Também participam desta coletânea: Angelo Oswaldo de Araújo Santos, Santos Carlos Alberto Maciel, Maciel Carlos Antônio Leite Brandão, Brandão Celina Borges Lemos, Lemos Danilo Matoso Macedo, Macedo Esther Aparecida Cervini de Melo, Melo Jean-Pierre Blay e Roberto Luís Monte-Mór. Monte-Mór
Obra realizada com apoio da Embaixada Francesa no Brasil
ISBN 978-65-5928-406-1
9 786559 284061
CIVILIZAÇÃO Diálogos entre França e Minas Gerais E LIBERDADE na arquitetura e no urbanismo
Foto: Mario Ulysses
Arquiteto e urbanista (UFMG, 1980), mestre (UFMG, 1997) e doutor (UFBA, 2007) em Arquitetura e Urbanismo, é professor titular de Projeto na UFMG. Foi presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-MG, 1997-1999) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG, 1999-2002), secretário municipal de Administração Regional Pampulha (2004-2007), diretor da Escola de Arquitetura da UFMG (2008-2011), diretor da Editora UFMG (2015-2024) e é presidente do Icomos Brasil (desde 2021). Autor de vários livros e artigos sobre arquitetura e urbanismo e de projetos arquitetônicos, urbanísticos e de restauração-conservação.
A obra detalha o impacto francês na arquitetura mineira desde o período colonial à contemporaneidade, passando pelo barroco, o neoclássico, o eclético e o art déco até chegar ao modernismo. Através do olhar de renomados pesquisadores, são exploradas as nuances da rica troca entre o estado brasileiro e o país europeu, que transcende a mera transferência de estilos e se embrenha nas aspirações de construir uma sociedade mais justa e igualitária. Um testemunho da incessante transformação impulsionada pela liberdade de criar e pela vontade de civilizar, características que definem o espírito mineiro e a influência francesa ao longo dos séculos.
Flavio de Lemos Carsalade (Org.)
Flavio de Lemos Carsalade
Civilização e liberdade: diálogos entre França e Minas Gerais na arquitetura e no urbanismo explora três séculos de intercâmbio cultural, arquitetônico e urbanístico entre Minas Gerais e França. Organizado por Flavio de Lemos Carsalade, o livro traz uma série de estudos sobre como as ideias de liberdade, inspiradas pelo Iluminismo francês, e os conceitos de civilização moldaram profundamente a capitania de Minas do Ouro e, posteriormente, o estado de Minas Gerais.
Flavio de Lemos Carsalade (Org.)
CIVILIZAÇÃO E LIBERDADE Diálogos entre França
e Minas Gerais
na arquitetura e no urbanismo
Já parou para pensar na sua mais longínqua lembrança envolvendo a França? Ao conhecer este livro, eu me fiz a pergunta, e vieram-me da infância mais notas musicais do que palavras, as quais pude resgatar com um amigo francês: “Pomme de reinette et pomme d’api, tapis, tapis rouge, pomme de reinette et pomme d’api, tapis, tapis gris”. Aos oito anos, entoando-as, eu me dava um tapinha na boca, outro no punho fechado da criança ao lado, até percorrer a roda. Que mistério a origem dessa escolha de quem ficaria no pique: uma antiga cantiga francesa pairando numa rua de Belo Horizonte em 1952. Com essa memória, mostro que cada um pode ter algo a contar sobre a sua mais remota ligação cultural com a França. Aqui podemos acompanhar as que Flavio de Lemos Carsalade reúne e põe ante os nossos olhos. Nelas, vamos encontrar, entremeadas nas referências intelectivas, também as que vieram pela visão, pela audição, pelo tato, pelo olfato e pelo paladar, como o tournedos e a mayonnaise servidos no então Cassino da Pampulha. Para mim, menina do interior, sinal inequívoco de civilização era ir à Confeitaria Elite, na Rua da Bahia, tomar o frappé de coco com canudinho de palha dourada, posto em liberdade ao ser sanfonado o seu invólucro de papel de seda branco, com direito à infalível blague do meu pai: “Madame Petit-Pois, voulez-vous danser avec moi daqui para ali e de lá para cá?”. A resposta a ser dada era: “Est-ce que tu penses, le menuet também canse!”. Lendo este livro, todos na certa terão a acrescentar os seus próprios “etceterrá ”... Beatriz Magalhães, autora de Belo Horizonte: um espaço para a República 5