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Hoje Macau 14 NOV 2012 #2734

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 14 DE NOVEMBRO DE 2012 • ANO XII • Nº 2734

GONÇALO LOBO PINHEIRO

TEMPO POUCO NUBLADO MIN 20 MAX 27 HUMIDADE 50-90% • CÂMBIOS EURO 9.6 BAHT 3.7 YUAN 0.7

LAG 2013

Chui Sai On debitou texto que não surpreendeu

Dar dinheiro e pouco mais • Aumento dos cheques pecuniários, pensões e subsídios

• Dirigentes da Administração vão ser avaliados

• Ajuste salarial da função pública não foi anunciado

• Mais investimento na saúde. Obras do São Januário concluídas em 2013

• Lei que regula tribunais vai ser revista • Terminal marítimo da Taipa apenas em 2014 • Concurso para habitação pública reabre em 2013

GRANDE PRÉMIO DE MACAU

João Fernandes pondera terminar carreira PÁGINA 20

18.º CONGRESSO DO PCC

Cansado de estar no poder, Hu Jintao sai de cena CENTRAIS

SAI VAN MERCADO NOCTURNO

Ecologistas não confiam no relatório do IACM PÁGINA 16

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LAG

quarta-feira 14.11.2012

2013

Prometido mecanismo para avaliação dos dirigentes e revisão de leis

“Algumas políticas não estão a ter efeitos” Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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OMO é hábito em todas as apresentações das Linhas de Acção Governativa (LAG), também as do próximo ano vão poder contar com a revisão de algumas leis. Chui Sai On anunciou ontem, na Assembleia Legislativa (AL), as políticas para 2013, que trazem muitos estudos sobre a legislação actual do território. A principal novidade prende-se com a criação de um regime de avaliação do desempenho dos dirigentes do Governo, com Chui Sai On a admitir que “algumas das políticas lançadas não estão a ter os efeitos pretendidos”. Por isso mesmo, diz no próximo ano vai ser estudada a criação de um regime deste tipo. Isto não é exactamente o que pedem alguns deputados da AL – que lutam por um sistema de responsabilização dos altos cargos da Administração -, mas pode trazer mais responsabilidade a estes funcionários. Instado a comentar sobre a eventual substituição de dirigentes na Administra-

ção, Chui Sai On descartou anunciar quem pode sair, mas assumiu que a transferência de funcionários é algo que já

tem sido feito. “Não posso dar resposta sobre quem poderá ser mudado, mas a mobilidade já tem sido feita.”

Ajuste salarial dos trabalhadores da função pública não foi anunciado

“Não podemos confiar neste Governo” J

Á fez com que surgisse polémica este ano e parece prometer mais desagrado para este ano. Na apresentação das políticas do próximo ano, Chui Sai On deixou de fora qualquer referência à actualização salarial dos trabalhadores da função pública. “Está o caldo entornado”, comentou Francisco Manhão ao Hoje Macau. O presidente daAssociação dos Reformados, Aposentados e Pensionistas de Macau (APOMAC) diz-se desapontado, assumindo que não haverá qualquer aumento para os

funcionários. “Já antes a secretária [para a Administração e Justiça] tinha dado a entender que não ia haver. Isto é lamentável, porque os funcionários já foram prejudicados este ano, porque nem conseguiram retroactivos.” A questão do ajustamento salarial tem sido defendido por José Pereira Coutinho, deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM), que tem inclusive reunido com membros do Governo para debater esta questão. Para

já, e derivado de reuniões feitas em Janeiro, há duas propostas para o ajuste salarial: uma de 6% e outra 6,8%. Os membros das associações esperavam que este ajuste fosse introduzido em 2013, mas face à ausência de qualquer referencia a isto, a espe-

José Pereira Coutinho

O líder do Executivo frisou ainda que haverá reestruturações na Administração – uma promessa que vem já

rança esmoreceu. “Mais uma vez uma prova de que não podemos confiar neste Governo”, referiu Pereira Coutinho à TDM. “Vai servir para desmoralizar os trabalhadores. Se tivesse que haver aumento seria o Chefe do Executivo a anunciar e não a secretária.” Florinda Chan disse na semana passada que estava a aguardar o relatório da Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública e que só depois da análise deste documento é que iria ser apresentada uma proposta ao Chefe do Executivo. Resta agora saber se vai ou não haver ajustamento, depois de este ano ter sido grande a polémica em torno do assunto. Chui Sai On estará presente novamente hoje na AL para responder às questões dos deputados. - J.F.

do ano passado - admitindo que há sobreposições de funções e competências que têm de ser resolvidas.

Leis Promessas de Chui Sai On A continuidade à análise e implementação de algumas leis é promessa certa do Chefe do Executivo, visto que foram muitas as propostas de lei que chegaram atrasadas à Assembleia Legislativa. Chui Sai On referiu, por exemplo, que estão já concluídos os trabalhos da revisão da Lei de Terras e a elaboração da Lei do Planeamento Urbanístico – duas das leis que mais polémica têm levantado pelo adiamento da sua apresentação – e disse que iriam ser submetidas à apreciação da AL. Sem, contudo, apresentar datas. Mas o líder do Governo prometeu mais face à legislação: • Estudar e aperfeiçoar a Lei de Enquadramento Geral do Orçamento, que permita uma execução mais segura dos dinheiros públicos • Estudar a revisão da Lei das Relações do Trabalho e do Seguro de Acidentes de Trabalho • Promover o processo legislativo do Regime de Trabalho a Tempo Parcial

Governo revê Lei de Bases da Organização Judiciária no próximo ano

A promessa que faltava

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diploma que rege o funcionamento dos tribunais da RAEM vai ser revisto. A garantia foi dada ontem por Chui Sai On, que prometeu envidar esforços para apoiar a construção de instalações destinadas aos órgãos judiciais e para melhorar as condições de trabalho e as regalias dos magistrados judiciais. A revisão deste diploma tem sido defendido por muitos deputados, que consideram importante a melhoria da lei. Um dos mais defensores desta revisão foi o deputado Leonel Alves, que em plenário já tinha questionado Chui Sai On sobre a impossibilidade de o Tribunal

de Última Instância (TUI) julgar alguns recursos. Leonel Alves pediu informações sobre o que considera ser um afastamento da produção de jurisprudência do TUI, ao impossibilitar que o tribunal admita a interposição de recursos em alguns casos, que morrem no Tribunal de Segunda Instância sem hipótese de reivindicações. “Há alguma ideia de alteração à lei quanto à admissibilidade de recursos?”, questionou o deputado e advogado, em Agosto deste ano. Ontem, o líder do Executivo admitiu que a lei vai ser revista, mas não adiantou nada mais concreto. - J.F.


quarta-feira 14.11.2012

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www.hojemacau.com.mo

Aumentam montantes dos cheques pecuniários, de pensões e de subsídios

Os frutos de uma economia estável de apoio. “Não concordo que digam que as LAG sejam um instrumento para agradar à população com a distribuição de dinheiro. As sondagens mostram que a população considera que esta é a melhor solução, se acham medidas adequadas porque haveríamos de as retirar?” Chui Sai On admite que a taxa de inflação deverá continuar a subir, pelo que surgem mais aumentos noutras áreas: o subsídio para idosos sobe de seis mil para 6600 patacas e a pensão passa a ser de três mil patacas. Na área da saúde aumenta ainda o valor dos vales de saúde para cada residente de Macau, de 500 para 600 patacas.

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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partir de 2013, estão prometidos aumentos nos apoios financeiros, subsídios, pensões e cheques pecuniários. Este é o aspecto essencial que se destaca no relatório das políticas do próximo ano, apresentado ontem por Chui Sai On na Assembleia Legislativa (AL), apesar de o líder do Governo ter garantido que as Linhas de Acção Governativa (LAG) “não são um instrumento para agradar à população só com distribuição de dinheiro”. A verdade é que a economia de Macau está estável devido às receitas dos casinos e, apesar de Chui Sai On frisar estar “cautelosamente optimista” face à economia do próximo ano, os residentes vão poder beneficiar com os lucros que entram nos cofres da Administração. Para 2013, o Governo decidiu aumentar o valor dos cheques pecuniários, passando cada residente permanente a receber oito mil patacas e os não-permanentes 4800 patacas. Esta é – e tem sido ao longo do ano – uma reivindicação constante tanto de associações como da própria população. Chui Sai On provou estar atento a isso, quando ontem foi questionado pelos jornalistas sobre a decisão de distribuir sempre mais dinheiro ao invés de criar outro tipo de medidas

INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO

A educação não fica de fora dos investimentos do Exe-

cutivo. Também nesta área, os pais podem ficar mais descansados: as crianças do ensino primário e secundário vão receber 2400 patacas para aquisição de livros e as do ensino infantil duas mil. Para os estudantes do ensino superior – dentro ou fora de Macau – o subsídio para aquisição de material escolar sobe de duas mil para três mil patacas. O Governo vai ainda gastar mais 25,7% com o Fundo de Desenvolvimento Educativo – cujo orçamento para 2013 está fixado em 700 milhões de patacas – e mais 35,2% com o Fundo de Acção Social Escolar, que recebe no próximo ano 440 milhões de patacas. Já o ensino não superior vai ter alocado para si mais de cinco mil milhões.

Aumenta índice mínimo de subsistência

Está fixado actualmente em 3360 patacas, mas vai subir. O índice mínimo de subsistência será reajustado em Janeiro do próximo ano, apesar de não se saber para que montante. Chui Sai On referiu apenas que o índice vai ser revisto de acordo com o mecanismo periódico criado este ano, sem dar mais detalhes sobre como é calculado.

Mais de metade do imposto profissional devolvido

Nem só de aumentos se vai basear a ajuda à população no próximo ano. O Governo decidiu ainda devolver 60% do imposto profissional que os residentes de Macau tenham pago este ano, apesar de ser apenas em 2014. Contudo, há um limite máximo de 12 mil patacas para a devolução. Este imposto vai ainda ser reduzido em 30% - ou um máximo de 144 mil patacas – na isenção.

Reforçada transferência de pacientes para Hong Kong e China e mais novidades na saúde

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Obras do São Januário concluídas em 2013

HUI Sai On diz ser “difícil” existir um sistema de saúde que não tenha necessidade de ter listas de espera. O Chefe do Executivo apresentou ontem as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2013, reservando algum destaque para a área da saúde. Face às críticas de que são muitos os pacientes do hospital público que têm de se deslocar ao privado devido ao longo tempo de espera do Centro Hospitalar Conde de São Januário, o líder do Governo descarta que este seja apenas um problema de Macau. “Comparando

a nível asiático, europeu e até dos EUA, há sempre lista de espera.” Chui Sai On diz, por isso, que o essencial é aperfeiçoar medidas para a triagem nas urgências, o que, garante, está a tentar ser feito no território. “Estamos a procurar formas de diminuir o tempo de espera. O Governo elaborou um projecto de melhoria das infra-estruturas do sistema de saúde, o que vai custar milhares de milhões de patacas, e visa estabelecer em Macau um sistema de saúde da mais alta eficiência antes de 2020.” No próximo ano deve ficar

concluída a ampliação do edifício das urgências do Centro Hospitalar Conde de São Januário, referiu o líder do Governo, e está ainda prevista a criação de postos de urgência e serviços de reabilitação nas ilhas. Sem dar muitos detalhes sobre o assunto e sem mencionar a contratação de mais médicos, Chui Sai On frisou ainda que vão ser ampliados 11 centros de saúde e dois postos médicos. Mas as promessas na área da saúde – que muitos consideram pobre em Macau – não se ficam por aqui. O

Chefe do Executivo admite que os doentes de Macau podem vir a ser transferidos para as regiões vizinhas para serem tratados em instituições privadas. “Vamos não só aumentar os investimentos para enfrentar casos de doença crónica, mas também aperfeiçoar o serviço de encaminhamento de doentes para tratamento no exterior, designadamente em instituições médicas privadas em Hong Kong e interior da China.” Instado a comentar sobre o recente artigo da agência britânica Reuters, que descreveu Macau

como tendo quatro vezes mais mesas de jogo por mil residentes do que camas de hospital, o Chefe do Executivo limitou-se a dizer que estes são números que “não podem ser articulados”, por não serem científicos. Chui Sai On avançou ainda que, entre 2013 e 2015, o Governo pretende que entrem em funcionamento 43 novas instalações de serviços sociais destinadas a crianças, jovens, idosos, famílias e toxicodependentes. Ao todo, estas instalações vão custar 910 milhões de patacas. – J.F.


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política

LAG 2013 Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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EPOIS de muita polémica em torno da abertura de concursos públicos para a aquisição de habitação pública, o Chefe do Executivo anunciou ontem que vai ser finalmente reaberto um concurso no primeiro trimestre do próximo ano. Chui Sai On apresentava as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2013, quando falou do assunto. Depois de ter sido actualizado o limite máximo mensal para que os residentes possam adquirir este tipo de habitações, 80% da população passa a estar abrangida pela possibilidade de candidatura. Um critério importante, já que Chui Sai On admitiu estar ciente dos problemas no mercado imobiliário. “Pode dizer-se que está em sobreaquecimento e quem quiser comprar tem

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quarta-feira 14.11.2012

Concurso para habitação pública reabre no primeiro trimestre de 2013

“Mercado imobiliário está sobreaquecido” de ter prudência.” Ou ser prudente ou optar por uma habitação económica, frisou ainda, reiterando o compromisso de concluir dentro do prazo o projecto da construção das 19 mil fracções de habitação pública. Chui Sai On foi indagado sobre a questão da petição que circula online para que sejam implementadas medidas para controlar o preço das rendas, mas o Chefe do Executivo não fez qualquer comentário face a essa questão. Com o novo concurso a abrir entre Janeiro e Março do próximo ano, o Governo vai poder “recolher dados de forma a perceber a proporção de casas que necessita”. PUB

Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 8 de Novembro de 2012. O Coordenador do Gabinete , Substituto Chau Vai Man

As obras no novo terminal marítimo da Taipa vão estar concluídas no próximo ano. Esta é, pelo menos, uma das promessas deixadas pelo Chefe do Executivo em dia de apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2013. Chui Sai On disse ontem que o novo terminal deve abrir ao público nos primeiros seis meses de 2014, depois de serem efectuados “testes operacionais”. Ao nível dos transportes, o líder do Governo admite que vai ser ainda implementado de forma gradual o Plano Geral de Desenvolvimento do Aeroporto de Macau, que prevê a melhoria das instalações e o futuro alargamento do local. Não há, contudo, mais detalhes sobre isto. - J.F.

Função Pública Pereira Coutinho fala de “injustiças” ao nível de vencimentos

Pedida revisão da lei sobre carreiras

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA «EMPREITADA DE REMODELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS SOCIAIS DO LOTE CN5a NA HABITAÇÃO PÚBLICA NO SEAC PAI VAN» 1. Entidade que põe a obra a concurso: Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. 2. Modalidade de concurso: concurso público. 3. Local de execução da obra: no Lote CN5a da Habitação Pública de Seac Pai Van. 4. Objecto da Empreitada: remodelação de equipamentos sociais. 5. Prazo máximo de execução: 240 (duzentos e quarenta) dias. 6. Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. 7. Tipo de empreitada: a empreitada é por série de preços. 8. Caução provisória: $680 000,00 (seiscentas e oitenta mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução aprovados nos termos legais. 9. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). 10. Preço base: não há. 11. Condições de admissão: serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso tenham requerido a sua inscrição, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. 12. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar; Dia e hora limite: dia 13 de Dezembro de 2012 , quinta-feira, até às 17,00 horas. 13. Local, dia e hora do acto público: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, sala de reunião; Dia e hora: dia 14 de Dezembro de 2012, sexta-feira, pelas 9,30 horas. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 14. Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar; Hora: horário de expediente; Preço: $2 000,00 (duas mil patacas). 15. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço razoável 60%; - Plano de trabalhos 10%; - Experiência e qualidade em obras 18%; - Integridade e honestidade 12%; 16. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na sede do GDI, sita na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, a partir de 4 de Dezembro de 2012 (inclusive) e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais.

Terminal marítimo da Taipa abre no primeiro semestre de 2014

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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deputado José Pereira Coutinho pede que o Governo reveja o regime de carreiras dos funcionários públicos, em vigor desde 2009, para uma “eventual fusão das categorias de assistentes técnicos administrativos e técnicos-adjuntos e de técnicos com técnicos superiores”. Tudo devido à existência de “confusão e dificuldade de implementação prática de respectivas funções”. Em interpelação escrita entregue ao Governo, Pereira Coutinho, também

presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), pergunta quais os pontos do diploma que necessitam de revisão, de forma a “evitar situações de extrema injustiça e desigualdade de tratamento entre trabalhadores”. “Alguns serviços públicos, por causa de questões orçamentais”, preferem “contratar trabalhadores com habilitações mais elevadas para exercerem trabalhos de maior responsabilidade, mas pagando com base em índices inferiores da tabela indiciária”, acusa.

Tais pontos são levantados com base em casos que recebeu no seu gabinete de atendimento aos cidadãos. As situações dizem respeito a trabalhadores que, segundo Coutinho, têm de desempenhar funções ligadas a cargos superiores mas “distintas da sua responsabilidade”, tais como “de técnicos-adjuntos e técnicos superiores, cujos índices de vencimento são superiores”. “Os queixosos sentem que são explorados quase todos os dias quando são obrigados a exercer funções e trabalhos correspondentes a categorias superiores”. Coutinho diz ainda que os trabalhadores em questão “temem denunciar estas ilegalidades devido ao medo de represálias”, tendo já tentado resolver a situação por outras formas com os seus superiores hierárquicos.


quarta-feira 14.11.2012

O último caso confirmado de Febre de Dengue remonta a 11 de Outubro. Há mais de um mês que o número total de infectados se mantém nos 22 mas os Serviços de Saúde (SS) ainda não baixaram a guarda. “Até chegar o Inverno, manteremos os mesmos esforços de prevenção”, garante Tan Mui Chan, responsável pelo Centro de Prevenção e Controlo da Doença

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sociedade

Casos de Febre de Dengue estabilizaram mas a epidemia continua sob o olhar atento dos Serviços de Saúde

Não há novos infectados

rita.ramos@hojemacau.com.mo

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depois avançar mais pormenores sobre isto”, explica a também médica da Autoridade Sanitária. Este ano, a maioria dos casos de Dengue foram de tipo I, tendo-se registado apenas um de tipo II, na área da Fortaleza do Monte, que foi considerado como caso importado. “De acordo com evidências científicas, se mais de um tipo de vírus aparecer nesta região, podem ocorrer situações sérios”, explica, mas tal não aconteceu no presente ano. “Não houve casos graves este ano. Não houve situações de sangramento, por exemplo.” Foram admitidos 14 casos no hospital privado Kiang Wu, “o que não significa necessariamente que sejam casos severos, já que cada hospital tem o seu próprio mecanismo de admissão”, esclarece o Centro de Prevenção e Controlo da Doença, em resposta enviada à redacção.

POPULAÇÃO ALERTA

Rita Marques Ramos epidemia da Febre de Dengue parece ter acalmado. Há mais de um mês que não se registam novos casos. O último remonta a 11 de Outubro, perfazendo os 22 registados até ao momento. O cenário parece animador mas os esforços de prevenção continuarão a ser mobilizados pelos Serviços de Saúde (SS) até chegar o frio. “A Febre de Dengue acalmou mas ainda é necessário prestar atenção à prevenção e controlo. Ainda fazemos promoções nos média para continuar a aumentar a cons-

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ciência colectiva”, garante Tan Mui Chan, responsável do Centro de Prevenção e Controlo da Doença. “De acordo com o passado re-

cente, não aparecem novos casos, ou são raros, quando chega o clima frio.” Apesar de não terem sido registados casos sérios

este ano, desde 2003 que o número pessoas infectadas em Macau não tinha sido tão elevado (há nove anos, houve 28 casos). As causas

Mosquito de Dengue foi protagonista em trabalhos escolares Ontem foram entregues pelos Serviços de Saúde quinze prémios a dezanove instituições de ensino que participaram na “Competição de Concepção de Quadros Alusivos à Prevenção de Febre de Dengue para Todos os Estudantes do Ensino Primário”. Cada estudante participante fez um desenho alusivo ao tema durante os meses de Setembro e Outubro, alusivos às acções de prevenção da Dengue em Macau. Houve um total de 358 trabalhos entregues. Os três melhores tiveram direito um cupão no valor de 200 patacas para compra de material escolar.

Comércio de rua diminuiu

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que no ano passado existiam em Macau um total de 1775 arrendatários de espaços nos mercados municipais e vendedores de rua com lugar fixo, o que representa menos 86 unidades face a 2010. Desse número, 1011 eram comerciantes de rua, enquanto 764 vendiam os seus produtos nos mercados. Quanto aos estabelecimentos de comércio por grosso e retalho eram de 10.962, menos 188 do que em 2010. Desta fatia, a maior parte cabe ao comércio a retalho, com mais de cinco mil espaços. No total, o sector do comércio por grosso e retalho, nas suas diversas vertentes, registou um total de 12.737 estabelecimentos e arrendatários, menos 274 unidades face a 2010. Na área trabalhavam mais de 44 mil trabalhadores, uma subida de 1% face a 2010. Quanto às receitas situaram-se nos 68,77 mil milhões de patacas, um acréscimo de 30%. Contudo, as despesas também aumentaram 29%, situando-se nas 61,52 mil milhões de patacas.

Comissariado da Auditoria coloca despacho em prática

O Comissariado da Auditoria (CA) vai ajudar os diversos organismos públicos a apresentarem as suas contas anuais de forma mais fácil e acessível. Depois da publicação do despacho oficial no passado dia 12, o CA pretende “dar uma maior normalização às contas entregues anualmente pelos serviços e organismos públicos no CA”, sendo que tal deverá ser atingido através de uma série de acções, como sessões de esclarecimento, software de apoio e outra documentação. Tudo para que as contas possam ser desenvolvidas “sistemática e ordenadamente”, em conjugação com as tecnologias de informação. Tais acções visam responder às exigências colocadas pelas normas quanto ao orçamento geral e elaboração da Conta Geral da RAEM.

para já são desconhecidas. “Os nossos colegas do Departamento de Vigilância vão investigar as razões por detrás deste surto e podem

Este ano, salienta Tan Mui Chan, a população também ficou particularmente mais alerta. “Sabem que esta doença pode ser prevenida através da eliminação de sítios com água estagnada, e podem prevenir-se ao vestir roupas compridas, bem como espalhando o repelente na pele”, indica. “Ouvi alguns residentes dizerem, por exemplo, que quando planeiam viajar e sabem de surtos epidémicos acabam por não ir.” Por essa razão, acredita que a comunicação sobre prevenção e controlo da doença tem sido eficaz. “A Febre de Dengue pode acontecer em qualquer lugar mas o mais importante é darmos o nosso melhor e prevenirmo-nos de modo a que a nossa casa não seja afectada”, salienta a responsável dos SS.

DSRT reuniu com homólogos de Hong Kong Seis representantes da Direcção dos Serviços de Regulação das Telecomunicações (DSRT) realizaram uma visita ao Gabinete da Direcção de Comunicações de Hong Kong no passado dia 9, com vista à troca de experiências e “discussão sobre coordenação de frequências radioeléctricas, o regime de regulação e políticas de desenvolvimento regional de telecomunicações”. Segundo um comunicado, outros pontos também foram discutidos, tais como “a situação actual do mercado das telecomunicações das duas regiões, o programa do espectro radioeléctrico, a liberalização do mercado das telecomunicações ou a regulação dos operadores das telecomunicações fixas e móveis e da TV Cabo”. O objectivo é “acompanhar o desenvolvimento da região vizinha em termos da gestão das tecnologias de informação e comunicação, mas também para aprender com a abundante experiência de Hong Kong no âmbito da administração das áreas relacionadas, tomando-os como referências importantes para os desenvolvimentos relevantes de Macau”.


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sociedade

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

I

NVESTIGADOR de Linguística na Universidade de Queensland, na Austrália, Roland Sussex foi um dos convidados da “Conferência sobre Estudos de Capacidade Linguística Cívica”, que teve lugar ontem e hoje no Instituto Politécnico de Macau, para apresentar o seu país como um caso de estudo no que toca à coexistência política e social de diferentes línguas e culturas. Em Macau vê um caso semelhante, embora a uma menor escala territorial, mas não está certo sobre o sistema de línguas oficias, no qual são relegadas outras línguas minoritárias, conta ao Hoje Macau. Na sua apresentação, falou da necessidade de se aceitar o multiculturalismo nos diferentes países, que disse estar a ganhar uma má conotação a Ocidente. Porquê? Nos Estados Unidos da América (EUA), existe um contraste entre a palavra e a realidade. A realidade é a de que a América tem mais de 200 línguas e culturas e as pessoas praticam as suas línguas mas a palavra multiculturalismo é associada a pessoas que, supostamente, segundo alguns políticos, não apoiam os valores fundamentais dos EUA. É uma pena porque a América sempre foi um lugar onde muitas culturas existem e, na minha opinião, muita da dinâmica e sucesso da América moderna está relacionada com o quão bons são a juntar pessoas de diferentes culturas. Por exemplo, o projecto de Manhattan para fazer a bomba nuclear incluía Fermi, um físico italiano, e Teller, um físico húngaro, e juntaram estas pessoas para partilhar a ciência. AAmérica é muito boa a fazê-lo. No entanto, Barack Obama ganhou as eleições presidenciais com o apoio das minorias culturais e étnicas. Não será um sinal de respeito por estas? Sim mas não o ouvi dizer a palavra “multicultural” uma única vez. E acredito que na América qualquer político que use esta palavra, arrisca polarizar as visões do eleitorado. É verdade que Obama teve um alto apoio de hispânicos, asiáticos e mulheres. Enquanto os americanos brancos de classe média votaram para Romney. Isto significa que a América se

quarta-feira 14.11.2012

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Entrevista Emeritus Sussex, linguista australiano, defende a protecção do multiculturalismo

Política de línguas oficiais pode levar a exclusões

está a dividir em duas partes o que pode ser potencialmente perigoso. Acredita, portanto, que os EUA podem estar a caminhar para um processo de desintegração? Há um perigo na América de que a forma como os votantes estão a escolher o partido no qual votam esteja a dividir-la ao meio. Acho que é um consequência triste, espero que possam revertê-la. Obama diz que quer consenso e isso é realmente difícil de momento porque existe uma polarização muito forte de certos tipos de votantes. Florida, por exemplo, que nas últimas eleições foi um estado republicano, desta vez votou nele muito devido aos eleitores hispânicos. Por isso, acredito em multiculturalismo. E o que ganham os países em seguirem uma política multicultural? Os países têm vindo a ser bem sucedidos ao serem multiculturais, como os EUA no passado. O Canadá, por exemplo, tem uma política multicultural muito boa e os direitos de diferentes minorias étnicas são respeitados

e é-lhes dado recursos para ensinar a língua, preservar a língua e cultura, por isso, é um óptimo exemplo de sucesso. A Austrália também. Eu fazia parte de um movimento na Austrália que consagra direitos multilinguísticos e multiculturais desde 1970. Fomos bastante bem sucedidos durante 15 anos e a Austrália mantém uma política de multiculturalismo mas há muitos políticos que dizem que o multiculturalismo permite que as pessoas vivam em grupos separatistas. O que mais me preocupa é a polarização da comunidade islâmica. As pessoas assumem que os valores islâmicos não são consistentes com os valores australianos mas parece-me que na Austrália há espaço para todos. Os líderes das comunidades islâmicas dizem viver muito felizes com os valores australianos desde que os australianos lhes deixem praticar a sua religião. Este parece-me o argumento válido. Mas quais as pol]iticas adoptadas pelo Governo? A Constituição fala em respeito pelas diferentes línguas e culturas mas há muitos grupos políticos que sentem que

o multiculturalismo é capaz de tirar o valor da identidade nacional. Isso parece-me errado. Não acredito. AAustrália deve ser preservada com a continuidade e manutenção destas línguas. Estamos a falar da coexistência de mais de 200 línguas. O que une as diferentes comunidades? Há diferenças muito importantes porque, embora a população aborígene fale inglês, muitas vezes divulgam mensagens diferentes, particularmente quando falam entre eles. Por exemplo, não olham directamente para as pessoas a quem se dirigem, facto que, para eles, simboliza respeito. Os australianos brancos estão a começar a compreender estas diferenças. Por exemplo, nos tribunais há regras que explicitam que aborígenes possam ter “um amigo em tribunal”, ou seja, um assistente social com experiência em valores aborígenes que explique ao tribunal como interpretar o que dizem. E há outras práticas que se vão adoptando em serviços públicos? Por exemplo, eu sou um membro do quadro da Biblioteca

de Queensland, na Austrália, e temos um costume, sempre que começamos uma reunião dizemos: “Eu respeito os donos originários desta terra onde hoje me encontro, e reconheço os ancestrais antes destes”. Isto é uma forma de dizer que não somos apenas brancos que tomámos esta terra mas somos parte de uma tradição e respeitamos quem cá estava antes. Há graves problemas na Austrália com a manutenção da língua. Quando o [James] Cook chegou à Austrália em 1770, havia pelo menos 250 línguas aborígenes, hoje há 70. Alguns dizem que em 100 anos teremos sorte se houver três porque a maioria das línguas são faladas por dez, cinco ou três pessoas. Os jovens não estão a aprendê-las por isso há hipótese de numa ou duas gerações as línguas morrerem. Portanto, as políticas educacionais que têm vindo a ser tomadas não têm sido suficientes para assegurar a continuidade destas línguas? Suportam a manutenção da língua mas é uma questão de atitude dos mais novos. Eles não vêm uma prioridade em aprendê-las quando querem

arranjar um trabalho, na educação, na mobilidade, já que a língua necessária é o inglês, que praticam na escola. Mesmo nas escolas onde são ensinadas línguas aborígenes, não há depois cursos universitários ensinados nestas línguas. Por isso, há um grande problema de atitude e de lealdade. Mas as comunidades onde estas línguas são faladas têm um apoio forte de serviços como a minha biblioteca, que tem programas para apoiá-las. Por exemplo, os jovens usam os meios tecnológicos para gravar as histórias dos mais velhos na sua língua e cultura e espalham-nas na rede de várias bibliotecas em Queensland, através da internet. Por isso, espero que haja mais línguas do que o esperado. Espero que os jovens aprendam as línguas, casem com pessoas da mesma comunidade e mantenham viva a língua e cultura. E como vê nesta região administrativa especial o sistema de duas línguas oficias, acha que é suficiente para preservar a língua falada por menos pessoas - o português? Desse ponto de vista é óptimo mas também significa que as línguas não-oficias têm um estatuto de segundo nível. Por exemplo, o tagalo [língua oficial das filipinas] e o tâmil [língua falada na Índia] não têm o mesmo apoio que tem o português e o cantonês. Por isso, quando há uma política de línguas oficiais também identifica não-oficias e coloca-as numa posição de exclusão. A política precisa de ser inclusiva, alargada e de apoio. Em Macau, é preciso pensar nas línguas pequenas. A única complicada é o inglês porque todos vão estar a aprender o inglês e esta língua tem o poder de excluir as outras. Tenho algumas preocupações sobre o português em Macau porque o pequeno número de falantes significa que a língua se arrisca a ser marginal e isso seria terrível. Quando vejo cartazes em português, vejo que há um sinal de respeito para com a comunidade e cultura portuguesa bem como para com a história de Macau, que é incrivelmente importante. Mas vejo que há poucas crianças a nasceram do cruzamento entre as duas comunidades, portugueses e chineses, e as escolas devem continuar a ensinar o português, bem como devem continuar a haver eventos e meios em português.


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China acusa Dalai-Lama de se aliar a Japão

Desprezado pelo povo

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China acusou nesta segunda-feira o líder tibetano exilado Dalai-Lama de ter se aliado à alas da direita do Japão na disputa das ilhas entre os dois países e de incentivar uma onda de suicídios entre os tibetanos. Em Setembro, o Governo do Japão nacionalizou algumas das ilhas Dayou, o que gerou violentos protestos por toda a China. “O líder espiritual tibetano usou o nome japonês das ilhas que são reivindicadas tanto pelo Japão como pela China, o que

Saga da imolação continua no Noroeste da China

OIS homens tibetanos imolaram-se segunda-feira, em actos separados, aumentando para nove o número de suicídios deste tipo ocorridos no Tibete, nos últimos cinco dias. Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, os dois homens, de 23 e 20 anos, morreram queimados na povoação de Dowa, em Tongren, localidade situada na província de Qinghai, no noroeste da China. O suicídio de tibetanos, visto como uma forma extrema de protesto contra

a ocupação chinesa, tem aumentado desde que começou, em 08 de Novembro, o 18.º congresso do Partido Comunista Chinês (PCC). De acordo com a contabilização das autoridades tibetanas no exílio, lideradas pelo Dalai Lama a partir da Índia, 69 pessoas (54 das quais acabaram por morrer) imolaram-se, desde 2009. Enquanto numerosos tibetanos se opõem ao domínio chinês e ao que alegam ser uma opressão política, religiosa e cultural, a China argumenta com o desenvol-

tem enviado com frequência patrulhas às ilhas inabitadas. Hong disse também que os comentários do Dalai-Lama sobre o Governo chinês incentivaram novos suicídios de tibetanos, que protestam contra o domínio da China sobre seu território. O Dalai-Lama fugiu para a Índia em 1959, depois de uma revolta tibetana contra o domínio chinês. Nega que esteja a lutar pela independência do Tibete, dizendo que apenas deseja maior autonomia para os tibetanos e que a sua cultura tradicional budista seja respeitada.

Cooperação com Sharp está suspensa

Nove suicídios em cinco dias

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mostra sua natureza reaccionária e a sua determinação de dividir a China sob pretextos religiosos”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei. “Para alcançar os seus objectivos separatistas, aliou-se à direita japonesa. O povo chinês despreza-o por esse acto. Opomo-nos firmemente a qualquer país que providencie um palco para as suas actuações”, acrescentou. Depois da nacionalização de parte das ilhas pelo Japão, a relação entre os dois países ficou tensa. A Marinha chinesa

Mais prejuízos para japoneses

vimento económico de uma região pobre e isolada. Na sexta-feira, elementos do Partido Comunista Tibetano acusaram o Dalai Lama e outros “separatistas” no exílio de orquestrarem a vaga de imolações, com o propósito de semear a instabilidade. Já o líder espiritual do Tibete lamentou esta segunda-feira que a China esteja mais interessada em criticá-lo do que em procurar as razões por trás dos actos de desespero dos tibetanos.

Muitas empresas mundiais actuam na província chinesa de Sichuan

Segundo os dados estatísticos do Departamento de Comércio da Província de Sichuan, 243 das 500 maiores empresas mundiais actuam na província, 183 das quais estrangeiras, tornando Sichuan na maior plataforma e janela de abertura ao exterior da região ocidental da China. Com o avanço da estratégia de desenvolvimento do Oeste, a economia desta região do país tem se desenvolvido a um ritmo acelerado e sem precedentes. Para além disso, com a melhoria do ambiente para os investimentos, muitas empresas transnacionais entraram na província de Sichuan e no município de Chongqing. A Feira Internacional da China Ocidental, que se realiza anualmente, exerce grande influência sobre a sociedade internacional. Há cada vez mais empresas da Fortune Global 500 que participam na Feira e aproveitam a oportunidade para entrar no mercado da parte ocidental da China, informa a rádio China.

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China Electronics anunciou que a disputa territorial entre a China e o Japão resultou na suspensão de um plano de cooperação com a Sharp para a construção de uma fábrica de ecrãs

LCD avançados - plano que a companhia japonesa posteriormente negou. A cooperação para a produção de painéis LCD de décima geração foi aprovada pela principal agência chinesa de

planeamento económico mas “adiada por um motivo amplamente conhecido, que inclui a aquisição de ilhas pelo governo japonês”, disse Rui Xiaowu, presidente do conselho da estatal China Electronics, aos jornalistas, durante o Congresso do Partido Comunista em Pequim. Mas Miyuki Nakayama, porta-voz da Sharp, negou posteriormente que esse plano de cooperação existisse. “A Sharp não está envolvida nesse assunto”, disse via e-mail. A Sharp declarou no ano passado que a sua colaboração com a China Electronics não tinha avançado porque as autoridades chinesas só aprovariam a construção de uma fábrica de décima geração, e não de oitava geração como havia sido acordado anteriormente. A Sharp até o momento não se dispôs a exportar a sua tecnologia mais avançada de painéis LCD. O comentário anterior de Xiaowu tinha sido interpretado como uma nova prova dos prejuízos para uma companhia japonesa em função do recrudescimento da hostilidade contra o Japão na China.


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região

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Relatório indica que Coreia do Norte realiza testes de mísseis de longo alcance

Seul e Washington controlam avanços

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estudos para colocar um satélite em órbita. No entanto, EUA, Coreia do Sul e Japão criticam e temem estes testes afirmando que os norte-coreanos estão a desenvolver tecnologia de mísseis de longo alcance. O estudo não descarta que os foguetes serviriam para ataques aos vizinhos asiáticos ou até mesmo aos EUA. Segundo o instituto, “o motivo das actividades ainda não está claro neste momento”. Com

M Instituto da Universidade Johns Hopkins - uma parceria entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul - afirmou ter imagens que indicam que a Coreia do Norte continua a desenvolver mísseis de longo alcance. Segundo a BBC, houve pelo menos dois testes de lançamentos em Abril deste ano, um deles falhado. A Coreia do Norte afirma que os lançamentos são destinados a

Elementos da PSP destacados em Timor-Leste começam a regressar a casa

GNR regressa a 20 e 23 de Novembro

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EZANOVE elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) destacados em Timor-Leste no âmbito da Missão Integrada da ONU regressaram segunda-feira

a Portugal. “Hoje acabaram a missão 19 elementos e chegam a Portugal amanhã (terça-feira) à tarde”, disse à agência Lusa fonte da Polícia das Nações Unidas (UNPOL). Além dos 19 elementos da PSP, viajaram também dois elementos da Guarda Nacional Republicana. “A maior partes daqueles elementos estava nos distritos” timorenses fora da capital, afirmou a mesma fonte. A PSP tem destacados em Timor-Leste 38 efectivos. “Os restantes elementos da PSP que ficaram em Timor-

Activistas pedem a Barack Obama que aborde conflitos étnicos na Birmânia

-Leste regressam a Portugal até ao final deste mês ou ficam até ao final da missão”, acrescentou a mesma fonte. Além da PSP, Portugal tem também destacado em Timor-Leste um contingente da GNR composto por 140 militares e mais três elementos da equipa médica do Instituto Nacional de Emergência Médica. Os militares da GNR regressam a Portugal nos dias 20 e 23 deste mês. A Missão Integrada da ONU para Timor-Leste termina o seu mandato a 31 de Dezembro.

Activistas da organização não governamental (ONG) Burma Partnership pediram ontem ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que aborde os conflitos étnicos dos rohingya e kachin durante a sua visita à Birmânia, na próxima semana. Em comunicado, a ONG indicou que a visita de Obama “mostra o progresso realizado na Birmânia, mas também é perigosa a concessão de legitimidade a um Governo apoiado pelos militares que continuam a cometer graves violações de direitos humanos”. A Burma Partnership referiu a violência entre a comunidade budista e os muçulmanos da etnia rohingya no estado Rakhine, no sudoeste, que causou cerca de duas centenas de mortos durante os confrontos de Junho e Outubro passados. Barack Obama tem previsto visitar a Tailândia no próximo domingo, antes de passar pela Birmânia e assistir à Cimeira da Ásia Oriental na capital cambojana na próxima semana.

o temor de que a Coreia do Norte poderia um dia usar mísseis de longo alcance para utilizar armas nucleares, Seul e Washington controlam cuidadosamente os avanços na tecnologia de mísseis. O relatório sugere ainda que Coreia do Norte poderia estar a aproveitar as eleições presidenciais dos EUA e da Coreia do Sul para planear actividades para realizar onze testes. O pleito sul-coreano vai ter lugar em Dezembro.

PM japonês prestes a dissolver parlamento para convocar eleições antecipadas

Mais de metade contra Noda

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primeiro-ministro japonês Yoshihiko Noda pondera dissolver o Parlamento do Japão até sexta-feira, com vista a convocar eleições antecipadas para Dezembro ou Janeiro, noticiou ontem a imprensa local. Yoshihiko Noda deverá convocar eleições entre 16 de Dezembro e 20 de Janeiro, segundo os órgãos de comunicação japoneses, como o económico Nikkei e o liberal Asahi Shimbun. Segundo o Nikkei e a estação de televisão pública NHK, Noda transmitiu a

intenção de dissolver o parlamento ao secretário geral do partido no poder - o Partido Democrático (PD)- , Azuma Koshiishi, numa reunião no domingo à noite. Actualmente maioritária, a formação de centro-esquerda de Yoshihiko Noda arrisca perder vários deputados nas próximas eleições e o primeiro-ministro eleito em Setembro de 2011 poderá ser o sexto líder nipónico a deixar o cargo em menos de um ano de mandato. Na última sondagem

Economia do Japão encolhe com menos investimento empresarial

A economia do Japão encolheu no terceiro trimestre pela primeira vez desde o ano passado, ampliando os sinais de que a desaceleração do crescimento global e as tensões com a China estão a levar a terceira maior economia do mundo para uma recessão. A queda de 0,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou em linha com as expectativas, embora o recuo nos gastos de capital tenha sido bem mais forte do que o previsto. Sony Corp e Panasonic Corp reduziram os planos de gastos para lidar com fortes perdas uma vez que enfrentam mercados competitivos e um iene forte.

divulgada ontem pelo jornal Asahi Shimbun, o índice de aprovação do gabinete de Noda caiu para 18 %, enquanto o índice de desaprovação subiu para 64 %.


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CONGRESSO DO PARTIDO

quarta-feira

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COMUNISTA CHINÊS

Comissão Militar fica para Xi Jinping

Hu Jintao sai de cena Maria João Belchior Em Pequim

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notícia foi avançada pelo South China Morning Post que diz que Hu Jintao sairá totalmente da esfera do poder do partido comunista, deixando todos os lugares livres para Xi Jinping. A especulação sobre o actual líder iria deixar ou não o lugar de Presidente da Comissão Militar Central parece ter chegado ao fim. Segundo fontes que são citadas mas não identificadas, o jornal de Hong Kong anuncia o fim da carreira política de Hu Jintao, uma escolha do próprio. Jiang Zemin levou quase dois anos até abandonar o posto, num passo que fez lembrar a presença de Deng Xiaoping à frente da Comissão Militar até 1989 mesmo não tendo a posição de Secretário-geral do partido. O precedente de Jiang Zemin terá criado algumas fricções dentro da estrutura e segundo as fontes do jornal, Hu Jintao, não pretende fomentar a mesma imagem que Jiang. Contudo, mantém-se a dificuldade de obter declarações oficiais sobre qual é a razão por detrás de deixar o lugar livre. Hu Jintao poderá estar inclusive cansado de estar à frente do poder. A saída do presidente, hoje com 69 anos, também se pode dever à própria idade. Ou a uma certa dificuldade de depois encontrar o

momento certo para sair. Hu Jintao e Wen Jiabao deixam a liderança num momento crucial do país quando o som dos foguetes da entrada na Organização Mundial do Comércio em 2002 ou a realização dos Olímpicos em 2008 já parece estar muito longe. Agora a China tem de encontrar outras razões para comemorar e incluir a população numa mesma causa. Dar confiança à classe média vai ser um dos passos difíceis da nova liderança que não pode apoiar-se apenas em investimentos e construções megalómanas como nos últimos dez anos. Em contagem decrescente para o encerramento, o Congresso convidou os jornalistas estrangeiros para a última foto a ser tirada no Palácio do Povo. Na agenda constava que dia 14 terminaria o Congresso mas só na manhã de quinta-feira devem ser apresentados os nove ou os sete mais fortes. Depois de várias medidas de segurança tomadas durante este encontro, em poucos dias tudo voltará à normalidade na capital. Os táxis voltarão a ter manípulos nas janelas, os vendedores de couves poderão vender de manhã e os estudantes universitários que foram avisados pelas faculdades para evitar encontros em Embaixadas ou com estrangeiros, podem também regressar à vida de antigamente. Pelo caminho, mudou-se a liderança.

Liang Wengen, um dos homens mais ricos da China

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Camaradas “capitalistas” estão “tranquilos e felizes”

IANG Wengen é um dos homens mais ricos da China, mas o que o distingue - mais do que a fortuna, estimada em 5,9 mil milhões de dólares - é a sua filiação política: membro do Partido Comunista Chinês (PCC). Presidente e fundador do Sany Group, fabricante de máquinas de construção que emprega cerca de 50 mil trabalhadores em mais de 150 países, Liang Wengen não é, contudo, um caso único. Entre os 2.270 delegados ao 18º Congresso do PCC, que termina na quarta-feira, há 30 empresários privados, representando um sector social que até há pouco tempo era considerado “inimigo de classe”.

A abertura do PCC aos “capitalistas”, instituída há 10 anos, é uma das originalidades do “socialismo com características chinesas”, um sistema que pretende conciliar economia de mercado, iniciativa privada e governo comunista. Não será muito ortodoxo, mas a China, entretanto, tornou-se o maior exportador e a segunda economia mundiais, ultrapassando a Alemanha e o Japão. Cúmulo da heresia, o maior país governado por um partido comunista possui hoje uma boa parte da dívida dos Estados Unidos, o grande bastião do capitalismo. “Os comunistas são pessoas com ideias e que perseguem valores mais

elevados. Como comunista, eu colocarei inabalavelmente o interesse do Partido em primeiro lugar”, disse Liang Wengen, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Mais de 5.400 empregados do Sany Group, incluindo sete dos 11 membros do conselho de administração, são filiados no PCC. Liang Wengen, de 56 anos, aderiu em 2004. Há cerca de um ano, o seu nome foi citado num jornal oficial como um dos prováveis candidatos ao novo Comité Central, constituído por cerca de 370 elementos (efectivos e suplentes). A nomeação seria uma estreia na história do movimento comunista in-

ternacional, mas não irá concretizar-se: “Como é que poderia assumir esse cargo? Não posso exercer esse trabalho, Eu nem sei sequer como falar correctamente”, comentou

Liang Wengen. “Irei retirar-me (do Sany Group) dentro de 10 anos, mas espero que outros empresários privados levem os nossos desejos à direcção (do Partido), acrescentou. Liang Wengen afirmou ter ficado “tranquilo e feliz” com o relatório que o ainda secretário-geral do PCC, o presidente Hu Jintao, apresentou ao congresso, um documento de 46 páginas intitulado “Marchar firmemente no caminho do socialismo com características chinesas e lutar para completar a construção de uma sociedade próspera em todos os aspectos”. “O PCC continuará a apoiar e a encorajar as empresas privadas”, concluiu o industrial.


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ANTORA conhecida do grande público, Peng Liyuan, mulher de Xi Jinping, desapareceu da vida pública desde que em 2007 entrou no grupo dos 24 do Comité Permanente e o seu marido subiu a grupo do Politburo. Uma voz que há anos enchia as noites de ano novo, a soprano Peng Liyuan deve tornar-se a primeira-dama

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Paradeiro da mulher de Xi Jinping leva a rumores

Onde está Peng Liyuan? no próximo ano. Mas por enquanto, tudo o que se pode saber dela passa em grande parte por rumores. Depois de Xi Jinping se ter tornado vice-presidente,

Peng terá ido para os Estados Unidos. Mas a informação de que terá estado no estrangeiro a estudar não é confirmada. Peng deixou de aparecer na televisão em 2008 e os únicos

eventos em que ainda canta são partidários ou ligados a causas humanitárias. Mesmo assim, o cargo que vai ocupar como primeira-dama leva a que a sua graça se apague para

não ofuscar a difícil tarefa que o marido tem pela frente. Casados em 1987, Xi Jinping e Peng Liyuan tiveram uma filha que estuda hoje em Harvard sob um nome falso para proteger a sua identidade real. Com a patente de major-general, Peng começou a carreira como cantora no Exército. Para evitar rumores

ou opiniões, o nome de Peng Liyuan foi mais uma das palavras censuradas da Internet nos dias do Congresso. Onde está a futura primeira-dama quando falta um dia para o seu marido assumir a mais alta posição do partido comunista? Ninguém parece saber. E quem sabe, sabe que não se pode falar dos segredos de Estado. – M.J.B.

AQUI AO LADO EM HONG KONG

A censura continua

A Google anunciou esta semana que estava a ter o serviço bloqueado no acesso pela China continental. Em pouco mais de quatro meses, é a terceira vez que a China bloqueia o acesso a uma página norte-americana. Depois da Bloomberg e do New York Times, censurados depois da publicação de reportagens sobre os negócios da família dos líderes chineses, esta semana foi a vez da Google ter a entrada bloqueada. Com milhões de utilizadores na China, para a Google esta não é a primeira vez que um bloqueio acontece. Depois de se ter recusado a aceitar mais a censura de certas palavras em buscas, a empresa abandonou Pequim e mudou-se para Hong Kong como sede na China. Mas as razões para a censura desta vez não são tão óbvias e apenas pode ser entendido como um efeito secundário da realização do Congresso.

Deputado pró-democrata Lee Cheuk-yan segura cartazes com fotografias sobre o 18.º Congresso do Partido Comunista chinês. Foto: Siu Chiu/Reuters


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Sociedade Ecológica de Macau diz que faltam dados científicos

Relatório sobre Sai Van merece críticas quantitativas. E as preocupações do público não foram incluídas no relatório”. Na opinião do grupo, este relatório deveria incluir um conjunto “tripartido” de opiniões de “académicos, representantes da sociedade e a entusiástica participação do público”.

Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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M dia depois do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) ter tornado público o relatório ambiental sobre o futuro mercado nocturno na zona do lago Sai Van, eis que a Sociedade Ecológica de Macau (SEM) vem criticar o documento. O documento foi elaborado por uma empresa de consultadoria de Hong Kong. Num comunicado, o grupo apresenta várias recomendações e aponta críticas ao documento, falando na existência de dados pouco científicos, na falta de in-

ZONA RESIDENCIAL DEVERIA ESTAR LONGE formações específicas ou na ausência de opiniões de académicos e peritos. “O relatório mostra apenas uma simples análise qualitativa. Não se focou no impacto que o projecto de engenharia vai trazer ao ar, à paisagem visual e ao trânsito

para efeitos de análise. Para além do projecto em si, não existem detalhes suficientes sobre os seus efeitos. O IACM e empresa deveriam incluir mais informações sobre o ar e os impactos na paisagem”. A SEM critica ainda a

Estudos apontam para capturas de 200 toneladas por ano

Cabo Verde busca por camarões-soldado O

S resultados de três campanhas de avaliação do camarão-soldado nos mares de Cabo Verde apontam para a possibilidade de capturas na ordem das 200 toneladas por ano, indica um estudo apresentado no Mindelo (São Vicente). O projecto é uma parceria do Instituto Canário das Ciências Marítimas (ICCM) e do Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas (INDP) de Cabo Verde e visa quantificar a biomassa dos stocks de camarão-soldado em torno das ilhas de Cabo Verde, bem como emitir recomendações para uma gestão sustentável. Citado pela Inforpress, o estudo indica que a região em redor das ilhas da Boavista e Maio contribui com um

volume próximo das 140 toneladas por ano de camarão-soldado, enquanto a área entre as ilhas de São Vicente e São Nicolau tem possibilidades de captura até as 30 toneladas por ano. Ao apresentar o estudo, o consultor espanhol Jose Gonzalez recomendou a fixação de quotas mensais de pesca, capazes de garantir a sustentabilidade do recurso. A medida deverá, acrescentou, ser acompanhada por observadores científicos para estudar a resposta do recurso e para garantir a sua sustentabilidade. Tido por recurso de “grande valor” económico, o quilograma de camarão-soldado pode ser vendido a entre 15 e 20 euros e é maioritariamente exportado para Portugal.

ausência da opinião pública neste trabalho. “Não há qualquer investigação sobre as preocupações do público sobre os espaços à volta do lago Sai Van e Nam Van, bem como o estado ecológico da zona da Penha. Não há dados científicos para análises

A SEM reconhece que as preocupações com a zona residencial junto ao lago, para os lados da Barra, dominam o relatório encomendado pelo IACM. Contudo, afirmam que o projecto não deveria estar a uma distância de 300 metros, mas sim de 500.

Apontam ainda o dedo ao facto de não existir “qualquer acesso a dados que suportem a manutenção da qualidade do ar, e tal ponto deveria ser rigoroso”. “Deveria ter uma simulação adicional do tráfego em todo o projecto, bem como dos resíduos que vão ser gerados”, acrescentam. A SEM fala ainda em contradições. “A empresa reconheceu que o relatório não inclui a avaliação do impacto ecológico, nas paisagens, na herança cultural e poluição ao nível dos resíduos sólidos. Isto é totalmente contraditório por parte da empresa, que considera que o relatório é compreensivo”.

Europa suspende regras para emissões de CO2 dos aviões

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À mercê dos gigantes

Comissão Europeia vai suspender temporariamente a regra que obriga as companhias aéreas estrangeiras a pagarem pelo CO2 emitido pelos seus aviões que entrem no espaço europeu. A decisão surge depois de intensa contestação de empresas aéreas internacionais – sobretudo dos Estados Unidos, China e Índia – e na sequência de reuniões na Organização Internacional para a Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês), onde está a ser discutida uma solução global para o problema das emissões do sector. A aviação foi incluída no comércio europeu de licenças emissões em Janeiro deste ano. O dióxido de carbono emitido por todos os aviões que descolem ou aterrem em aeroportos europeus tem de ser compensado por licenças compradas no mercado. A norma vale tanto para as empresas europeias como para as de fora da UE. Embora a regra esteja em vigor desde 1 de Janeiro, as companhias aéreas só teriam de fazer as contas pela primeira vez em Abril de 2013. Muitas, no entanto, têm contestado a iniciativa da UE e a Comissão achou melhor agora “parar o relógio” por um ano. A comissária europeia para a Acção Climática, Connie Hedegaard sugeriu a medida aos 27

Estados-membros, argumentando que seria uma forma de criar uma “atmosfera positiva” para as negociações sobre as emissões da aviação, em curso na ICAO. Se for aprovada, a suspensão será aplicada apenas às empresas de fora da UE. “Mas que fique claro: se este exercício não resultar – e espero que resulte – não é preciso dizer que voltaremos para onde estamos hoje com o sistema de comércio de emissões. Automaticamente”, alertou Hedegaard, num comunicado da Comissão. Para os voos internos, as regras serão mantidas. Os aviões lançam cerca de 628 milhões de toneladas de CO2 para o ar por ano – cerca de 2% das emissões globais. Mas, tal como ocorre com os navios, o sector não está abrangido pelos tratados internacionais da ONU para as alterações climáticas. Só agora é que está a ser discutido um possível acordo nesta área, no âmbito da ICAO.

Ao avançar para uma solução própria, a UE foi acusada de agir unilateralmente. Agora, a reacção à suspensão da medida é moderada. “A ameaça implícita de um retrocesso automático dentro de um ano significa que a UE continuará a ser vista por alguns como estando a negociar com uma arma sobre a mesa”, afirma Andrew Herdman, director da Associação das Companhias Aéreas da Ásia e Pacífico – que reúne 15 empresas, entre elas gigantes como a Japan Airlines, Singapore Airlines e China Airlines. O senador norte-americano John Tune, que tem estado à frente das movimentações no Senado para travar a lei europeia, saúda a suspensão temporária mas também afirma que “o anúncio da UE não põe de parte futuros esforços para taxar empresas aéreas estrangeiras”, segundo disse à agência Reuters. A China, por sua vez, voltou a manifestar a posição de que o assunto deve ser tratado a nível multilateral, através da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. “Devemo-nos opor a medidas unilaterais”, disse o ministro chinês para os Negócios Estrangeiros, Hong Lei, citado pela Reuters.


quarta-feira 14.11.2012

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mapa energético mundial vai alterar-se radicalmente nas próximas duas décadas, com os Estados Unidos a tornarem-se no maior produtor global de petróleo, segundo a mais recente avaliação da Agência Internacional de Energia. No seu relatório World Energy Outlook 2012, a agência prevê ainda que os combustíveis fósseis vão continuar a ser a principal fonte de energia no mundo e que a Terra encaminha-se assim para um aumento de 3,6 graus Celsius na sua temperatura média a longo prazo. A principal transformação salientada pela Agência Internacional de Energia (AIE) vem do desenvolvimento extraordinário da exploração de hidrocarbonetos não-convencionais na América do Norte – como o gás e o petróleo extraídos de formações rochosas pouco porosas (o “shale gas” e o “tight oil”) nos Estados Unidos, ou as areias betuminosas no Canadá. O aumento do ritmo de extracção destes combustíveis tem sido classificado como a “revolução não-convencional”, com os preços a baixarem substancialmente, sobretudo o do gás, e uma reviravolta completa nas perspectivas de exploração de combustíveis fósseis sobretudo nos Estados Unidos. Até há alguns anos, a produção de petróleo no país estava a cair, fruto do esgotamento das reservas convencionais. Agora, as novas reservas já são responsáveis por 3,2 milhões de barris de petróleo por dia. O relatório prevê que já em meados dos anos 2020, os Estados Unidos ultrapassarão a Arábia Saudita e a Rússia, tornando-se no maior produtor mundial de petróleo – um cenário até então improvável. Asubida na produção de petróleo nos EUA desde 2008 tem coincidido com uma tendência de queda no consumo. Por volta de 2030, o país deverá ser já um exportador bruto de petróleo. Antes disso, tornar-se-á exportador de gás natural a partir de 2020. Com tudo isto, os EUA serão, dentro de duas décadas, quase auto-suficientes em energia,

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Estados Unidos serão o maior produtor em 2020

Os reis do petróleo enquanto hoje importam 20% dos seus recursos energéticos. “A América do Norte está à frente de uma vasta transformação na produção de petróleo e de gás, que afectará todas as regiões do mundo”, afirma Maria van der Hoeven, directora executiva da AIE, num comunicado. Uma das consequências será a alteração nos fluxos de comércio de

petróleo, com 90% das exportações do Médio Oriente desviadas para a Ásia até 2035.

NECESSIDADES VÃO AUMENTAR

As necessidades energéticas do mundo vão aumentar em um terço, em relação às actuais, com a maior parte desta subida (60%) concentrada na China, Índia e Médio Oriente. Nos ce-

nários daAIE, os combustíveis fósseis têm tudo para se manter à frente do bolo energético global, especialmente devido aos subsídios de que beneficia. Em 2011, atingiram cerca de 411 mil milhões de euros – seis vezes mais do que os subsídios às renováveis, que somaram 69 mil milhões de euros. Ainda assim, as renováveis deverão chegar à segunda posição

na produção eléctrica até 2015, subindo a sua fatia de 20% para 31% da electricidade consumida. O carvão permanecerá em primeiro lugar pelo menos até 2035, com um aumento esperado de 21% no consumo, especialmente na Índia e na China. Mas responderá por apenas 33% da electricidade produzida no mundo, contra 41% em 2010. Já as perspectivas do nuclear foram revistas em baixa, na sequência do acidente na central de Fukushima, no Japão, em 2011. Apesar de se prever um aumento de 58% na produção, as centrais nucleares responderão por 12% da electricidade mundial em 2035, contra 13% agora.

Ventos estão a aumentar o gelo no mar na Antárctida

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S alterações climáticas são apontadas como a causa da retracção do gelo no Árctico. Mas na Antárctida está a acontecer o contrário: a cobertura branca sobre o extremo sul do planeta está a aumentar, devido aos ventos locais, segundo um estudo publicado esta semana. Já se sabia que a massa de gelo sobre o mar da Antárctida estava a ampliar-se. Em Setembro, a área congelada à volta do continente atingiu a marca recorde de 19,44 milhões de quilómetros quadrados. Entre 1979 e

Mudança de pólo 2010, houve um crescimento médio de 0,9% por década – com variações ano a ano e conforme a região da Antárctida. Os modelos climáticos actuais não conseguem explicar bem as razões deste aumento. Cientistas da British Antarctic Survey e da NASA sugerem, agora, que as variações na cobertura gelada estão estreitamente relacionadas com os ventos locais, de acordo com o estudo publicado na revista Nature Geoscience. Esta tese resulta da análise

de cinco milhões de medições da cobertura de gelo, ao longo de 19 anos (19922010), a partir de imagens de satélites. “Este estudo com observações directas de satélite mostra a complexidade das alterações climáticas. A cobertura total de gelo no mar da Antárctida está a crescer lentamente, mas algumas regiões em particular estão a presenciar ganhos e perdas muito maiores, que quase se anulam no final”, afirma Paul Holland, autor principal do estudo, num

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comunicado da British Antarctic Survey. O estudo concentra-se apenas sobre o gelo que está sobre o oceano – ou seja, água do mar congelada – e não sobre a cobertura gelada do continente antárctico em si. Esta segunda está a perder volume. No outro extremo da Terra, no Árctico, a cobertura de gelo sobre o mar está a diminuir aceleradamente. Em Agosto e Setembro deste ano, foi batido um novo recorde de área mínima, desde que há séries

de imagens de satélite. A superfície gelada estava reduzida a 3,41 milhões de quilómetros quadrados – cerca de 18% a menos do que o mínimo anterior, registado em 2007 (4,17 milhões de quilómetros quadrados). “A cobertura de mar congelado naAntárctida interage com o sistema climático global de uma forma muito diferente do que a do Árctico”, explica Ron Kwok, investigador da NASA e co-autor do estudo. Uma das razões está no facto de a Antárctida não estar a aquecer tanto como o resto do mundo em geral, ou o Árctico em particular. O estudo refere que as alterações nos padrões dos ventos na Antárctida podem ser explicadas em parte pela variabilidade natural do clima, mas também pela influência de outros factores, de origem humana, como o buraco na camada de ozono e o aumento na concentração de gases com efeito de estufa. Os investigadores reiteram, por isso, “a necessidade de uma melhor compreensão” tanto das alterações nos ventos, como da influência humana sobre o clima.

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Aviso Faz-se público que, tendo em conta a segurança da população, o “Jardim de Artes” e o “Parque da Estrada de D. Maria II”, sob a gestão do IACM e situados junto ao circuito do Grande Prémio, se encontrarão fechados ao público dos dias 15 a 18 do corrente mês, devido à realização do 59° Grande Prémio de Macau. Pelo inconveniente causado ao público, pedimos desculpas. Macau, aos 08 de Novembro de 2012. O Presidente do Conselho de Administração Tam Vai Man www. iacm.gov.mo

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Informa-se que, nos termos definidos no n.º 2 do artigo 19.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2011, será afixada, a partir da data da publicação do presente anúncio, no quadro de anúncio do Centro de Atendimento e Informação do EPM, sito na Avenida da Praia Grande, China Plaza, 8.º andar “A”, Macau e no Website deste Estabelecimento Prisional www.epm.gov.mo, a lista provisória do concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento, em regime de contrato além do quadro, de três lugares na categoria de enfermeiro de grau I, 1.º escalão (área de prestação de cuidados de saúde), do Estabelecimento Prisional de Macau, aberto por aviso publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial Macau n.º 11, II Série, de 14 de Março de 2012. Estabelecimento Prisional de Macau, aos 30 de Outubro de 2012. O Presidente do Júri Wong Chi Wai


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cultura

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Exposição de Fotografias Históricas – Uma Medicina Filantrópica

Ilustração do desenvolvimento da sociedade Macaense José C. Mendes info@hojemacau.com.mo

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BRIU ao público no passado sábado, dia 10 de Novembro, na galeria do Arquivo Histórico de Macau a exposição de fotografias históricas “Uma Medicina Filantrópica”, co-organizada pelo Arquivo Histórico de Macau e pela Associação dos Antigos Alunos em Macau da Universidade de Medicina de Chong San. Esta exposição é a primeira do género que resulta da cooperação entre o Arquivo Histórico de Macau e organizações não governamentais, informa o comunicado de imprensa da organização. A mostra inclui mais de 300 fotografias, algumas datadas anteriormente a 1930 e documenta o envolvimento da Associação dos Antigos Alunos

em Macau da Universidade de Medicina de Chong San durante mais de 80 anos. As fotografias são a representação das contribuições de alunos, como Ke Lin, Chan Mun, Sio Kuan Lon, Io Pat Iok e Tam Woon Yung, entre outros. A exPUB

AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 30/P/2012 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 24 de Outubro de 2012, se encontra aberto o Concurso Público para “Fornecimento de Gases Medicinais / Laboratoriais aos Serviços de Saúde e Obra de Substituição do Comutador Automático das Rampas de Garrafas”, cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 14 de Novembro de 2012, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato, sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de $52,00 (cinquenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer na Cave 1 da Divisão de Aprovisionamento e Economato situada no Centro Hospitalar Conde de São Januário no dia 19 de Novembro de 2012 às 15:00 horas para visita ao local da obra de substituição do comutador automático das rampas de garrafas objecto deste concurso. Os critérios de apreciação de proposta e respectivos factores de ponderação: (1) Fornecimento de gases medicinais / laboratoriais A) Preço mais razoável (gases) – 60% B) Dimensão e respectivas linhas da produção do fornecedor de gases em causa – 10% C) Prova de qualidade dos vasilhames de gases e Certificado válido de Boas Práticas de Fabricação – 10% D) Prazo de entrega – 5% E) Prazo de validade - 5% (2) Empreitada e a substituição do comutador automático das rampas das garrafas de oxigénio líquido da central de gases medicinais F) Preço mais razoável (equipamento e obra) – 5% G) Qualidade de equipamentos – 2% H) Idêntica experiência da obra e capacidade técnica – 1% I) Organização do progresso e prazo da execução da obra – 1% J) Custos de manutenção de equipamentos fora do prazo de garantia de dois (2) anos – 1% As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 11 de Dezembro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 12 de Dezembro de 2012, pelas 9,30 horas, na sala de “Reunião” situada no 4.º andar do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $262,000,00 (duzentas e sessenta e duas mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 7 de Novembro de 2012. O Director dos Serviços, Lei Chin Ion

A

posição é também uma ilustração do desenvolvimento da sociedade e dos serviços de saúde locais, acrescenta a nota de imprensa. A origem da Universidade de Medicina de Chong San remonta a três instituições de estudos mé-

directora da Casa Fernando Pessoa quer torná-la rentável. Com a integração na EGEAC que aconteceu no início deste mês, este equipamento cultural de Lisboa poderá gerir receitas com a cobrança de bilhetes e venda de merchandising. A Casa Fernando Pessoa está desde 1 de Novembro sob a égide da empresa municipal gestora de equipamentos culturais de Lisboa (EGEAC), que passou a gerir também o MUDE, o Museu da Cidade, o Museu de Santo António, o Museu do Teatro

dicos, nomeadamente a Escola Médica Boji, fundada em 1866, a Sociedade Médica Guanghua de Guangdong, fundada em 1908, e a Escola Médica Pública de Guangdong, fundada em 1909. Em 1953, estas três instituições fundiram-se para dar origem à Faculdade de Medicina do Sul da China. Passados os anos, esta evoluiu e viu o seu nome mudar para Faculdade de Medicina de Zhongshan e Universidade de Ciências Médicas de Sun Yat-sen. Em 2001, estas fundiram-se para formar a nova Universidade de Medicina de Chong San. Cerca de 300 a 400 alunos da Universidade de Medicina de Chong San exerceram medicina em Macau. “Uma Medicina Filantrópica” – Exposição de Fotografias Históricas, está patente até 25 de Novembro, diariamente das 10h às 18h, sendo a entrada livre.

Grande Prémio na Fundação Rui Cunha

A Fundação Rui Cunha inaugura hoje pelas 18:30h uma exposição de fotografias do macaense José L. R. Estorninho dedicada ao Grande Prémio de Macau. Há mais de 30 anos a captar imagens deste evento, José L. R. Estorninho tem nos seus arquivos mais de 30.000 fotos dedicadas ao maior acontecimento automobilístico da região. Membro vitalício da Associação Fotográfica de Macau, o alto funcionário do Consulado de Macau é um apaixonado desde criança pelos bólides, nunca tendo falhado um Grande Prémio. A exposição a partir de hoje presente na galeria da Fundação Rui Cunha foi propositadamente elaborada para a presente edição do Grande Prémio e pode ser vista até ao próximo dia 20 de Novembro. - J.C.M.

Inês Pedrosa vai fazer merchandising e cobrar bilhetes na Casa Fernando Pessoa

Rentabilizar o Poeta

Romano e o Museu Bordalo Pinheiro. Pela lei das finanças locais os equipamentos camarários não podem fazer receitas e, por isso, há uma empresa municipal que gere os teatros e os museus para onde a Casa Fernando Pessoa agora passou. “Isto significa que pode fazer receitas, pode-se fazer merchandising e

cobrar bilhetes: o que será feito”, disse ao Público a directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, embora ainda não possa dar uma data porque quer “valorizar” a Casa do Poeta, o que pode passar por a tornar mais multimédia, “para dar qualquer coisa de novo” quando começarem a cobrar bilhetes. É também

preciso instalar bilheteiras e os bilhetes passarão a ter um preço que ainda não está decidido. “A partir daqui temos responsabilidade de tornar o equipamento rentável, é sempre um equipamento de serviço público mas pelo menos tentar que não seja deficitário, que possa sustentar-se”, conclui a directora.


quarta-feira 14.11.2012

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Professor e empresário de Macau defende que diáspora deve conhecer melhor Portugal

União pela promoção

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docente e empresário Pedro Lobo, residente em Macau, defendeu ontem em declarações à agência Lusa que a diáspora portuguesa deve procurar conhecer melhor o país e unir-se na promoção do que de bom existe e se produz em Portugal. “A diáspora portuguesa, quer sejam emigrantes ou lusodescendentes, é muito diversificada e os que estão fora devem procurar conhecer a realidade do país para aproveitar oportunidades e conhecer o que existe e o que se produz bem em Portugal”, considerou Pedro Lobo, que entre 22 e 24 de Novembro participa no fórum Luso-Talentos em representação de Macau e da China. Por outro lado, acrescentou, é importante que “quem está em Portugal tenha um conhecimento claro das potencialidades que a comunidade da diáspora pode gerar na promoção do nome do país no exterior e ajudar a gerar interesse pela economia portuguesa”.

O primeiro encontro do fórum Luso-Talentos, que se realiza no Porto, conta com a participação de portugueses e luso-descendentes residentes em França, Reino Unido, Luxemburgo, Canadá, Estados Unidos, Macau, Brasil e África do Sul. Pedro Lobo define como objectivo principal a criação de “grupos de trabalho que façam um desenho de metas e programas para os próximos dois ou três anos que permitam que luso-descendentes e emigrantes possam de qualquer modo dar o seu contributo para a melhoria da ideia de Portugal, para melhorar a economia de Portugal”. De acordo com a organização, neste primeiro fórum pretende-se recolher ideias e a criação de projectos autónomos, que reforcem a ligação de Portugal à sua diáspora e inter-diáspora, nomeadamente pela “construção de projectos em comum”, que deverão ter “influência da sua luso descendência” e que possam gerar “projectos de parceria” já a partir de 2013. O fórum dos Luso-Talentos pretende também cumprir um dos objectivos do Observatório dos Luso-descendentes na criação de “pontes e servir de plataforma” entre os luso-descendentes de Portugal e da diáspora. - Lusa

Empresas cinematográficos da China e EUA assinam acordo sobre efeitos especiais

Formar talentos em cinco anos T

ALENTOS de classe mundial na área de efeitos especiais cinematográficos vão ser estimulados na China segundo um acordo assinado no passado domingo por duas empresas cinematográficas da China e dos Estados Unidos. O acordo assinado pela empresa chinesa de entretenimento Galloping Horse e por um dos principais produtores de efeitos especiais do mundo, a Digital Domain, tem como objectivo que no futuro partes essenciais dos sucessos de bilheteira de Hollywood sejam produzidas em Pequim. Ed Ulbrich, director-executivo da Digital Domain, disse que a sua empresa planeia estabelecer em cinco anos um centro de formação de talentos de efeitos digitais e uma base de produção de efeitos especiais na China e ambos cooperarão com a parte chinesa para oferecer serviços de alta qualidade em entretenimento. “O lançamento da cooperação em Pequim constitui um importante marco na indústria cinematográfica do mundo”, disse Zhong Lifang, vice-presidente da Galloping Horse.

Zhang Yibai da empresa chinesa disse que o acordo é muito importante para a indústria cinematográfica do país porque a cooperação elevará o nível de produção cinematográfica da China e formará especialistas chineses. A Digital Domain foi criada pelo realizador de “Titanic” e “Avatar”, James

Cameron, e foi comprada por Michael Bay, realizador de “Transformers”. A empresa desenvolve efeitos visuais de ponta e participou na produção de 15 dos 20 filmes mais vendidos do mundo, incluindo “Transformers”, “Harry Potter” e “Piratas das Caraíbas”.

cultura

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Gonçalo M. Tavares candidato ao International IMPAC Dublin Literary Award

O português Gonçalo M. Tavares e a brasileira Adriana Lisboa estão entre os 154 candidatos ao International IMPAC Dublin Literary Award 2013, no valor de um milhão de patacas, divulgou ontem a organização. Os 154 candidatos, entre os quais se encontra Umberto Eco e Richard Zimmler, foram escolhidos por bibliotecas de 120 cidades, em 44 países de 19 línguas diferentes. A obra candidata de Gonçalo M. Tavares é “Aprender a Rezar na Era da Técnica” (“Learning to Pray in the Age of Technique”), traduzida por Daniel Hahn. A obra, publicada em 2007 pela Editorial Caminho, valeu ao escritor o Prémio do Melhor Livro Estrangeiro 2010 em França. Da autora brasileira foi escolhido o livro “Rakushisha”, publicado também em 2007 e traduzido por Sarah Green, tendo tomado o título em inglês, “Hut of Fallen Persimmons”. Entre os candidatos está também o norte-americano Richard Zimmler, radicado em Portugal e actualmente a residir na Póvoa do Varzim, com “Anagramas de Varsóvia”. Da lista constam, entre outros, Maria Dueños, John Niven, Haruki Murakami, Julian Barnes, Umberto Eco, Michel Houllebecq, Daniel Silva, Tayari Jones, Susana Fortes, David Lodge e Stephen King. A lista dos finalistas será conhecida no dia 9 de Abril do próximo ano e o vencedor é anunciado no dia 6 de Junho. O vencedor deste ano foi Job McGregor com o romance “Even the Dogs”.

INXS anunciam fim definitivo

Os INXS anunciaram o final definitivo de uma carreira que já leva 35 anos durante um concerto em Perth. A banda ainda não confirmou oficialmente a notícia mas promete um anúncio oficial para hoje. A notícia começou a correr quando Jon Farriss anunciou, durante a actuação em Perth, que se tratava do último concerto de sempre dos INXS. “Estou a começar a chorar”, terá confessado o baterista em palco, citado pelo Staff Reporter. A uma rádio australiana, o saxofonista Kirk Penguilly negou a notícia mas foi a nova vocalista Ciaran Gribbin a anunciar, no Facebook, uma comunicação oficial para esta segunda-feira, entretanto adiada para terça. “Caros amigos, sei que muitos de vós estão preocupados e querem clarificar o que se passou no último concerto dos INXS em Perth. Enquanto escrevo, a maioria da banda está num voo de Perth para Sidney. Por favor, sejam pacientes enquanto a banda prepara um comunicado sobre o assunto ASAP. Obrigado por todo o amor”, escreveu. A banda terminava nessa noite uma digressão com os Matchbox Twenty. Curiosamente, Tim Farriss tinha assumido há poucas semanas, numa entrevista ao site Noise11.com que tanto a nova vocalista como Andrew Farriss estavam a compor novo material. Os INXS formaram-se em 1977 mas sofreram um rude golpe quando o carismático vocalista Michael Hutchence se suicidou em 1997. Jon Stevens, Terence Trent D’Arby e J.D. Fortune passaram pelo posto de vocalista com Ciaran Gribbin a assumir o lugar desde o ano passado.


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desporto

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João Fernandes prevê prova “complicada” no Grande Prémio

“Se não acabar é o ponto final em 20 anos de carreira” O piloto João Fernandes participa por Macau na corrida de motos da 59.ª edição do Grande Prémio de Macau, mas está pessimista devido a um ano afastado dos treinos. Caso não termine a corrida, Fernandes teme não prosseguir mais na carreira Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

H

Á cerca de 20 anos que o piloto João Fernandes faz do desporto motorizado a sua paixão, mas teme acabar a carreira se a 59.ª edição do Grande Prémio de Macau (GPM) lhe correr mal. Dias antes de começar mais uma edição, o piloto mostrou muitos receios quanto à possibilidade de ficar sem apoios governamentais para a competição. “Se eu quiser correr em 2013 tenho de acabar a corrida, para não me acontecer o

que aconteceu este ano: por não ter feito a corrida o ano passado não pude sequer pedir subsídios que normalmente recebia e que me permitiam ter um orçamento suficiente para fazer uma época desportiva. Se eu não acabar o GPM é o ponto final em 20 anos de carreira”. Fernandes mostra-se ainda receoso quanto à sua forma física, num ano que “vai ser muito complicado”. “A última vez que andei de moto foi no GPM em Dezembro passado e estou há um ano parado”. Contudo, o piloto diz que vai correr “com a melhor

moto com que alguma vez correu em Macau”. “Tenho uma equipa muito boa e profissional. Só assim vai ser possível atingir o meu objectivo, que é qualificar-me e acabar a corrida”.

OS PARABÉNS À ORGANIZAÇÃO

A correr na Taça de Carros de Turismo de Macau, a WTCC, Álvaro Mourato espera “conseguir ficar no pódio”. Até porque trouxe um carro renovado, com um novo motor. Contudo, a sua maior preocupação é “a atribuição do subsídio do Governo. Há muito pessoal a dizer que isto não é tão

bom porque é uma grande preocupação para os pilotos de Macau de que é preciso acabar a corrida para ganhar o apoio no próximo ano”. Mourato diz que “se correr só para acabar a corrida, não faz sentido nenhum. Quando corro quero chegar ao pódio. Mas sem o apoio do Governo faz muita diferença. Este ano a parte financeira foi muito difícil”. Célio Alves Dias vai provar pela primeira vez o gosto de correr na WTCC, mas assume limitações. “É uma experiência apenas. O nosso carro é o Lotus mas um modelo antigo. Comparando com os modelos e com as potências, perdemos muito terreno”. Com uma nova edição do GPM quase a arrancar, a organização recebe os parabéns de muitos pilotos. A correr nas motas, Nuno Caetano diz que “foi diversificado o conjunto de pilotos. Toda a organização correu impecavelmente: temos boxes, espaços e a técnica foi toda tratada como nunca foi até hoje”. Belmiro de Jesus Aguiar, que corre na WTCC, diz que a cada ano que passa a comissão do GPM “está a acrescentar muitas coisas no que diz respeito ao pessoal e ao material. É um trabalho muito superior e está a fazer melhor do que antes”.

Cheong U afirmou que ideia ainda está a ser estudada

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Ávila sem esperanças no pódio

UM dos nomes mais importantes da corrida de Fórmula 3 está pouco optimista para a 59ª edição do Grande Prémio de Macau (GPM). Rodolfo Ávila assume que a competição este ano “não vai ser igual” aos anos anterior e mostra-se receoso dadas as condições técnicas. “Não vai ser muito fácil. O carro que trazemos este ano é muito inferior ao do ano passado, e acredito que deve dar para entrar no top 15. Mas para nós, pilotos, não é fácil. Vou dar o meu melhor, mas dentro das expectativas e dos regulamentos. Mas de certeza que não vou chegar aos lugares da frente como o ano passado, ficarei um pouco atrás, mas o importante é participar e acabar. Acho que este ano vou ter mesmo de acabar, e vou ter que ter cuidado na partida e na corrida e ter a certeza que o carro quer chegar ao fim”. - A.S.S.

Grande Prémio pode ser alargado

NCENSO, leitão e dança do dragão foram os ingredientes que marcaram o ritual religioso junto ao edifício do Grande Prémio de Macau (GPM), que contou com a presença do Cheong U. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura adiantou que está a ser estudada a hipótese de se prolongar o programa de corridas para duas semanas, já na 60.ª edição de 2013. “Esperamos que a comissão do GPM possa realizar duas semanas de corridas no 60º aniversário. Vamos propor essa organização, mas ainda estamos a estudar as medidas. Vamos propor flexibilidade em termos dos horários da função pública para permitir um melhor trabalho na organização”. Para já, a 59ª edição cifra-se nos quatro dias e tem inicio amanhã, 15, terminando domingo, dia 18. Cheong U revelou estar “muito satisfeito” com um evento “de renome” na área do desporto motorizado, que “tem vindo a acompanhar o crescimento da população de Macau. João CostaAntunes, presidente da comissão do GPM, prevê que as receitas “não tenham uma grande subida, devido às condições económicas mundiais”. “Penso

que pelo menos vamos atingir o nível do ano passado. Teremos talvez uma ligeira subida, mas não será tremenda”. Recorde-se que em 2011 as receitas do GPM situaram-se nas 36 milhões de patacas.

número recorde de 31 pilotos. Há uma grande expectativa de ver quem serão os pilotos que vêm a Macau, especialmente na prova rainha de Fórmula 3”. Para hoje de manhã está marcada a última inspecção

da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para a prova de carros de turismo, a WTCC, às 10h da manhã. A coordenar o evento há 25 anos, Costa Antunes espera que este ano “a população de Macau esteja cada vez mais envolvida e tenha maior compreensão deste evento”. As expectativas também estão colocadas na prestação dos pilotos locais. “O Governo de Macau tem conseguido ao longo dos anos dar apoios aos pilotos locais em várias vertentes. Penso que eles têm aproveitado, não só apetrechando-se cada vez melhor com viaturas e ‘sets’ mais completos, mas também tendo a possibilidade de praticar ao longo do ano em vários circuitos, e há sempre expectativas para que os pilotos locais tenham sucesso”. - A.S.S.

ESPERANÇA NOS LOCAIS

Costa Antunes afirmou ainda que os preparativos estão a correr a bom ritmo. “As instalações estão praticamente concluídas e temos uma boa grelha de pilotos em quase todas as corridas e um bom elenco na corrida de motos, com um

Costa Antunes não comenta saída Questionado sobre a sua saída do cargo de director dos Serviços de Turismo, João Manuel Costa Antunes disse “não ser apropriado (fazer comentários) neste momento”. “Estou concentrado no projecto do GPM. Conheço há 25 anos e vou tentar fazer o meu melhor. Na nossa comissão todos os anos dizemos que este GP vai ser melhor face ao ano anterior, e isso tem sido a minha vida, este é o meu compromisso”.


quarta-feira 14.11.2012

desporto

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Dubai acolhe Campeonato Asiático de Natação

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Nove à conquista da Ásia Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

É

uma das modalidades de nomeada em que Macau obtém melhores resultados e é à procura de bons resultados que a natação do território vai marcar presença na nona edição do Campeonato Asiático da modalidade. A prova, que tem o Dubai como palco entre o dia de amanhã e 25 de Novembro, atrai ao Médio Oriente mais de cinco centenas de nadadores oriundos dos quatro cantos do maior continente do planeta e será disputada por nove atletas do território. Composta por 13 pessoas , a delegação da RAEM partiu no início da semana para os Emirados Árabes Unidos, com objectivos bem definidos na bagagem. Macau vai estar representado na principal prova asiática de natação pela sexta vez consecutiva, mas nem o facto do território ser já presença assídua na competição deixa antever a possibilidade dos atletas locais poderem vir a lutar pelas medalhas. Os res-

ponsáveis pela Associação Geral de Natação de Macau – China dar-se-iam por satisfeitos se a comitiva do Lótus regressasse ao território com várias melhores marcas pessoais ou com um outro recorde de Macau batido. A selecção de natação da RAEM preparou com afinco a participação no Campeonato Asiático e o processo de preparação para o certame até ficou pautado por vários bons resultados. Em Setembro, os atletas do território remataram a participação na nona edição dos Jogos Nacionais Universitários com a conquista de cinco medalhas, uma das quais de ouro. Em destaque nas piscinas de Tianjin esteve Lei On Kei, atleta de 20 anos que levou a melhor sobre a concorrência na final da prova dos cinquenta metros livres.

QUEBRAR RECORDES

Lei foi escolhida, com outros seis companheiros de selecção, para representar MacaunaetapadeEstocolmo do Campeonato do Mundo de Natação em Piscina curta.

Na Escandinávia, os atletas do território quebraram dois recordes da RAEM e deixaram boas indicações para a participação no Campeonato Asiático da Modalidade. Dos nove nadadores que integram a delegação do território, quatro vão competir nas provas masculinas. As restantes cinco atletas vão disputar o torneio feminino e tentar assinar um brilharete no Dubai. Para além de Lei On Kei, integram a comitiva de Macau atletas como António Tong, Kuan Weng I, Sou Chi Ngai ou Chon Kit. A edição de 2012 do Campeonato Asiático de Natação arranca amanhã com a organização das provas de natação propriamente ditas. Para o fim-de-semana está agendado o pontapé de saída nas competições de natação sincronizada. Os atletas de pólo aquático e de saltos para a água são os últimos a entrar em acção nos Emirados Árabes Unidos, uma vez que o arranque das provas está previsto apenas para o início da próxima semana.

Horário da Desmontagem das barreiras metálicas do 59º Grande Prémio de Macau

Horário e Locais de fecho dos portões de barreiras metálicas entre os dias 15 a 18 de Novembro: Os portões de barreiras metálicas serão encerrados a partir das 03h00, permanecendo fechados até ao final fim das corridas de cada dia. Após o fim das corridas a Comissão do Grande Prémio de Macau inicia, durante as horas da madrugada, as asa obras de desmontagem das barreiras metálicas, e as primeiras obras vão ser concluídas na madrugada do dia seguinte das corridas, diminuindo os transtornos causados à população. Estima-se a terminação das obras de desmonstagem, no dia 30 de Novembro Data 18/11/2012

Hora

Local

18:30 até 05:00

(1)

Abertura de todos os portões metálicos

(2)

Desmontagem das barreiras metálicas situadas na entrada dos hotéis

(3)

Desmontagem das barreiras metálicas situadas na entrada das garagens das residências

(4)

Desmontagem de todas as barreiras metálicas situadas nas paragens dos autocarros

(5)

Desmontagem de todas as barreiras metálicas nos acessos dos passeios para peões

19-21/11/2012

08:00 até 22:00

(1)

Desmontagem dos portões metálicos

(2)

Desmontagem das barreiras metálicas junto aos portões metálicos

18-23/11/2012

08:00 até 22:00

Desmontagem

das

barreiras

metálicas

desde a Avenida da Amizade até à Curva do Reservatório 22-30/11/2012

08:00 até 22:00

Desmontagem

das

barreiras

metálicas

desde a Rua dos Pescadores até à Curva do Reservatório 24-30/11/2012

08:00 até 22:00

Desmontagem das barreiras metálicas na troço inferior da Colina da Guia

A Comissão do Grande Prémio solicita a todos os condutores a melhor compreensão por eventuais transtornos causados, bem como o respeito pela sinalização provisória instalada e pelas instruções da Brigada de Trânsito.Para informações, é favor de ligar para o número de telefone: 28728482.

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futilidades

quarta-feira 14.11.2012

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[ ] Cinema

Cineteatro | PUB SALA 2

SKYFALL [C]

Um filme de: Sam Mendes Com: Daniel Craig, Javier Bardem, Ralph Fiennes 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

SILENT HILL: REVELATION 3D [C] COLD WAR SALA 1

COLD WAR [C]

[Tele]visão

UMA SALVA DE PALMAS Ontem liguei a televisão para ver o nosso Chefe do Executivo a apresentar o que supostamente serão as Linhas de Acção Governativa para o próximo ano. Ora bem, esta para mim foi a primeira vez que ouvi tal coisa, porque ainda sou um gato bebé, mas tudo o que soou foi: blá blá blá, whiskas saquetas. Ou, traduzindo para vocês, blá blá blá, mais dinheiro, blá blá blá, aumentos de subsídios, blá blá blá, dinheiro, blá, blá. Bem, eu presumo que não se importem de receber dinheiro, mas a verdade é que nesta terra parece que as Linhas de Acção Governativa – leia-se, a governação -, passa sempre por aumentar os zeros nos cheques e fazer crescer a árvore das patacas. Medidas concretas? Não há. O conteúdo do relatório extensíssimo das LAG – tem 300 páginas – é zero. Vamos estudar – que significa, um dia pensaremos nisso -, ponderamos, queremos dar continuidade, fazemos e acontecemos. O que há de concreto é subidas nas pensões, nos apoios, nos cheques pecuniários. Depois o resto do relatório adorna-se de palavras bonitas, como esta parte que eu gosto especialmente: “iremos valorizar e manter as virtudes da tradição de Macau: a simplicidade, o pragmatismo, a harmonia e a tolerância...” Claro... e leis para isso é preciso? Não. Porque isso é, como se diz em inglês, “peanuts”, para não dizer outra coisa que começa com “bull”. Metade do texto das LAG é para acariciar os pés do Governo Central. A outra metade é para passar a mão no pelo de residentes de Macau, como eu. 20% é para mostrar que os casinos dão dinheiro e para acalmar a população, que vibra com mais pataquinhas na conta. E os restantes 10% é para recordar o que está a ser feito e para dizer que vai ser dada continuidade... até quando, não se sabe. Porque nunca há prazos para nada. Nós queremos, pensamos e ponderamos... É tudo o que se vê, a par de um pacote de leis que têm nomes bonitos mas que não chegam a ter eficácia porque nunca chegam à Assembleia, ou chegam tarde ou têm demasiados problemas para serem aprovadas. Controlo das rendas? Naaaada. Controlo da inflação? Naaaada. Palmas, palmas.

Pu Yi

TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:35 20:30 21:00 21:30 22:00 23:00 23:30 01:00 01:30

00:25 (LIVE) 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers IR Iran vs. Uzbekistan

TDM News – Repetição Jornal das 24h RTPi RTPi DIRECTO TDM Entrevista (Repetição) Resistirei Telejornal Montra do Lilau Irmãos e Irmãs A Raia dos Medos TDM News Vida a Crédito Telejornal (Repetição) RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Viva a Música 15:25 Construtores de Impérios 15:50 Ler +, Ler Melhor 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Decisão Final 17:50 Vingança 18:40 Destino: Portugal – Leiria 19:05 Lusitânia Expresso 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 Portugal no Coração 23:50 Futebol: Selecção Nacional (Sub 21) Portugal x Escócia 30 - ESPN 13:00 Chinese Badminton Super League - Highlights 14:00 Premier League Darts 2012 15:30 World of Gymnastics 2012 16:00 Euro Asia Allstars Cup 2012 19:00 Tour Of Brunei 2012 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 2012 LIVE 20:00 Wei Hei Triathlon 20:25 Chang World of Football 2012/13 20:55 (LIVE) 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers Iraq vs. Jordan 23:00 Sportscenter Asia 2012 23:30 FIFA Beach Soccer World Cup 2013 Qualifiers Hungary vs. Ukraine

31 - STAR Sports 12:55 Max Power 2012/13 13:55 MotoGP World Championship 2012 Grand Prix General de la Valenciana Communitat 17:25 Golf Focus 2012 17:55 The S-League Show 18:55 Smash 2012 19:25 (LIVE) 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers Oman vs. Japan 21:30 (LIVE) Score Tonight 2012 22:00 Smash 2012 22:30 Intercontinental Rally Challenge 2012 22:40 (LIVE) 2014 FIFA World Cup Brazil Asian Qualifiers Qatar vs. Lebanon 40 - FOX Movies 11:35 You Don’T Mess With The Zohan 13:25 I Am Number Four 15:15 Ice Age 16:40 Monster House 18:15 Fright Night 20:00 Homeland 21:00 Armageddon 23:30 Conan The Barbarian 41 - HBO 12:00 Pitch Black 14:00 Witchslayer Gretl 16:00 Cinema Verite 17:30 Commandments 19:00 Patriot Games 21:00 Boardwalk Empire 22:00 2 Fast 2 Furious 23:50 Joe’S Apartment 42 - Cinemax 11:30 The Patriot 14:10 The Debt 16:00 The Naked Jungle 18:10 Quicksand: No Escape 20:00 The Russia House 22:00 Shutter Island 00:15 Boogeyman

SALA 3

UMIZARU 4: BRAVE HEARTS [B] (Falado em japonês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Hasumi Eiichiro Com: Hideaki Ito, Ryuta Sato, Ai Kato 19.30

(com 17 casas pretas) HORIZONTAIS: 1-Cheio de rubor, ruborizado. 2-Ufano, envaidecido. Imposto de Circulação (abrev.). 3-Afastei, suprimi. Acrecente. 4-Apeadeiro (abrev.). Altar. Irritam. 5-Gemido (Bras.). Acto de miar. 6-Podia entrar ou ser contido. Expatriar, expulsar. 7-Ligar. Pássaro brasileiro. 8-Tulha subterrânea, onde ser conservam cereais. Estabelecimento onde se servem bebidas. Vogais iguais. 9-Passado. Caixões mortuários. 10-Cobalto (s.q.). O m. q. Iridáceas. 11-Deixarias só. VERTICAIS: 1-Do Cáusaco. 2-A nudez na pintura. Sossegado, pacífico. 3-Arre!. Pequena moeda da antiga Grécia. 4-Espécie de abelha do Brasil, vulgarmente chamada maribondo. Árvore da Malásia. Vogal (pl.). 5-Tarado, psicopata. Auroque. 6-Cortai em rolos ou toros. Quarto mês do ano. 7-Empunhei. Acalma, suaviza. 8-Dor. Abalada. Puxar com o rodo. 9-Campo de liça. Vai-se, retira-se. 10-Nome de mulher. Sua Alteza (abrev.). 11-Colocariam em camadas.

SOLUÇÕES DO PROBLEMA HORIZONTAIS: 1-ANACARADO. A. 2-UFANOSO. IC. 3-C. ABOLI. ADA. 4-APA. ARA. IRAM. 5-ULO. MIADELA. 6-CABIA. BANIR. 7-ACOPLAR. ANI. 8-SILO. BAR. AA. 9-IDO. URNAS. M. 10-CO. IRIDEAS. 11-O. ISOLARIAS. VERTICAIS: 1-A. CAUCASICO. 2-NU. PLACIDO. 3-AFA. OBOLO. I. 4-CABA. IPO. IS. 5-ANORMAL. URO. 6-ROLAI. ABRIL. 7-ASI. ABRANDA. 8-DO. IDA. RAER. 9-O. ARENA. SAI. 10-IDALINA. SA. 11-ACAMARIAM. S.

Aqui há gato

Sudoku [ ] Cruzadas

(Falado em cantonês e legendado em chinês/inglês) Um filme de: Longman Leung, Sunny Luk Com: Aaron Kwok, Andy Lau, Tony Leung Ka Fai, Eddie Peng 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Um filme de: Michael J. Bassett Com: Sean Bean, Kit Harington, Carrie-Anne Moss 14.30, 16.30, 21.30

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA OS DOZE • William Gladstone

Este romance extraordinário e inesquecível conta a história de Max, um herói invulgar que é lançado pelo destino numa viagem de descoberta do segredo por trás da antiga profecia Maia sobre o final dos tempos - previsto para 21 de Dezembro de 2012. Através de várias aventuras espectaculares em Jerusalém, Atenas, Londres, Índia, Istambul, China, Japão e México, vai sendo revelado aos leitores como Max e Os Doze cumprem a missão que o destino lhes reserva. Estará a antiga profecia Maia correcta? Estará de facto próximo o fim do mundo tal como o conhecemos? Ou haverá um sentido oculto, mais profundo e misterioso, para esta profecia arcana? Combinando elementos do ‘thriller’ do romance iniciático e da literatura esotérica, Os Doze é um dos livros mais invulgares e cativantes dos últimos tempos.

NEGROS ANOS • Zhang Jie

A obra-prima da escritora que verteu numa epopeia sublime a história da China no século XX Para atingir o seu objectivo de poder e impedir a modernização, o comunismo maoista violou os sentimentos mais sagrados, estruturantes, da cultura da China, lançando os filhos contra os pais, impondo a toda a sociedade uma violentíssima convulsão. Estes são os negros anos descritos por Zhang Jie. Violência dilacerante cuja lembrança ainda hoje ensombra o coração da China, mas que não conseguiu desintegrar a textura intima da irredutível humanidade do povo chinês. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR


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Jogos perigosos

C

In Editorial do Jornal de Angola

AMÕES, faminto de tudo, até de pão, na hora da partida desta vida, descontente, ainda foi capaz de um último grito de amor. Morreu sem nada, mas com a sua ditosa e amada pátria no coração. Ele que sofreu as agruras do exílio e foi emigrante nas sete partidas, escorraçado pelos que se enfeitavam com a glória de mandar e a vã cobiça, morreu no seu país. O mais universal dos poetas de língua portuguesa deixou-nos uma obra que é o orgulho de todos os que falam a doce e bem-amada língua de Camões. Mas também deixou, seguramente por querer, a marca das elites nacionais que o desprezaram e atiraram para a mais humilhante pobreza. O seu poema épico acaba com a palavra Inveja. Desde então, mais do que uma palavra, esse é o estado de espírito das elites portuguesas que não são capazes de compreender a grandeza do seu povo e muito menos a dimensão da sua História. Nós em Angola aprendemos, desde sempre, o que quer dizer a palavra que fecha o poema épico, com chave de chumbo sobre a masmorra que guarda ciosamente a baixeza humana. A inveja moveu os primeiros portugueses que chegaram à foz do Rio Zaire e encontraram gente feliz, em comunhão com a natureza. Seres humanos que apenas se moviam para honrar a sua dimensão humana e nunca atrás de riquezas e honrarias. A inveja fez mover os invasores estrangeiros nesta imensa terra angolana. Inveja foi o combustível que alimentou os beneficiários da guerra colonial. Inveja foi o estado de alma de Mário Soares quando entrou na reunião do Conselho da Revolução, que discutia o reconhecimento do novo país chamado Angola, na madrugada de 10 para 11 de Novembro de 1975. Roído de inveja e de cabeça perdida porque a CIA não conseguiu fazer com êxito o seu trabalho sujo contra Angola, disse aos conselheiros, Capitães de Abril: não vale a

A inveja alimentou em Portugal o ódio contra Angola todos estes anos de Independência Nacional. E já lá vão 37! Os invejosos e ingratos para com quem os quer ajudar estão gastos de tanto odiar. Que o diga a chanceler Angela Merkel, que ajudou a salvar Portugal da bancarrota, mas é todos os dias insultada pena reconhecerem o regime de Agostinho Neto porque Holden Roberto e as suas tropas já entraram em Luanda. Uma mentira ditada pela inveja e a vã cobiça. A inveja alimentou em Portugal o ódio contra Angola todos estes anos de Independência Nacional. E já lá vão 37! Os invejosos e ingratos para com quem os quer ajudar estão gastos de tanto odiar. Que o diga a chanceler Angela Merkel, que ajudou a salvar Portugal da bancarrota, mas é todos os dias insultada. Recusam aceitar que foram derrotados depois de alimentarem décadas de rebelião em Angola, de braço dado com as forças do apartheid de uma África do Sul zelosa guardiã da humilhação de África. As elites políticas portuguesas odeiam Angola e são a inveja em figura de gente. Vivem rodeadas de matilhas que atacam cegamente os políticos angolanos democraticamente eleitos, com maiorias qualificadas. Esse banditismo político tem banca em jornais que são referência apenas por fazerem manchetes de notícias falsas ou simplesmente inventadas. E Mário Soares, Pinto Balsemão, Belmiro de Azevedo e outros amplificam o palavreado criminoso de um qualquer Rafael Marques, herdeiro do estilo de Savimbi. Os angolanos estão em festa pela Independência Nacional. Em Portugal, a nova Procuradora-Geral da República foi

a Belém onde deve ter explicado a Cavaco Silva as informações que no mesmo dia saíram na SIC Notícias e no Expresso, jornal oficial do PSD, que fizeram manchetes insultuosas e difamatórias visando o Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, que acaba de ser eleito com mais de 72 por cento dos votos dos angolanos. Militares angolanos com o estatuto de Heróis Nacionais e ministros democraticamente eleitos foram igualmente vítimas da inveja e do ódio do banditismo político que impera em Portugal, neste 11 de Novembro, o Dia da Independência Nacional. A PGR portuguesa é amplamente citada como a fonte da notícia. A campanha contra Angola partiu do poder ao mais alto nível. Mas como a PGR até agora ficou calada, consente o crime. As relações entre Angola e Portugal são prejudicadas quando se age com tamanha deslealdade. A cooperação é torpedeada quando um ramo mafioso da Maçonaria em Portugal, que amamentou Savimbi e acalenta o lixo político que existe entre nós, hoje determina publicamente o sentido das nossas relações, destilando ódio e inveja contra os angolanos de bem. Da boca para fora, são sempre amigos de Angola e dos angolanos, da Alemanha e dos alemães. Enchem os bornais de dinheiro, à custa de Angola, comem à custa da Alemanha. Sobrevivem à miséria, usando como último refúgio a antiga “jóia da coroa”, feliz expressão do capitão de Abril Pezarat Correia. Mas na hora da verdade, conspiram e ofendem angolanos e alemães, usando a sua máquina mediática.“De sorte que Alexandre em nós se veja,/ sem à dita de Aquiles ter inveja.” Estes são os dois últimos versos de Camões no seu poema épico. Os restos do império, que estrebucham na miséria moral, na corrupção e no embuste, deviam render-se à evidência. Angola não é um joguete! Nós somos Aquiles! Tão grandes e vulneráveis como ele. Mas não tenham Inveja do nosso êxito, porque fazemos tudo para merecê-lo.


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Não há Natal mas há circo Alberto Castro in Jornal de Notícias

“N

ÃO há dinheiro, não há prendas, não há Natal” foi a resposta taxativa de uma das inquiridas sobre se ia gastar menos em presentes. A festa da família reduzida ao consumo. Recordei estas afirmações quando algumas declarações simplistas de Isabel Jonet deram o pretexto à polícia dos costumes que se acoita na Internet para os habituais insultos e pedidos de demissão solenizados, desta feita em petições públicas. É que parte substancial do que a presidente do Banco Alimentar (BA) disse (e que muitos, como de costume, nem ouviram nem quiseram ouvir) traduzia um apelo à recusa da alienação consumista, para usar termos caros aos seus críticos, a revermos comportamentos, em particular no que toca a gastos, a encontrarmos alternativas. Os exemplos que deu foram desajeitados, mas o que enfureceu os censores foi a sua chamada à responsabilidade, individual ou colectiva, fora da tutela do Estado - se dúvidas houvesse, veja-se como termina o texto de uma das petições. O que torna Jonet num alvo odiado é o sucesso do BA, a sua capacidade de mobilização de donativos e pessoas, o seu impacto por esse país fora e de tudo isso não passar pela sacrossanta mão longa estatal e, pior ainda, de contrariar o “quanto pior, melhor”, motor da revolução. Uma iniciativa como o BA não está isenta de problemas. A sua mediatização pode

degenerar no hegemonismo, secando outras iniciativas com menos visibilidade, mas não menos mérito. As campanhas centradas nas grandes superfícies podem prejudicar o pequeno comércio. O maior risco, porém, é a viciação no êxito aparente, a complacência com os problemas estruturais da sociedade, a auto-indulgência. Um projecto destes só se concretizará plenamente no dia em que o progresso a torne inútil. Está inscrito na sua missão. É bom recordá-lo, para evitar desvios que o esgotem no assistencialismo. Para discutir estes temas não é preciso nem insultar nem deixar de reconhecer mérito à actividade desenvolvida pelo BA e ao papel que Isabel Jonet nela tem tido. Essa não é a maneira de ver e pensar de uns tantos? O grave não é a divergência de pontos de vista, mas a forma como se procura condicionar, por pressão mediática, todos quantos fujam a esse paradigma de pensamento único, politicamente correcto. Uma comunicação social em crise, ávida de soundbites, torna-se presa fácil deste processo quando, pelo contrário, dela se esperaria que fosse criteriosa, criando as condições para um confronto equilibrado (e civilizado) de posições. Não entrando na polémica, mas não a ignorando, o JN teve, pela pena do seu director e pelo noticiário produzido, uma posição exemplar. Chapeau. Interessante é verificar que quem ateia as fogueiras digitais da nova inquisição reage com indignação quando são eles a estar na berlinda. O alarido à volta de uma tese sobre a TDT defendida na Universidade do Minho é um bom exemplo. O investigador procura demonstrar que terá havido captura

“Não há dinheiro, não há prendas, não há Natal” foi a resposta taxativa de uma das inquiridas sobre se ia gastar menos em presentes. A festa da família reduzida ao consumo do regulador por parte da PT. Partindo de fundamentos teóricos consagrados, desenvolve uma metodologia empírica discutível e produz, em minha opinião, evidência frágil. Não obstante, uma jornalista do “Público” não hesitou em titular que a tese REVELAVA que a ANACOM favoreceu a PT. Talvez entusiasmado com a cobertura jornalística, o autor do estudo carregou numa tecla que na tese apenas aflora: a passagem da captura à corrupção, baseando-se no que é dito por esse bastião da ciência que se chama Transparency International. Não foi cauteloso, nem rigoroso. Passou para o domínio da opinião, sem qualquer fundamentação científica. Ao fazê-lo, pôs em causa o bom nome de instituições e pessoas. Quem não se sente... Quer a PT como a ANACOM anunciaram que estavam a considerar accionar o autor das declarações (com todas as limitações que tem, não creio que o possam fazer baseados no estudo). Tanto bastou para que surgisse mais uma petição inflamada a exigir a liberdade de investigação científica, como se de Ciência se estivesse a tratar. Curiosamente, no texto não há uma referência ao papel da ética na investigação. Siga o circo.

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As poças António Manuel de Paula Saraiva Macau entre talas No princípio dos anos 80 em Macau multiplicavam-se os bairros apinhados, e faltava o espaço para expandir a cidade. Isto era tanto mais premente quanto Macau havia ganho novo impulso por beneficiar de mais estreitas relações com a China, tornadas possíveis por Portugal ter finalmente reconhecido o Governo deste país (1979) – o qual à época se estava também abrindo ao exterior. Por tal razão a Administração – que já nessa altura dispunha de razoáveis fundos provenientes das receitas do jogo - deliberou mandar proceder a estudos visando respostas para tais problemas. A Taipa estava praticamente fora de questão (1), e assim esses estudos apontaram para um melhor aproveitamento dos aterros existentes e para a criação de novos aterros na Península de Macau. Mais concretamente para a ideia de urbanizar o ZAPE – o local fora já aterrado há anos mas mantinha-se como terreno expectante, dado nele se prever a construção de um campo de aviação – e a proposta de aterrar o que viria a ser o NAPE (levada a cabo de 1987 a 1990). O fecho da Baía Foi nesse clima que o arquitecto Manuel Vicente avançou com uma ideia – arranjar uma nova centralidade para Macau. Para tal - propôs - seria criada uma “ilha” frente à Baía da Praia Grande, ilha que seria ligada à cidade por duas vias. Estas isolariam do mar a zona mais emblemática de Macau – a sua linha de costa virada a sudeste (2) – mas o arquitecto defendeu a sua ideia dizendo que a baía se encontrava poluída; que ficariam dois grandes panos de água que manteriam a ideia e a memória de um espaço voltado para o mar (isto enquanto os anteriores aterros eram adjacentes ao terreno existente) ; e que e que a Praia Grande, com as construções da década de 70, estava desfeada, indo o novo Plano dar-lhe nova harmonia. Um tanto esquecida foi a ideia de que a Baía da Praia Grande, como todas as baías, era côncava – uma forma feminina e acolhedora – e a forma proposta era convexa, uma forma que repele para o exterior. Mas também não se pode saber tudo. E assim o plano foi aprovado, e inscrito como uma das obrigações da (ao tempo única) Sociedade Concessionária dos Jogos; e embora com atrasos foram os aterros e as vias iniciados em 1992 e acabados 4 anos depois. Caía mansa a tarde Como tantos outros habitantes de Macau que não tiveram a inteligência ou a possibilidade de adquirir uma casa, também andei mais de uma vez de “malas na mão” – e um dos locais onde procurei foi na baía da Praia Grande. Um agente indicou-me um andar. Era num prédio velho perto do Palácio do Governo,

e subia-se por um pequenino elevador. Mas ao entrar na casa... Caía mansa a tarde e uma suave luz anilada descia sobre a cidade. Para além das águas da baía, alongavam-se as do delta, apenas separadas das da baía por uma ténue linha (a Avenida Stanley Ho, que une o aterro ao NAPE)....a cor do mar fundia-se com a do céu...umas luzinhas amarelas começavam a acender-se...a paz que emanava desta cena era quase palpável.

No caso em discussão, a “lei” , ou o “princípio” deve ser o de que os lagos são importantes para a imagem e vivência da cidade, e por isso não devem ser ocupados. Os Planos são alterados No ano de 1990 Manuel Vicente e os seus colaboradores trabalham arduamente nos planos de urbanismo, de pormenor e alguns de arquitectura para a Baía – um dos pontos orientadores da proposta era precisamente o de reequilibrar a imagem da zona. Mas como todos os planos não imediatamente realizados (e recorde-se que a Baía só foi fechada 6 anos mais tarde), para mais numa cidade em grande mutação, estes estudos foram postos de lado (oficialmente só em 2006). No eixo principal da nova zona foi construída em 2001 a Torre de Macau, a qual rapidamente se tornou num dos ‘landmarks’ da cidade; em 2006, no lago Sai

Van, em zona até aí ocupada por água, o Quartel de Bombeiros; em 2007 o Casino MGM ocupa uma pequena faixa do lago Nam Van...finalmente em 2010 o Governo lançou uma consulta pública para ajudar a definir o Plano de Urbanização do local. Uma consulta pública à população para que esta se pronuncie sobre um Plano de Urbanização? ...afinal para que há cursos e especializações? Quando muito os moradores poderão apontar defeitos, ou sugerir melhorias a um plano de urbanização existente – ou, no caso de Macau, insistir para que sejam construídos mais habitações com rendas comportáveis... mas adiante. Segundo as notícias saídas na imprensa a DSSOPT deu prioridade “às sugestões que privilegiassem a preservação da paisagem patrimonial, a articulação com a imagem urbana de Macau e conjugação “harmoniosa” com o desenvolvimento urbano”.... só que, já antes de tal concurso de ideias, estavam previstas para o local 4 torres com 50 andares, as torres do Bel Lago – ou seja com uma altura quase igual à da Torre de Macau. E como “harmonizar” a escala da igreja da Penha (3) – melhor, a própria escala da colina (4) - com as previstas Torres? E com a escala dos lagos? As Poças Há poucos dias veio a lume outra “novidade” para o lago de Sai Van: a ideia de nele se criar uma zona de comidas, nocturna, para as famílias de Macau (5) - cidade que, – descontando os casinos e os numerosos restaurantes abertos alguns deles toda a noite - aliás já dispõe de uma óptima zona para esse fim,

infelizmente subaproveitada, a Doca dos Pescadores (Fisherman´s Wharf). Mas um efeito essa ideia, a ser efectivada, irá ter de certeza – diminuir ainda mais o plano de água, tirar-lhe a quietude e o sossego. Hoje em dia a noção de paz e de infinito que se desfrutava ao observar a baía esbateu-se... rodeados de prédios de grandes dimensões (como p. ex. os edifícios da MGM) os lagos começam a assemelhar-se a lagos de jardim. O Primado da Lei Para que as relações entre os cidadãos e o Estado sejam claras, e se evitem as prepotências, nepotismos, favoritismos e corrupções, existem leis - as quais por sua vez se apoiam em princípios. No caso em discussão, a “lei” , ou o “princípio” deve ser o de que os lagos são importantes para a imagem e vivência da cidade, e por isso não devem ser ocupados. A “ceder-se” ou a “facilitar-se”, a este ou àquele (ainda que com a melhor das intenções ou justificações), a ocupação dos lagos para construções ou equipamentos - para mais num território com tanta fome de espaço como Macau - há toda a probabilidade dos pedidos se multiplicarem - para um campo desportivo, uma clínica, uma escola...- e assim não será que com tantos “melhoramentos” os lagos da antiga Baía da Praia Grande se irão assemelhar de futuro a poças?

Notas (1) Nessa época a Taipa era “muito longe” – a única ponte existente à data (a ponte Nobre de Carvalho) havia sido inaugurada apenas há poucos anos (em 1974) e não havia tradição de ali se morar (excepções eram a Taipa Velha, habitada por chineses pobres, e as 5 moradias de funcionários na Baía de Nª Sra. da Esperança - local onde hoje se faz a Festa da Lusofonia); e quanto a Coloane nem pensar - era vista como o “reino” do eng. Estácio e uma colónia de férias. (2) Eis como no livro “Macao: the Holy City; The Gemn of the Orient earth”, editado em 1905 o seu autor (James Dyer Ball (1847-1919) se refere à Baía da Praia Grande: “One of the most enchanting scenes in Macao is that of this beautiful bay, quiet and graceful sweep of sea wall and rows of houses rising up the gentle slopes and the ancient forts and modern public buildings dotted here and there, while behind all rise the Mountains of Lappa and to the right those beyond the Barrier. All descriptions are imperfect; some fail from an attempt to liken this beautiful little gem with another worldrenowned spot, the Bay of Naples.......(texto retirado do blog Macau Antigo) (3) Também ela, aliás, com o perfil já alterado pelo edifício Riviera, ao Porto Interior. (4) A colina da Penha tem 75 metros de altura, pelo que as torres terão 2 vezes a altura da colina. (5)Não se percebe muito bem como, começando as escolas por volta das 8h da manhã, as crianças possam andar com os pais numa zona de comes e bebes nocturna.


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Correia Marques

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a paliçada

A natureza humana muda pouco Compreendo o que me basta, e somente não compreendo como se suporta a si um ignorante soberbo. Lope de Vega, poeta do barroco espanhol (1562-1635)

N

ÃO é um livro de leitura fácil este que ando lendo a espaços, sobretudo na quietude solitária das minhas tardes de fim de semana em Coloane, e do qual respiguei a quadra que acima transcrevi. O livro é uma antologia da poesia espanhola, do período barroco (séculos XVI e XVII). A quadra, essa é, infelizmente, bem atual e leva-me a concluir que muitos dos problemas com que nos debatemos hoje -nos tempos ditos pós-modernos- não são mais do que refinados e requintados meios de atingir os mesmos objetivos de outros tempos. Isto é, de exploração do homem pelo homem; de ganância; de soberba; de ânsia de poder e de abuso do mesmo. E, como consequência, a denegação da dignidade da pessoa humana, arrastando na sua voragem sem

limites –quantas vezes- o ser humano para a situação de mero farrapo. E isto fez-me lembrar a crónica recente de António Lobo Antunes, intitulada «Os pobrezinhos», na qual [ele] nos recorda os tempos em que as famílias abonadas tinham os «seus pobres privativos», aos quais davam roupas velhas e outros excedentes de que já não necessitavam. Famílias essas que até tinham ciúmes se esses pobres batiam a outra porta, mendigando auxílio. Digamos que, ser-se apoderado de um pobre (perdoem-me a linguagem tauromáquica e marialva) elevava o estatuto social das famílias e, ao mesmo tempo, lavava, através da prática da caridade, as consciências sujas. Sim porque dar as migalhas que já não fazem falta é virtude de pouca monta, sobretudo quando as prebendas (fruto de arte rendosa e de pouco trabalho) foram conseguidas (e não digo ganhas, porque esse termo significa esforço e honestidade), tendo como face oposta o empobrecimento dos desgraçados a quem depois se dá uma esmola. E ainda hoje as coisas não são muito diferentes, seja lá onde for. Claro está que nuns sítios mais e noutros menos, consoante a natureza dos regimes políticos e as formas de redistribui-

ção da riqueza produzida num determinado país ou região autónoma. Os tempos e os regimes mudam com a simples e inexorável circunstância de os dias se sucederem às noites, e assim por diante, mas a natureza humana mudou pouco. É certo que o esclavagismo foi abolido como sistema político e o tráfico de escravos foi legalmente banido, mas digam-me lá, olhando o mundo que nos rodeia, se a escravatura acabou?

A soberba que é tida pela religião com um dos sete pecados capitais significa, segundo o dicionário: atitude sobranceira; orgulho; altivez e arrogância. E quando à soberba se junta a ignorância, aí, tudo é possível e perigoso É que, necessariamente, para haver miséria, tem de existir injustiça social, iniquidade. E as injustiças sociais, e as desigualdades de oportunidades que as perpetuam, atenuam-se

(a igualdade total é impossível porquanto, como diz o povo, temos cinco dedos na mão e nenhum deles é igual) não com esmolas, caridade ou compaixão confuciana, mas sim com a consagração de direitos justos para quem trabalha e com o colocar, por parte dos poderes políticos, de trelas e, se necessário, de algemas a quem vive da exploração e das negociatas sem ética e sem escrúpulos. Além disso, com uma equitativa e justa repartição das receitas arrecadadas pelos Estados em impostos e taxas, no sentido de prestar serviços públicos de qualidade, designadamente, cuidados na doença, na escola e na velhice. A caridade ou a compaixão essas deviam, apenas, sobrar para aquelas situações da maior de todas as pobrezas: a pobreza de espírito. A soberba que é tida pela religião com um dos sete pecados capitais significa, segundo o dicionário: atitude sobranceira; orgulho; altivez e arrogância. E quando à soberba se junta a ignorância, aí, tudo é possível e perigoso. No dizer de Vega: “De quantas coisas me cansam/facilmente me defendo/ mas não me posso guardar/dos p´rigos que há num néscio.”

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


quarta-feira 14.11.2012

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c a r t o on por Steff

GENERAL PETRAEUS

Portugal impressiona Eurogrupo

O presidente do Eurogrupo (ministros das Finanças da Zona Euro), Jean-Claude Juncker, reconheceu o esforço português ao nível da consolidação orçamental, mas não comentou uma possível derrapagem do objectivo do défice para este ano. “Não discutimos Portugal hoje [ontem], mas estou profundamente impressionado com o recente desempenho de Portugal no que diz respeito à consolidação orçamental. Mas não falámos disso hoje [ontem]”, afirmou o responsável, no final da reunião de ontem, em Bruxelas, quando questionado sobre a eventualidade de Portugal falhar a meta de 5 por cento do défice em 2012. No centro desta reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro esteve o caso da Grécia. No entanto, a decisão sobre o desbloqueio de uma nova tranche do empréstimo ao país foi adiada para o próximo dia 20 de Novembro.

Comandante da NATO envolvido em escândalo O general norte-americano John Allen, comandante das forças da NATO no Afeganistão, foi agora envolvido no caso do ex-director da CIA, David Petraeus. Allen foi apanhado na investigação da relação extraconjugal do general, por ter enviado mensagens “inapropriadas” a Jill Kelley, a mulher que denunciou o caso. Fonte do Pentágono disse que o FBI descobriu quase 30 mil páginas de correspondência entre Allen e Jill Kelley, uma amiga de Petraeus que terá sido ameaçada por Paula Broadwell, ex-amante do general. John Allen está agora sob investigação do Pentágono, de acordo com o secretário da Defesa, Leon Panetta. Petraeus renunciou ao cargo na semana passada, depois de admitir a relação extraconjugal com Broadwell, sua biógrafa. Kelley denunciou ao FBI uma série de e-mails com ameaças que recebeu durante o ano e depois descobriu que partiram de Broadwell. O FBI posteriormente detectou mensagens entre Broadwell e Petraeus, que revelavam o relacionamento.

Kevin Clash suspeito de assédio sexual

O homem que dá voz a “Elmo” na versão original de Rua Sésamo é suspeito de ter mantido relações sexuais com um rapaz de 16 anos, de acordo com o site de celebridades “TMZ”. O site indica que o homem está a ser acusado por um indivíduo, hoje com 23 anos, que diz ter mantido relações com Clash na menoridade, numa altura em que Clash tinha 45 anos. Kevin Clash confirmou que manteve um relacionamento com o jovem, mas já quando o rapaz era adulto.

Campanha gera polémica ao mostrar Hitler atropelado

RTP manterá serviço público, mas sem indemnização compensatória

Sem descurar Macau

M

IGUEL Relvas disse esta terça-feira no Parlamento que a RTP vai passar a utilizar apenas as verbas da taxa do audiovisual, vivendo “sem a indemnização compensatória”. “A RTP tem de viver sem a indemnização compensatória, tem ser gerida, no médio prazo, com as verbas da taxa do audiovisual”, disse. A taxa vai manter-se nas 22,5 patacas, o que totaliza cerca de 1,5 mil milhões de patacas. O ministro com a tutela da comunicação social, presente na audição em três comissões parlamentares no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Orçamento 2013, recordou que no próximo ano “haverá nova diminuição de custos operacionais na RTP num total de 280 milhões de

patacas, e a indemnização compensatória foi fixada em 520 milhões de patacas. Isto corresponde a uma redução de 42% face aos valores de 2012”. O governante garantiu ainda que o serviço público de rádio e televisão “manter-se-á nos termos previstos na Constituição e na lei” apesar do corte, mas que “o modelo de gestão, esse sim, terá alteração e será debatido, primeiro, no Conselho de Ministros e depois na Assembleia e na sociedade portuguesa”. Em relação à agência Lusa, Miguel Relvas disse que a proposta de lei do OE “não coloca em causa o futuro da agência”: “O Governo conta com a agência noticiosa para a manutenção e o reforço da coesão nacional e como instrumento activo para a valorização e a difusão da lusofonia”, disse, avaliando que o corte previsto de 30 por cento não se fará sentir, uma vez que é válido para os próximos três anos. “A Lusa tem de se adaptar a estes tempos, mas não vai perder qualidade”, afirmou. O ministro falou numa busca de “sinergia” com a agência espanhola EFE, não descurando “a lusofonia e Macau”.

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Uma campanha que pretende consciencializar os condutores romenos para uma condução mais segura gerou polémica. A campanha publicitária partiu de uma ONG que presta auxílio a vítimas de acidentes de viação, e seria normal não fossem estas compostas por anúncios que encenam o atropelamento de figuras como Adolf Hitler, Josef Stalin e Saddam Hussein. A responsável pela criação é a Publicis Bucareste, com sede na capital romena. Junto das imagens dos ditadores atropelados, em choque contra o pára-brisas do veículo aparece a frase: “Well, it`s not like that. Usually, the victim is an innocent. Drive cautiously, save a life!” (“Bem, não é sempre assim. Geralmente, a vítima é um inocente. Conduza com cuidado, salve uma vida!”). Vários especialistas em psicologia já se insurgiram contra a publicidade.


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Hoje Macau 14 NOV 2012 #2734 by Jornal Hoje Macau - Issuu