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Ter para ler
Director carlos morais josé • quarta-feira 10 de abril de 2013 • ANO XII • Nº 2827
períodos de chuva min 16 max 19 hum 80-95% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2
Não-residentes
Excesso de permanência aumentou 10% Página 5
Venham mais cinco (séculos)
PME Certificação
Melhorar os padrões internacionais Página 7
Margaret thatcher
A “Dama de ferro” e a sua relação com deng Xiaoping CENTRAIS
Salário mínimo Concertação Social não chega a consensos
Encalhados Ontem foi dia de discussão da proposta de lei do salário mínimo em sede de Concertação Social e o resultado foi o do costume: nada. Em pouco mais de duas horas de reunião entre Governo, patronato e empregados, o que esteve em discussão foi apenas o valor a pagar por hora a funcionários de limpeza e de segurança nos condomínios do território. Para piorar o cenário, Wong Chi Hong, director da DSAL, garantiu que o diploma não avançará para a Assembleia Legislativa este ano por culpa da sobrecarga dos deputados. A montanha continua a parir um rato... Página 3
eleições para a assembleia legislativa
Candidatura agora pode ser considerado acto de campanha Página 4
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Função Pública
José Chu não fala dos ordenados dos deputados Página 2
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política
quarta-feira 10.4.2013
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Função Pública José Chu rejeita dar informações sobre aumento a deputados
Assuntos de característica “interna” mações e detalhes sobre as propostas para o aumento dos salários, supostamente entregue ao Governo em Novembro passado. É este documento que justifica o aumento de 6,06% nos ordenados dos trabalhadores da Administração. Os deputados queriam saber quais as razões na base dos valores propostos e ainda se havia algum relatório ou acta da comissão, porque não têm conhecimento de que exista. Informações que não vão ter. “Na reunião de hoje [ontem], não tivemos aces-
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Comissão de Avaliação das Remunerações dos Funcionários Públicos negou dar a conhecer aos deputados o relatório das propostas para o aumento salarial da função pública. A 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) - encarregue de analisar na especialidade a Proposta de Lei de Actualização Salarial dos Funcionários Públicos - tinha pedido, na semana passada, mais infor-
Função pública Governo pondera reestruturação das actualizações salariais
Futuro pendente para retroactivos
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Governo tem de pensar se ainda há necessidade de se continuar com salários indexados aos do Chefe do Executivo. Quem o diz são os deputados da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), que pediram ao Governo para estudar a situação, que diz respeito sobretudo aos salários dos juízes, magistrados e alguns titulares de cargos políticos. A principal preocupação prende-se com o facto de, em 121 casos, o índice dos ordenados ser o mesmo
há vários anos, devido a estarem colados ao do líder do Executivo. Apesar de receberem aumentos, esses são sempre semelhantes porque nunca houve mexida nos índices que indicam quanto ganha quem ocupa estes cargos. “Em 2007, foi aumentado apenas em 10% e parece que há uma certa injustiça e um desfasamento dos seus salários em relação aos restantes trabalhadores da função pública. A comissão é da opinião de que o Governo deve estudar o quanto antes uma forma
de resolver esse problema”, disse Cheang Chi Keong, presidente da comissão. O Governo diz que vai ponderar a situação, mas não deu ainda qualquer resposta aos deputados. Para Cheang Chi Keong, contudo, esta não é a única sugestão deixada ao Executivo. O presidente da comissão diz que é altura de “reformular todo o mecanismo de actualização salarial”. Ideias que passam, por exemplo, por aumentar a percentagem dos índices mais inferiores e dar menos aumentos para os cargos mais altos.
Cheang não é adivinho
tiago alcântara
A questão da ausência de retroactividade foi justificada por Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, presente na reunião da mesma forma como o foi no plenário onde a proposta de lei foi aprovada na generalidade: uma opção política. O presidente da 3ª comissão voltou a relembrar que a lei não obriga a que haja retroactivos e que a existência ou não de retroactivos depende da escolha do Executivo. Questionado sobre se a posição do Governo afastava que, em futuros aumentos, houvesse estes retroactivos, Cheang Chi Keong não foi nada esclarecedor: “Eu sei lá, não sou adivinho”. Já se poderá existir um mecanismo de actualização automática para os salários, o presidente da comissão diz que não foi colocada esta hipótese porque os aumentos dependem sempre da situação financeira da RAEM. A reunião de ontem foi a última entre Governo e Comissão, que assina o parecer na próxima segunda-feira. A lei terá de ser votada na especialidade a tempo dos aumentos entrarem em vigor já no próximo mês. – J.F.
so nem aos documentos nem às actas das reuniões, porque disseram-nos que eram documentos internos”, explicou Cheang Chi Keong, presidente da 3.ª Comissão Permanente. “A nossa opinião é que deve ser tornado público, seria melhor se o conteúdo dos relatórios e pareceres da Comissão [de Avaliação] fosse apresentada, para termos mais transparência.” Cheang Chi Keong explica que foram sugeridas melhorias na forma de funcionamento da Comissão de Avaliação, liderada
Assembleia Legislativa Chui Sai On vai ao plenário no dia 25 de Abril
Digam lá senhores deputados gonçalo lobo pinheiro
Joana Freitas
por José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública. Este grupo foi criado há dois anos pelo Chefe do Executivo e tem como objectivo estudar as situações dos aumentos dos ordenados dos funcionários do Governo, bem como apresentar propostas. Já a 3.ª Comissão tem como intuito estudar a Proposta de Lei que aumenta em 6,06% os salários, número que teve como base a proposta da Comissão de Avaliação. Os deputados dizem entender que a Comissão de Avaliação foi recentemente constituída, pelo que precisa de melhorias. “O funcionamento deve ser melhorado e tem de passar por um período de aperfeiçoamento. É natural que os deputados peçam informações.”
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ernando Chui Sai On vai ter à espera, daqui a duas semanas, 11 interpelações orais. O Chefe do Executivo vai deslocar-se pela primeira vez este ano à Assembleia Legislativa (AL) para responder às perguntas dos deputados e, para já, onze dos 29 membros do hemiciclo estão inscritos para questionar o líder do Executivo. Chui Sai On vai estar no plenário desde as 15 às 18h, numa reunião que vai ter emissão directa na televisão e na rádio. Na lista de deputados que quer levantar questões ao Chefe do Executivo estão inscritos os três deputados democratas – Ng Kuok Cheong, Au Kam San e Paul Chan Wai Chi -, Kwan Tsui Hang, Chan Meng Kam, Lee Chong Cheng, Ho Ion Sang, José Pereira Coutinho, Mak Soi Kun, Un Choi Kun e Lam Heong Sang. Todos os assuntos a discutir estão relacionados com a administração e a vida da população. Para Chui Sai On, que se desloca, pelo menos, três vezes ao edifício da AL, “é necessário prestar muita atenção à interacção com a AL, de forma a melhorar o conhecimento dos deputados e dos cidadãos sobre a evolução dos trabalhos do Governo, assim como promover a transparência da actuação governativa”. - J.F.
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política
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Salário Mínimo Proposta de lei só para alguns mas ainda não entra na AL este ano
A montanha continua a parir um rato
Indemnizações entre as 17 e 20 mil patacas
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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inda não é desta. O Governo sentou-se ontem à mesa com patronato e empregados mas não se mostrou interessado em discutir sobre um salário mínimo para a população. Em cima da mesa, em pouco mais de duas horas de reunião, esteve apenas a discussão de um valor mínimo por hora a pagar a funcionários da limpeza e da segurança de condomínios. Mas a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) deixou bem claro que esta proposta de lei já tem um valor definido, que poderá surgir na próxima reunião do Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS) em Junho, e não chegará à Assembleia Legislativa (AL) este ano porque existe uma sobrecarga de trabalho. E no próximo ano? Não há calendário. “No mandato deste ano a AL não vai receber nenhuma proposta de lei mas estimamos que no mês de Junho se finalize a discussão”, avança Wong Chi Hong, director da DSAL. Assim sendo, o salário mínimo será discutido, para já, sector a sector. E como estas discussões parecem demorar não haverá salário mínimo generalizado tão cedo. “É difícil definir [um calendário] porque temos de ver qual é a situação depois de aplicar o salário mínimo a estas duas áreas profissionais. Depois então podemos estudar para que se abranja o salário mínimo para outros sectores e esperamos que seja o mais breve possível.” Já se sabe, a matéria é “sensível” e “polémica” portanto é preciso procurar “equilíbrio entre as duas
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epois de 14 anos, o Governo avançou com uma actualização do subsídio de desemprego em 71,43%. Ou seja, os desempregados que recebem 70 patacas por dia, desde 1999, passarão a receber 120 patacas por dia num período não superior a 90 dias. A data da publicação desta medida, pelo Chefe do Executivo, ainda não é certa mas tudo indica que será tão breve quanto possível, já que foi apresentada ontem ao Conselho Permanente de Concertação Social (CPCS), havendo consenso favorável das duas partes (laboral e patronal). Assim,
O tecto máximo definido para despedimentos sem justa causa pode subir das actuais 14 mil patacas (em doze meses) para um maior, entre as 17 e as 20 mil patacas. Esta é a sugestão do Governo. Ou seja, segundo esta proposta, o montante maior que pode ser auferido pelo trabalhador é 168 mil patacas.”Achamos que dever feito conforme o que se ganha no último ano. Um salário por ano de trabalho”, explica Vong Kok Seng, representante do patronato. Para os empregadores, a sugestão é diferente. “Devia ser cancelado este [valor máximo]. Questionámos como foi definido este cálculo. Verificámos que a taxa de cobertura está a diminuir. Antes, quase 90% dos trabalhadores podiam receber mas agora esta percentagem está a diminuir. Há quase 40% de trabalhadores que não podem receber os 14 mil. Agora só 70% poderá ser beneficiado. E questionámos sobre isso”, avançou Ella Lei, representante da força laboral.
Part-time isentos de benefícios partes [patronato e laboral]”, deixa no ar Wong Chi Hong. No entanto, à representante dos empregados, Ella Lei, não foi deixado claro que o salário mínimo para todos não seria discutido em breve, depois de Lei ter feito saber, em sede de Concertação Social, que os trabalhadores pretendem que se implemente o mais rápido possível. “O Governo tinha dito que este ano ia aplicar o salário mínimo mas até agora não tem um calendário concreto para nos dar”, analisa a vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), deixando, ainda assim, uma sugestão ao Governo: “Sugerimos que o mecanismo de revisão seja feito anualmente e não de três em três anos, como é sugerido.”
UMAC deixa 24 patacas/ hora à consideração
O CPCS esteve reunido simplesmente para ouvir os resultados preliminares de um estudo encomendado à Universidade de Macau (UMAC) sobre o sector de gestão
de condomínios e empregados da área (limpeza e segurança de edifícios). O Governo teria proposto, previamente, um valor entre as 23 e 28 patacas à hora - os trabalhadores da área no sector público ganham à hora 23 patacas desde 2011 - e a UMAC sugeriu em relatório (apenas divulgado aos representantes do patronato e dos empregados) um valor de 24 patacas por hora. Este será, portanto, o ponto de partida para a discussão dos próximos dois meses, antes de um segundo relatório conclusivo com base numa nova ronda de inquéritos (com meio ano de intervalo). A média calculada teve por base os salários dos trabalhadores, as taxas de pagamento pagos pelos proprietários ou senhorios e orçamentos operacionais das empresas por meio de inquéritos feitos no fim do ano passado, garantiu Vong Kok Seng, representante do patronato. Apesar de estar em favor do estabelecimento deste salário mínimo, Vong referiu preocupações com o aumento dos encargos so-
A partir de agora, o ‘part-time’ poderá ser visto apenas entre as 46 e as 96 horas por mês. Os funcionários contratados para trabalhos com um horário menor a 46 horas em quatro semanas não terá os mesmos benefícios, ou seja, serão isentos de alguns. “Achamos que este plano é melhor do que antes. Na próxima reunião [o Governo] vai-nos apresentar esta proposta mais uma vez para nos esclarecer, nessa altura entramos em discussão com outros sectores”, afirmou Vong Kok Seng. Já os empregados não se mostram satisfeitos com o plano avançado, diferente do do ano anterior. “Temos de estudá-lo. Porque é que estão a receber menos? E por que lhe estão a descontar regalias? Achamos que é uma injustiça. Esperamos que o Governo possa implementar e que todos tenham o mesmo benefício”, afirma Ella Lei.
ciais (entre 11 a 18%) do patronato no CPCS. “Ainda temos de discutir estes valores com os empresários, particularmente com os sectores de proprietários de gestão. Qualquer aumento resulta num acréscimo de despesas para os condóminos (senhorios e proprietários). Se não é um nível facilmente aceite por eles então resulta em não pagamentos, o que seria um problema social. Não queremos por isso que seja demasiado elevado”, explica o também vice-presidente da Associação Comercial de Macau (ACM). Ella Lei não vê o cenário da mesma forma. “A taxa de encargos não é tão grande como dizem”, sa-
Subsídio de desemprego Despacho ditará aumento de 71,43%
lienta, acrescentando a necessidade de concluir o diploma. “Primeiro deve ser feita a proposta de lei e depois discutido o valor porque senão este montante vai ter de estar continuamente a ser revisto com a inflação que Macau sofre diariamente.” No final das contas, o Governo deixou apenas uma garantia: o que for decidido a nível de montante para o sector privado é válido para o sector público. Aliás, o CPCS tem definido como agenda a discussão do salário destes trabalhadores da função pública para este ano mas nada ainda foi discutido.
Chui dará mais aos desempregados uma vez dado parecer da CPCS ao Instituto de Acção Social (IAS) a 19 de Abril, a medida será apresentada a Fernando Chui Sai On e então implementada no primeiro dia do mês seguinte à publicação do despacho. Mas esta não é a única boa notícia. Outros subsídios foram actualizados. Subsídio de doença (variável com e sem internamento hospitalar, 90 ou 120 patacas por dia), o subsídio de
funeral (2200 patacas por dia), o subsídio de casamento (1700 patacas por dia) e o subsídio de nascimento (1700 patacas por dia) vão ter um aumento entre 63.64 e 70%. Os valores actuais estavam a ser praticados desde 1997. Por esta razão, o Governo estima despesas com a actualização dos subsídios na ordem das 86,63 milhões de patacas a um total de 17340 pessoas (requerentes
em 2013), ou seja, mais 14,793 milhões de patacas. De acordo também com dados do IAS, o número de pedidos de apoios aumentaram em 1672 (o número de utentes em 2012 foi de 15668). Por outro lado, os pedidos de subsídio de desemprego também aumentaram este ano, de acordo com estes valores estimados, para mais 78 pessoas (2722 utentes em 2012) No entanto, Ip Peng Kin, presidente do IAS, ressalvou que, fora esta excepção, os pedidos de desemprego têm vindo a sofrer um decréscimo desde 2008. -R.M.R.
política
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Eleições 2013 Sessão de esclarecimento teve direito a temas polémicos
Anunciar candidatura pode ser campanha Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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omo poderemos determinar se alguém está a antecipar a sua campanha eleitoral?” A pergunta foi feita por Jason Chao, já anunciado candidato pela Associação Novo Macau (ANM) a um lugar de deputado na Assembleia Legislativa (AL). José Chu, director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), afirmou que “se uma pessoa tenha divulgado publicamente que se vai candidatar às eleições, ou peça apoios, acho que por enquanto pode ser considerado como uma campanha eleitoral”, e que tal deveria merecer análise da comissão eleitoral. “Existe uma fase para as campanhas e fora dessa fase ninguém pode fazer campanhas eleitorais, porque a lei determina todas as datas”, disse momentos antes. O director dos SAFP garantiu ainda que já foram feitas informações e que vão sendo feitas até Setembro. “Já divulgámos há dias uma mensagem no Gabinete
de Comunicação Social (GCS). A comissão eleitoral vai divulgando à medida que os procedimentos eleitorais vão avançando, mas eu não (a) posso representar. Apenas posso dizer que a comissão tem prestado atenção ao que tem vindo a ser feito na sociedade, e que por sua vez vai divulgando as orientações.” Face à recente polémica da nova edição do programa de debate Fórum TDM, que não permite a participação de candidatos às eleições, por receios de campanha, José Chu apenas disse que tal “tem
a ver com o conteúdo” da participação, e que não poderia dar “uma resposta de forma abstracta”.
As polémicas
Tais declarações foram feitas no âmbito de uma sessão de esclarecimento sobre os procedimentos a ter para apresentar uma candidatura às legislativas de Setembro, e que contou com a presença de alguns deputados, como Kwan Tsui Hang ou Ung Choi Kun. Da plateia surgiram perguntas polémicas, mas José Chu conseguiu esquivar-se a respostas.
A fibra óptica de Jason Chao A ironia esteve presente nas perguntas de Jason Chao a José Chu, quando este foi questionado sobre o facto de os candidatos poderem utilizar o erário público para instalar fibra óptica. José Chu remeteu-se mais uma vez ao silêncio. Recorde-se que a noticia de que os membros da direcção dos SAFP pediram instalação de fibra óptica nas suas casas, paga pelo Executivo, foi publicada na edição desta segunda-feira do Hoje Macau.
Lee Kin Yun, companheiro de Jason Chao, questionou a presença de Raymond Tam, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), na comissão eleitoral. “Como é possível que o presidente do IACM seja suspeito num caso (caso das campas) e seja membro da comissão?”. E houve insistências. “Um dos membros da comissão está envolvido num processo, e queria uma resposta vossa.” José Chu foi peremptório em afirmar que esperava “perguntas relacionadas com a matéria desta sessão”, garantindo que não ia responder “a perguntas que não têm a ver”. Houve ainda questões sobre os critérios utilizados para definir o limite orçamental de 5,6 milhões de patacas para as campanhas. “Os limites são definidos pelo Chefe do Executivo e o número depende. Há quem ache muito e quem ache pouco. Fizemos de acordo com a lei, e o Governo da RAEM já ponderou quanto a essas contas e todos os aspectos.”
Fibra óptica Utilização pelos altos cargos não foi aprovada por Florinda Chan Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, afirma que não foi quem aprovou o pedido para que José Chu e outros cargos tivessem fibra óptica paga pelo Executivo em casa. “Só fui informada pelo jornal [Hoje Macau], não conheço bem o caso”, disse ontem aos jornalistas, à saída de uma reunião com os deputados sobre o salário mínimo. Recorde-se que, conforme avançado pelo Hoje Macau, o director dos Serviços de Administração e Função Pública, José Chu, e os vice-directores Kou Peng Kuan e Joana Maria Noronha pediram instalação de Internet de fibra óptica para serviços nos seus domicílios privados, alegando motivos profissionais. Desde Outubro passado que isto acontece e as despesas são pagas pelo Executivo. Ontem, Florinda Chan reiterou que a lei permite que isso seja possível, até porque “os cargos às vezes têm que trabalhar também nas férias e fora do escritório”.Também José Chu, interpelado sobre a questão, disse que o pedido foi feito de acordo com as regras do Governo. “Se o trabalho precisa de ser feito fora do escritório, pode ser permitido este tipo de pagamento”, disse o responsável, descartando, contudo, referir quem aprovou o seu pedido. - J.F.
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA “EMPREITADA DA AMPLIAÇÃO DO POSTO OPERACIONAL DE BOMBEIROS JUNTO AO LAGO SAI VAN”
COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS AVISO
Faz-se público, em conformidade com deliberação da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, de 11 de Março de 2013, e nos termos do disposto no nº 1 do artigo 18º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei nº 71/99/M, de 1 de Novembro, no nº 1 do artigo 13º do Estatuto dos Contabilistas Registados, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, bem como do disposto no ponto 3) do artigo 1º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 2/2005, de 17 de Janeiro, que nos dias 15, 16, 22, 23 e 29 de Junho do corrente ano, irá realizar-se a prestação de provas para inscrição inicial e revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas. 1. Prazo, local e horário de inscrição Prazo de inscrição: De 27 de Março a 12 de Abril de 2013 Local de inscrição: Instalações da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, no 16.º andar do “Edifício Finanças”, sito na Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585. Horário de inscrição: De 2ª a 5ª feira: das 09h00 às 13h00; das 14h30 às 17h45 6ª feira: das 09h00 às 13h00; das 14h30 às 17h30 2. Condições de candidatura Auditores de contas: Podem candidatar-se todas as pessoas maiores, residentes ou portadoras de qualquer título válido de permanência na Região Administrativa Especial de Macau, que reúnam os requisitos gerais para registo como Auditores de Contas nos termos do artigo 4º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 71/99/M, de 1 de Novembro, e que, no caso de revalidação de registo, tenham cumprido o disposto no artigo 10º do mesmo Estatuto. Contabilista registado e técnico de contas: Podem candidatar-se todas as pessoas maiores, residentes ou portadoras de qualquer título válido de permanência na Região Administrativa Especial de Macau, que reúnam os requisitos gerais para registo como contabilistas registados ou técnicos de contas nos termos do artigo 4º do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo DecretoLei n.º 72/99/M, de 1 de Novembro, e que, no caso de revalidação de registo, tenham cumprido com o disposto no artigo 10º do mesmo Estatuto. 3. Local de levantamento do boletim de inscrição O boletim de inscrição, os esclarecimentos relativos à prestação de provas, o regulamento das provas e as regras da prestação de provas relativas aos candidatos e conteúdo das provas podem ser obtidos no sítio da internet da Direcção dos Serviços de Finanças, no local relativo à CRAC (www.dsf.gov.mo) ou levantados nos seguintes locais: 1) Rés-do-chão do Edifício da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande n.ºs 575, 579 e 585; 2) Centro de Serviços da RAEM, Rua Nova de Areia Preta No.52; 3) Centro de Atendimento Taipa, Rua de Bragança, Nº 500, R/C, Taipa. Em caso de dúvidas, agradecemos o contacto com a CRAC, durante as horas de expediente, através do telefone número 85990168 ou 85990139, ou através do e-mail crac@dsf.gov.mo. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 22 de Março de 2013. O Presidente da CRAC Iong Kong Leong
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Entidade que põe a obra a concurso: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Modalidade de concurso: Concurso Público. Local de execução da obra: Edificio do Comando do Corpo de Bombeiros Lago Sai Van, sito na Avenida Doutor Stanley Ho, Macau. Objecto da Empreitada: Construção de uma cave para melhor funcionamento do Corpo de Bombeiros. Prazo máximo de execução: 270 dias (duzentos e setenta dias). Prazo de validade das propostas: o prazo de validade das propostas é de noventa dias, a contar da data do Acto Público do Concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: a empreitada é por Série de Preços. Caução provisória: $520 000,00 (quinhentas e vinte mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou segurocaução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). Preço Base: não há. Condições de Admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, R/C, Macau; Dia e hora limite: dia 09 de Maio de 2013 (Quinta-feira), até às 12:00 horas. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora limite para a entrega de propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a entrega de propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Local, dia e hora do acto público: Local: Sala de reunião da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 5º andar, Macau; Dia e hora: dia 10 de Maio de 2013 (Sexta-feira), pelas 9:30 horas. Em caso de adiamento da data limite para a entrega de propostas mencionada de acordo com o número 12 ou em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora estabelecida para o acto público de abertura das propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80º do Decreto-Lei n.º74/99/M, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. Local, hora e preço para obtenção da cópia e exame do processo: Local: Departamento de Edificações Públicas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 17º andar, Macau; Hora: horário de expediente (Das 9:00 às 12:45 horas e das 14:30 às 17:00 horas) Na Secção de Contabilidade da DSSOPT, poderão ser solicitadas cópias do processo de concurso ao preço de $1 000,00 (mil patacas). Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: - Preço razoável 60%; - Plano de trabalhos 10%; - Experiência e qualidade em obras 18%; - Integridade e honestidade 12%. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer no Departamento de Edificações Públicas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, nº 33, 17º andar, Macau, a partir de 22 de Abril de 2013 (inclusivé) e até à data limite para a entrega das propostas, para tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Macau, aos 03 de Abril de 2013.
O Director dos Serviços Jaime Roberto Carion
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Não-residentes Excesso de permanência aumentou mais de 10% de 2011 para o ano passado
Macau como porto de abrigo
Passaram de mais de 32 mil para mais de 37 mil os não-residentes que excederam o período de autorização para estarem em Macau, em 2012. Os números oficiais, fornecidos pela PSP ao Hoje Macau, indicam que a maioria dos transgressores da lei são do continente chinês. Dados dos Censos, mostram que quase metade dos não-residentes pode ter violado a lei Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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stão a aumentar os não-residentes que ficam em Macau mais tempo do que o que lhes é permitido por lei. De acordo com dados fornecidos ao Hoje Macau pela Polícia de Segurança Pública (PSP), mais de 37 mil pessoas excederam o período de permissão legal para ficarem no território. Cerca de 91% - ou 34018 - eram do continente chinês. De 2011 para o ano passado, registou-se um aumento de 14% na taxa de cidadãos que não estavam autorizados a permanecer em Macau. A lista aponta que do total de 37261 pessoas nesta situação, 31770 foram multadas e 5491 ainda violaram a autorização de uma segunda estadia, de 180 dias. É da China que são a maioria
dos transgressores. Se no ano passado, 91% dos não-residentes que excederam o período de autorização de estadia em Macau eram do continente, esse número não era menor em 2011: nesta altura, 90% dos continentais - do total de 32 681 pessoas - transgrediram a lei. Os dados da PSP mostram ainda que aumentaram também os números de não-residentes originários de Hong Kong, Taiwan e de outros países que decidiram ficar na RAEM após o tempo que lhes era permitido. A PSP não especifica os países estrangeiros, juntando todos os cidadãos apanhados fora-da-lei: um total de 3062 no ano passado e de 3007 em 2011. De Hong Kong, registaram-se 116 transgressores e de Taiwan apenas 65.
Quase metade em falha
Em dois anos, 58 723 pessoas foram multadas pelos serviços policiais por terem permanecido em Macau mais tempo do que o
permitido, ou seja, normalmente, 90 dias. Dos números apresentados pela PSP ao Hoje Macau, 95,7% dos sancionados eram provenientes da China. A PSP não divulga os valores das multas, mas mostra, por exemplo, que 11 219 não-residentes ainda violaram a segunda autorização de estadia – de 180 dias -, durante os anos de 2011 e 2012. Destes, foi também do continente chinês que vieram mais incumpridores – 65% do total. A PSP não especifica quais as razões por que foi considerado que estes não-residentes excederam o período de autorização. De acordo com dados dos Censos de 2011, havia em Macau um total de 67248 não-residentes, que se dividiam entre trabalhadores e estudantes. Se tivermos em conta esses dados e os comparamos com o número de pessoas que excederam o período de autorização em Macau no mesmo ano, verificamos
que 48,5% dos não-residentes de Macau transgrediram a lei. Estes são, contudo, números oficiais, que não contam com os não-residentes turistas que cá chegam diariamente. Há quem, dentro das forças de segurança de Macau, fale em cerca de cem mil não-residentes que excedem o período de autorização de permanência.
Mais multas?
No ano passado, o secretário para a Segurança falou da possibilidade das multas para quem tem excesso de permanência em Macau virem a duplicar ou triplicar. “As multas aplicadas para quem ultrapassa o período de permanência tem vindo a diminuir. De 100 mil patacas passou para 30 mil e temos vindo a acompanhar a evolução para ver se é necessário agravar as multas, por forma a duplicar ou a triplicar o actual valor”, disse na altura da apresentação das Linhas de
Acção Governativa para a tutela da segurança. Cheong Kuok Vá disse ainda que em 80% dos casos as pessoas ficam entre um a sete dias a mais do que o permitido. “Provavelmente gostaram tanto de Macau que optaram por ficar mais dias”, frisou, apontando que Macau tem uma “política folgada” quanto à imigração. “O visto pode ser renovável num período de 20 dias, quando em muitas outras regiões leva 30 ou 90 dias. Macau vive à custa de visitantes e é uma medida mais folgada”. A implementação da política de emissão de vistos individuais para os cidadãos da China continental, resultou num grande volume de turistas provenientes da China continental que vêm a Macau para visitar a cidade e jogar. Além deste visto, há ainda o facto de cada vez mais repatriados chegarem a Macau para trabalhar e o facto de cidadãos de mais de 64 países poderem visitar a RAEM com isenção de visto.
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sociedade
quarta-feira 10.4.2013
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Pesca Ambientalista fala em danos ao ambiente e mau planeamento
Nova zona na Taipa alvo de críticas Há cerca de um mês o IACM inaugurou na Taipa uma nova zona de pesca, mas os utilizadores queixamse de cheias quando chove, enquanto Joe Chan diz que o local não é o ideal porque não há peixes para pescar. O IACM diz que situação das chuvas está controlada Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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o website FishingMacau.com existem residentes que se queixam da nova zona de pesca que o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) inaugurou na Taipa há um mês. Enquanto um utilizador da zona afirma que o Governo não previu a maré alta durante a época das chuvas, e que por isso a plataforma está sempre inundada com água salgada, apontando a falta de função do espaço. Há ainda outro residente que se queixa da falta de utilidade perante os elevados custos do projecto. Ao Hoje Macau, o IACM disse, através do seu assessor de imprensa, que a zona de pesca custou 400 mil patacas e não as 30 milhões de patacas referidos pelo utilizador do website. O IACM também recusa as criticas à baixa utilidade. “Macau tem uma antiga zona de pesca junto à Estrada do Alto de Coloane. O Governo não
P
odem ser até seis os tufões que assolarão Macau este ano. Quem o garantiu foi a Subdirectora Substituta dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG), Leong Ka Cheng, ontem, no final da reunião da estrutura do plano de protecção civil sobre as tempestades tropicais. Na sede da Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), o Gabinete Coordenador de Segurança (GCSeg), os SMG, os Serviços de Saúde (SS) e a Capitania dos Portos (CP) apresentaram a campanha de prevenção para este ano relacionada com aquele fenómeno da natureza. Também foi apresentado um simulacro de tufão “Ngai Tak” que terá lugar amanhã e será realizado, em conjunto, por todas as entidades que fazem parte da estrutura do plano de protecção civil. “Este ano
teve falta de prevenção face à chuva e a entrada de água, porque já tinha construído uma plataforma para a maré alta. O projecto é forte e pode manter-se em situações de tufão.”
Joe Chan critica local escolhido
Do lado do ambientalista Joe Chan, as criticas também existem. Chan considera que o facto do Governo ter optado por construir mais uma zona de pesca é uma boa ideia, para mostrar a diversidade de culturas, mas que o local não é o melhor. “Como a corrente da água debaixo da ponte Sai Van é muito rápido, os peixes não ficam lá. A situação é melhor na zona da ponte da amizade. A zona de pesca mais ideal seria perto do jardim Hoi Wan (junto à Taipa), porque lá a corrente é mais fraca. Não sei porque o Governo escolheu este lugar. Se considerasse mais junto à ciclovia, ainda fazia sentido, porque até poderia ser uma zona de lazer. Mas
todos os entusiastas da pesca sabem que lá não há peixe.” Joe Chan pede ainda que o Governo possa instalar um aparelho para testar a qualidade da água, por forma a garantir que o peixe pescado possa ser consumido. O ambientalista fala ainda em impactos ambientais negativos. “Os ganchos para apanhar os peixes podem ser consumidos pelos pás-
Não há outros locais
Outros residentes afirmaram no FishingMacau.com que o Governo poderia construir uma zona de pesca no meio do Delta do Rio das Pérolas, junto à zona da Barra. Contudo, o IACM não concorda. “Como o canal não é tão grande, não podemos construir uma ilha só para pescar, porque isso iria impedir os barcos de passarem.” O organismo diz ainda que, devido ao limite das fronteiras do mar, “não é fácil” construir uma zona de pesca. “Outros lugares seriam difíceis para garantir a segurança não só dos amantes da pesca como das pessoas que passam no local. É perigoso quando se atira as canas de pesca, e agora junto aos lagos Nam Van e Sai Van é proibido pescar. Na praia de Hac Sá a situação seria igualmente perigosa, porque se os residentes não possuem instalações de segurança podem cair ao mar.”
Protecção civil Túnel do campus na Ilha Montanha tem saídas de emergência
Quatro a seis tufões este ano Macau vai ter quatro a seis tufões, é normal. Entres eles um ou dois vão ser fortes, e é possível que sejam de sinal oito”, referiu a Subdirectora Substituta dos SMG. “O primeiro tufão vai aparecer no final de Junho e o último vai aparecer no final de Setembro, o primeiro é mais cedo e o último é mais tarde do que no ano passado.”
Ilha da Montanha não foi esquecida
Como o novo campus da Universidade de Macau (UMAC) irá entrar em funcionamento este ano, no próximo ano lectivo,
o plano de contingência também se lembrou do novo túnel para a Ilha da Montanha. “Há diversas saídas de emergência. Se ocorrer algum acidente e o
saros, as redes e linhas de pesca podem ser apanhadas por eles, e já houve casos de mortes de pássaros por causa disso.” Além disso, “as zonas 1 e 2 do mangal estão perto, e o seu desenvolvimento futuro ainda é desconhecido. Espero que o Governo possa vir a ter em consideração esta zona de pesca, para que não se provoquem nenhuns danos ao ambiente”, acrescentou.
túnel não puder ser usado, a saída de emergência pode ser aberta imediatamente. As saídas dão para um cais e existem botes de salvamento”, explicou o
coordenador do GCSeg, Cheang Seng Chio. Cheang Seng Chio lembrou ainda que tanto o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) como os
Serviços de Alfândega (SA) tem instalações no novo campus da UMAC, por isso é uma mais-valia no caso de situações de emergência. O Governo da RAEM e Zhuhai estão a discutir formas conjuntas de abordar os problemas que possam ocorrer na Ilha da Montanha, por forma a que sejam minimizados quaisquer estragos ou situações problemáticas. Assim que o plano for acordado, ocorrerão exercícios no campus da UMAC. O comandante de Acção Conjuta, Ma Io Weng, lembrou ainda o recente problema da gripe das aves. O Chefe-mor disse que se Macau sofrer com o H7N9, os SS vão coordenar cada departamento, monitorizando bombeiros e ambulâncias caso a situação seja muito grave por forma a evitar contágios cruzados. - C.L.
quarta-feira 10.4.2013
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
huen Ka Hung, antigo director dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e actual responsável máximo pelo centro de produtividade e transferência de tecnologia de Macau (CPTTM), quer melhorar os padrões internacionais ao nível da segurança e saúde nas empresas locais. A ideia
Shuen Ka Hung quer promover segurança nas empresas
foi defendida ontem à margem de um seminário sobre o sistema de certificação em saúde e segurança ocupacional. “Uma das nossas funções é promover o reconhecimento do ISO (Organização Internacional para a Padronização), porque o centro de produtividade é o representante para toda a área de Macau. Um dos objectivos do Governo, quando criou este centro, foi ajudar mais as Pequenas e Médias Empresas
(PME), por forma a elevar os níveis de qualidade. Continuamos a fazer esse trabalho e nunca terminamos.” Segundo Shuen Ka Hung, essa é a aposta para o futuro. “Neste momento colocamos mais esforços para ajudar as PME, especialmente na formação dos seus funcionários e para fazer com que tenham padrões de qualidade mais elevados. Tudo para que o seu produto, a ser fabricado em Macau, consiga ir para fora e testado nos laboratórios, para que possam ter certificados de qualidade”, acrescentou. Desde 1996 que o CPTTM aplica um pacote de apoios financeiros a PME que apresentem candidaturas para ter acesso a estes padrões de certificação, que varia entre as 10 e 40 milhões de patacas, consoante os pedidos. Até Março último, 300 empresas locais já tinham a sua certifi-
tiago alcântara
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Educação Infantil Inscrições para a 3ª edição do Projecto Pedagógico acabam a 19 de Abril
Campus verde na escola T
razer às escolas uma atmosfera mais verde. Este é o desafio lançado pela Direcção dos Serviços de Educação Ambiental (DSPA) com o Prémio Projecto Pedagógico de Educação Ambiental. Nesta terceira edição o tema é “Ideias para aprender a viver com baixo carbono. Promoção das Eco-escolas”, sob o qual os alunos das escolas primárias e secundárias devem apresentar trabalhos até 19 de Abril. A
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PME’s 200 certificadas a nível internacional desde 1996
hoje macau
O centro de produtividade e transferência de tecnologia promoveu ontem um seminário sobre sistema de certificação em saúde e segurança ocupacional para empresas da área da construção. O seu director, antigo máximo da DSAL, quer promover maior segurança e formação nas PME
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sociedade
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ideia é trazer um conhecimento mais diversificado às escolas por meio de um tema que não é alheio a ninguém: a protecção do ambiente. Nas edições anteriores reuniram-se projectos únicos e inovadores, revela a DSPA, que melhor se adeqúem à situação prática do ensino local, sensibilizando os agentes da escola para o ensino ambiental. Os alvos desta iniciativa são, essencialmente alunos
do ensino pré-escolar e básico (até ao 6.º ano) no primeiro grupo, e básico e secundário (7.º ao 12.º ano) no segundo grupo. O conteúdo - a protecção ambiental - poderá ser integrado nas disciplinas do ensino regular. O programa foi lançado em Fevereiro pela DSPA, em conjunto com os Serviços de Educação, Associação de Educação de Macau, entre escolas e universidades de Macau. - R.M.R.
cação ISO, sendo que do sector da construção serão cerca de 27.
Mais formação precisa-se
Shuen Ka Hung acredita que muitas PME ainda necessitam de formação. “A maioria é composta por poucas pessoas, normalmente são um casal e um ou dois empregados. Mas a formação depende se eles querem mudar a sua empresa ou não. E se quiserem, nós (CPTTM) iremos ajudá-los e providenciar ferramentas
para que possam resolver os seus problemas”, disse ao Hoje Macau. Quanto ao balanço da sua nova posição, mais de um ano depois de ter saído da DSAL, é positivo. “É uma nova tarefa. O Governo pediu-me para desempenhar uma nova tarefa, e neste momento a minha mente está focada em como desenvolver novas tecnologias e ajudar as PME e os seus empregados. Na DSAL tinha novos projectos e aqui também tenho novos projectos.”
Salário mínimo sem comentários Uma das grandes medidas que Shuen Ka Hung deixou por concretizar enquanto director da DSAL foi a implementação de um salário mínimo, algo que está neste momento em discussão. O Hoje Macau pediu um comentário, mas o actual director do CPTTM resolveu brincar com a situação. “O salário dos nossos funcionários já estão calculados segundo o índice do Governo e já ultrapassamos a linha do salário mínimo. Penso que a nossa equipa não tem qualquer problema com o salário mínimo. Já não tenho qualquer posição na DSAL e por isso não tenho qualquer comentário a fazer, não é da minha responsabilidade.”
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nacional
Navios chineses junto às ilhas disputadas com o Japão
Três navios chineses foram hoje detectados juntos às águas territoriais das ilhas Diaoyu/Senkaku, disputadas entre a China e o Japão, mas controladas pelos nipónicos. Os três navios patrulha da China foram localizados na fronteira das 12 milhas náuticas das ilhas às quais Pequim chama Diaoyu e Tóquio baptizou de Senkaku. A presença de navios chineses tem sido frequente na zona, nomeadamente depois de Tóquio ter adquirido a um privado parte do arquipélago. O arquipélago das Diaoyu/Senkaku é desabitado, pequeno, mas segundo especialistas alberga enormes reservas de petróleo e gás natural, combustíveis essenciais ao desenvolvimento dos dois países.
Inflação Economia chinesa deverá crescer em 2013
Preços sobem em Março
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Índice de Preços no Consumidor na China cresceu 2,1% em Março, face ao mês homólogo de 2012. Os dados do Gabinete Nacional de Estatísticas, divulgados nesta terça-feira, mostram que os alimentos ficaram 2,7% mais caros. Os preços na produção caíram 1,9%. Os 38 economistas ouvidos pela agência Bloomberg esperavam um crescimento de 2,5% do Índice de Preços no Consumidor depois de um ganho de 3,2% em Fevereiro, altura em que o país celebrou a chegada do Ano da Serpente. Para 2013, o governo chinês espera manter a inflação nos 3,5%, acima da média de 2,6% verificada o ano passado. A segunda maior economia do mundo tem mostrado sinais de recuperação e encerrou o último trimestre de 2012 a crescer 7,9%. As previsões do Fundo Monetário Internacional apontam para uma subida do PIB chinês de mais de 8% este ano. No Japão, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio encerrou a cair 0,24 pontos, atingindo os 13.192,65 pontos. Já o Topix, que agrega os valores das 1600 maiores empresas cotadas em bolsa, fechou a sessão a descer 0,30 pontos, fixando-se nos 1102,04 pontos.
Bill Gates sublinha trabalho feito na luta contra a sida e tuberculose
Na China, o Presidente do país recebeu a directora do Fundo Monetário Internacional e Bill Gates, no último dia do Fórum conhecido como o “Davos Asiático”, que reuniu cerca de dois mil participantes, entre políticos, empresários ou académicos, na ilha de Hainan. Os participantes discutiram o desenvolvimento da economia asiática e o cenário internacional. Christine Lagarde participou pela primeira vez no fórum. A directora do FMI fez um balanço positivo do encontro com o Presidente chinês. Já Bill Gates sublinhou o trabalho que tem feito no país, nomeadamente no que diz respeito à luta contra a sida e tuberculose.
Austrália e China acordaram conversão directa das suas moedas
A Austrália e a China acordaram a conversão directa das suas moedas a partir de hoje, 10 de Abril, o que irá reduzir os custos das transacções comerciais entre os dois países, revelou a chefe do Governo de Camberra, Julia Gillard. A divisa australiana será a terceira do mundo que será convertida directamente face ao yuan chinês (ou renmimbi) depois de medida idêntica do dólar norte-americano e do iene japonês, assinalou Julia Gillard numa conferência de imprensa em Xangai. O acordo, que será anunciado formalmente na terça-feira irá evitar que as empresas australianas e chinesas tenham, primeiro, de converter as suas trocas em dólares norte-americanos. A conversão directa das divisas supõe “uma grande vantagem para a Austrália, não só para as grandes empresas, mas também para as pequenas e médias empresas”, assinalou Julia Gillard. Inicialmente a ANZ e a Westpac serão as primeiras instituições financeiras do país oceânico que terão licenças bancárias para realizar operações na China, o principal parceiro comercial da Austrália. Julia Gillard, que se encontra numa visita de seis dias à China estará amanhã na capital chinesa onde tem agendado um encontro como o seu homólogo Li Keqiang e onde serão abordados assuntos económicos.
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H7N9 Morre a sétima vítima e número de contagiados sobe para 24
Doença prolifera devagar
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m homem de 64 anos morreu nesta segunda-feira em decorrência do novo tipo de vírus de gripe das aves H7N9 em Xangai, a sétima vítima morta nesse surto no país onde o número de contágios subiu para 24 em oito dias, informou a agência oficial Xinhua. A nova vítima, com sobrenome He, morreu num hospital da metrópole chinesa no domingo e teve a doença diagnosticada somente depois de morto. Além desse caso, as autoridades locais informaram durante esta segunda-feira sobre outras três pessoas contagiadas, uma na província de Anhui e dois na de Jiangsu, ambas no leste da China. O morador de Anhui é um açougueiro e vendedor de frangos de 55 anos que vive na cidade de Bozhou e se encontra
estabilizado, enquanto os dois casos de Jiangsu - um homem de 85 anos e uma mulher de 25 estão em condições “críticas”. Os Governos das províncias de Xangai e Jiangsu - as mais afectadas pelo surto - de-
talharam que foram realizados testes às pessoas que estiveram em contacto com os novos doentes e que, por enquanto, “não se acharam sinais de infecção”. Foi nessa costa da China
que se detectaram até o momento todos os contágios e as mortes, sendo a metrópole de Xangai a mais afectada pelo vírus. Concretamente, às 18h desta segunda-feira, a China informou oficialmente de um total de 24 casos da gripe H7N9, divididos entre Xangai (11), Jiangsu (8), Zhejiang (3) e Anhui (2). O contágio registado nesta última província estende a zona afectada pelo vírus cerca de 600 quilómetros ao noroeste de Xangai. Quanto aos mortos, cinco são de Xangai e os outros dois, de Zhejiang. Outras regiões do país, como Hong Kong e Taiwan, reforçaram as medidas de prevenção e estão a praticar exames em pacientes “suspeitos” de ter contraído o H7N9 - que por enquanto só tiveram resultados negativos.
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região
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Economia China espera mais disputas comerciais
Estimular importações
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China espera que os conflitos comerciais aumentem, especialmente com as economias emergentes, possivelmente prejudicando as exportações e minando a estabilidade comercial global, e irá estimular as importações provenientes destes países para aliviar a pressão, disse uma autoridade do Ministério do Comércio chinês. Song Heping, autoridade de investigação comercial, disse que um rápido aumento nas disputas com as economias emergentes apresenta uma ameaça para a segunda maior economia do mundo, que tenta diversificar os seus mercados externos para estabilizar o crescimento das exportações. “Nós precisamos tomar isso como uma tarefa mais longa e árdua para lidar com os crescentes conflitos de comércio global no futuro, especialmente considerando os casos crescentes dos países emergentes”, Heping afirmou em entrevista colectiva nesta segunda-feira. O Ministério do Comércio havia prometido divulgar novas medidas para impulsionar as importações, em consonância com a meta de longo prazo
de Pequim de equilibrar a sua estrutura de comércio e buscar mais crescimento sustentável, ao direccionar a economia para o consumo doméstico. No primeiro trimestre deste ano, a China recebeu 22 pedidos de investigações comerciais provenientes de 12 países, com a quantidade envolvida totalizando 7,5 mil milhões de patacas, de acordo com dados divulgados no comunicado de Heping. Em 2012, 21 países abriram um total de 77 pedidos de investigações comerciais contra a China, com a quantidade envolvida somando aproximadamente 217 mil milhões de patacas, acima dos 69 casos e 46,2 mil milhões de patacas de 2011. A China também fez um apelo para os seus parceiros de comércio serem mais cautelosos em adoptar medidas comerciais e para aumentar a comunicação para resolver disputas. “Estamos dispostos em melhorar as negociações e comunicações com os países relacionados para resolver questões comerciais de um modo construtivo”, disse na mesma entrevista Yao Jian, um porta-voz do Ministério do Comércio.
Coreias EUA saúdam esforços da Rússia e China para atenuar crise
Os aliados inesperados A
Casa Branca saudou ontem os esforços da Rússia e da China para atenuar a crise com a Coreia do Norte, depois de insistir com as duas nações para que usassem a sua influência para mudar o comportamento de Pyongyang. “Saudamos os esforços de Pequim e de Moscovo para incentivar Pyongyang a abster-se da retórica provocadora e das ameaças”, disse hoje o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. O porta-voz acrescentou ainda que os Estados Unidos vão continuar a trabalhar com os parceiros chineses, russos e outros para conseguir que a Coreia do Norte cumpra com suas obrigações internacionais. Os Estados Unidos pediram na semana passada à China e à Rússia para usarem a sua influência para pôr fim a uma série de acções e declarações agressivas da Coreia do Norte. Na sexta-feira, de acordo com uma notícia do jornal americano New York Times, Washington
tinha pressionado o novo Presidente da China para acabar com o regime norte-coreano ou enfrentar um aumento da presença dos militares dos Estados Unidos na região. O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou que qualquer conflito na Coreia seria pior do que o desastre nuclear dos anos 80 em Chernobyl, tendo hoje elogiado o adiamento pelos Estados Unidos de um ensaio de míssil como um gesto de apaziguamento “muito importante” em relação à Coreia do Norte. Os Estados Unidos anunciaram o adiamento do ensaio de um míssil balístico intercontinental com capacidade nuclear, previsto para esta semana na base aérea de Vandenberg, na Califórnia, depois de Pyongyang ter preparado dois mísseis com capacidade para atingir território norte-americano. Nas últimas semanas, a Coreia do Norte multiplicou as ameaças em resposta a um novo
conjunto de sanções adoptado pela ONU depois de um novo ensaio nuclear norte-coreano no início de Fevereiro e de manobras militares conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
Coreia do Norte avisa estrangeiros
A Coreia do Norte recomendou hoje aos estrangeiros que vivem na Coreia do Sul que tenham planos de evacuação, informou a agência estatal de Pyongyang, a KCNA. A advertência foi feita pelo porta-voz do Comité da Paz da Ásia-Pacífico da Coreia do Norte que assegurou que o regime “não Quer ver os estrangeiros a serem afectados se estala ruma guerra”. O regime de Kim Jong-un já tinha aconselhado o pessoal das embaixadas na sua capital a abandonarem o país antes de dia 10 de abril sob o argumento de uma suposta guerra para breve, em mais uma etapa da tensão regional.
Seul alerta Pyongyang que encerrar parque de Kaesong afasta investidores A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, advertiu ontem que “ninguém quererá investir” na Coreia do Norte se encerrar o complexo industrial inter-coreano de Kaesong, cujas operações estão paradas depois de Pyongyang ter retirado os seus trabalhadores. “Se a Coreia do Norte viola deste modo as normas e compromissos internacionais, não haverá países ou empresas que invistam” no país, assinalou Park Geun-hye durante uma reunião do Seu gabinete onde classificou de “muito decepcionante” a decisão norte-coreana de retirar os 54.000 trabalhadores de Kaesong. As operações do único projecto económico inter-coreano em vigor foram suspensas depois dos trabalhadores da Coreia do Norte não se terem apresentado ao trabalho, um dia depois de Pyongyang ter anunciado que a retirada dos operários e a
suspensão temporária das actividades no parque industrial. “Durante quanto tempo vamos assistir a este interminável círculo vicioso de promover crises antes de assumir compromissos em troca de ajuda?”, questionou a presidente da Coreia do Sul, manifestando assim a sua adesão à hipóteses generalizada de que a Coreia do Norte utiliza a tensão como estratégia política para ganhar concessões. Por outro lado, os dirigentes das empresas sul-coreanas que operam em Kaesong manifestaram a sua vontade de enviar uma delegação privada à Coreia do Norte para tentar resolver a crise e mostraram-se partidários numa solução através do diálogo. No parque industrial de Kaesong, inaugurado em 2004, operam 123 empresas da Coreia do Sul que contrataram 54.000 trabalhadores da Coreia do Norte.
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margaret thatcher
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Acordo com Deng Xiaoping, em 1984, mantém-se vivo na memória
“Dama de Ferro” lembrada na imprensa N Um artigo assinado por Te-Ping Chen, no blogue “China realtime report”, com a chancela do Wall Street Journal, faz referência à morte da mais icónica primeiraministra do Reino Unido, que faleceu aos 87 anos. Entre boas recordações e acusações de que Thatcher não soube cuidar dos destinos de Hong Kong, saiba como os jornais da região lembraram a líder do Partido Conservador inglês
o Reino Unido a morte da primeira-ministra Margaret Thatcher lançou um misto de reacções. Por entre os elogios e as recordações de uma forte personalidade e de um talento nato para a politica, a morte de Thatcher também gerou protestos por entre o sector mineiro e não só: foi entregue uma garrafa de leite à porta de sua casa, a lembrar o corte de distribuição de leite escolar no tempo em que era ministra das finanças. Em Hong Kong as reacções foram menos explosivas, mas existiram. Um artigo assinado por Te-Ping Chen, com a contribuição de Chester Yung, dá conta que a ligação politica com a China, face a Hong Kong, acabou por ser um dos grandes momentos da sua carreira. Em 1984, e depois de muitas conversações que duravam desde 1982, Margaret Thatcher assinou a Declaração Conjunta Sino-Britânica com o primeiro-ministro chinês Deng Xiaoping. Esta é, segundo o artigo, uma das grandes memórias dos residentes da região vizinha, que nem sempre tem as melhores relações com Pequim. De acordo com o texto, publicado num blogue especializado com a chancela do Wall Street Journal, Thatcher esperava, a seguir à assinatura da Declaração Conjunta, que os britânicos poderiam continuar a administrar a região depois do regresso à soberania chinesa, mas tal não aconteceu. Pequim acabaria por deixar claro que a região iria continuar a manter um elevado grau de autonomia em termos políticos e económicos, durante um período de 50 anos, tal como aconteceu com Macau. “Podemos afirmar que ela estabeleceu o seu maior compromisso nesta questão, enquanto primeira-ministra”, podia ler-se num editorial do jornal Global Times, na sua edição de ontem. Muitas outras publicações acabariam por recordar Thatcher com imagens de rosas brancas, crisântemos e lírios, sinónimo de luto na cultura chinesa. Desde o regresso de Hong Kong à China, em 1997, a identidade da região mudou, principalmente graças à chegada de milhões de turistas oriundos do continente para fazer compras num dos grandes centros económicos e financeiros da Ásia. É polémica a questão de muitas mães chinesas escolherem as maternidades de Hong Kong para darem à luz, tentando escapar à rígida politica do filho único.
Como os locais se recordam de Thatcher
Para muitos moradores de Hong Kong, a principal lembrança que
guardam da primeira-ministra britânica é a de uma mulher de pulso firme vestida de azul e a cair à saída do Palácio do Povo, em Pequim, no ano de 1982. Essa imagem acabaria por ser muito transmitida em Hong Kong e que foi recordada pelos jornais de ontem. Mais tarde, Thatcher viria a elogiar o “brilho” do seu parceiro Deng Xiaoping. Muitos activistas pró-democracia de Hong Kong afirmam que as acções de Thatcher foram fundamentais para o legado deixado. Mas há críticas. Emily Lau, antigo jornalista e actual deputado do partido democrata, lembrou a fase da
Jornais chineses ta
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“O fi
m jornal oficial chinês des creveu hoje a morte da an tiga primeira-ministra britânica Margaret Thatcher como “o fim de uma era”, afirmando que “devido ao declínio da Europa” os actuais lideres europeus “não podem assumir uma postura de ferro”. “Depois de Thatcher cessar funções, não houve nenhum ‘homem de ferro ou ‘dama de ferro’ (…) A evolução da cultura eleitoral europeia faz políticos fracos na resolução de problemas internos”, diz o Globa Times, jornal de língua inglesa do grupo Diário do Povo, o órgão cen tral do Partido Comunista Chinês Num editorial dedicado a Thatcher, o jornal realça que a assinatura da Declaração Conjunta Sino-Britânica sobre Hong Kong em 1984, foi “o maior compro misso feito” pela antiga primeira -ministra britânica. Durante as negociações entre os dois países, “muitas pessoas no
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a de Hong Kong entrega da região a Pequim, em que afirmou se o facto da entrega de seis milhões de residentes “às mãos de uma ditadura comunista” poderia ser algo defendido em termos morais. Thatcher frisou que a maioria aceitou o acordo, e que Lau talvez fosse “a excepção à regra”. “Isso marcou um capitulo de muita desonra para o Império Britânico”, frisou Emily Lau na edição de ontem do South China Morning Post, onde acrescenta que Thatcher “não soube cuidar bem do bem-estar do povo de Hong Kong”. Martin Lee, antigo deputado de Hong Kong e um dos mais conhecidos pró-democratas, afirmou
que esses anos foram os maiores em termos de optimismo sobre o futuro politico da região. Neste ponto, Lee diz que se Hong Kong vai ou não conseguir eleger os seus líderes políticos sem a interferência de Pequim, não se sabe. Trata-se de uma “questão em aberto”. Mas na época “a senhora Thatcher não era a única a acreditar que Hong Kong teria uma boa oportunidade para a auto-determinação”. Martin Lee recorda ainda os períodos pré-transferência, em que parecia que a primeira-ministra se parecia “genuinamente preocupada” com o futuro da região asiática. “Eram tempos diferentes. Todos nós pensávamos que tínhamos acabado de esperar dez anos e que, de seguida, teríamos a democracia.” Na véspera da entrega final, em 1997, Thatcher revelou-se muito optimista numa entrevista, onde afirmou esperar que Hong Kong poderia, um dia, ser um modelo para toda a China. “O povo chinês vai chegar a Hong Kong, e vão ver e dizer porque é diferente, e qual é a diferença? São as mesmas pessoas, os mesmos talentos, mas aqui há um Estado de Direito fundado com a crença de que imposta a vida pessoal de cada pessoa. Hong Kong é o carro patrulha da China, mostra o que as pessoas podem fazer”, disse na altura.
ambém comentam morte da “Dama de Ferro”
fim de uma era”
a e o s s o o’ o z e al o ns. a a a g, -
e o
Reino Unido defenderam uma postura dura face à China”, mas “Thatcher conseguiu compreender que a China não é a Argentina e Hong Kong não é como as Falklands”, afirma o Global Times, considerado um porta-voz do nacionalismo chinês. De acordo com a referida Declaração Conjunta, Hong Kong foi integrado na Republica Popular da China em Julho de 1997, com o estatuto de Região Administrativa Especial e segundo a fórmula “um país, dois sistemas”, que permite a manutenção do capitalismo e do “modo de vida” existentes anteriormente naquela antiga colónia britânica. Margaret Thatcher, primeira-ministra britânica entre 1979 e 1990, morreu na segunda-feira em Londres, com 87 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral. A sua morte é também notícia de primeira página no jornal Chi-
na Daily, com o título “Thatcher ajudou a impulsionar os laços com a China”. Thatcher foi a primeira chefe do Governo britânico recebida em Pequim, em Setembro de 1982, quando se encontrou com o “arquitecto-chefe da política de Reforma Económica e Abertura ao Exterior”, Deng Xiaoping. “Em vez da confrontação, ela apelou ao diálogo para resolver a questão de Hong Kong, mostrando a sua visão de político fora de série”, disse um especialista de assuntos europeus da Academia Chinesa de Ciências Sociais, Tian Dewen, citado pelo China Daily. O princípio “um pais, dois sistemas”, lançado no início da década de 1980 para promover a “reunificação pacífica” com Taiwan, vigora também em Macau, desde a transferência do Governo do território para a China, em Dezembro de 1999.
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vida
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Anatomia Mulheres sentem-se mais atraídas por homens com pénis grandes
David de Michelangelo é que não
O
tamanho do pénis é uma característica anatómica do homem que contribui para atracção sexual da mulher e poderá ter tido importância na sua evolução. As mulheres sentem-se mais atraídas por homens com pénis grande, revela um artigo publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the Natural Academy
of Sciences dos Estados Unidos. “Desde há muito tempo que este tema entusiasma a imaginação do público”, diz o biólogo Michael Jennions, da Universidade Nacional Australiana, em Camberra, que liderou o estudo. “Se olharmos para as revistas que estão nos quiosques, muitas vezes há artigos com títulos como ‘Será que o tamanho do pénis é importante?’”, destaca o
cientista, citado pela agência AFP, explicando que a equipa tentou abordar o tema do ponto de vista científico. “Os biólogos acreditam que, antes, quando o homem moderno não utilizava roupa, as mulheres utilizavam o tamanho do pénis como um dos factores para escolher o melhor parceiro para a reprodução, mas pouco foi feito
para testar esta hipótese”, explica o cientista. Esta hipótese obriga a considerar que, ao longo da evolução, se escolheram homens com pénis maiores. A equipa australiana tentou avaliar este factor, mas num contexto mais alargado do corpo masculino. Os cientistas tiveram em conta a altura do homem e a largura dos ombros em relação à
Fukushima Está a sair água radioactiva de um dos tanques
Japão exige respostas rápidas A
entidade reguladora para a energia nuclear no Japão quer ver rapidamente esclarecidas as fugas de água radioactiva detectadas na central de Fukushima na semana passada. Cerca de 120 toneladas de água contaminada vazaram de um tanque subterrâneo de armazenamento entre quarta e sexta-feira passada. No domingo, uma nova fuga – bem menor, de três litros – foi identificada noutro tanque.
Responsáveis da Tepco, a operadora da central de Fukushima, foram chamados à Autoridade Reguladora da Energia Nuclear esta segunda-feira, sendo-lhes exigido que identifiquem a causa das fugas, quantifiquem o seu impacto e revejam todo o sistema de armazenamento de água contaminada. A entidade reguladora está a considerar as fugas como uma situação grave, segundo um dos seus membros, Toyoshi Fuketa,
citado pela rede japonesa de televisão NHK. A Tepco já veio dizer, esta segunda-feira, que não foram identificadas variações nos níveis de radiação nas zonas próximas dos tanques e que não foram encontradas novas fugas. Este é mais um tropeço no difícil caminho para a regularização da situação de Fukushima, palco, há dois anos, do maior acidente nuclear desde Tchernobil, em 1986. Afectada pelo sismo e
tsunami de Março de 2011, a central enfrentou problemas catastróficos em quatro dos seus seis reactores, incluindo duas explosões, fusão do combustível nuclear e libertação de material radioactivo. No mês passado, a central registou falhas no sistema de arrefecimento das piscinas onde estão depositadas barras de combustível, que deixaram de funcionar durante um dia, devido a um curto-circuito provocado por um rato.
largura da cintura. Deste modo, construíram várias figuras, anatomicamente perfeitas de homens. Iam variando o tamanho do pénis flácido, entre 5 e 13 centímetros de comprimento com diâmetro proporcional; a altura, entre 1,63 e 1,87 metros; e a largura dos ombros. Ao todo, foram produzidas 343 figuras diferentes. Depois, 105 mulheres heterossexuais, com uma idade média de 26 anos, participaram no estudo: observaram 53 das 343 figuras masculinas em tamanho real, escolhidas à sorte, e atribuíram a cada uma delas valores de um a sete, consoante o grau de atracção que sentiam. As participantes só sabiam que estavam a entrar num estudo sobre atracção sexual genérica, não tinham conhecimento de que o objectivo era avaliar se o tamanho do pénis influenciava a atracção que as mulheres têm pelos homens. Estudos anteriores já tinham mostrado que as mulheres preferem homens altos e com os ombros largos. O novo trabalho revelou que o tamanho do pénis também é importante para a atracção sexual, e confirmou que elas preferem homens mais altos e espadaúdos. Apesar de os pénis maiores corresponderem a uma maior atracção, o aumento de atracção já não é tão acentuado a partir dos 7,6 centímetros de comprimento quando não está erecto. Mais, os cientistas verificaram que a atracção pelo tamanho do pénis dependia do resto do corpo masculino. “Se um homem tiver um corpo pequeno em forma de pêra [com a cintura mais larga do que os os ombros], um pénis grande não vai aumentar o seu sex appeal”, diz ainda Brian Mautz, co-autor do artigo. Por outro lado, os pénis grandes provocavam maior atracção numa figura masculina mais alta ou com os ombros maiores. “Os nossos resultados apoiam a hipótese de que a escolha sexual das mulheres levou à evolução de pénis maiores nos humanos”, conclui o artigo.
quarta-feira 10.4.2013
Tiago Quadros
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N
um crescendo que se anuncia até a inauguração da Feira de Arte de Hong Kong, o panorama artístico da vizinha Hong Kong tem se mostrado em grande actividade nos últimos meses. A arte, continua a ser, ao que parece, um grande negócio. Um número considerável de certames ligados à arte têm inevitavelmente crescido, incluindo o recentemente anunciado Affordable Art Fair, o Hotel Art Fair, bem como o the Asia Contemporary Art Show, que também terá lugar em Maio próximo. De certo modo, Hong Kong assumiu-se como uma das melhores cidades no mundo para se comprar e vender arte contemporânea. A seguir a 2008, as vendas em leilão continuaram muito fortes, com vários artistas chineses a atingirem preços absolutamente inimagináveis, incluindo Zhang Xiaogang e Zeng Fangzhi, que figuram entre os dez artistas vivos, a atingirem valores superiores a 10 milhões de dólares americanos por obra em leilão. De acordo com a revista Artprice, “desde 2011, 45% das receitas dos leilões de arte contemporânea em todo o mundo foram alcançados na Ásia... uma grande parte destas vendas foram efectuadas em Pequim e Hong Kong (76%)”. Hong Kong, afirma o relatório, contribui para a Christie’s com mais de 21% das suas vendas de arte contemporânea, enquanto que para a concorrente Sotheby’s o valor se cifra nos 29%. Actualmente, Hong Kong é o terceiro maior mercado em vendas por leilão, a seguir a Nova Iorque e Londres. Com efeito, o mercado secundário não mostra sinais de abrandar. Várias novas leiloeiras estão a surgir, prontas a disputar a sua quota de mercado. A nova galeria da Poly Auction’s abriu recentemente – produzindo exposições, palestras e eventos artísticos. A China Guardian, a mais antiga casa de leilões da China, continua a desenvolver negócios em Hong Kong depois de, no ano passado, ter realizado o primeiro leilão fora do continente. “A história comprova que o mercado cresce mais e mais rápido quando há mais jogadores envolvidos. Saudamos a concorrência na indústria, e pensamos que é um desenvolvimento positivo para o mercado da arte e dos leilões em geral”, explica Francois Curiel, Presidente da Christie’s na Ásia. No entanto, o mercado ainda alimenta a procura de artistas de topo, sendo que a inclusão de artistas locais
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Arte Feiras, Leilões e Transacções
O Maio de Hong Kong por parte das leiloeiras nas suas vendas, tem decorrido a um ritmo muito lento. As duas principais leiloeiras internacionais, a Sotheby’s e a Christie’s fixaram-se em Hong Kong, em 1973 e 1986 respectivamente, e têm desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento do mercado da arte. No entanto, isso fez com que o mercado da arte de Hong Kong se tornasse muito dependente do mercado secundário, em vez de se afirmar de forma mais natural a partir de fontes primárias como galerias e estúdios de artistas. Com a inclusão de mais feiras de arte e galerias no mercado, a tendência dever-se-á alterar. Em 2008, uma das mais prestigiadas galerias internacionais, a Sundaram Tagore, sedeada em Nova Iorque e Los Angeles, abriu a sua filial em Hong Kong. O gesto acabou por assinalar o início do estabelecimento de um conjunto de galerias internacionais em Hong Kong. Os marchands de arte Edouard Malingue e Pascal de Sarthe, fixaram-se em Hong Kong, em 2010. Desde então, tem se assistido a uma proliferação sem precedentes de importantes galerias internacionais como a
White Cube, a Galerie Perrotin, ou a Yallay Space, situada no Wong Chuk Hang. O Pedder Building, edifício icónico de Hong Kong, outrora casa da Shanghai Tang, transformou-se recentemente em seis andares, totalmente renovados, destinados à arte. A Ben Brown Gallery foi a primeira a fixar-se no novo ‘cluster’, em 2009, enquanto que a Gagosian ocupou o piso superior em 2011, provocando um inevitável efeito dominó de espaços dedicados à arte. Actualmente, estão também no Pedder Building, a Simon Lee, Pearl Lam, a Hanart TZ e a recém-inaugurada Lehmann Maupin, que encomendou o projecto de arquitectura a Rem Koolhaas. Para o fundador David Maupin, o estabelecimento em Hong Kong foi um passo lógico. “Eu estava a viajar para a Ásia todos os meses. Era muito. Concluí rapidamente que seria óptimo poder consolidar uma presença mais permanente. Quando se tem uma galeria ou um escritório, estamos forçados a confrontar o lugar e a região em tempo real e a elevar os nossos relacionamentos a um outro nível.”
A Platform China, que desde 2005 se tem mostrado muito activa na cena artística de Pequim, também abriu uma galeria em Hong Kong. De acordo com Claudia Albertini, directora da galeria, a decisão de abrir um espaço em Hong Kong, prendeu-se “com o objectivo de querermos expandir a nossa plataforma para uma mais central e internacional, oferecendo aos nossos artistas um outro tipo de visibilidade. O mercado de arte de Hong Kong está em franca expansão e nós não podíamos ser indiferentes ao facto.” No entanto, Albertini acredita que a cultura do coleccionador está ainda em desenvolvimento em Hong Kong, acrescentando que “vai demorar algum tempo até Hong Kong sedimentar a sua força. Isto porque, o mercado de arte em Hong Kong é ainda bastante influenciado pelo continente, que pode sempre exercer a sua influência de um modo positivo ou negativo.” Maio está a chegar e Hong Kong espera-nos com tudo o que tem para nos oferecer. Entre feiras e leilões, o mês promete ser agitado. Esperemos pelas transacções.
Escultura “Angel and Faith” no Creative Macau
“Angel and Faith” de Tong Chong, está patente ao público, no Creative Macau, até ao próximo dia 13 de Abril. “Angel and Faith” é a segunda exposição individual de Tong Chong depois de, em 2007, o artista de Macau ter apresentado o seu trabalho em Xangai. As esculturas agora apresentadas são o resultado de um trabalho que procura conjugar linguagens antigas e tradicionais com processos plásticos mais contemporâneos. O resultado apresentado envolve um conjunto de abordagens reflexivas mas muito relacionadas com o acto de construir como acto de pensar o objecto. Nesse sentido, o artista confundese com o artesão, a obra com a vida. Tong Chong é um jovem artista com várias exposições realizadas em Macau e no estrangeiro. A par do seu tabalho enquanto artista, tem também desenvolvido alguns projectos como curador, colaborando com artistas de Macau e da China. - T.Q.
Arte “Resistencia y Tradición” em Sevilha
“Resistencia y Tradición” é uma oportunidade para ver de perto o trabalho de Ai Weiwei (Pequim, 1957). A exposição, recentemente inaugurada no Centro Andaluz de Arte Contemporânea, em Sevilha, mostra 15 trabalhos do artista chinês, na sua maioria instalações que têm a cerâmica por base. Dizem os comissários, Luisa Espino e Juan Antonio Álvarez Reyes, que a obra do artista recorre à tradição cultural chinesa e também do Ocidente para depois a subverter, transformando-a num instrumento de resistência política e numa crítica mordaz à forma como se vive hoje no seu país.No antigo mosteiro em que o centro andaluz se instalou é possível ver até 23 de Junho obras como Sunflower Seeds (2009) - instalação que pertence ao universo da que o artista levou à Tate Modern de Londres em 2010, cobrindo o chão da gigantesca Sala das Turbinas com milhões de sementes de girassol em porcelana -; Descending Light (2007), um enorme candelabro com anéis concêntricos cobertos de pequenas contas de cristal vermelho-China; e Ghost Gu Coming Down the Mountain (2005), colaboração de Ai Weiwei com o romeno Serge Spitzer que consiste em 96 vasos de porcelana inspirados numa peça de cerâmica de meados do século XIV, vendida em leilão há oito anos. Em todos (ou quase todos) os seus trabalhos expostos em Sevilha há uma referência à China em constante mudança, que escolheu trocar tradições milenares pela hiper-industrialização, transformando-se na fábrica do mundo. Em todos (ou quase todos) há uma crítica implícita à imposição de um padrão cultural e civilizacional que é contrário à liberdade de expressão e que quer reprimir qualquer expressão da diferença. - T.Q.
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Literatura Corpo de Pablo Neruda foi exumado
Morreu de cancro ou foi envenenado?
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seu amigo Salvador Allende, Presidente do Chile, matou-se com uma espingarda, quando o golpe militar de Augusto Pinochet o depôs. Dias depois, também Pablo Neruda morria, a dúvida agora é como. Quase 40 anos depois de Pablo Neruda ter morrido, a 23 de Setembro de 1973, o que podem as ciências forenses dizer sobre a sua morte? Até que ponto a exumação dos restos mortais, concluída ontem, permitirá esclarecer se o escritor chileno, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura de 1971, morreu de cancro ou foi envenenado? Pablo Neruda estava sepultado no jardim da sua casa-museu, com vista para o Pacífico, na localidade de Isla Negra, 120 quilómetros a norte de Santiago do Chile. Os restos mortais já seguiram até Santiago, para instalações do Serviço Médico-Legal do Chile. A partir de agora seguir-se-á uma série de exames, para procurar esclarecer se morreu de cancro da próstata, como refere a versão oficial na certidão de óbito, aceite pela família. Ou se foi envenenado, através de uma injecção letal, como defende o motorista do escritor nos seus últimos tempos de vida, Manuel Araya, cujo relato originou esta investigação. Neruda morreu apenas 12 dias após o golpe mili-
tar que depôs o Presidente Salvador Allende, de quem era amigo, e que levou ao poder Augusto Pinochet durante uma ditadura até 1990. Tinha 69 anos. Aliás, Allende tinha-se suicidado a 11 de Setembro de 1973, pondo uma Kalashnikov debaixo do queixo e premindo o gatilho - facto confirmado em 2011 por uma equipa forense internacional, que exumou os seus restos mortais e pôs assim fim a anos de especulações sobre se o Presidente chileno se tinha matado ou sido morto pelas forças de Pinochet -, quando as forças do golpe militar cercaram o palácio presidencial. Quatro dias antes da morte de Neruda, a 19 de Setembro de 1973, o escritor deu entrada na clínica de Santa María, em Santiago, e foi de lá que o motorista diz que recebeu um telefonema
dele. Para o dia seguinte, 24 de Setembro, Neruda tinha programada a viagem em que se exilaria no México. Por isso, o motorista e a terceira mulher de Neruda, Matilde Urritia, foram a Isla Negra buscar roupas, livros, dinheiro e o manuscrito da autobiografia Confesso que Vivi. “Na manhã de 23 de Setembro, Matilde e eu fomos a Isla Negra buscar os seus pertences. Enquanto lá estávamos, recebemos um telefonema de Neruda na clínica. Ele disse: “Venham depressa. Quando estava a dormir, um médico veio e deu-me uma injecção no estômago””, recorda o motorista, citado pela BBC online, acrescentando que Neruda morreu por volta das 11 da noite desse dia. “Estou com muitas dores e a arder de febre”, terá ainda dito Neruda segundo Manuel Araya, agora citado
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE SOLOS, OBRAS PÚBLICAS E TRANSPORTES Anúncio Faz-se saber que em relação ao concurso público para a execução da empreitada de “Obra de Remodelação do Centro Juvenil de Divulgação Jurídica da DSAJ”, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n° 13, II Série, de 27 de Março de 2013, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2° do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente no Departamento de Edificações Públicas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, n°33, 17° andar, Macau. Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, aos 03 de Abril de 2013. O Director dos Serviços, Jaime Roberto Carion
pelo jornal britânico The Independent.
Denúncia de homícidio
Na sequência deste testemunho, o Partido Comunista do Chile apresentou uma denúncia de homicídio e o juiz Mario Carroza abriu, em 2011, uma investigação. Em Março deste ano, ordenou a exumação dos restos mortais do escritor e poeta, que, no início da década de 1970, foi também embaixador em Paris. Além dos turistas, presença habitual na casa-museu de Neruda em Isla Negra, o local recebeu a visita do juiz Mario Carroza, do director do Serviço Médico-Legal do Chile, Patricio Bustos, das equipas forenses, incluindo peritos estrangeiros. As atenções dos peritos irão agora concentrar-se principalmente em duas coisas nos ossos, para tentar detectar
sinais do cancro da próstata, e em substâncias tóxicas que teriam sido administradas. “Se o cancro da próstata foi prolongado, podem ver-se sinais de metástases nos ossos. Pode ter provocado alterações nos ossos, que se vêem a olho nu”, explica a antropóloga forense Eugénia Cunha, da Universidade de Coimbra e colaboradora do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF). “Tudo o que é rápido não dá tempo de chegar aos ossos. O sistema ósseo é dos últimos a reagir.” Já detectar sinais de envenenamento nos ossos, através de análises químicas, é bastante mais difícil. Depende se o envenenamento foi lento ou rápido e feito com o quê, diz ainda Eugénia Cunha. Num envenenamento lento, com a administração de uma substância tóxica ao longo do tempo, é susceptível ficarem
vestígios nos ossos - mas “é raríssimo”, é “muito, muito difícil” acontecer. Pode dar-se o caso de ainda restarem tecidos mumificados ou cabelos, e aí poderão levar-se a cabo análises químicas à procura de vestígios de substâncias tóxicas. Só que, como refere o toxicólogo Mário João Dias, director do Departamento de Química e Toxicologia Forenses do INMLCF, antes de mais é preciso saber o que procurar nos materiais que restaram do corpo. “Qualquer análise nesta área, mesmo procurando ser o mais abrangente possível, tem determinadas etapas que partem do pressuposto do que queremos procurar”, diz, explicando que é diferente se essa pesquisa é direccionada para metais, como chumbo ou mercúrio, ou drogas ou pesticidas. Também é diferente procurar substâncias capazes de provocar uma toxicidade aguda ou crónica. Mas, para lá disso, será possível encontrar estas substâncias 40 anos depois? “Depende se são degradáveis ou não”, diz ainda o toxicólogo. Se as substâncias do envenenamento forem comuns no próprio organismo ou na natureza, onde o corpo tem estado em contacto, também pode haver dificuldade em interpretar os resultados. Por isso, há que recolher amostras do solo à volta da sepultura, para ter valores de referência. Os resultados só deverão ser conhecidos daqui a alguns meses.
quarta-feira 10.4.2013
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Música IACM promove Concerto de Verão na praia de Hac-Sá
IACM apresentou ontem, pelas 16h, no Salão Nobre das suas instalações, o programa das actividades que vão ter lugar no feriado de 1 de Maio na praia de Hac-Sá. O grande destaque da festa deste ano é a presença do famoso cantor asiático, Richie Jen, à frente de um grupo de jovens cantores de Taiwan, como Alien Huang e Joanna Wang, que esteve recentemente no território integrada no Festival Rota
das Letras. Macau estará representado pelo Grupo da Associação de Dança Aeróbica da Macau (MAA) e pelo Grupo “Now’z Dance Studio”. Para além da música estarão disponíveis ao público uma série de actividades recreativas destinadas a preencher um feriado que se quer de “festa e de convívio familiar”, segundo o
José C. Mendes
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Divertimento para todos Administrador do IACM, Ma Kam Keong. Assim, a partir das 15h30 e até às 18h, torneios de andebol de praia, futebol, voleibol, e actividades como concursos de Construção na Areia, ou Workshops de desenho para Crianças, entre outras, estarão à disposição de todos aqueles que se deslocarem até à Praia de Hac-
-Sá para aproveitar o feriado do Dia do Trabalhador. Os que desejarem participar nos torneios desportivos terão de se inscrever entre hoje, e até dia 22 de Abril. Para este ano a organização estima que cerca de dez mil pessoas possam participar neste evento, um número significativamente maior do
que o do ano passado, cerca de 4 mil participantes. Para a organização, estas expectativas devem-se ao facto de este ano a festa que assinala o início da época balnear e a chegada do Verão, se realizar num espaço ao ar livre, ao contrário do ano passado que teve lugar no Fórum Macau. Outro factor decisivo para a afluência do público é que
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todo o programa disponível é gratuito. A festa organizada pelo IACM, e que conta também com a colaboração do Instituto do Desporto e da Capitania do Porto de Macau, está orçamentada em cerca de 3.600 milhões de patacas, mais 300 mil patacas do que o evento do ano passado. Devido à limitação do espaço para estacionamento, a organização vai ter a funcionar vários transportes gratuitos de ida e volta ao local. Para mais informações pode consultar o site do IACM, www.iacm.gov.mo.
Cinema Macau é um lugar de “profundas e constantes” dinâmicas sociais
Imaginário Oriental
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documentário de Rui Filipe Torres sobre as “profundas e constantes” dinâmicas sociais “visíveis” em Macau, que serve de “plataforma” entre a China e o mundo lusófono, foi exibido esta segunda-feira no festival FESTin, em Lisboa. O primeiro de três episódios de “Macau 2012” – que Rui Filipe Torres realizou para a televisão, e que a RTP Internacional já exibiu em Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul – é dedicado à identidade. “Macau pode ser considerado um laboratório, pela especificidade da sua construção, é resultado de um encontro entre o Ocidente e o Oriente, em particular entre Portugal e a China”, explicou o cineasta à Lusa, momentos antes da projecção do filme, no Cinema S. Jorge. “A ligação que eu tenho a Macau é talvez comum a muitos portugueses, no fundo, o Oriente é um destino, um desejo, um sonho, uma vontade, um imaginário”, disse, admitindo continuar a trabalhar sobre “o tema do Oriente”. Lugar de “profundas e constantes” dinâmicas sociais, onde “os processos identitários” são “visíveis no quotidiano e, inclusivamente, nas instituições, na normatividade da cidade”, Macau está também em “rápida mudança”, aliás “uma constante em toda a Ásia”, sublinha o realizador. Rui Filipe Torres sentiu que, em Macau, “há
uma presença portuguesa fortíssima, não só na cidade, na arquitectura da cidade (…), mas também ao nível, por exemplo, da imprensa em português”. “O próprio Governo central da República Popular da China tem em atenção, e todo o interesse, isso é visível nas acções que vão sendo desenvolvidas, na continuidade da afirmação da especificidade de Macau, que, no fundo, resulta exactamente dessa presença de Portugal”, considera. “Houve quem pensasse, provavelmente, que, com a transição, Portugal deixaria de ser
uma referência e um interesse, mas não é esse, de todo, o caso”, repara. Aliás, aponta, “Macau acaba por funcionar”, para a China actual, como “uma plataforma” de “acesso ao mercado lusófono”, legitimando, “de alguma maneira, a relação da China com África e mesmo com o Brasil”. Integrado também num trabalho académico sobre o papel da RTP Internacional, em fase de conclusão, “Macau 2012” foi seleccionado para o FESTin, festival de cinema itinerante em Língua Portuguesa, que termina esta quarta-feira.
Indústrias Culturais em discussão na MUST A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau promove desde ontem o debate em torno da cultura e das indústrias culturais. Depois de ontem a discussão se ter debruçado sobre as implicações dos produtos audio-visuais, como filmes, espectáculos televisivos e outros, tendo como oradores, Agnes Lam, Li Chan-pang e Jia Xuanying, a programação agendada para hoje tem como tema central “As Ruínas de São Paulo e os Casinos do Cotai – a representação da imagem de Macau na indústria cinematográfica de Macau e Hong Kong”. O orador principal será o investigador do Museu de Macau e guionista do filme “Young Xian Xinghai”, Xu Sin. A sessão de debate irá ocorrer entre as 9h30 e as 12h e contará com a exibição de vários filmes, como “Isabella” e “História do Diago”, entre outros.
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desporto
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Jogador leva com uma pêra e o árbitro suspende jogo
A partida entre o Djurgarden e o Mjallby, de segunda-feira, teve de ser interrompida por causa do comportamento incorrecto dos adeptos suecos. O incidente que provocou a suspensão aconteceu quando Gbenga Arokoyo caiu no chão, após ter sido atingido com uma pêra, lançada das bancadas, segundo revelaram os comentadores suecos. Para além da fruta lançada para o terreno de jogo, também foram arremessadas moedas e garrafas. Perante este cenário o árbitro teve de suspender o jogo.
Real Madrid dá 5,2 milhões de patacas por vitória na Champions “La Décima”. A vitória na Liga dos Campeões, sempre especial para qualquer clube, é perseguida de forma particular pelo Real Madrid há anos, por representar a 10.ª da sua história. E, para incentivar ainda mais o actual plantel, Florentino Pérez e companhia estão prontos a sacrificar um pouco mais os cofres do emblema madrileno. Segundo a imprensa espanhola, o Real irá pagar 5,2 milhões de patacas extra a cada jogador, caso o clube consiga vencer o troféu, está época. Entretanto, a Imprensa espanhola revela também que o Real Madrid irá investir forte no mercado de Verão. O objectivo passará por tentar garantir as contratações do galês Gareth Bale (Tottenham) e do argentino Sergio “Kun” Aguero (City), em negócios avaliados em 1,1 mil milhões de patacas. De acordo com o Mundo Deportivo, o Real Madrid irá avançar com 600 milhões pelo passe de Bale e cerca de 450 milhões por Aguero. As chegadas destes dois reforços iam implicar as saídas de Gonzalo Higuaín, Karim Benzema e de Di María.
Lo Monaco diz que Mourinho não vale nada
Pietro Lo Monaco, antigo jogador e dirigente do Palermo, conhecido sobretudo pela troca de palavras com José Mourinho, quando este treinava o Inter de Milão, voltou a deixar críticas ao português. Recorde-se que, há alguns anos, Lo Monaco fez alguns reparos sobre Mourinho e o treinador português “gozou-o” em público, numa conferência de imprensa, arrancando muitas gargalhadas aos jornalistas. “Lo Monaco? Quem é esse? Conheço o Grande Prémio do Mónaco, o príncipe do Mónaco, o Mónaco clube, a quem ganhei na final da Liga dos Campeões... Mas essa pessoa não. Se quer publicidade, se quer ficar conhecida à minha conta, tem de me pagar primeiro”, disse José Mourinho na altura. Vários anos depois, e numa entrevista ao La Repubblica, o antigo administrador do Palermo, voltou a mencionar o técnico luso, hoje à frente do Real Madrid. “Esse Mourinho... Tem a cara igual ao traseiro. Ele conhecia-me perfeitamente bem, só me quis envergonhar. Já tínhamos sido apresentados desde o tempo em que ele era observador do Barcelona, mas gostou de se armar em engraçado. Mas pronto é assim que ele é, uma personagem de teatro. Não vale muito como treinador mas é bom como motivador”, referiu Pietro Lo Monaco.
F1 Piloto português é reserva da Red Bull e Toro Rosso no GP China
Félix chamado a Xangai Sérgio Fonseca info@hojemacau.com.mo
A
ntónio Félix da Costa, o vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 do ano passado, será o piloto de reserva da Red Bull Racing e da Toro Rosso no Grande Prémio da China de Fórmula 1, que se realiza este fim-de-semana em Xangai. O jovem piloto da linha de Cascais assumirá pela primeira vez o papel desempenhado por Sebastien Buemi nas duas primeiras provas da temporada, visto que o piloto suíço tem compromissos este fim-de-semana em Inglaterra com
a Toyota no Campeonato do Mundo FIA de Endurance. Este voto de confiança do braço desportivo do gigante da bebidas energéticas no piloto português acontece no seguimento da excelente exibição deste na ronda de abertura da Fórmula Renault 3.5 World Series, onde venceu categoricamente a segunda manga do fim-de-semana. Contudo, o piloto português só conduzirá na China se algum dos quatro pilotos titulares da Red Bull e da Toro Rosso estiver impossibilitado de tomar parte do evento. Helmut Marko, o conselheiro desportivo da Red Bull no que respeita ao automobilismo, vê em Félix da Costa
um enorme potencial e não coloca de parte a possibilidade de realizar alguns treinos-livres de sexta-feira ao volante de um Toro Rosso, a equipa B da Red Bull no “Grande Circo”. “O António tem vindo a evoluir progressivamente desde que começámos a trabalhar com ele e estamos em crer que continuará a desenvolver-se enquanto piloto. No entanto, queremos que todas as etapas sejam ultrapassadas passo a passo. Neste momento realizou apenas uma ronda da Fórmula Renault 3.5, portanto, a possibilidade de realizar treinos-livres de sexta-feira ainda não está em cima da mesa. Quando estiver pronto para a Fórmula 1 terá a sua
oportunidade”, afirmou ao site português SportMotores.com. Esta não é a primeira vez que Félix da Costa é chamado ao serviço pela Red Bull. “Formiga”, como é conhecido no meio motorizado português desde dos tempos do Karting, tem sido uma presença assídua no seio da Red Bull e, depois de ter testado em Abu Dhabi com a equipa que levou Sebastian Vettel a três títulos, tem efectuado regularmente trabalho de simulador em Milton Keynes e fez uma demonstração na Coreia do Sul, sendo considerado, pela imprensa internacional, como o próximo a entrar na Fórmula 1 na linha de sucessão de pilotos da Red Bull.
quarta-feira 10.4.2013
[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB GI joe retaliation [C]
Um filme de: Jon M. Chu Com: Channing Tantum, Bruce Willis, Dwayne Johnson 16.30, 21.30 Sala 2
GI joe retaliation [3d] [C]
Um filme de: Jon M. Chu Com: Channing Tantum, Bruce Willis, Dwayne Johnson 14.30, 19.30
the croods [a] GI joe retaliation
(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 16.30, 21.30
Sala 1
Sala 3
(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 14.30, 19.30
Um filme de: Antoine Fuqua Com: Gerard Butler, Morgan Freeman, Aaron Eckhart 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
the croods [a]
Aqui há gato
olympus has fallen [c]
VERTICAIS: 1-Instrumento de cordas desiguais que se toca com as duas mãos. Não nascida. 2-Terreno em que há muita erva. 3-Rádio (s.q.). Medida para cereais, nos campos marginais do Tejo. 4-Germe de uma ave ou doutro animal. Fizeram eivas ou manchas em. 5-Misturam com iodo. Casa ou lugar de perdição. 6-Categoria (abrev.). Ministrar. 7-Tiram a pele, o pêlo ou a casca. Carboneto de sódio (pl.). 8-Acertava pelo tino. Espádua, ombro (Pref.). 9-Relativa ao estômago. No corrente ano (abrev. lat.). 10-Porção de objectos velhos e inúteis. 11-Dera mios. Narração dos factos Segundo a ordem por que se deram de ano em ano.
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Homem extraordinário pelas suas proezas guerreiras. Satisfazem o preço. 2-O m. q. sovela (ave.). Culpada. Mulher do harém do sultão. 4-Vencimento de um soldado. Observar com tento, intentar. 5-Despachem. Borda marcas em roupa. 6-Nome de homem. Itineário. 7-Alçava. Sagrada. 8-Flutuando. Rio de França. 9-Posto em alerta. Em partes iguais. (Farm.). 10-Imposto, tributo (Ant.). 11-Aromatizo. Pancadas com a mão fechada, murros.
[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Telejornal + 360º (Diferido) 14:45 RTPi DIRECTO 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Vingança 20:30 Telejornal 21:00 Montra do Lilau 21:30 A Páginas Tantas 22:00 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Resumo Liga dos Campeões 23:45 Mistérios de Lisboa 00:45 Telejornal (Repetição) 01:15 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Ler +, Ler Melhor 14:45 Viva a Música 15:35 AntiCrise 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Portugal Aqui Tão Perto 18:00 O Teu Olhar (Telenovela) 18:50 Em Reportagem (Madeira) 19:15 Retratos Contemporâneos: António Aleixo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 Salvador 22:35 Surftotal 22:55 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 14:00 Inside WTCC 14:30 Valero Texas Open 15:30 MLB Regular Season 2013 New York Yankees vs. Cleveland Indians 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (live) FOX SPORTS Central 20:00 World of Gymnastics 2013 20:30 Chang World of Football 2012/13 21:00 Valero Texas Open 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 AFC Champions League 2013 Buriram United vs. Jiangsu Sainty
31 - STAR Sports 13:00 FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 Highlights Grand Prix of the Netherlands 13:30 Golf Focus 2013 14:00 WTA - Whirlpool Monterrey Open Final 15:30 Inside European Rally Championship 16:00 Max Power 2013 17:00 HSBC Asian 5 Nations Rugby 2013 Kazakhstan vs. Sri Lanka 18:55 (LIVE) AFC Champions League 2013 Buriram United vs. Jiangsu Sainty 21:00 World of Gymnastics 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Mobil 1 The Grid 2013 22:30 Inside WTCC 23:00 Muay Thai Warriors 2013 40 - FOX Movies 11:45 Secret Window 13:25 The Sitter 14:50 Perfect Stranger 16:40 Coriolanus 18:45 Goon 20:15 Transporter: The Series 21:00 The Best Exotic Marigold Hotel 23:10 What’S Your Number? 41 - HBO 12:00 Contagion 13:50 The Mummy Returns 16:00 Soapdish 17:45 The Perfect Man 19:30 Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban 22:00 Tinker Tailor Soldier Spy 00:15 Intruders 42 - Cinemax 12:30 Carnivale 14:30 Encrypt 16:00 First To Fight 17:35 Hollywood On Set 18:00 Star Trek Vi 20:00 Carnivale 22:00 Spawn 23:45 Star Trek Generations
HORIZONTAIS: 1-HEROI. PAGAM. 2-A. AVOCETA. I. 3-RE. ODALISCA. 4-PRE. ATENTAR. 5-AVIEM. MARCA. 6-ARI. VIA. 7-IÇAVA. SACRA. 8-NADANDO. AIN. 9-ALERTADO. AA. 10-T. GARRAMA. I. 11-AROMO. SOCOS. VERTICAIS: 1-HARPA. INATA. 2-E. ERVAÇAL. R. 3-RA. EIRADEGO. 4-OVO. EIVARAM. 5-IODAM. ANTRO. 6-CAT. DAR. 7-PELEM. SODAS. 8-ATINAVA. OMO. 9-GASTRICA. AC. 10-A. CACARIA. O. 11-MIARA. ANAIS.
À venda na Livraria Portuguesa Americana • Don DeLillo
Aos 28 anos, David Bell é o sonho americano tornado realidade. Lutou para chegar ao topo, sobreviveu às purgas do escritório e aos escândalos para se tornar num executivo televisivo. O mundo de David é feito de imagens que surgem nos ecrãs americanos, das fantasias que encantam a imaginação da América. E depois o sonho - e a fabricação do sonho - tornam-se pesadelo. No ponto mais alto do seu sucesso, David propõe-se a redescobrir a realidade. Com uma câmara nas mãos, viajar por todo o país numa tentativa louca e comovente de capturar, impor, um ideal para si e para o passado, presente e futuro da América.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
O Mapa e o Território • Michel Houellebecq
Se a história deste romance nos fosse contada por Jed Martin, talvez ele começasse por falar da avaria da caldeira do seu apartamento, num dia 15 de Dezembro. Ou dos solitários Natais passados com o pai, um arquitecto famoso que sonha construir cidades fantásticas mas ganha a vida a projectar resorts de férias. Talvez não falasse do suicídio da mãe quando tinha apenas sete anos, porque são muito ténues as recordações que dela guarda. Mas mencionaria certamente Olga, uma lindíssima russa, que conheceu por ocasião da primeira exposição do seu trabalho fotográfico baseado nos mapas de estradas Michelin. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Diplomacia de meia tigela Eu sei que sou gato e não percebo nada de diplomacia. Eu sei que não sou português de gema, quer dizer, nasci em Macau, mas vivo diariamente com pessoas portuguesas e numa redacção portuguesa. Daí, sinto que posso expressar-me sobre o assunto de que vou falar a seguir. E perdoemme já aqueles caros leitores que não concordam comigo, que devem ser alguns, por motivos pessoais, profissionais ou, até, de falta de julgamento. Não sei o que passa com os diplomatas portugueses ou a sua falta de diplomacia. Não consigo perceber como é que pessoas que estão também fora do seu país, em representação dele e no meio dos seus concidadãos, compatriotas ou irmãos de mães diferentes conseguem ser reais bestas quando toca a falar com a comunidade. Exemplo disso foi o contacto que um dos meus colegas de redacção teve com José Tadeu Soares, embaixador de Portugal em Pequim, e Manuel Cansado de Carvalho, o ex-cônsul de Portugal em Macau. São arrogantes, como os portugueses de nariz empinado que pensam que têm o rei na barriga. São antipáticos, não representam o calor humano que eu penso que os portugueses têm e nem por sombras se esboçam em sorrisos para aqueles que realmente fazem parte da comunidade que representam. Rasgam sorrisos para quem interessa, empresários que por cá nos visitam. Mas afastam aqueles a quem mais deviam dar a mão. É comparar: os embaixadores dos países lusófonos tratam jornalistas e cidadãos do seu país de forma amigável, ao invés do pontapé no rabo que os nossos ilustres representantes portugueses resolvem dar-nos quando queremos chegar perto deles, mas não somos um Dr. David Chow ou uma Dra. Rita Santos – isto para dar um exemplo, que estes dois senhores não são motivos de queixa aqui deste gato. Bem. Finalmente, temos em Macau um cônsul mais Sereno, que não está talvez tão Cansado como o anterior de nos aturar. A nós – ou melhor, a vocês – portugueses. A ver vamos se as coisas mudam.
Pu Yi
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opinião
quarta-feira 10.4.2013
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Correia Marques
a paliçada
Sem sentido(s)
H
á dias assim: cinzentos. Dias em que não apetece sair da cama. Dias em que falece a coragem para olhar o mundo que nos rodeia. Momentos em que nos sentimos perdidos no meio da selva, rodeados de animais ferozes, umas vezes famintos e ansiosos por nos comerem não só a carne mas também os ossos, outras vezes de pança cheia mas mesmo assim não saciados e sedentos por atacarem a pouca tranquilidade que ainda nos resta. Dias de orfandade dolorosa, de angústia, de medo do amanhã. Sim é doloroso perder alguém de onde brotámos. É que, quando perdemos um progenitor, não perdemos apenas parte das nossas raízes, do nosso passado, da nossa história, perdemos presente e sobretudo abreviamos futuro. Perdemos esperança de vida e intuímos a proximidade da nossa vez. O sentimento de orfandade é terrível mesmo quando se vive afastado no tempo, no espaço e nas afeições, da pessoa que se perde. Mesmo quando não se chora. Aliás acho que nenhum pluviómetro -ainda que adaptado a medir o volume das lágrimas - conseguiria medir a dor do sentimento desta perda. Mas é (também) muito duro perder os nossos sítios, os cheiros e as vistas com que nascemos e crescemos, os sabores, os valores, os usos e os costumes com que o meio circundante nos polinizou e a família nos induziu. Não sei se isso se pode chamar amor à Pátria (o que aliás pouco importa), mas eu amo os meus sítios. E, desculpem-me a franqueza, mas amo-os de maneira diferente daquela com que gosto dos sítios que me foram acolhendo ao longo da vida. E,
Arre diabo, parece que lugar descansado só mesmo a última morada. E, nessa matéria, Macau não é o melhor lugar para se morrer, porque há por aí quem (com responsabilidades uns e outros que deviam ser responsáveis) nem os mortos queira deixar descansar em paz como diz o poeta, pergunto ao vento notícias do meu país, e o vento (de bom!) nada me diz. Sofro, porque me sinto cada vez mais órfão dos meus sítios, das minhas gentes. E, no entanto, sinto cada vez mais forte nas narinas o cheiro a caruma molhada e a maresia. Fecho os olhos e não me sai da retina o amarelo das acácias, das maias floridas ou dos pampilhos; o verde dos pinheiros, dos castanheiros, dos carvalhos e das águas do meu rio; o azul do mar e o branco dos areais. Salivo com o simples pensar na chanfana, no leitão assado, no sarrabulho, no arroz de bucho ou na lampreia desta época, tudo regado com vinho tinto da Silvã, de Ançã ou de Larçã, terras gandaresas. Repouso com o som das ondas batendo na rocha nos molhes da Costa Nova ou com o gotejar das águas da chuva ou agito-me com o silvar dos ventos fortes nas encostas do meu lugar. Os lugares estão por lá, mais coisa menos coisa, mas as pessoas não são as mesmas, o país não é o mesmo. E também a mim o mundo me mudou, me impacientou. Por cá, como por todo o lado, acontecem
coisas que não deviam acontecer. Coisas que me amolecem os sentidos e que me fazem pressentir que esta terra à qual cheguei a julgar pertencer de corpo e de alma se afasta de mim, sorrateira. Ou serei eu que, por força das saudades, também me afasto dela? Sorrateiramente, antes que aparecessem por aí umas manifestações que quebrassem a harmonia de algumas contas bancárias, um enorme mamarracho de betão tapou-me a vista da Igreja da Penha (vejam lá quão alto ele já vai!) e tapou-me o sol saboroso de fim de tarde com que me arejava do mofo da humidade deste clima, enquanto fumava o meu cachimbo e bebia um copo de tinto ou de uísque. Sinto-me emparedado e, cada vez mais, apenas um número, nesta cidade de vistas cada vez mais curtas. Arre diabo, parece que lugar descansado só mesmo a última morada. E, nessa matéria, Macau não é o melhor lugar para se morrer, porque há por aí quem (com responsabilidades uns e outros que deviam ser responsáveis) nem os mortos queira deixar descansar em paz. De acordo com a vontade do autor, este texto respeita o novo acordo ortográfico.
quarta-feira 10.4.2013
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义來
Fernando Eloy
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chá muito verde
Ninguém sai daqui vivo
E
ste não é um artigo de opinião mas sim sobre a falta dela. Provavelmente uma interrogação. E passo a relatar: há dias falava com uma amiga sobre questões práticas da vida. Ela, bem à chinesa, falava-me de investir aqui ou acolá, de métodos de evolução pessoal e profissional, de gurus da disciplina e da neurolinguística, etc. Uma conversa normal e até com algum interesse mas, a determinada altura, veio-me à cabeça uma ideia que, para variar, não hesitei em mandar borda fora, leia-se verbalizar. Ocorreu-me, e disse, portanto, que no final da história com mais ou menos investimento, maior ou menor disciplina, com maior ou menor capacidade de ler as mentes e intenções (!) dos outros, o personagem, ou seja, nós, acabamos sempre mortos. Falecidos. Enterrados, queimados, a maioria esquecidos. E até ela que me conhece de há anos, não direi de ginjeira porque os chineses não bebem ginja, e sabe que não bato bem da bola segundo os padrões, não dos descobrimentos, mas dos estabelecimentos, ficou de cara à banda, quiçá chocada, quiçá desmoralizada por ter gasto não o latim, mas a sua versão chinesa traduzida para inglês, em semelhante abantesma. Certo é que este pensamento não surgiu à toa. Como todos os pensamentos, é resultado de um processo, neste caso semi-kafkiano, e que um qualquer transeunte apanhado ao acaso por uma equipa de “sondagens” dum qualquer telejornal no meio do Leal Senado, ou do Rossio, porque não da Times Square, me dirá ser da idade. Talvez. Mas não se foi embora com a palavra, ficou cá, na tocaia, furtivo, à espera, talvezes, de uma outra oportunidade de se revelar em todo o seu esplendor fatalista. Talvez até não tivesse passado à escrita se hoje não tivessem acontecido duas coisas: primeiro, ao terminar “Os Surfistas” do Rui Zink deparo-me com a menção a Sir Jim Morrisson como ele próprio, o Rui, intitula, e bem, e a frase... adivinharam: “No one here gets out alive”. Era demais. Depois veio o Gonçalo pedir-me o artigo de hoje. “Estou em branco respondi”, a tentar adiar o inevitável. Em branco como o dia. Estar em branco não é necessariamente mau. Tomáramos nós podermos dar-nos a esse luxo, porque este branco é falso, como o do dia, que não sabemos bem se é branco, falso, meteorológico, ou branco, falso, industrial ‘made in’ China. Voltando à vaca fria, não necessariamente branca e muito menos sagrada, resolvi abrir os jornais, sempre motivo basto de inspiração e, claro, vários foram os tópicos que me assaltaram a gula da critica destruidora e mordaz. Uns mais cómicos como a preocupa-
Outros ainda dirão que se de repente baixarmos os braços e pura e simplesmente nos borrifarmos nas Troikas e nos IACM’s da vida e no cabrão do chefe e no vizinho dos ouvidos sensíveis estaríamos perante uma sociedade inviável. Será? Será mesmo? Será que agora temos uma sociedade viável? Seremos mais felizes assim, ao monte e na bicha para o próximo iPhone? ção da vice-presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau pela insuficiência de equipamentos comunitários para que as mulheres amamentem em vez de serem obrigadas a dar leite em pó aos rebentos e fiquei a imaginar os nomes possíveis para semelhantes equipamentos: Mamódromos? Mamadouros? Ou talvez algo mais oficial como Centro de Mamadas da RAEM... adiante. Ainda no capítulo dos engraçados, uma foto do novo cônsul a apertar o nariz como a proteger-se de um qualquer fedor invisível sob o titulo “Macau é muito importante para Portugal” ficando sem perceber se é importante agora porque está carregada de dinheiro ou se foi sempre, ou que diabo de coisa se tratava. Passei. Outros mais sérios como a ideia genial da DSEJ em prover os cidadãos de softwares de censura, porque claro, como a educação não funciona é
preciso censurar, fiscalizar, bigbrodar. Fiquei farto e deixei os jornais. Borrifei-me para as noticias e para as crises e guerras assinaladas e voltei-me para as redes sociais. Primeiro deparo com uma amiga minha, a mesma que há dias me dizia estar farta da vida em Pequim, encantada no meio de um bosque cor-de-rosa de pessegueiros selvagens nas Colinas Fragrantes nos arredores da capital. E escrevia ela: “Esta é uma das coisas que mantém o meu amor por Pequim.” Noutra coluna, um outro amigo, também de Pequim, de visita a Lisboa, por minha culpa diz ele, às vezes é bom ser culpado, a entupir literalmente a página com fotos de tudo e mais alguma coisa: a comida, os fados, os prédios, as praias, as pessoas, tudo e mais um par de botas. Está encantado como nunca esteve nas mil e uma viagens que foi fazendo. Porque não fazemos mais diplomacia cultural em vez de económica é coisa que nunca vou entender. 4300 caracteres (com espaços). Nem mais um, nem menos um. Fabuloso. Com este volume o Carlos Morais José já me paga o artigo e, para além disso, a partir dos 5 mil nem cabe na página nem ninguém tem vontade de ler. Mas arriscando e voltando à vaca que entretanto já está quente que nem uma Wagyu de tanto ser massajada e emborcar “penáltes” de saqué, a questão, essa, e é mesmo essa, no final, Blimp! Blomp! Catapum! Splash! Glub! Arrrgh! Fiiiiuuuu! Aiii! dependendo da forma como morremos e do peso que tivermos na altura, o que também contribui para a cena. Será que vale mesmo a pena preocuparmo-nos tanto com tanta coisa? Será que o futuro é mesmo importante? E se rebentar a bolha imobiliária chinesa? E
se os norte coreanos carregarem no botão? E se os americanos carregarem também? E se carregarmos todos nos botões todos que temos à mão, inclusive no da campainha do vizinho idiota que detesta a nossa música (mas neste pomos um palito a encravar)? E se o patrão nos despedir? E se? E se?... Na pior das hipóteses morremos. E daí? Não será isso certo ou alguém pensa ficar para cá semente e não para adubo? É a forma como morremos que interessa dir-me-ão. A questão portanto resume-se a conjunto mais ou menos finito de onomatopeias (Blimp! Blomp! Catapum! Splash! Glub! Arrrgh! Fiiiiuuuu! Aiii!). Outros dirão que não se trata da forma como se morre mas da forma como se vive. Pois. Até sou capaz de concordar, convicto que a forma como se morre tem muito a ver com a forma como se vive. Outros ainda dirão que se de repente baixarmos os braços e pura e simplesmente nos borrifarmos nas Troikas e nos IACM’s da vida e no cabrão do chefe e no vizinho dos ouvidos sensíveis estaríamos perante uma sociedade inviável. Será? Será mesmo? Será que agora temos uma sociedade viável? Seremos mais felizes assim, ao monte e na bicha para o próximo iPhone? Vou ouvir os Doors. Até já. Ao fundo o som eleva-se....
This is the end Beautiful friend This is the end My only friend, the end Of our elaborate plans, the end Of everything that stands, the end No safety or surprise, the end.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
quarta-feira 10.4.2013
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Japão instala sistemas antimíssil em Tóquio
Perante a tensão entre as Coreias, o Ministério da Defesa do Japão instalou esta terça-feira, em Tóquio, sistemas antimísseis terra-ar a fim de interceptar um possível lançamento por parte da Coreia do Norte. O Japão preparou, pelo menos, duas unidades Patriot Advanced(PAC-3) no centro de Tóquio, na sede do Ministério da Defesa, que fica cercada de casas e escritórios. Espera-se que Tóquio também prepare sistemas para interceptar mísseis nas bases militares de Asaka e Narashino, na região metropolitana da capital. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que “fará o que tiver que fazer” para garantir a segurança do Japão no caso de as ameaças da Coreia do Norte representarem perigo para o arquipélago.
Rating Decisão do TC sem impacto imediato
A agência de ratings Standard & Poors (S&P) considerou que a decisão do Tribunal Constitucional de chumbar quatro das normas do OE para 2013 “não terá impacto imediato” no `rating` de Portugal. As normas chumbadas referem-se à suspensão do pagamento do subsídio de férias a funcionários públicos, aos contratos de docência de investigação e aos pensionistas, assim como à criação de uma taxa sobre as prestações por doença e por desemprego.
França retira do Mali
A França retirou esta terça-feira os primeiros 100 soldados do contingente destacado no Mali desde Janeiro, para ajudar o governo local a travar o avanço de rebeldes islamitas. O primeiro contingente francês desmobilizado chegou ontem a Paphos, no Chipre, onde ficará três dias antes de regressar a França.
Damasco recusa observadores da ONU
O regime sírio recusou que as Nações Unidas enviem observadores para todo o território da Síria, para determinar se estão a ser usadas armas químicas no conflito, tal como propôs o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “O secretário-geral sugeriu uma missão suplementar que permitisse aos observadores da ONU a implantação em todo o território sírio, o que contraria o pedido feito pela Síria às Nações Unidas”, indicou um responsável do ministério dos Negócios Estrangeiros sírio, de acordo com a AFP que cita a agência de notícias oficial síria SANA. O mesmo responsável sublinhou ainda que “a Síria não pode aceitar esse tipo de manobras da parte do secretáriogeral da ONU, tendo em conta o papel negativo que a organização desempenhou no Iraque, e que abriu caminho à invasão americana” em 2003 e “lamentou” que Ban Kimoon “tenha cedido a pressões dos estados conhecidos pelo seu apoio ao derramamento de sangue na Síria”.
WikiLeaks A Igreja e os massacres de Pinochet
c a r t oon por Steff
Coreias Carlos Frota fala em contenção
Muita calma nesta hora
O
antigo embaixador de Portugal na Coreia do Sul Carlos Frota considera necessária uma “grande autocontenção” por parte de Seul e dos Estados Unidos e de coordenação com a China, Japão e Rússia para que Pyongyang volte às negociações. “Penso que os atores principais deste ‘drama’ têm todos que exercer aqui uma grande autocontenção para que o ambiente se desanuvie”, disse Carlos Frota em declarações à agência Lusa em Macau, onde reside actualmente. Carlos Frota foi embaixador de Portugal na Coreia do Sul entre 2002 e 2006 e embaixador não residente na Coreia do Norte entre 2004 e 2006, períodos marcados pela tentativa de aproximação das duas Coreias pela iniciativa dos Presidentes sul-coreanos Kim Dae-jung e Roh Moo-hyun. Recentemente, o regime norte-coreano proclamou que as relações com a vizinha Coreia do Sul entraram em “estado de guerra” e ameaçou atacar os Estados Unidos. Para Carlos Frota, a “transição de liderança na Coreia do Sul, as sanções norte-americanas e a reprovação internacional pelo lançamento dos últimos engenhos levaram a esta exacerbação do tom” das ameaças que Pyongyang tem lançado. “Estes picos de tensão coincidem quase sempre com os exercícios militares [dos Estados Unidos e Coreia do Sul] que suscitam na Coreia do Norte o receio da presença militar na sua proximidade daqueles seus dois adversários”, observou.
Na sua análise pessoal, “estes exercícios são, de algum modo, causadores desta tensão, embora, de outro ponto de vista, se possa considerar que são resposta à situação criada pela própria Coreia do Norte”. Por outro lado, disse, a aproximação da data do aniversário de Kim Il-sung (15 de Abril), fundador da Coreia do Norte e avô do actual líder, Kim Jong-un, também poderá estar na base da actual tensão na península coreana. “Tudo num país como a Coreia do Norte tem significado simbólico. A liderança procura todas as datas significativas para reforçar na mentalidade dos norte-coreanos a ligação profunda entre liderança e povo e isso pode bem acontecer”, sustentou. Carlos Frota não acredita, porém, que Kim Jong-un, pela sua idade jovem e a própria natureza do poder que herdou, “esteja a agir sozinho”, mas que estará a ser aconselhado “pelo grupo que preexistia quando ascendeu ao poder”. Ao constatar que “ninguém pode antecipar o que vai acon-
tecer, nem é fácil ler o que motiva os norte-coreanos, porque o país é opaco”, o diplomata salientou a importância de nenhum dos seis principais atores desta crise, “por uma atitude de maior belicismo na retórica, contribuir para aumentar o tom e o grau de nervosismo que existe”. “Há uma necessidade grande de esfriar a temperatura no que se refere a esta crise e de se voltar à normalidade, que possa conduzir ao regresso às negociações”, realçou. Quando se deslocou à Coreia do Norte, em 2004, Carlos Frota encontrou “um país que vivia uma situação de grande isolamento e que queria, de algum modo, sair deste, mas receava fazer demasiadas concessões”. Considerando que a reconciliação das Coreias “é sempre possível”, o antigo embaixador português em Seul acredita que “se houver boa vontade de todos os lados, a própria Coreia do Sul colaborará - e os EUA - com a China neste esforço colectivo de reaproximação”. Para uma reconciliação, ressalvou, “a liderança [norte-coreana] tem, antes de mais, de estar confiante de que não perde tudo”. Na terça-feira, Carlos Frota vai estar na Universidade de São José, à qual está ligado actualmente, para partilhar a sua experiência enquanto diplomata em três continentes ao longo de mais de três décadas. Deste período, destaca Macau, onde foi o primeiro cônsul-geral de Portugal após a transferência do exercício de soberania para a China. - Lusa
Há 40 anos, o Vaticano qualificou como “propaganda comunista” os relatos de massacres à população durante a ditadura de Pinochet, revelam documentos do Departamento de Estado dos EUA divulgados pela WikiLeaks. Um telegrama enviado a 18 de Outubro de 1973 pelo embaixador norte-americano na Santa Sé, disponibilizado no site WikiLeaks, dá conta de uma análise do Vaticano. “Durante uma chamada em 18 de Outubro [de 1973], o arcebispo [Giovanni] Benelli, subsecretário de Estado do Vaticano, expressou a sua preocupação e a do Papa [Paulo VI] com o êxito da campanha internacional esquerdista para distorcer completamente a realidade da situação no Chile”. Bennelli, diz o telegrama do Departamento de Estado norte-americano divulgado pelo WikiLeaks, “classificou-a de cobertura exagerada e possivelmente o maior êxito da propaganda comunista”. Este é apenas um dos 1,7 milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos que o WikiLeaks publicou segunda-feira, como forma de provar “a grande variedade e o alcance da influência norte-americana em todo o mundo”.
WikiLeaks Juan Carlos informador dos EUA Antes se ser rei, Juan Carlos de Espanha, foi o “melhor informador dos Estados Unidos” durante a ditadura de Franco, que havia escolhido o então príncipe para sucedê-lo como chefe de Estado, de acordo com documentos da inteligência norte-americana dos anos 1970 publicados, esta segunda-feira, pela imprensa espanhola. “Pode-se afirmar que o herdeiro do ditador foi naquele momento crucial da história de Espanha o melhor informante dos Estados Unidos com a esperança de que, com a sua lealdade, ganhasse o apoio de Washington após a morte de Franco”, escreve o jornal online espanhol Público, depois de analisar documentos diplomáticos da época em que Henry Kissinger era o secretário de Estado norte-americano, compilados pelo site WikiLeaks. Num desses documentos, Kissinger falava com Wells Stabler, embaixador norte-americano em Madrid de 1975 a 1978: “Estamos de acordo que os seus contatos com o príncipe devem ser tratados com a maior discrição. Estes relatórios têm um enorme valor para os Estados Unidos”. Assim, “no dia 5 de Novembro de 1975, o príncipe Juan Carlos havia revelado (a Stabler) quais seriam os movimentos seguintes de Franco em relação ao Saara num momento em que as relações com o Marrocos atravessavam um momento crítico e o líder estava perto de morrer”, acrescenta o jornal.