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Cultivar 209

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C

Cultivar

Cultivar Grandes Culturas • Ano XVII • Nº 209 • Outubro 2016 • ISSN - 1516-358X

Destaques

Nossa capa

Touceiras de prejuízo - 22

Daninha agressiva, o capim-amargoso após formar touceiras torna-se ainda mais difícil e oneroso de controlar

André Shimohiro

Índice Diretas

05

Controle de nematoides

08

Mancha-alvo em algodoeiro

10

Mancha de ramulária

12

Ferrugem-asiática em soja

16

Herbicidas auxínicos

19

Conferência mundial da Bayer

20

Capa - Manejo de capim-amargoso

22

TS contra nematoides

26

Brasmax completa uma década no Brasil 29

Guaxas vilãs - 16

O risco representado por plantas voluntárias e tigueras na disseminação da ferrugem-asiática

Cultivares de milho safra 2016/2017

30

Coluna Agronegócios

43

Coluna Mercado Agrícola

44

Coluna ANPII

46

Disponíveis no mercado - 30 Cultivares de milho ofertadas para a safra 2016/17 no Brasil

Expediente Fundadores: Milton Sousa Guerra e Newton Peter

REDAÇÃO • Editor

Gilvan Dutra Quevedo

• Redação

Rocheli Wachholz Karine Gobbi

• Design Gráfico e Diagramação

Cristiano Ceia

• Revisão

CIRCULAÇÃO

Aline Partzsch de Almeida • Coordenação Simone Lopes

COMERCIAL • Coordenação

Charles Ricardo Echer

• Vendas

Sedeli Feijó

Rithieli Barcelos

• Assinaturas

Natália Rodrigues Clarissa Cardoso Aline Borges Furtado

• Expedição

Edson Krause

GRÁFICA: Kunde Indústrias Gráficas Ltda.

Grupo Cultivar de Publicações Ltda. CNPJ : 02783227/0001-86 Insc. Est. 093/0309480 Rua Sete de Setembro, 160, sala 702 Pelotas – RS • 96015-300 Diretor Newton Peter www.grupocultivar.com cultivar@grupocultivar.com Assinatura anual (11 edições*): R$ 269,90 (*10 edições mensais + 1 edição conjunta em Dez/Jan)

Números atrasados: R$ 22,00 Assinatura Internacional: US$ 150,00 Euros 130,00 Nossos Telefones: (53) • Geral 3028.2000 • Comercial: • Assinaturas: 3028.2065 3028.2070 3028.2066 • Redação: 3028.2067 3028.2060

Por falta de espaço não publicamos as referências bibliográficas citadas pelos autores dos artigos que integram esta edição. Os interessados podem solicitá-las à redação pelo e-mail: cultivar@grupocultivar.com Os artigos em Cultivar não representam nenhum consenso. Não esperamos que todos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitos irão, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores serão mantidos. Eles foram selecionados entre os melhores do país em cada área. Acreditamos que podemos fazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opiniões, para que o leitor julgue. Não aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidos nos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a oportunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opiniões.


DIRETAS Centro de Tecnologia

A Basf abriu em Limburgerhof, Alemanha, um novo Centro de Tecnologia de Aplicação, na sede da divisão de Proteção de Cultivos. A instalação está equipada com um pulverizador comercial de grande escala, capaz de conduzir testes controlados de novos produtos de proteção de cultivos sob condições agrícolas reais. A estrutura servirá para testar os produtos vendidos em escala global para uma ampla gama de culturas. Para a realização dos testes, a companhia faz uso de um pulverizador comercial fornecido pela John Deere. Ambas as empresas, em colaboração, utilizarão os resultados dos testes. "Os produtores serão capazes de alcançar melhores resultados na pulverização. Isso é importante para nós, pois queremos que o s a g r i c u l t o re s p o s s a m p ro d u zir alimentos de melhor qualidade, de maneira mais eficiente e segura", explicou o vice-presidente global de Desenvolvimento de Fo r m u l a ç õ e s e Analítica da Divisão de Proteção de Cultivos da Basf, Lars Wittkowski Lars Wittkowski.

Tratamento

A Syngenta coloca no mercado o tratamento de sementes industrial Fortenza Duo, composto pelos produtos Fortenza 600 FS, Cruiser 350 FS e Maxim Advanced. A solução é recomendada contra as principais pragas que ameaçam as lavouras de soja, milho e algodão. “O amplo espectro de controle de pragas proporcionado pela solução Fortenza Duo, aliado ao seu efeito residual prolongado, protege o estabelecimento da cultura e, consequentemente, viabiliza a maior expressão do potencial produtivo da lavoura. O lançamento de mais uma tecnologia focada na produtividade de culturas fundamentais para a agricultura brasileira, nos mantêm alinhados a um dos principais compromissos que assumimos em nosso Plano de Agricultura Sustentável”, avaliou o gerente de Produtos Seedcare da Syngenta, Murilo Fernandes Murilo Fernandes.

Fusão

A Bayer e a Monsanto anunciaram em setembro a assinatura de um contrato de fusão definitiva em que a Bayer vai adquirir a Monsanto. O anúncio foi feito pelo CEO da Bayer AG, Werner Baumann, e pelo presidente e CEO da Monsanto, Hugh Grant. O contrato foi aprovado por unanimidade pelos conselhos de administração de ambas as companhias. A aquisição está sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo a aprovação dos acionistas da Monsanto em relação ao acordo de fusão e o recebimento das aprovações regulatórias necessárias. O fechamento deve ocorrer até o final de 2017. Confiante na obtenção das aprovações regulamentares, a Bayer se comprometeu com uma taxa de ruptura reversa antitruste no valor de dois bilhões de dólares.

Werner Baumann e Hugh Grant

Programa

Desde setembro, a FMC Agricultural Solutions promove o Programa Domínio Percevejo nos principais polos agrícolas produtores de soja e milho do País. Os produtores rurais das principais cidades dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, Bahia, Pará, Maranhão e Piauí terão a oportunidade de participar de palestras e receber orientações de especialistas sobre como realizar o controle de surtos de percevejos, bem como o manejo adequado para cada situação. O gerente de inseticidas da FMC, Adriano Roland, explica que o percevejo é uma das pragas que mais prejudicam e atacam a cultura de soja e milho, pois o dano é direto no grão, afetando a qualidade, o vigor e alterando o balanço de proteínas e óleos da semente. “Diante desse cenário, a FMC desenvolveu a proposta de um manejo único que leva em consideração a situação da praga, a necessidade de controle em cada momento da cultura e os desejos do produtor rural de proteger o seu investimento, a sua produtividade e ter uma atividade segura para si e para o meio ambiente. O Programa Domínio Percevejo FMC busca orientar o controle 100% conectado com o cenário atual”, relatou. Adriano Roland

www.revistacultivar.com.br • Outubro 2016

05


Fungicidas

A UPL Brasil destacou no 49º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, em Maceió, Alagoas, as soluções Unizeb Glory e Unizeb Gold. Os dois produtos são recomendados para o controle de doenças, manejo de resistência de fungos e incremento de produtividade em grandes cultivos como soja, milho e algodão. “Estamos vivendo um momento na agricultura onde os fungicidas sistêmicos tradicionais estão apresentando baixo desempenho no manejo de algumas doenças, por isso a importância do Unizeb Glory e Unizeb Gold. Nosso objetivo é ir além e trazer, a cada dia, novas soluções que possam potencializar e proteger melhor as lavouras de todo o País. O Congresso de Fitopatologia é lugar ideal para discutir e divulgar novas tecnologias, tendências e estes problemas atuais”, afirmou o gerente de Produtos Fungicidas da UPL Brasil, Marcelo Figueira. Marcelo Figueira

Manejo

A Syngenta acaba de lançar o fungicida Cypress, que age como um potencializador no manejo de doenças como a ferrugem-asiática. O produto reúne os ingredientes ativos ciproconazol e difenoconazol. “Nos últimos anos, observamos a intensa busca de agricultores brasileiros por diferentes meios para melhorar a performance do controle de doenças em todas as fases da cultura da soja. Atenta a essa questão, a Syngenta traz ao mercado uma alternativa inteligente para suprir essa tão importante demanda dos sojicultores, pois além de mais eficácia, o Cypress agrega conveniência. Sua formulação proporciona fácil preparação da calda, não entope bicos de aplicação e não é facilmente lavado pela chuva”, explica o gerente de Portfólio de Fungicidas da Syngenta, Rafael Oliveira.

Rafael Oliveira

06 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

Novos rumos

A Adama anuncia a contratação de Eron Martins para o cargo de diretor financeiro. Com 24 anos de experiência na área, o executivo é formado em Matemática e Administração de Empresas pela Universidade Barra Mansa, Rio de Janeiro, pós-graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá, São Paulo, e possui MBA em Tributação e Assessoria Fiscal pelo Centro de Estudos Financeiros de Madrid. Durante 17 anos, Martins trabalhou como controller no Grupo Saint Gobain e residiu em países como França, Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e Portugal. Posteriormente, foi diretor de Planejamento e Gestão para a Península Ibérica e diretor financeiro para a América Latina na Varallia. Antes de integrar a equipe de executivos da Adama, Eron fazia parte da Agrex.

Eron Martins

Inciativa

No primeiro semestre de 2016, a Iniciativa 2,4-D, grupo formado pelas empresas Atanor, Dow AgroSciences e Nufarm para gerar informação técnica sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas, realizou 14 treinamentos para técnicos e produtores rurais, que abordaram o papel das boas práticas agrícolas no combate das plantas daninhas, além da apresentação de aspectos técnicos do herbicida 2,4-D. “Nosso objetivo é manter constantemente a interação entre os produtores rurais, formadores de opinião e o meio acadêmico. Por isso, além dos treinamentos presenciais, oferecemos em nosso site um canal direto de comunicação com os pesquisadores para solicitação de dicas e esclarecimentos a todo o momento”, explica a coordenadora da Iniciativa 2,4-D, Ana Cristina Pinheiro. As ações mobilizaram mais de 1,4 mil participantes.

Robison Serafim


Nematoides Paulo Santos/ Instituto Phytus

Atividade nematicida Compostos derivados de plantas, como óleos e extratos vegetais, têm sido alvo de estudos na busca pelo controle de fitonematoides. É o caso do óleo essencial de Melaleuca alternifolia, em teste contra a espécie Meloidogyne javanica

O

controle de nematoides parasitos de plantas é uma tarefa difícil, principalmente pelas limitações que a maioria dos métodos apresenta. As medidas de combate baseadas na rotação de culturas para espécies do gênero Meloidogyne mostram algumas limitações devido à grande habilidade deste parasito de se alimentar de um vasto número de plantas. O uso de variedades resistentes, apesar de desejável, ainda é limitado, devido à escassez de cultivares resistentes e ao controle químico que não tem refletido em grande eficácia no campo. Por estes motivos, a comunidade científica tem buscado métodos alternativos de controle. Um exemplo claro disso é a busca por compostos derivados de plantas, como óleos e extratos vegetais. Estas substâncias têm sinalizado vantagens sobre pesticidas sintéticos, pois são menos concentradas e menos tóxicas. Além disso, são rapidamente biodegradáveis, apresentam um amplo modo de ação e são derivados de recursos renováveis. Na literatura já existem vários estudos que apontam o efeito nematicida e/ou nematostático destas substâncias sobre fitonematoides. Algumas até servem como base no desenvolvimento de bionematicidas. O óleo de uma planta nativa da Austrália tem sido alvo de estudos no controle de fitonematoides. Conhecida como árvore-do-chá (TeaTree), é pertencente à família das Myrtaceae, à Melaleuca alternifólia e possui aproximadamente 100 compostos ativos. En-

tre eles estão hidrocarbonetos, terpeno, monoterpenos, sesquiterpenos e álcoois associados. Sua atividade biológica e antimicrobiana do óleo essencial é atribuída principalmente ao componente Terpinen-4-ol, majoritário do óleo (30%-40%) (Carson et al, 2006). Poucos são os relatos na literatura que mostram a atividade de compostos do óleo essencial de M. alternifolia no controle de microrganismos parasitos de plantas, somente no controle de patologias humanas e animais (Martins, et al, 2010). Em função disto, o Instituto Phytus, em parceria com a Universidade Franciscana Unifra (ambos do Rio Grande do Sul), testou em condições de laboratório in vitro a atividade nematicida e/ou nematostática do óleo essencial de M. alternifólia no controle de Meloidogyne javanica. O essencial foi obtido comercialmente do Fabricante Evalar, de Lote 2013003 e caracterizado em cromatografia gasosa (CG) no sistema Agilent Technologies 6890N CG – FID. Foram identificados 15 componentes presentes no óleo essencial, representando 95,86% da composição total utilizada no estudo (Tabela 1). O inóculo foi preparado a partir de massas de ovos individuais obtidas de população monoespecífica de espécie Meloidogyne javanica provindas de plantas de soja infectadas do município de Santa Flora, Rio Grande do Sul. Plantas de tomateiro (Lycopersicum sculetum L.) cv. Ogatafukuju cultivadas em vasos de dois litros, contendo solo e areia, foram empregadas

08 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

para a contínua multiplicação do patógeno em condições de sala de crescimento, com temperatura e umidade controladas. Para obtenção dos juvenis de segundo estádio J2, foram utilizadas as metodologias propostas por Hussey & Barker (1973), adaptadas por Boneti & Ferraz (1981). A suspensão contendo juvenis e ovos foi submetida à técnica de funil de Baermann modificado (Christie & Perry, 1951), sendo incubadas em câmara de eclosão a 26ºC por 36 horas, para estímulo da eclosão dos ovos e obtenção dos juvenis. A atividade nematicida do óleo essencial sobre J2 de M. javanica foi conduzida em placas de poliestireno de 24 poços, segundo a metodologia de Pérez et al (2003) em concentrações alternadas de 5mg/ml, 10mg/ ml, 15mg/ml (Figura 1). Em cada cavidade individual da microplaca foi adicionada a suspensão de 1ml de água contendo 120 juvenis de Meloidogyne javanica, e em seguida adicionou-se à solução, conforme as concentrações correspondentes que foram calculadas baseadas na densidade do O.E. Como controles foram utilizados água destilada e Tween 20 (1%). Em seguida, as placas foram vedadas com filme plástico, colocadas sob um agitador com movimento circular de aproximadamente 80rpm e incubadas em sala de crescimento a temperatura de 26ºC no escuro. A contagem dos J2 móveis e imóveis foi realizada com o auxílio de microscópio óptico após 24 horas da incubação. Para a melhor confirmação da mortalidade


Gráfico 1 - Curva de mortalidade de Meloidogyne javanica frente a concentrações de 5, 10 e 15 mg/mL de Óleo de M. alternifolia em 24 horas. Letras minúsculas indicam diferenças significativas entre os tratamentos avaliados no mesmo tempo. Letras maiúsculas indicam diferenças significativas do mesmo tratamento em diferentes períodos de tempo (P <0,05)

Figura 1 - Placa de 24 poços com concentrações crescentes de óleo essencial de M. alternifólia, Itaara (RS), 2015

Figura 2 – Juvenil de Meloidogyne javanica vivo [acima] e morto [abaixo]

do patógeno. As concentrações de 5mg/ml, 10mg/ml e 15mg/ml proporcionaram uma mortalidade de 100% em 20, 20 e 16 horas, respectivamente (Gráfico 1). Os resultados obtidos neste experimento vão ao encontro de outros trabalhos já desenvolvidos por vários pesquisadores que evidenciaram o potencial efeito de substâncias extraídas de plantas na mortalidade de fitonematoides. De acordo com Carson e Riley (1995) a atividade antimicrobiana é dependente do composto Terpinen-4-ol, composto principal e ativo do óleo de M. alternifolia, garantindo que, quanto maior a quantidade encontrada no óleo essencial, melhor será sua ação. O mesmo composto possui a ação anti-inflamatória (Hart et al, 2000). Entretanto, outros constituintes possuem a mesmas propriedades antimicrobianas, como o γ-terpineno, o α-terpineno (Burt, 2004) e o 1,8-cineol (Albornoz, 1992).

Carla do Amaral Siqueira/Phytus Club

ou paralisação dos juvenis, transferiram-se os exemplares para uma placa de petri (4cm de diâmetro) e, em seguida, foram visualizados em microscópio ótico no aumento de 40x, para verificar o mínimo movimento. Os juvenis de M. javanica foram considerados mortos quando imóveis (Cayrol et al, 1989) (Figura 2). A porcentagem de mortalidade foi calculada pela equação: J2 mortos (%) = (J2 mortos x 100) / (J2 mortos + J2 vivos). Foram realizadas duas repetições por concentração. Para confirmar a atividade nematicida do óleo os Juvenis foram coletados e transferidos para placas de Petri contendo água destilada e monitorados por 24 horas. O resultado do ensaio in vitro mostrou que todas as concentrações testadas apresentaram ação nematicida sobre os juvenis J2 de M. javanica quando comparadas à testemunha. Na curva de mortalidade foi possível remeter ao óleo essencial de M. alternifólia uma ação inversamente proporcional entre concentração de O.E. e tempo de mortalidade. Comprovando, assim, que quanto maior a concentração, menor o tempo para a indução de mortalidade

O óleo de M. alternifolia deve causar uma interferência no metabolismo dos juvenis de M. javanica inibindo funções vitais, atuando sinergicamente através da membrana, o que tende a ocasionar sua ruptura e/ou afetar o sistema nervoso. Estas ações podem explicar a mortalidade dos juvenis. Entretanto, estudos futuros em condições similares de cultivos deverão ser realizados para permitir entender melhor a dinâmica do óleo de Melaleuca alternifolia no controle de M. javanica. Além disso, a utilização combinada de produtos biológicos com químicos pode ser uma alternativa para reduzir a concentração destes últimos, sem C perder a eficácia. Maiquel Frigo, Gracieli Rebelatto, Paulo Sergio dos Santos e Marcelo G. Madalosso, Instituto Phytus Rodrigo Gripa Madalosso, Centro Universitário Franciscano

Tabela 1 - Constituintes do óleo de M. alternifolia expressos em porcentagem. Traços (Tr); Índice de Retenção Experimental (IRE) com base na série homóloga de n-alcanos C7-C30; e Índice de Retenção da Literatura (Adams, 1995). ISO 4730 Pico 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

Compostos α-Pineno Sabineno α-Terpineno p-Cimeno Limoneno 1.8-Cineol γ-Terpineno Terpinen-4-ol Terpinoleno α-Terpineol Aromadendreno Ledene δ-Cadineno Globulol Viridiflorol Total Identificado (%)

IRE 937 976 1016 1025 1032 1037 1062 1178 1089 1190 1440 1521 1539 1583 1591

IRL 939 976 1018 1026 1031 1038 1062 1177 1088 1189 1439 1525 1538 1583 1590

Quantidade (%) 3,51 0,46 9,85 2,27 1,39 6,03 20,15 41,98 4,17 2,43 1,04 0,80 0,63 0,97 0,18 95,86

ISO 4730 Faixa (%) 1-6 Tr-3,5 5-13 0,5-8,0 0,5-1,5 Tr-15 10-28 30-48 1,5-5 1,5-8 Tr-3 Tr-3 Tr-3 Tr-1 Tr-1

Fórmula Molecular C10H16 C10H16 C10H16 C10H14 C10H16 C10H18O C10H16 C10H18O C10H16 C10H18O C15H24 C15H24 C15H24 C15H26O C15H26O

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Algodão

Incidência e severidade Fotos Goulart, A.C.P.

Típica em soja e emergente na cultura do algodão, a mancha-alvo é observada desde a safra 2011/12 no Mato Grosso do Sul. Em 2015, a presença de sintomas típicos foi verificada em área experimental conduzida pela Embrapa Agropecuária Oeste, no município de Dourados. Entender como reagem as cultivares em relação ao fungo Corynespora cassiicola é importante para compreender o comportamento da doença e estabelecer medidas adequadas de prevenção e controle

A

mancha-alvo, causada pelo fungo Corynespora cassiicola (Berk & Curt.) Wei é uma doença típica da soja, relatada nessa cultura pela primeira vez no Brasil em 1974. Atualmente, é encontrada em praticamente todas as regiões de cultivo de soja no Brasil, causando perdas econômicas. C. cassiicola, como patógeno necrotrófico, sobrevive em restos de culturas e tem nas sementes infectadas a sua principal forma de disseminação. Como fungo polífago, já foi registrado em mais de 50 gêneros de plantas, tais como soja, feijão caupi, gergelim, tomate, pepino e mais recentemente no algodoeiro. Na cultura do algodoeiro, a mancha-alvo foi registrada pela primeira vez no Brasil em 1995, em lavouras do Mato Grosso, sendo considerada uma doença emergente, causando perdas significativas. No Mato Grosso do Sul, o primeiro registro se deu na safra 2011/2012, em lavouras de algodão da região dos Chapadões. Os sintomas nas plantas de algodão são similares aos observados nas de soja. Nas folhas cotiledonares, aparecem como pequenas manchas circulares. Na fase foliar da doença, os sintomas surgem primeiramente nas folhas do baixeiro, disseminando-se rapidamente para o terço médio e posteriormente para o

terço superior das plantas. Em condições de elevada incidência e severidade, grave desfolha também pode ser observada. Nas folhas, os sintomas caracterizam-se inicialmente pela presença de pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, formando anéis concêntricos de coloração mais escura, com uma pontuação no centro da lesão. Em 2015, plantas de algodão das cultivares BRS 369 RF, FMT 709 e FM 975 WS, mostrando sintomas típicos de mancha-alvo, foram observadas na área experimental da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, Mato Grosso do Sul. A semeadura do experimento onde essas plantas foram encontradas foi realizada em 5/11/2014, sendo que a emergência ocorreu em 12/11/2014. O espaçamento entre fileiras foi de 0,90m, com densidade de semeadura de dez plantas/m. A adubação foi de 400kg/ha de 8-20-20 (N-P-K) na semeadura e de 250kg/ha de 20-0-20 (N-P-K) em cobertura. Foram realizadas avaliações de incidência (Figura 1) e severidade (Figura 2) da mancha-alvo nessas três cultivares de algodoeiro. Com relação à incidência da doença (Figura 1), todas as plantas avaliadas

10 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

das três cultivares de algodoeiro apresentaram sintomas da mancha-alvo, ou seja, 100% de incidência, o que é esperado para doenças que atacam a parte aérea das plantas e cujos patógenos sobrevivem nos restos de cultura e são disseminados por chuva e vento e sementes contaminadas. A severidade da mancha-alvo (Figura 2) foi maior no terço inferior em relação ao terço médio, nas três cultivares avaliadas. Foi observada diferença de comportamento entre as três cultivares testadas em relação à severidade (considerando os resultados do terço inferior e do terço médio). Os menores índices de doença foram verificados para a cultivar FM 975 WS, seguida da FMT 709 com valores intermediários. A maior severidade da mancha-alvo foi observada para a cultivar BRS 369 RF. As folhas infectadas foram coletadas e levadas ao laboratório para análise. Isolamento do patógeno dessas folhas que mostravam os sintomas típicos da mancha-alvo foi realizado, de acordo com o seguinte procedimento: pequenos fragmentos das folhas retirados das lesões foram inicialmente desinfetados com álcool 70% e hipoclorito de sódio 2%. Posteriormente foram transferidos para placas de Petri contendo meio de cultura


Figura 1 - Incidência (%) de mancha alvo (Corynespora cassicola) em três cultivares de algodoeiro. Embrapa Agropecuária Oeste. 2016

Batata-Dextrose-Ágar (BDA). Dez dias após a incubação em câmara de crescimento (BOD) a 22ºC e fotoperíodo de 12 horas de luz/12 horas de escuro, o fungo desenvolvido nessas condições foi identificado como sendo Corynespora cassiicola. A identificação foi realizada com base nas características morfológicas do fungo: aspecto e coloração das colônias em meio de cultura e forma, tamanho, número de septos e cor dos conídios. Para a realização da prova de patogenicidade, testes foram conduzidos em casa de vegetação. Plantas sadias de algodoeiro, com dez dias de idade, da cultivar DP 555, cultivadas em vaso, foram inoculadas pela deposição da suspensão do inoculo (4 x 104 conídios/ml) com aspersor manual sobre as folhas de algodão, até o ponto de escorrimento. A testemunha foi atomizada apenas com água e mantida sob as mesmas condições ambientais. Após a inoculação, as plantas foram mantidas em câmara úmida por um período de 48 horas, quando foram retiradas dessa condição. Oito dias após a inoculação, sintomas similares a aqueles observados nas plantas de algodão no campo foram identificados nas plantas inoculadas. As plantas testemunhas, pulverizadas apenas com

Goulart e Lamas avaliaram comportamento do fungo Corynespora cassiicola

Figura 2 - Severidade (%) da mancha alvo (Corynespora cassicola) em três cultivares de algodoeiro. Embrapa Agropecuária Oeste. 2016

água, não apresentaram sintomas. Folhas de algodoeiro com sintomas foram levadas para o laboratório para a realização do isolamento do patógeno. Após o desenvolvimento e esporulação da colônia do fungo em câmara úmida, o fungo foi isolado das lesões produzidas nas folhas inoculadas, sendo o patógeno caracterizado como Corynespora cassiicola, concluindo C assim os Postulados de Koch. Augusto César Pereira Goulart e Fernando Mendes Lamas, Embrapa Agropecuária Oeste

Aspecto da colônia do fungo em meio de cultura BDA

Folhas de algodão mostrando sintomas típicos de mancha-alvo, após inoculação do patógeno

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Algodão

Mancha impiedosa Hugo Manoel de Souza

Principal doença na cultura do algodoeiro, a mancha de ramulária é responsável por redução de produtividade de até 30%. De difícil manejo, enfermidade exige a integração de vários métodos de controle como genético, cultural, físico, químico e biológico

A

região dos Chapadões, situada no nordeste do estado de Mato Grosso do Sul, é responsável por uma grande parcela de produção de algodão no estado. Segundo levantamento realizado em março pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), essa região poderá registrar a maior média nacional de produtividade. As condições climáticas de baixa precipitação ocorridas nos meses de marco e abril favoreceram o menor apodrecimento de maçãs. No entanto, a chuva que ocorreu no mês de maio desencadeou epidemia da mancha de ramulária (Ramularia areola) na região. A mancha de ramulária é a principal doença que acomete a cultura do algodoeiro. A redução de produtividade ocasionada por essa enfermidade chega a 30% na região, segundo dados de trabalhos realizados pela Fundação Chapadão.

Os sintomas da doença começam com lesões nas folhas, localizadas na parte inferior da planta, com coloração branca-azulada na superfície inferior da folha, conhecida também como “véu”. Os sintomas nesta fase são de difícil detecção, devido à lesão possuir pouco brilho. Logo após, é verificada esporulação do fungo com coloração branca ou amarelada e de aspecto pulverulento, caracterizada por provocar necrose de formato angular. Quando ocorre alta severidade da doença aliada a condições ambientais favoráveis, se dá grande desfolha precoce nas plantas de algodoeiro, impactando a produtividade. Desde a safra 2009 são vários os trabalhos desenvolvidos a campo pela Fundação Chapadão e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) na busca de alternativas para um controle integrado da mancha de ramulária em algodoeiro. O monitoramento

12 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

e a quantificação da severidade da doença a cada ano são algumas das estratégias que auxiliam na tomada de decisão de controle na região. Nas últimas seis safras observa-se que a incidência da doença na área experimental tem ocorrido no estádio de desenvolvimento do algodeiro “B2”, e que as severidades verificadas nas últimas avaliações (Estádio C6) apresentam variação entre 27% e 67%. Esta oscilação de área foliar lesionada pelo patógeno está relacionada às condições ambientais que cada ano proporciona, sendo possível afirmar, através deste monitoramento, que as condições ambientais ocorridas nos meses de março e abril de cada ano determinam o potencial desta doença. Dentre as estratégias de combate a doenças, o controle cultural tem sua importância no manejo do algodoeiro. Um exemplo clássico reside na rotação de culturas, prática que


Figura 1 - Severidade da mancha de ramulária no tratamento sem aplicações de fungicidas, dos ensaios realizados no algodoeiro em seis safras no município de Chapadão do Sul (MS)

consiste no plantio alternado de espécies diferentes ao longo dos anos. Quando esta prática não é realizada, ou seja, feita a semeadura de algodoeiro sobre os restos da mesma cultura, tem-se o aumento significativo da fonte de inóculo. Tal efeito acarretará uma infecção precoce das plantas. A destruição dos restos culturais também impacta sobre a incidência e a severidade da doença, pois quando não é realizada a eliminação adequada, as plantas voluntárias seguem multiplicando o fungo. E ao ser efetuada a semeadura da cultura na área, a fonte de inóculo pode acarretar

Figura 2 - Índice pluviométrico na área experimental da Fundação Chapadão desde a safra 2011/20112. Chapadão do Sul (MS)

incidência precoce dos sintomas. Outra prática que está sendo estudada na região é a altura das plantas de algodoeiro, que também tem impactado sobre a severidade da mancha de ramulária. Lavouras com porte menor (1m a 1,20m) têm revelado aumento na severidade da doença. Este fato pode estar ligado à maior quantidade de luz que incide no interior do dossel da planta, favorecendo o aumento da temperatura e o menor molhamento no período diurno. Posteriormente, no período noturno, a umidade propiciada pelo orvalho condiciona um am-

biente extremamente favorável à ocorrência da macha de ramulária. É válido ressaltar que em uma busca rápida na literatura é possível encontrar diversos autores afirmando que o patógeno Ramularia areola é favorecido por poucas horas de molhamento. No entanto, devem-se tomar algumas precauções na condução do porte das plantas, pois a falta de contenção do crescimento também pode favorecer a ocorrência de outras doenças, como mancha-alvo e apodrecimento de maçãs, sendo estas favorecidas pela alta umidade e o maior período de molhamento

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no interior do dossel, proporcionados por plantas de maior porte. O uso de cultivares resistentes representa um pilar dentre as estratégias utilizadas para o controle de doenças. O emprego desta tecnologia é o método de controle mais desejável, por ser de baixo custo, alta eficácia e por causar menor impacto ambiental quando comparado ao controle químico. Porém, é extremamente importante a associação com outras medidas de controle como o manejo cultural e o controle químico, visto a possibilidade de variabilidade genética dos patógenos. A questão é que, até o momento, cultivares que contêm esta tecnologia ainda são consideradas inferiores, em alguns aspectos de produtividade e característica de fibra, quando comparadas a cultivares suscetíveis à mancha de ramulária. A associação de cultivar resistente e aplicações de fungicidas é ambiental e economicamente viável, pois a resistência

da mancha de ramulária na região, a Fundação Chapadão realiza diversos trabalhos a campo desde o ano 2010. Dentre as várias pesquisas nesta linha de controle, destaca-se ensaio realizado a cada ano, em dois locais (Chapadão do Sul e Costa Rica), para a comparação da eficiência de fungicidas registrados. Os resultados do último ano ascenderam uma “luz amarela” sobre a eficácia destes fungicidas. Foi constatada redução de eficiência sobre a mancha de ramulária. (Figura 3). A mancha de ramulária se faz presente no algodoeiro cultivado na região dos Chapadões, sendo necessária a integração de vários métodos de controle de doenças como genético, cultural, físico, químico e biológico, a fim de manter sanidade maior da cultura, o que acarretará ganhos de produtividade ao produtor frente a este problema fitossanitário.

PRODUÇÃO E DESAFIOS

O algodoeiro (Gossypium hirsuntum L.) produz uma das principais fibras consumidas mundialmente. Porém, a cotonicultura brasileira passa por grande desafio nos últimos anos, seja na área técnica ou econômica. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada na safra atual (2015/2016) sofreu redução de 1,8% em relação à safra anterior (2014/2015). Tal redução se deve principalmente ao cenário econômico nacional. Já a produtividade deverá ser menor nos estados da Bahia e de Goiás em função das condições climáticas desfavoráveis, enquanto as demais regiões poderão apresentar melhor produtividade em função de condição climática mais propícia para o desenvolvimento da cultura. C Alfredo Riciere Dias, Fundação Chapadão Hugo Manoel de Souza e Gustavo de Faria Theodoro, UFMS Alfredo Riciere Dias

Fotos Alfredo Riciere Dias

Sintomas da esporulação da mancha de ramulária

genética reduz a necessidade de pulverização de fungicidas. No entanto, para auxiliar a manutenção dessa característica e garantir que não ocorra quebra de resistência genética nestes materiais, são recomendadas aplicações de fungicidas como medida preventiva de controle em cultivares de algodoeiro As medidas de controle para a mancha de ramulária adotadas na região dos Chapadões, assim como nas demais principais regiões produtoras de algodão do Brasil, são baseadas principalmente na utilização de fungicidas. Este fato ocorre devido à ação rápida que os defensivos promovem para a supressão da doença, além de que, se utilizado no momento correto e com rotação de produtos, promove uma boa eficiência para o controle da doença. Algumas precauções devem ser tomadas no momento da utilização do controle químico, sendo que é imprescindível que o uso dos fungicidas seja iniciado assim que as primeiras lesões forem identificadas nas folhas mais velhas. O monitoramento constante da lavoura é de extrema importância, uma vez que as primeiras lesões são de difícil identificação. Neste método de controle é fundamental o monitoramento da lavoura para a identificação das primeiras lesões, ponto este ideal para a aplicação de fungicidas que atuarão retardando o inícioCda epidemia e impedindo o aumento do inóculo no campo. Logo, se o controle químico for retardado por ocasião da não identificação dos sintomas iniciais, o controle da doença pode ficar comprometido e ineficiente. No controle químico é extremamente importante conhecer o modo e o tipo de ação do fungicida na planta, para tomar a decisão sobre qual produto utilizar e também sua época de aplicação, sendo fundamental que seu emprego seja feito de maneira alternada, com diferentes princípios ativos, pois esta estratégia é eficaz para evitar o aumento da frequência de isolados resistentes. Na busca de soluções e melhor entendimento da estratégia de controle químico

Figura 3 - Eficácia de diferentes fungicidas sobre a mancha de ramulária (R. areola) no algodoeiro cultivado em Chapadão do Sul e Costa Rica (MS), desde a safra 2010/2011

Cultivo de algodoeiro em área com planta voluntária, fonte primária de inóculo da mancha de ramulária

14 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br


Capa

Guaxas vilãs

Fotos Wanderlei Dias Guerra

Das duras lições deixadas pela ferrugem-asiática ao longo de 15 anos no Brasil, o respeito ao vazio sanitário e a eliminação de plantas tigueras que sobram nas lavouras, bem como as que nascem em áreas urbanas e nas margens de rodovias, são medidas indispensáveis para permitir a convivência com esta doença agressiva e aumentar a vida útil das tecnologias disponíveis para o controle 16 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

É

indiscutível a importância econômica da sojicultora para o País, oleaginosa que simplesmente transformou a produção agrícola brasileira, trouxe emprego e renda para milhões de pessoas, além de alimentar outros bilhões ao redor do mundo. A introdução da ferrugem-asiática no Brasil trouxe grande preocupação logo no início, o que se transformou em graves prejuízos para os sojicultores em geral. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a situação tornou-se mais visível, um quase estado de calamidade se instalou logo nos primeiros anos de sua detecção. As condições ideais de clima favorecido pelas extensas áreas irrigadas de entressafra agravaram o que já era crítico, especialmente na região sudeste do estado, no município de Primavera do Leste, cidade que ficou conhecida como capital mundial da ferrugem. Já na safra de 2002/2003 a doença começou a causar sérios prejuízos em Mato Grosso, mas foram nas seguintes, sobretudo na de 2004/2005, que se percebeu a extensão da crise. A enfermidade começou a ser detectada ainda mais cedo, na fase vegetativa. A ferrugem estava fora de controle. Produtores vendendo suas terras, milhares de desempregados rodando sem rumo pelas cidades, aumento da violência urbana, um verdadeiro caos social era o que se vivia. A soja cultivada sob pivôs centrais era a grande multiplicadora dos esporos durante a entressafra e dali se expandia para as lavouras de verão. Áreas recém-semeadas ao lado de cultivos mais velhos seriam logo infectadas pela ferrugem, de forma que a situação ficou caótica. No início de 2005 houve a visita do saudoso José Tadashi Yorinori, homem com profundos conhecimentos da doença e que deu um norte, mostrou onde estava o problema e ensinou como lidar com a situação. Em um guardanapo, após reunião com produtores e irrigantes da região, em um restaurante de Primavera do Leste, traçou a ideia do vazio sanitário da soja. Fui testemunha disso. Naquele momento não era mais possível editar uma normativa, os produtores já tinham se programado para o plantio. No dia 18 de março de 2005, na 17ª reunião da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal CDSV/MT, foi sugerida a divulgação de uma Recomendação para que os produtores não cultivassem soja sob pivô central naquela entressafra. Foi então que a Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA/MT) e o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT),


Prolongar a permanência dos esporos da ferrugem no ambiente aumenta muito a fonte de inóculo para a safra seguinte

ouvida a Comissão de Defesa Sanitária Vegetal de Mato Grosso (CDSV/MT), com a participação da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), editaram, na mesma data, em 18 de março de 2005, a Recomendação Técnica Conjunta Nº 01/05, propondo um calendário de entressafra de soja para todo o estado de Mato Grosso. Naquele primeiro ano já houve muitas críticas, dentre elas de que com a restrição do plantio de soja sob pivôs centrais se privilegiaria os produtores de sementes da Serra da Petrovina. Por não ter força de lei, a recomendação não surtiu efeito mesmo tendo o apoio da Aprosoja. No dia 2/6/2005 a CDSV/MT reuniu-se em Primavera do Leste para tratar do assunto ferrugem-asiática e pivôs centrais, “para justamente oportunizar aos irrigantes e engenheiros agrônomos da região a ampliação das discussões sobre o tema”,

Folha de soja infectada pela ferrugem-asiática encontrada em plantas guaxas remanescentes em área de cultivo

conforme consta da ata. Ainda no mesmo ano, no dia 30/11/2005, a CDSV-MT aprovou por unanimidade a criação do vazio sanitário da soja por um período de 90 dias, de forma que em 16/12/2005 foi publicada a Instrução Normativa nº 04/2005. Ali se instituía o Vazio Sanitário da Soja, o primeiro no país, que entrou em vigor na entressafra de 2006. De imediato foram perceptíveis os ganhos em produtividade, a redução nos custos, a ferrugem começou a chegar mais tarde nas lavouras, economizavam-se nas aplicações. Isto convenceu os sojicultores, a prática mostrou-se eficiente. De lá para cá têm sido constantes os avanços, as melhorias, a aceitação, o comprometimento da esmagadora maioria dos produtores na plena implementação do vazio sanitário. Atualmente há estabelecido também um calendário de plantio, de 16/9 a 31/12 e a soja deve ser toda colhida até o dia 5 de

maio de cada ano. No entanto, ainda há alguns pontos passíveis de melhoria. As guaxas continuam sendo as grandes vilãs. Alguns produtores ainda são notificados a cada ano e, após a visita da fiscalização, acabam cumprindo seu papel. Mas outros ainda acreditam que, mesmo estando com ferrugem, as plantas guaxas de sua propriedade vão morrer com a seca e que seria desnecessário o controle químico ou mecânico. Talvez pensem que uma planta de soja seca, morta, não mais transmita a doença. É verdade que a ferrugem, um patógeno obrigatório, precisa do tecido vivo para continuar se multiplicando, mas o esporo produzido quando a planta ainda estava verde sobrevive, sim, mesmo com as folhas secas. Experimentos conduzidos nos laboratórios da Universidade Federal de Mato Grosso mostraram que a ferrugem manteve-se viável, infectiva, até 42


Mapa da dispersão da ferrugem

chegada da ferrugem nas lavouras comerciais, tudo comunicado no site do Consórcio Antiferrugem da Embrapa. O próximo alerta ocorre no momento da colheita das primeiras áreas, as de soja precoce. Estas áreas, normalmente colhidas ainda em dezembro e janeiro, apesar da obrigatoriedade de se fazer pelo menos duas pulverizações contra ferrugem, sendo uma no R5.3, são motivos de preocupação, pois os esporos da ferrugem podem se espalhar Divulgação

dias depois de as folhas colhidas e mantidas secas em sacos de papel. Isto mostra a importância de as guaxas serem destruídas antes do início do vazio sanitário. Ainda é possível avançar neste sentido, não se pode correr qualquer risco, sobretudo se ocorrer período de chuva no meio do ano. Outro ponto crítico que tem favorecido a sobrevivência da ferrugem são as plantas que nascem nas cidades e margens de rodovias, onde se perdem milhares de toneladas de soja a cada ano. Nestes lugares as plantas voluntárias de soja permanecem vivas, verdes, muitas vegetando e hospedando, multiplicando o fungo da ferrugem durante toda a entressafra. Há dez anos alerta-se sobre as regiões onde a ferrugem está presente, seu nível de atividade que é a capacidade de causar a doença (infectividade). Estes alertas são propagados inicialmente em redes sociais (Facebook: Wanderlei Dias Guerra) e, posteriormente, pela imprensa e Aprosoja. Nos últimos anos os alertas mais importantes são para as plantas que sobrevivem, muitas parecem ser cultivadas nas cidades do estado. Alguns municípios têm aceitado o desafio, colocado seu pessoal para arrancar os pés de soja. Outros gestores de cidades importantes parecem não se preocupar. Teriam esquecido o passado recente? Assim, foi detectado o primeiro caso de ferrugem em Mato Grosso, no dia 16/9, em área urbana de Primavera do Leste. Outros alertas são feitos quando da

pela ação das colhedoras e infectar áreas vizinhas, que foram semeadas mais tarde. Atualmente trabalha-se na harmonização dos períodos de vazio sanitário entre os estados, algo fundamental na medida do possível, observando sempre as condições climáticas de cada região. Em recente reunião com as unidades da federação produtoras de soja, promovida pelo Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, todos concordaram com esta necessidade. Também preocupa o fato de alguns estados ainda permitirem o plantio de soja na entressafra, como Rondônia, por exemplo. Já está comprovado o desastre desta prática. Mato Grosso sentiu isto da pior maneira possível. Além de prolongar por mais meses a permanência dos esporos da ferrugem no ambiente, aumenta muito a fonte de inóculo para a safra seguinte, incluindo os estados vizinhos. Também acelera a perda de eficiência dos fungicidas, já poucos com boa efetividade, conforme tem demonstrado os resultados dos ensaios de rede coordenados pela Embrapa Soja. São os esporos não controlados pelas inúmeras aplicações extras, necessárias nos plantios de entressafra, os que sobrevivem. Permanecem nas guaxas os fungos menos sensíveis aos fungicidas, os mais resistentes, aqueles que a cada ano será mais difícil o controle, aumentando os custos de produção e reduzindo as produtividades da safra principal. Um C tiro no coração da atividade! Wanderlei Dias Guerra, Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso-SFA/MT

Tadashi (idealizador do vazio sanitário, falecido em 2016) e Guerra em lavoura de soja afetada pela ferrugem em Mato Grosso, em 2005

18 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br


Eventos

Herbicidas auxínicos Cultivar

Utilizados desde a década de 1970, defensivos permanecem como ferramenta importante para auxiliar no controle de resistência de plantas daninhas

cultores o uso de ferramentas mais eficazes (diferentes estádios de desenvolvimento das culturas) para controle de plantas daninhas, que antes não era possível de serem utilizadas. Um exemplo reside na soja Enlist E3 (desenvolvida pela Dow e MS Technologies), que irá propiciar tolerância ao 2,4-D, glifosato e glufosinato, com uma ampla janela de aplicação. A possibilidade de associar herbicidas altamente eficazes com ampliação do espectro de controle de plantas daninhas auxilia na redução dos casos de resistência em um sistema flexível e adaptável aos desafios específicos de cada agricultor. A Dow desenvolveu o herbicida Enlist Duo Colex-D (2,4-D sal Colina + glifosato) para uso em culturas Enlist, combinando dois herbicidas altamente eficazes no controle da maioria das plantas daninhas, até mesmo as plantas daninhas latifoliadas resistentes ou de difícil controle, onde é empregado apenas o glifosato. Sobre os erros do passado, embora em número reduzido, observa-se a seleção de várias espécies de plantas daninhas com resistência (translocação reduzida do herbicida), onde o 2,4-D foi usado repetidamente em sistemas sem diversificação de cultivo e sem rotação de mecanismo de ação. É importante o uso de melhores práticas de manejo da resistência das plantas daninhas, incluindo o uso de herbicidas residuais de solo com mecanismos de ação diferentes do glifosato ou 2,4-D. Quando possível, a implementação de outras opções de manejo de plantas dani-

Terry Wright, Dow AgroSciences/EUA CBCPD 2016

D

urante o XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, que ocorreu entre os dias 22 e 26 de agosto de 2016, herbicidas auxínicos estiveram entre os temas abordados. Embora utilizados desde os anos 70, esses produtos continuam a ser uma família altamente eficaz no controle das principais plantas daninhas. As auxínias sintéticas, como o 2,4-D, agem nas plantas daninhas desde a pulverização até a morte, por meio de um mecanismo altamente complexo, com específico modo de ação, que difere de outros herbicidas. Em vez de inibir uma única e específica rota bioquímica ou enzima (que normalmente são mais propensas ao desenvolvimento de resistência), os herbicidas auxínicos ligam-se (e mantêm-se) a muitos genes/rotas, os quais são responsivos à auxina, ocasionando, dentre outras coisas, uma retorção em espiral e inclinação, levando a uma rápida morte das plantas daninhas. Este complexo modo de ação é uma das razões desses herbicidas serem resilientes por um longo tempo. Os herbicidas auxínicos são comumente utilizados em combinações com outros herbicidas com diferentes modos de ação. Em termos de inovação, há dois novos produtos químicos que representam uma nova família química das auxinas desenvolvidos pela Dow AgroSciences: Arylex e Rinskor. A empresa está possibilitando, ainda, o uso de um novo sal de 2,4-D (sal Colina) sobre as culturas de soja e milho. O objetivo da Dow é proporcionar aos agri-

nhas, que não o uso de herbicidas, deve ser adotada, como a rotação de culturas, culturas de cobertura ou cultivo mecânico. No XXX Congresso da Ciência das Plantas Daninhas foram apresentados mais de 20 resumos em forma de pôsteres relacionados ao Enlist Sistema de Controle de Plantas Daninhas e ao Enlist Care - Programa de Boas Práticas Agrícolas que auxiliará, entre outros, no manejo da resistência de plantas daninhas e no uso responsável dos herbicidas compontes do Sistema Enlist (Enlist Duo Colex-D e Enlist Colex-D). Estes herbicidas apresentam formulações inovadoras com ultrabaixa volatilidade do 2,4-D sal Colina e redução da deriva. As melhorias de formulação são adventos da Tecnologia Colex-D, que também propiciará um odor reduzido quando comparado com as formulações atuais de 2,4-D sal Amina do mercado. Embora a utilização da soja Enlist E3 já esteja regulamentada no Brasil (assim como Argentina, Estados Unidos e Canadá, onde já estão sendo cultivadas), aprovações de importação ainda estão sendo aguardadas C na China e na Europa.

C

Wright é pesquisador da Dow nos EUA e especialista em resistência de plantas daninhas

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Empresas

Rumo ao futuro Bayer

Em conferência para a imprensa, divisão Crop Science da Bayer apresenta sua visão de negócio para os próximos anos; ideia consiste em aumento de parcerias com produtores, no melhor uso de tecnologia e no investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento

O

conhecimento, a multinacional espera auxiliar seus parceiros a melhorar a rentabilidade das fazendas e a produzir alimentos com maior qualidade, considerando aspectos ambientais. Atualmente, cinco propriedades na Europa estão no projeto. Serão mais 16 até o final do próximo ano. O programa baseia-se em três pilares: soluções integradas para o desenvolvimento das culturas, treinamento e desenvolvimento proativos de produtos seguros e de alta qualiBayer

futuro do mercado agrícola na visão de grandes empresas parece apontar para o aumento da importância dos serviços. Foi essa a impressão deixada pela conferência anual de imprensa realizada pela divisão Crop Science da Bayer na sede da empresa, em Leverkusen, Alemanha, em setembro. Num evento em que o presidente mundial da divisão Crop Science, o irlandês Liam Condon, anunciou 21 lançamentos no período compreendido entre 2017 e 2020, predominaram análises holísticas do mercado agrícola. Não no sentido romântico dado por vezes ao termo, referindo-se a um agricultor trabalhando com técnicas centenárias, mas numa abordagem moderna, que considera a importância do desenvolvimento de novos produtos, do correto manejo ambiental, do uso da tecnologia e da comunicação.

EXPERIÊNCIA EM CAMPO

BAYER FORWARDFARMING

Como parte dessa visão, a empresa desenvolve o projeto chamado Bayer ForwardFarming, iniciativa para demonstrar e promover a agricultura sustentável em propriedades selecionadas. Aumentando e difundindo

dade e parcerias com os envolvidos ao longo da cadeia de produção. Os produtores que aderem ao programa contam com soluções desenvolvidas especialmente para as suas propriedades. São serviços que abrangem todo o ciclo das culturas e o manejo ambiental do campo durante o ano. Perceba-se que se está falando sobre avaliação específica de cada local, com dados passíveis de comparação, de análise. Como explica o diretor global de Digital Farming da empresa, Tobias Menne, a ideia é oferecer ao produtor um resultado, um "campo saudável". Em um futuro próximo, pode-se estar falando não mais de uma mera venda de produtos, mas da realização de contratos de prestação de serviços com os agricultores.

Condon anunciou 21 lançamentos para o período compreendido entre 2017 e 2020

20 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

No município de Rommerskirchen, mais ou menos no meio do caminho entre Düsseldorf e Colônia, localiza-se a fazenda Damianshof, propriedade de Bernd Olligs. Sexta geração da família proprietária da fazenda desde 1845, Olligs cultiva em sua propriedade de 115 hectares beterrabas, batatas, trigo, cevada, canola e um pouco de milho.


Fotos Schubert Peter

O diretor de Digital Farming da empresa, Tobias Menne, defendeu a oferta de um "campo saudável"

Olligs relatou vantagens a partir do ingresso no projeto Bayer ForwardFarming

Reichardt prevê primeiro Bayer ForwardFarming no Brasil já em 2017, em área próxima a Brasília

Olligs relata como vantagens obtidas a partir do ingresso do Bayer ForwardFarming melhorias no uso de produtos fitossanitários e, principalmente, no cumprimento dos regulamentos ambientais. Em termos de retorno financeiro, estima que houve redução no custo geral de insumos da ordem de 10% a 15%.

banco de dados com fotos de plantas daninhas tiradas em propriedades e enviadas para os computadores da Bayer por meio de aplicativo de celular. O projeto ainda está em desenvolvimento. Das fases iniciais de teste, já conta com mais de 27 mil fotos georreferenciadas. O cruzamento apenas dessas informações com imagens de satélite de um tempo anterior ou posterior permite avaliar o desenvolvimento dessas invasoras e planejar seu manejo com maior precisão.

Esses números têm fundamento no investimento de aproximadamente 10% do faturamento da empresa em pesquisa e desenvolvimento, conforme números apresentados por Liam Condon. Interessante perceber que o executivo aponta serem as grandes inovações futuras baseadas em desenvolvimento interdisciplinar. Haverá contribuições das ciências químicas, das biológicas e das ciências relacionadas à coleta e ao processamento de dados. Tudo sem perder de vista a lucratividade e a C sustentabilidade.

DIGITAL FARMING

Parte do Bayer ForwardFarming, o Digital Farming é o conjunto de soluções digitais utilizado para aumentar a produtividade e a lucratividade agrícola. Baseada em informações como imagens de satélite, previsões meteorológicas e avaliações de especificidades da propriedade, a plataforma permite transformar os dados coletados em informações e recomendações personalizadas para cada fazenda. Dessa forma, sabe-se exatamente o que fazer e quando fazer. Um dos exemplos consiste no monitoramento via satélite do crescimento das plantas. Imagens de raios X permitem avaliar fatores de estresse vegetal muito antes da possibilidade de percepção por meio do olho humano. Reagindo antes, busca-se minimizar danos. Adicione-se a isso outro componente: um

LANÇAMENTOS

Como parte da sua estratégia global, entre 2017 e 2020 a divisão Crop Science da Bayer prevê o lançamento de 21 produtos. Considerando o período de 2015 a 2020, a previsão é de um pico de faturamento de cinco bilhões de euros em razão desses novos produtos. A partir de 2020, a Bayer trabalhará com mais de 20 alvos de pesquisa e desenvolvimento em proteção de cultivos químicos, seis alvos para produtos de proteção de cultivos biológicos e oito alvos para "traits". Além disso, os programas de melhoramento abrangem nove alvos de cultura de campo em fase final de desenvolvimento e pesquisa e 27 alvos vegetais.

Schubert Peter viajou a convite da Bayer

Fazenda Damianshof possui 115 hectares dedicados à agricultura, em Rommerskirchen, Alemanha

FORWARDFARMING NO BRASIL

A

aplicação no Brasil das inovações apresentadas na Alemanha deve ocorrer em um futuro próximo. Embora a Bayer não informe com precisão as datas, o diretor global de Operações Comerciais Agrícolas, Marc Reichardt, explica que o primeiro Bayer ForwardFarming no Brasil deve estar localizado em uma área próxima a Brasília, já em 2017. Estão em andamento os contatos para implementação do projeto. Em um segundo momento, a estratégia é ter parceiros em São Paulo e no Paraná.

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Capa

Touceira implacável Fotos Hudson Kagueyama Takano

Sul, Centro-Oeste, Sudeste e algumas áreas do Nordeste enfrentam problemas de capimamargoso resistente à aplicação de glifosato no Brasil. Com risco de seleção de resistência múltipla, o manejo deste problema exige muito critério e atenção. Controlar esta daninha, sempre que possível, antes que forme touceiras é uma estratégia importante, porque após isso ocorrer o combate se torna mais difícil e eleva substancialmente o custo de produção

A

resistência de plantas daninhas a herbicidas não é um tema novo para a agricultura brasileira. Na década de 1990, com o uso de herbicidas tradicionais, os produtores já se deparavam com problemas associados à resistência de plantas daninhas como capim-marmelada, picão-preto e amendoim-bravo. Com o advento das culturas geneticamente modificadas com tolerância ao

glifosato, surgiu uma ferramenta importante para manejar os problemas de resistência de plantas daninhas, uma vez que o glifosato é um herbicida de amplo espectro de ação e de alta eficiência. O uso intensivo do glifosato, no entanto, trouxe novos problemas de resistência, como a buva (Conyza spp.), o azevém (Lolium perenne ssp. multiflorum), o capim-branco (Chloris elata) e o capim-amargoso (Digitaria insularis).

22 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

O primeiro caso de resistência de capim-amargoso ao glifosato no mundo foi registrado em 2005 pelo pesquisador Fernando Adegas (Embrapa Soja) quando foi relatada a existência de biótipos resistentes em lavouras de soja do Paraguai. No ano de 2008, em região geograficamente próxima ao primeiro foco de resistência, foi constatado o primeiro caso de resistência de capim-amargoso ao glifosato em lavouras de soja do Paraná, no município de Guaíra. E no ano de 2011, relatou-se a presença de plantas resistentes em pomares de laranja da região de Matão, São Paulo. Atualmente, sabe-se que populações de capim-amargoso resistentes ao glifosato estão espalhadas por toda a região Sul, o Centro-Oeste e o Sudeste, além de algumas áreas do Nordeste do Brasil. O capim-amargoso é uma espécie nativa de regiões tropicais e subtropicais da América, onde é frequentemente encontrado em pastagens, cafezais, pomares, beiras de estradas e terrenos baldios. No Brasil, a espécie Digitaria insularis possui diversos nomes comuns, sendo os principais: capim-amargoso, capim-flecha, capim-açu, capim-pororó e milheto-gigante. Na língua inglesa, o nome comum é sourgrass, que significa capim ácido, devido ao paladar ácido que a planta apresenta. Embora o capim-amargoso seja uma planta daninha de ciclo perene e de metabolismo fotossintético de alta eficiênciado tipo C4, nos primeiros 45 dias após a emergência apresenta desenvolvimento lento, o que torna esse tipo de planta facilmente controlável pelo sombreamento imposto pela cultura (controle cultural). A partir desse estádio ocorre um crescimento acelerado devido à alta capacidade de perfilhamento e também à formação de rizomas, até a emissão da inflorescência, aproximadamente aos 70 dias. Devido ao tipo de desenvolvimento dessas plantas, o capim-amargoso é considerado como uma planta daninha de alta agressividade. No entanto, observa-se que as plantas originárias de sementes, quando jovens, são controladas facilmente por herbicidas; contudo, quando se desenvolvem e formam rizomas,


Rebrota de touceiras de capim-amargoso após aplicação de Roundup Transorb + Select + Assist (3L/ha + 0,8L/ha + 0,5% v/v). Maringá (PR) 2015

seu controle é dificultado. Dessa forma, o melhor período para controle de capim-amargoso é até por volta de 45 dias após a emergência, quando os rizomas ainda não foram formados. Outro fator que dificulta o controle das plantas de capim-amargoso é o fato de que, embora o pico de emergência seja durante a estação mais quente e chuvosa do ano, sua emergência ocorre durante todo o ano. Sendo assim, o ponto-chave no manejo de capim-amargoso é que, uma vez estabelecida, a planta se torna muito rústica devido à formação de inúmeros rizomas, e com o conjunto destes, há formação de grandes touceiras. Uma vez ocorrido o processo de perenização, esta planta pode florescer e disseminar sementes durante o ano todo. Assim, com a dispersão das sementes pelo vento ou pelo tráfego de máquinas, novos fluxos de emergência passam a ocorrer. Diante disso, estratégias de manejo devem ser baseadas em ações durante todo o ano em função do ciclo perene do capim-amargoso. O controle de capim-amargoso por meio de herbicidas pode ser realizado em duas

Controle mecânico de capim-amargoso por meio de grade aradora. Maringá-PR/2015

modalidades, pré e/ou pós-emergência. Em pré-emergência existem vários mecanismos de ação que podem ser utilizados: inibidores de divisão celular, inibidores do fotossistema II, inibidores da síntese de carotenoides, inibidores da ALS e inibidores da protox. Pesquisas realizadas mostram que os herbicidas utilizados em pré-emergência, que têm apresentado algum controle são: alachlor, clomazone, diuron, diuron + hexazinona, pendimenthalin, s-metolachlor, flumioxazin, diclosulam, imazethapyr, sulfentrazone e trifluralin. Em pós-emergência esta planta daninha deve ser controlada até o estádio de no máximo três perfilhos (por volta de 35 dias), antes da formação de rizomas. Para este estádio de desenvolvimento, os herbicidas inibidores da GS-Gogat, inibidores da ACCase, inibidores do FSI e inibidores da síntese de carotenoides apresentam algum controle de capim-amargoso. Neste caso, herbicidas com ação de contato como paraquat e glufosinato de amônio funcionam como uma “roçada quími-

ca”, mas normalmente permitem a rebrota das plantas. Herbicidas com ação sistêmica como os graminicidas (FOPs e DIMs) apresentam bom controle em pós-emergência, com destaque para clethodim, haloxifop e quizalofop. Para plantas de até um perfilho, mesotrione e tembotrione proporcionam bom controle, o que é importante ferramenta para manejo de capim-amargoso na pós-emergência do milho. No entanto, mesmo para herbicidas de ação sistêmica, o controle é bom somente quando a aplicação é realizada em estádio de desenvolvimento precoce. Em plantas já entouceiradas o controle é extremamente oneroso, uma vez que há necessidade de aplicar doses mais altas e, mesmo assim, na maioria dos casos ocorre rebrota, o que gera a necessidade de uma segunda ou terceira aplicação (aplicações sequenciais). Os herbicidas inibidores da ACCase atuam diretamente nos pontos de crescimento, porém não são eficazes para reduzir drasticamente a área foliar dessas plantas, o que permite que ainda ocorra competição por luz com a

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Lavoura de soja com elevado nível de infestação de capim-amargoso. Maringá (PR) 2015

cultura. Por outro lado, herbicidas de ação de contato reduzem drasticamente a área foliar das plantas de capim-amargoso, porém o controle exercido por esses produtos tende a diminuir com o passar do tempo, pois estes não atuam nos órgãos de reserva da planta, fazendo com que tenha capacidade de rebrota. É justamente em função disso que para plantas já entouceiradas há necessidade de mais de uma aplicação sequencial, uma vez que após a primeira aplicação a planta necessita gastar suas reservas para emitir novas folhas. Assim, após as aplicações seguintes a planta passa a ter menor capacidade de rebrota. Quando há plantas de capim-amargoso grandes (entouceiradas) antecedendo a semeadura da soja, um dos sistemas de manejo químico que têm mostrado potencial é a adoção de pelo menos três aplicações sucessivas, alternando herbicidas de ação sistêmica e herbicidas com ação de contato: 1ª aplicação 15-20 dias antes da semeadura da soja: Roundup Transorb + Select + Assist (3L/ ha + 0,8L/ha + 0,5% v/v). 2ª aplicação na pré-semeadura da soja: Gramoxone + Assist (2L/ha + 0,1% v/v) ou Gramocil + Agral (2L/ ha + 0,5% v/v). 3ª aplicação após a emergência da soja, aproximadamente 20-30 dias após a emergência: Roundup Transorb + Select + Assist (2L/ha + 0,45L/ha + 0,5% v/v). Dois pontos devem ser considerados nessas aplicações em pós-emergência. O primeiro é o fato de que onde há buva e capim-amargoso na mesma área, é necessário estar atento à aplicação de graminicidas e latifolicidas (exemplo: 2,4-D) em mistura, devido à possibilidade de ocorrência de antagonismo que ocorre pela incompatibilidade que alguns herbicidas apresentam. O segundo ponto é que, mesmo com a eficácia apresentada por esses graminicidas em pós-emergência, é necessário considerar a pressão de seleção imposta por essas aplicações. Ou seja, se

não houver uso racional desses herbicidas, é possível que em breve haja plantas de capim-amargoso com resistência ao glifosato e aos graminicidas (resistência múltipla). Diante disso, recomenda-se que os produtores não permitam que essas plantas formem touceiras, pois o controle nesta situação é mais difícil e eleva substancialmente o custo de produção. É desejado que as recomendações de controle sejam baseadas também na utilização de outros métodos de manejo diferentes dessas aplicações de graminicidas em pós-emergência. O uso de pré-emergentes associado à cobertura de palha na entressafra apresenta-se como uma excelente opção para

o controle de fluxos de emergência de capim-amargoso. Como culturas de cobertura, o trigo, a aveia, o milheto ou a braquiária são opções viáveis, e a escolha de cada uma depende da região em que a propriedade se encontra. O controle mecânico muitas vezes apresenta-se como uma alternativa viável devido ao custo de operação ser menor do que a aplicação de herbicidas em doses elevadas e/ ou aplicações sequenciais. O uso de métodos tradicionais como a enxada para eliminação de plantas adultas, e qualquer outra prática que não permita que essas plantas se reproduzam, é válido e pode contribuir na redução do custo de produção. De modo geral, apesar da resistência de capim-amargoso ao glifosato ser um problema grave na agricultura brasileira, ainda não se difundiu para todas as regiões do Brasil. E, apesar da elevada pressão de seleção de graminicidas sobre populações de capim-amargoso, atualmente ainda se lida com resistência a apenas um mecanismo de ação. Para que este problema não se alastre para essas regiões, e para que as áreas onde já se instalou sejam manejadas corretamente, cabe a pesquisadores, técnicos e produtores desvendar e aplicar medidas para o manejo eficiente com o objetivo de reduzir perdas na produtividade devido à C presença dessas plantas na lavoura. Rubem Silvério de Oliveira Jr., Hudson Kagueyama Takano e Jamil Constantin, NAPD/UEM

Estádio ideal máximo para controle químico de capim-amargoso com herbicidas aplicados em pós-emergência. Maringá (PR) 2015

24 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br


Milho

Prejuízo subestimado Fotos Mário Massayuki Inomoto

Apesar da importância econômica da cultura do milho para o Brasil, problemas graves, com perdas provocadas por nematoides das lesões, não raras vezes são negligenciados no País. Dentre os métodos disponíveis para o controle desses organismos parasitos, o tratamento de sementes, quando utilizado de modo racional e integrado a outras medidas, torna-se uma ferramenta de grande valor

A

tualmente, no Brasil, os fitonematoides causam grandes perdas nas culturas de soja, cana, algodão, café, feijão-comum, feijão-caupi, batata, cenoura, videira, goiaba, melão, bananeira, entre outras. Muitos esforços têm sido realizados para o controle desses organismos, com o uso de cultivares resistentes, a rotação ou sucessão com culturas resistentes ou, ainda, de nematicidas químicos e biológicos. Na cultura do milho, porém, apesar de toda a sua importância para a economia brasileira, o controle de nematoides poucas vezes é efetuado. Como explicação, de um lado, os produtores de milho têm dificuldade em notar perdas causadas pelos nematoides e, de outro, os pesquisadores especialistas em fitonematologia, que poderiam produzir

mais informações sobre o assunto, além de difundi-las no setor produtivo, nem sempre estão voltados para a cultura do milho.

NEMATOIDES DAS LESÕES

No Brasil, as perdas causadas por nematoides em milho foram relatadas pela primeira vez na década de 1960, portanto, sabe-se há muito tempo sobre sua importância para essa cultura. As espécies relatadas na época eram duas espécies de nematoides das lesões: Pratylenchus zeae e P. brachyurus. Ainda hoje, são as espécies mais importantes para o milho no Brasil. Ambas as espécies colonizam o córtex radicular (= casca das raízes), causando a morte de células durante a alimentação e movimentação dentro das raízes. Como consequên-

26 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

cia, formam-se lesões, que nas raízes de milho são muito longas. As raízes ficam com aspecto mais escuro que as sadias e pode haver morte de trechos das raízes, se a densidade populacional do nematoide for muito elevada. Nessas condições, as plantas ficam murchas, com sintomas de deficiência nutricional (= fome de minerais) e com tamanho muito pequeno (= enfezamento). Como a distribuição de fitonematoides geralmente é muito irregular, os sintomas não ocorrem de forma homogênea no milharal, mas em reboleiras. Em culturas de milho verão, ou em monocultura, P. zeae geralmente é a espécie predominante, pois é mais competitiva que P. brachyurus em gramíneas. Ou seja, se ambas as espécies estiverem presentes em um local onde exista uma


Ciclo do nematoide das lesões (gênero Pratylenchus)

plantação de milho, sorgo, cana ou um pasto de braquiária, a reprodução de P. zeae será maior que a de P. brachyurus, resultando, ao longo do tempo, em uma maior proporção da primeira espécie em relação à segunda. Pela mesma razão, sucessões como milho/aveia tendem a favorecer a dominância de P. zeae. Em contrapartida, P. brachyurus geralmente é a espécie predominante em culturas de milho safrinha, após a soja, pois P. zeae não coloniza nem se reproduz em raízes de soja, enquanto a primeira espécie coloniza e se reproduz tanto em raízes de soja como nas de milho. Pela mesma razão, existe prevalência de P. brachyurus em sucessões de milho com outras plantas de folha larga, como algodoeiro, feijoeiro e batata.

CONTROLE DOS NEMATOIDES DAS LESÕES EM MILHO

Em função da pouca atenção dada aos danos causados pelos nematoides das lesões no milho, os agricultores perdem muito dinheiro devido a perdas de produção muitas vezes perfeitamente evitáveis. Por exemplo, o controle de P. zeae em milho é uma tarefa relativamente simples, e é baseada na sucessão com plantas de folha larga e na aplicação de nematicida químico no sulco de plantio. Outra opção, já estudada experimentalmente e com resultados favoráveis, é o

uso de torta de mamona, ao invés de nematicida químico, no sulco de plantio. Informações antigas, baseadas em resultados obtidos há mais de 50 anos, davam conta de que P. zeae seria capaz de colonizar e se reproduzir em raízes de plantas de folha larga, como soja. No entanto, sabe-se atualmente que tal informação é equivocada e, portanto, qualquer sucessão de milho com uma planta de folha larga (soja, feijão, algodão etc) deve ser tratada como uma efetiva medida de controle de P. zeae. O controle de P. brachyurus por meio de sucessão de culturas é muito difícil, diferentemente do controle de P. zeae. Assim, é imprescindível que o agricultor tenha informações seguras sobre qual espécie de Pratylenchus ocorre em sua propriedade, antes de começar a sucessão. Em caso de P. zeae, indica-se a sucessão com espécies de folha larga. Já em P. brachyurus é preciso recorrer a uma dessas três espécies de crotalária: Crotalaria spectabilis, C. ochroleuca ou C. breviflora. Atualmente, o carbofurano é único nematicida químico registrado para o controle de P. zeae via sulco de plantio, e não há nenhum registrado para o controle de P. brachyurus. Provavelmente tal situação, com poucas opções de controle à disposição do agricultor, seja alterada em breve, pois há grandes esforços para

As setas apontam para uma longa lesão em uma raiz infectada por Pratylenchus zeae

que mais produtos químicos sejam oferecidos comercialmente.

TRATAMENTO DE SEMENTES

Outra medida que tem grande valor no controle do nematoide das lesões em milho é o tratamento de sementes (TS). No entanto, há um único produto registrado (abamectina) para esse fim, com foco somente no controle de P. brachyurus. Não há, portanto, nenhum produto para TS de milho registrado para o combate de P. zeae. Assim, há enorme escassez de opções para o controle dos nematoides das lesões por TS. Porém, mudanças nesse panorama são esperadas para breve, pois resultados altamente auspiciosos foram obtidos experimentalmente, utilizando tanto produtos disponíveis no mercado brasileiro, mas ainda não registrados, como produtos que deverão estar disponíveis em futuro próximo. Duas das figuras que ilustram este artigo demonstram claramente os benefícios do TS na atenuação dos danos causados por P. zeae em raízes de milho, e na recuperação das perdas causadas pelo nematoide. As raízes das plantas originadas a


Fotos Mário Massayuki Inomoto

partir de sementes tratadas (três tratamentos: somente químico; químico + biológico com bactéria; somente biológico) ficaram quase tão escuras quanto as de plantas de sementes não tratadas, indicando que o controle não foi total, ou seja, parte dos nematoides sobreviveu e colonizou as raízes. Isso já era esperado, uma vez que a quantidade de produto(os) que é (são) carregada(s) com as sementes é (são) muito pequena(s). Portanto, a ação do(s) produto(s) se restringe a um volume de solo relativamente pequeno, e somente as raízes que se encontram nesse volume é protegida contra os nematoides. Ou seja, grande parte dos nematoides não sofre a ação nematicida do produto e, por conseguinte, grande parte das raízes acaba sendo colonizada. É exatamente em função dessa limitação que é muito importante que o TS não seja utilizado como ferramenta única de controle de nematoides. Em outras palavras, o TS deve ser encarado como medida complementar a outra medida de controle (rotação ou sucessão de culturas, nematicidas ou torta de mamona no sulco de plantio). Apesar da ação limitada do TS, foi nítido seu efeito benéfico no nosso exemplo, pois mesmo estando escuras, as raízes das plantas originadas a partir de sementes tratadas (três diferentes tratamentos) apresentaram menos tecidos mortos e, portanto, eram visivelmente maiores que as raízes de plantas de sementes não tratadas. O benefício do TS nessa situação em particular (milho em solo infestado por P. zeae) fica ainda mais claro quando se comparam as produções de grãos, que foram semelhantes nos três tratamentos de sementes, que por sua vez se mostraram muito superiores à produção da testemunha (sem tratamento de sementes).

Os danos causados pelo nematoide Pratylenchus zeae nas raízes de milho têm sérias consequências na parte aérea das plantas. Em alguns milharais, é visível a formação de reboleiras de plantas nanicas

No exemplo apresentado, o efeito positivo do TS foi realmente muito bom. Porém, é preciso alertar novamente o leitor sobre as limitações do TS, e ainda sobre as grandes variações que existem nos resultados, que nem sempre são tão favoráveis, razões pelas quais se reforça a recomendação de evitar utilizar essa ferramenta como medida única de controle de fitonematoides. Provavelmente, o agricultor ficará muito tentado a cometer esse erro, em função das facilidades do TS. Entre os aspectos que favorecem tal comportamento, citam-se dois como os mais relevantes: 1) Baixo custo do TS em comparação a outros métodos de controle. 2) Praticidade operacional do método. É importante destacar, ainda, outra vantagem, que é o reduzido risco ambiental, mesmo quando se utiliza um produto químico em tratamento de sementes, devido à baixa dosagem empregada.

CONCLUSÕES

O produtor de milho deve procurar Sem tratamento

Sem tratamento

TS nematicida químico

TS químico + bactéria

saber se não está perdendo dinheiro devido à ação de nematoides, pois as perdas causadas por esses parasitas vêm sendo sistematicamente subestimadas no Brasil. Dentre os métodos disponíveis para o controle dos nematoides das lesões, que são os mais importantes para o milho no País, o tratamento de sementes é provavelmente aquele que apresenta maior praticidade operacional, e por isso um dos favoritos do agricultor. É preciso, porém, pesar com cuidado seus prós e contras, e principalmente suas limitações. Também será preciso que o agricultor aguarde as novidades do mercado, tanto em termos de novos produtos, como registros de produtos já disponíveis. Sendo utilizado com os devidos cuidados o TS é, sem dúvida alguma, uma ferramenta de grande valor para o controle dos nematoides C das lesões na cultura do milho. Mário Massayuki Inomoto, Esalq/USP

TS nematicida químico

TS químico + bactéria

TS bactéria

TS bactéria

Efeito de tratamento de sementes (TS) no desenvolvimento de raízes de milho, em solo infestado com Pratylenchus zeae

28 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

Embora eficaz no controle de P. zeae, o nematicida químico utilizado no experimento não é registrado no Brasil com essa finalidade


Empresas

Presença na soja Fotos Barsmax

Brasmax dá início às comemorações de dez anos de atuação no mercado de genética para cultivares no Brasil, em cerimônia em Cambé, no Paraná

E

m evento que contou com a presença de parceiros, convidados, funcionários, familiares e amigos, a Brasmax deu início em setembro às comemorações de seus dez anos comerciais, na cidade de Cambé, no Paraná. A celebração deve se estender ao longo de todo o ano de 2017. "Acreditamos no nosso germoplasma e na nossa capacidade de lançar produtos que rendam produtividade ao produtor brasileiro. Queremos seguir trabalhando e crescendo", ressaltou o diretor executivo da Brasmax, Santiago de Stefano. A marca também apresentou vídeos comemorativos aos dez anos, com depoimentos de pesquisadores e produtores rurais clientes dos produtos Brasmax. Segundo o produtor

Santiago de Stefano destacou a oferta de produtos que auxiliem no aumento da produtividade

e engenheiro agrônomo Alexandre Seitz, da região de Guarapuava, Paraná, a entrada da genética Brasmax revolucionou o plantio da soja. "Fomos capazes de atingir novos patamares de produtividade graças à marca. Estamos em uma região mais alta e fria, então a soja tende a vegetar mais e sempre víamos problemas de acamamento, que interferia no rendimento. A Brasmax trouxe um material genético com arquitetura diferente, porte menor, engalhamento melhor, que se adaptou muito bem", reforçou o agricultor. Além de produtores, pesquisadores também puderam conferir o desempenho dos produtos. Para o pesquisador da Fundação MS, Carlos Pitol, a chegada da cultivar Brasmax Potência RR ajudou a recuperar a confiança

do produtor do Mato Grosso do Sul. "Depois de dois anos frustrantes, a Potência se adaptou bem ao plantio no cedo, apresentando resultados surpreendentes", relatou. O pesquisador da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa), Vitor Spader, afirmou que antes da Brasmax, a média de toda área plantada pela Cooperativa Agrária girava em torno de 2,8 mil quilos por hectare. "Nesta última safra, nós fechamos com quatro mil quilos por hectare em uma área de 87 mil hectares", contou. Além de conquistar consumidores, o material genético Brasmax tem alcançado prêmios. Nesses dez anos, a marca foi responsável por 30 milhões de hectares de área plantada com as suas cultivares de soja e foi, por quatro vezes, campeã no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), em 2012, com Brasmax Ativa RR; 2013 com Brasmax Ativa RR; 2014 com Brasmax Alvo RR e em 2016 com Brasmax Elite Ipro. Atualmente, a marca possui em seu portfólio 31 materiais, com características que buscam atender às diversas realidades dos agricultores. Além disso, possui 396 ensaios de pesquisa espalhados por 11 estados brasileiros. Além da celebração, o evento marcou a despedida do diretor executivo Santiago Schiappacasse, que depois de dez anos de serviços à Brasmax busca novos rumos. O executivo será substituído pelo argentino Santiago de Stefano, que anteriormente ocupava o cargo de gerente de Marketing C na empresa.

Evento também contou com homenagem e reconhecimento ao trabalho do diretor executivo Santiago Schiappacasse pelos anos dedicados à empresa

www.revistacultivar.com.br • Outubro 2016

29


Milho

Disponíveis no mercado Fotos Cultivar

Levantamento realizado pela Embrapa lista 315 cultivares de milho ofertadas para a safra 2016/17 no Brasil. Desse total, 214 materiais apresentam tecnologia transgênica

A

safra 2016/17 colocou novamente a cultura do milho em evidência no cenário agrícola mundial. Em função das variações de estoques internacionais que provocaram grandes movimentações de mercado nos países produtores, houve a maior valorização do preço do milho nos últimos anos no Brasil. Em todas as regiões produtoras o cultivo da primeira ou da segunda safra traria rentabilidades satisfatórias ao produtor, o que há muito tempo se aguardava com ansiedade ante as frustações dos anos anteriores. Seria uma safra perfeita se os fenômenos climáticos não provocassem prejuízos, ora pelo excesso de chuva na região Sul, ora pelas restrições hídricas no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil. Não fosse por esse cenário, seria umas das melhores safras de grãos e de rentabilidade do milho da história. De acordo com o boletim de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento

(Conab) no mês de setembro de 2016, houve uma redução na área semeada de 12% e no volume produzido de 14%, quando comparado aos resultados da safra 2014/15. A produtividade do milho cultivado em segunda safra foi significativamente afetada pelas condições climáticas, principalmente em Mato Grosso, de tal maneira que somente nesse estado a produção de milho para a safra 2015/16 está estimada em 199,4 milhões de toneladas, 56,5% menor que a safra anterior, que foi de 458,2 milhões de toneladas. Mesmo com os problemas climáticos, os dados da Conab mostram um resultado bastante interessante. Ao comparar as produtividades de grãos por hectare no Brasil nas duas últimas safras, constata-se que a produtividade estimada na safra 2015/16 foi apenas 2% menor que a safra 2014/15 (4.799kg/ha e 4.898kg/ha, respectivamente). É evidente que as condições climáticas limitam a produtividade de milho (como ocorreu

30 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

neste ano), porém, a tecnologia empregada no sistema produtivo desta cultura permite que, mesmo em determinadas situações restritivas, seja possível obter produtividades ao menos próximas de uma realidade nacional. Grande parte desta tecnologia que permite ao milho obter resultados significativos nas diferentes condições de cultivo do Brasil encontra-se no principal insumo, que é a semente. A semente de milho é, dentre todas as tecnologias agrícolas atualmente empregadas no cultivo, a que mais se desenvolveu nos últimos tempos. Com os avanços da biotecnologia, houve grande impacto na produção de milho no Brasil, o que permite a sua flexibilidade de cultivo nas mais diferentes regiões e condições de clima e solo. Os avanços tecnológicos vão além do potencial genético para a produtividade. Graças aos avanços genéticos, estão disponíveis cultivares com melhor resposta à incorporação de características, como resistên-


cia a doenças, insetos, assim como às moléculas de herbicidas, como glifosato e glufosinato para o controle eficiente de plantas daninhas. Em função desta “tecnologia embarcada” na semente, o custo deste insumo é significativo. O Circuito Tecnológico do Milho, realizado pela Aprosoja em parceria com a Embrapa, demonstrou que o custo médio do saco de semente ficou em R$ 324,72, sendo variável em razão do material semeado e da tecnologia transgênica disponível. Assim como nas demais regiões, a semente impacta consideravelmente no custo de produção. Portanto, a escolha correta da cultivar deve merecer toda atenção do produtor que pretende ser bem-sucedido em seu empreendimento. A escolha de cada cultivar deve atender às necessidades específicas de cada sistema produtivo, pois não existe um material que possa proporcionar o máximo potencial produtivo sem que sejam levadas em consideração todas as situações regionais. Mesmo para uma condição de um local definido, a experiência demonstra que a diversificação de cultivares na propriedade é interessante ao produtor tanto pelo aspecto técnico (por facilitar os tratos culturais), quanto pelo econômico (materiais de ciclos diferentes podem ter produtividades diversas em função da demanda hídrica disponível na época de maior necessidade

pela planta). Assim, é possível maximizar a possibilidade de sucesso. A Embrapa Milho e Sorgo realiza anualmente um levantamento das cultivares de milho a serem oferecidas aos produtores para cada safra agrícola. As informações são obtidas diretamente das empresas detentoras dos materiais disponíveis no mercado e inseridas no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A cada ano as empresas indicam suas listas de cultivares (híbridos ou variedades) que irão fazer parte do mercado de milho para safra agrícola seguinte. Na safra 2016/17 o levantamento demonstra que estão disponíveis para os produtores brasileiros 315 cultivares de milho, número abaixo do oferecido ao do ano passado (477 cultivares). Essa diminuição se deve ao fato de algumas empresas de sementes não terem enviado suas listas de cultivares ou, ainda, por conta da fusão e incorporação de empresas multinacionais, que reduziram o portfólio de sementes de milho como estratégia comercial. Considerando estes fatores, a equipe que participou do levantamento acredita que o número de cultivares disponíveis para esta safra possa se aproximar das 477 ofertadas na safra passada. Pelas normas vigentes do Mapa, uma cul-

tivar de milho pode ser comercializada tanto na forma convencional como também com eventos transgênicos. O avanço do programa de melhoramento, aliado às demandas por materiais produtivos e com menor necessidade de insumos, fez com que, no Brasil, algumas empresas de sementes optassem pelo lançamento de cultivares comercializadas com alguns eventos transgênicos e também na versão convencional, e outras apenas com cultivares na versão transgênica e não apresentando a versão convencional. Para a safra atual foi relacionado um grupo de cultivares somente com evento RR2 que, de acordo com as recomendações técnicas oferecidas pela empresa detentora da tecnologia, terá como finalidade principal o plantio como áreas de refúgio.(Tabela 2) (Plan1). Do total de cultivares relacionadas, 214 materiais apresentam alguma tecnologia transgênica, principalmente voltadas para os controles de pragas como as lagartas de parte aérea e do solo, além de materiais com evento transgênico para resistência às moléculas do glifosato. Este número de cultivares com eventos transgênicos representa 67,93% das cultivares que farão parte do mercado de milho para esta safra. Destes, 103 apresentam as tecnologias VT PRO, VT PRO2 e VT PRO3. Sendo 47 cultivares com VT PRO, 32 com VT


PRO2 e 24 com VT PRO3. As 101 cultivares que completam o levantamento não apresentam nenhuma tecnologia transgênica (convencionais) e representam 32,06% da relação total de cultivares disponíveis. As cultivares transgênicas oferecidas no mercado apresentam várias tecnologias responsáveis por grande parte de controle das lagartas que atacam a cultura tanto na parte aérea quanto de solo, bem como a plantas resistentes ao glifosato e ao glifosinato. A Tecnologia YieldGard VT PRO promove controle das três principais lagartas que atacam o milho: lagarta-do-cartucho, lagarta-da-espiga e broca-do-colmo. O VT PRO2 também apresenta controle a estas três principais pragas, além da tolerância ao glifosato, permitindo o controle mais eficaz das plantas daninhas. Já o VT PRO3 vai além, porque apresenta duas proteínas Bt para controle das principais lagartas da parte aérea do milho e uma proteína Bt específica para o controle da larva-alfinete, praga que fica escondida no solo e se alimenta das raízes do milho, diminuindo a capacidade de absorção de água e nutrientes, reduzindo o potencial produtivo da lavoura, além da tolerância ao herbicida glifosato e controle das principais pragas aéreas do milho. A tecnologia Intrasect congrega os eventos: Yidegard, Herculex, Libert Link com Roundup Ready ou não. Já a tecnologia Leptra carrega os eventos: Agrisure Viptera, Yildegard, Herculex e Libert Link que controlam lagarta-do-cartucho, lagarta-elasmo, lagarta-rosca, lagarta-da-espiga, broca da cana-de-açúcar e lagarta-eridania. A tecnologia Powercore congrega três modos de ação efetivos, proporcionados pela presença de três proteínas inseticidas (Cry1F, Cry1A.105, Cry2Ab2) que conferem controle de lepidópteros que atacam a parte aérea, além do controle de lagartas de solo e da presença de duas proteínas (CP4 EPSPS, PAT) para resistência aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio. Além destas tecnologias, na Tabela 1 pode-se verificar cultivares com outras tecnologias transgênicas. Serão oferecidas 22 cultivares com o evento Herculex (HX ou somente H), três cultivares com os eventos Herculex + Roundup Ready (HR), nove cultivares com os eventos Viptera + YildeGard + Herculex (VYH), quatro cultivares com os eventos YieldGard + Herculex + Roundup Ready (YHR), três cultivares com os eventos Viptera + YildeGard + Herculex + Roundup Ready (VYHR), dez cultivares com os eventos YildeGard + Herculex (YH) e uma cultivar com o evento YildeGard (Y). Além da diversidade em eventos transgênicos, as empresas oferecem aos agricultores 213 Híbridos Simples (HS), 53 Híbridos Triplos (HT), 19 Híbridos Duplos (HD), 16 Varie-

dades (V), dez Híbridos Simples modificados (HSm) e dois Híbridos Triplos modificados (HTm). Em termos percentuais, estes materiais representam, respectivamente, 67,61%, 16,82%, 6,03%, 5,07%, 3,17% e 0,63% do total de 315 cultivares relacionadas. As possibilidades de cultivares com ciclos diferentes ofertados pelas empresas são outro ponto de destaque no levantamento para a safra 2016/17. Das 315 cultivares relacionadas para safra 2016/2017, 214 são precoces (67,93%), 82 superprecoces (23,03%), dez semiprecoces (3,17%), cinco hiperprecoces (1,58%) e apenas quatro de ciclo normal (1,27%). A Tabela 1 demonstra a distribuição percentual das cultivares transgênicas e convencionais quanto aos tipos de híbridos e variedades. É possível observar o predomínio de mercado de sementes de milho com ciclo precoce e híbridos simples, tanto para híbridos convencionais como aqueles com algum evento transgênico. Grande parte deste resultado é atribuída ao fato do posicionamento técnico destes materiais para o cultivo em segunda safra, após a soja. Outro fator importante a ser considerado é o comportamento das cultivares em relação às principais doenças que atacam a cultura do milho. Na Tabela 1 é possível observar que além das características agronômicas, estão disponíveis informações referentes ao comportamento dos materiais frente às principais doenças do milho: fusariose, ferrugem-comum, ferrugem-branca, ferrugem-polisora, mancha-branca, helmintosporiose, enfezamento, cercosporiose e outras doenças do colmo e dos grãos. Relacionando o comportamento das cultivares frente às principais doenças que atacam a cultura e tomando por base as que aparecem com mais frequência na maioria das lavouras, das 315 cultivares relacionadas, 46 são resistentes à fusariose, 63 à ferrugem-comum, 59 à ferrugem-branca, 55 à ferrugem-polisora, 29 à mancha-branca, 38 ao enfezamento, 38 à helmintosporiose, 36 à dipodia-maydes, 54 à cercospora, 71 às doenças de podridão do colmo e 54 apresentam boas sanidades de grãos. Vale ressaltar que, em relação ao complexo de doenças, as cultivares estão classificadas como: tolerantes, moderadamente resistentes, moderadamente tolerantes, moderadamente sensíveis; sensíveis e altamente sensíveis. A Tabela 3 (Plan2) retrata de maneira informativa a relação de cada cultivar perante o complexo de doenças que proporcionam perdas significativas nas diferentes regiões produtoras de milho no Brasil. O levantamento dos materiais para a safra 2016/17 aponta ainda que existem materiais para uso múltiplo, quer seja direcionado para produção de grãos como também para silagem. Além das 155 cultivares posicionadas pelas

32 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

empresas para o mercado específico para produção de grãos, há indicação de 156 cultivares que podem ser utilizadas também para produção de silagem, tanto de planta inteira (120 cultivares) como produção de silagem de grãos úmidos (36 cultivares). No levantamento é possível encontrar ainda quatro cultivares que são indicadas para a produção de milho verde. As características agronômicas descritas na Tabela 2 classificam as cultivares de milho para a produção de grãos e de silagem, bem como evidencia os milhos de usos especiais, como canjica, pipoca, produção de minimilho, de endosperma doce para a indústria, assim como alto teor de amido e óleo. O agricultor deverá verificar outras características importantes, de acordo com as exigências do consumidor ou da indústria processadora a que seu mercado se destinará. Como uma análise final das cultivares que estarão no mercado nesta safra 2016/17, comparando com o levantamento do ano anterior, a equipe da Embrapa Milho e Sorgo constatou que as distribuições percentuais das variáveis ofertadas no levantamento não sofreram alterações. Esta comparação pode ser visualizada na Tabela 4. Em relação ao comportamento das cultivares frente às doenças verificou-se que a maioria está classificada como Moderadamente Resistente a Moderadamente Tolerante às doenças relacionadas na Tabela 3 (Plan2). Este comportamento foi observado também na safra passada. Apenas 15,66% das 315 cultivares foram informadas pelas empresas como sendo resistentes a todas as doenças. Mesmo com um número menor de cultivares levantadas para a safra 2016/17, a equipe da Embrapa Milho e Sorgo analisa que as opções disponíveis no mercado ainda são muitas e variadas e que, se o produtor souber escolher a cultivar mais adaptada à região, adotar um manejo adequado e investir na tecnologia recomendada para o máximo rendimento, as chances para o aumento da produtividade de milho podem ser incrementadas. O cenário econômico para a cultura é favorável e toda informação adicional será um ponto forte para C o produtor tomar a melhor decisão. Tabela 1 - Distribuição percentual das cultivares transgênicas e convencionais em relação aos tipos de híbridos e variedades considerando o total de 315 materiais ofertados no levantamento. Embrapa Milho e Sorgo, safra 2016/2017 Cultivares

HSŦ

HSm

HT

HTm

HD

V

0,32 0,32

0,95 5,07

--5,07

% Transgênicas 56,50 2,85 Convencionais 11,11 0,32

9,84 6,98

HS – híbrido simples; HSm – híbrido simples modificado; HT – híbrido simples; HTm – hibrido simples modificado; HD – híbrido duplo; V – variedade. Ŧ


Altura Espiga (m)

Altura Planta (m)

Nível de Tecnologia

Região de adaptação

AM AL AL AL AM/AL AM/AL AM AL AL AL AM AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM AL AM AL AL AL AM AM/AL AM AL AL AM AL AM AM AM AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM AM AM AM AM AM AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL

45-50 50-60 55-65 55-65 60-65 60-65 60-75 60-70 60-70 60-70 60-70 55-60 55-60 65-75 65-75 65-75 65-80 65-80 65-80 55-60 65-75 65-75 65-75 65-75 65-75 55-65 55-60 65-75 60-70 60-70 55-65 50-60 50-60 50-60 50-60 60-65 55-60 55-60 65-75 65-75 55-60 60-65 60-65 60-65 60-65 65-75 70-80 60-75 65-75 55-65 55-65 55-65 70-80 70-80 70-80 70-80 70-80 70-80 70-80 65-75 65-75 65-75 65-75 65-75

DENTADO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT SMDENT DENTADO SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT DURO DURO SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT DURO DENTADO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT DURO SMDENT SMDENT SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO DENTADO DENTADO DENTADO DENTADO DENTADO DENTADO SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT DENTADO

A A A A A A A A A A A M M A A A A A A A A A A A A M A A M M A A A A A M A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A

1,60 1,25 1,30 1,30 1,30 1,30 1,20 1,24 1,24 1,24 1,25 1,20 1,20 1,3 1,3 1,2 1,2 1,2 1,2 1,13 1,00 1,22 1,05 1,05 1,05 1,1 1,40 1,23 1,23 1,23 1,40 1,13 1,38 1,38 1,38 1,38 1,24 1,24 1,45 1,45 1,22 1,30 1,30 1,30 1,40 1,40 1,25 1,30 1,15 1,30 1,30 1,30 1,15 1,20 1,20 1,20 1,20 1,20 1,20 1,10 1,10 1,10 1,10 1,20

2,60 2,30 2,30 2,30 2,30 2,30 2,25 2,65 2,65 2,65 2,5 2,30 2,30 2,30 2,30 2,20 2,20 2,20 2,20 2,29 2,00 2,30 2,00 2,00 2,00 2,20 2,35 2,28 2,29 2,29 2,67 2,08 2,50 2,50 2,50 2,50 2,26 2,26 2,60 2,60 2,24 2,45 2,45 2,45 2,67 2,40 2,40 2,50 2,20 2,30 2,30 2,30 2,20 2,25 2,25 2,25 2,25 2,25 2,25 2,10 2,10 2,10 2,10 2,25

M/A M/A A A A A M/A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A/M M/A A A A A M/A A A A A A A A A A A A A A A A A A M M M A A A A A A A A A A A A

SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO SUL e SE SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO CO, SE SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL, MS,DF,GO,MG,SP SUL , MS, MG,SP SUL , MS, MG,SP SUL , MS, MG,SP SUL, SP, MS SUL,CO, SE, NE, RO SUL, MG, SP SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO SUL, CO, SE, NE, RO, TO MS, PR, SP SUL, CO, SP, MG, BA SUL, SP, MS RS, PR, SP, GO, MS, BA, MT RS, PR, SP, GO, MS, BA, MT SUL, SP, MG, MS SUL, CO, SP, MG CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO CO, SE, NE, PR, RO,TO SP, MG, GO, BA PR, SP, GO, MS PR, SP, GO, MS RS, PR, SP, MG(sul) PR, SP, MG, GO, BA, MS, MT SUL, MS, MT, GO, SP SUL, CO, SP, MG SUL, CO, SP, MG SUL, CO, SP, MG SUL, SP, MG, MS SUL SUL PR, MS, SP, MT, GO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL, MG, SP SUL e MS,SP SUL e MS,SP SUL e MS,SP SUL e MS,SP SUL e MS,SP SUL e MS,SP SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO, AC

Empresa

Resistência Acamamento

C/N/T/S G/SPI/MV C/N/S G/SPI C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N G/SPI C/N/S G/SPI C/N/S G/SPI C/N/S G/SPI C/N G C/N/S G/SPI C/N/S G/SPI C/N GRÃOS C/N GRÃOS C/N G/SPI C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS S GRÃOS N/S GRÃOS N GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS N GRÃOS S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS N/S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS S GRÃOS N/S G /SPI/SGU S GRÃOS C/N GRÃOS S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N/S GRÃOS C/N GRÃOS C/N G/SGU C/N G/SGU C/N G/SGU C/N G/SGU C/N G/SGU C/N G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S G/SGU C/N/T/S GRÃOS

Textura do grão

950 860 880 880 880 880 820 845 845 845 835 870 870 845 845 834 820 820 820 800 770 785 795 795 795 800 850 805 815 815 855 810 850 850 850 935 810 810 830 830 808 810 810 810 855 810 770 870 852 860 860 860 780 830 830 830 830 830 830 811 811 811 811 840

Densidade (Plantas/ha)

SMP P P P P P P P P P P P P P P P P P P SP SP SP SP SP SP SP P SP P P P SP P P P P SP SP P P SP P P P P SP HP SP P P P P HP P P P P P P SP SP SP SP SP

Cor do grão

Época de Plantio

HD HT HS PRO2 HS PRO HS PRO2 HS PRO HT PRO HS HS PRO3 HS PRO3 HS PRO HS PRO2 HS PRO2 HS PRO3 HS PRO3 HS HS PRO HS PRO3 HS PRO3 HS PRO HS PRO3 HS PRO HS PRO3 HS HS YG HS PRO HS PRO2 HS PRO3 HS PRO2 HS PRO HS PRO HT PRO2 HS RR2 HS PRO3 HS PRO HSm HS PRO HS PRO2 HS PRO3 HS PRO HS HS PRO2 HS PRO3 HS PRO HSm PRO3 HS PRO3 HS PRO3 HS PRO HS PRO HS PRO2 HS PRO3 HS PRO 3 HS PRO HS PRO2 HS PRO3 HS RR2 HS PRO HS PRO2 HS PRO HS HS PRO HS PRO2 HS PRO3 HS PRO

Uso

Graus Dias/dias

convencional transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica convencional

Ciclo

Transgênica/ convencional

AG 1051 AG 5055 PRO AG 7088 AG 7088 PRO3 AG 7098 PRO AG 7098 PRO2 AG 8011 PRO AG 8061 PRO AG 8061 AG 8061 PRO3 AG 8070 PRO3 AG 8088 PRO AG 8088 PRO2 AG 8677 PRO2 AG8677 PRO3 AG 8690 PRO3 AG 8780 AG 8780 PRO AG 8780 PRO3 AG 9000 PRO3 AG 9010 PRO AG 9025 PRO3 AG 9030 PRO AG 9030 PRO3 AG 9030 AG 9040YG AS 1575PRO AS 1551PRO2 AS1555PRO3 AS1555 PRO2 AS 1572PRO AS 1590PRO AS 1596 PRO2 AS 1596 RR2 AS1596PRO3 AS1581 PRO AS1660 AS1660 PRO AS1656 PRO2 AS1656 PRO3 AS 1661 PRO AS1633 AS 1633 PRO2 AS1633PRO3 AS 1573 PRO AS 1666 PRO3 AS1677PRO3 AS1777PRO3 DKB 175 PRO DKB 177 PRO DKB 177 PRO2 DKB 177 PRO3 DKB 230 PRO3 DKB 240 PRO DKB 240 PRO2 DKB 240 PRO3 DKB 240 RR2 DKB 250 PRO DKB 250 PRO2 DKB 275 PRO DKB 285 DKB 285 PRO DKB 285 PRO2 DKB 290

Tipo

Cultivar

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 1 2 3 9 4 5 6 7 8 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

Tipo de transgênia

Cod cultivar

Tabela 2 - Características agronômicas de cultivares de milho safra 2016/2017. Embrapa Milho e Sorgo, 2016

Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Sementes Agroceres Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Agroeste Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb

www.revistacultivar.com.br • Outubro 2016

33


HX HX VYH HX VYH

GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SGU G/SGU G/SGU GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI/SGU G/SPI/SGU GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI/SGU G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI/SGU GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI/SGU GRÃOS GRÃOS G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU G/SPI/SGU GRÃOS G/SPI G/SPI

AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AL AL AL AL AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AM AM AM AM AM AM SI SI AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AL AL AL AL AL AM/AL AL AL AM AM AM AM AM/AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL

65-75 65-75 60-65 60-65 60-65 65-70 65-75 65-75 65-75 65-70 55-65 60-65 60-65 60-65 55-65 55-65 55-65 55-72 55-72 55-72 60-80 60-80 60-80 55-72 50-65 50-65 50-65 55-70 55-70 60-70 60-70 60-70 60-70 50-65 50-65 50-65 50-65 55-65 60-65 55-65 55-65 55-65 50-65 50-65 50-65 50-65 50-65 50-65 50-65 60-65 65-80 60-70 50-65 50-65 50-65 50-65 60-65 60-80 60-80 60-65 60-65 60-65 60-65 60-80 60-70 60-70

DENTADO DENTADO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT SMDENT SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO DURO SMDENT SMDENT SMDENT SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO

A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A M M M M M A A A A A A A A A A A M A A M M M M M A A M M M M A A A

1,20 1,20 1,25 1,25 1,25 1,20 1,10 1,10 1,10 1,20 1,25 1,25 1,25 1,25 1,30 a 1,40 1,3 a 1,4 1,3 a 1,4 1,4 a 1,55 1,4 a 1,55 1,10 a 1,20 1,10 a 1,20 1,10 a 1,20 1,10 a 1,20 1,10 a 1,20 1,30 a 1,50 1,30 a 1,50 1,30 a 1,50 1,25 a 1,35 1,25 a 1,35 1,20 a 1,35 1,20 a 1,35 1,20 a 1,35 1.20 a 1.35 1,10 a 1,25 1,10 a 1,25 1,10 A 1,20 1,10 A 1,20 1,30 A 1,50 1,30 A 1,50 1,30 A 1,50 1,30 A 1,50 1,30 A 1,50 1,40 a 1,55 1,40 a 1,55 1,40 a 1,55 1,30 a 1,40 1,30 a 1,40 1,30 a 1,40 1,30 a 1,40 1,35 a 1,45 1,4 a 1,55 1,30 A 1,50 1,1 a 1,25 1,1 a 1,25 1,1 a 1,25 1,1 a 1,25 1,1 a 1,25 1.20 a 1,30 1.20 a 1,30 1,20 a 1,30 1,35 a 1,45 1,35 a 1,45 1,20 a 1,30 1.20 a 1,30 1.20 a 1,30 1.20 a 1,30

2,25 2,25 2,20 2,20 2,20 2,40 2,10 2,10 2,10 2,20 2,20 2,20 2,20 2,20 2,80 a 3,0 2,90 a 3,10 2,90 a 3,10 2,90 a 3,20 2,90 a 3,20 2,60 a 2,80 2,60 a 2,80 2,60 a 2,80 2,60 a 2,80 2,60 a 2,80 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,75 a 2,85 2,75 a 2,85 2,60 a 2,90 2,60 a 2,90 2,60 a 2,90 2,60 a 2,90 2,70 a 2,85 2,70 a 2,85 2,70 A 2,80 2,70 A 2,80 3,00 A 3,20 3,00 A 3,20 3,00 A 3,20 3,00 A 3,20 3,00 A 3,20 2,90 a 3,20 2,90 a 3,20 2,90 a 3,20 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,80 a 2,90 2,8 a 3,10 2,90 a 3,10 2,7 a 2,85 2,7 a 2,85 2,7 a 2,85 2,7 a 2,85 2,7 a 2,85 2,8 a 3,10 2,8 a 3,10 2,80 a 2,90 2,80 a 2,90 2,80 a 2,90 2,80 a 2,90 2,60 a 2,70 2,7 a 2,85 2,7 a 2,85

A A A A A M A A A M A A A A MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA

SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, MG, SP e MS SUL, MG, SP e MS SUL, SP, MG, MS e GO SUL, SP, MG, MS e GO SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, SP, MG, GO, DF, MS, BA SUL, SP, MG, GO, DF, MS, BA SUL, SP, MG, GO, DF, MS, BA SUL, SP, MG, GO, DF, MS, BA SUL, CO, SE SUL, CO, SP SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO e SP SUL, CO e SP SUL, CO e SP SUL, CO e SP SUL SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL SUL, SE, MS, MT, GO SUL, SE, MS, MT, GO SUL SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC

34 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

Empresa

Região de adaptação

HX VYH HX

Nível de Tecnologia

HX YH VYH

Altura Planta (m)

HX YH HX YH VYH

Altura Espiga (m)

HX YH HR

Resistência Acamamento

HX VYH

Textura do grão

Y HX YH VYH VYHR HX YHR YH VYHR HX HX

C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S N N N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N N N N N N N N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N/S N N N N N/S N N/S N N N N N N/S N/S N N/S N/S N N/S N/S N/S

Densidade (Plantas/ha)

HX YHR

840 840 870 870 870 815 811 811 811 860 870 870 870 870 136 dias 138 dias 138 dias 135 dias 135 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 136dias 136 dias 136 dias 118 dias 118 dias 128 dias 128dias 140dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 137 dias 129 dias 120 dias 140 dias 116 dias 116 dias 116 dias 116 dias 125 dias 128 dias 128 dias 128 dias 131 dias 131 dias 132 dias 134 dias 134dias 134 dias

Cor do grão

YH VYH VYHR

SP SP P P P SP SP SP SP P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P P SP SP SP SP P P P P P P P P P P P P SP SP P SP SP SP SP SP SP SP P SP SP P P P P

Uso

PRO PRO2 PRO3 HX HX HR YH VYH

HS HS HS HS HS HSm HS HS HS HT HS HS HS HS HT HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HSM HSM HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HT HT HT HT HT HT HT HT HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS

Época de Plantio

Tipo de transgênia PRO PRO3 PRO PRO2 PRO3 PRO PRO PRO2 PRO3 PRO

Graus Dias/dias

Transgênica/ convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica convencional convencional transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica

Ciclo

Cultivar DKB 290 PRO DKB 290 PRO3 DKB 310 PRO DKB 310 PRO2 DKB 310 PRO3 DKB 315 PRO DKB 330 PRO DKB 330 PRO2 DKB 330 PRO3 DKB 350 PRO DKB 390 DKB 390 PRO DKB 390 PRO2 DKB 390 PRO3 30B30H 30B39H 30B39HR 30F35YH 30F35VYHR 30F53 30F53YH 30F53VYH 30F53VYHR 30F53E 30K73 30K73H 30K73YHR 30K75 30K75Y 30R50H 30R50YH 30R50VYH 30S31VYH 32R22H 32R22YHR 32R48YH 32R48VYHR BG7032H BG7037H BG7046 BG7046H BG7046VYH BG7049 BG7049H BG7049YH BG7060HR BG7060 BG7060H BG7060YH BG7061H BG7318YH BG7640VYH P1630 P1630H P1680YH P1680VYH P2530 P2830H P2830VYH P2866H P3161 P3161H P3271H P3431VYH P3456H P3456VYH

Tipo

Cod cultivar 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Dekalb Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A


55-65 55-65 55-65 55-65 55-65 55-65 55-65 55-65 55-65

A A A A A A A A A M A A A A A A A A A A A A A A M A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A MA MA A

1,30 a 1,40 1,30 a 1,40 1,30 a 1,40 1,30 a 1,40 1,40 a 1,50 1,40 a 1,50 1,30 a 1,50 1,30 a 1,50 1,30 a 1,50 1,06 1,05 1,10 1,23 1,09 1,04 1,10 1,30 1,05 1,05 1,15 1,15 1,15 1,30 1,10 1,30 1,35 1,35 1,10 1,20 1,20 1,12 1,09 1,10 1,10 1,20 1,25 1,25 1,10 1,10 1,20 1,20 1,30 1,20 0,99 1,25 1,20 1,10 1,25 1,07 1,25 1,19 1,21 1,21 1,23 0,98 1,08 1,19 0,90 0,90 0,90 1,21 1,2 1,2 0,95 0,95 1,20

2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,80 a 3,00 2,90 a 3,10 2,90 a 3,10 2,90 a 3,10 2,90 a 3,10 2,90 a 3,10 2,10 2,05 2,00 2,20 2,12 2,05 2,10 2,30 2,05 2,05 2,15 2,10 2,10 2,30 2,02 2,30 2,35 2,35 2,00 2,20 2,20 2,19 2,16 2,30 2,30 2,20 2,24 2,24 2,20 2,20 2,15 2,25 2,30 2,25 2,00 2,26 2,22 2,10 2,25 2,16 2,32 2,28 2,29 2,29 2,31 2,25 2,16 2,41 2,20 2,15 2,15 2,32 2,28 2,28 2,15 2,15 2,25

MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA MeA A A A A A A M/A M/A A A M/A M/A M/A A A A A M e M/A M/A M M M/A A M M M A A A A A M/A M/A M/A M/A A M/A e A A A M/A A A M/A M/A M/A A M/A A A M/A M/A M/A M/A M/A M/A M/A M/A e A

SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO DURO DURO DURO

60-65/50-55 SMDENT 60-75/55-65 SMDURO 60-75/60-65 SMDURO 55-70/50-60 SMDURO 50-60/50-60 SMDURO 50-60/50-60 SMDURO 55-65/50-55 SMDENT 55-65/45-60 SMDURO 55-70/50-55 SMDENT 55-70/50-55 SMDENT 60-65/50-60 SMDURO 55-65/45-55 SMDURO 55-65/45-55 SMDURO 60-65/50-55 SMDURO 60-65/50-55 SMDURO 60-70/50-60 SMDENT 65-70/50-60 SMDURO 55-65/45-60 SMDURO 60-65/50-55 DURO 55-65/50-55 SMDENT 55-65/50-55 SMDENT 60-65/50-55 SMDURO 60-65/50-55 SMDURO 60-65/50-60 SMDURO 60-65/50-60 SMDURO 60-65/50-60 SMDENT 60-65/55-60 SMDURO 60-65/55-60 SMDURO 60-70/50-60 SMDURO 60-70/50-60 SMDURO 60-70/50-55 SMDURO 60-70/50-55 SMDURO 60-70/50-60 SMDURO 55-65/50-60 SMDURO 60-70/50-60 SMDURO 60-70/50-60 SMDURO 55-65/50-65 SMDURO 60-75/55-65 SMDURO 60-70/55-60 SMDURO 65-60/50-60 SMDURO SMDURO 65

70 65 65 70 70 60 65 65 65 65 60 65 65 60/55 60/55 60/55

SMDURO SMDURO SMDURO SMDURO SMDENT DURO SMDENT SMDURO SMDURO SMDURO DURO SMDURO SMDURO

DURO DURO DURO

Empresa

SMDURO

Região de adaptação

Nível de Tecnologia

AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AM AM AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AL AL AM/AL AM/AL AL AM/AL LR/Ceroso AM/AL AM/AL AL AL AL AL AL AM/AL AM/AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AL AM/AL AM/AL AM/AL LR LR LR LR LR LR LR AM LR AM AM LR LR LR LR LR LR

Altura Planta (m)

G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS SPI/G I.AMIDO GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS G/SPI G/SPI G/SPI GRÃOS GRÃOS GRÃOS

Densidade (Plantas/ha)

N/S N/S N/S N/S N/S N N/S N/S N/S C/S C/N/T/S C/N/T C/N/T/S T/S T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S T/S C/N C/N N/T/S N/T/S C/N/T/S C/N N/T/S C/N C/N N/S N/S N/T/S N/T/S N/T/S C/N/T/S C/N/T/S C/N/T/S

Cor do grão

136 dias 136 dias 136 dias 136 dias 137 dias 140 dias 142 dias 142 dias 142 dias 760 820 825 845 800 800 840 840 815 815 850 860 860 890 850 860 920 870 850 805 805 SI SI 843 843 823 910 910 810 810 825 810 902 845 800 840 830 815 830 SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI 835 835 845

Altura Espiga (m)

Bt

P P P P P P P P P HP SP P P SP SP SP P P P P P P P P P N N P P P P P P P SP P P P P SP P P P SP P P P P P SP SP P P P SP SP P SP SP SP P P P P P P

Resistência Acamamento

YG

HS HS HS HS HS HS HS HS HS HSm HS HS HS HT HT HT HT HS HS HT HT HT HS HS HS HS HSm HS HT HT HT HS HT HT HT HS HS HS HS HS HS HSm HT HSm HSm HT HS HS HT HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HD HD HT

Textura do grão

PW PW HX PW PW RR PW PW PW PW PW PW PW PW PW PW PRO PRO PRO PRO2 PRO YG YG YG YG YG

Uso

HX PW PW PW

Época de Plantio

YH YHR HR PW PW PW PW PW PW PW PW RR2 PW RR2 PW PW PW PW PW PW

Graus Dias/dias

YH YHR HX HX

Ciclo

HX

Tipo

P3630H transgênica P3646 convencional P3646YH transgênica P3646YHR transgênica P3779H transgênica P3862H transgênica P4285 convencional P4285YH transgênica P4285YHR transgênica 2A106HR transgênica 2A401PW transgênica 2A550PW transgênica 2A620PW transgênica 2B210PW transgênica 2B346PW transgênica 2B433PW transgênica 2B512PW transgênica 2B587PW transgênica 2B587RR transgênica 2B633PW transgênica 2B688RR transgênica 2B688PW transgênica 2B707PW transgênica 2B710PW transgênica 2B610PW transgênica 2B810PW transgênica 2B877PW transgênica WxA504 convencional DB2B339Hx transgênica DB2B339PW transgênica DS2505PW transgênica DS2616PW transgênica 20A55 convencional 20A55PW transgênica 20A78PW transgênica 30A16HX transgênica 30A16PW transgênica 30A37PW transgênica 30A37RR transgênica 30A68PW transgênica 30A77PW transgênica 30A91PW transgênica 30A95PW transgênica MG300PW transgênica MG652PW transgênica MG699PW transgênica MG580PW transgênica MG600PW transgênica MG744PW transgênica NS 50 PRO transgênica NS 56 PRO transgênica NS 90 PRO transgênica NS 90 PRO2 transgênica NS 92 PRO transgênica BX 907 YG transgênica BX 967 YG transgênica BX 920 YG transgênica BX 898 YG transgênica BX 970 YG transgênica BX 970 convencional BX 1293 YG transgênica NS 70 convencional NS 82 convencional XB 8010 convencional XB 8010 Bt transgênica XB 7253 convencional

Tipo de transgênia

Transgênica/ convencional

Cultivar

Cod cultivar 53 54 55 56 57 58 59 60 61 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1 2 3

SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL, CO, SE, NE, TO, PA, RR, AC SUL e regiões Tropical Transição e Baixa Brasil SUL, região Tropical Alta e Tropical de Transição Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Brasil Regiões Tropicais e Subtropical Alta sob Consulta. Brasil Brasil Brasil Brasil Regiões Tropicais na safrinha Regiões Tropicais na safrinha Brasil Brasil Brasil Regiões Tropical Alta, Tropical Transição, Tropical Baixa. Sob consultaSubtropical Alta Região Tropical Alta, Tropical Transição, Tropical Baixa. Sob consulta Subtropical Alta Brasil Brasil

Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Du Pont do Brasil S.A Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Dow Agrosciences Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Morgan Região Tropical Alta, Tropical Transição, Subtropical Alta e Baixa. Sob consulta Tropical Baixa Morgan BRASIL Morgan BRASIL Morgan BRASIL Morgan Região Tropical Transição, Tropical Baixa, Subtropical Alta e Subtropical Baixa. Sob consulta Tropical Alta Morgan BRASIL Morgan BRASIL Morgan BRASIL Morgan BRASIL Morgan Regiões Tropicais na safrinha Morgan SUL, SE, CO e RO Nidera Sementes SUL, SE, CO, BA eRO Nidera Sementes CO, SE, PR, BA e RO, Nidera Sementes CO,MG,PR,RO,SP Nidera Sementes SE, CO, PR, RO,BA Nidera Sementes SUL, DF,GO,MG,MS,SP Nidera Sementes SUL, CO, MG,SP Nidera Sementes SUL, DF,GO,MG,MS,SP Nidera Sementes SUL, MS,SP Nidera Sementes SUL,CO,SP, MG e BA, Nidera Sementes SUL, CO,MG,RO,SP Nidera Sementes SUL, CO, SP, MG,BA,TO,MA,PI,RO Nidera Sementes CO, SE, PR, BA e RO, Nidera Sementes CO, SE, PR, BA e RO, Nidera Sementes GO,MA,MG,MS,MT,PE,PI,PR,SE,SP,AL,BA,CE,PB,RN,SE Semeali Sem. Hibridas GO,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas BA,GO,MG,MS,MT,PR,SP,TO Semeali Sem. Hibridas

www.revistacultivar.com.br • Outubro 2016

35


Bt Bt Bt

Bt

PRO2 PRO2 PRO PRO

PRO PRO PRO2 PRO2 PRO2 PRO2

PRO PRO PRO2 PRO PRO PRO2 PRO3 PRO PRO2 PRO PRO2 PRO PRO2 PRO

36 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br

A A A A A MA MA M M M A A A A A A A A A M M A A A M M M A A A M A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A MA MA A A A A A A A A A A MA

Empresa

2,25 1,95 1,95 2,10 2,10 2,25 2,25 2,20 2,20 2,20 1,98 2,10 2,10 2,30 2,30 2,40 2,70 2,40 2,20 2,00 2,00 2,20 2,20 2,10 2,60 2,60 2,50 2,40 2,60 2,50 2,80 2,20 2,60 2,40 2,20 2,40 2,40 2,20 2,20 2,20 2,40 2,60 2,50 2,40 2,25 2,3 2,2 2,1 2,1 2,10-2,50 1,90-2,20 1,90-2,20 1,90-2,20 2,20-2,60 2,20-2,60 1,90-2,10 1,90-2,10 1,90-2,10 1,90-2,10 1,90-2,10 1,90-2,10 2,00-2,40 2,00-2,40 2,00-2,20 2,00-2,20 2,20-2,60

Região de adaptação

1,20 0,96 0,96 1,10 1,10 1,30 1,30 1,20 1,20 1,20 0,97 1,15 1,15 1,25 1,25 1,30 1,60 1,30 1,10 1,00 1,00 1,20 1,10 1,00 1,30 1,30 1,30 1,20 1,40 1,30 1,60 0,80 1,50 1,20 0,80 1,40 1,40 1,20 1,20 1,20 1,40 1,50 1,40 1,40 1,15 1,17 1,1 1,2 1,2 1,20-1,50 1,00-1,20 1,00-1,20 1,00-1,20 1,30-1,60 1,30-1,60 1,00-1,10 1,00-1,10 1,00-1,10 1,00-1,10 1,10-1,30 1,10-1,30 1,10-1,40 1,10-1,40 1,00-1,30 1,00-1,30 1,30-1,60

Nível de Tecnologia

Resistência Acamamento

Textura do grão

Densidade (Plantas/ha)

C/N/T/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/T/S GRÃOS AL 60/55 DURO C/N/T/S GRÃOS AL 60/55 DURO C/N/S GRÃOS AL 60/55 SMDURO C/N/S GRÃOS AL 60/55 SMDURO C/N/T/S G/SPI AL 60/55 SMDURO C/N/T/S GRÃOS AL 60/55 DURO C/N/T/S G/SPI AL 60/55 SMDURO C/N/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/T/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/T/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/T/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/T/S GRÃOS LR 60/55 DURO C/N/T/S G/SPI AL 50-55 SMDURO C/N/T G/SPI AM 50-55 DENTADO C/N/T/S G/SPI LR 55-60/50-55 SMDURO C/N/T/S G/SPI LR 60-65/50-55 DURO C/N/S G/SGU LR 55-60/50-55 SMDURO C/N/S G/SGU LR 55-60/50-55 DURO C/N/S G/SGU LR 55-60/50-55 SMDURO C/N/T/S G/SGU LR 60-65/50-55 DURO C/N/T/S G/SGU LR 60-65/55-60 DURO C/N/T/S G/SGU AV 60-65/50-55 DENTADO C/N/T/S G/SGU AM 60-65/50-55 SMDENT C/N/T/S G/SPI/SGU AM 60-65/50-55 SMDENT N/S G/SGU AM 60-65/50-55 SMDENT N/S G/SPI/SGU AM 60-65/50-55 SMDENT N/S GRÃOS AV 60-65/50-55 SMDURO N/S SPI/MV AM 45-60 DENTADO N/S GRÃOS AV 60-65/45-55 SMDURO N/S GRÃOS AV/AL 60-65/50-55 SMDENT N/S G/SPI AV 60-65/50-55 SMDURO N GRÃOS AM 60-70 SMDENT N G/SPI AM 60-70 DENTADO N/S G/SPI AM 60-65/50-55 DENTADO N/S GRÃOS AV 60-65/50-55 DURO N/S G/SPI AM 60-65/50-55 SMDURO N/S GRÃOS AV/AL 60-65/50-55 SMDURO N/S G/SPI/SGU AM 60-65/50-55 DENTADO N/S GRÃOS AV/AL 60-65/50-55 SMDENT N/S G/SPI/SGU AM 60-65/50-55 SMDENT N G/SPI AM 60-70 DENTADO C/N/S GRÃOS/SILAGEM AL 50-55 SMDURO N/S GRÃOS/SILAGEM AL 50-55 SMDURO N GRÃOS AL 55-60 DURO N/S GRÃOS AM 60-65 SMDENT N/S GRÃOS/SILAGEM AM 55-60 SMDENT N G/SPI AM/AL 60-65 SMDENT N/S GRÃOS AL 65-70/55-65 DURO N/S GRÃOS AL 65-70/55-65 DURO N/S GRÃOS AL 65-70/55-65 DURO N/S G/SPI AL 50-60/50-55 DURO N/S G/SPI AL 50-60/50-55 DURO N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT N/S G/SPI AM/AL 60-70/50-60 SMDENT N/S G/SPI AM 60-65 DENTADO N/S G/SPI AM 60-65 DENTADO N/S G/SPI AM/AL 60-70/55-60 SMDENT N/S G/SPI AM/AL 60-70/55-60 SMDENT N/S G/SPI AL 60-65/50-60 DURO N/S G/SPI AL 60-65/50-60 DURO N G/SPI AL 50-60 DURO

Cor do grão

845 810 810 SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI SI 860 900 860 820 810 820 840 840 810 840 840 830 820 865 822 882 807 867 852 807 838 867 852 852 852 867 867 850 850 725 727 874 874 874 845 810 810 810 858 858 790 790 790 790 865 865 840 840 825 825 830

Uso

P SP SP P P P P P P P SP P P P P P N P SP SP SP P P SP P P P P SMP P P SP SMP P SP P P P P P P SMP P P P P P P P P SP SP SP P P SP SP SP SP P P P P P P P

Altura Planta (m)

Bt

HT HS HS HD HD HS HS HT HD HT HS HS HS HD HD V HD HD HD HT HT HT HT HS HS HS HS HS HS HS HT HT HS HD HT HS HT HS HS HS HT HS HS HS HD HT HS HS HS HS HS HS HS HT HT HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HT

Altura Espiga (m)

Bt

Época de Plantio

Bt

Graus Dias/dias

Bt

Ciclo

Tipo de transgênia

transgênica convencional transgênica convencional transgênica convencional transgênica convencional convencional transgênica transgênica transgênica convencional convencional transgênica convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional transgênica transgênica transgênica transgênica convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional convencional convencional convencional convencional transgênica convencional transgênica transgênica convencional transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica

Tipo

Transgênica/ convencional

Cultivar

Cod cultivar

4 XB 7253 Bt 5 XB 9003 6 XB 9003 Bt 7 XB 8030 8 XB 8030 Bt 9 XB 6012 10 XB 6012 Bt 11 XB 7116 12 XB 4013 13 XB 7116 Bt 14 90XB06 Bt 15 60XB14 Bt 16 60XB14 17 XB 8018 18 XB 8018 Bt 1 SHS 3031 2 SHS 4070 3 SHS 4080 4 SHS 4090 5 SHS 5050 6 SHS 5070 7 SHS 5090 8 SHS-5560 9 SHS 7090 10 SHS-7990 11 SHS-7990PRO2 12 SHS-7930PRO2 13 SHS-7915PRO2 14 SHS-7920PRO2 1 BM 810 2 BM 3061 3 BM 620 4 BM 709 5 BM 207 6 BM 911 7 BM 3066 8 BM 3063 9 BM 820 10 BM 840PRO 11 BM 780PRO 12 BM 3063PRO2 13 BM 709PRO2 14 BM 812PRO2 15 BM 3066PRO2 1 PZ 677 2 PZ 242 3 PZ 240 4 PZ 204 5 PZ 316 1 RB 9108 PRO 2 RB 9210 3 RB 9210 PRO 4 RB 9210 PRO2 5 RB 9308 6 RB 9308 PRO 7 RB 9110 8 RB 9110 PRO 9 RB 9110 PRO2 10 RB9110PRO3 11 RB 9004 PRO 12 RB 9004 PRO2 13 RB 9005 PRO 14 RB 9005 PRO2 15 RB 9006 PRO 16 RB 9006 PRO2 17 RB9077 PRO

M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,RS,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A BA,GO,MA,MG,MS,MT,PI,PR,SP,AL,CE,PB,PE,RN,SE Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A GO,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A BA,GO,MG,MS,MT,PR,RS,SC,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A BA,GO,MG,MS,MT,PR,SC,SP,TO,CE,PB,PE,PI,RN,SE Semeali Sem. Hibridas Ltda B/M e B AL,BA,GO,MG,MS,,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A GO,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MT,PR,SP,MS Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,MT,PR,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M/A e A GO,MG,MS,PR,RS,SP Semeali Sem. Hibridas Ltda M e B/M SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Santa Helena Sementes M/A SUL,SE,CO,NE,N Biomatrix M/A SUL,SE,CO,NE,N Biomatrix M SUL,SE,CO Biomatrix A SUL,SE,CO Biomatrix M/B SUL,SE,CO,NE,N Biomatrix A SUL,SE Biomatrix A SUL,SE Biomatrix M/A SUL,SE,CO,NE,N Biomatrix A SE,CO Biomatrix A SE,CO Biomatrix A SE,CO Biomatrix M/A SUL,SE,CO,NE,N Biomatrix A SUL,SE,CO Biomatrix A SUL,SE,CO,NE,N Biomatrix A SUL,SE Biomatrix M N,NE,CO,SE,Paraná Primaiz Sementes M/A N,NE,CO,SE,Paraná Primaiz Sementes A N,NE,CO,SE,Paraná Primaiz Sementes A N,NE,CO,SE,Paraná Primaiz Sementes M/A N,NE,CO,SE,Paraná Primaiz Sementes A SE,NE,CO Riber Kws Sementes S.A. M/A BRASIL Riber Kws Sementes S.A. M/A BRASIL Riber Kws Sementes S.A. M/A BRASIL Riber Kws Sementes S.A. M/A SE,NE,SUL,CO,N Riber Kws Sementes S.A. M/A SE,NE,SUL,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. M/A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. M/A SE,SUL,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A. M/A SE,NE,CO,N Riber Kws Sementes S.A.


Altura Planta (m)

Nível de Tecnologia

Região de adaptação

A A A M M M A A M M M A A A M A A A A A A A A M M MA M M M M M A M M M M M M MA M M M M M M M M TM A T A T TM

1,10-1,30 1,20-1,50 1,20-1,40 1,15-1,30 1,10-1,30 1,10-1,30 1,10-1,30 1,10-1,30 1,30-1,40 1,30-1,50 1,30-1,50 1,40-1,60 1,20-1,35 1,20-1,35 1,20-1,35 1,15 1,25 1,13 1,22 1,1 1,20 1,20 1,25 1,69 1,13 1,14 1,16 1,15 1,25 1,15 1,15 1,04 1,00 1,05-1,25 1,15 1,30 1,10 1,14 1,13 1,40 0,90 1,20 1,10 1,40 1,10 0,79 1,02 1,13 1,13 1,06 1,22 1,16 1,06

1,90-2,10 2,00-2,40 2,00-2,30 2,30-2,70 2,10-2,40 2,10-2,40 2,10-2,30 2,10-2,30 2,30-2,40 2,30-2,70 2,30-2,70 2,50-3,00 2,30-2,70 2,30-2,70 2,30-2,70 2,20 2,40 2,29 2,30 2,10 2,2 2,25 2,2 2,72 2,26 2,34 2,2 2,30 2,40 2,30 2,30 2,06 2,10 2,17 2,20 2,30 2,10 2,16 2,13 2,40 1,90 2,30 1,75 2,20 2,15 1,70 2,10 2,2 2,12 201 2,25 2,08 2,04

M M M/A A M/A M/A A A A A A A M/A M/A M/A A A A A A A A A B B M/A B/M M M/A M/A M M/A M/A M/A M/A M/A M/A M/A M/A B/M B/M B/M B/M B/M B/M B/M B/M M/A M/A M/A B/M B/M M/A

SE,SUL,NE,CO,N SE,SUL,NE,CO,N SE,SUL,NE,CO,N BRASIL BRASIL SE,NE,SUL,CO,N CO, SE, PR CO, SE, PR PR,SE,NE,CO,N PR, SE, CO, MS PR, SE, CO, MS PR, SE, CO, MS PR,SE,NE,CO,N PR,SE,NE,CO,N PR,SE,NE,CO,N SUL, MG, SP SUL SUL, SP, MS SUL, MG, SP SUL,CO, SE, NE, RO SUL , MS, MG,SP SUL,CO, SE, NE, RO, AC SUL,CO, SE, NE, RO, AC RS, SC RS, SC RS, SC RS, SC SUL, CO, SP, MG, RO SUL, CO e SP, MG SUL, CO e SP, MG SUL, CO, SP, MG e RO CO, SE, NE, N, PR BRASIL exc. RS e SC BRASIL exc. RS e SC CO, SE,NE, PR,TO SUL, CO, SE, NE BRASIL exc. RS e SC BRASIL exc. RS e SC CO, SE,NE, PR BRASIL exc.RS NE BRASIL SUL RS, SC, PR (Sul) CO,SE,NE e PR NE (Semiárido) CO,SE,NE, N e PR N,SE,NE,CO,SUL (Paraná) SUL, CO, SE, NE CO, SE, NE, SUL (Paraná) BRASIL exc. RS e SC BRASIL BRASIL

Empresa

Altura Espiga (m)

Textura do grão

N/S G/SPI AL 50-60/50-55 DURO N/S G/SPI AM/AL 50-60/50-55 SMDURO N/S G/SPI AM/AL 50-60/50-55 SMDURO N/S G/SPI/MV AM/AL 50-57/45-50 SMDENT N/S GRÃOS AL 55-60/50-55 SMDURO N/S GRÃOS AL 55-60/50-55 SMDURO N/S GRÃOS AL 60-65 SMDENT N/S GRÃOS AL 60-65 SMDENT N/S GRÃOS/SPI AM/AL 55-60 SMDURO N/S GRÃOS AL 55-60 SMDURO N/S GRÃOS AL 55-60 SMDURO N/S GRÃOS/SPI AV 60-65 SMDURO N/S GRÃOS AL 60-65/55-60 SMDURO N/S GRÃOS AL 60-65/55-60 SMDURO N/S GRÃOS AM/AL 60-65/55-60 SMDENT C/N GRÃOS AM/AL 70-80 SMDURO C/N GRÃOS AM/AL 70-80 SMDURO C/N/S GRÃOS AM 55-60 SMDENT C/N GRÃOS AM 65-75 DENTADO C/N/T/S G/SGU AM/AL 65-75 SMDENT C/N/S GRÃOS AM/AL 65-80 SMDENT C/N/T/S GRÃOS AM/AL 65-75 DENTADO C/N/T/S GRÃOS AM/AL 60-65 SMDURO N GRÃOS BRANCO 40 DENTADO N GRÃOS AL 50 SMDURO N GRÃOS AM/AL 55 SMDENT C PIPOCA AM/AL 75 SMIDURO N GRÃOS AM 50-55 SMDURO N/S GRÃOS BRANCO 55-60/45-50 SMDURO N/S GRÃOS BRANCO 50-55/45-50 DURO N/S GRÃOS AM 50-55 SMDURO N/S G/SPI AV 55-65/45-49 SMDENT N/S G/SPI LR/AV 60/40-50 SMDURO N/S G/SPI LR 50-55 DENTADO N/S G/SPI AM/AL 50-55 SMDENT N/S GRÃOS AM/AL 50 SMDENT N/S G/SPI AM/AL 50-55/40-45 SMDURO N/S G/SPI LR 50-55 SMDURO N/S G/SPI AL 50-55 SMDENT N/S G/SPI AM 40-50 SMDENT N GRÃOS AM 40-50 SMDURO N/S GRÃOS AL 40-50 DURO N GRÃOS AM/LR 40-50 SMDURO N GRÃOS AM 50 DENTADO N/S G/SPI AM/AL 50-55/45-50 SMDURO N GRÃOS AM/AL 40-50 DURO N/S GRÃOS AM/AL 50-55/45-50 SMDURO N/S G/SPI AV 55-65/45-50 SMDENT N/S GRÃOS AL 50/55 SMDENT S GRÃOS AL 55-65/45-50 SMDENT N/S GRÃOS LR 40-50 SMDURO N/S GRÃOs AM/LR 50 SMDENT N/S MV AM 50/55 DENTADO

Densidade (Plantas/ha)

830 840 835 850 820 820 815 815 860 840 840 840 840 840 840 780 770 800 785 811 820 840 870 862 810 770 635 870 890 865 870 913 819 825 788 895 788 826 836 788 702 751 SI 810 894 765 823 978 822 836 818 939 947

Cor do grão

P P P P SP SP SP SP P P P P P P P HP HP SP SP SP P SP P N P P P P P P P SMP P P P P SP P P SMP SP P P P SMP SP P SMP P SP P SMP SMP

Uso

HT HT HT HS HTm HTm HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS HS V V HT V V HD HS V HS HS HT HD HD HD HD HD V V V V V V V V HT HT HT V V HT

Resistência Acamamento

RR2 RR2 RR2 RR2 RR2 RR2 RR2 RR2

Época de Plantio

PRO2

Graus Dias/dias

YG PRO PRO2 PRO PRO PRO2 PRO

Ciclo

PRO2

Tipo

convencional convencional transgênica convencional convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional transgênica convencional transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica transgênica convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional convencional

Tipo de transgênia

Transgênica/ convencional

Cultivar

Cod cultivar

18 RK3014 19 RK3115 20 R9330PRO2 1 GNZ 2004 2 GNZ 2005 3 GNZ 2005 YG 4 GNZ 9505 PRO 5 GNZ 9505 PRO2 6 GNZ 9501 PRO 7 GNZ 9626 PRO 8 GNZ 9626 PRO2 9 GNZ 9688 PRO 10 GNZ7280 11 GNZ7280PRO2 12 GNZ7201 1 2200RR2 2 2300RR2 3 3020RR2 4 3110RR2 5 3200RR2 6 3400RR2 7 3700RR2 8 4600RR2 1 RS 21 2 FEPAGRO 22 3 FEPAGRO S 395 4 RS20 1 IPR 114 2 IPR 119 3 IPR 127 4 IPR 164 1 BRS 1060 2 BRS 1010 3 BRS 3040 4 BR 205 5 BR 206 6 BRS 2223 7 BRS 2020 8 BRS 2022 9 BR 106 10 BRS Caatingueiro 11 BRS 4157 Sol-da-manhã 12 BRS Planalto 13 BRS MISSÕES 14 BRS Caimbé 15 BRS Gorutuba 17 BRS 4103 20 BRS 1055 21 BRS 3025 22 BRS 3035 23 BRS 4154 24 BRS 4104 25 BRS 3046

Riber Kws Sementes S.A. Riber Kws Sementes S.A. Riber Kws Sementes S.A. Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Geneze Refugiomax Refugiomax Refugiomax Refugiomax Refugiomax Refugiomax Refugiomax Refugiomax Fepagro Fepagro Fepagro Fepagro Iapar Iapar Iapar Iapar Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa Embrapa

Legenda: Tipo : V - variedade; HIV- Híbrido intervarietal; HD - Híbrido duplo; HT - Híbrido triplo; HTm - Híbrido triplo modificado; HS - Híbrido simples; HSm - Híbrido simples modificado Ciclo : HP - hiperprecoce; SP - superprecoce; P - Precoce; SMP - Semiprecoce; N - Normal Graus Dias/dias: valores sem especificação se referem a graus dias em ºC Época de Plantio : C - Cedo; N - Normal; T - Tarde; S - Safrinha Uso : G - Grãos; SPI - Silagem da planta inteira; SGU - Silagem de grãos úmidos; MV - Milho verde Cor do Grão : AL - Alaranjado; LR - Laranja; AV - Avermelhado; AM - Amarela Densidade de plantas : mil plantas na safra/mil plantas na safrinha Textura do grão : SMDENT - Semidentado; SMDURO - Semiduro Resistência ao Acamamento : A - Alta; M - Média; MA - Média a alta Nível de Tecnologia : A - Alto; M - Média; B - Baixa SI - Sem informação

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Tabela 3 - Comportamento das cultivares de milho para safra 2016/2017 em realação às principais doenças da cultura do milho. Embrapa Milho e Sorgo. 2016 cod resistência

cultivar

fusariose

Puccinia sorghi

Physopella zeae

Puccinia polysora

Mancha Branca

Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm)

Exserohilum turcicum

Diplodia maydes/ Diplodia macrospora

Cercospora zeae-maydis

Doenças do colmo (Col+Dip+Fus)

Sanidade grãos

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

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38 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br


cod resistência

cultivar

fusariose

Puccinia sorghi

Physopella zeae

Puccinia polysora

Mancha Branca

Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm)

Exserohilum turcicum

Diplodia maydes/ Diplodia macrospora

Cercospora zeae-maydis

Doenças do colmo (Col+Dip+Fus)

Sanidade grãos

19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56

DKB 310 PRO DKB 310 PRO2 DKB 310 PRO3 DKB 315 PRO DKB 330 PRO DKB 330 PRO2 DKB 330 PRO3 DKB 350 PRO DKB 390 DKB 390 PRO DKB 390 PRO2 DKB 390 PRO3 30B30H 30B39H 30B39HR 30F35YH 30F35VYHR 30F53 30F53YH 30F53VYH 30F53VYHR 30F53E 30K73 30K73H 30K73YHR 30K75Y 30K75 30R50H 30R50YH 30R50VYH 30S31VYH 32R22H 32R22YHR 32R48YH 32R48VYHR BG7032H BG7037H BG7046 BG7046H BG7046VYH BG7049 BG7049H BG7049YH BG7060HR BG7060 BG7060H BG7060YH BG7061H BG7318YH BG7640VYH P1630 P1630H P1680YH P1680VYH P2530 P2830H P2830VYH P2866H P3161 P3161H P3271H P3431VYH P3456H P3456VYH P3630H P3646 P3646YH P3646YHR

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www.revistacultivar.com.br • Outubro 2016

39


cod resistência

cultivar

fusariose

Puccinia sorghi

Physopella zeae

Puccinia polysora

Mancha Branca

Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm)

Exserohilum turcicum

Diplodia maydes/ Diplodia macrospora

Cercospora zeae-maydis

Doenças do colmo (Col+Dip+Fus)

Sanidade grãos

57 58 59 60 61 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1 2 3 4 5 6 7 8 9

P3779H P3862H P4285 P4285YH P4285YHR 2A106 HR 2A401PW 2A550 PW 2A620PW 2B210PW 2B346PW 2B433 PW 2B512 PW 2B587 PW 2B587RR 2B633PW 2B688 PW 2B688 RR 2B707 PW 2B710 PW 2B610PW 2B810PW 2B877PW WxA504 DB2B339Hx DB2B339PW DS2505PW DS2616PW 20A55 20A55PW 20A78PW 30A16HX 30A16PW 30A37PW 30A37RR 30A68PW 30A77PW 30A91PW 30A95PW MG300PW MG652PW MG699PW MG580PW MG600PW MG744PW NS 50 PRO NS 56 PRO NS 90 PRO NS 90 PRO2 NS 92 PRO BX 907 YG BX 967 YG BX 920 YG BX 898 YG BX 970 YG BX 970 BX 1293 YG NS 70 NS 82 XB 8010 XB 8010 Bt XB 7253 XB 7253 Bt XB 9003 XB 9003 Bt XB 8030 XB 8030 Bt XB 6012

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40 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br


cod resistência

cultivar

fusariose

Puccinia sorghi

Physopella zeae

Puccinia polysora

Mancha Branca

Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm)

Exserohilum turcicum

Diplodia maydes/ Diplodia macrospora

Cercospora zeae-maydis

Doenças do colmo (Col+Dip+Fus)

Sanidade grãos

10 11 12 13 14 15 16 17 18 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 1 2 3 4 5

XB 6012 Bt XB 7116 XB 4013 XB 7116 Bt 90XB06Bt 60XB14 Bt 60XB14 XB 8018 XB 8018 Bt SHS 3031 SHS 4070 SHS 4080 SHS 4090 SHS 5050 SHS 5070 SHS 5090 SHS-5560 SHS-7930PRO2 SHS 7090 SHS 7915PRO2 SHS 7990 SHS 7990 PRO2 SHS 7920PRO2 BM 810 BM 3061 BM 620 BM 502 BM 709 BM 207 BM 911 BM 3066 BM 3063 BM 820 BM 840 PRO BM 780 PRO BM 3063 PRO2 BM 709 PRO2 BM 3066 PRO2 PZ 677 PZ 242 PZ 240 PZ 204 PZ 316 RB 9108 RB 9210 RB 9210 PRO RB 9210 PRO2 RB 9308 RB 9308 PRO RB 9110 RB 9110 PRO RB 9110 PRO2 RB 9110 PRO3 RB 9004 PRO RB 9004 PRO2 RB 9005 PRO RB 9005 PRO2 RB 9006 PRO RB 9006 PRO2 RB9077 PRO RK3014 RK3115 R9330PRO2 GNZ 2004 GNZ 2005 GNZ 2005 YG GNZ 9505 PRO GNZ 9505 PRO2

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www.revistacultivar.com.br • Outubro 2016

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cod resistência

cultivar

fusariose

Puccinia sorghi

Physopella zeae

Puccinia polysora

Mancha Branca

Entezamento (Phytoplasm/Spiroplasm)

Exserohilum turcicum

Diplodia maydes/ Diplodia macrospora

Cercospora zeae-maydis

Doenças do colmo (Col+Dip+Fus)

Sanidade grãos

6 7 8 9 10 11 12 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 17 20 21 22 23 24 25

GNZ 9501 PRO GNZ 9626 PRO GNZ 9626 PRO2 GNZ 9688 PRO GNZ7280 GNZ7280PRO2 GNZ7201 2200RR2 2300RR2 3020RR2 3110RR2 3200RR2 3400RR2 3700RR2 4600RR2 RS 21 FEPAGRO 22 FEPAGRO S 395 RS 20 IPR 114 IPR 119 IPR 127 IPR 164 BRS 1060 BRS 1010 BRS 3040 BR 205 BR 206 BRS 2223 BRS 2020 BRS 2022 BR 106 BRS Caatingueiro BRS 4157 Sol-da-manhã BRS Planalto BRS MISSÕES BRS Caimbé BRS Gorutuba BRS 4103 BRS 1055 BRS 3025 BRS 3035 BRS 4154 BRS 4104 BRS 3046

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MS

Legenda : AT - Altamente tolerante; T - Tolerante; MT - Medianamente tolerante; BT - Baixa tolerância; AR - Altamente resistente, R - Resistente, MR - Medianamente resistente; MS - Medianamente suceptível; S - Suceptível; AS - Altamnete suceptível; SI - Sem informação

Tabela 4 - Distribuição percentual das tecnologias disponíveis a partir do levantamento de cultivares realizado pela Embrapa Milho e Sorgo. Safra 2016/2017 Eventos Transgênicos Convencionais Ciclo Hiperprecoce e Superprecoce Precoce Semiprecoce e Normal Total de materiais disponíveis no levantamento

2015/16 2016/17 % 67,70 67,93 32,28 32,06 24,37 66,25 9,38 477

24,61 67,93 4,44 315

Israel Alexandre Pereira Filho e Emerson Borghi, Embrapa Milho e Sorgo

42 Outubro 2016 • www.revistacultivar.com.br


COLUNA AGRONEGÓCIOS

O

Nova tática de controle do Huanglongbing

suco de laranja representa 35% do mercado mundial de sucos, sendo a citricultura uma das principais cadeias de valor do agronegócio brasileiro. Os pomares brasileiros produzem 18Mt anuais de citrus, 30% do total global. O Brasil detém 60% da produção mundial de suco de laranja, respondendo por 85% do mercado internacional. O Produto Interno Bruto (PIB) setorial é estimado em sete bilhões de dólares, com exportações de dois bilhões de dólares anuais, englobando 230 mil empregos ao longo da cadeia, com massa salarial próxima a R$ 1 bilhão anual. Toda essa pujança é ameaçada por um conjunto de sérios problemas sanitários, destacando-se as enfermidades como cancro cítrico, CVC (clorose variegada dos citrus ou amarelinho) e HLB (Huanglongbing ou Greening). Entre 2000 e 2009 estima-se que 40 milhões de plantas de citrus foram erradicadas para controlar enfermidades.

HLB

A mais destrutiva das enfermidades é o HLB, causado pelas bactérias Candidatus Liberibacter asiaticus e Candidatus Liberibacter americanus, transmitidas pelo inseto psilídeo Diaphorina citri. Ela foi identificada na Ásia, no início do século 20, e em São Paulo em 2004, estando presente também em Minas Gerais e no Paraná. Não existe variedade comercial ou porta-enxerto resistente. As árvores contaminadas pelo HLB não chegam a produzir, ou sua produtividade é muito baixa. Os pomares com alta incidência da doença devem ser erradicados, porque todas as plantas, inclusive as assintomáticas, podem estar contaminadas. O manejo integrado é a forma mais eficiente de combate ao HLB. Em decorrência da bioecologia e da forma de disseminação da doença, o programa deve abarcar todos os produtores de uma região. As principais medidas são: Inspeções do pomar: devem ser feitas a cada dois meses, principalmente entre fevereiro e setembro, quando os sintomas são mais visíveis. Devem ser iniciadas pela periferia, nas divisas e bordas dos talhões, por onde o psilídeo inicia o ataque e a doença começa. Uma vez identificada a doença no pomar, todas as plantas devem ser inspecionadas. Erradicação: todas as plantas com HLB devem ser eliminadas, independentemente de idade e severidade dos sintomas, sendo

essa uma obrigação legal, passível de multa e outras penalidades. Antecedendo a erradicação, deve-se aplicar inseticidas para evitar que psilídeos contaminados migrem para árvores sadias durante a operação de eliminação das plantas. Mudas sadias: tanto na instalação inicial quanto na recomposição do pomar pós-erradicação, devem ser adquiridas apenas mudas certificadas, produzidas em viveiros protegidos com telas antiafídicas e sob inspeção fitossanitária oficial. Monitoramento e controle do psilídeo: como a doença se propaga apenas pela vecção do inseto contaminado, a sua população deve ser monitorada e seu controle efetuado sempre que necessário, para evitar a disseminação do HLB. Falsa-murta: a planta ornamental falsa-murta (Murraya spp.) é hospedeira tanto das bactérias quanto do psilídeo, razão pela qual deve ser eliminada das proximidades dos pomares, para não servir de fonte para novas contaminações.

ARMADILHAS

O custo do controle químico, e seus impactos indesejáveis, preocupa os citricultores. Há necessidade de muito cuidado nas aplicações de inseticidas em pomares de citrus para não afetar as abelhas, que são fundamentais para a polinização das flores, e a produção de frutos. Assim, os produtores sempre almejam formas alternativas de controle das pragas.

Se essa armadilha estiver disponível no mercado, será um excepcional avanço para o manejo integrado do psilídeo, reduzindo a taxa de disseminação de HLB nos pomares de citrus

Há décadas são conhecidas as armadilhas de feromônios, destinadas a monitorar e, eventualmente, até controlar determinados insetos-pragas. Os feromônios também podem ser usados para causar confundimento, saturando o ar de tal maneira que o comportamento reprodutivo do inseto é interrompido, diminuindo sua população nas lavouras. Mais recentemente, pesquisadores americanos desenvolveram uma nova armadilha. O segredo é um dispositivo que produz um som que imita a frequência das vibrações das asas dos psilídeos presentes em um pomar, utilizadas para promover o encontro de insetos machos e fêmeas, com vistas ao acasalamento. A ideia da armadilha acústica se baseia no fato de os insetos usarem sentidos como olfato, visão ou audição para localizar alimento e parceiros para acasalamento. Na natureza, um psilídeo macho começa o namoro, batendo suas asas rapidamente em um padrão constante, enviando vibrações através do galho no qual se apoia. Se uma fêmea receptiva está próxima, ela responde com a sua própria vibração, meio segundo mais tarde. Pesquisadores da Universidade da Flórida decodificaram os padrões acústicos de sinalização do psilídeo, recriando-os com um tipo de “buzina” eletrônica piezoelétrica e um microfone conectado a um microcontrolador. As vibrações orientam o macho no processo de acasalamento, que se movimenta em direção à fêmea. Nos estudos de laboratório, o sistema acústico foi calibrado para responder – como se fosse a fêmea - um décimo de segundo mais cedo, atraindo os machos para uma armadilha pegajosa. Nos experimentos com a armadilha, os psilídeos machos localizaram corretamente as fêmeas em apenas 25% das tentativas, comparativamente à situação sem a armadilha. A equipe agora se dedica a refinar a armadilha acústica. Do ponto de vista financeiro, o objetivo é obter um equipamento com custo inferior a 50 dólares. Sob o aspecto técnico, o equipamento está sendo melhorado para distinguir os sinais de vibração do sexo masculino de outros ruídos similares que ocorrem no ambiente das árvores. Se essa armadilha estiver disponível no mercado, será um excepcional avanço para o manejo integrado do psilídeo, reduzindo a taxa de disseminação de HLB nos pomares de citrus, com menores impactos adversos, comparativamente ao uso C exclusivo de inseticidas.

Decio Luiz Gazzoni O autor é engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja

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COLUNA MERCADO AGRÍCOLA

Plantio começou com otimismo no Brasil Os produtores brasileiros começaram o plantio da safra de verão com otimismo. Há boas cotações, quase todos os grãos sinalizam ganhos importantes neste novo ano e com isso já se observam muitos negócios antecipados. Também nota-se avanço na tecnologia empregada nesta nova safra. Os produtores começaram o plantio do milho no Sul do país, que avança e estará quase todo efetivado no final de outubro. Com clima favorável, chuvas regulares e indicativos de que neste ano as lavouras estarão sob efeito da La Niña e menor risco de seca, favorecendo assim o avanço nos investimentos em busca de colher mais. O plantio da safra de soja começou no Paraná e no Mato Grosso. Com o fim do vazio sanitário, as máquinas avançavam fortes sobre os campos e davam sinais de que a maior parte das áreas estará plantada em pouco tempo. Os produtores do Oeste e do Norte do Paraná dão indicativos de que somente as áreas que têm trigo tardio ficarão para ser plantadas na fase final, sendo que mais de 80% das lavouras serão cultivadas até outubro. Os agricultores do Mato Grosso também estavam plantando, mas os técnicos locais recomendaram o cultivo de maneira escalonada, porque ainda temiam por escassez de chuvas. Mas o quadro geral da soja é de avanço na área nacional, que pode alcançar cerca de meio milhão de hectares acima do ano passado e assim passar de 35 milhões de hectares plantados. No Mato Grosso é aguardado algo próximo de 9,5 milhões de hectares plantados, seguido pelos estados do Rio Grande do Sul e Paraná que terão, individualmente, mais de 5,8 milhões de hectares da oleaginosa. Em arroz o plantio avançava forte em Santa Catarina e ganhava forças no Rio Grande do Sul, com expectativa da entrada das chuvas para o plantio no restante do País. O Brasil tende a plantar a maior área da história dos grãos nesta safra, com a melhor tecnologia já vista. Com esse cenário existe grande chance de recordes de produtividade. O Brasil está fechando o ano de 2016 com os menores níveis de estoques de grãos dos últimos 30 anos e necessita de uma grande safra para cobrir o consumo interno, garantir boas exportações e manter os produtores com boa lucratividade. MILHO

Colheita fechada levemente abaixo de 45 MT

Os produtores do milho da safrinha fecharam a colheita na segunda quinzena de setembro, com as últimas lavouras do Mato Grosso do Sul e em pontos do Paraná sendo colhidas, enquanto nos demais estados a colheita já havia sido encerrada. Os números finais da produção devem se situar na faixa de pouco mais de 44 milhões de toneladas. O clima foi duro neste ano, com perdas importantes, que superam a marca de 15 milhões de toneladas frente ao potencial que havia no momento do plantio. O mercado se mostra com pouca oferta e ajustado. Não há sobras, mas como o mercado externo recuou nos portos, poucos ou quase nada de contratos novos foram realizados. Com esse quadro o Brasil deve deixar de exportar cerca de sete milhões de toneladas a nove milhões de toneladas frente ao ano comercial anterior. Mesmo que ocorra uma grande perda na safrinha, haverá um quadro interno ajustado. Como há grandes importações sendo realizadas, existe pouco espaço para nova corrida altista. As indústrias vêm comprando parte do milho no Paraguai e na Argentina, com valores de liquidação abaixo do grão nacional. Isso tem lhes dado argumento para pressionar os indicativos internos para baixo. Mas o quadro geral é de calmaria e pode vir a registrar pressão de baixa quando as ofertas começarem a sair das mãos dos produtores. O espaço de alta neste momento é mínimo, porque não há exportação para apoiar as negociações internas. Somente o dólar em forte alta poderia mudar o quadro e como a cotação dessa moeda se mostra

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estável, há poucas chances de grandes mudanças no milho. SOJA

Entressafra avançando e chances de alta regional

O mercado da soja no Brasil negociou a maior parte da safra, com mais de 93% das cerca de 93 milhões de toneladas já comercializadas. Há pouco do grão para ser negociado de agora em diante, com calmaria em relação a ofertas e pressão de alta do pouco produto que ainda aparecia. Até setembro seguia com os níveis que liquidavam na exportação e de outubro em diante entrou na fase de entressafra efetiva do Brasil, com fôlego para correções positivas internas acima do que o mercado externo praticava. Existe pouco grão de soja até a chegada da safra nova, o que só ocorre a partir de final de janeiro e fevereiro. Assim, o espaço é de ganhos positivos e os vendedores dominam os negócios. Enquanto isso, a safra nova estava parada em setembro e não apresentava muito espaço para grandes negócios em outubro, mesmo com a relação de troca por insumos favorável aos produtores (melhor dos últimos cinco anos). Mas já há boa movimentação do grão e a maior parte dos produtores tratou de garantir faturamento para o começo da colheita e quitar parte das dívidas. O mercado da soja segue positivo para os agricultores, que vão em busca de uma nova grande safra. FEIJÃO

Colheitas pontuais

O mercado do feijão passou a maior parte do ano em


forte alta, com cotações recordes, e agora nesta reta final mostra calmaria, com colheitas pontuais e ainda com quadro ajustado, mas já com sinais de que a safra de verão, ou primeira safra, vem com avanço na área plantada no Sul do país. Também há crescimento de área cultivada no Sudeste, o que deverá normalizar o abastecimento. Não se deve correr riscos de especular com estoques. A ideia para seguir ganhando é ir colhendo e vendendo para não deixar o mercado pressionado, porque se houver excesso de ofertas, isso acabará pressionando as cotações para baixo no pico da colheita, entre novembro e dezembro. ARROZ

Entressafra chegou, mas as indústrias estão abastecidas

As indústrias se abasteceram com arroz em setembro,

quando fecharam grandes volumes do produto que estava depositado a fixar. Desta forma, o apelo foi de calmaria e houve até queda nos indicativos em função da retração dos compradores para os lotes livres, atuando somente no balcão, o que trouxe reflexos também no varejo. Em outubro e novembro haverá nova pressão de compra e pouca oferta. O ambiente estará novamente propício para ajustes nas cotações, principalmente no Rio Grande do Sul. A safra está sendo plantada no período ideal, mas a colheita efetiva, com exceções localizadas, se dará somente a partir do final de janeiro. Desta forma há um bom período pela frente para que os indicativos sejam pressionados e mostrem novos ajustes. As importações estão fluindo, mas não chegam baratas ao Brasil. Por isso, existe ambiente para novas correções neste restante de ano.

CURTAS E BOAS TRIGO - O mercado do trigo teve calmaria nas últimas semanas. A safra está em colheita no Sul do País, principalmente no Paraná e em evolução em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Desta vez as condições são melhores e tudo aponta para uma boa safra, o que cria argumentos para os moinhos pressionarem para baixo os indicativos, que atingiram patamares superiores a R$ 900,00 por tonelada e agora há notícias de valores abaixo de R$ 800,00, favorecendo a indústria. Trata-se de um momento passageiro, porque o produto importado não deverá liquidar muito abaixo de R$ 900,00 a 950,00 por tonelada. Nota-se que o setor de ração está de olho no trigo e pode pagar até melhor que os moinhos. ÁSIA - Os produtores estão em fase de colheita da safra. Houve algumas perdas devido ao clima, mas como a tecnologia tem evoluído, as colheitas se aproximam da média histórica. Mesmo assim, a forte demanda que vem aparecendo na região abre espaço para que as importações continuem crescendo. Índia teve boas chuvas de monções nestes últimos dois meses e os produtores estão otimistas com a safra, após registrarem problemas em dois anos seguidos. CHINA - As importações de grãos da China são crescentes, porque o país está sendo fortemente pressionado pelos Estados Unidos para que diminua seus subsídios internos aos agricultores, o que deve fazer com que grande parte saia das regiões agrícolas. Desta forma, a produção local tende a recuar e obrigar a maiores importações. Os chineses caminham para importar algo ao redor de 90 milhões de toneladas de soja, mais de seis milhões de toneladas de arroz e outras cinco a seis milhões de toneladas de milho. Todos os indica-

tivos são de que o país seguirá como líder mundial de importações. Neste último mês os EUA ingressaram com processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os subsídios que o governo chinês fornece a seus agricultores, o que tende a acelerar a queda de área plantada no país. UCRÂNIA - O ano agrícola entra na reta final e as geadas já se aproximavam das lavouras na última semana de setembro. Ainda havia riscos de perdas, principalmente do milho, que possui uma janela agrícola muito justa, o que pode limitar em aproximadamente 22 milhões de toneladas do cereal as 26 milhões de toneladas apontadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). ARGENTINA - A safra de grãos deste último ano está fechada e os argentinos já plantam a nova safra de milho e arroz. Neste último ano os indicativos da safra foram de 56 milhões de toneladas de soja e 28 milhões de toneladas de milho. O milho ganhará um pouco de área e a soja perderá devido aos altos impostos que tem de pagar ao governo (atualmente é de 30% e passará a 25% em 2017). O milho não tem impostos na exportação, o que gera mais lucro aos produtores. EUA - O clima foi favorável e a safra está em colheita, com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) muito otimista para os grãos americanos. Apontou em setembro para 114,3 milhões de toneladas de soja e 383,4 milhões de toneladas de milho. Ambas as culturas com recorde histórico de safra. Mas é possível que os números não se confirmem no fechamento da safra neste final de outubro C e começo de novembro. Vlamir Brandalizze

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COLUNA ANPII

Há igual? Além do já conhecido benefício que a inoculação traz aos produtores, um aspecto importante reside na quantidade de nitrogênio que as leguminosas bem inoculadas deixam para a cultura que a sucede

I

nocular a soja já é uma prática usada por todos os que desejam obter elevadas produtividades. Embora alguns ataques de cunho puramente comercial, que têm por objetivo introduzir o uso de elevadas quantidades de fertilizante nitrogenado na cultura, o agricultor bem informado sabe que o uso das bactérias fixadoras basta para fornecer todo o nitrogênio necessário para as mais elevadas produtividades. Mesmo com a falsa teoria, sem nenhuma base científica, de que as cultivares de ciclo precoce “não teriam tempo” para fixar todo o nitrogênio necessário, os que conduzem suas lavouras com as informações científicas e não apenas comerciais sabem que se pode obter o máximo de produtividade apenas com o uso de inoculante como fonte do nutriente necessário em maior quantidade pela cultura. Entretanto, outro benefício do inoculante, muito pouco divulgado, é a quantidade de nitrogênio que a cultura de leguminosas, desde que bem inoculada, deixa para a cultura que a sucede. Este fato, de que as leguminosas melhoram o solo, já é conhecido desde os

Outro benefício do inoculante, muito pouco divulgado, é a quantidade de nitrogênio que a cultura de leguminosas, desde que bem inoculada, deixa para a cultura que a sucede

tempos da Roma Antiga, há cerca de dois mil anos. Plínio, o Velho, já mencionava este conhecimento em seus escritos. Trabalhos recentes desenvolvidos em diversos órgãos de pesquisa demonstram resultados experimentais que corroboram este antigo conhecimento. Uma boa lavoura de soja, bem inoculada, deixa cerca de 27 quilos de N para a cultura seguinte (Mariângela Hungria, Embrapa Soja). Isto se explica pelo fato de que 80% do nitrogênio processado pelo nódulo vai para a parte aérea da planta, mas 20% permanece no nódulo. Quando a planta cumpre seu ciclo e entra em senescência, os nódulos se desmancham e o nitrogênio remanescente é incorporado à matéria orgânica, entrando no ciclo do nitrogênio. Existem diversos trabalhos em trigo, milho, arroz, algodão e cana-de-açúcar comprovando o aproveitamento do nitrogênio remanescente da cultura da soja pela cultura subsequente. A seguir um destes trabalhos, mostrando os benefícios da inoculação da soja na cultura do trigo (média de nove anos de ensaios). E daí vem a pergunta do título: Será que existe na agricultura um produto que traga esta gama de benefícios? Provê todo o nitrogênio para uma cultura e ainda deixa uma importante parte deste nutriente para a cultura seguinte. Beneficia duas culturas, sendo uma totalmente e outra parcialmente. Se for avaliado o custo/benefício deste produto, é possível

concluir que não existe nenhum outro insumo com uma relação tão benéfica para o agricultor, para a economia do país e para o ambiente, como o inoculante.

HOMENAGEM

A Associação Nacional dos Produtores de Inoculantes (ANPII) presta aqui sua homenagem ao pesquisador Fábio Martins Mercante, recentemente falecido, tendo deixado um enorme legado para a agricultura brasileira, com muitos trabalhos de pesquisa, inclusive os que resultaram na descoberta e no uso das estirpes de Rhizobium tropici no feijoeiro. Embora não mais presente entre nós, deixa uma enorme herança para toda a C agricultura.

Mercante deixou grande legado para a agricultura brasileira

Solon C. de Araujo, Consultor da ANPII

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Futuro desafiador Vetora de inúmeras oportunidades, a inadiável necessidade de aumentar a produção mundial de alimentos com sustentabilidade impõe desafios. Um deles reside no manejo de resistência de insetos, que tem na biotecnologia um importante aliado. Novas tecnologias dependem de investimentos pesados e sobretudo de um processo demorado que pode durar até 15 anos, o que reforça a necessidade de preservação das ferramentas já existentes

N

ão há novidade ou equívoco ao afirmar que o mundo dos próximos anos será muito diferente do que atualmente se conhece. As tendências globais vislumbram um cenário de representativas oportunidades. Porém, ao mesmo tempo em que propiciam o crescimento, estas mesmas tendências colocam forte pressão na ciência, desafiando-a constantemente a dar respostas e soluções para as questões que realmente são importantes, como aumento na produtividade agrícola, por exemplo. Há uma forte expectativa de que a classe média atinja 70% da população mundial até 2050, hoje composta por aproximadamente 7,3 bilhões de pessoas. Esta expansão impactará diretamente no aumento da renda, devendo, por consequência, proporcionar um incremento na descoberta de soluções que impulsionem

o crescimento de forma sustentável, uma vez que aumento na renda significa crescimento no consumo. Uma melhor consciência ambiental, maior percepção sobre a escassez dos recursos naturais, preocupações com a saúde e qualidade de vida, assim como o desejo de acesso a produtos e serviços, deverão compor, junto à volatilidade de preços, um quadro desafiador para os cientistas, técnicos e produtores rurais. Estas abordagens e exemplos têm o intuito de direcionar a uma reflexão sobre segurança alimentar. Expressão que pode ser definida como “capacidade física, social e econômica de qualquer ser humano em obter a quantidade necessária de alimentos dentro das caracterísiticas nutricionais preferenciais de sua dieta, buscando uma vida mais ativa e saudável, a qualquer momento”. Entretanto, além dos desafios atuais do setor produtivo agrícola, as amea-

ças impostas por alterações climáticas como secas e enchentes, desperdícios em todas as fases do processo produtivo ou de transformação, a limitação ou escassez de água somada à falta de investimentos em infraestrutura, são fatores que dificultam a conquista da segurança alimentar.

O GAP ALIMENTAR E A URGÊNCIA AGRÍCOLA GLOBAL

O Global Harvest Initiative (GHI) é uma iniciativa do setor privado para o melhor entendimento do crescimento da produtividade em toda a cadeia agrícola, e que tem por objetivo atender de forma sustentável às exigências de um mundo em crescimento. Este grupo libera anualmente um relatório sobre a Produtividade Agrícola Global (GAP Report), que serve como uma referência, possibilitando um melhor acompanhamento do avanço da produtividade.


Continua...

Figura 1

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Continuação

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O PAPEL DO MELHORAMENTO GENÉTICO E DA CIÊNCIA

Desde os tempos mais antigos, quando o homem deu início à agricultura como importante alternativa na obtenção do alimento (inicialmente com menor relevância que a caça ou a coleta de frutos e plantas nativas), no exato momento em que separou e reservou uma semente para ser replantada posteriormente, estabeleceu-se um processo, uma técnica de seleção. E assim teve início ao que, na atualiFigura 2

Em 2015, o GAP Report estimou que o Fator de Produtividade Total (TFP), necessita crescer a uma taxa média não inferior a 1,75% ao ano, dobrando a produção agrícola até 2050, de forma a suprir de modo sustentável as necessidades impostas pelo crescimento populacional esperado. Melhoria sustentável da produtividade significa maior crescimento da produtividade do setor agrícola com menor uso de recursos, tais como água, terra e mão de obra, entre outros insumos. A análise deste ano indica que o Fator de Produtividade Total (TFP) Global está crescendo a uma taxa média anual de 1,73%. Porém, nos países menos desenvolvidos, o crescimento médio apresenta uma taxa de 1,5%. O GHI acredita que políticas mais adequadas podem melhorar globalmente a segurança alimentar e nutricional, acelerar os ganhos de produtividade e conservar os recursos naturais (Figura 1).

dade, denomina-se de melhoramento genético. Com a descoberta da possibilidade de interferir diretamente na produção de alimentos, no planejamento da colheita, na possibilidade de estocagem, a simples e inicial necessidade do alimento deu importante espaço às oportunidades de melhorias. Neste contexto, ao longo dos últimos anos, observa-se uma constante e crescente evolução. Já nos anos 1.700, produtores e cientistas deram início aos cruzamentos


06 • Outubro 2016 • Milho • www.revistacultivar.com.br Tabela 1 - Área estimada de adoção de plantas de milho e soja geneticamente modificadas

que sempre será a principal rota na busca de plantas mais eficientes e mais produtivas. Nos anos 90, o primeiro Organismo Geneticamente Modificado (OGM) foi introduzido no mercado americano, após incansáveis testes de biossegurança. A oferta comercial desse material, que apresentava tolerância a herbicida, só veio a ocorrer no Brail em 2.007, oito anos após a submisssão realizada junto à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). A partir deste momento, outros materiais OGMs contendo diferentes características ou eventos de interesse agrícola foram lançados no mercado. Mundialmente, culturas em que as maiores taxas de adoção de OGMs ocorrem, em ordem decrescente, são: soja, algodão, milho e canola, sendo que poucos são os países no mundo onde esta tecnologia é proíbida ou não regulamentada (Figura 2) Os benefícios no setor produtivo agrícola, provenientes do uso de Figura 3

entre plantas da mesma espécie, e o objetivo era exatamente o mesmo de hoje – de forma direta ou indireta obter ganhos de produtividade. Entre 1.940 e 1.950, os melhoristas e pesquisadores procuravam meios adicionais para introduzir a variação genética no conjunto de genes das plantas, sempre focando no aumento de produtividade e na melhoria de características de importância agrícola (exemplo: sanidade das plantas contra doencas, alterações na arquitetura das plantas para melhorar a interceptação solar, crescimento de raízes, tolerância a condições adversas de solo e clima etc). Nos anos 80, com o avanço da biologia molecular, desenvolveram-se métodos mais precisos e controláveis de engenharia genética para criar plantas com características desejáveis como marcadores moleculares e a biotecnologia, por exemplo. Segundo o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), estes métodos, dentre outros, permitiram a introducão/transferência de características entre plantas de diferentes espécies, como, por exemplo, tolerância a herbicidas, pragas e doenças, trazendo benefícios ainda maiores ao setor agrícola. A biotecnologia na agricultura passou a significar o processo de fazer intencionalmente uma cópia de um gene para obter uma característica desejada de uma planta ou organismo, e usá-la em outra planta. O resultado disso é um Organismo Geneticamente Modificado (OGM). Importante perceber que a busca incansável por soluções vem através do melhoramento convencional de planta e, principalmente, do entendimento de que a engenharia genética é apenas mais uma ferramenta poderosa no auxílio ao método tradicional de melhoramento,

biotecnologias voltadas à proteção de culturas contra o ataque de insetos, são indiscutíveis e refletidos na extensiva adoção de produtos OGMs, que contêm tais características. No Brasil, onde as principais culturas são soja e milho, e a pressão de insetos-praga é intensa, a adoção de milho OGM com resistência a lepidópteros foi superior a 53% nas safras de verão 15/16 e na Safrinha 16 (Tabela 1). Ganhos significativos de produção global de milho nos últimos 35 anos se deram, indiscutivelmente, através de melhoramento genético, introdução de novas tecnologias e aprimoramentos no manejo da cultura (Figura 3). De um crescimento total de 93% dentro desse período, apenas um terço do volume incremental provém da incorporação de novas áreas ao sistema produtivo, e a maior parte, 62%, deve ser atribuída a ganhos genéticos ou tecnologias, nas quais se pode incluir os OGMs e manejo. No Brasil não foi diferente. Recente estudo realizado na região Sul do Brasil, por Silva, E.D.B. (UFSM 2015, tese de doutorado), analisando mais de 30 mil resultados obtidos em mais de 2.800 ensaios, mostrou que, no período de 2.001 a 2.013, o ganho médio de produtividade do milho foi de 210kg/ hectare/ano. Metade deste ganho foi obtido através de melhoramento genético e biotecnologias. A outra metade


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pela incorporação de novas práticas de manejo relacionadas ao incremento na população final de plantas por hectare, aumento na dose total de nitrogênio por hectare e utilização de fungicidas. Novos patamares de produtividade foram atingidos por produtores das principais regiões de milho do Brasil, na Safrinha 2016, com híbridos marca Pioneer® com a tecnologia Leptra® de proteção contra insetos, que apresentam excelente eficácia nas populações suscetíveis das pragas-alvo desta tecnologia, oportunizando ao agricultor mais flexibilidade e maior confiança em suas decisões de plantio. Recentemente lançada no país, a tecnologia Leptra® é uma opção para auxiliar no controle das principais lagartas que atacam a cultura do milho, como lagarta-do-cartucho, lagarta-elasmo, lagarta-do-trigo, broca-da-cana-de-açúcar, lagarta-eridania, lagarta-da-espiga e lagarta-rosca, pragas-alvo desta tecnologia. A excelente proteção contra insetos lepidópteros provenientes da tecnologia Leptra® permitiu que híbridos consagrados por sua produtividade e estabilidade, como 30F53, 30S31 e 30F35, expressassem novamente sua capacidade produtiva, atingindo produtividades de mais de 9.800 quilos por hectare em algumas áreas em condições de sequeiro. Além disso, a adição do Tratamento de

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Ganhos significativos de produção global de milho nos últimos 35 anos se deram, indiscutivelmente, através do melhoramento genético

Tabela 2 - Análise comparativa do custo de desenvolvimento e registro de novas moléculas em milhões dólares/molécula

Sementes Industrial com o inseticida Dermacor® como uma estratégia de manejo de resistência de insetos, por associar um segundo modo de ação às proteínas Bt dos híbridos com a tecnologia Leptra®, se deu no mercado como forma de aumentar a durabilidade deste Trait.

O PAPEL DOS TÉCNICOS E DOS AGRICULTORES

Quando se afirma que as decisões e ações adotadas hoje pelos agricultores serão responsáveis pelo destino da agricultura brasileira nos próximos anos, não é exagero. Especialmente se a análise se dá pelo prisma da biotecnologia e, mais especificamente, no contexto do manejo de resistência de insetos.


Figura 4

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O processo de resistência de insetos encontra aliados no cultivo de áreas contínuas e extensivas com um mesmo evento ou uso exclusivo de uma mesma molécula inseticida ou fungicida, pois invariavelmente seleciona indivíduos resistentes. Indivíduos resistentes existem naturalmente no meio ambiente e, inicialmente, quando da introdução de novas tecnologias, são raros. Porém, com o tempo, a implementação de sistemas agrícolas intensivos com adoção extensiva e contínua desses materiais favorece a multiplicação dos indivíduos resistentes, levando eventualmente à falha no controle, acarretando na perda de efetividade das tecnologias. Atualmente no Brasil existem 39 eventos transgênicos liberados pela CTNBio, que expressam cinco proteínas inseticidas isoladas ou combinadas, somente para controle dos principais insetos da ordem lepidóptera que causam danos nas lavouras de milho. Dois destes eventos, e por consequência algumas de suas combinações, em menos de quatro e seis anos após sua liberação, já apresentavam falhas de controle contra a principal praga da cultura - a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). Recente pesquisa realizada junto aos agricultores nas principais regiões produtoras de milho verão e safrinha no

Brasil comprova a altíssima aderência dos produtores aos híbridos de milho que expressam proteínas inseticidas. Dentro do universo de produtores amostrados, 65% afirmaram que o primeiro critério para a seleção dos híbridos a ser cultivados é a eficácia do trait Bt no controle da lagarta-do-cartucho do milho - Spodoptera frugiperda - e desta porcentagem, 39% afirmam ser questões operacionais determinantes para a decisão. Aflora aqui um ponto nevrálgico bem conhecido do processo decisório dentro de qualquer propriedade rural

ao redor do mundo, pois são poucas as oportunidades em que uma decisão técnica necessária seja compatível com o que operacionalmente é possível fazer e o que é economicamente viável. Quando se fala que os próximos anos serão decisivos, traz-se para discussão o nível de entendimento que os agricultores e técnicos, de uma forma geral, têm sobre a influência e efetividade das práticas de manejo de resistência sobre a durabilidade dos atuais traits (características ou tecnologias) Bt de controle de insetos, e o quanto é importante, apesar das eventuais dificuldades operacionais de implantação, aumentar a aderência dessas práticas de manejo pelos produtores. As liberações sucessivas de novas tecnologias Bt no Brasil, entre os anos 2.008 e 2.012, geraram uma percepção de riqueza no portfólio de produtos de biotecnologia das empresas e a falsa impressão que uma nova ferramenta sempre seria oferecida. Hoje, a realidade é diferente. Híbridos de milho contendo genes Bt mais recentemente aprovados para comercialização no Brasil constituem-se de uma combinação de eventos não novos, ou seja, já empregados no mercado. Este fato tem ocorrido com o desenvolvimento de novas moléculas para o controle de insetos-praga e plantas daninhas. Atualmente, a indústria de defensivos agrícolas tem investido mais de US$

Pesquisa recente no Brasil comprova altíssima aderência dos produtores aos híbridos de milho que expressam proteínas inseticidas


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280 milhões para desenvolver um novo ingrediente ativo (Tabela 2). Entretanto, estão enfrentando barreiras muito grandes para o descobrimento de novos ingredientes ativos com diferentes modos de ação, necessitando esforços adicionais para o manejo e a sustentabilidade das moléculas atualmente comercializadas.

PROCESSO DEMORADO

Figura 5

O processo de desenvolvimento de um produto de biotecnologia começa com a etapa de descoberta, onde os pesquisadores tentam identificar características desejáveis e novas, como resistência a herbicidas, insetos ou doenças, que sejam eficientes em culturas-chave, além de formas de incorporar estas características nas plantas. Após a identificação de ativos com potencial de comercialização, vem o processo de desenvolvimento desses materiais, que envolve uma série de testes para sua caracterização com relação às propriedades desejáveis e potenciais efeitos colaterais indesejáveis. Este processo é anual e pode ser comparado a um sistema de melhoramento convencional de plantas, pois se vale basicamente de “tentativa e erro”, envolve milhões de dólares e dependendo da eficiência dos órgãos de desregulamentação envolvidos, dispende no mínimo 13 anos, po-

dendo ser ampliado para quase 15 anos, como fica claro no quadro esquemático (Figura 4). Além de todo o processo de descoberta, desenvolvimento e caracterização de biotecnologias e pesticidas químicos,

o processo de regulamentação, representado pelo bloco alaranjado na Figura 6, compõe uma etapa preponderante na liberação e comercialização responsável desses materiais. Esta etapa representa e estabelece a ponte entre os novos produtos testados e comprovados e sua eventual comercialização aos agricultores, que estão sempre à procura de novas formas de melhorar a produtividade, proteger suas lavouras de insetos e plantas daninhas, e em um futuro próximo, ter o cultivo permitido em ambientes e condições mais desafiadoras. Apesar de estar posicionada como uma parte do processo, na verdade o processo regulatório inicia-se muito cedo, ainda nas etapas de desenvolvimento, e acompanha toda a comercialização. São realizados mais de 75 estudos diferentes dentro das categorias de caracterização e segurança do produto, ao longo de cinco a sete anos. Os estudos de segurança ambiental (Figura 5) servem para certificar que: primeiro, nenhuma toxina indesejável ou agente


Figura 6

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alergênico seja liberado no meio ambiente; segundo, para que o produto não tenha efeito sobre organismos não-alvos, tais como inimigos naturais, por exemplo; e terceiro, para determinar o destino da proteína no meio ambiente após sua degradação. Esses estudos são conduzidos seguindo padrões e práticas de laboratórios globais, submetidos às autoridades reguladoras em todo o mundo. Em resumo, o caminho a ser percorrido por uma tecnologia, desde seu descobrimento até a sua aprovação para comercialização e efetiva utilização pelos agricultores, é muito longo. Demanda um tempo regulamentar e não raro extrarregulamentar, pois questões diferentes das preconizadas pela ciência podem interferir nos processos, provocando uma extensão neste período de tempo. E a própria ciência, em muitos de seus dogmas, define que a durabilidade e a efetividade de um trait dependem das interações com o ambiente e, principalmente, com o manejo

adotado em prol desta durabilidade e, por consequência, extensão de valor. Hoje, a principal preocupação dos obtentores dos traits e da indústria recai sobre a ausência de perspectiva de se comercializar um novo trait com a eficiência do evento Vip3Aa20, que compõe os híbridos com a tecnologia Leptra® no controle de lepidópteros, pelo menos não antes de 2.027. A explicação para esta afirmativa advém do fato de que se hoje uma nova proteína inseticida fosse apresentada como alternativa possível

e comprovadamente eficiente em substituição às atuais, seria preciso considerar pelo menos 13 anos para que todos os processos técnicos e legais necessários para a liberação comercial do híbrido que expressasse esta proteína fossem cumpridos. Existe uma falsa impressão de que as empresas sempre apresentarão uma solução à medida que um trait falhe. Desta vez, não será assim. C Itavor Nummer Filho, Líder de Agronomia da DuPont Pioneer Brasil e Paraguai

Híbridos marca Pioneer® com tecnologia Leptra® de proteção contra insetos - disponível também em versão tolerante ao herbicida glifosato Agrisure® e Agrisure Viptera® são marcas registradas utilizadas sob licença da Syngenta Group Company. A tecnologia Agrisure® incorporada nessas sementes é comercializada sob licença da Syngenta Crop Protection AG. Tecnologia de proteção contra insetos Herculex® desenvolvida pela Dow AgroSciences e Pioneer Hi-Bred. ®Herculex e o logo HX são marcas registradas da Dow AgroSciences LLC. LibertyLink® e o logotipo são marcas registradas da Bayer. ® YieldGard é marca registrada utilizada sob licença da Monsanto Company. Poncho® é marca registrada da BAYER S.A. Cruiser® é marca registrada da Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. As marcas com ®, ™ ou SM são marcas e marcas de serviço da DuPont, Pioneer ou de seus respectivos titulares. © 2016 PHII

Encarte Técnico: Milho • Circula encartado na revista Cultivar Grandes Culturas • nº 209 • Outubro 2016 • Capa - Cultivar Reimpressões podem ser solicitadas através do telefone: (53) 3028.2075

www.revistacultivar.com.br


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