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QUARTA-FEIRA 18 DE OUTUBRO DE 2017 • ANO XVII • Nº 3917
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau
SOFIA MARGARIDA MOTA
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
FISCALIZAR O GOVERNO
Com sombra de pecado ALEXANDRE E BENJAMIN, FILHOS DE PEREIRA COUTINHO, CONDENADOS A OITO ANOS E MEIO DE PRISÃO POR TRÁFICO DE DROGA. A DEFESA VAI APRESENTAR RECURSO
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Comissões definidas PÁGINA 5
TIAGO ALCÂNTARA
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ENTREVISTA
TUDO LEGAL PÁGINA 5
A SORTE QUE O AZAR TRAZ h JOÃO PAULO COTRIM
A PAIXÃO DE LYNCH EVENTOS PÁGINA 7
2 ENTREVISTA
LEI CHAN U DEPUTADO E MEMBRO DA CONCERTAÇÃO SOCIAL
Lei Chan U é uma das caras novas na Assembleia Legislativa. O deputado eleito pela via indirecta, e membro do Conselho Permanente de Concertação Social, chama a atenção para a necessidade de aumentar os dias da licença de maternidade, mas garantindo a remuneração à trabalhadora. Lei Chan U diz ainda que Macau tem de respeitar a Convenção da Organização Internacional do Trabalho
“A transparência governativa não é suficiente” Quais são as suas prioridades para o trabalho na Assembleia Legislativa (AL)? Tanto eu como o meu colega eleito pela via indirecta, Lam Lon Wai, vamos focar-nos em alcançar os objectivos do nosso programa político. Vamos ter como prioridade a alteração à lei das relações laborais, a implementação da lei sindical e o salário mínimo. O nosso foco são os assuntos laborais e a segurança social. Estamos num momento importante em que a alteração à lei das relações laborais está em fase de consulta pública, pelo que vamos estar atentos ao que se passa nesta matéria. No que respeita ao salário mínimo é outro assunto que queremos debater, até porque está em discussão no Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) a questão ligada à definição de ordenados dos trabalhadores de limpeza, da área da segurança e ligados à administração predial. Também estamos atentos aos assuntos sociais. As nossas preocupações sociais estão relacionados com a habitação, o trânsito, a educação e o sector da saúde.
Tem, portanto, objectivos para várias áreas. Para se ser deputado é preciso ter preocupação em relação a todos os aspectos que estão ligados à sociedade. No entanto, sendo eleito pelo sector laboral, é natural que me debruce mais nas questões ligadas ao trabalho e, como tal, me preocupe mais com as políticas laborais e com o aperfeiçoamento do sistema de segurança social. Este ano a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) conseguiu quatro lugares na AL. Os vossos trabalhos serão desempenhados de forma separada? Esse é um problema que estamos a analisar. Os antigos deputados tinham um modelo de trabalho já
cimentado e, por isso, existia uma boa cooperação. Nós somos uma equipa nova e estamos a pensar numa forma de cooperação eficaz, que possa expressar e garantir com maior rapidez as preocupações e solicitações da população. Para já, Ella Lei e Leong Sun Iok vão ter trabalhos mais amplos, enquanto que eu e Lam Lon Wai vamos focar-nos nas prioridades. Esta é a nossa estratégia de cooperação nesta fase e é necessário um período de adaptação para que depois possamos encontrar a melhor forma de colaborar mutuamente. Por outro lado, vamos consultar as opiniões dos antigos deputados - Lau Cheok Va, Lam Heong Sang, Kwan Tsui Hang e Leong Iok Wa - para saber o tipo de assuntos a que devemos prestar mais atenção. O objectivo é sempre o mesmo: o de perceber e exprimir as solicitações dos residentes e podermos lutar por mais benefícios para a comunidade. Como é que avalia a acção do Governo nos últimos anos? É a população que avalia a acção governativa e é necessário que deixe a sua opinião para vermos se concorda com o que o Governo faz. No que diz respeito aos assuntos laborais, mas vamos tomar como exemplo a alteração à lei laboral. Em 2015 já se avançou com o enquadramento sobre as sete alterações para a lei, mas já se passaram dois anos e a população continua à espera de boas políticas para esse sector. Para se saber se há satisfação em relação às políticas do Governo são necessários indicadores, que incluam a eficiência das respostas dadas à população. Mas voltando à lei laboral, a sobreposição e compensação de dias de férias e feriados, a licença de maternidade e paternidade são assuntos há muito discutidos, mas só agora é que o Governo está a realizar uma consulta pública
sobre o assunto. Neste aspecto a eficiência da resposta do Governo tem sido baixa, e eu também não estou satisfeito com isso.
Que outros exemplos pode dar desta ausência de eficácia? Estes problemas existem noutras situações, o que provoca a insatisfação da população. A transparência [governativa] também não é suficiente, e a comunidade não se entende. O Governo precisa aumentar a qualidade do seu trabalho e isso deve ser feito com base na opinião dos seus residentes.
“O nosso foco são os assuntos laborais e a segurança social.” Que expectativas coloca na revisão da lei laboral? Em relação a esta alteração, temos três princípios. Em primeiro lugar, a lei laboral deve atingir os requisitos internacionais, ou seja, ir de encontro à convenção [da Organização Internacional do Trabalho (OIT)]. Macau é uma cidade internacional, e se a lei laboral não satisfizer esses requisitos, o território estará cheio de contradições. Em segundo lugar, temos de garantir que há um aumento das garantias dos trabalhadores. A convenção da OIT determina um total de 98 dias de licença de maternidade. Na FAOM há quem prefira 90 dias e há quem defenda a implementação dos 98 dias. Eu próprio prefiro que haja 98 dias de licença de maternidade. Agora só temos 56 dias, o que é muito pouco. Nas últimas alterações ao diploma, passou-se de 30 para 35 dias, e depois de 35 para 56 dias, todos eles remunerados. Porque é que desta vez o aumento de dias não inclui o pagamento?
Tem resposta para isso? [Posso dizer] que isto significa que não há critérios claros para a alteração e legislação de diplomas, as pessoas fazem o que querem. Temos de ter em conta as dificuldades encontradas no processo de execução de leis, porque os legisladores podem não as conhecer. O Governo já consultou a opinião destas pessoas, por exemplo, dos Serviços para os Assuntos Laborais, do Ministério Público ou dos tribunais, para aumentar a qualidade das leis e a sua alteração? Espero que o Governo opte por avançar nas matérias em que já existe um consenso, porque aí é mais fácil avançar. Como é que vai contribuir para que o Governo responda melhor às solicitações dos residentes? Vou desempenhar um papel de fiscalizador dos trabalhos do Governo, fomentando a sua eficiência e consequentemente, melhores resultados na governação. A AL é uma equipa onde, apesar de existirem representantes de vários sectores sociais, é necessário unir esforços por parte de todos os deputados para impulsionar boas políticas e uma boa governação. Trata-se de uma responsabilidade contida na Lei Básica. O que fazia antes de ser deputado? Tinha funções ligadas a vários serviços da FAOM. Já fui assistente dos deputados Lau Cheok Va e Kwan Tsui Hang. Depois de três anos nesta função, come-
“Para já, Ella Lei e Leong Sun Iok vão ter trabalhos mais amplos enquanto eu e Lam Lon Wai vamos focarnos nas prioridades.”
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SOFIA MARGARIDA MOTA
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cei a trabalhar como secretário numa comissão para os assuntos das classes sociais mais baixas. Neste momento sou coordenador do departamento para o estudo de políticas e informação. A FAOM começa sempre por dar formação a partir da base e, com base no que fiz, pude ter contacto com os assuntos que interessam à população e, sobretudo, com os conflitos que existem entre patrões e empregados. Um deputado também tem de fazer este trabalho que, no fundo, eu já fazia. É necessário um período de ajustamento, para que possa fazer um balanço entre o estudo das políticas, os trabalhos legislativos e a resolução dos casos sociais.
Será um deputado a tempo inteiro? Isso não está decidido. Mas os trabalhos da AL são muito importantes e seja qual for a organização futura do meu trabalho vou sempre concentrar-me mais nessas tarefas. Vou fazer um balanço entre as três áreas que já referi, mas o foco está com as exigências que o cargo de deputado me coloca. Que tipo de dificuldades considera que vai enfrentar no futuro? Existem vários factores imprevisíveis. Uma das dificuldades está no defender os interesses e solicitações da própria Assembleia. É uma entidade constituída por vários sectores sociais. Quando
“Quando se quer lutar por um determinado interesse, há sempre as opiniões divergentes.” se quer lutar por um determinado interesse, há sempre opiniões divergentes. É difícil de dizer se conseguimos lutar pelo que desejamos. Mas entretanto, vou tentar dar o meu melhor, assim como os meus três colegas, o que é o suficiente para me sentir motivado. A curto prazo, acredito que eu, Leong Sun Iok, Lam Lon Wai e Ella Lei vamos ter dificuldades semelhantes, e só quando
tivermos uma plena compreensão do funcionamento da AL é que poderemos perceber essas dificuldades. Existe a intenção de transformar o Campo dos Operários, junto às Portas do Cerco, num local temporário para a colocação de paragens de autocarros. O que pensa sobre isso? A FAOM tem ajustado [os seus trabalhos] de acordo com o que a sociedade e o Governo exigem. Temos uma atitude aberta em relação a esse assunto, e caso seja necessário, a FAOM vai cooperar. Antes esse campo estava situado junto à zona do lago Nam Van e a sua mudança para as Portas do
Cerco não foi fácil, porque se tratar de um grande espaço. Apesar de ser chamado de campo dos operários, os cidadãos têm usufruído do local. Só ano passado beneficiaram 390 mil pessoas. Em Macau não há muitos locais com as características que o campo tem. Se as autoridades entenderem que deve ser feita uma mudança de localização, devem ter em conta o novo destino. Será junto aos novos aterros ou numa zona histórica? Este é um assunto que tem de ser analisado de forma rigorosa. Vitor Ng (com S.M.M) info@hojemacau.com.mo
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GCS
ALEXIS TAM UE SERÁ A PRÓXIMA PARCEIRA NO FÓRUM DE TURISMO GLOBAL
O
FAOM APRESENTADAS NECESSIDADES E SUGESTÕES A CHUI SAI ON
Palavra aos Operários
A Federação das Associações dos Operários de Macau quer a continuidade de políticas que tenham em vista uma maior qualidade de vida para os residentes. A ideia foi deixada ontem numa reunião da entidade com o Chefe do Executivo, Chui Sai On
A
desproporção na distribuição da riqueza, o aumento dos preços no ramo imobiliário e dos produtos em geral foram as preocupações demonstradas ontem pelo presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Leong Wai Fong junto do Chefe do Executivo, Chui Sai On. O responsável pela FAOM não deixou de apresentar algumas sugestões ao líder do Governo. Para Leong Wai Fong, o Executivo deve, no próximo ano, continuar com a implementação de medidas que tenham por fim beneficiar a população. Medidas estas que, considera, já tiverem início este ano. O objectivo, disse o presidente dos Operários, é ir atenuando as dificuldades sentidas pelos residentes. Por outro lado, o responsável da FAOM entende que o orçamento para o próximo ano deve ser aumentado e a qualidade dos serviços e das políticas sociais também.
De acordo com as declarações de Leong Wai Fong dadas à comunicação social após o encontro, Chui Sai On mostrou a sua intenção de continuar com as acções do Governo para prestar mais benefícios à população.
ATENÇÃO ÀS CASAS
Durante o encontro com o líder da RAEM, disse Leong Wai Fong, foram ainda discutidos os preços elevados da habitação no território. A FAOM pretende ver implementadas medidas a curto prazo em várias frentes. Além de melhorias ligadas à habitação, a associação quer que o Executivo impulsione o processo da reconstrução das zonas históricas e o combate aos actos de especulação no mercado de imóveis.
Na mesa estiveram ainda em discussão outros assuntos como o trânsito, os direitos laborais, a educação e os serviços médicos, sendo que, disse Leong Wai Fong, o Chefe do Executivo “reagiu de forma positiva às opiniões levantadas pela comitiva da FAOM e garantiu que vai estudar de forma detalhada as sugestões”. Quanto à questão do bom aproveitamento dos dinheiros públicos, Ella Lei, vice-presidente da associação e também deputada, recordou que, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores, O Governo argumentou que devido à situação económica local, reduziu os recursos dados a algumas áreas da economia deputada espera que o orçamento não continue a baixar e que o Executivo
O responsável da FAOM entende que o orçamento para o próximo ano deve ser aumentado e a qualidade dos serviços e das políticas sociais também
“não poupe recursos em sectores que apresentam mais necessidades. Ella Lei deu exemplos: os serviços de autocarros, os serviços educativos e o apoio aos residentes mais vulneráveis. A questão do tabaco não foi esquecida. Para o vice-presidente da FAOM, o controlo do fumo nos casinos é fundamental e Chui Sai On não se pode esquecer disso. De acordo com o responsável, há trabalhadores da indústria de jogo que se queixam da tolerância das concessionárias para com os fumadores. Para isso, Leong Sun Iok sugeriu a Chui que reforçasse a presença de fiscais nas nos casinos. A comitiva da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) encontrou-se ontem na sede do Governo com o Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, com o objectivo de expressar as suas expectativas em relação às acções governativas para o ano de 2018. Vitor Ng (com S.M.M.) info@hojemacau.com.mo
secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Alexis Tam, anunciou que a União Europeia (UE) será convidada para parceira da próxima edição do Fórum de Economia de Turismo Global. Alexis Tam falava no encerramento do sexto Fórum de Economia de Turismo Global de Macau, este ano dedicado à cooperação com a Europa de leste. “A participação dos 16 países da Europa central e de leste nesta edição do fórum abre outra janela de oportunidades para uma maior cooperação regional na área do turismo. Tirando partido do bom momento das relações entre a China e a Europa, iremos aumentar a extensão da cooperação e convidar a União Europeia como Região Parceira da próxima edição do fórum”, disse Alexis Tam. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura sublinhou que os países
europeus, incluindo os do leste, “são importantes parceiros internacionais da China”. Por outro lado, observou que a iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ “tem-se tornado numa importante chave condutora do progresso da economia e turismo global”, e que, em apoio a esta estratégia nacional, Macau vai “envidar todos os esforços para contribuir activamente para o aprofundamento da cooperação turística e trocas culturais entre a China e a Europa”. Além da cooperação regional com Hong Kong e Guangdong, Alexis Tam disse ainda que Macau está a desenvolver esforços “para elevar o efeito sinérgico dos projectos nacionais no posicionamento enquanto centro mundial de turismo e lazer, e numa plataforma de serviços para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa”.
LEI SINDICAL PEREIRA COUTINHO SUBMETE PROJECTO DE LEI À AL
O
deputado José Pereira Coutinho submeteu ontem ao presidente da Assembleia Legislativa (AL), Ho Iat Seng, um projecto de lei sindical, com o nome “Lei do Direito Fundamental de Associação Sindical”. Trata-se do primeiro projecto de lei submetido por um deputado na nova legislatura, apesar de José Pereira Coutinho já ter entregue este diploma por diversas vezes. Segundo um comunicado, o projecto de lei “prevê o exercício da liberdade sindical no sector privado e público da Função Pública”. Este “contempla importantes atribuições, como a representação dos trabalhadores sindicalizados nas instâncias oficiais e judiciais, incluindo a legitimidade de participação nas estruturas autónomas de concertação social”. José Pereira Coutinho deseja que “as estruturas
sindicais sejam ouvidas no âmbito da elaboração e revisão da legislação laboral”, bem como na celebração de “convenções colectivas de trabalho em nome dos trabalhadores”. O deputado pretende que a nova legislação, caso seja aprovada no hemiciclo, garanta que “os corpos gerentes e delegados sindicais gozem de direito de protecção legal contra represálias e todas e quaisquer formas de discriminação, condicionamento ou limitação do exercício legítimo das funções sindicais”. O projecto de lei em causa prevê também que se considere despedimento sem justa causa quando “os corpos gerentes ou delegados sindicais que tenham exercido funções há menos de três anos vejam os seus contratos de trabalho terminados mediante resolução do contrato”. A.S.S.
política 5
quarta-feira 18.10.2017
Deputados questionam processo de integração nas seis comissões
A
Mesa da Assembleia Legislativa (AL) já concluiu o processo de integração dos 33 deputados nas seis comissões (três permanentes e três de acompanhamento), mas três deles estão descontentes com a falta de transparência em todo o processo, uma vez que, segundo soube o HM, se limitaram a receber uma carta com os nomes já escolhidos. Agnes Lam é uma das deputadas que desconhecia a conclusão do processo. “Sem dúvida que poderia existir mais transparência. É estranho que não haja uma discussão sobre esse procedimento de escolha. Seria bom que nos deixassem dar a opinião sobre as comissões que queremos ou não integrar, ou algum sorteio.” Agnes Lam vai integrar a 2ª comissão permanente, a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos das Finanças Públicas. “Esta era uma comissão que gostaria de integrar. Posso estudar mais sobre este assunto e de facto preciso de estudar mais. Não há qualquer problema para mim”, assumiu. Sulu Sou, que integra a 3ª comissão permanente, a Comissão de Acompanhamento
para os Assuntos da Administração Pública, também considera que deveria ter sido ouvido. “A Mesa da AL deveria ouvir-nos primeiro. Vou cooperar com os outros deputados que tenham as mesma opiniões ou defendam as mesmas questões sociais, por exemplo. Queremos que todas as reuniões sejam abertas ao público, e vamos lutar para que haja mais informação.” José Pereira Coutinho também se mostrou surpreendido, apesar de estar há mais de dez anos na AL. “É muito esquisito que a Mesa da AL reúna sem dar conhecimento aos deputados e não nos oiça sobre as comissões que pretendemos integrar.” Segundo a lista a que o HM teve acesso, Ella Lei vai integrar a 1ª comissão permanente, sendo que o deputado José Pereira Coutinho se mantém membro da 3ª comissão permanente. Chan Chak Mo, que presidiu à 2ª comissão permanente na última legislatura, mantém-se no grupo. Os presidentes serão escolhidos na primeira reunião interna das comissões, que ainda não tem data para acontecer, soube o HM. A.S.S.
A primeira vez de Sulu Sou
Na sua primeira interpelação escrita, o deputado Sulu Sou voltou a levantar o assunto da responsabilização do Chefe do Executivo por causa da insuficiência dos serviços de prevenção e de socorro durante a passagem do tufão Hato. Sulu Sou refere que apesar das inundações causadas pela subida do nível da água do mar, que uma série de consequências ficou a dever-se a falhas humanas. Na interpelação o deputado salienta igualmente que Fernando Chui Sai On, enquanto líder da região, devia ter assumido as responsabilidades em várias áreas que apresentaram problemas durante a passagem do Hato, como as falhas no sistema de alerta, no fornecimento de electricidade, nas medidas de contingência, entre outros problemas.
CHUI SAI CHEONG JURISTA E ADVOGADOS AFASTAM CONFLITO DE INTERESSES
Tudo nos conformes Será que Chui Sai Cheong enfrenta um caso de conflito de interesses por ser, ao mesmo tempo, vice-presidente do hemiciclo e membro do Conselho de Magistrados do Ministério Público? Um jurista e dois advogados afastam esta possibilidade
À
luz da separação dos poderes Executivo, Legislativo e Judicial, existe ou não um conflito de interesses com a eleição do deputado Chui Sai Cheong para a vice-presidência da Assembleia Legislativa (AL), por ser também membro do Conselho de Magistrados do Ministério Público? António Katchi, jurista e docente do Instituto Politécnico de Macau (IPM), considera que os diplomas que regulamentam estas questões não fazem referência a qualquer tipo de incompatibilidade. “Nem na Lei Básica, nem no Regime Eleitoral para a AL, nem no Estatuto dos Deputados, nem no Estatuto dos Magistrados, encontrei qualquer disposição que me parecesse estabelecer, directa ou indirectamente, uma incompatibilidade entre o cargo de vice-presidente da AL (ou, em geral, de deputado a essa Assembleia) e o de membro desse conselho”, defendeu ao HM. Para Katchi, não se coloca sequer a questão da separação de poderes. “Não me parece constituir fundamento bastante. Se esse princípio fosse invocado, poderia sê-lo em relação ao próprio cargo de deputado, e não só ao cargo de vice-presidente da AL.” O jurista considera mais grave o Estatuto dos Magistrados “conferir ao Chefe do Executivo (irmão de Chui Sai Cheong) a competência para escolher e nomear os membros deste Conselho”. A questão foi levantada esta segunda-feira, aquando
“Legalmente não vejo impedimento.” LEONEL ALVES EX-DEPUTADO
TIAGO ALCÂNTARA
Tudo às cegas
Chui Sai Cheong
da tomada de posse dos 33 deputados da AL e da eleição dos membros da Mesa da AL e da presidência. Quando confrontado com a possibilidade de estar em causa um conflito de interesses, Chui Sai Cheong admitiu consultar um jurista sobre esta matéria. Leonel Alves, ex-deputado, não encontra problemas de ordem jurídica neste assunto, lembrando que Lau Cheok Va foi presidente da Comissão Independente de Indigitação de Juízes quando presidia à AL. Actualmente o ex-deputado mantém o cargo. Este assunto está relacionado com “o nível da aceitação da sociedade”. “Legalmente não vejo impedimento”, defendeu o advogado ao HM. “O Conselho faz parte da Administração e a lei nada diz quanto ao facto de [Chui Sai Cheong] ser agora
vice-presidente”, acrescentou Leonel Alves. Também o advogado Francisco Gaivão frisa que não se trata de “uma questão relevante”. “Se o Estatuto dos Deputados permite que ele, e outras pessoas que acumulam imensos cargos, empresariais ou não, sejam deputados e membros desse Conselho, não vejo que o facto de se tornar vice-presidente da AL constitua um problema.”
E MUDAR A LEI?
Para António Katchi, o problema coloca-se do ponto de vista político e não legal. “Essa acumulação é indesejável e não me parecia mal que a lei proibisse”, disse. Francisco Gaivão considera que uma alteração da legislação poderia “eventualmente” mudar o panorama das
coisas, mas, afinal de contas, “em Macau sempre foi assim”. “Não é o facto de vir agora a ser vice-presidente que seja um problema acrescido. Mas se formos discutir a composição da Assembleia e a representatividade, e uma certa uniformidade no perfil dos deputados, talvez seja uma questão mais interessante e pertinente”, adiantou o advogado. Katchi critica ainda a votação dos deputados, que elegeram Ho Iat Seng e Chui Sai Cheong. São, aos olhos do jurista, “dois oligarcas, nenhum deles eleito por sufrágio directo”. Há ainda “a agravante de um deles ser membro do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional e o outro ser irmão do Chefe do Executivo”, frisou o académico. Andreia Sofia Silva (com J.S.F.)
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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18.10.2017 quarta-feira
TURISMO MACAU “COMETEU ERROS”, DEFENDE SECRETÁRIO-GERAL DA OMT
Diz que é uma espécie de laboratório Taleb Rifai, secretário-geral da Organização Mundial de Turismo, disse ontem num seminário que Macau, em termos de turismo, “cometeu muitos erros”. Omar Valdez, director-executivo, não quis adiantar muito, mas referiu que as falhas podem estar ligadas a “desacordos face ao crescimento do turismo” Sem avançar sugestões específicas para o Governo de Macau lidar com esta situação, Omar Valdez falou da possibilidade de se criarem “campanhas de sensibilização junto dos turistas sobre como se podem comportar ou respeitar a cultura local”. “Há um conjunto de ferramentas que a OMT dá para assegurar este desenvolvimento do turismo de forma sustentável”, acrescentou. As previsões do Governo para os próximos anos falam de um aumento do número de
turistas dos actuais 31 milhões para 40 milhões de pessoas anualmente.
EMPREGO AOS LOCAIS
Questionado sobre a questão dos recursos humanos no sector, e sobre o debate que se vive entre trabalhadores locais e não residentes, Omar Valdez admitiu apenas que o turismo deve garantir, em primeiro lugar, empregos aos residentes. “Uma das funções do turismo é a de criar empregos, e criar empregos para a po-
JORGE AMARAL/GLOBAL IMAGENS
N
UM território onde todos os dias, sem descanso, milhares de pessoas visitam as Ruínas de São Paulo e entopem as ruas do centro histórico, foram “cometidos erros” no sector do turismo. A ideia foi deixada ontem por Taleb Rifai, secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), num seminário realizado no Instituto de Formação Turística (IFT). Dirigindo-se aos estudantes, Taleb Rifai disse que Macau “é um lugar especial, uma espécie de laboratório, [onde] muitos erros foram cometidos, mas onde há muito sucesso”. Em entrevista à margem do evento, Omar Valdez, director-executivo da OMT, não quis especificar de que erros se tratam, mas adiantou que poderão estar relacionados com o crescimento desmesurado do número de visitantes. “Seguramente Taleb Rifai referia-se a certos desacordos que podem haver em respeito ao crescimento do turismo. A OMT, neste sentido, tenta sempre promover um desenvolvimento sustentável do sector.” Isto porque “se isso não acontecer, se o turismo não for bom para os locais, estes vão começar a receber mal os turistas e não vai ser bom para ninguém. Deve haver uma integração com a sociedade civil e devem criar-se empregos de qualidade.”
pulação. Seguramente que a redução de vistos de trabalho se justifique porque, talvez, haja mão-de-obra a mais, ou falta de empregos para os locais. Mas se as empresas estão a contratar lá fora, é porque não há trabalhadores suficientes aqui.” O director-executivo da OMT considera que deve haver uma maior consciencialização junto do mercado de trabalho nesta área. “Creio que é importante assegurar emprego para os locais”, referiu. Sobre a existência das plataformas Uber e Airbnb, ilegais em Macau e responsáveis pela criação de uma economia partilhada, Omar Valdez adiantou ainda que é necessário criar uma concorrência leal. “Não conheço o mercado local e tudo depende da legislação de cada país. Os proprietários de táxis têm de pagar licenças milionárias, e de repente surge outro motorista que não paga nada e que ainda está livre de impostos. É necessária uma concorrência leal. O turista deve receber as mesmas garantias, porque isso também afecta o sector turístico.” Em 2015 o Governo assinou um acordo de cooperação com a OMT e, nesse contexto, serão realizadas acções de formação para funcionários públicos da Ásia-Pacífico, sempre que haja um pedido dos Estados-membros. Segundo Omar Valdez, já foram realizadas três actividades de formação. O IFT é a instituição de ensino superior parceira desta iniciativa. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Taleb Rifai,secretário-geral da OMT Macau “é um lugar especial, uma espécie de laboratório, [onde] muitos erros foram cometidos, mas onde há muito sucesso” –
CASINOS RECEITAS VIP AUMENTAM 35 POR CENTO
A
S receitas do jogo VIP dos casinos de Macau cresceram 35% no terceiro trimestre, em termos anuais homólogos, atingindo 38.687 milhões de patacas, indicam dados oficiais divulgados esta segunda-feira. No mesmo período do ano passado, as receitas do segmento VIP (angariados nas salas de grandes apostas) foram 28.647 milhões de patacas. De acordo com a página na Internet da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), no acumulado, as receitas do segmento VIP no terceiro trimestre deste ano registaram 110.036 milhões de patacas. Já as receitas do jogo de massas, incluindo as das ‘slot machines’, subiram 7,42%, em termos anuais homólogos, para 28.314 milhões de patacas. Apesar de deter a “fatia de leão”, o segmento VIP tem visto a proporção nas receitas totais da indústria do jogo a diminuir nos últimos anos: em 2016 foi de 53,2%, em 2015 tinha sido 55,3%, e em 2014 atingiu os 60,4% – isto quando chegou a ser superior a 77%. Os casinos registaram, no
acumulado de Janeiro a Setembro, receitas de 193.378 milhões de patacas, mais 18,8% em relação aos primeiros nove meses do ano passado, segundo dados publicados a 1 de Outubro pela entidade reguladora. Na classificação de todo o sector surgem, depois dos casinos, as receitas das apostas nos jogos de futebol que, nos primeiros três trimestres do ano, foram de 133 milhões de patacas e, em segundo lugar, as apostas do basquetebol (44 milhões de patacas), segundo os dados da DICJ. Seguem-se as corridas de cavalos, com 18 milhões de patacas e as apostas dos galgos com 12 milhões de patacas. No final de Setembro, Macau contava 6.449 mesas de jogo e 16.310 ‘slot machines’ distribuídas por 39 casinos. Fortemente dependente dos casinos, Macau ambiciona há muito diversificar o tecido económico, meta que compreende três frentes, sendo a primeira a diversificação da própria indústria do jogo – do segmento VIP para o mercado de massas -, tornando-o menos dependente dos grandes apostadores.
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quarta-feira 18.10.2017
TJB FILHOS DE COUTINHO CONDENADOS A OITO ANOS E MEIO DE PRISÃO
Vidas amputadas TIAGO ALCÂNTARA
Os filhos do deputado José Pereira Coutinho foram ontem considerados culpados pela prática de um crime de tráfico de droga, a par do terceiro arguido do caso. A defesa já manifestou a vontade de recorrer da decisão
O
S filhos de José Pereira Coutinho, Alexandre e Benjamin, foram condenados a oito anos e seis meses de prisão, cada, depois de terem sido considerados culpados da prática de um crime de tráfico de droga. A sentença foi lida, ontem, no novo edifício do Tribunal Judicial de Base, e a defesa anunciou logo a intenção de recorrer. Numa sessão que começou com cerca de 25 minutos de atraso, e que demorou cerca de 10 minutos, a juíza titular do processo não perdeu tempo e começou por dizer que “ficou provada a maioria dos factos”. Para os filhos do deputado a grande esperança era que a encomenda enviada do Canadá para Macau, com cerca de um quilograma de canábis avaliado em meio milhão de patacas, não pudesse ser utilizada como prova. A defesa, a cargo do advogado Francisco Leitão, argumentava que a correspondência apreendida a 2 de Dezembro tinha sido alterada pelas autoridades alfandegárias de Hong Kong , antes de chegar
LEI ANTIGA UTILIZADA
a Macau, e que não deveria ser utilizada como prova. Porém, o Tribunal teve outra interpretação: “Os arguidos primeiro [Alexandre Coutinho] e segundo [Benjamin Coutinho] entenderam que a encomenda enviada do Canadá não deveria ser aceite. Contudo, o Tribunal entende que a dúvida e a
pretensão não se justificam porque a Alfândega de Hong Kong tinha competência para actuar de acordo com a Lei Internacional”, começou por justificar a juíza. “Só depois é que a encomenda foi entregue à Polícia Judiciária, que iniciou a investigação. Neste processo não foram detectadas
A favor dos arguidos esteve o facto do Tribunal considerar que das seis encomendas enviadas para Macau por Alexandre, apenas se conseguiu provar que o pacote apreendido a 2 de Dezembro continha estupefacientes
infracções à Legislação de Macau”, acrescentou.
MENSAGENS COMO PROVA
Em relação à venda de estupefacientes, o Tribunal considerou as trocas de mensagens entre os arguidos, através das aplicações móveis “WeChat e Whatsapp”, suficientes para dar os factos como provados. “As mensagens entre o primeiro [Alexandre] e segundo [Benjamin] arguidos, entre o segundo e o terceiro [Wong Sio Chong] e entre o terceiro e as testemunhas, entende o Tribunal, são suficientes para provar os actos”, foi lido.
BOMBEIROS MAIS TRABALHO ATÉ TERCEIRO TRIMESTRE DESTE ANO
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OS primeiros nove meses do ano, o número de casos tratados pelo Corpo de Bombeiros registou um aumento de 5,3 por cento, o equivalente a mais 1.989 casos. Os dados foram apresentados ontem, em conferência de imprensa, e mostram também uma redução no número de incêndios.
Wong Sio Chong teve uma pena menos pesada, numa decisão justificada com a menor quantidade de estupefacientes a que este arguido esteve ligado. Wong foi sentenciado a uma pena de sete anos e três meses, por um crime de tráfico de estupefacientes. Apesar da condenação, a favor dos arguidos esteve o facto do Tribunal considerar que das seis encomendas enviadas para Macau por Alexandre, apenas se conseguiu provar que o pacote apreendido a 2 de Dezembro continha estupefacientes. O Tribunal também recusou dar como provado que a existência de transferências bancárias entre os dois arguidos estivesse relacionada com os lucros da venda de drogas. “Apenas ficou provado o envio de uma encomenda com estupefacientes, sendo que nas outras cinco não se provou a existência de marijuana. Em relação às transferências de dinheiro do primeiro arguido para o segundo, não houve provas suficientes para afirmar que eram receitas provenientes do tráfico de drogas”, explicou a juíza.
Em relação ao aumento das operações, este deve-se em grande parte aos chamados serviços especiais, mais ligados à prevenção, que cresceram 31,33 por cento, de 3.603 casos, no período homólogo do ano passado, para 4.732 casos este ano. Ao mesmo tempo, houve menos operações relacionadas com
incêndios, que desceram de 816 casos para 758, ou seja, uma queda de 58 ocorrências. Na maioria das saídas dos bombeiros para lidar com incêndios, em 596 ocorrências não foi preciso recorrer a mangueiras. Também de acordo com a informação oficial, 180 fogos foram causados pelo esquecimento do
fogão ligado, o que representa um quebra de três casos face ao mesmo período do ano passado. Já as saídas de ambulâncias continuam a crescer, num total de 29.816 casos, registaram-se 41.763 saídas, havendo um crescimento de 699 ao nível dos casos, e de 9.463 ao nível das saídas, face aos
primeiros nove meses do ano passado. Sobre as saídas, o Corpo de Bombeiros promete continuar a fazer trabalhos de prevenção, para que os cidadãos não abusem do serviço prestado: “Os recursos de ambulância ainda são limitados, e vamos continuar a efectuar as tarefas alusivas à prevenção”, explicaram.
Os arguidos foram julgados de acordo com a antiga lei, que estava em vigor à altura dos factos, e que a juíza defendeu ser a mais benéfica para Alexandre, Benjamin e Wong. De acordo com a lei da altura, o crime de “tráfico ilícito de estupefacientes e de substâncias psicotrópicas” é punido com uma pena de prisão que vai de 5 a 15 anos de prisão. Após a leitura da sentença, o advogado Francisco Leitão fez questão que constasse na acta que os seus clientes iriam recorrer da sentença. Apesar disso, os arguidos vão continuar em prisão preventiva. À saída, Leitão recusou fazer qualquer comentário, explicando que só seriam feitos depois do recurso. O deputado José Pereira Coutinho não esteve presente na sessão, e, quando contactado, não quis comentar o caso. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
Aves vivas Vendedores reclamam por subsídio pontual
Os vendedores de aves vivas, que viram o comércio deste produto suspenso, reclamam pelo subsídio pontual prometido pelo Governo. De acordo com o jornal Oun Mun, o presidente da Associação dos Negociantes de Aves Domésticas de Macau, Leong Meng Lap, admite que os vendedores do território têm recebido o subsídio de 200 patacas diárias durante o período de suspensão de vendas. No entanto, falta ainda “um outro apoio, que é dado de uma só vez”. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) afirmou que os procedimentos administrativos para transferência do fundo estão em fase de aprovação, e após a conclusão do processo vai informar os comerciantes acerca dos procedimentos para aceder ao subsídio. Entretanto, e de forma a ganhar a confiança dos cidadãos na compra de aves congeladas, os vendedores estão a pensar mudar a origem das importações deste produto.
8 eventos
18.10.2017 quarta-feira
Belos p
DAVID LYNCH CINEMATECA PAIXÃO DEDICA C
MIF Momento de moda local
Sexta-feira vai ser dia de moda em Macau com o “Moda· Momento de Encontro”. O 4º desfile dos trabalhos de moda do programa de subsídios à criação de mostras de design de moda do “Festival da Moda de Macau 2017”, está integrado na 22.ª Feira Internacional de Macau (MIF). Do desfile deste ano, fazem parte os trabalhos dos designers seleccionados no ano passado e vão ser apresentados 64 conjuntos de vestuário. Após o desfile, serão atribuídos os prémios aos criativos vencedores. A organização, a cargo do Instituto Cultural, pretende promover, desta forma o trabalho na área da moda.
O final do mês vai ser dedicado à obra de ao ecrã uma selecção do melhor que foi
de ideias, acerca, não só do filme, como de todo um universo associado às criações do realizador americano”, apontou a Rita Wong. Pelo ecrã da cinemateca vão ainda passar “Eraserhead”, “Twin Peaks, Fire Walk With Me”, “O Homem Elefante” e, claro, “Veludo Azul”.
USJ Palestra sobre o futuro
ESTRADA SEMPRE PERDIDA
Uma conversa que mistura arquitectura, literatura e filmes é a proposta da palestra dada por Takayuki Suzuki. A iniciativa, a cargo da Universidade de São José, tem lugar amanhã às 18h30 e traz a Macau o romancista e arquitecto japonês. “Teoria do espaço fictício: arquitectura, literatura e cinema” é uma abordagem do futuro enquanto ficção. “O ambiente global está em colapso, mas não podemos viver hoje se não tivermos futuro” é o mote de discussão. Nascido em 1961, Takayuki “Taki” Suzuki é um romancista e arquitecto. Já foi professor e presidente da Escola de Arquitectura da Universidade de Kyoto Seika, Japão, e instrutor do Southern California Institute of Architecture, EUA. “Taki” é ainda conhecido pelos seus vários trabalhos premiados, tanto no âmbito da literatura, como da arquitectura.
S
à O filmes que já integram a visualização obrigatória para qualquer amante de cinema e vão passar no ciclo promovido pela Cinemateca Paixão dedicado ao trabalho de David Lynch. As cinco longas-metragens podem ser vistas ou revistas em Macau, de 28 a 31 de Outubro. “Trata-se de um realizador que pode ser sempre visto ou revisto pela importância que tem”, disse a directora da cinemateca, Rita Wong ao HM. Por outro lado, afirmou, o ciclo “David Lynch, o fazedor de pesadelos”
permite trazer ao território uma obra importante e que deve ser de acesso ao público local”. A iniciativa abre com a projecção de “Muholland Drive”, no sábado, 28, pelas 16h. O filme que foi pensado para ser uma série de televisão, conta a história de uma mulher aspirante a actriz e que, entretanto, acaba a ajudar uma outra, que sofre de amnésia, a descobrir a sua identidade. Um mergulho nas contradições e ilusões de Hollywood e do caminho tortuoso entre sucesso e pesadelo. Depois do filme, segue-se uma palestra a cargo de Fran-
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA QUANDO A CHINA MANDAR NO MUNDO • Martin Jacques
Em breve, a China mandará no mundo. Mas, ao fazê-lo, não se tornará mais «ocidental». Neste seu aclamado livro, já traduzido em 11 línguas, Martin Jacques rejeita o pensamento convencional acerca da ascensão da China, mostrando que o seu impacto não será apenas económico, mas também cultural. À medida que a poderosa civilização da China se for reafirmando, assinalará o fim do domínio global do estado-nação ocidental e um futuro de «modernidade contestada».
“David Lynch, o fazedor de pesadelos” permite trazer ao território uma obra importante e que deve ser de acesso ao público local.” RITA WONG CINEMATECA PAIXÃO
cisco Lo, editor de inglês no Arquivo de Cinema de Hong Kong. A ideia “é criar um espaço de conversa e de troca
Apesar de ter a realizado “apenas” 10 longas-metragens, nos últimos 40 anos, David Lynch é já considerado um dos mais influentes cineastas da sua geração. Aos seus filmes está associado um ambiente misterioso, negro e muitas vezes de difícil percepção. Na obra de estreia, “Eraserhead”, Lynch cria “um deserto industrial de escuridão e de ruína “, lê-se na apresentação do evento. O argumento teve como base a sua história pessoal, “o medo e ansiedade que viveu em Filadélfia”, com condições precárias de vida num momento em que tinha acabado de ser pai. O filme não passou despercebido aos que na época já tinham a ribalta do cinema. Stanley Kubrick não escondeu a influência da história de Henry, na realização de “The Shining”. No percurso de Lynch, a Eraserhead segue-se “O Homem Elefante”, uma representação violenta e emo-
Twin Peaks
cional da fealdade do Homem, muito além da face que se vê. Não tardou para que fosse nomeado para os óscares e,
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
O ÓDIO AO OCIDENTE • Jean Ziegler
O ódio que os países do Sul sentem pelo Ocidente, resultado de um passado colonial e esclavagista, longe de se apaziguar com o tempo, tem-se consolidado e manifestado sob formas diversas, sem que os países ocidentais pareçam querer prestar-lhe a atenção devida. Por isso, identificar as raízes desse ódio, e refletir nos meios adequados para o extirpar, tornou-se uma questão de vida ou de morte para milhões de homens, mulheres e crianças no globo. Como convencer o novo capitalismo globalizado a deixar de sujeitar o resto do mundo à sua dominação? Como levar o Ocidente a assumir as suas responsabilidades? Como conseguir que o estado de direito não seja rejeitado no Sul devido às injustiças que são cometidas em seu nome? Em que condições poderá o diálogo ser reatado? Jean Ziegler procura responder a estas perguntas fazendo-se valer do seu percurso profissional, rico em experiências no terreno - da Nigéria à Bolívia, das salas de conferência internacionais às aldeias mais esquecidas do planeta - de uma forma sempre vibrante e empenhada.
eventos 9
quarta-feira 18.10.2017
pesadelos
CICLO AO REALIZADOR AMERICANO
e David Lynch. A iniciativa é da Cinemateca Paixão que traz i feito pelo realizador americano
HOJE NO PRATO Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Baunilha Nome botânico: Vanilla planifolia Jacks. ex Andrews Família: Orchidaceae. Nomes populares: BAUNILHADO-MÉXICO; BAUNILHAVERDADEIRA. Originária do México, a Baunilha é actualmente cultivada noutras regiões tropicais do mundo, como Madagáscar, Comores, Reunião e Indonésia. Mas nem sempre foi assim. Trazida para a Europa no século XVI pelos conquistadores espanhóis, encantados com o aroma que se destacava de uma bebida medicinal asteca à base de Cacau e mel, a planta não frutificava. Como a polinização desta orquídea trepadeira é feita por abelhas de género Melipona apenas existentes no México, foi necessário desenvolver um método de polinização artificial para sustentar a sua reprodução. Em 1841, Edmond Albius, um escravo com 12 anos da ilha de Reunião, descobriu uma forma de polinizar manualmente as flores com a ajuda de uma tira de Bambu, revolucionando a produção de Baunilha, até então monopólio dos mexicanos. Embora as flores tenham uma vida efémera, de apenas doze horas, esta técnica continua ainda hoje a ser usada. Desta orquídea, a única utilizada na alimentação, são usados os frutos, impropriamente designados por vagens (botanicamente são cápsulas). São colhidos desenvolvidos mas ainda imaturos e submetidos a um processo de fermentação e secagem; adquirem assim uma coloração castanho-escura e formam-se, à superfície, numerosos cristais de vanilina, o principal composto responsável pelo seu característico aroma doce e perfumado. Devido à mão-de-obra envolvida na produção das vagens, esta especiaria é, a seguir ao Açafrão, a segunda mais cara, mas também uma das mais populares.
do underground independente da sua primeira produção, David Lynch passou, automaticamente para os holofotes de Hollywood. Apesar do fracasso de “Dune”, a ópera de ficção científica com caras como a de Bowie ou de Sting, o realizador não perdeu a credibilidade e “Veludo Azul” aparece para solidificar a qualidade do seu trabalho. “Um estilo visual único, o uso incómodo da musica pop e a exploração do lado negro da humanidade” que marcam “Veludo Azul” acabaram por se tornar a imagem de marca de David Lynch. Estava criado um quase mito que continuou a sur-
Veludo Azul
Apesar de ter a realizado “apenas” 10 longas metragens, nos últimos 40 anos, David Lynch é já considerado um dos mais influentes cineastas da sua geração
preender com séries como “Twin Peacks”, que mais tarde deu origem ao filme homónimo, e filmes como “Coração Selvagem”, “Autoestrada Perdida” ou “Muholland Drive”. “Uma História Simples” só veio provar a versatilidade do realizador com uma película que ao contrário das anteriores, era “reconfortante”. David Lynch não realiza uma longa-metragem desde “Império dos Sonhos”, em 2007, mas cada um dos seus filmes é ainda “um sonho inesquecível”. Sofia Margarida Mota
sofia.mota@hojemacau.com.mo
Composição Óleo essencial em pequena quantidade (vanilina) e resina; cumarinas, flavonóides, catequinas, ácidos diversos, taninos e ceras; contém ainda açúcares, pectina, mucilagens, óleo gordo, enzimas e minerais. Acção terapêutica Considerada um estimulante aromático, a Baunilha tem propriedades tónicas e estimulantes sobre o organismo, especialmente sobre os órgãos digestivos. Assim, abre o apetite, fortalece o estômago, aumenta a produção de bílis e melhora a digestão; combate ainda os espasmos, a dor no estômago e favorece a eliminação de gases. Tem sido usada nas digestões difíceis, azia (pirose), gastrite, gastralgia, flatulência, diarreias, perturbações na mo-
tilidade da vesícula e insuficiência biliar. Com acção tranquilizante, esta aromática promove o relaxamento físico e mental, acalma a ansiedade e melhora a disposição, sendo útil na ansiedade, tensão nervosa, histeria, depressão e insónia; pode igualmente ser benéfica em caso de ansiedade pela comida, como nas dietas de emagrecimento. Dores de cabeça, musculares, cãibras, reumatismo e fibromialgia são outras das suas indicações, pois, além dos efeitos relaxantes, tem ainda actividade analgésica e anti-reumática. Também tem sido empregue na febre, por ajudar a baixá-la, e para regularizar o ciclo menstrual e atenuar as cólicas menstruais. Outras propriedades De comprovadas propriedades antioxidantes, a Baunilha combate os radicais livres e previne o envelhecimento do organismo. Tradicionalmente é considerada um afrodisíaco, sendo recomendado no tratamento da impotência e diminuição da líbido. Como consumir Actualmente, a principal utilização da Baunilha é como especiaria, conferindo um agradável sabor doce, fragante e quente às preparações culinárias. Pode ser adquirida em vagem, pó, ou outras preparações como xarope ou extractos. No entanto, a forma mais natural de a consumir é ferver as vagens inteiras juntamente com o que se quer aromatizar! Se assim o fizer, saiba que pode reutilizar as vagens, retirando-as cuidadosamente e armazenando-as em açúcar num recipiente hermeticamente fechado. Além disso, desta forma também aromatiza o açúcar (açúcar baunilhado). Devido às suas propriedades antimicrobianas a Baunilha ajuda na conservação dos alimentos. Sugestões: • Para condimentar arroz doce, leite de creme, pudins e mousses. • Adicionado a soufflés, bolos e gelados. • Para requintar os molhos das sobremesas. • Combina maravilhosamente com o chocolate. • Pode ainda ser adicionado a refrescos, infusões ou outras preparações à base de plantas de forma a melhorar o seu sabor. Precauções A Baunilha não é uma planta tóxica nem apresenta efeitos adversos. Contudo, está contra-indicada em caso de hipersensibilidade ao seu óleo essencial, bem como ao de Canela ou Bálsamo-do-Peru, pelo facto de ocorrerem, frequentemente, reacções cruzadas. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
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18.10.2017 quarta-feira
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 29/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 29 de Setembro de 2017, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Material de Consumo Clínico para o Serviço de Imagiologia dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 18 de Outubro de 2017, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 54,00 (cinquenta e quatro patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 23 de Novembro de 2017. O acto público deste concurso terá lugar no dia 24 de Novembro de 2017, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 12 de Outubro de 2017 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 31/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 29 de Setembro de 2017, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Material de Consumo Clínico para a Secção de Esterilização dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 18 de Outubro de 2017, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 48,00 (quarenta e oito patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 20 de Novembro de 2017. O acto público deste concurso terá lugar no dia 21 de Novembro de 2017, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 12 de Outubro de 2017 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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AFP
quarta-feira 18.10.2017
Nova estratégia de desenvolvimento
O Partido Comunista da China vai elaborar uma nova estratégia para o desenvolvimento do país durante os próximos cinco anos, disse o porta-voz do Partido, Tuo Zhen, esta terça-feira. Tuo falou um dia antes da abertura do Congresso do Partido, que ocorre duas vezes em cada década, no qual o presidente Xi Jinping vai apresentar as suas metas para o país e onde se prevê que consolide ainda mais seu poder. O 19º Congresso do Partido Comunista da China termina no dia 24 de Outubro, uma semana depois do início.
Despesa fiscal sobe
Os gastos fiscais da China cresceram 1,7% em Setembro, na comparação com igual mês do ano passado, informou o Ministério das Finanças esta segunda-feira. Em Agosto, o avanço anual tinha sido de 2,9%. A receita fiscal do país teve um crescimento anual de 9,2% em Setembro, em comparação com uma subida de 7,2% em Agosto, de acordo com os números oficiais. Entre Janeiro e Setembro, a despesa fiscal nacional aumentou 11,4% na comparação com igual período de 2016, enquanto a receita fiscal subiu 9,7%, afirmou o Ministério das Finanças. O Governo tem como meta um crescimento da despesa fiscal e da receita fiscal de 6,5% e 5% neste ano, respectivamente, de acordo com o orçamento chinês
International Fund investe em Angola
O grupo China International Fund (CIF) realizou um contrato de compra e venda de energia eléctrica com a empresa pública Rede Nacional de Transporte, de Angola. O CIF vai investir 55,5 milhões de dólares na construção de uma central térmica para abastecer de energia eléctrica a fábrica de cimento que detém na comuna do Bom Jesus, arredores de Luanda. O investimento contempla a criação de 65 postos de trabalho directos, 19 dos quais para estrangeiros, com o Estado a comprometer-se com a atribuição de incentivos fiscais como a redução em 37,5% na taxa dos impostos Industrial, sobre Aplicação de Capital e de Sisa a pagar, durante um período de seis anos. O China International Fund é um dos maiores grupos chineses a operar em Angola constituído com actividade em diversos sectores.
ONG DENUNCIA DETENÇÃO DE ACTIVISTAS ANTES DO CONGRESSO DO PCC
Limpezas em curso
A
organização Chinese Human Rights Defenders (CHRD) acusou ontem as autoridades de deterem 14 activistas e críticos do Governo chinês durante as semanas anteriores ao XIX Congresso do Partido Comunista (PCC), que arranca esta quarta-feira. A maioria dos detidos foi acusada de “provocar rixas e problemas”, que segundo os críticos de Pequim é um “pretexto” usado pelas autoridades para prender críticos do regime, incluindo aqueles que fazem comentários negativos nas redes sociais. “A polícia passou a utilizar mais esta acusação contra o activismo da sociedade civil”, alertou em comunicado a organização, que denunciou ainda os recentes desaparecimentos de activistas chineses. Na passada quinta-feira, a polícia entrou em casa de Wu Kemu, conhecido pelo seu activismo nas redes sociais e comentários críticos, e deteve-o por “provocar distúrbios”. Foram também detidos dois cantores, Xu Lin e Liu Sifang, após terem publicado músicas sobre os direitos humanos, algumas centradas na figura do dissidente e prémio Nobel da Paz chinês, Liu Xiaobo, que morreu em Julho passado sob custódia da polícia.
Li Xuehui, Wang Xiuying e a filha deste último, Wang Fengxian, foram também detidos por alegada difusão na Internet de um vídeo que faz troça do Presidente do país, Xi Jinping. Outras seis pessoas foram detidas após mostrar o seu apoio ao professor Zi Su, detido em Junho por “incitar à subversão”, após publicar uma carta em que pedia eleições democráticas durante o Congresso do partido.
SOB CONTROLO
O XIX Congresso do PCC, o evento mais importante da agenda política chinesa, que se realiza a cada cinco anos, arranca esta quarta-feira, sob fortes medidas de segurança
A maioria dos detidos foi acusada de “provocar rixas e problemas”, que segundo os críticos de Pequim é um “pretexto” usado pelas autoridades para prender críticos do regime, incluindo aqueles que fazem comentários negativos nas redes sociais
e um reforço do aparelho de censura chinês. Nas últimas semanas, o aplicativo de mensagens
instantâneas WhatsApp e alguns serviços de VPN - mecanismo que permite aceder à Internet através de
um servidor localizado fora da China -, passaram a estar inacessíveis. Novas regras passaram ainda a restringir os comentários na rede, detalhando que estes não devem “prejudicar a segurança e a honra do Estado” ou tentar “derrubar o sistema socialista”.
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Anúncio CONCURSO PÚBLICO N.º 03/ DOA/2017 “EMPREITADA DE REMODELAÇÃO DO BLOCO 2 DE RESIDÊNCIAS NO CAMPUS DA TAIPA DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE MACAU” Faz-se saber que em relação ao concurso público para a execução da “Empreitada de Remodelação do Bloco 2 de Residências no Campus da Taipa do Instituto Politécnico de Macau”, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, nº 40, II Série, de 4 de Outubro de 2017, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2º do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Obras e Aquisições, sita no r/c do Edifício Administrativo do Instituto Politécnico de Macau, na Rua de Luís Gonzaga Gomes. Instituto Politécnico de Macau, aos 13 de Outubro de 2017. O Presidente do Instituto, Lei Heong Iok.
Aviso
Renovação da inscrição na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes Nos termos do artigo 26.º do Regulamento Administrativo n.º 12/2015 (Regulamentação de qualificações nos domínios da construção urbana e do urbanismo), os engenheiros técnicos, os técnicos, os empresários comerciais, pessoas singulares e as sociedades comerciais inscritos nesta Direcção de Serviços, devem aqui efectuar a renovação da inscrição no período compreendido entre Novembro e Dezembro de 2017, sob pena da respectiva inscrição ser considerada caducada. Nos termos do artigo 6.º do Regulamento Administrativo n.º 3/2003 (Condições para a elaboração de projectos, direcção e execução de obras de instalação de redes de gás e para a montagem e reparação de aparelhos a gás), as entidades instaladoras de redes de gás ou montadoras de aparelho a gás inscritas nesta Direcção de Serviços, devem aqui efectuar a renovação da inscrição no mês de Dezembro de 2017, sob pena da respectiva inscrição ser considerada caducada. Nos termos do n.º 2 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M (Regulamento Geral da Construção Urbana), os construtores civis e as empresas de construção inscritos para a execução de obras nesta Direcção de Serviços, devem aqui efectuar a renovação da inscrição no mês de Janeiro de 2018, sob pena da respectiva inscrição ser considerada caducada. Os pedidos acima mencionados devem ser apresentados dentro do prazo referido na Secção de Atendimento e Expediente Geral desta Direcção de Serviços. Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, aos 12 de Outubro de 2017. O Director de Serviços, Li Canfeng
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18.10.2017 quarta-feira
Depus a máscara e vi-me ao espelho... Era a crianca de há quantos anos... ´
A Poesia Completa de Li He
Damas banham botões de flores na corrente, Tingindo nuvens brancas.2 Selando preces verdes Rezamos ao Pai Primordial.3 Nas seis estradas cascos de cavalo Correm selvagens e sem mestre.4 Vem de um céu vazio o hálito do vento, Quente e impuro. Roupas curtas e chapéus pequenos De rojo no pó. Nas áleas perfumadas da família Jin,5 Ruído de mil rodas, Mas ninguém fala das salas de outono Do pobre Yang Xiang.6 Quero invocar o seu fantasma livresco Com uma alabarda Han.7 Que seus rancorosos ossos não estejam sepultos Num túmulo invadido pela erva.
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綠章封事 青霓扣額呼宮神,鴻龍玉狗開天門。
Selando Preces Verdes – Sacrifício Nocturno Realizado Por Wu, O Mestre Taoista
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石榴花發滿溪津,溪女洗花染白雲。 綠章封事咨元父,六街馬蹄浩無主。 虛空風氣不清冷,短衣小冠作塵土。 金家香弄千輪鳴,揚雄秋室無俗聲。 願攜漢戟招書鬼,休令恨骨填蒿裡。
O Leão Azul bate-cabeça e chama Os Espíritos do Palácio. Com um uivo temível o Cão de Jade1 Abre as Portas Celestes, Flor de romã toda aberta Cobre o vau.
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Selar as Preces Verdes era um rito taoista. O sacrifício aqui descrito seria provavelmente para afastar os demónios da peste e da seca. O Cão de Jade é um dos guardiões do Céu. As raparigas eram servas dos espíritos. O Pai da Unidade Primordial, ou Imperador do Céu. Chang-an tinha seis estradas principais. Secas e pestes dizimavam o povo. Jin Mi-di (134-86 a.C.) foi um estrangeiro cuja familia obteve grande riqueza e poder durante os Han. Yang Xiang (53-18 a.C.) foi um letrado do mesmo período; era tão pobre que teve de se tornar soldado durante algum tempo. O contraste aqui é entre os estrangeiros novos-ricos da capital (uigures e tibetanos) e o seu próprio sofrimento. Esta linha pode ler-se: “Mesmo que morram nesta peste, os ricos terão gozado a vida. Mas os pobres letrados como eu morrerão cheios de ressentimento.” Ao invocar um fantasma era costume usar um objecto que o morto tivesse usado frequentemente e reconhecesse. Para invocar Yang Xiang o médium deveria recorrer a uma antiga alabarda, arma que Yang levava consigo.
Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 13
quarta-feira 18.10.2017
Diário de um Editor João Paulo Cotrim
Da sorte que o azar traz MONUMENTAL, LISBOA, 8 OUTUBRO Neste outonal Verão, acolhidos pela sombra expressionista do limoeiro, a que o Manel [San Payo] chama bonsai, montámos banca na EDIT, a Feira de Edições de Lisboa, erguida pela Filipa Valadares, da STET, pela terceira vez. Por causa do ar que me enche os bolsos, aproximei-me pouco das tentações. E se foram muitas, nesta festa de biodiversidade, com os mais díspares percursos, artísticos e da curiosidade, profissionais e do gozo, a desembocarem com faustosa riqueza no objecto livro. Riqueza não significa apenas essa luxúria dos materiais e dos formatos e das técnicas, que tanto irritam os viciados em doutrinação; mas e sobretudo a exuberância das ideias, por vezes simples, capazes de criar uma experiência completa para todos os sentidos. Por poucos que sejam os exemplares. Leitores, dos que usam o corpo todo, também existem. Comprovou-se, se preciso fosse, nas centenas que, colhendo ou cheirando, percorreram o refrescante jardim estendido ali por mais de 20 casas editoras. Para sussurrar, apesar da habitual desatenção mediática, que há mais livro para além do livro. E das livrarias (desatentas). MYMOSA, LISBOA, 11 OUTUBRO No último ano agravou-se, apesar da distância, uma ligação que, confirmo ao vivo e à mesa, temo ter acontecido há muito. Por admirar as várias facetas do trabalho do Rui Rasquinho, as bastante poéticas, como as outras mais pop-irónicas, chamei-o a jogo até que nos encontrámos no «Cidade em Forma de Assim» (ed. APCC), exercício delirante e trabalhoso em torno da ideia de utopia. Para as crianças que se atrevam. Isto sempre à distância, que ele vive em Macau. Ia escrever habitualmente, apesar da minha embirração com advérbios, tão conhecida na casa, mas não se vive habitualmente em Macau. Disso falámos, do fascínio com que as cidades nos consomem, também das imagens em que ardemos e até de música, de flamenco, por acaso, que ambos celebramos. Nisto, entra Camané, que deixa como lastro do abraço o novo em que «Canta Marceneiro». Não deu para lhe dizer que entrou a meio daquele sapateado. Distraído, eu ainda não tinha visitado a casa que a sua voz ergueu a partir dos caboucos do mestre. Comecei ali a subir à pureza. «Naquela casa de esquina/ Mora a Senhora do Monte,/ E a providência divina/ Mora ali, quase defronte// Por fazer bem à desgraça,/ Deu-lhe a desgraça também,/ Aquela divina graça,/ que Nossa Senhora tem.» Irei com o Rui à Senhora do Monte, em horas tardias para escapar da turistada
e dizer-lhe dos segredos do lugar onde Lisboa pode ser vista como abysmo. Por aqui, a graça e a desgraça moram na mesma rua. Vejo daqui. BICAENSE, LISBOA, 11 OUTUBRO A alguns, a vida assenta-lhes como pele. O mundo aconchega-se-lhes à passagem em coreografia, para mim, de espanto e simplicidade. Basta estarem para ser. As minhas nódoas negras, as cicatrizes de que tanto gosto, mostram que comigo a vida faz-se de arestas. Não me queixo, aprendi a viver com isso. O meu grande companheiro continua sendo o esforço. Sentamo-nos vezes sem conta em silêncio a olhar o mar, a ouvir música e a imaginar possibilidades. Depois levanto-me e trato de me arranhar, só por ir. Se nisto penso agora, culpo os Penguin Cafe Orchestra, caídos no ouvido. Em tempos, sem eles, tudo teria sido muito pior do mau que foi. Será o esforço um pinguim, como na capa do Matter of Life? O assunto surge também tintado de ironia por vir na sequência de se ter repetido no espaço de dias esta, para mim, estranha sensação de conforto. Preparo com os manos António [de Castro Caeiro] e Luís [Gouveia Monteiro] um programa de televisão. Pode até nem se confirmar, à semelhança de inúmeros anteriores, mas o que ganhámos já de entendimento e cumplicidade e gozo e aprendizagem compensou o pinguim, digo, esforço. A busca de sentidos faz sentido. Na dureza, está-se bem. Nasceria daqui samba se soubesse? HORTA SECA, LISBOA, SEXTA 13 Falta a caridade de uma reflexão ao fósforo «Um Dia Não São Dias», do António [Caeiro], sobre as sextas, 13, dia igual a nenhum outro. Qual bruxas, qual demónio! Por uma vez, não sacrificamos ao real e deixamos que o absurdo nos governe. Sem medo do medo. Atentos aos sinais, a querer por força crer. E rir, sendo outra a vontade. Gosto muito do 13, mais ainda se moldado em dia à sexta-feira. Esta concreta desfez-se pujante e mãe de múltiplas decisões, de planeamento e adiamento, de resolução e enterro de atrasos. As casas custam mais a arrumar aos que não sabem cantar. Quis o destino que ao crepúsculo me chegasse valiosa caixa de ferramentas, donde esta vontade de soltar a voz: e se a minha âncora fosse a lua. Podia ser verso de fado, házar? CENTROS DAS ARTES E VILA FLOR, GUIMARÃES, 14 OUTUBRO O mano Tiago [Manuel] saltou da criação e abalançou-se à organização: novo episódio na história hesitante da coisa desen-
hada, a Bienal de Ilustração de Guimarães. Cravou-me para membro do júri, e foi (quase) um prazer, basta dizê-lo para se arrumar na gaveta das éticas declamativas. Interessa sublinhar que a BIG surge distinta do que se vai fazendo neste país de macacos de imitação – primeiro aplauso. Há prémios a engordar as distinções, para os que vêm do passado (Carreira), como para os que se dizem do futuro (Revelação). Serão todos de hoje, tal a massa de onde emerge o Prémio Nacional, também assente em maravedis – segundo aplauso. Nada mau, se acrescentarmos a isto as costumeiras exposições, incluída a que está a cargo do fazedor do cartaz (nesta página), desta o enigmático Daniel [Lima] – mais palmas. Atenção às escolas secundárias, palestras e catálogo desenham o resto da teia que procura garantir raízes, em contra-ciclo aos mercados. De resto, puro prazer. O de ver a memória em acção, nos originais e palavras do iluminador de quotidianos (notas, selos, publicidade, livros e o mais), Luís Filipe de Abreu, resgatado do esquecimento muito pelo esforço do Jorge [Silva]; no volume da inestimável colecção D (conhecem?), da INCM; na exposição na Festa da Ilustração, em Setúbal, em 2016; e que agora
nesta, acompanhada em mais uma bela lição dita, na manhã límpida de sábado. Subo ao largo do Toural para saborear a infância da Isabel em jesuíta que ilustra outras geometrias, antes de me perder em territórios conhecidos e noutros nem tanto. Estou sempre a perder rostos (Viva, Sebastião [Peixoto]! Olá, Bárbara [Rocha]!). Mais prazer, portanto, na alegria infantil das descobertas, mesmo depois de tantos salões, festivais, exposições. O Prémio Revelação, entregue à Carolina Celas, foi isso mesmo. Mergulho naquela frescura, nos materiais e perspectivas, tal qual a da sujidade preto e branco com que o João [Fazenda] pintou os contos da Granta. A coisa desenhada está viva! Irrequietude, com sabor a pastelaria fina? HORTA SECA, LISBOA, 16 OUTUBRO Na exacta madrugada destas linhas, metade do país ainda arde, a outra volta a chorar cinzas. Nesta altura não, mas estaremos em outra qualquer dispostos a enfrentar a realidade de que somos todos culpados? Que fomos nós quem escolheu saborear este coquetel de capitalismo selvagem e abandono das raízes, com pitada de corrupção (nos actores mais insuspeitos e não apenas nos políticos)?
14 (f)utilidades TEMPO
MUITO
KINO – FESTIVAL DE CINEMA ALEMÃO “O CENTRO DO MEU MUNDO” Cinemateca Paixão | 20h00
Amanhã
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O QUE FAZER ESTA SEMANA Hoje
18.10.2017 quarta-feira
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KINO – FESTIVAL DE CINEMA ALEMÃO | “BERLINALE CURTAS: DO SOL NASCENTE” Cinemateca Paixão | 19h30 KINO – FESTIVAL DE CINEMA ALEMÃO | “BEM-VINDO À ALEMANHA” Cinemateca Paixão | 21h30
O CARTOON STEPH
Sábado
KINO – FESTIVAL CINEMA ALEMÃO | “SELVAGEM” Cinemateca Paixão | 16h30 FIMM | ORFEU E ORÍDICE Fortaleza do Monte | 20h00 FESTIVAL DA LUSOFONIA Casas-Museu da Taipa
Domingo
FIMM | ORFEU E ORÍDICE Fortaleza do Monte | 20h00 FESTIVAL DA LUSOFONIA Casas-Museu da Taipa SOLUÇÃO DO PROBLEMA 141
ESPECTÁCULOS NO LARGO DO SENADO | 9ª SEMANA CULTURAL DA CHINA E DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Até hoje TEATRAU – MOSTRA DE TEATRO DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Teatro D.Pedro V | Até amanhã MOSTRA GASTRONÓMICA DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Restaurante Tromba Rija e restaurante do Festival da Lusofonia | Até Domingo WORLD PRESS PHOTO Casa Garden | até Domingo EXPOSIÇÃO | MACAU NA 57ª EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE ARTE DA BIENAL DE VENEZA 2017 MAM | Até 12/11
Cineteatro
C I N E M A
PROBLEMA 142
UM FILME HOJE
SUDOKU
DE
Diariamente
1.22
NÃO TARDA NADA
Sexta-feira
FESTIVAL DA LUSOFONIA Casas-Museu da Taipa
YUAN
PÊLO DO CÃO
KINO – FESTIVAL DE CINEMA ALEMÃO | “NEVOEIRO EM AGOSTO” Cinemateca Paixão | 20h00
FIMM | THE DEUTSCHE KAMMER – PHILARMONIE BREMEN Centro Cultural de Macau | 20h00
0.24
Meu mundo, Estou tão farto de ti como farto estou de respirar. Faço-o sem pensar e sem exercício da vontade. Desejo-te quando me faltas, quando não te encontro, quando não tenho meio de te contactar. Sufoco. Aspiro fundo e nesse trago sinto ainda o teu cheiro, uma praga subtil que me persegue até aos sonhos. Nesses momentos dou por mim fraco, implorante, peregrino disposto a rastejar até aos recantos mais remotos de ti, meu mundo. Porque, bem sei, por mais que não o queira admitir, tu para mim és sagrado. E és divino. A haver um Deus serias tu. Não conheço outro. E, para minha satisfação, és um deus pagão, inchado de caprichos, de maldade e de beleza. Não te fizeram assim. Nasceste e pronto. E por isso em segredo te adoro sem que saibas. Por seres... incriado... Não o poderias saber. Bem te conheço. As minhas preces ser-te-iam refeição. E no processo, esfomeado, acabarias por me devorar. Primeiro, a alma. Depois do coração. No fígado deter-te-ias feito águia. Finalmente, todo o meu futuro, os meus passos, os mergulhos nestas e noutras águas. Só na escrita te combato, só ela realmente te ameaça. Um dos seus lábios toca o céu, o outro toca a terra. É um monstro pavoroso. Do qual até tu tens medo. Carlos Morais José
SIDNEY LUMET | DOZE HOMENS EM FÚRIA
Realizado em 1957, Doze Homens em Fúria é um filme sobre um grupo de júris, nos Estados Unidos, que tem decidir se um jovem é culpado do homicídio do próprio pai. À excepção de duas cenas muito curtas, a acção decorre toda na sala onde os júris estão reunidos para discutir o futuro do jovem. A película mostra-nos um olhar mais crítico sobre os julgamentos norte-americanos e leva-nos a questionar a motivação por trás de algumas decisões tomadas. Doze Homens em Fúria conta com o actor Henry Fonda no papel de protagonista. João Santos Filipe
GEOSTORM SALA 1
GEOSTORM [B] Fime de: Dean Devlin Com: Gerard Butler, Jim Sturgess, Abbie Cornish, Daniel Wu 14.30, 16.30, 19.30, 21.30 SALA 2
BLADE RUNNER 2049 [C] Fime de: Denis Villeneuve
Com: Ryan Golsling, Harrison Ford, Jared Leto, Dave Bautista 14.30, 18.15, 21.15 SALA 3
WHAT HAPPENED TO MONDAY [C] Fime de: Tommy Wirkola Com: Noomi Rapace, Glenn Close, Willem Dafoe 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Luz; João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
ócios/negócios 15
quarta-feira 18.10.2017
LALTRAPIZA GIUSEPPE PIEPOLI, PROPRIETÁRIO
Pizzarias há muitas, mas a Laltrapiza garante que é a verdadeira, O restaurante que abriu recentemente nas Portas do Cerco traz a Macau ingredientes e receitas originais. A pizza não é excepção e, de acordo com o proprietário, Giuseppe Piepoli, é garantia de originalidade
LALTRAPIZA
A verdadeira pizza italiana
P
IZZARIAS não faltam no território. Agora um restaurante dedicado à gastronomia italiana e que queira trazer a Macau os verdadeiros sabores do país é o objectivo da Laltrapiza. A ideia partiu do proprietário, Giuseppe Piepoli, que já tendo negócios na área da importação e exportação resolveu usar a mais-valia para trazer produtos para Macau, e abastecer o seu restaurante. O resultado: um espaço gastronómico em que todos os ingredientes vêm de Itália. “Queremos manter a pizza na sua versão real”, disse ao HM. Como italiano que é, a ideia é tentar promover os produtos do seu país e, mais importante na Laltrapizza, é dar a conhecer a qualidade dos mesmos. “Os nossos fornecedores são dos melhores e queremos dar a conhecer o melhor que há em Itália e na sua gastronomia”, diz. Além da clássica Pizza, o novo espaço situado na zona das Portas do Cerco tem uma carta variada em que não faltam pratos de massa, de peixe e de carne, tudo “made” in Itália.
A RAINHA DA CASA
A Pizza, a rainha do espaço, é feita como antigamente, onde nasceu. Sem pressas, na Laltrapiza a receita original é seguida a preceito. “A pizza precisa de mais de seis horas de descanso para a massa levedar e nós seguimos esse processo”, diz Giuseppe Piepoli. A ideia é conseguir uma massa extremamente leve, crocante e deliciosa. “Decidimos optar por este método porque é uma coisa também diferente e não é utilizada no mercado. É 100 por cento italiana”. Outro dos segredos para o sucesso está na originalidade dos produtos. “Importamos a totalidade dos produtos, desde o queijo
mozzarella ao próprio tomate e fazemos o nosso pão. O presunto de parma o salame, tudo o que pomos na pizza é importado de Itália. Queremos manter a pizza na sua versão original e colocá-la no mercado local de Macau”, salienta o proprietário. Por outro lado, trazer os produtos para Macau não representa uma dificuldade. “Como estou associado a uma firma de importação é fácil trazer até cá os melhores produtos de Itália”, conta. “Aqui fazem-se pizzas que não lembram a ninguém e que na minha opinião, enquanto italiano, não seriam sequer comestíveis”, explica Giuseppe Piepoli.
CULTURAS QUE IMPULSIONAM
A existência de várias culturas no território pode ser uma alavanca para o sucesso desta pizzaria. Por outro lado, “a comida italiana é já internacionalmente reconhecida, até porque é uma gastronomia de alta qualidade e as pessoas gostam muito da forma italiana de cozinhar.” “Achamos que os chineses estão disponíveis para vir comprar os nossos produtos
porque são frescos e pela sua qualidade. Acreditamos que em todo o lado, mesmo em Macau, as pessoas gostam da comida italiana”, refere o proprietário. Em contrapartida, o que o mercado local oferece está longe de corresponder
“Importamos a totalidade dos produtos, desde o queijo mozzarella ao próprio tomate e fazemos o nosso pão. O presunto de parma o salame, tudo o que pomos na pizza é importado de Itália. Queremos manter a pizza na sua versão original e colocá-la no mercado local de Macau”
Avenida do Hipódromo, Nos. 75-113, Sun Star Plaza, Bloco II, 2/F • Macao, China
ao que se faz em Itália. “Há alguns restaurantes que supostamente são italianos, mas são geridos por chineses. Têm massa carbonara, lasanha e às vezes mesmo pizza, que quando uma pessoa experimenta consegue dizer que não é comida italiana”, esclarece para diferenciar o seu Laltrapiza. Em Macau há desafios específicos a serem superados. “Um dos principais tem que ver com os recursos humanos e ter garantida a quota para a importação de trabalhadores não-residentes. Tivemos de esperar cinco meses”, ilustra. Mas o negócio continua e apesar de não ser um espeço com preços económicos, não dispensa a qualidade. “Os nossos preços podem ser mais caros do que noutros locais, mas isso também se explica com a importação dos produtos”, diz. As promoções já fazem parte do quotidiano com preços especiais para estudantes. O objectivo é fidelizar os clientes. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Entre turistas e jornalistas há que descobrir as suas pistas MYANMAR DESTRUÍDAS CERCA DE 300 ALDEIAS ROHINGYAS
Terra queimada
A
truturas afectadas, a maioria casas habitadas por rohingyas. Num comunicado, a organização de defesa de direitos humanos assegurou que 90% das aldeias afectadas concentraram-se no município de Maungdaw e que os incêndios queimaram casas de rohingyas, mas deixaram intactas zonas adjacentes habitadas por budistas. A HRW indicou também que pelo menos 66 aldeias foram queimadas desde 5 de Setembro,
“As últimas imagens de satélite mostram porque é que meio milhão de rohingyas fugiu para o Bangladesh em apenas quatro semanas.” PHIL ROBERTSON SUB-DIRECTOR PARA A ÁSIA DA HRW
REUTERS
organização Human Rights Watch (HRW) denunciou ontem que cerca de 300 aldeias da minoria muçulmana rohingya foram incendiadas no noroeste da antiga Birmânia durante a última ofensiva do exército, após o ataque de insurgentes em Agosto. A HRW utilizou imagens de satélite para identificar 288 aldeias queimadas, total ou parcialmente, no norte do estado de Rakhine, com dezenas de milhares de es-
quando o Governo birmanês deu por concluída a “operação de limpeza” iniciada após o ataque de um grupo rebelde rohingya a 25 de Agosto e que, segundo a ONU, levou 530 mil rohingyas a fugir para o Bangladesh. “As últimas imagens de satélite mostram porque é que meio milhão de rohingyas fugiu para o Bangladesh em apenas quatro semanas”, disse o sub-director para a Ásia da HRW, Phil Robertson. “O exército birmanês destruiu centenas de aldeias rohingya ao mesmo tempo que cometeu assassínios, violações e outros crimes contra a humanidade que forçaram os rohingya a fugir para salvar as suas vidas”, acrescentou. O Governo do Myanmar assegurou que a violência foi originada por “terroristas rohingyas”, apesar de o Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU ter classificado a operação militar como uma “limpeza étnica”.
SEM CIDADANIA
Antes da operação militar estimava-se que cerca de um milhão de rohingyas vivia em Rakhine, onde são alvo de crescente discriminação desde o surto de violência sectária de 2012 que causou pelo menos 160 mortos. Aantiga Birmânia não reconhece a cidadania aos rohingya e há vários anos que lhes impõe severas restrições, incluindo a privação de liberdade de movimentos. O Bangladesh, onde antes desta crise viviam cerca e 300 mil rohingyas, também trata os membros desta minoria como estrangeiros e até agora apenas cerca de 30 mil foram reconhecidos como refugiados.
S
PUB
ONG Pek Kei definiu os assuntos sociais, nomeadamente a habitação e os serviços de saúde como os principais pontos em que se vai focar durante o novo mandato de deputada, que começou na segunda-feira. As prioridades da deputada ligada ao empresário Chan Meng Kam foram traçadas numa entrevista ao canal chinês da Rádio Macau. Na opinião da deputada, o relatório final do estudo sobre a procura de habitação pública não reflecte a realidade local, e tem falta de uma análise que ofereça uma
Tesoura das ilhas
TÁXIS WONG KIT CHENG PEDE SERVIÇO DE QUALIDADE
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ARA que Macau possa ser uma boa cidade para o turismo é necessário um sistema de transportes públicos melhor. A ideia foi deixada pela deputada Wong Kit Cheng, numa interpelação escrita em que defende que um dos factores essenciais para o aumento da capacidade de receber turistas é a existência de uma rede de autocarros eficiente e um sistema de táxis de confiança e eficaz. Em causa está a continuidade de acções irregulares por parte dos taxistas ligadas à recusa de transporte e à cobrança excessiva de tarifas. Wong Kit Cheng considera que a alteração ao regulamento dos táxis é que pode combater este tipo de infracções e garantir os direitos e interesses entre os taxistas e passageiros, o que, diz, é fundamental para limpar a imagem do sector. A deputada quer que o Executivo faça um ponto da situação e apresente o calendário para a legislação relativa ao regulamento dos táxis. Por outro lado, apela à construção de plataformas online que possibilitem um melhor serviço de táxis. Para a deputada é ainda de relevo que se acelere o processo de introdução de mais 50 rádio-táxis para responder às necessidades locais.
Mundial 2018 Selecções já conhecem adversários do“Play-Off”
Itália – Suécia, Irlanda do Norte – Suíça, Croácia – Grécia e Dinamarca – República da Irlanda. É este o resultado do sorteio realizado esta terça-feira em Zurique, na Suíça, para determinar as quatro últimas vagas da Europa para o Mundial-2018. Os jogos estão agendados para 9 (primeira mão) e 14 (segunda) de Novembro.
Vira o disco e toca o mesmo Song Pek Kei define como prioridades serviços de saúde e habitação
solução para os cidadãos que têm necessidade de comprar casa, mas cujos rendimentos são superiores ao limite máximo para a candidatura à habitação económica. Tendo considerado que a construção da habitação é um longo processo, a legisladora quer que se avance com planeamento de curto, médio e longo prazo para habitação. A deputada sugeriu ainda que haja um mecanismo
de conversão para que quem arrenda casa social possa adquirir uma habitação económica, quando finalmente reúne meios para isso.
HAJA SAÚDE
No âmbito dos serviços médicos, Song Pek Kei comprometeu-se a lançar um debate na AL sobre garantias dos mesmos, para criar um melhor sistema dos serviços
quarta-feira 18.10.2017
de saúde no território. O objectivo passa por fazer com que os cidadãos possam escolher com base nas suas necessidade os serviço mais adequados. Outro dos temas abordados foi a situação dos transportes durante a passagem de tufões e a cobrança abusiva dos táxis. A deputada criticou o Governo por não ter organizado suficientemente
a circulação do trânsito local e nem ter tido em conta a transmissão de mensagens aos turistas, durante a passagem de tufões. Entretanto, o problema com os taxistas mostrou também a carência do mecanismo de segurança e de trânsito, quando é hasteado o sinal 8 de tufão. Para Song Pek Kei, é viável ter uma discussão sobre o aumento extra de tarifas dos táxis durante a passagem de tufões.Adeputada considera também que a cobrança de tarifas precisa de ter por base a legislação. Victor Ng
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