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Richard Wagner e Tannhäuser em Paris

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Charles Baudelaire

Richard

Wagner e Tannhäuser em Paris

organização e Tradução

Eliane Marta Teixeira Lopes

edição bilíngue


Charles Baudelaire

Richard

Wagner e Tannhäuser em Paris

edição bilíngue

organização e Tradução

Eliane Marta Teixeira Lopes


Charles Baudelaire

Richard Wagner e Tannhäuser em Paris Seguido de cartas e textos sobre Richard Wagner

Edição bilíngue organização e Tradução

Eliane Marta Teixeira Lopes


Copyright © 2013 Autêntica Editora Título original

Richard Wagner et Tannhäuser à Paris organização e Tradução

Eliane Marta Teixeira Lopes capa

Diogo Droschi (Sobre gravura em metal de Carlos Oswald, 1914) editoração eletrônica

Conrado Esteves Preparação

Leonardo José Magalhães Gomes Revisão

Lira Córdova Editora responsável

Rejane Dias Revisado conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1960, em vigor no Brasil desde janeiro de 2009. Todos os direitos reservados pela Autêntica Editora. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, seja por meios mecânicos, eletrônicos, seja via cópia xerográfica, sem a autorização prévia da Editora.

Autêntica editora ltda. Belo Horizonte Rua Aimorés, 981, 8º andar . Funcionários 30140-071 . Belo Horizonte . MG Tel.: (55 31) 3214 5700

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Televendas: 0800 283 13 22 www.autenticaeditora.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Baudelaire, Charles, 1821-1867. Richard Wagner e Tannhäuser em Paris / Charles Baudelaire ; seguido de cartas e textos sobre Richard Wagner ; organização e tradução Eliane Marta Teixeira Lopes. -- Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2013. Título original: Richard Wagner et Tannhäuser à Paris. Edição bilíngue: português/francês. ISBN: 978-85-8217-185-1 1. Música - França - Paris - Século 19 - História e crítica 2. Wagner, Richard, 1813-1883. Tannhäuser I. Lopes, Eliane Marta Teixeira. II. Título. 13-04587

Índice para catálogo sistemático: 1. Ópera : Música : História e crítica 782.1

CDD-782.1


Para os m煤sicos da Orquestra Filarm么nica de Minas Gerais.


Apresentação 9 PARTE I

Richard Wagner e Tannhäuser em Paris Charles Baudelaire 15

Carta de Charles Baudelaire a Richard Wagner 97

Carta de Richard Wagner a Charles Baudelaire 101

A ópera Tannhäuser Franz Liszt 103

Glossário 115 PARTE II

“Baudelaire sucumbe à tentação de Wagner” Eliane Marta Teixeira Lopes 123

Richard Wagner Leonardo José Magalhães Gomes 131

Um músico brasileiro em Bayreuth Ricardo Giannetti 159


Richard Wagner, gravura em metal de Carlos Oswald, 1914.


Apresentação Eliane Marta Teixeira Lopes1

Enfim o sucesso ou insucesso de Tannhäuser nada pode provar nem mesmo determinar, qualquer quantidade de chances favoráveis ou desfavoráveis no futuro. Baudelaire, 1861

Mas cá estamos nós a comemorar, neste ano, 2013, o bicentenário de nascimento de Richard Wagner. Temos visto anúncios de apresentações de suas óperas (sobretudo O anel do Nibelungo) em muitas cidades do mundo, concertos que incluem aberturas e prelúdios, reedição de livros, números especiais de revistas. Afinal, para isso existem as datas especiais: para que sejam comemoradas. Comemorar é verbo que, embora desgastado, pede que se traga à memória, que se lembre e se festeje. Com este livro estamos participando dessa grande festa que é musical e também artística, literária e filosófica. Escolher entre tantos textos que discorrem pró ou contra Wagner não foi tarefa fácil. Aos poucos se foi delineando: uma obra, Tannhäuser, uma cidade onde Wagner viveu, Paris, um evento, a estreia dessa obra nessa cidade, et pour cause Charles Baudelaire. Ou terá sido o contrário? Historiadora da educação, com pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris e professora emérita da UFMG.

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Wagner esteve várias temporadas em Paris. Em uma delas, 1860, apresentou três concertos. Depois de ouvir o programa e de estar tomado por essa música, Baudelaire escreveu-lhe uma carta expressando sua viva admiração. Escreve em seguida um grande artigo (18 março 1861) intitulado “Richard Wagner” com reflexões filosóficas, musicais e literárias sobre várias obras do mestre. Mas os acontecimentos em torno da apresentação do Tannhäuser fizeram com que o poeta escrevesse “Ainda algumas palavras” (8 de abril 1861) e os dois textos, publicados em uma pequena brochura, passou à história com o título com que neste livro o apresentamos, Richard Wagner e Tannhäuser em Paris. O conectivo e conta uma história. A resposta agradecida de Wagner ao seu novo amigo – carta, até onde sabemos, inédita para os leitores brasileiros – e o texto de Franz Liszt – pianista e compositor do século XIX, propagador da música e das ideias e muitas vezes defensor e cúmplice do compositor –, seguidos de algumas notas que esclarecerão, explicarão, o que não estiver claro nos textos compõem a primeira parte, o coração, deste livro. Na segunda parte, convidamos dois pesquisadores da música e da arte a que escrevessem ensaios, que são antecedidos pelo texto assinado por mim que permite ao leitor compreender um pouco das circunstâncias e da trajetória do texto de Charles Baudelaire. Um deles, assinado pelo historiador Leonardo Magalhães Gomes, conta-nos relevantes episódios da vida pessoal e profissional de Richard Wagner. Às vezes esquecida, a participação de Wagner nos acontecimentos políticos de 1849 e a posterior apropriação de sua música são objeto de esclarecimentos. Destaca ainda as circunstâncias em que Charles Baudelaire escreveu e publicou o adendo a seu primeiro texto: quando da apresentação da ópera Tannhäuser em Paris, o compositor vê o possível sucesso de sua obra subitamente interrompido o que lhe causa enorme dissabor e prejuízo. Mas era preciso que também conhecêssemos como a obra de Wagner chegou e foi difundida no Brasil. Vários de nossos compositores, como Alberto Nepomuceno e Leopoldo Miguez, receberam sua influência. Ricardo Giannetti escolheu, entre eles, . 10 .


Francisco Braga para revelar-nos a importância que Wagner teve para a música brasileira. Braga, bolsista do governo em Paris, vai a Bayreuth ainda no final do século XIX, e escreve aos amigos de sua emoção ao assistir as óperas ali apresentadas, e também o que elas puderam contribuir para sua formação musical. Mas é no Brasil, como compositor e como maestro da Sociedade de Concertos Sinfônicos do Rio de Janeiro, que Braga intentará contaminar a plateia brasileira com a densidade poética, musical, e todo erotismo da música de Richard Wagner. Esse é o conjunto de textos que escolhemos para que nosso leitor participe dessa comemoração: com música e palavras. * * * A bibliografia apresentada em cada um dos textos está longe de ser exaustiva. Delas constam os títulos que utilizamos para escrever os textos, mas também aqueles que foram sendo tirados das estantes e das gavetas e se mantinham como uma espécie de companhia vigilante. O glossário tampouco é exaustivo mas pretende facilitar o acesso dos leitores a termos e a nomes que não lhes são familiares, e estimulá-los a querer mais. Como organizadora e tradutora dos textos, agradeço a Matilde Biaggio, Alice Cristófaro e Ceres Leite Prado, que me acudiram com competência e amizade sempre que pedi socorro. Belo Horizonte, abril de 2013.

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