DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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QUINTA-FEIRA 16 DE AGOSTO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4115
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GONÇALO LOBO PINHEIRO
JOGOS ASIÁTICOS | PAULA CARION AFASTADA POR NÃO TER PASSAPORTE DA RAEM
JOCKEY CLUB
Eternos porquês
Filhos e enteado
JOGO DO EMPURRA
GRANDE PLANO
Virgens ofendidas h
Vong Hin Fai protestou a intervenção de Sulu Sou em que este usou a expressão “Assembleia de Lixo”, mas confessa os motivos políticos da queixa. Além de já terem sido proferidos no hemiciclo palavrões e ofensas
pessoais, a própria expressão usada por Sulu Sou foi repetida inúmeras vezes na Casa das Leis, inclusive por um membro de uma antiga Administração. Vong Hin Fai diz não se recordar do episódio.
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SI KA LON
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JOÃO PAULO COTRIM
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U GONÇALO LOBO PINHEIRO
M acto político legal e legítimo para defender a necessidade de respeito à Assembleia Legislativa (AL) e para que os deputados cumpram os seus deveres. É desta forma que Vong Hin Fai justifica o pedido de protesto em que acusou Sulu Sou de ter infringido o regimento, ou seja as leis que definem as condutas dos deputados, quando proferiu a expressão “Assembleia do Lixo”, na semana passada. Quando falava das nomeações dos deputados para a AL pelo Chefe do Executivo, o pró-democrata considerou que esta realidade “contribui para a Assembleia Legislativa
continuar a ser, nas palavras dos cidadãos, a “Assembleia do lixo”. Apesar de citar uma expressão popular, que nasceu das semelhanças fonéticas das palavras em chinês para Assembleia Legislativa e Assembleia do Lixo, Vong Hin Fai acabou mesmo por apresentar um protesto e a Comissão de Regimento de Mandatos vai analisar a questão. “Sinceramente, considero que chamar a Assembleia Legislativa de lixo é uma expressão ofensiva para a dignidade da Assembleia. Como deputados, temos o dever de respeitar a dignidade daquela casa”, afirmou Vong Hin Fai, ao HM.
PIMENTA NA VONG HIN FAI CONFESSA QUE REACÇÃO A DISCURSO DE SULU SOU FOI DE CARIZ POLÍTICO
Segundo Vong Hin Fai, quando Sulu Sou utilizou a expressão “Assembleia do Lixo” infringiu o regimento e o estatuto dos deputados. No primeiro caso, o também advogado justificou o protesto com o Artigo 71.º, que define que “o orador é advertido pelo Presidente [da AL] quando se desvia do assunto em discussão ou quando se torne injurioso ou ofensivo”. Na altura, Ho Iat Seng não advertiu Sulu Sou, mas aceitou o protesto de Vong Hin Fai, enviando o caso para análise na Comissão de Regimento de Mandatos, liderada por Kou Hoi In. O secretário da comissão é o próprio Vong Hin Fai. Em relação ao Estatuto dos Deputados, Vong considera que está em causa o Artigo 38.º, que define que os legisladores devem “respeitar a dignidade da Assembleia Legislativa e dos Deputados”.
SEM EFEITOS PRÁTICOS
Ao mesmo tempo, Vong frisa que o protesto se enquadra dentro do regimento e que não limita a expressão dos deputados no hemiciclo. “Limitei-me a invocar o regimento da Assembleia Legislativa e apresentei o meu protesto, de acordo com o que está estipulado”, explicou. “Não se pode dizer que a minha conduta coloque em causa a imunidade dos deputados
TAMBÉM TU, CHAN CHAK MO?
A
TIAGO ALCÂNTARA
Sulu Sou usou o trocadilho “Assembleia de Lixo”, para referir a opinião de um segmento da população sobre o hemiciclo, num discurso que vai ser analisado em sede de comissão após protesto de Vong Hin Fai. O legislador queixoso recusa a ideia de condicionamento à liberdade dos deputados e explica que o acto é político, porque não há consequências legais para a eventual infracção às regras do regimento
AL
lém do secretário Cheong Kuoc Va e de Au Kam San também o deputado Chan Chak Mo usou a expressão “Assembleia do Lixo”, em 2012. O caso aconteceu a 9 de Maio desse ano, durante a discussão da lei eleitoral. No âmbito de um debate sobre os deputados eleitos pela via indirecta e nomeados, Chan Chak Mo sentiu-se injustiçado. “Algumas pessoas disseram que tenho feito um trabalho meritório, e eu não reagi, outras pessoas dizem que somos a Assembleia do Lixo, é uma coisa que não me honra, mas acho que fiz um bom trabalho”, afirmou o deputado, segundo a página 49 da versão chinesa da colectânea “Alteração à Lei n.º 3/2001 Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da RAEM”, que consta no portal da AL. Na versão em português, o extracto surge na página 249, mas a tradução omite esta parte do discurso.
ou o uso da palavra na Assembleia Legislativa. Está tudo previsto no regimento”, justificou. Contudo, é o próprio Vong Hin Fai a reconhecer que o protesto terá poucos efeitos
na prática, uma vez que os diplomas citados não definem consequências para as infracções. Também por isso admite que se tratou de um acto político, sem implicação na liberdade dos deputados.
“É preciso ver o texto do diploma do regimento, mas eu não vejo resposta para estas questões no regimento, nem no estatuto. Mesmo a Lei Básica, no artigo 79.º, define que os
COUTINHO DECISÃO SURPREENDENTE E ABUSIVA
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ara o deputado José Pereira Coutinho, a decisão de Ho Iat Seng de mandar o protesto ser investigado foi “surpreendente e abusiva”. “O deputado Vong Hin Fai pode dizer o que quiser, mas a decisão do presidente da Assembleia Legislativa é surpreendente e abusiva. Houve também injustiça na sua actuação [Ho Iat Seng], uma vez que devia ter cedido a palavra a Sulu Sou”, disse José Pereira Coutinho, deputado, ao HM. “Sulu Sou devia ter voltado a falar para explicar as suas declarações, devia ter tido o direito ao contraditório face ao protesto e não teve”, acrescentou. O legislador recordou também o caso do ex-secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Va: “Ele disse muitas vezes que a Assembleia é lixo”, frisou.
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LÍNGUA
SOFIA MARGARIDA MOTA
deputados ‘não respondem judicialmente pelas declarações e votos que emitirem nas reuniões da Assembleia Legislativa’. Por isso, tratou-se de uma reacção política”, frisa.
Em relação aos procedimentos da Comissão de Regimento de Mandatos para analisar as declarações, apesar de ser secretário, Vong Hin Fai remeteu explicações para o presidente
Kou Hoi In. “A comissão vai reunir para analisar as declarações. Mas os procedimentos e a forma como vão decorrer os trabalhos vai ser decidida pelo presidente”, revelou.
AGNES LAM PROTESTO É COMPREENSÍVEL
S
egundo a deputada Agnes Lam, é compreensível que alguns deputados se tenham sentido insultados pela utilização da expressão “Assembleia do Lixo”, uma vez que foi apontada aos legisladores nomeados. “A ideia com que fiquei sobre o discurso é que para remover o lixo da Assembleia Legislativa é necessário retirar os nomeados. Quando se diz algo desta forma e se aponta o dedo a alguém, acaba por ser compreensível que haja pessoas que não se sintam bem com as declarações”, afirmou Agnes Lam, ao HM. “Considero que Vong Hin Fai tem todo o direito de se sentir infeliz com as declarações”, justificou. Para a deputada a diferença face ao passado é que Sulu Sou “usou o termo para descrever alguns deputados”.
A reunião da comissão só vai decorrer depois das férias da AL, que terminam em Outubro.
CASOS SEMELHANTES
Esta não é a primeira vez que a expressão “Assembleia do Lixo” foi utilizada. O anterior secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Va utilizou a expressão “Assembleia do Lixo” numa sessão de apresentação das Linhas de Acção Governativa, por volta do ano de 2005. A atitude de Cheong Kuoc Va foi recordada por Au Kam San, também em Plenário, em 2008, para referir a “má-imagem” da AL junto da população. Na altura, o gabinete de Cheong Kuoc Va emitiu um comunicado a negar as declarações. “Recorda-se que, há alguns anos, determinada intervenção do secretário Cheong Kuoc Va na Assembleia Legislativa criou confusão devido à forma de pronúncia de uma palavra”, consta no comunicado. “Em certo momento, já com voz afectada e ligeiramente afónico devido ao longo tempo de utilização das cordas vocais, exprimindo-se de forma mais lenta e com dificuldades de pronúncia, disse algo que, devido às condicionantes físicas e efeitos do som dos microfones, foi, provavelmente, mal entendido pela audiência”, foi justificado. Confrontado com a situação, Vong Hin Fai afirmou que não se recorda do caso. Também no passado, alguns deputados utilizaram expressões do calão, que não originaram qualquer protesto. Pelo menos uma vez, o ex-deputado nomeado Fong Chi Keong usou a expressão “vai-te f...”, e Vítor Cheung Lup Kwan, em 2015, quando se discutia as alterações à lei do tabaco, utilizou a expressão altamente ofensiva “pok gai”, que numa tradução literal significa “cai morto”. Em relação a estes casos, Vong Hin Fai disse não se recordar bem, mas indicou que no último caso o presidente da AL, Ho Iat Seng, pediu a Vítor Cheung para se retratar, durante a sessão.
GUERRA DE FACÇÕES
Segundo analistas políticos ouvidos pelo HM, a utilização de critérios diferentes e a abertura de um processo de investigação às declarações de um deputado tem contornos de guerra entre campos opostos.
“Sinceramente, considero que chamar a Assembleia Legislativa de lixo é uma expressão ofensiva para a dignidade da Assembleia. Como deputados, temos o dever de respeitar a dignidade daquela casa.” “A Lei Básica, no artigo 79.º, define que os deputados ‘não respondem judicialmente pelas declarações e votos que emitirem nas reuniões da Assembleia Legislativa’. Por isso, tratou-se de uma reacção política.” VONG HIN FAI DEPUTADO
“O processo até pode ser visto como uma forma de tentar limitar a liberdade de expressão de um deputado, mas considero que se trata principalmente de situação direccionada, quase exclusivamente, ao deputado Sulu Sou”, disse Éric Sautedé, académico. O analista política recorda ainda o caso da suspensão do democrata, para reforçar o argumento de que é o alvo
Pelo menos uma vez, o ex-deputado nomeado Fong Chi Keong usou a expressão “vai-te f...”, e Vítor Cheung Lup Kwan, em 2015, quando se discutia as alterações à lei do tabaco, utilizou a expressão altamente ofensiva “pok gai”
número um do campo tradicional: “Se nos recordarmos que 28 deputados votaram a favor da suspensão, é fácil provar que o campo tradicional não aceita facilmente o seu regresso à Assembleia Legislativa porque ele é visto como a personalização dos desafios ao sistema”, opina. “Mas, neste caso, os deputados estão claramente a apontar à árvore, em vez de pensarem na floresta”, rematou. Larry So também considera que o facto de haver um critério mais apertado para Sulu Sou se justifica com a realidade de ser de um campo político oposto. “O Sulu Sou é um deputado de um campo diferente do tradicional. É isso que faz toda a diferença para situações anteriores. Qualquer que seja a sua acção, o campo tradicional vai atacá-lo. São de campos diferentes. Em grande parte o campo tradicional está a utilizar todos os meios disponíveis para descredibilizar Sulu Sou”, explicou Larry So, analista político. “Existe uma estratégia concertada para descredibilizar Sulu Sou. Ele vai precisar de ter muito cuidado porque está na corda bamba. O campo tradicional não vai deixar passar nenhuma oportunidade de suspendê-lo ou mesmo expulsa-lo da Assembleia Legislativa”, acrescentou.
PERDAS POLÍTICAS
No entanto, a estratégia de atacar tudo o que Sulu Sou faz pode mesmo não render dividendos ao campo tradicional. Segundo Larry So, os tradicionais arriscam passar uma imagem de intolerância face a factos menores, como a utilização de linguagem do dia-a-dia. “Acredito que as pessoas que falam de política nas ruas ou mercados, mesmo que não se revejam em Sulu Sou, vão questionar como é possível reprimir tanto um deputado, que só está a utilizar uma expressão que elas mesmo usam. Na óptica destas pessoas trata-se de um pormenor que muito dificilmente justifica qualquer repreensão”, contextualizou o analista. “ Por isso, neste sentido não acredito que os deputados tradicionais vão conseguir ganhos políticos com esta investigação junto das pessoas”, concluiu. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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JOCKEY CLUB DEPUTADOS AGUARDAM INFORMAÇÕES CONCRETAS DO GOVERNO SOBRE PLANO DE INVESTIMENTO
Os deputados continuam à espera que o Governo faculte informações detalhadas sobre a concretização do plano de investimento anunciado pela Companhia de Corridas de Cavalos que serviu de fundamento para a prorrogação do contrato de concessão por 24 anos e meio
P GCS
ARA a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas da Assembleia Legislativa (AL) persistem “grandes dúvidas” sobre os fundamentos que levaram à prorrogação do contrato de concessão da exploração do exclusivo de corridas de cavalos, ainda por cima por tão “longo período”. Os deputados pediram ao Governo esclarecimentos pormenorizados sobre o plano de investimento de 1,5 mil milhões de patacas, como o calendário de execução
das novas valências, mas continuam sem resposta, levantando a possibilidade de nem mesmo o próprio Executivo saber, apesar de ter esse dever. “De acordo com o presente contrato [com a Companhia de Corridas de Cavalos] não há coisas concretas sobretudo calendarização para concretização dos investimentos. Até hoje ainda temos dúvidas”, afirmou ontem a presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas da AL, Ella Lei, indicando que o Executivo não facultou as informações solicitadas. “Se calhar, nem o Governo dispõe desses documentos”, sustentou, após a assinatura do relatório sobre o tema, referindo-se também às plantas e à localização das novas instalações. “Porque é que até agora o Governo ainda não conseguiu esclarecer a sociedade e falar com pormenores sobre o que envolve o plano de investimento?”, insistiu a deputada, lamentando que não haja informações sobre quando vão ser concretizados esses investimentos. À luz do plano, o Jockey Club planeia construir uma escola de equitação, um parque hípico temático, um museu da história das cor-
De olhos bem fechados
prolongamento do contrato do Jockey Club por 24 anos e seis meses, o que provocou, inevitavelmente, fortes críticas da sociedade”, sustentam os deputados. Os tribunos defenderam ainda que, face às “implicações de relevante importância para o interesse público”, há uma série de questões que o Governo deve esclarecer e justificar publicamente, incluindo “as vantagens que a decisão em causa pode trazer para o Governo e para o interesse público”.
ÀS ESCURAS SOBRE O HOSPITAL
ridas de cavalos, um hotel, instalações recreativas e desportivas públicos e centros comerciais. “São precisas informações concretas. Não é só dizer que vai construir” para depois, volvidos 10 ou 20 anos, se verificar que muito não foi feito, afirmou Ella Lei, ao salientar que não é líquido que o capital a injectar venha a ser investido.
RAZOÁVEL OU JUSTO?
Além da “preocupação” relativamente à fiscalização do Governo da execução do plano de investimentos do Jockey Club, a Comissão de Acompanhamento para
“Porque é que até agora o Governo ainda não conseguiu esclarecer a sociedade e falar com pormenores sobre o que envolve o plano de investimento?” ELLA LEI DEPUTADA os Assuntos de Terras e Concessões Públicas da AL continua a colocar em xeque a prorrogação do contrato de concessão de exploração do exclusivo de corridas de cavalos até Agosto de 2042, defendendo também que o Governo “devia ter ouvido a população”. “Será que é razoável/ justo? Mesmo em termos
DICJ DIZ QUE RECEBEU PLANO DO JOCKEY CLUB
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director dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos afirmou ontem que recebeu informações detalhadas sobre o futuro plano de investimento do Macau Jockey Club, incluindo projectos, valores e prazos. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, Paulo Martins Chan disse que, desde Junho, tem comunicado com o Macau Jockey Club e que foram apresen-
tados vários relatórios. O director da DICJ indicou que os conteúdos do plano, que é faseado, vão ser submetidos à Assembleia Legislativa em tempo oportuno, considerando-os, em termos gerais, aceitáveis. Embora ressalvando que têm de ser estudados em pormenor, o mesmo responsável mostrou-se confiante de que vai haver resultados a curto prazo.
legais é adequado? Nós temos grandes dúvidas se o fundamento do Governo para aceitar um prazo tão longo é razoável”, afirmou Ella Lei. Isto porque, juridicamente, o prazo da prorrogação deve ser mais curto do que o de uma da nova concessão ou da sua renovação e o prazo original foi de 17 anos. O facto de o Executivo ter prorrogado a concessão antes de o Jockey Club ter saldado as dívidas também voltou a ser posto em causa. “Se os cidadãos em geral não pagarem os seus impostos no prazo, o tratamento dado pelo Governo é totalmente diferente”, sublinha o mesmo relatório. “Mesmo existindo os vários problemas referidos, o Governo ainda autorizou o
A Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas também terminou o relatório sobre a situação das obras do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. “A generalidade dos membros da Comissão entende que o actual andamento da execução das obras não é satisfatório, pelo que se mostraram particularmente preocupados quer com a data de conclusão e de entrada em funcionamento, quer ainda com a despesa global de todo o projecto”, tendo solicitado ao Governo “dados indicativos”, diz o documento. “A população acha que há falta de transparência”, por o Governo não conseguir revelar nem o orçamento nem o calendário de obras públicas de grande envergadura, como o futuro segundo hospital público ou o metro ligeiro, apontou. Por dissipar estão também as “preocupações” dos deputados sobre o regime das concessões de obras públicas, cujo respectivo relatório também foi apresentado ontem. “Há falta de mecanismos de fiscalização”, afirmou a presidente da Comissão de Acompanhamento, indicando que foram pedidas “melhorias” ao Governo. Diana do Mar com Vítor Ng dianadomar@hojemacau.com.mo
GRANDE BAÍA CHEFE DO EXECUTIVO PRESENTE NA PRIMEIRA SESSÃO PLENÁRIA
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Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve ontem em Pequim onde participou na primeira reunião plenária do Grupo de Líderes para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, presidida pelo vice-primeiro-ministro do Conselho de Estado, Han Zheng. De acordo com um comu-
nicado oficial, Chui Sai On admitiu que o Governo “está ciente que terá de aumentar a consciencialização dos interesses gerais e de assumir as suas responsabilidades, devendo agir e coordenar de forma activa”. O mesmo comunicado aponta que a primeira reunião deste grupo de trabalho “debateu e analisou os
documentos apresentados e estudou o planeamento dos trabalhos da próxima fase”. No que diz respeito à facilitação do “investimento dos residentes de Hong Kong e Macau no interior da China”, e para “acelerar a construção do centro internacional de inovação de ciência e de tecnologia, serão lançadas, em
breve, uma série de medidas nacionais”. Uma das medidas passa pela redução “significativa das tarifas adicionais dos serviços de roaming entre Guangdong, Hong Kong e Macau”, algo que será debatido entre os ministérios, comissões estatais e empresas de telecomunicações das três regiões.
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quinta-feira 16.8.2018
AL SI KA LON DIZ QUE GOVERNO NÃO TEM “DETERMINAÇÃO” PARA RESOLVER PROBLEMAS
O empata políticas
Terminado o ano legislativo, os deputados Si Ka Lon e Song Pek Kei afirmam que o actual sistema de produção de leis não funciona. Si Ka Lon diz mesmo que o Governo usa sempre as expressões “estudo”, “o mais cedo possível” ou “envidar esforços” mas que, na prática, não é determinado a resolver os problemas
do se aproxima o fim da legislatura. Isso faz com que não haja tempo suficiente para apreciar todas as propostas. Apesar dos deputados terem pedido melhorias por diversas vezes, a situação continua, e isso faz com que não haja tempo suficiente para apreciar todos os projectos de lei. Para Song Pek Kei, isso faz com que muitas leis não tenham a qualidade que deveriam, o que impacta negativamente a AL e a estabilidade dos sistemas.
EXISTEM LIMITAÇÕES
Song Pek Kei não deixou de apontar o dedo ao actual sistema de produção legislativa, em que todos os projectos de lei são transferidos dos diferentes departamentos para a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ), que passou a ter um papel de coordenação. Nesse sentido, a deputada pede mudanças. “A DSAJ deve continuar a coordenar os diplomas mais rele-
vantes, que possam causar impacto na vida das pessoas ou na economia. Mas as outras propostas de lei, com um menor impacto, deveriam ser coordenadas pelos respectivos serviços, para que se possa aumentar a eficiência do processo”, frisou.
Para Song Pek Kei, a ideia de base do actual sistema é boa, mas na prática existem obstáculos. “Como há várias propostas de lei, os recursos humanos de que dispõe a DSAJ não chegam para garantir que tudo é feito com a devida qualidade.” Além disso, “as orientações em termos de centralização não têm um efeito vinculativo, o que faz com que a DSAJ não tenha uma relação de pertença ou um papel fiscalizador em relação aos restantes serviços públicos, levando a que os resultados em termos de coordenação sejam limitados”. Durante o ano legislativo, o gabinete dos deputados registou quase cinco mil pedidos de ajuda por parte dos cidadãos. A maior parte dos casos dizem respeito à habitação, administração predial, consulta jurídica, assuntos na China e reuniões familiares.
HOJE MACAU
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S deputados Si Ka Lon e Song Pek Kei fizeram ontem o balanço da primeira legislatura após as eleições de Setembro de 2017, continuando a ter como principais críticas a inacção do Governo e a lentidão no processo de produção de leis por parte do Executivo. Em conferência de imprensa, Si Ka Lon, que em 2013 foi eleito como número dois de Chan Meng Kam no hemiciclo, referiu que um dos problemas mais graves da Administração prende-se com a falta de determinação para resolver questões difíceis. Na sua visão, apesar dos membros do Executivo parecerem ocupados, não existem resultados visíveis e satisfatórios. Além disso, o deputado defendeu que alguns membros do Governo têm conhecimento dos problemas que existem, mas simplesmente acabam por não divulgar a verdade e utilizam sempre expressões como “o mais cedo possível”, “vamos estudar o assunto” e “vamos envidar esforços”, quando questionados pelos jornalistas ou deputados. Para Si Ka Lon, isso é sinal de que muitos membros do Governo trabalham de forma passiva, o que acaba por dificultar o trabalho dos deputados na Assembleia Legislativa (AL). Neste sentido, a colega de bancada, Song Pek Kei, deu um exemplo de como o calendário da entrega dos propostas de lei acaba por afectar de forma negativa o trabalho dos 33 deputados. “Há insuficiências ao nível da organização, porque algumas propostas de lei só chegam à AL quan-
Há insuficiências ao nível da organização, porque algumas propostas de lei só chegam à AL quando se aproxima o fim da legislatura. Isso faz com que não haja tempo suficiente para apreciar todas as propostas.”
Andreia Sofia Silva e Vítor Ng
SONG PEK KEI DEPUTADA
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NOVOS ATERROS NG KUOK CHEONG E AU KAM SAN ENTREGAM PROJECTO DE LEI
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Rádio Macau noticiou ontem que os deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San, entregaram um projecto de lei que visa garantir que os residentes permanentes têm acesso privilegiado à habitação nos novos aterros. A notícia, que tem como base informação difundida no canal chinês da Rádio Macau, revela ainda que o projecto de lei
tem por base o conceito de “terras de Macau destinadas às gentes de Macau”, bastante defendido pelos deputados pró-democratas no hemiciclo. Esta semana, numa sessão plenária da AL, no período de interpelações antes da ordem do dia, Ng Kuok Cheong defendeu que “sem violar os direitos de propriedade existentes, devem ser produzidos,
o quanto antes, sistemas jurídicos para o estabelecimento de regimes para diferenciar a aquisição de habitações na zona dos novos aterros, onde se deve aplicar a política de ‘terras de Macau para as gentes de Macau’”, apontou. Na visão do deputado, “as 50 mil habitações nos novos aterros, cerca de um quinto das habitações de Macau, independentemente de serem públicas ou privadas, passam necessariamente a responder apenas às necessidades habitacionais dos residentes da RAEM”. Em interpelação oral, Ng Kuok Cheong deixou algumas linhas de pensamento sobre o futuro regime que agora propõe à votação da AL. “Devem ser definidas as excepções para a aquisição do direito real, previstas no Código Civil, para que, nos termos da lei 6/99/M [que estabelece a disciplina da utili-
zação de prédios urbanos] se apliquem a todos os prédios urbanos que se encontram nos novos aterros, depois de se verificar que também não possuem qualquer habitação nos novos aterros.”
Ng Kuok Cheong defendeu ainda que, com um novo regime jurídico, pode-se evitar “o açambarcamento e a especulação de investidores do exterior, bem como limitar o açambarcamento
por parte dos locais”, além de “contribuir para garantir que todos os terrenos habitacionais dos novos aterros sejam aproveitados para responder às necessidades os residentes”. A.S.S.
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ANÚNCIO Faz-se saber que no concurso público n.o 21/P/18 para a «Empreitada de Concepção e de Remodelação do Centro Endoscópico», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 16, II Série, de 18 de Abril de 2018, o acto público de abertura de propostas continuará a ser realizado no dia 30 de Agosto de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. Serviços de Saúde, aos 9 de Agosto de 2018
O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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Aviso Requerimento de Apoio Financeiro aos Projectos de Investigação Científica sobre a Construção de “Cidade Inteligente” 1.
Objectivo Visando a combinar com o Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM (2016-2020) e implementar as políticas do governo na promoção de trabalhos relativos à construção de cidade inteligente de Macau. 2. Projectos-Alvo de Apoio Os projectos intimamente relacionados com a construção de cidade inteligente de Macau, como o turismo inteligente, o tráfego inteligente, a saúde inteligente, o governo inteligente e etc. Serão considerados preferenciais projectos com a aplicabilidade e a cooperação de indústria-universidadeinvestigação 3. Método de Apoio Financeiro É em conformidade com o “Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro”, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 273/2004 4. Prazo de Candidatura De 15 de Agosto a 30 de Setembro de 2018 5. Montante do Pedido O montante do pedido não é superior a $500.000,00 (quinhentos mil patacas) 6. Forma de Candidatura Pode inscrever-se através do sistema de candidatura ao apoio financeiro online do FDCT 7. Critérios de Avaliação 1.) A avaliação é em conformidade com o “Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro”, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 273/2004 2.) Os seguintes conteúdos são considerados para a avaliação • As capacidades da entidade requerente e dos seus parceiros da cooperação em implementação do projecto; • A tecnicalidade, criatividade e praticidade do produto resultante de investigação; • As perspectivas do mercado do produto resultante de investigação e a proporção entre a produção e o investimento da economia esperada; • A racionalidade do orçamento para as verbas e o custo de investigação. Endereço : AV. Do Infante D. Henrique, n º 43-53A, Edf. "The Macau Square" 11.º andar K, Macau Telefone de consulta: 28788777 Website: www.fdct.gov.mo O Presidente do C. A. do FDCT, Ma Chi Ngai 2018/8/15
Anúncio Concurso Público N.º 26/ID/2018 « Remodelação da unidade resfriadora de líquido do sistema de climatização do Centro Logístico da Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau » Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 30 de Julho de 2018, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para a remodelação da unidade resfriadora de líquido do sistema de climatização do Centro Logístico da Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo de concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento de $1 000,00 (mil) patacas. Os interessados devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 26 de Setembro de 2018, quartafeira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $50 000,00 (cinquenta mil) patacas. Caso o concorrente opte pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na Região Administrativa e Eespecial de Macau e à ordem do Fundo do Desporto ou efectuar um depósito em numerário ou em cheque (emitido a favor do Fundo do Desporto) na mesma quantia, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial, sita na sede do Instituto do Desporto. O acto público do concurso terá lugar no dia 27 de Setembro de 2018, quinta-feira, pelas 9,30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou por motivos de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, 15 de Agosto de 2018. O Presidente Substituto, Lau Cho Un
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EDITAL : 75/E-BC/2018 :266/BC/2018/F :Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local :Estrada Marginal do Hipódromo n.º 51, Edf. Iau Tim, (Fase 1), parte do terraço sobrejacente à fracção 20.º andar F, Macau Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que ficam notificados o dono das obras ou seu mandatário e os utentes do local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização efectuada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima identificado realizaram-se as seguintes obras não autorizadas: Edital n.º Processo n.º Assunto
Obra
Infracção ao RSCI e motivo da demolição
Construção de um compartimento com cobertura Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º e ao n.º 3 1.1 metálica, chapas, portão metálico, janelas de vidro e do artigo 29.º, obstrução do caminho de paredes em alvenaria de tijolo. evacuação e ocupação do piso de refúgio. 2. Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. O terraço acima referido deve ser considerado piso de refúgio, em caso de incêndio, e não é permitida a sua ocupação ilícita com elementos construtivos, de acordo com o disposto no n.º 3 do artigo 29.º do RSCI. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e piso de refúgio e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização, pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 3. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas, e nos termos do n.º 7 do mesmo artigo, a infracção ao disposto no n.º 3 do artigo 29.º é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou de segurança do edifício. 4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 09 de Agosto de 2018 O Director de Serviços Li Canfeng
EDITAL Faz-se público que tendo Ieong Chong I, solteiro, titular do BIR nº.7189***(*), natural do Interior da China, antigo funcionário da Câmara Municipal de Macau Provisória (exLeal Senado), aposentado desde 02/02/2001, arrendatário da moradia do IACM, sita na Avenida do Ouvidor Arriaga, n.ºs 28 e 28 B, Edifício Tranquilidade, 2º Andar B, Macau, falecido em 23/11/2017, devem todos os que se julgam com direito aos seus bens contactar a Divisão de Património e Aprovisionamento, sita na Calçada do Tronco Velho, nº 14, Edifício Centro Oriental, r/c, Macau, no prazo de trinta dias, a contar da publicação do presente edital, findo o qual, os bens serão removidos e depositados nas instalações do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. Aos 31 de Julho de 2018 O Presidente do Conselho de Administração José Tavares WWW. IACM.GOV.MO
política 7
quinta-feira 16.8.2018
Uma questão de imagem
O
deputado José Pereira Coutinho revelou ontem ao HM que a carta que enviou ao presidente da Assembleia Legislativa (AL), Ho Iat Seng, a criticar a sua postura numa sessão plenária contra o deputado Sulu Sou, ainda não foi traduzida de português para chinês. “O presidente Ho Iat Seng está preocupado com a imagem que quer manter, até porque vai ser candidato a futuro Chefe do Executivo. Ele limitou-se a dizer que não têm tempo para traduzir. Estamos a falar de um documento que foi entregue há 10 dias”, contou. Coutinho acrescentou que a carta continua no gabinete do presidente da AL apenas na versão original. “Ele só diz que não tempo. Foi o que me disse pessoalmente. Diz que os tradutores não têm tempo.”
GONÇALO LOBO PINHEIRO
Carta de Pereira Coutinho que fala de “ataques pessoais” a Sulu Sou ainda não foi traduzida
De frisar que, no hemiciclo, apenas três deputados dominam o português: José Pereira Coutinho, Iau Teng Pio e Vong Hin Fai. Os restantes dominam apenas o chinês ou o chinês e inglês. Na carta enviada a Ho Iat Seng, Pereira Coutinho acusa-o de ter dado uma “bronca” a Sulu Sou e de
lançar um “ataque pessoal” contra o pró-democrata. “Inadequada, injusta e claramente para além do papel que está incumbido de cumprir”. É desta forma que o deputado José Pereira Coutinho define a “bronca” de Ho Iat Seng a Sulu Sou, quando o presidente da Assembleia Legislativa (AL) frisou no
Plenário que o legislador tinha recebido o salário sempre, apesar de estar suspenso. Este debate, sobre a lei de reunião e manifestação, aconteceu no passado dia 30 de Julho. Ho Iat Seng criticou fortemente Sulu Sou, recordou ao deputado que lhe tinha sido pago o salário, apesar de estar suspenso, frisou que o legislador tinha criado trabalho extra aos funcionários da AL e terminou a pedir-lhe que fosse ler as regras do hemiciclo. Na origem da reprimenda esteve o facto de Sulu Sou ter sugerido que a lei voltasse para a comissão de análise, após ter apresentado um requerimento rejeitado, na manhã do próprio dia, a sugerir que fosse o Chefe do Executivo a autorizar as manifestações, em vez do Corpo de Polícia de Segurança de Pública. A.S.S. / J.S.F.
AUTOCARROS QUESTIONADA FUSÃO A UM ANO DE ELEIÇÕES
O
deputado José Pereira Coutinho entregou uma interpelação escrita ao Governo onde questiona a fusão de duas operadoras de autocarros, a Nova Era e a Sociedade de Transportes Colectivos de Macau (TCM) a um ano da realização de eleições para o cargo de Chefe do Executivo. “A menos de um ano de eleição do novo Chefe do Executivo, quais as razões para a precipitada autorização da fusão das duas concessionárias de autocarros, [algo que prejudicou] a concorrência saudável que deveria existir para uma prestação de serviços de maior qualidade aos cidadãos e turistas?”, questionou. O também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) afirma que não só a população ficou surpreendida com esta fusão, como também alguns deputados da Assembleia Legislativa (AL).
“Até a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, e a maioria dos deputados que normalmente acompanham de perto as questões relacionadas com as concessões públicas foram apanhados desprevenidos com a fusão previamente discutida e autorizada pelo Governo, dando agora o assunto como facto consumado.” Por esse motivo, o deputado questiona porque é que não foi realizada uma consulta pública sobre o assunto. “Que razões levaram o Governo a não proceder a uma alargada auscultação da população, aos conselhos consultivos do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, bem como a comissão de acompanhamento?”, questionou. José Pereira Coutinho teme também que venha a ocorrer uma segunda fusão de operadoras. “Tenciona o Governo, a médio e longo prazo, autorizar mais fusões das concessionárias de autocarros?”, inquiriu. A.S.S.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 549/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 551/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora PEREZ SHEILA SORIANO, portadora do Título de Identificação de Trabalhador Não-Residente da RAEM n.° 13903xxx e portadora do Passaporte das Filipinas n.° P22815xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 121/DI-AI/2017 levantado pela DST a 22.05.2017, e por despacho do signatário de 02.08.2018, exarado no Relatório n.° 508/DI/2018, de 24.07.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua dos Cules n.° 1, Edf. Choi Tak 4.° andar A.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Ou tubro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora XIONG JIANQIN, portadora do Passaporte da RPC n.° E25760xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 12/DI-AI/2016 levantado pela DST a 20.01.2016, e por despacho do signatário de 02.08.2018, exarado no Relatório n.° 509/DI/2018, de 25.07.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua de Paris n.° 170, Jardim Nam Ngon, Bloco 3, 13.° andar O, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-----------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode a infractora, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 02 de Agosto de 2018.
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 02 de Agosto de 2018. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 552/AI/2018
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 555/AI/2018
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor ZOU YULIANG, portador do Salvo-conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C09997xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 12.1/DI-AI/2016 levantado pela DST a 20.01.2016, e por despacho do signatário de 02.08.2018, exarado no Relatório n.° 510/DI/2018, de 25.07.2018, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Rua de Paris n.° 170, Jardim Nam Ngon, Bloco 3, 13.° andar O, Macau.------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.------------------------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme o disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Ou tubro.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor CHUI, KAN SANG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente de Hong Kong n.° A3703xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 202/DI-AI/2017, levantado pela DST a 11.08.2017, e por despacho do signatário de 03.08.2018, exarado no Relatório n.° 530/DI/2018, de 01.08.2018, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua de Luis Gonzaga Gomes n.° 576, Hung On Center, Bloco 2, 14.° andar N onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito não sendo admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. ---------------------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 02 de Agosto de 2018. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 03 de Agosto de 2018. O Director dos Serviços, Subst.°, Cheng Wai Tong
8 sociedade
16.8.2018 quinta-feira
JOGOS ASIÁTICOS PAULA CARION FALHA PARTICIPAÇÃO POR NÃO TER PASSAPORTE DA RAEM
Jogos com fronteiras
F
OI no início do mês, a sensivelmente duas semanas do arranque dos Jogos Asiáticos de 2018, a ter lugar na Indonésia, que a atleta macaense Paula Carion foi informada da impossibilidade de participar no evento desportivo realizado de quatro em quatro anos. Tudo porque, ao abrigo de novas regras, os atletas têm de possuir passaporte da nacionalidade do país/território que representam para serem elegíveis e Paula Carion utiliza o passaporte português. A má notícia foi-lhe transmitida pela Federação de Karaté-do de Macau que, por sua vez, foi avisada pelo Instituto do Desporto e pelo Comité Olímpico e Desportivo de Macau (CODM). Mais do que sentir pena por falhar os Jogos Asiáticos, em que era suposto terminar a carreira de atleta, Paula Carion ficou antes “chocada” porque foi apanhada desprevenida. “Não recebi qualquer alerta” relativamente à possibilidade de não ir aos Jogos Asiáticos por não ter passaporte da RAEM. A atleta macaense participou, com as cores da RAEM, nas três edições anteriores dos Jogos Asiáticos (2006, 2010 e 2014), nos quais conquistou três medalhas de bronze, utilizando o passaporte português para a acreditação. “A vida continua”, sublinhou ao HM a atleta, de 35 anos, que iniciou a sua carreira de atleta em 1998, contando com mais de duas dezenas de medalhas internacionais, incluindo a de ouro dos Jogos da Ásia Oriental de 2005, que tiveram lugar em Macau. Essa conquista valeu-lhe, aliás, o Título Honorífico de Valor, atribuído pelo Governo da RAEM. “Tenho
GONÇALO LOBO PINHEIRO
A medalhada atleta de karaté Paula Carion vai falhar os Jogos Asiáticos de 2018 devido a mexidas nos regulamentos que a impossibilitam de participar por não ter o passaporte da jurisdição que vai representar. Macau pediu aprovação especial, mas a organização não aceitou
Macau pediu aprovação especial, com base nos antecedentes históricos e especiais de Macau, mas organização não aceitou
orgulho das minhas contribuições e resultados nos últimos 20 anos”, afirmou Paula Carion, esperando “continuar a contribuir para o karaté e para o desporto de Macau”, nomeadamente a ajudar a “produzir mais atletas de alto nível”.
APROVAÇÃO ESPECIAL
O HM contactou o Instituto do Desporto (ID), que trabalha com o Comité Olímpico e Desportivo de Macau (CODM) nesta matéria, no sentido de perceber qual foi a posição adoptada perante a mudança de regras. Em resposta, o organismo indicou que o CODM tomou diligências, após ter recebido notificação do Comité Organizador dos Jogos Asiáticos da Indonésia, dando conta de que os atletas que representam o país/
região devem possuir o passaporte da mesma nacionalidade para poderem ser elegíveis. “Ao receber essa notificação, o CODM envidou esforços contínuos para comunicar e explicar os antecedentes históricos e especiais de Macau, esperando que pudessem aceitar essas razões, como tem acontecido nas edições anteriores, e ter assim a aprovação especial dos nossos atletas. No entanto, recebemos a resposta final do Comité Organizador e do Conselho Olímpico da Ásia informando que executarão [as regras] estritamente com base na nacionalidade do passaporte, e assim, respeitaremos a decisão”, diz a resposta enviada ao HM. Mais acrescenta: “Entre a nossa delegação, todos os nossos
atletas estão qualificados para solicitar o passaporte da RAEM. Como tal, alguns dos nossos atletas afectados compreenderam a situação e agiram prontamente, solicitando os passaportes da RAEM. No entanto, houve também atletas que tomaram a sua decisão por motivos pessoais e entenderam não solicitá-lo”. A 18.ª edição dos Jogos Asiáticos, a decorrer nas cidades indonésias de Jacarta e Palembang, arranca no próximo sábado, dia 18, terminando a 2 de Setembro. Macau vai estar representada por 109 atletas em 16 modalidades.
COOPERAÇÃO UNIVERSIDADE DE COIMBRA CRIA CURSO SOBRE CHINA E PLP
A
Universidade de Coimbra (UC) acaba de criar um novo curso, cujas aulas começam em Setembro, intitulado “A China e os Países de Língua Portuguesa na Economia Mundial: Comércio, Turismo, Cooperação e Desenvolvimento”. O curso de formação avançada terá como destinatários os alunos que já trabalhem em determinadas áreas ou estudantes chineses que estejam a estudar português. O curso, que tem a coordenação de Cármen Amado Mendes, docente de relações internacionais da Faculdade de Economia da UC, visa “reinventar o futuro de uma relação que já tem séculos”. “A UC, que desempenhou um papel importantíssimo na história do relacionamento Ocidente-Oriente, estabelecendo a ponte entre a Europa e a China a partir de meados do século XVI, tem um passado de intensa colaboração e contributos para o conhecimento mútuo e reforço dos laços de amizade sino-lusófonos”, lê-se no comunicado. Além disso, a UC lembra que “tem formado muitos estudantes chineses, futuros diplomatas no mundo lusófono, professores ou tradutores de língua portuguesa e até juristas, uma vez que o Direito vigente em Macau, tal como nos países de língua portuguesa, é o Direito português”. De acordo com a universidade portuguesa, “o curso oferece um melhor entendimento da estrutura institucional e do ambiente comercial e de negócios, altamente complexo e incerto, da China e dos Países de Língua Portuguesa”.
Diana do Mar e João Santos Filipe info@hojemacau.com.mo
BEBINCA PROTECÇÃO CIVIL FAZ BALANÇO SEM GRANDES INCIDENTES
O
Centro de Operações de Protecção Civil (COPC) apresentou ontem o balanço da passagem da tempestade tropical Bebinca pelo território na passada terça-feira, salientando que
não se registaram “grandes incidentes”, refere em comunicado. O COPC e os serviços da segurança receberam, através das 55 linhas de auxílio disponíveis, 9 pedidos de informações
sobre os transportes e sobre o funcionamento dos postos fronteiriços. O Centro de Abrigo da Ilha Verde acolheu 8 homens e 1 mulher, entre os quais quatro são residentes de Macau e os restantes,
residentes de Hong Kong. Durante o sinal 8 não foi registado qualquer incidente. Já quando estiveram içados os sinais 1 e 3 registaram-se oito casos de remoção de objectos e um homem
foi atingido por rebocos, incidente que resulou em ferimentos ligeiros. O Corpo de Polícia de Segurança Pública e a Direcção dos Serviços de Assuntos de Tráfego levaram fiscalizaram a actividade dos
táxis durante o período em que esteve içado o sinal 8. A operação resultou no registo de 13 casos de cobrança excessiva de tarifa e oito de exploração ilícita do serviço de táxi.
sociedade 9
quinta-feira 16.8.2018
F
OI ontem lançado oficialmente um novo concurso público para a emissão de 200 novas licenças de táxis para um período de oito anos. De acordo com um comunicado ontem emitido pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), “os concorrentes devem ter sociedades anónimas que têm por actividade principal o exercício de serviços de táxis”. As propostas devem ser entregues nas instalações da DSAT até ao dia 15 de Outubro deste ano. A abertura das propostas far-se-á no dia seguinte. Para que o concessionário tenha “uma melhor adaptação ao serviço”, o início de operações vai contar com apenas uma centena de táxis, incluindo “cinco táxis acessíveis e dez táxis com maior capacidade”. Só um ano depois é que os restantes 100 veículos entrarão em funcionamento. Como requisitos para a participação no concurso público, a DSAT exige “a instalação, nos táxis, do sistema de comunicação por rádio e de Navegação Global por Satélite, bem como do sistema de pagamento em moeda electrónica do tipo não-contacto”. Além disso, é pedida a “criação de uma central de táxis especiais que funcione 24 horas e a construção da paragem de veículos”. Devem-se ainda “satisfazer requisitos relativos ao número mínimo de veículos em operação e ao rácio de atendimento das chamadas, para uniformizar os serviços”. Outra novidades é a introdução de veículos movidos a gás natural. Os novos táxis devem “ser automóveis ligeiros híbridos movidos a gasolina e electricidade ou movidos a energia limpa”. A DSAT vai ainda permitir “ao concessionário a cobrança de taxa de chamada do táxi especial, taxa de pré-marcação do táxi especial e taxa de ausência, constituindo, as referidas taxas, o plano de exploração e gestão e de serviços, e a experiência de gestão, como critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação deste concurso público”.
HENGQIN EMPRESA DE CHAN CHAK MO AINDA NÃO DECIDIU SE VENDE PARTICIPAÇÃO
Imbróglio na montanha
A empresa do deputado Chan Chak Mo ainda não concluiu as negociações para a venda total ou parcial das acções relativas a um projecto comercial que está a ser desenvolvido na Ilha de Hengqin. Grupo planeia abrir este ano um restaurante com o nome “Azores” em Macau e Hong Kong
O
S investimentos que a empresa do deputado Chan Chak Mo pretende fazer na Ilha de Hengqin têm sofrido vários contratempos. Isto porque, de acordo com o comunicado da Future Bright Holdings enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa está ainda a negociar com uma terceira parte a venda total ou parcial da participação da empresa num projecto ligado ao sector da restauração, que inclui a concessão de um terreno e a respectiva renda mensal. “Tal como já foi anunciado, o grupo continua em negociações com uma potencial parte, que é uma terceira parte independente, para a venda parcial ou total das acções do grupo no desenvolvimento de um projecto na Ilha de Hengqin. Essas negociações continuam”, alerta a empresa, que também avisa os accionistas de que o acordo pode não ter quaisquer resultados. “Os accionistas e potenciais investidores na empresa devem ter em conta que as negociações podem ou não materializar-se, e que não existem quaisquer garantias de que este acordo venha a concretizar-se. Potenciais investidores devem ter cautela na hora de lidar com as acções da empresa”, lê-se no comunicado. Em Dezembro do ano passado, a empresa comunicou à bolsa de valores de
GONÇALO LOBO PINHEIRO
TÁXIS ABERTO CONCURSO PÚBLICO PARA MAIS 200 LICENÇAS
Chan Chak Mo
Hong Kong que tinha ficado isenta do pagamento de multas relativa ao terreno em Hengqin. Isto porque a Future Bright Holdings chegou a acordo com o Comité Administrativo para o Planeamento e Desenvolvimento de Terras de Zhuhai e ficou “exonerada” do pagamento de multas diárias de 628 mil yuan. A empresa corria o risco de ter de pagar multas devido aos atrasos na
construção das fundações do futuro empreendimento comercial. O contrato assinado com as autoridades do interior da China obrigava a Bright Sucess Property, uma subsidiária da Future Bright Holdings, a obter uma licença para a construção das fundações até 28 de Novembro de 2015. Contudo, a empresa teve de esperar pela aprovação do projecto por parte das autoridades da Ilha da Montanha.
Este atraso poderia ter originado a quebra do contrato e o pagamento das referidas multas, mas a empresa sempre contestou a acusação, apontando que tudo se deveu ao longo período de tempo gasto com trocas de ideias sobre o projecto, com diferentes departamentos governamentais.
AÇORES NA ÁSIA
A empresa do deputado eleito pela via indirecta
“O grupo continua em negociações com uma potencial parte, que é uma terceira parte independente, para a venda parcial ou total das acções do grupo no desenvolvimento de um projecto na Ilha de Hengqin. Essas negociações continuam.” COMUNICADO DA EMPRESA
tem ainda planos para abrir este ano um restaurante de comida portuguesa, com o nome “Azores” (Açores), em Hong Kong e também em Macau. Espera-se que no terceiro trimestre deste ano, o restaurante abra portas em Shatin, Hong Kong, e também no Aeroporto Internacional de Macau e no Parisian, inserido num espaço de restauração com outras marcas. Além disso, a Future Bright Holdings pretende abrir mais dois restaurantes no aeroporto, três restaurantes no empreendimento Parisian e mais dois espaços em Hong Kong, em Tsim Sha Tsui e West Kowloon Terminal. O grupo, proprietário da “Casa Amarela”, espaço comercial localizado perto das Ruínas de São Paulo, terá registado perdas no primeiro semestre de 21,2 milhões de dólares de Hong Kong, um aumento anual das perdas de 143,7 por cento. Um dos motivos prende-se com o facto da “Casa Amarela” não estar a ser arrendada. Antes de “ser” um café e uma loja de lembranças, a “Casa Amarela” acolheu uma loja de roupa da marca Forever 21, o que representava uma renda mensal superior a dois milhões de dólares de Hong Kong. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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TEATRO COMUNA DE PEDRA ESTREIA EM SETEMBRO “THE WORLD AND I”
Um mundo de gent
“The World and I” é a performance que conta com a participação de pessoas com nece companhia Comuna de Pedra marca o início de uma nova componente de educação ar passo de um longo caminho em que a arte ajuda pessoas com deficiências a desenvolv
“T
HE World and I” é a última produção da companhia de teatro Comuna de Pedra que vai estar em cena nos próximos dias 8 e 9 de Setembro. A encenação do grupo dirigido por Jenny Mok resulta do trabalho do projecto artístico comunitário em que a companhia participa. “The World and I” traz ao público o mundo das pessoas portadoras de deficiência, desde a sua concepção. “A performance nasceu de um trabalho conjunto entre oito actores com necessidades especiais e a equipa da Comuna de Pedra. Ao contrário das peças tradicionais, não pedíamos para fazer determinada coisa, dizer um texto
ou fazer um gesto, pensávamos em conjunto as histórias que queríamos contar e a forma como o fazer. O produto final tem a suma das contribuições de todos”, esclarece ao HM Jenny Mok, directora da companhia. O resultado é um conjunto de histórias sobre o mundo de quem as protagoniza, contadas e interpretadas artisticamente. “São a forma como estas pessoas constroem o seu mundo, como o veem e as suas experiências. Tentámos encontrar uma forma poética e teatral para as expressar”, aponta a responsável.
FIM MAIOR
O projecto insere-se numa ambição maior por parte de Mok e da
Comuna de Pedra: a introdução da educação artística nos programas de desenvolvimento das pessoas com necessidades especiais. A intervenção junto desta população não é nova para Jenny Mok. “Tenho trabalhado muito com pessoas com necessidades especiais que na sua maioria são estudantes do ensino secundário. Já o faço há cerca de oito anos”, refere. Além da apresentação cultural, a Comuna de Pedra tem trilhado caminho em termos de educação artística para os mais novos. “Há três anos decidimos que iríamos desenvolver a componente artística do trabalho junto de deficientes,” revela. Para concretizar a ideia juntaram-se a uma ONG local que há
mais de 20 anos intervém nesta área da acção social. A organização, inicialmente criada por pais de crianças com necessidades especiais, tem vindo a desenvolver-se e autonomizar-se, conta a coreógrafa. Actualmente, esta ONG é responsável por cinco instituições de apoio social no território, cada uma dirigida a uma deficiência específica.
Quando se deu o primeiro encontro entre Jenny Mok e os responsáveis pela ONG, a instituição mostrou interesse em desenvolver uma componente ligada às artes. A razão, aponta Mok, é a escassez de ofertas neste sector que integrem pessoas com algum tipo de deficiência ou que as tenham como público alvo. “Parece que a formação dirigida a pessoas com necessidades especiais
“Parece que a formação dirigida a pessoas com necessidades especiais tem de ter um objectivo funcional na sociedade, e a arte não é considerada desta forma.” JENNY MOK DIRECTORA DA COMPANHIA COMUNA DE PEDRA
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quinta-feira 16.8.2018
Filmes “luminosos”
"O Caderno Negro" seleccionado para Festival de Cinema de Toronto
A
te especial
essidades especiais. O projecto com a chancela da rtística. Jenny Mok acredita que este é o primeiro ver competências tem de ter um objectivo funcional na sociedade, e a arte não é considerada desta forma”, lamenta a directora da Comuna de Pedra. “Daí o investimento em educação artística para este tipo de população ser muito reduzido”, acrescenta. Para Jenny Mok, “a arte pode efectivamente ajudar nos processos terapêuticos das pessoas com deficiências”. Actividades de expressão artística, como o teatro, podem desenvolver competências sociais e ajudar na promoção da expressão oral e física.
OBSTÁCULOS ULTRAPASSADOS
Apesar das resistências, Jenny Mok não desistiu do projecto.
“Acreditamos que é uma área muito importante e que deve ser uma das opções disponíveis para este tipo de população”, aponta. Prova disso foi o caminho que levou ao projecto “The World and I”. Os participantes estiveram muito envolvidos num processo que, por vezes, é lento. Segundo Mok, “este tipo de actividade e de inter-acção não é uma coisa a que estejam habituados”, explica. “Não estão habituados a ensaiar, a criar ou a expressar-se artisticamente”, diz. Por outro lado, é também um trabalho que exige disciplina o que muitas vezes é mais difícil de encaixar quando se trata com pessoas com determinado tipo de deficiên-
cia. Mas, ao mesmo tempo, é um processo "maravilhoso", aponta a responsável. “Para já, temos oito participantes, mas queremos ter muitos mais. Este foi um projecto com recursos muito limitados mas queremos alargar a todos os que possam estar interessados”, aponta. De acordo com a directora da companhia este é apenas o início de um longo caminho que pretende desenvolver. O objectivo é que o projecto se estenda e venha a ser permanente. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
longa-metragem “O Caderno Negro”, uma coprodução luso-francesa realizada por Valeria Sarmiento e produzida por Paulo Branco, vai ser apresentada em estreia mundial na secção de cinema internacional contemporâneo do Festival de Toronto (Canadá). O filme da realizadora chilena é inspirado na obra “Livro Negro de Padre Dinis”, de Camilo Castelo Branco, com argumento de Carlos Saboga, e foi um dos 48 seleccionados deste ano para a secção “World Contemporary Cinema”, no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla inglesa), que decorre entre 6 e 16 de Setembro. Em comunicado, o festival afirma que o programa deste ano apresenta filmes “luminosos” de 30 países - com uma forte presença da América Latina e da Europa de Leste - contando histórias de identidade, descrevendo dinâmicas familiares e fazendo declarações políticas ousadas. “Cada filme do ‘Contemporary World Cinema’ oferece um instantâneo do mundo e mostra a importância de uma produção global atraente”, disse Kerri Craddock, directora de programação do TIFF, acrescentando que “juntos, os filmes expõem a verdade, abrem fronteiras e cativam o público com as suas histórias profundas e fortalecedoras.” “O Caderno Negro” também irá participar na edição deste ano do Festival San Sebastián, em Espanha, que terá lugar entre 21 e 29 de Setembro, onde concorre ao grande prémio.
PAIXÃO FATAL
O filme conta a história de um casal que, em pleno século XVIII,
viaja de Roma a Paris, de Lisboa a Londres, e de Parma a Veneza, fazendo do espectador testemunha de “tenebrosas intrigas no Vaticano, a angústia de uma paixão fatal, um funesto duelo, a galanteria na corte de Versalhes, as convulsões da Revolução Francesa e a ascensão do general Bonaparte”, segundo a sinopse do filme. A coprodução é assinada pela Leopardo Filmes e pela Alfama Films, em associação com a francesa CB Partners e APM Produções. Em Toronto vai também estar o filme “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que terá a sua estreia norte-americana, ao encerrar o programa da secção “Midnight Madness”. A organização do TIFF destaca que várias das “impressionantes” 27 estreias mundiais do programa são de veteranos do TIFF, como é o caso de “Belmonte”, do uruguaio Federico Veiroj, “The Other Story”, do israelita Avi Nesher, “Stupid Young Heart”, da realizadora finlandesa nomeada para Óscar Selma Vilhunen, “Quién te Cantará”, do espanhol Carlos Vermut, e “Look at Me”, do realizador Nejib Belkadhi, da Tunísia. O programa também destaca selecções de filmes que já cativaram audiências em todo o mundo este ano, como “I Do Not Care If We Go Down In History As Barbarians”, do realizador romeno Radu Jude, “Birds of Passage”, pela dupla de realizadores colombianos Cristina Gallego e Ciro Guerra, e ainda “Border”, do iraniano Ali Abbasi.
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16.8.2018 quinta-feira
O Presidente das Filipinas avisou Pequim na terçafeira que não pode construir ilhas artificiais no Mar do Sul da China e depois reclamar jurisdição sobre o espaço aéreo e as águas daquela região
A
MAR DO SUL DA CHINA DUTERTE AVISA PEQUIM PARA PARAR REIVINDICAÇÕES
Águas revoltas
China “não pode criar uma ilha (...) e depois dizer que o espaço aéreo sobre essas ilhas artificiais lhe pertence”, afirmou Rodrigo Duterte, num discurso para uma audiência que incluía o embaixador norte-americano nas Filipinas e outros convidados estrangeiros. “Isso está errado porque se tratam de águas internacionais”, disse o Presidente, numa rara crítica pública às autoridades chinesas. “O direito de passagem deve ser garantido, não é preciso permissão para navegar em mares abertos”, acrescentou.
U
M jornal oficial chinês noticia ontem o aparecimento de poesia e t-shirts com mensagens contra a guerra comercial que se desencadeou entre Pequim e Washington, numa tentativa de salientar o crescente antiamericanismo no país. “Os entusiastas de poesia estão tão furiosos com as políticas agressivas dos EUA que, espontaneamente, resolveram escrever centenas de poemas cheios de patriotismo”, escreve
Rodrigo Duterte “O direito de passagem deve ser garantido, não é preciso permissão para navegar em mares abertos (...) Espero que a China acalme o seu comportamento (…). Um dia destes um comandante de cabeça quente vai premir o gatilho.”
A agência de notícias Associated Press (AP) noticiou há duas semanas que as autoridades filipinas têm manifestado preocupação pelo número crescente de mensagens de rádio chinesas, avisando aviões e navios filipinos para ficarem longe das ilhas artificiais construídas por Pequim. “Espero que a China acalme o seu comportamento (…).
Um dia destes um comandante de cabeça quente vai premir o gatilho”, disse Duterte. De acordo com um relatório oficial das autoridades filipinas, à qual a AP teve acesso, no segundo semestre do ano passado aviões militares filipinos receberam alertas de rádio chineses pelo menos 46 vezes enquanto patru-
lhavam zonas próximas das ilhas artificiais construídas pela China no arquipélago Spratly (arquipélago desabitado no Mar do Sul da China, com mais de 750 recifes, ilhéus, atóis e ilhas).
SETE CÃES
A China transformou sete recifes em ilhas artificiais. As novas ilhas
T-shirts de intervenção
Jornal oficial noticia crescente antiamericanismo devido a guerra comercial
o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do Partido Comunista Chinês. Segundo o jornal, vários poetas chineses produziram versos a acusar o proteccionismo norte-americano de “hegemónico” e “imprudente”, e a condenar as
políticas “caprichosas” do Presidente norte-americano, Donald Trump. “Depois de se ter tornado presidente, ficou velho e maluco / a Casa Branca observa o seu cabelo a ficar grisalho / ’deficits’ comerciais e unilateralismo continuam / as palavras de Trump não são de fiar”, lê-se num dos poemas “patrióti-
cos” publicados pelo Global Times. Num outro artigo, o jornal reporta a crescente comercialização, nas plataformas de comércio electrónico do país, de t-shirts com mensagens contra a guerra comercial. “T-shirts com mensagens como ‘Não à Guerra Comercial’, ‘Paz no
ficam próximas de ilhas ocupadas pelo Vietname, Filipinas e Taiwan. Malásia e o Brunei são outros dos países que disputam a jurisdição sobre ilhas e recifes, ricos em pesca e potenciais depósitos de combustíveis fósseis. A China alega que grande parte do mar é seu e construiu várias ilhas artificiais equipadas com pistas, estações de radar e mísseis para reforçar a sua reivindicação, acusando os EUA, que regularmente patrulham as águas com meios aéreos, porta-aviões e outros navios de guerra, de se intrometerem numa disputa que é puramente asiática. A cadeia de televisão norte-americana CNN informou, na semana passada, que as forças armadas chinesas repetidamente advertiram um avião da Marinha dos EUA que voava perto de algumas destas novas ilhas para “sair imediatamente e manter-se afastado para evitar qualquer mal-entendido”. “Os nossos navios e aeronaves observaram um aumento de pedidos de consulta chineses via rádio que parecem ter origem nas novas instalações terrestres no Mar do Sul da China”, disse à AP o comandante Clay Doss, oficial de assuntos públicos da 7ª Frota dos EUA. “Essas comunicações não afectam a nossas operações”, ressalvou.
Mundo’ ou a parodiar Trump estão à venda (...) no Taobao”, a principal plataforma de comércio electrónico do país, lê-se num artigo do Global Times. Trump impôs já taxas alfandegárias de 25 por cento sobre mais de 29 mil milhões de euros de importações oriundas da China, contra o que considera serem “tácticas predatórias” por parte de Pequim, que visam o desenvolvimento do seu sector tecnológico.
Esta semana, o líder norte-americano confirmou que vai impor taxas adicionais sobre o equivalente a mais 13,7 mil milhões de euros de bens chineses, a partir de 23 de Agosto. Desde o início das disputas comerciais entre Pequim e Washington a moeda chinesa, o yuan, desvalorizou-se mais de 8 por cento, enquanto a bolsa de Xangai, a principal praça financeira do país, caiu mais de 12 por cento.
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Crime Monge deixa Associação Budista depois de má conduta sexual DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL FIXAÇÃO DO RENDIMENTO COLECTÁVEL DO IMPOSTO PROFISSIONAL RESPEITANTE AO EXERCÍCIO DE 2017 Faz-se saber que, o apuramento do rendimento colectável dos contribuintes do 1.º grupo (assalariados e empregados por conta de outrem) e do 2.º grupo (profissões liberais e técnicas) do imposto profissional, respeitante ao exercício de 2017, já se encontra concluído. De harmonia com o disposto no artigo 23.º, n.º 1, do Regulamento do Imposto Profissional, que de 16 a 30 de Agosto e durante as horas do expediente, o rendimento colectável apurado estará patente ao exame dos respectivos contribuintes, nos seguintes sítios: 1 2 3
Edifício “Finanças” – 2.º Centro de Serviços Centro de Serviços da RAEM – Atendimento Fiscal Centro de Atendimento Taipa
podendo os residentes de Macau ou os titulares do Título de Identificação de Trabalhador Não-residente examinar com o seu documento de identificação, o resultado do apuramento do rendimento colectável acima mencionado, através do Quiosque de auto-atendimento da DSF; podendo os contribuintes inscritos com utilizadores do “Serviço Electrónico” destes Serviços examiná-lo através da página electrónica da DSF (www.dsf.gov.mo). Caso não se conformem com o rendimento fixado, os contribuintes podem reclamar, por forma escrita, para a Comissão de Revisão até 30 de Agosto, não terminado, porém, o prazo, sem que hajam decorridos vinte dias sobre a data do registo dos avisos postais enviados aos contribuintes, nos termos do artigo 79.º, n.º 2 do mesmo Regulamento.
Aos 9 de Julho de 2018.
O Director dos Serviços Iong Kong Leong
Shi Xuecheng, o monge que presidia a Associação Budista da China, demitiu-se do cargo, após acusações de má conduta sexual e desvio de fundos, ilustrando o crescente dinamismo do movimento #metoo no país asiático. Um crescente número de académicos, artistas e activistas têm apelado para a denúncia em casos de comportamento impróprio, apesar de o movimento não ter ainda tido repercussões nos meios governamentais. Num relatório periódico, a Associação informa que Shi abandonou o cargo, mas sem mencionar a controvérsia em torno deste. Um dos mais conhecidos monges e autores chineses, Shi era um influente conselheiro político para o Governo central chinês. Situado no norte de Pequim, o seu mosteiro, Longquan, é conhecido entre os chineses bem-educados, in-
cluindo aqueles que abdicam de trabalhos bem remunerados para se dedicarem ao estudo religioso. Este ano, dois monges compilaram um dossier de 95 páginas sobre Shi Xuecheng e entregaram-no à polícia de Pequim. O documento, que incluía imagens de mensagens de texto alegadamente enviadas pelo monge a freiras e o balanço financeiro do mosteiro, tornou-se viral, em Julho, após ter sido vazado nas redes sociais do país. O caso obteve grande atenção por parte da imprensa chinesa, mas Shi afirmou que o documento foi fabricado. Na semana passada, a Administração Estatal dos Assuntos Religiosos, o órgão do Governo encarregue de gerir as religiões no país, anunciou uma investigação a Shi. Nos últimos meses, vários académicos prestigiados foram demitidos por má conduta sexual na China.
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quinta-feira 16.8.2018
JAPÃO REAFIRMADO COMPROMISSO PACIFISTA NO ANIVERSÁRIO DA RENDIÇÃO
O adeus às armas
O Japão comemorou ontem o 73.º aniversário da sua rendição na II Guerra Mundial, um evento que terminou com o conflito, numa cerimónia em que o primeiro-ministro e o imperador reafirmaram o compromisso pacifista
O
Japão “iniciou um caminho de respeito pela paz depois da guerra e ajudou a construir um mundo melhor”, disse o primeiro-ministro, Shinzo Abe, num evento realizado no Estádio Nippon Budokan, em Tóquio, perante cerca de seis mil pessoas. Abe sublinhou que “para não se repetir a tragédia da guerra” o seu país deveria “olhar modestamente a História” para manter o seu compromisso pacifista. “Vamos tentar resolver os problemas que geram conflitos e faremos o possível para garantir um mundo em que as pessoas possam viver em paz”, defendeu, acrescentando que este compromisso será seguido pelas novas gerações. O primeiro-ministro japonês, mais uma vez, evitou mencionar no seu discurso as agressões do Exército Imperial Japonês aos países vizinhos desde o início do século XX, uma atitude criticada pela China e Coreia do Sul,
aqueles que mais sofreram com o imperialismo japonês. Sinais de arrependimento foram uma constante no evento desde 1994, mas Shinzo Abe tem evitado incluir tal menção nos seus discursos desde que chegou ao poder em Dezembro de 2012.
ÚLTIMA MISSÃO
O imperador Akihito, naquela que foi a sua última participação no evento antes
da abdicação prevista para o final deAbril de 2019, enviou os pêsames a “todo o povo japonês por todos aqueles que perderam as suas vidas”. “Revendo o passado com profunda reflexão, desejo com afinco que não se repita a guerra”, afirmou Akihito. “Nestes 73 anos após o fim da guerra, o nosso país tem desfrutado de paz e prosperidade graças aos esforços constantes do povo japonês. Porém, lembrando
O
Presidente russo voltou a convidar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, para uma cimeira com o objectivo de discutir relações bilaterais e matérias de natureza regional, informou a agência de notícias oficial do regime de Pyongyang. A mensagem dirigida a Kim Jong-un foi enviada por ocasião da celebração da libertação da Coreia do Norte que se comemora ontem e que coincide com o 73.º aniversário da rendição do Japão no final da II Guerra Mundial. “Estou pronto para (...) discutir assuntos urgentes nas relações bilaterais e temas importantes para a região”, escreveu Vladimir Putin na mensagem divulgada pela agência de notícias oficial da Coreia do Norte, a KCNA. O Presidente russo também terá expressado a vontade da Rússia em participar em possíveis projectos de desenvolvimento e de infra-estruturas na Coreia do Norte, no âmbito da coopePUB
ração acordada entre Seul e Pyongyang, por ocasião do processo de pacificação na península coreana. Putin já tinha endereçado um convite a Kim em Maio para participar no Fórum Económico do Oriente agendado para a cidade costeira russa de Vladivostok, entre 11 e 13 de Setembro. O Presidente russo também convidou para o fórum deste ano os presidentes sul-coreano e chinês, bem como o primeiro-ministro japonês. Caso Kim Jong-un aceite o convite, o fórum assumir-se-ia como um evento histórico ao reunir os líderes de cinco dos seis países envolvidos durante a última década nos esforços para alcançar a desnuclearização da península coreana.
HM • 1ª VEZ • 16-8-18
ANÚNCIO Shinzo Abe evitou mencionar as agressões do Exército Imperial Japonês aos países vizinhos desde o início do século XX, uma atitude criticada pela China e Coreia do Sul, aqueles que mais sofreram com o imperialismo japonês.
O que arde não circula Coreia do Sul restringe circulação de viaturas BMW
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aqueles momentos difíceis, eu não posso evitar sentir-me emocionado”, disse o imperador, de 84 anos. Os participantes da cerimónia, entre eles cerca de cinco mil familiares dos mortos durante a guerra, realizaram um minuto de silêncio pelos 2,3 milhões de soldados e 800 mil civis que perderam a vida, uma contabilidade que inclui as vítimas de Hiroshima e Nagasaki.
COREIA DO NORTE PUTIN CONVIDA KIM JONG-UN PARA CIMEIRA
Governo sul-coreano decidiu restringir a circulação dos veículos BMW que não tenham sido inspeccionados, depois de mais de 30 viaturas da marca alemã se terem incendiado no país. A partir do dia 20, o fabricante vai chamar à revisão 106 mil veículos com sistema de recirculação de gases presente nos modelos a gasóleo e que, segundo a BMW, está na origem das chamas. O fabricante deveria ter concluído ontem a revisão prévia das viaturas afectadas, mas o ministério sul-coreano das Infra-estruturas e do Transporte avançou com a restrição da sua circulação por ainda faltar avaliar 27 mil veículos. Nas estradas podem circular apenas carros com destino à revisão, segundo o ministério, que pediu a co-
laboração dos condutores para “evitar acidentes de maior alcance”. A BMW garantiu que vai acatar a decisão e que tomará as medidas necessárias para minimizar os inconvenientes para os seus clientes, segundo a agência noticiosa local Yonhap. Este ano registaram-se 39 incêndios em veículos BMW na Coreia do Sul, o mais recente dos quais na segunda-feira, sem provocar vítimas. A chamada à oficina também acontecerá na Europa para 324 mil viaturas. Fonte oficial do grupo automóvel revelou à Lusa que quase 2.400 veículos BMW serão chamados à revisão em Portugal. A chamada dos veículos ocorreu depois de uma investigação do fabricante ter revelado um “mau funciona-
mento do módulo de recirculação dos gases de escape (EGR) que pode, em casos extremos, originar um fogo em alguns modelos BMW com motores a gasóleo”. “O BMW Group decidiu levar a cabo uma acção de chamada por forma a analisar o módulo EGR nos modelos BMW Série 3, Série 4, Série 5, Série 6, Série 7, X3, X4, X5, X6 com motores Diesel de 4 cilindros (produzidos entre Abril 2015 e Setembro 2016) e motores diesel de 6 cilindros (produzidos entre Julho 2012 e Junho 2015)”, referiu informação oficial. O fabricante referiu que, em alguns casos, o radiador do módulo EGR pode ter fugas de líquido de refrigeração, que se acumula no módulo EGR. “Quando combinado com sedimentos de óleo, este líquido pode tornar-se combustível. Devido às altas temperaturas dos gases de escape nesta unidade, estes depósitos podem inflamar-se e provocar, em casos extremos, um fogo”, explicou ainda a BMW.
Execução Ordinária n.º
CV2-18-0038-CEO
號 2º Juízo Cível
Exequente: MAPEI CHINA LTD. (馬 貝 中 國 有 限 公 司), com sede em 9/F, Linckchart Centre, No.2, Tai Yip Street, Kwun Tong, Kowloon, Hong Kong. Executada: O CAN – COMPANHIA DE MATERIAIS (MACAU) LIMITADA, em chinês 澳 建 材 料 (澳 門) 有 限 公 司, em inglês O CAN MATERIALS (MACAU) CO., LIMITED, com última sede conhecida em Macau, na Alameda Dr. Carlos D´Assumpção, n.º 181 – 187, Centro Comercial do Grupo Brilhantismo, 9º andar, J e K. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando a Executada O CAN – COMPANHIA DE MATERIAIS (MACAU) LIMITADA, para no prazo de vinte (20) dias, decorrido que seja o dos éditos, pagar à Exequente a quantia de Oitocentas e Doze Mil, Quinhentas e Dezanove Patacas e Quatro Avos (MOP812.519,04) e legais acréscimos, ou no mesmo prazo, deduzir oposição por embargos ou nomear bens à penhora, sob pena de, não o fazendo, ser devolvido à Exequente o direito de nomeação de bens à penhora, seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia. Tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 2º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente. Macau, em 27 de Julho de 2018
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16.8.2018 quinta-feira
Matei a lua e o luar difuso. Quero os versos de ferro e de cimento.
A Poesia Completa de Li He
貴 主 徵 行 樂 奚騎黃銅連鎖甲,羅旗香干金畫葉。 中軍留醉河陽城,嬌嘶紫燕踏花行。 春營騎將如紅玉,走馬捎鞭上空綠。 女垣素月角咿咿,牙帳未開分錦衣。
Delícias de Uma Princesa Viajando Vestida para a Batalha Escravas a cavalo em cotas de malha De bronze amarelo, Estandartes de seda em estacas perfumadas Com folhas pintadas a ouro. Na cidade de He-yang, cega de vinho, A líder se demora, Os seus gráceis cavalos Andorinha Púrpura Esgravatam as flores.1 A general de cavalaria de jade rosa Atravessa seu campo vernal, Agitando um chicote, monta o verde vazio No seu alazão galopante. Sobre os bastiões uma lua pálida Quando soam as trompas, Apesar da tenda não estar ainda aberta, Partilham os brocados.
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O poema poderá ser uma sátira de um general-eunuco, aqui tratado de “princesa”. “Andorinha Púrpura” era o nome de uma raça de cavalos do início da dinastia Han. He-yang era famosa pelas suas flores.
Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.
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quinta-feira 16.8.2018
Diário de um editor João Paulo Cotrim
HORTA SECA, LISBOA, 25 JULHO Não se ofendam já. O editor funciona como filtro. E os pequenos moldam-se a coadores mínimos, de natas esfriadas no bom leite. (E mais não puxo pelo elástico da metáfora.) De súbito, supostas amizades desfazem-se com estrondo pela razão de que a obra, certamente prima, não foi lida nos prazos impostos pela ansiedade do autor. Não era amizade, apenas pó. Muita desfeita e desgosto tenho causado, na maior parte das vezes sem querer. Ganhei projectos para o resto dos meus dias, de tanto exagerar no voluntarismo. Sofro, claro, de mania das grandezas, tenho pernas mais pequenas que o passo, cultivo alheamento crónico da realidade, de tal modo que nem ao correio dou vazão. Adio a resposta, para ser concreto, para dizer um pouco mais que a obrigação, mas as urgências sobrepõem-se e, às tantas, já se fez ferida. Haverá forma de inventar organização que me livre do que não pedi, do que não vale a pena, do desapropriado e do incómodo. Nem assim, creio, conseguiria sorver a torrente de propostas que me esmagam a cada dia. Sofro com isso, mas não se compara às incompreensões de quem poderia oferecer, ao menos, o benefício da dúvida. Aceite-se. Até que algumas mensagens despeitadas chegam tintadas de verve. HORTA SECA, LISBOA, 10 AGOSTO Vivemos, afinal, na idade das trevas. The Nation, título norte-americano com pergaminhos na cultura aceita publicar poema, pueril, diria eu, de Anders Carlson-Wee: «If you got hiv, say aids. If you a girl, / say you’re pregnant––nobody gonna lower/ themselves to listen for the kick. People/ passing fast. Splay your legs, cock a knee/ funny. It’s the littlest shames they’re likely/ to comprehend. Don’t say homeless, they know/ you is. What they don’t know is what opens/ a wallet, what stops em from counting/ what they drop. If you’re young say younger./ Old say older. If you’re crippled don’t/ flaunt it. Let em think they’re good enough/ Christians to notice. Don’t say you pray,/ say you sin. It’s about who they believe/ they is. You hardly even there.» Logo se levantou
Virgens ofendidas costumeira tempestade por ser branco a fingir voz grossa e negra era causa de excruciante pena. Vieram logo de bombeiro as editoras «lamentar a dor que causámos às muitas comunidades afetadas por este poema». E até o poeta se desculpou (https://www.nytimes.com/2018/08/01/ arts/poem-nation-apology.html?action= click&module=RelatedLinks&pgtype=A rticle). Em nenhum lugar percebi outro argumento além da cor da experiência, que impedisse o desgraçado de sussurrar na voz poética o jargão da negritude. Só posso concordar com a opinião de Grace Shulman, ex-editora da secção de poesia da mesma revista: The Nation Magazine Betrays a Poet — and Itself (https:// www.nytimes.com/2018/08/06/opinion/nation-poem-anders-carlson-wee. html?smid=fb-nytimes&smtyp=cur), até por terem «lived by Thomas Jefferson’s assertion that “error of opinion may be tolerated where reason is left free to combat it.”». Os debates do género infantilizaram-nos ao ponto de despercebermos o fundamental do acto literário. Ninguém poderá, doravante, permitir que a sua voz abandone a experiência concreta sem ofender comunidades. Eu, sendo gordo, terei que me ofender e lançar indignação de cada vez que o magricelas Valério [Romão] se atreva a alargar personagens. Não, não é apenas ridículo, cresce o perigo desta nova cultura, como lhe chama o alegre mal disposto, Roger Scruton (https://blogs.spectator.co.uk/2018/08/the-art-of-taking-offence/): «I was brought up to believe that you should never give offence if you can avoid it; the new culture tells us that you should always take offence if you can. There are now experts in the art of taking offence, indeed whole
academic subjects, such as ‘gender studies’, devoted to it. You may not know in advance what offence consists in – politely opening a door for a member of the opposite sex? Thinking of her sex as ‘opposite’? Thinking in terms of ‘sex’ rather than ‘gender’? Using the wrong pronoun? Who knows. We have encountered a new kind of predatory censorship, a desire to take offence that patrols the world for opportunities without knowing in advance what will best supply its venom. As with the puritans of the 17th century, the need to humiliate and to punish precedes any concrete sense of why.» Punir antes de perceber porquê, se isto não são trevas… HORTA SECA, LISBOA, 12 AGOSTO Soterrado pela passagem dos dias, entrevi e salvei da pilha de papéis «O Espião Acácio», leitura interrompida ainda mal começada, há meses, quando o Júlio [Moreira] me ofereceu este seu velho projecto, posto finalmente em cuidado álbum (na Turbina), com a ajuda da Margarida [Mesquita]. O Acácio (algures na página) vem lá das paisagens da infância e confesso agora o receio de magoar vetustas e exaltadas recordações. Em fuga do vórtice, apliquei-me com ligeireza semelhante à que imagino ter sido a do Relvas naqueles idos de 1970, à razão de duas páginas por semana na revista Tintin. Como se fosse traço único a percorrer o papel, sem o largar nem para respirar, as aventuras do espião partem da Primeira Grande Guerra para delirar pelos grandes espaços da política mundial e da ficção científica. Tudo varia e vareia entre momentos de especial cuidado e outros da maior soltura, buscando ora o contraste das manchas ora a leveza da linha. Não se procure aqui sentido
Várias das virtudes do livro acabam tornando-se maldições. Esta de ser objecto ascensional, que se ergue acima da sua materialidade, no qual se investem valores, transcendências e saberes fê-lo perder o seu corpo, comercial por exemplo
outro que não o puro prazer, um humor insurrecional e ofensivo, como deve ser, e a mais anarquista das ligeirezas. O Relvas não foi nunca de grandes narrativas, mas de explosivos momentos e extraordinárias personagens. As orelhas de Acácio, como bem celebram as guardas do álbum (à maneira dos álbuns de Tintin), são moldura de galeria única e disparate de figuras. Que poderiam ter ido onde nunca a mão do homem pôs o pé. HORTA SECA, LISBOA, 15 AGOSTO Várias das virtudes do livro acabam tornando-se maldições. Esta de ser objecto ascensional, que se ergue acima da sua materialidade, no qual se investem valores, transcendências e saberes fê-lo perder o seu corpo, comercial por exemplo. Não exagero no número, que chega à centena, de exemplares que a tradição manda oferecer a meia hierarquia das redacções, aos críticos em «actividade» e em pausa sabática, aos fazedores de opinião, individualidades variegadas e amigos, nossos e de mais não sei quem. Esmolamos em nome da esperança, quase sempre vã, de singela referência nos céus da opinião, brilho fátuo que ajude o pobre título a existir. Muito pior, prática comum e bastante reveladora, reside na inimaginável quantidade de pedidos diários, sim, a cada dia, oriundos dos mais (im)suspeitos lugares: blogues, sites, clubes e outros leitores com vontade de partilhar leituras; grupos das mais expeditas acções sociais a quererem usar o livro para fazer o bem. E o grau de obscenidade vai aumentando: professores universitários, garantindo que palavra sua de endosso desmultiplicará tão pequeno investimento; organizadores de festivais, bem pagos para isso, que cravam o mísero exemplar para o moderador da mesa na qual participa o autor, ou a novidade de um leitorado de português, portanto dependente do estado, com o argumento supimpa de termos livros perdidos nos armazéns. Devíamos, portanto, aproveitar este feriado da Assunção de Maria e celebrar a promoção do livro a modesta necessidade. Se quem precisa não compra, quem trocará festivais e futebol pela transcendência de umas páginas?
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quinta-feira 16.8.2018
Diários de Próspero
António Cabrita
09/08/18
À esquerda, na frente, as violetas, os violinos e os oboés; depois, acima, por detrás das violetas e dos violinos: a harpa, de viés, para que as cordas vibrem impelindo o ar na direcção do leitor. Atrás dos oboés: as trompas. Na frente, à direita: as flautas, os violoncelos, o contrabaixo. Atrás do violoncelista, na segunda fila: o fagote. Na terceira fila: o clarinete baixo e o contrafagote. Na quarta fila situam-se os trombones. Ao centro, à frente: o primeiro e o segundo corne; de ambos dos lados destes: à esquerda o piano de cauda sem tampo e, à direita, o baixo de tuba. Por trás do piano, de viés, o harmónium. E simetricamente, atrás da tuba: o órgão eléctrico. No fundo, ao centro, da esquerda para a direita: as precursões, as congas, a marimba. Ao corno di bassetto solista e aos dois clarinetes pendurei-os nos candelabros. O catarro do violoncelista precede o silêncio absoluto. Depois, eu, o maestro, à frente da orquestra, que amacio com a língua (bendito o dia em que lancetei o freio) os mais pilosos segredos da tua orquídea, ergo as batutas. Inicia-se o concerto. O leitor sorri, com a orelha encharcada.
11/08/18
Stockhausen, no livro de entrevistas com Mya Tannenbaum, fala da complexidade crescente da tarefa artesanal de compor e defende que o diálogo com um aprendiz, um assistente, pode ser útil para ambos. Depois refere os 4 assistentes que teve. E pergunta Mya: «Christ era, por assim dizer, o seu delfim. Que é feito dele?» Responde o músico: «Foi para mim um choque: reduziu-se a tocar como primeiro violetista na orquestra de música ligeira de Westdeutscher Rundfunk.»
Derivas na língua Cheguei tarde aos (meus) mestres. Mas uma coisa aprendi com eles: não se pode ensinar aonde colocar os pés num terreno que não pareça minado, o risco é próprio e intransmissível. Do mesmo modo que ninguém consegue deslocar o lugar da sua morte, ninguém aproveita coisa alguma coisa ao tornar-se o velcro do seu mestre. Por isso diziam os budistas: se encontrares Buda, mata-o! A escolha da música ligeira só traduz o tremendo susto que floresceu no caminho de Christ.
12/08/18
Ando insone. As palavras chegam-me como um coro fora de cena. Durante décadas não reconhecia a depressão. Agora morde-me as canelas, enfia-se-me no sono, tem a odiosa gordura que acumulava o linóleo das mesas da minha infância. É um volume que insiste em ser carregado, sem conseguirmos corrigir o erro contínuo de avaliação da energia a despender, vítimas de um conceito mecânico de força. Basta um homem para remover a grande pedra e empurrá-la colina acima, o mais difícil a acreditar em Sísifo é, num momento de distracção, não deixá-la rolar encosta abaixo. Hoje até a insónia me parece um feixe dissipado, o cacto enterrado na duna pela tempestade de areia e que perdeu de vista a águia.
As esculturas gregas decapitadas, com o pénis cortado e as órbitas vazadas? Meia vida é assim, amorfa, conformada; sendo o fazer e o desfazer o domínio dos olhos que querem crer. Paracelso disse tudo: a mente é quem faz ver os olhos. E, entretanto, não fodemos tanto quanto seria desejável e o amor é sempre um carrinho de mão a equilibrar-se na corda do funambulo. O acto criativo é que nos compensa, porque o que conta aí não é tanto produzir uma variante na bagagem preexistente como aderir ao processo originário da invenção. Aceder ao incriado, onde todas as possibilidades estão em aberto. E aí, num dia bom eu estendo telescopicamente o braço e apalpo as estrelas, sondo quais estão maduras (- aqui para nós, o rabo das estrelas é tão grande que se pode lá entrar como num celeiro). Diria o Rilke que não existe mais nobre ofício, porque não sou eu quem vai colher o fruto, eu só o testo e farejo. Em dia assim chego a casa e o amor exorbita. É um puro acto de contaminação. Em dia infértil, rezingo o suficiente para o próximo milénio, chego a casa e afio as facas na pedra que era do meu avô amolador, reajo por reflexos condicionados. A incubação dos deuses teve também por fito acomodar-nos a algum modelo de constância. Porém, o corpo é uma espécie de arco que nos ejecta para vicissitudes realmente labirínticas. E o facto de
Depois, eu, o maestro, à frente da orquestra, que amacio com a língua (bendito o dia em que lancetei o freio) os mais pilosos segredos da tua orquídea, ergo as batutas. Inicia-se o concerto
nos empenharmos não garante automaticamente uma satisfação. Há lotarias para o sexo e outras para o amor, não é raro que coincidam, mas é inescapável que amiúde um é o estorvo do outro.
13/08/18
Excelente, a crónica do Paulo José Miranda sobre como o tempo se transforma quando se deixa de beber. Como alcoólico sempre me penalizou que ao tempo lento da ebriedade se sucedesse a calcinação do tempo nas ressacas. Mas o meu prazer era físico, não psicológico, e, será uma das coisas que me atraía no álcool, há um certo cansaço que despoja. Nunca estive sem beber o tempo suficiente para sentir a mudança. Mas quando cheguei a Moçambique senti fisicamente essa dilatação do tempo de que fala o Paulo – durante seis meses vivi, literalmente, noutra região do tempo. Há realmente modulações do tempo e para as sentirmos não podemos cilindrar as suas hipóteses de serem percepcionadas. O álcool é uma antena ludibriadora e ao fim de algum tempo apodera-se do foco, sendo o mais pretexto para a sua anestésica litania. Pior, as intensidades anulam-se e confunde-se a exaltação na presença com a amizade. Nos últimos anos aderi ao valor do não e do silêncio quando o álcool me chama. O que me permitiu disciplinar-me e recuperar o prazer de beber, embora o mais difícil tenha sido romper com toda uma mitologia incarnada. O que é facto é que o álcool não acrescenta um grama de atenção ou qualquer microfone a catorze violinos que possamos ouvir ao natural. Apesar de termos acreditado nisso durante décadas, com as tripas. Afinal, ouvir o tempo manifestar-se nas coisas dobra-nos o tempo: triste é ter percebido isto tarde.
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16.8.2018 quinta-feira
desporto 21
quinta-feira 16.8.2018
AUTOMOBILISMO PREPARAR GP MACAU F3 EM INGLATERRA
Liga dos Campeões Benfica empata na Turquia e segue para o 'play-off'
O
Benfica empatou hoje 1-1 em casa dos turcos do Fenerbahçe e assegurou a passagem ao 'play-off' da Liga dos Campeões de futebol, no qual vai defrontar os gregos do PAOK Salónica. Os 'encarnados' deram um passo importante para seguirem em frente na eliminatória quando Gedson inaugurou o marcador, aos 26 minutos, mas a equipa turca ainda voltou a sonhar, quando igualou em cima do intervalo (45+1), por Potuk, mas o resultado manteve-se inalterado na segunda metade, valendo a vitória por 1-0 que o Benfica trazia da primeira mão. No 'play-off', o Benfica vai defrontar o PAOK, que na madrugada de ontem eliminou os russos do Spartak Moscovo.
O “Grande Salto” de Leong
A jovem promessa do automobilismo de Macau, Charles Leong, vai fazer a próxima prova do Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3 no próximo fim-de-semana no circuito inglês de Silverstone
O
piloto de 16 anos vai conduzir um Dallara F317 Mercedes da Hitech Bullfrog GP, uma experiente estrutura inglesa que já inscreve três monolugares no principal campeonato internacional de Fórmula 3 e com quem Leong tem já uma ligação no novo campeonato asiático da especialidade. Esta primeira incursão do campeão em título da Fórmula 4 na China e da Fórmula Renault na Ásia tem como objectivo preparar a participação no final do ano na Taça do Mundo FIA de Fórmula 3 da 65ª edição do Grande Prémio de Macau. “Preciso fazer algumas provas na Europa para poder participar no Grande Prémio de Macau no final do ano”, afirma Charles, também conhecido no meio automobi-
lístico do território pelo seu nome chinês Leong Hon Chio, que teve um primeiro contacto com o seu novo bólide no País
“Correr no Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3 em Silverstone será um novo passo para mim, uma experiência completamente nova.” CHARLES LEONG PILOTO
F1 ALONSO AUSENTE DO MUNDIAL EM 2019
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espanhol Fernando Alonso, antigo bicampeão mundial de Fórmula 1, vai estar ausente do campeonato em 2019, anunciou a McLaren-Renault, pouco tempo após o piloto ter publicado uma mensagem de despedida no seu Twitter oficial. “Após 17 anos maravilhosos neste fantástico desporto, chegou a altura de mudar e seguir em frente. Adorei todos os minutos daquelas temporadas incríveis e agradeço a todas as pessoas que contribuíram para as tornar especiais”, afirmou Alonso, em comunicado publicado no sítio oficial da escuderia inglesa na Internet. O espanhol, de 37 anos, sagrou-se duas vezes campeão mundial de F1, em 2005 e 2006, ambas na Renault, em 17 temporadas na disciplina - cinco das quais na McLaren -, tendo vencido 32 corridas, alcançado 22 ‘pole positions’ e subido 97 vezes ao pódio.
Sem adiantar de que forma tenciona prosseguir a carreira de piloto, nem se poderá regressar à categoria rainha do desporto automóvel, o anúncio está a ser encarado como uma forma de o espanhol alcançar a designada ‘tripla coroa’. Alonso já venceu o Grande Prémio do Mónaco de F1, em 2006 e 2007, e as 24 Horas de Le Mans, em 2018, mas na única vez que disputou as 500 Milhas de Indianápolis, em 2017, teve de abandonar a 21 voltas do fim da corrida, devido a problemas mecânicos. Nono classificado no Mundial de 2018, o espanhol estreou-se na F1 em 2001, ao volante de um Minardi, tendo, posteriormente, pilotado para a Renault, na qual obteve os maiores êxitos da carreira, McLaren e Ferrari.
de Gales na pretérita semana. “Testei o carro no circuito de Pembrey e é um carro fantástico, diferente daquele que conduzo na Ásia.” “Correr no Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3 em Silverstone será um novo passo para mim, uma experiência completamente nova. Estou muito satisfeito por correr com a Hitech Bullfrog GP e acredito que a equipa me pode levar a um outro nível”, disse Leong antes de arrancar para terras de Sua Majestade na segunda-feira. O último piloto da RAEM a competir no Circuito da Guia na prova de Fórmula 3 foi Andy Chang, na edição de 2016, que aos comandos de um Dallara F312-NBE da PUB
ThreeBond with T-Sport terminou a prova na 12ª posição da geral.
BOM INÍCIO NO ASIÁTICO
Charles Leong esteve em destaque na prova de abertura do novo CampeonatoAsiático FIA de Fórmula 3, que decorreu no mês de Julho, no circuito malaio de Sepang. Leong foi segundo classificado na primeira corrida, subindo novamente ao pódio no segundo embate, desta vez terminando na terceira posição. Infelizmente, um toque no início da terceira corrida atirou-o para o fundo do pelotão, vendo a bandeira de xadrez no décimo segundo lugar. Apesar do infortúnio na terceira corrida, naquela
que foi a sua estreia na categoria, Leong regressou a casa na terceira posição do campeonato. A competição asiática que é composta por cinco eventos continua no último fim-de-semana de Setembro com mais uma jornada tripla, desta vez no circuito de Ningbo, na China Continental. Leong não tem mais nenhuma corrida do Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3 agendada após esta participação em Silverstone, no entanto, segundo apurou o HM, é provável que compareça em pelo menos mais um evento dos quatro que ainda ficam a faltar. Sérgio Fonseca
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7 6 8 9 2 5 1 4 3 3 4 DO5MINI6ÁLBUM 7DE1 9DE2 LANÇAMENTO ESTREIA HEDY 8 KOU - “MY LITTLE SONGS” 2| 15h00 9 1 4 3 8 7 5 6 FRC 6 5 9 7 1 4 8 3 2 Diariamente EXPOSIÇÃO 1 2“ESCULTURA, 4 3 UM8CAMINHO”, 9 6DE ANTÓNIO 7 5LEÇA Albergue SCM | Até 21/10 8 7 3 2 5 6 4 9 1 EXPOSIÇÃO “ART IS PLAY” 4 Praça 1 7 Grande – MGM5 | Até6 9/9 3 2 8 9 5 8“AYIA” 2 1 9 7 3 6 4 EXPOSIÇÃO Casa Garden | Até 9/9 9 3 6 8 4 2 5 1 7 Sábado
EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” Armazém do Boi | Até 9/9
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4 6 3 9 5 8 1 2 7 9 CHAGALL 5 2– LUZ1E COR 4 NO7SUL DE3FRANÇA” 8 6 “MARC MAM | Até 26/8 8 1 7 2 6 3 5 9 4 1 8 6 7 2 4 9 3 5 2 4 9 3 8 5 6 7 1 3 7 5 6 1 9 2 4 8 6 3 1 4 7 2 8 5 9 7 9 8 5 3 6 4 1 2 5 2 4 8 9 1 7 6 3
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UM FILME HOJE C I N E M A
DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S TREASURE ISLAND SALA 1
SALA 2
Um filme de: Genndy Tartakovsky 14.15, 16.00, 19.30
FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Kazuaki Imai 14.30
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YUAN
1.16
VIDA DE CÃO
DISCRIMINAÇÃO Paula Carion nasceu em Macau, faz parte de uma família macaense, tem um passaporte português fala cantonense, mandarim, português, inglês. É difícil encontra um melhor exemplo de filho da terra. Também segundo os artigos 24.º e 25.º da Lei Básica, Paula Carion tem o direito a ser residente de Macau e, apesar do passaporte português, não pode ser vítima de “discriminação em razão da nacionalidade”. Mas, é preciso que isto fique muito claro: o Governo foi cúmplice numa situação contrária à Lei Básica. Quando uma competição exige que só possam participar atletas em representação de Macau com passaporte da RAEM, isto é um pedido discriminatório e inconstitucional. O Governo tentou negociar e fazer a organização entender o contexto especial da RAEM, através do Comité Olímpico e Desportivo de Macau. Contudo, não conseguiu autorização para que atletas como a Paula Carion fossem aceites. Neste cenário, só restava uma alternativa: boicotar os Jogos Asiáticos. É verdade que o esforço dos atletas que se qualificaram ficava em causa, mas a Lei Básica, para mim, está acima dessas considerações. Para o Governo também devia estar. Se em vez de um passaporte da RAEM, a organização tivesse imposto a participação só a pessoas “brancas”, será que o Governo também alinhava na competição? À luz do artigo 25.º da Lei Básica esta a comparação está ao mesmo nível e faz todo o sentido. Em vez de aparecer sorridente a liderar a comitiva de atletas, o presidente do Instituto do Desporto, Pun Weng Kung, devia perceber a situação em que meteu o Governo e ponderar se tem condições para ficar no cargo. Exige-se também um pedido de desculpas à Paula, à comunidade macaense e à população. João Santos Filipe
O SORRISO DE MONA LISA | 2012 | MIKE NEWELL
Julia Roberts desempenha o papel de Katherine Watson, uma professora de História de Arte que é convidada a dar aulas num colégio só para mulheres e com regras muito rígidas e tradicionais. Com espírito livre e uma forma muito peculiar de dar aulas, depressa Katherine se torna um incómodo e uma novidade por pôr em causa o papel que a mulher deve ter na sociedade e a necessidade de desenvolvimento pessoal das suas alunas. Um filme que, apesar de se passar na década de 50, ainda revela muito sobre os dias de hoje no que à condição feminina diz respeito. Andreia Sofia Silva
THE MEG [B] Um filme de: Jon Turteltaub Com: Jason Statham, Li Bingbing 16.30, 19.30, 21.30
THOMAS & FRIENDS: BIG WORLD! BIG ADVENTURES! THE MOVIE [A]
Um filme de: Jennifer Yuh Nelson Com: Amandla Stenberg, Mandy Moore, Harris Dickinson 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: David Stoten 17.45
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16.8.2018 quinta-feira
DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S TREASURE ISLAND [A]
FALADO EM COREANO LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Yong-hwa Com; Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon, Kim Hyang-gi, Don Lee 21.15
FALADO EM CANTONENSE
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PROBLEMA 36
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 35
ALONG WITH THE GODS: THE LAST 49 DAYS [C]
74 7 2 6 53 5 1 8 3 3 91 9 7 8 2 54 5 5 6 8 9 14 1 27 2 7 4 53 5 69 6 12 1 82 68 6 3 1 94 9 7 91 9 5 72 7 38 3 6 6 43 4 1 5 7 98 29 9 2 87 68 36 3 5 4 8 58 15 1 4 2 9 6 3
S U D O K U
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HOTEL TRANSYLVANIA 3: A MONSTER VACATION [A]
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EXPOSIÇÃO “APROFUNDAR” Art Garden | Até 9/9
Cineteatro
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Amanhã UMA 28NOITE COM PIANO NA GALERIA - ASSOCIAÇÃO ELITE FRC | 18h00
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SALA 3
THE DARKEST MINDS [B]
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
opinião 23
quinta-feira 16.8.2018
sexanálise
BDSM
“SUBMISSION IN COLOUR - TASTE IT”, BDSM LOVE
TÂNIA DOS SANTOS
B
DSM é a sigla oficial para a prática de bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo – sim, o acrónimo inclui todos estes princípios. Esta forma de expressão sexual está incluída na lista de parafilías da DSM, o manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais. O que (erradamente) pressupõe que quem pratica BDSM é doente mental. Durante muito tempo a psicanálise tentou explicar as motivações que levam as pessoas a procurar prazer na dor e tudo apontaria para as experiências traumáticas nos indivíduos, na infância ou na adolescência. Mas têm existido algumas tentativas para desconstruir esta perspectiva patológica. A investigação tem mostrado que os praticantes da BDSM até nem são assim tão diferentes do resto da população (apesar de mais investigação ser necessária), em miúdos, o que é que isso quer dizer? Que na realização de testes psicométricos da personalidade, estes praticantes encontram-se na média populacional.
Então, se a BDSM não está tão fortemente associada com a psicopatologia e com as explicações da psicanálise, porque é que as pessoas sujeitam-se a ser dominantes ou submissas no jogo da dor e prazer? De acordo com a autora Pamela Connolly, ainda estão por explorar diferenças na fisiologia individual, i.e., de como as endorfinas conectam a dor e o prazer, e a sociologia que pode estar por detrás da psicologia do fenómeno, de como as normas culturais e as sanções sociais podem influenciar a procura de universos e personagens alternativas. Os interessados em BDSM ou os já praticantes que não se apoquentem, porque sentir prazer com beliscões nos mamilos não é sinal de um estado emocional e psíquico terrível per se. Há quem sugira que, na verdade, esta recriação é saudável e funciona como um mecanismo de coping para as nossas frustrações e dificuldades nos jogos de poder a que estamos frequentemente sujeitos, as do nosso dia-a-dia. Não encontrei estatísticas para uma possível percentagem de praticantes, mas diria que não são poucos, todos com uma grande variabilidade de desejos e experiências. Não será surpreendente, contudo, que um sair do armário da BDSM seja difícil (e o consequente registo em algum tipo de estatística). Os estudos apontam para uma falta de sensibilidade por parte dos
Os interessados em BDSM ou os já praticantes que não se apoquentem, porque sentir prazer com beliscões nos mamilos não é sinal de um estado emocional e psíquico terrível per se elementos da sociedade em geral, e dos médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde em particular, acerca destas práticas de dominação e submissão – e esta falta de sensibilidade contribuem para um loop marado de desentendimento, estigma e preconceito. Na cultura popular até que começam a existir referências ao tema, mas isso parece desconstruir pouco. Estive a ler a opinião de praticantes BDSM face ao grande filme que inseriu no imaginário colectivo sexual uma miúda virgem que se inicia no mundo do sexo e das amarras numa masmorra com um tipo jeitoso – sim, o fifty shades of grey – e eles não estavam contentes. Isto tem que ver com a recriação do processo de sedução no filme, que ficou muito longe da complexidade da experiência em si (mas desde quando o cinema popular retrata a complexidade da vida, anyway?). Estas representações do sexo, e do BDSM em particular afectam as nossas realidades sociais. O problema é que é fácil assumir que só alguém muito maluquinho é que iria bater, e pior ainda, deixar que o batessem em contexto sexual. Daí ser um tópico polémico,
sensível e problemático. Mas desenganem-se se julgam que se trata de uma prática de simples violência. O consentimento é um conceito chave para uma BDSM feliz porque só dá uma tareia marota e só leva com a tareia marota quem assim o quiser. Ninguém está ali sem ser de livre vontade, e se não estiverem, já é estupro e não uma prática sexual kinky. De bem verdade que quanto mais realista a prática parecer, melhor, mas dentro de certos limites. Não é por acaso que se decide uma palavra de segurança que costuma ser tão aleatória como ‘elefante cor-de-rosa’, porque coisas como ‘pára’, ‘estás a magoar-me’ são supostamente parte do role-play. O potencial da prática está a olhos vistos, seja para o desenvolvimento psico-emocional ou sexual, ou até para desenvolvimento económico e profissional: uma fetichista profissional criou uma empresa que junta BDSM com outras terapias alternativas como o Reiki. Terapias alternativas com um kinky twist, como ela lhe chama. A melhor forma para desbloquear as energias e tensões localizadas com carinho, e uma palmadinha?
Ninguém é tão velho que não espere que depois de um dia não venha outro. Séneca
PALAVRA DO DIA
Rica Moamba Angola e China negoceiam linha de crédito de mais de 10.000 ME
CHINA PREÇO DO IMOBILIÁRIO MANTÉM‑SE ESTÁVEL EM JULHO
O
preço de novos imóveis nas principais cidades chinesas manteve-se estável, em Julho, num momento em que o Governo continua a reforçar o controlo sobre o sector, informou ontem o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) chinês. As principais metrópoles chinesas - Pequim, Xangai, Shenzhen e Cantão - registaram, em média, um aumento dos preços de 0,2 por cento, em Julho, em termos homólogos, um crescimento 0,4 por cento inferior ao registado no mês passado, detalhou o GNE. Em Pequim, Cantão e Shenzhen os preços subiram 0,2, 0,6 e 0,5 por cento, respectivamente, enquanto em Xangai baixaram, face a Julho de 2017. Segundo Liu Jianwei, estatístico do GNE, os governos locais continuam a intensificar o controlo para conter a especulação, visando promover “um desenvolvimento saudável do sector imobiliário”. Os preços de casas novas no conjunto das 31 cidades grandes ou médias do país aumentaram 1,1 por cento, em Julho, menos 0,1 por cento, face ao ritmo registado no mês anterior.
IPM Im Sio Kei na presidência a partir de 1 de Setembro
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Im Sio Kei assume, a partir de 1 de Setembro, o cargo de presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Segundo despacho do Chefe do Executivo, publicado ontem em Boletim Oficial, a nomeação é válida por dois anos. Im Sio Kei, que assumiu o cargo de vice-presidente da instituição de ensino superior em 2016, vai substituir Lei Heong Iok que deixa a presidência do IPM por atingir o limite de idade.
quinta-feira 16.8.2018
CCAC Prometida rapidez na investigação ao Canídromo
André Cheong, comissário do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), disse ontem que a investigação relativa ao tratamento que os galgos estão a receber no Canídromo será concluída antes do fim do processo da Viva Macau. Ainda assim, e de acordo com o canal chinês da Rádio Macau, André Cheong não avançou com um calendário para a conclusão das duas investigações. André Cheong adiantou ainda que, caso seja necessário, vai pedir mais informações a entidades privadas e ao Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização da RAEM, relativamente ao empréstimo concedido à Viva Macau.
Finanças Reservas cambiais atingiram 156,9 mil milhões
O
Governo angolano está a negociar uma nova linha de crédito com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) de 10.180 milhões de euros para projectos de infra-estruturas, indicou ontem fonte oficial. Segundo o Fórum de Cooperação China-África (FOFAC), que cita o sítio de notícias CLBrief (Breves sobre a China e a Lusofonia), Luanda está ainda a negociar os termos para um empréstimo de 1.115 milhões de euros para pagar até 85 por cento do valor do contrato para a concepção, construção e acabamento do novo aeroporto internacional da capital de Angola. A ideia é que as negociações terminem antes da realização da próxima cimeira
China-África, que decorrerá em Pequim em 3 e 4 de Setembro, e em que estará presente o chefe de Estado angolano, João Lourenço. O aeroporto está a ser construído a 30 quilómetros de Luanda por várias empresas chinesas, sendo o principal empreiteiro o Fundo Internacional da China (CIF). Através do banco estatal chinês, que apoia a importação e exportação do país (Exim Bank), Angola está também a negociar empréstimos de 600 milhões de euros para a construção da marginal da Corimba (Luanda). Em negociações estão também os empréstimos de 661 milhões de euros para o sistema de transporte de energia eléctrica do Luachimo, e de 956 milhões de euros para a construção de uma academia na-
val em Kalunga, Porto Amboim (Cuanza-Sul). Segundo o CLBrief, a recente emissão de “eurobonds”, no valor de 2.608 milhões de euros pelo Estado angolano, indica que a China é a fonte principal de “diversas facilidades de novos créditos” que as autoridades já estão a negociar. Entre 2003 e 2017, dados do Governo angolano indicam que a dívida à China (dívida bilateral e com bancos comerciais chineses) passou de 4.100 milhões para 18.700 milhões de euros. O CLBrief adiantou, por outro lado, que as autoridades chinesas estão expectantes com a cimeira do FOFAC, que deve contar com a presença dos principais chefes de Estado do continente africano, entre eles João Lourenço.
SAÚDE VINTE INFECTADOS COM ANTRAZ NO NOROESTE DA CHINA
O
número de pessoas infetadas com antraz, no noroeste da China, subiu para vinte, num possível surto da doença infecciosa de origem animal, noticiou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. Os casos estão concentrados na aldeia
de Shengli, na Região Autónoma da Mongólia Interior, onde a doença já causou a morte de 29 bovinos, tendo posteriormente contagiado seres humanos. Doença rara de origem animal, o antraz pode, em algumas situações,
infectar seres humanos, quando expostos a animais contaminados, ou pelo consumo de carne e de derivados também contaminados. As autoridades colocaram 66 pessoas, que vivem nas proximidades, em isolamento e sob ob-
servação médica, limitando ainda o acesso às zonas afectadas ou em risco, com inspecções de controlo e saída de animais, avançou a Xinhua. A criação de gado é um dos principais sectores económicos da Mongólia Interior.
As reservas cambiais de Macau atingiram 156,9 mil milhões de patacas no final de Julho, indicam estimativas preliminares divulgadas ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). O valor traduz um aumento de 2,7 por cento face aos dados rectificados do mês anterior. A taxa câmbio efectiva da pataca, ponderada pelas suas quotas do comércio, foi de 104,8, o que significa que, face às moedas dos principais parceiros comerciais de Macau, registou uma subida mensal, mas caiu em termos anuais.
Economia Reservas financeiras totalizaram 513,2 mil milhões
As reservas financeiras de Macau atingiram 513,2 mil milhões de patacas até Junho, segundo a sinopse de activos e passivos publicada ontem em Boletim Oficial pela Autoridade Monetária (AMCM). O valor traduz um aumento na ordem dos sete por cento face aos 479,1 mil milhões de patacas apurados em igual período do ano passado.