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QUINTA-FEIRA 14 DE JUNHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4072
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Tens pr’á troca? Está aí a febre do Mundial de Futebol. Notícias, camisolas, transmissões directas e, sobretudo, as colecções de cromos invadem o espaço real e virtual EVENTOS
SALÁRIO MÍNIMO
PONTE DO DELTA
PLANEAMENTO URBANO
CHINA
GRANDE PLANO
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A ÉTICA PRIMEIRO
SÓ PARA CLIENTES HABITUAIS
ZONA A? O QUE É ISSO?
O NOSSO AMIGO IRÃO
2 grande plano
A maioria das opiniões da população sobre a implementação de um regime de salário mínimo pleno é a favor da medida. No entanto, empregadas domésticas, trabalhadores não residentes e deficientes deveriam estar fora da medida. Os dados foram ontem divulgados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais no relatório referente à consulta pública sobre a proposta de lei do salário mínimo pleno. Há quem lamente as exclusões
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SALÁRIO MÍNIMO
ETICA CURTA ´
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O R AM recebidas 2461 opiniões entre 13 de Novembro e 27 de Dezembro no processo de consulta pública acerca da proposta de lei do salário mínimo. Na sua maioria - 90,4 por cento concordam com o estabelecimento do referido regime mas com excepções. De acordo com os dados do relatório referente à consulta pública sobre a proposta de lei do salário mínimo pleno, divulgado ontem pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), das 2389 opiniões válidas sobre o âmbito de aplicação do regime, quase 90 por cento das pessoas que se manifestaram, referiram a necessidade de excluir alguns sectores e destinatários. A maioria das opiniões recolhidas aponta que os trabalhadores domésticos, os não
REGIME VAI EXCLUIR EMPREGADAS DOMÉSTICAS E DEFICIENTES
“Não deve existir diferenciação dos trabalhadores quando se fala deste assunto porque estamos sempre a falar de uma força de trabalho, independentemente do sector e todos devem estar protegidos por este regime.” LARRY SO SOCIÓLOGO
residentes e as pessoas portadoras de deficiência – um total de 2336 - não devem usufruir da medida que pretende dar uma base mínima salarial aos trabalhadores.
As razões apontadas para a exclusão das empregadas domésticas estão relacionadas com as diferenças da “natureza do trabalho destes trabalhadores e a dos trabalhadores em geral”, refere o relatório que aponta as 1818 opiniões favoráveis à sua exclusão. Por outro lado, a população justifica ainda que, nestes casos, o empregador não tem o objectivo de explorar a actividade doméstica com fins lucrativos e “se o regime do salário mínimo for aplicado aos trabalhadores domésticos poderá causar pressão económica sobre as famílias que contratam estes trabalhadores”, lê-se no mesmo documento. Entre os pouco mais de 10 por cento de opiniões que se mostraram a favor da inclusão do trabalho doméstico no regime do salário mínimo pleno, as razões apontadas têm a ver com a premissa de que “todos os trabalhadores devem gozar da
protecção salarial básica, reflectindo assim, o principio da equidade”.
OS DE FORA
Houve também um grande número de opiniões que consideraram que os trabalhadores não residentes também não deveriam ser abrangidos pelo regime do salário mínimo, sendo que acham que deve ser uma política apenas dirigida aos trabalhadores locais. As opiniões neste sentido são justificadas com o facto de “o salário que os trabalhadores não residentes ganham em Macau é muito mais elevado do que o do seu local de origem, por isso não há necessidade de serem abrangidos pelo salário mínimo”, lê-se no relatório. No total foram 418 opiniões neste sentido. De acordo com o sociólogo Larry So esta exclusão não deveria considerada. Apesar de se mostrar
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satisfeito com a ideia do avanço de um regime que legisla o salário mínimo para quase todos, Larry So considera que “não deve existir diferenciação dos trabalhadores quando se fala deste assunto porque estamos sempre a falar de uma força de trabalho, independentemente do sector e todos devem estar protegidos por este regime”, refere ao HM. No que respeita às empregadas domésticas que na sua maioria são também trabalhadores não residentes, “penso que este regime não deve ser feito apenas para proteger os trabalhadores locais até porque se trata de um sistema de protecção em que o trabalho é reconhecido com o pagamento e uma certa quantia de dinheiro”, referiu. Para o sociólogo, “se estamos a excluir estes dois grupos, quer dizer que o trabalho destas pessoas não vale assim tanto o que não é justo”, disse. Larry So está esperançado que numa próxima revisão do regime estas exclusões voltem a ser alvo de discussão e deixem de existir. “Espero que numa revisão deste regime nos próximos anos esta discussão possa ter lugar outra vez, que possamos modificar esta diferenciação e incluir toda a gente neste regime em que estejam todos os que trabalham nesta comunidade e prestam serviço à sociedade”, sublinhou.
DEFICIÊNCIAS RELATIVAS
Sugeridos para ficarem de fora do diploma foram ainda os portadores
VEREDICTO DA DSAL
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DSAL “O salário mínimo deve ser aplicado aos trabalhadores de todos os sectores, no entanto, tendo em consideração a especificidade da natureza ou das condições de trabalho de alguns sectores, propõe-se que dois tipos de trabalhadores sejam excluídos da aplicação do salário mínimo, [trabalhadores domésticos e deficientes]”
de deficiência com cerca de 400 opiniões neste sentido. Há quem considere que o âmbito da protecção do salário mínimo deve ter em conta a capacidade de trabalho e a produtividade desta população, sendo que
“se for igual às de um trabalhador comum deve ficar abrangida pelo regime”, aponta o relatório. Das opiniões recolhidas, foi sugerido que o salário mínimo aplicado aos trabalhadores com
deficiência, deve incluir um regime de avaliação da produtividade, por escolha voluntária, para que este possa receber uma determinada percentagem do salário em função dos resultados dessa avaliação.
epois de recolhidas as opiniões, a DSAL concorda com a exclusão dos trabalhadores domésticos e dos portadores de deficiência da proposta de lei a ser elaborada pelo Governo. “O salário mínimo deve ser aplicado aos trabalhadores de todos os sectores, no entanto, tendo em consideração a especificidade da natureza ou das condições de trabalho de alguns sectores, propõe-se que dois tipos de trabalhadores sejam excluídos da aplicação do salário mínimo”, referem os serviços considerando os trabalhadores domésticos e deficientes. Já no que respeita às sugestões para a ausência dos não residentes do regime, o Governo defende que isso não vai acontecer. “Dado que o objectivo da implementação do regime do salário mínimo pleno é proporcionar a todos os trabalhadores uma protecção salarial básica, e tendo em conta o princípio de salário igual para trabalho igual e o princípio da igualdade salarial, tanto os trabalhadores residentes como os trabalhadores não residentes têm direito a gozar da mesma protecção salarial, devendo assim o salário mínimo ser aplicado a ambos”, lê-se.
Houve ainda opiniões que consideraram que o salário mínimo vai enfraquecer a competitividade dos trabalhadores com deficiência, diminuindo a vontade dos empregadores de os contratarem.
OS DO CONTRA
MAIORIA EXCLUÍDA
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e acordo com o documento de consulta pública em que foram apresentados dados estatísticos de 2016 acerca do número de trabalhadores pertencentes do sector do trabalho doméstico, existiam em Macau 25 300 empregadas domésticas em que 100 são residentes e as restantes 24 200 são estrangeiras. Destas, 23 700 auferiam menos de 30 patacas por hora em que 100 eram residentes e 23 600, trabalhadoras não residentes. Macau tem em vigor, desde 01 janeiro de 2016, um salário mínimo para trabalhadores de limpeza e pessoal de segurança na actividade da administração predial. O diploma fixou o salário mínimo para estas duas profissões em 30 patacas por hora, 240 patacas por dia ou 6.240 por mês.
As opiniões contra o estabelecimento do regime do salário mínimo representaram 9,6 por cento, sendo foram justificadas com “o aumento da inflação com o salário mínimo, o que irá afectar a vida dos cidadãos e pôr fim à sobrevivência das pequenas e médias empresas. Por outro lado, o salário dos trabalhadores em geral já é superior ao valor do salário mínimo, sendo que o Governo necessita apenas de atribuir um subsídio complementar aos trabalhadores locais que auferem um rendimento baixo. Há ainda quem considere que o salário dos trabalhadores deve ser ajustado livremente pelo mercado, não sendo necessária a implementação do regime do salário mínimo pleno. De acordo com o mesmo relatório, as opiniões mostraram-se favoráveis no que diz respeito ao período de revisão e de entrada em vigor do regime. Para o primeiro a DSAL aponta para uma revisão da lei pelo menos uma vez em cada dois anos. Já sobre a implementação, a ideia da população é na sua maioria – 76,3 por cento – a favor do estabelecimento de um período entre três e seis meses para a entrada em vigor do regime depois de aprovado na Assembleia Legislativa. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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Emoções à flor da
O gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura afirmou que os conteúdos sobre a presença dos portugueses em Macau e a sua relação com os mandarins de Cantão no manual de História da China vão ser revistos
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Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, revelou ontem que os conteúdos que transmitiam uma imagem negativa da presença dos portugueses e dos chineses de Guangdong no território vão ser excluídos de um manual de história do 10º ano. “Após contactos com a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e com a editora responsável pelo conteúdo dos manuais, a associação dos portugueses a actividades de contrabando e corrupção, não será incluída
GCS
ALEXIS TAM SECRETÁRIO PRETENDE RETIRAR “CONTRABANDO” E “CORRUPÇÃO” DO MANUAL DE HISTÓRIA
na versão final dos mesmos”, refere o comunicado enviado ontem pelo gabinete do secretário ao HM. De acordo com o mesmo comunicado, a decisão acontece “no seguimento de várias notícias veiculadas na imprensa local, relativamente ao conteúdo de manuais de história que incluem referências negativas sobre a passagem dos portugueses pelo território”. Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de aniversário do Clube Militar, Alexis Tam garantiu a retirada dos conteúdos em causa, sa-
COOPERAÇÃO ALEXIS TAM E DEPUTADOS VISITAM JIANGMEN
O
secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, liderou esta segunda-feira uma visita a Jiangmen, que é considera, em comunicado oficial, a “cidade da Grande Baía Guandgong-Hong Kong-Macau”. A visita teve como agenda a realização de um colóquio com os dirigentes da cidade, bem como a visita ao Museu dos Chineses Ultramarinos em Wuyi, a Southern Educational Equipment Innovation Industrial City e o Hospital Yinkui. Alexis Tam referiu que deve haver “uma exploração completa das vantagens para estimular
mais cooperação e desenvolvimento sinergético” entre os dois territórios. Além disso, o secretário referiu que, na RAEM, residem muitos conterrâneos de Jiangmen, além de que “a proximidade das duas cidades e a conexão linguística e cultural permitem perspectivas de cooperação nas áreas da juventude, educação, promoção turística, cultura, criatividade, saúde e cuidados aos idosos,
sendo a cooperação mais aprofundada com o envolvimento dos jovens de ambos os territórios”. Um dos pontos a desenvolver em termos de cooperação passa pela promoção turística, uma vez que tanto Macau como Jiangmen têm património mundial. A ideia é que sejam criadas “sinergias com as outras cidades da província de Guangdong para criar mais itinerários para vá-
rios destinos, promovendo aos turistas os recursos turísticos de Jiangmen e outras cidades”. Quem também esteve presente nesta visita foram os dois deputados àAssembleia Legislativa, Mak Soi Kun e Zheng Anting, que “apresentaram parte dos investimentos dos conterrâneos de Jiangmen de Macau”. Nos próximos dias, os dirigentes da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e os vogais do Conselho de Juventude continuarão a visita de intercâmbio a Cantão e Shenzhen, entre outras cidades da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
NEGÓCIOS LIONEL LEONG LIDERA COMITIVA A PORTUGAL E BRASIL
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secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, vai liderar uma delegação empresarial ao Brasil, que vai decorrer ainda este mês, logo a seguir a visita a Lisboa. As deslocações a Portugal e Brasil vão decorrer de 19 a 26 de Junho. De acordo com o canal de rádio da TDM, além de Lionel Leong vão participar na delegação o presidente do IPIM, da Autoridade Monetária, a secretária geral do Fórum Macau, os deputados Pereira Coutinho e José Chuí Sai Peng. Os empresários Kevin Ho, Frederic Ma e Pansy Ho vão só a Lisboa, onde vai decorrer o en-
contro dos empresários da China e países de língua portuguesa. Integram também a comitiva Artur Santos, do Banco Well Link, Carlos Cid Álvares, novo presidente executivo do BNU e Rita Santos, conselheira das comunidades portuguesas. Recorde-se que Edmund Ho vai liderar uma outra delegação que vai estar em Lisboa também nos dias 20 e 21 de Junho. Está previsto um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. No encontro dos empresários em Lisboa participa o vice-ministro do Comércio chinês. O encontro contará com uma intervenção do secretário de Estado da Internacionalização do governo português, Eurico Brilhante Dias.
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pele lientando que o livro ainda não estava na sua versão final. "Ainda está na fase de consulta, sendo que está decidido que os comentários referentes às actividades de contrabando e de corrupção dos portugueses vai ser totalmente retirada”, apontou. Para Tam, é necessário ter em conta “as emoções dos portugueses dos que estão a viver aqui em Macau e penso que não é preciso ter esta parte do manual e considerar a amizade entre Portugal e Macau, pelo que é necessário ponderar muito bem o ensino que vamos dar à próxima geração”, acrescentou o secretário que considera também que “a história contemporânea é muito complicada e é um assunto que tem que ser analisado pelos historiadores e especialistas na matéria”.
VERDADE DO PASSADO
Ao canal de Rádio da TDM, a historiadora Tereza Sena considerou que não via qualquer problema na existência destes conteúdos
É necessário ter em conta “as emoções dos portugueses dos que estão a viver aqui em Macau e penso que não é preciso ter esta parte do manual e considerar a amizade entre Portugal e Macau.” ALEXIS TAM
no manual escolar. “O que era comércio considerado autorizado era o comércio tributário e tudo o que fosse de fora desses esquema poderia ser apelidado como corrupção”, afirmou. À mesma fonte, a historiadora sublinha que se está a falar de acontecimentos que remontam ao Séc. XVI e não da actualidade “em que estas noções são completamente diferentes”.
“Temos de olhar para o processo de instalação dos portugueses nas costas do sul da China não como um processo nacional. Não foi a coroa portuguesa que chega aqui e que se instala. Estamos a falar de comerciantes privados, de mercadores que vão aproveitando diversos tipos de oportunidades e se inserem nas redes mercantis existentes na Ásia. É um negócio e são negócios que permitem este tipo de abordagens”, explicou. Para Tereza Sena é ainda normal que a parte do manual que se refere a Macau não ocupe uma parte muito importante num livro que trata da história da China . Na semana passada, o deputado suspenso Sulu Sou alertou acerca do manual de história da China que tinha três capítulos sobre Macau, e que considerava os conteúdos incompletos. Em causa estava a referência à presença dos portugueses no território. De acordo com o Tribuna de Macau, o manual “salienta que os portugueses obtiveram autorização para usar os portos de Cantão e praticar actividades comerciais no âmbito de um esquema de corrupção que envolveu oficiais de Guangdong, e que permitiu a vinda gradual dos portugueses”. Sofia Margarida Mota
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CHUI SAI ON DE BRAÇO DADO COM SHANWEI
O
Chefe do Executivo, Chui Sai On, teve ontem um encontro, na Sede do Governo, com o presidente da Câmara de Comércio de Shanwei em Macau, Chong Sio Kin, no qual foram trocadas impressões sobre a promoção do intercâmbio e da cooperação entre Macau e Shanwei. Chui Sai On salientou que esta iniciativa serve para unir os conterrâneos em Macau e expressou a disponibilidade do Governo da RAEM no apoio a grupos e organizações interessados em servir a sociedade. De acordo com um comunicado oficial, o chefe do Executivo “espera uma continuidade no fortalecimento da tradição “amar a Pátria, Macau
e a terra natal” assim como uma maior promoção do desenvolvimento sócio-económico de Macau”. Já Chong Sio Kin referiu que o objectivo da associação passa não só por reunir, em Macau, os conterrâneos daquele território como também promover contactos e intercâmbios económicos
entre as duas cidades. O responsável destacou ainda que, os efeitos do planeamento da Grande Baía de Guangdong, Hong Kong e Macau, poderão chegar a Shanwei. No encontro foi ainda referida a necessidade de reforçar as ligações entre os conterrâneos de Shanwei, em Macau, com a terra natal, especialmente da nova geração. A chefe do Gabinete do Chefe do Executivo, O Lam, sugeriu que fosse prestada uma atenção especial à geração mais jovem “no sentido de serem criadas condições para a inovação e o empreendedorismo dos jovens através da experiência dos membros seniores do sector empresarial”.
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Anúncio ﹝86/2018﹞ 1. Entidade que realiza o concurso: Instituto de Habitação (IH). 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Designação do concurso: Prestação de Serviços de Administração de Edifícios para a Habitação Económica de Macau - Pódios do Edifício do Bairro da Ilha Verde (Subcondomínio B). 4. Objectivo: Concurso para a prestação de serviços de administração de edifícios para a Habitação Económica de Macau - Pódios do Edifício do Bairro da Ilha Verde (Subcondomínio B), incluindo serviços de limpeza, segurança, reparação e manutenção das partes comuns e dos equipamentos colectivos dos pódios, sendo o prazo para a prestação de serviços de 3 anos. A confirmação da data desta prestação de serviços será notificada, por escrito, pelo IH, com a antecedência de 15 dias, prevendo-se que seja no período compreendido entre o dia 1 de Setembro de 2018 e o dia 31 de Agosto de 2021. 5. Requisitos especiais dos concorrentes: Ø Podem concorrer ao presente concurso as sociedades comerciais que se encontrem registadas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis, cujo âmbito da sua actividade, total ou parcial, inclua a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades, e que não sejam titulares de licença de segurança nem exerçam a actividade de segurança privada; ou os empresários comerciais, pessoa singular, cujo âmbito da sua actividade, total ou parcial, inclua a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades. Ø Os concorrentes devem recrutar pelo menos um director técnico a tempo inteiro com três anos acumulados de desempenho de funções semelhantes às de director técnico, com habilitação literária não inferior ao ensino secundário complementar e que tenha sido aprovado no Curso de Técnicos Especialistas em Administração de Edificações realizado pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais. Ø Durante os três anos anteriores ao termo do prazo de entrega das propostas não tenha tido qualquer contrato denunciado unilateralmente pelo IH, por violar as disposições estipuladas em contrato relativo à actividade comercial de administração de condomínios ou prestação de serviços de administração de propriedades. 6. Preço limite para candidatura ao concurso: Não existe preço base. 7. Obtenção do processo do concurso: Podem consultar e obter o respectivo processo do concurso, na sede do IH, sita na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, L, R/C, Macau, nas horas de expediente. A obtenção de fotocópia dos documentos acima referidos é efectuada mediante o pagamento da importância de $2.000,00 (duas mil patacas), em numerário, relativa aos custos das fotocópias ou podem proceder ao seu download gratuito na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo). 8. Visita ao local e esclarecimentos por escrito: A visita ao local será realizada no dia 20 de Junho de 2018, às 10:30 horas. Os concorrentes devem comparecer na porta do átrio do Edifício do Bairro da Ilha Verde, Bloco 1, à data e hora acima mencionadas e serão acompanhados por trabalhadores do IH. Durante a visita não serão prestados esclarecimentos a perguntas. Os concorrentes devem dirigir-se à sede do IH, sita na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, L, R/C, Macau, ou ligar para o telefone n.º 28594875, nas horas de expediente, antes do dia 19 de Junho de 2018, para proceder à marcação prévia para participação na visita ao local. Caso os concorrentes tenham dúvidas sobre o conteúdo do presente concurso, devem apresentá-las, por escrito, à entidade que realiza o concurso, antes do dia 25 de Junho de 2018. 9. Caução provisória: O valor da caução provisória é de $ 1.000.000,00 (um milhão de patacas). A caução provisória pode ser prestada por garantia bancária legal ou por depósito em numerário através da conta em nome do IH, na sucursal do Banco da China em Macau. 10. Local, data e hora para entrega das propostas: As propostas devem ser entregues a partir da data da publicação do presente anúncio e até às 17 horas e 45 minutos do dia 18 de Julho de 2018, na delegação das ilhas do IH, sita na Rua de Zhanjiang, n.ºs 66-68, Edifício do Lago, 1.º andar D, Taipa, durante as horas de expediente. 11. Local, data e hora do acto público do concurso: Delegação das ilhas do IH, sita na Rua de Zhanjiang, n.ºs 66-68, Edifício do Lago, 1.º andar D, Taipa, no dia 19 de Julho de 2018, às 10 horas. 12. Critérios de adjudicação: Ø O critério de adjudicação do presente concurso público é o do preço mais baixo proposto. Ø Os representantes legais ou os procuradores dos concorrentes têm obrigatoriamente de comparecer pessoalmente ao acto público do concurso, pois caso exista mais do que um concorrente que ofereça o mesmo preço mais baixo, proceder-se-á, em acto contínuo, pelo período de 15 minutos, à licitação verbal entre os concorrentes nessas condições, de acordo com o disposto no Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho, sendo o critério de adjudicação em conformidade com o novo preço. 13. Outros assuntos: Os pormenores e quaisquer assuntos a observar sobre o respectivo concurso encontram-se disponíveis no processo do concurso. Informações posteriores sobre o presente concurso serão publicadas na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo). Instituto de Habitação, aos 30 de Maio de 2018. O Presidente, Arnaldo Santos
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TIAGO ALCÂNTARA
TALENTOS COMISSÃO PREPARA “ENCONTRO DE BOLSEIROS DO GOVERNO DA RAEM”
É
Chan Chak Mo “Será que a reconstrução de um prédio é benéfica para uma rua, avenida ou zona? É que agora ainda não temos uma lei relativa à renovação urbana”
DEPUTADOS COM DÚVIDAS SOBRE BENEFÍCIOS FISCAIS PARA RECONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS
Para quê e para quem
Mais perguntas do que respostas. Os deputados da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) desconhecem quanto valem ao certo os benefícios fiscais para a reconstrução de edifícios, estando à espera de esclarecimentos por parte do Governo
O
S deputados da 2.ª Comissão Permanente da AL querem saber, na prática, a que valor podem corresponder os benefícios fiscais para os proprietários que avancem para a reconstrução de edifícios, previstos na proposta de lei em análise em sede de especialidade. Esta é uma das perguntas para as quais esperam obter resposta na próxima reunião com o Executivo. À luz do diploma, os proprietários gozam de quatro benefícios: isenção do imposto de selo sobre a aquisição do segundo e posteriores bens imóveis destinados à habitação; do imposto de selo sobre transmissão de bens; do imposto de selo especial
e do imposto de selo devido em virtude de aquisição ou promessa de aquisição de bens imóveis, a somar à restituição de emolumentos notariais e de registo. Contudo, os deputados desconhecem a exacta percentagem que efectivamente representam no custo da reconstrução de um edifício. Segundo o presidente da 2.ª Comissão Permanente da AL, Chan Chak Mo, durante a reunião de ontem, o deputado nomeado Chan Wa Keong avançou com uma estimativa segundo a qual os benefícios fiscais podem abater em “mais de 20 por cento” o custo total da reconstrução. “Não sabemos ainda qual a percentagem exacta. É apenas a opinião do deputado Chan Wa Keong. Como ele
é advogado se calhar tem alguns conhecimentos. Aguardamos resposta do Governo”, afirmou Chan Chak Mo. Outra dúvida tem que ver com o papel dos promotores. “Nós não conseguimos saber muito bem qual é o papel do promotor nem os benefícios” de que gozam, apontou o presidente da 2.ª Comissão Permanente da AL, indicando, aliás, que a assessoria entende que o diploma pode ser “mais simples” e recomenda uma melhor “sistematização” que passa por separar os benefícios fiscais de promotores e de proprietários.
O INTERESSE PÚBLICO
A proposta de lei, que tem por objectivo acelerar o ritmo da
renovação urbana, prevê um alívio fiscal em casos de demolição e reconstrução de edifícios com fundamento em interesse público, ou seja, por razões de saúde ou segurança públicas, de promoção do desenvolvimento social e de preservação do património cultural. No entanto, para os deputados, sem uma lei de renovação urbana, afigura-se difícil aferir esse “interesse público”. “Por exemplo, será que a reconstrução de um prédio é benéfica para uma rua, avenida ou zona? É que agora ainda não temos uma lei relativa à renovação urbana que, a nosso ver, parece que carece”, salientou Chan Chak Mo. Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
já em Agosto que o território recebe o “Encontro de Bolseiros do Governo da RAEM”, uma iniciativa que está a ser organizada pelo subgrupo do programa de formação de elites, ligado à Comissão de Desenvolvimento de Talentos. De acordo com um comunicado oficial, este encontro visa “fomentar o intercâmbio com estudantes de excelência do ensino superior de Macau, incentivá-los a criarem um vínculo social mais estreito e manter a ligação com a sociedade de Macau”. A agenda do encontro será marcada pelas “oportunidades da economia de Macau e do desenvolvimento da Grande Baía”, sendo que serão convidadas “individualidades de diferentes sectores sociais para discursarem, darem a conhecer as oportunidades de Macau no desenvolvimento regional, bem como dialogarem e fazerem intercâmbio com os bolseiros”. Na visão da Comissão de Desenvolvimento de Talentos, “esta oportunidade servirá ainda para permitir a coesão dos estudantes, o alargamento das suas redes, bem como incentivá-los a regressar para servirem Macau, após a graduação”. Numa reunião recente da comissão, foi também feita uma apresentação sobre o Programa de Estágio dos Serviços Públicos e das associações. O subgrupo de formação de elites considera que “a organização, o local, a duração e a especialidade visada reflectem que Macau proporciona, anualmente, inúmeras opções de estágio aos jovens, merecendo uma análise profunda, os resultados práticos advenientes do respectivo projecto, bem como a razoabilidade entre a oferta dos postos de estágio e a procura dos estudantes”. No que diz respeito ao “Projecto de Estágio na UNESCO ”, a comissão considera que “tem funcionado bem desde o seu início até à presente data”, tendo “proporcionado aos jovens de Macau espaço para a criação, expansão e de treino individual, através das oportunidades de participação nos trabalhos dos organismos internacionais”. No futuro, a comissão promete “alargar, ainda mais, a colaboração com o ACNUR”.
Grande Baía WeChat quer serviços de pagamento para residentes
Um representante da Tencent, detentora da plataforma Wechat, declarou a um grupo de membros do The Chinese Language Press Institute que a empresa está a pensar na disponibilização do serviço de pagamentos aos residentes de Hong Kong e Macau dentro da zona da Grande Baía. Para o efeito é apenas necessário o registo de um cartão de crédito. De acordo com o jornal Ou Mun, o objectivo da iniciativa é, com o aumento da circulação de pessoas e de fundos, fomentar o intercâmbio entre as cidades da Grande Baía.
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quinta-feira 14.6.2018
Encontram-se abertas até ao próximo dia 26 as inscrições para as 600 quotas, a atribuir mediante sorteio, para a circulação de automóveis na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Os requisitos foram publicados ontem em Boletim Oficial
PONTE DO DELTA QUOTAS DE CIRCULAÇÃO LIMITADAS A RESIDENTES DE MACAU COM RELAÇÕES LABORAIS EM HONG KONG
ACAU vai atribuir, mediante sorteio, 600 quotas (300 para particulares e 300 para empresas), com a validade de um ano, a automóveis ligeiros que pretendam circular na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. O prazo de candidaturas abriu ontem e termina no próximo dia 26.
No entanto, há uma série de requisitos a cumprir. Segundo as regras, publicadas ontem em Boletim Oficial, no caso de uma quota particular, o candidato “deve ser residente permanente” de Macau e “ser empregado remunerado ou com empresa registada em seu nome” em Hong Kong. Já no caso das quotas destinadas a entidades comerciais, além de ter de estar registada em
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ACAU assinou um memorando relativo ao projecto de pesquisa “História das Relações baseadas na Cultura da Comida na Rota da Seda”, com mais oito Cidades Criativas da UNESCO, anunciaram as autoridades da região. De acordo com o comunicado da Direção dos Serviços de Turismo de Macau (DST), este memorando, assinado na Polónia na segunda-feira, tem como finalidade o estudo da história da gastronomia e cultura nas Cidades Criativas de Gastronomia ao longo da antiga rede comercial (Rota da Seda), terrestre e marítima. No ano passado, Macau entrou para a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Vagas exclusivas
As 600 quotas vão ser atribuídas mediante sorteio informático. Tal como anunciado anteriormente, a participação no sorteio custa 500 patacas. Já os contemplados têm de pagar 30 mil patacas pela quota regular que lhes permitirá fazer múltiplas viagens com destino a Hong Kong através da nova ponte. No caso de substituição do veículo, de matricula ou do condutor autorizado a circular, ficam obrigados ao pagamento de 1.000 patacas.
A lista dos 600 contemplados com uma quota regular de circulação na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau vai ser publicada no dia 29 Macau, a empresa requerente tem de “possuir mais de 50% das acções da sua empresa filial” em Hong Kong. Ao abrigo das regras, no caso das quotas destinadas a particulares, podem ser indicados no máximo dois condutores, entre os quais o próprio requerente; enquanto no das empresas podem ser indicados três funcionários. Em ambos os casos, todos os os condutores
À mesa com a Rota
indicados devem ser residentes permanentes e titulares de carta de condução para automóveis da RAEM válida. Os candidatos a uma quota devem entregar um formulário junto da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) até ao próximo dia 26, sendo a lista dos contemplados publicada três dias depois, ou seja, dia 29.
OS PRATOS DOS SETE
A directora da DST, Maria Helena de Senna Fernandes, assinou este memorando em conjunto com os representantes das cidades de Gaziantep e Hatay (Turquia), Shunde (China), Jeonju (Coreia), Östersund (Suécia)
e Rasht (Irão), apontou o comunicado. A assinatura deste memorando antecedeu a participação de Macau na 12.º Reunião Anual da Rede das Cidades Criativas da UNESCO, que arrancou na terça-feira em Cracóvia, Polónia. De acordo com a DST, a responsável deste serviço vai apresentar, numa das sessões agendadas para quarta-feira, “as iniciativas e os planos agendados para a cidade no futuro”, assim como rever o trabalho que foi feito nas iniciativas da região como Cidade Criativa de Gastronomia. Nesta sessão, a directora da DST vai ainda expor aos restantes participantes o plano de trabalho que está agendado para os próximos quatro anos relativo ao tema em discussão. O fórum, coorganizado por Cracóvia e Katowice, Cidades Criativas da Literatura e da Música, respectivamente, termina amanhã. LUSA
Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
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Macau assinou memorando de pesquisa sobre gastonomia na Rota da Seda
Cultura (UNESCO) na área da Gastronomia. “Macau tornou-se numa das cidades parceiras do projecto de pesquisa dada a sua história única como porto ao longo da Rota da Seda Marítima inteiramente representada pela sua culinária macaense”, pode ler-se no comunicado.
De acordo com estimativas oficiais, o volume diário de tráfego deve atingir os 29.100 veículos em 2030 e 42.000 em 2037, enquanto o volume diário de passageiros pode vir a rondar os 126.000 e os 175.000, respectivamente. Não há ainda, contudo, data oficial de abertura da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.
ANÚNCIO Concurso Público para o Arrendamento do “Centro Comercial de Seac Pai Van”, no Lote CN5a de Seac Pai Van, em Coloane Faz-se público que, por deliberação do Conselho de Administração do IACM, tomada em sessão de 8 de Junho de 2018, se acha aberto o concurso público para o Arrendamento do Centro Comercial de Seac Pai Van, dedicado à exploração de venda a retalho de produtos alimentares frescos e vivos, produtos secos, comidas e artigos de uso diário, no Lote CN5a de Seac Pai Van, em Coloane. O Programa de Concurso e o Caderno de Encargos podem ser obtidos, todos os dias úteis e dentro do horário normal de expediente, no Núcleo de Expediente e Arquivo do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), sito na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau. O prazo para a entrega das propostas termina às 17h00 do dia 25 de Julho de 2018. Os concorrentes ou seus representantes devem entregar as propostas e os documentos no Núcleo de Expediente e Arquivo do IACM e prestar uma caução provisória no valor de MOP$ 120.000,00 (Cento e vinte mil patacas). A caução provisória pode ser efectuada na Tesouraria da Divisão de Contabilidade e Assuntos Financeiros do IACM, sita na Avenida de Almeida Ribeiro n.º 163, r/c, Macau, por depósito em dinheiro, cheque ou garantia bancária, em nome do “Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais”. O preço base mensal é de MOP$ 60.000,00 (Sessenta mil patacas). O acto público de abertura das propostas realizar-se-á na Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar, pelas 10h00 do dia 26 de Julho de 2018. A sessão de esclarecimento terá lugar no dia 20 de Junho de 2018, às 10h00, na Divisão de Formação e Documentação do IACM, sita na Avenida da Praia Grande, n.° 804, Edf. China Plaza 6.° andar. No mesmo dia, o IACM vai organizar uma visita ao local para observação. Macau, aos 8 de Junho de 2018. O Administrador do Conselho de Administração Mak Kim Meng WWW. IACM.GOV.MO
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14.6.2018 quinta-feira
ZONA A CONSELHO DO PLANEAMENTO URBANÍSTICO QUEIXA-SE DE INFORMAÇÕES VAGAS
Uma folha em branco
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Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) debruçou-se ontem sobre a planificação de nove lotes de terrenos da zona A dos novos aterros, mas os seus membros queixaram-se da ausência de informações detalhadas. O arquitecto Rui Leão questionou mesmo as razões para a não existência, a esta altura do campeonato, de um projecto tridimensional com os edifícios, ruas e ligações a transportes públicos. “Acho estranho que, ao longo do processo do planeamento dos novos aterros, nunca nos tenha sido mostrado um modelo tridimensional. Só vemos números. Essa é a prática de planeamento num lote de terreno isolado, mas aqui falamos de um lote de aterros”, apontou. O arquitecto exigiu mesmo uma mudança de atitude por parte da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). “Este plano tem sido muito estranho e durante as três consultas públicas realizadas não mostraram nada de pormenor. Um jovem estagiário consegue em dois dias fazer um plano tridimensional. Ninguém está a perceber qual é a proposta espacial e urbana da zona A. É importante porque é uma densidade muito grande.”
CRÍTICAS ATRÁS DE CRÍTICAS
Também Paul Tse, empresário ligado ao imobiliário e membro
A
S trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa atingiram 30,18 mil milhões de dólares norte-americanos no primeiro trimestre, traduzindo um aumento de 25,9 por cento em termos anuais homólogos. Dados dos Serviços de Alfândega da China, publicados no portal do Fórum Macau, indicam que a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 21,01 mil milhões de dólares – mais
GCS
Vários membros do Conselho do Planeamento Urbanístico confrontaram ontem as Obras Públicas com a ausência de um projecto tridimensional e informações mais concretas sobre a zona A dos novos aterros. A necessidade de uma melhor ligação aos transportes públicos foi outro dos pontos abordados
Rui Leão, arquitecto e membro do CPU “Acho estranho que nunca nos tenha sido mostrado um modelo tridimensional. Só vemos números.”
do CPU, criticou a postura do Executivo. “Além destes números não temos mais nada que sirva para a nossa análise. Não sei onde vai ficar o mercado e quantas escolas vão lá estar. Não vale a pena ouvir a mesma lengalenga da DSSOPT de que temos de esperar pelo plano director e depois planear.” O responsável frisou que não devem ser cometidos os mesmos erros de planeamento que foram cometidos no passado. “Parece que temos um planeamento, mas na realidade não temos nenhum.” Do lado da DSSOPT, os seus representantes prometeram a realização de um novo workshop com novos dados, mas muitos membros
exigiram dados mais detalhados face ao que foi apresentado no passado. Manuel Wu Ferreira questionou o Governo sobre as datas do plano director do território. “Vai ou não nascer? Antes de termos este plano temos de discutir as plantas de cada lote, mas este é um projecto de aterros aprovado pelo Conselho de Estado da China. O planeamento de uma cidade não deve ser só olhar para as alturas e sombras dos edifícios.”
TERRAÇOS COM O METRO
Além das críticas lançadas, a DSSOPT foi confrontada com muitas dúvidas sobre o funcionamento do
De vento em popa Comércio entre China e países de língua portuguesa subiu 25,9% até Março
24,3 por cento – e vendeu produtos no valor de 9,17 mil milhões de dólares – mais 29,6 por cento em termos anuais homólogos. O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 21,47 mil milhões de dólares entre Janeiro e
Março, um valor que representa uma subida de 27,9 por cento face a igual período do ano passado. As exportações da China para o Brasil atingiram 7,47 mil milhões de dólares, reflectindo um aumento de 32,9 por cento; enquanto as importações totalizaram 13,99 mil milhões de dólares, mais 25,46
sistema de transportes na zona A dos novos aterros, numa altura em que se prevê que o metro ligeiro comece a funcionar na Taipa em 2019. Foi também pedida a construção de uma “galeria técnica” subterrânea com sistema de esgotos e outras “infra-estruturas públicas”. “O que é que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) já tem planeado para a zona A? Temos de ter um centro modal para os transportes, tendo em conta o metro ligeiro”, propôs o engenheiro e deputado Wu Chou Kit. Sobre este ponto, o arquitecto Rui Leão sugeriu a ligação de terraços e pódios dos edifícios
por cento comparativamente aos primeiros três meses do ano transacto. Com Angola, o segundo parceiro lusófono da China, as trocas comerciais cresceram 22,4 por cento, atingindo 6,80 mil milhões de dólares. Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 481 milhões de dólares – mais 16,82 por cento – e comprou mercadorias avaliadas em 6,32 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 22,8 por cento.
às estações do metro ligeiro. “Se os terraços estiverem articulados com o metro ligeiro podem servir para atravessar a cidade. Vemos isso em Hong Kong. E isso só é possível se houver uma negociação entre a concessionária do metro e quem faz os edifícios. Ambos saem a ganhar com este tipo de abordagem. Mas isso deveria estar previsto nas plantas de condições urbanísticas, e se não está escrito o Governo não consegue definir padrões mínimos de negociação com os proprietários”, alertou.
EXCESSO DE HABITAÇÃO PÚBLICA?
Rui Leão deixou ainda outro alerta quanto à necessidade de se construírem casas privadas na zona A, por esta ser “uma proposta de uma nova centralidade e um novo acesso à cidade, num contexto de articulação regional”. “Acho excessivo e incorrecto que seja tudo para habitação pública. Não faz sentido não haver lotes para desenvolvimento de habitação privada numa zona de nova centralidade. Não é só uma questão de bom senso mas também porque irá assegurar o sucesso da zona A. Se houver só habitação pública, a população que lá irá habitar não vai transformar essa zona num novo elo de ligação à cidade”, adiantou. O representante da DSSOPT garantiu que na zona sul da zona A irão existir terrenos para habitações privadas, bem como actividades comerciais. “Teremos o eixo leste-oeste para o metro ligeiro e vamos ter as paragens para a mudança de transporte colectivo com algumas actividades comerciais.” No que diz respeito ao sistema de transporte público, haverá “quatro centros de gestão dos transportes em zonas diferentes”. Estes centros vão servir como equipamento para apoiar o funcionamento do metro ligeiro e vão ficar ao lado das paragens do metro ligeiro no eixo central e nas avenidas marginais”, rematou o funcionário da DSSOPT.
Com Portugal, terceiro parceiro da China no universo dos países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se até Março em 1,34 mil milhões de dólares – mais 15,3 por cento – numa balança comercial favorável a Pequim. A China vendeu a Lisboa bens na ordem de 815 milhões de dólares – mais 13,3 por cento – e comprou produtos avaliados em 528 milhões de dólares, mais 18,6 por cento face aos primeiros três meses do ano passado. D.M.
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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quinta-feira 14.6.2018
Corrida contra o tempo
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TIAGO ALCÂNTARA
Yat Yuen garante estar em busca de espaço adequado para os galgos
O
Canídromo garante estar à procura de um destino para os mais de 600 galgos, após o encerramento da pista de corridas, no próximo mês. Num comunicado, publicado no seu ‘site’, a Yat Yuen relata ainda as dificuldades que tem encontrado para arranjar adoptantes para os cães, dando conta de que apenas um dos mais de mil boletins que distribuiu para o efeito foi preenchido. No comunicado, publicado apenas em língua chinesa, a empresa, do universo da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), salienta que tem vindo a “elaborar directrizes de trabalho” em conformidade com o anúncio da saída do actual espaço, o que incluiu, nos últimos dois anos, uma série de deslocações “a vários sítios para arranjar alojamento adequado para alojar os galgos”. “Tentámos procurar um espaço apropriado que mereça a concordância tanto do Governo como da sociedade. Até pensamos na hipótese de [alojar os cães] em prédios industriais, mas não era viável”, salienta a Yat Yuen. Relativamente à adopção dos animais, a empresa ar-
gumenta que trata-se de um processo sem precedentes, atendendo a que estão em causa mais de 600 galgos, contestando também a ideia de que teve dois anos para o fazer. “Nós, enquanto uma empresa que assume as responsabilidades, garantimos o emprego dos trabalhadores e, por isso, mantemos o funcionamento das corridas”, afirma a Yat Yuen. Na mesma nota, a empresa diz ainda que, apesar dos diversos apelos para adopção lançados na página do Canídromo, nas redes sociais ou nos jornais, os resultados têm sido fracos. “Nós distribuímos mais de mil boletins para a adopção dos galgos a várias organizações de defesa dos animais”, mas, até ao momento, só recebemos [de volta] um”. Neste âmbito, a Yat Yuen puxa das próprias estatísticas oficiais para ilustrar as dificuldades, indicando que, em média, por ano, são adoptados apenas cerca de 200 cães: “Por isso, esperamos que se compreenda que não é fácil arranjar um espaço adequado nem fazer com que sejam adoptados mais de 600 galgos”. A fechar, a Yat Yuen garante que não pretende adiar
a data de saída, marcada para 21 de Julho. A ideia de pedir ao Governo para permanecer por “mais algum tempo” no espaço – primeiro, por mais um ano, e, depois, por três meses – surgiu devido a “vários factores”. O objectivo passa por “organizar melhor os trabalhos em prol do futuro dos galgos”, alega a empresa, sustentando ainda ser melhor para os animais ficarem a aguardar no Canídromo até serem adoptados, por ser o local onde estão habituados a estar.
PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE CONSULTADORIA, FISCALIZAÇÃO E CONTROLO DA QUALIDADE PARA A EMPREITADA DE CONCEPÇÃO DA DECORAÇÃO E OBRA DO MUSEU TEMÁTICO DO GRANDE PRÉMIO ANÚNCIO DO CONCURSO A Região Administrativa Especial de Macau, através da Direcção dos Serviços de Turismo, faz público que, de acordo com o Despacho de 18 de Maio de 2018, de Sua Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura do Governo da RAEM, foi autorizada a abertura de concurso público para adjudicação da “Prestação dos Serviços de Consultadoria, Fiscalização e Controlo da Qualidade para a Empreitada de Concepção da Decoração e Obra do Museu Temático do Grande Prémio”.
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EXPORTAÇÃO EM JOGO
Além do programa de adopção, a Yat Yuen diz estar a cooperar com projectos de desenvolvimento turístico de grande dimensão do exterior, através dos quais espera arranjar um espaço para os cães. A empresa não especifica, porém, a localização em concreto. Adianta, com efeito, que prevê que os processos relativamente à transferência dos galgos para fora de Macau e à quarentena possam ficar concluídos dentro de três meses. “Nós vamos aos sítios ‘in loco’ e daremos seguimento aos casos dos cães por adoptar e aos adoptados”, afirma a empresa. Nos próximos domingos 17 e 24, o Canídromo vai ser palco de um actividade que visa precisamente convencer os residentes a adoptar galgos. Segundo a Yat Yuen, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) aprovou a entrega de mais de 100 galgos para a adopção. Vítor Ng
info@hojemacau.com.mo
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Gás natural Sinosky com prejuízos em 2017 A Sinosky fechou 2017 com perdas de 4,94 milhões, elevando os prejuízos acumulados desde 2006 para 265 milhões de patacas. Segundo o relatório do conselho de administração da empresa, anexo ao balanço, publicado ontem em Boletim Oficial, as receitas da venda de gás natural foram de 487,62 milhões e os custos de 462,09 milhões de patacas. Em 2017, A
Sinosky abasteceu 178 milhões de metros cúbicos de gás natural. No ano passado, a empresa continuou a vender gás natural pelo “gate price” de 2,7357 patacas por metro cubico, aprovado pelo Governo há uma década. Até 31 de Dezembro, os activos da Sinosky totalizavam 173,89 milhões de patacas, enquanto o passivo era de 327,04 milhões.
Aviação Air Macau fecha com lucros pelo oitavo ano consecutivo A Air Macau encerrou 2017 no “verde” pelo oitavo ano consecutivo, ao registar lucros de 78,76 milhões de patacas (contra 28,78 milhões). “A nossa situação financeira continuou a ser estável”, indicou a companhia aérea
de bandeira de Macau, dando conta de que o rácio de activos/ passivos subiu de 48,50 por cento em 2016 para 48,60 por cento em 2017. Segundo o relatório do conselho de administração, anexo ao balanço, publicado
ontem em Boletim Oficial, a Air Macau operava, até ao final do ano passado, um total de 26 ligações. A mais recente, iniciada em Dezembro, liga Macau à cidade de Changzhou, na província chinesa de Jiangsu.
Entidade que põe o serviços a concurso: Direcção dos Serviços de Turismo. Modalidade do concurso: Concurso Público. Local de execução dos serviços: Centro de Actividades Turísticas sito na Rua Luís Gonzaga, n.º 431, em Macau. Objecto dos serviços: O âmbito dos serviços compreende a consultadoria ao Dono da Obra, a fiscalização e o controlo de qualidade, a gestão técnica, administrativa e controlo financeiro da execução dos trabalhos respeitantes à Empreitada de Concepção da Decoração e Obra do Museu Temático do Grande Prémio, nas áreas de construção civil, electricidade, comunicações e mecânica, cumprindo o estipulado no Regime Jurídico de Empreitadas de Obras Públicas e no caderno de encargos. Prazo de execução dos serviços: O prazo de execução dos serviços será de 326 (trezentos e vinte e seis) dias de trabalho a iniciar 3 dias úteis após a notificação da adjudicação emitida pela entidade adjudicante, (para efeitos da contagem do prazo de execução dos serviços, somente os domingos e os feriados estipulados na Ordem Executiva n.° 60/2000 não serão considerados como dias de trabalho). O prazo final da prestação de serviços será ajustado com o prazo final de execução da empreitada. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de 90 (noventa) dias, contados a partir da data do Acto Público do Concurso. Caução provisória: MOP100.000,00 (cem mil de patacas), a prestar mediante: 1) garantia bancária; ou 2) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo. Caução definitiva: 4% do preço total da adjudicação (das importâncias que o adjudicatário tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, como reforço da caução definitiva prestada). Preço base do Concurso: Não há. Condições de admissão: Os concorrentes ou os seus trabalhadores devem estar inscritas na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) na modalidade de prestação de serviços de “elaboração de projectos”, “direcção de obras” e/ ou “fiscalização de obras” há, pelo menos 4 anos, devendo o coordenador da equipa (engenheiro civil licenciado) deter, pelo menos, 6 anos de inscrição na DSSOPT e os engenheiros de todas as especialidades e/ou arquitectos deter, pelo menos, 4 anos de inscrição na DSSOPT, para a “elaboração de projectos”, “direcção de obras” e/ou “fiscalização de obras”. Serão também aceites laboratórios oficiais reconhecidos na RAEM para controlo de qualidade de obras públicas há, pelo menos, 4 anos, devendo os elementos constituintes das equipas propostas deterem, pelo menos, 6 anos de experiência profissional para o coordenador e, pelo menos, 4 anos de experiência profissional para os restantes elementos. Sessão de esclarecimento: A sessão de esclarecimentos relativa aos serviços terá lugar no dia 14 de Junho de 2018, (Quinta-feira), pelas 10:00 horas, no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar. Em caso de encerramento da Direcção dos Serviços de Turismo, por causa de tufão ou por motivo de força maior, a sessão de esclarecimentos será adiada para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Local, dia e hora limite para a apresentação das propostas: Local: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar. Dia e hora limite: dia 9 de Julho de 2018 (Segunda-feira), até às 12:00 horas. Em caso de encerramento da Direcção dos Serviços de Turismo, por causa de tufão ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas será adiado para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Local, dia e hora do Acto Público de abertura das propostas: Local: Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar. Data e hora: dia 10 de Julho de 2018 (Terça-feira), pelas 10:00 horas. Em caso de adiamento da data limite para a entrega das propostas de acordo com o ponto 12, ou em caso de encerramento da Direcção dos Serviços de Turismo, por causa de tufão ou por motivo de força maior, a data e hora de abertura das propostas serão adiadas para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Os concorrentes ou os seus representantes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para os efeitos previstos no artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho, e para apresentação de eventuais reclamações e/ou esclarecimento de dúvidas acerca da documentação integrante da proposta. Línguas a utilizar na redacção da proposta: Os documentos que instruem a proposta são obrigatoriamente redigidos numa das línguas oficiais da Região Administrativa Especial de Macau, podendo ser usada a língua inglesa em descrições, especificações técnicas e desenhos. Preço para a obtenção da cópia: Obtenção de cópia do processo: Balcão de Atendimento da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar, mediante o pagamento de MOP200,00 (duzentas patacas). Método de Avaliação: Os critérios de avaliação das propostas e respectiva percentagem da avaliação são: Critérios de avaliação da proposta Percentagem de Avaliação A - Preço da proposta 60% B - Recursos humanos a afectar à prestação dos serviços i. Quantidade de recursos humanos a disponibilizar para as prestações dos serviços, 5% 20% ii. Qualidade dos Currículos Vitae dos meios recursos humanos propostos para afectação às prestações dos serviços, 15% C - Plano de realização da prestação dos serviços, com proposta de calendarização e afectação de meios para a realização os serviços, com base nas cláusulas técnicas deste caderno de encargos i. Nível de detalhe, descrição, encadeamento e caminho crítico das fases de prestação dos 5% serviços (planeamento, análise do projecto, preparação da obra, direcção e fiscalização de obras e controle de qualidade para todas as especialidades), 3% ii. Adequabilidade e coerência com os recursos propostos, 2% D - Experiência em prestações dos serviços semelhantes i. Prestações dos serviços de igual tipo (projecto, direcção e fiscalização de obras), de igual ou superior dimensão e responsabilidade, com comprovativo de aceitação pelos Donos 15% de Obras Públicas, 10% ii. Currículo de prestações dos serviços desta natureza, com comprovativo de aceitação pelos Donos de Obras Públicas e Privadas, 5%
O cálculo dos factores de avaliação encontra-se descrito no ponto 16 do Programa do Concurso. Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 6 de Junho de 2018. A Directora dos Serviços Maria Helena de Senna Fernandes
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14.6.2018 quinta-feira
Caça aos autocolantes
FUTEBOL MUNDIAL DA RÚSSIA TEM INÍCIO HOJE, MAS PARA OS COLECCIONADORES DE CROMOS O AMBIENTE JÁ ESTÁ NO AR HÁ ALGUMA
Tradição de verão. Com as grandes competições de selecções chega também a febre da colecção dos cromos. Macau não escapa ao fenómeno e são vários os pais e jovens que se dedicam à compra e troca de autocolantes
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Campeonato Mundial de Futebol começa esta noite, às 23h, com a partida entre a anfitriã Rússia diante da Arábia Saudita. Contudo para os amantes dos cromos locais o torneio já começou há algumas semanas e até já há quem tenha conseguido reunir todos os 682 autocolantes. Esta é uma febre mundial que não passa ao lado de Macau e, muitas vezes, os filhos são o pretexto para que os pais recordem os seus tempos de infância e voltem a coleccionar os autocolantes mágicos. “Já não fazia a colecção desde 1990 ou 1994, já não me recordo bem.Ainda era numa altura em que os cromos não tinham cola, éramos nós que tínhamos de arranjar. Agora voltei a fazer devido ao meu filho, considerei que era uma boa altura para ele fazer”, afirmou Rui Barbosa, empresário e comentador, ao HM. “Ele tem cinco anos e é a primeira experiência. Talvez seja um pouco novo, mas não faz mal porque eu também tenho prazer em fazer a colecção”, confessa.
Uma experiência semelhante é partilhada por Diana Massada, presidente da Casa do Futebol Clube do Porto em Macau. “É a primeira vez que estou a fazer colecções do Mundial. Mas quando era jovem fiz várias colecções, com diferentes tópicos e sempre gostei. Desta vez estou a fazer com o meu filho de quatro anos e meio. Ele ainda é novo, acha piada a abrir as carteiras com os cromos, faz as equipas, reconhece os repetidos, mas a colagem deixa para mim”, conta a presidente da Casa do FC Porto.
À CAIXA É MELHOR
Com a caderneta a ser constituída por 682 autocolantes e as carteiras a trazerem cinco cromos, cada, fazer a colecção toda exige pelo menos a compra de 137 carteiras, isto no caso de não haver qualquer repetido. É por isso que as pessoas envolvidas na colecção acabam por comprar mais de duas caixas. O preço pelas 50 carteiras das caixas varia entre as 360 e as 450 patacas, dependendo do local de venda. “Em Macau são raras as pessoas que não compram pelo menos uma caixa de carteiras logo no início. Acho que pelo menos entre os mais
“Este fim-de-semana a troca aconteceu no aniversário de uma das crianças, de amigos comuns. Foi uma situação diferente, enquanto as crianças brincavam no aniversário, estavam os pais com as carteiras.” DIANA MASSADA PRESIDENTE DA CASA DO FC PORTO
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O REI DA BOLA • José Jorge Letria A História de Eusébio contada aos mais novos. Rodrigo, Martim, Luisa e Afonso mal podiam acreditar nos seus olhos. Eusébio da Silva Pereira, o mítico Pantera Negra, ídolo de várias gerações, descia do pedestal da sua estátua no Estádio da luz para partilhar com eles a história da sua vida, dos seus sonhos de menino e da ascensão à categoria de símbolo desportivo aquém e alémfronteiras. É este o ponto de partida para esta biografia assinada pela mestria de José Jorge Letria e ilustrada por Alberto Faria, onde vais ficar a conhecer a vida e a carreira de um dos maiores futebolistas de todos os tempos.
velhos não se limitam a comprar 10 ou 20 carteiras. Isso só acontece mais à frente, quando também já estão na fase de trocas”, explica José Reis, director comercial. Contudo, nas primeiras semanas em que surgem à venda as cadernetas, nem sempre é fácil encontrá-las, porque esgotam depressa. Com o passar do tempo, como as pessoas começam a trocar mais do que comprar, a procura torna-se mais fácil. “Temos notado um grande entusiasmo, aliás os cromos mal chegam e esgotam-se. Creio que já tivemos de fazer encomendas de novos cromos pelo menos três vezes”, apontou Cláudia Falcão, vice-administradora da Livraria Portuguesa, ao HM. Também Pedro Lopes, trabalhador na área da informática e marke-
ting, menciona casos de ruptura de stock de cadernetas e casos em que as pessoas precisam de fazer encomendas: “Eu comecei com a compra de duas caixas de cadernetas e tive facilidade na compra dos cromos. Mas sei que tem havido ruptura do stock rapidamente”, afirmou. Os casos de lojas e bancas de vendas de jornais que precisam de pedir mais cromos ao distribuidor em Hong Kong repetem-se um pouco por toda a cidade. Mesmo assim, o HM não conseguiu encontrar casos de especulação com os autocolantes mágicos.
INTERNET FACILITA TROCAS
Além da compra, uma das partes que mais entusiasma os coleccionadores é a troca. No entanto, há diferenças significativas em comparação com o que acontecia na infância de muitos dos coleccionadores. Uma das principais
é a existência da internet e a possibilidade que oferece para as trocas com pessoas desconhecidas. Desta forma, surgem grupos online, principalmente entre a comunidade chinesa, para a troca dos autocolantes em que as pessoas indicam os cromos que têm repe-
“Temos notado um grande entusiasmo, aliás os cromos mal chegam e esgotam-se. Creio que já tivemos de fazer encomendas de novos cromos pelo menos três vezes.” CLÁUDIA FALCÃO VICE-ADMINISTRADORA DA LIVRARIA PORTUGUESA
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
DIETAS SEM DIETA • Paula Veloso Se fosse fácil emagrecer, provavelmente ninguém seria gordo. Porque comer é, sem dúvida, um enorme prazer... Este manual ensina-lhe os passos básicos para emagrecer saudavelmente, fornecendo-lhe receitas e dicas que lhe permitem perder peso com satisfação. Inclui 31 menus, de fácil e rápida execução, para desfrutar com toda a família.
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mágicos
AS SEMANAS
com os cromos a fazer as trocas”, contou em tom animado.
APLICAÇÃO MÓVEL
tidos e os que procuram. Depois de encontrado o cromo desejado, as pessoas combinam encontrar-se um pouco por toda a cidade. “Tenho trocado cromos com amigos, amigos dos meus filhos e mesmo em grupos do facebook, utilizados por ambas comunidades, portuguesa e chinesa. Os chineses também gostam muito de coleccionar, até fiquei surpreendido com o número de pessoas que está a fazer a colecção”, admitiu Pedro Lopes, ao HM. Por sua vez, Tin U, proprietário de uma loja de camisolas de futebol, não faz troca de cromos. Mas optou por criar uma plataforma nas redes sociais para os clientes. “Nós oferecemos um espaço porque os nossos clientes gostam de fazer a colecção. Mas também há vários grupos online. Eu pessoalmente não participo, só mesmo por sentir que há clientes que se interessam muito pelos cromos”. Contudo a troca tradicional cara-a-cara entre amigos e conhecidos não é substituída. Diana Massada revela que na festa de aniversário de um dos amigos do filho, que foram os pais que terminaram a fazer as trocas. “Este fim-de-semana a troca aconteceu no aniversário de uma das crianças, de amigos comuns. Foi uma situação diferente, enquanto as crianças brincavam no aniversário, estavam os pais com as carteiras e
Outra das grandes diferenças é a existência de aplicações móveis, em que os coleccionadores inserem o número dos cromo que possuem e o número dos repetidos. Depois a aplicação faz as contas e indica aos coleccionadores os que estão em falta. Além disso, permite que se liguem a outros coleccionadores com a aplicação e possam saber quais os amigos que têm os cromos que lhes interessam trocar. “Comecei a utilizar a aplicação este ano quase desde o início. Em comparação com a colecção do Campeonato Europeu de 2016 poupou-me muito tempo. Metemos o número de cromos, os repetidos e não se perde tempo”, começou por explicar Pedro Lopes. “Antes disso tinha de fazer um tabela, fazer as contas por mim e isso demorava muito mais tempo”, disse. Também Rui Barbosa admite que a aplicação tem muitas vantagens e uma delas é gastar menos tempo nas contas. Mesmo assim, os cromos fazem com que frequentemente acabe por dormir mais tarde, uma vez que é depois do dia que tem tempo para se focar na colecção. “Há noites que em vez de dormir às 23h ou 23h30, me deito mais tarde, mais próximo da meia-noite, meia-noite e meia, porque fico a trocar mensagens para a troca”, afirmou. “A aplicação facilita-nos a vida, mas também é diferente do que acontecia na infância, quando olhava para os cromos todos com muita atenção e conhecia-os melhor. Assim, também devido à aplicação, tenho os cromos todos virados para baixo, sei quem são os jogadores, mas só olho mais para os números. Perde-se um pouco a magia. Só quando for colar os cromos é que vou ter mesmo aquela atenção, mas nessa altura já só vou ter um cromo de cada”, explicou. Entre as pessoas ouvidas pelo HM, ainda ninguém tinha concluído a colecção. No entanto, Pedro Lopes revelou que quatro amigos já tinham conseguido todos os cromos. O coleccionador, que está a cerca de 5 cromos de finalizar toda a caderneta, considerou que a tarefa tem sido mais fácil do que em 2016, quando fez a colecção do Europeu, que Portugal ganhou. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
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14.6.2018 quinta-feira
A China foi, segundo analistas, um dos grandes beneficiários da cimeira entre Trump e Kim. O fim das manobras militares americanas era um antigo desiderato de Pequim
CIMEIRA QUEM GANHOU, QUEM PERDEU E O QUE SE SEGUE
NALISTAS defendem que, apesar de ausente da cimeira entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, a China foi um dos principais beneficiados do histórico encontro, com a suspensão dos exercícios militares na península coreana. O Presidente norte-americano, Donald Trump, comprometeu-se a suspender os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul e, eventualmente, a reduzir o número de tropas norte-americanas na região. Pequim é contra a presença militar norte-americana na
Coreia do Sul e no Japão, e apelou anteriormente a Washington para que suspenda as manobras militares na península, em troca da paragem dos testes com armamento nuclear, por parte de Pyongyang. Com a redução da actividade militar nas fronteiras do nordeste, Pequim "pode concentrar as suas energias" no Mar do Sul da China, que reclama quase na totalidade apesar dos protestos dos países vizinhos -, e em Taiwan, cujos laços com o continente se deterioraram desde a eleição da Presidente Tsai Ing-wen, pró-independência, explicou
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O país no meio
à agência Lusa o professor chinês de Relações Internacionais Wang Li. Citado pela agência Associated Press, Ryan Hass, que dirigiu a política para a China do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, durante a administração de Barack Obama, afirma que Pequim "está agora no caminho de alcançar aqueles objectivos, por um custo muito reduzido". Mas a China quererá também manter a sua influência sob Pyongyang, cujo isolamento fez com que dependesse quase totalmente de Pequim. "Penso que qualquer
melhoria na relação bilateral entre EUA e Coreia do Norte poderá potencialmente ser vista como uma perda pela China", disse Paul Haenle, antigo director para a China do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, durante as administrações de Obama e George W. Bush. Apesar do afastamento entre Pequim e Pyongyang, face aos testes nucleares do regime norte-coreano, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, deslocou-se por duas vezes à China, desde Abril, para se encontrar com o Presidente chinês, Xi Jinping. O segundo encontro,
em Dalian, cidade portuária do nordeste chinês, foi visto como um esforço da China para garantir que a sua voz seria ouvida durante o encontro entre Kim e Trump. O Presidente norte-americano chegou a acusar a China pela "mudança de atitude" de Pyongyang, que, após a cimeira em Dalian, voltou a adoptar uma atitude hostil face a Washington. Pequim instou os dois lados a não cancelar a cimeira. Aquelas manobras ilustram o equilíbrio que a China tem de alcançar entre encorajar o diálogo entre Pyongyang e Washington, sem permitir que os dois países se tornem demasiado próximos. Wang Li, professor na Universidade de Jilin, província chinesa situada junto à fronteira com a Coreia do Norte, lembra que "alguns cépticos" temem que a aproximação enfraqueça o papel da China, e que uma possível reunificação da península coreana venha a constituir uma ameaça para o país a longo prazo. Já Paul Haenle afirma que Pequim está ciente que Pyongyang se quer libertar da quase total dependência face ao país, "para que a China não mantenha o tipo de influência que tem hoje". Wang Li lembra, no entanto, que "a RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte] precisa
IMPRENSA OPINIÃO PÚBLICA PODE REFREAR ACORDO
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opinião pública, principalmente a americana, pode ser o principal obstáculo para conseguir o sucesso do diálogo iniciado na terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, advertiu ontem o jornal "Global Times". A histórica cimeira de Singapura ocupou ontem as capas e editoriais dos veículos de imprensa chineses, onde abordaram as dificuldades enfrentadas pelo compromisso de alcançar a paz entre os dois líderes. "No futuro, o principal obstáculo para o processo de paz da península pode vir de
Washington e Seul, ou inclusive de Tóquio", disse um editorial do "Global Times", alertando sobre os "inimigos domésticos" que Trump enfrentará na hora de acabar com as manobras militares na região. "Os legisladores e líderes de opinião podem encontrar infinitas desculpas para se opor à interacção do governo de Trump com a Coreia do Norte. Estas forças frearão Trump e Kim para impulsionar seu acordo. Os seus inimigos domésticos provavelmente estragarão tudo, dando prioridade a envergonhar Trump acima da protecção dos interesses dos Estados Unidos a longo prazo", acrescenta.
No encontro em Singapura, Pyongyang reafirmou seu compromisso com a desnuclearização da península coreana e Washington ofereceu garantias de segurança ao regime. Embora Trump não vá retirar as tropas americanas na Coreia do Sul, nem suspender as sanções contra o regime norte-coreano "enquanto as armas nucleares permanecerem", ele disse que vai interromper as manobras militares pois "sob as actuais circunstâncias, é inadequado realizar jogos de guerra". O ministro da Defesa do Japão, Itsunori Onodera, já mostrou hoje sua preocupação com a provável suspensão das manobras, alegando
que elas desempenham um papel "muito importante" na segurança da Ásia Oriental. Por sua vez, o jornal oficial "China Daily" também celebrou no seu editorial a promessa de Trump de oferecer garantias de segurança para a Coreia do Norte, eliminado desta forma um dos principais obstáculos para a paz. A publicação também destacou os esforços "incansáveis" da China e previu que Pequim seguirá desempenhando um papel activo para alcançar os objectivos e fornecerá apoio para consolidar a aproximação de ontem que "apagou a profunda desconfiança entre dois antigos inimigos."
POMPEO EM PEQUIM
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China anunciou ontem que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, vai reunir hoje, quinta-feira, em Pequim com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, para abordar os desenvolvimentos alcançados durante a cimeira de Singapura. O Ministério informou que Wang e Pompeo vão participar numa conferência de imprensa conjunta, sem avançar detalhes sobre a visita, feita a convite do chefe da diplomacia chinesa. Pompeo integrou a delegação que na terça-feira participou da histórica cimeira entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. O Departamento de Estado norte-americano tinha já informado que, após a cimeira, Pompeo viajaria para a Coreia do Sul e China, para abordar com as autoridades daqueles países a desnuclearização da península coreana e as alianças regionais.
da China como tremenda retaguarda estratégica, que funciona desde aliado ideológico, parceiro político, fornecedor de apoio económico e tecnológico, e modelo institucional, até janela para o mundo exterior". Como demonstração de confiança que Kim sente pela China, o dirigente norte-coreano foi transportado para Singapura pela companhia aérea estatal Air China. Pequim sugeriu já, entretanto, que o Conselho de Segurança da ONU suspenda as sanções contra a Coreia do Norte, face à nova atitude de Pyongyang. "Acreditamos que o Conselho de Segurança deve fazer esforços para apoiar as atuais iniciativas diplomáticas", afirmou um porta-voz da diplomacia chinesa.
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quinta-feira 14.6.2018
Estabelecido fundo de previdência centralizado
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China vai estabelecer um fundo de previdência centralizado para o qual cada província do país destinará parte dos seus recursos, uma vez que algumas localidades têm enfrentado dificuldades para pagar aposentadorias. Além dos atuais subsídios que já recebem do governo central, províncias com défices receberão ajuda do novo fundo, segundo comunicado divulgado pelo Conselho Estatal. Os governos de províncias responsabilizar-se-ão pelo restante do pagamento das pensões. Algumas províncias, em especial na região nordeste da China, têm mostrado incapacidade de sustentar os seus idosos em função da desaceleração do crescimento económico e do rápido envelhecimento da população, declarou o Ministério de Recursos Humanos no fim do ano passado. A província de Heilongjiang, por exemplo, teve um rombo de mais de 20 mil milhões de yuans em 2016, informou o ministério na ocasião. Em Heilongjiang, cada grupo de 100 trabalhadores que contribuem para a previdência sustenta mais de 70 aposentados, a maior proporção no país, de acordo com dados de um instituto de pesquisa local. Embora a China tenha uma das idades de aposentadoria mais baixas do mundo, à volta dos 55 anos, Pequim tem adiado planos de aumentá-la gradualmente devido à forte oposição do público em geral.
PEQUIM E TEERÃO FORTALECEM COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA
Acordo nuclear? Sim, obrigado
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S dois líderes conversaram depois de participar da 18ª cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) na cidade de Qingdao, e atingiram alguns consen-
sos. Xi começou por dar as boas-vindas a Rouhani pela sua visita à China e a participação na cimeira. Xi recordou que a China e o Irã oanunciaram o estabelecimento da parceria estratégica abrangente durante sua visita
de Estado ao Irão em 2016 e disse que os dois países aumentaram a cooperação e implementaram plenamente os consensos atingidos. “A China e o Irão atingiram resultados frutíferos em diversos âmbitos de cooperação e foram testemunhas de intercâmbios entre povos cada vez mais próximos”, disse Xi. Além de assinalar que existe potencial para que aprofundem suas relações, Xi disse que “a China está disposta a trabalhar com o Irão para promoverem juntos o desenvolvimento estável e de longo prazo da parceria estratégica abrangente”. O presidente chinês pediu que as duas partes tomem o aprofundamento das relações políticas como princípio global para aumentar de forma constante a confiança mútua estratégica, aumentar os intercâmbios a todos os níveis e continuarem entender-se e apoiar-se em assuntos de grande preocupação relacionados com os respectivos interesses fundamentais. “A China e o Irão devem impulsionar a cooperação pragmática concentrada na Iniciativa Uma Faixa, Uma Rota, promover a cooperação na aplicação da lei e em segurança centrada no combate ao terrorismo, e aprofundar os intercâmbios e a cooperação entre povos com o objectivo de aumentar a amizade China-Irão”, disse Xi.
ACORDO NUCLEAR É UM “ÊXITO”
O presidente chinês descreveu o acordo nuclear iraniano como um importante êxito do multilateralismo e disse que o acordo facilita a manutenção da
paz e a estabilidade no Oriente Médio e o regime internacional de não proliferação, e que este deve continuar a ser implementado com sinceridade. “A China apoia de forma constante a solução pacífica das disputas e dos assuntos conflitivos internacionais e está disposta a fortalecer a cooperação com o Irã nos marcos multilaterais e promover a construção de um novo tipo de relações internacionais”, disse Xi. Rouhani felicitou Xi Jinping pela bem sucedida conclusão da cimeira da OCX em Qingdao. “A visita que Xi fez ao Irão há dois anos elevou de forma significativa as relações bilaterais”, disse Rouhani, acrescentando que “o Irão sente-se feliz pelo desenvolvimento sem contratempos da parceria estratégica abrangente Irão-China”. “O Irão está disposto a aprofundar a cooperação pragmática em diversos âmbitos com a China e a implementar os acordos de cooperação sobre a construção conjunta da Iniciativa Uma Faixa, Uma Rota”, assinalou Rouhani. “A existência do acordo nuclear iraniano enfrenta actualmente desafios e o Irão espera que a comunidade internacional, incluindo a China, desempenhe um papel activo no adequado manejo dos assuntos pertinentes”, concluiu o primeiro-ministro iraniano. Depois das conversações, Xi e Rouhani foram testemunhas da assinatura de acordos de cooperação bilateral.
ENCONTRADO PEIXE COM CABEÇA DE “POMBO” • Um pescador chinês pescou um peixe que apresenta a fisionomia de um pombo. Trata-se de um peixe médio com a “testa” grande e redonda e boca curvada como se fosse um bico, fazendo lembrar a cabeça de um pombo. O raro animal foi apanhado na cidade de Guiyang, na China e acredita-se que se trata de uma carpa capim, uma espécie de água doce encontrada na Ásia e na América do Norte, embora a cabeça não seja em nada semelhante aos peixes desta espécie. O homem decidiu devolver o peixe ao seu habitat natural depois de o ter fotografado.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 26/P/18
Acções do grupo ZTE caiem 39%
As ações do gigante chinês das telecomunicações ZTE caíram ontem 39%, após a empresa retomar as negociações na bolsa de Hong Kong, ao fim de dois meses de suspensão, devido a problemas legais nos Estados Unidos. Na bolsa de Shenzhen, onde o grupo tem sede, as acções recuaram 10%, o máximo permitido pelo regulador chinês antes de as negociações serem suspensas. Em Abril, o Departamento de Comércio dos EUA proibiu as empresas norte-americanas de venderem componentes à fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicação. A proibição, válida por sete anos, surgiu como resposta a um caso de violação das sanções norte-americanas pela ZTE na venda ilegal de produtos de tecnologia para o Irão. Na semana passada, no entanto, a empresa chegou a um acordo para levantar as medidas, a troco de uma multa de mil milhões de dólares e uma remodelação da sua direcção.
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 30 de Maio de 2018, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Um Sistema de Radiografia Digital Móvel nos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 13 de Junho de 2018, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP43,00 (quarenta e três patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 10 de Julho de 2018. O acto público deste concurso terá lugar no dia 11 de Julho de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP30.000,00 (trinta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 7 de Junho de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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14.6.2018 quinta-feira
quinta-feira 14.6.2018
Bateram fui abrir era a saudade vinha para falar-me a teu respeito diários de próspero António Cabrita
LISBOA
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Avenida de Roma: Acasala o ar com o néon, aquele rapaz de cabelo verde que esplende contra a luz da montra. Jardim do Torel. Morremos porque somos alérgicos ao ar? É um dos emaranhamentos mais misteriosos. Entretanto, não desdenhava conhecer o primeiro que criar um teste para as alergias poéticas! Uma vez, neste jardim, vi um ovni. Eu estava sóbrio, o ar à minha volta é que não. Nunca ter sido este jardim aproveitado cinematograficamente é a prova de que os cineastas portugueses não sabem olhar a cidade. Alérgicos ao ar.
GERARD CASTELLO LOPES, BOÉMIO
Os espermatozóides trapezistas desertos. Dois magníficos exemplos de natureza alterada e melhorada pelo homem. Nem tudo é mau. Café Dragão Vermelho. Há dois anos escrevi: “A nomeação de Bob Dylan como Nobel não me provoca alergia mas não me alegra. Explico-me: como professor preocupa-me muito o baixo quociente de atenção de que se mostram capazes os alunos. Entre outros factores, identifico a «síndrome pop», o facto do grosso dos jovens crescer condicionado pelo formato da canção pop, que dura três minutos. São fisgados por um tipo de atenção breve e, como na comunicação oral, sustentada em refrões.” E, agora, no deguste duma tosta mista, leio, em Da Miséria Simbólica, de Bernard Stiegler: «Hoje, nas sociedades de modulação que são as sociedades de controle, as armas estéticas tornaram-se essenciais: trata-se de controlar essas tecnologias da aisthesis que são, por exemplo, o audiovisual e o digital, e graças a este domínio das tecnologias, trata-se de controlar os tempos de inconsciente dos corpos e das almas que os habitam, ao modular através do controlo dos fluxos esses tempos de consciência e de vida». Tinha-o intuído.
Café Orion: Há amores que têm borra e outros que se dissolvem sem ruído como asa de mosca na clara do ovo. Nicola. Vejo-a sentada na mesa ao lado da minha - isto é, na mesa errada - e descortino uma função para a poesia: a da ortopedia. Corrigir os ossos ao ambiente. Ouço-a e percebo: o timbre de James Mason funciona no feminino, excita o punhado de anjos que falte cair. O estonteante arraso da voz dela – na sua tonalidade, ritmo, colocação e recorte das frases floresce uma civilização -, ao que se junta um rosto moreno de beleza lapidar, não se coaduna com os calções, o relaxe, o dedo a esgaravatar a cera no ouvido, a vulgaridade do viking que a acompanha, um calhordas ao qual só diviso uma qualidade, a de calar-se quando ela fala. E ela fala todo o tempo, adivinho, para afastar a agonia do desajuste que lhe coube. Na mesa ao lado - na errada -, aguardo pelo meu encontro e, para me alhear, penso na bela macaense que há dois anos alegrava o painel dos empregados de mesa deste Nicola, que sempre revisito em Lisboa. O que será feito da Águia de Prata? Café Orion. Eis no que se tornou: o homem-vírgula. Esvaziado de conteúdo, mas gramaticalmente insuperável. Sossego, que seja amigo de outrem que não meu, porque também não teria conseguido ajudá-lo a evitar a esterilidade. Aquário Vasco da Gama. Ilusão minha, ou abaixo do funil da lula gigante do Aquário Vasco da Gama, umas estranhas estrias entre os olhos desenham a carta astral de Fernando Pessoa? Não pude partilhar este meu provável engano com o meu neto que tem oito anos e a quem já basta ter passado, num ano, de rapaz eléctrico ao perfil dos meditativos. E capaz de rigores. Esclareceu-me ele diante do meu espanto de ter estado com ele numa semana sem mazelas e de o ir encontrar na semana seguinte de braço engessado: Está descansado avô, foi só o rádio.
Confeitaria Cister. Fico boquiaberto: as rosas que nós conhecemos e amamos têm uma data de “fabrico”, 1867. É um produto de muitos cruzamentos e do pendor dos homens. Existem as silvestres, mais antigas, mas as que nos prendem a atenção começaram a ser cultivados pelos chineses há
dois mil e quinhentos anos, foram depois trazidos pelos persas, e acabadas de aperfeiçoar só no século XIX. Igual estupor só o ter aprendido, há décadas atrás, que os oásis são uma bolha inventada pelo homem e não um implante produzido pela natureza ou por Deus para consolar a rudeza dos
Vejo-a sentada na mesa ao lado da minha - isto é, na mesa errada - e descortino uma função para a poesia: a da ortopedia
Café Coimbra, com a mão atrás da orelha: ” Uma árvore que dura mais do que eu? Um castanheiro durar mais que eu? Era o que faltava. Uma árvore é para um gajo mijar. Vai logo à serra. É assim a natureza, os superiores governam os destinos dos inferiores. No outro dia comprei um kit com várias bactérias, um amigo meu tem uns conhecimentos na Secreta e vendeu-me... Para mim é assim, vai de fungos, vírus, cancros, tudo... não devia haver mais árvores do que homens. Um gajo não pode correr à vontade. Corre e bate. Vocês já viram árvores num campo de futebol? E é um exemplo de natureza, a relva, de socialização, o jogo, e de cultura, o árbitro. Para mim é um must. Percebo que tem de haver árvores por causa do papel, mas se formos a ver publica-se muita merda neste país. Há uma árvore de que gosto. Quando é grande. O abrunheiro. E dá um bagaço de arromba. Agora um gajo ler que a castanha está na moda e que daqui a vinte anos é um negócio tão rendoso como o vinho do Porto, não dá – é um embuste. Vinte anos é o tempo que um castanheiro leva a produzir castanha capaz. Um homem responde por si, aos treze, aos catorze... eu por acaso aos doze já enchia um balde. Nem sei se tenho gente do circo na família mas os meus espermatozóides são trapezistas...” Cacilheiro & Brown: “Adoro malta de cor com um bom pau. Telefona 919357430”: foi assim que soube, apopléctico, a mijar ao meu lado, das inclinações do filho.
VERMEER, SENHORA COM CRIADA QUE ENTREGA UMA CARTA, 1670 (PORMENOR)
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Amélia Vieira
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Espístolas
O tempo em que escrevíamos cartas o próprio tempo não tinha a mesma velocidade nem urgência do dizer, dado que muitas funções do aparelho social se mantinham estanques e o espaço onírico de cada emissor se propagava pelo grafismo, que era a renda de um instante ali plasmado e que funcionava também como contemplação para o seu receptor. Era maravilhosa a correspondência! Desde Abelardo e Heloísa, a Mariana Alcoforado, a Rilke e Salomé, o exercício epistolar formou em si um estilo único e literário. Hoje sabemos que a palavra escrita nestes espaços era produtora de capacidade amorosa através do respeito que este tema inspirava. Nem sempre já sabemos o quão bom é receber, tal como desconhecemos a magnitude do efeito de uma palavra que desliza... o outro é tudo. É nele, e por ele, que corre a seiva da nossa inspiração, não sendo dado ao escrevente outro ponto de equilíbrio que mais que amplexo, deve estar atento ao fluxo dessa fonte próxima do êxito: o bem-dizer. Mas também a correspondência entre amigos é um factor a considerar pela proximidade cultural e ideológica e, com muito gosto, acabo de reler a de Maria Lamas a Eugénio Ferreira sempre com uma saudade qualquer: as pessoas estimavam-se e declaravam-no de forma civilizada, quase ritual, eram cúmplices, eram fraternas, claras no diálogo e extraordinariamente bem educadas. Ficamos repletos de admiração. Repensamos a relação entre as pessoas e não descobrimos nada de semelhante a esta retórica e onde ficou, afinal de contas, a tão designada comunicação que todos os dias queremos mais tecnicamente comunicante. Os pares estão
paralíticos, os amigos dizem coisas... nós, balbuciamos, outros ouvem-se e querem ser escutados, e já outros fazem de conta que não se passa nada. Teclamos a desoras e não estamos presos, ou estamos, e nem disso nos damos conta... fazemos silêncios estranhos, quando falamos somos avaros nas benfazejas descrições. É tudo um desnorte que tendemos a solucionar este imbróglio pondo fim ao comunicado. Por outro lado, os temas abundam nas vidas estranhamente estranguladas por uma instabilidade social de arrasar - eles são isto e mais aquilo e o que vier. Todos sabem de tudo e todos nos querem fazer prova da sua sapiência inesperada pois que a esperada está algures, e sempre, adormecida nos seus silêncios face aos nossos: em suma, cada um procura tentar ver se consegue produzir mais saberes num curto espaço de tempo, pois que vão já como foguetes tresmalhados conseguir mais coisas para dizer o que ninguém sabe e assim dominar um espectro, que também, diga-se, ninguém está vivamente interessado em escutar, contemplar. E, caso a nossa persistência seja inabalável na busca da boa relação entre outros falantes, cruzamo-nos também com a sua obstinação em nada repararem, de modo que temos de converter os discursos em
Nem tudo se resume ao caixote do lixo do desaire das notícias: não há notícias, há apenas coisas que acontecem
ataques inconsequentes, que aí alguém nos vai tomar por “bons”. — Bom, que isto da relação falante vai da fonética à gestual e não raro apanhamos grandes e descontrolados safanões. Depois ainda temos a risível correspondência Pessoana de se dirigir ao amor seu como uma brincadeira querida, o que me parece profundamente poético também, pois que está prenhe de ternura, coisas que nem todos sabem como transmitir, e as Cartas de Manuel Laranjeiro a Unamuno, trágicas, belas... Tudo o que faziam na fonte dava resultados assombrosos. E ali se debruçavam na sua valentia de espíritos livres tentando contornar a desdita de serem poucos, e não raro, até perseguidos por aqueles que nada sabiam de leitura e liam tudo ao contrário. Ou, pior, liam uma palavra e acrescentavam na sua inverosimilhança aquela que julgavam nas suas cabeças poder estar lá. A chamada finta dos tolos. A epistolografia foi prática reinante entre gentes admiráveis, também muito usada como prólogo, e temos as célebres «Epístolas», as cartas que os Apóstolos escreveram para nós e se reescreveram de tal ordem que podemos continuar profetizando. É nesta versão sempre alterada, melhorada, desconstruída/construída, que o corpo de uma ideia se pode fazer então a carne do que busca. “Sou um pássaro em fuga, vejo Deus e não sei quem é, e penso que é um número que empurra”. Mas quem em diálogo nos escreve tanto, não necessita de interlocutor como no caso da «Carta ao Pai». Kafka arrasa o patriarcado de uma só vez, de modo que elas podem ser a bomba atómica de um modelo deslaçado, incomunicado até então... destinam-se a deitar fora uma vinculação para um inferno qualquer que
só a realidade da construção verbalizada pode fazer acontecer. Só mandando a missiva para fora de si esse postulado cessará. Não sei se assim aconteceu, mas era esta a intenção. E a carta a Lord Douglas, «De Profundis», que fez um homem desnudar-se diante do Universo de forma bela e trágica, uma conversão como não há! Estas coisas com ponto fixo são de facto deslumbrantes. Só os que falam para o todo, aquele tudo que é nada, se amarfanham em descrições de tal ordem malfazejas que preferimos o desditoso incómodo da mudez. Que Moisés era gago, e nem por isso deixou de ouvir bem aquelas coisas todas. Por isso acho que vou escrever uma carta, talvez a vós que aqui e agora se encontram, um por um, até cada um ser um ponto fixo desta memória, e caso não nos lembremos de mais nada ainda há as Epístolas de São Paulo aos Coríntios. «Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine». Mas Maria Lamas deixou uma tão bela frase que em nada desmerece aquela e que está curiosamente na sua correspondência: “Muitos temporais têm passado por mim. Alguns tremendos. E deixaram ruínas. Mas tenho conseguido - posso dizê-lo sem receio de exagerar - renascer da minha própria angústia mais desejosa ainda de dar, dar tudo quanto em mim caiba, para a renovação do mundo.” Vou ver a caixa do correio, pode ser que tenham escrito também uma carta para mim. Eu acredito que haja ainda emissores desta altitude, e que ainda haverá em latitude quem os recepcione. Nem tudo se resume ao caixote do lixo do desaire das notícias: não há notícias, há apenas coisas que acontecem.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 17
quinta-feira 14.6.2018
De profundis
Crepúsculo
Há um campo de restolho sobre o qual uma chuva negra cai. Há uma árvore castanha, que aí está de pé, sozinha. Há um vento sibilante à volta das cabanas vazias. Como é triste esta noite.
No pátio, enfeitiçado pela luz láctea do crepúsculo, Ternos doentes deslizam através do outono acastanhado. Os seus olhos redondos em cera pensam nos seus tempos dourados, Cheios de sonhos e paz e vinho.
Ao longo da aldeia, A doce órfã colhe ainda escassas espigas. Os seus olhos, redondos e dourados, pastam ao entardecer, E o seu peito anseia pelo noivo celestial.
A enfermidade fecha-os fantasmagoricamente nela. As estrelas espalham uma tristeza alva No cinzento, cheios de ilusão e repiques, Vê como, horríveis, se dissipam confusamente.
No regresso, Os pastores encontram o seu doce corpo A apodrecer nos arbustos de espinhos.
As figuras sem forma do escárnio esgueiramse, de cócoras E esvoaçam sobre sendas negras negros de cruzamentos. Oh! Tão tristes as sombras nos muros.
Uma sombra eu sou, longe das lúgubres vilas. De Deus o silêncio Eu bebi na fonte do bosque. Na minha fronte, aparece metal frio. Aranhas procuram o meu coração. Há uma luz que a minha boca extingue. À noite, dei por mim numa charneca, petrificado pela sujidade e pó de estrelas. No bosque das avelaneiras, Ressoam, de novo, anjos de cristal.
De profundis
Es ist ein Stoppelfeld, in das ein schwarzer Regen fällt. Es ist ein brauner Baum, der einsam dasteht. Es ist ein Zischelwind, der leere Hütten umkreist. Wie traurig dieser Abend. Am Weiler vorbei Sammelt die sanfte Waise noch spärliche Ähren ein. Ihre Augen weiden rund und goldig in der Dämmerung Und ihr Schoß harrt des himmlischen Bräutigams. Bei ihrer Heimkehr Fanden die Hirten den süßen Leib Verwest im Dornenbusch. Ein Schatten bin ich ferne finsteren Dörfern. Gottes Schweigen Trank ich aus dem Brunnen des Hains. Auf meine Stirne tritt kaltes Metall. Spinnen suchen mein Herz. Es ist ein Licht, das meinen Mund erlöscht. Nachts fand ich mich auf einer Heide, Starrend von Unrat und Staub der Sterne. Im Haselgebüsch Klangen wieder kristallne Engel.
Melancolia Sombras azuladas. Oh!, os vossos olhos escuros, Que longamente me fixam, ao passar. Acordes suaves de guitarra acompanham o outono, No jardim, dissolvido em lixívia castanha. As mãos das ninfas preparam a lugubridade séria Da morte. Lábios podres sugam leite de Peitos encarnados e na lixívia negra Deslizam os caracóis húmidos do filho do sol.
As outras fogem pelas arcadas sombrias. E à noite precipitam-se com as rajadas rubras Do vento estrelar, quais Ménades em fúria.
Alma da Vida
Dämmerung
Decadência, que suave ensombra a folhagem. O seu amplo silêncio mora na floresta. Em breve, uma aldeia parece inclinar-se, como um fantasma. A boca da irmã sussurra nos ramos negros.
Im Hof, verhext von milchigem Dämmerschein, Durch Herbstgebräuntes weiche Kranke gleiten. Ihr wächsern-runder Blick sinnt goldner Zeiten, Erfüllt von Träumerei und Ruh und Wein. Ihr Siechentum schließt geisterhaft sich ein. Die Sterne weiße Traurigkeit verbreiten. Im Grau, erfüllt von Täuschung und Geläuten, Sieh, wie die Schrecklichen sich wirr zerstreun. Formlose Spottgestalten huschen, kauern Und flattern sie auf schwarz-gekreuzten Pfaden. O! trauervolle Schatten an den Mauern.
O homem solitário vai desaparecer em breve, Talvez seja um pastor, sobre caminhos sombrios. Sai em silêncio um animal da arcada de árvores, Enquanto as pálpebras se abrem bem perante a divindade. O rio azul escoa, belo. Nuvens mostram-se de noite. A alma está num silêncio angelical. Figuras passageiras decaem.
Seele des Lebens
Die andern fliehn durch dunkelnde Arkaden; Und nächtens stürzen sie aus roten Schauern Des Sternenwinds, gleich rasenden Mänaden.
Verfall, der weich das Laub umdüstert, Es wohnt im Wald sein weites Schweigen. Bald scheint ein Dorf sich geisterhaft zu neigen. Der Schwester Mund in schwarzen Zweigen flüstert. Der Einsame wird bald entgleiten, Vielleicht ein Hirt auf dunklen Pfaden. Ein Tier tritt leise aus den Baumarkaden, Indes die Lider sich vor Gottheit weiten. Der blaue Fluß rinnt schön hinunter, Gewölke sich am Abend zeigen; Die Seele auch in engelhaftem Schweigen. Vergängliche Gebilde gehen unter.
3ª Versão
Melancholie Bläuliche Schatten. O ihr dunklen Augen, Die lang mich anschaun im Vorübergleiten. Guitarrenklänge sanft den Herbst begleiten Im Garten, aufgelöst in braunen Laugen. Des Todes ernste Düsternis bereiten Nymphische Hände, an roten Brüsten saugen Verfallne Lippen und in schwarzen Laugen Des Sonnenjünglings feuchte Locken gleiten.
BIOGRAFIA Georg Trakl nasceu a 3 de Fevereiro de 1887 em Salzburgo, cidade no noroeste da Áustria. O estranho comportamento da sua mãe e a morte prematura do pai quando ainda era muito jovem acabou por lhe causar grandes problemas emocionais, além de ter que sustentar a família (mãe / irmã) com seus esforços após o falecimento do pai. Sabe-se que desde a adolescência o poeta consumia ópio, veronal e cocaína. Teve uma relação incestuosa com a irmã, e pelo que se sabe sobre a vida de Trakl, talvez tenha sido o seu grande amor. A suas cartas foram destruídas, sendo impossível saber algo mais. Apenas nos seus poemas teve um certo alívio, refazendo-os por diversas vezes, porém tendo sempre em mente as suas definições. Durante a Primeira Guerra Mundial foi oficial farmacêutico, o que abalou profundamente o seu já debilitado espírito. Suicidou-se a 3 de Novembro de 1914, na Cracóvia, com uma overdose de cocaína. Trakl tinha apenas 27 anos. In Wikipedia
Humanidade Humanidade posta perante gargantas de fogo, Rufar de tambores, semblantes escuros dos guerreiros, Passos através de um nevoeiro de sangue. Ressoa o ferro negro. Desespero. Noite em cérebros tristes: Aqui as sombras de Eva, a caça e o dinheiro encarnado. Nuvens que a luz trespassa, a ceia. Um silêncio suave habita o pão e o vinho E aqueles ali reuniram-se. Doze em número. À noite, gritam a dormir debaixo dos ramos da oliveira. São Tomé mergulha a mão nas feridas.
Menschheit Menschheit vor Feuerschlünden aufgestellt, Ein Trommelwirbel, dunkler Krieger Stirnen, Schritte durch Blutnebel; schwarzes Eisen schellt, Verzweiflung, Nacht in traurigen Gehirnen: Hier Evas Schatten, Jagd und rotes Geld. Gewölk, das Licht durchbricht, das Abendmahl. Es wohnt in Brot und Wein ein sanftes Schweigen Und jene sind versammelt zwölf an Zahl. Nachts schreien im Schlaf sie unter Ölbaumzweigen; Sankt Thomas taucht die Hand ins Wundenmal.
1 - TRAKL, GEORG. (2008). Das dichterische Werk: Auf Grund der historisch-kritischen Ausgabe. Editores: Walther Killy e Hans Szklenar. Munique. Deutscher Taschenbuch Verlag.
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CONCERTO | UMA NOITE COM PIANO NA GALERIA Fundação Rui Cunha | Das 18h00 às 20h00
30 Sábado 1 4 3 9 2“PROJECTO 7 6MIÚDOS” 8 5 CINEMA | CURTA-METRAGEM Cinemateca Paixão | 14h00 2 5 6 8 3 4 1 7 9 CONCERTO | VINTAGE MUSIC NIGHT - SKA ROCKABILLY PUNK 8Music9 Association 7 1 | A partir 5 das 6 21h00 3 4 2 Live 7 2 4 5 8 1 9 6 3 WORKSHOP | RHYS LAI - WORKSHOP FOR PARENTS AND 5CHILDREN 3 8 6 7 9 4 2 1 Fundação Rui Cunha | Das 15h00 às 16h30 9 6 1 3 4 2 8 5 7 Domingo 6 7 9 2 1“PROJECTO 8 5MIÚDOS” 3 4 CINEMA | CURTA-METRAGEM Cinemateca Paixão | 14h00 3 8 2 4 9 5 7 1 6 4 1 5 7 6 3 2 9 8
O CARTOON STEPH 35
C I N E M A
OCEAN’S EIGHT SALA 1
JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM [B] Um filme de: J.A. Bayona Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, BD Wong, Jeff Goldblum 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2
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1 5 3 4 8 2 4 72 7 6 2 9 2 9 8 7 5 6 3 14 6 4 7 4 3 1 93 9 5 2 7 4 9 62 6 8 1 53 2 8 2 5 9 3 19 1 6 7 3 1 3 1 6 75 7 4 9 28 9 3 2 4 1 87 58 5 4 64 76 7 9 8 5 2 1 5 8 61 26 2 3 4 9 SOLUÇÃO DO PROBLEMA 35
OCEAN’S EIGHT [B] Um filme de: Gary Ross
SALA 3
Um filme de: Eli Roth Com: Bruce Willis, Vincent D’Onofrio, Elisabeth Shue 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
9 1 8 5 4 2 6 3 7
63 76 7 7 4 9 4 23 2 92 9 34 EURO 6 18 71 9 2 5 1 67 26 8 5 3 5 1 8
8 4 1 38 75 7 3 6 9.51 97 9 6 3 52 5 4 1 29 2
2 1 3 5 9 6 1 7 BAHT 25 2 48 4 4 8 97 9 6 3
34 52 5 43 4 7 6 6 6 79 5 2 1 8 9 7 8 8 21 4 4 63
8 1 19 7 3 4 35 2 6
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9 7 3 24 8 75 2 6 1
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3 4 7 6 8 1 9 2 5
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36
PROBLEMA 36
14.6.2018 quinta-feira
0.25
YUAN
1.26
VIDA DE CÃO
NA TERRA DO NÃO O Peter Pan tinha a Terra do Nunca, um lugar especial onde o crescimento ficava a meio. Macau tem uma congénere, onde não se chega sequer a uma fase de crescimento. É a terra do Não. Aquela que está muitas vezes associada aos três anos de idade das crianças e onde a magia e os demónios da palavra começam a aparecer. Em Macau é mais ou menos a mesma coisa. Aprendeu o não, e não o larga. É não para tudo. Não aos trabalhadores não residentes que vêm para cá “roubar” o trabalho alheio. Não ao salário mínimo para as empregadas domésticas porque isso vai “criar pressão financeira” aos patrões, coitados. Não aos beijos dos adolescentes que querem descobrir o afecto, nessa coisa que é crescer. Não, aqui não se cresce. Não. Não, isso é que não. Não à natureza que é um incómodo numa terra pequena e que precisa de cimento armado a preços exorbitantes para o bem da economia local. Não à democracia que isto de ter voto na matéria exige consciência e a idade é ainda é tão pouca. Não ao crescer que isso não da jeito nenhum. Sofia Margarida Mota
DINOSAUR JR. | “BUG”
O terceiro disco dos Dinosaur Jr. foi o álbum de despedida do lendário baixista Lou Barlow, antes de sair para formar os Sebadoh. “Bug” é um disco que ficou na história do indie rock mais noisy, de onde se retiraram hinos como “Freak Scene”, “They Always Come” e “Pond Song”. Lançado em 1988, “Bug” é um disco que perdura como um dos melhores do género, que assegurou a sonoridade dos Dinosaur Jr. como uma banda entalada entre géneros musicais e que afirmou J Macis como um dos mais geniais guitarristas da sua geração. Um clássico do rock sujo. João Luz
Com: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
DEATH WISH [C]
9 8 1 2 4 3 7 6 5
DE
UM DISCO HOJE
Cineteatro
32 59 5 8 62 6 5 6 8 1 9 5 8 75-95% • 4 4 3 4 1 1 7 2 3 3 9 6 6 82 1 7 7 54 32
S U D O K U
31 31 26 18 3 6 3 57 5 1 9 2 4 5 1 (f)utilidades 8 6 7 9 4 3 2 9 3 4 8 5 2 7 6 1 8 2 7 4 67 6 3 9 51 6 7 2 4 3 1 9 8 5 9 1 5 82 8 74 7 63 4 2 8 4 8 6 15 1 3 7 7 9 1 5 2 8 3 4 6 TEMPO AGUACEIROS MIN 25 MAX 29 HUM 4 6 5 9 1 3 8 2 7 7 9 6 9 3 82 18 51 5 1 1 5 3 4 9 4 87 8 6 2 8 3 7 4 6 5 1 9 7 5 7 2 1 9 6 84 8 1 5 7 2 8 4 6 9 3 O3 QUE FAZER 4 9 1 6 5 2 7 8 3 8 46 74 27 2 95 9 ESTA SEMANA 4 4 9 1 8 3 5 26 2 8 2 6 3 9 7 1 5 4 Hoje CINEMA | “CHILDHOOD MEMORIES”, DE HOU HSIAO 33 33 28 Paixão | 19h30 Cinemateca 6 8 1 2 9 7 4 5 3 2 3 8 6 3 6 14 1 7 5 Quinta-feira CINEMA | “WHAT 7 5 3TIME6IS THERE?”, 8 4DE TSAI 2 MING-LIANG 1 9 4 7 1 7 2 9 35 3 86 Cinemateca Paixão | 19h30 2 9 4 1 5 3 8 7 6 9 5 6 5 7 8 3 28 2 4 EXPOSIÇÃO | INAUGURAÇÃO DE “VERTICAL RECLAMATION OF INDIVIDUAL 9 4 5 7 6SPACES”, 1 3DE ANA8ARAGÃO 2 3 5 6 4 8 9 1 27 Casa Garden | 18h30 8 3 6 4 2 5 1 9 7 1 9 2 3 9 73 7 6 5 8 Sexta-feira 1 7 2 CHILDREN 8 3ARE IN9LOVE”, 5 6 4 7 8 7 54 15 1 2 96 9 CINEMA | “GOD'S DE FRANCIS LEE 4 2 Paixão 7 |521h301 6 9 3 8 6 6 9 8 1 8 35 3 4 2 Cinemateca 5 6 9 3 4 8 7 2 1 45 4 8 1 2 7 9 3 CONCERTO | A NIGHT OF JAZZ BLUES POP ROCK Live das 22h00 3Music1 Association 8 9 | A partir 7 2 6 4 5 7 3 2 9 46 84 18 1
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
opinião 19
quinta-feira 14.6.2018
bairro do oriente LEOCARDO
KAZIMIR MALEVICH, OS DESPORTISTAS
Em nome da bola
A
RRANCA amanhã o mundial da Rússia 2018 em futebol, e para os adeptos do desporto-rei, esta é a nossa Meca, de quatro em quatro anos. Desta feita os jogos passam a um hora decente aqui no território; para os aficionados da bola residentes em Macau, jogos que acabam às três da madrugada são um bom negócio. Assinamos por baixo, e já. Isto porque pela primeira vez – e graças à FIFA e os seus caminhos ínvios – a competição mais importante a nível de selecções se realiza na Rússia. Apesar de muita gente torcer o nariz ao país organizador, eu estive na Rússia há poucos meses, visitei o estádio Luzhni, onde vão decorrer o jogo inaugural e a final do torneio, e fiquei positivamente surpreendido com o que vi. Nota-se em toda
a parte que o povo russo está entusiasmado, esmerou-se na recepção, e sabe receber muito bem. Muitas vezes caímos no erro de confundir os políticos e as políticas com as gentes. Eu estou confiante que em Julho este mundial vai ficar registado como “memorável”. Antes de falar na selecção portuguesa, há que referir os favoritos. Considero que o Brasil é outra vez “o alvo a abater”, e a selecção da Alemanha apresenta-se a defender o título, e apesar de parecer menos forte que há quatro anos no Brasil, é sempre uma equipa a ter em conta. Por fora correm a França e a Argentina, enquanto a
Eu estou tão confiante agora como estava há quatro anos, quando ficámos pela fase de grupos do mundial do Brasil, e como há dois anos, quando fomos ao europeu de França e levámos de lá o caneco
Bélgica e a Colômbia são considerados os “cavalos pretos”. A Espanha, para mim uma das grandes favoritas até agora, deparou-se mesmo há pouco com uma enorme contrariedade: o selecionador nacional, o nosso conhecido Julen Lopetegui, foi demitido do cargo, apenas a três dias do pontapé de saída, que será logo contra a selecção portuguesa. Falemos então dos nossos, de Portugal. Eu estou tão confiante agora como estava há quatro anos, quando ficámos pela fase de grupos do mundial do Brasil, e como há dois anos, quando fomos ao europeu de França e levámos de lá o caneco. Para mim é sempre indiferente, quer quanto às expectativas, quer quanto à prestação. Eu ainda sou de uma geração em que Portugal não se qualificava para nada, e desde 2000 temos estado em todas as competições internacionais. Um luxo para um país pequeno com dez milhões de habitantes, mas que no entanto tem também um coração do tamanho do mundo. Vamos lá, Portugal: se não for desta há sempre uma próxima vez. Mais noites perdidas pela frente e tudo em nome da bola.
As más companhias são como um mercado de peixe; acabamos por nos acostumar ao mau cheiro. PALAVRA DO DIA
Provérbio Chinês
Coreia Partido do presidente com vitória esmagadora
EXPORTAÇÕES PORTUGUESAS PARA A CHINA AUMENTAM 18,6%
P
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ORTUGAL exportou para a China produtos no valor de 529 milhões de dólares, no primeiro trimestre do ano, mais 18,6% relativamente ao período homólogo de 2017. De acordo com dados oficiais publicados no portal do Fórum Macau, com base nas estatísticas dos Serviços de Alfândega chineses, as trocas comerciais entre Lisboa e Pequim ascenderam a 1.344 milhões de dólares (1.141 milhões de euros), até Março passado, o que corresponde a um aumento de cerca de 179 milhões de dólares em comparação com igual período do ano passado. Portugal importou da China bens no valor de aproximadamente 816 milhões de dólares, tendo Lisboa um saldo comercial negativo com o país asiático de cerca de 287 milhões de dólares. As importações de produtos chineses aumentaram 13,36%, em relação ao período homologo de 2017. Os mesmos dados indicaram que as trocas comerciais, entre a China e a Lusofonia, se fixaram em 30,2 mil milhões de dólares ao longo dos três primeiros meses do ano, verificando-se um crescimento de 25,9%. O Brasil continua a ser o principal parceiro da China no âmbito do bloco lusófono, tendo registado trocas comerciais de 21,4 mil milhões de dólares. Pequim comprou a Brasília produtos no valor de 14 mil milhões de dólares, mais 25,5% que em igual período de 2017, e o Brasil comprou à China bens no valor de 7,47 mil milhões de dólares. Angola surge no segundo lugar do ‘ranking’ lusófono com trocas comerciais com a China no valor de 6,8 mil milhões de dólares, com Luanda a enviar para Pequim produtos no valor de 6,32 mil milhões de dólares e a fazer compras de 481,5 milhões de dólares. As trocas comerciais entre a China e Cabo Verde foram de 14,9 milhões de euros, sendo que os lusófonos conseguiram exportar para a China mais 215,5%, em relação ao período homólogo de 2017.
quinta-feira 14.6.2018
“Não estou a imiscuir-me” Neto Valente nega que se tenha metido no caso Sulu Sou
O
presidente da Associação dos Advogados de Macau, Jorge Neto Valente, nega que se tenha imiscuído no caso ou discutido os méritos da defesa de Sulu Sou. Foi desta forma que Jorge Neto Valente respondeu, através da TDM, às declarações de Jorge Menezes. O advogado do deputado suspenso tinha questionado, em declarações ao HM, as razões que levaram o presidente da AAM a comentar os casos de outros colegas de profissão. “Não estou a imiscuir-me, obviamente, na posição de nenhum colega, nem vou discutir os méritos da defesa. Não tenho nada a ver com isso e nem quero ter. Agora, os tribunais funcionam como funcionam”, disse Neto Valente. “A pergunta que me foi feita de raspão é se o tribunal pode ou não pode mudar a qualificação dos factos
que lhe foram submetidos. E eu disse que sim: pode. E continuo a dizer que sim: pode. Agora, não vou entrar em pormenores até porque não conheço o caso suficientemente para dar uma opinião abalizada”, acrescentou. Jorge Neto Valente defendeu ainda que os comentários feitos ao HM foram em abstracto: “Pronunciei-me em abstracto e não me pronunciarei sobre nenhum caso em concreto que esteja submetido aos tribunais”, sublinhou.
COM OLHOS DE MACAU
No domingo, à margem das celebrações do Dia de Portugal, Neto Valente tinha dito sobre a questão: “É um assunto que não é jurídico, não vale a pena estarmos a pensar nisso. É um processo com contornos claramente políticos, e a AL não tem de se mexer e o tribunal não tem nada a ver com a AL”.
As declarações foram prestadas horas depois de Sulu Sou ter dito que considerava, assim como a sua defesa, que o tribunal não o podia ter julgado pelo crime de manifestação ilegal, uma vez que a sua imunidade parlamentar tinha sido levantada para enfrentar o julgamento pelo crime de desobediência qualificada. Ainda à TDM, o presidente da AAM aconselhou as pessoas a encararem a realidade de Macau: “É preciso compreender como é que funciona Macau, a sociedade de Macau. Repare, isto é um problema que está a afligir mais os portugueses do que a comunidade chinesa que não está nada preocupada com isso”, considerou. “Exportam muitas vezes a maneira de ser de Portugal para Macau. É preciso ver Macau com olhos de Macau - é o único conselho bom que eu posso dar”, acrescentou. João Santos Filipe (com D. M.) joaof@hojemacau.com.mo
Sporting Bruno de Carvalho suspenso fala de “tomada de poder à força”
A Comissão Fiscalizadora do Sporting, nomeada por Jaime Marta Soares, decidiu de forma unânime a suspensão preventiva com efeitos imediatos do Conselho Directivo. Bruno de Carvalho já recebeu a nota de culpa e está impedido de exercer funções e de entrar nas instalações do clube. Desta forma, conforme anunciou a Comissão Fiscalizadora em conferência de Imprensa, todos os atos realizados pelo Conselho Directivo são considerados nulos e sem efeitos. Sendo que Jaime Marta Soares vai anunciar uma nova comissão de gestão para assumir os destinos do clube enquanto não se realizam eleições. «É uma acção que nos custa tomar, somos sportinguistas e não nos imaginávamos a chegar a este ponto. Limitamo-nos a aplicar a lei e os estatutos do Sporting, não somos nenhum pelotão de fuzilamento», disse João Duque, um dos elementos da
Comissão Fiscalizadora. A comissão formada por Henrique Monteiro, João Duque, António Paulo Santos, Luís Pinto de Sousa e Rita Garcia Pereira explicou ainda que esta decisão tem por base «um conjunto de documentos que reúne matéria indiciária suficientemente forte que revela a violação dos estatutos do clube». O Conselho Directivo terá agora 10 dias úteis para realizar o contraditório, mas a Comissão deixou o aviso: «Esperemos que não seja preciso recorrer à via judicial e coerciva para fazer valer esta decisão.» Bruno de Carvalho reagiu assim «1. Nunca quiseram realizar a AG de dia 23; 2. É uma tomada de poder à força; 3. É completamente ilegal tudo o que se está a passar. Os sócios têm de se revoltar perante esta tomada de poder! Quem manda no Clube são os sócios todos e não meia dúzia!»
O Partido Democrático, do presidente sul-coreano Moon Jae-in, favorável à aproximação com Pyongyang, obteve uma vitória esmagadora nas eleições locais, organizadas na véspera da cimeira entre os presidentes dos EUA e da Coreia do Norte, revelam sondagens ontem divulgadas. As sondagens realizadas à boca das urnas pelos três principais canais de televisão atribuem ao Partido Democrático 14 dos 17 cargos municipais e de governadores que estavam em jogo. Este triunfo nas primeiras eleições depois da chegada ao poder de Moon Jae-in, em maio de 2017, é entendido como um sucesso do presidente sul-coreano, artesão da aproximação entre os EUA e a Coreia do Norte. Na assembleia nacional, o Partido Democrático deverá por outro lado obter 10 dos 12 lugares em jogo nestas eleições. Este partido deverá, doravante, dispor de 128 dos 300 lugares da assembleia, à frente do partido “Liberdade Coreia” do ex-presidente Park Geun-hye (114).
Fátima saúda acordo entre EUA e Pyongyang
O bispo de Leiria–Fátima, António Marto, saudou na terça-feira o acordo entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, na abertura da peregrinação de Junho a Fátima. António Marto desafiou igualmente os peregrinos a rezarem pela paz. “Confiemos a Paz no mundo a Nossa Senhora, em especial na Síria onde perdura uma guerra devastadora há oito anos, e demos graças a Nossa Senhora pelo acordo alcançado hoje [terça-feira] entre a Coreia e os Estados Unidos”, disse António Marto na Saudação Inicial a Nossa Senhora, a primeira celebração da Peregrinação Internacional Aniversária de Junho, que é presidida pelo bispo emérito de Santarém, Manuel Pelino. Estão inscritos no santuário 23 grupos, de oito países.
Ramos-Horta defende renovação na Fretilin
O líder histórico timorense José RamosHorta defendeu ontem que o secretáriogeral da Fretilin, Mari Alkatiri, deve iniciar um processo de “renovação da liderança” do partido que deve ocorrer “muito rapidamente” para bem do partido e da nação. “A idade não perdoa e esses anos desgastam-nos pessoal e politicamente”, disse Ramos-Hora em entrevista à Lusa. “É altura, sobretudo depois de o presidente Lu-Olo ter sido eleito, é urgente que Mari Alkatiri lidere um processo de transição que tem de acontecer muito rapidamente. É altura de pensar na renovação da liderança”, sublinhou.