fumo nos casinos Associação quer proibição Agência Comercial Pico • 28721006
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Ter para ler
Director carlos morais josé • quinta-feira 18 de abril de 2013 • ANO XII • Nº 2833
aguaceiros min 23 max 26 hum 80-98% • euro 10.2 baht 0.2 yuan 1.2
Venham mais cinco (séculos)
cultura
CASO LA SCALA
Moon ocean perde todos os terrenos
Jesuítas encerram galeria Art Base 1 Página 15
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ARROZ Macau encontrou metais pesados no alimento
O peso do veneno O alarme foi dado com um estudo desenvolvido por uma universidade nos EUA: China e Taiwan são os territórios que apresentam os valores mais elevados de metais pesados no arroz que exportam. Seguindo essas conclusões, o Hoje Macau foi perguntar às autoridades pela saúde do arroz. O Conselho dos Consumidores respondeu prontamente: existem metais pesados nas marcas comercializadas, que vêm maioritariamente da Tailândia e da Austrália. A dúvida é saber se não estamos a ser lentamente envenenados. Para já, ninguém sabe responder. Página 5
planeamento urbano
Interesse público e patrimonial em primeiro lugar Página 2
Imobiliário
Habitação pública terá baixo impacto no mercado Página 5
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política
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Urbanismo Governo tem autoridade para criar medidas provisórias antes do plano director
A bem do interesse público e patrimonial
vantagens e os inconvenientes” e, por outro lado, “o regulamento administrativo que estabelece as medidas preventivas deve especificar quais as disposições do futuro plano cuja execução poderia ficar comprometida caso não fossem estabelecidas”.
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
s planos director e de pormenor serão definidos após aprovação da Lei de Planeamento Urbanístico pelo que, segundo estima o Governo, podem demorar cerca de dois anos a serem criados. Devido a este desfasamento temporal, entre aprovação da lei e criação dos planos urbanísticos, a proposta de lei salvaguarda que os mesmos (em estudo) não sejam prejudicados por acções de proprietários que pretendam fazer alterações aos edifícios, nomeadamente, afectas à preservação do centro histórico. No novo diploma estão, por isso, previstas “medidas preventivas” que serão estabelecidas por meio de regulamento administrativo pela Direcção de Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). “Essas medidas preventivas são estabelecidas com vista a evitar a alteração das condições de facto existentes em determinada zona que possa comprometer a alteração do respectivo plano”, começa por explicar Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), citando o artigo 36.º da futura lei do planeamento urbanístico. Tentando depois pegar num exemplo concreto para explicar melhor o funcionamento futuro do planeamento urbano. “Com vista à salvaguarda de património, haverá medidas preventivas na zona condicionada ao planeamento urbanístico [planos director e pormenor], ou seja, se al-
Zonas não urbanizáveis tornar-se-ão urbanas?
guém entrega o projecto de alteração [desses edifícios] são tomadas medidas preventivas para evitar a alteração daquela zona porque se for demolida a construção então já não pode ser salvaguardada.” Embora a discussão ontem, entre deputados e Governo, que estudam esta proposta de lei em sede de comissão, tenha sido “altamente técnica”, os deputados parecem ter ficado esclarecidos com as respostas do Governo. Nomeadamente, de que as mesmas têm como objectivo a “sobreposição do interesse público aos interesses privados”. Por outro lado, explicou Chan Chak Mo, são temporárias
até um máximo de dois anos, data em que se prevêem já criados os planos urbanísticos. “Segundo a exposição do Governo, essas medidas são prévias, provisórias com limitação de prorrogação. Medidas excepcionais (...)Têm um prazo de um ano só prorrogável por igual período portanto há uma limitação temporal.”
Proprietários não são auscultados
No entanto, houve uma dúvida que deputados e seus assessores quiseram ver respondida ontem pelo Governo. No caso, se os proprietários terão opinião sobre a criação destas
medidas provisórias previstas caso a caso. “O Governo respondeu que não. E explicou que como se trata de um processo rápido, concreto e provisório, esta auscultação poderia atrasar o processo. São por isso apenas comunicados da criação das mesmas”, esclarece Chan Chak Mo. E, neste caso, estará o Governo com demasiado poder em mãos? “O Governo explicou (...) se essas medidas não forem estabelecidas e logo aprovadas então a situação torna-se irreversível.” No entanto, de acordo com a lei, a DSSOPT deverá “demonstrar a sua necessidade, bem como esclarecer as
Venda sem aprovação Compradores têm de se fiar na “prática comum”, diz DSSOPT
Palavra de honra
Lei de terras Mudanças com explicações
Os deputados exigem que os detentores de terrenos sem concurso público sejam obrigados à aprovação da população antes de ser alterada a finalidade da terra. “Se as pessoas não ficarem com os terrenos por via do concurso publico e quiserem mudar, devia ao menos ser obrigatório que apresentassem ao publico os motivos da mudança. O Governo ainda não nos disse nada mas concordou em fazer um estudo de viabilidade a esta proposta”, disse a deputada Kwan Tsui Hang, em declarações reproduzidas pela TDM.
A
Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) reuniu, na terça-feira, com o promotor imobiliário do Pearl Horizon, um empreendimento habitacional privado na zona norte. Isto, porque o responsável do prédio está a vender as fracções sem que o anteprojecto do edifício esteja sequer aprovado. Em comunicado da DSSOPT, o organismo explica que a compra das fracções “envolve transacções mo-
netárias de somas relativamente consideráveis”. Actualmente, Macau não tem ainda uma lei que regule a compra e venda de apartamentos ainda em construção, mas a DSSOPT justifica que, mesmo assim, “estas negociações dependeram sempre da auto-disciplina do sector e do seu respeito pelas normas de conduta”. O organismo diz esperar que o promotor tenha isso em consideração, mas não revela qualquer punição. “A Administração
exigiu ao promotor imobiliário para disponibilizar, na medida dos possíveis, as informações sobre o empreendimento aos promitentes-compradores e alertá-los que o anteprojecto não se encontra ainda aprovado, de modo a salvaguardar assim os seus direitos e interesses.” A apreciação do anteprojecto encontra-se actualmente na fase final de apreciação, podendo o mesmo ser brevemente aprovado, diz a DSSOPT. - J.F.
Segundo a discussão da passada terça-feira, há a possibilidade de as zonas sem área habitacional poderem vir a ser urbanizáveis. No entanto, segundo assegurou Chan Chak Mo, o Governo não pretende alterar a utilização a “seu belo prazer”. “Se no futuro houver necessidade de reclassificar uma zona não urbanizável para um zona urbana, o Governo reafirmou que vão ser aplicados os procedimentos, por exemplo, do artigo 22.º ou 23.º sobre a revisão e alteração [dos planos urbanísticos].” A revisão aos planos director e aos planos de pormenor, segundo a proposta de lei, está prevista de cinco em cinco anos ou nos casos em que a execução de empreendimentos públicos tiver um impacto significativo na finalidade dos terrenos. Por outro lado, existem oito áreas gerais, definidas de acordo com a utilização dos terrenos, sem se perceber claramente onde se incluem os casinos. Chan Chak Mo advinha que deverá estar incluída nas zonas turística e de diversões. As divisões por zona terão “subcategorias”, definidas posteriormente por planos de pormenor por meio de Regulamento Administrativo.
quinta-feira 18.4.2013
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Moon Ocean – empresa responsável pelo empreendimento La Scala – ficou sem os restantes terrenos que lhe foram concedidos em 2011 pelo secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io. Esta é a segunda concessão declarada nula pelo Governo, depois de ter sido provado que os oito lotes em frente ao aeroporto foram concedidos ilegalmente à empresa de Hong Kong por Ao Man Long, ex-secretário condenado a 29 anos e meio de cadeia por corrupção passiva. De acordo com um despacho publicado ontem em Boletim Oficial (BO), a decisão de Chui Sai On, Chefe do Executivo, foi tomada no dia 9 deste mês. O líder do Governo “declarou a nulidade” da revisão da concessão dos terrenos à Moon Ocean, que concedia um total de oito lotes para a construção do empreendimento de luxo La Scala. À empresa de Hong Kong foram concedidos, em 2006, cinco lotes de terrenos, na altura autorizados pelo secretário Ao Man Long. Posteriormente, e já após Ao Man Long estar a ser julgado, Lau Si Io reviu o contrato da empresa e concedeu mais três terras, ou seja, um total de oito lotes para a construção do La Scala. No ano passado, o Governo retirou à empresa os primeiros cinco terrenos que lhe foram concedidos, uma vez que o Tribunal de Última
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Caso La Scala Governo decide retirar todos os terrenos à Moon Ocean
Oito vezes nada é nada
Depois de, no ano passado, o Executivo ter cancelado a concessão de cinco dos oito terrenos da Moon Ocean, por estes terem sido adjudicados de forma ilegal por Ao Man Long, chegou a vez de ser declarada nula a concessão dos restantes três lotes em frente ao aeroporto. A empresa mãe – Chinese Estates Holdings – já disse que pode recorrer da decisão Instância considerou ter havido corrupção na concessão dos lotes. A Administração avisou, contudo, que iria “proceder ao acompanhamento das questões pertinentes ao despacho de 2011”, referente à revisão da concessão, que concedeu mais três terrenos à Chinese Estates Holdings, empresa que detém a Moon Ocean. A decisão chega agora, quase um ano depois.
Em luta
Na terça-feira, a Chinese Estates Holdings informou a Bolsa de Valores de Hong Kong sobre a decisão do Governo. A empresa – cujo director-executivo e sócio maioritário é Joseph Lau, suspeito de corrupção activa – já disse ter 15 dias para recorrer da decisão e afirma que vai ponderar mesmo apelar ao Tribunal de Segunda Instância (TSI). “[A empresa] está, actualmente, a ter aconselhamento jurídico sobre esta segunda decisão e sobre as acções que devem ser
tomadas”, lê-se no comunicado da Chinese Estates Holdings. A Chinese Estates Holdings trava actualmente uma luta no TSI contra o Governo, onde pede uma indemnização de 2,7 mil milhões patacas, caso venha a perder em tribunal a luta pelo terreno do La Scala. A acção iniciou-se depois de ter sido declarada nula a primeira concessão dos cinco terrenos da empresa. Agora, a Chinese Estates Holdings tem mais 15 dias para tentar fazer com que Chui Sai On repondere a decisão. A revisão da concessão dos lotes de terrenos – que alterou de cinco para oito os lotes concedidos à Moon Ocean – foi alvo de críticas na Assembleia Legislativa, com os deputados a quererem saber por que é que o secretário concedeu mais terrenos para o empreendimento La Scala numa altura em que o seu antecessor já estava a ser julgado e em que o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) tinha
dado conhecimento de uma investigação em curso sobre os terrenos. Na altura, o Executivo evocou que não havia “motivo judicial” para travar a revisão ou força vinculativa no comunicado do CCAC. A realidade é que essa informação não obrigava o Governo a parar a decisão, mas há deputados a defender que não deveria ter havido nem revisão da concessão nem permissão para se dar início à venda dos apartamentos, ainda no papel. As fracções do La Scala começaram a ser comercializadas em Março do ano passado, tendo sido vendidas cerca de 300, que originaram mais de três mil milhões de dólares de Hong Kong.
Julgamento a duas semanas
Os dois empresários de Hong Kong - Joseph Lau, director-executivo e sócio maioritário da Chinese Estates Holdings, e Steven Lo, antigo sócio maioritário da Moon
Ocean - estão os dois acusados de corrupção activa, por terem dado 20 milhões de patacas a Ao Man Long para obter os terrenos. Isto, alegadamente, já que os dois estão ainda sob presunção de inocência, apesar de Ao Man Long ter sido já declarado culpado por ter recebido o suborno. Os homens vão ser julgados em Macau no final deste mês, depois de dois adiamentos sucessivos do julgamento. O primeiro, em Setembro do ano passado, deveu-se a uma indisposição da juíza que ia presidir ao colectivo de juízes. O segundo, em Janeiro, foi adiado porque Joseph Lau apresentou um atestado médico onde indicava estar impossibilitado de comparecer à audiência. Dos oito arguidos do caso, apenas dois compareceram. Segundo a Rádio Macau, o julgamento pode ainda ser adiado novamente, mas apenas por uma semana. Este é o quarto julgamento conexo ao escândalo de corrupção Ao Man Long.
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política
AL Novo projecto de lei sobre direitos de personalidade para trabalhadores entregue
Uma questão de personalidade
joana.freitas@hojemacau.com.mo
É
mais um projecto de lei entregue por José Pereira Coutinho e é mais um relacionado com os trabalhadores. Ontem, o deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM), entregou uma nova proposta para uma lei que visa integrar um processo especial de “Tutela da Personalidade do Trabalhador”. Pereira Coutinho entregou a Lau Cheok Va, presidente do hemiciclo, o projecto de lei, que resta agora saber se vai ser admitido. A ideia é que haja possibilidade de os trabalhadores terem mais protecção no que toca aos seus direitos de privacidade. “Inspirei-me
no processo especial de tutela da personalidade, do nome e da correspondência confidencial prevista no Código de Processo Civil”, escreve o deputado na Nota Justificativa que acompanha a lei. “Este processo será muito importante para a concretização da privacidade a que todos temos direito, muito em especial aos trabalhadores, que tantos abusos sofrem à mãos de
Conservação energética Fundo atribuiu mais de nove milhões de patacas em três meses
Apoios para ajudar o ambiente
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gonçalo lobo pinheiro
Joana Freitas
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alguns empregadores menos escrupulosos.” Pereira Coutinho diz ser importante que se protejam os trabalhadores, bem como é importante que estes saibam os seus deveres “sem exageros e sem pressões”. O novo processo especial pedido por este projecto de lei visa, sobretudo, permitir que a privacidade dos trabalhadores na relação com o patronato seja defendida.
Fundo para a Protecção Ambiental e Conservação Energética atribuiu mais de nove milhões de patacas em subsídios em apenas três meses. No primeiro trimestre do ano, e segundo dados publicados ontem em Boletim Oficial, 136 empresas pediram apoio financeiro ao Executivo, no âmbito do Plano deApoio Financeiro àAquisição de Produtos e Equipamentos para a Protecção Ambiental e a Conservação Energética. No total, foram 9,454,657 patacas distribuídas a restaurantes, associações e individuais. Através deste plano, empresas comerciais, da área de construção, educação, cultura e comunicação podem requerer a cobertura em 80% do montante gasto com equipamentos de maior eficiência energética, num valor máximo de 500 mil patacas. No entanto, até ao momento, ainda está a ser estudada pela Direcção dos Serviços de Educação Ambiental (DSPA) – que tutela o Fundo – a possibilidade de escolas e universidades poderem ser incluídas neste plano de financiamento. Este ano, apenas uma entidade requereu o valor máximo.
Até Dezembro do ano passado, o fundo distribuiu 67 milhões de patacas a 700 empresas e instituições. Este ano, em três meses, vai já em cerca de 14% desse valor. Noutras listagens, que dizem respeito à atribuição de apoios financeiros através do Instituto de Formação Turística (IFT) e dos Cofres dos Assuntos de Justiça, foram distribuídos mais de um milhão e meio de patacas. O IFT atribuiu cerca de 1,240,606 patacas em bolsas de estudos e a Justiça pouco mais de meio milhão de patacas a associações de ensino e à Cáritas de Macau, que recebeu 324,785 patacas. - J.F.
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Open Tender Notice Request for Proposal –Macau International Airport- Construction Works for New Hangar - RFQ165 1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a suitable contractor to build the new hangar in Macau International Airport 4. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from MIA’s website www.macau-airport.com and www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/modification/ amendment in the Tender Document. 5. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00 (noon) on 17 June 2013 (Macau Time). The addressee of the tender shall be Mr. Deng Jun – Chairman of the Executive Committee. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. 6. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons. -END-
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Alimentação Arroz à venda em Macau tem metais pesados. O Conselho de Consumidores sabe disso
Veneno lento no prato Um estudo americano recente explica que a China e Taiwan são os territórios que apresentam os valores de chumbo mais elevados no arroz que importam. Em Macau, o Conselho dos Consumidores encontrou “materiais pesados”. Mas a ausência de casos clínicos registados satisfaz as consciências Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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alerta veio dos Estados Unidos. A Universidade de Monmouth em Nova Jérsia conduziu uma série de testes a marcas de arroz importado e comercializável no país e concluiu que este produto apresenta níveis de chumbo muito superiores aos que as regulamentações sugerem como seguros. O estudo, divulgado na semana passada, indica que o arroz importado da China e de Taiwan é o que apresenta valores mais elevados, ou seja, 20 a 120 vezes superiores ao valor máximo tolerável (120), estipulado pelo órgão governamental responsável sobre a segurança alimentar “US Food and Drug Admnistration” (FDA, na sigla inglesa). Segundo o
mesmo organismo, a presença de metais pesados no arroz (o arsénico foi também recentemente detectado neste produto alimentar) tem de ser 10 vezes superior (a 120) para ser considerado um perigo para a saúde. Ao Hoje Macau, o Conselho dos Consumidores (CC) explica que a RAEM não importa primordialmente destes territórios mas que, segundo análises feitas em colaboração com os Serviços de Saúde (SS), existem realmente metais pesados nas marcas de arroz comercializadas aqui. No entanto, não avançou, em tempo útil, se os níveis são superiores aos recomendáveis. “O arroz é um dos alimentos principais dos residentes de Macau por isso o nosso Governo dá importância à segurança do respectivo produto”, começou por dizer o organismo, em resposta
ao nosso jornal, ressalvando que os países cujos produtos contêm níveis mais elevados de metais pesados não são dos maiores importadores da RAEM. “Macau importa arroz da Tailândia, Austrália, etc. E importa pouco da China Interior e de Taiwan.” No entanto, assumiu a presença de “diferentes metais pesados no arroz investigado” em Macau embora, não tenha conseguido avançar quais os valores máximos permitidos destes elementos químicos no arroz. Apenas foi dado a conhecer que estes existem. “Macau também tem este padrão” mas “todos os países e governos têm diferentes níveis para cada comida”, explicou ainda um porta-voz do CC via telefone, sem conseguir precisar mais informações. Por outro lado, assegurou, até ao momento não há pessoas com problemas de saúde causados pela ingestão destes produtos. “Caso haja alguma situação que influencie a saúde dos consumidores, os SS vão colaborar com o CC para encaminhar o problema.”
Sem queixas de consumidores
Os consumidores - muito provavelmente pouco informados sobre
o problema - nunca se queixaram sobre a presença destes materiais pesados no arroz. Este ano, indica o CC, não houve qualquer queixa sobre a “condição higiénica e a segurança do arroz”, já no ano passado houve “seis reclamações”, no entanto, nenhuma referente a este problema mas “relativas a qualidade, a data de conserva, etc. todas não têm a ver com metais pesados”. Segundo especialistas da Universidade de Nova Jérsia, responsáveis pelo estudo, as crianças asiáticas são o público-alvo potencialmente mais afectado pois estão mais susceptíveis devido ao elevado grau de consumo nestes
países, além do factor idade - o crescimento de qualquer crianças pode estar comprometido. O mesmo estudo indica que o arroz é mais susceptível à presença destes materiais pesados porque cresce em condições muito irrigadas, logo está sujeito a poluentes ambientais na água irrigada. A FDA planeia agora rever esta pesquisa - os resultados serão depois publicados no “Journal of Environmental Science and Health” - e, caso se prove necessário, corrigir os níveis máximos de chumbo sob o Codex Alimentarius, regulamentação internacional informal das Nações Unidas.
Imobiliário Economistas dizem que estão em causa estratos sociais diferentes
O baixo impacto da habitação pública no mercado F
oi em Janeiro que o Instituto da Habitação (IH) anunciou o plano para, em 2013, concluir todos os processos pendentes no que diz respeito às 19 mil fracções de habitação pública. Este trimestre começaram as candidaturas para as tipologias T1, seguindo-se as da habitação social, para rendas mais baixas. Até ao quarto trimestre do ano, o Governo planeia atribuir todas as casas disponíveis. Perante este cenário, o Hoje Macau foi tentar perceber quais poderão ser as consequências no sector privado. Segundo dois economistas, serão muito poucas, porque estão
em causa estratos sociais diferentes. As casas da habitação pública “não são para a classe média, nem tão pouco média baixa, portanto não me parece que isso tenha
gonçalo lobo pinheiro
Andreia Sofia Silva
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muita implicação”, refere Albano Martins. O economista não vê impacto nem mesmo no mercado do arrendamento. “A maior parte das pessoas que vão para essas casas já
vivem em casas de familiares e vão deslocar-se para a sua própria habitação. Não são pessoas que pressionem o mercado de arrendamento.” Segundo Albano Martins, “este vai continuar a
ser pressionado por quem não tem casa e não procura casas do Governo”.
Mercado mais ligado “à oferta normal”
João Morgado concorda estarmos perante “segmentos um pouco diferentes”, embora, “em termos gerais, o facto de haver mais oferta possa levar a uma menor pressão para que os preços subam. O impacto não é muito acentuado porque, de facto, o mercado é diferente, não é das Obras Públicas mas sim do privado, e os preços serão diferentes”. “As pessoas que vão estar nessas casas poderão ser de uma fatia que potencialmente poderiam ser compradora no mercado normal. Para essas, como há uma maior oferta,
eu diria que o preço poderá baixar um bocadinho.” Morgado diz ainda que “poderão haver comportamentos diferentes em função da oferta de habitação. Para uma oferta de mais qualidade, afectará menos”. “O mercado tem muito mais a ver com a oferta normal do que com a oferta especial. Se as Obras Públicas despacham mais as licenças de habitação e se houver mais casas a ser construídas, eu diria que isso, em termos do mercado normal, faz com certeza baixar mais os preços. A habitação pública, quanto muito, pode ajudar as camadas com menos rendimentos a ter acesso a uma habitação, a um preço que não é de mercado. Só aí é que poderá haver uma maior consequência”, frisa o economista.
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sociedade
Os responsáveis pela Associação para os Direitos dos Trabalhadores da Indústria do Jogo acusam o Governo de “falta de acção” na total proibição de fumo nos casinos. Ao Hoje Macau, afirmam que já apresentaram queixas aos Serviços de Saúde e aos Assuntos Laborais sobre parcas condições dos que trabalham no sector
Fumo nos casinos Associação quer implementar “já” proibição total
“Governo tem vindo a ignorar saúde dos funcionários dos casinos”
Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
A
implementação das novas regras anti-tabaco nos casinos tem gerado muita contestação entre os profissionais do sector. Dias depois da Associação para os Direitos dos Trabalhadores da Indústria do Jogo (MGISRA, na sigla inglesa) ter entregue uma petição ao Chefe do Executivo a pedir a proibição total do fumo nos casinos, o Hoje Macau falou com os seus responsáveis, que não poupam críticas. Howard Chan, presidente, acusa mesmo o Governo de ter “falta de acção na proibição total de fumo, porque deu um período de três anos de experimentação para implementar a proibição total do fumo”. “Parece que o
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Governo trata o sector dos casinos de forma diferente de outros sectores. Tem vindo a ignorar a situação da saúde dos funcionários do jogo.” Benny Sio, vice-presidente da MGISRA, considera que desde que a lei entrou em vigor que a situação de trabalho nos casinos piorou. “O grande objectivo da lei era proteger a saúde dos funcionários, mas a verdade é
Magnata de Macau planeia hotel de luxo em Coloane
Segundo a imprensa de Hong Kong, Hong Weng Si, novo CEO da Paul Y. Engineering Group Limited, está a planear investir 6,4 mil milhões de dólares de Hong Kong para construir um hotel e casino de luxo em Coloane. O negócio da compra do terreno terá sido feito em Novembro do ano passado. Hong Weng Si explicou à publicação que o hotel irá ter entre 300 a 400 quartos e que vai proporcionar aos clientes um estilo semelhante à vida da monarquia francesa do século XVII, quando reinava Luís XIII. Do lado do casino, as apostas prometem ser todas acima dos cinco mil dólares de Hong Kong, enquanto no hotel só serão vendidos produtos de luxo. A empresa já obteve 3,2 mil milhões de dólares de Hong Kong através das transacções na bolsa de valores da região vizinha, para um negócio que promete estar concluído até 2015. - C.L.
que os clientes agora passam a reunir-se todos numa mesa para poderem fumar, por isso os danos para a saúde são ainda maiores.” Howard Chan diz que Macau tem vários elementos de turismo, como a gastronomia, o património cultural, cinema e locais de lazer, e que o Executivo “não precisa de ter medo que a proibição total do fumo afaste os turistas de Macau”.
“O Governo revela falta de confiança. Os restaurantes também têm essa proibição, mas não vai acontecer todas as pessoas começarem a cozinhar em casa e recusar ir aos restaurantes”, frisa o responsável.
Implementação pode ser feita já
A MGISRA considera que o Governo tem de implementar já a proibição total do
fumo nos casinos, porque os resultados do controlo feito pelos Serviços de Saúde (SS) mostra que de entre os 44 casinos, 28 não conseguem atingir os padrões de qualidade do ar. “Não é preciso esperar mais dois ou três anos, o Governo deve rever a lei de controlo do tabagismo. Com espaços fechados a situação nunca vai melhorar”, apontam. A associação realizou um inquérito nas últimas duas semanas, em que os entrevistados foram funcionários dos casinos e pessoal não ligado ao sector. De entre duas mil pessoas, 99% apoia a proibição total do fumo, incluindo turistas. “Muitos dos que não apoiam são funcionários da salas VIP. Como a maioria das receitas vem daí, eles têm medo que essa medida venha a influenciar o negócio e causar efeitos ao seu trabalho indirectamente”, explicou Benny Sio. A associação conta ainda que teve uma reunião com os SS em Janeiro sobre este assunto, tendo também falado com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) sobre outras questões ligadas aos direitos dos funcionários do jogo. Contudo, fica de fora uma participação da MIGSRA nas manifestações do 1.º de Maio. “Esse não é o nosso objectivo. Esperamos mostrar as nossas reivindi-
cações de forma pacífica e racional”, explicou Howard Chan.
Operadoras americanas criticadas
Derek Ip, outro membro da associação, explicou que como a maioria dos funcionários de jogo trabalham seis dias por semana, necessitam de mais tempo de férias, mas que quando surgem feriados, as operadoras de jogo norte-americanas preferem pagar mais em vez de darem compensações de dias. “A situação na Sociedade de Jogos de Macau (SJM) é melhor, que dá compensações aos funcionários”, aponta. Derek Ip considera que a gestão das operadoras americanas está mais focada para os funcionários de topo, dando menos atenção aos funcionários de origem chinesa. Os responsáveis falam ainda de falta de oportunidades de promoção para quem tem estudos mais avançados. “O departamento de seguranças não dá um horário para se avançar na formação, e a política de gestão mata as oportunidades de promoção. Há ainda cargos que não permitem a promoção de funcionários chineses e apenas são dados cargos para os trabalhadores vindos dos Estados Unidos, por isso queremos um mecanismo que promova mais os Trabalhadores Não-Residentes (TNR) nos cargos de gestão”, aponta Benny Sio.
Associação geral das mulheres pede licença de paternidade
A Associação Geral das Mulheres de Macau (AGMM) está a promover, desde ontem e até hoje, uma recolha de assinaturas a fim de obter apoio à futura legislação que determine a criação da licença de paternidade em Macau de cinco dias para homens empregados. A associação assume que o objectivo é a recolha de mais de 15 mil assinaturas. Segundo a imprensa chinesa, muitos pais mostram-se a favor desta nova medida porque, muitas vezes, não conseguem conciliar os horários, ou mesmo devido a pressões no seio do casal. Um residente solteiro considerou que se a empresa disponibilizar a licença de paternidade pode servir de incentivo a que os empregados trabalhem mais. - C.L.
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Educação Macau quer conhecer investimento em novos quadros
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Previdência Governo já concluiu como fazer cálculos
O Conselho Executivo concluiu a discussão em torno do regulamento administrativo para o cálculo e a atribuição de rendimentos das contas individuais de previdência. De acordo com um comunicado ontem lançado pelo Governo, a forma de cálculo dos rendimentos vai ser definida por lei e fixa 31 de Agosto de cada ano como data de liquidação e o período entre Setembro e Agosto do ano seguinte como período de cálculo de rendimentos. Os rendimentos a atribuir aos titulares das contas são calculados com base no saldo da conta individual de previdência, sendo que, depois, são transferidos pelo Fundo de Segurança Social para as contas individuais de previdência no mês seguinte ao da data de liquidação.
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Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) de Macau está a estudar a “integração” das bolsas de estudo para que o Governo conheça o investimento que é realizado nos futuros quadros da cidade, disse o responsável daquele organismo. “O chefe do executivo já afirmou que ninguém deve deixar de frequentar um curso superior por falta de recursos financeiros e recebemos indicações para estudar a integração de todas as bolsas existentes para que o executivo tenha, a todo o tempo, a informação mais detalhada sobre o dinheiro que está a ser investido nos alunos que frequentam este nível de ensino”, disse Sou Chio Fai, coordenador do GAES, em declarações à agência Lusa. O mesmo responsável aponta para a existência de vários tipos de bolsas de estudo atribuídas aos 38.000 estudantes do superior em Macau e no exterior, salientando, contudo,
tiago alcântara
Estudar integração de bolsas
a necessidade de um “melhor conhecimento da realidade” para que o Governo possa “cativar as verbas necessárias no apoio à formação de quadros locais”. “O desenvolvimento de Macau e o grande dinamismo económico requer diversos quadros qualificados e o investimento feito no apoio ao ensino superior é a melhor via para dotar a cidade dos técnicos de que necessita”, acrescentou. Sou Chio Fai explicou tam-
bém que nas dez instituições de ensino superior de Macau estudam 28.000 alunos, 70% dos quais residentes de Macau e que outros 18.000 estudantes estão a frequentar cursos superiores no exterior, incluindo a China continental, Portugal, Estados Unidos, Taiwan ou Hong Kong. “90% dos finalistas do ensino secundário segue para o ensino superior, sendo que 60% fica em Macau e 40% preferem frequentar cursos no exterior”, disse.
A falta de quadros em Macau leva também o GAES a manter contacto com os estudantes na cidade e no exterior através do sítio www.studentblog.gaes.gov.mo no qual estão inscritos “voluntariamente” 28.000 alunos. “É uma forma de contacto em que vamos divulgando notícias da cidade para que os estudantes não percam o contacto, mas também onde são divulgadas oportunidades de estágios curriculares aos quais os alunos se podem candidatar”, explicou Sou Chio Fai, salientando que o contacto electrónico com os alunos “visa também cativar o seu interesse para que um dia regressem a Macau”. “Há que ter uma visão global dos quadros que Macau tem a formar na cidade e no exterior, há que apoiar os estudantes no que for necessário e procurar a todo o tempo ajudar aqueles que precisam porque é a região que tem a ganhar quando um dia estas pessoas regressarem à cidade para trabalhar”, concluiu. - Lusa
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construtor Sun Ping, de Xangai, lembra-se de ter colocado à venda um bloco de moradias em 2006, época em que os compradores faziam fila durante toda a noite e chegavam a pagar para ter um lugar nessas filas. Ping vendeu 62 casas em três horas e calcula que os compradores rapidamente viram os seus investimentos triplicar. “Aquela era uma época milagrosa”, disse. Um recente lançamento que organizou atraiu apenas um punhado de potenciais compradores. Os dias milagrosos acabaram na China, a segunda maior economia mundial. Está em curso uma limpeza, depois de uma festa económica de proporções épicas que aumentou os rendimentos, mas deixou para trás dívida, corrupção e efeitos nefastos no meio ambiente. Após três décadas de uma média de crescimento económico em torno de 10%, muitas indústrias estão a viver menos dias de glória e uma maior estagnação. O ímpeto perdido ficou evidente esta semana. O crescimento no produto interno bruto desacelerou para 7,7% no primeiro trimestre na comparação anual, inferior aos 7,9% registados no último trimestre do ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística da China. O crescimento das vendas a retalho recuou para 12,6% no mês passado na comparação anual, abaixo dos 15,2% registados no fim de 2012. A produção industrial também perdeu o brilho em Março, numa prova de que a recuperação vista no fim de 2012 pode estar a perder fôlego. A China continua a ser uma das economias do mundo que cresce mais rapidamente, mas enfrenta uma dolorosa desaceleração no crescimento anual, que atingiu o pico de 14,2%
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Economia China abraça a austeridade e o crescimento desacelera
Fim dos dias milagrosos em 2007. Dois motores confiáveis do crescimento — a procura pelos produtos chineses no exterior e os investimentos acelerados no mercado doméstico — têm avançado mais lentamente desde então. Pouco antes de se tornar presidente, Xi Jinping definiu o tom para a redução do ritmo com acções que pareciam equiparar indulgência com a corrupção. Durante uma visita à província de Hubei, Xi decidiu não desfrutar os benefícios do cargo e hospedou-se num hotel de pequena dimensão. O menu de uma das suas refeições era composto apenas de quatro pratos e uma sopa. A humildade de Xi teve o efeito de um cânone religioso. Para evitar parecerem corruptos, autoridades de baixo escalão de repente passaram a evitar hotéis de cinco estrelas, assim como iguarias exóticas e caras como sopa de ninho de passarinho e até frutas, segundo os gerentes de restaurantes e hotéis. Menos tolerância em relação às extravagâncias de altos funcionários do governo “pode ser o principal factor” do menor crescimento no trimestre, de acordo com Lu Ting, economista para a China do Bank of America Merrill Lynch, já que 10 milhões de funcionários possuem cartões de crédito emitidos pelo governo que, em média, têm gastos anuais de cerca de 45 mil patacas e juntos somam cerca de 455 mil milhões de patacas, de acordo com a empresa de pesquisa Emerging Asia Group, de Xangai. Um indicador foi a queda de 94% no preço de um peixe amarelo chamado dao yu, ou
peixe-faca. Há dois anos atrás, esta iguaria do rio Yangtze era vendida por atacado por mais de cerca de 1700 patacas a unidade. Agora custa cerca de 100 patacas.
Três feridos devido a sismo no sudoeste da China
Três pessoas ficaram feridas na sequência de um sismo de magnitude 5 registado ontem na província de Yunnan, no sudoeste da China, informaram as autoridades locais. O sismo ocorreu às 9h45 a 11 quilómetros de profundidade. Com o abalo, as paredes de algumas casas ficaram rachadas e as autoridades da província enviaram um grupo de 60 pessoas para as operações de resgate na zona afectada.
A nova onda de austeridade também está a arrefecer os mercados de arte, bebida, entretenimento e vestuário. Quando o designer italiano Giorgio Armani inaugurou a sua principal loja na China, em 2004, exaltou Xangai como sendo “a cidade mais falada do mundo”. Antes de fechar recentemente a loja, às margens do rio Bund, Armani disse à revista de moda “Women’s Wear Daily” que se tratava de uma “área que mudou”, ficando menos atraente para os consumidores. Uma grande tendência para o luxo no país ainda
gira em torno dos produtos da Louis Vuitton e Hermès, mas estes estão a ser vendidos em segunda mão por pessoas que precisam de dinheiro. O humor azedo manifesta-se também na arte chinesa. Os retratos grandes e brilhantes do pintor Fang Lijun caracterizavam antes uma era de frivolidade. Agora, o que está em voga são as telas de pintores como Wang Taocheng, cujos desenhos mostram vizinhos que discutem por dinheiro. A campanha de frugalidade surge face a um amplo reconhecimento de que será difícil a China repetir tamanha escala de expansão
económica. A produção total de bens e serviços na China no ano passado foi quase nove vezes maior do que em 1990. Em pouco menos de dez anos, as construtoras na capital comercial do país, Xangai, construíram cerca de 240 milhões de metros quadrados de espaço residencial, o equivalente a quatro vezes a ilha de Manhattan, em Nova York. Os preços médios aumentaram em 3,6 vezes, segundo a empresa que faz avaliação de imóveis Shanghai Urban Real Estate Surveyors-Appraisal Co. “Estes são tempos complicados”, diz o construtor Sun em relação à cautela dos compradores. A China deve reduzir o seu crescimento anual para 8% a 8,5% nos próximos anos, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional. Outros economistas consideram a previsão muito alta e alertam que a China está a emprestar muito para sustentar o crescimento e a arriscar criar uma bolha de crédito. Mais crédito, mas crescimento mais lento, sugere que o dinheiro novo está a gerar menos benefício económico. O sector de manufactura da China está a pagar salários mais altos à medida que o número de trabalhadores rurais diminui e os empregados lutam pelos seus direitos, o que reduz a vantagem competitiva que inicialmente alimentou muitas empresas. No primeiro trimestre de 2013, os salários para os trabalhadores migrantes subiu 12,1% face ao ano anterior, superando a taxa de crescimento da economia. Pequim espera que o aumento do rendimento familiar gere mais consumo para tornar a economia menos dependente dos investimentos e das exportações. O consumo contribuiu 4,3 pontos percentuais para o crescimento da China no primeiro trimestre, em comparação com 2,3 pontos percentuais de investimento, disse Sheng Laiyun, porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas. “Agora podemos dizer que o consumo se tornou o principal motor de crescimento”, disse.
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Hu Yaobang Antigo líder reformista chinês objecto de inédita homenagem
Impulsionador da modernização
M
região
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ilhares de pessoas homenagearam o antigo líder reformista chinês Hu Yaobang, na primeira manifestação do género desde a sua morte, há 24 anos, que ilustra as expectativas acerca da nova liderança chinesa, noticiou esta terça-feira a imprensa oficial. Vários jornais descreveram Hu Yaobang (1915-1989) como “um abnegado impulsionador do processo de reforma e modernização da China”. “Lembramos Hu Yaobang como um homem gentil, honesto, altruísta e magnânimo, e um líder dedicado e destemido”, disse o diário Jiefang (Libertação), de Xangai. Milhares de pessoas visitaram o túmulo de Hu Yaobang, na província de Jiangxi, e dezenas de milhares difundiram mensagens evocativas do falecido líder através da internet, disse o Global Times, jornal do grupo Diário do Povo, o órgão oficial do Partido Comunista Chinês (PCC). “Foi a primeira vez que Hu Yaobang foi tão publicamente homenageado”, realçou aquele jornal. Hu Yaobang ascendeu ao cargo de secretário-geral do PCC em 1982, quando
a política de “Reforma e Abertura” estava a dar os primeiros passos, mas foi afastado em 1987, por pressão dos conservadores. A sua súbita morte, no dia 15 de Abril de 1989, suscitou o movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, esmagado pelo exército cerca de um mês e meio mais tarde e que, oficialmente, continua a ser considerado “uma rebelião contra-revolucionária”. “Morreu o homem errado”, dizia um cartaz afixado há 24 anos na Beida (Universidade de Pequim), o berço do movimento que iria então abalar a China. As inéditas evocações de Hu Yaobang coincidem com a chegada ao poder de uma nova liderança, encabeçada por Xi Jinping (secretário-geral do PCC e Presidente da República Popular da China), cujo pai, o general Xi Zhongxun, é normalmente descrito como um aliado do antigo líder. “As homenagens a Hu Yaobang confirmam as expectativas do público acerca da disposição reformista do novo governo”, disse um académico chinês citado pelo Global Times.
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Crise nas Coreias Norte prolonga bloqueio de Kaesong
Entrada proibida A
Coreia do Norte negou um pedido de entrada de empresários sul-coreanos no complexo industrial de Kaesong, adiando uma solução para o bloqueio do único projecto inter-coreano imposto há mais de uma semana por Pyongyang. Uma porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, citada pela agência Efe, indicou que a “Coreia do Norte negou oficialmente o pedido de entrada de um grupo de 10 empresários sul-coreanos” em Kaeson, apresentado no fim de semana. Esses funcionários, disse, pretendiam realizar uma visita pontual ao complexo para entregarem alimentos aos seus compatriotas que ainda se encontram aí e avaliar o estado das suas fábricas. A Coreia do Norte não permite o regresso à Coreia do Sul de 209 funcionários sul-coreanos que ainda se encontram no complexo. Seul lamenta a decisão da Coreia do Norte e continuará a exortar Pyongyang a “normalizar a situação” no complexo, disse a mesma porta-voz. Com esta decisão, o regime de Pyongyang revela não ter planos imediatos para alterar a sua política de proibição de entrada de pessoal sul-coreano no complexo industrial localizado em território
norte-coreano a escassos quilómetros da fronteira com a Coreia do Sul. Pyongyang proibiu, no dia 3, a entrada de funcionários e veículos sul-coreanos em Kaesong e, cinco dias depois, no dia 9, retirou 54 mil trabalhadores do parque industrial, com 123 empresas sul-coreanas que fabricavam produtos com mão-de-obra barata da Coreia do Norte, que auferiam cerca de 1000 patacas, forçando a suspensão das suas actividades até hoje.
Diplomacia Coreia do Norte felicitou Maduro pela sua vitória nas presidenciais da Venezuela
Confiança no socialismo
Taiwan Maiores manobras militares com fogo real desde 2008
Preparar defesa contra ataque chinês T
aiwan realizou ontem as maiores manobras militares com fogo real desde 2008 que envolveram mais de 7.000 soldados que simularam um ataque da China. A operação de cinco dias, designada como Han Kuang 29, teve lugar nas ilhas Penghu e envolveu o Exército, a Marinha e a Força Aérea da ilha com o objectivo de preparar a
defesa dessas ilhas perante um eventual ataque chinês. O Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, disse, quando assistia às manobras, que estas pretendem relembrar a ameaça persistente da China. “Nos últimos anos, os comunistas chineses têm acumulado armas em qualidade e quantidade na sequência de um rápido desenvolvimento económico. Perante a ameaça, temos de
realizar alguns preparativos se queremos manter a paz no Estreito de Taiwan”, declarou. A China ainda considera Taiwan como parte do seu território e defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“um país, dois sistemas”), mas ameaça “usar a força” se a ilha declarar a independência.
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Coreia do Norte felicitou o Presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, pela sua vitória nas eleições de domingo e manifestou o desejo de reforçar a cooperação com o país sul-americano com base no socialismo. A eleição de Maduro como Presidente da Venezuela “é uma expressão da profunda confiança e expectativas sobre ele” do povo venezuelano, que tem a “firme vontade de manter o caminho do socialismo”, disse Kim Yong-nam, líder da Assembleia Popular Suprema norte-coreana. Kim desejou a Maduro “êxito no seu trabalho responsável de defender a soberania do país e alcançar o bem-estar do povo” na sua mensagem divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA. O presidente da Assembleia norte-coreana disse ainda acreditar que “as relações de amizade e cooperação entre os dois países crescerão com mais força em todos os âmbitos”. Maduro expressou, a 30 de Março, durante a sua campanha eleitoral, o desejo de que prevaleça a paz na península
coreana e salientou os “laços de amizade” da Venezuela com as duas Coreias. A Coreia do Norte e a Venezuela, sob sistemas distintos, proclamam o socialismo como modelo económico e reforçaram as suas relações comerciais desde a chegada ao poder de Hugo Chávez, em 1999.
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Exposição em Macau mostra mundo fotografado por invisua
Ver ou não ver, eis a A
Universidade de São José (USJ) inaugurou, na passada sexta-feira, “Touch Me”, uma exposição de fotografias tiradas por invisuais, no âmbito de uma experiência inédita em Macau, com a mensagem de que “o essencial é invisível aos olhos”. A iniciativa resulta de um ‘workshop’, realizado em Março, sob orientação da fotógrafa francesa Jenny Feray, professora da Universidade Católica Portuguesa, cujo percurso se cruzou cedo com
o mundo de quem “não tem vista, mas tem visão”. Com idades entre 20 e 50 anos, os ‘alunos’, do Centro de Reabilitação de Cegos e da Escola S. João de Brito, enveredaram na aventura de capturar momentos sinalizados pelo som e toque e demais sensações, numa “experiência humana acima de tudo”, a qual “nada tem a ver com uma coisa social”, mas com uma “troca de sensações”, disse Jenny Feray à agência Lusa. Fotógrafa profissional desde 1998, teve o primeiro contacto com invisuais em 2004 e
a reflexão sobre a importância do toque nas imagens levou-a a dissertar sobre o tema em tese. “As pessoas não têm vista, mas têm uma visão, é diferente. Não têm uma vista poluída pelas coisas visuais (...) e há uma espécie de pureza que tinha vontade de descobrir”, afirmou Feray, que começou a demorar-se mais antes de pressionar o botão, “a tentar perceber as coisas de outra maneira”. Apesar de experiente nestas andanças, enfrentou um “desafio”: participantes com vontade de conhecer os mecanismos da máquina:
“Nunca tive esse tipo de pedido”, confessou a docente, convidada a leccionar, durante um mês, na USJ. Mas a “solução” viria a ser encontrada: “Os cegos têm uma consciência do corpo que nós não temos, pelo que recorri aos corpos deles para ensinar uma grande angular, usei os braços (...) para criar uma correspondência com os ângulos de vista da máquina”. Já o funcionamento do obturador foi ensinado através do som: “Quando o obturador fica aberto mais ou menos tempo podemos ouvir e eles
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ais em experiência pioneira
a questão perceberam que durante esse tempo a imagem está a nascer. Quando fica aberto durante muito tempo, na imagem vamos ter a sensação de movimento, pelo que (...) associaram a abertura do obturador com as coisas em movimento mais ou menos rápido”. Os objectos constituem parte da mostra, a qual integra retratos que os participantes tiram uns dos outros num “quarto escuro” que funcionou como “metáfora de uma máquina fotográfica”. “Havia uma porta para o exterior e perceberam que quando
abrimos a porta e a luz entra pode-se formar uma imagem. Essa sensação da luz era dada pelo vento, pela sensação do ar”, indicou a fotógrafa, que capturou uma série de retratos, de 12 pessoas de costas voltadas para a “Touch Me”. Feray tem ainda uma exposição patente em Nantes (França), fruto de um trabalho com cinco invisuais sobre a questão do território, a qual é acompanhada pela “confrontação do som da experiência vivida”. “Foi uma boa experiência e a primeira em Macau, embora tenha ouvido falar, muitas
vezes, de fotografias tiradas por cegos em Hong Kong e na China”, contou Eric Leong, um dos participantes e o primeiro aluno invisual do antigo Instituto Interuniversitário de Macau (atual USJ), hoje em dia a tirar Mestrado em Aconselhamento e Psicoterapia. “Podemos usar os conhecimentos adquiridos para promover a arte de fotografar em Macau e partilhar com outros invisuais que eles também podem desenvolver a sua arte e que nada é impossível”, contou. “O que gostei mais foi do
facto de realmente podermos ter a máquina na mão, de ir para o parque e descobrir aquilo que queremos fotografar”, acrescentou Eric, salientando que talvez se possa vir a fomentar junto da sociedade e das autoridades locais o interesse por ajudar os invisuais a obterem a “máquina especial”. Organizada pela USJ e Associação Cultural Yun Yi, a mostra estará patente ao público até ao próximo dia 21. As receitas das vendas das fotografias revertem a favor do Centro de Reabilitação de Cegos. - Lusa
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Ambiente Estudo mostra que população está satisfeita, mas pouco faz para o proteger
Conhecimento sim, mas preguiçoso Joana Freitas
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população de Macau está bastante satisfeita com o nível ambiental do território. Segundo dados fornecidos pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), a pontuação dada ao nível de satisfação ambiental no ano passado foi de 5,25 pontos, numa escala que vai até dez pontos. Ainda que tenha havido uma queda – em 2011, a pontuação foi de 5,40 -, a DSPA considera que esta avaliação está no nível médio. “A pesquisa demonstrou que os residentes se preocupam mais com os problemas ambientais tais como a qualidade do ar, a poluição luminosa e a taxa de reciclagem de resíduos”, referem os dados da DSPA. No geral, os indicadores fornecidos pelo organismo são todos positivos. A ní-
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vel da pontuação sobre a consciência ambiental da população, estamos a 3,67 pontos (numa escala que vai até cinco). “[Isto] demonstrou que os residentes de Macau mantiveram o nível da consciência ambiental acima da média.” Já no que diz respeito aos indicadores de acções ambientais (na escala da pontuação mais elevada de 10 pontos), e que represen-
ta a frequência da prática de acções ambientais de residentes de Macau, a pontuação situou-se nos 4,75 pontos. Valor considerado como um nível médio inferior. “A população deverá reforçar as suas acções ambientais, como por exemplo a separação de resíduos domésticos, recusar o excesso de embalagem e dar prioridade à aquisição de produtos
com etiquetas ambientais”, aconselha a DSPA. Apesar de nem todos cumprirem acções que protejam o ambiente, indicadores do sentido de responsabilidade ambiental mostram que a população sabe bem que essa é uma responsabilidade geral. A pontuação foi de 7,65 pontos, numa escala até dez. “Nota-se que a sensibilidade ambiental da população aumentou e tanto os indicadores de acções ambientais como os indicadores do sentido de responsabilidade ambiental tendem a subir, demonstrando que, gradualmente, os residentes estão a habituar-se a praticar acções ambientais. Só que, embora todos os cidadãos reconheçam que são responsáveis pela protecção do ambiente, a taxa na prática de acções ambientais é considerada ainda baixa”, lamenta a DSPA. Para acabar com este problema a DSPA promete mais actividades educativas ambientais. A investigação levada a cabo pela DSPA foi feita para celebrar o Dia da Terra, que se assinalou na segunda-feira. O inquérito foi realizado com o auxílio de computador, tendo-se entrevistado 1608 pessoas, todas residentes de Macau e com idades superiores a 15 anos.
Macau Sã Assado
Eric Green
Genoma Sucesso na aplicação avoluma-se, diz pesquisador
“Uma referência para representar a humanidade” Evelyn Hockstein The New York Times
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o dia 14 de Abril de 2003, há dez anos, cientistas anunciaram que tinham terminado o Projeto Genoma Humano, compilando uma lista de três biliões de letras químicas do DNA humano. O primeiro anúncio dando conta da decifração do genoma foi em Junho de 2000, quando cerca de 97% do DNA havia sido “lido”. Para Eric Green, director do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos EUA, depois de um certo cepticismo inicial, as conquistas decorrentes do trabalho têm ficado mais claras nos últimos três anos. Uma mini-entrevista ao New York Times. De quem era o genoma que foi sequenciado? Por que alguém gostaria de conhecer a sequência genética de uma pessoa aleatória? Não somos todos singulares? A ideia não era sequenciar o genoma de uma pessoa, mas ter um hipotético, uma referência para representar a humanidade.
É recuar, faz favor • Perto do Hospital Kiang Wu há uma companhia de “materia” que ajuda no recuo diário de cada um. O sinal da empresa não só indica o nome da “companhia de materia”, como ainda alerta as pessoas para o “recuar” de Fong Seng. É tudo uma questão de recuo. Ou “materia”. Porque Macau sã assi, mas também sã assado. Foto: Filipe Oliveira
Porquê hipotético? Da forma como foi feito há dez anos, estávamos a ler as letras do genoma por uma página de cada vez, e diferentes páginas vieram de diferentes pessoas. Cada página era uma sequência de DNA com cerca de 100 mil bases, em um total de três biliões de letras químicas. O genoma de uma pessoa, um doador anónimo em Buffalo (EUA), respondeu pela maior parte disso, porque o especialista
em criar a grande biblioteca de DNA era do Instituto de Cancro Roswell Park, que fica em Buffalo. Como usar um genoma feito de pedaços de DNA de várias pessoas? As diferenças de uma pessoa para outra estão só em cerca de mil bases [letras químicas do DNA], então o genoma de referência é 99,9% idêntico ao de qualquer pessoa. Usamos essa ferramenta para construir uma espécie de mapa rodoviário. É como num GPS. É bom ter o mapa da estrada, mas você quer mesmo saber onde é o centro comercial, o posto de gasolina, o restaurante. Queremos saber onde estão os genes, as partes do genoma que codificam as proteínas. Em que regiões do genoma costuma haver variações? Quais são os genes ligados a doenças? O que dizer a quem pedia cura imediata para doenças? Quando me tornei director do Instituto de Pesquisas do Genoma, há três anos e meio, era rotina escutar: “Vocês estão nisso há sete anos. Onde estão os sucessos?”. Não escuto mais isso. O que está a acontecer, em especial nos últimos três anos, é o avolumar de histórias de sucesso. Agora estamos a compreender o cancro e as doenças genéticas raras. Podemos tirar sangue de uma grávida e analisar o DNA de um feto. Temos formas mais precisas de receitar remédios e podemos usar DNA microbiano para rastrear surtos de doença em questão de horas. É um campo vasto de conquistas.
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Hong Kong Artistas e obras viajam até Londres
Tiago Quadros
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s seus graffitis cobriram Hong Kong. Era num preto que chegava denso para depois se libertar nas estruturas rendilhadas da caligrafia. Era um discurso de vontade e razão que contava a história de ruas e de homens. O auto-declarado “Rei de Kowloon”, Tsang Tsou-choi, viveu na pobreza mas tornou-se num herói local, num artista reconhecido internacionalmente. Seis anos depois da sua morte, em 2007, só quatro das suas obras urbanas permanecem em boas condições. O resto do conjunto de trabalhos que desenvolveu nas ruas de Hong Kong, ou desapareceu ou foi destruído. A comunidade artística de Hong Kong promete lutar para preservar os últimos vestígios de uma obra que devia manter-se pública. “ O trabalho do Rei pertence às ruas mas grande parte da sua obra foi já destruída ou simplesmente ‘limpa’ da cidade,” refere o fotógrafo Simon Go, amigo de Tsang e director da organização cultural de Hong Kong, Hulu Culture. “Preservar os trabalhos que ainda restam, na sua localização urbana original, é a nossa última oportunidade para salvar o seu legado. Mas as autoridades querem uma cidade limpa, onde toda a comunidade é confrontada com mais do mesmo.” O património tem sido uma vítima constante em Hong Kong e o governo é continuamente acusado de fazer muito pouco para preservar a história cultural local. Lau Kin Wai, crítico de arte e amigo do “Rei de Kowloon”, afirma ter procurado sensibilizar as autoridades a preservarem as obras de Tsang, mas sem sucesso. A revolta e frustração são os sentimentos dominantes daqueles que viveram de perto a intervenção artística de Tsang. Para Lau Kin Wai, o LCSD (Leisure and Cultural Services Department) não demonstra ter sentido de cultura. Lau argumenta que Tsang foi um dos primeiros artistas a encontrar no graffiti a sua expressão artística, e não se conforma que os responsáveis do LCSD questionem o valor artístico da obra de Tsang Tsou-choi. Tsang chegou a Hong Kong ainda adolescente, vindo da província chinesa de Guangdong e é na década de 50 que inicia o seu percurso absolutamente prolífico no campo do graffiti. De acordo com os seus familiares, Tsang procurava assumir-se como o monarca das ruas de Kowloon, pintando
cultura
Um conjunto de artistas de Hong Kong vai participar numa feira de arte em Londres, já no próximo mês Junho, com um pavilhão dividido em várias galerias. O conteúdo será dedicado à exibição de obras de arte, antiguidades e peças de design – numa apresentação inédita da indústria de Hong Kong num certame de arte ocidental. Segundo os organizadores esta é uma óptima oportunidade para contrariar a falta de visibilidade crónica de que padecem os intervenientes da cena artística em Hong Kong. O director da delegação, Calvin Hui, refere que em exposição estarão obras em tinta da china, fotografia e pintura sobre tela. Para além, dos artistas de Hong Kong, a delegação também contará com alguns representantes do Continente. O pavilhão terá a área de 66 metros quadrados. Mais detalhes sobre a exposição serão divulgados nas próximas semanas.
Graffitis À procura de Tsang Tsou-choi
“O Rei de Kowloon” manchas imensas de caracteres chineses. Até à década de 60 Tsang trabalhou na recolha de lixo, época em que partiu ambas as pernas e começou a pintar sentado. Acusado de ser louco, durante anos, tendo mesmo chegado a ser preso por alegados actos de vandalismo, o “Rei” tornou-se num herói de Hong Kong quando, em 1997, o território foi devolvido à soberania Chinesa. “Durante a época da transferência de soberania, as pessoas começaram a procurar significantes da identidade local”, refere David Clarke, professor no Departamento de Belas Artes da Universidade de Hong Kong. “O facto é que, desde então, a sua obra iniciou um processo de desaparecimento que, de certa forma, acompanhou o desaparecimento de
um sentido que Hong Kong tinha, deixando a ideia de que algo se perdeu.” Em 1997, Lau Kin Wai programou a primeira exposição da obra de Tsang e o estilista William Tang, utilizou padrões retirados de obras do artista de Hong Kong na colecção desse mesmo ano – subitamente a obra de Tsang Tsou-choi começava a ser aceite. Tsang chegou a participar na Bienal de Veneza e as suas últimas peças pintadas em papel, madeira e outros materiais, tornaram-se objectos muito requisitados por coleccionadores. Em 2011 uma caixa de metal, pintada com caligrafia, foi vendida na Sotheby’s, na região vizinha, por 800,000 dólares de Hong Kong. Mas são as obras urbanas do “Rei” que os seus apoiantes reclamam como sendo as mais impor-
tantes. “Parte da substância da sua obra só ganha significado no espaço público” refere Lau. “Alguma coisa devia ser feita para preservar as poucas obras que restam nas suas localizações originais”, acrescenta ainda. O LCSD tem defendido que as obras de Tsang devem ser preservadas in loco para, dessa forma, estarem em com-presença com o contexto em que foram concebidas. Nesse sentido, foram revestidas com plástico duas obras, uma num pilar e a outra num candeeiro público, por forma a serem protegidas das intempéries e de actos de vandalismo. Contudo, os responsáveis do LCSD insistem não poderem fazer nada relativamente às outras duas obras, visto estarem localizadas em terrenos privados. Com o quase total desaparecimento das obras de Tsang, um grupo de apoiantes do artista de Hong Kong planeia coordenar um arquivo a propósito da obra do pioneiro do graffiti em Hong Kong. Críticos e curadores colaboraram num novo livro, “King of Kowloon: The Art of Tsang Tsou-choi”, que será lançado já em Maio, e que se espera que seja a maior monografia alguma vez publicada sobre o trabalho de Tsang, incluindo fotografias inéditas da sua obra e vida. Entretanto, as novas gerações de artistas de Hong Kong continuam a tradição que o “Rei” iniciou. Porque nele reside uma energia que transcende a obra concreta e material. A Viagem de Tsang pode ser a de muitos de nós.
Universidade Chinesa de Hong Kong celebra 50 anos
Para comemorar o 50.º aniversário da Universidade Chinesa de Hong Kong, bem como as décadas de desenvolvimento sustentado e bem sucedido das colecções da biblioteca, o Sistema de Bibliotecas da Universidade apresenta a exposição “From the Treasure House: Jewels from the Library of The Chinese University of Hong Kong”, co-organizada com o Museu de Arte de Hong Kong, onde estão apresentadas peças chinesas e inglesas pertencentes ao espólio da biblioteca. Em exposição estarão mais de 100 obras, incluindo livros raros chineses e ocidentais, do século XIII ao século XVIII; caligrafias e pinturas; manuscritos e cartas manuscritas da dinastia Qing (1644-1911); e artistas contemporâneos. A exposição inclui também outros arquivos importantes e valiosos com especial ênfase na dinastia Shang (ca. 1675-1029 a.C). A exposição estará patente ao público até ao dia 19 de Maio.
Design Portal do Governo britânico ganha prémio
O portal do Governo britânico Gov.uk é o melhor exemplo de design do ano para o Design Museum de Londres, o mais importante museu de design industrial e arquitectura do mundo. O designer Ben Terrett, do Serviço Digital do Governo, desenhou um site que agrega todas as páginas do Governo britânico num só espaço. Entre os 99 candidatos em sete categorias (arquitectura, mobiliário, digital, gráfico, moda, produto e transporte), cujos vencedores foram anunciados na semana passada, para esta terça-feira ser anunciado o melhor dos melhores, estavam nomes sonantes e produtos com potencial de se tornarem ícones ou utilitários. A variedade era então vasta o suficiente para contemplar candidatos tão díspares quanto projectos arquitectónicos de Renzo Piano (o novo arranha-céus de Londres, The Shard) ou rodas dobráveis para cadeiras de rodas e bicicletas. Entre elas, dois candidatos portugueses - o projecto de recuperação do Teatro Thalia, do atelier de Gonçalo Byrne e de Barbas Lopes Arquitectos, e a identidade visual do festival DocLisboa, de Pedro Nora. Os portugueses não passaram da eliminatória da eleição por categoria, que seleccionou antes a recuperação da Tour Bois-le-Prêtre (Paris) e a identidade gráfica da Bienal de Arquitectura de Veneza. Mas se os 99 nomeados se perfilavam como uma colecção heterogénea em que não era possível identificar uma “tendência no design”, os vencedores de cada categoria permitiam já antever que o júri encabeçado pela designer Ilse Crawford, autora dos interiores do Soho House Group, por exemplo, valorizava a utilidade e funcionalidade. A escolha final acabou por ser política e digital. E foi unânime entre os membros do júri, que escolheu um site que considera ser “revolucionário”.
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Cinema Ciclo sobre Portugal/Brasil em Toronto
A importância da Língua Portuguesa
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oronto acolhe o Ciclo de Cinema Portugal/Brasil e os filmes serão legendados em inglês para chegar a comunidades de outras línguas, disse ontem à Lusa o cônsul-geral de Portugal naquela cidade canadiana. Segundo Júlio Vilela, o objectivo deste ciclo é enaltecer a importância de “250 milhões de pessoas a falar o português” e chegar, não apenas às comunidades lusófonas, mas também “de outras línguas”, pelo que os filmes estão legendados em inglês. O ciclo, que se realiza na Casa do Alentejo, em Toronto, iniciou-se a 20 de
Março com a exibição do filme brasileiro “A Suprema Felicidade”, escrito e realizado por Arnaldo Jabor, com co-autoria de Armanda Rubinstein, e que, segundo o diplomata, obteve uma “boa recepção e audiência”. Na sessão de ontem, foi exibido “O Último Voo do Flamingo”, escrito e realizado por João Ribeiro e co-autoria de Gonçalo Galvão Teles e inspirado na obra do escritor moçambicano Mia Couto. O Ciclo de Cinema encerrará a 7 de Maio, com as comemorações do Dia da Língua e da Cultura na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Arte Wong Chung-Yu na Casa Garden a partir de segunda-feira
Digital no contexto chinês A
Fundação Oriente apresenta na próxima segunda-feira, pelas 18h30, a exposição individual de arte digital e pintura de Wong Chung-Yu, “Mil Primaveras.” Wong Chung-Yu obteve o seu grau de Mestre em Ciência Computacional e posteriormen-
te, recebeu uma bolsa para fazer um Mestrado em Artes, com especialização em Artes Digitais, em Londres. Wong estudou pintura no Departamento de Belas Artes da City University de Hong Kong. E continua a desenvolver a sua arte na área da pintura chinesa moderna.
No campo da arte digital, Wong tenta expandir a possibilidade de aplicação da programação e do uso de multimédia, concentrando-se na harmonização da tecnologia digital no contexto chinês, informa o comunicado de imprensa da organização. Os trabalhos de Wong estão presentes em colecções privadas e públicas, das quais se destacam o Museu de Arte de Hong Kong, o Museu da Universidade e a Galeria de Arte da Universidade de Hong Kong. Para além das Artes Visuais, Wong também pratica Escrita Criativa de Ficção tendo recebido vários prémios locais. Em Fevereiro deste ano expôs na “Chinese Animation Series,” Trienal de Arte Contemporânea da Ásia-Pacífico, em Queensland, Austrália. A mostra que inaugura na próxima segunda-feira pode ser vista até 20 de Maio de 2013. - J.C.M.
Nas comemorações, haverá um momento musical com Nuno Cristo (Portugal) e Wagner Pretrilli (Brasil), a entrega do terceiro prémio do Curso Literário da Coordenação do Ensino do Português, a leitura de textos de autores lusófonos representativos dos países-membros da CPLP e a concluir o evento serão apresentadas duas curtas-metragens, “A Boleia” (Portugal) e “A Ilhas das Flores” (Brasil). O Ciclo do Cinema Portugal/Brasil é uma organização conjunta dos Consulados Gerais de Portugal e do Brasil em Toronto, do Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, dos departamentos de Português das Universidades de York e de Toronto, do Centro de Estudos Brasileiros, e conta ainda com o apoio da Casa do Alentejo, que cede as instalações.
Música Vídeo de Psy com mais de 100 milhões de visualizações no YouTube
Novo recorde
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novo vídeo de Psy, “Gentleman”, já foi visto mais de 100 milhões de vezes no YouTube desde que foi divulgado no sábado, o que representa um novo recorde para o cantor sul-coreano. “Gentleman” conta com 105,4 milhões de visualizações, batendo o recorde alcançado pela britânica Susan Boyle com a sua actuação “I dreamed a dream” no programa televisivo Britain’s Got Talent, que foi visto 100 milhões de vezes em apenas uma semana em 2009. Psy apresentou no sábado, durante um concerto em Seul, a sua nova
coreografia que sucede ao “Gangnam Style”, cujo vídeo já foi visto mais de 1,5 mil milhões de vezes no YouTube. Com os habituais óculos escuros, a sua imagem de marca, Psy surge no novo vídeo a dançar em vários locais em Seul, enquanto procura seduzir mulheres em lojas, restaurantes, piscinas e bibliotecas da capital sul-coreana. “Gentleman” estava hoje no top 10 das músicas mais vendidas do iTunes, nomeadamente em França, na Austrália, Canadá e Grã-Bretanha, sendo número 1 na Finlândia, Suécia, Dinamarca e Grécia.
quinta-feira 18.4.2013
cultura
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Arte Companhia de Jesus deixa de ter responsabilidade sobre o espaço
Galeria Art Base 1 chega ao fim É já este mês que a galeria Art Base 1 fecha portas, cinco anos depois da sua criação. Os artistas residentes foram avisados por carta registada que teriam de deixar o espaço a 15 de Março. Fonte envolvida no processo revela que os três pisos na avenida Almirante Lacerda vão passar a ser arrendados Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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orria o ano de 2009 quando a Companhia de Jesus, através da Associação Católica de Jesuítas, resolveu criar um espaço gratuito para que artistas locais pudessem fazer arte. Tal era gerido pelo Colégio Estrela do Mar, também sob alçada da entidade religiosa. O seu nome é Art Base 1 e chega ao fim este mês. O Hoje Macau sabe que o grupo de artistas residentes, que ocupavam três pisos da avenida Almirante Lacerda de forma totalmente gratuita, já abandonaram as instalações, depois de terem sido notificados para o fazer até ao passado dia 15 de Março, por correio registado. Segundo a mesma fonte conhecedora do processo, e que pediu para não ser identificada, as cartas foram enviadas pelo novo director do colégio, que irá assumir funções em breve, em substituição de Francis Choi. “Fomos convidados a sair
e não concordo com as políticas do novo director. Mas aprecio o que a Companhia de Jesus nos providenciou nos últimos três ou quatro anos. Francis Choi introduziu o programa de cursos logo no inicio, incluindo cursos de arte e design. A abertura do Art Base 1 fazia parte do programa.” Um contacto junto da direcção do Colégio do Mar confirmou que este será o último mês de vida do Art Base 1. Tentámos chegar à fala com Ada Mok, sub-directora da escola e responsável pela galeria de arte, mas tal não foi possível porque se encontra de férias.
O fim da “responsabilidade”
Ao Hoje Macau, o padre jesuíta Luís Sequeira, que já esteve à frente dos destinos da Companhia de Jesus, explicou que a decisão foi feita por uma “questão de reorganização de responsabilidades” da entidade e que os custos económicos do projecto não foi, sequer, uma das razões. “A Companhia de Jesus, seja pelo colégio, ou pela ligação com a associação, não assume mais
Artistas do mundo inteiro
presenta uma mulher grávida rodeada de crianças a brincar com balões – possa continuar a fazer com que os mais novos esqueçam por momentos as suas doenças é preciso recuperá-la do estado de degradação em que se encontra. Nesta venda solidária – a que a própria Sotheby’s se associou, prescindindo da sua comissão habitual – vão participar artistas como Jeff Koons, Richard Serra, Yoko Ono e George Condo, ao lado de Andy Warhol, Robert Mapplethorpe (cada um deles com uma fotografia) e Roy Lichtenstein. Serão ainda leiloados sete trabalhos do próprio Haring.
O Instituto Português do Oriente (IPOR) em Macau vai assinalar o 39.º aniversário do 25 de Abril com a exibição dos filmes “Cravos de Abril”, “Capitães de Abril” e “Cinco Dias, Cinco Noites” na próxima semana. Os filmes serão exibidos em duas sessões cinematográficas, com “Cravos de Abril”, de Ricardo Costa, e “Capitães de Abril”, de Maria de Medeiros, no dia 24, e “Cinco Dias, Cinco Noites”, de José Fonseca e Costa, no dia 26, indicou o IPOR em comunicado. Para assinalar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, celebrado a 23 de Abril, o IPOR vai promover uma mini-feira do livro entre 19 de Abril e 3 de Maio. tiago alcântara
inte e seis artistas do mundo inteiro estão representados em 32 lotes no leilão de angariação de fundos que a Sotheby’s realizou esta quarta-feira, ao final da tarde, em Paris, para a recuperação da obra que o pintor norte-americano Keith Haring (1958-1990) fez expressamente para o hospital pediátrico Necker, na capital francesa. A pintura foi realizada em 1987, três anos antes de o pintor morrer com sida, quando tinha apenas 31 anos. “Fiz esta pintura para divertir as crianças doentes deste hospital, agora e no futuro”, escreveu Haring, no seu diário. Mas para que a sua obra – que re-
a responsabilidade pelo centro, e nem o colégio. Quanto ao resto não sei, porque já não é da nossa responsabilidade.” “É uma situação de reorganização e estruturação da presença da Companhia de Jesus em Macau, num conjunto que também inclui Hong Kong e Taiwan. É uma leitura feita depois de algum tempo em relação às prioridades a definir e no seu conjunto foi tomada esta atitude.” O padre Luís Sequeira assume que a Art Base 1 foi um projecto “meritório e que sempre teve o seu valor”, mas que se trata, de facto, de “um repensar do conjunto das nossas actividades. Terminou a responsabilidade para com o centro”. Pisos vão ser alugados A fonte ouvida pelo Hoje Macau afirma que esta medida “não é muito boa para os artistas de Macau”, e explica que há novas pessoas a arrendar um espaço que estava associado a diversos artistas locais, como é o caso de Alice Kok ou James Wong, entre outros. “Todo o complexo estava ocupado por cada um dos artistas que tinham lá um estúdio. Os estúdios foram alugados a um grupo de novos artistas, mas claro que eles têm de pagar. Antes os estúdios eram gratuitos.” Alice Kok confirmou ao Hoje Macau a saída do espaço, mas não quis adiantar mais dados frisando não estar directamente ligada ao caso. O padre Luís Sequeira não confirma nem desmente que esta situação vai acontecer. “O que vem a seguir não sei, porque a Companhia não se compromete mais com quem vai e quem não vai. Há uma pessoa responsável no colégio que esteve ou estará a orientar as coisas. A partir daqui não sei o que vai acontecer.”
IPOR celebra 25 de Abril com filmes
Arte Leilão solidário em Paris para recuperar obra de Keith Haring
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desporto
quinta-feira 18.4.2013
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Futebol Sporting vence Lai Chi por 4-1
Sporting Clube de Macau deu ontem, no campo da Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST), um passo de gigante rumo à conquista do Campeonato de Futebol da II Divisão, ao golear por quatro bolas a uma o principal rival na corrida pelo título. O Lai Chi foi responsável pela única derrota averbada pelos leões na presente edição do Campeonato, mas ontem os vice-líderes da tabela revelaram-se um alvo fácil para o grupo de trabalho às ordens de João Maria Pegado. O Sporting vingou o desaire pela margem mínima que sofreu na ronda inaugural da competição, não deu margem de
manobra ao adversário e destacou-se mais ainda no lugar cimeiro da tabela. Com a equipa na máxima força - João Maria Pegado já pode contar com o camaronês Wamba e com o avançado Pascoal Júnior - o Sporting chamou a si desde cedo as rédeas do desafio, mas a postura declaradamente defensiva do adversário acabou por impedir que os leões chegassem ao golo mais cedo. O técnico leonino apostou em João Godinho, em Pascoal
Marco Carvalho
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Sérgio Fonseca
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Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC) publicou no seu sítio oficial as listas de inscritos das três competições que compõe o Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCS, na sigla inglesa) de 2013 - AAMC Challenge (viaturas FIA S2000 e S2000 homologação nacional), Macau Road Sport Challenge e N2000 (viaturas de Grupo N) – num total de mais de seis dezenas e meia de pilotos. Em ano de transição regulamentar e sem surpresas, a grelha de partida da “AAMC Challenge” voltará a ser constituída pelos “suspeitos do costume”, alguns deles aos comandos de viaturas que no passado deram corpo às corridas do WTCC. O campeão e favorito Leong Ian Veng regressará para tentar revalidar o título e contará novamente com forte
O leão mostra a sua raça Júnior e em Leandro Fernandes para a frente de ataque e o tridente ofensivo do onze verde e branco não desiludiu. O ataque dos leões deu muito trabalho ao último reduto do Lai Chi. A formação orientada por João Maria Pegado adiantou-se no marcador ainda no decurso da primeira metade, numa iniciativa concluída por Leandro Fernandes e depois de ter desperdiçado várias oportunidades flagrantes. Muito ágil na frente de ataque
dos leões, o avançado brasileiro voltou a estar em destaque na recta inicial da segunda metade, ao apontar de forma oportuna o segundo golo dos líderes do Campeonato. O segundo tento do Sporting acabou por devastar por completo o que restava da resistência do Lai Chi. O vice-líder da tabela classificativa sofreu novo tento pouco depois, fruto de um lance infeliz. Um corte mal medido de um defesa do emblema de matriz chinesa terminou em
Automobilismo Campeonato de Carros de Turismo de Macau com mais de 60 inscritos
Boa adesão
concorrência, começando pelo seu companheiro de equipa Jerónimo Badaraco, para além de outros nomes incontornáveis do desporto motorizado local, como Eurico de Jesus, Filipe Clemente Souza, Henry Ho, Ng Kin Veng ou Célio Alves Dias.
No que respeita às novidades, destaque para a promoção de Leong Chi Kin, quarto classificado entre os N2000 em 2013, e para o regresso de José Mariano Brito da Rosa. Este último é um dos pilotos de Macau que há mais tempo se encontra pub
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 8/P/2013 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 25 de Março de 2013, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento e Instalação de Um Sistema de Monitorização Fisiológica aos Serviços de Saúde”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 17 de Abril de 2013, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.º andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $31,00 (trinta e uma patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São
Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 14 de Maio de 2013. O acto público deste concurso terá lugar no dia 15 de Maio de 2013, pelas 10,00 horas, na sala do “Museu” situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $20 800,00 (vinte mil e oitocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 09 de abril de 2013. O Director dos Serviços Lei Chin Ion
no activo e fará equipa com o filho Hélder Rosa. Entre os 19 concorrentes inscritos da categoria rainha estará outro veterano do automobilismo do território, Belmiro Aguiar. Na categoria Roadsport, a mais recente de todas as classes do MTCS, estão inscritos 20 pilotos, entre eles dois nomes portugueses: Luciano Lameiras, que se estreou o ano passado nestas andanças, e Hélder Assunção, que em 2013 torna a esta classe após um ano na AAMC Challenge. A categoria que junta os carros preparados segundo um regulamento bastante vasto e apenas comum à região do Rio das Pérolas voltará a contar com várias caras conhecidas, como o favoritíssimo Sun Tit Fan, o campeão 2012 Un Wai Kai, para além de históricos como Lei Kit Meng ou Lam Kam San. Mas a mais concorrida de todas as categorias será
auto-golo e em humilhação parcial para o principal rival do Sporting na corrida pelo título de vencedor do Campeonato de Futebol da II Divisão. A vencer por três bolas a zero, os leões não tiveram dificuldade para acrescentar um novo tento à contagem. Osvaldo apontou o quarto e último golo do onze verde e branco na recta final do desafio. Ainda com aspirações legítimas à subida ao convívio dos grandes do futebol do território, o Lai Chi apontou o tento de honra já em período de descontos. Com o triunfo, o Sporting isolou-se mais ainda na liderança da classificação. Os leões dispõem agora de quatro pontos de vantagem sobre o Lai Chi, que continua a ser o mais imediato rival do Sporting Clube de Macau na luta pelo título.
a N2000 que no passado era essencialmente destinada aos pilotos iniciados, mas que actualmente junta um vasto leque de pilotos com diferentes experiências. A edição 2013 será uma reedição do duelo “Chou Keng Kuan – Álvaro Mourato”, com o piloto de matriz portuguesa a ser o único piloto da grelha de partida capaz de medir forças taco-a-taco com o campeão em título, melhor equipado e indiscutível favorito à vitória do campeonato. A maior surpresa na lista de inscritos é a presença de João Contente Fernandes que nos últimos anos foi um dos poucos motociclistas a representar Macau além fronteiras nas “duas rodas” e no Grande Prémio de Macau de Motos. O “motard” português junta-se aos compatriotas Rui Valente, Sérgio Lacerda e Ricardo Lopes, sendo que este último tentará obter o apuramento para o grande evento de final ano, algo que o ano passado lhe fugiu. Rui Basílio e o estreante Dionísio Pereira são os outros dois nomes que constam numa lista de inscritos que contabiliza 28 concorrentes, um número recorde. Numa altura em que há uma total indefinição sobre como serão os apoios do Governo de Macau aos pilotos do território, a primeira prova da temporada 2013 está marcada para o fim-de-semana de 18 e 19 de Maio para o Circuito Internacional de Guangdong, enquanto a segunda jornada dupla será disputada de 21 a 23 de Junho, novamente no circuito localizado em Zhaoqing.
Maldini: “É precisa uma mudança radical no futebol italiano” Após o Inter ter ganho a Liga dos Campeões em 2010, mais nenhum clube italiano chegou sequer às meias finais da prova. Para Maldini, histórico defesa do Milan e da selecção italiana, é altura de perceber quais as razões do insucesso do futebol transalpino na Europa e fazer algo quanto a isso. “Para competir com as outras grandes equipas europeias é necessário investir, não há outro caminho para alcançar esse nível”, afirma o antigo jogador. “A Juventus por exemplo, é uma grande equipa em Itália, mas nos jogos contra o Bayern viu-se uma grande diferença entre as formações.” Maldini, que conquistou cinco títulos europeus, na sua carreira de 25 anos, considera que é necessária uma mudança de mentalidade no futebol italiano, aproveitando melhor os investimentos que se fazem. “Em 1990 tínhamos sete grandes equipas – Milan, Inter, Juventus, Parma, Lazio, Roma e Fiorentina. Mas depois fizeram-se investimentos mal pensados e a Lazio e o Parma entraram em bancarrota.” “É preciso ganhar dinheiro com o desporto, em vez de perder. Em Itália, todos estão a perder dinheiro no futebol”, concluiu o italiano.
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB
Sala 2
i give it a year [c]
Um filme de: Dan Mazer Com: Rose Byrne, Rafe Spall, Anna Faris, Simon Baker 14.30, 16.30, 21.30
the croods [3D] [a] i give it a year
(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 19.30 Sala 3
the host [B]
Sala 1
Oblivion [B]
Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Aqui há gato
Um filme de: Andrew Niccol Com: Saoise Ronan, Max Irons, Jake Abel, Diane Kruger, William Hurt 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
VERTICAIS: 1-Instrumento de sopro com vários orifícios, que se toca com os lábios. Nome de homem. 2-Isca para a pesca (pl.). Aplicar. 3-Dês pancadas. Nome de letra (pl.). 4-Ajunto, somo. Armadura antiga para a cabeça (pl.). 5-Solitário. Anexais. Cabo da Guiné. 6-Pássaro conirrostro. Põe em foco. 7-Tua (Arc.). Tirai à força. Prata (s.q.). 8-Admiração (Interj.). Liberta, desprende. 9-Projécteis de arma de fogo. Macaco americano. 10-Refeição que os primitivos cristãos faziam em comum. Lavre com charrua. 11-Dão ou restituem a saúde a. Lazeres, folgas.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Corcova (pl.). O m. q. contrabaixos (Mús.). 2-Vasos com asas. Amima. 3-Afecção súbita que fere como um golpe (Med.). Puxar à sirga (Prov.). 4-Corda de reboque. Gritos de dor. Omoplata da rês. 5-Fizessem sentar. 6-Leigo, laical. 7-Tiritei de frio. Alago. 8-Sal resultante do ácido fosforoso. 9-Juntas, somas. Enlaçai. 10-Fluito aeriforme. Esvaziada. Falo em tom oratório. 11-Profissão (Suf.). O cerne, o centro. Existes.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:30 01:00
TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi DIRECTO Montra do Lilau (Repetição) Vingança Telejornal TDM Talk Show Castle Sr.4 Escrito nas Estrelas TDM News Herman 2013 Telejornal (Repetição) RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Poplusa 15:30 Grandes Quadros Portugueses 16:00 Bom Dia Portugal 17:05 AntiCrise 17:25 Portugal Aqui Tão Perto 18:20 O Teu Olhar (Telenovela) 19:10 Maternidade 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Salvador 22:35 Surftotal 22:55 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 10:00 Masters Tournament 2013 Day 3 14:00 Global Football 2012/13 14:30 MLB Regular Season 2013 Arizona Diamondbacks vs. New York Yankees 17:30 Masters Tournament 2013 Day 3 Highlights 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 ABL Crossover 2013 20:30 Total Rugby 21:00 Copa Lagos 2012 Portugal vs. Lebanon 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Thursday Fight Night With UFC
31 - STAR Sports 13:00 Mobil 1 The Grid 2013 13:30 Smash 2013 14:00 Auto GP World Series 16:00 Sports Max 2012/13 17:00 Smash 2013 17:30 Russian Premier Liga 2012/13 Lokomotiv Moscow vs. Zenit St Petersburg 19:30 FIA F1 World Championship 2013 - Highlights Chinese Grand Prix 21:00 2 Wheels 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Inside Grand Prix 2013 22:30 2 Wheels 23:00 MotoGP World Championship 2013 - Highlights Grand Prix of Qatar 40 - FOX Movies 13:00 John Sandford’s Certain Prey 14:30 The Whistleblower 16:20 The Woman In Black 18:00 The Sitter 19:25 Monster House 21:00 Brave 22:35 Transporter: The Series 23:20 Tooth Fairy 2 00:55 This Means War 41 - HBO 12:00 Tower Heist 13:55 Haywire 15:30 Benny & Joon 17:10 Top Gun 19:00 The Lord Of The Rings 42 - Cinemax 12:15 Carnivale 14:15 Dragonheart 16:00 Prehistoric Women 17:45 The Juror 20:00 Carnivale 22:00 Videodrome 23:30 Machine Gun Preacher
HORIZONTAIS: 1-GIBAS. TUBAS. 2-ASADO. AFAGA. 3-ICTO. T. ALAR. 4-TOA. UIS. APA. 5-ASSENTASSEM. 6-LAICO. 7-TREMI. ALACO. 8-I. FOSFITO. C. 9-ADES. O. ATAI. 10-GAS. OCA. ORO. 11-OR. AMAGO. ES. VERTICAIS: 1-GAITA. TIAGO. 2-ISCOS. R. DAR. 3-BATAS. EFES. 4-ADO. ELMOS. A. 5-SO. UNAIS. OM. 6-TITI. FOCA. 7-TA. SACAI. AG. 8-UFA. SOLTA. O. 9-BALAS. AOTO. 10-AGAPE. C. ARE. 11-SARAM. OCIOS.
À venda na Livraria Portuguesa A Filha do Papa • Luís Miguel Rocha
Será o anti-semitismo a verdadeira razão para o Papa Pio XII não ter sido beatificado? Quando Niklas, um jovem padre, é raptado, ninguém imagina que esse acontecimento é apenas o início de uma grande conspiração que tem como objectivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano - a filha do Papa Pio XII. Rafael, um agente da Santa Sé fiel à sua Igreja e à sua fé, tem como missão descobrir quem se esconde por detrás de todos os crimes que se sucedem e evitar a todo o custo que algo aconteça à filha do Papa. Conseguirá Rafael ser uma vez mais bem-sucedido? Ou desta vez a Igreja Católica não será poupada?
Rendida • Sylvia Day
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Gideon Cross apareceu na minha vida como uma luz na escuridão. Um homem lindo, fascinante, um pouco louco e muito sedutor. A atração que sentia por ele era diferente de tudo o que tinha experimentado na minha vida até então. Eu desejava-o como a uma droga que me enfraquecia dia após dia. Gideon encontrou-me fragilizada e carente e entrou facilmente na minha vida. Descobri que também ele tinha os seus próprios demónios. Tornámo-nos o espelho um do outro; éramos o reflexo das nossas mais profundas cicatrizes e... desejos. Este amor transformou-me, mesmo que ainda hoje continue a rezar para que os pesadelos do passado não voltem para nos atormentar. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Que classe política é que nós temos? Nota prévia: o texto que se segue pode soar a repetição, mas aqueles que lêem ou escrevem sobre politica vão compreender aquilo que eu vou escrever. São ideias soltas que, no fundo, vão todas parar a um mesmo caminho. Em dois dias de plenário na Assembleia Legislativa (AL), em que era suposto o Executivo responder às perguntas dos deputados, os secretários das tutelas não só não compareceram como não apresentaram qualquer justificação. Mais: cometeu-se a ousadia de colocar o director dos serviços de telecomunicações a dar explicações sobre o contrato com os táxis amarelos ou com a empresa que recolhe o lixo em Macau. Ouviram-se as palavras “mecanismo”, “critério cientifico” ou “estudo” um punhado de vezes para diversas questões cuja resposta a sério fez falta, muita falta. As gargalhadas no hemiciclo repetiram-se, bem como os bocejos. As criticas sucederam-se, mas os directores dos serviços puseram a mão por cima como quem diz “pronto, está tudo bem, deixa lá”. José Chu foi questionado sobre o porquê de faltar um documento que resume as ideias debatidas na comissão sobre a actualização dos salários na Função Pública, mas foi fugindo, fugindo, até que lá disse que iria haver um relatório a ser entregue ao Governo. Há mais de três anos que anda para ser criado um regime de propriedade horizontal, mas afinal ainda vai ser sujeito a uma terceira consulta pública nos próximos meses. Os directores dos serviços afirmam que há comunicação interna, mas eu não compreendo como é que a Assembleia Legislativa tem três projectos de lei (Lei de Terras, Planeamento Urbanístico e da Salvaguarda do Património) sobre uma área que lhes é comum. Há semanas, o director das Obras Públicas, Jaime Carion, foi questionado sobre a altura que terá o possível edifício habitacional em Coloane. Este disse que tinha olhado para os documentos, mas que não tinha visto qual era a altura do edifício. Que classe politica é que temos em Macau? Qual o nível de credibilidade que este Governo passa cá para fora? Perante algumas declarações de deputados e uma postura passiva do Executivo, eu começo a pensar que aquele edifício que olha para o lago Nam Van não alberga políticos, mas sim um conjunto de pessoas que não só percebem o valor do cargo que ocupam, como simplesmente não querem saber. O dinheiro entra e nem temos de fazer muito para que isso aconteça.
Pu Yi
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opinião
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Cavar a sepultura José António Saraiva in Sol
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cordei com a Antena 1, uma rádio que gosta particularmente de dar as más notícias. A abrir o noticiário, veio Manuel Alegre apelar à demissão do Governo; a seguir, foi a vez de Mário Soares dizer que só um PS «doido» faria um acordo com este Executivo. Um disse ‘mata’ e o outro ‘esfola’. Mas o país não é uma brincadeira, não estamos em Argel nem as intrigas no PS devem ser exemplo para alguém. O país está sob resgate, exigindo um pouco mais dos protagonistas políticos. Para começar, esclareça-se que Cavaco Silva, mesmo que quisesse (e não quer), não poderia demitir o Governo. Depois da revisão constitucional de 1982 (cozinhada entre Soares e Balsemão), o Governo deixou de ser ‘politicamente responsável’ perante o Presidente da República, que só pode destituí-lo quando estiver em causa ‘o regular funcionamento das instituições’. Ora, havendo um Governo legitimamente eleito, um primeiro-ministro que foi sufragado, uma maioria no Parlamento que apoia o Governo e que ainda recentemente rejeitou uma moção de censura, que argumento sobraria ao Presidente para demitir o Executivo? Mas há mais. Se este Governo fosse demitido e se realizassem eleições, o país ficaria ingovernável. Sucederia uma coisa semelhante à que aconteceu em Itália. O PS dificilmente obteria a maioria absoluta, teria de se coligar com o PSD (ou com o PSD e o CDS) e as lutas e bloqueios que hoje se observam no Parlamento seriam transportados para dentro do Governo, paralisando a governação. Agora ainda temos uma maioria rela-
tivamente coesa que garante a aprovação das leis; depois de eleições teríamos o caos. Até porque o PS está na pior altura para assumir responsabilidades governativas. Depois do ‘regresso’ dos socráticos – que começou com a tentativa de golpe interno de António Costa e prosseguiu com a presença do próprio Sócrates nos ecrãs da RTP –, Seguro entrou em desnorte. Parece assombrado, age como um animal perseguido, corre para a frente já sem grande tino nem orientação.
Pires de Lima é um exemplo de homem inteligente e preparado mas que às vezes se deixa trair pelos genes; já o pai, ex-bastonário dos advogados, falava muitas vezes mais com a emoção do que com a razão Ora, um partido com o líder neste estado não pode pensar em ser Governo. Acresce que, se o PS voltasse agora ao Executivo, teríamos de novo Sócrates a mexer os cordelinhos lá dentro – situação que seria verdadeiramente surreal. Só nos faltaria essa… A única solução de que o país dispõe neste momento (e nos próximos tempos) é, portanto, preservar esta maioria e este Governo. É isso que, com altos e baixos, Cavaco Silva em última análise tem feito. Nos momentos de aflição – como no último fim-de-semana –, Cavaco tem sabido distinguir os superiores interesses do país e do Estado. Tem a vantagem de ser economista e de conhecer bem a realidade internacional. Por muito que não aprecie Passos Coelho,
o Presidente sabe que este Governo recuperou o crédito externo do país – e que, numa altura em que estamos sob resgate, isso é crucial para a nossa sobrevivência financeira. A propósito de responsabilidade, seria bom que o CDS interiorizasse a ideia de que às vezes brinca demasiado com o fogo. Compreende-se que queira ter voz própria e que manifeste diferenças em relação ao PSD e às próprias opções governativas. Tudo isso é legítimo e até saudável. Mas, no ponto em que estamos, o CDS também tem de perceber que a autoridade do Governo passa em boa parte pela solidez da coligação. Só uma ruptura na maioria pode fazer cair o Governo. Por isso, o CDS e o seu líder, Paulo Portas, devem tornar claro que essa é uma questão que pura e simplesmente não se coloca. E devem transmitir a ideia de que estão na coligação de uma forma empenhada e leal, não fornecendo pasto às intrigas e às manobras dos adversários. Ora tal não tem acontecido. Quem vem a público pedir a substituição de ministros do parceiro de coligação está a exorbitar. O país não é um jardim-escola, nem os dirigentes políticos podem fazer afirmações terroristas a ‘título pessoal’. António Pires de Lima, por exemplo, que é vice-presidente do CDS, sabe que as consequências do que diz são tudo menos ‘pessoais’: são políticas e são desestabilizadoras. Pires de Lima é um exemplo de homem inteligente e preparado mas que às vezes se deixa trair pelos genes; já o pai, ex-bastonário dos advogados, falava muitas vezes mais com a emoção do que com a razão. A situação portuguesa é crítica. Há muita gente, lá fora e cá dentro, a querer arrastar o país para o abismo. Que não sejam os que estão no poder a cavar a sua própria sepultura.
quinta-feira 18.4.2013
opinião
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Leocardo
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bairro do oriente
Saudade, triste fado
Q
uando era pequeno sonhava conhecer o Oriente distante, e até vir para Macau nunca me passou pela cabeça vir a fazê-lo. Felizmente existia algures no sul da imensa China um pequeno cantinho onde se encontrava o último reduto do Império português. A minha vinda para o território foi igual a tantas outras. Trazido por familiares que por sua vez tinham aqui outros parentes ou amigos, foi uma decisão complicada e um passo dado na escuridão. Em Portugal muito pouco se falava ou sabia de Macau. No início dos anos 90, em pleno cavaquismo e à sombra do desenvolvimento realizado pela chegada dos fundos europeus (os tais que pensávamos que não acabavam e não eram preciso ser pagos), a juntar à eventualidade da entrega do território à China em menos de dez anos, pouca gente pensava em vir para tão longe. A tendência era mesmo o regresso, ou no caso dos portugueses nascidos em Macau, o ingresso nos quadros da administração em Portugal. Olhando para trás, tenho a certeza que muito mais gente optaria vir para Macau, caso tivessem ideia das facilidades que o território oferecia, e ainda oferece, em termos de empregabilidade e qualidade de vida. Passada mais de uma década da entrega de Macau à República Popular da China à luz do segundo sistema e com as garantias asseguradas pela Lei Básica, pode-se dizer que muitos dos receios iniciais foram infundados. É normal que exista algum ressentimento, especialmente da parte de alguns residentes de etnia chinesa que não tiraram proveito da presença portuguesa, e que hoje gozam de mais cidadania e não enfrentam qualquer barreira étnica ou linguística no acesso ao emprego, mas sem radicalismos. Não se repetiram os excessos da descolonização portuguesa em África, como tantos temiam, e que tantas marcas deixou em centenas de milhares de portugueses que se viram espoliados de todas as suas posses. Assente a poeira da transição, muitos escolheram regressar ao território, e muitos novos emigrantes portugueses procuram Macau como destino. A RAEM, apesar de não ter as portas escancaradas como acontecia antes de 1999, continua a ser um destino mais acolhedor ao imigrante lusitano do que outros tradicionais, como a Suíça, a França ou o Luxemburgo. Mesmo Angola ou o Brasil, que gozam da vantagem de se falar o mesmo idioma, não são tão aprazíveis como Macau. Aqui o facto de ser português não é tanto um obstáculo. Com alguma vontade e um pouco de sorte, sentimo-nos quase como em nossa casa.
Para quem se adapta a um ambiente hostil em termos de clima ou paladar, Macau pode até tornar-se numa experiência agradável, e a distância deixa de ser um problema. Os que provam e aprovam o que Macau tem para oferecer alargam os horizontes, esquecem o preconceito, começam a estranhar menos algumas das diferenças às quais nunca nos habituamos completamente – não se pede que se mude a nossa natureza, mas simplesmente que se adapte A vida não é fácil no início, pois apesar do português ser uma língua oficial, dá-se alguma primazia à fluência no inglês, frequentemente utilizado nos sectores do entretenimento e da hotelaria. Uma das grandes diferenças em relação ao tempo da administração portuguesa é a preferência por profissionais qualificados. Torna-se complicado a um compatriota apenas com o ensino secundário completo ou sem qualquer especialização encontrar emprego em Macau. Longe vão os tempos em que o simples facto de ser português garantia um vencimento no fim do mês. Existe mais pragmatismo, se bem que o título de residente permanente de Macau ainda oferece vantagens que não estão ao alcance de um simples aventureiro de primeira viagem. Contudo é dada uma garantia rara em Portugal nos tempos que correm: quem trabalha recebe, e quem se esforça vê reconhecido o seu esforço. Não há salários em atraso, cortes, falências, despedimentos colectivos, planos de austeridade e outros expedientes
que nos deixam sem vontade de sair da cama de manhã e ir trabalhar para aquecer. Não há mas nem senões, nem desculpas de mau pagador – nem há sequer maus pagadores, pasme-se. Mas existe sempre um vazio em qualquer português que deixa a sua terra e escolhe fazer a vida noutro local. É inevitável. É aquela maldita da saudade que nos acompanha desde que chegamos ao mundo. Qualquer português prefere ficar em Portugal nas mesmas condições que noutro país qualquer. Deixar a nossa terra natal é quase sempre um mal necessário. Sentimos falta das coisas que tínhamos à nossa volta quando crescemos, e se noutros países onde existe uma comunidade portuguesa existe uma rede de acesso a produtos que tornam as distâncias mais curtas, em Macau não acontece o mesmo. É difícil encontrar aqui muitas das comodidades que conferem a nossa portugalidade, para não falar do clima, ou das praias, que em Macau existem mas deixam-nos a suspirar pela nossa magnífica costa. Falta-nos
o nosso marisco, fresquíssimo, os nossos talhos, aquela adega onde íamos beber um copo de traçado com os amigos, a padaria onde comíamos aquele pão com chouriço acabadinho de sair, ainda de madrugada e depois da farra, os bitoques, os finos, as bicas em condições, tanta coisa. Mesmo o que ainda aqui vai chegando deixa a desejar em termos de quantidade e em qualidade, e há coisas que compramos quase como por impulso, para matar a maldita saudade. Dificilmente alguém em Portugal pagaria 1 euro e 30 cêntimos por um daqueles pacotes de litro de Compal de pêssego. Para quem se adapta a um ambiente hostil em termos de clima ou paladar, Macau pode até tornar-se numa experiência agradável, e a distância deixa de ser um problema. Os que provam e aprovam o que Macau tem para oferecer alargam os horizontes, esquecem o preconceito, começam a estranhar menos algumas das diferenças às quais nunca nos habituamos completamente – não se pede que se mude a nossa natureza, mas simplesmente que se adapte. Usando um pouco de filosofia oriental, “ser flexível como uma palmeira, e não rígido como um cedro”. Se dizem de Nova Iorque que “if you can make it here, you can make it anywhere”, o mesmo se pode dizer de Macau, apesar de todos os aspectos que nos aproximam do nosso país de origem. E depois há sempre as férias para atordoar o bichinho da saudade. E depois do regresso até pensamos com os nossos botões: “a nossa casa é onde nos sentimos bem”.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
quinta-feira 18.4.2013
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c a r t o on por Steff
caça aos responsáveis
Funeral de Margaret Thatcher realizou-se
Realizou-se ontem de manhã em Londres o funeral de Margaret Thatcher. Perto de 2000 convidados, incluindo a rainha Isabel II, estiveram no funeral da ex-primeira-ministra na catedral de St. Paul, em Londres, evento com fortes medidas de segurança e que foi marcado por protestos. Muitos foram os que viraram de costas quando o caixão de Thatcher passou pelas ruas. O funeral foi acompanhado por um forte dispositivo de segurança, com mais de quatro mil polícias. As cerimónias começaram as 10 horas (hora local). Miguel Morais Leitão, secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Europeus, representou Portugal.
Parlamento aprova casamento gay
O Parlamento da Nova Zelândia aprovou esta quarta-feira a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Conta da agência Efe que é o 13.º país do mundo a reconhecer esse direito, e o primeiro da região Ásia-Pacífico. O projecto de lei foi aprovado com 77 votos a favor e 44 contra. O processo começou em Agosto, sendo esta versão final a terceira a ser apresentada. Quando a legislação entrar em vigor, em Agosto, casais homossexuais e transexuais poderão contrair casamento; quem se casar no exterior poderá solicitar o reconhecimento oficial da Nova Zelândia.
Gwyneth Paltrow é a mais odiada
É o resultado de mais um ranking de Hollywood e a actriz Gwyneth Paltrow ganhou. Foi votada como a celebridade mais odiada pelos leitores da revista norte-americana Star. Gwyneth Paltrow lidera o ranking anual da publicação que reúne “as 20 personalidades mais irritantes de Hollywood”. A actriz de 40 anos é seguida pela estrela da saga Twilight, Kristen Stewart. A revista diz que Gwyneth Paltrow é “aborrecida” e demasiado “saudável”, o que não inspira confiança aos fãs.
Special Olympics Torneio de golfe a 22 de Abril
De maior na Ásia-Pacífico a gigante mundial Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
primeira edição foi um sucesso. A segunda edição, com início marcado para a próxima quarta-feira às 8h30, no campo de golfe do Ceasers, já se sabe, vai arrebatar o êxito do ano passado. O Macau Special Olympics Golf Masters 2013 vai arrancar, faça chuva ou faça sol, porque este ano consagra-se o “maior evento de golfe dos Special Olympics na região Ásia-Pacífico”, afiança Paulo Azevedo. O presidente da Associação de Beneficência dos Leitores da revista Macau Business, organizador do torneio de golfe para deficientes intelectuais, explica que houve uma “duplicação do número de participantes” resultante do “passa palavra” na edição anterior, que chegou até ao Comité Internacional dos Special Olympics nos Estados Unidos da América. Por isso, entre os dias 22 e 27 de Abril, dos quais apenas os últimos três dias dedicados às provas (os dois primeiros ao turismo), vai contar com a presença de equipas de 12 países - Malásia, Índia, Brunei, Áustria, África do Sul e Reino Unido (estreantes) e China, Hong Kong, Macau, Taiwan, Coreia do Sul e Austrália (repetentes). Mas além destes números, há outros igualmente animadores. Serão 47 os atletas a pisar o território já no princípio da próxima
semana, 27 treinadores, 20 voluntários e 30 guardiões num torneio cujo o lema é “Deixa-me ganhar mas se não conseguir, deixa-me ser bravo nessa tentativa”. “São quatro torneios [e três níveis de competição] dentro de uma prova porque o objectivo aqui neste tipo de competição é também trazer a sociedade civil a conhecer e a participar numa prova com estes atletas especiais e por isso há vários jogadores locais, amadores, [guardiões] que vão fazer equipa com os Special Olympics numa determinada categoria da prova”, explica o também proprietário do grupo Macau Business. A “jóia da coroa” do evento chega da África do Sul, explica Azevedo. Tom Lugg, tricampeão mundial dos Special Olympics - “o mais reconhecido internacionalmente”, já competiu com Tiger Woods - vai competir no nível cinco do torneio. O torneio conta ainda com muitos patrocinadores - entre os quais Ceasers Golf Macau, Sheraton, Sands China e Melco Crown Entertainment - que dão
diferentes ajudas de custos, por meio de dinheiro, acomodação, instalações, em valores não avançados pela organização. Mas o Governo também não fica de fora destes apoios. “A diferença entre o privado e o público é que pedimos ao Governo para que nos desse as estruturas para que os jogadores visitassem Macau. Dois autocarros, guias especializados, a possibilidade de aceder a diferentes áreas e isso a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) pode e vai ajudar. O Instituto de Formação Turística (IFT) também oferece dois dos almoços porque haverá dois níveis de participantes. A Air Macau vai dar bilhetes e descontos para familiares. O Sheraton pode oferecer um desconto especial aos familiares que querem ver e estar com as crianças”, explica Paulo Azevedo. O orçamento, crê-se maior do que o ano passado, já que a organização estima gastar mais de 1,8 milhões de patacas - no ano passado, os custos ultrapassaram 1,5 milhões.
FBI segue mais de duas mil pistas do atentado de Boston
Dois dias se passaram e ainda não há suspeitos ou detidos. O FBI e a polícia procuram ainda os autores das explosões de segunda-feira em Boston, que causaram três mortos e 176 feridos. O FBI diz ter em conta “um vasto leque de suspeitos”, seguindo cerca de 2 mil pistas. Foi mesmo oferecida uma recompensa de 38 mil euros a quem der pistas valiosas. Rick DesLauriers, do FBI, explicou que as investigações estão a ser feitas “de forma metódica e cuidadosa, mas com sentido de urgência”. Foram recolhidas no local várias provas, incluindo pedaços de mochila, de panelas de pressão e materiais que se suspeita estavam nas bombas artesanais, como chumbos, pregos e estilhaços, que os hospitais já confirmaram ter encontrado também nos corpos das vítimas.
Portugal vende dívida com juros mais altos
Portugal foi esta quarta-feira ao mercado primário vender bilhetes do tesouro com maturidade em Julho de 2013 e em Abril de 2014. O Tesouro português conseguiu angariar os 17,5 mil milhões de patacas previstos, numa colocação a 3 e 12 meses, mas pagou mais, a um ano, para se financiar. Este leilão é o primeiro depois do chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado.
Capriles acusa Maduro de ataques
Henrique Capriles, candidato derrotado nas eleições da Venezuela acusou, através do Twitter, o presidente eleito do país, Nicolás Maduro, de enviar grupos armados para atacar a sua residência oficial, em Los Teques. “Maduro fala de amor, de ser contra a violência, mas mandou atacar minha residência. Qualquer coisa que me acontecer é responsabilidade de Maduro”, acusou. Capriles pede a recontagem dos votos, depois de domingo passado ter perdido as eleições por uma margem reduzida, ao contar com 49,07% contra 50,66% para Maduro.