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Hoje Macau 14 DEZ 2017 #3955

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MOP$10

QUINTA-FEIRA 14 DE DEZEMBRO DE 2017 • ANO XVII • Nº 3955

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Coreia do Norte

Os EUA falaram. Rússia e China gostaram de ouvir Os americanos afirmaram que preferem a diplomacia à guerra. Os norte-coreanos também. Os outros aplaudem. ÚLTIMA

DEPUTADOS AFIRMATIVOS

PÁGINA 4 EVENTOS

SUSANNA

A GUITARRA E O JAZZ NO LMA

OBRAS PÚBLICAS

Regulamento Geral de Construção Urbana por traduzir (e aplicar)... desde 1963

Construir no escuro A falta de tradução para chinês faz com que não se aplique. Ou que as traduções que existem não tenham força de lei. Trata-se, apenas, do Regulamento Geral de Construção Urbana. Entre outros diplomas da mesma área.

GRANDE PLANO

Agnes Lam arrasa Festival Internacional de Cinema de Macau

PÁGINA 5

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Amor à Pátria não se discute. Municípios também não


2 grande plano

14.12.2017 quinta-feira

OBRAS PÚBLICAS

Não é apenas o Regulamento Geral da Construção Urbana, de 1963, que não tem tradução oficial para chinês. Há documentos usados internamente pelas Obras Públicas, como é o caso do caderno de encargos, de 1988, ou as instruções para o cálculo dos honorários das obras, de 1972, que permanecem sem tradução. Há documentos traduzidos apenas como versão de trabalho e sem força de lei

DO TEMPO DA E M 1963 Américo Thomaz era o presidente da República portuguesa, havia um Ministério do Ultramar e Eduardo de Arantes e Oliveira era o ministro das Obras Públicas do Governo de António de Oliveira Salazar. Foi nesse ano que foi estendido a Macau o Regulamento Geral da Construção Urbana (RGCU) de Portugal e que ainda hoje está em vigor, apesar da evidente expansão do território, com os novos aterros e a construção de casinos. O RGCU foi apenas alvo de ligeiras alterações através de um decreto-lei de 1985, que “estabelece normas de natureza administrativa que regem o processo de apreciação e aprovação de projectos, licenciamento e fiscalização de obras de construção civil a efectuar em Macau”. O documento de 72 páginas que abrange regras da construção civil como as canalizações, pavimentos ou a “solidez das edificações” continua, até hoje, desactualizado e sem ter uma tradução oficial para chinês, mas há outros casos. O HM teve acesso ao caderno de encargos da contratação de projectos, um documento interno da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), de 1988, que não está traduzido para chinês. Na mesma situação estão as “instruções para o cálculo dos honorários referentes aos projectos de obras públicos”, implementadas em Portugal em 1972 e estendidas a Macau através de despacho. Este documento determina tudo o que é preciso fazer num projecto de obra pública para receber determinados honorários. Acontece que a desactualização do documento é evidente, uma vez que faz referência ao cálculo dos honorários de projectos em patacas por correlação a uma moeda que já não existe: o escudo. O HM entrou em contacto com a DSSOPT no sentido de ter acesso à lista completa de regulamentos e outros diplomas que permanecem sem tradução para chinês, mas foi-nos dito por um funcionário que a DSSOPT não tem essa informação, uma vez que o organismo trabalha com diplomas já traduzidos. Foi-nos ainda recomendado contactar a Direcção dos Serviços para os

OS REGULAMENTOS SEM TRADUÇÃO E OS DERIVADOS CONSTRANGIMENTOS

Assuntos de Justiça, que confirmou que, além da tradução do RGCU, também o regulamento de segurança contra incêndios está a ser alvo desse processo. Esta problemática da ausência de tradução de leis foi levantada no debate sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) por Li Canfeng, director da DSSOPT, quando se referiu à ausência de uma tradução oficial do RGCU, o que tem originado diferentes interpretações da lei por parte de quem trabalha no sector. Entretanto, a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, disse a semana passada que a sua revisão “está prestes a ser concluída”, tratando-se de um trabalho que já em 2014 estava a ser realizado. O RGCU, o caderno de encargos da DSSOPT e as instruções de cálculo dos honorários das obras públicas são apenas um exemplo ao qual o HM teve acesso. Segundo António (nome fictício), arquitecto, “há muitos documentos traduzidos para uma versão de trabalho, mas que não têm versão de lei”, uma vez que a versão chinesa não aparece em Boletim Oficial. Que problemas levanta, na prática, esta desactualização, a falta de leis traduzidas e a existência, apenas, de traduções não oficiais, em documentos de trabalho? É certo que os regulamentos têm décadas de existência, mas não estão mal feitos. Bem pelo contrário: António garantiu que ainda não apareceu ninguém a fazer melhor. “Este diploma [RGCU] tem tudo e foi estendido a Macau através de uma portaria, mas o que é que correu mal?Aportaria diz que se estende até Macau o diploma mas não se publicou nas duas línguas. Para se usar o que foi estendido [ao território], tem de se usar uma publicação de Portugal. A questão é que está para aparecer alguém, aqui ou lá, que faça melhor.” “Se formos à origem das coisas, as primeiras estão muito bem feitas”, acrescentou António, que lembrou inclusivamente as palavras de Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, no debate das LAG. “O secretário disse na Assembleia Legislativa que não era necessária mais legislação, pois a que havia não estava a ser cumpri-

da. Não há concurso público que não refira esse diploma [RGCU], porque não há melhor”, frisou.

QUALIDADE NEM SEMPRE É GARANTIDA

António garante que o desconhecimento e a desactualização da lei levam a episódios em que nem sempre é certo a qualidade da obra. Um exemplo apontado é o facto do RGCU determinar os períodos em que as obras devem ou não ser feitas, devido às condições climatéricas.

“Para Macau não há época para fazer determinadas obras, mas esse diploma (RGCU) já previa isso. Há obras que devem estar prontas antes da época das chuvas e há obras que não devem ser feitas nessa altura. Por isso passar uma licença de obras para pintura em Julho, de acordo com esse diploma, não se faz. Não há percepção disso, [entende-se que] pode ser em qualquer altura. Deve haver qualidade e atenção nas coisas.”


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quinta-feira 14.12.2017

OUTRA SENHORA O arquitecto recordou ainda um outro episódio. “Outro dia substituíram aqui num prédio os tubos de esgoto doméstico, mas depois os carros podem parti-los. A lei determina que os tubos de esgoto em PVC devem ser embainhados e protegidos ao nível do rés-do-chão, para não serem partidos, porque os dejectos são um perigo para a saúde pública.” “Isso está nesse diploma [RGCU] e ninguém conhece, [os profissionais] têm de ser lembra-

dos. Quando fiz essa chamada de atenção tive de pôr a versão em português, porque não existe outra”, referiu António.

ATRASOS ACONTECEM

Quem trabalha diariamente na elaboração e concepção de projectos garante que os constrangimentos da ausência de tradução são facilmente ultrapassáveis, apesar de haver diferentes interpretações da lei ou até atrasos. “Alguns dos profissionais que trabalham há muito tempo para a DSSOPT já se habituaram às leis. Mas acho que é muito importante ter uma boa tradução e que esse diploma [RGCU] esteja nas duas línguas”, começou por dizer Francisco Vizeu Pinheiro. “Pode acontecer que a pessoa não sabe perfeitamente a lei e quando apresenta o projecto algumas coisas não correspondem à lei. Esse projecto volta então para trás e isso pode demorar vários meses”, acrescentou o arquitecto, referindo-se aos atrasos que acontecem. António garantiu que a ausência de algumas leis bilingues no sector da construção civil não constitui propriamente uma dor de cabeça. “As coisas funcionam dentro de um hábito, e às vezes este hábito não está muito afastado daquilo que está na lei. Quando alguém resolve fazer qualquer coisa diferente, ninguém percebe que está contra a lei porque nem a conhecem, só isso.” Acácio (nome fictício), arquitecto habituado a trabalhar com projectos ligados ao sector do

“O secretário [Raimundo do Rosário] disse na Assembleia Legislativa que não era necessária mais legislação, pois a que havia não estava a ser cumprida. Não há concurso público que não refira esse diploma [RGCU], porque não há melhor.” ANTÓNIO ARQUITECTO

jogo, contou ao HM que acontecem atrasos, mas que a falta de tradução não deve servir de desculpa para tudo. “[A falta de tradução] serve muitas vezes para justificar problemas que acontecem em obras, concursos ou adjudicações, mas isso não é linear. Todos nós, quando aprendemos a estudar engenharia ou arquitectura, aprendemos as bases.” No dia-a-dia, prevalecem a experiência e os ensinamentos base da profissão. “Independentemente de ser chinês ou português, quando a tua base é partilhada por outras áreas, o argumento que se usa das traduções ou da língua faz sentido em situações pontuais, mas não prevalece. Às vezes querem utilizar isso para justificar decisões,

mas isso é como atirar areia para os olhos das pessoas”, apontou Acácio. “Aprendemos com os mais velhos e com aquilo que é prática comum. Já todos lemos esses documentos mas temos de saber como é o dia-a-dia. O modo como depois se apresenta a documentação técnica e escrita às autoridades é alvo de análise, discussão e inspecção [por parte de várias entidades governamentais]”, acrescentou o arquitecto. Ainda assim, Acácio admite que possam ocorrer atrasos nas obras por causa deste factor. “Não acho que seja justificação para o atraso [de uma obra], mas pode contribuir. Normalmente quem está a coordenar estes processos são pessoas experientes. Mas qual foi o casino que abriu a cem por cento [na data prevista]? Todos os projectos foram adiados.”

EDUCAÇÃO PRECISA-SE

Addy Chan, vice-presidente da Associação de Engenheiros de Macau, considera que a falta de tradução de diplomas que são a base da construção no território não é o maior problema. “[O RGCU] é uma lei que foi implementada há muito tempo. Está desactualizada. Não basta fazer uma tradução, é preciso ter uma nova lei.” Mais do que isso é fundamental educar quem trabalha na DSSOPT, para evitar disparidades na interpretação dos regulamentos. “Às vezes, no Governo, têm um entendimento diferente da lei e compreendem de forma diferente

“Pode acontecer que a pessoa não sabe perfeitamente a lei e quando apresenta o projecto algumas coisas não correspondem à lei. Esse projecto volta então para trás e isso pode demorar vários meses.” FRANCISCO VIZEU PINHEIRO ARQUITECTO

partes do projecto. Esse é um grande problema para todos nós, têm diferentes ideias sobre a mesma frase ou conceito. E isso vai além da tradução. É preciso apostar na educação para que haja a mesma compreensão da lei.” Addy Chan considera que, com leis antigas em vigor, não é possível inovar na construção. “Muitos arquitectos e engenheiros compreendem português, então a maioria de nós, que trabalhamos na área, usamos a versão em português para fazer a concepção do projecto. Mas hoje em dia somos um território que é parte da China, temos um PIB elevado e isso tem impacto nas obras públicas. Afecta a qualidade da concepção dos projectos, porque com leis e regulamentos antigos não podemos garantir o uso de novas tecnologias”, rematou. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

RGCU NÃO ABRANGE CERTAS ÁREAS DOS CASINOS. LEGISLAÇÃO DE FORA UTILIZADA

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M 1963, quando o RGCU foi estendido a Macau, o Cotai e os casinos eram uma miragem. Arquitectos que falaram com o HM garantiram que esse diploma não abrange todas as áreas dos empreendimentos de jogo. No caso dos projectos do Cotai, e uma vez que o regulamento de segurança contra incêndios data de 1995, os profissionais recorreram a legislação americana ou de Hong Kong adaptada à realidade local. “São os locais que representam os casinos e que falam com os técnicos homónimos de Las Vegas ou de Hong Kong, seja para a parte de arquitectura, seja para a parte de engenha-

ria. Quando esse pessoal tenta implementar as suas ideias isso tem sempre de passar por um processo de transição”, explicou Manuel, que adiantou: “há áreas dos casinos que são cobertas pela regulação local, mas há outras que não”. Francisco Vizeu Pinheiro recorda que Macau já deveria ter apostado na legislação em inglês a pensar nestes casos. “Os projectos são adaptados posteriormente, mas na verdade seguimos muita coisa [de fora]. Falo da lei das sombras, por exemplo. Muitos arquitectos americanos ou de Hong Kong que fazem projectos para Macau não conhecem

as leis, e o projecto tem de ser traduzido por alguém que o assina. Macau, se quer ser uma cidade internacional, tem de ter mais coisas em inglês, devido aos termos técnicos.” O arquitecto aponta que “copiamos muito de Hong Kong” e há mesmo “projectos especiais”, pois o regulamento contra incêndios de 1995 não está preparado para a dimensão dos casinos. Estes “têm espaços muito grandes sem janelas e escadas, e têm paredes metálicas corta-fogo em vez de saídas de emergência. Esse foi um ajuste que foi feito por causa dos projectos especiais”, rematou Vizeu Pinheiro. A.S.S.


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14.12.2017 quinta-feira

DEBATES SOBRE ÓRGÃOS MUNICIPAIS E AMOR À PÁTRIA CHUMBADO

“O relatório da consulta pública distorceu a definição dos órgãos políticos sem poderes políticos e aquilo que consta na Lei Básica. Este tema merece um debate para saber se houve distorção. Será que o documento do Governo reflecte a opinião da maioria? São questões que cabem num debate público”, afirmou o pró-democrata. Na hora da votação o campo pró-sistema alinhou-se e 26 dos 29 votantes chumbaram a proposta de debate. Agnes Lam saiu momentos antes da votação e já não regressou. O HM tentou contactar a deputada para saber os motivos da saída, mas a legisladora mostrou-se incontactável.

Deputados recusaram debate sobre órgãos municipais porque Pequim já clarificou que não podem ter poderes políticos. Agnes Lam deixou Plenário antes da votação. Membros da AL também não quiseram debater o Amor à Pátria

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S deputados da Assembleia Legislativa recusaram ontem debater a Criação dos Órgãos Municipais, ao contrário do que pretendia o pró-democrata Au Kam San. A proposta apenas contou com apoio dos pró-democratas Au, Ng Kuok Cheong e José Pereira Coutinho, mas a votação ficou marcado pelo facto de Agnes Lam ter abandonando o hemiciclo, momentos antes dos deputados serem chamados a votar. Au Kam San justificou a necessidade de um debate na AL por considerar necessário esclarecer a proposta do Governo para a recriação dos órgãos municipais.

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GCS

A Pátria não se discute

UM AMOR UNÂNIME

“Mas como é que vão ser recriados? Será que, por não terem o poder político, os seus membros não pode ser escolhidos por eleições directas distritais? Como é que vão exercer as suas funções? Será que, para a recriação dos órgãos municipais, é inevitável a destruição do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais? Todas essas questões merecem a nossa profunda ponderação”, começou por dizer. “Na qualidade de órgão legislativo, a Assembleia Legislativa deve convocar uma reunião própria para

subsídio de nascimento pago aos trabalhadores dos serviços públicos vai subir para as 4980 patacas e 5100 patacas – actualmente é de 3735 e 3825 – de acordo com a proposta aprovada ontem, na generalidade, pela Assembleia Legislativa. A medida apresentada pela secretaria para a Administração e Justiça, Sónia Chan, recebeu a aprovação de todos os 31 deputados que participaram na votação. Na apresentação do aumento, Sónia Chan explicou que o subsídio pago aos trabalhadores do sector privado, através do Fundo de Se-

debater esta questão de grande relevância”, opinou. A proposta causou uma resposta em bloco dos deputados nomeados pelo Governo, que se opuseram, até porque o Governo Central, através da Assembleia Popular Nacional (APN), já tinha esclarecido que não ia permitir eleições.

“Em Novembro um responsável do departamento jurídico da APN [Zhang Rongshun] disse que a proposta sem eleições está de acordo com a Lei Básica. Esta interpretação do Governo da RAEM é correcta e ele concordou”, interveio Lao Chi Ngai.

Agnes Lam saiu momentos antes da votação e já não regressou. O HM tentou contactar a deputada para saber os motivos da saída, mas a legisladora mostrou-se incontactável

FUNÇÃO PÚBLICA APROVADO AUMENTO DE SUBSÍDIO DE NASCIMENTO gurança Social, vai ser actualizado para as 5000 patacas com o novo orçamento e que o objectivo passa por fazer com que os trabalhadores do sector público acompanhem a tendência. “Tendo em consideração que a referida política [de apoio à natalidade] é para ser orientada para a toda a sociedade, propõem-se que seja aumentado o valor do subsídio atribuído a trabalhadores dos serviços

públicos por ocasião do nascimento do filho”, afirmou Sónia Chan. A medida foi bem recebida por todos os deputados, mas houve vários membros que recordaram à secretaria que para promover a natalidade é necessário resolver outros problemas, como a falta de habitação e os elevados custos dos cuidados médicos. “Esta proposta conta com o meu apoio. Mas com o aumento

“Não concordo com esta proposta de debate porque na sociedade as opiniões já foram manifestadas. Também já é conhecida a opinião dos governantes da APN e devemos respeitá-la”, acrescentou. O discurso de Lao Chi Ngai foi apoiado por outros dois nomeados: Pang Chuan e Chan Wan Keong. No lado dos democratas, a resposta veio do lado de Ng Kuok Cheong, que referiu a hipótese de algumas opiniões terem sido omitidas ou distorcidas no relatório sobre a consulta pública.

populacional há também outras dores de cabeça como as complicações para obter uma habitação. A política de habitação do Governo vai articular-se com o apoio ao incentivo da taxa de natalidade?”, questionou Mak Soi Kun, deputado ligado à comunidade de Kong Mun. “É preciso dizer à população: ‘Estejam à vontade e tenham bebés porque vai haver casas para todos’”, frisou. Por outro lado, José Pereira Coutinho apontou que os custos médicos são elevados, uma vez

Também a proposta para discutir a eficácia da edução sobre o Amor à Pátria dentro da Administração Pública foi chumbada. A votação sobre a proposta de Mak Soi Kun foi mais renhida: com 15 votos contra, 10 a favor e 4 abstenções, entre 29 votantes. Um dos deputados que apoiou a proposta foi José Pereira Coutinho: “Apoio esta proposta de debate. O deputado Mak Soi Kun mencionou os problemas nos Serviços Meteorológicos e Geofísicos e é uma boa ocasião para esclarecer o assunto”, justificou sobre o seu apoio. Por outro lado Ella Lei, Wong Kit Cheng, Au Kam San e Chan Hong intervieram contra a proposta: “Não há margem para debate neste assunto, estamos todos de acordo. É um trabalho que todos temos de fazer e temos de perceber que o importar é divulgar o amor pelo País. Não é um tema para ser debatido”, afirmou Wong Kit Cheng, ligada à Associação Geral das Mulheres. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

que que por falta de confiança nos médicos locais os residentes acabam por ir a Hong Kong. “Os gastos com os médicos são muito caros. Os cidadãos preferem ir ao Hong Kong, e os governantes também optar por ir a Hong Kong. Mas cinco mil patacas não é suficiente para pagar esses custo”, apontou Coutinho. Na resposta Sónia Chan falou de coordenação entre o Governo na articulação de políticas e prometeu comunicar as preocupações dos deputados aos seus colegas no Governo.


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quinta-feira 14.12.2017

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deputada Agnes Lam criticou ontem a organização do 2.º Festival Internacional de Cinema, que considerou o evento um sucesso, apesar de precisar de oferecer bilhetes para ter pessoas nas salas. Na Assembleia Legislativa, a legisladora moderada frisou que uma actividade cultural que custa 20 milhões de patacas precisas de conseguir atrair os residentes. “De acordo com informações oficiais, 10 mil dos 15 mil bilhetes [distribuídos para a cerimónia de Entrega de Prémios do Festival] eram cupões que foram distribuídos principalmente às escolas, associações e a profissionais do sector cultural e artístico de Macau e do exterior, e da comunicação social”, começou por apontar Agnes Lam. “Esta iniciativa custou 20 milhões de patacas do erário público e deveria servir para atrair turistas e criar marcas culturais locais. Se até foi difícil convencer as pessoas a comprar bilhetes, como é que se pode dizer que a iniciativa alcançou os objectivos?”, questionou. Além da questão monetária, a legisladora admite que se registem perdas com o evento, se “o objectivo da actividade for cultivar um ambiente cultural”. Porém, mesmo nesse capítulo defende que é importante que seja registada uma elevada taxa de participação. “O Governo deve definir indicadores passíveis de rastreio, tais como a taxa de

FESTIVAL DE CINEMA AGNES LAM ARRASA EVENTO

Cisne sem canto A deputada atacou o Festival Internacional de Cinema e defendeu que a promoção da cultura vai além de estrelas internacionais na passadeira vermelha. participação do pessoal local do sector cinematográfico, com vista a esclarecer a contribuição desta activida-

“Não podemos só emitir notas de imprensa e convidar alguém a pisar a passadeira vermelha para dizer que a actividade promoveu o desenvolvimento cultural de Macau.” AGNES LAM DEPUTADA

de para o desenvolvimento cultural”, apontou. “Não podemos só emitir notas de imprensa e convidar alguém a pisar a passadeira vermelha para dizer que a actividade promoveu o desenvolvimento cultural de Macau”, disparou a deputada, naquela que foi a sua intervenção mais agressiva naAL, horas antes de abandonar o hemiciclo quando se debatia o debate sobre a criação de órgãos não-municipais.

BILHETES À BORLA

Por outro lado, a membro da Assembleia Legislativa apontou o dedo à oferta dos bilhetes, que diz prejudicar os residentes e turistas que se disponibilizaram para pagar pelos ingressos. “Os membros do Governo não devem ser ambiciosos e avançar com as actividades só por avançar, nem devem oferecer bilhetes para as salas não ficarem vazias, quando a atracção dos eventos é zero”, defendeu. “A oferta de bilhetes afecta a avaliação do Governo e dos

cidadãos sobre os efeitos das actividades, é um desperdício de recursos, e afecta as pessoas que pagaram bilhetes, os residentes passam a criar o hábito da oferta de bilhetes, afectado gravemente a cultura de pagar, criado pelo sector cultural, bem como o desenvolvimento do sector e do ambiente de exploração”, acrescentou. Agnes Lam terminou a intervenção antes da ordem do dia, que antecede a agenda do Plenário, deixando o desejo que “as autoridades com responsabilidades na área cultural façam uma boa gestão, utilizem racionalmente o erário público” e “adoptem uma política cultural visionária, a fim de contribuírem verdadeiramente para o sector cultural de Macau”. O Festival Internacional de Macau é organizado pelo Governo, nomeadamente pelos Serviços de Turismo, que estão sob a tutela do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo

Nomeados protegem o Executivo AL rejeitou debate sobre o Hato mas vai discutir reconhecimento de cartas de condução

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G Kuok Cheong sublinhou por quatro vezes que pretendia um debate na Assembleia Legislativa que fizesse um resumo dos trabalhos feitos após a passagem do tufão Hato e que não pretendia “contrariar o Governo nem derrubá-lo”. Mesmo assim, a sua proposta e do colega de bancada Au Kam San foi recusada. Entre os 29 deputados que participaram na votação, além de Au e Ng, apenas José Pereira Coutinho e Ella Lei se mostraram a favor do Governo dar mais explicações no hemiciclo. Ao mesmo tempo, Si Ka Lon e Song Pek Kei, ligados à comunidade de Fujian, abstiveram-se. A defesa do executivo ficou a cargo dos deputados nomeados por Chui Sai On, com Ma Chi Seng, membro da família Ma, a ser o primeiro a mostra-se contra a proposta. “Esta proposta não faz sentido. O caso do Hato já foi analisado

pelo Comissariado Contra a Corrupção e pelo Governo, que fizeram as respectivas investigações. Foi igualmente criada uma comissão própria para o assunto”, disse Ma Chi Seng, ontem na AL. “Este debate vai afectar a independência dos trabalhos que decorrem devido ao processo disciplinar instaurado [ao ex-director e à ex-subdirectora dos Serviços de Meteorologia e Geofísicos]”, acrescentou o deputado nomeado. Opinião semelhante foi partilhada pelo académico ligado à área do jogo e deputado nomeado Davis Fong: “Concordo com o deputado Ma Chi Seng. Não há necessidade de revisitar o caso através de uma audição. Já houve uma proposta de debate anterior sobre o tema e também foi negada. Não havia necessidade de fazer outra proposta para um debate sobre o tema”, apontou. “Não concordo com esta proposta frisou”.

Também o deputado Iau Teng Pio, nomeado, se mostrou preocupado com os efeitos do debate para o processos.

SEGURO DE SAÚDE COM DEBATE

Apesar dos três chumbos de debates, os deputados acordaram em discutir outros dois assuntos: criação de um sistema universal de saúde e o reconhecimento de cartas de condução para condutores do Interior da China em Macau. “Apoio esta proposta de debate. Vai fazer com que a população não deixe de ir ao médico por não ter recursos financeiros e, por outro lado, deixa de obrigar a população a ter consultas com um médico em que não confia”, defendeu Chan Iek Lap, médico, um dos apoiantes do seguro universal. A data dos debates só será conhecida mais tarde.

Eddie Wong chamado à pedra

O deputado José Pereira Coutinho quer o Governo explique a razão de ter adjudicado directamente o projecto do Hospital das Ilhas ao arquitecto e membro do Conselho do Executivo Eddie Wong, por 230 milhões de patacas, e que seja justificado o facto de ninguém assumir as responsabilidades pelos atrasos verificados. “Muitos cidadãos perguntaram-me Eddie Wong que razões fundamentaram a escolha do escritório do arquitecto que é membro do Conselho Executivo por via de convite directo na construção de um Centro Hospital; porque é que não há responsáveis pelos atrasos nos ‘desenhos’ e na construção dos edifícios; e se vão ser aplicadas multas no termos legais”, afirmou José Pereira Coutinho, no plenário da Assembleia Legislativa. “São tantas as perguntas que os cidadãos fazem que chegou de facto a hora de haver mais transparência governativa e mais responsabilidade sobre assuntos estritamente de interesse público”, frisou.

Novas casas para funcionários públicos

A secretária para a Administração e Justiça prometeu ontem ao deputado Pereira Coutinho que vão ser reservados terrenos nos aterros para a construção de habitações públicas para os funcionários da administração. “O Governo ponderou reservar terrenos recuperados e nos novos aterros para os funcionários públicos”, afirmou Sónia Chan. “Estamos neste momento a rever o regime de atribuição de casas à Função Pública, porque queremos que os trabalhos dos quadros mas também os com contratos a termos possam participar nos concurso de atribui acrescentou.ratos a termos possam participar nos concurso de atribuiro das receitas quando fazemos o nosso orçamento”ção” acrescentou.

Massacre de Nanjing recordado

Ontem foi o Dia de Homenagem Nacional às Vítimas do Massacre de Nanjing e Mak Soi Kun, deputado que se tem destacado pela defesa do Amor à Pátria e pela aplicação do modelo de Mao Tsé-Tung em Macau, recordou o incidente da segunda guerra sino-japonesa na Assembleia Legislativa. “Representa o importante ponto de viragem da sua decadência [da Pátria] para o rejuvenescimento, lançado as bases para a estabilidade social do País”, afirmou sobre a guerra. “A felicidade não é algo imediato. Embora estejamos numa nova Era de desenvolvimento pacífico, é preciso compreender que a paz dos país resultou dos contributos de centenas de milhões de compatriotas chineses que lutaram, na altura, contra a guerra, sacrificando-se”, recordou.

ORÇAMENTO APROVADO COM CRÍTICAS INESPERADAS

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orçamento do Governo para o próximo ano foi ontem aprovado na Assembleia Legislativa, apesar de algumas críticas ao aumento da despesa, que pela primeira vez ultrapassa os 100 mil milhões de patacas. “Se a sociedade vir que as despesas estão a surtir os gastos pretendidos, não se vai opor porque vê que os objectivos estão a ser alcançados. Mas agora há muitos gastos que estão fora do controlo, Sr. Secretário [Lionel Leong]”, disse o deputado eleito de forma indirecta Ip Sio Kai, que está ligado ao Banco da China. Também Ng Kuok Cheong, Song Pek Kei e Ella Lei reflectiram preocupações semelhantes. “As matérias dos senhores deputados também me preocupam. Estamos sempre preocupados em manter as despesas dentro das receitas quando fazemos o nosso orçamento”, respondeu Lionel Leong.


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14.12.2017 quinta-feira

ARBITRAGEM LEI VAI SER REVISTA TENDO EM CONTA POSIÇÃO DE PLATAFORMA DO TERRITÓRIO

Uma ponte os negócios

A lei de arbitragem vai ser revista e o Governo já está a reunir peritos internacionais para estudar a matéria. A ideia é transformar o território num centro de arbitragem internacional tendo em conta as trocas comerciais e de investimento realizadas entre os países lusófonos e a China. De acordo com Neto Valente o enquadramento legal é o primeiro passo a dar, sendo que é necessário concretizar uma série de medidas de modo a que a arbitragem no território possa ser uma realidade

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Lei da arbitragem vai ser revista em Macau. A medida foi conformada ontem pelo director dos Serviços de Assuntos de Justiça, Liu Dexue, no discurso de abertura do Simpósio Jurídico Internacional de Macau para a Promoção da Cooperação Comercial e Económica entre a China e os Países Lusófonos. “Com vista a aperfeiçoar o sistema de arbitragem e conciliação na RAEM, o Governo está a proceder à elaboração da respectiva legislação”, referiu responsável. O obejctivo do evento, que decorreu ontem, foi “estudar e discutir, com os peritos jurídicos, profissionais e académicos, os temas sobre a arbitragem, a harmonização jurídica e a promoção de oportunidades comerciais e serviços jurídicos sob a iniciativa “Uma Faixa, uma Rota”, no interior da China, nos países lusófonos e em Macau”, disse. A ideia de Macau como plataforma nesta área tem vindo a ser reforçada no último ano. No entanto, a necessidade de uma

MACAU, UMA PORTA ABERTA

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acau tem todas as condições para ser um centro de arbitragem capaz de mediar conflitos comerciais entre a China e os países lusófonos. A ideia foi deixada pela ministra da justiça de Timor Leste, Maria Ângela Carrascalão, à margem do Simpósio Jurídico Internacional de Macau para a Promoção da Cooperação Comercial e Económica entre a China e os Países Lusófonos. Para a governante, Macau “é a chamada porta para a China e que tem de ser isso mesmo”. A discussão do tema da arbitragem no território entre o continente e os países lusófonos faz todo o sentido e no caso particular de Timor ainda mais, na medida em que, referiu, “há laços privilegiados com Macau há muito tempo e pretendemos reforçar esses laços não só a nível do comércio internacional mas também ao nível de direito”. Por outro lado, também Timor tem um direito de matriz portuguesa e a cooperação entre as duas regiões faz ainda mais sentido”, apontou a ministra.

revisão legal, começa agora a ganhar forma e, de acordo com o presidente da Associação dos Advogados de Macau, Neto Valente, “o primeiro passo nalguns países está dado, e noutro onde já há leis de arbitragem, e noutros, os regimes estão a ser alterados, adaptados e modernizados na base da lei modelo da Uncitral que é o caso de Macau que está a acabar de rever a lei da arbitragem interna e externa e que em breve terá uma nova lei. A lei da arbitragem é o primeiro passo que dá o enquadramento mas tudo o resto está por fazer”, disse ao HM.

ENTRE O PAPEL E A PRÁTICA

Para o advogado, os processos de arbitragem não se resolvem apenas com um enquadramento legal. É necessário enfrentar os problemas associados a situações de conflito que envolvem países e culturas diferentes. “É preciso colocar arbitragem a funcionar e para o fazer não chega dizer que temos uma lei e que temos árbitros, é preciso dar incentivos para que os contratos que são feitos entre

entidades de diferentes países, nomeadamente entre os países lusófonos e as entidades chinesas, incluam cláusulas de arbitragem” explicou Neto Valente.

“É preciso dar incentivos para que os contratos que são feitos entre entidades de diferentes países, nomeadamente entre os países lusófonos e as entidades chinesas, incluam cláusulas de arbitragem.” NETO VALENTE PRESIDENTE DA AAM

Por outro lado, e tendo em conta a política “Uma Faixa Uma Rota”, que inclui projectos de grande envergadura e que atravessam diferentes países e diferentes culturas, “é impossível que não haja problemas”, apontou.Amelhor maneira de os resolver, considera, é através da arbitragem, visto que com tribunais será muito complicado.

UMA QUESTÃO DE HARMONIA

Um dos tópicos do simpósio realizado ontem teve que ver com a necessidade de harmonização de princípios jurídicos. Para Neto Valente trata-se de um factor fundamental. “Há palavras que não são traduzidas e interpretadas da mesma maneira e que variam consoante os países onde passam os negócios. A filosofia dos negócios, a forma de os fazer e as cláusulas contratuais não são todas iguais”, começa por referir. “Se houver uma harmonização de princípios jurídicos aplicáveis aos contratos internacionais é fácil ao tribunal arbitral aplicar esses princípios porque são comuns”, disse Neto Valente. É também tendo em conta a harmonização de princípios que o advogado considerou o encontro de ontem como sendo um marco importante na contribuição para um novo regime legal. Outra questão a ter em conta é a formação dos árbitros. Para Neto Valente um árbitro de um processo não tem de, obrigatoriamente, ser jurista. “Por exemplo, nos casos de projectos que tenham que ver com obras públicas, se calhar é necessário ter árbitros da área da arquitectura ou da engenharia porque têm o know how da matéria em causa, mais que um jurista”, explicou o responsável. Sofia Margarida Mota

sofia.mota@hojemacau.com.mo


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quinta-feira 14.12.2017

Hato | Seguradoras vão pagar Casinos já discutem cerca de 3,5 mil milhões redução de shuttle-bus É cerca de 3,5 mil milhões de dólares de Hong Kong, o montante a pagar pelas seguradoras em consequência dos estragos provocados pela passagem do tufão Hato pelo território. A informação foi deixada pelo presidente da Comissão Executiva da Associação de Seguradoras de Macau, Jiang Yidao. Ao jornal Ou Mun, o responsável avançou ainda que, até ao momento, já foram pagos mais de 500 milhões dólares, sendo que o restante valor poderá ser pago no prazo de um ano.

O

caso de Tiago e Fong Fong Guerra não vai fragilizar as relações entre Portugal e Timor Leste. A ideia foi deixada ontem pela ministra da justiça de Timor Leste, Maria Ângela Carrascalão, à margem do Simpósio Jurídico Internacional de Macau para a Promoção da Cooperação Comercial e Económica entre a China e os Países Lusófonos. “Estou confiante na resolução desta situação e acredito que não vai afectar as relações entre os dois países”, começou por dizer a ministra da justiça. A razão é simples. “Nem Portugal, nem Timor estão interessados que um caso particular interfira neste tipo de relações. São casos que têm que ver com a justiça timorense e com a polícia de investigação internacional, mas não têm que ver com o

O Governo nomeou Lam Hou Iun para desempenhar o cargo de presidente do conselho de administração de duas empresas públicas. Uma delas é a Transferência Electrónica de Dados — Macau EDI VAN, S.A, onde vai ocupar o cargo pelo período de um ano, a partir do dia 20 de Dezembro. Lam Hou Iun vai ocupar o mesmo cargo na Sociedade para o Desenvolvimento dos Parques Industriais de Macau, Limitada, também pelo período de um ano, também a partir de 20 de Dezembro.

A segunda assembleia geral do Fórum Internacional da Energia Limpa elegeu Ambrose So e He Yu com presidente e vice-presidente para os assuntos permanentes. De acordo com informação veiculada pelo Jornal do Cidadão, a reunião que juntou 48 membros e apontou ainda Eric Yeung Tsun Man, Ma Iao Lai e Yuan Guolin para o comando da assembleia geral. A nova direcção garante que no futuro vai promover políticas em prol do desenvolvimento sustentável, introduzir e estudar tecnologias de ponta, fomentar o desenvolvimento da indústria de energia limpa e assegurar um fórum com características chinesas.

CASAL GUERRA CASO NÃO VAI INTERFERIR NAS RELAÇÕES TIMOR-PORTUGAL

Tudo de boa fé NUNO VEIGA-LUSA

O caso judicial que envolve o casal português Tiago e Fong Fong Guerra não vai interferir nas relações entre Timor Leste e Portugal. A afirmação é da ministra da justiça de Timor, Maria Ângela Carrascalão, sendo que, considera que é uma situação para ser tratada com o devido cuidado

Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o presidente do conselho de administração da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Ambrose So, disse que as seis operadoras de jogo têm vindo a reunir para discutir a redução da circulação dos shuttle-bus, bem como as condições de integração das rotas. Quanto à questão da renovação por um curto período da licença de jogo, Ambrose So disse que ainda não recebeu informações por parte do Governo. O empresário frisou que o projecto Lisboa Palace, que a SJM está a construir no Cotai, vai ter mais elementos que não estão directamente relacionados com o jogo, além de que o casino não vai ocupar mais de dez por cento da área total do projecto.

Lam Hou Iun acumula cargos Ambrose So na presidência do Fórum em duas empresas públicas Internacional da Energia Limpa

ministério da justiça e dos negócios estrangeiros de Timor Leste”, esclareceu Maria Ângela Carrascalão. Para a responsável a situação é complexa mas “os tribunais decidiram e Tiago Guerra e a mulher resolveram ir para Portugal”.

COM PANINHOS DE LÃ

Ainda assim, a situação não deixa de ser delicada

a nível diplomático e tem de ser tratada com cuidado e de forma objectiva, disse a ministra. “Não podemos, nem Portugal nem Timor Leste, ser impulsivos no tratamento desta questão porque tem necessariamente que ver com as relações entre os dois países”, apontou. Para a responsável timorense, ambos os países têm agido de boa fé relativamen-

“Nem Portugal, nem Timor estão interessados que um caso particular interfira neste tipo de relações. São casos que têm que ver com a justiça timorense e com a polícia de investigação internacional, mas não têm que ver com o ministério da justiça e dos negócios estrangeiros de Timor Leste.” MARIA ÂNGELA CARRASCALÃO MINISTRA DA JUSTIÇA DE TIMOR LESTE

te ao caso de Tiago e Fong Fong Guerra. “Gostamos de ser respeitados, mas sabemos que Portugal não terá agido de má fé e gostaríamos

que, mesmo considerando a justiça de Timor Leste frágil, se tenha o cuidado de pensar que, sendo um estado independente, naturalmente

aplicou a justiça que foi ensinada por professores internacionais e não necessariamente timorenses, e o que aprendemos foi o que aplicámos e fizemos isso, também, de boa fé”, rematou. Tiago e Fong Fong foram condenados, em Agosto, por um colectivo de juízes do Tribunal Distrital de Díli a oito anos de prisão efectiva e a uma indemnização de 859 mil dólares americanos por peculato. Os portugueses recorreram da sentença, considerando que esta padecia “de nulidades insanáveis” mais comuns em “regimes não democráticos”, baseando-se em provas manipuladas e até proibidas. Um “pedido internacional de extradição para Portugal com detenção provisória” foi enviado à Procuradora-Geral da República portuguesa, Joana Marques Vidal, com conhecimento para a ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van-Dúnem, e para o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

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Lembrete Plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico para o ano de 2014 1. O prazo limite para a apresentação do pedido de atribuição do Plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico e do Apoio pecuniário para o ano de 2014 é fixado em 29 de Dezembro do corrente ano. 2. Os indivíduos que satisfaçam os requisitos de atribuição, mas não tenham ainda formulado o pedido, devem dirigir-se até ao termo do prazo supracitado ao Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sita na Avenida da Praia Grande, n.ºs 762804, Edifício “China Plaza”, 2.º andar, Macau, para efeitos de tratamento das respectivas formalidades. 3. Por último, solicita-se que os cheques ainda não sacados sejam apresentados, com a maior brevidade, junto de qualquer instituição bancária de Macau. Macau, aos 10 de Novembro de 2017.


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14.12.2017 quinta-feira

OBRAS GOVERNO QUER LIGAR PASSAGENS PARA PEÕES NO TERMINAL DO PORTO EXTERIOR

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elogios, não deverá facilitar a vida dos residentes. No entender os Kaifong o plano pode ser melhorado, uma vez que os moradores necessitam de instalações sem barreiras e que a passagem se encontra num local inconveniente, o que leva à pouca utilização da infra-estrutura pela população. Como tal, considerando que a passagem superior para peões que fica na Rua de Malaca tem sido utilizada com mais frequência pelos residentes por ficar ao lado de paragem de autocarros, os moradores sugerem que se ligue também a indicada passagem superior para peões, fazendo com que as três estejam ligadas. De acordo com a sugestão dos Kaifong, esta solução seria mais apropriada para que os residentes e turistas cheguem a pé ao Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior mais facilmente.

S planos do Executivo para unir das duas passagens aéreas para peões que se situam na Rua do Terminal Marítimo e no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Exterior mereceu algumas críticos por parte dos Kaifong. De acordo com o Jornal do Cidadão, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) consideram que apesar do plano do Governo merecer

PUB HM • 2ª VEZ • 14-12-17

ANÚNCIO Acção de Interdição n.º

CV2-17-0057-CPE

2º Juízo Cível

Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido: HO CHIN SU. *** O MERETÍSSIMO JUIZ DO 2º JUÍZO CÍVEL DO TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE DA R.A.E.M.: FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra HO CHIN SU, casado, nascida em 12 de Agosto de 1954, actualmente internado no Centro Hospitalar Conde de S. Januário, Macau, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica. Macau, aos 28 de Novembro de 2017. ***

CAPITAIS TRANSACÇÕES SUSPEITAS SOBEM 36,6%

Aqui há facto A subida de transacções suspeitas de branqueamento de acapitais subiu, até ao mês de Junho, 36,6 por cento, face ao memso período de 2016. Actividades relacionadas com o jogo continuam a ser as que dão origem ao meior número de denúncias

A

S autoridades de Macau registaram, no primeiro semestre do ano, 1 527 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais e/ou financiamento de terrorismo, mais 36,6 por cento face ao período homólogo de 2016. Dados publicados no mais recente boletim do Gabinete de Informação Financeira (GIF) indicam que em 1 527 participações entre Janeiro e Junho, mais 409 do que na primeira metade de 2016, 79 foram enviadas para o Ministério Público. A indústria do jogo manteve-se como a actividade que deu origem a mais denúncias (1.074 ou 70,3 por

cento do total), seguindo-se instituições financeiras e companhias de seguros (414 ou 27,1 por cento) e outras (39 ou 2,6 por cento). Em 2016 tinham sido registadas 2.321 participações de transacções suspeitas de branqueamento de capitais e/ou financiamento de terrorismo, traduzindo um aumento de 28,4 por cento face a 2015. Os sectores referenciados, como os casinos, são obrigados a comunicar às autoridades qualquer transacção igual ou superior a 500 mil patacas. O Departamento de Estado norte-americano tem vindo a propor, em relatórios sobre Macau, uma diminuição do valor mínimo que os casinos são obrigados a reportar para 3 000 dólares, um valor 20 vezes inferior ao que é aplicado actualmente, para ir ao encontro dos padrões internacionais.

OUTRAS ALTERAÇÕES

Foi para atender a padrões internacionais que o Governo de Macau decidiu avançar com a revisão da lei contra o branqueamento de capitais e com a referente à prevenção e repressão dos crimes de terrorismo (ambas de

2006), cujas alterações entraram em vigor em 23 de Maio. No caso da lei sobre o branqueamento de capitais, punível com pena máxima de oito anos de prisão, foi alargada a lista de crimes precedentes, contemplando todos os crimes de corrupção incluindo eleitoral, e as leiloeiras passaram a integrar o conjunto de entidades reportantes. No caso do financiamento de terrorismo também foi estendido o elenco de forma a abranger todas as categorias designadas numa resolução das Nações Unidas, alargado ainda até a recursos económicos ou bens de qualquer tipo, bem como produtos ou direitos susceptíveis de serem transformados em fundos. Além da revisão daquelas duas leis, o Governo de Macau avançou com outras medidas no ano passado, tendo criado um regime de execução de congelamento de bens, que surgiu com o reconhecimento da “insuficiência” de um mecanismo que permitisse uma execução eficaz do congelamento de bens decretado pelo Conselho de Segurança da ONU. Já em 1 de Novembro entrou em vigor a lei sobre o Controlo do Transporte Transfronteiriço de Numerário e de Instrumentos Negociáveis ao Portador, que obriga à declaração nas fronteiras do transporte de dinheiro ou instrumentos negociáveis ao portador no valor igual ou superior a 120 000 patacas. O diploma visa responder a uma das 40 recomendações no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo emitidas pelo Grupo de Acção Financeira (GAFI). Quem não cumprir o dever de declaração incorre em infração administrativa, punível com multa de 1 a 5 por cento do valor que exceda o montante de referência de 120 mil patacas, mas nunca inferior a 1.000 patacas, nem superior a 500.000.

Laissez faire, laissez passer Guangdong emite novas medidas para a ponte HZM

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polícia na Província de Guangdong, no sul da China, anunciou ontem 18 novas medidas para facilitar o desenvolvimento da Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. A partir do primeiro trimestre de 2018, visitantes de 53 países gozarão de um período de 144 horas de passagem livre de visto em Guangdong, disse Zheng Dong, subdiretor do Departamento de Segurança Pública da província. Veículos não comerciais com placas transregionais terão acesso à Ponte Hong Kong-Zhuhai-

-Macau (PHZM) sem necessitar uma permissão, disse Zheng. Os governos de Guangdong e Hong Kong decidiram aumentar em 7 mil a cota da PHZM para automóveis privados transregionais de Hong Kong. Tal eleva a cota de carros privados transregionais de Hong Kong para 10 mil antes da abertura da PHZM. A PHZM, de 55 quilómetros de comprimento, é uma das pontes mais longas de seu tipo no mundo em construção. Espera-se que os trabalhos principais estejam terminados no fim do ano. Outras políticas se

referem ao registo de famílias, libertação de alfândegas de navios e um “canal verde” para transporte de produtos frescos.

ORÇAMENTO AUMENTOU 10,3 MIL MILHÕES

Entretanto, um comunicado do Gabinete de Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) aponta para uma derrapagem orçamental na construção da nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau (HZM), na ordem das 10,3 mil milhões de yuans. A entidade aponta que essa situação se deve “às influências da subida dos preços de mão-de-obra e de

materiais, reajustamento da concepção e do programa de execução, entre vários outros factores”. Para já o projecto tem vindo a registar “um bom avanço”, tendo tido um valor inicial de 38,118 mil milhões de yuans. As três regiões encarregues da gestão do projecto suportaram uma verba de 15,73 mil milhões de yuans, enquanto que a restante quantia foi obtida através do crédito. Nesse grupo, Macau ocupa 12,59 por cento do financiamento, que se traduz em 1,98 mil milhões de yuans. Em relação ao valor orçamental em excesso, Macau precisa de suportar 0,59 mil milhões de yuans.


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quinta-feira 14.12.2017

MORADORES KAIFONG QUER CRIAR UM CENTRO DE SERVIÇOS SOCIAIS NA TAIPA EM 2018

Relatório maioritário

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ACAU foi loteado por membros do Exército de Libertação do Povo Chinês. É este o rumor falso, ilustrado com fotos do tufão Hato, que esteve a circular nas redes sociais do Interior da China. A informação errada foi partilhada com fotografias em que se vê os membros do exército chinês a carregarem sacos nas ruas de Macau, captadas durante as operações de salvamento e limpeza das ruas da cidade, após a passagem do Tufão Hato. Segundo um artigo publicado, ontem, no jornal Asia Times, a informação teve origem em fóruns online de Hong Kong e Macau, tendo depois chegado ao Interior da China. Segundo os rumores falsos, oficiais do exército chinês teriam mesmo matado com agressões físicas dois cidadãos locais num parque de estacionamento subterrâneo. Além disso, teria havido uma dúzia de outras vítimas de

CENTRO NA TAIPA

Durante a assembleia geral, a presidente dos Kaifong comprometeu-se a alargar e melhorar os serviços sociais prestados pela organização, nomeadamente elevando o nível de profissionalismo dos serviços, assim como firmar a posição da associação na sociedade. Um dos projectos de futuro da associação de moradores passa por criar um centro de serviços sociais na Taipa, já no próximo ano. Ng Siu Lai referiu ainda que a organização está a estudar a hipótese de criar pólos dos Kaifong nas regiões vizinhas de forma a servir os residentes de Macau. De acordo com a presidente da associação, um dos trabalhos essenciais de futuro passa pela promoção do patriotismo no território. Como

Invadidos e espoliados Rumor falso diz exército chinês saqueou Macau

agressões do membros do exército chinês em Macau. Após a divulgação dos rumores, conta o Asia Times, a polícia do InteRÓMULO SANTOS

A

associação dos moradores liderada por Ho Ion Sang, revelou no seu balanço anual que durante este ano prestou 2,5 milhões serviços a cidadãos, o que representou um aumento face aos 2,4 milhões serviços no ano passado. Os Kaifong fornecem transporte, assistência a idosos, têm instalações como centros de apoio social, creches, escolas e centros de ocupação para jovens. Importa referir que a organização, como a denominação oficial de União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM), recebeu cerca de 16 milhões de patacas da Fundação Oriente. Os dados foram revelados pela presidente da UGAMM, Ng Siu Lai, durante a 35ª assembleia geral do organismo. A dirigente adiantou que recorreram aos serviços de teleassistência “Peng On Tung” 4300 pessoas, enquanto que os serviços de transporte

TIAGO ALCÂNTARA

A União Geral das Associações dos Moradores de Macau, mais conhecida como Kaifong, revelou que este ano prestou 2,5 milhões de serviços à população de Macau. E que tem planos para construir um centro de serviços sociais na Taipa já para o ano

ajudaram este ano 8 mil residentes até ao momento. A responsável entende que, relativamente aos assuntos sociais, os esforços geraram bons resultados no sentido de melhorar as condições comunitárias, instalações complementares e actividades culturais. Ng Siu Lai sublinhou que ao longo de 2017 a organização levou a cabo a reconstrução das instalações do Edifício Fok Neng, o Bloco 3 do Edifício Koi Fu e o Edifício Meng Heng. Outro dos trabalhos salientados pela presidente dos Kaifong foi a remoção dos veículos dos estacionamentos permanentemente ocupados, assim como os resíduos, na Colina da Ilha Verde.

rior da China através da identificação dos números dos IPs dos utilizadores da internet, lançou uma operação e deteve “várias” pessoas, que terão

contribuído para a divulgação das informações.

EXÉRCITO NAS RUAS

Após a passagem do Tufão Hato, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, pediu auxílio à representação em Macau do Exército de Salvação do Povo Chinês para a

tal, Ng Siu Lai referiu que quer aproveitar as actividades de celebração dos feriados para aprofundar a educação civil e divulgar o amor à pátria.

Um dos projectos de futuro dos Kaifong é criar um centro de serviços sociais na Taipa no próximo ano. A organização está a estudar a hipótese de criar pólos nas regiões vizinhas de forma a servir os residentes de Macau No campo da política, a presidente dos Kaifong recordou o sucesso eleitoral de Ho Ion Sang nas últimas eleições para aAssembleia Legislativa. Ng Siu Lai referiu que o trabalho do deputado tem resultado em várias propostas aceites pelo Governo, nomeadamente na recuperação de terrenos para construir fracções habitacionais e na implementação de prazos para desenvolver habitação pública. No que diz respeito ao futuro, a presidente dos Kaifong mencionou ainda que existe cada vez mais concorrência na prestação de serviços sociais. Vítor Ng com João Luz info@hojemacau.com.mo

limpeza dos destroços e operações de salvamento. Segundo os números avançados pela Xinhua, na altura, cerca de 1000 operacionais do exército ajudaram a população de Macau a lidar com a calamidade. Esta não é a primeira vez que o exército chinês é confrontado com informações infundadas. Em Setembro deste ano, antes do encontro dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em Xiamen, tinham surgido rumores de que o exército tinha prometido 20 mil milhões de dólares norte-americanos em subsídios às forças indianas, para uma retirada da zona de Doklam, onde houve uma disputa territorial entre os dois exércitos. Além disso, os subsídios tinham igualmente como condição a participação do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, na conferência dos BRICS.


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Menina CONCERTO SUSANNA RISBERG SOBE AO PALCO DO LMA NO PRÓXIMO SÁBADO

guitarra e moça PUB

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quinta-feira 14.12.2017

A sueca Susanna Risberg traz a suavidade do trio de guitarra jazz que lidera ao LMA. A jovem guitarrista tem corrido palcos do mundo inteiro e trabalhado com um considerável número de músicos, principalmente dentro das sonoridades jazz. O concerto é no sábado às 21h

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OSTUMA dizer-se que é de pequenino se torce o pepino. Susanna Risberg eleva esta máxima para um patamar musical digno de nota. Pouco tempo depois de receber a primeira guitarra, aos dez anos, a jovem sueca formou o seu primeiro trio de rock e blues influenciada pelo herói musical, Jimi Hendrix. Logo aí o talento que tinha era inegável, tendo chamado a atenção de críticos, aficionados da guitarra e promotores de concertos, actuando desde cedo em festivais e clubes de blues. À medida que foi evoluindo, Susanna Risberg aprofundou a paixão pelo jazz e recebeu vários prémios musicais. Hoje com 26 anos, é já um das figuras incontornáveis da guitarra jazz da Suécia, tendo colaborado com uma variedade de artistas como Marit Bergman, Henric de La Cour, Svante Thuresson, Nils Landgren, Miriam Bryant, Blue House Jazz Orchestra, entre outros. Filha de dois músicos clássicos, Susanna cresceu rodeada por música, mas foi na guitarra eléctrica de Jimi Hendrix, e nos ritmos do jazz que descobriu a paixão musical. No leque de influência da sueca juntam-se nomes tão distintos como Tori Amos, Sonny Rollins, Mahavishnu Orchestra, Miles Davis e Pat Metheny. Pela primeira vez em Macau, a guitarrista disse ao HM que está entusiasmada por cá tocar. Quanto ao concerto no LMA, Susanna Risberg garante que o público pode esperar por um “bem oleado trio de guitarra jazz com sonoridades modernas”. A banda que a acompanha irá tocar, essencialmente, temas originais da guitarrista, mas quando estão em

palco a música leva sempre o trio “para lugares inesperados”.

DEDOS VIRTUOSOS

“Quando improviso fico imune a distracções fora da música, é um sentimento incrível que não pode ser comparado com nada, como se estivesse, por instantes noutro mundo onde a realidade não interessa”, comenta a guitarrista. Este estado de graça é algo que Susanna Risberg alcança por vezes também a ouvir música. A instrumentista sueca explica que a porta de entrada para o jazz aconteceu aos 13 anos quando ouviu o disco “Bright Size Life” de Pat Metheny e “Boss Guitar” e “So Much Guitar!”de Wes Montgomery. Nessa altura, Susanna ouvia estes discos diariamente, assim como tudo o que conseguia encontrar de Jimi Hendrix, claro. Hoje em dia, os discos que mais ouve são “A Night at the Village Vanguard” de Sonny Rollins, “Allegresse” de Maria Schneider, “Speak Like a Child” de Herbie Hancock, entre outros. Há dois anos, Susanna Risberg apaixonou-se pela guitarra da sua vida, uma Gibson 350-t, na qual tem tocado todos os dias desde que se conheceram. Porém, devido a problemas de bagagem, teve de deixar o instrumento em casa antes de embarcar na tour. “Sinto-me estranha sem a guitarra porque temos uma relação algo intensa”. Com uma maturidade musical impressionante para a sua idade, e dois discos na bagagem, Susanna Risberg chega a Macau pronta para oferecer um banquete de guitarra aos amantes locais do jazz. O concerto tem início às 21h e promete ficar na memória dos que se deslocarem à Coronel Mesquita. João Luz

info@hojemacau.com.mo

Susanna Risberg, guitarrista “Quando improviso fico imune a distracções fora da música, é um sentimento incrível, como se estivesse, por instantes noutro mundo onde a realidade não interessa.”

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14.12.2017 quinta-feira

MASSACRE DE NANJING CHINA PEDE LAÇOS MAIS PROFUNDOS COM O JAPÃO

O ministro da Defesa Nacional da China, Chang Wanquan, disse na terça-feira que o seu país quer trabalhar com o Irão para manter os intercâmbios militares amistosos e fortalecer a cooperação. Chang fez as declarações ao reunir-se com o subchefe do Estado-Maior das forças armadas iranianas, Ghadir Nezamipour, que está a visitar a China. Chang indicou que os dois países desenvolveram sólidas relações bilaterais, aprofundaram a confiança política mútua e alcançaram ganhos em cooperação em comércio e energia. “Sob as novas circunstâncias, a cooperação sino-iraniana enfrenta uma oportunidade importante e a China quer cooperar com o Irão para fazer novas contribuições para as relações bilaterais”, disse Chang. Nezamipour disse esperar uma crescente comunicação, uma maior cooperação pragmática e um nível superior de relações militares entre os dois países.

“Voltar à Lua” Resposta ao projecto americano

A China respondeu na terça-feira ao plano norte-americano de reenviar astronautas à Lua, dizendo que está disposta a promover a cooperação com a comunidade internacional no uso pacífico do espaço exterior. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, assinou na segunda-feira a sua primeira directriz de política do espaço, formalmente ordenando a agência espacial americana NASA para mandar astronautas à a Lua e a Marte. “A China está contente por ver os países fazerem progresso na exploração e uso do espaço exterior para propósitos pacíficos”, disse Lu Kang, portavoz do Ministério das Relações Exteriores. Sobre as observações de Trump de que “o espaço tem muito a ver com muitas outras aplicações”, incluindo a militar, Lu disse que a posição da China é contra a armamentização do espaço exterior é clara e consistente. A China espera que os membros da comunidade internacional atinjam um acordo em prevenir a armamentização do espaço exterior, notou Lu.

Diálogo económico- financeiro com Londres

A China e o Reino Unido realizarão o 9º diálogo económico e financeiro em Pequim, sexta-feira e sábado, informou nesta terçafeira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Lu Kang. O vice-primeiro-ministro chinês Ma Kai e o chanceler britânicos do Tesouro, Philip Hammond, co-presidirão o diálogo, disse Lu. Os dois lados discutirão a situação macroeconómica, política, comércio, investimento e estratégia de indústria, reforma financeira, desenvolvimento do mercado financeiro, assim como cooperações sob a estrutura da iniciativa Uma Faixa, Uma Rota, de acordo com Lu.

Lembrar para esquecer

É preciso lembrar a História e ontem o massacre de Nanjing fez 80 anos. Para se poder voltar a página e aprofundar as relações entre os dois países

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S autoridades chinesas assinalaram ontem em Nanjing, o 80.º aniversário do massacre perpetrado pelas tropas japonesas na cidade, com um pedido para aprofundar as relações com o Japão. O Presidente chinês, Xi Jinping, acompanhado por vários responsáveis governamentais, liderou a cerimónia, transmitida pela televisão estatal, e durante a qual foi observado um minuto de silêncio em toda a cidade, com a bandeira chinesa a meia haste. Ao contrário do que tem sido habitual, Xi não discursou e cedeu a palavra ao líder da conferência política consultiva da China, Yu Zhengsheng. “Só recordando a história podemos construir um futuro melhor”, disse Yu, garantindo que a China “contribuirá sempre para a paz e para manutenção da ordem mundial, e nunca fará passar outras nações pela dor que o povo chinês sofreu”. O responsável sublinhou que a China e o Japão partilham uma

longa e rica história e devem promover a amizade para as gerações vindouras. Durante a cerimónia, seis representantes da cidade tocaram o sino da paz e libertaram dezenas de pombas, perante uma assistência silenciosa de milhares de pessoas, entre as quais se encontravam vítimas, sobreviventes e antigos soldados. Após um desfile militar, várias coroas de flores brancas, como as que traziam na lapela

todos os presentes, vestidos de preto, foram depositadas em frente ao monumento de mármore, onde está inscrito 300.000, o número de vítimas do massacre, de acordo com as estimativas oficiais chinesas. Cerca de 300 mil pessoas foram assassinadas e dezenas de milhares de mulheres violadas pelo exército japonês durante as seis semanas a seguir à chegada das tropas nipónicas, em 13 de Dezembro de 1937, à cidade

AFP

Pequim e Teerão fortalecem cooperação militar

de Nanjing, que foi saqueada e destruída. O Governo Chinês e um tribunal internacional do pós-guerra de 1946 dizem que pelo menos 200.000 civis foram mortos pelas tropas japonesas que entraram na então capital chinesa em Dezembro de 1937, após confrontos violentos nas ruas de Xangai. Alguns políticos de direita japoneses têm minimizado o número de mortos ou negado o massacre e, em Janeiro, uma cadeia hoteleira japonesa gerou polémica ao distribuir um livro que questiona o uso de escravas sexuais pelo Japão e descreve o massacre de Nanjing como uma falsificação. Segundo a historiografia oficial chinesa, os soldados japoneses violaram entre 20.000 e 30.000 mulheres e crianças, em Nanjing, pelo que o episódio é também designado na China como “a violação de Nanjing”. Na cerimónia desta manhã foram ainda lembrados os 35 milhões de chineses mortos durante os 14 anos da invasão japonesa (1931-45).

INSTITUTOS CONFÚCIO É PRECISO CONTRIBUIR MAIS

NOVO REGULAMENTO DEFINE CONTORNOS DA RELAÇÃO PRISIONEIRO-ADVOGADO

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vice-primeira-ministra Liu Yandong pediu que os Institutos Confúcio melhorem o seu ensino conforme as condições locais e contribuam para construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade. Liu fez o comentário numa conferência sobre Institutos Confúcio em Xi’an, capital da Província de Shaanxi, noroeste da China. Cerca de 2500 delegados, incluindo reitores de universidades e representantes de Institutos Confúcio de mais de 140 países e regiões, participaram na reunião anual. Liu assinalou que os Institutos Confúcio, com os esforços chineses e estrangeiros, impulsionaram a amizade e os intercâmbios culturais entre a China e outros países nos últimos 13 anos, especialmente nos cinco anos passados. Actualmente, há 525 Institutos Confúcio e 1113 cursos relacionados em 146 países e regiões no mundo. Um total de 9,16 milhões de estudantes frequentou os Institutos Confúcio até o momento.

M regulamento foi divulgado na segunda-feira para defender o direito dos advogados de visitar os seus clientes na prisão. “Reuniões entre os advogados e os condenados não devem ser monitorizadas durante o período da investigação, processo e julgamento, se o detido é acusado de novos crimes cometidos na prisão”, diz o regulamento emitido pelo Ministério da Justiça. Os agentes da polícia não têm permissão de participar de tais reuniões, que também se aplica a prisioneiros acusados de novos crimes supostamente cometidos antes da sua prisão. “As cláusulas estão totalmente em conformidade com o Código de Processo Penal e a Lei de Advogados”,

lê-se numa nota. As novas regras expandem o escopo dos serviços que os advogados podem fornecer a prisioneiros e exige que as prisões forneçam conveniência para os advogados, tais como encontros marcados, espaços de reunião adequados e respostas oportunas para as solicitações. O documento também detalha os canais múltiplos onde os advogados podem submeter petições ou reclamações sobre o tratamento recebido na prisão. O regulamento é uma actualização de uma versão interina introduzida em 2004.


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quinta-feira 14.12.2017

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Human Rights Watch (HRW) denunciou ontem o uso de leis, regulamentos opressivos e de processos judiciais por parte das autoridades de Singapura para restringir as liberdades de expressão e de reunião na cidade-Estado. Num novo relatório, a organização não-governamental de defesa dos direitos humanos afirmou que os cidadãos de Singapura que se expressam de forma crítica contra o governo ou a justiça, ou sobre assuntos de religião ou étnicos, enfrentam frequentemente processos que exigem o pagamento de indemnizações elevadas por danos. Segundo a HRW, Singapura utiliza leis como a da Ordem Pública, de Sedição ou de Retransmissão, normativas do código penal e de concessão de autorizações, para impor a censura e limitar o debate nos meios de comunicação, Internet ou filmes. O subdirector para a Ásia da HRW, Phil Robertson, afirmou que estas restrições “têm reprimido” o debate sobre questões de interesse público. “Singapura promove-se como uma nação moderna e um bom lugar para os negócios, mas as pessoas de um país que se considera uma democracia não deviam ter medo de criticar o governo ou falar sobre assuntos políticos”, indicou Robertson, em comunicado.

Recolha “obrigatória e desproporcionada”

ONG acusa China de violar direito internacional ao recolher dados biológicos

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Human Rights Watch (HRW) denunciou ontem que as autoridades chinesas estão a recolher dados biológicos de milhões de residentes na conflituosa região de Xinjiang, o que representa uma grave violação do direito internacional. De acordo com a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos, o programa governamental para recolher dados é apresentado como um mecanismo de saúde gratuito, mas os cidadãos não são informados sobre a intenção de recolher, armazenar e usar estes dados sensíveis, como o ADN. Xinjiang, no noroeste da China, é habitada por 10 milhões de uigures e de outras minorias étnicas predominantemente muçulmanas. As autoridades regionais impuseram

CHRISTOPH REHAGE

SINGAPURA ACUSADA DE REPRIMIR LIBERDADE DE EXPRESSÃO

restrições generalizadas aos direitos humanos fundamentais da população, incluindo a liberdade religiosa. Em 2016 foram impostas restrições à viagem no exterior. Todos os residentes da região, com idades entre os 12 e 65 anos, fazem uma análise à íris e testes de ADN e de sangue. Esta recolha “obrigatória e desproporcionada” de dados confidenciais levanta “preocupações graves” em relação aos direitos humanos e relativamente à possibilidade de serem utilizados para vigiar as pessoas por etnia, religião ou opinião. “A recolha obrigatória de dados biológicos tem um potencial particularmente abusivo, e apenas parece justificável como medida de segurança”, garantiu a directora da HRW na China, Sophie Richardson. As autoridades chinesas defenderam que, com este programa de registo da população, pretendem melhorar a capacidade de tomar decisões científicas, que ajudem a promover a redução da probreza e a “estabilidade social”, por exemplo, através da deteção de doenças graves.

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Anúncio (No.º 161/2017) Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, são por esta via notificados os seguintes representantes dos agregados familiares do concurso à habitação económica: Representante do agregado familiar candidato à aquisição de habitação económica

Número de boletim de candidatura

LEI KAI HOU

82201318239

NG KA LONG

82201304043

LAO CHI TAN

82201326099

HO WA KEONG

82201341943

Causa e fundamento legal da exclusão do adquirente seleccionado

Falta de entrega dos documentos necessários para a avaliação do requerimento, no prazo fixado (Nos termos da alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011, alterada pela Lei n.º 11/2015)

Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, os representantes dos agregados familiares candidatos a habitação económica acima mencionados podem apresentar, por escrito, a sua justificação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais e outros meios de prova que sejam favoráveis ao seu contraditório, no prazo de 10 dias, a contar da data da publicação do presente anúncio, sendo a apresentação de documentos fora de prazo tida como desistência, não sendo aqueles considerados. Caso necessite de consultar o respectivo processo que está arquivado no Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, poderá contactar Sr.a Lei através do número de telefone: 2859 4875 (extensão 747) durante as horas de expediente. Instituto de Habitação, aos 12 de Dezembro de 2017 A Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, substituta, Wu Lai Fong


14

h

14.12.2017 quinta-feira

acredito na verdade das coisas que não vivi

A Poesia Completa de Li He

八月 孀妾怨長夜,獨客夢歸家﹕ 傍檐蟲緝絲,向壁燈垂花; 簾外月光吐,簾內樹影斜; 悠悠飛露姿,點綴池中荷。

Oitava Lua A viúva deve detestar estas noites desoladoras,1 O viajante solitário sonha estar de regresso a casa. Suspensos das caleiras os insectos tecem sua seda,2 Pela parede uma lamparina deixa cair suas flores.3 No exterior das persianas, a quarto exala sua luz, No interior das persianas, inclinam-se sombras de árvore. Tranquilo voga o orvalho em doçura, Adornando mesmo o lótus no seu charco.

1 2 3

Esta copla apresenta o estilo de uma antiga balada yue-fu. Uma referência ao grilo, cuja canção se assemelha ao fiar da seda, ou à aranha. “Flores de lamparina”: um peculiar enrolar do pavio considerado portador de boa sorte.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quinta-feira 14.12.2017

Diários de Próspero António Cabrita

Trump e a minha ida à Lua

T

RUMP anunciou que voltaremos à lua. E, como dá sempre uma no cravo e outra na ferradura, selou o anúncio assinando uma declaração, a Directiva 1 de Política Espacial, algo ambígua e na qual não se especifica nem como vai fazer-se isso, nem com que orçamento dotará o projecto nem quando está previsto que se enviem essas missões tripuladas à Lua. O que importava era anunciar a gesta, o mito de que os EUA também governarão o céu. Isso apaziguará os críticos, pois quem quer alhear-se da grandeza? Trump é o terceiro presidente republicano consecutivo que promete ir à lua. Os Bush, pai e filho, propuseram-se ao mesmo. Os democratas, com menos visão, nunca prometem a lua. Não se consegue resolver o problema coreano? Viremos o foco para a lua. Se Calígula queria a lua, porque não ele? Embora na verdade ele não queira ir à lua. E eu sei porquê. EU SEI. Uma vez tive acesso às Clavículas de Salomão (não interessa agora como), o tratado de magia que permite pôr todos os diabretes ao nosso mando, e o que a seguir relato é ipsis verbis o que se passou: «Quem chamou? Asmodeu tinha dois metros de altura e uma cabeça de carneiro envolta num turbante de crepe vermelho. De resto, apresentava-se nu. Ou antes, um tufo de penas de galo e de pavão coroava o púbis, donde pendia uma larga faixa de pergaminho virgem - o seu sexo. A sua pele, encarniçada, mudava de cor, consoante o seu ânimo, como fomos verificando.

Pensei, Nunca pensei ver um diabo nu. E ele, mostrando que me lia a mente, respondeu: Para quê encobrir o vício? Não ousei pensar mais. Asmodeu... tenho sérios pedidos a fazer-te. Posso formular o primeiro? Desejo que... – Asmodeu lançou-me um olhar de viés que me roeu as tripas – o sr. Asmodeu converta a minha mulher – apontei-a – na Ofélia de John Milius. Hum... – resmungou o monstro, observando-a – esta tarefa equivale a dois pedidos... E estendeu a mão sobre o corpo adormecido dela. Da sua palma emanou um fumo verde, espesso, que a cobriu como uma nuvem. Durante dois minutos raios e coriscos sulcaram por dentro aquela nuvem, que tornava a metamorfose invisível. Após o que, gradualmente, se dissipou. A visão de Ofélia adormecida na cama da minha suite golpeou-me num vómito: não estava preparado para tanta beleza. Algum reparo a fazer ao meu trabalho? Perdoe, sim... É de alegria. Mas diga-me, ela não me vai rejeitar? Manterá a memória durante 72 horas, depois depende de si... – informou o diabo – e não pode ser tocada nas próximas 24 horas, sob risco de se desfazer a metamorfose. Despachamos o terceiro pedido? Quero ir com ela à lua, em lua-de-mel? – Asmodeu entreolhou-me incrédulo. Tive de me justificar: Sou um leitor de Ariosto. Como o mafarrico tinha prometido acordámos na Lua. Estávamos no centro de uma enorme cratera cujos bordos divisávamos pela explosão súbita de astros

que a circundavam e que sobre nós ramificavam, em abóbada. Era fabulosa a profundidade de campo e a miríade de pontos luminosos. Estaríamos por dentro da pele de Deus, a sinalizar a luz exterior que lhe entra pelos poros? Ela, envolta num roupão de seda chinês, dormia ainda. Bela e intensa como nunca. Suspirei, ciente dos maus lençóis freáticos em que andava metido. Respirava tão brandamente que decidi deixá-la acordar ao seu ritmo. Pus-me em pé, para experimentar o solo e ambientar-me. O simples acto de esticar o braço direito para impulsionar o corpo à sua posição erecta atirou-me para quatro metros de distância. Era a falta de gravidade. Dei aos saltos duas voltas à cratera, que devia ter uns trezentos e cinquenta metros de diâmetro. Depois sentei-me, contemplando a amada, e o globo terrestre, de um azul lancinante. Ofélia semi-abriu uma das sobrancelhas, depois a outra, lânguida, tremenda. O espaço sideral deixou-a muda, mas rapidamente sorria. Levantou-se e descobriu o seu corpo leve como nunca. Foi uma euforia. Entregámo-nos a um jogo de gato e rato, pés furtivos e dedos enclavinhados, assobios, num ziguezaguear que soltava um bichanar inocente, inocente… e logo lúbrico. Até o brilho dos dentes constelava naquela luz espectral. Eu sentia-me um carvalho em toda a sua floração e potência. Não demorou que nos desnudássemos. Doidos por contacto, por nos beijarmos e fundir-nos numa sutura. Contudo, o menor movimento dos músculos separava-nos. A princípio foi motivo de

risada a dificuldade em manter os quadris enquadrados, e por várias vezes ela se agarrou ao meu comprido apêndice nasal, o último recurso. Depois o movimento do membro na sua vagina aliviada de adstringência constituiu uma agonia de altíssimo grau, dada a quase impossível sintonia de movimentos para o casal que esgrime pela primeira vez. Após uma hora de combate com a microgravidade o riso converteu-se em rogo: o mais leve batimento das virilhas projectava-nos a dois metros de distância e havia que recomeçar tudo. Para além disso, fui assaltado por náuseas, pelo enjoo espacial que em terra se designa «labirintite» e resulta das informações contraditórias que o cérebro recebe dos olhos e dos órgãos vestibulares (no ouvido). Um desequilíbrio vulgar quando se aterra na Lua, soube depois. O encantamento pusera-nos a respirar na Lua mas não nos libertara das leis da gravidade. E de repente, ao olhar o extenso firmamento e a solidão da Terra senti-me atingido por uma punhalada pascaliana e brutalmente trespassado pelo abismo de tudo o que não sabia e não podia saber. Diante do infinito espaço sideral, não consola adivinharmo-nos uma gota de orvalho na borda de um balde. Odiava-me. Estava na Lua com a mais bela mulher, a mais disposta a resgatar a lendária lascívia de Lillith, e pensava em Pascal.» Compreendem? Na lua o assédio pode acontecer mas é mais incerto que as promessas da carne não se tornem tumultuosas. Para quem como Trump gosta de as agarrar pelo triângulo das Bermudas ir à lua é uma tremenda perda de tempo.


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14.12.2017 quinta-feira

Anúncio ﹝158/2017﹞

Anúncio ﹝162/2017﹞

1.

Entidade que realiza o concurso: Instituto de Habitação (IH).

2.

Modalidade do concurso: Concurso público.

3.

Designação do concurso: Prestação de serviços de administração de edifícios nos bairros sociais do Instituto de Habitação (II).

4.

Objectivo: Concurso para a prestação de serviços de administração de edifícios, nomeadamente serviços de limpeza, segurança, reparação e manutenção das partes comuns e dos equipamentos colectivos nos bairros sociais, sendo os locais e o período de prestação de serviços o seguinte: - Torres A/B/C do Bairro Social de Tamagnini Barbosa, blocos 9/10/11 do Bairro Social da Taipa, Edifício Fai I/ Edifício Fai Fu da Habitação Social do Fai-Chi-Kei, Edifício Mong Sin I/ Edifício Mong Sin II da Habitação Social de Mong Há e Edifício Mong In da Habitação Social de Mong Há, sendo o prazo para a prestação de serviços de três anos, compreendido entre o dia 1 de Julho de 2018 e 30 de Junho de 2021. - Blocos 1/2 do Edifício Iat Seng da Habitação Social da Taipa, sendo o prazo para a prestação de serviços de trinta e três meses e dez dias, compreendido entre o dia 21 de Setembro de 2018 e 30 de Junho de 2021.

5.

6.

Requisitos especiais dos concorrentes: 5.1 Podem concorrer ao presente concurso as sociedades comerciais que se encontrem registadas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis, cujo âmbito de actividade, total ou parcial, inclua a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades e que não sejam titulares de licença de segurança nem exerçam a actividade de segurança privada; ou os empresários comerciais, pessoa singular, cujo âmbito da sua actividade, total ou parcial, inclua a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades; 5.2

Os concorrentes que tenham exercido efectivamente a actividade comercial de administração de condomínios ou serviços de administração de propriedades, pelo menos durante 5 anos, até ao termo do prazo para a entrega das propostas do presente concurso;

5.3

Os concorrentes devem recrutar pelo menos um director técnico a tempo inteiro, com três anos de experiência efectiva no exercício de uma função similar à de director técnico, com habilitação literária não inferior ao ensino secundário complementar e que tenha sido aprovado no “Curso de Técnicos Especialistas em Administração de Edificações” realizado pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL);

5.4

Durante os 3 anos anteriores até ao termo do prazo de entrega das propostas o concorrente não pode ter tido qualquer contrato relativo à actividade comercial de administração de condomínios ou prestação de serviços de administração de propriedades, denunciado unilateralmente pelo IH, por violar as disposições estipuladas no contrato;

5.5

Os concorrentes devem entregar as propostas de acordo com o estabelecido no programa do concurso e no caderno de encargos.

Obtenção do programa e processo do concurso: Podem consultar e obter o respectivo processo do concurso, na recepção do IH, sita na Travessa Norte do Patane, n.° 102, Ilha Verde, Macau, nas horas de expediente. A obtenção de fotocópia dos documentos acima referidos, é efectuada mediante o pagamento da importância de $ 2.000,00 (duas mil patacas), em numerário, relativa aos custos das fotocópias ou podem proceder ao download gratuito na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo).

Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notificam-se, por este meio, do seguinte, os candidatos de habitação económica constantes do anexo: O não preenchimento dos requisitos de acesso à compra das fracções após apreciação, ou a não apresentação dos documentos exigidos para a apreciação substancial no prazo fixado, determina, nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 28.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), alterada pela Lei n.º 11/2015, a exclusão do concurso dos adquirentes seleccionados. Os referidos candidatos de habitação económica podem, apresentar, por escrito, a sua contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Caso não seja apresentada contestação, no prazo fixado, ou a mesma não seja aceite por este Instituto, nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 28.º da referida Lei, os adquirentes seleccionados são excluídos do concurso. Em caso de dúvidas, poderá dirigir-se ao Instituto de Habitação, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar o Sr. Sio, através do telefone n.º 2859 4875 (Ext. 751), para consulta do processo. Instituto de Habitação, aos 07 de Dezembro de 2017. O Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos, Nip Wa Ieng Nome do candidato

N.º do boletim de candidatura

Fundamento do facto Elemento do agregado familiar fez parte de um agregado que procedeu à venda de uma fracção de habitação económica

Alínea 7) do n.º 5 do artigo 14.º e alínea 1) do n.º 1 do artigo 28.º da Lei da habitação económica

Não foram apresentados os documentos necessários para a apreciação substancial, no prazo fixado

N.º 3 do artigo 26.º e alínea 2) do n.º 1 do artigo 28.º da “Lei da habitação económica”

SI TOU HONG WUT

82201336575

431/EAS/2017

LEONG KUAN

82201314535

347/EAS/2016

LAM FAT

82201334327

414/EAS/2016

LAI KWAI SHING

82201335787

231/EAS/2017

LOI CHI PANG

82201301350

282/EAS/2017

YIU TING KWOK

82201331463

295/EAS/2017

WANG YANG

82201315294

305/EAS/2017

10. Local, data e hora do acto público do concurso: No IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, às 10 horas do dia 30 de Janeiro de 2018.

CHENG, STEPHEN WING KIN

82201323672

306/EAS/2017

11. Critérios de adjudicação: O critério de adjudicação do presente concurso público é o do preço mais baixo proposto.

CHU TSZ FUNG

82201321161

338/EAS/2017

MAK SEE KA

82201320596

402/EAS/2017

PANG SONG LEONG

82201307078

410/EAS/2017

HO KIT IN

82201302085

482/EAS/2017

7.

Visita aos locais e esclarecimentos por escrito: A visita aos locais será realizada no dia 19 de Dezembro de 2017, às 9:30 horas. Os concorrentes devem comparecer no espaço comercial D do rés-do-chão da Habitação Social de Fai Chi Kei - Edifício Fai I, situado na Travessa de Fai Chi Kei, à data e hora acima mencionadas e serão acompanhados por trabalhadores do IH. Os concorrentes devem dirigir-se à recepção do IH ou ligar para o telefone n.º 2859 4875, nas horas de expediente, antes do dia 18 de Dezembro de 2017, para proceder à marcação prévia para participação na visita aos locais. Durante a visita não serão prestados esclarecimentos. Caso os concorrentes tenham dúvidas sobre o conteúdo do presente concurso, devem apresentá-las, por escrito, à entidade que realiza o concurso, antes do dia 27 de Dezembro de 2017.

8.

Caução provisória: O valor da caução provisória é de $ 1.500.000,00 (um milhão, quinhentas mil patacas). A caução provisória pode ser prestada por garantia bancária legal ou por depósito em numerário através da conta em nome do IH, na sucursal do Banco da China em Macau.

9.

Local, data e hora para entrega das propostas: As propostas devem ser entregues a partir da data da publicação do presente anúncio até às 17 horas e 45 minutos do dia 29 de Janeiro de 2018, no IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente.

12. Outros assuntos: Os pormenores e quaisquer assuntos a observar sobre o respectivo concurso encontram-se disponíveis no processo do concurso. Informações posteriores sobre o presente concurso serão publicadas na página electrónica do IH (http://www.ihm.gov.mo). Instituto de Habitação, aos 29 de Novembro de 2017. O Presidente, Arnaldo Santos

Fundamento de direito

N.º do processo


desporto 17

quinta-feira 14.12.2017

Raquetas ilustres

Torneio de ténis “Taça da Reunificação 2017” junta famosos de Macau

A

Associação de Ténis dos Funcionários Públicos e a Zonta Club of Macau realizaram conjuntamente um torneio de ténis “Taça da Reunificação” e um almoço natalício comemorativo do 18.o aniversário de estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau. O evento começou com um torneio de ténis da amizade para fins caritativos entre membros daAssociação, seguindo-se um jogo com uma dupla onde alinharam o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam com o Presidente da Federação de Desporto e do Comité Olímpico de Hong Kong e Presidente da Fok Ying Tung Group, Timothy Fok; e a Presidente da Zonta Club of Macau, Christiana Ieong com o treinador daAssociação de Ténis dos Funcionários Públicos de Macau, Patrick Leong. O jogo começou com o sorteio de campos realizado pelo Director Adjunto do Departamento de Coordenação do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, Bian Tao. Momentos singulares aconteceram com uma pla-

teia verdadeiramente entusiasmada quando a taça foi entregue para a dupla vencedora, Alexis Tam e Timothy Fok, pelas mãos de Bian Tao. Os participantes mostraram o seu sentido altruísta com generosos donativos para apoiar acções de caridade. Cerca de 180 pessoas estiveram presentes entre os quais, para além dos já mencionados, Leong Iok Wa, deputada de Macau na Assembleia Nacional Popular, Ao Cam Iong, directora da Macao Lingman Middles School; Lam Iok Fong, deputada da Assembleia Legislativa; Chong Seng Sam, directora adjunta dos Serviços de Finanças; Hoi Chi Leong, coordenador do Gabinete para o Desenvolvimento Energético e Polly Ioeng e Carolina Ung, directoras da Zonta Club of Macau. Polly Ieong sublinhou que a organização procurou, com a reali zação do evento, estreitar laços com os seus membros e famílias evidenciando uma sociedade harmonioso e multicultural por todos acarinhada e fruto duma reunificação de sucesso.

SHANGHAI SIPG VÍTOR PEREIRA SUBSTITUI ANDRÉ VILLAS-BOAS

Objectivo: títulos

O

português Vítor Pereira, bicampeão pelo FC Porto, é o novo treinador da equipa de futebol chinesa do Shanghai SIPG, substituindo no cargo André Villas-Boas, anunciou esta terça-feira o clube. Vítor Pereira foi esta terça-feira apresentado pelo vice-campeão chinês, um dia depois de Paulo Bento também ter sido confirmado como treinador do Chongqing Lifan, igualmente da Superliga chinesa de futebol. “O campeonato chinês é um grande desafio, muitos treinadores [estrangeiros] estão aqui, e existem muito bons jogadores, que também

chegam [aqui]”, começou por dizer Vítor Pereira, na conferência de imprensa de apresentação. O técnico, de 49 anos, disse saber o que quer e que isso passa pela conquista de títulos. “É a principal razão da minha vinda para a China, para Xangai. Juntos, com certeza, alcançaremos os nossos objectivos no final da época”, acrescentou. Vítor Pereira estava sem clube desde Junho do último ano, após a sua saída do 1860 Munique, clube que desceu à terceira divisão alemã. Antes, o técnico português esteve no Fenerbahçe, da Turquia, e no Olympiacos, pelo qual conquistou um campeonato e uma taça da Grécia.

No Shanghai SIPG reencontrará o avançado brasileiro Hulk, que treinou no FC Porto, clube em que o técnico alcançou os seus maiores êxitos, com a conquista de dois campeonatos e duas supertaças. O clube tinha ficado sem treinador, depois de Villas-Boas - de quem Vítor Pereira foi adjunto no FC Porto e a quem sucedeu nos ‘dragões’ - ter manifestado vontade de rescindir, anunciando pouco depois que irá participar no Dakar2018, juntamente com o piloto Ruben Faria.Vítor Pereira, e também Paulo Bento, juntam-se assim na China a Paulo Sousa, que no início de Novembro foi anunciado como treinador do Tianjin Quanjian.

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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 39/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 22 de destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Novembro de 2017, se encontra aberto o Concurso Público Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do para «Fornecimento de Material de Consumo Clínico dia 15 de Janeiro de 2018. para o Serviço de Obstetrícia e Ginecologia dos Serviços O acto público deste concurso terá lugar no dia 16 de Janeiro de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c Encargos se encontram à disposição dos interessados desde da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. o dia 13 de Dezembro de 2017, todos os dias úteis, das 9,00 A admissão a concurso depende da prestação de uma caução às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de provisória no valor de MOP90.000,00 (noventa mil patacas) a Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1º favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. interessados sujeitos ao pagamento de MOP 45,00 (quarenta e cinco patacas), a título de custo das respectivas fotocópias Serviços de Saúde, aos 6 de Dezembro de 2017 (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros O Director dos Serviços pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Lei Chin Ion

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 43/P/17 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor às 10,00 horas para visita de estudo ao local da instalação do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 24 equipamento a que se destina o objecto deste concurso. de Novembro de 2017, se encontra aberto o Concurso As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral Público para «Fornecimento e Instalação de cadeiras de destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São estomatologia, compressores de ar e bombas de vácuo aos Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno dia 9 de Janeiro de 2018. de Encargos se encontram à disposição dos interessados O acto público deste concurso terá lugar no dia 10 de Janeiro desde o dia 13 de Dezembro de 2017, todos os dias úteis, das de 2018, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1. º A admissão a concurso depende da prestação de uma caução andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão provisória no valor de MOP18.000,00 (dezoito mil patacas) a prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou interessados sujeitos ao pagamento de MOP44,00 (quarenta em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da e quatro patacas), a título de custo das respectivas fotocópias Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros Serviços de Saúde, aos 6 de Dezembro de 2017 pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). Os concorrentes devem estar presentes no Edifício Cheng I, O Director dos Serviços Avenida do Conselheiro Borja, no dia 18 de Dezembro de 2017, Lei Chin Ion


18 (f)utilidades TEMPO

MUITO

14.12.2017 quinta-feira

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NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA Amanhã

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17

MAX

20

HUM

70-95%

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EURO

9.43

BAHT

O CARTOON STEPH

JAZZ SUNDAY SESSIONS Live Music Association | A partir das 21h00

Cineteatro

C I N E M A

STAR WARS EPISODE VIII SALA 1

STAR WARS EPISODE VIII [B] Fime de: Rian Johnson Com: Daisy Ridley John Boyega Mark Hamill 14.15, 21.30

STAR WARS EPISODE VIII [3D] [B] Fime de: Rian Johnson Com: Daisy Ridley John Boyega Mark Hamill 18.50

MY LITTLE PONY: THE MOVIE [A] [FALADO EM CANTONENSE] Fime de: Jayson Thiessen 17.00

SALA 2

WONDER [B] Fime de: Stephen Chbosky Com: Julia Roberts, Owen Wilson, Jacob Tremblay 14.15, 21.45

PROBLEMA 180

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 179

UM FILME HOJE

SUDOKU

DE

Domingo

EXPOSIÇÃO “AO MEU CORAÇÃO UM PESO DE FERRO” Livraria Portuguesa | Até 08/01 EXPOSIÇÃO “O TEMPO MEMORÁVEL” Museu de Macau | Até 25/02/2018 A LINGUAGEM E A ARTE DE XU BING Museu de Arte de Macau | Até 4/3/2018

1.21

O HORROR, O HORROR!

Sábado

Diariamente

YUAN

PÊLO DO CÃO

WAT DE FUNK MINI-CONCERT Village Mall, Rua do Campo | 19h30 às 21h00 ARRANQUE DO FESTIVAL DE CINEMA DOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DOS DOIS LADOS DO ESTREITO, HONG KONG E MACAU Cinemateca Paixão

PICNIC COM CONCERTO DOS BLADEMARK Albergue SCM | Das 14h00 às 17h00 CONCERTO THE BEATBOMBERS – FESTIVAL THIS IS MY CITY Discoteca D2 | A partir das 00h00 CONCERTO “PAULO PEREIRA’S SAXEXPERIENCE” – FESTIVAL THIS IS MY CITY | WHAT’S UP POP UP Calçada do Amparo | 19h00 às 20h00 CONCERTO FASLANE – FESTIVAL THIS IS MY CITY | WHAT’S UP POP UP Calçada do Amparo | Das 21h00 às 00h00 “MO澳門 | HOW TO BECOME NOTHING CINE-CONCERT” – FESTIVAL THIS IS MY CITY | WHAT’S UP POP UP Calçada do Amparo | Das 20h00 às 21h00 EXPOSIÇÃO “PEARL PAKMAP” – FESTIVAL THIS IS MY CITY” | WHAT’S UP POP UP Calçada do Amparo | Das 17h30 às 19h30

0.24

Hoje acordei e pensei nas palavras proféticas de Artur Albarran quando apresentava “Imagens Reais”, o equivalente rasca do pior que o Youtube tem para oferecer em formato televisivo. No programa, o desacreditado pivot de telejornal preambulava as vts com o nasalado mantra “o drama, a tragédia, o horror, vamos ver”. Não podemos virar a cara e escapar à agressão visual? Quem no seu perfeito juízo anseia ver o horror? Será que não aprendemos nada com o coração de treva do Captain Kurtz do Apocalipse Now? Porque nunca nos apresentou o horror das suas umbilicais ligações ao Grupo Carlyle, ou o dramático envolvimento no sector imobiliário angolano? Essas tragédias não vimos. Enfim, Albarran foi um dos reis magos do presépio televisivo que celebra o fascínio popular pela desgraça alheia. Outro percursor do atraso evolutivo humano foi um frúnculo televisivo intitulado “Fiel, ou Infiel”, apresentado pelo oleoso João Kléber. Junto estas prendas aos debates futebolísticos e embrulho tudo isto com as páginas do Correio da Manhã e pergunto-me como é que o nosso polegar não se voltou a colar à base do indicador. Venha a Skynet, a inteligência artificial, o reinado das máquinas e deixemos o azeite para refogados. Ergue-te leitor desta canina coluna e planta uma flor nesta estrumeira cultural. João Luz

MY GENERATION | DAVID BATTY

“My generation” não é só um tema dos “The Who”, é também o filme documental de David Batty que convida a uma viagem no tempo. Os anos 60 em Londres foram, não só uma explosão artística, mas com ela, representaram uma mudança de paradigma social em que a juventude inglesa, filha de trabalhaores de província se afirmou como portadora de uma palavra a dizer, e opsitora a um sistema que já não considerava adequado ou justo. A música, a fotografia e a liteartura foram algumas das formas de manisfestão que marcaram uma década. “My generation” convida a dançar mas tambem a reflectir numa geração que marcou uma época e numa actual que está, aparentemente, apática. Como se não bastasse, o filme conta ainda com a narração de Michael Caine. Sofia Margarida Mota

SALA 3

MY LITTLE PONY: THE MOVIE [A] [FALADO EM CANTONENSE] Fime de: Jayson Thiessen 14.30

MY TOMORROW, YOUR YESTERDAY [B] [FALADO EM JAPONÊS. LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS] Fime de: Takahiro Miki Com: Sota Fukushi, Nana Komatsu 16.30, 19.30, 21.30

www. hojemacau. com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Luz; João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Julie O’Yang; Manuel Afonso Costa; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; André Ritchie; David Chan; Fa Seong; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


opinião 19

quinta-feira 14.12.2017

urbanidades

ANTÓNIO CONCEIÇÃO JÚNIOR

O Síndroma do Ken Lee

O media é a mensagem. Isto é apenas dizer que as consequências pessoais e sociais de qualquer meio de comunicação (media) - ou seja, de qualquer extensão de nós mesmos - resultam da nova escala que é introduzida nos nossos assuntos por cada extensão de nós próprios ou por qualquer nova tecnologia. Marshall McLuhan

U

M dos dilemas que assaltam as sociedades da globalização é a sua ilusão relativamente ao real acesso a essa mesma aldeia global como lhe chamou Marshall McLuhan. Nem sempre o acesso ao global é real. A comunicação realiza-se verdadeiramente apenas quando se interpretam as culturas envolvidas com suficiente conhecimento das mesmas. Quando Roma invadiu a Gália trazia consigo moeda cunhada.As tribos gaulesas quiseram imitar o Império, e dessa imitação resultou, adivinhe-se, algo que de moeda cunhada tinha pouco em comparação com o áureo, o denário de prata, o sestércio de bronze e assim sucessivamente. É que a imitação nunca é bem sucedida se a sua origem não for entendida. No Youtube corre um video que representa paradigmaticamente o que acabo de afirmar. Porém, em vez da ancestral moeda, deparamo-nos com um concurso de canto onde uma rapariga se apresenta perante um grupo de jurados para cantar “Ken Lee”. O interessante é que tudo o que ela canta é um equívoco maior do que o gaulês, porque a sociedade da informação pressupõe, como base, uma língua comum de comunicação, que deixa de ser língua para ser instrumento. É assim que o desempenho de uma jovem búlgara surge confrangedor, porque no presente, e que se traduz nisto: No one ken to ken to siven Nor yon clees toju maliveh When I gez aju zavateh na nalechoo [more New yonooz tonigh molinigh Yon sorra shoo Yes ee shoo, ooo Ken lee... Tulibu dibu douchoo... I can’t live... I can’t live anymore Este exemplo-paradigma do equívoco constitui amostra viva e mais que contemporânea de que a internet por si não basta. A premissa do domínio de uma outra língua,

sendo fundamental, também não é suficiente. É preciso conhecer a cultura que a sustenta, coisa que no caso de “Ken Lee” não sucede e assim se pode vivenciar o resultado. Assim, a grande questão é a percepção do que é cultura e, simultaneamente, a sua desmitificação como exercício de libertação intelectual. É nesse aspecto que, nas sociedades culturalmente menos desenvolvidas ou anquilosadas, o equívoco se torna num fenómeno percepcionável para o observador. Em todo o lado existem exemplos de equívocos. Veja-se o caso do mobiliário genuinamente chinês que, na origem, é de uma grande sobriedade e síntese. Porém, com o século XIX e as viagens para o Sul da China, surge a percepção de que o mobiliário chinês é o super-trabalhado, equívoco mútuo porquanto também o entalhador entende que é disso que o ocidental gosta. É, por exemplo, importante esclarecer que um asiático só pode ser um ocidentalista, tanto quanto só um ocidental pode ser um orientalista, razão porque tantas vezes o equívoco se alimenta de si próprio. É nesse sentido que importa terminar com a transcendência da cultura, porque não é institucionalizável. A cultura é a expressão individual ou grupal dos valores e das tradições de um colectivo que o identificam enquanto nação (grupo de indivíduos). Esse colectivo, para manter a genuinidade da sua expressão, tem de ser sustentado

por autores, individuais ou colectivos, cuja principal característica residirá na/s sua/s capacidade/s de expressão. O artista plástico, o músico, o actor, o realizador, o bailarino, o escritor e o poeta são autores cujo destino é representarem algo que sendo seu, necessita da genuinidade de ser algo que bem sabem conjugar e não a usurpação de casos exógenos, tantas vezes já gastos pelo tempo.(Anos 60 a 80 do século XX).

A condição étnica de macaense não pode nem deve ser um processo de onanística regurgitação nem de entrincheiramento isolacionista A génese de Macau constituiu o primeiro dos grandes processos de hibridação genética que muito mais tarde se iriam repetir em países bem mais jovens, como no continente Norte Americano. Essa hibridação já proveniente de Goa e Malaca originaria os chamados macaenses, nação de indivíduos geneticamente singulares, colectivamente capazes de gerir duas culturas e duas línguas de origens opostas. Essa mestiçagem, de que gratamente faço parte, teve um papel fundamental na conjugação de verbos diferentes e que hoje deveria ser

o modo de acesso de Macau à aldeia global, ao universalismo que se abre aos nossos olhos, já que as monoculturas têm tradições demasiado hirtas e confinadas. A condição étnica de macaense não pode nem deve ser um processo de onanística regurgitação nem de entrincheiramento isolacionista. Muito pelo contrário, essa condição tem de ser entendida como um passaporte para a abertura, um trampolim de acesso a outros patamares de conjugação a que chamarei de universalismo. Todos os bunkers onde os menos destemidos se refugiam tornam-se poços de empobrecimento intelectual. Embora os discursos oficiais de sempre falem da multissecular amizade, sempre houve fronteiras entre as duas culturas matriciais e, a atestá-lo, está a falta de heróis colectivos que permitam nomear as identidades em presença. Falta fazer uma maior divulgação de personagens como Pessanha, Silva Mendes, Francisco Hermenegildo Fernandes, José Vicente Jorge e mesmo Wenceslau de Moraes para que melhor se compreenda quanto de comum há neles, e na velha amizade entre Silva Mendes e o abade Sek Kin Seng, ou com Soi Cheong e A-Meng, entre outros. Esperançosas notícias são o facto de, há bem pouco tempo se ter apresentado numa encenação de caixa preta a peça “Canção de Cheong Sam” em canto Naam Yam, adaptação de um conto da escritora macaense Deolinda da Conceição. Tive oportunidade de perceber o interesse de Luciano Ho, cantor de Naam Yam (canto do sul e classificado como património intangível de Macau) pela cultura do Outro. Porém, o tema da peça é exactamente o olhar desse outro sobre a sua própria cultura. Eis, assim, uma conjugação de dois olhares num mesmo património da Memória desta cidade. Porém o destino do macaense, não sendo transcendente, é universal. Esta sua vocação tem-se cumprido na diáspora, porquanto na sua terra não é verdadeiramente compreendida, por desconhecimento das suas potencialidades e receio da conjugação. Aqueles capazes de romper fronteiras são remetidos à figuração, coisa pobre, insólita e inaudita, numa idade global onde o entrecruzamento de ideias é imperativo. Sempre que os poderes se entrincheiram, tornam-se incapazes de entender a realidade, preferindo uma ilusória construção. Assim, o que resta é converter o “Ken Lee” em canção de hit parade.


Mesmo a pensar, como uma flor que só se esfolha lenta, gosto de ter nas mãos um seio belo. António Patrício

PALAVRA DO DIA

quinta-feira 14.12.2017

Vilaverdense 450 euros por jogador se ganharem ao Sporting

O Vilaverdense, clube que milita no Campeonato de Portugal, deslocase, esta quarta-feira, ao Estádio José Alvalade para disputar, pela primeira vez, os oitavos de final da Taça de Portugal e, em caso de triunfo, o plantel receberá um total de 10 mil euros. «Distribuímos pelos jogadores o valor atribuído pela Federação. Se conseguirmos o apuramento para os quartos de final, serão 10.000 euros para todo o plantel», o que dá 450 a cada um, afirmou o presidente do conjunto de Vila Verde, Eduardo Milhão.

Mindanao Lei marcial estendida por um ano

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, obteve ontem o prolongamento por um ano da lei marcial decretada no sul do país contra rebeldes comunistas e islamitas, com o Congresso a passar ao lado das preocupações sobre os direitos humanos. O Senado e a Câmara dos Representantes autorizaram o chefe de Estado a manter até 31 de Dezembro de 2018 o regime de excepção na ilha de Mindanao. Duterte impôs a lei marcial e suspendeu os privilégios de habeas corpus – uma garantia contra as prisões arbitrárias – em maio, na sequência da tomada pela força da cidade de Marawi, a mais importante cidade muçulmana do arquipélago de maioria católica, pelo grupo radical Maute, com ligações ao Estado Islâmico (EI). Centenas de combatentes islamitas tomaram o controlo de bairros inteiros na cidade. Foram necessários cinco meses para as forças filipinas, apoiadas pelos Estados Unidos, recuperarem o controlo da cidade, no final de uma operação militar que devastou várias áreas. No total, morreram mais de mil pessoas.

Cibersegurança Parque industrial em Pequim

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A China abrirá até 2020 em Pequim um parque industrial de nível mundial para construir uma indústria de cibersegurança de 100 mil milhões de yuans. O parque será construído em conjunto pelo Ministério da Indústria e Informatização (MII) e o governo municipal de Pequim e contribuirá com 330 mil milhões de yuans para o crescimento do PIB do país até 2020. Actualmente, metade das companhias de cibersegurança da China é registada em Pequim, e seis delas têm mais de mil milhões de yuans em receita anual. Em 2016, a indústria de cibersegurança da China viu um aumento de 21,7% e pode crescer 32,85% este ano.

Coreia do Norte China e Rússia saúdam vontade dos EUA de seguir via diplomática A China e a Rússia saudaram ontem a vontade expressa pelos Estados Unidos de resolver a crise com a Coreia do Norte através da via diplomática, após declarações do secretário de Estado norte-americano nesse sentido. “Esperamos que os Estados Unidos e a Coreia do Norte trabalhem na mesma direcção, tomando passos pensados para dialogarem e se porem em contacto”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, numa conferência de imprensa em Pequim. O chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson, disse na terça-feira que os Estados Unidos “aumentarão a pressão até que a Coreia do Norte se comprometa de forma significativa” num diálogo sobre o seu programa nuclear e asseverou que uma acção militar “não é o caminho que se pretende tomar”. Tillerson considerou que a opção de acção militar, no caso de se esgotarem todas as soluções diplomáticas, seria uma “falha” pessoal. “Podemos ver que tais declarações construtivas são muito mais satisfatórias do que a retórica do confronto que ouvimos até agora”, declarou aos jornalistas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. A Rússia e a China têm defendido um diálogo com Pyongyang

e chamado a atenção para o facto de serem contraprodutivas as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “destruir completamente” a Coreia do Norte em caso de ataque por parte do regime de Kim Jong-Un. Os vários disparos de mísseis pela Coreia do Norte e a reacção dos Estados Unidos têm aumentado a tensão na península coreana e na região para níveis inéditos desde o final da guerra da Coreia (1950-1953).

PYONGYANG TAMBÉM QUER “EVITAR A GUERRA”

O responsável pelos assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman, disse que oficiais de Pyongyang lhe disseram durante uma visita ao país na semana passada que “era importante evitar a guerra” face ao avanço dos programas nuclear e de mísseis balísticos. O diplomata veterano norte-americano, que é subsecretário-geral da ONU para os assuntos políticos, disse aos jornalistas depois de informar em privado o Conselho de Segurança das Nações Unidas na terça-feira de que a forma “como fazemos isso” foi o tema de mais de 15 horas de discussão com o ministro dos Negócios Estrangeiros Ri Yong Ho e outros responsáveis. “Eles precisam de sinalizar o que estão dispostos a fazer agora… para começar algum tipo de compromisso”, disse. “Acho que

deixámos a porta entreaberta, e espero fervorosamente que a porta para uma solução negociada seja agora mais aberta”. Após a visita, no final da semana passada, Jeffrey Feltman e as autoridades da Coreia do Norte emitiram um comunicado, no qual concordavam que a situação na península asiática é a questão “mais tensa e perigosa do mundo” em termos de paz e segurança. A posição coincidente entre a ONU e Pyongyang surgiu na sequência de uma “série de reuniões” que Feltman manteve com o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong Ho, e com o vice-ministro, Pak Myong Guk, durante a visita que fez à Coreia do Norte entre terça e sexta-feira. A visita de Feltman aconteceu após mais um ensaio balístico da Coreia do Norte, com o míssil disparado a atingir maior altura do que em qualquer de outros testes anteriores. Segundo a ONU a visita foi uma resposta a um convite antigo para manter um “diálogo político” entre as autoridades de Pyongyang e as Nações Unidas. Trata-se da primeira viagem à Coreia do Norte que faz um responsável político das Nações Unidas em mais de sete anos. O último a visitar o país fora o antecessor de Feltman, Lynn Pascoe, em Fevereiro de 2010.

... E alemães 350 mil se ganharem Mundial

A Federação Alemã de Futebol (DBF) divulgou, esta quarta-feira, que cada atleta receberá uma quantia de 350 mil euros, caso a Alemanha consiga revalidar o título de campeã no Mundial 2018, na Rússia. Comparativamente ao Mundial 2014, no Brasil, prova na qual a selecção alemã conquistou o quarto título mundial de futebol após um triunfo sobre a Argentina (1-0), regista-se um aumento no prémio no valor de 50 mil euros. «Para os nossos jogadores tornarem-se campeões mundiais pela segunda vez consecutiva, pela primeira vez na história do futebol alemão, representa uma grande motivação», indicou o presidente da Federação, Reinhard Grindel. Em caso de qualificação para os oitavos de final da competição que decorrerá entre os dias 14 de junho e 15 de julho, a federação não atribuirá qualquer prémio. No entanto, se os pupilos de Joachim Löw atingirem os «quartos», cada jogador receberá 75.000 euros e nas meias-finais 125.000. A presença na final valerá 200.000 e o terceiro posto na prova dará 150 mil.

Sexo Congressistas querem investigar Trump

59 congressistas democratas solicitaram ontem uma investigação para apurar a veracidade das acusações de assédio sexual de várias mulheres contra Donald Trump, antes de ser eleito Presidente dos EUA. As congressistas pediram um inquérito, por considerarem que os “norte-americanos merecem” conhecer “a verdade das acusações”. O anúncio do pedido de investigação surgiu apenas um dia depois de três das 16 mulheres que acusaram Trump de assédio sexual durante a campanha eleitoral do ano passado lamentarem, em conferência de imprensa, em Nova Iorque, que o então candidato a Presidente dos Estados Unidos não ter sido confrontado por qualquer consequência das suas acções.


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