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JORNAL UNICIDADE – ANO 4 – EDIÇÃO 192 – São Paulo, 05 a 11 de setembro de 2026

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SETEMBRO 2026 ANO 4 • Nº 192 • SÃO PAULO • 5 A 11 DE SETEMBRO DE 2026

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Disputa eleitoral coloca eleitor diante do desafio de identificar conteúdos cada vez mais realistas Foto: Magnific

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Capital aplica mais de 2,1 milhões de doses contra o sarampo durante Campanha de Multivacinação

Cerca de 7,5 mil agentes foram capacitados para realizar atendimento de mulheres vítimas de violências

Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia

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Tradição da comida alemã para quem aprecia o bom gourmet, recheado em qualidade de atendimento. confira pág 7


5 a 11 de setembro de 2026

2 A L E RT A C I D AD Ã O Disputa eleitoral coloca eleitor diante do desafio de identificar conteúdos cada vez mais realistas Com 73% de rejeição ao uso de IA em campanhas, alfabetização midiática ganha importância nas eleições Foto: Magnific

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Cerca de 73% dos brasileiros rejeitam o uso de IA em campanhas eleitorais

Expediente JORNAL UNICIDADE CNPJ: 40.010.313 /0001-45 Rua Borba Gato, 59 - Boa Vista Shopping, Loja 122, Piso BG - Santo Amaro - SP Tel: (11) 3892-1510 contato@jornalunicidade.com.br Diretoria: Antônio da Silva Rufino Conteúdos On Line e Off Line Agência Sul News Distribuição Sul News Logística Periodicidade Semanal Tiragem Jornal UniCidade: 20.000 exemplares Entregues em corredores comerciais, semáforos, estações ferroviárias e terminais de ônibus municipais e intermunicipais

Com a aproximação das eleições de 2026, novas regras da Justiça Eleitoral estabelecem parâmetros para o uso de inteligência artificial na comunicação política. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou critérios para a identificação de conteúdos produzidos ou modificados por IA e restringiu materiais que possam favorecer ou prejudicar candidaturas, em uma tentativa de reduzir o impacto de manipulações digitais sobre a decisão dos eleitores. A preocupação aparece na percepção dos próprios eleitores. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em agosto mostrou que 73% dos brasileiros rejeitam o uso de IA em campanhas eleitorais. Embora a tecnologia esteja cada vez mais presente na comunicação

política, os dados indicam que ainda existe forte resistência à sua utilização. “As pessoas aprenderam a desconfiar de notícias falsas, mas hoje imagens, vídeos e áudios podem ser produzidos artificialmente com alto grau de realismo. A questão não é apenas verificar se um conteúdo é verdadeiro ou falso, mas desenvolver a capacidade de analisar criticamente sua origem e sua intenção”, afirma Luís Mauro Sá Martino, doutor em Ciências Sociais e professor da FAPCOM. Segundo o especialista, esse cenário reforça a importância da alfabetização midiática, entendida como a capacidade de interpretar e contextualizar informações em diferentes meios de comunicação. A alfabetização midiática envolve compreender a origem das informações e verificar as fontes antes de aceitar ou compartilhar um conteúdo. Esse cuidado pode contribuir para que o eleitor tome decisões mais conscientes. “Não é preciso que o cidadão conheça todas as tecnologias utilizadas para produzir um conteúdo. O mais importante é verificar a fonte e lembrar que nem todo conteúdo corresponde a um acontecimento real”, conclui.

O Brasil envelheceu: estamos preparados para cuidar?

Por Zilah Daijo

O aumento da expectativa de vida no Brasil é motivo de celebração. Afinal, viver mais é resultado dos avanços da medicina, da melhoria das condições sanitárias e do acesso cada vez maior aos serviços de saúde. Mas essa conquista traz uma pergunta que precisa ser respondida com urgência: estamos preparados para cuidar de uma população que envelhece? A resposta passa, inevitavelmente, pelos cuidadores de pessoas idosas. São os cuidadores – familiares ou profissionais – que oferecem apoio emocional e garantem que as necessidades diárias sejam atendidas com dignidade. Milhões de brasileiros, principalmente a mulher, assumem diariamente o cuidado sem qualquer direito e proteção. Muitos deixam o mercado de trabalho, reduzem sua renda, enfrentam jornadas exaustivas e convivem com o desgaste físico e emocional. Quando o cuidador permanece isolado, sem informação e sem apoio, aumenta o risco de sobrecarga física e emocional, comprometendo tanto sua saúde quanto a da pessoa assistida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende que os países fortaleçam políticas de cuidados de longa duração para responder ao envelhecimento populacional. O Brasil, no final de 2025, elabora o Plano Nacional do Cuidado, que considera o cuidado como direito e proteção do cidadão, de forma integral e integrada.

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, atenta a essa nova política pública e tendo como referência a Formação Básica de Cuidadores de Pessoas Idosas e no Programa do Cuidando de quem Cuida, que vem executando há 10 anos idealizou o 1º Fórum Itinerante de Cuidadores de Pessoas Idosas: Desafios, Ação e Transformação, promovido em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. O fórum pretende abrir espaço para os cuidadores terem voz, sobre os seus desafios enfrentados no cotidiano, em relação ao seu autocuidado, sua relação com familiares e o cuidando, e o seu parecer sobre a regulamentação da sua profissão/ocupação. A participação dos cuidadores é de fundamental importância para poder desconstruir conceitos antigos e construir novos. Preparar o país para o envelhecimento passa, necessariamente, por preparar quem cuida. Porque uma sociedade que valoriza seus cuidadores é, acima de tudo, uma sociedade que respeita seus idosos e se prepara para o futuro. ZILAH DAIJO é pedagoga e presidente da Comissão de Assistência Social da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo)


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C I D A D A N I A S AU D ÁV E L

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Capital aplica mais de 2,1 milhões de doses contra o sarampo durante Campanha de Multivacinação Mobilização ampliou a imunização contra a doença e atualizou a caderneta da população em toda a cidade vacinais de cada faixa etária. A vacinação indiscriminada para pessoas de 6 meses a 59 anos permanece nos distritos de Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros, na Zona Norte, devido ao cenário epidemiológico nessas regiões. A dose zero contra o sarampo também segue disponível para crianças de 6 a 11 meses em todas as UBSs. A aplicação não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses. Deve ser respeitado o intervalo de 30 dias para a aplicação da tríplice viral ou de outro imunizante que contenha vírus vivo atenuado. Quem deseja se imunizar pode procurar a UBS mais próxima, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, inclusive aos sábados e feriados, no mesmo horário. A disponibilidade dos imunizantes pode ser consultada na plataforma De Olho na Fila. A localização das unidades de saúde está disponível no Busca Saúde e pode ser acessada aqui. Segundo a Prefeitura de São Paulo, desde a identificação dos primeiros casos de sarampo, vem sendo feito o monitoramento, a varredura vacinal nas áreas envolvidas e o treinamento das equipes para o atendimento de casos suspeitos.

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

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Encerrada na terça-feira (1º), a Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026 na cidade de São Paulo, aplicou 2.769.806 doses de vacinas na capital desde o início das ações, em 3 de agosto. Desse total, 2.126.696 doses foram contra o sarampo e 643.110, de outros imunizantes. Na vacinação contra o sarampo, a faixa etária de 5 a 9 anos concentrou o maior número de aplicações. Os dados são parciais e estão sujeitos a atualização. “A campanha foi muito bem-sucedida na capital, com uma excelente adesão da população. Agradecemos a todos que participaram e procuraram os serviços de saúde para avaliar sua carteirinha. Mesmo com o fim da campanha, é importante lembrar que a vacinação continua e as carteirinhas devem permanecer atualizadas”, destacou a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações (PMI), Luciana Ursini. Mesmo com o encerramento da campanha, todos os imunizantes, incluindo a vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continuam disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conforme os calendários

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Rua Carlos Gomes 678, Santo Amaro -São Paulo

Rua Borba Gato, 59 Santo Amaro - PISO G1 BoaVista Shopping

ReCharge

Foto: Divulgação/Governo de SP

Na vacinação contra o sarampo, a faixa etária de 5 a 9 anos concentrou o maior número de aplicações Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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AT I T U D E P O S I T I VA Merenda personalizada: para cada aluno, um tipo de refeição Na Rede Municipal de Ensino da capital, o cardápio pode ser adequado individualmente para atender estudantes que precisam de cuidados específicos Foto: Divulgação/Prefeitura de SP

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Funcionárias preparam refeições especiais para alunos da Rede Municipal de Ensino

Além de fornecer refeições equilibradas do ponto de vista nutricional a todos os alunos a Rede Municipal de Ensino oferece atendimento especial aos que necessitam de alimentação personalizada. Em 2026, 25.712 estudantes matriculados nas escolas municipais da cidade são atendidos por uma alimentação escolar especial, segundo dados oficiais. O número representa crescimento de 39% em relação a 2024, quando 18.472 alunos recebiam refeições

adaptadas às suas necessidades. Atualmente, o serviço está presente em 3.436 unidades educacionais da rede e contempla estudantes com alergias, intolerâncias, doenças metabólicas, dificuldades de mastigação ou deglutição e outras restrições alimentares temporárias ou permanentes. O objetivo é oferecer uma alimentação escolar adequada a bebês, crianças e demais estudantes que necessitem de atenção nutricional individualizada, considerando condições específicas de saúde ou hábitos alimentares, como o vegetarianismo. Além de atender às necessidades de cada aluno, a proposta busca garantir que todos possam participar das refeições na escola de forma adequada, com variedade e qualidade, ampliando também o repertório alimentar. É o caso de Caio Alves de Souza, de 10 anos, estudante da EMEF Deputado Cyro de Albuquerque, no Campo Limpo, Zona Sul da cidade. Criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seletividade alimentar, Caio, antes de ingressar na unidade, levava de casa lanches como bolacha recheada e consumia muitos alimentos industrializados.

“Ele tinha uma seletividade muito grande. Gostava mais de arroz com frango, sopa com poucos legumes e pãozinho sem manteiga. Não gostava de feijão. Hoje, aos poucos, ele já consegue comer feijãoe outros alimentos”, conta a mãe, Sônia Maria Alves de Souza, 50 anos. As adaptações são definidas a partir da documentação apresentada pela família e analisadas individualmente pelas nutricionistas da Coordenadoria de Alimentação Escolar (CODAE). O objetivo é garantir que a refeição seja segura, equilibrada e adequada às necessidades de cada aluno. As adaptações podem incluir preparações sem glúten, sem lactose, hipossódicas, brandas ou pastosas, entre outras. A Secretaria Municipal de Educação (SME) mantém informativos técnicos específicos para diferentes situações, como alergia ou intolerância ao leite de vaca, alimentação vegetariana, alimentação no Transtorno do Espectro Autista, consistência dos alimentos e alimentação por motivos religiosos.

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AT I T U D E P O S I T I VA

Educação Bilíngue para Surdos completa 15 anos na Rede Municipal de Ensino da capital Política consolidou a Libras como língua de instrução e comunicação e ampliou as possibilidades de atendimento aos estudantes da cidade

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

A Educação Bilíngue para Surdos completa 15 anos na Rede Municipal de Ensino da Prefeitura, com mais de 1.200 estudantes atendidos pelo programa, considerando diferentes etapas e modalidades de ensino. A trajetória foi celebrada na quarta-feira (2), durante a Jornada de Educação Bilíngue de Surdos, que reuniu profissionais da rede para momentos de formação, troca de experiências e relatos de práticas desenvolvidas nas unidades educacionais. A Jornada integra as comemorações dos 15 anos da política, instituída em 2011 pelo Decreto nº 52.785, que criou as Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) e estabeleceu uma nova organização para o atendimento educacional de estudantes surdos na cidade. O evento foi realizado na Universidade Paulista (UNIP) – Campus Vergueiro. A política municipal considera a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua, utilizada como língua de instrução e comunicação, e a Língua Portuguesa como segunda língua,

Av. Atlântica, 2083 - Jd. Três Marias São Paulo - SP I 04772-003

trabalhada na modalidade escrita. A proposta respeita as especificidades linguísticas e culturais da comunidade surda e busca garantir aos estudantes o acesso ao Currículo da Cidade. A Educação Bilíngue para Surdos na Rede Municipal tem como um de seus fundamentos a pedagogia visual, que considera as características viso-espaciais da Libras nas experiências escolares. A abordagem valoriza o letramento visual e contribui para a construção da identidade surda e para o desenvolvimento acadêmico dos estudantes. A Prefeitura de São Paulo foi pioneira na criação de um Currículo Bilíngue voltado aos estudantes com surdez. A iniciativa contribui para garantir o acesso ao Currículo da Cidade, considerando as especificidades linguísticas dos estudantes surdos. Em 2012, foram criadas duas Unidades Polo Bilíngue para Surdos, nos CEUs Capão Redondo e São Rafael. As unidades passaram a oferecer classes bilíngues para estudantes surdos em diferentes etapas da escolarização, além de serviços de apoio educacional especializado. A política também contempla o atendimento de estudantes surdos em unidades comuns da Rede

Foto: Magnific

A Prefeitura de São Paulo foi pioneira na criação de um Currículo Bilíngue voltado aos estudantes com surdez

Municipal. Nesses espaços, os estudantes contam com serviços de apoio, incluindo Atendimento Educacional Especializado, instrutores e intérpretes de Libras, de acordo com suas necessidades. Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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C I D A D A N I A S AU D ÁV E L

Obesidade infantil: 5 cuidados que ajudam a mudar os hábitos das crianças Alimentação e mudanças no cotidiano podem contribuir para o controle do peso durante a infância Foto: Magnific

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Incentivar brincadeiras com movimentos é fundamental para manter hábitos saudáveis na infância

Construir uma relação saudável com a comida começa ainda nos primeiros anos de vida, mas o desafio pode ser maior quando a criança já enfrenta o excesso de peso. Nessa fase, mudanças na alimentação precisam considerar não apenas o emagrecimento, mas também o crescimento, o desenvolvimento e a formação de hábitos que possam ser levados para a vida adulta. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), mostram que, em 2025, 31% das crianças entre 5 e 10 anos apresentavam excesso

de peso, sendo 9,7% classificadas com obesidade e 6% com obesidade grave. Segundo o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador do Emagrecentro, o cuidado nessa fase deve considerar que crianças e adolescentes ainda estão em período de crescimento e desenvolvimento. “O objetivo não é colocar a criança em uma busca acelerada pela perda de peso, mas identificar o que pode ser ajustado na alimentação e no estilo de vida, sempre considerando as demandas nutricionais de cada faixa etária”, explica. Cinco cuidados que podem contribuir para a construção de uma rotina mais saudável na infância. 1. Comece pela reeducação alimentar Em vez de apenas retirar alimentos, a reeducação alimentar busca melhorar as escolhas e construir uma relação mais equilibrada com as refeições. 2. Inclua alimentos ricos em vitaminas e minerais É importante manter alimentos que forneçam vitaminas e minerais necessários para o crescimento. Frutas, verduras, legumes, feijão, ovos, leite e derivados, por exemplo, podem fazer parte das refeições.

3. Reduza o excesso de carboidratos simples Alimentos ricos em açúcares e farinhas refinadas, como biscoitos recheados, doces, refrigerantes e alguns produtos ultraprocessados, podem aparecer com menos frequência na rotina. “Na infância, não é indicado simplesmente retirar os carboidratos, o cuidado está na quantidade e, principalmente, na qualidade das escolhas”, recomenda. 4. Tenha acompanhamento profissional Durante o emagrecimento, mudanças no apetite, na disposição ou dificuldade para seguir o plano podem indicar que a estratégia precisa ser revista. Por isso, manter retornos com profissionais de saúde ajuda a identificar esses sinais e fazer adaptações sem recorrer a restrições por conta própria. 5. Reduza o tempo de tela Aparelhos eletrônicos podem ampliar o período dedicado a comportamentos sedentários. Estabelecer limites para o uso dos dispositivos e abrir espaço para brincadeiras é uma forma de tornar a rotina mais ativa. Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br

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M O B I L I DA D E E S E G U R A N Ç A

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Cerca de 7,5 mil agentes foram capacitados para realizar atendimento de mulheres vítimas de violências Treinamento ocorreu em todo o país na quarta-feira

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Pelo menos 7,5 mil agentes de segurança pública das 27 capitais brasileiras e de 81 cidades do interior passaram, na última quarta (2), por um dia de capacitação, via transmissão simultânea, para atendimento de mulheres vítimas de violências. A diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Michele Gonçalves dos Ramos, explica que pelo menos outros dois mil profissionais já realizaram esse curso ao longo dos últimos três anos. “Esse Dia C de Capacitação é uma grande mobilização educacional e nacional com foco no atendimento, na proteção e na perspectiva de gênero na segurança pública”, acrescentou. O ministro da Justiça e Segurança Pública Wellington César Lima e Silva considera o dia de capacitação fundamental para colocar em prática iniciativas de proteção, visto que são necessários profissionais preparados. “Isso é muito importante porque estamos falando justamente de quem está todos os dias nas ruas, nas delegacias e nos serviços públicos, atendendo a população e sendo o primeiro contato

de uma mulher com o Estado”, falou. Ele explicou que vão participar da capacitação policiais civis, militares e penais, dos Corpos de Bombeiros, das guardas municipais e das perícias oficiais. Além da confirmação da capacitação na quarta-feira, o ministro da Justiça e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, assinaram também duas portarias sobre o tema. A primeira regulamenta procedimentos de análise e de aprovação dos planos estaduais e do plano distrital de combate à violência contra a mulher. Segundo Michele Gonçalves dos Ramos, a portaria assegura uma aplicação mais transparente e rápida dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para essa finalidade. A segunda portaria institui o Grupo de Trabalho interministerial para a elaboração de um protocolo nacional de atendimento às mulheres vítimas de violência sexual. "O objetivo desse protocolo é de servir como uma referência para o atendimento realizado nas delegacias de todo o país”, disse Michele Gonçalves dos Ramos. Assim, a ideia é avançar na uniformização de procedimentos para as delegacias de Polícia Civil de todo o país. “Para que esse atendimento realizado

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Participaram da capacitação policiais civis, militares e penais, dos Corpos de Bombeiros, entre outros

nessas delegacias seja feito de forma ainda mais qualificada, humanizada e articulada entre os diferentes serviços, incluindo a saúde e outros órgãos de rede de proteção.” Com informações de Agência Brasil Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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CO N C E I TO E S U S T E N TA B I L I DA D E

Aquecimento além de 1,5°C ameaça saúde, agricultura e economia Especialistas defendem corte urgente das emissões de gases Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Redação / redacao@jornalveracidade.com.br

Desastres naturais, ondas de calor, secas históricas, chuvas intensas e perdas agrícolas são alguns dos eventos extremos que se tornarão frequentes em um planeta mais quente do que o esperado. A conclusão é de especialistas diante do anúncio das Nações Unidas na quarta-feira (2) de que o planeta deve ultrapassar o limite de 1,5º C de aquecimento nos próximos anos. Para o diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, a informação precisa ser tratada com a devida gravidade e provocar esforços urgentes para mudar o cenário. “Hoje é um dia triste para a humanidade. Fomos derrotados por nós mesmos”, lamenta André. "Temos que reduzir urgentemente a queima de combustíveis fósseis, acabar com a conversão de florestas e mudar, de forma geral, nossa relação com a natureza”, complementa. Em evento promovido pelo pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM),

Thelma Krug, disse que a dimensão e a duração do aquecimento determinarão o tamanho dos impactos sobre a sociedade e o meio ambiente. A temperatura global, segundo Thelma Krug, já está cerca de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, com avanço aproximado de 0,26°C por década. “Fazendo uma conta bem rápida, teríamos três ou quatro anos para limitar o aquecimento, se continuarmos no ritmo atual de emissões”, explicou Thelma. O economista Sergio Margulis, especialista do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) e professor da PUC-Rio, destaca os prejuízos econômicos do aumento das temperaturas. Perdas em infraestrutura, agricultura, saúde e energia já representam 2% do PIB global. “Hoje o mundo gasta uns 2 trilhões de dólares com descarbonização. Só que a gente precisa aumentar esse patamar para 5 trilhões ou até um pouco mais. Não tem como fugir disso”, analisa o economista. O coordenador de política internacional do Observatório do Clima (OC), Claudio Angelo, reforça que o relatório da ONU é um alerta para impedir que a ultrapassagem de 1,5°C seja ainda maior. “Abandonar o objetivo de devolver os termômetros a 1,5ºC não é uma opção. Mas o pico e o

Saiba mais em:

Planeta já está mais quente do que o esperado

declínio não ocorrerão enquanto países produtores de combustíveis fósseis olharem para essas indústrias como uma benesse em vez de uma maldição”, analisa Angelo. “É preciso parar já a expansão fóssil no mundo, e a COP31, daqui a dois meses, é uma oportunidade de tomar essa decisão”, finaliza. Com informações de Agência Brasil Leia mais em: www.jornalveracidade.com.br


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