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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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MOP$10
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 17 DE OUTUBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2716
TEMPO POUCO NUBLADO MIN 24 MAX 30 HUMIDADE 45-85% • CÂMBIOS EURO 9.4 BAHT 3.7 YUAN 0.7
Primeiro dia do novo ano lesgislativo nada decidiu
Aprovações adiadas
DIOGO MUÑOZ
“GRITOS DE VARANDA” NO ALBERGUE PÁGINA 15
GONÇALO LOBO PINHEIRO
De volta ao trabalho, era suposto os deputados votarem as leis de Actividade Imobiliária e da Salvaguarda do Património. A primeira ocupou o tempo todo do plenário e deixou os deputados a discutir durante horas sem qualquer conclusão. Alguns deputados sugeriram mesmo alterações ao texto da lei, o que deixou o presidente da AL, Lau Cheok Vá de cabelos em pé. A discussão continua amanhã. PÁGINAS 2-3
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ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA
Albano Martins vê algum sentido nas novas medidas PÁGINA 6
TRABALHADORES NÃO-RESIDENTES
Emprego noutra área só depois de seis meses PÁGINA 4
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política
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Deputados acusam Obras Públicas de negligência no caso do Sin Fong Garden
Queixas de moradores “não foram ouvidas” joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Grupo de Trabalho para os Preços dos Produtos Alimentares não fizeram ainda nada de palpável para evitar o aumento de preços dos bens de consumo. A crítica é do deputado Lee Chong Cheng, que compara o grupo especialmente formado para estudar os problemas da importação com o Conselho de Consumidores. “A população precisa de medidas efectivas, não de um grupo de trabalho com as mesmas funções do Conselho de Consumidores, dedicado aos preços das
TESTEMUNHOS
Chan Meng Kam citou mesmo uma carta da Associação dos Moradores do Edifício Lei Cheong enviada a Jaime Carion: “devido às obras de construção de um edifício nas redondezas o nosso prédio foi afectado e actualmente tem uma fenda de 3 ou 4 ‘inches’ [polegadas]”. Pereira Coutinho afirmou que para além das queixas dos moradores à DSSOPT não terem sido levadas a sério, também as informações prestadas pelo Governo na altura da evacuação do
Sin Fong Garden não foram suficientes. “Os moradores queriam informações mas não as tinham, queriam respostas para as suas preocupações mas ninguém a nível oficial se dignou a dialogar com os residentes.” O deputado foi convidado a entrar num outro edifício que os residentes dizem estar em risco, o Koi Fu, e descreveu ontem o que viu. “A olho nu conseguia-se ver a inclinação do prédio. Foram efectuadas várias queixas e todas elas caíram em saco roto.” Também José Chui Sai Peng recordou que há vários casos de desmoronamento ou quedas de cimento devido a falta de obras de manutenção, problema que surge por ser necessário, diz, haver uma revisão do regime de vistoria. “A lei diz que se deve proceder a obras de reparação, mas como depende apenas do proprietário isso não é feito.”
Kwan sugere usar habitação pública para alojamento
o ano passado que os proprietários afirmam que apresentaram sucessivas queixas sobre o tremor produzido pelo estaleiro vizinho e chegaram mesmo a participar à
polícia o desprendimento de parte da fachada do edifício”, contesta Chan Meng Kam. Pereira Coutinho juntou-se ao coro de protestos. “A maioria dos
Foi outra das deputadas que se manifestou devido ao Sin Fong Garden e considera que a reconstrução é a saída para o edifício. Kwan Tsui Hang sugeriu ontem ao Executivo que utilize os apartamentos T1 que foram rejeitados em Seac Pai Van pelos candidatos à habitação económica para alojamento provisório. “Apurar os factos já não é fácil quanto mais as responsabilidades e o consenso sobre as indeminizações. O caso vai passar pelo tribunal arrastando-se por anos”, frisou a deputada, considerando por isso necessário o alojamento. “O Governo deve ter alojamentos provisórios, como existia antes.” Os moradores estão agora em hotéis ou casas de familiares. Entretanto, Chui Sai On, garantiu ontem que o Governo vai continuar a acompanhar o incidente. O Chefe do Executivo e Lau Si Io, secretário para as obras públicas, teve um encontro com quatro representantes dos residentes do Sin Fong Garden e com a União Geral da Associação dos Moradores de Macau, para perceber melhor a situação dos habitantes. A vontade geral dos proprietários é a reconstrução do edifício no mesmo terreno. Mas, para isso, os visados esperam que o Governo os possa ajudar providenciando alojamento estável e subsídios de emergência. Na quinta-feira, será divulgada a conclusão sobre o que pode ter sido o factor que levou ao aparecimento das fissuras no prédio. - J.F.
Governo não aplica medidas efectivas para aumentos dos preços dos produtos
Alimentos demasiado caros
sanduíches ou dos chás”, acusou Lee Chong Cheng. No plenário de ontem, e no período antes da ordem do dia, o deputado frisou que o grupo se limita a ir a cafés e supermercados para comparar preços, mas não avançou com qualquer solução válida. “O Governo estudou qual é o verdadeiro motivo que leva à inflação provocada pela procura interna?”
CATARINA LAU
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HAN Meng Kam assegura que não se pode ignorar que houve negligência da parte das Obras Públicas no caso do edifício Sin Fong Garden, que teve de ser evacuado por estar em risco de ruína. O deputado foi um dos oito membros do hemiciclo que ontem utilizou o período antes da ordem do dia para criticar a acção do Governo perante os problemas com o prédio. Chan Meng Kam diz que a intervenção do Executivo foi melhor neste caso do que no caso da explosão do Centro Internacional – que ainda continua por resolver -, mas aponta ao dedo à Administração. “As Obras Públicas não ligaram praticamente nada às várias queixas dos moradores do Sin Fong Garden e também nunca deram importância às queixas apresentadas pelos pequenos proprietários do edifício Lei Cheong.” O Lei Cheong é um dos três prédios vizinhos do edifício que foi evacuado, na Rua do Patane, e tem sido alvo de preocupação por alegadamente terem também aparecido fissuras. “A entidade competente ignorou por complete os eventuais riscos que os edifícios corriam.” A acusação de que os proprietários já têm vindo a apresentar queixas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) não é nova e Jaime Carion, director da DSSOPT, veio a público afirmar que houve apenas uma reclamação mas apenas devido ao barulho e não a qualquer tipo de estrago. Chan Meng Kam e José Pereira Coutinho afirmam que isto é mentira. “Desde
evacuados não sabe porque é que, não obstante terem apresentado previamente várias queixas junto dos oficiais sublinhando a questão da segurança do edifício, nada foi feito pelas autoridades.” Os deputados asseguram que a DSSOPT sabia da situação mas que nunca deu qualquer resposta aos moradores.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
Joana Freitas
Lee Chong Cheng diz ainda que se fosse verdade que o sistema de fornecimento de carnes e produtos frescos é simples e “não existe oligopólio”, como referiu o Executivo, então não se verificariam preços como os actuais nos produtos alimentares. Em Macau, o fornecimento deste tipo de produtos é feito apenas por duas empresas. - J.F.
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Lei da Actividade Imobiliária permite que não-residentes sejam mediadores
Diploma não aprovado devido a dúvidas Joana Freitas
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M ano e oito meses não foram suficientes para que a proposta de Lei da Actividade de Mediação Imobiliária pudesse chegar à Assembleia Legislativa (AL) sem problemas. O plenário não conseguiu aprovar ontem na especialidade o projecto, que sofreu já diversas alterações desde a sua apresentação em Fevereiro do ano passado. No primeiro dia depois do regresso das férias, os membros do hemiciclo empancaram no artigo respeitante à caducidade dos contratos de mediação imobiliária – entre agente e mediador. Isto, porque a versão chinesa do diploma terá gerado confusão entre a “caducidade do contrato de mediação imobiliária” e a caducidade do contrato de compra ou arrendamento do imóvel. A lei, segundo a versão portuguesa, refere que caso o mediador veja a sua licença cancelada fica com todos os contratos de mediação imobiliária por si celebrados também caducados. Mas o contrato refere-se, contudo, ao acordo entre a agência imobiliária e o mediador – ou seja, a prestação de serviços – e não ao contrato celebrado entre agência e comprador ou inquilino. Foi Ung Choi Kun quem esclareceu os colegas, lendo o parecer sobre a lei, mais de uma hora depois de perguntas e respostas entre os representantes do Governo e os
deputados. “Isto está claro no parecer, mas o Governo não é capaz de esclarecer a situação. Como é possível um ano depois a lei estar assim?” Também Melinda Chan foi bastante crítica: “levantámos esta questão em sede de comissão, mas o Governo não está claro face ao que está a ser discutido e não consegue responder às questões claramente.” Mesmo com o problema esclarecido, a situação gerou confusão entre os membros do hemiciclo, que solicitaram ao Governo a alteração do texto da lei. Lau Cheok Vá, presidente da AL, pediu aos deputados que “ponderassem nas graves consequências” que o atraso poderá causar, mas nada ficou decidido. Agora resta esperar que o Governo decida reescrever ou não a lei, tendo a aprovação ficado adiada até amanhã.
NÃO-RESIDENTES A EXERCER
A última versão da Lei da Actividade de Mediação Imobiliária chegou às mãos dos deputados em Agosto, depois do que Ung Choi Kun descreveu ontem como “um recorde de alterações”. Em geral, os membros do hemiciclo concordam com a lei, mas foram vários os problemas que surgiram entre deputados e Executivo, nomeadamente sobre o que deveria ficar incluído na lei e o que deveria ser regulado por regulamento administrativo. A definição da entidade competente foi um desses casos. Os deputados exigiram que ficasse previsto no diploma qual o orga-
nismo responsável pela aplicação da lei, mas o Governo descartou-se a clarificar esse ponto. “Em muitas leis estão designadas as entidades competentes, nesta não e isso vai ser um problema”, atirou Ung Choi Kun. E os problemas começaram já no plenário de ontem. Segundo a proposta de lei, não há exclusividade para os residentes de Macau desempenharem funções na área do imobiliário, o que inquieta os deputados. “Então não vai haver restrições à actividade, todos os que venham de fora, todos os não-residentes podem ser agentes em Macau?”, questionou Lam Heong Sang. Foi um assessor do secretário Lau Si Io, das Obras Públicas e Transportes, quem respondeu até porque Lau encaminhou todas as perguntas que os deputados fizeram durante mais de duas horas para os seus colegas. “Nesta proposta de lei, a situação não está proibida, à semelhança do que acontece em Taiwan, China continental e Hong Kong.” O Governo explica que a licença sozinha não é sinónimo de trabalho garantido, até porque os não-residentes só podem trabalhar de acordo com a lei de contratação de não-residentes, mas todos os que quiserem podem propor-se a exame para obter a acreditação para ser um mediador imobiliário em Macau.
COMISSÕES
A solução não agradou aos deputados, que questionam como pode
um não-residente comprovar que cumpre os requisitos para ser mediador em Macau. A lei prevê que estes tenham de ter pelo menos o secundário. Foi Tam Kuong Man, presidente do Instituto de Habitação (IH), quem falou sobre isto. “Se os não-residentes pedirem para se submeter ao exame, então o Gabinete de Recursos Humanos tem de avaliar a situação do candidato, consoante as necessidades do sector, e depois de obter autorização da polícia [dos serviços de emigração].” Contudo, Tam Kuong Man falou pelo Gabinete de Recursos Humanos (GRH), o que não agradou aos deputados, já que não tem qualquer interferência com este organismo. “Temos é de esclarecer se o GRH tem competência para autorizar”, atirou Pereira Coutinho. “O secretário está sempre a passar a bola, agora passamos do IH para o GRH, mas não está aqui ninguém desse gabinete para me responder”, juntou-se Ng Kuok Cheong. O democrata insistiu naquele que é um dos pontos mais controversos da lei. “A lei não refere quem é a entidade competente para isto. Então mas o presidente do IH agora é representante dos recursos humanos também? Estão a obrigar-nos a votar uma lei onde não se percebe nada.” Foi Kwan Tsui Hang, também presidente da comissão encarregue de analisar a proposta na especialidade, quem acalmou os ânimos e ajudou o Executivo a esclarecer os colegas. “Esta já foi uma discussão
no seio da comissão e o Governo tinha justificado que permite aos não-residentes tirar uma licença por causa da situação actual de Macau ter já estas pessoas a trabalhar na área e por causa da cooperação inter-regional.” À parte de todas as polémicas, também a questão de não limitar a comissão para os mediadores imobiliários foi levantada. Os deputados não concordam com o facto de não existir limite para isto na lei, porque consideram poder criar concorrência desleal. “Actualmente, os mediadores e os agentes têm regras de que a comissão é de 1%, mas agora a lei não permite nem um mínimo nem um máximo. Não concordo”, referiu Ung Choi Kun. No que toca às comissões, ficou ainda previsto na lei que mesmo que a licença do mediador caduque ou seja caçada, há o direito a receber a comissão, caso o seu trabalho tenha culminado na venda ou arrendamento de um imóvel. “O mediador tem direito a receber, independentemente da sua licença ter caducado até porque ele fez o seu trabalho de promoção do imóvel e conseguiu comprador”, esclareceu um dos assessores de Lau Si Io. No plenário de ontem era esperado aprovar-se esta lei e a Lei de Salvaguarda do Património, na generalidade, e ainda que tivesse sido apresentado o orçamento para o próximo ano da AL, o relatório das Contas de Auditoria e o da execução orçamental de 2011, contudo não houve tempo para isso.
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Conselho Executivo revela novas regras para trabalhadores não-residentes
Mudanças de pormenor
O Governo pretende fazer pequenos ajustes na Lei da contratação de trabalhadores não-residentes. As novidades aplicam-se a todos os casos excepto àqueles que digam respeito a despedimentos por justa causa. Seja como for, o período de impedimento de seis meses ainda promete discussão profunda na AL Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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M trabalhador não residente que tenha o seu contrato findo antes do seu termo não poderá procurar emprego noutra área, pelo menos durante os seis meses seguintes. Esta é uma das
mudanças que o Executivo pretende fazer na Lei da contratação de trabalhadores não-residentes. Pequenas nuances que na prática podem ter grande influência no dia-a-dia destes trabalhadores. A novidade, proposta e discutida pelo Conselho Executivo, serve apenas aos trabalhadores que não
forem despedidos por justa causa. “Não penso que sejam condições restritivas. Macau segue os tratados internacionais e locais. Esses seis meses servem de gestão do mercado laboral. Findo esse tempo a pessoa é livre de procurar outro tipo de emprego”, disse, aos jornalistas, o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng.
A nova regra será aplicada às seguintes situações, propostas no n.º 2 do Artigo 4.º da lei em causa: revogação da autorização de contratação cedida ao empregador; cessação da relação de trabalho por mútuo acordo entre empregador e trabalhador; resolução sem justa causa ou denúncia do contrato de trabalho por
iniciativa do empregador; e resolução do contrato por justa causa invocada pelo trabalhador.
MAL VISTOS LÁ FORA
Macau tem sido acusado de não tratar condignamente os trabalhadores não residentes, mas Leong Heng Teng declina essa visão, salientando que as mudan-
ças resultam de “questões levantadas pela sociedade”. “A sociedade tem vindo a manifestar opiniões sobre o pedido de impedimento. Uns gostam, outros nem por isso. A meu ver a lei fica assim mais clara em relação a esse período”, explicou Leong que assim dissipa as dúvidas: “O trabalhador só volta para o seu país de origem, durante seis meses, se for despedido por justa causa.” Questionado pelos jornalistas sobre as reacções das associações de trabalhadores não residentes, Leong Heng Teng confirma que o Governo tem ouvido as pessoas. “As associações mostraram, por diversos meios, as mais diversas opiniões ao Governo. Agora cabe à AL fazer um debate mais profundo.”
Leong Heng Teng mostrou-se pouco à vontade para responder a questões
Imposto do selo com carácter de urgência M
UITO se tem falado sobre a especulação imobiliária e como é que isso pode ser prejudicial para o funcionamento da sociedade de Macau. O secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io, anunciou, recentemente, uma mão de medidas para combater os problemas do imobiliário, medidas que servem para travar a especulação mas não o preço das habitações. Ontem, o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, referiu que já está pronta a proposta de lei que visa alterar os valores do imposto de selo apenso ao valor dos imóveis. O diploma, que irá ser enviado para a Assembleia Legislativa (AL) com carácter de urgência, pretende aumentar a carga fiscal na venda de lojas, escritórios e parques de estacionamento, onde Leong Heng
Teng afirmou serem os principais focos de especulação imobiliária. “A especulação na compra e venda de lojas, por exemplo, é a mais grave de todas”, afirmou o porta-voz. Paralelamente, as pessoas colectivas, empresários, pessoas singulares e não-residentes também vão ficar com menos dinheiro nos bolsos. O Governo pretende estender o imposto do selo especial, bem como criar uma taxa adicional de 10%. A grosso modo, caso a transmissão de imóveis ocorra no primeiro ano após a liquidação, a taxa do imposto de selo especial é de 20%; se a transmissão ocorrer no segundo ano, a taxa passará a 10%.
MEDIDAS CRITICADAS PELO SECTOR
As medidas anunciadas por Lau Si Io têm sido alvo de inúmeras
críticas por parte dos sectores imobiliários e da construção civil. Ambos já afirmaram que se pagarem mais, as casas terão preços mais elevados, contudo Leong Heng Teng não vai por aí. O porta-voz do Conselho Executivo acha que é preciso pensar de outra forma. “Há peritos ou representantes de associações desses sectores que até acham que estas políticas são boas e que podem ainda ser mais reforçadas. Claro que nós fizemos uma ponderação a nível geral. Temos de saber que existem diversos factores que podem fazer com que um imóvel tenha o preço a subir ou a descer.” E mais não disse. Saiu em passo apressado, deixando os jornalistas com dúvidas e perguntas para serem feitas. – G.L.P.
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Negócios com boas perspectivas embora deixe em aberto as novas iniciativas. “Neste momento está muito cru por isso, não vale a pena adiantar muito mais. O IPIM e o Fórum de Macau vão adiantar esses pormenores”, disse ao Hoje Macau. O que é certo é que, segundo Peter Lee, vice-director da Direcção de Investimento e Promoção de Zhuhai, vão haver oportunidades de investimento nesta área. “Vamos promover a Ilha da Montanha e também a área empresarial e também queremos encorajar os empresários locais e estrangeiros a visitar”, garante. Irene Lau reforça que nestas regiões em desenvolvimento, como é também o caso de Nantcha, espera-se um maior número de protocolos assinados. À cidade vizinha caberá nada mais do que 800 metros quadrados de espaço para exposição na MIF, um aumento substancial face ao último ano, informa o representante. A Macau cabe uma grande fatia. Pelo menos 126 pequenas e médias empresas locais vão estar em destaque em expositores num espaço total de oito mil metros quadrados. O secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, vai marcar presença no dia de abertura da feira.
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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UEM passar pelos corredores da Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla inglesa), que arranca já amanhã, não vai ter mãos a medir para conhecer todos os produtos e serviços que estarão ao dispor em mais de 1800 stands, um aumento de 9% face ao ano anterior. O local será invadido por mais participações empresariais, ou não estivessem inscritos pelo menos 4000 empresários. Os números são avançados por Jackson Chang, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), entidade organizadora do certame, que mencionou cerca de oitenta delegações de 20 províncias Interior da China que estarão incluídas nos 10 mil pré-acordos empresariais. “Até à presente data, recebemos mais de 2000 projectos que serão objecto de bolsas de contacto, tendo já sido programadas cerca de 1000 sessões de intercâmbio”, frisou também. Para tal, houve um maior investimento da promotora do evento, embora não tenham sido avançados números concretos. “Existe o problema da inflação por isso o investimento deste ano também vai ser de cerca de 8 a 10% mais do que no ano passado”, disse a directora-executiva do IPIM, Irene Lau. “Mas esperamos mais volumes de negócios e que venham a aumentar o número de protocolos a assinar.”
“DA OCIDENTAL PRAIA LUSITANA”
A responsável fez questão de destacar a importância da participação lusa na Feira, através do Pavilhão de Portugal, que contará com cinco zonas diferenciadas dentro dos seus 495
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Feira Internacional de Macau traz mais empresários e expositores
HOJE MACAU
Mais stands, mais empresários, mais empresas portuguesas e de outros países e regiões lusófonas. O investimento também engordou cerca de 10% pelo que o IPIM acredita também num maior volume de negócios. Para já, Jackson Chang, presidente do organismo, avança com 1000 pré-acordos empresariais e 2000 projectos alvo de bolsas de contacto
sociedade
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MERCADO LUSÓFONO
metros quadrados. Estarão representadas 63 empresas para explorar novas oportunidades de negócios, porque, realça Alberto Neto, presidente da Associação de Jovens Empresários de Portugal-China (AJEPC), o país “acordou realmente com esperanças de exportação”, e vê em Macau uma rampa de lançamento. Por essa razão, os produtos e serviços estão 90% concentrados na área agro-alimentar - com vinhos, azeite, enchidos, queijos - indústria sobre a qual temos de ganhar mais reconhecimento e que podem criar uma maior margem
de crescimento das exportações, explica. “Estamos a tentar arranjar acordos com províncias e regiões na China por forma a que consigamos abrir lojas portuguesas e restaurantes típicos de Portugal para nos ajudar a nível de exportação e ao médio e longo prazo no reconhecimento dos nossos produtos e cultura.” Uma pequena parte fica também reservada para a apresentação de soluções energéticas ou alternativas renováveis. “Temos de reforçar a nossa situação e vender a solução que é Portugal como porta aberta para a União Europeia e para
um mercado de lusofonia.” No próximo ano, adiantou o presidente da AJEPC, estão já agendadas 12 visitas de empresários chineses a Portugal. A participação lusa vai estar representada pela AJEPC, a Associação Empresarial de Portuguesa (AEP) e conta com o apoio institucional da AICEP em Portugal e no mercado.
LUZ VERDE DA ILHA
Alberto Neto lembrou ainda a Ilha da Montanha que, para o português, é um território ao alcance também das empresas lusas,
Da comunidade de países de língua portuguesa marcam presença sete países com cerca de centena e meia de empresas, num pavilhão que tem aumentado as suas visitas a cada ano, indica Rita Santos. A secretária-geral adjunta do Fórum de Macau evidencia esta como “a maior participação dos países de língua portuguesa, bem como a de Portugal”, que vai contar com um stand colectivo onde o design é inspirado na cultura luso-chinesa, cruzando representações do património mundial de Macau. Das 148 autoridades e empresários de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor-Leste poderão estar afiançados cerca de 15% de protocolos, num total de 1000 contactos. “Vamos disponibilizar cerca de 16 pessoas bilingues de língua chinesa e portuguesa e 11 estudantes dos países de língua portuguesa”, garantiu, deixando facilitada a comunicação necessária. As novidades deste ano são a Jordânia, o Chipre e o Madagáscar, que, segundo Irene Lau, querem “ir mais longe para procurar oportunidades de negócios nos países de língua portuguesa”.
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Acréscimo de 10% de imposto de selo é razoável na opinião do economista Albano Martins
“Nova taxa tem algum sentido”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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ORAM muitas as perguntas a que o economista Albano Martins se propôs a responder ontem à tarde, numa sessão organizada pelo Clube C&C, durante uma análise à repercussão das políticas económicas no mercado pré e pós RAEM.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
As novas medidas para o sector imobiliário não agradaram a muitos. Mas a nova taxa adicional de 10% de imposto selo tem alguma razão de ser, avisa Albano Martins. O cenário é propício ao especulador porque os investidores vêem no imobiliário o único sector viável para aplicar dinheiro, já que está continuamente a crescer. No entanto, ressalva, devia ser aplicada só à segunda aquisição, onde há verdadeira especulação
“Haverá ‘crash’ do imobiliário? Se sim, quando?”, questionou Albano Martins aos presentes, caindo inevitavelmente nas últimas medidas tomadas pelo Governo. Em seu entender, “esta nova taxa tem algum sentido”, porque “o rácio de não-residentes sobre o total do imobiliário em valor passou de 17,6% para cerca de 25%”, em termos práticos, “os não-residentes compram de facto 25% do valor das habitações”, segundo dados a que o economista
teve acesso no Boletim Mensal de Estatística. Em termos percentuais, o total de não-residentes no mercado é mais de 10%. E “há que parar isso”, defende. “Não é na primeira aquisição mas no mercado secundário - na segunda - porque é aí que se especula.” Ainda assim, esclarece, haverá “provavelmente menos procura por parte dos compradores não-residentes”, contudo a verdade, analisa, é que “temos um cenário que é propício ao especulador por-
Moradores querem ajuda do Governo
Edifício Koi Fu em risco Cecília Lin
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ADOS da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) mostram que o Bloco III do edifício Koi Fu piora de dia para dia. Metade dos moradores já abandonaram o edifício e a segurança agora é uma incógnita. A DSSOPT, depois de uma ida ao local, viu ‘in loco’ que o prédio está a começar a inclinar e a causa pode estar relacionada com obras nas proximidades. Seja como for, os moradores do Koi Fu não estão contentes com o trabalho do Governo. Acusam a DSSOPT de falta de fiscalização decente, ao que a direcção responde que
o problema pode ser resolvido com recurso a obras que podem custar aos moradores cerca de 700 mil patacas, algo que estes não conseguem pagar. Ainda pediram ajuda ao Instituto de Habitação (IH), que lhes terá respondido que “os fundos são mais necessários noutras situações”. Os moradores acusam o Executivo de andar a empurrar a situação com a barriga, de organismo em organismo, e de nada fazer para resolver a questão. Para já, o Koi Fu ficará como está, pensam. De acordo ao Jornal do Cidadão, os moradores acham que a DSSOPT deveria fazer uma boa avaliação antes de desenvolver qualquer tipo de remodelação ao
edifício. “O Governo tem que nos tratar de igual modo como tratou os moradores do Sin Fong Garden. Ao todo vivemos aqui apenas dez famílias mas também precisamos de ajuda.” Os moradores evocam mesmo a Lei Básica da RAEM que estipula um subsídio urgente quando os residentes de Macau têm a vida e os pertences em risco. “Uns recebem e outros não. Acha justo?”, questiona um dos moradores ao Jornal do Cidadão. O edifício, construído em 1991, fica Travessa da Corda, perto do Teatro da Alegria. No total tem quatro blocos com seis andares e doze unidades. Dez dessas unidades são para uso exclusivo de habitação.
que mesmo que não se seja especulador, as pessoas vão querer pensar que se o imobiliário andou a crescer é uma boa aplicação.” E porquê? Porque não lidam com as mesmas burocracias, que enfrentam com o investimento em restaurantes, por exemplo, que lhes faz retardar a hora da aplicação. No mercado imobiliário, garante. Tal como na bolsa, o investimento é imediato. Mas há mais. Segundo explanou, não existem especulações em relação às rendas. “Quem comprou um imóvel, acompanha os preços do mercado, o que está a fazer é ajustar o seu preço de compra ao preço de venda do mercado. Se o imóvel valia seis milhões e cobrava 13 mil e se hoje acha que vale nove milhões, provavelmente está a subir 50% do valor da renda. Está a fazer um cálculo racional”, defendeu. No entanto, este mercado livre parece bem desregulado ao nível de contratos de arrendamento, por exemplo, porque o Governo não está a fiscalizá-los, sabendo-se que estão a cumprir as regras do Código Civil.
“PEG VAI TER DE DESAPARECER”
A grande razão porque a especulação do mercado imobiliário não consegue ser travada prende-se com as taxas de juro baixíssimas, derivadas da indexação da pataca ao dólar de Hong Kong e, por sua vez, ao dólar americano, explica Albano Martins. “O PEG foi politicamente correcto, numa altura em que Hong Kong tinha problemas graves com a transferência de
soberania, e tentou-se amarrar a uma moeda estável, uma economia poderosa, para se tentar travar a queda do dólar de Hong Kong”, frisou. Mas teve o seu timing. “O PEG tem tido efeitos perniciosos na economia de Macau, muitos deles derivados do facto das nossas economias não terem nada a ver uma com a outra e de nós termos ciclos que não se justapõe”, ou seja, os seus períodos de expansão e recessão não têm sido idênticos. Por essa razão, defende, o “PEG vai ter de desaparecer”. “Não pensem que vamos chorar pelo PEG - por essa ligação -, não vamos”, assegura. “Embora dê alguma segurança à economia para os capitais que entram, porque mantém as taxas de câmbio mais ou menos estáveis, “é de certo modo uma vantagem para o investidor mas não é necessariamente uma vantagem para quem vive cá dentro.”
“NÃO VAI SER POSSÍVEL DIVERSIFICAR”
É possível a diversificação da economia?, perguntou também o palestrante. Sem hipótese, garantiu. Pelo menos, nos próximos 25 anos. E justificou. “As convenções e as exposições têm em Macau o peso de menos de 0,01%. “Em 2011 tinham a trabalhar 120 pessoas remuneradas, isto é alguma alternativa ao Jogo?”, perguntou, ao expor o sector que se aponta como a aposta para a diversificação económica de Macau. O Governo anunciou na terça-feira mais subsídios para o sector, e só este ano gastou até Outubro 27 milhões com empresas organizadoras. Mas o sector, segundo dados do economista, despende em despesas com pessoal anualmente 19 milhões de patacas. Ou seja, estão a dar mais do que o custo da mão-de-obra. “Quantos anos vai precisar para ser uma alternativa ao Jogo? E até que ponto essa indústria não vive nas barbas do Jogo?”, lança a pergunta retórica. Assim, explica, que o jogo vai continuar a ser a indústria dominante e “quem travar o crescimento do jogo está a cometer um grave erro” porque a Administração precisa destas receitas para “conter um barril de pólvora” que está para rebentar daqui a 10 ou 20 anos. O economista referia-se às necessidades futuras da população idosa, que será a maioria em 2025, segundo projecções do Governo. E, mais, acrescenta: “esta indústria deve ter a possibilidade de mão-de-obra de fora, esgotada a local. É um risco de negócio mas é exagerar o risco não lhes dar a mão-de-obra necessária.”
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Anúncio Concurso Público para “Prestação de Serviços de Reparação e Manutenção do Sistema Electromecânico do Edifício situado na Estrada de D. Maria II n.º 33 (Janeiro – Dezembro de 2013)” 1. Entidade que procede o processo do concurso: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). 2. Modalidade do concurso: concurso público. 3. Local da prestação de serviços: edifício situado na Estrada de D. Maria II, nº 33. 4. Objecto da prestação de serviços: Prestação de serviços de manutenção e reparação do sistema electromecânico de todo o edifício acima mencionado, incluindo sistema de ar condicionado, sistema BMS, sistema de fornecimento de energia eléctrica e de iluminação, sistema de geradores de reserva e de pára-raios, sistema de abastecimento de água e de drenagem, sistema de combate contra incêndio, elevadores e escadas rolantes, sistema de plataformas suspensas, public address system e outros equipamentos. 5. Período da prestação de serviços: de 1 de Janeiro de 2013 a 31 de Dezembro de 2013 (12 meses). 6. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. 7. Modo de retribuição ao adjudicatário: a prestação de serviço é por preço global. Caso haja necessidade de substituição de peças, a sociedade adjudicatária deve apresentar antecipadamente uma outra cotação das mesmas. A DSSOPT reserva o direito da decisão final sobre a aceitação ou não da respectiva cotação.
Capitania dos Portos negou não ter segurança em embarcação de recreio
Passeio com explicações Cecília Lin
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directora da Capitania dos Portos (CP), Susana Wong, negou que o barco que faz um passeio marítimo desde a Ponte 16 até à Torre de Macau tenha problemas de segurança. A notícia foi avançada por um jornal chinês e dava conta de problemas ao nível dos equipamentos de segurança no barco de recreio. Susana Wong prometeu aos jornalistas que instruirá, a partir de agora, a companhia marítima que promove o serviço a explicar aos passageiros todos os procedimentos de segurança. Paralelamente a esta questão, a directora da CP optou por fazer balanços
de outras situações que tem ocorrido. Em relação ao incidente que provocou a morte a três pescadores da China continental no último mês, as autoridades locais estão já a promover a segurança no tráfego marítimo, esperando que tal situação não volte a suceder.
EMBARCAÇÕES SUJEITAS A FISCALIZAÇÃO
Ainda na senda do acidente que provocou 39 mortos ao largo da ilha de Lamma, em Hong Kong, o chefe da Divisão de Inspecção e Segurança da CP, Tony Huang, fez saber da existência de equipamentos de segurança nos barcos de alta velocidade que ligam Macau a outros destinos. “Os ferrys estão sujeitos
Maré vermelha chegou a Macau As praias de Hác Sá e Chok Van foram assoladas por uma maré vermelha, levando a Capitania dos Portos à suspensão de banhos nos locais e ao hastear da bandeira amarela. “Trata-se de uma elevada concentração de algas microscópicas. É um fenómenos natural que já se detectou anteriormente em Macau, pelo que a água fica não adequada para natação”, explicou Susana Wong.
a regras internacionais de segurança que obrigam à existência de coletes salva-vidas, balsas, bóias, entre outros equipamentos.” Fazendo uma analogia ainda com a questão da insegurança do barco de recreio que viaja à volta de Macau, a directora da CP, Susana Wong, lembrou que “o barco em questão possui lugar para 388 pessoas e existem mais de 400 coletes salva-vida a bordo”, pelo que tudo tem de passar por uma “boa comunicação entre passageiros e tripulação.” As autoridades falaram ainda, aos jornalistas, de três novos percursos alternativos nas águas adjacentes ao Canal de Acesso ao Porto Interior, e que podem ser usados durante a ocorrência de acidentes marítimos. “Os percursos alternativos serão disponibilizados para os barcos pequenos e médios, enquanto que a CP e os Serviços de Alfândega enviarão embarcações para a manter a ordem de navegação”, explicou Tony Huang.
8. Caução provisória: $ 30 000,00 (trinta mil patacas), a prestar por depósito em dinheiro ou mediante garantia bancária aprovada nos termos legais. 9. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação. 10. Preço base: não há. 11. Condições de admissão: 11.1 No objecto social dos concorrentes deve constar pelo menos o exercício de actividades de “reparação e manutenção dos equipamentos electromecânicos” ou respectivas áreas (deve ser apresentado o registo comercial para comprovação); 11.2 No caso de consórcio ou agrupamento de empresas, é necessário que todos os seus constituintes têm como objecto social o exercício de actividades de “reparação e���������� manuten�������� ção dos equipamentos electromecânicos” ou respectivas áreas (devem ser apresentados os registos comerciais para comprovação). 12. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, n.º 33, r/c; Data e hora limite: dia 14 de Novembro de 2012, quarta-feira , até às 12:00 horas. 13. Local, data e hora do acto público do concurso: Local: sala polivalente da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 5.º andar. Data e hora: dia 15 de Novembro de 2012, quinta-feira , pelas 9:30 horas. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 14. Local, hora e preço para exame e obtenção da cópia do processo: Local: Departamento Administrativo e Financeiro da DSSOPT, sito na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 13.º andar. Hora: horário de expediente. Na Secção de Contabilidade da DSSOPT, poderão ser solicitadas cópias do processo de concurso ao preço de $ 100,00 (cem patacas) por exemplar. 15. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço total: 50%; - Plano de trabalhos: 20%; - Experiência de trabalhos: 20% (incluindo experiências acumuladas na RAEM ou no exterior de trabalhos de reparação e manutenção do mesmo tipo); - Integridade e Honestidade: 5%; - Registo de mão-de-obra ilegal, utilização de trabalhadores em desvio de funções ou que exerçam funções em locais que não coincidam com os previamente autorizados ou atraso de pagamento de salários: 5%. 16. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer no Departamento Administrativo e Financeiro da DSSOPT, sito na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 13.º andar, Macau, a partir de 26 de ��������������������������������������������������������������������������������������������� Outubro�������������������������������������������������������������������������������������� de 2012, inclusive, até à data limite para entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Macau, 17 de Outubro de 2012 O Director dos Serviços
Jaime Roberto Carion
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nacional
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Urbanismo China promove cooperação sino-europeia
O chefe da delegação chinesa na União Europeia (UE), Wu Hailong, divulgou esta segunda-feira um texto no New Europe, um meio de comunicação profissional da UE, justificando que a urbanização e o desenvolvimento sustentável são um rumo importante para a futura cooperação sinoeuropeia. No texto, Wu expressou que a China e a Europa necessitam de ampliar as áreas de cooperação e procurar novos pontos em comum. No início deste ano as duas partes chegaram a um consenso sobre este assunto e anunciaram que vão estabelecer várias parcerias ao nível da urbanização. Para Wu Hailong, o reforço nesta área, oferecerá grandes potencialidades de mercado e abrirá mais espaços para o desenvolvimento das indústrias.
Economistas defendem gestão de empresas estatais na China
Os economistas do governo chinês saíram em defesa das empresas nacionais estatais, perante as recentes críticas que atribuem os benefícios obtidos por este sector à sua condição de operar como monopólios, informou a imprensa local. Alguns porta-vozes de empresas privadas têm sugerido em recentes comentários públicos que as empresas estatais obtiveram enormes lucros, apesar da crise económica global, por causa das vantagens conseguidas pela sua condição de monopólio. Mas especialistas da Comissão de Supervisão e Administração de Activos Estatais refutaram essas versões ao argumentar que as empresas do sector público têm desempenhado um papel importante no aumento da competitividade empresarial global do país.
México consulta OMC sobre subsídios da China ao sector têxtil
Efeito desfavorável
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México pediu oficialmente consultas na OMC (Organização Mundial de Comércio) pelos subsídios da China ao sector têxtil, segundo um comunicado da organização divulgado esta segunda-feira. No pedido, o México explica que pediu consultas porque a “China parece manter uma grande variedade de medidas
de apoio, directas e indirectas, aos fabricantes e exportadores de produtos têxteis e de vestuário”, informou a OMC. Estas medidas parecem implicar certos tipos de subvenções, inclusive exonerações fiscais, contrárias às regras do comércio internacional, segundo a notificação do México. Entre as medidas mencionadas pelo México figuram
“isenções fiscais, reduções, descontos, reembolsos para certos grupos de empresas; (...) isenções de certos impostos municipais; empréstimos subsidiados (...) e perdão de dívidas contraídas por bancos controlados pelo Estado”. “O México afirma que todas estas medidas são subsídios e têm um efeito desfavorável aos interesses” mexicanos, no
comunicado que também cita medidas aplicadas pela China, segundo o México, como “os preços preferenciais (...) às empresas, descontos nos preços de electricidade, exportação e uso de algodão”. O pedido de consultas constitui um ponto de partida formal do procedimento para solucionar disputas no âmbito da OMC.
Toyota vai suspender produção em fábrica na China
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Navios militares chineses avistados perto da ilha japonesa de Yonaguni Sete navios militares chineses foram avistados ontem perto da ilha de Yonaguni, no extremo sul do Japão, em pleno conflito diplomático a propósito da soberania sobre outras ilhas situadas no Mar da China Oriental, anunciou o ministério japonês da Defesa. “Um avião japonês avistou sete navios militares chineses nas águas situadas a 49 quilómetros a su-sudeste da ilha de Yonaguni”, explicou à AFP um responsável do ministério. As reivindicações quanto à soberania das ilhas Diaoyu, elevaram as tensões entre os dois países nos últimos dois meses.
Parados durante uma semana
Toyota tem planos para suspender a produção na próxima semana na sua maior unidade de montagem na China, informa o jornal japonês Asahi Shimbun, em consequência da redução da procura de carros japoneses provocada pelo conflito territorial entre os dois países. A Toyota, a maior fabricante de automóveis do mundo no primeiro semestre de 2012, anunciou que suspenderá a produção durante uma semana a partir da próxima segunda-feira na unidade de Tianjin (nordeste da China), segundo o jornal. A unidade, uma das nove da empresa no país, é responsável por quase
60% da produção da marca na China. Com 13.000 funcionários, fabricou no ano passado 500.000 veículos dos 800.000 montados pela Toyota na China. Um porta-voz da Toyota em Tóquio recusou-se a fazer comentários e disse apenas que “ajustes da produção são parte da prática normal da empresa, que não revela os detalhes dos ajustes”. As recentes tensões entre China e Japão a respeito da soberania sobre as ilhas do Mar da China Oriental têm grande impacto na actividade das montadoras nipónicas no maior mercado mundial para automóveis.
quarta-feira 17.10.2012
região
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Ministro da Defesa sul-coreano pede desculpa e demite três oficiais
“Há falhas óbvias nas operações de segurança”
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ministro da Defesa sul-coreano pediu na segunda-feira desculpa publicamente e demitiu três oficiais, depois de os militares não terem detectado um soldado desertor norte-coreano, que atravessou uma das fronteiras mais vigiadas do mundo, para fugir para o Sul. O soldado norte-coreano que trepou barreiras de arame farpado na fuga - só foi detectado quando se apresentou no aquartelamento sul-coreano e informou que era desertor. O caso, ocorrido a 2 de Outubro, levantou sérias dúvidas sobre as capacidades de vigilância militar da Coreia do Sul. Em conferência de imprensa, o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, apresentou sinceras desculpas pela preocupação que este caso desencadeou junto da população. “Há falhas óbvias nas operações de segurança e falhas no sistema de comunicação”, disse. Ao todo, 14 oficiais, incluindo cinco generais, vão ser alvo de uma investigação no âmbito deste incidente, afirmou um porta-voz do ministério, Kim Min-seok. O ministro demitiu três oficiais, incluindo um comandante de divisão, disseram fontes da Defesa. Na semana passada, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, ordenou punições severas para responsáveis por falhas de segurança.
De acordo com uma declaração do ministério, a segurança na fronteira vai ser reforçada, com o destacamento de mais soldados, equipamento de vigilância moderno e a instalação de mais barreiras de arame farpado. A península coreana está
dividida por uma zona desmilitarizada de quatro quilómetros, desde que a Guerra da Coreia terminou com um armistício, e não um tratado de paz, em 1953. Centenas de milhares de tropas de combate estão colocadas nos dois lados da frontei-
ra, uma faixa de terra minada e cheia de arame farpado. Cerca de 24.000 norte-coreanos fugiram para o Sul desde do fim da Guerra da Coreia, mas são raras as fugas por terra. A maioria dos desertores foge através da China e das nações do Sudeste Asiático.
S despesas consagradas à Defesa nos países asiáticos duplicaram na última década, quadruplicaram mesmo na China, e estão em vias de ultrapassar as verbas europeias em 2012, revela um estudo publicado esta segunda-feira, noticia a AFP. O total as despesas militares dos cinco países mais gastadores na área – China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Taiwan –1,73 bilião de patacas em 2011, o que representa “quase o dobro dos seus orçamentos [de Defesa] de 2000”, quantifica a entidade autora do estudo, o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês). “Com as despesas de Defesa da Ásia a
Passar competências
secretário de Estado da Defesa de Timor-Leste, Júlio Tomás Pinto, considerou ontem que o exercício conjunto com os fuzileiros norte-americanos Crocodilo 2012 é uma oportunidade de passar competências aos militares timorenses. “Esta é uma oportunidade para partilhar experiências e passar competências aos nossos militares”, afirmou Júlio Tomás Pinto, salientando que os exercícios conjuntos com os fuzileiros norte-americanos começaram em 2009.
China com crescimento de 13,4%
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Exercício Crocodilo 2012 é oportunidade de ajudar militares timorenses
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Ásia duplicou despesa com Defesa e está em vias de ultrapassar UE
O exercício conjunto Crocodilo 2012 terminou ontem, depois de uma semana de uma série de actividades militares e de apoio médico e construção de infra-estruturas nas aldeias mais remotas de Timor-Leste. “A nossa instituição militar só foi estabelecida há dez anos e a maior parte das chefias das Forças de Defesa de Timor-Leste são veteranos e com experiência em guerrilha, não são militares regulares. Esta é uma oportunidade de transferir aptidões para
os nossos militares, principalmente os mais novos”, salientou o secretário de Estado da Defesa. Para o governante, esta é também uma oportunidade de treinar os militares timorenses para operações de manutenção de paz. Actualmente, um grupo de militares timorenses está integrado no contingente português destacado no Líbano. “Queremos no futuro contribuir para as missões de manutenção de paz”, acrescentou Júlio Tomás Pinto.
ultrapassarem as da Europa no final de 2012, deve continuar a estratégia dos EUA de [se] reequilibrarem para a Ásia Pacífico”, prevê a entidade. O crescimento dos orçamentos para a Defesa não foi linear durante o período, mas acelerou depois de 2005, constata o CSIS, que não se debruça sobre as razões. Naquele ano, a China ultrapassou o Japão ao apresentar o maior orçamento militar asiático e hoje tem a segunda maior despesa em Defesa, logo a seguir aos Estados Unidos. Na década em apreço, a China teve um crescimento médio anual de 13,4 por cento nesta rubrica orçamental.
Panasonic obtém crédito de cerca de 58.800 milhões de patacas O fabricante de electrónica Panasonic obteve linhas de crédito de cerca de 58.800 milhões de patacas de quatro bancos japoneses para multiplicar as suas vias de financiamento, confirmou à Efe um porta-voz da empresa. Cerca de 20 mil milhões de patacas provêm do credor principal, o Sumitomo Mitsui, enquanto o Sumitomo Mitsui Trust Bank fornecerá 10 mil milhões de patacas. Outra linha de crédito de cerca de 11 mil milhões de patacas foi oferecida por outros dos três maiores bancos do país, o Tokyo-Mitsubishi UFJ, enquanto o restante corresponde ao Resona Bank. Trata-se de uma maiores linhas de crédito concedida a uma empresa privada nipónica este ano, segundo o diário económico Nikkei.
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gastronomia
Miolos de macaco em África
quarta-feira
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Fugu no Japão
O Hoje Macau mostra-lhe algumas das comidas mais estranhas do mundo
Miolos de macaco ou escorpião-negro? ÃO há comida estranha; há gente estranha.” Esta frase é do melhor chef do mundo, o espanhol FerranAdrià. Mas será que é mesmo assim? Como se sabe tudo passa por diferenças culturais. O que para uns é bom, para outros pode ser péssimo.
Cada país, região ou povo deste mundo, repleto de surpresas, pode-nos apresentar um misto de conhecimentos culturais, todos diferentes, e que provavelmente nunca nos passariam pela cabeça que poderiam existir. Esta é a magia de viajar
e ir à descoberta de novas culturas. Para poder ter uma ideia de quão diferente se pode ser de país para país, o Hoje Macau mostra uma variedade de petiscos bizarros que vão desde os escorpiões-negros da China até aos miolos de macaco, em África. Bom-apetite!
Tarântulas na Tailândia
Ratazanas no Vietname
Gafanhotos e rãs na China
Escorpião-negro é uma iguaria na Ásia
TOP 10 DAS COMIDAS MAIS ESTRANHAS
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1. Escorpião frito
3. Farofa de formiga
O escorpião não é venenoso? É, sim, mas como o animal é cozido antes de ser frito em óleo, as altas temperaturas do preparo desencadeiam uma reacção química que neutraliza o veneno. Depois, é só comer - inteiro mesmo, das garras até a cauda. A espécie preferida é o escorpião-negro, que é maior e tem menos veneno que o escorpião-castanho. O escorpião é um prato admirado pela maioria dos povos asiáticos.
O insecto aparece no cardápio rural brasileiro em certas áreas do Sudeste do país. A variedade preferida é o içá ou saúva - uma formiga que, dizem, tem um gosto parecido com amendoim. Além de consumida em farofas, também pode ser torrada com tempero ou congelada para comer durante o ano. Como vários outros insectos, as formigas são ricas em proteína, têm baixo teor de gordura e alto teor de fósforo. Do outro lado do mundo, os chineses usam formigas para fabricar um vinho que é útil no tratamento de reumatismo e no fortalecimento dos músculos e ossos.
China e um pouco por toda a Ásia
2. Filete de peixe venenoso Japão
O tal peixe venenoso é o fugu ou baiacu, e tem muita tetrodotoxina, um veneno dez vezes mais forte que o cianeto. Para que a iguaria não mate ninguém, o chef retira uma bolsa perto das brânquias com o veneno. Depois, fura a bolsa e espalha sobre a carne do peixe uma pequena dose da toxina, para provocar um certo “efeito alucinógeno” em quem come. Por causa dos riscos da ingestão do alimento, os cozinheiros e chefs de restaurantes são exaustivamente treinados até ganharem o aval para preparar o fugu para consumo. Mesmo assim, cerca de 20 pessoas morrem por ano, intoxicadas pelo veneno do peixe.
Brasil
4. Morcego na caçarola
China, Vietname e sudeste da Ásia Os morcegos que fazem parte do cardápio humano são os que se alimentam de frutas. Escolhidos por não serem venenosos e pela sua dieta saudável, os morcegos frutíferos têm baixo teor de gordura e uma carne cuja textura é comparada à dos frangos. Além da caçarola (um guisado com carne, vegetais e batatas), também fazem sopa e lasanha de morcego. Os entusiastas da carne de morcego acreditam que ela aumenta a potência sexual masculina e as probabilidades de ter uma vida longa e feliz.
17.10.2012
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Cão à venda num talho da Coreia do Sul
5. Canguru ao vapor Austrália
O hábito de comer cangurus começou com os nativos australianos, que cortavam o animal em diversas partes. Hoje em dia, a carne do animal é picada e cozida em vapor, com a adição de bacon, sal e pimenta. Não sobra nada: até o rabo é aproveitado para fazer sopa. O gosto é comparado ao da carne de avestruz, uma carne vermelha bem forte. Os pratos feitos com canguru são vendidos em mais de 900 restaurantes, desde pizzarias até serviços de quarto em hotéis cinco estrelas.
7. Omeleta de larva de bicho-da-seda Tailândia e China
Na China, as larvas são fritas com cebola cortada e um molho grosso ou misturadas em omeleta com ovos de galinha. Se você não gostar da textura tenra do recheio, também dá para comer a crisálida, a “embalagem” da larva, que parece uma casquinha crocante tipo um salgado. Na Tailândia, depois de ser incluída na lista de comidas locais, em 1987, a crisálida do bicho-da-seda passou a ser adicionada às sopas na alimentação de crianças nas escolas tailandesas.
6. Sopa de cão
8. Miolos de macaco
Eis o lado polémico da diversidade cultural: para nós, ocidentais. Mas, entre os coreanos, o cão é considerado bastante energético e, de acordo com a crença, melhora o desempenho sexual dos homens. Além da carne, a sopa leva legumes e tem um cheiro forte, principalmente por causa do tempero - em geral, especiarias como açafrão, cravo e canela. A venda da carne de cão já foi proibida por causa de protestos de protectores dos animais. Mas, em países como a Coreia do Sul, a fiscalização é frouxa e muitos restaurantes continuam a fornecer o prato.
Séculos antes do Indiana Jones, os africanos já cultivavam o costume de comer os miolos de primatas. Anote o modo de preparo: primeiro, lave o cérebro com água fria. Depois, acrescente vinagre ou sumo de limão, retirando membranas e vasos sanguíneos da camada mais superficial. Conserve em salmoura e, finalmente, ponha a iguaria a cozinhar. Em todas as espécies de macaco, o órgão é rico em fósforo, proteínas e vitaminas. Prefere outros cérebros? Tente o de gorila, considerado afrodisíaco. Na áreas rurais da Europa, fazem algum sucesso os cérebros de porco, de cordeiro e de carneiro, que dão nome a um famoso prato chamado mioleira.
Coreia do Sul, sul da China e em alguns restaurantes de Hong Kong
Um pouco por toda a África
9. Caldo de turu Brasil
O turu é um molusco de cabeça dura e corpo gelatinoso, tem a grossura de um dedo e vive em árvores podres, caídas. Consumido na ilha de Marajó e no interior da Amazónia vivo e cru, em caldo com farinha ou em moquecas, o animal é rico em cálcio e tido como afrodisíaco. O gosto é semelhante ao dos mariscos. O macaco-do-mangue também é um apreciador de turu. Os caçadores sabem disso e abusam, passando pimenta no molusco. Quando o macaco come o bicho, o ardor da pimenta desorienta o primata, tornando-o presa fácil dos caçadores.
10. Tarântula frita América do Sul, sul da África e Austrália
É preciso muita coragem para comer um animal tão peludo, certo? Mas no caso da tarântulacaranguejeira, as aparências enganam. Apesar de pavorosa, a espécie não é venenosa - e é a mais consumida no mundo por ser maior que as outras aranhas. A parte mais cobiçada é o abdómen do aracnídeo. É lá que fica a maior parte da carne - na cabeça estão as vísceras e no resto do corpo não há muito mais que comer. Os maiores consumidores de caranguejeira são os índios na América do Sul e os aborígenes na Austrália.
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gastronomia
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OMEÇOU ontem na Corunha, em Espanha, o “mega-julgamento” do caso Prestige, dez anos depois de o petroleiro com o mesmo nome, e carregado com 77.000 toneladas de fuelóleo, se ter partido em dois e afundado, causando a pior maré negra da história de Espanha. A sentença só será conhecida em Setembro de 2013. Os principais “protagonistas” da catástrofe serão chamados a pronunciar-se sobre a maré negra – que atingiu sobretudo a Costa da Morte, na Galiza, mas que chegou também às Astúrias, Cantábria e França. O julgamento deverá durar oito meses, e realiza-se no recinto ExpoCoruña. Tudo vai começar pelas questões processuais. Por exemplo, nesta terça-feira o tribunal vai decidir se admite novas provas. Depois, o processo só será retomado a 13 de Novembro, dia em que começam a ser ouvidos os acusados. No banco dos réus deverão sentar-se o capitão do petroleiro Prestige – o grego Apostolos Mangouras –, o chefe de máquinas (Nikolaos Argyropoulos), o primeiro oficial (o filipino Ireneo Maloto, hoje em parte incerta) e o ex-director-geral da Marinha Mercante (José Luis López-Sors González). Este último é acusado de ter mandado o navio afastar-se
quarta-feira 17.10.2012
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A maré negra do Prestige em julgamento
Dez anos depois da costa, noticia a agência espanhola Europa Press. Estes são acusados por crimes contra os recursos naturais e o Ambiente, danos e desobediência. As penas variam entre os quatro e os 12 anos de prisão. Em Dezembro começam as declarações de 140 testemunhas, entre elas o antigo ministro espanhol do Fomento, Francisco Álvarez Cascos.
UMA HISTÓRIA COM DEZ ANOS
A 13 de Novembro de 2002, o Prestige, um petroleiro liberiano com pavilhão das Bahamas, carregado com 77.000 toneladas de fuelóleo, foi apanhado em plena tempestade ao largo da Galiza. Um rombo no casco foi o princípio da catástrofe. Depois de seis dias à deriva no oceano Atlântico, e de ter sido tomada a decisão de o afastar da zona costeiras, a 19 de Novembro, o petroleiro partiu-se em dois e afundou-se, a 250 quilómetros das costas da Galiza. No espaço de poucas semanas, cerca de 50.000 toneladas de fuelóleo foram derramadas para o oceano, poluindo milhares de quiló-
metros de litoral espanhol e francês. Mais de 300.000 voluntários de todo o mundo estiveram na Galiza para ajudar na limpeza das praias e no resgate de animais. Dez anos depois, a reclamação total por danos em matéria de responsabilidade civil ultrapassa os 2200 milhões de euros, ainda que o prejuízo estimado seja de 4100 milhões: 3800 milhões pelo Estado espanhol, aos quais se juntam 86,3 milhões pelo Estado francês e 172,8 milhões de diversas administrações
e particulares espanhóis. Os 1500 prejudicados pela maré negra reúnem-se em 55 acusações.
BANCO DOS RÉUS
Uma das grandes questões neste “mega-julgamento” – em que deverão intervir 70 advogados e 27 procuradores, segundo o jornal El País – é o debate sobre se a decisão de afastar o petroleiro da costa foi, ou não, a correcta e se teve impacto na dimensão da catástrofe. Para a organização “Ecologistas en Acción”, aquilo
que é mais evidente é “a falta de pessoas no banco dos réus” e a “falta de medidas para evitar que um desastre semelhante volte a repetir-se”, diz em comunicado. Jaime Doreste, do departamento jurídico da organização, salientou que o único representante da administração pública imputado é o antigo director da Marinha Mercante, José Luis López-Sors González. “É evidente que a actuação de López-Sors não foi unilateral, que a cadeia de decisões chegou a responsáveis políticos mais elevados.” De fora fica também a empresa ABS, que certificou que o petroleiro estava apto para navegar, acrescentou Doreste, dizendo ainda que a lentidão da Justiça espanhola contrasta com a maneira
como decorreu o processo do Erika, petroleiro na origem de uma maré negra em França, em 1999. A organização lamenta que, dez anos depois do Prestige, continuem a navegar barcos de monocasco e que se desconheçam as reais consequências da maré negra para o Ambiente e saúde. Por seu lado, a organização Greenpeace também tem críticas. “A Greenpeace foi testemunha do que se fez e como se fez. Dez anos depois vemos com indignação que apenas um antigo alto cargo do Governo enfrentará todas as responsabilidades derivadas das decisões que foram tomadas e que nenhuma das empresas envolvidas se sente no banco dos réus”, escreve em comunicado.
Lituanos dizem “não” a nova central nuclear Os lituanos pronunciaram-se contra a construção de uma nova central nuclear no seu país, para reduzir a dependência das importações de energia da Rússia, num referendo organizado no domingo. Segundo os resultados parciais do referendo, publicados pela comissão eleitoral nacional, 62,7% dos cidadãos votaram contra a central e 33,96% a favor. O referendo – que registou 52% de participação - foi consultivo, por isso, os líderes lituanos não estão obrigados a abandonar o projecto da nova central. “Sou contra a nova central porque o nosso país não precisa de uma bomba”, disse à agência AFP Vygandas, 34 anos,
que recuou dar o seu apelido. “Votei contra o referendo. Sou contra por razões de protecção do Ambiente, de segurança e financeiras”, disse Lina Kacinksiene. O projecto de construção de uma central nuclear em Visaginas visa substituir o reactor de Ignalina, parado em 2009, conforme os compromissos assumidos pela Lituânia aquando a sua entrada na União Europeia, em 2004. Mas a base de apoio à central na Lituânia, um dos países da União Europeia mais dependentes da importação de energia, ficou enfraquecida depois do desastre nuclear de Fukushima, no Japão, em Março de 2011.
quarta-feira 17.10.2012
Lémures de Madagáscar entre os 25 mais ameaçados do planeta
Primatas em perigo
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destruição das florestas e a caça ilegal empurraram os lémures de Madagáscar para a lista dos 25 primatas mais ameaçados do planeta, divulgada nesta segunda-feira pela União Mundial para a Conservação da Natureza (UICN). O relatório “Primatas em Perigo” 2012-2014 foi apresentado na 11ª Conferência das Partes (COP) da Convenção para a Diversidade Biológica, a decorrer em Hyderabad, na Índia, até 19 de Outubro. Nove das 25 espécies de primatas mais ameaçadas do mundo vivem na Ásia, seis em Madagáscar, cinco em África e cinco nos Neotrópicos. Em termos de países, Madagáscar surge em primeiro lugar com seis espécies, logo seguido do Vietname (5), Indonésia (3), Brasil (2) e China, Colômbia, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Equador, Guiné Equatorial, Gana, Quénia, Peru, Sri Lanka, Tanzânia e Venezuela, todos com uma espécie nesta lista. Os lémures de Madagáscar estão gravemente ameaçados pela destruição do habitat e caça ilegal. O lémur mais raro, o lémure-desportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), está actualmente reduzido a 19 animais em estado selvagem. “Os lémures estão hoje entre os mamíferos mais ameaçados do mundo, depois de mais de três anos de crise política e da falta de leis para os proteger”, disse em comunicado Christoph Schitzer, responsável pela investigação na Fundação Bristol para a Conservação e Ciência, que participou no estudo. De acordo com a UICN, cerca de 90 espécies e sub-espécies dos 130 lémures que vivem em Madagáscar estão ameaçadas de extinção. Os lémures de Madagáscar representam cerca de 20% dos primatas do planeta. Com este relatório, os conservacionistas querem também chamar a atenção para a situação de animais
como o pequeno Tarsius pumilus, na ilha de Sulawesi, na Indonésia. Até 2008 apenas eram conhecidos três exemplares em museus. Desde então foram encontrados quatro animais, três dos quais no Parque Nacional Lore Lindu. “As populações que ainda restam, fragmentadas e isoladas, estão ameaçadas pela perseguição humana e pelo conflito armado”, diz a UICN em comunicado. “Mais uma vez, este relatório mostra que os primatas estão cada vez mais ameaçados por causa de actividades humanas. Mesmo que não tenhamos perdido uma única espécie de primatas neste século, algumas delas estão verdadeiramente numa situação desesperada”, acrescentou Christoph Schitzer.
AMEAÇA DE EXTINÇÃO
Mais de metade (54%) das 633 espécies e subespécies de primatas do planeta – com
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estatuto de conservação conhecido – está classificada como ameaçada de extinção. As maiores causas são a destruição dos habitats, especialmente os incêndios nas florestas tropicais, a caça e o tráfico de animais selvagens. Ainda assim, há casos de sucesso. Várias espécies saíram da lista – agora na sua sétima edição – entre elas o macaco-de-cauda-de-leão (Macaca silenus) e o lémur de Madagáscar Prolemur simus. “Os primatas são as melhores espécies-bandeira para as florestas tropicais, dado que mais de 90% de todas as espécies conhecidas ocorrem neste bioma”, comentou Russell Mittermeier, director do Grupo de Especialistas sobre Primatas da Conservation International. “Eles são um elemento-chave porque ajudam a dispersar sementes e a manter a diversidade na floresta”, acrescentou.
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Anúncio Concurso público da empreitada de « Construção da sala de Exposição dos ofícios Tradicionais em Coloane » 1. Modalidade do concurso: concurso público. 2. Local de execução da obra: Rua dos Navegantes. 3. Objecto da empreitada: Construção da sala de Exposição dos ofícios Tradicionais em Coloane. 4. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade da proposta é de 90 dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável nos termos previstos no programa de concurso. 5. Tipo de empreitada: a empreitada é por Série de Preços. 6. Caução provisória: MOP$200,000.00 (Duzentas mil patacas) e pode ser prestada por depósito em dinheiro, por garantia bancária ou por seguro-caução aprovado nos termos legais. 7. Caução definitiva: a caução definitiva é de 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva a prestar). 8. Preço base: não há. 9. Condições de admissão: inscrição na DSSOPT na modalidade de execução de obras. 10. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM, sito na Av. de Almeida Ribeiro, n.º 163 -R/C, Edif. Sede do IACM, até às 17:00 horas do dia 5 de Novembro de 2012. 11. Local, dia e hora do acto público: Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, Edifício China Plaza, 6º andar, no dia 6 de Novembro de 2012, pelas 10:00 horas. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes no acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 12. Local, dia e hora para exame do processo e obtenção da cópia: O projecto, o caderno de encargos, o programa do concurso e outros documentos complementares podem ser examinados, nos Serviços de Construções e Equipamentos Urbanos do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sitos na Av. da Praia Grande, Edifício Comercial Nam Tung, 18º andar - Macau, durante as horas de expediente, desde o dia da publicação do anúncio até ao dia e hora do acto público do concurso. No local acima referido poderão ser solicitadas até às 17:00 horas do dia 1 de Novembro de 2012, cópias do processo de concurso ao preço de MOP$1,000.00 (um mil patacas) por exemplar, ao abrigo do n.º 3 do artigo 52.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M. 13. Prazo de execução da obra: O prazo de execução não poderá ser superior a 150 dias, contados a partir da data de consignação dos trabalhos. 14. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço Global da empreitada e Lista de Preços Unitários 60% - Prazo de execução razoável: 10% - Os processos construtivos e os meios propostos para a execução dos trabalhos 10% - Experiência em obras semelhantes 10% - Material 10% 15. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes deverão comparecer nos Serviços de Construções e Equipamentos Urbanos do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sitos na Av. da Praia Grande, Edifício Comercial Nam Tung, 18º andar - Macau, a partir de 1 de Novembro de 2012, inclusive, e até à data limite para entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Macau, aos 08 de Outubro de 2012. O Vice Presidente do Conselho de Administração Lo Veng Tak www. iacm.gov.mo
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cultura
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Fundação Rui Cunha recebe mostra da artista plástica Joana Lucas
Colmatar a inquietude José C. Mendes info@hojemacau.com.mo
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artista plástica portuguesa, Joana Lucas, expõe desde ontem na Fundação Rui Cunha, obras seleccionadas durante os últimos anos. Licenciada em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 1979 a pintora tem já um longo percurso de exposições individuais e colectivas. A viver entre Lisboa e Berlim vem agora a Macau integrada no programa da festa da Lusofonia - 4ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa. Segundo a mensagem do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua
“Caminhar livremente em território chinês”
A
ministra da Cultura de Taiwan e escritora Lung Ying-tai pediu na segunda-feira a libertação do prémio Nobel chinês Liu Xiaobo e o regresso ao território do também prémio Nobel Gao Xingjian.
Macau vai voltar a acolher a exposição de fotografia da World Press Photo, a qual estará patente ao público entre os dias 27 de Outubro e 18 de Novembro, no recém-inaugurado Sands Cotai Central, foi ontem anunciado. A mostra itinerante, que chega ao território pela mão da Casa de Portugal em Macau, é apresentada, este ano, em cerca de cem espaços em todo o mundo e inclui mais de 160 fotografias. A exposição, que compreende a fotografia vencedora, bem como imagens premiadas em cada uma das nove categorias do concurso, será inaugurada oficialmente pela presidente da Casa de Portugal em Macau, Maria Amélia António, e por Jurre Janssen, gestor de projectos da World Press Photo, no próximo dia 26, indica um comunicado da associação de matriz portuguesa. A World Press Photo atraiu 5.247 fotógrafos de 124 países, tendo sido apresentadas a concurso 101.254 imagens.
Portuguesa inserida no catálogo da exposição, “AO VIVO – Memórias de um processo” trata-se de uma mostra límpida, translúcida e desconcertante. “Cada uma destas imagens procura apresentar um momento único e frágil. Tentativas de colmatar uma inquietude, uma urgência de compreensão do visível circundante. São imagens de vida quotidiana, de quotidiano, e de vida. Pretendem ser reflexos da realidade, muito próximos do que vemos, mas não exactamente. São momentos de uma realidade forçada, encenações de um quotidiano atacado por uma singularidade subtil”, escreve a pintora no catálogo da mostra. “AO VIVO – Memórias de um processo” inaugurou ontem e ficará até ao próximo dia 30 deste mês na fundação Rui Cunha.
Taiwan pede a libertação do prémio Nobel chinês Liu Xiaobo
O pedido foi feito durante uma entrevista à cadeia de televisão britânica BBC, ao afirmar que a China tem três prémios Nobel: “um preso dentro”, “outro preso fora” e o terceiro é Mo Yan, vencedor do prémio Nobel de Literatura este ano. A China deveria permitir aos três prémios Nobel “caminhar livremente em território chinês”, disse Lung Ying-tai. A descrição de “preso dentro” refere-se a Liu Xiaobo, vencedor do Nobel da Paz em 2010, e a de
“preso fora” a Gao Xingjian, vencedor do Nobel da Literatura em 2000, impedido de entrar na China. A política e escritora taiwanesa disse que não se deve adoptar um prisma político para analisar a obra do novo prémio Nobel da Literatura e assegurou que Mo Yan não é “um escritor vermelho”. “Existem muitos modos de protestar contra o poder”, apontou a ministra taiwanesa, em defesa às críticas que ligam Mo Yan ao regime comunista chinês.
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COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS Aviso Torna-se público, de acordo com o n.º 1 do ponto 6.º dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18.º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13.º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1.º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nos 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2012, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o
efeito. Mais se informa que a prestação de provas foi pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude reconhecida como um dos itens subsidiáveis no âmbito do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”. Os candidatos poderão pois optar por liquidar as taxas devidas deduzindo o respectivo montante da sua conta do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” (adverte-se, no entanto, para o facto de que apenas se aceitará o pagamento integral do valor em causa). Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte com a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85990168 ou 85990549. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 27 de Setembro de 2012 O Presidente da CRAC Iong Kong Leong
Macau volta a acolher World Press Photo
Fingertips actuam pela primeira vez na Ásia
Na China por recomendação
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grupo português de rock Fingertips toca hoje à noite numa conhecida sala de Xangai, China, iniciando a sua primeira actuação na Ásia, disse hoje à agência Lusa o promotor chinês, Jimi Wang. Fundado em 2003, o grupo está a ser apresentado na China como “a mais popular banda de Portugal”, “muito apreciada”, entre outros, por “Nelly Furtado, George Michael e The Corrs”. O grupo foi recomendado por um produtor musical britânico, que descreveu a banda portuguesa como “muito talentosa”, contou Jimi Wang.
Os Fingertips estreiam-se no renovado YuYinTang (YYT), uma das mais antigas salas de rock de Xangai, na zona ocidental da cidade, e a seguir tocarão em dois festivais, programados para o próximo fim de semana. O quarto e último concerto, programado para segunda-feira, será em Hangzhou, na vizinha província de Zhejiang. Considerada a “capital económica da China”, Xangai é também a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com cerca de 23 milhões de habitantes.
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cultura
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Albergue SCM mostra obras do pintor português Diogo Muñoz
“O atelier é o centro do meu mundo” José C. Mendes info@hojemacau.com.mo
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Albergue SCM inaugura hoje pelas 18h30 a exposição de pinturas de Diogo Muñoz “Gritos de Varanda”. Quarenta obras do artista português que marcam o seu percurso mais recente e que estão agora à disposição do público de Macau. Nascido em 1973 em Lisboa, Diogo Muñoz tem realizado exposições em lugares tão diversos como Suíça, Xangai e Pequim (China), Itália, Espanha, Brasil, Reino Unido e Portugal. Entre dois cafés e muitos cigarros o pintor falou com o Hoje Macau da sua obsessão pela pintura, dos quadros agora expostos e do papel que a arte pode e deve ocupar nestes tempos subordinados ao mundo financeiro. O que representa esta exposição que traz agora a Macau? Esta exposição é no fundo um apanhado daquilo que foi o meu percurso nos últimos cinco ou seis anos e que não mostrei em Macau. Escolhi o texto “Screams from the Balcony” (Gritos da Varanda) duma antologia poética do Charles Bukowsky, um dos grandes nomes da ‘beat generation’ e que é um dos escritores que mais devoro. Este livro foi uma recolha dos últimos trabalhos dele a meio da sua carreira. Como na minha pintura faço muitas citações literárias, de imagens, de figuras, etc., e aproveitei o nome do livro para esta exposição. É uma retoma dos seus trabalhos dos últimos anos? Sim. Retomo os temas destes últimos anos. Acabo com as fases que tenho andado a desenvolver ultimamente e tento ligar as coisas de forma a criar um percurso que seja perceptível. Mas a minha pintura anda sempre à volta dos mesmos temas. Que são? Por exemplo o binómio fazer/ver, a pintura. A questão do sujeito objecto de pintura. O objecto visto como sujeito observador. A inversão de papeis. O sujeito como observador dentro da pintura transposto para o nosso lugar de observador e também o jogo de significantes, de significados e a descontextualização de figuras. Seja de pintura clássica, seja de iconografia pop. Quando é que estes trabalhos foram feitos? Neste último ano. É um revisitar do
[A arte tem] um papel cada vez mais fundamental. A arte tem um papel social, político e os avanços culturais fazem-se sempre pela via das artes. Não costuma ser pela via da economia. São as artes. A arte escrita, pintada, musicada, etc., que exprimem a cultura dos países meu percurso dos últimos tentando criar uma linha condutora para os cerca de 40 trabalhos que trago a Macau. Teve alguma influência na criação destas obras o facto de serem mostradas em Macau? Não. Mas seja aqui, seja em qualquer lugar, estou sempre a trabalhar. Tenho sempre uma imensa necessidade de trabalhar. Sobretudo em Macau porque isto é um jorrar de informação constante. É brutal, basta andar na rua. E a minha necessidade de traduzir isso em pintura é muito grande também.
E já tem quadros pintados aqui? Sim, começo a pintar logo de manhã e fico a trabalhar durante todo o dia. Por isso já tenho “filhos” nascidos e criados aqui. A necessidade de pintar é constante.
Penso que esta exposição está boa, e espero que as pessoas gostem de ver. Para mim isso é mais importante. Os quadros estão sólidos e a exposição tem uma leitura. Estou satisfeito com o trabalho.
E qual o papel que a arte pode ou deverá ter nestes tempos dominados pela economia e pelas finanças? Um papel cada vez mais fundamental. A arte tem um papel social, político e os avanços culturais fazem-se sempre pela via das artes. Não costuma ser pela via da economia. São as artes. A arte escrita, pintada, musicada, etc., que exprimem a cultura dos países.
E Xangai? Em Xangai tem sempre corrido
O seu trabalho também reflecte essas preocupações? Sim, a forma que tenho para dizer as coisas é a pintar. E a minha pintura também reflecte muito a minha vida. Nos meus quadros lá aparece o pintor a pintar. O atelier é o centro do meu mundo. Mas agora os artistas têm de se fazer ver e ouvir. Em Portugal não é muito fácil. Também está a expor presentemente em Xangai. Quais as suas expectativas para estas duas mostras?
Tenho sempre uma imensa necessidade de trabalhar. Sobretudo em Macau porque isto é um jorrar de informação constante. É brutal, basta andar na rua. E a minha necessidade de traduzir isso em pintura é muito grande também
muito bem. As pessoas têm gostado muito e a galeria trabalha muito bem. Penso que os quadros já estão todos vendidos. Quando espera voltar a expor em Macau? A minha intenção é voltar aqui pelo menos em cada ano e meio.
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desporto
Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
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ACAU volta a decidir no domingo um título mundial e para o italiano Flavio Camponeschi a deslocação ao território pode vir a ser sinónima de uma subida ao Olimpo dos deuses do desporto. O piloto transalpino é o principal candidato ao triunfo na edição de 2012 do Campeonato do Mundo de Karting e para arrecadar o seu primeiro título mundial só tem de resistir ao assédio e à ambição de Daiki Sasaki e dos compatriotas Felice Tiene e Davide Foré. O atleta nipónico e os dois pilotos italianos ainda dispõem de hipóteses matemáticas de estragar a festa a Camponeschi, mas o piloto da Tony Kart-Vortex é quem dispõe de melhores condições para fazer a festa no Kartódromo de Coloane. As primeiras quatro provas do Mundial tiveram como palco o circuito japonês de Suzuka e Camponeschi, de 20 anos, não deu hipóteses há concorrência, ao vencer
quarta-feira 17.10.2012
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Italiano pode sagrar-se campeão do mundo no domingo
Todos contra Camponeschi alcançou em Maio no Japão, quando se superiorizou a Sasaki. O piloto japonês chega ao território com a moral em alta, depois de no fim-de-semana ter conseguido garantir a vitória na II Divisão do campeonato nipónico de Fórmula 3. Daiki Sasaki quase não manteve contacto com os kartings ao longo da última temporada, mas o facto de conhecer bem o circuito da RAEM – o japonês sagrou-se há um ano, em Coloane, campeão asiático na categoria KF1 – pode vir a constituir uma vantagem preciosa no frente-a-frente com Camponeschi.
FELICE TIENE À ESPREITA três das quatro provas em cartaz. O piloto transalpino chega à segunda e última etapa da competição na liderança do Campeonato e do ranking mundial da mo-
dalidade, mas no asfalto de Coloane vai ter pela frente os outros nove pilotos que integram o top ten da tabela CIK-FIA. O Circuito Internacio-
nal do território recebe as quatro últimas provas da temporada e nas curvas e contra-curvas de Coloane, Camponeschi vai procurar manter o ascendente que
Na corrida pelo título, a 26 pontos do compatriota, o italiano Felice Tiene vai dar o tudo por tudo para conseguir repetir em Macau o triunfo alcançado no final do mês passado em Zuero,
quando chamou a si a vitória na categoria de KF2 no âmbito da última edição da Taça do Mundo em Karting. No encalço da vitória e da eventual conquista de um inédito quinto título mundial está também o veterano David Foré. O italiano, de 38 anos, é o mais experiente dos 33 pilotos que vão disputar no fim-de-semana a segunda e última etapa do Campeonato do Mundo. A 28 pontos de Camponeschi na classificação geral, Foré tem pela frente um desafio de monta, mas a experiência acumulado em mais de duas décadas de competição poderá ser um trunfo importante num circuito tão exigente como é o circuito de Macau. Pelo título mundial, vão competir no fim-de-semana mais de três dezenas de pilotos, oriundos de dezasseis países e territórios. O Kartódromo de Coloane acolhe pela segunda vez o maior evento mundial da modalidade, depois de em 2009 ter sido o circuito escolhido para a estreia do Campeonato do Mundo de Karting no continente asiático.
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Open Tender Notice Request for Proposal – Replacement of Constant Current Regulators (CCRs) and Circuit Selectors (CSTs) at MIA – RFQ 155
1. Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 2. Tendering method: Open tendering 3. Objective: To select a contractor to replace the constant current regulators (CCRs) and circuit selectors (CSTs) at MIA. 4. Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.camacau.com or www.macau-airport.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or amendment of the Tender Document. 5. Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 17:00 on 18 December 2012 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Ms. Suning Liu – Executive Director. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted. 6. CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons.
-END-
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB SALA 2
TAKEN 2 [C]
Um filme de: Olivier Megaton Com: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Jassen 14.30, 16.15, 19.45, 21.30 SALA 3
CHERNOBYL DIARIES [C] STORAGE 24 SALA 1
TED [C]
Um filme de: Seth MacFarlane Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Glovanni Ribisi 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Brad Parker Com: Jesse McCartney, Jonathan Sadowski, Kevin Kelley 18.00
STORAGE 24 [C]
Aqui há gato
Um filme de: Johannes Roberts Com: Antonia Campbell Hughes, Noel Clarke, Laura Haddock 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
VERTICAIS: 1-Que não e hábil. Espertalhão, atrevido. 2-Dente molar (Prov.). Poupança. 3-Ajuntem. Em seguida a. 4-Qualquer fruto seco, indeiscente, com uma só semente. Logo que. Empunhei. 5-Protecção. Actínio (s.q.). 6-Interpretas por meio da leitura. Acrescente. 7-Avenida (abrev.). Trajareis. 8-República (abrev.). Margem de rio. Rio da Suiça. 9- O m. q. exile. Sustente uma criança, alimente. 10-Macho da tartaruga (Amazonas). Prata (s.q.) 11-Discursam. Senhora.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Atracção, encanto (Fig.). Gato (Prov.). 2-Vestígio que deixa uma substância suja ou gorda. Fazer passar alguém por uma vergonha. 3-Da cor do céu sem nuvens. Grande vasilha de aduela, para vinho. Benefício. Pessoa reles, sem préstimo e sem força (Prov.). Limite (abrev.). 5-Imposto de Circulação (abrev.). Ofício divino. 6-Relativo a lugar certo. Desembrulhem. 7-O m. q. ligara. Rádio (s.q.). 8-Reduza certo. Desembrulhem. 7- O m. q. ligara Rádio (s.q.). 8-Reduza a pó. Composição poética para se cantada. Guerreiro valente. 9-Estaca a que se liga a videira depois da poda. Soltar ais. 10-Desconfiada. Brotem, sobressaiam. 11-O m. q. oasiana. Molha, irriga.
[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:45 RTPi Directo 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Resistirei 20:30 Telejornal 21:00 Montra do Lilau 21:30 Irmãos e Irmãs 22:00 A Febre do Ouro Negro 23:00 TDM News 23:30 Um Amor de Perdição 01:00 Telejornal (Repetição) 01:30 RTPi Directo
31 - STAR Sports 12:30 Max Power 2012/13 13:30 Intercontinental Rally Challenge 2012 14:00 IAAF World Challenge League 16:30 Max Power 2012/13 17:30 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers IR Iran vs. Korea Republic 19:30 MotoGP World Championship 2012 Grand Prix of Japan 21:00 Smash 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 Inside WTCC 22:30 Smash 2012 23:00 British Touring Car Championship 2012 INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Viva a Música 15:30 Construtores de Impérios 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 17:45 Vingança 18:30 Destino: Portugal – Guincho 19:00 Fátima e o Mundo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Portugal no Coração 30 - ESPN 13:00 World Cup 2 (Brazil) Womens 14:00 Premier League Darts 2012 15:30 American League Championship Series 2012 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2012 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 20:00 Engine Block 2012 20:30 Chang World Of Football 2012/13 21:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Italy vs. Hungary 22:00 Sportscenter Asia 2012 22:30 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers Iran vs. Korea Republic
40 - FOX Movies 11:55 Drive Angry 13:40 Surf’S Up 15:10 Bruce Almighty 16:55 The Way Back 19:05 Homeland 21:00 The Season Of The Witch 22:40 Dylan Dog 00:30 Warrior 41 - HBO 12:00 Hereafter 14:05 Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban 16:40 John Grisham’S The Rainmaker 18:55 The Chronicles Of Riddick 21:00 Boardwalk Empire 22:00 One Day 23:45 The Hangover Part II 42 - Cinemax 12:35 Night Of The Creeps 14:05 The Eagle 16:00 Downhill Racer 17:40 Beverly Hills Ninja 19:05 All-Star Superman 20:20 The Foreigner 22:00 A Nightmare On Elm Street 23:35 The Guardian
HORIZONTAIS: 1-IMAN. TARECO. 2-NODOA. VEXAR. 3-A. AZUL. PIPA. 4-BEM. XEU. LIM. 5-IC. MISSA. T. 6-LOCAL. ABRAM. 7-N. LIARA. RA. 8-MOA. ODE. CID. 9-EMPA. AIAR. A. 10-CIOSA. SAIAM. 11-OASICA. REGA. VERTICAIS: 1-INABIL. MECO. 2-MO. ECONOMIA. 3-ADAM. C, APOS. 4-NOZ. MAL. ASI. 5-AUXILIO. ACA. 6-T. LES. ADA. 7-AV. USAREIS. 8-REP. ABA. AAR. 9-EXIL. R. CRIE. 10-CAPITARI. AG. 11ORAM. MADAMA.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA MILHÕES DE PENSAMENTOS PERVERSOS • Ogi Ogas, Sai Gaddam
Quando se fala de sexo, ninguém diz a verdade. Mas na privacidade da Internet, homens e mulheres revelam-se nos sites que procuram, nas fantasias que perseguem. Cientes disso, dois neurocientistas entraram no “quarto escuro” das pesquisas online, onde não há tabus e cada clique é uma revelação. E descobriram impressionantes diferenças entre o desejo sexual masculino, feminino e homossexual.
PORTO DE ABRIGO • Elizabeth Berg
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
Neste novo romance, Elizabeth Berg urde uma história maravilhosamente escrita e rica em reminiscências sobre uma mãe e uma filha em trânsito emocional. Helen Ames – que enviuvou recentemente, a lidar com a perda e com a dor, incapaz de fazer o trabalho que sempre a sustentou – começa a depender demasiado da filha de vinte e sete anos, Tessa, e intromete-se na vida dela, dando conselhos não solicitados e mal recebidos. Os problemas de Helen são agravados pela descoberta chocante de que o marido, afável e aparentemente fiel, levava, ao que tudo indica, uma vida dupla.
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
VÁ GOZAR COM OUTRO Estes dias foram intensos. Em Macau andaram a inventar “medidas” para que o mercado imobiliário “continue a seguir o seu desenvolvimento saudável”. Continue? Mas que desenvolvimento saudável? O que há de saudável em pagar rendas de cinco mil patacas ou mais por casas a cair de podres, velhas como a minha avó gata e que nem cozinha têm? O que há de saudável em pagar dois milhões por casas que parecem gaiolas? Só se for saudável para quem especula porque para quem paga de saudável não vejo nada. Eu que sou gato até nem me queixo muito... Tenho uma casa que esta a cair mas eu até gosto porque assim posso dormir no telhado. E não pago claro. A semana passada o senhor Lau jurou a pés juntos que o aumento de impostos e a dificuldade em aceder a empréstimos ia fazer com que a especulação acabasse... Pffff... Já dizia o outro “deixa-me rir”. Eu sou pequenino, mas sempre ouvi dizer que quando alguém tem de pagar mais por uma coisa que quer vender logicamente vai cobrar mais. Mas isso sou eu que não sou secretário. Acho é piada que ele ainda se ri quando os meus amigos jornalistas lhes perguntam isto, dá uma explicação vaga e faz de conta que - como já dizia o outro - os burros são eles que não percebem nada de medidas para iludir o povo... medidas imobiliárias, digo. Às vezes cansa ser gato em Macau e ouvir estas coisas ridículas. Miau...
Pu Yi
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opinião
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quarta-feira 17.10.2012
A luz ao fundo do túnel José António Saraiva in Sol
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NTRE os países desenvolvidos, Portugal foi aquele cujo risco de default (isto é, de não conseguir pagar as suas dívidas) mais diminuiu internacionalmente no terceiro trimestre deste ano. Dito de outra forma, Portugal foi o país desenvolvido que recuperou mais credibilidade nos mercados. Quem esteja mais longe das questões económicas, e acompanhe a autêntica loucura que se instalou em Portugal nas últimas semanas – com enormes manifestações de rua, noticiários televisivos aterradores, comentários derrotistas da maioria dos comentadores –, tem dificuldade em acreditar naquela notícia. Portugal recuperou credibilidade? Foi o país desenvolvido que viu o seu risco cair mais? No entanto, na excelente entrevista concedida ao Sol em Julho, o Presidente da República já dizia que Portugal conseguira no último ano o feito relevante de “recuperar a credibilidade externa”. A afirmação, que aliás fazia manchete,
cartoon por Steff
não teve tanta repercussão noutros media como outras passagens da entrevista, por uma razão compreensível: os jornalistas preferem as más notícias. Entretanto, mesmo os que repararam nessa declaração optimista de Cavaco Silva, faziam a seguinte pergunta: de que nos serve a credibilidade externa? De que vale termos uma boa imagem no estrangeiro? Não é isso que nos matará a fome nem resolverá o drama do desemprego. Sucede que, num mundo cada vez mais global, a imagem de um país é determinante para o seu sucesso (ou insucesso). Quem terá vontade de ir fazer turismo para a Grécia, por exemplo, depois de ver as imagens de caos e desordem que de lá nos chegam? E quem se disporá a investir na Grécia, com os problemas sociais que tem, com os problemas políticos que tem, com os problemas bancários que tem, com o risco de o seu investimento passar a valer metade ou menos em caso de saída do euro? E quem se disporá a emprestar dinheiro à Grécia, dado o elevadíssimo risco de incumprimento que comporta?
Em virtude da manifesta falta de capital existente cá dentro, dada a nossa limitada capacidade produtiva e da fraca poupança, Portugal precisa desesperadamente de investimento estrangeiro A imagem externa de um país, nos tempos de correm, é decisiva. Só um país bem visto no estrangeiro pode atrair turistas em número razoável – e Portugal precisa de turistas como de pão para a boca.
MUNDO PREOCUPADO
Eles gastam aqui dinheiro resultante das poupanças feitas lá fora, contribuindo para a economia portuguesa. E depois temos o investimento. Em virtude da manifesta falta de capital existente cá dentro, dada a nossa limitada capacidade produtiva e da fraca poupança, Portugal precisa desesperadamente de investimento estrangeiro. Só o investimento estrangeiro pode neste momento impulsionar fortemente a economia e criar emprego. Ora, nenhum investidor internacional colocará o seu dinheiro num país à beira do abismo. E há também o crédito. Tendo em conta a nossa crónica dívida pública e enorme dívida externa, precisamos de quem nos vá financiando em condições suportáveis, e isso só acontece se a imagem do país for positiva. A imagem de um país no exterior é hoje, pois, importante para quase tudo. Um país com uma imagem negativa não tem futuro – sendo-lhe praticamente impossível superar uma situação de crise, como acontece neste momento com a Grécia. A globalização é cruel – e os que adquirem má fama têm poucas hipóteses de se safar. Neste sentido, são preciosas as sucessivas declarações de responsáveis internacionais a elogiarem o esforço de Portugal. O FMI, o BCE, o Eurogrupo, a Comissão Europeia, o Governo alemão, etc., têm-se desdobrado em declarações de elogio a Portugal, considerando que está «no bom caminho». E os mercados já começaram a reagir positivamente, como se viu pelo sucesso da emissão de dívida da semana passada. Mas nós, portugueses, com o nosso proverbial pessimismo, continuamos a ver tudo negro. Criticamos o Governo e a troika, vamos para a rua, atacamos os políticos em geral. O ambiente é tão carregado que, mesmo aqueles que pensam que o país está a fazer aquilo que tinha de fazer, não têm coragem para o dizer alto. Envergonham-se. Um dia destes, arriscamo-nos a ter o estrangeiro todo a dizer bem de nós, a elogiar os nossos governantes, a apresentar-nos como exemplo – e nós a fazermos manifestações à porta do Parlamento e a assobiarmos os políticos. Claro que ninguém gosta de pagar mais impostos. Mas a questão não é essa. A questão é: para darmos a volta a crise, temos de reconquistar a confiança dos mercados. E isso já começou a ver-se. Essa é, verdadeiramente, a luz ao fundo do túnel.
quarta-feira 17.10.2012
opinião
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Correia Marques
19
a paliçada
Choro de Natal Quanta esperança, entretanto, perdida? Quantas vontades amolecidas? Quanta desilusão e sentimento de impotência? Quanto desespero? Mas desistir não é a solução. A abstenção de mais de 52%, como ainda agora aconteceu nas eleições regionais dos Açores, não pode ser a solução. A realidade já começou a mostrar-nos que, hoje como ontem, “VALE A PENA LUTAR” Sou um dos membros malditos, dessa falsa sociedade que, baseada nos mitos, pode roubar à vontade. António Aleixo, poeta popular português
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ENHO 54 anos, um casamento falhado, um filho de 23 anos estudante, a fábrica onde trabalhava como engenheira química faliu, o subsídio de desemprego acabou e as poupanças também, as rendas de casa em atraso acumulam-se, as contas da água e da luz também, um dia destes estou a dormir na rua, faço voluntariado numa instituição privada de solidariedade social duas vezes por semana, pelo menos nesses dias tomo uma refeição decente e dar aconchego a quem mais precisa dá-me algum consolo, não tenho idade nem coragem para emigrar, não consigo ir para a rua pedir esmola e não consigo vender o corpo. Às vezes penso em coisas..., em resolver tudo de uma vez.” Foi este o relato, na terceira pessoa, que um amigo me mandou (recebido de uma amiga), para me ilustrar a realidade do nosso país. Um exemplo, apenas, infelizmente. E, enquanto lia isto, pareceu-me ver o ecrã tremelicar, soluçando e revelando-se mais sensível que os insensíveis burocratas. Afinal trata-se da vida de uma pessoa, não de uma folha de cálculo estatístico. Que algumas das medidas sejam inevitáveis ainda aceito mas não consigo entender, revolta-me, como é possível que os governantes possam ainda galhofar de contentes à saída de conselhos de ministros ou em plena Assembleia da República.
Retrocedo no tempo e vou à arca das memórias e lá estão os versos que escrevi em Dezembro de 1970, em Coimbra (a mesma cidade onde vive a amiga do meu amigo), andava eu no sétimo ano.
É Natal. O frio gela, lá fora neva. Na casa aquecida, amontoadas ao lado da braseira, estão resmas de presentes, distribuídos de uma forma ordeira, pelas mãos da sopeira, aos filhos de quem tem, aos meninos “bem”, que vão ficar contentes. É Natal. E, no outro lado da cidade, num velho casebre de madeira, sentadas à lareira, duas crianças de tenra idade, descalças e pingo ao nariz, filhas de pais sem salário, não têm sapatos, não têm presentes, infância infeliz. Quanta esperança, entretanto, perdida? Quantas vontades amolecidas? Quanta desilusão e sentimento de impotência? Quanto desespero? Mas desistir não é a solução. A abstenção de mais de 52%, como ainda agora aconteceu nas eleições regionais dos Açores, não pode ser a solução. A realidade já começou a mostrar-nos que, hoje como ontem, “VALE A PENA LUTAR”.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Cecília Lin
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A
S mulheres que residem na zona do Iao Hon andam com medo. Quem o afirma são as assistentes sociais Leong Ka Ket e Fong Kei Yan, que naquel bairro pretam serviços à famílias monoparentais. Cada vez mais as mulheres de famílias monoparentais pedem ajuda. A maioria não tem capacidade financeira e sempre dependeu dos maridos, contudo casos extraconjugais e violência doméstica fez com que as mulheres do Iao Hon apresentem problemas de ansiedade e depressão. Além disso, as mulheres, que muitas vezes ainda não estão separadas judicialmente, têm medo de ser discriminadas devido “à triste vida que levam” ou “perderem a sua residência”, o que as leva, muitas vezes, a esconderem os problemas. De acordo à lei, um casal separado há mais de três meses pode ser considerado um caso de família monoparen-
Violência doméstica atormenta mulheres do Iao Hon
Longo prazo de silêncio tal. As assistentes sociais Leong Ka Ket e Fong Kei Yan explicaram que, nestes casos na zona de Iao Hon, “a família monoparental ocorre devido a viuvez, divórcio, desaparecimento ou prisão do marido, entre outros casos”. Naquele bairro, as mulheres de família monoparental possuem baixo nível de escolaridade e salários. Muitas até trabalham como croupiers em casinos. Durante muitos anos foram vítimas de problemas extraconjugais, violência doméstica ou maridos que gastam dinheiro nos casinos. “É muito complicado. Muitas destas mulheres vivem
sempre sob a ameaça de cancelamento de residência que é um trunfo injusto dos maridos que fazem o que querem delas”, atirou Leong Ka Ket. A Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ) já se pronunciou publicamente sobre esta e outras situações. Em síntese, se o casal divorciar, a mulher não-residente pode não ter o direito de residência. As assistentes sociais querem ver a lei mudada no sentido de garantir o direito das mulheres. “É preciso não fechar os olhos a este problema, assim como é importante que se crie uma Lei de Violência Doméstica justa.”
Bispos pedem uso de linguagem clara e moderna
Bispos de todo o mundo, reunidos há uma semana no Vaticano por ocasião do sínodo sobre a “Nova Evangelização”, pediram que os católicos usem uma linguagem clara e moderna para facilitar a transmissão da fé. Durante as sessões, assistidas pelo papa Bento XVI, os 262 “padres sinodais” manifestaram com vigor a sua própria posição sobre a secularização e sobre o desaparecimento dos paradigmas no mundo moderno. Entre os temas que dominam a maioria das declarações está a necessidade de a Igreja realizar um exame de consciência e não se
limitar a considerar a secularização como responsável pelas dificuldades. São muitos os pedidos em favor de uma simplicidade maior, contra a arrogância, pela participação dos laicos. Os bispos também querem o fim da burocracia nas estruturas eclesiásticas e que seja assumido um sério compromisso com os assuntos sociais. “A quinta sessão do Concílio Vaticano II”, como foi classificado o sínodo pela imprensa italiana, defende uma fé “dinâmica”. Talvez pelo tom de reforma que os meios de comunicação tenham classificado o evento dessa forma, em uma referência à histórica reunião realizada entre 1962 e 1965 que modernizou a igreja, promovendo uma revolução na religião católica. O arcebispo de Poitiers (França), Pascal Wintzer, rejeitou uma visão nostálgica do passado cristão e pediu que a Igreja não tenha medo de se expor aos olhos da sociedade. “Temos que abandonar uma certa mentalidade negativa que considera que ter fé corresponde a fazer parte de um setor sociológico que leva ao militantismo e à violência”, disse Fouad Twal, Patriarca de Jerusalém dos Latinos.
quarta-feira 17.10.2012