Copyright © 2017 Malcolm McDonald e Beth Rogers Copyright © 2019 Editora Autêntica Business Tradução publicada mediante acordo com a Kogan Page. Título original: Malcolm McDonald on Key Account Management
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EDITOR
REVISÃO TÉCNICA
Marcelo Amaral de Moraes
Marcelo Amaral de Moraes
ASSISTENTE EDITORIAL
REVISÃO
Vanessa Cristina da Silva Sá
Lúcia Assumpção
CAPA
DIAGRAMAÇÃO
Diogo Droschi
Larissa Carvalho Mazzoni
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) McDonald, Malcolm KAM : Key Account Management : como gerenciar os clientes estratégicos da sua empresa para vender mais e melhor / Malcolm McDonald, Beth Rogers ; tradução Afonso Celso da Cunha Serra. -- 1. ed. -- São Paulo : Autêntica Business, 2019. Título original: Malcolm McDonald on Key Account Management. ISBN 978-85-513-0473-0 1. Administração de vendas 2. Clientes - Contatos 3. Marketing 4. Planejamento estratégico 5. Vendas e vendedores I. Rogers, Beth. II. Título. 18-23026 Índices para catálogo sistemático: 1. Marketing : Estratégias : Gestão empresarial : Administração 658.8 Iolanda Rodrigues Biode - Bibliotecária - CRB-8/10014
A AUTÊNTICA BUSINESS É UMA EDITORA DO GRUPO AUTÊNTICA São Paulo Av. Paulista, 2.073 Conjunto Nacional, Horsa I 23º andar . Conj. 2310 - 2312 Cerqueira César . 01311-940 São Paulo . SP Tel.: (55 11) 3034 4468 www.grupoautentica.com.br
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CDD-658.8
MALCOLM MCDONALD BETH ROGERS
KAM KEY ACCOUNT MANAGEMENT
Como gerenciar os clientes estratégicos da sua empresa para vender mais e melhor
TRADUÇÃO Afonso
Celso da Cunha Serra
Sobre este livro
Este livro explora o desafio de conquistar, reter e desenvolver key accounts. É aplicável a situações B2B, business to business, em que empresas vendem a empresas, mas os princípios aqui expostos também se aplicam à venda de produtos e serviços complexos a indivíduos com alto patrimônio. Key accounts são clientes bastante importantes e são tratados como mercados em si mesmos. Por conseguinte, exercem poder significativo. Embora seja possível alcançar fatia de mercado e crescimento da receita em níveis expressivos, as key accounts, por suas características, podem solapar a lucratividade, se não forem bem compreendidas e gerenciadas. Key Account Management também é conhecido como gestão de clientes estratégicos, por boas razões. É uma capacidade estratégica. Envolve a seleção de oportunidades e a destinação de recursos escassos a essas oportunidades. Por certo, não é fácil, e estamos muito familiarizados com pesquisas que demonstram a necessidade de um compromisso duradouro, ao longo de anos, para garantir que os programas de Key Account Management evoluam e gerem benefícios. Tornar a empresa atraente para as key accounts e ajustá-la às necessidades dos clientes estratégicos exige análise, planejamento, implementação e renovação contínua. A mudança é constante. Este livro adota uma abordagem incremental ao desenvolvimento de melhores práticas, alicerçadas em fontes de pesquisas objetivas. Não importa que o seu negócio seja uma startup ou uma empresa estabelecida. Sempre há mais a descobrir sobre como melhorar o processo de criação de valor entre os seus produtos e serviços e os seus clientes mais importantes. Este livro foi escrito por dois autores apaixonados pela missão de ajudar as empresas a crescer. Passamos mais de 20 anos pesquisando, 15
lecionando e prestando consultoria sobre Key Account Management (KAM). Condensamos esse conhecimento e experiência neste livro, com o propósito de torná-lo fácil de ler e de usar.
Nota sobre os estudos de casos ilustrativos
Começamos a maioria dos capítulos deste livro com a análise de um estudo de caso ilustrativo. Esses casos são fictícios, mas concebidos para ilustrar questões reais no campo de KAM, que estudamos em nossas pesquisas.
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Agradecimentos
Dedicamos este livro aos nossos alunos dos cursos e dos programas de educação executiva, da Cranfield University School of Management e University of Portsmouth Business School, cujo interesse diligente por nossos tópicos incentivou nosso trabalho produtivo e sustentou nosso comprometimento com a criação e o compartilhamento de conhecimento sobre KAM.Temos orgulho de nossos ex-alunos, muitos dos quais fizeram contribuições diretas ou indiretas para este livro. Também saudamos nossos copesquisadores e nossos coautores de outros livros, especialmente Tony Millman, Diana Woodburn e Lynette Ryals. Agradecemos ao staff da Kogan Page pela fé neste livro e nesta série, e por toda a ajuda em sua produção.
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INTRODUÇÃO AO KEY ACCOUNT MANAGEMENT (KAM)
As pessoas geralmente nos perguntam por que dedicamos tanto tempo a pensar sobre KAM. Nós o fazemos porque sabemos que KAM é importante. As empresas vivem ou morrem por seus clientes estratégicos, e isso afeta a prosperidade para todos nós. As key accounts têm importância estratégica para os negócios. Eles oferecem estabilidade e continuidade ao fluxo de receita. Trabalhamos para desenvolver relações duradouras com o pessoal-chave das equipes de compras das contas estratégicas. Para oferecer apoio às key accounts, temos um conjunto de pessoas, em diferentes níveis e em diversos departamentos – como vendas, finanças, garantia de qualidade, engenharia e atendimento ao cliente. O nível de engajamento é importante nas duas empresas. Ambas estão conscientes da necessidade de trabalhar juntamente com os respectivos account managers e gerentes de compras, valorizando a necessidade de abordagens honestas. Os clientes estratégicos sabem que é importante planejar e implementar cronogramas de fornecimento e pagamento, conosco, os fornecedores – de modo a estarmos preparados para proporcionar-lhes o nível de apoio de que precisam – desenvolve-se um processo de aprendizado contínuo para ambas as empresas na identificação e realização de objetivos mútuos. Duncan Affleck, Gerente de Vendas e Desenvolvimento de Negócios Globais da Beran Instruments Ltd 19
A Beran Instruments Ltd, com sede no Reino Unido, é fabricante de sistemas de monitoramento para empresas industriais e de serviços de utilidade pública, que fornece para o mercado global Se você trabalha em alguma empresa que vende para empresas ou para outras organizações complexas, é provável que tenha alguns clientes grandes e poderosos que você chama de key accounts, ou contas estratégicas. Se você trabalha em uma pequena empresa, eles até podem ser outras pequenas empresas. Alguns dos princípios de KAM ou Key Account Management também se aplicam a alguns cenários business-toconsumer (B2C), como vender para indivíduos com alto patrimônio. Você quer alcançar o sucesso com esses clientes.Você quer que eles apreciem os valores da marca, o serviço extra que você lhes oferece para que alcancem seus objetivos, e espera que eles lhe retribuam, ajudando-o a crescer e a alcançar seus objetivos. Tudo isso é muito bonito, em princípio, mas nunca, jamais, é fácil. Esperamos que este livro o capacite a absorver parte do conhecimento já acumulado sobre Key Account Management e o ajude a refletir sobre suas próprias situações e a tomar iniciativas que as melhorem. Hoje, não é suficiente prestar bons serviços aos clientes, com um ótimo portfólio de produtos e serviços; os clientes querem mais. Cada vez mais, seus clientes estratégicos mais valiosos procuram fornecedores inovadores, com gerentes experientes, capazes de oferecer novos insights que impactem seus resultados financeiros. É hora de o KAM aumentar o cacife. Este livro tem muitas atualizações úteis e sugestões pragmáticas capazes de alcançar exatamente esses objetivos. Diretor de Vendas, setor de manufatura
Definições O que é Key Account Management, ou KAM? Nós o definimos como método de lidar com os clientes estratégicos (cujas necessidades você compreende em profundidade), que oferece a esses clientes estratégicos um valor que os diferencia dos outros fornecedores. 20
Quem e o que são clientes estratégicos? Bem, isso depende dos objetivos da sua empresa. A essência do modelo KAM é destinar recursos escassos a clientes selecionados. Portanto, ter muitos desses clientes impossibilita prestar-lhes bons serviços. Aqui é possível estabelecer uma analogia com a nossa vida pessoal. Conhecemos centenas de pessoas, mas só amamos e cultivamos uns poucos amigos especiais. A ideia da pirâmide (apresentada na Figura 1.1), embora seja uma ilustração muito simples, já lhe dá alguma ideia de uma proposta realista de clientes estratégicos e de clientes comuns. FIGURA 1.1: Seleção preliminar de key accounts
A – 15 maiores (em geração de volume/receita)
B – 30 seguintes
C – 55 seguintes
Fonte: Adaptação de material didático de M. McDonald, Cranfield School of Management
Numerosas empresas caem na armadilha de incluir muitos clientes estratégicos no programa KAM, ou de não monitorar como a qualidade dos relacionamentos business-to-business (B2B) muda com o tempo – com alguns clientes estratégicos caindo para o nível de clientes comuns, e novos clientes estratégicos emergindo de outros segmentos de clientes. Analisaremos a natureza dinâmica dos relacionamentos de negócios ao longo de todo este livro. O KAM é capacidade vital das empresas há mais de 20 anos. As empresas que o gerenciam com eficácia se diferenciam dos concorrentes e desfrutam de crescimento lucrativo. No entanto, as estratégias necessárias para gerenciar as key accounts raramente são estudadas e ensinadas aos jovens que entram no mercado de trabalho.Além disso, treinamento e desenvolvimento contínuos poucas vezes são oferecidos a profissionais 21
de desenvolvimento de negócios que têm trabalhado intensamente para acompanhar a velocidade e a complexidade da demanda na moderna cadeia de fornecimento. Como acadêmicos praticantes que passaram os últimos 20 anos tentando preencher essa lacuna de conhecimento, escrevemos este livro como introdução à estratégia e operações de KAM. A essência do modelo KAM é destinar recursos escassos a clientes selecionados. Portanto, ter muitos desses clientes impossibilita prestar-lhes bons serviços. Aqui é possível estabelecer uma analogia com a nossa vida pessoal. Conhecemos centenas de pessoas, mas só amamos e cultivamos uns poucos amigos especiais.
Jornada de aprendizado deste livro
A premissa básica deste livro é que você o está lendo porque quer que sua empresa ou empregador ganhe dinheiro – e, se você já estiver ganhando dinheiro, é porque quer ganhar ainda mais. O Capítulo 2 analisa como o Key Account Management, ou KAM, se posiciona no esforço total da empresa a fim de gerar valor para os acionistas. Qualquer tolo pode gerar receita de vendas, concedendo enormes descontos em grandes negócios. Mas qual é o propósito disso se o negócio não gera muito lucro quando se consideram todas as despesas de servir ao cliente? Os profissionais de marketing, vendas e desenvolvimento de negócios (não importa como a empresa descreve e denomina as funções responsáveis pela geração de receita) têm a atribuição de aumentar o valor para os acionistas. Basicamente, alcança-se esse objetivo cultivando clientes altamente satisfeitos, mas também é preciso compreender a base de custos da empresa, o custo de capital e a importância do fluxo de caixa e da geração de caixa, além de lucro. Depois de compreender esse aspecto fundamental, porém, surge a questão da análise do portfólio de clientes e da seleção das key accounts, que analisaremos no Capítulo 3. Considerando o desempenho total da empresa, constata-se que alguns produtos e alguns clientes não geram lucro, enquanto outros são muito lucrativos. A tentação de alguns contadores é abandonar os produtos e clientes deficitários ou aumentar os preços para torná-los superavitários ou lucrativos, correndo o risco de perdê-los. Os gerentes de desenvolvimento de negócios precisam questionar essa lógica. No caso da Canada Dry, devíamos manter uma ampla 22
variedade de refrigerantes para atender às necessidades dos clientes que queriam fazer negócios conosco. O problema é que, embora nossa especialidade fossem misturas de alta qualidade (refrigerantes misturados com bebidas destiladas fortes, como gin e uísque), que geravam grandes margens, havia outros produtos, como limonada, em que a margem era pequena ou insignificante. Para fazermos negócios, contudo, tínhamos de ter toda uma variedade de produtos, e sem os produtos de baixa margem não conseguiríamos vender os produtos de alta margem, uma vez que os clientes exigem dos fornecedores todo um mix de produtos. A mesma situação se repete com os clientes. Às vezes, é preciso manter um cliente que não é muito lucrativo, porquanto o papel deles no portfólio de clientes amplia o valor total para os acionistas. Pergunte a qualquer diretor de qualquer grande empresa quais são os seus maiores desafios, e a resposta sempre incluirá o relacionamento lucrativo com clientes grandes e poderosos. Há apenas algumas grandes empresas automobilísticas no mundo; a maioria dos bens de consumo de alta movimentação é vendida por um punhado de grandes varejistas da categoria – e assim por diante. Não fazer negócios com os grandes atores de qualquer setor de atividade é uma grave restrição; portanto, precisamos ser eficazes com esses clientes e, ao mesmo tempo, diversificar o risco, com um portfólio de clientes mais amplo. Mas por que serão esses clientes tão poderosos? No Capítulo 4, convidamos os leitores a se porem no lugar dos profissionais de compras do século XXI. Em tese, o mundo de negócios das décadas de 1950 e 1960 era muito complacente. Os mercados estavam em crescimento, e é fácil ser bem-sucedido quando há crescimento. Os anos 1970 trouxeram o choque da crise do petróleo e o avanço da tecnologia da informação. Em meados dos anos 1980, a globalização das empresas ofereceu aos profissionais de compras todo um novo mundo de fontes de fornecimento e oportunidades de reduzir drasticamente a base de custos das empresas. Obviamente, também era preciso gerenciar o risco de fornecimento. À medida que desenvolviam competências para assumir a nova função estratégica de compras, os novos compradores precisavam de fornecedores capazes de empreender a jornada ao lado deles. O abastecimento continuou a ganhar foco estratégico ao longo das décadas de 1990, de 2000 e depois do colapso financeiro de 2008. E é também durante as crises econômicas que o 23
KAM oferece vantagem estratégica – a capacidade de preservar os clientes importantes faz enorme diferença na aptidão das empresas para sobreviver às recessões. Um erro comum entre os profissionais de vendas foi encarar a demanda por propostas estratégicas como um tipo de cobertura açucarada a acrescentar às vendas. Com efeito, os decisores de compras estavam exigindo mudança de mentalidade e atitudes em relação às vendas oportunistas das décadas de crescimento. Eles queriam discutir suas necessidades com profissionais que compreendessem plenamente suas finanças, seus processos, sua organização e sua cultura. Ademais, queriam fornecedores que lhes oferecessem soluções inovadoras e disruptivas, não apenas produtos e serviços. Assim, no Capítulo 4, explicamos como os profissionais de compras avaliam as categorias de compras e os fornecedores. Caminhe um pouco com os sapatos deles e imagine como eles veem você como fornecedor, em comparação com os seus concorrentes. Pode ser desconfortável, até incomodar muito, mas é absolutamente necessário. No Capítulo 5, tratamos de como analisar as necessidades das key accounts e desenvolver propostas de valor significativas. Nele, incluímos numerosas tabelas, gráficos e análises que você talvez ache úteis para o desenvolvimento de seus próprios planos para clientes estratégicos. A extensão da análise que recomendamos para as key accounts confirma a nossa asserção de que a maioria das empresas realmente não tem muitos clientes estratégicos. O planejamento para key accounts pode consumir muito tempo e recursos. Queremos evitar, porém, que os leitores não destinem recursos suficientes às propostas para clientes estratégicos e acabem perdendo negócios. Temos pesquisas que apenas confirmam o senso comum: é melhor alocar recursos um pouco de mais do que um pouco de menos para oportunidades estratégicas de negócio. Essas técnicas de planejamento o ajudarão a avaliar as necessidades de recursos. Também incluímos, no Capítulo 5, um apêndice escrito por nosso colega Ed Bradford, da Market2Win, sobre jogos de simulação que o ajudarão a ponderar planos para key accounts e reações dos concorrentes. Depois de mencionar, no Capítulo 3, a importância de um portfólio de clientes equilibrado, não gostaríamos de prosseguir sem explicar como a tecnologia pode ajudar na gestão de clientes estratégicos e de clientes comuns no seu portfólio. Somos muito gratos a Bev Burgess, vice-presidente sênior da Information Technology 24
Services Marketing Association (ITSMA), por sua contribuição para o Capítulo 6 sobre Account-Based Marketing (ABM). A tecnologia possibilita que cada vez mais informações sejam convertidas em propostas e comunicações customizadas para cada vez mais clientes. Os investimentos nas melhores práticas mais recentes em desenvolvimento de negócios, impulsionadas por TI, devem ser cuidadosos, e esse capítulo o ajudará a considerar o potencial do ABM e o que ele teria para oferecer à sua organização. Há alguns estudos de casos nos apêndices desse capítulo. Os desafios e soluções referentes à alocação de recursos são explorados no Capítulo 7. Se o KAM requer compreensão profunda dos negócios dos clientes estratégicos, isso, por seu turno, também exige gerentes de contas estratégicas e, também, equipes ad hoc ou até semipermanentes, compostas de profissionais com diferentes competências ou conhecimentos funcionais, para criar propostas de valor. Trata-se de investimento considerável, a ser gerenciado cuidadosamente. Uma das maneiras mais rápidas de falir é pretender “encantar” todos os clientes; o Capítulo 7 também considera modelos de recursos alternativos, para outros segmentos de clientes. Os princípios da classificação dos clientes de acordo com o potencial de crescimento lucrativo de cada um, ao longo do tempo, considerando também as vantagens competitivas do fornecedor em atender às necessidades dos clientes, levam a diferentes ponderações na alocação de recursos. Esse escalonamento, por seu turno, orienta a correta definição de objetivos e a distribuição de recursos escassos. Não é viável prodigalizar recursos a todos os segmentos de clientes. Os negócios são globais, e a globalização promoveu a transição de compras para abastecimento estratégico. Da mesma maneira como reivindicam propostas de valor estratégicas, os compradores também esperam que os fornecedores sejam capazes de entregar-lhes valor em todo o mundo. O Capítulo 8 demonstra modelos de internacionalização e explica alguns fatores que podem ajudar as empresas a se globalizar com os clientes estratégicos – e adverte para entraves que podem inibir a internacionalização. Em especial, analisamos o trabalho no âmbito de culturas muito diferentes. Mais uma vez, oferecemos ferramentas de análise que podem ajudá-lo a escolher as mais adequadas para a sua empresa. O Key Account Management, ou KAM, também é conhecido como gestão de contas estratégicas. É uma capacidade estratégica. 25
Envolve a seleção de oportunidades e a alocação de recursos escassos a essas oportunidades. Por certo, não é fácil, e conhecemos muitas pesquisas que concluem ser necessário um compromisso de muitos anos para que os programas KAM progridam e gerem benefícios. No Capítulo 9, discutimos questões de implementação, análises e gestão de riscos. Finalmente, perscrutamos a nossa bola de cristal, pedimos aos nossos colaboradores que também consultassem a deles, e assim projetamos o futuro do KAM. E nos sentimos muito confiantes nessa sondagem premonitória. Quando, 20 anos atrás, escrevemos sobre KAM, agimos da mesma maneira, e nossas reflexões a respeito, no Capítulo 10, sugerem que alguns de nossos vaticínios foram muito esclarecedores. Como profissional de negócios, você precisa conhecer não só o que as melhores práticas acumuladas revelam sobre o presente, mas também saber se elas dizem alguma coisa útil sobre o futuro. No todo, o objetivo deste livro é oferecer aos leitores ideias sobre como gerenciar os próprios clientes estratégicos. As versões preliminares foram revisadas por profissionais da área. Gerentes de key accounts, diretores de vendas, empreendedores e profissionais de compras ofereceram generosamente suas observações para ajudar a ilustrar os pontos aqui abordados. Nunca duas implementações do KAM são iguais, mas sentimos que as técnicas centrais aqui apresentadas fornecerão a matéria-prima para a consecução dos seus objetivos com o programa KAM. Comecemos agora do princípio – como o KAM pode ajustar-se ao negócio e ajudá-lo a sustentar o crescimento lucrativo... LISTA DE TAREFAS Reflita sobre o que a sua organização está tentando alcançar. Você é capaz de identificar o que torna os seus clientes estratégicos? As atividades de clientes estratégicos se alinham com os objetivos do negócio?
Analisaremos esses tópicos com mais profundidade no Capítulo 2.
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