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Projeto IV - Habitação de Interesse Social

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PROJETO IV HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS - ESCOLA POLITÉCNICA ARQUITETURA & URBANISMO

ORIENTANDOS: GUSTAVO ALVES GARCIA LEONARDO CODO JAKOB ORIENTADOR: EMANUEL BELISÁRIO SALLES


A arquitetura não é para ser vista. É para ser vivida.

- PAULO MENDES DA ROCHA


ÍNDICE INTRODUÇÃO 1 - ANÁLISE DA ÁREA DE INTERVENÇÃO 1.1 - O BAIRRO 1.2 - LOCALIZAÇÃO NA CIDADE 1.3 - ACESSIBILIDADE 1.4 - TOPOGRAFIA 1.5 - INSOLAÇÃO 1.6 - RECURSOS NATURAIS 1.7 - GABARITO DA REGIÃO 1.8 - DEFICIÊNCIAS E POTÊNCIALIDADES 2 - ESTUDOS DE CASO 2.1 - HABITAÇÃO EXTENSÍVEL 2.2 - HABITAÇÃO SOBREPOSTA 3 - PROGRAMA DE NECESSIDADES 4 - PROPOSTA TEÓRICA 5 - PARTIDO E IMPLANTAÇÃO 6 - CONCLUSÃO 7 - BIBLIOGRAFIA

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INTRODUÇÃO Com o intuito de propor um projeto de habitações coletivas e unifamiliares, o desenvolvimento teórico traz um estudo das características do local proposto, fazendo com que seja possível compreender melhor as necessidades da área e propor as melhores soluções através do projeto. Com isso, no decorrer do trabalho, são expostos as características do bairro, mostrando os seus pontos positivos e negativos, topografia e recursos naturais, além de estudos de insolação, entorno e dos ventos da região. Além disso, através da análise, este projeto visa o estudo e viabilidade de uma habitação coletiva sustentável e tecnológica e que, dessa forma, pretende atender às famílias de menor poder aquisitivo e proporcionar o convívio social alinhados as questões ambientais. A intenção, portanto, é de oferecer um convite ao uso do deslocamento ativo, seja ele a pé, bicicleta ou veículos elétricos, tanto nas habitações quanto no entorno, contribuindo, dessa maneira, com uma melhor mobilidade urbana. Por fim, os estudos de casos trazem ideias para o melhor desenvolvimento do projeto em sequência. Assim, será possível a apresentação de diferentes possibilidades para o partido geral da implantação na quadra com a represntação da setorização através de manchas e croquis.

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ANÁLISE DA ÁREA DE INTERVENÇÃO O BAIRRO

Vila Viana Bairros de Goiânia Município de Goiânia Fonte: Mapas QGIS

O Setor Vila Viana é aprovado pelo Decreto Lei nº 38, de 25 de outubro de 1954, e nasce da ocupação da margem direita da estrada de ferro. Localizado ao lado do Setor Negrão de Lima, é caracterizado pela ausência de infraestrutura, sendo denominado “Favela do Trilho”, com predominância de ocupações irregulares. Localizado na região nordeste da cidade de Goiânia, o bairro Vila Viana é uma extensão do bairro Negrão de Lima que tem a sua construção seguindo o layout da antiga linha férrea. Com o desenvolvimento da região, veio o surgimento de moradias de invasão próximas à linha férrea, sendo as mais comuns o Morro da Aranha, a Favela dos trilhos e a Vila Coronel Cosme.

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LOCALIZAÇÃO NA ÁREA DA CIDADE

O Setor Vila Viana está localizada entre os Setores Leste Vila Nova e Negrão de Lima. A principal via de acesso é a Av. independência que segue toda a porção sul do bairro e proporciona acesso a maioria parte comercial da região. Além disso, o espaço estudado possui algumas facilidades em seu entorno, a principal delas é a área da indústria alimentícia EMEGÊ, e também possui uma delegacia, supermercados, lojas de autopeças e restaurantes relativamente próximos ao perímetro da área estudada. Fonte: Mapas QGIS

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ACESSIBILIADADE

Av. Independência Fonte: Google Street View

Fonte: Google Earth

A gleba da Vila Viana tem três vias como acesso, sendo a principal a Avenida Independência em seguida se tem acesso pela rua 206-A e que leva a avenida Leste Oeste. Assim, a Av. Independência se torna o acesso principal, considerando sua importância para o tráfego da cidade, onde tem, durante toda sua extensão, pequenos e médios comércios e alguns pontos de áreas residenciais. O acesso a antiga linha férrea acontece pela Av. Leste Oeste e é onde está localizado as moradias de invasão sendo elas a Favela dos Trilhos e a Vila Corel Cosme. Destarte, ao longo da Rua 206-A está localizado poucos e pequenos comércios e concentra várias habitações unifamiliares.

Rua 206-A Fonte: Google Street View

Linha férrea (futura Av. Leste Oeste) Fonte: Google Street View

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TOPOGRAFIA

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INSOLAÇÃO E MAPA DE VENTOS

SOL POENTE

Fonte: Mapas QGIS

SOL NASCENTE

Vila Viana

No mapa, é visto como a insolação atua no terreno, o que permite planejar melhor onde e como organizar os ambientes tanto nas habitações como no próprio terreno em si. Na rosa dos ventos, temos o sentido do vento atuante sendo representado. De forma geral, a área possui, no período de setembro a março (primavera e verão) um vento predominante no sentido sul, sendo um vento mais úmido. Já durante o período de abril a agosto (outono e inverno) se tem o vento predominante no sentido oeste. Com essas informações, pode-se projetar melhor cada cômodo a ser proposto, permitindo criar ambientes bem arejados, bem iluminados e com uma temperatura média mais amena, ou seja, uma área com um bom conforto térmico.

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RECURSOS NATURAIS

RIO MEIA PONTE

Vila Viana Árvores Rio Meia Ponte

Fonte: Mapas QGIS

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GABARITO DA REGIÃO Fonte: Mapas QGIS

1 Pavimento

2 Pavimentos

3 Pavimentos

4 Pavimentos ou mais

De acordo com a tabela populacional, elaborada pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, o bairro Vila Viana é composto por um total de 1,609 habitantes, sendo 743 homens e 866 mulheres. Estes números diz respeito ao censo IBGE de 2010. Área de Estudo Unifamiliar Multifamiliar

Comércio Institucional Industria

Misto

Fonte: Mapas QGIS

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DEFICIÊNCIAS E POTENCIALIDADES Potencialidades Fácil acesso à região Escolas de ensino básico, médio e superior. Drogarias Mercados e Supermercados

Vila Viana Rede Elétrica Fonte: Mapa Digital Fácil

Deficiências Falta de praças Falta de postos policias Insegurança Posto de saúde precário e de baixa qualidade Pouca intervenção governamental na região

Os mapas ao lado mostram os fluxos da rede primária de energia elétrica e distribuição de postes por toda a extensão da Vila Viana. Em seguida, há a apresentação do sistema de distribuição de água e de saneamento e coleta de esgoto. Vila Viana Mapa de Esgoto Abastecimento de Água

Fonte: Mapa Digital Fácil

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ESTUDOS DE CASO HABITAÇÃO EXTENSÍVEL Casa expansível – Urban Rural Systems Localizado na cidade de Nongsa, na Indonésia, o projeto do arquiteto Stephen Cairns, de 2020, traz uma proposta sustentável e extensível, onde se tem a possibilidade de expandir o projeto inicial, obtendo-se mais cômodos na direção vertical, além de ampliar a área de horta da residência. Os ambientes são muito bem arejados, o que diminui a temperatura ambiente e permite a não utilização de equipamentos como ar condicionado. A construção possui, também, janelas com blackouts para que não tenha a incidência direta da luz solar. O projeto da Casa Expansível foca no desafio da habitação, ao permitir a construção ser adaptada de acordo com os padrões flutuantes de consumo de recursos e gastos, ou metabolismo, de seus residentes. Na prática isso significa entender os padrões de geração e gasto de renda familiar, consumo de água, energia e alimentos, bem como produção de resíduos. Como esse metabolismo costuma ser irregular e muitas vezes precário, é importante que a arquitetura possa ser uma unidade habitacional e geradora de renda, que gerencie seus próprios resíduos, água e energia localmente.

Fonte: Arch Daily

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O projeto é baseado nestes 5 princípios: 1. Flexibilidade: A casa recebe uma cobertura que pode ser içada, enquanto o piso e as fundações podem suportar até três pavimentos adicionais. 2. Densidade Doméstica: A casa encoraja o adensamento no plano vertical, a verticalização, o que beneficia a co-localização de habitações e serviços, ajudando a reduzir a expansão para terras aráveis e a demanda por infraestruturas caras como estradas, energia e etc. 3. Sistemas Descentralizados: Tecnologias como energia solar, uso de água pluvial, fossa séptica e sistemas de resfriamento passivos são integrados localmente no projeto 3. Sistemas Descentralizados: Tecnologias como energia solar, uso de água pluvial, fossa séptica e sistemas de resfriamento passivos são integrados localmente no projeto 5. Pacote de Sementes: A casa Expansível foi projetada como um pacote de sementes, contendo tecnologias, estratégias de material e um guia de planejamento adaptável a cada local, dependendo de seu contexto social, cultural e ambiental.

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HABITAÇÃO SOBREPOSTA

As tipologias habitacionais desenvolvidas para este concurso se enquadram no GRUPO 01, apresentando projeto para uma habitação unifamiliar econômica e uma casa sobreposta de um dormitório com possibilidade de expansão de mais um cômodo. A proposta atende às necessidades da CODHAB e dos futuros moradores a partir de 5 critérios principais, oferecendo uma alta qualidade urbano arquitetônica com baixo impacto econômico. 01.SUSTENTABILIDADE URBANA: A partir de uma proposta urbana compacta e uma ocupação de solo consciente. 02FLEXIBILIDADE ESPACIAL URBANO ARQUITETÔNICA: Com relação aos possíveis arranjos, variedade tipológica e ao crescimento progressivo das unidades. 03. RACIONALIDADE CONSTRUTIVA: Baseada em processos construtivos industrializados que permitam a unidade do conjunto sem detrimento da diversidade arquitetônica. 04. ADAPTABILIDADE FUNCIONAL: A partir de distribuições internas de tamanhos homogêneos que permitam a realização de diferentes atividades em qualquer espaço. 05. IDENTIDADE: A partir de arranjos urbano arquitetônicos que consideram a escala humana e favorecem a vida em comunidade.

Fonte: Arch Daily

A partir de um mesmo projeto, com apenas algumas pequenas adaptações, temos a tipologia da casa sobreposta. A residência do pavimento superior segue a mesma distribuição do programa, agregando à construção uma galeria frontal onde está a escada, reforçando a identidade da fachada frontal, referenciada na arquitetura moderna brasileira.

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PROGRAMA DE NECESSIDADES Área comum Acessos principais e secundários Bolsões de estacionamento:1 vaga/apto Áreas de lazer Áreas verdes Área de convivência/comum Pequenos comércios Ruas compartilhadas e/ou sem saída Caminho de pedestres Bicicletário

Habitações coletivas: Torres (projeção de aprox. 18x18m) com 4 andares e 4 apartamentos por andar; Fita (projeção de aprox. 10x80m ou 10x60m), com 4 andares e 8 apartamentos por andar, sendo com 60m² (2 Quartos) e 80m² (3 Quartos);

Habitações uni-familiares: Terrenos de 10x20m - 200m²; Casas sobrepostas com 80m²; Casas extensíveis em 3 etapas: 40m², 60m² (2 Quartos) e 80m² (3 Quartos);

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PROPOSTA TEÓRICA CONCEITO

O projeto em questão foi pensado de modo a priorizar os pedestres, buscando ter o mínimo de vias exclusivas para carros e o máximo de espaços amplos e com possibilidade de atividades para a população da região. Além do mais, a proposta visa fazer o uso de áreas verdes, conectando a população com a natureza e trazendo para a região uma melhor qualidade de vida de forma sustentável e ecológica. De modo a atender uma população de cerca de 700 pessoas, a proposta consiste em habitações uni-familiares extensíveis e habitações sobrepostas, que trazem conforto para a comunidade. Além disso, é proposto também habitações coletivas, com prédios em torres e em fitas de até 4 andares cada, podendo suportar um maior número pessoas sem abrir mão do conforto e da comunidade. O projeto atenta-se também na acessibilidade, para que qualquer pessoa possa fazer uso dos espaços propostos

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Fonte: Google Street View

Área de Convívio

PARTIDO E IMPLANTAÇÃO

Res. Unifamiliar

Torres

Fitas

Fonte: Google Street View

Espaço para feira

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Fonte: Google Street View

Área de Convívio

Res. Unifamiliar

Torres

Fitas

Bolsões de estacionamento

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Fonte: Google Street View

Área de Convívio

Res. Unifamiliar

Torres

Fitas

Bolsões de estacionamento

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CONCLUSÃO Com o desenvolvimento da proposta, pôde-se verificar que a região atualmente possui algumas carências, mas que o projeto exposto busca suprir uma delas: Espaço de lazer. Com isso, a qualidade de vida de quem mora na região tende a aumentar, além de revitalizar o bairro. A proposta traz a ideia de sustentabilidade, tema importante para os dias de hoje, esclarecendo a noção de melhor aproveitamento de recursos, menor consumo de materiais e valorização do comércio e mão de obra local. Tem-se a questão da acessibilidade, onde é visto a importância da inclusão de todas as partes da população, fazendo-se necessário pensar não apenas no cidadão padrão, mas também àqueles com baixa mobilidade, deficiência ou dependência. Ao fazer uma proposta que leve em consideração a acessibilidade, torna-se possível construir uma comunidade para todos, que inclui e traz qualidade de vida para a população.

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BIBLIOGRAFIA https://www.archdaily.com.br/br/934731/casa-expansivel-parte-02-urban-rural-systems? ad_source=search&ad_medium=search_result_projects http://comvivaarquitetura.com.br/premios-e-concursos/tipologias-codhab/ http://portalmapa.goiania.go.gov.br/mapafacil/ https://www.google.com.br/maps

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