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Comer com os olhos - Comida Cultura Cinema

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ma obra que vai além do comentário fílmico ao comprovar que comida é cultura. E o cinema, e as suas imagens em movimento, nos convida, de igual maneira a uma refeição, a sentir tudo de todas as formas. Mais de uma dezena de ensaios que colocam o alimento, a fome, a partilha, o desejo e a comensalidade como temas centrais em filmes que parecem ter sido criados para serem devorados com os olhos.

COMER COM OS OLHOS Comida Cultura Cinema

Quando chegamos à sobremesa, estamos convencidos de que a visualidade da comida problematiza práticas sociais, econômicas, sexuais e simbólicas; e do quão pertinente é estudar as múltiplas conotações do comer e do beber em seus aspectos sociais, raciais, geográficos, identitários, históricos, sexuais, antropológicos, religiosos, filosóficos, médicos, culturais, psicológicos, ideológico-políticos, genéricos e linguísticos. Como lembrado pelo diretor Marcos Jorge, “o homem é o único animal que cozinha”. Logo, poucas coisas são tão humanas quanto trazer o fogo e o tempo como aliados, transformar o cru em cozido, comer junto, fazer poesia e roteiros em lugares públicos, como os cafés. Comer com os olhos contribui, decisivamente, para saciar a fome intelectual que muitos leitores têm do assunto e para melhor entender os múltiplos papéis da comida no cinema. Só resta, assim, desejar: bom apetite!

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COMER COM OS OLHOS Comida Cultura Cinema ( O RG S . )

ISBN 978-65-5928-381-1

Sabrina Sedlmayer Rafael Climent-Espino Luiz Eduardo Andrade

o abrir este livro, o leitor vai se deparar com uma sorte de iguarias: baião de dois, bode guisado, goiabada com queijo, mangas frescas, tamales, carne de “porco em puas”, folhas de goiaba, cabritos, xinxim de galinha, arroz ao molho de coco, farofa de dendê, coxinhas, pastéis... mas também será arremessado para o avesso do banquete ao constatar como uma quantidade expressiva de filmes apresenta a escassez, a indigestão, como contraponto à fartura, e propõe a fome como estética e como política. Se esta obra se filia teoricamente ao que se convencionou denominar “gastrocrítica” ou “gastrocinema”, pouco importa aqui. O que percebemos, admirados, é o ineditismo e pioneirismo do gesto: a vertical análise da comida no cinema. Por meio de onze textos oferecidos e postos à mesa, conhecemos culturas visuais específicas – asiáticas, europeias, latino-americanas, norte-americanas –, assim como reflexões sobre a forte imersão do cinema gastronômico nas últimas décadas e as inúmeras nuances que a comida fornece nesses filmes e em determinadas séries lançadas no contemporâneo formato de streaming.


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Comer com os olhos - Comida Cultura Cinema by Grupo Autentica - Issuu