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Flórida

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“Por meio dessa heroína intensa, de estilo direto e destino explosivo, Olivier Bourdeaut compõe um réquiem para as inocentes – uma vingança com notas hilárias e cortantes de verdade. [...] Flórida brilha, acima de tudo, no excesso – e é impossível não se deixar seduzir.” ELLE

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tradução

Monica Stahel

Sandrine Cellard

Olivier Bourdeaut

Flórida

Flórida

Oceano Atlântico, em 1980. Graças à ausência de televisão em casa, conseguiu ler muito e sonhar imensamente. Por dez anos atuou no mercado imobiliário, indo de fiascos em fracassos, com entusiasmo constante, e acumulou toda sorte de trabalhos peculiares, como abridor de torneiras num hospital, faz-tudo numa editora de livros escolares, apanhador de flor de sal de Guérande, no Croisic, entre outras coisas. Sempre quis escrever, e Esperando Bojangles (Autêntica Contemporânea, 2022), a primeira manifestação desse desejo, foi um sucesso de vendas na França desde sua publicação, em 2016. Olivier é autor de outros dois romances, Pactum salis (2018), ainda inédito no Brasil, e deste Flórida.

Faça o que dissemos, essa era sua frase antes de me ver sair para a passarela. Frase engraçada. Faça o que dissemos era uma maneira de me associar ao que ela tinha preparado. Faça o que estou dizendo é brutal demais, é uma ordem. Faça o que dissemos é trabalho em equipe. E subo na passarela.

Do mesmo autor de Esperando Bojangles

Olivier Bourdeaut

Olivier Bourdeaut nasceu à beira do

Entre aplausos e cobranças, Elizabeth é arrancada cedo demais da infância para interpretar um papel que nunca escolheu. Flórida é um mergulho literário em temas muito atuais: a superexposição, a ditadura da aparência, a adultização precoce e a sexualização da infância – uma narrativa hipnótica sobre beleza, vingança e a força de quem decide reescrever a própria história.

ISBN 978-65-5928-548-8

9 786559 285488

“Uma escrita que é como um sopro, um grito. Olivier Bourdeaut realiza o feito de ser Elizabeth como Flaubert foi Madame Bovary.” Le Figaro

Tudo começa como num conto de fadas. Aos sete anos, Elizabeth ganha um vestido de princesa e, ao vencer o concurso de minimiss para o qual sua mãe a inscreveu, recebe uma coroa. Mas é justamente ali que o encanto se quebra. Sua infância começa a ser roubada, e ela jamais voltará a vencer. Elizabeth é uma eterna segunda colocada, e nada pode mudar isso – pelo menos não aos olhos da mãe. À medida que cresce, passa a odiar o mundo inteiro, e a adolescência só aprofunda esse abismo. “Entediada, minha mãe me transformou numa boneca. Brincou com a boneca durante alguns anos, e a boneca se encheu. A boneca se vingou.” Seu corpo se torna um campo de batalha, controlá-lo parece ser a única forma de tomar as rédeas do próprio destino. Aos poucos, decide colocá-lo a serviço da vingança: molda-o, esculpe-o, distorce-o. Nunca mais será a princesinha de ninguém. Com ritmo afiado e uma sensibilidade rara, Olivier Bourdeaut veste a pele de uma protagonista jovem, intensa e contraditória. O que poderia ser um risco se transforma em um retrato arrebatador do mal-estar adolescente, tocando em feridas como o assédio, a ambição projetada dos pais, a adultização e as cicatrizes que ela deixa.


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