gonçalo lobo pinheiro
19-11-10
O passado numa quinta-feira previsível Sérgio Fonseca
info@hojemacau.com.mo
gonçalo lobo pinheiro
Há um velho ditado português que diz que “o primeiro milho é para os pardais”. E a história repete-se em cada primeiro dia de competição em pista do Grande Prémio de Macau. Ontem, não foi excepção. As quintas e sextas-feiras servem para medir a temperatura do que se vai passar no fim-desemana, pois os resultados dos treinos-livres e das classificativas valem o que valem e rapidamente cairão no esquecimento. A “gloriosa incerteza do desporto”, alusão que particularmente encaixa tão bem com
o Grande Prémio de Macau, não teve ontem muito significado. Como anteciparam os “expert”, ai temos a Chevrolet na frente do WTCC, Mortara no topo da Fórmula 3, Rutter e Easton como líderes nas motos, os pilotos da terra a dominar na corrida de “iniciados” e a serem suplantados pelos rivais de Hong Kong na ex-Taça CTM. Não tem sido motivo de celebrações mas esta é a décima edição da prova pós-transferência da administração de Macau de Portugal para a China. Se Macau sofreu uma transformação espectacular nos dez últimos anos, já o mesmo não se pode dizer do seu maior evento desportivo de carácter anual. Para além
do Coordenador, a organização do evento manteve-se mais ou menos inalterada, e talvez esse seja um dos segredos da vitalidade da prova. Há dez anos os portugueses André Couto e Tiago Monteiro, hoje saudáveis rivais na Corrida da Guia, mediam forças entre si na corrida de Fórmula 3, corrida essa em que a Dallara era tal como hoje a única fornecedora de chassis para a prova. Michael Rutter, que hoje é favorito para somar mais uma vitória, quiçá bater o famoso recorde de Ron Haslam no Grande Prémio, era há dez anos igualmente candidato ao triunfo, ou não tivesse ele vencido pela primeira vez dois anos antes. Ainda nas “duas rodas”, em
2000, estreava-se na jovem RAEM um motociclista português chamado João Fernandes. Na Corrida da Guia, que adoptava a nova regulamentação FIASuper-Produção, os BMW ditavam as leis. A 47ª edição reuniu mais de trezentos concorrentes, mereceu a cobertura de mais de cinco centenas de jornalistas e vinte mil espectadores terão assistido ao vivo às várias corridas. O programa de provas já era na altura o único do mundo em circuito urbano a combinar provas de automobilismo e motociclismo, e mais de mil residentes davam corpo ao que é hoje uma história de sucesso. Assim foi há dez anos.
DIÁRIO
por André Couto
Hoje foi o meu primeiro contacto com o carro aqui no circuito. Acho que correu bem. Consegui saber mais ou menos como vai ser e tirar algumas ideias para saber o que é preciso fazer para andar mais rápido, adaptando o meu estilo de condução ao carro que é novo para mim, com tracção à frente e turbo-diesel. É lógico que seria melhor ter começado de outra maneira e ter testado o carro noutro circuito antes de vir para cá e não ter de conhecer o carro em Macau. Mas não dá para fugir a esse problema, por isso tenho de me adaptar. Acho que estou no caminho certo. Hoje fiz o décimo tempo, nada foi nada de dramático e correu bem. Sinto que o carro é mais forte do que o do ano passado e tem mais potencial. Amanhã tenho de começar a pedalar mais, continuando a minha adaptação. O meu objectivo para os treinos de qualificação é passar para a fase final, a Q2, onde só estão os pilotos que fizeram os dez melhores tempos, discutindo um bom lugar na grelha de partida. Na prova tudo pode acontecer, todos os carros de fábrica são potenciais vencedores. Tenho de ter cuidado, já vi acontecer muita coisa nesta prova e o importante é conseguir terminar as duas corridas e estar longe dos acidentes.
WTCC •
Nada para decidir em Ma Sérgio Fonseca
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Desta vez, e ao fim de seis anos, nada há para decidir no Grande Prémio de Macau, no que respeita à corrida do mundial de Turismos. O título do Campeonato do Mundo FIA de Viaturas de Turismo (WTCC) ficou selado na passada sexta-feira em Paris, apesar de só esta terça-feira a federação internacional ter divulgado oficialmente o resultado do apelo da Chevrolet. Na penúltima ronda do campeonato, disputada há quinze dias em Okayama, no Japão, a marca de Detroit apelou sobre a decisão dos comissários desportivos em deixarem a BMW trocar de caixa-de-velocidades
n is d se d fi le
ra ap d q d e p M v q v es
antevisões Corrida Hotel Fortuna de Macau e Interport de Hong Kong Pódio ao alcance dos lusófonos • Naquela que é uma das corridas mais antigas do programa, em tempos chegou a ser denominada “Taça Automóvel Clube de Portugal”, os pilotos “iniciados” de Macau e Hong Kong tem o seu braço de ferro tradicional do Grande Prémio. Em tempos a supremacia dos pilotos de Hong Kong fazia-se sentir, mas nos dois últimos anos Macau “virou o bico ao prego”. Melhor apetrechados que no passado, em muito por graça dos subsídios da Fundação Macau, os pilotos da casa voltam a partir com o favoritismo do seu lado. Desde a vitória de Daniel Amante Gomes nesta mesma corrida em 2005 que esta corrida não tem um vencedor lusófono, mas tal poderá mudar. Jerónimo Badaraco, vencedor da última Taça ACP em 1999, Sérgio Lacerda, que obteve um pódio em 2009, e Álvaro Mourato terminaram, por esta ordem, nos três primeiros lugares no computo das quatro corridas de apuramento disputadas na Malásia este Verão. Billy Tsang e Billy Lo são os nomes mais fortes da representação da ex-colónia inglesa, mas o grande favorito é mesmo o chinês de Macau, Chou Keng Kuan. Banido em 2009, devido a irregularidades no motor do seu Honda, o vencedor desta corrida em 2007 e 2008 procura uma terceira vitória nesta corrida, o que a acontecer será uma proeza de registo. Destaque ainda para a participação de Rui Valente, o veterano piloto português do território que somou participações na Corrida da Guia na década de noventa e que também é presença habitual nos estúdios da TDM durante do fim-de-semana do Grande Prémio. 34 dos 36 concorrentes irão tripular Honda Integra DC5, incluindo todos os nomes previamente citados. Fórmula BMW Pacific Adeus no melhor dos palcos • O adeus mundial da Fórmula BMW não poderia ter palco melhor que o super-exigente Circuito da Guia. Por razões estratégicas, no final desta temporada a BMW Motorsport deixará de apoiar o
Soltas
• Freitas no lugar de Whiting O português Eduardo Freitas vai ocupar o lugar habitualmente preenchido por Charles Whiting na direcção de corrida da Taça Intercontinental FIA de Fórmula 3. O ex-director de corridas do Campeonato do Mundo FIA de Viaturas de Turismo (WTCC) que a federação internacional transferiu este ano para o recém-nascido Campeonato do Mundo FIA de GT, regressa a um evento que se
seu campeonato de monolugares, deixando a “slot comercial” do Grande Prémio livre. Porém, no próximo fim-de-semana, 28 jovens lobos, um recorde nas provas do campeonato Fórmula BMW Pacifico, vão discutir um título que poderá um dia servirlhes para progredir nas suas ainda verdes carreiras. O campeonato já está entregue ao piloto inglês radicado em Singapura Richard Bradley, mas este não terá a vida fácil. O melhor dos “aiasticos” quererá naturalmente fechar a temporada com chave de ouro, mas terá que medir forças novamente com os seus rivais habituais, como o malaio Calvin Wong ou o colombiano Óscar Tunjo. Além dos asiáticos mas há um leque respeitável de convidados, onde se destaca o nome de Carlos Sainz Jr, filho do campeão do mundo de ralis Carlos Sainz, o vencedor da Fórmula Challenge Japan, Yuichi Nakayama, o campeão de Fórmula Renault britânica Tom Blomqvist, ou o veterano piloto de monolugares de Hong Kong Jim Kato, que fez a sua estreia na RAEM há dez anos! Macau estará representado pelas equipas Asia Racing Team, que venceu em pista uma das corridas da Fórmula BMW Pacifico em Okayama, e Champ Motorsport, e pelos pilotos locais Un Wai Kai e Ivo Yiu, mas não se pense que estamos perante duas jovens promessas do automobilismo macaense. Este é mais um caso de pilotos da casa que não conseguiram o apuramento para o Grande Prémio pelas vias normais e encontraram uma boa alternativa para participar no “evento obrigatório”. Macau Road Sport Challenge A sopa dos pobres • Ainda com muito para provar dentro do programa de provas do Grande Prémio de Macau, a Macau Road Sport Challenge chega este ano à sua terceira edição. O piloto de Macau Sun Tit Fan ganhou categoricamente as duas primeiras edições da prova, mas desta vez o possante piloto do Mitsubishi Evo9 terá que enfrentar uma concorrência muito melhor equipada e com nomes que obrigam um maior respeito. Entre os favoritos à vitória está o japonês ex-WTCC Manabu Orido, ao volante de um Nissan GTR-R35, o filipino Ferdinand
estreou há mais de uma década, quando a Associação de Comissários Desportivos Motorizados do Estoril (ACDME) ajudou a formar os comissários de pista em Macau. Freitas já havia substituído Whiting em 2006 nesta mesma corrida, ano em que o director de corridas da Fórmula 1 se viu impossibilitado de estar em Macau. Como curiosidade, a direcção de corrida de duas das três corridas cabeça de cartazes do programa
do evento macaense estão entregues a portugueses, pois o Carlos Barreto, residente na RAEM e entusiasta das corridas de “duas rodas”, continua “à frente” do Grande Prémio de Motos. • Carreira elogia a prova Portugal continua muito bem representado no Grande Prémio de Motos e Luís Carreira é a grande esperança do motociclismo português na prova de Macau.
Pastor, terceiro classificado na Corrida de Carros de Turismo CTM Macau em 2009, ou o também japonês Tatsuya Tanigawa, campeão da Classe B e segundo classificado da geral o ano transacto, cujo Mazda RX8 é apoiado pelo concessionário local da marca nipónica. A corrida, que é o ex-líbris da indústria do fenómeno “tuning” do Delta do Rio das Pérolas, conta com a presença de uma grande variedade de marcas, incluindo BMW, Honda, Lexus, Toyota, Lótus, Mazda, Mitsubishi, Nissan, Subaru, Toyota e Volkswagen. Corrida de Carros de Turismo CTM Macau Um Mini-WTCC • A Companhia de Telecomunicações de Macau volta a apoiar a vigésima corrida de turismos mais importante do sudeste asiático que no passado recente era apenas designada por “Taça CTM” ou “Taça Macau”. A corrida que arrancou, pela primeira vez, em 1991 conta com 36 pilotos inscritos, sendo que este ano, aproveitando a expansão dos regulamentos, houve uma pequena “corrida ao armamento” por parte dos concorrentes que se muniram de carros ex-WTCC, como são exemplo os Chevrolet Lacetti de Paul Poon e Samson Fung, os Honda Accord Euro-R de Kenneth Lau e Michael Choi, o Toyota Altezza do local Lei Kit Meng ou o BMW 320i do “despromovido” Liu Lic Ka. Em 2009, Lo Ka Fai venceu a corrida, terminando na frente do compatriota e ex-vencedor da corrida Kenneth Look e do macaense Eurico Jesus. Este trio regressa à ribalta, todos eles bem cotados antes do início do fim-de-semana, assim como o tailandês Grant Supaphongs que triunfou nesta corrida em 1999 e 2004. Também em pista estará o campeão asiático de turismos desta temporada, Charles Ng. O contingente de Macau tem 16 carros, com nomes respeitados como Leong Ian Veng, Wong Hou Man, Mak Ka Lok, ou Lui Man Kit. Uma última nota para a participação de Belmiro de Aguiar, Ricardo Lopes, Hélder Assunção e Filipe Clemente Souza que,
Para o piloto algarvio, a participação nesta prova reveste-se cada vez mais de uma maior relevância e valor, pela oportunidade de competir num ambiente único, rodeado por pilotos de todo o mundo. Contudo, o motociclista lusitano está ciente das suas dificuldades: “O GP Macau está a tornar-se cada vez mais num grande ícone do Motociclismo Mundial, a lista de pilotos é recheada de grandes valores e espero uma vez mais dar o meu
apesar de terem à sua os nomes anteriorme conhecimento do sinu
Taça GT Macau Ávila contra as pr • A terceira edição da T disciplina pleno crescim o AAMC foi obrigado a que o interesse voltou O regresso de Rodo do outro lado da pista português da RAEM irá c Jebsen, um carro em to Taça Porsche Carrera Á enviado propositadame motor mais potente, a competitiva qaunto os estar à espreita de um que as probabilidades n da casa”, Diana Rosário Challenge da FRD Spo Guia. Como no autom milagres, a luta pela v GT3 LMS e um Lambor O japonês Keitha Sa em 2009 e para isso t última geração colocad Siu de Hong Kong. Co pelo britânico Danny W que este ano vencedor e pelo chinês de Hong Porsche Carrera Ásia 2 Para além da comp do paddock estão pro marcas que preenchem Ferrari, Lamborghini o
melhor e conseguir um bom resultado, apesar das diferenças das nossas motas de Stocksport”. • Prémios monetários para vencedores Dentro das corridas de suporte, a Corrida de Carros de Turismo CTM Macau, a Taça GT Macau e a Corrida Macau Road Sport Challenge são aquelas que oferecem um melhor prémio monetário para o vencedor, 16,000 Patacas! O vencedor da Corrida
Expectativa
por Diana do rosário
“Estou numa de aprender” Coroo em provas de karting desde os meus nove anos de idade e é um sonho correr finalmente no Grande Prémio de Macau. Como é o meu primeiro ano apenas quero terminar a corrida e recolher toda a informação possível sobre a prova para voltar para o ano e fazer melhor. Sou de Macau, mas é um pouco diferente quando se vai num carro de corrida e quando se anda nas ruas no dia-a-dia. A parte superior do circuito vai ser muito mais difícil para mim, é muito estreito e é preciso ter muito cuidado. Num circuito normal quando cometemos um erro saímos da pista mas temos espaço para recuperar. Aqui os erros pagam-se caros e de certo acabam logo com a nossa participação. Quero continuar a fazer corridas. Já fiz provas em monolugares e gostava de prosseguir nessa categoria, talvez na Fórmula Renault ou Fórmula 3. No próximo ano talvez fique apenas pelos circuitos chineses ou com um bocado de sorte possa correr em algumas provas em Inglaterra.
acau
por sérgio fonseca
a disposição carros muito inferiores que ente citados, tem a seu favor o superior uoso circuito da Guia.
robabilidades Taça GT Macau marca a afirmação de uma mento no continente asiático. Mais uma vez a deixar vários “convidados” de fora, visto u a superar as 36 vagas disponíveis. olfo Ávila, que o ano passado viu o evento a, é o marco principal da corrida. O piloto conduzir um Porsche 997 GT3 Cup do Team odo semelhante aquele com que disputou a Ásia esta temporada. Apesar deste Porsche, ente da Alemanha para esta corrida, ter um a montada de Ávila está longe de ser tão s mais recentes GT3. O piloto da casa vai lugar no pódio, mas tem a noção à partida não são altas. Ainda no que respeita à “prata o, que tripulará um “velhinho” Ferrari 360 orts, estreia-se finalmente no Circuito da mobilismo não é comum presenciarem-se vitória será discutida a três: dois Audi R8 rghini LP560 GT3. awa quererá defender a vitória conquistada tem à sua disposição um Lamborghini da do à disposição pelos entusiastas irmãos omo oposição, Sawa terá os Audi guiados Watts, um especialista do Circuito da Guia e r da classe LMP2 nas 24 horas de Le Mans, g Kong Marchy Lee, vice-campeão da Taça 2010. petição em pista, os mais bonitos carros ovavelmente nesta corrida, onde constam m o nosso imaginário como Aston Martin, ou Porsche.
Hotel Fortuna de Macau e Interport de Hong Kong leva para casa apenas este ano 10,000 Patacas. Contudo, são os participantes desta mesma corrida que pagam menos de inscrição, 4,000 Patacas contra as 6,000 Patacas que pagam os concorrentes das outras corridas de suporte, com a excepção da Fórmula BMW Pacifico, onde o preço de inscrição no Grande Prémio de Macau ascende às 30,000 Patacas.
• Piloto atravessa bom momento apesar da tenra idade
“Experimentei o Circuito da Guia no simulador” Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo
António Félix da Costa é
o piloto português do momento e está a ter uma semana em cheio. Impressionou na sua estreia aos comandos de um Fórmula 1 e agora estreia-se no Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 para disputar, “com muita concentração” o mítico Circuito da Guia, em representação da equipa Carlin. Quais são as suas primeiras impressões do Grande Prémio de Macau? É um ambiente muito acolhedor. Há muitas pessoas a falar português e isso para mim é uma motivação extra. É a minha primeira vez numa pista citadina, por isso acho que as coisas só podem correr pelo melhor. Vou ganhar mais confiança com a pista. Vamos ver o que conseguimos fazer no final. Como achou o traçado da pista? Emocionante. Lembro-me, assim de repente, que a seguir à curva três os pilotos percorrem uma zona rápida e depois começamos a subir e temos curvas muito rápidas com os muros muito perto. É preciso manter toda a concentração para não errar. Não podemos perder tempo de pista nos treinos livres ou mesmo na corrida. Tive a ajuda de um simulador para conhecer um pouco a pista. Obviamente que estar na pista é outra coisa. O simulador deu para
• FIA ao lado da Fórmula 3 Desde a chegada de Jean Todt à presidência da federação internacional que o futuro da Fórmula 3 parece salvaguardado. O dirigente francês, que visitou Macau no início do ano, quer colocar ordem nas disciplinas de monolugares que precedem a Fórmula 1, após o completo fracasso da gestão do seu antecessor Max Mosley, e já deixou claro que a F3 está no topo das suas
perceber que velocidades ter nas curvas, como manejar a caixa de velocidades. Tem tido uma semana em grande. Como correram os teste de Fórmula 1 em Abu Dhabi? Bom, foi uma experiência única e inesquecível porque guiar um F1 é uma coisa do outro mundo. Vivi o dia mais feliz da minha vida como piloto profissional. Adorei o carro a equipa, senti-me muito confortável e bem recebido desde o primeiro minuto. É muito mais do que aquilo que podemos esperar ou imaginar e acabou por correr muito bem. Fiquei com o Force India entre os três primeiros dos treinos à frente de um Ferrari, de um Williams e de outros carros, na teoria, bem mais competitivos, por isso acho
a experiência foi muito positiva. A equipa ficou muito contente e eu acabei por me surpreender a mim próprio. O seu objectivo é lá chegar um dia, naturalmente. Obviamente que sim. Espero que este tenha sido apenas o primeiro de muitos dias na Fórmula 1. Foi, de facto um dia perfeito e inesquecível. É o meu sonho e penso que os outros 30 pilotos que estão aqui em Macau também sonham isso mas não há lugar para todos. Quem lá chegar tem mesmo de se destacar. Para já tento não pensar muito nisso pois estou mais concentrado no Grande Prémio de Macau. O Tiago Monteiro é que me vai ajudar a encontrar aquilo que é melhor para mim.
gonçalo lobo pinheiro
na prova japonesa, ganhando com sso 30 quilogramas. A marca bávara decidiu trocar a caixa-de-velocidades equencial de 6 velocidades pela caixade-velocidades de 5 velocidades em H, ficando os 320si 25 quilogramas mais eve que os Cruze. Os comissários desportivos aceitaam a troca, no entanto, a Chevrolet, pelou e o Tribunal de Apelação da FIA deu razão à marca norte-americana, o que significou a exclusão dos BMW de Andy Priaulx, Augusto Farfus Franz Englster dos resultados da prova nipónica. Sendo assim, Yvan Muller está agora com 55 pontos de vantagem sobre Gabriel Tarquini, o que lhe garante o ceptro em adiantado, visto que há apenas 40 pontos em jogo ste fim-de-semana.
prioridades. A FIA vai impor o uso de motores 1.6-litros turbo, em vez dos actuais motores 2.0-litros, sendo que estes irão ser derivados dos motores a utilizar no WTCC e no WRC (campeonato do mundo de ralis). A entidade reguladora do automobilismo a nível internacional vai igualmente colocar um travão na escalada de custos e irá limitar o desenvolvimento aerodinâmico dos pequenos fórmulas.
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programa
Hoje • 06:00 - Fecho do Circuito • 06:30 às 07:00 - Inspecção do Circuito • 07:30 às 08:30 - Treinos do Grande Prémio de Motos de Macau – 44a Edição (cronometrados) • 08:45 às 09:15 - Treinos livres do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA –Corrida da Guia de Macau – apoio SJM • 09:35 às 10:05 - Treinos da Corrida Hotel Fortuna de Macau e Interport de Hong Kong (cronometrados) • 10:25 às 10:55 - Treinos da Macau Road Sport Challenge (cronometrados) • 11:15 às 12:00 - Treinos livres do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 • 12:30 às 13:00 - Treinos livres do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau– apoio SJM • 13:20 às 13:5 0 - Treinos da Corrida de Carros de Turismo CTM Macau (cronometrados) • 14:10 às 14:40 - Treinos livres da Taça GT Macau • 15:00 às 15:30 - Treinos do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 (cronometrados) • 15:50 às 16:40 - Treinos do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau – apoio SJM (cronometrados) • 18:30 - Abertura do Circuito amanhã • 06:00 - Fecho do Circuito • 06:30 às 07:00 - Inspecção do Circuito • 07:30 às 07:50 - Treinos livres do Grande Prémio de Motos de Macau 44a Edição • 08:15 às 08:45 - Treinos da Taça GT Macau (cronometrados) • 09:15 às 10:05 - Corrida Hotel Fortuna de Macau e Interport de Hong Kong - 10 voltas • 10:35 às 11:25 - Macau Road Sport Challenge - 10 voltas • 11:55 às 12:55 - Corrida de Carros de Turismo CTM Macau - 12 voltas • 13:45 às 14:35 - Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 - (Prova Classificativa) - 10 voltas • 15:15 às 16:15 - Grande Prémio de Motos de Macau - 44a Edição – 15 voltas • 16:30 às 17:00 - Treinos da Fórmula BMW Pacific - (cronometrados) • 18:30 - Abertura do Circuito Domingo • 06:30 - Fecho do Circuito • 07:00 às 07:30 - Inspecção do Circuito • 08:00 às 08:15 - Treinos livres do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau – apoio SJM • 08:45 às 09:35 - Fórmula BMW Pacific - 10 voltas • 10:05 às 10:55 - Taça GT Macau – 10 voltas • 11:25 às 13:35 - Campeonato do Mundo de Carros de Turismo da FIA – Corrida da Guia de Macau – apoio SJM - 2 corridas de 9 voltas com 15 minutos de intervalo • 13:45 às 14:45 - Evento Especial • 15:00 às 15:15 - Dança do Leão • 15:30 às 16:30 - Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 – 15 voltas • 18:30 - Abertura do Circuito
• Ávila em duas frentes Este será um fim-de-semana em cheio para o piloto português de Macau Rodolfo Ávila. Para além dos compromissos com o Team Jebsen, onde tripulará um Porsche 997 GT3 Cup na Taça GT Macau, Ávila irá dar uma “mãozinha” à equipa macaense Asia Racing Team, que este fim-de-semana inscreve três Fórmula BMW e um Porsche 997 na corrida dos GT. O piloto de 23 anos ocupa a tempo inteiro posição de “Driver Coach”
na estrutura baseada no Circuito Internacional de Zhuhai e que este ano venceu o Campeonato Asiático de Fórmula Renault 2.0 pela primeira vez. O ano passado, por falta de apoios, Ávila não participou na prova em que se estreou em 2002, tendo comentado as corridas de GT e Fórmula BMW no canal desportivo Star Sports e orientado o piloto de Singapura, Suriya Bala, na corrida de monolugares promovida pela marca germânica de automóveis.
19.11.2010
Marco Carvalho
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Depois de há dois anos ter levado pela última vez a bandeira da RAEM ao pódio no Grande Prémio de Macau, João Fernandes tenta agora a sorte aos comandos de uma superbike. O piloto, que competiu sempre nas curvas e contra-curvas da Guia na categoria de supersport, foi obrigado a dar o salto para a categoria raínha do motociclismo em Macau e em ano de estreia, aponta a um lugar entre os 15 primeiros. Ao fim de muitos anos a correr no território, estreiase na Guia em superbikes. O que podemos esperar do João Fernandes este ano? Este ano... Não lhe vou chamar um ano de aprendizagem porque já andei muitos anos de superbike e conheço muito bem o circuito. Isso é uma vantagem e é uma ajuda grande transitar de uma categoria para outra e conhecer muito bem o circuito, que é um circuito muito exigente e muito perigoso, como toda a
mosaico
• João Fernandes corre com os olhos postos no top-15
Asas tolhidas, voos moderados gente sabe. Agora, temos que ser realistas, a minha mota é muito diferente da moto dos outros pilotos. O ano passado vim com uma mota para poder ganhar e este ano tenho a perfeita noção de que é algo que não vai acontecer. Estamos a falar de 14 motos oficiais, inscritas este ano e eu penso que em condições normais, se eu conseguir entrar no top 20 vai ser um bom resultado. Do ponto de vista da transição, falando em termos mecânicos, quais são as dificuldades de se correr com uma superbike num circuito como este? Em termos de condução e de preparação física, para mim é exactamente a mesma coisa. A grande dúvida com que nós estamos é o acerto de mapas de injecção e de caixa de velocidades. Essa continua a ser uma dúvida,
mas espero que possa ser uma dúvida que possamos resolver antes do Grande Prémio, amanhã. A partir daí é tentar fazer o melhor possível. Tendo em conta as dificuldades, o que seria uma boa participação na edição de 2010 do Grande Prémio de Macau? Eu não vejo as coisas em termos de resultados ou em termos de classificação. O meu grande objectivo é a luta que eu vou esgrimir e é o tempo que eu quero fazer. O melhor tempo com uma moto igual à minha, de 2007, é 1:34. Eu gostava de fazer 1:32 e se fizer 1:32 acho que é um resultado muito bom para mim. Agora, que resultado é que isso dá em termos de classificação final não faço ideia e muito honestamente não me preocupo.
Vai correr na mesma equipa com o Michael Rutter, que é um eterno candidato a somar nova vitória cá em Macau. O facto de correr ao lado de alguém como ele ajuda ou prejudica? Ajuda, obviamente que ajuda. Não posso dizer que é um incentivo, mas é um prazer e uma mais valia estar finalmente numa equipa com ele. É pena não estarmos na mesma
por gonçalo lobo pinheiro
boxe. A organização, uma vez mais, colocou-me lá atrás e eu não sei porquê. Em termos de logística, é muito complicado porque nós tínhamos a parte de mecânica toda junta e agora estou sozinho lá atrás. Durante a qualificação vai ser muito complicado para mim, porque não vai dar para trocar rodas que é aquilo que nós gostamos de fazer. Falar do Michael Rutter em si, creio que este ano é o ano em que ele tem mais possibilidades de voltar a ganhar o Grande Prémio. A equipa está a trabalhar nesse sentido. E quanto a estratégia? Vai defender-se de alguma forma? Não. Eu há muito anos que aprendi que em Macau não se pode estar a arriscar muito. Uma pessoa não pode vir para o Grande Prémio de Macau a querer arriscar a vida, senão as coisas podem correr mal. Como eu acho que este ano é para mim impossível entrar no top-10, qualquer resultado, dentro da minha luta, será bom. Como disse, a minha luta é pela placa de tempos que tenciono fazer. Ainda assim, em Macau, as
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avarias são algo corrente e não é de todo impossível entrar no top-15, o que eu considero que pode ser um bom resultado. A decisão, tomada pela organização, de acabar com a categoria de 600 cc ainda merece críticas da sua parte? Continuo a achar que a organização devia ter tido em conta as perspectivas dos pilotos locais. Os pilotos locais investem o pouco dinheiro que têm na tentativa de encontrar uma boa moto e de chegar ao Grande Prémio nas melhores condições, para poder fazer um bom resultado. Foi com esse horizonte em mente que andei a trabalhar nos últimos anos e felizmente foram aparecendo alguns resultados. A ideia de alterar o regulamento para o Grande Prémio de Macau em Julho é que não me parece muito feliz. A mim estragou-me a época desportiva porque todos os meus resultados foram em vão e é impossível encontrar, em tão pouco tempo, uma moto competitiva. Venho com uma moto de 2007 e tenho pena, porque não é possível contar com mais. O que a organização devia ter feito era avisar-nos com um ano de antecedência, mas pelos vistos tal não foi possível.
Parada de pilotos e Festival Cultural do 570 Grande Prémio de Macau
Ontem, o paddock estava recheado de pormenores deliciosos para fotografar. Por exemplo, o campeão Edoardo Mortara pousou para os repórteres fotográficos como se estivesse num trono. Os pneus são sempre uma preocupação e as afinações mecânicas - no carro de Tiago Monteiro - também.
Pela primeira vez em 56 anos de história, o Grande Prémio de Macau realiza uma parada de pilotos ao estilo da F1, como parte das festividades do domingo espectacular, com o intuito de mostrar a riqueza da cidade, o encontro cultural e diversidade desportiva entre o Oriente e Ocidente. O primeiro atleta de Macau a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Asiáticos, Jia Rui, vai liderar a nata dos jovens talentos do mundo das corridas que vai subir a um autocarro de dois andares descoberto, com os espectadores das tribunas principais em frente ao edifício do Grande Prémio até à famosa Curva do Lisboa a terem a oportunidade para ver os pilotos do Grande Prémio de Fórmula 3 de Macau. A parada na pista irá começar às 13h45, com uma mistura de
dança e música de grupos que participaram na cerimónia de abertura da “Semana de Macau” durante a Exposição Mundial de Xangai 2010. A parada cultural conta com a presença da Associação Atlética Lo Liang, que irá representar a Dança do Dragão, um elemento soberbo da cultura chinesa. O “Coração de Macau”, Associação de Dança Folclórica Portuguesa, irá representar danças tradicionais do folclore português, ilustrando os elementos multiculturais fascinantes da cidade. A música toma o palco central com uma banda da Associação dos Escoteiros de Macau, e ainda uma mistura energética de dança com a Hou Kong Middle School Dance, Regina Dancing Association e Casa de Portugal em Macau, mostrando o elemento criativo e artístico da cidade.