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JORNAL UNICIDADE – ANO 4 – EDIÇÃO 193 – São Paulo, 12 a 18 de setembro de 2026

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ANO 4 • Nº 193 • SÃO PAULO • 12 A 18 DE SETEMBRO DE 2026

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Setembro Amarelo: cuidar da saúde mental também faz parte do trabalho

Foto: Magnific

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Mães neurodivergentes: a maternidade invisível de mulheres com TDAH e autismo

Da horta ao prato: projeto em escola da Zona Sul incentiva alimentação saudável e reduz desperdício

Concurso público para agente estadual de trânsito tem inscrições abertas

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A L E RT A C I D AD Ã O

Mães neurodivergentes: a maternidade invisível de mulheres com TDAH e autismo

Pediatra explica como aspectos de TDAH e autismo tornam a maternidade dessas mulheres mais desafiadora Crédito: Magnific

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Mães neurodivergentes podem enfrentar dificuldades nos cuidados com as crianças

Expediente JORNAL UNICIDADE CNPJ: 40.010.313 /0001-45 Rua Borba Gato, 59 - Boa Vista Shopping, Loja 122, Piso BG - Santo Amaro - SP Tel: (11) 3892-1510 contato@jornalunicidade.com.br Diretoria: Antônio da Silva Rufino Conteúdos On Line e Off Line Agência Sul News Distribuição Sul News Logística Periodicidade Semanal Tiragem Jornal UniCidade: 20.000 exemplares Entregues em corredores comerciais, semáforos, estações ferroviárias e terminais de ônibus municipais e intermunicipais

Fala-se cada vez mais sobre mães de crianças neurodivergentes, mas pouco se discute sobre a mulher que é mãe e também é neurodivergente. Para a pediatra Marli Rio, que atua há mais de 30 anos, essa é uma pauta importante, atual e ainda pouco abordada: a maternidade invisível de mulheres com TDAH e autismo. Segundo Marli, algumas mães autistas apresentam hipersensibilidade ao toque, o que pode tornar a amamentação ou a necessidade de contato físico constante do bebê muito difícil. Outras têm sensibilidade auditiva e podem sofrer uma sobrecarga intensa diante do choro frequente da criança. “Isso não significa rejeição ou falta de amor. Significa que o organismo daquela mulher percebe e processa esses estímulos de uma maneira diferente”, explica a pediatra.

Uma mãe com TDAH pode ter dificuldade para manter o foco, organizar horários, lembrar compromissos ou terminar uma tarefa antes de começar outra, justamente quando a maternidade exige administrar inúmeras demandas ao mesmo tempo. “Muitas acabam sendo julgadas como desorganizadas, distraídas, impacientes ou incapazes, quando, na verdade, estão sobrecarregadas e precisam de compreensão e estratégias adequadas”, afirma Marli. A pediatra chama atenção para um ponto importante: em alguns casos, o diagnóstico de autismo ou TDAH só acontece na vida adulta. Essas mulheres podem atravessar grande parte da maternidade acreditando que são estranhas, incompetentes ou menos mães do que as outras, e passam anos se culpando por dificuldades que não conseguiam explicar. “Quando o diagnóstico chega, ele pode representar um grande alívio, porque permite que essa mulher compreenda e ressignifique tudo o que viveu. Ela percebe que nunca amou menos e nunca foi uma mãe inferior. Apenas viveu a maternidade com um funcionamento diferente, muitas vezes sem compreensão, sem estratégias adequadas e sem o apoio de que precisava”, finaliza.

A tecnologia auxilia o cérebro?

Por Mario Eugenio Saturno

Em junho, a Popular Science publicou uma interessante matéria sobre o efeito que os meios eletrônicos de memória têm no cérebro humano. Até algumas décadas atrás, mesmo com agendas, memorizávamos muitos telefones, hoje, mal sabemos o nosso próprio. Atualmente, há muitos dispositivos eletrônicos externos que nos auxiliam a concluir uma tarefa cognitiva, é o chamado descarregamento cognitivo (cognitive offloading). Os pesquisadores que estudam os efeitos da documentação digital concentram-se nas áreas de memória prospectiva (como lembrar um evento futuro), memória de trabalho (para uso imediato) e recordação factual (como lembrar o caminho enquanto dirige). Quando você documenta informações importantes, o seu cérebro redireciona o processamento de duas maneiras: 1) Descartar essas informações da memória de curto prazo, reconhecendo que uma cópia duplicada existe com segurança em outro lugar. 2) Realocar a capacidade cognitiva recém-liberada. E quais são os benefícios? 1) Conserva o esforço cognitivo, ou seja, o cérebro gasta menos calorias e reduz o esforço cognitivo, afinal, qual a vantagem de memorizar uns 50 telefones, como fazíamos antigamente? 2) Garante-se maior precisão dos dados, pois o cérebro humano é propenso a alterações da memória e até alucinações. 3) Promove uma compreensão melhor do que se está fazendo, observando, falando e pensando. E o que de mal acontece? 1) A capacidade do seu

cérebro de codificar e reter essas informações na memória de longo prazo pode ser prejudicada com o tempo, fenômeno chamado de amnésia digital ou “efeito Google”. Quando se pode contar com um registro externo (como anotações, celular ou computadores), investe-se menos esforço mental na codificação interna daquela informação. Isso é chamado de hipótese do esforço de estudo (study-effort hypothesis). Tomada de decisão prejudicada, uma vez que as informações necessárias não estão no cérebro. 3) Priorização incorreta de informações. Ao armazenar o que seja mais importante, o cérebro tem mais espaço para tratar detalhes insignificantes, o que piora os processos cognitivos, já que não se lembra dos dados realmente importantes. No grupo de projetos de satélites do INPE, tínhamos um engenheiro que anotava tudo. Certa feita, precisávamos de uma informação já resolvida pelo grupo, mas ninguém lembrava, procurei o escriba e... ele não conseguiu achar nada. Da mesma forma, é preciso encontrar um meio termo no armazenamento de conhecimento ou ele será inútil.

MARIO EUGENIO SATURNO (fb. com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)


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C I D A D A N I A S AU D ÁV E L

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Setembro Amarelo: cuidar da saúde mental também faz parte do trabalho

A psicóloga mostra como empresas e lideranças podem prevenir, perceber, acolher e encaminhar situações de sofrimento emocional Crédito: Magnific

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Setembro é tradicionalmente marcado pelo amarelo da conscientização e prevenção do suicídio. Mas, para além das campanhas realizadas neste mês, o Setembro Amarelo traz uma discussão cada vez mais necessária para o mundo corporativo: como as empresas podem reconhecer sinais de sofrimento emocional e criar ambientes de trabalho mais seguros, humanos e saudáveis? Para a psicóloga e especialista em Recursos Humanos, Mene Vianna, a resposta passa por quatro atitudes que precisam fazer parte da cultura das organizações durante todo o ano: prevenir, perceber, acolher e encaminhar. “A proposta exige uma mudança de olhar. Em vez de esperar que um colaborador chegue ao limite para agir, empresas e lideranças precisam desenvolver uma cultura permanente de prevenção, escuta e cuidado”. Não podemos falar em saúde mental no trabalho apenas quando existe uma crise. O cuidado começa muito antes, na maneira como a empresa organiza o trabalho, conduz suas equipes e prepara suas lideranças para perceber quando alguém precisa de ajuda. Nesse sentido, prevenir é o primeiro passo. Por isso, as empresas precisam olhar para esses

fatores de maneira contínua, avaliando a distribuição das demandas, identificando possíveis situações de sobrecarga, desenvolvendo lideranças mais preparadas e humanas, combatendo assédio e comportamentos desrespeitosos e criando canais seguros de diálogo. Nem sempre uma pessoa que está passando por sofrimento emocional consegue dizer claramente que precisa de ajuda. Mudanças de comportamento, perda de interesse pelas atividades ou alterações significativas na interação com os colegas, podem indicar que algo não vai bem. Depois de perceber, é preciso acolher. E acolher não significa solucionar o problema do outro, mas criar um espaço seguro para que a pessoa possa falar sobre o que está vivendo sem medo de ser julgada, exposta ou penalizada. O quarto pilar é encaminhar. Empresas e gestores não substituem profissionais de saúde e, diante de situações que exigem atenção especializada, é fundamental orientar o colaborador a buscar ajuda adequada e conhecer os recursos disponíveis para esse encaminhamento. Entre os caminhos gratuitos e públicos estão o CVV, que atende 24 horas pelo telefone 188, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Unidades Básicas de Saúde.

Empresas e lideranças precisam desenvolver uma cultura permanente de prevenção, escuta e cuidado Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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AT I T U D E P O S I T I VA

De pai para filha: um legado de trabalho e compromisso com a Zona Leste Ricardo Teixeira prepara Aline Teixeira para dar continuidade a uma história construída com diálogo e dedicação às pessoas Foto: Divulgação/Prefeitura de SP

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Ricardo e Aline Teixeira

Alguns legados são construídos com patrimônio. Outros, com exemplos, valores e serviços prestados à população. É nesse segundo caminho que se encontra a história do vereador Ricardo Teixeira e de sua filha, Aline Teixeira: uma relação familiar que começa a ganhar uma nova dimensão por meio do compromisso com a vida pública e com os moradores da Zona Leste de São Paulo. Ricardo Teixeira exerce atualmente seu sexto mandato consecutivo como vereador da capital. Desde o início de sua trajetória na Câmara Municipal, dedicou atenção especial às necessidades da Zona Leste, ouvindo moradores, acompanhando

problemas dos bairros e buscando recursos, projetos e soluções para a região. Sua experiência também ultrapassou os limites do Legislativo. Ocupou importantes funções no Executivo municipal, passando pelas secretarias das Subprefeituras, do Verde e do Meio Ambiente e de Mobilidade e Trânsito. Atualmente, em seu segundo ano consecutivo como presidente da Câmara Municipal de São Paulo, carrega a responsabilidade de conduzir os trabalhos de uma das maiores Casas Legislativas do país. Depois de tantos anos dedicados à vida pública, Ricardo começa naturalmente a refletir sobre o futuro e sobre o momento em que encerrará sua trajetória parlamentar. Porém, existe uma preocupação que permanece: não deixar a Zona Leste sem uma representação próxima, presente e comprometida com a continuidade das conquistas alcançadas ao longo dos anos. É nesse cenário que surge o nome de sua filha, Aline Teixeira. A convivência com o trabalho do pai permitiu que Aline acompanhasse de perto não apenas os

desafios da política, mas, principalmente, sua capacidade de transformar realidades. Aline demonstra identificação com a missão de servir. Seu interesse pelo trabalho parlamentar nasceu do gosto por estar perto das pessoas, conhecer suas histórias e contribuir para que suas necessidades sejam ouvidas. É uma vocação inspirada pelo exemplo paterno, mas que começa a ganhar características próprias. A passagem desse legado não significa apenas a continuidade de uma trajetória política. Representa a transmissão de valores entre gerações: a responsabilidade com a palavra empenhada, o respeito às pessoas, a presença nos bairros e a compreensão de que a política deve ser utilizada como instrumento para melhorar vidas. De pai para filha, Ricardo e Aline Teixeira começam a escrever um novo capítulo de uma história ligada à Zona Leste. Uma história que atravessa o tempo, une experiência e renovação e procura preservar aquilo que constitui a essência de um verdadeiro legado: o compromisso de continuar cuidando das pessoas e trabalhando pelo futuro da região. Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br

AT I T U D E P O S I T I VA

Da horta ao prato: projeto em escola da Zona Sul incentiva alimentação saudável e reduz desperdício Alunos participam de atividades que vão do cultivo ao preparo de alimentos, incluindo receitas para o lanche

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Na Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos (Emebs) Anne Sullivan, na Zona Sul, os alimentos percorrem um caminho que começa na horta e termina no prato. Ao lado da nutricionista Taís Camargo, da Unidade Básica de Saúde (UBS) Chácara Santo Antônio, os alunos participam de todas as etapas do processo: plantam, cuidam, colhem, cozinham e compostam, aprendendo sobre alimentação saudável e aproveitamento integral dos alimentos. As atividades fazem parte dos projetos desenvolvidos pela nutricionista na UBS, em parceria com a equipe do Programa Ambientes Verdes Saudáveis (Pavs), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Taís reforça que, quando se conhece cada etapa do processo e todas as possibilidades que um alimento oferece, fica difícil não gostar ou não experimentar um preparo. Até mesmo um crocante chips de jiló. Item da estação, o jiló possui vitaminas A, do Complexo B e vitamina C. “E ainda contém boa quantidade de sais minerais, como cálcio, fósforo, sódio e potássio”, ressalta a nutricionista, que

também destaca, entre os alimentos da safra, a cenoura e a beterraba e as possibilidades de aproveitamento de suas ramas e talos. “A cenoura é excelente fonte de vitamina A, além de ser rica em vitaminas do complexo B, vitamina C, fósforo, cálcio, potássio e sódio. E falando de aproveitamento integral dos alimentos, a rama da cenoura, é rica em fibras e ainda possui vitamina C, potássio, ferro e antioxidantes”, elenca Taís. Já as folhas e os talos da beterraba são ricos em vitaminas A, C e K, além de minerais como ferro e cálcio. “Eles podem ser consumidos crus em saladas, trazendo leve amargor, textura interessante e cor, ou refogadas rapidamente com alho e azeite, como acompanhamento para diversos pratos. Ao aproveitar partes não convencionais é possível melhorar a qualidade nutricional do cardápio e ainda reduzir o desperdício”, ensina a profissional, que sugere duas receitas que podem ser as estrelas do lanche da tarde. Safra de Setembro Frutas: abacate breda/margarida, abiu, acerola, banana-maçã, banana-prata, caju, graviola, jabuticaba, kiwi estrangeiro, laranja-lima, laranja-pera, maçã nacional fuji.

Crédito: Magnific

Cuidados com uma horta tornam os alimentos mais atrativos para os pequenos

Legumes: abóbora paulista, abobrinha italiana, alcachofra, berinjela conserva, cará, chuchu, ervilha comum, ervilha-torta, fava, inhame, jiló e mandioca. Verduras: agrião, almeirão, aspargos, beterraba com folhas, brócolis, catalonha, cenoura com folhas, coentro, couve, couve-de-bruxelas, couve-flor, erva-doce, palmito e rabanete. Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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C I D A D A N I A S AU D ÁV E L Setembro Verde: Hospital Municipal do Campo Limpo promove evento sobre doação de órgãos “Celebrando a vida: transformando despedidas em novos começos” acontece no dia 15 de setembro Crédito: Magnific

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Um único doador pode beneficiar ou mesmo salvar a vida de até 10 pessoas

O Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha, no Campo Limpo, na Zona Sul, promove, no dia 15 de setembro, o evento “Celebrando a vida: transformando despedidas em novos começos”, em referência à campanha Setembro Verde, que alerta para a importância da doação de órgãos. Além de conscientizar as pessoas, o encontro é uma oportunidade para familiares que tomaram a decisão de doar órgãos de algum parente próximo para contarem suas experiências. Uma das famílias

é a de Elaine Sandes Santos, que morreu no último dia 27 de julho no HM do Campo Limpo, em consequência do rompimento de um aneurisma cerebral. No mesmo dia, consultados pela equipe de psicologia, a mãe, a irmã e o filho decidiram autorizar a doação dos órgãos de Elaine. “Ela era uma pessoa muito simples e bondosa, então eu quis fazer o bem também, salvar a vida de outras pessoas, como acredito que teria sido a vontade de minha filha”, comenta a mãe, a professora aposentada Evanil Souza Sandes Cruz, 75, que teve a palavra final na doação e diz sentir-se confortada com o gesto, apesar da dor com a perda da filha primogênita, aos 53 anos. Graças à anuência dos familiares, Elaine teve doados o fígado, os rins e as córneas. O enfermeiro Lucas Alves de Andrade, membro da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) do Hospital Municipal do Campo Limpo diz que a doação de órgãos um ato de generosidade. “É importante para nós agradecer por esse ato de transcendência que impacta na vida de tanta gente

e que, pela nossa experiência aqui no hospital, também é uma forma positiva de lidar com o luto”. Dependendo das condições, um único doador pode beneficiar ou mesmo salvar a vida de até 10 pessoas. Além dos aspectos técnicos e médicos envolvidos no processo de transplante de órgãos, a grande barreira no caminho do processo de doação é justamente a recusa familiar. No Brasil, ela chega a 45% dos casos notificados, ou seja, de pessoas com morte encefálica nos hospitais. O dado é da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). No Brasil, a doação de órgãos e tecidos está prevista na Lei nº 9.434/1997, regulamentada pelo Decreto nº 9.175/2017. Pela legislação, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, uma vez que após a sua morte a decisão final sobre a doação cabe à sua família. Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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M O B I L I DA D E E S E G U R A N Ç A

Concurso público para agente estadual de trânsito tem inscrições abertas Com inscrições abertas até 7 de outubro, seleção tem prova programada para 1º de novembro Foto: Divulgação/Governo de SP

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

O Detran-SP lançou na quarta-feira (9) uma página especial (Concurso - Agentes Estaduais de Trânsito ) com todas as informações sobre seu novo concurso público para Agente Estadual de Trânsito, com edital publicado no Diário Oficial do Estado. A página exclusiva reúne os detalhes da seleção, com inscrições abertas até 7 de outubro, prova prevista para 1º de novembro e resultado final programado para 15 de janeiro de 2027. São oferecidas 145 vagas para o cargo, com início imediato. O processo seletivo, organizado pelo Instituto Avalia, terá questões objetivas e redação. A taxa para se inscrever é de R$ 98 e o conteúdo programático está descrito no edital (Diário Oficial do Estado de São Paulo ). Com jornada de 40 horas semanais, o emprego público de Agente Estadual de Trânsito contempla atividades técnicas, de gestão e de execução dos serviços relativos às competências institucionais e legais do Detran-SP. O cargo exige formação de nível superior e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B. Também é indispensável o conhecimento em informática e tecnologia, já que o Detran-SP passa por ampla transformação digital.

A taxa de inscrição é de R$ 98 e salário inicial é de R$ 5.702,18

O salário inicial é de R$ 5.702,18, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), acrescido dos benefícios previstos na legislação, como recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), encargos previdenciários e trabalhistas, férias, 13º salário, vale-transporte, vale-refeição/alimentação, adicional de periculosidade, bonificação de resultados e assistência médica. Este será o 1º concurso público do Detran-SP desde 2019. A autarquia - que hoje é responsável por 37

milhões de veículos e 27 milhões de condutores - tem investido em tecnologia e pessoas para melhorar a oferta de serviços à população. Quem for aprovado no concurso receberá capacitação inicial, atualização frequente para fiscalização e estímulo ao aperfeiçoamento profissional. Periodicamente, é possível evoluir na carreira pela avaliação de desempenho. Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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CO N C E I TO E S U S T E N TA B I L I DA D E

Sistema produz mapeamento de áreas urbanas mais resilientes a inundações Método permite identificar áreas mais impactadas pelas inundações e poderá servir de base para gestores planejarem ações preventivas

Foto: Rogerio Cisi – Wikimedia

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP desenvolveram um novo método para avaliar o impacto das inundações nas bacias dos rios que atravessam as cidades. A partir de dados sobre a velocidade e a extensão das cheias, das vias da região, densidade populacional, renda e vulnerabilidade social, o sistema permite a identificação e o mapeamento das áreas com maiores impactos decorrentes das enchentes. Os resultados do estudo, descritos na revista científica Journal of Hydrology: Regional Studies, poderão auxiliar na tomada de decisões sobre investimentos na prevenção de inundações. “A pesquisa propõe e testa uma abordagem diferente para avaliar a resiliência de bacias hidrográficas urbanizadas, considerando o comportamento das tormentas no espaço. Ou seja, como se distribuem na bacia e no tempo; a variação da intensidade ao longo do evento”, declara a o professor José Rodolfo Scarati Martins, da Poli, coordenador da pesquisa.

A pesquisa analisou a bacia do Ribeirão dos Meninos, que faz parte da bacia do Rio Tamanduateí, percorrendo o município de São Paulo e as cidades de São Caetano do Sul, Santo André e São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana. Para avaliar a resiliência a inundações urbanas, foram selecionados indicadores com base nos dados disponíveis sobre itens como densidade populacional, renda per capita, vulnerabilidade social, hierarquia viária, profundidade da inundação, velocidade da inundação e extensão da área inundada. A pesquisa aponta que a resiliência apresentou variabilidade significativa, entre 0,27 e 0,84. Áreas mais altas, próximas à nascente (a montante) do ribeirão exibiram resiliência mais elevada e estável, enquanto regiões distantes (a jusante) mostraram-se mais sensíveis a tempestades concentradas. Algumas sub-bacias a montante apresentaram reduções na resiliência dependentes do evento, revelando vulnerabilidades ocultas que não seriam detectadas por abordagens que consideram chuvas uniformes. Chuvas espacialmente concentradas e concentradas no tempo reduzem a resiliência, enquanto padrões de chuva mais uniformes geraram respostas mais equilibradas.

Método considera fatores que impactam população, como a vulnerabilidade social

De acordo com o professor, a tomada de decisões sobre investimentos é sempre um problema complexo, que pode ser apoiado por um conjunto de ferramentas para dar suporte. “Os resultados deste trabalho poderão, por exemplo, auxiliar na priorização de investimentos, localização de sistemas de aviso e alerta para reduzir impactos, preparo de ações de emergência e outros.” Por Júlio Bernardes para o Jornal da USP Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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