Skip to main content

O assassino e o profeta

Page 1

ISBN 978-85-8286-091-5

9 788582 860915


um thriller bíblico no coração da Palestina

Tradução

Fernando Scheibe


Copyright © 2002 Éditions NIL, Paris Copyright da tradução © 2015 Editora Nemo/Vestígio Título original: L’assassin et le prophète

Todos os direitos reservados pela Editora Nemo. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, seja por meios mecânicos, eletrônicos, seja via cópia xerográfica, sem a autorização prévia da Editora. DIRETOR DA COLEÇÃO

Arnaud Vin PREPARAÇÃO

Cristina Antunes REVISÃO

CAPA

Carol Oliveira (sobre imagem de © D P Walker) DIAGRAMAÇÃO

Ricardo Furtado

Eduardo Soares Obra editada por Dominique Missika Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil

Prévost, Guillaume O assassino e o profeta / Guillaume Prévost ; tradução Fernando Scheibe -- 1. ed. --. São Paulo : Vestígio, 2015. Título original: L’assassin et le prophète. ISBN 978-85-8286-091-5 1. Ficção policial e de mistério (Literatura francesa) I. Título. 14-13340

CDD-843.0872

Índices para catálogo sistemático: 1. Ficção policial e de mistério : Literatura francesa 843.0872

A VESTÍGIO É UMA EDITORA DO GRUPO AUTÊNTICA

São Paulo Av. Paulista, 2.073, Conjunto Nacional, Horsa I, 23º andar, Conj. 2301 Cerqueira César . 01311-940 São Paulo . SP Tel.: (55 11) 3034-4468 Televendas: 0800 283 13 22 www.editoravestigio.com.br

Belo Horizonte Rua Aimorés, 981, 8º andar Funcionários . 30140-071 Belo Horizonte . MG Tel.: (55 31) 3214-5700


Para meu pai


Sai enfim do discurso, para evitar que, apaixonado pela beleza das palavras, te tornes estranho Ă beleza das coisas que essas palavras significam! FĂ­lon de Alexandria, De Migratione Abrahami


1 O Criador é poderoso e sua criatura tão fraca! Um braço sob o queixo, a mão que segura a nuca. Forçar, forçar mais. Um último gemido e o pescoço cede finalmente, como o arco tensionado demais quebra. Devagar, o corpo desliza para o chão. Tudo acabou. Tudo começa. De repente, um barulho atrás da porta. Passos cada vez mais lentos, um ouvido que se demora... O coração bate no peito, a respiração se acelera. Apagar a lâmpada? Não respirar? Talvez os gemidos de agora há pouco tenham... Os passos se afastam. Não era nada. Ninguém ousaria incomodar. Não aqui. Acalmar-se. Não tremer. A túnica se abre sem esforço. Um peito magro e gasto, o pobre corpo do bom e velho homem. O bom e velho homem... Não terá sido ele escolhido? Agora, a faca. Cada incisão deve ser feroz, dez cortes extensos e profundos. Isso... Falta a boca. O corpo se deixa manusear, dócil, como se tivesse compreendido. Como se soubesse. Seus lábios sangram um pouco. Na palma, o cadarço de couro e o pergaminho minúsculo. Enrolá-lo, dobrá-lo. Um nó, minúsculo também. O estojo. Pronto, não foi difícil. Lá fora, pela janela, a lua sobe iluminando Jerusalém. Jerusalém! Fílon desceu do cavalo e se ajoelhou. Quantas vezes sonhara com aquilo? Quantas vezes, nas horas quentes da tarde, 11


seu espírito de criança voara até as muralhas da Cidade Santa? Ele era aqueles homens de Davi, mil anos antes, subindo pelos túneis de água para tomar a fortaleza; ele era aqueles trabalhadores de Salomão, no suor e na poeira, ajustando as pedras do primeiro templo e cantando louvores ao Altíssimo; ele era aquele soldado louco, com a carne e o coração sangrando, que saltava das muralhas para desafiar os exércitos de Nabucodonosor. Ele era o sumo sacerdote, vestido com a túnica sagrada, o mercador que contava suas moedas, o camponês que levava seu bezerro para o sacrifício... Ele era Jerusalém, seu povo e sua história! E eis agora que ela se oferecia a ele, a cidade que Deus escolhera, a cidade única do Deus único! Fílon esfregou os olhos. Atrás dele, o pequeno grupo de viajantes também se calara. Tinham caminhado juntos através das montanhas, caravana improvisada de peregrinos e mercadores, alguns montados em dromedários, a maioria em burros. Por mais que a lei de Roma se estendesse até ali, as estradas estavam longe de ser seguras... Eles tinham visto o sol nascer sobre os cumes esturricados, depois lamber a pedra cinza e a vegetação mirrada. Mais um dia seco em que nada viria do céu. Pouco tinham conversado durante o trajeto, economizando palavras como que para aliviar suas montarias. Finalmente, por volta das sete horas, Jerusalém surgiu. Aninhada no meio das colinas, a cidade ocupava uma ponta rochosa que dominava dois profundos vales. Na claridade da manhã, aquilo parecia um baú aberto para um fabuloso tesouro: milhares de tetos brilhavam encaixados no ocre das paredes e coroados lá no alto pela brancura do Templo. “Dez medidas de beleza desceram sobre a terra. Jerusalém recebeu nove e o resto do mundo apenas uma.” Então o provérbio era verdadeiro... Fílon voltou para cima de seu cavalo, dirigiu um sinal a seus companheiros e desceu o declive até as primeiras casas que se estendiam aos pés da cidade. O mercador de cavalos de Gaza de quem comprara seu animal lhe falara de um estábulo onde poderia deixar o cavalo durante sua estadia. Apesar da hora matinal, havia uma pequena feira ao lado da 12


porta principal, atraindo numerosos viajantes e alguns fregueses habituais. Os vendedores, cobertos de longos tecidos azuis da cabeça aos pés, ofereciam cebolas, tâmaras e leite de cabra supostamente mais baratos do que dentro da cidade. A seu redor, guardas romanos iam e vinham, inspecionando os expositores e os clientes. De repente, um velho de barba e cabelos sujos cuspiu na frente da patrulha. Com um empurrão, um soldado furioso o jogou no chão, provocando um ajuntamento de onde partiam insultos e golpes. – Malditos impuros! gritava o velho em hebreu. Não servem nem para os vermes e para os cães! O Senhor os julgará! – Porcaria de macaco velho! Porcaria de macaco velho! repetia o guarda brandindo sua lança. Fílon estava prestes a intervir quando o chefe do destacamento se adiantou, ordenando a seus homens que se afastassem. – Chega! Chega! Não é ele que estamos procurando. E você, disse ele ao velho, obrigando-o a se levantar, suma daqui se não quiser passar a Páscoa na prisão. O homem se afastou resmungando, mas os curiosos esperaram a partida da tropa para se dispersarem. Fílon se dirigiu então a um rapazinho que ajudava a carregar sacos de tâmaras: – Parece que os romanos não são muito bem-vindos aqui? O menino tinha o rosto duro e fechado. Observou seu interlocutor e se tranquilizou decerto com seus cachos negros e sua pele queimada: um estrangeiro, sim, mas judeu, sem dúvida. – É o velho que tem razão, exclamou finalmente. Eles não têm nada o que fazer em Jerusalém. Se os outros tivessem mais coragem, teríamos caído em cima deles e... Jogou violentamente o saco no chão. – Sem armas? – Armas teremos, sussurrou. Pode acreditar, nós as teremos. Fílon se controlou para não sorrir diante da expressão determinada do garoto. Quem sabe se em sua idade e naquelas circunstâncias... 13


– Pareciam estar atrás de alguém, não? – Vai saber. Eles estão sempre atrás de alguém. Mas é verdade que nos últimos dias andam mais espevitados. – Então talvez seja melhor eu evitá-los também. Enquanto isso, preciso chegar ao estábulo de Aceldama. Uma moeda para você se me indicar onde fica. – O estábulo? É fácil, senhor. É aquele com um grande telhado ali na frente. Apontava, a duzentos passos dali, numa pequena elevação, uma construção de forma alongada que parecia em estado lamentável. – Mas, se fosse o senhor, não confiaria em Yarib, o proprietário. Pague apenas a metade do que ele pedir, é um vigarista. – Obrigado pelo conselho, amigo, vou lembrar. Fílon colocou duas rodelinhas de cobre em sua mão. – E você, trate de não se aproximar demais dos soldados. Terá tempo de lutar mais tarde. O garoto pegou de novo seu saco, dando de ombros. Fílon tomou a direção do estábulo, fazendo um grande desvio pelo oeste para evitar a patrulha. Contornou casas miseráveis, cisternas vazias, jardins queimados pelo sol, cruzou com crianças correndo com uma vara na mão atrás de carneiros famélicos. Antigos nômades, provavelmente, que tinham se fixado naquele lado da colina, preferindo ser pobres à sombra do Templo a serem sós nos desertos áridos. As últimas habitações, tendas escurecidas e remendadas, situavam-se quase no vale da Geena, lá onde os moradores de Jerusalém jogavam seu lixo e seus excrementos de cima das muralhas. Um fogo perpétuo ardia ali, tentando reduzir a cinzas a acumulação de vários séculos de dejetos e soltando em lufadas bafios de podridão. Certas noites, dizia-se, ouviam-se ali os choros de recém-nascidos abandonados por suas mães. Fílon se inclinou para a direita e virou um momento antes de perceber de novo o telhado do estábulo. Penetrou num pátio de cercas derrubadas e avançou até a parte de trás da construção, que servia de alojamento para os animais. 14


Ninguém veio recebê-lo. Empurrou a porta e um violento fedor assaltou suas narinas. Havia ali, fracamente iluminados por uma claraboia, dois burros e três dromedários ruminando seu tédio. A forragem não fora trocada e uma espécie de caldo preto escorria pelos lados. Fílon estava a ponto de dar meia-volta, decidido a não abandonar seu cavalo ali, quando sentiu uma ponta dura em suas costas. – Se gritar ou fizer um gesto, está morto. Uma voz de homem, rouca e apressada, ligeiramente arquejante. – É um bom judeu? continuou a voz. Fílon demorou a responder. Não era covarde por natureza e já tivera que lidar com bandidos em Mênfis e em Alexandria. Sua estatura – era grande e musculoso –, seu gosto pela luta e pela corrida tinham lhe permitido se sair bem. Mas seus outros agressores nunca tinham demonstrado tantos escrúpulos a propósito de suas origens e de sua religião! – Não gostaria de matar um bom judeu? – Simplesmente não gostaria de matá-lo, mas o farei se não me deixar escolha. Para demonstrar sua determinação, passou seu braço por baixo do pescoço de Fílon e pressionou sua lâmina com mais força. Cheirava a medo e poeira, e a manga de sua túnica estava manchada de sangue. Era ele, evidentemente, que os soldados estavam procurando. – Os romanos estão atrás de você, é isso? – Sim, e não tenho mais quase nada a perder. Você faria melhor em me obedecer. – Suponho... suponho que é um desses rebeldes que estão em guerra contra Roma. E que foi ferido ao fugir. É por isso que perguntou se sou um bom judeu, não é? No campo de esportes vizinho ao grande ginásio de Alexandria, Fílon não era conhecido por ser o mais forte dos lutadores. Mas era famoso por saber explorar a menor hesitação de seus adversários. Percebeu um leve relaxamento no braço que o apertava, deu uma violenta cotovelada para afastar a lâmina e virou sobre si mesmo empurrando seu agressor. 15


Os dois caíram na palha molhada, o homem se retorcendo de dor e colocando a mão sobre a perna. Tinha um grande corte na coxa sobre a qual incidia todo o peso de Fílon. – Solte-me! Solte-me! Não tinha intenção de machucá-lo. – E o que queria fazer então? – Vim aqui para encontrar uma montaria. Quando entrou com seu cavalo, pensei... Tentou se levantar, mas Fílon o segurava firme. Estava descabelado, os olhos escavados pelo sofrimento: – Escute, tenho muito pouco tempo. Se me pegarem, vão me torturar, e não estou certo de conseguir resistir. Há coisas que eles não podem saber. – Que tipo de coisas? – Não espere que as diga para você. Se quer ser útil a Jerusalém, precisa me dar esse cavalo. Ou, senão, me matar. Fílon soltou-o. Ele também não gostava muito dos romanos. O rebelde tinha sua idade mais ou menos e parecia sincero. E se era realmente quem estava dizendo, os soldados não se contentariam em torturá-lo. Quanto a matá-lo a sangue frio... Fílon resolveu confiar nele, mas tomou a precaução de se apoderar do punhal de cabo esculpido em marfim e colocá-lo em seu cinto. – Está bem. Pegue esse cavalo. Estará melhor com você do que nesse lamaçal infame. – Obrigado, prometo-lhe que... Interrompeu-se de repente: vozes distantes... – São eles, estão chegando. Tenho absolutamente que... Levantou-se fazendo caretas e Fílon teve que segurá-lo e ajudá-lo a subir na sela. Lá fora, as vozes se aproximavam. Pelo martelar dos passos, só podia ser a patrulha. – Vá logo! Fílon ajustou as rédeas e se assegurou de que o rebelde podia segurá-las confortavelmente na mão. Então se lançou para a porta, a fim de escancará-la. – Sabe ao menos para onde ir? O outro olhou para ele sem responder. Seu olho estava ficando leitoso. Teve mesmo assim a força de atiçar o cavalo 16


que partiu saltando para o lado da Geena, suscitando na patrulha exclamações e barulhos de corrida. – Ele está ali! Ele está ali! Peguem suas lanças! Três ou quatro dardos voaram, mas o cavaleiro já estava fora de alcance. Se conseguisse se equilibrar por mais algum tempo, estaria salvo... Era hora de Fílon se preocupar consigo mesmo. Pensou primeiro em se esconder, mas o estábulo não oferecia bons lugares para tanto e os romanos o revistariam minuciosamente. Fugir também? Sem chance. Então fazer o quê? De seu recanto lamacento, os três dromedários o observavam balançando a cabeça. Decididamente: detestava o ar de superioridade daqueles animais. – O Estábulo! Cerquem o estábulo! No mesmo instante o jovem se deixou cair no chão, com o rosto na lama. Um primeiro soldado transpôs o alpendre e se precipitou sobre ele. – Por aqui! Há outro deles! Viraram-no brutalmente, dando-lhe diversos pontapés. Então plantaram uma lança sobre seu peito para imobilizá-lo. – Está morto? perguntou um dos legionários. Fílon abriu lentamente os olhos, como se voltasse a si. – Não parece tão mal assim, retorquiu o tribuno militar que comandava o grupo. Podemos saber o que está fazendo aqui? – Eu... eu não sei. Vim deixar meu cavalo neste estábulo. Devo ficar alguns dias em Jerusalém e... – É um desses peregrinos que vêm para a Páscoa? interrompeu-o o tribuno. No entanto, as festas só começarão daqui a uma semana. E é bastante raro ver um simples viajante com um cavalo. Todo seu ser transpirava desconfiança. Era um homem de estatura mediana, mas de ombros muito largos, cobertos por uma armadura de metal ornada com cabeças de leão. Tirou seu capacete de pluma vermelha para examinar o jovem mais detidamente. Seus traços eram duros e salientes, seu olho escuro muito agitado e seus cabelos curtos caíam em mechas no alto da testa. Não seria fácil enganá-lo. 17


– Meu nome é Fílon e acabo de chegar de Alexandria. Na verdade, foi meu irmão que me mandou para cá. Ele devia inaugurar as portas do Templo que foram guarnecidas de ouro graças à generosidade dele. Mas está doente e não pôde fazer a viagem a tempo para a Páscoa. – Um Egípcio, hein? E, pra piorar, uma espécie de enviado. O tribuno fez um sinal e seus soldados recuaram. Fílon pôs-se de pé com fingida lentidão. Todos riam de sua túnica e de sua cara sujas. – Parece estar menos brilhante do que as portas de seu Templo. Foi o rebelde que o deixou assim? – Era um rebelde? Eu não vi nada. Entrei agora há pouco com meu cavalo, chamei e, do nada, aquele homem caiu sobre mim. Devia estar escondido na palha, lá atrás. Ele me atingiu não sei com o quê e eu desabei no chão. Quando voltei a mim, vocês estavam a meu redor. Ele queria minha montaria, é isso? O tribuno ignorou a pergunta: – Como explica todo esse sangue em você? Fílon passou os dedos na nuca: – Ele deve ter me cortado. Ou terão sido os pontapés com que seus soldados me presentearam? – Meus legionários obedecem a ordens. Aquele homem é um sedicioso. Ele e seus comparsas pretendem desencadear uma guerra contra o Império. Escapou-nos de manhã cedo no bairro dos perfumistas e seus ferimentos o teriam impedido de ir mais longe. Mas contou com cumplicidades dentro da cidade. Sabe a sorte reservada aos cúmplices desse tipo de traidores? Avançou um passo, quase encostando em Fílon. Queria esmagá-lo fisicamente com seu poder e sua força. – Sim, é óbvio que sabe. Assim, é melhor explicar muito bem o porquê de todo esse sangue. Que o tenha nas costas, tudo bem, se ele o atacou por trás. Mas e na frente? Tem certeza que não ficou cara a cara com ele? E de que não o ajudou? Fílon sustentou seu olhar. Estava persuadido de que o romano não teria nenhum interesse em maltratar um mecenas do Templo. A menos que dispusesse de provas contra ele. 18


– Disse que ele estava ferido. Talvez ele tenha me revistado com as mãos cheias de sangue. O tribuno fez uma expressão em que se misturavam a ironia e o desdém: – Você tem resposta para tudo, egípcio. Mas isso não o torna inocente aos meus olhos. Pelo contrário... Onde ficará hospedado em Jerusalém? – Esperam-me na casa de Ezequias. – Ezequias, o encarregado da ordem no Sinédrio1? Que coincidência! Um rebelde foge, rouba um cavalo, e o proprietário deste é hóspede justamente de Ezequias... Confesse que, em meu lugar, também ficaria com a pulga atrás da orelha. – Não faz nem uma hora que cheguei a Jerusalém! – E isso é o mais incrível. Mas que seja, admitamos que seja inocente nesta história. Então repetiu, detalhando cada uma das sílabas: – Admitamo-lo provisoriamente. Pois bem! Como não quero que lhe aconteçam outros imprevistos, dois de meus soldados o escoltarão até a casa de Ezequias. Eles aproveitarão para verificar se não mentiu para nós. O que não me surpreenderia, como pode imaginar... Examinou mais uma vez Fílon da cabeça aos pés, particularmente o punhal de cabo ornado com motivos geométricos. Depois, designou dois homens para acompanhá-lo. Fez então que ia sair com o resto de seus soldados, mas, na soleira da porta, voltou-se: – A propósito, egípcio. Sua faca. Não creio que ela tenha vindo do Egito.

1

Grande Conselho de Jerusalém, encarregado das questões de religião e de justiça. 19


www.vestigioeditora.com.br www.twitter.com/vestigio_editora www.facebook.com/vestigioeditora


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
O assassino e o profeta by Grupo Autentica - Issuu