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Maquinas 182

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Cultivar Máquinas • Edição Nº 182 • Ano XVII - Março 2018 • ISSN - 1676-0158

Índice 4 Rodando por aí 8 Pneus radiais 11 Tráfego controlado 14 Desempenho de pulverização 18 Capa - Test Drive Steiger 550 29 Lançamentos 2018 38 Hastes em semeadura de milho 41 Hastes em semeadura de soja 44 Aplicativo para lavouras 48 Perdas na colheita de feijão

Destaques

Test Drive - Steiger 550 Case IH

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Conheça o Steiger 550, um dos maiores tratores articulados comercializados no Brasil

Bem diferentes Conheça as características construtivas dos pneus radiais e convencionais e saiba quais são as principais diferenças

Grupo Cultivar de Publicações Ltda. Direção Newton Peter

• Editor Gilvan Quevedo • Redação Rocheli Wachholz Karine Gobbi

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Tempo controlado Avaliação de desempenho operacional mostra onde mais se perde tempo na operação de pulverização

Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 www.revistacultivar.com.br cultivar@revistacultivar.com.br (*10 edições mensais + 1 conjunta Dez/Jan) Números atrasados: R$ 22,00 CNPJ : 02783227/0001-86 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Insc. Est. 093/0309480 € 130,00

• Coordenador Comercial Charles Echer

• Revisão Aline Partzsch de Almeida

• Vendas Sedeli Feijó Rithiéli de Lima Barcelos José Luis Alves

• Design Gráfico Cristiano Ceia

• Coordenação Circulação Simone Lopes

Capa - Charles Echer

C

Cultivar

• Assinaturas Natália Rodrigues Clarissa Cardoso • Expedição Edson Krause • Impressão: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

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NOSSOS TELEFONES: (53) • GERAL

• ASSINATURAS

• REDAÇÃO

• MARKETING

3028.2000

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Por falta de espaço, não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@revistacultivar.com.br Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.


RODANDO POR AÍ Absoluta

Power Shuttle

Com a Plantadeira Absoluta como um dos grandes destaques, a Stara esteve presente mais uma vez na Expodireto Cotrijal 2018. De acordo com a gerente de Marketing da Stara, Cíntia Dal Vesco, a marca acreditou no potencial da feira desde seu início e acompanhou seu crescimento. “A Expodireto é uma responsabilidade muito grande, pois é realizada na nossa casa e recebemos um grande número de visitantes, produtores e amigos. É uma oportunidade de mostrarmos para a comunidade da região o que a Stara produz e levar para o restante do mundo”, explicou Dal Vesco. Neste ano, a Stara divulgou também o consórcio, lançado no início do ano, que representa mais uma alternativa para que o produtor tenha acesso às máquinas.

A Expodireto Cotrijal é uma das plataformas para divulgação dos primeiros lançamentos de máquinas do ano. A LS Tractor aproveitou a presença no evento para destacar o trator U60 cabinado, com 65cv de potência e equipado com tecnologia Power Shuttle. “Um verdadeiro trator utilitário que atende às necessidades de qualquer tamanho de propriedade”, afirmou o gerente de Marketing de Produto, Astor Kilpp. Segundo Kilpp, a tecnologia Power Shuttle traz ganhos em agilidade nas operações, versatilidade para diferentes aplicações e economia de combustível.

Cíntia Dal Vesco (esquerda)

Astor Kilpp

Colheita

Plantio

As colheitadeiras axiais BC 800 foram destaques da Valtra na Expodireto Cotrijal 2018. Segundo o supervisor de Marketing do Produto Colheitadeiras da AGCO, Fernando Petroli, a Série 800 foi desenhada com tecnologia que traz maior disponibilidade das máquinas, maximizando a produtividade. “As colheitadeiras BC7800 e BC8800 possuem velocidade de descarga que chega a 150L/s, além do exclusivo sistema de arrefecimento V-Flow, que elimina a necessidade de manutenção diária”, explicou Petroli. Os modelos com potências que variam de 360cv a 500cv oferecem maiores áreas de trilha e separação, além dos côncavos com suspenção, contribuindo para um alto desempenho no campo.

A Valtra lançou sua linha de plantadeiras com a tecnologia Precision Planting, dosadores inteligentes que entregam mais de 99% de singulação, garantindo a população de sementes exata. O público da Expodireto podeconhecer a novidade nas plantadeiras HiTech e Frontier CFS, que passam a integrar o sistema de precisão de fábrica. “Neste ano, as plantadeiras Valtra de modelo HiTech também ganharam aumento de 20% na capacidade dos reservatórios de semente suspensos, garantindo maior autonomia de trabalho e disponibilidade da máquina no campo”, disse o supervisor de Marketing Plantio da AGCO, Giancarlo Rocco. Já a série Frontier CFS vem equipada com caixa central com capacidade de 1.450 litros, ou um big bag inteiro, o que contribui para um reabastecimento veloz e maior disponibilidade.

Fernando Petroli Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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Giancarlo Rocco


Test drive

CR EVO

Além da exposição de máquinas no estande, a Massey Ferguson preparou uma ação especial para os visitantes que quiseram pilotar os modelos MF 6711, MF 6712, MF 6713R Dyna-4 e MF 7719 Dyna-6 por meio de test drive. “Os tratores da Massey Ferguson são desenvolvidos para oferecer ao produtor agrícola alto desempenho e produtividade, baixo custo operacional, além de inovações tecnológicas que trazem soluções para os novos desafios do campo”, afirmou o coordenador de Marketing do Produto Tratores, Eder Pinheiro.

Totalmente fabricada no Brasil, a linha CR EVO, da New Holland Agriculture, chega pela primeira vez na Expodireto Cotrijal com a CR5.85 e a CR7.90, das classes 5 e 7 alta, respectivamente, dotadas de rotores duplos. Além dos modelos citados, a família CR tem as “irmãs” CR6.80 (classe 6), CR7.80 (classe 7) e CR8.90 (classe 8). “Todos os motores foram atualizados para atender a legislação MAR-1/Tier3 e, com isso, as CRs ganharam mais potência para entregar mais lucratividade ao produtor”, contou o especialista de Marketing em Colheitadeira da New Holland, Carlos Cabral.

Carlos Cabral Eder Pinheiro

Pulverização Versatilidade, alta produtividade diária, baixo consumo de combustível estão entre os principais atributos do Pulverizador MF 8125 lançado pela Massey Ferguson, na Expodireto Cotrijal. “O MF 8125 chega ao mercado para complementar nosso portfólio de pulverizadores autopropelidos, que agora conta com um modelo no segmento de 2.500 litros. O novo equipamento se destaca pela versatilidade podendo atender de pequenos a grandes produtores, pelo baixo consumo de combustível, pela alta produtividade diária (ha/hora), além de agregar segurança e conforto operacional” afirma Vitor Kaminski, supervisor Marketing Produto Pulverizadores da AGCO, empresa detentora da marca Massey Ferguson.

Tecnologia de aplicação A Teejet, empresa que celebrou 80 anos de existência, mais uma vez esteve presente na Expodireto Cotrijal. A marca levou para a feira um equipamento a laser, capaz de proporcionar o entendimento visual sobre o comportamento das diversas classes de gotas produzidas por uma ponta de pulverização e suas interações com o meio ambiente. Através da dinâmica, a Teejet, especialista em Tecnologia de Aplicação, compartilhou seu conhecimento com os agricultores do norte do Rio Grande do Sul.

Vitor Kaminski

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Estreia

Conectada

A Trimble participou da Expodireto Cotrijal 2018 e realizou o lançamento do Monitor GFX-750 com o controlador NAV-900 incorporado, além de apresentar um amplo portfólio voltado para o segmento agrícola como softwares, monitores, WeedSeeker, entre outros. Segundo a supervisora de Vendas e Marketing Divisão Agrícola, Flávia Lledo, esta e a primeira vez que a Trimble participa com estande próprio na feira. “Nós preparamos muitas novidades que fazem uma diferença gigantesca na vida do produtor. É uma ótima oportunidade de mostrar como essa tecnologia se adapta à sua realidade e de que forma podemos ajudá-lo”, destaca.

A John Deere participou de mais uma edição da Expodireto Cotrijal, com foco em tecnologia, oferta de serviços, máquinas modernas, conectividade e fortalecimento da rede de concessionários. O gerente de Marketing Tático, Gustavo Barden, destacou a importância do evento, uma das principais feiras agropecuárias do Brasil. Os participantes puderam conferir os principais equipamentos e serviços da marca por meio de soluções em preparo de solo, plantio, tratos culturais e colheita.

Tecnologia O coordenador de Soluções Integradas da John Deere, Christian Jones Radunz, apresentou tecnologias e serviços oferecidos pela marca durante a Expodireto Cotrijal. Entre os destaques, esteve o JDLink, que permite o monitoramento remoto de máquinas. Com a tecnologia foi possível acompanhar, no estande principal da John Deere, o funcionamento on-line e em tempo real de equipamentos em operação no Espaço Dinâmica, localizado em frente à entrada principal da feira.

Gustavo Barden

Pulverizador premiado

Christian Jones Radunz

Graneleira

Entre os equipamentos expostos pela Pla do Brasil durante a Expodireto 2018 esteve o pulverizador Taurus 320, vencedor do prêmio de designer profissional Best of the Best, na categoria produto industrial, entregue no Red Dot Award, em julho de 2017, na Alemanha. O diretor de Vendas e Marketing da Pla, Maximiliano Cassalha, e o gerente de Vendas, Neri Ferreira, que participaram da feira, comemoraram a forte presença do público no estande da empresa.

Em mais uma edição da Expodireto Cotrijal, a Jan esteve presente com sua gama de produtos para o produtor rural, com destaque para a carreta graneleira Tanker Magnu 45.000. De acordo com o gerente comercial da Jan, Claudiomiro dos Santos, a feira foi mais uma oportunidade para estar junto de clientes e amigos. “A Expodireto é muito importante e sempre nos traz elementos importantes para as decisões de trabalho ao decorrer do ano”, afirmou o gerente.

Neri Ferreira e Maximiliano Cassalha

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Defensor

Patriot

A New Holland apresentou aos produtores gaúchos o pulverizador autopropelido Defensor 3500, com barras de pulverização de 36 metros e tanque com capacidade para 3.500 litros de calda. “O produtor rural do Rio Grande do Sul pode ter certeza de que terá sua necessidade atendida com o novo Defensor 3500. Com esse tanque maior, o agricultor reduzirá a quantidade de abastecimentos. E isso não apenas em grandes áreas, mas em pequenas e médias propriedades”, afirma o gerente de Marketing, Cristiano Conti.

O novo pulverizador autopropelido Patriot, da Case IH, foi completamente renovado e vem com três opções de tamanhos de barra, 27, 30 e 36 metros. “A redução de 7% a 15% no consumo de produtos fitossanitários é um dos principais diferenciais do Patriot 350”, afirma Willian Ferronato, especialista em Marketing de Produto da Case IH. Ele explica que a economia é gerada pela tecnologia do corte automático de seções do Patriot 350, que não duplica as aplicações de defensivos agrícolas em áreas não desejadas.

Cristiano Conti

Steiger A vedete da Case IH na Expodireto foi o gigante Steiger, linha de tratores com motorizações entre 370cv e 620cv. Fabricado há mais meio século no mundo, esse modelo chega ao país para atender a uma grande demanda do produtor brasileiro. “O Steiger é um lançamento no Brasil de 50 anos e foi feito para atender a todas as necessidades que vêm do campo, destacando-se por sua força, o conforto e a economia”, comenta o especialista de Marketing, Rafael Tonette.

Willian Ferronato

Portfólio reforçado Dentro das comemorações dos seus 70 anos de fundação, a Jacto participou da Expodireto Cotrijal com toda a sua família de pulverizadores automotrizes. Reforçando este portfólio, a empresa lançou na feira o Uniport 2030 e ampliou a linha de adubação com o lançamento da adubadora Uniport 5030 NPK e da carreta adubadora tracionada Tellus 10.000 NPK. De acordo com o gerente de Produtos Pulverizadores Automotrizes e Adubadoras Jacto/Divisão Agrícola, Paulo Henrique Fulanete Guirão, a inovação e a evolução das tecnologias, de máquinas e equipamentos agrícolas trazem excelentes benefícios na adubação, como precisão e uniformidade na dosagem, ampla faixa de aplicação, diminuição do consumo de fertilizantes, qualidade de aplicação na bordadura e versatilidade para a aplicação de produtos em pó.

Rafael Tonette

Tratores O gerente comercial e de Marketing da Mahindra, Jalison Cruz, participou da Expodireto 2018. A marca trouxe para a feira os modelos 6060, de 57cv de potência, e 9500S, de 95cv. Cruz destacou a confiança da Mahindra na qualidade dos tratores que fabrica. “Oferecemos cinco anos de garantia”, lembrou.

Jalison Cruz

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PNEUS Fotos Charles Echer

Bem diferentes A semelhança entre pneus radiais e diagonais se resume ao aspecto visual, já que a construção de cada um e o desempenho em campo são muito diferentes

O

Brasil é um dos principais países produtores de alimentos no mundo, sendo que, para alcançar esta posição, a mecanização agrícola foi de fundamental importância. Desde o início da mecanização no Brasil, nas primeiras décadas após a segunda guerra mundial até os dias atuais, é notória a expansão do tráfego de máquinas em áreas cultivadas, assim como o aprimoramento de tecnologias e potência nos equipamentos, resultando em máquinas mais pesadas e capazes, que acabam exigindo melhor performance do sistema de rodados. Novas tecnologias de cultivo, aliadas ao melhor controle dos processos produtivos, propiciam a cada ano o aumento dos índices de colheita. A nova geração de máquinas, equipadas com sofisticados sistemas de eletrônica embarcada, sensoriamento remoto, Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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piloto assistido e controle de tráfego, já é realidade nas lavouras brasileiras. O trator agrícola tem a função de tracionar, transportar e fornecer potência para movimentar implementos agrícolas, sendo a principal fonte de potência no meio rural, e o tipo de rodado utilizado em cada operação é de fundamental importância para que a potência do motor seja convertida em trabalho útil, com menor consumo de combustível, menor compactação de solo e patinagem dentro da faixa ideal. Entre os tipos de rodados e sistemas de locomoção de tratores nas principais atividades agrícolas, predominam os rodados pneumáticos, compostos por pneus de borracha radiais e diagonais. No ano de 2017 a produção nacional de tratores equipados com rodados pneumáticos foi de aproximadamente 37 mil unidades.

Dentre as especificações do trator com relação aos rodados pneumáticos, a pressão de inflação e a lastragem do pneu utilizado são de extrema importância, já que este sistema suporta o peso da máquina em condição estática e dinâmica, além de ser o responsável pela interação com o solo, agindo como um sistema de amortecimento para as irregularidades do mesmo. Os pneus radiais apresentam construtivamente cordões internos, que vão de um talão ao outro formando um ângulo de 90° em relação ao sentido de rolagem dos pneus, sendo composto por uma única lona de formação. As bandas laterais dos pneus de construção radial, por serem constituídas de uma só camada de lona, apresentam maior flexibilidade, o que confere à banda de rodagem um contato uniforme e constante com o solo, propiciando melhor capacidade


trativa e consequentemente redução no consumo de combustível. Os pneus diagonais são formados por várias lonas dispostas em sobreposição entre si, formando um ângulo de 45° em relação ao sentido de rolagem do pneu. As fibras internas dos pneus radiais são, em geral, compostas por materiais têxteis ou nylon, e a sobreposição de camadas diversas proporciona maior aquecimento na rodagem em relação ao pneu radial. Esse aquecimento reduz a vida útil do pneu diagonal em relação à tecnologia radial, que possui uma capacidade de rodagem mais alta. Nos pneus diagonais a banda de rodagem e o flanco não possuem interdependência, o que propicia menores deformações do pneu durante os trabalhos, afetando a área de contato com o solo e a patinagem. A banda flexível dos pneus radiais realiza uma compensação de forma independente, compensando a maior rigidez da barra de rolagem. Estudos comprovam as vantagens e desvantagens entre pneus diagonais e radiais. A principal vantagem do pneu diagonal é o baixo custo de aquisição. A desvantagem é a necessidade de inflação com pressões altas (100kPa a 200kPa), produzindo redução na área de contato rodado-solo, ocasionando maior compactação do solo e menor tração útil. As vantagens do uso do pneu radial

Tabela 1 - Desempenho de tratores em ensaio de capacidade máxima de tração em velocidades entre 4km/h e 5km/h Pneu

Trator

Diagonal

T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8

Radial

Velocidade (km/h) 4,3 4,5 4,8 4,7 4,6 4,5 4,5 4,8

Consumo (g/kWh) 401,0 358,00 317,00 292,0 287,0 338,00 309,00 302,00

Patinagem (%) 15,3 14,10 12,30 9,5 14,7 15,10 12,80 14,50

Rendimento na barra (%) 63,2 62,36 69,42 73,6 65,9 69,10 74,40 77,20

Coeficiente de tração (%) 71,5 69,74 69,14 71,9 67,2 81,53 80,70 81,30

Tabela 2 - Desempenho de tratores em ensaio de capacidade máxima de tração em velocidades entre 7km/h e 8km/h Pneu

Trator

Diagonal

T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8

Radial

Velocidade (km/h) 7,1 7,5 7,5 7,1 7,4 7,7 7,5 7,4

Consumo (g/kWh) 358,0 312,00 288,00 293,0 270,0 284,00 290,00 283,00

estão associadas ao baixo consumo de combustível por área, ao aumento do desempenho operacional, à redução da patinagem, aos menores índices de vibração e maior área de contato rodado-solo, à maior durabilidade e à baixa pressão de inflação (41kPa a 96kPa). Os radiais também apresentam desvantagens relacionadas à maior sensibilidade a sobrecargas ou subinflação, devido

Novas tecnologias de cultivo, aliadas ao melhor controle dos processos produtivos, propiciam a cada ano o aumento dos índices de colheita

Patinagem (%) 6,7 6,70 5,50 5,3 3,3 4,70 4,20 5,40

Rendimento na barra (%) 70,0 74,80 79,10 74,6 81,4 77,50 74,90 74,15

Coeficiente de tração (%) 49,0 55,0 52,80 49,5 51,3 54,00 49,40 48,13

às deformações de sua banda lateral, o que aumenta as chances de danos ou rupturas em terrenos que apresentam alta pedregosidade ou condições severas de trânsito. Em trabalhos realizados na Unesp de Botucatu (SP), pelo Núcleo de Ensaio de Máquinas e Pneus Agroflorestais (Nempa), em pista padronizada de ensaios com tratores agrícolas fazendo uso de normas técnicas padronizadas, abordaram-se os aspectos de consumo de combustível, o índice de patinagem, o rendimento na barra de tração e o coeficiente de tração em função da velocidade de deslocamento dos tratores agrícolas equipados com pneus diagonais e pneus radiais. A coleta de dados dos parâmetros avaliados auxilia em tomadas de decisão dos produtores agrícolas com relação ao uso eficiente de seus maquinários em função do tipo de pneu que compõe, seja diagonal ou radial, para o melhor aproveitamento energético nas atividades a serem realizadas em campo. As informações foram obtidas com Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Charles Echer

Pneus radiais geralmente permitem um menor consumo de combustível

o uso da Unidade Móvel de Ensaio na Barra de Tração (Umeb), que é um trailer acoplado à barra de tração do trator agrícola, submetido a avaliação em pista de concreto padronizada. Este equipamento possui a função de impor forças controladas contrárias ao sentido de deslocamento do trator agrícola através de uma frenagem pneumática, para assim permitir a aquisição dos dados de desempenho energético da máquina. O consumo de combustível foi obtido com o auxílio de fluxômetros instalados no sistema de alimentação de combustível do motor e no circuito de retorno do combustível ao tanque. O índice de patinagem foi obtido utilizando de sensores denominados encoders, que possuem a função de determinar a rotação dos pneus. Já o coeficiente de tração e o rendimento na barra de tração foram obtidos com a utilização de uma célula de carga para determinação da carga tracionada pelo trator agrícola quando era submetido a esforço trativo pela unidade móvel (Umeb). Os dados foram adquiridos e processados através de um sistema computacional, gerando os resultados do ensaio. Para todo o trabalho foi utilizada a recomendação técnica dos fabricantes dos pneus com relação à pressão de inflação, assim como a lastragem líquida e sólida. Através dos resultados, é possível Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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É possível apontar que o desempenho dos tratores é influenciado pelos pneus

apontar que o desempenho dos tratores é fortemente influenciado pelos seus pneus, pois este é o componente responsável por realizar a interação entre a máquina e a superfície de deslocamento, sustentando seu peso, realizando o amortecimento inicial dos movimentos causados por obstáculos e irregularidades, direcionamento e, por fim, possibilitando o deslocamento e o tracionamento de máquinas e equipamentos e de ferramentas através da aplicação da força gerada no motor na superfície de deslocamento. Nas Tabelas 1 e 2, é possível notar que os diferentes pneus influenciam variados parâmetros de desempenho dos tratores, mas principalmente afetam a eficiência de uso do combustível pela máquina (g/kWh). Pneus radias geralmente permitem que a máquina apresente um menor consumo de combustível por unidade de trabalho realizado, porém seu custo de aquisição e a fragilidade tendem a ser maiores que os encontrados em pneus diagonais. Perante isso, cabe ao responsável pela aquisição, escolher o tipo de pneu de acordo com suas carac-

terísticas, condições do local de uso e máquina empregada. Ao se comparar os dados, é possível visualizar, através dos coeficientes de tração (valor que representa a relação existente entre a força horizontal tracionada e o peso do trator), que os tratores conseguem tracionar maiores valores de carga em velocidades mais baixas devido às reduções na transmissão e à amplificação do torque aplicado ao solo, principalmente ao empregar pneus radiais em razão da maior área de contato e capacidade trativa permitida por estes. Porém, a potência disponibilizada na barra de tração - que é uma forma muito eficaz de mensurar a capacidade do trator em transformar a energia do combustível em trabalho útil, pois é calculada através da relação entre a força tracionada e a velocidade de deslocamento - é menor do que a encontrada em velocidades mais altas, onde os menores valores de carga resultam em redução da patinagem e por consequência os desempenhos praticamente se equivalem em relação aos dois tipos de pneus, mas o consumo de combustível não. Assim, cabe ao responsável mensurar se a diferença de valores de aquisição existente entre pneus diagonais e radiais será compensada pela economia no consumo de combustível ao longo do tempo de utilização dos mesmos. Devido às vantagens e desvantagens inerentes a cada um dos tipos de pneus, a escolha do pneu ideal para a propriedade, máquina, regime de uso, custo econômico, durabilidade etc se torna complexa. No entanto, é essencial utilizar o conhecimento sobre o local e as condições de utilização dos mesmos para resultar em melhor aproveitamento das capacidades positivas, maximizando o retorno produtivo e econômico .M da operação. Murilo Battistuzzi Martins Jefferson Sandi Fernanda Scaranello Drudi Aldir Carpes Marques Filho Kléber Pereira Lanças Unesp


MECANIZAÇÃO

O próximo passo N

as décadas de 1980/1990, o sistema de cultivo Plantio Direto evoluiu rapidamente no Brasil, muito influenciado pela necessidade de minimizar a erosão. Não sem menos importância, buscava-se aumentar a disponibilidade de água, nutrientes e matéria orgânica com o uso de cobertura do solo, tendo como resultado o aumento da eficiência do uso das máquinas, do trabalho no campo e, por

fim, da produtividade agrícola. Desta forma, deixamos de revolver o solo para, apenas, dessecar a vegetação existente na lavoura e fazer o controle de plantas invasoras durante o desenvolvimento das culturas com o uso de herbicidas pós-emergentes. Sem perceber, estávamos mudando do modelo de agricultura mecânica, ainda hoje utilizada em muitos países, especialmente os de clima frio, para

Charles Echer

Depois de Plantio Direto, o Controle de Tráfego de Máquinas é um dos passos importantes dentro da lavoura, pois melhora o gerenciamento das passadas com diminuição do consumo de combustível e do tempo necessário para a execução dos trabalhos o modelo químico de produção agrícola. Com isso, deixamos de utilizar arados e grades e diminuímos o uso de subsoladores. Houve a necessidade de adequarmos as máquinas, com destaque para as semeadoras que ficaram mais robustas e ganharam um disco de corte de palha frontal maior que nas convencionais para iniciar o processo de abertura do sulco sem que o solo tivesse sido mobilizado antes da semeadura. Outros avanços decorrentes desta mudança foram a melhoria na eficiência da pulverização, com a utilização de pulverizadores autopropelidos e aéreos, e o gerenciamento de suas passadas utilizando sistema global de navegação por satélite, com localização em tempo real, precisão e acurácia. Associado à evolução das máquinas e dos navegadores, buscou-se melhorar os sistemas de produção agrícola, com destaque para o manejo da palhada, a rotação de culturas e a genética. Enquanto utilizávamos a agricultura mecânica, o solo era revolvido a cada cultivo a uma profundidade de 15cm a 25cm, o que promovia a descompactação nesta camada, ficando a preocupação com a compactação apenas na profundidade imediatamente abaixo, o chamado pé de arado, mitigado pelo uso de subsoladores até a profundidade de aproximadamente 30cm. Tanto no modelo mecânico quanto no químico, as máquinas trafegavam em toda a lavoura sem controle, o chamado tráfego aleatório. No Plantio Direto, sem o revolvimento e a subsolagem, acabou surgindo problemas de compactação da camada superficial, especialmente em solos argilosos, o que, em parte, deve-se ao peso elevado das máquinas e ao seu tráfego aleatório, sem considerar a Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Francisco Faggion

Fotos CTF 2015

No sistema de Controle de Tráfego de Máquinas a bitola das colhedoras também é adaptada, bem como os tubos de descarga do graneleiro são alongados para permitir que o trator rode sobre os trilhos com o reboque

umidade e a capacidade de suporte de carga do solo. Neste período, o peso total dos tratores passou de 2.600kg para 12.000kg, aproximadamente, o que gerou o aumento do peso por eixo em mais de 4,5 vezes. Sem considerar a distribuição e a transferência de peso que ocorre durante a tração, passamos de 650kg para 4.000kg por eixo. É ainda mais dramático quando se observam colhedoras de grãos com mais de 20.000kg e adicionando a carga de 10.000kg, podem ultrapassar os 30.000kg. Isto tudo trouxe consequências na compactação do solo em profundidades maiores, ou seja, entre 40cm-60cm, o que é pouco estudado e até mesmo desconhecido, portanto desconsiderado. Para a redução da compactação superficial do solo foi aumentada a área de contato pneu-solo e adotados alguns avanços na tecnologia dos pneus. Quanto à utilização de rodados mais eficientes, ainda estamos na fase de transição dos pneus

convencionais para os radiais com ganhos na eficiência de tração e diminuição da compactação. Entretanto, ainda podemos melhorar esses aspectos com a utilização de pneus de baixa pressão e alta flutuação, semiesteiras e esteiras, preferencialmente de borracha. Em solos arenosos, o efeito da organização do tráfego nas lavouras pode não ser tão facilmente percebido devido à baixa suscetibilidade deste a compactação. Mesmo assim, o controle do trânsito dentro da lavoura melhora o gerenciamento das passadas com diminuição do consumo de combustível e do tempo necessário para a execução dos trabalhos. Há que se chamar a atenção para apossibilidade de existência de camadas argilosas subsuperficiais nestes tipos de solo que podem sofrer o mesmo efeito de compactação profunda que os argilosos devido ao peso e ao tráfego aleatório das máquinas, mesmo em condições de solo superficial mais adequadas para o trânsito de máquinas.

Várias tentativas têm sido feitas visando diminuir e controlar o tráfego na lavoura com a modificação, a configuração ou o gerenciamento das máquinas, tanto empíricas quando de pesquisa ou de desenvolvimento. Cita-se a construção de tratores agrícolas do tipo barra porta-ferramentas com bitola, podendo chegar a 10m, onde são colocados os kits para realizar diferentes atividades. Este teria maior dimensão lateral ao invés de longitudinal, como são fabricados atualmente. Entretanto, até o momento, a melhor alternativa visualizada continua sendo a utilização das máquinas como são com alguns ajustes para a sua adequação, sem necessidade de grandes investimentos para alterar a sua configuração. O Controle de Tráfego de Máquinas (CTF) consiste em disciplinar e controlar as passadas das máquinas com a criação de caminhos específicos ou carreadores permanentes para

Exemplos em lavouras europeias onde o tráfego controlado é utilizado em culturas como cebola e beterraba

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a circulação das máquinas dentro da lavoura, utilizando um sistema global de navegação por satélite (GNSS). Neste caso, as máquinas trafegam nesses caminhos durante os cultivos ano após ano, mantendo a maior área possível isenta de tráfego. As áreas onde não há passagem de rodados, não sofrem o efeito da compactação do solo, o que aumenta a disponibilidade de água e facilita a semeadura e a penetração das raízes para a exploração de água e nutrientes em áreas mais profundas. Já nos caminhos onde as máquinas “pisoteiam” ocorre o inverso, há compactação do solo e isto aumenta a capacidade de tração e facilita o tráfego, sendo benéfico, principalmente com umidade de solo elevada. Com isso, a pulverização e a colheita podem ser feitas com o solo mais úmido, desde que as condições das plantas e ambientais estejam adequadas para a realização da atividade pretendida. O custo de aquisição de equipamentos de navegação por satélite tem diminuído, a exemplo de outros eletrônicos e a popularização do seu uso, como no caso de aplicativos para transporte individual de pessoas, podem contribuir para o maior acesso a este método de trabalho em vários tipos de cultivo e tamanho de propriedade. Já é sabido que o CTF contribui para o gerenciamento geral da propriedade, organiza as atividades dentro da lavoura, melhora as características do solo, promovendo maior disponibilidade de água e de nutrientes, evita a compactação do solo e aumenta a produtividade. Devido a melhorar as condições de tráfego pela remoção parcial do off road das máquinas, exige menos potência total por hectare trabalhado, menor consumo de combustível e menos máquinas por propriedade. A logística utilizada para gerenciar o tráfego dentro da lavoura diminui a distância total percorrida pelas máquinas para efetuar o mesmo trabalho e evita o repasse, tornando verdadeira a frase “uma vez feito, está feito!”.

Para o caso específico da utilização do CTF em lavouras de grãos, há a necessidade de ajuste das máquinas agrícolas, especialmente da bitola e o alongamento do tubo de descarga das colhedoras. Devido à bitola das colhedoras normalmente ser de 3m, sugere-se esta como padrão, sendo medida de centro a centro dos rodados. Para os tratores, o eixo traseiro normalmente permite o ajuste e para o dianteiro há duas possíveis soluções: alguns fabricantes têm um eixo com bitola de 3m ou a colocação de alongadores dos eixos normais semelhantes a luvas com flange. Já para o alongamento do tubo de descarga, o ideal é que os fabricantes de máquinas façam o dimensionamento, com a indicação do material e as dimensões adequadas para as suas máquinas e o modelo de tráfego adotado. Antes de iniciar o CTF deve-se avaliar as condições das lavouras e as características das máquinas de cada propriedade para definir a bitola e o arranjo das passadas, sempre múltiplo de três. Como exemplo, caso a maior barra do pulverizador aceitável para as condições do terreno seja de 30m, a semeadora e a colhedora de grãos devem ter 10m de largura de trabalho. Neste caso, a semeadora de grãos graúdos poderia ter as linhas espaçadas em 0,50m

ou 0,45m e na posição onde passam os rodados 0,75m. Utilizando tratores com rodados de 0,60m de largura evita-se o “pisoteio” de linhas. Para o cultivo de grãos miúdos, até o momento semeia-se toda a área e “pisoteiam-se” os caminhos. Entretanto, estes poderiam ser mantidos com algum tipo de cobertura, sem que sejam semeados. Como exposto, uma passada do pulverizador cobre três passadas das outras máquinas, todas com bitola padronizada. Como dito anteriormente: seria o controle de tráfego o próximo passo do Plantio Direto? A tendência mundial para a adoção dessa metodologia de trabalho no campo parece estar clara. As vantagens ainda estão pouco comprovadas pela pesquisa, a literatura ainda é incipiente e a sua adoção é pouco disseminada, especialmente nas Américas. Contudo, o seu conceito e a visualização da praticidade do uso após a sua implantação deverão transpor os obstáculos atualmente existentes, a exemplo dos vividos no período de implantação do sistema de cultivo Plantio Direto. Os grandes favorecidos com a adoção parecem ser os agricultores, os consumidores e o .M meio ambiente. Francisco Faggion, UNB

Como funciona o sistema de Controle de Tráfego de Máquinas

.M

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PULVERIZADORES

Atenção nas manobras

A análise operacional para aplicação de defensivos agrícolas é importante para a escolha do equipamento mais adequado, permitindo rapidez na aplicação e racionalização de custos, sem prejuízo da eficiência do controle fitossanitário

A

eficiência da pulverização é dependente da estrutura fundiária e do tempo perdido nas manobras, no reabastecimento, na calibração e na limpeza, dentre outros. É um fator de extrema importância que afeta diretamente a capacidade de campo operacional. Para avaliar o desempenho operacional de um pulverizador autopropelido, foi realizado no município de Sinop (MT), na fazenda Aeroporto, um estudo sobre o desempenho e a capacidade de campo operacional. A aplicação de defensivos foi realizada na cultura do

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algodão, que estava em pleno desenvolvimento vegetativo, com volume de aplicação de 60L/ha. A coleta de dados foi realizada para dois talhões da fazenda. O primeiro, denominado talhão 29, com área tratada de 189,9ha, e o talhão 38, com área tratada de 128,9ha. A aplicação foi realizada com o pulverizador autopropelido marca John Deere, modelo 4730. Dois cronômetros foram usados para marcar os tempos de deslocamento do pulverizador aplicando no talhão, as manobras e os reabastecimentos. Um aparelho receptor de GPS marca Garmin, modelo Vista,

foi colocado na cabine da máquina para marcação de rotas com intervalo de tempo de 10s, onde ficaram armazenadas sua localização, a velocidade e outras informações. O pulverizador era regulado e também era realizada a limpeza no final do dia anterior, para evitar perdas da jornada de trabalho. O defensivo agrícola utilizado foi difenoconazol (Score), um fungicida sistêmico do grupo químico triazol. A água utilizada para calda foi de um reservatório com capacidade de dez mil litros. Com auxílio de uma bomba elétrica com vazão de 470L/min abas-

Case IH


Figura 1 - Mapa da atividade de pulverização. Fonte: Google Earth

tecia-se o reservatório do pulverizador e anotava-se o tempo de abastecimento na planilha. O trabalho de pulverização foi iniciado no talhão 29, que fica próximo à área da sede com uma distância média de 200m. Na aplicação do talhão 29, foram realizados quatro reabastecimentos do reservatório de calda no local próximo da sede. Logo após a aplicação no talhão 29, o pulverizador se deslocou para o talhão 38 e o reservatório foi reabastecido em um segundo local “carreador” ao lado da área cultivada. Nesse ponto, estava a carreta pipa com água, tracionada por trator Massey Ferguson modelo 275, onde foi acoplada à TDP do mesmo uma bomba de vazão de 330L/min, para impulsionar o líquido pelas mangueiras até o reservatório do

Figura 2 - As divisões do tempo de interrupção no talhão 29

pulverizador. Ocorreram três reabastecimentos do pulverizador para a aplicação no talhão 38; ao final da operação na área, foi finalizado o trabalho. De posse dos dados coletados em campo foram utilizadas equações como parâmetro para o desempenho operacional analisado. Os dados analisados foram a capacidade de campo efetiva (CcE) e a capacidade de campo operacional (CcO) para chegar ao rendimento de campo efetivo (RcE), como pode ser visto no box com as equações. Os dados coletados em campo foram descarregados e trabalhados por meio de planilha eletrônica, onde foram calculadas a capacidade efetiva e operacional de cada talhão, a eficiência de campo, como também a logística de pulverização.

Figura 3 - As divisões do tempo de Interrupção no talhão 38

Foram descarregados os dados do aparelho receptor de GPS Marca Garmin Vista pelo software GPS TrackMaker, onde foram adquiridas informações como comprimento de cada amostra, velocidade em cada ponto, localização geográfica e tempos das atividades. Toda a área de interesse do trabalho foi detalhada e representada para o estudo com os dados trabalhados no TrackMaker. Foi possível, através de uma ferramenta no software, visualizar a área no Google Earth. Esse processo ajudou na interpretação das informações e serviu de parâmetro para análise. Na Figura 1 estão identificados com azul-escuro os pontos onde o pulverizador aplicou nos talhões. A cor mais clara representa o deslocamento da

Figura 4 - Tempos de reabastecimento do reservatório do pulverizador

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Tabela 1 - Capacidades de campo e rendimento para o talhão 29 e 38 e simulação de capacidades de campo e rendimento para vazão de bomba de 1100 L/min Talhão Capacidade de campo Capacidade de campo efetiva CcE (ha/h) operacional CcO (ha/h) 29 77,66 52,39 38 71,25 44,94 Média 74,46 48,66

Rend. Capacidade de campo Capacidade de campo (%) efetiva CcE (ha/h) operacional CcO (ha/h) 67,46 77,66 56,46 63,07 71,25 50,68 65,26 74,46 53,57

máquina quando não estava aplicando, seja indo ou voltando do local de reabastecimento, ou de deslocamento improdutivo. Foram também marcados pontos de importância na área, como, por exemplo, o ponto final de trabalho e o de abastecimento. Os valores obtidos dos tempos máquina e capacidade operacional foram coletados na jornada de trabalho da fazenda, no qual a temperatura, a umidade relativa e o vento estavam em condições ideais para pulverização.

TEMPO DE INTERRUPÇÃO (TI)

No tempo em que a máquina teve a sua aplicação interrompida por algum fator do trabalho, cada tipo de interrupção nos talhões é representado a seguir (Figuras 2 e 3). O tempo de deslocamento do pulverizador, que é o tempo improdutivo da máquina indo para o reabastecimento e voltando para área de aplicação, foi maior no talhão 29 e acrescentou 37% no tempo de interrupção (Figura 2), evidenciando que o pulverizador percorreu maior distância para o reabastecimento, comparado com o talhão 38.

O tempo de reabastecimento do tanque de mistura do pulverizador foi o que mais acrescentou ao tempo total de interrupção nos dois talhões, sendo o de maior valor no talhão 38, com 59% (Figura 3). Podemos observar que no talhão 29, onde ocorreram quatro reabastecimentos, o tempo de enchimento do reservatório foi menor, porque foi realizado com auxílio de uma bomba elétrica de maior vazão, e no talhão 38, onde ocorreram três reabastecimentos, os tempos foram maiores (Figura 4), pois eram realizados com uma bomba de menor vazão. Se fosse possível ter a vazão do primeiro local de reabastecimento (470L/min) para o segundo talhão da lavoura, o tempo total de reabastecimento diminuiria de 0,45h para 0,32h, ocasionando em um menor tempo de interrupção e melhorando a capacidade operacional. Para uma representação geral do estudo, foi feita a média nos dois talhões para os tempos de interrupções (Figura 5). O tempo de reabastecimento correspondeu ao maior percentual dos

Figura 5 - Tempo de Interrupção médio

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Rend. (%) 72,69 71,12 71,91

tempos de interrupção com 53%, podendo este ser melhorado com o aumento da vazão da bomba de enchimento do reservatório de calda. O tempo de virada ou manobra correspondeu ao menor tempo de interrupção, justificado por serem áreas planas e de formato regular.

TEMPO MÁQUINA (TM)

As Figuras 6 e 7 demonstram a composição do tempo máquina. O tempo de produção nos dois talhões foi o que mais contribuiu para o tempo máquina, sendo que no talhão 29 (Figura 6) ele representa maior porcentagem de participação, 68% no tempo total de 3,62h ou tempo máquina. O tempo máquina no talhão 38 (Figura 7) evidenciou que o tempo de interrupção neste talhão contribuiu com um percentual maior, com interferência dos fatores comentados anteriormente, como o tempo de abastecimento, que foi responsável também por esse aumento. Na Figura 8 observamos que o tempo de preparo (Tpe) foi muito próximo para ambos os talhões, pois representou apenas o tempo de abastecimento do tanque de combustível no início do dia.

SIMULAÇÃO

Com os dados obtidos em campo, foram calculados a capacidade de campo efetiva e operacional de cada talhão e o rendimento dos mesmos

Figura 6 - Tempo máquina no talhão 29


Figura 7 - Tempo máquina no talhão 38

para os dois métodos de cálculo de capacidade de campo operacional. Também foi feita uma média entre os talhões 29 e 38 com as vazões de bomba de 470L/min e 330L/min e simulado com os dados do talhão 29 e 38 com uma bomba de reabastecimento com vazão de 1.100L/min (Tabela 1). No mercado nacional existem opções de bomba para reabastecimento do reservatório do pulverizador com capacidade de vazão de até 1.100L/ min. A vazão mais elevada reduz o tempo de interrupção do pulverizador, impactando diretamente na capacidade de campo operacional e no rendimento. Muitas vezes o produtor rural fica preocupado em aumentar o tamanho da barra de pulverização, diminuir o volume de calda e aumentar a velocidade, mas esquece do detalhe da bomba de reabastecimento do reservatório. Com a simulação do aumento da vazão da bomba de reabastecimento, a capacidade operacional média aumentou em 4,91ha/h e obteve um aumento de 10% no rendimento operacional efetivo médio.

CONCLUSÕES

O tempo gasto para o reabastecimento do reservatório do pulverizador, seguido do tempo de deslocamento para reabastecimento, representou uma alta influência no tempo de interrupção da aplicação, sendo estes os mais impactantes. A vazão da bomba de reabasteci-

Figura 8 - Tempo máquina médio

mento do reservatório do pulverizador foi o que mais influenciou na capacidade operacional, sendo indicado optar .M por bombas de vazão elevada.

Thiago Martins Machado e Danilo Gonçalves Batista Queiroz, UFMT Étore Francisco Reynaldo, Monsanto

Equações utilizadas para calcular o rendimento de campo efetivo

A

capacidade de campo efetiva (CcE) é a capacidade efetivamente demonstrada pela máquina. O tempo de produção é o tempo no qual a máquina efetivamente foi utilizada na operação. Para o cálculo da capacidade de campo efetiva (ha/h) foi usada a equação 1. A capacidade de campo operacional (CcO) é a capacidade da máquina observada em condições reais de operação, onde se levam em conta todos os efeitos dos fatores operacionais. A capacidade de campo operacional (ha/h) foi calculada de acordo com a equação 2. O tempo máquina (TM), (equação 3) é constituído pelo tempo de preparo, o tempo de interrupção e o tempo de produção. Nesta equação, TPe (tempo de preparo) é o tempo consumido no preparo da máquina para entrar em operação e para deixá-la em condições de ser armazenada no galpão após a operação. TI (tempo de interrupção) é aquele gasto em interrupções decorrentes do próprio trabalho da máquina quando

em operação em campo, TPr (tempo de produção) é aquele efetivamente foi consumido no trabalho para o qual a máquina foi projetada. O tempo de interrupção (TI) (equação 4) é representado por tempo de reabastecimento, tempo de deslocamento e tempo de virada. Neste caso, o Tr (tempo de reabastecimento) refere-se ao tempo utilizado para o reabastecimento do reservatório do pulverizador; o Td (tempo de deslocamento) é representado pelo tempo no qual a máquina se desloca, indo para o ponto de abastecimento ou vindo deste ponto até o ponto de retomada do trabalho interrompido e o Tv (tempo de virada) representa o tempo gasto em virada na cabeceira de cada faixa de aplicação. A capacidade de campo operacional representa uma fração da capacidade efetiva, portanto, ela é sempre menor, uma vez que considera todas as interrupções durante a operação. Essa relação foi calculada através do rendimento de campo efetivo (%) e está na equação 5.

Equações Equação 1 - CcE =

Área Tratada Tempo de Produção

Equação 2 - CcO =

Área Tratada Tempo máquina

Equação 3 - TM = TPe + TI + TPr Equação 4 - TI = Tr + Td + Tv Equação 5 - RcE =

CcO CcE

100

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CAPA

Steiger 550

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O Steiger 550 da Case IH é um dos tratores mais potentes em utilização no Brasil atualmente. A combinação de seu motor de 558cv de potência com chassi articulado faz deste trator um verdadeiro gigante, capaz de tracionar implementos de qualquer tamanho


T

estar um dos maiores tratores brasileiros da atualidade não poderia mesmo ser fácil. A equipe da Revista Cultivar Máquinas e da Universidade Federal de Santa Maria percorreu mais de 5.400km, via aérea e terrestre, e mais um trecho de estrada de chão de 60 quilômetros para chegar no interior do município de Comodoro, no Mato Grosso, onde o gigante articulado Steiger 550 estava trabalhando no plantio de milho safrinha. O trator Case IH Steiger 550 que

testamos faz parte de uma linha, formada por sete modelos, que a marca oferece para os grandes projetos agrícolas e para atender grandes demandas de equipamentos de maior porte. Os modelos que compõem a linha são todos denominados Steiger, com potência nominal de 375cv (modelo 370), 426cv (modelo 420), 477cv (modelo 470), e o modelo 550, com 558cv, que testamos para este número da revista. Estão sendo lançados, ainda este ano, mais três modelos, Steiger 500, 540 e 620, e o 550 se transformará em Steiger 580. Desta forma, o portfólio da Case para a linha Steiger passará de quatro para sete integrantes no Brasil com o lançamento dos modelos 540 e 580. Este modelo, atualmente 550 e no futuro 580, atende a Norma Tier 4B de emissões, o que supera a exigência da normativa brasileira Proconve MAR-I, da mesma f o r m a como no futuro mo-

Fotos Charles Echer

O Steiger vem com seis válvulas de controle remoto (VCRs) de série

delo 620 que será lançado. Os menores atendem à exigência brasileira, pois até no modelo 470, o atendimento no exterior é para a normativa Tier 4. Ressalta-se que nos tratores Steiger não é necessária a regeneração ativa dos filtros de partículas, como nos casos de outras marcas e modelos. A série Steiger é produzida nos Estados Unidos, na fábrica que a Case IH mantém no estado norte-americano da Dakota do Norte, na cidade de Fargo, no Condado de Cass. Desde que estes tratores foram trazidos ao Brasil, eles causaram bastante expectativa e, em 2017, dos 45 tratores comercializados no país, nesta faixa de potência, 30 foram da Case IH e o restante distribuído em outras duas

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Fotos Charles Echer

O capô basculante possui uma grande área vazada que facilita a entrada de ar para admissão do sistema de arrefecimento

marcas. A expectativa é de que em 2018 sejam vendidos 60 tratores. Todos os tratores da série Steiger são 4x4 integral, com articulação central do chassi. Com o aumento da potência dos tratores, a estrutura de trator tipo 4x2 com tração dianteira auxiliar chegou ao seu limite. Não é mais possível transmitir toda a potência e o torque dos motores com uma estrutura que não seja integral, com rodas isodiamétricas e distribuição de peso igual entre os eixos. Assim, para esta faixa de potência há

que se considerar apenas este tipo construtivo, sob pena de não alcançar alta eficiência em tração. Na linha, distinguem-se facilmente duas estruturas, a primeira denominada de chassi curto (inclui os modelos 370, 420, 470) e a outra, o chassi largo, que inclui os modelos 500, 540, 580 e 620.

TESTE

Para o teste que queríamos fazer, com alta exigência de tração, o concessionário e o produtor agrícola nos

ofereceram para utilizar o conjunto mecanizado formado pelo trator e por uma semeadora Case IH 3236 Easy Riser de 36 linhas. Na verdade, é um conjunto de duas máquinas de semeadura de 18 linhas acopladas em tandem. Na versão que testamos, ela estava equipada com sulcador de adubo do tipo disco duplo, em que o consumo estimado de potência é de 8cv/linha a 7cv/linha quando só se utiliza como semeadora, sem a colocação de adubo. Nas outras áreas de produção que o produtor mantém em Campos de Júlio, onde utiliza sulcador de facão, a exigência estimada é de 13cv/linha. Neste caso, foi fácil comprovar uma verdade que é conhecida pelos usuários, em que se estabelece uma grande diferença entre os tratores articulados e os tratores com tração dianteira auxiliar. Como a semeadora passou a ser um dos equipamentos mais importantes e utilizados, se afirma que nos tratores de tração integral o limitante para a execução de um sistema eficiente é a semeadora, enquanto que nos tratores de tração dianteira auxiliar (TDA) o limite é o próprio trator. A informação coletada durante o teste era de um consumo volumétrico de 45 litros por hora, o que, pela capacidade de campo operacional do trator, representa um consumo

O Steiger possui radiadores para arrefecimento do ar-condicionado, do óleo da transmissão, da água do motor, do intercooler e um trocador de calor para o óleo diesel que retorna ao tanque de combustível

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de apenas quatro litros de diesel por hectare. As informações do operador indicavam que este consumo aumenta para 60 a 70 litros por hora nas outras áreas em que utiliza o sulcador fixo, do tipo botinha. Pela reduzida velocidade de deslocamento que praticamos durante o teste, entre 6km/h e 6,1km/h, e a configuração da máquina, com sulcadores de disco para adubo e semente, o patinamento foi extremamente reduzido, ao redor de 1%, o que demonstrava que a demanda poderia ser aumentada, pelo acréscimo de linhas de semeadura, aumento de velocidade e diminuição do peso total do trator. No entanto, durante o teste, mantivemos as condições operacionais desta área, que por sua vez repetiam a configuração utilizada nas demais áreas em que se utilizava este trator, onde é utilizado sulcador de adubo fixo, tipo botinha. Embora o fabricante recomende que a carga do motor deva ficar entre 80% e 100%, pela reduzida velocidade em que conduzimos os testes ela situava-se entre 45% e 50%. Na operação, mesmo para quem

apenas estava conhecendo o funcionamento do trator, a simplicidade é a marca. Para a colocação em funcionamento, deve-se apenas dar um toque no pedal da embreagem, mover a posição do inversor do neutro à posição à frente e acelerar o movimento com o uso do comando multifunção. Para acionar o piloto automático há três maneiras simples: através de um interruptor no console, outro no comando multifunção e, ainda, usar a tela sensível ao toque no monitor lateral. Para colocar o equipamento em trabalho, deve-se apenas abaixá-lo usando um pequeno interruptor ao alcance do dedo polegar. No final do trajeto para realizar a manobra, pode-se repetir todos estes movimentos ao contrário ou apenas usar o

recurso de programação de manobra.

CHASSI

Um dos diferenciais deste trator é o uso de um chassi estrutural, feito em chapa metálica cortada e moldada. É uma estrutura robusta, porém o trator modifica a direção de deslocamento por articulação do chassi, onde todos os componentes estão colocados de forma independente. O motor e a caixa de marchas estão ligados a este chassi por meio de coxins de borracha que amortecem os ruídos e as vibrações, trazendo conforto ao operador, menor desgaste de componentes e uma maior facilidade de manutenção, quando estes componentes necessitarem ser retirados. Como finalização do chassi, formando um conjunto estrutural, o fabricante montou um suporte frontal (bumper), de ferro fundido, onde são presos os pesos dianteiros e todos os componentes frontais do motor.

MOTOR

Detalhe do chassi articulado

O motor que equipa este modelo é o FPT Cursor 13, com seis cilindros, 24 válvulas e 12,9 litros de volume Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Charles Echer

Debaixo de uma das escadas de acesso à cabine estão instalados filtros e placas eletrônicas que podem ser acessados facilmente

total, o que proporciona 558cv de potência nominal, podendo chegar de maneira instantânea até 614cv, com a ação do Power Boost, que serve para vencer sobrecargas decorrentes do trabalho. Com isto, aquelas sobrecargas decorrentes da operação, como picos de fluxo hidráulico, esforço instantâneo na TDP e obstáculos do terreno, podem ser vencidas sem que a rotação do motor caia e a velocidade de deslocamento seja afetada. O torque máximo deste motor com injeção eletrônica é de 2.540Nm a 1.400rpm. Particularmente neste modelo a aspiração é feita com o auxílio de dois turbocompressores

que atuam em dois estágios, o primeiro para reagir em situações de baixas rotações e o segundo para altas rotações. Para o arrefecimento de todos os fluidos, o projeto contemplou uma série de radiadores, sendo que à frente estão colocados os trocadores de calor do condicionador de ar (em cima) e do óleo da transmissão (abaixo). Atrás destes encontram-se os trocadores de calor da água do motor em uma das partes e do intercooler na outra. Mais atrás, ainda uma novidade, necessária neste tipo de trator, que é o trocador de calor do combustível, que faz como que o

O trator, que impressiona pelo seu tamanho e potência, tem sua operação simplificada

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diesel que retorna quente do motor seja resfriado antes de retornar ao tanque. Para o acesso ao motor foi previsto um amplo capô basculante, que expõe todos os componentes do motor para manutenções periódicas e corretivas. Na parte frontal deste capô, o projeto previu uma extensa área vazada para troca de calor. Como este trator é fabricado para o mercado dos Estados Unidos, tem previsão de atendimento de normativas norte-americanas de restrição à poluição. O sistema de catalisador é o SCR light, que utiliza a ureia como substância catalisadora. O padrão atendido é o Tier 4B, ao qual a exigência brasileira contida no padrão Proconve MAR-I também é satisfeita. A experiência da empresa neste período de utilização deste modelo no País é de que o consumo de Arla fique em torno de 1% a 3%, na maioria dos casos em 2,1%. O fabricante acredita que o custo da substância catalisadora compense a perda de potência provocada nos outros sistemas que não utilizam ureia fazendo reaproveitamento de gases do escape. Para alimentar este motor e ainda assim manter autonomia para jornadas extensas de trabalho, como as que se praticam nas grandes áreas de produção, como esta que visitamos,


Escadas de acesso à cabine e acesso aos tanques de combustível

foi disponibilizado um depósito de combustível de 1.760 litros.

TRANSMISSÃO

O Steiger 550 utiliza uma transmissão full powershift, com 16 marchas à frente e duas à ré, com acionamento automático e velocidade máxima de 40km/h. A velocidade mínima depende da sensibilidade de movimentação da alavanca multifunção, podendo ser próxima a zero. Um sistema inteligente, denominado

APM (Gerenciamento Automático de Produtividade) pelo fabricante, gerencia a transmissão ajustando a rotação do motor e selecionando a marcha de trabalho em função da velocidade pré-fixada pelo operador na configuração que ele estabelece. Dentro da gestão do APM podem ser escolhidos três modos. O primeiro é para tráfego em deslocamento e transporte (Estrada), o segundo é o modo Campo, para operações agrícolas, com gerenciamento manual pelo operador, e o terceiro, inteligente, integra informações de sensores e estabelece a rotação e a marcha em função da velocidade.

Console lateral com joystick e painel de avisos

O Steiger vem com a lastragem máxima necessária, mas que o cliente pode retirar conforme a necessidade. São pesos metálicos colocados na parte traseira, próximo às válvulas hidráulicas, nos rodados dianteiro e traseiro e num suporte frontal

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A caixa de velocidades é composta de um conjunto de engrenagens e pacotes de embreagens hidráulicas. A troca de marchas se dá pela seleção dos pacotes de embreagens que estão sendo utilizados, portanto não há solavancos nem trancos quando se faz a seleção, por mais que esta seja abrupta. Na prática, o câmbio é sequencial, com o acionamento através de um comando multifunção, o qual proporciona que a velocidade à frente se incremente através de uma simples movimentação da alavanca neste sentido. O sentido do movimento é feito com o deslocamento de uma pequena alavanca posicionada próxima ao volante e acionada pela mão esquerda do operador, que tem a possibilidade de colocá-la em posição neutra, à frente ou à ré. É um tipo de inversor de movimento.

SISTEMA HIDRÁULICO

Todos os modelos da série têm bomba hidráulica de alta vazão 428 litros por minuto para atender as diferentes necessidades dos clientes. O controle remoto de implementos tem de série seis válvulas de controle remoto (VCRs), todas com controle eletrônico e a possibilidade de comandar automaticamente a pressão e a vazão, quando os implementos demandarem com linha de sinal direto. Os tratores para o Brasil são equipados com TDP, que embora não tenha uso muito frequente em uma classe de alta potência, como é o caso

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desta linha Steiger, pode ser usada em vagões, em culturas que usam esta operação de transporte.

RODADOS E PESOS

Como este trator é de tração integral, possui dois eixos móveis sobre o chassi. A inserção das rodas se dá por meio de um flange, aparafusado no eixo passante, que permite a alteração de bitola. Toda a linha Steiger tem o mesmo pacote de pesos, mas que pode ser configurado para cada modelo e situação. Na dianteira do trator, os pesos são colocados nas laterais do suporte dianteiro. São 22 pesos frontais laterais, 11 de cada lado, cada um com 45kg, mais o peso do bumper. Nos rodados, podem ser colocados dois contrapesos por roda, sendo um de 740kg na parte externa ao disco da roda e outro pela parte interna, de 411kg e mais o peso de carretel, que une o rodado duplo, pois são quatro pneus por eixo. Os pneus são iguais nos dois eixos, na medida 710/70R42, tipo radial. Além dos pesos dianteiros e os discos colocados nas rodas, o fabricante

ainda disponibiliza um suporte em que podem ser colocados 28 pesos de 45kg cada na parte traseira do trator, sobre as tomadas hidráulicas. Desta forma, o usuário pode trabalhar sem lastro hidráulico nos pneus. O peso total de trator com toda a configuração pode exceder 35 toneladas. De fato, o trator testado foi pesado na propriedade e resultou em um total de 36.000kg, no que se chega a uma relação massa/potência de 65kg/cv. O fabricante, no entanto, recomenda que na maioria dos casos o peso fique em torno dos 30.000kg, com distribuição de peso que proporcione 50% em cada eixo na condição dinâmica, portanto a maior porção do peso deve estar sobre o eixo dianteiro, em condições estáticas.

CABINE

A cabine do Steiger 550 é realmente um ponto de destaque. Denominada como “Surveyor” pelo


fabricante, ela é dotada de suspensão integral. É muito semelhante à que equipa o Magnum, porém com maior área envidraçada, adequada para a visibilidade que necessita um operador em um trator que se articula no centro, para realizar as manobras. A suspensão integral da cabine se faz com o uso de quatro amortecedores, um em cada extremidade. Além destes amortecedores com sua respectiva mola, a estrutura possui hastes longitudinais e barras de torção para a estabilização, evitando continuidade do movimento de absorção da vibração. Ao lado esquerdo do assento do operador existe um console amplo, com um apoio de braço, acesso a interruptores e à alavanca multifunção, onde o fabricante possibilitou que sejam reunidos até 85% de todas as funções de operação do trator. Na alavanca multifunção o acionamento dos interruptores é feito com a mão direita, utilizando os dedos polegar e indicador. Na frente da alavanca multifunção está colocado o monitor AFSPRO 700 para gerenciamento de toda a informação e o controle do trator e lateralmente, em um plano mais elevado, o monitor PM400 para o controle das funções da semeadora. As telas são

Fotos Charles Echer

O Steiger está preparado para puxar semeadora de até 72 linhas. O seu índice de patinamento durante o teste, tracionando uma semeadora de 36 linhas, foi de 1%

sensíveis ao toque, com entrada USB, permitindo-se o intercâmbio com outros equipamentos, se necessário. Na parte traseira e externa da cabine foi colocada uma barra sinalizadora de luz para dimensionar a largura da máquina, principalmente nos deslocamentos.

TECNOLOGIA

Os tratores Steiger de série apresentam o sistema AFS Guide, para

agricultura de precisão, com predisposição de piloto automático, e o monitor AFS PRO 700. Ressalta-se que todos os tratores têm piloto de série com sinal HP/XP desbloqueado, com antena 372 instalada. O usuário optar por usar o sistema RTX ou o sistema RTK, com contratação direta da Omnistar, através da compra on-line. Na região onde testamos o trator no Mato Grosso e em outras regiões, o sistema RTX

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centerpoint, que estava instalado no trator, é utilizado em mais de 95% dos casos. Um avanço necessário e existente nestes modelos é a possibilidade de realizar a programação de final de linha, com memorizações das funções que o operador deseja executar na operação de manobra. Como outros avanços tecnológicos importantes, deve-se voltar a mencionar os sistemas de Gerenciamento Automático de Produtividade (APM) e o sistema de controle de emissões SCR com pós-tratamento de gases de escape.

LOCAL DO TESTE

O local dos testes foi uma área da Fazenda São Lucas do Guaporé, de propriedade e gerenciada pela Agrícola Zanella, em Comodoro (MT). Tivemos oportunidade de conhecer e receber o acompanhamento do senhor Valdemar Zanella, um dos proprietários, juntamente com seu irmão, Francisco Zanella, que também é sócio em outras duas áreas. O senhor Valdemar trabalha juntamente com o filho, Elton Zanella. A família tem origem na cidade de Águas Frias, no estado de Santa Catarina, onde ainda mantém residência, passando vários períodos do ano. Nos demais períodos de alta intensidade de tra-

balho na produção agrícola, a família ocupa uma casa dentro da Fazenda em Campos de Júlio, ficando envolvida integralmente na atividade. Além deste gerenciamento familiar, eles

A série vem com sistema AFS Guide de Agricultura de Precisão com predisposição para piloto automático

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utilizam os serviços de um técnico agrícola e de um engenheiro agrônomo. A área onde realizamos o teste foi aberta para produção agrícola há 18 anos, porém, devido à transferência de propriedade, estava parada há duas safras, tendo que ser acondicionada para produção em julho de 2017, sendo esta a primeira safra da família na área. Além desta área de 6.800 hectares em que fizemos o teste, a família Zanella possui mais duas áreas em Campos de Júlio, desde 1984, com oito mil hectares, sendo que mil hectares são cobertos com cana-de-açúcar. A família é cliente da marca Case há vários anos e somente deste modelo Case Steiger 550 tem dois tratores desde setembro de 2017. O senhor Valdemar considera que tem feito bons negócios com a


concessionária Case e se considera satisfeito com a marca. Seu principal entusiasmo é em relação às máquinas de colheita, que ao seu ver e na comparação com as demais, considera que são as que provocam menor dano aos grãos e cujo produto sai mais limpo do graneleiro. Além disso, a vantagem de ter uma loja da concessionária perto das duas áreas é um diferencial. Atualmente, a família emprega 108 funcionários entre as três áreas e ver o impacto de sua atividade sobre as famílias é também um ponto de satisfação. Só na área do teste a empresa emprega 18 funcionários fixos, além dos que se deslocam das outras áreas nos picos de trabalho. Além dos funcionários que se deslocam para atender à necessidade de mão de obra, são transferidas máquinas de uma área a outra, que

fica a 220km. O sistema inteligente de compartilhamento de máquinas tem dado certo e auxiliado a diminuir os custos. A exceção à regra são os pulverizadores autopropelidos que são específicos de cada área. Contudo, semeadura e colheita são feitas em duas áreas distantes 220km, com o mesmo maquinário. A principal atividade da empresa é a cultura da soja na safra, introduzindo o milho e o feijão na primeira safrinha. Neste ano, além de outras culturas alternativas, deverão ser cultivados 50 hectares de grãos de bico, para experimentar uma nova cultura. Na fazenda, a jornada de trabalho é de 12 horas, iniciando as 6h e terminando às 18h, onde se faz em torno de 70 a 80 hectares por dia de semeadura com cada conjunto mecanizado. No teste aproveitamos para conhecer dois profissionais da fazenda. O primeiro é o técnico Ronaldo Fornara, natural de Santa Catarina, que está desde 2001 trabalhando com a família Zanella e que atua como gerente de Produção Agrícola. Ele é o encarregado da frota de má-

O motor é FPT Cursor 13, com seis cilindros, 24 válvulas e 12,9 litros de volume total, 558cv de potência nominal e pode chegar a 614cv, com a ação do Power boost

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Concessionário Maxxicase

O

concessionário Case IH que nos apoiou no teste foi a Maxxicase, que desde 2003 atua na região. O seu proprietário é o senhor Luiz Alberto Gotardo e o coordenador da loja filial de Sapezal é o senhor Altair de Lara, que está há dez anos na empresa. A empresa Maxxicase compõe-se de seis lojas. A loja matriz fica em Tangará da Serra e as lojas filiais estão localizadas em Sapezal, Campos Novos dos Parecis, Diamantino, Cáceres e Pontes e Lacerda. O produto comercial principal é a colhedora de grãos, mas em todas as lojas são

quinas, tanto da manutenção como da sua distribuição. Segundo a sua experiência, os maiores problemas enfrentados na região são a reduzida oferta de mão de obra qualificada, para o trabalho com máquinas de grande porte. Em geral, os profissionais que se apresentam não possuem treinamento adequado e necessitam receber esta formação na empresa. Outros problemas generalizados são o deficiente serviço de pós-venda e a assistência técnica dos fornecedores de máquinas, que em geral apresentam deficiência no fornecimento de peças. O ritmo de trabalho é forte e a demanda de máquinas em número e intensidade de uso é muito grande. Aquelas concessionárias que não tiverem estrutura para atender às demandas dos produtores em geral fracassam na região. Para o atendimento de todo o serviço de mecânica requerido pela frota, a fazenda dispõe de quatro mecânicos, serviço de torno e solda, além de ferramentas de todos os tipos. O engenheiro agrônomo da empresa é Cristiano Fellini, formado na Faculdade de Itapiranga, Santa Catarina, que faz o acompanhamento intergral das atividades da fazenda, principalmente as questões ligadas à distribuição de plantas na área, à avaliação de perdas de colheita e ao acompanhamento das pragas e doenças que ocorrem durante o ciMarço 2018 • www.revistacultivar.com.br

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vendidos todos os tipos de equipamentos e produtos relacionados a máquinas agrícolas, principalmente os tratores, as semeadoras e os pulverizadores. Além do senhor Altair, esteve conosco o senhor Clovis Oliveira, que é especialista AFS da empresa e tem a missão de instalar, treinar e dar manutenção a todos os equipamentos de alta tecnologia da marca. Para ele, o produtor já adquiriu dependência destes produtos de alta tecnologia e no seu entender não há mais volta ao sistema praticado convencionalmente.

clo. Durante as operações agrícolas é ele quem controla a qualidade da operação. Explicou que por questões de tipo de solo e presença de afloramento de pedras, nesta área que realizamos o teste se utiliza apenas disco para o sulcamento, enquanto que na outra fazenda se usa sulcador de botinha. No seu entender, o fato de que a maior parte da frota seja da marca Case facilita em muitos aspectos. O terceiro profissional que interagirmos foi o operador Marcio Ferreira de Carvalho, que está trabalhando para a família Zanella desde setem-

bro de 2016, mas que já é operador há algum tempo e recebe treinamento e cursos de operador desde 2008, morando em Campos de Júlio a partir desta época. No seu entender, um grande salto de tecnologia ocorreu a partir de 2010, melhorando a qualidade do trabalho dos operadores, principalmente o conforto. A soja, que é principal produto agrícola da empresa, é implantada na quantidade de 250kg de semente por hectare, o que dá aproximadamente 250 mil plantas por hectare. No milho, a população na safrinha é de 60 mil plantas por hectare, sem a necessidade de irrigação, pois na região chove quase todo o dia, durante o ciclo das culturas. A produtividade média da soja alcança 80 sacos por hectare, o que é superior à média da região. Com respeito às doenças fúngicas, a altitude de 230m desta área contrasta com os 700m de altitude da área de Campos de Júlio, modificando a necessidade de tratamento, mas que em média provoca um manejo de quatro aplicações de fungicida para .M a ferrugem.

José Fernando Schlosser, Laboratório de Agrotecnologia/ Nema/UFSM

O teste foi realizado na Fazenda São Lucas do Guaporé, no município de Comodoro, interior do Mato Grosso


EVENTOS

Inovação no Sul Produtores que visitaram as duas principais feiras do Sul do Brasil conheceram os primeiros lançamentos de máquinas agrícolas em 2018. Show Rural da Coopavel e Expodireto Cotrijal foram as vitrines escolhidas para a apresentação das principais novidades das empresas do setor

Fotos Coop

avel e Expo

D

uas das maiores plataformas do Brasil para lançamento e exposição de inovações das empresas e instituições do agronegócio ocorreram no primeiro trimestre de 2018: o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), de 5 a 9 de fevereiro, e a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque

(RS), que ocorreu de 5 a 9 de março. Nos dois eventos, o montante de negócios fechados ultrapassou as previsões, assim como o número de visitantes a passarem pelas feiras. O Show Rural Coopavel, que comemorou 30 anos de feira em 2018, também celebrou recorde de público: 265.350 pessoas em cinco

direto

dias. A expectativa de negócios para este ano era de R$ 1,5 bilhão, ultrapassada em R$ 300 milhões do que foi previsto, alcançando R$ 1,8 bilhão. Na Expodireto Cotrijal não foi diferente: o montante de negócios chegou a R$ 2,207 bilhões, o que representa uma alta de 4% frente à edição de 2017, que somou Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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Fotos Cultivar

Um dos grandes destaques da Jacto na Expodireto Cotrijal A John Deere lançou o DN 1006, equipamento para a distribuie no Show Rural foi a adubadora Uniport 5030 NPK ção de corretivos e nutrientes sólidos a taxa fixa ou variável

R$ 2,120 bilhões. A feira também bateu seu recorde de público, com 265.600 pessoas passando pelo parque. Com as principais marcas do mercado de máquinas agrícolas presentes nos dois eventos, os grandes destaques em mecanização surpreenderam os produtores gaúchos e paranaenses que visitaram os estandes. Separamos as principais novidades que foram destaques nas duas feiras.

JACTO

Um dos grandes destaques da Jacto, durante sua participação na Expodireto Cotrijal e no Show Rural, foi a adubadora Uniport 5030 NPK. A máquina é uma automotriz com reservatório de 5.000kg de capacidade e faixa de aplicação de até 50 metros. Entre seus principais diferenciais tecnológicos está o Sistema PrecisionWay: uma tecnologia da Jacto para controlar a dosagem, o ponto de queda do fertilizante nos discos e o formato das pás. Outra funcionalidade é o site SmartSet, que contém toda a informação necessária para auxiliar o ajuste de faixa de aplicação. A máquina também possui controle de bordadura, função que ajuda a reduzir erros de aplicação nas operações de bordadura, eviMarço 2018 • www.revistacultivar.com.br

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tando aplicar fertilizante em áreas não desejadas, como carreadores e áreas de reserva. Para maximizar a economia da máquina, o controle automático de seções permite a segmentação da faixa de aplicação em até 12 seções, controladas automaticamente. O sistema traz uma redução no custo de aplicação, ao fechar e abrir as diferentes seções, minimizando as sobreposições nas entradas e saídas da bordadura. Outro diferencial é a capacidade de aplicar produtos em pó com a troca dos conjuntos de discos de distribuição. Além da Uniport 5030 NPK, a adubadora tracionada Tellus 10.000 NPK foi outro destaque da Jacto na feira. A máquina possui reservatório de 10.000kg e faixa de aplicação de até 50m. Assim como a Uniport, a Tellus também possui sistema PrecisionWay, informações disponíveis através do SmartSet e controle de bordadura. Além disso, a máquina tem à disposição as soluções Otmis, marca de tecnologia Jacto em produtos, informações e serviços de agricultura de precisão.

JOHN DEERE

A John Deere lançou, por meio da sua marca GreenSystem, o DN 1006, equipamento para a distribuição de corretivos e nutrientes sólidos

a taxa fixa ou variável. A novidade foi exposta como solução de plantio de alta performance, em conjunto com a plantadeira DB. A marca apostou forte, também, em tecnologia e conectividade. Um dos destaques ficou por conta do sistema de telemetria JDLink, que permite o monitoramento remoto das máquinas e das operações realizadas, de modo on-line e em tempo real. A solução permite o gerenciamento de qualquer lugar, a qualquer instante, a partir de uma conexão com a internet. O acesso às informações pode ser realizado através de equipamentos como laptops, tablets e smartphones. Acompanhar os dados de consumo de combustível, localização da máquina, receber avisos de manutenções necessárias e até mesmo realizar atualizações do equipamento de modo on-line são tarefas possíveis através do pacote de serviços oferecidos pela John Deere, que ainda conta com possibilidade de contratação da geração de relatórios e recomendações para otimizar o desempenho e melhorar as operações. O sistema é compatível com máquinas que possuem motorização eletrônica.

PLA DO BRASIL

Os destaques da Pla foram os pulverizadores autopropelidos


Orion 250, com capacidade para 2,5 mil litros, e o Taurus 320, de 3,2 mil litros, vencedor do Best of the Best, um dos mais respeitados prêmios de design profissional, entregue em julho de 2017, na Alemanha. O concurso é organizado pelo Design Zentrum Nordrheim Westfalen, centro fundado em 1954. O Orion 250 vem equipado com sistema Isoview, tecnologia com eletrônica embarcada que facilita o modo de operação, e motorização MWM. Entre as atualizações recebidas pelos equipamentos está a frente alinhada à nova identidade da empresa, com marca em relevo, na cor prata, com destaque no fundo cinza chumbo. A cabine teve o acabamento renovado, com vidros verdes para melhorar a visibilidade em aplicações noturnas. O sistema Isoview proporciona painel de comando com sistema de pulverização e todos os acionamentos unificados em uma tela. Os motores atendem a legislação de emissões MAR-I e passam a contar com 16% a mais de torque, através de parceria exclusiva da Pla com a MWM.

LS TRACTOR

A LS Tractor levou, para a Expodireto e para o Show Rural, o trator U60 cabinado, de 65 cavalos,

equipado com tecnologia Power Shuttle, testado com exclusividade por Cultivar Máquinas na edição de fevereiro. A transmissão do tipo sincronizada, com reversor de sentido, possibilita 16 marchas à frente e igual número à ré. Durante os eventos, a marca também focou em soluções para proteção do motor e de outros componentes, com o sistema LS Tech Engine Protection, desenvolvido em parceria com a Colven Brasil, que age preventivamente em situações de pane como alta temperatura e baixa pressão de óleo, desligando o motor antes que ocorram danos. A LS também reforçou a aposta em telemetria, através do serviço de controle de dados remotos Unit Control.

MAHINDRA

Entre os destaques da Mahindra na Expodireto e no Show Rural esteve o trator 9500S, com 95 cavalos de potência, equipado com capô de abertura integral, que facilita a manutenção e inspeções de rotina. A plataforma de operação plana oferece melhor acesso e ergonomia ao operador. Reestilizado com novos para-lamas traseiros, o modelo conta com conjunto ótico mais moderno e acabamento automotivo. Todas as versões da linha S da marca dispõem de 12 velocidades

Os destaques da Pla foram os pulverizadores autopropelidos Orion 250 e Taurus 320

à frente e igual número à ré. Baixo custo de manutenção e economia de combustível são diferenciais ressaltados pelo fabricante.

TEEJET

Com 80 anos de existência, a Teejet apresentou o Dynajet Flex 7140, sistema que pode ser instalado sem alterar as características originais do controlador de vazão em qualquer pulverizador, e que permite que o operador escolha qual o tamanho de gota necessário no momento da aplicação - sempre baseado em suas necessidades específicas de condições climáticas ou do tipo do produto aplicado. Além de controlar o tamanho das gotas, o Dynajet Flex 7140 proporciona o monitoramento durante a aplicação, apresentando informações detalhadas ao operador como tipo de bico, tamanho da gota e pressão de pulverização. A Teejet também exibiu um novo modelo de válvula, Série 530 Plunger, que ajuda no controle de abertura e fechamento da pulverização. O conjunto de válvulas possui design compacto, robusto, intercambiável, podendo trabalhar com alto range de pressões. Seu sistema modular possibilita diferentes configurações de conexões e seções, podendo ser facilmente instalada

A LS Tractor levou, para a Expodireto e para o Show Rural, o trator U60 cabinado, com tecnologia Power Shuttle

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Fotos Cultivar

Entre os destaques da Mahindra na Expodireto e no Show Rural esteve o trator 9500S, com 95 cavalos de potência

em qualquer pulverizador.

SEMEATO

A Semeato apresentou ao mercado a nova New Land Full, 100% pneumática, com um pacote tecnológico que inclui o inédito sistema de caixa central de fertilizantes com 3.000kg, além de caixa central de sementes de 1.500kg, para agilizar o abastecimento. A máquina ainda possui como diferencial a utilização de caixa central de adubo com distribuição pneumática DPSF – Distribuidor Pneumático Semeato de Fertilizante. Também apresenta sistema de lubrificação permanente nas linhas de semente e adubo Semeseal e Semeheavy, onde todos os rolamentos são blindados, o que induz a uma redução no tempo de manutenção e agilidade nas operações, dispensando o uso de engraxadeiras. O modelo permite que a máquina trabalhe de forma independente, ou unida através de acoplador (tandem).

A Teejet apresentou o Dynajet Flex 7140, sistema que pode controlar o tamanho das gotas

com conectividade aprimorada, comunicação Isobus e facilidade de operação, que permite ao agricultor melhorar o trabalho no campo com baixo investimento. O novo monitor é facilmente aplicável a toda frota da lavoura, independentemente das marcas. Além disso, o controlador NAV-900, que acompanha o produto, possibilita a transferência de uma máquina para outra de forma rápida e fácil.

PICCIN

Com presença nas duas feiras que abrem o ano agrícola nacional, a Piccin Tecnologia Agrícola levou, para a Expodireto, sua ampla linha de produtos voltados para a cultura do arroz. O destaque desta edição foi a Grade Niveladora Controle Remoto Especial (GNPCRE) Arrozeira, desenvolvida com

estrutura reforçada e projetada especialmente para a cultura do arroz. A grade permite alcançar uma boa profundidade de corte e possibilita um excelente acabamento do trabalho de destorroamento e nivelamento. Com pneus de alta flutuação, boa altura de transporte, é ideal para o trabalho em terrenos alagados.

PIRELLI

A Prometeon (ex-Pirelli Industrial) esteve presente na Expodireto Cotrijal e no Show Rural Coopavel, onde expôs pneus para caminhão, ônibus, tratores e máquinas de construção e mineração com a marca Pirelli. A Pirelli exibiu algumas novidades de sua linha de pneus agrícolas, como nas linhas PHP e PDR22. Um dos destaques da Prometeon

TRIMBLE

Pela primeira vez com estande próprio, a Trimble apresentou aos visitantes e clientes da Expodireto Cotrijal 2018 sua linha de produtos. A marca esteve presente também no Show Rural Coopavel. O destaque da empresa foi o GFX-750, monitor Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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A Semeato apresentou ao mercado a nova New Land Full, 100% pneumática, com um pacote tecnológico que inclui o inédito sistema de caixa central de fertilizantes


A Piccin Tecnologia Agrícola levou, para a Expodireto, sua ampla linha de produtos voltados para a cultura do arroz

O destaque da Trimble foi o GFX-750

no evento foi a família de pneus radiais PHP, com rendimento horário até três vezes superior a um pneu convencional. O modelo PHP85 ganha uma nova medida, 380/85R24, ampliando ainda mais o leque de opções para os produtores. Além disso, o pneu é construído com materiais que reduzem o impacto ao meio ambiente e compostos que alongam a vida útil do produto.

AGRIMEC

A Agrimec participou da Expodireto Cotrijal e do Show Rural Coopavel, onde destacou a Carreta Granbox 23.000, utilizada para recolher os cereais a granel, acompanhando o trabalho das colheitadeiras, tanto em lavouras de terras altas - como soja e milho - quanto de várzeas, como de arroz irrigado. A nova linha de Carretas Graneleiras Granbox foi projetada com tecnologia própria, com chapa de aço 2,65mm, acabamento em pintura PU industrial e sobreceva parafusada.

Marini para colhedoras. Entre as principais vantagens estão a menor compactação do solo, o aumento da produtividade e a economia de combustível. O aumento da tração ainda reduz consideravelmente a patinagem da máquina, proporcionando menos esforço e desgaste da caixa de câmbio e do diferencial, mas elevando resultados em todos os tipos de terreno.

GRAZMEC

Com sua presença na Expodireto Cotrijal e no Show Rural Coopavel, a Grazmec destacou a tratadora de sementes GV 240i. O tratamento é feito pelo sistema Spray System (que pulveriza a semente), com dosagem eletrônica simples de operar, em tela touchscreen e sem contato com o produto – o que possibilita o

armazenamento de até dez receitas em seu software. Além de toda a tecnologia embarcada de controles digitais do volume de sementes e dosagens das caldas, a GV 240i conta com silo pulmão e novos carros frontais integrados e deslizantes, evitando investimentos em periféricos e viabilizando o abastecimento em grandes quantidades. Outro diferencial é a saída da semente tratada, que foi projetada para atender as mais variadas alturas de bags - estrutura compatível com a grande maioria das elevações de empilhadeiras e pás carregadeiras a campo.

JAN

A Implementos Agrícolas Jan S/A participou da Expodireto Cotrijal e do Show Rural Coopavel com seu

MARINI

O grande destaque da Marini, em sua participação na Expodireto e no Show Rural, foi o Rodado Duplo

A Pirelli exibiu algumas novidades na linha de pneus agrícolas PHP

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Fotos Cultivar

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A Agrimec destacou a Carreta Granbox 23.000, utilizada para recolher os cereais a granel

O grande destaque da Marini, na Expodireto e no Show Rural, foi o Rodado Duplo para colhedoras

portfólio de produtos. O destaque nas feiras foi a Carreta Graneleira Tanker Magnu 45.000, que complementou a sua linha de carretas de modelos 35.000 e 40.000. A Tanker Magnu 45.000 apresenta alta capacidade de carga e grande velocidade de descarga. O tubo de 500mm - projetado à frente da máquina - permite visibilidade total do operador no momento do transbordo. O seu rodado também permite a utilização de pneus compatíveis com a topografia da propriedade rural. A carreta vem equipada com kit em lona fácil e freios hidráulicos para um transporte rápido e eficiente da produção agrícola de grãos.

MASSEY FERGUSON

Tradicional participante da Expodireto Cotrijal e do Show Rural Coopavel, em 2018 a Massey Ferguson propôs uma ação especial aos visitantes das feiras: test drives dos tratores MF 6711, MF 6712, MF 6713R Dyna-4 e MF 7719 Dyna-6 lançados no último ano. A família de tratores MF 6700R Dyna-4 com faixa de potência de 115cv a 135cv foi um dos grandes destaques da marca. Com o motor eletrônico em maior interação com a transmissão Dyna-4, a máquina aumenta em até 15% seu rendimento e economiza até 10% de combustível por Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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hectare trabalhado, em condições normais de operação. O sistema de transmissão efetua as trocas de marcha automaticamente. Os instrumentos da transmissão, do sistema hidráulico e da TDP estão integrados em um console mais longo e de fácil alcance para o operador. Ainda no segmento tratores, a Massey Ferguson desenvolveu a série MF 7200 com tratores de 149cv a 190cv de potência. A série MF 7200 possui transmissão sincronizada 12x5, opção de piloto automático (exceto o modelo MF 7214), telemetria, motor eletrônico e um sistema hidráulico com três pontos de levante, sendo também equipado com controle remoto de excelente vazão hidráulica. Já os tratores da série MF 7700 Dyna-6 são robustos, de alto desempenho e possuem potência entre 195cv e 250cv. Ideal para as lavouras de grãos e cana, o grande diferencial da série MF 7700 Dyna-6 está no eixo dianteiro opcional, onde está disponível suspensão frontal, que aumenta a capacidade de tração. O hidráulico dianteiro possibilita trabalhos com dois implementos, um dianteiro e outro traseiro. Já em plantadoras, as já conhecidas linhas MF 500 e MF 700 CFS contam, agora, com os dosadores

pneumáticos Precision Planting, que conferem maior desempenho e plantabilidade ao equipamento. Em função do novo sistema de semeadura vSet, é possível garantir mais de 99% de singulação. O singulador e o disco específico para as culturas são simplificados e não exigem regulagem, evitando erros de calibração.

VALTRA

A Valtra lançou nas duas feiras seu primeiro pulverizador no segmento de 2.500 litros, além de apresentar o sistema Precision Planting das plantadoras HiTech. Com o lançamento do pulverizador BS2517H, a Valtra oferece uma solução aos produtores que buscam maior agilidade e versatilidade. Com chassi flexível e baixo peso operacional, a máquina trabalha nas mais diversas condições de solo e topografia. Outro destaque do novo pulverizador é o controlador de pulverização, que possui plataforma amigável e entrega informações precisas e em tempo real, melhorando o controle e a qualidade na aplicação e reduzindo o impacto ambiental. Nas plantadeiras, a novidade é a inclusão de fábrica da tecnologia Precision Planting, dosadores inteligentes que agregam maior performance na distribuição de sementes


Com sua presença na Expodireto e na Coopavel, a Grazmec O destaque da Jan nas feiras foi a Carreta Graneleira Tanker destacou a tratadora de sementes GV 240i Magnu 45.000, que complementou a sua linha de carretas

nas plantadeiras HiTech e Frontier CFS. O sistema garante mais de 99% de singulação, mantendo o espaçamento entre sementes regular. A Série HiTech de plantadeiras Valtra será oferecida tanto nas versões Semente e Adubo quanto nas versões Seed (somente sementes), e ainda pode ser equipada com o sistema de transmissão hidráulica que permite a aplicação de adubo e semente em taxa variável. Outro destaque da marca foi a nova Série T de tratores que traz todos os modelos equipados com o câmbio automático CVT. O produtor rural pode optar entre quatro faixas de potências: T195 CVT (195cv), T210 CVT (210cv), T230 CVT (230cv) e T250 CVT (250cv). Outra novidade é o sistema hidráulico frontal com capacidade de 4.000kg no eixo dianteiro, além de capacidade de levante traseiro de 9.600kg. Em colheitadeiras, os modelos axiais BC6800, BC7800 e BC8800 trazem os novos motores eletrônicos com tecnologia SCR, adequados à legislação ambiental Proconve MAR-I.

Elas seguem o mesmo conceito de plantio preciso de ponta a ponta, alcançando agora um maior número de produtores com os modelos Absoluta 34 – 32, Absoluta 32 – 30 e Absoluta 28 -26. As Absolutas são plantadoras pneumáticas desenvolvidas para oferecer agilidade e eficiência no plantio onde a fertilização acontece em operação separada. As novas Absolutas possuem chassi dividido em três módulos, o que permite copiar o relevo do terreno, ou seja, a profundidade da deposição da semente é igual em todas as linhas de plantio, mesmo em terrenos irregulares. Apresentam corte mais eficiente da palhada através dos

discos de 22”. Outro diferencial da Absoluta é o Desligamento Linha a Linha, sistema que realiza o desligamento automático das linhas de plantio no exato momento em que o monitor detecta uma área onde o plantio foi realizado anteriormente. Os três novos modelos possuem exclusivo sistema de transporte, rodado com oito pneus com exclusivo sistema de balancim, reservatório de sementes com capacidade de até 3.000kg e sistema DPS (Distribuição Precisa Stara), além de Topper 5500 e Telemetria Stara.

IPACOL

Em 2016, a Ipacol lançou o

STARA

Após o lançamento da plantadeira articulada Absoluta 44 na Agrishow 2017, a Stara apresenta mais três modelos de Absoluta.

A Massey Ferguson propôs uma ação especial aos visitantes das feiras: test drives dos tratores MF 6711, MF 6712, MF 6713R Dyna-4 e MF 7719 Dyna-6

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Fotos Cultivar

Destaque da Valtra foi a nova Série T de tratores que traz todos os modelos equipados com o câmbio automático CVT

conceito do Sistema Integrado de Alimentação Animal (Sian), com uma série de equipamentos que atendem ao processo completo de alimentação animal. Em continuação a este conceito, a empresa apresentou neste ano, no Show Rural Coopavel e na Expodireto Cotrijal, novos produtos que ampliam as possibilidades de o produtor ser atendido com a linha completa da Ipacol. Entre as novidades, a linha de fenação, com segadora simples e condicionadora, enfardadora empacotadora de feno, triturador de fardos com distribuidor no cocho, e a embaladora de fardos. Além disso, formalizaram uma parceria com a fabricante finlandesa Elho,

marca referência nestes produtos. A linha de fenação soma-se aos outros conjuntos fabricados pela Ipacol, como Vagões Forrageiros, Colhedora de Forragem e Distribuidores de Biofertilizantes líquidos e sólidos.

NEW HOLLAND

A linha CR EVO da New Holland Agriculture foi apresentada pela primeira vez aos visitantes da Expodireto Cotrijal e do Show Rural, com os modelos CR5.85 e CR7.90, das classes 5 e 7 Alta, respectivamente. Além dos modelos citados, a família CR tem as “irmãs” CR6.80 (classe 6), CR7.80 (classe 7) e CR8.90 (classe 8). Todos os motores foram atualizados para atender a legislação

Entre as novidades da Ipacol está a linha de fenação, com segadora simples e condicionadora

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A Stara apresentou três diferentes modelos da plantadeira articulada Absoluta

MAR-I/Tier3 e, com isso, as CRs ganharam mais potência. O sistema de detecção de pedras (ASP), antes presente somente na classe 8, agora está disponível para toda a linha CR. Este sistema está localizado no canal alimentador (garganta) da máquina, que também foi reforçado para garantir maior fluxo de palha para os rotores. O sistema de limpeza da linha CR proporciona pela mesa autonivelante melhor desempenho e menor índice de perdas, mesmo em condições adversas de terreno e cultura. Além da linha de colheitadeiras, o trator T9 foi outro destaque da marca nas feiras. O trator T9, que teve sua oferta aumentada e, agora,

A série de colhedoras CR EVO e o trator de grande porte T9 foram destaques no estande da New Holland


conta com novas potências, apesar de ser importado, terá as mesmas condições comerciais do Finame, ou seja, para máquinas fabricadas no Brasil. O pulverizador Defensor 3500 foi levado pela primeira vez ao Rio Grande do Sul na Expodireto Cotrijal. A máquina apresenta boa estabilidade devido à distribuição de peso do conjunto. A sua suspensão ativa de série proporciona melhor desempenho nas arrancadas e em aclives, conforto nas atividades diárias e melhor uniformidade nas aplicações. O tanque de produto do SP3500 tem 3.500L de capacidade. O modelo possui o motor Cummins de 202cv. Duas bombas em tandem acionam quatro motores hidráulicos, um em cada roda.

CASE IH

As principais novidades da Case IH foram apresentadas aos produtores do Rio Grande do Sul durante a Expodireto Cotrijal e aos paranaenses no Show Rural Coopavel. Entre os destaques, o pulverizador Patriot 350, a Plantadeira EasyRiser e o Trator Steiger. Completamente renovado, o Patriot 350 reduz até 15% do consumo de produtos fitossanitários. O novo pulverizador da Case IH tem três opções de tamanhos de barra, 27, 30 e 36 metros

e, como item de série, nove seções, que evitam o desperdício de aplicações e causam menor impacto ambiental. Com o chassi de suspensão ativa, projetado para obter máxima resistência com o mínimo de peso, o Patriot 350 é capaz de alcançar rapidamente qualquer lugar com a menor compactação de solo. Ele combina uma estrutura tubular de alta resistência com uma exclusiva suspensão ativa. Também no segmento de pulverização, o Patriot 250 Extreme é ideal para condições extremas, projetado para terrenos de topografia com maiores irregularidades, em que o produtor necessita de potência, tração e alta performance. Equipado com um motor Case IH FPT de 165cv, quatro cilindros, sistema Common Rail de injeção e Turbo Intercooler, o Patriot 250 Extreme veio para trabalhar nas áreas irregulares. Outro destaque é a linha Steiger. Com tratores de 370 a 620 cavalos, as máquinas foram projetadas para proporcionar potência máxima em qualquer tipo de atividade ou campo, além das demandas de potência hidráulica de implementos modernos. As plantadeiras EasyRiser também estavam expostas nas feiras. Elas contam com um reservatório

Entre os destaques da Case IH estão o pulverizador Patriot 350, a Plantadeira EasyRiser e o Trator Steiger

de fertilizante com capacidade de 250kg/linha e um para sementes que comporta até 1.090kg/caixa. As máquinas estão disponíveis com 11, 13, 15, 17 e 19 linhas de 45cm em chassis únicos, e 22, 24, 28, 32 e 36 linhas de 45cm em chassis acoplados em tandem. Para espaçamentos de 50cm, estão disponíveis também com 12, 14, 16 e 17 linhas em chassis únicos, e 22, 24, 28 e 32 linhas em chassis acoplados em tandem.

KF

A Semeadora Adubadora AR Evolution foi um dos destaques da KF na Expodireto Cotrijal e no Show Rural Coopavel. A AR Evolution é indicada para a semeadura de arroz, já que possui linhas pantográficas que proporcionam desempenho ao copiar as oscilações dos terrenos de plantio da cultura. Seu chassi possibilita desencontro entre as linhas para proporcionar maior agilidade no plantio, principalmente em solos úmidos e com palhadas densas. As regulagens do adubo e semente são práticas, possibilitando fácil acesso e manuseio a todos os componentes sem esforço. A linha de plantio é equipada com sistema autolimpante, que garante a cobertura da semente, possui embuchamento reforçado com vedação interna e buchas autolubrificantes.

A Semeadora Adubadora AR Evolution foi um dos destaques da KF na Expodireto Cotrijal e no Show Rural

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Valtra

COLHEDORAS

Melhor escolha As semeadoras devem proporcionar regularidade de profundidade, uniformidade na distribuição da semente na linha com espaçamento adequado, fácil regulagem e possibilidade de trabalho a velocidades mais elevadas. Assim, os mecanismos sulcadores são decisivos para o sucesso da implantação da cultura, mas problemas com relação a estes mecanismos ainda são detectados

A

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a safra 2018 será de 92,29 milhões de toneladas, distribuídas entre primeira safra, com 25,12 milhões de toneladas, e segunda safra, com 67,17 milhões de toneladas. Para a semeadura do milho, utilizam-se máquinas destinadas ao plantio de espécies vegetais, que se reproduzem por sementes, chamadas semeadoras. Sua função é distribuir uniformemente no solo certa quantidade de sementes com disposição predeterminada. Para isto, é necessário que a máquina promova a abertura e modelagem do sulco, a distribuição das sementes, a cobertura do sulco e Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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a leve compactação do solo ao redor das sementes, a fim de promover a eliminação dos bolsões de ar no solo. No processo de semeadura, fatores como quantidade a ser plantada, solo, máquina, clima e operador afetam o sucesso da implantação da cultura. As semeadoras devem permitir uma regularidade de profundidade, uniformidade na distribuição da semente na linha com espaçamento adequado, fácil regulagem e possibilidade de trabalho a velocidades mais elevadas, desde que não afetem o estabelecimento inicial da cultura. As semeadoras com distribuição de sementes na linha de precisão são dosadas com espaçamento uniforme,

tendo pequena variação do número e posição da semente na linha. As máquinas podem possuir o sistema de dosagem de sementes na linha do tipo mecânico ou pneumático. No sistema mecânico para a semeadura de sementes graúdas, como o milho, o mais comum é utilizarmos o disco alveolado horizontal. O princípio de dosagem mecânico de sementes pode apresentar maior influência da velocidade de trabalho do conjunto mecanizado trator-semeadora, afetando a distribuição longitudinal de plântulas. Diversos autores afirmam que a semeadura mecanizada pode proporcionar distribuição desuniforme


Fotos Weslei de Siqueira Ribeiro

O teste levou em conta diferentes tipos de hastes sulcadoras e discos de sulcadores em diversos tipos de terreno e cobertura

da semente na linha. Plantas muito próximas umas das outras na linha irão competir entre si, inibindo o seu desenvolvimento, com maiores comprimentos do hipocótilo e reflexos negativos na produtividade da cultura. Pesquisas científicas mostram que o aumento da velocidade de semeadura pode influenciar no estabelecimento de plântulas, reduzindo o percentual de espaçamentos aceitáveis e aumentando o número de falhas entre as mesmas, e maiores porcentuais de espaçamentos falhos e duplos são resultado da maior velocidade de semeadura, acima de 9km/h. Ressalta-se também que maiores demandas de potência ocorrem nas maiores velocidades, pois a demanda de potência tem relação direta entre força de tração e velocidade. Os mecanismos sulcadores são decisivos para o sucesso da implantação da cultura, mas notam-se problemas relacionados a estes mecanismos. O sulcador de hastes apresenta como vantagem a colocação de semente e adubo a maiores profundidades, porém o mesmo é mais exigente de força de tração, manejo adequado da cobertura vegetal e maior consumo de combustível. Já os discos sulcadores minimizam os efeitos negativos apresentados pela haste, mas podem ter problemas com a produtividade se houver baixo teor de água no solo, pelo fato de a semente apresentar a tendência de ser colocada a menores profundidades.

Diante da importância da escolha da velocidade de trabalho no estabelecimento de plântulas de milho nas condições de preparo convencional do solo e com o uso de semeadora com dosagem de sementes com disco alveolado horizontal, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade Federal de Viçosa realizaram experimento, na Universidade Federal de Uberlândia, Campus Monte Carmelo, em condições de campo, com quatro velocidades de trabalho da máquina e dois tipos de mecanismos sulcadores, haste sulcadora e disco duplo defasado. Em campo, foi utilizada uma semeadora-adubadora, marca Vence Tudo, modelo SA 11500 A, montada no levante de três pontos do trator, marca Valtra, modelo A850, tração 4x2 com tração dianteira auxiliar (TDA), potência nominal de 85cv (62,5kW),

rotação de 2.300rpm, 3.300cm³ de cilindrada total e peso máximo permitido 4.675kgf. A semeadora estava equipada com mecanismos dosadores de sementes do tipo disco alveolado horizontal, disco de corte de palhada liso de 16” de diâmetro, sulcadores para deposição de sementes de discos duplos defasados de 13” de diâmetro e hastes sulcadoras, largura de 0,03m. Para a adequação das velocidades foram realizados testes preliminares na área do experimento, a fim de determinar as marchas e rotações. A semeadora-adubadora foi regulada para um espaçamento entre as linhas de 0,45m e um estande de 60 mil plantas por hectare. Foram semeadas cinco linhas, eliminando a primeira e a quinta linhas e obtendo dados das linhas 2, 3 e 4, ou seja, as linhas centrais, renomeadas como

Para a avaliação dos sulcos foram selecionadas três linhas centrais

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Fotos Weslei de Siqueira Ribeiro

O parâmetro analisado para verificar a qualidade da semeadura foi distribuição longitudinal entre plântulas classificada em espaçamentos aceitáveis, falhos e múltiplos

linhas 1, 2 e 3. O parâmetro analisado para verificar a qualidade da semeadura foi distribuição longitudinal entre plântulas classificada em espaçamentos aceitáveis, falhos e múltiplos. A velocidade de trabalho não afetou o estabelecimento inicial da cultura do milho, este resultado pode estar atribuído devido à velocidade periférica do disco dosador não ter sofrido alteração na capacidade de enchimento do mesmo, fazendo com que não ocorresse diminuição do percentual de espaçamentos aceitáveis. A não influência da velocidade de trabalho da semeadora no espaçamento entre plântulas é favorável para o produtor, pois pode-se adotar quaisquer velocidades entre 2km/h e 8km/h, pois é sabido que maiores velocidades proporcionam incre-

mento na capacidade operacional do conjunto mecanizado. Além disto, a não alteração da profundidade do sulco na colocação da semente pôde explicar as velocidades de operação não terem influenciado o espaçamento entre plântulas de milho. A semeadura realizada em terrenos preparados convencionalmente, como a deste trabalho, utilizando disco duplo defasado na colocação da semente no solo, é vantajosa e deve ser preferível quando comparada às hastes sulcadoras, já que estas apresentaram menores valores de espaçamentos aceitáveis entre plântulas. Outra vantagem do uso de disco, como elementos sulcadores, é requerer melhor desempenho operacional com menor consumo de combustível. Os melhores resultados encontrados com disco duplo defasado também podem ser explicados pelo

Tabela 1 - Adequação das marchas do trator em função da velocidade de trabalho do conjunto mecanizado VELOCIDADES 2 km/h 4 km/h 6 km/h 8 km/h 2 km/h 4 km/h 6 km/h 8 km/h

MECANISMO SULCADOR Disco duplo defasado Disco duplo defasado Disco duplo defasado Disco duplo defasado Hastes sulcadoras Hastes sulcadoras Hastes sulcadoras Hastes sulcadoras

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MARCHA - ROTAÇÃO L2 – 1.200 rpm L3 – 1.600 rpm L4 – 1.800 rpm H1 – 2.100 rpm L2 – 1.200 rpm L3 – 1.650 rpm L4 – 1.900 rpm H1 – 2.100 rpm

espaçamento entre linhas no plantio de milho de 0,45m, considerado por pesquisadores como sendo o tipo de sulcador ideal para o espaçamento entre linhas utilizado. Baseado nos resultados, velocidades de semeadura entre 2km/h e 8km/h, dotada com dosadores de disco alveolado horizontal, não influenciam no estabelecimento da cultura do milho e nas condições de preparo convencional do solo, e recomenda-se o uso do disco duplo defasado, devido a melhores resultados de espaçamentos aceitáveis, falhos e múltiplos. .M Paula Cristina Natalino Rinaldi, Cleyton Batista de Alvarenga, Renan Zampiroli e Weslei de Siqueira Ribeiro, UFU Haroldo Carlos Fernandes, UFV Figura


SEMEADORA

Solução produtiva Em áreas de plantio direto, muitos produtores têm resistência em relação à abertura de sulco por meio de haste sulcadora, já que a operação precisa ser realizada em menor velocidade, diminuindo o rendimento operacional. No entanto, pesquisas demonstram que a sua adoção tem resultado em aumento de produtividade em áreas com reduzida qualidade física do solo

A

semeadura, no sistema plantio direto (SPD) é realizada sobre a camada de cobertura morta, sem o revolvimento total do solo. Assim, a mobilização do solo ocorre apenas na linha em que a semente é depositada. Dessa forma, no SPD, são necessárias semeadoras que realizam corte da palha e abertura do sulco de maneira a depositar sementes e fertilizantes em profundidade adequada no solo. Para garantir a implantação eficiente das culturas é necessário tomar alguns cuidados, principalmente com relação à velocidade de semeadura e à profundidade com que serão alocadas as sementes no sulco de semeadura. Na cultura da soja (Glycine Max (L.) Merrill), tem-se utilizado diferentes velocidades, bem como diferentes formas de promover a abertura de sulco de semeadura. É sabido que em áreas de SPD, produtores possuem resistência com relação à abertura de sulco por meio de haste sulcadora, uma vez que a operação deve ser realizada em menor velocidade,

diminuindo o rendimento operacional, porém, mesmo assim, pesquisas demonstram que esse fato tem resultado em aumento de produtividade em áreas com reduzida qualidade física do solo.

MELHOR MECANISMO DE ABERTURA DO SULCO

A semeadura realizada no sistema de plantio direto tem como característica a mobilização do solo restrita à linha de semeadura. Atualmente, com o tráfego de máquinas agrícolas, podem ser observados alguns casos de compactação de solo, principalmente nas camadas mais superficiais. Esta compactação constitui um fator limitante para o desenvolvimento das plantas, sendo, portanto, algo que precisa ser resolvido, quando o objetivo é atingir altos rendimentos das culturas e ter sustentabilidade no sistema de produção. Buscando uma alternativa para romper esta camada

superficial compactada, encontra-se, neste contexto, o uso da haste sulcadora (facão/botinha) para abertura do sulco de deposição do fertilizante ao invés de utilizar o disco duplo. Este mecanismo, já utilizado por muitos produtores, ainda apresenta resistência de uso, pois devido à atuação no rompimento da camada compactada, pode diminuir o rendimento operacional da semeadura. Ao utilizar a haste sulcadora na operação de semeadura, a mobilização do solo é maior do que quando se utiliza o disco duplo, bem como quando não se utiliza nenhum mecanismo de abertura. É fato que é verificada maior profundidade do sulco quando se utiliza a haste sulcadora. Através da maior mobilização de solo no sulco de deposição do fertilizante, as raízes das plantas têm melhores condições para seu crescimento, podendo explorar melhor o solo e aumentar a eficiência na absorção de água e nutrientes. Em Charles Echer

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Figura 1 - Percentual (%) de espaçamentos duplos, falhos e aceitáveis, para duas velocidades de deslocamento da semeadora, na operação de semeadura da cultura da soja na safra 2016/17

avaliações do uso da haste sulcadora, disco duplo ou ausente, pode-se constatar que as maiores raízes de plantas de soja foram encontradas quando se utilizou a haste sulcadora (15,44cm), enquanto que quando houve ausência de mecanismo e disco duplo, o comprimento das raízes foi menor (14,34cm e 13,44cm, respectivamente). Quando a camada de solo compactado é apenas superficial, em torno de 10cm-20cm de profundidade, a haste sulcadora tem capacidade de romper esta camada compactada, dispensando o uso de outras técnicas de intervenção no solo para diminuir os problemas de compactação. Logicamente, sempre atrelado a adubos

A escolha da velocidade de semeadura

Figura 2 - Produtividade da cultura da soja em função de diferentes métodos de abertura do sulco de deposição do fertilizante no momento da semeadura

verdes e rotação de culturas para manter e elevar a qualidade física do solo. A produtividade da cultura da soja, em solos com presença de compactação superficial, pode aumentar com a utilização da haste sulcadora no momento da semeadura. No estudo realizado no município de Prudentópolis, no estado do Paraná, a produtividade da cultura foi superior em relação à utilização do disco duplo ou ausência de mecanismo de abertura do sulco. A produtividade obtida com o uso da haste sulcadora foi de 5.384,11kg/ha, enquanto que a produtividade com a utilização do disco duplo e na ausência de mecanismo foi de 5.153,07kg/ha e

5.135,91kg/ha, respectivamente. A utilização da haste sulcadora na semeadura exerce influência positiva para a qualidade física do solo, atuando no rompimento das camadas superficiais compactadas, sem comprometer o sistema plantio direto. Atuar apenas na linha de semeadura torna possível melhorar a condição física do solo na camada superficial, e o uso de semeadoras ao longo das safras agrícolas dispensa a necessidade de realização de uma mobilização do solo em área total.

Solos argilosos apresentam maior índice de compactação

Moldes dos sulcos A) Haste sulcadora; B) Disco duplo; C) Ausência de mecanismo

É

importante que seja utilizada velocidade adequada no momento da semeadura. Ao realizar a semeadura utilizando velocidade acima da recomendada, a distribuição das sementes é comprometida, consequentemente, observa-se desuniformidade de distribuição longitudinal das plantas e isso acarreta aproveitamento ineficiente dos recursos disponíveis, como água, luz e nutrientes, podendo causar redução da produtividade das culturas.

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MOBILIZAÇÃO DO SOLO E PROFUNDIDADE DO SULCO

A utilização da haste sulcadora promove sulcos de semeadura mais profundos, permitindo maior aprofundamento do sistema radicular das plantas. Após a semeadura e através da realização de moldes em gesso da quantidade de solo mobilizada, é possível observar a profundidade


Fotos Aline Mariele Czekalski

O uso da haste sulcadora no sistema plantio direto é viável para atuar no melhoramento das condições físicas do solo

de atuação da haste sulcadora, e por meio da avaliação da profundidade, evidenciar que sulcos mais profundos são obtidos através do uso da haste sulcadora. O fato de aprofundar mais o sulco de deposição de fertilizante em relação à semeadura utilizando o disco duplo pode trazer benefícios, como redução da proximidade das raízes iniciais com o adubo e principalmente em condições de veranicos, visto que as plantas conseguem aprofundar mais o sistema radicular, possibilitando melhor absorção de água e nutrientes. Solos argilosos apresentam maior resistência ao aprofundamento do disco duplo na semeadura, assim, a utilização da haste sulcadora pode favorecer o aprofundamento das raízes das plantas, o que não ocorre na utilização do disco duplo. Deve-se considerar também que, ao se utilizar a haste sulcadora, ocorre a exigência de maior força de tração pelo trator,

visto que o aprofundamento da haste e o rompimento da camada compactada exigem mais força, importante no momento da semeadura, exigindo conjunto adequado. Vale ressaltar que é importante observar as condições físicas do solo e avaliar qual é a profundidade da camada compactada. Assim, deve-se observar se a profundidade de atuação da haste sulcadora possibilita o rompimento da camada compactada, e dentro do possível e de acordo com a necessidade, aprofundar mais a haste sulcadora, considerando que, quanto mais profunda a camada de atuação, maior será a força de tração necessária e mais importante se torna a redução da velocidade de semeadura, para não ter mobilização excessiva do solo. O uso da haste sulcadora no sistema plantio direto é viável para atuar no melhoramento das condições físicas do solo. Portanto, é possível aumentar a produtividade através

Diferentes estágios do talhão testado: plantio, crescimento e pronto para a colheita

da semeadura com o uso da haste sulcadora, por meio da diminuição dos níveis de compactação do solo .M nas camadas superficiais.

Aline Mariele Czekalski, Perivaldo Mateus Conrado, Igor Moleta, Jhonatan Spliethoff e Leandro Rampim, Unicentro

Efeitos da compactação do solo

C

om a utilização de máquinas pesadas na agricultura, muitas áreas vêm apresentando problemas com compactação do solo. Em áreas agrícolas, normalmente encontra-se o solo compactado até os 20cm de profundidade. O solo compactado tem como característica alta resistência à penetração e redução da porosidade total, assim, solos compactados apresentam maiores densidades. O solo compactado compromete o crescimento radicular das plantas, devido à restrição na disponibilidade hídrica e à diminuição da aeração. Em solo compactado ocorre redução da atividade biológica e microbiológica, assim, a compactação promove redução na produtividade das culturas e em alguns casos o torna inadequado para o crescimento das plantas.

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TECNOLOGIA

Informação integrada Para auxiliar no gerenciamento de propriedades agrícolas, um grupo de pesquisadores de universidades paranaenses desenvolveu um software destinado ao agricultor de pequeno e médio porte, com a finalidade de facilitar a tomada de decisão e também aumentar a rentabilidade das propriedades e das operações agrícolas

M

uito se tem ouvido falar sobre a revolução que está ocorrendo no campo e o termo “Agro é Tech” tornou-se bastante conhecido dos brasileiros. A preocupação com o meio ambiente e a busca por melhores rendimentos têm norteado

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grande parte de nossos agricultores que buscam novas tecnologias para ajudar no seu negócio. No século passado, assistimos à mecanização do campo, ao surgimento dos fertilizantes minerais e à industrialização da produção, processos

que transformaram nossas fazendas e elevaram o agronegócio ao patamar que conhecemos hoje. Vimos também surgir a agricultura de precisão para tratar a área de acordo com a sua variabilidade espacial, o piloto automático, que através de sinais de satélite guia


nossos tratores e colhedoras, o sensoriamento remoto, que permite através de imagens de satélite fazer previsões de safras e auxilia no gerenciamento de grandes áreas de produção. Mas a revolução que estamos assistindo agora é a introdução da tecnologia da informação no campo, onde a ciência da computação está cada vez mais presente não só para coletar uma grande quantidade de dados e processá-los, mas também para controlar equipamentos ou monitorar animais de forma individual. Este cenário corresponde à chamada Fazenda 4.0, a nova revolução da agricultura. Observamos que começa a surgir no mercado uma quantidade significativa de aplicativos destinados a facilitar a vida dos agricultores, que geralmente são simples, com poucos recursos, distribuídos de forma gratuita ou aplicativos mais sofisticados que requerem o pagamento de licença

para poderem ser utilizados. Pensando nisto, o grupo de pesquisadores da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), campus de Medianeira, e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus Cascavel, desenvolveram um software para auxiliar no gerenciamento de propriedades agrícolas, destinado ao agricultor de pequeno e médio porte que já está na era digital ou deseja aderir a esta nova forma de gerenciamento em sua propriedade. O aplicativo denominado AgDataBox - Mobile faz parte do projeto AgDataBox, que corresponde ao desenvolvimento de um API (Ambiente de Programação Integrada) para integração de dados agrícolas, tais como dados de clima, de operações de campo, demarcação de áreas e ocorrências, mapas temáticos, zonas de manejo, entre outros. Todos os ambientes desenvolvidos

foram criados fazendo uso de ferramentas livres para viabilizar o projeto sem necessidade de custos adicionais com licença ou suporte. O sistema gerenciador de banco de dados (SGBD) PostgreSQL foi utilizado devido à sua flexibilidade e à sua extensão para dados georreferenciados PostGis. As imagens de satélite exibidas no software e utilizadas no ambiente de desenvolvimento são disponibilizadas pela biblioteca OpenLayers 3, a qual possui integração com serviços on-line de mapeamento, possibilitando aos desenvolvedores de software a criação de aplicações geográficas para o ambiente Web com capacidade de exibir e manipular dados geoespaciais.

PARA QUE SERVE O AGDATABOX – MOBILE?

ADB Mobile foi desenvolvido para auxiliar pequenos e médios agricultores no gerenciamento de sua proprie-

Montagem

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Figura 1 – Funcionalidade para registro da área fazendo uso do AgDataBox-Mobile

dade agrícola. Trata-se de um banco de dados criado de forma gratuita, utilizando recursos de armazenamento em nuvem, onde o agricultor pode armazenar todas as informações de suas safras, ano após ano, demarcando as áreas produtoras, demarcar e registrar ocorrências localizadas (como ataque de pragas ou doenças, erosão, entre outros), registro da produtividade e dados climáticos, além de permitir o gerenciamento das operações agrícolas que foram executadas, indicar quem as realizou, quais máquinas/ equipamentos foram empregados e quais insumos foram aplicados, podendo ainda indicar os custos envolvidos em cada processo. Podem ainda ser agendadas operações a serem executadas conforme previsão definida. Os dados da propriedade são sigilosos e criptografados, o que impede que outros usuários tenham acesso a eles, a menos que o proprietário deseje compartilhar suas informações na rede de usuários do aplicativo, trocando informações que podem ser úteis à comunidade.

que o aplicativo não necessita de internet para funcionar e os dados podem ser armazenados no celular temporariamente, até que, na disponibilidade da internet, se deseje sincronizar os dados com o servidor. Ele está dividido

em duas funções básicas, o gerenciamento da área produtiva e o gerenciamento das atividades da fazenda. O usuário precisa baixar o aplicativo no seu celular e depois basta se cadastrar informando um número de celular e uma senha que serão validados pelo sistema. Para o gerenciamento da área produtiva deve-se iniciar com o cadastro dos talhões, informando os dados básicos, como tipo de solo e descrição do talhão. O contorno da área pode ser informado, clicando sobre o mapa interativo que aparece na tela ou percorrendo o perímetro como o celular em mãos. A próxima etapa é cadastrar a safra, atribuindo sua descrição, cultura, data de início e, caso já exista, uma data prevista de fim da safra. Após seu registro, podem ser iniciadas as atividades de registro das operações de campo. No recurso destinado ao gerenciamento das operações de campo, o usuário

COMO FUNCIONA O AGDATABOX - MOBILE

O aplicativo é de fácil utilização e não requer treinamento ou conhecimentos prévios. É importante lembrar Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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Figura 2 – Registro de ocorrências nos talhões da propriedade


pode editar, exibir e listar operações de campo programadas para sua propriedade. Com essa funcionalidade, todas as operações ocorridas em cada safra, manejos, plantios, colheitas, aplicações de herbicidas, inseticidas, entre outros, e áreas da propriedade podem ser registradas facilmente. Nesta fase, o usuário pode ainda informar, se desejar, qual o tipo de máquina utilizou, o tempo gasto, os custos de combustível e os insumos e indicar quem foi o operador. Estas informações podem também ser resgatadas do banco de dados, se já foram previamente armazenadas. Isto irá permitir ao proprietário o exato controle dos custos de sua safra. Caso o proprietário ou o gerente agrícola deseje, é possível também programar futuras operações e receber um aviso, via aplicativo, sem que haja necessidade de estar conectado à internet, de futuras operações de campo. Esta função é especialmente útil quando se tem operadores diferentes para as diversas etapas das operações agrícolas. Outra informação importante para o banco de dados da propriedade é o registro das cultivares utilizadas, do espaçamento, da profundidade de plantio, da umidade do solo. Assim, mais tarde, com o registro da produtividade e conhecendo todas as etapas da produção, poderá analisar qual a melhor indicação para a sua área. Durante a safra, o agricultor pode registrar, fazendo uso do aplicativo, as mais diversas ocorrências em suas áreas, tais como infestação de ervas daninhas, inundações, erosões, chuvas de granizo, entre outras. Por meio de um mapa interativo, similar ao de registro de áreas, é possível coletar os pontos e delimitar a região das ocorrências dentro da área. O usuário poderá também registrar os insumos utilizados em cada talhão e em cada operação realizada. Ao final da safra, pode reunir todos estes dados em uma única tela e saber qual foi a quantidade de insumos gastos na propriedade e fazer o inventário, ajudando

Figura 3 – Registro de funcionários e suas atividades

no gerenciamento destes insumos. A última etapa dentro desta função é o registro da produção e seu destino, assim como os veículos utilizados, próprios ou de terceiros. O agricultor pode informar, também, se vendeu a sua safra ou decidiu armazenar, para consumo próprio ou aguardando uma oportunidade de mercado. Destinada ao gerenciamento da propriedade, a ferramenta permite que sejam cadastrados os funcionários, os veículos, as máquinas etc, a fim de manter-se disponível para o usuário relacioná-la a cada operação realizada. Quando o usuário atribui ao funcionário uma determinada operação de campo como plantio, colheita, capina etc, o software atribui a esta operaçãoo custo proporcional deste funcionário, permitindo mais tarde o cálculo do custo de produção da safra, auxiliando o agricultor na correta estimativa do seu custo e melhor gerenciamento de sua propriedade.

COMENTÁRIOS FINAIS

O aplicativo AgDataBox – Mobile, disponível para sistema Android, está em constante aperfeiçoamento e os usuários estão constantemente apresentando sugestões para possíveis melhorias para o aplicativo. O grupo de pesquisadores e alunos da

UTFPR e Unioeste estão desenvolvendo novas aplicações para integrar com o aplicativo Mobile de maneira a ampliar as suas aplicações de forma integrada. Dentre os trabalhos que estão sendo desenvolvidos e que deverão estar disponíveis gratuitamente em 2018 tem-se o ambiente web que permite o cadastramento e a visualização de dados pelo computador (AgDataBox-Admin), o ambiente de geração de mapas temáticos e zonas de manejo (AgDataBox-Map) e o ambiente para obtenção de dados agrícolas, fazendo uso de recurso de IoT (Internet das Coisas), chamado de AgDataBox-IoT. Todos os aplicativos são disponibilizados de forma gratuita aos interessados com o objetivo de fornecer ao pequeno e médio produtor uma ferramenta que o ajude a aplicar a tecnologia da informação e se conectar com a .M Fazenda 4.0. Claudio Leones Bazzi, Paulo Sérgio G. Magalhães, Kelyn Schenatto, Alan Gavioli, Nelson Miguel Betzek, Erminio Pita Jasse e Gabriela Karoline Michelon, UTFPR Eduardo Godoy de Souza e Ricardo Sobjak, Unioeste

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COLHEDORAS Fotos Hevandro Colonhese

Solução simples O Iapar desenvolveu e avaliou o desempenho de uma modificação no molinete de plataformas universais e testes mostraram redução de 30% das perdas de grãos neste setor da máquina

A

cultura do feijoeiro é de grande importância no Brasil, pois o feijão está presente na alimentação da maior parte da população. Para atender a esta demanda, visto a lucratividade do negócio, cultivos extensivos e mais tecnificados estão ganhando espaço dentre os produtores rurais. Neste é inevitável a mecanização de todas as etapas da cultura, visando aumentar a capacidade operacional de trabalho, mitigar os problemas com mão de obra e reduzir custos de produção. Dentre as etapas de mecanização da cultura Março 2018 • www.revistacultivar.com.br

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do feijoeiro, a mais complicada e que envolve as maiores perdas é o processo de colheita, no qual atualmente é comum o uso de colhedoras combinadas equipadas com plataformas universais flexíveis, em substituição ao processo semimecanizado, no qual, parte do processo é realizada de forma manual e parte é mecanizada.

PERDAS NA PLATAFORMA

Observa-se que para o processo de colheita mecanizada do feijão, mesmo com o uso de máquinas modernas,

dotadas de plataformas flexíveis, as perdas neste processo podem variar de 10% a 22% da produtividade da área, sendo esta variação proporcionada pela regulagem aplicada à máquina e pelo operador, e as demais estão relacionadas à eficiência dos mecanismos da máquina. Dentre estas perdas, para o caso do feijão, observa-se que cerca de 90% estão concentradas na plataforma, a qual tem a função de realizar o processo de corte, recolhimento e condução das plantas para dentro do sistema de trilha e limpeza da colhedora.


Perdas de grãos na plataforma geralmente são elevadas principalmente na plataforma

Estas perdas estão relacionadas às características da cultura do feijoeiro, em que normalmente se observam plantas de hábito semi ou totalmente prostradas (rasteiras) e de pequeno porte, no qual, no momento da colheita, as plantas tendem a apresentar pouca massa, o que dificulta o processo de corte e recolhimento. Estudando e avaliando a ocorrência destas perdas na plataforma tem-se identificado que os maiores problemas, causados por eficiência de mecanismo (excluindo-se os efeitos de regulagem e operador), estão ligados ao dispositivo que realiza o processo de apoio para o corte e a condução das plantas para dentro da plataforma, ou seja, o molinete. Para os demais mecanismos, como sistema de corte e sistema de transporte das plantas (caracol ou esteira), se observa que, nas máquinas com plataforma flexível, desde que a condição da área permita (como, por exemplo, não haja camalhões elevados deixados pelo processo de semeadura ou soqueiras ressaltadas da cultura anterior), é possível regular a barra de corte para trabalhar a praticamente um centímetro do solo, sem que a máquina colete terra junto à massa de plantas. Portanto, não se observa como um grande problema a necessidade de levantar as plantas para a realização do corte. Quanto ao transporte do material para dentro

Modificação inserida no molinete. Na foto podemos verificar o padrão de fábrica acima e o modificado abaixo

da colhedora, ambos os mecanismos disponíveis no mercado, desde que bem regulados, apresentam eficiência similar.

DE OLHO NO MOLINETE

No caso do molinete, observou-se que durante a colheita de feijão, havia uma ineficiência de apoio para as plantas no momento do corte, favorecendo a queda das mesmas sobre ou à frente da barra de corte, causando a debulha de grãos pela barra de corte, fato que leva à impressão de que o problema está na barra de corte onde as plantas necessitam ser levantadas. O segundo problema observado no que se refere ao trabalho do molinete está relacio-

nado com a condução das plantas para dentro da plataforma, onde as mesmas acabam escapando do molinete, logo após serem cortadas, caindo antes de chegar no sistema de transporte (caracol ou esteira), acumulando-se sobre a barra de corte e proporcionando debulha com consequente perda de grãos.

ADAPTAÇÃO EFICIENTE

Diante deste problema, o Iapar, em parceria com a Incomak, desenvolveu e avaliou o desempenho da aplicação de uma modificação no molinete de plataformas universais, visando aumentar a eficiência deste em apoiar as plantas de feijão durante o corte e conduzi-las adequadamente para o

Acúmulo de plantas sobre a barra de corte da plataforma devido à ineficiência de condução do material pelo molinete

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Fotos Hevandro Colonhese

sistema de transporte da plataforma. A modificação consiste em redução do espaçamento entre dedos, com consequente aumento do número destes por barra do molinete. Os testes realizados a campo, visando avaliar o desempenho desta modificação em relação ao molinete padrão de fábrica, utilizando critérios rigorosos de planejamento e implantação experimental e de análise estatística, mostraram que o uso da modificação reduziu em 30% as perdas de grãos na plataforma. Este excluindo os efeitos de regulagem aplicada e da experiência do operador, isto é, independentemente da regulagem e do operador, quando comparado com o molinete padrão de fábrica há uma redução de perdas da ordem de 30% para a colheita de feijão. Portanto, considerando uma máquina com plataforma flexível dotada da modificação no molinete, regulagens adequadas e um bom operador, as perdas em plataforma podem ser reduzidas a níveis próximos de 6% da produtividade da área, resultados que, para a cultura do feijão, podem ser considerados excelentes, visto o baixo custo de implementação desta proposta. Ainda é importante ressalvar alguns parâmetros de regulagem e operação do molinete no momento da colheita do feijão. A distância horizontal entre

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a projeção do centro do molinete e a barra de corte, no qual, quanto menor a massa seca da cultura no momento da colheita, menor deve ser essa distância, e a distância vertical (altura do molinete em relação à barra de corte), no qual quanto mais prostrada a cultura, menor deve ser essa distância (mais próximo do solo). É comum observar operadores menos experientes ou desatentos utilizarem, para o caso de áreas com pouca massa de plantas, o molinete mais avançado, com os dedos tocando o solo e com maior rotação do molinete, tendo a falsa impressão de que, desta forma, o molinete/dedos irá pegar as plantas, levantá-las e arremessá-las para dentro da plataforma. Porém, o uso destes parâmetros aumenta consideravelmente as porcentagens de perdas na plataforma, podendo até haver debulha pelo impacto do molinete sobre a cultura. Portanto, o uso do molinete mais próximo à barra de corte exige muita atenção do operador devido a momentos de flexão positiva da barra de corte, no qual, este deve previamente suspender o molinete para evitar danos aos dedos (corte dos dedos). Também, com o uso da modificação, nota-se ainda que é possível reduzir a velocidade do molinete, em comparação com o molinete padrão de fábrica, com vistas no favorecimento da re-

Autores fizeram pequenos ajustes para diminuir as perdas de grãos

dução das perdas. Ainda, a existência de dedos danificados (cortados) ou ausentes na barra de corte do molinete prejudica a eficiência do mecanismo, portanto, para estes casos, os dedos devem ser substituídos ou repostos. A modificação proposta é considerada simples, pois não altera as características de projeto e de operação da plataforma, além de não apresentar riscos de danos aos mecanismos da plataforma e apresentar baixo custo de implementação. O kit de modificação do molinete já está disponível no mercado para diversos fabricantes de colhedo.M ras/plataformas universais. Hevandro Colonhese Delalibera, Iapar Leandro Riyuiti Higashibara e Ricardo Ralisch, UEL Aurélio Garcia, Incomak


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