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Hoje Macau 17 MAR 2015 #3292

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Director carlos morais josé

Mop$10

t e r ç a - f e i r a 1 7 d e m a r ç o d e 2 0 1 5 • ANO X I V • N º 3 2 9 2

hojemacau

jogo especialistas querem mexidas na lei

Baralha e volta a dar

Juristas e especialistas do sector do Jogo criticam a lei que rege as actividades dos casinos argumentando que de 2011 para cá já muita coisa mudou e é preciso ajustar o diploma à realidade. Maior fiscalização e diminuição do imposto especial são algumas das recomendações.

salário mínimo

Três anos para crescer política Página

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IPM licenciatura

As farpas de Rita Santos sociedade Página

fam 2015

Arte a gosto em Maio eventos centrais

cultura

O mercado mora ao lado eventos centrais

Lei van/Sports Channel

grande plano página 3

Selecção

Mata-mata às oito na Taipa desporto Página

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diário de bordo

‘‘

hoje macau terça-feira 17.3.2015

por Carlos Morais José

ontem macau

“Este primeiro ano de estudos em Portugal deve ser considerado para os nossos alunos como uma entrada para o mundo das leis em português. As condições que eles têm são favoráveis, mas um ano nunca será suficiente, pelo que os alunos devem fazer funcionar os métodos e experiências que adquirem em Coimbra para melhor aplicarem os seus estudos quando regressarem a Macau”

Defenestrai-os! Parafraseando um génio da bola, o presidente da República Portuguesa disse ontem que “resultado final (já não sei de quê) só se sabe no fim”. Junta-se assim esta frase ao conjunto já vasto de afirmações imortais que lhe valem um lugar no panteão das imbecilidades. Mas o pior, verdadeiramente pior, é ser este senhor que nos representa enquanto Chefe de Estado. Depois de ter afirmado, para gáudio da populaça, que as dívidas de Pedro Passos Coelho ao fisco eram um assunto “político-partidário” (!?) e que por isso não as comentava, Cavaco Silva demonstra como Portugal está sem fibra nem rumo. Pois, caso

édito contrário, como seria possível manter uma figura claramente esclerosada como a mais alta do Estado, representante de todos os portugueses? Os brasileiros vieram para a rua aos milhões para protestarem contra um caso de corrupção. Se os portugueses lhe seguissem o exemplo, ninguém estaria em casa. Em Portugal, os escândalos políticos não são protagonizados, especialmente, por gente da esquerda ou da direita: é no centro, no chamado arco da governação que o cancro se situa. O povo português sabe disto muito bem mas continua, amavelmente, a votar nos mesmos, numa falsa alternância de idênticos resultados. Olhando para a

frente, não se vislumbra saída, não se prevê uma solução: Portugal continuará a ser vendido a bom preço ao capital estrangeiro (exigência da troika), para enorme lucro dos que recebem as comissões dos negócios. A pressa em privatizar a TAP desmascara esta situação. Por muito que nos custe ou nos pareça deslocado usar este tipo de linguagem, a verdade é que o país está nas mãos de traidores, gente sem outro valor que não seja os seus próprios interesses. Pessoas dispostas a tudo sacrificar do país, em prol de interesses externos e dos seus próprios. Tal como em 1640, só parece haver uma solução: — Defenestrai-os!

Protestos contra Dilma Rousseff encheram ruas em todo o Brasil este domingo. Marcha na Avenida Paulista reuniu um milhão, de acordo com Polícia Militar, mas relatos divergem

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Eva Jiang • Docente, especialista em Direito do ambiente, sobre o curso bilingue de Direito da UM em Portugal

“Tem-se falado muito em contratar mais pessoal, mas o Governo tem que se começar a focar na qualidade e não na quantidade porque sabemos que nem sempre as duas coincidem” Eric Sautedé • Sobre as LAG 2015 na pasta de Alexis Tam

“Reformular a estrutura governativa não significa despedir pessoal” Sónia Chan • Secretária para a Administração e Justiça, sobre as mudanças na sua secretaria

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“O que entristece é que quando criam estas coisas esquecem-se sempre de Macau. É triste ver isso, não percebo, porque os alunos têm de saber como é que Macau pode contribuir no estabelecimento das empresas e como se pode fazer essa ligação (com a China e o mundo lusófono)” Rita Santos, ex-secretária-geral adjunta do Fórum Macau, sobre o programa curricular do curso de Relações Comerciais China-Países Lusófonos do IPM | P. 6

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Edite Ribeiro(estagiária); Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com. mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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hoje macau terça-feira 17.3.2015

Sensibilidade e menos impostos é aquilo que alguns especialistas pedem para a indústria do Jogo. A actual lei que regulamenta a actividade dos casinos foi criada em 2001 e pouco ou nada foi alterado. Há quem diga que o regime não se coaduna com a realidade e é preciso apertar na fiscalização e diminuir o imposto especial

grande plano

Jogo Advogados e especialistas defendem revisão de legislação

Mais perto da realidade

de uma sala VIP fugiu de Macau levando dinheiro, incidente que provocou o encerramento da sala. Este é um problema que existe devido à falta de regulamentação da actividade deste profissionais”, argumentou Song.

Promotores e a questão da postura

No caso dos promotores, o advogado luso sugere que sejam criadas medidas efectivas de fiscalização do trabalho destes profissionais, justificando que são várias as circunstâncias em que a indústria de Jogo local se deixa ficar mal junto de gigantes de outros países devido à má actuação de alguns desses promotores. “Podiam-se criar critérios mais apertados no que diz respeito à idoneidade [dos

vo de Macau quando comparando com o monopólio existente antes da transferência do território”, disse o académico ao HM. No entanto, Carlos Siu realça que integração crescente de elementos não-Jogo nos casinos pode tirar o efeito à implementação desta medida. É Billy Song quem partilha desta ideia, ou seja, da falta de medidas que ajudem a manter a função dos ‘junkets’dentro dos trâmites legais. Contudo, Song sublinha outra preocupação: a questão dos empréstimos aos jogadores do continente e que não podem ser cobrados lá fora. De acordo com a legislação vigente no continente, as dívidas contraídas em Macau não podem ser cobradas na China, o que levanta alguns problemas ao nível financeiro para as entidades que tenham emprestado dinheiro, nomeadamente empresas de promotores de Jogo. Uma vez que a revisão da Lei do Jogo não tem capacidade para alterar o quadro legal do continente, a solução passar por melhor fiscalizar a matéria de empréstimo de dinheiro. “O movimento de dinheiro do

“O Governo devia ponderar a criação de medidas para converter algumas práticas de aparente exploração por parte de alguns ‘junkets’ em processos socialmente mais aceitáveis”

Leonor Sá Machado

Leonor.machado@hojemacau.com.mo

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Regime Jurídico da Exploração de Jogos de Fortuna ou Azar em Casino entrou em vigor em 2001. Mais de 14 anos depois, Lawrence Ho – presidente da Melco Crown Entertainment – vem dizer que o referido diploma devia ser revisto. Este é, de acordo com o dirigente, “incompleto”, pelo que faltam “leis relativas” aos negócios deste sector da RAEM. Contactados pelo HM, alguns especialistas da área dizem concordar com a revisão. Contudo, há quem faça uma ressalva: é complicado efectuar uma alteração de fundo, pelo que o mais sensato seria proceder à revogação de alguns artigos. Isso mesmo disse um jurista de uma concessionária local, que preferiu manter-se no anonimato. Na perspectiva do advogado, a lei não precisa de ser revista, mas sim ter alguns dos seus artigos revogados, como aqueles que dizem respeito à idoneidade – competências e credibilidade – dos promotores de Jogo ou ‘junkets’ ou ao imposto especial a pagar pelas concessionárias ao Executivo. “Há um claro declínio da curva da facturação [dos casinos] e além disso, os custos operacionais das concessionárias são hoje em dia muito maiores do que eram em 2001. Tudo isto contribui para que eventualmente o imposto fosse revisto”, lembra o mesmo jurista. O pagamento de salários aos funcionários dos casinos cobre uma grande fatia desses custos. “Na

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Carlos Siu Professor associado do Centro Pedagógico e Científico na Área do Jogo do IPM

altura, também não havia outros mercados, ou seja, outros pontos de comparação, mas hoje há e é possível ver que o montante é em todos os outros sítios inferior àquele que se paga em Macau”, continua. Há, no entanto, quem tenha uma opinião mais radical. Billy Song, director da Associação de Jogo com Responsabilidade de Macau considera que a revisão é “essencial”. Tal deve-se, na perspectiva deste especialista, ao facto da lei ter sido

implementada em 2001, momento em que apenas a Sociedade de Jogos de Macau (SJM) tinha autorização para exercer actividade. Se por um lado, a discordância recai no facto de rever a lei por inteiro ou não, a concordância reina quando se diz que a actividade dos promotores de Jogo não está a correr como deveria. “A actividade dos junkets e das salas VIP não são suficientemente regulamentados pelo [actual] regime. No ano passado houve o caso em que o proprietário

“A actividade dos junkets e das salas VIP não são suficientemente regulamentados pelo [actual] regime. No ano passado houve o caso em que o proprietário de uma sala VIP fugiu de Macau levando dinheiro, incidente que provocou o encerramento da sala” Billy Song Director da Associação de Jogo com Responsabilidade de Macau

junkets], no sentido de dar mais credibilidade à indústria de Macau”, justificou o jurista. Na sua opinião, a perspectiva negativa que outros países têm em relação a este ramo de acção na RAEM advém, muito em parte, do desempenho por vezes negativo dos junkets. Também Carlos Siu, professor associado do Centro Pedagógico e Científico na Área do Jogo do Instituto Politécnico de Macau considera que o diploma precisa de um abanão. O académico do IPM defende uma mudança no mecanismo de actuação dos junkets, justificando esta necessidade com o factor de por vezes serem “mal vistos pela população. “Os negócios dos promotores de Jogo sempre foram uma parte importante do Jogo de Macau e penso que o Governo devia ponderar a criação de medidas para converter algumas práticas de aparente exploração por parte de alguns ‘junkets’ em processos socialmente mais aceitáveis”, explicou o académico. No que diz respeito à taxa de imposto especial, Siu considera que esta deveria ser alterada de forma a coincidir com a realidade actual do sector. “Julgo que a questão da revisão do imposto deve ser considerada tendo em conta as alterações no ambiente competiti-

sector de Jogo é grande, não é igual como em outros sectores e por isso a fiscalização de capitais deverá ser mais cautelosa, sendo que a legislação actual abrange pouco nesta área”, referiu Billy Song ao HM. O responsável acrescentou que “é comum” existirem depósitos e empréstimos de dinheiro nas salas VIP, tratando-se de um sistema quase semelhante àquele oferecido pelos bancos. No entanto, no âmbito legal, Song considera que o diploma não integra essas medidas, o que permite às pessoas pedirem empréstimos sem terem capacidade para os pagar.

E as outras questões?

Embora pontos como o imposto especial ou a actuação dos promotores de Jogo nos casinos sejam os mais sonantes, Carlos Siu lembra que há ainda outros problemas a considerar e a publicidade dos casinos junto das fronteiras é uma delas. Além das questões já referidas, o especialista frisa a eventual diminuição dos anúncios na zona das Portas do Cerco e do envio de mensagens escritas de divulgação dos casinos. Por último, Siu sugere uma maior regulação da entrada de jogadores ilegais, lembrando o incidente que teve lugar na semana passada, em Coloane.


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política

hoje macau terça-feira 17.3.2015

Salário Mínimo Governo quer aumentos generalizados em três anos

Migalhas para o ar

Recompensas para idosos

O Governo quer alargar o salário mínimo para todos os sectores nos próximos três anos. Para já, também várias pensões de reforma foram actualizadas, uma medida aplaudida mas que, para alguns, fica ainda longe do pretendido

Filipa Araújo*

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

A

PESAR da proposta de lei relativamente ao salário mínimo ainda estar em fase de discussão na especialidade na Assembleia Legislativa (AL), apenas para o sector da segurança e limpeza de edifícios, o Governo avançou ontem que pretende estender a matéria, nos próximos três anos, a todos os restantes sectores. “Após a implementação da lei nestes dois sectores, esperamos que dentro de três anos possamos implementar o salário mínimo em todos os sectores de Macau”, afirmou o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, à margem de uma reunião do Conselho Permanente de Concertação Social. Durante o encontro, a mensagem foi transmitida aos representantes do sector laboral e patronal, que Lionel Leong diz terem concordado com a proposta. Ainda está a ser discutido se a medida será aplicada de forma “gradual ou total”, uma decisão que depende de questões “técnicas e jurídicas”, disse o Secretário. Não foram ainda avançados

“Acho uma medida extremamente acertada e concordo de uma maneira geral, mas ainda assim a percentagem de aumento ainda está algo distante da realidade social de Macau” Pereira Coutinho Deputado

valores para o salário mínimo generalizado, mas para os trabalhadores da segurança e limpeza de edifícios foi fixado o montante de 30 patacas por hora - contas feitas a oito horas de trabalho diário, seis dias por semana, perfazem 6.240 patacas mensais.

Sem outro caminho

Para o deputado José Pereira Coutinho esta foi uma “medida acertada”. Esta vontade do Governo, diz, vem ao encontro das “aspirações das pessoas mais frágeis da camada social de Macau e a própria calendarização, ou seja a promessa que daqui a três anos tenhamos o salário mínimo para todas as profissões vem desbloquear a reivindicação que eu em sede da terceira Comissão da AL, tinha vindo sempre a reclamar”. Coutinho argumenta que este era o único caminho que o Exe-

cutivo poderia percorrer. “Não se poderia descriminar as profissões, ou seja, somente actualizar os valores para as profissões de segurança e pessoal da limpeza ignorando e esquecendo as outras profissões que também sofrem com a aumento de custo de vida e da inflação”, argumentou. Durante a reunião do Conselho Permanente de Concertação Social foram também oficializados aumentos às prestações sociais num total de 34 mil milhões de patacas, mais 80 milhões do que foi gasto no ano passado. Foram, assim, actualizadas a pensão de idosos, a pensão de invalidez e a pensão social - as duas primeiras passaram de 3.180 patacas por mês para 3.350 e a última de 2.083 para 2.200 patacas por mês. Ainda assim, diz o deputado Pereira Coutinho, apesar de ser uma medida adequada e um

casamento e funeral. Estas actualizações devem entrar em vigor em Julho.

passo necessário, os valores de aumento das pensões ficam muito aquém do desejado. “Acho uma medida extremamente acertada e concordo de uma maneira geral, mas ainda assim a percentagem de aumento ainda está algo distante da realidade social de Macau”, argumenta. O deputado considera que o custo de vida está “extremamente alto” em que muitas das vezes o preço dos bens essenciais são mais caros, cerca do dobro, daqueles que são praticados na região vizinha de Hong Kong, o que leva a que os valores agora aumentados nos subsídios são “insuficientes para suprir as necessidades das população de Macau”. Também aumentos semelhantes, entre 5,21 e 5,58%, foram anunciados para os subsídios de desemprego, doença, nascimento,

Relativamente à perda de 25% do valor das pensões de idosos que foram pedidas com antecedência, o deputado Ng Kuok Cheong apelou ao Chefe do Executivo para instar o Secretário para Assuntos Sociais e Cultura para que este montante seja recuperado. Numa interpelação escrita, o deputado apontou que existem mais de 40 mil idosos que perderam uma parte do montante da pensão de idosos porque a pediram de forma antecipada, tendo sido cortadas em 25% do total. Agora com o aumento para 3350 patacas o corte será ainda maior, defendeu o deputado. O deputado explica que um idoso que tenha pedido a pensão antecipada, em 2009, com 60 anos, até ao ano passado recebeu 92,925 patacas, no entanto a contar com o valor de 3350 patacas por mês, o montante total deveria ser de 150,750 patacas, ou seja, perdeu quase 60 mil patacas, valor muito alto para Ng Kuok Cheong. O membro da AL defende ainda que no relatório sobre o Estudo do Regime de Pensão para Idosos Antecipada, publicado no ano passado, não contemplava o montante que os idosos que pediam a pensão antecipada perdia. “Isto foi completamente ignorado”, defendeu o deputado. Para Ng Kuok Cheong os idosos estão numa situação muito delicada, classificando-os ainda como desesperados pela resolução desta situação, mesmo com a garantia do Secretário sobre um novo relatório, que até agora nunca chegou. “Antes de permitir que os 40 mil idosos começassem a receber as suas pensões antecipadas, o Governo não ajustou o montante para um nível estável, como deveria ter feito”, defende, frisando que a “pensão aumentou de 1700 para 3180 patacas, um aumento de mais de 97%, fazendo com que os idosos recebessem as pensões tendo em conta o primeiro valor e ainda com o corte de 25%. Claramente estão a perder muito”, argumentou. O deputado quer ainda saber se o Governo irá implementar medidas de recuperação para que os idosos possam receber pensões com o valor livre de perdas. - *com Flora Fong/Lusa

DSAT Confirmada saída de Wong Wan da direcção O ainda director da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Wong Wan vai sair do cargo que ocupa no mês de Maio. De acordo com notícia da Rádio Macau, o responsável pediu que não lhe fosse renovada comissão de serviço. Wong Wan ocupava aquele mesmo posto desde 2008 e a eventualidade do director sair da DSAT tinha sido já referida na passada quinta-feira. Embora a saída esteja já confirmada, desconhece-se ainda que irá substituir o director.


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Bill Chou pede revisão de conteúdos de educação cívica

no local para escolas e associações tem “falhado totalmente”.

Analisar em vez de gastar

“O Governo deve primeiro rever o que foi insuficiente na disciplina, para não continuar a desperdiçar dinheiro dos cofres públicos a promover essa educação, nem organizar delegações”, escreveu no texto, tendo ainda defendido a criação de uma “Associação de Desenvolvimento de Disciplinas”. Essa entidade seria “composta por académicos locais, oficiais e outros, e através de uma consulta pública se possa elaborar uma disciplina adequada ao território. Só depois é que se devem elaborar materiais didácticos”, acrescentou Bill Chou. O ex-docente frisou que entidades editoriais do interior da China não devem elaborar materiais para os estudantes de Macau sem compreenderem a situação do território.

gonçalo lobo pinheiro

O membro da Associação Novo Macau defendeu, na Macau Concealers, que o Governo deve rever as insuficiências da disciplina de Educação Cívica em vez de continuar a investir “grandes montantes de dinheiro”, defendendo mesmo uma consulta pública

Rever a matéria

“O Governo deve primeiro rever o que foi insuficiente na disciplina, para não continuar a desperdiçar dinheiro dos cofres públicos a promover essa educação, nem organizar delegações”

Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

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ILL Chou, ex-professor de ciência política da Universidade de Macau e actual membro da direcção da Associação Novo Macau (ANM), acha “errado” o facto do Governo ter vindo a gastar “grandes montantes de dinheiro na promoção da disciplina de Educação Cívica”, propondo uma revisão “das insuficiências” do sistema. Num texto escrito no blogue da Macau Concealers, Bill Chou considera que o Governo tem vindo a investir muito dinheiro na promoção da educação cívica, com apoios dados a associações

e escolas para a organização de visitas ao interior da China, ou o envio de estudantes para receber formação militar. Segundo o ex-académico, o dinheiro tem vindo a ser investido em materiais didácticos por parte da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), em cooperação com a Imprensa de Educação do Povo,

Lei laboral pedida licença de paternidade

Os pais esquecidos A

deputada Ella Lei apela à criação de um calendário para a revisão da Lei das Relações Laborais, bem como a inclusão de regulamentação de cinco dias de licença de paternidade. Ella Lei pede ainda que se evite, no novo diploma, a sobreposição de feriados obrigatórios e descansos semanais. Numa interpelação escrita entregue ao Governo, Ella Lei recordou que a Direcção dos Serviços para Assuntos Laborais (DSAL) havia afirmado que a revisão da Lei das Relações Laborais devia ser

entregue para decisão do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) no final do ano passado. No entanto, em Janeiro deste ano, o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong Vai Tac, referiu que a revisão só vai ser discutida no primeiro trimestre deste ano. “Ao longo dos anos os trabalhadores têm vindo a queixar-se de que os feriados obrigatórios e descansos semanais são sobrepostos, e que os empregadores fazem isso de propósito, o que faz com que os trabalhadores

que pertence ao Departamento da Educação da China. Bill Chou citou estudos do Centro de Pesquisa de Opinião Pública da Universidade de Hong Kong, que revelam que a dimensão das pessoas de Macau que se sentem um “cidadão da República Popular da China” registou apenas 8.55 pontos de zero a dez, entre os

não possam receber todos os feriados”, apontou a deputada, defendendo que a actual lei é atrasada comparando com os diplomas das regiões vizinhas. Ella Lei, que no hemiciclo representa a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), quer que os cinco dias de licença de paternidade sejam aplicados aos trabalhadores do privado e da Função Pública. Pede ainda que o esclarecimento dos feriados e folgas seja assegurado a todos os trabalhadores de Macau. Ella Lei questionou ainda se o Governo pode confirmar se a proposta da revisão da Lei das Relações Laborais vai ser entregue ao CPCS no primeiro trimestre, ainda em Março, esclarecendo o calendário de revisão. - F.F.

anos de 2000 e 2009. No entanto, em 2014 os valores baixaram para 7.66 pontos, valores mais baixos por comparação a 1999, quando a nota era de 7,87 pontos. O membro da ANM considera que se a disciplina de Educação Cívica serve para ajudar os jovens a identificarem-se com a China, o apoio financeiro dado pelo Gover-

Recorde-se que o chefe do Gabinete de Ligação de Pequim na RAEM, Li Gang, referiu na passada semana que a identidade nacional dos jovens de Macau caiu de 90 para 50% depois do movimento Occupy Central em Hong Kong. Li Gang defendeu, assim, que é necessário consolidar a educação cívica, tendo sugerido à DSEJ a elaboração de materiais didácticos e a liderança de todo o processo.

Jornalistas Criticas a falta de respeito de MGM

A

Associação dos Jornalistas de Macau lamentou o facto dos funcionários do hotel MGM tentarem impedir um jornalista de “fazer uma entrevista normal” no domingo passado, alegando uma falta de respeito para com o sector. Segundo um comunicado da associação, na abertura de exposição de “Valkyrie Octopus”, da artista Joana Vasconcelos na Grande Praça do MGM, os jornalistas foram informados que deveriam deixar primeiro os membros do Governo sair, tendo sido proibidos pela organização de sair da zona indicada só para os media. Um jornalista tencionou dirigir-se

ao portão do hotel para fazer uma entrevista mas foi “rodeado e puxado com força por várias guardas”, inclusivamente pessoal de relações públicas que “declarou fechar a porta do hotel para que os jornalistas não pudessem sair.” A associação declarou que o acto foi “rude” e representa uma “atitude negativa”, que impediu gravemente a liberdade de imprensa. Salienta ainda a associação que os jornalistas não são ferramentas de promoção de actividades comerciais, aconselhando o hotel a rever o arranjo dos relações públicas para que se mostre respeito fundamental aos meios de comunicação.


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sociedade

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Rita Santos critica nova licenciatura do IPM

Macau para sempre ausente Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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oi ontem publicado em Boletim Oficial (BO) o despacho que cria, na Escola de Administração Pública do Instituto Politécnico de Macau (IPM), a licenciatura em Relações Comerciais China-Países Lusófonos. A mesma terá duração de quatro anos e tem como línguas veiculares o inglês e português, sem nenhuma disciplina de chinês. Rita Santos, ex-secretária-geral adjunta do Fórum Macau, analisou o programa curricular do curso e fez algumas críticas ao HM. “É de lamentar o facto de não haver nenhuma disciplina sobre a economia de Macau ou de como Macau deve desempenhar o seu papel de plataforma, ou sobre a cooperação com a China e os países de língua portuguesa, ou ainda a política e história de Macau”, referiu. Rita Santos revelou ainda que “o que entristece é que quando criam estas coisas esquecem-se sempre de Macau”. “É triste ver isso, não percebo, porque os alunos têm de saber como é que Macau pode contribuir no estabelecimento das empresas e como pode fazer essa ligação (com a China e o mundo lusófono)”, adiantou.

tiago alcântara

A ex-secretária adjunta do Fórum Macau lança críticas à nova licenciatura de Relações Comerciais China-Países Lusófonos do Instituto Politécnico de Macau, pela ausência de disciplinas sobre a economia e política da RAEM, diplomacia económica e cultura dos países

Falta o mandarim

Destacando o facto do curso ser uma “boa iniciativa” por parte do Governo, Rita Santos considera que é mais virado para os alunos chineses, embora defenda que “deve ser aberto a todos os cidadãos de Macau”. A ausência da disciplina de chinês é outro ponto fraco. “Para os portugueses, macaenses ou filhos dos países lusófonos falta um ponto importante, que é o curso de mandarim, ou chinês”, disse ao HM. Em termos práticos, Rita Santos considera que os licenciados “podem dar apoio aos empresários de Macau ou do interior da China para penetrar no mercado de língua portuguesa”.

Livrarias Responsáveis apelam a subsídios para ajudar sector

Ameaças tecnológicas Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

A

s livrarias online e os livros electrónicos têm vindo a ganhar espaço ao longo dos últimos anos. Responsáveis das livrarias de Macau estão preocupados com o negócio e apelam ao Governo mais atenção e apoio, tais como subsídios e cupões de livros para estudantes. Segundo o Jornal Ou Mun, uma livraria Online de Taiwan, Books.com.tw, decidiu avançar com um serviços gratuito de envio de encomendas para Hong Kong e Macau. Assim, e devido

ao desenvolvimento de livrarias online e livros electrónicos quem tem sentido mais dificuldades são as livrarias de Macau. Assim o defende também o director geral da Companhia Plaza Cultural Macau, Chan U Ion, que referiu que o negócio está a sofrer influências e por isso muitas livrarias fecharam.

A responsável, que se aposentou do cargo para ser substituída por Echo Chan, diz ainda que a licenciatura do IPM “deve ter uma parte sobre diplomacia económica dos países, que é muito importante”. Indo de encontro com o discurso das autoridades chinesas, Rita Santos pede ainda mais disciplinas de teor cultural. “É preciso abarcar não só as relações comerciais, mas também deveria abranger a área da governação cultural. Para que os estudantes chineses possam ter uma boa relação com os países de língua portuguesa, é preciso haver uma ligação à cultura”, acrescentou.

“As livrarias de Macau têm passado uma má fase no seu negócio, desde o momento em que surgiram estas livrarias online de grande dimensão, tal como o site Amazon. Este ‘ataque’ faz com que apenas as livrarias com alguma capacidade de suporte consigam manter o negócio, as pequenas não conseguem”, argumentou o director.

Medidas precisam-se

Chan U Ion acrescentou ainda que há vários anos, as cidades de Cantão, Shangai e Hangzhou ofereceram subsídios para as livrarias, valores que dependiam

das dimensões e valores históricos dos espaços. O director acredita que o Governo pode avançar com uma medida igual que traga vantagens aos espaços, como por exemplo, oferecer uma diminuição ou isenção dos impostos, ou atribuir subsídios. Como sugestão, o director acredita que o Governo deveria cooperar com as escolas, de forma a promover a ligação entre os espaços, incluindo ainda a oferta de cupões de livros, aconselhando os estudantes a comprar naqueles sítios e ao mesmo estaria a promover a leitura. “As livrarias ajudam a aumentar o ambiente cultural da cidade, são espaços importantes para toda a sociedade, por isso espero que não haja mais nenhum encerramento”, rematou Chan U Ion.

“É de lamentar o facto de não haver nenhuma disciplina sobre a economia de Macau ou de como Macau deve desempenhar o seu papel de plataforma, ou sobre a cooperação com a China e os países de língua portuguesa, ou ainda a política e história de Macau” “Esse curso devia dar apoio aos residentes locais para que eles possam ter oportunidade de trabalhar com os empresários, e também poderá ajudar os estudantes da China que vêem para Macau. Mas para que haja maior força e uma amostra da importância de Macau, é preciso haver mais disciplinas de Macau”, concluiu. O HM contactou Aurélia Almeida, directora da Escola de Administração Pública, que não quis prestar declarações até que o Secretário da tutela se pronuncie sobre o assunto.


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hoje macau terça-feira 17.3.2015

Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

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oram no total 23,457 as inscrições perdidas nos últimos dez anos nas escolas de Macau. Analisando os dados fornecidos pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) percebe-se que desde 2004 o número de alunos inscritos nas escolas tem diminuído anualmente, sendo que foi no espaço entre 2006 e 2009 a altura de maior descida. “Apesar de não ter havido casos de morte em Macau, e ter existido bastantes em Hong Kong [299], considero que durante o ano do grande surto do síndrome respiratório aguda grave (Sars), em 2003, muitas famílias optaram por não ter filhos e isso fez-se sentir nos anos seguintes”, começou por defender a docente da Universidade de Macau (UM), Teresa Vong. Os dados indicam que no ano lectivo de 2004/2005 inscreveram-se mais de 92 mil alunos nas escolas, perdendo mais de dois mil alunos no ano seguinte e chegando as quase 70 mil inscrições no passado. O ano lectivo de 2007/2008 foi o que assinalou uma maior descida passando de 85,306 inscrições para 80,823. “É preciso perceber ainda que depois da transferência de soberania de Macau para a China muitas pessoas com medo da mudança saí-

Ensino Número de alunos baixa 20% nos últimos dez anos

O Joãozinho está? Tendência a mudar

A possibilidade de abandono dos jovens da escola é colocada de parte. Para Teresa Vong nada indica que os jovens estejam menos interessados na escola, até porque no último ano começa a perceber-se uma tendência de alteração de movimentos. Também o nascimento de muitas crianças no ano do dragão vai a médio prazo trazer um aumento no número de inscrições. “Mesmo assim não sei se atingiremos os números que tínhamos em 2004”, remata. Para o padre Luís Sequeira, director do Colégio Mateus Ricci, só se justifica pela mudança da sociedade de Macau. “O decréscimo das crianças e adolescentes está ligada directamente à questão das famílias”, começa por defender o director. Luís Sequeira acredita que, apesar do número estar em actual crescimento, a descida justifica-se pelo comportamento da sociedade. “A mudança do comportamento da família é – atrevo-me a dizer – abissal. Às vezes em reuniões eu defendia que as famílias estão diferentes. Não estamos com as mesmas famílias do típico clássico chinês, dos seus conceitos, das relações entre uns e outros, do número de filhos. Não é a mesma coisa”, explica. Para o director não há dúvidas que o número de filhos já não é o mesmo. “As famílias têm menos filhos”, argumenta. Alteração que é justificada pela introdução da mulher no vida do trabalho assim como a necessidade de ter mais dinheiro. Também o conceito de união de família, diz, alterou-se, o que leva a que as pessoas tenham menos filhos e os vejam com diferentes olhos. “Cada vez mais a mulher trabalha e o homem também e deixam as crianças. Para não falar da perspectiva cada vez mais patente, menos filhos menos encargos”, defende.

Problemáticas sob mira

A escola pode ter então, argumenta Luís Sequeira, um papel de alteração desta - até agora - tendência. “As escolas devem prestar atenção

derá afectar a noção de família”, logo, menos crianças, argumenta. Como director, Luís Sequeira confirma que começam agora a surgir mais alunos para se inscreverem no ensino de infância. Reflexo talvez do “nascimento no ano do dragão”. “Nos anos seguintes há menos alunos, reflexo deste anos

a esta problemática familiar”, argumenta, sublinhando que a escola deve ter uma ligação directa com a casa das crianças “porque as crianças chegam com imensos problemas”. Os tempos mudaram, isso é certo, defende. “Há também um aumento de famílias separadas ou divorciadas, tendência que po-

“O decréscimo das crianças e adolescentes está ligada directamente à questão das famílias. (...) A mudança do comportamento da família é – atrevo-me a dizer – abissal” padre Luís Sequeira Director do Colégio Mateus Ricci Luís Sequeira

com menos nascimentos”, conta, frisando que “apesar de existir um equilíbrio é inegável que os anos mais velhos estão com menos alunos”.

Há quem não note

hoje macau

ram do território e isso diminuiu as inscrições também”, argumentou.

gonçalo lobo pinheiro

O número de alunos está a diminuir nos últimos dez anos, tendo já o universo da educação perdido 20% da sua massa estudantil. Docentes acreditam que esta perda é resultado de mudanças na sociedade. Apesar de existir também quem nada note, os tempos parecem estar a mudar

“É preciso perceber ainda que depois da transferência de soberania de Macau para a China muitas pessoas com medo da mudança saíram do território e isso diminuiu as inscrições também” Teresa Vong Docente da UM

Contrariando esta tendência está a Escola Portuguesa de Macau (EPM) que nos últimos anos tem registado um aumento anual de inscrições. “Todos os anos temos mais inscrições, não notamos esse diminuição no número do alunos, antes pelo contrário”, disse ao HM, Zélia Mieiro, vice-presidente da EPM. O crescimento é tanto que a representante fala até em não existir mais espaço para receber os alunos. “Já este ano tivemos que usar dois espaços que estavam destinados para os clubes de línguas para fazermos daquilo duas salas”, explica, frisando que “se o próximo ano lectivo for como tem sido nos anteriores de aumento do número de inscrições, temos que arranjar algum espaço para dar aulas”. A situação é por isso grave, a EPM está a rebentar pelas costuras, tal como defendeu no inicio do mês, o presidente da instituição Manuel Machado. A solução passa por, defende a vice-presidente, diminuir o número de alunos por turma. “O ideal é ter 25 alunos por turma, mais que isso não é possível acompanhar os diferentes casos”, defende. Neste momento só pode ser criada uma nova turma quando o número de alunos atingir as três dezenas, ou seja, 30 alunos. Número demasiado elevado para Zélia. Segundo os dados da DSEJ, no ano lectivo de 2013/2014 o número de turmas aumentou nos últimos nove anos. No passado ano lectivo existiam 2442 turmas em Macau, o mesmo número que em 2003/2004, mais 35 turmas que em 2012/2013.

Talentos Recebidas 70 inscrições para estudar em Cambridge

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e acordo com a Comissão de Desenvolvimento de Talentos, foram recebidas, até final de Janeiro, 70 inscrições para o programa de atribuição de subsídio do Governo para estudar na Universidade de Cambridge. De acordo com comunicado deste grupo de trabalho, está ainda a ser estudada a hipótese de criar uma sistema de registo do programa de formação de talentos que será discutida “oportunamente”.

O Subgrupo do Programa de Formação de Elites da Comissão (SCDT) disse ontem, no mesmo comunicado, que as próximas fases são a selecção e pré-classificação das três pessoas que irão receber o subsídio governamental para estudar no Reino Unido.Aselecção ficará a cargo de elementos da Comissão, juntamente com membros do Clare College do instituto de ensino superior inglês. Este programa prevê a atribuição de cerca de

457 mil patacas aos três estudantes seleccionados para a realização do mestrado de Líderes Mundiais. As candidaturas destinam-se ao ano lectivo que decorre entre Setembro deste ano e Agosto de 2016. O subsídio, que cobre despesas de alojamento e propinas, deverá ficar à responsabilidade da Comissão de Talentos e da Fundação Macau, sendo pago directamente à Universidade de Cambridge.


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eventos

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Arte Especialista defende maior aposta cultural em Ma

O exemplo m FAM 2015 Teatro Praga representa Portugal

Encontros de Maio A

companhia Teatro Praga representa as artes performativas portuguesas no 26.º Festival de Artes de Macau que ocupa vários palcos da cidade entre 01 e 31 de Maio, foi ontem anunciado. De acordo com o programa previsto para o certame, o Festival de Artes conta com 30 programas e mais de uma centena de actividades, entre a música, dança, teatro e exposições. O Ballet Lied, de França, numa estreia asiática e num espectáculo dedicado ao canto e à dança, abre o festival de artes que encerra com a produção de teatro Trust, da Alemanha. Em Macau, a companhia portuguesa vai apresentar “Terceira Idade”, baseada num texto homónimo de Vieira Mendes, propondo-se responder à questão: “Será que digo que sou velho porque sou velho ou sou velho porque digo que sou velho?”.

Prata da casa

Além das companhias estrangeiras, oriundas do Reino Unido, China, Bélgica, Espanha, ou Taiwan, Macau estará representado em várias actividades como a exposição de pintura e caligrafia chinesa com 74 obras disponíveis, e também em espectáculos de teatro, dança ou ópera. A Orquestra Chinesa de Macau sobe ao palco para apresentar “Sonho de Viagem ao Ocidente” sob a direcção do maestro Pang Ka Pang e a Orquestra de Macau, dirigida por Lu Jia, apresentará “Alma de Macau”. Sempre muito concorrido é o teatro em patuá de Miguel Senna Fernandes, o drama-

Jack Novak – o conceituado guitarrista dos Bitters que há muito conquistou o respeito das elites e o coração das massas – desaparece misteriosamente durante uma digressão da banda pela Europa de Leste, numa madrugada pródiga em estranhos acontecimentos. O incidente dá, por isso, origem a uma onda de especulações e deixa

Andreia Sofia Silva

turgo e encenador do grupo Dóci Papiaçam di Macau, que todos os anos promove a sátira no dialecto macaense. Este ano regressa com mais um tema actual: “Macau tem talento”, numa alusão à promoção de formação de quadros qualificados, apelidados de ‘talentos’, em que a cidade tem apostado para o desenvolvimento local e para se afirmar como plataforma entre a China e os países de língua portuguesa.

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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or esta altura organiza-se a Art Basel na vizinha Hong Kong, com nomes portugueses, cerca de três mil artistas e 180 galerias de arte. É apenas um dos exemplos de um mercado em expansão.

Por Macau, as feiras de arte e as colecções continuam a ter pouca ou quase nenhuma expressão. Exemplo disso foi a Cosmopolitan Cultures & Fine Art Fair, que recebeu poucos visitantes e criticas na organização. Robin Reisenfeld, especialista em mercados de arte e directora do mestrado em arte

contemporânea e global na escola Christie’s Education, em Nova Iorque, não cita nenhum destes exemplos, mas refere ao HM: Macau deveria apostar nesta área. Em prol da diversificação económica. “Recentemente Hong Kong tem sido um território bem sucedido nesta área e isso poderia servir de encorajamento para Macau, para iniciar projectos no mercado da arte. Parece que há interesse, mas ainda não cresceu como deveria. Hong Kong tem registado muito sucesso ao nível das feiras de arte e estão a tentar estabelecer colecções públicas de arte muito sólidas e isso é um desafio também”, apontou. Robin Reisenfeld está em Macau a convite do Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM), para um seminário intitulado “O mercado de arte nos dias de hoje: um guia essencial”, e que decorre até

Por todo o lado

Ao longo de Maio, os espectáculos decorrem em espaços integrados na lista de Património de Macau (e/ou da UNESCO) como o Teatro D. Pedro V, a Igreja de São Domingos, o Largo do Pagode da Barra, conservatório, edifício do antigo tribunal, Centro Cultural, Torre de Macau, Cinema Alegria, Museu de Macau, Praça do lago Sai Van ou na galeria do Tap Seac, num misto entre espaços ao ar livre, salas de espectáculos e locais de culto. Na apresentação do Festival de Artes de Macau, Ung Vai Meng, presidente do Instituto Cultural, salientou que o certame “apresenta não só obras inovadoras de nível internacional como também se dedica a proporcionar oportunidades aos artistas locais para demonstrarem o seu talento”. No programa, como noutros anos, estão integradas também palestras, workshops e conversas pós-espectáculos que visam proporcionar ao público interagir com os grupos criativos, reforço a temática do festival para 2015, intitulada “Encontro”.

À venda na Livraria Portuguesa A Última Canção da Noite • Francisco Camacho

Uma maior aposta em feiras de arte e leilões de obras poderia ser muito importante para Macau, que poderia aprender com o bom exemplo da vizinha Hong Kong. Robin Reisenfeld, directora do mestrado em arte contemporânea da escola da Christie’s, diz que a China representa um bom mercado, com alguma quebra

uma multidão de fãs na expectativa de uma verdade que, todavia, tarda em chegar. Um desses admiradores é o português David Almodôvar, crítico de música desempregado e caído em desgraça, que atravessa uma crise existencial e tem um desafio quase impossível pela frente: descobrir o paradeiro de Vera e dar-lhe a derradeira prova de amor que ela

Pintura Nuno Santi

O

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

lhe exige. Quando os destinos destes dois homens se cruzam, David vê-se confrontado com as motivações de dois desaparecimentos – o da mulher que ama e o do músico que idolatra – e empreenderá uma viagem que lhe permitirá conhecer um segredo que Jack já desistiu de guardar e, ao mesmo tempo, resolver o tremendo impasse em que se

encontra. Com um ritmo imparável, diálogos sublimes e uma história surpreendente que decorre em geografias tão distintas como o deserto de Marrocos ou a cidade de Berlim, “A Última Canção da Noite” é um romance de contrastes sobre os dilemas e as paixões que moldam a nossa vida quando a noção de mortalidade nos atinge de forma inescapável.

pintor português Nuno Santiago, que já viveu e trabalhou em Macau, volta agora ao território para uma exposição a solo de 28 obras especialmente criadas para a ocasião. A mostra tem inauguração agendada para as 18.30 horas desta sexta-feira e permanece aberta ao público até 10 de Maio, todos os dias das 10 às 19 horas. Nuno Santiago viveu no território entre 1987 e 1993, não sendo esta a primeira vez que o pintor expõe na cidade. Em português, a mostra chama-se apenas “Obras de Nuno Santiago”, mas o comunicado em língua inglesa apelida a exposição de “É aqui que sempre estarei”. Desconhece-se a origem da discordância de nomenclatura, mas o título em inglês justifica-se com o facto do artista ter uma afinidade especial com o território. De acordo com o IC, a exposição compreende uma série de obras realizadas com materiais distintos. “Nuno Santiago


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acau

hoje macau

mora ao lado

ao dia 20 no Instituto Cultural (IC). À margem do seminário, a especialista explicou que os chineses com posses financeiras continuam “interessados numa variedade de arte”, como antiguidades chinesas e também arte contemporânea, “a preços extremamente elevados”. Compram, sobretudo, “pinturas de artistas chineses, também contemporâneos”.

Um mercado que ainda mexe

Com o crescimento económico da China, o investimento em arte tornou-se numa das formas mais comuns de espelhar os fundos daqueles que enriqueceram rapidamente no continente. Robin Reisenfeld considera que a China ainda é um importante mercado, embora se tenha registado uma quebra. “(O mercado de arte) é global, não há dúvidas sobre isso. E os coleccionadores chineses não estão a coleccionar exclusivamente arte asiática ou arte chinesa. Muitos deles têm estado focados na arte europeia e americana mais contemporânea. Olhando para a Europa e Estados Unidos, a China está provavelmente

pub

iago volta a Macau para exposição a solo utilizou uma variedade de diferentes texturas em grandes telas, combinando elementos visuais abstractos para criar espaços misteriosos”, escreve a entidade organizadora. No ano passado, Nuno Santiago viu os seus trabalhos expostos na Casa Garden, conjunto que

afirmou não ter nome por ser “tão abstracto”. É em 1994 que o artista volta para Portugal, tendo-se formado em Pintura na Universidade de Belas Artes de Lisboa e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Brasil.

A exposição é da responsabilidade do IC, que se prepara para organizar uma série de visitas guiadas, algumas delas com direito a aparelhos áudio especialmente desenhados para visitantes com problemas auditivos. A entrada no evento é livre. - L.S.M.

“Recentemente Hong Kong tem sido um território bem sucedido nesta área e isso poderia servir de encorajamento para Macau, para iniciar projectos no mercado da arte. Parece que há interesse, mas ainda não cresceu como deveria” Robin Reisenfeld Especialista em mercados de arte

em segundo lugar (em termos de compradores). Mas tem vindo a decrescer nos últimos tempos”, declarou. Questionada sobre se a crise económica na Europa tem vindo a influenciar a dimensão de vendas de grandes obras, Robin Reisenfeld garantiu ao HM que as oscilações económicas poucas consequências negativas trouxeram, uma vez que continuam a existir muitos a investir em arte. “Não há uma resposta para isso, para ser franca. As casas de leilões a nível mundial, as de grande dimensão como a Christie’s, estão a seguir as próximas tendências do mercado. Não estão a ser propriamente afectadas pela

crise económica ou por outros acontecimentos no mundo”, referiu. A especialista considerou ainda que “há muitos desafios” no que diz respeito ao caminho que o mercado de arte deve seguir nos próximos tempos. “Um deles é ir de encontro à procura e disponibilizar arte de grande qualidade, sem comprometer o mercado. O mercado deve também ir de encontro às tendências”, concluiu. O seminário conduzido por Robin Reisenfeld inclui a história do negócio dos leilões de arte, a estrutura do mercado, os mecanismos de venda em leilão e os valores que as obras de arte podem ter na hora da venda.


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artes, letras e ideias

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luz de inverno

Boi Luxo

Jag är nyfiken, en film i gult e Jag är nyfiken, en film i blått, 1967 e 1968, Vilgot Sjöman

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ag är nyfiken (I am Curious) mostra-se em duas cores/filmes, Amarelo e Azul, mas os dois são a preto e branco: Jag är nyfiken - en film i gult (em Amarelo, de 1967) e Jag är nyfiken - en film i blått (em Azul, de 1968). Não é preciso ser vexilólogo encartado para perceber que esta opção cromática tem origem na bandeira da Suécia. Tudo isto é bastante divertido. Jag är nyfiken, en film i gult e Jag är nyfiken, en film i blått são altamente recomendáveis. Alguns recordar-se-ão da fama que os filmes reuniram em Portugal (ou, pelo menos, um deles, depois do 25 de Abril*), muito depois de terem sido estreados na Suécia. Esta fama vem das suas cenas de nudez. O primeiro filme, i gult, inclui igualmente bastantes cenas de nudez frontal masculina. Se hoje em dia toda esta exibição se trata de uma ousadia ultrapassada, o mesmo se não pode dizer da persistência da sua naturalidade e da sua sinceridade. Este é um modo perfeitamente escandinavo de mostrar o corpo - em relação sexual, em contacto com a natureza e no quotidiano estival e/ou doméstico. Houve uma moda de andar nu. Não será descabido pensar que a nudez de Lena Nyman (mais do que a de Börje Ahlstedt) contribui fortemente para a inocência e a sinceridade do filme i blått e do filme i gult. Mas todo o filme é nu e escandinavo na forma simples como se expõe. É um filme do que se pode chamar a Nova Vaga Sueca. Este é um tema muito aborrecido. Todos os países, da Polónia ao Japão tiveram a sua Nouvelle Vague. Todas estão amplamente estuda-

das mas ainda hoje esse transporte feliz parece ser irritantemente apreciado como uma surpresa. A nudez dos Jag är nyfiken, a nudez pessoal e a nudez da sua intenção e da sua prática, é uma que exprime um cinema em estado natural, primitivo. Se este fosse um filme violento – como a moleza conservadora de parte da sociedade sueca da altura merecia - continuaria a ser um filme bom. Extraordinário é que a determinação que Vilgot Sjöman coloca na construção da figura de Lena Nyman se estenda a outros aspectos do filme que poderiam ter envelhecido de modo pouco atraente. Este é um filme contestatário e revolucionário que pareceria hoje velho se Lena não contrariasse esse processo. Diz-se isto de filmes que se vêem hoje, passados mais de quarenta anos, sem condescendência. Lena, ao mesmo tempo que tenta equilibrar dois amantes, Börje e Vilgot Sjöman, faz várias entrevistas pelo país sobre um vasto número de actualidades sociais. Juntam-se manifestações sobre temas politicamente picantes da época, para lá dos que se prendem com a Suécia. Salazar, Franco, os militares gregos, a guerra no Vietname, a política de não-violência de Martin Luther King - que se encontrava na Suécia e que Sjöman entrevista - são alguns dos pontos quentes da actualidade de então. Os temas suecos prendem-se com os direitos das mulheres, com a objecção de consciência, a estratificação da sociedade, a educação sexual ou a bomba atómica sueca.

Agradam-me particularmente as cenas em que Lena atravessa o país de bicicleta (a partir mais ou menos de metade do filme i gult, cuja primeira parte é muito urbana) ou a parte em que se refugia numa casa de campo para meditar, fazer ioga, exercícios de mortificação, cumprir uma dieta pateta, avançar os seus escritos e pensar nos seus amores. Lena Nyman faz beicinho e nós gostamos dela. O espectáculo das suas fraquezas e da admissão da falta de eficácia de alguns métodos de luta, mais para o fim do filme em amarelo, só ajuda a integrar a sinceridade destes filmes. Também gosto muito da simplicidade da entrevista com Olof Palme - que na altura era Ministro dos Transportes - no quintal de sua casa. Lembrarão muitos que o futuro Primeiro Ministro sueco, firme opositor do regime de Salazar e tanto da União Soviética como dos Estados Unidos da América, foi assassinado em 1986. O motivo permanece obscuro. Um setentrional bom, ministro de um país que carregava consigo (e continuou a fazê-lo durante várias décadas) o brilho de um exemplo para o mundo – ter conseguido uma sociedade mais ou menos igualitária (ideia que Lena, instruída pela sua inocência e pela moda contestatária, rejeita). Ao lado dos segmentos amorosos e revolucionários dos dois filmes (pensara-se inicialmente em apenas um mas a sua longa metragem levou ao aparecimento de dois) apercebemos, nas respostas aos inúmeros questionários de rua que são feitos no seu decurso, a intimidades daqueles, muitos, que se não dedicam a nenhuma causa revolucionária e a quem as perguntas causam um

desconforto que vem da sua propensão conservadora ou de um sentido de invasão da privacidade. Estes momentos contrastam com a determinação adolescente e bem intencionada de Lena Nyman, cruzados com a exibição da equipa de filmagem - uma técnica comum no cinema desta altura que é também uma integração bondosa do carácter artifical do cinema, e cruzados com cenas documentais em que se incluem excerptos de duas entrevistas a pessoas conhecidas (Martin Luther King e Olof Palme). É um retrato muito completo da vida desta estudante de teatro de 22 anos, Lena, mas também da Suécia dos anos 60. * O fascismo luso, que não permitia, ao povo, poucas vergonhas no grande ecrã, fomentou uma vontade nacional de ver maminhas e rabos. Recordo o favor que recolheu perante um povo faminto de carne o filme alemão Helga - Vom Werden des Menschlichen Lebens (parte de uma trilogia que mostrava um parto e foi classificado para mais de 21 anos). O sucesso destes documentários não se restringiu, no entanto, a Portugal, o que prova que o fascismo não explica tudo. Mais tarde, já nos anos 80, a Pornex, iniciativa académico-lúdica sobre a pornografia que teve lugar nas instalações da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, atraiu ao acanhado campus uma vasta multidão muito interessada (grande parte rapazes do Instituto Superior Técnico) na comédia pornográfica protagonizada pela celebrada engolidora Linda Lovelace (as herself), Deep Throat (de Jerry Gerard/Gerard Damiano, 1972) que assim o pôde apreciar despido de estigmas.


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António José André in Esquerda.net

Memórias

Albert Einstein E

instein nasceu, no dia 14 de Março de 1879, em Ulm (Alemanha), numa família alemã, burguesa e liberal, de ascendência judia. Frequentou a escola, em Munique. Em 1895, mudou-se sozinho para a Suíça. Em 1896, ingressou no Instituto Politécnico de Zurique (Suíça), onde se licenciou, em 1900. Em 1901, renunciou à cidadania alemã, a fim de evitar o serviço militar, naturalizando-se suíço. Em 1902, começou a trabalhar no Departamento Nacional de Patentes, em Berna. Naquela época, dedicava-se ao estudo da física teórica, obtendo o doutoramento, em 1905, ao publicar 3 teses que antecipavam as suas descobertas mais importantes. Einstein foi docente em Berna (1909), na Universidade de Zurique (1910), na universidade de Praga (1911) e no Instituto Politécnico de Zurique. Em 1914, foi nomeado professor da Universidade de Berlim e da Academia das Ciências Prussiana. Instalou-se, em Berlim, e readquiriu a nacionalidade alemã. Três meses depois, deflagrou a Primeira Guerra Mundial. Einstein opôs-se desde o início à guerra e negou assinar um manifesto de 93 catedráticos a favor do conflito. Poucos dias depois, redigiu um anti-manifesto com o médico Georg Nikolai (também pacifista), mas só conseguiram quatro subscritores.

Quando os EUA lançaram 2 bombas atómicas contra o Japão, no final da Segunda Guerra, Einstein ficou chocado O pacifismo de Eisntein e a sua origem judaica tornaram-no impopular entre os nacionalistas alemães, hostilidade agravada pelos seus êxitos científicos e pelo seu reconhecimento internacional, sobretudo após a confirmação observacional da Teoria da Relatividade geral, em 1919. O activismo político de Einstein cresceu após o fim da Primeira Guerra Mundial, advogando o pacifismo, a não-violência e a cooperação internacional. Nesse sentido utilizou todas as plata-

No dia 14 de Março de 1879, nasceu Albert Einstein: pacifista e cientista mundialmente conhecido. Além das suas contribuições revolucionárias para o avanço da ciência, foi um cidadão do mundo com um empenho cívico exemplar. A sua vida merece ser recordada

formas, os fóruns e redes de contactos científicos, colaborando com a Liga das Nações. A década de 20 foi de intensa actividade cívica e científica, pontuada por numerosos convites e viagens ao estrangeiro. Em 1922, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Física pela interpretação do efeito fotoeléctrico. Mas, encontrando-se de viagem ao Japão, não participou da cerimónia da entrega do prémio. Em 1932, Einstein gravou um disco intitulado “Mein Glaubensbekenntnis” (A Minha Confissão de Fé). Em Janeiro de 1933, Hitler chegou ao poder na Alemanha. Einstein, judeu e socialista, encontrava-se ameaçado. Foi avisado por amigos e aconselhado a emigrar. Passou seis meses na Bélgica e partiu para os EUA, em Outubro de 1933. Em 1940, Eistein renunciou de novo à cidadania alemã, naturalizando-se como cidadão norte-americano e foi acompanhando a evolução dos acontecimentos na Alemanha e no mundo, assumindo funções na Universidade de Princeton (EUA). Quando os EUA lançaram duas bombas atómicas contra o Japão, no final da Segunda Guerra, Einstein ficou chocado. Na última etapa da sua vida, contribuiu para um novo e forte impulso do movimento pacifista e anti-imperialista, no plano internacional, com repercussões duradouras. Em Fevereiro de 1955, elaborou um Manifesto com Bertrand Russel - mais tarde subscrito por Max Born, Percy W. Bridgman, Leopold Infeld, Frederic Joliot-Curie, Herman J. Muller, Linus Pauling, Cecil F. Powell, Joseph Rotblat e Hideki Yukawa - que apelava à renúncia da força entre os dois blocos político-militares emergentes da Segunda Guerra Mundial. Estes esforços contribuíram para o posterior surgimento de vários movimentos pacifistas e anti-nucleares, bem como muito para os sucessos diplomáticos que conduziram aos vários Tratados anti-nucleares. Eisntein faleceu, no dia 18 de Abril de 1955, em Princeton (EUA). No testamento, doou o seu espólio científico à Universidade Hebraica de Jerusalém. Além disso, insistiu para que nunca fosse erigido um monumento em sua memória. As suas cinzas foram dispersas em local desconhecido.


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china

hoje macau terça-feira 17.3.2015

chineses já são terceiro maior exportador de armas mundial

Senhores da guerra

Os Estados Unidos, com clientes bem diversificados, mantêm o primeiro lugar dos que mais armas vendem no mundo. As exportações chinesas, muito atrás das americanas, têm como principais destinos países asiáticos como o Paquistão e Mianmar

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O superar a Alemanha e a França, a China tornou-se no terceiro maior exportador de armas no mundo, de acordo com os números publicados esta segunda-feira pelo International Peace Research Institute (Sipri). Com base no período 20102014, os números apontam que, no mercado de armas, “os Estados Unidos estão claramente na liderança” (31% das exportações), à frente da Rússia (27%). Os três países seguintes aparecem bem atrás, com cerca de 5% das exportações cada um. De acordo com o Sipri, “a França teria ficado em terceiro”, se tivesse entregue, no final de 2014,

um navio do tipo Mistral à Rússia. A entrega foi cancelada, devido ao conflito no leste da Ucrânia. Três países asiáticos recebem mais de dois terços das exportações de armamento chinês: Paquistão (41% do total), Bangladesh e Mianmar. No intervalo descrito no relatório do Sipri, Pequim também negociou com 18 países africanos. No caso da Rússia, o principal comprador é a Índia, primeiro

importador mundial, com 70% dessa origem. Os Estados Unidos têm a clientela mais diversificada. O primeiro importador de armas americanas, a Coreia do Sul, representa apenas 9% do total. Já a França vende, principalmente, para Marrocos (18%) e para a China (14%). O Sipri considera que os seus “esforços para aumentar as exportações de armas” foram coroa-

Com base no período 2010-2014, os números apontam que, no mercado de armas, “os Estados Unidos estão claramente na liderança” (31% das exportações), à frente da Rússia (27%)

dos com o contrato firmado com o Egipto em Fevereiro passado.

Mudanças no top 10

Entre os dez primeiros exportadores mundiais, a China (que aumentou as vendas no exterior em 143%, em comparação com os cinco anos precedentes), Ucrânia e Rússia foram os que registaram o maior crescimento, enquanto as vendas da França e da Alemanha diminuíram. Em relação às importações, a Índia, com 15% do mercado, está

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muito à frente do segundo e terceiro país, Arábia Saudita e China (5% cada um). O Sipri apontou que o volume do comércio mundial de armas aumentou 16% nos últimos cinco anos, comparativamente ao período 2005-2009. Embora esteja em alta há cerca de dez anos, o volume de armamento comercializado no mundo continua a ser um terço inferior ao nível atingido depois da Segunda Guerra Mundial, alcançado no início dos anos 1980.

Campanha anti-corrupção atinge líder do sector automóvel

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ampla campanha anti-corrupção em curso na China atingiu o líder de um dos maiores fabricantes de automóveis do país, Xu Jianyi, revelou ontem a imprensa estatal chinesa. O presidente do FAW (First Automotive Works) Group é suspeito de “graves violações da disciplina e da lei”, disse a Comissão Cen-

tral de Disciplina do Partido Comunista Chinês (PCC). Xi Jianyi é também secretário da organização do PCC dentro do FAW Group, um consórcio estatal fundado em 1953, no norte da China, e que no ano passado vendeu mais de três milhões de veículos. Além de produzir a famosa ‘limousine’ Hong Qi (Bandeira Vermelha), usada pelo protocolo chinês para transportar os líderes chineses e os estadistas estrangeiros

que visitam a China, o FAW Group é parceiro da Volkswagen e da Toyota. Dezenas de executivos de grandes empresas estatais foram presos por corrupção desde que o actual presidente chinês, Xi Jinping, assumiu a liderança do PCC, em Novembro de 2012. A corrupção é uma das maiores fontes de insatisfação popular na China, a par da poluição e das crescentes desigualdades sociais.

Morreu antigo chefe militar acusado de corrupção

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mais alto líder militar chinês acusado de corrupção, o antigo general Xu Caihuo, morreu no domingo vítima de cancro, anunciou ontem a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. De acordo com a lei chinesa, os procuradores militares decidiram não processar judicialmente Xu Caihuo, mas irão tratar dos ganhos ilegais que ele obteve, disse a Xinhua, citando um comunicado da procuradoria-geral militar. Xu Caihuo, 72 anos, foi vice-presidente da Comissão Militar Central entre 2007 e 2012, ocupando então o segundo lugar da hierarquia militar chinesa, logo a seguir ao secretário-geral do Partido Comunista e

Presidente da Republica. Há cerca de seis meses, ao anunciar a prisão de Xu Caihuo, a direcção do PCC acusou o antigo líder militar de se ter “aproveitado da sua posição para apoiar a promoção de outras pessoas” e de “receber grandes somas de subornos, pessoalmente e através da sua família”. Xu Caihuo foi depois expulso do PCC e despromovido. Com um antigo chefe da Segurança, Zhou Yongkang, Xu Caihuo foi o mais destacado líder comunista atingido pela campanha anti-corrupção em curso na China. Mais 29 oficiais superiores das Forças Armadas chinesas foram entretanto acusados de corrupção.


desporto

hoje macau terça-feira 17.3.2015

A continuação de Macau na prova de qualificação para o Mundial de 2018 na Rússia, com passagem histórica à fase de grupos, depende do jogo de hoje à noite. Seleccionador Joseph Tam acredita nos seus jogadores e num milagre

Mundial 2018 Macau quer dar a volta à eliminatória

Acreditar até ao fim

de Macau. Uma vez que a equipa que representa a região, como já foi dito, nada tem a perder, é preciso jogar “bem e com cabeça”, sempre com “balanceamento adequado entre defesa e ataque” e esperar que o adversário também erre. “Eles podem ser muito rápidos no contra-ataque mas também são falíveis.”

“Para a AFC Challenge CUP, em 2011, também perdemos por 3-1 no Camboja e empatámos a eliminatória em Macau, tendo perdido depois no prolongamento. Mais uma razão para acreditar”

Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

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oje, pelas 20 horas, a Selecção de Macau recebe, no Estádio da Taipa, a sua congénere do Camboja para a segunda mão da primeira eliminatória da qualificação asiática para o Mundial de 2018 a ter lugar na Rússia. Os pupilos treinados por Joseph Tam querem fazer história e alcançar, pela primeira vez, a fase de grupos da qualificação mas a situação não se afigura nada fácil, uma vez que a Flor de Lótus perdeu na primeira mão por três bolas a zero. Joseph Tam fala mesmo num “milagre” para que Macau consiga estar presente na fase seguinte mas acredita que tudo é possível. “Estamos numa situação muito desfavorável mas tudo é possível. Temos de lutar até ao último segundo pela vitória. Com querer e muito orgulho, vamos conseguir.” Ao HM, o seleccionador lembra que, em 2011, quase conseguiram uma façanha e é esse o espírito que se pretende. “Para a AFC Challenge CUP, em 2011, também perdemos por 3-1 no Camboja e empatámos a eliminatória em Macau, tendo perdido depois no prolongamento. Mais uma razão para acreditar.” Aliás, a história nem é tão madrasta para as cores de Macau que em 2009, por exemplo, num amigável disputado na RAEM, conseguiu vencer a congénere cambojana por 4-0. Mais, de acordo com o ranking da FIFA, o Camboja (181.º entre 209 Selecções) apenas está seis lugares a cima de Macau (187.º), ou seja, tudo é possível e Joseph Tam, tendo consciência das dificuldades, sabe de cor os confrontos entre os dois países. “Neste momento não temos nada a perder. É preciso estar bem perante o nosso público, jogar com amor à camisola e ter muita união. Se já vencemos no passado, podemos voltar a fazê-lo. Eles são mais fortes fisicamente mas penso

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Joseph Tam Seleccionador de Macau

que estão ao nosso alcance. Na verdade, o resultado de 3-0 na primeira mão é bastante enganador para o que os meus jogadores fizeram.”

Marcar cedo e sonhar

A receita para conseguir, pelo menos, empatar a eliminatória

é “marcar cedo”. Joseph Tam acredita que se isso acontecer as hipóteses de surgirem mais golos torna-se mais fácil uma vez que um golo madrugador, por norma, deixa mazelas no adversário. “Vimos o jogo da primeira mão várias vezes. Já aprimorámos a nossa defesa e

o nosso ataque, bem como alguns processos de jogo. Temos de ser mais pressionantes, actuar em defesa alta e estar atento aos contra-ataques deles. Depois é fazer o nosso jogo e sonhar.” Jogar bem e jogar aberto é outra das preocupações do seleccionador

Contrariamente às altas temperaturas que ocorreram no jogo da primeira mão, as previsões locais estimam que o clima esteja mais ameno durante o jogo de hoje à noite, o que é um ponto a favor dos jogadores locais. O treinador Joseph Tam sabe-o e pede, uma vez mais, à população de Macau que compareça no Estádio da Taipa pelas 20 horas para apoiar ‘in loco’ a equipa da RAEM. O jogo terá, igualmente, transmissão televisiva em directo no canal de desporto da TDM.

Histórico dos últimos confrontos entre Macau e Camboja Ano Competição

Fase Casa

2015

Qual. Mundial

1.ª mão

2011

AFC Challenge Cup Play-Off Macau

3-2 (a.p.)

2011

AFC Challenge Cup Play-Off

3-1 Macau

Camboja Camboja

Fora 3-0 Macau Camboja

2009 Amigável Macau 4-0 Camboja 2008 Amigável

Camboja 3-1 Macau

Ronaldo já é a pessoa mais seguida do mundo no Facebook

O

jogador português do Real Madrid ultrapassou neste domingo a cantora colombiana Shakira e tornou-se na pessoa mais seguida do mundo no Facebook. Ronaldo soma agora mais de 107 milhões de seguidores, mais cerca de 15 mil que Shakira, casada com o seu adversário do Barcelona, Gerard Piqué. A estrela do Real Madrid, que

já era o atleta com mais seguidores no Facebook a nível mundial, elevou agora a fasquia de forma significativa. Comparado com outros futebolistas, os números de Ronaldo são arrasadores. Messi (Barcelona) é seguido por cerca de 73 milhões de pessoas; Neymar (Barcelona) por 47 milhões e Kaká (Orlando City, EUA) por cerca de 32 milhões.

Cristiano Ronaldo, que também é o atleta com mais seguidores na rede social Twitter, com 30 milhões de adeptos, bate também no Facebook grandes instituições desportivas, como o Barcelona (76 milhões de seguidores), Real Madrid (75 milhões), a FIFA World Cup (40 milhões) e a Liga dos Campeões (38 milhões).


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( F ) utilidades

tempo

muito

Cineteatro

Cinema

Sala 1

nublado

min

20

max

24

hoje macau terça-feira 17.3.2015

hum

75-1000%

•

euro

the boy next door [c]

Filme de: Kenneth Branagh Com: Lily James, Richard Madden, Cate Blanchett 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Filme de: Eric Darnell, Simon J. Smith Com: Jennifer Lopez, Ryan Guzman, John Corbett 14.15, 16.00, 17.45, 21.30

Sala 2

chappie [c]

baht

0.2

Stand by me Doraemon [3d] [A]

Filme de: Neill Blomkamp Com: Hugh Jackman, Sharlto Copley, Dev Patel 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

?

yuan

1.2

O que fazer esta semana

Sala 3

cinderella [a]

8.4

(Falado em Cantonês) Filme de: Takashi Yamazaki, Ryuichi Yagi 19.30

Hoje Venetian Carnevale (até 18/03) Venetian Macau, todo o dia Entrada livre

Amanhã Encerramento da exposição “Beppin”, de Masaaki Miyasako Casa Garden, 18h30 Entrada livre Apresentação do livro “Os Rapazes dos Tanques”, de Adelino Gomes Edifício do Antigo Tribunal, 18h00 Entrada livre

Quinta-feira

Aconteceu Hoje

Inauguração oficial do Festival Literário Rota das Letras Edifício do Antigo Tribunal, 16h30 Entrada livre

17 de março

Morre o imperador romano Marco Aurélio

Diariamente

• A 17 de Março assinala-se a morte do imperador romano Marco Aurélio, um homem culto e um imperador bem sucedido. No dia em que foi inventado o elástico, nasceram Nat King Cole e Kurt Russell. César Marco Aurélio Antonino Augusto nasceu a 26 de Abril de 121 e morreu a 17 de Março de 180, com 59 anos. O seu reinado fica marcado pelas guerras que travou, a oriente do Império Romano e a norte. Foi o último dos cinco bons imperadores e é lembrado como um grande líder. Dedicou-se ao estudo da filosofia, sobretudo à corrente do estoicismo. Escreveu ‘Meditações’, obra que ainda hoje é tida como referência. Hoje, assinala-se mais um aniversário da morte deste imperador romano. Neste dia, faz-se um sublinhado sob outras efemérides. Em 1845, é inventado o elástico, que continua a ser muito útil, mais de um século depois da sua criação. Já em 1901, exibem-se em Paris 71 quadros do génio Vincent van Gogh, onze anos depois da sua morte. O público fica rendido ao talento de Van Gogh... Outro génio, Albert Einstein, envia à revista Analen der Physik, em 1905, um dos seus artigos sobre Física. Mais tarde, a 17 de Março de 1939, é rubricado o Pacto Ibérico, por Franco (Espanha) e António Salazar (Portugal). E neste dia, em 1948, Benelux, França e Reino Unido assinam o Tratado de Bruxelas, que daria origem à NATO. Nasceram a 17 de Março Jaime IV da Escócia (1473), William Withering, médico e botânico britânico (1741), Gottlieb Daimler, engenheiro e inventor alemão (1834), Severino Di Giovanni, anarquista italiano (1901), Nat King Cole, cantor norte-americano (1919), Rudolf Nureyev, bailarino e coreógrafo soviético (1938), Giovanni Trapattoni, treinador italiano (1939), Patrick Duffy (1949), Kurt Russell (1951), Gary Sinise (1955) e Rob Lowe (1964), actores norte-americanos, e Billy Corgan, vocalista dos Smashing Pumpkins (1967).

Exposição “Nihonga Contemporânea”, de Arlinda Frota Fundação Rui Cunha Entrada livre Exposição “Voz na Escuridão”, de Óscar Balajadia/Papa Osmubal (até 14/03) Creative Macau Entrada livre

h oj e h á f i l m e Girl, interrupted James Mangold (1999) São Whoopi Goldberg e Angelina Jolie que protagonizam ao lado da actriz Winona Ryder nesta película. Baseado em factos reais, o filme conta a história de Susanna, uma jovem integrada na cultura hippie que vai atrasando os projectos de vida que os seus pais tinham planeados para a filha. Os tumultos familiares forçam ao internamento de Susana (Ryder) numa instituição psiquiátrica. Inicialmente, o ambiente revela-se pesado e pouco recomendável para as pessoas mais sensíveis, mas no cômputo geral, é uma história de cumplicidade e amizade entre as várias doentes e, Whoopi Goldberg, a pessoa que dirige o local. Entre tentativas de suicídio, ataques de pânico e esquizofrenia, está o entendimento mútuo do sentimento de exclusão e o medo de voltar ao mundo real. - Leonor Sá Machado

João Corvo

fonte da inveja

Por muito longa que seja a noite,

temos por certo o advento da madrugada.

Exposição de pintura de Chio Tin Song Centro UNESCO, 18h30 Entrada livre Exposição de Sândalo Vermelho (até 22/03) Grande Praça, MGM Entrada livre Exposição de Design de Cartazes “V•X•XV:” (obras de 1999, 2004 e 2009) [até 15/03] Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre “Self/Unself” – Exposição de trabalhos de artistas holandeses (até 15 de Março) Centro de Design de Macau Entrada livre Ilustrações para Calendário de Guan Huinong (até 10/05) Museu de Arte de Macau, das 10h às 19h Entrada livre


opinião

hoje macau terça-feira 17.3.2015

V

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Rui Tavares

in Público

**** Se isto é importante? Claro que é. Gente diferente traz pontos de vista diferentes. Pontos de vista diferentes ajudam a melhorar diagnósticos e a encontrar melhores soluções. Outras pessoas, com outros problemas, lembram-se de coisas com que não nos preocuparíamos à partida, e ajudam-nos a fazer um país melhor para todos. Além disso, é menos chato. Que me entendam bem, acho fantásticas as iniciativas de todos os homens brancos lisboetas e semi-calvos, como eu, que querem discutir “os problemas do país e da Europa”. E comove-me a abnegação de tantas direcções de organizações, de clubes a sindicatos, que, ano após ano, sacrificam os tempos livres à causa do associativismo, de uma sociedade civil forte e de um país melhor. Mas há mais no país do que ouvir e falar com pessoas parecidas comigo. Esta é uma daquelas coisas em que a mudança não é longínqua nem dependente do “sistema”. Esta é uma mudança que podemos fazer nós, com algum esforço (dir-me-ão que é menos fácil do que parece), mas que está ao alcance da mão. Basta incluir nos objectivos da associação para este ano: organizar mais debates em que metade dos convidados seja mulheres. E nos objectivos para as eleições do próximo ano: ter uma lista paritária e com mais gente de minorias — raciais, regionais, sexuais, sociais ou outras. Portanto, caros amigos, um esforço para nos mudarmos a nós. Depois, o sistema que se cuide.

Só um esforço Tod Browning, freaks

OU muitas vezes debater o estado do país e da Europa a conferências, mesas-redondas e congressos. Há sempre duas coisas em comum nessas ocasiões. Em primeiro lugar, achamos todos que há mudanças importantes a operar no “sistema”, nas “elites”, lá longe, entre “eles que nos governam”. Em segundo lugar, somos quase todos homens, brancos e com falta de cabelo. Isto não é só uma ilustração do velho fenómeno que notou Tolstoi ao escrever que quando perguntamos a alguém se o mundo deve mudar a resposta é logo positiva, mas se perguntamos se esse alguém deve mudar a resposta é quase sempre negativa. É também uma coisa muito portuguesa. O Portugal das salas de conferência é muito menos diverso e inclusivo do que o Portugal das ruas e dos autocarros. No entanto, o Portugal das salas de conferência pretende discutir “o país” e esquece-se de o fazer com grande parte das pessoas de que se compõe o país. E, se essa lacuna é lembrada, corremos o risco de ser caricaturados como “politicamente correctos”. Já que é assim, aqui vai outra. Reúno muitas vezes com direcções de associações, sindicatos, ONG, clubes, grémios e afins. Não só as direcções continuam a ter poucas mulheres como é raríssimo ver aparecer alguém de uma minoria. Não se vê um negro, asiático ou mestiço. Há poucos ou nenhuns jovens. Não há, de todo, gente com deficiências, provavelmente a mais total das exclusões (agregada à dos veteranos com traumatismo de guerra, físico ou psicológico, que não são poucos). Não há, sequer, sotaques para lá do lisboeta — nem alentejanos, beirões, minhotos ou ilhéus, nem brasileiros, africanos ou asiáticos, para não falar de estrangeiros não-lusófonos.

cartoon por Stephff

Esta é uma mudança que podemos fazer nós, com algum esforço (dir-me-ão que é menos fácil do que parece), mas que está ao alcance da mão. Basta incluir nos objectivos da associação para este ano: organizar mais debates em que metade dos convidados seja mulheres. E nos objectivos para as eleições do próximo ano: ter uma lista paritária e com mais gente de minorias — raciais, regionais, sexuais, sociais ou outras o náufrago


hoje macau terça-feira 17.3.2015

UM Livro sobre jesuítas em versão chinesa O autor norte-americano Liam Matthew Brockery apresentou uma versão em língua “Os grandes nomes que são os italianos, os franceses, os interesse por ler português para chinesa do seu alemães, e o que estamos a fazer confrontar as fontes originais, associados à missionação da é voltar às fontes originais. (…) que são documentos que estão China (são estrangeiros) – o livro “Journey Matteo Ricci, por exemplo, Não vamos negar que aqueles escritos em português”. “É preciso ter domínio da era italiano –, daí que é como jesuítas também fizeram parte to the East – The deste encontro entre o oriente e língua portuguesa para (…) ser se a presença portuguesa fosse o ocidente, mas a esmagadora capaz de ler as fontes originais esquecida, embora o Ricci tenha Jesuit Mission maioria dos seus pares eram e não depender de traduções escrito muitas cartas em portuto China” onde portugueses missionários. (…) que muitas vezes são mal feitas, guês, que era a língua franca”, A história mais vasta é assente porque o português não é muito salientou. se dá destaque Para escrever “Journey to na presença portuguesa do estudado”, sublinhou. the East” Liam Matthew Brooriente”, disse Liam Matthew à importância ckery consultou vários registos Brockery. Um século de encontros dos missionários O autor norte-americano fa- A investigação do autor norte- em português, incluindo “os lou à agência Lusa à margem da -americano começa no final do documentos que eram copiados portugueses no apresentação da versão chinesa século XVI e abrange mais de no século XVIII, nos arquivos do seu livro “Journey to the East 100 anos de “encontro cultural dos jesuítas em Macau, e que encontro entre o – The Jesuit Mission to China”, e religioso (…) estabelecendo estão na biblioteca da Ajuda em ocidente e o oriente lançada pela Universidade de os alicerces do que são hoje as Lisboa” e outros “em Roma, nos

O seu a seu dono

O

académico Liam Matthew Brockery defendeu na passada semana em Macau que a “maneira de contar a história” da missão jesuíta na China “beneficiou italianos, franceses e alemães”, mas que o encontro entre ocidente e oriente foi sobretudo desenvolvido por missionários portugueses. “Houve uma maneira de contar a história que beneficiava

Macau. O livro, publicado em inglês, em 2007, pela Harvard University Press, “trata da obra dos jesuítas na China (…) e traça uma história que tem o seu ponto de partida e o seu ponto final em Macau”, adiantou. Liam Matthew Brockery considera que “é possível” haver uma maior divulgação do papel dos missionários portugueses nas missões jesuítas na China, mas que para isso “é preciso que mais gente se

relações internacionais com a China, sobretudo das culturas europeias, e com a presença do catolicismo que é vigente na China desde esta altura”. Ao contrário de vários investigadores que já abordaram a mesma temática, Liam Matthew Brockery, professor do Departamento de História da Universidade do Estado de Michigan e membro da Academia Portuguesa de História, optou por centrar-se nas fontes portuguesas.

arquivos centrais dos jesuítas”. Assim, em vez de nomes como Matteo Ricci, na obra de Liam Matthew Brockery são figuras centrais portugueses como “João Rodrigues, que foi o grande intérprete dos xoguns (comandantes do exército) japoneses, e que passou o fim da vida em Macau, cidade de que foi embaixador na corte chinesa”, afirmou, ao destacar ainda outros missionários como Francisco Furtado, Gabriel de Magalhães e Manuel Mendes.

O

filme “Selma”, que conta a história do líder negro Martin Luther King Jr., não chegou às salas de cinema locais, algo que chamou a atenção da Associação Novo Macau (ANM), que enviou uma carta ao Cineteatro e à direcção dos cinemas UA Galaxy para perceber as razões. Na carta em causa, a associação citou regulamentos do Instituto Cultural (IC), mostrando que todas os materiais de propaganda de eventos em estabelecimentos públicos devem ser avaliados pela Comissão de Classificação de Espectáculos do IC com 72 horas de antecedência da data de organização dos mesmos, incluindo de peças cinematográficas. No entanto, segundo o Jornal do Cidadão, o Secretário para Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, afirmou que a ausência de “Selma” das salas de cinema nada teve que ver com questões políticas, até porque na visão do dirigente, a história de Luther King é boa para a aprendizagem dos residentes. O director do IC, Guilherme Ung Vai Meng, respondeu que o filme não foi exibido devido ao facto da Comissão de Classificação de Espectáculos não ter recebido qualquer pedido de avaliação por parte dos cinemas. Apesar das explicações de Alexis Tam e Ung Vai Meng, a ANM questionou os dois cinemas sobre o facto de não terem contactado o realizador, no sentido de pedir a avaliação obrigatória para a exibição. Além disso, a associação pediu às duas entidades que considerassem a vontade e opinião da população, justificando que “Selma” tem um sentido histórico-político positivo. - Flora Fong

gcs

Almoço com media

Cinema Associação protesta por alegada proibição de exibição de “Selma”

Dois mortos em acidente de tráfego junto ao aeroporto

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• O Chefe do Executivo ofereceu ontem no palácio de Santa Sancha um almoço aos órgâos de comunicação social de língua portuguesa

Dois motociclistas morreram ontem num acidente de tráfego junto ao aeroporto de Macau, de acordo com a Polícia de Segurança Pública. O acidente envolvendo uma mota, um táxi e um camião aconteceu por volta das 14:30 horas na Avenida Wai Long, perto do aeroporto. Os dois homens que seguiam na mota não sobreviveram - um era residente de Macau e tinha 23 anos e o outro, de 26 anos, era original da China continental e estava no território com um visto de trabalho. De acordo com a Rádio Macau, um dos dois passageiros da mota foi transportado para o hospital ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos Segundo a PSP, os condutores do táxi e do camião estão a ajudar as autoridades a tentar perceber o que se passou. Os dois passaram no teste de alcoolemia.


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Hoje Macau 17 MAR 2015 #3292 by Jornal Hoje Macau - Issuu