessa vontade, de ter não só uma continuidade, um percurso, mas também uma filiação, (…) mostrar aquilo que de mais brilhante se cria no mundo”, explicita Seixas. O FMM – orçado em 780 mil euros e totalmente financiado pela Câmara Municipal de Sines, que recorre a apoios – reivindica um “carácter de serviço público”, revelado na gratuitidade de quase dois terços dos concertos. Entre o primeiro alinhamento e este que aí vem, 20 anos depois, foi só “uma questão de ser resiliente”, porque “a própria comunidade em Sines recebeu o festival com um espírito de pertença”, recorda Carlos Seixas. “Sempre acreditei que o festival se tornasse num evento incontornável naquilo que se faz ao nível da música ao vivo em Portugal e até também na Europa”, vinca, prometendo que o FMM “está para continuar”, enquanto houver “um mundo da música a descobrir”.


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Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.o 27/P/18 para o «Fornecimento e Instalação de um Sistema de Monitorização Fisiológica e Sistema de Telemetria Cardíaca aos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 26, II Série, de 27 de Junho de 2018, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 4.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, e também estão disponíveis na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Serviços de Saúde, aos 13 de Julho de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 28/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 4 de Julho de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Sistema Ultrasónico Digital no Serviço de Cardiologia dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 18 de Julho de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP43,00 (quarenta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 23 de Agosto de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 24 de Agosto de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP40.000,00 (quarenta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 12 de Julho de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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quinta-feira 19.7.2018

TUFÃO SON-TINH PARALISA HAINÃO DEPOIS DE INUNDAR NORTE DAS FILIPINAS

O que nos passou ao lado

O tufão Son-Tinh, o nono deste ano, tocou terra com ventos até 23 m/s no centro da tempestade às 4h50 desta quarta-feira em Wanning, informaram as autoridades de meteorologia da Província de Hainão

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tufão Son-Tinh movia-se a até 40 km/h quando tocou terra. As previsões meteorológicas previam que a tempestade se deslocasse para oeste a uma velocidade de 25 km/h e deixasse a ilha do sul da China, de acordo com informação veiculada pela Xinhua.

A passagem do tufão Son-Tinh por Hainão afectou o funcionamento normal da rede de transportes, nomeadamente os comboios de alta velocidade cuja circulação foi cancelada até ao meio-dia de ontem. Também os serviços de barco no Estreito Qiongzhou, entre Hainão e Guangdong, pararam às 16h de terça-feira, e foi lançado um alerta para todas as embarcações pesqueiras voltarem para os portos. Antes de chegar ao sul da China, passando ao lado de Macau sem provocar qualquer tipo de estragos, o tufão Son-Tinh, ainda enquanto tempestade tropical, deixou o norte das Filipinas em estado de alerta. Quase oito mil pessoas tiveram que ser retiradas das suas casas nas últimas 24 horas no norte das Filipinas devido às inundações causadas pela tempestade tropical, segundo fontes oficiais. O Conselho Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (NDRRMC) indicou que os serviços de emergência atenderam 7880 pessoas, dando-lhes cobertores

Antes de chegar ao sul da China, passando ao lado de Macau sem provocar qualquer tipo de estragos, o tufão Son-Tinh, ainda enquanto tempestade tropical, deixou o norte das Filipinas em estado de alerta

e alimentos e, destes, 647 foram alojados em abrigos.

ALTO RISCO

As áreas mais afectadas pela tempestade foram as províncias de Bataan, Pampanga e Zambales, localizadas no centro da ilha de Luzon, onde se concentram 7437 pessoas retiradas de suas casas, segundo a mesma agência. Em Manila, no sul de Luzon, há cerca de 473 pessoas que tiveram de deixar as suas casas por causa da subida das águas em vários distritos da capital, como Quezon, Mandaluyong ou Marikina, onde o rio com o mesmo nome subiu para os 17 metros e entrou em risco de transbordar. Aagência meteorológica PAGASA mantém o alerta laranja devido às chuvas nas províncias de Bataan e Zambales, uma vez que se está a formar uma nova depressão tropical que se aproxima da zona leste. A PAGASA indicou que é provável que a depressão, baptizada de Inday, se torne uma tempestade tropical nas próximas 24 horas e alertou para o alto risco de inundações naquela parte de Luzon. As regiões de Manila, Rizal, Pampanga, Tarlac, Bulacan e Nueva Ecija estão em alerta amarelo, o que significa que as chuvas fortes e moderadas podem ocorrer nas próximas horas e há risco de inundação nas áreas mais baixas.

Região Japão Aprovada lei antitabágica para vigorar antes de Jogos Olímpicos

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parlamento japonês aprovou ontem uma emenda à lei antitabágica que vai proibir pela primeira vez que se fume em bares, restaurantes e instalações públicas e que entrará plenamente em vigor em Abril de 2020, antes dos Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio. A proibição, que será colocada em prática por etapas, procura ampliar as áreas livres de fumo num dos países mais permissivos nas políticas antitabágicas segundo a Organização Mundial de Saúde. Actualmente, é permitido fumar em bares e restaurantes, sem separação para não-fumadores, embora seja proibido fazê-lo na rua, excepto em alguns locais autorizados. A emenda aprovada, no entanto, está longe da proposta original do Ministério da Saúde e

isenta mais da metade dos restaurantes e hotéis. A legislação nacional é mais permissiva do que aquela aprovada por Tóquio no final de Junho. As regulamentações na capital proíbem o fumo em todos os bares e restaurantes que possuem funcionários, independentemente de seu tamanho, o que afecta 84 por cento das instalações em Tóquio. A nova lei nacional proíbe que se fume em hospitais, escolas e espaços governamentais, excepto em áreas designadas ao ar livre, introduzindo pela primeira vez multas até 300.000 ienes (2.280 euros) para infractores. A lei, inicialmente mais rigorosa, teve a resistência do Partido Liberal Democrático, do primeiro-ministro Shinzo Abe, da indústria do tabaco e hoteleira.

Índia Pelo menos três mortos em desabamento de dois prédios

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ELO menos três pessoas morreram e 12 ficaram soterradas ontem na Índia devido ao desabamento de um prédio que embateu num outro edifício, a leste da capital, Nova Deli, informaram as autoridades. De acordo com o chefe dos bombeiros, Arun Kumar Singh, pelo menos 12 trabalhadores encontravam-se no interior do prédio, que estava em construção na cidade de Noida, quando este ruiu. “Não está ainda claro qual o prédio que desabou primeiro” e que provocou a queda do outro, afirmaram as autoridades. As equipas de resgate retiraram três pessoas sem vida, mas o número de mortos poderá aumentar, afirmou uma fonte policial à agência de notícias Press Trust of India. Os desabamentos e os incêndios em edifícios são frequentes na Índia, geralmente devido ao estado precário das infra-estruturas e à falta de manutenção,

factores alimentados pela corrupção e práticas ilegais no sector da construção. Entre os meses de Junho e Setembro esta situação agudiza-se devido às chuvas fortes que habitualmente se verificam nesta altura do

ano. No dia 31 de Agosto, um prédio desabou, em Bombaim, no oeste da Índia, na sequência de chuvas torrenciais, provocando 33 mortos. O mais recente caso aconteceu no dia 1 de Abril,

onde dez pessoas morreram e duas ficaram feridas no desabamento de um prédio degradado, na cidade de Indore, no centro da Índia, depois de um carro chocar contra um pilar do edifício.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 29/P/18 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 3 de Julho de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento do hardware e software necessários para o funcionamento do Sistema “eHR”aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia de 18 de Julho de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP36,00 (trinta e seis patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica ( www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 2 de Agosto de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 3 de Agosto de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP48.703,00 (quarenta e oito mil, setecentas e três patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 12 de Julho de 2018

O Director dos Serviços Lei Chin Ion


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Diários de próspero António Cabrita

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O belíssimo livro de entrevistas entre o poeta argentino Robert Juarroz e Fernand Verhesen, Poésie et Création, a dado momento o entrevistador comenta que o primeiro tomo da Poesia Vertical (a obra do argentino é unitária e teve sempre o mesmo título, só acrescentando um número aos diferentes volumes) é atravessado pela nostalgia de Deus, de um Deus visto de costas, de um Deus que vira as costas. E responde o poeta: «O seu reparo é para mim de uma extrema importância; e concerne um ponto nevrálgico. Mas pede uma pequena rectificação. Mais do que de um Deus que vira as costas, eu creio falar da busca das costas de Deus. Porque o Deus da face, o Deus conhecido, esse das religiões, não nos serviu para nada. A obsessão que se revela no meu primeiro livro sob o nome de Deus e naqueles posteriores onde eu não o nomeio, significa isto: a parte visível das coisas, descrita, recontada, histórica, conhecida de todos, não nos serviu para nada. É o reverso das coisas que é preciso descobrir, e está aí todo o sentido da minha busca.» (pág. 37). Acicatado pela curiosidade resolvi reler o primeiro livro de Juarroz e então encontro o poema 22:

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Eu queria ser o Mar de altivo porte Que ri e canta, a vastidão imensa!

As costas de Deus DANNY QUIRK

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As costas do homem estão mais nuas do que a sua frente, e seguramente pesam menos. Não parte o vento nem as palavras, tão somente as sustém. Mas nas costas do homem não está o homem. Estão os outros homens e a morte, os risos e os deuses, a angústia dos mortos. E aí está, também, o fumo de uma antiga fuga, a forma de um leito demasiado tempo só, a palavra que ninguém vai pronunciar, a ausência disto que ainda não se foi e sobre tudo a abóbada da ausência, como uma rede perdida, como um mar inútil, como o fracasso de todos os abrigos. Sim. As costas do homem estarão sempre mais nuas, muito mais nuas do que a sua frente. Gosto muito deste poema porque me projecta numa questão que sempre me fascinou: que tipo de nudez quis Deus mostrar a Moisés? Moisés só divisou as costas de Deus, a afastar-se. Ainda bem para o judeu, se lhe tivesse visto o rosto ficaria calcinado como Sémele quando, após um implicativo rogo, viu o rosto de Zeus. Aliás, fora avisado: «Mas tu não poderás ver o meu rosto, porque ninguém pode vê-lo e con-

tinuar com vida». É um dos mistérios de Deus, o seu rosto é uma corrente impetuosa que não permite o olhar. 2500 anos depois, assegurou o cineasta Jean-Luc Godard «uma paisagem só se filma de costas», o que não passa de uma variante para a percepção de Moisés. Como se filma uma paisagem de costas,

essa parte mais nua da sua visibilidade porque a mais desprotegida ou a mais oculta? Algumas trilobites, concluíram os biólogos depois de lhes estudarem os fósseis, viam em 360 graus – o que corresponde a uma vigília insusceptível de abrandar. Ver tudo continuamente à nossa volta há-de

Creio que o que nos torna humanos se funda na opacidade que tem raiz no ponto cego das nossas costas e nos obriga, para superarmos o medo que lhe é latente, a uma suspensão da incredulidade: a apostar na confiança

gerar uma visão amorfa dado que a perpétua visibilidade de tudo obtura os níveis da atenção que de comum só se intensificam quando se particularizam, ou então pode degenerar num estado de paranóia, sem remissão, no qual o trivial e o raro se equivalem na significação. Algumas trilobites não tinham costas. Creio que o que nos torna humanos se funda na opacidade que tem raiz no ponto cego das nossas costas e nos obriga, para superarmos o medo que lhe é latente, a uma suspensão da incredulidade: a apostar na confiança. Sem esse lado cego à nossa percepção nunca assumiríamos a confiança como um dos vectores que agregam os homens. Aceitar a nossa vulnerabilidade, destiná-la ao outro, que constitui o nosso penhor é um acto magnífico e exige coragem e desprendimento. Num filme do Hal Hartley, um ritual de um pequeno grupo de amigos era cada um deles, à vez, subir a um muro, meter-se de costas para os amigos e deixar-se cair de costas, confiando em que o grupo lhe sustém a queda. Não era para todos, não é para todos, mas é o que funda uma comoção, a sua sombra e a sua reciprocidade. Daí que, para lá da sexualidade, seja a confiança o combustível mais duradouro do amor. Por outro lado, como podia Moisés reconhecer as costas de Deus? O que são as costas de uma paisagem senão o quiasma onde o nosso olhar se entrelaça e excita e faz resplandecer o oculto? O que Moisés afinal vê nas costas de Deus são as costas do homem – as suas, as nossas - e nesse gesto Deus está a dar um aval absoluto ao livre arbítrio. Ao mostrar as suas costas, o que ali é pedido ao homem não é a obediência mas que se torne digno de confiança; ao ilusoriamente lhe figurar as costas Deus mete o livre arbítrio do homem em prova, pois quem pode impedi-lo de um gesto agressivo em relaçã o a toda a fragilidade manifesta - sempre que os homens, entre si, se viram as costas? Deus mete-se em jogo nesse dar as costas, supostamente indefesas, e cauciona com isso, irrefragavelmente, a razão e o livre arbítrio no homem. É uma das atitudes mais espantosas de um Deus face ao homem, um gesto que no meu parco entendimento é mais digno de ser fundador do que a Tábua das Leis: eis um Deus que ao virar-lhe as costas oferece aos homem a sua trégua. O rosto é o ser irreparavelmente exposto do homem, diz Agamben; as suas costas seriam então o ser irreparavelmente inacabado do homem – essa metade do símbolo com que Aristófanes definia o homem e lhe prodigalizava uma busca incessante pelo Amor que o complete.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quinta-feira 19.7.2018

BIOGRAFIA Georg Trakl nasceu a 3 de Fevereiro de 1887 em Salzburgo, cidade no noroeste da Áustria. O estranho comportamento da sua mãe e a morte prematura do pai quando ainda era muito jovem acabou por lhe causar grandes problemas emocionais, além de ter que sustentar a família (mãe / irmã) com seus esforços após o falecimento do pai. Sabe-se que desde a adolescência o poeta consumia ópio, veronal e cocaína. Teve uma relação incestuosa com a irmã, e pelo que se sabe sobre a vida de Trakl, talvez tenha sido o seu grande amor. A suas cartas foram destruídas, sendo impossível saber algo mais. Apenas nos seus poemas teve um certo alívio, refazendo-os por diversas vezes, porém tendo sempre em mente as suas definições. Durante a Primeira Guerra Mundial foi oficial farmacêutico, o que abalou profundamente o seu já debilitado espírito. Suicidou-se a 3 de Novembro de 1914, na Cracóvia, com uma overdose de cocaína. Trakl tinha apenas 27 anos. In Wikipedia

Allerseelen An Karl Hauer

Die Männlein, Weiblein, traurige Gesellen, Sie streuen heute Blumen blau und rot Auf ihre Grüfte, die sich zag erhellen. Sie tun wie arme Puppen vor dem Tod. O! wie sie hier voll Angst und Demut scheinen, Wie Schatten hinter schwarzen Büschen stehn. Im Herbstwind klagt der Ungebornen Weinen, Auch sieht man Lichter in der Irre gehn. Das Seufzen Liebender haucht in Gezweigen Und dort verwest die Mutter mit dem Kind. Unwirklich scheinet der Lebendigen Reigen Und wunderlich zerstreut im Abendwind. Ihr Leben ist so wirr, voll trüber Plagen. Erbarm‘ dich Gott der Frauen Höll‘ und Qual, Und dieser hoffnungslosen Todesklagen. Einsame wandeln still im Sternensaal.

Dia de Todos os Santos a Karl Hauer Triste aliança, homenzinhos, mulherinhas, Espalham hoje flores azuis e encarnadas Sobre as suas sepulturas, que timidamente se aclararam. Agem como pobres marionetas perante a morte. Oh! Como parecem existir aqui cheios de angústia e humildade, Como sombras de pé atrás de negros arbustos. No vento de outono, lamenta-se o choro das crianças não nascidas, Também se vêem luzes perderem-se na loucura. Os suspiros dos amantes sopram nos ramos E lá apodrece a mãe com a sua criança. Irreal parece a dança dos seres vivos E admiravelmente espalha-se no vento nocturno. Tão confusa a vida deles, tão cheia de lúgubres tormentos. Tem piedade, Deus, do inferno e do martírio das mulheres, E do seu lamento mortal, desesperançado. Sozinhas, em silêncio, vagueiam na sala das estrelas.

Proximidade da morte 2ª versão Oh! a noite que chega até às aldeias lúgubres da infância. A lagoa entre as pastagens enche-se com os suspiros pestilentos da melancolia. Oh! a floresta que mergulha suavemente nos olhos castanhos, para aí das mãos ossudas do solitário a púrpura dos seus dias delirantes decair. oh! a proximidade da morte. Rezemos. nesta noite, desfazem-se sobre almofadas mornas amarelecidos pelo intenso os frágeis corpos dos amantes

Nähe des Todes 2. Fassung

O der Abend, der in die finsteren Dörfer der Kindheit geht. Der Weiher unter den Weiden Füllt sich mit den verpesteten Seufzern der Schwermut. O der Wald, der leise die braunen Augen senkt, Da aus des Einsamen knöchernen Händen Der Purpur seiner verzückten Tage hinsinkt. O die Nähe des Todes. Laß uns beten. In dieser Nacht lösen auf lauen Kissen Vergilbt von Weihrauch sich der Liebenden schmächtige Glieder.

1 - TRAKL, GEORG. (2008). Das dichterische Werk: Auf Grund der historisch-kritischen Ausgabe. Editores: Walther Killy e Hans Szklenar. Munique. Deutscher Taschenbuch Verlag.


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desporto 17

quinta-feira 19.7.2018

Deixem-no trabalhar

José Peseiro pede aos adeptos espaço e tempo para os jogadores

O

treinador do Sporting, José Peseiro, pediu aos adeptos ‘leoninos’ que tenham “paciência, tolerância, deixem as desconfianças de lado e deem tempo e espaço” aos futebolistas para que possam expressar o seu potencial em campo. “Queremos ganhar todos os jogos, mas não precisamos de queimar etapas. Acolham os jogadores logo no primeiro jogo com apoio e transmitam-lhes confiança. Queremos uma cultura de exigência e responsabilidade no clube, mas deem-lhes tempo e espaço. Temos potencial, história, estrutura e uma massa associativa fantástica para alcançar o que todos queremos”, disse José Peseiro, em entrevista à Sporting TV. O novo técnico ‘leonino’ mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido até ao momento, embora admita que ter um grupo de 31 jogadores pode inibir a capacidade de alguns deles para expressar melhor as suas potencialidades, por sentirem que não têm espaço no plantel. No trabalho que está a desenvolver, destacou três objectivos nesta fase, a assimilação dos princípios e ideias essenciais de jogo por parte dos jogadores, o desenvolvimento da sua capacidade técnico-táctica e fisiológica e a avaliação destes visando uma escolha o mais objectiva possível.

“Para isso, temos de dar competição a todos os jogadores que cá estão, sem esquecer os que vão regressar e os que ainda serão contratados, os quais podem alterar a estrutura do nosso jogo”, explicou o novo técnico dos ‘leões’, que deu o exemplo dos regressos de Nani e Bruno Fernandes. Para Peseiro, “são dois grandes jogadores, com carácter, que conhecem a exigência do clube e que sabem que podem constituir um factor de aglutinação como mais-valias para o plantel, passando uma mensagem de serenidade e confiança pelo seu nome, trajecto e história”. Entrando nas questões de ordem tática, Peseiro lembrou que na sua anterior passagem pelo Sporting privilegiava um 4x4x2 em losango, mas agora, como o grupo não está fechado, tudo vai depender dos médios e avançados com que irá contar para poder tomar decisões nesse plano. “Vamos ser uma equipa que, em 80 por cento do tempo de jogo, terá o domínio e o controlo do jogo, uma equipa que terá de estar em grande nível na sua organização defensiva, na transição defensiva e ofensiva, com capacidade e plasticidade para jogar em todos os momentos do jogo”, referiu José Peseiro, reconhecendo que é hoje um treinador mais completo do que era há 14 anos, na sua primeira passagem por Alvalade.

Ténis Pedro Sousa eliminadopor Fernando Verdasco em Bastad

O tenista português Pedro Sousa foi ontem eliminado na segunda ronda do torneio de Bastad, na Suécia, ao perder com o espanhol Fernando Verdasco, quinto cabeça de série. O lisboeta, 136.º do ‘ranking’ mundial, perdeu com o experiente espanhol, antigo ‘top-10’ mundial, por 6-3, 6-2, em uma hora e cinco minutos. Pedro Sousa chegou no torneio sueco pela primeira vez a uma segunda ronda de uma prova ATP fora de Portugal.

Ulrich Fritz CEO da HWA “Neste momento, não posso ainda dar uma resposta final, mas este é um dos eventos principais da temporada de GT. Nós somos campeões e não há uma grande hipótese de não haver um Mercedes à partida.”

AUTOMOBILISMO MERCEDES AMG DEVERÁ REGRESSAR À TAÇA GT EM MACAU

Sem qualquer medo

A Mercedes AMG deverá regressar em Novembro ao Circuito da Guia para defender o título da Taça do Mundo FIA de GT da 65ª edição do Grande Prémio de Macau, apesar do construtor de Estugarda ainda não ter confirmado os seus planos para a prova

D

URANTE o fim-de-semana do campeonato DTM em Zandvoort, na Holanda, o HM teve a oportunidade de questionar Ulrich Fritz, o CEO da HWA, a equipa oficial da Mercedes-AMG, e um dos obreiros do regresso oficial da marca da estrelinha ao território há cinco anos. “Neste momento, não posso ainda dar uma resposta final, mas este é um dos eventos principais da temporada de GT. Nós somos campeões e não há uma grande hipótese de não haver um Mercedes à partida”, explicou Fritz ao HM. Para além de ser um evento comercialmente atractivo para o construtor germânico, para Fritz este “é o evento mais importante das corridas de GT no mundo, como corrida de sprint pelo

menos, e é sobre ter os melhores pilotos. Isto, apesar de Macau já ter provado ser mais um jogo (de sorte ou azar); talvez seja algo relacionado com a cidade. É como uma roleta, como vimos o ano passado, com vários carros a baterem na primeira volta, e há dois anos, quando o vencedor venceu com o carro virado ao contrário.”

CARACTERÍSTICAS ÚNICAS

Alguns construtores já mostraram publicamente o seu desagrado sobre o facto de a Taça do Mundo ser disputada num circuito tão ‘suis generis’ como o da Guia, mas para Fritz essa é uma condicionante que não o incomoda. “Foi algo criado em Macau e é por isso que todos gostamos de Macau. Como estamos a atribuir um título mundial deveria

ser um pouco menos de jogo (de sorte ou azar), mas não me cabe a mim julgar”, esclareceu o responsável germânico. Até ao dia 31 de Agosto os construtores interessados na prova terão que pagar os 2,500 euros por carro da pré-inscrição e esperar pelo dia 5 de Setembro, quando a FIA decidirá os 25 concorrentes seleccionados. Contudo, só em Outubro as identidades dos concorrentes serão divulgados ao público pela Comissão Organizadora do Grande Prémio de Macau. A Mercedes AMG venceu a edição 2014 e 2015 da Taça GT Macau, com o alemão Maro Engel, e conquistou a primeira Taça do Mundo FIA o ano passado com o inevitável Edoardo Mortara. Sérgio Fonseca

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AGUACEIROS

O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje 13 COM CHAI KEFU X CHON CHAN CONCERTO

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Live Music Association | Das 21h00 às 00h00

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Amanhã 9 1“UMA8NOITE 7COM6PIANO3NA 2 5- 4 CONCERTO GALERIA ASSOCIAÇÃO ELITE” Fundação Rui Cunha | 18h00

5 3 7 4 8 2 6 9 1 6 7 1 5 3 8 4 2 9 Sábado RHYS 4 LAI5- WORKSHOP 9 6DE PINTURA 2 7PARA3PAIS1E FILHOS 8 Fundação Rui Cunha | 15h00 8 2 3 1 9 4 5 7 6 CONCERTO “CHAMBER EVENING WITH BEETHOVEN” 3 9Rui 6 5 1 7 4 2 Fundação Cunha8 | 20h00 1 4PARACUSIA 5 2CONCERT” 7 6 9 8 3 “MOWAVE Macau Art Garden | 20h00 7 8 2 3 4 9 1 6 5

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Gosto da arquitectura como uma disciplina que permite o exercício criativo pensado sempre em conjugação com o dia-a-dia das pessoas. Raramente um edifício de autor não gere alguma reacção das pessoas: ou é inédito, como foram alguns dos edifícios de Manuel Vicente em Macau, ou os projectos de Óscar Niemeyer. Muitos terão dito: são obras de arte ou lugares para viver? O arquitecto brasileiro provou que podem ser as duas coisas em simultâneo. Em Macau, o património é tema preponderante nos media locais e cada vez reportamos mais sobre edifícios abandonados, que se pretendem destruir para dar lugar a outros novos que escrevem uma nova folha no livro que é a história das cidades. O debate mais recente é sobre o 18 edifício Rainha D.Leonor, localizado na avenida Infante D. Henrique. Aos meus olhos sempre me pareceu banal e velho, mas afinal tem valor para ser preservado e trouxe inovação ao tecido urbano dos anos 60. Chega-nos então o pensamento: preservamos para manter o passado preso ou inovamos construindo de novo? Devem as cidades evoluir com o passar do tempo e ter dentro de si novos edifícios, ou devem manter para sempre mostras do passado? Este debate não deve ser técnico, mas deve existir no seio da sociedade. Afinal as casas são para as pessoas. Em Macau é importante ter visão e uma discussão alargada sobre o caminho que se deve percorrer, e que não passa apenas pelo debate em torno da arquitectura modernista. Andreia Sofia Silva

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FICAR OU EVOLUIR? 16 20

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dosismo” remete-nos para aquele verão e com “Drão”, “Carolina” ou “Sozinho” pensamos sobre tudo o que já foi. Andreia Sofia Silva

INCREDIBLES 2 SALA 1

INCREDIBLES 2 [A] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Brad Bird 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

SKYSCRAPER [B] Um filme de: Rawson Marshall Thurbe Com: Dwayne Johnson, Neve Campbell, Chin Han 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

SALA 3

ANT-MAN AND THE WASP [B] Um filme de: Peyton Reed Com: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas 14.15, 19.00

CODE GEASS LELOUCH OF THE REBELLION III [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Goro Taniguchi 16.30, 21.15

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 16

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EXPOSIÇÃO “AYIA” Casa Garden | Até 9/9

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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


opinião 19

quinta-feira 19.7.2018

bairro do oriente

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ÓS, portugueses, temos imenso jeito para a preguiça. Fosse a preguiça um desporto olímpico, e trazíamos sempre uma ou duas medalhas para casa. Só que a maioria dos desportos olímpicos implicam esforço físico, que é cansativo, e por isso raramente subimos ao pódio - dá-nos preguiça, enfim. Mais do que um desporto nacional praticado de norte a sul por anti-atletas de todas as idades e condição social, a preguiça é uma filosofia. Reparem na quantidade de provérbios que temos dedicados à preguiça: "Nascemos cansados e vivemos para trabalhar"; "Se o trabalho dá saúde, trabalhem os doentes"; "Se a preguiça é a mãe de todos os vícios, o trabalho é o pai dos calos"; ou a minha favorita, "Mais vale uma mão inchada que uma enxada na mão", a conclusão de uma célebre anedota sobre alentejanos. Por falar em alentejanos, estes são os supra-sumo da preguiça. Fosse a preguiça uma arte marcial, e eles eram cinturão preto em enésimo "dan". Correcção: não seriam nada, pois para obter um cinturão preto é necessário competir, e isso é uma daquelas coisas que dá trabalho, e o trabalho é o maior inimigo da preguiça. Dizer que os alentejanos são especialmente preguiçosos, ao ponto de "acordarem mais cedo para ficar mais tempo sem fazer nada", é uma presunção falaciosa. Quem são os restantes portugueses para chamar os alentejanos de preguiçosos? Diz o roto ao nu: porque não te vestes tu. Se os alentejanos são os campeões nacionais da preguiça, foi porque fizeram mais por isso. Ou antes, foram os que fizeram menos por isso. Não mexeram um dedo e ganharam um título. Temos muito a aprender com eles. Falando a sério, os portugueses até não são tão preguiçosos como isso. Se não desse muito trabalho, até enumerava alguns povos mais preguiçosos que nós, mas estou com preguiça. Os nossos emigrantes, por exemplo, dão provas de valor lá fora, deixam-nos orgulhosos, são empreendedores, activos, trabalhadores, ou recorrendo novamente à sabedoria alentejana, são como o caracol: "aquele animal irrequieto". O problema deve ser mesmo o nosso país, que nos torna preguiçoso. O que falta a Portugal em recursos naturais sobra em preguiça. Fosse a preguiça líquida e subterrânea, bastava fazer um buraco no chão e jorrava como petróleo. Quando o capataz da EDP encontra os operários a dormir no serviço, eles explicam-lhe que estavam a cavar uma vala para fazer passar os cabos, mas deram com um lençol de preguiça em bruto. Ficamos indefesos perante a fraqueza da preguiça, e a única forma de a combater é não reagir, virarmo-nos para o lado e dormir.

Preguiça REPIN ILYA

LEOCARDO

Não quer dizer que sejamos fracos, moles ou dorminhocos, nada disso. O que acontece é que preferimos guardar as energias para fazer coisas mais divertidas que trabalhar, como dançar, comer, beber e fazer todo o tipo de farra. Duas horas de trabalho podem parecer uma eternidade, mas doze horas de forrobodó passam tão depressa que até parecem cinco minutos. O mesmo tipo que está de baixa há um mês por causa de dores nas costas, passa a noite inteira aos pulos no arraial lá da vila. E depois? É preciso não confundir as coisas. Diz-se que esta "preguicite" - uma doença contagiosa - é típica dos países mais quentes, onde o calor, a comida, as mulheres de roupas leves convidam mais à cantoria e ao bailarico do que ao trabalho. É por isso que os países do norte da Europa e os norte-americanos trabalham tanto: não têm nada melhor para fazer. Estes gajos são mesmo assim: quando acabam o seu trabalho e ainda lhes sobra

Fosse a preguiça líquida e subterrânea, bastava fazer um buraco no chão e jorrava como petróleo

tempo, vão buscar mais trabalho. Acabou o trabalho daquele dia, começam a fazer o trabalho do dia seguinte. É isto que eles chamam de "ética profissional", mas nós chamamos de "obsessão". Para nós chega a ser pecado começar a trabalhar nos primeiros trinta minutos depois de chegar ao serviço, enquanto eles mal chegam e já estão a velocidade de cruzeiro. Os últimos dez minutos do dia são reservados à contagem decrescente até à hora da saída, mas os tipos continuam a trabalhar a todo o vapor, como se estivessem a desarmadilhar uma bomba. Mas também, quem vai fazer um barbeque à chuva? Como é que se pode sambar na neve? E as mulheres, como é que exibem um decote ou se metem numa mini-saia com temperaturas de zero graus ou menos? Há economias em países quentes que são um sucesso, como a Austrália ou a Nova Zelândia, mas os seus colonizadores eram oriundos do norte da Europa - é genético. Podem ser ricos, mas são uns infelizes. Esquecem-se de viver, e no fundo até têm inveja de nós, os preguiçosos militantes. Em vez de nos andarem a cobrar a dívida, deviam antes pagar-nos mais, e agradecer. Porquê? Porque assim trabalham, são felizes assim, e pelo menos há alguém que se diverte.


Um pouco de perfume sempre fica nas mãos de quem oferece flores. PALAVRA DO DIA

Provérbio chinês

Mar morto

IC Relatório da gestão de acervos bibliográficos divulgado este mês

Alerta para extinção de golfinhos brancos no sul da China

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E Z E NAS de projectos imobiliários e de infra-estruturas em curso na região do Delta do Rio das Pérolas, no sul da China, estão a comprometer a vida marinha local, ameaçando de extinção os golfinhos brancos, alertaram vários cientistas. O número de golfinhos brancos no sul da China atingiu um “número crítico”, apontou na passada semana um relatório publicado pelo Departamento de Pesca e Conservação da Agricultura chinês, segundo o qual apenas 47 golfinhos foram avistados em Hong Kong entre Abril de 2017 e Março deste ano. Ontem, em declarações ao jornal diário South China Morning Post, vários cientistas marinhos garantem que os projectos naquela região estão a comprometer a qualidade das águas e o habitat daquela espécie. “Já temos edifícios alfandegários e a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Já existem cerca de 30 projectos em curso no Delta do Rio das Pérolas. Todos têm impacto na reprodução e sobrevivência dos golfinhos brancos chineses”, disse àquele jornal diário Kenneth Leung Mei-yee, professor de ecologia aquática e toxicologia da Universidade de Hong Kong. Leung faz parte de um número crescente de cientistas marinhos preocupados com as consequências dos projectos de recuperação de terras na região do Delta, que integra a zona da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e

pretende assumir-se como a mais dinâmica da Ásia em 2020. Para o biólogo marinho David Baker, professor assistente na mesma Universidade, estamos perante “um roubo do mar” e não apenas um projecto de “recuperação de terras”. “Acho que precisamos de olhar para esta questão com uma abordagem diferente”, sublinhou, lançando a questão: “que valor tem para a sociedade um fundo do mar sem ser perturbado” pela acção humana?

A vice-presidente do Instituto Cultural (IC), Leong Wai Man, afirmou que os procedimentos decorrentes do relatório da gestão de acervos bibliográficos estão em fase final e, provavelmente, o documento pode ser divulgado em Julho. Questionada sobre o ajustamento na gestão de bibliotecas no futuro, Leong Wai Man revelou que o IC já avançou com melhorias tendo por base as questões levantadas pelo Comissariado contra a Corrupção e considera que o processo de ajustamento deve ser feito de forma progressiva.

Acidente Homem fica preso num contentor do lixo e fractura pernas

O número de golfinhos brancos no sul da China atingiu um “número crítico”

Um homem com idade superior a 60 anos fracturou as pernas ao ficarem presas num contentor de lixo perto do Banco da China, na Rua de Cinco de Outubro. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, o Corpo de Bombeiros (CB) recebeu um pedido de ajuda na noite da passada terçafeira. O homem estava à procura de alimentos num contentor de lixo que se fechou entalando as pernas da vítima. O ferido foi socorrido pelo CB e levado ao hospital.

Perante o relatório do Departamento de Pesca e Conservação da Agricultura, os especialistas apontam não apenas para a destruição irrecuperável de habitats, mas também da microbiota (conjunto dos micro-organismos que habitam um ecossistema). Por fim, garantiram que o impacto da acção humana no fundo do mar e a substituição de praias e zonas húmidas por muros de betão podem contribuir para o aumento de inundações costeiras e afectar negativamente o sistema ecológico, com a proliferação de algas nocivas.

Tailândia Rapazes descrevem salvamento na gruta como um “milagre”

TRUMP “MUITAS COISAS POSITIVAS” RESULTARÃO DA CIMEIRA COM PUTIN

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem que “muitas coisas positivas sairão” da cimeira que teve na segunda-feira com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Helsínquia. “Putin e eu discutimos muitos temas importantes na nossa reunião. Demo-nos bem, o que realmente incomodou muitos inimi-

gos que queriam ver um combate de boxe. Grandes resultados virão”, escreveu Trump na rede social Twitter. Após numerosas críticas por desautorizar as agências secretas dos Estados Unidos perante Putin na conferência de imprensa conjunta após a cimeira de Helsínquia, Trump afirmou na terça-feira que foi mal

interpretado quando referiu que não entendia por que a Rússia teria interferido nas eleições de 2016 nos EUA. De regresso à Casa Branca, o Presidente norte-americano afirmou que a sua intenção era afirmar que não via os motivos porque a Rússia “não será” responsável. Mas hoje disse: “muitas pessoas ao mais alto

quinta-feira 19.7.2018

nível dos serviços de informações gostaram da minha apresentação na conferência de imprensa em Helsínquia”. “A reunião com a Rússia poderá ser, a longo prazo, um sucesso ainda maior” que a cimeira da NATO, disse ainda, numa referência ao encontro da Aliança Atlântica no qual participou uns dias antes em Bruxelas.

“Embora a reunião da NATO tenha sido um triunfo reconhecido, com milhares de milhões de dólares a mais a cargo dos países membros a um ritmo mais acelerado, a reunião com a Rússia poderá ser, a longo prazo, um sucesso ainda maior. Muitas coisas positivas sairão dessa reunião”, adiantou Trump.

Os rapazes pertencentes a uma equipa de futebol que, juntamente com o seu treinador, ficaram presos mais de duas semanas numa gruta, na Tailândia, descreveram o momento em que foram localizados pelas equipas de resgate como “um milagre”. “Foi um milagre”, disse Adul Sam-On, de 14 anos, numa conferência de imprensa em que descreveu, em inglês, o momento em que os mergulhadores britânicos encontraram os doze rapazes, com idades compreendidas entre os 11 e 16 anos, e o seu treinador de 25 anos. “Bebemos água da chuva que escorria das rochas” contou Pornchai Khamluan, de 15 anos, adiantando que não tinham nada para comer. “Tentámos escavar para encontrar uma saída, pensando que não poderíamos apenas esperar pelas autoridades”, mas sem sucesso, disse o técnico Ekkapol Chantawong, único adulto que ficou preso na gruta. Os rapazes e o treinador chegaram à conferência de imprensa debaixo dos aplausos dos jornalistas e dos seus colegas de turma.


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