Especial GP 2011

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Sérgio Fonseca

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E acabou! Foi uma semana em que o Parque de Estacionamento do Terminal do Porto Exterior de Macau esteve ao rubro antes de voltar a adormecer e consigo levar esta cidade que só daqui a doze meses se vai lembrar qual é o seu maior cartaz desportivo de carácter anual. Nesta edição, em que a chuva levantou muitas questões e obrigou a alterações no programa, felizmente sem sérias consequências, o que não faltou foram temas para apimentar os bastidores. A polémica dos subsídios dos pilotos locais, o adeus forçado de Mike Trimby ao Grande Prémio, a homologação do Porsche de Ávila ou a desavença entre Couto e Menu. Venha o diabo e escolha! No meio de tanto murmurinho e temas provavelmente mais interessantes para dissertar entre amigos e conhecidos, a prestação dos pilotos portugueses, seja a dos cá da terra, seja a daqueles que vieram da metrópole, ficou relegada para segundo plano. E talvez porque houve motivos para isso ou falta deles. Nas duas rodas, como não há santos milagreiros, ninguém irá crucificar João Fernandes e Nuno Caetano por nem sequer terem tomado parte da corrida de ontem. Nos automóveis, Félix da Costa encheu-nos de esperanças, mas na terra da sorte e do azar, ao português saiu-lhe a segunda e a duplicar. Tiago Monteiro chegou a Macau a prometer tentar repetir o feito do ano passado, um pódio. Contudo, logo na qualificação de sexta-feira uma estratégia desastrada da sua equipa fez-nos perceber que a bandeira de Portugal não seria desenrolada no aniversário quarenta da Corrida da Guia. André Couto voltou a mostrar que quem sabe nunca esquece, e depois de uma qualificação “à moda antiga”, como no ano passado, hipotecou o fim-de-semana na curva do Mandarim, mas ninguém o pode censurar por arriscar, afinal é essa a essência do desporto. Salvou-se Ávila, não subiu ao pódio, mas ficar atrás de Mortara, Sawa e Watts também não é vergonha para ninguém, tendo o jovem piloto de GT’s sabido gerir e tirar ao máximo a sua posição dentro do cenário em que estava enquadrado. Para Macau também este não foi um Grande Prémio de grandes memórias e só o “1-2” na corrida do Interport disfarçou a timidez com que os pilotos da casa se fizeram à pista. Afinal, para estes, há outros valores mais altos que se levantam.

GONÇALO LOBO PINHEIRO

21.11.2011

Festa para uns, azar para portugueses


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