TERÇA-FEIRA 10 DE JULHO DE 2018 • ANO XVII • Nº 4089
AL
LEIS COM PRAZO
CINE-TERRENOS PÁGINA 6
CANÍDROMO
MAIS UM PLANO PÁGINA 7
hojemacau
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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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PÁGINA 4
VIDEOVIGILÂNCIA
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GCS
TIAGO ALCÂNTARA
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Das trevas à luz Passadas mais de duas semanas, foram salvas oito das doze crianças presas numa gruta no norte da Tailândia. As autoridades tailandesas prometeram resgatar hoje os restantes jovens e o treinador que se encontram encurralados desde 23 de Junho. GRANDE PLANO
2 grande plano
10.7.2018 terça-feira
No domingo, as equipas de resgate conseguiram retirar quatro dos 12 elementos da equipa de futebol Wild Boars que ficaram presos na gruta Tham Luang, situada na província de Chiang Rai, no Norte da Tailândia. Ontem, até à hora do fecho da edição, foram resgatadas mais quatro crianças, antes das operações voltarem a ser suspensas
LIBERDADE A CONTA-GOTAS RESGATADAS OITO DAS DOZE CRIANÇAS PRESAS NA GRUTA
ROYAL THAI NAVY SEALS
LAUREN DECICCA, GETTY IMAGES
TAILÂNDIA
A
S autoridades tailandesas confirmaram ontem que foram retirados mais quatro rapazes da gruta na Tailândia, num momento em que foram suspensas as operações de resgate do grupo. Citado pela AP, um oficial da marinha tailandesa confirmou que são oito o total de crianças resgatadas com vida da gruta. As autoridades tailandesas têm recusado prestar informações aos jornalistas, mas várias testemunhas indicam que pelo menos quatro ambulâncias saíram hoje do perímetro de segurança em torno da zona de entrada na gruta. As oito crianças que foram resgatadas na Tailândia estão bem de saúde, disseram ontem as autoridades numa conferência de imprensa. Poucas horas depois de ter começado a segunda fase da operação de resgate, as autoridades tailandesas disseram que a chuva que caiu durante a noite não mudou o nível da água na gruta, onde quatro crianças e o treinador ainda
As oito crianças que foram resgatadas estão bem de saúde, disseram ontem as autoridades numa conferência de imprensa permanecem. No total, ontem foram salvas quatro crianças. "A segunda operação começou pelas 11h locais [de ontem]”, disse à imprensa o chefe da unidade de crise. Narongsak Osottanakorn, líder da equipa de resgate que tentou ontem retirar o grupo preso na gruta inundada assegurou que anunciaria "boas notícias em poucas horas". "Em poucas horas teremos boas notícias" para anunciar, garantiu. Os quatro primeiros rapazes a sair da gruta no domingo, numa operação urgente e perigosa, tiveram de mergulhar e atravessar diversas passagens apertadas e tortuosas da caverna.
Os jovens estão ainda a ser submetidos a diversos exames médicos no hospital e ainda não estão autorizados a entrar em contacto directo com a família. Devido ao perigo de infecções, só puderam ver os familiares através de uma divisória de vidro.
MANHÃ SEM CHUVA
Uma manhã sem chuvas fortes, depois de uma noite que fez justiça ao tempo das monções que se vive neste período no Sudeste Asiático, afastou os piores receios das autoridades tailandesas. Manteve-se o silêncio sobre a missão de resgate das crianças e do treinador que se encontram ainda aprisionados numa gruta em Mae Sai, bem como sobre o nível da água em algumas das passagens subterrâneas, mas nas declarações da manhã de ontem, o ministro do Interior da Tailândia disse haver expectativas quanto ao sucesso da missão. Anupong Paojinda não só informou que são os mesmos mergulhadores que estão a tentar executar a extracção, uma vez que conhecem
já o caminho, as condições da gruta e o que fazer, mas também que as crianças estão saudáveis, embora estejam a ser realizados exames médicos mais detalhados. A cerca de dois quilómetros da gruta, cuja aproximação está proibida desde domingo a cerca de uma centena de jornalistas de uma dezena de países que estão ‘acampados’num centro de imprensa improvisado pelas autoridades, é possível observar que pelo menos um helicóptero está a ser utilizado na missão e assiste-se a um corrupio de elementos que integram a operação de salvamento, que se dirigem ao espaço que fornece apoio logístico. O grupo encurralado é composto por jogadores, com idades entre os 11 e os 16 anos, e o treinador, de 25 anos. Os 12 rapazes e o treinador foram explorar a gruta depois de um jogo de futebol no dia 23 de Junho. Na altura, as inundações resultantes das monções bloquearam-lhes a saída e impediram que as equipas de resgate os encontrassem durante nove dias, uma vez que o acesso ao local só é possível via mergulho através de túneis escuros e estreitos, cheios de água turva e correntes fortes. Nas operações de socorro participam 90 mergulhadores, 40 tailandeses e 50 estrangeiros. O local onde os jovens ficaram
“No nosso país [Chile] tivemos cerca de 70 dias com 33 pessoas debaixo de terra, e todos olharam para o norte do país para assistir à melhor forma de [executar] o resgate.” FLÁVIA CORDELLA
grande plano 3
presos situa-se a cerca de quatro quilómetros da entrada da gruta, num complexo de túneis com zonas muito estreitas e alagadas pelas chuvas da monção que afectam a zona, o que obriga a que parte do percurso tenha de ser feito debaixo de água e sem visibilidade.
AFP
terça-feira 10.7.2018
GRUPOS DE QUATRO
DÉJÀ VU
O drama do resgate dos mineiros na Tasmânia, Austrália, e no Chile está 'vivo' na mente dos povos daqueles países, tornando inevitável a comparação durante a cobertura dos 'media' que acompanham na Tailândia o dramático resgate das crianças presas numa gruta, sublinham jornalistas no local. Antes da conferência de imprensa das autoridades tailandesas para actualizar a informação sobre o estado das crianças e do treinador de futebol presos numa gruta em Mae Sai, na província a norte de Chiang Rai, a jornalista que faz a cobertura para o Canal 12, no Chile, faz questão de destacar, em directo, o que aproxima estes dois casos, apesar da distância geográfica. À agência Lusa, Flávia Cordella disse que “este caso na Tailândia tem muitas semelhanças com o que se passou no Chile em 2010 com os mineiros”. “No nosso país tivemos cerca de 70 dias com 33 pessoas debaixo de terra, e todos olharam para o
norte do país para assistir à melhor forma de [executar] o resgate”, explicou, salientando que, então, “também se trabalhou arduamente para salvar e para encontrar o melhor caminho” para as operações de socorro. “Com estas crianças, a [história] é-nos muito próxima”, concluiu a jornalista daquele canal de televisão. Mesmo 12 anos depois, o repórter do Canal Dez australiano Daniel Sutton garantiu que o drama dos dois mineiros aprisionados após um sismo sentido na Tasmânia ainda está muito ‘vivo’ na mente da população daquele país. EPA
A ministra dos Negócios Estrangeiros australiana disse acreditar que os jovens retidos numa gruta na Tailândia vão ser retirados em grupos de quatro. Em declarações ao canal de televisão australiano Nine Network, Julie Bishop saudou o resgato de quatro das crianças, no domingo, referindo que quase 20 australianos estão a participar na complexa operação de resgate na gruta inundada de Tham Luang, no norte da Tailândia. "É altamente perigoso, é muito precário e os nossos pensamentos estão não apenas com os meninos, mas também com as equipes de mergulho e resgate que estão a ajudar", disse Bishop.Aministra disse que as lições da operação inicial seriam aplicadas nas operações subsequentes. "É uma notícia maravilhosa e estamos muito aliviados que os quatro meninos tenham sido retirados. Mas o facto de ter levado tantas horas sublinha o quão precária é toda essa missão", afirmou na governante antes do resgate de mais cinco crianças. Mergulhadores da Polícia Federal Australiana e da Força de Defesa, juntamente com o anestesista e mergulhador de cavernas Richard Harris, fazem parte da equipa australiana que está envolvida no resgate. Bishop disse que Harris estave envolvido na avaliação médica que determinou que os quatro primeiros meninos estavam aptos o suficiente para nadar para a liberdade.
Poucas horas depois de ter começado a segunda fase da operação de resgate, as autoridades tailandesas dizem que a chuva que caiu durante a noite não mudou o nível da água na gruta, onde, na altura,oito crianças e o treinador se mantinham
As operações, que demoraram cerca de 15 dias, e o facto de no caso da Tailândia envolver crianças justificam toda a atenção noticiosa mundial, defendeu. “Na mente de todos os australianos, neste momento, está o que aconteceu na Tasmânia há 12 anos. (…) Houve um pequeno sismo e a mina ruiu sobre eles: 14 conseguiram escapar, um morreu, mas dois ficaram presos dentro da mina. E levou duas semanas para esses dois homens serem resgatados”, recordou Sutton. “Por isso, muitos de nós [australianos] pensamos hoje no que se passou na Tasmânia quando olhamos para estes jovens rapa-
zes na Tailândia. O desfecho foi positivo para esses dois homens na Tasmânia e esperamos que o mesmo suceda aqui, na Tailândia”, disse, confiante. As idades das crianças reforçam o interesse, acrescentou. “O facto de ter criado o impacto nas pessoas um pouco por todo o mundo e na Austrália é porque estamos a falar de crianças. Todos os países adoram crianças e não interessa em que parte do mundo é que estes rapazes estão. São crianças e precisam de estar em casa com as suas famílias”, sentenciou. João Carreira agência Lusa
4 política
10.7.2018 terça-feira
Diz o ditado que AL HO IAT SENG DÁ PRAZO PARA ANALISAR LEI DE BASES DA ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA depressa e bem não há quem. No entanto, o presidente da ços para concluir o trabalho Legislatura, ou seja depois legais vão sofrer impactos AL quer a lei dentro desta data”, afirmou da realização de eleições. com esta lei”, admitiu o de bases da Vong Hin Fai, em conferêndeputado, ao HM. cia de imprensa. “Quando CASCATA DE PROCESSOS “Precisamos de mais temorganização o presidente [da AL] emite Também o deputado José po e espero que com tudo isto um despacho normalmente Pereira Coutinho se mostrou não se repita o caso da Lei de judiciária temos dois meses para conpreocupado com o prazo Terras. Na altura, os deputados cluir os trabalhos. Mas agora definido, devido à comple- votaram tudo à pressa, houve analisada na há menos tempo porque esta xidade do documento e pelos 28 deputados que votaram “É uma cascata especialidade em sessão legislativa termina a de leis. É evidente impacto que pode implicar tudo a favor, se não me falha 15 de Agosto [altura em que noutros diplomas. a memória só houve uma pouco mais os deputados vão de férias]”, “É uma cascata de leis. abstenção, mas agora dizem que as comissões acrescentou. É evidente que as comissões que a lei não presta”, recordou. não vão ter de um mês. Porém, é o próprio prenão vão ter tempo para se tempo para se sidente da comissão a recodebruçarem com cuidado CONSULTA PÚBLICA A data limite é nhecer que o tempo é limisobre todas as leis. Um dos Ontem, os deputados debrudebruçarem com tado. Em causa está o facto exemplos mais caricatos é a çaram-se sobre a acumulação 15 de Agosto cuidado sobre GONÇALO LOBO PINHEIRO
Depressa e bem...
O
presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng, deu até 15 de Agosto para os deputados da 3.º Comissão Permanente terminarem a análise da lei de bases da organização judiciária. A situação foi revelada ontem por Vong Hin Fai, presidente da comissão, após a primeira reunião para analisar o diploma. “O presidente da Assembleia Legislativa emitiu um despacho para concluir o parecer até 15 de Agosto. Vamos fazer todos os esfor-
Iao Hon Wong sugere aproveitamento de mercado
A deputada Wong Kit Cheng quer saber qual é o aproveitamento que o Governo vai fazer do segundo e terceiro andares do mercado Iao Hon, na Zona Norte da cidade. De acordo com a legisladora, estes dois andares estão a ser subaproveitados há mais de seis anos, apesar de se encontrarem numa das zonas mais densamente habitadas de Macau. Ainda de acordo com Wong Kit Cheng um dos andares está a ser utilizado como armazém e o outro está simplesmente vazio. Por esta razão, a deputada quer saber o que o Governo vai fazer com os andares em causa e se há um calendário para a implementação de eventuais medidas.
deste grupo de deputados ter outros quatro diplomas para analisar até à data limite. “A comissão também tem outros trabalhos. Vamos fazer um esforço para concluir o relatório, mas só esta semana temos reuniões todos os dias. Se até lá não for possível, podemos pedir uma prorrogação do prazo. Mas vamos fazer o esforço, hoje já analisámos quatro ou cinco artigos”, frisou. Caso o prazo de 15 de Agosto seja ultrapassado, o documento pode continuar a ser discutido na comissão, sem haver necessidade de voltar ao plenário para ser novamente votado na generalidade. Este cenário só se colocaria se depois das férias começasse uma nova
todas as leis.” JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO
lei de base da organização judiciária. Acho que não temos tempo para analisar o impacto das alterações. Pelo menos sete diplomas
de funções dos deputados e o sistema de remuneração para tarefas extra. Vong Hin Fai esclareceu que a comissão concorda com a proposta do Governo no que diz respeito ao sistema. Contudo, os legisladores mostraram-se preocupados
com o facto da acumulação de funções pelos magistrados em diferentes juízos, que podem colocar em causa a especialização. Outro dos assuntos em questão foi o pagamento da acumulação de funções, que poderá variar entre o mínimo de 5 e o máximo de 30 por cento do ordenado base anual. Porém, o modelo adoptado não é claro para os deputados: “A acumulação de funções vai ser determinada pelo Conselho de Magistratura. São eles que vão escolher os juízes que acumulam mais funções. Assim vamos ter juízes a ganhar mais 5 por cento do salário anual base, outros 15 por cento e alguns 30 por cento. Isto cria uma certa situação de selecção de juízes. Também a forma como são escolhidas as percentagens não é clara. A lei não explica como é feito”, indicou José Pereira Coutinho. Além destes assuntos, a comissão da AL abriu ontem uma sessão de consulta pública para todos os cidadãos e pessoas do sector, que termina a 9 de Agosto. Foi igualmente pedido acesso aos documentos de consulta do Governo sobre a lei, nomeadamente os pareceres do Conselho dos Magistrados Judiciais, o Conselho dos Magistrados do Ministério Público e a Associação dos Advogados de Macau. João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
política 5
terça-feira 10.7.2018
GCS
SONG PEK KEI PEDE REVISÃO AO REGIME DE IMIGRAÇÃO PARA QUADROS ESPECIALIZADOS
Eterna busca de talento
ECONOMIA MACAU QUER ZHAOQING A APOSTAR NOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA
O
chefe do Governo de Macau esteve ontem na cidade chinesa de Zhaoqing e afirmou que as duas regiões devem apostar nos mercados dos países de língua portuguesa para atrair investimentos para a região da Grande Baía. De acordo com o comunicado divulgado pelas autoridades de Macau, Chui Sai On sugeriu aos líderes de Zhaoqing que devem “aproveitar as políticas favoráveis concedidas pelo Governo Central e apoiar as novas ações de cooperação económica com os países de língua portuguesa”. Macau ambiciona ser uma plataforma importante entre o interior da China e os países de língua portuguesa, com ainda mais preponderância após a transferência da sede do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa para Macau. Pequim estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003. De acordo com o comunicado, o Chefe do Executivo pretende ainda que as duas regiões, incluídas no projecto chinês da construção da Grande Baía, apostem, em conjunto, em indústrias verdes e de baixo carbono com vista a uma “Baía Verde”. No dia 14 de Junho, uma delegação de Macau visitou as repartições de comércio de quatro cidades incluídas no projecto chinês da construção da Grande Baía, uma das quais Zhaoqing. Nesta ocasião, foram discutidas matérias como o comércio de mercadorias e de serviços, facilidades nas alfândegas e comércio electrónico transfronteiriço, muitos dos conteúdos que envolvem o projecto da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. O porta-voz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, integrou o grupo, tal como os empresários Chan Meng Kam [ex-deputado à Assembleia Legislativa], Liu Chak Wan e ainda Ma Iao Lai, também presidente da Associação Comercial de Macau. O secretário do comité municipal, Lai Zehua, “elogiou a prosperidade económica, a estabilidade e a harmonia social da cidade desde o estabelecimento da RAEM, em especial desde que Chui Sai On tomou posse”.
competitiva dentro da situação actual, tendo em conta a integração no projecto da Grande Baía. No entanto, cabe às autoridades pesquisar de modo a que exista conhecimento concreto acerca das necessidades locais. Para Song, só com esta defini-
ção é que é possível investir numa política de emigração de talentos eficaz para o desenvolvimento de Macau. De acordo com a missiva dirigida ao Governo, a falta de talentos é óbvia no território, no entanto, continua a ser referida
HOJE MACAU
A
deputada Song Pek Kei quer uma revisão da política de imigração no que respeita à importação de quadros técnicos qualificados. Para a deputada, o problema não está na contratação de especialistas estrangeiros, até porque, considera, são essenciais ao desenvolvimento do território. As reservas de Song Pek Kei prendem-se com a indefinição de áreas em que estes especialistas são necessários. Segundo a interpelação escrita que endereçou ao Executivo, a deputada eleita por via directa admite que o território precisa de profissionais qualificadas nas mais diversas o para quadros especializadosis bem comno de definiçtividade sejam promovidos. o acerca das necessidades locais. Para Sing, untáreas para que possa ser uma região
sem conteúdos” e sempre de forma demasiado vaga”, lê-se.
LEIS VELHAS
“A política de imigração de Macau está em funcionamento desde 1995, já existe há mais de 20 anos e antes da transferência de administração, a conjuntura económica era relativamente pobre”, recorda a deputada. As circunstâncias fizeram com que, na altura, a política tivesse eficácia em promover, essencialmente, o investimento comercial. No entanto, nas últimas duas décadas, o desenvolvimento económico tem sido rápido e as indústrias precisam de se diversificar, no entender da deputada. Para o efeito, é necessária uma revisão legislativa que tenha em conta as necessidades de imigração actuais de modo a “absorver talentos de alto nível” nas áreas em que são precisos. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
PUB HM • 1ª VEZ • 10-7-18
ANÚNCIO Execução Ordinária n.º
CV1-17-0001-CEO
Exequente: VENETIAN MACAU, S.A., com sede em Macau, na Estrada da Baía de Nossa Senhora da Esperança, The Venetian Macau Resort Hotel, Executive Offices-L2, Taipa.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------Executados: 1. JIN YING PROMOTOR DE JOGO SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA, com sede em Macau “氹仔成都街 447 號 濠景花園 27 座牡丹苑 9 樓 E” ; 2. NIE JINRONG, casado, de nacionalidade chinesa, titular do B.I.R.M. e Passaporte da República Popular da China, com última residência conhecida em Macau, na Estrada Governador Nobre de Carvalho, no. 762-A, The Greenville, Bloco 1, 12.º andar A, ora ausente em parte incerta. ---------------------------------------------------------------------------------------------* -----FAZ-SE SABER que pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS, contados a partir da segunda e última publicação do respectivo anúncio, notificando nos termos e para os efeitos do disposto no artº 750º do C. P. Civil de Macau, a sociedade as seguintes Companhias:---------------------------------------------------------------- 1-JIN YING PROMOTOR DE JOGO SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA” , com sede em Macau 氹仔成都街 447 號 濠景花園 27 座牡丹苑 9 樓 E” ; primeira executada nos presentes autos registada na conservatória dos registos comerciais e bens móveis de Macau sob o n. 33958; onde o segundo executado NIE JINRONG, detém uma Quota no valor de MOP$25.000,00 (vinte e cinco mil patacas), ficando fiel depositária da quota penhorada juntamente com todos os direitos a ela inerentes, a companhia JIN YING PROMOTOR DE JOGO SOCIEDADE UNIPESSOAL LIMITADA, em conformidade com o disposto no art. 750º n. 2 e 4 do CPCM.------------------------------------------ 2- “FABRICA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS JU REN TANG (MACAU) LDA” com última sede conhecida em 澳門高利亞海軍上將大馬路 11 號 激成 工業大廈第 3 期 3 樓 U, registada na Conservatória dos Registos Comerciais e de Bens Móveis (“CRCBM”) sob o nº 16412, com o capital social de MOP$100.000,00, onde o 2º executado NIE, JINRONG, detém uma Quota no valor nominal de MOP$99.000,00 (noventa e nove mil patacas), juntamente com todos os direitos a ela inerentes, ficando como fiel depositária da quota penhorada a própria sociedade “FÁBRICA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS JU REN TANG (MACAU) LDA. 3- FÁBRICA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS JU REN TANG (MACAU) LDA” com última sede conhecida em 澳門高利亞海軍上將大馬路 11 號 激 成 工業大廈第 3 期 3 樓 U, registada na Conservatória dos Registos Comerciais e de Bens Móveis (“CRCBM”) sob o nº 16412, com o capital social de MOP$100.000,00, onde a mulher
1.º Juízo Cível
do 2º executado LIN, LING 林玲 detém uma Quota no valor nominal de MOP$1.000,00 (mil patacas), juntamente com todos os direitos patrimoniais a ela inerentes, ficando como fiel depositária da quota penhorada a própria sociedade “FÁBRICA DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS JU REN TANG (MACAU) LDA. 4- “Grupo de Diversões Chun Ying Limitada” com sede em Macau, em 氹仔 成都街 447 號 濠景花園 27 座 牡丹苑 9 樓 E, registada na CRCBM sob o nº 30546, com o capital social de MOP$1.000.000,00, onde o 2º executado Nie Jinrong, detêm uma Quota no valor nominal de MOP$920.000,00 (novecentas e vinte mil patacas) juntamente com todos os direitos patrimoniais, a ela inerentes ficando como fiel depositária da quota penhorada a própria sociedade Grupo de Diversões Chun Ying Limitada. -----De que por despacho de 15/01/2018 e 01/02/2018, proferidos nos autos acima indicados, foi ordenada a penhora das quotas acima indicadas, as quais ficam à ordem deste Tribunal, para garantia e pagamento da quantia exequenda de MOP$66.073.376,88 (sessenta e seis milhões setenta e três mil, trezentas e setenta e seis mil patacas e oitenta e oito avos), juros e custas.---------------------------------------------------------------------------------------------------------------São ainda notificadas de que, a penhora, abrange os direitos patrimoniais às quotas, com ressalva do direito a lucros já atribuídos por deliberação dos sócios à data da penhora e sem prejuízo da penhora deste crédito, e o direito de voto continua a ser exercido pelo titular da quota penhorada.--------------------------------------------------------------------------------------------------------As notificandas deverão fazer as declarações, no prazo de DEZ DIAS, findo o dos éditos, que entenda quanto ao direito dos executados e ao modo de o tornar efectivo, nos termos do disposto no artigo 750º do C.P.C.M.---------------------------------------------------------------------R.A.E.M., aos 11 de Junho de 2018.
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6 sociedade
10.7.2018 terça-feira
Aviação Tufão Maria leva a cancelamento de quatro voos da Air Macau
A companhia Air Macau cancelou quatro voos com destino a Taipé devido ao tufão Maria, que deve afectar a ilha com maior intensidade durante a noite de hoje e a madrugada de amanhã. Três das ligações estava previstas para hoje, nomeadamente NX618, NX620, no sentido Macau-Taipé, NX615, na direcção Macau-Taipé. Em relação a amanhã, foi igualmente cancelado o voo NX619, no sentido Taipé-Macau.
Estatísticas Preços da habitação sobem 8,7 por cento
Entre os meses de Março e Maio o índice de preços da habitação subiu 8,7 por cento, comparativamente ao mesmo período no ano passado. De acordo com informação dada ontem pelos Serviços de Estatística e Censos durante os meses entre Fevereiro e Abril os preços registam uma subida de 5,4 por cento. O aumento foi mais relevante na península de Macau em que a subida foi superior a seis por cento, enquanto na Taipa foi pouco mais de dois por cento.
TERRENOS GOVERNO QUER RECORRER A CÂMARAS PARA VERIFICAR ILEGALIDADES
De olhos bem abertos
A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes está a ponderar a instalação de câmaras de videovigilância para verificar possíveis ilegalidades nos terrenos concessionados, ou que estarão a ser ocupados de forma irregular. Não há ainda data para a implementação da medida
A
necessidade de manter a segurança da população e a baixa taxa de criminalidade no território não são os únicos argumentos utilizados pelo Governo para a instalação de câmaras de videovigilância no território. Isto porque a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) está a ponderar instalar câmaras nos terrenos que foram concessionados pelo Executivo ou que estarão a ser ocupados de forma ilegal. “A DSSOPT está a estudar a implementação de câmaras de videovigilância do sistema CCTV para auxiliar os trabalhos de supervisão dos terrenos do Estado. Quando for definida uma solução que viabilize essa intervenção será, então, lançado o concurso para a sua implementação”, lê-se na resposta cedida ao deputado Leong Sun Iok. Recorde-se que, em Março deste ano, o director da DSSOPT já tinha referido na Assembleia Legislativa que o Executivo não dispõe de meios para fiscalizar
todas as ocupações ilegais que acontecem em Macau. “Houve ocupação ilegal de alguns terrenos da RAEM. Algumas situações já foram resolvidas mas voltaram a aparecer, com mais ocupações ilegais. Os efeitos são indesejáveis porque não somos capazes de fiscalizar permanentemente estas terras e os procedimentos administrativos são morosos e com custos elevados”, admitiu. Esta medida surge depois da polémica originada pelo caso da ocupação ilegal de um terreno
“A DSSOPT está a estudar a implementação de câmaras de videovigilância do sistema CCTV para auxiliar os trabalhos de supervisão dos terrenos do Estado.” LI CANFENG DIRECTOR DA DSSOPT
próximo da zona do Alto de Coloane, onde está localizada uma casamata com 400 anos de história. O caso foi revelado por um relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), estando agora a ser investigado pelo Ministério Público. De acordo com o CCAC, houve erros na demarcação da área do terreno e “fraude” no preenchimento de documentos que provaram a propriedade em tribunal. Durante décadas o terreno foi tendo vários proprietários, estando hoje nas mãos do empresário Sio Tak Hong, da Win Loyal Development. O CCAC pede, no seu relatório, que todos os projectos aprovados pela DSSOPT sejam anulados.
NAS MESMAS CONDIÇÕES
Na resposta que deu ao deputado Leong Sun Iok, o director da DSSOPT, Li Canfeng, explicou os procedimentos que estão a ser tomados mas não deu uma data concreta para o retorno do terreno à Administração. “Concluída a audiência prévia dos interessados no âmbito
do processo de ocupação ilegal do terreno do Estado, situado em Coloane, junto à praia de Hac-Sá, a DSSOPT dar-lhe-á, posteriormente, conhecimento da decisão final do Executivo. Findo o procedimento administrativo acima referido, será efectivada a respectiva acção de despejo.” O processo obriga ainda ao actual ocupante que mantenha o terreno nas mesmas condições “em que se encontrava antes da ocupação ilegal”. “Sempre que seja constatado pelo órgão responsável pela área de gestão de solos a ocupação ilegal do terreno situado na zona florestal, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais contribuirá de forma pró-activa nas acções subsequentes, ordenado aos ocupantes ilegais a reposição nas condições ambientais anteriores e a rearborização das espécies arbóreas pré-existentes. Estas operações, durante o período de rearborização e da sua conservação, são da sua absoluta responsabilidade”, aponta a resposta de Li Canfeng. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Biblioteca Central Nove propostas apresentadas no último dia
Foram entregues nove propostas para a nova Biblioteca Central, no Edifício do Antigo Tribunal e na antiga sede da Polícia Judiciária, segundo a informação avançada à TDM-Rádio Macau pelo Instituto Cultural. O prazo para a entrega das propostas era até ao meio-dia de ontem. A abertura das propostas tem lugar hoje de manhã. Recorde-se que em 2008 tinha sido realizado um concurso de arquitectura do projecto, que foi suspenso após investigação do Comissariado Contra a Corrupção.
ONG Firma de advogados “Rato, Ling, Lei & Cortés” integra TrustLaw
A sociedade de advogados Rato, Ling, Lei & Cortés” integra o programa de assistência jurídica gratuita a organizações não governamentais (ONG) do programa TrustLaw, ligado à Fundação Thomson Reuters. Dentro da TrustLaw estão incluídas mais de três mil ONG de todo o mundo, bem como empresas sociais, que “trabalham com o objectivo de combater problemas como a desigualdade de género, tráfico humano e escravatura e a crise de refugiados, e para defender os direitos de comunidades minoritárias, a liberdade de expressão e os direitos ambientais dos cidadãos de todo o mundo”. De acordo com um comunicado, um dos sócios, Pedro Cortés, afirmou que “a colaboração com a plataforma representa a compreensão de uma realidade e de uma prática internacional a que os escritórios de advogados não podem estar alheios”.
sociedade 7
terça-feira 10.7.2018
RÓMULO SANTOS
Táxis 114 infracções em oito dias
Incêndio Caso suspeito de fogo posto na Taipa
Um incêndio que deflagrou na madrugada de domingo num edifício na Taipa, mais propriamente na Avenida de Kwong Tung, levantou suspeitas de fogo posto, de acordo com a Polícia Judiciária (PJ). Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o incêndio aconteceu na madrugada do dia 8 de Julho. O Corpo de Bombeiros (CB) foi informado da existência de fumo e cheiro a queimado no edifício e quando chegaram ao local testemunharam o fumo que vinha dos 16º, 17º e 18º andares. O CB procedeu à evacuação de 40 residentes, sem que se tenham registados feridos. O caso está agora a ser investigado pelas autoridades policiais.
GALGOS ANGELA LEONG DIZ QUE NOVO PLANO É ENTREGUE HOJE
A última dança?
SOFIA MARGARIDA MOTA
A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou, até ao dia 8 de Julho, um total de 114 infracções cometidas por taxistas, das quais 75 são relativas a cobrança abusiva de tarifas e 19 à recusa de transporte de passageiros. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o Executivo recebeu, nos primeiro oito dias de Julho, um total de 36 queixas e pedidos de ajuda através da linha de atendimento do departamento de trânsito da PSP para denúncias telefónicas ligadas a infracções de taxistas.
A Yat Yuen vai entregar hoje, pela terceira vez, um plano para o futuro dos galgos. Ontem, a directora-executiva não quis revelar o destino dos animais, mas garante que o Canídromo cumpriu sempre as suas responsabilidades perante os animais e os empregados
O
Canídromo vai entregar hoje o plano sobre o futuro dos Galgos ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. A garantia foi deixada ontem por Angela Leong, directora-executiva da Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen), que considerou a possibilidade dos animais serem levados para um terreno no Interior da China especulação dos jornalistas. “Amanhã [hoje] o Governo vai ter o nosso plano. Mais tarde vamos divulgar as informações sobre a nossa resposta [ao Governo]. Também o Executivo vai divulgar as informações. Acredito que assim que as informações forem divulgadas que as pessoas terão o conhecimento sobre o futuro dos galgos e a vida que vão levar assim que deixarem de correr”, disse Angela Leong, quando questionada sobre a possibilidade dos cães
serem levados para o outro lado da fronteira. Apesar da insistência face ao transporte dos galgos para um alegado terreno do Canídromo no Interior da China, a directora-executiva afirmou que não passa de especulação dos jornalistas. “Isso é especulação. Os galgos já vivem em Macau há muitos anos. Como é que lhes podemos oferecer um bom ambiente para a vida depois de se retirarem? A resposta vai ser dada amanhã [hoje], depois da entrega do plano e das informações serem divulgadas”, reiterou. No domingo, oito grupos de protecção dos animais realizaram uma conferência de imprensa conjunta a pedir que os galgos não sejam transportados para o Continente. Angela Leong optou por deixar as associações em causa sem qualquer tipo de resposta. “Quer sejam os grupos em defensa da protecção dos animais,
o Canídromo, os indivíduos que amam cães, ou as pessoas do exterior... todos têm a sua opinião. Os jornalistas também têm uma opinião. Por isso, não vou responder às opiniões”, justificou. “As pessoas têm a sua liberdade e nós temos assumido as nossas responsabilidades pelos galgos e pelos funcionários”, garantiu.
ADOPÇÕES DISPONÍVEIS
A também deputada, que falou com os jornalistas à margem de um encontro de uma comissão na Assembleia Legislativa, aproveitou igualmente para negar que já não fosse possível entregar fichas de adopção de galgos junto do Canídromo. “Ouvi dizer que as adopções só estavam disponíveis durante os três dias que realizámos para esse efeito. Quero esclarecer que isso não é verdade. Continuamos a aceitar pedidos de adopção”, frisou.
“Amanhã [hoje] o Governo vai ter o nosso plano. Mais tarde vamos divulgar as informações sobre a nossa resposta [ao Governo]. Também o Executivo vai divulgar as informações.” ANGELA LEONG DIRECTORA-EXECUTIVA DO CANÍDROMO
Com o plano que será entregue hoje, este vai ser o terceiro documento que a Yat Yuen entrega ao Governo relativo ao destino dos galgos. Os dois projectos anteriores foram recusados pelo IACM, que exigiu um novo plano.
A Yat Yuen tem até dia 21 deste mês para deixar as instalações do Canídromo e, de acordo com os dados da ANIMA, a empresa deverá ter na sua posse cerca de 650 galgos. João Santos Filipe Vítor Ng joaof@hojemacau.com.m
EXPLOSÃO IAS GARANTE PRESTAR APOIO A FAMÍLIA DE VÍTIMA MORTAL
A
presidente substituta do Instituto de Acção Social (IAS), Hoi Va Pou, disse ao jornal Ou Mun que o organismo enviou um representante a casa da família da vítima mortal da explosão do restaurante na Areia Presta na semana passada. De acordo com
a responsável, o enviado levou ainda uma carta de condolências do Chefe do Executivo, Chui Sai On. Segundo HoiVa Pou, no momento da visita os familiares da vítima não informaram o IAS de que estão a precisar de ajuda económica de modo a garantir a sua subsistência. No en-
tanto, o IAS garante que vai prestar os devidos cuidados à família caso necessitem de apoio. Em comunicado, o organismo refere ainda que tinha agendada mais uma visita a casa da família da vítima mortal, com o objectivo de agilizar o processo de apoio financeiro.
As declarações surgem um dia depois das queixas relativas a falta de apoio expressadas pelo vice-presidente da Aliança de Povo de Instituição de Macau, Chan Tak Seng. O dirigente associativo apelava ao Executivo a mobilização dos meios necessários para a conclusão
da investigação do incidente e para o apoio económico aos familiares da vítima. Chan explicou que se tratam de pessoas que perderam a capacidade de trabalho por motivos de doença e actualmente apenas contam com o filho para contribuir para a economia familiar.
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10.7.2018 terça-feira
Taça Hang Sai faltou à meia-final Ching Fung e Chao Pak Kei foram as equipas que se apuraram, no domingo, para as meias-finais da Taça da Associação de Futebol de Macau. O C.P.K. foi a equipa que teve a tarefas mais facilitada, uma vez que o adversário Hang Sai faltou ao encontro. Como consequência, o resultado na secretaria foi a vitória do C.P.K. por 3-0. Por sua vez, Ching Fung impôs-se ao Monte Carlo por 1-0, com o golo a ter sido marcado por Ronieli Nascimento. Nas meias-finais, Chao Pak Kei e Benfica de Macau, campeão e vice-campeão, têm encontro agendado, assim como Sporting de Macau e Ching Fung.
Triplo Salto Susana Costa conquista título nacional
Susana Costa conquistou ontem o título nacional de triplo salto, o primeiro da Academia Fernanda Ribeiro, ao bater, em Leiria, a campeã da Europa e recordista nacional, Patrícia Mamona (Sporting). A atleta sagrou-se campeã com 13,81 metros, impondo-se a Mamona, campeã em 2017, que terminou o concurso com 13,72. Após a vitória, Susana Costa disse que ambicionava “um pouco mais”, apesar da satisfação pelo primeiro título do novo clube, da campeã olímpica dos 10.000 metros em Atlanta1996. “Sinto que o atraso com que iniciei a época não me deixa estar a saltar como esperava. Mas vim para dar o meu melhor e corresponder ao trabalho que vamos fazendo”, explicou. Antevendo os Europeus, a disputar em Berlim, entre 7 e 12 de Agosto, Susana Costa tem o “objectivo de tentar tudo para chegar à final”: “Se conseguir, depois é ter esperança no trabalho feito e dar o melhor. Mas para já é importante treinar pois falta limar aqui umas arestas”. Já Patrícia Mamona, que defende o título conquistado em Amesterdão, assumiu tentar “encontrar a antiga Patrícia”. “Não me tenho conseguido encontrar e é isso que procuro. Tento sempre dar o meu melhor e não penso muito nesse ‘wild card’ que tenho por ser campeã europeia”, rematou a atleta do Sporting.
Atletismo Sara Moreira campeã nacional nos 5000 metros e 1500 metros
A atleta do Sporting Sara Moreira conquistou ontem o título nacional dos 5.000 metros, em Leiria, um dia depois de ter sido quarta classificada na prova dos 1.500 metros dos Nacionais de atletismo. Sara Moreira concluiu a prova em 15.54,12 minutos, a sua melhor marca do ano, impondo-se às companheiras de equipa Catarina Ribeiro (16.12,72 minutos) e Susana Godinho (16.31,23), segunda e terceira classificadas, respetivamente. “O primeiro objectivo era ser campeã de Portugal, o segundo era correr o mais rápido possível. Estou muito feliz por os ter conseguido”, afirmou Sara Moreira. No sábado, Sara Moreira não foi além do quarto posto, na prova dos 1.500 metros dos Nacionais, vencida pela romena Claudia Bobocea (Sporting), tendo o título sido conquistado por Neide Dias (Benfica). “Estou a ganhar confiança, embora sinta que estou a valer um registo melhor dos que consegui este fim-de-semana. Em cinco dias, corri três vezes e já dá para perceber que posso melhorar mais, estando atenta à recuperação”, referiu Sara Moreira, salvaguardando ter “treino pela frente e os nacionais de clube”, antes de pensar nos Europeus.
AUTOMOBILISMO AOS 17 ANOS SOPHIA FLÖRSCH IRÁ CORRER NO GP MACAU F3
A senhora que se segue
A primeira confirmação para a Taça do Mundo FIA de Fórmula 3 do 65º Grande Prémio de Macau é Sophia Flörsch, que será apenas a terceira senhora a competir na corrida principal do cartaz desportivo de carácter anual da RAEM
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PÓS dois anos a competir na Fórmula 4, a alemã irá correr pela Van Amersfoort Racing nas sete provas que faltam até ao final do ano do Campeonato Europeu FIA de Fórmula 3 e participará também na prova de fim de época em Macau, anunciou a equipa holandesa na passada sexta-feira. Sophia Flörsch tem apenas 17 anos e é embaixadora da organização sem fins lucrativas “Dare to be Different” da ex-piloto Susie Wolff, que tem como objectivo proporcionar oportunidades a talentos femininos em todas as áreas dos desportos motorizados, um sector profissional de dominação masculina. “Depois de um período em que tive de dar prioridade aos estudos para passar os exames
da escola, é fantástico regressar à competição e concentrar-me inteiramente na minha carreira”, afirmou a nova recruta da Van Amersfoort Racing, a equipa que serviu de trampolim de Max Verstappen para Fórmula 1. Sobre a ascensão à Fórmula 3, Sophia, que se iniciou no automobilismo a pilotar karts quando tinha apenas 5 anos e que chegou a estar na mira dos responsáveis pelo exigente programa de jovens pilotos da Red Bull, confessa que tem pela frente “um grande desafio”, e espera que a experiência da
sua equipa a permita “aprender bastante”. A estreia de Sophia ao volante do Dallara Mercedes-Benz acontece já no próximo fim-de-semana no circuito holandês de Zandvoort.
DEPOIS DE CATHY E TATIANA
Logo nas suas primeiras edições o Grande Prémio chegou a ter no programa uma corrida de 10 voltas ao Circuito da Guia só para senhoras. Contudo, desde que em 1982 o Grande Prémio de Macau adoptou a Fórmula 3, só mais duas senhoras
“Depois de um período em que tive de dar prioridade aos estudos para passar os exames da escola, é fantástico regressar à competição e concentrar-me inteiramente na minha carreira.” SOPHIA FLÖRSCH
participaram na prova. Cathy Muller, irmã do bem conhecido Yvan Muller e mãe do piloto do WTCR Yann Ehrlacher, foi a primeira a fazê-lo. A francesa alinhou na edição de 1983 e terminou num honroso 12º lugar entre 25 concorrentes. Só trinta e um anos depois voltamos a ver uma representante feminina na corrida de Fórmula 3 do Circuito da Guia, foi a ela colombiana Tatiana Calderón. A exemplo de Cathy Muller, Tatiana Calderón não deslumbrou, mas ficou bem longe de desapontar, terminando na 13ª posição num pelotão constituído por 28 pilotos. Independentemente da performance e do resultado final, só pela sua presença Sophia Flörsch acrescentará mais um motivo de interesse na corrida. Sérgio Fonseca
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ECONOMIA VALOR DA INDÚSTRIA FLORESTAL ULTRAPASSA OS 930 MIL MILHÕES DE EUROS
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valor total da indústria florestal da China ultrapassou os 930 mil milhões de euros, em 2017, informou ontem a Administração Nacional de Silvicultura do país, ilustrando a aposta de Pequim num modelo de desenvolvimento mais sustentável. No ano passado, foram comercializados na China 127.000 milhões de euros em produtos florestais, disseram funcionários da Administração, durante a Conferência Anual Global do Fórum Ecológico, que decorre na província de Guizhou, no sudoeste do país. Os produtos florestais da China incluem bambu, cogumelos, mel, amoras, sementes, entre outros. A mesma fonte informou que a indústria criou 52 milhões de empregos, contribuindo em média para 20 por cento do rendimento das populações mais pobres nas regiões montanhosas do país. A China tem 306,7 milhões de hectares de floresta. Décadas de acelerado crescimento económico causaram sérios problemas ambientais no país, com as principais cidades do país a serem frequentemente cobertas por um manto de poluição e a terem parte dos solos contaminados. Com cerca de 35 milhões de habitantes, a província de Guizhou é uma das zonas-piloto escolhidas pelo Governo Central para testar políticas ambientais. Situada nos cursos superiores dos rios Yangtse e das Pérolas, a província é conhecida pelas densas florestas e diversidade biológica. É também uma das mais pobres da China, com quatro milhões de habitantes a viverem com menos de 1,90 dólar por dia (1,60 euro). As autoridades locais têm procurado, no entanto, promover um modelo de desenvolvimento limpo, com uma aposta na indústria de ‘big data’, em detrimento da indústria pesada, atraindo firmas como a Apple, Huawei, Tencent ou Alibaba com incentivos fiscais e mão-de-obra e electricidade baratas.
TECNOLOGIA FABRICANTE DE ‘SMARTPHONES’ XIAOMI NA BOLSA DE HONG KONG
Baptismo com fogo
As acções do fabricante chinês de ‘smartphones’ Xiaomi caíram 2,9 por cento, na estreia na bolsa de Hong Kong, numa altura de crescentes fricções comerciais entre Washington e Pequim, que têm abalado as praças financeiras mundiais de dólares (46.000 milhões de euros), aquém da proposta inicial de 100 mil milhões de dólares (83 mil milhões de euros), que caso se confirmasse seria a maior oferta pública inicial dos últimos anos, a nível mundial.
CONTRA-CORRENTE
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S acções da Xiaomi abriram com uma cotação de 16,5 dólares de Hong Kong (1,3 euros), abaixo dos 17 dólares previstos na oferta inicial. O fundador da Xiaomi, Lei Jun, reconheceu que a saída em
bolsa da empresa ocorre num “momento crítico” das relações comerciais entre a China e os Estados Unidos, motivado pela política de Pequim para o sector tecnológico, e que tem causado volatilidade nas bolsas em todo o mundo.
“Apesar das condições macroeconómicas, que estão longe de ser as ideais, acreditamos que uma grande empresa pode enfrentar o desafio e diferenciar-se”, disse. Antes da saída em bolsa, a empresa previu fixar o seu valor de mercado em 54.000 milhões
A empresa, com sede em Pequim, é a quarta maior fabricante do mundo de ‘smartphones’ por quantidade de produção, segundo a unidade de pesquisa International Data Corp. A marca chinesa é já comercializada em Portugal em várias lojas, e também em espaços de venda próprios. Na sexta-feira entraram em vigor nos Estados Unidos as taxas alfandegárias sobre um total de 34.000 milhões de dólares de bens importados da China. Esta é a primeira de uma série de medidas retaliatórias de Washington contra alegadas “táticas predatórias” por parte de Pequim, que visam desenvolver o sector tecnológico, nomeadamente forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia, em troca de acesso ao mercado chinês. A China prometeu punir as exportações norte-americanas no mesmo valor, suscitando receios de uma guerra comercial total entre as duas maiores economias do mundo.
Com a devida vénia
ONG pede justiça para abuso contra advogados dos direitos humanos
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organização não-governamental Chinese Human Rights Defenders (CHRD) apelou ontem a que os membros do regime chinês responsáveis pela repressão contra advogados dos direitos humanos sejam julgados por detenção arbitrária ou tortura. “Os responsáveis devem prestar contas pela perseguição exercida pelo Governo chinês contra advogados dos direitos humanos”, afirmou a orga-
nização em comunicado, quando se cumprem três anos do início da “campanha 709”, que resultou na detenção de mais de 300 activistas chineses. Desde então, vários advogados envolvidos em casos de direitos humanos ou civis tiveram as suas licenças profissionais suspensas ou retiradas. No entanto, “nenhum polícia ou funcionário governamental foi investigado ou processado criminalmente pelo seu papel
nas violações cometidas contra estes advogados”, afirmou a CHRD. A organização denunciou a detenção arbitrária, o acesso negado a um advogado durante o período de detenção, prolongamento de prisão preventiva, tortura ou represália contra familiares. “A ausência tanto de justiça para as vítimas como de julgamento das autoridades que ordenaram ou levaram a cabo [estes abusos] acompanharam o
aumento da perseguição a advogados”, acrescenta. Em Maio, a CHRD apresentou provas para que fossem impostas sanções contra o antigo responsável pela polícia da cidade portuária de Tianjin, segundo a lei norte-americana que autoriza o Presidente dos EUA a bloquear ou retirar vistos e impor sanções a cidadãos estrangeiros que violem os direitos humanos. Zhao Fei, que é agora membro do governo de
Tianjin, era o responsável pela polícia local durante a campanha 709, e esteve envolvido em 19 casos de abusos graves, segundo a CHRD. Em Dezembro de 2017, o Governo norte-americano puniu com sanções Gao Yan, funcionário da polícia de Pequim, por estar ligado à detenção e morte sob custódia da dissidente Cao Shunli, após lhe ter negado acesso a tratamento médico.
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O melhor de meio século
“O Doente Inglês” é prémio dourado Man Booker
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livro “O Doente Inglês” (1992), de Michael Ondaatje, foi anunciado como o melhor prémio Man Booker dos últimos 50 anos, numa altura em que aquele galardão literário se encontra a celebrar as suas cinco décadas. O livro foi editado pela primeira vez em Portugal pela Dom Quixote em 1996, coincidindo com o ano de lançamento do filme com o título “O paciente inglês”. O filme, realizado por Anthony Minghella a partir da obra de Ondaatje, venceu nove de 12 Óscares para os quais esteve nomeado. “’O Doente Inglês’ é o raro livro que sentimos sob a nossa pele e insiste que voltemos a ele uma e outra vez, sempre com uma nova surpresa. Move-se sem dificuldades entre o épico e o íntimo – num momento estamos perante a vastidão do deserto e noutro a assistir a uma enfermeira colocar um pedaço de ameixa na boca do paciente”, afirmou, em comunicado, a jurada Kamila Shamsie.
PRÉMIO SURPRESA
A organização do prémio literário Man Booker decidiu atribuir este ano um “Booker Dourado” ao livro que fosse escolhido como o melhor das 51 edições já realizadas. Primeiro, um júri seleccionou um livro por década de entre os que
haviam vencido o prémio no passado e, depois de divulgados os finalistas, o público votou no seu preferido. “Poucos livros merecem o adjetivo de transformativo. Este é um deles”, acrescentou Shamsie, a jurada que teve a seu cargo a década de 1990. “Nos derradeiros meses da Segunda Guerra Mundial, reúnem-se numa villa italiana quatro pessoas: uma jovem enfermeira alquebrada que concentra todas as energias no seu último doente moribundo, um inglês desconhecido, sobrevivente de um desastre de avião, cujo espírito navega à deriva numa vida de segredos e paixões; um ladrão cujos ‘talentos’ o transformam em herói de guerra, e numa das suas vítimas; e um soldado indiano do exército britânico, perito na neutralização de bombas, a quem três anos de guerra ensinaram que «a única coisa segura é ele próprio”, pode ler-se na sinopse do livro. Multipremiado ao longo da carreira, Ondaatje lançou este ano o seu mais recente livro, intitulado “Warlight”. Entre os finalistas para a edição “de ouro” do Man Booker encontravam-se ainda V. S. Naipaul, com “Num Estado Livre” (1971), Penelope Lively, com “Moon Tiger” (1987), Hilary Mantel, com “Wolf Hall” (2009), e George Saunders, com “Lincoln no Bardo” (2017).
O fio qu EXPOSIÇÃO “APROFUNDAR” ESTÁ PATENTE NO ART GARDEN ATÉ SETEMBRO
“Aprofundar” é a exposição que junta seis artistas locais no Art Garden para apresentarem as suas reflexões acerca de Macau. A mostra é curada por James Chu que classifica a iniciativa como uma espécie de fio vermelho, que coloca em comunicação várias expressões visuais
“A
PROFUNDAR” apresenta trabalhos de seis artistas que vivem em Macau: Nick Tai, Cai Guo Jie , Eugénio Novikoff Sales, Peng Yun, Zhang Ke e Wong Weng Io. De acordo com o curador, James Chu, os criadores que compõe o elenco do evento que decorre no espaço do Art Garden “estão ligados por um fio vermelho que os atravessa”. De acordo com o curador, os artistas propõem uma interpretação das características culturais da cidade partindo da sua própria percepção da realidade e do pensamento associativo usado para transcender os limites da aparência dos objectos. O objectivo é mostrar a “tentativa de conciliar a aparência e a consciência subjectiva através da arte contemporânea”, aponta no texto de apresentação do evento. Para o efeito, os trabalhos presentes na galeria da Art for
All Society , resultam de a uma variedade de técnicas e formas de expressão artística, “com base na reflexão sobre o tempo e o espaço, as emoções e o poder, a dissociação e a comunicação , bem como sobre o texto escrito e a tecnologia”, explica o curador.
PALAVRAS TROCADAS
Natural de Macau, Nick Tai estudou arte e domina a língua portuguesa escrita. Nesta mostra Tai, em cada uma das suas peças, apresenta uma figura associada a uma frase em português escrita com erros comuns de forma a criar um conjunto de situações relativas a temas como a história e a identidade. O objectivo do artista é “transcender a realidade através do humor”, refere Chu. “Aprofundar” conta com quatro obras de pintura a óleo nascidas da imaginação de Nick Tai. Uma delas apresenta uma figura que conta a sua história quase em formato monólogo. “Em conjunto, as
obras perfazem uma sitcom que se desenrola debaixo de um mesmo tecto”, menciona o texto do curador. De acordo com a mesma fonte, a conexão entre os elementos das várias obras não é óbvia mas existe através de “elo mental em que o criador procurou explorar a relação entre a conveniência predeterminada e a alienação solitária, em que o espaço aproxima as pessoas, mas não o suficiente para estreitar os
laços mentais e emocionais entre elas”.
TINTA DE ÁGUA
Natural de Taiwan, Cai Guo Jie vive em Macau desde 2011 onde começou a dedicar-se à reflexão sobre a cidade. Inspirado pelas suas deambulações pelas ruas da cidade, bem como pela cultura e emoção que permeiam o território, Cai recorre a “um estilo oriental contemporâneo e à aguarela chinesa como
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ue os une técnica para destilar com linhas suaves plenas de cambiantes, a essência da arquitectura e do traçado urbano de Macau”, lê-se na apresentação da exposição. Em exibição na “Aprofundar” estão também obras inéditas apresentadas em forma de tríptico, uma opção baseada no formato associado ao cristianismo “muito utilizado como elemento decorativo junto aos altares das igrejas durante a Idade Média”. De acordo com
Chu, “nesta obra foram aplicadas técnicas da pintura chinesa, permitindo o curvar do tempo e viajar ao passado para fundir novamente a cultura oriental e a cultura ocidental através da arte”.
A INTERCULTURALIDADE E A MULHER
Filho de um artista local e de mãe bielorrussa, Eugénio Novikoff Sales passou parte da vida em Moçambique onde teve o
primeiro contacto com as peças de escultura locais e começou o seu interesse pelo trabalho em madeira negra africana. “Inspirados na experiência pessoal e vida quotidiana, os seus trabalhos são influenciados pela cultura e arte africanas”, aponta Chu. As obras patentes na exposição do Art Garden exprimem não só estas origens mas a sua conciliação com materiais e técnicas do oriente. Aobra da artista de Sichuan, Peng Yun é focada no feminino. “É uma das poucas artistas de Macau cuja obra foca a feminilidade, especialmente a complexidade, acuidade e emoções que são particulares nas mulheres”, aponta James Chu. Em “Aprofundar”, a artista apresenta “uma força obstinada e paranoica, fundindo meticulosamente várias experiencias emocionais e consubstanciando-as numa forma de expressão e resistência objectiva e equânime”. Nesta mostra, Peng Yun apresenta três obras de vídeo com mulheres como protagonistas que reflectem um dialogo entre as personagens e a sua exp eriência de vida ao mesmo tempo que “expressam o seu processo mental de crescimento (…) para revelar o sofrimento latente que têm vindo a acumular interiormente”, diz James Chu. Em suma, “as obras retratam o processo através do qual emoções íntimas são convertidas, num piscar de olhos, em forças externas“. Em última instância, o objectivo é “explorar o processo de transformação da dor física e mental num regresso gradual à serenidade conquistada com o passar do tempo”, aponta.
REINTERPRETAÇÃO DA NUDEZ
Zhang Ke estudou arte contemporânea e experimental no continente.As obras que produz são pautadas por um “profundo
sentido de curiosidade” e abordam “de forma ousada” o sexo. Para o efeito, a artista recorre a técnicas como a colagem e à reorganização de figuras antigas de nus “numa tentativa de libertar o instinto universal que á a sexualidade”. Embora a sexualidade esteja patente em obras de arte e na literatura desde a antiguidade até aos dias de hoje, o tema continua a ser tabu junto do público em geral, sublinha o curador. Com os trabalho de Zhang Ke, “transcendem-se os limites do tempo e do espaço estabelecendo um elo entre a Antiguidade e a Modernidade”, remata.
A INCERTEZA DO FUTURO
Da chamada geração Z, esta exposição apresenta os trabalhos de Wong Weng Io. “Tendo crescido entre o mundo real e o mundo virtual a artista foi profundamente influenciada pela era digital”, diz o curador. O resultado, é a criação de obras que exploram identidade, a existência e a relação entre a consciência humana a tecnologia, num mundo onde cada vez mais o real e o virtual se confundem.
De acordo com o curador, os artistas propõem uma interpretação das características culturais da cidade partindo da sua própria percepção da realidade e do pensamento associativo usado para transcender os limites da aparência dos objectos “Os caracteres originais foram convertidos em imagens digitais, alterando o seu significado simbólico para produzir criações subjectivas improvisadas que reflectem sobre a ligação e a influência mútua entre a sociedade actual e o mundo do futuro”, refere o texto de apresentação do evento. A exposição está aberta ao público no Art Garden até 9 de Setembro e insere-se na iniciativa “Encontro em Macau . Festival de artes e cultura entre a China e os países de língua portuguesa. Sofia Margarida Mota
Sofia.mota@hojemacau.com.mo
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EDITAL Edital n.º :57/E-BC/2018 Processo n.º :134/BC/2018/F Assunto :Início da audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local :Rua Um do Bairro Iao Hon n.º 25, Edf. Yau Kai, 2.ª fase, parte do terraço sobrejacente à fracção 14.º andar F, Macau. Li Canfeng, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, faz saber que ficam notificados o dono da obra e o proprietário do local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada: Obra 1.1
2.
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4.
5.
Infracção ao RSCI e motivo da demolição
Construção de um compartimento com cobertura Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho metálica, paredes em alvenaria de tijolo, janelas de de evacuação. vidro e gradeamento metálico.
Sendo o terraço do edifício considerado caminho de evacuação, deve o mesmo conservar-se permanentemente desobstruído e desimpedido, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores no referido espaço, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desse espaço enquanto caminho de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização, pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração e/ou de segurança do edifício. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227).
RAEM, 27 de Junho de 2018 O Director de Serviços Li Canfeng
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Ah, a palavra “moral”! Sempre que aparece, penso nos crimes que foram cometidos em seu nome. Máquina Lírica Paulo José Miranda
Um amor inequívoco pelo essencial
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OJE vamos abordar um filme algo esquecido da filmografia de Manoel de Oliveira. Trata-se de um documentário a cores, filmado em 1956. Grande parte daquilo que virá a ser os pilares estéticos na obra de Manoel de Oliveira – a outra encontraremos sete anos mais tarde em O Acto da Primavera – começa em O Pintor e a Cidade. Depois de Aniki-Bóbó, Manoel de Oliveira esteve 13 anos sem filmar. Mas durante este tempo, além dos afazeres de empresário, pensava e assistia a cinema, e em 1955 fez um curso de fotografia nos estúdios da Agfa-Gevaert AG – especificamente acerca da aplicação da cor ao cinema –, na cidade alemã de Leverkusen. O Pintor e a Cidade é o primeiro filme depois desse curso. Mas as diferenças entre este filme e o seu primeiro está muito longe de se traçar em cores. “Fiz O Pintor contra O Douro. Enquanto O Douro é um filme de montagem, O Pintor é um filme de êxtases. Eu descobri no Pintor e a Cidade que o tempo é um elemento muito importante. A imagem rápida tem um efeito, mas a imagem quando persiste ganha outra forma. O Pintor e a Cidade é uma obra fundamental na minha carreira, na mudança da minha reflexão sobre o cinema. (...) É a primeira vez que eu volto as costas a um cinema de montagem.” [Manoel de Oliveira, Cem Anos, Cinemateca, pp. 56-7] Em O Pintor e a Cidade, Manoel filma a cidade do Porto através do olhar e das aguarelas do pintor António Cruz, considerado como o maior aguarelista dos tempos modernos. Acerca dele, Abel Manta, em entrevista a Manuel Lavrador (in Sol), diz: “é sem contestação o maior aguarelista português dos tempos modernos. Tirou a aguarela da banalidade para a que a tinham arrastado Roque Gameiro e os aguarelistas portugueses. Deu-lhe grandeza, ressonância sinfónica; levou-a até atingir o valor de uma alta expressão sintética e afastou-a da superficialidade habitual.” Também, décadas mais tarde, em 2015, José Emídio, pintor e responsável da Cooperativa Árvore dirá que “António Cruz é o grande aguarelista português do século XX. É um artista de uma mestria extraordinária. Além de pintor talentoso soube tirar partido das neblinas, a luz, o granítico das sombras, as pontes e o rio. Só um homem que viveu intensamente a cidade seria capaz de a mostrar com este olhar sensível.” E é precisamente estas neblinas, esta luz,
este granítico das sombras, as pontes e o rio, que Manoel de Oliveira vai filmar através dos quadros do pintor e do seu olhar. Manoel mostra claramente duas coisas neste filme, que se tornariam fundamentais ao longo da sua obra: 1) não há distinção entre real e ficção no que é captado pela câmara; 2) a câmara é uma janela para o mundo – o que se filma –, e tal como a janela de uma casa, ela não se move e força-nos à atenção daquilo que passa por ela. Várias vezes, em entrevistas, Manoel de Oliveira referiu-se à relação entre ele e a câmara e entre esta e o mundo. Dizia que a máquina de filmar não faz nada, e que o cinema é tudo o que se põe diante da máquina de filmar. Podemos mesmo dizer, de modo Coper-
“Pintor e a cidade” (Manoel de Oliveira)
nicano, que não é a câmara que anda à volta das coisas, mas as coisas que andam à volta da câmara. A câmara está no centro do universo. Na sua obra, em dois volumes, acerca do cinema, Gilles Deleuze escreve: “Em regra geral, os poderes da Natureza não são enquadrados da mesma maneira que as pessoas ou as coisas, e os indivíduos da mesma maneira que as multidões, e os subelementos da mesma maneira que os termos. Tanto assim é que há no quadro muitos quadros diferentes. As portas, as janelas, os postigos, as frestas, os vidros de um carro ou os espelhos são outros tantos quadros no quadro. Os grandes autores têm particulares afinidades com tal ou tal desses quadros segundos, terceiros, etc.” [DELEUZE, Gi-
lles. A Imagem-Movimento – Cinema 1, Documenta, Lisboa, 2016, p. 32] Na verdade, e em relação à primeira afirmação de Deleuze, Manoel de Oliveira é claramente uma excepção. Mais: essa excepção torna-se a sua marca, pelo menos até aos anos 90. A câmara de Manoel de Oliveira enquadra um quadro do mesmo modo que enquadra a Natureza. E não é só em O Pintor e a Cidade – embora seja aqui que começa – mas pode-se ver claramente em toda a tetralogia dos amores falhados – e de modo geral ao longo de toda a sua obra. Especialmente nos três últimos filmes trágicos da tetralogia, Benilde ou a Virgem Mãe, Amor de Perdição e Francisca. Nessa primeira tragédia, o filme inicia-se precisamente com a câmara percorrendo os bastidores de um teatro. E, ao começar-se a cena, na cozinha de uma casa senhorial, a câmara foca uma fotografia pendurada na parede, que representa uma paisagem – muito provavelmente a paisagem exterior da casa –, e vai aproximando-se até que o quadro se torna toda a imagem captada pela câmara. Ficamos perante a evidência de que estamos no mundo da imagem, seja ela captada directamente pela câmara, seja ela captada indirectamente pela câmara. Não se distingue a imagem exterior, da imagem de uma fotografia do exterior, se a câmara de filmar fechar todo o ângulo de filmagem. Quando se começa a escutar o vento, sem que a paisagem se mova, compreende-se que estamos imersos no mundo da representação. Aquele quadro é uma janela, aquela janela é o mundo lá fora. Tudo é o que a câmara capta. Uma vez mais, e agora completamente ao encontro de Manoel de Oliveira, Deluze escreve: “Mas a única consciência cinematográfica não somos nós, cada um dos espectadores, nem o herói, é a câmara, ora humana, ora inumana ou sobre-humana.” [Op. cit., p. 40] A câmara é a consciência do que se vê. É a consciência daquilo que se mostra. A câmara não distingue entre Arte e Natureza, filma igualmente um quadro exposto numa parede ou uma paisagem. Curiosamente, ou talvez não, Manoel de Oliveira faz precisamente aquilo que André Bazin – um dos co-fundadores dos Cahiers du Cinema – escreve em 1945 acerca dos surrealistas, num pequeno estudo intitulado “A Ontologia da Imagem Fotográfica”: “É que para o surrealismo, o efeito estético é inseparável da impressão mecânica da imagem sobre o nosso espírito. A distinção lógica entre o real e
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o imaginário tende a ser abolida. Toda a imagem deve ser sentida como objecto e todo o objecto como imagem.” [BAZIN, André. O cinema – ensaios, Editora Brasiliense, 1991, p. 25] E podemos dizer o mesmo para a obra de Manoel de Oliveira: toda a imagem é um objecto e todo o objecto é uma imagem. A câmara transforma tudo em imagem. E não há imagens ontologicamente superiores a outras. Uma imagem é uma imagem é uma imagem é uma imagem. A imagem não é realidade. A imagem é o que a câmara capta. E ela não capta apenas quadros pintados, colocando-os ao mesmo nível da paisagem, ela também capta a nossa atenção ao plano fixo da câmara. E André Bazin, na sua análise ao cinema dos anos 20 aos anos 40, escreve: “(...) eu distinguirei no cinema de 1920 a 1940 duas grandes tendências opostas: os directores que acreditam na imagem e os que acreditam na realidade.” [Op. Cit., p. 69] E páginas adiante vai anda mais longe, ao encontro do que aqui temos assinalado em Manoel de Oliveira: “É que acabámos de considerar o expressionismo da montagem e da imagem como o essencial da arte cinematográfica. E é principalmente essa noção geralmente admitida que questionavam implicitamente, desde o cinema mudo, realizadores como Erich Von Stroheim, F. M. Murnau ou R. Flaherty. A montagem não desempenha em seus filmes praticamente nenhum papel, a não ser o papel totalmente negativo da eliminação inevitável numa realidade
abundante demais. A câmara não pode ver tudo ao mesmo tempo mas, do que escolhe ver, ela se esforça ao menos para não perder nada. O que conta para Flaherty, diante de Nanook caçando a foca, é a relação entre Nanook e o animal, a amplitude real da espera.” [Ibidem] É preciso não confundir esta “amplitude real da espera” com realidade. A “amplitude real da espera” é um acontecimento fenomenológico, não um facto real. João Botelho, no seu filme O Cinema, Manoel de Oliveira e Eu (2016), citando o seu mestre, diz: “A força poderosa e única do plano fixo – disse-me ele – tinha-lhe sido revelado pelo Dryer, na Joana D’Arc (1928), e pelo muito amado John Ford, aquele que dizia que só mexia a câmara quando os cavalos se moviam, para não correr o risco de distrair os espectadores do essencial.” Independentemente das influências que se possam ter, a verdade é que, tal como Miguel de Unamuno escreve em Do Sentimento Trágico da Vida, nós não somos pessimistas porque lemos livros pessimistas, pelo contrário, é porque somos pessimistas que lemos livros pessimistas. Os planos fixos exercem um poder sobre Manoel de Oliveira, porque ele os entende, ele vê neles algo de profundo, algo que faz parte de si mesmo,
da sua natureza reflexiva. Em O Pintor e a Cidade, ele descobre o tempo como elemento fundamental no cinema. Tempo, aqui, em sentido de duração. E duração em ligação estreita com atenção. O tempo como tempo necessário à apreensão daquilo que importa, daquilo que é preciso realmente atentar. No fundo, o tempo como a nossa vida a dar-se conta dela em confronto com a arte. Pois é preciso não esquecer que, em Manoel de Oliveira, o cinema é sempre arte e não uma imitação da vida. O filme é um objecto para ser apreciado enquanto tal e não uma coisa que faz parecer ser outra coisa, sem que nos demos conta do objecto filme. Isto tornar-se-á mais claro ainda em O Acto da Primavera. Quase cinquenta anos depois de filmar O Pintor e a Cidade, numa grande entrevista concedida ao programa Roda Viva, da TV Cultura do Brasil, uma jornalista – dos seis jornalistas que se encontravam no estúdio –, pergunta porque razão é que um homem que foi campeão de atletismo, de corrida de carros, que pilotou aviões, passou a fazer filmes que são o contrário disso. Ao que Manoel de Oliveira responde: “No automobilismo o movimento é o de vencer o tempo. No cinema é o de reflectir sobre ele.”
Em “O Pintor e a Cidade”, Manoel filma a cidade do Porto através do olhar e das aguarelas do pintor António Cruz, considerado como o maior aguarelista dos tempos modernos
O cinema é uma arte, que como toda a arte é reflexiva, que remete para a reflexão acerca da vida e não para a vivência da mesma. Na vida, Manoel de Oliveira anda depressa, na arte anda devagar. Assim, o plano fixo não é apenas uma influência de Dreyer e de Ford, é reflexo de uma hermenêutica de Oliveira acerca da arte do cinema. Há sempre como que um fundo fenomenológico nos planos de Oliveira, um forçar a atenção, quer seja pela repetição, quer seja pela permanência, forçando o espectador a ver, a atentar naquilo que está a ser mostrado, não lhe deixando possibilidade de fuga, não lhe lançando a corda da distracção, que tanto ele acusava o cinema “americano” de fazer. O cinema americano a que aqui nos referimos, tal como também Manoel de Oliveira, era o cinema dos blockbusters. Pois John Ford ou D. W. Grifith, por exemplo, são realizadores americanos e sempre foram considerados como mestres por Oliveira. De facto, pelo menos a partir de um certo período da história, a arte não visa o entretenimento, e foi sempre assim que Manoel de Oliveira viu o cinema, como arte. Ele nem sequer era contra o cinema de entretenimento, apenas julgava que deveria também haver espaço para o cinema arte. E a arte, para ele, está indissociável do essencial, de mostrar o essencial. Um amor inequívoco pelo essencial. E, literariamente, não podemos deixar de pensar em Cesário Verde e no seu livro acerca da cidade de Lisboa, dos seus poemas que são como telas das paisagens desta cidade.
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AGUACEIROS
O QUE FAZER ESTA SEMANA Sábado 2 DOCUMENTÁRIO “SPELL REEL”
– FESTIVAL CINEMA ENTRE CHINA E PALOP Cinemateca Paixão | 19h30
6 4 7 8 1 5 9 1 5 2 4 3“AIYA” 9 8 INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO Casa Garden | 17h30 8 3 9 2 6 7 5 Domingo 5 1 6 7 4 3 2 INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO “UNIVERSO” Armazém 2 9do Boi8| 15h30 6 5 1 7 Diariamente 4 7 3 9 8 2 6 “ART IS PLAY” 7 Praça 8 1 Grande – MGM3 | Até9 9/9 6 4 3 2 4 5 7 8 1 9 6 5 1 2 4 3
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JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM SALA 1
ANT-MAN AND THE WASP [B] Um filme de: Peyton Reed Com: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2
SHOPLIFTERS [C] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Kore-eda Hirokazu Com: Lily Franky, Ando Sakura, Matsuoka Mayu, Kiki Kilin 14.30, 16.45, 21.30
OCEAN’S EIGHT [B] Um filme de: Gary Ross Com: Sandra Bullock, Cate Blanchett,
Anne Hathaway, Mindy Kaling 19.30 SALA 3
ESCAPE PLAN 2: HADES [C] Um filme de: Steven C. Miller Com: Sylvester Stallone, Dave Bautista, Huang XiaoMing 14.30, 21.30
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 9
PROBLEMA 10
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6 15 1 37 23 2 6 48 4 este 6Há 4muito 6 que 2 se8esperava 7seria9porprodu3 5 filme. Imagine-se o que zir-se agora1 uma9 sequela 83 5de8“2001 6 12 5 7 – Odisseia no Espaço”. O canadiano 9 Denis 9 4Villeneuve, 5 16 um1 dos7novos 238 meninos de ouro de Hollywood, ficou 7 3a 8 354 5de92 com responsabilidade pegar9 no 1 que há de melhor no legado fílmico 2 de2Ridley 47 4Scott.1“Blade 9 5Runner 6 3 2049” é muito 1 5 6 bem 2 conseguido 8 3 4em79 termos visuais ao longo das mais de 8 3duas 89hora 3 e9 61Uma 4 1 meia7 de filme. das52
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Já cheira a silly season, aquela altura do ano em que o mundo político é colocado em pausa. O pensamento crítico vai a banhos, os projectos ponderados para a governança são substituídos por chinelos e areia nos pés e as páginas de política de um jornal tornam-se um suplício maior do que o costume. Livre do ruído ensurdecedor das insanidades quotidianas que ocupam a agenda política, a silly season teria todas as condições para ser um período de ponderação, para ser a época da clarividência. Deveria ser a altura para fazer balanços, para respirar fundo e encarar de frente todo a boçalidade que se foi acumulando no ralo da bacia política. Tempo para parar e contemplar a beleza de termos dirigentes de altos cargos a não confiar no que é publicado nos sites dos tribunais por ainda não haver uma lei de cibersegurança. O que dizer da dicotomia paranoica do discurso de vivermos numa sociedade harmoniosa, sem crime fora dos casinos, mas que carece de vigilância total antes que descambe numa orgia ébria de loucura e morte? Acompanhado por uma sangria gelada, o Verão deveria servir para contemplar a irónica beleza de deputados que consideram má uma lei que não escreverem mas que aprovaram quase por unanimidade. Reflectindo um pouco, diria que a silly season é o ano inteiro e que nos aproximamos de um intervalo para respirar a suave brisa da racionalidade. A razão deveria estar em voga nesta Primavera/Verão 2018, mas acho que vamos permanecer impávidos perante o desfile imbecilidades pintadas a ouro e vermelho. João Luz
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BLADE RUNNER 2049 | DENIS VILLENEUVE
maiores diferenças para a obra-prima que nos apresentou Deckard e os replicants é a densidade narrativa. O primeiro filme conseguiu a eternidade com uma história simples que multiplica possibilidades interpretativas. A sequela tem um enredo mais intricado, passível de se esgotar mais depressa. Não deixa de ser um grande filme, mas vejamos como amadurece. João Luz
JURASSIC WORLD: FALLEN KINGDOM [B] Um filme de: J.A. Bayona Com: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, BD Wong, Jeff Goldblum 16.30, 19.00
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VIDA DE CÃO
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Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; Anabela Canas; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Simões Morais; Manuel Afonso Costa; Michel Reis; Miguel Martins; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; Fa Seong; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
opinião 19
terça-feira 10.7.2018
macau visto de hong kong
DAVID CHAN
A
semana passada falámos sobre o relatório do Conselho do Consumidor de Hong Kong intitulado “Estão os Estudantes Protegidos?”, uma análise sobre os Serviços de Aconselhamento para instutições académicas no estrangeiro. O estudo revelou que a informação prestada por estes serviços é desadequada e imprecisa, e que estas empresas parecem apenas servir os interesses das instituições que representam. E porque é que os serviços de aconselhamento académico destes Agentes Educacionais são problemáticos? Em primeiro lugar, os critérios para o exercício desta actividade não primam pela exigência. Basta conseguir criar uma empresa e abrir um escritório para poder entrar no negócio. As qualificações dos Agentes Educacionais parecem ser tema para uma discussão. Se o Governo quiser regular esta actividade tem de definir em primeiro lugar os critérios que permitem exercê-la. Que qualificações deve possuir um Agente Educacional? Será que se lhes deve exigir um diploma de uma qualquer Universidade estrangeira antes de iniciarem a actividade? Se for o caso, deverá o Governo determinar em que Universidade deverá ter estudado? Digamos que, se o Agente Educacional representar a Universidade ABC, deverá tê-la frequentado para poder exercer estas funções? Se a resposta a estas perguntas for “não”, então que qualificações deverá possuir? Será razoável exigir que o Agente Educacional tenha feito um curso superior no estrangeiro? Em caso afirmativo, teremos pelo menos a garantia de que estes profissionais estão a par da situação e do que implica estudar no estrangeiro . O relatório do Conselho do Consumidor não só deixa avisos aos consumidores como também alerta os profissionais da área para uma lista de necessidades: 1 - Listar todos os Agentes Educacionais, 2 - Estabelecer mecanismos para resolução de conflitos, 3 - Estabelecer critérios de ética e de boas práticas, de acordo com os princípios internacionais que regem a actividade; 4 - É obrigatório que o Agente anuncie o valor da sua comissão e que disponibilize uma lista de preços;
5 - Estandartização do tipo de informações que podem ser prestadas e de como podem ser prestadas. Facilitar aos consumidores o acesso para a verificação destas informações; 6 - Necessidade de reciclagem profissional regular para que os prestadores dos serviços se mantenham actualizados.
PIETER DE HOOCH | A COUPLE PLAYING CARDS
Serviços de aconselhamento académico II
No relatório também se encontram recomendações ao Governo: 1 - Ajudar os estudantes a compreender se a sua escolha de curso é adequada e proporcionar maior orientação para uma decisão de carreira. 2 - Implementar a publicação online de guias do consumidor que contenham informação detalhada sobre as equivalências dos diversos cursos disponibilizados por escolas estrangeiras. 3 - Aconselha-se o Governo a apoiar esta área para acelarar o seu desenvolvimento, quer através de incentivos à criação de empresas quer através de outro tipo de fundos. 4 - Criação de directrizes, em colaboração com os profissionais da área, para o marketing e promoção da atividade, de forma a que os consumidores possam usufruir de informação mais precisa. 5 - Deve ser criado um mecanismo regulador de conflitos. No entanto alguns destes conflitos, devido à sua natureza pouco clara, não podem ser resolvidos, apesar do mecanismo regulador. Algumas situações não podem ser bem definidas neste contratos. As áreas onde se encontram estas instituições são muitas vastas. Se pedirmos que os Agentes forneçam toda a informação sobre acomodações e transportes relativa à escola a que o estudante se está a candidatar, e essa condição passar a constar do contrato, serão levantadas algumas dificuldades de ordem prática, já que essa condição não pode ser bem definda. Que critérios poderão ser adoptados para medir o grau de satisfação com o serviço prestado? Para além disso, se a escola não tiver acomodações próprias para alojar os estudantes, poderá o requisito “fornecer a informação necessária sobre acomodação e transportes relativos à escola a que o estudante se candidata” ser aplicado? Este tipo de questões não dizem directamente respeito às escolas, mas são parte integrante da vida de um jovem que estuda no estrangeiro. Se os parâmetros da “informação” prestada pelo Agente Educacional não forem bem definidos, como é que se
As qualificações dos Agentes Educacionais parecem ser tema para uma discussão. Se o Governo quiser regular esta actividade tem de definir em primeiro lugar os critérios que permitem exercê-la vai poder estabelecer o mecanismo de resolução de conflitos? O relatório aconselha o Governo a informar o consumidor sobre estas matérias online. Mas quanto a estas alíneas, o Governo poderá vir a ter as mesmas dificuldades que se colocam aos Agentes. Mas se este tipo de informação for veículado oficialmente, poderão os Agentes Educacionais
confiar nos seus conteúdos e transmiti-los aos clientes? E se isso vier a acontecer, poderão os agentes ser responsabilizados, caso a informação seja incorrecta ou estiver desactualizada? Só para concluir. Não parece ser fácil adoptar novas medidas reguladoras desta actividade, a auto-regulação para ser a melhor solução de momento.
Professor Associado do IPM • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
As mulheres são esfinges, sem segredos.
Oscar Wilde
PALAVRA DO DIA
IPM Curso de “Verão em Português” arranca amanhã
Japão Mais de 100 mortos devido a chuvas torrenciais
Tem início amanhã, a quinta edição do curso “Verão em Português no IPM”. De acordo com um comunicado da instituição de ensino superior, trata-se de um curso de formação para professores de Português no interior da China, organizado pelo Centro Pedagógico e Científico do IPM e que já decorre desde 2014. Este ano, frequentam o curso 24 professores, oriundos de 17 universidades do interior da China, na sua quase totalidade chineses. O curso decorre durante oito dias, de 11 a 20 de Julho, com um total de 75 horas de formação (45 horas presenciais + 30 de trabalho individual dos formandos). A grande novidade do curso deste ano é o facto da formação ser certificada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, na sequência de protocolo recentemente assinado. A sessão de abertura decorrerá no dia 11, às 10:00, no Anfiteatro 2 do edifício Wui Chi do IPM.
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Uma equipa de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) encontrou a cura para a obesidade e para diabetes tipo 2 em ratos através de um tratamento de terapia genética. O estudo foi apresentado pela equipa de investigação numa conferência de imprensa realizada ontem no campus da UAB em Bellaterra, onde o grupo de investigadores, liderado pela professora Fátima Bosch, esteve presente. “Esta é a primeira vez que a obesidade e a resistência à insulina a longo prazo foram neutralizadas pela administração de uma única sessão de terapia genética no modelo animal, que mais se assemelha à obesidade e diabetes tipo 2 em humanos”, explicou a primeira signatária do artigo, a pesquisadora da UAB Verónica Jiménez. Os resultados do estudo mostram também como a administração de terapia genética tem um efeito protector contra o risco de formação de um tumor quando o fígado é submetido a uma dieta altamente calórica por um longo período de tempo.
Mais de 100 pessoas morreram na sequência das chuvas torrenciais, inundações e aluimentos de terra que atingiram o oeste do Japão, uma situação que levou ontem o primeiro-ministro nipónico a cancelar uma viagem à Europa e Médio Oriente. O porta-voz do Governo japonês, Yoshihide Suga, disse em conferência de imprensa que há pelo menos 103 mortos e 80 pessoas continuam desaparecidas. “O número de desaparecidos continua a subir, sobretudo em Hiroshima, uma das zonas mais atingidas”, afirmou. Suga adiantou ainda que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, cancelou a viagem prevista para os dias entre 11 e 18 de Julho à Europa e Oriente Médio por causa da situação de emergência que se vive no país. A contagem das vítimas tem sido dificultada pelas vastas áreas afectadas por chuvas, inundações e aluimentos de terras. Mais de quatro milhões de habitantes receberam ordens para abandonarem as suas casas, instruções nem sempre respeitadas por, às vezes, ser já impossível ou demasiado perigoso seguir estas ordens. LYNN BO BO
Ciência Cura para obesidade e diabetes tipo 2 mais próxima
terça-feira 10.7.2018
O estado das coisas Birmânia mantém julgamento dos dois jornalistas da Reuters
A
justiça birmanesa decidiu ontem que vai avançar com o julgamento dos dois jornalistas da agência Reuters acusados de violação de “segredos de Estado”, no âmbito de uma investigação sobre a “limpeza étnica” da minoria rohingya. De acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP), o juiz encarregado do caso anunciou ontem de manhã a decisão de iniciar o julgamento “sob a lei do segredo de Estado”. Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27, foram detidos em 12 de Dezembro por terem adquirido “documentos secretos importantes” de dois polícias. Se forem condenados incorrem numa pena de até 14 anos de prisão. Na investigação que efectuaram, os dois jornalistas citam aldeões budistas que terão parti-
cipado com soldados no massacre de dez rohingya cativos na aldeia, em 2 de Setembro de 2017. O trabalho dos jornalistas da Reuters foi baseado em testemunhos de aldeões budistas, membros das forças de segurança e familiares das vítimas. O exército reconheceu, emAbril, que os militares cometeram “execuções extrajudiciais” neste caso, sem admitir que se integrava num plano mais amplo de limpeza étnica, com tem sido referido pela ONU. Alguns dias após a detenção dos dois jornalistas birmaneses, em Dezembro de 2017, o exército reconheceu que soldados e camponeses budistas tinham morto a sangue frio detidos rohingya, na primeira confissão pública após meses de desmentidos.
FERIDAS ANTIGAS
Myanmar (antiga Birmânia) tem estado em convulsão após as acu-
sações de limpezas étnicas feitas pela ONU, na sequência de uma vasta operação do exército no oeste do país, em resposta aos ataques de uma rebelião rohingya em Agosto de 2017. Cerca de 700.000 muçulmanos rohingya que viviam nesta região refugiaram-se no vizinho Bangladesh desde Agosto de 2017 e acusaram os militares e as milícias budistas de diversos crimes, incluindo violações, tortura e mortes. Os rohingya são o alvo de um movimento nacionalista budista, muito implantado na Birmânia, que os considera uma ameaça. O próprio Governo civil da prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi tem sido relacionado com este ódio anti-rohingya, muito instrumentalizado pela hierarquia das Forças Armadas, durante décadas de regime da junta militar.
Brexit MNE britânico Boris Johnson demitiu-se
O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, anunciou a sua demissão, disse fonte do Governo, horas depois da demissão do ministro para o ‘Brexit’, David Davis. “Esta tarde, a primeira-ministra aceitou a demissão de Boris Johnson como ministro dos Negócios Estrangeiros. O seu substituto será anunciado em breve. A primeira-ministra agradece a Boris pelo seu trabalho”, disse um porta-voz. A demissão de Boris Johnson, que ainda não tornou públicas as suas razões, aumenta a pressão sobre a primeira-ministra, Theresa May, alvo de críticas de alguns deputados a favor de um divórcio mais radical com a UE. Na sexta-feira, o Governo anunciou ter chegar a consenso sobre uma proposta de criar uma zona de comércio livre entre o Reino Unido e a UE ao aderir às regras europeias. Ontem, o antigo líder do partido eurocético UKIP, Nigel Farage, desafiou no Twitter aquele que foi um dos mais destacados defensores da saída do Reino Unido da UE. “Boris Johnson agora tem a oportunidade de salvar o ‘Brexit’, ele será um herói se se afastar da traição da confiança dos eleitores”, afirmou, ao denunciar o acordo como uma deslealdade para com os eleitores que votaram o ‘Brexit’.