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Como tudo começou – A primeira aventura da Turma do Planeta

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Silvana Gontijo

Como tudo comeรงou A primeira aventura da


Silvana Gontijo

Como tudo começou A primeira aventura da

ILUSTRAÇÕES DE

André Ayres Renan Motta Lima


As aventuras da Turma do Planeta sempre começam quando alguém cisma em voltar no tempo para decifrar algum enigma, geralmente ligado à música, a paixão dessa galera. A curiosidade é contagiante, e não demora muito para eles irem buscar no passado respostas sobre algum instrumento musical, alguma partitura, alguma história ou algum som. A primeira viagem foi para tentar aprender como tocar um instrumento que ninguém conhecia. E foi assim que tudo começou.

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Casa da Silvia e do Zeca

Casa do GUI

VEJA AQUI onde vivem nossos amigos da cidade. Todos eles moram no mesmo bairro e estudam na EMPAZ (Escola Municipal Planeta de A a Z).

Casa do king fรกbio

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Casa da Bia, do Paulรฃo e da Tilia


FLoresta do beija-flor azul

ESCOLA

Casa da tinu

Casa da Petica

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COMO TUDO COMEÇOU

N

aquele dia, a banda não pôde ensaiar na casa do Paulão e da Bia, porque seus pais tinham uma reunião de trabalho e não queriam saber de barulho nem de bagunça. Duas coisas impossíveis para aquela turma, principalmente, numa tarde de céu tão azul, na primeira semana das férias de julho. Dias antes, o Paulão tinha recebido um presente de seu amigo Stephen, que morava na Austrália. Era um instrumento de sopro muito longo, uma espécie de tubo de madeira, muito difícil de tocar: o didgeridoo.

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– O Stephen disse que os aborígenes, os “índios” deles, acreditam que o som que sai do didgeridoo bem tocado é mágico.

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E N I G M A

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Descubra tudo sobre o didgeridoo no site www.turmadoplaneta.com e complete: De onde vem esse instrumento?

Quem o inventou?

Tinu estava quase explodindo de tanto soprar, e nada. Quando ela conseguia, o som era terrível. Bia e a cachorrinha Tilia ficavam desesperadas. – Socorro, Tinu! Tá parecendo aquele berrante que a Petica trouxe pra você. Será que isso não é pra espantar ladrão? Música é outra coisa, né? Magia, então, nem se fala. – Que tal a gente procurar um espaço a céu aberto, de preferência, ali na mata? É o único lugar calmo e silencioso e a gente pode ensaiar sem incomodar ninguém... – impaciente, King sempre queria resolver tudo na hora. Petica não podia perder a oportunidade de provocar o vocalista, que quase destruiu o último show da banda ao esquecer a letra de duas canções. Com seu sotaque angolano, ela sugeriu: . 18 .


– Que tal em cima das árvores?! Afinal, tu vives mesmo nas nuvens, estás sempre a esquecer as letras que escrevo para nossas canções... E foi apoiada por Silvia, que vivia socorrendo o amigo em seus esquecimentos: – Assim você já vai estar nas alturas mesmo... Mas Tinu, desafiada pelo Paulão, estava decidida a decifrar aquele instrumento de sopro. – Vamos logo, pessoal! Tenho que descobrir como se toca esse tal didgeridoo. Não vou desistir de jeito nenhum. Ainda mais se for verdade que ele é mágico. – É bom mesmo, porque até agora você só conseguiu atrapalhar a música – Gui emendou num ataque de “sincericídio”, como dizia Bia. Pedro, o jabuti filósofo que Paulão encontrou quase morto no quintal de sua casa, ficava em pânico quando imaginava estar no meio de uma briga. Naquele momento, resolveu tirar o apoio – ele próprio – do braço de Zeca, o percussionista que adorava batucar em seu casco. Foi um tombo espetacular e hilário. O próprio Zeca, com seu eterno bom humor, caiu na gargalhada de sua posição ridícula – emborcado sobre o atabaque. E o melhor: livrou Pedro daquela batida repetitiva e irritante que ecoava em seu cérebro, mas que muitas vezes ele aguentava com uma paciência que só as pessoas “muito antigas”, como dizia Bia, podem ter. Mas quem mais se divertiu e literalmente rolou no chão às gargalhadas foi o Gui. A entrada dos pais da Bia e do Paulão, decididos a colocar um ponto final naquela bagunça, interrompeu a gargalhada geral. – Meninos, já estou querendo espanar vocês junto com a poeira da sala. Faz três dias que vocês tentam tocar essa flauta esquisita. Como é mesmo o nome disso? . 19 .


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