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Maquinas 26

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Do editor Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 – 12º andar 96015-300 – Pelotas – RS www.grupocultivar.com Diretor de Redação Schubert K. Peter Consultor Newton Peter OAB/RS 14.056

“Cultivar” e “Cultivar Máquinas” são marcas registradas do Grupo Cultivar de Publicações

Cultivar Máquinas Edição Nº 26 Ano III - Dezembro 2003 / Janeiro 2004 ISSN - 1676-0158 www.cultivar.inf.br cultivar@cultivar.inf.br Assinatura anual (11 edições*): R$ 98,00

Prezado leitor Uma prática bastante comum entre os usuários de tratores é o aumento de potência ou “envenenamento” do motor, para tracionar implementos mais pesados sem precisar adquirir uma máquina mais potente. Mas será que é possível fazer esta alteração em todos os tipos de motores? A resposta você encontrará no artigo “Força máxima”, que aborda as vantagens e desvantagens desta prática. Também merece atenção especial o artigo sobre a utilização de óleos lubrificantes em transmissões agrícolas; os principais problemas causados pela demora na troca, e os principais cuidados para evitar a degradação acelerada do lubrificante. Entre outros assuntos, vale a pena conferir a matéria sobre visita feita por equipe da Cultivar Máquinas à fábrica da Valtra, localizada na Finlândia. Destacamos ainda e as vantagens e desvantagens da utilização de bicos de pulverização com indução de ar e o test drive feito com o pulverizador Uniport 2500 da Jacto, onde fizemos uma minuciosa avaliação da mecânica e do sistema de pulverização da máquina. Vale a pena conferir. Uma boa leitura e boas festas a todos!

(*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)

Números atrasados: R$ 15,00 Assinatura Internacional: US$ 72,00 • 68,00

Índice

Nossa Capa

• Editor

Charles Ricardo Echer

Foto Valtra

Rodando por aí

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Óleo lubrificante para transmissões

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Pulverização com indução de ar

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Lastragem de tração dianteira

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Redimensionamento de motores

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Ordenha mecanizada

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Vagão forrageiro Taurus

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• Gerente Comercial

Visita a fábrica da Valtra

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Teste drive - Pulverizador Uniport 2500

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4x4 - Travessia na lama

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Opinião

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• Consultor Técnico

Dr. Arno Dallmeyer • Redação

Rocheli Wachholz • Revisão

Vandelci Martins Ferreira • Design Gráfico e Diagramação

Cristiano Ceia

Neri Ferreira

• Assistente de Vendas

Pedro Batistin _____________

• Gerente de Circulação

Cibele Costa • Assinaturas

Luceni Hellebrandt Jociane Bitencourt

Destaques

• Expedição

Edson Krause • Impressão:

Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

Desgaste mínimo

Assine já!

NOSSOS TELEFONES: (53)

Saiba até onde é possível reutilizar o óleo das transmissões sem comprometer a integridade das peças e da máquina .................................................... 06

• ATENDIMENTO AO ASSINANTE:

3028.4013 / 3028.4015

Ar na aplicação

• ASSINATURAS:

Os bicos de pulverização com indução de ar diminuem a deriva e aumentam a cobertura da área ................................................... 12

3028.4010 / 3028.4011 • GERAL

3028.4013 • REDAÇÃO:

3028.4002 / 3028.4003 • MARKETING:

Força máxima

3028.4004 / 3028.4005 • FAX:

Como e quando é possível superpotencionalizar o motor do trator com compressores e intercooler ................................................... 18

3028.4001 Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@cultivar.inf.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.

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Uniport 2500 Conheça a nova configuração do pulverizador Uniport 2500 da Jacto e veja como ele se saiu no test drive ...................................................

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Rodando por aí

Mais tecnologia A AGCO do Brasil ampliou seu Centro Tecnológico, com investimentos acima US$ 4 milhões, entre construção de nova área de 1.800m2, infra-estrutura e equipamentos. A ampliação foi feita na bancada de testes, quadruplicando sua capacidade para os ensaios com tratores e colhedoras da empresa. Serão 30 bancos de testes de alta precisão, com cinco dinamômetros e uma câmara fria para testar motores em condições climáticas especiais, tendo em vista a exportação para países frios como o Canadá.

Prêmio Master Cana Adriana Camargo

Nova gerente Adriana Camargo vai assumir o cargo de Gerente de Vendas das divisões Valeo Térmico Motor e Valeo Climatização, ambas localizadas na cidade de Itatiba (SP). Ela sucede Sérgio Noriega, recentemente promovido a diretor da divisão Valeo Service, em São Paulo.

Novo motor A International Engines South América revelou que fabricará outro modelo da família Nova Geração Diesel (NGD), com seis cilindros em linha, nas versões NGD 7.6E e NFD 9.3E, desenvolvido para ônibus e caminhões. A participação da fábrica brasileira, localizada em Canoas (RS), na fabricação desse novo motor já teve início no mês passado (outubro), com a inauguração da linha de montagem de cabeçotes para alimentar a fábrica de Melrose Park, Illinois, nos Estados Unidos.

A Valtra do Brasil recebeu quatro prêmios do Máster Cana, que reconhece e certifica as melhores empresas do setor sucroalcoleiro no Brasil. Ela recebeu o prêmio de Melhor Trator Agrícola de Rodas, Melhor Serviço de Assistência Técnica Destaque Inovação Tecnológica com o lançamento do produto Valtra NavSat (Sistema de monitoramento do trator por GPS) e o Prêmio Máster Five que reconhece as cinco melhores empresas do setor canavieiro. “Esse prêmio consolida e afirma a liderança da marca Valtra na categoria de 120 cv, na qual somos líderes de mercado e também reconhece os esforços de todas as áreas, desde a engenharia até os concessionários”, comenta o diretor de marketing, Cláudio Costa.

Investimentos em Mogi Mirim A Lindsay América do Sul vai investir cerca de R$ 2 milhões em uma nova planta industrial na cidade de Mogi Mirim (SP). A nova planta irá ocupar uma área de 50 mil metros quadrados, sendo 6,2 mil de área construída entre fábrica e escritório e terá capacidade instalada para produzir 400 pivôs por ano, contra os atuais 150 da unidade de Piedade (SP). Segundo o diretor geral da Lindsay, Eugênio Brunheroto, a fábrica de Mogi Mirim deverá iniciar a sua operação em março do ano que vem, com cerca de 55 funcionários.

Eugênio Brunheroto

A Garret foi a responsável pelo desenvolvimento do modelo GT 2052S, que equipa a nova Frontier SE Strike 4x4, lançada recentemente no mercado brasileiro. O novo modelo, produzido exclusivamente com cabine dupla e tração 4x4, amplia a linha de pickups Nissan.

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Máquinas

Balanças A Gehaka lança sua nova linha de balanças de precisão para vários segmentos, como laboratórios, universidades, empresas de controle de qualidade entre outros. A série BK conta com 25 modelos de balanças com capacidade de pesagem que variam de 200 gramas a oito quilos. A empresa dobrou a quantidade de modelos e pretende abrir novos mercados para a empresa.

Centro de treinamento A Sulinox, empresa gaúcha fabricante de ordenhadeiras e resfriadores de leite, inaugurou no final de novembro, em Viamão (RS) um centro de treinamento para demonstração e aperfeiçoamento de seus produtos. Foi instalada uma sala de ordenha modelo, através de uma parceria com a Fazenda Araçá (RS). Além de mostrar os produtos, o Centro tem por objetivo incentivar pequenos e médios produtores de leite a obter melhores resultados de seus rebanhos.

Destaque de marketing 2003 A campanha “Facilidades Volare”, da empresa Volare foi a vencedora do Prêmio Destaque no Marketing 2003, da Associação Brasileira de Marketing e Negócios, na categoria serviços. A campanha englobou a criação de selos para identificar cada um dos serviços oferecidos, elaboração de malas-diretas e desenvolvimento de materiais para os pontos de venda.

Exportações

Frontier Strike 4x4

Livro Já está a disposição o livro “Gestão do processo de projetos de edificações”, de autoria da Eng.Maria Angélica Covelo Silva, Diretora do Núcleo de Gestão e Inovação e do Eng.Roberto de Souza, Diretor do Centro de Tecnologia de Edificações – CTE, ambas empresas de consultoria que atuam nas áreas de gestão estratégica, da qualidade e da tecnologia de construção. Informações (11} 3817-5000

A divisão de sistemas de Eixos e Transmissões Fora-de-Estrada da ZF já está fornecendo eixos dianteiros de tração APL 350 para a John Deere no México. O contrato firmado entre as empresas prevê o envio de 1.200 unidades por ano, que serão montadas nos modelos da linha Merit. O primeiro lote, de 60 eixos, foi embarcado recentemente para a planta de Saltillo. O diretor da divisão, Ricardo Fioramonte destaca que o sucesso do programa de desenvolvimento e fornecimento do novo componente para a John Deere do México abriu a oportunidade para outros negócios, possibilitando que a unidade brasileira também forneça os eixos APL 350 para a planta da fabricante de máquinas agrícolas na China.

Luto Registramos com pesar o falecimento do Engenheiro Agrônomo, Francisco Salles de Abreu Sampaio, diretor da Agromen Sementes Agrícolas. Francisco tinha 40 anos e faleceu no dia 16 de novembro em um acidente de carro. Além das atividades como diretor da Agromen, ele também era o curador do Museu Agromen de Máquinas Agrícolas, vice-presidente da Associação Paulista dos Produtores de Sementes e Mudas – APPS, um dos diretores da Usina Vale do Verdão Açúcar e Álcool, de Tuverlândia (GO), além de gerente delegado da Agropecuária Primavera. Francisco deixou um Sampaio importante legado de estusiasmada contribuição à moderna agricultura brasileira.

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Robert Ratliff

Nova unidade A AGCO Corporation pretende investir entre US$ 15 e US$ 20 milhões na construção de uma nova fábrica, possivelmente no Centro-oeste. “Queremos estar próximos de um dos mercados de crescimento mais acelerado do mundo”, afirmou o CEO da ACGO Corporation, Robert Ratliff. No Brasil, a AGCO tem fábricas em Canoas e Santa Rosa (RS), adquiridas da IochpeMaxion em 1996, e em Sumaré (SP), incorporada em setembro passado.

Novembro 2003


Óleo

transmissão

Desgaste mín A

aparência enganosa de um óleo de transmissão, na hora de verificar o nível pela vareta ou mesmo quando do escoamento, leva a que se utilize este óleo muito acima do período recomendado. Como este lubrificante não é contaminado - como um óleo de motor por resíduos de combustão que o torna escuro - esta falsa impressão de óleo limpo leva à sobreutilização deste lubrificante. A importância da substituição do óleo lubrificante da transmissão dentro dos prazos estabelecidos pelos fabricantes, só pode ser desprezada quando houver controle do estado deste óleo lubrificante, através de acompanhamento de suas características por análises de óleo. Este procedimento assegurará que a transmissão trabalhe adequadamente lubrificada. Recomenda-se que nos serviços de troca de óleo sejam acatadas pelo menos as recomendações feitas pelos fabricantes de tratores, quando não houver controle através de análises do óleo lubrificante.

A sobreutilização de lubrificantes de transmissões traz prejuízos para o produtor, tendo como principais conseqüências o desgaste acelerado dos dentes das engrenagens e rolamentos e das demais partes em movimento

DEGRADAÇÃO DO ÓLEO DA TRANSMISSÃO Devido ao tempo de trabalho o óleo tem suas características originais modificadas. A principal característica de um óleo lubrificante é a sua viscosidade que pode sofrer uma alteração máxima de mais ou menos 10 % em relação ao valor de medição do óleo novo. De uma maneira geral, em sistemas de transmissão, o que costuma ocorrer é a elevação da viscosidade, sendo a principal causa a contaminação por insolúveis, que é a quantidade de resíduos sólidos de poeira, metais de desgaste e resíduos de oxidação por umidade (água), que se depositam no reservatório, causando o espessamento do óleo ou “engrossando-o”. Note-se que quanto maior for o tempo de sobre-utilização do óleo, maior será o espessamento causado. É claro que a contaminação varia de mecanismo para mecanismo. Uma caixa de marchas está menos suscetível à contaminação do que um redutor lateral, pois a sua posição mais elevada em relação ao redutor acaba lhe protegendo de contaminação. A principal

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conseqüência é o desgaste acelerado por abrasão dos dentes das engrenagens e rolamentos que terão menor tempo de vida útil. Todos conhecem o resultado da presença de poeira no óleo, o dano causado também é o desgaste excessivo das partes em movimento, e por incrível que pareça, óleo muito grosso dificulta o movimento e causa desgaste. Podemos ainda dizer que os aditivos, que são elementos químicos que melhoram o desempenho do óleo, se esgotam, deixando de desempenhar suas funções, como por exemplo: proteger da corrosão, ferrugem etc. Uma forma bastante comum de contaminação

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em sistemas de transmissão de tratores ocorre quando da sua utilização em terrenos alagados ou quando da lavagem da máquina. Os respiros, que são saídas por onde se descarrega a pressão excessiva de gases provenientes do trabalho do lubrificante, se tornam entradas de água, o que alterará as características do lubrificante.

PROLONGAÇÃO DO TEMPO DE UTILIZAÇÃO Para demonstrarmos o que pode ocorrer quando se prolonga a utilização, analisamos dez amostras de óleos lubrifican-

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“Os respiros, que são saídas por onde se descarrega a pressão excessiva de gases provenientes do trabalho do lubrificante, se tornam entradas de água, o que alterará as características do lubrificante”

outras nove as 750 horas recomendadas haviam sido ultrapassadas, tendo normalmente ocorrido com 1200 horas. Todas as análises mostraram problemas de desgaste. Desta forma, fica claro ser bastante temeroso o prolongamento do tempo de trabalho do óleo dos sistemas de transmissão sem o acompanhamento sistemático através de análises de óleo.

nimo Cultivar

QUANDO TROCAR As recomendações dos fabricantes de tratores estabelecem o período ideal para a substituição das cargas de lubrificantes dos sistemas de transmissão. Podem ser por período (horas) ou quilometragem. Como geralmente é estabelecido um certo grau de segurança quando do estabelecimento da hora da troca, estes períodos podem ser antecipados ou estendidos, dependendo das condições de uso e da conveniência. Os fabricantes de tratores normalmente descrevem em seus manuais de manutenção o detalhamento da operação de troca. Havendo um bom controle das trocas, pode-se aplicar menores ou maiores períodos de substituição do lubrificante, desde que isto não se torne prática habitual. Podemos simular duas situações, considerando que um óleo de classificação correta, sob condições normais, deva ser trocado com 750 horas de trabalho: • Uma máquina trabalhando em condições favoráveis, ou seja, implementos para ela dimensionados e operando na velocidade correta, que tenha atingido a

hora da troca, não necessariamente deverá ser parada para a execução da substituição da carga. É óbvio que este sobretempo não deve ultrapassar aproximadamente 5% do tempo estabelecido. Isto proporcionará que a troca seja efetivada num momento mais adequado, entre turnos de trabalho por exemplo. • No caso de trabalho com sobrecarga, onde não se tenha controle da velocidade desenvolvida, patinagem excessiva, terrenos alagados ou que se constate a penetração de impurezas (poeira, água, etc.) no reservatório, como, por exemplo, devido à perda da tampa de enchimento, vareta de nível desalojada ou falta do tampão do respiro do sistema, deve-se providenciar, o mais rápido possível a substituição do lubrificante. Está é uma medida preventiva que evitará o desgaste prematuro do sistema.

PROCEDIMENTO PARA A TROCA Como já dissemos em outra ocasião, toda troca de óleo, seja de motor, caixas de engrenagens ou fluído hidráulico, deve ser feita com o óleo quente, preferivelmente após o uso do trator por um período que atinja a temperatura normal de operação. O ideal é que a troca ocorra no final do dia de trabalho. Após extrair o óleo pelo local de drenagem do reservatório, é aconselhável deixá-lo escorrer por algum tempo, por volta de dez minutos, para assegurar que permaneça no reservatório o mínimo possível do óleo velho. Uma alternativa rápida, menos compliMarcos Bormio

tes de transmissão de cinco tratores. Fizeram parte das análises realizadas os testes de viscosidade, presença de água e presença de elementos metálicos, onde foi verificada a presença de ferro, cobre, chumbo, alumínio e silício. Os parâmetros de comparação para os valores obtidos nas análises são os do óleo novo utilizado nos sistemas de transmissão dos tratores analisados. Das dez análises realizadas em nenhuma delas o óleo lubrificante estaria apto a continuar trabalhando. Em somente uma o tempo de utilização estava aquém do tempo estabelecido para troca pelo fabricante, nas

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Óleo de transmissão (esq.) e óleo de motor (dir.); o aspecto mais claro do óleo de transmissão dá a falsa idéia de óleo limpo, provocando a sobre utilização deste lubrificante

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“Existem óleos monograu, ainda bastante utilizados, onde a identificação é dada por um número (grau) antecedido da sigla SAE”

Fotos Marcos Bormio

cada e menos suja é sugar o óleo por uma bomba de sucção ligada a um tubo fino introduzido pelo orifício da vareta de nível de óleo. Este processo, no entanto, apresenta o inconveniente de não remover totalmente o óleo. O veículo deve estar em local plano e adequado para qualquer extração ou troca de óleo. Deve-se também limpar ou substituir o filtro do sistema hidráulico.

QUE ÓLEO SE DEVE UTILIZAR Reafirmamos também que os melhores lubrificantes, óleo ou graxa, para serem utilizados no motor, no câmbio, no diferencial, no hidráulico e nos rolamentos e articulações do seu trator, são aqueles recomendados pelo fabricante do trator. No caso dos sistemas de transmissão, normalmente é indicada apenas uma classificação ao usuário. Os óleos lubrificantes para sistemas de transmissão de tratores são classificados pela viscosidade e pelo desempenho que oferecem. A viscosidade é uma característica controlada pela SAE (Society Automotive Engineers). Existem óleos monograu, ainda bastante utilizados, onde a identificação é dada por um número (grau) antecedido da sigla SAE. Em uma identificação que leva em conta a temperatura de trabalho do óleo a aproximadamente 100º C, podemos ter óleos SAE 90, SAE 120 e SAE 250. Uma outra classificação leva em conta a temperatura do óleo frio e as medidas mais comuns são, SAE 70W, SAE 75W, SAE 80W e SAE

Guarda-pó da alavanca seletora de marchas e bujão de enchimento do sistema de transmisão: locais por onde pode haver contaminação

85W. A letra W após o grau de viscosidade significa winter de inverno ou frio. O grau SAE 70W seria para temperatura de até -55° C e para o grau SAE 85W a temperatura seria de até -12° C. Podemos também ter óleos multiviscosos, como aqueles utilizados em motores. Estes lubrificantes têm medida de visco-

Vareta de nível, local por onde o óleo pode ser contaminado

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sidade para baixa temperatura e para temperatura de trabalho. Na temperatura fria ele deve ser fino o suficiente para fluir bem e alcançar todas as partes do sistema. Já em altas temperaturas, ele deve ter a viscosidade adequada para manter a película protetora entre as partes metálicas. Por exemplo, os óleos SAE 80W 90 são formulados para cumprir os requisitos de viscosidade em baixa temperatura de um óleo monograu SAE 80 e os requisitos de viscosidade em alta temperatura de um óleo monograu SAE 90. Os óleos SAE 80W são testados para viscosidade -26°C, logo, eles são formulados para uso em temperaturas ambientes mais baixas. Já os óleos classificados como SAE sem a designação W têm suas viscosidades medidas somente a 100°C para assegurar viscosidade adequada em temperaturas operacionais normais do sistema. O serviço ou desempenho do óleo é classificado pela API (American Petroleum Institute). Para sistemas de transmissão, a classificação é dada por duas letras, GL de gear lubricant, lubrificante para engrenagem em inglês, que identifica um óleo para sistema de transmissão. A classificação propriamente dita é dada por um número após as letras. Este número é o um para lubrificantes menos aditivados e que oferecem menor desempenho do óleo e cinco para aqueles que oferecem o máximo desempenho do lubrificante. Intermediariamente existem os números dois, três e quatro. À medida que a numeração sobe, o grau de desempenho do óleo aumenta, podemos então ter por exemplo um óleo de classificação API GL 4. Além

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“O importante, além da utilização do lubrificante recomendado pelo fabricante, é perceber e entender que para cada mecanismo poderá ser indicado um óleo diferente do outro mecanismo”

to, óleos diferentes que não se intercambiam. Desta forma cada qual deverá ser utilizado em seu mecanismo específico. Alguns cuidados adicionais com o sistema de lubrificação: • Não misture óleos de marcas diferentes, a utilização de elementos químicos diferentes para uma mesma finalidade de aditivação, pode ocasionar aparecimento de ácidos corrosivos que irão atacar as peças do sistema. • Utilize sempre óleo com a viscosidade e classificação corretas. • Examine sempre se não há vazamentos de óleo, se houver corrija-os imediatamente. • Os bujões de enchimento e de nível devem receber limpeza com pincel e solvente antes de serem retirados. • A vedação da vareta de nível em seu tubo e o guarda-pó das alavancas de seleção do câmbio e da reduzida são pontos onde ocorrem vazamentos e grande penetração de contaminantes externos, principalmente a poeira, se danificados devem ser imediatamente substituídos. • Havendo filtro de óleo no sistema, este deverá ser limpo ou substituído, o M que for conveniente. Marcos Roberto Bormio, UNESP - Bauru, SP

Fotos Marcos Bormio

Além da troca do lubrificante é importante fazer a limpeza ou substituição do filtro do sistema hidráulico

Bórmio alerta para a necessidade de fazer a troca do óleo de acordo com a recomendação do fabricante

Deutz

desta classificação de desempenho existem outras, como por exemplo, a militar (MIL), a da Massey Ferguson (M), John Deere (JDM) etc. Estas classificações podem ou não acompanhar a classificação API. Normalmente são utilizadas para formulações próprias para óleos de última geração como os minerais especiais ou sintéticos. O importante, além da utilização do lubrificante recomendado pelo fabricante, é perceber e entender que para cada mecanismo poderá ser indicado um óleo diferente do outro mecanismo. Tomando como exemplo os lubrificantes recomendados pelo fabricante para o trator Massey Ferguson 275 4X4, para o câmbio, eixo traseiro e levante hidráulico o óleo recomendado é o M1135, ou seja, especificação Massey Ferguson 1135. Para os redutores finais dianteiros, o diferencial dianteiro e redutores finais traseiros os lubrificantes recomendados podem ser o SAE 90 API GL 5 ou MIL – L – 2105 B. Os lubrificantes da especificação M1135 podem, por recomendação do fabricante, ser o Shell WBF 100 ou Shell Donax TD. Os dois são óleos de viscosidade 85W, proveniente de óleos básicos minerais, com formulação especial, segundo o fabricante. Já o óleo SAE 90 API GL 5, também recomendado pelo fabricante da máquina, tem viscosidade SAE 90 para temperatura de trabalho e atendem as recomendações da classificação GL 5 da API e 2105 B da classificação militar. São, portan-

Vista em corte de uma transmissão; a sobre utilização do óleo pode causar desgaste acelerado dos dentes das engrenagens e rolamentos

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Pulverização bicos

Ar na aplicação A utilização do método de pulverização com indução de ar, normalmente faz com que as gotas de ar estourem ao atingir o alvo, redistribuindo a calda e melhorando a cobertura além de possibilitar a aplicação em dias menos favoráveis

U

m dos fundamentos da tecnologia de aplicação é a divisão do líquido em gotas. Esta tarefa é necessária para que se possa cobrir áreas extensas com volumes limitados de líquido, buscando distribuir os produtos fitossanitários de maneira uniforme sobre os alvos da aplicação. Em um pulverizador, o componente responsável pela divisão do líquido em gotas é a ponta de pulverização, também conhecida como bico. Existem inúmeros tipos e tamanhos de pontas, as quais produzem gotas dos mais variados diâmetros. O tamanho das gotas numa pulverização é usualmente avaliado através do DMV (Diâmetro Mediano Volumétrico). O DMV, medido em mm, é o diâmetro de gota que divide a massa de gotas de um spray em duas

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partes, de forma que a soma dos volumes das gotas de diâmetro menor que o DMV é igual à soma dos volumes das gotas de diâmetro maior que o DMV. O spray produzido por uma ponta de pulverização é classificado de acordo com classes de tamanho de gotas, referenciadas através do DMV (Tabela 1). Esta classificação é de suma importância para a tomada de decisão na seleção de uma ponta, pois o diâmetro das gotas influencia a capacidade da pulverização em cobrir o alvo e penetrar na massa da folhas. Gotas menores (classes fina e muito fina) possuem melhor capacidade de cobertura (oferecem maior número de gotas/cm2), assim como propiciam melhor penetração. São recomendadas, por exemplo, para a aplicação de fungicidas de contato, situação em que é necessária boa

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cobertura e boa penetração. Por outro lado, gotas pequenas podem ser mais sensíveis à evaporação e aos processos de deriva. Uma das formas de viabilizar o uso de gotas pequenas em condições climáticas menos favoráveis (intensidade de vento ou temperatura maior que o recomendado, por exemplo), é o emprego de técnicas como a assistência de ar (barras com cortina de ar) e aditivos de calda para reduzir a evaporação. Gotas medianas e grandes (classes média, grossa e muito grossa) são melhores para aplicações em que é necessário reduzir o risco de deriva. Entretanto, tais gotas podem não apresentar boa penetração e cobertura.

AS PONTAS As pontas de indução de ar utilizam o

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“A velocidade das gotas na saída das pontas com indução de ar é menor do que nas pontas convencionais e, devido a elevada resistência causada pelo ar, elas se deslocam em velocidades menores e impactam com a superfície de forma mais lenta”

Montana

ta, o da extremidade de saída (com diâmetro maior) determina o tamanho das gotas e o formato do spray. Várias empresas fabricam esse tipo de ponta, cada qual com desenho, dimensões e formato específicos. Em termos práticos, a forma e as dimensões dos componentes das pontas têm influência sobre a vazão e a quantidade de ar adicionada ao líquido. Neste sentido, merecem destaque o orifício de entrada de líquido e os de entrada de ar. Apesar das variações existentes nas características do spray produzido por pontas de diferentes fabricantes e vazões, devido aos diferentes desenhos de seus componentes, de maneira geral, as pontas de pulverização com indução de ar produzem gotas grandes, notadamente pela presença de bolhas de ar em seu interior. Além disso, o volume de líquido presente em cada gota é maior, o que lhe confere maior massa em relação às gotas geradas por pontas sem indução de ar (convencionais). A velocidade das gotas na saída das pontas com indução de ar é menor do que nas pontas convencionais e, devido à elevada resistência causada pelo ar, elas se deslocam em velocidades menores e impactam com a superfície de forma mais lenta. Normalmente as gotas com ar estouram quando atingem a superfície do alvo, redistribuindo a calda e melhorando a cobertura. No entanto, apesar deste processo ser muito citado, ainda existe a necessidade de se desenvolver mais estudos a fim de explicar melhor esses fenômenos.

UTILIZAÇÃO

princípio de Venturi para induzir a formação de bolhas de ar dentro das gotas de uma pulverização, num processo que gera gotas muito grossas (DMV acima de 450 mm). A constituição geral de uma ponta de pulverização com indução de ar é apresentada na Figura 1. Durante a pulverização, a calda sob pressão passa em alta velocidade por um orifício com diâmetro pequeno, na entrada da ponta, causando uma diminuição da pressão na parte interna da ponta. Este processo induz a entrada do ar pelos orifícios laterais, sendo que o líquido e o ar vão para a câmara interna, onde se misturam. Sob pressão, essa mistura passa pela ponteira e, ao entrar em contato com o ar exterior, é fracionada em gotas. Enquanto o orifício da entrada de líquido determina a vazão da pon-

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Dados coletados nas últimas safras mostram que, no Brasil, cerca de 35% dos produtores de soja em plantio direto utilizam pontas de pulverização com indução de ar em pelo menos uma das aplicações, sendo que no Rio Grande do Sul este valor chega a 70%. Dentre os diversos usos, as pontas de pulverização com indução de ar podem ser utilizadas para aplicação de herbicidas sistêmicos, tanto na dessecação para a semeadura em plantio direto, como na aplicação de herbicidas pré ou pós-emergentes. Alguns inseticidas também podem ser aplicados, independente do sistema de cultivo. Apesar do custo de aquisição superior com relação Tabela 1. Classificação do tamanho das gotas de acordo com o seu DMV DMV (mm) < 100 101 – 200 201 – 300 301 – 425 > 425

Classificação do tamanho das gotas Muito fina Fina Média Grossa Muito grossa

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Máquinas

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Aspecto de uma gota com inserções (bolhas) de ar

às pontas convencionais, observa-se um grande incremento do uso desse tipo de ponta pelos agricultores. Isso tem ocorrido em função da possibilidade de realizar aplicações em condições climáticas menos favoráveis, como na ocorrência de ventos mais intensos, ou ainda para realizar aplicações em alta velocidade de deslocamento do conjunto trator-pulverizador. As pontas de pulverização com indução de ar trabalham melhor em pressões elevadas. Normalmente estas pontas funcionam bem em pressões acima de 3 bar (43 psi), podendo chegar a 8 bar (114 psi). Durante o processo de aplicação, adjuvantes presentes nas caldas ajudam a manter a estrutura das gotas com bolhas de ar em seu interior pelo período de tempo suficiente para atingir o alvo.

VANTAGENS E DESVANTAGENS Dentre as vantagens do uso das pontas de indução de ar, destaca-se o menor risco de deriva, baseando-se no tamanho e na massa das gotas. Independente da velocidade do vento, há indicações de que as pontas de pulverização com indução de ar reduzem significativamente o potencial de deriva comparando-se com as pontas convencionais. As características do espectro de gotas geradas por uma ponta com indução de ar são pouco influenciadas pela alteração da

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pressão de trabalho. No caso de um aumento de 50% na vazão de uma ponta convencional, através da elevação da pressão, ocorre uma redução de 25% no tamanho de gotas produzidas. No caso das pontas com indução de ar, é possível aumentar a vazão em até 100% sem alterar significativamente a distribuição dos tamanhos de gotas. Este fato é importante, pois o risco de deriva de uma determinada ponta é relacionado com a porcentagem volumétrica de gotas menores que 100 ìm presentes no spray, considerando-se a amplitude de tamanhos de gota geradas pela ponta. Neste caso, as pontas com indução de ar geram poucas gotas de tamanho pequeno. Outro ponto positivo desta tecnologia é a característica de cobertura das gotas grandes formadas pelas pontas com indução de ar. O ar induzido modifica o comportamento das gotas no momento do impacto com a superfície do alvo, resultando em espalhamento e retenção com características semelhantes às de gotas menores produzidas por pontas de pulverização convencionais. Como desvantagens, dependendo dos objetivos da aplicação e dos produtos utilizados, deve-se considerar a baixa densidade de gotas que serão depositadas nos alvos, devido ao tamanho das mesmas, o que pode deixar o efeito biológico dependente do espalhamento ou da mobilidade do ingrediente ativo. Neste caso, existe a possibi-

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lidade de geração de uma aplicação irregular, levando ao controle deficiente. A capacidade de penetração das gotas geradas por estas pontas é reduzida (também pelo fato de se tratarem de gotas muito grossas), limitando a sua recomendação nos casos onde é imperativo o depósito nas partes baixas de plantas de grande enfolhamento. Em resumo, as pontas com indução de ar podem ser impróprias para aplicação de produtos cuja ação principal seja por contato, mesmo utilizando adjuvantes. Um problema que vem sendo detectado é a quebra da ponta durante o uso, devido ao enroscamento na vegetação (plantio direto) ou mesmo pelo choque com o solo (terraços ou imperfeições do terreno). Isto ocorre pelo fato da ponta ser mais longa que as convencionais, ficando desprotegida da capa do bico. Alguns pulverizadores novos tiveram seus bicos posicionados atrás da barra, visando maior proteção mecânica. Existem capas protetoras mais longas, oferecidas como acessório, as quais conferem mais resistência ao conjunto. Entretanto, é imperativo que tais acessórios não obstruam o orifício de entrada de ar, pois neste caso poderá ocorrer perda do efeito de indução de ar e grande desuniformidade da aplicação. Outro fator a ser salientado é a variabilidade da quantidade de ar induzido nas gotas. As Figuras 2 e 3 mostram exemplos do resultado de ensaios de pontas com indução de ar de fabricantes diferentes, com relação à quantidade de ar induzido. Em termos gerais, a quantidade de ar varia, para uma mesma ponta, em função da variação da pressão de trabalho. Pontas de mesma classificação, vindas de fabricantes diferentes, podem apresentar grande variação neste quesito, assim como pontas de vazão diferente, vindas de um mesmo fabricante, também produzem gotas com quantidade diferentes de ar. A variação na quantidade de ar induzido nas goJacto

SRI

“Dentre as vantagens do uso das pontas de indução de ar, destaca-se o menor risco de deriva, baseando-se no tamanho e na massa das gotas”

Fig. 1 - Constituição de uma ponta com indução de ar: a) entrada do líquido; b) entrada do ar; c) câmara de mistura; d) ponteira de saída da mistura

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Figura 2. Variação da quantidade de ar induzido em função da pressão, para duas pontas de indução de ar 11002 de fabricantes diferentes, comparada ao comportamento de uma ponta convencional

(Fonte: Faggion, 2002).

quantidade de ar induzido nas gotas precisa ser objeto de um sistema de classificação, pois o desempenho destas pontas depende diretamente deste fator. Por estes motivos, há a necessidade de se aprofundar os estudos no sentido de se desenvolver métodos específicos para a avaliação e classificação do spray gerado pelas M pontas com indução de ar. Francisco Faggion, UNISC – Santa Cruz do Sul, RS Ulisses Rocha Antuniassi, UNESP – Botucatu, SP Charles Echer

Figura 3. Variação da quantidade de ar induzido em função da pressão, para duas pontas de indução de ar 11004 de fabricantes diferentes, comparada ao comportamento de uma ponta convencional

ficação da qualidade do spray através da medida do DMV não considera a presença de ar incluído nas gotas, o que torna a classificação das pontas de indução de ar difícil de ser diretamente comparada com as pontas convencionais. Os processos de medição do diâmetro de gotas mais utilizados, como o Malvern laser droplet/particle size analyzer e o Dantec PDA-analyser, geram resultados pouco confiáveis quando da avaliação de gotas com ar induzido, pois as bolhas de ar dentro das gotas geram distorções nos resultados. Ainda neste sentido, a própria

(Fonte: Faggion, 2002).

tas pode alterar as características da aplicação, tais como a deriva e a cobertura do alvo e, como conseqüência, a eficácia do controle.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Em termos práticos, as pontas com indução de ar estão sendo utilizadas com sucesso em diferentes tipos de aplicação, principalmente no caso de produtos com ação sistêmica, reduzindo sobremaneira o risco de deriva e aumentando os períodos disponíveis para a aplicação ao longo do dia. Do ponto de vista tecnológico, a presença de ar no interior das gotas torna o spray obtido das pontas com indução de ar bastante diferente daquele resultante do uso de pontas convencionais. O sistema de classi-

A forma e as dimensões dos componentes das pontas têm influência sobre a vazão e a quantidade de ar acrescentada ao líquido


Trator Trator

lastragem

Fotos IAC

Lastro ideal A lastragem é um fator que influencia bastante no desempenho de um trator. No entanto, para conseguir um bom rendimento, é necessário observar com cuidado as configurações de cada máquina e os pesos indicados para cada situação

E

studos de lastragem ajudaram a definir as características ponderais de um trator e confirmaram que os tratores com tração dianteira auxiliar (4x2 aux.) apresentam melhor desempenho quando a porcentagem de peso no eixo dianteiro está na faixa de 36 a 45%. Sabe-se que o peso total e a distribuição de peso por eixo em tratores 4x2 aux. são fatores preponderantes na otimização do seu desempenho na barra de tração. A partir de uma massa básica, lastros metálicos e líquidos são acrescidos nos eixos dianteiros e traseiros, em proporções adequadas. A princípio, a um peso maior deve corresponder maior força de tração. Considerando-se, porém, a economia de material e a redução da resistência ao rolamento, o trator deveria pesar o menos possível. Às vezes se fala em relação peso-potência do motor como um parâmetro de desempenho a ser observado no trator, mas até hoje se desco-

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Máquinas

nhece um estudo fundamentado cientificamente que diga qual relação é a ideal. Na frota de tratores novos disponíveis no mercado brasileiro são encontrados valores que variam, normalmente, de 52 a 64 kg/cv no motor e de 57 a 72 kg/cv na tomada de potência. Um trabalho de adequação de lastragem

foi realizado com um trator Agrale BX 4.150 equipado com motor MWM TD 229 Diesel, com potência no motor de 135 cv a 2300 rpm, rodado dianteiro Goodyear 14.9-28 (18 lbf/pol²), rodado traseiro Firestone 23.1-30 SAT 23 (16 lbf/pol²). Os parâmetros de desempenho foram determinados em pista de concreto. Para quem acha estranho verifi-

Tabela 1 – Características ponderais estudadas Condição de lastro L1 L2 L3 L4 L5 L6 L7 L8

Quantidade de lastros metálicos Dianteiro Traseiro 6 9 12 15 18 12 15 15

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12 10 8 6 4 6 8 14

Peso total kgf

Distribuição de peso sobre os eixos Diant/tras. %

Coeficiente de tração adimensional.

7640 7640 7640 7640 7640 7508 7712 8106

34,8/65,2 36,8/63,2 38,8/61,2 40,7/59,3 42,7/57,3 39,5/60,5 39,9/60,1 38,0/62,0

0,857 0,867 0,909 0,924 0,909 0,921 0,940 0,917

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“Às vezes se fala em relação peso-potência do motor como um parâmetro de desempenho a ser observado no trator, mas até hoje, se desconhece um estudo fundamentado cientificamente que diga qual relação é a ideal”

Ila explica que na lastragem é fundamental respeitar a configuração de cada tipo de máquina

car o desempenho em pista de concreto, é bom esclarecer que esta é a condição padrão dos ensaios normalizados. A pista de concreto, ao contrário do solo, apresenta condições uniformes de superfície prestandose muito bem para estudos comparativos. Os estudos comparativos de lastragem foram precedidos de determinações para seleção da melhor distribuição de peso sobre os eixos de tração. Para isso, oito condições de distribuição de peso (L1 a L8) foram estabelecidas (tabela 1), limitando-se o peso máximo do trator em 8100 kgf , o que dá uma relação peso/potência de 60kg/ cv no motor. O coeficiente de tração (relação força de tração/peso) e a potência na barra foram os parâmetros determinantes da seleção. Dessas oito condições, três foram selecionadas para levantamento das curvas de desempenho em pista de concreto, sendo os testes conduzidos em duas marchas. Em marcha baixa, limitou-se a força de tração máxima ao limite de 15% de patinagem das rodas motrizes. Em marcha alta, com velocidade entre 4,5 e 9,0 km/h, faixa onde é realizada a maioria das operações agrícolas, outras curvas de desempenho foram levantadas para caracterizar a potência máxima na barra, que ocorre à rotação nominal do motor. Nas figuras 1 a 3 e nas tabelas 2 e 3 são apresentados os resultados obtidos. A figura 1 mostra claramente a influência do peso dianteiro na capacidade de tração do trator. Alguns estudos, como os de Bashford et al. (1985), Kotzabassis et al. (1987), Yanai et al. (1988) e Souza et al. (1991), encontraram condições ótimas de desempenho quando a porcentagem de peso no eixo dianteiro era de 36 a 40%, 40 a 45%, 36,8% e de 41,0%, respectivamente. A tabela 2 sintetiza o desempenho do trator na condição de tração máxima em marcha baixa. Note-se que quanto maior foi o peso total maior foi a força de tração, o que também é visualizado na figura 2,

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onde as diferenças entre as lastragens somente aparecem acima dos 12 % de patinagem. Com a lastragem L8 na condição de tração máxima (referente aos 15 % de patinagem) o motor apresentou tendência de queda de rotação (cerca de 10% abaixo da nominal). Na figura 3 que mostra os resultados completos do desempenho do trator em marcha alta e na tabela 3, onde são sintetizados os valores máximos de potência na barra, pode-se constatar que as três condições de peso finais (L6 = 7508 kgf; L7 = 7712 kgf e L8 = 8106 kgf) proporcionaram ao trator características de desempenho muito similares. A subtração de 600 kgf em relação ao peso máximo (8106 kgf) não comprometeria seu desempenho, tendo sido esta a recomendação da equipe técnica. Foi adotado, porém, a condição L7, em função desta, ter apresentado um alto coeficiente de tração e os resultados globais confirmarem expectativa favorável do fabricante. A ação de lastragem não é uma mera colocação ou retirada de massas em alguma parte do trator. É preciso respeitar a configuração de cada modelo e as necessidades da operação agrícola. Os tratores são disponibilizados no mercado com duas especificações de massa (sem lastro e com lastro máximo). Normalmente isso é feito com base em estudos empíricos de projeto e/ou em estudos de experimentação técnica (como a do caso apresentado) e/ou em campo. Quando o trator vem equipado com lastros máximos, não significa que deva ser usado sempre com eles. Ajustes são permitidos, e devem ser observados para alcançar um bom desempenho e evitar efeitos nocivos ao solo M como a compactação. Ila Maria Corrêa, Centro APTA de Eng. e Automação

Figura 1 – Coeficiente de tração em função da porcentagem de peso sobre o eixo dianteiro.

Figura 2 – Resultado obtido na condição de tração máxima para as três lastragens estudadas.

Figura 3 – Resultado obtido na condição de potência máxima para as três lastragens estudadas.

Tabela 2 – Desempenho do trator na condição de tração máxima Condição de lastro

Patinagem %

L6 L7 L8

15,0 15,0 15,0

Força de tração Rotação do motor Veloc. de deslocam. Consumo horário kgf rpm km/h L/h 6915 7250 7435

2300 2320 2070

3,75 3,70 3,37

28,8 29,1 26,1

Tabela 3 – Desempenho do trator na condição de potência máxima Condição de lastro

Patinagem %

L6 L7 L8

5,0 4,9 4,9

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Força de tração Rotação do motor Veloc. de deslocam. Consumo horário kgf rpm km/h L/h 106,30 105,25 106,94

2290 2290 2290

8,20 8,25 8,25

29,0 29,1 29,2

Máquinas

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Trator

Valtra

motor

Potência extra

O sobrepotenciamento de motores é uma prática comum entre os usuários de tratores, mas alguns cuidados devem ser tomados na hora de fazer a transformação, a fim de garantir maior rendimento sem causar danos no motor

M

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Máquinas

de ar admitido é usar um turbo compressor.

O TURBO COMPRESSOR O turbo compressor consiste de um pequeno ventilador centrífugo de alta rotação acio-

nado por uma turbina. Os gases de escapamento, ao sair do motor em alta temperatura e em alta velocidade, passam pela turbina e fazem a mesma girar com alta rotação, podendo atingir mais de 100 000 rpm. Como turbina e ventilador estão monta-

Miguel Camargo

uitos produtores renovaram seus implementos adequando-se às novas tendências sem, entretanto, renovar a sua frota de tratores, seja por conveniência ou por falta de recursos. Para compensar a pouca potência disponível, alguns usaram o artifício de aumentar as potências de seus tratores, utilizando-se de turbo compressores e intercooler. Muitos destes, tiveram os seus motores danificados como conseqüências dessas alterações. A queima do combustível gera calor (energia térmica) que é transformado em trabalho mecânico (energia cinética) pelo motor. O rendimento de um motor é a relação entre o calor transformado em trabalho mecânico e o total do calor gerado pela queima do combustível. Para se aumentar o rendimento de um motor Diesel, pode-se aumentar a quantidade de ar admitido nos cilindros introduzindo uma quantidade extra até preenchê-los totalmente, mesmo em regime de alta rotação do motor. Em condições normais, os cilindros não são totalmente preenchidos, devido à dificuldade do ar passar através do filtro, das tubulações de admissão e das passagens estreitas das válvulas. Um recurso para aumentar a quantidade

O turbo compressor e o intercooler auxiliam no enchimento dos cilimdros com ar, podendo injetar mais ar que a capacidade volumétrica do mesmo

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Fotos Master Power

“O final do ciclo de aspiração o volume de ar contido no cilindro é menor que o volume do mesmo, portanto a pressão interna é menor que a pressão atmosférica”

Vista em corte de um turbo compressor

Esquema de funcionamento de conjunto de turbo compressor e turbina

dos no mesmo eixo, o ventilador irá girar com mesma velocidade, aspirando ar atmosférico e comprimindo-o dentro do cilindro do motor. O turbo compressor é um equipamento bastante caro devido à alta tecnologia envolvida, seja na alta rotação, ou seja na alta temperatura dos gases que passam através da turbina, exigindo que a mesma seja construída em metais especiais, como titânio. Antes de entrar no cilindro, o ar se aquece devido à compressão provocada pelo turbo compressor. O ar aquecido fica dilatado e ocupa mais espaço que o ar frio, conseqüentemente a quantidade de ar introduzido no cilindro passa a ser menor do que o mesmo volume de ar frio.

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Máquinas

O INTERCOOLER O intercooler é um resfriador intermediário instalado entre o turbo compressor e o motor, cuja função é baixar a temperatura do ar antes da entrada no motor, assim, entrando ar frio e comprimido, a massa de ar admitida será maior. Portanto, um turbo compressor instalado em um motor Diesel facilitará o preenchimento do cilindro, introduzindo uma massa de ar maior que a normalmente aspirada, aumentando a taxa de compressão real. Se for instalado um intercooler, a massa de ar introduzida será ainda maior, aumentando ainda mais a taxa de

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compressão real do motor. Conclui-se que em um motor turbinado é fácil obter uma taxa de compressão real maior que a taxa de compressão do projeto do motor. Com o uso de turbo compressores e intercooler há um ganho econômico com maior potência do motor e com maior rendimento, ou seja, menos consumo para o mesmo trabalho realizado. A maior potência do motor é obtida devido à maior taxa de compressão e também devida ao maior volume de ar admitido pelo cilindro, que conseqüentemente permite a injeção de uma maior quantidade de combustível. As obstruções à entrada do ar fazem com que o volume de ar aspirado seja menor que o volume do cilindro. Então, no final do ciclo de aspiração o volume de ar contido no cilindro é menor que o volume do mesmo, portanto a pressão interna é menor que a pressão atmosférica. Neste caso, uma parte do curso de compressão é consumida para atingir a pressão atmosférica, e apenas o restante do ciclo é empregado para comprimir o ar. Portanto, a taxa de compressão real é menor que a taxa teórica, e como o rendimento só depende da compressão, o rendimento real será também menor. Se a taxa de compressão for maior, conseqüentemente a pressão dentro do cilindro será maior. Isto irá acarretar maiores esforços mecânicos em todas as peças do motor, principalmente nos mancais, bielas e virabrequim. Os motores Diesel têm taxa de compressão muito maiores que os motores à gasolina, usualmente próximos 20 para um, isto é, o volume final do ar comprimido pelo motor é 20 vezes menor que o volume de ar admitido à pressão atmosférica. Por isto um motor Diesel é muito mais reforçado que um motor à gasolina de mesma potência. Teoricamente o motor Diesel é um motor de admissão plena. Estes motores aspiram apenas ar, até encher totalmente o cilindro, e a aceleração é controlada pela maior ou menor quantidade de óleo Diesel injetado na câmara de combustão. Porém, na prática, o cilindro não é totalmente cheio. A taxa de compressão teórica ou de projeto é um valor constante que só depende das dimensões geométricas do motor. A taxa de compressão real é menor que a teórica e varia com o regime de rotação, devido à dificuldade para encher totalmente o cilindro com ar. O turbo compressor e o intercooler irão auxiliar o enchimento dos cilindros com ar, podendo injetar mais ar que a capacidade volumétrica do cilindro. Se a quantidade de ar admitido pelo motor for maior que a capacidade volumétrica, a potência do motor será maior que a potência nominal. Potência nominal é aquela indicada pelo fabricante como sendo a potência do motor. Entretanto, os esforços mecânicos sobre os

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mancais, bielas e virabrequim também podem ser maiores que os valores admissíveis para os quais o motor foi projetado. Neste caso, o desgaste será acentuado e alguma peça poderá quebrar. Para evitar problemas futuros com o motor deve-se, antes de qualquer alteração, consultar o fabricante para saber se no projeto original há margem de segurança para suportar os acréscimos de esforços oriundos da alteração. Alguns motores são superdimensionados e já foram projetados para receber turbo compressor e intercooler. Outros, mais econômicos, ou mais antigos não têm margem de segurança no projeto para suportar estes acréscimos de esforços. Nestes motores, a adaptação de um turbo compressor certamente irá causar problemas. Além disto, a instalação do Kit que compreende turbo alimentador, intercooler e acessórios deve ser feita somente por empresas capacitadas e o motor a ser modificado não deve estar desgastado.

A taxa de compressão é a relação entre o volume de ar aspirado pelo cilindro e o volume residual no final do ciclo de compressão

Como funciona o motor diesel

M

otores Diesel são motores de combustão interna, de ignição por compressão. Nestes motores a ignição do combustível ocorre espontaneamente, devido à alta temperatura desenvolvida durante a compressão e devido a própria compressão. Geralmente, são motores de quatro tempos. O primeiro tempo começa quando o pistão se encontra no ponto morto superior. Neste instante abre-se a válvula de admissão e com o movimento do pistão, é aspirado ar para dentro do cilindro. Quando o pistão atinge o ponto morto inferior, a válvula de admissão é fechada, e termina o primeiro tempo, chamado de aspiração. Este tempo, assim como cada um dos demais, consome 180º, ou seja meia volta, de giro do virabrequim, também chamado de árvore de manivelas ou eixo do motor.

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No segundo tempo, chamado de compressão, o ar admitido no cilindro é comprimido durante a próxima meia volta do motor, ou seja, até o motor atingir novamente o ponto morto superior. A taxa de compressão teórica è a relação entre o volume do cilindro no inicio da compressão e o volume no final da compressão. Nos motores Diesel esta taxa de compressão chega atingir 22 para um, dependendo do projeto do motor. O terceiro tempo se chama combustão ou expansão. Somente neste tempo, que corresponde à próxima meia volta do motor, é gerada potência. Neste tempo a bomba injetora, através do bico injetor, introduz dentro do cilindro uma dose de óleo Diesel finamente pulverizado. Este combustível, encontrando o ar altamente comprimido e aquecido (o ar se aquece ao ser comprimi-

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do), entra em combustão espontânea, gerando mais calor, que provoca uma expansão dos gases resultantes da combustão e, conseqüentemente mais pressão, empurrando fortemente o pistão para baixo. O movimento linear do pistão dentro do cilindro é transformado em movimento rotativo pelo sistema formado pela biela e pela manivela do virabrequim. O último tempo é chamado descarga e começa no ponto morto inferior, quando se abre a válvula de escapamento e os gases resultantes da combustão são expelidos para o cano de descarga. Quando o pistão atinge o ponto morto superior, a válvula de descarga é fechada e imediatamente abre-se a válvula de admissão e novo ciclo se inicia. Portanto, para se completar um ciclo são necessárias duas rotações do motor.

Máquinas

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“Para evitar problemas futuros com o motor deve-se, antes de qualquer alteração, consultar o fabricante para saber se no projeto original há margem de segurança para suportar os acréscimos de esforços oriundos da alteração”

Fotos Master Power

É muito importante fazer uma verificação no motor antes da aplicação do kit, para se obter um bom desempenho do turboalimentador. É necessário que o motor esteja em perfeito estado de funcionamento. Como norma devemos observar: a) Pressão dos Cilindros: é muito importante conferir a pressão dos cilindros do motor antes de executar o turbinamento, pois, se este não estiver dentro dos limites ideais, o motor não apresentará um desempenho satisfatório. b) Pressão de óleo: a sustentação do conjunto rotativo do turbocompressor é feita pela pressão de óleo do motor. Este conjunto, quando em movimento, não tem atrito com os mancais, pois a pressão de lubrificação forma um filme de óleo entre o mancal e a carcaça central e entre o mancal e o eixo rotor. Devido a este fato se torna necessária a verificação da pressão de óleo do motor. c) Excesso de pressão no cárter: o excesso de pressão no cárter interfere no sistema de retorno de óleo do turbo, provocando vazamento por ambos os lados do turbo compressor (frio e quente). d) Sistema de injeção: o sistema de injeção regula o funcionamento do motor e a pressão do turboalimentador. É indispensável uma verificação deste sistema antes do turbinamento, a fim de observar o aumento de potência e a redução do consumo desejado. e) Sistema de compressão: a transformação de um motor aspirado em turboalimentado gera pressão no sistema de admissão. Se houver alguma avaria no mesmo, pode provocar ruído e perda de potência. Ex.: Junta da admissão. f) Alteração do sistema de suspiro: nos motores mais modernos o suspiro do motor é conectado na admissão. Quando o turbo é instalado, gerando pressão no sistema, ocorre o desvio de pressão para o cárter através deste suspiro. Neste caso o suspiro deve ser transformado e voltado para a tubulação que antecede o turbo. Se o mesmo permanecer ligado na admissão provocará vazamento de óleo lubrificante pelo turbo. Após, feita a instalação do turbocompres-

Custo da transformação

Motor de 4 cilindros Motor de 6 cilindros

Preço mínimo Com intercooler Sem intercooler R$ 1900,00 R$ 1200,00 R$ 2100,00 R$ 1800,00

Preço máximo Com intercooler Sem intercooler R$ 3200,00 R$ 1900,00 R$ 4400,00 R$ 3200,00

Esquema de funcionamento de um turbo compressor e intercooler

sor o usuário deve estar treinado com o seu uso e deve, entre outros cuidados observar: a) Procedimento de partida: o motor turboalimentado não deve ser ligado em alta rotação. É necessário aguardar, no mínimo, 30 segundos para que se estabeleça o fluxo normal de óleo e o eixo rotor flutue nos mancais. b) Procedimento de desligar o motor: o motor turboalimentado não pode ser desligado em alta rotação. Para tanto é necessário deixar o motor funcionando por um minuto em marcha lenta, a fim de baixar a rotação e a temperatura do turboalimentador. Isso é muito importante ser observado, porque no momento em se que desliga o motor, imediatamente o turbo deixa de receber lubrificação, passando a sofrer um atrito direto do eixo contra os mancais, o que provocará a danificação do conjunto rotativo. c) Nunca lavar o motor quando estiver quente para evitar trincas tanto na carcaça do turbo quanto nos tubos do escape.

O turbo compressor é um pequeno ventilador centrífugo de alta rotação acionado por uma turbina

CUSTOS DE UMA INSTALAÇÃO Os valores cobrados pela instalação do Kit são muito variáveis. Dependem da região do país e dependem do modelo e tamanho do motor. Foram pesquisadas diversas empresas instaladoras e os preços encontrados são apresentados na tabela M acima. Turbo compressor instalado em um motor

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Máquinas

Miguel Neves Camargo, Univ. Federal de Santa Maria

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O autor alerta para os cuidados essenciais na hora de aumentar a potência do motor e evitar danos

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Máquinas Sulinox

ordenhadeiras

A ordenha mecanizada é cada vez mais indispensável quando se quer atingir altos níveis de qualidade e produtividade, porém a maior parte dos equipamentos instalados atualmente apresetam mau funcionamento, comprometendo a produção

Leite de qualidade A

produção de leite tem tido um incremento significativo, apresentando-se como mais uma alternativa de renda para os produtores rurais. A ordenha é uma operação que exige muita mão-de-obra. Neste sentido, os sistemas mecanizados de ordenha se apresentam como uma boa alternativa para minimizar os esforços e permitir a ampliação do número de animais em ordenha, além de proporcionar leite de melhor qualidade. As máquinas de ordenha, como qualquer outra máquina, devem ser projetadas e instaladas seguindo rígidos critérios técnicos, uma vez que essas máquinas têm uma grande responsabilidade, pois serão utilizadas em seres vivos. As vacas apresentam os seus próprios mecanismos fisiológicos de liberação do leite, que devem ser respeitados sob pena de afetar seriamente a produção, além de oferecer ris-

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Máquinas

cos à saúde dos animais. Em 14 de agosto de 2002, foi publicada, no Diário Oficial da União, pela Secretaria de Defesa Sanitária do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, instrução normativa nº 48, referente ao regulamento técnico do dimensionamento e funcionamento de equipamentos de ordenha, visando definir critérios técnicos uniformes para a fabricação, instalação e funcionamento desses equipamentos. Os sistemas de ordenha mecanizada podem ser classificados em do tipo balde ao pé, caracterizado por sua simplicidade, é recomendado para pequeno número de animais, ou canalizado, sistema no qual o leite é canalizado da vaca diretamente ao resfriador, permitindo ordenhar um grande número de animais e obter leite de melhor qualidade. Os sistemas de ordenha mecanizada

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são compostos por inúmeros componentes, variando de acordo com a sofisticação adotada. A seguir serão descritos o

A eficiência de uma bomba de vácuo depende da altitude do local de instalação

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Tabela 1 – Volume de ar (L/min) necessários ou consumidos nos dispositivos de um sistema de ordenha mecanizado do tipo balde ao pé.

N. de unidades Reserva efetiva Consumo das unidades Perdas do sistema de ordenha Subtotal Perdas regulador Perdas tubulação de vácuo Total

1 105 35 12 152 35 12,16 199,16

2 130 70 14 214 35 12,45 261,45

3 155 105 16 276 35 15,55 326,55

4 180 140 18 338 35 18,65 391,65

5 205 175 20 400 35 21,75 456,75

6 230 210 22 462 35 25,35 532,35

Vilson Klein

“Os sistemas de ordenha mecanizada são compostos por inúmeros componentes, variando de acordo com a sofisticação adotada”

Tabela 2 – Volume de ar (L/min) necessários ou consumidos nos dispositivos de um sistema de ordenha mecanizado do tipo canalizada linha intermediária.

N. de unidades Reserva efetiva Demanda de ar lavagem Consumo das unidades Total ar ordenha Total ar lavagem Total do sistema referência Perdas do sistema de ordenha Subtotal Perdas regulador Perdas tubulação de vácuo Total

4 320 438,57 140 460 578,57 578,57 18 596,57 35,20 31,59 663,36

Tabela 3 – Eficiência de funcionamento da bomba de vácuo em função da altitude.

Altitude Menos de 300 metros De 300 a 700 metros De 700 a 1200 metros De 1200 a 2200 metros

Eficiência de Funcionamento % 100 95 90 85

funcionamento e as funções dos principais componentes de uma ordenhadeira.

BOMBA DE VÁCUO A bomba de vácuo é o componente principal de um sistema de ordenha, responsável por imprimir pressão negativa (vácuo), em todas as tubulações e dispositivos. As bombas são de palhetas e necessitam de lubrificação, por isso, devem ser dimensionadas de acordo com o consumo de ar dos dispositivos, com o número de conjuntos que serão utilizados simultaneamente, além de atender a uma reserva de vácuo para eventuais entradas falsas de ar e para o processo de limpeza (lavagem) do interior das tubulações de leite. É importante destacar que a eficiência da bomba de vácuo está vinculada à altitude do local de instalação. Quanto maior a altitude maior será a perda na eficiência, como pode ser visto na tabela 3. Em levantamentos realizados, observa-se um sério subdimensionamento das bombas comprometendo o nível e a estabilidade do vácuo junto às teteiras, colo-

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5 350 438,57 175 525 613,57 613,57 20 633,57 38,50 33,60 705,67

6 380 438,57 210 590 648,57 648,57 22 670,57 41,80 35,62 747,99

7 410 438,57 245 655 683,57 683,57 24 707,57 45,10 37,63 790,30

8 440 438,57 280 720 718,57 718,57 26 744,57 48,40 39,65 832,62

10 500 685,14 350 850 1035,14 1035,14 30 1065,14 55,00 56,01 1176,15

Tabela 4 – Níveis de vácuo recomendado na linha de vácuo para diferentes sistemas de ordenha

Tipo de sistema de ordenha Balde ao pé Canalizada linha alta Canalizada linha intermediária Canalizada linha baixa

Nível de vácuo 50 kPa 50 kPa 47 kPa 42 kPa

cando em jogo a eficiência, por acarretar ordenhas muito demoradas e redução na produção de leite, além de predispor os

O vacuômetro é responsável por indicar o nível de vácuo no interior das tubulações

animais a problemas sanitários em função do incompleto esgotamento do leite.

REGULADOR DE VÁCUO O regulador de vácuo tem a função de estabilizar o vácuo junto aos conjuntos de ordenha. Este dispositivo deve responder rapidamente a qualquer solicitação, mantendo constante o vácuo pré-estabelecido e quando exigido deve apresentar um baixo consumo de ar. Existem vários tipos de reguladores que devem ser instalados de acordo com a capacidade da bomba de vácuo: os de mola, até 300 L/min; os de contrapeso, até 500 L/min; e os servo-assistidos, acima de 500 L/min. A aferição da eficiência do regulador deve ser feita periodicamente, uma vez que esses

Vacuômetro/pulsógrafo computadorizado

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Intermaq

“Os pulsadores apresentam uma regulagem, que permite alterar o número de ciclos por minuto, não sendo possível alterar a relação sucção/massagem”

vácuo no interior das tubulações, e deve ser montado entre o regulador e o primeiro conjunto de ordenha. A unidade de vácuo oficial é o kPa, no entanto é comum encontrar vacuômetros adotando unidades como cm Hg, pol Hg. Para comparação, vácuo absoluto ao nível do mar = 100 kPa = 76 cm Hg = 30 pol Hg = 1 atm. É importante a verificação da precisão e exatidão das medidas do vacuômetro periodicamente, pois com o passar do tempo, em função da deformação da mola, este vai perdendo a precisão e poderá indicar valor incorreto de vácuo.

PULSADORES Os pulsadores têm a função de promover ciclos de sucção (vácuo) e de massagem na teta (pressão atmosférica). O número de ciclos deve ser de 60 ciclos por minuto, sendo que existem vários tipos de pulsadores com relação diferente entre sucção e massagem. A mais utilizada é de 60-40 (60% de sucção e 40% de massagem). Na figura ao lado, estão demonstradas as fases de pulsação, sendo a + b fase de sucção, extração de leite, e fase c + d fase de massagem. Importante destacar que a freqüência da ocorrência destas fases deve ser de 60 vezes por minuto, o que permite um tempo suficiente de massagem para as tetas (fases c + d). Existem basicamente três tipos de pulsadores: os de pulsação simultânea, os de pulsação alternada e os eletrônicos, sendo os dois últimos os mais recomendados. Os pulsadores apresentam uma regulagem, que permite alterar o número de ciclos por minuto, não sendo possível alterar a relação sucção/massagem. Aumen-

Os pulsadores eletrônicos são responsáveis pelos ciclos de sucção e de massagem no teto

facilmente apresentam alterações na sua regulagem, podendo acarretar excesso de vácuo ou deficiência de vácuo junto às teteiras.

VACUÔMETRO

tar o número de pulsos por minuto, não irá diminuir o tempo de ordenha, mas sim torná-la mais desconfortável para o animal em função da redução do tempo de massagem do teto. Os pulsadores eletrônicos são mais eficientes e não são sensíveis a baixas temperaturas, onde pulsadores convencionais costumam apresentar problemas de funcionamento, além de permitir, através de

Intermaq

UPF

É um dispositivo que indica o nível de

a + b fase de sucção, extração de leite; c + d fase de massagem

Klein traz os principais componentes de uma ordenhadeira e a importância da manutenção

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Composto por teteiras, coletor e tubulações, o conjunto de ordenha é parte que entra em contato direto com o animal, exigindo cuidado especial com a higiêne

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Sistema de ordenha do tipo balde ao pé, utilizado principalmente em pequenas instalações (fonte: CBQL)

CONJUNTO DE ORDENHA Composto pelas teteiras, coletor e tubulações, o conjunto de ordenha, é a parte do sistema que entra em contato direto com o animal, um cuidado muito especial com a higiene deverá ser tomado. As borrachas das teteiras, depois de determinado período, podem entrar em colapso, isto é, perdem a flexibilidade, não mais funcionando satisfatoriamente. Outro cuidado é com o estado físico das borrachas que podem apresentar pequenas rachaduras e machucar as tetas dos animais. As borrachas devem ser substituídas de seis em seis meses ou a cada 2500 ordenhas. O coletor é aquele dispositivo responsável pela coleta do leite vindo das teteiras, deve ter uma capacidade adequada de acordo com a produção dos animais. A capacidade mínima deve ser de 150 cm 3, atualmente os mais utilizados são com capacidades de 180 cm3 a 350 cm3. Cuidado especial deve ser tomado com a vedação do coletor de leite, sendo comum a entrada de ar falso neste dispositivo.

qualquer outra máquina agrícola, devem ser revisados e regulados com freqüência. Os equipamentos de ordenha são utilizados duas vezes ao dia, 365 dias por ano, não podendo falhar, sendo imperiosa a manutenção preditiva e preventiva além da disponibilidade de peças de reposição de fácil aquisição. Em países da Europa é rotina a avaliação dos equipamentos de ordenha em intervalos de seis meses, realizando a avaliação de parâmetros como reserva efetiva da bomba de vácuo, vazamento nas tubulações, nível e estabilidade do vácuo, freqüência e fases da pulsação, bem como, sugerindo ou fazendo a manutenção necessária para o bom funcionamento do sistema. Infelizmente no Brasil, esse tipo de verificação e manutenção é feita por poucas empresas e nenhum órgão público, como na Espanha, faz este tipo de acompanhamento. Recentemente iniciou-se um levantamento do estado de funcionamento dos equipamentos de ordenha no Rio Gran-

Vilson Antonio Klein Univ. de Passo Fundo

Sulinox

uma central eletrônica a alteração das fases de pulsação e a sincronização dos tempos de pulsação para os diferentes conjuntos de ordenha, estabilizando melhor o vácuo. Para aferição do número de ciclos por minuto, bem como, a duração das fases utiliza-se pulsógrafo computadorizado.

de do Sul. Os resultados indicaram que das ordenhadeiras avaliadas, aquelas que estavam equipadas com apenas um conjunto de ordenha, apenas 25% estavam dimensionadas de acordo com a necessidade (200 L/min ± 10%), enquanto que aquelas para dois conjuntos de ordenha somente 27% estavam dimensionadas satisfatoriamente (260 ± 10%). Em relação ao nível de vácuo do sistema, 45% das máquinas estavam com vácuo recomendado (50 kPa±10%). Já os pulsadores apenas 20% estavam com 60(±10%) CPM e em relação a fase A + B, 53% dos pulsadores apresentavam essa fase com 60% (± 10%). Dessa avaliação constata-se que a maior parte das ordenhadeiras instaladas nas propriedades rurais está mal dimensionada e com funcionamento inadequado dos seus principais componentes, o que certamente está comprometendo a qualidade e a quantidade de leite produzido, além de acarretar sérios problemas sanitários aos animais com conseqüente redução da vida produtiva. Pelo exposto acima, pode-se concluir que o processo de ordenha mecanizado e muito mais complexo do que “tirar leite de vaca” e exige conhecimento do funcionamento, operação e manutenção dos equipamentos de ordenha, além de conhecimento do adequado manejo dos animais e dos procedimentos que devem ser adotados para que se obtenha leite em quantidade e qualidade, preservando a sanidaM de e vida útil dos animais.

AVALIAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS Os equipamentos de ordenha, como

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Revisão e regulagens freqüentes, aumentam a vida útil dos equipamentos e a sanidade dos animais

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Lançamento Lançamento carreta

Vagão forrageiro O vagão forrageiro Taurus foi desenvolvido para as atividades de colheita transporte e descarga de forragem para gado

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curso da colheita, independente do tipo de terreno. As quatro rodas contam com independência total, sendo completamente desmontável, facilitando eventuais manutenções. O cabeçalho tem altura ajustável, possibilitando o acoplamento de tratores de qualquer marca e tamanho, embora a força mínima requerida seja de 40 cv. Os eixos possuem ponto de equilíbrio dimensionado para não sobrecarregar a barra de tração do trator e escada para inspeção do produto no interior do vagão. Fotos JF

A

empresa JF Máquinas Agrícolas lançou no mercado o Vagão Forrageiro Taurus, com configuração para 12 ou 17 metros cúbicos, desenvolvido para as atividades de colheita, transporte e descarga de forragem para rebanhos de corte e de leite. A estrutura é feita com chassis reforçado e aparafusado e paredes laterais resistentes, disponíveis em aço galvanizado e inox. O vagão possui um sistema de controle hidráulico responsável pelo travamento e destravamento da tampa traseira de descarga que se abre automaticamente, evitando a necessidade do tratorista fazer este trabalho manualmente. A descarga dianteira conta com um sistema de rosca transportadora que realiza uma pré-mistura viabilizando que, através de um comando hidráulico, a descarga seja direcionada ao cocho. O descarregamento total do implemento pode ser feito em até dois minutos na parte traseira. A capacidade de descarga na parte dianteria, pela rosca de distribuição é de 2,5m3 por minuto O sistema de rodado tanden faz com que o vagão permaneça estável durante todo o per-

O sistema de rosca transportadora realiza uma pré-mistura viabilizando a descarga no cocho

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Altura total Largura total Largura para transporte Altura da bica de descarga Comprimento total Largura do rodado Volume Peso aproximado Tempo de descarga traseira Descarga dianteira Sistema de rodeiro Potência requerida Pneus

2700 mm 2500 mm 2200 mm 750 a 900 mm 7680 mm 2000 mm 12 m3 2800 Kg 2 minutos 2.5 m3 / minuto Tanden 40 cv 10.5 / 65-16

2820 mm 2900 mm 2600 mm 750 a 900 mm 7680 mm 2400 mm 17 m3 3090 Kg 2 minutos 2.5 m3 / minuto Tanden 40 cv 10.5 / 65-16

O sistema de rodado Tanden permite a estabilidade dos veículos em qualquer terreno

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Fábrica Valtra

Valtra

Maior e melhor Com uma ampliação recente, a fábrica da Valtra, localizada no sul da Finlândia, aumentou sua produção de 50 para 70 tratores diários, que saem da linha de montagem com a configuração escolhida pelos clientes

A

equipe da Cultivar Máquinas vi sitou a fábrica da Valtra em Suo lahti, no sul da Finlândia e pôde conferir os principais avanços tecnológicos na matriz da empresa. Na unidade da Finlândia são fabricados até 50 tratores por dia, em dois turnos. Com uma ampliação recentemente inaugurada este número sobe para 70 tratores por dia. Há uma década a empresa iniciou um sistema inédito de comercialização, que até hoje encontrou poucos seguidores no mundo todo, trata-se do “trator sob encomenda”. Por este sistema, o produtor escolhe as características de seu trator: motorização, tipo de transmissão, hidráulico, eletrônica, pneus, e outros, inclusive a cor. A curiosidade da opção de cor é pioneirismo da Valtra (à época Valmet) e também praticado na fábrica brasileira. Hoje o produtor europeu pode optar entre 12 cores, das quais 5 metálicas. A cor tradicional da marca na Finlândia é o vermelho, e isto se reflete nas opções: 60 % dos tratores saem de linha com esta cor. Os tratores levam o nome do proprietário estampado na lateral, e este pode acompanhar a montagem de seu trator na linha, pois é avisado pela fábrica do dia e hora programados.

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LINHA DE MONTAGEM A montagem dos tratores é feita numa linha de 230 metros de comprimento, atendida por 315 operários que trabalham em 35 pontos de montagem, chamados de plataformas. Devido ao sistema de encomendas, saem diferentes modelos consecutiva-

mente desta fábrica, que já em 1993 recebeu a certificação ISO 9001 e em 2000 recebeu a ISO 14001. Em 1999 foi distinguida com o Premio Finlandês de Qualidade. A linha de montagem é dividida em quatro segmentos: montagem do chassi, processo de pintura, montagem final e teste final.

O produtor pode escolher as características do trator que vai adquirir, que podem variar desde o tipo de transmissão, hidráulico, pneus e a cor da máquina

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controle eletrônico de funções. Nesta unidade é feita toda a usinagem dos componentes e tratamento térmico, quando couber. O notável desta montagem é que cada operário monta inteiramente uma transmissão de cada vez. Isto aumenta a confiabilidade da montagem e o comprometimento do operário. Com a etiquetagem das transmissões tanto a montagem quanto os testes são perfeitamente rastreáveis. Os testes são feitos individualmente, e se analisam todas as características, em cerca de 220 diferentes programações automatizadas.

Fotos Arno Dallmayer

“Os testes são feitos individualmente, e se analisam todas as características, em cerca de 220 diferentes programações automatizadas”

O “ATRIUM”

A linha de montagem é dividida em quatro segmentos: chassi, pintura, montagem final e teste

SERVIÇO A área responsável por serviços aos clientes dispõe de um prédio próprio, com salas de treinamento teórico e prático para o pessoal de vendas e de campo. No mesmo prédio está a área de atendimento de peças e componentes, em 4.000 m2, com espaço para 7.000 paletes, 14,5 km de corredor, quase 50.000 itens e atendimento de mais de 150 pedidos diários. O compromisso é de entrega em 24 M horas. AD

Cada operário monta uma transmissão de cada vez, aumentando a confiança e o seu comprometimento

Valtra

Na montagem do chassi são agrupados à transmissão (que incorpora o tanque de combustível, uma característica histórica da marca), a transmissão final, o sistema hidráulico, o motor, e o cavalete dianteiro. O conjunto mecânico, que recebe uma cor padrão – preto – é pintado por um robô na segunda fase, e a tinta é curada em estufa. Na terceira fase são montados os componentes adicionais, alguns deles já na cor escolhida: cabine, capô, laterais, pneus, fiação elétrica, lastros etc. No último estágio o trator é testado individualmente em uma bancada por 50 minutos. Este banco de testes é automatizado, comandado por computador (existem vários estandes funcionando simultaneamente) e são checados de 500 a 800 pontos, incluindo o funcionamento de motor, direção, transmissão, hidráulico, cabine e opcionais (levante hidráulico e TDP frontal). Os resultados são armazenados e podem ser utilizados pelo pessoal de serviço.

Em frente à fábrica foi construído no ano 2000 um “centro do cliente” denominado Atrium. É um prédio de estilo futurista, todo em vidro e alumínio, com dois pisos. No piso inferior existe um showroom, uma área de vendas de tratores e de peças e área para exposição de tratores usados. No segundo piso há um auditório, uma cafeteria, salas de reuniões e de estar. Também faz parte do Atrium uma pista de testes onde os clientes podem ter contato com os tratores. Segundo Johana Herlevi, a responsável pela área, no projeto do Atrium foi dada uma atenção especial ao conforto dos visitantes durante as visitas à fábrica, desde o teatro digital com som Dolby digital, à sala para descanso, onde eles podem se reenergizar para continuar as visitas.

FÁBRICA DE TRANSMISSÕES Num prédio separado são montadas as transmissões, agrupadas por “família”, tratores leves, médios e pesados, com ou sem

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O Atrium é um “centro do cliente” construído para oferecer conforto aos seus visitantes

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Linha de montagem com 230 m de comprimento, atendida por 315 operários em 35 plataformas

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Pulverizador teste

S

ensação interessante é andar a 18 quilômetros por hora em uma lavoura, aplicando produto químico. Para quem está familiarizado com velocidades de 4-5 km/h em preparo do solo ou colheita, ou 6-8 km/h em semeadura, realmente impressiona. Estamos falando do pulverizador autopropelido Uniport 2500, testado pela equipe da Cultivar Máquinas e pelo Dr. Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico de Campinas, na Usina Santa Elisa, em Sertãozinho (SP).

TAMANHO Quando se designa este tipo de máquinas como “gigante”, não é fora de propósito, especialmente em comparação aos demais tipos de tratores. A máquina vazia pesa 8.500kg. Some-se aí os 2.500 litros de cal-

da, combustível (275 l), peso do operador, e estamos em mais de 11.000kg. O comprimento é de 7,20 metros, a altura total chega a 3,65 m, para uma largura de 2,98 m com as barras fechadas. Uma certa dificuldade para o transporte “embarcado”, em caminhões de piso rebaixado, mas sem problemas de deslocamento rodando, já que normalmente os acessos em propriedade rurais têm no mínimo quatro metros. O vão livre, característica muito importante para este tipo de equipamento, é de 1,25 m quando equipado com pneus 16,9X30 ou 1,28 m com pneus 12,4X36. O primeiro tipo de pneus, embora com leve diminuição do vão livre, proporciona maior área de contato com o solo, opera com menor pressão de inflagem, diminuindo a compactação por ele induzida.

MANOBRABILIDADE Com uma distância entre eixos de 3,91 m e bitola de 2,55 m não é de se esperar um raio de giro muito pequeno. São 7,50 m, e às vezes chega a fazer falta nas manobras de retomada, embora deva-se considerar que o equipamento em funcionamento tem 24 metros de largura. Existem soluções no sistema de direção, ou de acionamento, que permitem diminuir este espaço. É um ponto que a empresa certamente repensará no futuro. Com a altura total já citada de 3,65 m somos levados a pensar nas condições de operação em terreno inclinado. O Centro de Massa (Centro de Gravidade) da máquina situa-se a cerca da 1,50 m de altura, na linha central longitudinal, e a outros 1,50 m à frente do centro do eixo traseiro. Esta posição permite com que

Veloz e eficie Lançado no início do ano, o Uniport 2500 da Jacto passou por algumas modificações em sua estrutura original. A equipe da Cultivar Máquinas testou o pulverizador com a nova configuração e pôde conferir de perto as principais mudanças

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“O sistema oferece bom conforto ao rodar, amortecendo os impactos das irregularidades normalmente encontradas nas lavouras, mesmo em cana-de-açúcar, onde os sulcos de plantio podem ser bastante profundos.”

seja permitida a operação, com segurança, em declives de até 10 %, condição dificilmente encontrada nas extensivas lavouras às quais a máquina se destina.

ESTRUTURA O Uniport é estruturado a partir de um chassi principal, com longarinas de perfil “U”, dimensionadas em função da experiência de mais de 15 anos da Engenharia da empresa com projeto estrutural, totalmente baseada em dados nacionais e programas de computador de última geração. Portanto, há segurança de que não vai haver chassi torto ou quebrado. Subestruturas fixam a motorização e transmissão, ou o sistema de barras aplicadoras. Os eixos são fixados ao chassi através de barras tensoras e suspensão com molas helicoidais e amor-

nte

Montado sobre chassi com longaridas de perfil em “U”, dotado de motor de 155cv, o Uniport 2500 atinge 18 km/h durante aplicação e até 40km/h em deslocamentos

Fotos Charles Echer

tecedores hidráulicos. O sistema oferece bom conforto ao rodar, amortecendo os impactos das irregularidades normalmente encontradas nas lavouras, mesmo em cana-de-açúcar, onde os sulcos de plantio podem ser bastante profundos.

UNIDADE MOTRIZ O motor é um diesel de quatro tempos, marca International (de origem Perkins), modelo 1006-6T, de seis cilindros em linha, turboalimentado. A cilindrada de seis litros com taxa de compressão de 16:1 e injeção direta permite potência de 114 kW (155 cv) a 2200 rpm medida de acordo com a Norma NBR 5484. O torque de 550 Nm (55 mkgf) é bem posicionado, tendo seu pico a 1600 rpm. A montagem do motor é feita “dentro” do quadro do chassi, em nível inferior ao reservatório de calda. Esta montagem dificulta um pouco as operações de manutenção, por outro

lado diminui a altura do centro de gravidade. O filtro de ar, devido às condições severas de trabalho é de dois elementos e possui indicador de restrição no painel do operador. A primeira parte da transmissão está montada solidária ao motor, com embreagem tipo monodisco seco, de acionamento hidráulico. A caixa de câmbio é de 5 velocidades à frente (sendo 1ª. 2ª e 3ª operacionais. 4ª e 5ª são utilizadas para deslocamento) e uma à ré, provida de alarme sonoro para manobras nesta marcha. Da caixa de câmbio o movimento é levado ao eixo traseiro por árvore de transmissão tipo cardan. No eixo traseiro está o diferencial e a transmissão final de correntes duplas já dentro das “pernas” de acionamento e fixação das rodas.

DIREÇÃO E FREIOS A direção nas rodas do eixo dianteiro é hidrostática, e o volante tem regulagem de posi-

MANUAL DE INSTRUÇÕES No caso do Uniport 2500, merece menção especial (e com louvor!) o manual de instruções. Os especialistas recomendam a criteriosa leitura deste material tanto pelo proprietário (gerente) quanto pelo operador. E mais: tudo indica que a nova compilação da Norma Regulamentadora Rural do Ministério do Trabalho estabelecerá que as máquinas agrícolas saiam de fábrica com dois manuais, um para ficar no escritório, e outra via para estar permanentemente acompanhando a máquina. Bem, a Jacto pode se habilitar, seguramente estará de acordo com as exigências, oferecendo um manual muito completo e claro. Inicialmente deve-se ter um pouco de tempo, pois são 212 páginas. As informações, consistentes e necessárias, estão divididas nos capítulos de: introdução, precauções (veja: precauções antes de qualquer outra informação!), especificações técnicas, principais componentes, operações e regulagens, manutenção, garantia, o controlador eletrônico de pulverização e os bicos Jacto. Tudo fartamente ilustrado, não deixando margem a falhas de entendimento. Este foi o primeiro ponto forte do produto, e das impressões sobre o fabricante.

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“Um ponto importante, principalmente para o operador e as pessoas envolvidas na operação de pulverização, é a presença do tanque de água limpa, que permite a utilização tanto para a tríplice lavagem dos frascos como para limpeza das mãos e outros equipamentos”

Fotos Charles Echer

Painel de comando concentra todas os controles de bombas e barras da máquina

O assento ergonômico com suspensão de molas e amortecedor é ajustável em altura e posição. Ao lado esquerdo do operador existe um assento auxiliar que pode ser utilizado por instrutor, supervisor ou aprendiz. Os vidros da cabina são escurecidos, diminuindo a incidência dos raios solares. O frontal curvo, evita o acúmulo de poeira e o efeito-espelho, que diminui a visibilidade do operador. A proteção do sol é completada por um parasol retrátil. Amplos espelhos externos facilitam a verificação das condições de operação das barras traseiras de pulverização. Um monitor eletrônico supervisiona o funcionamento de todas as funções de pulverização, e contactores elétricos facilitam ações de ligar e desligar pontos da barra de pulverização, ou regular pressão de pulverização. Opcionalmente o Uniport pode ser equipado com barra de luzes para controle das faixas de aplicação, ou piloto automático para aplicação em faixas. Também estão disponíveis os marcadores de espuma.

ção (afastamento) com relação ao operador. O freio é de discos nas quatro rodas, frenagem total, sem independência, de acionamento hidráulico. Existe freio de estacionamento atuando sobre a árvore de transmissão.

CABINA A cabine possui sistema de ar condicionado, equipado com filtros de carvão ativado para elevar a segurança do aplicador. No entanto, não se observou uma pressão positiva na cabine, forçando com o ar a sair ao invés de entrar, tambem foram verificadas pequenas aberturas, como a da haste do pedal de embreagem, que permitem a entrada de ar externo na cabine de comando. Todo o sistema hidráulico e as barras do pulverizador são controlados por botões dentro da cabine, com sistema on/off de acionamento, montado em painel posicionado à direita do operador, que, com um pouco treino, estará apto a operá-lo adequadamente. O projeto, feito a partir de sugestões recolhidas entre os usuários da máquina, procurou colocar os comandos de forma ergonômica, mas ainda exigem um certo giro no tronco do operador, que pode causar dores e cansaço depois de um dia de trabalho. O console também é espesso, volumoso, e tende a tirar um pouco da visibilidade para o lado direito da cabina. Poderia ser mais esbelto.

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ACIONAMENTO DOS SISTEMAS

Embora o tipo de máquina não enseje grandes vôos de design, por sua função e forma, as linhas são harmoniosas, a frente e a cabina estão bem integrados. O modelo testado sofreu várias modificações no projeto original, com informações recolhidas entre os usuários da máquina e outros itens ainda estão sendo observados pela equipe de engenharia. Um dos pontos que talvez mereça atenção é o acesso à cabine, realizado por meio de uma escada frontal, atualmente sem apoios para as mãos, o que dificulta um pouco a operação. O sistema de retração da escada também é primitivo e não condiz com a tecnologia que a máquina traz em si. As plataformas de acesso ao motor e ao tanque são bastante amplas e permitem o desloca-

O sistema de levante das barras, acionado pelo operador de dentro da cabine através de componentes eletro-hidráulicos, aliado ao sistema de estabilidade das barras, que utiliza amortecedores com nitrogênio, permite a adequada manutenção, e rápida correção quando necessário, da altura da barra ao alvo, mesmo nas maiores velocidades. Apesar da elevada qualidade desse sistema, um limitador de altura na ponta da barra poderia ser fornecido para evitar possíveis danos às mesmas. A bomba que equipa o pulverizador possui vazão de 300 l/min e é acionada por motor hidráulico, cuja rotação é alterada em função da rotação do motor. Tal fato, que pode interferir na vazão da bomba, não é problema neste pulverizador uma vez que, na menor rotação recomendada para o motor (1600 rpm), a bomba ainda gera um volume de calda suficiente para a aplicação de 294 l/ha, considerando-se a maior velocidade recomendada (18 km/h) e o espaçamento entre bicos de 0,35 m. O sistema de filtros é composto por um filtro próximo à bomba (peneira 24 e 50), um filtro de linha para cada uma das oito secções da barra (malha 50) e filtro nos bicos (malha 50). Apesar do sistema ser considerado adequado, o posicionamento perpendicular do filtro do tanque faz com que, ao ser necessária sua manutenção, toda a calda do interior escorra diretamente para a mão do trabalhador, elevando a possibilidade de exposição deste à calda de pulverização. Desta maneira, o posicionamento vertical do filtro, como o verificado na maioria dos pulverizadores inclusive da mesma empresa, pode reduzir este problema. Um ponto importante, principalmente para

As plataformas de acesso ao motor e ao tanque são amplas, porém não possuem barras de proteção

O posicionamento perpendicular do filtro do tanque dificulta a abertura sem molhar as mãos

DESIGN, ACESSOS E PLATAFORMAS

A cabine é climatizada; a direção tem regulagem de posição para frente e para trás

mento do operador ao redor de todo o equipamento, embora ainda não possuam barras de proteção contra quedas.

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Jogo de amortecedores com nitrogênio permite rápida correção da altura mesmo em altas velocidades Cada uma das oito seções possui controle individual de pressão e permite aplicação mais uniforme

o operador e para as pessoas envolvidas na operação de pulverização, é a presença do tanque de água limpa, que permite a utilização tanto para a tríplice lavagem dos frascos como para limpeza das mãos e outros equipamentos. Com facilidade, o operador tem fácil acesso ao registro.

AS BARRAS A barra tem 24 metros, dividida em oito seções e comporta no total 69 bicos de pulverização, com acoplamento para 2 ou 4 pontas através de engate rápido e sistema antigotejo, espaçados de 0,35 m. Todas as seções possuem sistema de controle individual da pressão, que permite a uniformização da vazão mesmo quando uma ou mais seções da barra estão fechadas. Todo o controle de acionamento das barras é realizado de dentro da cabine de comando sem que, no entanto, como recomendam as normas internacionais de segurança, haja mangueiras pressurizadas dentro da mesma. Todo o sistema de pulverização é monitorado por um controlador JSC6000. Este controlador é de fácil regulagem e possui uma excelente interface com o usuário. Através dele, o operador pode, de maneira simples, realizar o ajuste fino do sen-

sor de velocidade e vazão, especificar o tamanho da barra por seção e o espaçamento entre bicos, bem como selecionar o volume de calda a ser utilizado. Embora de fácil utilização, observou-se durante a avaliação que, apesar de ser recomendada uma pressão máxima de 90 psi para as pontas AVI11004 que equipavam o pulverizador, em função da velocidade ou de falha do operador, a pressão de trabalho indicada no controlador era de 104 psi. Assim, a inclusão de mais duas variáveis, máxima e mínima pressão suportada pelas pontas em uso, poderiam maximizar a eficácia deste controlador.

IMPRESSÕES GERAIS Não é sem razão que a Jacto detém 80% do mercado de autopropelidos no Brasil, e exporta um bom número para outros mercados. Esta máquina deve repetir o sucesso de suas “irmãs” menores. Qualificação técnica ela tem. O preço? Ao redor de R$ 320.000,00, 100% financiável pelo Finame ou Moderfrota. O custo operacional é alto, mas nas extensas áreas da agroindústria canavieira a que se destina, é compensado pelo elevado comprimento da barra e velocidades de trabalho. O custo por hora aplicada é sem dúvida maior do que os pulverizadores de arrasto. No entanto, a comparação de custos deve ser feita sobre hectares aplicados e

não sobre horas de aplicação, já que a máquina com a configuração do Uniport consegue, num mesmo número de horas, aplicar uma área muitas vezes maior do que as máquinas de arrasto, o que acaba diluindo o custo operacional. O ponto marcante é que a máquina é nacional, com tecnologia própria e desenvolvida, baseada em nossas condições, que costumam ser mais severas que aquelas encontradas em países mais avançados tecnologicamente. A durabilidade e confiabilidade devem ser levadas em conta na hora da M opção da compra. Arno Dallmeyer, Cultivar Máquinas Hamilton Ramos, IAC

Detalhe do motor hidráulico de acionamento da bomba com vazão de 300 l/min

Mangueira de enchimento rápido permite completar o tanque de 2500 litros em 4,5 minutos

O vão livre, característica muito importante para este tipo de equipamento, é de 1,25 m quando equipado com pneus 16,9X30 ou 1,28 m com pneus 12,4X36

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4x4

condução

Lama no caminho

Quando houver a necessidade de enfrentar terrenos com lama é importante observar bem o trajeto e evitar que obstáculos escondidos como pedras e pedaços de madeira danifiquem partes inferiores do veículo

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ntes de abordar um lodaçal com seu 4x4, verifique primeiramente qual é a profundidade do solo. Existem diferentes tipos de lodaçais/atoleiros em cada canto do Brasil e do planeta, e cada um requer uma linha de ação adequada. Antes de entrar no atoleiro é necessário inspecionar a pé o que se tem pela frente. Confira até a onde vai o terreno solto e começa terra firme. Veja qual é a distância que será percorrida e as bordas da trilha, se é

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uma descida ou subida, procure pedaços de madeira ou pedras que possam se chocar com as partes inferiores do seu veículo. É natural que outros motoristas, que passaram por alí, tenham colocado troncos de árvore e pedras para firmar melhor o piso. Após a passagem deles é possível que essas pedras e troncos virem armadilhas contra o cárter do motor, barramento de direção, tubulação de freio e por aí afora. Retire os obstáculos que considerar perigosos e se

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localizar algum buraco mais profundo, que poderá atrapalhar a travessia, recoloque pedras, terra firme ou galhos de árvores secos, mas não corte árvores jamais. Analisada a situação, volte e engate a tração 4x4, reduzida e o blocante. Tenha certeza de que os pneus dianteiros estão alinhados com a trilha escolhida. No barro não dá para perceber se o volante está esterçado para os lados. Isto dificulta o avanço, e se houver tração suficiente no momento seDezembro 2003 / Janeiro 2004


“Retire os obstáculos que considerar perigosos e se localizar algum buraco mais profundo, que poderá atrapalhar a travessia, recoloque pedras, terra firme ou galhos de árvores secos, mas não corte árvores jamais!”

Técnica 4x4

guinte o veículo pode sair bruscamente do trajeto, indo de encontro ao barranco, árvore, pedra ou abismo. Na dúvida, coloque o rosto para fora da janela e monitore a direção dos pneus. Entre na trilha com firmeza, moderação, e a segunda marcha engatada. Procure não acelerar com muita força, pois os pneus irão patinar e conseqüentemente perderão o pouco de tração que possuem. Você deve ainda girar rapidamente o volante para a esquerda e para direita, pois com este movimento os pneus procuram por terreno firme e continuam a levar o veículo para frente. Entretanto, se as rodas realmente patinarem é hora de parar e tentar voltar para trás, que é o caminho mais fácil neste momento. A insistência só vai fazer com que os pneus girem inutilmente, ou que eles afundem ainda mais no barro. Se não conseguir sair, levante os pneus com o macaco ou o Hi-Lift, colocando embaixo deles pedras ou pedaços de madeira. Trechos com lodaçais profundos podem ter o nível de água ou lodo diminuídos, cavando-se uma saída lateral para escoamento. Este procedimento evita que a parte elétrica e a entrada de ar do motor sejam atingidos pelo barro. Certos tipos de terrenos pedem velocidade para a travessia, como terrenos encharcados e áreas pantanosas onde a flutuação será fundamental. Então, você deverá usar até a terceira reduzida, o que significa alta velocidade e riscos de choques violentos das

Pedro Hartmann

Em trechos com lodaçais muito profundos é possível diminuir o nível de água cavando uma saída lateral

partes inferiores em pedras escondidas, e possivelmente a perda de controle da direção. Portanto, considere os riscos de uma travessia mal sucedida e veja se não é melhor encalhar mesmo o veículo e retirá-lo com ajuda do guincho ou de outro veículo M acompanhante. João Roberto de C. Gaiotto, Goodyear Eduardo Nakamura

Técnica 4x4

É fundamental que os pneus dianteiros estejam alinhados na trilha escolhida

Dezembro 2003 / Janeiro 2004

Em determinados percursos é necessário girar a direção rapidamente para esquerda e a direita, para que com este movimento os pneus procurem por terreno firme

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Opinião

Agricultura de precisão e marketing

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Máquinas

putador, e com atuador no dosador de fluxo, podem aplicar taxas variáveis de produto. Na superfície do solo! Tecnicamente (mecanicamente) é possível, sim. Mas e agronomicamente? Vamos jogar pela janela tudo o que aprendemos em mais de 30 anos sobre agricultura tropical, volatilização, lixiviação, todo tipo de perdas de fertilizante devido às nossas severas condições climáticas? Já não aprendemos na década de 70 que a simples importação de semeadoras americanas ou européias não resolve nosso problema? Não foi por este aprendizado que muitas de nossas fábricas hoje ancoram boa parte de seu faturamento em exportação? Ou seja, o Brasil é líder em tecnologia de equipamentos para Plantio Direto. Falta um pequeno salto para a aplicação de dispositivos variadores de dosagem nas adubadoras em linha, acopladas às semeadoras. Então sim, com o fertilizante posicionado no local

adequado (abaixo e ao lado das sementes, certo?), nas quantidades corretas e variando conforme a interpretação dos mapas de fertilidade, podemos falar em aplicação à taxa variável. Ajustada às necessidades da agricultura brasileira de ponta. Caso contrário, a importação de modelos dos países frios, de solos planos e baixa insolação vai nos retirar aos poucos a competitividade internacional conquistada de forma tão aguerrida pela nossa brava gente do campo. E o que o marketing tem a ver com isto? Apenas o cuidado que temos que ter para não nos deixar levar pelo canto da sereia da “corrida tecnológica”, esquecendo outros fatores que influenciam nossa produção com tantos ou mais resultados que uma técnica de gerenciamento.

RESGATE DE INFORMAÇÃO Em relação ao tema da opinião anterior um leitor (e colega) atento me enviou o Decreto N.º 1.255, de 29 de setembro de 1994 e as normas regulamentadoras rurais, em período de reedição. Lá se pode visualizar a posição do governo quanto às condições de trabalho dos operadores rurais, e a visão do Ministério do Trabalho. E o foco é o treinamento dos operários e suas condições de ergonomia e segurança. Boa parte deste, responsabilidade dos fabricantes e distribuidores. Existem normas, agora é cumprir.

Arquivo

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técnica começou a ser desenvolvida por pesquisadores no início da década de 1980, especialmente na Alemanha e nos Estados Unidos. São passados mais de cinco anos desde que se começou a ler, estudar e escrever sobre agricultura de precisão no Brasil. Ela chegou trazida mais pela indústria de máquinas agrícolas que por pesquisadores. Desde que se começou a divulgar o tema havia uma conotação de competição tecnológica, visando mostrar que uma ou outra industria tinha capacitação para a tecnologia “de ponta”. Houve os crédulos de primeira hora e houve também os céticos, que questionavam a real possibilidade de aplicação da AP, tal como preconizada, em nossas condições. Até hoje existem grupos de pesquisa tentando entender os princípios desde a base, e outros aplicando as tecnologias como as usadas no exterior. Ouvi em algum momento uma frase interessante: “agricultura de precisão, na verdade, nada mais é que a aplicação fiel e correta da agronomia clássica”. Tinha razão esta pessoa, pois trata-se da aplicação de um princípio também válido na sociologia política - dar tratamento diferenciado aos desiguais. Chegamos então à questão à qual quero me referir: a aplicação de insumos em taxa variável. Apenas ter monitores de colheita nas colhedoras (estima-se em 150 máquinas no Brasil, contra 40.000 nos Estados Unidos) não nos ajuda a completar o ciclo. Já temos grupos técnicos dominando as técnicas de mapeamento, amostragem e interpretação. Não tenho visto esforço dirigido a resolver a questão das máquinas para semeadura e adubação, com aplicação a taxa variável. Nos pulverizadores, com controladores eletrônicos e comandos eletromecânicos a questão já está equacionada, com a tecnologia sob o controle de empresas brasileiras. Voltando às máquinas para semeadura, o que algumas empresas e grupos de pesquisa estão fazendo é usar máquinas estrangeiras, fabricadas para adubação a lanço de corretivos ou nitrogenados, para distribuição de fertilizantes. Integradas a um com-

HOMENAGEM

Arno Dallmeyer é Consultor Técnico da Cultivar Máquinas e Professor Titular de Máquinas Agrícolas no CT/UFSM

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Já foi noticiado em outro espaço o trágico falecimento do parceiro Engº Agrº Francisco Sampaio, da Agromen. O Francisco era, além de sua função diretiva na empresa, o responsável pelo Museu de Mecanização Agromen, onde sempre nos deu a maior atenção e carinho. Sinto-me impactado até agora com a notícia e gostaria de externar meu pesar a toda grande família Agromen, e em especial á do Francisco. Que Deus o acolha e proteja a todos neste período doloroso da seM paração, e sempre.

Dezembro 2003 Julho/ /Janeiro Agosto 2004 2003


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