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O boxeador polonês

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“O narrador de Halfon pode se deleitar no cosmopolitismo risível da vida contemporânea, mas também reconhece que aquilo que adotamos de outros lugares nos faz quem somos.” – The New York Times “De fato, Halfon é um dos melhores escritores de sua geração e, provavelmente, de alguma outra, passada ou futura.” – El Cultural “Halfon nos cativa pela fluidez de sua prosa, pelas situações estranhas, pela magia dos ambientes e dos personagens, pelo humor, pela delicadeza de um erotismo apenas insinuado e por sua exigência ética.” – La Vanguardia

Foto: Ferrante Ferranti

Eduardo Halfon | O boxeador polonês

De origem judaica, libanesa e polonesa, EDUARDO HALFON nasceu na Guatemala em 1971. Em 2007, foi nomeado um dos trinta e nove melhores jovens escritores latino-americanos pelo Hay Festival de Bogotá, sendo reconhecido como um dos grandes autores da atualidade. Com mais de vinte livros já publicados, traduzidos para cerca de quinze idiomas, sua obra transita entre a memória pessoal, a ficção e a reflexão histórica. Seu projeto literário, um dos mais relevantes da cena contemporânea, pode ser pensado como um palimpsesto. Muitas das histórias, dos personagens e dos elementos que integram seus livros reaparecem transformados em outros títulos, como ecos que se reconfiguram ao longo do tempo. Cada livro, embora possa ser lido isoladamente, se encaixa como peça de uma construção maior, coesa e sofisticada, ainda que em constante movimento.

Uma das mais aclamadas facetas da matriosca literária de Eduardo Halfon, O boxeador polonês é um livro sobre as histórias que insistimos em contar e aquelas que deixamos morrer: um gesto de escuta diante da memória, sempre incompleta, sempre em movimento.

Do autor de Tarântula

Eduardo Halfon O boxeador polonês

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ISBN 978-65-5928-705-5

9 786559 287055

TRADUÇÃO

Silvia Massimini Felix

Nova edição com textos inéditos

Em O boxeador polonês, acompanhamos o narrador – um professor universitário e escritor guatemalteco também chamado Eduardo – enquanto tenta reconstruir uma história que atravessa gerações. No centro dessa busca está a memória do avô, sobrevivente de Auschwitz, e a história secreta do número tatuado em seu antebraço. A partir desse episódio, o livro se organiza como uma investigação fragmentária, em que relatos, lembranças e deslocamentos se entrelaçam: um pianista sérvio que anseia por uma identidade proibida; um jovem maia dividido entre os estudos, as obrigações familiares e o amor pela poesia; um hippie israelense em busca de respostas e experiências alucinógenas em Antigua, na Guatemala; um acadêmico idoso que defende a importância do humor. Tudo isso enquanto Eduardo segue os passos de seu personagem mais enigmático, ele mesmo, e se depara com versões contraditórias, lacunas e silêncios que desafiam qualquer tentativa de fixar uma verdade definitiva. Ao explorar as fronteiras entre testemunho e invenção, Halfon faz da palavra herança e ferramenta. Aqui, o que importa não é tanto a certeza dos fatos, mas as histórias que continuam a ser contadas, mesmo quando já não se sabe exatamente de onde vieram.


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O boxeador polonês by Grupo Autentica - Issuu