Apenas dois autores venceram duas vezes o Prêmio Strega, Sandro Veronesi é um deles. Conheça o novo romance do autor de O colibri.
Ambientado entre as praias da Toscana e as memórias de uma infância feliz, Setembro negro narra a perda da inocência e o impacto das primeiras grandes dores. É a história de um verão que muda tudo. “Há algum tempo sei que Sandro Veronesi é um dos mais habilidosos e profundos contadores de histórias italianos dos últimos trinta anos.” – Domenico Starnone “Em Setembro negro, negro, Gigio escreve para contar um episódio que rachou sua vida em antes e depois quando ele tinha doze anos [...] – são lembranças chuviscadas no litoral italiano, e os leitores se sentem em ambiente similar ao de Elena Ferrante ou Domenico Starnone.” – Walter Porto para a Folha de S.Paulo
Sandro Veronesi nasceu em Florença
em 1959. Considerado um dos mais importantes romancistas italianos das últimas décadas, assina mais de vinte obras, entre elas romances, contos, poemas e peças jornalísticas. Ganhou o Prêmio Strega em 2006 com o romance Caos calmo (Rocco, 2007) – traduzido em vinte países e vencedor também dos prêmios Fémina e Méditerranée – e outra vez em 2020, com O colibri (Autêntica Contemporânea, 2024).
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ISBN 978-65-5928-570-9
Tradução KARINA JANNINI 9 786559 285709
Setembro negro
Foto: Marco Delogu
Do mesmo autor de O colibri
Sandro Veronesi
poucos, é amarrar os fios da tristeza profunda e da alegria inebriante à vida cotidiana, dissolvendo as fronteiras entre o extraordinário e o comum. Essa consciência chega a Gigio, pois é ele, adulto nos dias de hoje, quem nos conta sua história, refazendo aquele tempo cristalizado em sua memória na tentativa de encontrar um significado completo para tudo o que veio depois. O Quê, Quê, Por Quê, Quê, Quando Quando,, Como,, Onde Como Onde,, Quem?
Sandro Veronesi
AUTOR DUAS VEZES VENCEDOR DO
PRÊMIO STREGA
Setembro negro “Um dos mais habilidosos e profundos contadores de histórias.” Domenico Starnone
O Quê, Quê, Por Quê, Quê, Quando Quando,, Como Como,, Onde e Quem foram os seis servos que ensinaram ao poeta Rudyard Kipling tudo o que ele sabia; e saber quando usá-los ou deixá-los descansar parece ser o detalhe que muda tudo. Em Setembro negro, negro, acompanhamos o desabrochar de Gigio Bellandi, um garoto de doze anos, durante um verão na Versilia, em 1972. Nas páginas do romance, vemos Gigio descobrir o prazer da música e da leitura, o desejo, o amor, as infinitas janelas de possibilidades abertas por aquela fase da vida. A necessidade de fazer as perguntas certas – de colocar os servos de Kipling para trabalhar a seu favor – se intensifica quando o jovem depara com o brusco e irreversível fim das alegrias daquele verão. Nesta obra, Sandro Veronesi reconstrói com precisão plástica as imagens, os cheiros, as cores e os sons que animavam aquela vida perdida. Amplifica cada detalhe, cada momento, conduzindo o leitor ao estarrecimento diante do desfecho que revela o evento irreversível que arrasa tudo. Enquanto o mundo assiste ao massacre dos Jogos Olímpicos de Munique – um atentado cometido pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro –, pequenas tragédias se infiltram, mudando para sempre a vida das personagens deste livro. O que Veronesi faz, portanto, e faz como