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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUINTA-FEIRA 16 DE AGOSTO DE 2012 • ANO XI • Nº 2674
ANTÓNIO FALCÃO
TEMPO T1 AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 25 MAX 33 HUMIDADE 50-95% • CÂMBIOS EURO 9.6 BAHT 0.2 YUAN 1.2
SECRETÁRIO-GERAL DA CARITAS
CONCESSÃO DO LA SCALA ANULADA
Paul Pun tem solução para excesso de T1
Decisões de Lau Si Io estão agora sob análise
CENTRAIS
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Tempestade chega à RAEM ao mesmo tempo que a maré alta
Zonas baixas em perigo O Kai-Tak está já a atingir Macau. Vem longe da gravidade do Vicente mas, por acontecer em simultâneo com a subida das águas, pode trazer o caos. Serviços de Meteorologia prevêem que as zonas baixas sejam atingidas por inundações. PÁGINA 13
APOIO JUDICIÁRIO
Chefe do Executivo decide limite máximo PÁGINA 3
TELHADOS DE MACAU
Bairros antigos inspiram exposição PÁGINA 14
FUGA DE GÁS MISTERIOSA
Muitas entidades, poucas soluções PÁGINA 5
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política
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Declarada nula concessão de terrenos do La Scala. Despacho de Lau Si Io a ser alvo de análise do Governo
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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LAU SI IO “ACOMPANHADO”
Não é, contudo, apenas a concessão dos terrenos assinada por Ao Man Long que está a ser alvo de acompanhamento. Ontem mesmo, o Gabinete do porta-voz do Executivo anunciou que a Administração vai ainda “proceder ao acompanhamento das questões pertinentes ao despacho de 2011”, este assinado por Lau Si Io, actual secretário e substituto de Ao Man Long. O despacho refere-se à revisão da concessão de terrenos ao La Scala, que concedeu mais três terrenos à Chinese Estates Holdings. A decisão de Lau Si Io foi já alvo de críticas na Assembleia Legislativa, com os deputados a quererem saber por que é que o secretário concedeu mais terrenos para o empreendimento La Scala numa altura em que o seu antecessor já estava a ser julgado e em que o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) tinha dado conhecimento de uma investigação em curso sobre os terrenos. Na altura, o Executivo evocou que não havia “motivo judicial” para travar a revisão ou força vinculativa no comunicado do CCAC. A realidade é que essa informação não obrigava o Governo a parar a decisão, mas há deputados a defender que não deveria ter havido nem revisão da concessão nem permissão para se dar início à venda dos apartamentos, ainda no papel. Para já, a decisão de Lau Si Io está a ser alvo de análise. “Os re-
Chinese Estates tem 15 dias para recurso GONÇALO LOBO PINHEIRO
M procedimento administrativo “viciado pela intervenção criminosa” de Ao Man Long. A concessão dos terrenos do empreendimento La Scala foi ontem, em Boletim Oficial, declarada nula pelo secretário para as Obras Públicas e Transportes, uma vez que o Tribunal de Última Instância considerou ter havido corrupção na concessão dos lotes à Moon Ocean, detida pela Chinese Estates Holdings. Esta era já uma decisão esperada, quando Ao Man Long foi declarado culpado por actos de corrupção passiva. As parcelas foram concedidas ilegalmente em 2006 por Ao Man Long, ex-secretário para as obras públicas e transportes, recentemente declarado culpado por corrupção passiva – Joseph Lau, director-executivo e sócio maioritário da Chinese Estates Holdings, terá dado 20 milhões de patacas a Ao Man Long para obter os terrenos. O empresário de Hong Kong está como arguido num processo conexo ao de Ao Man Long, por corrupção activa, mas, para já, ainda é considerado inocente.
quinta-feira 16.8.2012
sultados do seu acompanhamento serão posteriormente, e em tempo oportuno, tornados públicos”, pode ler-se na nota.
REEMBOLSOS
As fracções começaram a ser comercializadas em Março, tendo sido vendidas cerca de 300, que originaram mais de três mil milhões de dólares de Hong Kong. Ontem, a Direcção dos Serviços de Finanças já veio a terreiro anunciar que os compradores de fracções do La Scala que tenham pago o imposto do selo por transmissão de bens podem ser reembolsados desse valor. Os compradores terão de ir às Finanças de Macau, mas há um senão: têm de estar já na posse do documento comprovativo do reembolso feito pela própria empreendedora, a Chinese Estates Holdings. A empresa tinha anunciado, em Junho, poder recorrer da decisão de anulação da concessão, caso o Executivo assim decidisse. Já foi comunicada à Bolsa de Hong Kong que a subsidiária Moon Ocean foi notificada da decisão, mas de fora ficou se vai ou não haver recurso. A Chinese Estates diz que o grupo procura ainda “aconselhamento jurídico” sobre a questão, mas tem apenas 15 dias para apresentar recurso. No âmbito do escândalo de corrupção Ao Man Long, não é a primeira vez que há declaração de nulidade de concessões. Também o empresário Pedro Chiang viu serem declarados nulos actos da Administração.
A decisão de Lau Si Io está a ser alvo de análise. “Os resultados do seu acompanhamento serão posteriormente, e em tempo oportuno, tornados públicos” Entretanto, Jaime Carion diz não saber ainda o que vai acontecer aos cinco terrenos. Se terão nova finalidade, ainda “é prematuro dizer”. À TDM, o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes afirmou que “em teoria os terrenos não podem voltar directamente ao Governo, uma vez que foram as cinco empresas [anteriores detentoras dos terrenos] que transitaram os lotes à Moon Ocean”. Ng Kuok Cheong sugeriu que fossem construídas habitações públicas no lugar do La Scala, mas há quem pense de maneira diferente. Chan Chak Mo acredita não haver contas certas sobre quantas fracções de habitação pública são necessárias e, por isso, sugere a abertura de um concurso público para que possam ser construídas residências privadas.
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Deputados sem possibilidade de discutir limite máximo para direito a apoio judiciário
Decisão cabe ao Chefe do Executivo Chan Chak Mo afirma que se os deputados discordarem do montante máximo implementado para o apoio judiciário, têm as interpelações para pressionar Governo Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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AI ser da responsabilidade do Governo decidir o limite máximo para pedir apoio judiciário (mecanismo para assegurar que todos podem ser defendidos em processo judicial, mesmo sem meios económicos). Como vai ser composta a Comissão de Apoio Judiciário, que substitui os tribunais na decisão de conceder ou não esse apoio, é outra das tarefas que caberá ao Executivo. As decisões vão ser tomadas por regulamento
administrativo, ficando portanto fora do articulado da lei. O presidente da 2ª. Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), encarregue de analisar a proposta de lei na especialidade, avançou ontem que o limite para a concessão de apoio judiciário será decidido por regulamento administrativo. Até porque, salientou Chan Chak Mo, se tivesse fixo na lei poderia ditar uma “revisão urgente” do diploma se fosse necessário alterar o montante. “O valor desse limite pode ficar desactualizado com o evoluir do tempo, por isso os deputados concordam [que seja por regulamento administrativo].”
DEPUTADOS SEGUROS
De quanto será esse limite ainda não há previsões, mas sabe-se que estará indexado a factores como o índice de risco social, a taxa de inflação e os salários médios. Mas, ao ser determinado pelo Chefe do Executivo, os deputados não podem participar na discussão do limite do apoio judiciário. E se não concordarem com o limite fixado pelo Governo,
que pode não assegurar o direito básico de ter protecção judicial? A questão foi colocada pelos jornalistas a Chan Chak Mo, mas este considera haver muitos meios para “pressionar” o Executivo. “Podemos apresentar interpelações orais ou escritas, exigir ao Governo que venha cá explicar. O Governo pode sentir assim a pressão da população.” Anteriormente, não havia limite para o pedido de apoio judiciário para quatro grupos de pessoas. Entre estes, os que recebem indemnização por terem sofrido um acidente de viação. “Por exemplo, como é que é possível um condutor de Rolls Royce ter dificuldades financeiras?”, disse em Maio Chan Chak Mo. “Neste caso, não é possível fazer valer a presunção de insuficiência económica. Agora já há uma forma de cálculo. Assim, concordo e aceito a explicação do Governo porque antigamente não havia este cálculo.” O novo cálculo que determina a insuficiência económica vai ser calculado com base nos rendimentos, pensões e subsídios, bem como
nos activos e passivos tanto do requerente como do seu agregado familiar.
PRESIDENTE DE DIREITO
Os deputados da 2.ª Comissão Permanente da AL conseguiram que o Governo aceitasse pelo menos um dos pedidos feitos na altura da discussão da proposta de lei: a inclusão de um profissional da área do Direito na Comissão que avalia os pedidos de apoio judiciário. “O presidente da Comissão de Apoio Judiciário tem de ser licenciado em Direito e a composição [desse grupo] vai ser decidida pelo Chefe do Executivo, não pelos deputados”, explicou Chan Chak Mo. A reunião de ontem com os membros da comissão foi concentrada na discussão do parecer, que dita o fim da discussão e o encaminhamento do diploma para a aprovação do plenário e é hoje assinado. A lei entra em vigor em Janeiro do próximo ano, tendo o Executivo “quatro meses” para trabalhar no regulamento administrativo que compõe a Comissão de Apoio
Judiciário e delimita o montante máximo para requerer apoio. A revisão deste regime é já algo a ser discutido, até porque um regime destes é novidade. Não está inscrita na lei data para essa revisão, para agrado de Chan Chak Mo. “Na minha opinião, a revisão não deve estar na lei, porque todas as leis têm de ser revistas passado algum tempo. Se assim não fosse, antes de atingir o prazo definido não se poderia corrigir eventuais lacunas na lei.”
Diplomas para revisão das leis eleitorais votados este mês
A 2ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa fez ontem mais uma análise aos pareceres sobre a revisão das leis eleitorais. A reunião colocou um ponto final na análise aos dois diplomas em sede de comissão. Com os pareceres aprovados, as propostas de lei voltam, no final do mês, ao plenário.
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GONÇALO LOBO PINHEIRO
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Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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FINAL de onde apareceu o ácido sulfídrico? Para já, ninguém sabe. Ontem, o grupo de trabalho composto por Obras Públicas, Corpo de Bombeiros (CB), Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Instituto de Habitação (IH) e Laboratório de Engenharia Civil convidou a comunicação social para uma vistoria ao edifício Long Yuen, na Areia Preta, onde no dia 14 ocorreu uma fuga de gases. A comitiva bateu às portas dos inquilinos na procura de respostas. Os inquilinos sempre foram dizendo que não fizeram nada para que os gases pudessem ter aparecido. Ou seja, “ninguém usou produtos de desen-
Fuga de gás no edifício Long Yuen está por esclarecer
O inquilino fantasma
É PRECISO COMBINAR
Uma visita cheia de pompa juntou responsáveis das obras públicas, dos bombeiros e da engenharia civil, entre outras autoridades. Respostas é que houve poucas tupimento”. “Tentámos falar com os proprietários”, referiu o director do Serviço de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Jaime Carion. “Perguntámos se alguém tinha colocado produtos de desentupimento nas canalizações e disseram que não. Não se sabe onde começou o problema.” Os bombeiros, que já emitiram um relatório sobre o incidente, voltaram a fazer um ponto de situação
contudo depois de abertas as janelas, a concentração volta ao normal.”
do seu trabalho. “Fizemos uma inspecção em todos os andares e no 14.º andar tivemos de evacuar um casal que se estava a sentir mal”, começou por dizer o comandante substituto, Nélson In. “Acabámos por evacuar o edifício. O ácido sulfídrico dissipa-se rapidamente no ar. Posso afirmar que ocorreram valores de concentração de gases dez vezes superiores ao permitido, na ordem dos 250 ppm,
O prédio, com licença de utilização emitida em 1987, vai continuar debaixo do olho das autoridades. Mas para isso será desnecessário criar qualquer mecanismo permanente. “Não é necessário um despacho do Chefe do Executivo para criar um grupo de trabalho especial”, revelou Jaime Carion. “Através deste grupo de trabalho temos um mecanismo que permite o desenrolar normal das operações nestes casos.” O grupo continuará, essencialmente, a inspecionar “as canalizações das cozinhas e casas-de-banho”. “Precisamos de mais tempo para tratar disso pois é preciso combinar com os habitantes do prédio.”
Carlos Marreiros propõe soluções para Ilha Verde
Consulta pública para o convento C
OM a disputa de propriedade sobre o histórico convento da Ilha Verde a decorrer, Carlos Marreiros propõe diversas sugestões para que o espaço seja renovado. Inclusivamente não põe de lado uma classificação arquitectónica do espaço, que até poderia ser decidida através de consulta pública.
“Temos dinheiro para resolver o problema e é o momento exacto para o despertar de consciências”, disse à TDM o arquitecto, que na altura da primeira aquisição do convento era presidente do Instituto Cultural (IC). Dessa altura, Marreiros recorda-se de diversas reuniões, mas nunca com
os que agora se dizem proprietários. “Quando era presidente tivemos várias reuniões com as Obras Públicas para resolver problemas do património, mas o parecer do IC não era vinculativo. Não me recordo de ter sido contactado directamente pelos proprietários, nem sei quando é que os que se dizem proprietários
adquiriram o terreno como deve ser.” Na altura, o assunto terá ficado na gaveta por não ser urgente, mas Carlos Marreiros acredita que agora é a altura ideal para se desenvolverem projectos de renovação paisagístico. E é sobretudo importante, salienta, encontrar uma solução para os trabalhadores que lá vivem.
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Andreia Sofia Silva
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presidente daAssociação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados de Macau (APOMAC) defende que as contribuições para o Fundo de Segurança Social (FSS) deveriam aumentar para o dobro, face aos actuais valores de 15 patacas pagos pelos empregados e 30 patacas para o patronato.
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Francisco Manhão comenta Fundo de Segurança Social
ANTÓNIO FALCÃO
Presidente da APOMAC está contra aumento similar para patrões e empregados. “Em nenhuma parte do mundo a contribuição é feita de maneira igual”
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“Contribuições deveriam aumentar 50%” “As contribuições deveriam aumentar em 50%. Seria justo que os trabalhadores passassem a pagar 30 patacas e os empregadores 60. Fala-se num aumento igual de 90 patacas para ambas as partes, mas em nenhuma parte do mundo a contribuição é feita de maneira igual.” A proposta das 90 patacas já tinha sido lançada anteriormente pelo vice-presidente do FSS, Chan Pou Wan, com o objectivo de ser aplicada até 2015.
Contudo, não se chegou ainda a qualquer consenso sobre o valor a pagar.
em actualizar as reformas, porque essas são até ao fim da vida.” Questionado sobre os aumentos das ajudas financeiras do Fundo de Poupança Central, o presidente da APOMAC volta a criticar o Governo. “No primeiro ano era de 10 mil patacas, mas depois reduziram para seis mil. Não deveria ter sido reduzido o valor. Se o Governo tem esta vontade de melhorar a qualidade de vida, não deveria ter reduzido o valor.”
REFORMAS SIM, CHEQUES NÃO
Francisco Manhão voltou a frisar a importância de aumentar as pensões de velhice para três mil patacas, mais do que aumentar a comparticipação pecuniária. “Aumentar a ajuda pecuniária é bom mas não é suficiente, porque esta medida pode não durar para sempre. Há mais vantagens
Trabalhos preparatórios arrancam hoje
Metro Ligeiro com mais uma etapa C
DSEC divulga dados com maior transacção de casas
No preço são tudo menos imóveis
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AS mais de sete mil casas transaccionadas no segundo trimestre, 5.555 destinaram-se à habitação, cujos valores atingiram os 23,39 mil milhões de patacas, um aumento de 137% em números de transacções e de 181% em valores. Tais números são avançados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) e estabelecem uma comparação com os primeiros três meses do ano. Olhando para o panorama geral da transacção de fracções, foram transaccionadas 7.845 ca-
sas, um aumento de 118,4% pelo valor de 31,05 mil milhões de patacas, uma subida de 165,2% face ao primeiro trimestre de 2012. No segundo trimestre foram realizados 3.531 contratos de compra e venda de imóveis, uma subida de 77,4%, e que envolveu a transacção de 4.358 imóveis, um aumento de 34,2% face aos primeiros três meses do ano.
PREÇO MÉDIO AUMENTOU
Analisando o preço médio por metro quadrado de área útil das
casas para habitação, situou-se nas 55.427 patacas no mesmo trimestre, uma subida de 21,9% face aos primeiros três meses do ano. O preço médio por metro quadrado das fracções autónomas habitacionais transaccionadas em Macau e na Taipa foi de 47.461 e 66.804 patacas, respectivamente, crescendo 15,0% e 38,9% em termos trimestrais. Já em Coloane registou-se uma queda de 6% no preço médio por metro quadrado, tendo-se situado nas 78.197 patacas.
OMEÇAM hoje os trabalhos preparatórios para a construção de mais uma parte do Metro Ligeiro (ML, no segmento do posto fronteiriço da Taipa. Tanto a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) como o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) alertam para eventuais transtornos no trânsito, dado que será utilizada, de forma provisória, uma faixa de rodagem de cada lado. A actual circulação de trânsito que se faz nas três faixas vai passar a ser feita em duas. Esta empreitada, que promete durar 90 dias, vai conter o viaduto do ML e três estações: Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST), Aeroporto e Terminal Marítimo da Taipa.
Contudo, os organismos afirmam que estão a fazer os possíveis para evitar congestionamentos. “A empreitada começará no segmento que possui um fluxo do trânsito relativamente baixo, estendendo-se de forma progressiva. Como o viaduto do ML encontrar-se-á em construção, de forma centralizada, na faixa verde da rodovia existente, vai haver menos transtornos de trânsito no decursos da construção e será possível disponibilizar a maior parte da referida faixa de rodagem após a construção.” O GIT garante ainda que vão ser necessários trabalhos preparatórios antes da construção das fundações do referido segmento, tais como “a transplantação de árvores, a instalação de tapumes de vedação, a abertura de valas para a verificação de infra-estruturas e a pré-perfuração”.
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nacional
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Pressões na questão síria minam união no seio da ONU
O jornal chinês Diário do Povo, do Partido Comunista da China, acusou ontem os países ocidentais de impedirem a resolução política do conflito na Síria e de serem responsáveis pelas divisões no seio do Conselho de Segurança da ONU. “Os países ocidentais nunca renunciaram ao seu objectivo de mudar o regime na Síria e, de forma constante, reforçaram o seu apoio às forças antigovernamentais”, refere um editorial ontem publicado pelo diário. O Diário do Povo acrescenta que as pressões ocidentais, como as tentativas de impor uma zona de exclusão aérea na Síria, “têm minado a união no seio do Conselho de Segurança da ONU e impedido a comunidade internacional de alcançar um consenso”. A mesma publicação atribui ao Ocidente a responsabilidade pelo fracasso da missão do enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria Kofi Annan, que se demitiu do cargo no dia 2, alegando a falta de apoio das grandes potências do Conselho de Segurança devido à falta de união. Moscovo e Pequim bloquearam três projectos de resoluções que condenavam a repressão do regime sírio no seio do Conselho de Segurança.
Tibetanos manifestaram-se contra brutalidade policial
Centenas de tibetanos manifestaramse na terça-feira no noroeste da China para denunciar a brutalidade policial, depois de quatro tibetanos terem sido alegadamente agredidos pela polícia, informou a organização não governamental Free Tibet. A manifestação teve lugar em frente a um comissariado da polícia do distrito de Tongren, na província chinesa de Qinghai, segundo a Free Tibet. O protesto surge depois de testemunhos, citados pela mesma organização, terem alegadamente visto alguns agentes alcoolizados a agredir quatro homens tibetanos.
Assinados acordos de desenvolvimento de duas zonas económicas especiais com Coreia do Norte
Pequim fornece electricidade
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EQUIM anunciou esta terça-feira a assinatura com Pyongyang de acordos sobre duas zonas económicas especiais, depois de o líder norte-coreano Kim Jong-un ter manifestado a intenção de “desenvolver a economia” e “melhorar os meios de existência da população”. Estes acordos foram concluídos por ocasião da visita a Pequim de Jang Song-thaek, tio do “Grande Sucessor”. A China é o único aliado de peso e principal parceiro comercial da Coreia do Norte. Os acordos dizem respeito ao funcionamento e composição das comissões de gestão destas zonas especiais mistas,
bem como ao fornecimento de electricidade pela China a uma destas zonas, indicou o ministério do Comércio chinês. Com estas zonas especiais, o regime de Pyongyang espera atrair investimentos chineses graças a incentivos fiscais e mão-de-obra barata. Uma destas zonas situa-se na fronteira russo-sino-norte-coreana e a outra nas ilhas do estuário do rio Yalu (na fronteira entre a China e a Coreia do Norte). Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar “profundamente preocupado” com a crise na Coreia do Norte, que se agravou com as inundações
e aluimentos de terra causados pelas chuvas torrenciais de Julho. Vários analistas consideraram que o poder na Coreia do Norte está efectivamente nas mãos de Jang Song-thaek, que se casou com a irmã do antigo líder norte-coreano Kim Jong-il (morto em Dezembro de 2011).
DESAPERTAR O CINTO
Estes mesmos peritos afirmaram pensar que se trata de um reformador, interessado nas políticas de desenvolvimento dos últimos 20 anos na China. Pequim tem encorajado o vizinho a seguir as suas pisadas, mas sem êxito, até ao momento. A Coreia do Norte, que
viveu uma época de fome na década de 1990 e durante a qual morreram centenas de milhares de pessoas, continua a registar faltas de alimentos crónicas e uma desflorestação selvagem deixou os terrenos vulneráveis às inundações. Em Novembro último, a ONU estimou que três milhões de norte-coreanos, numa população de 24 milhões, necessitavam urgentemente de ajuda alimentar. No primeiro discurso público, em Abril, Kim Jong-un declarou estar “firmemente decidido” a melhorar a vida dos 24 milhões de norte-coreanos “para que nunca mais tenham de apertar o cinto”.
China aprova crescimento da Wal-Mart em e-commerce
Academia de Ciências Sociais classifica país como urbanizado Segundo o Livro Azul: Relatório de Desenvolvimento das Cidades Chinesas Nº 5 divulgado pela Academia de Ciências Sociais da China nesta terça-feira em Pequim, o país encontra-se na fase inicial de uma sociedade urbanizada. De acordo com o documento, a partir dos números de população e espaços, a China já entrou na fase de sociedade urbana. Porém, se levados em conta factores como o modelo de vida, a cultura social e a coordenação urbana e rural, ainda existe uma grande distância.
Maior mercado do mundo até 2015 A
Wal-Mart conseguiu a aprovação, com restrições, para aumentar a participação e tornar-se no accionista maioritário de uma companhia chinesa de e-commerce, informou o Ministério do Comércio chinês. A China, onde mais de 200 milhões de pessoas fazem compras pela Internet, deve tornar-se no maior mercado de
e-commerce do mundo até 2015, de acordo com um estudo da Boston Consulting Group. A Wal-Mart tinha anunciado em Fevereiro que aumentaria a participação na Yihaodian para cerca de 51%, comprando a controladora do supermercado online. A companhia dos Estados Unidos não deu qualquer detalhe sobre o acordo.
A aquisição passou por uma longa análise anti-monopólio mas teve finalmente aprovação, embora com restrições, já que o Ministério do Comércio concluiu que poderia ter um impacto negativo sobre a concorrência por causa da posição de liderança da Wal-Mart e da Yihaodian no mercado. Como exemplo das restrições, a Yihaodian terá
que usar a actual plataforma de e-commerce para vendas, a controladora do supermercado online não poderá acolher operações de outras companhias e a Wal-Mart não poderá recorrer à estrutura conhecida como VIE para operar serviços de telecomunicação que a Yihaodian actualmente oferece. A estrutura VIE é uma táctica a que os investi-
dores estrangeiros recorrem frequentemente para ultrapassar a restrição à propriedade estrangeira em certos sectores na China. As companhias estrangeiras, desde o fim da década de 1990, recorrem à VIE para ter controlos financeiro e operacional sobre companhias chinesas através de uma série de acordos, em vez de comprar acções.
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nacional
Interesse pelo yuan cai e dificulta recuperação da China
além de investimentos pessoais em imóveis, principalmente nos EUA e em Hong Kong. Esta tendência pode continuar durante os próximos dez anos.” O apetite por dólares tem vindo a contribuir ainda para uma grande mudança nas taxas de câmbio da China. O yuan já caiu 0,7% contra o dólar desde o começo do ano, colocando o banco central chinês na inusitada posição de combater as pressões do mercado para desvalorizá-lo ainda mais. A China ainda mantém o seu câmbio com rédea curta, limitando as flutuações diárias dos mercados domésticos a um intervalo estreito. Mas, dentro desse intervalo, os investidores podem pressionar a moeda para cima ou para baixo.
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S investidores e as empresas estão a tirar cada vez mais dinheiro da China e a investir cada vez menos no yuan, num gesto de desconfiança quanto às perspectivas de crescimento do país que pode minar as tentativas de Pequim de promover uma retoma, escreveu o analista de economia Tom Orlik, ontem no Wall Street Journal. Os novos dados divulgados pelo banco central da China mostraram que cerca de 4 mil milhões de patacas em moeda estrangeira saíram dos bancos chineses em Julho, sugerindo que os exportadores da China não estão a converter as suas receitas em dólares para yuan e que alguns investidores estão a retirar dinheiro do país. Os bancos da China só compraram 145 mil milhões de yuans em moeda estrangeira durante os últimos dez meses, um valor consideravelmente abaixo dos 905 mil milhões de yuans em moeda estrangeira que entraram no país como resultado do superávit comercial. Trata-se de um flagrante contraste com a maior parte do período da década passada, quando a confiança no crescimento da China e o apetite por yuans implicava que os bancos chineses não só estavam a comprar todo o superávit, mas também influxos consideráveis de capital especulativo, conhecidos como “hot Money”. Nos primeiros dez meses de 2008, os bancos da China compraram um saldo líquido de 3,6 biliões de yuans em moeda estrangeira. Os grandes influxos de capital foram um factor fundamental na avalanche dos empréstimos bancários na China, que aumentou o preço dos activos e valorizou o yuan. Agora, o dinheiro está a fluir na direcção oposta, contribuindo para uma queda generalizada dos preços, desde os imóveis até às acções e ao próprio yuan. Menos fundos a fluir para o sistema financeiro da China implica maior aperto nos mercados de capital, tornando mais difícil para os bancos emprestar dinheiro e complicando os esforços de Pequim para impulsionar o crescimento. O banco central da China já injectou mais de 1,4 biliões de yuans no sistema financeiro este ano, mas os empréstimos bancários continuam escassos.
EUA LEVAM DINHEIRO
“Desde o segundo semestre de 2011 que o agravamento da crise europeia e os choques no sistema financeiro mundial causaram uma corrida por portos seguros, com capital de curto prazo, abandonando os mercados emergentes e migrando para os Estados Unidos”, escreveu um investigador do governo chinês num relatório recente. “Esses fluxos provocaram um choque na economia da China.”
Investidores desconfiados Parte disto inclui dinheiro de investidores privados cada vez mais empenhados em transferir fundos para o estrangeiro, embora a quantia exacta seja difícil de apurar. Numa pesquisa com 2.600 indivíduos de alto rendimento
conduzida pela China Merchants Bank and Bain & Co. para um relatório de 2011, quase 60% já tinham realizado uma transferência de investimento para fora do país ou estavam a pensar fazê-lo. Rupert Hoogewerf, fundador
da Hurun Report, que acompanha a riqueza da elite chinesa, diz que os mais ricos do país estão a procurar diversificar a sua fortuna. “Os empreendedores chineses estão a fazer investimentos puros em imóveis comerciais e acções,
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PREÇOS A CAIR
Muitas das empresas locais estão a optar por conservar as suas receitas no exterior em dólares em vez de yuans, dizem os analistas, reduzindo as compras de moeda estrangeira dos bancos chineses. “As empresas estão menos confiantes sobre o cenário da economia chinesa e mantendo uma parte maior da sua facturação em dólares”, disse He Weisheng, especialista de câmbio do Citibank. “Com o yuan a continuar a cair, não consigo ver isto a mudar nos próximos meses.” Os fluxos de capital para fora da China ajudaram a diminuir os preços dos activos chineses. O índice Xangai Composite caiu 17% em relação a um ano atrás. Os preços dos imóveis também estão mais baixos, reflectindo as tentativas do governo de arrefecer o sector.
CONFIANÇA PERDE-SE
Esvaziar bolhas de activos é um benefício a longo prazo para a China. Mas, com o governo concentrado no crescimento, os preços em queda ameaçam corroer a confiança do investidor. A subida de capital das empresas chinesas nos primeiros sete meses deste ano foi 35% menor do que há um ano, segundo a provedora de dados CapitalVue. A construção de novos espaços residenciais caiu 13,4% na comparação anual. O superávit comercial da China e o investimento directo do exterior implicam um influxo quase constante de capital estrangeiro na economia. No passado, as expectativas de valorização do yuan faziam com que esse capital fosse rapidamente convertido para a moeda. Os dados mensais das compras de moeda estrangeira pelos bancos reflectem essas transacções. Compras de moeda estrangeira que ficam abaixo do influxo mensal do comércio e investimento indicam ou que o dinheiro quente está a sair do país, ou que as empresas decidiram manter em dólares as suas receitas no estrangeiro.
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OIS ministros nipónicos visitaram ontem o controverso santuário de Yasukuni, em Tóquio, em honra dos soldados japoneses mortos, apesar da oposição de Seul, quando se assinala o 67.º aniversário da capitulação do Japão. O ministro da Segurança Pública, Jin Matsubara, e o ministro dos Transportes, Yuichiro Hata, estiveram de manhã no santuário xintoísta, que presta homenagem aos soldados japoneses mortos pela sua pátria e é venerado pelos nacionalistas nipónicos, sendo considerado na Ásia como o símbolo do passado militarista do Japão. A má reputação do Yasukuni deve-se ao facto de os nomes de 14 criminosos de guerra japoneses, condenados pelos Aliados no fim da II Guerra Mundial, terem sido secretamente acrescentados, em 1978, aos nomes dos 2,5 milhões de soldados mortos pelo Japão. Esta é a primeira visita de ministros japoneses ao santuário de Yasukuni desde a chegada ao poder, há três anos, do Partido Democrata do Japão, apesar de ser uma tradição seguida pela direita, designadamente quando Junichiro Koizumi era primeiro-ministro (2001-2006). “Penso nos nossos antepassados que criaram as bases da riqueza do Japão de hoje”, explicou Matsubara aos jornalistas no san-
região
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Dois ministros japoneses visitaram santuário controverso de Yasukuni
O peso do passado
a II Guerra Mundial (1939-1945) a prestarem serviços sexuais aos soldados japoneses. Lee considera que este é um caso de violação dos “direitos humanos e da justiça histórica”, exortando Tóquio a “tomar medidas responsáveis sobre este assunto”.
PEDIDO DE DESCULPAS
tuário, perto do palácio imperial, salientando que realizou a visita “como qualquer japonês” e a “título privado”. Na tomada de posse do Governo de Yoshihiko Noda, em Setembro do ano passado, os ministros nipónicos comprometeram-se a não visitar Yasakuni de forma oficial. Os ministros escolheram o dia de ontem para o fazer, quando se assinala a capitulação do Japão face aos Estados Unidos, em 1945, que se tratou de uma rendição sem
condições que colocou fim à guerra do Pacífico e à II Guerra Mundial.
DESCONFORTO SUL-COREANO
O dia de ontem também tem importância para a Coreia do Sul, por ser o Dia da Libertação do país, uma vez que o Japão renunciou à ocupação da Coreia (1910-1945) quando se rendeu. O Presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, recordou que Tóquio deve resolver os conflitos do passado para melhorar as relações bilaterais. “O Japão é um
vizinho próximo, um amigo que partilha valores fundamentais e um parceiro importante”, afirmou Lee, citado pela agência Yonhap, salientando que Tóquio deverá resolver certos conflitos que permanecem latentes desde a sua dominação (1910-1945), como a da escravatura sexual. O Presidente sul-coreano disse que o Japão deverá resolver especificamente o caso das cerca de 200 mil mulheres de países ocupados pelo Japão, das quais mais de metade eram coreanas, forçadas durante
Nos últimos anos, a Coreia do Sul pressionou o Japão para apresentar um pedido de desculpas e dar uma compensação às vítimas coreanas, que Tóquio negou por considerar que o assunto ficou encerrado com o tratado de 1965 que normalizou as relações entre os dois países. O Governo nipónico, que até 1993 não reconhecia as práticas de escravatura sexual levadas a cabo pelos seus soldados, lançou em 1995 o chamado Fundo das Mulheres Asiáticas para pagar indemnizações às vítimas através de donativos privados, iniciativa considerada insuficiente pelas próprias mulheres afectadas. Muitas das vítimas já morreram, mas as que permanecem vivas manifestam-se todas as semanas em frente à embaixada japonesa em Seul, apesar da sua idade avançada.
Activistas pró-Pequim presos nas ilhas disputadas no Mar do Sul da China
“Detidos para interrogatório” C
INCO activistas chineses foram detidos ontem depois de chegarem a um arquipélago reivindicado por China e Japão, afirmou a rede NHK. Um barco pesqueiro, que levava 12 activistas de Hong Kong, Macau e China, foi escoltado por cerca de uma dezena de embarcações da guarda costeira japonesa e atacado com jactos de água, mas os activistas ainda conseguiram romper o bloqueio. O porta-voz dos activistas, David Ko, afirmou que no mínimo sete conseguiram desembarcar e cinco foram “detidos para interrogatório”. “Os homens carregavam bandeiras chinesas vermelhas e bandeiras de Hong Kong.” A guarda costeira japonesa já estava avisada face à aproximação do barco com os activistas pró-Pequim. “Estamos em alerta para prevenir a sua entrada em águas japonesas ou nas ilhas”, explicou anteriormente um oficial da guarda costeira japonesa citado pela agência AFP. Os 12 activistas pró-China de Hong Kong e Macau, membros do grupo “Comité de Acção em Defesa das Ilhas Diaoyu”, partiram no domingo da antiga colónia britânica num barco de pesca com bandeira chinesa em direcção às ilhas disputadas.
Os activistas informaram que a eles se juntariam no mar outras duas embarcações, uma de Taiwan e outra da cidade chinesa de Xiamen, com o objectivo de impedir a visita de um grupo de deputados japoneses às ilhas, conhecidas na China como Diaoyu e no Japão como Senkaku.
DESISTÊNCIAS
Entretanto, os quatro activistas de Taiwan cancelaram a sua viagem, mas em Taipé mais de 100 pessoas concentraram-se ontem em frente a uma representação governamental do Japão para protestar contra o alegado plano de Tóquio de nacionalizar as ilhas. Os activistas planearam chegar ontem às ilhas, quando se assinala o 67.º aniversário da capitulação do Japão. Um porta-voz dos activistas, que ficou em Hong Kong, disse à AFP que barcos da guarda costeira japonesa estavam a seguir a embarcação onde viajavam os membros do seu grupo. Este grupo pró-China já levou a cabo tentativas semelhantes para alcançar as ilhas, mas sem sucesso, acabando por ser barrados pelas embarcações das autoridades japonesas, à excepção de uma única vez, em 1996.
Índia Segurança nacional e crescimento económico
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, apelou ontem à oposição para alcançar consenso quanto às reformas económicas a implementar, alertando que a segurança nacional da Índia estará em risco se o crescimento da economia não for promovido. Durante um discurso para assinalar o 65.º aniversário da Independência da Índia face ao domínio britânico, Singh salientou também a importância de o país atrair novos investimentos em infra-estruturas, depois do apagão que, durante dois dias em Julho, deixou milhões de pessoas sem electricidade. O primeiro-ministro indiano exortou os partidos políticos a aprovarem uma legislação que permita ao Governo combater a corrupção que disse estar a afectar o desenvolvimento económico do país e garantiu que irá acelerar o desenvolvimento das infra-estruturas, através da eliminação das barreiras ao investimento para se atrair capital estrangeiro.
entrevista
Se os T1 são um problema no projecto de habitação económica, Paul Pun sugere que disponibilizem dois. Poderá ficar mais dispendioso, mas também melhorar a qualidade de vida das famílias: ganham espaço e mantêm-se próximas
quinta-feira
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Secretário-geral da Caritas propõe solução para excesso de apartamentos econ
Dividir as famílias para ANTÓNIO FALCÃO
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Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
As críticas têm sido muitas face à nova política de habitação pública, com casas pequenas e desajustadas às necessidades da população. Os 19 mil lares foram mal projectados? Se a casa é grande ou pequena não é o problema. Não pode ser exigido um grande lugar onde ficar porque Macau é muito pequeno. Agora se uma cadeira de rodas não pode entrar na casa de banho, isso é um assunto preocupante. Quanto à abundância de T1, o Governo informou que houve candidaturas de uma só pessoa que foram previstas serem colocadas em T1 e quando construíram as casas não confirmaram se ainda era uma só pessoa ou uma família, para construir então mais T2 e T3 do que T1. Se hoje existem mais T1, o Governo tem de verificar se quem está na lista de espera ainda precisa de um apartamento com um só quarto. Porque se precisam de mais deve-se construir mais casas económicas de tipologia 2 ou 3.
Há muitas famílias que não precisam de ficar juntas, mas necessitam de se visitar regularmente. Isto tem a ver com a cultura chinesa, querem ficar juntos mas quando estão juntos não são felizes (risos) E o que deve ser feito aos apartamentos T1 em excesso? Podem dar aos sem-abrigo porque não têm qualquer lugar. Que se podem candidatar na segunda fase, já que agora não têm nome na lista porque não estavam qualificados para tal da primeira vez. Mas prefiro dizer que os dois T1 poderiam ser vistos como T2. Por exemplo, um casal pode ficar num T1 e o filho num outro apartamento de um quarto, no mesmo edifício ou até no mesmo andar. Portanto, os apartamentos T2, T3 ou T4 podem ser “desdobráveis” para desta for-
ma se aproveitarem os T1. Neste momento, o sistema não está feito para permitir estas candidaturas, mas poderia ser reformulado. Se esse sistema fosse criado ficaria mais dispendioso para as famílias. Sim, seria relativamente mais caro, mas haveria maior espaço, mais uma casa de banho em dois T1 do que num T2, o que seria menos uma situação de discussão dentro da família. Esta é uma opção para as famílias que não querem ficar juntas. Há filhos
que já nem querem ficar com os pais mas também há casais que também não precisam de ter a mãe ou o pai a viver com eles, desde que fiquem a viver perto. Seria uma solução que abrangeria uma boa fatia dos residentes a necessitarem de casa? Sim, há muitos destes casos. Há muitas famílias que não precisam de ficar juntas, mas necessitam de se visitar regularmente. Isto tem a ver com a cultura chinesa, querem
ficar juntos mas quando estão juntos não são felizes (risos). Há novas políticas governamentais para criar melhores condições
para os idosos. Pode-se esperar uma vida melhor para eles? Isto é uma certeza: a vida dos idosos vai-se tornar mais complicada. Não importa quão arduamente
Isto é uma certeza: a vida dos idosos vai-se tornar mais complicada. Não importa quão arduamente trabalhamos com eles, quanto nos preocupamos com eles, a sua vida vai ser difícil. Os pagamentos médicos vão ser maiores, as rendas vão ficar mais altas e a qualidade de vida vai deteriorar-se
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nómicos com um quarto
a reaproximá-las Ninguém aceita ir trabalhar por 4.000 patacas entre oito a 12 horas por dia quando pode receber 3.200 de índice mínimo de subsistência. Para isso preferem não trabalhar. Portanto, diria que o “salário mínimo” ideal seria 6.400 patacas patacas tal como o índice mínimo de subsistência, mas sempre que este último sobe a pensão também deve aumentar, pelo que agora ainda não acompanha a subida da inflação. As contribuições para o Fundo de Segurança Social devem aumentar tal como foi proposto, tendo por base um tributo igual entre patrões e empregados? Deve aumentar porque 45 patacas de contribuição é muito pouco e as pessoas estão a criar expectativas de que depois de se reformarem receberão mais de 2.000 patacas. A actual contribuição não vai alcançar esse montante, além de que nem deixará que o fundo seja sustentável. O crescimento é o objectivo certo, mas em quanto depende do cenário socioeconómico, da capacidade financeira dos empregadores e do apoio do Governo. Patrões e empregados devem contribuir de igual forma porque as grandes empresas pagam mais impostos, além de que têm mais dinheiro para dar aos recursos humanos, logo os empregados têm mais hipótese de poupança futura. Por outro lado, as pequenas empresas não podem pagar tanto e o salário é pequeno, pelo que 90 patacas será um grande número para eles. Antes de mais, os empregados têm de dar um bom
trabalhamos com eles, quanto nos preocupamos com eles, a sua vida vai ser difícil. Os pagamentos médicos vão ser maiores, as rendas vão ficar mais altas e a qualidade de vida vai deteriorar-se. Para haver mudança, só com uma nova atitude. Se a atitude for boa para os idosos, não importa as frágeis condições financeiras porque têm alguém que se preocupa e trata deles. Claro que precisam de assistência financeira, mas se o sistema não for adequado às
entrevista
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suas necessidades ficarão à margem da sociedade. A tendência é o envelhecimento da população, por isso é preciso novos recursos. Por exemplo, cada vez mais apoio domiciliário. A actual pensão é suficiente? Deveria ser aumentada, em quanto não o digo agora. Mas 2.000 patacas é insuficiente. Não necessita de ser aumentada todos os anos mas estudada de vez em quando. Não significa que tenha de ser 3.200
Não concordo com a política dos cheques pecuniários. Devem pelo menos reduzi-los gradualmente e divergir para outros canais de necessidades básicas, dar outros tipos de apoios como tratamentos médicos e infra-estruturas sociais
salário aos seus trabalhadores, para garantir pelo menos as suas despesas básicas. O índice mínimo de subsistência está ajustado ao salário médio de Macau? Não, ninguém aceita ir trabalhar por 4.000 patacas entre oito a 12 horas por dia quando pode receber 3.200 de índice mínimo de subsistência. Para isso preferem não trabalhar. Claro que não podem receber por mais do que uns meses o índice mínimo de subsistência, mas podem sempre alegar incapacidades ou problemas de saúde. Portanto, diria que o “salário mínimo” ideal seria 6.400 patacas. Como se pode conter a inflação, pelo menos dos bens alimentares? O grupo inter-departamental criado deve ajudar a prevenir este aumento, mas é preciso ver o resultado dos estudos. A inflação precisa de ser travada mas é sem dúvida uma tarefa árdua porque é um problema global. Está tudo a aumentar, o que
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dá muito dinheiro a uns mas uma vida mais difícil a outros. Ou seja, o fosso entre ricos e pobres continua a aumentar. Os grandes empresários não pensam nas necessidades dos mais pobres mas apenas nos seus bolsos. E quem tem mais dinheiro tem mais poder, mais influência que usa para controlar os preços. O Governo pode é ajudar as pequenas empresas a ganhar lojas para criar um mercado de controlo de preços e também providenciar mais habitação pública para que os preços imobiliários não cresçam tão depressa. Os cheques pecuniários são uma boa solução? Não concordo com essa política. Devem pelo menos reduzi-los gradualmente e divergir para outros canais de necessidades básicas, dar outros tipos de apoios como tratamentos médicos e infra-estruturas sociais. É possível explicar isto à população, que se está a gastar em algo que lhes seja benéfico. Sempre defendi que dar dinheiro é negativo.
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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO PREDIAL URBANA 1. A única prestação da Contribuição Predial Urbana referente ao exercício de 2011, será cobrada nos meses de Junho, Julho e Agosto do ano corrente. 2. No mês de pagamento, se os Srs. Contribuintes não tiverem recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao NÚCLEO DE INFORMAÇÕES FISCAIS, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. 3. O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês indicado no conhecimento de cobrança (Junho, Julho ou Agosto), nos seguintes locais: - Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centro de Atendimento Taipa ou do Centro de Serviços da RAEM; Os impostos/contribuições poderão ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP$200,00 (duzentas patacas), nem superior a MOP$100 000,00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão de crédito. - Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung e Banco Weng Hang. - Nas máquinas ATM da rede Jetco de Macau, assinaladas com a indicação «Jet payment»; - Por pagamento electrónico [“banca-on-line”], no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços: www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com, respectivamente; - Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung. 4. Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da «Direcção dos Serviços de Finanças», nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º 1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$ 50 000.00, deverá o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. 5. Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar dinheiro, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, a fim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. 6. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. 7. Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos 23 de Maio de 2012. A Directora dos Serviços Vitória da Conceição
quinta-feira 16.8.2012
quinta-feira 16.8.2012
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
O
próximo tufão está a caminho de Macau. Ainda sob a forma de ciclone tropical, o Kai-Tak já passou pelo norte das Filipinas onde deixou rasto de destruição. Para já, os Serviços de Meteorologia e Geofísica (SMG) vão dizendo que o próximo tufão não deverá ser tão forte como foi o Vicente, contudo há que ter a atenção redobrada quando a tempestade atingir o território na manhã do dia 17, sexta-feira, principalmente nas zonas baixas da cidade. “Temo que os maiores estragos que este tufão pode causar em Macau serão inundações nas zonas mais baixas da cidade, porque o
vida
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Chega com a maré alta. Prevêem-se inundações nas zonas baixas
Kai-Tak a caminho de Macau Kai-Tak chega ao território em altura de maré alta”, explicou o director dos SMG, Fung Soi Kun, ao Hoje Macau. O ciclone tropical está a cerca de 800 quilómetros de Macau e, de acordo com as previsões avançadas, passará entre Macau e Hong Kong, mais perto da região vizinha. Para já, e até sexta-feira, estará içado o sinal 1. “Pensamos que o sinal 1 de tufão poderá ser içado em Macau hoje [ontem] à noite”, referiu Fung Soi Kun. O Kai-Tak, nome, por exem-
plo, do antigo aeroporto internacional de Hong-Kong activo de 1925 até 1998, é a 13ª tempestade tropical deste ano. A China emitiu, anteontem, o alerta pelo Observatório Meteorológico Central do país. A tempestade move-se para nordeste a velocidades na ordem dos 20 quilómetros por horas.
VICENTE AINDA NA MEMÓRIA
O maior tufão que assolou Macau desde o estabelecimento da RAEM ainda está na memória
de todos. Macau içou o sinal 9 e Hong Kong o 10. No território, o Vicente chegou em força e fez feridos e danos muitos graves, obrigando até estabelecimentos públicos e comerciais, escolas e transportes a encerrarem. No total, foram contabilizados 254 incidentes, sendo que a queda de objectos e árvores foram os mais registados. Contudo, 16 pessoas ficaram feridas – 11 delas derivado ao tufão. Os dados dos departamentos públicos não
deram mais pormenores sobre a gravidade dos ferimentos ou a nacionalidade dos feridos, mas sabe-se que todos eles foram transportados de ambulância. Assim como o previsto para o Kai-Tak, também o Vicente provocou o caos na zona do Porto Interior que ficou totalmente inundadas. Nesses locais, a água chegou a atingir 90 centímetros de altura, tendo mesmo expandido para a zona da Rua dos Mercadores e para as ruas estreitas que se avizinham ao Leal Senado.
Os Serviços de Meteorologia e Geofísica de Macau dizem que o Kai-Tak pode ser mais fraco que o Vicente, contudo prevêem inundações para as zonas baixas da cidade. O cenário pode voltar a ser este que as fotos documentam
cultura
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Exposição de Lai Sio Kit inaugurada no City of Dreams
Telhados de Macau José C. Mendes
josecmendes@hojemacau.com.mo
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EPOIS da exposição individual na AFA(Art for All Society), os trabalhos do jovem artista de Macau, Lai Sio Kit estão agora expostos no “The Tasting Room”, Crown Towers, do City of Dreams. A exposição intitulada “História de uma cidade – Pintura a óleo de Lai Sio Kit” é organizada pela AFA e pela “Perfect Collection” (membro da Perfect Vintage), e mostra várias pinturas a óleo cujo
tema principal são os telhados dos bairros antigos de Macau. Lai Sio Kit obteve o bacharelato e mestrado na Academia de Artes de Pequim e ao longo dos anos tem consolidado de forma sólida o seu trabalho de pintura a óleo, diz o comunicado de imprensa da organização. O jovem artista de Macau já efectuou uma série de mostras individuais, para além de ter participado em várias exposições colectivas, entre as quais a “ It Takes Four Sorts- A Cross-Strait Four Regions Artistic Exchange
Project”, que decorre actualmente em Macau. Participou também recentemente na Art Melbourn na Austrália. Este ano o pintor foi distinguido com o Prémio John Moore (Região China). Profundamente inspirado pelos telhados dos bairros de Macau, o trabalho de Lai Sio Kit expõe de forma única o carácter da cidade. O seu toque delicado mostra o lado vivo e apaixonado do território, acrescenta a nota de imprensa. Esta é a primeira de uma série de exposições que a AFA e a Perfect Collection se
Vice-presidentes do Instituto Cultural tomam posse em Setembro
Mais mãos para Ung Vai Meng
O
Instituto Cultural (IC), após aprovação pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, comunicou, ontem, a tomada de posse de Leung Hio Ming e Yao Jing Ming para os cargos de vice-presidente, a partir do próximo dia 1 de Setembro. De modo a acompanhar o ritmo de desenvolvimento da sociedade, e contribuir para a promoção do desenvolvimento de projectos culturais, o Presidente do IC, Guilherme Ung Vai Meng, declarou que, após o início de exercício das novas funções pelos nomeados, a equipa do IC, através de actividades culturais, “dedicará ainda mais esforços para servir a comunidade e os cidadãos”. Para Ung Vai Meng, que tebe total apoio do secretário para os
Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, “as nomeações foram o resultado de uma análise aprofundada, e com as expectativas da comunidade em relação ao IC estão a aumentar”. Recorde-se que a anterior vice-presidente, Alice Wong, cessou funções a 6 de Fevereiro, por motivos pessoais, e o actual, Stephen Chan, chega ao fim do seu mandato a 20 de Agosto próximo.
propõem fazer e é também a primeira vez que os organizadores mostram os trabalhos de um artista local num importante hotel, tentando promover o desenvolvimento de uma plataforma que permita, não só oferecer mais oportunidades aos artistas, como também dar a conhecer aos turistas das diversas partes do mundo o trabalho artístico local, diz a nota. “História de uma cidade” de Lai Sio Kit inaugurou ontem às 18:30 e vai ficar em exibição no City of Dreams até ao próximo dia 23 de Setembro.
Efeméride Elvis Presley morreu há 35 anos
A
Acredita ou nem por isso?
romaria repete-se há mais de três décadas: na semana do aniversário da morte do “rei”, dezenas de milhar de pessoas seguem para Memphis, no estado norte-americano do Tennessee. O destino final é Graceland, mansão-museu e ponto principal da peregrinação de qualquer fã de Elvis Presley que se preze. No ano em que passam 35 anos sobre o desaparecimento da voz de “Love Me Tender”, esperam-se mais de 75 mil fãs vindos de todo o mundo naquela que é conhecida como a Elvis Week. A jornada de uma semana arrancou oficialmente na sexta-feira passada e só terminará no sábado. Entre as mais variadas actividades, desde concursos de sósias a sessões de meditação em grupo, os pontos altos da Elvis Week foram a vigília com velas na noite de ontem e irá ser o concerto de tributo de hoje, data em que passa-
rão exatamente 35 anos desde que um ataque cardíaco fatal pôs um ponto final a uma vida atormentada pelo consumo de drogas e a uma carreira em declínio. Tal como outros dos grandes ícones da cultura pop norte-americana, como Marilyn Monroe ou James Dean, também Elvis ficou condenado desde então à imortalidade. Mas não apenas pela música que perdurou no tempo ou pela imagem de marca reproduzida incessantemente através de fãs e admiradores. Há mesmo quem acredite, e diga que tem “provas”, que Elvis Presley não morreu, que o “rei” continua bem vivo.
TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO
A Internet está repleta de teorias da conspiração sobre a morte supostamente simulada do músico. Em Elvis-Is-Alive. com, os autores do site defendem que Presley era um agente da força especial de narcóticos,
contratado pessoalmente pelo então presidente norte-americano Richard Nixon para combater o tráfico e consumo de drogas ilegais nos EUA. A encenação da sua morte teria sido a forma de poder continuar uma vida segura com uma nova identidade depois de uma alegada operação secreta para prender um poderoso chefe da máfia local. A nova vida de Elvis como agente de narcóticos explicaria, aliás, o sem número de avistamentos do cantor após 16 de Agosto de 1977, ainda segundo a mesma história. No recordar das “maiores teorias da conspiração”, o jornal The Telegraph explica que uma das principais “provas” agitada pelos que acreditam que Elvis Presley não morreu é a diferença entre o nome na certidão de nascimento do “rei”, Elvis Aron Presley, e o nome no túmulo em Graceland, Elvis Aaron Presley.
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desporto
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Atletas chineses com medalhas olímpicas vêm a Macau Depois da visita dos astronautas, Macau prepara-se para receber os atletas chineses medalhados nos Jogos Olímpicos de 2012. O território acolhe uma delegação de atletas que subiram ao pódio em Londres, a convite do Governo de Macau, entre os dias 26 e 28 deste mês. A delegação da China aos Jogos Olímpicos de Londres regressou a casa com 38 medalhas de ouro, 27 de prata e 23 de bronze, tendo batido seis recordes mundiais e outros tantos recordes olímpicos. Não se sabe, por enquanto, quantos atletas vão estar em Macau. Foram no entanto divulgados alguns pormenores da agenda: no primeiro dia da visita, vão ser recebidos pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On. No dia seguinte, dia 27, têm encontro marcado com estudantes das escolas locais, bem como com atletas do território.
Maradona em Pequim para ajudar os escalões mais jovens
O antigo jogador argentino Diego Maradona, recentemente demitido do comando técnico do clube árabe Al Wasl, manifestou-se disponível para “desenvolver o futebol jovem na China”, durante uma visita de oito dias. A antiga estrela do futebol mundial, de 51 anos, chegou a Pequim na segunda-feira, promovendo uma série de iniciativas de caridade, embora esteja receptivo a retomar as funções de treinador na China. Aquele que é considerado um dos melhores futebolistas de sempre deverá encontrar-se nos próximos dias com o presidente da Federação Chinesa de Futebol, Wei Di. A China tem sido nos últimos tempos o destino de algumas estrelas de futebol em final de carreira, como são os casos do costa-marfinense Didier Drogba ou do francês Nikolas Anelka, companheiros de equipa no Shanghai Shenhua.
Liu Xiang com a garantia que vai continuar a competir
O atleta chinês Liu Xiang, que voltou a ser traído, nos Jogos Olímpicos Londres 2012, por uma lesão num tendão de Aquiles, garantiu, na chegada a Xangai, que vai continuar a competir. O campeão olímpico dos 110 barreiras em Atenas 2004, Liu Xiang, um dos ídolos dos chineses, foi eliminado prematuramente em Pequim 2008 e, agora, em Londres 2012, devido a uma tendinite crónica no tendão de Aquiles da perna direita. Operado, há uma semana, em Londres, Liu Xiang chegou terça-feira a Xangai, sua cidade natal, e garantiu que a intervenção cirúrgica “correu bem”, acrescentando, com alguma ironia, que passa a ter “mais uma cicatriz”. Numa cadeira de rodas, Liu Xiang disse esperar regressar aos treinos, ainda que de forma condicionada, dentro de dois meses, afastando a hipótese de abandonar as pistas. O seu treinador, Sun Haiping, considerou, também à chegada a Xangai, que “ainda é cedo” para falar nos Jogos Olímpicos Rio de Janeiro 2016, mas também recusou a hipótese de abandono da competição do seu pupilo.
Maratona Internacional de Macau apresentada ontem
À espera de grandes nomes
O
Instituto do Desporto (ID) juntamente com a Galaxy Entertainment, promovem uma vez mais a Maratona Internacional de Macau, prevista para 2 de Dezembro. A presente edição, com partida e chegada no Estádio do Centro Desportivo Olímpico, “contará com a participação de maratonistas de alto nível provenientes dos quatro cantos do mundo”, contudo a organização ainda não adiantou de que atletas se tratam. Para já, a organização revelou os horários das provas. Assim sendo, a Maratona e a Meia Maratona terão início pelas 5h do dia 2 de Dezembro, enquanto que a Mini Maratona iniciar-se-á quinze minutos depois. As inscrições estão abertas desde
A
Selecção de sub-21 de Portugal bateu a sua congénere da Macedónia por 2-1, num jogo realizado em Ponte de Sôr e que serviu de preparação para o último encontro de qualificação para o Euro 2013, frente à Polónia. Portugal adiantou-se no marcador por André Martins aos 24 minutos. Na segunda parte, chegou o golo do empate dos macedónios, por Georgiev, aos 77 minutos e o golo da vitória portuguesa, marcado por Fredy, aos 82 minutos, num bonito remate de fora da área. Portugal vai à Polónia a 10 de Setembro para disputar o último jogo da fase de qualificação do
ontem e será atribuído um desconto de 50% sobre a taxa de inscrição aos que se inscreverem até 31 de Outubro. Para que os participantes estrangeiros obtenham rapidamente as informações do evento e participem facilmente nas provas, a organização reforçará o conteúdo e os serviços prestados pelo website oficial em www.macaumarathon.com. O Governo quer ver a população de Macau a aderir em massa. Para tal, serão atribuídos prémios pecuniários aos vencedores das categorias de Atletas de Macau que batem recordes nas provas de Maratona e de Meia Maratona. Caso os resultados obtidos pelos vencedores locais ultrapassem os recordes anteriores, ser-lhes-ão atribuídos os
prémios pecuniários de 30 mil patacas e de 10 mil patacas respectivamente.
CORRIDA FEMININA DEU BRONCA
Em 2011, após a realização dos exames de dopagem dos participantes das provas pela organização, verificou-se que as amostras recolhidas junto da vencedora da Maratona Rose Chesire e da 2ª classificada da Meia Maratona Mari Kauri apresentaram resultados positivos. Com isso, a Federação Internacional de Atletismo foi informada pela organização e depois da verificação do referido organismo internacional, decidiu-se cancelar os resultados obtidos pelas atletas em causa, retirando-lhes a premiação.
Portugal vence Macedónia (2-1) em jogo particular
A meio-gás
Euro 2013. A Selecção Nacional está no primeiro lugar do grupo 6 com mais um ponto que a Rússia.
MÁ FORMA ASSUMIDA
O seleccionador nacional de sub-21, Rui Jorge, admite que Portugal não esteve ao seu melhor nível no particular frente à Macedónia (2-1) mas também encontrou aspectos positivos. “Não foi um espectáculo bem
conseguido e não jogámos tão bem como gostaríamos, devido a várias vicissitudes, mas existem outras qualidades que saíram evidenciadas e que são de enaltecer. Com a lesão do Luís Martins, logo no início da segunda parte, não quisemos arriscar e não foi possível fazer mais. Valeu o empenho, a entrega e o caráter dos jogadores”, afirmou após a vitória.
Segue-se o jogo com a Polónia, o último de qualificação para o Euro 2013. Rui Jorge deverá contar com a grande maioria dos jogadores convocados para o jogo desta terça-feira frente à Macedónia: “Este não é um grupo fechado e não posso assegurar que sejam estes 23 jogadores a integrar a convocatória (para a Polónia), mas a sua maioria será, com certeza.”
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EDITAL
EDITAL
Edital nº: 117/E/2012 Processo nº: 274/OI/2012/F Local: Rua de Ponte e Horta nº 18, Edf. 群興 (Bloco G, H), fracção 5º andar H (CRP:H4), Macau Chan Pou Ha, Directora Substituta da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio ao proprietário – Sr. Ng, Chi Chon Filipe, aos donos da obra ou inquilinos do local acima indicado, o seguinte : 1. Em 15/06/2012, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra cuja descrição e situação é a seguinte: Obra Situação da obra 1.1 Instalação de pala metálica na fachada do edifício junto à varanda da fracção. Concluída 1.2 Instalação de pala metálica na fachada do edifício junto à janela da fracção. Concluída 1.3 Instalação de suporte de vaso metálico na fachada do edifício junto à varanda Concluída da fracção.
2.
A obra acima indicada foi executada sem prévia apreciação do projecto e correspondente concessão de licença por esta DSSOPT, conforme exigido pelo nº 1 do artigo 3º do Decreto-Lei nº 79/85/M de 21 de Agosto, alterado pela Lei nº 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo nº 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que a obra é considerada ilegal. Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52º e 65º do Decreto-Lei nº 79/85/M, pode ser ordenado que os infractores procedam à demolição da obra ilegal referida no ponto 1, e à reposição da parte comum afectada do edifício(fachada do edifício) de acordo com o projecto aprovado por esta Direcção de Serviços, pelo que, são sancionáveis com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. Nos termos dos artigos 93º e 94º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e as demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer diligências complementares no ponto 5 abaixo indicado, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. No entanto, os interessados podem proceder à demolição da obra acima indicada por iniciativa própria, devendo entregar previamente nestes Serviços a declaração de responsabilidade do construtor incumbido da obra de demolição e a apólice de seguro contra acidentes de trabalho e doenças profissionais, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nº 33, 15º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227)
3.
4.
5.
6.
Aos 9 de Agosto de 2012 A Directora dos Serviços, Substituta Engª Chan Pou Ha
Edital nº: 113/E/2012 Processo nº: 208/OI/2012/F Local: Rua de S. José nº 7, Edf. Hou Wai, Bloco 1, fracção 1º andar B (CRP:B1) e fracção 2º andar A (CRP:A2), Macau. Chan Pou Ha, Directora Substituta da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio aos donos da obra e proprietários ou seus mandatários, ao encarregado da obra, aos técnico responsável pela obra e executores da obra existente no local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. Em 14/05/2012 e 20/07/2012, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra cuja descrição e situação é a seguinte: Fracção Andar
1.1
B
1
1.2
A
2
Obra
Situação da obra
1.1.1 Obra de modificação no interior da fracção. 1.1.2 Demolição de uma parte da fachada do edifício junto à fracção para a ampliação da janela original da fracção e instalação da janela em caixilharia de alumínio 1.1.3 Demolição de uma parte da fachada do pátio Em Curso do edifício junto à fracção para a ampliação da janela original da fracção e instalação da janela em caixilharia de alumínio 1.1.4 Construção de casa de banho com paredes em alvenaria de tijolo na fracção e alteração da rede de abastecimento e drenagem de água na fracção. Instalação de pala metálica na fachada do edifício junto à fracção. Em Curso Alteração do tubo de abastecimento de água na fracção.
2. A obra acima indicada foi executada sem prévia apreciação do projecto e correspondente concessão de licença por esta DSSOPT, conforme exigido pelo nº 1 do artigo 3º do Decreto-Lei nº 79/85/M de 21 de Agosto (RGCU), alterado pela Lei nº 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo nº 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que a obra é considerada ilegal. 3. Nos termos dos nos 1 e 5 do artigo 52º do RGCU, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra da fracção mencionada no ponto 1 pelo prazo de 48 horas.
AVISO EXAME PARA AMADORES DE RADIOCOMUNICAÇÕES Avisam-se todos os candidatos ao Exame de Aptidão de Amador de Radiocomunicações, de Categoria C, que o mesmo será realizado, no dia 2 de Setembro do corrente ano pelas quinze horas, na Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 789-795, 1.º andar.
Região Administrativa Especial de Macau, aos 15 de Agosto de 2012.
O Directora dos Serviços,
Tou Veng Keong
4. Nestas circunstâncias e em cumprimento do disposto nos nos 1 e 5 do artigo 52º e do artigo 53º do Decreto-Lei nº 79/85/M acima indicado, determinei o embargo da obra mencionada no ponto 1, os notificados deverão: 4.1 Suspender de imediato a obra no local acima indicado. 4.2 Apresentar no prazo de 8 dias o projecto de legalização das obras mencionadas nos pontos 1.1.4 e 1.2.2 com visita à avaliação da possibilidade de legalização da mesma. 5. Caso os interessados referidos no ponto 1 não dêem cumprimento ao presente edital, são sancionáveis com multa de $2 500,00 patacas, sem prejuízo da responsabilidade criminal que caso houver, em conformidade com o disposto no artigo 67º do Decreto-Lei nº 79/85/M. 6. Nos termos do artigo 59o do Decreto-Lei nº 79/85/M e das competências delegadas pelos nos 1 e 4 da Ordem Executiva no 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 4 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 15 dias contados a partir da data de publicação do presente edital. 7. O recurso referido no ponto anterior não tem efeito suspensivo, devendo por isso as obras mencionadas no ponto 1, manter-se embargadas.
Assine-o TELEFONE 28752401 | FAX 28752405 E-MAIL info@hojemacau.com.mo
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8. Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52º e 65º do Decreto-Lei nº 79/85/M, pode ser ordenado que os infractores procedam à demolição da obra ilegal referida no ponto 1, e à reposição da parte afectada do edifício de acordo com o projecto aprovado por esta Direcção de Serviços, bem como são sancionáveis com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas. 9. Nos termos dos artigos 93º e 94º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e as demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer diligências complementares, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data de publicação do presente edital. 10. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nº 33, 15º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227) Aos 09 de Agosto de 2012 A Directora dos Serviços, Substituta Engª Chan Pou Ha
quinta-feira 16.8.2012
[ ] Cinema
Brenda Chapman 16.00, 19.30
Um filme de: Tony Gilroy Com: Jeremy Renner, Rachel Weisz 14.30, 19.15, 21.30
THE DARK NIGHT RISES [B]
MCDULL, THE PORK OF MUSIC [B]
FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Brian Tse 16.45 SALA 2
PARANORMAN [3D] [B] LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chris Butler, Sam Fell 14.15, 17.45
Um filme de: Christopher Nolan Com: Christian Bale, Gary Oldman, Anne Hathaway 21.15 SALA 3
SAMMY’S 2: ESCAPE FROM PARADISE [3D] [C] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Len Wiseman Com: Ben Stassen 14.30, 16.15, 18.00
MCDULL, THE PORK OF MUSIC [B]
BRAVE [3D] [B]
Aqui há gato
FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Brian Tse 19.45, 21.30
FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Mark Andrews,
VERTICAIS: 1-Produtora. 2-Imposto de Ciruclação (abrev.). Tornariam oco. 3-Casa, pátria (Fig.). Sorri. Desfolhado. 4-Falecimento. Sua pessoa. Hipótese. 5-Sua (Arc.). Escolherdes. 6-Olé!. Imposto sobre o rendimento colectivo (sigla.). Nome de mulher. 7-Roubariam (Gír.). Existes. 8-Expressão do rosto. Concede. Canais de irrigação. 9-Naquela. Distingue, divisa, Caminhai. 10-Retábulos. Nesse lugar. 11-O que possui, possuidor.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Filosófico. 2-Entrar em cabalas. Poeira. 3-Manifesta o riso. Falta (Pref.). Naquelas. 4-Letra grega. Contracção dos pronomes Te e O. Ajunteis. 5-A febre-amarela (Ant.). Nordeste (abrev.). 6-Oferecei, Três (Pref.). Notas, observas. 7-Cidade bíblica. Extraíeis. 8-Zunir (os ouvidos). Funesta. Sozinho. 9-República Árabe Unida (Extinta). Ceda gratuitamente. Tratamento que se dá na China a certas pessoas. 10-Suflixo, o m. q. INO. Feita a sementeira. 11-Avaliásseis o peso.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:30 18:05 19:00 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:35 00:10 00:40
TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO Selecção Nacional AA: Portugal Panamá (Repetição) Resistirei Telejornal TDM Talk Show Castle Maysa - Final TDM News Reportagem Sic Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Viva a Música 15:30 Cenas de Casamento - SIC 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 18:00 Vingança 18:30 Moda Portugal 2 19:00 Liberdade 21 20:00 Jornal Da Tarde 21:10 Tintim por Tintim 21:15 Sal na Língua 21:45 Há Volta 23:00 Ciclismo: 74.ª Volta a Portugal em Bicicleta 30 - ESPN 12:30 14:30 15:30 16:00 16:30 17:00 19:30 20:00 20:30 21:00 22:00
US Figure Skating Championship London 2012 Olympic Games Onc Highlights Day 2 Global Football 2012/13 Silk Way Rally 2012 - Highlights Day 3 - 4 Total Rugby Senior Open Championship 2012 Day 3 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 Total Rugby Silk Way Rally 2012 - Highlights Day 5 - 6 KIA X Games Asia 2012 Sportscenter Asia 2012
22:30 23:00
Total Rugby London 2012 Olympic Games Onc Highlights Day 3
31 - STAR Sports 13:00 Mobil 1 The Grid 2012 13:30 Thailand Open Day 3 16:30 P1 Superstock Championship 2012 Highlights 17:00 Sports Max 2012/13 18:00 Alpe D’huez Triathlon 19:00 Asean Basketball League 2012 Indonesia Warriors vs. San Miguel Beerman 21:00 JK Racing Asia Series 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 V8 Supercars Championship Series - Highlights 23:00 Len European Diving Championships 40 - FOX Movies 12:15 Love And Other Impossible Pursuits 14:00 Unstoppable 15:40 Men In Black Ii 17:15 Maid In Manhattan 19:05 the Fighter 21:00 Fright Night 22:45 The Omen 00:40 Black Swan 41 - HBO 12:00 14:00 16:25 18:20 20:10 22:00 23:40
Ace Ventura Apollo 13 Diamonds Are Forever Speedy Singhs The Other Guys Grown Ups Hall Pass
42 - Cinemax 12:40 14:30 16:00 17:30 19:55 22:00 23:45
Sudden Death Superman: Doomsday The Bastard Robin Hood Lethal Weapon 4 Clash Of The Titans The Evil Dead
HORIZONTAIS: 1-FILOSOFAL. P. 2-CABALAR. PO. 3-P. RI. AN. NAS. 4-RO. TO. ADAIS. 5-OCROPIRA. NE. 6-DAI. TRI. VES. 7-UR. SACAVEIS. 8-TINIR. MA. SO. 9-RAU. DE. LI. R. 10-IM. SEMEADA. 11-Z. PESASSEIS. VERTICAIS: 1-F. PRODUTRIZ. 2-IC. OCARIAM. 3-LAR. RI. NU. P. 4-OBITO. SI SE. 5-SA. OPTARDES. 6-OLA. IRC. EMA. 7-FANARIAM. ES. 8-AR. DA. VALAS. 9-L. NA. VE. IDE. 10-PAINES. AI. 11-POSSESSOR. S.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM • Sándor Márai
Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam de música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular... Um dos melhores romances escritos no século XX, um livro indispensável!
BASTARDOS REAIS • Isabel Lencastre
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
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Cineteatro | PUB
SALA 1
THE BOURNE LEGACY [B]
futilidades
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Os filhos ilegítimos dos Reis de Portugal. Ao longo de quase oitocentos anos, duas mulheres e 32 homens sentaram-se no trono de Portugal. Destes soberanos, apenas seis não tiveram filhos. E dos 26 restantes, só dois não terão tido filhos ilegítimos. Segundo os testemunhos que a História nos deixou, todos os outros foram pais de bastardos. Estes filhos ilegítimos dos reis de Portugal assumiram papéis de relevo e cargos influentes, tanto na corte como no estrangeiro. Desempenharam ofícios importantes e diversos – um foi mordomo mor, outro capitão na conquista de Ceuta, outro ainda foi arcebispo de Braga. Dom João I, sendo bastardo, foi um dos reis mais proeminentes de Portugal. E outros houve, por seu lado, que foram líderes da oposição, criando instabilidade e promovendo a rebeldia do povo contra os seus pais e irmãos no poder. Reconstituindo a vida de todos estes homens e mulheres, Bastardos Reais revela-nos uma parte escondida e apaixonante da História de Portugal. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
TALVEZ SEJA FALTA DE CONFIANÇA (OU DE SABEDORIA) Cada região ou país tem a sua especificidade, ainda que num mundo globalizado as nacionalidades tenham de partilhar experiências umas com as outras. Mas quando isso é levado à letra, a roçar ligeiramente no exagero, entramos no ridículo. É o caso de Macau e da classe politica que a governa, que todas as medidas politicas que toma tem de ir ver como é que os outros fazem. Na hora de analisar o modelo de autocarros, introduzir o Metro Ligeiro ou ainda coisas mais simples, como a construção de um centro de aprendizagem de condução num local que serve de protecção natural às garças, o Governo sente necessidade de ir gastar um bom punhado de patacas a contratar empresas de consultadoria internacionais e ver modelos que muitas vezes não se adequam às características do território. Era bom que o público tivesse conhecimento da quantidade extraordinária de patacas que deve ser gasta nestas contratações, sobretudo quando estamos a falar de empresas de cariz internacional. Seria ainda fundamental compreender o grau de necessidade de tais projectos de análise. Macau é uma região pequena mas terá, decerto, os seus próprios consultores, os seus académicos (que não os da MUST, essa universidade que nasceu com o rabo virado para a lua), os seus especialistas que saibam avaliar projectos e o seu impacto. Mas o mais grave é que, muitas vezes, aquilo que se faz em Taiwan ou em Hong Kong não funciona em Macau. Parece que a máquina governativa não tem confiança suficiente para fazer, por si própria, análises e planos para desenvolver esta cidade, que poderia ter mil vezes mais qualidade de vida. Talvez seja um sinal de falta de sabedoria Pensem fora da caixa, e ganhem confiança em si próprios.
Pu Yi
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opinião
Superficialidades de Marte A mesma esquizofrénica humanidade capaz de enviar instrumentos a um planeta para estudar a composição das suas rochas, assiste indiferente à morte de milhões de pessoas pela fome. Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante. Alguém não anda a cumprir o seu dever. Não andam a cumpri-lo os governos, porque não sabem, porque não podem, ou porque não querem. Ou porque não lho permitem aquelas que efectivamente governam o mundo, as empresas multinacionais e pluricontinentais cujo poder, absolutamente não democrático, reduziu a quase nada o que ainda restava do ideal da democracia. Mas também não estão a cumprir o seu dever os cidadãos que somos. José Saramago
Mica Costa-grande
P
OR vaidade ou avançada senilidade, desde 1901 todos os escolhidos, aceitaram o prémio da Svenska Academien, excepto Jean-Paul Sartre, que justificou assim a sua recusa: “Um escritor não pode permitir-se ser transformado em instituição”. Por outras razões, Hitler proibiu os cidadãos do terceiro Reich de o aceitarem. José Saramago recebeu-o e tornou-se uma instituição ibérica, com sede em Lisboa. O texto que serve de rastilho a esta crónica, tem sido muito usado estes dias porque, depois de nove meses de viagem, chegou mais um robô a Marte. Foi lido pela primeira vez em Oslo em 1998 quando Saramago recebia a distinção que lhe tinha sido atribuída por um sueco, das mãos de um norueguês. Ambos nos respectivos países, exercem o poder por herança. O prémio pecuniário também tem origens financeiras desprezíveis. O discurso que contém estranhos ecos do passado, multinacional e pluricontinental era a definição do luso-colonialismo pelo Estado Novo, é, mesmo postumamente, impertinente e indesculpável. Coloca em rota de colisão duas necessidades que devem manter-se paralelas: a justa distribuição da riqueza e a produção de máquinas pacíficas e sofisticadas. Gosto do Espaço. A primeira vez que vi televisão as imagens eram extraterrestres. O meu avô comprou um aparelho oval da Grundig para eu – e a aldeia toda – assistir ao vivo à grande farsa “amaricana”: – O quê!?! À Lua? Pode-se lá ir à Lua, resmungavam os camponeses. Nem olhavam para os homenzinhos a saltitar e a falar, como se a mentira, de tão grosseira, envergonhasse até quem assistia. Eu tinha sete anos, uma cadela chamada Laika e a minha mãe dizia que me fizera no dia em que Gagarin saiu e não encontrou deus. Por causa deste currículo, fui o único em Vila Frescaínha de São Pedro que acreditou em tudo. Aqui estou 40 anos depois, de novo a discordar de velhos desconfiados. “Chega-se mais facilmente a Marte do que ao nosso próprio semelhante.” A primeira impressão que provoca esta frase, que tem uma palavra a mais, é: – Onde é que eu já ouvi isto? Na igreja, claro de for-
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Saramago moveu-se entre equívocos e frases longas. Quanto mais o leio mais me desinteresso. É uma cebola que impossivelmente se descasca de dentro para fora, caminhando inexoravelmente para a superfície. Ou pior: para o vácuo. Foi-se, talvez sem perceber que a Humanidade como entidade não existe ma inversa e com agulhas e camelos como protagonistas. Não há nada mais católico, além de inventar evangelhos, que ver-se a si próprio e aos outros de forma miserável e abjecta. No final das contas, apenas um pequeno sofrimento a mais, numa comunidade que há dois milénios se extasia pública e descaradamente a contemplar a figura de um homem pregado. Saramago e a igreja de Roma usam “semelhante” para designar os desgraçados, reais ou imaginários. Na Índia o conceito tem paralelo na palavra “Harijans”, termo astuto e traidor, que significa “filhos de deus” e se refere aos intocáveis, sub-humanos condenados à nascença pelas regras tirânicas do Karma. Os chineses fitam solenemente a cara dos recém-nascidos e pressagiam: – Que a tua época meu filho, seja interessante! A nossa época é certamente auspiciosa. Mas como em todas as revoluções é lamentável o número de vítimas. É duro constatar que em tempos de atarefado desenvolvimento tecnológico os desequilíbrios se acentuam. Hoje, 1% de nós detém 40% de tudo. Sempre que o mundo bascula há uns quantos egoístas que aproveitam o balanço e vão para cima da gamela com patas e tudo. Foi assim no princípio do outro século, com a electricidade e os transportes rápidos que vinham para resolver mas, de início, só complicaram. Foi preciso um grande dispêndio de vidas para impôr a partilha dessas novas ferramentas de forma razoável, o que só aconteceu nos incomparáveis anos 50, 60 e 70. Mas que a Humanidade – actualmente com mais de 7.000.000.000 de indivíduos – é bicéfala, está apática ou já não se importa, é
uma afirmação grosseira. Na verdade todos nos dilaceramos, uma e outra vez. Pagamos literalmente, para ver as moscas pousadas nos olhos das crianças. Seria talvez mais interessante questionar o superavit, que nos permite exercer piedade à velocidade da luz e deplorar o estado geral do mundo a partir do aconchego do domicílio. Os que nos vendem as crianças desnutridas em ecrãs planos, extraem também das suas terras o ferro, o cobre e a nafta para fazer meia dúzia de robôs para mandar para Marte, mas principalmente para montar e mover centenas de milhões de latas fumarentas e ineficientes que se renovam a cada três ou quatro anos aqui na terra. Não gosto de moscas maliciosas nas minhas fotografias e a piedade é mãe da impotência. Exerço a profissão há muitos anos e nunca fotografei crianças com moscas nos olhos. Fico demasiado ocupado a tentar afastá-las. Acredito na soma das pequenas competências para tornar a vida mais aceitável, seja plantando comida por aqui, robôs lá em Marte ou a enxotar moscas onde for preciso. Ser competente hoje é fazer mais que preocupar-se com superficialidades de Marte. Não tenho TV e o meu índice de felicidade aumentou. Desloco-me num veículo enjeitado, que uso pouco e tento fazer durar para sempre e a minha culpa diminuiu. Aos complexos engenhos de locomoção recorro apenas para ir longe, para ver de perto os outros e gosto cada vez mais deles. Danço na favela do Alemão, peregrino com tibetanos e divirto as crianças, num posto de saúde do Príncipe, enquanto esperamos alívio para o paludismo. Contemplar a vida de um viaduto com vista sobre o mundo, é privilégio das Divas
que gastam demasiada água no banho. Tenho a intuição de que as toneladas de calorias queimadas (palavras feias!) fazendo rodar engenhos inúteis em ambientes climatizados, são as que faltam às bocas vazias do lado de baixo do Mundo. População em chinês traduz-se simplesmente por: número de bocas, que Mao Zedong – repudiando o controle de natalidade – dizia virem ao mundo acompanhadas de um robusto par de braços. É perverso (ia dizer ingénuo mas soa fraco) não saber que sem alta tecnologia já não nos alimentamos – não estou a falar de duvidosas pesquisas do agro-negócio internacional – sem ela desconheceríamos também que alguns de nós morrem de fome. Actualmente só autocracias ou necrocracias asiáticas se permitem banir o uso de boas ferramentas. Mantendo assim confinadas entre os seus muros populações esfomeadas de tudo. Pobre é quem pensa que, por comer com regularidade, tem resolvidas todas as suas misérias e pode sentar-se comodamente e derramar lágrimas sobre o mundo que ora lhe é servido pasteurizado, ora estragado. Saramago moveu-se entre equívocos e frases longas. Quanto mais o leio mais me desinteresso. É uma cebola que impossivelmente se descasca de dentro para fora, caminhando inexoravelmente para a superfície. Ou pior: para o vácuo. Foi-se, talvez sem perceber que a Humanidade como entidade não existe. Muito menos poderia estar afectada por essa figura de (des)estilo emprestada da psiquiatria. Para isso era preciso que fossemos um organismo. Na verdade, não somos nem um “mobile” que soprado numa ponta faria mexer a outra. O seu conceito de uma Humanidade vil foi produzido nas fábricas do pecado original. Hoje também desconfio dos americanos e, francamente, não percebo em absoluto que valor tem esse robô espertinho. Considerando menos a validade ou elegância das obras dos impérios e mais a sua incontida megalomania, vou tentar esclarecer a minha posição com uma parábola borgesiana. Droctulft, o bárbaro misturado na turba, saqueava e queimava Ravena, repentinamente muda de posição e passa a lutar pela defesa da cidade, sacrificando-se por ela. Não porque entenda o seu sentido ou para que servem aquelas enormes construções, apenas porque algo feérico e inexplicável se abateu sobre os seus sentidos quando olhou a primeira vez para um inútil arco de triunfo. Se não for por outra razão, o “Curiosidade” * vale os seus 2.500.000.000 porque num relance nos transporta a todos do sofá para um terreno realmente inóspito e desolador. E partilhado o custo, esta viagem fantástica está a sair a menos de meio dólar por cabeça. Passem bem, enquanto podem. Os “nossos semelhantes”, usando as novas tecnologias, vão descobrir rapidamente os truques que fornecem continuamente e em grande abundância, moscas para eles e água cristalina para as nossas torneiras.
* A escolha prosaica deste nome só tem paralelo numa cidade da selva de Chiapas: “La Realidad”, quase tão inóspita como o planeta Marte. Baptizada por Marcos, curiosamente um amigo de Saramago e último guerrilheiro romântico.
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Carlos M. Cordeiro
19
da estrela
A Zita do ar condicionado
N
O ano de 1969 os estudantes universitários tinham uma profunda consciência política das dificuldades da vida sem liberdade e sem democracia. As faculdades fartaram-se das visitas da polícia de choque. A “cabra” era amarga e dolorosa. Portugal vivia sob um regime fascista do qual resultavam as prisões e a deportação de quantos se enchiam de coragem para chefiar as lutas políticas. Numa casa do bairro de Sacavém, nos arredores de Lisboa, residia a Zita, uma jovem estudante que aprendeu intimamente com os seus pais os princípios da clandestinidade, do sigilo das conversas, dos dissabores políticos, da solidariedade, da estratégia revolucionária e da fraternidade entre quantos aspiravam por um país livre. Tempos difíceis para aqueles que sabiam perfeitamente entender as “virtudes” do regime fascista do Estado Novo e da primavera marcelista. Portugal assistiu a prisões, degredo e morte de antifascistas que a história tem vindo a registar através de obras escritas por excelentes investigadores. A deportação para o Tarrafal, em Cabo Verde ou para Díli, em Timor-Leste, fez com que milhares de portugueses optassem pela emigração. Entretanto, já tinham morrido nas prisões vários lutadores pela liberdade às mãos dos algozes da polícia política, já tinham sido deportados líderes socialistas, comunistas e anarco-sindicalistas que nunca mais regressaram. Nas universidades a consciência estudantil procurou sempre prestar homenagem aos sacrificados pelas
De um dia para o outro, a Zita parece ter enlouquecido. Pela manhã cedo, chegou à sede do partido, mobilizou os camaradas para uma reunião especial e usou da palavra causas políticas. A Zita aprendeu o que era lutar, o que era sacrificar-se até à dor, o que era levar um recado a um camarada de forma a não se ser preso. A Zita assistiu, pela calada da noite, à prisão de familiares e camaradas de seus partido. A Zita acabara de se tornar uma mulher perfeitamente consciente de que o seu futuro estava traçado ao lado de todos os que lutavam pela democracia real. No dia 25 de Abril de 1974, a Zita assistiu à madrugada libertadora de um povo que estava farto de ser amordaçado. A Zita correu para a estação de Santa Apolónia para abraçar o seu camarada Álvaro Cunhal, líder dos comunistas que se encontrava no exílio. A Zita correu e gritou os vivas à liberdade pelas ruas de Lisboa e no estádio da FNAT ouviu os primeiros discursos através das vozes de Sá Carneiro, Mário Soares e Álvaro Cunhal na celebração do primeiro 1º de Maio em liberdade. A Zita participou na reorganização do seu partido comunista ao lado do líder e passou rapidamente a dirigente de confiança. A Zita assistiu às tentativas contra-revolucionárias de mudança no rumo traçado. As divergências partidárias
no espectro global da política portuguesa foram inúmeras e diversificadas. A Zita teve conhecimento de tudo isso. O antagonismo entre Mário Soares e Álvaro Cunhal viria a constituir-se como a batuta de uma orquestra desafinada. No entretanto, os comunistas desorganizaram-se e voltaram a organizar-se. A nação tinha decretado o fim da sua clandestinidade e aceitava-os como cidadãos iguais a todo um povo que tinha acabado de ficar atónito com uma bomba nos emissores da Rádio Renascença. A Zita era presença assídua nas conferências de imprensa do seu partido, sempre, sempre ao lado do líder Cunhal. A Zita estava na primeira fila das manifestações de protesto contra o novo regime, na primeira fila da bancada parlamentar e na primeira fila das propostas a apresentar aos seus pares. De um dia para o outro, a Zita parece ter enlouquecido. Pela manhã cedo, chegou à sede do partido, mobilizou os camaradas para uma reunião especial e usou da palavra: “Camaradas! Tenho uma ideia sensacional para que o nosso partido possa encetar o controlo total da informação junto das altas esferas que nos governam mal. Proponho que os técnicos de uma empresa amiga consigam introduzir microfones no interior dos aparelhos de ar condicionado em todos os gabinetes ministeriais e de outras salas onde se encontra o poder instituído”. Obviamente que a Zita foi expulsa do partido. NOTA: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
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quinta-feira 16.8.2012
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c a r t o on por Steff
JORNALISTAS DO FUTURO
Índia anuncia planos para missão a Marte
O Governo indiano anunciou, esta quarta-feira, que o país planeja enviar uma missão especial para Marte já em 2013, para recolher informações científicas sobre o planeta, revela o Daily Mirror. O anúncio foi feito pelo primeiroministro indiano, Manmohan Singh, durante as cerimónias do 65º aniversário da independência do Índia, com o objectivo de destacar os avanços tecnológicos do país. O nome da missão não foi divulgado, mas de acordo com os cientistas o veículo espacial deverá levar cerca de 11 meses a aproximar do solo de Marte.
Português morreu na ilha de Bali
Um português morreu esta segunda-feira na Ilha de Bali, na Indonésia, enquanto praticava bodyboard. Gonçalo Jesus tinha-se deslocado a Bali precisamente para a prática daquele desporto, já que este é um dos pontos de referência mundial para bodyboarders e surfistas. Viajar até Bali sempre foi um sonho do português que perdeu a vida no mar (não se sabem ainda pormenores sobre o que aconteceu), garantiram os amigos de Gonçalo Jesus à RTP, que asseguram que este era bastante experiente, uma vez que era inclusivamente instrutor de surf em Portugal.
Vitória lusitana em concurso para Bienal
Uma equipa de arquitectos portugueses venceu o concurso Architecture for Humanity`s Open Challenge, e apresentará o projecto vencedor na Bienal de Arquitectura de Veneza. A edição deste ano do concurso, organizado pela Architecture for Humanity, desenvolveu-se em torno do tema da recuperação de espaços militares desactivados, em prol de uma nova utilização de cariz cívico, social, económico ou ambiental. O projecto português em prova foi escolhido por um júri composto por 33 profissionais, com base nos critérios de impacto comunitário, apropriação contextual, pegada ecológica, viabilidade económica e qualidade de design, tendo participado 510 equipas de 74 países. “OCO Ocean & Coastline Observatory” é o nome do projecto português, que propõe a recuperação das baterias antiaéreas instaladas na década de 1940, na costa do concelho de Almada, nomeadamente entre a Trafaria e a Costa de Caparica. João Figueiredo, Mauro Jerónimo, José Pereira, Filipe Freitas e Luís Sezões, Manuel Espada são os arquitectos que constituem a equipa portuguesa, liderada por João Segurado.
Astronautas chineses despedem-se de Macau
Missão cumprida
A
delegação da missão espacial tripulada Shenzhou-9 e acoplagem ao módulo Tianggong-1 despediu-se, ontem, de Macau, depois de uma visita de três dias ao território. Antes da partida, o chefe da delegação e um dos responsáveis do programa espacial chinês, Niu Hongguang, acompanhado pelos três astronautas, Liu Yang, Jing Haipeng e Liu Wang, fez o balanço da visita, aproveitando a ocasião para agradecer a hospitalidade do Governo e a recepção da população RAEM. Niu Hongguang fez ainda questão de prestar tributo ao trabalho dos funcionários públicos envolvidos na organização das actividades do programa de visita da delegação e ao forte apoio das instituições do Governo. Apesar da curta visita, a comitiva constatou as grandes mudanças operadas em Macau, quase 13 anos depois do regresso à mãe-pátria. “Jamais esqueceremos a alegria da população de Macau com o nosso êxito, bem patente na conferência sobre a mais recente missão Shenzhou-9, a recepção calorosa e exaltação dos jovens estudantes durante o encontro com os seus heróis do espaço ou o entusiasmo e amizade da população, sempre presente em cada local que visitámos”, salientou. O mesmo responsável lem-
brou que o projecto nacional de desenvolvimento de viagens espaciais tripuladas tem cerca de duas décadas e que o próximo passo será a investigação, produção e construção de equipamentos para a estação espacial tripulada da China. “Não vamos gorar as expectativas e incentivos
dos compatriotas de Macau, nem permitir que fiquem desiludidos. Vamos empenharmo-nos ainda mais nas nossas tarefas, lutar firmemente, desenvolver e inovar, com a mesma dedicação e determinação, para alcançar novas vitórias no programa de missões espaciais tripuladas.”
Portugal exporta 132 vezes mais ouro
A exportação portuguesa de ouro aumentou de forma exponencial nos últimos cinco anos. No primeiro semestre deste ano o nosso país vendeu para o estrangeiro uma quantidade de ouro 132 vezes superior ao metal dourado que foi exportado nos primeiros seis meses de 2007. Mais do que dizer que a exportação aumentou de forma positiva apesar da crise, este será mais um fenómeno resultante da própria crise, já que, em dificuldades financeiras, muitas famílias são obrigadas a vender quer a joalharia e reservas de ouro que têm. E este crescimento promete não abrandar, uma vez que os resultados deste ano (até ao momento) já ultrapassam em 83% os valores do período homólogo de 2011. Só entre Janeiro e Junho Portugal exportou mais de 3,8 mil milhões de patacas em ouro, segundo informa o Instituto Nacional de Estatística (INE). É fácil de ver o aumento: em 2007, numa altura em que a crise não estava ainda vincada, o país tinha vendido para o estrangeiro apenas 3 milhões de euros em ouro, no primeiro semestre do ano. O facto do valor do ouro ter “explodido” nesse período também ajuda a explicar o súbito aumento nas vendas: se em 2006 uma onça de ouro valia 632 dólares (cotação de referência internacional), em Agosto de 2011 tocou o teto máximo de sempre, com cada onça a valer já 1900 dólares. Bélgica, Itália e Espanha são o principal destino do ouro português.