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Manual de instruções do Bebê

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Henk Hanssen

Manual de instruções do

Bebê para quem acaba de ser promovido a pai


Henk Hanssen

Manual de instruções do

Bebê para quem acaba de ser promovido a pai

Tradução Nilza Laiz Nascimento da Silva


“A coragem para criar uma criança é o que faz de você um homem.” Barack Obama, 2008

“Construir uma carreira é apenas uma busca temporária. Em um certo momento, você compreende que a vida consiste de uma série de etapas. E qual é, para você, a essência de cada uma delas? Quando você descobrir, poderá se tornar uma pessoa feliz. Se você tiver ousadia para isso.” Jo Hanssen (1925-1994)


Agradecimentos Gostaria de agradecer a Rogier van Bakel, um dos meus amigos mais antigos e pai de duas meninas adoráveis, por sua eloquente tradução para o inglês. Rogier, um jornalista de origem holandesa que mora nos Estados Unidos, escreve frequentemente para publicações como o jornal The New York Times e a revista Rolling Stone. Sou também, muito grato à minha editora Annemarie Skjold, que me convenceu de que meu livro deveria atravessar fronteiras, pois dois jovens pais na Nova Zelândia estavam ansiosos por ele: seus próprios filhos. Queria agradecer também a Karen van Drongelen e a Joke Hammink, do Centro de Nutrição, e Lydia de Raad, do Council of Cooperative Breastfeeding Organizations pela contribuição para o capítulo sobre alimentação infantil, e Angelique Jansens, da Maternity Care da Holanda, pelos conselhos profissionais sobre várias passagens do manuscrito. Meus sinceros agradecimentos também a Frank Hanssen que, tanto como irmão quanto como profissional de planejamento financeiro, contribuiu de maneira inestimável para o capítulo sobre planejamento financeiro. Ao consultor em organização Peter Schoemaker e meu irmão Peter Henssen, pelos comentários e sugestões para melhorar o capítulo sobre planejamento pessoal. A Bernardette Bergsma, pelas pesquisas. A Lisette Roskam, por compilar o sumário. A jornalista Pim Christiaans, por seus conselhos editorias. A Erik Prinsen, pela direção de arte e suas maravilhosas ilustrações. Por fim, mas não com menor importância, à minha companheira Ingrid van Roosmalen, pela paciência e pelo lançamento e desenvolvimento conjunto dos nossos “produtos”: nossa filha Rosa e nosso filho IJsbrand.


Introdução Era uma fria manhã de dezembro de 1999, e eu olhava absorto para a inconfundível marca azulada que aparecia naquele pequeno bastão de teste de gravidez. Durante anos, o princípio que governava minha vida amorosa tinha sido uma cópia exata da maneira como eu tratava meu trabalho. Eu seguia uma carreira independente, tanto como escritor quanto como amante. Eu acreditava que não me encaixava naquela clássica receita romântica, na qual duas almas se misturam e dão origem a um bolo doce e delicioso. Sendo eu um dos ingredientes, a massa certamente não cresceria. Hoje, porém, não há mais caminho de volta. Assustadíssimo ao olhar para aquele bastão branco, corri à livraria mais próxima e fiquei feliz por encontrar O livro do bebê para pais. O autor inglês Peter Little dava dicas fantásticas do tipo “Nunca deixe um bebê sozinho do lado de fora de uma loja ou supermercado, nem que seja por um minuto”. Sentindo-me insultado com aquele conselho óbvio e sombrio, corri novamente para a livraria e voltei para casa com o livro Ligeiramente grávido, que parecia ter o mesmo tom constrangedor. Ligeiramente grávido? Eu não estava grávido. Como eu escrevia para revistas masculinas como a Men’s Health, eu queria me informar de um modo mais atual, sem baboseiras, só com o básico necessário mesmo. Então, decidi fazer bom uso da minha indignação. Junto com alguns colegas, pais jovens que também haviam desenvolvido uma certa alergia aos típicos livros sobre bebês, montei um site chamado www.ik.vader.nl, ou iDad. Ser pai ou tornar-se pai é fantástico, mas vamos continuar sendo homens, era essa nossa mensagem. Querem que os homens se envolvam na criação das crianças com a paternidade? Então comecem a se comunicar de uma maneira que seja atraente para eles. Cortem fora os diminutivos, não despejem dezenas de palavras sobre as dores do parto. (Isso é chato! É muito piegas!) e


outras experiências que são exclusivas das mães. E não usem a palavra pais quando se referirem apenas às mães. E, mais importante de tudo, acrescentem humor para deixar o papo sobre bebê mais digerível. Eu estava acostumado a escrever artigos para meu site, assim como colunas em revistas e livros. Eu havia trabalhado como repórter policial, correspondente de guerra e como articulista sobre viagens e turismo, tendo cruzado Madagascar, metade da Europa e da Ásia. E lá estava eu escrevendo sobre a arte de trocar fraldas com eficiência e sobre a paternidade nos tempos antigos. Antes que me desse conta, eu havia me tornado, de alguma maneira, um especialista no assunto, em parte por causa da ausência de concorrentes, mas também porque eu estava adorando o alcance, o significado emocional e a atualidade do assunto. Este livro foi publicado pela primeira vez em 2003. Ainda vendendo números expressivos, o livro é hoje considerado um manual de referência nos Países Baixos para os homens que estão prestes a se tornarem pais. A produção do livro foi parcialmente financiada pelo Ministério de Assuntos Sociais da Holanda. Minha proposta de desenvolver um workshop e um manual de instruções do bebê ajustava-se ao objetivo deles de derrubar as barreiras da informação sobre criação de crianças para os homens. Espero que o Ministério não tenha se arrependido de seu investimento. Em 2007, um estudo das Nações Unidas descobriu que as crianças holandesas são as mais felizes do mundo ocidental (sim, nós ultrapassamos até aquele paraíso da paternidade – a Suécia – que acabou ficando em segundo lugar, enquanto Estados Unidos e Reino Unido ficaram no fim da lista!). Eu admito que seria absurdo afirmar que a abordagem deste livro é a razão principal pela qual as crianças de meu país, a Holanda, são tão ricas emocionalmente. No entanto, não deve haver na Holanda muitos pais que, de alguma maneira, não tenham recebido a mensagem que estamos enviando desde 2003: tornar-se pai vai ter o efeito de um tsunami em sua vida; portanto, prepare-se. Tanto o livro quanto o


workshop despertaram a atenção maciça dos meios de comunicação, reafirmando aquela ideia, antes impopular, de que uma criança precisa de seu pai desde o primeiro dia de vida. Como medida de nosso sucesso, as obstetrizes e assistentes de maternidade distribuem hoje um exemplar deste livro em seu primeiro encontro com pais jovens. Em resumo, parece justo dizer que o livro desempenhou bem seu papel de tornar as crianças holandesas as mais felizes do mundo. Como um grande número de pesquisas indica, as crianças se desenvolvem melhor se crescerem em um ambiente equilibrado, no qual tanto a mãe quanto o pai cuidam delas. E se há algo que este livro faz é mostrar aos homens a importância de seu envolvimento.

Bom profissional e bom pai Durante milhares de anos, os homens viveram como guerreiros e caçadores. Eram os provedores responsáveis pelo sustento da família. Eles dominavam as mulheres e as crianças com uma superioridade baseada na força física, e mantinham a economia funcionando. No entanto, durante as últimas poucas décadas – o equivalente a um piscar de olhos na história da evolução do ser humano – tem-se exigido que os homens controlem seus instintos de caça e expressem suas emoções. O macho indomável está batendo em retirada em várias frentes, inclusive em casa e no trabalho. O modelo de trabalho do tipo “ou faz do meu jeito ou rua” está caindo por terra. Da mesma maneira, o pai que impõe sua autoridade com uma boa surra tornou-se objeto de desprezo. No mercado de trabalho de hoje, um profissional deve possuir tanto qualidades masculinas quanto femininas, entre elas estão: não reprimir as emoções, colocar-se no lugar do outro, ouvir os clientes, avaliar os caprichosos desejos do público. “É chegada a hora de os homens aprenderem a jogar o jogo das mulheres”, escreveu o guru da administração Tom Peters. Suas palavras, evidentemente, repercutiram nos dias de hoje, e


os homens estão ávidos por desenvolver habilidades mais delicadas. Eles frequentam workshops e aulas de produtividade, resolução de conflitos, dinâmicas de grupo, inteligência emocional, motivação, desenvolvimento de equipes, redução de estresse e assim por diante. Porém, você pode aprender o mais moderno e eficaz método de ser um bom profissional ao lado do berço do seu filho e à mesa da sua cozinha. Com este manual, você matará dois coelhos de uma vez só: você vai gerenciar sua família como um especialista e vai adquirir as habilidades que o impulsionarão adiante no mundo profissional de hoje. William Pollack, psicólogo de Harvard, estudou a relação entre as habilidades de ser um bom pai e um bom profissional. Ele diz: “Os líderes modernos, homens e mulheres, necessitam de visão criativa, flexibilidade emocional, capacidade decisória independente, somadas à habilidade de trabalhar dentro de sistemas, redes e equipes criativas. Eles também devem ser capazes de angariar apoio e alcançar resultados em meio às constantes mudanças organizacionais. Minha experiência de consultor e pesquisador tem mostrado que, para os homens, são exatamente essas as habilidades que são aprendidas e dominadas com sucesso pelo pai mais bem adaptado”.

Para este livro, um pai é um profissional completo: a família é seu trabalho, a mãe é seu fornecedor e o bebê é seu produto. Obs.: Um rápido esclarecimento antes de começarmos. Em vez de usar o termo “leite de mamadeira”, que de maneira um tanto confusa pode significar tanto o leite em pó como o leite da mãe transferido para a mamadeira, utilizo a expressão “leite substituto”. Sugestões ou comentários podem ser enviados à henk@babymanagement.com.


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Parabéns! Os cumprimentos são pela chegada do seu bebê. O maior trabalho de sua vida está prestes a começar! Não importa a quantas promoções, greves, aquisições e falências você tenha sobrevivido, não há maior desafio do que o lançamento e o desenvolvimento deste projeto, que é o seu bebê. Ser multitarefas, lidar de forma eficaz com o tempo, fazer apresentações interessantes, controlar o orçamento, superar as adversidades, formular uma visão de futuro – são habilidades que as pessoas, em geral, não dominam antes de ter gasto décadas no mercado de trabalho... Bom, sua criança está prestes a ensiná-las a você quase sem querer e num curto período. Tudo o que você precisa é envolver-se – e se manter envolvido – desde o primeiro dia. Quatro pessoas estão contando com sua total atenção: • Seu filho: Crianças com pais engajados se saem melhor em diversos aspectos da vida do que aquelas cujos pais são distantes. Elas apresentam habilidades motoras melhores, têm mais iniciativa e são psicologicamente mais fortes. As influências positivas que os pais exercem sobre suas crianças podem ser sentidas durante todo o período até a adolescência: as meninas com pais envolvidos costumam ser melhores em matemática; os meninos desenvolvem melhor a habilidade para a solução de problemas, e ambos os gêneros apresentam maior confiança e menor probabilidade de cair em tentação com as drogas. • Sua companheira: Em geral, as mães costumam colocar alta responsabilidade sobre si mesmas. Uma das razões para isso é que elas se veem como as cuidadoras fundamentais, mesmo que assumam, em paralelo, responsabilidades por uma carreira profissional. Se ela puder delegar algumas das tarefas a você, ela se sentirá mais calma e o relacionamento certamente será melhor. 19

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• Seu patrão: Quase todas as empresas encaram o mundo profissional masculino como algo totalmente separado da esfera privada, da vida familiar. A foto da família sobre a mesa de trabalho de um profissional é sinal de estabilidade, mas raramente vista, como um grupo de pessoas queridas que, às vezes, poderão ter prioridade sobre a próxima reunião de negócios. Mais ainda, uma gama de estudos mostra que o conflito entre casa e trabalho é tão real e doloroso para os pais que trabalham fora quanto é para as mães que trabalham fora. E não são apenas os yuppies hiperambiciosos que fracassam em encontrar um equilíbrio; em todas as camadas socioeconômicas há relatos de pais que mostram discrepância entre as horas de trabalho e as de convivência familiar. Os patrões fariam melhor se admitissem a existência desse problema e tentassem criar um ambiente de trabalho mais “amigável à paternidade”. Eles não precisam fazer isso por pura bondade. Empresas que não possibilitam um equilíbrio maior entre o trabalho e a família têm seus objetivos afetados. O desequilíbrio pode levar a uma reação em cadeia de diminuição de concentração, maior estresse, ausências por doença etc. A retenção do empregado também se torna um problema. Pessoas com problemas na relação trabalho–lar apresentam probabilidade três vezes maior de mudar de emprego. Um número crescente de empresas nos Estados Unidos está incorporando a crença de que “bons pais são funcionários melhores”, criando, dessa forma, locais de trabalho mais amigáveis aos pais. • Você: Envolver-se com a paternidade e se manter engajado lhe oferecerá oportunidade inigualável para o seu desenvolvimento pessoal. Paciência, perseverança, lealdade e responsabilidade são só algumas das habilidades que (goste ou não) você praticará. Este livro é um guia passo a passo sobre o processo completo de cuidar de bebês como se fosse um trabalho. Em onze capítulos objetivos, 20


analisaremos todos os aspectos do seu produto, o seu mercado, as estratégias de comunicação, os desafios tecnológicos e os fatores críticos que determinam os lucros ou as perdas. Sabemos que você vai gostar deste livro – e o seu bebê também!

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1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Cabeça – macia e maleável Cérebro Cabelo Fontanela (moleira) – tecido membranoso Olhos – foco entre 15 e 30 cm Nariz – olfato eficaz Ouvidos – registram sons de 16 a 20.000 Hz Boca – morde forte; reflexo de sucção

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1 4

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8 2

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9. Dentes – 20 no total, ainda incrustados abaixo da gengiva 10. Pescoço 11. Coração 12. Mãos – reflexo forte de agarrar 13. Pele – fina e macia, sensível a substâncias químicas 14. Coto umbilical – em média 5 centímetros

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go

rdu

ra

Composição química:

proteína água

16

70% água 16% gordura 11% proteína 1% carboidrato 2% outros

25 ,

kg

Peso

15

Temperatura ao redor do 32ºC corpo

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no 21ºC 15. Ânus – regulador de saída ambiente 16. Genitais – duas possíveis variações 17. Marca de nascença – muitas variações possíveis

Por favor, certifique-se de que o seu produto foi entregue com todas as partes! Comprimento: 45 a 56 cm

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Especificações do produto 1. Cabeça: Grande: ocupa um quarto do comprimento total. O formato depende do tipo de parto. O parto por sucção pode resultar numa cabeça em formato de cone, temporário, que gradualmente dá lugar às formas e proporções normais. 2. Cérebro: Desenvolve-se por meio de experiências. Impulsos positivos geram substâncias que criam novas conexões entre as células cerebrais. 3. Cabelo: Não é um acessório padrão em cada produto. Uma penugem pode aparecer nos ombros e nas costas (ou mais raramente, no corpo todo). Desaparece em algumas semanas. 4. Fontanela: Para possibilitar a passagem do bebê através do canal de nascimento, sua cabeça é momentaneamente comprimida. Esse recurso engenhoso é possível graças às membranas flexíveis (fontanelas) que unem os ossos do crânio. As fontanelas no topo da cabeça do bebê são os pontos mais moles dessas membranas. A palavra fontanela deriva do latim e significa “pequena fonte”, já que se acreditava que elas produziam líquidos. Durante os dois primeiros meses as membranas crescem porque a própria cabeça cresce, mas as partes do crânio gradualmente convergem e as junções entre elas endurecem, eliminando os pontos moles. 5. Olhos: Após o parto, os olhos do bebê fixam o rosto da mãe por cerca de uma hora, interessados em detectar, principalmente, movimentos. As pupilas grandes chamam a atenção. A cor dos olhos (assim como a cor da pele e dos cabelos) é determinada por níveis naturais de melanina. Bebês caucasianos (brancos) vêm, em geral, equipados com olhos azuis ou cinzas, enquanto a maioria dos recém-nascidos africanos ou asiáticos têm olhos castanhos. A cor final só é evidente após um ano, mais ou menos, pois durante esse período a pigmentação pode aumentar. 6. Nariz: Órgão fundamental cuja função primária é encontrar o alimento. Após alguns dias, o nariz é capaz de distinguir entre o leite da mãe e aquele que é industrializado. 24


7. Ouvidos: Sensíveis ao volume e ao som. Habilidades para aquisição de linguagem estão presentes desde o primeiro dia de vida. A maioria dos bebês é receptiva aos tons agudos da voz humana. 8. Boca: Função de alarme embutida. Produz sorrisos após quatro semanas. Papilas gustativas preferem alimentos doces. 9. Dentes: Há uma chance de 0,2% de que o produto venha equipado com um dente visível. César e Napoleão pertencem a este seleto grupo. 10. Pescoço: Músculos ainda não desenvolvidos. 11. Coração: Pesa 30 gramas; bate, em média, 140 vezes por minuto. 12. Mãos: Durante os primeiros dias no mundo, seu bebê é capaz de agarrar firmemente a mão ou o dedo de um outro humano. Esse reflexo perde a força à medida que o tempo passa. 13. Pele: Seu bebê vem embalado numa substância sebácea gordurosa branco-acinzentada e cheio de flocos de pele. A função mais importante dessa camada oleosa é facilitar a passagem do bebê através do canal de nascimento, mas ela também protege contra infecções precoces. Hoje em dia, essa embalagem é raramente removida logo após o nascimento, como foi o costume por muito tempo. A camada de gordura desaparece naturalmente, não necessitando de qualquer intervenção. 14. Coto umbilical: O cordão umbilical é, literalmente, a linha vital através do qual o seu fabricante fornece ao seu produto oxigênio e nutrição. Após o nascimento do bebê, o cordão umbilical continua pulsando por cerca de cinco minutos. Assim que ele para, esse cordão vital é cortado e pinçado. A parte remanescente seca e fica preta, caindo finalmente após cinco a dez dias. Até lá, ele deve ser mantido limpo e seco. 15. Ânus: Equipado com duas funções: gerenciamento de dejetos e como receptáculo para termômetro. 16. Genitália: Parece comparativamente grande. O corpo vai crescer mais rápido do que os órgãos sexuais. 17. Marca de nascença: Seu produto pode apresentar uma marca de nascença que varia de tamanho e gravidade. Consulte sua obstetriz ou médico. 25


Escala de Apgar Nos minutos seguintes ao nascimento, a obstetriz ou o médico checarão os sinais vitais de seu bebê, por duas vezes: a primeira imediatamente após o nascimento e a segunda, cinco minutos depois. Este teste das “funções de vida” é baseado num modelo elaborado em 1952 pela professora de anestesiologia de Nova York Virginia Apgar. Ela considerava o nascimento como o “momento de maior risco na vida de uma pessoa” e desenvolveu um teste para indicar a presença de uma possível emergência médica. O teste de Apgar não é apenas um teste com o nome de seu inventor; é, também, um acróstico, em inglês, que significa aparência (cor), pulso (batimentos cardíacos), grimaça/careta (resposta aos estímulos), atividade (movimento muscular saudável) e respiração (esforço respiratório). Seu bebê pode ter uma pontuação de 1 a 10, com o máximo de 2 pontos por categoria. Veja o teste representado numa tabela:

Í ndice A pgar

0

pontos

1

ponto

2

pontos

Cor do corpo

Azul (cianótico)

Corpo rosado, membros azulados

Inteiramente rosado

Frequência cardíaca

Não detectável

Abaixo de 100 bpm

Acima de 100 bpm

Resposta aos estímulos (reflexos)

Nenhuma/ ausente

Caretas

Espirros!

Movimentos musculares

Muito baixo

Baixo

Alto

Respiração

Nenhuma/ ausente

Lenta, irregular

Choro forte

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Resultados Os resultados indicam como seu bebê enfrentou o nascimento e como ele está se ajustando ao meio externo. A seguir a interpretação correspondente a cada pontuação: < 2 pontos Seu bebê está apresentando uma condição de emergência médica; principalmente se o segundo teste mostrar pouca ou nenhuma melhora. 3 – 4 pontos Um início difícil. O segundo teste deve apresentar melhora. 5 – 6 pontos Em geral, uma pontuação normal para o primeiro teste. Seu bebê apresenta dificuldade com a enorme mudança de ambiente e pode necessitar de alguma ajuda, como oxigênio extra. Não é motivo para maiores alarmes, desde que o segundo teste mostre uma pontuação 7 ou acima. 7 – 8 pontos Boa pontuação. Você tem um bebê saudável. 9 – 10 pontos Não poderia ser melhor. Seu bebê tem desejo de viver! Lembre-se, porém, que não é preciso se preocupar excessivamente caso a pontuação apresente-se um pouco baixa. Não há momento mais difícil na vida de uma pessoa do que o nascimento. A maioria das crianças que experimentam alguma dificuldade durante esse estágio recupera-se rapidamente sem nenhum efeito deletério duradouro. 27


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