Do editor Edição Número 3 - Ano I Maio / Junho 2001
EMPRESA JORNALÍSTICA CERES CGCMF : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro 160 7º andar Pelotas RS 96015 300 E-mail: cultivar@cultivar.inf.br Site: www.cultivar.inf.br Assinatura anual (06 edições): R$ 29,00
DIRETOR
Newton Peter
EDITOR GERAL
Schubert Peter
EDITOR TÉCNICO
Dr. Arno Dallmeyer
SUPERVISOR TÉCNICO
Mauro Ferreira
As novas tecnologias da 31ª FIMA, Feira Internacional de Maquinaria Agrícola, em Zaragoza, Espanha, são apresentadas para o produtor brasileiro nesta edição. É uma tentativa nossa de minimizar uma das maiores deficiências que o setor de máquinas enfrenta no Brasil: a ausência de um grande evento para a divulgação de novas tecnologias. Por aqui, as feiras servem apenas para vender equipamentos para o produtor, sem qualquer preocupação com a melhoria do seu nível de conhecimento. Vê-se algumas dinâmicas, mas nada realmente sério. São verdadeiras cidades caça-níqueis, montadas, às vezes de maneira precária, para dar asas aos sonhos de um agricultor cada vez mais carente de informações. Mas por que seria diferente? Quem não sabe paga pelo que não precisa. Merece menção o grande esforço que a Coopavel, promotora do Show Rural, empreende para mudar o quadro. Neste ano, observamos presença maior do setor de máquinas no evento. Mas sua participação está aquém do desejado, neste que é o maior espaço destinado à divulgação de tecnologia no Brasil. Esperamos que o futuro nos reserve, além do aumento do número de empresas de máquinas e equipamentos no Show Rural, o aparecimento de um evento verdadeiramente voltado à divulgação de tecnologia de engenharia agrícola para o produtor rural.
REDAÇÃO
Pablo Rodrigues João Pedro Lobo da Costa Gislaine Rabello (MT)
DESIGN GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO
Fabiane Rittmann
MARKETING
Otávio Pereira
CIRCULAÇÃO
Edson Luiz Krause
ASSINATURAS
Simone Lopes
ILUSTRAÇÃO
Rafael Sica
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Index Produções Gráficas
Índice
Nossa Capa Foto AGCO
Diretas Feira Internacional Manutenção de colhedoras Irrigação e produção Aviação Agrícola Informe Empresarial Lubrificantes e aplicações Utilização de pneus Novas semeadoras Problemas com manuais Colhedora ou Colheitadeira Tudo novo na John Deere
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FOTOLITOS E IMPRESSÃO
Kunde Indústrias Gráficas Ltda.
NOSSOS TELEFONES:
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Destaques
Exemplo espanhol Feira em Zaragoza apresenta as novidades do setor de máquinas 08
GERAL / ASSINATURAS: 272.2128
REDAÇÃO : 227.7939 / 272.2105 / 222.1716
MARKETING: 272.1753 / 272.2257 / 225.1499 / 225.3314
FAX: 272.1966
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Encarte especial Tipos de motores são os itens enfocados pelo professor José Fernando Schlosser
Lubrificação correta Os tipos de lubrificantes e os seus usos são abordados nesse artigo 23
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Roda no campo Assuntos referente a pneus constituem o principal tema desta edição 26
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Rodando por aí
Simpósio O III Simpósio sobre Agricultura de Precisão acontecerá de 16 a 18 de outubro de 2001, na Esalq - Usp, em Piracicaba (SP). O evento tem como objetivo trazer aos agricultores inúmeras inovações tecnológicas. A data limite para a entrega do resumo dos trabalhos que têm como tema Agricultura de Precisão: Adaptação do Conceito à Realidade Brasileira é 20 de maio de 2001. Os autores dos trabalhos selecionados serão comunicados até o dia 30 de maio. Mais informações podem ser obtidas através do site http:// carpa.ciagri.usp.br/ ~leia
Parceria Diretores da Amazonen, empresa com matriz na Alemanha, e Diretores da empresa Brasileira Sfil Industrial Agrícola Importação e Exportação Ltda. de Ibirubá, assinaram um novo contrato de cooperação. A parceria tem por objetivo viabilizar a fabricação da Semeadora de Precisão (Grão em Grão) Pneumática para plantio direto. A Amazonen fabrica máquinas e equipamentos agrícolas em mais de 70 países. No Brasil, a Amazonen vem desenvolvendo o seu trabalho, trazendo tecnologia, fornecendo máquinas agrícolas para o crescimento da Agricultura de Precisão.
John Deere A John Deere abriu as portas de seu Centro Administrativo, localizado em Moline, Illinois (EUA), a jornalistas e executivos brasileiros. Os convidados visitaram na matriz mundial, além do Centro Administrativo, as fábricas de plantadeiras e colhedoras, onde trabalham cerca de 4 mil pessoas. A fábrica de plan-
Exportações ado à recuperação New Holland das vendas na Ar-
Valtra
A New Holland duplicou suas exportações no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2000. Esse crescimento deve-se à conquista de mercados como a Turquia e o México, ali-
A Valtra S/A, introduziu em sua linha uma modificação na vazão máxima de todos os tratores standard da Linha Pesada, acompanhada de um novo acessório denominado Válvula de
gentina. Foi no segmento de colhedoras que a New Holland registrou a maior alta nas suas exportações. De oito unidades no primeiro trimestre de 2000, as vendas passaram para 121 unidades neste primeiro trimestre.
tadeiras da John Deere nos Estados Unidos produz de 50 a 60 mil linhas por ano, enquanto que a fábrica de colhedoras produz 8 mil unidades por ano.
Fluxo Constante com controle de vazão. A modificação consiste na introdução de três itens novos: união das bombas hidráulicas, válvula de direção hidráulica (orbitrol) com sensor de carga e válvula de proprie-
Certificação de qualidade A INA Brasil foi uma das primeiras empresas do setor de autopeças a obter as principais certificações de qualidade. Recentemente, atendendo a todas as normas de qualidade exigidas pelos órgãos expedidores, a INA Brasil acabou de atestar novamente sua qualidade nos módulos de desenvolvimento, fabricação e vendas para ISO 9001 e QS 9000, até dezembro de 2003.
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Máquinas
dade. A introdução desses itens trouxe aos tratores da linha standard benefícios como menor consumo de combustível nas operações, redução no tempo das manobras e maior rendimento de campo.
COLHENDO DÚVIDAS
Massey Ferguson te a maior exportado- detentora da marca Este ano a Massey Ferguson completa 4 décadas de atuação no Brasil. Desde que os primeiros tratores começaram a ser produzidos em 1961, a marca mantém a posição de mais vendida no mercado nacional, além de ser atualmen-
ra de tratores do país. No dia 9 de abril, no Jockey Club do Rio Grande do Sul em Porto Alegre, a empresa realizou um show especial de aniversário com o cantor Almir Sater. O evento contou com a presença de dois dos fundadores da corporação AGCO,
Massey, o presidente, Sr. John Shumejda, e o vice-presidente de vendas e marketing para as Américas, Sr. Ed Swingle. Nessa ocasião ocorreu também o lançamento do Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo e do Memorial Massey Ferguson.
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Será inaugurada uma nova seção na sua Cultivar Máquinas. A seção, Colhendo Dúvidas, oferecerá uma excelente oportunidade para os agricultores enviarem e esclarecerem dúvidas quanto aos seus equipamentos. Os leitores interessados em solicitar esclarecimentos aos seus questionamentos deverão fazê-lo através do e-mail: mauro.ferreira@cultivar.inf.br ou pelo endereço: Rua 7 de setembro, 160. 7º Andar. Pelotas-RS. Cep.: 96015-300.
Maio / Junho 2001
Eventos
Fotos Schlosser
tecnologia
Feira Internacional apresenta as novidades do setor de engenharia agrícola
Tecnologia de ponta R
ealizou-se em Zaragoza (Espanha), de 28 de março a 01 de abril, mais uma edição da Feira Internacional de Maquinaria Agrícola (FIMA 2001). Estiveram presentes ao evento a maioria dos fabricantes e montadores de máquinas agrícolas da Europa central. Em uma área de 100 mil m2 de exposição estática de máquinas agrícolas, reuniram-se 1257 expositores em oito pavilhões totalmente cobertos e climatizados, com uma pequena área de exposição externa. Nessa edição da FIMA, fizeram-se presentes expositores de 34 diferentes países, quatro dos quais, brasileiros.
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Máquinas
COMODIDADE AO VISITANTE Mais de 8 mil lugares para estacionamento a poucos metros dos pavilhões, uma grande quantidade de lanchonetes e um bom serviço de apoio para imprensa e público em geral, como agência de viagens, aluguel de veículos, intérpretes, meios de comunicação, primeiros socorros, são os pontos altos da estrutura de apoio aos expositores e visitantes. Durante a exposição havia um serviço ininterrupto de ônibus do recinto da feira ao centro da cidade, totalmente gratuito e de excewww.cultivar.inf.br
lente qualidade e pontualidade. Além de todo o exposto, como era de esperar de um país tão interessante como a Espanha havia uma grande oferta de eventos culturais, como exposições, apresentações de coros e orquestras.
DIFUSÃO DE TECNOLOGIA Em um momento onde as exposições dinâmicas tomam conta do mercado de feiras em nível mundial, a FIMA, assim como o SIMA de Paris, seguem expondo estaticamente os produtos e o fazem de uma maneira alMaio / Junho 2001
Em um ambiente extremamente cômodo, fazem desses eventos uma lição da arte de negociar e promover os produtos dos expositores participantes
tamente eficiente. Em um ambiente extremamente cômodo, fazem desses eventos uma lição da arte de negociar e promover os produtos dos expositores participantes. Essa feira tem uma característica espanhola que é a de dialogar, por isso é uma excelente oportunidade de que os agricultores têm de conhecer os produtos das empresas fabricantes e de se relacionarem com os técnicos do setor de maquinaria agrícola. Não são raros os momentos em que se vêem os técnicos das empresas tentando convencer um agricultor da qualidade e do adequado funcionamento de um dos seus componentes mecânicos, exposto no stand. Como de hábito, o destaque foi para a grande diversidade de equipamentos, principalmente os tratores e os equipamentos de preparo e semeadura convencional, práticas que seguem sendo as preferidas na Europa ocidental. No que se refere às semeadoras, destaque especial para o predomínio dos dosadores de sementes de tipo pneumático, quase insuperáveis em eficiência hoje, no velho continente. Também é de se ressaltar a quantidade e variedade de máquinas para silagem e fenação com dispositivos de alta tecnologia.
riu ao tema A resposta da cultura à gestão diferencial . Após, os representantes de fabricantes discutiram o ponto de vista da indústria, através de palestras sobre os seus sistemas comerciais. Participaram as empresas Agco Ibéria S/A, Class Ibérica S/A, John Deere Ibérica S/A e a New Holland España S/A. Na conclusão houve uma apresentação de comunicações técnicas sobre o tema, por conta de Universidades e centros de pesquisas espanhóis. Também foi muito interessante, dentro da programação oficial a instituição do premio de trator do ano , como é comum para o ramo de veículos de passeio. Recebeu este prêmio, pela segunda vez consecutiva, o trator marca CASE IH com o sistema de transmissão CVX. Esse trator é inovador pois possui um sistema de transmissão de potência com variação contínua sem escalonamento de marchas. Com alguma semelhança com o sistema Vario da Fendt, essa transmissão utiliza-se de uma parte do sistema mecânico e de outra parte do hidrostático que em combinação pode chegar a uma continuidade de velocidade crescente à medida que se desloca a alavanca de câmbio. O controle da transmissão se faz por meio de
Tratores da linha AGCO da linha Ibérica receberam prêmios na Feira
PROGRAMAÇÃO DA FEIRA Dentro do programa da FIMA incluiu-se a 29.a Conferência Internacional de Maquinaria Agrícola, que neste ano teve como tema central a Agricultura de precisão. No dia 30 de março, no salão nobre foi abordado o tema Perspectivas da agricultura de precisão nas condições do clima mediterrâneo por especialistas europeus, através de uma palestra inicial do Dr. José Maria Mateo Box, que se refeMaio / Junho 2001
um controle eletrônico, em função das exigências de trabalho de campo.
NOVIDADES TÉCNICAS Finalmente é de se mencionar o excelente concurso de novidades técnicas, julgado por uma comissão técnica de alto nível, que atribuiu prêmio aos seguintes dispositivos: Sistema de integração do comando de tratores Fendt 700 e 900 e conjunto de coman-
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Schlosser comenta sobre as inovações técnicas apresentadas na Feira Internacional de Maquinaria Agrícola
do e controle para implementos frontais e traseiros programáveis para tratores MF 6200 e 8200, da empresa AGCO Ibérica. Sistema de controle da aplicação de fertilizante mediante detecção da luz refletida, da empresa Antonio Carraro Ibérica. Transmissão contínua sem escalonamento de marcha dos tratores Case IH. Sistema de controle de direção por raio laser das colhedoras de cereais Claas Lexion Laser pilot . Cabina autonivelante dos tratores da série Rubin da empresa Same Deutz-Fahr Ibérica. Enfardadora de rolos com câmara única para plastificação automática dos fardos da empresa Kverneland Ibérica. Das novidades premiadas, merecedoras de destaque, temos a Cabina autonivelante de SAME, que se ajusta às ondulações do terreno, mantendo sempre na horizontal o posto do operador, mesmo que o trator ande por terrenos declivosos ou com uma das rodas dentro do sulco. O sistema baseado na fixação da cabine sobre cilindros hidráulicos de duplo efeito que são comandados eletronicamente, faz com que o sistema ao detectar uma posição inclinada do trator, corrija-a automaticamente, mantendo uma posição confortável para o condutor. Também foi muito interessante o lançamento do livro Maquinaria para la preparación del suelo, la implantación de los cultivos y la fertilización do professor Luis Márquez, editado pela B&H Editores. Esse livro além da excelente qualidade técnica, alia também .M uma apresentação visual primorosa. José Fernando Schlosser, UFSM Máquinas
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Conservação AGCO
equipamentos
Terminada aa colheita, colheita, éé Terminada hora de fazer a manuteção preventiva nas máquinas
De olho no futuro É
ta é o conjunto de atividades responsável em dar a máquina o condicionamento para não quebrar na safra .Os trabalhos com essas máquinas não terminam no final da safra. O término da colheita não é a ultima operação, mas o início de um processo cuja missão é prepará-la para trabalhar na próxima safra.
CUIDADOS GERAIS A primeira providência na entressafra é fazer um questionamento ao operador sobre os possíveis problemas que ele observou durante a safra, e que irão compor um diagnóstico do estado estrutural da máquina e que devem ser corrigidos. Os problemas serão listados e, em relatório entregue ao responsável pela manutenção. Por sua vez, o responsável fará um outro diagnóstico com mais profundidade, procurando organizar todo o trabalho que irá ser efetuado.
PÓS-COLHEITA A primeira prática de manutenção no póscolheita é uma faxina completa por dentro e por fora, de toda a máquina. O primeiro passo é ligar a máquina, deixando-a trabalhar em vazio o tempo suficiente para que expulse toda a palha, sujeira e restos de grãos contidos no seu interior. A seguir, as portas laterais devem ser abertas, fazendo funcionar o mecanismo separador, com o ventilador na rotação máxima. A seguir, desliga-se o equipamento, fazendo-se novamente uma revista no seu interior, procurando retirar fragmentos vegetais que não foram expulsos com o ar. A operação seguinte é uma lavagem cuidadosa no exterior e interior, removendo todas as tampas de proteção e inspeção, usando jato de água com ar comprimido.Em seguida, fazê-la funcionar colocando-a em lugar inclinado por alguns minutos, alternando as posi-
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Fotos New Holland
na entressafra que o produtor deve revisar a sua colhedora, para que tudo se engrene no campo. A entressafra é o melhor período para colocar a máquina em dia. Primeiro porque ela não pode ficar mais de seis meses parada, sem passar por uma limpeza completa, segundo, porque o preço das peças a serem trocadas, e os serviços de manutenção costumam baixar de valor fora da época normal de colheita. Um bom plano de manutenção de uma colhedora se divide basicamente em dois grupos de atividades: a manutenção da safra e da entressafra; ou seja, pós-colheita. A manutenção na safra pode ser chamada de operacional, pois a máquina, nesse período, nunca pára. Colhe muitas vezes, dia e noite, numa atividade intensa, necessitando uma atenção especial quanto aos pontos de lubrificação, condições das correias e correntes e sistemas de funcionamento. Já a manutenção pós-colhei-
Observar a falta de pinos nas correias
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Máquinas
Cuidado com o bom estado das correias www.cultivar.inf.br
O motor e seus acessórios devem ser conservados em perfeitas condições Maio / Junho 2001
A manutenção do sistema elétrico começa com a inspeção completa da fiação verificando o estado dos fios, como também micro-terminais
ções laterais e frontais, a fim de eliminar toda a água que eventualmente tenha permanecido no seu interior. Alguns componentes móveis precisam ser retirados, pois exigem maiores cuidados devido ao contacto direto com a palha. O bandejão, as peneiras e a caixa de peneiras passam por uma lavagem à base de água, vapor quente ou água quente.Feita essa lavagem, desacoplar o elevador de palha com a plataforma, verificando todos os locais em que haja possível acúmulo de material. Certificar-se de que a máquina esteja completamente seca. Muitas vezes para retirar determinadas peças é necessária a presença do mecânico revendedor autorizado. Depois da lavagem, o bandejão, as peneiras e a caixa de peneiras passam por um tratamento antiferrugem, com tinta vermelha, para combater a corrosão. Após a limpeza completa da máquina, ve-
combustíveis. A manutenção básica é a limpeza e substituição das que estão gastas. Quando da remontagem, observar o estado dos eixos e polias, fazendo a limpeza, e pintura ou pulverizações contra a ferrugem. As correias devem ser colocadas na posição de trabalho e mantidas soltas para evitar pontos de fadiga e desgaste do tensionamento desnecessário. Acoplar o elevador de palha e a plataforma da máquina. As peças que efetuam a debulha e separação para o cilindro sofrem muito desgaste. Assim, deve-se fazer uma inspeção verificando as partes de acionamento, assim como, os órgãos ativos como o côncavo. Quando o côncavo for do tipo de barras examinar os arames, e no de dentes, observar o ajuste em relação aos dentes. Nos dois modelos, verificar o funcionamento das peças do sistema de regulagem de abertura. Quanto ao cilindro batedor, conferir a rotação e o cabo do acelerador. AGCO
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A manutenção da colhedora deve ser realizada por pessoal adequadamente treinado
rificar o aperto de porcas e parafusos, situação de presilhas, cupilhas, dobradiças, tampas e outras peças. A desmontagem é uma das principais tarefas da manutenção pós-colheita. A remoção das peças facilita uma inspeção mais detalhada, garantindo a maior eficiência no serviço. Todas as correntes devem ser examinadas minuciosamente, promovendo a substituição de componentes quando necessários, além da lavagem, de preferência em querosene ou óleo diesel. Examinar as condições de coroas e eixos, promovendo-se as ações de manutenção necessárias. Remover as correntes dos elevadores de grão, palha e retrilha, untando-os com uma mistura de óleo lubrificante e combustível; com a mesma mistura, untar a caixa dos elevadores e reinstalar as correntes, regulandoas à tensão normal. As correias devem ser retiradas, observando-se cortes, rachaduras e desgastes excessivos. Por outro lado, as correias são muito prejudicadas pela ação de graxas, óleos lubrificantes e
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Máquinas
PEÇAS DANIFICADAS Esse também é o momento de trocar aquelas peças que sofreram durante a colheita, por estarem em contacto direto com a cultura. As que mais se desgastam são as facas da barra de corte (que duram em média 200 horas), os dedos da barra, os dedos retráteis, e a barra da esteira alimentadora. Geralmente esses equipamentos são trocados ao fim de cada safra e já devem entrar no orçamento como gastos fixos. Como saber se essas peças estão estragadas? No caso das facas que perdem o fio, as perdas no corte evidenciam-se quando o talo da planta apresenta fibras desfiadas. Já a barra de corte depende da regulagem, que não deve ultrapassar de quatro dedos de espaço, o que o próprio produtor pode providenciar. Alem disso, todos os grampos têm de estar completos. No sistema hidráulico, recomenda-se manter os êmbolos em posição fechada e nunca colocar graxa ou tinta nas hastes, nem meswww.cultivar.inf.br
mo lavar com solvente. Tais produtos danificam as vedações. Um exame minucioso no reservatório hidráulico é necessário, assim como a lavagem do elemento filtrante. Cuidados com o motor Apesar de não apresentar muitos problemas, o motor também exige alguns cuidados. Verificar o armazenamento de palha ao redor do motor. Em temperaturas elevadas, ela pode entrar em combustão, causando sério acidente. Nessas condições, limpar o local, inspecionando as condições internas do radiador. Drenar, enxaguar e reabastecer o sistema de arrefecimento, adicionando-se elementos químicos antioxidantes. Revisar as mangueiras. Não se recomenda armazenar a colhedora sem líquido de arrefecimento no sistema. O tanque de combustível é outra parte da máquina que merece atenção. Depois da inspeção, se for o caso, promover uma lavagem interna do tanque, eliminando todos os resíduos acumulados. Lavar outra vez com combustível novo, eliminando sedimentos ou condensação de umidade.Em seguida, o tanque deve estar totalmente cheio, para evitar condensação de umidade no período de inatividade. Os filtros, se necessário, devem ser substituídos ou limpos.Para evitar a ação da corrosão no interior do motor, nas tubulações e bomba injetora, recomenda-se adicionar no combustível cerca de 5 a 10% de óleo lubrificante anticorrosivo. Armazenar o combustível sempre em tanques especiais mantendo-os em posição inclinada para contenção de água e impurezas, com torneira-dreno. Não utilizar antigos tanques de veneno para armazenar o óleo diesel, pois eles poderão contaminar o combustível danificando o motor e a bomba injetora.
LUBRIFICAÇÃO Outro aspecto diz respeito ao óleo lubrificante. Fazer funcionar o motor para levá-lo à temperatura normal de operação. Drenar o óleo, substituir o elemento filtrante, colocando óleo novo até o nível correto. Reabastecer com uma mistura de lubrificante e óleo anticorrosivo a 10%. Cada três semanas, dar partida no motor e fazê-lo funcionar a ¾ da aceleração máxima durante uma hora. Esse procedimento é para prevenir os riscos de oxidação interna das camisas, pistões e anéis. Acionar a máquina e todos os variadores de velocidade, do mínimo ao máximo e vice-versa, para garantir uma lubrificação adequada e evitar oxidação. A manutenção do sistema elétrico começa com a inspeção completa da fiação verificando o estado dos fios, como também micro-terminais. Com relação à bateria, devem ser desligadas, observando-se se os furos de ventilação das tampas dos vasos estão desobsMaio / Junho 2001
New Holland
zenadas em lugar seco e arejado, serão carregadas, de preferência a cada 8 a 10 semanas, por um período de 24 horas. Nesta ocasião, verificar o nível do eletrólito, preenchendo com água destilada, se for o caso. No motor de arranque ou motor de partida e alternador, observar o desgaste das escovas. Se for o caso, desobstruir os terminais e verificar as condições de fixação. Lubrificar e preservar as partes expostas. Verificar todos os pontos que possuem pinos graxeiros, limpando-os e engraxando-os, lubrificar também todos os pontos de articulação, garfos, engates etc. As partes de metal que ficarão expostas ao tempo devem ser untadas com produto contra a ferrugem, de acordo com recomendação do fabricante. Encher os pneus com as pressões recomendadas. Os bicos, isto é, as válvulas e todo o conjunto do pneu deve ser observado, procurando-se cortes ou outra avaria. Depois de lavada, seca, e concluída a revisão, a máquina deve ser colocada em um galpão limpo o que quer dizer livre de qualquer tipo de depósito de grãos, adubos e inseticidas, que atuam sobre o ma-
A tela rotativa deve ser conservada limpa após a colheita
truídos. Os terminais devem ser untados com vaselina, nunca graxa, pois se usada há perigo de incêndio. As baterias antes de serem arma-
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terial ferroso ou podem atrair animais, como ratos. É importante deixá-la sobre cavaletes, para diminuir o peso nos pneus. Na pintura de toda a máquina, deve ser utilizados cera protetora, para manter a tinta e devolver o brilho.Todos os pontos da colhedora onde a tinta original se tenham desgastado, sejam lixados e cobertos pela tinta antiferrugem. Aquisição de peças de reposição Quando estiver preparando a colhedora para armazenagem, verificar cuidadosamente todas as peças que sofreram desgaste e que precisam ser substituídas. As peças de reposição devem ser pedidas nessa ocasião e instaladas antes do início da próxima colheita. Ao pedir peças de reposição fornecer ao revendedor o número de série e o modelo da máquina. Insistir sempre em adquirir peças originais, pois essas vão proporcionar melhor desempenho e são cobertas pela garantia do fabricante. Inspeções periódicas reduzirão ao máximo a manutenção e os reparos de sua colhedora, além de evitar paradas muito caras durante a colheita. Portanto, é aconselhável re.M visar a máquina no final de cada safra. Gastão Moraes da Silveira, CMAA/IAC
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Irrigação técnicas
Na medida
Eficiência do uso da água contribui para o aumento da produção
SUPRIMENTO DE ÁGUA Em condições normais de cultivo, o suprimento adequado de água às plantas depende da quantidade e distribuição das chuvas. No Sul do Brasil, a análise da evo-
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Máquinas
lução da área plantada com soja e milho revela que houve incremento na área colhida e no rendimento de grãos. Estudos mais recentes revelam que a magnitude das perdas no rendimento potencial da soja, ocasionadas por deficiências hídricas, pode chegar a 30% no nordeste e 55% no sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, independente do ciclo da cultivar e da época de semeadura. Comprovando a importância do incremento da irrigação, para aumentar a produção de alimentos. Na figura 1, é apresentada uma análise comparativa da evolução da população mundial e das áreas irrigadas. Observa-se que a relação per capita tem se mantido constante em 0,045 ha pessoa-1, desde a década de 1960. A área irrigada em todo mundo até 1996 era da ordem de 263 milhões de hectares. O que representa 15% da área total, contribuindo com aproximadamente 36% da produção total de alimentos. Segundo estimativas da FAO, do incremento esperado na produção de alimentos nas próximas décadas, nos países em desenvolvimento, cerca de 65% virão
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do aumento na produtividade, em especial da irrigação, 20% oriundos da expansão horizontal de fronteiras agrícolas e apenas 15% de um aumento na intensidade de cultivo. O avanço nas áreas irrigadas tem Fotos Cultivar
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água é um componente vital para a vida animal e vegetal, a distribuição de todas as formas de vida sobre a terra depende da distribuição e volume da água. O excesso e a escassez, principalmente, são os principais responsáveis pela falta de alimentos e degradação do solo, pelo uso inadequado ou exploração de áreas impróprias ao cultivo. Assim, a disponibilidade de água é fundamental para o incremento na produção de alimentos. A ascensão e a queda de várias civilizações ocorreram em função de conflitos da exploração que essas fizeram dos recursos hídricos e do solo. De todos os recursos que a planta necessita para o seu desenvolvimento, a água é o fator mais importante.
Rendimento potencial das culturas pode diminuir em até 30% por deficiências hídricas Maio / Junho 2001
A produção de alimentos, no entanto, pode também crescer mediante o aumento da produtividade, com técnicas de produção compatíveis com a realidade da região e do produtor. Atualmente, para minimizar os impactos dos períodos de deficiência hídrica na produção agrícola no Brasil, recomenda-se duas alternativas: uma é o planejamento da agricultura não irrigada, orientando a época de semeadura conforme o regime pluviométrico local, a segunda, e a mais eficiente, é a incorporação da irrigação suplementar, baseada no requerimento de água pelas culturas. O uso da primeira alternativa não tem sido suficiente para aumentar o rendimento de grãos das cul-
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População (bilhões)
Anos
Rendimento de grãos (Kg/ha)
Fig.01 - Evolução mundial da área irrigada e da população
Anos Agrícola
Fig.02 - Evolução da produtividade média de grãos de milho no Brasil no período de 1986 a 1997
Rendimento de grãos (Kg/ha)
PRODUÇÃO AGRÍCOLA
turas no Brasil. Observando os dados médios dos rendimentos do milho no Brasil, nos últimos anos (Figura 2), verifica-se que a produtividade média é muito baixa quando comparada com as médias observadas nos Estados Unidos para a cultura do milho, além do sorgo e trigo (Figura 3). A água, embora normalmente abundante nas regiões produtoras, nem sempre está disponível quando e onde é necessária. Assim, a irrigação através da utilização da água de mananciais, represas e outras formas de captação da água se faz necessária para tornar a agricultura menos dependente das distribuições desuniformes das chuvas. O Sul do Brasil tem uma posição destacada na produção agrícola nacional de soja e milho. Entretanto, apesar da expressão econômica, essas culturas apresentam baixos índices de rendimento de grãos, em relação a outras regiões produtoras. A causa disso é da grande variabilidade anual é a variação na disponibilidade hídrica.
RESPOSTA À IRRIGAÇÃO A resposta das culturas à água aplicada depende de fatores como a quantidade e a freqüência de irrigação, o método de aplicação de água, condições de clima, estádio de desenvolvimento e manejo do solo e culturas. A água aplicada, em excesso provoca redução da produção em conseqüência da diminuição da aeração do solo, da lixiviação de nutrientes e, provavelmente, do desenvolvimento de doenças associadas ao excesso de umidade. Com o aumento na área irrigada no RS, surgiu a necessidade de buscar espécies e cultivares que atendam tanto ao aspecto técnico, como aos aspectos econômicos e comerciais. A redução no rendimento das culturas, ocasionada por deficiência hídrica ou o aumento de rendimento proporcionado pela utilização da irrigação, são questões que afetam diretamente o retorno econômico de uma cultura. Assim, as variações econômicas de uma cultura estão ligadas a intensidade e duração do déficit hídrico, da época de ocorrência e da interação com outros fatores determinantes da expressão do rendimento final. O conhecimento dos períodos críticos de desenvolvimento das culturas, bem como sua resposta à disponibilidades hídricas no solo, possibilita a adoção de práticas que visam à otimização do uso da água na agricultura.
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Anos Agrícola
Fig.03 - Evolução da produtividade média de grãos de milho, sorgo e trigo nos Estados Unidos nos últimos 50 anos (período de 1945 a 1995)
Média Mensal (mm)
contribuído muito nas discussões acerca da melhor eficiência no uso da água, tanto sob o ponto de vista agronômico e da engenharia, como da preservação e conservação da água. A contribuição da irrigação na eficiência do uso da água é no aumento da produção de alimentos por quantidade de água consumida. A irrigação será elemento chave para a produção de alimentos e fibras em escala suficiente para atender ao crescimento populacional. Estima-se que o mundo terá 12 bilhões de habitantes em 2050, o que significa um incremento anual de 80 a 85 milhões de pessoas aos atuais 7 bilhões. Esse crescimento demográfico demandará num incremento no consumo de produtos e serviços, além de aumentar a pressão de consumo sobre os recursos naturais.
Área irrigada (milhões hectare)
A água, embora normalmente abundante nas regiões produtoras, nem sempre está disponível quando e onde é necessária
Meses do Ano
Fig.04 - Valores médios mensais da evapotranspiração potencial (ETP) e precipitação pluvial para a região de Cruz Alta, RS, para o período entre 1988-1998
IRRIGAÇÃO NO SUL O clima é o principal responsável pela oscilação e frustração nas safras agrícolas em todo o Brasil, sendo que o fator água é o que com maior freqüência e intensidade afeta a produtividade das culturas. A reduzida disponibilidade hídrica, provocada pela baixa quantidade e/ou irregular distribuição das chuvas, durante a estação de crescimento, é a principal variável meteorológica determinante de oscilações no rendimento de grãos das culturas, tanto interanual quanto entre as diferentes regiões do Sul do Brasil. O aspecto mais importante no manejo Máquinas
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... de uma área agrícola é a associação da épo-
MANEJO DA IRRIGAÇÃO Com a expansão rápida da agricultura irrigada no Brasil, muitos problemas têm surgido, por desconhecimento do manejo, operação e manutenção de sistemas irrigados, causado o insucesso de empreendimentos, e muitas vezes descrédito dos agricultores em relação a irrigação. O manejo correto no entanto, possibilita, além do aumento na produtividade, evitar prejuízos por déficit hídrico, economia no tocante a gastos energético, mão-de-obra e uso racional do recurso água. Sendo o objetivo de qualquer atividade agrícola a obtenção do máximo retorno econômico, a escolha e o manejo adequado de sistemas de irrigação, possibilita a redução dos riscos do empreendimento e melhoria da produtividade e qualidade ambiental. O manejo adequado da irrigação envolve mais fatores do que a simples instalação e operação de um conjunto de irrigação. Para a maximização da produtividade é necessário aplicar a quantidade certa de água no momento adequado. Quando a irrigação é aplicada de forma inadequada elevam-se consideravelmente os custos de produção e desequilibra a relação custo benefício de uma .M área irrigada. Reimar Carlesso, Genesio Mario da Rosa e Mirta Teresinha Petry
Cultivar
ca de plantio com o período de maior disponibilidade hídrica às plantas. A precipitação anual no RS, na média de 30 anos, é da ordem de 1540 mm, variando de 1235 mm no sul até 2162 mm no norte do Estado. Apesar de as chuvas no RS serem bem distribuídas nas quatro estações do ano (verão=24%, outono=25%, inverno=25% e primavera=26%), a alta demanda evaporativa da atmosfera nos meses de dezembro a fevereiro (maior intensidade da radiação solar e temperaturas do ar mais elevadas), faz com que, somente a água armazenada no solo durante o verão seja, em geral, insuficiente para atender as necessidades hídricas das culturas nessa estação (Figura 4). Embora o montante das precipitações pluviais, nesse período, seja maior que a demanda evaporativa da atmosfera (ETP), estas são mal distribuídas e normalmente de alta intensidade, em curtos períodos de tempo, resultando em grandes perdas de água devido ao escoamento superficial. Nos últimos anos tem-se observado um significativo aumento na área irrigada por aspersão no RS. Estimativas recentes mostram que a área irrigada pelo sistema pivô central no RS é superior a 20 mil hectares, distribuídos em aproximadamente 250 equipamentos nas diferentes regiões. O interesse pela irrigação, tanto no RS como no Brasil, emerge nas mais variadas condições de clima, solo, culturas e situação sócio-econômicas do produtor. A irrigação é uma tecnologia que possibilita maior agregação de valor ao produto gerado, proporcionando maior renda aos produtores.
Manejo adequado da irrigação possibilita maior renda dos produtores www.cultivar.inf.br
Maio / Junho 2001
Aviação dicas
Asas abertas Aplicação aérea torna-se importante aliado do produtor na condução da lavoura; as principais técnicas são discutidas neste artigo
A
aviação agrícola se propõe, através de um trabalho de equipe, distribuir sobre o campo produtos úteis à agricultura como inseticidas, fungicidas, herbicidas, sementes, fertilizantes e outros. No exercício de tal atividade, participam vários profissionais com funções definidas e que se complementam, como o piloto que deve conduzir a aeronave; o engenheiro agrônomo que deve organizar o trabalho com a finalidade de obter o resultado técnico e econômico que se deseja; e o técnico agrícola que organiza o balizamento das áreas e acompanha o desenrolar da aplicação. Tais elementos devem trabalhar em conjunto, cada um desempenhando seu papel da melhor forma, de maneira que a equipe seja coesa e apresente um resultado positivo e, sobretudo, seguro. Para se ter o melhor resultado possível do uso da aviação agrícola, é necessário que se conheça os vários aspectos que envolvem essa técnica. A seguir serão feitas algumas
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Máquinas
considerações sobre a aeronave em si, suas características básicas e os sistemas de balizamento das áreas. O funcionamento do equipamento de aplicação, os desempenhos operacionais do sistema sobre a cultura tratada e outros aspectos serão abordados em outro artigo, para que o produtor tenha bons resultados do uso da aviação agrícola na aplicação de produtos líquidos.
AERONAVE AGRÍCOLA O uso de aviões para fins agrícolas começou antes da Segunda Guerra Mundial porém, em número apenas razoável. Depois da guerra, o número de aeronaves aumentou consideravelmente e o valor do avião como ferramenta para o agricultor foi reconhecido em muitos países. O começo dessa atividade consistia em modificar aviões normalmente usados em treinamento militar. Essas modificações não visavam em primeiro www.cultivar.inf.br
lugar a segurança, mas sim, a instalação de um equipamento de polvilhamento ou de pulverização e, às vezes, de um motor de maior potência para aumentar a capacidade de carga. Já no final da década de 40 a aviação agrícola estava aceita como atividade técnica e econômica, justificando o desenvolvimento de um projeto de uma aeronave para trabalhos agrícolas, tendo-se em vista, além dos requisitos específicos, o fator segurança para o piloto. Dessa forma, nos anos de 1949/50 foi projetado e construído nos Estados Unidos o primeiro avião especificamente agrícola: o AG-1. As características principais desse protótipo serviram de base para os projetos das aeronaves agrícolas comerciais construídas no mundo todo e que hoje devem alcançar a cifra de mais de 40 mil unidades em operação. A forma básica de uma aeronave agrícola pode ser vista na Figura 1, que se caracteriza Maio / Junho 2001
Na maioria das vezes, a aeronave opera em pistas não devidamente preparadas quanto ao piso e ao comprimento, fazendo com que os aspectos de segurança sejam diminuídos
pela cabina de comando localizada bem atrás, diferente dos aviões convencionais, o que projeta o nariz do avião bem avançado e baixo, permitindo ampla visibilidade para o piloto. O tanque de produto fica localizado à frente da cabina, no centro de gravidade da aeronave, enquanto que os tanques de combustível são localizados nas asas. As aeronaves agrícolas convencionais (de asa fixa e motores a pistão) desenvolvem uma velocidade de vôo constante quando em operação, podendo haver uma variação em função do tipo de equipamento de aplicação utilizado. No caso de aeronave Ipanema 201-A, a velocidade de aplicação é de 110 milhas por hora (mph) quando equipada com dispositivos para aplicação de líquidos. Quando da aplicação de sólidos, o equipamento produz um arrasto maior, fazendo com que a velocidade seja reduzida para 100 mph. Entretanto, a velocidade tem que ser mantida constante durante a operação a fim de que a distribuição do produto aplicado seja uniforme em toda a área. Em função de suas características aerodinâmicas, as aeronaves têm uma capacidade de carga específica e que não deve ser excedida para não se correr um sério risco de acidente. Dessa forma, o piloto deve estar atento ao carregamento da aeronave para que a carga do produto não ultrapasse o limite para aquelas condições operacionais (altitude da pista e temperatura do ar).
Esquema básico de uma aeronave agrícola e suas partes constituintes: 1- hélice; 2- motor; 3- trem de pouso; 4- asa; 5- aileron; 6- flap; 7- cabina; 8- fuselagem; 9- profundor fixo; 10- profundor móvel; 11leme de direção fixo; 12- leme de direção móvel; 13- cabo desviador de fios; 14- bequilha; 15- equipamento de aplicação; 16- farol e 17- tubo de pitot .
PISTAS DE OPERAÇÃO Na maioria das vezes, a aeronave opera em pistas não devidamente preparadas quanto ao piso e ao comprimento, fazendo com que os aspectos de segurança sejam diminuídos. Embora o preparo de uma boa pista pareça ser um investimento sem retorno, a condição para uma operação segura e com plena capacidade de carga trarão benefícios em função de um rendimento operacional maior. Da mesma forma que o fator aeronáutico é importante, os aspectos de segurança aos funcionários e ao meio
Fig.02 - Sugestão de pátio de serviços de uma pista aero-agrícola, mostrando: A plataforma de alvenaria para lavagem e estacionamento da aeronave; B depósito de alvenaria, com porta com fechadura, para o armazenamento de produtos químicos e C biruta.
ambiente têm que ser considerados, construindo-se um local para a guarda dos defensivos e suas embalagens usadas, bem como um pátio de descontaminação para a lavagem da aeronave e seus equipamentos, de acordo com as normas da legislação vigente (Figura 2). O Ministério da Agricultura, através de portaria específica, informa as principais dimensões dessas facilidades para a construção de pistas agrícolas. Uma das fases mais críticas do vôo agrícola é a curva de retorno ou balão , quando, ao terminar uma passada por sobre a área ( tiro ), a aeronave vai tomar posição para uma nova passada. Essa manobra deve ser cuidadosa pois uma parte é executada em vôo ascendente com diminuição de velocidade e a outra parte com uma curva reversa e um vôo descendente, alterando-se a direção do vôo em 180° (Figura 3). Quando em curva é em baixa velocidade, a força de sustentação está próximo da seu limite mínimo. Está bem estabelecido que a curva de retorno é um evento necessário ao vôo agrícola e que deve ser realizada num tempo mínimo, porém com limites de segurança bem definidos que o piloto não deve violar, sob pena de sofrer um grave acidente
BALIZAMENTO DAS ÁREAS Para que o piloto possa efetuar um trabalho de maneira a não deixar falhas na cultura, há a necessidade de que o vôo seja orientado em uma linha reta e que as passagens sucessivas sejam realizadas paralelamente e mantidas a uma distância pré-determinada. Essa distânMaio / Junho 2001
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Máquinas
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Cultivar
Os bandeirinhas devem sempre caminhar contra o vento, iniciando seu deslocamento antes da aeronave passar sobre eles
área em função de possíveis mudanças na direção do vento. Para o piloto visualizar a marcação feita no solo, usam-se bandeiras feitas de plástico ou de pano, de colocação clara que tenha certo contraste com a cultura. A bandeira dever ser agitada de maneira a não enrolar no mastro. O melhor jeito para se agitar a bandeira é fazendo um oito bem aberto e compassado (Figura 4). De qualquer maneira, o piloto tem que estar vendo sempre duas bandeiras para poder manter seu vôo em linha reta. O treinamento e a orientação de como os bandeirinhas devem trabalhar também é função do Técnico Agrícola, devendo dar destaque principalmente aos aspectos de segurança quanto aos riscos de intoxicação. Os bandeirinhas devem sempre caminhar contra o vento, iniciando seu deslocamento antes da aeronave passar sobre eles. Para manter sempre a mesma distância entre as passadas do avião, vários métodos podem ser usados: uso de corda (com comprimento igual à faixa de aplicação, necessitando duas pessoas em cada ponto de marcação: um ficando no local da passagem da aeronave e o outro já se deslocando para o próximo ponto de marcação do vôo); estaqueamento prévio (colocando-se estacas em cada ponto onde o marcador deverá ficar) e contagem de passos. Esse último método é o mais usado, no qual o marcador conta um determinado número de passos correspondente à largura da faixa de aplicação. Embora sendo o processo mais fácil, ele é
Christofoletti explica a constituição de aeronaves, pistas de operaçõo e vôos para fins agrícolas
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cia, definida como Faixa de Deposição Efetiva ou Faixa de Aplicação , permite manter a distribuição dentro de uma uniformidade aceitável. Uma vez definida essa distância, a mesma tem que ser mantida constante durante toda a aplicação através de dispositivos visíveis ao piloto.
Fig.03 - Fase de vôo ascendente (de 1 a 3); vôo estabilizado (de 3 a 4) e vôo descendente (de 4 a 5).
(3)
LIMITE DA ÁREA
(4) (2)
VENTO
(5)
BANDEIRAS MÓVEIS Ainda é o método mais usado, utilizandose de duas pessoas ( bandeirinhas ) pelo menos, que se deslocam nas extremidades da área a ser tratada. É um método mais maleável quanto à necessidade de se alterar a marcação da
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Máquinas
(1)
passível de falhas em função dos erros na contagem dos passos e na diferença do comprimento dos passos que pode ocorrer por desleixo ou cansaço. Como existe diferença de estatura entre as pessoas, cada bandeirinha deve calibrar o número de passos que deverá caminhar para completar a medida da faixa a tratar. www.cultivar.inf.br
Fig. 04 - O número e a disposição das bandeirinhas na área são definidos pelo Técnico Agrícola no planejamento operacional, em função do formato da área, distância do tiro e possíveis ondulações do terreno. Tipo de movimento recomendado para o uso de bandeiras para a sinalização dos vôos agrícolas.
BANDEIRAMENTO FIXO PRÉVIO Em áreas que são tratadas várias vezes em uma safra são possíveis as marcações com bandeiras fixas colocadas previamente nos pontos adequados. Para que não haja dúvidas para o piloto qual das bandeiras deve ser visualizada para a orientação do tiro , as mesmas devem ser de cores diferentes e colocadas sempre numa mesma seqüência de cores. Embora seja um sistema bastante simples de instalar, corre-se o risco de queda das bandeiras por vento ou mesmo por depredação, além de possíveis dificuldades de visualização pelo crescimento de determinadas culturas.
SISTEMA DE POSICIONAMENTO Há alguns anos foi introduzida na aviação agrícola, a marcação das faixas de vôo com o auxílio de equipamentos eletrônicos baseados em sinais emitidos por satélites. Trata-se do sistema GPS ( Global Position System ) Sistema de Posicionamento Global, já usado na navegação aérea normal. Embora seja um sistema criado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, seu uso foi generalizado, porém, com uma certa variação na sua marcação. Entretanto, com a utilização de um ponto referencial (uma antena em um lugar fixo no solo ou mesmo sinal de um satélite especial), consegue-se a marcação de pontos no solo com a precisão de centímetros. Esse sistema corrigido (DGPS Differencial Global Position System) permite a utilização de marcações precisas, com as faixas paralelas a espaçamentos programados. Além disso, o sistema permite o registro dos vôos e a elaboração de gráficos e relatórios dos vôos realizados. Esse sistema é de grande valia para a aviação agrícola, possibilitando o trabalho em áreas remotas e de difícil acesso, bem como em cultivos de grande porte (caso de reflorestamentos) que impedem o uso dos sistemas tradicionais de marca.M ção. José Carlos Christofoletti, TeeJet South America Maio / Junho 2001
Manutenção sistemas
Saiba a importância de escolher o óleo adequado para cada tipo de máquina e serviço a ser executado
A
Lubrificante ideal
escolha do lubrificante adequado deve levar em conta o tipo de máquina a ser lubrificada, ao tipo de serviço ao qual ela será submetido e viscosidade do óleo lubrificante. Para facilitar a identificação do lubrificante correto os fabricantes de tratores e motores e a indústria petrolífera usam varias classificações, sendo as principais, a SAE e a API. A Classificação SAE foi estabelecida pela Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE) dos Estados Unidos, classifica os óleos lubrificantes pela sua viscosidade e a classificação API foi desenvolvida pelo Instituto Americano do Petróleo (API), também Maio / Junho 2001
dos Estados Unidos, baseia-se em níveis de desempenho dos óleos lubrificantes, isto é, no tipo de serviço a que a máquina estará sujeita. Os óleos lubrificantes recebem essas classificações após testes padrões realizados por pelas instituições SAE e API Essas duas classificações separam os óleos em dois grandes grupos, os óleos para motores e os óleos para transmissão:
ÓLEOS PARA MOTORES A classificação SAE para óleos para motores é identificada pelas letras SAE sewww.cultivar.inf.br
guida de números que indicam o seu grau de viscosidade, quanto maior este número, mais viscoso é o lubrificante. Quando se trata de óleos indicados para os períodos frios, acrescenta-se a letra W , que vem da palavra winter , que significa inverno na língua inglesa. Os óleos indicados para uso em épocas frias, isto é no inverno são: SAE 0W, SAE 5W, SAE 10W, SAE 15W, SAE 20W, SAE 25W. E os indicados para períodos com altas temperaturas, verão, são: SAE 20, SAE 30, SAE40, SAE 50, SAE 60. O desenvolvimento de aditivos melhoradores de índice de viscosidade, possibiliMáquinas
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Tabela 1
Guia para escolha de óleos dos graus SAE para motor:
Tabela 2
Temperatura atmosférica mais baixa esperada 0oC -18oC Abaixo de -18oC
Óleos monoviscosos
Óleos multiviscosos
20, 20W, 30 10W 5W
15W-40, 20W-40, 20W-50 10W-30, 10W-40, 10W-50 5W-20, 5W-30, 5W-40
Classe de óleos para motores à gasolina e a álcool: Classe SE SF SG SH SJ
Indicados para motores de automóveis fabricados: 1972 a 1979 1980 a 1988 1989 a 1992 A partir de 1993 Excede as especificações do SH.
Tabela 4
Tabela 3
O agricultor deverá ter cuidado na escolha dos lubrificantes utilizados no seu equipamento
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Classes de óleos para motores Diesel: Classe
Indicados para motores Diesel:
Condições de operação:
CC CD CD II CE SF 4 SG 4
levemente superalimentados medianamente superalimentados 2 tempos Altamente superalimentados Altamente superalimentados Altamente superalimentados
moderadas a severas severas severas severas altas velocidades e severas altas velocidades e severas
Épocas de utilização de óleos pela viscosidade SAE: Grau de viscosidade SAE 70W SAE75W SAE 80W SAE85W SAE 90 SAE 140 SAE 250 SAE 80W-90 SAE 85W-140
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Máquinas
Época de utilização Inverno Inverno Inverno Inverno Verão Verão Verão Multiviscoso Multiviscoso
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tou a fabricação de óleos com múltipla graduação ou multiviscosos, que se comportam, no inverno, como óleos de inverno e no verão como óleos de verão, isto é, são óleos de melhor qualidade. São eles: SAE 5W/20, SAE 5W/30, SAE 5W/40, SAE 10W/30, SAE 10W/40, SAE 15W/ 40, SAE 20W/40, SAE 20W/50,. Os óleos multiviscosos como o SAE 15W/ 40, podem ser usados em motores que recomendam os óleos SAE 15W, 20W, 20,30 OU 40, independente da temperatura do motor, clima ou estação do ano. As principais vantagens dos óleos multiviscosos são: Partidas a frio mais fáceis, lubrificação adequada numa faixa mais ampla de viscosidade, menor desgaste do motor, menor consumo de combustível, menor consumo de lubrificantes, maior durabilidade da bateria A classificação API relaciona-se com a capacidade de limpar o motor (detergência) e com a capacidade de manter a sujeira em suspensão (dispersância). Ela é separada os motores em duas classes, os motores a explosão por centelha (gasolina e álcool) e a explosão por compressão (óleo Diesel). Nela, os óleos lubrificantes são classificados por duas letras. A primeira indica o tipo de motor de acordo com o combustível e a segunda o tipo de serviço. Para os óleos para motores à gasolina e a álcool, a primeira letra é o S , que dizer serviço , e a segunda indica o desempenho do lubrificante. Para os óleos para motores a Diesel, a primeira letra é o C , que comercial , e a segunMaio / Junho 2001
Yanmar
Uma boa manutenção do sistema de lubrificação é imprescindível para aumentar a vida útil e diminuir o risco de quebras dos tratores e máquinas agrícolas
Figura 1
da indica o desempenho do lubrificante. Os lubrificantes testados pela API recebem um símbolo, que é chamado símbolo para serviço API, e é dividido em três partes. A parte superior descreve o nível de desempenho do óleo, a do centro a sua viscosidade e a de baixo se este óleo demonstra propriedades de conservação de energia. Nota: Óleos com propriedades de conservação de energia, são aqueles que ajudam a economizar combustíveis quando comparados com um óleo padrão. O símbolo à esquerda indica um óleo lubrificante para motor à gasolina ou álcool, multiviscoso (SAE 5W-30) e serviço API SJ, com propriedades de conservação de energia. O símbolo à direita indica um óleo lubrificante multiviscoso (SAE 10W-30), que pode ser utilizado em motores Diesel serviços API CG-4 e CF-4 e motores à gasolina ou álcool serviços API SH, que não possui propriedades de conservação de energia.
ÓLEOS PARA AS TRANSMISSÕES A transmissão mecânica é responsável pela transmissão da potência produzida no motor Maio / Junho 2001
para movimentar as rodas de tração e implementos acionados pela TDP do trator. É constituída de embreagem, caixa de mudança de marchas (câmbio), diferencial, redução final, freios (a banho de óleo) e tomada de potência (TDP). Os óleos usados na transmissão também são identificados por normas internacionais: SAE e API. A Classificação SAE é semelhante à utilizada para motores, porém com uma numeração maior, com a finalidade apenas de não se confundir óleos para motores e para transmissões, não existindo portanto nenhuma relação entre as duas escalas. Nesse caso, existem também óleos indicados para verão e para inverno, sendo que este último vem acompanhado da Letra W . Devido à não ocorrência de temperaturas excessivamente baixas no Brasil, os fabricantes de tratores indicam apenas óleos monoviscosos ou mono graus de verão. Na classificação API, os óleos são identificados pelas letras GL , Gear Lubrificant (inglês), que significa lubrificante para engrenagens, seguido de um número que indica o tipo de serviço a que se destina; quanto maior o número mais severo é o serviço. Atualmente existem no mercado apenas duas categorias: GL4 - Indicados para condições severas de velocidade e carga, sendo destinados à engrenagens hipóides, contendo aditivação EP. GL5 - Condições extremamente severas de carga e velocidade, sendo também destinado a engrenagens hipóides, contendo alto nível de aditivação EP. Atualmente todos os fabricantes indicam este tipo de óleo para seus tratores.
Caso tenha que completar o nível, utilize sempre óleo da mesma marca e viscosidade.
QUANDO TROCAR O LUBRIFICANTE? À medida que o trator trabalha, os aditivos vão reagindo com os contaminantes e perdendo a sua capacidade de proteger o óleo e lubrificar o motor. Estas condições são agravadas pelas condições de trabalho, forma de condução, nível de manutenção. Por este motivo os fabricantes de tratores e motores recomendam a troca de óleo dentro de períodos que garantam a sua qualidade e desempenho. Ao fazer a substituição do óleo, não se deve descartá-lo inadequadamente, evitando a contaminação do solo e mananciais. Além disso o lubrificante é um recurso valioso e deve ser um reciclado. Deposite-o em locais de coleta ou reciclagem adequados. Evite também o contato da pele com os óleos usados, pois em testes de laboratório feito com animais, verificou-se a ocorrência .M de câncer. Antonio Carlos Loureiro Lino, Afonso Peche Filho e Ila Maria Correa, Centro de Mecanização e Automação agrícola / IAC
MANUTENÇÃO DOS SISTEMAS Uma boa manutenção do sistema de lubrificação é imprescindível para aumentar a vida útil e diminuir o risco de quebras dos tratores e máquinas agrícolas. Para tanto é importante seguir as instruções contidas no manual do fabricante. Para a maioria dos tratores nacionais deve-se verificar diariamente o nível do óleo do motor e semanalmente o nível do óleo da transmissão. Ao verificar o nível, limpe a vareta com um pano limpo e não com estopa, para evitar a contaminação do óleo. www.cultivar.inf.br
Máquinas
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Informe empresarial
Assim que se faz FAZENDA PAMPLONA SLC Agrícola - CRISTALINA - GO
E
ntre os municípios de Cristalina e Luziânia no Estado de Goiás, está localizada uma das fazendas da SLC Agrícola Ltda, denominada Fazenda Pamplona com uma área aproximada de 13,4 mil hectares. Essa propriedade que existe há mais de 21 anos, é hoje parte de um investimento total em agropecuária de 112,15 mil hectares, sendo atualmente um dos maiores Grupos Empresariais do Brasil. Na Fazenda são exercidas atividades de pecuária - cria, recria e engorda - e agricultura - café, algodão, soja, milho - com destaque às culturas irrigadas como o tomate e o milho doce, com áreas significativas conforme quadro a seguir: Um empreendimento dessa magnitude tem muitos aspectos peculiares, mas um deles nos chamou especial atenção: a irrigação, pois ao todo são 2,684 mil hectares irrigados com pi-
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Máquinas
vot central. Nos pivot instalados, a lâmina média de água aplicada diariamente é de 6 mm, totalizando aproximadamente 450 mm para feijão; 700 mm para tomate, 400 mm para trigo e 350 mm para cevada. A Cultivar Máquinas conversou com o administrador da Fazenda, o Engenheiro Agrônomo Genes Ceppo, de 42 anos e há 12 anos na Empresa: CM: Qual a razão do investimento da SLC Agro nesta região ? GC: A empresa buscava diluir riscos de estiagens e a proximidade do mercado consumidor. CM: Observamos que significativa parcela da Fazenda é suprida por irrigação com pivô central. Qual o diferencial de produtividade do milho nessas condições ? GC: O Milho Irrigado na região produz em média 130 / 140 sacos por hectare, e a média na Fazenda é de 145 sacos. No caso do milho não irrigado, www.cultivar.inf.br
em anos de veranico, a média na região é de 70 a 100 sacos, sendo que na Fazenda, colhemos 110 sacos nestas condições. Eu gostaria de mostrar um quadro demonstrativo de produtivida-
Genes Ceppo
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de (por hectare) de três culturas neste ano que tivemos seca: CM: Quais as vantagens financeiras do uso do Pivot Central? GC: As vantagens financeiras são muito variáveis, dependem da cultura, da sua produtividade, do preço de mercado principalmente, mas podemos afirmar que andam ao redor de 20 %. CM: Como se processa a comercialização da produção ? GC: Os grãos são comercializados diretamente no mercado e nas indústrias de processamento. Os produtos olerícolas são destinados a uma processadora (Brasfrigo), indústria distante cerca de 9 km da Fazenda. O escoamento da produção é feito via rodoviária. CM: Qual a grande vantagem de irrigar com Pivot Central ? GC: Além do aumento da produtividade em qualquer época do ano, obtemos ótimos resultados na entressafra, período em que ocorre uma estiagem muito grande. CM: Os equipamentos de irrigação têm boa assistência técnica? GC: Não temos problemas a respeito. Veja o caso da Fockink, cuja base de atendimento dista 70 km da Fazenda. Imagine que foi constatado um problema às 8h, por volta de 11h o técnico da empresa já está no local. Não ficamos com o equipamento parado nem por um dia inteiro. Seguramente, se fosse o caso, as plantas suportariam este período sem irrigação.
Fotos Grupo Fockink
QUADRO DEMONSTRATIVO 1 Culturas exploradas
Área por cultura
Produtividade (ha.)
Soja
3064 hectares
49 scs
Milho
1238 ha.
133 scs
Algodão
3324 ha.
280@
Feijão
1706 ha.
49 scs
Tomate
240 ha.
88 Ton.
Cevada
224 ha.
83scs
Trigo
454 ha.
89scs
Café
420 ha.
em formação
Milho Doce
616 ha.
13,5 Ton.
Gado Confinado
1600 cabeças
QUADRO DEMONSTRATIVO 2 Produto Soja Milho Algodão
Irrigação 60 sacos 130 / 140 sacos 310 / 350 @
Não Irrigado 23 a 43 sacos 70 a 100 sacos 180 a 220 @
Essas foram algumas informações que colhemos desta modelar fazenda, existem vários casos de sucessos em empreendimentos do agronegócio brasileiro. Dentro do possível, iremos divulgá-los para que tenhamos referenciais e modelos para seguirmos no caminho do desenvolvimento pleno, que .M todos ansiamos e merecemos. Maio / Junho 2001
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Nossa capa Fotos Ila Correa
pneus
Há vários tipos de pneus; cada um adaptado a uma realidade
Rodando pelo campo A
roda, talvez um dos mais importantes inventos do ser humano, já era utilizada a mais de 5 mil anos e hoje está incorporada nas mais diversas máquinas, equipamentos e sistemas utilizados pelo homem para obter uma locomoção, rápida, eficiente e confortável. O rodado de uma máquina é a designação genérica que se dá ao conjunto de órgãos que asseguram à mesma as características veiculares ou de movimento, fornecen-
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Máquinas
do tração útil para as mais variadas operações agrícolas. Os primeiros tratores a vapor eram extremamente grandes e pesados (até 41 toneladas), dependiam de diversos operadores e tinham grandes problemas de falta de capacidade de tração. Para tentar resolver esses problemas, em 1900, um agricultor da Califórnia, EUA, instalou numa máquina a vapor, rodas de grandes dimensões (4,5 metros de largura e 2,7 metros de diâmetro) www.cultivar.inf.br
recobertas com taliscas de chapas de madeira e, assim, iniciou-se a utilização de rodados específicos para trabalharem em condições de campo, ou seja, em solos com baixa sustentação, grandes deformações e pequena capacidade de tração. Dessa forma surgiam os tratores agrícolas. O princípio utilizado nos rodados para movimentação dos veículos baseia-se na transformação da rotação e do torque do motor em movimento de translação do veíMaio / Junho 2001
Os tratores agrícolas de rodas pneumáticas continuam sendo, até hoje, os mais utilizados em todo o mundo culo, através do contato desse sistema com o solo. Em termos cinemáticos, a rotação do eixo do rodado se transforma em rototranslação das rodas através do centro instantâneo de rotação (CIR) e, em termos dinâmicos, para que haja movimento do veículo, deve haver um atrito rodado/solo capaz de transmitir o torque do eixo de maneira que, em função do raio do rodado, a força exercida no solo se transforme em uma reação deste no rodado, de igual intensidade e direção e com sentido contrário. As principais funções do rodado são: Assegurar equilíbrio estável e vão livre compatível com as condições de trabalho agrícola; Possibilitar autopropulsão e direcionamento; Desenvolver esforço tratório.
TIPOS DE RODADOS Dentro dessas perspectivas dois tipos básicos de rodados foram desenvolvidos, existindo um terceiro que é uma mescla desses dois primeiros, ou seja: rodados pneumáticos, rodados de esteiras e rodados de semiesteiras. Os tratores agrícolas de rodas pneumáticas continuam sendo, até hoje, os mais utilizados em todo o mundo. Os rodados pneumáticos evoluíram das primeiras rodas de ferro ou de madeira que equipavam os carros de boi, carroças e charretes que passaram, numa primeira fase, para pneus maciços. Essa evolução para o rodado pneumático teve como principais objetivos o aumento da área de contato rodado/solo e a melhoria no amortecimento das ondulações e buracos do solo, que eram totalmente transmitidas para a estrutura do trator, prejudicando suas partes constituintes e tornando a dirigibilidade e o conforto do tratorista insatisfatório. A área de contato do rodado é, hoje em dia, um fator decisivo para o estudo da interação rodado/solo, além de possibilitar economias significativas em termos de menor compactação e maior conservação do solo. Os rodados pneumáticos também têm sofrido grandes inovações e incorporações de novas e avançadas tecnologias de fabricação, além da utilização em montagens com rodados duplos e triplos que aumentam significativamente a capacidade de tração e tornam as áreas de contato proporcionalmente maiores. Os pneus infláveis ou rodados pneumáticos têm como princípio básico a elasticidade de um corpo em forma de tubo circular, preenchido com ar numa determinada pressão de inflação. A esse tubo circular composto basicamente por borracha envolvendo malhas de fibras (de algodão, de aço, etc.) deu-se o nome de pneu. Em função da severidade do regime de trabalho e as defiMaio / Junho 2001
Cinta
Flanco Banda de rodagem
Partes que compõem um rodado pneumático
ciências tecnológicas para construção do pneu e da roda propriamente dita, por muitos anos os rodados pneumáticos exigiam a utilização de um outro tubo de borracha mais fina internamente ao pneu para assegurar o regime de confinamento do ar no seu interior. A esse novo elemento deu-se o nome de câmara de ar. Com a evolução tecnológica vertiginosa, os pneus atuais dispensam o uso das câmaras de ar, além de serem extremamente resistentes, mais maleáveis e apresentarem uma imensa gama de modelos, fabricantes e formas geométricas do seu corpo externo que entra em contato com o solo (garra). Uma das evoluções mais importantes dos pneus refere-se ao tipo de lona (trama das fibras) que passou de diagonal para radial, permitindo uma pressão de inflação menor e, conseqüentemente, uma maior área de contato, para uma mesma carga suportada. Nos últimos tempos, a evolução para pneus agrícolas de baixa pressão e alta flutuação (pneus com largura e diâmetro grandes), denominados pela abreviatura BPAF, têm permitido aos tratores de rodas competir com os tratores de esteiras de igual para igual e, ainda, com um custo
de aquisição, operação e manutenção relativamente menor. A utilização de pneus radiais para tratores agrícolas é, hoje em dia, uma realidade nos EUA e na Europa. Diversas pesquiEstrutura sas têm mostrado que o pneu radial apresenta um desempenho melhor (maior área trabalhada por unidade de tempo, com menor exigência de potência) e menor consumo de combustível, principalmente pelo efeito da rigidez da banda, que reduz a deflexão das garras e, por outro lado, maior deformação dos flancos do pneu, que aumenta a área de contato com o solo. O aumento da área de contato com o solo reduz o deslizamento (patinagem) do pneu e diminui a pressão no solo, produzindo menores níveis de compactação devido ao tráfego de tratores e máquinas agrícolas.
BAIXA PRESSÃO Mais recentemente, os engenheiros das indústrias de pneus e de tratores, juntamente com os pesquisadores, têm verificado que os pneus radiais podem trabalhar ainda melhor quando calibrados com a pressão mais baixa possível, selecionada em função do peso distribuído na roda . Quando os pneus radiais são corretamente inflados com os valores de pressão mais baixas, pode-se obter Eficiências Trativas mais altas, aumentos nos Rendimentos Operacionais e redução do efeito do tráfego na Compactação do Solo , conforme pode ser constatado no boletim Pneus Radiais para tratores: Guia para seleção cor-
Pneus de baixa pressão e alta flutuação reduzem a compactação do solo www.cultivar.inf.br
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Os pneus devem ser calibrados com pressões recomendadas pelo fabricante; evitando desgastes irregulares da banda de rodagem
... reta da pressão de inflação. *
Ainda, segundo esse boletim, estudos econômicos realizados nos EUA mostraram que, considerando-se somente as culturas de tomate industrial, arroz e algodão produzidos na Califórnia, a economia de combustível e o ganho em tempo, poderiam chegar a 8,7 milhões de litros de diesel por ano e 60 mil horas de trabalho, respectivamente, o que representaria uma economia de quase 2 milhões de dólares por ano. Além disso, o uso de pneus radiais com baixa pressão diminui o efeito das vibrações e saltos ( power hop ) que os tratores com tração nas quatro rodas (4x4) podem apresentar quando solicitados com grandes esforços de tração. Além dos pneus, os outros componentes da roda pneumática são o cubo de roda e o aro. O cubo de roda é a parte central que se acopla à extremidade do eixo de rodas por meio de parafusos e porcas. Sobre o cubo de rodas é montado o aro que contém o pneu. O diâmetro e largura do aro vão definir as dimensões do pneu a ser utilizado. O primeiro pneu instalado em um trator foi em 1932 quando a adaptação de um rodado utilizado em canhão do exército obteve grande sucesso e pouco tempo depois começaram a ser produzidos e comercializados pneus específicos para o rodado de tração dos tratores. Diversos testes foram realizados nos laboratórios de ensaios dinâmicos de máquinas em Auburn, Alabama,
Diferenças construtivas entre pneus diagonais e radiais
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EUA, nos anos de 1936 e 1937. Por um longo tempo os pneus utilizados em veículos tinham suas lonas montadas em diagonal, o que deu nome a esses pneus. A partir da década de 70, novos pneus com lonas montadas de forma radial passaram a ser produzidos e seu sucesso também foi muito grande. Devido ao seu maior custo de aquisição, a sua utilização nos tratores agrícolas somente foi efetivada no final da década de 80 e, no Brasil, sua utilização ainda está restrita a algumas poucas unidades importadas. Os pneus diagonais têm como principal vantagem o seu menor custo de aquisição e a possibilidade de recauchutagem a baixos custos. Porém, em termos operacionais apresenta um problema crucial, a necessidade de inflação com pressões relativamente altas (150 a 200 kPa) que produzem uma pequena área de contato com o solo, resultando em menor tração útil e maior compactação do solo. A necessidade de maiores pressões está relacionada com os flancos do pneu (região de flexão do pneu) que sofrem desgastes e avarias quando submetidos a grandes deformações impostas pela baixa pressão. Existem diversas formas construtivas das bandas de rodagem para pneus agrícolas de tração, com garras projetadas para serviços pesados (garras profundas e reforçadas), serviços usuais (garras standard ) e serviços leves (garras rasas ou moderadas). Com relação aos pneus radiais, seu maior problema é o seu alto preço e, também, o investimento necessário para que as indústrias de pneus iniciem sua produção no Brasil. Devido à recessão no setor de máquinas e tratores e o tamanho atual do mercado usuário, fica inviável o investimento para produção de pneus radiais, devido à expectativa de uma demanda bastante baixa. Os pneus de baixa pressão e alta flutuação (BPAF) apresentam
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Pneu diagonal utilizado em trator 4 x 2 com tração dianteira auxiliar
grandes áreas de contato com o solo, devido a grande largura da sua seção, o alto volume de ar, a constituição das carcaças e flancos com maior flexibilidade e, principalmente, a possibilidade de utilizar pressões de inflação muito baixas (40 a 50 kPa, ou seja, 6 a 7 psi). Porém, como comentado anteriormente, o grande problema da utilização desses pneus é, também, o seu preço e, atualmente, a necessidade de importação. Parece que, muito mais que os radiais, a produção de pneus BPAF no Brasil está muito distante.
FUNÇÕES DO PNEU AGRÍCOLA Os pneus de tratores agrícolas devem desempenhar as seguintes funções, além das usuais de um veículo qualquer: - suportar com segurança o peso do trator em condições estáticas e dinâmicas; - interpor uma almofada de amortecimento entre as irregularidades do solo e o trator; - garantir a eficiente transmissão das forças motrizes e frenantes do trator ao solo e vice-versa;
RESISTÊNCIA E ADERÊNCIA Para atender a essas funções, o pneu deve apresentar determinadas características de resistência e aderência. Essas características, por um lado dependem do mateMaio / Junho 2001
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rial, da técnica de construção e do projeto do pneu e, por outro lado, essas características intrínsecas do pneu, poderão ser radicalmente afetadas pelas condições de utilização, tais como: a carga aplicada sobre o pneu, a pressão do ar em seu interior, a temperatura, as condições do solo, a velocidade de deslocamento e as solicitações de tração ou frenagem. Selecionado o tipo de pneu, torna-se necessário agora optar pela forma geométrica das garras que mais se adaptam ao serviço que o trator irá executar. O modelo mais utilizado em pneus de tração na área agrícola é o R1, que corresponde a uma conformação regular das garras e é recomendado para serviços em geral pelo seu fabricante. O modelo R2, que possui uma conformação com garras profundas, é recomendado para as operações nas culturas de cana-deaçúcar e arroz e para serviços em solos de baixa sustentação e/ou úmidos. Já o modelo R3, com garras rasas, é mais recomendado para solos arenosos ou vulcânicos ou ainda com grandes teores de humos, tais como aqueles encontrados em pomares, plantações de café, etc. As dimensões do pneu devem ser compatíveis com a potência do trator e este, por sua vez, deve corresponder às expectativas de tração da operação a ser realizada. Os fabricantes de tratores, normalmente, fornecem as opções de pneus a serem utilizados de maneira adequada com cada tipo e Maio / Junho 2001
modelo de trator e, em função disso e das relações teóricas encontradas na literatura, pode-se selecionar o tamanho de pneu mais adequado. Quanto maior o diâmetro do pneu do trator, maior será a sua velocidade de deslocamento, para uma mesma rotação da roda e, por outro lado, menor será a força aplicada no solo (para um mesmo torque na roda). Também, deve-se levar em conta que quanto maior o diâmetro do pneu, menor será a sua resistência ao rolamento (força resistente a ser vencida para o pneu se auto-propelir) e mais eficiente será a transformação energética. Dependendo do tipo de solo no qual o trator irá trabalhar, após a seleção do tipo e modelo do pneu, a sua lastragem é de extrema importância. Para solos não-coesivos, constituídos de uma massa granular pulverulenta, tal como a areia, a força de tração na barra dependerá, principalmente, do peso do trator, sendo de grande relevância a localização do seu centro de gravidade (CG), a lastragem e a transferência de peso. Como a maioria dos solos agrícolas é uma composição intermediária entre areia e argila, conclui-se que a lastragem do pneu tem grande importância na maioria dos casos. Sempre que o trator for exigido para gerar grandes esforços de tração, é recomendado que o mesmo atue com sua lastragem máxima e, em função da distribuição da carga em cada roda, deve-se selecionar o pneu que exija a menor pressão de inflação, o que forneceria a maior área de contato (maior tração em solos argilosos) e a menor compactação do solo. O par, carga e pressão do pneu, devem ser selecionados, sempre, através das tabelas do fabricante do pneu e do trator. O torque no rodado é um dos principais parâmetros para avaliação do desempenho dos tratores pois, a partir da re-
dução do torque desde o motor até o rodado é que se obtém a força de tração útil na barra de tração. Os motores dos tratores, normalmente a diesel, apresentam uma rotação nominal relativamente baixa (próxima de 2000 rpm) e um torque proporcionalmente baixo (200 a 800 N.m). Porém, com as reduções da caixa de mudança de marchas, da coroa e pinhão do diferencial e da redução final, o torque é extremamente aumentado enquanto a rotação é proporcionalmente diminuída, fornecendo força de tração na barra e velocidade de deslocamento em função do raio do rodado. Portanto, além de um motor adequado, o projeto das transmissões e o rodado são de grande importância para que se obtenha um trator que atenda aos requisitos necessários para um bom desempenho operacional.
PRESSÃO CORRETA Para seleção correta da pressão de inflação dos pneus radiais devem ser seguidos os passos: - Obtenha a carga estática (peso) nos eixos frontais e traseiros do trator. Os dados de ensaios de tratores, publicados pelo CENEA1 e DEA/IAC2 e os catálogos de alguns fabricantes de tratores fornecem esses valores. A pesagem dos rodados frontais e traseiros, separadamente, fornece valores precisos. - Determine as cargas dinâmicas (pesos) mais prováveis que irão incidir nos rodados em função da transferência de peso do rodado frontal para o traseiro, devido à ação da força de tração ou peso do equipamento no sistema de engate de 3 pontos do trator. Obs: caso não se consiga os valores para esses cálculos, adotar os valores de referência para a distribuição de cargas nos eixos do trator da tabela.
Evolução dos rodados agrícolas e as respectivas deformações provocadas no solo
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...
Demais valores, conforme definido anteriormente. Percentagem do peso total Trator: Utilize a curva 2 apropriada Tipo de tração Na dianteira (%) Na traseira (%) para o modelo e montagem do pneu, que apresentam a PRES4 x 2 - Tração traseira 30 70 SÃO de inflação em função da 4 x 2 A - Tração dianteira auxiliar 40 60 CARGA vertical aplicada no pneu. 4 x 4 - Tração nas quatro rodas 55 45 Cada uma dessas curvas corresponde a um pneu específico montados em configuração simCarga (peso) na traseira: ples (um pneu em cada ponta de eixo) ou dupla ( filipados , com dois pneus em cada c h ponta de eixo). R = P +F Valores de referência para distribuição de carga nos eixos do trator
...
t
a
t
a
Carga (peso) na dianteira:
Distribuição de carga em trator carregando uma carga no engate de 3 pontos
b h R f = P − Ft a a sendo:
Rt = Carga no rodado traseiro (em kilograma força kgf). Dividir esse valor pelo número de pneus na traseira, para se obter o valor RPT = carga por pneu em kgf Rf = Carga no rodado frontal. Dividir esse valor pelo número de pneus na dianteira, para se obter o valor RPF = carga por pneu em kgf. P = Peso total do trator (kgf) a = Distância entre eixos do trator (m) b = Distância do centro de gravidade (CG)1 do trator ao eixo traseiro do trator (m) c = Distância do centro de gravidade (CG) do trator ao eixo frontal (m) h = Altura da barra de tração (m) Ft = Força de tração estimada para a operação a ser realizada Kgf. Distribuição de carga em trator operando com esforço na barra de tração
Carga (peso) na traseira:
b d Rt = P + Pe a a Carga (peso) na dianteira:
b d R f = P − Pe a a
sendo:
Pe = Peso do Equipamento (kgf) d = Distância do engate de 3 pontos ao centro do eixo traseiro (m).
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se estas forem utilizadas, devem ser de borracha natural. Não utilize os pneus radiais com pressões acima do recomendado. Você estará perdendo tempo e dinheiro e a vida dos pneus não será maior. Se o trator estiver equipado com pneus diagonais não utilize esse procedimento. Esses pneus requerem pressões bem maiores do que os radiais. Pneus diagonais com baixas pressões poderão sofrer sérios danos e diminuição na vida útil. Procure não utilizar lastro líquido (água no pneu) em pneus radiais, uma vez que este irá modificar a rigidez do pneu e reduzirá a habilidade de controlar as vibrações e corcoveios ( power hop ) do trator. Caso seja necessário o uso de lastros, prefira os lastros sólidos (pesos) e, caso necessite usar lastro líquido, procure preencher todos os pneus com o mesmo nível de líquido.
QUESTÕES POLÊMICAS
As curvas estão identificadas com a combinação do modelo do pneu e a letra S para montagem simples e D para duplos. Para montagens simples o valor de Rp é obtido dividindo-se Rt ou Rf por 2 e para a montagem dupla por 4.
RECOMENDAÇÕES Utilize sempre os pneus radiais com as menores pressões de inflação correspondentes às cargas no eixo. Quando inflado corretamente, o flanco do pneu ficará visivelmente deformado, apresentando bochechas laterais. Isso é perfeitamente normal para pneus radiais. Para equipamentos montados no sistema de engate de 3 pontos do trator, a carga no eixo traseiro deve ser obtida com o equipamento totalmente levantado e, a carga no eixo frontal, com o equipamento abaixado no solo. Verifique a pressão de inflação logo de manhã, antes de iniciar os trabalhos de campo ou movimentar o trator. Isso deveria ser uma rotina diária, tal como verificar os níveis de água do radiador, de combustível e de óleo lubrificante do motor. Pelo menos uma vez por semana regule a pressão dos pneus do trator. Para verificar a pressão dos pneus do trator utilize medidores de pressão precisos, preferivelmente com valores até 140 kPa (20 psi). Os pneus radiais devem ser montados, preferencialmente sem câmaras de ar. Porém
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A vida do pneu radial irá diminuir se forem utilizadas baixas pressões de inflação? Se a baixa pressão for compatível com a carga aplicada no pneu, provavelmente o pneu terá uma vida maior do que inflado com altas pressões, pois as baixas pressões aumentam a área de contato do pneu com o solo e, conseqüentemente, diminuem o deslizamento (patinagem) e, com isso, o desgaste será menor. As companhias fabricantes de pneus honrarão os termos de garantia dos pneus se as baixas pressões forem utilizadas? Sim. Todas as grandes empresas fabricantes de pneus recomendam o uso da baixa/ Partes constituintes de um pneu radial
PNEU RADIAL Garra
Cinta
Carcaça Estrutural Radial
Talão
Flanco
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É importante manter a velocidade de deslocamento adequada durante as operações de preparo do solo mais pesadas
correta pressão dos pneus radiais. Elas têm publicado manuais e catálogos que fornecem tabelas para selecionar a pressão correta do pneu. É necessário mudar a pressão de inflação do pneu toda vez que for mudado o equipamento com o qual o trator está trabalhando? Caso os equipamentos sejam semelhantes em peso e forma de acoplamento no trator (de arraste ou montado), essa regulagem minuciosa pode não ser necessária. Porém, caso os equipamentos sejam muito diferentes, nova regulagem será importante. Os pneus radiais poderão ser instalados em tratores mais antigos? Poderá acontecer dos pneus escorregarem no aro? Os aros de tratores mais modernos são construídos com assento bastante precisos e as novas técnicas de montagem de pneus com líquidos selantes têm resolvido esse proForma construtiva do pneu de baixa pressão e alta flutuação BPAF
PNEU DE BAIXA PRESSÃO E ALTA FLUTUAÇÃO - BPAF Cinturão reforçado na região de atrito do pneu
Armação Diagonal
blema. Porém, com aros veNúmeros e siglas de identificação das características de um pneu radial lhos, deve-se tomar cuidado redobrado para que isso IDENTIFICAÇÃO DO PNEU RADIAL não aconteça. Tratores de grande potência (4 x 4) equipados com aros de até 46 polegadas de diâmetro também devem ser alvo de cuidados especiais na montagem. TM 300 S:Modelo Haverá perigo de sobre6PR: Índice de resistência carregar a unidade de potência do trator quando os Diâmetro do aro pneus são inflados com baiR - radial xas pressões? Largura nominal da seção do pneu Quando se utiliza a pressão adequada à carga aplicada no eixo, maior área de contato do pneu com o solo é obtida e as especificações de lastragem devem ser forisso irá refletir em maior capacidade de tra- necidas pelos fabricantes e revendedores de ção do trator, quando comparada com pneus tratores. Após a adequação da lastragem, a muito inflados. Nesse caso, a velocidade de pressão de inflação do pneu poderá ser obtideslocamento do trator deve ser ajustada para da. A baixa pressão de inflação dos pneus de que o sistema não seja sobrecarregado. É importante manter a velocidade de tratores 4 x 4 influirá na vibração ou saltos deslocamento adequada durante as operações ( power hop ), que podem surgir quando de preparo do solo mais pesadas. A potência esses tratores realizaram operações que exiadicional do trator deve ser utilizada para se gem grandes forças de tração? Em geral, o uso da baixa/correta presobter maior velocidade de deslocamento e aumentos de produtividade e não para traci- são de inflação dos pneus radiais contribui onar equipamentos maiores, que exijam mai- para diminuir os saltos que esse tipo de trator pode apresentar nessas condições extreores potências. É necessário lastrar o trator quando se mas. Porém, sob certas condições de solo, essa utilizam pneus radiais inflados com a pres- situação pode perdurar, quando equipamentos de arrasto são utilizados. Para maiores são recomendada? A lastragem deve ser realizada para que informações, contate o seu revendedor de trase obtenha o melhor desempenho do trator. tores ou os Órgãos de Pesquisas e Universi.M A quantidade de lastro depende do tipo de dades. trator (4 x 2, 4 x 2 auxiliar e 4 x 4), tipo de equipamento a ser utilizado com o trator e Kleber P. Lanças, do tipo e condições do solo. Normalmente, FCA / Unesp
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lta produtividade é a principal arma de vendas da mais nova linha de plantadeiras do Brasil, lançada este mês pela CASE IH. As plantadeiras ASM (sigla em inglês de Sistema Avançado de Dosagem) da linha 1200 (1211, 1213, 1215 e 1217) são produto de muita pesquisa, união da mais moderna tecnologia disponível e de testes desenvolvidos em mais de 15 mil hectares em fazendas do Centro-Oeste, Oeste da Bahia e Campos Gerais do Paraná, regiões onde o sistema de plantio direto mais cresce. A CASE IH partiu da premissa de que o período ótimo de plantio de cada cultura é de apenas alguns dias. Fora dessas janelas ideais , como são chamados os períodos, as condições propícias se reduzem e comprometem o resultado final da lavoura. No Centro-Oeste, por exemplo, o período ideal para plantio é de apenas 25 dias. Dessa forma, é preciso ter uma plantadeira que implante a lavoura no menor espaço de tempo possível, com os melhores resultados esperados. Toda a pesquisa e trabalho de campo resultou na nova linha ASM com 11, 13, 15 e 17 unidades de semeadura, com linhas de 45 cm de espaçamento. São máquinas especialmente projetadas e em condições de semear soja, algodão, milho, girassol e sorgo, as principais culturas nacionais. Além disso, aplicam fertilizantes sólidos respeitando as condições de solo e características de cada cultura. Todos os modelos oferecem opções e controle de plantio e adubação, evitando o desperdício de sementes e fertilizantes e prejuízos ao solo. Máquinas de tal envergadura e produto de tal investimento carregam grandes expectativas. A Case espera estar vendendo anualmente 700 unidades a contar de 2003, ou 35% de um mercado nacional de duas mil peças. A empresa já é líder nos mercados de colheita mecanizada de café e cana, com cerca de 45% de participação.
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lançamentos
Plantio brasileiro Nova plantadeira promete perfeita adaptação às condições nacionais de cultivo
PRECISÃO NO PLANTIO As novas plantadeiras permitem grande precisão de plantio devido ao espaçamento desejado entre sementes, que pode ser regulado. E a alta produtividade corre por conta de uma excelente combinação entre uniformidade de profundidade de plantio, graças a um sistema pantográfico, com elevada velocidade das máquinas no campo. São plantadeiras do tipo pneumático, isto é, têm uma turbina acionada hidraulicamente que gera o vácuo e com isso proporciona precisão na dosagem, garantindo o espaçamento e o controle de população de sementes desejadas. Com o número de sementes controlado, a ausência de competição dará melhores condições de desenvolvimento à planta e, por conseguinte, melhor produtividade.
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As CASE ASM usam o sistema de multisulcadores. Um dos pontos que destacam as novas plantadeiras é que o suporte de fixação dos sulcadores de adubo é o mesmo para o disco duplo desencontrado e para a haste. A troca de um sulcador pelo outro é simples e rápida, pois depende apenas da remoção de dois parafusos. Tanto a haste quanto o disco duplo desencontrado podem ser montados na mesma linha da unidade de semeadura ou ao lado. O produtor é que escolhe a configuração. Outro destaque dessas máquinas: dotadas de um sistema pantográfico, o disco e o facão copiam o terreno e dessa forma mantêm o mesmo ângulo de ataque em relação ao solo. www.cultivar.inf.br
Em conseqüência obtêm uniformidade na profundidade do adubo. Uma vez colocado o adubo de maneira uniforme, e as sementes dispostas com precisão, a probabilidade de desenvolvimento de plantas sadias, na fase de emergência, é muito alta. A emergência, aliás, se torna mais rápida e uniforme. E nesse ponto reside um dos fatores de sucesso da máquina. A precisão alcançada nessa fase faz com que a semente germine e a planta possa se desenvolver sem necessidade de competir por água, espaço, nutrientes e luz. Essas circunstâncias, reunidas, aumentam o potencial para se obter melhor produtividade da lavoura. Maio / Junho 2001
As novas plantadeiras permitem grande precisão de plantio devido ao espaçamento desejado entre sementes, que pode ser regulado
MÁQUINA MAIS SEGURA Mas a série ASM vai mais longe nas inovações. São máquinas mais seguras, por exemplo. Seu chassi tem duas barras transversais, uma com 7 x 7 polegadas para fixação das unidades de semeadura e outra de 7 x 3 para o disco de corte de palha e sulcadores de adubo. As barras não têm soldas nem qualquer outro ponto de obstrução. Por isso o operador tem condições de fazer ajustes milimétricos entre linhas e excepcional facilidade de manuseio. As plantadeiras têm facilidade de manobra em razão do cabeçalho especialmente projetado que, além de reforçado, tem espaço suficiente para instalação de tanque para pulverização de inseticidas na linha de plantio. E uma grande novidade: a plataforma da série ASM é localizada no centro, entre as caixas de adubo e a s unidades de semeadura, e possui corrimão para apoio. Os dois lados da plataforma são dotados de escadas de acesso escamoteáveis. Transmissão- Os quatro modelos são equipados com duas caixas de transmissão que permitam a obtenção de 120 regulagens diferentes de dosagens de sementes para cada dis-
A equipe Cultivar viajou para conhecer a nova máquina a convite da Case.
Dosador de sementes com design inovador, sem vedação de borracha
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Discos de sementes abrem o sulco
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co utilizado. A intenção é obter-se mais economia e produtividade. O elevado número de engrenagens permite ao produtor plantar exatamente a quantidade de sementes recomendada, do que resulta evidente redução de custos. As caixas de transmissão também acionam o mecanismo dosador de fertilizantes e proporcionam, 30 opções de regulagens. Podese também trabalhar apenas com sementes, desligando-se o mecanismo dosador de adubos. O acesso às caixas de transmissão é feito pelas escadas laterais de acesso, o que garante agilidade e proporciona facilidade para a mudança de regulagens, tanto de sementes quanto de adubo. Outras novidades - A barra de fixação do suporte do disco de corte de palha também permite fácil acesso para as regulagens de pressão, lubrificação, manutenção ou mudança de configuração. As vantagens dos discos de corte de palha são evidentes: evitam problemas de embuchamento, retêm menos palhada, possuem oscilação vertical e horizontal, aumentam a eficiência e reduzem o desgaste. As caixas de adubo, feitas de material não corrosível, são basculantes e se apóiam em duas barras, facilitando a limpeza do sistema, o que aumenta a vida útil do conjunto. Finalmente, entre os itens exclusivos dos novos modelos está o sistema de acionamento eletro-hidráulico, com marcadores de linha funcionando de forma independente. Os marcadores são importantes nesse processo. Eles mostram ao tratorista como posicionar o trator-plantadeira em uma passada subsequente. No retorno, ao final do talhão, ele volta plantando em sentido contrário. Colocados um de cada lado do chassis, funcionam junto ao solo do lado não plantado em que a plantadeira voltará, e levantado na .M extremidade lateral já semeada.
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Rodas de controle de profundidade garantem a uniformidade de plantio mesmo em solos irregularares
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O Finalizador de sulco molda o sulco de plantio
A semente é colocada no sulco limpo no espaçamento e profundidade desejados
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Novidades vêm aí Até o final deste ano a CASE IH terá lançado quatro novas linhas de produtos nacionais, de acordo com Carlito Inácio Eckert, gerente nacional de vendas. A empresa começou com a colhedora de cana da Série 7000, em janeiro, e a partir de abril chegaram ao mercado as plantadeiras da Série ASM, a primeira fabricada pela CASE no Brasil. Para o segundo semestre estão previstos mais dois lançamentos, que Carlito não especificou mas um deles certamente será na área de tratores. Sabe-se que a CASE IH pretende conquistar 35% do mercado brasileiro de tratores de alta potência, o que dá uma idéia dos novos produtos. As mudanças integram o elenco de alterações programadas pela CNH Global, holding do grupo Fiat, do qual faz parte a CASE. A holding está investindo pesado no Brasil e pretende chegar a US$ 100 milhões nos próximos 18 meses. Só a CASE receberá até o final de 2002 um total de R$ 15 milhões na remodelação e ampliação da linha de montagem e pesquisa de novos produtos. A meta é transformar o município de Piracicaba (SP) em um centro mundial de produção de máquinas especiais para o setor agrícola. Hoje ainda com alto grau de componentes importados, a holding pretende nacionalizar a produção de máquinas, implementos, componentes e peças de reposição dos produtos importados.
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Os discos cobridores juntam solo úmido ao redor da semente
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A roda compactadora firma o solo sobre a semente
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Manuais linguagem
Totalmente inacessível Manuais são escritos em linguagem técnica, incompreensível para os produtores
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e perguntarmos aos engenheiros projetistas de máquinas agrícolas, se algum dia em suas vidas leram totalmente os manuais de suas calculadoras, de seu microondas, videocassete ou até mesmo o manual de seu automóvel, é bem provável que os mesmos digam que não. Por quê? Talvez a resposta da grande maioria seja porque são enfadonhos e difíceis de compreender. Outros, talvez digam que possuem coisas mais importantes para fazer e que, o básico indispensável eles sabem e só recorrerão aos manuais, quando alguma coisa fora da rotina os obrigar a fazê-lo. Por outro lado, se perguntarmos a esses mesmos engenheiros sobre o porquê do elevado número de acidentes no meio rural com máquinas agrícolas, sobre o porquê da não regulagem e manutenção corretas desses equipamentos, dentre outros, provavelmente, esses mesmos engenheiros respondam: porque os operadores e mecânicos não leram os manuais que acompanham suas máquinas! Lá, estão descritas todas as ações e procedimentos para que isso não ocorresse! Conheço poucas propriedades rurais em que o manual do operador ou o manual do produto fica na oficina ou na própria máquina. Por que não? Porque se ficarem nesses lugares, podem sujar, ou então, porque essas mesmas pessoas não precisam perder tempo com estas bobagens, visto que sabem tudo já que são netos, bisnetos, filhos de agricultores e a prática que
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possuem lhes habilita para tudo fazer sem necessitar ler o tal de manual. Por que isso acontece? Porque as pessoas são ruins?! Mal intencionadas?! Incapazes?! Relapsas?! Não! Em nossa opinião, não. Isso acontece, porque os manuais são escritos por quem projetou os equipamentos, e isto, convenhamos, torna-os quase que indecifráveis por nós, resultando portanto em uma grande chatice lê-los. Quem de nós, usuários do Microsoft Word, já leu o manual do usuário deste software? Quem de nós, sabe usar este software em sua plenitude? E, por que não lemos o manual e aprendemos a usar o software em sua plenitude? Porque ele é enorme, e além disso, possui uma linguagem, para nós mortais usuários, indecifrável! E aí, dizemos o quê? Que o manual é uma chatice!
PROBLEMAS NA LINGUAGEM Entretanto, quando alguém do nosso meio nos dá uma dica ou macete de funcionamento desse software, aí fica fácil e jamais esquecemos sobre como fazer aquilo que um colega nos ensinou. Por que isso acontece? Repito: porque a linguagem do manual é a linguagem do projetista e nós, usuários, não a entendemos! No Brasil, como também em todo o mundo globalizado em que vivemos atualmente, muitos são os manuais de máquinas agrícolas que são traduzidos para o português, e aí, o caso fica
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pior ainda, pois, além dos problemas citados anteriormente, temos também: Palavras, preposições e até frases omitidas; Sinônimos ambíguos ao invés dos termos claramente equivalentes (isso, sem levar em conta os regionalismos existentes no Brasil!); Palavras ou proposições falsas; O significado trocado pela escolha de palavras ou de expressões errôneas. Algumas sugestões para a resolução desses problemas são: Não escrever frases longas; Não utilizar expressões verbais complexas; Evitar advérbios e preposições que indicam graus como relativamente provável ; Evitar abreviações como alavanca da plataforma de corte cont. , onde cont. pode ser controlada, contida, contrariada, etc.; Fornecer aos tradutores glossários bilingües e dicionários técnicos.
ALTERNATIVAS POSSÍVEIS Identificando nisto que nos propusemos a discutir neste artigo uma grande oportunidade e carência de mercado, um Engenheiro Agrônomo de Santa Maria/RS, proprietário de um Centro de Consultoria Agropecuária, realizou treinamento dentro de uma grande indústria e, hoje, dentre outros serviços, oferece aos agricultores que não sabem, não querem ou não podem, o trabalho de acompanhamento e regulagem consMaio / Junho 2001
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Conheço poucas propriedades rurais em que o manual do operador ou o manual do produto fica na oficina ou na própria máquina
Alonço comenta alguns problemas encontrados na linguagem dos manuais dos equipamentos agrícolas
tante das máquinas durante a colheita, semeadura, aplicação de defensivos, etc. Na última oportunidade em que conversamos com esse Engenheiro Agrônomo, o mesmo contou-nos que, em uma propriedade em que ele prestava assistência, havia conseguido reduzir as perdas na colheita de arroz irrigado de 1012% para 2-3%. Convenhamos, o aumento de cerca de 10% na produção de uma lavoura com
aproximadamente 2 mil ha, e que produzia em média 5 mil kg/ha, é algo altamente significativo, além do que, não aconteceu um acidente sequer e poucas foram as avarias sofridas pelas máquinas sob supervisão do referido Agrônomo. Outra história interessante e que merece ser contada a fim de estimular outros produtores rurais, e que serve perfeitamente para avaliarmos essa questão dos manuais, se deu com um conhecido produtor rural, que cultiva arroz nos municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar no Rio Grande do Sul. Esse orizicultor, na ânsia de reduzir o volume de avarias que suas máquinas sofriam durante a safra, na tentativa de reduzir as quantidades de sementes, fertili-
zantes e defensivos que eram gastos, durante o inverno do ano de 1996 (ou 1997, não me recordo bem!), entrou em contato com a indústria da qual ele possuía quase que 100% de suas máquinas e solicitou que a mesma ministrasse a seus operadores diversos cursos de treinamento (manutenção, operação, etc.), lá dentro de sua propriedade, no ambiente e com as máquinas de trabalho de seus funcionários. Foi atendido. Não satisfeito, solicitou a professores da Universidade Federal de Pelotas e a pesquisadores da Embrapa Clima Temperado que também realizassem com seus funcionários um treinamento onde os mesmos valorizassem aspectos inerentes a desperdício e como reduzi-lo. Temos certeza de que aquela safra esse produtor jamais esquecerá, como aliás, nós também não conseguimos esquecer, pois, embora não tenhamos os números na memória, lembramos que, comparando com o ano anterior, o número de máquinas paradas por danificação foi menor, o volume de sementes, fertilizantes e defensivos gastos também, a produtividade foi mantida e a produção aumentou, comprovando que: é preciso encarar capacitação e desenvolvimento de pessoas como investimento e não gasto, e que, quando as pessoas que trabalham com máquinas agrícolas entendem o que os projetistas queriam dizer, sem dúvida, as coisas andam muito melhor. Essas histórias, talvez sejam os caminhos que devamos trilhar para iniciarmos um processo de aproximação das linguagens de quem escreve os manuais e de quem as usa e lhes dá manutenção, se efetivamente quisermos reduzir custos, insumos e perda de tempo e aumentarmos qualidade, quantidade, confiabilidade e segurança na utilização de máquinas na agropecuária bra.M sileira. Airton dos Santos Alonço UFSM
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nomenclatura
Colhedora ou colheitadeira ? H
á vinte e cinco anos, estava apresentando uma palestra na Estação Experimental do IAAPlanalsucar, em Maceió sobre colhedoras de cana-de-açúcar, grande novidade na época. Uns duzentos técnicos, pesquisadores e empresários compunham a platéia. A certa altura quando explicava o fracionamento dos colmos pela máquina, afirmei; os colmos são picados em toletes de uns 25 cm de comprimento . A platéia veio abaixo, numa gargalhada coletiva que me deixou perdido. Mais adiante, utilizei novamente o termo tolete e, mais uma vez, o público gargalhou longamente. Intrigado, perguntei o porquê de tanto riso. O fleumático e adorável Dr. Jarbas Oiticica, então Diretor da Estação, com uma expressão piedosa, me respondeu: Caro amigo, você de São Paulo, compreensivelmente desconhece, mas aqui no nordeste o termo tolete é utilizado para caracterizar uma fração significativa de...fezes humanas... . (Em tempo, o termo correto é rebolo ). E, pela terceira vez a platéia gargalhou e, eu então, aprendi que, nunca se deve utilizar termos chulos, regionalismos ou coloquiais quando se está realizando uma co-
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municação técnico-científica, seja oralmente e, principalmente, escrita. A partir de então, tenho tido a preocupação em ter um mínimo de zelo quanto à terminologia técnica que necessito utilizar. Aprendi a buscar na ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas, as palavras corretas e normalizadas. Nem sempre se consegue encontrálas. Mesmo assim, todos aqueles que possuem a responsabilidade e a oportunidade em difundir tecnologia devem ter também a responsabilidade em utilizar termos técnicos corretamente. Do contrário, acaba-se vivendo numa torre de Babel , onde cada um se acha no direito de inventar termos novos, para denominar o que já está consagrado na bibliografia técnico-científica, criando, assim, confusões danadas! Observe que escrevi bibliografia e não literatura! Segundo o Aurélio , bibliografia vem a ser o Estudo de textos impressos, com vista à elaboração de repertórios gerais ou especializados, e que compreende as fases de pesquisa, transcrição, descrição e classificação . Por sua vez, literatura vem a ser: arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa e verso... O conjunto de trabalhos literários dum país ou duma época... A carreira
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das letras...conjunto de conhecimentos relativos às obras ou aos autores literários. Dessa forma, utilizar a palavra literatura, em redação técnico-científica, como sinônimo de bibliografia é uma aberração que agride o vernáculo de nossa língua! Outro exemplo é o caso do termo amplamente utilizado pela imprensa em geral
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e até na especializada: meio ambiente . Pergunto: Existe algum meio que não seja ambiente? Existe algum ambiente que não seja meio? Dizer, ou escrever, meio ambiente é tão redundante quanto dizer, ou escrever, subir para cima ou descer para baixo ! Ou a palavra meio colocada antes de ambiente tem o significado de metade ? Ah, já está consagrado, diria você, e eu respondo: na minha terra, Piracicaba, subir prá cima também está! E daí? Que o povão, coloquialmente cometa tais erros, que seje (sic)...agora, profissionais de nível superior, pesquisadores, empresas, inclusive multinacionais, difundirem termos técnicos incorretos, não se pode admitir. Se não ocorrer um mínimo de respeito à terminologia técnica, qualquer dia destes alguém começa a falar colheção em lugar de colheita . Olha que beleza que ficaria num catálogo técnico: A colheção feita por colheitadeira tem mais rendimento . Bestial , diriam os lisboetas! Ops! Olha aí outra palavra ampla e erroneamente utilizada nos meios técnicoscientíficos agronômicos: Rendimento, em vez de Produtividade Agrícola, ou então, em lugar de Capacidade de Trabalho (Efetiva ou Operacional) de máquinas agrícolas. Ora, rendimento é uma relação entre variáveis de mesma natureza, portanto, o resultado, obrigatoriamente, é expresso percentualmente. Por exemplo: Rendimento Termo Mecânico de um motor (thm)= (tu / tm) . 100 Onde:
tu = trabalho útil
A questão sobre terminologia é uma das principais discussões entre os técnicos e agricultores
PA = kgf/m2 ou t/ha. Como, então, utilizar-se Rendimento como sinônimo de Produtividade Agrícola? O quanto se produz por unidade de área é expresso em percentagem? Em relação ao uso do termo Rendimento em lugar de Capacidade de Trabalho de máquinas agrícolas o raciocínio é o mesmo (como é bom terminologia técnica, facilita o senso lógico!) acima utilizado. Assim, Rendimento de campo ( ou Eficiência de campo)hc , é um parâmetro cuja unidade é a percentagem porque é derivado da relação entre a Capacidade Efetiva-CE e a Capacidade Operacional-CO de trabalho de máquinas agrícolas, as quais possuem variáveis de mesma natureza. Exemplificando: hc(%)= CE (t/h) . 100 CO (ha/h)
tm = trabalho motor
John Deere
Por sua vez, Produtividade Agrícola (PA) é uma relação entre variáveis de diferentes naturezas (peso de um produto e a área correspondente dessa produção). Por exemplo:
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New Holland
Aprendi a buscar na ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas, as palavras corretas e normalizadas
mente, no centro sul... O Aurélio , ainda, ensina, no verbete colheitadeira: máquina utilizada na colheita, sobretudo de cereais (grifo meu), e que ceifa, trilha, classifica e ensaca . Como, na prática, os gaúchos, difundiram por todas as regiões por onde hoje se encontram produzindo grãos, informalmente parece se aceitar esse termo, mas somente para colhedoras de grãos! Agora, tentar extrapolalo para outras colhedoras (para café, mandioca, feijão, cana-de-açúcar, etc), utilizando-o em artigos técnico-científicos, revistas especializadas e em catálogos técnicos de
ou
hc(%)= CE (ha/h) . 100 CO (t/h) Infelizmente, é excessivamente freqüente, encontrar-se em periódicos técnicos agronômicos o uso do termo Rendimento quando, em verdade, está se desejando expressar a Capacidade de Trabalho de determinada máquina, implemento ou conjunto mecanizado. Voltando ao título desta matéria. Tecnicamente, o correto, é colhedora. Basta ler o título da Norma NBR-9741/1987, da ABNT, que diz; Colhedora autopropelida de grãos- terminologia . Ou então a NBR-9742/ 1987, cujo título é: Colhedora autopropelida de grãos- classificação . Colhedeira é termo coloquial, e colheitadeira , segundo o Aurélio , trata-se de brasileirismo gaúcho. Nada contra os gaúchos, mas é um termo de caráter regional...como é o termo tolete , amplamente utilizado no nordeste com significado diferente do aplicado, vulgar-
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Ripoli atenta para o correto uso dos termos técnicos
empresas, além de não se respeitar a terminologia preconizada pela ABNT e endossada pelo Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, agride-se também o próprio Aurélio além de ficar a impressão de que se deseja querer imitar as emissoras de televisão, que insistem, através de suas novelas, em difundir para todo o Brasil, o carioquês (Tá vendo? Se bobear até eu me arvoro em difundir neologismos). Assim, utilizar-se do ter.M mo colheitadeira . Tomaz Caetano Cannavam Ripoli, Esalq - USP Máquinas
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Mercado
lançamento
Tudo novo Marca na John Deere Mundial Empresa lança três novas máquinas para aumentar sua participação no mercado brasileiro
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eterminada a manter-se líder na introdução de novas tecnologias no mercado mundial, a John Deere apresenta os novos produtos de fabricação local, que serão agregados à sua linha de comercialização: as colheitadeiras John Deere 1450 e 1550, o trator John Deere 7810 e as plantadeiras de precisão 9200. São equipamentos de alta potência e rendimento com novos sistemas e aperfeiçoamentos para melhorar a produtividade e aumentar a rentabilidade da lavoura.
COLHEITADEIRAS As colheitadeiras John Deere 1450 e 1550, que acompanham o design mundial das colheitadeiras da marca, chegam com características que permitirão aos agricultores mais economia, menor perda de grãos e, conseqüentemente, melhor rentabilidade. São significativas inovações que foram incorporadas às colheitadeiras, como a possibilidade do controle de colheita através de um monitor de rendimento que permite ao operador adequar a velocidade de deslocamento, mantendo a eficiência desejada.
Diretoria da John Deere Brasil, durante entrevista coletiva com imprensa em São Paulo para anunciar a incorporação da marca no Brasil
TRATORES O lançamento do trator 7810 com motor turboalimentado de 6 cilindros, de 175 cv, amplia a linha, que abrange de 75 a 240 cv; o novo modelo introduz no mercado de alta potência a produtividade e versatilidade que consagraram os tratores John Deere.
PLANTADEIRAS As plantadeiras de precisão John Deere, da série 9200, que guardam as características de produtividade e alto rendimento, ganham maior flexibilidade adequando-se às diferentes características de solo. Passam a ser oferecidas também com 18 linhas de plantio. Opcionalmente, possuem um monitor eletrônico que acompanha o funcionamento de cada unidade de plantio, transmitindo informações referentes ao desempenho do conjunto trator mais plantadeira, tais como: velocidade operacional, área plantada e a população de sementes, entre outras, evitando custos adicionais de replantio, sendo um acessório fundamental, .M especialmente para a operação noturna.
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Desde o dia 23 de abril passou a ser John Deere Brasil S.A. a razão social da nacionalmente conhecida SLC - John Deere S.A. A mudança foi informada oficialmente à imprensa especializada brasileira em São Paulo, pela diretoria da empresa, cujo controle acionário havia sido adquirido na totalidade em 99 pela companhia americana. Segundo Eduardo Silva Logemann, Diretor Presidente da empresa no Brasil, os produtos produzidos localmente já levavam a marca John Deere quando destinados a um dos 50 países servidos por seus produtos. A marca John Deere agora estará presente também nos produtos oferecidos ao mercado brasileiro. Há 22 anos no País, através da parceria estratégica com a empresa gaúcha SLC, que assegurou conhecimento do mercado local, a marca John Deere personaliza mundialmente mais de 600 produtos, destinados à agricultura, construção, florestamento e ao tratamento de jardins, presentes em mais de 160 países, em todos os continentes. A John Deere, reconhecida pela liderança mundial em sistemas mecanizados agrícolas e uma das cinco mais antigas corporações americanas, opera 32 fábricas, em 12 países. Seu faturamento global, no exercício terminado em 2000, superou os US$ 13 bilhões. No Brasil, igualmente, a empresa conquistou a liderança sul-americana na produção de colheitadeiras, na fábrica de Horizontina/RS, que igualmente produz tratores e plantadeiras, contando, ainda, com unidade industrial em Catalão (GO), onde são produzidas as colheitadeiras de cana Cameco e a Divisão de Fundidos, em Santo Ângelo (RS). Na área financeira, a John Deere Brasil disponibiliza a estrutura de crédito do Banco John Deere, com sede em Porto Alegre (RS). Maio / Junho 2001