Cultivar Máquinas • Edição Nº 185 • Ano XVII - Junho 2018 • ISSN - 1676-0158
Índice 4 Rodando por aí 6 Controle térmico de invasoras 8 Uso de drones 11 Controle de tráfego em lavouras 16 Semeadura de arroz 18 Capa - Nova série Massey Ferguson 24 Compactação do solo 28 Mecanismos dosadores 31 Desempenho de trator-semeadora 34 Ficha Técnica - Stronger HD da Kuhn 38 Inspeção de deposição 42 Empresas - Yanmar
Destaques
Nova série Massey Ferguson Conheça as novas séries MF 4700 e MF 5700, que vêm com diversas novidades e pacote tecnológico mais arrojado
Revolução no campo O uso de drones na agricultura está crescendo e, a cada dia, novas tarefas são realizadas com o uso desta tecnologia
Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter
• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi
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Ficha Técnica - Stronger HD Conheça o Stronger HD, o novo autopropelido da Kuhn que chega com barras de até 40 metros
Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00
• Coordenador Comercial Charles Echer
• Revisão Aline Partzsch de Almeida
• Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves
• Design Gráfico Cristiano Ceia
• Coordenação Circulação Simone Lopes
Capa - Massey Ferguson
C
Cultivar
• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
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NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL
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3028.2000
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Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.
RODANDO POR AÍ Junto aos clientes
Portfólio completo
Estar cada vez mais próximo ao produtor rural brasileiro: esse foi o objetivo da Raven ao participar da AgroBrasília 2018. “A Raven acredita que a proximidade com o cliente é uma fator importante para o sucesso no agronegócio, então, por este motivo, estamos formando parceiros em todo o país para conseguir trabalhar perto do cliente final”, disse o gerente de Vendas para a América Latina da marca, Alberto Maza. No evento, a empresa destacou o Hawkeye, sistema de aplicação em que cada bico é controlado por sua própria válvula de pulsão individual, o que garante um padrão de aplicação consistente.
A participação da LS Tractor na AgroBrasília foi marcada pela exposição de seus lançamentos para 2018, como a série H, com tratores até 145cv, e o MT 25, de 25cv, para pequenas tarefas. “Estivemos presentes nesta feira com um estande completo, para mostrar ao produtor rural todo nosso portfólio atualizado, que está cada vez maior e com mais soluções”, destacou o coordenador Regional de Vendas da LS Tractor, Giovani Marques.
Alberto Maza (esquerda)
Giovani Marques (esquerda)
Linha para o Cerrado
Para produtores de feijão Pensando no produtor da região central do Brasil, a Valtra apresentou sua linha de colheitadeiras especialmente adaptadas de fábrica para as lavouras de feijão na AgroBrasília. O evento ocorreu em Brasília (DF), de 15 a 19 de maio. “Nossas colheitadeiras série BC 800 chegam com três novidades: kit para cultura de feijão, sistema espalhador de palha, ambos opcionais de fábrica, e a nova plataforma Draper 645FD, agora com 45 pés”, afirmou o gerente de Vendas da Valtra, Fabiano Talamini. Lançado no mês de maio, o kit de feijão é composto por três componentes que, juntos, possibilitam uma colheita mais suave, proporcionando maior qualidade do grão e diminuindo possíveis perdas.
Paulo Carrijo A Massey Ferguson destacou seus principais lançamentos durante a AgroBrasília: o pulverizador MF 8125, a plataforma 9255 Dynaflex, de 45 pés, e as plantadoras MF 500 e MF 700 CFS que, agora, contam com dosadores Precision Planting. “Devido à boa safra que tivemos e à valorização do preço das commodities brasileiras, a participação nesta feira apresentou um cenário onde produtores puderam investir em novos equipamentos agrícolas para conquistar cada vez mais uma eficiência frente às demandas de mercado”, afirmou o coordenador comercial da Massey Ferguson, Paulo Carrijo. Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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Fabiano Talamini
Monitoramento de áreas
Linha HF A Agritech, fabricante da linha de tratores e cultivadores motorizados Yanmar Agritech, levou soluções em mecanização para a 25ª Hortitec, que ocorreu entre os dias 20 e 22 de junho, em Holambra (SP). “A Hortitec faz parte do calendário de eventos da Agritech há mais de dez anos. A feira traz um público extremamente técnico e qualificado, composto por visitantes do Brasil e exterior, o que é essencial para o setor que atuamos”, apontou o gerente nacional de Vendas da empresa, Nelson Watanabe. A empresa levou sua linha de tratores Cultivo, para produção de hortaliças e leguminosas e também destacou a linha Parreira, ideal para parreirais e plantações de chuchu e maracujá e outras culturas que exijam baixa altura do equipamento.
Grasielle Silva Com o objetivo de unir melhor desempenho das máquinas e serviço com custo reduzido, a New Holland Agriculture e a concessionária Tratornew levaram para a segunda edição da Digital Agro soluções de suporte, incluindo um drone. A tecnologia promove o monitoramento aéreo das áreas produtivas. A marca também apresentou na feira o completo sistema de agricultura de precisão (PLM) e a telemetria. A feira ocorreu nos dias 13 e 14 de junho, em Carambeí, município distante 140km de Curitiba (PR). “O drone é mais uma ferramenta importante para o produtor rural identificar e corrigir possíveis problemas que ocorrem no campo, com um custo/benefício excelente e acesso completo às informações”, ressaltou a especialista de Marketing da New Holland Agriculture para a Região Sul, Grasielle Silva.
Destaque para linha pesada
As principais novidades e soluções da Case IH para o produtor brasileiro foram expostas no estande da concessionária Maxum, tradicional representante da marca no Nordeste, durante a Bahia Farm Show. A feira foi realizada de 5 a 9 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA). “Sabemos da importância das regiões Norte e Nordeste para a agricultura e, por isso, junto da Maxum, apresentamos as melhores soluções para os empresários do agronegócio de todo o país”, afirmou o gerente de Marketing da Case IH, Diogo Melnick. Um dos destaques da Case IH na feira foi a linha de tratores Steiger, com tratores de 370cv a 620cv.
Nelson Watanabe
Conexão e precisão
Rodrigo Bonato
Diogo Melnick
As regiões Norte e Nordeste vêm ganhando espaço no agronegócio brasileiro, sendo que um dos termômetros está no aumento do volume de exportações. E é atenta a essa realidade que a Agrosul Máquinas, concessionário da John Deere na Bahia e no Piauí, esteve presente na Bahia Farm Show. Os principais destaques do concessionário foram o projeto de Conectividade Rural e o Centro de Operações. “O Conectividade Rural e o Centro de Operações são ferramentas que aliam tecnologia, inovação e análise de dados. Esse conjunto de soluções que dá ao agricultor a oportunidade de monitorar a operação, mesmo a distância, representa a agricultura do futuro, que passa a ser de decisão e não somente de precisão”, disse o diretor de Vendas da John Deere Brasil, Rodrigo Bonato. Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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MECANIZAÇÃO
Controle térmico Protótipo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas possibilita o controle térmico de plantas invasoras, num projeto simples e barato destinado a pequenas propriedades e aplicações específicas Fotos Antônio Machado
CONTROLE TÉRMICO
A
busca da sociedade pela preservação do meio ambiente e por produtos agrícolas mais saudáveis e isentos de contaminantes químicos tem levado muitos produtores a optar pela agricultura orgânica, que além de um mercado em expansão lhes permite trabalhar e produzir sem o risco de prejudicar a sua saúde. No Brasil, a produção orgânica encontra-se principalmente vinculada às unidades familiares de produção. Entretanto, este mercado é crescente e, atualmente, se verificam diversas iniciativas de produção orgânica em unidades agrícolas de maior escala, que se dedicam normalmente à produção de produtos agrícolas para exportação, como é o caso da soja e do arroz, cuja produção orgânica vem tomando corpo nos últimos anos. Os agricultores responsáveis pela produção de alimentos orgânicos encontram dificuldades no que diz respeito principalmente ao manejo de plantas espontâneas, sem a utilização de agroquímicos. As técnicas mais coJunho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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muns para este tipo de controle são as mecânicas que, além de apresentarem baixo rendimento, promovem grande revolvimento de solo e podem levar à erosão, necessidade de vários repasses ao longo do ciclo produtivo, possibilidade de danificar as raízes ou a própria planta da cultura implantada, entre outros aspectos. Como método alternativo ao controle químico e mecânico, alguns fabricantes têm proposto a utilização de descarga elétrica. Equipamentos deste tipo são dotados de geradores de alta tensão, os quais provocam uma descarga elétrica na planta, alterando sua fisiologia e levando-as à morte. Embora eficazes, equipamentos deste tipo apresentam alto custo, tornando onerosa sua aquisição, vindo a ser um fator de impedimento para a sua utilização, principalmente por parte de agricultores familiares, os quais normalmente possuem baixa renda, sendo também os que concentram a maior produção de alimentos orgânicos no Brasil.
Uma alternativa à capina mecânica e à descarga elétrica vem a ser o controle térmico, pois além de ser considerado uma tecnologia “limpa” (já que não há utilização de agroquímicos), não altera a estrutura do solo, sendo também o equipamento menos oneroso quando comparado ao equipamento que provoca descarga elétrica. A utilização do controle térmico como forma de manejo às plantas espontâneas não é um conceito novo - várias tentativas de desenvolvimento de equipamentos capazes de aplicar calor no controle de plantas espontâneas foram realizadas. O primeiro mecanismo deste tipo foi patenteado em 1921 e vários modelos foram desenvolvidos, testados e produzidos comercialmente entre 1940 e 1975. Entretanto, com o surgimento e a expansão da utilização dos agroquímicos, esta técnica tornou-se economicamente inviável e praticamente inutilizada pelos agricultores. Contudo, ultimamente, devido à crescente demanda por produtos orgânicos, os quais não podem ser produzidos com a utilização de agroquímicos, tem ocorrido a busca por alternativas à utilização do controle químico, e uma das técnicas que têm apresentado interesse é o controle térmico. Esta tecnologia prevê a inativação das plantas por meio de calor, fazendo com que as mesmas apresentem dificuldade em ter nova brotação, não havendo também prejuízos à estrutura e à biologia do solo, já que não há aumento significativo de temperatura em profundidades superiores a 2cm. No sentido de contribuir tanto com os agricultores (principalmente os
familiares) como com a indústria de máquinas agrícolas, o Núcleo de Inovação em Máquinas e Equipamentos Agrícolas (Nimeq), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), projetou um equipamento aplicador de calor para o controle de plantas espontâneas. As premissas básicas no projeto foram, além do efetivo controle das plantas espontâneas, o baixo custo de produção, operação e manutenção, possibilitando que o mesmo possa vir a ser adquirido por unidades familiares de produção. Para o desenvolvimento do equipamento utilizou-se a metodologia de projeto com abordagem sistemática do produto, que vem a ser uma prática cada vez mais comum em empresas de alto nível, as quais buscam maior qualidade dos seus produtos. Desta forma, buscou-se incorporar todos os atributos indispensáveis ao cumprimento da tarefa a que se destina o equipamento, não somente aqueles de ordem funcional, mas também os de qualidade, os comerciais e os de fabricabilidade. Para tanto, o projeto da máquina foi dividido em quatro fases (projeto informacional, projeto conceitual, projeto preliminar e projeto detalhado), assim tornou-se possível organizar as informações, os resultados e os momentos de tomada de decisão no sentido de gerar um produto adequado às necessidades dos clientes, tanto de ordem funcional, quanto de aquisição. A fim de atender estes princípios, foram geradas várias concepções da máquina, selecionando-se a mais promissora, a qual foi posteriormente otimizada pela equipe do Nimeq, dando origem a um protótipo. Este basicamente compõe-se de alguns sistemas: de aplicação de calor, de regulagem de espaçamento entre linhas aplicadoras, de isolamento térmico, de armazenamento de combustível, dosador de combustível e de regulagem da altura de aplicação de calor. O funcionamento do sistema de aplicação de calor ocorre por meio de um distribuidor, o qual é ligado ao sistema de ignição no sentido de gerar
Protótipo do aplicador de calor para controle de invasoras
faísca para combustão do gás em cada um dos queimadores. O acionamento do sistema elétrico pode ser realizado pela bateria do trator ou por outra fonte de energia acoplada ao mecanismo. A ativação do sistema de aplicação de calor se dá por meio de um painel de comando composto por duas chaves. A primeira chave aciona a válvula para a liberação de gás, e a segunda permite o acionamento do motor, ou seja, o sistema de ignição não pode ser acionado sem que o gás seja liberado. Desta forma, o operador possui domínio tanto da liberação de gás, quanto de ativação e desligamento dos queimadores. Este procedimento durante a operação de trabalho da máquina evita desperdício de combustível, por exemplo, durante as manobras na cabeceira da lavoura.
TESTES
No sentido de comprovar a eficácia de funcionamento foram executados testes de campo com o protótipo, onde foram utilizadas diferentes velocidades A
B
de trabalho e vazões de gás. De forma geral, a maior eficiência no controle foi observada com pressões de gás maiores e velocidades de deslocamentos menores. Verificou-se que o melhor controle ocorreu em duas situações: a uma velocidade de aplicação de 2km/h com pressão de gás de 196 kPa (consumo médio de gás da ordem de 0,42kg/min) e a uma velocidade de 2,8km/h combinada com a pressão de gás de 245kPa (consumo médio de gás da ordem de 0,51kg/min). Levando-se em conta somente os gastos com GLP, obteve-se um custo máximo de cerca de R$ 390,00 por hectare, considerando-se o preço do botijão de gás de 13kg a R$ 65,00. Outra vantagem vem a ser o pouco tempo dispensado para a execução da tarefa, o que minimiza os custos referentes ao combustível do trator e à hora homem trabalhada. Já o custo de produção da máquina foi estimado em cerca de R$ 3.000,00. Este equipamento é bastante versátil, pois pode atuar tanto em uma largura uniforme de trabalho como entre linhas das culturas. Devido ao seu baixo custo de produção e operação, vem a ser uma alternativa viável, principalmente para agricultores familiares que se de.M dicam à produção orgânica. Antônio Lilles Tavares Machado, Roger Toscan Spagnolo, Ângelo Vieira dos Reis, Tiago Vega Custódio, Fabrício Ardais Medeiros e Roberto Lilles Tavares Machado, Nimeq – UFPel Carlos Alberto Barbosa Medeiros, Embrapa – CPACT André Oldoni, IFSul C
Local de teste antes da aplicação do controle térmico (A), logo após a aplicação do controle térmico (B) e três dias após a aplicação do controle térmico (C)
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TECNOLOGIA Fotos Divulgação
Revolução tecnológica O uso de drones na agricultura está crescendo a cada safra e sua aplicação tem espaço nas mais diversas etapas de produção, desde o mapeamento de lavouras, passando por identificação de áreas infectadas e aplicação de produtos em pontos específicos
O
s drones na área agrícola estarão participando não apenas da aplicação dos produtos fitossanitários do futuro, mas também ocupando espaços para auxiliar na identificação de pragas e doenças, de necessidades nutricionais, identificação pontual - algo que já está acontecendo. Na nova geração destes equipamentos, serão desenvolvidos e estarão incorporados sensores que permitirão a identificação, com extrema precisão, de necessidades específicas, as variedades das diferentes culturas onde estarão integradas, possibilitando estas identificações. Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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Com certeza, variedades de plantas como existem hoje sofrerão uma transformação em seus aspectos biológicos, em que serão empregados conhecimentos de engenharia genética, como os utilizados no desenvolvimento de plantas transgênicas resistentes a produtos e a diferentes pragas e doenças. Mas teremos, com certeza, novas plantas aptas trabalhando com interfaces, facilitando as identificações de sensores acoplados aos drones, que deverão reconhecer características específicas e biológicas destas plantas e com isso permitir ao profissional técnico e ao produtor a tomada
de decisão com elevado nível de precisão, ampliando a segurança ambiental. A possibilidade de se aplicar produtos específicos em locais de difícil acesso, em pontos de áreas de conflito, com aplicações noturnas e diurnas - a exemplo da aplicação localizada no controle de vetores, na identificação de propriedades aliada à alta eficiência de deposição, irá gerar uma revolução com o uso de drones na forma da condução das operações agrícolas de controle de vetores num futuro breve. O emprego de profissionais realizando aplicações e a sua exposição
a determinados produtos serão extremamente minimizados com a adoção de equipamentos que serão executados de forma automatizada, orientada, supervisionada por profissionais que irão fazer as aplicações a distância e ao mesmo tempo com um nível de rendimento operacional e eficácia bastante diferenciado. Este é um dos aspectos importantes dos processos envolvendo o uso dos drones. Com isso teremos a possibilidade de executar ações que hoje, muitas vezes, são dificultadas ou mesmo impossíveis de ser realizadas devido a barreiras físicas e legislativas - o que, em breve, será superado pela adoção destas tecnologias. Será fundamental que a formação acadêmica acompanhe toda esta revolução em curso e que as instituições de ensino comecem a se preparar para a adoção destas novas tecnologias. Será necessário também realizar uma revolução nas grades curriculares de instituições de ensino, em especial na área de ciências agrárias, sob pena de as instituições perderem a qualidade e o conhecimento exigidos pelo mercado aos novos profissionais. As Instituições que atuarem neste sentido, e que anteciparem este processo estarão mais bem preparadas para os desafios de qualificação exigida nesta realidade dos novos profissionais.
O FUTURO
O futuro do uso de drones se apresenta com um horizonte infinito, quer no campo civil ou militar, ampliando a segurança operacional e ambiental. Teremos drones realizando prospecções, monitorando o ambiente, auxiliando em inspeções e rastreamento ambiental, em levantamentos topográficos, em segurança e defesa pública, na vigilância, na distribuição de sementes e de espécies florestais, contribuindo em atividades
No controle químico, os drones são um complemento às outras técnicas
esportivas e de recreação, nas artes cênicas, nas áreas de saúde e de busca e salvamento, no gerenciamento agrícola, nas inspeções das redes de transmissão, no transporte de carga, na locomoção, na chamada pulverização de precisão 4.0 de líquidos ou sólidos com produtos químicos e biológicos etc. Haverá o surgimento de empresas prestadoras de serviços em todos os segmentos de conhecimento e uma nova classe de profissionais estará à disposição dos produtores num curto espaço de tempo. Um rápido e preciso diagnóstico das condições para a tomada de decisão no campo - a exemplo do controle fitossanitário, em que muitas vezes o foco e a origem dos problemas estão nas condições des-
de o preparo solo, na correta aplicação de corretivos e neutralização da acidez do solo, na distribuição e qualidade do material genético a ser utilizado (sementes e/ou mudas), nas condições de umidade, fertilidade do solo, no manejo da área, em inspeções durante todas as fases, no momento (“timing”), em regulagens das máquinas de colheita, transporte e condições de armazenamento e logística de transporte - será acompanhado por drones na agricultura. O uso, em breve, destes drones possibilitará ao produtor e consultores técnicos ter em mãos uma solução integrada, com o suporte de empresas prestadoras de serviços especializados. O desenvolvimento de parcerias técnico-científicas entre empresas e centros de pesquisa de âmbito e instituições de ensino nacional e internacional é muito importante, como a que está em vias de implantação entre a Banfoldy and Partners, de São Paulo, e a faculdade do Instituto Gammon, em Minas Gerais, em que se prevê a elaboração de projetos com o desenvolvimento de softwares que venham a atender demandas específicas em todas as fases da lavoura, desde sua implantação, condução, até a colheita, o que com certeza trará ações de redução de custos com produções cada vez mais sustentáveis.
O futuro do uso de drones se apresenta com um horizonte infinito, quer no campo civil ou militar, ampliando a segurança operacional e ambiental
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Divulgação
Opções operacionais com equipamentos de pulverização no controle fitossanitário nas culturas
Modalidade
Banfoldy and Partners
Resultado de imagens de câmeras com diferentes bandas espectrais
Considerando que o uso de drones na agricultura brasileira é uma atividade recente, em fase de implantação e adoção, e que esta tecnologia está em processo de aperfeiçoamento muito rápido, com diferentes formas de propulsão (elétrica e/ou a combustíveis), o modelo de prestação de serviço recomendado neste momento para a obtenção de máxima eficiência utilizando os avanços tecnológicos é pela adoção da terceirização de serviços por profissionais habilitados, com equipes multidisciplinares interfaceadas e integradas, que possam atender às especificidades e ao interesse individual do usuário, o que irá minimizar custos não só pela aquisição de novos modelos que estão surgindo dia a dia, mas que contribuam com o crescimento da atividade, incorporando ferramentas de gestão e propostas tecnológicas direcionadas. A oferta indicada é a busca de soluções-chave ao usuário final para Agricultura de Precisão 4.0, com base no último estado da arte,
Utilização geral/Características básicas
Aplicação Terrestre mecanizada Grande número de equipamentos e marcas disponíveis. Limitações :tracionada e autopropelido amassamento, compactação de solo, operação em terrenos com maior declive. Aplicação Grande número de equipamentos e marcas disponíveis, baixo custo de aquisição. Terrestre costal Limitações:- baixo rendimento operacional indicado para pequenas áreas. Aplicacão Indicada para médias e grandes áreas, não provoca compactação e aérea amassamento. Elevado rendimento operacional. Drones Versatilidade para uso em operações integradas, utilizado para identificação de pragas, doenças entre outras; disponibilidade de aplicações específicas em locais de difícil acesso com qualidade a baixo custo. Micropulverização 4.0. O uso de drones dotados de câmaras e sensores especiais operando com diferentes bandas espectrais, permitem uma identificação precisa das condições de sanidade e desenvolvimento das plantas, possibilitando tomadas de decisão imediatas e precisas.
Mapa obtido com o uso de drones, correlacionando deficiências nutricionais
Mapa de identificação pontual de ferrugem em plantação de trigo Fonte : Seven ways to use drone mapping on the farm this season - https://blog.dronedeploy.com
equipamentos e sistemas integrados, utilizando plataformas aéreas autônomas para monitorar, explorar e pulverizar, otimizando a produção de regiões e extraindo o máximo do potencial de cultivares será o grande .M diferencial a ser encontrado. Wellington Pereira A. de Carvalho, Ufla Mário Banfoldy, Banfoldy and Partners International Cooperation Consulting
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MECANIZAÇÃO
Desafios Controle de tráfego de máquinas em propriedades produtoras de grãos é um tema que começa a ser discutido e aos poucos implementado em lavouras brasileiras, mas os desafios para efetivar a operação e atingir os objetivos não são poucos
O
processo de modernização da agricultura brasileira vem acontecendo de forma rápida e ininterrupta, concebendo a profissionais da agricultura novos métodos e técnicas de manejo agrícola (Girardello et al, 2013). Para atender áreas cada vez maiores e realizar rapidamente as tarefas na lavoura, o tamanho e o peso das máquinas têm aumentado vertiginosamente, o que é confirmado por (Piacentini et al, 2012). O trânsito das máquinas dentro das lavouras ocorre de forma aleatória no Brasil, sendo normalmente definido pela largura de trabalho das máquinas e pelo relevo
das lavouras ou pela conveniência empírica do trânsito dos veículos que fazem o transporte dos produtos até os locais de secagem, armazenamento ou comercialização. Assim, mais de 80% da área cultivada é pisoteada por máquinas numa única safra. O processo produtivo periódico que em cada safra se inicia com o preparo do solo, passa por semeadura, tratos culturais (eventualmente irrigação), colheita e transporte dos produtos colhidos, precisa ser econômico. Smith et al (2014) relatam que a adoção do controle de tráfego na fazenda (CTF) aumentou em 7% a produtividade de trigo em
relação ao tráfego aleatório, independentemente do preparo de solo adotado (plantio direto, escarificação a 100mm e subsolagem a 250mm). Entretanto, a adoção do CTF exige logística apurada, o que traz desafios importantes para os profissionais da área. Esses fatores associados provocam, na maioria dos casos, além da compactação do solo, altos custos operacionais e prejuízos ao desenvolvimento e à produtividade das culturas (Roque et al, 2010). Segundo Smith et al (2014) e Fontana et al (2016), em solo compactado ocorre o aumento da densidade e com isso a redução da macroporosidade, da microporosidade, da taxa de infiltração de água, dos processos biológicos e da produtividade. Entretanto, em solos arenosos a compactação parcial pode não ser prejudicial ao desenvolvimento das culturas. Uma alternativa para prevenir e reduzir os problemas oriundos da compactação do solo por máquinas agrícolas é a adoção do tráfego controlado nas áreas de cultivo (Chamen, 2011). De
Charles Echer
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Charles Echer
O trânsito das máquinas dentro das lavouras ocorre de forma aleatória no Brasil, sendo normalmente definido pela largura de trabalho e pelo relevo
acordo com Masek et al (2014), essa técnica separa as zonas de tráfego daquelas em que há crescimento da cultura, concentrando a passagem dos rodados em caminhos delimitados e permanentes dentro da lavoura, durante todas as operações agrícolas. Salienta-se que o controle do tráfego deve ocorrer durante toda a safra, em todas elas ao longo dos anos. Essa técnica viabiliza menor área produtiva submetida ao tráfego das máquinas, embora nos caminhos delimitados ocorra rápida e intensa compactação do solo (Seixas & Souza, 2007). Os caminhos não são cultivados e o solo permanece firme, o que facilita o trânsito das máquinas. No Brasil, a prática do controle de trafego é mais difundida no cultivo de cana-de-açúcar, no entanto, é pertinente a adoção em maior frequência no cultivo de grãos e outras espécies. Em países como Austrália, Alemanha, Estados Unidos e Argentina a prática é difundida para os diversos cultivos (Tullberg, 1997). Na Inglaterra, o controle de tráfego já passou da fase crítica de adoção e faz parte das rodas de conversa entre agricultores, pesquisadores e instituições, são realizados dias de campo e eventos para troca de experiências e existem universidades desenvolvendo pesquisa visando conhecer a efetividaJunho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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de desta técnica. O objetivo deste trabalho foi organizar instituições e produtores a fim de implantar e avaliar os efeitos do controle do tráfego de máquinas em lavouras da região do Distrito Federal. O trabalho, com participação colaborativa e expectativa de duração de no mínimo dez anos, foi dividido em três fases, duas já realizadas e uma iniciada.
DESAFIOS PARA IMPLEMENTAR O CTF
A primeira fase teve início no primeiro semestre de 2015, com a coleta e a divulgação de informações sobre o que e como está sendo realizado o controle do tráfego de máquinas na lavoura em outros países. Com isso foi feita a proposição para a implantação de uma área experimental para produtores, técnicos, fabricantes de máquinas agrícolas, instituições de ensino e de pesquisa, com participação facultativa, de acordo com o interesse. Os participantes foram a Associação de Plantio Direto no Cerrado (APDC), a Embrapa Cerrados (Cpac), a Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília (FAV/UnB), a Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa/ DF), o Laboratório do Centro de Tecnologia Agrícola e Ambiental (Campo),
agricultores e representantes de fabricantes de máquinas e equipamentos. Após organizar informações, realizar várias reuniões, assistir a palestras, participar de conferências e seminários, coletar dados das máquinas (especialmente bitola e largura de trabalho) e do relevo de cada fazenda, além da possibilidade de adaptação, aquisição e troca de máquinas entre os interessados, decidiu-se iniciar um trabalho no campo. Considerou-se a participação pré-competitiva, em que cada um colocaria as suas potencialidades à disposição, de forma a tornar a adoção possível. O experimento foi implantado na Fazenda Dom Bosco, situada no município de Cristalina (GO). De acordo com a classificação de Köppen, a região apresenta clima do tipo “Aw” com precipitação média anual de 1.600mm, distribuídos principalmente entre os meses de outubro e abril. A área experimental utilizada, constituída de Latossolo Vermelho com textura argilosa, relevo suavemente ondulado, foi composta por quatro glebas paralelas de 15,7ha cada. Toda a área originalmente com cerrado possui histórico de cultivo de grãos com preparo de solo convencional desde o ano de 1974 e em sistema de cultivo plantio direto a partir do ano de 1994, com correção de pH e fertilidade do solo realizada durante o período, conforme análises e recomendações oficiais. Em toda a área vem sendo realizada a rotação de culturas entre soja e milho na primeira safra, e milho e sorgo na segunda safra. Completando a primeira fase do trabalho, foram definidos os fatores para composição dos tratamentos, sendo dois métodos de tráfego das máquinas: tráfego controlado e tráfego aleatório, e dois sistemas de preparo do solo: plantio direto e cultivo mínimo no primeiro ano. A área de 62,8ha foi dividida em quatro glebas, duas delas (A e B) sem subsolagem inicial, uma com controle de tráfego e outra com tráfego aleatório; e duas (C e D) com subsolagem a 0,25m de profundidade, uma com controle de tráfego e outra com tráfego aleatório,
da mesma forma que nas anteriores. A subsolagem foi feita uma única vez, antes da implantação dos cultivos, no ano de 2015. A dificuldade de organização, especialmente a definição do arranjo entre passadas devido à inadequação e à ausência de máquinas associadas a fatores climáticos, adiou a implantação da safra principal de 2015, tendo sido realizado cultivo de sorgo apenas na safrinha a partir de março de 2016. A segunda fase contemplou o mapeamento da área experimental onde foram demarcadas as linhas de tráfego das máquinas, locais que permanentemente os rodados das máquinas irão transitar durante o experimento e o arranjo das passadas entre as diferentes operações.
LEVANTAMENTO DAS MÁQUINAS DISPONÍVEIS
Acrescido à segunda fase foi realizado o levantamento de máquinas e implementos disponíveis na propriedade, sendo: pulverizador autopropelido com bitola ajustável de 2,8m a 3,2m e barra de 30 metros; colhedora de grãos com bitola de 3m e plataforma de corte de 25 pés (7,6m); semeadora-adubadora com 12 linhas espaçadas em 0,5m (6m); escarificador com 13 hastes espaçadas em 0,3m (3,9m); carreta graneleira com capacidade de 20m3, carga máxima de 15.000kg e bitola de 2,45m; cinco
Divulgação
tratores: 4x2 TDA com potência de 132,38kW (180cv), 106,64kW (145cv), 80,90kW (110cv) e 62,51kW (85cv), todos com bitola inferior a 3m. Junto ao levantamento das máquinas foi verificada a disponibilidade de sinal de posicionamento global GPS e receptor de correção em tempo real do tipo RTK. A terceira fase, iniciada em 2016, compreende a realização de avalições de atributos físicos do solo, sendo a porosidade e a densidade obtidas a partir da metodologia proposta por Embrapa (1997). O teor de água, as medidas de infiltração da água no solo e de condutividade hidráulica do solo saturado realizadas no campo com o emprego do permeâmetro de fluxo constante de Guelph. A resistência do solo à penetração determinada até a profundidade de 0,6m, utilizando um penetrômetro de impacto conforme
metodologia descrita por Stolf (1984). Além de atributos físicos do solo, será avaliada a produtividade das espécies cultivadas. Resultados referentes à física do solo e à produtividade de grãos ainda se encontram em fase de aquisição de dados, sendo os já existentes insuficientes e restritos para comprovar os resultados inerentes. A partir das reuniões, encontros técnicos e discussões sobre a implantação do CTF foi possível destacar resultados de ordem organizacional e gerencial, podendo ser compreendidos como pré-requisitos indispensáveis à implantação do projeto. A adoção do controle de tráfego numa propriedade deve ser convenientemente apreciada, devendo ser ponderadas informações, experiências, tecnificação e capacidade de aceitação ideológica dos envolvidos. A definição do arranjo das passadas
Fotos Tiago Correia
Um dos desafios para a implementação do tráfego controlado foi a definição do arranjo das passadas
é ponto decisivo para a implantação do CTF numa propriedade. Descrever as atividades desenvolvidas, abordando cultivos implantados, nível de investimento a ser realizado, nível tecnológico e manejo utilizado, são informações importantes para adequar o controle de tráfego de máquinas à realidade de cada propriedade rural. Para a obtenção de sucesso na implantação do CTF é indispensável que a ideologia seja amplamente apresentada e discutida com os proprietários, técnicos e colaboradores e que haja disposição dos envolvidos para a mudança de paradigmas. Essas informações devem ser acessíveis para a compreensão e adoção de novas técnicas e metodologias de trabalho.
DESAFIO DE ADAPTAR A FROTA
Não menos importante que os fatores já descritos é o levantamento de dados da frota de máquinas agrícolas da propriedade. Foi verificada a importância de medir efetivamente as máquinas para obter informações sobre o número de máquinas disponíveis ao uso, fabricantes, modelos, finalidade de uso, características técnicas como bitola, largura de trabalho e potência disponível e requerida. A partir dessas informações foi possível definir o arranjo de passadas das máquinas na área, além de terem sido detectadas necessidades de ajustes, Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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adaptações e aquisições de máquinas para a adequação da frota. A partir dos dados obtidos no levantamento da frota da fazenda em estudo, foi possível identificar alguns entraves para adequar o arranjo das passadas e a bitola das máquinas. Durante o trabalho, ficou evidente que ajustes de bitola e largura de trabalho dos implementos são fatores comumente limitantes à implantação do CTF, porém essenciais para a sua realização. As semeadoras e as plataformas de corte das colhedoras são de difícil alteração da largura de trabalho. Entretanto, é possível a sua substituição a curto ou médio prazo, já que a sua vida útil é relativamente curta e o custo não é tão elevado quando comparado com a aquisição de trator, pulverizador autopropelido ou aéreo e colhedora. Da mesma maneira, a bitola de implementos como distribuidores de corretivos e fertilizantes e carretas graneleiras não é facilmente adaptável, o que pode deixar a técnica incompleta na fase inicial. Neste sentido, os fabricantes são instigados a fazerem as adaptações necessárias em seus produtos. Devido ao relevo do solo onde foi realizado o trabalho ser suavemente ondulado e à colhedora possuir bitola de três metros sem possibilidade de redução, definiu-se pela padronização do arranjo das passadas em múltiplo de 10m. Ressalta-se que a medida da
bitola é feita de centro a centro dos rodados de cada lado das máquinas. O pulverizador possibilitou o ajuste da bitola sem necessidade de adaptações, facilitado por possuir barra com 30m de comprimento. O eixo traseiro de um trator modelo JD 7195J, com potência bruta no motor de 143,5kW, equipado com sistema de navegação global GPS, piloto automático e capacidade para tracionar uma semeadora com 10m de largura, foi ajustado para bitola de 3m a partir da substituição do eixo dianteiro. Devido à dificuldade de adaptação da semeadora já existente na propriedade, o produtor optou por adquirir uma nova máquina com 20 linhas de semeadura espaçadas em 0,5m, adequando a operação de semeadura em 10m de largura por passada. A plataforma de corte da colhedora foi substituída por outra com largura de 35 pés (10,6m) de largura, adequando-se à largura de passada determinada. Assim, adequada a frota de máquinas agrícolas da propriedade, as operações de semeadura, condução e colheita foram realizadas com trator, pulverizador e colhedora de bitola 3m, semeadora e plataforma de corte de colheita com largura de trabalho de 10m, e barra de pulverização de 30m. Devido a essas definições foram necessários ajustes e adaptações no projeto original das máquinas, trazendo à tona a importância da participação dos fabricantes dentro do projeto e da propriedade, para que acompanhem as necessidades do CTF e ajustem seus projetos de máquinas à nova realidade. Em cada propriedade, embora devam ser considerados vários cenários possíveis para o arranjo de passadas e bitola das máquinas, possivelmente haverá a necessidade de substituição de máquinas ou aquisição de peças e componentes mecânicos para ajustes e adequações de bitola de máquinas adaptáveis, aparelhos GPS, antena RTK e piloto automático, devendo ser conscientizado entre produtores e profissionais a necessidade de investimentos iniciais na frota de máquinas. Em par-
ticular, neste projeto foram necessárias a troca do eixo dianteiro e a abertura do eixo traseiro de um trator; foi feito o dimensionamento da plataforma de corte da colhedora e está em estudo o alongamento do tubo de descarga da colhedora para alcançar a carreta graneleira que deve deslocar-se no rasto anterior da colhedora. Salienta-se aqui a importância da mão de obra qualificada para manipulação e substituição de componentes mecânicos das máquinas, pois no CTF é alterada a forma de utilização e operação das máquinas.
DESAFIOS COM O GPS
Dificuldade também encontrada para a implantação do CTF foi quanto ao custo de sistemas de posicionamento global (GPS) com precisão em tempo real. É fundamental que se tenha sinais precisos de GPS, seja diretamente dos fabricantes de máquinas ou via instalação de antenas corretoras de sinal em tempo real (RTK). A princípio, não são itens de difícil aquisição - na região do Distrito Federal e entorno são abundantes os representantes comerciais desses produtos e serviços. A notória dificuldade deste fator é em relação ao entendimento e à adaptação ao uso pelo corpo de colaboradores da propriedade. A comunicação de dados entre diferentes fabricantes de máquinas também é um gargalo ao CTF. Os sistemas de comunicação não são rigorosamente
Os pesquisadores Claudio, Tiago e Francisco fazem parte da equipe que conduz o experimento
padronizados entre fabricantes, especialmente softwares de mapas. Uma alternativa sugerida seria mapear previamente a área e salvar os mapas em arquivos possíveis de serem lidos por diferentes máquinas, com precisão e confiabilidade. Além disso, foi verificada a necessidade de os fabricantes adotarem um modelo padrão de comunicação entre máquinas (Isobus), é notória a falta de consenso para tal. É também necessária a melhor qualificação da mão de obra, tanto da propriedade quanto da assistência técnica. Contudo, foi verificado o interesse dos produtores, pesquisadores, técnicos e representantes de fabricantes de máquinas em desenvolver e utilizar o controle do tráfego das máquinas agrícolas nas áreas de cultivo das propriedades, a fim de otimizar o uso das máquinas e evitar a compactação do solo, com
Modelo de espaçamentos que balizam a implantação do CTF
aumento da produtividade. Os esforços para a implantação têm acontecido de forma mútua em busca de informações que esclareçam e promovam a prática do CTF no Distrito Federal e demais regiões do Brasil, na expectativa de que os dados de produtividade das referências sejam confirmados e até mesmo ampliados no Brasil. Acredita-se que os fabricantes de máquinas que possibilitarem produtos adaptáveis a diferentes bitolas e larguras de trabalho para atender demandas do CTF, tornar-se-ão potenciais fornecedores para os adeptos deste método de logística e trânsito .M dentro das lavouras. Claudio Adalberto Bento Franz, Embrapa Cerrado Tiago Pereira da Silva Correia e Francisco Faggion, FVA/UNB
Experimento está sendo desenvolvido por pesquisadores desde 2015 na Fazenda Dom Bosco, em Cristalina, Goiás
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SEMEADORAS Fotos Renata de Queiroz
Pressão no plantio
A pressão de inflação dos pneus da semeadora interfere diretamente na qualidade do plantio
A
semeadura é de fundamental importância para a formação de um estande adequado de plantas no campo. É na operação de semeadura que o arranjo espacial planejado deve ser implantado de forma adequada, possibilitando à cultura um estabelecimento adequado e o aproveitamento eficiente dos recursos naturais. Nessa etapa, as sementes devem ser dispostas no solo de forma adequada, seguindo os padrões de espaçamento entre linhas, entre plantas e de profundidade adequados para a cultura. Esses cuidados viabilizam a uniformidade da lavoura e facilitam as demais operações agrícolas, interferindo diretamente na qualidade, na produtividade e, consequentemente, nos lucros. As regulagens do conjunto mecanizado trator semeadora devem ser feitas para otimizar a operação. De maneira geral, na hora de regular uma semeadora no campo, apenas são ajustados os mecanismos dosadores, a relação de engrenagens e os mecanismos que limitam a profundidade das sementes e adubos. Essas regulagens são extreJunho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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mamente importantes e cruciais para o sucesso da operação, mas não são as únicas. Um detalhe muito importante, muitas vezes negligenciado nas operações agrícolas, é a pressão de inflação dos pneus. Na operação de semeadura, esse detalhe pode influenciar diretamente no deslizamento da roda motriz, afetando a qualidade de distribuição das sementes. Em pesquisas já realizadas, foi constatado que pressões de inflação abaixo da adequada resultaram em menor deslizamento dos rodados da semeadora e consequentemente em melhor estande inicial para as culturas (Furlani et al, 2008; Furlani et al, 2010). Levando em consideração esse detalhe importante na regulagem da semeadora, foi realizado trabalho experimental para estudar o resultado da distribuição de sementes de arroz em uma semeadora de fluxo contínuo regulada com diferentes pressões de inflação em sua roda motriz. Foram adotadas duas pressões de inflação dos rodados de uma semeadora de fluxo contínuo, 165.474 Pa e 137.895 Pa (24 psi e 20
psi), e avaliados 12 pontos amostrais para cada tratamento ao longo das linhas de semeadura, totalizando 24 pontos amostrais. Os dados foram analisados por meio de cartas de controle (Controle Estatístico de Processo CEP). Para a semeadura do arroz foi utilizado trator 4x2 TDA (tração dianteira auxiliar), de 88,26kW (120cv). Equipado com pneus diagonais, eixo dianteiro de 14.9-24 R1 e traseiro de 18.4-34 R1. O trator foi preparado para atividade média, com relação peso/potência de 55kg/cv, totalizando 6.600kg, com distribuição de 65% no eixo traseiro e 35% no eixo dianteiro, equipado com lastros sólidos e líquidos. A semeadora-adubadora utilizada foi da marca Tatu Marchesan, modelo SDA³ com 15 linhas de semeadura, discos duplos desencontrados para deposição de sementes e fertilizantes e roda compactadora em “V”. Para verificar se as diferentes pressões de inflação interferiram no processo de semeadura, foram avaliadas a patinagem dos rodados da semeadora (que seria o deslizamento da roda motriz), a profundidade de semente e as sementes por metro. O indicador de qualidade Patinagem (Figura 1) apresentou resultados satisfatórios em ambos os tratamentos, pois o mesmo não apresentou pontos fora dos limites de controle (LIC e LSC) nas cartas de valores individuais e de amplitude móvel, porém, a pressão de inflação de 20psi apresentou menor intervalo entre o limite superior e o inferior de controle, indicando maior
Figura 1 - Cartas de controle de valores individuais para o indicador de qualidade Patinagem. LSC: Limite Superior de Controle; X̅: Média; A̅M: Amplitude Móvel; LIC: Limite Inferior de Controle
uniformidade e melhor qualidade da operação em relação à pressão de 24psi. Essa menor variação também pode ser observada na carta de amplitude móvel. O indicador de qualidade Profundidade de Semente (Figura 2) também apresentou resultados satisfatórios em ambos os tratamentos, estando os pontos dentro dos limites superior e inferior de controle em ambas as pressões de inflação, porém, observa-se o contrário do resultado encontrado para a variável patinagem. Nesse caso, a profundidade de semente obteve menor intervalo dos limites superior e inferior de controle na pressão de inflação de 24psi, no entanto os pontos da pressão de inflação de 20psi estão dispostos
Figura 2 - Cartas de controle de valores individuais para o indicador de qualidade Profundidade de Sementes. LSC: Limite Superior de Controle; X̅: Média; A̅M: Amplitude Móvel; LIC: Limite Inferior de Controle
mais próximos da média que, por sinal, são menores e mais adequados para a cultura. O indicador de qualidade de sementes por metro (Figura 3) também manteve-se dentro dos limites de controle, porém apresentou melhor qualidade do processo na pressão de inflação de 20psi. Os indicadores de qualidade Patinagem, Profundidade de Sementes e Sementes por Metro não apresentaram pontos fora de controle para ambas as pressões de inflação, indicando que tanto a pressão 20psi quanto a pressão 24psi são adequadas para este tipo de operação, porém a pressão de inflação de 20psi apresentou menor variabilidade dos dados, indicando melhor
qualidade da operação. Lembrando que esses indicativos são válidos para a semeadora em questão e o mais importante desse estudo é deixar claro para o produtor rural que uma simples regulagem de pressão de inflação pode interferir na qualidade da semeadura, e que esta deve ser seguida conforme a indicação do fabricante, calibrando-se os rodados da semeadora .M sempre que for para o campo. Renata Fernandes de Queiroz, Francisca Nivanda de L. Estevam, Luan Pereira de Oliveira, Patricia Candida de Menezes, Lucas Augusto da Silva Girio e Carlos Eduardo Angeli Furlani, Unesp/FCAV Carlos Alessandro Chioderoli, CCA/UFTM
Figura 3 - Cartas de controle de valores individuais para o indicador de qualidade Quantidade de Sementes por Metro. LSC: Limite Superior de Controle; X̅: Média; A̅M: Amplitude Móvel; LIC: Limite Inferior de Controle
Avaliação da profundidade de semeadura do arroz (acima) e de sementes de arroz por metro (abaixo)
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CAPA
MF 4700 e 5700 A
As novas séries MF 4700 e MF 5700 da Massey Ferguson trazem para os tratores brasileiros um projeto global da empresa, com tecnologias disponíveis em mercados de outros países
evolução de uma das famílias de tratores mais tradicionais da marca Massey Ferguson, a MF 4200, as novas séries MF 4700 e MF 5700 foram projetadas para ampliar o rendimento e a versatilidade das atividades no campo. Disponível nas versões plataformada e cabinada, os novos modelos complementam o portfólio da marca na faixa de potência de 75 a 105 cv. Essas novas séries de tratores fazem parte de um projeto global da Massey Ferguson e trazem consigo a mesma tecnologia disponível em outros e importantes mercados para o Brasil. A família MF 4700, conta com três
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modelos: MF 4707 (75 cv), MF 4708 (85 cv) e MF 4709 (95 cv); e a MF 5700, dois modelos: MF 5709 (95 cv) e MF 5710 (105 cv). Além da potência, o destaque está na motorização, onde todos os tratores da marca Massey Ferguson agora estarão equipados com motores AGCO Power de três cilindros e com sistema de gerenciamento eletrônico da injeção de combustível. A evolução é contínua e não fica só no motor, outro grande diferencial é a transmissão syncromesch com reversão de fábrica com ótimo escalonamento
e fácil engrenamento das marchas. Aliado a isto, as duas séries têm grande capacidade de levante e alta vazão do sistema de controle remoto.
MOTOR
As séries MF 4700 e MF 5700 são equipadas com motor de três cilindros, fabricados pela AGCO Power, com po-
tência de 75 a 105 cv, com turbo e intercooler, gerenciamento eletrônico da injeção de combustível e sistema iEGR de recirculação de gases. Com isso, a Massey Ferguson além de atender a norma MAR-I de controle de emissões de poluentes, se mantém fiel na proposta de preparar a nova geração de motores para o futuro, entregando uma tecnologia de ponta na gestão dos motores e promovendo resultados diretos e reais ao parceiro do campo. Estes motores possuem itens como: modo de segurança anti-falha, controle de injeção de combustível conforme a demanda e proporcional a rotação de trabalho, ou seja, o sistema de injeção direta (common rail) oferece pressões de injeção otimizada, mesmo com baixas velocidades de motor, e ainda, alta capacidade de torque. Tudo isto gera um menor consumo de combustível, res-
Fotos Massey Ferguson
Os novos modelos trazem motores com potência de 75cv a 105cv, com turbo e intercooler, gerenciamento eletrônico da injeção e sistema iEGR de recirculação de gases
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Fotos Massey Ferguson
As duas séries oferecem modelos plataformados e também cabinados
postas mais rápidas e maior torque em baixas rotações, proporcionando maior eficiência e maior desempenho durante o trabalho. Os motores são compactos, com menor número de componentes de atrito, o que reflete em menor perda mecânica e maior eficiência. Se considerarmos a manutenção, as trocas de óleo e filtros, o motor de três cilindros utiliza menor volume de óleo lubrificante, menor número de componentes, ou seja, menor custo a longo prazo.
um ótimo escalonamento de marchas e melhor performance de trabalho, ou seja, a velocidade adequada para as mais diversas aplicações. A reversão mecânica (Mechanical Shuttle) é feita por meio de uma alavanca posicionada no painel de instrumentos do trator, onde após acionar o pedal da embreagem, pode-se fazer a inversão de movimento.
O reversor elétrico-hidráulico (Power Shuttle) utiliza o mesmo princípio dos tratores Dyna-4, Dyna-6 e Dyna-VT. Para reverter o movimento do trator, basta levantar a alavanca e mudar da posição frente para trás e vice-versa, além da função neutro. Ainda há a possibilidade de se ajustar a sensibilidade da arrancada à frente ou à ré por meio de um potenciômetro que está próximo à alavanca de reversão. Nesta versão também pode-se acionar a embreagem através de um botão na manopla da troca de marchas, ou seja, quando o operador for trocar de marcha, basta apertar o botão e selecionar a marcha desejada, sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem, possibilitando maior conforto e reduzindo a fadiga do operador. Para os produtores rurais que necessitam de velocidades extremamente baixas para realizar algumas operações, nas duas séries é possível configurar os tratores com um super-redutor (creeper), ampliando o range de velocidades de 8x8 para 16x16 e 12x12 para 24x24, permitindo que a velocidade de deslocamento do trator esteja adequada para a operação.
SISTEMA HIDRÁULICO
Um sistema hidráulico simples
TRANSMISSÃO
Outro diferencial das novas séries é a transmissão syncromesch, disponível para a série MF 4700 nas opções 8x8 com reversão mecânica, ou 12x12, com opção de reversão mecânica ou eletro-hidráulica. A nova transmissão é mais moderna e possui ótima relação custo-benefício. Para a série MF 5700, temos uma transmissão de 12 velocidades à frente e 12 à ré, sendo as marchas sincronizadas e com reversão do movimento (mecânica ou eletro-hidráulica). Dentro do range de velocidades úteis (4km/h a 12km/h) há seis marchas disponíveis. Isso se traduz em Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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A série MF 4700 vem com transmissão syncromesch, disponível nas opções 8x8 com reversão mecânica, ou 12x12
descida do hidráulico. As séries MF 4700 e MF 5700 vêm com levante de três pontos de série. Todos possuem as funções de subida, descida e cópia de solo. Além disso, em algumas versões estão disponíveis funções extra como: controle de subida e descida máxima, velocidade de subida e descida, e função suspensão, que proporciona maior conforto ao transportar um implemento. Em ambas as séries, MF 4700 e MF 5700, o controle de subida e descida do sistema hidráulico dos três pontos é eletrônico, o que garante maior precisão da posição dos implementos durante as operações.
TOMADA DE POTÊNCIA
A série MF 5700 vem com uma transmissão de 12 velocidades à frente e 12 à ré, com reversor de sentido
de centro aberto, acionado por duas bombas de engrenagem, onde a bomba de 27 L/min fornece todos os serviços internos. As bombas de 65 L/min (MF 4700) ou de 58 L/min (MF 5700 e MF 6700) permitem que o engate eletronicamente controlado levante, respectivamente, 3.000 kg e 4.300 kg. No MF 5700, o fluxo de óleo de 98 L/min é alcançado através do simples apertar de um botão, onde um fluxo maior de óleo fica disponível para atender as mais diversas aplicações. Duas válvulas de controle remoto como padrão; e terceira válvula opcional.
do levante de três pontos. Esse sistema proporciona um controle preciso e respostas rápidas aos comandos do operador, pois “entende” o comando intuitivo do operador na demanda de mais ou menos velocidade de subida e
Todos os modelos são equipados com um eixo de TDP de seis estrias, que pode fornecer velocidades de 540 e 540E rpm, dependendo do modelo do trator e da versão. As versões básicas de todas as séries MF 4700 e MF 5700 são equipadas com TDP de 540rpm. O controle é feito através de uma embreagem moderna e independente, que
LEVANTE HIDRÁULICO
Os três pontos traseiros foram otimizados e pensados especificamente para estas novas três séries da Massey Ferguson. Com a maior capacidade de levante, os tratores MF 4700 apresentam uma capacidade de 3.000kg e os tratores MF 5700 4.300kg, adequadas à qualquer necessidade de levante para um implemento nestes ranges de potência. Ainda, além de oferecer as maiores capacidades de levante da categoria, a Massey Ferguson traz ao Brasil, como opcional, o controle eletrônico (ELC) Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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Fotos Massey Ferguson
Todos os modelos são equipados com um eixo de TDP de seis estrias, que pode fornecer velocidades de 540 e 540E rpm
é acionada eletro-hidraulicamente, o que facilita o acionamento e protege a transmissão ao elevar a propulsão gradualmente. Este sistema de controle une a máxima confiabilidade à facilidade de uso e é controlado com simplicidade através de um botão na estação de operação (plataforma ou cabine). O controle eletrônico regula a taxa de acionamento para mais confiabilidade- mais suave, regulada e ajustada para uma taxa de acionamento ideal, capaz de entregar um acionamento confiável da TDP, independentemente da velocidade do motor ou do tamanho do implemento.
AMBIENTE DO OPERADOR
Os tratores das séries MF 4700 e MF 5700, apresentam-se em duas versões: plataformado e cabinado. A versão com plataforma foi projetada desde o princípio com ênfase no conforto e na facilidade de uso. Corrimões, montados ao lado de fora da estação do operador e degraus montados na máquina, oferecem fácil acesso, enquanto um túnel de transmissão baixo cria uma plataforma espaçosa. Uma vez sentado, o operador encontra os controles manuais em posições ergonômicas, deixando-o confortável
As novas cabines têm visibilidade de 360º, que garante mais conforto e segurança no trabalho do operador
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para operar e confiante ao longo da jornada de muitas horas de trabalho no trator. As versões com cabine estabelecem um novo padrão em relação à ergonomia do operador. Como destaques da nova cabine, a visibilidade 360º, inigualável para o máximo conforto e segurança no trabalho. A cabine está mais larga e garante mais espaço interno com melhor posicionamento dos comandos, todos ao alcance dos dedos, permitindo operações precisas e fáceis. O painel de instrumentos é de fácil
Série MF 4700 Potência (cv) Torque (N.m) Transmissão Reversão Capacidade de levante (kgf) Vazão controle remoto (L/min)
MF 4707 75 312
Série MF 5700
MF 4708 MF 4708 85 85 347 347 8x8* ou 12x12 Mecânica* ou eletro-hidráulica 3000 65
visualização e identificação através de luzes e símbolos indicadores. Além das informações que o operador está acostumado a encontrar nas máquinas atuais do mercado, os tratores
Potência (cv) Torque (N.m) Transmissão Reversão Capacidade de levante (kgf) Vazão controle remoto (L/min)
da série MF 4700, disponibilizam outros itens, como a mensuração digital da velocidade de deslocamento do trator. Já na série MF 5700, além da velocidade de deslocamento, há
MF 5709 95 410
MF 5710 105 417
12 x12 Mecânica ou eletro-hidráulica 4300 57/98
informações do consumo instantâneo de combustível, do consumo total e da área trabalhada. O acionamento da tração dianteira auxiliar e do bloqueio .M é eletro-hidráulico.
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MECANIZAÇÃO
Solo prejudicado S
O preparo convencional do solo pode trazer diversas mudanças na sua estrutura, evidenciando a compactação, que em condições intensas debilita o crescimento radicular das plantas
erá que as plantas gostam de compactação? Sim, a planta gosta de compactação, mas em condições amenas e não do excesso, pois assim as raízes irão apresentar maior contato com o solo, proporcionando maior eficiência na absorção de quantidades adequadas de água e nutrientes. Porém, se houver excesso de compactação, acarretará em problemas no desenvolvimento radicular e, consequentemente, na absorção de água e nutrientes. Então é preciso conhecer o fenômeno de compactação do solo e entender as suas causas e consequências. O efeito de compactação do solo é o resultado de uma aglomeração de argila em determinada porção do solo, resultando em uma camada menos permeável. Sendo assim, este efeito pode ser um processo agravador para menor produção das culturas e de problemas associados às qualidades físicas do solo, como, por exemplo, a infiltração e retenção de água, aeração e macroporosidade, densidade do solo, resistência à penetração de raízes, além de provocar menor disponibilidade de nutrientes às plantas, o que gera restrição do crescimento radicular. A
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resistência à penetração do solo aumenta com a compactação, mas também é altamente dependente da umidade em que o solo se encontra. O aumento da densidade do solo pode ser causado por fatores naturais do solo, e quando isso ocorre, dá-se o nome de adensamento, que é a migração de um acumulado de argila das camadas superficiais para o subsolo, causando redução da permeabilidade do local, isso ocorre em argissolos, por exemplo. Mas a compactação em si é causada por fatores externos, com a formação de ilhas de compactação, resultando em camadas menos permeáveis, devido ao tráfego de máquinas e implementos e à passagem de animais etc. Assim, o preparo do solo influi diretamente para a formação de áreas compactadas no solo. Segundo Santiago & Rossetto (2007), o preparo convencional do solo consiste no revolvimento de camadas superficiais para reduzir a compactação na camada mobilizada, incorporar
corretivos e fertilizantes, aumentar os espaços porosos e, consequentemente, elevar a permeabilidade e o armazenamento de ar e água no solo. A compactação pode ser determinada por métodos diferentes de avaliação, como, por exemplo: a) Visuais: observa-se se a área apresenta encharcamento, plantas subdesenvolvidas, raízes malformadas etc; b) Densidade do solo: são coletadas amostras indeformadas de solo, analisando-se também o seu percentual de macroporos; c) Resistência Mecânica do Solo à Penetração (RMSP): realizada com a utilização de penetrômetros, avaliando-se a resistência que o solo oferece à sua penetração no solo; d) Outros, como abertura de trincheiras para analisar o perfil do solo etc. A avaliação da RMSP é um método bastante utilizado, e apresenta boa correlação na avaliação da compactação do solo. É um processo que apresenta maior agilidade na amostragem, em que os resultados
são obtidos em menor tempo, além de o trabalho ser menos fadigante e mais confortável para o operador. Desta forma, com a avaliação da Resistência Mecânica do Solo à Penetração, juntamente com a umidade correspondente à camada do solo estudada, é possível analisar os impactos da compactação e se ela interfere no desenvolvimento e potencial produtivo da cultura. Portanto, este trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de três equipamentos de preparo convencional do solo na resistência mecânica do solo à penetração e na produção de matéria verde e seca de milho para silagem. O preparo periódico do solo foi realizado com a utilização de: 1) arado de disco, seguido de duas gradagens para destorroamento e nivelamento; 2) grade aradora intermediária, também seguida de duas gradagens para destorroamento e nivelamento; e 3) enxada rotativa. Foram avaliados, em condições de campo, os efeitos na resistência mecânica do solo à penetração (RMSP) e
sua relação com a compactação do solo. O estudo foi conduzido em área experimental, no município de Rio Paranaíba (MG), que possui média de 1.100 metros de altitude. O solo da região é classificado como latossolo vermelho – amarelo distrófico, com textura argilosa, com 42% de argila, em relevo plano, sendo manejado com os mesmos sistemas de preparo de solo desde o ano 2014 para a produção de grãos.
NO CAMPO
Após ser feito o preparo do solo, foi instalada a cultura do milho para
silagem, com o híbrido MG 744 Morgan. O modelo estatístico utilizado foi o delineamento inteiramente casualizado (DIC) com três tratamentos e quatro repetições, sendo os tratamentos de preparo primário de solo: arado de discos, grade destorroadora intermediária off set e enxada rotativa; resultando, assim, um total de 12 unidades experimentais, cada uma com dimensão de 10m x 10m (100m²). Entre elas estão presentes carreadores, de mesma dimensão das parcelas, designados ao tráfego do maquinário, manobras e regulagens do equipamento. Para o preparo do solo utilizou-se o arado de discos, marca Baldan, modelo AF-3, com três discos e profundidade de trabalho igual a 20cm; grade destorroadora intermediária, off set, marca Köhler modelo GAC300 equipada com 14 discos e profundidade de ação de 15cm; enxada rotativa, marca MEC-RUL, modelo ERP 200 B, equipada com oito flanges e 48 lâminas e profundidade de ação de 10cm. Em todas as operações de preparo de solo, os equipamentos foram acoplados ao trator New Holand TL85E, a 2.000rpm, terceira reduzida e velocidade média de 5km/h. Para determinar a resistência mecânica do solo à penetração (RMSP), utilizou-se o penetrômetro de impacto, modelo IAA/Planalsucar-Stolf, e para efetuar a coleta de solo para avaliação
Fotos Letícia Almeida
Charles Echer
Realização da regulagem da grade destorroadora intermediária off set e área experimental, as setas vermelhas indicam os carreadores e as azuis apontam as parcelas onde foram feitas as avaliações
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Tabela 1 – Desdobramento da interação dos sistemas de preparo de solo para resistência mecânica do solo à penetração (RMSP) e umidade Profundidades (m) 0,0 - 0,1 0,1 - 0,2 0,2 - 0,3 0,3 - 0,4 0,4 - 0,5 0,5 - 0,6 CV (%) --- m --0,0 - 0,1 0,1 - 0,2 0,2 - 0,3 0,3 - 0,4 0,4 - 0,5 0,5 - 0,6 CV (%)
Arado de Discos 1,28 bC 2,13 bB 2,92 aA 2,18 aB 1,96 aB 1,50 abC 18,4 35,3 abA 35,1 aAB 33,1 aC 33,3 aC 34,3 aB 35,0 aAB 2,3
Grade Destorroadora Enxada Rotativa --- RMSP (MPa) --1,84 aBC 1,45 abD 2,63 aA 2,58 abA 2,75 aA 2,80 aA 2,07 aB 2,35 aAB 1,84 aBC 1,96 aBC 1,33 bC 1,67 aCD 20,8 18,9 --- Umidade (%) --34,8 bA 36,4 aA 34,1 aAB 35,3 aAB 32,6 aB 32,4 aD 33,3 aAB 32,9 aCD 33,9 aAB 34,3 aBC 34,9 aA 34,6 aBC 4,1 4,3
CV (%) 31,5 20,2 17,6 15,0 10,2 21,2
3,8 3,8 4,4 3,7 2,6 3,6
Legenda: as médias seguidas de letras iguais minúsculas na mesma linha e maiúsculas na mesma coluna não diferem entre si pelo teste Tukey a 5% de probabilidade.
da umidade, utilizou-se o trado holandês. Para a avaliação da RMSP, foram escolhidos três pontos aleatórios em cada unidade experimental e esta seleção foi feita ao longo do perfil do solo nestes pontos desde a camada 0cm – 10cm até a camada 50cm – 60cm, sendo os impactos registrados a cada 10cm. Para a avaliação da umidade do solo, foram coletadas amostras deformadas, nas mesmas camadas, junto aos pontos escolhidos aleatoriamente para a avaliação da RMSP. As duas avaliações foram efetuadas 90 dias após a semeadura do milho, tomando-se cuidado para efetuar a coleta da umidade em sequência à coleta dos dados do penetrômetro em
cada parcela, para que não ocorresse alteração da umidade no local. Os dados coletados com o penetrômetro de impacto fornecidos em “impactos/dm” foram transformados em MPa (Stolf, 1990). Os dados obtidos foram tabulados e submetidos à análise de variância e quando significativo, foi aplicado o teste Tukey, a 5% de probabilidade, para a comparação das médias de resistência à penetração do solo. O parâmetro utilizado neste estudo para avaliar a compactação do solo foi a resistência mecânica do solo à penetração (RMSP). Nas camadas 0cm - 10cm e 10cm – 20cm verificou-se maior valor de resistência à penetração para a grade
Enxada rotativa equipada com oito flanges e 48 lâminas e profundidade de ação de 0,10m
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Tabela 2 - Matéria verde (MV) e matéria seca (MS) do milho em Kg/ha sobre o efeito dos diferentes tratamentos para preparo convencional do solo Sistemas de Preparo Arado Grade Enxada CV (%)
MV
MS
Kg/ha 39.473,25 a 35.081,32 a 49.365,50 a 42.251,72 a 48.138,00 a 43.181,34 a 18,7 19,9
destorroadora intermediária em comparação com o arado de discos (Tabela 1), em que os valores correspondentes para umidade foram estatisticamente iguais para estes dois equipamentos, podendo, assim, afirmar que a grade destorroadora intermediária proporcionou maior efeito de compactação, fator esse explicado pelas regulagens de profundidade definidas de seus órgãos ativos. Essa diferença encontrada pode ser resultado da regulagem dos equipamentos, sendo que o arado de discos trabalha em maior profundidade, revolvendo mais o solo e ocasionando menor valor de RMSP nestas camadas. A enxada rotativa e a grade destorroadora intermediária, por apresentarem os órgãos ativos fixados em um mesmo eixo, têm maior dificuldade para a penetração no solo, o que não acontece com o arado devido a este equipamento ter cada um dos elementos ativos ligado separadamente ao chassi por uma coluna. Assim, os solos preparados por estes equipamentos podem gerar maior valor de RMSP nas camadas superficiais e subsuperficiais. Entretanto, os valores encontrados na camada superficial 0cm – 10cm estão situados abaixo do valor de 2,5MPa. Este menor valor de resistência na camada superficial do solo é relacionado pelo fato desta camada sofrer revolvimento, destorroamento e nivelamento, proporcionados pelos equipamentos utilizados no preparo periódico do solo, assim resultando em aumento da aeração do solo (macroporosidade). Nota-se que, com o aumento da profundidade, ocorreu uma sensível redução da RMSP, o que pode ser justi-
Fotos Letícia Almeida
Penetrômetro de impacto IAA/Planalsucar-Stolf
ficado pelo pequeno efeito dos órgãos ativos dos equipamentos utilizados para as camadas mais profundas do solo, ou seja, é resultado de um efeito diluído da carga dos equipamentos agrícolas quando observados em maiores profundidades, conforme também observado nos trabalhos de Gamero e Benez, 1990, e Silva, 2015. Pode-se observar para a grade e a enxada rotativa, que houve aumento da RMSP a partir 10cm, enquanto que para o arado de discos o aumento ocorreu a partir 20cm, caracterizado pela formação de uma “soleira”, em função das profundidades de regulagem definidas. Para a umidade, apenas a camada 0cm – 10cm apresentou diferença estatística significativa para os equipamentos utilizados. Nesta camada, a grade destorroadora intermediária proporcionou menor valor para umidade em comparação à enxada rotativa. Pelos dados apresentados na Tabela 2, onde se pode observar a produtividade em relação à matéria verde e à matéria seca, o produtor pode optar por qualquer um dos equipamentos, baseado nos resultados estatísticos e não nos valores absolutos, uma vez que o CV foi próximo de 20%, porém considerado normal para esse tipo de avaliação realizada em campo. A grade e a enxada rotativa, quando comparadas com o preparo de solo com o arado, proporcionaram maior resis-
Ponteira do penetrômetro de impacto (esquerda) e operação de sua retirada do solo após realizar a avaliação de RMSP (direita)
tência à penetração nas camadas mais superficiais, sem sofrerem influência da umidade do solo (Tabela 1). Entretanto, esse aumento na resistência não afetou a produtividade na silagem do milho (Tabela 2). Assim, a grade destorroadora poderia ser recomendada como forma de preparo periódico, desde que não tenha problemas de erosão na área cultivada, para relevo plano, em função de proporcionar melhor capacidade operacional e consequentemente menor custo na adequação do solo para semeadura (Silva, 2015). Possivelmente, a grade seria preferível por ter maior largura útil e ser mais usual se comparada à enxada rotativa. Em vista dos dados apresentados neste estudo, pode-se concluir que existe uma relação inversa entre RMSP e umidade do solo. Abaixo da camada
mobilizada, ocorreu aumento da RMSP em função das diferentes profundidades de regulagens dos equipamentos, sendo esta mais superficial para a grade e a enxada rotativa. Independentemente do equipamento utilizado ocorreu redução da RMSP nas maiores profundidades, em função da diluição dos seus efeitos nessas camadas. Os equipamentos utilizados no preparo do solo influenciaram na resistência mecânica do solo à penetração, porém não influenciaram na produtividade do .M milho para silagem. Letícia Almeida, Luiz Fernando Costa R. Silva, Alberto Carvalho Filho, Renato Adriane Alves Ruas, Pedro Ivo Vieira Good God, Liliane Evangelista Visôtto, Universidade Federal de Viçosa
Retirada do solo excedente nas laterais, parte superior e parte inferior do trado para obter a amostra que será avaliada
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SEMEADORAS
Dose certa
John Deere
Avaliação de mecanismos dosadores de fertilizantes mostra o comportamento de cada modelo operando em diferentes velocidades
A
s semeadoras disponíveis no mercado possuem mecanismos dosadores de diversos tipos, sendo os mais comuns aqueles do tipo helicoidal, o qual é composto por um helicoide, podendo este ser inserido em diversos tipos de carcaça. A rotação deste eixo com rosca faz com que o produto seja conduzido do reservatório até o solo, através do mecanismo dosador e dos tubos condutores. Estes mecanismos são capazes de distribuir uma taxa fixa ou variável de fertilizantes de maneira uniforme, independentemente das condições de trabalho. O ajuste na taxa de dosagem de mecanismos dosadores ocorre através do passo dos helicoides e da rotação dos eixos, que pode ser alterada pelo uso de diferentes engrenagens. Contudo, são poucos os trabalhos relacionados à avaliação de mecanismos dosadores em semeadoras-adubadoras em condições de campo. Por conta da falta de conhecimento do desempenho dos mecanismos Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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dosadores helicoidais presentes em semeadoras-adubadoras, pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso realizaram trabalho com o objetivo de avaliar o desempenho dos mecanismos dosadores helicoidais por gravidade e com transbordo, fazendo uma relação do desempenho quando alteradas as condições de taxa de aplicação e a velocidade. Os estudos relacionados aos mecanismos dosadores foram realizados em uma propriedade rural localizada no município de Feliz Natal (MT).
EQUIPAMENTOS COMPARADOS
Os equipamentos para os ensaios foram compostos por uma semeadora modelo Sol Tower Plantio Direto da marca Semeato, que no ensaio é representada pela sigla S1. Ela possui 11 linhas de semeadura do tipo pantográfica e espaçamento de 0,5m entre linhas, mecanismo de corte de palha de disco simples e liso e abertura dos sulcos pelo mecanismo sulcador de
disco duplo desencontrado. Possui mecanismo dosador de fertilizante do tipo helicoidal por gravidade, contendo helicoides de passo de uma polegada, reservatório de fertilizantes com capacidade de até 2.000kg. A semeadora foi tracionada por um trator John Deere 6110J, 4x2 TDA e 110cv de potência máxima. O ensaio foi realizado com meia carga de fertilizantes, distribuída uniformemente dentro do reservatório. O outro equipamento utilizado foi a semeadora da marca John Deere, modelo da série 2100, que será representada pela sigla S2, a mesma era formada por um tandem, totalizando 20 linhas de semeadura do tipo pantográfica com espaçamento de 0,5m, utilizando no ensaio apenas uma semeadora com dez linhas. Com mecanismo de corte de palha de disco simples e liso e mecanismos sulcadores do tipo discos desencontrados. Esta semeadora possui o mecanismo dosador denominado pelo fabricante como ProMeter, que consiste no
Fotos Divulgação
Tabela 1 - Síntese da análise de variância e teste de médias. Em cada coluna, para cada fator, médias seguidas de mesma letra minúscula não diferem pelo teste TUKEY, a 5% de probabilidade, e média desacompanhada de letra implica em interação entre os fatores Fatores Semeadora S1 S2 Velocidade V1 V2 V3 V4 Taxa T1 T2 Teste F S V T SxV SxT VxT SxVxT CV%
CV (%) 10,72 a 5,63 b 8,65 a 8,33 a 7,90 a 7,80 a 7,86 a 8,49 a 105,77* 0,65ns 1,64ns 0,75ns 0,16ns 0,02ns 1,10ns 24,2
* - Significativo (p< 0,05); CV – Coeficiente de variação; ns – Não significativo.
mecanismo dosador helicoidal com transbordo lateral, sendo que todas as unidades (linhas) possuíam helicoide de passo de uma polegada. O reservatório desta semeadora possui capacidade de aproximadamente 2.800kg. Para tal semeadora foi utilizado o trator John Deere 7225 com 225cv. A menor taxa de aplicação de fertilizantes requerida inicialmente
Mecanismo dosador helicoidal com mecanismo com comporta lateral (esquerda) e mecanismo dosador helicoidal por gravidade (direita)
era de 250kg/ha e a maior taxa, de 400kg/ha. Porém, a semeadora S1 possuía regulagem mais próxima de 256kg/ha e a semeadora S2 possuía regulagem mais próxima de 242kg/ ha. Já para aplicação máxima, a semeadora S1 possuía regulagem mais próxima de 427kg/ha e a semeadora S2, de 376kg/ha.
AVALIAÇÕES
Os tratamentos foram nomeados da seguinte forma: dois mecanismos dosadores representados pelas semeadoras S1 e S2; duas taxas de aplicação de fertilizantes denominadas T1 e T2 (250kg/ha e 400kg/ha) e quatro valores de velocidade que são V1, V2, V3 e V4 (5,2km/h, 6,5km/h, 8,2km/h e 9,5km/h). Cada tratamento foi executado em parcelas com 20m de comprimento e largura determinada pelo implemento. Antes do preparo para a coleta das amostras, o operador do trator acionava a semeadora de modo que a mesma aplicava fertilizante ao
Figura 1 - Perfil de aplicação da semeadora S1 para a taxa de aplicação T1
solo, visando a estabilização de fluxo do fertilizante em todas as unidades de semeadura. Para os ensaios, as amostras foram coletadas em sacos plásticos fixados no tubo condutor dos mecanismos dosadores identificados com a respectiva linha de semeadura da máquina e o mecanismo dosador. As variáveis comparadas foram submetidas a teste de médias. O fertilizante usado apresentou densidade 1,09g cm-3, teor de água de 1,30% e ângulo de repouso de 30,4°. Perfil de distribuição Mecanismo dosador helicoidal por gravidade
Avaliando as linhas de semeadura é notável que as unidades de semeadura 2 a 4 apresentaram dosagem superior em todas as velocidades ensaiadas. Já as unidades de semeadura de 5 a 11 apresentaram subdosagem em todas as velocidades (Figura 1), apresentando tendência de dosagem
Figura 2 - Perfil de aplicação da semeadora S1 para a taxa de aplicação T2
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Figura 3 - Perfil de aplicação da semeadora S2 na taxa de aplicação T1
transversal nos diferentes lados da semeadora. Houve uma maior disparidade entre a taxa T2 de dosagem tabelada e a aferida, quando comparado à taxa T1 (Figura 2).
Fotos Thiago Martins Machado
Perfil de distribuição Mecanismo dosador helicoidal por transbordo
A semeadora S2 na taxa de dosagem T1 é representada pela Figura 3, onde é possível notar a grande disparidade entre dosagem tabelada e aferida na taxa T1. A desuniformidade no perfil de aplicação da semeadora S2 é notável, a unidade de semeadura 2 extrapolou as dosagens em todas as velocidades, com comportamento semelhante às unidades 8 e 9, que apresentaram valores de superdose, porém em menor proporção quando comparado à unidade de semeadura 2. O comportamento das unidades
Semeadora Sol Tower da marca Semeato
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Figura 4 - Perfil de aplicação da semeadora S2 na taxa de dosagem T2
de semeadura foi igual em todas as quatro velocidades. Nota-se que a taxa de dosagem tabelada foi exatamente a mesma que a aferida. O comportamento das unidades de semeadura seguiu um perfil em ambas as taxas de dosagens ensaiadas, havendo pouca variação entre as velocidades à qual a semeadora foi submetida. como exemplifica a Figura 4. Comparação entre os mecanismos dosadores
Na comparação entre os mecanismos dosadores, o mecanismo dosador helicoidal por gravidade teve desempenho significativamente inferior quando comparado ao mecanismo dosador helicoidal por transbordo (Tabela 1). O mecanismo dosador helicoidal por transbordo no ensaio demons-
trado pela semeadora S2 demonstrou ser mais preciso que o mecanismo dosador por gravidade da semeadora S1. Os mecanismos dosadores avaliados apresentaram regularidade de distribuição dentro do recomendado. O aumento da velocidade de deslocamento não causou alteração significativa no desempenho dos mecanismos dosadores, apenas na semeadora (S1) com mecanismo dosador por gravidade na velocidade mais elevada a dosagem média obtida neste tratamento diferenciou-se das demais. A taxa de aplicação não apresentou diferença significativa durante a avaliação das semeadoras. .M Thiago Martins Machado, Gustavo Reinehr Faganello, Gabriel Benhossi, Wagner Zy Ferrari e Estêvão Querino de Souza, UFMT – Campus Sinop (MT)
Semeadora da marca John Deere modelo da série 2100
SEMEADORAS
Desempenho em conjunto
Semeato
O desenvolvimento de uma cultura começa com a deposição das sementes no solo, sua germinação e emergência das plântulas. Assim, o processo de semeadura tem que fornecer condições ótimas para o seu desenvolvimento, levando em consideração todos os parâmetros que podem variar de acordo com o conjunto trator-semeadora e de suas regulagens específicas
N
a operação de semeadura mecanizada, o desempenho operacional está, geralmente, relacionado ao conjunto trator-semeadora, podendo sofrer alterações operacionais em função de diferentes fatores como a velocidade real de deslocamento e o processo de preparo do solo, interferindo em parâmetros que podem variar em função da configuração do conjunto trator-semeadora e de suas regulagens específicas. O parâmetro mais importante para aperfeiçoar o processo de semeadura é a capacidade efetiva e operacional de campo, com possível redução do número de conjuntos mecanizados em função da maior área trabalhada em mesmo período de tempo de operação no campo. Para isso, são necessários estudos sobre o assunto, com respostas sobre a eficiência no uso dos equipamentos e de insumos de maneira concomitante ao crescimento sustentável da atividade agrícola. A capacidade de campo efetiva e
operacional está diretamente relacionada com a velocidade de deslocamento do conjunto mecanizado, interferindo diretamente e indiretamente no consumo de combustível, no patinamento dos rodados, na força de tração e na potência disponível na barra de tração do trator, contribuindo, assim, para a baixa capacidade de campo. Um dos aspectos de grande relevância durante a semeadura, mas que é dada pouca atenção, é o tipo de preparo do solo. A condição de preparo do solo com pouca consolidação pode contribuir para o aumento do patinamento e a baixa velocidade, reduzindo a capacidade operacional do conjunto mecanizado. O uso de escarificador, quando comparado com o uso de arado mais grade, pode apresentar capacidade de campo efetiva e operacional inferior, necessitando de maiores cuidados para obtenção de uma eficiência favorável. Com o objetivo de avaliar a capacidade de campo efetiva e operacional do conjunto trator-semeadora em função do prepa-
ro do solo e do escalonamento de marchas, foi realizado um experimento de campo, utilizando uma semeadora-adubadora da marca Tatu Marchesan, modelo SDA³ de fluxo contínuo de 15 linhas, com espaçamento de 0,158m, acionada por um trator 4x2 TDA (tração dianteira auxiliar) de 88,26kW (120cv) com tração dianteira auxiliar ligada. Os ensaios foram realizados numa área experimental pertencente ao Departamento de Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará (UFC), localizado no Campus do Pici, Fortaleza (CE). A fim de alcançar o objetivo, o delineamento experimental foi em blocos casualizados, em arranjo fatorial 2x3 com quatro repetições, totalizando 24 tratamentos. Os tratamentos foram constituídos por dois preparos de solo (preparo com arado + grade e escarificador) e três escalonamentos de marchas (L3T - terceira marcha reduzida com o sistema multitorque acionado na posição tartaruga; L3C - terceira marcha reduzida com o sistema multiJunho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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Gráfico 1 - Valores médios de velocidade (V) para os preparos do solo com arado mais grade (AG) e escarificador (E)
Gráfico 2 - Valores médios de velocidade (V) para os escalonamentos de marchas utilizadas na operação de semeadura
Médias seguidas de mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey (5%). * - significativo; ns - não significativo. P1 - preparo: arado mais grade; P2 - preparo: escarificador. DMS - diferença mínima significativa. CV coeficiente de variação.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (5%). * - significativo; ns - não significativo. L3T - terceira marcha reduzida, posição tartaruga; L3C - terceira marcha reduzida, posição coelho; L4C - quarta marcha reduzida, posição coelho. DMS - diferença mínima significativa. CV - coeficiente de variação.
torque acionado na posição coelho, e L4C - quarta marcha reduzida com o sistema multitorque acionado na posição coelho), com rotação do motor de 2.000rpm. Cada parcela possuía 4,15m de largura com 15m de comprimento. Para o preparo do solo utilizaram-se arado de disco fixo montado, grade leve de arrasto da marca Marchesan, modelo GN, Off-set e escarificador da marca Marchesan, modelo AST/ Matic 450. Os parâmetros avaliados foram: velocidade de deslocamento em km/h (V), capacidade de campo efetiva em ha/h (Cce) e capacidade de campo operacional em ha/h (Cco). A velocidade de deslocamento foi determinada pelo tempo, cronometrado por meio de cronômetro digital, acionado e desligado de acordo com a passagem do rodado dianteiro do trator lateralmente às
estar associado à maior consolidação do solo preparado convencionalmente, permitindo que o trator desenvolva maiores velocidades devido ao contato mais eficiente do pneu com o solo. A marcha L4C (7,63km/h) proporcionou a maior velocidade, enquanto que a marcha 3LT (4,56km/h) apresentou a menor velocidade, situação já esperada, tendo em vista que quanto maior a marcha de trabalho, maiores os valores médios de velocidade de deslocamento (Gráfico 2). Estes valores também podem estar atribuídos à relação de transmissão, que para os maiores escalonamentos de marchas permite o desenvolvimento de maiores velocidades, independentemente do sistema de preparo ao qual o solo foi submetido. A capacidade de campo efetiva (Cce)
Gráfico 3 - Valores médios de capacidade de campo efetiva (Cce) para os preparos do solo com arado mais grade (AG) e escarificador (E)
Gráfico 4 - Valores médios de capacidade de campo efetiva (Cce) para os escalonamentos de marchas utilizadas na operação de semeadura
Médias seguidas de mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey (5%). * - significativo; ns - não significativo. P1 - preparo com arado mais grade; P2 - preparo com escarificador. DMS - diferença mínima significativa. CV - coeficiente de variação.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (5%). * - significativo; ns - não significativo. L3T - terceira marcha reduzida, posição tartaruga; L3C - terceira marcha reduzida, posição coelho; L4C - quarta marcha reduzida, posição coelho. DMS - diferença mínima significativa. CV - coeficiente de variação.
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estacas que delimitavam o comprimento das parcelas. A capacidade de campo efetiva foi obtida em função da largura de trabalho da semeadora-adubadora e da velocidade de deslocamento, e a capacidade de campo operacional obteve-se em função da largura de trabalho da semeadora-adubadora, velocidade de deslocamento em km/h e eficiência de operação da semeadora-adubadora, que é de 75%, segundo Asae (1997). Os resultados obtidos para a velocidade de deslocamento mostraram que os valores médios foram significativos em relação ao tratamento preparado do solo e escalonamento das marchas (Gráfico 1), com maior velocidade desenvolvida no solo preparado com arado mais grade (6,09km/h) e menores para o solo escarificado (5,84km/h). Esse resultado pode
Gráfico 5 - Valores médios de capacidade de campo operacional (Cco) para os preparos do solo com arado mais grade (AG) e escarificador (E)
Gráfico 6 - Valores médios de capacidade de campo operacional para os escalonamentos de marchas utilizadas na operação de semeadura
Médias seguidas de mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey (5%). * - significativo; ns - não significativo. P1 - preparo com arado mais grade; P2 - preparo com escarificador. DMS - diferença mínima significativa. CV - coeficiente de variação.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (5%). * - significativo; ns - não significativo. L3T - terceira marcha reduzida, posição tartaruga; L3C - terceira marcha reduzida, posição coelho; L4C - quarta marcha reduzida, posição coelho. DMS - diferença mínima significativa. CV - coeficiente de variação.
apresentou resultados significativos para o preparo do solo (Gráfico 3). O solo preparado com arado mais grade obteve melhor desempenho para estas variáveis, devido principalmente à maior velocidade desenvolvida neste tipo de preparo que proporcionou uma melhor condição superficial com menor deslizamento dos rodados, permitindo realizar a semeadura em espaço menor de tempo numa mesma área. Para o escalonamento das marchas, a capacidade de campo efetiva (Cce) apresentou valores médios com diferença significativa, verificando-se aumento de capacidade de campo com o aumento da velocidade (Gráfico 4). O maior valor médio de capacidade operacional efetiva foi de 1,7ha/h na quarta marcha reduzida, posição coelho (L4C). Estes resultados mostram a necessidade de uma atenção maior por parte dos produtores, porque dependendo do tipo de preparo a semeadura poderá não ser realizada dentro do tempo estabelecido. Para os preparo do solo, a capacidade de campo operacional (Cco) apresentou resultados significativos (Gráfico 5). O solo preparado com o uso do arado mais grade foi o que apresentou melhor desempenho operacional, devido principalmente à maior velocidade desenvolvida neste tipo de preparo propiciar uma melhor condição superficial que se encontrava mais consolidada, permitindo realizar a semeadura em espaço menor de tempo em áreas equivalentes.
Para capacidade de campo operacional (Cco), o escalonamento das marchas apresentou valores médios com diferença significativa (Gráfico 6), podendo ser verificado aumento de capacidade de campo com o aumento da velocidade propiciada pelo escalonamento das marchas. O maior valor médio encontrado para capacidade de campo operacional foi de 1,5ha/h na quarta marcha reduzida, posição coelho (L4C), já o menor valor foi obtido na terceira marcha reduzida, posição tartaruga (L3T). Por meio da análise de correlação entre a velocidade real de deslocamento e a capacidade de campo efetiva e operacional (Gráfico 7) para os dois tipos de preparo do solo, também foi possível verificar aumento da capacidade de campo efetiva e operacional diretamente proporcional ao aumento da veloci-
dade. Com base nesta informação, e que de acordo com o tipo de preparo do solo pode haver redução nestes parâmetros, o produtor pode se antecipar e realizar a semeadura dentro do tempo previsto.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O preparo convencional (arado + grade) proporciona maior capacidade de campo efetiva e operacional do conjunto trator-semeadora. A marcha L4C (7,63km/h) apresenta maior capacidade de campo efetiva e operacional. O aumento da velocidade resultou em maior capacidade de campo efetiva e .M operacional. Marcelo Queiroz Amorim, Carlos Alessandro Chioderoli, Daniel Albiero, Elivânia Maria S. Nascimento e Leonardo de Almeida Monteiro, UFC
Gráfico 7 - Equações lineares que representam as correlações entre as variáveis: velocidade de semeadura e capacidade de campo operacional (V x Cco) e velocidade de semeadura e capacidade de campo efetiva (V x Cce)
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FICHA TÉCNICA
Stronger HD A
Com barras de pulverização de até 40 metros em alumínio estrutural e tanques em aço inox de 3.200 e 4.000 litros, a Stronger HD oferece rendimento operacional diário de até 100ha/hora
Kuhn, que completou 190 anos em 2018, lançou a sua mais nova linha de pulverizadores autopropelidos, a Stronger HD. Além do sistema de transmissão eletrônica inteligente e das barras de pulverização de até 40 metros de largura, a linha conta com exclusivo tanque de defensivos em aço inox, uma tendência para o mercado brasileiro.
TANQUE EM AÇO INOX
A linha Stronger HD disponibiliza duas versões de tanques em aço inox: 3.200 e 4.000 litros, para resolver uma importante questão nas aplicações de defensivos agrícolas, que é a limpeza adequada do tanque. O formato cilíndrico e o acabamento superficial das paredes do tanque garantem facilidade de limpeza, eliminando por completo qualquer resíduo químico. Além da facilidade de limpeza, o aço inox oferece um tanque com maior durabilidade e re-
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sistência comparado com os demais materiais. Possui tanque de água limpa e sistema de limpeza interno do tanque através de dois dispersores rotativos, com sistema de agitação composto por quatro agitadores hidráulicos com capacidade de agitação de 840L/ min.
BARRAS
A linha Stronger HD possui barras de 30, 36 e 40 metros, para garantir rapidez e agilidade nas aplicações. As barras de 30 metros são em aço carbono e as barras de 36 e 40 metros foram desenvolvidas em alumínio estrutural, que promove alta resistência a choques e corrosão. As barras
em alumínio, por serem mais leves, reduzem os problemas relacionados com a compactação do solo e diminuem o consumo de combustível. Com as barras de 40 metros tem-se 25% de redução do amassamento comparado a uma barra de 30 metros, além do aumento do rendimento operacional diário – até 100ha/hora –, permitindo aplicar os defensivos nas melhores condições climáticas.
SISTEMA EQUILIBRA
O pulverizador
Fotos Kuhn
Sistema denominado Kuhn Equilibra é responsável pela estabilização das barras de pulverização do Stronger HD
conta também com o sistema Kuhn Equilibra, que proporciona o autonivelamento das barras de pulverização desenvolvido exclusivamente para a linha de autopropelidos, que proporciona melhor estabilidade das barras mesmo em altas velocidades, garantindo uniformidade de aplicação. O sistema também é composto de acumuladores calibrados precisamente para di-
minuir ao máximo os impactos nas barras.
CIRCUITO DE PULVERIZAÇÃO
O circuito de pulverização da nova linha Stronger HD foi projetado para trabalhar em alta e baixa vazão, pois as linhas de sucção e dreno oferecem baixa perda de carga ao longo do circuito, fazendo com que a bomba centrífuga consiga obter o máximo de seu potencial de vazão, que é de aproximadamente 350L/min. Todos os três modelos de barras possuem nove seções e são alimentadas por tubos em polímero especial de alta resistência ao ataque dos produtos químicos. Cada seção vem equipada com o exclusivo sistema END CAP, que retira automaticamente o ar interno dos tubos, aumentando em 85% a respostas de abertura das seções, gerando economia e evitando sobreposições indesejadas. A linha Stronger HD
O misturador de produto possui acionamento hidráulico automático
possui um vão livre de 1,80 metro e barra de pulverização com altura máxima de aplicação de 2,70 metros, características importantes para pulverizações em culturas altas, como a do milho.
MOTOR E TRANSMISSÃO
A linha Stronger HD é equipada com os motores eletrônicos MWM de 7.2 litros turbo intercooler de 260cv para os modelos 3.200 litros e 280cv para os modelos 4.000 litros, todos atendendo a legislação MAR-1, sem a necessidade do uso de fluidos adicionais, como o Arla. Os motores apresentam alta durabilidade e performance, com menor consumo de combustível e menor custo de manutenção ao longo de sua vida útil. O sistema é gerenciado eletronicamente e, em caso de sobrecargas, por
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Cabine ampla com monitor Trimble TMX 2050 de 12.1”
exemplo, num solo mais pesado ou maior inclinação do terreno, aciona o sistema Diesel Boost, desenvolvido exclusivamente para o Stronger HD. O Diesel Boost é uma reserva de potência que entra em ação imediatamente em caso de sobrecargas, fazendo com que o motor reaja rapidamente. A transmissão hidrostática 4x4 é composta por uma bomba e quatro motores de rodas controlados eletronicamente em conjunto com o motor diesel. A cada instante, o sistema eletrônico gerencia a tração e a patinagem de cada roda, sabendo o que cada uma necessita para aquele momento, atuando diretamente sobre a bomba e os motores hidráulicos, ao mesmo tempo em que o motor diesel regula automaticamente a rotação, se posicionando no melhor ponto da curva torque x consumo. Demais especificações técnicas Bomba de pulverização Porta-bicos Espaçamento entre bicos Misturador de produtos Altura da barra de pulverização Pneus Suspensão Bitola Tanque de combustível Tanque de água limpa
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A Stronger HD não possui marchas definidas e sim velocidades de pulverização e transporte predeterminadas de fábrica, onde as mesmas podem ser gerenciadas pelo proprietário da máquina nos casos em que se queira determinar as máximas velocidades em que o operador deverá pulverizar e transportar o equipamento. São quatro velocidades para cada modo, pulverização e transporte, sendo a velocidade máxima de pulverização de 35km/h e a velocidade máxima de transporte de 50km/h, melhorando a eficiência, o desempenho e a vida útil dos componentes do equipamento.
CABINE
A cabine desta série oferece alto padrão de acabamento e conforto, STRONGER HD Centrifuga – aço inoxidável Trijet 50 centímetros Polietileno 26.5 litros 0.60 a 2.70 metros 380/90 R46’’ Pneumática Ativa Ajustável 2.80 a 3.50 metros 600 litros (2 x 300 litros) 400 litros
buscando proporcionar ao operador a melhor ergonomia possível através da disposição dos equipamentos internos. A área de visão aumentada pelo prolongamento do vidro frontal permite ampla visibilidade no momento das aplicações. O sistema de pressurização e a porta duplamente selada garantem maior proteção e isolamento acústico. Para dar agilidade e facilitar o abastecimento dos defensivos, a Stronger HD possui acionamento hidráulico automático do mistura-
Fotos Kuhn
dor de produtos e da escada frontal.
AGRICULTURA DE PRECISÃO
Todos os modelos da linha Stronger HD vêm equipados de série com o novo terminal virtual Trimble TMX 2050 de 12.1 polegadas Touchscreen de alta resolução que permite o melhor acompanhamento do trabalho pelo operador. Por ser um terminal Isobus, todo o acompanhamento do sistema veicular é visualizado neste mesmo terminal, não havendo necessidade de inclusão de um segundo terminal, facilitando o gerenciamento dos trabalhos pelo operador e diminuindo a poluição visual na cabine. Como itens de série, a Stronger vem equipada com piloto automático hidráulico e corte automático de nove seções, manobra automática de cabeceira e suporte técnico remoto, onde é possível conectar o terminal com o escritório e resolver qualquer problema relativo ao terminal. Como itens opcionais, a Kuhn oferece o sistema de navegação RTX
O sistema de reabastecimento frontal é bastante acessível e de fácil manuseio
e RTK que permitem precisões de aplicação de até 4cm.
SISTEMA DE REABASTECIMENTO FRONTAL
O sistema de reabastecimento é
frontal e oferece melhor acessibilidade e facilidade de abastecimento do tanque de pulverização, além do menor tempo para a volta ao trabalho graças à bomba de reabastecimento com capacidade de 1.100L/ .M minuto.
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PULVERIZADORES
Mais eficiente
Nova metodologia para avaliar aplicações aéreas, a técnica denominada Inspeção da Faixa de Deposição (IFD) auxilia os profissionais na busca por uma pulverização mais uniforme e precisa
D
epois do aparecimento d a fe r r u g e m - a s i á t i c a da soja (Phakopsora pachyrhizi) no Brasil na safra 2001/2002, muitas pesquisas foram desenvolvidas envolvendo o setor aeroagrícola, principalmente pela agilidade que as aeronaves proporcionavam no controle daquela doença. No entanto, de alguns anos para cá, o setor está carente de inovações notórias quanto à tecnologia de aplicação. Ao longo desses últimos anos, trabalhos foram desenvolvidos por consultores independentes visando principalmente o maior rendimento operacional das aeronaves (medida em hectares por hora). Sabe-se, no entanto, que um dos parâmetros mais importantes na aplicação dos defensivos agrícolas é a uniformidade de deposição. Esta pode ser medida pelo
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Coeficiente de Variação (CV) das doses no campo, que é o parâmetro que se usa para a determinação da faixa útil de trabalho. Quanto maior a faixa útil de uma aplicação, maior a capacidade de trabalho da aeronave e menor o custo da aplicação. Entretanto, a faixa não pode ser aumentada indefinidamente, pois isso aumenta o CV e degrada a qualidade de aplicação. O segredo de uma aplicação mais eficiente é obter a maior faixa útil com o menor CV possível. No Brasil, as avaliações referentes à faixa de deposição costumam ser feitas utilizando técnicas demoradas. O uso de papéis hidrossensíveis, fixados em hastes de ferro cravadas no solo, é praxe no País. Apesar de precisa, a técnica é demorada, levando ao desinteresse por este tipo de estudo. Além de depender de muita
mão de obra e ser custoso, o método com papéis hidrossensíveis é muito dependente das condições meteorológicas, principalmente da direção do vento e da umidade do local. Por exemplo, caso o sentido do vento mude durante uma avaliação, muito tempo é utilizado para mudar todas as hastes de lugar. Além disso, o processo de fixação e retirada dos papéis também é demorado. Ainda, se o local onde a avaliação está sendo realizada está muito úmido, os papéis acabam ficando manchados, muitas vezes inviabilizando a coleta. Por último, a etapa de digitalizar todos os papéis é muito trabalhosa, agregando muito tempo ao processo de cálculo da faixa de deposição. Há também outro inconveniente. Os papéis hidrossensíveis não captam as gotas muito finas e nem de forma contínua, pois são em geral
Fotos AgroEfetiva
Fio sendo recolhido (esquerda) e espectrofotômetro utilizado na leitura das amostras (direita)
espaçados de 1m no campo.
INSPEÇÃO DA FAIXA DE DEPOSIÇÃO
Para superar esse problema, e ao mesmo tempo trazer uma inovação para o mercado aeroagrí-
cola, foi introduzida recentemente no País a técnica denominada Inspeção da Faixa de Deposição (IFD). O sistema IFD determina a melhor faixa útil de trabalho em função de sua uniformidade para cada condição operacional, como altura de voo ou tipo e disposição dos bicos.
O sistema IFD é ágil e preciso, que determina qual a melhor largura da faixa para a aeronave em questão, nas configurações utilizadas. Por exemplo, uma aeronave equipada com atomizadores pode gerar uma faixa maior ou menor do que a mesma aeronave equipada com pontas do tipo CP.
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Fotos AgroEfetiva
Equipamentos utilizados para coletas das condições meteorológicas (esquerda) e altura de voo (direita)
A metodologia do IFD é baseada em um programa americano, denominado Operation S.A.F.E., o qual foi premiado em 2008 na categoria Melhor Programa de Stewardship da área. Entre 2015 e 2017 profissionais da AgroEfetiva e da Unesp de Botucatu (SP) tiveram a oportunidade de participar desses eventos em La Junta, no Colorado/ USA, e iniciaram o processo para implantação da técnica no Brasil, já que havia aqui um gargalo para melhorar a qualidade das aplicações aéreas. A base técnica para a determinação da faixa de deposição é o uso de um sistema eletrônico automatizado de coleta de deposição com espectrofotômetro de fio, o qual gera a faixa de deposição ideal para cada configuração da aeronave. A partir destes dados, o software determina instantaneamente o Coeficiente de Variação (CV) em função dos depósitos coletados ao longo da faixa de deposição. Na prática, a largura da faixa de deposição é considerada ideal quando resulta em um CV de até 15%, sendo que no mercado aceita-se até 20% de CV. No IFD, para a coleta de dados a aeronave sobrevoa o fio coletor e, após a coleta, o fio é recolhido de forma mecanizada e analisado no Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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espectrofotômetro. Com base na análise do comportamento do CV em função da largura da faixa de trabalho e de uma análise qualitativa dos depósitos ao longo desta faixa, a configuração da aeronave é validada a partir do posicionamento dos bicos ou atomizadores. Para cada configuração são realizadas múltiplas repetições, visando maior precisão científica do método. O processo termina com a geração de um relatório técnico da uniformidade de deposição em função da faixa desejada, assim como sugestões para a melhoria da deposição e otimização da faixa útil da aeronave. Além de permitir ajustes rápidos na direção do voo, caso haja mudança na direção do vento durante as avaliações da faixa de de-
posição, o IFD conta com aparatos para medir a velocidade e a altura de voo, bem como a velocidade e a direção do vento, além de temperatura e umidade relativa do ar. Essas informações são inseridas no programa, sendo que algumas delas auxiliam no cálculo da faixa de deposição. Faixas maiores geralmente requerem voos em maior altura, e por isso podem ocorrer maiores perdas por deriva. Portanto, o ajuste da faixa de deposição visando apenas o desempenho operacional se torna um grave ponto de enfraquecimento do conceito de boas práticas e qualidade de aplicação, podendo inclusive prejudicar a imagem da aviação agrícola. Como visto, o IFD além de determinar a faixa de deposição, permite fazer um ajuste da posição dos bicos ao longo das barras, pois detecta se está havendo falhas ao longo da aplicação. É comum haver a necessidade de ajustes próximos à fuselagem da aeronave, raiz ou final das asas.
NO CAMPO
Recentemente, um trabalho realizado pela Unesp de Botucatu (SP) e a AgroEfetiva validou a faixa de deposição para a nova aeronave da Embraer, o Ipanema 203. Neste trabalho, foram realizadas avaliações para 20 voos. Isso represen-
Observe o posicionamento dos bicos sob a fuselagem. O sistema IFD, além de determinar a largura, permite ajustar o posicionamento dos bicos para gerar faixas mais uniformes
Figura 1 - (A) Exemplo de aplicação com falha no centro da faixa de deposição, indicada pela seta vermelha. (B) A falha foi corrigida após a adição de bicos sob a fuselagem da aeronave, avaliados pela técnica do IFD (AgroEfetiva, 2017)
A Helibras destacou o helicóptero Esquilo modelo AS350 B3+
tou diferentes configurações da barra equipada com pontas CP-03 e atomizadores rotativos AU-5000 nas alturas de 3m e 5m. As pontas CP-03 foram avaliadas nos ângulos de 30º e 90º do defletor, com opções de montagem da barra com 30, 43 e 44 unidades. Os atomizadores foram avaliados com ângulo das pás a 75º e três opções de montagem com dez unidades na barra. O estudo concluiu que dentro dos parâmetros de qualidade exigidos pelo mercado, o modelo obteve um crescimento de até 60% na faixa de
deposição em relação ao Ipanema 202. Esse resultado reflete os relatos dos mais de 20 proprietários da nova versão da aeronave. Dependendo da configuração da barra de pulverização, faixas uniformes de deposição com até 24m foram obtidas durante a pesquisa. Durante a realização dos voos do Ipanema 203, os bicos foram sendo reposicionados até a obtenção de faixas uniformes. Um exemplo de faixa antes e após a aplicação do IFD pode ser observado nas Figuras 1A e 1B, respectivamente.
Neste caso, o “buraco” na faixa (Figura 1A) era em função da falta de bicos sob a fuselagem da aeronave, problema que foi corrigido com a adição dos bicos. Na Figura 2 é ilustrado um dos resultados (uma configuração) obtidos para o Ipanema 203. Considerando o CV ideal de 15%, a faixa de trabalho foi de 22m. Considerando o CV de 20%, a FD seria de 24m. Para indicar o CV, o software considera a sobreposição das passadas, tanto no sentido “carrossel” quanto “back-to-back”. A qualidade da aplicação, representada pela uniformidade de deposição, é um dos principais fatores a serem considerados no planejamento do tratamento fitossanitário. Considerando-se que o segredo de uma aplicação mais eficiente é obter a maior faixa útil com o menor coeficiente de variação possível, a adoção do sistema IFD representa um avanço para o mercado aeroagrícola, pois este sistema irá possibilitar análises rápidas e precisas da faixa útil de trabalho. Isto ajudará na realização de pulverizações mais seguras, .M rentáveis e eficientes. Fernando Kassis Carvalho, Alisson Augusto Barbieri Mota e Rodolfo Glauber Chechetto, AgroEfetiva Ulisses Rocha Antuniassi, FCA/Unesp Botucatu
Figura 2 - Largura ideal da faixa de deposição em função do Coeficiente de variação (CV) para uma das configurações de barra do Ipanema 203 considerando o CV de 15% e 20% (Fonte: AgroEfetiva, 2017)
Aeronave Ipanema 203 sobrevoando o fio coletor
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EMPRESAS Fotos Yanmar
Retomada no Brasil
A Yanmar retoma suas operações no mercado brasileiro em 2018, ano em que a matriz completa 106 anos de existência no mercado mundial
A
Yanmar South America, tradicional fabricante de motores diesel, retornou ao mercado agrícola brasileiro em parceria com a ITL – International Tractors Limited, terceiro maior fabricante de tratores na Índia e detentora das marcas Solis e Sonalika. Ainda este ano, a empresa inaugurará sua nova unidade fabril no município de Indaiatuba, no interior de São Paulo, onde a partir de julho serão fabricados modelos de 75cv e 90cv da marca Solis e poderão contar com as linhas de financiamento do Governo. “A Yanmar retorna ao mercado em Junho 2018 • www.revistacultivar.com.br
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um momento oportuno, trazendo uma linha completa de produtos que contribuem para o desenvolvimento e viabilizam o avanço tecnológico no campo”, afirma Jaime Jun Tamaki, gerente comercial da Yanmar. Além dos modelos nacionais, a Yanmar comercializará tratores de 26cv e 60cv importados. Faz parte também do novo portfólio de soluções agrícolas da marca a linha de motocultivadores, composta pela Transplantadeira de Mudas PH1-WA, uma máquina com conceito japonês que planta a partir de duas mil mudas de hortaliças por hora, além de três modelos de minicul-
tivadores ideais para atividades de preparo de solo em locais com espaço reduzido, para executar funções como capinar, sulcar e preparar canteiros. “A Yanmar investe continuamente no desenvolvimento de soluções agrícolas em todo o mundo. Atualmente, dispõe de vários tipos de produtos, que atendem a uma grande variedade de aplicações, utilizando sempre a tecnologia em benefício do produtor e garantindo um futuro sustentável para as próximas gerações”, garante Tamaki. Presente em cinco continentes e em mais de 20 países, a Yanmar oferece soluções para os mercados de construção, agricultura, indús.M tria, marítimo e energia.
Tamaki diz que a Yanmar retorna ao mercado em um momento oportuno