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Hoje Macau 11 OUT 2013 #2952

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

MIF

PUB

MOP$10

SONAE, ARCOL E ASA CONGELADOS SÃO NOVIDADES LUSAS

• EDIFÍCIOS NOVA TAIPA PÁGINA 5

Milhares de croupiers saíram à rua

Greve na calha

Eles dizem que foram 10 mil. A polícia diz que eram apenas três mil. O que importa é que eram milhares, disso não há dúvida, e não mostram confiança no Governo liderado por Chui Sai On de quem dizem ter o lugar ameaçado: “Se não garantir o trabalho aos funcionários da maior indústria pode levar a que perca o apoio do povo”, disse Lei Kuok Keong, vice-presidente da Forefront of Macao Gaming, ao HM. O Governo, através de comunicado, fez descansar os manifestantes e voltou a garantir que não haverá lugar a contratação de não-residentes. À atenção do Chefe do Executivo. PÁGINA 3

• EXPLORAÇÃO INFANTIL

O MUNDO TEM 168 MILHÕES DE CRIANÇAS A TRABALHAR CENTRAIS

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Ter para ler

D I R E C T O R C A R L O S M O R A I S J O S É • S E X TA - F E I R A 1 1 D E O U T U B R O D E 2 0 1 3 • A N O X I I I • N º 2 9 5 2

• ACERVO HISTÓRICO DA DIOCESE DE MACAU

PATRIARCADO DE LISBOA APOIA ORGANIZAÇÃO PÁGINA 7

Derrocada de tecto traz prejuízos a moradora PÁGINA 4

• RECURSOS HUMANOS

Governo dá trabalho a cerca de 27 mil pessoas PÁGINA 2

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POLÍTICA

hoje macau sexta-feira 11.10.2013

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ANÁLISE DOS RECURSOS HUMANOS DO GOVERNO

Segurança e Assuntos Sociais absorvem mais funcionários

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

O

último relatório dos recursos humanos da Administração Pública, com dados de Dezembro último, mostra que as secretarias da Segurança (liderada por Cheong Kuok Va) e dos Assuntos Sociais e Cultura (cujo secretário é Cheong U) empregam a maioria dos funcionários públicos da RAEM. De um total de 26,943 que trabalham para o

A

celebrar 29 anos de existência, a Macau Management Association (MMA) (Associação de Gestão de Macau) pretende continuar a oferecer a adultos da área mais programas de formação, desde programas de licenciatura a cursos de formação. A apresentação oficial da nova direcção até 2015 decorreu ontem e os nomes não variam muito: na maioria, são deputados da Assembleia Legislativa (AL) e figuras proeminentes do sector empresarial local. Chui Sai Cheong, recentemente eleito deputado pela via indirecta e irmão do Chefe do Executivo, é o

Público (MP) trabalham apenas 269 pessoas, nos tribunais estão 399. A Assembleia Legislativa só emprega 97 pessoas. Já a área

TIAGO ALCÂNTARA

Mais de metade dos funcionários públicos trabalham na área da Segurança e para a secretaria dos Assuntos Sociais e Cultura, com os Serviços de Saúde e a Polícia de Segurança Pública a empregarem a maior parte. Contudo, é nos tribunais que se ganha mais

Administração e Função Pública empregam entre 200 a 400 pessoas.

POUCOS DEFICIENTES NO GOVERNO

O relatório faz também uma análise do número de portadores de deficiência que estão a trabalhar na Função Pública, e aqui a secretaria dos Assuntos Sociais e Cultura também ganha pontos. Emprega 28 pessoas, 39,4% do total. Segue-se a área da Administração e Justiça com 26 pessoas. Oito portadores trabalham ainda no gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas. Já

De um total de 26,943 que trabalham para o Governo, a secretaria para a Segurança emprega 9162 trabalhadores, enquanto nas áreas Sociais e da Cultura trabalham 6584. 41,6% dos trabalhadores estão distribuídos pelos restantes órgãos

Governo, 58,4% fazem-no para estas duas secretarias. Especificamente, a secretaria para a Segurança emprega 9162 trabalhadores, enquanto nas áreas sociais e da cultura trabalham 6584. 41,6% dos trabalhadores estão distribuídos pelos restantes órgãos. Em terceiro lugar surge uma das áreas mestras do Executivo: a secretaria da Administração e Justiça, liderada por Florinda Chan, com um total de 4284 trabalhadores. Pelo contrário, os órgãos que fazem as leis e os tribunais são os que menos pessoas empregam. Se no Ministério

MAIORIA FAL A CHINÊS Olhando para o domínio das línguas maternas dos funcionários públicos, observa-se que, de um total de 26,943 pessoas, 25,249 falam chinês. São poucos os que dominam o português, número que não chega a 1500 pessoas. A secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura é o departamento que mais portugueses emprega, um total de 381. Segue-se a secretaria da Economia e Finanças com 338. Para o Chefe do Executivo trabalham 51 portugueses. 200 funcionários têm outros idiomas como língua materna.

dos Transportes e Obras Públicas, liderada pelo secretário Lau Si Io, tem quase três mil funcionários. A saúde ocupa o topo da lista, uma vez que só nos Serviços de Saúde trabalham 3182 pessoas. Segue-se a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) com 1144 pessoas. No Instituto de Acção Social (IAS) estão 477 pessoas e no Instituto Cultural (IC) 489. Na área coordenada por Cheong Kuok Va a Polícia de Segurança Pública (PSP) emprega 4559 funcionários, estando em larga vantagem face aos bombeiros, com 1095 pessoas, e a Polícia Judiciária, com 1043. Já na área da Administração e Justiça, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) bate todos os recordes, ao empregar 2784 pessoas. Tanto os Serviços para os Assuntos de Justiça, Serviços de Identificação ou Serviços de

MACAU MANAGEMENT ASSOCIATION RENOVA LISTA DE DIRIGENTES

A escolinha dos deputados presidente, enquanto que o empresário Liu Chak Wan é presidente honorário. De frisar que Liu Chak Wan faz parte do conselho de curadores da Fundação Macau e é ainda presidente da fundação da Universidade de Ciências e Tecnologia (MUST). Na lista de deputados que estão nesta associação fazem parte o recém-nomeado Vong Hin Fai, o indirecto Chan Chak Mo ou Tommy Lau. A secretária para a Administra-

ção e Justiça, Florinda Chan, também faz parte da MMA, sem esquecer Susana Chou, ex-presidente da AL. No discurso de celebração, Chui Sai Cheong lembrou a manutenção da excelência educativa. “Vamos aprofundar a cooperação regional para que seja um motivo de desenvolvimento de Macau no futuro, e só assim pode desempenhar o seu papel de plataforma. Por isso é urgente reforçar o ensino superior para melhorar

o Chefe do Executivo não possui qualquer portador de deficiência a trabalhar no seu gabinete ou noutros departamentos directamente ligados.

SALÁRIOS ALTOS NOS TRIBUNAIS

Olhando para a média de salários da Função Pública nos diversos departamentos, constata-se que a área da justiça compensa. A média salarial no Ministério Público (MP) é a mais elevada, acima das 86 mil patacas mensais. Segue-se o Tribunal de Última Instância (TUI), com quase 70 mil patacas. No Tribunal de Segunda Instância (TSI) ganha-se uma média de 58 mil patacas mensais contra as quase 47 mil do Tribunal Administrativo. No gabinete do Chefe do Executivo a média salarial é de 50 mil patacas, enquanto que no gabinete de porta-vozes do Governo é de quase 43 mil. No gabinete da secretária Florinda Chan a média é de 48 mil patacas.

a competitividade dos talentos locais”, disse, sem esquecer que a MMA “vai continuar a dar atenção à inovação” e a introduzir “a gestão avançada nos currículos de Macau”. Já Tommy Lau Veng Seng, outro dos dirigentes da MMA, disse que nos últimos a economia tem-se baseado “cada vez mais no conhecimento”, pelo que os gestores “precisam de enfrentar a competição local e mundial”. “Nos últimos 29 anos a associação tem vindo a ajustar e a reformar o ensino, auxiliando as pessoas a desenvolverem melhor a sua formação integral no emprego e a enfrentar o desafio de uma nova era.” - A.S.S. com C.L.


política 3

hoje macau sexta-feira 11.10.2013

CROUPIERS TRÊS MIL MANIFESTANTES NA SEDE DO GOVERNO, DISSE PSP

Greve pode ser próximo passo cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

presidente da Forefront of the Macao Gaming, Iong Man Teng, acredita que ontem juntaram-se mais de dez mil manifestantes em protesto contra a importação de trabalhadores não-residentes que, em seu entender, estão a ser absorvidos pelo sector do jogo. No entanto, a Polícia de Segurança de Pública (PSP) disse que à sede do Governo chegaram apenas três mil protestantes. Mas Iong Man Teng foi claro sobre as intenções do grupo. O maior pedido ouvido na manifestação é sobre uma legislação para garantir que não vão haver trabalhadores não-residentes a “roubar” os trabalhos de croupier e supervisores no jogo a locais. “Se o Governo recusar ouvir a nossa opinião, não descartamos acções mais amplas de futuro, ou seja, a greve do sector”, disse Ion Man Teng. O vice-presidente de associação, Lei Kuok Keong, referiu que o prazo dado a Chui Sai On para fazer a legislação sobre esta matéria é até ao fim do próximo ano. “O sector alberga o maior número de funcionários em Macau. Não queremos que a greve de facto tenha lugar. Contudo, o prazo para Chui Sai On é antes do seu mandato para Chefe do Executivo. Embora possa ter ainda mais quatro anos à frente do Executivo de Macau depois de 2014, contudo, não garantir o trabalho aos funcionários da maior indústria pode levar a que perca o apoio do povo.” Lei lançou também críticas sobre a nomeação dos deputados

Os croupiers locais não mostram confiança no Governo e pedem que a garantia de não recrutamento trabalhadores nãoresidentes dada pelo Chefe do Executivo possa ser parte da legislação de Macau. Se o Executivo nada fizer, o sector não descarta a hipótese de fazer uma greve. E, dizem, o cargo de Chui Sai On pode estar ameaçado. O Governo reiterou em comunicado que os seus empregos não estão em risco porque a contratação de não-residentes está fora de questão para a Assembleia Legislativa (AL), explicando que o Governo mostrou dar mais atenção para o sector do comércio. “Por isso, temos medo que ele apenas proteja o interesse dos comerciantes quando está a lutar pelo seu próprio, mas ainda assim não sabemos quais os interesses que ele promove para os comerciantes.” O Gabinete do Porta-voz do Governo lançou ontem um comunicado a dizer que a política de contratação de croupiers locais é inalterável. “O Governo da RAEM mostrou-se atento às reivindicações dos trabalhadores da indústria do jogo durante uma manifestação ocorrida hoje [ontem]”, realçou no comunicado. “Por várias vezes o Governo referiu que a actual política não será alterada, a qual estipula que só os residentes podem assumir o cargo de croupier nos casinos assim como não existe nenhum plano para que tal mude num futuro próximo.” O Governo salienta ainda estar atento à progressão da carreira dos residentes, reiterando a vontade de dar continuidade à política de croupiers locais e a apoiar os tra-

HOJE MACAU

CECÍLIA LIN

balhadores no aumento das suas qualificações.

QUEIXAS DOS CROUPIERS

Contudo, apesar da garantia de segurança e saúde no trabalho, os croupiers também contaram ao HM outras dificuldades no emprego. “Macau tem recursos humanos para o sector do jogo. Há ”, disse Sou, uma croupier feminino, salientando que há muitos residentes, entre os 18 e os 21 anos, que futuramente podem vir a integrar estes lugares nos casinos. “Além disso, ainda há muitos

filhos maiores de idade do continente - filhos de residentes - que vão começar a reunir com a sua família em Macau. Eles podem ser outro grupo para preencher as vagas”, explica. A senhora de meia-idade disse que o Governo não pode importar os trabalhadores não-residentes para o sector de jogo porque esta política pode causar reacções em cadeia. “Sai hoje para a rua não apenas por mim mas também pelas próximas gerações. Não sei se o meu filho pode ser um dia funcionário público, tenho medo que um dia os funcionários públicos também

possam ser não-residente”, explicou, salientando que “o dinheiro que os funcionários locais ganham em Macau, usam-no em Macau”, ao contrário dos não-residentes que usam-no na sua terra natal e nisso não há vantagem para Macau. “Muita gente pensa que os croupiers ganham muito dinheiro mas conheço muitos croupiers que convivem com estranhos numa casa pequena porque o salário já ultrapassa o número máximo para se candidatar a uma habitação pública nem têm dinheiro suficiente para comprar uma casa privada”, ressalta. Um croupier, de apelido Choi, com idade de 27 anos, disse ao HM que está a pagar o empréstimo da casa todos os meses e que, embora a sua capacidade de trabalho hoje seja melhor do que as dos croupiers de meia-idade, um dia ele também será velho. “Não vou ser afectado imediatamente com esta política mas tenho empréstimos no banco e preciso de um emprego estável. Acredito que muitos sectores vão ser afectados com mais trabalhadores não-residentes, por isso os outros residentes também vão ser afectados. Hoje saíram tantas pessoas à rua, o que só pode significar que os residentes de Macau já não têm paciência para esta situação. Temos de defender o nosso direito”, revelou, destacando que além dele outros três membros do seu agregado familiar de cinco pessoas trabalham em casinos. Nas manifestações, os croupiers também atiraram duras críticas para o docente de Universidade de Macau Davis Fong porque disse que a proporção de croupiers e supervisores não-residentes do jogo pode ser entre 3% a 5%. “Ele não é funcionário do sector, não sabe nada sobre a situação. Aliás, se a política de graduados não-residentes se concretizar e estes poderem vir a trabalhar em Macau, a universidade também tem vantagem em recrutar mais estudantes”, criticou Choi.

JOGO NG KUOK CHEONG PÕE EM CAUSA A PROPORÇÃO DOS TRABALHADORES NÃO-RESIDENTES

Governo não cumpriu limitação de empregados O deputado Ng Kuok Cheong enviou ontem uma interpelação escrita ao Governo na qual questiona se o Executivo tem medidas para reduzir a proporção dos não-residentes no sector do jogo, por exemplo, em áreas como a segurança e restauração. O deputado lembrou declarações de 2011, quando o Governo prometeu que, em dois anos, a proporção de trabalhadores não residentes neste ramo face à

totalidade não seria maior do que 20%. Contudo, este ano a proporção de empregados não-residentes nas seis empresas do jogo é de 26%. “No Venetian e no Galaxy, esta proporção chegou mesmo aos

32% e 30%, respectivamente. Já fiz uma interpelação escrita sobre a o incumprimento na proporção dos trabalhadores não-residentes do Executivo mas até agora ainda não recebi nenhuma resposta”, criticou Ng Kuok Cheong. Além da não importação de croupiers e supervisores nos casinos de fora - trabalhos destinados apenas a locais - o deputado questionou sobre quais as medidas que serão utilizadas para limitar e reduzir a proporção de não-residentes

noutras funções. “Haverá também uma medida para garantir a promoção dos trabalhadores locais?”, interrogou. O deputado apontou que ao longo de dez anos, desde a liberalização do jogo, o número de mesas de jogo subiu de 300 para 5000. “A receita também aumentou de 15 mil milhões para mais de 300 mil milhões de patacas. Sobre o desenvolvimento da economia, o número de turistas também subiu para cerca de 30 milhões ao ano. Macau está a

enfrentar um problema de falta capacidade de acolhimento de turistas. Considerando a continuação do desenvolvimento do território, será que o Governo orienta as empresas de jogo que ganham muito para investir parte da receita em áreas de investigação, por exemplo, sobre a questão da capacidade da indústria, em vez de apenas expandir a sua escala?”, questiona Ng Kuok Cheong. O deputado considera ainda que as empresas do

sector de jogo devem mudar as mesas vazias dos antigos casinos - que já não têm tantos clientes - para os novos, bem como os próprios recursos humanos, que não estão a ser úteis. Em vez de requisitarem novas ao Executivo. E podem também aproveitar os trabalhadores locais dos antigos casinos para desenvolver outro tipo de serviços de turismo, por exemplo, na área de exposições e indústrias criativas. - C.L.


SOCIEDADE

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Amy Lai queixa-se de que o tecto da sua casa, junto ao telhado do edifício, precisa de reparações. Governo não emitiu nenhum ofício e Amy tem de suportar uma renda mensal de 13 mil patacas noutro apartamento porque no seu cai chuva

hoje macau sexta-feira 11.10.2013

NOVA TAIPA QUEDA DE TECTO TROUXE CHUVA PARA DENTRO DE CASA

Moradora implora salvação

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

P

ROPRIETÁRIA de um apartamento no 24.º andar do bloco 22 do complexo de edifícios Nova Taipa, Amy Lai disse ao HM que o tecto de sua casa sofre de infiltrações de água por causa de danificações no telhado do prédio, contíguo à casa. Essa situação fez com que a casa de Amy tenha ficado cheia de água com as tempestades ocorridas nos passados dias 9 e 21 de Maio. Apesar da situação, Amy contou que os Serviços de Solos e Obras Públicas (DSSOPT) ainda não emitiram qualquer notificação sobre o assunto, o que torna

impossível um pedido à empresa de seguros para a reparação do problema. Para além disso, Amy Lai paga 13 mil patacas mensais pela casa, para onde foi obrigada a mudar-se e onde vive com as suas filhas gémeas. “Eu e as minhas filhas já não podemos viver na nossa casa e ainda temos de sofrer com as rendas altas que existem em Macau, por ter alugado outra. O pior é que a minha casa não pode ter nenhuma reparação, porque o condomínio recusou usar o fundo

comum do edifício para me ajudar. Disseram que o meu caso não podia ser um exemplo para os outros proprietários pedirem ajuda ao fundo para repararem a casa”, disse ao HM. Resultados da inspecção preliminar do Laboratório de Engenharia Civil de Macau, aos quais o HM teve acesso, mostram que houve uma quebra numa das áreas do telhado do edifício devido ao envelhecimento do material utilizado, perdendo imper-

meabilidade, o que causou as infiltrações de água.

IH DIZ PARA ESPERAR PELA DSSOPT

Em resposta escrita enviada ao HM, o Instituto da Ha-

A POLÉMICA DO CONDOMÍNIO O edifício da Nova Taipa tem ainda outro problema, para além das infiltrações na casa de Amy Lai. Trata-se do aumento do condomínio. Desde que a comissão foi estabelecida, em Novembro do ano passado, a empresa que gere o prédio já quis aumentar o preço de condomínio de quatro patacas mensais por cada pé quadrado para seis ou sete patacas. Como o aumento é na ordem dos 50 a 75%, alguns proprietários não estão de acordo com a medida. O HM sabe que nos próximos dias 19 e 20 de Outubro a comissão de condomínio vai convocar os moradores para uma reunião onde o assunto será discutido. Thomas Kuan, o vogal da comissão, disse que hoje e sábado vão começar a ser recolhidas assinaturas dos proprietários contra este aumento.

PUB Civil Watch The Income Statement of the Election Activities of 2013 Legislative Assembly of the Macao Special Administrative Region ________________________________________________________________________________ MOP MOP Income Cash inflow $888,024.60 Total: 888,024.60 Expense Electricity $801.00 Consumables $501.00 Stationery $6,716.70 Photographing $60,300.00 Telecommunications $2,793.00 Office Rental $27,856.50 Miscellaneous $71,895.00 Staff Subsidies $129,120.00 Fund Raising Dinner – Beverage $61,300.00 Election Activities – Promotion $149,091.40 Election Activities – Publication $238,340.00 Election Activities – Souvenir $139,310.00 Total: 888,024.60 Operating Profit 0.00 Bailee of Civil Watch – Ieng Weng Fat 10/11/2013

bitação (IH) afirma que se deve esperar pela notificação da DSSOPT para que o proprietário possa iniciar as devidas inspecções e reparações. “Como a empresa de seguros precisa desse ofício

para pagar a compensação, com um prazo de três meses após o incidente, já não posso receber nada do seguro. Por outro lado, nem a empresa de gestão do edifício nem o condomínio apresentam um calendário para as obras. O pior é que com tantas inundações já começaram a aparecer na minha casa térmitas, o que pode causar mais danos ao edifício e aos outros proprietários”, referiu Amy Lai. Ao HM, o presidente da comissão de condomínio, Mok Cam Heng, explicou que a empresa que gere o edifício já realizou algumas obras no tecto da casa, mas que a situação ficou pior e houve nova infiltração. “No início a empresa não queria fazer essa obra, mas depois de uma reunião com o IH foi feita uma pequena obra para melhorar a situação. Mas como as chuvas de Maio foram muito fortes, o tecto voltou a ceder.” Mok Cam Heng disse ainda que está a ser feito um concurso público para a realização das obras de reparação a todo o edifício, devido à antiguidade do mesmo. “Não temos muito dinheiro, por isso temos de ver qual o preço proposto pelas empresas em concurso.”


sociedade 5

hoje macau sexta-feira 11.10.2013

MIF PRESENÇA PORTUGUESA PRETENDE ACRESCENTAR OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS, DIZ AJEPC

Sonae, Arcol e ASA são novas apostas São duas as associações que organizam a participação da delegação portuguesa na 18.ª edição da MIF. AJEPC e AIP juntam forças para “promover e dar a conhecer a marca Portugal”, explica Alberto Neto ao HM. O presidente da AJEPC destaca, de entre as 70 empresas lusas que marcarão presença, as estreias da Probar, Sonae, Arcol e ASA Congelados RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

S

ÃO 70 empresas que se juntam este ano no Pavilhão de Portugal na 18.ª edição da MIF - Feira Internacional de Macau. Uma área destinada à delegação lusa que terá o dobro da área do ano 1071 metros quadrados - e coube à Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) e à Associação Industrial Portuguesa (AIP) organizar esta presença reforçada em, pelo menos, mais sete empresas relativamente à edição passada. A junção de esforços parece ter resultado e, acredita Alberto Neto, presidente da AJEPC, pode ser profícua. “Este ano o Pavilhão Portugal foi coordenado entre AJEPC e AIP, de forma a diversificar sectores e termos uma presença mais forte e estruturada de Portugal. As duas associações

querem desta forma reforçar a promoção e dar a conhecer a marca Portugal”, explicou o responsável ao HM, via telefone. Muitas das empresas repetem a presença nesta feira mas há, naturalmente, estreias. Os ramos destas companhias estão relacionadas com “sectores diversificados”, como “energias renováveis, empresa de advogados, imobiliária

O ESSENCIAL As grandes novidades são a Probar, Sonae, Arcol e ASA Congelados. Por outro lado, renova-se a participação da Casa Angola, Montalva e Inovfood. A área agro-alimentar continuará, por isso, a estar representada em peso e virão também casas agrícolas particulares.

e consultores”. Neto destacou apenas alguns nomes: Probar, Sonae, Arcol e ASA Congelados. Por outro lado, renova-se a participação da Casa Angola, Montalva e Inovfood. A área agro-alimentar continuará, por isso, a estar representada em peso e virão também casas agrícolas particulares. No Pavilhão de Portugal, haverá uma “zona de seminários e cocktails” que, segundo o presidente da AJEPC, “irá criar um ambiente mais dinâmico e uma atmosfera de negócios, proporcionando o convívio de empresários portugueses com delegações chinesas que foram convidadas a estar connosco e a desfrutar da empatia Portuguesa”, até porque Neto faz questão de salientar que o “mercado é difícil”. “Como expectativas, pensamos reforçar contactos e acrescentar oportunidades de negócios em novas províncias chinesas que estarão de visita à MIF”, revela.

têm lugar na mesma altura: a Feira de Cantão, que arranca em meados de Outubro, e a 4.ª Conferência Ministerial do Fórum Macau, marcada para 5 e 6 de Novembro. “A MIF está mais atractiva. Os empresários sentem que podem usar esta plataforma para a China Continental. Talvez esta seja uma das razões para a vinda deles. Este ano, o pavilhão português tem uma área que corresponde ao dobro da do ano passado. Por

isso, esperamos mais empresários portugueses que queiram expandir os seus mercados para a China Continental”, explicou. No ano passado, estiveram presentes 63 empresas portuguesas. A MIF decorre entre os dias 17 e 20 de Outubro, no Centro de Convenções e Exposições do Venetian, que deve receber cerca de 4600 participantes, distribuídos por mais de 1900 expositores. Ou seja, um aumento de 5,6 por cento no número de “stands”. O programa da MIF é composto por conferências e bolsas de contacto para empresários. A organização vai ainda realizar mais de 50 fóruns de alto nível. O presidente do IPIM preferiu, no entanto, não dar conta do orçamento destinado ao evento deste ano.

MAIOR PRESENÇA DE SEMPRE

Jackson Chang, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), na apresentação informal da MIF, ontem à hora de almoço, enalteceu o reforço da presença de empresas de Portugal e de países de Língua Portuguesa, que acredita pode estar relacionado com dois grandes eventos que

TRÊS PROJECTOS PARA INVESTIMENTO EM HENGQIN FORAM ENTREGUES AO IPIM

Empresas locais marcham para a Ilha da Montanha N

ÃO têm nomes nem valores. Mas são três os projectos locais que pedem entrada em terrenos da Ilha da Montanha. O anúncio foi feito por Jackson Chang, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), à margem da apresentação informal da 18.ª MIF - Feira Internacional de Macau, num almoço com jornalistas. Os investimentos estão ligados às áreas de “alta tecnologia e alimentação”. O IPIM não pode avançar mais detalhes sobre as empresas candidatas

porque ainda “não abriu os envelopes”. Os projectos só serão conhecidos depois de 31 de Outubro - data final para entrega de todos os projectos de Macau - a partir de quando começarão a ser

analisados pelo Governo local e só então passados para aprovação do Governo Central. “Continuamos à espera de mais projectos. A Comissão [do IPIM] analisa o projecto e quando acha

que é viável recomenda-o ao Governo chinês, que então analisa se é adequado para ser desenvolvido mediante determinados parâmetros, por exemplo, poluição ambiental”, explica Jackson Chang, ao salientar que recebeu outros 60 pedidos de esclarecimentos. O responsável adiantou que um encarregado da zona de cooperação de Hengqin marcará presença na MIF, entre 17 e 20 de Outubro, onde poderá dar novos detalhes sobre investimentos. As pequenas e médias empresas (PME’s) de Macau só conseguem ganhar um

lugar na Ilha da Montanha se apresentarem um investimento mínimo na ordem dos 100 milhões de yuans. Liuyang, director do Conselho de Gestão da Nova Zona de Hengqin, disse na apresentação das regras de investimento na China, em Julho, que as PME’s podem optar por se juntar e criar um grupo grande de investimento. As empresas têm uma área investimento, com cerca de cinco quilómetros quadrados no parque industrial, ao abrigo de um plano de cooperação com a província de Guangdong. Os

primeiros projectos poderão começar a ser desenvolvidos logo no primeiro trimestre de 2014. Porém, a Shun Tak Holdings, presidida por Pansy Ho, já tem o seu lugar garantido. Em Outubro, irá formalizar a compra de um terreno na Ilha da Montanha depois de ter ganho a licitação de um terreno “estratégico” de mais de 23 mil metros quadrados pelo valor de 721 milhões de yuan, para onde traçou um plano de desenvolvimento de um complexo integrado dotado de escritórios e hotel e zonas comerciais. – R.M.R.


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hoje macau sexta-feira 11.10.2013

IMOBILIÁRIAS CONSIDERAM QUE NOVA MEDIDA PODE AJUDAR TECIDO EMPRESARIAL PORTUGUÊS

Visto “gold” é catalisador da economia O

visto “gold” pode ser um catalisador de investimento chinês no tecido empresarial português, defendeu ontem em Macau Patrícia Clímaco, promotora imobiliária, em entrevista à agência Lusa. Responsável pela empresa “Castelhana”, Patrícia Clímaco está em Macau e Hong Kong num ‘road show’ do visto “gold”, que tinha, até ao final de Setembro, o maior número de clientes na China, com cerca de 75% das aquisições de imobiliário em Portugal, e defende que além da venda de casas, este programa pode potenciar o investimento em Portugal. “É muito mais do que vender casas. Pode haver uma injecção de capital no tecido empresarial português e oportunidades inacreditáveis, sobretudo numa altura em que é muito difícil alavancar e financiar as empresas”, apontou, ao salientar que o empresário chinês tem capital e que Macau tem a desempenhar um papel “fulcral”. Com o mercado chinês a dominar a emissão de vistos “gold”, Patrícia Clímaco defende uma concentração de esforços na China e o envolvimento de figuras

A existência de ligações directas e a revogação da permanência obrigatória de sete dias poderiam permitir, garante, “quintuplicar facilmente o investimento de cidadãos chineses”.

LINHA DE CASCAIS

nacionais como Mourinho ou Cristiano Ronaldo no esforço de “reforçar a mensagem que (se) quer passar” e convidando a imprensa chinesa a visitar o país “porque um artigo no Guangzhou Daily News terá muito mais impacto do que

Subsídio de invalidez começa a ser distribuído a 17 de Outubro

O Instituto de Acção Social (IAS) anunciou ontem que todos aqueles que pediram o subsidio de invalidez até ao dia 31 de Agosto vão poder receber esse apoio a partir do próximo dia 17. Já as pessoas que fizeram o pedido depois dessa data e até Novembro irão receber o dinheiro durante o mês de Janeiro de 2014. Quem apresentar a candidatura até Dezembro deste ano só terá acesso ao subsídio em Março. Todos os que já beneficiam deste apoio do IAS estão dispensados de apresentar novos formulários, mas necessitam de, todos os anos e até ao dia 31 de Agosto, de realizar uma prova de vida. Atribuído anualmente, o subsídio de invalidez foi este ano actualizado para as 6.600 patacas, enquanto que o subsídio especial é hoje de 13.200 patacas.

Madrugada trouxe problemas à CTM

Passava meia hora das três horas da manhã de ontem (quinta-feira) quando os telemóveis com rede 3G da CTM começaram a sofrer problemas de ligação. Em comunicado, a empresa pede desculpas aos clientes e garante que recebeu cerca de 60 pedidos de esclarecimento. O problema terá ficado totalmente resolvido já perto das 6h30, sendo que desde as 4h que as ligações de voz e de dados estavam “instáveis”. A CTM aponta que iniciou de “reparações de emergência imediatas” e que vai continuar a acompanhar o caso.

muitas acções que possamos fazer”, considerou. Patrícia Clímaco está em Macau com propostas da região de Lisboa, acredita na recuperação do mercado, mas defende que há ainda muito a fazer para potenciar plenamente o visto “gold”.

“A Espanha também procura este investimento e tem uma vantagem face a Portugal que são as ligações directas para a China, que, no caso português, se existissem, iriam potenciar a captação de investimento através do “golden visa””, disse.

Prometido novo ordenamento viário na zona norte

É

já em meados deste mês que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) deverão arrancar com um novo ordenamento das vias junto às zonas da Rotunda da Amizade, Avenida da Ponte da Amizade, Avenida do Nordeste e Avenida 1 de Maio, consideradas “vias principais da zona nordeste por onde passa todos os dias uma grande quantidade de veículos que circulam entre as Portas do Cerco, Porto Exterior e as Ilhas”. O novo plano de ordenamento deverá consistir na simplificação do sentido de circulação das intersecções, o ajustamento do tempo dos semáforos e a optimização da sinalização horizontal, por forma a “atenuar a pressão do tráfego das mesmas vias, melhorando o ambiente rodoviário”. As medidas foram apresentadas ontem por Kuong Vai Cheok, chefe do departamento de planeamento e desenvolvimento de tráfego da DSAT. O organismo promete “acompanhar de perto a situação do tráfego da zona, vigiando as alterações no que respeita à utilização de veículos para deslocação pelos cidadãos e ajustando oportunamente os equipamentos de trânsito, no sentido de atenuar a pressão causada pela circulação dos veículos”.

Também presente em Macau no ‘road show’ que decorreu na quarta-feira na residência consular portuguesa depois de um dia em Hong Kong, e que hoje segue para Xangai, esteve Francisco Portugal e Castro, director da imobiliária Noronha Sanches, com propostas para a zona do Estoril e Cascais e com uma visão do “visto gold” como um meio de “animar o mercado imobiliário nacional, especialmente aquele que está consolidado em regiões como Lisboa”. “Desde que a lei do visto ‘gold’foi reformulada que temos sentido quer da comunidade chinesa, quer da brasileira, sul-africana e angolana uma procura muito grande para a aquisição e a concretização das vendas aumentou muito a preços de mercado impensáveis há um ano”, disse Francisco Castro, ao salientar que a nova política de captação de investimento contribuiu para “animar o mercado” e “travar a queda dos preços”.

Com os preços das habitações que apresenta localmente a variar entre os 600 mil euros e os dois milhões de euros, Francisco Castro referiu também que além do investimento do exterior, o mercado interno “está também a recuperar”. “Paulatinamente, mas a recuperar”, sublinhou ao recordar que o imobiliário de alta qualidade sentiu alguma retracção de vendas, mas não do preço.

ALGARVE E SOUTO MOURA

Já Duarte Guerreiro traz do Algarve produtos como o condomínio do Convento das Bernardas, recuperado pelo arquitecto Souto Moura e que disponibiliza 76 apartamentos. Sem experiência de vendas através do “visto gold”, Duarte Guerreiro reconhece as vantagens do programa até pela rapidez com que se fazem as vendas e lembrou que a percepção internacional é a de que Portugal “já bateu no fundo e vai agora recuperar”. Duarte Guerreiro defendeu ainda parcerias com empresas locais porque a promoção dos vistos terá de ser continuada e as imobiliárias “não podem vir ao oriente uma vez e desaparecerem”.


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RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

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INDA não é certo quando arrancará. Quais os seus custos. Nem quanto tempo poderá levar a que os arquivos históricos estejam tratados, organizados e prontos para o acesso do público. Sabe-se, no entanto, que a Diocese de Macau já iniciou os primeiros trabalhos, com o apoio da Universidade de São José (USJ) e conta com o incentivo do Governo. “Pedimos emprestado o arquivista do Patriarcado de Lisboa para poder prestar esse serviço à Diocese. A universidade funcionou como mediadora para que a Diocese possa ter um parecer validado sobre o que vai fazer com os arquivos. Quanto custará e o que implica em termos de organização”, avança ao HM Peter Stilwell, reitor do instituto superior instituído pela

DIOCESE VAI ORGANIZAR E TORNAR PÚBLICO O ARQUIVO HISTÓRICO COM APOIO DO PATRIARCADO DE LISBOA

Acervo online em marcha O arquivo histórico da Diocese de Macau vai ser trabalhado e disponibilizado ao público a partir de uma base de dados online. O arquivista do Patriarcado de Lisboa foi convidado a fazer o levantamento de todo o material para apresentar uma proposta sobre este trabalho. Segundo conta Peter Stilwell ao HM, o Governo tem “pressionado” para que este trabalho seja feito e por isso deverá custear, pelo menos, parte do projecto Diocese e pela Universidade Católica de Portugal. Ricardo Aniceto, especialista em arquivos de Igreja, veio, por isso, “verificar, fotografar, medir e ver como estão os arquivos

centrais” e, depois de um mês de trabalho, voltou há quinze dias a Portugal para elaborar uma proposta que será entregue posteriormente à Diocese na qual será conhecido o orça-

CENTRO REGIONAL DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO NÃO ESTÁ (AINDA) EM VISTA A USJ não irá avançar, para já, com qualquer parceria com o Centro de Conservação e Restauro da Universidade Católica Portuguesa (UCP) para criar aqui uma presença na Ásia, tal como tinha sido anteriormente avançado. Primeiro, indica Peter Stilwell, é preciso “ver quais as necessidades reais de Macau e da China” e, para tal, dois especialistas da UC do Porto vão estudar esta realidade nos próximos seis meses. A USJ ainda só tem um mestrado em “História e Património” e - por dar muita importância ao “património religioso existente em Macau” devido à ligação com a Diocese - está numa fase de “diagnóstico preliminar” sobre a abertura de outros cursos relacionados. Nada certo nem para breve, ressalva Peter Stilwell.

mento para este trabalho. “É preciso investimento. Salas em condições. Uma base de dados que seja de qualidade para ser acessível através da internet”, salienta Stilwell. “É preciso ver os custos e os apoios que se consegue obter. Penso que não haverá grandes dificuldades. Creio que o Governo tem todo o interesse de que a documentação que exista sobre Macau seja acessível aos estudiosos e, portanto, julgo que não haverá dificuldade em obter apoios do Instituto Cultural (IC) ou mesmo da Fundação

Macau (FM). Sei que estão interessadas em que a Diocese faça o tratamento dos seus arquivos porque já houve vários contactos no sentido de pressioná-la

a tornar os seus arquivos acessíveis e, por isso, não estamos a trabalhar às cegas.” Muitos dos documentos, ressalva, são “únicos” e têm “muito interesse histórico” pelo que não deverão estar abertos a que qualquer pessoas possa pegar neles. Neste sentido, espera-se que “os documentos mais importantes sejam digitalizados”. “Vão fazer também uma sugestão do tratamento que se deve dar em termos cívicos ao papel, de maneira que o papel não se desfaça. Até porque de cada vez que se toca nesses documentos, a acidez dos nossos dedos passa para o papel”, enfatiza o reitor da USJ. O trabalho ainda não tem data de arranque. Nem método. Peter Stilwell diz que caberá então à Diocese, já com a proposta em mãos, decidir se fará este acervo de uma só vez ou por fases.

USJ LANÇA CURSO DE PORTUGUÊS PARA JORNALISTAS Vão ser lançados pela USJ vários cursos para profissionais especializados em português, a partir do próximo dia 15 de Outubro. “Português ligado à área jurídica”, “Português ligado à administração”, “Português para Jornalistas”, “Língua e Cultura Portuguesa (B1, B2)” e “Raiz do Português”. Todos os cursos são financiados pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude e serão providenciados em regime pós-laboral. Às terças e quintas-feiras das 19 às 21 horas.


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CHINA

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CHINA PASSA A SER O PRIMEIRO IMPORTADOR MUNDIAL DE PETRÓLEO (AIE)

Procura não pára de crescer A China passou a ser desde Setembro o maior importador mundial de petróleo, ultrapassando os Estados Unidos, país destinado transformar-se no primeiro produtor mundial de petróleo e gás, segundo uma agência estatal norte-americana. “O sólido crescimento da procura de petróleo da China levou o país a ser o maior importador mundial de petróleo, superando os Estados Unidos em Setembro” indica a AIE

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(Agência de Informação sobre Energia) num relatório sobre as perspectivas a curto prazo do sector de energia, publicado esta quarta-feira. As importações líquidas chinesas (diferença entre o consumo e a produção interna) somaram nesse mês 6,3 milhões de barris por dia (mbd) contra os 6,24 mbd dos Estados Unidos, segundo dados da AIE. “A AIE prevê que esta tendência se mantenha em 2014”, acrescenta a agência, que

primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, convidou o seu homólogo chinês, Li Keqiang, para um diálogo para resolver os conflitos territoriais surgidos pela reivindicação dos dois países sobre a soberania das ilhas Diaoyu. “A porta para o diálogo está sempre aberta”, declarou Abe durante seu discurso, antes da reunião bilateral entre o Japão e os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), esta quarta-feira à noite na capital do Brunei. Abe disse aos líderes da ASEAN que está preparado para avançar na cooperação com a China, enfatizando que as boas relações entre Pequim e Tóquio são vitais. Completou-se no dia 11 de Setembro, um ano desde que as tensões entre a China e o Japão aumentaram por causa da compra

pertence ao Departamento norte-americano de Energia (DoE). Esta agência já previa em Agosto que as importações chinesas de petróleo iam superar em breve as dos Estados Unidos devido a “uma subida contínua da procura chinesa, face à subida da produção nos Estados Unidos e ao nível estacionário da procura de petróleo no mercado norte-americano”. A AIE espera que a procura de combustíveis

líquidos na China aumente 13% entre 2011 e 2014, para chegar aos 11 mbd. A China é o primeiro consumidor de energia no mundo e se transformou em um gigantesco mercado do sector automóvel. Pequim realiza uma ‘diplomacia energética’ muito activa para diversificar suas fontes de fornecimento, especialmente na Ásia central e na África. AChina assinou em Junho com a Rússia um mega-contrato de 270 bilhões de dólares

ao longo de um período de 25 anos, que duplica as exportações de petróleo russo para o gigante asiático. Contudo, os Estados Unidos continuam sendo o primeiro consumidor mundial de petróleo (19,8% do consumo mundial), à frente da China 11,7%), segundo o relatório anual sobre energia da BP. Por outro lado, segundo um recente comunicado da AIE, os Estados Unidos devem se transformar neste mesmo ano no primeiro produtor

mundial de petróleo e gás, à frente de Arábia Saudita e da Rússia. “Os Estados Unidos devem se transformar no maior produtor de petróleo e gás natural em 2013”, indicava esse comunicado daAIE no dia 4 de Outubro. Espera-se que a produção do petróleo nos Estados Unidos aumente 28% de 2011 a 2014, para chegar a 13 mbd, graças em particular à exploração de recursos de hidrocarbonetos não-convencionais (xisto). Para a Agência Internacional de Energia (AIE) - que representa os interesses energéticos dos países ricos os Estados Unidos chegarão a essa posição daqui a quatro anos, em termos de produção de petróleo.

PEQUIM CONVIDADO POR TÓQUIO PARA DIÁLOGO SOBRE CONFLITOS TERRITORIAIS

Relações vitais para desenhar o futuro por parte do Japão de três ilhotas do arquipélago Diaoyu. O pequeno arquipélago, situado no Mar da China Oriental e de ape-

nas sete quilómetros quadrados, parece abrigar importantes recursos marítimos e energéticos e foi historicamente objecto de conflitos

diplomáticos. Após a nacionalização, ocorreram manifestações anti-Japão e o boicote a produtos de empresas nipónicas na China. Nos últimos meses, houve também várias disputas entre navios da Marinha dos dois países nas águas próximas do arquipélago. O primeiro-ministro do Japão afirmou também estar “preocupado” com as disputas territoriais da China com vários países-membros da ASEAN, especialmente as Filipinas e o Vietname, no Mar da China Meridional. “Existem movimentos para mudar o ‘status quo’pela força”, disse Abe ao reafirmar o compromisso do seu país com o bloco do Sudeste

Asiático para cooperar contra “problemas comuns”. A disputa territorial pelas ilhas Paracel, entre a China, Taiwan e o Vietname, e o arquipélago das Spratly, entre os três anteriores e o Brunei, as Filipinas e a Malásia, são os principais focos de tensão no Mar da China Meridional. AASEAN e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, concordaram anteontem em apostar no diálogo para evitar o conflito armado. A ASEAN, fundada em 1967, é formada pelo Myanmar, Brunei, Cambodja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietname.


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Palácio Presidencial cabo-verdiano, no centro histórico da Cidade da Praia, vai ser transformado num edifício luxuoso e o novo Estádio Nacional será entregue em Novembro, disse o embaixador chinês na Cidade da Praia, citado ontem pela Inforpress. Su Jian indicou que “tudo já está a postos para o início das obras”, referindo que se aguarda pela mudança provisória do Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, para o emblemático edifício da Imprensa Nacional, actualmente em obras de decoração. Garantindo que não haverá qualquer alteração na fachada, para salvaguardar a identidade enquanto património nacional, Su Jian indicou que o edifício será transformado num “palácio moderno e de luxo”, remodelando e transformando dois terços da área total. O diplomata disse que os técnicos chineses já concluíram o plano de execução para a recuperação do edifício, “marcado por estruturas muito fracas”, e que a China vai contribuir para que Cabo Verde tenha um Palácio Presidencial “digno, oferecendo, também, mobiliário de “boa qualidade”. A remodelação do edifício, construído no século XIX para ser-

PROMETIDO PALÁCIO PRESIDENCIAL CABO-VERDIANO DE LUXO E ENTREGA DE NOVO ESTÁDIO EM NOVEMBRO

Obras emblemáticas

vir de residência e local de trabalho aos governadores da antiga colónia portuguesa, foi rubricada ainda no consulado do ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires, poucos dias antes de deixar a chefia do Estado, em Setembro de 2011. Em relação ao Estádio Nacional, edificado na zona de Monte

Vaca, arredores da Cidade da Praia, o embaixador chinês classificou a obra como “emblemática” e disse ser um “orgulho” a China poder contribuir para o desenvolvimento desportivo e cultural. Su Jian indicou que o Estádio Nacional será inaugurado em Novembro e que a infra-estrutura

já está totalmente concluída, restando apenas, alguns trabalhos suplementares, como a construção de um acesso rodoviário. Destacou ainda novos edifícios em construção pelo Governo chinês em Cabo Verde, como o Complexo Educativo na ilha do Sal, com capacidade para albergar

REJEITAR “COMPLETA OCIDENTALIZAÇÃO” DO PAÍS, DEFENDE JORNAL OFICIAL

Aprender sim, democracia não U M jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) defendeu ontem que a China deve continuar a “aprender com o Ocidente”, mas rejeitando a ideia de uma “completa ocidentalização” do país. “O sucesso das reformas na China resulta da capacidade do país para integrar a essência do Ocidente com a independência ideológica da China”, diz o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo Diário do Povo, órgão central do PCC. Num editorial intitulado “A Ocidentalização não é a via para a prosperidade da China”, o jornal reconhece que, “ao aprender com outros países, a China conseguiu sair da pobreza e do atraso” e aponta o Ocidente como o seu “melhor instrutor”. Mas “considerando que o objectivo último é salvaguardas dos interesses do povo chinês, a China não pode correr o risco de ser completamente ocidentalizada”, alerta o jornal. O editorial considera

que “o empirismo é a mais poderosa arma filosófica” da China”, caracterizando a via seguida pelo país como “um sistema híbrido de inova-

ção” e “uma recombinação de elementos da ex-União Soviética, do Ocidente e da China Antiga”. Desde a adopção da políti-

ca de “Reforma e Abertura “, no final da década de 1970, o PCP tem vindo gradualmente a converter-se à economia de mercado e aos “avançados métodos de gestão” dos países mais desenvolvidos, mas sem abdicar do seu “papel dirigente” e rejeitando a ideia de uma “democracia de estilo ocidental”. PUB

1.800 alunos, de forma a tornar-se na maior escola técnica do país. O diplomata chinês prometeu ainda que a China vai financiar o Centro de Processamento dos Produtos Agrícolas nas imediações da Barragem de Poilão, no interior da ilha de Santiago, para que a produção agrícola tenha um tratamento conveniente para garantir um valor acrescentado no mercado. As obras de construção, de raiz, do Estádio Nacional começaram a 21 de Outubro de 2010 e estão orçadas em cerca de 180 milhões de patacas. O novo estádio tem uma área de 11.530 metros quadrados, conta com relva sintética, autorizada pela FIFA, uma pista de atletismo de oito corredores e tem capacidade para 15.000 espectadores. Até hoje, o principal estádio do país, onde joga a selecção e único autorizado pela FIFA, é o da Várzea, em pleno centro da Cidade da Praia. A China mantém relações diplomáticas com Cabo Verde desde 25 de Abril de 1976 e tem apoiado o país em vários domínios, tendo construído infra-estruturas como os palácios da Assembleia Nacional e do Governo, Auditório Nacional, Biblioteca Nacional, Memorial Amílcar Cabral e barragem de Poilão.

Explosão de tanque de gás faz quatro mortos no leste do país

Quatro pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas na explosão de um tanque de gás na Província de Shandong, leste da China, esta terçafeira à tarde, disseram na quarta-feira as autoridades locais. A explosão ocorreu às 17h57 na Boxing Chengli Gas Supply Co., Ltd. no distrito de Boxing, cidade de Binzhou, de acordo com uma fonte do governo distrital. As vítimas incluem três funcionários da empresa e um trabalhador da construção civil que tinha um contrato temporário. Quatro funcionários e outros nove trabalhadores da construção civil ficaram feridos na explosão, enquanto outras 20 pessoas que estavam próximas do local sofreram ferimentos leves. As causas da explosão estão a ser investigadas.


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TRABALHO INFANTIL

Chegou ontem ao fim a III Conferência Global do Trabalho Infantil, iniciativa promovida pela Organização Internacional do Trabalho. Ainda há muito trabalho a fazer no Brasil, enquanto que Moçambique é o melhor exemplo da luta contra esta realidade. A nova Carta Brasília promete trazer mais medidas de combate

III CONFERÊNCIA GLOBAL DA OIT TERMINOU ONTEM NO BRASIL

O mundo de 168 milhões

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OUBE a Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, o papel de encerrar mais uma edição da Conferência Global do Trabalho Infantil, organizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), governo brasileiro, agências das Nações Unidas e entidades dedicadas à defesa dos direitos humanos e da infância. De 8 a 10 de Outubro, reuniram-se em Brasília, capital, diversas personalidades que falaram de uma problemática que está longe de desaparecer. Apesar de ter ocorrido uma quebra no número de crianças que trabalham (hoje são 168 milhões, há cerca de dez anos eram 246), as autoridades afirmam que é preciso fazer mais. As esperanças estão agora depositadas na nova Carta Brasília, da qual deverão sair novos objectivos e medidas para erradicar esta realidade. Guy Rider, director-geral da OIT, disse, citado pela agência Lusa, que ainda há demasiadas crianças assalariadas, apesar dos esforços para a erradicação do trabalho infantil. Rider recordou que a meta internacional de acabar com o trabalho infantil até 2016 corre grave risco de não ser concretizada, o que será um grande “fracasso colectivo”. O responsável citou nú-

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meros do último relatório da OIT sobre trabalho infantil, divulgado em Setembro. O mesmo relatório regista que desde 2000 houve uma redução de cerca de um terço da exploração do trabalho infantil no mundo. Guy Rider recordou que

ainda persistem formas especialmente degradantes desse tipo de trabalho como a escravidão e a exploração sexual, “chagas ainda abertas em todas as regiões do planeta”. O director da OIT recordou ainda que muitos países nem sequer assinaram

Em 2008, havia 215 milhões de crianças e adolescentes, com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos, que realizavam trabalho pago, mas 115 milhões estavam envolvidos em trabalhos perigosos e pouco saudáveis para a saúde. Tal representava 7,3% de todas as crianças do mundo e 53% da fatia de crianças com trabalho

as convenções internacionais sobre o tema e chamou a atenção para a importância de as metas e os planos serem seguidos até o fim. Apesar da quebra registada nos últimos anos, esta tem sido lenta. Segundo os últimos dados publicados em 2006 e 2010, registou-se uma quebra de 3% face ao período entre 2004 e 2008, menos do que os 10% comparando ao período 2000 e 2004. Em 2008, havia 215 milhões de crianças e adolescentes, com idades compreendidas entre os 5 e os 17 anos, que realizavam trabalho pago, mas 115 milhões estavam envolvidos em trabalhos perigosos e pouco saudáveis para a saúde. Tal representava 7,3% de todas as crianças do mundo e 53% da fatia de crianças com trabalho. Segundo dados da OIT


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sobre a III Convenção, estes números mostram como “a eliminação (do trabalho infantil) deve ser uma prioridade para as políticas públicas e estratégias para o desenvolvimento de acções pela comunidade internacional”.

MOÇAMBIQUE É O MAIOR EXEMPLO

Guy Ryder mencionou Moçambique como um dos países mais empenhados no combate ao trabalho infantil no mundo, apontando, como exemplo, a ratificação das normas internacionais. Guy Ryder reconheceu o compromisso das autoridades moçambicanas na luta contra o trabalho infantil. “Moçambique encontra-se na lista de países membros da Organização Internacional do Trabalho que mais se preocupam em criar condições para o combate às piores formas do trabalho infantil no mundo, tendo em conta a realidade interna e os compromissos comuns a nível internacional, em relação à matéria”, indica um comunicado do Ministério do Trabalho

de Moçambique, que cita o britânico Guy Ryder. Guy Ryder elogiou Moçambique por ter ratificado as convenções número 138, sobre a idade mínima permitida para o emprego de um menor e 182, que enumera as piores formas de trabalho infantil. O director-geral da OIT regozijou-se com o facto de o número de crianças trabalhadoras “em idade perigosa” ter reduzido em todo o mundo de 246 para 168 milhões nos últimos dez anos, aponta a nota de imprensa. A OIT diz ainda que a região da Ásia-Pacífico é uma das que está mais ligada a esta questão, sendo que dez países não assinaram quaisquer convenções da OIT, nome-

Guy Ryder elogiou Moçambique por ter ratificado as convenções número 138, sobre a idade mínima permitida para o emprego de um menor e 182, que enumera as piores formas de trabalho infantil adamente a idade mínima para começar a trabalhar e a implementação de politicas.

DILMA ROUSSEFF PEDE POLÍTICAS SOCIAIS

Se Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, foi um dos oradores do último painel de debate do encontro, Dilma Rousseff, a actual presidente, abriu a III Conferência Global com a urgência nas suas palavras. Isto porque defendeu mais políticas sociais para aumentar o emprego e o rendimento da população mais carente como forma de erradicar o trabalho infantil. “O fim do trabalho infantil depende de oportunidades de emprego e rendimento para os adultos das famílias com crianças.” A presidente brasileira defendeu ainda que o combate ao trabalho infantil deve ser feito de maneira concertada, por todos os países, para garantir a erradicação desse tipo de prática em todas as regiões do mundo. “A única língua universal é o choro de uma criança. É nosso dever responder com a nossa voz, que o nosso idioma comum seja a erradicação do trabalho infantil em todas as suas formas e regiões do mundo”, reforçou. A líder brasileira destacou ainda a necessidade de dar maior atenção a casos de exploração sexual e pornografia infantil, que considerou “as mais abomináveis e perversas violações de Direitos Humanos”. - A.S.S. com agência Lusa

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VIDA

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HUMAN BRAIN PROJECT RECRIARÁ CÉREBRO HUMANO

Desenvolver tratamentos

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IENTISTAS de 130 institutos de investigação na Europa reuniram-se esta semana na Suíça para dar a largada a um dos projectos mais ambiciosos e promissores que a ciência já viu: o Human Brain Project, que pretende simular um cérebro humano funcional usando super computadores. De acordo com o site do projecto, o objectivo da empreitada é “ganhar insights profundos do que nos faz humanos, desenvolver novos tratamentos para

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doenças do cérebro e construir novas e revolucionárias tecnologias computacionais”. Trata-se, portanto, de um projecto que pretende, entre outras coisas, usar computadores para entender o cérebro e usar esse entendimento para produzir melhores computadores. Afinal, apesar da tecnologia comercial ter atingido um poder de processamento alto, o cérebro humano ainda é a máquina mais complexa que conhecemos. As plataformas sobre as quais o Human Brain Project vai tra-

balhar são a neuroinformática, a computação de alta performance, a informática médica, a computação neuromórfica e a neurorobótica. Não é à toa que pareçam termos saídos de um romance de Asimov ou uma daquelas palavras que apareciam na abertura de Fringe: neuromórfica e neurorobótica, por exemplo, se dedicam a possibilitar que máquinas tenham características mais humanas, como um microchip que imite o funcionamento de redes neurais, por exemplo. Os cientistas, concentrados na base do projecto, na Suíça, vão compilar dados de pesquisas sobre o cérebro publicadas em periódicos científicos em todo o mundo e usar o que sabemos sobre como os neurónios se comportam para gerar uma simulação de um cérebro num super computador. O resultado será o modelo mais preciso de cérebro humano já produzido artificialmente. Os investigadores terão dois anos e meio e cerca de 1,2 mil milhões de euros investidos na infra-estrutura para o projecto.

SUECO É O RESPONSÁVEL PELA INVENÇÃO

Tikker, o relógio que prevê a morte J

Á imaginou saber quanto tempo tem de vida? E se tivesse essa oportunidade, gostaria de saber e poder observar o tempo contar até ao fim? Tikker é um relógio, inventado pelo sueco por Fredrik Colting, que além de dizer as horas lhe mostra quanto tempo tem de vida, segundo informações

publicadas esta segunda-feira no Daily Mail. Já apelidado de relógio-da-morte, o Tikker consegue prever o tempo que falta para o falecimento do seu utilizador com os dados de um formulário preenchido aquando da sua aquisição. Dados como o historial de doenças na família, o estilo de vida, se fuma e bebe, são alguns dos que o relógio necessita para prever a sua morte. O inventor não gosta, no entanto, deste rótulo negativo, preferindo chamar ao objecto «o relógio da felicidade», pois segundo o próprio a ideia é que as pessoas aproveitem melhor a vida depois de saberem quanto tempo lhes resta. «A ocorrência da morte não é novidade para ninguém, mas na nossa sociedade moderna raramente falamos sobre ela. Eu penso que se estivermos mais informados sobre a nossa data de validade, estou seguro que faríamos melhores escolhas enquanto estamos vivos», afirmou Fredrik Colting.


CULTURA

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IPOR JORGE SERAFIM E ÂNGELO TORRES VÃO “CONTAR HISTÓRIAS”

Tradição oral chega a Macau O

S contadores de histórias Jorge Serafim (Portugal) e Ângelo Torres (S. Tomé e Príncipe) vão estar em Macau, entre os dias 14 e 20 deste mês, para um vasto programa de actividades, foi ontem anunciado. Organizada pelo Instituto Português do Oriente (IPOR), a iniciativa inclui sessões para alunos em escolas luso-chinesas, Escola Portuguesa, Jardim D. José da Costa Nunes, Instituto Politécnico e no próprio IPOR, para além de uma formação dirigida a docentes de língua portuguesa sobre técnicas narrativas e mediação da leitura na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude. Para o público, está prevista uma sessão aberta de

Jorge Serafim

Ângelo Torres

contos da literatura universal apresentados pelos dois contadores, a ter lugar no dia 16, na residência oficial do cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong. Jorge Serafim, “um dos grandes contadores portugueses”, tem percorrido o país em inúmeras sessões de contos para públicos de todas as idades, em escolas, bibliotecas, prisões, lares, auditórios e festivais de teatro, realça o IPOR em comunicado, no qual salienta que o seu “virtuosismo” levou-o também a diversos encontros internacionais de narração oral, na Europa, América e África. Além disso, é presença regular em programas de televisão e em festivais de humor, tendo participado nessa vaga de lançamento

da ‘stand-up comedy’ em Portugal e tendo publicadas várias obras de literatura infanto-juvenil. Já Ângelo Torres descobriu a tradição oral em S. Tomé, a ouvir histórias da sua avó, tendo-se estabelecido em Portugal como actor (prémio Shooting Star 2004), após os estudos em Cuba. Desafiado por António Fontinha a “contar uns contos”, acordou aí para uma vocação que não mais parou de cultivar e aperfeiçoar, sublinha o IPOR na nota enviada à imprensa, ao destacar que Ângelo Torres figura hoje como “um contador magnético, que mistura intuitivamente conteúdos tradicionais com contextos contemporâneos”. Ângelo Torres mantém, em paralelo, uma carreira in-

ternacional de actor no teatro e no cinema, onde se destacam a participação em filmes (“A Ilha dos Escravos”, “A Costa dos Murmúrios”, “Tudo Isto É Fado, Preto E Branco”, “Nha fala”, “Entre Nós”, “Encontros Imperfeitos”, “Almirante Reis”), para além de diversas séries televisivas. Integrada no plano de actividades do IPOR, esta acção, que conta com o apoio da Fundação Macau e do consulado-geral de Portugal, “visa promover o livro como suporte de mediação da leitura em língua portuguesa, divulgar o património imaterial que nela se expressa e aproximar os aprendentes da língua, através da exposição lúdica a novos conteúdos”, conclui o IPOR.

PIANISTA LOUIS SCHWIZGEBEL DESTACA PROFISSIONALISMO DA ORQUESTRA DE MACAU

Paixão pelos clássicos O jovem, mas já consagrado pianista suíço, Louis Schwizgebel, esteve recentemente em Macau para um concerto com a Orquestra de Macau, no auditório do Venetian. Ao HM, Louis Schwizgebel, revelou que a sua paixão pelo piano, nasceu ainda

na infância, depois de ouvir um amigo tocar “für Elise”de Beethoven. “Comecei a aprender piano com seis anos. Lembro-me que umas semanas depois, ouvi um amigo meu a tocar “für Elise” de Beethoven, numa festa de anos. Fiquei bastante impres-

sionado e quis aprender esta peça imediatamente. Comecei a praticar cada vez mais e o piano rapidamente se tornou uma paixão para mim, revelou o jovem pianista. Questionado sobre as suas preferências musicais, Louis Schwizgebel, hesitou, mas sempre indicou que estas recaem no período clássico. “ É muito difícil de escolher, mas acho que tenho uma pequena preferência por compositores clássicos, como Beethoven, Schubert ou Mozart”, disse ao HM. Sobre o concerto de Macau, Schwizgebel , destacou o profissionalismo da Orquestra local. “ Durante o primeiro ensaio, percebi imediatamente que a orquestra já tocara Tchaikowski por diversas vezes. São bastante profissionais e é muito fácil tocar com eles. Gostei também muito do maestro que me deu algumas ideias interessantes sobre esta peça”, disse o pianista suíço.

‘STREET ART’ PORTUGUESA BRILHA EM PARIS

Museu a céu aberto D EZ andares, 36 apartamentos, 100 artistas urbanos. É esta a oferta da mais recente experiência criativa de Paris. Um “museu a céu aberto” que conta com 11 artistas portugueses cujas obras estão a seduzir os visitantes. O ‘Tour Paris 13’ nasceu quando o artista Mehdi Ben Cheikh decidiu dar uma nova vida ao interior de um edifício do leste de Paris, prestes a ser

demolido. Para o efeito, convidou artistas de arte urbana dos quatro cantos do mundo que, voluntariamente, transformaram o edifício. O mentor deste projecto, Mehdi Ben Cheikh, disse à RTP que as obras de arte dos portugueses estão a impressionar o público. “Toda a gente que por aqui passa me diz que os portugueses são incríveis”, disse , em entrevista ao canal televisivo.

Vihls, MAR e Mário Belém são alguns dos portugueses que foram convidados para a iniciativa. Lara Seixo Rodrigues, curadora da secção portuguesa, disse ao canal televisivo que Portugal levou para Paris artistas com estilos muitos diferentes. Alguns “têm um passado claramente, de ‘graffiti’, mas há pessoas que são muito mais polivalentes e trabalham com spray, tintas, ‘stencil’ e marcadores”, explicou.


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JOSÉ SIMÕES MORAIS info@hojemacau.com.mo

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OR ano há dois importantes dias que os chineses reservam para visitar e homenagear os seus antepassados; o dia 5 de Abril do calendário solar, quando se celebra o Qingming (Cheng Meng em cantonês) e o dia 9 da nona Lua, a festividade Chong Yang (Chông Iéong Chit). Se no Qingming, que significa limpo e brilhante, os governantes prestavam homenagem aos seus antepassados e ao unificador das tribos chinesas e primeiro Soberano, pois considerado o pai do povo chinês, o Imperador Amarelo, Huang Di, no duplo 9, ou Chong Yang Jie, como é em mandarim designada a Festividade do Duplo Yang, era a altura do povo oferecer sacrifícios aos seus antepassados. Tal acontecia no período imperial, mas actualmente em ambas as datas, o povo chinês oferece sacrifícios aos antepassados, queimando em sua honra incenso e dinheiro dos mortos, reunindo-se as famílias à volta da campa, limpando-a e embelezando-a com flores e realizando aí uma refeição. Na Festividade do Aprovisionamento do Princípio Masculino, como também é conhecida a celebração do Duplo 9, a flor mais usada é o crisântemo não fosse a nona Lua do ano conhecida pela Lua do Crisântemo. Nesse dia, as pessoas têm como costume subir à montanha, para estarem próximo dos seus Antepassados. Isto poderá ter dois sentidos já que, no topo da montanha está-se mais próximo do Céu, assim como é nas encostas das montanhas que se encontram os cemitérios chineses. Mas há uma lenda proveniente do período da dinastia Jin (265-420) que dá uma outra versão para nesse dia se subir à montanha. A história ocorre na aldeia de Runan, que hoje pertence à província de Henan e que na antiguidade se encontrava em Yu Zhou, uma das treze prefeituras em que se dividia o território chinês, sendo ela a do meio. Runan situava-se por sua vez no centro de Yu Zhou e por isso era conhecida como Tian Zhong, o meio do Céu. Próximo da aldeia existe uma montanha onde em tempos antigos, como era normal naquela altura,

CELEBRAÇÃO DO DUPLO 9 NO ALTO DA COLINA

A festividade Chong Yang vivia um mestre taoista considerado pelos camponeses um ser muito estranho. O homem mais culto da aldeia, Huan Jing gostava de após os seus afazeres diários e quando estes o permitiam,

de se meter ao caminho e ir visitar o mestre Fei Zhang Fang, pois era grande a vontade de escutar e aprender o que aquele ancião de aspecto grotesco tinha para lhe ensinar. Transmitia-lhe

uma série de conhecimentos fora do comum, os segredos das artes mágicas, que o deixavam boquiaberto. Mas certa vez Huan Jing encontrou o mestre apreensivo. Logo que che-

gou junto dele, Fei Zhang Fang aconselho-o a ir rapidamente à sua aldeia e reunir todos os habitantes, fazerem uma merenda e seguirem imediatamente para o cume da montanha mais

alta da região, passando aí todo o dia e só regressarem no dia seguinte. Deveriam também levar um pote de vinho de crisântemos, flor amarela que se parece com um Sol e tem a propriedade de prolongar a vida, assim como desmascarar os demónios. Aceitando tais conselhos, foi rapidamente para a aldeia, onde juntou todos os habitantes e nesse mesmo dia partiram, numa jornada penosa, subindo a íngreme encosta da montanha mais alta da região. Chegaram já de noite e dormindo ao relento, passaram todo o dia 9 da nona Lua no cume da montanha. Completamente extenuados, voltaram no dia seguinte de novo para a aldeia. Quando aí chegaram, o silêncio era arrasador, mas se as habitações se encontravam intactas, já a vida em torno delas não existia. Dos campos, toda a vegetação tinha desaparecido, assim como das árvores apenas os troncos mortos ali se encontravam. Dos animais, nem viva alma existia. Não se encontravam vacas, porcos e galinhas e mesmo as formigas e ratos tinham desaparecido. A desolação era total e a população atónica não conseguia encontrar justificação para o horrendo espectáculo ali ocorrido. A morte tinha passado por ali e só então perceberam terem sido poupados a tão vil destino. Sem explicações para o sucedido e já refeitos do impacto da catástrofe, resolveram dar graças às divindades por lhes terem poupado a vida e sobretudo ao mestre Fei Zhang Fang que os avisara de tão grande calamidade. Sobre o mestre taoista, este desapareceu qual imortal que para ali tinha vindo com a intenção de os alertar da hecatombe. Huan Jing, pelos seus conhecimentos, tornou-se chefe da região, já que era pela capacidade de resolver os mais difíceis problemas, que as pessoas se tornavam governantes. Explicações racionais para a natureza do sucedido há várias hipóteses, todas elas sem plausível justificação. A menos credível é a de uma grande inundação, já que se tal tivesse ocorrido, pela lama deixada como vestígios as pessoas aperceber-se-iam. Uma peste, não teria passado tão rapidamente. A passagem de um exército, não dei-


cultura 15

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Na Festividade do Aprovisionamento do Princípio Masculino, como também é conhecida a celebração do Duplo 9, a flor mais usada é o crisântemo não fosse a nona Lua do ano conhecida pela Lua do Crisântemo. xaria tão grande desolação na vegetação. Então, o que teria acontecido?

A FESTA

Qu Yuan, no poema intitulado ‘Longínqua Viagem’ escreveu: “Parando em Chongyang e entrando no Palácio dos Deuses”. Esta é a primeira referência conhecida a Chong Yang, mas há quem afirme que o Duplo Yang, como é traduzido Chong Yang, aqui não

se refere à festividade, mas tem o significado de Céu. Como clara referência à celebração de tal festividade, Cao Pi, o primeiro imperador do reino Wei do Norte no Período dos Três Reinos, escreveu: “Sendo que o nove representa Yang e tanto a data do dia e mês são 9, o povo chama Chong Yang e celebram-no com a esperança de poder ter uma longa vida.” Nesse dia era costume as pessoas ofere-

cerem um grande banquete a todos os seus parentes e amigos. Também nessa data os letrados se juntavam nos locais mais ermos para divagar sobre o maravilhoso mundo das artes e contemplar a natureza. Segundo o ritual chinês, não é recomendável visitar templos, ou oferecer sacrifícios aos deuses. Apenas é sugerido um passeio pelas montanhas. Em Macau era costume, no dia 9 da nona Lua, as crianças juntarem-se logo de manhã cedo nos portões das escolas para com os professores irem passar o dia pelo Monte da Guia, na Penha, ou na Montanha Russa, numa cerimónia conhecida por Subir às Alturas. Se a ordem de partir para o passeio demorava muito, as crianças começavam a gri-

tar, dizendo: “Kâu-Iút Kâu, Sing Sáng Um Châu Hóc Sáng Chân”, isto é, “se no dia 9 da nona Lua, o mestre não sai, saem os alunos”. Neste dia muitos chineses aproveitam também para ir visitar os túmulos dos seus Antepassados, que normalmente se encontram no sopé da montanha, levando para lhes oferecer galinhas, vinho, incenso e velas, assim como sacos de papel-moeda dourado, dobrado em forma de lingotes e queimado para que a comunicação com os seus mortos seja facilitada. A Festividade do Aprovisionamento do Princípio Masculino tem como finalidade alcançar riqueza e descendência masculina. Aqui lhe deixamos os votos de um alegre e feliz dia, que acontece no próximo Domingo e não se esqueçam de subir a uma das colinas de Macau, mais que não seja, para respirar um pouco de ar mais puro.


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DESPORTO

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DECLARAÇÕES POLÉMICAS DE TREINADOR PORTUGUÊS SÃO “ASSUNTO DE ESTADO” EM MOÇAMBIQUE

Diamantino disse que o “país não é sério” O treinador português Diamantino Miranda chamou “ladrões” a jornalistas moçambicanos e acusou o país de não ser sério. As declarações, proferidas há duas semanas após um jogo da equipa Costa do Sol, estão a causar grande impacto e nesta quinta-feira o Governo de Moçambique considerou que o caso “é assunto de Estado”. “A dignidade, auto-estima e a imagem de Moçambique e dos moçambicanos ficaram abaladas com as palavras de Diamantino Miranda, por isso é que este é, desde já, um assunto de Estado e não meramente desportivo”, disse José Dimitri, Inspector Nacional dos Desportos e porta-voz do Ministério da Juventude e Desportos, citado pela Lusa. Sublinhando que as de-

PUB

clarações do técnico português “ferem a dignidade dos moçambicanos”, José Dimitri prometeu “medidas exemplares”. “O treinador extravasou o foro desportivo. A Liga Moçambicana de Futebol vai fazer o seu trabalho e nós, com base nas disposições laborais e de migração, estamos a fazer o nosso. Tomaremos medidas exemplares para que sejam lição para os outros”, destacou o responsável. O caso aconteceu há duas semanas. No final de um jogo entre o Vilankulos FC e o Costa do Sol, do campeonato moçambicano de futebol, o treinador português teve uma discussão com um jornalista que cobria a partida, em que contestava as decisões do árbitro do encontro, acabando por dizer: “Todos aqui são ladrões”. “Todos aqui são ladrões. Vocês são todos

uma cambada de ladrões, você e outros jornalistas são pagos por um prato de sopa. Este país não é sério”, disse Diamantino Miranda, segundo uma gravação de um canal de rádio que fazia uma reportagem da partida. Após o incidente, o

técnico foi preventivamente suspenso do cargo pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF), enquanto aguarda o resultado de um inquérito aberto pela entidade que rege a principal competição do futebol moçambicano.

Este ano, Diamantino Miranda, que cumpre a sua segunda época à frente do Costa do Sol, foi temporariamente impedido de trabalhar pelo Ministério do Trabalho, devido a alegadas irregularidades no seu visto de trabalho, mas depois autorizado a

voltar à actividade, à espera do desfecho final do caso. Tanto Diamantino Miranda como o Costa do Sol ainda não se pronunciaram sobre a polémica, aguardando o curso do inquérito aberto pelas instâncias competentes.


FUTILIDADES

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TEMPO

POUCO

NUBLADO

[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 18:00 19:00 19:30 20:30 21:15 21:30 22:00 22:20 23:00 23:40 00:30 01:00

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) 0 TDM Talk Show (Repetição) Vingança Telejornal Ler + Ler Melhor Cenas do Casamento Linha da Frente Caminho das Índias TDM News Portugueses Pelo Mundo Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

RTPi 82 14:00 14:35 15:30 16:00 17:00 17:20 20:00 21:15 22:05 22:30

Telejornal Madeira Terra do Espírito Madeira Rural Bom Dia Portugal A Estrela Lá de Casa Amália Jornal da Tarde O Preço Certo Ingrediente Secreto Praça da Alegria

MIN

[

24

MAX

31

HUM

60-90%

] C I N E M A SALA 1

30 - FOX Sport 12:35 Archery World Cup 2013 13:05 (LIVE) MotoGP World Championship 2013 - Free Practice 2 15:55 Liga Bbva 2013/14 La Liga World 16:30 (Delay) American League Division Series A 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Football Asia 2013/14 20:30 Liga Bbva 2013/14 La Liga World 21:00 The Ultimate Fighter 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Classic Boxing 31 - STAR Sports 12:55 (LIVE) FIA F1 World Championship 2013 - Practice Session 2 Japanese Grand Prix 14:30 (LIVE) Nanshan China Masters Day 2 17:00 Total Rugby 17:30 2 Wheels 18:00 Liga Bbva 2013/14 Rayo Vallecano vs. Real Sociedad 19:30 Football Asia 2013/14 20:00 Asian Le Mans Series 2013 21:00 (Delay) Formula Friday 21:30 (Delay) Score Tonight 2013 22:00 Football Asia 2013/14 22:30 Inside Grand Prix 2013 23:00 Liga Bbva 2013/14 Weekly Review 40 - FOX Movies 12:50 Enough 14:45 Homeland 15:40 The Walking Dead 16:25 The Walking Dead 17:15 End Of Watch 19:05 Shallow Hal 21:00 Playing For Keeps 22:50 Legion 00:30 Dodgeball 41 - HBO 12:55 Young Adult 14:25 Lost In Translation 16:00 Dolphin Tale 17:50 Moneyball 20:00 Serangoon Road 21:00 Pirates Of The Caribbean 23:15 How To Lose A Guy In 10 Days 42 - Cinemax 13:00 Piranhaconda 14:25 7 Seconds 16:00 The Viking Queen 17:30 Invader 19:30 Maverick 21:45 Epad On Max 22:00 Strike Back 23:00 Critters 4 00:35 Werewolf

•

10.8

GRAVITY [B] 3D

SALA 2

SALA 3

Um filme de: Alfonso Cuarón Com: Sandra Bullock, George Clooney 14.30, 16.30, 21.30

Um filme de: Richard Curtis Com: Rachel McAdams, Domhnall Gleeson, Bill Nighy 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

GRAVITY [B]

0.2

YUAN

1.3

Um filme de: Alfonso Cuarón Com: Sandra Bullock, George Clooney 19.30

ABOUT TIME [B]

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O A DEMANDA (OU A SUJIDADE) CONTINUA...

BAHT

Cineteatro

RUSH [C]

Um filme de: Ron Howard Com: Chris Hemsworth, Daniel Bruhl 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

GRAVITY

EURO

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Foto: Facebook

POR MIM FALO

Pu Yi

Deputados e empresários são os novos heróis

• Continua a procura por algo que nós ainda não entendemos o quê. O “artista”, pelos vistos, também ainda não descobriu. Aquilo que sabemos é que anda a deixar sujidade por Macau, escrevendo a palavra “Quest” sem nexo e só porque sim...

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA ATIREM-SE AO AR! • António Torrado

Como é que o avião, tão mais pesado do que o ar, pode vencer o balão, tão menos pesado que o ar, e conquistar o espaço aéreo, dantes apenas frequentado pelos passarinhos? Estas e idênticas perguntas andaram à volta da cabeça do Dr. Hélio Dantas, incansável inimigo de dois heróis reais, Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Foram eles os primeiros a alcançar o Brasil por via aérea, vindos de Portugal. Por pouco e por culpa das tropelias do Dr. Hélio que não ficavam pelo caminho, mas os dois valentes tudo venceram para, depois, muito se rirem dos acidentes da viagem. Riram-se eles e rimo-nos nós, ao longo desta peça que é uma risota pegada.

BLANKETS • Craig Thompson

Publicada pela primeira vez em 2003, esta obra tornou-se um clássico e uma das referências das novelas gráficas. O que torna esta obra tão profundamente bela é a atenção aos pequenos detalhes dos grandes movimentos da vida. A descoberta do amor, a perda da fé, o amor familiar, as descobertas e as incertezas, o ridículo e o trágico, todos estes grandes temas são tratados com uma intimidade e sensibilidade que nos arrasta para a narrativa e nos deixa a relembrar o nosso próprio processo de crescimento. Só com emoções se tocam emoções. Prémios: Harvey Award para Melhor Cartoonist, Melhor álbum gráfica de trabalho original (2004); Eisner Award para Melhor Álbum Gráfico, Melhor Escritor/ Desenhador (2004); Ignatz Award para Melhor Artista e Melhor Novela Gráfica ou Coleção (2004); Prix de la Critique – Association des Critiques et Journalistes de Bande Dessinée – France (2005); Lista da Time das 10 melhores Novelas Gráficas de Sempre (2005). RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

Há deputados que, de facto, não deixam de nos surpreender. Têm sempre umas teses muito engraçadas. E, curiosamente, não têm medo de as professar em público. A última de Fong Chi Keong - tiro-lhe o chapéu pela frontalidade - prende-se com o facto de que as Pequenas e Médias Empresas (PME’s) não podem estar aí a contar com a boa vontade dos grandes proprietários. Alto! Vou refazer. As lojas de comércio tradicional, sobretudo, não podem estar à espera da Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu, presidida pelo empresário, para continuarem aí a trabalhar livremente e descansadas da vida. Mas quero sublinhar o título “Beneficência” da associação. Como se sabe, o amigo não tem falta de dinheiro. Mas também já se sabe que quem muito tem mais quer. Vejamos o exemplo do colega Chan Chak Mo que decidiu expulsar os Serviços de Turismo da Casa Amarela ali junto das ruínas de São Paulo - e aqui, paremos para pensar, na influência e peso dos empresários sobre o Governo. E não tenhamos ilusões. Saem lojas de promoção da cultura de Macau. E entram as grandes marcas de cosméticos e higiene. Porque o turista (continental) não quer cultura, quer gel de banho e afins. Já se sabe. Então agora, Fong Chi Keong quer simplesmente reaver todas as suas propriedades arrendadas a estas lojas - a muitas delas, há décadas - para revitalizá-las e depois reparti-las por aqueles que estiverem dispostos a pagar mais por elas. Porque isso de “proteger as PME’s cabe ao Governo”, diz o representante da população. Bom, de facto, nunca foi escolhido como tal mas poderia pelo menos conhecer a missão inerente ao cargo. Mas, contraditoriamente, cabe-lhe depois a ele, enquanto empresário e deputado, reduzir o fosso entre os ricos e os pobres. Aliás, a ele e a todos os empresários que têm uma “visão mais global da realidade”. Pelo meio, nada de atacar o Governo. Afinal, não é assim que as sociedades civilizadas se comportam. Este senhor convence qualquer um com as suas argumentações. Vão ser quatro anos intensos para ele...


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OPINIÃO

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JORGE RODRIGUES SIMÃO

perspectivas

A China motor da região Ásia-Pacífico “The financial crisis has graphically illustrated the disparity between an East Asia cash-rich from decades of surpluses and a United States cash-poor following many years of deficits.” Martin Jacques When China Rules the World: The End of the Western World and the Birth of a New Global Order

O

S líderes de doze países da região Ásia-Pacífico iniciaram uma reunião para negociarem à margem da “Cimeira do Fórum de Cooperação Económica da Ásia e do Pacífico” (APEC, na sigla inglesa) que se realizou na ilha de Bali, entre 7 e 9 de Outubro. A reunião tinha como objectivo assinar um acordo para a criação de uma zona de livre comércio, que o presidente americano tem vindo a estimular há cerca de três anos, bem como o progresso nas relações entre os países futuros signatários, a recuperação do crescimento sustentável, os efeitos da “Euro Crise”, a vagarosa recuperação económica dos Estados Unidos e a inquietante desaceleração na China. O acordo de livre comércio, denominado de “Acordo de Associação Transpacífico” (TPP, na sigla inglesa), incluirá os doze países da região Ásia-Pacífico, uma zona que representa 40 por cento da economia mundial, um terço do comércio internacional e tem uma população de 800 milhões de pessoas. Os líderes dos países que negoceiam o “TPP” reuniram-se na Cimeira do Havai, a 12 de Novembro de 2011, na qual estabeleceram as regras de negociação do acordo. O documento contém cinco regras fundamentais que são, o amplo acesso aos mercados, através de eliminação/redução de tarifas aduaneiras e de outras barreiras ao comércio de bens, serviços e investimentos; completo acordo regional, como a simplificação da produção e aperfeiçoamento e crescimento das cadeias de distribuição, criação de postos de trabalho e melhoria da qualidade de vida; amplo alcance dos temas comerciais, como a harmonização legislativa, a simplificação do comércio e dos negócios, o reconhecimento das pequenas e médias empresas e o desenvolvimento sustentável; novos desafios postos ao comércio, como a introdução de produtos e serviços inovadores e por último, a inclusão de um mecanismo que permita a actualização dos acordos no futuro. O “TPP” tem a forma de negociação de compromisso único, ou seja, que nenhuma matéria é encerrada até estar completamente definida e acordada. Os principais progressos deram-se na redacção de alguns textos normativos, ficando por decidir a forma de comerciar as regras de origem. Os serviços e os investimentos seriam negociados com base em listas negativas. O Japão, México e Canadá anunciaram a sua intenção de se juntar às negociações da

qual fazem parte a Austrália, Brunei, Chile, Malásia, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Vietname e Estados Unidos. O presidente americano esperava conseguir que o “TPP” se assinasse no final do presente ano e tinha intenção de pessoalmente negociar as diferenças existentes sobre o acordo com os líderes dos restantes países, na Cimeira da “APEC”, tendo cancelado a sua viagem à Ásia e a sua participação no Fórum, devido a grave crise orçamentária nos Estados Unidos, que mantém paralisada a administração federal e poderá originar durante o mês à suspensão de pagamentos, fazendo-se representar pelo Secretário de Estado. O Fórum ficou marcado no primeiro dia do evento, pelo incidente que resultou na expulsão de vários jornalistas de Hong Kong, por terem interrogado de forma agressiva o presidente filipino, acerca de uma reunião com o chefe do executivo, com o intuito de apresentar um pedido de desculpas às famílias das vítimas do sequestro do autocarro com turistas daquela Região Administrativa Especial da China, ocorrido em 2010, nas Filipinas e do qual resultaram oito mortos. As negociações do “TPP” ficaram a cargo do Secretário de Estado americano, e era de crer que tal circunstância poderia ser utilizada por alguns negociadores para retirar vantagens. Algumas grandes empresas americanas como a “Wal-Mart” e a “Fedex” manifestaram a sua inquietação sobre um prazo demasiado apertado, afirmando que um acordo excessivamente apressado, poderia levar os representantes dos Estados Unidos a terem de fazer concessões não desejáveis, e que seria preferível um tratado melhor negociado, ainda que, fosse assinado num prazo mais dilatado. Os funcionários públicos americanos afirmaram que o acordo não poderia eliminar todos os impostos entre os doze países futuros signatários que serão a Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Estados Unidos, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname. Os Estados Unidos são objecto de pressões para que eliminem as barreiras às importações de produtos politicamente sensíveis, como são, o açúcar, os lácteos, o calçado e a roupa. Outros países futuros signatários do acordo, por sua vez, adoptariam novas regras para o comércio digital e gestão das empresas públicas, e melhorariam as condições dos trabalhadores e a protecção ambiental. Os americanos defendem com firmeza o “TPP”, com o fundamento de que se criariam cinco mil posto de trabalho nos Estados Unidos por cada mil milhões de dólares de exportações adicionais, advertindo que poderia excluir alguns dos restantes onze países futuros signatários se tal fosse necessário, para fazer assinar o acordo no tempo previsto e que poderiam aderir numa fase posterior. As discussões que marcam as negociações de todos os acordos comerciais,

como o acesso ao mercado e a protecção da propriedade intelectual, reapareceram no “TPP”, e a Malásia fez saber através de um comunicado que acha muito difícil assinar o acordo no final do presente ano. Entretanto, o primeiro-ministro australiano, presente em Bali, afirmou que espera concluir um acordo bilateral de livre comércio com a China no período de um ano. A Indonésia e a China não serão signatárias do “TPP”. A China lidera as negociações sobre outra aliança comercial, que reúne dezasseis países e concorre com o acordo liderado pelos Estados Unidos, em particular, num momento em que crescem dúvidas sobre o “TPP” e a estratégia do presidente americano de equilibrar a sua política exterior na Ásia.

O presidente chinês envidou todos os esforços durante a Cimeira da “APEC” para realçar a posição da China no novo cenário mundial, afirmando claramente que é impossível a China desenvolver-se isolada na região Ásia-Pacífico, mas que a mesma não poderá prosperar sem a presença da China A suspensão da digressão asiática do presidente americano que incluía estadias na Malásia e Filipinas, e depois da reunião da “APEC”, uma estadia no Brunei para participar nas Cimeiras da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla inglesa) e na Cimeira da Ásia Oriental (EAS, na sigla inglesa), é uma séria contrariedade para a tentativa do líder americano de redirigir as prioridades económicas, militares e estratégicas para a Ásia, e reforçar a presença americana na região com objecto de impedir a crescente influência da China. Os países que constituem a “APEC” fixaram uma meta mais distante, a de atingir um conjunto de acordos comerciais não vinculativos em 2020, e que tiveram lentos progressos nas sucessivas cimeiras do Fórum. Um acordo de livre comércio que inclua todo o Pacífico é tido ainda, como uma remota possibilidade, devido aos conflitos territoriais e outras diferenças que dividem os países membros. A afirmação do ministro do comércio indonésio de que as pessoas acreditavam mais em “OVNIS” que nos benefícios dos

acordos de livre comércio, é fundamento para um cuidado e aturado estudo e reflexão, tanto mais que os vinte e um países e regiões da “APEC” representam mais de 50 por cento do PIB mundial e mais de três mil milhões de pessoas. Após a conclusão da cimeira, os futuros países signatários do acordo “TPP” mostraram-se optimistas quando à possibilidade da sua assinatura até ao final do presente ano, comprometendo-se a eliminar os diferendos existentes e não totalmente resolvidos. O trabalho será difícil e árduo nestes dois meses que os negociadores têm pela frente para atingir uma meta demasiado ambiciosa. As negociações que tem por objectivo o estabelecimento do acordo de livre comércio, com tarifas aduaneiras mais baixas entre os países futuros signatários foram complicadas devido ao acréscimo de novas disposições que vão para além do comércio entre fronteiras e dizem respeito à realização do comércio entre os países futuros signatários. O Secretário de Estado americano reuniu-se no termo da Cimeira da “APEC” com os líderes dos restantes onze países que subscreverão o “TPP” para incentivar mais as negociações do acordo denominado de terceira geração na consideração sentida da necessidade de regras modernas que permitam definir uma rota que se adapte e evolua de acordo com a rapidez dos mercados, no intuito de fazer aderir a Coreia do Sul, e que interessa à Tailândia e Filipinas, depois da recente adesão do México e do Japão. Os Estados Unidos pretendem que o “TPP” se prepare e equipe para trabalhar e gerir as complexas mudanças da economia, como a propriedade intelectual e o amplo espaço aberto pela internet. O acordo “TPP” negociado à margem da Cimeira da “APEC” deixa de fora a China, segunda economia mundial, que promove, por sua vez, um acordo asiático. O presidente chinês envidou todos os esforços durante a Cimeira da “APEC” para realçar a posição da China no novo cenário mundial, afirmando claramente que é impossível a China desenvolver-se isolada na região Ásia-Pacífico, mas que a mesma não poderá prosperar sem a presença da China. A crise orçamentária dos Estados Unidos contribuiu no meio do formigueiro de encontros entre países amigos e menos amigos para aumentar a inquietação sobre a situação da economia mundial. O mundo vive uma conjuntura crítica e a situação necessita de uma gestão cautelosa, pois caso o Congresso americano não consiga um acordo que evite a paralisia da administração e um possível “default”, a crise terá efeitos a nível global, pois trata-se da primeira economia mundial e não afectará apenas os países que de forma geográfica ou económica têm uma maior interrelação com os Estados Unidos. A Casa Branca foi a primeira a admitir que um eventual “default” da sua dívida criaria um horrível cenário, com consequências a longo prazo.


opinião 19

hoje macau sexta-feira 11.10.2013

Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Uma biblioteca pública, como uma área de serviço, devia estar aberta 24 horas por dia,

e pelas mesmas razões: para reabastecer, e repousar.

CARLOS MORAIS JOSÉ

E

LE há momentos na vida em que convém não sair de casa. Mas noutros torna-se urgente dar uma voltinha, nem que seja ao bilhar grande. É o que se passa com o nosso Chefe do Executivo: Chui Sai On precisa de sair de casa e perceber que existe mundo para além da sua família e amigos. O último resultado deste ostracismo a que ele mesmo se condena foram as desastrosas nomeações de deputados. De facto, dá a sensação que não conhece ninguém para além do mesmo círculo. Por que será? Será do chá? O que resulta desta repetição de personalidades é o desvirtuamento do sistema político local, tal como foi concebido no Estatuto Orgânico e depois consagrado na Lei Básica. Já ouvi pessoas próximas do Governo, quando interrogadas sobre a nomeação de deputados, dizer que tal permitiria que as minorias também estivessem representadas e fizessem ouvir a sua voz. As intenções são muito bonitas, cheias de flores e passarinhos a cantar, mas quando olhamos para a Assembleia Legislativa e, sobretudo, para os deputados nomeados, a realidade é bem diferente. É óbvio que nada me move contra as pessoas escolhidas mas não posso deixar de lamentar que não passe de mais do mesmo e quanto às tais minorias... nem vê-las... Da próxima vez que alguém defender o que defendeu estará a defender o indefensável. A realidade das escolhas do seu Chefe tirou-lhe completamente o tapete. O problema não está no sistema mas em que o compõe e em quem decide. E, quanto a isto, parece não haver muito a fazer. Como se não tivesse bastado o resultado das eleições directas e indirectas, verifica-se que Chui de modo nenhum procurou restabelecer algum equilíbrio com as nomeações. E é pena que o Chefe do Executivo não as justifique, uma a uma, para conseguirmos perceber o que passa pela sua cabeça. Contudo, em autocrática atitude, Chui Sai On não se justifica até porque essa necessidade também não lhe passará pela cabeça. Afinal, seremos um rebanho dócil, que anualmente se satisfaz com o chequezito que já nem para

BOTERO, BAILARINA NA BARRA

O regime dos mesmos

Como se não tivesse bastado o resultado das eleições directas e indirectas, verifica-se que Chui de modo nenhum procurou restabelecer algum equilíbrio com as nomeações. E é pena que o Chefe do Executivo não as justifique, uma a uma, para conseguirmos perceber o que passa pela sua cabeça

editorial

uma renda de casa chega. Afinal, o que pensa o Chefe do Executivo? Esfíngico mistério... pândica atitude... Entretanto, a AL continuará e será mais do mesmo, algo que claramente não chega. As assimetrias que ali se verificam são, afinal, um reflexo das assimetrias sociais que cada vez mais se aprofundam nesta terra. Esperança de que as coisas melhorem também não há. As rendas de casa e o preço das habitações continuarão à mercê dos especuladores que o Governo protege ou a quem obedece. O CCAC está preocupado com a Fundação Macau e proporciona ao Chefe do Executivo dizer que algo vai mudar para que tudo fique na mesma, ou seja, que as mesmas associações continuem a receber os imprescindíveis apoios para banquetes e outras festas. Um membro do Conselho Executivo aprova os seus próprios projectos. Sem vergonha nem perda de face. Vale tudo e com desplante. O povo recebe os cheques e desfila alegremente atrás dos seus pequenos chefes. Tudo realmente nos conforma. Os professores da Umac dizem que querem democracia sem perceberem que se os seus desejos se tornassem realidade provavelmente não teriam lugar na Umac. Enfim, a ignorância revela-se no seu estado mais bruto e não se vislumbra uma voz lúcida perto do poder nesta terra. Idem aspas para a putativa oposição. Há, claramente, falta de estudo, falta de substrato cultural ou, simplesmente, académico. A verdade é que os estudos inspirados nos modelos anglo-saxónicos remetem unicamente para a superficialidade de uma opinião que vale tanto como o vento e de onde ele sopra. Esta nova versão da Assembleia Legislativa tem, no entanto, uma vantagem: é mais clara, é mais representativa de quem de facto está no poder em Macau. Está tudo ali e muito claro. Falta o tal povo, evidentemente, que como já aqui escrevi não existe. Mas o que é grave é a falta de inteligência e de serviço público, de dedicação aos interesses da população e a vontade de tornar esta região num espaço exemplar. Existiria dinheiro para isso. Mas olhando para as opções de Chui Sai On em relação aos deputados nomeados, percebe-se que estamos longe desse desiderato. O que interessa é equilibrar as forças no sentido de saber quem vai meter a mão na massa. E (surpresa das surpresas) não é que são os mesmos!

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau sexta-feira 11.10.2013

Malala vence prémio Sakharov

Malala Yousafzai, jovem paquistanesa de 16 anos que sobreviveu depois de ter sido baleada por um talibã, venceu o Prémio Sakharov 2013, atribuído pelo Parlamento Europeu. A adolescente paquistanesa, que em 2009, com 11 anos, começou a defender a educação feminina na região onde vivia e que em 2012 foi baleada na cabeça por um talibã, foi a distinguida, quando entre outros candidatos estava, por exemplo, Edward Snowden. Os outros três finalistas do prémio eram o presidente de uma ONG de defesa de direitos humanos Ales Bialatski, o activista Eduard Lobau, e Mykola Statkevich, candidato presidencial, que representam os presos políticos bielorrussos. O prémio Sakharov, no valor de 50 mil euros, premeia defensores dos direitos humanos e liberdade de expressão. «Ao conceder este prémio a Malala Yousafzai, o Parlamento Europeu reconhece a incrível força desta jovem mulher. Malala defende com bravura o direito de todas as crianças a ter uma educação», sublinhou o presidente do Parlamento, Martin Schulz, em comunicado. Malala, que agora vive no Reino Unido, está também entre os favoritos para o prémio Nobel da Paz, depois de há semanas ter também estado nas Nações Unidas a defender a sua causa.

Passos revela segundo OE rectificativo para 2013

Um documento alusivo às novas contas do Estado para este ano vai ser apresentado, disse o primeiro-ministro Passos Coelho. Num programa televisivo onde respondeu a várias questões de portugueses, na RTP, o chefe do Governo respondia a uma questão sobre o regresso dos benefícios fiscais para o Centro Internacional de Negócios da Madeira. “Houve um processo negocial sobre a competitividade fiscal que foi reaberto em Bruxelas e as negociações estão praticamente concluídas. Contamos, no Orçamento Rectificativo, introduzir essas medidas de competitividade fiscal, que são equiparadas às Canárias.” Recorde-se que em Junho deste ano foi apresentado o primeiro Orçamento Rectificativo para 2013.

cartoon

Taxa de desemprego em Portugal continua a terceira maior

por Stephff

MALALA

NOBEL CANADIANA A QUEM CHAMAM O TCHEKOV DOS NOSSOS DIAS

Alice Munro ganha Literatura N

ASCIDA na província canadiana de Ontário em 1931, a escritora Alice Munro venceu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela Academia Sueca, que nela reconheceu um “mestre do conto contemporâneo”. Munro recebera já alguns dos mais importantes prémios literários, incluindo, em 2009, o prestigiado Man Booker International Prize, e era há muito uma candidata recorrente ao Nobel da Literatura. Mas quando o secretário permanente da Academia Sueca, Peter Englund, se dirigiu aos jornalistas para anunciar o Nobel da literatura de 2013, o nome de que se falava era o da jornalista de investigação e prosadora bielorrussa Svetlana Alexievich, que tinha acabado de ultrapassar o japonês Haruki Murakami nas cotações das casas de apostas. Quando recebeu o Man Booker International Prize, o júri justificou a escolha afirmando que a autora, “embora seja essencialmente conhecida como contista, mostra a profundidade, sabedoria e precisão que a maior parte dos ficcionistas só consegue alcançar numa vida inteira a escrever romances”. Foi Cynthia Ozick, ela própria uma talentosa contista, que, reconhecendo a consumada mestria

de Munro na história breve, lhe chamou há alguns anos o Tchekov do nosso tempo, uma aproximação que, desde então, muitos críticos têm glosado. Tal como nos contos do mestre russo, o enredo é relativamente secundário nas histórias desta canadiana, povoadas de personagens e assuntos triviais, e cuja força está muitas vezes no súbito impacto de um momento iluminante e revelador. Quase todos os seus contos têm como cenário a região sudoeste da província canadiana de Ontário, o que tem levado a que seja comparada a outros ficcionistas cujas obras se centram na vida de pequenas cidades, como Sherwood Anderson, Flannery O’Connor ou Carson McCullers. Nascida numa família de criadores de raposas, Alice Munro começou a escrever na adolescência, tendo publicado o seu primeiro

conto, The Dimensions of a Shadow, em 1950, quando frequentava a universidade. Ao mesmo tempo, ia ganhando dinheiro em empregos ocasionais, trabalhando em restaurantes, na apanha de tabaco, ou como bibliotecária. A sua primeira colectânea de histórias, Dance of the Happy Shades, saiu em 1968 e foi um sucesso imediato, tendo ganho o mais importante prémio literário canadiano e recebido o elogio unânime da crítica. O livro seguinte, Lives of Girls and Women (1971), é ainda hoje o seu único romance, e não falta quem ache que se trata, na verdade, de uma sucessão de contos articulados entre si. Munro publicou já mais de uma dúzia de colectâneas de histórias curtas, muitas delas já editadas em Portugal pela editora relógio D’Água, incluindo a mais recente, Amada Vida (Dear Life, 2012), traduzida pelo poeta José Miguel Silva. Outros livros de Monro disponíveis em edição portuguesa são O Progresso do Amor (The Progress of Love, 1986), O Amor de Uma Boa Mulher (The Love of a Good Woman, 1998), Fugas (Runaway, 2004),AVista de Castle Rock (The View from Castle Rock, 2006) e Demasiada Felicidade (Too Much Happiness, 2009).

Maria João Pires com Orquestra de Câmara Escocesa no Festival de Artes de Hong Kong

A

pianista Maria João Pires vai actuar em Fevereiro do próximo ano no Festival de Artes de Hong Kong com a Orquestra de Câmara Escocesa. O 42.º Festival de Artes de Hong Kong, que vai decorrer entre os dias 18 de Fevereiro e 22 de Março e cuja reserva antecipada pode ser feita a partir de hoje, vai juntar cerca de 1.600 artistas oriundos de diversos pontos do mundo, da Ásia à América, em mais de 130 espectáculos. Segundo o programa, Maria João Pires, que vai tocar obras de Schumann e Chopin, regressa a Hong Kong como um dos “destaques” da digressão do 40.º aniversário da Orquestra de

Câmara Escocesa, cujo repertório para as noites dos dias 20 e 21 de Fevereiro na antiga colónia britânica abre com Mendelssohn, num alinhamento que inclui também peças de Beethoven e Webern. Na sua página oficial, aquela que é reconhecida internacionalmente como uma das melhores orquestras de câmara do mundo, anuncia a realização de uma “grande digressão” pelo Extremo Oriente em 2014, como parte das celebrações dos seus 40 anos, com o maestro Robin Ticciati e Maria João Pires, a qual inclui, além da actuação no Festival de Artes de Hong Kong, concertos no Japão e na Coreia.

A taxa de desemprego em Portugal caiu para os 16,5% em Agosto, mas manteve-se como a terceira maior dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No conjunto dos países da Organização, a taxa de desemprego estabilizou nos 7,9%, e manteve-se também estável na União Europeia, onde permaneceu nos 10,9%. Na zona euro, a taxa de desemprego também estabilizou nos 12%. O país com a taxa mais elevada foi Espanha, com 26,2%, mas a Grécia, em Junho, último mês com dados disponíveis, situou-se nos 27,9%. Portugal é, então, o terceiro país, com 16,5%, taxa que corresponde à divulgada pelo Eurostat a 1 de Outubro.

Assange não gostou de filme sobre a sua vida

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, escreveu uma carta ao ator que o representa no filme «The Fifth Estate» (o Quinto Poder, em tradução livre), que será lançado nos Estados Unidos na próxima semana. Dirigida a Benedict Cumberbatch, refere que a película «distorce a verdade» e apenas pretende «agradar ao Governo norte-americano». «Acredito que você seja uma boa pessoa, mas não acredito que este seja um bom filme», escreveu Assange, que recusou mesmo receber o actor na embaixada do Equador em Londres onde está refugiado há mais de um ano, quando aquele preparava a personagem e o filme. Assange defende que o filme é baseado num livro, que conta apenas um dos lados da história.

Inglaterra Avanço no tratamento de doenças degenerativas

Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de um composto químico que permite travar a morte de células cerebrais. O avanço foi testado em ratos na Unidade de Toxicologia da Universidade de Leicester, e é considerado um «ponto de viragem» no tratamento de doenças degenerativas como o Alzheimer. Até ao momento, o composto foi testado em ratos que sofrem de uma doença neurodegenerativa, a síndrome Prião, considerada, no animal, a mais próxima ao Alzheimer, e pode vir a ser desenvolvido um medicamento que pode até ser tomado por via oral. «É um grande passo em frente. Trata-se de um composto que poderá ser administrado oralmente, que chega ao cérebro e previne doenças cerebrais», afirmou Giovanna Malluci, uma das responsáveis pela investigação.


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Hoje Macau 11 OUT 2013 #2952 by Jornal Hoje Macau - Issuu