DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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Arguido do costume
O julgamento do caso do Hotel Estoril, em que Scott Chiang e Alin Lim são acusados de dano e introdução em lugar vedado ao público, realizou-se ontem sem que a juíza
tenha autorizado a tradução simultânea da audiência em português. Scott Chiang, presença recorrente em tribunal, conhece a sentença deste caso no dia 4 de Outubro.
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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau
LECM
Trinta velas GRANDE PLANO
COREIA DO NORTE
IR ALÉM DO PALEIO PÁGINA 11
O afogado formoso h ANTÓNIO CABRITA
PÁGINA 6
ENSINO
TIAGO ALCÂNTARA
MOP$10
QUARTA-FEIRA 12 DE SETEMBRO DE 2018 • ANO XVIII • Nº 4134
Macau sem genialidade PÁGINA 7
2 grande plano
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LECM
TRES DECADAS DE ˆ
LABORATÓRIO QUE MUDOU A CONSTRUÇÃO CIVIL EM MACAU NASCEU HÁ 30 ANOS
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Corria o ano de 1988 quando o governador Carlos Melancia assinou o despacho de criação do Laboratório de Engenharia Civil de Macau. Com grandes projectos de construção a nascerem às portas da transferência de soberania, foi preciso criar regulamentos e fazer quase tudo de raiz. Ao Peng Kong, director, recorda os tempos de inovação que se viveram desde a génese do organismo
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ORTUGAL ia entregar a administração de Macau à China e, nos finais dos anos 80, faltavam infra-estruturas essenciais ao território. Ainda não tinha sido erguido o Aeroporto Internacional de Macau, inaugurado em 1995 e só havia uma ponte a ligar a península à Taipa. Coube a Carlos Melancia assinar o despacho que decretou a criação do Laboratório de Engenharia Civil de Macau (LECM) no ano de 1988. Além de faltaram leis e regulamentos relativos a materiais e outras técnicas de construção, era necessário formar pessoas, como assegura o despacho publicado em Boletim Oficial. “A indústria da construção civil tem vindo a assumir importância crescente em Macau, sendo já considerável a sua contribuição directa e indirecta para a econo-
mia do território, tanto através da sua componente pública, de que são exemplo os grandes empreendimentos já em curso ou a lançar brevemente, como da sua componente privada”, lê-se no despacho que oficializou a génese do organismo. Havia, por isso, a “necessidade de dispor de meios que permitam satisfazer as exigências técnicas e económicas da actividade”, pelo que se aconselhava “a criação de um organismo capaz de lhes responder oportuna e adequadamente, dando às empresas e aos serviços o apoio de que carecem”. Desta forma, foi criado um “organismo de tipo associativo”, que teria um “papel motor que esse organismo pode desempenhar na formação de técnicos locais, com todos os benefícios que daí advirão para o território”. Ao Peng Kong, actual director do LECM, começou a trabalhar no LECM quando faltava quase tudo no sector da construção civil ao nível de regulamentos técnicos. Ao HM, Ao Peng Kong recordou
como foi fundamental nesta fase a colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), de Portugal. “O LNEC ajudou o LCEM. Macau ia passar para administração chinesa e o Governo português queria lançar grandes projectos para Macau. Na altura, a capacidade técnica existente no território não era tão elevada como é agora. Muitos especialistas foram enviados para Macau e era o início de tudo”, recordou. Uma vez que o LECM teve de “começar tudo praticamente do zero”, os desafios impuseram-se logo desde o início, pois os seus profissionais não tiveram oportunidade para trabalhar primeiro com obras de média ou reduzida dimensão. “O LECM começou a operar e recebeu logo grandes projectos, como é o caso do aeroporto. Tivemos de começar tudo praticamente do zero. Tínhamos a ajuda de Portugal e da China, mas Macau não tinha quase nada. Essa foi a grande dificuldade que sentimos”, apontou Ao Peng Kong. Depois de 1995, com a inauguração do aeroporto, já pelo governador Vasco Rocha Vieira,
Nomes como o do empresário Ng Fok, que tem laços empresariais com Edmund Ho, fazem parte da lista de associados, tal como o arquitecto Eddie Wong, autor de vários projectos públicos e responsável pelo novo hospital das ilhas
o LECM pôde dedicar-se à elaboração dos regulamentos técnicos. “Completámos praticamente os trabalhos relativos aos testes de materiais, questões geotécnicas, certificações. Passo a passo, o LECM construiu o seu próprio sistema de gestão.” Depois desse período, coube aos engenheiros civis e técnicos do laboratório trabalharem em projectos mais locais, como é o caso de algumas habitações públicas, o centro de ciência ou a ponte de Sai Van, uma das três travessias entre Macau e Taipa. Um dos nomes que fazem parte dos 30 anos do LECM é o do professor Henrique Novais Ferreira, falecido em 2016, que foi distinguido pelo Presidente da República no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Apesar de já estar com mais de 90 anos de idade, Novais Ferreira marcava presença diária no LECM. "Todos os dias, às 08h15 entro no meu gabinete. Todos os dias às 18h00 regresso a casa. Não há fim-de-semana. Por duas razões: uma delas é porque há bastante trabalho, outra é porque
grande plano 3
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REFERENCIA ˆ
vez mais projectos que obrigam à cooperação regional com territórios vizinhos, nomeadamente China e Hong Kong. Para Ao Peng Kong, trabalhar na construção da nova ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau foi uma “boa experiência”.
se eu soubesse só o que estudei na escola, hoje já não era engenheiro porque já estava completamente desactualizado", afirmou aquele que foi considerado o “Manoel de Oliveira” da engenharia civil, e que acompanhou os primórdios do estabelecimento do LECM.
ÚNICA ENTIDADE “INDEPENDENTE”
António Trindade, CEO da CESL-Ásia, defende que, 30 anos depois da sua criação, o LECM afigura-se no panorama local como a única entidade que certifica obras e materiais de forma totalmente independente. “O LECM é, provavelmente, a única entidade que funciona como certificador independente e que faz esse trabalho de forma profissional em Macau. Não conheço outra, e em Macau é fundamental o profissionalismo. Essa foi a grande razão para a criação do LECM”, disse ao HM. Trindade assegura que a população pode confiar no trabalho desenvolvido pelo LECM. “Na altura, não havia nenhuma entidade independente que fizesse esse trabalho e hoje em dia o LECM é, sem dúvida, uma entidade de referência. Os padrões utilizados são universais, ao nível da
certificação de materiais e outras áreas. O LECM mantém a sua actualidade.” Quando não existia LECM, todos os edifícios eram certificados por entidades privadas “que não eram independentes e que eram, claramente, questionadas quando emitiam as suas opiniões”, recorda o CEO da CESL-Ásia.
“O LECM começou a operar e recebeu logo grandes projectos, como é o caso do aeroporto. Tivemos de começar tudo praticamente do zero.” AO PENG KONG DIRECTOR DO LECM
A qualidade das obras em Macau foi um ponto bastante discutido aquando da passagem do tufão Hato pelo território, o ano passado, que deixou um rasto de janelas e infra-estruturas recentes totalmente destruídas. António Trindade destaca aqui o “lado social” do LECM. “Posso garantir que todos os edifícios que o LECM analisou, e que disse que estão em condições, estão de facto em condições.” “Hoje as pessoas queixam-se das obras de má qualidade e que as coisas não são feitas como deve
ser, mas a verdade é que houve projectistas que assinaram, houve fiscalizações e as coisas continuam a ser mal feitas. Há muitas entidades que certificam em Macau, mas nenhuma tem a independência do LECM”, acrescentou. Ao Peng Kong destaca o facto do LECM ter contribuído para a elaboração dos regulamentos que ainda hoje estão em vigor e que seguem as normas internacionais, garantindo a segurança de muitas obras. “Antes da transferência de soberania, elaborámos muitos regulamentos técnicos para o Governo. Estes eram os únicos regulamentos disponíveis para os grandes projectos de construção, ao nível de fundações, materiais, entre outros. Isso foi muito importante para Macau e levou a um desenvolvimento das regulações aplicadas a todo o sector da construção civil.”
NOVA PONTE FOI “BOA EXPERIÊNCIA”
No ano em que celebra 30 anos de idade, o LECM tem em mãos cada
“Posso garantir que todos os edifícios que o LECM analisou, e que disse que estão em condições, estão de facto em condições.” ANTÓNIO TRINDADE CEO DA CESL-ÁSIA
“O LECM esteve bastante envolvido, tal como tem estado noutros projectos de construção dentro e fora de Macau. A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes confia no LECM para o processo de certificação de todos os materiais fabricados na China que vêm para Macau. Ao nível da nova ponte, o LECM certificou todos os materiais utilizados, essa foi uma experiência bem sucedida para nós.” Questionado sobre as notícias relativas à falsificação de materiais e testes na nova ponte, por parte de engenheiros civis de Hong Kong, Ao Peng Kong apenas referiu que “este foi um projecto de construção com padrões bastante elevados”.
“Posso dizer que tivemos uma boa experiência de trabalho com as autoridades de Hong Kong e todas as empresas subcontratadas. Foi desenvolvido um trabalho de grande qualidade e houve uma boa cooperação com o LECM. Foram respeitados padrões de qualidade elevados e estamos felizes por termos participado neste projecto.” O LECM é uma “organização técnico-científica, sem fins lucrativos, de utilidade pública, com autonomia técnica e financeira e património próprio”. Tem inúmeras associações, profissionais e empresas associadas, além do próprio Governo de Macau, que representa 33 por cento, sendo que 30 por cento são empresas de construção. Nomes como o do empresário chinês Ng Fok, que tem laços empresariais ao primeiro Chefe do Executivo da RAEM, Edmund Ho, fazem parte da lista de associados, tal como o arquitecto Eddie Wong, autor de vários projectos públicos e responsável pelo novo hospital das ilhas. A Universidade de Macau também faz parte da lista, onde as empresas fornecedoras de materiais representam apenas sete por cento. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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Anúncio Faz-se saber que no concurso público n.o 33/P/18 para o «Fornecimento e Instalação de um Aparelho de Cromatografia Gasosa — Espectrometria de Massa (GC/MS) aos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 34, II Série, de 22 de Agosto de 2018, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 4.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita no 1. º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, e também estão disponíveis na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Serviços de Saúde, aos 6 de Setembro de 2018 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL COBRANÇA DO IMPOSTO COMPLEMENTAR DE RENDIMENTOS RESPEITANTE AO EXERCÍCIO DE 2017 Faz-se saber que, nos termos do n.º 4 do artigo 58.º, do Regulamento do Imposto Complementar de Rendimentos, aprovado pela Lei n.º 21/78/M, de 9 de Setembro, com a nova redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei n.º 37/84/M, de 28 de Abril, que durante o mês de Setembro próximo, estará aberto o cofre da Recebedoria da Repartição de Finanças de Macau destes Serviços para a cobrança do referido imposto. Mais se faz saber que, tratando-se de colecta superior a $3.000,00 (três mil patacas), a mesma pode ser paga em duas prestações vencíveis em Setembro e Novembro, de harmonia com o disposto no artigo 57.º do mencionado Regulamento, com a nova redacção que lhe foi dada pela Lei n.º 4/90/M, de 4 de Junho. Aos 2 de Agosto de 2018. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
ANÚNCIO
VENDA EM HASTA PÚBLICA
Faz-se público que se vai realizar uma venda em hasta pública de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens (vinho), que reverteram a favor da Região Administrativa Especial de Macau nos termos da lei ou que foram abatidos à carga pelos serviços públicos. Os locais, dias e horas marcadas para visualização dos bens agora colocados à venda, para efeitos de prestação da caução e da hasta pública propriamente dita, são os seguintes: Visualização dos bens 1. Sucata resultante de veículos e sucata de bens Na tabela abaixo indicada encontram-se discriminados os lotes de sucata resultante de veículos e de sucata de bens colocados à venda, bem como, a respectiva data, hora e local para visualização dos mesmos na presença de trabalhadores da Direcção dos Serviços de Finanças: No. de lote VS01 (parte), VS02 a VS03, MS01 (parte), MS02 a MS05, IS01, L03
Local de armazenamento
Data de identificação
Horário (1)
Local (2)
Taipa e Coloane
18/09/2018
10:00
Parque de estacionamento provisório para veículos abandonados (Estrada de Flor de Lotus, Coloane)
VS01 (parte), MS01 (parte)
Macau
18/09/2018
15:00
Edifício Veng Fu San Chun (Rua da Penha, n.º 3 – 3C, Macau)
L01, L02
Macau
19/09/2018
10:00
Armazém de Ilha Verde da DSF (Estrada Marginal da Ilha Verde, Rua das Camélias, Macau)
Nota (1) A visualização de sucata resultante de veículos e de sucata de bens inicia-se, impreterivelmente, quinze minutos após a hora marcada, não sendo disponibilizada uma outra oportunidade para o efeito. Os interessados devem providenciar meio de transporte para se deslocarem ao local de armazenamento de cada lote. (2) Para se dirigirem aos locais de armazenamento de sucata resultante de veículos e de sucata de bens, devem os interessados concentrar-se nos locais acima indicados. Não há lugar à visualização de sucata resultante de veículos e de sucata de bens no dia da realização da hasta pública, mas são projectadas fotografias dos mesmos através de computador. 2. Bens (vinho) Há lugar à visualização dos bens no local da realização da hasta pública, e, simultaneamente, são projectadas fotografias dos mesmos através de computador. 3. As listas de bens podem ser consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica desta Direcção dos Serviços (website:http://www. dsf.gov.mo). As listas dos bens com descrição pormenorizada podem ser consultadas no 8.º andar do Edifício “Finanças”, sala 803. Prestação de caução Período: Montante: Modo de prestação da caução:
Realização da Hasta Pública Data: Horário: Local:
Desde a data do anúncio até ao dia 24 de Setembro de 2018 $5,000.00 (cinco mil patacas) - - Por depósito em numerário ou cheque, o qual será efectuado mediante a respectiva guia de depósito e paga em instituição bancária nela indicada. A referida guia de depósito será obtida na sala 803 do 8.º andar do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585; ou, - - Por garantia bancária, de acordo com o modelo constante do anexo I das Condições de Venda. 26 de Setembro de 2018 (quarta-feira) às 09:00 horas – registo de presenças às 10:00 horas – início da hasta pública Auditório, na Cave do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585”.
Consulta das Condições de Venda As Condições de Venda podem ser: - obtidas na sala 803 do 8.º andar do Edifício “Finanças”, sito em Macau na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585; - consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica da Direcção dos Serviços de Finanças (website:http://www.dsf.gov.mo). O Director dos Serviços Iong Kong Leong
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quarta-feira 12.9.2018
Chan Hin Chi, assessor do gabinete do secretário para a Segurança “Se o cliente não quiser fornecer os seus dados à operadora, esta tem que desactivar aquele número.”
CIBERSEGURANÇA MULTAS PODEM IR ATÉ CINCO MILHÕES DE PATACAS
A caminho da AL
Terminou a discussão da proposta de lei da cibersegurança no Conselho Executivo. O diploma prevê multas até aos cinco milhões de patacas e cria um novo cargo que será assumido pelos operadores das infra-estruturas críticas e que irá funcionar como o “principal responsável da cibersegurança” por entidades supervisoras de cibersegurança. A CPC é um órgão decisório do Governo, ao qual compete “definir orientações, objectivos de ordem geral e de estratégias”, apontou Leong. Já o CARIC será constituído “por entidades públicas com funções técnicas especiais em termos de segurança de rede e coordenado pela Polícia Judiciária”. Cabe ainda ao CARIC assumir funções de gestão e execução das medidas de resposta em caso de emergência. Por último, as entidades supervisoras ficam responsáveis pela fiscalização do cumprimento das regras por parte dos diferentes operadores.
CARGOS NOVOS
De acordo com a proposta que vai ser apresentado à Assembleia
Legislativa, vai ainda ser criado um novo posto que será o “principal responsável da cibersegurança”. Esta é uma obrigação das operadoras e o profissional que ocupar o cargo tem de ter residência habitual no território. Segundo o assessor do gabinete do secretário para a Segurança,
RÓMULA SANTOS
A
S multas a aplicar aos operadores de infra-estruturas críticas que violarem a lei da cibersegurança podem chegar aos cinco milhões de patacas, de acordo com o diploma que foi apresentado ontem pelo Conselho Executivo (CE). “A proposta de lei prevê que as infracções dos deveres da cibersegurança são punidas com multa de 50 mil a cinco milhões de patacas, sendo ainda aplicáveis sanções acessórias”, revelou ontem o porta-voz, Leong Heng Teng. No que respeita às sanções acessórias, o porta-voz do CE não foi claro, no entanto avançou a perda de subsídios do Governo a título de exemplo de possíveis penalizações. Os operadores de infra-estruturas críticas incluem serviços e órgãos públicos bem como entidades privadas de transporte, telecomunicações, bancos, seguros, cuidados de saúde entre outros. No que respeita às sanções aplicadas a entidades que abusem das competências que lhes vão ser atribuídas neste âmbito, o diploma não faz qualquer referência. Na proposta de lei está ainda definida a constituição das entidades que vão ter a seu cargo a implementação do sistema de cibersegurança. O sistema vai ser composto por uma Comissão Permanente para a Cibersegurança (CPC), pelo Centro de Alerta e Resposta a Incidentes de Cibersegurança (CARIC) e
Chan Hin Chi, tem de ser alguém “com competência de mobilizar recursos humanos e financeiros e demais apoios logísticos para poder melhor monitorizar a segurança cibernética”, além de idóneo e com experiencia profissional na área da cibersegurança. Cabe ainda ao principal responsável
da cibersegurança “avisar o CARIC sempre que ocorrerem “incidentes”, acrescentou Leong Heng Teng, bem como “proceder regularmente à auto-avaliação, submetendo o respectivo relatório à entidade supervisora”.
TELEFONES CONTROLADOS
As operadores de telecomunicações têm, a partir da entrada em vigor da lei da cibersegurança, 60 dias para pedir aos utilizadores de cartões SIM pré-pagos os seus dados de identificação. Já os utilizadores têm, após este prazo, mais 60 dias para fornecer as informações solicitadas sem que ocorram em ilegalidade. “Se o cliente não quiser fornecer os seus dados à operadora, esta tem que desactivar aquele número”, apontou Chan Hin Chi. O objectivo é garantir que todos os utilizadores das redes telefónicas locais se encontrem devidamente identificados, acrescentou. Sofia Margarida Mota
sofia.mota@hojemacau.com.mo
Educação Si Ka Lon quer melhorias pedagógicas
O deputado Si Ka Lon considera que é necessário implementar medidas para actualizar os métodos pedagógicos e melhorar as ideias a aplicar na educação dos mais novos. É este o conteúdo de uma interpelação escrita do deputado ligado ao empresário Chan Meng Kam. O pedido enviado ao Governo através da Assembleia Legislativa surge na sequência de um relatório sobre a avaliação escolar em Macau, que considerou que as metodologia no ensino local estão desactualizadas.
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Banca Empréstimos para habitação em queda em Julho Os novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos de Macau em Julho totalizaram 5,2 mil milhões de patacas, traduzindo uma queda de 9,4 por cento em termos anuais homólogos, indicam dados divulgados ontem pela Autoridade Monetária de Macau. Os aprovados para residentes subiram 34,7 por cento para 5,1 mil milhões, mas tal não foi suficiente para travar a diminuição anual homóloga, dado que os empréstimos concedidos aos não residentes sofreram uma queda de 95,7 por cento para
Aviação Simulação de bomba no aeroporto
A Autoridade de Aviação Civil (AAC) realizou uma simulação de ameaça de bomba entre a passada segunda-feira e ontem, de acordo com um comunicado do Governo. O exercício começou às 23h do dia 10 de Setembro e prolongou-se até à 1h da manhã do 11 de Setembro. De acordo com a AAC, o exercício teve como objectivo simular a activação do Plano de Emergência do Aeroporto e o procedimentos de segurança, num cenário em que foi simulada uma chamada anónima com a ameaça de bomba. O exercício envolveu vários organismos das forças de segurança, assim como a cooperação das operadoras de aviação.
84,5 milhões de patacas. Os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias também registaram uma forte descida: caíram 62,5 por cento para 4,09 mil milhões de patacas. Desta feita, a diminuição ficou a dever-se à forte queda dos empréstimos aprovados aos residentes que foram de 4,06 mil milhões de patacas em Julho, ou seja, menos 62,7 por cento face a igual período de 2017. Em sentido inverso, os empréstimos para os não residentes subiram 14,2 por cento em termos anuais homólogos para 38,7 milhões de patacas.
JUSTIÇA SENTENÇA DO CASO DO HOTEL ESTORIL É LIDA NO DIA 4 DE OUTUBRO
Perdidos em tradução
Decidiu e está decidido. Apesar dos pedidos dos jornalistas, a juíza Leong Fong Meng não autorizou que o julgamento de Scott Chiang e Alin Lim tivesse tradução simultânea para português. O caso reporta-se à afixação de uma faixa com uma mensagem política no Hotel Estoril Para o deputado José Pereira Coutinho esta questão mostra a indiferença com que as línguas têm sido tratadas desde a criação da RAEM, em 1999. “É uma pena que passados quase 20 anos ainda estejamos a falar destas questões. O mínimo que se esperaria era que todos os serviços públicos, Governo, Assembleia Legislativa e Tribunais, pudessem sempre utilizar as duas línguas em simultâneo”, afirmou Coutinho, ao HM. “É uma realidade que dá para perceber que nos serviços relacionados com interesses empresariais e a plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa falta uma maior atenção ao uso das duas línguas. A língua portuguesa está de facto a ser maltratada”, acrescentou.
HOJE MACAU
O
caso do Hotel Estoril, que remonta a Agosto de 2016, quando Scott Chiang e Alin Lam alegadamente entraram no antigo hotel e afixaram uma faixa onde se lia “Alexis Tam: Assassínio do Património”, teve ontem lugar no Tribunal Judicial de Base. Na sessão que decorreu, ontem de manhã, foram ouvidas todas as cinco testemunhas, três de acusação e duas de defesa, com a leitura da sentença a ficar marcada para 4 de Outubro. Os activistas ligados à Novo Macau, Scott Chiang e Alin Lam, enfrentam acusações da prática de um crime de “introdução em lugar vendado ao público”, que é punido com pena de prisão até três meses ou pena de multa até 60 dias, e uma acusação de “dano”, prática punida com três anos de prisão ou pena de multa. No entanto, a sessão ficou marcada pelo facto da juíza que preside ao colectivo, Leong Fong Meng, ter recusado que fosse disponibilizada a interpretação simultânea de cantonense para português, apesar dos pedidos dos jornalistas, devido ao facto de nenhuma das partes envolvidas utilizar a idioma de Camões para se expressar. “O público tem de saber o que está a acontecer nos tribunais. Se uma parte relevante da sociedade só lê em inglês ou portugueses
DATA DE DANOS INCERTOS
e eles têm aqui pessoas que são pagas para desempenhar essas funções, qual é a razão que justifica que não haja tradução?”,
questionou Scott Chiang, à saída do tribunal. “É uma questão que também sublinha a importância da educação chinesa”, ironizou.
“O mínimo que se esperaria era que todos os serviços públicos, Governo, Assembleia Legislativa e Tribunais, pudessem sempre utilizar as duas línguas em simultâneo.” JOSÉ PEREIRA COUTINHO
Em relação ao julgamento, foram ouvidas três testemunhas de acusação. Uma das Serviços de Finanças, que gerem os edifícios e bens da RAEM, e dois polícias. O funcionário das finanças reconheceu que o Governo não sabe quando foram feitos os danos, apesar de gerir o espaço, e que só no dia dos acontecimentos foram chamados para reparar o buraco na rede. Por sua vez, os polícias explicaram que quando chegaram às traseiras do local que encon-
traram Scott Chiang a sair do edifício pelo buraco da rede. Já Alin Lam foi detido mais tarde, quando estava no segundo andar. Foi ainda dito em tribunal que não foram encontrados no local, nem nas imediações, quaisquer materiais que permitissem cortar a rede. As duas testemunhas de defesa ouvidas em tribunal afirmaram ter entrado no antigo Hotel Estoril, antes da data dos acontecimentos e que nessa altura já existia o buraco que alegadamente terá sido utilizado pelos activistas para entrar no edifício. As duas testemunhas pediram ainda desculpa à sociedade pelos eventuais “problemas” causadas pelo acesso não autorizado nas instalações do antigo Hotel Estoril. No final, em declaração aos jornalistas, Scott Chiang negou ter cometido qualquer danos e pediu desculpas por ter entrado num local, sem ter obtido autorização previamente.
ACUSAÇÃO FALSA
“Honestamente, não sabíamos que era necessário um pedido para entrar. Não fomos lá dentro para cometer qualquer acto vândalo, ou para invadir a privacidade de alguém. Só queríamos transmitir uma mensagem. Mas honestamente pedimos desculpa por todos os problemas que causámos. Se soubéssemos que era necessário um pedido do Governo teríamos feito isso”, vincou. “A acusação de dano é falsa porque o buraco na rede está lá desde sempre. Na verdade, é um caso muito simples porque sabemos que desde sempre houve pessoas que entraram e saíram do edifício”, defendeu. O julgamento decorreu ontem de manhã e a juíza Leong Fong Meng anunciou que a sentença vai ser lida na tarde de 4 de Outubro. João Santos Filipe
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quarta-feira 12.9.2018
“BARIJAT” ALTA PROBABILIDADE DE SINAL 3 ATÉ AO MEIO-DIA
DSEJ MACAU NÃO TEM ALUNOS CLASSIFICADOS COMO SOBREDOTADOS
Génios, nem vê-los
O
Não há alunos classificados como sobredotados em Macau. A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude garante estar a desenvolver instrumentos padronizados de avaliação, dispondo já de mecanismos no domínio da criatividade TIAGO ALCÂNTARA
S Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) prevêem ser elevada a probabilidade de, até ao meio-dia, ser içado o sinal 3 de tempestade tropical devido à aproximação do “Barijat”. À luz das previsões de ontem, a probabilidade de ser hasteado o sinal 8 hoje à noite era moderada. Os SMG estimam que essa será a altura em que o ciclone tropical irá cruzar o ponto mais próximo do território, antecipando que o vento se intensifique significativamente e que os aguaceiros e trovoadas aumentem gradualmente. Ontem à tarde também foi emitido o alerta de ‘storm surge’, sendo moderada a probabilidade de na tarde de hoje ser emitido o aviso de ‘storm surge’ azul (nível 1). Os SMG prevêem que possam ocorrer inundações ligeiras no Porto Interior entre a noite de hoje e a manhã de amanhã. À semelhança do que sucedeu ontem, os SMG estimam que as concentrações de ozono voltem a ser elevadas durante o dia de hoje, apontando que a ausência de nuvens vai facilitar a sua produção, facto que pode levar a qualidade do ar no território a atingir o nível insalubre. A aproximar-se de Macau está também o super tufão “Mangkhut” que, segundo os SMG, deve afectar significativamente a costa meridional da China no fim-de-semana. Com efeito, dado que o “Mangkhut” ainda se encontra a uma distância considerável de Macau, os SMG realçam que as incertezas sobre o impacto que vai trazer para o território são relativamente elevadas. D.M.
UnionPay ‘App’ permite a clientes de Macau fazer pagamentos na China
A UnionPay International anunciou ontem o lançamento de uma aplicação de telemóvel que vai permitir aos portadores de cartões emitidos em Macau e Hong Kong efectuarem pagamentos dentro e fora das duas cidades. Em comunicado, a empresa diz que a nova ‘app’ surge em resposta à construção da Grande Baía e às crescentes necessidades de pagamentos trazidas pelas trocas entre Macau, Hong Kong e o interior da China. Desde ontem, os clientes de Macau e de Hong Kong podem ligar os seus cartões emitidos localmente à aplicação de telemóvel “UnionPay” e desfrutar do serviço de pagamento móvel dentro e fora das duas Regiões Administrativas Especiais. O CEO da UnionPay International, Cai Jianbo, afirmou que, em resposta ao avanço das tecnologias e à mudança dos hábitos de pagamento dos clientes, a UnionPay tem-se esforçado para promover a inovação de técnicas e produtos. Actualmente, a UnionPay é aceite em quase todos os multibancos e terminais POS (point of sale) de Macau e Hong Kong, onde foram emitidos cerca de 19 milhões de cartões.
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CTUALMENTE, não existem alunos classificados como sobredotados na base de dados de avaliação da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). Em resposta ao HM, o organismo garante estar a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos padronizados de avaliação, dispondo já de ferramentas em determinadas áreas. “A DSEJ está a desenvolver, sucessivamente, instrumentos padronizados de avaliação em diferentes domínios para este tipo de alunos e, até ao momento,
desenvolveu quatro conjuntos no domínio intelectual e da criatividade”. Ferramentas que permitem ao pessoal docente ou de aconselhamento avaliar alunos, caso sinalizem características de sobredotação, aferindo capacidades e necessidades de aprendizagem, indicou o organismo liderado por Lou Pak Sang. Em resposta a uma interpelação escrita apresentada
pelo deputado Ho Ion Sang, a subdirectora da DSEJ, Leong Vai Kei, revelou que, em Junho, solicitou apoio a uma instituição de consultadoria (não especificada) para a elaboração de normas de classificação dos alunos sobredotados. “Após a conclusão dos trabalhos, serão elaborados modelos de desenvolvimento do ensino dos alunos sobredotados, as estruturas de suporte e o
“A DSEJ está a desenvolver, sucessivamente, instrumentos padronizados de avaliação em diferentes domínios” para os alunos sobredotados
estudo e definição das respectivas instruções para servir de referência às escolas para que possam detectar e preparar os alunos sobredotados”, afirmou. Na mesma resposta, datada de meados de Julho, Leong Vai Kei cita, entre os instrumentos de avaliação já aplicados pela DSEJ, as escalas de inteligência de Wechsler, bem como o Teste de Pensamento Criativo de Torrance.
FORMAR PARA IDENTIFICAR
Em paralelo, considerando que o corpo docente desempenha um papel fundamental, a DSEJ realça que tem organizado, “periódica e sistematicamente”, acções de formação relacionadas com a educação de alunos sobredotados, bem como sobre a utilização dos instrumentos de avaliação “com vista a aumentar a capacidade de identificação de alunos sobredotados”. Mais de 200 professores receberam este tipo de formação até ao momento, de acordo com a DSEJ que não menciona quando arrancaram estas iniciativas. Ao HM, a DSEJ explica que o primeiro passo quando são identificados sinais que apontam que uma criança pode ser sobredotada é requerer, junto do organismo, “uma consulta profissional do ensino especial, para que este tenha conhecimento da situação dos alunos, através de entrevistas e preste apoio e [dê] sugestões sobre como promover o desenvolvimento das potencialidades destes alunos”. Algo que pode ser solicitado tanto pelos docentes e agentes de aconselhamento como pelos próprios encarregados de educação. “Caso [os alunos] não possuam resultados satisfatórios nos estudos ou na sua adaptação e se forem identificados com necessidades educativas especiais, após a avaliação, a DSEJ sugere a frequência em escolas regulares, na qualidade de aluno inclusivo, recebendo apoio adicional na escola”. A DSEJ enfatiza que, neste caso, além de atribuição de apoio financeiro extraordinário à escola, envia ainda periodicamente funcionários, “no sentido de discutirem com os docentes ajustamentos ao currículo dos alunos ou a prestação de apoio extra para que estes usufruam de um ensino apropriado”. Aliás, argumenta, no Guia de Funcionamento das Escolas sugere-se já concretamente às escolas que “procedam ao ajustamento e apoio aos alunos sobredotados e que apresentem dificuldades na aprendizagem ou na adaptação”. Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
8 eventos
12.9.2018 quarta-feira
HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Buchú Nome botânico: Agathosma betulina (P.J.Bergius) Pillans Sinonímia científica: Barosma betulina (P.J.Bergius) Bartl. & H.L.Wendl. Família: Rutaceae. Nomes populares: BAROSMA; BUCHU; BUCHÚ-REDONDO; BUCO. Originário da África do Sul, onde ainda se encontra em estado espontâneo, o Buchú ocupa um território pouco extenso no Sudoeste do Cabo da Boa Esperança, onde é amplamente cultivado para fins medicinais, bem como na América do Sul. Trata-se de um arbusto, sempre-verde, com numerosos ramos de cor castanha-purpúrea, que alcança 2 metros de altura; as folhas, verde-amareladas, são ovaladas e coriáceas, com as margens serradas, e encontram-se salpicadas de numerosos pelinhos glandulares, visíveis a contraluz, que desprendem uma intensa fragância; as flores, brancas ou rosadas, têm cinco pétalas. O Buchú é um remédio tradicional dos KhoiKhoi (Hotentotes), povo nómada do Sul de África, pelos quais é designado como bokoo e buku. O termo significa talco e alude ao pó obtido das folhas secas empregue na preparação de um repelente de insectos. Estes indígenas fazem ainda um vinho usado nas afecções digestivas e como anti-séptico das vias urinárias, e elaboram um óleo utilizado como perfume corporal; uma loção em vinagre é aplicada sobre contusões e entorses. Quando os colonizadores ocuparam o Cabo da Boa Esperança, foram os Hotentotes quem lhes ensinou a sua utilização medicinal. Em 1790, o Buchú foi introduzido em Inglaterra e, em 1821, foi inscrito na Farmacopeia Britânica onde permaneceu até 1963. Actualmente continua a ser uma planta útil em fitoterapia. São usadas as folhas, de preferência frescas, colhidas quando a planta está em flor ou com frutos. Composição Óleo essencial (diosfenol ou cânfora de Buchú), flavonóides, mucilagens, resinas, gomas, cumarinas, taninos, lignina, clorofila, vestígios de vitamina B1 e oxalato de cálcio. Acção terapêutica Um dos mais eficazes anti-sépticos urinários, o Buchú tem um potente efeito diurético; aumenta a sudação, eliminando as toxinas através da pele e aliviando o trabalho do rim, desinflama os órgãos genitais e urinários, sobretudo a bexiga e a próstata, e regenera a mucosa urinária; tem ainda acção anti-reumática.
Pelo m
PINTURA JOAQUIM FRANCO APRESENTA “THE
É especialmente recomendado no tratamento das afecções inflamatórias e infecciosas do tracto urinário, como cistite, uretrite, pielonefrite, prostatite e doenças venéreas – na cistite alivia a comichão e a dor ao urinar e, quando tomado com regularidade, auxilia a evitar a sua recorrência. Está igualmente indicado em caso de bexiga irritável, cálculos urinários, hematúria, retenção de líquidos, edemas, hipertensão arterial, ácido úrico elevado, gota e reumatismo. Tónica do sistema digestivo, esta erva aumenta o apetite e favorece a digestão; tonifica o estômago, combate os espasmos, ajuda a expulsão de gases e é laxativa, sendo usada tradicionalmente para aliviar a flatulência, e na anorexia, digestões difíceis, obstipação, inflamação do estômago ou da vesicula biliar. Também pode ser útil na síndrome pré-menstrual, por ser um estimulante do útero e do fluxo menstrual.
Joaquim Franco dedica grande parte da mo que têm como foco o mar e a sua importânc em Hong Kong, até dia 23 de Setembro
Outras propriedades Usado externamente, o Buchú é adstringente e anti-séptico, sendo empregue nas feridas, incluindo as de difícil cicatrização, contusões, entorses e inflamações da boca. Como tomar • Uso interno: Infusão das folhas: 1 colher de sobremesa por chávena de água fervente, 15 minutos de infusão. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Em cápsulas ou comprimidos, em fórmulas de plantas, para aumentar a diurese, combater as infecções urinárias, melhorar a função renal e auxiliar no emagrecimento. O óleo essencial obtido das folhas, com um aroma idêntico ao da Hortelã-pimenta, é usado como aromatizante em doces, gelados, pudins, gelatinas e outras sobremesas. • Uso externo: Infusão das folhas: 50 gramas por litro de água fervente. Em bochechos, lavagens e compressas. Precauções Devido ao óleo essencial, com diosfenol e pulegona, o Buchú está contra-indicado durante a gravidez e lactação. A pulegona é hepatotóxica, estimula o fluxo menstrual e é abortiva. Além disso, o óleo essencial é um irritante do tracto gastrintestinal e rins. Não são conhecidos efeitos adversos nas dosagens terapêuticas, no entanto, em doses elevadas pode tornar-se irritante. Pela sua acção diurética, não deve ser administrado em concomitância com outros diuréticos ou com cardiotónicos. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
Joaquim Franco, artista plástico “Esta instalação é uma onda de plástico que invade a galeria e que pretende representar me
BIENAL DE PARIS SALVA PORTUGUESA DO SÉCULO XVI PR
U
MA salva portuguesa de cobre esmaltado e dourado do século XVI com armas reais, apresentada pela Galeria São Roque, ganhou o prémio de "Objecto de Excepção" da Bienal de Paris, uma das mais conhecidas feiras de antiquários do mundo. O ‘Prix de La Commission Biennale de Paris 2018 de l'Objet
d'Exception' foi recebido com "um grande orgulho e uma grande vitória", disse à Lusa Mário Roque, director da São Roque Antiguidades e Galeria de Arte, de Lisboa, a única galeria portuguesa presente na bienal parisiense. "Tem sido um sucesso e foi um sucesso de tal maneira que obtivemos o prémio da melhor peça da
bienal deste ano. É uma salva do século XVI em esmalte com as armas reais portuguesas. Nunca na história da arte portuguesa houve uma peça nossa e que tenha a ver com a nossa história que vá para uma feira internacional e que tenha sido premiada. Eu acho que para a arte portuguesa é uma grande vitória", afirmou.
eventos 9
quarta-feira 12.9.2018
mar adentro
E WAVE AND OTHER POEMS” EM HONG KONG
ostra “The wave and other poems” a trabalhos cia. A exposição está patente na Galeria Nido,
etaforicamente a forma como o plástico está a invadir os oceanos.”
“T
HE Wave and other poems” é nome da exposição do artista local Joaquim Franco que está patente na Galeria Nido em Hong Kong até ao próximo dia 23 de Setembro. A mostra divide-se em dois momentos. Um primeiro constituído pela instalação "The Wave" seguido pela exibição quadros sob o tema “Other Poems”. A primeira parte dos trabalhos apresentados por Joaquim Franco é uma instalação, “uma grande onda”, segundo a descrição do próprio. Mas não é uma onda qualquer, é uma instalação que tem uma mensagem de alerta para o problema do plástico e da crescente poluição que afecta, nomeadamente, os oceanos. "Esta instalação é uma onda de plástico que invade a galeria e que pretende representar metaforicamente a forma como o plástico está a invadir os oceanos", apontou o artista ao HM. Esta preocupação com o ambiente, em especial com a poluição das águas do mar, é um assunto que diz pessoalmente respeito ao artista e que tem origem na sua infância. “Sou da Ericeira, que fica mesmo virada para o mar, e por isso tenho esta ligação profunda ao oceano”, explicou. Por outro lado, "é importante alertar as pessoas para o que se impõe que é um menor uso do plástico e a modificação do nosso comportamento em relação e este material para irmos acabando por o deixar de usar com esta intensidade”, sublinhou. A ideia para a instalação partiu de um quadro produzido para uma exposição na Casa Garden, que se chamava “Oceano”, em que a presença do plástico apareceu pela primeira vez. “Mais tarde, entrei no atelier e encontrei uma série de sacos no chão. Foi quando me lembrei que este material tanto invade os oceanos como o
REMIADA Esta é a segunda vez que a galeria São Roque participa na Bienal de Paris, que decorre no Grand Palais até 16 de Setembro. No ‘stand' da galeria, entre as cerca de 70 peças de arte portuguesa dos séculos XVI e XVII ligada à expansão marítima estão, por exemplo, um cofre indo-português de
Guzerate, em madrepérola, tartaruga e montagens de prata, uma caixa de marfim e prata sino-portuguesa e uma caixa do Pegu com um verso da carta de Ceuta de Camões, todas do século XVI. Este ano, a arte da expansão portuguesa começa a ser mais conhecida, uma "vitória" para Mário Roque que
destaca que a sua participação não tem um objectivo "só comercial" porque a aposta é "divulgar a arte portuguesa". "Tem sido uma grande vitória e um grande orgulho para nós. É que os franceses, pela primeira vez, começam a reconhecer a arte portuguesa", acrescentou, sublinhando que a contribuir para esse
reconhecimento esteve o catálogo que editou, no ano passado, para a bienal, com quase 400 páginas sobre a história da arte portuguesa do século XV ao século XVIII, ilustrado com obras que estiveram em exposição.
estúdio onde trabalho, como os quadros que faço”, apontou. Ainda dentro deste primeiro momento expositivo estão integradas duas pinturas: “O Oceano Atlântico” e o “Oceano Pacífico”, “numa onda que traz o plástico ao longo do espaço e passa por estes dois quadros”, referiu.
HOMENAGEM A COUSTEAU
O segundo momento expositivo é referente “aos outros poemas” e é preenchido por vários quadros do artista. Também aqui se nota a presença do oceano, nomeadamente em três obras inspiradas em Jacques Cousteau. Um deles intitulado “O mundo do silêncio”, nome inspirado no livro homónimo do explorador francês. “Faço uma homenagem à sua vida porque foi alguém que se dedicou aos oceanos. Fez um estudo sobre a Antártida e conseguiu junto das Nações Unidas que aquela zona não fosse explorada”, revela o artista quanto às referências que recolheu para o trabalho. Um segundo quadro, “Calypso”, é o nome do barco do cientista. A mostra patente na região vizinha tem ainda outra obra de inspiração oceânica, mas também ligada à infância do artista e que tem que ver com castelos de areia. “Aqui, a metáfora tem de ver com a ilusão que é associada a este tipo de construção”, referiu. Para o artista, a presença de Cousteau nestas obras não foi um acaso. "Todos os sábados, quando era miúdo, havia na televisão um programa dele e o facto de o ver acabou por se tornar uma rotina tão importante para mim como a de ir à praia”, acrescentou. As restantes obras são quadros que retratam "outros poemas como o amor ou as relações entre as pessoas.” Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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O projecto de infra-estruturas internacional lançado pela China, que suscita preocupações sobre as ambições estratégicas de Pequim, está a reduzir a desigualdade entre países e regiões, afirmou ontem uma unidade de investigação
O
estudo, liderado pela AidData, da universidade norte-americana William & Mary, surge numa altura em que críticos denunciam a armadilha do endividamento nos países incluídos na Nova Rota da Seda. Bancos estatais e outras instituições da China estão a conceder enormes empréstimos para projectos lançados no âmbito daquela iniciativa, que inclui a construção de portos, aeroportos, autoestradas ou malhas ferroviárias ao longo da Europa, Ásia Central, África e sudeste Asiático. A AidData analisou 3.485 projectos, em 138 países, e concluiu que estes resultaram numa distribuição mais justa da actividade económica, ao melhorar o acesso ao emprego e mercados, reduzindo diferenças econó-
12.9.2018 quarta-feira
ESTUDO PROJECTO DE INFRA-ESTRUTURAS REDUZ DESIGUALDADES ECONÓMICAS
Rota da igualdade micas que "elevavam o risco de distúrbios violentos". "Analistas e políticos ocidentais descrevem muitas vezes Pequim como um actor negligente, egoísta e sinistro", considera o director da AidData, Bradley C. Parks. No entanto, ao impulsionar uma distribuição mais justa da actividade económica, "o investimento chinês corrige uma das raízes fundamentais para a instabilidade global", realça. O estudo foca apenas um aspecto do financiamento chinês, enquanto o impacto geral, que inclui a corrupção ou degradação ambiental, é uma questão "mais complexa", reconhece Park. Críticos da iniciativa apontam para um aumento problemático do endividamento, que em alguns casos coloca os países numa situação financeira insustentável. No Sri Lanka, um porto de águas profundas construído por uma empresa estatal chinesa, numa localização estratégica no Índico, revelou-se um gasto incomportável para o país, que teve de entregar a concessão da infra-estrutura e dos terrenos próximos à China, por um período de 99 anos. No Quénia, o Governo enfrenta protestos e greves, depois de ter criado um imposto de 16 por cento sobre combustíveis para pagar os custos de construção. O montante de pagamentos do país aos bancos chineses vai triplicar, a partir de 2019.
Mahathir Mohamad, cancelou projectos apoiados pela liderança chinesa no seu país e avaliados em mais de 19.000 milhões de euros. "Nós não queremos
uma nova versão do colonialismo porque os países pobres não conseguem competir com os países ricos", afirmou Mahathir sobre a sua decisão.
Pequim, que publica poucos detalhes sobre o financiamento além-fronteiras, recusa que a Nova Rota da Seda tenha causado um excesso de endividamento.
"O nível de vida das populações e o desenvolvimento económico foram impulsionados", afirmou, em Agosto passado, o director do Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, Ning Jizhe. O estudo da AidData analisa uma lista de projectos recolhida a partir de comunicados governamentais, notícias e pesquisa de académicos e organizações não-governamentais. Mais de 40 por cento dos projectos são estradas, caminhos-de-ferro, pontes, portos, aeroportos, rede eléctricas, antenas de telemóveis e linhas de fibra ótica. O resto inclui hospitais, escolas e esgotos.
O estudo foca apenas um aspecto do financiamento chinês, enquanto o impacto geral, que inclui a corrupção ou degradação ambiental, é uma questão “mais complexa” Para medir o impacto económico, os pesquisadores analisaram as mudanças na utilização de luzes durante a noite em cidades e áreas rurais, com base em imagens de satélite. Os projectos financiados por Pequim talvez produzam mais benefícios, porque as empresas chinesas trabalham mais rápido, enquanto projectos financiados pelo ocidente podem demorar anos, considera Parks. O estudo considera ainda que os projectos promovidos pela China tendem a ligar áreas no interior dos países a portos, permitindo impulsionar as exportações.
TEORIA DA DÍVIDA
No mês passado, o primeiro-ministro da Malásia,
NATALIDADE CHINA ELIMINA AGÊNCIAS DE PLANEAMENTO FAMILIAR
A
China eliminou as três agências encarregues de executar as políticas de planeamento familiar, num sinal de que Pequim poderá vir a anular qualquer limite no número de filhos que cada casal pode ter. A decisão faz parte de uma reorganização da Comissão Nacional de Saúde, anunciada na segunda-feira, que cria um único departamento responsável por "estabelecer e aperfeiçoar um
sistema especializado de apoio às famílias". As expectativas de que Pequim pode pôr fim a décadas de controlo da natalidade foram também suscitadas pelo lançamento, no mês passado, de um selo postal com o desenho de um casal de porcos acompanhado por três leitões sorridentes. Face ao rápido envelhecimento da sua população, a China decidiu,
em 2016, abolir a política de "um casal, um filho", pondo fim a um rígido controlo da natalidade que durava desde 1980, permitindo aos casais passar a ter, no máximo, dois filhos. No primeiro ano após a política ser abolida, a taxa de natalidade subiu 8 por cento, para 17,9 milhões de bebés, entre os quais metade nasceram de casais que já tinham um filho. No entanto, no ano seguinte,
a taxa de natalidade caiu para 17,2 milhões de bebés, enquanto a população com 60 anos ou mais atingiu 17,3 por cento do total. A China é a nação mais populosa do mundo, com cerca de 1.400 milhões de habitantes. Pelas contas do Governo, sem aquela política, o país teria hoje quase 1.700 milhões de habitantes. Entretanto, e fruto da tradição feudal que dá preferên-
cia a filhos do sexo masculino, a política de filho único gerou um excedente de 33 milhões de homens. Os números sugerem um outro efeito perverso da política: de acordo com dados oficiais chineses, desde 1971, os hospitais do país executaram 336 milhões de abortos e 196 milhões de esterilizações. A maioria dos abortos ocorreu quando o feto era do sexo feminino.
região 11
quarta-feira 12.9.2018
Moon Jae-in “A Coreia do Norte deve avançar para o desmantelamento nuclear e os EUA devem dar os passos correspondentes. Os dois países devem afastar as desconfianças mútuas, de raízes profundas, provocadas por 70 anos de relações hostis.”
O
chefe de Estado, Moon Jae-in, que se vai reunir esta semana com o líder norte-coreano, Kim Jong un, reafirmou também a intenção em manter a Coreia do Sul como mediador entre Pyongyang e Washington. Trata-se do terceiro encontro entre os líderes das duas coreias desde o princípio do ano focado mais uma vez nas discussões sobre a desnuclearização e a paz na península. Moon disse que a cimeira deve ser capaz de “dar um grande passo” no sentido da desnuclearização. A próxima reunião vai decorrer numa altura em que se verifica um impasse sobre o caminho a seguir após as promessas acordadas na Cimeira de Singapura, que se realizou em Junho, entre Kim Jon un e o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump. Para o presidente da Coreia do Sul, os líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte devem
A
polícia tailandesa cancelou, na noite de segunda-feira, um fórum organizado por jornalistas estrangeiros para discutir a violência das forças de segurança na Birmânia contra muçulmanos rohingya e outras minorias étnicas. De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), uma dezena de polícias chegaram ao Clube de Correspondentes Estrangeiros da Tailândia (FCCT, na sigla
DIPLOMACIA SEUL PEDE PASSOS PARA A DESNUCLEARIZAÇÃO
Agora a sério
O presidente da Coreia do Sul pediu ontem aos Estados Unidos e à Coreia do Norte empenhamento e “decisões marcantes” que possam resolver o impasse sobre as ambições de Pyongyang para a energia nuclear pensar em conseguir “decisões marcantes” capazes de produzir avanços diplomáticos no sentido do desmantelamento do arsenal nuclear de Pyongyang. “A Coreia do Norte deve avançar para o desmantelamento nuclear e os Estados Unidos devem dar os passos correspondentes”, disse
Moon. “Num processo como este, os dois países devem afastar as desconfianças mútuas, de raízes profundas, provocadas por 70 anos de relações hostis”, acrescentou.
VELHOS RANCORES
A Coreia do Norte desmantelou as bases de testes para lançamento de
mísseis, mas os Estados Unidos pedem “passos mais sérios”. De acordo com notícias publicadas nas últimas semanas o líder norte-coreano disse que os esforços de Pyongyang devem ser “recíprocos” e que os Estados Unidos devem corresponder com medidas como uma declaração
Realidade inconveniente
Tailândia cancela fórum sobre abuso de direitos humanos dos rohingya
em inglês), em Banguecoque, onde ia decorrer o fórum, e ordenaram aos membros do painel que não falassem. Entre os oradores destacava-se Tun Khin, um proeminente activista rohingya baseado no Reino Unido, Kobsak Chutikul, um ex-diplomata tailandês e Kings-
ley Abbott, representante do grupo de defesa dos direitos humanos, Comissão Internacional de Juristas. No mês passado, investigadores da ONU pediram à justiça internacional para investigar e julgar o chefe do exército birmanês e cinco oficiais por "genocídio, crimes
contra a humanidade e crimes de guerra" contra a minoria rohingya. Na base desta decisão estão centenas de entrevistas a rohingyas e imagens de satélite que a equipa, criada há seis meses pelo Conselho de Direitos Humanos apoiado pela ONU, compilou na sequência
conjunta para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-1953). As conversações da próxima quinta-feira, entre as delegações do norte e do sul, vão estar centradas em questões militares e devem prosseguir os contactos para que seja alcançada a abertura de gabinetes de contacto na zona de fronteira entre os dois Estados. De acordo com fontes oficiais de Seul, as conversações vão focar-se também em questões sobre a redução de tensões na área de Panmunjom, fazendo recuar os postos de vigilância militar nos dois lados da fronteira. Segundo o ministro da Defesa da Coreia do Sul, a agenda incluiu ainda temas como cooperação entre Seul e Pyongyang sobre a procura de restos mortais de soldados que morreram durante a Guerra da Coreia.
dos relatos dos crimes, que incluem violações, destruição de várias aldeias, escravização e assassínios de crianças. Sob o tema "Vão os oficiais de Myanmar [antiga Birmânia] enfrentar a justiça por crimes internacionais?", o fórum foi cancelado por ameaçar "as relações externas e dar a terceiros a oportunidade de criar desassossego", justificou a polícia. O coronel Thawatkiat Jindakuansanong disse aos
organizadores: "Não estamos a pedir. Estamos a ordenar o cancelamento do evento". O presidente do FCCT, Dominic Faulder, expressou a sua "enorme decepção" por as autoridades tailandesas terem cancelado mais um programa do clube. De acordo com a AP, esta deverá ser a sexta vez que a polícia tailandesa cancelou um dos programas do FCCT, desde que os militares tomaram o poder no país, em 2014.
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12.9.2018 quarta-feira
Oh dôce luz! oh lua!, Que luz suave a tua, E como se insinua, Em alma que fluctua
Salmo dedicado a Karl Kraus de Georg Trakl
Há uma luz que o vento extinguiu. Há uma taberna que um bêbado deixa à tarde. Há uma vinha queimada e negra com buracos cheios de aranhas. Há um espaço que foi caiado com leite. O louco morreu. Há uma ilha do mar do sul, para receber o deus Sol. Rufam os tambores. Os homens executam danças guerreiras. As mulheres meneiam as ancas entre trepadeiras e flores de fogo, quando canta o mar. Oh! o nosso paraíso perdido. As ninfas abandonaram as florestas douradas. O estranho vai a enterrar. Depois, cai uma chuva cintilante. O filho de Pã aparece na figura de um trabalhador da terra, que dorme ao meio dia sobre o asfalto escaldante. Há pequenas meninas num pátio com vestidinhos cheios de uma pobreza de partir o coração! Há quartos cheios de acordes e de sonatas. Há sombras que se abraçam à frente de um espelho cego. Às janelas do Hospital, aquecem-se convalescentes. Um barco branco a vapor sobe o canal com pestes sangrentas. A estranha irmã aparece de novo nos sonhos maus de alguém. Sossegadamente, no bosque de sabugueiros, ela brinca com as suas estrelas. O estudante, talvez um sósia, segue-a através da janela até desaparecer. Atrás dele jaz o seu irmão morto, ou então ele desce a velha escada de caracol. No escuro, as castanhas empalidecem o rosto de um jovem noviço. O jardim está ao anoitecer. No cruzamento esvoaçam os morcegos em redor. Os filhos do caseiro acabam de brincar e procuram o ouro do céu. Acordes finais de um quarteto. A pequena cega corre a tremer pela alameda, e mais tarde toca a sua sombra no muro frio, envolta por contos de fadas e lendas de santos. Há um barco vazio que desce o canal negro ao anoitecer. Na obscuridade do velho asilo decaem ruínas humanas. Os órfãos mortos jazem nos muros do jardim. De quartos cinzentos surgem anjos com asas sujas de lama. Vermes saem das suas pálpebras amarelecidas. A praça em frente da igreja é lúgubre e silenciosa, tal como nos dias da infância. Sobre pegadas prateadas deslizam vidas passadas E as sombras dos condenados descem até às águas pestilentas. Na sua sepultura o mágico branco brinca com as suas cobras. Silenciosamente sobre o calvário abrem-se os olhos dourados de Deus.
1 Psalm 2. Fassung
Karl Kraus zugeeignet Es ist ein Licht, das der Wind ausgelöscht hat. Es ist ein Heidekrug, den am Nachmittag ein Betrunkener verläßt. Es ist ein Weinberg, verbrannt und schwarz mit Löchern voll Spinnen. Es ist ein Raum, den sie mit Milch getüncht haben. Der Wahnsinnige ist gestorben. Es ist eine Insel der Südsee, Den Sonnengott zu empfangen. Man rührt die Trommeln. Die Männer führen kriegerische Tänze auf. Die Frauen wiegen die Hüften in Schlinggewächsen und Feuerblumen, Wenn das Meer singt. O unser verlorenes Paradies. Die Nymphen haben die goldenen Wälder verlassen. Man begräbt den Fremden. Dann hebt ein Flimmerregen an. Der Sohn des Pan erscheint in Gestalt eines Erdarbeiters, Der den Mittag am glühenden Asphalt verschläft. Es sind kleine Mädchen in einem Hof in Kleidchen voll herzzerreißender Armut! Es sind Zimmer, erfüllt von Akkorden und Sonaten. Es sind Schatten, die sich vor einem erblindeten Spiegel umarmen. An den Fenstern des Spitals wärmen sich Genesende. Ein weißer Dampfer am Kanal trägt blutige Seuchen herauf. Die fremde Schwester erscheint wieder in jemands bösen Träumen. Ruhend im Haselgebüsch spielt sie mit seinen Sternen. Der Student, vielleicht ein Doppelgänger, schaut ihr lange vom Fenster nach. Hinter ihm steht sein toter Bruder, oder er geht die alte Wendeltreppe herab. Im Dunkel brauner Kastanien verblaßt die Gestalt des jungen Novizen. Der Garten ist im Abend. Im Kreuzgang flattern die Fledermäuse umher. Die Kinder des Hausmeisters hören zu spielen auf und suchen das Gold des Himmels. Endakkorde eines Quartetts. Die kleine Blinde läuft zitternd durch die Allee, Und später tastet ihr Schatten an kalten Mauern hin, umgeben von Märchen und heiligen Legenden. Es ist ein leeres Boot, das am Abend den schwarzen Kanal heruntertreibt. In der Düsternis des alten Asyls verfallen menschliche Ruinen. Die toten Waisen liegen an der Gartenmauer. Aus grauen Zimmern treten Engel mit kotgefleckten Flügeln. Würmer tropfen von ihren vergilbten Lidern. Der Platz vor der Kirche ist finster und schweigsam, wie in den Tagen der Kindheit. Auf silbernen Sohlen gleiten frühere Leben vorbei Und die Schatten der Verdammten steigen zu den seufzenden Wassern nieder. In seinem Grab spielt der weiße Magier mit seinen Schlangen. Schweigsam über der Schädelstätte öffnen sich Gottes goldene Augen. 1 - TRAKL, GEORG. (2008). Das dichterische Werk: Auf Grund der historischkritischen Ausgabe. Editores: Walther Killy e Hans Szklenar. Munique. Deutscher Taschenbuch Verlag, p. 25.
BIOGRAFIA Georg Trakl nasceu a 3 de Fevereiro de 1887 em Salzburgo, cidade no noroeste da Áustria. O estranho comportamento da sua mãe e a morte prematura do pai quando ainda era muito jovem acabou por lhe causar grandes problemas emocionais, além de ter que sustentar a família (mãe / irmã) com seus esforços após o falecimento do pai. Sabe-se que desde a adolescência o poeta consumia ópio, veronal e cocaína. Teve uma relação incestuosa com a irmã, e pelo que se sabe sobre a vida de Trakl, talvez tenha sido o seu grande amor. A suas cartas foram destruídas, sendo impossível saber algo mais. Apenas nos seus poemas teve um certo alívio, refazendo-os por diversas vezes, porém tendo sempre em mente as suas definições. Durante a Primeira Guerra Mundial foi oficial farmacêutico, o que abalou profundamente o seu já debilitado espírito. Suicidou-se a 3 de Novembro de 1914, na Cracóvia, com uma overdose de cocaína. Trakl tinha apenas 27 anos. In Wikipedia
ARTES, LETRAS E IDEIAS 13
quarta-feira 12.9.2018
diários de próspero António Cabrita
O
NTEM, 7 de Setembro, estive prestes a afogar-me na praia do Tofo, em Inhambane. Havia um fundão e muito vento e marés em redemoinho e nas minhas costas o meu amigo (que nada muito melhor que eu) foi ao fundo por duas vezes antes de desenvencilhar-se, enquanto eu patinava no turbilhão, sem quaisquer resultados à vista. Rapidamente fiquei ofegante; era batido por ondas desencontradas e já me faltava o fôlego para gritar. Piorou porque o tentáculo ácido de uma garrafa azul se enrolou no meu braço, lacerando-o; à sensação de que aquela massa de águas furibundas era superior às minhas forças juntou-se a dor e aí comecei a entrar em pânico. Sentia-me um idiota a apagar-se a trinta metros da praia. E vi a minha mulher a sair da água com a minha filha mais nova, ambas pálidas, mais magras do que me recordava, como se um susto as alfinetasse - percebi que se tinham safado a custo. Ainda lhes acenei, mas não me viram no âmago do meu inferno. Há um momento em que as perspectivas se invertem: o céu fica em baixo e a água em cima. E o peso daquela abóbada densa e líquida ameaça desabar sobre nós: é quando se deflagrou o sentimento de iminência. Aí sentimos o Opaco de que fala Michaux, a propósito da mãe a caminho da morte: a água deixa de ser fria, é apenas uma grande massa glacial, de algodão, que nos atravessa, poro a poro. Um cansaço geriátrico drenava o meu corpo, varrido pela inabalável densidade das águas. Num último assomo de espírito resolvi inverter de novo as perspectivas, pôr-me a boiar e deixar-me arrastar.
O afogado mais formoso O coração explodia-me no céu da boca quando o nadador-salvador veio pelas minhas costas, a reboque de uma prancha. Não o vi chegar, tomo-o agora por um anjo no sentido que lhe deu García Márquez: o anjo é a única criatura do universo que não tem consciência do seu acontecimento. A caminho da praia quase desfaleci por uma súbita baixa de tensão e ele teve de me segurar. Enfim, um descalabro que durou cinco minutos mas que nos faz perceber a fragilidade que nos tolera, a nossa profunda inaptidão. Escrevo no dia seguinte, oito; voltei a entrar na água sem vacilar, para depois recuar porque fiquei com palpitações cardíacas. Retirei-me para a esplanada, onde releio o Justine, de Durrell, e penso como seremos sempre estranhos à vida e não íntimos dela. E eis que tropeço nesta passagem lancinante: «a indiferença das forças naturais para com o mundo da Arte – uma indiferença que eu começo a partilhar. No final de contas, que interesse tem para Melissa uma bonita metáfora, quando se encontra agora profundamente enterrada, como uma múmia, na areia tépida e sombria do negro estuário?» Acode-me então o belíssimo conto do Garcia Márquez O Afogado Mais Formoso do Mundo. Conta-se nele que, num dia luminoso, se avistou um afogado no mar,
do alto da falésia onde se incrusta a aldeia. Os homens desceram até à praia para recuperar das águas o infortunado. Está tão coberto de algas, musgos, lapas, escamas e restos de conchas, que é irreconhecível. E a aldeia manda emissários às aldeias próximas para sondar se alguém desapareceu por lá. Ninguém reclama o corpo. Resolvem limpá-lo, querem ver-lhe os traços antes de lhe darem um enterro condigno. Quando o seu rosto aparece a nu, é uma visão que espanta. É claramente o afogado mais formoso do mundo. É tão formoso que resolvem mudar as genealogias na aldeia para cada família ficar ligada àquele antepassado, porque todos querem fazer parte do lampejo da sua memória. Até isso me seria roubado, no meu afogamento. Não me coube tal formosura. Nem como afogados há direitos que possamos reclamar, tudo depende das circunstâncias. Para Dostoievski que só a beleza salvaria o mundo. Não sei se ele tem razão. Mas no meu caso funciona – depois de algo tremendo que me tenha acontecido costumo recuperar por via de algo que porte uma significação especial, por um fogacho de beleza. Talvez por isso, enquanto lia Durrell, desceu sobre mim este poema, que dedico aos meus amigos:
Um cansaço geriátrico drenava o meu corpo, varrido pela inabalável densidade das águas. Num último assomo de espírito resolvi inverter de novo as perspectivas, pôr-me a boiar e deixar-me arrastar
«O coração tem uma pálpebra fechada/ parece uma capa viscosa e plúmbea/ até que o amor o visita/ e então ela abre-se afogando o mundo/ com a fragância dos limoeiros. // Aí um fragmento de canção/ vivificou o teu silêncio. /E repetes, repetes aquele acorde/ por se assemelhar ao relento/ dos seus lábios quando sobre/ o teu corpo espalhavam a cal viva.// Não confundas a carne acordada/ com a tua sombra, só na dela/ se refaz a luz, só na dela/ se apraz o teu ligeiro embaraço./ Olhas da esplanada a baía –/ lembra uma melancia/ pois já o poente vos abraça.// Ela lê o Auster, tu manténs os dedos/ entrecruzados, em vigília, esperas/ que uma palavra se solte no ecrã/ do laptop, vibrante como o urso/ que acabou de despertar do longo inverno.// Desde que se conheceram nunca mais/ cerraram as persianas (omito aquela tarde/ do ciclone em que até as oleosas varejeiras/ do porto se colavam às janelas,/ aí na respiração do medo correram// as persianas) para que o perfume/ dos limões nos terraços da cidade/ vos reponha os cambiantes/ que trouxeram à doce anarquia/ dos vossos corpos nus um valor:/ ouro, fósforo, magnésio,// todos os credos que consolam/ a nossa vida portátil e breve/ por ser sempre tarde o armistício,/ de ser sempre maior a sede/ que o golfo do desejo recíproco.// Olho-vos e narrador me confesso:/ invejo-vos, na curva do seu braço/ que envolve o teu, no vosso riso/ na escolha de um postal, ao balcão,/ da imagem justa, invejo-vos/ na felicidade intocável de quem ainda/ não foi corrompido por segredos:/ a pálpebra aberta no seu máximo esplendor. »
14 desporto
12.9.2018 quarta-feira
Pernas para que vos quero
Futebol UEFA prepara terceira competição
Inscrições para a Maratona, Meia e Mini realizam-se nos dias 15 e 16 de Setembro
S
à O 12 mil as inscrições abertas pelo Instituto do Desporto para a 37.ª edição da Maratona Internacional de Macau, cujo percurso não regista alterações significativas face à edição transacta. A prova está agendada para 2 de Dezembro e os atletas voltam a passar pela Ponte do Governador Nobre de Carvalho, o Templo da Deusa Á-Má e a Ponte da Sai Van. A corrida foi apresentada, ontem, em conferência de imprensa e foi igualmente revelado que as
inscrições vão começar a 15 de Setembro (sábado), nos casos da Maratona e Meia Maratona, e no Domingo, 16 de Setembro, para a Mini Maratona. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, o presidente do Instituto do Desporto, Pun Weng Kun, sublinhou que ao longo das 36 edições anteriores que o evento se tornou numa das provas mais antecipadas do calendário. Pun destacou ainda que são vários os atletas de gabarito internacional que pretendem
participar na prova, facto que tem feito com que a qualidade tenha vindo a aumentar de ano para ano. Por sua vez, o presidente da Associação de Atletismo de Macau (AGAM), Ma Iao Hang, recordou que nos últimos anos as inscrições têm esgotado nos dias em que abrem, pelo que apelou para que os interessados não se deixem antecipar. Já em relação ao atletas profissionais locais, Ma pediu que se inscrevam tão depressa quanto possível e que
Automobilismo Kimi Raikkönen deixa Ferrari no final da época O piloto finlandês Kimi Raikkönen, de 38 anos, deixará a Ferrari no final da época de 2018, anunciou ontem a escuderia italiana de Fórmula 1, após oito temporadas de ligação. “Durante estes anos, o contributo de Kimi para a equipa, quer na qualidade de piloto, como pelas suas qualidades humanas, foi fundamental. Teve um papel decisivo no crescimento da escuderia, e foi, ao mesmo tempo, um grande ‘jogador’ de equipa”, refere a Ferrari em comunicado. A marca italiana PUB
salienta que o finlandês fará sempre parte da história da Ferrari e da sua família, depois de ter sido campeão mundial de Fórmula no seu ano de estreia, naquele que é o único título mundial de Raikönnen. Na sua carreira, o piloto contabiliza 100 subidas ao pódio e vitórias em 20 Grande Prémios. Na temporada que ainda decorre, Raikönnen segue em terceiro lugar no Mundial a sete corridas do final, atrás de Lewis Hamilton (Mercedes) e Sebastian Vettel, seu companheiro de equipa na Ferrari.
comecem a participação para a prova com cerca de 42.195km. Em relação ao preço de participação, os atletas residentes filiados na AGAM tem de pagar 100 patacas para participar na Maratona e Meia Maratona. Os residente não federados, pagam 150 patacas pela prova principal e Meia, e 50 patacas pelo mini maratona. Finalmente, os não-locais pagam 400 patacas pela participação na Meia e Maratona e 70 patacas pela Mini. No que diz respeito à Maratona e à Meia Maratona, as provas vão começar pelas 06h e vão ter 1.600 e 4.600 participantes, respectivamente. Já a Mini Maratona, prova a pensar nas famílias, tem início marcado para as 06h15 e vai contar com um total de 5.800 corredores. João Santos Filipe
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A UEFA está a preparar uma terceira competição a partir de 2021, revelou ontem o presidente da Associação Europeia de Clubes (ECA), o italiano Andrea Agnelli. O dirigente disse que o plano está “dependente de aprovação” do comité executivo da UEFA e contou que serão 96 os participantes envolvidos nas provas da UEFA, juntamente com a Liga dos Campeões e Liga Europa. Uma opção poderá ser expandir a Liga Europa, acrescentando-lhe 16 equipas para uma fase de grupos a 64, sendo outra a de criar uma prova diferente, o que faria com que as três provas tivessem cada uma 32 equipas. Agnelli, que é também presidente da Juventus, equipa de Cristiano Ronaldo, é igualmente membro do comité executivo da UEFA, cuja próxima reunião está agendada para 27 de Setembro em Nyon, Suíça. Há duas semanas, no Mónaco, UEFA assumiu que “há várias ideias” a serem analisadas em comités que incluem membros da ECA, embora o presidente, Aleksander Ceferin, refira que as propostas “estão apenas em discussão”.
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quarta-feira 12.9.2018
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Hoje LANÇAMENTO 51 DO LIVRO “ÚI DI GALÁNTI”, SOBRE CARLOS “NÉU NÉU” COELHO Jardim de infância D. José da Costa Nunes Das 18h00 às 20h00
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3 8 4 6 5 7 9 2 2 1 9 3 8 4 6 7 CONCERTO 纣王老胡 7 5DE6 1 2邊無才 9 8 4 Live Music Association | A partir das 21h00 4 2 5 8 9 3 1 6 Sexta-feira 6 NOITE 7 COM 1PIANO 5 NA4GALERIA” 2 3 9 “UMA Fundação Rui Cunha | Das 18h00 9 3 8 7 1 6às 20h00 4 5 5 4 7 9 3 8 2 1 8 6 2 4 7 1 5 3 1 9 3 2 6 5 7 8
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(f)utilidades 7 2 3 5 2 7 8 4 3 15 9 1 5 6 7 8 6 3 5 1 7 8 4 2 4 9 1 1 9 4 2 5 6 8 89 .93 65 B3A H T 0 . 294 8Y U1A 3 6 5 7 N 1.17 3 7 6 2 7 4 3 9 8 2 6 6 1 8 4 5 6 2 7 1 4 3 VIDA DE4 CÃO5 6 8 9 1 2 4 8 2 9 1 5 4 7 8 2 7 5 4 3 9 PATERNALISMOS 9 3 1 6 3 1 9 6 2 7 5
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O CARTOON STEPH 54
1 4 9 5 6 3 8 2 7 7 6 8 4 1 2 5 3 9 5 2 3 8 9 7 1 4 6 Domingo MACAO INTERNATIONAL PARADE 4 9 5 1 7 6 2 8 3 Ruínas de São Paulo | Das 15h00 às 20h00 2 7 1 9 3 8 6 5 4 Diariamente 3 8 “ESCULTURA, 6 2 UM5CAMINHO”, 4 9 7 1 EXPOSIÇÃO DE ANTÓNIO LEÇA 9 5SCM4 7 8 1 3 6 2 Albergue | Até 21/10 6 1 7 3 2 5 4 9 8 EXPOSIÇÃO “POST-OX WAREHOUSE EXPERIMENTAL SITE” 8 3 2 6do Boi,4rua9 7 | Até 1 7/105 Galeria do Armazém do Volong
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C I N E M A
KIN SALA 1
KIN [B] Um filme de: Jonathan & Josh Baker Com: James Franco, Jack Reynor, Zoe Kravitz 16.30, 21.30
LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masato Harada Com: Takuya Kimura, Kazunari Ninomiya 19.15
ALONG WITH THE GODS: THE LAST 49 DAYS [C]
SALA 3
FALADO EM COREANO LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kim Yong-hwa Com: Ha Jung-woo, Ju Ji-hoon, Kim Hyang-gi, 19.00
FALADO EM CANTONENSE LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kennneth Lau Com: Louis Cheung, Jason Chan, Michelle Wai, Helena Law 14.30, 19.30
SALA 2
ADRIFT [B]
L STORM [C]
Um filme de: Baltasar Kormákur Com: Shailene Woodley, Sam Claffin 14.30, 21.30
FALADO EM CANTONENSE LEGENDADOEM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: David Lam Com: Louis Koo, , Kelvin Cheng, Stephy Tang 16.30, 21.30
KILLING FOR THE PROSECUTION [B] FALADO EM JAPONÊS
UM FILME HOJE Este filme salvou a vida de Randall Adams, um norte-americano falsamente acusado do homicídio de um polícia do Dallas que se encontrava no corredor da morte quando “The Thin Blue Line” chegou ao grande ecrã. Com realização do lendário documentarista Errol Morris, musicado por Philip Glass, é uma das pérolas da filmografia do cineasta. Depois de estrear, em 1988, e ser criticamente aclamado, Adams seria libertado depois do documentário revelar que várias testemunhas haviam cometido perjúrio em tribunal. “The Thin Blue Line” revela como um indivíduo pode ser esmagado pelo sistema judicial. João Luz
ADIEU [B]
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99 87 6 63 2 1 5 4 1 33 98 5 54 6 2 7 4 2 5 88 9 47 6 13 7 16 4 9 85 8 3 31 5 5 98 3 2 31 4 69 26 3 2 9 1 96 67 3 4 8 8 1 9 4 6 82 27 5 23 4 2 7 8 55 41 9 6 5 77 1 93 9 8 2 PROBLEMA 55
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 54
Cineteatro
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7 2 4 4 9 1 8 3 3 2 6 5 1
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Eram bons, dos melhores, aliás. Não foram afastados por razões de 58política nem tão pouco natureza por serem portugueses. Além disso, mais ninguém vai ser dispensado (ainda bem) e ninguém vai ser contratado, caindo assim por terra a vaga ideia de que o afastamento de dois dos mais experientes juristas da AL teria que ver com uma ideia de reorganização da assessoria da AL. Então por que razão os contratos de trabalho dos juristas Paulo Cardinal e Paulo Taipa não foram renovados? A explicação, que foi dada na segunda-feira, tem tanto de simples como de absurda. A Mesa da AL não quis cortar as pernas aos dois juristas e decidiu libertá-los das amarras do hemiciclo (como se56 eles60 não tivessem liberdade para decidir por si próprios). O que o presidente e o vice-presidente da AL, respectivamente, Ho Iat Seng e Chui Sai Cheong, querem é que os dois juristas evoluam na carreira – desde que fora do hemiciclo – que criem o seu negócio, abrindo, quiçá, um escritório de advogados, tendo transmitido até o desejo de vir a brindar ao sucesso de ambos. Se a não renovação é uma escolha e em nada é ilegal – como argumentou Ho Iat Seng os contratos não são vitalícios – é pelo menos imoral que da elite política emane este tipo de paternalismo. Diana do Mar
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A caridade é o único tesouro que se aumenta ao dividi-lo.
INTERNET CHINA PREPARA LEI PARA CONTROLAR INFORMAÇÃO RELIGIOSA ONLINE
RÓMULO SANTOS
Cesare Cantú
PALAVRA DO DIA
MUDANÇAS CLIMÁTICAS GUTERRES AVISA QUE MUNDO TEM DOIS ANOS PARA AGIR
A
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China está a preparar uma nova lei para controlar a “caótica e ilegal” informação religiosa na Internet do país, passando a difusão de actividades de carácter religioso a depender de licença governamental, foi ontem noticiado. Para “manter a harmonia religiosa e social”, a lei proíbe organizações e indivíduos de difundir ‘online’ textos, fotos, áudios ou vídeos de actividades relacionadas com a religião, incluindo rezar, queimar incenso ou baptizados, indicou o jornal oficial Global Times. Apenas organizações que obtenham licença dos respectivos governos locais poderão difundir aquele tipo de conteúdo. O jornal considerou a medida necessária, pois “a informação religiosa na Internet chinesa é católica, devido à promoção ilegal de algumas forças e cultos extremos”. A normativa contempla ainda a proibição de toda a informação religiosa que “incite à subversão, se oponha à liderança do Partido Comunista Chinês, ou vise derrubar o sistema socialista e promover o extremismo, terrorismo e separatismo”. A nova lei surge após uma revisão dos Regulamentos dosAssuntos Religiosos, que no início do ano aumentou o controlo das autoridades sobre as actividades religiosas, com novas responsabilidades legais e multas.Apesar de a liberdade religiosa constar na Constituição chinesa, várias organizações internacionais e não-governamentais denunciaram abusos e repressão contra a minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigure, incluindo a detenção em campos de reeducação política, no noroeste do país. As autoridades também demoliram várias igrejas, alegando tratarem-se de construções ilegais.
quarta-feira 12.9.2018
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À volta da fogueira Centro Católico esteve ontem em chamas. Autoridades suspeitam de fogo posto
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edifício do Centro Católico, na Avenida da Praia Grande, esteve ontem à tarde em chamas durante vários minutos, tendo sido extinguido por civis. A Polícia Judiciária (PJ) suspeita que se tratou de um caso de fogo posto, devido à existência de beatas de cigarros no local. “Às 14h50, um cidadão viu fumo a sair do local e ligou às autoridades a alertar para a situação. Esse cidadão ligou às autoridade, mas quando os bombeiros chegaram ao local, o fogo já tinha sido apagado pelas pessoas”, de acordo com informação divulgada pela PJ, através de comunicado. “As autoridades consideram que a causa do incêndio não é nor-
mal”, foi vincado no comunicado.A PJ vai assim abrir uma investigação ao episódio, também pelo facto de terem sido encontradas beatas no local e não haver objectos eléctricos ligados à corrente na área onde deflagraram as chamas. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a área ardida foi de 30 centímetros quadrados. Apesar do aparato no local, não se registaram vítimas. Contudo, o edifício sofreu danos de pequena dimensão.
EM VIAS DE DEMOLIÇÃO
O Centro Católico está há vários anos para ser renovado. Este propósito levou mesmo o Bispo de Macau, D. Stephen Lee, a criar um gabinete para o efeito,
no final do ano passado. As obras de demolição do edifício deverão acontecer em Julho de 2019, de acordo com um artigo do jornal O’Clarim, tendo a Planta de Condições Urbanísticas (PCU) para a nova obra sido aprovada pelo Conselho do Planeamento Urbanístico, a 9 de Maio deste ano. A reconstrução do Centro Diocesano prevê mesmo a criação de um hotel de duas estrelas, para acomodar peregrinos e visitantes, de acordo com o plano traçado por Stephen Lee. Além disso, as futuras salas multiusos serão reservadas para formação de fé, ao mesmo tempo que a sala de exposições irá mostrar ao público a história da Igreja Católica em Macau. João Santos Filipe e Vítor Ng
EUA Furacão Florence leva à evacuação de 245 mil pessoas O governador da Virgínia, nos Estados Unidos da América, ordenou na segundafeira a retirada de cerca de 245 mil pessoas das áreas costeiras mais baixas, devido ao furacão Florence, que subiu para categoria 4. O governador, Ralph Northam, anunciou que ordem de retirada se aplica às zonas de Hampton Roads e de Eastern Shore e que seria efectuada nesse dia. Segundo as autoridades estaduais vivem 245 mil pessoas nas áreas em causa. Ralph
Northam diz que as áreas evacuadas incluem as zonas costeiras mais propensas a inundações. O governador pediu a todos os residentes da Virgínia que se preparem para a tempestade que afectará todo o estado. O Florence converteu-se, entretanto, num furacão de categoria 4, num máximo de 5, ao aumentar os seus ventos máximos sustentados a 220 quilómetros por hora, à medida que se aproxima dos Estados Unidos.
secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu ontem que o mundo tem dois anos para agir contra as mudanças climáticas e evitar “consequências desastrosas”, e condenou a paralisia dos líderes mundiais contra este fenómeno. “Se não alterarmos a orientação daqui até 2020, arriscamos (…) consequências desastrosas para os humanos e os sistemas naturais que nos suportam”, declarou o líder da ONU. SegundoAntónio Guterres, está em causa uma “ameaça existencial” e o “mais desafio” actual. “As mudanças climáticas estão a avançar mais depressa do que nós (…) e devemos romper com a paralisia”, sublinhou, numa intervenção na sede da organização, em Nova Iorque, três dias antes da realização de uma cimeira mundial, inédita, para a acção climática, que deve reunir em São Francisco milhares de eleitos, autarcas, responsáveis de organizações não-governamentais e empresas. “É imperativo que a sociedade civil - jovens, grupos de mulheres, sector privado, comunidades religiosas, cientistas e movimentos ecologistas em todo o mundo – reclamem a prestação de contas aos dirigentes”, disse Guterres. O secretário-geral reclamou que não se está a fazer o suficiente e exigiu liderança para tomar medidas urgentes, antes que seja “demasiado tarde”. De acordo com a ONU, o mundo está longe de alcançar os objectivos estabelecidos há três anos no Acordo de Paris, metas que já eram “de mínimos” e que, segundo os especialistas, representam apenas um terço dos esforços necessários. “Temos os incentivos morais e financeiros para actuar. O que falta, inclusivamente depois de Paris, é liderança, um sentimento de urgência e um verdadeiro compromisso com uma resposta multilateral decidida”, lamentou Guterres.