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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEXTA-FEIRA 17 DE AGOSTO DE 2012 • ANO XI • Nº 2675
Ter para ler
8 AGUACEIROS FORTES MIN 24 MAX 28 HUMIDADE 80-98% • CÂMBIOS EURO 9.6 BAHT 0.2 YUAN 1.2
GONÇALO LOBO PINHEIRO
No território onde abunda riqueza, número de sem-abrigo não pára de aumentar. Este ano caminha para ser o pior
O verdadeiro preço das rendas altas
VERÓNICA MADRUGA
No centro da acção anti-droga do Be Cool CENTRAIS
TUFÃO KAI-TAK
Fim-de-semana vai trazer chuvas intensas PÁGINA 13 PUB
Nunca houve tantos desalojados no primeiro semestre do ano como em 2012. São 246 pessoas desesperadas, acolhidas na Casa Corcel. Segundo Paul Pun, secretário-geral da Caritas Macau, o aumento é por causa das rendas cada vez mais caras. PÁGINA 5
TERRENOS DO FAI CHI KEI
Governo tem consenso com Liu Chak Wan PÁGINA 2
ACÇÃO CONJUNTA DE TRÊS REGIÕES
Combate ao crime faz mais de 300 detidos PÁGINA 4
política
sexta-feira 17.8.2012
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GONÇALO LOBO PINHEIRO
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Terrenos no Fai Chi Kei Executivo diz já ter encontrado consenso com Liu Chak Wan
Lotes podem não ser retomados pelo Governo Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
empresa de Liu Chak Wan, que venceu um concurso público para a aquisição de dois terrenos no Fai Chi Kei em 2008, pode ter mais uma hipótese para
aproveitamento dos lotes. Lau Si Io garante que é da responsabilidade de Liu Chak Wan limpar os dois terrenos que ainda detém na Bacia Sul do Patane, mas assume que há já consenso com o empresário de Macau – membro do Conselho Executivo e um dos responsáveis pela Universidade
Alexis Tam encontra-se com estudantes de Macau em Taiwan
Depois dos protestos dos jovens da RAEM que estudam em Taiwan, que clamam pelo fim das “discriminações” nas fronteiras, Alexis Tam, responsável pelo Gabinete do Chefe do Executivo, teve ontem um encontro com cinco estudantes. Segundo nota oficial, o encontro serviu para pedir a “simplificação do procedimento para obter o visto de estudo em Taiwan e
a isenção do pagamento do mesmo”. Alexis Tam frisou que “essas reivindicações já foram endereçadas às autoridades competentes de Taiwan, que reagiram positivamente no sentido de resolver a situação”. Como tal, o responsável pelo gabinete de Chui Sai On garantiu que “há uma intenção de proceder a uma revisão legislativa sobre essa matéria”. Tal encontro surge dias depois de um grupo de estudantes ter entregue uma carta ao Governo da RAEM a pedir apoio a esta questão. Para obter um visto de estudo em Taiwan, um aluno tem de conseguir uma autorização e pagar uma tarifa de 600 dólares à divisão de administração de entrada e saída de Taiwan, a fim de finalizar todos os procedimentos.
Ciência e Tecnologia (MUST) e pela empresa de autocarros Transmac. Liu Chak Wan entrou em confronto com o Executivo sobre a situação dos terrenos na semana passada. O empresário dizia que as obras previstas para os terrenos não arrancaram porque o Governo não limpou os terrenos, entulhados com sucata e carros abandonados. Ontem, o secretário para as Obras Públicas e Transportes descartou que a responsabilidade de limpar o terreno seja do Governo, mas não deixa Liu Chak Wan sozinho. “O mais importante agora é que o concessionário tire todos os materiais que estejam no terreno e vamos insistir para que faça isso. A responsabilidade é dele, apesar de o Governo poder ajudar.”
QUATRO ANOS DEPOIS
O empresário pagou 1,4 mil milhões de patacas pelos dois lotes, que deviam ter os seus projectos concluídos no final do ano passado. Mas os continuam iguais ao que eram antes: locais de despejo de carros abandonados. Liu Chan Wan acredita que o contrato prevê que a sua empresa
Tufão corta conversa sobre terrenos do La Scala Lau Si Io não acrescenta nada sobre a situação futura dos três terrenos concedidos à concessionária do La Scala após uma revisão da concessão que foi declarada nula na quarta-feira. O tufão a caminho de Macau fez com que o secretário para as Obras Públicas e Transportes não desse muito tempo de antena aos jornalistas, mas ainda assim Lau Si Io conseguiu despender uns minutos a repetir tudo o que tinha já sido anunciado pelo Executivo: foi declarada nula a concessão dos cinco terrenos em frente ao aeroporto em 2006, onde está a ser construído o La Scala, e os compradores podem pedir a devolução do imposto de selo aos Serviços de Finanças, após terem sido reembolsados pela Chinese Estates Holdings.
teria apenas de limpar os bens imóveis que já estão nos terrenos, mas o empresário considera os carros abandonados como bens móveis. “Ainda não recebemos os terrenos, quatro anos após a compra”, frisou ao jornal Ou Mun há três dias. Lau Si Io, que falava ontem à margem de uma reunião com a 1ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, não avança se vai ser prolongado o prazo de aproveitamento dos terrenos, mas garante que “nas decisões gerais já há consenso com o concessionário” e ainda que “vai haver negociação”. Que consenso, não explica, deixando de lado quanto mais tempo vai ser dado para Liu Chak Wan aproveitar o terreno. O secretário frisa apenas esperar que a con-
Quanto ao despacho assinado por si – que, mesmo com aviso do Comissariado contra a Corrupção de que decorria investigação acerca dos lotes concedidos por Ao Man Long, deu mais três terrenos à Moon Ocean –, Lau Si Io remete para o mesmo de sempre: em tempo oportuno serão dadas informações. “O Governo irá cumprir, de forma rigorosa, as decisões tomadas pelos tribunais e acompanhar, de acordo com a Lei de Terras e outras legislações vigentes, as concessões de terrenos que estejam implicadas em actos ilegais, sendo que os resultados serão tornados públicos. Mas, devido à possibilidade de entrar um processo judicial ou uma reclamação, o Governo, neste momento, não irá acrescentar mais nada.”
cessionária possa cumprir com o contrato.
TIRAR OS CARROS
A Direcção dos Serviços de Solos e Obras Públicas e Transportes já foi clara quanto ao facto de a empresa ter que seguir os planos originais para os terrenos, que eram a construção de um condomínio privado. Além da sucata automóvel, que o empresário diz estar a aumentar, os terrenos encontram-se ainda ocupados por sacos de areia e lixo. Se o Executivo estava, na semana passada, a ponderar retomar os terrenos, agora parece já ter entrado em acordo com o empresário e essa decisão pode cair por terra por mais algum tempo. Para já, há uma certeza: o trabalho de desocupação dos carros será iniciado “o mais rápido possível”.
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política
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Entidade responsável por fiscalização da actividade imobiliária não deve ficar prevista por lei
“Isto é um modo de agir contraditório”
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
N
ORMALMENTE, as leis dizem quem são as entidades responsáveis pela execução de determinado ponto, mas no caso da Lei da Actividade de Mediação Imobiliária o Governo parece não querer que isso aconteça. Continua acesa a discussão entre Executivo e Assembleia Legislativa (AL) sobre a inclusão de algumas normas nesta proposta. Já passou um ano e meio desde a aprovação do diploma na generalidade – tempo em que a lei esteve a ser debatida na especialidade pela 1ª. Comis-
E
são da AL –, mas nem assim há consenso. Uma das duas razões mais fortes para o braço de ferro é a lei que foi aprovada em Fevereiro de 2011 – portanto, a versão inicial do diploma – prever que haja uma entidade responsável pela fiscalização da actividade imobiliária. Seria o Instituto da Habitação (IH), mas deixou de ser. “Até ao momento não sabemos quem é”, frisou ontem Kwan Tsui Hang. “O Governo entende que o IH deve ser reestruturado e ainda não decidiu se essa tarefa será do IH e, por isso, opta por não designar na lei quem é o responsável.” A presidente da 1ª. Comissão considera este um “modo de agir contraditório”, precisamente por as leis terem expressamente quem são os responsáveis pela sua execução. O Governo quer que esta situação seja prevista por regulamento administrativo. Os deputados não gostam. “É uma questão pouco clara, esperamos que seja expressa na lei. O Governo não tem decisão ainda sobre isto, mas tem de ter após a aprovação da lei.” A lei poderá vir a ser aprovada com estas lacunas, mas Kwan Tsui Hang garante que se o Governo insistir em manter fora da lei a entidade responsável, “vai caber ao plenário agir”.
três deputados que podem votar contra na altura da aprovação da lei na especialidade. Ontem, Kwan Tsui Hang apenas deixou o alerta que o plenário é quem tem de decidir, mas não se mostrou convencida em manter a posição do voto contra. Além da situação da entidade responsável, há ainda outras questões que continuam a colocar os deputados numa posição diferente da do Executivo. Os membros do hemiciclo querem que o diploma
inclua todas as infracções administrativas passíveis de sanção. Também aqui o Executivo está de pé atrás. “O Governo deu uma nova versão da proposta de lei no dia 8 de Agosto e parte das infracções são encaixadas na Lei. Como já existem normas noutros códigos, o Governo não as quer repetir na proposta.” Na versão inicial do diploma, nenhuma infracção ou sanção estava prevista na lei, mas depois de “grandes divergências”, algumas de-
las foram colocadas na proposta. Contudo, o Executivo quer que estas sanções sejam definidas por regulamento administrativo, o que pode levar a que haja novamente alterações antes da lei chegar a aprovação. Kwan diz que a decisão não afecta directamente os direitos dos compradores, mas ainda assim mostra-se preocupada, até porque os regulamentos administrativos só precisam do aval do Chefe do Executivo. “É uma questão de princípio.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
Deputados e Governo continuam a discutir onde colocar normas da Lei de Actividade de Mediação Imobiliária. Uns querem no diploma, outros preferem que seja por regulamento administrativo. Kwan Tsui Hang mostra insatisfação com o processo
BRAÇO DE FERRO
A presidente da comissão já tinha referido ser uma dos
STÁ no Ministério Público (MP) o caso de suspeita de abuso de poder e violação de segredo por um funcionário do Instituto de Habitação (IH). O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) detectou o caso e revela alguns pormenores, em comunicado. “O funcionário do IH envolvido e um amigo (que trabalha no sector privado), abriram juntos, em Fevereiro de 2009, uma companhia de engenharia que tinha como única actividade executar obras no âmbito do Plano Provisório de Apoio Financeiro para Reparação das Instalações Comuns de Edifícios Baixos, lançado em Março do mesmo ano pelo IH.” O funcionário não se declarou impedido, como prevê a lei, e terá
As sanções ficarão reguladas em regulamentos, mas se houver alterações aos valores, não precisam de passar pela AL e os deputados não participam”, disse na altura da última reunião, em Maio. “Além de que não permite dar uma ideia [aos intervenientes] das sanções em caso de infracção Esperamos vir a ter mais normas na proposta de lei.”
PLENÁRIO DECIDE
Para já, o novo texto da lei prevê infracções como a sanção de cancelamento da licença em caso de violação da lei, entre outro tipo de incumprimentos ligados ao exercício da actividade. Os deputados reúnem novamente na segunda-feira até porque parece estar longe o consenso entre AL e Governo, que continuam a discutir o papel das leis e dos regulamentos administrativos. “Esta é uma situação que não se consegue ver resolvida num espaço tão curto e não queremos prolongar mais o tempo de discussão nem suspender trabalho, por isso vamos continuar a manifestar opiniões ao Governo e se ele insistir o plenário é quem decide.” Sobre o prazo para a entrega da lei para aprovação na especialidade, Kwan Tsui Hang não avança datas. Contudo, a lei “pode não ser perfeita”, mas terá de ser aprovada “o quanto antes”, já que se espera há mais de um ano.
CCAC Funcionário do Instituto de Habitação suspeito de abuso de poder
Caso entregue ao Ministério Público retirado documentos internos do IH, de forma a beneficiar a sua empresa. “Após investigações, o CCAC descobriu que o referido funcionário público tem agido dessa forma repetidamente (dezenas de vezes) sem que nunca tenha feito o pedido de escusa a que está obrigado no âmbito do procedimento administrativo.” Aproveitando-se das suas funções dentro do IH, o funcionário, para além de ter ajudado a sua própria companhia a elaborar pedidos de execução de empreita-
das, tem proposto a autorização e concessão do apoio financeiro às mesmas, bem como se tem deslocado pessoalmente ao local das obras para efeitos de inspecção in loco (durante as obras e fase final das obras), prestando assim um serviço tipo “one-stop”.
RECEITA DE 10 MILHÕES
Segundo os elementos recolhidos, até finais de 2010, as obras de reparação executadas pela empresa totalizaram mais de 10 milhões de patacas em receita. O funcionário en-
volvido tem recebido regularmente dividendos dos lucros da companhia que são distribuídos entre os sócios. “No decorrer da investigação, no escritório e no computador da companhia, foram descobertos documentos internos e ficheiros informáticos do IH. Foi confessada a subtracção dos respectivos documentos sem a autorização superior e a colocação dos mesmos no escritório da companhia, com o objectivo de auxiliar e facilitar a esta a busca de prédios construídos há mais de 30 anos.”
O homem é suspeito de ter cometido os crimes de abuso do poder e de violação de segredo, nos termos do Código Penal. “A investigação já foi concluída e o caso foi ontem encaminhado para o Ministério Público.” O CCAC já informou o IH, solicitando-lhe que eleve o sentido da integridade e o nível de cumprimento da lei dos seus trabalhadores, aperfeiçoe a gestão do pessoal e assegure a legalidade e transparência do procedimento administrativo, a fim de evitar situações idênticas no futuro.
sociedade
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Os crimes de consumo de droga e reentradas ilegais em Macau foram os mais registados pela mega-operação policial “Trovoada 12”. Mais de 300 pessoas foram detidas e 198 receberam ordem de expulsão do território
sexta-feira 17.8.2012
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Crimes nas fronteiras na mira das autoridades
“Trovoada” trouxe droga e ilegais
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
I
NICIADA a 9 de Julho e concluída no passado dia 8, a operação “Trovoada 12”, feita em parceria com as autoridades de Macau, Hong Kong e Guangdong, centrou-se nos crimes cometidos nas fronteiras. Os resultados foram apresentados ontem e o balanço feito pelos Serviços de Policia Unitários (SPU) é positivo. “Conseguimos combater eficazmente a criminalidade transfronteiriça”, disse Ma Io Kun, dos SPU. “Esta operação teve os resultados esperados e vamos prosseguir os trabalhos contra a criminalidade, mantendo uma permuta de informações policiais, para assegurar a tranquilidade e a ordem pública.” Para este ano, a polícia não põe de parte a realização de mais actividades do género. “Se houver necessidade pode haver mais do que uma operação por ano, podemos vir a realizar mais deste tipo. Depois
das férias de Verão vamos ter uma nova ronda de fiscalizações.” No total, foram detidos 303 suspeitos, entretanto encaminhados para o Ministério Público, havendo também 9.514 indivíduos identificados pelas autoridades. Os crimes ligados aos estupefacientes foram os mais frequentes, com 34 casos de tráfico de droga e 24 de consumo. Quanto aos de ofensa simples à integridade física atingiram 22 casos. Mais de quatro mil agentes policiais participaram nas mais
OS NÚMEROS DA TROVOADA 9.514 pessoas identificadas 1.155 indivíduos conduzidos à policia para averiguações 303 detidos 24 crimes de consumo de droga 22 crimes de ofensa simples à integridade física 24 casos de reentrada ilegal 8 casos de prisão preventiva 21 casos de pena de prisão suspensa 12 casos de termo de identidade e residência 42 casos de trabalho ilegal 51 casos de excesso de permanência em Macau 3 passaportes da China apreendidos 29 indivíduos com mandados de detenção 144 preservativos apreendidos 3 tubos de lubrificante apreendidos 1 relógio “Rolex” apreendido 198 indivíduos expulsos
de 300 acções de fiscalização em casinos, bares e outros locais de diversão nocturna. Houve também dois casos de lenocínio. Foram ainda expulsos 198 indivíduos, por motivos como trabalho ilegal, excesso de permanência e prática de crimes. A polícia apreendeu fichas de casinos no valor de dez milhões de patacas, quase 200 gramas de ketamina e mais de 41 gramas de ice, bem como elevadas quantidades de dinheiro.
CRIMES DAS FRONTEIRAS
Olhando para os crimes transfronteiriços, as autoridades de Macau devolveram à polícia de Hong Kong um indíviduo que estava envolvido num caso de homicídio. Como explicam os SPU, foi detido numa discoteca no centro de Macau a 4 de Agosto. “Durante a operação descobrimos que era procurado pela polícia de Hong Kong. O suspeito tem 31 anos e foi encaminhado para a RAEHK no dia em que foi detido.” Questionado sobre um eventual facilitismo nas fronteiras, Ma Io Kun explica que a polícia só recebeu a lista de nomes este mês, sendo o caso de homicídio de 2009. “Ele entrou em Macau, pelo terminal marítimo, antes dessa data e da nossa operação.” Durante a “Trovoada 12” foram ainda capturados dois grupos ligados a crimes de furto em autocarros, “com prejuízos de mais de 600 mil patacas”. “Capturámos também duas redes envolvidas na burla de casinos, em que os suspeitos, com a ajuda dos croupiers, conseguiram obter ganhos no valor de 100 milhões de dólares de Hong Kong”, disse Ma Io Kun.
No geral, os SPU garantem que a situação está controlada. “Apesar de ter havido um crescimento de alguns crimes, em geral a criminalidade está estável. Se alguém
cometer crimes a polícia não vai baixar os braços, agindo de acordo com a lei. Vamos reforçar os patrulhamentos e as rusgas em alguns estabelecimentos nocturnos.”
MAIS UMA VISTORIA À PONTE SAI VAN A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego realizou ontem, em conjunto com o Conselho Consultivo do Trânsito e a Associação dos Profissionais de Motociclos de Macau (APMM), uma vistoria à via especial para Ciclomotores e Motociclos na Ponte de Sai Van. A fim de permitir um melhor conhecimento da operação do inteiro percurso da via especial, os representantes da APMM tiveram a oportunidade para uma circulação teste por moto na via, no sentido da Torre de Macau à zona de inversão de marcha para motos perto da Barra, e dali, acedendo à via especial.
sexta-feira 17.8.2012
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
prosperidade financeira do território, que tem a menor taxa de desemprego de que há registo (2%), não chega para evitar a crescente taxa de sem-abrigo em Macau. Os últimos registos mostram um aumento significativo de residentes que precisam de ajuda dos serviços governamentais (IAS) e da Caritas Macau, que no último ano acolheram na Casa Corcel – o antigo Centro de Acolhimento para Desalojados – 368 pessoas. Um crescimento em cerca de 57% face a 2010. Nos primeiros seis meses deste ano, comparativamente a período homólogo de 2011, a tendência mantém-se. Foram albergadas 246 pessoas até Junho, mais 84 do que nos primeiros seis meses do ano passado, segundo dados avançados pelo Instituto de Acção Social (IAS) ao Hoje Macau. Actualmente, nas ruas da cidade encontram-se ainda cerca de 40 a 50 sem-abrigo, avançou Paul Pun, secretário-geral da Caritas Macau, entidade diocesana responsável pela Casa Corcel, na Ilha Verde. “Parece não ser um grande número mas proporcionalmente, tendo em conta o número total de habitantes, é bem maior do que em Hong Kong.” As razões para este flagelo estão associadas a diferentes causas. Paul Pun evidencia a principal. “Hoje em dia não conseguem pagar a renda e são convidados a sair, estão cada vez mais altas.” Numa sociedade moderna, com cada vez mais mulheres trabalhadoras, quem era pouco afectado já não escapa: as mulheres. “Não havia muitas a caírem nas ruas”, explica. Hoje são mais independentes e, por isso, acabam por ser um alvo mais fácil.
sociedade
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Macau tem cada vez mais desalojados. Mulheres são as mais afectadas
Número alarmante de sem-abrigo Até Junho, o abrigo da Caritas recebeu 246 pessoas, mais 84 do que no ano passado, segundo dados do Instituto de Acção Social (IAS) que só vê capacidade na Casa para acolher 40 a 50 pessoas, pois só com mais recursos humanos será possível atingir os 70 ou 80 lugares de capacidade. O perfil dos residentes que passam pela Casa Corcel é ditado por outros factores responsáveis pelo crescente número de sem-abrigo. “Há mais pressão, mais stress que cria desordens mentais. As pessoas tornam-se demasiado stressadas, não são ouvidas e eventualmente
acabam por sair de casa e ficam sozinhas em pequenos apartamentos não conseguindo pagar rendas.” Um círculo vicioso recorrente nestes casos, explica Paul Pun.
CASOS MENTAIS
Os casos mais comuns são doentes mentais, pessoas com transtorno de personalidade, dependentes de álcool ou drogas, explica o IAS. Depois há também os casos decorrentes de problemas económicos
devido a relações familiares e ao desemprego. Os homens rondam a casa dos 50 enquanto as mulheres têm por volta de 40 anos. “Em situações extremas temos pessoas na casa dos 20 anos, mas ajudamo-los a encontrar trabalho e não ficam muito tempo por cá”, completa Paul Pun. A ideia é, em todos os casos, evitar o prolongamento da sua estadia, porque mais difícil fica de ajudar estas pessoas. O período
máximo de permanência estabelecido pela Casa Corcel é de seis meses, podendo ser prorrogado o prazo até um ano. Apenas casos de doentes mentais ficam por mais de dois anos. No apoio prestado por técnicos, assistentes sociais e psicólogos ajudam-nos a arranjar onde ficar, um trabalho e acompanhamento médico, se necessário, agindo para o seu reencaminhamento. “Aqueles que encontram trabalho, no princípio ainda os deixamos ficar connosco por alguns meses, para pouparem algum dinheiro e então encontrarem um apartamento fora”, explica Paul Pun, que nos primeiros três meses vai fazendo um relatório do caso ao IAS. O trabalho tem de ser cauteloso, com atenção, para criar laços de confiança e proximidade, já que os habitantes das ruas não se deixam facilmente convencer a ser acolhidos no lar da Caritas. “Se querem ficar na rua, deixamo-los ficar lá, aceitamo-los”, explica o responsável. “As pessoas pedem para que eles sejam levados da área onde moram, mas têm o direito de lá ficar, eles só devem mudar no momento em que se sentem preparados.”
HABITAÇÃO SOCIAL PRECISA-SE
Além do apoio financeiro para a estrutura social, o IAS oferece outros montantes para cobrir despesas que, ainda assim, refere Paul Pun, não são suficientes. “Temos de encontrar um fundo extra, mas o Governo pode ajudar com mais assistentes sociais na rua, por exemplo”, expõe o dirigente. Aos alojados é-lhes prestada ajuda económica para arranjarem uma habitação arrendada para permanência temporária. “Dão-lhes um apoio directamente de 3.200 patacas, o que não é suficiente para arranjar uma casa, por isso geralmente apenas arranjam um quarto, pagam 800 e partilham a casa.” Por essa razão, a melhor solução, explica o dirigente da Caritas, seria arranjarem-lhes possibilidade de se candidatarem à habitação social, para a qual, sublinha, ainda não estão qualificados a candidatarem-se.
APOIO TÉCNICO INSUFICIENTE
Os serviços de abrigo da Caritas, situados no Centro Social Mateus Ricci, abriram com o director-fundador Padre Luis Ruis Suarez nos anos 70, ajudando homens necessitados. Só nos anos 90 a Caritas arranjou um asilo temporário, que acolhia habitualmente cerca de 20 homens. Um número muito limitado de vagas, explica o IAS, com um ambiente “simples e tosco”. “Era apenas um armazém em que até às casas de banho eram pequenas”, atesta Paul Pun. Em Setembro de 2007, os serviços de acção social prestaram apoio financeiro para reconstruir um edifício com sete pisos destinado ao acolhimento de sem-abrigo, sob a gestão da Caritas. “Este equipamento social é capaz de prestar agora serviços a um total de 86 desalojados, reservando um piso para o alojamento das mulheres”, explica o IAS. Números não confirmados para já por Paul Pun,
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UMA EVOLUÇÃO QUE ENVERGONHA
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
Total
2009 14 14
13 16 17 10 10 16 16
16
16
9
167
2010 8
15
18 22 22 20 19 18 16
16
18
20
212
2011 21 22
27 26 31 35 39 34 31
33
33
36
368
2012 38 43
41 41 40 43 – –
–
–
–
246
–
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sexta-feira 17.8.2012
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EDITAL
EDITAL
Edital nº: 115/E/2012 Processo nº: 611/BC/2012/F Assunto: Notificação do despacho de embargo e início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Travessa de Tomás Vieira nº 9, Edf. Wai Luen, terraço do edifício sobrejacente à fracção 4º andar A (CRP:A4), escadas comuns entre os 2º e 3º andares e entre os 3º e 4º andares, Macau.
Edital nº: 116/E/2012 Processo nº: 679/BC/2012/F Assunto: Notificação do despacho de embargo e início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Avenida dos Jardins do Oceano nº 810D, Edf. Jardins do Oceano (Peach Court), fracção 20º andar A (CRP: A20), Taipa.
Chan Pou Ha, Directora Substituta da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio ao dono da obra ou seu mandatário, ao encarregado da obra, aos técnico responsável pela obra e executores da obra existente no local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. Em 15/06/2012, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte: Obra
1.1
1.2
1.3 1.4
Construção de um compartimento não autorizado com paredes em alvenaria de tijolo, janela em caixilharia de alumínio, suporte de vaso e cobertura metálicos no terraço do edifício sobrejacente à fracção 4º andar A. Construção de um compartimento não autorizado com betão e paredes em alvenaria de tijolo na escada comum em frente da fracção 4º andar A. Instalação de gradeamento e portão metálicos na escada comum entre os 2º e 3º andares do edifício referido. Instalação de gradeamento e portão metálicos na escada comum entre os 3º e 4º andares do edifício referido.
Situação da obra
Renovação em curso
Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.
Obra
1.1 Em curso
Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.
Concluída
Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação. Infracção ao no 4 do artigo 10o, obstrução do caminho de evacuação.
Concluída
2.
Nestas circunstâncias e em cumprimento do disposto no nº 3 do artigo 88º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra.
3.
Nos termos do nº 1 do artigo 88º do RSCI, por meu despacho de 09/08/2012, exarado sobre a informação nº 03721/DURDEP/2012 de 22/06/2012, determinei o embargo da obra.
4.
O despacho de embargo acima indicado só pode ser levantado depois de cessar o motivo que o determinou, em conformidade com o preceituado no nº 9 do artigo 88º do RSCI.
5.
A continuação dos trabalhos depois do embargo, notificado pelo presente edital, sujeita os donos, responsáveis e executores da obra (quer sejam empreiteiros ou tarefeiros) às penas do crime de desobediência qualificada, nos termos do nº 6 do artigo 88º do RSCI.
6.
Sendo os corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no no 4 do artigo 10o do RSCI. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que terão necessariamente de ser determinadas pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.
7.
Nos termos do no 3 do artigo 87o do RSCI, a infracção ao disposto no no 4 do artigo 10o é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o no 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício.
8.
Considerando a matéria referida nos pontos 6 e 7 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95º do RSCI.
9.
Chan Pou Ha, Directora Substituta da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio ao dono da obra ou seu mandatário, ao encarregado da obra, aos técnico responsável pela obra e executores da obra existente no local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. Em 09/07/2012, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte:
O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.o 33, 15.º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227).
10.
Nos termos do artigo 97º do RSCI e das competências delegadas pelos nos 1 e 4 da Ordem Executiva nº 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data de publicação do presente edital.
11.
O recurso referido no número anterior não tem efeito suspensivo, devendo por isso a obra manterse embargada.
Situação da obra
Instalação de janela em Em curso caixilharia de alumínio na fachada do edifício junto à varanda da fracção para fechamento da varanda.
Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.
2.
Nestas circunstâncias e em cumprimento do disposto no nº 3 do artigo 88º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra.
3.
Nos termos do nº 1 do artigo 88º do RSCI, por meu despacho de 09/08/2012, exarado sobre a informação nº 04273/DURDEP/2012 de 17/07/2012, determinei o embargo da obra.
4.
O despacho de embargo acima indicado só pode ser levantado depois de cessar o motivo que o determinou, em conformidade com o preceituado no nº 9 do artigo 88º do RSCI.
5.
A continuação dos trabalhos depois do embargo, notificado pelo presente edital, sujeita os donos, responsáveis e executores da obra (quer sejam empreiteiros ou tarefeiros) às penas do crime de desobediência qualificada, nos termos do nº 6 do artigo 88º do RSCI.
6.
A varanda da fracção acima referida é considerada como ponto de penetração para realização de operações de salvamento de pessoas e de combate a incêndios, não pode a mesma ser dificultada com elementos fixos ( gaiolas, grelhagens, etc.), de acordo com o disposto no nº 12 do artigo 8º do RSCI. As alterações introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto ponto(s) de penetração no edifício e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.
7.
Nos termos do no 7 do artigo 87o do RSCI, a infracção ao disposto no no 12 do artigo 8o, é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas.
8.
Considerando a matéria referida nos pontos 6 e 7 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95º do RSCI.
9.
O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.o 33, 15.º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227).
10.
Nos termos do artigo 97º do RSCI e das competências delegadas pelos nos 1 e 4 da Ordem Executiva nº 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data de publicação do presente edital.
11.
O recurso referido no número anterior não tem efeito suspensivo, devendo por isso a obra manter-se embargada.
Aos 9 de Agosto de 2012
Aos 09 de Agosto de 2012 A Directora dos Serviços, Substituta Engª Chan Pou Ha
A Directora dos Serviços, Substituta Engª Chan Pou Ha
sexta-feira 17.8.2012
nacional
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Wen Jiabao afirma que economia enfrenta grandes obstáculos
Prioridade à criação de emprego
O
primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, salientou na quarta-feira que a economia da China enfrenta grandes obstáculos, apesar do arrefecimento da inflação dar ao governo mais espaço para mexer na política monetária. Os comentários de Wen seguiram-se a uma série de dados divulgados na semana passada, sugerindo que a economia chinesa não se estabilizou apesar dos dois cortes de juros este ano, à medida que o crescimento da exportações, a produção industrial e as vendas a retalho enfraqueceram ainda mais em Julho. Os investidores preocupam-se que a segunda
o chefe de governo durante uma visita de dois dias à província exportadora de Zhejiang, onde se encontrou com representantes de empresas domésticas e estrangeiras. É habitual que o primeiro-ministro e outras autoridades visitem cidades exportadoras durante os períodos de desaceleração económica para fazer investigação no terreno. Estas visitas costumam ser um prenúncio de mudanças de política do governo. maior economia do mundo possa ter o crescimento mais fraco desde 1999, de apenas 8% este ano, e es-
peram que o governo corte as taxas de juros em 0,25% pelo menos mais uma vez em 2012.
“A pressão sobre nossa economia ainda é grande e as dificuldades podem durar por algum tempo”, afirmou
INFLAÇÃO A CAIR
Wen afirmou à rede de televisão estatal que a queda dos preços ao consumidor dá a Pequim mais espaço para
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mexer na política monetária. A inflação ao consumidor caiu para o menor nível em 30 meses em Julho, para 1,8%, face aos 2,2% em Junho. A China começou a abrandar as suas políticas no final do ano passado e acelerou recentemente o ritmo, cortando as taxas de juros duas vezes, em Junho e no começo de Julho, acelerando projectos de investimento e encorajando os gastos dos consumidores. O primeiro-ministro chinês disse que o objectivo do governo deve ser a criação de empregos, uma preocupação frequentemente manifestada pelo Partido Comunista, que investe muito na estabilidade. “Quando a economia está a enfrentar dificuldades, precisamos de dar muita atenção ao emprego e fazer do estímulo ao mercado de trabalho uma prioridade”, disse Wen Jiabao.
Cruz Vermelha chinesa ajuda população afectada no Irão
Liderança na venda mundial no primeiro semestre
Apoio às vítimas do terramoto Quase oito milhões E de automóveis
A
China manteve a liderança nas vendas globais de automóveis no primeiro semestre de 2012, com um crescimento de 5,6% em relação a igual período de 2011, para um total de 7,849 milhões de unidades, segundo o relatório da empresa de consultoria e informações do sector automóvel Jato Dynamics. A China foi seguida de perto pelos Estados Unidos, com uma subida de 14,8%, e 7,27 milhões de veículos comercializados nesse período. O Japão, com um crescimento de 53,4%, chegou a 2,921 mi-
lhões unidades comercializadas entre Janeiro e Junho e ocupa o terceiro lugar no ranking, uma subida que reflecte a retoma do mercado automóvel depois do terramoto seguido de tsunami de Março de 2011, que atingiu as principais fabricantes locais. O Brasil aparece como o quinto maior mercado mundial, apesar da queda de 0,3% nas vendas no referido período, para 1,632 milhão de unidades. No quarto lugar está a Alemanha, que comercializou 1,742 milhão de veículos no primeiro semestre, um crescimento de10,2%.
TOYOTA LIDERA
Com 3,24 milhões veículos comercializados mundialmente no primeiro semestre de 2012, subida de 37,4% sobre igual período de 2011, a Toyota superou a Volkswagen e retomou a liderança no sector se comparados os dois períodos. A fabricante alemã, com 2,71 milhões de veículos comercializados, cresceu 9,2% e está em segundo. Seguem-se a Ford e a Chevrolet. Assim como nas vendas totais do Japão, os desempenhos da Toyota e da Honda reflectem a retoma na produção do país.
M nome da Cruz Vermelha da China, o embaixador no Irão, Yu Hongyang, entregou cerca de 400 mil patacas ao Crescente Vermelho iraniano para ajudar a população afectada pelo terramoto no país. O embaixador chinês manifestou também, em nome do governo, as condolências às vítimas e expressou a solidariedade aos familiares. O terremoto de 6,2 graus na escala Richter que atingiu no dia 11 a província de Azarbayjan, no noroeste do Irão, matou 306 pes-
soas e deixou 3.000 feridos até o momento. O governo iraniano tinha recusado a assistência externa, mas voltou atrás na decisão. De acordo com as informações do Irão, já foram entregues materiais fornecidos por Qatar, Paquistão, Suíça e Azerbeijão. A equipa de resgate do Crescente Vermelho turco chegou à província de Azarbayjan no dia 15. O vice-ministro dos Assuntos Internos iraniano, Hassan Ghadami, disse na quarta-feira que
o governo rejeitou a assistência oferecida pelos Estados Unidos porque, se o país fosse sincero nas suas intenções, deveria cancelar as sanções contra o Irão.
Enviada do presidente sírio elogia posição da Rússia e da China
A
“Não são colonizadores”
enviada especial do presidente sírio a Pequim afirmou, em entrevista a um jornal oficial chinês, que a Síria está satisfeita com a atitude da Rússia e da China, que considera não se comportarem como “colonizadores” em relação a Damasco. “Estamos satisfeitos por ver países como a Rússia e a China que não são colonizadores nem lidam com as pessoas como colonizadores, é uma posição muito diferente daquela adoptada pelo Ocidente”, declarou a conselheira política e de comunicação da presidência síria, Bouthaina Chaaban, citada na edição de ontem do China Daily.
A responsável explicou, na entrevista ao jornal, que a sua deslocação a Pequim tem como objectivo “facultar ao Governo chinês a imagem real do que se passa na Síria”.
Chaaban recusou a utilização do termo “oposição” na Síria para definir as pessoas que, alega, “são armadas e encorajadas por potências externas a sequestrar, matar e destruir instituições públicas”. As sanções ocidentais, constatou, afectaram o sector da saúde e a vida dos civis na Síria. A enviada especial de Bashar al-Assad deverá reunir-se em Pequim com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Yang Jiechi. Moscovo e Pequim bloquearam no Conselho de Segurança da ONU três projectos de resolução ocidentais condenando a repressão levada a cabo pelo regime sírio.
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Dirigentes chineses acusados de participar em orgias
Foto de família espalha-se na net Morre monge tibetano que se imolou
Um monge tibetano que se imolou pelo fogo esta semana numa cidade do sudoeste da China morreu, anunciou esta quinta-feira um grupo de tibetanos exilados. O homem, de nome Tashi, com cerca de 20 anos, morreu na terça-feira, um dia após atear fogo juntamente com outro monge, segundo o Centro Tibetano para os Direitos Humanos e a Democracia, com sede na Índia. O outro monge, chamado de Langtag, morreu na própria segunda-feira após o protesto no distrito de Aba, na província de Sichuan, que depois desencadeou confrontos entre os residentes e a políscia. Os dois monges eram do mosteiro de Kirti, cercado por um forte dispositivo de segurança desde que um outro religioso se imolou, em Março de 2011 Desde então, cerca de 50 tibetanos, na sua maioria monges e monjas, imolaram-se pelo fogo para protestar contra a repressão religiosa que dizem sofrer das autoridades chinesas.
China promove construção de infra-estruturas em África
A ajuda chinesa a África, com uma presença esmagadora na maioria das construções de infra-estruturas locais, é completamente favorável ao povo africano, disse Lu Shaye, director do Departamento de África do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. Segundo Lu, a China promove a cooperação com África nas seguintes áreas prioritárias para o desenvolvimento actual daquele continente: investimento e financiamento, auxílio, integridade africana, intercâmbio não-governamental, paz e segurança. O auxílio da China pretende impulsionar o desenvolvimento sócio-económico africano, sendo por isso favorável à população da região, disse o dirigente chinês. De acordo com o regulamento das Nações Unidas, os países desenvolvidos devem usar 0,7% do rendimento nacional no auxílio a países em desenvolvimento. No entanto, a ajuda da maioria dos países desenvolvidos não alcança esses valores. O auxílio de muitas nações das mais avançadas não é na construção de infra-estruturas, mas na formação dos quadros de organizações não-governamentais.
O
Weibo, o Twitter da China, fez espoletar um escândalo sexual que, segundo o rumor a correr na net, envolveria dirigentes do Partido Comunista Chinês. Dezenas de fotografias de seis pessoas a participar numa orgia circularam pela internet a semana passada, o que levou os censores a forçar os sites do país a retirarem qualquer imagem daquilo que está a ser chamado como “o incidente com fotos indecentes de Lujiang”. O conjunto de fotografias mostrava três casais em várias actividades num hotel onde decorria um congresso. Mas a imagem que fez furor foi a de cinco pessoas completamente nuas num quarto de hotel, numa estranha pose de foto de família. Um dos homens seria Minsheng Wang, secretário do Partido do distrito de Luijiang e outro o seu número dois. O terceiro foi identificado como sendo um dirigente estudantil de uma universidade. Depois de ter dado ordens para banir do Weibo frases como “fotos de nus”, o Partido Comunista Chinês, através do Diário do Povo, declarou que as fotos eram falsas, mas mais tarde emendou a mão e admitiu que eram verdadeiras, embora negando que aqueles fossem os dirigentes locais.
VÍTIMA DE CALÚNIA?
O próprio Wang acabou por falar afirmando que estava a ser alvo de uma calúnia e que provavelmente tudo aquilo seria um acto de vingança provocado por uma investigação de corrupção que estava a levar a cabo.
No entanto, o dirigente estudantil, Wang Yu admitiu ter participado na orgia, juntamente com a sua mulher, uma professora de liceu. Wang foi entretanto despedido.
Alguns comentadores afirmam que este escândalo é uma manobra para desviar a atenção do julgamento da mulher de Bo Xilai, uma vez que as imagens
foram divulgadas no dia em que Gu Kailai começou a ser julgada. O sexo em grupo é punido na China com uma pena que pode chegar aos cinco anos de prisão.
Investimento estrangeiro cai 8,7%
Mudança das tendências globais O
investimento estrangeiro directo (IED) na China diminuiu fortemente em Julho, no mais recente sinal de que a segunda maior economia do mundo enfrenta novos desafios. O IED no mês passado teve uma queda de 8,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado, informou o Ministério do Comércio. O resultado também foi menor do que o registado em Junho. No período de Janeiro a Julho o IED caiu 3,6% face ao mesmo período de 2011, para cerca de 520 mil milhões de patacas. Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio, atribuiu o declínio a um conjunto de factores.
“A desaceleração da economia global, o aumento das incertezas, a falta de uma solução para a crise de dívida da União Europeia, flutuações
nos mercados financeiros globais, o ressurgir da manufactura dos EUA e o crescimento de economias emergentes como a Índia, Brasil e Rússia levaram a uma mudança nas tendências de investimento globais.” Internamente, o aumento dos custos do trabalho e das terras erodiu parte das vantagens da China na atracção de investimentos, acrescentou Shen. No entanto, o porta-voz do ministério afirmou que o declínio deverá ser apenas temporário. O crescimento da economia chinesa, o ambiente político estável e a melhora no sistema judicial darão ao país vantagens a longo prazo, segundo Shen.
Durante os primeiros sete meses deste ano, o investimento directo dos EUA na China subiu 1,0% em comparação com o mesmo período do ano passado, para cerca de MOP 15 mil milhões. Já o investimento da União Europeia no país caiu 2,7%, para cerca de 32 mil milhões de patacas. Finalmente, o investimento de outros países asiáticos diminuiu 3,8%, para cerca de MOP 473 mil milhões. Por outro lado, o investimento directo não financeiro da China no exterior aumentou 52,8% entre Janeiro e Julho deste ano.
sexta-feira 17.8.2012
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UMA viagem de negócios ao Japão em 2004, o analista de tecnologia Michael Gartenberg conheceu o Librie, da Sony Corp., o primeiro leitor de e-book. Gartenberg ficou impressionado. Viu que havia ali um prenúncio de uma nova era de produtos electrónicos. Mas havia alguns problemas. O software vinha em japonês. Era preciso um computador para descarregar um livro e a selecção era limitada, conta Daisuke Wakabayashi, no Wall Street Journal. Hoje, o Kindle, da Amazon.com Inc., domina o mercado de e-books e poucos se lembram do Librie. A Sony está a tentar recuperar o prejuízo com um aparelho sucessor, que ocupa um distante terceiro lugar no mercado global. É uma história que se repete ao longo dos últimos 20 anos, com as empresas do Japão, que outrora dominavam o mercado de electrónicos no mundo. As empresas japonesas superaram as rivais com inovações em equipamentos, desde televisores até telemóveis. Mas, praticamente em todos os casos, as concorrentes estrangeiras colheram os frutos fazendo mudanças rápidas, integrando os produtos com software intuitivo e serviços on-line e transmitindo uma mensagem de marketing mais inteligente. Estas acções deixaram uma das mais reconhecidas fabricantes japonesas de electrónicos, a Sharp Corp., com fortes problemas de liquidez e com as acções em queda livre. A Sony enfrenta mais uma reestruturação depois de passar quatro anos no vermelho. E a Panasonic Corp. está desistir do sector de produtos electrónicos de consumo. “As empresas japonesas estavam muito confiantes sobre nossa tecnologia e capacidade de fabricação”, disse Kazuhiro Tsuga, presidente da Panasonic, numa conferência de imprensa em Junho, ao assumir a liderança da empresa depois desta ter registado o maior prejuízo anual em 94 anos de história. “Mas os nossos produtos deixaram de chegar ao consumidor.”
TEMPOS ÁUREOS
Sony, Sharp e Panasonic tiveram no ano fiscal encer-
região
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Como o Japão ficou para trás na indústria de produtos electrónicos
Fraqueza na “arte de fazer coisas” rado em Março um prejuízo combinado de cerca de 150 mil milhões de patacas. Um contraste gritante com os anos dourados do fim da década de 70 e começo da de 80, quando o Japão começou a dominar o mundo de produtos electrónicos de consumo. À medida que a economia do Japão crescia, os seus grupos tomavam conta do mercado de chips de memória, televisores a cores e videocassetes, enquanto os seus laboratórios de pesquisa criavam equipamentos que definiram uma época: o Walkman e os aparelhos de CD e DVD. Hoje estas empresas são apenas uma sombra das americanas Apple Inc. e Google Inc. e da sul-coreana Samsung Electronics Co.. A actual fraqueza do Japão está enraizada no que é tradicionalmente a sua força: a fixação com
o “monozukuri”, ou a arte de fazer coisas, focada nos avanços de hardware. Este conceito, motivo de orgulho nacional, empurrou as empresas japonesas de electrónicos a batalhar para inventar produtos que muitas vezes eram os mais finos ou os menores do mundo, ou apresentavam outros aperfeiçoamentos mínimos. Mas perderam de
vista factores que realmente têm importância para as pessoas, como o design e a facilidade de uso.
SEM PODER DE ATRACÇÃO
No caso do leitor electrónico, a estratégia da Sony era vender aparelhos, enquanto a Amazon se concentrava na venda de livros. Como resultado, o Kindle estava mais em sintonia com a razão
principal para qualquer consumidor desejar o aparelho: comprar e ler livros. “Mesmo que o primeiro aparelho tenha definitivamente apontado o caminho para o futuro, esse é um mercado que escapou das mãos da Sony”, disse Gartenberg, director de investigação da Gartner Inc.. “Outros conseguiram capitalizar muito mais.” Para piorar a situação, o iene forte tornou mais difícil acompanhar as inovações com as reduções de custo necessárias para que os produtos ficassem mais atraentes para o mercado de massas. Para os produtos de ponta, as empresas japonesas muitas vezes investem na produção doméstica, vendendo depois as novidades para o exterior. O iene forte estreitou a margem de lucro de produtos japoneses vendidos no exterior, um problema que os rivais coreanos têm evitado graças a um won relativamente fraco. A queda nos lucros também dificultou o investimento em tecnologia e em novos produtos.
CASOS DAS TELEVISÕES
No mais recente exemplo da perda de liderança do Japão, as empresas do país estão a ficar para trás na corrida para desenvolver o que pode se tornar a tecnologia dominante para a próxima geração de televisores: os “oled”, sigla em inglês para diodos orgânicos emissores de luz. Os novos ecrãs são mais finos e requerem menos energia. A Samsung, maior fabricante de televisores da Coreia do Sul, já domina o mercado de ecrãs oled de
menor tamanho e presentes em smartphones e noutros aparelhos. Agora, a Samsung e a sua rival e também coreana LG Electronics Co. planeiam lançar, separadamente, novos aparelhos de TV oled de 55 polegadas ainda este ano. É um grande passo, muito à frente das japonesas Sony, Panasonic, Sharp e Toshiba Corp., que passaram anos a desenvolver a tecnologia, sem encontrar formas eficientes de a comercializar. Na tentativa de alcançar as suas rivais coreanas, a Sony e a Panasonic, normalmente arqui-inimigas, fecharam em Junho um acordo inédito para desenvolverem juntas tecnologia de produção de oled. É um retrocesso para a Sony, que há cinco anos se tornou a primeira fabricante a vender um televisor oled. Na época, os executivos da empresa consideraram a tecnologia um “símbolo do regresso da Sony”. O modelo de 11 polegadas – com espessura de cerca de 2,5 milímetros – era uma maravilha tecnológica. Mas, ao preço de cerca de 18 mil patacas cada, o televisor oled foi um fiasco financeiro.
MUDAR O RUMO
Depois de anos de oportunidades perdidas, a Sony mudou agora oficialmente de rumo, decidindo recentemente que faz mais sentido deixar que a Samsung e outros assumam a liderança no desenvolvimento de inovações. Os executivos da Sony concluíram que, com todo o esforço em ser pioneira em tecnologias inovadoras, a empresa só estava a gerar alvos para as concorrentes copiarem a um custo mais baixo. “O primeiro corredor tem sempre que encarar o vento, às vezes é mais fácil correr atrás”, disse Tadashi Saito, que assumiu em Abril o cargo de director de estratégia da Sony. Hoje, a sensação é que, “financeiramente, as empresas japonesas já não podem assumir riscos”, diz Yuji Fujimori, analista do Barclays Capital em Tóquio.
entrevista
Helder Fernando info@hojemacau.com.mo
Reparando nos mapas de actividades do projecto Be Cool, vê-se que todos os dias há pelo menos um tema trabalhado com os jovens. Sim, em cada dia incidimos particularmente num tema referência. Na segunda-feira, a que chamamos Be Smart, fazemos trabalhos de pesquisa e escrevemos a nossa newsletter; na terça, Be Cultural, com actividades no âmbito de cinema, teatro e música; na quarta, o Be Entertained, temos jogos, aulas de bateria, alguns torneios por equipas; na quinta, o Be a Chef, a actividade mais frequentada, onde temos aulas de culinária e fomentamos uma alimentação equilibrada e saudável; na sexta, Be Artistic, aulas de dança, também muito apreciadas e participadas, artes digitais, artesanato, etc.; finalmente, ao sábado, temos actividades desportivas, conversas, com participação da família, tanto dentro como fora das instalações.
sexta-feira
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Verónica Mad
GONÇALO LOBO PINHEIRO
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A sal
O projecto Be Cool ev desporto. Neste mom droga são mais consumidas, as opiniões sobre a palestra, o que os alunos entendem que devemos melhorar. Também em termos estatísticos torna-se bastante proveitoso o resultado desses questionários entre alunos do 7º ao 12º ano. Por norma, são as escolas que nos dizem os anos em que estão interessadas que demos as nossas palestras. Para além da Verónica como coordenadora e psicóloga, de quantos monitores dispõe o Be Cool? Neste momento são três. Temos ainda vários docentes, uma vez que cada actividade tem um professor específico.
O Be Cool é frequentado por quantos jovens? Actualmente temos mais de 200 inscrições. Paralelamente às actividades organizadas, damos acompanhamento pessoal enquanto utilizam as instalações como gostam. Não ficam apenas a passar o tempo em jogos de computador. Conversamos, praticamos com os jovens uma escuta activa, uma partilha muito útil na sua formação. É muito gratificante sentirmos que somos um bom companheiro deles e que também se sentem parceiros do Be Cool. Funciona segundo o mapa do ano lectivo dos estabelecimentos de ensino? Funcionamos sem pausa. O nosso alvo são os jovens dos 12 aos 20 anos. Naturalmente que, para certas actividades ou cursos que aqui temos, aceitamos um pouco mais novos. Temos exemplos de crianças com 10 anos em aulas de português. Tivemos este tipo de aulas nas actividades de Verão onde até aceitámos, por ser uma coisa específica, crianças dos seis aos oito. A criança vem, fica somente para essas aulas que duram uma hora e vai embora, pois ainda não temos estrutura para permanecerem por mais tempo, para além da aula de português, com crianças dessas idades. Os jovens são de origens diferenciadas? Múltiplas origens: filipinos,
As actividades realizam-se dentro e fora das vossas instalações? O futebol e o basquetebol são fora das instalações. O basquetebol é em Coloane, em Hac Sa, e o futebol é nas instalações da Escola Internacional, pois deram-nos um espaço. Sente que tem havido desenvolvimento nas actividades deste projecto? Temos tido um crescimento constante, o que revela o bom funcionamento do programa, cujo reconhecimento é cada vez mais alargado.
Paralelamente às actividades organizadas, damos acompanhamento pessoal enquanto utilizam as instalações como gostam. Não ficam apenas a passar o tempo em jogos de computador
australianos, portugueses de Portugal e de Macau, chineses, ingleses, um misto de origens e nacionalidades. Têm problemas de toxicodependência. Os jovens que frequentam o Be Cool não têm relação com essa problemática. Trabalhamos na área da prevenção primária, ou seja, antes que possa existir o primeiro consumo. Também têm acordo com algumas escolas que visitam. Sim, todos os anos, com base
num programa que temos e num acordo com diversos estabelecimentos de ensino, visitamos as escolas. No ano passado fomos a oito escolas dar as nossas palestras de prevenção da toxicodependência. Escolas chinesas incluídas? Escolas chinesas não, esse é trabalho do Instituto de Acção Social. O Be Cool vai a outras, por exemplo a Escola Internacional, a Escola das Nações, a Escola Portuguesa, a Escola Luís Gonzaga Gomes. Previamente apresentamos às escolas
os temas das palestras. Com o Instituto de Acção Social, fundamentamos junto desses estabelecimentos a importância de ser passada aos alunos toda uma série de informação, que vamos adaptando conforme os alunos a quem nos dirigimos. Depois de cada palestra, temos um questionário a que eles respondem confidencialmente, sendo-nos muito útil esses elementos para o desenvolvimento do nosso trabalho. Que elementos são esses? Por exemplo, que tipos de
A generalidade das famílias dos jovens que frequentam as múltiplas actividades do Be Cool tem colaborado? O diálogo com as famílias evoluiu. Temos de ter em conta a carga horária do trabalho dos pais. Sinto principalmente que as mães vêm falar comigo, como psicóloga. Provavelmente porque algumas dinâmicas familiares não estão a dar resultado ou até por causa de alguma problema específico. Tem vindo a aumentar essa colaboração das famílias connosco e o próprio acompanhamento dos filhos. Noto que temos vindo a conquistar os pais dos jovens e a comunidade – que envolve também
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entrevista
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druga, coordenadora do projecto Be Cool
lvação vem antes do pecado
vita que os mais novos caiam no consumo de drogas da melhor forma: promovendo actividade ocupacionais gratuitas, da cultura ao mento, já são mais de 200 jovens a frequentar o centro as empregadas domésticas, o que é muito importante, pois conhecem bem os jovens das casas onde trabalham. O Be Cool quer ser parte da comunidade? A nossa ideia é realmente abranger o mais possível a comunidade à volta dos jo-
proximidade entre os jovens e os familiares. Praticam todas as actividades ao dispor no Be Cool? Não, dividem-se pelos seus próprios gostos e interesses, através de uma ficha de inscrição relativa a cada actividade. Alguns jovens estão em duas
Temos vindo a conquistar os pais dos jovens e a comunidade – que envolve também as empregadas domésticas, o que é muito importante, pois conhecem bem os jovens das casas onde trabalham vens para que nos conheçam melhor e ao nosso trabalho. Incluindo todos no processo, ganhamos conhecimento nítido sobre que actividades os jovens mais apreciam, como preferem interagir connosco, os filmes que preferem ver. O envolvimento de todos é muito importante, daí termos várias actividades que envolvem também os pais, as aulas de ioga, por exemplo. Nas aulas de dança também temos mães a participarem. Tem crescido bastante a relação de
actividades, outros em três, não existe obrigatoriedade de escolha. Sobretudo sentem este espaço como deles. Há indicador de algum jovem frequentador desta instituição que tenha escorregado para a toxicodependência? Até ao momento, felizmente, não existem dados nesse sentido. E algum jovem destes que tenha sido toxicodependente?
Também não. Se assim acontecesse, o caso seria imediatamente acompanhado pela ARTM. Não falamos directamente nas drogas, o nosso diálogo pedagógico é promover a saúde. Através de alguns workshops, gestão de stress por exemplo, com ajuda de alguns estagiários da Universidade Macau, ou de postura física, também educamos e promovemos no sentido da saúde, afinal o mais importante. Com que principais apoios conta o Be Cool? Temos apoio do Instituto de Acção Social (IAS) e da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). O IAS apoia-nos no que refere às instalações e em algumas acções específicas, como no futebol inter-escolas. Anualmente fazemos uma lista onde solicitamos o que gostaríamos de realizar, bem como o orçamento previsto para essas actividades. A DSEJ apoia-nos no pagamento extra aos nossos professores de fitness, dança, futebol, aulas de português.
Como é a procura do curso de português? Uma procura muito significativa, incluindo por parte de jovens portugueses cujos pais, casados com senhoras de outras nacionalidades, pretendem que os filhos aprendam a língua portuguesa, dado que têm pouca prática no uso dela. Tínhamos pensado incluir estas aulas de português apenas nas actividades de Verão, mas optámos por continuar, em princípio já em Setembro, pois houve muita adesão e boa vontade por parte dos pais. O projecto Be Cool também tem projectos para o futuro próximo? Certamente. Alguns deles já começaram, como é o caso da nossa newsletter trimestral, onde além da informação e estatísticas sobre as drogas, os efeitos e as consequências, textos de alguma forma na área da psicologia, como o tema “O Regresso à Escola”, a gestão das emoções, do stress. Existindo, na feitura deste boletim informativo, envolvimento dos jovens na elaboração dos artigos. Também temos a flash
news que é mensal, noticia as actividades de cada mês e é enviada por email para os jovens e também para os pais, instituições e organizações nossas parceiras em alguns eventos e para todos quantos mostrarem interesse em receber. E tem um âmbito mais abrangente? O mais recente número da flash news falava também da nossa ida ao Ice World, no Venetian, entre outros temas. Afinal, um prestar de contas do nosso trabalho. Mas ainda cursos
A maior dificuldade do projecto é falta de espaço. Actualmente é pequeno, justificou-se na abertura, era um projecto novo, não se sabia se iria ser bem recebido. Mas temos esperança, pois acreditamos no apoio do IAS para vermos resolvida esta questão
de informática, concursos de desenho, fomentar a biblioteca de livros doados, um booklet de receitas extraídas da nossa actividade Be a Chef, competição teatral inter-escolas, entrarmos no campeonato de voleibol feminino para o qual já temos equipa constituída, e outras iniciativas. Qual a maior dificuldade que enfrenta o projecto? A maior dificuldade é falta de espaço. Actualmente é pequeno, justificou-se na abertura, era um projecto novo, não se sabia se iria ser bem recebido. Ora tem aumentado o número de jovens que frequentam diariamente o Be Cool, por isso, e com o volume das nossas actividades, começa a ser mais difícil o trabalho. Mas temos esperança, pois acreditamos no apoio do IAS para vermos resolvida esta questão e passarmos a dispor de instalações que nos permitam interagir com os jovens de forma cada vez mais qualitativa. Realizamos hoje várias actividades em simultâneo e temos um número de novas inscrições crescente.
Regresso a Macau Mestre em Psicologia Social, Verónica Madruga conhece bem Macau – aqui estudou e fez o ensino secundário. Há um ano, quando de férias em Macau, proporcionou-se uma colocação profissional do marido. Verónica trabalhava como psicóloga no MIT em Portugal, um programa de parceria entre universidade portuguesas e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que dá bolsas de estudo aos universitários de engenharia. Desta sua experiência com jovens universitários, colheu frutos que hoje também lhe são úteis no desenvolvimento da actividade como coordenadora do Be Cool em Macau. Como lembra, “trabalhar com todas as idades é um desafio, trabalhar com adolescentes é um desafio a dobrar”. Porquê? “Temos de ter muito jogo de cintura, muita noção do valor do envolvimento com os jovens, numa relação genuína. Eles sentem a necessidade deste nosso trabalho em conjunto e gostam.”
Sobre o projecto Be Cool, Verónica Madruga sublinha que “todos os dias há desafios diferentes e o desejo de continuar a crescer e a alcançar maior envolvimento com toda a comunidade à volta dos jovens, com as campanhas e acções de prevenção primária”. A importância de reflectir sobre estas questões é reafirmada pela psicóloga. “Para reflectir sobre a toxicodependência, sobre esta problemática mundial, é necessário estarmos permanentemente actualizados. É uma luta diária e constante que, infelizmente, está longe de ficar concluída.” Para a coordenadora do Be Cool, um organismo que emana da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau, é fundamental “uma escuta activa, proactividade e motivação como ferramentas para ajudar os jovens a construírem defesas eficazes contra as pressões para usarem e abusarem do tabaco, do álcool e de outras dependências”.
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PÓS 26 anos de polémica, desastres e reincarnações o navio Exxon Valdez vai finalmente ser desmantelado. Uma história que mudou a face ambiental da indústria petrolífera e as políticas de prevenção de desastres ambientais. Em 1986, a companhia metalúrgica National Steel and Shipbuilding de San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos, “deu à luz” dois navios gémeos, mas com destinos muito diferentes. O USNS Mercy - um navio hospital para a Cruz Vermelha - com ambições de ajudar em missões humanitárias ao longo do globo - e o Exxon Valdez, um navio para o transporte de crude entre o Alasca e a Califórnia. Vinte seis anos depois, o “Exxon Valdez” vai ser desmantelado, mas isto não o privou de algumas “reincarnações”, nem que a sua história fosse esquecida.
40 MILHÕES DERRAMADOS
Passava pouco da meia-noite de 24 de Março de 1989, quando o petroleiro entrou para a história dos desastres ambientais juntamente com o seu capitão, Joseph Hazelwood. O “Exxon Valdez” embateu num recife do Golfo do Alasca e o resultado foi um derrame de 40 milhões de litros de crude, espalhados por cerca de 2000 quilómetros da costa alasquiana. Apesar de a navegação estar extremamente perigosa naquela noite, devido aos icebergs soltos, o capitão decidiu abandonar o comando do navio e ir até outra secção “preencher uns papéis durante cerca de 10 minutos” deixando outro
Exxon Valdez vai finalmente ser desmantelado
O navio maldito marinheiro sem capacidades para conduzir no leme do petroleiro. Foi o pior vazamento de petróleo em águas norte-americanas até 2010, quando o derrame do Horizon Deepwater “libertou” um Exxon Valdez no Golfo do México a cada cinco dias, durante três meses. Como resposta a este acidente, o Congresso americano aprovou, em 1990, o Oil Pollution Act, que obriga as companhias petrolíferas a elaborar planos de prevenção de derrames, assim com planos de emergência, caso um derrame não seja evitado.
Várias experiências no terreno do desastre levaram à criação de métodos menos poluentes de limpeza de derrames, como o uso das bactérias Pseudomonas aeruginosa. Com o movimento de ondas e o efeito de alguns micróbios, o crude desapareceu rapidamente de algumas praias. No entanto, poças de petróleo ainda podem ser encontradas à superfície, ou debaixo do solo, o que ainda hoje coloca em risco a vida das lontras que escavam as praias à procura de alimento. Estima-se que entre 100 mil e 700 mil aves morreram devido ao desastre. Em 2001, o jornal Los Angeles
Fotógrafo capta imagem surpreendente
U
O tubarão sorridente
M tubarão de ponta preta foi apanhado de boca arregalada, sorridente, no preciso momento em que se preparava para abocanhar um enorme cardume de sardinhas. A fotografia foi registada por Vladimir Levantovsky, de 50 anos, durante a Corrida Anual de Sardinhas no Porto St. Johns na África do Sul. Segundo o fotógrafo, “a Corrida Anual de Sardinhas é um dos fenómenos natu-
rais mais espectaculares da Terra”, acrescentando que “todos os anos milhões de sardinhas agrupam-se em cardumes e viajam ao longo da costa sul-africana”. “Quando isto acontece, muitos predadores, incluindo tubarões, golfinhos, pássaros e baleias, juntam-se também junto à costa”, explicou. “E quase de imediato começa a assistir-se a um banquete.” Os predadores atacam os cardumes de sardinhas
conduzindo-os para a superfície, o que dificulta que escapem. O fotógrafo reconhece que “o tubarão que fotografou parece estar realmente a sorrir, tal como um personagem do filme de animação Nemo”. “A forma da boca pode assemelhar-se a um sorriso mas não é – apenas parece, porque os tubarões não expressam as emoções como nós”, argumenta.
Times descobriu que vários membros da equipa de limpeza tiveram problemas de saúde relacionados com o acidente, desde dores de cabeça a queimaduras químicas e problemas respiratórios. No entanto, as histórias e encarnações em volta do “Exxon Valdez” não acabaram aqui.
AS REINCARNAÇÕES
Em 1995, o petroleiro apareceu caracterizado como uma navio enferrujado no filme Waterworld, do realizador Kevin Costner, comandado por um pirata perigoso com um gosto peculiar pelo álcool.
Sete anos mais tarde, a União Europeia proibiu a utilização de navios petroleiros de casco simples e o “Valdez” de outrora, agora chamado simplesmente de “Mediterranean”, foi enviado para as águas da Ásia. Em 2007, o Valdez sofreu uma “reforma” mais brutal ainda. Foi convertido num transportador de minérios e renomeado como “Dong Fang Ocean”. Para recordar o 21º aniversário do desastre ambiental, em 2010, o alter-ego “Dong Fang Ocean” colidiu com um cargueiro de transporte, “amputando” as suas próprias âncoras e perfurando os tanques de lastro do outro navio. Já em 2011, com o nome de “Oriental Nicety,” o navio foi vendido a uma companhia de demolições indiana, as Priya Blue Industries. A mesma empresa que em 2006 tinha atraído má fama após terem afundado um navio que continha amianto. Vários activistas alegaram que o “Oriental Nicety” também podia possuir tal composto, o que levou os tribunais indianos a proibirem a atracação do navio e a imporem uma auditoria ambiental. Assim, o Oriental Nicety” ficou à espera no corredor da morte por dois meses, custando ao seu proprietário aproximadamente 8 milhões de euros. Após tamanhas peripécias e incidentes, o tribunal decidiu a favor da Prya Blue e aceitou a entrada do “Oriental Nicety” no porto para ser desmantelado. Passados 26 anos, vão ser necessários 500 trabalhadores durante quatro meses para desmembrar a carcaça do Exxon Valdez. Porém, os efeitos da sua história ainda podem ser encontrados no Alasca.
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Serviços governamentais prometem unir esforços durante a passagem do Kai-Tak
IACM garante drenagem regular As chuvas vão ser intensas durante o fim-de-semana. A passagem do Kai-Tak durante a madrugada de hoje promete inundações nas zonas baixas, nomeadamente no Porto Interior. Serviços garantem competência e a PSP estará vigilante Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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S Serviços de Meteorologia e Geofísica (SMG) apontaram a madrugada de hoje como o período crítico da passagem do tufão, que por essa altura chegou mais próximo de Macau. No entanto, a direcção dos SMG não acredita que seja tão forte como o Vicente, que assolou Macau em finais de Julho. “Se for içado o sinal oito na próxima madrugada [de hoje] não será por muito tempo e baixará durante a manhã”, explicou o director dos SMG, Fung Soi Kun. As chuvas e ventos fortes podem chegar aos 80 km/h, mantendo-se até domingo, pelo que são esperadas inundações nas zonas baixas, sobretudo no Porto Interior. “Vai haver uma maré muito alta pelas 9h00 da manhã.” Sugere por isso aos
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residentes destas zonas elevar os objectos e equipamentos que fiquem nos pisos térreos para uma altura de segurança. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) garante uma drenagem regular da cidade. No entanto, não assegura que não voltem a existir bloqueios durante a passagem do tufão, dada a acumulação de lixo, segundo garantiu a sua assessoria de imprensa ao Hoje Macau. “Vamos tentar reparar os danos por má drenagem, só invocaremos equipas para ajudar caso as autoridades de segurança nos convoquem.”
TÁXIS FISCALIZADOS?
A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai estar a patrulhar as ruas durante a madrugada, reforçando o pessoal durante o mau tempo, segundo informações dadas pelo assessor Vincent Lao. As autoridades pedem
genética não estava na lista dos fantasmas da reprodução quando Woody Allen escreveu no seu filme “O ABC do Amor”, de 1972, a parte “O que é que acontece durante a ejaculação?”, na qual a caricatura do cérebro de um homem, que mais parece um quartel-general, se prepara para uma relação sexual. Além da culpa religiosa, na forma de um padre, ter tentado dar cabo da erecção ao homem, um espermatozóide interpretado por Woody Allen temia um desfecho indigno para a sua vida, caso ficasse preso num preservativo, descobrisse que o seu dono estava a ter uma relação homossexual ou a companheira tivesse tomado a pílula e não houvesse óvulo para fertilizar. Mas um problema mecânico bastante mais simples poderia provocar um falhanço semelhante: o espermatozóide interpretado por Woody Allen poderia ter a cauda “partida” e, assim, não conseguiria nadar até ao alvo. Na vida real, esta pode ser uma causa de infertilidade com origem genética, de acordo com os resultados de uma equipa de cientistas do Instituto Gulbenkian
ainda para contactar a linha de emergência (999) ou o quartel dos bombeiros (28 572 222), que estarão a coordenar esforços. Os serviços de tráfego foram também contactados pelo Hoje Macau, mas não informaram se vão redobrar a vigilância aos taxistas que abusem nos preços cobrados aos passageiros ou recusem transportá-los. Vicente Lao apela a que a população comunique estas ocorrências, para que sejam reportadas depois à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego. Até à hora do fecho do jornal, o Kai-Tak estava a 260km de Macau, com previsão de passagem entre o território e a ilha de Hainão, tendo sido içado o sinal três às 14h30 de ontem. Na segunda-feira, a previsão meteorológica volta ao normal, com abrandamento dos períodos de chuva forte.
Desvendado o mistério do que faz nadar os espermatozóides
Como chegam eles ao destino de Ciência (IGC), em Oeiras, que descobriu o processo de formação das estruturas que dão mobilidade à cauda (o flagelo) dos espermatozóides da mosca-da-fruta. Os resultados foram publicados nesta segunda-feira na revista Developmental Cell.
ESPERMATOZÓIDE NÃO ESTÁ SÓ
Existem algumas células no corpo humano que se distinguem das outras por formarem estruturas que se parecem com caudas e que abanam, explica Mónica Bettencourt Dias, líder da equipa do IGC e autora do artigo. Os pulmões, por exemplo, têm células à superfície com cílios, que servem para expulsar partículas nocivas. No caso dos espermatozóides, como não estão presos a nada, este movimento permite às células sexuais masculinas moverem-se até ao óvulo e fecundá-lo. A equipa da investigadora estudou moscas-da-fruta que tinham
uma mutação no gene que comanda o fabrico da proteína BLD10. “Estas moscas eram completamente estéreis”, revela a investigadora. E na origem desta esterilidade está a estrutura que dá a mobilidade à
cauda do espermatozóide e permite que ele nade.
ESTUDAR O ESQUELETO
O grupo de Mónica Bettencourt Dias dedica-se a estudar o esque-
leto das células – um importante “órgão” que, entre várias coisas, é responsável por separar correctamente os cromossomas durante a divisão celular, para que cada célula fique com os 23 pares no final da divisão, nem mais, nem menos. Uma das estruturas deste citoesqueleto são os microtúbulos, tubos finíssimos que se formam pela acumulação de pequenas proteínas esféricas. Além de fazerem a separação normal dos cromossomas durante a divisão das células, os microtúbulos são responsáveis pela formação dos flagelos nos espermatozóides e dos cílios nas células dos pulmões. No caso dos espermatozóides da mosca-da-fruta, estes microtúbulos formam um flagelo com dois milímetros, o que é 40 vezes maior do que o humano. A equipa, que inclui também cientistas do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em Oeiras, descobriu que o início da formação do flagelo acontece numa fase muito primária do desenvolvimento dos espermatozóides e está intimamente ligado à proteína cuja produção é comandada pelo gene BLD10.
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Actor conseguiu evitar escândalos e ganhou confiança do público
Morgan Freeman no topo da lista da Forbes
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actor Morgan Freeman é o famoso que mais confiança inspira aos norte-americanos, segundo a lista publicada pela revista Forbes, que inclui outras estrelas de Hollywood, como Sandra Bullock, a única mulher no ranking, e Tom Hanks. “Freeman conseguiu evitar escândalos, o que dá confiança ao público”, disse a revista que acrescenta ainda, como argumento em defesa da liderança do actor, a sua carreira, na qual “nunca desempenhou papéis errados”.
“Miss Daisy”, “Sete pecados mortais” ou “Invictus” são alguns dos filmes que tiveram Morgan Freeman como protagonista. O cineasta Ron Howard, realizador de “Frost/Nixon”, “O código Da Vinci” e “Uma mente brilhante”, surge em segundo lugar, seguido de Mike Holmes, um construtor que tem um programa popular de televisão, “Holmes on Homes”, e que trabalhou para os projectos das Aldeias SOS, de apoio a crianças. A lista das dez celebridades que mais confiança inspiram nos Estados Uni-
público norte-americano mais confia. Os responsáveis da Forbes destacam as dez personalidades pelo tempo que têm conseguido permanecer na ribalta, com sobriedade, sem serem alvo de escândalos ou de especulações. “A confiança é [um conceito] subjectivo, e quando perguntámos às pessoas qual a palavra que empregariam para descrever estas personalidades, uma percentagem muito alta respondeu ‘confiável’”, disse Gerry Philpott, chefe da pesquisa encomendada pela revista para o “ranking”.
dos continua com o treinador de futebol Tony Dungy, em quarto lugar, seguido do actor Michael J. Fox, que no ano passado liderou o “ranking” da Forbes, depois de ter editado um livro sobra a doença de Parkinson, de que padece, e de ter regressado à actuação. No sexto lugar encontra-se a actriz Sandra Bullock, que antecede o cantor Betty White (7.º) e os actores James Earl Jones (8.º) e Tom Hanks (9.º), antes do produtor e apresentador Mike Rowe, do Discovery Channel, que fecha o “top ten” daqueles em quem o
Altamiro Carrilho morreu aos 87 anos
O maior flautista do Brasil
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flautista Altamiro Carrilho, um dos maiores instrumentistas da história da música brasileira, morreu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, aos 87 anos. O músico padecia de um cancro. Com mais de 100 discos gravados e 200 composições, Carrilho foi um dos maiores flautistas brasileiros e um dos mais importantes divulgadores
do estilo nacional conhecido por “chorinho”. O músico pode ser ouvido, como solista em flauta, nas canções “Meu Caro Amigo”, de Chico Buarque de Hollanda, e “Detalhes”, de Roberto Carlos, entre outras colaborações com intérpretes da música popular brasileira, como Pixinguinha (1897-1973), um dos seus ícones.
Em quase 70 anos de carreira, Carrilho apresentou-se em mais de 40 países, incluindo Portugal, onde actuou por diversas vezes, sobretudo nas décadas de 1960-70. Carrilho assinou também adaptações de êxitos populares portugueses, como “Rosinha dos Limões” ou “Uma casa portuguesa”, tendo igualmente composto a sua própria versão de “Coimbra do Choupal”, que considerava “a capital do amor em Portugal”. Entre as composições mais conhecidas de Altamiro Carrilho estão “Rio Antigo”, “Acorda, Luiz” e “Canarinho Teimoso”. O músico esteve internado durante mais de duas semanas, em Julho, e voltou às urgências do hospital São Lucas, na zona sul do Rio de Janeiro, no passado dia 27, apresentando complicações respiratórias. Nos últimos anos, após a colocação de duas pontes de safena (“bypass” cardíaco), o músico já tinha reduzido o número de apresentações, mas afirmava não ter planos para parar de tocar. Vencedor de diversos prémios, Carrilho recebeu, em 1998, das mãos do então presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, uma comenda especial da Ordem do Mérito Cultural, em reconhecimento pelo trabalho em prol da música brasileira.
Ucrânia considera “SpongeBob” gay
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Proibição na calha
Ucrânia quer proibir os desenhos animados “SpongeBob”, da Nickelodeon, por considerá-los impróprios para as crianças. A Comissão Nacional para Defesa da Moralidade acredita que a “Esponja Bob” não é uma série recomendável por visar a destruição da família, avançou o diário ucraniano “Ukrainskaya Pravda”. A Comissão Nacional para Defesa da Moralidade da Ucrânia analisou algumas séries de animação para TV e propôs às autoridades proibir a sua exibição por constituírem “uma ameaça real para as crianças”. A popular personagem de desenhos animados “SpongeBob” (Bob Esponja) é homossexual segundo a Comissão Nacional para Defesa da Moralidade da Ucrânia. Entre as consideradas perigosas contam-se também: “Os Simpson”,
“Family Guy”, “Pokemon”, “Teletubbies” ou “Futurama”. De acordo com o estudo realizado pela Comissão tratam-se de programas que “visam a destruição da família, a propaganda do vício e das drogas”. Enquanto o género de animação japonês “é um claro exemplo de propaganda do sexismo”. Segundo a psicóloga Irina Medvedeva citada pelo estudo, crianças dos 3 aos 5 anos, depois de verem as séries “fazem caretas diante de adultos que não conhecem, riem alto e repetem frases sem sentido de forma provocatória”. Os “Teletubbies, por exemplo, incentivam “à criação do homem subnormal que passa todo o dia a ver televisão com a boca aberta, absorvendo toda e qualquer informação” o que constitui a “psicologia dos perdedores”.
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“Humorália” de Rodrigo de Matos no Albergue SCM
Na próxima quarta-feira, dia 22, pelas 18h30, inaugura na galeria A2 do Albergue SCM uma exposição individual com cartoons de Rodrigo de Matos. “Humorália” é composta por 50 cartoons publicados no jornal “Expresso”, de Portugal, e “Ponto Final”, de Macau, previamente escolhidos pelo autor.
Vencedor do Euromilhões quer reunir Axl Rose e Slash
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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MGM Macau promoveu ontem uma prova de comida japonesa. O “Festival de Sabores de Kagoshima”, que estará à mercê da população de Macau de 15 a 30 de Agosto, “introduz a todos os gourmands os mais finos ingredientes alimentares provenientes de Kagoshima”. “Quem vier ao MGM pode provar a carne Wagyu, o porco Kurobuta, batata-doce Satsuma-Imo e muito mais”, referiu a assessoria da operadora. Com o cunho dos
“Festival de Sabores de Kagoshima” no MGM
Fresco e Oriental chef’s de cozinha dos restaurantes Aux Beaux Arts, Rossio e Imperial Court, a comida de Kagoshima, zona do Japão que goza de um clima temperado quase durante o ano inteiro, será realçada com um toque francês, com um toque mais extravangante ou apenas com um toque chinês. O Aux Beaux Arts oferece Ceviche de Hamachi ou Filé assado de Bonito
em puré de Yuzu, entre outras iguarias. O Imperial Court apresenta uma leitura mais chinesa da cozinha japonesa e preparou pratos de carne de Wagyu com favas como também barriga de porco preto com molho de alho. No Rossio, o chef preparou uma selecção de sushi com Hamachi fresco e rolos Unagi, assim como sorvete de mirtilo em vinagre.
Filme nomeado para três Oscars
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“Bambi” celebra 70 anos
EPOIS da Abelha Maia, hoje é dia de festa para o “Bambi”. Há precisamente 70 anos, no dia 13 de Agosto de 1942, o Mundo descobria “Bambi”, na primeira sessão exibida no Radio City Music Hall de Nova Iorque. Trata-se da quinta longa-metragem animada dos estúdios Disney que marcou milhões de espectadores pela cena dramática em que ‘Bambi’ perde a sua mãe, abatida por um tiro. Era a primeira vez que a Disney assumia a morte de uma personagem e os críticos da altura apressaram-se a considerar
o filme “demasiado triste” para os mais novos. O tempo, apesar disso, jogou a favor deste drama, que foi nomeado para três Óscares –
Melhor Banda Sonora, Melhor Som e Melhor Tema Musical (“Love is a Song”): hoje é entendido como obra-prima e uma das produções mais lucrativas de
sempre: custou 16,1 milhões de patacas para ganhos de bilheteira na ordem dos 2,1 mil milhões de patacas. “Bambi” vive numa floresta, na companhia da mãe e de outros animais, como o célebre coelho ‘Tambor’ ou o texugo ‘Flor’. Depois da morte da mãe, o protagonista tem de enfrentar sozinho as dificuldades da vida animal, até chegar à idade adulta. O simples argumento parte do livro escrito por Felix Salten, em 1923, e inclui cerca de mil palavras de diálogo ao longo de todo o filme. “Bambi” foi ainda eleito, pelo American Film Institute, a terceira melhor animação de todos os tempos. Reeditado várias vezes depois, o filme encontra-se já em DVD e Blu-Ray com direito a imagem renovada.
Adrian Bayford, o vencedor do Euromilhões de sexta-feira passada, diz estar disposto a pagar uma fortuna para reunir a formação original dos Guns n´Roses, ou seja juntar novamente em palco Axl e Slash, noticia o The Sun. O primeiro totalista do prémio de cerca de 1,9 mil milhões de patacas, proprietário de uma loja de música em Haverhill, Suffolk, disse ao jornal que o seu sonho era ver o cantor e o guitarrista a actuarem juntos novamente e que estaria disposto a gastar parte do valor recebido para ver esse sonho concretizar-se. A actual formação dos Guns n´Roses anunciou novos espectáculos para o próximo Outono. Sob o título “Apettite for Democracy”, uma espécie de junção entre os discos “Appetite for Destruction” (1987) e “Chinese Democracy” (2008), os concertos prometem apresentar um alinhamento representativo da carreira do grupo.
Anúncio de novo perfume de Lady Gaga promete polémica Foi divulgado o primeiro trailer do anúncio do novo perfume de Lady Gaga e o resultado promete gerar polémica. O anúncio a “Fame”, a fragrância desenvolvida pela cantora com os Haus Laboratories, explora um visual negro, com imagens a remeter para um imaginário sado-masoquista. A cantora descreveu o perfume como cheirando a uma “prostituta de luxo”, embora a embalagem opte por uma descrição mais suave: “lágrimas de belladonna, coração esmagado de orquídeatigre com um véu negro de incenso, alperce e essências combinadas de açafrão e mel”. O perfume, que será lançado em Setembro, está a gerar grande interesse, sendo o primeiro perfume de cor negra que após ser borrifado fica claro.
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desporto
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Luisão continua de “consciência tranquila” sobre o caso Fischer
também não pode ser esquecido. “Tenho a favor as imagens e o histórico no futebol profissional. Agora, eu não posso interferir na atitude que ele vai tomar”, ressalva.
“Tenho a meu favor o histórico no futebol profissional”
CD REÚNE SEXTA-FEIRA
O relatório de jogo elaborado por Christian Fischer, remetido para a Federação Portuguesa de Futebol pela congénere alemã, vai ser objecto de análise por parte do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) durante o dia de hoje.
FIFA PEDE INFORMAÇÕES
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UISÃO acredita que o episódio que protagonizou com o árbitro Christian Fischer não vai resultar em qualquer punição. De “consciência super-tranquila”, o capitão do Benfica acusa o juiz alemão de ter feito “um pouco de teatro”. “O juiz tinha tirado o amarelo do bolso, ia
dar o segundo amarelo e expulsar [n.d.r. Javi García]. Havia dois jogadores nossos, o Carlos Martins e o Maxi, que já se estavam a alterar com ele, e eu aproximei-me para falar como capitão. Não sei se houve encosto ou não, mas acho que ele acabou fazendo um pouco de teatro, caindo”, descreve o defesa-central,
em declarações prestadas ao site brasileiro R7. “Lamento um pouco a atitude dele, porque depois do jogo os dirigentes do Benfica e eu procurámo-lo para conversar, mas ele não quis receber ninguém na sala, nem voltar para o jogo”, conta Luisão, que não atribui especial importân-
cia ao incidente: “A minha carreira sempre foi notícia por outro lado, mas são coisas que acontecem no futebol.” Quanto a um eventual castigo de que possa ser alvo, acredita o jogador brasileiro que as imagens falam por si. O percurso enquanto jogador profissional, realça,
Selecção portuguesa vence Panamá (2-0)
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Oportunidade às reservas
estreante Nelson Oliveira marcou o primeiro golo, Cristiano Ronaldo fez o segundo. E na baliza portuguesa nada entrou. A Selecção portuguesa venceu o Panamá, por 2-0,
em jogo de preparação para o início da fase de qualificação para o Mundial 2014 de futebol, disputado no EstádioAlgarve. Na sua estreia a titular, o avançado Nelson Oliveira, jogador do Benfica cedido
ao Desportivo da Corunha, fez o seu primeiro golo na Selecção portuguesa, aos 30 minutos, com o capitão Cristiano Ronaldo a fazer o segundo tento luso aos 51. Portugal inicia a qualifi-
Terminou a carreira profissional de Fabrice Muamba Fabrice Muamba, 24 anos, decidiu colocar um ponto final na carreira profissional de futebolista devido a problemas cardíacos. O antigo jogador do Bolton sofreu um ataque cardíaco no passado dia 17 de Março, em pleno relvado de White Hart Lane, durante o jogo com o Tottenham. O coração do atleta esteve 78 longos minutos sem bater. Depois do choque inicial, Muamba pensava vir a ser capaz de regressar aos relvados a médio prazo, mas na semana passada uma visita a um especialista belga em cardiologia dissipou todas as dúvidas. “Obviamente que as notícias que recebi não foram as que eu esperava. Isto significa que estou neste momento a anunciar a minha retirada
do futebol profissional”, confirmou o atleta em declarações exclusivas ao The Sun. “O futebol sempre foi a minha vida, desde que era muito novo, e deu-me muitas oportunidades”, recordou Muamba. O inglês, de origem congolesa, endereça agradecimentos especiais neste momento difícil: “Graças a Deus que estou vivo e faço tributo mais uma vez aos membros da equipa médica, que nunca desistiram de mim. Também queria agradecer a todos os que me apoiaram durante a minha carreira e aos fãs do Bolton.” Depois de representar o Arsenal, o Birmingham e o Bolton, Muamba despede-se dos futebol quando ainda se lhe auspiciava uma promissora carreira.
cação para o Mundial 2014 com uma visita ao Luxemburgo, a 7 de Setembro, na primeira jornada do Grupo F, no qual estão ainda Rússia, Israel, Irlanda do Norte e Azerbaijão.
O organismo que rege o futebol mundial (FIFA) pediu à Federação alemã (DFB) o processo em torno do incidente no particular do Benfica frente ao Fortuna. De acordo com a TVI24 e a SIC Notícias, a FIFA já está ao corrente do incidente e recebeu todas as informações transmitidas pela Federação alemã. O organismo também estará a analisar a entrevista de Jorge Jesus, onde o treinador do Benfica afirmou que Luisão estava a defender os jogadores. A FIFA irá igualmente enviar o processo para a Federação Portuguesa de Futebol. O incidente em questão aconteceu na primeira parte do particular, de sábado, aos 39 minutos, no momento em que o árbitro ia mostrar o segundo cartão amarelo a Javi García. Nessa altura, Luisão correu na direção de Fischer, que sofreu um encosto do defesa brasileiro, tendo ficado inconsciente durante alguns segundos. A FIFA tem jurisdição em todos os particulares.
Chelsea Fernando Torres abre o seu coração
“Nem queria entrar em campo”
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avançado Fernando Torres reconheceu que a época anterior foi um inferno para ele e que nada estava a correr como queria. O jogador até admitiu que não queria entrar em campo. “Às vezes estava no banco e pensava: ‘Não vou fazer barulho porque não quero entrar em campo. Mas eles queriam e exigiam que entrasse em campo. Os adeptos puxavam por mim de um modo que nem os meus colegas conseguiam. Tudo que fizer a partir de agora será para os adeptos”, afirmou Fernando Torres, em declarações La Razon. O goleador espanhol tam-
bém agradeceu o apoio que recebeu de alguns colegas: “Paulo Ferreira, os guarda-redes substitutos, os mais jovens que também sentiam problemas em evoluir, ajudaram a ver a situação em que estava.” Fernando Torres reconheceu que não teve o impacto que pretendia nas competições que o clube inglês conquistou: “O Chelsea venceu a Taça de Inglaterra, mas não joguei na meia-final e na final. Não soube a nada. Participei um pouco mais na Liga dos Campeões, mas não era assim que queria vencer a ‘Champions’. Quero vencer a Liga dos Campeões de outro modo.”
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[ ] Cinema
Brenda Chapman 16.00, 19.30
Um filme de: Tony Gilroy Com: Jeremy Renner, Rachel Weisz 14.30, 19.15, 21.30
THE DARK NIGHT RISES [B]
MCDULL, THE PORK OF MUSIC [B]
FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Brian Tse 16.45 SALA 2
PARANORMAN [3D] [B] LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chris Butler, Sam Fell 14.15, 17.45
Um filme de: Christopher Nolan Com: Christian Bale, Gary Oldman, Anne Hathaway 21.15 SALA 3
SAMMY’S 2: ESCAPE FROM PARADISE [3D] [C] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Len Wiseman Com: Ben Stassen 14.30, 16.15, 18.00
Aqui há gato
MCDULL, THE PORK OF MUSIC [B]
BRAVE [3D] [B]
FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Brian Tse 19.45, 21.30
FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Mark Andrews,
VERTICAIS: 1-Fortaleza de altos muros (pl.). Long-Play (abrev.). 2-Dar a forma de corno. Deus, divindade (Pref.). 3-Da asa. Mocidade (fig.). 4-Peixe da família dos Tunídeos.2 (Rom). 5-O que sofre de monofobia. Prata. (s.q.). 6-Ninho. Aperte com fita. Adicione. 7-49 (Rom.). Preservam. 8-Outorga. Bácoro, porco (Prov.). 9-Gordo. Génios, grandes lalentos (fig.). 10-Presentear . Gratificaria. 11-Agente (Suf.). Comida, refeição (Pop.).
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Para este lugar. Omniforme. 2-Mau cheiro, fedor (bras.). Antiga forma de oui. Lugar onde se tomam bebidas. 3-Género de plantas a que pertencem a erva-moura, a batateira, o tabaco. Outorgar. 4-Procedimento, tratamento. As partes mais largas dos remos. 5-Encrespar. Capa sem mangas. 6-Acolá. Força que imprime movimento a uma máquina. Apeadeiro (abrev.). 7-Portanto. Beco sem saída. 8-Vida (pref.). Ressoar. 9-Três (Pref.).Predição de sucesso futuro. 10-Legislação. Acrescenta. Textualmente. 11-Que vive no estado de poligamia. Em partes iguais (Fram).
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:31 00:20 01:00
TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO TDM Talk Show (Repetição) Resistirei Telejornal Olhar Macau Regresso a Sizalinda Hilda Furacão - Estreia TDM News Portugueses Pelo Mundo Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM
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30 - ESPN 12:30 14:30 15:30 16:00 16:30 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00 22:30 23:00
US Figure Skating Championship London 2012 Olympic Games Onc Highlights Day 3 Total Rugby Silk Way Rally 2012 - Highlights Day 5 - 6 Senior Open Championship 2012 Day 4 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 World of Gymnastics 2012 The Football Review KIA X Games Asia 2012 Sportscenter Asia 2012 Football Asia 2012/13 London 2012 Olympic Games Onc Highlights Day 4
31 - STAR Sports 13:00 JK Racing Asia Series 13:30 Thailand Open Day 4 16:30 JK Racing Asia Series 17:00 Hot Water 2012/13 18:00 HSBC Asian 5 Nations Rugby 2012 19:00 Asean Basketball League 2012 San Miguel Beerman vs. Indonesia Warriors 21:00 Laureus Spirit Of Sport 21:30 (Delay) Score Tonight 2012 22:00 SBK Superbike World Championship 2012 Highlights 22:30 World of Gymnastics 2012 23:00 Len European Diving Championships 40 - FOX Movies 11:45 Prom 13:30 Black Swan 15:15 Killers 17:00 The Next Three Days 19:15 Love And Other Impossible Pursuits 21:00 The Taking Of Pelham 123 22:45 Best Of The Festivals 00:35 London Boulevard 41 - HBO 12:00 See Spot Run 13:35 Inception 16:25 Live And Let Die 18:25 Nutty Professor Ii 20:10 2 Fast 2 Furious 22:00 Unknown 23:55 Ironclad 42 - Cinemax 12:20 Killer: A Journal Of Murder 13:55 Lethal Weapon 4 16:00 Jet Pilot 18:25 Sea Of Love 20:15 Behemoth 21:45 Epad On Max 22:00 Mardi Gras: Spring Break 23:30 She’S Out Of My League
HORIZONTAIS: 1-CA. OMNIMODO. 2-ACA. OIL. BAR. 3-SOLANO. DER. 4-TRATO. PAS. P. 5-ENRUFAR. OPA. 6-OLA. MOTOR. AP. 7-ORA. BETESGA. 8-S. BIO. ECOAR. 9-TRI. AGOIRO. 10-LEI. ADE. SIC. 11-POLIGAMO. AA. VERTICAIS: 1-CASTELOS. LP. 2-ACORNAR. TEO. 3-ALAR. ABRIL. 4-O. ATUM. II. I. 5-MONOFOBO. AG. 6-NIO. ATE. ADA. 7-IL. PROTEGEM. 8-M. DA. RECO. O. 9-OBESO. SOIS. 10-DAR. PAGARIA. 11-OR. PAPAROCA.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA PRIMEIRO LIVRO DE POESIA • Sophia de Mello Breyner Andresen, Júlio Resende
Poemas em língua portuguesa para a infância e a adolescência. Constituído por obras de poetas de todos os países de língua oficial portuguesa, O Primeiro Livro de Poesia é um livro de iniciação, destinado à infância e à adolescência e onde Sophia de Mello Breyner procurou reunir poemas que, sendo verdadeira poesia, são também acessíveis. Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.
UMA MULHER INVULGAR • Janny Scott
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
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Cineteatro | PUB
SALA 1
THE BOURNE LEGACY [B]
futilidades
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Barack Obama escreveu extensamente sobre o pai que o deixou, mas pouco se sabe acerca da mulher que, mais do que ninguém, moldou a criança que haveria de se tornar Presidente dos Estados Unidos. Agora, em “Uma Mulher Invulgar”, Janny Scott, jornalista premiada do New York Times, conta a história de Stanley Ann Dunham, a quem o Presidente Obama atribui, segundo diz, «o que de melhor há em mim». A história começa numa época em que o casamento inter-racial era crime em grande parte dos Estados Unidos e a segregação e a discriminação eram factos cruentos da vida americana. Segue a vida de uma mulher não convencional vinda de uma era convencional, que atravessou fronteiras, venceu limites culturais e desafiou as regras da raça, da maternidade e do seu género. “Uma Mulher Invulgar” é um olhar profundo e inspirado sobre como se molda uma personalidade. É igualmente a história de uma mulher à frente do seu tempo, cuja morte aos cinquenta e dois anos, quando Obama se estava a lançar na sua primeira campanha para um cargo público, a impediu de ver o filho chegar à Presidência dos Estados Unidos. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
E QUE SERÁ FEITO DOS TERRENOS? A decisão era previsível. O caso mais mediático de corrupção em Macau teve um valente ponto e vírgula em finais de Maio com a condenação sem misericórdia de Ao Man Long pelo que os tão falados terrenos daquele que viria a ser o empreendimento luxuoso La Scala já não servirão esse fim, declarou ontem o novo titular da pasta das Obras Públicas, Lau Si Io. Pelo menos, não sob a tutela da Chinese Estates Holdings ou qualquer subsidiária sua, porque para já mantém-se uma incógnita sobre a nova finalidade das parcelas. Ficarão para o Governo? Talvez não. Porque tudo indica que as outras cinco empresas detentoras dos terrenos transitaram directamente os lotes (sob pressão do Governo) à empresa de Joseph Lau - que como se sabe subornou o então titular da pasta das Obras Públicas. Voltarão então para as cinco concessionárias anteriores? Não se sabe. Mas, ainda assim, será que aquela área terá uma finalidade habitacional, hoteleira ou de entretenimento? Ou podemos esperar um desfecho mais feliz, mais adequado aos interesses da população? Tal como defende Ng Kuok Cheong aguardá-los para novas contas de habitação pública, percebendo desta vez as necessidades reais dos residentes. Ou transformá-las em habitações privadas, ainda que ao sabor dos altos preços do mercado imobiliário. No fim ao cabo, nem que fosse deixá-los quietos a bem do que resta do ar puro de Macau. Mas o director-executivo e sócio maioritário da Chinese Estates Holdings, Lau, ainda pondera recorrer, segundo informaram fontes interinas ao Ponto Final, e eu penso: a lata desta gente, que ainda reivindica direitos desapropriados! Está na cara de todos que o senhor não é inocente - porque as provas aceites no anterior julgamento ditam isso mesmo - mas claro, temos de esperar por novo julgamento já no próximo mês, para se ouvir o veredicto oficial. À parte dos ‘players’ de Hong Kong há mais um dirigente de Macau que se vê com a cabeça a prémio porque não contente com as artimanhas do seu antecessor deu continuidade à concessão, que já estava em processos irregulares. O Gabinete do Executivo veio por isso dizer que vai acompanhar “as questões pertinentes ao despacho de 2011” de mais três parcelas para unificar as cinco anteriores - concedidas por Lau Si Io. Agora, vai esperar resultados do Chefe do Executivo que, espero, conte com indicações do CCAC para perceber se este é um homem digno do posto que representa, de valor bem elevado para este pequeno território que precisa de uma governação que salvaguarde o bem-estar dos que movem a maquinaria económica.
Pu Yi
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opinião
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Jorge Rodrigues Simão
perspectivas
Arquitectura e sociedade sustentável “One of the greatest contributors to global warming and other forms of environmental deastruction is the building industry.” The green future of buildings Thor Kerr FuturArc – New Architecture 3rd quarter 2008 I Volume 10
O
S impactos da arquitectura e da construção sobre o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos são, em geral, pouco conhecidos da população. Estes impactos apresentam uma dupla dimensão, global e local, com manifestações singulares. Tendo em consideração a relação com os impactos de carácter global, calcula-se que uma décima parte da energia usada pela a sociedade é destinada à construção e manutenção dos edifícios habitacionais e de escritórios. É de prever que uma parte muito significativa dos recursos físicos do planeta, como madeira, água e recursos minerais, é destinada ao sector da construção civil. Assim, estima-se que 40 por cento dos materiais usados na sociedade moderna são transformados em materiais de construção. A construção de um edifício, bem como a produção e o transporte dos materiais necessários, consome excessiva energia e produz enorme poluição, semelhantes a dez anos do seu uso. Talvez, a forma como se constrói e se usa o edifício habitacional cria impacto no estado do meio ambiente global, em situações como a destruição da flora (desde arvoredos a florestas), deterioração da paisagem para a obtenção de materiais, degradação dos rios, poluição do ar ou a alteração climática derivada das combustões de processos industriais relacionados com a produção dos materiais da construção. Os impactos ambientais manifestam-se também, à escala local, em situações como o consumo de espaço ou as doenças ou incómodos resultantes do processo construtivo e, na fase de uso, em aspectos como a qualidade de vida, a saúde e a segurança dos seus habitantes. Este tipo de situações concretiza-se, entre outros, pela formação de atmosferas interiores não saudáveis, alheamento dos seus ocupantes pela constância do seu comportamento, resultantes de um desenho inadequado, ou na exposição a ruídos intensos e continuados. As novas técnicas de desenho e construção sustentáveis têm vindo a ser experimentadas e implantadas com sucesso em diversas cidades do mundo. É de incentivar uma maior pesquisa, estudo, ensaio e implementação no futuro próximo no contexto de uma sociedade que tenha optado pela sustentabilidade. A experiência obtida com a implantação de sistemas de gestão ambiental em outros sectores, como o da indústria, permite que se avance nessa direcção com sucesso.
As experiências colhidas no sector industrial, por exemplo, permitem concluir que os efeitos da produção, manifestam-se de uma forma evidente e imediata na poluição do ambiente, o que obrigou os seus gestores e a administração a implantar medidas correctivas. Ao longo dos últimos decénios, revelaram-se três tendências sucessivas, que actualmente ainda continuam vigentes. A primeira, marcada pela irresponsabilidade, caracteriza-se pela redução de emissões poluentes, escondendo-as de alguma forma, mas reveladas em certas práticas habituais, como a dissolução dos poluentes em grandes volumes de água ou ar para reduzir a sua concentração, e assim não superar os limites estabelecidos. Quanto aos resíduos sólidos tóxicos e perigosos ou eram depositados em áreas incontroladas ou em terrenos arrendados ou comprados. Todas essas práticas tiveram importantes custos sociais, como resultado do necessário saneamento posterior dos solos e das águas. A segunda fase, dominante nas décadas de 1970 e 1980, caracterizou-se pela correcção no final do processo produtivo, mais conhecido pelo conceito inglês de “end-of-pipe”, ou seja, pelo recurso a tecnologias usadas para o tratamento e controlo dos resíduos no final do processo produtivo e conhecidas como tecnologias de “fim-de-tubo” Os impactos ambientais eram mitigados por estações de tratamento de águas residuais, equipamentos de tratamento de gases e partículas ou com a inertização, incineração ou despejo de resíduos controlados. Esta solução implicava grandes investimentos em instalações, com tecnologias sofisticadas em contínua evolução, e gastos, de manutenção e afectação de pessoal especializado que, em determinadas indústrias, condicionavam a sua viabilidade económica. A terceira tendência, iniciada no final da década de 1980, durante a década de 1990 e prolongando-se até ao presente, caracteriza-se pela prevenção da poluição desde a fonte e na internalização dos custos ambientais. Trata-se de rever completamente o sistema produtivo para reduzir os impactos sobre o meio ambiente. Essa revisão e a implementação de medidas correctivas reduz ao mínimo as emissões em qualquer situação e momento, optimiza o uso de energia e dá lugar a um processo produtivo limpo, eficaz e competitivo. No processo produtivo são recuperados os materiais e é incentivada a cogeração para evitar perdas energéticas. Os materiais não reutilizáveis pela indústria, são comercializáveis como subprodutos ou matérias-primas para outros processos industriais que os possam aproveitar. Os resíduos não utilizáveis são convenientemente tratados e dão lugar a resíduos inertes. As perdas de água e de materiais minimizam-se, uma vez que se estabelece um ciclo mais ou menos fechado no processo produtivo. Assim, o conhecimento e o controlo detalhado das diferentes fases do processo, têm em vista
É de prever que uma parte muito significativa dos recursos físicos do planeta, como madeira, água e recursos minerais, é destinada ao sector da construção civil. Assim, estima-se que 40 por cento dos materiais usados na sociedade moderna são transformados em materiais de construção uma maior segurança do trabalhador e da população ao redor. As experiências levadas a cabo até ao presente, demonstram que os investimentos necessários para optimizar o processo produtivo são amortizados num período curto, dado serem consumidos menos recursos materiais e energéticos. A realização deste modelo, está ligada ao estabelecimento de um sistema de gestão ambiental, integrado no sistema de gestão geral da indústria, no qual são estabelecidos objectivos, procedimentos e avaliação contínua do próprio sistema. Tendo em consideração a relação com esta tendência, tem de se considerar que a sustentabilidade de um processo produtivo não está apenas vinculada à qualidade do processo, mas também ao produto. Mediante a análise do ciclo de vida do produto, podem conhecer-se os impactos directos e indirectos produzidos. Este método de análise considera os custos energéticos e de recursos naturais, bem como os impactos resultantes da obtenção de matérias-primas necessárias ao processo produtivo. Considera igualmente, os custos referentes ao uso posterior do produto por parte do consumidor, bem como os derivados do tratamento, reciclagem ou reutilização dos resíduos criados, ou em outros termos, é uma análise que percorre todo o ciclo de vida do produto (do berço à tumba). Quanto ao sector imobiliário foram realizadas experiências similares. Assim, em 1987 foi terminada a construção da nova sede do “Banco Internacional da Holanda”, em Amesterdão. Tratou-se de um desenho “orgânico”, realizado pelo arquitecto Ton Alberts, que
levou três anos a ser completado e nele foram considerados os aspectos de poupança energética e de outros recursos, como os de integração de formas naturais no seu interior. O desenho incorporou diversas características para que a nova sede do banco viesse a consumir a décima parte da energia, que consumia o antigo edifício. Os custos adicionais derivados do desenho e da construção, investidos nesta poupança energética e de materiais, foram amortizados em apenas quatro meses. Ainda que, esta experiência seja indicativa das enormes possibilidades que futuro representa, é importante frisar que se tratou de uma experiência totalmente programada, exibindo as tendências dominantes do momento, pois, continuam a predominar os critérios de rentabilidade imediata a curto prazo, derivados da resistência à mudança por parte dos diversos actores do negócio imobiliário. Esta construção única foi efectuada num local seleccionado pelos empregados do banco e tendo em consideração a proximidade das suas residências. É um complexo que ocupa uma superfície de cerca de dezassete mil metros quadrados, constituído por dez torres ligadas entre si por uma rua interna ondulada. O sol, no interior, reflecte-se no metal colorido, que é um dos muitos elementos artísticos que decoram a sua estrutura, para invadir os pavimentos inferiores de matizes constantemente cambiantes. Os jardins internos e externos são irrigados com água da chuva recolhida na cobertura. Todos os escritórios recebem ar e luz naturais. O aquecimento e a ventilação estão a maior parte do tempo desligados, não sendo usado nenhum sistema convencional de ar condicionado. A água como motivo decorativo escorre das esculturas dos corrimões de bronze das escadas. Neste tipo de construção, o absentismo é inferior em 15 por cento e a produtividade aumentou. Os funcionários participam de numerosas actividades culturais e sociais nocturnas ou de fim-de-semana. O produto final que pode ser apreciado por quem visitar a cidade foi muito além do esperado quanto às características, particularidades, propriedades e ao processo de “design” executado. O “design” do edifício “orgânico”, integra arte, materiais naturais e locais, luz natural, verde das plantas, conservação de energia e água, e o silêncio é um dado adquirido. Em termos de custos não foi superior em metro quadrado à média do mercado. O capital gasto nos sistemas de economia de energia foi recuperado nos primeiros três meses, tendo consumido menos 92 por cento de energia que um outro banco contíguo, construído na mesma época, representando uma economia de cerca de três milhões de euros por ano, fazendo dele um dos edifícios mais eficientes em energia da Europa.
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Arnaldo Gonçalves
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crepúsculo dos ídolos
Democracia e Democratas
U
M dos fenómenos mais interessantes do espaço público é a crítica sistemática e extremada sobre a democracia. Normalmente ela parte de gente que poderemos considerar democratas. Pessoas que concordam que os sistemas de governo se devem basear na eleição livre e com carácter universal dos representantes do povo e que estes exercem cargos, com carácter precário, enquanto merecerem a confiança dos eleitores. A democracia significa “in limine” o poder de remover os governantes de forma pacífica, sem derramamento de sangue. Não existem várias concepções de democracia como por vezes se insiste. Existe apenas esta. Parte das pessoas que criticam rispidamente a democracia não são democratas. Aparentam ser democratas mas não são. O marketing político está de tal forma profissionalizado que é possível, com algum cuidado, esconder as verdadeiras intenções e ideias por debaixo de uma afinada mensagem comunicacional. E como a comunicação é a única forma de se validar a relação do “Eu” com o “Outro”, a comunicação é o que retrata alguém como amigo e inimigo ou como aliado ou adversário. Como qualquer método aberto a vários conteúdos possíveis a mensagem é aquilo que se lhe quiser pôr lá dentro, é um saco que fica apenas de pé quando é cheio. Espanta por isso a “conversão” democrática de alguns políticos e forças políticas que sabendo-se ideologicamente afeiçoadas a sistemas totalitários jogam hoje dentro das regras do sistema “burguês” e adoptam um discurso de conformidade que espantará as pessoas que estão sistematicamente “do contra”. Normalmente esta “conversão” oportunista ocorre na direita, com as suas extremas radicais a abandonarem as referências discursivas da pátria, da ordem, da autoridade e da fé para adoptarem qualificativos mais neutros como “responsabilidade”, “respeito”, “ética” e “dignidade”. Esta “conversão” aos benefícios da democracia ocorre também na esquerda, nas suas extremas, quando reputados partidários dos paraísos siberianos, pol-potianos, ou norte-coreanos, mostram-se mais democratas que os democratas e destros em criticar os excessos ou incoerências do sistema “burguês”. Na sua elaboração, propugnam soluções milagrosas que vistas em abstracto são sedutoras porque “pescam” na vontade legítima que as pessoas têm de serem tratadas com equidade, que os interesses que proliferam na sociedade sejam contidos e
equilibrados pela acção do Estado, que haja uma melhor política redistributiva que acorra aos necessitados, aos mais pobres. Nesse esteio, sugerem medidas alternativas de intervenção do Estado nas empresas, de tributação exemplar dos bancos e das grandes empresas, de “castigo” radical dos especuladores, de punição dos que dentro do aparelho do Estado são coniventes com os grandes interesses e se embrenham nas
teias da corrupção. Normalmente, dirigem o fogo das críticas contra políticos de partidos concorrentes, assumindo uma postura de isenção que pode ser enganadora. Esta ânsia de nacionalização maciça de tudo o que é privado é trapaceira. Joga na falta de memória dos eleitores, na suavização de erros que a passagem do tempo induz na memória dos povos. É uma política que erra absolutamente nos objectivos de justi-
Espanta por isso a “conversão” democrática de alguns políticos e forças políticas que sabendo-se ideologicamente afeiçoadas a sistemas totalitários jogam hoje dentro das regras do sistema “burguês” e adoptam um discurso de conformidade que espantará as pessoas que estão sistematicamente “do contra”
ça social que se propõe já que são raros os exemplos de gestão pública que validam a conclusão que a gestão pública é preferível à gestão privada. Não o é nos sectores industriais e manufactureiros; não o é nos bancos e seguradoras; não o é nos sectores de distribuição de água, electricidade e nas empresas que gerem infraestruturas; não o é nas telecomunicações ou na actividade de teledifusão. Não há um único exemplo que os partidários da nacionalização socialista possam apontar que dê validade a este seu argumento estafado. Por definição apenas devem estar submetidos à reserva da gestão pública os domínios da actividade social que são pela sua natureza insusceptíveis de serem geridos pela iniciativa privada ou que do ponto de vista da segurança nacional se exige que estejam sob o férreo controlo do Estado. Assim acontece com as empresas de defesa, com as Forças Armadas e sectores adjacentes, com as polícias e os serviços da administração pública, com as entidades que concorrem para a preservação da soberania nacional. Naturalmente este afã nacionalizador não é inocente. Tem outros móbeis que não o pretenso altruísmo dos seus devotos defensores. Ele tem como objectivo a tomada do poder político por parte de forças que no período da transição democrática em Portugal tomaram de assalto posições importantes no aparelho de Estado partindo dos sindicatos, das comissões de trabalhadores, das comissões de moradores. Um poder ‘vermelho’ cheio de slogans, de ocupações, de dias de trabalho gratuito para a revolução, de comissários políticos despachados para as empresas, os serviços e alguns jornais para garantir a disciplina, a obediência e a unicidade, sob o açaime do “partido”. A história repete-se, disse o filósofo de Trier. Umas vezes como tragédia, outras vezes como farsa acrescentou. Portugal teve já o seu tempo de revoluções e de farsas disfarçadas de slogans socialistas. Seria lamentável que se viessem a repetir as mesmas políticas que caracterizaram o governo fantoche de Vasco Gonçalves como a forma emblemática do comunismo português. Nestas coisas, as aparências iludem e o PCP não tem o exclusivo da asneira. Ao contrário do que possa parecer nada distingue António Louçã, Teixeira Lopes e Joana Mortágua de Jerónimo de Sousa, Domingo Abrantes ou Bernardino Soares. É tudo farinha do mesmo saco (bolorento). Ensinou-lhes Lenine que “é verdade que a liberdade é preciosa; é tão preciosa que deve ser racionada”.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Nuno G. Pereira; Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Peng Zhonglian; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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c a r t o on por Steff Topless de professora primária no Facebook
Uma professora primária colocou fotografias suas em topless na rede social Facebook, para choque dos pais das crianças que estão ligadas à docente naquela rede social, e que tiveram acesso às imagens. Como se não fosse suficiente, a professora estagiária, natural de Singapura, queixou-se das atitudes e pressões exercidas por alguns dos pais dos seus alunos. A mulher está a ser criticada por ter colocado as imagens no Facebook de forma a que alguns dos seus alunos, de oito anos, pudessem vê-las. “Alguns pais pensam que os professores têm de estar disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana”, desabafou a docente na rede social, citada pelo Dailymail.
Equador dá asilo político a Assange
Angola e RD Congo recorrem à ONU
Os Governos de Angola e República Democrática do Congo decidiram recorrer a intermediação das Nações Unidas para dirimir os diferendos existentes na zona de fronteira. A RD Congo já apresentou a argumentação, Angola prepara a sua, informou Georges Chicoty, ministro das Relações Exteriores de Angola, após reunião com Dismas Monzia, vice-ministro da cooperação congolês. “A RDC tinha colocado o problema na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. É a esse nível que Angola está a preparar a sua resposta para ultrapassar o assunto”, afirmou Georges Chicoty. Apesar das “boas relações bilaterais” entre os dois países e de uma proposta em cima da mesa para “exploração conjunta”, a ONU foi chamada a pronunciar-se.
Obama distribui cerveja da Casa Branca O presidente dos Estados Unidos e candidato a novo mandato, Barack Obama, está a distribuir garrafas de cerveja como material de campanha eleitoral. Uma oferta pouco comum, para mais, porque produzida na própria Casa Branca, residência oficial do Presidente. “White House Honey Ale»” é o nome da cerveja preparada pelos chefes da Casa Branca, nome que deve ao mel que é produzido no Sul pela primeira-dama Michelle Obama.
Activistas podem ser libertados nas próximas horas
Ng Sek Io e os outros Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
O
S 14 activistas que foram detidos pelo Japão depois de terem furado a barreira costeira nipónica, desembarcando nas ilhas Dayou, “podem ser deportados nas próximas horas”. Ng Sek Io, presidente do Comité para a defesa das Ilhas Dayou em Macau, e outros 13 activistas da China continental, Hong Kong e Taiwan foram detidos pelas autoridades japonesas e enviados para Okinawa, para serem sujeitos a interrogatório. Contudo, a China já ordenou que fossem libertados. “Se isso não acontecer as relações entre os dois países ficará seriamente afectada”, afirmou ao Hoje Macau fonte ligada ao Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na RAEM. Muitas vozes se levantam a pedir guerra da China contra o Japão, mas a China quer que a diplomacia impere. “Quando há uma guerra não é bom. A disputa é um problema antigo que terá de ser resolvida de forma pacífica, através do diálogo. É
Ciclone
compreensível a indignação do povo chinês mas a guerra não é saída para nada”, afirmou ainda a mesma fonte.
GOVERNO NA EXPECTATIVA
O Executivo liderado por Fernando Chui Sai On já veio dizer, publicamente, que está atento ao regresso do activista a Macau. Nesse sentido “está em contacto permanente com o Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros na RAEM e acompanha de perto a evolução do incidente, dando a necessária colaboração para que o residente de Macau detido regresse, em segurança, o mais cedo possível.”
Em Macau, já se levantam vozes contra o Governo local. Lee Kin Yun, da Associação de Activismo para a Democracia diz mesmo que o Governo está “impávido e sereno”. “O Governo não ofereceu verdadeiramente qualquer ajuda. Acho que não serve para nada.” Do lado da Novo Macau, o seu vice-presidente Scott Chiang resolveu pedir ajuda ao porta-voz do Governo, Alexis Tam. “Respondeu-me hoje [ontem] que o Governo não pode fazer nada em relação a este caso. Trata-se de um assunto de diplomacia. Disse acreditar que Pequim e toda a diplomacia chinesa já fizeram a sua parte.”
O Governo do Equador decidiu dar asilo político ao fundador do Wikileaks, Julian Assange. Esta decisão deverá resultar numa tensão das relações com as autoridades britânicas. O australiano está há vários dias na embaixada do Equador em Londres, onde pediu asilo político para evitar a extradição solicitada pelas autoridades suecas ao Reino Unido. O fundador da Wikileaks é acusado, na Suécia, de ter violado duas mulheres, mas nega as acusações. O Governo equatoriano tinha agendado para esta quintafeira uma decisão sobre o pedido feito por Julian Assange e decidiu responder afirmativamente, o que lhe poderá agudizar o conflito com Londres a respeito desta matéria.
Augusto Vilela morreu aos 77 anos
O jornalista Augusto Vilela morreu de doença prolongada na última segunda-feira em Lisboa, aos 77 anos. Trabalhou no Diário de Notícias, Comércio do Porto, Diário de Lisboa, Diário 16 e na Revista Macau.
Atentados no Iraque provocam oito mortos
Uma série de atentados registados em cinco cidades iraquianas provocaram pelo menos oito mortos e 50 feridos. Dos ataques à bomba em Bagdad e outras regiões do país, o mais mortífero ocorreu em Falloujah, um antigo bastião rebelde, onde quatro polícias foram feridos por tiros.
Juros da dívida lusa a dez anos voltam a cair
Para se mandar um político abaixo, não há nada melhor do que usar uma mulher. Basta comprá-la e dizer que foi violada. Mas neste jogo, não entram maricas. POR FERNANDO
Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a cair esta quinta-feira pela quinta sessão consecutiva. Os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos negociavam nos 9,878 por cento ao início da manhã, ligeiramente abaixo dos 9,902 por cento de quarta-feira. Já nos prazos a cinco e dois anos a tendência foi diferente, crescendo 8,375 por cento e 5,741 por cento, respectivamente.