AUREA EM ENTREVISTA
“MACAU VAI SER MUITO ESPECIAL”
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEGUNDA-FEIRA 15 DE OUTUBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2714
TEMPO POUCO NUBLADO MIN 23 MAX 30 HUMIDADE 50-85% • CÂMBIOS EURO 9.4 BAHT 3.7 YUAN 0.7
PEREIRA COUTINHO
Agências imobiliárias geram especulação, mas a lei, afinal, está do lado dos inquilinos
Quais são os nossos direitos? Depois de anunciadas as novas medidas governamentais para travar a especulação imobiliária, o Hoje Macau quis saber quais são os direitos dos inquilinos. Contratos de um ano, aumentos de rendas acima dos 20%, mudanças durante o contrato ou despejos são situações nas quais o inquilino está salvaguardado. A lei não engana: a negociação de rendas ou o abandono do imóvel terá de ser transmitido ao inquilino com 90 dias de antecedência antes do final do contrato. PÁGINAS 2 E 3
Governo deu 70 milhões de patacas ao Kiang Wu PÁGINA 5
TURISMO
Costa Antunes cede lugar a Helena de Senna Fernandes PÁGINA 5
AMBIENTE
DSPA admite combate contra a poluição do ar PÁGINA 12
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política
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segunda-feira 15.10.2012
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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NQUANTO o Governo diz não ser viável a implementação de regras para controlar problemas como o aumento exacerbado das rendas no mercado imobiliário privado, há quem defenda precisamente o contrário. O Hoje Macau falou com Sílvia Mendonça, advogada do território, que concorda com a não intervenção do Executivo no mercado imobiliário, mas defende a necessidade de existirem regras neste sentido. “Compreendo que o Governo perspective Macau no sentido da livre procura, sem intervenção, mas há medidas que têm de ser tomadas. E o grande problema que existe hoje nas agências imobiliárias de Macau é que não há qualquer tipo de controlo para o seu estabelecimento nem para a sua actividade.” A advogada frisa que é preciso que as agências sejam licenciadas e os agentes acreditados, o que actualmente não acontece em Macau. Na Assembleia Legislativa está a Lei de Mediação Imobiliária, actualmente à espera de aprovação. O objectivo é precisamente licenciar os agentes imobiliários que exercem a actividade em Macau, até porque o próprio Governo admite que a falta de legislação neste sentido prejudica os direitos do consumidor. O projecto não especifica se será aplicável aos arrendamentos, uma vez que fala apenas em “transacção”. A semana passada, o Grupo de Trabalho para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável do Mercado Imobiliário optou por não implementar medidas que controlem as rendas de casa em Macau, limitando-se a dificultar o acesso a empréstimos para quem quer comprar casa. Mas, os valores elevados das rendas são constante tema de debate na sociedade, que se queixa ainda de falta de regras que controlem a especulação das agências e dos senhorios. A falta de legalidade da maioria dos contratos para quem arrenda uma casa é outra das questões que mais polémica tem criado, mas o Executivo descarta-se por agora de qualquer tipo de mudança nesta área. “Macau é uma cidade aberta e não temos condições para fazer um
Especulação nos arrendamentos continua evidente em Macau e parte muitas vezes das agências, defende advogada
Conhece os seus direitos de inquilino?
Sabia que o seu senhorio não lhe pode aumentar a renda sem o avisar com 90 dias de antecedência? E sabia que o contrato da sua casa é válido por dois anos, mesmo que só o tenha assinado por um? O Hoje Macau foi saber quais são realmente os direitos dos inquilinos, depois de o Executivo afirmar não ter medidas para evitar situações de especulação no arrendamento do mercado imobiliário privado controlo do arrendamento”, frisou aos jornalistas Wong Chan Tong, director do gabinete do secretário para as Obras Públicas e Transportes. “Claro que podemos com certeza fazer uma análise mais aprofundada, mas o mercado de arrendamento muda todos os dias e definir o controlo em termos económicos é bastante difícil e podia ter efeitos prejudiciais.” Especialistas em economia e deputados têm vindo a falar da imposição de um limite máximo para o aumento das rendas, por exemplo, mas esta não é a primeira vez que o Executivo considera que não deve interferir no mercado imobiliário privado. O Hoje Macau tentou,
por isso, perceber quais são realmente os direitos de quem arrenda casa em Macau.
CONTRATOS COM PRAZO MÍNIMO
Sílvia Mendonça é peremptória: a lei é muita clara e diz que o primeiro contrato de arrendamento não pode ter uma duração inferior a dois anos. Mas este é precisamente um dos principais problemas com que os inquilinos têm de se preocupar no território, quando confrontados com um aumento da renda ao fim de um ano. A advogada explica ao Hoje Macau que, apesar de quase não existirem agências que celebrem contratos nestes termos, a lei é imperativa e durante
esse período a renda não pode ser aumentada. “O contrato tem de se manter exactamente com o clausulado acordado nesses dois primeiros anos.” Durante esse período, a renda nunca pode ser aumentada nem lhe pode ser pedido que abandone a casa, excepto se ambas as partes assim o acordarem. A negociação da renda ou do abandono do imóvel tem de acontecer com 90 dias de antecedência antes do fim do contrato. Este é o prazo previsto na lei para que o senhorio avise – através de carta registada e com aviso de recepção – a vontade de aumentar o montante da renda ou de ficar com o imóvel. Além de isto não acontecer normalmente desta
forma, em Macau há ainda outro problema com que tem que lidar quem arrenda casa: o aumento das rendas de forma exacerbada. É comum entre os residentes saber-se de aumentos de mais de 50% no valor das rendas. Aumentos “exponenciais” refere Sílvia Mendonça, que não estão limitadas por lei, mas que se devem basear na jurisprudência do território. “A jurisprudência em Macau nesse sentido diz que um aumento razoável é de 20%. A lei não especifica nada em relação à renda, mas a jurisprudência no Tribunal de Segunda Instância diz isso. Não pode ser qualquer aumento, tem de ser um aumento razoável.” Neste caso, razoabilidade pode traduzir-se no
salário que recebe o cidadão comum e na taxa de inflação.
AUTO-RENOVAÇÃO E CAUÇÕES
O que fazer se ultrapassar o termo do contrato de dois anos e não tiver sido avisado de qualquer mudança pelo senhorio? Nada. Deve manter-se na mesma casa e estar sujeito exactamente aos mesmos termos contratuais do primeiro contrato que assinou, mesmo se o senhorio pretender negociar. Após o termo do contrato e se o inquilino não foi avisado com 90 dias de antecedência “não é correcto nem legal existirem aumentos de renda”. O contrato mantém-se nos mesmos termos até porque se renova automaticamente por um ano. “É isso que diz a lei”, frisa Sílvia Mendonça. De fora da protecção legal está, contudo, um dos outros grandes problemas em arrendar uma casa em Macau: o pagamento das chamadas quatro rendas. Essa é uma situação que não está prevista na lei e é acordada entre as partes. O normal já foi exigir aos inquilinos o pagamento de três rendas – que serão uma de avanço, uma de caução para eventuais estragos e uma para a comissão da agência -, mas agora a moda das quatro rendas pegou. “Estranhamente, agora são quatro desde que vieram os especuladores de Hong Kong.” Neste caso, explica a advogada ao Hoje Macau, o inquilino não pode defender-
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-se com a lei. Pode dizer que não aceita as condições e arriscar-se a que não lhe seja arrendada a casa. Da mesma forma, fora da lei fica ainda a exigência de Macau considerada das mais absurdas pela sociedade: o pagamento em dólares de Hong Kong, quando a moeda oficial do território é a pataca.
ONDE COMEÇAM OS PROBLEMAS?
Os problemas surgem especialmente porque os arrendatários conhecem mal os seus direitos, defende Sílvia Mendonça. “Mesmo quando consultam juristas e têm informação fidedigna e correcta são tão bombardeados pelas agências imobiliárias – que nem chegam a ser agências imobiliárias, mas sim especuladoras – que ficam confusos e às vezes não seguem as regras que devem seguir.” Os próprios senhorios são muitas vezes enganados, diz a advogada, que deixa contudo outra pista para se perceber a origem da especulação no mercado imobiliário privado. “Na maioria dos casos, os agentes imobiliários são de Hong Kong e entram e saem de vez em quando do território, mas estão a trabalhar ilegalmente em Macau. Estão completamente fora do mercado de trabalho e transpõem o existe em Hong Kong para Macau.” Sílvia Mendonça acredita que estes agentes estão a
conseguir transferir o caos que se vive com as rendas na região vizinha para Macau. Caos que começa não só na vontade de conseguir dinheiro, como na falta de contratos controlados pelo Executivo. “Os contratos feitos em qualquer agência são, muitos deles, importados de Hong Kong onde têm a mania de estandardizar as coisas. Modelos de contratos de toda a espécie podem ser comprados em qualquer papelaria e vieram criar esta confusão especulativa em Macau.” À falta de regras em Macau, Sílvia Mendonça responde: “devia haver, há necessidade de haver regras uma vez que vem gente de fora de Macau, das especificidades de Macau e imbuída de alguma má fé. Concordo que o Governo não intervenha no mercado, mas devia haver medidas de controlo e garantia de legalidade para que gente deste tipo não venha especular o mercado imobiliário.” A advogada exemplifica ao Hoje Macau alguns casos, onde os próprios senhorios não sabem do que está a ser feito pela agência a quem deixam os imóveis. “Há agências que copiam a assinatura dos senhorios que são de fora de Macau e fazem a denúncia do contrato ao final de um ano, através de uma carta como se fosse lavrada pelo senhorio e as pessoas julgam que o contrato está mesmo a ser terminado e mudam de casa.” A estratégia começa aqui: “o que as pessoas fazem normalmente é procurar a mesma agência. A agência fica assim com uma casa disponível para arrendar e da qual vai receber uma comissão e vai ter de arranjar uma casa ao inquilino, que lhe dará outra comissão. É deste tipo de coisas que as agências vivem.” Mesmo quando os senhorios são esclarecidos por advogados, salienta Sílvia Mendonça, a agência muitas vezes intervém negando que a lei seja assim. “Há casos em que os senhorios cortam a luz e a água ou fazem escândalos no local de trabalho dos inquilinos. Tudo formas e tipos de pressão ilegais e potenciados pelas agências que por aí andam.” Normalmente, relata ainda a advogada, a solução encontrada por os que arrendam casa é mudarem de imóvel, pelo menos para deixarem de ser envergonhadas publicamente. E a vitória é então de quem comete as ilegalidades.
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Governo revela novas medidas para aquisição de imóveis privados
Tentar travar a especulação
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ITO medidas que têm como objectivo travar a especulação no mercado imobiliário de Macau foram sexta-feira anunciadas pelo Executivo. Além da taxa adicional de 10% sobre o valor do imóvel - a ser aplicado a pessoas colectivas ou a não residentes de Macau -, o Executivo irá propor à Assembleia Legislativa e com carácter de urgência, o alargamento do imposto de selo especial em transacções em menos de dois anos após a compra - e que varia entre 10 e 20% - às lojas, escritórios e parques de estacionamento. Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas, foi quem anunciou as medidas, que incluem ainda restrições no acesso ao crédito bancário. Anteriormente, era possível adquirir até 70% do valor do imóvel e agora passará a variar consoante o
SAIBA OS SEUS DIREITOS ENQUANTO INQUILINO • A duração de um primeiro contrato de arrendamento nunca pode ser inferior a dois anos. Mesmo que o contrato celebrado indique apenas um ano, este não é válido, sendo que pode ficar na casa durante dois anos. • Durante esse período, a renda nunca pode ser aumentada nem lhe pode ser pedido que abandone a casa, excepto claro se ambas as partes assim o acordarem. • O senhorio tem 90 dias antes do termo do contrato para o avisar de que a renda vai sofrer um aumento ou de que terá de abandonar o imóvel. Este aviso tem de ser feito por carta registadae com aviso de recepção e no nome do senhorio ou de quem tenha procuração para elaborar a carta por ele. • No caso de não ser avisado com 90 dias de antecedência, o contrato autorenova-se por um período de um ano exactamente nos mesmos termos – ou seja, sem qualquer aumento da renda. • No caso de lhe serem pedidas quatro rendas, o inquilino nada pode fazer. Esta é uma situação não prevista na lei, que se resume a um acordo entre partes. • O pagamento em dólares de Hong Kong fica também fora do enquadramento jurídico de Macau. O inquilino nada pode fazer neste caso, sujeitando-se ao pagamento da renda na moeda da região vizinha. • O pagamento de uma indemnização caso seja forçado a sair da casa por exigência do senhorio é sempre possível, sendo combinada por ambas as partes. • As duas cauções que paga no momento do arrendamento devem ser devolvidas aquando da entrega da chave, havendo sempre a salvaguarda de serem necessários acertos de contas posteriores.
preço da fracção e consoante o facto de o comprador ser um residente de Macau ou uma pessoa ou entidade não residentes. Assim, explicou, um imóvel acima do equivalente oito milhões de patacas pode ter um crédito concedido de 50% para um residente ou de 40% para um não residente, enquanto as fracções com valor equivalente a entre seis milhões ou oito milhões podem ser adquiridas com um empréstimo no máximo de 60% do valor do imóvel com limite de crédito fixado no equivalente a quatro milhões no caso do titular do pedido ser residente de Macau. Já os não residentes podem pedir empréstimos até 50% do preço, mas com limite máximo do equivalente a três milhões de patacas. O Executivo vai também propor que a dedução do equivalente a 3500 patacas na contribuição predial seja apenas aplicada a residentes de Macau, quer acelerar a construção das 19.000 casas de habitação pública ou económica e tem planos para mais quatro mil apartamentos. Mas quer ainda reconstruir determinadas instalações públicas para que possam ser aproveitadas para a construção de complexos habitacionais, apesar de Lau Si Io não ter avançado com os locais específicos onde isto pode acontecer. A medida mais forte é a taxa adicional de 10% aplicada a investimento estrangeiro.
DÚVIDAS
Lau Si Io acredita que as novas medidas vão estabilizar, com eficácia, o sector financeiro, reforçar a gestão do risco e elevar os custos da especulação, diminuindo o risco da queda repentina da bolha do mercado imobiliário, de forma a promover o seu desenvolvimento saudável, mas ainda assim Wong Chon Tang, chefe do gabinete do secretário afirma que quem quer comprar casa não vai deixar de o fazer. Após a apresentação das novas medidas, foram muitas as dúvidas que ficaram, nomeadamente se estas não vão fazer com que os preços já altos dos imóveis em Macau aumentem ainda mais, dado o aumento dos impostos para os vendedores. O chefe do gabinete não sabe responder concretamente, mas acredita que não. “Nós não somos adivinhos e lançamos estas medidas para garantir a estabilidade, o preço não é o único factor, há que ter em conta a oscilação do mercado financeiro.” Dados oficiais indicam que em Agosto deste ano, o preço do metro quadrado em Macau era de 61.749 patacas, mais 22,2% do que em Abril de 2011. - J.F. com Lusa
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Cecília Lin
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S três deputados da Assembleia Legislativa (AL) da Associação Novo Macau, Ng Kuok Cheong, Paul Chan Wai Chi e Au Kam San realizaram este fim-de-semana uma conferência de imprensa onde lançaram um repto de propostas ao Governo da RAEM: terrenos públicos para resolver problemas de habitação, discussão pública sobre os assuntos políticos e um sistema de prestação de contas do Governo. Os democratas querem assim ver resolvidas uma série de situações que vão desde a habitação pública até às contas mal justificadas de, por exemplo, Florinda Chan ou Lau Si Io. Os deputados estão cansados de derrapagens financeiras e de falta de discussão pública sobre a política da RAEM.
MAIS TERRA ÀS GENTES DE MACAU
Já não é a primeira vez que a Novo Macau vem a público defender que o Governo devia ter na sua posse mais terra ou então só distribuí-la
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Novo Macau lança propostas ao Governo
Directrizes para 2013 aos residentes de Macau. Aliás, Ng Kuok Cheong acusou mesmo o Executivo de andar a brincar com esta situação, num território que, como se sabe, anseia por mais terra. “A nossa pretensão é que no dia 20 de Dezembro de 2049, os proprietários de habitações no território sejam todos, apenas e só, residentes de Macau. Após 2014, se o Governo implementar outras políticas, e se a economia ainda estiver próspera, as propriedades dos residentes de Macau terão ainda mais valor. Estamos perante a benefícios a longo prazo.” O deputado Paul Chan Wai Chi adicionou ainda ao seu camarada que a ideia é bem vista pelos olhos do continente. “Quando o Governo Central aprovou os cinco novos aterros de Macau isso significou uma dica de como usar bem a pouca terra que Macau possui. É preciso meter um travão à construção de luxo
GONÇALO LOBO PINHEIRO
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porque a maioria da população de Macau não é milionária e não pode comprar o luxo. É preciso pensar primeiro no residente de Macau.” Os democratas lembram que a estrutura financeira do Governo da RAEM não depende dos terrenos e, por isso, pede-se mais coragem nestas políticas.
MONOPÓLIO E O SISTEMA DE RESPONSABILIDADE
Para a Novo Macau é muito claro o “fim dos monopólios”. Os democratas defendem uma discussão acérrima na AL por forma a por fim a um “cancro” que domina a sociedade há muitos anos. “Estamos perante uma sociedade livre a todos os níveis, logo não faz sentido monopolizar os bens e serviços fornecidos à população. É preciso que hajam diversas entidades a promover esses bens e serviços como forma de abrir oportunidade a todos, bem como dar múltiplas escolhas aos residentes. Os democratas falaram ainda da Fundação Macau e dos seu propósito. “É preciso criar um sistema que responsabilize quem gasta e abusa dos financiamentos. Esta é uma questão urgente que nós temos vindo a defender.”
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Académico defende mais secretarias na RAEM
“Deveriam existir pelo menos sete, oito ou nove” Florinda Chan reage a críticas sobre lentidão do processo legislativo
Depois das recentes declarações Lau Cheok Va, presidente da Assembleia Legislativa (AL), e Ho Iat Seng, vice-presidente do mesmo organismo, sobre a ineficiência do processo legislativo, devido às prolongadas demoras, Florinda Chan veio rejeitar, em nome do Governo, estas críticas. A secretária para Administração e Justiça defendeu hoje que se há demoras é porque o Governo não abdica de dialogar com a AL. “Talvez porque muitas propostas de lei introduzem mudanças significativas na lei, ou porque o conceito evoluiu... Por isso, o Governo tem de analisar em detalhe a legislação interior e fazer a avaliação necessária leva algum tempo”, explicou a número dois do Governo à comunicação social neste sábado. “Não concordo que o Governo e a AL estejam de costas voltadas. Não existe aqui um problema, o que existe é uma questão de responsabilidade. Nos termos da lei básica, a AL deve ter uma boa comunicação com o Governo.”
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Governo de Macau devia ser constituído por sete ou mais secretarias em vez das actuais cinco. É a opinião de Lau Pai Long, professor do departamento do Governo e Administração Pública da Universidade de Macau (UMAC). Em seu entender, cada um dos secretários está a lidar com demasiado trabalho. “Acho que cinco secretarias não são suficientes. Deveriam existir pelo menos sete, oito ou nove porque actualmente cada secretaria tem demasiados serviços”, explica à TDM. “Se eles querem tornar o Governo mais eficiente, eles deveriam cooperar melhor, em termos de decisão política e distribuir o trabalho, de forma mais razoável.”
À margem da 5ª Conferência Internacional sobre Gestão Pública: no século XXI: Oportunidades e Desafios”, na sexta-feira de manhã, o académico observa ainda que certas matérias envolvem demasiados serviços do Governo. Lao Pai Long defende não só esta medida, desde que responsabilidades de cada uma delas deveriam ser especificadas, e não acredita que a mesma fosse contribuir para o aumento de funcionários públicos. Mas, antes, iria resultar na melhoria da eficiência governativa.
COOPERAÇAO DE SERVIÇOS
No encontro que juntou quase uma centena de aca-
démicos de 15 países para abordar o desenvolvimento da administração pública, bem como a sua actuação de resposta às grandes questões de gestão pública a nível mundial, o professor Zhou Zhiren, do Continente, falou sobre o mecanismo de cooperação dos serviços interdepartamentais do Governo da China, tendo debatido as características e resultados deste sistema. Por sua vez, o presidente da Associação da Administração Pública dos Estados Unidos da América, Liou Kuotsai abordou os “Desafios da Crise Económica e da Gestão Pública, vendo neste flagelo uma oportunidade para todos, nomeadamente
para se fazer uma retrospectiva das políticas e teorias bem como desenvolver novas. Da Universidade Nacional da Austrália marcou presença Andrew Podger, que abordou questões sobre o sistema de assistência médica, segurança e regalias sociais, apontando que a segurança social e o sistema de seguro de saúde representam um enorme sistema de gestão, ocupando uma enorme percentagem do orçamento financeiro desenvolvidos, estando a aumentar no países em desenvolvimento, onde será estabelecido em pleno nas próximas décadas. Liu Bolong, da Universidade de Macau, falou sobre o sistema da segurança alimentar para apresentar ensinamentos ao Interior da China que, considera, pode tirar ensinamentos com o sistema de gestão de Macau, área que agrega acções de diferentes serviços, implicando cooperação e cooperação. No evento, que decorreu na passada sexta e sábado, houve ainda lugar a 21 sessões em grupos. - R.M.R.
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Pereira Coutinho dá conta de ajudas feitas por entidades do Governo
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
70 milhões para o Kiang Wu
avultados preços pelos seus serviços”, dado o financiamento total do Governo ao Hospital Kiang Wu “para aquisição de caríssimos equipamentos sofisticados”.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
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deputado da Assembleia Legislativa (AL) José Pereira Coutinho continua a dar a cara à luta contra os apoios financeiros concedidos pelo Governo a entidades privadas. O grande beneficiário, e alvo de polémica, tem sido o Hospital Kiang Wu e entidades associadas - Escola de Enfermagem e Associação de Beneficência - no valor de 70 milhões, até 29 de Setembro deste ano, segundo dados apresentados pelo deputado em interpelação escrita. O deputado mostra tabelas comparativas, entre 2011 e 2012, dando conta de que os Serviços de Saúde (SS), a Fundação Macau (FM), o Instituto de Acção Social de Macau (IASM) e o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e Tecnologia (FDCT, na sigla inglesa) continuam a patrocinar estes “avultados financiamentos”. Ainda assim, depois de nove meses passados, o ano de 2012 parece ficar aquém do ano anterior. O Hospital Kiang Wu recebeu isoladamente dos SS 67.231.258 patacas, menos 272.860.423 do que em 2011. Por sua vez a Escola de Enfermagem auferiu 467.200 patacas, um montante aquém das 13.113.006,50 do ano passado. Este último, com a variante de a soma total proveio apenas IASM e do FDCT no corrente ano, enquanto em 2011 teve o apoio também dos SS. À Associação de Beneficência foram garantidas este ano 3,110,900 patacas da FM e do FDCT, menos 10 859 140 do que no último ano. Embora ainda faltem contabilizar mais três meses, em proporção o hospital privado recebeu mais 80% de apoio da Administração. Ainda assim, Pereira Coutinho não compreende como é que uma
INJECÇÕES TRANSPARENTES
instituição particular recebe verbas tão avultadas.
20 MILHÕES JUSTIFICÁVEIS?
Concretamente, o deputado questiona o Governo sobre os motivos em que se baseou para a concessão de 20 milhões de patacas em 2011, uma vez que se destinavam ao
aumento remuneratório do pessoal médico. “No futuro, se alguma empresa privada tiver dificuldades financeiras, será que pode também fazer o mesmo, ou seja, pedir financiamento ao Governo para ajustar as remunerações dos seus trabalhadores?” Por sua vez, dado que os funcio-
nários do mesmo não se mostram ao correntes deste acréscimo nos seus salários, aponta o deputado, questiona também o Governo se este se encontra a fiscalizar a distribuição deste montante. De outro modo, Pereira Coutinho não vê razão para que se continuem a “cobrar à população
Por sua vez, o também presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) questiona o Governo sobre o uso do erário público sem passar pela AL, gastos utilizados de “forma injusta, imparcial, não transparente e abusiva”. E, neste sentido, avança a necessidade de se divulgarem publicamente estas transferências por todos os serviços, e não só pela FM, que as divulga na sua página electrónica. Concretamente, o deputado põe em causa a utilização do erário público para financiar particularmente determinadas pessoas do Hospital Kiang Wu para a “realização de diversos estudos médicos, pesquisas e análises clínicas, bem como estudos de novos testes”, quando, por exemplo, no caso da pesquisa sobre o efeito da radioterapia de intensidade modulada do cancro nasofaríngeo, que até agora ainda não divulgaram quais resultados. “O FDCT dispõe de condições profissionais para avaliar os pedidos de financiamento? Dispõe de critérios? A habilitação académica do requerente, a matéria e o nível académico do projecto são tidos em conta para tal avaliação?”, questiona. “Vai ainda exigir que os relatórios das pesquisas sejam divulgados na internet, a fim de serem partilhados com a população?”, interpela Pereira Coutinho o Governo.
Costa Antunes deixa Serviços de Turismo e fica a tempo inteiro na Comissão do Grande Prémio
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Helena de Senna Fernandes é sucessora
actual subdirectora, Maria Helena de Senna Fernandes, vai tomar agora o pulso aos Serviços de Turismo. João Manuel Costa Antunes vai deixar o cargo a partir de 19 de Dezembro, por motivos de “movimentação de pessoal”. A decisão foi tomada pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, que assegura que não houve qualquer problema com o desempenho de Costa Antunes. “Tenho de reiterar que não é um castigo por erros
cometidos. Trata-se apenas de uma melhor distribuição dos recursos humanos e acredito que a mudança possa ter efeitos positivos.” Costa Antunes está no cargo de director dos Serviços de Turismo há 24 anos, mas acumula ainda outras funções. O também engenheiro é coordenador da Comissão do Grande Prémio – cargo que ocupará a tempo inteiro -, coordenador do Gabinete de Gestão de Crises do Turismo e presidente, representando
Macau, da Pacific Asia Travel Association (PATA). A decisão de Cheong U está precisamente relacionada com o excesso de trabalho de Costa Antunes. “Como todos sabemos, João Costa Antunes acumula demasiados cargos e, como podem imaginar, isso é uma enorme sobrecarga de trabalho. Assim, faz-se uma distribuição mais racional das tarefas e há um melhor desempenho do pessoal envolvido, visando melhorias no trabalho.” Costa Antunes afirmou
à TDM não ter pedido a demissão e, segundo Cheong U, compreendeu a decisão do Executivo. Cheong U disse conhecer Costa Antunes há muitos anos e o secretário identifica-o como uma pessoa trabalhadora e com muita experiência. “A forma como vem desempenhando as suas funções ao longo dos mais de vinte anos na DST merece o reconhecimento do Governo da RAEM, que continuará a apoiá-lo no seu exercício de funções no futuro.” - J.F.
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Moradores do Sin Fong Garden ainda não podem regressar a casa
Autoridades desmentem desabamento Bombeiros, as autoridades não fizeram qualquer anúncio deste tipo. Ainda assim, os moradores de três dos edifícios ao lado do Sin Fong Garden apresentaram-se nas obras públicas. Os residentes reclamam haver fissuras também nos seus prédios e alertam mesmo que alguns já optaram por sair. Imagens da TDM mostram existir largas fissuras nos edifícios, mas o Executivo desdramatiza a situação. “No dia seguinte ao do incidente no edifício Sin Fong Garden, o pessoal técnico já realizou o diagnóstico e o levantamento dos dados nos corredores públicos dos edifícios vizinhos e nenhum problema estrutural foi descoberto na avaliação preliminar”, afirma Chan Pou Ha. “A DSSOPT já fez uma verificação nos lugares onde apareceram rupturas e não descobriu qualquer situação anormal, sendo que as fissuras não são graves e não aconteceram devido à estrutura do prédio.” A DSSOPT irá, contudo, instalar aparelhos de mo-
Joana Freitas
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S moradores do Sin Fong Garden – o prédio em risco de ruir na Rua Nova do Patane – vão ter de passar mais alguns dias fora de casa. Pelo menos até quinta-feira, altura em que o Laboratório de Engenharia Civil de Macau (LECM) e a Universidade de Macau (UMAC) vão divulgar os resultados da monitorização do edifício. A semana passada, a subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Chan Pou Ha, assegurou que todos os trabalhos provisório para a consolidação do edifício já foram concluídos e não existe, segundo o Executivo, agravamento na estrutura do prédio. Ontem, moradores de um dos prédios vizinhos do Sin Fong Garden disseram ao Hoje Macau que parte do edifício ruiu na zona traseira, mas o Executivo já desmentiu que exista qualquer problema. Na sexta-feira, uma mensagem escrita correu alguns telemóveis de Macau, alertando para o facto de que o “chefe da divisão do Corpo de Bombeiros exprimia que o Edifício Sin Fong Garden, poderia desabar a qualquer momento”. Segundo o próprio Corpo de
C
OM dificuldades financeiras agravadas, admitidas pelo próprio responsável da instituição de ensino Peter Stilwell, a Universidade de São José (USJ) vê-se obrigada a pedir anualmente empréstimos bancários no valor de 10 milhões de patacas. No entanto, este recurso só será necessário por mais três anos, já que a entidade pretende equilibrar a balança o quanto antes. “Procuramos que seja por pouco tempo”, avança o responsável. “Quando há propinas procuramos tapar esse buraco, mas ficamos com um buraco virtual que é quando chegamos ao fim
nitorização também nestes prédios.
CONSTRUTOR PAGA HOTEL
Das 200 famílias que habitam o Sin Fong Garden, 130 já receberam os subsídios de emergência anunciados pelo Instituto de Acção Social (IAS) na semana passada. O montante total distribuído foi de 1.086.000 patacas. Uma vez que os residentes estão impedidos de regressar a casa – sendo que podem apenas ir ao prédio duas vezes por dia em horários especiais -, o empreiteiro do edifício em construção ao lado do Sin Fong Garden ofereceu-se para continuar a pagar mais cinco noites de alojamento, além das duas que já pagou nos primeiros dias do incidente. Ainda não se sabe se é a construção do lado a responsável pelos danos na estrutura do Sin Fong Garden. Entretanto, o IAS está também a coordenar o alojamento de cinco idosos em lares.
Outro prédio em risco Um outro prédio perto do Teatro da Alegria, o Edíficio Koi Fu, começou também a ser monitorizado pela DSSOPT. Os moradores dizem que o Governo pretende evacuar o prédio, mas o Executivo assegura que isso não passa de um rumor. Seja como for, a DSSOPT admite que o estado do edifício teve tendência a piorar desde que foram colocados aparelhos de monitorização no ano passado. O Executivo já marcou um encontro com os moradores.
USJ Equilíbrio orçamental é um objectivo a três anos
Empréstimos a curto-prazo do ano. O cobertor não estica até aos últimos meses. Portanto, vamos ter de abrir outra vez”, explica, sobre a necessidade de capitais emprestados. “O nosso desejo é que essa conta caucionada seja aberta cada vez em fatias menores, até um dia não ser necessário abri-la”, afirmou à TDM. Por outro lado, esta não é a única torneira aberta a este estabelecimento de ensino católico. A esta dívida junta-se outra no valor de
10 milhões à diocese, ainda que o antigo vice-reitor Ivo Carneiro, tenha garantido ao Ponto Final resultados financeiros positivos por parte da instituição no último ano. “Temos estudado com a diocese a maneira de ir pagando com juros que sejam justos, naturalmente não será assim tão cedo que vamos poder pagar o capital desse empréstimo”, disse o responsável, à margem da cerimónia de graduação de 283 finalistas. Para atingir o
equilíbrio e a sustentabilidade financeira, a instituição estabeleceu uma meta de três anos, estando apostada em procurar mais apoios governamentais, além de definir um orçamento anual, que não existe até à data.
AJUSTAMENTOS NOS SALÁRIOS
Peter Stilwell não dá ilusões salariais aos seus funcionários, neste momento, e dadas as dificuldades financeiras que a instituição atravessa,
as remunerações de professores não podem concorrer com as praticadas noutros estabelecimentos de ensino em Macau. O actual reitor diz que a “anterior administração” caiu nesse erro, de “colocá-los a um nível em que pudessem concorrer com as outras universidades e instituições de ensino superior”, facto que não é viável financeiramente porque a Universidade de São José não tem um “pai com bolso fundo [Governo]”, como é
o caso da Universidade de Macau (UMAC). “Vivendo só das propinas dos alunos não temos possibilidade de concorrer, portanto o que procuramos é que haja um ambiente simpático para os professores, em que eles sintam que a relação professor-aluno é uma relação também que lhes agrada”, explica. Mas novo campus, vida nova. Este é, pelo menos, a esperança do novo reitor. “Se tivermos um bom campus, como esperamos daqui a dois anos, pode ajudar a que as pessoas gostem de estar na USJ e talvez isso possa compensar a dificuldade que temos de pagar salários.” - R.M.R.
segunda-feira 15.10.2012
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China e o Japão vão discutir o diferendo que mantêm sobre as ilhas do Mar do Sul da China, ao nível de vice-ministros dos Negócios Estrangeiros, anunciou na quinta-feira a agência noticiosa nipónica Kyodo News. Dirigentes dos ministérios chinês e japonês acordaram em Tóquio a realização de negociações, adianta a agência, que cita o Ministério nipónico. Está ainda por conhecer quando é que as negociações vão ocorrer e os nomes dos participantes. As ilhas Diaoyu desabitadas, estão no centro do conflito e são as administradas por Tóquio, mas reivindicadas fortemente por Pequim. A China está muito irritada com a recusa do Japão de anular a recente decisão de nacionalizar estas ilhas, situadas numa região marítima rica em recursos haliêuticos e hidrocarbonetos. O anúncio das negociações ocorre depois de a directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, ter lamentado a ausência dos principais responsáveis financeiros chineses na cimeira da instituição, realizada em Tóquio.
nacional
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China e Japão vão negociar diferendo sobre ilhas Diaoyu
Continuidade à comunicação
“Eles perderam por não participar na reunião, disse Lagarde, a propósito das ausências do governador do banco central chinês, Zhu Xiaochuan, e do ministro chinês das Finanças, Xie Xuren. Entretanto, o embaixador japonês nos EUA disse que a
aliança do Japão com os Estados Unidos é um importante dissuasor de um conflito entre a China e o Japão, por causa das ilhas, noticia a AP.
EVITAR O CONFLITO
Em todo o caso, Ichiro Fujisaki acrescentou que
confia que os líderes da China e do Japão vão evitar um conflito. Fujisaki disse ainda que a questão seria resolvida com calma e sem recurso à força ou coerção e sem permitir que os sentimentos nacionalistas fiquem fora de
controlo. Os EUA têm cerca de 50 mil militares no Japão. Apesar de não terem tomado posição quanto à soberania das ilhas, os EUA consideram-nas cobertas pelo tratado de segurança que determina assistência ao Japão se este for atacado.
China Exportações cresceram 7,4% desde o início do ano
Comércio com EUA aumentou
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S exportações chinesas aumentaram 7,4% nos primeiros nove meses do ano, mas o crescimento do comércio externo deverá ficar aquém da meta anual de 10% apontada pelo Governo, indicam estatísticas divulgadas no sábado. Entre Janeiro e Setembro de 2012, as exportações chinesas somaram cerca de 11 biliões de patacas, mais 1,15 bilião de patacas do que as importações, que subiram 4,81% em relação a igual período do ano anterior, informou a Administração Geral das Alfândegas da China. Em Setembro, as exportações da China registaram a maior subida do ano (9,9%) e as importações aumentaram 2,4%, interrompendo três meses consecutivos de declínio, mas, no conjunto, o comércio externo chinês aumentou apenas 6,2%.
No relatório apresentado em Março à Assembleia Nacional Popular, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, preconizou um crescimento de dez por cento no comércio externo do país, o que já representava um acentuado abrandamento em relação a 2011. Pelas contas da Administração geral das Alfândegas da China, nos primeiros três trimestres de 2012, o comércio com a União Europeia, o maior parceiro do país, caiu 2,7% em relação a igual período de 2011. Durante o mesmo período, o comércio com os Estados Unidos aumentou 9,1%, mas com o Japão, o terceiro parceiro comercial da China, diminuiu 1,7%. A China é a segunda maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos, e o primeiro exportador.
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Já o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês afirmou na sexta-feira que o seu Governo pretende continuar a dialogar com a China para resolver a disputa territorial, mas alertou haver limites nos compromissos que Tóquio está disposto a aceitar. “O Japão e a China precisam pensar calmamente no que fazer, mesmo que isso leve tempo”, disse o ministro nipónico, Koichiro Gemba, em declarações aos jornalistas em Tóquio. O governante congratulou-se com o encontro de membros dos ministérios dos Negócios Estrangeiros chinês e japonês em Tóquio na quinta-feira, em que foi acordado um futuro encontro de vice-ministros, salientando que o Japão e a China “estão a dar continuidade à comunicação”. “Não é fácil, o mais importante é que não podemos dar o que não podemos dar”, alertou Gemba, ao reconhecer que as “relações entre o Japão e a China têm um grande impacto não só sobre a paz e segurança na Ásia, mas também sobre toda a economia global”.
Tibetano morreu no noroeste da China
A 55.ª imolação O
avô de uma personalidade budista do Tibete imolou-se pelo fogo no noroeste da China em protesto contra a alegada repressão exercida por Pequim na sua região, informaram no domingo as organizações de defesa dos tibetanos. Tamdin Dorjee, de 52 anos, morreu depois de ter incendiado as suas roupas junto a um mosteiro na província chinesa de Gansu, segundo as organizações não governamentais Free Tibet e International Campaign for Tibet. Dorjee era o avô do sétimo Gungthang Rinpoche, considerado pelos budistas tibetanos como a reincarnação de um mestre budista importante. Este foi o 55.º caso de imolação ou tentativa de imolação de tibetanos na China desde Fevereiro de 2009, dos quais 45 resultaram em morte, segundo as
organizações não governamentais. A grande maioria das imolações ocorreu desde Março do ano passado nas regiões tibetanas das províncias chinesas de Sichuan, Qinghai e Gansu. A China alega ter “libertado pacificamente” o Tibete e ter melhorado a qualidade de vida da sua população, mas esta considera ter-se tratado de uma dominação dos hans, a principal etnia da China, alegando ser alvo de repressão.
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segunda-feira 15.10.2012
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Portugueses colocam vinhos no mercado timorense para tentar chegar à Austrália
Potencialidades ali ao lado
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empresa portuguesa Parras, especializada na produção e selecção de vinhos em várias regiões de Portugal, apresentou na sexta-feira em Díli, Timor-Leste, uma série de vinhos tintos e brancos com o objectivo de também expandir para a Austrália. A Parras - Selecção de Enólogos entrou no mercado timorense no âmbito de uma parceria com o grupo empresarial português Páteo, responsável pela promoção de vinho e produtos de Portugal em Timor-Leste. “Esperamos aumentar o leque de oferta de vinhos aqui no território de Timor, trazendo os vinhos que produzimos, que são sem dúvida belíssimos representan-
tes do vinho português”, afirmou à agência Lusa Ricardo Lopes, responsável pela exportação do Grupo Parras. Questionado sobre as potencialidades de Timor-Leste como plataforma para a empresa entrar em outros mercados, Ricardo Lopes explicou que o mercado timorense pode ser uma plataforma para a Austrália. “Aqui há muitos deslocados, expatriados, pessoas de outros países, essencialmente australianos - um mercado fortemente consumidor de vinho, mas muito proteccionista -, e se conseguirmos usar Timor para chegar à Austrália temos todo o interesse em cá estar para concretizar esse mercado”, disse. A Parras - Selecção de Enó-
logos está representada ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, principalmente em Angola. Na Ásia, a empresa está também representada no Japão e na China, onde um dos seus vinhos já ganhou duas medalhas de ouro. “Acabo de chegar de Singapura, onde fiz duas reuniões muito interessantes, e espero que os meus vinhos lá cheguem em meia dúzia de meses”, afirmou Ricardo Lopes. A Parras - Selecção de Enólogos espera fechar o ano com um valor de cerca de oitenta milhões de patacas em exportações. Em 2010, o valor de exportações da empresa atingiu cerca de 10,8 milhões de patacas.
Coreia do Norte exige a Tóquio pedido de desculpa
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O passado de guerra japonês
presidente do parlamento da Coreia do Norte exigiu na sexta-feira ao Japão um pedido de desculpas pelas agressões em tempo de guerra, rejeitando os pedidos de Tóquio para que Pyongyang liberte cidadãos japoneses que o regime norte-coreano sequestrou. “É vital que o Japão resolva o seu passado, se quiser melhorar as relações com a Coreia do Norte”, disse Kim Yong-nam que, em termos protocolares, é o chefe de Estado norte-coreano, numa entrevista à agência
noticiosa japonesa Kyodo em Pyongyang. O Japão ocupou a península coreana de 1910 até 1945. A questão do rapto de cidadãos japoneses, pela Coreia do Norte, “já foi resolvida”, acrescentou Kim.
“Sem pedirem desculpas pelos crimes passados, os líderes japoneses andam a enganar a opinião pública com a questão dos raptos, que é usada como um trunfo para permanecerem no poder”, acrescentou. PUB
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 481/AI/2012
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se HUANG QIAOLIAN (portadora do Passaporte da China n.º G45147xxx), que na sequência dos Auto de Notícia n.º 14/DI-AI/, de 20.02.2011, levantado pela DST e por despacho de 27.09.2012, exarado no Relatório n.º 586/DI/, de 21.09.2012., foi desencadeado procedimento sancionatório, por prestação ilegal de alojamento da fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.º 1321, Edifício Hong On Center, Bloco III, 5.º andar W.-------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinada, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 da artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.º da Lei n.° 3/2010, tal facto é punível nos termos no n.° 1 do artigo 10.º da Lei n.° 3/2010.-------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d'Assumpção n.ºs 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 27 de Setembro de 2012 . O Director dos Serviços João Manuel Costa Antunes
A Coreia do Norte, um dos mais opacos e isolados países do mundo admitiu, em 2002, que agentes seus sequestraram cidadãos japoneses, na década de 1970 e 1980, para ensinarem língua e cultura japonesa aos espiões norte-coreanos, permitindo a cinco deles e às famílias voltar para casa. Pyongyang disse que outros cidadãos japoneses raptados morreram, embora muitos no Japão tenham a esperança de que estejam vivos. Há também suspeitas de que os agentes de Pyongyang sequestraram mais japoneses do que o regime norte-coreano admitiu. O Japão e a Coreia do Norte não têm relações diplomáticas, e, em Agosto, retomaram conversações pela primeira vez em quatro anos, estando agora a estudar quando se vai realizar - e qual a agenda – a próxima ronda negocial. Tóquio exige a inclusão do tema dos raptos mas, segundo a Kyodo, Kim Young-nam deu a entender que o futuro das conversações bilaterais é agora incerto, porque o Japão considera a questão dos sequestros como uma prioridade.
Índia emite mandado de captura contra dono da Kingfisher
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Milhões em cheques “carecas”
M tribunal local da cidade de Hyderabad, no sul da Índia, emitiu na sexta-feira um mandado de captura contra o multimilionário Vijay Mallya, dono da companhia de aviação Kingfisher Airlines, altamente endividada. A justiça indiana emitiu o mandado contra Mallya, que também é dono de uma equipa de Fórmula Um, devido a cheques sem cobertura que a Kingfisher
passou ao operador do aeroporto de Hyderabad, segundo a agência de notícias indiana PTI. O mandado de captura inclui cinco directores da empresa, todos envolvidos no caso dos cheques “carecas”, num valor total de cerca de 8 milhões de patacas em taxas de utilização do aeroporto, gerido pelo grupo indiano GMR, noticiou o jornal Times of India. A Kingfisher deve a funcionários e fornecedores milhares de milhões de patacas, os ordenados estão em atraso há sete meses e procura um comprador estrangeiro que possa salvar a transportadora do colapso. O mandado de captura é agora o mais recente golpe na vida da empresa, depois do regulador da aviação civil da Índia ter emitido um aviso à Kingfisher, que não voa há duas semanas, ameaçando cancelar a licença de operação da transportadora.
segunda-feira 15.10.2012
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presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong-kim, assegurou no sábado, em Tóquio, que no seu mandato espera que a instituição se transforme num “banco de soluções” para os países em desenvolvimento. No final da reunião do Comité de Desenvolvimento do Banco Mundial (BM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kim, recém eleito para o cargo em Julho, prometeu que haverá “um claro e transparente fluxo de ideias entre o Norte e o Sul sobre como pôr em prática, de maneira mais eficaz, os serviços prestados aos países mais necessitados”. O responsável pelo BM destacou ainda que a envolvente económica “é dura e muito incerta” e recordou que actualmente há cerca de 1.000 milhões de pessoas a viver na pobreza absoluta. Sobre as dificuldades em aumentar os fundos do Banco Mundial, o norte-americano garantiu que o BM está com “uma boa saúde financeira”. O presidente do Banco
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Banco Mundial como “banco de soluções” para países em desenvolvimento
Milhões na pobreza absoluta
Mundial referiu também que o Comité está a trabalhar para responder aos desafios, visando “melhorar a prevenção e a resposta” em caso de catástrofes naturais nos países em desenvolvimento. O Banco Mundial criou um mecanismo para minimizar as consequências das
catástrofes naturais o qual permitirá libertar “o dinheiro imediatamente”,o qual se assemelha a um seguro a que se tem acesso imediato em caso de catástrofe. Por sua vez, a directora-geral do FMI, Cristine Lagarde, numa conferência de imprensa, realçou que
os recursos deste organismo internacional para a redução da pobreza foram repostos para a instituição poder passar a utilizar os rendimentos do comércio do ouro na ajuda aos países em desenvolvimento. Christine Lagarde, afirmou também ser necessário
Organização Internacional do Trabalho fala de números preocupantes
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Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou no sábado em Tóquio que a estratégia da Europa para enfrentar a crise é “promissora”, mas alertou para a necessidade de se ver como aquela irá ser colocada em prática. “A retoma norte-americana e mundial enfrenta ventos contrários”, disse Geithner num discurso na
“Isto significa que os danos das medidas de austeridade têm sido mais profundos do que se pensava”, declarou. Neste sentido, o director-geral da OIT disse ser necessário ter em consideração que também se vai levar “muito mais tempo a reparar os danos causados pelos excessos financeiros do período pré-crise”.
política monetária acomodatícia e reformas estruturais”. A directora-geral do FMI afirmou que a reunião prestou “muita atenção” ao ajustamento orçamental, que “deve estar calibrado” a cada país e ajustado especificamente às bases de cada economia.
Retoma enfrenta ventos contrários O
vão prolongar por anos”, alertou Ryder ao apontar que, entre os empregados, “900 milhões são incapazes de ganhar o suficiente para viver acima do limiar da pobreza dos dois dólares por dia”. Este número, disse, seria 55 por cento inferior se a tendência de erradicação da pobreza registada antes da crise se tivesse mantido.
que as economias avançadas realizem um “ajustamento orçamental a médio prazo credível” com um ritmo e medidas adaptadas a cada país. Lagarde considerou que as medidas de ajustamento orçamental não são suficientes por si sós e deverão ser acompanhadas de “uma
EUA na expectativa pela estratégia europeia contra a crise
Crise criou 30 milhões de desempregados CTUALMENTE há mais 30 milhões de pessoas desempregadas em todo o mundo do que antes do início da crise financeira global, afirmou sexta-feira, em Tóquio, o director-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder. “O desemprego global é ainda maior do que antes da crise, em cerca de 30 milhões, e perto de 40 milhões de mulheres e homens pararam de procurar trabalho”, disse Guy Ryder. O director-geral da OIT realçou ainda que cerca de um terço dos mais de 200 milhões de desempregados em todo o mundo têm menos de 25 anos. “Com a força de trabalho mundial a aumentar em cerca de 40 milhões anualmente, deparamo-nos com grandes e crescentes défices de trabalho decente que se
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capital japonesa, durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Ao citar a criação do fundo de socorro europeu e o novo programa de compra de obrigações pelo Banco Central Europeu, o Secretário do Tesouro norte-americano disse que o novo quadro institucional constitui uma “estratégia promissora” para fazer face à crise. “O que é
Supervisão bancária na UE vai demorar um ou dois anos
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou no sábado, em Tóquio, que o futuro supervisor bancário europeu só estará operacional dentro de “um ou dois anos”. O calendário prevê a instituição de um supervisor único na zona euro a 1 de Janeiro de 2013, “mas isso não significa que ele estará operacional a 1 de Janeiro”, declarou Draghi ao acrescentar que isso poderá levar “um ano ou dois”.
importante é a forma como ela será colocada em prática”, salientou. Geithner observou, por outro lado, que os Estados Unidos têm feito progressos no sentido de restaurar uma relação comercial “mais equilibrada” com a China e voltou a apelar ao FMI para “dar mais voz” aos países emergentes para melhor reflectir o estado da economia mundial.
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entrevista
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Precisamente um mês antes de lançar “Soul Notes” em Portugal, Aurea vem a Macau, no âmbito da 26.ª edição do Festival Internacional de Música de Macau (FIMM), levantar o véu do seu novo álbum. Mas promete trazer também à Fortaleza do Monte sucessos como “Busy (for me)” ou “Be My Baby” no dia 26 de Outubro. Ao Hoje Macau fala do sucesso dentro e fora de fronteiras portuguesas e do dueto improvável com Elvis Presley
“Live on Tour 2012” apres
“Vai ser mu levar o meu
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A sua curta carreira já lhe rendeu vários triunfos apenas com o álbum de estreia “Aurea”. Quais as aspirações para o segundo, tendo em conta esta alta fasquia? Não podemos adivinhar o futuro, neste momento estou ansiosa para que chegue dia 26 de Novembro para ter este segundo disco nas minhas mãos. Foi um trabalho feito com muito amor, muita dedicação e a única coisa que espero é que o público goste das novas músicas e se identifique com elas, porque só assim tudo fará sentido. O single de estreia do segundo disco chama-se “Scratch my Back”, uma tentativa de fazer uma caricatura sobre “os chicos-espertos”, como já definiu. As outras canções seguem a mesma linha? Orgulho-me de dizer que continuo a trabalhar com a mesma equipa, como tal o Rui Ribeiro continua a compor as minhas letras. Este segundo trabalho passa mensagens e pensamentos que eu quero partilhar com o público, sinto que tem mais de mim. A inspiração surgiu de situações pelas quais passei ao longo da minha vida ou de pessoas que fazem parte dela. Este primeiro single tem estado a correr bem e o feedback tem sido positivo. Aliás, o videoclip oficial, lançado há duas semanas no seu Site Oficial e no Youtube, já arrecada mais de 16 mil visualizações [até ontem]. Acha que poderá ter o mesmo impacto de Busy (for me), que alcançou o primeiro lugar no Top Nacional de Vendas (durante nove semanas)? Não sei... é como se fosse um recomeço, é um novo trabalho e é
Soul portuguesa Dona de um nome singular com “um significado muito positivo”, segundo os pais, Aurea é sinónimo de soul em Portugal. Com apenas 25 anos, é dona de uma voz com créditos vários. No primeiro álbum lançado arrecadou o disco de dupla platina, três nomeações para os Globos de Ouro, entre as quais venceu como “Melhor Intérprete Individual” de 2010. No primeiro dia de lançamento de “Aurea ao Vivo no Coliseu dos Recreio”, o CD/DVD atingiu o registo de ouro. E já no final do ano passado, foi escolhida pela MTV Portugal como “Best Portuguse Act”. “Aurea” foi lançado na Hungria, local onde gravou um dueto do tema “Where is the Love” com Nikolas Takács, e também em Taiwan, tendo sido uma das artistas convidadas para o Henessy Artistry Taiwan 2011.
impossível prever o impacto que terá perante o público. Continuo a acreditar muito na dedicação, trabalho e talento de toda a equipa que me acompanha e estou-lhes muito grata porque fizemos o melhor que sabemos. A vinda a Macau é um dos maiores voos na sua carreira? É verdade, vai ser muito especial poder levar o meu trabalho até vocês e dá-lo a conhecer ao público de Macau. Espero também ter algum tempo para poder conhecer mais de Macau. O que representa para si ser uma das duas vozes portuguesas presentes no Festival Internacional de Música de Macau? Deixa-me muito orgulhosa poder
“Espero que o público goste das novas músicas e se identifique com elas, porque só assim tudo fará sentido” representar o meu país, agradeço imenso a oportunidade. Quais as expectativas nesta visita? Estou muito ansiosa, espero sinceramente que gostem da minha música, vou com uma enorme vontade de mostrar o meu trabalho. Vou apresentar-vos o disco “Aurea”, versões que fizeram parte da nossa primeira tour e algumas músicas do disco “Soul Notes”. Falando um pouco mais da sua carreira. Acredita que foi em boa
hora que entrou na indústria musical, tendo em conta que nomes como Duffy e Amy Winehouse, dois ícones contemporâneos da soul e blues, estavam a alcançar grande êxito internacional? Quando estamos a fazer música, não pensamos no sucesso que o nosso trabalho vai alcançar, fazemos o melhor
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entrevista
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senta Aurea numa actuação ao vivo em Macau
uito especial poder u trabalho até vocês”
“Dado que [a Duffy] é uma influência para mim e uma cantora que admiro muito, considero um belo elogio [ser comparada]” wanted”. A aposta nos videoclipes pode estar de alguma forma relacionada como uma potencial carreira de actriz, área na qual também se formou? Não, de todo. A música está no topo da minha lista de prioridades e é a cantar que me sinto completa e realizada. Como surgiu o dueto “Where is the love” com o cantor húngaro Nikolas Takács? Foi o salto para lançar o primeiro álbum na Hungria?
“Eu nunca sequer sonhei que fosse possível realizar um dueto com ele [Elvis Presley]... quando surgiu esta oportunidade foi uma grande honra para mim, uma oportunidade única”
que conseguimos e esperamos que haja sempre um pequeno lugar para nós neste mundo. Cantoras como Duffy ou Amy Winehouse conseguiram transportar a música soul para a actualidade, dando-lhe novos arranjos, uma nova roupagem, mas mantiveram-se fieis à essência deste estilo de música. Espero que todos
estes novos cantores possam cativar cada vez mais o gosto do público por este género musical tão rico.
Dado que é uma influência para mim e uma cantora que admiro muito, considero um belo elogio.
Como se sente por ser comparada à cantora inglesa Duffy, por aparência, estilos musicais e timbre de voz? Aceita-o como um elogio ou não lhe agradam comparações?
Canta “Love me Tender”, um “dueto” com Elvis Presley, numa versão bónus (aprovada pela família do cantor) incluída no álbum “Viva Elvis” lançado em Portugal. Como se sentiu por ser a cantora portuguesa escolhida para ser incluída no álbum do Rei do Rock & Roll? Todos nós crescemos a ouvir e a admirar o grande Elvis Presley. Eu nunca sequer sonhei que fosse possível realizar um dueto com ele. Quando surgiu [esta oportunidade] foi uma grande honra para mim, uma oportunidade única.
REPORTÓRIO DIVULGADO Waiting, Waiting (For You)
Busy (for me)
The Main Things about Me
Be my Baby (orignal de The Ronettes)
Tower of Streangth
Valerie (original de Amy Winehouse)
Heading Back Home
I Feel Good (original de James Brown)
The Only Thing That I Wanted
Foi até Londres gravar o videoclip da música “The only thing that I
A proposta surgiu através da editora Sony Music, que temos em comum, e eu concordei de imediato quando ouvi o Nikolas pela primeira vez. É um cantor fabuloso, com um talento incrível. Foi um privilégio cantar com ele. Devido ao dueto com o Nikolas abriram-se algumas portas na Hungria e surgiu então a oportunidade de apresentar lá também o meu trabalho. Como foi a experiência de gravar um álbum ao vivo no Coliseu dos Recreios? Depois de um ano de concertos por todo o país chegámos à conclusão que faria sentido acabar 2011 com um concerto especial. Foi extremamente emocionante para mim gravar o DVD na mítica sala do Coliseu dos Recreios por onde já passaram tantos artistas nacionais e mundiais de referência. Foi um momento a reter na minha memória para todo o sempre. Não pensa em cantar também em português? Este segundo disco continua a ser em inglês. É claro que não coloco de parte a ideia de cantar em português, mas enquanto a música soul fizer parte da minha vida/carreira faz todo o sentido continuar a canta-la na sua língua mãe.
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segunda-feira 15.10.2012
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vida
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Paula Bicho
DSPA dá conta de esforços legislativos no combate à poluição do ar
Couve
Rita Marques Ramos
HOJE NO PRATO Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Nome botânico: Brassica oleracea L. Família: Brassicaceae (Cruciferae) Nomes populares: Couve-de-folhas; couve-galega; couve-lombarda; couve-portuguesa; couve-roxa; repolho. Provavelmente originária da Ásia Menor, a couve foi trazida para a Europa há mais de 2500 anos. Pensa-se que seja cultivada desde o Neolítico. Os seus benefícios terapêuticos são conhecidos há milhares de anos: a couve foi muito apreciada como alimento e remédio pelos povos do norte da Europa, os Gregos elogiaram as suas virtudes e os Romanos consideravam-na uma verdadeira panaceia para inúmeras doenças consumindo-a em grandes quantidades. A couve ficará imortalizada na mais famosa sopa portuguesa, o caldo-verde. A couve apresenta-se em inúmeras variedades, algumas bastante diferentes em termos morfológicos: diferentes cores e tamanhos, apresentando ou não uma “cabeça” de folhas antes da floração. Na alimentação são usadas as folhas, em fitoterapia utiliza-se também o seu suco. COMPOSIÇÃO Proteínas, hidratos de carbono, lípidos e fibras (mucilagens). Aminoácidos, vitaminas (vitamina U ou fator anti-úlcera), minerais e oligoelementos. Provitamina A e outros carotenoides, glucosinolatos (glucobrassicina) e clorofila, quimicamente semelhante à hemoglobina do sangue humano. ACÇÃO TERAPÊUTICA Aperitiva, a couve favorece o apetite e a digestão; estimula o peristaltismo, desinfeta o intestino e promove uma flora bacteriana saudável sendo útil na prisão de ventre, disenteria e parasitas intestinais (oxiúros). Protege a mucosa gástrica dos danos provocados pela acidez dos sucos gástricos, é anti-inflamatória e cicatrizante, propriedades que a tornam única no tratamento das úlceras gastroduodenais, reduzindo a dor e o tempo de cura (vitamina U); é igualmente benéfica noutras afecções inflamatórias do trato gastrintestinal (gastrite, colite, diverticulite). Com atividade antioxidante, este legume favorece certos mecanismos inibidores da cancerogénese diminuindo o risco de desenvolver alguns tipos de cancro (pulmão, boca, faringe, esófago, estômago,
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Tapar tubos de escape rita.ramos@hojemacau.com.mo
colorretal, vesícula, bexiga, próstata) e auxilia igualmente no seu combate. Apresenta uma acção protetora contra as radiações, o que convém aos que trabalham com monitores, em tratamentos por radiação ou em diagnóstico por raios X. A couve é remineralizante e antianémica, ajuda a baixar a taxa elevada de açúcar no sangue, previne a aterosclerose e beneficia a circulação do sangue. É ainda depurativa do sangue, e, talvez por isso, os antigos se preveniam contra a embriaguez comendo couve no início e no fim de um festim. COMO CONSUMIR Com um elevado valor alimentar, a couve é um dos alimentos mais saudáveis. Podemos encontrá-la ao longo de todo o ano. Como a cozedura destrói muitos dos compostos ativos, a melhor forma de obter os seus benefícios é ingeri-la crua ou em suco; pode adicioná-la aos cozinhados no final da cozedura ou cozê-la a vapor, o que minimiza as perdas; escorra-a bem para que não fique empapada. Se optar por consumi-la crua, deve prepará-la imediatamente antes de a consumir de forma a preservar o seu conteúdo vitamínico. Se tem dificuldade em fazer a digestão da couve saiba que o seu consumo em cru minimiza esses inconvenientes; pode desprezar os talos. Sugestões: • Combina bem com feijão: na sopa, feijoadas ou arroz • Em cozidos de carne ou grão • Crua, às tirinhas, em saladas, com um fio de azeite e sumo de limão • Cozida, como acompanhamento em pratos de peixe, nomeadamente de bacalhau • O chucrute (couve cortada finamente e fermentada) é uma excelente forma de consumir a couve crua, proporcionando elevada concentração de lactobacilos • Em suco: Tomar 100 ml, 1 a 3 vezes por dia, como forma de tratamento. Precauções A glucobrassicina presente nas couves impede a fixação de iodo pela tiroide reduzindo a atividade desta glândula, o que pode originar uma forma moderada e rara de hipotiroidismo. Por esta razão, o uso do suco deve ser evitado por pessoas com baixos níveis de iodo ou com hipotiroidismo.
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EM tempo para uma entrevista ao Hoje Macau por se encontrar “ocupado com assuntos respeitantes à Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA)”, Cheong Sio Kei, director deste organismo, faz um balanço dos últimos três anos de serviço, um mês depois de ter oficializado o “ Planeamento da Protecção Ambiental de Macau 2010-2020”, com mais de dois anos de atraso. O director da DSPA dá conta de diversos diplomas estruturados para o controlo e redução de gases poluentes e, concretamente, alguns dos estudos e regulamentos em execução. “A DSPA, aliada com a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) está a realizar o estudo sobre os parâmetros, regime e método de teste de emissão no sentido de melhorar de modo mais completo e sistemático a emissão de gases poluentes de escape de automóveis”, avança. Por sua vez, a duas mãos está também a ser tratado o “Regulamento Administrativo ‘Normas Relativas à Gasolina sem Chumbo e Gasóleo Leve para Veículos’”, procurando “elevar a qualidade dos combustíveis para veículos”, indica. Incluído neste rol de novas medidas para o controlo dos gases poluentes derivados de tubos de escape, a DSPA está a desenvolver o estudo sobre a importação e promoção de eco-veículos, que servirá como fundamento científico na elaboração da política de curto, médio e longo prazos no futuro, explica o organismo em resposta. Sobre esta matéria, no início do ano promulgou o “Regulamento do Imposto sobre Veículos Motorizados”, de modo a garantir incentivo fiscal para a importação de veículos correspondentes aos critérios de emissão de gases de
Tratamento de Resíduos Com a cooperação com as duas escolas locais na organização de “Estudos sobre o tratamento imediato de sobras de alimentos”, efectuados no ano passado, a DSPA irá desenvolver o projecto “Demonstração de tratamento das sobras de alimentos”, contando para tal com o apoio de hotéis e serviços públicos para recolher e transportar as sobras de alimentos até ao Centro de Gestão de Infra-Estruturas Ambientais para o devido tratamento. Desta forma, pretende-se comparar resultados, no sentido de “criar um plano de tratamento de resíduos de alimentos que mais se adapte à realidade de Macau”.
Macau sem plástico A DSPA iniciou no corrente ano uma “Investigação e Estudo sobre o Condicionamento de Produção e Uso de Sacos de Plásticos de Macau” na procura de uma maior consenso social sobre esta matéria e para a elaboração da política e medidas mais eficientes e mais apropriadas à realidade de Macau. Desta forma, aproveitou a função de plataforma do Prémio Hotel Verde de Macau, do Plano Parceria “Eco-Escolas” e do “Plano de Parceria “Empresas Verdes” para adaptar às actividades do dia sem saco de plástico, com participação da população.
escape para serem ambientalmente adequados.
TRATAMENTO DE GASES DE ESCAPE
No entanto, antes de apostar nos mencionados diplomas, a DSPA já antes aplicou esforços em procurar saber mais sobre a poluição do ar por consequência dos gases de tubo de escape. Em 2010, concluiu o “Estudo e teste sobre a instalação de filtro de partículas dos gases de escape nos veículos com
motor propulsionado a diesel”, tendo um ano depois divulgado as “Normas Técnicas Propostas sobre a Instalação de Dispositivo de Tratamento Posterior dos Gases de Escape nos Veículos com Motor Propulsionado a Diesel”. Desta forma, indica, pôde “articular com as associações e empresas de Macau a sua aplicação, através do Fundo para a Protecção Ambiental e Conservação Energética, minimizando a emissão de partículas de automóveis a diesel.
Casos de febre de Dengue em Macau sobem para 20 Os Serviços de Saúde (SS) foram notificados de mais dois novos casos confirmados de febre de Dengue, elevando para 20 o número total de ocorrências no território. Os dois novos casos confirmados dizem respeito a uma mulher de 39 anos e ao filho, de oito. Os dois foram classificados como sendo de origem
local, dado que não se ausentaram do território nas duas semanas anteriores à detecção dos primeiros sintomas. Actualmente, Macau regista 20 casos de infecção local de febre de Dengue, cuja maioria foi registada na zona norte da cidade, uma das mais densamente povoadas do mundo.
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cultura
segunda-feira 15.10.2012
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Distinção de Mo Yan mostra “crescente influência” da China, diz líder do PCC
“Irrompeu uma grande criatividade nos círculos literários do país”
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S autoridades chinesas saudaram na sexta-feira a atribuição do Nobel da Literatura a Mo Yan como o “reconhecimento do progresso cultural” do país nas últimas três décadas de reformas económicas e da sua “crescente influência” internacional. O prémio, anunciado quinta-feira pela Academia sueca, “reflecte a prosperidade e progresso da literatura chinesa, assim como a crescente influência da China”, disse Li Changchun, o membro do Comité Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC) - a cúpula do poder na China - responsável pela propaganda e ideologia. Numa carta enviada à Associação de Escritores da China citada pela agência noticiosa oficial Xinhua, Li Changchun afirma que “à
medida que a China avança rapidamente no seu processo de reforma, abertura e modernização, irrompeu uma grande criatividade nos círculos literários do país”. “Os escritores chineses podem contribuir mais para a prosperidade e desenvolvimento da cultura chinesa e para o progresso da civilização humana”, escreveu Li Changchun. Mo Yan, 57 anos, foi o primeiro escritor chinês residente na China galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. É um dos autores modernos chineses mais traduzidos no Ocidente e também vice-presidente da Associação de Escritores da China. Segundo a agência Xinhua, ao distinguir Mo Yan, a Academia Sueca “não se limitou a reconhecer a literatura chinesa”. A escolha deste ano - diz um comentário da Xinhua
- “alargará a influência do Comité Nobel no país mais populoso do mundo” e “possibilitará que mais pessoas leiam acerca da China e do seu povo, e ganhem uma
visão mais objectiva do país, em vez da misteriosa e por vezes demoníaca imagem da China”. O escritor chinês Mo Yan mostrou-se na quinta-feira
“feliz” pela atribuição do Prémio Nobel da Literatura 2012 pela Academia Sueca, e prometeu, em declarações na China, investir mais na escrita.
Em declarações à agência noticiosa Nova China, o autor laureado confessou que, assim que recebeu a notícia do galardão, ficou “muito feliz”. “Vou concentrar-me na criação de novas obras. Quero aplicar-me mais para agradecer a todos”, acrescentou. No entanto, Mo Yan disse que ganhar o Nobel da Literatura “não significa tudo”. “Penso que a China tem numerosos autores muito dotados. A sua produção brilhante merece igualmente ser reconhecida pelo mundo”, apelou, falando a partir da localidade de Gaomi, na província de Shandong. As reacções ao prémio foram de grande felicidade no seio da população chinesa, para quem Mo Yan é um autor bem conhecido, habituado a escrever “best-sellers”. Há 12 anos, a Academia Sueca atribuiu o Nobel da Literatura a outro escritor chinês, Gao Xingjian, que se exilou em França após a sangrenta repressão do movimento pro-democracia da Praça Tiananmen, em Pequim, em 1989, e adquiriu entretanto a nacionalidade francesa.
China e países lusófonos num encontro de culturas em Macau
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MAM inaugura instalação de João Ó
Integrado no Montra de Artes de Macau, o Museu de Artes de Macau (MAM) vai inaugurar na próxima sexta-feira pelas 18h30 uma instalação do artista residente há vários anos em Macau, João Ó. “Câmara Entrópica” vai estar na Galeria C do piso 3 do MAM a partir de dia 20 de Outubro até 25 de Novembro.
Pela amizade entre os nossos povos
arte e a gastronomia da China e dos países de língua portuguesa estão desde sexta-feira em exposição em Macau na quarta feira de artesanato e uma mostra gastronómica da China e dos países de expressão portuguesa na cidade. Integradas na quarta semana cultural da China e dos países de língua portuguesa, que arrancou na sexta-feira e se prolonga até dia 18, a Feira de Artesanato ocupa o espaço da Praça da Amizade, no centro da cidade, com ‘stands’ de todos os países de expressão portuguesa, onde as associações representativas dos diversos povos exibem produtos tradicionais de cada país, como a renda de Bilros, no caso português. Já no espaço Lvsitanvs – dedicado todo o ano à divulgação da gastronomia portuguesa pelas mãos da Casa de Portugal – decorre até dia 18 uma mostra da gastronomia dos países de língua portuguesa com a presença do ‘chef’ moçambicano Carlos Graça, o português Gonçalo Rocha, o
goês Vasco Alvares, a guineense Lídia Santos e o cabo-verdiano Eduardo Moreira. “É muito importante porque através deste intercâmbio cultural e através destas actividades podemos mostrar a cultura de cada país e aprofundar a amizade entre os nossos povos”, disse à agência Lusa Chang Hexi, secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Econó-
mica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, à margem da abertura da mostra de gastronomia. Por outro lado, acrescentou o mesmo responsável, Macau tem também as suas próprias características culturais, num encontro de culturas que é preciso dar a conhecer ao mundo e aos países de expressão de portuguesa, porque funciona como a plataforma
de ligação entre estes e a China. Com dez dias de festa entre a China e os países de língua portuguesa em Macau, o ponto alto é o Festival da Lusofonia, entre 19 e 21 de Outubro, que leva a arte, os jogos tradicionais e a música à zona do Carmo, na ilha da Taipa onde diversos grupos da lusofonia, de Macau e da China actuam durante os três dias de muita animação.
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Lisboa Artistas protestaram na Praça de Espanha
Contra “asfixia da actividade cultural”
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UITOS milhares de pessoas encheram, neste sábado, a Praça de Espanha, em Lisboa, na iniciativa ‘Que se Lixe a Troika – Manifestação Cultural’, convocada pelos artistas para protestar contra as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo e que, segundo os próprios, está a “asfixiar a actividade cultural”. Com um palco montado em plena praça, carrinhos de bifanas e farturas, água e cerveja a jorrar, o ambiente era de festa e só os cartazes empunhados pela multidão - e onde se liam palavras de ordem contra Passos Coelho e a sua equipa - é que lembravam as verdadeiras razões da reunião. Era um protesto, afinal. E um protesto que se estendeu a 17 outras cidades. “Isto não é um festival nem é um concerto. Simplesmente,
os artistas estão a usar a sua forma de expressão para protestar”, explicou a actriz Sofia Nicholson, uma das mais empenhadas na organização do evento. “A cultura é, tantas vezes, a primeira a ser atingida quando há cortes... E no entanto, se estou aqui, não é apenas na qualidade de artista. É também como cidadã. Sou mãe de um filho e quero um futuro para ele.” A tarde começou pelas 17h (horas locais) com a 5ª Sinfonia de Beethoven, tocada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, os concertos sucederam-se: Tocá Rufar, Dead Combo, Peste e Sida, Diabo na Cruz ou Vitorino e Janita Salomé foram apenas alguns dos artistas que animaram o palco montado na Praça de Espanha, e que prometia animar as hostes até à uma da manhã.
Os carros de agentes da PSP estavam dispostos estrategicamente no recinto, mas não era previsível que houvessem confrontos. O ambiente era mesmo de partilha e convívio fraternal. No meio de tudo, o actor Alfredo Brito, do Cena - Sindicato dos Músicos, Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual, dizia que a manifestação lhe recordava o 25 de Abril. “Tenho sorte, nesta fase da minha vida, de estar a assistir a isto. As pessoas estão a descobrir outra vez que o futuro está nas suas mãos. Não podemos aceitar o que nos dão: temos de sair para a rua, temos de ser exigentes. É um grande momento de cidadania, este a que estamos a assistir e acho que vai ajudar Portugal ajudar a formar um novo País.”
cultura
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desporto
Golfe Indiano terminou rondas com 268 pancadas
Gaganjeet Bhullar venceu Macau Open
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indiano Gaganjeet Bhullar venceu ontem o Macau Open de golfe conquistando um prémio pecuniário equivalente a 917 mil patacas depois de terminar as quatro rondas ao Westin Resort com 268 pancadas, 16 abaixo do PAR. Gaganjeet Bhullar liderou sempre o Macau Open de golfe e fez a última ronda na defensiva, depois de partir com cinco pancadas de diferença para a última ronda perante o norte-americano Jonathan Moore, que terminou no segundo lugar do torneio com 270 pancadas, menos 14 do que o PAR, garantindo um prémio de 628 mil patacas. O terceiro lugar foi para Siddikur, do Bangladesh, que terminou o torneio com 272 pancadas, menos 12 do que o PUB
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PAR das quatro rondas, partilhando a posição com o tailandês Thitiphun Chuayprakong e com um prémio de 320 mil patacas. No final da prova, Bhullar manifestou-se satisfeito pela vitória, salientou as dificuldades do campo e a satisfação de ter vencido a prova de Macau. Por outro lado, José Tavares, vice-presidente do Instituto do Desporto (ID), organizador do evento, salientou a importância do Macau Open no calendário desportivo macaense, mas salientou que em 2013, nos 15 anos da prova, gostaria de ver mais gente na ronda final do torneio. “É possível, com um trabalho conjunto com o ‘The Venetian’, principal patrocinador do evento, trazer mais gente para esta final e promover melhor
Macau através do conhecimento internacional do evento”, disse José Tavares, salientando que Macau Open tem já um lugar nos eventos desportivos do território. Para a próxima edição, José Tavares gostaria ainda de ver mais patrocinadores, melhores prémios e jogadores internacionais que possam promover ainda mais o nome de Macau. “É um trabalho conjunto que temos de fazer para elevar o novel do golfe local e promover Macau no exterior”, disse. O Macau Open de golfe, que ocupou o campo do Westin Resort, na ilha de Coloane, durante quatro dias, distribuiu prémios pecuniários equivalentes acerca de 5,8 mil milhões de patacas entre o primeiro e 76.ºs lugares. - Lusa
Rui Costa termina Volta a Pequim em nono e fecha WolrdTour em décimo
O melhor português
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UI Costa (Movistar) concluiu, este fim-de-semana, na nona posição da Volta a Pequim em bicicleta, ganha pelo alemão Tony Martin (Omega Pharma), e fechou o ano no décimo lugar do WorldTour, a melhor posição de sempre de um português. A quinta última etapa, disputada entre Chanping e Pinggu, ao longo de 182 quilómetros, foi ganha pelo britânico Stepehen Cummings (BMC), em 4:04.08 horas, na conclusão de uma fuga em dueto com o canadiano Ryder Hesjedal (Garmin), vencedor da Volta a Itália, que foi batido por dois segundos.
O primeiro pelotão, encabeçado pelo norueguês Edvald Boasson Hagen, chegou passados 17 segundos e nele vinha Rui Costa, que cruzou a meta em 12.º para confirmar o nono lugar da geral e garantir presença no “top-10” da classificação definitiva do WorldTour. Também no grupo principal, Tony Martin, bicampeão do Mundo de contra-relógio e medalha de prata olímpico, segurou a camisola vermelha, símbolo da liderança, para garantir a sua segunda vitória consecutiva na última prova do circuito mundial. Martin terminou com 40 segundos de vantagem sobre o italiano Francesco Gavazzi e 46 face a Edvald Boasson Hagen, enquanto Rui Costa cumpriu a Volta a Pequim com mais um minuto do que o vencedor. A derradeira etapa ficou ainda marcada pelo abandono do luxemburguês Andy Schleck (RadioShack), vencedor da Volta a França de 2012, que regressou à competição após vários meses de paragem por lesão e encarou esta como a sua primeira prova da época de 2013.
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB SALA 2
TAKEN 2 [C]
Um filme de: Olivier Megaton Com: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Jassen 14.30, 16.15, 19.45, 21.30 SALA 3
CHERNOBYL DIARIES [C] STORAGE 24 SALA 1
TED [C]
Um filme de: Seth MacFarlane Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Glovanni Ribisi 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Brad Parker Com: Jesse McCartney, Jonathan Sadowski, Kevin Kelley 18.00
STORAGE 24 [C]
Aqui há gato
Um filme de: Johannes Roberts Com: Antonia Campbell Hughes, Noel Clarke, Laura Haddock 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
VERTICAIS: 1-Imensidão (Fig.). Oitavos. 2-Antiga nota musical. O m. q. danubiano. 3-Corcovados. Produto anual que se tira de bens imóveis. 4-Afeição profunda de uma pessoa a outra. Relativo aos dias de semana. 5-A parte mais carnuda da perna da rês. Arriscar ao jogo. Parta. 7-Terreiro, praça. Nota música. 8-Nome de mulher. Traje para solenidades. 9-Flutuai. Vasos onde se depositavam as cinzas dos mortos. 10-Conhecimento das doenças, por observação dos seus sintomas. Condição. 11-Naipe das cartas de jogar. Solto. ais, gemo.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Partida rápida e precipitada. Torno lindo. 2-Vagar, osacião. Coube em sorte. 3-Perfeita. Labutar. 4-Bolo de farinha e sal, usado pelos Romanso nos sacrifícios. Género de mamíferos da ordem dos prosímios. (Zool.). 5-Chefe político na Etiópia. Terrenos onde se cultivam flores para adorno (pl.). 6-Descanso, feriado. 7-O m. q. orégão (planta). Está acostumado. 8-Antigas habitantes da Ibéria. Rebanho de gado miúdo. 9-Tremer com frio, medo ou fome. (Pop.). Ilha de Ingalterra. 10-Porção de água do mar, que se eleva. Povoações de maior categoria que as aldeias. 11-Soalheira. Pessoas notáveis.
[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:45 RTPi Directo 18:00 Música Movimento (Repetição) 18:30 Contraponto (Repetição) 19:30 Resistirei 20:30 Telejornal 21:00 TDM Desporto 22:00 A Febre do Ouro Negro 23:00 TDM News 23:30 Linha da Frente 00:00 Telejornal - Repetição 00:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Ingrediente Secreto - Pera Rocha 15:00 EUA - New Jersey Contacto - 2012 15:30 Obra de Arte 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 18:00 Vingança 18:30 Novas Direcções 19:00 Trio D’Ataque 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Ler +, Ler Melhor 22:20 Portugal no Coração 30 - ESPN 11:00 Big 12 Conference Football Kansas State vs. Iowa State 14:00 Premier League Darts 2012 15:30 World of Gymnastics 2012 16:00 American League Championship Series 2012 19:00 (Delay) Baseball Tonight International 2012 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 LIVE 20:00 World of Gymnastics 2012 20:30 Great North Run 21:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers England vs. Belarus 22:00 Sportscenter Asia 2012 22:30 Engine Block 2012 23:00 FIA F1 World Championship 2012 - Highlights Korean Grand Prix
31 - STAR Sports 13:00 Game 2012 13:30 SBK Superbike World Championship 2012 - Highlights 14:00 FIA F1 World Championship 2012 Raceday Korean Grand Prix 14:45 FIA F1 World Championship 2012 Main Race Korean Grand Prix 16:45 FIA F1 World Championship 2012 Chequered Flag Korean Grand Prix 17:30 HSBC Sevens World Series 2012/13 20:00 Nanshan China Masters Day 4 Highlights 21:00 Engine Block 2012 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Romania vs. France 23:00 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Russia vs. Poland 40 - FOX Movies 11:45 Pirates Of The Caribbean 14:35 Conan O’Brien Can’T Stop 16:10 Warrior 18:30 Diary Of A Wimpy Kid 20:10 Best Of The Walking Dead 21:00 Bruce Almighty 22:45 Warrior 41 - HBO 12:00 One Day 13:50 North Country 16:00 One True Thing 18:40 Ace Ventura 20:15 Johnny English Reborn 22:00 Life’S Too Short 07 22:30 How To Make It In America 23:00 Bored To Death 23:30 Take Me Home Tonight 42 - Cinemax 12:20 Mary Shelley’S Frankenstein 14:20 Nowhere To Run 16:00 Charade 17:55 Epad On Max 18:20 Excess Baggage 20:25 Source Code 22:00 The Monster Squad 23:35 Pet Sematary Ii
HORIZONTAIS: 1-FUGA. ALINDO. 2-TEMPO. SAIU. 3-M. BOA. LIDAR. 4-ADOR. GALAGO. 5-RAS. JARDINS. 6-N. FOLGA. O. 7-OUREGÃO. USA. 8-IBERAS. GREI. 9-TINIR. MAN. O. 10-ONDA. VILAS. 11-SOALHA. ASES. VERTICAIS: 1-F. MAR. OITOS. 2-UT. DANUBINO. 3-GEBOS. RENDA. 4-AMOR. FERIAL. 5-PA. JOGAR. H. 6-AO. GALÃS. VA. 7-L. LARGO. MI. 8-ISILDA. GALA. 9-NADAI. URNAS. 10-DIAGNOSE. SE. 11-OUROS. AIO. S.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA FERNANDO PESSOA DITO POR SINDE FILIPE • Fernando Pessoa
Este livro acompanhado por um CD reúne um conjunto de 28 poemas de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos que podem ser ouvidos na voz do actor Sinde Filipe. O arranjo musical de Laurent Filipe animou alguns dos mais belos poemas de sempre.
DIÁRIO DE INVERNO • Paul Auster
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
Pensas que nunca te vai acontecer, que não te pode acontecer, que és a única pessoa no mundo a quem essas coisas nunca irão acontecer, e depois, uma a uma, todas elas começam a acontecer-te, como acontecem a toda a gente. Paul Auster, incansável criador de ficções e de personagens inesquecíveis, vira agora o olhar para si próprio e para o sentido da sua vida. As descobertas da infância e as experiências da adolescência, o compromisso com a escrita - que marcou a sua entrada para a idade adulta -, as viagens, o casamento, a paternidade, a morte dos pais... Uma vida que transborda das páginas deste Diário de Inverno, um definitivo auto-retrato construído com a paixão e a transbordante criatividade literária que são as marcas distintivas da identidade deste escritor amado pelos leitores e admirado pela crítica. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
MACAU A RUIR O edifício Sin Fong Garden veio colocar a nu, não só a qualidade das construções em Macau, como também a fraca fiscalização e manutenção dos edifícios do território, algo que já vem de longe, desde a Administração Portuguesa. Não é preciso ser engenheiro, nem arquitecto, para perceber que por estas bandas as construções – com particular enfoque nos bairros antigos -, estão a cair aos bocados. A descoberta de um novo edifício com problemas – Koi Fu, junto ao Teatro Alegria -, é mais uma prova que o IACM e as Obras Públicas não estão a trabalhar direito. Como diria um amigo que esteve por terras macaenses: “Macau parece uma favela vista de cima.” E, de facto, se formos até à Fortaleza do Monte ou ao Farol da Guia, qualquer um pode testemunhar a degradação dos prédios mais antigos de Macau, aludindo o pensamento àqueles bairros das grandes cidades brasileiras. Prédios com 30, 40 ou 50 anos completamente sujos, cheios de construções ilegais, cabos soltos a representar perigo à população, telhados de zinco, tinta a escamar, entre muitos outros reparos. Não há quem fiscalize – ou pelos quem fiscalize em conformidade -, não há quem pinte, não há quem mantenha centenas e centenas de prédios que, com o passar dos anos, vão envelhecendo e perdendo as suas características que, de início, já não são muito famosas. Os acabamentos não são de última geração, e isso vê-se até nos arranha-céus mais recentes que brotam no meio da malha degradada. Prova-se, até, na nova habitação pública promovida pelo próprio Governo. Enfim, podíamos estar aqui e elencar uma série de situações negativas, mas foquemo-nos nos prédios mais antigos que necessitam com urgência de um olhar caridoso. É preciso que o Executivo promova uma lei que cuide da habitação local. Numa altura que se fala tanto dos preços de venda e arrendamento de casas, urge também olhar para outras questões, até porque se os preços sobem isso implica que as condições dos imóveis seja melhorada e isso raramente, ou muito poucas vezes, acontece. E não me venham com frases bonitas do tipo “essa é a piada de Macau”, que comigo isso não pega. Macau não tem piada alguma com prédios podres – e felizmente que não estamos numa zona de actividade sísmica. Macau tem piada com um bom turismo, com a promoção do seu património, da sua cultura. Usem-se os biliões de patacas que nascem do jogo para lavar a cidade que bem merece, porque o Sin Fong Garden está longe de ser um caso único. Miau...
Pu Yi
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Remodelação e sebastianismo José António Saraiva in Sol
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O princípio dos anos 80 havia meia dúzia de comentadores políticos em Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa estava no Governo, Pacheco Pereira e Paulo Portas ainda não tinham aparecido, Miguel Sousa Tavares era apenas jornalista. Nestas condições, os debates na televisão tinham frequentemente os mesmos protagonistas: Eduardo Prado Coelho, José Miguel Júdice e eu. Prado Coelho representava a ‘esquerda’, Júdice a ‘direita’, e eu o ‘centro’. Vasco Pulido Valente já era um colunista conceituado, mas não tinha o menor jeito para falar na TV, por isso não era convidado. Desse tempo para hoje, o panorama sofreu uma revolução. Nos anos 80, havia só uma estação de televisão e os debates eram quando o rei fazia anos: em vésperas de eleições ou se ocorria uma crise política. Hoje há três estações de televisão nacionais, com vários canais cada uma, que promovem debates todos os dias, a toda a hora.
cartoon por Steff
Sendo preciso encher esses espaços, o número de ‘analistas políticos’ multiplicou-se por dez ou por vinte. Opiniões fundamentadas são postas em pé de igualdade com posições estapafúrdias, levando o espectador incauto a pensar que tudo é aceitável. Pior: as opiniões mais sensatas acabam por submergir no mar da demagogia, porque as pessoas gostam mais de ouvir quem lhes promete facilidades do que quem lhes fala de sacrifícios. Entretanto, com todas estas mudanças, pode dizer-se que o comentário político tem evoluído pouco. Muitos comentadores continuam a olhar para a política como um universo pequenino e fechado. Ora, nos tempos de hoje, uma boa análise política já não pode assentar apenas em raciocínios políticos nem na procura constante de ‘factos políticos’. Esse tempo passou. A política cruzou-se com a economia, e deixou de ser possível falar de uma sem pensar na outra; por outro lado, a presença de Portugal no euro e o pedido de resgate trouxeram novos condicionalismos. Tomemos o tema da remodelação.
Francamente, não me lembro de nenhuma remodelação que tenha tornado um Governo nitidamente mais forte; e lembro-me de algumas que o tornaram mais fraco Múltiplos comentadores, dos mais destacados aos mais desconhecidos, falam com a maior ligeireza da necessidade de uma remodelação. Jornais de grande tiragem tratam do tema com a maior leviandade. Ora, qualquer pessoa que fale com empresários – portugueses ou estrangeiros –, ou tenha contacto com entidades internacionais, sabe que a última coisa que desejam é uma troca de ministros. Todos os ministros estão envolvidos em negociações complexas – com a troika, com entidades externas, com entidades internas – e têm dossiês difíceis entre mãos. Mudar um ministro significa voltar tudo para trás: as conversas que houve deixam de valer, os consensos a que se tinha chegado esfumam-se, o know-how que o ministro tinha adquirido perde-se.
O GRANDE SALTO
Mudar de ministro representa, no mínimo, um atraso de seis meses na resolução dos assuntos que ele tinha em cima da secretária. Ora quem quer isso? Onde é que há tempo para isso? Mas há mais. Há ministros (como o actual ministro das Finanças, Vítor Gaspar) que representam eles próprios ‘garantias’ para as entidades externas e os credores do país. Basta ver o que dizem de Gaspar pessoas tão diferentes como o ministro das Finanças alemão ou o Presidente Cavaco Silva. Esse capital de confiança não pode perder-se. Mesmo assim, vêem-se publicações de grande circulação publicar com destaque notícias dizendo que o ministro pode ser ‘remodelado’ porque ‘perdeu popularidade’. Mas esta gente sabe o que diz? Um ministro das Finanças tem de ser popular? Há ainda outra razão que desaconselha as conversas públicas sobre remodelações. Como se sabe, nenhum primeiro-ministro faz uma remodelação ‘a pedido’, isto é, quando o tema está nas primeiras páginas dos jornais. Mas, se se fala muito em remodelação, o Governo e os seus ministros ficam fragilizados, pois tendem a ser vistos como governantes a prazo. Temos aqui, portanto, um paradoxo: o primeiro-ministro não pode remodelar sob pressão, mas as conversas sobre o tema apressam o desgaste de alguns ministros. Ora, se isto é mau em qualquer situação, é especialmente mau quando um país tem muitos olhos em cima de si, como é o caso actual de Portugal. Finalmente, é preciso dizer que uma remodelação representa sempre uma incógnita. Uma carta fechada. Francamente, não me lembro de nenhuma remodelação que tenha tornado um Governo nitidamente mais forte; e lembro-me de algumas que o tornaram mais fraco. Pedir remodelações cheira, pois, a sebastianismo. Cheira a fuga para a frente. Só que o tempo não é de fugas, não é de pedir o que não temos: o tempo é de trabalhar com aquilo que temos. Será preciso melhorar a orgânica do Governo; será necessário reorganizar o funcionamento desta ou daquela área; será útil redistribuir um ou outro dossiê; mas não caiamos na ratoeira de mudar tudo, de começarmos a trocar de ministros como quem troca de camisa, de voltarmos ao ponto zero. Neste momento da vida do país, o Governo tem de fechar os olhos a sondagens, a opiniões de analistas políticos e mesmo a manifestações. O Governo não pode governar por pressão da rua ou de comentadores televisivos ou outros. O Governo tem de fazer aquilo que, em sua consciência, contribuirá para tornar Portugal um país viável.
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David Chan*
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Uma história terrível do nosso Direito Médico VI
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“beleza” é um dos atributos da natureza humana. Queremos estar em forma e ser mais novos. As clínicas de beleza são um bom negócio. Em Macau e em Hong Kong nos últimos anos este mercado tem vindo a expandir-se. Os dois territórios têm importado máquinas, e vários tratamentos de beleza. Será que existe controlo suficiente sobre estas situações? Vamos saber a resposta a partir de dois casos. Uma notícia publicada no site do Yahoo, no dia 11 de Outubro, informava que um médico do Winsor (Hong Kong) Limited - em chinês, DR醫學美容集團 -, injectou um medicamento a quatro pacientes do sexo feminino. Depois do tratamento uma das mulheres, de 46 anos, morreu de septicemia. As análises feitas por um hospital revelaram que o sangue da mulher estava contaminado com um vírus chamado, “Mycobacterium abscesses”. As outras três mulheres tiveram sortes diferentes. Uma de 60 anos quase morreu, outra de 56 anos ficou bastante doente e a terceira de 59 anos teve sorte e permanece estável. Todas as três estavam no hospital. Se olharmos para Macau não é difícil encontrar um caso semelhante. No dia 24 de Dezembro do ano passado, a CD News publicou um artigo no seu site em que informava que uma clínica de beleza tinha importado um medicamento injectável chamado “Botulinum”. Este tratamento reduzia as rugas e as gorduras em poucos dias. O público aplaudiu o tratamento mágico que no entanto tinha efeitos secundários terríveis. Em caso de sobredosagem os pacientes perdiam a fala e a visão. Quando o Governo descobriu isto havia apenas uma vítima. Presentemente milhares de turistas do Continente vêm até Macau. Já imaginaram o que acontecerá se os chineses do Continente receberem este tratamento em Macau e depois voltarem para a China? Quais serão as consequências? Que irão pensar de Macau? O que os dois casos têm em comum é o facto de a injecção ser considerada um tratamento médico. Devia ser dada com acompanhamento médico. No primeiro caso foi dada por um médico mas no segundo, não. Por isso podemos questionar quais são os direitos dos que fazem este tratamento? Como estão esses direitos protegidos? De um ponto de vista médico, embora os
O “direito de saber” significa que o doente deve receber as informações correctas da parte do médico ou da clínica antes de iniciar o tratamento. As informações devem ser sobre como funciona o tratamento, quanto custa e quais os riscos que comporta. Estas informações devem ser correctas para que o doente possa decidir se quer fazer o tratamento. Não existe uma fórmula que determine a quantidade de informação que o doente deve receber mas esta deve ser suficiente para que o paciente tome uma decisão
tratamentos de beleza sejam considerados desnecessários, não deixam de ser tratamentos médicos, logo quem os recebe pode ser considerado “paciente”. Por outras palavras, quais são os direitos dos doentes que recebem tratamentos médicos? Nestes casos são o “direito de saber” e o “direito de decidir”. O “direito de saber” significa que o doente deve receber as informações correctas da parte do médico ou da clínica antes de iniciar o tratamento. As informações devem ser sobre como funciona o tratamento, quanto custa e quais os riscos que comporta. Estas informações devem ser correctas para que o doente possa decidir se quer fazer o
tratamento. Não existe uma fórmula que determine a quantidade de informação que o doente deve receber mas esta deve ser suficiente para que o paciente tome uma decisão. Tenho quase a certeza de que nos casos acima descritos os pacientes não receberam informação suficiente. Se receberam, deveriam ter escolhido preservar a vida em vez de optar pela beleza. Também consultei a lei de Macau. Quem quiser abrir uma clínica de beleza em Macau tem de pedir uma licença ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). A concessão da licença está sujeita à lei 47/98/M. O artigo 5º da lei determina as condições para que a licença seja atribuída. Basicamente fala do espaço, das condições de higiene e de segurança que devem estar de acordo com a natureza do negócio. O artigo 17º acrescenta que o horário de funcionamento das clínicas de beleza deve ser entre as 8h e as 22h. Embora não esteja justificado porque deve ser este o horário suponho que possa ser para evitar actividades imorais durante a noite.
Mais ainda, olhando para o formulário (Mod. 047/DLA/SAL V1), para o estabelecimento de uma clínica de beleza, verifico que apenas se pede ao requerente para assinar e que concorda com as condições descritas nas restantes páginas. As condições englobam a segurança e os equipamentos anti-fogo, os requisitos eléctricos, e o armazenamento de produtos químicos. Mas não diz nada sobre a necessidade de ter um médico para dar uma injecção de Botulinum. Não especificar que tipo de serviços é que podem ou não ser providenciados pelas clínicas de beleza parece ser uma desvantagem da nossa lei. Assim sendo, como podem os pacientes proteger-se? Uma medida simples de protecção devia ser a assinatura de um contrato com a entidade prestadora do serviço. No contrato estaria descrito qual o tratamento a ser efectuado e qual o seu custo. Também deveria ter conselhos dos profissionais e quais os riscos envolvidos. Se estes requisitos fossem cumpridos o paciente teria a informação suficiente para tomar uma decisão. O “direito de saber” e o “direito de decidir” estariam protegidos. O Governo deveria a longo prazo promulgar uma nova lei sobre o funcionamento das clínicas de beleza e que controlasse as injecções para tratamentos de beleza. Precisamos desta lei para proteger a beleza e a vida. Para a semana: os direitos dos pacientes II. *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
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Polícia entra em favelas do Rio de Janeiro
A polícia brasileira iniciou ontem de manhã uma operação de ocupação de duas favelas no Brasil, Jacarezinho e Manginhos, as mais violentas do Rio de Janeiro e controladas por tranficantes de drogas. Pouco antes das 5h (hora local), 800 polícias fazendo-se
acompanhar de 13 blindados da marinha, entraram a pé nas ruelas das duas favelas, conhecidas também por serem centros de consumo de “crack”, informou a agência noticiosa francesa AFP, presente no terreno. Na favela de Jacarezinho, uma jornalista da AFP ouviu tiros, enquanto que a imprensa local disse que na operação em Manginhos se desenvolve sem que, por enquanto, se tenham entregado narcotraficantes. A operação mobilizou 170 fuzileiros da marinha, utilizando blindados e 1.300 polícias, dos quais 500 estão a cercar as favelas. Pequenas equipas da polícia foram também enviadas para outras favelas com o objectivo de vigiarem e controlarem as movimentações dos traficantes de droga. As autoridades brasileiras estão a tentar controlar as zonas mais perigosas do país, antes de se iniciar o Campeonato Mundial de Futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.
Avião faz aterragem de emergência em Faro Um avião da companhia aérea Jet2, com 245 pessoas a bordo, fez uma aterragem de emergência no aeroporto de Faro, devido a uma avaria no trem de aterragem. A aterragem deste aparelho, que fazia a ligação entre Tenerife e Manchester, levou a que fosse accionado o alerta amarelo e que fosse mesmo impedida a circulação de automóveis em direcção ao aeroporto, o que criou grandes filas de trânsito.
Morreu o actor português Bruno Simões O actor português Bruno Simões, conhecido pela participação em várias telenovelas e no cinema nacional, morreu aos 41 anos
vítima de ataque cardíaco, disse à agência Lusa fonte da estação de televisão TVI. Bruno Simões participou na série televisiva “Morangos Com Açúcar”, da TVI, e no filme da mesma série, actualmente em exibição nos cinemas, e participou em algumas telenovelas daquele canal, nomeadamente “O teu olhar”, “Podia acabar o mundo” e “Dei-te quase tudo”. “Malucos do riso”, “Aqui não há quem viva”, “Floribella”, “Liberdade 21” e “Inspector Max” foram outras séries, algumas de comédia, transmitidas pelos diferentes canais de televisão, nas quais o actor participou. Nascido em Lisboa em 1971, o actor iniciou carreira aos 20 anos no teatro e, em 1995, começou a trabalhar na televisão. No cinema integrou, entre outros, o elenco do filme “Assalto ao Santa Maria”, de Francisco Manso.
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segunda-feira 15.10.2012