venceram duas vezes
seu primeiro Prêmio Strega.
o Prêmio Strega, Sandro
Também vencedor do Prêmio Femina Étranger.
“Acabei de descobrir que há na internet 2.180 sites que mencionam quiet chaos. chaos. Tentei abrir alguns, mas eram muito pesados, e meu celular não conseguia. O único que abriu foi este, e agora tenho uma definição de caos calmo: uma caçada que nunca termina, uma caçada em que, de um momento para outro, o caçador pode transformar-se em presa. O que isso tem a ver com a minha vida? Pode ser interessante refletir a respeito. Mas antes pode ser interessante refletir sobre como cheguei até aqui.” “Sandro Veronesi é desses autores que, através da ficção, nos deixam cara a cara com a verdade. E, com a verdade, nos fazem pensar sobre os valores, sobre a ética, sobre a bondade e a maldade, sobre as contradições, tudo aquilo de que somos feitos.” – Tatiana Salem Levy, Valor Econômico
Sandro Veronesi nasceu em Florença
em 1959. Considerado um dos mais importantes romancistas italianos das últimas décadas, assina mais de vinte obras, entre elas romances, contos, poemas e peças jornalísticas. Ganhou o Prêmio Strega em 2006 com o romance Caos calmo, calmo, traduzido em vinte países e vencedor também dos prêmios Femina Étranger e Méditerranée. É autor de O colibri (2024), que lhe rendeu seu segundo Prêmio Strega em 2020, e Setembro negro (2025), todos publicados no Brasil pela Autêntica Contemporânea.
“Ao contrastar o ontem e o hoje, Veronesi é um convite a refletir sobre as mudanças na sociedade, o embrutecimento das pessoas e a deterioração da vida em comunidade. É nostalgia que ajuda a pavimentar o presente.” – Alessandro Giannini, Veja
Tradução KARINA JANNINI
ISBN 978-65-5928-712-3
9 786559 287123
Leia também:
Caos calmo
Foto: Marco Delogu
Veronesi é um deles.
Do autor de O colibri e Setembro negro
Sandro Veronesi
Apenas dois autores
O romance que rendeu a Sandro Veronesi
Sandro Veronesi
Caos calmo
VENCEDOR DO
PRÊMIO STREGA
Nas margens do Mediterrâneo, exausto após uma tarde de surfe, Pietro Paladini é despertado de seu torpor por um som distante. “Ali!”, ele grita para seu irmão, Carlo, que toma sol ao seu lado, “Ali!”. Enquanto eles lutam para salvar duas pessoas que se afogam, uma tragédia se desenrola em outro lugar: ao voltar para casa, Pietro encontra a filha à porta e recebe a notícia de que Lara, a companheira dele, acabara de morrer. A partir desse acontecimento, algo não se organiza como se espera. O luto não irrompe, a dor não se instala. Em vez disso, o protagonista deste romance entra em um estado de suspensão que altera sua relação com o tempo, com o trabalho e com os outros. No primeiro dia de aula da filha, decide esperar por ela do lado de fora da escola o dia todo e, depois, todos os dias. Nesse espaço delimitado, aparentemente banal, a vida continua a acontecer. Pais, colegas, desconhecidos se aproximam, conversam, revelam fragmentos de suas histórias, projetam ali suas inquietações, enquanto Pietro observa, escuta e adia o confronto com a própria perda. Sandro Veronesi constrói um romance em que memória e presente se entrelaçam para investigar os modos imprevistos do luto e as formas, por vezes contraditórias, de resistência à dor. O “caos calmo” que dá título ao livro emerge como a imagem dessa condição: uma ordem instável, silenciosa, em que tudo parece sob controle, mas nada está plenamente resolvido.