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Fendt chega ao Brasil com 3 lançamentos

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Cultivar

Cultivar Máquinas • Edição Nº 194 • Ano XVII - Abril 2019 • ISSN - 1676-0158

Índice

Destaques

04 Rodando por aí 10 Colhedoras

Solução para evitar o corte de pneus agrícolas em restos culturais

14 Tecnologia

Uso de medidores de clorofila portáteis nas lavouras

18 Ficha Técnica

Pulverizador autopropelido Kuhn Fighter 2500

22 Semeadoras

Comparativo de discos horizontais convencionais e Titanium

26 Padronização

Significado das cores no posto de operação

30 Nossa capa

40 Pulverização

Nossa capa

44 Pulverização

Confira com exclusividade a chegada da Fendt ao Brasil e os primeiros lançamentos para o mercado brasileiro

Comparativo de pontas na aplicação de fungicidas

Saiba como fazer a escolha correta da seleção de pontas

Fendt

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Confira com exclusividade os lançamentos Fendt no Brasil

50 Subsoladores Saiba como escolher adequadamente

Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter

• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi Cassiane Fonseca • Revisão Rogério Nascente • Design Gráfico Cristiano Ceia

www.revistacultivar.com.br

Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00

• Coordenador Comercial Charles Echer • Vendas Sedeli Feijó José Luis Alves Miriam Portugal

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• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause

• Coordenação Circulação Simone Lopes

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Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: contatos@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.


RODANDO POR AÍ Expansão

ConectarAGRO

Com o objetivo de dar o próximo salto de produtividade, uma parceria entre oito empresas - CNH Industrial, AGCO, Climate FieldView, Jacto, Nokia, Solinftec, TIM e a Trimble - desenvolveu o ConectarAGRO. A iniciativa visa contribuir para expandir o acesso à internet nas diversas regiões agrícolas brasileiras e possibilitar o uso dos recursos tecnológicos de agricultura de precisão, digital e automação. “O sistema viabilizará a conexão de toda a frota, reunindo equipamentos, pessoas e outros dispositivos abaixo de um sistema único”, confirmou o diretor de Tecnologias Digitais da CNH Industrial para América do Sul, Gregory Riordan. A estrutura para a implementação está sendo definida baseada em todas as práticas e necessidades legais vigentes no Brasil.

Fornecedores

A FPT Industrial inaugurou, em março, a sua terceira unidade do Grupo Rodomaq, no Paraguai. Com área de 13 mil metros quadrados, a concessionária inclui a oferta de produtos para os segmentos on-road, off-road, marítimo e de geração de energia, assistência técnica, reposição de peças genuínas e serviços especializados. A Rodomaq Capiatá conta com especialistas para atender às demandas dos clientes, com ênfase em pós-venda. “Temos uma grande oferta de produtos para diferentes aplicações e sentimos orgulho de estar no Paraguai”, salientou o presidente da FPT Industrial para América do Sul, Marco Rangel.

Farm Solutions

A AGCO anunciou o lançamento do Farm Solutions - uma série de serviços de agricultura de precisão, desenvolvidos pela AGCO e por empresas parceiras especializadas. O Farm Solutions se une ao portfólio para agricultura de precisão embarcado nas máquinas Massey Ferguson e Valtra. O lançamento marca o início da parceria com as empresas Tecgrafe Inceres, que oferecem soluções de controle de tráfego e de gerenciamento da fertilidade do solo. “Juntamente com nossos parceiros, estudamos maneiras de oferecer serviços agronômicos para ajudar os agricultores a lidarem com seus desafios”, explicou o supervisor de Marketing da Fuse para América do Sul, Niumar Aurélio. As soluções estarão disponíveis ao longo do primeiro semestre de 2019.

A CNH Industrial, detentora das marcas Case, FPT Industrial, Iveco e New Holland, promoveu em Belo Horizonte (MG), o Suppliers Excellence Awards 2019, evento que reconhece os melhores fornecedores da empresa na América do Sul. “Nossa premiação que foi criada para reconhecer e fortalecer a parceria com a cadeia de fornecedores, reforçando o compromisso de caminharmos juntos, na mesma direção, buscando o aprimoramento e a inovação”, afirmou o diretor de Compras da CNH Industrial para a América do Sul, Carlo Martorano. A iniciativa da área de Compras entregou 19 prêmios para as empresas que mais se destacaram em 2018. A SKF do Brasil foi eleita “Fornecedora do Ano”.

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Mais perto

A John Deere marcou presença em três dos principais eventos do Centro-Oeste brasileiro nos meses de março e abril: Show Safra, Farm Show e Tecnoshow Comigo. “Os produtores da região Centro-Oeste são alguns dos que mais buscam tecnologia para produzir cada vez mais e melhor, de forma sustentável. Por isso, a John Deere apresentou o que há de mais moderno em maquinário e tecnologia, para viabilizar a agricultura do futuro, baseada cada vez mais em informações e decisões assertivas”, disse a gerente regional de Vendas da John Deere Brasil, Karen Oliveira.

Premiação

O pulverizador e dosador costal a bateria Jacto DJB-20S venceu o 5º Prêmio Afubra/ Nimeq de Inovação Tecnológica em Máquinas Agrícolas para Agricultura Familiar, categoria Empresas. O prêmio é uma promoção da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) com o Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas da Universidade Federal de Pelotas (Nimeq/UFPel) e tem a parceira da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O tro-

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Parceria estratégica

Subcompacto

A Mahindra conquistou o segundo lugar do Prêmio Afubra/Nimeq de Inovação Tecnológica em Máquinas Agrícolas para Agricultura Familiar, na categoria Empresa. O Prêmio é uma promoção da Afubra com o Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas da Universidade Federal de Pelotas (Nimeq/UfPel), e conta com a parceria da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O trator vencedor é o modelo 2025 de 25cv, lançamento de 2019 para o mercado brasileiro. “O 2025 é indicado aos produtores de fumo, os hortifrutigranjeiros e produtores de uva. Subcompacto, o trator é adequado para trabalhos em estufas e ruas estreitas, além de canteiros de até 80cm”, disse o especialista de Marketing em Produto, Gilberto Dutra. A comercialização do trator 2025 iniciou no dia 1° de abril de 2019.

A AGCO Corporation anunciou uma parceria comercial e tecnológica com a Solinftec, empresa mundial em desenvolvimento e distribuidora de soluções agrícolas digitais. A Solinftec disponibilizará computadores de bordo, estações meteorológicas, sensores de solo, redes de telemetria, algoritmos proprietários e geração em tempo real de informações aos clientes AGCO. As novas soluções chegaram ao Brasil em 2019, para produtores de cana, soja, milho e algodão, e serão lançadas nos Estados Unidos para a safra de 2020. “Estamos felizes em contar com a parceria da Solinftec na nossa rede global Fuse e continuar oferecendo aos produtores opções que melhorem a eficiência de suas operações agrícolas”, disse o diretor de Desenvolvimento Global de Negócios Fuse da AGCO Corporation, Chris Rhodes.

féu de reconhecimento foi recebido por Márcio Fantim, coordenador comercial no Brasil da unidade de produtos portáteis da Jacto. “Este prêmio reconhece o esforço da equipe que desenvolveu e ouviu os produtores rurais e suas reais necessidades, para oferecer uma tecnologia de ponta e economicamente acessível”, afirmou Fantim. O Jacto DJB-20S tem a possibilidade de se conectar via Bluetooth e ser controlado por um aparelho celular ou tablet.


COLHEDORAS

Contra cortes Projeto simples e relativamente barato pode ser solução para evitar o corte de pneus de colhedoras e tratores, ocasionados por tocos de milho e soja

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s talos de milho e de soja são um sério problema para pneus de tratores e colhedoras. Vários fabricantes estão desenvolvendo mecanismos que auxiliem na destruição do colmo e assim eliminar tais inconvenientes. Porém, são tecnologias que ainda estão sendo implantadas com sucesso nos países mais desenvolvidos. No Brasil, um exemplo de solução é o da AGCO, que lançou as plataformas de colheita de milho do tipo “cyclone”, que possuem uma roçadeira em cada linha de colheita para proceder a des-

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truição dos colmos. Este mecanismo tipo roçadeira vem sendo difundido pelo mundo todo como uma solução para a destruição dos colmos. Ao observar pneus de tratores e colhedoras que trabalham na colheita de milho, principalmente, é possível ver os danos causados por tocos nos pneus destas máquinas. Os agricultores entendem perfeitamente a problemática do desgaste e furos em pneus durante as operações de colheita e plantio. À medida que estes pneus vão ficando gastos, as chances de um furo nestas condições severas é grande. Ficar com uma colhedora ou um trator parado por horas (ou até mesmo dias, dependendo da distância da lavoura até uma revenda) é certamente um prejuízo inestimável, uma vez que as janelas de tempo tanto de colheita quanto de plantio são muito pequenas.

DANOS EM PNEUS AGRÍCOLAS

De acordo com Dobberstein (2011), os agricultores estão em guerra contra os tocos de milho e de soja, pois eles perfuram ou danificam os pneus dos equipamentos que transitam pela lavoura. Estes danos ocorrem com muita frequência, sendo que pneus, em situações extremas, não chegam a durar uma safra. Tanto é verdadeiro o problema, que os fabricantes de pneus estão pensando em tirar a garantia dos mesmos contra este tipo de danos. Tudo isso devido às pesquisas genéticas dos híbridos, os quais, entre outras características, acabam produzindo variedades com os colmos mais resistentes.


Figura 1 - Vistas do mecanismo tipo patins

Os danos nos pneus são ainda maiores quando a colheita é realizada com a plataforma mais baixa, ou seja, quando deixa-se o colmo com cerca de 10cm ou menos. Estes colmos, além de prejudicar os pneus, a ponto de perfurarem os mesmos, causam problemas na implantação da cultura seguinte. De acordo com Potter (2012), os testes mostram que os colmos são mais resisten-

Figura 2 - Conjunto montado e suas características técnicas: Peso do conjunto final 17,5kg; ângulo de 32°com a vertical; comprimento 653mm; altura 484mm; estrutura em aço SAE 1020; mola aço cromo – vanádio A232; parafusos ISO 4.6; força máxima da mola 1727,1N; Força de reação no solo 714N

tes que os pneus e isso pode vir a causar perfuração do pneu.

PROJETO DE PATINS DE AMASSAMENTO

Uma rápida pesquisa mostrou que alguns fabricantes norte-americanos (May

Charles Echer

West) estão desenvolvendo vários tipos de patins utilizados para promover o amassamento dos tocos (colmos), tanto de milho quanto de soja. Pensando em trazer estes dispositivos para serem adaptados nas nossas colhedoras, utilizando um software de desenho, modelou-se o sistema para a utilização nas linhas de colheita. Um chassi acoplável a qualquer modelo de colhedora trará, em cada linha de colheita, um conjunto de patins, como apresentado na vista explodida na Figura 1.

VIABILIDADE TÉCNICA E CUSTO

Por se tratar de um mecanismo de fácil construção e adaptação aos diferentes modelos de colhedoras do mercado nacional, vislumbra-se seu uso em um futuro próximo nas lavouras brasileiras. Foram realizadas simulações em software para determinar material e especificações de componentes. Por se tratar de uma chapa de amassamento, optou-se pelo aço SAE 1020, com espessura de 4,75mm. Na Figura 2 é apresentado o conjunto desenvolvido e suas principais características técnicas. Uma análise preliminar de custos, levando-se em conta que o produto já estivesse sendo comercializado, fechou

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Fotos Marcelo Baschera

com preço médio de R$ 700,00 por linha de colheita de milho e cerca de R$ 400,00 por linha de colheita de soja.

CUSTO DE PNEUS AGRÍCOLAS

O mercado nacional de pneus agrícolas apresenta uma variedade enorme de modelos e tipos. Cada um, adequado para esta ou aquela máquina e/ou condição de solo e cultivo. Realizando uma busca em revendas especializadas, encontram-se pneus agrícolas com valores entre R$ 2.000,00 e R$ 20.000,00. Assim, se estimarmos um valor médio de R$ 9.000 de um conjunto de patins para o amassamento dos tocos de milho e soja, equivaleria ao custo de um pneu, o que parece ser um gasto razoável.

JANELA DE TEMPO

Segundo pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, o crescimento e o desenvolvimento de culturas como o milho e a soja são limitados pela disponibilidade de água, pela temperatura e também pela radiação solar. Ambas as culturas necessitam que os índices dos fatores climáticos, especialmente a temperatura, a precipitação pluviométrica e o fotoperíodo, atinjam níveis considerados ótimos, para que o seu potencial genético de produção se expresse ao máximo. A isso chamamos de janela de tempo. Perder parte dessa janela de tempo em virtude de um pneu danificado tem um reflexo financeiro inestimável. Dados divulgados pelo engenheiro agrônomo José Carlos Cruz, pesquisador

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Os caules das culturas de milho e soja podem causar danos aos pneus de tratores e colhedoras

da Embrapa Milho e Sorgo, mostram que planejar corretamente a lavoura e fazer o plantio na época adequada para a região é mais importante do que muitos produtores possam imaginar. Estudos mostram que a perda de produtividade com o plantio tardio do milho de verão pode chegar a 30 quilos por hectare a cada dia de atraso, ou seja, meio saco de milho diariamente. Então, danificar ou furar pneus agrícolas nos dois principais gargalos da lavoura, colheita e plantio, pode acarretar em grandes perdas futuras de produtividade e rendimento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O modelo proposto de patins de amassamento foi dimensionado para

uma plataforma já existente e consolidada no mercado agrícola. O projeto é viável e pode ser fabricado e comercializado para solucionar o problema que os colmos (tocos) de milho e de soja vêm provocando nos pneus agrícolas, com o aumento da resistência desses tocos nas novas cultivares semeadas e colhidas. Levando-se em consideração as perdas decorrentes de um trator ou colhedora ficar parado na lavoura, à espera de um novo pneu - em função das janelas de tempo de colheita e plantio -, justifica-se a viabilidade do projeto .M idealizado. Marcelo Baschera e José Antonio Portella, UPF


TECNOLOGIA

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Na palma da mão Medidores portáteis de clorofila facilitam a identificação do nível de nitrogênio nas plantas e a tomada de decisão para a aplicação do nutriente Divulgação

nitrogênio é considerado um dos nutrientes mais requisitados pela maioria dos vegetais, sendo responsável por desempenhar diversas funções essenciais no seu desenvolvimento, como crescimento das plantas, formação de novas células, tecidos e formação da clorofila. A clorofila é um pigmento verde encontrado nas folhas e é responsável por capturar a energia solar e formar os açúcares (CO2+H2O) que a planta necessita para crescer e produzir os grãos ou frutos, dependendo da espécie. Quando ocorre a deficiência de nitrogênio, as plantas apresentam suas folhas com uma coloração verde-pálida ou amarelada, devido à falta de clorofila. Portanto, fica evidente uma correlação acentuada entre o nível de clorofila e a deficiência ou necessidade de nitrogênio nas plantas. Havendo um suprimento adequado de nitrogênio na planta, esta irá se desenvolver rapidamente, no entanto, quando ocorrer a deficiência deste nutriente, o crescimento se tornará mais lento. Em contrapartida, o excesso de nitrogênio, também pode ser prejudicial às culturas, podendo haver um prolongamento do ciclo vegetativo e, consequentemente, acarretando produção baixa. O solo pode disponibilizar uma quantidade de nitrogênio às culturas, no entanto, em vários casos, este, por si só, muitas vezes não é capaz de atender toda a demanda, tornando-se necessária a prática da fertilização nitrogenada. Geralmente, há muitas dúvidas relacionadas à aplicação de nitrogênio entre os produtores, levando em consideração o custo elevado do produto no cenário atual. Porém, a minimização na sua aplicação nas culturas não deve ser considerada como alternativa para diminuir sua utilização, uma vez que esta decisão poderá ocasionar danos significativos de produtividade e, como consequência, maior prejuízo. Para tomar a decisão de aplicar ou não nitrogênio, é preciso que se obte-


Fotos Divulgação

A medição consiste no fechamento da cabeça de medição do aparelho sobre a folha, não causando danos às plantas

nha um diagnóstico que caracterize a necessidade deste nutriente pela cultura. Para esta finalidade, existem alguns métodos que determinam o teor de clorofila na folha e predizem o nível nutricional de nitrogênio nas plantas. Isto se deve ao fato de que o pigmento de clorofila tem grande correlação com o teor de nitrogênio presente na planta. O método tradicional, realizado em laboratório para obtenção do teor de clorofila na folha, requer a destruição de amostras de tecidos foliares,

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além de muito trabalho nos processos de extração e quantificação e de alto custo empregado. No entanto, existem no mercado medidores portáteis de clorofila que permitem realizar medições instantâneas do teor de clorofila na folha, sem haver a necessidade dedestruir ou danificar a mesma. O teor de clorofila quantificado pelos medidores apresenta-se na forma de um valor relativo sem dimensão. Onde o princípio de funcionamento baseia-se na absorbância e/ou refletância da luz pelas folhas, onde a luz que passa através da folha atinge um receptor (fotodiodo de silicone) que converte a luz transmitida em sinais elétricos analógicos, assim por meio do conversor A/D, esses sinais são amplificados e convertidos em sinais digitais, sendo usados por um microprocessador para calcular os valores que são mostrados num visor. Desta forma, a determinação de clorofila tornou-se fácil e rápida, podendo ser realizada a campo.

UTILIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO

O método de determinação do teor de clorofila na folha pelos medidores portáteis consiste no fechamento da cabeça de medição do aparelho sobre a folha, não causando danos às folhas através do seu manuseio. Deste modo, posteriormente poderão ser realizadas outras medidas na mesma folha no decorrer de todo o ciclo de crescimento da planta. A medição deve ser realizada em no mínimo 30 folhas recém-expandidas, de modo que se façam


duas medições em cada uma das folhas, em intervalos de tempo de dois segundos. O ideal é que se predetermine a localização da medição na folha e faça-a no mesmo local para todas, evitando-se as nervuras. Depois de medidos os teores de clorofila, deve ser realizada a média aritmética entre as medições. Os equipamentos são considerados leves e de fácil manuseio, o que permite a utilização em qualquer local. A bateria é composta normalmente por um conjunto de pilhas alcalinas, que devido ao baixo consumo de energia podem ser realizadas até 20 mil medições com a mesma bateria.

IDENTIFICAÇÃO DOS NÍVEIS CRÍTICOS

A amostragem de medidas do teor de clorofila deve ser definida para cada cultura e para cada tipo de folha, levando-se em consideração o estágio de crescimento, a idade relativa das folhas e a posição onde será feita a medida. Cabe destacar que as medidas do clorofilômetro podem variar não só com o estádio fenológico, mas também conforme o local de tomada de leitu-

Modelos de medidores portáteis de clorofila disponíveis no mercado

ra na folha, mostrando-se também dependente da cultura cultivada. O equipamento realiza as leituras que correspondem ao teor de clorofila na folha. Através deste valor, uma metodologia pode ser utilizada para predizer a necessidade de adubação suplementar de nitrogênio e a calibração do equipamento. Esta metodologia baseia-se na criação de uma variabilidade no início de desenvolvimento das culturas, experimentalmente. Geralmente, esta variabilidade é gerada através do emprego de diferentes níveis de nitrogênio na semeadura. No estádio do ciclo da cultura, em que se deseja determinar os níveis críticos de leitura do clorofilômetro, fazem-se as leituras com o equipamento e aplicam-se de dois a três diferentes níveis de nitrogênio. Com o valor do rendimento de grãos determinado e as leituras obtidas pelo medidor de clorofila, no estádio desejado, determina-se o valor que corresponde ao nível crítico de leitura do clo-

rofilômetro. O uso do clorofilômetro na tomada de decisão para aplicação de nitrogênio vem sendo vastamente utilizado para grandes culturas como arroz, trigo, milho e feijão. Alguns trabalhos experimentais realizados com estas culturas predizem os níveis críticos de leitura do clorofilômetro e indicam a aplicação de nitrogênio, quando os teores de clorofila apresentarem valores de 4042 para o arroz (diferenciação da panícula), 41-42 para o trigo (folha bandeira), 58-62 para o milho (espigamento) e 42-46 para o feijão (pleno flores.M cimento). Chaiane Guerra da Conceição, UFSM e IFFar Ana Rita Costenaro Parizi e João Antônio da Conceição, IFFar Jhosefe Bruning, Adroaldo Dias Robaina, Marcia Xavier Peiter, Elisa de Almeida Gollo e Ana Carla dos Santos Gomes, UFSM

Principais vantagens da utilização do medidor • A leitura pode ser realizada em poucos minutos, o que possibilita o rápido diagnóstico da situação da lavoura quanto à necessidade de nitrogênio • O aparelho tem custos baixos de manutenção, ao contrário de outros métodos, que exigem a compra de produtos químicos • Não existe a necessidade de envio de amostras para laboratório, o que economiza tempo e dinheiro • O agricultor pode realizar quantas amostras desejar, sem destruição das folhas da planta

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FICHA TÉCNICA

Fighter 2500 Lançamento da Kuhn, o pulverizador autopropelido Fighter 2500 tem um design arrojado e vem equipado com alta tecnologia, para atingir melhor performance na aplicação de defensivos agrícolas

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Kuhn está reforçando seu portfólio, incrementando sua linha já consagrada de produtos para pulverização. O novo pulverizador autopropelido, Fighter 2500, lançado no Agrishow 2019, tem como novidades o tanque de defensivos construído em aço inox, o sistema de transmissão eletrônica inteligente, a cabine com mais espaço interno e o terminal Trimble GFX-750, que oferecerá mais tecnologia e qualidade nas aplicações.

TANQUE DE DEFENSIVOS EM AÇO INOX

Com um tanque em aço inox de 2.500 litros, o lançamento promete resolver uma importante questão que é a limpeza adequada do tanque. O formato cilíndrico e o acabamento superficial de suas paredes garantem facilidade de limpeza, eliminando qualquer resíduo químico. Além da facilidade de limpeza, o aço inox oferece maior durabilidade e resistência, comparado com os demais materiais. O Fighter 2500 possui também um tanque de água limpa de 300 litros e sistemas de limpeza interna do tanque de defensivos, através de dois dispersores rotativos. O sistema de agitação da cal-

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BARRAS DE PULVERIZAÇÃO

O novo modelo conta com barras de 27, 30 ou 32 metros, e porta-bico trijet com espaçamento de 50cm. Com as barras de 32 metros é possível ter 12% de redução no amassamento, comparando a uma barra de 28 metros, além do aumento de rendimento operacional diário em torno de 15%, permitindo aplicar os defensivos agrícolas nas melhores condições climáticas, atingindo o máximo do potencial do produto. O novo sistema de acoplamento rápido para barras EASYFIT, permite montar uma barra de pulverização sem parafusar, com velocidade e modularidade sem precedentes.

LUZES DE LED – BLUE LIGHT

Para aproveitar ao máximo as condições ótimas de pulverização (baixa temperatura e boa umidade atmosférica), o trabalho noturno é possível graças às lâmpa-

das LED – Blue Light, instaladas junto à barra, permitindo melhor controle na pulverização, pois garantem uma boa visualização dos jatos de pulverização, identificando de maneira mais rápida qualquer falha ao longo da barra.

CIRCUITO DE PULVERIZAÇÃO

As tubulações do sistema de pulverização são inteiras em aço inox, o que assegura durabilidade e resistência à corrosão. A Kuhn é pioneira na utilização de uma bomba de pulverização multiestágio, onde múltiplos impulsores (rotores) garantem uma melhor estabilidade da pulverização ao longo de todo o circuito, assim como alta resistência aos diferentes tipos de defensivos. Essa bomba multiestágio oferece algumas vantagens, como design preciso que permite alcançar altas pressões de operação, mesmo com um número reduzido de revoluções, o que se traduz em uma vida mais longa para todos os componentes. Além disso, o preço é muito competitivo comparado às bombas de aço inoxidável.

Fotos Kuhn

da é composto por quatro agitadores hidráulicos posicionados estrategicamente no fundo do reservatório, permitindo agitação em torno de 800L/min.

Bomba centrífuga multiestágio garante mais estabilidade na pulverização

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Fotos Kuhn

Sistema compacto dos componentes de pulverização

MOTOR E TRANSMISSÃO

O Fighter 2500 é equipado com o motor eletrônico Cummins QSB 4.5, de 198cv, atendendo às normas da legislação MAR-1. O motor apresenta alta durabilidade e performance, com menor consumo de combustível e menor custo de manutenção ao longo de sua vida útil; além disso, está homologado para trabalhar com diesel e biodiesel B20. É equipado com transmissão hidrostática eletrônica 4x4 inteligente, onde a todo momento o sistema eletrônico controla e gerencia a tração e a patinagem de cada roda. Todos os componentes da transmissão são controlados eletronicamente. Com estas informações, o motor diesel se regula automaticamente, permitindo que se trabalhe sempre no melhor regime de rotação, ganhando-se em economia de combustível e performance da máquina, mesmo em terrenos mais difíceis. O Fighter 2500 não possui marchas definidas e sim velocidades de pulverização e transporte predeterminadas de fábrica, onde as mesmas podem ser gerenciadas pelo proprietário da máquina nos casos em que queira determinar as máximas velocidades em que o operador deverá pulverizar e transportar o equipamento. Dessa forma, é possível melhorar a eficiência, o desempenho e a vida útil dos componen-

O Fighter 2500 pode vir com barras de 27, 30 ou 32 metros

tes do equipamento.

PESO

O novo pulverizador consegue conciliar seus 8.500kg numa excelente distribuição entre os rodados dianteiro e traseiro. Essas características, somadas ao motor de 198cv e à transmissão eletrônica inteligente, proporcionam à máquina um excelente desempenho em terrenos irregulares, mesmo em rampas de 34% de inclinação.

CABINE

A cabine oferece alto padrão de acabamento e conforto, buscando proporcionar ao operador a melhor ergonomia possível através da disposição dos equipamentos internos. A área de visão aumentada pelo prolongamento do vidro frontal permite ampla visibilidade no momento das aplicações. O sistema de pressurização e a porta duplamente selada garantem maior proteção e isolamento acústico e os assentos do operador e instrutor são confortáveis. Possui coluna de direção ajustável, rádio bluetooth, sistema de aquecimento e resfriamento e compartimentos para documentos e celular.

Terminal Trimble GFX-750 de 10.1 polegadas

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to com o mesmo, e evita a transferência de choques ao chassi.

ACIONAMENTO HIDRÁULICO

Sistema de autonivelamento de barras melhora a estabilidade em terrenos de todos os tipos

AGRICULTURA DE PRECISÃO

Equipado de série com o novo terminal Trimble GFX-750 de 10.1 polegadas, touchscreen e alta resolução, permite o melhor acompanhamento do trabalho. Conta com o intuitivo ambiente Precision-IQ, que pode transferir arquivos entre o veículo e o escritório de forma rápida e fácil, pois possui wi-fi e bluetooth integrados. O Fighter 2500 possui piloto automático hidráulico, corte automático de nove seções, controlador eletrônico de pulverização, câmera de ré e, como opcional, manobra automática de cabeceira - Next Swatch. Com o suporte técnico remoto, é possível conectar-se ao terminal do escritório para resolver qualquer problema relativo ao terminal. O receptor GNSS NAV-900, que acompanha a máquina, permite uma maior estabilidade de sinal. Ele monitora mais constelações e um maior número de satélites, possibilitando um desempenho mais eficiente em am-

bientes difíceis.

AJUSTA-SE ÀS NECESSIDADES DAS CULTURAS

Uma das características deste modelo é a reação rápida às diversas necessidades dos clientes. As larguras da bitola podem ser pré-selecionadas, variando de 2,60m a 3,20m. Com vão livre de 1,60m, possui grande versatilidade para aplicações nos mais diversos estágios das culturas. Além disso, com os pneus IF 340/85 R 38, consegue-se obter maior flutuação, diminuindo os problemas de compactação do solo.

SUSPENSÃO PNEUMÁTICA ATIVA

O sistema de suspensão pneumática ativa ajuda significativamente na melhora da performance do equipamento em terrenos ondulados. A grande capacidade de absorver impactos gera conforto ao operador e permite uma melhor aderência dos pneus ao solo, mantendo-os sempre em conta-

Lava-frascos com sistema de sucção tipo Venturi integrado à válvula de descarga

Buscando agilidade e facilidade no momento do abastecimento dos defensivos, a escada frontal e o lava frasco possuem acionamento hidráulico conjugados. O lava frasco conta com sistema de sucção tipo Venturi integrado à válvula de descarga, para ocupar menos espaço. Conta ainda com bico especial no fundo do reservatório para mistura de defensivos agrícolas granulados ou em pó e um bico giratório para enxágue das embalagens.

REABASTECIMENTO FRONTAL

O sistema de reabastecimento é frontal e oferece melhor acessibilidade e facilidade de abastecimento do tanque de pulverização, além de menor tempo para a volta ao trabalho graças à bomba de reabastecimento com capacidade de 700L/minuto.

KUHN EQUILIBRA

O pulverizador conta também com o sistema Kuhn Equilibra, um sistema de amortecimento que proporciona o autonivelamento das barras, melhorando a estabilidade e garantindo uniformidade na aplicação. Acumuladores calibrados precisamente diminuem os impactos nas barras. Seu sistema pendular em ponto único evita que as barras oscilem conforme irregularida.M des do solo.

Especificações técnicas Tanque de defensivo Bomba de pulverização Porta-bicos Espaçamento entre bicos Altura da barra de pulverização Pneus Suspensão Bitola Tanque de combustível Tanque de água limpa

FIGHTER 2500 2.500 litros, em inox Centrífuga multiestágios Trijet 50 centímetros 0,60 a 2,35 metros IF 340/85 R38 Pneumática ativa 2,60 a 3,20 metros 215 litros 300 litros

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SEMEADORAS Fotos Tiago Pereira da Silva Correia

Regularidade Discos horizontais convencionais e discos horizontais Titanium avaliados em campo apresentaram variações de aproximadamente 5% na qualidade de distribuição de sementes, operando em velocidades semelhantes

A

incorreta distribuição longitudinal das sementes no sulco de semeadura é fator determinante para a imprecisão do estande de plantas e a perda de produtividade de grãos (Brachtvogel et al, 2012; Trogello et al., 2013). De acordo com Sangoi et al. (2012), a distribuição das plantas deve ser equidistante, evitando competição por falhas e duplas. De acordo com Francetto et al. (2015), as semeadoras-adubadoras utilizam dois principais mecanismos dosadores de sementes, o disco horizontal e o pneumático, sendo o primeiro utilizado em aproximadamente 79,57% das máquinas. Este dosador contém um disco alveolado (orifícios circulares), onde as sementes são alojadas, dosadas e, através de movimento de rotação, são distribuídas uma a uma no sulco de semeadura (Mialhe, 2012). A precisão com a qual os dosadores são capazes

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de individualizar e distribuir as sementes é bastante dependente de uma variedade de aspectos do próprio dosador, em especial a geometria e dimensões dos alvéolos, o mecanismo ejetor das sementes e a velocidade de rotação do disco (ST Jack et al., 2013; Correia et al., 2016). Segundo Mialhe (2012), as configurações dos alvéolos devem ser cuidadosamente observadas para cada tipo e formato de sementes, os alvéolos devem ser ligeiramente maiores que as sementes, cerca de 1,2mm a 1,6mm. Silva & Gamero (2010) citam que as semeadoras e seus componentes vêm sofrendo constantes inovações tecnológicas. A tecnologia dos dosadores Titanium com disco Rampflow é uma delas, utiliza componentes em poliuretano, limitador de peso de sementes sobre o disco, organizador de sementes nos alvéolos, raspador antipulos, escova ejetora de cerdas flexíveis e discos com alvéolos em formato cônico es-


triado denominado Rampflow. Para avaliar a distribuição longitudinal de sementes de sorgo com mecanismo dosador de disco horizontal convencional e Titanium com discos horizontais Rampflow, pesquisadores da Universidade de Brasília realizaram um trabalho de campo. Os testes foram feitos na Fazenda Experimental Água Limpa, em área experimental do Laboratório de Máquinas e Mecanização Agrícola (Lamagri), da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, pertencente à Universidade de Brasília, em Brasília (DF). O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 3, com quatro repetições. Os fatores considerados para constituição dos tratamentos foram: dois mecanismos dosadores de sementes (dosador de disco horizontal convencional - DC, e dosador Titanium com disco horizontal Rampflow - DT) e três velocidades de semeadura (1,25m/s; 1,72m/s e 2,44m/s). As parcelas experimentais foram dimensionadas com 20m de comprimento e 3,5m de largura cada (sete linhas de semeadura espaçadas em 0,5m). O solo da área experimental foi classificado por Rodolfo Junior et al (2015) como Latossolo Vermelho Amarelo Ácrico petroplíntico. As parcelas experimentais foram preparadas em sistema convencional com uma aração e duas gradagens, uma intermediária e outra niveladora. As sementes de sorgo utilizadas foram do híbrido AG1040, tratadas industrialmente pelo fabricante com inseticida e fungicida. A densidade de semeadura adotada foi de dez sementes por metro de sulco de semeadura. A semeadura foi realizada utilizando uma semeadora-adubadora de precisão marca Jumil, modelo JM3040, equipada com mecanismos sulcadores de adubo e sementes - do tipo discos duplos desencontrados, sete linhas de semeadura espaçadas em 0,5m, mecanismo dosador de sementes do tipo disco horizontal convencional e mecanismo do-

sador de adubo do tipo rosca sem-fim modelo Fertisystem AP NG. Para tracionar a semeadora-adubadora foi utilizado um trator de pneus marca New Holland, modelo TM7020 4 x 2 TDA, com 109,58kW (149cv) de potência bruta no motor. O mecanismo dosador de sementes DC utilizado foi o originalmente montado pelo fabricante da semeadora-adubadora, constituído por um raspador metálico de sementes, um ejetor do tipo roseta, fabricada com PVC, e disco horizontal convencional com alvéolos de parede reta com a faces superior e inferior. O mecanismo dosador de sementes DT utilizado possui um limitador de peso de sementes com duplo condutor de fluxo de poliuretano, três organizadores de sementes no alvéolo (poliflow) e um raspador antipulo de sementes fabricado com plástico flexível, ejetor do tipo escova com cerdas, disco horizontal com alvéolos em formato de rampa na face superior de alojamento da semente e cônico estriado na face inferior de saída da mesma (rampflow), e um visor acrílico do conjunto disco-ejetor. Os dosadores DC e DT são identificados pelas Figuras 1A e 1B, res-

pectivamente. Para ambos os dosadores foram utilizados discos com 90 furos de 4,5mm cada e anel liso, determinados conforme metodologia descrita por Mialhe (2012). Por praticidade operacional foram semeados primeiramente os tratamentos com dosador DC e, posteriormente - após substituição dos dosadores DC por DT nas linhas da semeadora-adubadora -, foram realizadas as semeaduras dos demais tratamentos. A avaliação de distribuição longitudinal das sementes no sulco de semeadura foi realizada aos dez dias após a semeadura, quando a germinação e a emergência das plântulas de sorgo já haviam cessado. A distância entre sementes distribuídas foi obtida pela medida de distância entre plântulas contidas em sete metros de comprimento das três linhas centrais de cada parcela. As medidas foram realizadas com régua graduada em 0,001m. Os espaçamentos obtidos foram classificados em aceitáveis, falhas e duplas, conforme metodologia descrita por Kurachi et al. (1989) e classificação indicada na Tabela 1. Em função da densidade de semeadura adotada, o es-

A

B

Figura 1 - Mecanismo dosador de sementes de disco horizontal convencional (A) e mecanismo dosador de sementes Titanium® com discos horizontais Rampflow® (B)

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Fotos Tiago Pereira da Silva Correia

A semeadura foi realizada utilizando uma semeadoraadubadora de precisão marca Jumil, modelo JM3040, equipada com mecanismos sulcadores de adubo e sementes - do tipo discos duplos desencontrados, com sete linhas de semeadura espaçadas em 0,5m

paçamento desejado entre sementes (EDS) foi de 10cm. A análise estatística dos dados foi realizada, submetendo-os à análise de variância e posteriormente ao teste de comparação de médias, pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade de erro, através do software estatístico Assistat, versão 7.7 beta.

COMO OS DISCOS SE COMPORTARAM

De acordo com o teste “F” realizado, foram verificadas interação entre os fatores mecanismos dosadores de sementes e velocidade de semeadura, e significância entre eles para as variáveis analisadas, sendo elas espaçamentos entre sementes aceitável, falhas e duplas. Os resultados da análise de variância da distribuição longitudinal de sementes de sorgo com os dosadores DC e DT em diferentes velocidades de semeadura são apresentados na Tabela 2. Para o fator dosadores, o teste “F” resultou no nível de significância de 1% de probabilidade de erro para os resultados de média das variáveis espaçamentos aceitáveis e falhas. Para a variável duplas, o teste indicou significância de 5% de probabilidade de erro. Situações semelhantes foram obtidas com o teste para o fator velocidade de semeadura. Os resultados de interação entre os fatores apresentaram significância de 1%, 5% e 1% para as variáveis aceitável, falhas e duplas, respectivamente, em que os coeficientes de variação para

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elas foram de 2,27cm; 3,33cm e 1,9cm. A média dos resultados de espaçamentos aceitável, falhas e duplas é apresentada na Tabela 3. Comparando os dosadores, o índice de aceitável não diferiu entre DC e DT na menor velocidade, entretanto, para as velocidades de 1,72m/s e 2,44m/s, o índice aceitável foi maior no DT, sendo respectivamente de 87,2% e 86,2%, valores 6% e 9,2% maiores que os obtidos no DC. Na menor velocidade, 1,25m/s, a média de aceitável dos dosadores foi de 89,35%. Comparando somente os resultados de aceitáveis do DT, estes não diferiram em função da velocidade de semeadura, sendo em média 87,8%. Diferentemente, comparando somente os resultados de aceitáveis do DC o índice diferiu, sendo reduzido a partir do aumento da velocidade de semeadura. Na velocidade de 1,25m/s, o DC obteve 88,6% de aceitável, em 1,72m/s e 2,44m/s o índice foi de 81,2% e 77%, respectivamente, redução de 7,4% e 11,6%. Entre 1,72m/s e 2,44m/s, o índice de aceitável não foi diferenciado no DC, tendo média de 79,1%. Em se tratando de índices de falhas e comparando somente os dosadores, o índice não diferiu na menor velocidade e diferiu nas velocidades 1,72m/s e 2,44m/s. Os índices de falhas do DT nas velocidades de 1,72m/s e 2,44m/s foram de 7,1% e 8,5%, respectivamente, sendo 5,7% e 5,4% menores que os índices de falhas do DC. Na menor velocidade, 1,25m/s, a média de falhas dos dosadores foi de 6,65%.

Comparando somente os resultados de falhas do DT, estes não diferiram em função da velocidade de semeadura, sendo em média 7,2%. Diferentemente, comparando somente os resultados de falhas do DC, o índice diferiu, sendo reduzido a partir do aumento da velocidade de semeadura. Na velocidade de 1,25m/s o DC obteve 7,2% de falhas, em 1,72m/s e 2,44m/s, o índice foi de 12,8% e 13,9%, respectivamente, redução de 5,6% e 6,7%. Entre 1,72m/s e 2,44m/s o índice de aceitável não foi diferenciado no DC, tendo média de 13,3%. Analisando os resultados de índices de duplas e comparando somente os dosadores, nota-se que somente na maior velocidade (2,44m/s) ocorreu diferença. Na maior velocidade foram obtidos índices de 10,6% e 5,1% de duplas com DC e DT, respectivamente, sendo 5,5% menor o índice do DT. Nas velocidades de 1,25m/s e 1,72m/s não houve diferenças entre dosadores para índice de duplas. Nessas velocidades, as médias de duplas entre dosadores foi de 4% e 5,7%, respectivamente. Comparando os resultados de duplas entre velocidades, foi verificada diTabela 1 - Classificação do espaçamento entre sementes de sorgo Classificação Espaçamento EDS* Aceitável 5 cm ˂ EDS ˂ 15 cm Falha EDS ˃ 15 cm Dupla EDS ˂ 5 cm *Espaçamento desejado entre sementes (EDS).


Tabela 2 - Análise de variância da distribuição longitudinal de sementes de sorgo em função dos fatores mecanismos dosadores de sementes e velocidade de semeadura Fator

Variáveis Aceitável

Falhas Duplos Teste F Dosador (D) 118,36** 32,650** 12,130* Velocidade (V) 15,344** 16,604** 15,431* DxV 6,411** 3,120* 16,243* CV (%) 2,27 3,33 1,9 DMS linha 1,302 1,414 1,480 DMS coluna 1,190 1,217 1,201 Média geral 68,50 1,50 5,70 **Significativo ao nível de 1% de probabilidade (p < 0,01). *Significativo ao nível de 5% de probabilidade (0,01 ≤ p < 0,05). ns Não significativo (p ≥ 0,05). CV: Coeficiente de variação. DMS: Diferença mínima significativa.

ferença somente com o DT na maior velocidade, sendo obtidos índices de 10,6%, 4,7% e 6,4% maiores que os índices nas velocidades de 1,25m/s e 1,72m/s. Com o dosador DT, as velocidades não diferiram os índices de duplas, sendo 4,8% a média de duplas entre elas.

CONCLUSÕES

Entre os dosadores estudados, o DT oportuniza distribuição longitudinal de sementes de sorgo com índices de espaçamentos aceitáveis 6% e 9% maiores nas velocidades de semeadura de 1,72m/s e 2,44m/s, respectivamente. Nas mesmas velocidades, o mesmo dosador DT reduz em 5,7% e 5,4% o índice de falhas na distribuição longitudinal de sementes da cultura. O índice de duplas

Tabela 3 - Média de espaçamentos entre sementes de sorgo distribuídas por diferentes mecanismos dosadores e velocidade de semeadura Mecanismo Velocidade de semeadura (m s-1) dosador 1,25 1,72 2,44 Aceitável (%) DC 88,6 aA 81,2 bB 77,0 bB DT 90,1 aA 87,2 aA 86,2 aA Falhas (%) DC 7,2 aA 12,8 aB 13,9 aB DT 6,1 aA 7,1 bA 8,5 bA Duplas (%) DC 4,2 aA 5,9 aA 10,6 bB DT 3,8 aA 5,5 aA 5,1 aA Médias seguidas pela mesma letra minúscula na coluna e maiúscula na linha não diferem estatisticamente entre si pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

é diferenciado entre os dosadores somente na velocida.M de de 2,44m/s, sendo 5,5% menor com o DT. Tiago Pereira da Silva Correia e Francisco Faggion, UNB Paulo Roberto Arbex Silva, Unesp Leandro Augusto Felix Tavares, UFVJM Neilor Bugoni Riquetti, UFSC Saulo Fernando Gomes de Sousa, Unesp Alexandre Pinto Ferreira da Almeida Faria UNB

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MECANIZAÇÃO

Cor

padrão O posto do operador de máquinas agrícolas possui comandos de operação com cores diferentes. Mas você sabe o que elas significam? 26

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O

função exercida pelo comando. O objetivo é facilitar o reconhecimento do comando pelo operador, e associá-lo com a ação que o comando pode efetuar, seja no próprio trator ou no implemento a ele acoplado, por exemplo. Lembrando que, aos fabricantes, deve-se recomendar a aplicação desta ou de qualquer norma similar no projeto das máquinas agrícolas. Os órgãos de comando são selecionados conforme a classificação que recebem na norma Asabe/ISO 15077. Sendo assim, de acordo com a função são divididos em: a) Controles de uma única função b) Controles de movimentos da máquina c) Controles de função que envolve apenas mecanismos d) Outros controles Controles de função única, como o próprio nome sugere, são aqueles que exercem apenas uma única função. Estes comandos estão associados, principalmente, a partida e desligamento do motor, ou seja, chave de ignição. Estes controles, a norma determina que sejam de cor vermelha. Assim, algum aspecto visual do comando deve ser apresentado na cor vermelha. Alguns fabricantes utilizam em suas máquinas, para facilitar a identificação, a chave de ignição na cor vermelha. Já outras, utilizam adesivos com os estágios da chave, onde nestes, contêm a coloração avermelhada, exigida na norma. A norma não especifica se o comando ou as posições do mesmo devem ser identificados, somente menciona a coloração. Os comandos que exercem a função de movimentos da máquina agrícola devem ser identificados na coloração laranja. Estes comandos são como aqueles que alteram o regime de funcionamento do motor ou a velocidade de trabalho da máquina, por exemplo. Os principais comandos que se pode citar são: alavancas de troca de marchas e de grupos, freio de estacionamento e alavanca e pedal do acelerador.

Fotos Charles Echer

trator, o pulverizador autopropelido e as colhedoras, de grãos, fibras e cereais, são máquinas de suma importância no processo de produção agrícola, devido às inúmeras operações que desempenham. Em comum, elas têm a presença do posto de operação que, seja aberto ou fechado, é o lugar onde ocorre a maior interação entre o operador e a máquina, sendo, por isto, o local onde o operador permanece durante toda a jornada de trabalho. Todo posto de operação ou de trabalho é constituído por comandos, que podem ser acionados por pedais, interruptores e alavancas que, ao serem acionados, exercem funções relacionadas diretamente à máquina ou implemento agrícola que possa estar acoplado ao trator. Dentre essas funções, têm-se: o acionamento da tração dianteira auxiliar (TDA), que pode ser por meio de acionamento eletro-hidráulico ou por alavanca (acionamento mecânico), das válvulas de controle remoto (VCRs), da tomada de potência do trator (TDP), da ligação do sistema de trilha da colhedora ou, simplesmente, o acionamento do sistema de iluminação da máquina. Ainda, algumas máquinas apresentam dispositivos de comandos com multifunção, conhecidos como alavancas multifunções ou joystick, geralmente, posicionados à direita no posto de operação. Todos estes comandos (interruptores, alavancas, pedais e joystick) devem estar ao alcance do operador no posto de operação, a fim de tornar cômodo seu acionamento. De acordo com diferentes pesquisas, um posto de operação com disposição adequada dos componentes colabora para a melhoria significativa nas condições de conforto e segurança oferecidas ao operador. Neste contexto, a norma internacional Asabe/ISO 15077, de 2008, determina que todos os comandos manuais devem receber uma identificação por código de cores, relacionadas com a

A padronização de cores visa facilitar a identificação dos diferentes comandos em todos os tipos de máquinas agrícolas

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Fotos Charles Echer

As principais cores utilizadas são vermelho, amarelo e laranja, identificando comandos com funções estabelecidas por norma internacional

Porém, existem duas exceções relacionadas aos comandos que são responsáveis pelo movimento da máquina. A primeira diz respeito à coloração vermelha, que pode ser atribuída aos comandos em que o regime de funcionamento do motor e o controle de frenagem do mesmo são combinados. Já a segunda exceção se refere aos volantes ou controles de direção, que podem ser pretos ou de qualquer cor diferente de vermelho ou amarelo. Os controles de mecanismos ficam entendidos como sendo aqueles que fazem acionamento de árvores, que ligam máquinas e implementos acoplados ao trator. Os principais comandos que desempenham essa função são as alavancas ou interruptores que acionam ou alteram a velocidade de giro da TDP. Estes comandos deverão ser identificados na cor amarela. A configuração de cores de outros comandos, que executam diferentes funções, dispostos no posto de operação, fica a critério de cada fabricante, podendo utilizar cores distintas, exceto as cores já citadas (vermelho, laranja e amarelo). A associação da cor do comando com a função exercida pelo mesmo é de fácil entendimento e muito eficiente. Porém, em alguns casos, a norma não é cumprida. Por fim, com base no que foi exposto, recomenda-se que os fabricantes adotem esta ou outra norma similar e padronizem as cores dos demais comandos que não são citados como, por exemplo, o acionamento do levante hidráulico de três pontos. Esta ação pode facilitar, ainda mais, o entendimento da função que cada alavanca, interruptor ou .M pedal pode assumir. Giácomo Muller Negri, José Fernando Schlosser, Marcelo Silveira de Farias, Leonardo Casali, Agrotec/Nema/UFSM

Cores dos comandos de operação com suas funções

Vermelho C1

Amarelo C3

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Controles de uma única função, desligamento do motor - Chave de partida/ desligamento do motor. Posições que devem ser indicadas com símbolos e letras vermelhas Controles de função que envolvem apenas os mecanismos. - Acionamento da TDP

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Controle de movimentos da máquina. - Pedal/alavanca do acelerador; - Freio estacionário/de emergência; Laranja C2 - Controle de transmissão (alavancas de câmbio). Em que a rotação do motor e os controles de parada do motor são combinados, os controles podem ser vermelhos. Volantes ou controles de direção podem ser pretos ou qualquer cor diferente de vermelho ou amarelo Todos os controles não cobertos pelos C1, C2, C3 - Sistema de iluminação - Condicionador de ar (confortos da cabine) Outras cores - Velocidade do cilindro/abertura do côncavo (colhedoras de grãos) - Comando hidráulico - Sistema de levante hidráulico - Limpador de para-brisas


Nilson Konrad

NOSSA CAPA

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Abril 2019 â&#x20AC;¢ www.revistacultivar.com.br


Fendt Vario Lançado na Agrishow, o trator Fendt 1050 Vario apresenta transmissão CVT e sistema de baixa rotação do propulsor, diferenciais que melhoram consumo de combustível e diminuem custo de manutenção

A

linha Fendt 1000 Vario é uma das novidades da marca alemã que acaba de chegar ao Brasil, com lançamento oficial na Agrishow 2019. A linha Vario foi projetada especificamente para entregar um poderoso trator de tração para o mercado global. Lançadas em 2015, na Europa, as máquinas conquistaram premiações em mais de seis diferentes países daquele continente. Além dos títulos por inovações técnicas, a linha Fendt 1000 Vario ganhou prêmios de design. Em Munique, na Alemanha, levou o renomado iF Design Award Gold 2016 por seu “desenho bem pensado”, como definiram os jurados. Também teve outro reconhecimento alemão, o Red Dot para Design de Produto 2016, por conta da integração bem-sucedida entre funcionalidade e design. No Brasil, em 2019, os tratores da linha Fendt 1000 Vario serão vendidos na versão Fendt 1050 Vario, de 517cv. O trator é equipado com motor Man de 12,4 litros, motor que disponibiliza seu torque máximo entre 1.100rpm e 1.500rpm. Esse conjunto faz o Fendt 1000 Vario um trator de alta potência, eficiente e versátil, que opera sempre com a maior potência disponível na menor rotação possível. A linha Fendt 1000 Vario também traz como destaque o menor raio de giro do mercado, sendo 1,5m menor do que o encontrado nas outras máquinas à venda no

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Fotos Nilson Konrad Fotos Valtra

SISTEMA DE ARREFECIMENTO CAS

A refrigeração do motor é feita com um conjunto de radiadores e um ventilador através do sistema concêntrico Air System (CAS). Um ventilador de alto desempenho, localizado na frente da unidade de resfriamento, suga o ar frio e denso, acelera-o sobre o capô de forma concêntrica e o pressiona através do radiador. O CAS possui seu próprio acionamento hidrostático, de modo que sempre pode fornecer a potência de resfriamento ideal para cada componente, de acordo com a necessidade, independentemente da velocidade do motor. O ventilador é inclinado para cima, o que evita que os resíduos da lavoura sejam sugados do chão.

TRANSMISSÃO

A cabine ampla é feita com materiais de alta qualidade

Brasil. Um diferencial importante que melhora a agilidade do trator no campo. Aliando o motor Man à transmissão Vario Drive, os tratores Fendt 1000 Vario são a solução inteligente para diferentes necessidades de potência nas mais variadas operações: preparo de solo, plantio, transbordo de grãos ou cana.

MOTOR

Os tratores da série 1000 Vario estão equipados com um novo conceito em motor, o Fendt ID. Essa tecnologia é baseada em um conceito de baixa rotação do motor mesmo em trabalhos pesados. Seu exclusivo motor Man 12,4L possui curvas de torque e potência nunca antes vistas no mercado, sendo o torque máximo de 2.400Nm (1050 Vario) disponível a partir de 1.100rpm e constante até 1.500rpm, sendo essa última rotação do motor a entrega da potência máxima e constante até 1.700rpm. Aliado ao alto torque e à potência disponíveis em baixas rotações, um sistema eletrônico faz com que a rotação seja variável e a mínima possível para garantir o máximo desempenho e o mínimo consumo de combustível.

Curvas de torque e potência do motor MAN 12

Outra solução encontrada pela engenharia da Fendt foi a adoção de uma transmissão continuamente variável (CVT), a VarioDrive, que opera nos eixos dianteiro e traseiro de forma independente e tem uma faixa de velocidades de trabalho entre 0,02 e 40 km/h sem nenhuma troca grupos ou marchas, cobrindo todas as necessidades de velocidades dos implementos disponíveis. A transmissão Vario Drive é uma evolução da transmissão Vario, que foi lançada em 1997 e premiada diversas vezes na Europa. Essa transmissão já atingiu o impressionante número de 250 mil transmissões vendidas.

FENDT TORQUE DISTRIBUTION

A Vario Drive é a primeira transmissão que aciona ambos os eixos de forma independente, resultando em uma distribuição de torque e potência únicos no mercado. Porém, a melhor parte é a possibilidade de conexão entre os eixos quando necessário, ou seja, os eixos trabalham de forma independente, mas se as rodas do eixo dianteiro começarem a patinar, uma embreagem conecta-se ao eixo traseiro e transmite toda sua força hidráulica para ele e vice-versa, o mais importante, sem a intervenção do operador. Esse sistema garante o máximo desempenho possível no campo, aumentando em até 20% o rendimento operacional, de acordo com os resultados de testes realizados no preparo de solo com subsolador de 19 hastes na região do MT

PULL IN TURN EFFECT

Como os eixos possuem motores hidráulicos independentes, um efeito mecânico diminui o raio de giro do trator. É o Pull in turn effect, que é o efeito de puxar para dentro em manobras. Quando o volante é esterçado, a resistência no motor hidráulico dianteiro é menor, aumentando seu fluxo de óleo e, consequentemente, a velocidade do eixo, reduzindo seu raio de giro. Esse efeito, conhecido como Pull in turn effect - puxar para dentro -, reduz o raio de giro no campo em até 10% e minimiza o desgaste normal dos pneus dianteiros causado por curvas em solos firmes.

SISTEMA HIDRÁULICO

O Fendt 1000 Vario está preparado para todas as apli-

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Esquema de funcionamento do Fendt Torque Distribution - Sistema de distribuição de torque

Funcionamento do sistema Pull In Turn Effect

cações, pois possui sistema hidráulico modular para todos os tamanhos de acoplamento. Aliada à facilidade de acoplamento, está uma variada opção de vazões disponíveis, 165L/min, 220L/ min e o sistema para os requisitos mais exigentes de 430L/min, este equipado com duas bombas independentes, sendo uma com 210L/min e outra de 220L/ min em circuitos separados. Isso possibilita conectar de forma independente as demandas por pressão e vazão do implemento. Um exemplo clássico

são as plantadeiras pneumáticas, onde é possível conectar o sistema da turbina de vácuo separado dos pistões de acionamento. Para a redução dos custos com manutenção, o reservatório hidráulico da transmissão é separado do reservatório dos comandos.

LEVANTE HIDRÁULICO

Por conta do conceito de versatilidade dos tratores Fendt 1000 Vario, é possível a configuração com levantes hidráulicos dianteiro e traseiro. Ambos

os sistemas são totalmente integrados, configurados pelo monitor e acionados externamente para agilidade de acoplamento dos implementos. Sistemas eletrônicos de monitoramento e ação garantem uma operação estável, mantendo o implemento na posição desejada sem a necessidade de intervenção do operador. Com capacidades de levante de 12.920kg na traseira e 4.000kg no levante dianteiro, é o trator na faixa de 500cv mais versátil do mercado.

FENDT LIFE CAB

A combinação de controles e con-

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forto de última geração está na Fendt Life Cab que impressiona mesmo à primeira vista, pois alia materiais de qualidade, disposição e praticidade experimentadas e testadas de todos os elementos. O espaço e a visibilidade são aprimorados por uma série de detalhes, que prometem transformar a rotina diária do operador. O design da cabine proporciona uma visibilidade ampla. As persianas integradas no teto nas janelas frontal, traseira e direita oferecem proteção solar e são colocadas no lugar com um movimento manual. Para manter a visibilidade mesmo em dias chuvosos, a cabine possui limpador de 300° para a frente e um limpador de 220° no lado direito. O conceito de conforto é transformado com essa cabine, amortecida por até quatro bolsas de ar, que absorvem todos impactos, possibilitando manter o trator sempre em desempenho máximo, não importando a dificuldade de operação.

Sistema VARIOGUIDE - Assistente de contorno

noma, decimétrica ou RTK. Também disponíveis estão a correção RTX para o receptor Trimble e a Terra Star C para o receptor Novatel. Outra novidade nesse sistema é o assistente de contornos que permite fazer as bordaduras de acordo com as linhas ideais.

VARIOTRONIC TI

VARIOGUIDE

Varioguide é o sistema de direcionamento Fendt, que possibilita escolher entre dois sistemas de recepção, o sistema Novatel ou o Trimble. Ambos estão habilitados para trabalhar com correção autô-

Os tratores da linha Fendt 1000 Vario estão equipados com avançados sistemas para auxiliar o produtor nos desafios diários. O sistema de auxílio às manobras de cabeceira possibilita a configuração das sequências de entrada e saída do campo e as executa assim que o trator se aproxima da bordadura. Isso traz como benefícios o ganho de tempo nas manobras e o baixo risco de danos aos implementos, visto que as operações são realizadas sempre na sequência e nos intervalos corretos. Integrados ao pacote de tecnologia Vario Tronic, estão a taxa variável

Fendt Life Cab MOTOR Motor MAN que equipa a série Vario 1000 tem potência de 396cv a 517cv

Cabine com componentes de alta qualidade e conforto ao operador

Sistema hidráulico duplo Duplo circuito permite trabalhar com implementos diferentes simultaneamente Concentric Air System (CAS) Sistema de arrefecimento está ligado a um motor hidráulico independente, que fornece o fluxo ideal independente da rotação do motor

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VarioDrive Transmissão aciona os dois eixos de maneira independente, continuamente variável


e o desligamento de seções que possibilitam esses controles aos implementos Isobus.

FENDT CONNECT

A solução para a tecnologia de monitoramento e a telemetria é o Fendt Connect. É possível utilizar o Fendt Connect website e o App (para iOS e Android) para ver o consumo de combustível, a veloci-

dade e o tempo de trabalho de cada máquina em tempo real. Uma vista de mapa também mostra a posição do veículo, as direções de condução da máquina e o seu status de trabalho. 500cv com Vario Drive é a solução inteligente para diferentes necessidades de potência nas mais variadas operações: preparo de solo, plantio, transbordo de .M grãos ou cana.

Fotos Nilson Konrad

FENDT CONNECT O Fendt Connect website e App mostra todas as informações da máquina, além de mapas e localizações do trator em tempo real

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LANÇAMENTO

IDEAL Chega ao Brasil a Fendt IDEAL , uma colhedora repleta de recursos tecnológicos e que teve seu projeto baseado nas necessidades de produtores do mundo todo

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Fendt IDEAL vem com um viés diferente para o Brasil, com tecnologias específicas e funções da máquina desenvolvidas para aplicação específica em terras brasileiras. A proposta é que o operador não fique apenas focado nas questões operacionais e em todos os ajustes necessários para uma colheita efetiva. Com este projeto, a Fendt quer que o operador passe a cumprir um papel gerencial, o que entende ser uma representação do futuro da agricultura. De acordo com a Fendt, este é o primeiro projeto de uma colheitadeira feito do zero em mais de 30 anos - uma máquina não com base no que veio antes, mas em que produtores disseram do que eles precisam. Este projeto foi testado nos ensaios mais rigorosos já existentes para máquinas agrícolas nos últimos sete anos.

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TECNOLOGIA

Para o desenvolvimento da Fendt IDEAL, a empresa buscou no mundo todo informações junto a produtores e operadores de colheitadeiras que, coletivamente, cultivam todas as culturas colhidas por uma máquina em praticamente todas as condições. Durante a concepção da Fendt IDEAL, a empresa testou a colheitadeira em todas as hipóteses e cenários, como campos extremamente úmidos e secos, de baixos e altos rendimentos, colinas, terra em desnível e situações críticas. Os produtores não somente insistiram em máxima disponibilidade, mas também em máquinas que proporcionem o conforto e a ergonomia que lhes permitam trabalhar com segurança as longas horas para atender às demandas, principalmente do Brasil, onde se tem janelas cada vez mais curtas de colheita. Este projeto foi direcionado para uma combinação que não só oferece os meios para enfrentar desafios e oportunidades de hoje – sejam eles clima e condições, novas culturas ou novas tecnologias - mas também dos próximos anos. O resultado não é apenas uma atualização para a maquinaria e a tecnologia existentes. É uma máquina em que se tem controle total sobre sua colheita, assim como sua operação como um todo. A Fendt IDEAL traz para o mercado uma tecnologia totalmente nova, o recurso exclusivo do IDEAL Harvest: um sistema de automação que se autoajusta

através de sensores e câmeras distribuídos dentro da colheitadeira. Com essa tecnologia, a máquina tem níveis de automação e parâmetros para gerenciar a colheita e fornecer dados em tempo real, o que permite ajustes finos, de forma intuitiva e facilitada. Esse recurso proporciona o controle dentro e fora da cabine. O IDEAL Harvest conectado ao Ipad permite a visualização e o controle da colheitadeira, atingindo a melhor performance entre qualidade de grãos, limpeza e perdas. Com um simples toque na tela, o operador prioriza que tipo de colheita quer realizar.

TRAKRIDE

Preocupado com a condição de colheita no Brasil, a Fendt IDEAL também traz dois sistemas novos de tração. Um deles, o TrakRide auxilia na diminuição da compactação e na colheita em terrenos dobrados. A utilização de esteiras foi pensada no desenvolvimento do projeto, nascendo junto com a colhedora e não simplesmente sendo adaptada ao seu uso. Elas entregam duas grandes soluções: menos compactação e maior capacidade de tração. A grande vantagem é que a área de contato com o solo é de até 2,9m². Se compararmos, isso equivale à área de contato de oito pneus. Essa tecnologia proporciona até 70% me-


STREAMER 210

Helix Rotors

Sistema de manuseio de grãos com capacidade de 220 sacos e descarga em 82 segundos.

Rotores axiais com 4,84 metros de comprimento

IDEALharvest™ Sistema de automação e monitoramento das funções

Gestão de resíduos Sistema distribui homogeneamente a palha na largura da plataforma de corte IDEALbalance™ TRAKRIDE™ Sistema de esteiras que proporciona 70% menos compactação

nos compactação, um grande benefício para quem faz o plantio direto.

PARALEVEL

Por outro lado, a tecnologia do ParaLevel é um sistema que atua no eixo dianteiro da colheitadeira, mantendo a máquina alinhada em até 14%

Sistema de bandejas que coletam o material da área de trilha e separação

às inclinações do terreno. O controle automático da plataforma trabalha de forma sincronizada com o ParaLevel. O nivelamento total da máquina traz uma grande vantagem: trabalhando nivelada, o desempenho da colheitadeira será muito maior. É uma tecnologia que pode aumentar em mais de 50% o desempenho da colheitadeira, nesse tipo de topografia.

MAIS INOVAÇÕES

Entre outras inovações, a Fendt IDEAL possui um sistema único de distribuição uniforme da palhada. Ele consegue cobrir, de forma homogênea e com perfeição, todos os modelos de plataformas Fendt. O modelo traz com exclusividade

os rotores axiais Helix Rotors, os mais longos do mercado, 4,84m, que possuem design projetado para obter uma trilha suave com o máximo de qualidade grãos, palhas inteiras e eficiência em consumo de potência. O sistema de manuseio e armazenamento de grãos tem capacidade de até 220 sacos e realiza a descarga de grãos em 82 segundos. Esse conjunto proporciona mais de 20% em ganhos de eficiência para a performance da colheitadeira IDEAL. As colheitadeiras Fendt IDEAL trazem a inovação da colheita, com tecnologia e performance elevada, sempre preservando os benefícios agronômicos para que o produtor possa aumentar esses valores a .M cada ciclo de colheita. Fotos Nilson Konrad

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LANÇAMENTO

MOMENTUM Com capacidade de até 5.300kg de adubo, a plantadeira Fendt MOMENTUM chega ao Brasil com alto nível de tecnologia, incluindo o exclusivo sistema vApply Granular para distribuição de fertilizantes e o inédito Fendt Smart Frame que garante uma uniformidade no depósito de sementes

A

plantadeira dobrável Fendt MOMENTUM foi 100% projetada e produzida no Brasil, chegando ao mercado para revolucionar o plantio em grandes propriedades. A Fendt MOMENTUM oferece os modelos de 24, 30 e 40 linhas no espaçamento de 45cm e também pode ser configurada no espaçamento de 50cm, com a redução de duas linhas no seu modelo nominal. Nas plantadeiras menores, a caixa de fertilizantes tem capacidade de 4.000kg e, no modelo de 40 linhas, chega a 5.300kg. Estes números tornam a Fendt MOMENTUM a maior máquina de plantio com distribuição de adubo na linha de plantio da história à venda no Brasil. Quando dobrada, a plantadeira fica com 4,3m, menor largura de transporte da categoria, sem a necessidade de desmontagem de qualquer componente. Para ser transportada em caminhões-prancha, sem a necessidade de batedores, é necessário apenas remover a caixa de fertilizantes e as rodas externas do chassi central. O rodado duplo trabalha em tandem e ajuda na dimi-

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nuição da compactação do solo e nos esforços aplicados ao chassi durante o transporte entre uma lavoura e outra. As larguras de trabalho são de 10,2m, 13,5m e 18m, nas versões de 24, 30 e 40 linhas, respectivamente. O índice de singulação (percentual de sementes falhas e duplas) da nova plantadeira pode chegar a 99,6% no milho, mesmo em velocidades superiores a 10km/h de plantio. Dentro do pacote de tecnologia Precision Planting, a Fendt MOMENTUM traz com exclusividade um diferenciado produto: o sistema vApply Granular, que garante a entrega precisa de adubo em cada linha de plantio.

FENDT SMART FRAME

Independentemente da condição do terreno, a plantadeira consegue realizar o plantio em áreas planas e também em terrenos irregulares ou em curvas de nível, garantindo o depósito de sementes sempre na mesma profundidade. Para que isso seja possível, entra em ação o Fendt Smart Frame que combina o subchassi inteligente (Smart Frame), que faz a leitura se todas as linhas estão em contato com o solo, e o Delta Force que aplica a pressão correta para cada uma das linhas que estão em contato com o solo. Com este sistema, as linhas de plantio não ficam presas diretamente ao chassi da máquina; elas ficam presas a uma barra de ferramentas, dividida em três sessões que, acionadas por dois cilindros hidráulicos cada uma, mantêm as linhas sempre em contato com o solo. As molas de pressão de cada linha de plantio existente em outras plantadeiras deram lugar ao sistema hidráulico Delta Force, que através de sensores mantém as linhas na mesma profundidade. A combinação destas tecnologias forma o Fendt Smart Frame, conjunto de soluções que prometem proporcionar produtividade em


Caixa de fertilizantes Maior capacidade do mercado vApply Granular Dosador de fertilizantes Precision Planting exclusivo Fendt

Menos manutenção diária Somente um ponto de lubrificação em toda a plantadeira

Monitor 20|20

vSet

DeltaForce

vDrive

Sistema de dosagem de fertilizantes com interface total no terminal

Distribuidor pneumático de sementes

Controle de pressão em cada linha de plantio

Controle exato da população, desligamento linha a linha e compensação em curvas

um nível superior.

MONITOR 20|20 SEEDSENSE

O monitor 20|20 é responsável por controlar todos os sistemas da semeadora. Através dele, é possível fazer ajustes, correções e tomadas de decisões em tempo real. Com este recurso, é possível definir a taxa de adubo, população de sementes, profundidade de depósito de sementes, monitorar a singulação (quantidade de falhas e duplas), pressão aplicada ao

solo, contato da linha com o solo, mapa de plantio e controle de vácuo da plantadeira. Todos esses dados no monitor informam também o “bom percurso” que indica ao operador se é possível aumentar a velocidade de plantio ou não, sempre mantendo o máximo de qualidade.

SOLUÇÃO DE PLANTIO FENDT

A solução de plantio Fendt combina dois grandes lançamentos da marca no Brasil: os tratores Vario 1000 e as plantadeiras Fendt MOMENTUM com fertilizantes. Este conjunto promete entregar produtividade, por eles serem os maiores do mercado, e eficiência, por serem capazes de atingir os mais altos índices agronômicos. .M

Fotos Nilson Konrad

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PULVERIZAÇÃO

Mira calibrada A aplicação de fungicidas com diferentes pontas de pulverização pode proporcionar vários níveis de controle de doenças como a giberela no trigo, reforçando a indicação de escolher o bico correto para cada caso

O

trigo é a principal cultura de inverno/primavera no Sul do Brasil, encontrando-se dentre as mais importantes culturas no cenário agrícola brasileiro. De acordo com a Conab, para a safra 2018/19, a produção de trigo no Brasil está estimada em 5,1 milhões de toneladas, estando distribuída em áreas de cultivo que se estendem pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, perfazendo aproximadamente dois milhões de hectares. A Região Sul do Brasil é responsável por aproximadamente 90% dessa produção, no entanto, apresenta o menor rendimento médio de grãos por hectare, 2.481kg/ha. Em razão das condições climáticas favoráveis, primaveras úmidas e chuvosas com temperaturas amenas, a Região Sul é acometida com maior intensidade pelas doenças fúngicas, cuja infecção de patógenos ocorre nas espigas, afetando diretamente o rendimento de grãos.

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A grande disponibilidade de inóculo no ar, durante o período de floração (antese), combinada a períodos de molhamento contínuo ocorrentes com frequência na primavera, tem levado a danos significativos à cultura no trigo, causados pela giberela, doença de infecção floral provocada pelo fungo Gibberella zeae. A aplicação de fungicidas específicos durante a floração tem sido a estratégia recomendada, entretanto, resultados obtidos de trabalhos avaliando o controle de giberela via aplicação de fungicidas nem sempre são positivos. Esta variabilidade tem sido atribuída em parte pela resistência de cultivares, a eficácia de fungicidas, a cobertura do alvo, a tecnologia de aplicação empregada no processo e a agressividade do patógeno. Quando se opta pelo controle químico por meio do emprego de fungicidas, deve-se realizar a aplicação de modo a atingir o alvo, depositando a quantidade de in-


35 dias após a emergência (DAE), na dose de 200kg/ha de ureia (45,5% N), conforme a análise de solo e a recomendação para a cultura nesta fase. O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com três

repetições, sendo que as parcelas mediram 5m de comprimento x 2,5m de largura, totalizando 12,5m2. Na fase vegetativa, foram realizadas duas pulverizações do fungicida azoxistrobina + ciproconazol (Priori Xtra®) na dose de 0,3L/

Fotos Amazone

grediente ativo necessária para o controle do fungo. O momento adequado da aplicação de fungicidas para o controle da giberela é quando ocorrer a máxima exposição das anteras. Os objetivos do presente trabalho foram avaliar o controle da doença, por meio da incidência e severidade da giberela em resposta a duas aplicações de fungicida com distintas pontas de pulverização, e a sua influência no rendimento de grãos. O experimento foi conduzido na área experimental da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo (FAMV/UPF), no município de Passo Fundo(RS). A semeadura foi realizada em 16 de junho e a emergência das plantas ocorreu em 22 de junho. Foi utilizada a cultivar de trigo TBIO Pioneiro, indicada pelo zoneamento agrícola para a região Norte do Rio Grande do Sul. A profundidade da semeadura foi de 0,03m, em espaçamento entre as linhas de 0,17m, distribuindo-se 350 sementes viáveis por metro quadrado. A adubação de base, na semeadura, foi realizada com 300kg/ha da formulação 10-20-20 (N-P-K). A adubação de cobertura foi aplicada

Para o controle de doenças, como a giberela no trigo, a escolha do bico correto pode fazer a diferença na qualidade da aplicação

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Fotos Divulgação

Durante o experimento foram avaliadas as perdas do tipo toco, rebolo, rebolo estilhaçado, pedaço fixo, pedaço solto, estilhaço, cana inteira e rizomas

ha + adjuvante (óleo mineral Nimbus® a 0,5L/ha), para o controle das doenças foliares. Para o controle da giberela, foram realizadas duas pulverizações dos fungicidas metconazole + piraclostrobina (Opera Ultra® - 0,75L ha-1) + óleo mineral Assist® (0,3L/ha) + adjuvante siliconado Break Thru® (0,1L/ha), no início da antese e 14 dias após (metade da antese). Em ambas as aplicações, apenas as testemunhas não receberam fungicida. Para aplicar os fungicidas, foram utilizadas oito diferentes pontas de pulverização, através de um pulverizador costal pressurizado com CO2

(Tabela 1). Durante as aplicações, monitoraram-se as condições do ar com auxílio de um termo-higro-anemômetro (Kestrel 3000). Na primeira aplicação, os valores médios obtidos para velocidade do vento, temperatura e umidade relativa do ar foram, respectivamente, de: 3,6km/h, 22,1oC e 77%. Na segunda aplicação, os valores médios obtidos foram de 3,8km/h, 22,4oC e 76%. As condições climáticas nos meses de setembro e outubro, durante o período de espigamento do trigo, foram as seguintes: precipitação de 339,9mm e umidade re-

lativa do ar média de 76,2%. Para a avaliação da incidência da doença, foram coletadas cem espigas por parcela, sendo realizada a leitura visual da presença ou não de espiguetas gibereladas, ou seja, a incidência foi obtida pelo percentual de espigas com sintomas. A severidade foi avaliada através da contagem do número de espiguetas gibereladas, por espiga infectada, e, posteriormente, calculando-se a sua percentagem em relação ao total de espiguetas avaliadas. A avaliação do controle da doença foi através de leitura visual, levando-se em consideração a redução da doença em relação à testemunha. Após a colheita, determinou-se o teor de umidade e o rendimento de grãos (kg/ha) foi expresso, com a umidade padronizada em 13%. Os dados foram submetidos à análise de variância (F Teste) a 5% de probabilidade de erro e quando houve diferenças significativas entre os tratamentos ao teste de Scott-Knott (P<0,05). A análise de variância indicou haver diferenças significativas no controle da giberela entre os tratamentos comparados. A aplicação dos fungicidas com as pontas de jatos planos triplos AD 11002 T (T6) e com o corpo duplo Teejet Duo com duas pontas Teejet TT11001 (T7) resultou nos menores valores de incidência e severidade da giberela e, portanto, em maior controle. Em ambos os tratamentos, os valores de incidência da doença foram inferiores a 50%. Da mesma forma, para a variável severidade, os tratamentos T6 e T7 foram

Tabela 1 - Tratamentos utilizados (pontas de pulverização, pressão, tamanho das gotas e taxa de aplicação para o controle de giberela em trigo, cultivar TBIO Pioneiro. FAMV/UPF, Passo Fundo, RS, 2014 Pressão Taxa de Tamanho (bar) aplicação (L.ha-1) das gotas 3,0 150 Fina T1. Teejet XR 11001* 3,0 150 Fina T2. Jacto JA-2 3,0 150 Fina T3. Micron DB 110 1,5 2,5 150 Fina T4. Teejet DGTJ60 110015 2,5 250 Fina T5. Teejet TJ60 11002 2,5 250 Média/Grossa T6. Magnojet AD 11002 T 2,5 250 Média T7. Corpo Teejet Duo com 3,5 250 Média/Grossa pontas Teejet TT 11001 T8. Teejet AI 3070 110015 T9. Testemunha Tratamento

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T1 – Jato plano simples T2 – Jato cônico vazio T3 – Jato plano duplo T4 – Jato plano duplo com pré-orifício T5 – Jato plano duplo T6 – Jato plano triplo com pré-orifício T7 – Duas pontas de jatos planos simples com ângulo de 120 graus entre os jatos T8 – Jato plano duplo com indução de ar com um jato formando ângulo de 30 graus com a vertical (para frente) e outro 70 graus com a vertical (para trás)


os únicos a apresentarem média inferior a 75%. Os elevados valores de incidência e severidade da doença nos oito tratamentos avaliados demonstram que quando as condições ótimas para o fungo são satisfeitas, torna-se muito difícil obter níveis de controle que reduzam a progressão da doença no campo. A utilização dos corpos duplos Teejet Duo com duas pontas Teejet TT 11001 (T7) proporcionou o maior controle da doença quando comparada às demais pontas utilizadas, igualando-se somente ao T6 (pontas de pulverização Magno AD 11002 T, de jatos planos triplos). Ao analisar a Tabela 2, observa-se que apenas os tratamentos T6 e T7 apresentaram média de controle da doença superior a 20%. Considerando-se que a média de controle entre os dois tratamentos foi de 20,4%, é possível dizer que o controle foi 40% a 65% superior, quando comparado aos demais tratamentos. Embora a eficiência do controle químico da giberela do trigo tenha sido baixa, a tecnologia de aplicação pode ser melhorada pela qualidade da deposição de fungicidas nos sítios de infecção. A deposição do jato da calda geralmente não atinge os sítios de infecção localizados nas laterais da espiga. Nesse ex-

Tabela 2 – Incidência (%), severidade (%) e controle (%) de giberela e rendimento de grãos (RG) de trigo cv. TBIO Pioneiro, em resposta a aplicações de fungicida com diferentes pontas e bicos de pulverização. FAMV/UPF, Passo Fundo- RS, 2019. Tratamentos

Incidência Severidade Controle (%) (%) (%) 60,7 b 87,3 c 12,1 b T1. XR 11001 90,0 a 91,3 b 8,1 c T2. Cone JA-2 59,7 b 88,3 c 11,1 b T3. DB 110 1,5 86,3 a 88,0 c 11,4 b T4. DGTJ60 110015 90,0 a 92,0 b 7,2 c T5. TJ60 11002 44,0 b 72,3 d 20,6 a T6. AD 11002 T 49,3 b 74,0 d 20,2 a T7. Teejet Duo TT 11001 70,3 b 88,7 c 10,7 b T8. AI3070 110015 90,0 a 99,3 a 0,0 d T9. Testemunha 14,06 2,45 20,25 CV (%)

perimento, as pontas de jato plano triplo com pré-orifício (T6) e as pontas de jatos planos simples com ângulo de 120 graus entre os jatos (T7) proporcionaram uma maior cobertura dos sítios de infecção, e, consequentemente, maior efetividade no controle da doença. Para a variável rendimento de grãos, não foi observada diferença significativa entre os tratamentos avaliados, no entanto, com base nos valores de incidência e severidade da doença e na porcentagem de controle, os tratamentos T6 e T7 apresentaram um incremento no rendimen-

Rendimento de grãos (kg.ha-1) 3392 a 3476 a 3433 a 3401 a 3430 a 3611 a 3602 a 3.408 a 2579 b 3,39

to de grãos, em média, de 28,5% em relação à testemunha. A aplicação de fungicidas com diferentes pontas de pulverização pode proporcionar diferentes níveis de controle da doença, entretanto, todos os tratamentos com aplicações de fungicidas resultaram em rendimento de grãos superiores à testemunha, justificando o .M controle químico. Carlos Augusto Pizolotto, Universidade de Idaho, Estados Unidos Walter Boller, Universidade de Passo Fundo

Luma Stefania Torres, Tereos Açúcar e Energia Alex Rangel Gonzaga, Luan Pereira de Oliveira, Franciele Morlin Carneiro e Rouverson Pereira da Silva, Unesp

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PULVERIZAÇÃO

Mantendo o padrão A correta seleção das pontas de pulverização ajuda a adequar o pulverizador ao tipo de aplicação a ser realizada, aperfeiçoando o resultado biológico e a capacidade operacional da máquina

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A

aplicação correta dos produtos fitossanitários pode aprimorar o controle biológico, além de reduzir os custos e danos às culturas vizinhas, ao meio ambiente e ao homem. As pontas de pulverização são responsáveis por fracionar a calda de pulverização em gotas, bem como determinar a vazão e a distribuição do líquido pulverizado sobre o alvo. Desta forma, a seleção das pontas de pulverização tem como finalidade adequar o pulverizador ao tipo de aplicação que será realizada, para aperfeiçoar o resultado biológico e a capacidade operacional do pulverizador.


Fotos Vandoir Holtz

A capacidade operacional de um pulverizador pode ser aumentada com a redução do volume de calda, que normalmente é realizada utilizando-se de uma ponta de pulverização com menor vazão. Contudo, estas pontas produzem gotas menores, o que pode deixar a pulverização sob o risco de deriva e evaporação. Diante disto, pesquisadores do Laboratório de Práticas Agrícolas da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Nova Xavantina, estudaram a hipótese de que é possível reduzir o volume de aplicação aumentando-se o espaçamento entre os bicos na barra pulverização.

Pontas de pulverização utilizadas no estudo: JFS 110015 (esquerda) e TT 110015 (direita)

Com este objetivo, realizaram um estudo para avaliar o perfil de distribuição volumétrico e o espectro de gotas produzido por pontas de pulverização hidráulicas. A avaliação do perfil de distribuição volumétrico foi realizada

Bancada utilizada para avaliar o perfil de distribuição de gotas

utilizando combinações das pontas TT 110015 da marca Teejet e JSF 110015 da marca Jacto, com as alturas de Jacto

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Figura 1 - Perfil de distribuição de pontas TT 110015, nas pressões de 100, 300 e 500 kPa, a 40, 50, 60, 70 e 80cm de altura

zando uma barra de pulverização com cinco pontas espaçadas em 50cm. Para as análises estatísticas, foi utilizado o programa computacional Sisvar 5.3.

DESEMPENHO DAS PONTAS

40cm, 50cm, 60cm, 70cm e 80cm e as pressões de 100kPa, 300kPa e 500kPa. Para estas condições, foram determinados os perfis médios de distribuição da calda, utilizando uma mesa de teste para pontas de pulverização hidráulica, composta por canaletas em “V”, separadas entre si em cinco centímetros, construída de acordo com as Normas ISO 5.682-1:1996. Após a instalação de cada ponta na barra com a altura e a pressão desejadas, o sistema de pulverização foi acionado para coletar o volume pulverizado em 60 segundos. Com base na média dos volumes coletados nas quatro repetições, foram determinados os perfis médios de distribuição volumétrica, o que possibilitou o cálculo do padrão médio de distribuição volumétrica ao longo da barra de pulverização, por meio de simulação no programa computacional Microsoft Excel.

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A simulação da deposição foi realizada para os espaçamentos em 50cm, 60cm, 70cm, 80cm, 90cm e 100cm, e permitiu determinar o coeficiente de variação para classificar a aplicação como homogênea e adequada, quando inferior a 7%, de acordo com normas da Comunidade Europeia. Para a obtenção do espectro de gotas, foi conduzido um experimento em delineamento de blocos casualizados com cinco repetições. Os tratamentos foram dispostos em parcelas subdivididas 2 x 3, em que foram avaliadas as pontas TT 110015 e JSF 110015, com as pressões de trabalho de 100kPa, 300kPa e 500 kPa. O espectro de gotas foi obtido a partir da aplicação sobre etiquetas de papel hidrossensível, com dimensões de 76mm x 26mm, analisadas com programa computacional Image Tool versão 3.0. A aplicação foi realizada na velocidade de 12km/h, utili-

Com o estudo, os pesquisadores observaram que ambas as pontas de pulverização apresentaram perfis característicos das pontas do tipo leque e que sofreram influência tanto da pressão como da altura de trabalho. A ponta de pulverização TT 110015 apresentou maior faixa de deposição e uma menor variação, ao passo que se aumentava a pressão e/ou altura (Figuras 1). A ponta JFS 110015, por sua vez, obteve uma resposta maior na faixa de deposição quando aumentada a pressão de trabalho e/ou altura (Figura 2). As respostas que as pontas TT 110015 e JFS 110015 produziram nos diferentes arranjos entre a pressão, o espaçamento e a altura de trabalho, devem servir de alerta ao produtor, uma vez que nas aplicações em campo, em muitos casos, a altura da barra em relação à cultura sofre variações intensas, seja em função de desníveis do


terreno, do desenvolvimento da cultura, ou mesmo devido à instabilidade da barra de pulverização, o que pode influenciar na uniformidade de distribuição da calda sobre a cultura. Com os resultados obtidos, os pesquisadores puderam afirmar que o perfil da ponta de pulverização depende da pressão e da altura de trabalho. Contudo, do ponto de vista prático, o Coeficiente de Variação (CV) do volume depositado é mais importante que o perfil de distribuição da ponta avaliada de forma isolada, pois indica como está a distribuição da calda ao longo da barra. Diante disto, os pesquisadores simularam a distribuição das pontas na barra de pulverização e, com base no coeficiente de variação inferior a 7%, indicaram quais os arranjos são adequados para cada ponta de pulverização (Tabela 1), inclusive com a possibilidade de redução do volume de calda aplicada. Os resultados indicam que o espaçamento é um fator que influencia fortemente na qualidade da distribuição volumétrica e que cada ponta de pulverização responde de uma forma à

Figura 2 - Perfil de distribuição de pontas JSF 110015, nas pressões de 100, 300 e 500 kPa, a 40, 50, 60, 70 e 80cm de altura

Kuhn

.M

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Tabela 1 – Volume de aplicação e uniformidade de distribuição da calda de pulverização nas pressões, nos espaçamentos e nas alturas avaliados Coeficiente de variação (%) Pressão Pressão

Espaçamento Espaçamento

100 kPa 100 kPa 100 kPa 100 kPa 100 kPa 100 kPa 300 kPa 300 kPa 300 kPa 300 kPa 300 kPa 300 kPa 500 kPa 500 kPa 500 kPa 500 kPa 500 kPa 500 kPa

50cm 60cm 70cm 80cm 90cm 100cm 50cm 60cm 70cm 80cm 90cm 100cm 50cm 60cm 70cm 80cm 90cm 100cm

TT 110015 40 * * 5,37 * * * 5,59 * * * * * 6,03 * * * * *

Altura da barra (cm) 50 60 70 6,85 1,99 2,97 * * * 6,33 * * 6,51 * 6,91 * 5,32 * * * * 3,55 3,91 2,60 * * 6,56 * * * * * * * * 6,65 * * 6,30 4,63 3,07 2,31 * * * * * * * * * * * 6,35 * * 6,39

80 2,90 * * 6,28 * * 2,55 6,63 * * 5,47 * 3,27 6,91 * * 6,04 *

JSF 110015 Altura da barra (cm) 40 50 60 70 * 5,65 4,97 6,69 * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * 6,90 * * * * 6,68 * * * * * * * * * 6,48 * * * * * * * * 5,98 * * * * * * * * 6,17 * * * * 6,88 * * * * * * * * *

Volume 45,2 L ha-1 ** 32,3 L ha-1 28,2 L ha-1 25,1 L ha-1 ** 62,9 L ha-1 52,4 L ha-1 ** ** 34,9 L ha-1 31,4 L ha-1 75,9L ha-1 63,3 L ha-1 ** ** 42,1 L ha-1 37,9 L ha-1

80 4,35 6,50 * * * * 6,38 * * * * * 5,68 * * * 6,59 *

Volume 42,92 L ha-1 35,76 L ha-1 ** ** ** ** 58,51 L ha-1 48,76 L ha-1 ** 36,57 L ha-1 ** ** 70,96 L ha-1 ** 50,69 L ha-1 44,35 L ha-1 39,42 L ha-1 **

*Coeficiente de variação superior a 7%; **nenhum arranjo entre espaçamento, pressão e altura apresentou CV satisfatório.

Tabela 2 - Médias para DMV (diâmetro da mediana volumétrica), densidade de gotas (impactos por cm-2) e %<100µm (porcentagem de gotas menores que 100µm) Pressão (kPa) 100 300 500 Média

TT 540,8Aa 477,9Ab 451,2Ab 490,00A

DMV (µm) JSF 313,25B 332,92B 314,41B 320,19B

Média 427,04ª 405,43ab 382,82b

Densidade de gotas TT JSF Média 28,11B 105,90Ab 67,00b 45,14B 142,25Ab 93,69ab 56,50B 180,23Aa 118,36a 43,25B 142,79A

Recomendação da população de gotas para os tratamentos em culturas de baixo porte TRATAMENTO Fungicidas de contato que visam as folhas Fungicidas sistêmicos que visam as folhas Inseticidas de contato que visam as folhas Inseticidas sistêmicos que visam as folhas Herbicidas pré-emergência Herbicidas pós-emergentes de contato Herbicidas pós-emergentes sistêmicos

variação dos arranjos. Ambas a pontas apresentaram maior número de arranjos satisfatórios combinados com o espaçamento de 50cm entre os bicos, que é muito comum nos pulverizadores comercializados no Brasil. A ponta TT 110015 apresentou maior número de

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Nº de gotas por cm 50-70 30-40 40-50 20-30 20-50 50-70 30-40

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arranjos com coeficiente inferior a 7% nas condições avaliados. Este resultado pode ser indicativo de que esta ponta se adaptará melhor às condições de campo, sobretudo quando houver uma variação na distância entre a ponta e o alvo da pulverização.

TT 7,10A 10,02A 10,22A 9,11A

%<100µm JSF 18,50Bb 16,32Bb 32,58Ba 22,47B

Média 12,80b 13,17b 21,40a

Outro fator que chamou a atenção dos pesquisadores foi a sobreposição dos jatos lançados pelas pontas de pulverização (Figura 3). Nesta figura, a linha indica o perfil de distribuição individual de cada ponta e é possível verificar que o aumento do espaçamento entre os bicos de pulverização deve ser acompanhado por aumento na altura da barra de pulverização para que os jatos se cruzem de forma adequada e boa cobertura seja alcançada na área tratada. Contudo, aumentar a altura da barra de pulverização em relação ao alvo é uma decisão que deve ser analisada com muito cuidado, porque pode ter


como consequência maior perda de produto por evaporação e/ou deriva, uma vez que a gota terá que percorrer um trajeto maior até chegar ao alvo. A pressão de trabalho também altera o padrão médio de distribuição volumétrico. Quando a pressão é aumentada, o ângulo formado pelo jato emitido é maior e as gotas atingem as extremidades da mesa de avaliação, aumentando a sobreposição. Além disso, aumentar a pressão resulta em maior volume de aplicação, menor tamanho de gotas e maior densidade de gotas (Figura 4). Assim, na escolha da pressão de trabalho, deve-se levar em conta a cobertura do alvo e os riscos ligados à deriva e à evaporação, o que requer análise criteriosa do espectro de gotas, especialmente o tamanho das gotas e a densidade de gotas. Na Tabela 2 é possível verificar que a pontas avaliadas produziram gotas de diferentes tamanhos, com gotas maiores para ponta TT 110015. Outra informação extremamente importante que pode ser extraída dessa tabela é que o aumento na pressão resultou em gotas menores e maior densidade de gotas. O tamanho das gotas está intimamente relacionado com a qualidade da aplicação. As gotas maiores que 800µm podem escorrer pela planta, enquanto as gotas menores que 100µm estão mais suscetíveis à deriva e à evaporação. Também cabe destacar que quanto maior a densidade de gotas, melhor será a cobertura da aplicação. Além dis-

Figura 3 - Exemplo de padrão médio de distribuição do volume pulverizado ao longo da barra de pulverização, em (a) e (b) com maior número de sobreposições que em (c)

so, a bula de cada produto fitossanitário estabelece um valor mínimo para garantir o controle. De forma geral, os produtos de contato requerem maior densidade de gotas (Tabela 3). De acordo com os resultados obtidos, a ponta TT 110015 não produzirá uma cobertura adequada de uma grande parcela de produtos se mantida a velocidade de 12km/h e terá a situação agravada caso seja utilizado um espaçamento maior que 50cm entre pontas. Já a ponta JFS 110105 produziu maior densidade de gotas, que permite cobrir melhor o alvo. Contudo, trabalhando a 500kPa produziu 32,58% de gotas menores que 100µm, o que revela grande suscetibilidade à deriva

e à evaporação. Por fim, os pesquisadores concluíram que existe a possibilidade de redução do volume de calda com o aumento do espaçamento entrelinhas. Contudo, para que isto seja colocado em prática, devem ser observados com rigor os coeficientes de variação dos volumes coletados, bem como o espectro de gotas produzido, para atingir uma cobertura satisfatória e eficiência na .M aplicação. Vandoir Holtz e Bruno Eduardo Guimarães Koester, Universidade do Estado de Mato Grosso Campus Nova Xavantina

Figura 4 - Etiquetas de papel hidrossensível utilizadas no estudo

JFS 110105 – 100kPa

JFS 110105 – 300kPa

JFS 110105 – 500kPa

TT 110105 – 100kPa

TT 110105 – 300kPa

TT 110105 – 500kPa

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AGRICULTURA DE PRECISÃO Fotos Charles Echer

Sulcador ideal Para acertar na descompactação do solo, deve-se levar em consideração também o tipo de cobertura existente e qual o destino destes restos culturais, pois existem equipamentos que são mais apropriados que outros para estas aplicações

A

tualmente, a agricultura brasileira encontra-se em um desenvolvimento acelerado, em todos ramos da cadeia produtiva, visando, como um todo, o aumento de produção. Para que isso ocorra, o manejo do solo está entre um dos principais pontos a serem observados. O sistema de plantio direto (SPD) se destaca como o principal pilar para a sustentação e a manutenção da agricultura brasileira. Dentre os benefícios desse sistema, destacam-se as melhorias nas características físicas, químicas e biológicas do solo, além do aprimoramento e do aumento da adoção de técnicas conservacionistas de solo. Em contrapartida, o uso incorreto desse sistema de manejo tem resultado em problemas na estrutura física do solo, como a compactação das camadas superficiais. Um pouco diferente da compactação que ocorria no sistema de manejo convencional, onde a prática de revolvimento do solo era necessária, gerando intenso revolvimento e enfraquecimento da sua estrutura, no SPD a ocorrência das camadas compactadas se dá por diferentes fatores, como o tráfego agrícola em condições de elevada umidade do solo, que é considerado um dos principais agentes causadores da compatação. No SPD, há maior dependência por máquinas agrícolas, as quais passaram a ser utilizadas mais frequentemente, em virtude do surgimento de novas ervas daninhas, pragas e doenças que exigem maior número de aplicações para seu controle. Associado a isso, os intervalos entre aplicações estão encurtando, devido à pressão de pragas e patógenos que, juntamente a período curto de tempo para realizar a colheita, em muitas situações, obriga os agricultores a fazerem pulverizações em momentos em que o solo encontra-se muito úmido para o tráfego, reduzindo sua capacidade de suporte, deixando-o muito mais suscetível à compactação. O tipo de pneu utilizado é outro fator importante para

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reduzir a compactação do solo. A pressão interna do pneu, quando acima do indicado, interfere no aumento da compactação superficial, enquanto que a compactação mais profunda, nas subcamadas, depende da área de contato, da largura do pneu e da carga suportada pelo mesmo. Neste quesito, há uma grande variação entre pneus diagonais e radias, pois os radiais apresentam maior deformação elástica, resultando em maior área de contato, a qual reduz a pressão aplicada ao solo. Outro sistema de uso do solo é a interação lavoura/pecuária, que consiste na utilização dos períodos de entressafra de lavouras de produção agrícola, com a implantação de plantas forrageiras, o que economicamente é muito atraente para o agricultor, pois diversifica sua produção, gerando mais renda e maior estabilidade, devido ao fato de que o mesmo não depende exclusivamente de uma renda. Nesse uso, o tráfego animal é um agravante muito sério na compactação do solo, quando manejado erroneamente. Porém, o grau desta compactação é altamente dependente da espécie, da categoria animal e, principalmente, da carga animal utilizada pelo agropecuarista. Fatores como o início do pastejo antes do momento adequado, em que a forragem se encontra com altura abaixo do recomendado, e a permanência dos animais por longos períodos, sem respeitar a quantia residual de massa de plantas, são grandes potencializadores da compactação do solo. Na Região Sul do país, ocorre um agravante a mais, pois o período de entressafra coincide com o inverno, época em que apresenta períodos longos de chuva, não deixando muitas opções para os pecuaristas, a não ser o pastejo com solo úmido. Isso acaba agravando o efeito do pisoteio animal, causando uma compactação maior, quando comparado ao pastejo com solo em condições de menor umidade. Com base nessa problemática provocada pela compactação do solo, o uso de medidas de descompactação vem se tornando uma necessidade

A definição do subsolador deve considerar qual será a intervenção que se deseja realizar na superfície e também abaixo do solo

Figura 1 – Resistência à penetração de um Nitossolo Vermelho na camada de 0,02 a 0,07m no solo com subsolador convencional (A), no subsolador dotado de disco e rolo (B) e no sistema de plantio direto (C)

Figura 2 - Resistência à penetraçãode um Nitossolo Vermelho na camada de 07cm a 12cm no solo com subsolador convencional (A), no subsolador dotado de disco e rolo (B) e no sistema de plantio direto (C)

na agricultura moderna de altos rendimentos e a utilização de subsoladores vem sendo amplamente discutida como uma das técnicas de melhoria das condições físicas, através da mínima mobilização do solo. Isto porque a subsolagem tem efeito direto na redução da densidade do solo, propiciando aumentos sig-

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Figura 3 - Resistência à penetração de um Nitossolo Vermelho na camada de 12cm a 17cm no solo com subsolador convencional (A), no subsolador dotado de disco e rolo (B) e no sistema de plantio direto (C)

CamsoBrasil

Figura 4 - Resistência à penetração de um Nitossolo Vermelho na camada de 17cm a 22cm no solo com subsolador convencional (A), no subsolador dotado de disco e rolo (B) e no sistema de plantio direto (C)

nificativos na porosidade, além da redução dos níveis de resistência mecânica do solo à penetração, o que favorece a infiltração e a retenção de água no mesmo, proporcionando um ambiente melhor para o desenvolvimento radicular das culturas.

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QUAL O MODELO CORRETO PARA CADA SITUAÇÃO

Atualmente, no mercado agrícola oferece duas configurações de subsoladores descritos por Rosa et al. (2008). Um dos modelos é composto por chassi, roda delimitadora de profundidade, hastes e ponteira; o outro é equipado com disco de corte de palha e rolo destorroador que tem a função de reduzir a incorporação de palha, visando à manutenção da cobertura sobre a superfície, reduzindo assim os processos erosivos. De maneira geral, os modelos disponíveis no mercado possuem algumas diferenças construtivas, apesar de utilizarem praticamente os mesmos componentes citados acima. O que muda entre o projeto de uma marca e o de outra são o formato e o tamanho das hastes, das ponteiras e do rolo destorroador. Tais alterações ocorrem em função da empresa focar seu projeto na solução de algum tipo de aplicação específico, onde cada medida irá resultar no desempenho de mobilização do subsolador. Ainda não existem muitas pesquisas comparando estes implementos. Por isso, pesquisadores do IFRS, Campus Sertão, desenvolveram um trabalho visando comparar o desempenho no solo dos dois subsoladores, descritos anteriormente. Para esse estudo, foi medida a resistência mecânica do solo à penetração (RP) ao longo do perfil de um solo bem argiloso, um Nitossolo Vermelho (59% de argila). Neste parâmetro, valores que ultrapassarem 2.500kPa são considerados críticos ao desenvolvimento de plantas (Betioli et al., 2012) A variabilidade espacial da resistência à penetração nas áreas manejadas com os diferentes subsoladores e numa área com Sistema de Plantio Direto (SPD) é apresentada na Figura 1. A RP não demonstra restrição ao desenvolvimento das culturas entre os manejos, na primeira camada, 0-7cm, fato justificado pela mobilização realizada na semeadura, tanto no verão, em que na soja o sulcador do fertilizante atua a 7cm, como na cultura de inverno, em que o sulcador de semente e fertilizante atua a 5cm. Se calcularmos a área mobilizada em cada cultura, chegamos a 22% na cultura do verão e 58,8% na cultura de inverno. À medida que a profundidade aumenta (Figura 2), se inicia o aparecimento de áreas com problema de compactação. Considerando a partir de 2.000kPa, nesta camada, o SPD apresenta maiores áreas com restrição ao desenvolvimento de radicular, ambos os subsoladores diminuíram a resistência. O tráfego intenso de máquinas agrícolas problematiza a compactação geralmente na camada de 07cm a 15cm, como demonstrado nas Figuras 2 e 3. Na figura 4 a RP no SPD apresenta pontos com altas restrições, acima de 3.000kPa, valor não encontrado nos solos subsolados. Comparando os subsoladores até esta profundidade de 17cm, notamos muita semelhança no solo, não demonstrando efeitos de suas configurações diferenciadas. Na camada de 17cm a 22cm (Figura 4) segue o mesmo comportamento da camada anterior, demonstrando que a camada de compactação ocasionada pelo tráfego excessivo nestas áreas se prolon-


ga mais profundamente. A diferença nítida dos subsoladores é observada na camada de 23cm a 30cm (Figura 5), onde o solo subsolado pelo subsolador com disco de corte e rolo destorroador apresentou menor área com resistência restritiva (Figura 5B), ou seja, apontou para uma melhor ruptura do solo. Analisando todo o perfil, notamos que ambos os subsoladores são eficientes na operação, tomando como base apenas este dado de RP. Ou seja, abaixo do solo a mobilização destes dois modelos praticamente é similar; a maior diferença está acima do solo, pois na operação destes implementos o subsolador convencional incorporou mais de 70% da palha, e deixou o solo muito rugoso, fato que não houve no subsolador com disco de corte e rolo destorroador; na verdade ocorreu o contrário, manteve uma média de 70% da palha sobre a superfície. .M

Charles Echer

David Peres da Rosa, Paulo Herique Conte e Artur Zancan, Nesma - IFRS Campus Sertão

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Figura 5 - Resistência à penetração de um Nitossolo Vermelho na camada de 0,23 a 0,30 m no solo com subsolador convencional (A), no subsolador dotado de disco e rolo (B) e no sistema de plantio direto (C)


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