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BEM-VINDO A 2026.
Oano começa exigindo do setor avícola mais do que eficiência produtiva. Exige leitura de cenário, capacidade de organização e clareza estratégica diante de um ambiente global mais instável.
Estamos em um ano eleitoral, e isso importa para a cadeia de aves. É o momento de garantir que as pautas do setor estejam presentes nas discussões que vão influenciar infraestrutura, logística, ambiente regulatório e competitividade. O agro brasileiro segue enfrentando desafios estruturais para produzir, escoar e agregar valor, e essa agenda precisa ser tratada com a prioridade que merece.
Ao mesmo tempo, vivemos uma mudança importante na lógica da geopolítica global. Conflitos, tarifas, reorganização de fluxos comerciais e novas tensões entre países estão redesenhando mercados e alterando a dinâmica da concorrência internacional. Para a avicultura brasileira, isso tem peso direto. O Oriente Médio continua sendo uma região estratégica para a carne de frango do Brasil, e qualquer instabilidade naquela parte do mundo afeta rotas, fretes, seguros, custos e previsibilidade.
Mas o desafio não está apenas fora. Antes de olhar para o cenário externo, o setor precisa também olhar para dentro. Como estamos nos organizando? Como estamos nos preparando para responder a mercados cada vez mais exigentes? Em um ambiente de maior tensão geopolítica, as regras tendem a subir. Barreiras não tarifárias, critérios sanitários,
exigências de qualidade e condicionantes comerciais ganham ainda mais relevância.
Isso exige atenção redobrada àquilo que sustenta a competitividade no longo prazo: sanidade, regularidade de abastecimento, padrão de produto, coordenação entre os elos da cadeia e disciplina de gestão. A avicultura brasileira já demonstrou sua capacidade de crescer, conquistar mercados e operar em escala. Agora, o desafio é sustentar essa posição em um ambiente mais complexo.
Os custos seguem no centro dessa equação. Grãos, energia, logística e câmbio continuam determinando margem e capacidade de reação. Por isso, oferta e demanda precisam ser acompanhadas com rigor. Criar desequilíbrios desnecessários em um cenário já pressionado é um risco que o setor não pode correr.
A força da avicultura brasileira está na sua capacidade de adaptação. Mas 2026 não será um ano para respostas automáticas. Será um ano para estratégia, coordenação e vigilância permanente sobre os movimentos do mercado.
Em momentos como este, liderança não se mede apenas pelo volume exportado. Mede-se pela capacidade de transformar pressão em oportunidade, mantendo competitividade, confiança e direção.
Por José Antonio Ribas Jr. Diretor Técnico aviNews Brasil
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A revista aviNews Brasil é uma publicação nacional, editada em português, cujo editorial é direcionado à cadeia avícola, incluindo associações de avicultores, instituições de ensino, sindicatos, empresas e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Os artigos, bem como informes publicitários não expressam a opinião dos editores. É proibida a divulgação total ou parcial de conteúdos publicados sem a autorização dos editores.
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O impacto das síndromes respiratórias na qualidade do frango e nos programas de segurança dos alimentos
Jovanir Inês Müller Fernandes Médica veterinária, mestre e doutora em nutrição animal, professora associada do departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Paraná Setor Palotina
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Crina® Poultry Plus, uma ferramenta para a saúde avícola com efeitos no desempenho produtivo e na saúde intestinal
Equipe técnica dsm-firmenich
Cobb-Vantress completa 10 anos de compartimentação de plantéis avícolas com validação de seis países da América Latina
COBB LatCan
Revestimentos de resíduo de açaí na conservação de ovos
Paula Gabriela da Silva Pires1 , Emily Ortigara Putti², Gabriel da Silva Oliveira3 , Vinícius Machado dos Santos 4 , Priscila de Oliveira Moraes2
1Universidade de São Paulo, Pirassununga, SP ²Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC 3 Universidade de Brasília, Brasília, DF 4Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina, Brasília, DF
HPDDG: ingrediente que nasceu na “energia” e está conquistando espaço na avicultura
1Universidade Federal do Paraná – UFPR – Setor Palotina
2Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal
3ILL Nutrição Animal
4FS Fueling Sustainability
Novos compostos e sinergismo podem contribuir para o controle de salmonelas emergentes
Dino Garcez
Consultor técnico na DGbioss
Com R$ 80 milhões de investimento, Agroceres
Multimix lança agCare e mostra a engrenagem por trás das especialidades para aves 42
Priscila Beck - agriNews Play
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NestSound™: A inovadora tecnologia de monitoramento de som da Petersime para melhorar o bem-estar dos pintinhos
Equipe técnica Petersime
Importância da doença de Marek e Leucose Linfóide na avicultura familiar e caipira – Parte II
Dra. Norma L. Calderón e Dr. Leopoldo H. Paasch Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNAM
Sucessão e Biosseguridade: O “Novo Normal” da Postura foi Pauta no LPN Congress 2025
Agrinews Play Brasil
Modulação Precoce e Integrada da Saúde Intestinal de Aves: Soluções Biochem
Gerência técnica Biochem Latam
Condenações em abatedouros: artrite, pododermatite e ascite em frangos de corte
Brunna Garcia Nutricionista de aves Agroceres Multimix
Programação de painéis de resfriamento evaporativo
Michael Czarick
Departamento de AviculturaUniversidade da Geórgia Tradutor: Serafín García Freire
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção 92
Renata Steffen MSD Pontos de controle importantes para a qualidade de pintinhos correlacionados à temperatura
Aviagen América Latina
Mão de obra, o pesadelo atual dos incubatórios
Adriano Bailos
Consultor internacional em incubatórios
O IMPACTO DAS SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS NA QUALIDADE DO FRANGO E NOS PROGRAMAS DE SEGURANÇA DOS ALIMENTOS
Jovanir Inês Müller Fernandes Médica veterinária, mestre e doutora em nutrição animal, professora associada do departamento de Zootecnia da Universidade Federal do Paraná Setor Palotina
OBrasil é um dos grandes protagonistas na produção de carne de frango global e parte considerável dessa produção nacional é direcionada para outros mercados, sendo o líder mundial de exportações.
Um dos grandes desafios da indústria de carne brasileira é produzir alimentos em larga escala, de alta qualidade e valor nutricional, com preços acessíveis e com baixos riscos à sua saúde humana.
Na produção de alimentos, dentre os fatores essenciais que caracterizam um produto e suas qualidades, a segurança do alimento é considerada componente fundamental.
A incidência de microrganismos na carne de frangos de corte varia de acordo com as condições de manejo durante a criação dos animais e com os cuidados higiênico-sanitários nas operações de abate e manipulação das carcaças, e estão diretamente relacionados à segurança alimentar e à vida de prateleira do produto.
Os microrganismos encontrados nas carcaças são provenientes da pele e das penas das aves vivas, das vias respiratórias, do trato intestinal desses animais e do ambiente de processamento na indústria.
Os desafios respiratórios, principalmente na fase final da produção dos frangos a campo, vêm se intensificando com consequentes impactos econômicos e com risco de comprometimento da saúde humana.
As infecções do trato respiratório representam uma ameaça significativa para o setor avícola devido ao envolvimento de vários patógenos que causam síndromes de doenças respiratórias em aves e em outras afecções decorrentes.
As coinfecções são comuns e geralmente levam a resultados clínicos mais graves do que as infecções isoladas.
As interações sinérgicas bidirecionais entre esses patógenos respiratórios simultâneos contribuem para manifestações clínicas graves e altas taxas de mortalidade, comprometendo as defesas imunológicas da mucosa do trato respiratório e potencialmente exacerbando a doença respiratória.
Em aves domésticas, a síndrome respiratória pode ser causada por infecções e fatores não infecciosos.
Os fatores infecciosos incluem vírus, bactérias, Mycoplasma e Chlamydia, enquanto os fatores não infecciosos geralmente decorrem de falhas nos programas de biosseguridade, de ambiência e de manejos mal executados que geram má qualidade do ar e causam irritação nas vias respiratórias, predispondo às aves aos agentes infecciosos.
Os principais agentes patogênicos incluem o vírus da bronquite infecciosa (IBV), o vírus da influenza aviária (AIV), o vírus da doença de Newcastle (NDV) e o vírus da laringotraqueíte infecciosa (ILTV).
As consequências e perdas causadas pelas síndromes respiratórias como pelo IBV não apenas incluem as granjas de frango de corte, mas também outros setores.
Saúde respiratória
Além das perdas econômicas geradas pelo comprometimento dos parâmetros zootécnicos das aves (incluindo mortalidade final e despesas com tratamentos antimicrobianos), também no abatedouro, as perdas podem ser diretas (condenações sanitárias), ou indiretas, aumentando o custo de produção de carcaça devido ao aumento de horas paradas ou diminuição da velocidade na linha de abate para fazer as condenações.
As infecções nas granjas de matrizes ou avós, resultam em mortalidade, custos com medicação e infertilidade e ovos com cascas mal mineralizadas.
Os prejuízos podem se estender ao incubatório com a redução de vários indicadores de produtividade e devido a prevalência de patógenos oportunistas no sistema respiratório das aves que pode impactar a biosseguridade deste ambiente, potencializando a difusão destas afecções respiratórias por toda a integração.
Ainda, a progênie de um lote de matrizes infectadas, terá um baixo desempenho inicial na granja de frango de corte devido à sua qualidade inferior o que facilitará a apresentação de quadros bacterianos ou virais nos primeiros 10 dias de vida.
Nas aves, os pulmões são conectados a nove sacos aéreos. Essas estruturas permitem uma alta eficiência de troca de ar, uma vez que, após passar pelos sacos aéreos posteriores, o ar é forçado através dos pulmões por compressão dos brônquios primários, antes de retornar para o exterior.
Apesar de possuírem pulmões rígidos e pequenos, esse mecanismo permite que a ventilação ocorra de forma eficaz nas aves. No entanto, devido a esse fator, as aves ficam mais expostas aos agentes externos e variação do ambiente.
Assim, nas aves, a respiração se processa mediante um contínuo movimento de ar, sem uma pausa, como nos mamíferos.
Se a ave estiver debilitada, agentes infecciosos que penetrarem neste sistema poderão predispor às síndromes respiratórias que são decorrentes de interações complexas entre patógenos e fatores ambientais como a temperatura e a umidade do ambiente, ventilação, a amônia e a poeira.
Quando a cama do aviário é muito seca e com formação de pó, podem ser observados problemas com doenças respiratórias e maior taxa de condenação no abatedouro. Por outro lado, camas muito úmidas propiciam a formação de amônia.
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A baixa digestibilidade da dieta, disbioses, estresse por calor, excessivo uso das placas evaporativas e nebulizadores, mal regulagem de bebedouros (vazão, pressão e altura) e alta densidade de alojamento são fatores críticos que contribuem com o aumento da umidade das camas.
O excesso de amônia em contato com as aves de forma contínua é um dos fatores que pode provocar o desenvolvimento da aerossaculite.
A presença de amônia no galpão, mesmo em níveis baixos, gera irritação da mucosa respiratória das aves, redução do movimento ciliar da mucosa da traqueia e aumenta a predisposição para doenças respiratórias.
Além desses fatores predisponentes à aerossaculite e às síndromes respiratórias, as aves de produção são consideradas animais sensíveis a variações climáticas em decorrência da sua dificuldade de ajustar a temperatura corpórea em pouco intervalo de tempo.
Épocas do ano em que há ocorrência de variações bruscas de máxima e mínima facilitam, então, o aparecimento de enfermidades como a aerossaculite pois o animal passará por um estresse térmico, que reduz a imunidade, e exaustão fisiológica durante as tentativas de retenção ou perda de calor.
Essas falhas podem ser ocasionadas principalmente por manejo inadequado das instalações (estruturas mal dimensionadas, falta de isolamento, falhas de projetos e de treinamento de pessoas).
As síndromes respiratórias infecciosas, dependendo o grau de severidade podem resultar em aumento da expressão de citocinas pró-inflamatórias, como os interferons (IFN-γ e IFNα) e as interleucinas (IL-17A e IL-22), ao mesmo tempo diminuir a produção de mucinas e de proteínas de junção estreita (ZO-1, claudina 3 e ocludina).
Esse desequilíbrio resulta também em danos intestinais significativos e no aumento da proliferação de proteobactérias, principalmente Escherichia coli
A infecção simultânea com vírus respiratórios e Escherichia coli patogênica aviária (APEC) tem um impacto mais significativo no trato respiratório das aves em comparação com uma única infecção por APEC, sugerindo que a imunopatogênese desempenha um papel na persistência das lesões.
Além disso, a coinfecção com IBV e APEC pode levar a complicações crônicas e perdas econômicas significativas no setor avícola global. Embora a APEC seja normalmente não intestinal, ela pode habitar o intestino e causar infecções em condições ambientais específicas.
A sinalização imunológica da mucosa respiratória comprometida e os efeitos indiretos sobre a mucosa intestinal podem contribuir para a quebra da funcionalidade da mucosa intestinal, alteração da microbiota e a geração de um ambiente propício para a proliferação da Salmonella
Em casos de fragilidade intestinal, a elasticidade dos intestinos é reduzida. Com isso, durante a tração, os intestinos estarão mais propensos à ruptura, extravasamento de conteúdo fecal, ruptura de vesícula biliar e condenação sanitária.
Muitos casos de salmonelose humana são atribuídos ao consumo de carne de aves, pois as aves são um importante reservatório desse microrganismo. Além da proliferação da Salmonella no ambiente intestinal em disbiose, pode ocorrer a translocação e a contaminação das carcaças durante os processos de evisceração das carcaças.
Os abatedouros são fontes potenciais de contaminação cruzada de carne de frango por Salmonella, representando um estágio crítico para o controle de sua disseminação na cadeia alimentar.
Nas indústrias, após o abate, as carcaças podem ser contaminadas por Salmonella por contaminação cruzada dentro do mesmo lote ou por lotes previamente abatidos. A contaminação cruzada também pode ocorrer por equipamentos, utensílios e água e agravada pela formação em potencial de biofilmes, garantindo a sobrevivência desse agente.
Além de impactar severamente as exportações, a salmonellose zoonótica representa um importante agente etiológico de surtos de toxinfecções alimentares registrados nos hospitais. Outro agente, considerado emergente, apesar de não ser transmitido pelos alimentos como carne e ovos, é o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) que causa alta morbidade e mortalidade nos plantéis avícolas devido ao severo comprometimento do sistema respiratório.
Essa doença respiratória pode ser considerada uma zoonose aviária de grande preocupação para a saúde pública devido ao potencial do vírus sofrer mutações que permite passar da transmissão de aves para humanos para a transmissão de humanos para humanos, o que pode resultar em epidemias ou pandemias.
Entretanto, é importante ressaltar que essa transmissão ainda é considerada rara e não ocorre por meio do consumo da carne de aves e sim pelo contato direto com as secreções de aves infectadas (saliva, muco, fezes) ou ambientes contaminados.
As condenações decorrentes de motivos sanitários envolvendo as síndromes respiratórias resultam em perdas associadas com a redução de velocidade das linhas de abate, atrasos e reprocesso das carcaças e com as perdas das partes afetadas e condenadas acarretando prejuízos em toda a cadeia e se estendendo ao consumidor final.
Como produzir proteína animal de modo mais intensificado sem que haja maiores riscos à segurança alimentar?
É necessário desenvolver estratégias de melhoria na aplicação das normas de biosseguridade em todos os elos da cadeia, as quais não são cumpridas na sua totalidade.
A capacitação e treinamento de colaboradores e técnicos é fundamental para que haja a compreensão da importância do fortalecimento das barreiras externas de proteção à ave e de que todos os possíveis riscos de contágio através do manejo errôneo, carências em protocolos de higienização e desinfecção do ambiente aumentam o risco de contaminação e, por conseguinte, comprometem a produtividade dos animais e possibilidade de perdas econômicas.
Nessa perspectiva, como forma de prevenção e controle é necessário adequar o sistema de produção a protocolos de biossegurança e sanidade avícola como boa higienização e desinfecção do ambiente, vazio sanitário, controle de temperatura para evitar variações climáticas bruscas, manejo adequado da cama evitando assim umidade e dispersão de poeira, correto dimensionamento dos sistemas de ventilação visando a remoção de agentes patogênicos e a disseminação por via aerógena nos galpões e um rígido e eficiente manejo para evitar o acometimento dos plantéis pelas síndromes respiratórias, responsáveis por propiciar significativas e crescentes perdas econômicas para a indústria avícola.
O impacto das síndromes respiratórias na qualidade do frango e nos programas de segurança dos alimentos BAIXAR EM PDF
Referências sob consulta junto ao autor
A performance do sistema produtivo depende da integração entre nutrição, tecnologia e controle de processo. A fornece todas as soluções necessárias para obter resultados extraordinários.
Liberação de nutrientes e energia, com foco em redução do custo da ração e melhora da conversão alimentar.
Melhora a digestão de óleos e gorduras, aumentando o aproveitamento energético e o desempenho zootécnico.
Equilíbrio da microbiota intestinal, promovendo saúde intestinal, melhor desempenho e menor dependência de
Controle de microrganismos indesejáveis, com melhora da integridade intestinal e da conversão alimentar.
Alta biodisponibilidade mineral para desempenho produtivo, qualidade de casca, fisiologia óssea e
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CRINA® POULTRY PLUS, UMA FERRAMENTA PARA A SAÚDE AVÍCOLA COM EFEITOS NO DESEMPENHO PRODUTIVO E NA SAÚDE INTESTINAL
Equipe
Técnica dsm-firmenich Latam
Insights
A intensificação da produção avícola tem aumentado a necessidade de contar com estratégias nutricionais que otimizem o desempenho produtivo e preservem a saúde intestinal das aves, especialmente em um contexto de redução do uso de antibióticos promotores de crescimento e a baixa eficiência desses compostos.
Nesse cenário, os aditivos fitogênicos ganharam relevância como alternativas naturais capazes de melhorar a eficiência alimentar, a digestibilidade dos nutrientes e a resposta fisiológica dos animais.
CRINA® Poultry Plus é uma combinação de tecnologias, desenvolvida para inclusão em dietas de aves e formulada na base de uma sinergia de ácido benzoico de alta pureza e óleos essenciais.
O presente artigo analisa os fundamentos do uso de CRINA® Poultry Plus na nutrição avícola, o modo de ação proposto e seu impacto potencial no desempenho dos animais, na saúde intestinal e na sustentabilidade do sistema de produção.
Introdução
A indústria avícola moderna enfrenta o desafio de maximizar sua produtividade enquanto mantém altos padrões de bem-estar, biosseguridade e sustentabilidade. Tradicionalmente, o uso de antibióticos promotores de crescimento permitia melhorar a conversão alimentar e reduzir os problemas sanitários.
No entanto, questões relacionadas à resistência aos antimicrobianos impulsionaram as restrições regulatórias e a mudança para alternativas nutricionais mais seguras. Outro ponto que vale a pena destacar é a perda de eficácia dessas moléculas, ao longo dos anos.
Nesse contexto, os aditivos fitogênicos derivados de extratos vegetais, óleos essenciais, ácidos orgânicos e compostos aromáticos têm se posicionado como ferramentas funcionais na alimentação das aves. CRINA® Poultry Plus pertence a essa categoria e foi desenvolvido para atuar em processos digestivos e fisiológicos essenciais, contribuindo assim para uma produção avícola mais eficiente.
Natureza e características de CRINA®
Poultry Plus
CRINA® Poultry Plus é um aditivo formulado especificamente para aves e destinado às dietas comerciais utilizadas nas diferentes fases de produção. Sua formulação tem como base uma combinação padronizada de óleos essenciais e ácido benzoico, selecionados por sua estabilidade e compatibilidade com os processos industriais de fabricação de rações.
Uma das principais vantagens desse tipo de aditivo é sua capacidade de exercer efeitos biológicos, mesmo com baixas taxas de inclusão e sem alterar de forma negativa o consumo de ração.
Mecanismo de ação proposto
O modo de ação de CRINA® Poultry Plus está associado principalmente à manutenção da eubiose do sistema digestivo. Os compostos fitogênicos presentes neste aditivo podem influir na secreção de enzimas digestivas e ácidos biliares, favorecendo assim a digestão mais eficiente dos nutrientes.
A formulação com óleos essenciais também permite o controle de organismos Grampositivos, e o ácido benzóico de alta pureza promove um controle adequado das bactérias Gram-negativas.
Do mesmo modo, foi sugerido que esses compostos exercem um efeito modulador da microbiota intestinal, o que contribui para um equilíbrio microbiano favorável. Esse efeito pode resultar em uma menor pressão por parte dos microrganismos indesejados e uma melhor saúde gastrointestinal, o que resulta chave para a absorção de nutrientes e a saúde geral das aves.
Impacto no desempenho produtivo
Diversos estudos realizados com CRINA® Poultry Plus comprovaram melhorias nos parâmetros de produção, como o ganho de peso diário e a taxa de conversão alimentar.
O uso de CRINA® Poultry Plus está associado a uma utilização mais eficiente da ração, o que é particularmente relevante em sistemas de produção intensivos onde o custo da ração representa o principal componente da despesa total.
Uma digestão mais eficiente e uma melhor saúde intestinal permitem que as aves expressem seu potencial genético de crescimento, mesmo sob condições de estresse ambiental moderado. Isso torna CRINA® Poultry Plus uma ferramenta estratégica para otimizar a rentabilidade sem comprometer a qualidade do produto final.
Efeitos na saúde intestinal e no bem-estar animal
A saúde intestinal é determinante no desempenho produtivo das aves. Um intestino funcional não só garante a absorção adequada dos nutrientes, mas também atua como barreira contra os patógenos. O uso de CRINA® Poultry Plus pode contribuir para a manutenção da funcionalidade gastrointestinal, melhorando a morfologia das vilosidades intestinais.
Além disso, ao promover um meio digestivo mais estável, este aditivo pode ajudar a reduzir a incidência de distúrbios digestivos, o que se reflete em uma menor variabilidade dos lotes e um melhor bem-estar geral das aves.
Contribuição para a sustentabilidade da produção avícola
Do ponto de vista da sustentabilidade, a melhoria na eficiência alimentar implica uma redução no consumo de recursos por unidade de produto gerado. O uso de aditivos como CRINA® Poultry Plus pode contribuir indiretamente para reduzir a pegada ambiental da produção avícola, ao otimizar a conversão da ração em proteína animal.
Do mesmo modo, a redução do uso de antibióticos promotores de crescimento está alinhada com as demandas atuais dos consumidores e com as políticas de produção responsável, fortalecendo assim a aceitação dos produtos avícolas em mercados cada vez mais exigentes.
Conclusões
CRINA® Poultry Plus representa uma alternativa fitogênica consolidada nas estratégias nutricionais modernas da avicultura. Seu modo de ação, baseado na melhoria da digestão e na modulação da saúde intestinal, permite otimizar o desempenho produtivo e contribuir para o bem-estar das aves sem recorrer ao uso de antibióticos.
Embora seja necessário continuar gerando evidências cientificas sob diferentes condições de produção, os resultados obtidos apoiam a inclusão de CRINA® Poultry Plus como parte de programas nutricionais destinados a uma avicultura eficiente, sustentável e alinhada com as tendencias atuais do setor.
CRINA® Poultry Plus, uma ferramenta para a saúde avícola com efeitos no desempenho produtivo e na saúde intestinal BAIXAR EM PDF
COBB-VANTRESS COMPLETA 10 ANOS DE COMPARTIMENTAÇÃO DE PLANTÉIS AVÍCOLAS COM VALIDAÇÃO DE SEIS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA
Equipe Técnica COBB-LatCan
Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Peru já deram aval positivo ao sistema compartimentado da Cobb; produto continua a ser exportado mesmo em casos de Influenza Aviária e Newcastle no Brasil.
Certificada para produção em compartimentação desde 2016 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH, antiga OIE), a CobbVantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, obteve a habilitação de seu sistema de compartimentação por seis países da América Latina.
Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai reconhecem oficialmente o modelo e atestam que continuarão a receber a genética avícola brasileira da companhia mesmo em casos de confirmação de doença de Newcastle ou Influenza Aviária no país.
A unidade brasileira da Cobb foi a primeira empresa no mundo a receber a certificação do órgão internacional para implementar a compartimentação de plantéis avícolas e é detentora do Compartimento nº 001 do Brasil. Desde a certificação, a companhia passa por auditorias bianuais, realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que atestam o cumprimento rigoroso dos protocolos exigidos e garantem a revalidação do selo.
Por meio da compartimentação, a Cobb-Vantress realiza a produção avícola em subpopulações com elevado grau de biosseguridade. O modelo amplia o controle sanitário das aves, com aplicação de normas mais rígidas, análises periódicas de risco, sistema estruturado de rastreabilidade e vigilância constante dos plantéis internos e da fauna silvestre no entorno das unidades.
“Recebemos delegações de especialistas e técnicos de alguns desses países para auditar nosso processo produtivo dentro do compartimento. A aprovação confere ainda mais credibilidade sanitária e atesta a qualidade e a segurança da nossa produção, aumentando a confiança dos países importadores. Com compartimento reconhecido, a Cobb tem acesso mais ágil a mercados exigentes e consegue responder melhor a crises sanitárias”, afirma Veruska Pinheiro, Especialista de Comércio Exterior da companhia.
Peru, Equador e Argentina visitaram a unidade brasileira da companhia, onde auditaram os procedimentos de compartimentação. Já Bolívia, Uruguai e Paraguai certificaram a compartimentação via análise documental.
A iniciativa de solicitar a aprovação do compartimento também junto aos países latino-americanos que recebem os produtos da empresa tem como finalidade garantir o fluxo de exportação e envio de produtos mesmo em caso de confirmação de doenças aviárias no Brasil.
Veruska explica que o compartimento reconhecido como livre de enfermidades está autorizado a dar continuidade às exportações de ovos férteis, pintos de um dia e material genético para a região latino-americana.
Com o sistema compartimentado, o efeito tende a ser localizado, permitindo a continuidade das operações nos núcleos aprovados.
Para Rafael Bampi, diretor-associado de Qualidade e Sanidade da Cobb, em um setor altamente competitivo como o da genética avícola, a compartimentação torna-se um diferencial estratégico.
“A compartimentação é um compromisso da empresa. Por meio dela, ficam atestadas a sanidade e qualidade das aves que a Cobb produz e distribui para o mercado avícola nacional e internacional”, explica Bampi. Além da segurança sanitária, a compartimentação fortalece acordos comerciais e reduz riscos econômicos. Sem este modelo, um surto de abrangência nacional pode levar ao bloqueio total das exportações, provocando perdas expressivas de receita e impacto nas relações com clientes estratégicos.
Cobb-Vantress completa 10 anos de compartimentação de plantéis avícolas com validação de seis países da América Latina
BAIXAR EM PDF
Excelência em Genética. Alimentando o Mundo.
O mundo está mudando rapidamente e nossa indústria está evoluindo com ele.
Na Cobb, o ritmo de crescimento é real, impulsionado por pessoas que acreditam no que é possível e trabalham todos os dias para concretizá-lo.
Seja em granjas, incubatórios, na pesquisa ou no serviço técnico, nossas equipes estão mais conectadas aos clientes do que nunca, transformando percepções em ações e inovação em resultados.
Com processos disciplinados e uma cultura focada em dados, estamos estabelecendo as bases para os próximos 100 anos de desempenho em genética avícola.
Nosso propósito é claro: capacitar produtores, fortalecer o desempenho e ajudar a alimentar um mundo em crescimento com confiança.
REVESTIMENTOS DE RESÍDUO DE AÇAÍ NA
CONSERVAÇÃO DE OVOS
Paula Gabriela da Silva Pires1, Emily Ortigara Putti², Gabriel da Silva Oliveira3, Vinícius Machado dos Santos4, Priscila de Oliveira Moraes2
1Universidade de São Paulo, Pirassununga, SP
²Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC
3Universidade de Brasília, Brasília, DF
4Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina, Brasília, DF
armazenamento de ovos em temperatura ambiente ainda é uma realidade predominante no Brasil, uma vez que a refrigeração não é obrigatória nos
Nessas condições, os ovos ficam mais suscetíveis à perda gradual de qualidade processo que se inicia logo após a postura e se intensifica durante o
A principal causa dessa deterioração está associada à perda de água e de dióxido de carbono através dos poros da casca, o que resulta na desestruturação e aumento do pH do albúmen e, consequentemente, na redução da unidade Haugh, parâmetro amplamente utilizado para avaliação da qualidade interna dos ovos.
Do ponto de vista produtivo e econômico, essas alterações influenciam o valor comercial do produto, uma vez que ovos com menor qualidade interna apresentam menor aceitação pelo consumidor e menor rendimento tecnológico para a indústria.
Em sistemas que operam sem refrigeração, especialmente em regiões de clima quente, a perda de qualidade ocorre de forma mais acelerada, reforçando a necessidade de estratégias complementares de conservação que sejam viáveis, seguras e de fácil aplicação.
Revestimentos comestíveis como alternativa tecnológica
Os revestimentos comestíveis têm sido estudados como uma alternativa prática para retardar o envelhecimento do ovo durante o armazenamento.
Esses revestimentos formam uma película contínua sobre a superfície da casca, promovendo a obstrução parcial dos poros e aumentando a resistência à difusão de vapor de água e gases. Como consequência, ocorre redução da taxa de desidratação do ovo e menor liberação de dióxido de carbono, fatores diretamente relacionados à manutenção do pH do albúmen e da estrutura do albúmen denso.
Historicamente, o uso de óleo mineral foi uma das primeiras estratégias empregadas para o recobrimento de ovos, apresentando bons resultados na preservação da qualidade interna.
No entanto, a crescente preocupação com sustentabilidade ambiental e segurança alimentar tem impulsionado o desenvolvimento de revestimentos formulados a partir de matérias-primas renováveis, incluindo biopolímeros e resíduos agroindustriais, que apresentam maior aceitação por parte do mercado consumidor.
Resíduo de açaí como matéria-prima sustentável
O resíduo de açaí, amplamente gerado na região amazônica durante o processamento da polpa, destacase como um material promissor para o desenvolvimento de revestimentos comestíveis para ovos.
Além disso, sua utilização contribui para a valorização de um material que, em muitos casos, é descartado de forma inadequada, promovendo uma abordagem alinhada aos princípios da economia circular e da sustentabilidade ambiental.
Elaboração dos revestimentos e armazenamento dos ovos
O estudo foi conduzido com ovos de mesa provenientes de poedeiras da mesma idade e mantidas sob condições semelhantes de manejo, alimentação e ambiente.
Os ovos foram coletados e utilizados um dia após a postura, selecionados quanto à integridade da casca e distribuídos aleatoriamente entre os tratamentos experimentais, incluindo um grupo controle sem revestimento e grupos submetidos à aplicação de revestimentos comestíveis à base de resíduo de açaí.
Do ponto de vista da cadeia produtiva, o aproveitamento do resíduo de açaí representa uma oportunidade de agregar valor a um subproduto abundante, ao mesmo tempo em que oferece uma solução tecnológica de baixo custo e potencialmente sustentável para a conservação de ovos em sistemas que não utilizam refrigeração.
Os revestimentos foram formulados a partir de farinha de resíduo de açaí, utilizada como matriz filmogênica, previamente homogeneizada em meio aquoso.
À matriz foram incorporados plastificantes com o objetivo de melhorar a flexibilidade e a adesão do filme à casca, sendo avaliados glicerol, propilenoglicol ou sorbitol.
As formulações foram preparadas sob agitação contínua até a obtenção de uma solução homogênea, adequada para aplicação sobre a superfície dos ovos.
A aplicação dos revestimentos foi realizada por imersão dos ovos nas soluções filmogênicas, seguida de escorrimento do excesso e secagem à temperatura ambiente, permitindo a formação de uma película contínua sobre a casca.
Os ovos do grupo controle não receberam qualquer tipo de revestimento, sendo submetidos às mesmas condições de manuseio e armazenamento.
Após a aplicação, os ovos foram armazenados a aproximadamente 24°C por um período de 21 dias. Durante o armazenamento, foram avaliados parâmetros de qualidade interna, incluindo perda de peso, unidade Haugh e pH do albúmen.
RAÇÃO QUE GERA
A perda de peso foi determinada pela diferença entre o peso inicial e o peso ao final do período de armazenamento.
A unidade Haugh foi utilizada como indicador da qualidade do albúmen, considerando o peso do ovo e a altura do albúmen denso, enquanto o pH do albúmen foi determinado com auxílio de pHmetro digital.
Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística por meio de análise de variância, com comparação entre médias realizada pelo teste de Tukey, adotandose nível de significância de 5%. Essa abordagem permitiu avaliar o efeito dos revestimentos à base de resíduo de açaí e dos diferentes plastificantes sobre a qualidade dos ovos durante o armazenamento em temperatura ambiente.
LUCRO
A Adisseo integra soluções nutricionais e serviços especializados para otimizar a formulação e reduzir custos de forma inteligente, com segurança nutricional e alto desempenho animal.
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Ovos
Resultados aplicados à conservação de ovos
Resultados experimentais obtidos com a aplicação de revestimentos à base de resíduo de açaí demonstraram efeitos positivos na preservação da qualidade dos ovos armazenados em temperatura ambiente por 21 dias.
Ovos não revestidos apresentaram perda de peso próxima a ~5,2% ao final do período, enquanto ovos revestidos exibiram perdas significativamente menores, variando entre aproximadamente 2,5 e 3,2%.
Essa redução indica que o revestimento promoveu vedação parcial eficiente dos poros da casca, reduzindo a evaporação de água e contribuindo para a manutenção do peso do ovo, fator diretamente relacionado à valorização comercial.
Além da redução da perda de peso, os ovos revestidos apresentaram melhor manutenção da qualidade interna, refletida em valores mais elevados de unidade Haugh ao final do armazenamento.
Observou-se que a queda desse parâmetro ao longo do tempo foi menos acentuada nos ovos revestidos, indicando menor intensidade do processo de liquefação do albúmen, o que se traduz em ovos com melhor consistência interna e maior aceitação para consumo e processamento.
O pH do albúmen também apresentou comportamento compatível com o efeito de barreira promovido pelos revestimentos.
Enquanto os ovos não revestidos atingiram valores próximos a 9,5 após 21 dias de armazenamento, os ovos revestidos com resíduo de açaí apresentaram valores numericamente inferiores, sugerindo menor perda de dióxido de carbono ao longo do tempo.
Efeito dos plastificantes nas formulações
A formulação dos revestimentos incluiu diferentes plastificantes, como glicerol, propilenoglicol e sorbitol, com o objetivo de melhorar a flexibilidade e a integridade do filme formado sobre a casca. Os resultados indicaram que todos os plastificantes avaliados foram eficazes na preservação da qualidade dos ovos, sem diferenças significativas entre eles para os parâmetros analisados.
Esse resultado é particularmente relevante sob a perspectiva prática, pois indica que o efeito protetor observado está principalmente associado à matriz filmogênica formada pelo resíduo de açaí, ampliando a flexibilidade na escolha dos insumos e facilitando a adoção da tecnologia conforme a disponibilidade e o custo dos materiais.
Gaiola WELFARE
Projetado para proporcionar às aves o melhor ambiente produtivo.
Permite personalização de 3 a 12 níveis, com sistemas de coleta que minimizam as perdas e garantem ovos limpos.
Os modelos W são projetados para proporcionar às galinhas poedeiras o ambiente ideal para sua adaptação e desenvolvimento, além de serem o espaço ideal para atingir altos níveis de produtividade.
Design de fácil montagem que facilita a limpeza, fabricado com materiais de alta qualidade e estrutura robusta que garante resistência e durabilidade.
Implicações para a produção e aplicação prática
Por se tratar de um material comestível de origem vegetal, o revestimento não gera resíduos químicos no alimento, aspecto fundamental no que se refere à segurança alimentar, conformidade regulatória e aceitação pelo consumidor.
Além disso, essa estratégia pode contribuir para a redução de perdas e manutenção da qualidade dos ovos ao longo da cadeia de comercialização, especialmente em sistemas que operam sem refrigeração.
Considerações finais e perspectivas
Embora os resultados sejam promissores, os estudos realizados até o momento foram conduzidos em condições controladas, com número limitado de amostras e período de armazenamento de até 21 dias.
Assim, a realização de ensaios em escala comercial, com períodos mais longos de armazenamento e avaliação sob diferentes condições ambientais, é necessária para consolidar a aplicação dessa tecnologia na cadeia produtiva de ovos.
De forma geral, os revestimentos comestíveis à base de resíduo de açaí configuram-se como uma alternativa tecnológica viável, sustentável e de baixo custo para a conservação da qualidade interna de ovos armazenados em temperatura ambiente.
Essa abordagem representa uma oportunidade concreta de agregar valor ao produto, reduzir perdas e atender às demandas atuais por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
Revestimentos de resíduo de açaí na conservação de ovos
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Seu sucesso, o centro do nosso universo
AHPDDG: INGREDIENTE QUE NASCEU NA “ENERGIA” E ESTÁ CONQUISTANDO
ESPAÇO
NA AVICULTURA
Profa. Dra. Jovanir Inês Müller Fernandes1; Regina Buzim Fonseca – Doutoranda, Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal1; Ideraldo Lima2; Rodrigo Galli3
1Universidade Federal do Paraná – UFPR – Setor Palotina
2ILL Nutrição Animal
3FS Fueling Sustainability
indústria de etanol de milho é hoje um dos segmentos mais dinâmicos da agroindústria brasileira, impulsionada pela expansão do milho, pela demanda por biocombustíveis sustentáveis e pelo avanço da produção animal. Além do etanol, amplia ainda a oferta de ingredientes de alto valor nutricional, fortalecendo as estratégias técnicas e econômicas na nutrição animal.
Nesse cenário, o HPDDG (Grão seco de biorrefinaria com alta proteína) se posiciona como ingrediente estratégico para a avicultura de corte.
Diferentemente do DDGS (grãos secos de biorrefinaria com solúveis), ele é produzido pela separação da fibra do milho antes da fermentação, sem adição de solúveis, concentra os nutrientes do grão em um único produto, com alto teor de proteína, energia e perfil consistente de aminoácidos digestíveis.
Em sistemas intensivos, que exigem máxima produtividade com controle rigoroso de custos, o HPDDG se consolida como ferramenta eficiente de formulação, unindo densidade nutricional, viabilidade econômica e sustentabilidade.
HPDDG como ingrediente estratégico na formulação de rações
Em comparação ao farelo de soja 45% e ao DDGS, o HPDDG apresenta perfil nutricional que o consolida como ingrediente proteico energético (Tabela 1), refletindo maior densidade nutricional por unidade de inclusão. O maior teor de extrato etéreo amplia sua contribuição energética na dieta.
Quanto aos aminoácidos, o HPDDG apresenta níveis expressivos de metionina + cistina, treonina e valina, associados a elevado coeficiente de digestibilidade.
Tabela 1. Comparação nutricional entre ingredientes (Tabelas Brasileiras 2024)
Aminoácidos totais (SID - coeficiente de digestibilidade)
Utilização prática para avicultura de corte
Com o objetivo de determinar com segurança o melhor nível de inclusão do HPDDG para frangos de corte, foi conduzido um estudo no aviário experimental da UFPR – Setor Palotina, utilizando 2.940 frangos de corte machos. O delineamento foi inteiramente casualizado, com cinco tratamentos e 14 repetições por tratamento, totalizando 42 aves por unidade experimental.
Os tratamentos consistiram em diferentes níveis de inclusão de HPDDG nas dietas ao longo das fases inicial, crescimento e final (Tabela 2).
As dietas foram formuladas à base de milho e farelo de soja e atenderam às exigências nutricionais das aves em cada fase, mantendo adequado balanço entre energia, proteína e aminoácidos digestíveis.
Desempenho produtivo
O aumento dos níveis de inclusão de HPDDG não influenciou (P>0,05) o desempenho produtivo de 1 a 42 dias, demonstrando manutenção da eficiência produtiva até níveis mais elevados (Tabela 3).
Tabela 2. Níveis de inclusão de HPDDG nas dietas %
Tabela 3. Desempenho produtivo de 1 a 42 dias
Saúde Intestinal
A morfometria da mucosa intestinal em duodeno, jejuno e íleo não apresentou diferenças (P>0,05) entre os tratamentos, indicando que o uso do HPDDG não compromete a integridade do epitélio intestinal nem a capacidade de absorção de nutrientes.
Observou-se aumento do peso relativo da moela aos 14 dias de idade nos tratamentos com HPDDG, efeito possivelmente associado ao maior teor de fibra detergente ácida (FDA) do ingrediente. Esse estímulo mecânico pode ter favorecido a atividade da moela e contribuído para eficiência do processo digestivo.
O desenvolvimento e a função da moela são aprimorados pelo tipo e quantidade de fibra insolúvel na ração assim como pelo tamanho das partículas dos ingredientes com reflexos sobre a produtividade, a fisiologia e a saúde intestinal das aves.
da função do trato gastrointestinal e do maior tempo de trânsito digestivo, expondo os ingredientes às condições ácidas e à proteólise, assim como ao efeito sanitizante do ambiente ácido sobre os patógenos.
Peso relativo da carcaça e cortes comerciais
O peso relativo de carcaça e cortes comerciais foi avaliado aos 43 dias de idade. A inclusão crescente de HPDDG não impactou (P>0,05) o peso relativo da carcaça e cortes nobres (Tabela 4) e, no maior nível, reduziu (P<0,05) a gordura abdominal, indicando melhora na eficiência de utilização de nutrientes e no padrão de deposição corporal.
Tabela 4. Peso relativo de carcaça e cortes comerciais aos 43 dias %
NS - Não significativo (P>0,05), * P<0,05
Conclusão e recomendação prática
O HPDDG consolida-se como ingrediente estratégico na nutrição de frangos de corte, plenamente compatível com sistemas intensivos de produção.
A inclusão de níveis de até 9% na fase inicial, 12% na fase de crescimento e 15% na fase final é tecnicamente recomendada, sem comprometer desempenho e saúde intestinal. Resultados semelhantes foram obtidos na Universidade Federal de Viçosa (Dias, 2023).
A adoção do HPDDG amplia a flexibilidade de formulação, fortalece a eficiência produtiva e contribui para maior competitividade econômica nas integrações.
HPDDG: ingrediente que nasceu na “energia” e está conquistando espaço na avicultura
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Referências sob consulta junto ao autor.
O autor. FS Fueling Sustainability. Proibida a reprodução.
Fonte:
DDG Alta Proteína
é um produto proteico de alta eficiência para aves, que garante desempenho, qualidade de ovos e previsibilidade nutricional ao longo do ciclo produtivo de cada categoria de aves, com excelente custo-benefício na avicultura.
Alta proteína e aminoácidos essenciais
Mínimo 40% de proteína bruta, rico em metionina, treonina e valina, garante nutrição ideal para aves.
Fonte de energia superior
FS Essencial é um ingrediente completo, oferecendo mais energia que outras fontes proteicas tradicionais, como o farelo de soja
Pigmentação natural
Rico em luteína e zeaxantina, carotenoides essenciais para uma coloração intensa e uniforme da gema.
Ótimo Custo-Benefício
Maior eficiência nutricional em comparação com fontes proteicas convencionais, reduzindo custos de formulação e proporcionando mais flexibilidade nas dietas
Garantia de Fornecimento
Produção garantida o ano todo, facilitando o planejamento nutricional
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NOVOS COMPOSTOS E SINERGISMO PODEM CONTRIBUIR
PARA O CONTROLE DE SALMONELAS EMERGENTES
Dino Garcez Consultor DG Bioss
Aeventual presença de salmonelas paratíficas na carne de frango destinada à exportação representa uma significativa barreira comercial para o Brasil, pois muitos países importadores não toleram sua presença.
Pesquisas científicas recentes demonstram que o aumento da prevalência de S. Minnesota (SM) e S. Heidelberg (SH) na cadeia avícola está relacionado à sua alta capacidade de resistência antimicrobiana e capacidade de produzir biofilme tanto nas aves
Esses sorovares são frequentemente detectados em aves assintomáticas, granjas, abatedouros e produtos cárneos, representando um risco potencial para a saúde humana.
Dada à alta relevância desta problemática, bem como a quantidade limitada de antimicrobianos disponíveis torna-se preponderante avaliar compostos e desenvolver novos aditivos que possuam a capacidade de inibir o desenvolvimento destes microorganismos.
Garcez, D. et al. (2023) avaliaram o potencial antimicrobiano de dois compostos, o ácido benzóico (AB) e o polipirrol (PPY), sobre isolados de campo de SH e SM de origem avícola (pro-pés de cama aviária), provenientes de empresas do sul do Brasil, cedidos pelo laboratório Mercolab (Cascavel-PR).
O AB (fórmula química C7H6O2) é um ácido carboxílico aromático (Figura 1) que se apresenta como um sólido incolor cristalino cujo ponto de fusão é 122,4° C e pKa, de 4,2. Na natureza, pode ser encontrado na forma pura ou combinada com outras substâncias.
Em escala comercial, o AB é produzido por síntese química a partir do tolueno, sendo amplamente utilizado em nutrição animal principalmente com o objetivo de melhorar o desempenho zootécnico de aves e suínos. No entanto, a sua aplicação com o objetivo de controlar Salmonella spp. é inovadora.
O princípio básico do seu modo de ação nas bactérias é que os ácidos orgânicos não dissociados penetram na parede celular das bactérias e interrompem sua fisiologia. Estas bactérias, chamadas de "pH- sensíveis", não toleram um amplo gradiente de pH interno e externo.
Além disso, quando utilizados em aves, os ácidos orgânicos podem ter um efeito direto na população de bactérias do trato gastrointestinal, pois reduzem a população de algumas bactérias patogênicas e controlam outras que competem com as aves por nutrientes.
Salmonela
Figura 1. Fórmula estrutural do ácido benzóico
O PPY (Figura 2) é um polímero biocompatível, eletricamente condutor, obtido através da polimerização oxidativa do pirrol (C4H4NH) e produzido por síntese química.
Este composto apresenta excelente atividade antibacteriana contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus, aumentando a suscetibilidade bacteriana aos antimicrobianos convencionais. Apesar disso, seu uso como ferramenta de controle de salmonela é inédito.
Adicionalmente, aplicou-se o docking molecular, que é uma técnica in silico de bioinformática que permite estimar a capacidade de interação entre os compostos e os sítios-alvo dos microorganismos mensurada por afinidade de ligação energética.
Como resultado da pesquisa, todos os isolados de SH e SM (n.=20) foram sensíveis ao AB e PPy quando avaliados pelas técnicas de CIM e CBM. Além disso, foi verificado sinergismo (Índice da Fração Inibitória = 0,5) entre os compostos contra um isolado de SH, de maneira que a dose de cada composto pôde ser reduzida a ¼ de sua dose bactericida isolada.
Figura 2. Estrutura química do polipirrol
Diversas metodologias foram utilizadas para avaliar o efeito antimicrobiano dos compostos AB e PPY in vitro. Entre elas, destacam-se as técnicas tradicionais de concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM), checkerboard, que explora sinergismos, e o time kill, que avalia o efeito ao longo do tempo.
No que tange a cinética de inativação de S. Heidelberg medida pelo time kill, houve redução na contagem (UFC/ mL) deste sorovar em 3 logs (equivalente a 1.000 vezes) a partir de 4h de incubação na presença dos compostos isolados ou combinados na dose sinérgica (Figura 3).
Vale destacar que o ácido benzóico apresentou redução superior aos demais tratamentos no período de 24 h de incubação (7,5 logs), o que pode ser de particular interesse no que tange a descontaminação de raçõe
Em relação ao docking molecular, foi determinada a afinidade de ligação energética (expressa em kcal mol-1) dos compostos frente a duas proteínas específicas presentes na SH e SM escolhidas por seleção genômica subtrativa. Uma das proteínas selecionadas (código AZR10037.1_315 do GenBank) é uma enzima fundamental na síntese de riboflavina (vitamina B2) e representa um alvo atrativo para compostos com atividade antimicrobiana em patógenos.
O presente estudo revelou que tanto o AB como o PPY apresentaram afinidade por esta proteína, em sítiosalvo distintos, o que ajuda e explicar a sinergia verificada nos testes de atividade antimicrobiana. Na figura 4 é possível visualizar a interação entre os compostos com esta proteína nos sítiosalvo específicos.
Figura 4. Representação tridimensional da interação entre o ácido benzóico, polipirrol e as proteínas-alvo de Salmonella spp. (A) representa interação entre AZR10037.1_315 e o ácido benzóico, (B) representa a interação entre AZR10037.1_315 e o polipirrol.
Time kill de isolado de S. Heidelberg frente ao ácido benzóico, polipirrol e sua combinação em diferentes tempos de incubação . Cada ponto representa a média de contagem (UFC/mL). Doses: AB = 4.000 µg/mL, PPy = 1.000 µg/mL, AB + PPy (AB = 1.000 µg/mL + PPy = 250 µg/mL.)
A
B
Em resumo, esta pesquisa avaliou os efeitos antimicrobianos do ácido benzóico e polipirrol sobre isolados de S. Heidelberg e S. Minnesota de origem avícola, multirresistentes a drogas e produtores de biofilme.
Os resultados das metodologias de atividade antimicrobiana demonstraram efeito bactericida e sinérgico sobre ambos sorovares. Além disso, o docking molecular revelou que os dois compostos atuam de forma complementar e independente em funções essenciais no metabolismo Salmonella spp. incluindo a síntese de vitamina B2.
Os achados deste estudo podem servir como base na aplicação in vivo dos compostos avaliados bem como no desenvolvimento de novos aditivos nutricionais e desinfetantes capazes de controlar Salmonella spp. resistentes e que representam risco potencial à saúde humana.
Novos compostos e sinergismo podem contribuir para o controle de salmonelas emergentes
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Para mais informações sobre este artigo e suas referências bibliográficas favor consultar o autor. M.Sc. M.V. Dino GarcezConsultor em sanidade avícola | dino.garcez@hotmail.com
COM R$ 80 MILHÕES DE INVESTIMENTO, AGROCERES MULTIMIX LANÇA AGCARE E MOSTRA A ENGRENAGEM POR TRÁS DAS ESPECIALIDADES PARA AVES
Nova divisão nasce apoiada em estrutura própria de desenvolvimento, milhares de animais avaliados, dezenas de estudos e casos já validados no mercado avícola, como o agProFito
Olançamento da agCare, nova divisão de especialidades da Agroceres Multimix, veio acompanhado de números que ajudam a dimensionar o tamanho da aposta da empresa nesse segmento. Nos últimos cinco anos, R$ 80 milhões foram investidos em Pesquisa & Desenvolvimento, 274 estudos científicos conduzidos e cerca de 250 mil animais avaliados.
Apresentada em 5/3, no Hotel Dona Carolina, em Itatiba (SP), a nova divisão foi posicionada pela companhia como o resultado mais visível de uma estrutura de desenvolvimento que já vinha sendo consolidada e que agora passa a ganhar identidade própria.
Ao reunir jornalistas de diferentes grupos de comunicação do país, a Agroceres Multimix buscou sustentar a mensagem central de que o avanço em especialidades não está baseado apenas em formulações de portfólio, mas em uma rotina intensa de investigação, testes, validações e ajustes que envolvem ciência, processo industrial e resposta biológica.
Para a avicultura, essa narrativa ganha peso em um momento em que saúde intestinal, integridade de carcaça, desempenho, qualidade de ovos e redução do uso de antimicrobianos seguem entre os principais pontos de atenção da cadeia.
NOVA DIVISÃO TRADUZ MOVIMENTO QUE JÁ VINHA ACONTECENDO
Ao longo de sua apresentação, Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, deixou claro que a criação da divisão agCare não representa uma mudança repentina de rota, mas a formalização de um caminho construído ao longo dos últimos anos.
Segundo ele, a empresa ampliou progressivamente sua atuação em especialidades até consolidar um portfólio e uma estrutura capazes de sustentar o lançamento de uma divisão própria, com posicionamento mais claro para o mercado.
Na prática, isso significa dizer que a Agroceres Multimix quer ser percebida não apenas como fornecedora de premixes, núcleos e concentrados, mas também como uma empresa apta a desenvolver soluções de maior complexidade, baseadas em ciência aplicada e voltadas a desafios específicos do campo.
Inovação
O recado é relevante porque, em especialidades, o mercado tende a exigir, para além de composição, previsibilidade de resposta, estabilidade de produto, repetibilidade de resultados e suporte técnico consistente.
Esse discurso ganha força justamente quando Ribeiral apresenta a base que sustenta a nova divisão. Além dos R$ 80 milhões e dos 274 estudos científicos, ele destacou que o Centro de Pesquisa da Companhia já avaliou cerca de 250 mil animais em seus trabalhos e que, nos últimos três anos, 80% dos estudos conduzidos estiveram ligados a especialidades.
Acesse a matéria “Centro de Pesquisas reúne núcleos experimentais de aves, suínos e bovinos em Patrocínio (MG)”
POR TRÁS DE UMA
ESPECIALIDADE
Parte importante do evento foi mostrar que o desenvolvimento de especialidades exige uma lógica diferente daquela aplicada a produtos convencionais.
Esse ponto apareceu de forma bastante clara nas falas de Tarley Araujo Barros, Gerente de Pesquisa e Saúde Animal, e Filipe Zanferari, responsável pela área de Formulação e Desenvolvimento, que detalharam o nível de complexidade envolvido desde a identificação de uma necessidade de mercado até a entrega de uma solução pronta para uso.
Tarley explicou que o processo começa muito antes da formulação final. Ele envolve:
A escuta das demandas trazidas pelo campo, Discussão com a equipe técnica,
Revisão aprofundada de literatura, Busca por alternativas tecnológicas,
Seleção criteriosa de ingredientes,
De nição de protocolos,
Ensaios preliminares e Validação experimental com desenho robusto.
Segundo ele, a exigência sobre uma especialidade é maior porque ela precisa responder de forma consistente em diferentes condições de uso, incluindo cenários mais próximos da realidade das granjas.
Esse rigor aparece também na escala da estrutura. De acordo com Tarley, a companhia trabalha com uma capacidade média de avaliação de 70 mil animais por ano, considerando diferentes espécies.
Para o leitor da aviNews Brasil, esse dado é importante porque ajuda a tirar a nova divisão do campo do discurso institucional e a colocá-la dentro de uma lógica concreta de geração de evidências.
Já Filipe Zanferari aprofundou a discussão sobre as variáveis menos visíveis, mas decisivas, no sucesso de uma especialidade. Em sua apresentação, ele mostrou que o desempenho de uma solução não depende apenas da escolha de ativos, mas também de fatores como:
Tamanho e formato de partículas,
Densidade,
Homogeneidade de mistura,
R isco de segregação,
Higroscopicidade,
D ispersibilidade em água,
Compatibilidade entre ingredientes,
Estabilidade térmica,
Oxidação,
Embalagem e Vida útil.
Para a avicultura, esse ponto é especialmente relevante. Em um ambiente produtivo marcado por pressão por eficiência e por menor margem para erro, soluções que prometem desempenho, mas não mantêm estabilidade ou padronização, tendem a perder valor rapidamente.
Inovação
AGPROFITO JÁ TRATOU 5 BILHÕES DE AVES
Se Ricardo, Tarley e Filipe ajudaram a mostrar a robustez da estrutura que sustenta a divisão agCare, foi a apresentação de Jéssica Russo, coordenadora de pesquisas da linha de aves da Agroceres Multimix, que trouxe à avicultura a prova prática mais clara do que essa engrenagem pode gerar em produto final.
O destaque foi o agProFito, apresentado como um blend fitogênico composto por óleos essenciais, extrato vegetal e prebiótico, desenvolvido a partir da necessidade de oferecer uma alternativa consistente diante da redução do uso de promotores de crescimento antimicrobianos.
Acesse a matéria “Agprofito: a nova tecnologia da Agroceres Multimix frente à substituição dos antimicrobianos”
Segundo Jéssica, o desenvolvimento do produto passou por uma etapa extensa de revisão bibliográfica, triagem de ingredientes e avaliação criteriosa da padronização entregue pelos fornecedores.
Esse ponto é importante porque dialoga com uma das principais fragilidades percebidas pelo mercado em muitas soluções classificadas como fitogênicas: a variabilidade entre matérias-primas e a dificuldade de manter previsibilidade de desempenho.
Ao mostrar o caminho percorrido até o produto final, a empresa buscou justamente diferenciar o agProFito de abordagens mais superficiais.
2% MAIS VIABILIDADE E 67 GRAMAS A MAIS AOS 35 DIAS
Nos dados apresentados por Jéssica, o agProFito mostrou respostas que conversam diretamente com dores da cadeia avícola. Em frangos de corte, o produto foi associado a 2% a mais de viabilidade e 67 gramas adicionais de peso vivo aos 35 dias, além de melhora de conversão alimentar e incremento de 5% no Índice de Eficiência
Produtiva (IEP).
Mais do que isso, a apresentação destacou melhora de integridade intestinal e redução de 66% em calo de pata. Outro ponto relevante é que o case não ficou restrito à experimentação.
Jéssica afirmou que as principais especialidades da empresa já trataram mais de 5 bilhões de aves no mercado brasileiro, o que ajuda a reforçar a leitura de que a proposta da divisão agCare não está só no plano do laboratório, mas já encontra escala de utilização no campo.
EM POSTURA, RESULTADOS ALÉM DO DESEMPENHO
Um dos dados mais chamativos apresentados por Jéssica foi a simulação de impacto econômico associada à redução de ovos sujos.
Para poedeiras, a apresentação também trouxe elementos valiosos. Mesmo sem se apoiar exclusivamente em diferenças estatísticas de desempenho, o case mostrou respostas em qualidade de ovos, integridade intestinal e atributos de conservação que têm apelo técnico e comercial.
Entre os pontos destacados estiveram:
a melhora da espessura de casca,
o avanço em parâmetros ligados ao índice de gema,
a redução de ovos sujos e o melhor comportamento em shelf life.
Segundo ela, em uma granja com 1 milhão de galinhas, apenas a redução de 7% de “sujão” poderia representar aproximadamente R$ 600 mil ao longo do ciclo, enquanto uma redução de 3% de ovo sujo poderia ultrapassar R$ 2 milhões, conforme os parâmetros considerados pela empresa em sua projeção.
Também chamaram atenção os resultados relacionados ao armazenamento. Aos 32 dias de shelf life, a apresentação mostrou melhora do índice de gema e redução expressiva na ruptura de membrana da gema: 30% no grupo controle, contra 10% no grupo com inclusão de 0,5 kg e 3% no grupo com 1 kg de agProFito.
DIVISÃO NASCE COM ARGUMENTO TÉCNICO
No conjunto, o lançamento da agCare foi estruturado para transmitir ao mercado a ideia de que especialidades exigem ciência, método e escala.
E, no recorte da avicultura, a empresa conseguiu sustentar esse discurso ao combinar números institucionais expressivos, explicação técnica do processo de desenvolvimento e um case com resultados objetivos em frangos de corte e poedeiras.
Para a Agroceres Multimix, a nova divisão surge como uma forma de organizar e tornar mais visível uma capacidade que, segundo a própria empresa, já vinha sendo construída internamente.
Para o setor avícola, o movimento indica que a companhia quer disputar espaço em um campo no qual não basta lançar produtos, mas provar que há estrutura para desenvolvê-los, validá-los e sustentálos tecnicamente. Se essa foi a mensagem central que a empresa quis deixar em Itatiba, ela foi entregue com clareza.
Assista a matéria de lançamento da divisão agCare: “Por que seus resultados variam tanto? A solução definitiva para a constância no campo!”
Com R$ 80 milhões de investimento, Agroceres Multimix lança agCare e mostra a engrenagem por trás das especialidades para aves BAIXAR EM PDF
Trabalhando com universidades de renome mundial, a Petersime investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento para agregar valor aos proprietários de incubatórios. Como player líder em inovação do setor, a empresa apresenta o NestSound™, uma solução inovadora para monitorar as vocalizações dos pintinhos em incubatórios, com o objetivo de melhorar o bem-estar dos pintinhos.
NESTSOUND™: A INOVADORA TECNOLOGIA DE MONITORAMENTO DE SOM DA PETERSIME PARA MELHORAR O BEM-ESTAR DOS PINTINHOS
Equipe técnica Petersime
Osom emitido por pintinhos recémnascidos é um biossinal importante para receber informações sobre seu bemestar. Quando os pintinhos estão confortáveis em seu ambiente, eles ficam em silêncio e relaxados, muitas vezes dormindo por períodos prolongados, o que ajuda na recuperação do intenso processo de eclosão. No entanto, se eles não estiverem completamente confortáveis, eles ficam ativos e emitem sons constantes.
Portanto, monitorar as condições dos pintinhos com base nas vocalizações é um elemento essencial da produção avícola que preza pelo bem-estar.
Até agora, as pesquisas não haviam estabelecido uma aplicação direta para o monitoramento de vocalizações no incubatório.
Essa lacuna levou a Petersime a analisar a fundo o uso de dados sonoros, fazendo com que a empresa desenvolvesse o NestSound™, uma exclusiva tecnologia de monitoramento de som de pintinhos que alerta automaticamente os gerentes de incubatório quando os pintinhos precisam de atenção durante o armazenamento.
"Dentre os cinco sentidos, a audição é o sentido de alerta universal. Para gerentes de incubatório experientes, ouvir o som emitido por pintinhos recém-nascidos é uma importante fonte de informações sobre seu bem-estar. No entanto, esse biossinal crucial só é captado quando eles passam pela sala de espera de pintinhos", explica Rudy Verhelst, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Petersime.
"É aqui que a nossa nova tecnologia NestSound™ entra em ação. Ao medir as vocalizações feitas pelos pintinhos recém-nascidos, o NestSound™ monitora de maneira automática e contínua o nível de conforto dos pintinhos armazenados dentro da X-Streamer™ Chick-Store. Isso permite que os gerentes de incubatório intervenham prontamente sempre que os pintinhos precisarem de atenção".
A X-Streamer™ Chick-Store é a máquina dedicada para o armazenamento de pintinhos da Petersime que fornece automaticamente as condições perfeitas para o armazenamento em qualquer clima. Com o NestSound™, a máquina passa a ter uma ferramenta extra e muito poderosa para monitorar o bem-estar dos pintinhos.
A tecnologia NestSound™ mede continuamente o som emitido pelos pintinhos. Com base no algoritmo de detecção de pios do NestSound™, a tela do controlador Chick-Store mostra dinamicamente informações sobre os níveis de conforto dos pintinhos, facilitando o monitoramento de seu bem-estar.
As informações também podem ser acessadas remotamente por smartphone, tablet ou PC.
Incubação
O benefício é claro: A tecnologia fornece informações em tempo real, até mesmo mesmo remotamente, em comparação com uma situação em que os gerentes de incubatório dependem de suas próprias observações ocasionais dos pintinhos armazenados dentro de uma sala de armazenamento tradicional.
A nova tecnologia NestSound™ também oferece oportunidades de diferenciação de mercado: os clientes finais estão cada vez mais conscientes com relação ao bem-estar animal. Graças à prática função de relatório de histórico, o NestSound™ dá grande visibilidade ao fato de os pintinhos recém-nascidos terem desfrutado de altos níveis de conforto durante o armazenamento no incubatório.
Imagem 1. NestSound™, a exclusiva tecnologia de monitoramento de som de pintinhos da Petersime que alerta automaticamente o gerente de incubatório quando os pintinhos precisam de atenção durante o armazenamento.
Sobre a Petersime
A Petersime fornece incubadoras, equipamentos de incubatórios e soluções de incubatório do tipo chave na mão que são líderes mundiais de mercado e contam com a expertise e o suporte para maximizar o retorno sobre o investimento. Há mais de 100 anos, a missão da Petersime tem sido usar a natureza como referência para continuar aperfeiçoando o processo de incubação e ajudar os clientes a obter o desempenho máximo. Além disso, a Petersime está na vanguarda da otimização da cadeia de valor da avicultura, por meio do uso de big data. Com sede na Bélgica e contando com Centros Regionais em localidades estratégicas, as incubadoras, soluções e serviços de incubatório da Petersime estão disponíveis em todo o mundo.
O NestSound™ faz parte da série Embryo-Response Incubation™ da Petersime. Para mais informações, visite:
NestSound™: A inovadora tecnologia de monitoramento de som da Petersime para melhorar o bem-estar dos pintinhos BAIXAR EM PDF
Para obter mais informações sobre esse assunto, entre em contato com: Karen Lambrechts, Marketing Manager
E-mail: karen.lambrechts@petersime.com
Harvey Machado de Souza, Gerente de Vendas Brasil
E-mail: harvey.machado@petersime.com
X-Streamer™ Chick-Store
Armazenamento ideal e com bem-estar animal para pintinhos de um dia
Condições de armazenamento inferiores às ideais, mesmo por períodos relativamente curtos, podem afetar negativamente a qualidade dos pintinhos, seu desempenho pós-eclosão, e o bem-estar animal.
A X-Streamer™ Chick-Store foi projetada especificamente para propiciar, de modo automático, o ambiente perfeito de armazenamento de pintinhos, garantindo que mantenham qualidade e desempenho extraordinários, em condições de conforto. Além disso, a X-Streamer™ Chick-Store oferecerá mais flexibilidade para sua logística, e rastreabilidade total de todos os parâmetros importantes de armazenamento.
Controle preciso da temperatura
Fluxo de ar uniforme Iluminação totalmente ajustada
Escaneie para obter mais informações:
IMPORTÂNCIA DA DOENÇA DE MAREK E LEUCOSE LINFÓIDE NA AVICULTURA
FAMILIAR E CAIPIRA PARTE II
Dra. Norma L. Calderón e Dr. Leopoldo H. Paasch
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNAM
Aprimeira parte deste artigo abordou a importância da avicultura familiar nas zonas rurais e os desafios sanitários que ela enfrenta, especialmente por doenças virais como a doença de Marek e a leucose linfóide.
Ambas apresentam manifestações clínicas e lesões anatomopatológicas semelhantes, dificultando o diagnóstico diferencial e afetando a saúde do plantel.
Esta segunda parte aprofunda os aspetos histopatológicos, diagnósticos e nas estratégias de prevenção e controle.
O objetivo é fornecer aos veterinários ferramentas técnicas para proteger as aves e garantir a sustentabilidade da avicultura familiar.
HISTOPATOLOGIA DA DOENÇA DE MAREK
As lesões histológicas na doença de Marek são caracterizadas por:
Nos infiltrados podem ser observadas células plasmáticas.
Classificação das lesões nos nervos (segundo Payne e Biggs):
Infiltrados linfóides em diferentes órgãos e tecidos, formados por:
Linfócitos pequenos e médios
Linfoblastos
Células grandes redondas, chamadas células de Marek, com citoplasma basofílico e núcleo aberto com nucléolo proeminente.
Nos nervos periféricos:
Além de infiltrados linfóides, observa-se degeneração e necrose das fibras de mielina.
Figura 6. Corte histológico do nervo. Coloração H.E. Degeneração waleriana com fragmentação e enrolamento das bainhas de mielina. B infiltrado linfocitário leve. Doença de Marek.
Figura 8. Corte histológico do nervo. Coloração H.E. Grave infiltração linfocitária com acentuado pleomorfismo celular. Doença de Marek.
Lesão tipo A: Infiltração maciça de células linfóides em diferentes estados de maturação, desmielinização e proliferação de células de Schwann.
Lesão tipo B: Separação das fibras nervosas por edema, infiltrado moderado de células linfóides, desmielinização e proliferação de células de Schwann.
Lesão tipo C: Edema e infiltração linfóide focal. (Figuras 6, 7, 8 e 9)
Figura 7. Corte histológico do nervo. Coloração H.E. Foco de infiltração linfocitária com pleomorfismo celular. As setas indicam focos de edema e desmielinização. Doença de Marek.
Figura 9. Corte histológico do miocárdio. Coloração H.E. Separação das fibras cardíacas por infiltrado intersticial abundante de linfócitos pleomórficos, incluindo as chamadas células de Marek. Doença de Marek.
HISTOPATOLOGIA DA LEUCOSE LINFOIDE
As lesões microscópicas na leucose linfoide consistem em infiltrados homogêneos de células linfoblásticas.
As neoplasias têm origem na bursa de Fabricius, sendo que nos folículos ocorre uma transformação tumoral dos linfócitos B.
Isso ocorre por volta da sexta semana de idade. Trata-se de folículos tumorais muito proeminentes que comprimem e deslocam os folículos normais. (Figuras 10, 11, 12 e 13).
Figura 10. Seção histológica da Bursa de Fabricius. Coloração H.E. Dois folículos centrais com transformação de linfócitos neoplásicos. Os outros folículos estão atrofiados. Leucose linfoide.
Figura 12. Corte histológico do miocárdio. Coloração H.E. Foco de infiltração com células neoplásicas predominantemente linfoblastos. Leucose linfoide.
Figura 11. Seção histológica da Bursa de Fabricius. Coloração H.E. Foliculo neoplásico com população uniforme de linfoblastos. Observe a presença de figuras mitóticas. Leucose linfoide.
Figura 13. Corte histológico do fígado. Coloração H.E. Foco de infiltração neoplásica perivascular consistente numa população uniforme de linfoblastos. Leucose linfoide.
TABELA COMPARATIVA MAREK VS LEUCOSE
Idade
Paralisia ou paresia
Lesões nos nervos e gânglios nervosos periféricos
Bursa de Fabricius
Tumores na pele e nos músculos
Infiltração nos nervos periféricos
Manguitos perivasculares na substância branca e no cerebelo
Infiltração na pele com padrão folicular e células linfóides
Proliferação celular na bursa de Fabricius
Citologia das células linfóides
4 semanas de idade
Presentes
Via de transmissão
Horizontal por caspa da pena
Lesões macroscópicas
Presentes
Inicialmente, ocorre atrofia. Tumores nodulares
Podem estar presentes
Lesões microscópicas
Presente
Presente
Presente
Intersticial
16 semanas de idade
Ausentes
Horizontal, vertical e genética
Ausentes
Tumores nodulares
Ausentes
Ausente
Ausente
Ausente
Intrafolicular
Células pleomórficas maduras e imaturas. Linfócitos T Linfócitos B imaturos (linfoblastos)
Tabela 1. A tabela comparativa permite diferenciar claramente as características clínicas, macroscópicas e microscópicas entre a doença de Marek e a leucose linfóide.
Doença de Marek Leucose linfóide
Sinais clínicos
DIAGNÓSTICO DA DOENÇA DE MAREK
Histórico clínico:
É fundamental saber se as aves foram vacinadas contra a doença de Marek, qual foi a vacina utilizada e o calendário de vacinação.
Autópsia completa:
Deve incluir a inspeção dos plexos nervosos e dos nervos periféricos.
Histopatologia:
A histopatologia é essencial para um diagnóstico preciso, especialmente em função do tipo de infiltração linfóide e da sua localização
A infiltração linfocitária nos nervos é característica da doença.
Testes de diagnóstico:
Imunohistoquímica e PCR são úteis para identificar a doença.
São utilizadas técnicas moleculares, como a PCR quantitativa, para detectar o genoma viral em tumores.
Testes sorológicos:
Os testes sorológicos incluem:
Imunofluorescência
Imuno-histoquímica
ELISA
Teste da precipitina em ágar
Neutralização de vírus.
Anteriormente, destacam-se os métodos-chave para diagnosticar a doença de Marek, desde o histórico clínico até os exames especializados.
DIAGNÓSTICO DE LEUCOSE LINFÓIDE
Idade de detecção:
A leucose linfóide não é observável em plantéis de frangos de corte, uma vez que a detecção de tumores é geralmente realizada a partir das 16 semanas de idade.
Diferenciação com a doença de Marek:
É importante enfatizar a ausência de lesões nos plexos nervosos e nos nervos periféricos, uma vez que estas são patognomônicas da doença de Marek.
Características histológicas:
Na leucose linfóide, os infiltrados de células tumorais são uniformes e são formados por linfoblastos.
Em contraste, na doença de Marek, os infiltrados linfóides são pleomórficos ( apresentam formas diferentes).
Testes para diagnóstico:
Vários testes biológicos para a detecção da leucose linfóide foram descritos, incluindo:
Critérios virológicos e sorológicos para detectar o vírus, antígenos virais e anticorpos específicos.
Esses testes são úteis para garantir a ausência de infecção em aves livres de patógenos e em reprodutoras. Eles também ajudam a garantir que as vacinas estejam livres de vírus.
Limitações dos testes:
O valor diagnóstico destes testes é limitado, uma vez que os vírus oncogênicos nas aves frequentemente produzem infeções sem induzir neoplasias.
PREVENÇÃO E CONTROLE DA DOENÇA DE MAREK
As medidas de biosseguridade utilizadas atualmente na avicultura influenciam a prevenção de todas as doenças infecciosas, incluindo a doença de Marek. No entanto, a vacinação é imprescindível e deve ser realizada no primeiro dia de vida ou aos 18 dias in ovo.
Estão disponíveis comercialmente vacinas com os seguintes sorotipos:
Sorotipo 3 do HVT: Cepa FC-126.
Sorotipo 2: Cepas SB-1 e 301B/1
Sorotipo 1: Cepas atenuadas CVI-988 e HPRS-16.
Existem também vacinas bivalentes, como:
SB-1 (sorotipo 2) + FC-126 (sorotipo 3).
CVI-988 (sorotipo 1) + HVT.
E vacinas trivalentes, tais como:
Sorotipo 1 + sorotipo 2 + sorotipo 3.
Entre as vacinas recombinantes encontram-se:
HVT + gene viral IBF + gene viral LTI.
HVT + gene viral IBF + gene viral ENC.
PREVENÇÃO E CONTROLE DE LEUCOSE LINFOIDE
Implementar igualmente todas as medidas de biosseguridade e, se possível, monitorizar permanentemente os plantéis reprodutores com testes biológicos de deteção viral, de antígenos virais e de anticorpos específicos, para eliminar as aves portadoras do vírus ou que apresentem anticorpos. Não existe vacina contra a leucose aviária.
CONCLUSÃO
A doença de Marek e a leucose linfoide representam sérias ameaças à avicultura familiar e sistemas livres. Seu controle exige diagnóstico preciso, biosseguridade rigorosa e vacinação (apenas para Marek).
É essencial capacitar veterinários e técnicos, e fornecer proteção para as aves afim de preservar a diversidade genética e garantir a sustentabilidade da produção em sistemas não tecnificados.
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Importância da doença de Marek e Leucose Linfóide na avicultura familiar e caipira - Parte II
PONTOS DE CONTROLE IMPORTANTES PARA A QUALIDADE DE PINTINHOS
CORRELACIONADOS À TEMPERATURA
Renata Steffen MSD
Aqualidade de pintinhos é um dos principais indicadores de desempenho dos incubatórios, refletindo a eficiência das etapas desde o recebimento dos ovos até a chegada das aves às granjas.
Entre os diversos fatores envolvidos, a temperatura exerce papel central sobre o desenvolvimento embrionário, a utilização dos nutrientes do saco vitelino e a qualidade do pintinho. Há três pontos de controle de temperatura relacionados diretamente à qualidade dos pintinhos:
Desenvolvimento embrionário,
Relação peso do pintinho/peso de gema, e,
Temperatura de cloaca, do nascedouro ao alojamento.
A compreensão e o monitoramento desses parâmetros permitem ajustes finos no processo de incubação, contribuindo para maior taxa de eclosão, melhor desempenho inicial e redução de problemas sanitários a campo.
A qualidade de pintinhos como termômetro do incubatório
A qualidade de pintinhos é um indicador fundamental de desempenho das plantas de incubação, pois reflete a organização, o funcionamento e o alinhamento de todas as etapas do processo, desde o recebimento dos ovos até a chegada dos pintinhos às granjas.
Quando se fala em qualidade de pintinhos, busca-se animais livres de injúrias sanitárias, sem lesões em bico e jarretes, com umbigo bem cicatrizado, boa vivacidade. Além disso, consideram-se também os parâmetros ganho de peso aos 7 dias e percentual de mortalidade da primeira semana, que pode estar correlacionada com desidratação, onfalites, dentre outras causas.
Para garantir esse padrão, os incubatórios adotam uma série de procedimentos de controle de qualidade, visando verificar se as atividades e rotinas estão sendo conduzidas corretamente.
Entre os principais controles, destacam-se: Avaliação de Qualidade de Ovos (AQO), densidade de ovos, peso médio de ovo qualidade dos processos de vacinação, eficácia dos processos de higienização, monitoria bacteriológica, embriodiagnóstico, entre outros procedimentos realizados na planta de incubação.
Dentre esses fatores, o controle de temperatura é um dos pontos que mais exige atenção, pois envolve desde a etapa de recebimento dos ovos até a temperatura dos pintinhos no momento da expedição.
A temperatura está diretamente relacionada às taxas de eclosão, à qualidade do desenvolvimento embrionário e à qualidade final dos pintinhos.
Embora as quantidades e periodicidades dos controles variem entre empresas, três parâmetros se destacam pela forte relação com a qualidade de pintinhos: temperatura de embrião, relação peso do pintinho/peso de gema e temperatura de cloaca.
Temperatura: eixo central do desenvolvimento embrionário
A temperatura de incubação é determinante para o desenvolvimento embrionário, sendo o principal fator que ordena a sequência e a velocidade desse processo.
As plantas de incubação vêm se modernizando em termos de equipamentos e sistemas de climatização, com o objetivo de fornecer ao embrião condições térmicas ideais e, assim, contribuir para a produção de pintinhos de alta qualidade, capazes de expressar todo seu potencial de desempenho zootécnico a campo.
Qualidade de pintos
Durante o período de incubação, a temperatura ideal de casca situa-se entre 37,8°C e 38,3°C (100 -101F), conforme recomendações das linhagens Cobb e Aviagen, para obtenção de máxima taxa de eclosão e boa qualidade de pintinhos.
Em estudos que compararam temperaturas elevadas de incubação (por exemplo, 38,9°C ou 102ºF) com a temperatura padrão de 37,8°C (100ºF), Oznurlu et al. (2010) observaram atraso no desenvolvimento da bursa de Fabricius e do timo, o que pode resultar em quadros de imunossupressão nos pintinhos.
Diversos trabalhos que avaliam o impacto de temperaturas elevadas durante o desenvolvimento embrionário mostram efeitos negativos sobre o crescimento ósseo e a mineralização. Isso ocorre porque a sensibilidade do embrião à temperatura aumenta com o avanço da incubação, uma vez que ele passa a produzir mais calor em resposta
Peso de gema: o que ele revela sobre a incubação
O peso de gema é um importante indicador de qualidade, pois permite avaliar a relação entre o peso da gema e o peso corporal do pintinho, sendo desejável que essa média se mantenha abaixo de 12%.
Esse parâmetro representa, na prática, o peso do pintinho sem o saco de gema residual. Menor peso de saco vitelino e maior YFBM (Young Fowl Body Mass – massa corporal do pintinho sem gema) indicam condições ideais de incubação e boa utilização dos componentes da gema.
Um dos fatores intrinsecamente relacionados à redução do peso corporal, do peso relativo do coração, à utilização adequada dos componentes da gema, à qualidade dos pintinhos e à queda nos índices de incubação é a exposição dos embriões a temperaturas acima ou abaixo do ideal A temperatura durante o desenvolvimento embrionário é decisiva, pois influencia diretamente o desenvolvimento de todos os tecidos.
Alterações térmicas impactam o crescimento, a formação tecidual, as taxas metabólicas e a absorção do saco vitelino, resultando em mudanças na qualidade dos pintinhos.
No trabalho de Azevedo (2022), foram utilizadas diferentes temperaturas na fase intermediária do desenvolvimento embrionário e avaliados, entre outros parâmetros, o peso do pintinho e o peso da gema ao longo da incubação.
Peso da gema (g)
A tabela 1 apresenta a correlação entre o peso do pintinho (sem a gema) e as diferentes temperaturas de casca durante a incubação. Os resultados mostraram que a temperatura controle proporcionou maior peso de pintinho em comparação às demais temperaturas testadas (baixa, alta e muito alta).
Tabela 1. Temperatura de casca baixa (36,7°C), controle (37,8°C), alta (38,9°C) e muito alta (39,4°C) entre o 8° e o 18,5° dia de incubação. (Fonte: Azevedo, 2022).
Na avaliação do peso de gema em função das diferentes temperaturas de casca (tabela 2), o grupo controle foi o que apresentou menor peso de gema residual, evidenciando melhor utilização dos nutrientes pelo embrião.
Dia 0 16,92 16,86 16,91 16,93
Muito alta 14,21 14,13 14,14 14,21
Dia 8 10,03c 9,33d 13,57b 13,79a
Dia 8 5,51c 5,37d 8,22b 9,03a Eclosão
Tabela 2. Peso da gema (g) ao longo da incubação em temperatura de casca baixa (36,7°C), controle (37,8°C), alta (38,9°C) e muito alta (39,4°C) entre o 8° e o 18,5° dia. (Fonte: Azevedo, 2022).
Esses resultados demonstram que as variações de temperatura podem influenciar significativamente o metabolismo embrionário e o padrão de utilização dos nutrientes da gema.
Do nascedouro ao aviário: a importância da temperatura de cloaca
Os pintinhos são considerados animais poiquilotérmicos, ou seja, sua temperatura corporal é altamente dependente da temperatura ambiente, o que demanda maior esforço metabólico para manutenção da homeotermia.
A temperatura cloacal é, portanto, um parâmetro fundamental de avaliação, pois reflete o bem-estar térmico dos pintinhos e deve ser monitorada desde o nascedouro até o alojamento.
Qualidade
A faixa recomendada de temperatura cloacal situa-se entre 39,4°C e 40,6°C (103°F a 105°F). Temperaturas de cloaca acima de 41°C (106ºF) indicam início de estresse térmico, sendo possível observar aves ofegantes dentro das caixas.
Nesses casos, as consequências incluem desidratação, pintinhos letárgicos, menor consumo de ração e água no alojamento, e como consequência a queda no ganho de peso, desuniformidade e falhas na resposta imune.
Impactos a campo: desempenho, sanidade e uniformidade
Por outro lado, pintinhos com temperatura de cloaca baixa, em torno de 38,5°C (101,5F), tendem a apresentar inquietação, penas eriçadas e emissão de pios de alta frequência. As consequências da hipotermia incluem aumento da mortalidade, uma vez que os pintinhos gastam mais energia para tentar manter a temperatura corporal, e buscam se aglomerar para aquecimento, tendo como consequência baixo consumo de ração e água.
Além disso, podem ocorrer problemas imunológicos, absorção ineficiente do saco vitelino, tornando as aves mais suscetíveis a infecções, doenças respiratórias e maior incidência de ascite. Esta última está relacionada ao estresse por frio nas primeiras semanas, podendo resultar em hipertensão pulmonar e evolução para essa complicação.
O manejo adequado da temperatura, desde a incubação até o alojamento, é determinante para o sucesso dos lotes a campo. O controle rigoroso da temperatura de casca, associado ao monitoramento da relação peso do pintinho/peso de gema e da temperatura de cloaca, permite ao incubatório ajustar com precisão seus processos e entregar pintinhos com vivacidade, uniformes e com melhor preparo imunológico.
Ao integrar pontos de controle à rotina de monitoria, as empresas conseguem reduzir a mortalidade inicial, minimizar problemas sanitários, melhorar a qualidade dos pintinhos e o desempenho zootécnico dos lotes.
Dessa forma, a temperatura deixa de ser apenas um parâmetro operacional e se consolida como ferramenta estratégica para elevar a qualidade de pintinhos e a competitividade do sistema de produção avícola.
Pontos de controle importantes para a qualidade de pintinhos correlacionados à temperatura
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SUCESSÃO E BIOSSEGURIDADE: O “NOVO NORMAL” DA POSTURA FOI PAUTA NO LPN CONGRESS 2025
Por Redação aviNews Brasil
Aavicultura de postura não é apenas uma atividade econômica; para muitas regiões do Brasil, ela é a espinha dorsal da identidade cultural e social. No epicentro dessa engrenagem está Bastos, no interior de São Paulo, responsável por uma fatia massiva da produção nacional de ovos.
Durante o LPN Congress 2025, em Fort Lauderdale (EUA), o quadro agriNews em ação, do canal agriNews Play, teve a oportunidade de mergulhar nas dores e nos triunfos dessa capital produtiva através de uma entrevista exclusiva com Cristina Nagano.
Presidente do Sindicato Rural de Bastos e da Câmara Setorial de Ovos e Derivados do Estado de São Paulo, Cristina é uma das vozes mais respeitadas quando o assunto é a gestão de crises e a modernização do setor, sendo a terceira geração na atividade.
Em uma conversa franca com o coordenador de marketing do grupo agriNews no Brasil, Henrique Cancian, ela revelou como a transição geracional e o novo paradigma sanitário estão redesenhando o mapa da postura brasileira.
A Metamorfose de Bastos: De 150 para 60 Proprietários
Um dos dados mais impactantes trazidos por Cristina Magano diz respeito à consolidação do mercado. Historicamente, Bastos abrigava cerca de 150 avicultores independentes. Hoje, esse número reduziu para aproximadamente 60, embora a capacidade produtiva e o número de propriedades tenham se mantido ou até crescido.
Esse fenômeno de concentração não é apenas uma questão de mercado, mas um reflexo direto dos desafios da sucessão familiar.
"Muitos filhos de imigrantes japoneses, que fundaram as bases da nossa avicultura, foram incentivados pelos pais a estudar e buscar carreiras nos grandes centros urbanos", explicou Cristina. O resultado foi um "vazio" geracional que forçou a profissionalização ou a venda de ativos. No entanto, para aqueles que decidiram ficar, o desafio agora é outro: a transição da segunda para a terceira geração.
O Nó Górdio da Sucessão Familiar
A sucessão em empresas familiares é, reconhecidamente, um dos processos mais complexos da administração de negócios. Quando o cenário é uma granja, onde a residência e o trabalho muitas vezes se fundem, os laços emocionais podem se tornar obstáculos à eficiência.
Cristina destacou que a transição para a terceira geração é o momento mais crítico. Diferente da transição direta "pai e filho", a terceira geração envolve primos, tios e um número maior de herdeiros que nem sempre estão envolvidos no dia a dia da operação.
"O grande desafio é estabelecer regras claras de liderança sem ferir os laços de sangue. Precisamos falar de meritocracia. Quem tem vocação para estar no negócio? Quem será apenas herdeiro? Separar a emoção do caixa da empresa é o que define se a granja sobreviverá por mais 50 anos ou se fechará as portas na próxima década", enfatizou a presidente.
O conselho de Cristina para os produtores que assistem ao agriNews Play é direto: planejamento e diálogo. A profissionalização da gestão, com a criação de conselhos de família e regras de governança, deixa de ser um "luxo" de grandes corporações e passa a ser uma ferramenta de sobrevivência para o produtor de postura.
Biosseguridade e o "Medo Responsável"
Se a sucessão é um desafio interno, a Influenza Aviária é a ameaça externa que não dá trégua. Em 2024, o setor viveu um momento dramático com o cancelamento da tradicional Festa do Ovo de Bastos. A decisão, embora dolorosa para o turismo e o comércio local, foi um exemplo de responsabilidade sanitária.
Cristina Nagano relembrou que a decisão foi pautada pelo princípio da precaução. Com casos em aves silvestres detectados em regiões próximas, o risco de uma aglomeração humana — que funciona como vetor de transporte — era alto demais para uma produção tão densa quanto a de Bastos.
"Vivemos hoje um 'novo normal'.
A biosseguridade não é mais um investimento opcional; é a blindagem do nosso patrimônio. O produtor brasileiro é resiliente e investe pesado em desinfecção, manejo e tecnologia", afirmou. Entre as inovações citadas, destaca-se o uso de falcoaria e até de dispositivos visuais, como águias fantoches, para mitigar a presença de aves migratórias nos galpões — uma solução criativa que une o conhecimento biológico à prática de campo.
A conversa em Fort Lauderdale deixou uma mensagem clara para a avicultura de postura: o futuro exige uma mudança de mentalidade. O avicultor moderno precisa ser, antes de tudo, um gestor de pessoas e de riscos. Seja organizando a mesa de jantar para discutir o futuro dos herdeiros ou reforçando os cercamentos e protocolos de entrada nas granjas, a palavra de ordem é antecipação.
Cristina Nagano encerrou sua participação com um convite à união da classe, reforçando que o Sindicato Rural e a Câmara Setorial são os pilares de apoio para que o produtor não caminhe sozinho. Para os espectadores e leitores da aviNews, fica o exemplo de uma liderança que transforma a preocupação em ação e o medo em biossegurança.
agriNews Play: Informação Técnica com Agilidade Digital
A cobertura da aviNews no LPN Congress reforça o papel do projeto agriNews Play. Em um mundo onde a informação circula em tempo real, com a função de traduzir grandes eventos globais para a linguagem do produtor brasileiro.
O conteúdo em vídeo permite que o leitor da revista veja a expressão, a firmeza e a emoção de líderes como Cristina Nagano. Essa conexão humana valida os dados técnicos apresentados nas páginas impressas. O agriNews Play não apenas noticia; ele educa, ao trazer para a tela exemplos práticos de quem está enfrentando as crises na linha de frente.
Através de entrevistas como esta, a aviNews Brasil cumpre sua missão de ser a principal fonte de inteligência para o setor, integrando a profundidade da revista com a rapidez e o alcance do audiovisual.
Acesse o QRCode e assista: “Sucessão familiar no agro: como unir legado e inovação”
Sucessão e Biosseguridade: O “Novo Normal” da Postura foi Pauta no LPN Congress 2025
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MODULAÇÃO PRECOCE E INTEGRADA DA SAÚDE INTESTINAL DE AVES: SOLUÇÕES BIOCHEM
Gerência Técnica Biochem Latam
Otrato gastrointestinal vai além da função digestiva. Ele participa ativamente da absorção de nutrientes e mantém estreita relação com o sistema imune.
Para que essas funções ocorram adequadamente, é essencial a consolidação de um ecossistema intestinal equilibrado, caracterizado pela predominância de microrganismos benéficos (eubiose).
O início da colonização microbiana no intestino das aves acontece já logo após a eclosão, e se intensifica nos primeiros dias pós-alojamento, período crítico para a organização da microbiota e para a adaptação das aves às condições ambientais e nutricionais da granja.
Sendo assim, os primeiros dias de vida das aves representam uma fase decisiva para a formação do trato gastrointestinal e para o estabelecimento de mecanismos fisiológicos determinantes do desempenho produtivo ao longo do ciclo.
Ainda, o cenário de restrição ao uso de antimicrobianos tem estimulado o desenvolvimento de soluções alternativas capazes de sustentar a saúde intestinal de forma consistente e sustentável.
Entre essas estratégias, o uso de probióticos selecionados destaca-se como ferramenta eficaz para modular positivamente a microbiota.
A atividade metabólica desses microrganismos, incluindo a produção de ácido lático e outros compostos bioativos, auxilia na manutenção do equilíbrio luminal e pode fornecer substratos energéticos tanto para enterócitos quanto para bactérias benéficas.
A administração de probióticos via água de bebida pode ser adotada em momentos estratégicos, como no alojamento ou em situações que demandem suporte adicional à estabilidade intestinal.
De forma complementar, a inclusão contínua de probióticos via dieta permite a manutenção dos benefícios ao longo de todo o ciclo produtivo.
Para garantir eficácia, é fundamental que os probióticos utilizados via ração apresentem estabilidade durante o processamento (térmico ou não) e mantenham viabilidade até alcançarem o trato gastrointestinal.
Com base nesses fundamentos, a Biochem estruturou um programa direcionado à avicultura moderna, integrando diferentes soluções de seu portfólio para oferecer suporte contínuo à saúde intestinal.
O programa contempla a utilização de HatchGel SP e B.I.O.Sol ainda no incubatório, o fornecimento de B.I.O.Sol nos primeiros dias após o alojamento e a inclusão de TechnoSpore na ração, considerando as particularidades fisiológicas de cada fase produtiva.
O HatchGel SP foi desenvolvido para aplicação precoce no incubatório, possibilitando a oferta oral de ingredientes funcionais logo após a eclosão. Sua formulação inclui spirulina, componente associado a propriedades prebióticas. Após o preparo, forma-se um gel com características que favorecem a ingestão espontânea pelos pintinhos, funcionando como veículo adequado para o fornecimento do probiótico B.I.O.Sol.
O B.I.O.Sol combina alta concentração da cepa probiótica Enterococcus faecium com betaína anidra. A administração precoce dessa cepa favorece rápida colonização do trato gastrointestinal, reforçando a exclusão competitiva contra microrganismos indesejáveis alta produção de ácido lático.
A betaína anidra atua como agente osmoprotetor, contribuindo para a manutenção da integridade celular, proteção do epitélio intestinal e melhoria da qualidade das excretas.
Saúde
A associação de HatchGel SP com B.I.O.Sol no incubatório desempenha papel estratégico na preservação do status fisiológico dos pintinhos.
O fornecimento precoce desses produtos contribui para a redução da desidratação celular intestinal, minimizando a perda de peso corporal nas primeiras horas de vida, especialmente em condições logísticas desafiadoras, como períodos prolongados de transporte entre o incubatório e a granja.
Esse suporte inicial favorece a manutenção da integridade do epitélio intestinal e potencializa uma adaptação mais eficiente no momento do alojamento. Adicionalmente, o fornecimento de B.I.O.Sol na granja durante os três primeiros dias de vida reforça e prolonga os efeitos obtidos no incubatório.
Esse período é reconhecido como uma fase de elevada exigência fisiológica, marcada pela adaptação ao novo ambiente, início do consumo de ração e intensa maturação do trato gastrointestinal.
A inclusão de TechnoSpore via dieta assegura a manutenção da saúde intestinal ao longo das demais fases do ciclo produtivo, proporcionando suporte contínuo à estabilidade da microbiota.
O produto contém a cepa Bacillus coagulans DSM 32016, que reúne características de bactérias formadoras de esporos e de bactérias ácidoláticas. Sua resistência ao calor permite inclusão segura em rações submetidas à peletização.
Além disso, sua elevada produção de ácido lático auxilia na modulação da microbiota intestinal, favorecendo a predominância de microrganismos benéficos. O uso dessa cepa também está relacionado ao suporte da imunidade intestinal e à melhoria do aproveitamento dos nutrientes da dieta.
A implementação de programas estruturados voltados à modulação da microbiota e à preservação da integridade gastrointestinal fortalece as funções digestivas e absortivas das aves.
Como consequência, cria-se um ambiente fisiológico mais estável, permitindo melhor expressão do potencial genético e refletindo positivamente nos índices produtivos na avicultura de corte, postura comercial e matrizes.
Modulação Precoce e Integrada da Saúde Intestinal de Aves: Soluções Biochem BAIXAR EM PDF
Osetor avícola nacional se destaca pelo constante aprimoramento tecnológico e pelo investimento em inovação, fatores que sustentam o crescimento da produção e a busca por melhores resultados econômicos, zootécnicos, sanitários e de bem-estar animal.
CONDENAÇÕES EM ABATEDOUROS: ARTRITE, PODODERMATITE E ASCITE EM FRANGOS DE CORTE
Brunna Garcia de Souza Leite Nutricionista da Agroceres Multimix
Nesse contexto, o manejo exerce papel central para que as aves expressem seu potencial genético, enquanto falhas podem comprometer o desempenho, elevar a ocorrência de doenças, a mortalidade, a desuniformidade dos lotes e o número de condenações no abatedouro.
No frigorífico, as aves passam por inspeções rigorosas antes e após o abate, conforme o Decreto nº 9.013/2017 (RIISPOA), que estabelece a avaliação detalhada das carcaças na inspeção post mortem, visando identificar e destinar corretamente aquelas que devem ser condenadas.
As causas de condenação são variadas e, em grande parte, provém de falhas ao longo da cadeia produtiva. De modo geral, essas causas podem ser classificadas em não patológicas (associadas a falhas de manejo) e patológicas (lesões provenientes de processos infecciosos ou de outras enfermidades que acometem as aves ainda no campo).
Dentre as causas patológicas mais frequentemente, destacam-se a artrite, a pododermatite e a ascite. Essas afecções apresentam origens multifatoriais e estão relacionadas tanto a aspectos sanitários quanto a falhas de manejo e condições ambientais inadequadas durante a criação.
As artrites constituem um dos principais distúrbios locomotores em frangos de corte, caracterizando-se por inflamação da articulação tibiotársica, que limita a locomoção e compromete o desempenho das aves.
Essa condição pode ter origem infecciosa, causada principalmente por Staphylococcus spp., Escherichia coli, Mycoplasma spp., Pasteurella spp., Salmonella spp. e o Reovírus, assim como pode estar associada a fatores ambientais, como tipo e umidade da cama, densidade de alojamento e condições inadequadas de manejo.
Fonte: Agroceres Multimix
As aves acometidas geralmente apresentam aumento de volume articular, dor e claudicação nas formas agudas, podendo evoluir para rigidez articular e imobilidade nos casos crônicos. As lesões são caracterizadas por inchaço articular e acúmulo de exsudato purulento, caseoso ou hemorrágico, que pode se estender a ligamentos e tendões.
A transmissão do Reovírus ocorre predominantemente por via horizontal, direta ou indireta, e, em menor escala, por via vertical, a partir de reprodutoras infectadas.
As aves afetadas apresentam dificuldade de locomoção, permanecendo deitadas, o que reduz o consumo de ração e água, podendo resultar em perda de desempenho e até mortalidade por inanição e desidratação.
No abatedouro, a artrite representa importante causa de condenação, já que as lesões não podem ser removidas manualmente antes do corte automático das patas, sob risco de contaminação dos equipamentos.
Nos casos unilaterais, em que apenas uma pata apresenta lesão, realiza-se a retirada manual desse membro. Já nos casos bilaterais, quando ambas as patas estão acometidas, a carcaça é integralmente condenada.
O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos e nas lesões observadas nas articulações, podendo ser confirmado por exames laboratoriais. O controle envolve a adoção de boas práticas de manejo, uso de cama seca e de qualidade, controle da densidade de alojamento e medidas rigorosas de biosseguridade.
Como o tratamento individual é inviável em sistemas intensivos, a prevenção é a principal estratégia para reduzir as condenações e melhorar o bem-estar e o desempenho dos lotes.
Além das artrites, a pododermatite (conhecida popularmente como “calo de pé”) acomete o coxim plantar, podendo evoluir de um simples espessamento da epiderme até úlceras profundas e necrose dos tecidos subjacentes.
Fonte: Agroceres Multimix
Fonte: Agroceres Multimix
Fonte: Agroceres Multimix
Essa condição é multifatorial e está diretamente associada à qualidade da cama, umidade excessiva, tipo de material utilizado, densidade de alojamento e manejo inadequado da ventilação.
A presença de umidade elevada na cama favorece o amolecimento do coxim plantar e o contato prolongado das aves com as excretas, promovendo irritação cutânea e infecção secundária por bactérias oportunistas, como Staphylococcus aureus e Escherichia coli.
A severidade das lesões é um importante indicador de bem-estar e pode ser utilizada para monitorar as condições de manejo e ambiência dos lotes.
No abatedouro, os casos severos podem resultar na condenação das patas e, em situações mais graves, das carcaças, especialmente quando há sinais de infecção sistêmica.
Essa condenação representa uma perda significativa, uma vez que o pé de frango é considerado um subproduto de alto valor agregado, amplamente exportado e valorizado por mercados internacionais, como o asiático.
Assim, a manutenção da integridade e qualidade desse produto tem impacto direto na rentabilidade e competitividade da cadeia avícola brasileira.
O controle e a prevenção da pododermatite envolvem o manejo adequado da cama, ventilação eficiente para controle da umidade, densidade adequada de aves e formulação nutricional equilibrada.
Outro problema patológico é a ascite, ou síndrome do abdômen aquoso, condição metabólica caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido na cavidade abdominal, resultante de desequilíbrio entre o fornecimento e o consumo de oxigênio pelos tecidos.
Essa síndrome está frequentemente associada a altas taxas de crescimento e ganho de peso típicas de frangos modernos, cujo rápido metabolismo exige maior demanda de oxigênio do que o sistema cardiovascular é capaz de suprir.
Fonte: Atlas de alterações macroscópicas, Liris Kindlein (2024)
Fonte: Agroceres Multimix
Fatores ambientais e de manejo exercem grande influência na ocorrência da ascite, especialmente a ventilação inadequada, temperaturas baixas, densidade elevada, dieta com alto teor energético e condições que provoquem estresse térmico. Essas situações aumentam a pressão pulmonar e sobrecarregam o ventrículo direito, levando à dilatação e, consequentemente, ao extravasamento de plasma para a cavidade abdominal.
No abatedouro, as aves acometidas por ascite apresentam abdômen distendido e conteúdo líquido seroso, de coloração amarelada, com odor característico.
As carcaças afetadas são condenadas total ou parcialmente durante a inspeção post mortem, de acordo com o grau de comprometimento.
Além das perdas diretas, a ascite também representa um problema de bem-estar, pois as aves afetadas apresentam dificuldade respiratória, letargia e menor consumo de alimento.
IMPACTOS ECONÔMICOS
As condenações no abatedouro geram prejuízos econômicos expressivos. Estima-se que as perdas variem entre 0,5% e 2% da produção. Em um frigorífico que abate 200 mil aves/dia, uma taxa de 1% representa o descarte de 2.000 carcaças, com prejuízo diário de cerca de R$ 14 mil, ultrapassando R$ 350 mil/mês, sem considerar custos operacionais adicionais.
Outras condições também impactam os resultados: a condenação de 5% das patas em plantas que processam 400 mil aves/dia pode inutilizar cerca de 1 tonelada diária de um produto valorizado no mercado asiático. Já a ascite, além das condenações, eleva o custo de produção, podendo aumentar em até 5% o custo por quilo de frango.
Diante desse cenário, o monitoramento dos índices de condenação torna-se ferramenta estratégica para identificar falhas de manejo e avaliar medidas preventivas.
A prevenção depende de um manejo integrado que envolva o controle da ventilação e temperatura ambiental, densidade adequada, programas nutricionais equilibrados e monitoramento constante da taxa de crescimento, especialmente nas fases iniciais.
A compreensão das causas ao longo da cadeia produtiva é essencial para assegurar qualidade de carcaça, melhor aproveitamento de subprodutos e maior rentabilidade, reforçando que o controle sanitário, ambiental e nutricional é decisivo para a sustentabilidade e a competitividade da avicultura brasileira.
Condenações em abatedouros: Artrite, pododermatite e ascite em frangos de corte BAIXAR EM PDF
Fonte: Atlas de alterações macroscópicas, Liris Kindlein (2024)
PAINÉIS DE RESFRIAMENTO EVAPORATIVO PROGRAMAÇÃO DOS
Michael Czarick; Engenheiro de Extensão
Departamento de Avicultura - Universidade da Geórgia
Tradutor: Serafín García Freire
Embora não pareça, um painel evaporativo com 0,3m de comprimento por 1,5m de altura e 15 cm de espessura tem uma superfície de mais de 27,9m2
Consequentemente, um galpão com painéis evaporativos nas duas laterais, medindo 21,3m x 1,5m, possui mais de 3,902m2 de superfície de painéis onde a água evapora, arrefecendo o ar que entra.
Quando olhamos para um painel lateral de 21,3m x 1,5m, só conseguimos ver os 32,5 metros quadrados de superfície, e não os mais de 1,951m2 (60 vezes mais) de superfície interior do painel.
É importante perceber que não é a água que circula na superfície exterior do painel que arrefece o ar que entra, mas sim a água que se evapora na imensa superfície interior do painel, onde ocorre a maior parte do arrefecimento.
Uma seção seca de painel evaporativo medindo 0,30 metros de comprimento por 1,5 metros de altura e 15 cm de espessura pesa aproximadamente 1,1 kg.
O problema é que os painéis evaporativos são frequentemente analisados observando-se a superfície externa do painel ao invés das superfícies internas.
A superfície exterior do painel evaporativo pode estar seca, mas o interior pode permanecer úmido e continuar a resfriar o ar que entra durante um período surpreendentemente longo.
Depois de ficar encharcado, este peso pode aumentar para 3,4 kg ou mais Isto significa que um galpão com dois painéis evaporativos laterais de 22,8m de comprimento conteria mais de 340,7 litros de água, o que, teoricamente, poderia reduzir a temperatura do ar de entrada num dia de 32,2 °C (com 50 % de umidade relativa) para 26,1 °C durante quase 15 minutos sem necessidade de adicionar água.
24,4 23,3 22,2
Bomba de água ligada
Bomba de água: 2 minutos ligada/8 minutos desligada
Gráfico 1. Desempenho do sistema de refrigeração evaporativa numa tarde muito quente e seca (RH = 35%) - https://youtu.be/ne21iUN6ALw
Controle
Na verdade, a temperatura do ar que entra vai aumentando com o tempo, à medida que os painéis secam, mas a verdade é que, graças à elevada capacidade de retenção de água dos painéis de celulose,
Um painel úmido continua a arrefecer e a umidificar o ar que entra muito tempo depois de a bomba de circulação de água se desligar e a superfície secar.
Embora a borda frontal do painel possa começar a secar poucos minutos após desligar a bomba, o interior do painel costuma permanecer completamente úmido durante dez minutos ou mais,
e, consequentemente, a temperatura e a umidade relativa do ar que entra mantêm-se praticamente inalteradas durante dez minutos ou mais (Gráficos 1 e 2).
A elevada capacidade de retenção de água dos painéis de celulose é ainda mais evidente pelo fato de, durante o dia, poderem demorar 30 minutos ou mais a secar completamente ( Figura 3).
À noite, quando o ar está mais fresco e úmido, o painel evaporativo pode demorar horas a secar completamente depois de desligar as bombas.
Temperatura ºC
37,8 36,7 35,6 34,4 33,3 32,2 31,1 30,0 28,9 27,8 26,7 25,6 24,4 23,3 22,2 21,1 20,0 18,9 17,8 16,7 15,6 11:20 AM 11:25 AM 11:30 AM 11:35 AM 11:40 AM 11:45 AM 11:50 AM 11:55 AM 12:00 PM 12:05 PM 12:10 PM 12:15 PM 12:20 PM 12:25 PM 12:30 PM 12:35 PM 12:40 PM 12:45 PM
Bomba agua ON 2 min ON/8 min OFF Bomba agua ON
Temperatura ar ao entrar
Temperatura da superfície do painel
Temperatura exterior
Gráfico 2. Desempenho do sistema de refrigeração evaporativa numa tarde quente e úmida (RH = 55%)
Outra consequência interessante da elevada capacidade de retenção de água dos painéis de celulose é que, o funcionamento de uma bomba de circulação com temporização dos intervalos de funcionamento e desligamento tem, normalmente, um efeito mínimo na temperatura e na umidade relativa do ar que entra.
A bomba de circulação de um sistema de painéis evaporativos pode bombear entre 1,9 e 3,8 litros por minuto por cada 30 cm lineares de painel, o que equivale aproximadamente a dez vezes o caudal normal de evaporação de água de um painel.
Como resultado, a bomba de circulação consegue normalmente encher os painéis de água em poucos minutos após ser ligada.
Uma vez que um painel saturado costuma causar praticamente o mesmo nível de arrefecimento durante dez minutos ou mais, desligar a bomba durante seis, sete ou oito minutos costuma produzir muito poucas alterações na temperatura ou na humidade relativa do ar de entrada.
Embora a borda dianteira pode começar a secar alguns minutos após desligar a bomba (Figura 4), uma vez que o interior do painel permanece úmido, tanto o arrefecimento como a umidade produzida pelo painel tenderão a ser minimamente afetados enquanto a bomba estiver desligada (Gráfico 1).
Isso não significa que o arrefecimento produzido por um painel não possa ser limitado programando a bomba com um temporizador de intervalos.
Se for programar uma bomba para funcionar menos de um minuto e o clima exterior for suficientemente quente e seco, o arrefecimento e a umidade produzidos pelo painel serão reduzidos.
É muito difícil estimar a quantidade, uma vez que a quantidade de água que evapora muda constantemente à medida que a temperatura e a umidade exteriores variam ao longo do dia.
Bomba agua ON Bomba agua OFF
Temperatura do ar após passagem pelo painel Humedad relativa del aire después del panel evaporativo
Temperatura da superfície do painel evaporativo
Temperatura exterior
Gráfico 3. Desempenho do sistema de refrigeração evaporativa numa tarde quente e seca (RH = 35%)
O Gráfico 1 ilustra a temperatura do ar de entrada, bem como a temperatura da superfície do painel numa tarde em que a temperatura exterior se aproximava dos 37,8 °C e a UR era de aproximadamente 35 %.
No dia “mais fresco”, verificou-se uma secagem mínima da superfície do painel durante os oito minutos em que a bomba de circulação esteve desligada.
E não se verificou qualquer diferença na temperatura do ar de entrada, quer a bomba funcionasse de forma contínua, quer com um temporizador de intervalos.
Inclusive num dia muito quente e seco, embora a superfície do painel estivesse seca há cerca de cinco minutos depois de a bomba ter sido desligada, o arrefecimento produzido pelo painel foi minimamente afetado, meio grau ou menos, durante os oito minutos em que a bomba esteve desligada.
O Gráfico 2 ilustra as mesmas variáveis para alguns dias depois, quando a temperatura externa estava em torno de 31 °C e a umidade relativa era muito maior, em 55%.
Em ambos os casos, quer a bomba funcionasse continuamente ou com um temporizador, o arrefecimento produzido pelos painéis (e, portanto, a umidade produzida pelo sistema de painéis) foi muito semelhante.
Temperatura da superfície do painel evaporativo de 35,3 ºC 23h45 (gráfico 1)
Temperatura do ar exterior: 36,7 ºC
Temperatura do ar após o painel evaporativo: 28,3 ºC
Gráfico 1. Temperaturas na superfície do painel seis minutos após desligar a bomba, numa tarde muito quente e seca (36,7 °C / 35 % de humidade relativa).
Por vezes, pensa-se que o temporizador da bomba aumenta o arrefecimento com uma menor umidificação do ar de entrada e/ou facilita a entrada de ar no galpão através dos painéis, uma vez que há menos água a escorrer pela superfície do painel.
A verdade é que, se um painel estiver relativamente limpo, a água que escorre pela sua superfície tem um efeito mínimo na depressão da construção (1,25 pascais) e, portanto, um efeito mínimo no fluxo de ar.
Além disso, tanto se houver um grande fluxo de água sobre a superfície de um painel ou se a bomba estiver desligada e não houver água sobre o painel, a quantidade de arrefecimento produzida pelos painéis é essencialmente a mesma, uma vez que, a maior parte do arrefecimento ocorre no interior do painel e não na sua superfície exterior (Gráfico 2).
Nota do tradutor:
Neste artigo, o autor partilha connosco as suas investigações sobre a eficiência dos painéis evaporativos de celulose. É importante referir que, atualmente, existe no mercado outra opção de painéis evaporativos: os painéis evaporativos de plástico, que apresentam vantagens em relação aos painéis evaporativos de celulose, tornando-os mais recomendáveis em determinadas circunstâncias ou necessidades (dureza da água, maior durabilidade, facilidade de desinfeção, menor obstrução ao fluxo de ar).
No que diz respeito à capacidade de refrigeração, esta é semelhante em ambos os painéis (de plástico e de celulose), desde que se tenham em conta certas diferenças na instalação dos painéis evaporativos de plástico (velocidade máxima mais baixa, maior caudal de recirculação e orifícios de saída de água mais próximos).
Uma vez que o arrefecimento por evaporação do ar de entrada e a umidificação do ar de entrada andam de mãos dadas; se o arrefecimento não varia, a umidade do ar de entrada é a mesma.
É possível utilizar temporizadores de intervalos para controlar o funcionamento das bombas dos sistemas de refrigeração por evaporação?
Claro. Mas a verdade é que, devido à capacidade de um painel reter uma quantidade considerável de água e à sua grande superfície interior, isto tem, normalmente, um efeito muito menor no arrefecimento e na umidificação do ar que entra.
Programação dos painéis de resfriamento evaporativo BAIXAR EM PDF
Para saber mais sobre as diferenças entre estes dois painéis evaporativos, recomendamos a leitura dos artigos:
aviNews Junho de 2023: Cinco diferenças significativas entre os painéis evaporativos de plástico e de cartão.
aviNews Agosto de 2022: Refrigeração com painéis de plástico vs. painéis de cartão.
PERSISTÊNCIA DAS FÊMEAS NO PÓS-PICO
Manejo da fertilidade e da produção
Equipe Técnica Aviagen
Gerenciar a fertilidade e a produção de ovos dos plantéis de matrizes é fundamental para alcançar uma boa produção e bem-estar das matrizes. No entanto, continua sendo um desafio manter a produção de ovos e a eclodibilidade persistentes, especialmente entre 40 e 60 semanas de idade.
Este artigo destaca os principais motivos pelos quais plantéis de matrizes podem apresentar persistência na produção de ovos e na eclodibilidade após o pico e visa fornecer conselhos sobre como superá-los.
Durante a produção, um plantel com bom desempenho apresenta:
Início de produção de ovos previsível e uniforme em resposta à estimulação luminosa.
Espaçamento entre os ossos ilíacos de cerca de 2–2,5 dedos (3,8–4,2 cm ou 1,5–1,7 pol.) em mais de 85–90% das fêmeas antes da primeira estimulação luminosa.
Aumento constante e regular da produção diária de ovos a partir de 5% da produção.
Pico de produção de ovos por galinha alojada superior a 90% (checar realidade local).
Eclodibilidade cumulativa, superior a 87% (checar realidade local) até as 64 semanas de idade.
Boa cobertura de penas para a idade.
Balanço energético líquido positivo para machos e fêmeas, considerando o peso corporal e o nível de produção de ovos.
O acompanhamento dos Pontos-chave de manejo a seguir deve fazer parte da rotina diária de manejo. Isso pode representar a diferença entre um resultado no quartil superior e um no quartil inferior. Cada área é discutida com mais detalhes na próxima seção.
PONTOS-CHAVE DE MANEJO
Condições de criação.
Ambiente: temperatura, ventilação e iluminação.
Sincronização sexual e taxas de acasalamento.
Controle do peso corporal e do peso dos ovos.
Manejo do alimento: ingestão de nutrientes e manejo da alimentação.
Condições do aviário de produção.
CONDIÇÕES DE CRIAÇÃO
Todas as características acima desempenham papéis cruciais para alcançar números de pintos por galinha alojada próximos aos objetivos de desempenho atuais.
Na maioria dos casos, quando a produção cumulativa de pintos não é alcançada, a baixa persistência da produção de ovos e a baixa fertilidade são os principais fatores.
O período de criação constitui a base para o desempenho futuro do plantel. Se não houver um manejo detalhado de todos os aspectos do período de criação, desde a incubação até o acasalamento, especialmente da uniformidade (esquelética, peso corporal e sexual) de um plantel, o desempenho futuro da produção de ovos pode ser comprometido.
Um plantel com um período de criação ruim é menos previsível, com um declínio mais rápido na persistência pós-pico e, portanto, uma menor produção de ovos e pintos para incubação em comparação com um plantel com um período de criação bom.
Um plantel com bom desempenho na criação deve apresentar o seguinte:
Um perfil de ganho de peso que segue de perto os padrões de peso corporal da raça durante toda a criação e atinge o peso corporal alvo de fêmeas e machos em 20 semanas.
Desenvolvimento muscular e conformação corporal adequados para a idade.
Boa uniformidade sustentada de fêmeas e machos durante todo o período de criação, com um coeficiente de variação (CV) <8% ou uniformidade >79% ao final da criação.
AMBIENTE
Temperatura efetiva
A relação entre a temperatura efetiva (a temperatura percebida pela ave) e seu efeito no desempenho das aves é frequentemente negligenciada. Muitos manejadores fornecem a mesma quantidade de alimento por idade ao longo do ano, independentemente da temperatura efetiva que as aves estejam sentindo.
Durante o inverno ou nos meses mais frios, pode ser necessário aumentar a quantidade de alimento ou mantê-la em um nível mais alto e estático à medida que a produção progride durante o período mais frio.
Ajustes no teor de lisina digestível, proporcionais ao aumento de energia, são cruciais para acompanhar volumes maiores de alimento usados para enfrentar baixas temperaturas, sem resultar em ganho de peso corporal excessivo.
Durante as estações quentes, as aves podem reduzir o consumo de alimento em resposta ao clima quente. Fornecer água mais fresca pode ser útil. Reformule a dieta para equilibrar o consumo de alimento, de modo que a ingestão de nutrientes atenda às necessidades das aves, como:
Fornecer uma boa forma física do alimento (menos pedaços minúsculos).
Usar ingredientes com maior digestibilidade no alimento.
Aumentar a proporção de energia alimentar que vem da gordura.
Efeito da temperatura nas necessidades de energia
Além disso, a ingestão de alimento deve ser alterada conforme a temperatura operacional difere de 23oC (73oF).
A ingestão de energia deve ser ajustada proporcionalmente da seguinte forma:
Aumentada em 6 kcal de energia (1,2 kcal/1°C, 2,14 g de alimento extra com base em uma dieta de 2.800 kcal ME/kg) por ave, por dia se a temperatura for reduzida em 5°C (9°F) a partir de 2318°C (7364°F).
Reduzida em 7 kcal (1,4 kcal/1°C, 2,5 g a menos de alimento com base em uma dieta de 2.800 kcal ME/ kg) por ave por dia se a temperatura for aumentada a partir de 2328°C (7382°F).
No entanto, a influência de temperaturas acima de 23°C (73°F) na distribuição de alimento não é tão direta quanto o efeito do frio. A necessidade das aves de dissipar calor as impede de ajustar a ingestão de alimento, apesar do aumento da necessidade diária de energia.
Deve-se considerar parâmetros como níveis de produção de ovos, peso dos ovos, massa dos ovos, peso corporal e cobertura de penas antes de fazer qualquer alteração na distribuição de alimento.
Para obter mais informações sobre o manejo da cobertura de penas das fêmeas, consulte os seguintes artigos da Aviagen®: Guia prático para manejar a cobertura de penas nos plantéis de matrizes fêmeas.
Iluminação
Plantéis de matrizes de machos e fêmeas são fotorrefratários ao eclodirem (fotorrefratariedade juvenil). A fotorrefratariedade juvenil deve ser dissipada para que o desenvolvimento sexual ocorra. Para dissipar a fotorrefratariedade, as aves devem passar por pelo menos 18 semanas com fotoperíodos curtos (8 horas de luz) durante a criação.
Quando a cobertura de penas é ruim em temperaturas mais baixas, um aumento adicional na distribuição de alimento (acima dos níveis mencionados anteriormente) é essencial para manter as características de produção.
Por exemplo, além do aumento nas necessidades de manutenção em clima frio, há outro ligeiro aumento na alimentação entre uma ave com muitas penas (pontuação 0) e uma com poucas penas (pontuação 5) (Figura 1).
Algumas penas quebradas e pequenas áreas calvas
3 4 5 6 Penas muito quebradas e algumas áreas calvas
Quase sem penas ou áreas grandes sem penas
Sem penas com mais de 80% da área sem cobertura de penas
Figura 1: Escala de pontuação da cobertura de penas (classificação 0–5).
As aves podem, então, receber e responder ao aumento da duração do dia (estimulação luminosa), iniciando assim a produção. Se expostas prolongadamente a duração de dias longos na criação (> 11 horas), as aves não dissiparão sua fotorrefratalidade juvenil, causando um início tardio da produção.
Recomenda-se que uma duração do dia de 13–14 horas de luz seja fornecida durante a produção. Fornecer mais de 14 horas de luz durante a produção geralmente leva o plantel a apresentar menor persistência devido ao avanço do início da fotorrefratariedade adulta e ao declínio mais rápido da produção.
Quando forem utilizados galpões abertos nas laterais, a duração do dia deve ser preferencialmente de 13–14 horas, usando cortinas blackout no início e no final de cada dia.
Testes e exemplos de campo mostraram uma melhora na produção de ovos ao adicionar 2 horas após 50 semanas, o que pode ter o efeito de estimulação de luz tardia em aviários com ambiente controlado, nos quais o fotoperíodo não excede 14 horas.
Se for observada uma resposta positiva na produção total de ovos após o fornecimento de 2 horas adicionais de luz, um pequeno aumento temporário de 2–3 gramas na quantidade de alimento (compatível com o nível de aumento de produção observado) pode dar suporte adicional à resposta.
Ventilação
A ventilação é uma parte fundamental do sistema de manejo e deve ser acompanhada o mais rigorosamente possível durante toda a vida do plantel. É essencial destacar a importância da ventilação e sua relação com a persistência da produção.
A ventilação deve ser precisamente compatível com a biomassa das aves, a cobertura de penas e as condições ambientais externas. A ventilação incorreta pode aumentar a produção de ovos no chão e a secreção ocular, reduzindo a produção de ovos, a viabilidade diária e a fertilidade.
Para obter mais informações sobre os princípios da ventilação do aviário de matrizes, consulte os seguintes artigos da Aviagen®: Manejo do ambiente no aviário para criação de matrizes de frango de corte e Manejo do ambiente no aviário para postura de matrizes de frango de corte.
Continua na próxima edição...
Este artigo técnico foi dividido em duas partes. A Parte 2, na próxima edição, abordará a sincronização sexual e as taxas de acasalamento, detalhando como o manejo correto dos machos, a integridade do empenamento e o monitoramento contínuo dos dados do plantel são fundamentais para sustentar a fertilidade e a produção de ovos até o final do ciclo.
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*Análise considerando 9,4 milhões de matrizes Ross 308 AP às 66 semanas de idade (lotes fechados 2024).
Dados referentes ao Brasil.
MÃO DE OBRA, O PESADELO ATUAL DOS INCUBATÓRIOS!
Adriano Bailos Consultor internacional em incubatórios
Em plena era da inovação, da automação de processos e até da inteligência artificial um problema raiz ainda ecoa por praticamente todas as plantas de incubação do Brasil, Mão de obra... ou a falta dela!
É muito comum quando visitamos incubatórios pelo país escutar frases como “Não tem gente para contratar” ou então “De cinco pessoas aprovadas apenas uma voltou no segundo dia” essa realidade assusta as empresas que com frequência passam meses tentando fechar o quadro de colaboradores sem sucesso, desta realidade surgem algumas perguntas como;
Porque os recém contratados não voltam no dia seguinte, ou então; Devo automatizar o incubatório para reduzir a necessidade de pessoas ou investir mais em salários, benefícios e atrativos para os colaboradores?
Sabemos que quanto maior o número de colaboradores mais difícil fechar o quadro, e não há dúvida que o primeiro passo para reduzir a necessidade de pessoas é automatizar o incubatório, o que olhando superficialmente parece bem óbvio, mas, não é bem assim, sem dúvida as novas tecnologias nos ajudam a reduzir a quantidade de colaboradores necessários para fazer um incubatório girar, equipamentos como: classificadoras automáticas de ovos,
empilhadores e desempilhadores de bandejas, vacinadoras in ovos,
saque de aves automático e, mais recentemente sexagem automática,
Tem nos ajudado muito a reduzir os trabalhos manuais diminuindo a necessidade de contratações, portanto sem dúvida, SIM a automação é um caminho muito interessante principalmente quando fazemos a conta de colaboradores por mil ovos incubados, por exemplo se compararmos um incubatório automatizado e um manual a realidade é bem diferente,
Infelizmente apesar de ser viável, esta realidade ainda é pouco acessível a plantas de incubação menores e mais antigas, pois, além do alto custo dos equipamentos, uma outra situação que dificulta a instalação das automações em incubatórios já existentes é o espaço físico das salas que muitas vezes foram construídas apenas para receber pequenas mesas e não grandes equipamentos de automação.
Outra situação que deve ser levada em consideração é que, quanto mais tecnológica uma planta de incubação se torna reduzindo a mão de obra comum, mais mão de obra especializada é necessária, na prática em média para cada 12 a 15 colaboradores comuns que reduzimos com a automação, um profissional especializado precisar ser contratado para manter esses equipamentos funcionando, ou seja mesmo a automação sendo um caminho interessante existem variáveis particulares de cada incubatório a considerar antes de tomar a decisão de automatizar ou não. enquanto as plantas de incubação maiores e totalmente automatizadas chegam a trabalhar com até 140.000 ovos incubados homem/mês em plantas menores e sem automação muitas vezes não chegamos nem a metade disso sendo obrigados a utilizar o dobro de colaboradores.
A grande verdade é que tendo automação ou não ainda assim precisamos de pessoas para executar muitas tarefas, e aí vem a grande dificuldade, como contratar e manter essas pessoas trabalhando dentro das plantas de incubação?
Trabalhar em um incubatório assim como em algumas outras áreas da avicultura não é fácil, os banhos para iniciar o trabalho, os ambientes fechados que não permitem ver a luz do sol, a proibição de uso de celulares, trabalhar aos finais de semana, a proibição de adornos como brincos pulseiras e anéis, os horários inflexíveis muitas vezes a noite ou na madrugada são algumas das situações que jogam contra nosso setor e infelizmente essas são situações nas quais não temos muita atuação, nesse caso reclamar não adianta o que temos que fazer é focar naquilo que está em nossas mãos.
Portanto se temos tantas coisas jogando contra o que devemos fazer para melhorar nossas chances? Além de salários e benefícios compatíveis com o mercado de trabalho da região o que mais podemos fazer para que as pessoas queiram trabalhar no incubatório?
Em primeiro lugar é imprescindível que tenhamos um programa de recepção e integração das pessoas é muito importante que o obvio sempre seja dito, e que ao entrar no incubatório pela primeira vez esse colaborador tenha alguém o acompanhando desde a portaria para lhe mostrar seu armário, onde se deve deixar suas coisas pessoais, explicar como funciona e a importância do banho além de entregar seus pertences internos, é muito comum ver novos colaboradores perdidos no vestiário sem saber o que fazer, em seguida esse colaborador deve ser lavado para todos os setores de apoio e produção para que se familiarize com o ambiente.
Aí vem a pergunta então é só isso se eu mostrar e explicar tudo o colaborador não vai embora?
Calma ai! Este é só o primeiro passo, para que este colaborador não vá embora no dia seguinte temos que nos certificar que ele terá o mínimo de conforto e dignidade para passar seu dia de trabalho, na minha opinião são três os pontos chave que nos ajudarão a criar e manter uma equipe longeva e motivada.
Também manter um refeitório longe da produção e dos banheiros, higienizado, com boa iluminação, pratos, talheres, mesas e cadeiras suficientes para todos.
a escovação e toalhas de papel para enxugar as mãos.
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Conforto: Quando falamos em de conforto não estamos falando em tv tela plana de 80 polegadas com uma cama king size para o colaborador deitar e rolar.
Na verdade falamos em mínimo de condições de conforto como: um vestiário aquecido no inverno, água dos chuveiros com a possibilidade de adequar a temperatura de acordo com a necessidade de cada um, fornecer boas refeições para que o funcionário não precise acordar uma hora antes para fazer seu alimento ou caminhar várias quadras para ir a sua casa, preparar o alimento comer e voltar a tempo de tomar mais um banho para entrar no incubatório.
Manter ar-condicionado nos refeitórios e nos espaços de descanso adequados para o descanso após as refeições com espreguiçadeiras ou colchonetes e se possível uma área de recreação com tv.
Além desses pontos não podemos esquecer que a liderança que exercemos sobre essas pessoas no dia a dia tem um grande impacto na manutenção da equipe, líderes preparados e bem treinados para criar um ambiente de trabalho saudável e acolhedor é imprescindível para que a equipe se sinta valorizada e faça propagandas positivas desse ambiente na comunidade instigando mais pessoas a quererem trabalhar no incubatório.