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Hoje Macau 19 OUT 2012 #2718

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEXTA-FEIRA 19 DE OUTUBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2718

TEMPO POUCO NUBLADO MIN 22 MAX 29 HUMIDADE 40-80% • CÂMBIOS EURO 9.4 BAHT 3.7 YUAN 0.7

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COMUNIDADE MACAENSE

• OS PROVINCIANOS

MIGUEL DE SENNA FERNANDES PEDE UNIÃO PÁGINA 15

Sin Fong Garden Relatório de académicos de Hong Kong não deixa margem para dúvidas

AMBIENTE

Mangal da Taipa com água de qualidade

Betão alarmado

PÁGINA 13

PORTUGAL NA MIF

Produtos gourmet para atacar Macau e a China PÁGINA 5 PUB

Soou o alarme. Um relatório feito por especialistas da Universidade de Hong Kong alerta para o facto de o betão utilizado na construção dos pilares do edifício Sin Fong Garden ser de “má qualidade”. Apesar do dedo apontado ao empreiteiro, o Governo ainda anda à procura de culpados. PÁGINA 4

IMOBILIÁRIO

Deputados acusam Governo de atropelar a Lei Básica PÁGINA 2


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política

sexta-feira 19.10.2012

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Deputados acusam Governo de passar por cima da Lei Básica e do órgão legislativo

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Lei de Mediação Imobiliária foi ontem finalmente aprovada na especialidade pelos deputados da Assembleia Legislativa (AL), depois da votação ter sido suspensa na terça-feira. No entanto, nem uma única referência foi feita ao ponto que impediu a aprovação da lei no primeiro dia de análise: o plenário começou com a votação do artigo respeitante à caducidade dos contratos de mediação imobiliária – entre agente e mediador -, aprovado por unanimidade depois de toda a polémica. O texto terá ficado, portanto, igual à versão inicial, apesar de muitos dos deputados terem pedido que fosse reescrito. Passado esse ponto, outro problema se instalou no hemiciclo, que levou à aprovação de muitos artigos em separado, com abstenções e votos contra. Os deputados consideram errado que não esteja vigente na lei quem são as entidades competentes pela aplicabilidade do diploma e acusam mesmo o Governo de estar a passar por cima do órgão legislativo. “Há matérias que têm de ser incluídas na lei e esta é uma delas, só porque o Governo acha que há mais flexibilidade assim pode-se sobrepor à Lei Básica e à competência da AL?”, questionou Ung Choi Kun. O deputado foi mesmo o mais interveniente no que tocou aos artigos que se

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, afirmou ontem que os valores elevados dos produtos alimentares podem vir a descer nos próximos tempos. “Devido ao facto da economia e os preços da comida no continente estarem em baixa a procura interna de Macau irá gradualmente descer. Portanto a inflação vai ficar controlada”, disse em declarações à TDM. Francis Tam disse ainda que o grupo de trabalho encarregue de analisar os preços dos alimentos vai reforçar a comunicação com os importadores, bem como “estudar os mecanismos que eles utilizam para estabelecer os preços e verificar se o sistema

referiam à entidade competente sem a mencionarem. Au Kam San explicou o porquê: “Não se sabe quem vai ser responsável pelo curso para a obtenção da licença, pela aplicação das sanções ou pela verificações dos requisitos para ser agente imobiliário.” Os membros do hemiciclo consideram que a aprovação da lei desta forma pode ser uma abertura de portas para que também em leis futuras não se especifique claramente que entidade é a responsável pela aplicação das normas. Ung Choi Kun foi quem sugeriu a votação em separado de quase todos os artigos que falavam neste ponto, mesmo depois de Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas Transportes, ter explicado a decisão do Executivo. “Não se trata de desrespeitar a AL. Decidimos assim para termos mais flexibilidade quanto ao regime e à própria entidade ao longo do desenvolvimento sócio-económico, porque há a exigência da reestruturação de alguns serviços, cujas funções mudam ao longo dos tempos. Neste momento um regime com mais flexibilidade pode mais facilmente corresponder às exigências da sociedade.” O primeiro artigo que referia a entidade competente – e que incidia sobre a obtenção de licença – foi aprovado com 16 votos a favor, uma abstenção de Ung Choi Kun e quatro contras de Lam Heong Sang, Pereira Coutinho, Ng Kuok Cheong e Au Kam San. Ung Choi Kun votou em abstenção em todos

GONÇALO LOBO PINHEIRO

“Flexibilidade” que não agrada

os artigos que falavam sobre a entidade competente, sendo que apenas os democratas se mostraram contra.

IH PROVISÓRIO

Na versão inicial, o Instituto da Habitação (IH) era a entidade competente pela execução da lei. Segundo Lau Si Io, mantém-se este organismo, mas de forma provisória, uma vez que está a

sofrer reestruturação orgânica. “No futuro, provavelmente vai ser retirado ao IH porque a sua lei está a ser revista e não vai ser a entidade competente”, frisou um assessor do Governo. Quanto às acusações de Ung Choi Kun de que estariam a ser violadas as Fontes Normativas Internas por não se clarificar na lei quem é a entidade competente, o Governo discorda que haja

violação porque essa entidade será decidida em diploma complementar. O diploma complementar não tem de passar pelo aval da AL e é decidido pelo Chefe do Executivo. Lau Si Io garante que se vai ficar a saber antes da entrada em vigor da lei – no dia 1 de Julho de 2013 – quem será o organismo responsável. Um ano e oito meses depois chegou ao fim a análise do diploma que tem como objectivo regular as agências imobiliárias que arrendam e vendem casas em Macau e exigir que todos os mediadores tenham licenças. A lei ontem aprovada não faz restrições a quem queira exercer a actividade de mediação imobiliária, sendo que não-residentes podem ser mediadores desde que cumpram os requisitos, que passam por ter curso secundário complementar e uma licença do Governo. No que toca às comissões a pagar aos mediadores, e para desagrado de alguns deputados, não se limitaram na lei pagamentos mínimos ou máximos, devido “ao facto do mercado imobiliário ter o seu próprio ciclo e as regras de Hong Kong, Taiwan e Portugal também não o preverem”, explicou Lau Si Io. A lei entra em vigor em Julho de 2013, mas a partir de Janeiro já podem ser pedidas as licenças provisórias e elaborados os diplomas complementares. No plenário de ontem foi ainda aprovado o orçamento da AL para o próximo ano, que dá mais de cem milhões para gastos do hemiciclo.

Francis Tam confiante face ao preço dos produtos alimentares

“A inflação vai ficar controlada” O responsável pela pasta da Economia e Finanças deu ainda como exemplo o preço da carne de porco, em que apesar do preço de importação ter descido 10%, o preço

de venda junto do público baixou apenas uma pataca. “Os trabalhos do grupo de trabalho interdepartamental são apurar as razões e estudar este assunto, tentando perce-

Studio City com mesas da Melco Crown é de facto efectivo”. “Pelo menos ficamos a saber se os preços são decididos com o preço de origem. E ficaremos a saber se os preços de venda ao publico seguem os preços

de importação”, acrescentou o secretário para a Economia e Finanças, à margem da abertura oficial da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa).

Francis Tam falou ainda aos jornalistas sobre o Studio City, o futuro empreendimento da Melco Crown. Para o secretário, a concessionária deverá dividir as mesas de jogo que já possui, por forma a manter o limite de mesas de jogo imposto pelo Governo. “O Executivo sempre incentivou as empresas a cooperar com as concessionárias de jogo. Deixamos que a cidade do cinema tenha jogo, mas a intenção é que haja uma cooperação com a empresa e não aprovar para que o grupo Lai Sun abra um casino”.

ber os eventuais problemas, bem como analisar a eficácia e viabilidade de um mecanismo relacionado com preços de produtos alimentares.” Francis Tam respondeu ainda às criticas sobre os resultados práticos deste grupo de análise. “Tendo em conta a recente atenção que os residentes depositam na questão da inflação e depois do Governo auscultar as diferentes opiniões da sociedade, chegou-se à conclusão que essa opinião é apenas um desentendimento, uma vez que o grupo tem efectuado trabalhos de fiscalização e estudo, bem como mantido uma comunicação estreita com os importadores e grossistas, o que permitiu alcançar os dados sobre preços de produtos alimentares importados.”


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Lei do Património Deputados preocupados com proprietários de imóveis classificados

O senhorio toca sempre duas vezes Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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OI ontem aprovada na generalidade a Lei de Salvaguarda do Património, com todos os votos a favor. Depois de sete anos da inscrição de Macau na Lista de Património Mundial da UNESCO, a Assembleia Legislativa (AL) começou a primeira análise do diploma, com uma preocupação comum: os deputados concordam com a protecção do Património, mas também estão preocupados com os direitos dos proprietários. Foram muitos os que ontem levantaram questões a Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, sobre a necessidade de se encontrar um equilíbrio entre direitos e deveres de quem possui bens classificados. “Não devemos ir ao extremo”, alertou Kou Hoi In. “Esta lei implica restrições aos direitos da população que não podem ser ignorados.” Um dos exemplos dado pelo deputado é o facto de o diploma prever que os proprietários dos imóveis classificados podem ver uma restrição ou proibição total do uso do imóvel, recebendo, no entanto, uma indeminização. O que não chega para os deputados. “Um bem imóvel classificado pode pôr em causa os direitos do proprietário. Direitos que não podem ser violados porque a indemnização não é tudo”, acusa Kou Hoi In. O deputado não considera possível que em nome da salvaguarda do património se coloquem limitações aos direitos da população e não está sozinho. “Quando se fala em fruição pública, mencionam-se apenas os direitos e não os deveres, mas depois os proprietários já têm questões a cumprir”, reiterou Lam Heong Sang. “Claro que temos de proteger o património, mas tem de se arranjar um equilíbrio porque estamos a falar de bens privados. Então e se for um bem adquirido por herança? O proprietário tem de o vender para não ser multado.” A Lei prevê que toda a população tenha o direito de usufruir dos bens clas-

sificados, mas não prevê qualquer tipo de dever do público, ao contrário do que é instituído para quem possui um edifício que, mais tarde, é classificado. O Instituto Cultural (IC) pode inclusive acordar com os donos de propriedade privada para que os bens que integram o património sejam visitados ou utilizados.

LEIS CONJUNTAS

Os membros do hemiciclo não se limitaram, contudo, a exigir esclarecimentos face à protecção dos proprietários. Os deputados fizeram questão de referir perante Cheong U que preferiam que a Lei de Planeamento Urbanístico – ainda não apresentada à AL – fosse analisada em conjunto com este diploma e ainda que os membros que constituem o Conselho de Património Cultural ficassem inscritos na lei. Este grupo tem como

função emitir pareceres sobre a utilização de imóveis classificados ou sobre a execução das obras em zonas protegidas, mas a sua composição será decidida por regulamento administrativo, ou seja, por Chui Sai On. Os deputados não gostam da ideia. “As opiniões do conselho vão ser importantes e por isso é importante saber a sua composição”, alertou Ho Sio Kam. “Devem ser profissionais do sector, peritos e académicos e até convidados do exterior porque Macau não tem especialistas suficientes.” Lee Chong Cheng diz mesmo ser necessário perceber pela lei os deveres e competências do conselho e até se as opiniões manifestadas serão vinculativas ou apenas sugestões, porque Chui Sai On e Cheong U têm, eles próprios, poder de decisão sem critérios específicos na lei. “O Chefe do Executivo pode estabelecer

Fábrica de panchões e farmácia Sun Yat-sen protegidas? A antiga fábrica de panchões na Taipa e o edifício da farmácia de Sun Yat-sen vão merecer a ponderação de “medidas especiais de salvaguarda”, assegurou ontem Cheong U. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura falou ontem na possibilidade de levar a cabo permutas ou compra de edifícios classificados para que estes possam ser preservados de melhor forma, mas disse, contudo, ser necessário ponderar bem no caso do preço ser muito elevado. Ainda assim, e depois de muita tinta ter já corrido nos jornais sobre estes dois edifícios, Cheong U afirmou poder ter condições para a protecção destes imóveis já no próximo ano.

as quotas altimétricas dos edifícios ao redor de um património classificado e a Cheong U compete decidir a utilidade de um bem móvel. Isso não pode ser à discrição da Administração, tem de se clarificar na lei.” A articulação da Lei de Salvaguarda do Património com a Lei do Planeamento Urbanístico foi outra das preocupações mais levantadas pelos deputados, que dizem ser difícil tomar de-

cisões sem saberem quando vai esta lei ser apresentada à AL. Cheong U frisa que a lei que protege o património “vai servir de base” para o planeamento urbanístico, mas os deputados põem dúvidas quanto a isto. A Lei do Planeamento Urbanístico entrou em consulta pública em Abril deste ano, sem muitos pormenores e com algum atraso, uma vez que deveria ter sido entregue à AL este ano.

No plenário de ontem, Cheong U não adiantou muitas soluções aos problemas dos deputados, descartando mais explicações para as reuniões que vão seguir na Comissão Permanente que ficará responsável pela análise da lei até à sua votação na especialidade, o segundo passo para que entre em vigor. Pereira Coutinho foi o único que levantou ainda uma outra questão que se prende com o facto de a lei permitir que apenas o IC, os serviços públicos ou os proprietários possam sugerir que um imóvel seja colocado na lista do património. “A participação da população deveria ser permitida e tanto o cidadão individualmente, como as associações do sector deveriam poder dar sugestões.” A necessidade de educar a população sobre a história do património foi chamada de atenção geral.


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Sin Fong Garden Moradores não podem regressar nos próximos dois anos

Betão fora de prazo, dizem eles Alguns pilares do edifício Sin Fong foram construídos com betão de má qualidade. A conclusão foi revelada, ontem, pelo professor e engenheiro Albert Kwan da Universidade de Hong Kong. Os moradores só podem voltar daqui a dois anos Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

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ELO menos três pilares da estrutura do edifício Sin Fong Garden foram erguidos com betão de má qualidade. A novidade foi ontem revelada, durante a conferência de imprensa do Gabinete do Porta-voz do Governo, por Albert Kwan, um dos académicos da Universidade de Hong Kong que estão em Macau para ajudar o Executivo. “Posso afirmar, depois dos primeiros testes que fizemos, que a composição do cimento dos pilares é muito fraca. Para se ter uma noção, apenas foi utilizado 40% de cimento na composição do cimento, o que, com o tempo, provocou um grande índice de erosão do pilar. Não entendo porque é que construíram o prédio nestas condições”, começou por explicar o Albert Kwan. O engenheiro civil de Hong Kong garantiu que “tem sido feita a respectiva monitorização à estrutura” e as notícias não são nada boas. “Temos monitorizado a estrutura desde o primeiro dia que aqui chegámos e os indicadores de segurança são muito baixos.” Seja como for, neste momento, a estrutura está estabilizada. “Estamos a colocar estruturas de aço para retirar ou baixar a pressão que está a ser exercida noutros pilares, que começam também a apresentar fissuras”, explicou Albert Kwan. “O segundo andar do edifício é o mais problemático mas também já encontrámos situações no terceiro e no quatro. No curto prazo o edifício não irá ruir, mas depois disso não posso dizer com certeza.” A ideia transmitida pelo especialista é que só existem duas saídas para todo o problema: obras de remodelação ou a demolição. “Tudo depende do que o Governo e o empreiteiro querem agora fazer. Se optarem pela remodelação é

ao lado”, afirmou o director do Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Jaime Carion. Os jornalistas foram sempre insistindo que se o “betão tivesse sido bem feito” não faria sentido que uma obra ao lado pudesse prejudicar o edifício, mas Jaime Carion que têm de ser levados em conta diversos factores como a qualidade do solo, entre outros. Uma coisa é certa, o Sin Fong padece de um “problema estrutural grave”, pelo que, de acordo com o director da DSSOPT, o próximo passo será o de “responsabilizar alguém”. Curioso foi o desconhecimento de Jaime Carion quando confrontado se sabia que a empresa que realizou a empreitada do Sin Fing – a Weng Fok – ser uma subsidiaria de uma das maiores empresas de construção civil de Macau, a Ho Chun Kei – responsável por muitas das obras em edifícios de habitação económica, promovidos pelos sucessivos governos. “Desconheço se a Weng Fok é subsidiaria da Ho Chun Kei. Não tenho esses dados neste momento. Seja como for teremos de apurar as responsabilidades.”

DISTRIBUIR SUBSÍDIOS EM VEZ DE PREVENIR

preciso fazer subir o pavimento. É uma técnica muito complexa que terá de ser sistematicamente monitorizada. Caso contrario, pode sempre demolir-se o prédio. Seja qual for a opção, as obras serão sempre prolongadas, nunca

findas antes de dois anos. Por isso o edifício não deve ser ocupado até que tudo fique concluído.”

CULPA AINDA SOLTEIRA

Para já, e mesmo que se aponte o dedo ao empreiteiro Kin San pela

má qualidade da estrutura, o Governo não quer adiantar culpados. “Os trabalhos de consolidação só agora começaram. Ainda precisamos de apurar a razão desta situação. Se é culpa de quem construiu ou se a culpa é da obra a crescer aqui

Prédios em mau estado são para remodelar Parece que o cenário de degradação dos edifícios de Macau, nomeadamente nos diversos bairros antigos, pode ter os seus dias contados. A indicação foi ontem revelada pelo director da DSSOPT, Jaime Carion. Instando a comentar o porquê de prédios com 20, 30

ou 40 anos estarem anos a fio sem qualquer tipo de manutenção ou remodelação, Carion respondeu que, depois de revisto o regulamento da construção urbana, “o proprietário será obrigado a manter o edifício em condições”. A DSSOPT sabe da existência de muita degradação

pelos bairros de Macau, mas admite que, de acordo com a ferramentas existentes, “pouco é possível fazer”. Contudo, quando o processo legislativo terminar o panorama vai mudar. “Aí virão as penalizações e o combate às obras ilegais vai ser enorme.”

Uma vez que os moradores, na pior das hipóteses, só podem voltar aos seus aposentos daqui a dois anos, o Governo da RAEM, através do Instituto de Acção Social (IAS), vai disponibilizar ajudas. A grosso modo, o IAS irá atribuir um subsídio especial mensal a cada dono de fracção, a partir de Novembro. E, ainda, um outro único para ajudar no processo de mudança. A s s i m sendo, para quem possua um T2, o IAS comparticipará com seis mil patacas por cada mês que o morador estiver ausente da sua casa, sendo que esse morador ainda receberá um apoio de 10 mil patacas para ajuda na mudança. No caso de quem possui um T3, a ajuda mensal será de nove mil patacas e o apoio na mudança de 15 mil patacas. “Penso que são valores justos. A partir do próximo dia 22 vamos informar todos os interessados e estes podem permanecer nos hotéis até dia 31. Qualquer dúvida pode ser tirada ligando para a ‘hotline’ criada para o efeito com o número 282611126”, afirmou o director do IAS, Iong Kong Io.


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Empresas portuguesas com boas perspectivas de penetração em Macau e na China

Vitamina contra a crise Portugal faz-se representar na Feira Internacional de Macau com 63 empresas que querem arrancar para a China, sem descurar Macau como força motriz neste empenho. Vinhos, azeites, chouriços e queijos prometem fazer as delícias dos visitantes nestes três dias e atrair investidores para produtos de excelência Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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XPORTAR é a palavra de ordem da representação portuguesa na Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa), aberta a visitantes, no Venetian, até domingo. Muitos empresários vieram de malas e bagagens repletas de produtos alimentares de qualidade, do melhor que as regiões vitivinícolas produzem, querendo mostrar as razões para poderem vir a ter um lugar nas prateleiras chinesas. Esta é, de resto, a estratégia do Governo luso. O Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, serviu de porta-voz da comitiva de 63 empresários portugueses. “As exportações são uma vitamina contra a crise”, exorta. E esse é o caminho a trilhar passo a passo. “Há mais três mil empresas a exportar em Portugal no último ano. Se olharmos para o crescimento das nossas exportações, estamos em 2012 a crescer acima dos 10%”. O Pavilhão de Macau - “Business on the way” - agrega montras de mais de duas dezenas de produtores de vinhos, outros tantos de produtos

agro-alimentares, têxteis e indústrias criativas. A Quinta Vale do Armo e a Manuel Hespanhol são duas empresas pequenas de vinhos que vêm procurar o grande salto para a internacionalização asiática. Verónica Leitão e Ana Hespanhol são as representantes, respectivamente, das duas marcas e, com sorrisos abertos, mostram confiança na aposta no mercado externo. “Acho que é possível a entrada em Macau, Hong Kong, e não na China para já porque não faz sentido trabalhar só com um importador ou agente num país tão grande”, explica a responsável de exportação da Quinta Vale do Armo. “Não temos ainda nenhum parceiro. Tenho várias reuniões agendadas e vários importadores com interesse. Nada é imediato mas é tudo uma questão de plantar a semente e depois ver o que pode crescer.” De Carrazeda de Ansiães, no Douro, Ana volta a apresentar em Macau a Manuel Hespanhol, da Quinta do Zimbro. “Já tivemos cá o vinho em 2004 [um negócio único] mas depois houve uma quebra e agora é apalpar outra vez o terreno e começar a conhecer as especificidades do mercado”, conta, consciente. “Temos de ir

um pouco mais além porque já há muitos vinhos portugueses na China e as grandes cidades já estão completamente lotadas. Acho que tem de ser feito um contacto planeado, para penetrarmos no interior da China.” Antes da MIF, Ana Hespanhol foi convidada pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) a estar presente num colóquio promovido pelo Fórum Macau.

PEDIU UM GOURMET?

Alberto Carvalho Neto, presidente da AJEPC, realça a qualidade dos produtos em exposição no certame. “Temos de mostrar que somos um país com capacidade de produção de qualidade e não de massificação apenas”, avança o também coordenador do Pavilhão de Portugal. “Se realmente conseguirmos enveredar por esta linha, poderemos ter, a médio e a longo prazo, uma estratégia viável que consiga considerar os nossos produtos como os produtos gourmet da Europa.” E o Portugal Criativo pode entrar neste rol. Os bordados do Alto Minho, como os de Viana de Castelo, chegam-nos pela apresentação de Silvestre Mota, membro da Agência Inova, que divulga

as indústrias criativas - como artesanato certificado de Portugal no exterior. “Estamos a colocá-los internacionalmente como produtos de grande qualidade e de luxo, por isso criámos uma plataforma através da qual se possa promover e comercializar internacionalmente

“Macau estratégico”, diz Almeida Henriques Almeida Henriques tem uma leitura muito clara de Macau a nível empresarial. “Macau é, para nós, estratégico”, explica o Secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional. “Não só numa perspectiva de ser uma porta de entrada, mas também numa perspectiva de consolidação neste mercado.” E, neste momento, indica, há mais três mil empresas a exportar em Portugal no último ano, com as exportações para a China a aumentarem em 164%, sublinha. A vimaranense Leiper, de produtos têxteis, é exemplo disso. Arranjou uma intermediária em Macau há um ano e quer alcançar o mercado chinês, onde já dá os primeiros passos de bebé. “Queremos exportar para empresas, hotéis, aqui de Macau, Hong Kong e China. Mas ainda estamos a fazer contactos nesta fase ainda inicial. Teve aqui um senhor do norte da China,

que está ligado a uma empresa que tem uma cadeia de lojas em Pequim e outras cidades, pelo que poderemos fazer parcerias com empresas chinesas [distribuidores] que já estão na área”, explica Maria Fernanda das Dores, representante da marca há um ano, e fluente em cantonês. O momento é crítico mas as empresas devem tentar a sua sorte no mercado asiático, aconselha Alberto Carvalho Neto, presidente da Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC). “Temos uma grande oportunidade através de Macau. O IPIM e o Fórum Macau têm dado um grande apoio a empresas portuguesas para se criar uma ponte, empatia e parcerias com empresas chinesas. Neste aspecto, desde que a gente se saiba proteger – atendendo a que há uma grande diferença cultural e económica –, o mercado asiático poderá ser uma mais-valia.”

estes produtos tipicamente portugueses”, revela. Ao destinatário final, o produto é entregue com o selo de qualidade e a certificação de genuinidade, além de informação anexa sobre o artesão. “O chinês tem interesse pelo facto de este tipo de bordados serem muito coloridos”, salienta. Descendo Portugal, um pouco mais para interior, no Fundão, encontramos produtos regionais diversos. Queijos, chouriços, cerejas, pastéis de nata com cerejas, compotas, entre outros, estão todos representados num stand do município, onde se congregam onze produtores para a promoção e comercialização dos produtos em bloco. Alguns com rótulo inovador. “Foi uma aposta nossa aqui com o povo macaense lançar os rótulos da sangria em lata e do vinho tinto em patuá”, explica Luís Canatário, da Vinolive. Mas, na manga, tem outra novidade de peso. “Flocos de ouro no azeite não apenas para torná-lo num produto gourmet e sofisticado, mas também com propriedades boas para a saúde”, salienta. É a primeira presença na MIF, mas as empresas do Fundão parecem vir revolucionar a oferta lusa.


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DSRT expectante quanto à nova operadora de rede fixa

Satisfazer o mercado Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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Direcção dos Serviços de Regulação das Telecomunicações (DSRT) revelou ao Hoje Macau os critérios principais aos quais a nova operadora terá de responder no mercado das comunicações móveis. “O novo operador deve ter capacidade de satisfazer o mercado, ter

um papel complementar à rede existente, e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança de rede da região de telecomunicações”, disse Tou Veng Keong. Recorde-se que a DSRT abriu um concurso público para a abertura de duas novas licenças para operar a rede fixa, mas apenas uma proposta foi recebida. Tal está a ser analisada e poderá ser aprovada ainda este ano, disse o responsável.

Depois da avaria originada pela operadora Hutchinson (Rede 3), que durou cerca de sete horas, a DSRT explicou como está a rede de telecomunicações em termos de segurança, garantindo que tal “tem um impacto de longo alcance sobre a coesão económica, social e de sustento da rede”. A DSRT afirma que existem instalações de hardware nas principais redes de telecomunicações em Macau, e, no

geral, cada uma tem um dispositivo de protecção de cópia de segurança. Quanto aos serviços de internet estão protegidos através do firewall, um software anti-vírus. Com o perigo de novos vírus ou programas no sistema, “os provedores de serviços de internet têm que se manter actualizados, no que diz respeito aos dispositivos antivírus, por forma a aumentar a segurança na rede.”

Operadores de turismo fazem visita de familiarização

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Palestra de conhecimentos sobre segurança contra incêndios

Os ensinamentos dos bombeiros O

Corpo de Bombeiros (CB) realizou, ontem, uma palestra de conhecimentos sobre segurança contra incêndios, destinada à União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, na qual participaram 130 pessoas. Com o acelerado desenvolvimento económico e as inaugurações consecutivas de casinos e entretenimento em grande escala, o sector depara-se com um grande número de visitantes, dando assim maior atenção à formação de segurança contra incêndios, tais como realizar

palestras aos empregados, com a finalidade de reforçar as técnicas de enfrentar circunstâncias urgentes, elevando deste modo a imagem da cidade na área do turismo. Durante a palestra, presidida pelo comandante Ma Io Weng, foi efectuada uma introdução aos factores de combustão, perigos potenciais de incêndios, acções de prevenção de fogo, instalações e equipamentos de combate a incêndios e sua manutenção, medidas de contingência adoptadas, bem como regras de evacuação em caso de incêndios.

Aprender com a Austrália

director da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), João Manuel Costa Antunes, encontra-se a chefiar uma delegação de 30 pessoas que está de visita a Sidney, na Austrália, desde o passado dia 16 até dia 20. O motivo da visita serve para aprofundar o “diálogo com as autoridades do turismo locais”, bem como visitas de familiarização a novos empreendimentos e pontos turísticos famosos daquela cidade australiana. O director da DST teve um encontro com a imprensa, no dia 16, para falar sobre a missão da delegação e actividades promocionais a levar a cabo em Sidney. A agenda da delegação inclui ainda encontros com o ministro do Turismo e Grandes Eventos de Nova Gales do Sul, George Souris, a directora substituta de Parceria com a Indústria e Política do Governo de Destino de Nova

Gales do Sul, Simonne Shepherd, o presidente do Conselho para a Indústria do Turismo de Nova Gales do Sul, Ken Corbett, a gestora para a Estratégia para a Água do Município de Sidney, Bhakti Devi, o director-gestor do Turismo Austrália, Andrew McEvoy, entre outros, para intercâmbio sobre os mais recentes desenvolvimentos turísticos na Austrália e em Macau. A delegação visitou também vários empreendimentos e atracções turísticas famosos, como o novo grande projecto do governo de Nova Gales do Sul – Barangaroo. Aliás, Barangaroo é actualmente um dos projectos mais significativos da Austrália, e o maior empreendimento de Sidney, parte de um plano-director de desenvolvimento para 2020 elaborado pelo governo de Nova Gales do Sul. Através dos intercâmbios e visitas de familiarização, a dele-

gação, escreve o Gabinete de Comunicação Social (GCS), ficou a conhecer os conceitos e resultados dos novos projectos, que poderão servir como referência no futuro para o desenvolvimento de infra-estruturas e produtos turísticos em Macau.

MGM anuncia acordo para concessão de terreno no Cotai

A MGM China anunciou ter assinado, ontem, um acordo com o Governo de Macau para a concessão de um terreno no Cotai. Num comunicado enviado à bolsa de Hong Kong, a MGM China diz que vai pagar, ao todo, o equivalente a 1,3 mil milhões de patacas, sendo que o pagamento inicial será no valor de 438 milhões, e o restante será dividido por oito prestações. Para o Cotai, afirma a operadora no comunicado, existe o plano de construir um “resort” (será o segundo da MGM China em Macau), com um hotel com 1600 quartos, casino com 500 mesas de jogo e 2500 “slot machines”.


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Macau a um passo de legislar drogas sintéticas

cerco ao tráfico”. Tal é mais importante do que “penalizar os jovens” que vão buscar pequenas quantidades de droga à fronteira. Augusto Nogueira considera que o actual quadro legal “acaba por ser pesado demais e corta as pernas a quem pretende ser reabilitado”, acrescentou.

À espera das Nações Unidas Só depois da autorização da ONU é que as drogas sintéticas podem ser consideradas ilícitas em Macau e constarem na lei. Augusto Nogueira, presidente da ARTM, espera que o processo esteja concluído em 2013 Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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OI no passado mês de Junho que o Instituto de Acção Social (IAS) anunciou que as novas drogas sintéticas e compostas iriam fazer parte da actual lei sobre produção, consumo e tráfico de estupefacientes. Embora o processo ainda esteja a ser discutido entre o Executivo e as diversas entidades ligadas a esta matéria, Augusto Nogueira, presidente da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de

Macau (ARTM) espera que possa estar concluído em 2013. “Falta apenas a aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU), do departamento de narcóticos. Só depois pode haver autorização para colocar essas drogas como substâncias ilícitas em Macau”, disse ao Hoje Macau. “Espero que para o ano (as drogas) já possam estar na tabela das substâncias ilícitas”, frisou. A necessidade de inserir novos procedimentos legais face à existência de novas drogas já tinha sido anunciada por Hon Wai, chefe do

Fotografar contra a droga

departamento e tratamento de toxicodependência do Instituto de Acção Social (IAS). “O processo já foi iniciado pela PJ e, depois do resultado do intercâmbio com as regiões adjacentes, ainda vamos fazer uma avaliação com os Serviços de Saúde e de Economia”, disse em Junho último. Hon Wai não quis na altura adiantar quais seriam as possíveis medidas

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Open Tender Notice Request for Proposal – Replacement of Constant Current Regulators (CCRs) and Circuit Selectors (CSTs) at MIA – RFQ 155

1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a contractor to replace the constant current regulators (CCRs) and circuit selectors (CSTs) at MIA. 4. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.camacau.com or www.macau-airport.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or amendment of the Tender Document. 5. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 17:00 on 18 December 2012 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Ms. Suning Liu – Executive Director. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. 6. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons.

-END-

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penais a tomar. Piperazines, K2/Spice, MDPV ou Mephedrone são os nomes das drogas em questão.

REVISÃO DEMORADA

Augusto Nogueira considera que a inserção deste tipo de estupefacientes é a parte “mais facilitada” do processo total de revisão do PUB

diploma. Os restantes pontos permanecem sob discussão, sendo que o presidente da ARTM considera que a revisão “ainda vai demorar bastante”. “Não estamos de acordo com o aumento das penas para o consumo. Têm que existir mais acordos transfronteiriços para que todos em conjunto apertem o

Foi ontem anunciado o início de mais um concurso de fotografia promovido pela ARTM. Chama-se “Drugs free is the way to be” e, segundo Augusto Nogueira, pretende ser uma forma de transmitir “uma mensagem positiva”, de união entre todos. “É para mostrar que há pessoas com problemas com drogas e que precisam de apoio da comunidade, para ter emprego e reinserção”. O concurso não tem limite de idade e cada participante pode apresentar uma fotografia. O prazo de candidaturas termina em Novembro.


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nacional

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China com maior participação do que França, Itália e EUA juntos

Pequim aponta para a paz em África volvimento de Infra-estruturas em África”, no Guia para as Transacções Financeiras em África em 2012, do Standard Bank.

OS EMPRÉSTIMOS EM ÁFRICA

A

China poderá em breve aumentar a sua participação em África nos assuntos de paz e segurança, segundo vários funcionários, investigadores e académicos do gigante asiático e deste continente. O interesse de Pequim não deve surpreender, disse à IPS o director do Instituto de Estudos de Paz e Segurança da Etiópia, Mulugeta Gebrehiwot, organizador do segundo Fórum de Grupos de Estudo China-África. “Não há nada que não esteja vinculado à paz e à segurança, seja em matéria de colaboração em investimentos,

operações económicas ou outros assuntos. Para tudo deve haver paz e segurança, que formam o instrumento central que mantém o clima de qualquer outra interacção e colaboração”, afirmou. Várias autoridades e destacadas figuras académicas, participaram do Fórum de Bishoftu, no sul da capital da Etiópia. “A nossa política de não interferência em África não significa que sejamos indiferentes. Somos contra alguns países que, com a desculpa de estarem preocupados com o próximo, interferem em assuntos internos”, disse à IPS o director-geral do departamento

de assuntos africanos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Lu Shaye. A participação chinesa consiste em apoiar as organizações e instituições regionais do continente, pontuou. “Demos fundos à União Africana (UA) e vamos fortalecer esse apoio. Vamos colaborar com a UA e outras organizações regionais para compreender melhor este assunto. Vamos acelerar a ajuda para essas entidades”, destacou. Até agora, o papel da China na África concentrou-se principalmente no desenvolvimento económico. O comércio bilateral

PIB da China cresceu 7,4% mantendo tendência de desaceleração económica A economia da China cresceu 7,4% no terceiro trimestre de 2012 em comparação com o mesmo período de 2011, abaixo do crescimento de 7,6% registado no segundo trimestre, informou ontem o Gabinete Nacional de Estatísticas. De acordo com as agências internacionais, o valor indica que a segunda economia mundial continua

a desaceleração iniciada há mais de dois anos. A China, que cresceu 9,2 por cento em 2011, estabeleceu uma meta de crescimento anual de 7,5 por cento em 2012, um objectivo menos ambicioso do que nos anos anteriores. No acumulado de Janeiro a Setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 7,7%. Os dados divulgados ontem estão

conforme as previsões dos analistas, tendo em conta que os indicadores nos meses anteriores indicavam uma contracção da actividade industrial na China, embora o primeiroministro chinês, Wen Jiabao, tenha indicado na quarta-feira que a economia nacional “começou a estabilizar e registar mudanças positivas”.

chegou a cerca de 1,2 bilião de patacas no ano passado, segundo o Ministério de Comércio chinês. A política de não interferência de Pequim facilitou o fluxo de dinheiro para África sem os compromissos que costumam exigir as potências ocidentais, o que permitiu a rápida construção de infra-estruturas, segundo os especialistas. As empresas chinesas dominam o sector da construção neste continente, com uma maior participação do que a França, Itália e Estados Unidos juntos, segundo o artigo “O Papel da Indústria da Construção da China no Desen-

Muito se escreveu sobre os empréstimos do Banco Mundial e do FMI neste continente. Por exemplo, um artigo informativo da organização humanitária Oxfam, de 2006, diz que a ajuda utilizada para conseguir as reformas económicas nos países em desenvolvimento, com privatizações e liberalização comercial, fez com que no Mali, “longe de haver crescimento e diminuir a pobreza, aumentaram os preços da electricidade, o que, provavelmente, afecta os algodoeiros, atrasa o fluxo de assistência e causa impactos negativos nas políticas de propriedade da terra no país”. O presidente da China, Hu Jintao, anunciou há dois meses que seu país investirá cerca de mais 150 mil milhões a mais em África, mas acrescentou que Pequim tomará as medidas para apoiar a paz e o desenvolvimento e que já possui relatórios que descrevem com melhorará a sua participação no continente. A China é o maior parceiro comercial de África e o país que mais contribui para as forças de paz em relação aos outros membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A participação da China em questões de paz e segurança em África pode ser benéfica para todas as partes. Mas “A cooperação da China com a África será um problema no futuro se continuarem a existir guerras civis”, disse à IPS o professor Liu Hongwu, director do Instituto de Estudos Africanos da Universidade Normal, na província chinesa de Zhejiang. Hongwu acrescentou que a Pequim não interessa manter a paz apenas treinando soldados. “Também podemos melhorar a capacidade para manter a segurança capacitando os países em sectores como as finanças, a educação e a tecnologia”, acrescentou.


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região

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Missão militar internacional em Timor-Leste termina em 2013

Plano de retirada em andamento

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missão da Força de Estabilização Internacional em Timor-Leste, liderada pela Austrália, vai terminar no primeiro semestre de 2013, disse ontem o chefe das forças de defesa australiano, o general David Hurley. Segundo o general David Hurley, que falava durante uma audiência no Senado, em Camberra, citado pela agência “Australian Associated Press”, o plano de retirada está em andamento em paralelo com a redução da missão da ONU no país, que termina o seu mandato a 31 de Dezembro. “Vai ser uma transição escalonada para as autoridades de Timor-Leste, em estreita colaboração e coordenação com Timor-Leste, ONU, Austrália e Nova Zelândia”, disse o general australiano. No passado mês de Setembro, o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, afirmou que a Força Internacional de Estabilização destacada no país também iria acabar, à semelhança

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OIS ministros e dezenas de deputados japoneses visitaram na manhã desta quinta-feira o santuário de Yasukuni, venerado pelos nacionalistas e símbolo do passado militarista do Japão para com a China e a Coreia do Sul. Os ministros dos Transportes, Yuichiro Hata, e da Reforma Postal, Mikio Shimoji, chegaram pela manhã no santuário, informou a AFP. O chefe do principal partido de oposição e favorito ao cargo de primeiro-ministro nas próximas eleições, Shinzo Abe, visitou o santuário na véspera. “Vim como presidente do PLD para prestar homenagem e rezar pelos espíritos heróicos dos que sacrificaram as suas vidas pelo país”, disse o líder do Partido Liberal Democrata (direita), favorito para suceder ao actual primeiro-ministro de centro esquerda, Yoshihiko Noda. A visita de Abe foi condenada por Pequim e Seul. A agência oficial Nova China denunciou na noite de quarta-feira um gesto “que vai complicar ainda mais as relações bilaterais” já abaladas pelo aumento da tensão em torno das ilhas Diaoyu,

da Missão Integrada da ONU (UNMIT), que inclui o contingente português da Guarda Nacional Republicana. “Já falei com a Austrália e com a Nova Zelândia. A ISF veio conjuntamente, não ao mesmo tempo, mas conjuntamente com a UNMIT, num contexto próprio. Como já vamos quebrar esse capítulo da nossa história, eles vão todos regressar. As relações bilaterais vão continuar”, afirmou. As autoridades timorenses anunciaram também em Setembro que, após o final do mandato da UNMIT, não querem “nem missões políticas, nem de paz”. “Gostaríamos de estabelecer com as Nações Unidas umas relações inovadoras de cooperação”, afirmou o primeiro-ministro timorense. A Força de Estabilização Internacional, liderada pela Austrália, entrou no país na sequência do conflito político e militar de 2006, e é composta por cerca de 450 militares australianos e neozelandeses.

Japão Ministros e deputados visitam santuário polémico

Condenação chinesa

no Mar da China Meridional, sob o controlo de Tóquio mas reivindicadas por Pequim. “Num momento tão delicado, a visita de Abe (...) é mais um insulto e um novo golpe nas relações

sino-japonesas já frágeis”, avalia a Nova China. O porta-voz do ministério sul-coreano dos Negócios Estrangeiros manifestou o seu “profundo pesar e preocupação” com a visita de um alto

responsável político como Abe “a um símbolo da guerra, da agressão e do militarismo japoneses”. A reputação negativa do santuário de Yasukuni aumentou depois da inclu-

são em segredo, em 1978, dos nomes de 14 criminosos de guerra condenados pelos aliados após a Segunda Guerra Mundial aos nomes dos 2,5 milhões de soldados caídos pelo Japão.

Ford abre primeira concessionária em Timor-Leste

A Ford Motor inaugura quinta-feira em Díli a primeira concessionária em Timor-Leste, no âmbito da expansão da empresa norteamericana nos mercados asiático e do Pacífico. Em comunicado divulgado esta quarta-feira à imprensa, a Ford Motor refere que a concessionária em TimorLeste, situada no centro de Díli, vai oferecer um “serviço completo”, que, além de venda de automóveis, inclui assistência técnica e departamento de peças. “A Ford sempre acreditou no enorme potencial deste mercado e o investimento que estamos a fazer é a prova do nosso compromisso para oferecer os melhores produtos e serviços para Timor-Leste”, disse David Westerman, responsável da empresa para a região Ásia-Pacífico. Segundo o comunicado, a presença da Ford em Timor-Leste faz parte da expansão da empresa no mercado Ásia-Pacífico. “A Ford prevê que 70 por cento do seu crescimento na próxima década ocorra naquela região”, acrescenta o documento.

Soldados mortos em explosão de mina na Índia

Cinco soldados paramilitares morreram ontem na sequência da explosão de uma mina instalada por alegados rebeldes maoístas no leste da Índia, informou a polícia local. De acordo com a AP, que cita Amit Kumar, da polícia do estado indiano de Bihar, sete outros soldados ficaram feridos na sequência da explosão. O incidente ocorreu numa altura em que os soldados realizavam uma patrulha de rotina no distrito de Gaya, a 120 quilómetros a sudoeste da capital do estado indiano de Bihar. Esta zona é conhecida como sendo um bastião dos rebeldes.


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GONÇALO LOBO PINHEIRO

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Eduardo Moreira, chef cabo-verdiano

“A minha opinião sobre cozinha chinesa Helder Fernando info@hojemacau.com.mo

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EGUNDO ano consecutivo em Macau para a mostra gastronómica lusófona. O chef Eduardo Moreira nasceu na Ilha de Santiago, Praia, capital cabo-verdiana, onde cresceu até aos 14 anos. Na terra do doce vocábulo “cretcheu” - igual a um berço de muito querer, de coração cheio de amores sob vários ritmos, palavra de muitas músicas e tantos sonhos. Formado em pastelaria, cozinha, higiene alimentar, Eduardo Moreira forma formadores, coordena e gere todos os serviços de restauração e ‘catering’ de aviões, banquetes VIP, eventos internacionais, profissional da cadeia Meridien. Ao Hoje Macau fala da sua experiência. Descobriu vocação para a cozinha em que época? Mais ou menos aos 14 anos, quando

fui para Lisboa estudar no Colégio Oficina de São José onde fiz o liceu para depois entrar no curso de hotelaria no Centro Nacional de Formação Turística e Hotelaria. Vocação ou obediência a alguma sugestão familiar? Penso que vocação. Lembro-me de gostar, desde muito miúdo, ver as pessoas a cozinhar, a minha avó, a minha mãe. Elas acabaram por me fazer descobrir que tinha talento. Talento principalmente para que tipo de cozinha? Cabo-verdiana e portuguesa. Fui habituado nessas duas vertentes gastronómicas e, simultaneamente, aperfeiçoando o meu trabalho com elas. Melhoramos observando tudo com muita atenção, colhendo ensinamentos, tirando cursos, especializações, exercendo responsabilidades diversas dentro do meio, provando e dando a provar a outras pessoas.

A cozinha cabo-verdiana também foi evoluindo? Naturalmente que muita coisa foi evoluindo na cozinha cabo-verdiana, é a natureza das coisas. Os produtos podem ser melhores e melhor preparados, outra lógica e outros cuidados com a saúde de quem come, doseando de modo mais cuidadoso os condimentos, o sal, o açúcar, condições de trabalho que vão melhorando, a opção pela criatividade que ajuda muito quando se pretende evoluir, a apresentação, as evoluções nos paladares das pessoas, muitas circunstâncias. Tudo isto pode dar origem a uma nova cozinha, mantendo as principais referências, obviamente. Lembra-se do primeiro restaurante onde trabalhou? Foi numa cervejaria em Lisboa onde comecei por fazer bitoques. Eram os chamados bitoques com molho especial a que eu dava já o meu cunho pessoal: o facto é que muitos

Por certo, mas antigamente comia-se [a cachupa] todos os dias, mais rica ou menos rica, era assim, muitas das pessoas alimentavam-se desta forma em Cabo Verde. Realmente a cachupa é um prato muito famoso clientes iam lá especialmente para comer os bitoques e os pregos que eu fazia criando os molhos especiais, os tais segredos, os meus primeiros segredos no mundo da cozinha. Então é mesmo verdade que quando se dá uma receita não se diz rigorosamente tudo... Pode acontecer. Há tendência de as pessoas irem procurar algo diferente e não gostarem de ser exactamente copiadas (risos). O que é que aconteceu depois dos bitoques e pregos? Fui tirando mais cursos especializados e trabalhando em hotéis tanto em Lisboa como nos Açores. Fiz cursos

de gestão de serviço de cozinha especializados em gastronomia regional e tradicional portuguesa, de qualificação e aperfeiçoamento para cozinheiros, de qualificação profissional dos PALOP’s, vários outros cursos em Santarém e no Seixal, cursos de aperfeiçoamento organizados pelo Ministério da Educação português, para os cozinheiros das escolas e liceus, de restauração e hotelaria no âmbito do Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar, cursos de reciclagem a chefes de Hotéis de 4 e 5 estrelas, curso de aperfeiçoamento para cozinheiros de ‘catering’ Marriott em serviços especiais para aviões. Em Moçambique tive a experiência de trabalhar


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entrevista

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Gostava muito de passar aqui [em Macau] uma temporada, mesmo em termos profissionais, para troca de conhecimentos, para aprender melhor outras maneiras de trabalhar, seria um enriquecimento profissional muito importante

todos os condimentos, em carnes, porco, vaca, galinha e enchidos. E existem outros tipos de cachupa menos completa e que também são bons, claro. Uma especialidade que não se deve comer todos os dias... Por certo, mas antigamente comia-se todos os dias, mais rica ou menos rica, era assim, muitas das pessoas alimentavam-se desta forma em Cabo Verde. Realmente a cachupa é um prato muito famoso. Temos também pratos com base nos peixes do nosso mar, como o atum, por

a é muito positiva” na Fábrica de Refeições de Maputo, com produção diária de mais de 25 mil refeições e a realização de vários eventos, designadamente refeições e jantares de recepção a nível diplomático e também buffets para eventos vários. Também estagiei, por exemplo, em hotéis nas Ilhas Canárias, na principal vertente de gestão, controlo na produção e qualidade de hotelaria; participei em muitos seminários de promoção turística com actividades hoteleiras em França, Suécia, Portugal e, como disse, nas Canárias onde implementei a “Cozinha de Cabo Verde”, por iniciativa da Câmara de Comércio de Cabo Verde, no Hotel-Escola Gil Brigida em Las Palmas e Tenerife

contínua de equipas envolvidas na restauração e cozinha, inclusivamente a jovens, até à assessoria, como formador, na preparação e treino de um núcleo de jovens para concursos a nível nacional e internacional, com medalhas ganhas, em Frankfurt, “Olimpíadas 1992”. Nos últimos anos tenho coordenado todos os serviços de restauração e ‘catering’ de aviões de pequeno e grande porte, organizado recepções em banquetes especiais para entidades VIP, dou formação contínua a pessoa de cozinha e restauração, e formação em serviços de higiene e segurança para a aviação. Ultimamente estava como chefe executivo de um conjunto de cinco hotéis em Cabo Verde.

Tem experiência também como formador? Sim, fui adquirindo bastante experiência nessa actividade de formador desde o Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar, em Lisboa, passando pela formação

Tem pratos criados por si? Por exemplo, o caldo de peixe a que eu chamo À Baía das Gatas. Criei na altura da Expo 98 em Lisboa, onde chefiei e coordenei a equipa de cozinha. Foi um grande sucesso. Também sou autor do “Borrego Pre-

coce Merino” que acabou por ser o nome de uma semana gastronómica realizada no Hotel do Guincho, em Cascais. A propósito, mencione alguns pratos que trouxe este ano a Macau. Por exemplo, massa de farinha de milho com galinha, e feijão pedra tradicional. Massa com galinha à maneira de Cabo Verde é um prato típico, não muito visto actualmente. Como a cachupa que, actualmente, com as mudanças de vida existentes nos nossos dias, já poucos fazem em casa, em fogão a lenha. Prefere-se ir comer fora, em restaurantes. Dá muito trabalho, são cozinhados elaborados de forma muito lenta, trabalhosa, para ficarem bem feitos. O prato mais famoso da gastronomia cabo-verdiana é a cachupa... Realmente. E no Carmo, em pleno Festival da Lusofonia, vou apresentar no sábado uma boa cachupa. Há vários tipos de cachupa: a rica, com

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exemplo, o tubarão jovem. Talvez muitos cabo-verdianos não apreciem muito o tubarão, mas os estrangeiros consomem bastante e gostam, quando lá vão. Que cozinhas prefere? Tenho duas preferências, a cozinha portuguesa e a cozinha francesa. São muito diferentes e ambas muito especiais. Da cozinha portuguesa prefiro a alentejana. Tem opinião sobre a cozinha chinesa servida em Macau? Tenho e é no sentido muito positivo, pelo menos aquela que eu tive oportunidade de provar, pois quando cá vimos temos escasso tempo para andarmos a experimentar, a conhecer melhor esta magnífica região chinesa que é Macau. Gostava muito de passar aqui uma temporada, mesmo em termos profissionais, para troca de conhecimentos, para aprender melhor outras maneiras de trabalhar, seria um enriquecimento profissional muito importante. Devo sublinhar que estou agradecido à Associação dos cabo-verdianos que estão em Macau e à organização do Festival da Lusofonia.


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vida

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Relatório de especialistas do interior da China conclui

Águas do mangal da Taipa têm qualidade As águas do lago junto às Casas-Museu da Taipa têm “qualidade média, com inclinação para boa qualidade” e existe diversidade de espécies. São estas as conclusões de um estudo da universidade de Zhongshan, que contraria as criticas feitas por uma associação local Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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Á muito que se especula sobre a qualidade das águas que circulam junto às Casas-Museu da Taipa, e agora um relatório feito por especialistas do interior da China veio concluir que não há lugar para preocupações: a água

tem qualidade e existe diversificação de espécies. “De um modo geral as substâncias de contaminação estão num nível aceitável, normal. A água é boa para os seres vivos, a qualidade é média, com inclinação para a boa qualidade”, disse Tiangang Luan, um dos especialistas da universidade Sun Yat Sen, de Zhongshan, responsável pelo estudo encomendado pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). No que diz respeito ao solo, encontra-se no terceiro nível dos padrões de qualidade, “um nível bastante bom”, acrescentou Tiangang Luan. “Não detectámos metais pesados, e o solo está livre da contaminação de metais como o chumbo ou o mercúrio.” O estudo foi elaborado nos meses de Junho e Julho e contou com uma equipa de 30 pessoas, que recolheram amostras da água e do solo e analisaram as espécies de animais existentes, para além de verificarem os níveis de humidade. Todos estes elementos registaram padrões normais. Segundo os responsáveis, “a distribuição das plantas é algo que

está ligada à qualidade da água, e o estudo demonstra que a diversificação das plantas é feita de uma forma positiva”. “Efectuámos um estudo pormenorizado sobre os tipos de plantas, e existe uma rica diversificação”, afirmou Tiangang Luan. No total, foram contabilizadas 33 espécies de aves, sapos, mamíferos e um habitat de morcegos. Algo que “reflecte um bom ambiente para os seres vivos”. “Os morcegos, por exemplo, são muito sensíveis à mudança e às alterações do ambiente. Eles não conseguem viver com uma má qualidade ambiental.” Os responsáveis afirmaram que ainda há amostras por analisar, os quais poderão constituir uma futura base de dados.

DADOS CONTRÁRIOS, MAS “CIENTÍFICOS”

Este trabalho de análise foi anunciado em Junho por Leong Kun Fong, responsável pelos serviços de licenciamento do IACM. Já nessa altura a Associação de Ecológica de Macau tinha apresentado conclusões muito diferentes sobre o mesmo local. Segundo esta entidade, a qualidade da água estará

no penúltimo lugar, face a critérios nacionais, e existe pouca diversificação de espécies. Foi ainda dito que a retirada de terra veio diminuir em 20% a dimensão do lago. Confrontados com estes pontos, os especialistas escusaram-se a grandes comentários. “Não podemos comparar os resultados. Efectuámos os estudos segundo as normas científicas, os dados e as amostras. É injusto dizer que temos os dados mais correctos do que os outros, só podemos dizer que este estudo teve estes resultados.”

É PRECISO PREVENIR

Apesar das boas indicações, foi referido que há que olhar para o futuro. “Ultimamente a zona das Casas-Museu da Taipa tem tido muita actividade humana, e temos de tomar medidas para prevenir essa influência.”

Contudo, estas ficaram por esclarecer. Questionado sobre o impacto de futuras construções na zona, Tiangang Luan disse apenas que “ninguém pode dizer que não há influência negativa sobre o ambiente”. “Não posso ver qual a escala das obras e as influências que terá em concreto. Na minha perspectiva uma zona natural com menos influência humana seria mais saudável e ecológica. Se houver influência exterior vai levar tempo a recuperar os dados originais.” Já Leong Kun Fong garantiu que nada será feito para prejudicar a zona das Casas-Museu. “Claro que as obras podem ter impactos ambientais, e aí devemos efectuar uma investigação. Se não for aceitável não iremos aceitar a obra. Temos que dar mais importância à valorização ecológica das espécies.”

Lago não influencia Febre de Dengue O académico Tiangang Luan garantiu ainda que os recentes casos de Febre de Dengue registados em Macau nada têm a ver com a existência de mosquitos na zona das Casas-Museu. “O mosquito está sempre presente no sul da China, não tem nada a ver com o mau ou bom ambiente do local”.


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Maria de Medeiros homenageada em Sevilha A actriz portuguesa Maria de Medeiros vai ser homenageada na 9ª edição do Festival de Cinema Europeu de Sevilha, que decorre naquela cidade espanhola de 2 a 10 de Novembro. Desta feita, o país convidado é a Grécia. No dia 9 de Novembro, dia da sua homenagem, Maria de Medeiros apresentará no festival o seu filme documental ‘Repare Bem’, que rodou em 2011 e que conta a história do militante político brasileiro Eduardo Leite ‘Bacuri’, grande defensor da democracia e que acabaria morto às mãos da ditadura militar brasileira, em 1970.

Lee Daniels deve rodar filme sobre Janis Joplin

O cineasta responsável por “Precious” e pelo novo “The Paperboy” está em negociações adiantadas para rodar “Get It While You Can”, no qual Amy Adams fará o papel principal. A cantora e compositora, ícone nos anos 60, morreu de forma trágica aos 27 anos, com uma overdose de heroína. “Get It While You Can” foi um de três singles de sucesso (os outros foram “Cry Baby” e “Me and Bobby McGee”) lançados em 1971, o ano seguinte da sua morte. O argumento do projecto será de Ron Terry e Theresa Kounin-Terry.

IACM apresenta 12.º Festival Fringe de Macau

Novembro animado José C. Mendes info@hojemacau.com.mo

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OI ontem apresentada no IACM, pelas 16h00, a 12.ª edição do Festival Fringe de Macau. A funcionar pela primeira vez com

uma organização repartida entre o organismo governamental e uma entidade privada, (a Macau Music Power, única concorrente ao concurso público aberto este ano para a organização do evento), o Fringe 2012 apresenta uma variedade de espectáculos e

iniciativas para cativar o público de Macau. Visitas guiadas, espectáculos de dança e de Teatro, actividades interactivas, instalações, palestras e Workshops, entre outras iniciativas, vão estar a animar a cidade a entre 10 e 25 de Novembro. Cerca de

150 artistas de países como o Japão, Noruega, França Inglaterra, Portugal, Coreia do Sul, para além dos locais apresentarão durante quinze dias à volta de 600 espectáculos repartidos por 15 sessões. Pela primeira vez este ano, foi ainda anunciado um intercâmbio com a cidade de Shenzhen, onde se realiza também um Festival Fringe. Alguns artistas de Macau participarão no evento da cidade chinesa, o mesmo acontecendo com artistas de Shenzhen que se deslocarão até à RAEM. O Oceano ocupa na edição deste ano um espaço importante. Palestras, campanhas de sensibilização ambientais, como uma recolha de objectos da praia, bem como vários espectáculos terão no Oceano o seu elemento central. Com uma campanha promocional a ser efectuada entre os dias 3 e 9 de Novembro, a organização espera pelo menos alcançar o número de 20 mil espectadores como o ano passado. Para o Fringe 2012 foram disponibilizados 1,9 milhões de patacas. Cerca de 1,6 milhões de patacas serão destinados ao apoio aos espectáculos e o restante para actividades promocionais. A anterior edição do festival contou com um orçamento de 1,7 milhões de patacas.

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Fotógrafo retratou poeta brasileiro

Os dois anos de Drummond

A

fotografia do poeta Carlos Drummond de Andrade, com apenas dois anos, à frente de um triciclo é um dos mais importantes registos do fotógrafo Brás Martins da Costa. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, Brás Martins da Costa retratou vários acontecimentos de Itabira do Mato Dentro – hoje conhecida somente como Itabira –, na Região Central de Minas Gerais. Parte do acervo do fotógrafo pode ser vista no livro “Retratos na parede”, lançado pela Editora Autêntica, ontem, em Belo Horizonte . A obra foi fruto de um minucioso trabalho de pesquisa que começou em 1982, ano em que os organizadores tiveram acesso, pela primeira vez, aos mais de 300 negativos de Brás Martins da Costa. Naquela época, o esforço do engenheiro

Altamir José de Barros, do jornalista Robinson Machado Damasceno dos Reis e da historiadora Mariza Guerra de Andrade resultou no livro “No tempo do Mato Dentro”. Depois de 30 anos, agora com os recursos digitais à disposição, o livro ganha nova edição. A coordenadora do projecto e sobrinha-neta de Drummond, Mariza Guerra de Andrade, também classi-

fica o acervo de Brás Martins da Costa como mais importante da Região Central de Minas. “Ele fotografou o quotidiano, a morte, e pessoas de idades diferentes. Ele fotografou o arruamento e o urbanismo da cidade. Como a cidade era constituída. Ele não fotografou só os ricos. Ele fotografou também os pobres da cidade. As fotos primam pela diversidade”, declarou Mariza.


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cultura

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ANTÓNIO FALCÃO

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Associação dos Macaenses (ADM) organiza nos próximos dias 27 e 28 deste mês um Colóquio sobre a Comunidade Macaense. A iniciativa, segundo o comunicado de imprensa da organização, visa uma discussão e um debate sobre a situação actual da comunidade, o futuro próximo que se avizinha e os grandes desafios que a transformação de Macau representará. Tudo isto foi o mote para uma conversa com o presidente da direcção, Miguel Senna Fernandes. Quais são actualmente as principais preocupações da comunidade macaense ? As preocupações são muitas e não são nenhumas. É isso que vamos ver. Há muitas questões que sempre existiram e são importantes, só que a comunidade nunca as discutiu. Tais como? Por exemplo, quais são

Miguel de Senna Fernandes fala do futuro da comunidade

Macaenses, uni-vos os rumos da comunidade, quais são os planos estratégicos. A comunidade é composta de pessoas com personalidades diferentes, mas quais são as suas estratégias? Serão viáveis para enfrentar o futuro? Há uma série de questões que estão eternamente na franja e deviam estar a ser discutidas. E porque é que isso nunca foi discutido? Não sei se é por inconveniência ou porque os tópicos são muito sensíveis. Tão sensíveis que desencorajam a falar. E assim deixámos de parte vários problemas que são fundamentais. São essas questões que irão ser discutidas no colóquio?

Este colóquio tem em conta o futuro, o futuro próximo.

Bom, também é possível. Ninguém morre por isso.

Que futuro é esse? Não é um futuro tenebroso. Mas é um futuro que vai mexer com Macau. Nos próximos cinco anos vamos ter a Ilha da Montanha, já temos o Cotai. Vamos ter um crescimento populacional com uma nova vaga de emigrantes que vai alterar o “savoir faire” de Macau.

Ou então? Ou então, acredito que haja o interesse de todas as pessoas em que seja a própria comunidade a enfrentar esses desafios. Se isto estiver correcto então vamos ter de falar. Temos de trazer à tona vários problemas que há pala da inconveniência, de não querer ferir susceptibilidades, andamos a esconder há muito tempo. Não pode ser. Mas o colóquio não é para falar de ressentimentos nem de passados recalcados.

E isso provoca algum receio na comunidade? Não há nenhum receio. Não estamos a ver nenhum “papão”. Se é para se temer é algo invisível. Mas os desafios existem. Estão aí. Vão fazer parte do dia-a-dia de Macau. Perante isto, cruzamos os braços e cada um faz aquilo que lhe apetecer?

É um colóquio virado para o futuro? Sim, o que faz sentido é o futuro. Como enfrentar o futuro. Não é fazer ajustes de

contas. Não é essa a finalidade do colóquio. Vou fazer tudo para evitar isso. As pessoas que vão participar vão de boa fé tendo em conta a diferença de opiniões. Este colóquio faz todo o sentido é cheio de significado e com uma visão pragmática das coisas. É uma oportunidade para a comunidade debater os seus problemas? Sim, mas debatê-los a fundo. Pode até ser um precedente para a ADM organizar outros debates no futuro. Nunca se sabe. É também um reforço da identidade macaense, ou não? Sim, mas não só. O colóquio é dividido em três painéis. Identidade, política

e economia. Mas sobre economia, por exemplo, não pretendemos encontrar a fórmula mágica para fazer todos os macaenses ricos... (risos), nem uma “tacada” para deixarem de pagar rendas. Vamos é falar da conjuntura económica que é favorável a Macau e da comunidade macaense que continua a ser apontada como uma comunidade de matriz lusófona. Quanto à política? Também não vamos resolver o problema do edifício que vai ser demolido, ou o problema da saúde pública, nem os dislates da Reolian. Nem vamos fazer campanha eleitoral. Não vamos formar listas à custa do colóquio. Não é isso que se pretende. O que se quer é situar a comunidade neste contexto socio-político. Primando pelas diferenças de opiniões saber como é que a comunidade pode estar numa posição de destaque na cena política. Esse é que é o objectivo.


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desporto

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Favoritos carimbaram a passagem à segunda ronda

Squash sem surpresas Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

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Open de Squash de Macau entrou ontem na sua fase mais competitiva, com a entrada em acção dos principais candidatos à vitoria nos courts do território. Pautada pela participação de um grande número de atletas egípcios, a edição de 2012 do torneio arrancou na terça-feira com o pontapé de saída na fase de qualificação para o quadro principal da prova. Eram quatro os lugares em aberto na fase final do certame e os atletas egípcios não deixaram créditos por mãos alheias, ao garantirem duas das quatro vagas. Omar Abdel Meguid e Karim Ali Fathi juntaram-se

a Karim Darwish e aos restantes quatro praticantes egípcios já com lugar garantido no quadro principal do Open. O finlandês Henri Mustonen e o malaio Muhd Asyraf Azan garantiram as duas restantes vagas. Dos quatro qualificados, Karim Ali Fathi acabou por ser responsável pela primeira grande surpresa na competição, ao derrotar de forma surpreendente o francês Mathieu Castagnet por três sets a um. Depois de brilhar na fase de qualificação, o malaio Muhd Asyraf Azan não conseguiu contrariar o poderio do egípcio Karim Abdel Gawad e despediu-se da edição de 2012 do Open com uma derrota por três sets a um, pelos parciais de 11/9, 11/3, 9/11 e 11/3. No único duelo a colocar frente-a-frente dois representantes da vasta armada egípcia que tomou de assalto a competição, Omar Mossad levou a

melhor sobre Omar Abdel Meguid e carimbou a passagem aos quartos-de-final da prova. Na segunda ronda do quadro principal da competição está também Marwan El Shorbagy. O irmão do vencedor da edição de 2011 da prova derrotou sem apelo nem agravo o finlandês Olli Tuominen e ao final da tarde de hoje vai esgrimir argumentos com o compatriota Omar Mossad por um lugar nas meias-finais do torneio.

RICHARDS DIZ PRESENTE

Nos quartos-de-final da competição está também Tom Richards. O atleta britânico derrotou o malaio Nafiizwan Adnan e hoje discute a passagem às meias finais da prova com Karim Abdel Gawad. Tido com o grande favorito ao triunfo na competição, o egípcio

Karim Darwish – actual quinto classificado do ranking PSA – ultrapassou sem dificuldades o malaio Ong Beng Hee e ao início da noite de hoje esgrime argumentos com o compatriota Karim Ali Fathi. Na prova feminina também não se registaram grandes surpre-

sas. A neo-zelandesa Joelle King iniciou com o pé direito a defesa do título conquistado há um ano no território, ao bater a malaia Siti Munirah Juson por três sets a zero. King volta esta tarde a entrar em acção frente à vencedora do desafio que opõe a checa Lucie Fialova e a malaia Delia Arnold.

Sporting TV arranca em 2013 O Sporting anunciou, esta quarta-feira, que o canal de televisão do clube vai arrancar em 2013, tendo já sido baptizado de Sporting TV. O projecto há muito que tem vindo a ser trabalhado e nas últimas semanas teve avanços significativos, levando a algumas mudanças na área da comunicação do clube de Alvalade. “Trata-se de um projecto da maior importância estratégica para o nosso Clube, num esforço permanente de afirmação da marca Sporting que não se esgota nas fronteiras de Portugal e que é absolutamente vital para a construção do futuro. Mas trata-se, fundamentalmente e além do mais, de um projecto de congregação de todos os sportinguistas em torno de um projecto que deve ser motivo de orgulho para todos nós”, explicou Rui Paulo Figueiredo, vice-presidente para a comunicação do clube, num artigo de opinião divulgado através da habitual newsletter dirigida aos sócios. De acordo com o que foi anunciado, as instalações dos estúdios e da redacção vão ficar situadas no Estádio José Alvalade.

GP Macau Concurso decorre até 17 de Novembro

A

Escolher a carinha laroca

Sociedade de Jogos de Macau (SJM) anunciou ontem o inicio da quarta edição do concurso que promete eleger as mais bonitas do Grande Prémio de Macau (GPM). Até ao dia 17 de Novembro, os casinos Grand Lisboa, Lisboa e Oceanus pode receber os

votos para as nove candidatas. Cada pessoa pode votar, no máximo, três vezes em cada casino, por dia. Quanto mais votos cada pessoa tiver, mais possibilidades tem de ganhar. Aqueles que votaram nas raparigas mais escolhidas ficam candidatos a ganhar um

automóvel como prémio final, decidido a 18 de Novembro. Ambrose So, director-executivo da SJM, esteve presente no anuncio da iniciativa e lembrou os anos de história que ligam a operadora de jogo e o evento dedicado ao desporto automóvel. “A SJM orgulha-

-se de ter o GPM como nosso bom e velho amigo. Estamos mais felizes por juntar as mãos à Direcção dos Serviços de Turismo para apresentar este amigo em comum ao mundo, o qual acreditamos que trará mais visitantes a Macau.” Pela segunda vez consecutiva a SJM é o único patrocinador da 59ª edição do Grande Prémio de Macau, bem como de duas corridas, a SJM Formula 3 Macau e o campeonato mundial da FIA.


sexta-feira 19.10.2012

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB

SALA 2

FRANKENWEENIE [B] Um filme de: Tim Burton 14.30, 16.15, 19.45, 21.30 SALA 3

STORAGE 24 [C] AKKO-CHAN: THE MOVIE SALA 1

AKKO-CHAN: THE MOVIE [A]

(falado em japonês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Yasuhiro Kawamura Com: Haruka Ayase, Masaki Okada 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Um filme de: Johannes Roberts Com: Antonia Campbell Hughes, Noel Clarke, Laura Haddock 14.30, 19.30

TED [C]

Aqui há gato

Um filme de: Seth MacFarlane Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Glovanni Ribisi 16.30, 21.30

VERTICAIS: 1-Estampilha; Histrião. 2-Foge a; Vinho ordinário (gír.). 3-Cobalto (s.q.); Escutou; Medida itinerária do Japão. 4-Vazia; Miadela; Prefixo designativo de terra. 5-Cachaça de mau gosto; Sapo do Amazonas (Bras.). 6-Fileira; Pau-ferro. 7-Acreditei; Árvore cuja casca aromatiza o vinho. 8-A favor; Cabo de reboque; Cloreto de sódio. 9-Suspiro; Versejar; Observei. 10-Anta-do-brasil; Atormentar. 11-Cançonte; Vestuário de mulher, que fica da cintura para baixo.

SOLUÇÕES DO PROBLEMA

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Insensível (fig.); Pé ou mão de animal. 2-Recorda; Fundar. 3-Lítio (s.q.); Animal microscópico gerador da sarna e de alegrias; Sinal abreviativo de matemática, cujo valor é 3,4116. 4-Ouvido (pref.); Acolá; Gracejava. 5-Palavra sagrada pra o hinduísmo, usada para iniciar as orações; Transporte Internacional Rodoviário. 6-Voltar; Intervalo com dois meios-tons (Mús.). 7-Prefixo designativo de vida; Maior rio da Suíça. 8-Lagarta que vive nas folhas das árvores (prov.); Fruto de ateira; Pano de arrás. 9-Interjeição que se emprega para cumprimentar (Bras.); Maquinismo com calabre para levanter grandes pesos (pl.); Além. 10-Queda sem consequências graves; Limpai; banhando em líquido. 11-Aranha grande africana; Símbolo da Música.

[Tele]visão TDM 00:20 Telejornal (Repetição) 01:00 RTPi DIRECTO 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:45 RTPi DIRECTO 19:00 TDM Talk Show (Repetição) 19:30 Resistirei 20:30 Telejornal 21:15 Ler + Ler Melhor 21:30 Regresso a Sizalinda 22:10 A Febre do Ouro Negro 23:00 TDM News 23:40 Portugueses Pelo Mundo INFORMAÇÃO TDM

31 - STAR Sports 13:00 Rebel TV 19 13:10 (LIVE) MotoGP World Championship 2012 Free Practice 2 Malaysian Motorcycle Grand Prix 16:00 JK Racing Asia Series 16:30 FIA F1 World Championship 2012 Highlights Korean Grand Prix 18:00 Game 2012 18:30 (LIVE) Score Tonight 2012 19:00 (LIVE) WTA - Luxembourg Open Quarterfinals 22:00 JK Racing Asia Series 22:30 Game 2012 23:00 (LIVE) WTA - Luxembourg Open Quarterfinals

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Há Conversa 15:30 Cenas do Casamento - SIC 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Portugal Negócios 17:30 A Hora de Baco 18:00 A Viagem do Sr. Ulisses 19:15 Portugueses Pelo Mundo - Roma 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Portugal no Coração 30 - ESPN 13:00 (LIVE) Kolon Korea Open Day 2 16:00 American League Championship Series 2012 19:00 (Delay0 Baseball Tonight International 2012 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 LIVE 20:00 Football Asia 2012/13 20:30 The Football Review 2012-2013 21:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Romania vs. France 22:00 Sportscenter Asia 2012 22:30 Football Asia 2012/13 23:00 The Football Review 2012-2013 23:30 (Delay) Kolon Korea Open - Highlights Day 2 Highlights

40 - FOX Movies 12:15 Warrior 14:35 Diary Of A Wimpy Kid 16:20 The Fighter 18:15 Best Of The Walking Dead 19:05 Something Borrowed 21:00 The Ugly Truth 22:35 The International 00:35 Insidious 41 - HBO 12:00 Gladiator 14:30 Country Strong 16:30 Honey 2 18:20 Changing Lanes 20:00 Battle Los Angeles 22:00 Faster 23:35 The Change-Up 42 - Cinemax 12:15 Locusts 13:45 The Lovely Bones 16:00 Coogan’S Bluff 17:25 Berry Gordy’S The Last Dragon 19:10 Wonder Woman 20:20 Morlocks 21:45 Epad On Max 22:00 Strike Back 22:50 Return To The House On Haunted Hill 00:10 The Big Hit

HORIZONTAIS: 1-Seco; Pata. 2-Evoca; Criar. 3-Li; Ácaro; Pi. 4-Oto; Ali; Ria. 5-Aum; TIR. 6-Vir; To,. 7-Bio; Aar. 8-Bru; Ata; Rás. 9-Oi; Gruas; Lá. 10-Boléu; Lavai. 11-Ólio; Lira. VERTICAIS: 1-Selo; Bobo. 2-Evita; Briol. 3-Co; Ouviu; Li. 4-Oca; Mio; Geo. 5-Aca; Aru. 6-Ala; Itu. 7-Cri; Aal. 8-Pró; Toa; Sal 9-Ai; Rimar; Vi. 10-Tapir; Ralar. 11-Ária; Saia.

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA RECEITAS COM WOK • vários autores

Esta colecção de seis livros de culinária pretende dar a conhecer formas simples e eficazes de cozinhar de um modo rápido e saudável. Para além de três títulos dedicados à Carne, às Sopas e às Sobremesas, podemos ficar a conhecer alguma cozinha do mundo com os títulos consagrados à culinária italiana, à cozinha chinesa e às receitas com wok, grande frigideira com tampa presente em todos os lares de Macau e onde se preparam iguarias que exigem uma grande mistura de alimentos.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição

GUIA DAS ESPECIARIAS • vários autores

Tudo o que precisa de saber sobre especiarias; História e origem das especiarias; Informações botânicas sobre as especiarias: características, localização e cultivo; Componentes e propriedades; Aplicação das especiarias na cozinha e na medicina; Misturas de especiarias mais importantes.

SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR

SÍMBOLOS DE MUDANÇA? Por estes dias decidi ir gatinhar até ao outro lado do mundo, para provar os verdadeiros pasteis de nata e outras coisas do género. Enquanto passava pelas esplanadas da bela Lisboa, ia vendo com os meus próprios olhos os rostos das pessoas, marcados por uma coisa má e feia chamada austeridade. O aumento “brutal” de impostos anunciado por um senhor de voz monocórdica tornou o país feio (coisa que ele não é), sobretudo Lisboa. As pessoas andam cabisbaixas, e parece que já não existe esperança. Vai daí, os movimentos de rua têm acontecido com cada vez mais frequência. Adoro que as pessoas venham para a rua manifestar-se, e acho que estas acções só pecam por serem tardias. Estavam à espera de um roubo a sério aos vossos rendimentos? Pois aí o têm. Depois de anos calados e aparentemente apáticos a uma crise que já tinha dado os seus sinais, os portugueses acordaram para a vida. Começaram a aparecer em maior número nas ruas, mas mais do que isso, começaram a necessitar de símbolos de mudança. E esses símbolos acabaram por ser os seios da Maria ou o abraço que a outra menina bonita a um policia. Parece que esses momentos vieram substituir a esperança que já não existe nas pessoas. Os fotógrafos fazem um excelente trabalho e os jornalistas lá vão transformando coisas simples em coisas aparentemente extraordinárias. O facto da Maria ter mostrado os seios, ou da estreante em manifestações ter abraçado o polícia, nada tem de especial. Fazem boas fotografias e vendem jornais como nunca, mas mais do que isso não. A República não ganhou um novo símbolo com aqueles mamilos contemporâneos à mostra, lamento. São apenas sinais de uma coisa: as pessoas precisam de se agarrar a algo para sentirem que as coisas podem, de facto, mudar. Ainda que seja coisas a roçar o ridículo.

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opinião

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Paul Chan Wai Chi*

um grito no deserto

Agitação por toda a cidade

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escritor inglês Charles Dickens escreveu no primeiro capítulo do livro “Um Conto de Duas Cidades” a famosa frase: “Foram os melhores tempos, foram os piores tempos”. Sempre achei que esta frase era um grande exercício de retórica porque resumia de forma concisa todo o enredo da história. Nos últimos anos ao assistir a todos os incidentes que se têm passado em Macau, percebi finalmente o significado destas frases. Os cinco lotes de terrenos em frente ao Aeroporto de Macau, o projecto dos estúdios de Macau, a ocupação do terreno situado junto do Mercado Vermelho, na Rua do Padre João Clímaco, as escrituras de papel de seda ou “sá-chi-kai”, o exemplo da vila de Ka Ho, os 10 lotes de terrenos do cemitério. Qualquer um destes casos fez com a RAEM perdesse prestígio e credibilidade. Com os rumores de que Lau Si Io iria ser demitido e com o grande discurso de um dos membros

do Conselho Executivo, a cidade ficou em polvorosa, com manifestações na rua contra todo este caos. A liberalização da indústria do jogo e o esquema do visto individual para a China, elevaram para outro patamar o PIB de Macau e fizeram subir significativamente o rendimento ‘per capita’ da população. No entanto, a subida dos preços dos produtos e da habitação fazem com que o povo viva tempos difíceis. Para as minorias poderosas e influentes de Macau estes são “os melhores tempos”; para o povo e para os mais fracos estes são “os piores tempos”. Passei pelo desastre económico dos anos 70 do século passado, uma época em que a vida era muito difícil com salários muito baixos. Também assisti à crise financeira em 1977 em que o valor dos activos fixos era praticamente nulo. Quando a economia estava frouxa as pessoas sempre tentaram encontrar maneira de sobreviver apesar de estarem a passar por tempos muito duros. No

Todas estas medidas fazem com que em Hong Kong se pense que a população de Macau viva em plena felicidade. Mas para além de o dinheiro ser usado para criar uma sensação de felicidade, os valores fundamentais das pessoas e a paisagem urbana tornaram-se mais obscuros entanto, agora que Macau está a abarrotar de receitas do jogo, que o Governo está privado de tantas outras coisas que não o dinheiro, este continua a ser a solução do Governo para resolver todos os problemas. Subsidia as tarifas de autocarro, introduz 15 anos de ensino gratuito, qualquer cidadão qualificado tem direito a 5000 patacas do Programa de

Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo, 500 vales médicos, os salários dos funcionários públicos sobem e os impostos baixam para acompanhar a inflação, existe o plano anual de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico e a poupança Central de cidadãos qualificados. Todas estas medidas fazem com que em Hong Kong se pense que a população de Macau viva em plena felicidade. Mas para além de o dinheiro ser usado para criar uma sensação de felicidade, os valores fundamentais das pessoas e a paisagem urbana tornaram-se mais obscuros. Quando atravessam tempos difíceis as pessoas encontraram saídas; quando vivem rodeadas de felicidade apenas esperam silenciosamente pela morte. Macau vive sem dúvida “os melhores e os piores tempos”. *Deputado e membro da Associação Novo Macau Democrático


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opinião

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Carlos Morais José

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editorial

“Os Dores” - a edição quase assassina ANTÓNIO FALCÃO

Em feliz momento, a família de Henrique de Senna Fernandes encontrou o manuscrito de “Os Dores”, embora incompleto. E saúde-se igualmente a reedição das obras completas do escritor macaense pelo Instituto Cultural da RAEM. Já tardava, tardava de mais, mas antes tarde do que nunca. Saídos “Os Dores” e “Amor e Dedinhos de Pé” (há muito esgotado), esperamos pelas próximas edições. Quanto a este inédito, que li sofregamente, aqui voltamos a encontrar o sabor único, insubstituível, da prosa de Senna Fernandes. E este reencontro não pode deixar de nos encher de uma enorme alegria e satisfação. Voltada a última página deste livro, sobra o desejo de ler o resto desta história, de conhecer o destino destes personagens. O que nos é narrado perfila-se como uma primeira pedra de uma família macaense, cuja história certamente se desenvolveria em saga, como o título deixa adivinhar. Leontina das Dores, criança encontrada naquele Coloane ainda infestado de piratas do início do século XX, rapariga mestiça de cabelos alourados, de pai kuai lou desconhecido e mãe chinesa fugitiva, reúne à sua volta, no decorrer da narrativa, aquele Macau a que o presente não tem acesso: a cidade dividida de reinóis, macaenses e chineses, das casas senhoriais e dos bazares, da Rua Central das tendas mouras, dos funcionários públicos, dos botequins e das primeiras salas de cinema, que viriam a ter uma importante contribuição para a mudança das mentalidades e dos hábitos. Uma cidade plena de hierarquias sociais intra-grupos, de religiosidade e de moralismos, do súbito encontro de culturas, dos rígidos preconceitos de uns e do pragmatismo simples de outros. Uma cidade onde, apesar da hipocrisia e da vaidade, emerge uma humanidade nova,

Todos sabemos que um manuscrito necessita de uma profunda revisão, que se trata de algo em bruto, a precisar de ser obviamente limado por mãos hábeis e experimentadas. Ora aqui estamos perante um incipiente trabalho que permite um texto onde os erros gramaticais e sintáticos são permanentes em praticamente em todas as páginas. Merecia melhor o grande autor de Macau! resultante precisamente desse encontro entre civilizações distintas e onde aprendemos a respeitar a capacidade de resistência de seres humanos destituídos e marginalizados. Nesta cidade vemos evoluir famílias macaenses separadas pela condição social, com os seus traços distintivos. Assistimos ao desenvolvimento de personagens de várias origens, com os traços de carácter que o próprio meio estimula ou renega, apesar de os proporcionar. Deparamos com mulheres fortes e homens submissos, com aventureiros sem remissão, com abnegações inesperadas, com as transformações progressivas de carácter a que o escritor, noutras obras, já nos habituou. Vemos como o contacto entre portugueses e chineses foi, aos poucos, construindo um espaço único e permissivo, onde as cadeias culturais se esbatem no mundo do Outro e, sobretudo, como de um e do outro lado existe, superior às diferenças, um raro valor de humanidade. Leontina das Dores, marcada por uma vida de sofrimentos, surge aqui como a fundadora de uma descendência, de uma linhagem, cujo futuro nos apetece adivinhar mas que o desaparecimento do escritor nos impede de seguir. É pena... Mas o que nos causa mais pena nesta edição é a sua gritante falta de qualidade. Todos sabemos que um manuscrito necessita de uma profunda revisão, que se trata de algo em bruto, a precisar de ser obviamente limado por mãos hábeis e experimentadas. Ora aqui estamos perante um incipiente trabalho que permite um texto onde os erros gramaticais e sintáticos são permanentes em praticamente em todas as páginas. Merecia melhor o grande autor de Macau! São as vírgulas fora do lugar (ou a falta delas no sítio certo); são os erros de português certamente derivados de uma composição defeituosa a precisar de correcção; são os disparates perfeitamente evitáveis por quem detenha uma cultura geral média (como referir o herói de Oscar Wilde como sendo Dorian Grey! ao invés de Gray); são as faltas de concordâncias verbais no mesmo parágrafo, a evitável repetição de “ques” e de pronomes possessivos no mesmo período, são as vírgulas entre sujeito e predicado; é, last but not the least, a repetição do mesmo

título em capítulos diferentes... enfim, um chorrilho de asneiras perfeitamente evitáveis, que o texto e o autor obviamente não mereciam. Não pode o Instituto Cultural assinar coisas destas. Trata-se, afinal, de um departamento governamental, com altíssimas responsabilidades na matéria. Sendo, para mais, um escrito inédito de Henrique de

Senna Fernandes, um manuscrito não revisto pelo autor, urgia um cuidado redobrado, uma vigilante atenção, uma dedicação extrema, que o Instituto Cultural não proporcionou. Muito sinceramente espero que estes “crimes” não se repitam em futuras edições para salvaguarda do nome e da fama do escritor, pois a verdade é que a ele serão atribuídos estes erros pelos leitores que desconhecem o processo de achamento e feitura deste volume. Sobra o sabor único da linguagem de Senna Fernandes, das suas histórias, dos contextos onde evolui a narrativa, como sobra esse Macau de outros tempos e só por isso vale a pena ler, da primeira à última página, este livro empolgante, apesar da edição quase assassina. LEONG HENG TENG

O ALTO FALANTE por antónio conceição júnior

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


sexta-feira 19.10.2012

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c a r t o on por Steff

FBI DESVENDA CRIME DO FBI

Merkel defende poder de veto europeu sobre orçamentos nacionais

A chanceler alemã pretende que a Europa tenha poder de veto sobre os orçamentos nacionais, de modo a travar todos aqueles que não reúnam requisitos de estabilidade e crescimento. No Parlamento alemão, antes da Cimeira Europeia de Bruxelas, Angela Merkel defendeu mais credibilidade para a Europa através de uma maior integração. Entre os pontos abordados pela chefe do Governo alemão esteve a possibilidade de o comissário europeu para os Assuntos Económicos poder invalidar orçamentos nacionais.

Passos Coelho Governo não está para cair

O primeiro-ministro disse esta quinta-feira que o Governo não está para cair, numa alusão a uma alegada crise na coligação. Pedro Passos Coelho admitiu também mudanças no Orçamento do Estado na Assembleia da República. O “Parlamento tem sempre todos os poderes. Tem o poder de propor alterações, de derrubar um Governo até. Nenhuma das duas circunstâncias deve ser dramatizada. Creio eu, nem o Governo está para cair, e espero bem que essa discussão deixe de ocupar tanto tempo da nossa política interna, nem o Governo diz que não pode alterar uma vírgula ao Orçamento”, afirmou. “O Orçamento que o Governo apresentou no Parlamento é o resultado material da conversação e da negociação que tivemos com a troika durante o quinto exame regular. E, nessa medida, é um instrumento indispensável para podermos continuar a cumprir os objectivos que constam do memorando de entendimento e continuarmos a ter um desempenho positivo e favorável do nosso processo de ajustamento”, sublinhou. As declarações de Pedro Passos Coelho foram proferidas em Bucareste, na Roménia, onde o chefe do Governo se encontra para participar no congresso do Partido Popular Europeu (PPE).

Morreu o realizador Koji Wakamatsu

O realizador japonês Koji Wakamatsu morreu, na quarta-feira à noite, em Tóquio, aos 76 anos de idade. O produtor do “Império dos Sentidos” (1976) acabou por morrer dias depois de ter sido atropelado por um táxi. Para além de ser conhecido por filmes ‘soft’ porno ou filmes eróticos, os filmes de Koji Wakamatsu também abordam a história política do Japão, como movimentos contestatários aos quais esteve ligado.

Protestos em Atenas em dia de greve geral

As ruas de Atenas encheram-se esta quinta-feira, para mais um dia de greve geral no país, o quarto realizado este ano. A greve geral, que surge como forma de contestar as medidas de austeridade implementadas pelo Governo, coincide com o primeiro dia da cimeira europeia de Bruxelas. Milhares de gregos saíram às ruas de Atenas, para mostrar o seu descontentamento. A paralisação é sobretudo visível nos transportes.

China disposta a negociar questão histórica com Índia

Redefinir territórios

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porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, afirmou ontem em Pequim que, sobre as questões históricas de fronteira entre a China e a Índia, a parte chinesa está disposta a procurar uma solução justa, razoável e aceitável para ambas as partes da questão, a fim de garantir a paz e tranquilidade da região. Há cinquenta anos, ocorreu um conflito entre os dois países para o estabelecimento de parte

da fronteira e até o momento, a linha fronteiriça entre os dois países ainda não está clara. Hong Lei afirmou que este ano, o presidente chinês, Hu Jintao e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, anunciaram e iniciaram em parceria o “Ano de Cooperação Amistosa China-Índia”. Para além do mais, as relações bilaterais mantêm uma boa tendência de desenvolvimento. Os intercâmbios de alto nível entre os dois países têm sido

aprofundados, bem como as cooperações em diversas áreas. Os dois países mantêm também um bom diálogo e coordenação em grandes questões internacionais e regionais. A China está disposta a esforçar-se, junto com a parte indiana, para continuar a pôr em prática os consensos estabelecidos pelos seus líderes, além de promover a confiança mútua estratégica, aprofundar a reciprocidade e incentivar o desenvolvimento comum.

Morreu Sylvia Kristel, a eterna “Emmanuelle” A actriz Sylvia Kristel, que protagonizou o célebre filme erótico “Emmanuelle”, morreu esta quinta-feira, aos 60 anos de idade. “Morreu durante a noite, enquanto dormia», afirmou à AFP Marieke Verharen, da agência que representava a actriz, Features Creative Management. “Faleceu vítima de um cancro.” A artista, natural de Utrecht, na Holanda, começou uma carreira de modelo aos 17 anos, foi eleita Miss TV Europa em 1973 e um ano depois ficou reconhecida pelo filme “Emanuelle”.

Twitter suspende conta de organização neonazi O Twitter suspendeu a conta da organização “Besseres Hannover”, que o estado da Baixa Saxónia, na Alemanha, considera neonazi. Segundo uma carta da polícia daquela região, a organização foi “desmantelada, os seus bens foram confiscados e todas as suas contas nas redes sociais têm de ser encerradas imediatamente”. A actividade da conta da “Besseres Hannover” vai continuar a ser vista no resto do mundo, uma vez que a regra em causa apenas se aplica na Alemanha.


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Hoje Macau 19 OUT 2012 #2718 by Jornal Hoje Macau - Issuu