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nutriNews Brasil 4º Trimestre 2025

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QUEM SEGURA O VOLANTE

DO FUTURO DO AGRO

Quando olho para o que vem pela frente em proteína animal, vejo uma mensagem muito clara. Quem segura o volante do futuro não está só no frigorífico ou na granja, mas, cada vez mais, nas fábricas de ração e nas equipes de formulação que atendem aves, suínos, bovinos de corte e leite, peixes e até o mercado pet.

A nutrição animal deixou de ser “apêndice técnico” para se tornar eixo estratégico de competitividade – e também de risco – em todas essas cadeias. Em sistemas intensivos, a alimentação é o principal componente de custo.

Em frangos de corte, estudos recentes indicam que o custo de ração pode representar de 70% a mais de 75% do custo total de produção. Em suínos, levantamentos mostram cenários similares, com a ração respondendo por perto de 80% do custo em alguns sistemas. Em leite e bovinos confinados, a lógica é a mesma: sem gestão fina de nutrição, não há margem que se sustente – por melhor que estejam os preços de venda.

Do lado da demanda, o pano de fundo é favorável, mas não ilimitado. O Outlook OCDE–FAO 2024–2033 projeta crescimento contínuo do consumo de carne e lácteos, especialmente em países de baixa e média renda, e também de produtos de pesca e aquicultura. A FAO mostra que a aquicultura já ultrapassou a pesca extrativa como principal origem de animais aquáticos para consumo, com produção superior a 94 milhões de toneladas e tendência de aumento da oferta de pescado até 2032.

Ao mesmo tempo, o mercado global de pet food cresce de forma constante, impulsionado pela “humanização” dos pets e pela busca por dietas mais saudáveis, com projeções que apontam quase dobrar o faturamento mundial até 2034. Esse ambiente cria uma combinação poderosa – e perigosa.

Em aves e suínos, cada melhoria de conversão alimentar se traduz em mais quilos produzidos com o mesmo número de animais. Em leite, melhor eficiência por vaca rapidamente se transforma em litros adicionais no tanque. Na aquicultura, ajustes de densidade, formulação e manejo podem acelerar o crescimento e aumentar a biomassa disponível.

No pet, novos produtos especializados ampliam ticket médio e volume. Se todo esse ganho de eficiência for convertido apenas em mais oferta, sem coordenação com a demanda, nós mesmos empurraremos as cadeias produtivas para ciclos de excesso e correção.

O papel que eu enxergo para a nutrição animal em 2026 e nos anos seguintes é o de protagonista da “eficiência responsável”. Isso significa formular dietas que sustentem desempenho, saúde intestinal e bem-estar; incorporar metas de ESG e redução de emissões; ampliar o uso inteligente de coprodutos; e, sobretudo, sentar à mesa com integradoras de aves e suínos, cooperativas de leite, confinadores, produtores de peixe e indústria pet para discutir qual é o nível sustentável de produção em cada cadeia.

O mixer hoje é tão estratégico quanto qualquer planta frigorífica ou qualquer unidade de processamento de lácteos ou pescado. Se a nutrição animal usar esse poder apenas para empurrar volume, reforçará a volatilidade que todos dizem querer reduzir.

Se usar para liderar um pacto de equilíbrio entre eficiência e disciplina de oferta, será lembrada como a grande orquestradora de um ciclo de competitividade duradoura em aves, suínos, ruminantes, peixes – e no mercado pet.

Brasil

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ISSN 2965-3371

A revista nutriNews Brasil é uma publicação nacional, editada em português, cujo editorial é direcionado à nutrição animal, incluindo nutricionistas, fábricas de ração e alimentos para animais, instituições de ensino, sindicatos, empresas e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Os artigos, bem como informes publicitários não expressam a opinião dos editores. É proibida a divulgação total ou parcial de conteúdos publicados sem a autorização dos editores.

Preço assinatura anual:

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CONTEÚDOS

04

Hedgepoint projeta safra brasileira de soja de 178 milhões de toneladas em 2025/26

HedgePoint

Solução poliherbal para a saúde intestinal sob desafio por coccidias 10

Rahul Avi e Cinta Sol Gerente Técnico de Vendas, Nuproxa Switzerland Ltd., Etoy, Suíça

Avanços tecnológicos na saúde intestinal 18

Ricardo Hummes Rauber, DVM MSc PhD

Consultor em Saúde Animal pela Vetinova

Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais Protegidos Jefo promovem a saúde intestinal, o desempenho e a sustentabilidade na produção de aves

Dra. Mariana Lemos de Moraes1 e Dr. Heitor Vieira Rios2

1Diretora Global de Serviços Técnicos Monogástricos – Jefo 2Especialista em Serviços Técnicos Aves e Suínos LATAM – Jefo

Enterococcus faecalis e Enterococcus cecorum na Avicultura: Impactos, Desafios e Estratégias de Controle

Victor Dellevedove Cruz1, Patrick Roieski2,Luiz Eduardo Takano2, Fabrizio Matté2

1Departamento de Microbiologia, Universidade Estadual de Londrina (UEL)

2Vetanco Brasil

Edição Brasil

Ingredientes Naturais e Funcionais à Base de Levedura: Soluções Sustentáveis para a Saúde e Nutrição Animal Moderna

Equipe Técnica OLMIX

Excelência e inovação na nutrição animal para a América Latina

GerênciatécnicaBIOCHEMLatam

Nutrição das bezerras: Pontos-chave para garantir

osucesso da futura leiteira (Parte II)

José Luis Repetto, Germán Antúnez e Cecilia Cajarville

1Sintese Nutricao S.L. Consultoria, Badalona, Barcelona, Espanha.

2Faculdade de Medicina Veterinaria, UdelaR, Uruguai.

Irineu Bettini Júnior Nutricionista de bovinos de corte O que muda no campo com as novas exigências nutricionais do NRC

José Flávio Silva Engenheiro agrônomo, pecuarista e gerente de pesquisa 52

Dra. Gabriela Cardoso Dal Pont Exec. Technical Services Manager LATAM, NOVUS Oportunidades e Desafios para a Produção Avícola Hoje 84

Protease exógena em dietas de leitões como estratégia para mitigar os efeitos 89

Debora Reolon, Carlos Beretta; Hilla P. Hoffmann; Dejanir

Pissinin; Bruno N. Fraga; Vladimir de Oliveira

Novus do Brasil Com. e Imp. Ltda, Indaiatuba, SP, Brasil, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil.

Quebrando o fitato: avanços e desafios persistentes na nutrição avícola 94

Jetsabell Gutiérrez Vallejos Gerente de Produto – Phosphea

Melhoramento genétco intensifica produtividade do milho e desempenha papel estratégico para a nutrição animal

106

Uso de Xilo-oligossacarídeos e Xilanase como ferramenta de modulação da inflamação entérica em frangos de corte

Miliane Alves da Costa, Ingrid Martinez Rojas, Alexandre Barbosa de Brito AB VIsta LATAM

112

Aplicação de prebióticos, probióticos e simbióticos em sistemas de produção de aves e suínos

Anne Carolina de Araújo1; João Pedro F. R. de Oliveira1; Juliane Kuka Baron,1-a; Maria Letícia Bonadiman Mariani1; Heictor Belato1; Simone Gisele de Oliveira1; Alex Maiorka1 1Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil; aPrograma de pós-graduação em zootecnia

HEDGEPOINT SAFRA BRASILEIRA PROJETA DE SOJA

Se clima ajudar, produção brasileira de soja deverá atingir novo recorde em 2025/26

DE 178 MILHÕES DE TONELADAS EM 2025/26

Aprimeira estimativa da Hedgepoint para nova safra brasileira de soja, temporada 2025/26, aponta para um potencial produtivo de 178 milhões de toneladas, o que, se confirmado, resultará em mais uma produção recorde do maior país produtor de soja do mundo.

A estimativa aponta para um possível aumento de 3,7% na produção em relação à temporada 2024/25 (171,6 milhões de toneladas), ou 6,4 milhões de toneladas. Em relação à área, a expectativa é de uma área de 48,240 milhões de hectares, com um crescimento esperado de 1,2% em relação à 2024/25 (47,678 milhões de hectares), ou aproximadamente 562 mil hectares.

Já em relação à produtividade média das lavouras brasileiras, a expectativa é de uma produtividade de 3.690 kg/ha, com um aumento de 2,5% em relação à temporada passada (3.600 kg/ha).

3,393,513,363,453,51

Soja - Brasil - Produção (M ton), Área colhida (M ha) e Produtividade (ton/ha). Fonte: USDA, Hedgepoint
Área Colhida Produtividade Produção
Mercado

Apesar de um novo avanço da área brasileira, destacamos que o crescimento esperado aponta para o menor avanço da área em muitos anos. Tal fato deve ocorrer devido à diminuição da margem de lucro dos produtores brasileiros registrada desde a safra passada, derivada de preços médios menores e de um aumento dos custos de produção. Este aumento dos custos também deve levar a uma redução de investimentos nas lavouras, com menor uso de fertilizantes e defensivos, o que aumenta o risco de redução de produtividades caso o clima não seja favorável na maior parte do desenvolvimento das lavouras.

Falando em produtividades, destacamos que o aumento esperado na produtividade média nacional deriva, principalmente, de uma provável recuperação das produtividades médias das lavouras do Rio Grande do Sul, após mais uma temporada de perdas produtivas devido a um clima pouco favorável em 2024/25.

Em contrapartida, neste primeiro momento estimamos uma redução de produtividades médias em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás, visto que as produtividades médias registradas em 2024/25 ficaram bem acima das expectativas e das médias das últimas safras, com um clima quase perfeito sendo registrado. De qualquer forma, não podemos descartar a repetição ou até mesmo a superação das altas produtividades registradas em 2024/25, o que, se ocorrer, pode levar a safra brasileira a superar a marca de 180 milhões de toneladas. Tudo depende do clima.

Em relação a esse ponto, destacamos que o clima para o desenvolvimento da safra 2025/26 deve ser marcado pelo retorno do fenômeno La Niña. As estimativas atuais da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), órgão do governo norteamericano, apontam para uma probabilidade de aproximadamente 69% de o La Niña estar presente entre os meses de novembro de 2025 e janeiro de 2026.

Apesar disso, é importante destacar que as estimativas atuais apontam para um La Niña de intensidade baixa, o que tende a não trazer grandes problemas para a produção brasileira. Mesmo assim, a atenção precisa ser redobrada nos próximos meses, especialmente na Região Sul.

Diante disso, é possível que tenhamos boas produtividades nos estados da faixa central e das regiões Norte e Nordeste do país, visto que o La Niña costuma trazer chuvas normais ou acima da média para o Centro-Norte brasileiro. Entretanto, o fenômeno também costuma trazer chuvas abaixo da média para os estados da Região Sul, colocando em xeque as produções do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nesse ponto, destacamos a relevância das produções do Paraná e do Rio Grande do Sul, que, em anos “normais”, estão entre os três maiores estados produtores do país, atrás apenas do Mato Grosso. Dessa forma, caso o La Niña seja de forte intensidade, uma nova produção recorde no Brasil estará em risco.

Entrando no lado da demanda, destacamos que a estimativa da Hedgepoint aponta para um novo recorde de exportações de soja em 2025/26. A expectativa é de exportações atingindo 112 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2026, com uma demanda chinesa ainda maior pela soja brasileira. Apesar disso, é importante acompanharmos de perto os próximos capítulos das negociações entre EUA e China, pois se um possível acordo comercial envolver diretamente a soja poderemos ver impactos nos embarques brasileiros, o que demandará ajustes nas estimativas. De qualquer forma, a expectativa é de exportações brasileiras firmes em 2026.

Mercado

No lado do consumo interno, os destaques são o recente aumento da mistura de biodiesel (B15), vigente desde agosto de 2025, e um provável aumento das exportações de carnes em 2026, o que deve levar a aumento do esmagamento de soja via maior demanda por óleo e farelo de soja. Em relação ao biodiesel, destacamos que, por ser um ano eleitoral, é possível que o novo aumento previsto para a mistura (de B15 para B16) não ocorra, com o governo dando maior atenção aos dados de inflação durante a corrida eleitoral. Diante disso, embora menos provável, não podemos descartar, também, uma possível redução na mistura, caso os preços do biodiesel levem a elevações nos preços do diesel nos postos de combustíveis. Dessa forma, é importante estarmos atentos aos impactos da corrida eleitoral na economia brasileira, com possíveis impactos diretos na demanda interna por soja.

Por fim, devido especialmente a uma possível nova produção recorde, os estoques brasileiros de soja devem crescer na temporada 2025/26, mesmo com o aumento esperado nas exportações e no esmagamento. A estimativa inicial aponta para estoques finais de 8,8 milhões de toneladas, com avanço de 3,5 milhões de toneladas em relação à temporada 2024/25 (5,3 milhões de toneladas), ou 66%. Diante disso, é possível vermos uma pressão negativa importante nos preços brasileiros, especialmente durante a colheita, o que merece uma atenção especial da ponta vendedora.

Brasil - Soja - Oferta e Demanda - Hedgepoint x USDA

Fonte: Hedgepoint, USDA

EM RESUMO

O clima para o plantio e desenvolvimento da nova safra brasileira de soja começa a se tornar, a partir de agora, o principal fator de atenção para o mercado. O aumento da área traz potencial para uma nova produção recorde no maior país produtor de soja do mundo, mas para isso o clima precisa trazer condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos últimos meses de 2025 e primeiros meses de 2026. A presença do La Niña traz riscos adicionais que precisam ser monitorados de perto nos próximos meses, mas entendemos que ainda é muito cedo para se falar em um clima desfavorável. A nova temporada começa com grande potencial, mas também com riscos, o que merece uma atenção redobrada daqui para frente. A temporada de especulações sobre o mercado climático sul-americano está aberta.

Hedgepoint projeta safra brasileira de soja de 178 milhões de toneladas em 2025/26

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O comportamento dos preços no mercado brasileiro em 2026, neste contexto de aumento da oferta, tende a ser influenciado ainda mais de perto pela demanda. No que tange às exportações da soja em grão, a guerra comercial entre EUA e China demanda atenção.

E quanto ao consumo doméstico para esmagamento, há incertezas na ponta consumidora via óleo de soja, uma vez que os mandatos de biodiesel dependem de medidas do governo e será um ano eleitoral. Na ponta exportadora do farelo e do óleo de soja, merece destaque a crescente atuação e cada vez maior competitividade da Argentina, o que poderá vir a limitar as exportações brasileiras, elevando ainda mais os estoques do país, especialmente no farelo de soja.

Soja
Oferta e Demanda
Mercado

SOLUÇÃO POLIHERBAL PARA A SAÚDE INTESTINAL SOB DESAFIO POR COCCIDIAS

Rahul Avi e Cinta Sol Nuproxa Switzerland Ltd., Etoy, Suíça

Um intestino saudável é importante para manter o crescimento e a eficiência alimentar das aves. A coccidiose é uma das doenças intestinais mais comuns nessas espécies. Ela danifica o epitélio intestinal, o que prejudica a absorção de nutrientes.

Uma mistura poliherbal foi avaliada como um suplemento alimentar natural para apoiar a saúde intestinal sob estresse coccidiano. Foi demonstrado que essa abordagem melhora a integridade intestinal em aves durante o desafio da Eimeria, reduz a severidade das lesões intestinais e melhora o desempenho geral.

Estratégias naturais para proteção

intestinal contra a coccidiose

Manter a saúde intestinal é um foco importante na produção avícola moderna, especialmente porque as aves estão expostas a vários fatores de estresse que comprometem a integridade intestinal.

Entre os mais impactantes está a coccidiose, uma infecção por protozoários que ataca o epitélio intestinal e perturba a digestão e a absorção normais, levando à redução do desempenho, conversão alimentar aumentada e maior risco de infecção bacteriana secundária.

Embora a higiene, o manejo da cama e a ventilação ajudem a reduzir a carga de patógenos, eles não impedem totalmente a exposição aos oocistos de Eimeria

Aditivos anticoccidianos adicionados à ração são amplamente utilizados e geralmente eficazes. No entanto, com otempo, muitas cepas de coccídias desenvolveram resistência. Vacinas, tanto atenuadas quanto não atenuadas, são outro método usado para construir imunidade

Elas geralmente requerem aplicação precisa e podem causar infecções leves nas aves para ativar a proteção. Algumas aves vacinadas podem apresentar desempenho reduzido no início, especialmente sob estresse.

Há também questões de custo e praticidade com a vacinação, particularmente em sistemas grandes ou ao ar livre.

Para reduzir o risco de tais problemas, os produtores recorrem cada vez mais a estratégias naturais que ajudam a manter o equilíbrio da microbiota intestinal e apoiam a defesa imunológica.

Isso inclui aditivos alimentares à base de plantas, como óleos essenciais, oleorresinas, ácidos orgânicos e extratos vegetais, muitos dos quais já são amplamente utilizados na indústria de rações.

O objetivo dessa abordagem não é apenas eliminar os parasitas diretamente, mas também fortalecer as defesas naturais do animal e melhorar a saúde intestinal geral. Nesse contexto, o PeptaSan® uma formulação poliherbal que contém compostos bioativos como saponinas, taninos e flavonóides, oferece uma abordagem promissora.

Esses fitoquímicos são reconhecidos por sua capacidade de modular as respostas imunológicas, reduzir o estresse oxidativo, ajudar a manter a integridade estrutural da barreira intestinal e o desempenho geral das aves. A próxima seção descreverá os estudos in vitro e in vivo dessa mistura polifitoterápica (PS) e sua eficácia.

Estudo in vitro: redução da viabilidade dos esporozoítos

Um estudo in vitro foi realizado na Poulpharm, na Bélgica, para avaliar o efeito do produto na viabilidade dos esporozoítos de Eimeria. O estudo concentrou-se em duas espécies, E. tenella e E. maxima, que são as mais importantes devido ao seu alto nível de virulência e à sua presença generalizada.

Foram utilizados quatro grupos de tratamento: um controle negativo (PBS), um controle de solvente (DMSO), salinomicina a 12 mg/kg e mistura poliherbal (PS; PeptaSan®) a 500 mg/kg.

A viabilidade dos esporozoítos foi avaliada 24, 48 e 72 horas após a inoculação. Os resultados mostraram que, em E. tenella, o PS reduziu os esporozoítos em cerca de 54% às 24 horas, 97% às 48 horas e 100% às 72 horas. Estas reduções foram muito semelhantes às da salinomicina.

No entanto, em E. maxima, o produto poliherbal eliminou completamente os esporozoítos em 24 horas.

No mesmo momento, a salinomicina reduziu os esporozoítos de E. maxima em apenas 34%. Os resultados das porcentagens de redução de esporozoítos para ambas as espécies são mostrados nas Figuras 1 e 2

E. maxima

% de redução de viabilidade

40 20 0 0h24h48h72h

Horas de incubação

E. tenella

% de redução de viabilidade

0 0h24h48h72h

Horas de incubação

PBS DMSO

Salinomicina

PeptaSan

Figuras 1 e 2. Viabilidade de esporozoítos de Eimerias na presença de diferentes produtos in vitro. Lee et al. (2025)

As figuras 1 e 2 mostram a capacidade dos fitoativos de PeptaSan em reduzir a viabilidade de esporozoítos de E. Maxima >2x mais rapidamente que a salinomicina e de E. Tenella em velocidade semelhante a salinomicina.

Desenho do ensaio in vivo

Este ensaio alimentar foi realizado em condições controladas na Universidade da Geórgia, EUA. Um total de 288 pintos machos de 288 dias de idade (Cobb 500) foram utilizados para o estudo. As aves foram aleatoriamente distribuídas em três grupos: controle não desafiado (NC), controle desafiado (CC) e desafiado e suplementado com PeptaSan™.

Cada grupo tinha oito gaiolas replicadas com doze aves por gaiola. Os tratamentos foram os seguintes: NC recebeu uma dieta basal sem desafio de Eimeria, CC recebeu uma dieta basal e desafio por Eimeria, e PS recebeu uma dieta basal suplementada com 500 mg/kg de PeptaSan e desafio por Eimeria Todas as aves foram alimentadas ad libitum, e as dietas atenderam às diretrizes nutricionais da Cobb 500.

No dia 14, as aves dos grupos CC e PS foram inoculadas por via oral com uma mistura de Eimeria spp., incluindo E. acervulina (62.500 oocistos), E. maxima (12.500 oocistos) e E. tenella (12.500 oocistos). As aves do grupo NC receberam apenas solução salina tamponada com fosfato.

No dia 6 após a infecção, duas aves por gaiola foram sacrificadas para avaliação das lesões no duodeno, jejuno e ceco. A avaliação das lesões seguiu uma escala padrão de 0 a 4.

Amostras adicionais de tecido foram coletadas do jejuno para análise histológica, ensaios de enzimas antioxidantes e estudos de expressão gênica, incluindo marcadores de junção apertada e citocinas pró-inflamatórias.

Melhoria no desempenho sob desafio

Os pesos dos frangos e a taxa de conversão alimentar são mostrados na Figura 2. O desafio com Eimeria reduziu o peso corporal e a conversão alimentar no grupo controle infectado.

As aves que receberam o PeptaSan™ apresentaram melhor crescimento durante e após o desafio. Aos 20 e 28 dias, o peso corporal no grupo poliherbal foi significativamente maior do que no grupo desafiado.

No dia 20, o peso corporal no grupo PS foi 10,1% maior do que no CC; no dia 28, o aumento foi de 13,97%. A ingestão de ração e a taxa de conversão alimentar também melhoraram com a suplementação de PeptaSan™. Do dia 6 ao dia 9 após a infecção, foram coletadas amostras fecais para contar a eliminação de oocistos. No dia 5 após a infecção, foi coletado sangue duas horas após a administração oral de FITC-d para avaliar a permeabilidade intestinal.

A CA diminuiu 7,79% (dia 14-20), 6,79% (dia 20-28) e 4,14% (dia 0-28) no PS em comparação com o CC. Os valores foram quase próximos aos do controle não desafiado.

Figura 3 e 4. Efeitos da suplementação do aditivo alimentar poliherbal no peso vivo e na conversão alimentar em frangos de corte desafiados por Eimeria spp.

Outros parâmetros

Seis dias após a infecção, os frangos do grupo controle desafiado apresentaram lesões graves no duodeno, jejuno e ceco (Figura 5). As aves suplementadas com PS apresentaram significativamente menos lesões graves no duodeno e no ceco.

Além disso, a inspeção visual mostrou menos inchaço, coágulos sanguíneos e muco nas aves tratadas com PS em comparação com as aves desafiadas não tratadas.

Figura 5. Scores de lesões em cada porção do intestino de frangos alimentados com uma dieta comercial sem a inoculação de Eimerias (NC), uma dieta comercial com inoculação de Eimerias por via oral (CC) e uma dieta suplementada com PeptaSan com inoculação de Eimerias por via oral (PS). *as dietas foram aplicadas desde o dia 1 ao dia 28. **inoculação realizada no dia 14 e avaliação de lesões foi realizada no dia 20. ***Os scores variam entre 0 » semelhante ao grupo controle não desafiado a 4 » lesões gravíssimas. Lee et al. (2025)

4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0

Ao mesmo tempo, o status antioxidante foi apoiado por um aumento numérico na atividade da GPX (Figura 8)

Figura 6 e 7. Efeito da suplementação poliherbal na expressão relativa no jejuno das citocinas pró-inflamatórias IL-1β e TNF-α em frangos de corte sob desafio com Eimeria.

PeptaSan também ajudou a modular a inflamação intestinal em frangos submetidos ao desafio com Eimeria.

As aves do grupo PS apresentaram menor expressão de IL-1β e TNF-α, que são marcadores pró-inflamatórios importantes (Figuras 6 e 7). Esses valores estavam mais próximos do grupo controle não desafiado.

Figura 8. Efeitos da suplementação poliherbal nos níveis da enzima antioxidante GPX no jejuno de frangos de corte desafiados com Eimeria.

Além do melhor desempenho, da defesa antioxidante e da redução da inflamação, a suplementação com PeptaSan™ mostrou outros benefícios importantes para a saúde intestinal em frangos desafiados c e com Eimeria. A eliminação de oocistos diminuiu significativamente entre 6 e 9 dias após a infecção.

As aves que receberam o PS apresentaram melhora na permeabilidade intestinal, refletida em concentrações séricas mais baixas de FITC-d, sugerindo uma função de barreira intestinal aprimorada.

A avaliação histológica também revelou melhor altura das vilosidades e estrutura das criptas nas aves tratadas, indicando uma morfologia intestinal mais saudável.

Além disso, a expressão de proteínas de junção estreitas no jejuno foi influenciada positivamente pelo PS, sugerindo o fortalecimento da integridade intestinal no nível molecular.

Essas descobertas combinadas destacam a capacidade do PS de apoiar a estrutura e a função intestinal sob estresse protozoário.

Conclusões

À medida que a indústria avícola continua a fazer a transição para soluções de saúde mais sustentáveis e naturais, os aditivos fitogênicos podem desempenhar um papel mais importante nas estratégias de alimentação.

Essas descobertas combinadas de ensaios in vitro e in vivo mostraram efeitos benéficos na saúde intestinal sob desafio de Eimeria. Elas fornecem evidências de que o PeptaSan™ não apenas ajuda na recuperação durante a infecção, mas também ajuda a manter a integridade intestinal e o desempenho zootécnico geral.

Mais importante ainda, esses efeitos foram observados sem depender de anticoccidianos sintéticos convencionais.

Solução poliherbal para a saúde intestinal sob desafio por coccidias

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Referências podem ser fornecidas mediante solicitação.

AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA SAÚDE INTESTINAL

Ricardo Hummes Rauber, DVM MSc PhD

Consultor em Saúde Animal pela Vetinova – Saúde Animal Estratégica e CEO do Samitec – Soluções Analíticas Microbiológicas e Tecnológicas rauber@vetinova.com.br

Introdução

A busca por maior eficiência produtiva na avicultura moderna tem impulsionado a adoção de tecnologias que promovem não apenas o desempenho zootécnico, mas também a integridade intestinal e o bem-estar das aves.

Em um cenário global de restrição ao uso de antibióticos promotores de crescimento (APCs), a atenção volta-se para os produtos não-antibióticos, um amplo grupo de soluções que atuam sobre a microbiota, o metabolismo e osistema imune de forma integrada e sustentável.

Esses avanços refletem um movimento de transformação no setor: de uma abordagem reativa, baseada em tratamentos, para uma estratégia preventiva e funcional, apoiada em ciência, inovação e gestão da saúde das aves.

O conceito de saúde intestinal assume papel central, englobando aspectos fisiológicos, imunológicos e microbiológicos que determinam a eficiência alimentar, a resistência a patógenos e a qualidade do produto final.

Entre as principais categorias de produtos não-antibióticos destacamse prebióticos, probióticos, pósbióticos, fitogênicos, ácidos orgânicos e enzimas. Cada um representa um campo tecnológico em evolução, sustentado por novos conhecimentos sobre microbioma, metabolômica e interação hospedeiro-microrganismo.

O conceito de eubiose e o papel dos produtos não-antibióticos

O termo “eubiose” descreve o equilíbrio funcional da microbiota intestinal — condição essencial para que o trato gastrointestinal exerça plenamente suas funções digestivas, imunes e protetoras.

O desequilíbrio, ou disbiose, compromete a barreira intestinal, favorece a proliferação de microrganismos patogênicos e reduz a eficiência nutricional.

Os produtos não-antibióticos têm como objetivo restabelecer ou manter a eubiose. Diferentemente dos antibióticos convencionais, que suprimem amplamente a microbiota, esses aditivos atuam modulando seletivamente as populações bacterianas, estimulando mecanismos fisiológicos naturais e reduzindo a pressão de infecção de forma sustentável.

A abordagem atual considera o intestino como um órgão imunológico ativo, capaz de interagir com nutrientes, microrganismos e compostos bioativos.

Assim, a tecnologia alimentar evolui para explorar a comunicação entre microbiota, mucosa intestinal e sistema imune, gerando efeitos positivos sobre desempenho, bem-estar e qualidade de carcaça.

Prebióticos: energia seletiva para microrganismos benéficos

Os prebióticos são substratos não digeríveis que estimulam o crescimento e a atividade de bactérias benéficas.

Entre os compostos mais utilizados estão os mananoligossacarídeos (MOS), frutooligossacarídeos (FOS), galactooligossacarídeos (GOS) e xilooligossacarídeos (XOS).

A fermentação desses carboidratos pelas bactérias intestinais gera ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), como butirato, propionato e acetato, que inibem patógenos e servem como fonte energética para os enterócitos. Além do efeito fermentativo, os prebióticos estimulam a secreção de muco, fortalecem as junções celulares e modulam a imunidade local.

Na prática, o uso de prebióticos está associado a melhorias consistentes na conversão alimentar, ganho de peso e uniformidade dos lotes. A eficácia, no entanto, depende de fatores como o tipo de substrato, a dosagem e a composição da microbiota de base.

Os desenvolvimentos mais recentes concentram-se na sinergia entre prebióticos específicos e cepas probióticas compatíveis, além da incorporação de substratos inovadores derivados de leveduras e algas — que ampliam o espectro de ação metabólica sobre a microbiota.

Probióticos: microbiota funcional e imunomodulação

Os probióticos são microrganismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios ao hospedeiro.

O principal mecanismo de ação é a exclusão competitiva: os probióticos ocupam nichos ecológicos, competindo com patógenos por nutrientes e sítios de adesão. Paralelamente, modulam o sistema imune, estimulam a produção de citocinas anti-inflamatórias e reforçam a integridade epitelial.

Além dos efeitos diretos sobre a microbiota, os probióticos também melhoram a digestibilidade de nutrientes e reduzem a excreção de nitrogênio e umidade das excretas — fatores que impactam diretamente a qualidade do ambiente de criação. Nos últimos anos, a biotecnologia permitiu o desenvolvimento de consórcios multiespécies e cepas mais estáveis ao calor e compatíveis com o processo de peletização. Tais avanços tornam os probióticos ferramentas estratégicas na transição para sistemas de produção sem antibióticos, especialmente nas fases de recria e terminação.

Pós-bióticos: metabólitos funcionais e nova fronteira tecnológica

Os pós-bióticos representam uma das áreas mais inovadoras em saúde intestinal. Diferentemente dos probióticos, consistem em metabólitos e componentes celulares resultantes da fermentação bacteriana, incluindo ácidos orgânicos, bacteriocinas, enzimas e peptídeos bioativos.

Esses compostos exercem múltiplos efeitos: inibem microrganismos patogênicos, estimulam a regeneração da mucosa e modulam respostas imunes locais. Por não dependerem de microrganismos vivos, apresentam maior estabilidade térmica e de armazenamento.

O uso de pós-bióticos em frangos de corte tem demonstrado melhorias em ganho de peso, digestibilidade e resistência a enteropatias, com especial destaque para a redução da incidência de enterite necrótica.

A tendência atual é o desenvolvimento de misturas de pós-bióticos com derivados de leveduras e ácidos graxos de cadeia média, resultando em soluções híbridas com efeito antimicrobiano, imunomodulador e anti-inflamatório integrado.

Simbióticos: integração entre ciência

microbiana e formulação nutricional

Os simbióticos combinam prebióticos e probióticos em uma abordagem sinérgica: o substrato prebiótico estimula seletivamente o crescimento da cepa probiótica adicionada. Essa combinação favorece uma colonização mais rápida e estável do trato intestinal, potencializando os benefícios sobre a microbiota e o desempenho zootécnico.

Na avicultura, os simbióticos podem ser utilizados em programas de arranque intestinal nas primeiras semanas de vida, período crítico para oestabelecimento da microbiota e do sistema imune

Os resultados incluem melhor absorção de nutrientes, redução da colonização por Salmonella e Clostridium perfringens e maior uniformidade dos lotes. A integração com tecnologias de análise metagenômica e bioinformática tem permitido selecionar combinações específicas de microrganismos e substratos para diferentes contextos produtivos.

Fitogênicos: inovação natural e multifuncionalidade

Os fitogênicos, ou aditivos de origem vegetal, estão entre os campos mais dinâmicos da saúde intestinal na avicultura.

Derivados de ervas, especiarias e extratos botânicos, esses compostos combinam efeitos antimicrobianos, antioxidantes e anti-inflamatórios. Entre os mais estudados destacam-se o carvacrol, timol, eugenol, cinnamaldeído, curcumina e saponinas.

Essas moléculas atuam sobre múltiplas frentes:

Melhoria da digestão e absorção, via estimulação de enzimas digestivas;

Redução da carga microbiana intestinal, por ruptura de membranas bacterianas;

Modulação imune e controle do estresse oxidativo, contribuindo para a integridade intestinal;

Aumento do consumo de ração e melhor conversão alimentar em condições de desa o sanitário.

O avanço tecnológico permitiu o desenvolvimento de fitogênicos microencapsulados e combinações sinérgicas com ácidos orgânicos ou outros fitogênicos, ampliando sua eficácia e estabilidade.

No cenário global, observa-se uma expansão contínua desse segmento, impulsionada por consumidores que valorizam ingredientes naturais e por integradoras que buscam reduzir a dependência de moléculas sintéticas sem comprometer o desempenho.

Ácidos orgânicos: equilíbrio químico e controle microbiano

Os ácidos orgânicos constituem uma das ferramentas mais consolidadas no manejo da saúde intestinal. São compostos carboxílicos — como fórmico, acético, propiônico, butírico, lático e láurico — que inibem bactérias por ação direta na membrana celular ou componentes intracelulares, e por ação indireta, alterando o pH do meio.

Além do efeito antimicrobiano, os ácidos orgânicos:

Melhoram a digestibilidade de proteínas e minerais;

Favorecem o crescimento de bactérias ácido-láticas;

Estimulam a regeneração epitelial e a produção de muco;

Reduzem a emissão de amônia e odor nas excretas.

Nos últimos anos, os avanços se concentraram nas formas de apresentação: os sais e monoglicerídeos de ácidos graxos de cadeia média (MCFAs e MCMGs) têm se destacado pela maior estabilidade e liberação controlada ao longo do trato intestinal.

Compostos como a α-monolaurina apresentam alta eficácia contra patógenos entéricos e vírus envelopados, com excelente perfil de segurança.

A combinação de ácidos orgânicos com óleos essenciais e probióticos tem se mostrado uma estratégia robusta para programas de produção livres de antibióticos, permitindo controle microbiano, estabilidade intestinal e desempenho produtivo sustentado.

Enzimas: eficiência digestiva e redução de substratos

indesejáveis

O uso de enzimas exógenas em dietas de aves é um dos pilares da moderna nutrição de precisão. Além de melhorar a digestibilidade de nutrientes, as enzimas contribuem para a saúde intestinal ao reduzir a presença de substratos não digeridos que alimentariam microrganismos patogênicos.

Outro foco do uso de enzimas está na ação sobre compostos que, em sua forma original, apresentam algum tipo de ação deletéria sobre o animal. Após a digestão enzimática, são gerados compostos inertes que não representam risco ou não causam dano à ave.

Perspectivas futuras e integração tecnológica

A consolidação dos produtos não-antibióticos marca uma nova fase da nutrição e saúde avícola, pautada pela integração entre ciência intestinal, biotecnologia e gestão de dados.

O avanço das análises metagenômicas e metabolômicas permite identificar padrões específicos de microbiota e ajustar programas nutricionais de forma personalizada.

A tendência é que o futuro da saúde intestinal seja definido por soluções combinadas e inteligentes: misturas de fitogênicos com ácidos orgânicos, simbióticos personalizados, pós-bióticos com derivados lipídicos, e enzimas com ação antimicrobiana indireta.

Além do aspecto técnico, há uma mudança cultural e econômica em curso: produtores e integradoras reconhecem que a saúde intestinal é o principal determinante da eficiência produtiva, e que o investimento em estratégias preventivas é mais rentável do que o manejo corretivo.

Os avanços tecnológicos nessa área têm contribuído para a redução global do uso de antibióticos, fortalecendo a imagem da avicultura como um setor inovador, responsável e comprometido com a sustentabilidade.

A evolução dos produtos não-antibióticos redefine o conceito de desempenho avícola, incorporando parâmetros de saúde, bem-estar e eficiência biológica.

As soluções atuais — fundamentadas em ciência e biotecnologia — oferecem uma abordagem multifatorial para promover e manter a eubiose intestinal, reduzir perdas produtivas e ampliar a competitividade das empresas.

O desafio, no entanto, é manter a consistência dos resultados a campo, o que requer integração entre nutrição, sanidade, manejo e diagnóstico laboratorial. O sucesso dos programas de saúde intestinal depende de um entendimento holístico do ecossistema gastrointestinal e da aplicação racional das ferramentas disponíveis.

A avicultura caminha, portanto, para um modelo mais sustentável, tecnológico e orientado por dados, no qual a microbiota intestinal deixa de ser apenas um alvo de controle e passa a ser uma aliada estratégica na busca por produtividade e longevidade das aves.

Avanços tecnológicos na saúde intestinal

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Disponível em:

ÁCIDOS ORGÂNICOS + ÓLEOS ESSENCIAIS PROTEGIDOS JEFO

PROMOVEM A SAÚDE INTESTINAL,

O DESEMPENHO E A SUSTENTABILIDADE

NA PRODUÇÃO DE AVES

Dra. Mariana Lemos de Moraes1 e Dr. Heitor Vieira Rios2

1Diretora Global de Serviços Técnicos Monogástricos – Jefo

2Especialista em Serviços Técnicos Aves e Suínos LATAM – Jefo

Arestrição ao uso de antibióticos promotores de crescimento desafia a indústria e impulsiona a busca por alternativas naturais que mantenham o desempenho e a saúde intestinal das aves.

Nesse contexto, Stefanello et al. (2020) avaliaram o efeito dos Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais Protegidos Jefo sobre desempenho, digestibilidade de nutrientes e integridade intestinal de frangos desafiados com Eimeria spp. e Clostridium perfringens.

Estratégias para reduzir ou até mesmo eliminar a utilização de antibióticos promotores de crescimento fazem parte de um esforço global para reduzir a ameaça de bactérias multirresistentes à saúde humana.

Portanto, a busca por alternativas aos antimicrobianos que busquem promover o seu uso de forma racional envolve um tema de sustentabilidade importante para os dias atuais.

O estudo envolveu 1080 frangos Cobb 500 (machos), os quais foram distribuídos em 4 tratamentos:

T1. Controle Não Desafiado

T2. Controle Desafiado

T3. Desafiado + Antibiótico (enramicina, 10 g/t)

T4. Desafiado + Ácidos Orgânicos e Óleos Essenciais Protegidos Jefo a 300 g/t

Todas as aves dos grupos desafiados foram inoculadas com Eimeria spp. no dia 1 (10× a dose vacinal) + C. perfringens a 109 nos dias 11, 12 e 13. O estudo teve duração de 42 dias.

RESULTADOS

Desempenho zootécnico

Para o período acumulado de 1 a 42 dias, os principais resultados observados no estudo para frangos que receberam os Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais Protegidos Jefo em suas dietas estão descritos abaixo:

Ganho de peso igual ao grupo Controle Não Desa ado e 96g superior ao grupo que recebeu enramicina

Melhora de 7 pontos de conversão alimentar em relação ao grupo Controle Desa ado, sendo similar ao grupo Controle não Desa ado

Digestibilidade de nutrientes e aproveitamento da energia

Digestibilidade da matéria seca 4,9% superior ao grupo Controle Desa ado e igual ao grupo Controle Não desa ado

Energia digestível ileal 106 kcal/kg superior ao Grupo Controle Desa ado, sendo similar ao grupo Controle Não Desa ado

Menores níveis séricos de FITC-d (marcador de permeabilidade intestinal) entre todos os tratamentos, indicando menor dano à mucosa intestinal.

Integridade intestinal

Maior expressão dos genes MUC2, CLDN1 e OCLN, ligados à produção de mucina e proteínas de união estreita. MUC2 está relacionada a maior proteção da mucosa e diminuição da adesão de bactérias ao epitélio intestinal, enquanto CLDN1 e OCLD estão relacionadas a uma barreira intestinal mais íntegra e mais funcional.

Redução nas lesões macroscópicas e histológicas no intestino avaliadas pelo método I See Inside (ISI).

DISCUSSÃO

Os ácidos orgânicos e óleos essenciais presentes nessa Solução Jefo foram selecionados com o objetivo de otimizar o seu efeito sinérgico aumentando seus efeitos antibacterianos, antiinflamatórios, antioxidantes e imunomoduladores.

Além disso, esses compostos ativos são microencapsulados pela exclusiva tecnologia Jefo Matrix Technology, que faz com que a liberação deles seja realizada de forma lenta e progressiva ao longo do trato intestinal do animal, fazendo-os chegar, inclusive, às porções finais do intestino da ave, onde se encontra a maior concentração de bactérias patogénas ao animal.

O desafio intestinal realizado no presente estudo teve como objetivo provocar um distúrbio na homoestase intestinal das aves para poder avaliar os efeitos dos Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais Protegidos Jefo sobre variáveis relacionadas a saúde intestinal.

Eimeria spp e Clostridium perfringens são microrganismos conhecidos por causarem lesões na mucosa intestinal reduzindo a digestão e a absorção de nutrientes, o que impacta o ganho de peso e a conversão alimentar.

Saúde intestinal

A ação sinérgica dos Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais Protegidos Jefo reduziu os efeitos negativos do desafio intestinal, melhorando a saúde das aves, as quais foram capazes de digerir, absorver e aproveitar melhor os nutrientes da dieta, otimizando, dessa forma, o desempenho zootécnico.

A exclusiva Jefo Matrix Technology garante a liberação gradual dos ácidos orgânicos e óleos essenciais ao longo de todo o trato intestinal, evitando degradação precoce no proventrículo.

Isso maximiza a ação antimicrobiana, inclusive nas porções finais do intestino, onde há maior concentração de patógenos, e promove a homeostase da microbiota intestinal de forma contínua.

O efeito sobre a saúde intestinal pôde ser observado na redução das lesões macroscópicas e histológicas e no aumento da expressão de proteínas de união estreita, as quais ajudam a explicar a melhor integridade intestinal observada no grupo que recebeu os Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais

Protegidos Jefo.

Com uma melhor modulação da resposta inflamatória, as aves são capazes de utilizar os nutrientes da dieta para otimizar suas necessidades de mantença e de crescimento de forma mais efetiva.

CONCLUSÃO

O estudo demonstrou que os Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais

Protegidos Jefo oferecem desempenho, digestibilidade e saúde intestinal iguais ou superiores ao antibiótico promotor de crescimento (enramicina) em frangos sob desafio intestinal.

Dessa forma, os Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais Protegidos Jefo compreendem uma solução eficaz para os produtores que buscam melhores resultados produtivos, sendo também alternativa valiosa para quem busca reduzir ou eliminar a utilização de antibióticos em suas produções de forma sustentável e sem comprometer os resultados zootécnicos dos animais.

Ácidos Orgânicos + Óleos Essenciais

Protegidos Jefo promovem a saúde intestinal, o desempenho e a sustentabilidade na produção de aves BAIXAR EM PDF

Referência: Stefanello, C. et al. (2020). Protected blend of organic acids and essential oils improves growth performance, nutrient digestibility, and intestinal health of broiler chickens undergoing an intestinal challenge. Frontiers in Veterinary Science, 6:491. DOI: 10.3389/fvets.2019.00491

Proteção ideal para os ingredientes ativos

Evita reações químicas entre os compostos

Maximiza a biodisponibilidade dos ingredientes

Melhora o desempenho zootécnico

Otimiza a saúde intestinal

ENTEROCOCCUS FAECALIS E ENTEROCOCCUS CECORUM NA

AVICULTURA: IMPACTOS, DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE

Victor Dellevedove Cruz1, Patrick Roieski2, Luiz Eduardo Takano2, Fabrizio Matté2

1Departamento de Microbiologia, Universidade

Estadual de Londrina (UEL)

2Vetanco Brasil

Para atender à crescente demanda por proteínas de origem animal, décadas de aprimoramento genético levaram ao desenvolvimento de frangos de corte altamente eficientes na conversão de ração em carne.

No entanto, essa seleção intensiva também os tornou mais vulneráveis a doenças metabólicas e infecciosas, muitas das quais estão diretamente relacionadas ao alto desempenho zootécnico e são frequentemente classificadas como "doenças de produção" (KNOWLES, 2008; HUANG et al.,2023).

Diante dessa realidade, o gênero

Enterococcus ganha visibilidade por estar cada vez mais causando perdas econômicas e desafios sanitários associados às aves.

Essas bactérias são Gram-positivas, comensais do intestino de mamíferos e aves, incluindo as domésticas, podendo ser encontradas também em solos, águas superficiais, ambientes marinhos e até em alimentos fermentados (MSD VETERINARY MANUAL, 2023; FREITAS et al., 2024).

Embora desempenhem um papel natural como colonizadores intestinais, sua relevância aumenta diante da problemática: enquanto coexistem harmoniosamente em condições normais, certas linhagens podem se diferenciar em agentes patogênicos oportunistas, especialmente em hospedeiros imunossuprimidos ou sob estresse, cenário comum em sistemas de produção intensiva.

Essa versatilidade ecológica, aliada à capacidade de causar infecções em humanos e animais, coloca os enterococos no centro de estudos sobre saúde avícola e segurança sanitária (BORST et al., 2017).

O termo entérocoque foi introduzido por Thiercelin em 1899 para descrever bactérias comensais do intestino que tem capacidade de se tornar patogênicas. Inicialmente, devido a semelhanças morfológicas e bioquímicas, os enterococos foram classificados como estreptococos do grupo D e considerados parte do gênero Streptococcus até meados da década de 1980 (THIERCELIN, 1899).

Por muito tempo, o termo "enterococcus" foi utilizado de forma genérica para se referir a cocos Grampositivos isolados do intestino, sem um consenso sobre sua classificação como um grupo monofilético (SHERMAN, 1938).

Foi somente em 1970 que Kalina, com base em uma análise detalhada de características bioquímicas e de cultivo, propôs que os estreptococos entéricos deveriam ser agrupados em um novo gênero Enterococcus (KALINA, 1970).

A proposta ganhou força em 1984 e, dois anos depois, o gênero foi oficialmente reconhecido como distinto dos estreptococos na edição de 1986 do Bergey’s Manual of Systematic Bacteriology (SCHLEIFER & KILPPER-BÄLZ, 1984).

Dentre as diversas espécies existentes em aves (E. avium, E. cecorum, E. durans, E. faecalis, E. faecium, E. hirae), duas se destacam na avicultura, Enterococcus faecalis (E. faecalis) e Enterococcus cecorum (E. cecorum) (DOLKA et al., 2017; SOUILLARD et al., 2022; TALAGA-ĆWIERTNIA et al., 2018).

Isso se deve ao seu genoma altamente adaptável, que lhes confere a habilidade de adquirir, acumular e transmitir genes, como de resistência a antimicrobianos e de virulência, localizados em estruturas genéticas móveis, como plasmídeos e transposons (MAKRAI et al., 2011; HOLLENBECK & RICE, 2012).

Esses microrganismos podem causar osteomielite vertebral (Figura 1), resultando em claudicação progressiva, necrose da cabeça do fêmur (Figura 2), espondilite, artrite e septicemia, ou seja, distúrbios locomotores (Figura 3) e infecções generalizadas (SOUILLARD et al., 2022).

Assim, as infecções causadas por algumas espécies de Enterococcus são consideradas multifatoriais, estando ligadas a fatores estressantes tanto ambientais (temperatura), infecciosos (Eimeria, Clostridium perfringens, vírus entéricos como adenovírus, reovírus, micotoxinas) (AITCHISON et al., 2014; JUNG & RAUTENSCHLEIN, 2014; DOLKA et al., 2017) como nutricionais que levam a desequilíbrios na microbiota do intestino e aumentar a permeabilidade das células intestinais, permitindo a translocação destas bactérias para a circulação, onde ganham acesso a outros sistemas das aves (HUANG et al., 2023).

amarelos). Fonte: Aitchison et al., 2014.

Figura 2 - Fêmur desarticulado, revelando exsudato fibrinonecrótico (seta) e uma grande fratura revelando necrose (n) na metáfise subjacente à placa de crescimento. Adaptado de Wideman, 2016.

e
na Avicultura: Impactos, Desafios e Estratégias de Controle
Figura 1 - Corte sagital da coluna vertebral. Observe a compressão do abscesso vertebral na medula espinhal (Círculos
Figura 3 – Paralisia dos membros como resultado da infecção por E. cecorum. Fonte: Aitchison et al., 2014.

O gênero Enterococcus apresenta resistência intrínseca a diversos antimicrobianos, incluindo cefalosporinas, aminoglicosídeos de baixo nível, clindamicina e trimetoprima-sulfametoxazol.

Além disso, pode adquirir resistência a outros antibióticos, como cloranfenicol, tetraciclinas, fluoroquinolonas, aminoglicosídeos em níveis elevados e vancomicina, o que dificulta o tratamento de infecções (HARADA et al., 2012; DOLKA et al., 2016).

Para garantir uma abordagem terapêutica adequada, é fundamental realizar o teste de suscetibilidade antimicrobiana (antibiograma), o que permite a escolha precisa dos antimicrobianos mais eficazes.

Para um diagnóstico correto, o tipo de amostra a ser coletada para o isolamento sempre dependerá dos sinais clínicos e lesões apresentados pelas aves. As amostras mais comuns incluem, amostras de órgãos (baço, ceco), swabs de pericárdio, swabs das lesões ósseas (cabeça do fêmur) e articulares (vértebras torácicas, articulação coxofemoral) (HUANG et al., 2023; COMBAR et al., 2024).

Seguindo para seu isolamento bacteriano, que pode ser feito através de testes bioquímicos e moleculares (MANERO & BLANCH,1999; GARCÍA-SOLACHE & RICE, 2019), a maioria dos enterococos são oxidase e catalase negativo, tolerante ao sal (até 6,5%), resistente a 40% de bile, esculina hidrolítico e capaz de crescer na presença de azida sódica (até 0,4%).

Em geral, os enterococos são urease negativos e não produzem ácido a partir da D-arabinose eritritol, D- e L-fucose, metil-D-xilosídeo e L-xilose. Essas características metabólicas foram usadas no desenvolvimento de kits de teste comerciais (ŠVEC & DEVRIESE, 2015).

O crescimento deste gênero ocorre entre 10°C e 45°C, com a maioria das espécies apresentando crescimento ótimo entre 35°C e 37°C (ŠVEC & DEVRIESE, 2015). Essas bactérias são notavelmente resistentes à dessecação, e apenas três espécies são relatadas como móveis: Enterococcus gallinarum, E. casseliflavus e E. flavescens (HUGH, 1959; NASER et al., 2004).

A eletroforese em gel de campo pulsado (PFGE) é considerado o “padrão ouro” para subtipagem de enterococos e tem sido amplamente utilizado para caracterização epidemiológica molecular de surtos enterocócicos (KENSE & LANDMAN, 2011).

Para a diferenciação de cepas patogênicas e comensais, um estudo de Combar e colaboradores (2024) propõe um marcador: o gene cpsO.

Os resultados sugerem que o cpsO é um bom marcador para identificar cepas patogênicas, já que esteve presente nas cepas isoladas de lesões vertebrais e articulações, podendo ser um indicativo relevante de virulência.

No entanto, ele não deve ser o único critério para diferenciar cepas patogênicas e comensais.

No estudo de Dolka e colaboradores (2016), foi sugerido que os genes asa1, gelE, efaA e ace (genes que facilitam a fixação da bactéria a tecidos do hospedeiro e ajudam a romper barreiras celulares e a disseminar a infecção) são os genes de virulência que podem estar envolvidos na patogenicidade do E. cecorum, especialmente em cepas isoladas de frangos de corte e matrizes.

O estudo de fatores de virulência tem grande importância, pois eles podem ser componentes estruturais, produtos metabólicos, entre outros, formando os mecanismos que a bactéria utiliza para invadir, colonizar e se multiplicar em um hospedeiro.

Esses fatores permitem à bactéria sobreviver, proliferar e causar doenças, diferenciando cepas patogênicas das comensais.

Em um trabalho de Borst e colaboradores (2017), os resultados indicam que a espondilite enterocócica é uma doença multifatorial.

O que diferencia as bactérias patogênicas das comensais são seus fatores de virulência, como proteínas de adesão ao colágeno (facilitam a fixação da bactéria à matriz extracelular e a colonização de tecidos ósseos), cápsula bacteriana e polissacarídeos de superfície (conferem resistência à fagocitose, permitindo que a bactéria evite a ação dos macrófagos e heterófilos), além de um genoma reduzido (sugere um processo evolutivo de adaptação, favorecendo a especialização para colonização e infecção).

Esse conjunto de fatores permite que E. cecorum escape das defesas imunes, consiga aderir aos tecidos do hospedeiro e persista na circulação sanguínea até atingir a coluna vertebral.

Há evidências de isolamento de Enterococcus em Alphitobius diaperinus (cascudinho) na produção de frangos de corte.

Segundo Lyons (2021), esse besouro atua como um vetor mecânico de Enterococcus cecorum, bactéria responsável por surtos de espondilite enterocócica.

O estudo demonstrou que, após apenas 30 minutos de contato com superfícies contaminadas, os cascudinhos foram capazes de transportar E. cecorum para outras áreas da granja, sugerindo que a alta densidade desses insetos pode contribuir para a permanência e reinfecção das aves ao longo dos lotes.

Além disso, os cascudinhos podem excretar patógenos em suas fezes, comprometer a estrutura física da granja, danificando o isolamento térmico das instalações e aumentando os custos com energia.

Para controlar o cascudinho e reduzir o risco sanitário, o autor sugere a combinação de estratégias, incluindo:

Uso de inseticidas,

Acidi cantes na cama,

Remoção adequada da cama entre lotes,

Controle biológico e,

Monitoramento frequente das populações de cascudinhos.

A implementação dessas medidas pode não apenas reduzir a população de cascudinhos, mas também minimizar surtos de E. cecorum e outras bactérias, promovendo um ambiente mais seguro e produtivo para os frangos.

Uma alternativa aos tradicionais antimicrobianos para ajudar a controlar estas infecções de Enterococcus na produção avícola são os probióticos. Cepas de Bacillus foram altamente eficazes na inibição do crescimento de E. cecorum, reduzindo sua proliferação em até 85%.

Esses resultados indicam que os metabólitos antimicrobianos produzidos por algumas linhagens probióticas podem atuar diretamente contra patógenos oportunistas no trato intestinal das aves, dificultando sua colonização e prevenindo o desenvolvimento de doenças como a espondilite enterocócica (FERNÁNDEZ et al., 2019).

Além disso, o uso de probióticos pode contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal, reforçar a integridade da barreira intestinal e reduzir a necessidade de antibióticos, o que é essencial para minimizar o risco de resistência antimicrobiana.

O controle de Enterococcus na produção de frangos de corte é de grande importância para prevenir doenças que comprometem a saúde das aves e a qualidade dos produtos finais.

Estudos demonstram que a colonização intestinal precoce por cepas patogênicas deste microrganismo pode evoluir para infecções sistêmicas, impactando negativamente a produtividade e aumentando as taxas de mortalidade.

Dessa forma, estratégias integradas que englobam a adoção de probióticos, melhorias no manejo sanitário, controle de cascudinhos e o uso de medidas de biosseguridade alinhadas aos protocolos de controle de patógenos, oferecem uma abordagem eficaz para mitigar os riscos associados a esse agente patogênico.

Enterococcus faecalis e Enterococcus cecorum na Avicultura: Impactos, Desafios e Estratégias de Controle

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Referências sob consulta junto ao autor

Avicultura: Impactos, Desafios e Estratégias de Controle

EDIÇÃO BRASIL

ESPÉCIE/S RECOMENDAÇÃO DE USO

Incorporação na ração

Todas espécies animais

DOSE

COMPOSIÇÃO

PRODUTO ATIVIDADE ENZIMÁTICA

100g/ton

Complexo multienzimático composto de xilanase, β-glucanase, celulase, arabinofuranosidase e 1.000 FTU de fitase.

Endo-1,4-xilanase, Endo-1,3(4) β-glucanase, 6-fitase, Arabinofuranosidase

Phy

Rovabio Advance

50g/ton

Complexo multienzimático composto de xilanase, β-glucanase, celulase e arabinofuranosidase.

Endo-1,4-xilanase

Endo-1,3(4) β-glucanase Arabinofuranosidase

Rovabio Advance

25 g/500 FTUs

20.000 6-fitase Fitase

Rovabio PhyPlus

375 a 500g/ton. Melhora no desempenho zootécnico e oportunidade de redução de custo

Frangos de Corte, Matrizes e Postura

375 a 500g/tom

Complexo Multienzimático composto de: Fitase, Xilanase, Amilase, Protease Acida e Protease Neutra

AgZyme 6-fitase. Endo-14-xilanase, Alfa-amilase, Protease Acida e Protease Neutra

ESPÉCIE/S RECOMENDAÇÃO DE USO

DOSE

COMPOSIÇÃO

125 g/t de ração

Enzima protease exógena que aumenta a digestibilidade das proteínas e promove a integridade intestinal em aves e suínos. Disponível exclusivamente através da Jefo do Brasil.

Aves e Suínos

125 g/t de ração para aves e suínos 125 a 200 g/t de ração para leitões

Protease, extrato de leveduras e dióxido de silício

Xilanase bacteriana que atua em arabinoxilanos solúveis e insolúveis, liberando energia e nutrientes de ingredientes vegetais. Produz prebióticos, melhora a saúde intestinal, desempenho, eficiência alimentar e reduz custos em aves e suínos. Disponível exclusivamente através da Jefo do Brasil.

Peixes e camarões

Aves e Suínos

175 g/t de ração

100 g/t de ração

Endo-1,4beta xilanase (EC 3.2.1.8)

PRODUTO ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Enzima para uso em alimentos de aves e suínos

Aves e Suínos

Utilizar de acordo com as recomendações do nutricionista ou como indicado na continuação: Aves: 0,250,50 kg de produto por tonelada de alimento. Suínos: Sugestão de uso de 0,25 kg (ou conforme recomendado pelo nutricionista) de produto por tonelada de alimento.

Composto a base de protease e esporos de Bacillus licheniformisATCC 53757 e excipientes.

Poultrygrow 250 Protease

Enzynat Pro 125 Protease

Enzynat Aqua 175 FP Protease

Belfeed Xilanase bacteriana

CIBENZA® EP150 Proteolítica

ESPÉCIE/S RECOMENDAÇÃO DE USO

DOSE

Produto deve ser misturado nas rações fareladas ou peletizadas, conforme orientação técnica.

Granular TS G5: Aves, suínos, peixes e camarões Powder 50.000 e Liquid 10.000: Aves e suínos

Conforme orientação técnica / recomendação do fabricante.

COMPOSIÇÃO

PRODUTO ATIVIDADE ENZIMÁTICA

6-fitase: Granular TS G5 10.000 FTU/g Powder 50.000 FTU/g Liquid 10.000 FTU/mL 6-fitase

Smizyme Phytase

Produto deve ser misturado nas rações fareladas, conforme orientação técnica.

100 a 200 g/t de ração Ou conforme orientação técnica / recomendação do fabricante. Aves e suínos

Smizyme Protease Proetase Ácida e Neutra Powder 50.000 U/g P rotease ácida e neutra

Produto deve ser misturado nas rações fareladas ou peletizadas, conforme orientação técnica.

Granular 10.000: Aves, suínos e peixes Powder 50.000: Aves e suínos

Granular 10.000 UAves e suínos: 100 g/t de raçãoPeixes: 50 g/t de ração Powder 50.000 Utermoestável 20 g/t de ração Ou conforme orientação técnica / recomendação do fabricante.

Smizyme Xylanase Xilanase termoestável: Granular 10.000 U/g Powder 50.000 U/g X ilanase

Produto em pó adicionado ao concentrado ou dieta total.

Ruminantes

Multi-Enzymes for Ruminants β-glucanase 2.000 U/g Celulase 300 U/g Xilanase 20.000 U/g Beta glucanase, celulase, xilanase100 a 200 g/t de ração0,25 g/kg de matéria seca da dieta ou conforme orientação técnica / recomendação do fabricante.

Smizyme

COMPOSIÇÃODOSE

ATIVIDADE ENZIMÁTICA

PRODUTO

Frangos de Corte, Matrizes e Postura Via ração. Melhora nos indices zootécnicos, na qualidade interna e externa dos ovos, redução de calo de patas e ovos sujos.

Oleos essenciais, extratos fitogênicos e prebióticos 1 a 2kg/ton

AgProFito Ação antimicrobiana, antiinflamatória e antioxidante. Potencializa a saúde intestinal das aves substituto ao promotor de crescimento e auxiliar no controle de coccidiose

Reduz a resposta inflamatória e seu custo metabólico. Sem efeitos colaterais, o que permite ser fornecido por períodos prolongados.

Reduz o estresse, inibindo a transmissão nervosa dos sinais de ansiedade ou excitação. Eficaz contra caudofagia, bicadas ou montas.

Hepatomodulador. Aumenta a produção e liberação de bílis. Aumenta a absorção de ácidos graxos, vitaminas lipossolúveis e cálcio.

Aumenta a produção de leite e sua % de gordura. Melhora o peso ao desmame e previne mastite.

Otimiza o Índice de Conversão e ganho de peso durante a etapa de engorda. Melhora o rendimento e qualidade da carcaça.

Consultar a dosificação recomendada com o Departamento Técnico de ENA. Para mais informações, entre em contato com: info@ naturaladditives. eu Todas as espécies animais: monogástricos, ruminantes, aquicultura e pets.

Flavonoides

Combinação de extratos de plantas padronizados em Flavonoides

Flavonoides + terpenos

Combinação de extratos de plantas padronizados em Flavonoides + terpenos.

Flavonoides + ácidos cafeoilquínicos

ENADETOX® Combinação de extratos de plantas padronizados em Flavonoides + ácidos cafeoliquínicos

Flavonoides + terpenos + ácidos cafeoilquínicos

Combinação de extratos de plantas padronizados em Flavonoides + terpenos + ácidos cafeoliquínicos

ENALACT®

Estratégia multidirecional para melhorar a saúde intestinal através de efeito bacteriostático, prebiótico e imunomodulador.

Flavonoides + ácidos cafeoilquínicos

Combinação de extratos de plantas padronizados em Flavonoides + ácidos cafeoliquínicos

ENATERM®

Ácidos orgânicos, monoglicerídeos e galactomananos

Combinação de extratos de plantas padronizados, ácidos orgânico, monoglicerídeos e galactomananos

ENAGUT®

ENACOX2®
ENARELAX®

ESPÉCIE/S RECOMENDAÇÃO DE USO

COMPOSIÇÃO

ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Monogástricos

Uso em misturador: de 1 a 3 kg/t de ração.

Óleos essenciais protegidos por componentes técnicos + ácidos orgânicos.

Aditivo de equilíbrio metabólico que contribui para o ótimo desempenho na produção animal.

PRODUTO

HYGEN PRO

Suínos

Uso contínuo: 1kg/t de ração. Uso eventual: 2kg/t de ração.

Óleos essenciais e botânicos protegidos por componentes técnicos + minerais quelados.

Aditivo de equilíbrio metabólico que contribui para o ótimo desempenho na produção animal.

HYGEN PRO LAW

Suínos

Uso em misturador: 1kg/t de ração em fêmeas periparto e lactantes. Uso de 1kg/t em leitões até 70 dias de vida. Usar em caso de risco de infecções estreptocócicas.

Óleos essenciais e botânicos protegidos por componentes técnicos + monoglicerídeos + ácidos graxos.

Formulado a partir de um complexo de fitosoluções ativas cuidadosamente selecionadas com um efeito sinérgico comprovado, que melhora o desempenho produtivo através da modulação do microbioma respiratório em suínos.

HYGEN PRO STREPT

Entre em contato com o departamento técnicocomercial de Liptosa para obter informações adicionais.

Suínos

Uso em misturador: 2kg/t de ração. Usar em caso de risco durante os distúrbios digestivos e na sua convalescença.

Óleos essenciais e botânicos protegidos por componentes técnicos + minerais quelados.

Formulado a partir de um complexo de fitosoluções ativas cuidadosamente selecionadas com um efeito sinérgico comprovado, que melhora o desempenho produtivo através da modulação do microbioma digestivo em suínos.

HYGEN PRO COMPLET

Aves, coelhos, suínos e ruminantes

Aves: 0,15 a 0,3 cc/L em água de bebida. Suínos e coelhos: de 0,25 a 0,5 cc/L em água de bebida. Ruminantes e pequenos ruminantes: 0,25 a 0,5 cc/L em água de bebida.

Óleos essenciais e botânicos protegidos pelo sistema LSP (Liptosa Smart Protection). + Monoglicerídeos, ácidos graxos, vitaminas, provitaminas e fonte de salicilatos.

Ajuda a mitigar os efeitos do estresse térmico, fortalecendo os sistemas fisiológicos que facilitam a termorregulação.

HYGEN PRO RESPIRFRESH

Aves e suínos

Aves: de 150 a 300ml/Mt de água de bebida. Suínos: de 250 a 700ml/Mt de água de bebida. Até 7 dias consecutivos.

Óleos essenciais e botânicos protegidos por componentes técnicos + monoglicerídeos + ácidos graxos.

Apoia o equilíbrio dos processos entéricos e favorece um bom desempenho zootécnico.

LIPTOCOL

Monogástricos e ruminantes

Monogástricos: de 0,25 a 1L/Mt de água de bebida. Ruminantes: de 0,25 a 0,5L/Mt de água de bebida.

Botânicos, ácidos graxos e produtos de levedura.

Abordagem completa para ajudar a preservar o funcionamento ótimo dos órgãos-chave e as funções metabólicas contra os efeitos das micotoxinas e desequilíbrios nutricionais.

LIPTOSAFE L

RECOMENDAÇÃO DE USO

ESPÉCIE/S

DOSE

COMPOSIÇÃO

ATIVIDADE ENZIMÁTICA

PRODUTO

Entre em contato com o departamento técnico-comercial de Liptosa para obter informações adicionais.

Aves, coelhos, suínos e ruminantes

Aves: 0,5 a 0,7 cc/L em água de bebida durante 7-10 dias. Suínos e coelhos: de 0,5 a 1 cc/L em água de bebida durante 7-10 dias. Ruminantes e pequenos ruminantes: de 1 a 1,5cc/L em sucedâneo lácteo e de 0,3 a 0,6 cc/L em água de bebida durante 10-15 dias em fase de engorda.

Apoio na superação de diversos desafios (ambientais e sanitários) durante a fase de cria, garantindo desempenho e condições ótimas. Óleos essenciais e botânicos protegidos pelo sistema LSP (Liptosa Smart Protection). + Monoglicerídeos e ácidos graxos.

COCCILIP

Monogástricos

0.51L / 1000L de água de bebida.

Monoglicerídeos, ácidos graxos de cadeia curta e média, propilenoglicol, aromatizantes e conservantes.

Mistura sinérgica de ácidos graxos e botânicos projetada para favorecer o desenvolvimento da microbiota saprófita , exercendo assim um controle efetivo das bactérias Gram +, ao longo de todo o trato intestinal. Em água potável:Para a recepção, pós-vacinação e o estresse de transporte.Para problemas com a qualidade da água e outros.Para as mudanças de ração.

LIPTODAL G+

É compatível com o uso de antibióticos.

*Algumas informações associadas aos produtos, sua composição e alegações podem ser diferentes dependendo da região geográfica e não são aplicáveis em todos os países. À Liptosa, reserva-se o direito de adaptar os requisitos e a legislação de cada caso. Também, a marca e nome do produto pode diferir de um país para outro. Entre em contato com nosso departamento técnico-comercial para obter informações adicionais.

Aditivo melhorador de desempenho a base de timol e carvacrol para ruminantes, monogástricos e aquacultura.

Monogástricos e aquacultura

De acordo a indicação do responsável técnico pela elaboração do alimento ou como sugerido a seguir:

Misturar 15 a 60 gramos do produto por tonelada de alimento.

Timol e carvacrol

Aditivo melhorador de desempenho a base de timol e carvacrol.

NEXT ENHANCE®

150

ESPÉCIE/S RECOMENDAÇÃO DE USO

COMPOSIÇÃO DOSE

ATIVIDADE ENZIMÁTICA

PRODUTO

500g/tn de ração balanceada. Consulte seu técnico da Nuproxa para estabelecer uma dosagem personalizada. Todas as espécies

Combinação de fitoativos

Produto poliherbal rico em compostos reconhecidos por seu potencial de controlar parasitas intestinais. Melhora o desempenho em situações de desafío por protozoários como as do gênero Eimeria em aves e Cystoisospora em suínos.

PeptaSan™

250g/tn de ração balanceada. Consulte seu técnico da Nuproxa para estabelecer uma dosagem personalizada.

Combinação de fitoativos

Acelerador metabólico poliherbal que age através da modulação do metabolismo hepático.

LivoLiv 250 ™

Incluir na dieta animal de acordo com a orientação técnica.

Aves, Suínos, Coelhos e Ruminantes

Consulte seu técnico da Nuproxa para estabelecer uma dosagem personalizada.

Polifenóis

Antioxidante metabólico natural para a proteção do estresse oxidativo dos animais, contribuindo para a melhora de parâmetros produtivos, reprodutivos e de qualidade da carne. Substituto parcial da Vitamina E sintética, reduzindo o custo de formulação.

NuxaFen™

Todas as espécies

100-400g/tn de ração balanceada dependendo a espécie e fase de crescimento dos animais. Consulte seu técnico da Nuproxa para estabelecer uma dosagem personalizada .

Combinação de fitoativos

anti-estresse que melhora o desempenho e o bem-estar dos animais através da redução dos níveis de cortisol e do combate ao excesso de radicais livres. Funcional para diferentes fontes de estresse como temperatura/ umidade, densidade, desafios sanitários, manejo, fase de produção, transporte, etc.

Produto poliherbal

C-Power ™

COMPOSIÇÃO

PRODUTO ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Sangrovit® ED é um produto seguro, para aplicação em ração, premixes e/ou concentrados, que pode ser utilizado durante todo o período de produção, não havendo necessidade de período de carência antes do abate.

Aves, Suinos, Bovinos, Cavalos, Peixes e Animais de Companhia

Aves, Suínos, Peixes, Cavalos e Animais de Companhia50 a 150 g/ton de raçãoBovinos400 a 2400 mg/ animal/dia

Extrato de Macleaya cordata e Macleaya cordata desidratada

Aditivo melhorador de consumo de alimento e saúde intestinal.

Sangrovit® ED

Sangrovit® WS é um produto seguro, para aplicação via água, que pode ser utilizado de bebida durante todo o período de produção, não havendo necessidade de período de carência antes do abate.

Aves, Suínos e Ruminantes

Aves, Suínos e Ruminantes50 a 100 g por 1.000L de água de bebida.

Extrato de Macleaya cordata e Macleaya cordata desidratada

Sangrovit® WS Aditivo melhorador de consumo de alimento e saúde intestinal.

AC é um produto seguro, para aplicação via água de bebida, que pode ser utilizado durante todo o período de produção, não havendo necessidade de período de carência antes do abate.

Sangromix®

Aves e Suínos

Aves e Suínos100g por 1000L de água de bebida

Extrato de Macleaya cordata e Macleaya cordata desidratada e ácidos orgânicos

Aditivo melhorador de consumo de alimento e saúde intestinal.

Sangromix® AC

Para mais informações sobre dosagens e recomendações, entre em contato pelo e-mail julia.augusto@phytosynthese.com

Aves e Suínos

Aves e Suínos

300-500g/T de ração Suínos: 0,31kg/T de ração

Aves:

Combinação de óleos essenciais e fitoativos.

Solução padronizada que contribui para a redução das complicações bacterianas, promovendo o equilíbrio da microbiota.

Fito CSC

Aves: 200-500g/T de ração Suínos: 300-700g/T de ração

Sinergia entre óleos essenciais e fitoativos, com cúrcuma e própolis de produção própria, garantindo máxima qualidade.

Solução padronizada que oferece suporte ao metabolismo e contribui para a redução das complicações bacterianas.

Apigut

Fito

150-600g/T de ração Aves

Combinação de óleos essenciais e fitoativos.

Solução padronizada que contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal, auxiliando em períodos de alto desafio por coccidiose.

Forte

Fito

Ruminantes

2 kg/T de ração ou substituto de leite

Combinação de extratos vegetais com óleos essenciais de eucalipto e orégano.

Contribui para a manutenção do conforto respiratório e integridade intestinal.

Plus

Start

Fito

COMPOSIÇÃO

PRODUTO ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Aves, Suínos e Ruminantes

Aves: 500g/T de ração Suínos: 1 -2kg/T de ração Ruminantes 2-3kg/T de ração

Combinação de óleos essenciais e fitoativos.

Solução padronizada que fornece suporte à função respiratória durante períodos críticos ou na presença de patógenos.

PulmoCare

Para mais informações sobre dosagens e recomendações, entre em contato pelo e-mail julia.augusto@phytosynthese.com

Aves

500g/T de ração

Combinação de óleos essenciais e Extrato de Artemisia.

Solução natural que contribui para reduzir os riscos ligados à presença de ectoparasitas.

FitoDerm

O produto deve ser misturado na ração, de acordo com a recomendação do técnico responsável.

Aves, suínos e ruminantes

Aves: 0,3 a 1 kg/t de raçãoSuínos: 0,5 a 2 kg/t de raçãoRuminantes: 0,5 kg/t de raçãoBovinos de Leite: 5 gramas/ cabeça/diaBezerros: 3 gramas/cabeça/ dia Ou conforme orientação técnica / recomendação do fabricante.

Extrato de castanheira portuguesa (Castanea sativa)

Tanino hidrolisável que melhora o desempenho através do auxílio no controle de parasitas (Coccidiose). Promove o equilíbrio da microbiota intestinal, a melhora no status oxidativo (melhor imunidade), e tem ação adstringente, além de melhorar a qualidade das fezes.

Kingbrown

Aditivo melhorador de desempenho a base de óleos essenciais e ácido orgânico. Timol, carvacrol e ácido benzóicoAté 21 dias: 400 g/t de raçãoApós 21 dias: 250 g/t de ração Ou conforme orientação técnica / recomendação do fabricante. Aves de corte e postura

TCB

Lumigard

ESPÉCIE/S

COMPOSIÇÃO

ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Aves, suínos, peixes, ruminantes e pet

Óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela microencapsulados e taninos

Antioxidante, anti-inflamatório e modulador da microbiota

Ruminantes

Ruminantes

Óleos essenciais de orégano e óleo essencial de canela microencapsulados, combinados com cúrcuma e taninos

Modulador da microbiota ruminal e intestinal

Óleos essenciais de orégano e canela combinados com taninos, cúrcuma, prebiótico, probióticos e minerais orgânicos

Anti-inflamatório e antioxidante

Aves, suinos, peixes e pet

Óleos essenciais de orégano e canela combinados com taninos, prebiótico, probióticos e minerais orgânicos

Modulador de microbiota, antioxidante e anti-inflamatório

Aves, suinos e peixes

Ruminantes

Aves

Ácidos orgânicos, óleos essenciais de orégano e canela combinados com taninos e cúrcuma

Acidificante e modulador de microbiota

Óleo de Allium sativum (alho), óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela microencapsulados, cúrcuma, taninos e enxofre pecuário

Infestações por ectoparasitas e infecções parasitárias gastrointestinais

Óleo de Allium sativum (alho), óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela, óleo de cravo microencapsulados, curcuma, taninos e enxofre pecuário

Aves e ruminantes

Minerais absorventes, óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela e óleo essencial de eucalipto microencapsulados

PRODUTO

Enterosan Microencapsulado

PhytoRumen Plus

PhytoMast Concentrado

Enterobiosan

Acidosan Microencapsulado

Phyto Repel

Phyto Repel aves Infecções parasitárias gastrointestinais

Absorvente de umidade ambiental

Phyto Farm Dry

ESPÉCIE/S

Suinos

Bezerros (as)

COMPOSIÇÃO

ATIVIDADE ENZIMÁTICA

Minerais absorventes, óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela e óleo essencial de eucalipto microencapsulados

Absorvente de umidade ambiental/ corporal e fator impriting

Óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela e óleo essencial de eucalipto

Modulador da microbiota

Peixes e crustáceos

Óleo essencial de cravo, óleo essencial de eucalipto, óleo essencial de canela e óleos essencias de orégano

Efeito anestésico

Aves, suínos e ruminantes

Óleo essencial de eucalipto e óleo essencial de menta

Efeito refrescante e promotor de bem-estar frente ao estresse por calor

Aves e suinos

Óleo essencial de eucalipto e óleos essenciais de orégano

Mucolítico e expectorante

Aves e suinos

Ácidos orgânicos, óleos essenciais de orégano, canela e eucalipto

Acidificante e modulador de microbiota

Aves, suinos e peixes

Óleos essenciais de orégano, óleo essencial de canela e óleo essencial de eucalipto

Modulador da microbiota

Phyto Pig Farm

Bezerrosan

Calmasan Plus

Agasan

Respirosan

Acidosan Líquido

Enterosan Líquido

À BASE DE LEVEDURA NATURAIS E FUNCIONAIS INGREDIENTES

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS PARA A SAÚDE E NUTRIÇÃO ANIMAL MODERNA

Em um mundo onde nutrição e sustentabilidade andam cada vez mais juntas, a levedura Saccharomyces cerevisiae, reciclada do processo de fermentação da cana-de-açúcar, é amplamente reconhecida no mercado e atende totalmente à essa necessidade. É uma plataforma versátil para criar ingredientes inovadores e que apoiam a saúde na produção animal moderna,

Com mais de três décadas de expertise em biotecnologia, a Olmix, uma empresa global de agro-biotecnologia presente em mais de 100 países, construiu um legado sólido por meio de seu portfólio com Soluções de Leveduras. No que diz respeito a essa linha, a empresa consolidou sua presença na América Latina e agora está expandindo esse sucesso para a Europa, Estados Unidos e Ásia, com uma linha de produtos projetada para enfrentar os desafios na evolução da nutrição e saúde animal.

Essa linha inovadora, composta por BioFront, BioHydro e BioWall, oferece soluções naturais que combinam alto valor nutricional (aminoácidos, peptídeos, nucleotídeos e vitaminas do complexo B) com compostos bioativos poderosos (frações da parede celular como β-glucanos 1,3/1,6 e MOS), que vão além da simples nutrição: além de fontes de proteína altamente digeríveis, elas atuam como realçadores naturais de sabor, modulação da microbiota intestinal, enquanto ajuda a reduzir os riscos associados às micotoxinas. Suas aplicações direcionadas, especialmente em fases jovens, durante transições nutricionais ou sob intensa demanda metabólica, fazem delas uma ferramenta fundamental para nutricionistas que buscam melhorar a saúde, desempenho animal e a lucratividade, focados em animais de estimação, suínos, aves, ruminantes e aquicultura.

Ao transformar um subproduto da indústria da cana-de-açúcar em nutrição funcional e de alto valor, a Olmix reforça seu compromisso com a jornada de sustentabilidade, economia circular e resiliência animal, unindo natureza e ciência para um futuro melhor em alimentos.

Produção da Olmix. Borá-SP. Brasil
Inovação

JORNADA DA SUSTENTABILIDADE COMO PILAR CENTRAL

O Brasil naturalmente se destaca como um polo global de ingredientes derivados de leveduras, graças à sua forte indústria de bioetanol de cana-de-açúcar, uma cadeia renovável que garante o fornecimento contínuo de biomassa e promove uma verdadeira economia circular.

O portfólio da Olmix Yeast Solutions transforma coprodutos das indústrias de bioetanol e açúcar em ingredientes nutricionais de alto valor, reduzindo o desperdício, agregando valor aos recursos existentes e fornecendo uma fonte de proteína sem grãos, não competitiva, que não interfere no fornecimento de alimentos humanos.

TRANSFORMANDO A LEVEDURA EM SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS E FUNCIONAIS

Comparados a fontes convencionais de proteína, como farinha de soja ou farinha de peixe, os ingredientes à base de levedura oferecem uma pegada de carbono significativamente menor, ao mesmo tempo em que atendem aos padrões globais de certificação mais rigorosos, incluindo FSSC 22000, GMP+, Não OGM e conformidade sem antibióticos.

Ao integrar a sustentabilidade no centro de seu portfólio, a Olmix permite que fabricantes e produtores de rações construam sistemas alimentares mais resilientes e responsáveis, ao mesmo tempo em que atendem às crescentes expectativas dos consumidores por transparência e produção ambientalmente responsável. A seleção de ingredientes realmente define a sustentabilidade das rações, e a levedura se destaca como uma das formas mais eficientes de reduzir o impacto ambiental sem comprometer o desempenho animal.

Por meio de tecnologias de processamento específicas, o valor dos ingredientes à base de levedura vai além da sustentabilidade. Está em sua versatilidade funcional, onde a levedura (Saccharomyces cerevisiae) pode ser fragmentada em componentes distintos, cada um com seus próprios benefícios nutricionais e biológicos para otimizar o desempenho e a saúde dos animais.

BIOFRONT: FUNDAMENTOS NUTRICIONAIS PARA PROTEÍNAS E INTENSIFICADORES DE SABOR

BioFront representa a base da família de ingredientes de leveduras. Uma levedura seca inativa de alta qualidade derivada do processo de fermentação da cana-de-açúcar, que serve como fonte sustentável de proteína, padronizada entre 32% e 40% de teor proteico. Naturalmente rica em um perfil equilibrado de aminoácidos, vitaminas do complexo B e nucleotídeos, ela oferece uma fonte de proteína digestível, palatável e sustentável que melhora a ingestão e a conversão alimentar.

PRINCIPAIS FUNCIONALIDADES:

1. Fonte de proteína digestível: Um perfil equilibrado de aminoácidos favorece o desenvolvimento muscular, a eficiência alimentar e o crescimento animal.

2. Intensificador de sabor natural: Rico em ácido glutâmico e compostos aromáticos que aumentam a palatabilidade e promovem a ingestão de ração em diversas espécies.

BIOHYDRO: PEPTÍDEOS ÚNICOS - MELHOR

BIODISPONIBILIDADE

3. Enriquecimento nutricional: Uma fonte natural de vitaminas do complexo B e antioxidantes que auxiliam o metabolismo e o equilíbrio oxidativo.

4. Confiável e com bom custobenefício: Produzido a partir de fontes renováveis, o BioFront contribui para a economia circular e oferece uma alternativa proteica consistente e sustentável que reduz a dependência de proteínas de soja ou de origem animal na nutrição de suínos, aves, ruminantes, aquicultura e animais de estimação.

PARA UM DESEMPENHO SUPERIOR

BioHydro leva a inovação em leveduras um passo adiante, combinando processamento avançado e desempenho funcional em uma única solução. Através de hidrólise enzimática cuidadosamente controlada, as proteínas da levedura são quebradas em peptídeos biodisponíveis, aminoácidos e nucleotídeos de baixo peso molecular, garantindo alta digestibilidade para absorção de nutrientes e palatabilidade, tornando o BioHydro particularmente adequado para animais jovens ou sensíveis e para aqueles sob alta demanda metabólica.

Inovação

Rico em β-glucanos e manano-oligossacarídeos (MOS), o BioHydro contribui para a modulação da saúde intestinal e o equilíbrio do sistema imunológico, melhorando a resiliência geral e a eficiência digestiva. Sua versatilidade o torna um suplemento ideal para melhorar o desempenho de leitões desmamados, vacas leiteiras, animais de estimação e espécies da aquicultura, onde o uso eficiente de energia e a utilização de nutrientes são essenciais.

POR QUE BIOHYDRO?

Sistema Digestivo Imaturo: Animais jovens como leitões, pintinhos e larvas de aquicultura frequentemente possuem capacidade enzimática limitada. BioHydro fornece peptídeos e nucleotídeos pré-digeridos que são rapidamente absorvidos, favorecendo o crescimento e minimizando os contratempos pós-desmame.

Períodos de Estresse e Adaptação: Transporte, transições dietéticas e estresse ambiental podem prejudicar o uso de nutrientes e a função imunológica. BioHydro fornece peptídeos funcionais e β-glucanos que fortalecem a resiliência e a recuperação.

10.000

Peso molecular (Daltons)

- 3.000

3.000

Proteína digestível e custo em USD/tonelada de proteína digestível

BioHydro (Levedura Hidrolisada)

Levedura autolisada

Proteína digestível

Preço (US$/ tonelada)

Saúde Intestinal e Imunidade: Nucleotídeos e β-glucanos estimulam respostas imunes locais e promovem uma microbiota equilibrada, reduzindo a dependência de antibióticos.

Fases de Alto Desempenho: Em fases onde a digestibilidade e/ ou palatabilidade são fatores chave para a eficiência. O ácido glutâmico presente no BioHydro aumenta o consumo de ração, enquanto os peptídeos maximizam a absorção de nutrientes.

O BioHydro combina três dimensões em uma única solução, desenvolvido para ruminantes, animais jovens, espécies aquícolas e animais de estimação.

NUTRICIONAL: PROTEÍNA

ALTAMENTE DIGESTÍVEL E PALATÁVEL, RICA EM NUCLEOTÍDEOS, PEPTÍDEOS E VITAMINAS DO COMPLEXO B.

FUNCIONAL: AUXILIA A INTEGRIDADE

INTESTINAL, RESILIÊNCIA

AO ESTRESSE E DESEMPENHO IMUNOLÓGICO.

SUSTENTÁVEL: LIVRE DE ANTIBIÓTICOS, SEM GRÃOS, SEM OGM E DERIVADO DA ECONOMIA

CIRCULAR DA FERMENTAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR.

BIOWALL: UMA BARREIRA NATURAL CONTRA PATÓGENOS E MICOTOXINAS

BioWall concentra-se na fração da parede celular de Saccharomyces cerevisiae, rica em polissacarídeos bioativos como mananoligossacarídeos (MOS), β-glucanos e glucomannanos. Esses compostos desempenham um papel vital na manutenção da integridade intestinal, resiliência imunológica e mitigação dos riscos de micotoxinas. Ao se ligar a toxinas nocivas como Zearalenona (ZEA) e Ocratoxina (OTA) e prevenir a adesão de patógenos (Salmonella, E. coli), o BioWall reforça naturalmente a saúde intestinal e reduz a necessidade de antibióticos.

Ele se apresenta como uma solução essencial para produtores que buscam equilíbrio intestinal, resposta imune mais forte e estratégias de biossegurança sustentáveis.

BENEFÍCIOS FUNCIONAIS:

Adsorção de micotoxinas: Polissacarídeos de leveduras se ligam a micotoxinas como ZEA e OTA, reduzindo sua biodisponibilidade e toxicidade.

Aglutinação de patógenos: Os MOS aglutinam bactérias nocivas aderindo ao revestimento intestinal, promovendo sua excreção natural.

Modulação imunológica: β-glucanos estimulam células imunes inatas e reforçam a integridade da barreira intestinal.

CONCLUSÃO: DA NATUREZA AO DESEMPENHO SUSTENTÁVEL

» À medida que a demanda global por proteína animal continua a crescer, a indústria de rações enfrenta o desafio de aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir seu impacto ambiental. Ingredientes à base de levedura surgem como soluções tangíveis, naturais, eficientes e cientificamente comprovadas.

» Por meio de seu portfólio de Soluções em Leveduras, a Olmix transforma subprodutos da fermentação da cana-de-açúcar em componentes funcionais e de alto valor para ração animal, conectando sustentabilidade, inovação e desempenho em uma abordagem única e circular. Fundamentada em ciência sólida e processos industriais padronizados, a Olmix oferece mais do que ingredientes: oferece uma visão de nutrição responsável.

O BioWall funciona como uma ferramenta natural de biossegurança, ajudando os produtores a garantir a saúde animal, o equilíbrio intestinal e o desempenho, ao mesmo tempo em que se alinha as estratégias globais para reduzir a dependência de antibióticos. Ele representa o pilar funcional do portfólio de Soluções de Levedura da Olmix, oferecendo uma abordagem sustentável para saúde e produtividade em diversas espécies.

YCW: proteína glucomanana

» Por meio da inovação contínua e da estreita colaboração com produtores do mundo todo, a Olmix permanece comprometida com sua missão global: “Unir a natureza e a ciência para apoiar a saúde e a nutrição animal sustentáveis.”

Ingredientes Naturais e Funcionais à Base de Levedura: Soluções Sustentáveis para a Saúde e Nutrição Animal Moderna BAIXAR EM PDF

Biowall micotoxinas
MOS Proteínas β-1,6 glucano β-1,3 glucano
Quitina

Tecnologias avançadas de extração e complexação

Inovadoras propriedades de estruturação

Atividades biológicas únicas

EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO NA NUTRIÇÃO ANIMAL PARA A AMÉRICA LATINA

Gerência técnica Biochem Latam

ABiochem é referência global em inovação e excelência na produção de aditivos e suplementos para nutrição animal.

Desde 1986, com sede na Alemanha, nos destacamos pelo desenvolvimento próprio de ingredientes fundamentados em rigor científico, com comprovação através de pesquisas avançadas em centros especializados e aplicados no campo.

Este enfoque fortalece um dos pilares da empresa: o desenvolvimento de tecnologia de ponta voltada para os produtores, agregando valor à cadeia de produção de proteína animal, respeitando o meio ambiente e promovendo sustentabilidade.

Essa trajetória garante a excelência, a segurança e a confiabilidade dos nossos produtos em mais de 80 países.

Em 2018, a Biochem iniciou seu projeto de entrada no mercado latino-americano, começando por uma profunda pesquisa de mercado e pelo desenvolvimento e adaptação de suas tecnologias para a região.

Esse processo permitiu ajustar os produtos às realidades e desafios específicos do continente, oferecendo aos produtores de proteína animal soluções alinhadas às suas necessidades locais.

Assim, contribuímos para uma produção de alta qualidade, segurança alimentar e bemestar animal. Entre as soluções inovadoras presentes no portfólio latino-americano, destacam-se TechnoSpore, BIOSol, MentoVest, HatchGel SP, entre outros.

Com esse enfoque, a Biochem LATAM se posiciona ao lado dos produtores, compreendendo suas demandas e colaborando efetivamente na busca pelas melhores soluções para seus sistemas produtivos.

Missão e valores

Nossa missão é impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor agro, fornecendo aditivos nutricionais que aliam ciência, inovação e responsabilidade socioambiental.

Valorizamos a excelência técnica, a ética, o compromisso com a melhoria contínua e a integridade em todas as nossas operações, sempre com foco em sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

Diferencial de mercado

Contamos com uma equipe técnicocomercial altamente especializada, que assegura o elevado desempenho e a eficácia comprovada dos nossos produtos.

Nosso portfólio é desenvolvido com base em pesquisas científicas e tecnologia de última geração, em colaboração com centros de referência internacionais, resultando em soluções inovadoras que respeitam o bem-estar animal e promovem a produtividade de forma sustentável.

Essa expertise consolidou a Biochem LATAM como uma das principais empresas do setor, reconhecida por centenas de clientes e parceira estratégica de agroindústrias líderes na América Latina.

No agro, No food!

Entendemos que o sucesso do setor agro depende da dedicação diária dos produtores, que garantem a produção dos alimentos essenciais para a sociedade.

Sem o agro, não teríamos o leite, a carne e tantos outros produtos que chegam à mesa de milhões de pessoas.

Por isso, a Biochem LATAM orgulha-se de levantar a bandeira "No agro, No food", reafirmando que cada produtor é um herói silencioso que sustenta o nosso país e o mundo.

Excelência e inovação na nutrição animal para a América Latina BAIXAR EM PDF

PONTOS-CHAVE PARA GARANTIR O SUCESSO NUTRIÇÃO DE BEZERRAS:

DA FUTURA LEITEIRA (PARTE II)

José Luis Repetto, Germán Antúnez e Cecilia Cajarville

1 Síntese de Nutrição S.L. Consultoria, Badalona, Barcelona, Espanha.

2 Faculdade de Medicina Veterinária, UdelaR, Uruguai.

Na Parte I desta série sobre alimentação de bezerras, foram descritas de forma esquemática as etapas fundamentais da criação e recria, desde o nascimento até ao primeiro parto (desmame, puberdade, serviço). Lembramos aos nossos leitores que o principal objetivo que almejamos com o manejo da alimentação das novilhas é fazer com que as novilhas tenham o seu primeiro parto aos 24 meses, com um desenvolvimento corporal e mamário adequado.

Como já foi citado anteriormente, existem dois aspetos críticos na criação de bezerras que, devido à sua importância, voltamos a destacar:

1

2

Ingestão adequada de colostro durante as primeiras horas de vida.

Lembre-se das limitações enzimáticas e digestivas que condicionam a alimentação nos primeiros dias, o que nos obriga a fornecer leite ou substituto lácteo de excelente qualidade.

Entre as práticas alimentares durante a fase de lactação, ganhou popularidade a chamada criação acelerada (Kertz et al., 2017). Este método consiste em administrar uma maior quantidade de leite ou substituto lácteo em comparação com a criação tradicional, com o objetivo de estimular um crescimento mais rápido durante esta fase inicial da vida.

Além disso, foi enfatizado que é essencial manter uma relação proteína-energia ideal na dieta durante toda a fase de reprodução e criação. Para garantir o desenvolvimento mamário adequado, definimos essas relações para diferentes biotipos e idades de bezerros.

Nesta segunda parte, aprofundaremos os cuidados alimentares durante a criação, orientados para melhorar o desempenho posterior desse animal e aliviar o momento crítico da fase de transição de pré-ruminante para ruminante.

Em geral, enquanto os sistemas de criação tradicionais fornecem uma quantidade de leite equivalente a 10% do peso vivo (PV), os sistemas de criação acelerada duplicam essa proporção (20% do PV).

Por exemplo, em bezerras Holstein com 40 kg ao nascer, isso traduz-se num consumo diário de 4 litros no método tradicional, contra 8 litros no acelerado. Com esta abordagem, procura-se que as bezerras atinjam o dobro do seu peso inicial aos 60 dias de vida.

Muitos se perguntam se esse sistema realmente é vantajoso, especialmente considerando o seu custo mais elevado durante a fase de amamentação. A seguir, exploraremos suas vantagens, desvantagens e os principais desafios para sua implementação.

Impacto do crescimento acelerado no desenvolvimento corporal e na maturação digestiva

É sabido que o crescimento corporal dos bezerros nos primeiros 60 dias de vida, antes do desmame, está intimamente relacionado com a ingestão de leite.

Durante as primeiras semanas de vida, os bezerros têm um baixo consumo de alimentos sólidos (Khan et al., 2011), pelo que, como vimos, mesmo nos sistemas de criação tradicionais, o leite é a principal fonte de nutrientes nas primeiras 7 semanas de vida.

Portanto, ao aumentar o consumo de lácteos, melhoramos o crescimento corporal durante a fase pré-leiteira (Brown et al., 2005; Terré et al., 2006).

Além disso, vários estudos demonstram que as vantagens no crescimento obtidas através da criação acelerada persistem após o desmame e podem até traduzir-se em melhorias na produção de leite durante a primeira lactação (Morrison et al., 2012; Kiezebrink et al., 2015).

Gelsinger et al. (2016), em uma metaanálise, observaram que quando as bezerras ultrapassam ganhos de peso de 500 g/dia, produzem-se efeitos positivos na produção leiteira posterior, estabelecendo uma relação entre a velocidade de crescimento na fase de lactação e o rendimento na primeira lactação.

Essas descobertas foram quantificadas por Soberon e Van Amburgh (2013), que relataram aumentos lineares de 100 kg de leite na primeira lactação por cada 100 g adicionais de ganho de peso diário durante o período de lactação.

A Figura 1 mostra os aumentos na produção de leite relatados por trabalhos publicados compilados pelos autores acima mencionados.

É importante ter em conta que os resultados relatados pelos autores acima mencionados provêm de produções leiteiras do hemisfério norte, com vacas que produzem 10.000 kg ou mais de leite por lactação.

Como se pode observar na Figura 1, em vacas com lactações mais baixas, o aumento na produção de leite (expresso em kg) será menor e, portanto, a análise sobre a conveniência de investir litros de leite durante a lactação provavelmente variará.

et al., 1998

Num ensaio realizado com vacas que consumiam dietas mistas (pastagem e ração total misturada, RTM), Antúnez observou um aumento de 500 kg na produção durante a primeira lactação (Tese de Doutorado Germán Antúnez, 2025, não publicada). Neste caso, é importante destacar que os maiores níveis de produção foram observados não só nas bezerras que consumiram 8 litros, mas também nos animais mais bem alimentados após o desmame que consumiram 4 ou 8 litros de leite.

No entanto, este aumento na quantidade de leite fornecida diminui a ingestão voluntária de concentrado inicial. Gelsinger et al. (2016) concluem que, em termos gerais, a ingestão de concentrado inicial diminui 66 g de MS/dia por cada 100 g adicionais de MS proveniente do leite.

Figura 1. Produção de leite durante a primeira lactação de bezerras criadas num sistema de criação tradicional (barras roxas) ou criação acelerada (barras roxas + azuis). Os valores nas barras indicam a produção extra de leite (expressa em % em relação ao controlo) e o valor P relatado no trabalho (Dados extraídos de Soberon e Van Amburg, 2013).

Este aspecto é importante, porque os bezerros que consomem menos concentrado durante o período de lactação desenvolvem uma menor atividade fermentativa ruminal, tendo, portanto, ao desmamar, menor capacidade para digerir alimentos sólidos (Terré et al., 2007; Hill et al., 2010).

Os bezerros que, além do leite, consomem alimentos sólidos desde o início, desenvolvem no rúmen, desde tenra idade, uma microbiota semelhante à dos adultos, capaz de fermentar amidos e outros hidratos de carbono, produzindo acetato, propionato e butirato, sendo estes dois últimos os principais fatores que estimulam o desenvolvimento do epitélio ruminal (Sander et al., 1959; Hinder e Owens, 1965).

Entretanto, os bezerros que consomem apenas leite desenvolvem uma microbiota muito menos diversificada, na qual predominam Lactobacillus spp. que fermentam a lactose e geram a partir dela ácido láctico (Dias et al., 2017).

De acordo com Quigley et al. (2019) , os bezerros deveriam ter consumido pelo menos 15 kg de carboidratos não fibrosos ao longo da sua criação para atingir a capacidade máxima de digerir sólidos após o desmame.

Se optarmos por sistemas de criação acelerada, garantir o consumo de quantidades adequadas de concentrado é um aspecto que deve ser levado em consideração para obter um desempenho bem-sucedido durante a transição.

Ingestão de MS digerível (g/d)

É importante notar que o momento da desmama representará uma queda muito brusca na ingestão de nutrientes, seja qual for o sistema de criação que tenhamos adotado.

Este fato é ilustrado na figura 2, onde se observa uma diminuição significativa no consumo de matéria seca digestível tanto em bezerras criadas de forma tradicional como acelerada após o desmame.

Para superar essa fase, a ferramenta mais eficaz é contar com um rúmen funcional, capaz de se adaptar rapidamente às novas condições alimentares.

Tradicional Acelerada P

7ª semana (antes do desmame) 1198 1591 p<0,01

Semana 9 (pós-desmame) 782 ns

Figura 2. Resultados de um teste que avaliou o consumo de matéria seca digestível na semana 7 (bezerras em aleitamento) e na semana 9 (bezerras desmamadas), em bezerras de criação tradicional e acelerada (4 e 8 litros de leite). A ingestão de MS digestível antes do desmame é significativamente maior em bezerras de criação acelerada, mas essa ingestão se iguala uma semana após o desmame. Observar a diminuição notável da MS digestível ingerida em ambos os casos após o desmame (transição). Dados de Antúnez et al. (2017).

manejo

Poucos trabalhos analisaram os efeitos durante a fase de transição, combinando os níveis de fornecimento de lácteos durante a fase de lactação e após o desmame. Na figura 3 , pode-se observar como bezerras alimentadas com um sistema de criação tradicional (4 litros de leite) compensam o menor fornecimento de leite se lhes for permitido consumir maiores quantidades de alimento na fase de recria.

É necessário salientar que, no trabalho mencionado na figura 3, tanto a criação tradicional como a acelerada foram realizadas em condições ótimas de saúde e manejo, formulando as dietas de acordo com as recomendações nutricionais internacionais.

Em suma, poderemos ser bemsucedidos com qualquer um dos sistemas que escolhermos, desde que tenhamos clareza sobre os possíveis pontos fracos de cada um. Além das recomendações gerais de saúde e manejo, devemos abordar os seguintes pontos em cada sistema:

Nos sistemas de criação tradicionais: seguir o fornecimento de uma dieta adequada em termos de relação proteína/energia, em quantidade suficiente após o desmame.

Nos sistemas de criação acelerada: controlar que o consumo de sólidos seja suficiente para alcançar um desenvolvimento ruminal adequado no momento do desmame.

Figura 3. Evolução do peso de bezerras criadas sob regimes de criação tradicional ou acelerada até aos 60 dias, que depois foram divididas em grupos de nível alto ou médio (mais baixo que o anterior) de alimentação pós-desmame. Assim, foram gerados quatro tratamentos: alto-alto (HH), alto-médio (HM), médio-alto (MH) e médio-médio (MM). Observar que, embora durante a criação os níveis elevados de alimentação tenham resultado em bezerras mais pesadas, aquelas que tiveram um nível elevado de alimentação durante a recria, embora tenham começado esta etapa com um peso menor, alcançaram as de nível elevado aos 150 dias (dados da Tese de Doutorado Germán Antúnez, 2025, não publicada).

É importante fornecer forragem às bezerras durante a fase de lactação?

Como vimos na primeira parte desta série, a contribuição das forragens na fase de lactação é fundamental para preparar as bezerras na sua transição para ruminantes. Nesta edição, vamos concentrar-nos em aspectos fundamentais, como o tipo de forragem recomendado, a forma de fornecimento e o manejo integral da alimentação durante esta fase.

Dar forragem desde tenra idade ajuda os bezerros a começarem a ruminar mais cedo, a comportarem-se melhor, a ficarem menos estressados, favorecendo também um melhor desenvolvimento do seu sistema digestivo (Castells et al., 2012; Mirzaei et al., 2017).

No entanto, nem todas as forragens têm o mesmo efeito, e o uso de forragens mais ou menos fibrosas e com diferentes digestibilidades é um tema em discussão. Alguns estudos afirmam que forragens de alta qualidade ajudam os bezerros a comer mais e crescer melhor, mas outros não observaram diferença ou até mesmo resultados melhores ao utilizar forragens de menor qualidade. Vamos aprofundar este aspecto.

Num estudo realizado por Castells e colaboradores (Castells et al., 2012), foram comparados seis tipos diferentes de forragem oferecidos a bezerros em aleitamento a partir da primeira semana de vida, que também consumiam um concentrado inicial e se encontravam em condições semelhantes de alojamento.

Esses autores relatam que os bezerros que comeram feno de aveia, palha de cevada ou silagem de triticale consumiram mais matéria seca total e aumentaram de peso mais do que aqueles que consumiram feno de alfafa, azevém ou silagem de milho.

Os mesmos resultados de maior consumo e crescimento foram observados quando comparados com o grupo de controle que não recebeu qualquer tipo de forragem. A forragem neste experimento era oferecida sem restrições de quantidade (ad libitum) e separada do alimento concentrado. As diferenças podem ser atribuídas ao tipo de forragem, mas também à relação forragemconcentrado da dieta, aspecto que não pôde ser avaliado nessa pesquisa.

Também foram observadas diferenças significativas, não só ao tipo de forragem, mas também ao manejo alimentar como um todo. Por exemplo, se é fornecido juntamente com o concentrado ou separadamente e também às características desse concentrado.

Em relação a este último aspecto, um interessante trabalho realizado pela equipe do IRTA (Catalunha) avaliou se a forma física do concentrado influenciava os resultados finais (Terre et al., 2015). Esses autores compararam se fornecer o concentrado na forma de pellets ou texturizado, acompanhado ou não de forragem, influenciava o crescimento dos bezerros.

Os alimentos texturizados caracterizamse por terem sido processados para obter uma textura mais solta e fibrosa, geralmente utilizando grãos partidos, farinhas, melaço e, por vezes, pellets triturados. Geralmente, é mais palatável, os ingredientes são visíveis e contém partículas de diferentes tamanhos.

A peletização é compactada através da aplicação de calor, pressão e umidade. É fácil de manejar, com pouco desperdício e compacto. A principal conclusão do trabalho foi que o crescimento dos bezerros não variou entre os tratamentos. No entanto, os que receberam forragem tiveram um pH ruminal mais elevado e, quando foram alimentados com pellets, o consumo foi maior.

Em relação ao texturizado, a apresentação do grão de milho inteiro e não laminado apresentou valores mais estáveis de pH ruminal.

Outros autores, ao trabalhar com concentrados iniciadores, trazem resultados um pouco diferentes. Por exemplo, Porter et al. (2007) indicam que as rações texturizadas aumentam o consumo de ração inicial em comparação com as rações iniciais peletizadas.

Por sua vez, Drackley (2008) observou que, se os concentrados contêm algumas partículas longas, como aveia inteira, milho, polpa de beterraba ou cascas de algodão, não é necessário suplementar com forragem, especialmente se os bezerros estiverem alojados em camas de palha.

Há consenso de que uma certa quantidade de fibra alimentar pode ser necessária para que os bezerros jovens mantenham a estimulação das paredes do rúmen e evitem um desenvolvimento anormal do mesmo (Greenwood et al., 1997), especialmente se o alimento inicial não tiver um tamanho de partícula adequado.

Por exemplo, dietas com partículas finas e uma elevada proporção de grãos processados provocaram uma rápida produção de ácidos no rúmen (Laarman et al., 2012), uma diminuição do pH ruminal e um desenvolvimento deficiente do epitélio ruminal (Greenwood et al., 1997).

As possíveis consequências do fornecimento de forragem sobre o rendimento das bezerras, o nível de fermentação ruminal ou as alterações macroscópicas e microscópicas do epitélio ruminal foram amplamente estudadas (Pazoki et al., 2017).

No entanto, poucos estudos abordam o efeito da forragem com foco mais específico no microbioma ruminal, aspecto que pode ser fundamental na transição.

Na figura 4, mostramos imagens de uma experiência realizada na Faculdade de Veterinária do Uruguai, na qual foram comparados bezerros alimentados com substituto lácteo e suplementados exclusivamente com concentrado ou feno de alfafa de boa qualidade.

Vemos que o feno promove uma microbiota mais diversificada no início da vida, enquanto o concentrado promove um maior desenvolvimento papilar no rúmen, mostrando a importância de fornecer ambos os tipos de alimento durante a fase de lactação.

ruminal (semana 5)

Firmicutes

Bacteroidetes

Actinobacteria

Euryarchacota

Proteobacteria

Cyanobacteria

Elusimicrobia

Fibrobacteres

Spirochaetes

Synergistetes

Tenericutes

Figura 4. Diversidade microbiana no rúmen às 5 semanas e desenvolvimento da parede do rúmen às 9 semanas de idade em bezerros suplementados com concentrados ou feno de alfafa (como único suplemento ao leite).

A maior diversidade microbiana é observada na semana 5, quando é suplementada com feno de alfafa, mas quando este é fornecido como único complemento do leite, o crescimento das papilas ruminais é significativamente menor (Dados extraídos da Tese de Doutorado de Noelia Vázquez, 2025, não publicada).

Microbioma
Alfalfa

Após o desmame, a inclusão de forragens de alta qualidade — como feno de alfafa — não só estimula o desenvolvimento ruminal, como também favorece um maior consumo de concentrado. Isso é confirmado por uma meta-análise (Imani et al., 2017), que demonstrou que o acesso ao feno de alfafa aumenta significativamente a ingestão de concentrado em comparação com outras forragens.

Mais recentemente, Mitchell e Heinrichs (2020) descobriram que fornecer feno de pastagem levou a um menor consumo de matéria seca, ingestão de energia metabolizável, ganho diário, ganho de peso corporal e tendeu a reduzir o peso final em comparação com forragens de melhor qualidade, como silagem de milho e feno e silagem de alfafa.

CONCLUSÕES

Como se pode deduzir do artigo, não há conclusões claras sobre alguns aspectos do uso de forragens nas primeiras fases da vida dos bezerros. Temos algumas certezas, como utilizar forragens além do concentrado, suplementando o leite, independentemente da sua qualidade.

A maioria dos autores recomenda isso desde as primeiras fases da vida do animal e, como foi dito no início desta parte, dar forragem desde tenra idade ajuda os bezerros a começarem a ruminar mais cedo, a comportarem-se melhor, a ficarem menos estressados, favorecendo também um melhor desenvolvimento do seu sistema digestivo.

Referências disponíveis na versão web do artigo em nutrinews.com

Nutrição das bezerras: Pontos-chave para garantir o sucesso da futura leiteira (Parte I)

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manejo

OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA A PRODUÇÃO AVÍCOLA HOJE

Dra. Gabriela Cardoso Dal Pont

Exec. Technical Services Manager LATAM, NOVUS

Oinício de um novo ciclo sempre traz consigo a sensação de recomeço — um momento para repensar estratégias, aprimorar resultados e aproveitar novas oportunidades. Os desafios permanecem, mas parecem menos intimidadores quando vistos sob a ótica da inovação e da parceria.

A Dra. Gabriela Cardoso Dal Pont, Exec. Technical Services Manager LATAM para avicultura da NOVUS, compartilhou suas perspectivas sobre os principais desafios e oportunidades que a indústria avícola enfrenta atualmente, além de como a NOVUS está preparada para apoiar seus clientes a alcançar resultados sustentáveis e rentáveis.

Desafios Atuais da Produção Avícola

Um dos desafios mais relevantes observados, é a redução na eclodibilidade e na qualidade dos pintainhos. A base da produção depende de aves saudáveis e de alto desempenho, e qualquer impacto nessa etapa reflete diretamente nos resultados financeiros dos produtores.

Como as causas desse problema podem ser multifatoriais, abrese uma oportunidade para os nutricionistas explorarem ao máximo o potencial dos aditivos nutricionais, especialmente os minerais orgânicos bi-quelatados, que comprovadamente apoiam o desempenho das matrizes e a qualidade dos ovos e pintainhos.

Outro ponto em destaque é a sustentabilidade. Mesmo com avanços, os produtores continuam sendo desafiados a fazer mais com menos recursos. É nesse cenário que os aditivos alimentares desempenham um papel essencial já que podem fazer uma grande diferença.

Na NOVUS, os produtos são Made of More™, ou seja, entregam mais do que o esperado. Por exemplo, além de fornecer zinco, cobre ou manganês orgânicos, MINTREX® Minerais Orgânicos Bi-quelatados são uma fonte de metionina, o que significa que os produtores podem reduzir seu nível de inclusão de metionina na dieta. E, como MINTREX® Minerais Orgânicos Bi-quelatados são altamente biodisponíveis, menores dosagens são necessárias na alimentação dos animais e há menor excreção de minerais para o meio ambiente.

Além disso, os aditivos da NOVUS também apoiam a qualidade da carne e dos ovos mesmo com o uso de ingredientes alternativos, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável de várias maneiras.

A Rentabilidade Continua no Centro das Atenções

Os últimos anos trouxeram um cenário desafiador para a avicultura. O aumento dos custos de insumos, impulsionado pelos preços da energia e da logística, somado à gripe aviária, às tensões geopolíticas e à alta demanda global, impactou diretamente a rentabilidade dos produtores.

Embora algumas dessas condições

tenham se estabilizado, a busca por lucratividade e eficiência segue sendo prioridade.

Segundo a Dra. Gabriela, uma forma prática de enfrentar esse desafio é por meio da nutrição inteligente, apoiada por aditivos de alta qualidade da NOVUS.

“É essencial que os produtores escolham aditivos respaldados por pesquisas científicas robustas, desenvolvidos para otimizar a saúde e o desempenho animal, maximizando o retorno sobre o investimento”, destaca a especialista.

Nutrição

O Que Diferencia a NOVUS no Mercado

Existem diversas tecnologias que prometem melhorar o desempenho das aves, mas a Dra. Gabriela reforça que resultados concretos exigem comprovação científica.

“A NOVUS possui inúmeras pesquisas e testes de campo realizados em condições reais de produção, demonstrando a eficácia de nossas soluções em diferentes mercados e cenários”, explica.

Caminhos para uma Produção Sustentável e Livre de Antibióticos

A redução do uso de antibióticos continua sendo uma das principais tendências globais. Muitas empresas produtoras de frango já adotam o selo “livre de antibióticos”, o que exige atenção especial à saúde intestinal das aves.

Com foco em inovação, a NOVUS oferece soluções nutricionais inteligentes que fortalecem a integridade intestinal e tornam viável a produção sem antibióticos, sem comprometer desempenho nem rentabilidade.

Além da ciência, a equipe da NOVUS é formada por profissionais especializados, comprometidos em entender as necessidades de cada cliente e propor soluções personalizadas para seus desafios específicos.

“Rentabilidade é um objetivo coletivo. Nutricionistas e fornecedores de aditivos devem atuar juntos para identificar a melhor estratégia para cada operação”, acrescenta.

Conclusão

O cenário atual da avicultura é desafiador, mas também repleto de oportunidades para quem aposta em tecnologia, sustentabilidade e nutrição inteligente.

A NOVUS reafirma seu compromisso em ajudar os produtores a alcançar mais — com ciência, parceria e inovação.

Para saber mais sobre como nossas soluções podem apoiar sua produção, acesse www.novusint.com

Oportunidades e Desafios para a Produção Avícola Hoje BAIXAR EM PDF

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RESUMO TÉCNICO

PROTEASE EXÓGENA EM DIETAS DE LEITÕES COMO ESTRATÉGIA PARA MITIGAR OS EFEITOS NEGATIVOS

DOS

INIBIDORES DE TRIPSINA

D ébora R eolon, Carlos B eretta; H illa P. H offmann; D ejanir P issinin; B runo N . Fraga; Vladimir de O liveira Novus do Brasil Com. e Imp. Ltda, Indaiatuba, SP, Brasil, Universidade Federal de Santa Maria, RS, Brasil. Contato: debora.reolon@novusint.com

Um estudo foi conduzido para determinar se a adição de protease (PROT) mitiga os efeitos negativos dos inibidores de tripsina (TI) sobre o desempenho de leitões durante a fase de creche.

MÉTODO EXPERIMENTAL

RESULTADOS

CONCLUSÕES

PALAVRAS-CHAVE

Noventa e seis leitões foram distribuídos em quatro tratamentos utilizando um delineamento em blocos ao acaso com arranjo fatorial 2x2 (dois níveis de TI e dois níveis de PROT, com oito repetições). Os níveis de TI foram 0,82 (pré-inicial), 0,96 (inicial), 1,71 (pré-inicial) e 1,83 (inicial) mg/g em dietas com baixos e altos níveis de TI, respectivamente. Os níveis de PROT foram 0 e 500g/MT.

Foram avaliados o consumo médio diário de ração (CMDR), o ganho médio diário (GMD) e a conversão alimentar (CA). Os dados foram submetidos à análise de variância.

Nos primeiros 14 dias, o alto nível de TI reduziu (P<0,05) o GMD e o peso final, com tendência de redução (P<0,08) no CMDR. Na fase inicial, a PROT reverteu (P<0,05) os efeitos negativos dos altos níveis de TI sobre o GMD e a CA.

O peso foi inferior (P<0,05) em dietas com altos níveis de TI e superior (P<0,053) em dietas contendo PROT. A adição de PROT às dietas com alto TI resultou (P<0,067) em CA semelhante aos grupos com níveis moderados de TI.

Conclui-se que os inibidores de tripsina da farinha de soja impactam negativamente o desempenho dos leitões e que a adição de PROT mitiga esses efeitos.

Aditivo zootécnico; Desempenho de leitões; Fator antinutricional; Inibidor de tripsina.

Protease Exógena em Dietas de Leitões como Estratégia para Mitigar os Efeitos Negativos dos Inibidores de Tripsina BAIXE EM PDF

O QUE MUDA NO CAMPO COM AS NOVAS EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS DO NRC

Irineu Bettini Júnior

Nutricionista de bovinos de corte

Aversão atual do NRC passou por mudanças, proporcionando uma avaliação de dietas com maior precisão e uma plataforma com interface mais amigável ao usuário.

A oitava edição revisada é a versão atual do BCNRM - Beef Cattle Nutrient Requirements Model, lançada pelo NASEMNational Academies of Sciences, Engineering and Medicine em 2016. A sétima edição revisada é a versão anterior, lançada pelo NRC-National Research Council em 1996.

Segundo Monsalve e Millen (2024), no último levantamento dos nutricionistas, o BCNRM se destacou como a principal fonte de informação sobre valores energéticos, ressaltando a importância dessa ferramenta no Brasil.

Entre as diversas alterações implementadas na versão atual, destacam-se:

Fracionamento de carboidratos:

Os ácidos orgânicos, presentes nas silagens, não fazem mais parte da fração carboidrato, sendo desconsiderados como fonte de energia para as bactérias do rúmen (Figura 1).

São absorvidos pelas papilas ruminais como fonte de energia para o animal ruminante.

Provavelmente a versão anterior superestimava a exigência energética da microbiota;

O amido e a pectina foram separados em frações distintas (Figura 1). Com isso, considera-se a taxa de degradação ruminal e a digestibilidade intestinal do amido conforme o tipo de processamento realizado (Figura 2)

Figura 2: Taxa de degradação ruminal (Kd) e digestibilidade intestinal (Digest. ID) das frações de carboidratos.

FraçãoComposiçãoKd, %/hDigest. ID, %

CA Açucares/ Frutosanas 200 a 350100

CB1 Amido 15 a 3030 a 95

CB2 Pectina/βglucanos 4075

CB3 Hemicelulose/ Celulose 2 a 1020

CC FDN Indisponível 0 0

Figura 1: Fracionamento de carboidratos das plantas segundo o NASEM 2016.

Energia para o animal

Não é energia para bact.

Conteúdo celular

Carboidratos não estruturais

Carboidratos da planta

Açúcares Ácidos Organicos Frutosanas Amido

Fração CAFração CB1

CHO solúveis em água

Amido

Parede celular

Carboidratos estruturais

Pectina β-Glucans HemiceluloseCeluloseLignina

Fração CB2

FDN solúvel

Fração CB3

FDN disponível

Fração CC

FDN indisponível

Estimativa de Proteína metabolizável:

A proteína metabolizável que chega nos intestinos é composta pela proteína microbiana e proteína não degradável no rúmen (PNDR).

A versão atual tem duas equações para a produção de proteína microbiana: uma para dieta com extrato etéreo menor que 3.9% e outra para extrato etéreo maior ou igual a 3.9%. A gordura pode afetar a multiplicação das bactérias de acordo com o seu teor no rúmen, com alteração no perfil da proteína metabolizável.

Para o NRC a produção de proteína microbiana é igual a proteína degradável no rúmen (PDR).

Ao comparar as duas versões do NRC, observa-se que, em dietas com extrato etéreo superior a 3,9%, o nível 1 (empírico) da versão atual exige uma quantidade significativamente menor de proteína degradável no rúmen, resultando em um balanço substancialmente positivo.

Consequentemente nos intestinos há um menor fluxo de proteína metabolizável com balanço podendo ser negativo (Figura 4).

Pode-se ajustar a dieta substituindo parte da proteína degradável no rúmen, como a ureia, por proteína não degradável no rúmen, como o farelo de soja.

No nível 2 (mecanístico), em que o NRC realiza uma simulação ruminal, a quantidade de proteína degradável no rúmen necessária é superior ao nível 1, o que resulta em um balanço positivo mais baixo.

Nos intestinos se tem um balanço positivo de proteína metabolizável. Nessa situação, recomenda-se substituir parte da proteína degradável no rúmen, como a ureia, por fontes de energia, tais como milho, polpa cítrica ou casca de soja (Figura 4).

Figura 4: Balanços de PDR e proteína metabolizável de uma dieta de grão seco em confinamento de bovinos de corte.

“1.74kg/d” Dieta Grão seco

Silagem de milho 23,7%

Milho grão mpído 57,5%

Farelo de soja 2,4%

Gordura protegida 2,7%

Torta de algodão 10,3%

Uréia 1,1%

Calcário + Sal + Premix2,3%

Nível 1 (1996 vs. 2016) Nível 2 (1996 vs. 2016)

PDR dieta 1060g vs. 1060g1298g vs. 1350g

PDR requerido 956g vs. 690g- vs. 1170g

Balanço PDR 104g vs. 370g- vs. 180g

Balanço MP 104g vs. -44g208g vs. 148g

Consumo de matéria seca:

O NRC 2016 substima o consumo de matéria seca (Figuras 5 e 6), assim como todos os programas de exigências de bovinos de corte, em grande parte devido aos dados serem provenientes de rebanhos americanos, em que as dietas são mais energéticas que as brasileiras.

“1.74kg/d” Dieta TIP

Pasta seca 18,2%

Milho úmido 27,6%

Película amendoim 14,8%

Figura 5: Consumo de matéria seca predito versus real de uma dieta de TIP(Terminação Intensiva a Pasto), onde CMS é consumo de matéria seca.

É fundamental fazer a correção do consumo, para que as exigências e o desempenho sejam ajustados. A experiência do nutricionista ajuda muito nessa hora.

Na versão atual, o comitê do NASEM destacou que é necessário distinguir entre a energia destinada à microbiota do rúmen e ao hospedeiro ruminante. Isso se aplica aos ácidos orgânicos presentes nos alimentos e ao extrato etéreo considerado nas equações de produção de proteína microbiana.

Segundo o último levantamento dos nutricionistas a média de energia das dietas do gado confinado no Brasil foi de 1.27 Mcal/kg MS (Monsalve e Millen, 2024) enquanto a média americana é de 1.52 Mcal/kg MS ( Samuelson et al, 2016).

“1.74kg/d”Dieta Grão Seco

Silagem de milho 23,7%

Milho grão moído 57,5%

Farelo de soja 2,4%

Gordura protegida 2,7%

Torta de algodão 10,3%

Uréia 1,1%

Calcário + Sal + Premix2,3%

Figura 6: Consumo de matéria seca predito versus real de uma dieta de confinamento, onde CMS é consumo de matéria seca.

As dietas brasileiras estão se tornando a cada ano mais energéticas e desafiadoras (Monsalve e Millen, 2024). Nesse sentido o NRC 2016, com equações mais robustas e com maior precisão, se tornou uma ferramenta eficiente para avaliar dietas.

O que muda no campo com as novas exigências nutricionais do NRC BAIXAR EM PDF

QUEBRANDO O FITATO: AVANÇOS E DESAFIOS PERSISTENTES NA NUTRIÇÃO AVÍCOLA

Jetsabell Gutiérrez Vallejos Gerente de Produto – Phosphea

Função e relevância do ácido fítico

O ácido fítico (InsP6) e seus sais (fitato) são compostos naturais presentes em ingredientes vegetais, sendo a principal forma de fósforo armazenado em sementes e grãos. Como resultado, o fitato está presente em dietas para monogástricos, que não possuem enzimas endógenas capazes de degradá-lo eficientemente.

O ácido fítico apresenta desafios nutricionais, uma vez que tem uma forte tendência a se ligar a minerais e proteínas, reduzindo sua biodisponibilidade.

Compreender sua estrutura e impacto é essencial para práticas alimentares sustentáveis.

Estrutura do ácido fítico

O ácido fítico, quimicamente conhecido como hexaquisfosfato de mio-inositol (IP6), é formado por um anel de mio-inositol com 6 grupos fosfato ligados um em cada átomo de carbono (Figura 1) (FEDNA, 2021).

Figura 1. Estrutura molecular do ácido fítico. Adaptado de Vieira et al. (2018). Criado em BioRender.com

Nos ingredientes vegetais, o ácido fítico raramente existe como um ácido livre.

Presença de fitato nas matérias-primas

Nas sementes vegetais, o ácido fítico é a principal forma de armazenamento de fósforo.

Em vez disso, forma sais com minerais como cálcio, magnésio e potássio, ou mesmo com proteínas e amidos, formando estruturas mais complexas. Esses sais são conhecidos como fitatos ou fitina (Humer e Schwarz, 2014; Outchkourov e Petkov, 2019).

A molécula de ácido fítico possui 12 prótons substituíveis, conferindo alto potencial eletronegativo em pH próximo ao neutro. Isso torna a molécula altamente reativa e instável em sua forma livre (Humer e Schwarz, 2014) (Figura 1 e 2).

Figura 2. IP6 ligado a diferentes nutrientes. Adaptado de Vieira et al. (2018). Criado em BioRender.com

Ele se acumula durante o desenvolvimento das sementes e é armazenado em vacúolos especializados, chamados globóides (Figura 3) (Bohn et al., 2007; Kumar et al., 2019).

As concentrações de fitato variam amplamente entre os ingredientes da ração. Cerca de 50-80% do fósforo total em cereais e oleaginosas existe na forma de ácido fítico ou fitato (Kavitha, 2016; Kumar et al., 2019).

As dietas monogástricas contêm cerca de 0,2 a 0,3% de fósforo ligado ao fitato (InsP6-P), variando conforme a matériaprima utilizada e suas condições de cultivo e processamento (Tabela 1) (Rodehutscord et al., 2016; Outchkourov e Petkov, 2019).

Dada a variabilidade na composição do fitato e sua suscetibilidade à hidrólise em diferentes alimentos, torna-se essencial entender como o fitato é decomposto.

Tabela 1. Teor de fósforo (P) total e proporção de fitato-P (InsP6-P) com base em diferentes matérias-primas utilizadas na alimentação

P total na matéria seca (g/kg) Fitato-P / P Total na matéria seca(%)

Fonte vegetal

Farelo de glúten de milho 9,89,99,59,765677065

Cevada 3,93,23,23,055667555

Centeio 3,53,23,12,865676565

Farelo de trigo 111010,68,480838580

Triticale 3,83,43,22,875686565

Farelo de arroz 17,113,516,519,785819085

Ervilhas 4,4-3,83,645-5545

Tremoço 1,71,51,71,060575060

Casca de soja 11,91,51,71,060474760

Farinha de colza 11,910,0-8,76070-60

Farelo de soja 6,96,66,76,060647060

Farinha de girassol 10,610,011,38,285838085

INRAE (2019)
FEDNA (2019) CVB (2022) Evonik (2024)
INRAE (2019)
FEDNA (2019) CVB (2022) Evonik (2024)

Degradação do fitato: fitases e atividade microbiana

A hidrólise do fitato envolve a remoção gradual de grupos fosfato da molécula de InsP6, resultando em fosfatos de inositol mais baixos, como InsP5, InsP4 e InsP3.

Esse processo pode ocorrer por meio de 3 fontes principais de atividade da fitase: fitases intrínsecas de plantas, fitases microbianas associadas à mucosa intestinal e suplementação de fitase exógena (Humer e Schwarz, 2014; Rodehutscord e Rosenfelder 2016).

Fitases vegetais

A atividade endógena da fitase nas plantas desempenha um papel fundamental na quebra inicial do fitato. Cereais como centeio, trigo, cevada e seus subprodutos exibem altos níveis de fitase endógena, enquanto leguminosas e oleaginosas geralmente apresentam menor atividade (FEDNA, 2021).

No entanto, as fitases vegetais são termolábeis, por exemplo, a peletização em temperaturas acima de 85 °C pode inativar até 74% da atividade da fitase (Outchkourov e Petkov, 2019).

Efeito do trato gastrointestinal de aves (TGI)

O trato digestivo desempenha um papel na quebra do fitato. O papo, embora não seja um local importante de absorção, pode iniciar a hidrólise do fitato por meio da atividade microbiana.

Embora o curto tempo de retenção da digesta pode limitar a ação enzimática (Kerr et al., 2000; Witzig et al., 2015).

No ceco, existe uma comunidade microbiana altamente diversificada com atividade substancial de fitase. No entanto, apesar do potencial enzimático, a relevância nutricional da hidrólise do fitato no ceco é limitada (Zeller et al., 2015), e o fósforo liberado no ceco é majoritariamente excretado devido à falta de absorção pós-ileal (Son et al., 2002).

Fitases microbianas exógenas

O uso de fitases microbianas exógenas tornou-se uma das estratégias mais eficazes para aumentar a biodisponibilidade do fósforo na nutrição monogástrica (Kumar e Sinha, 2018).

O estômago é o principal local de atividade da fitase devido ao seu baixo pH. Uma vez que o alimento passa para o intestino, a atividade da fitase diminui devido à redução da solubilidade do fitato e condições de pH menos favoráveis (Humer e Schwarz, 2014; Kumar et al., 2019).

A eficácia da fitase depende da estabilidade do pH e da temperatura, da afinidade do substrato, da resistência à proteólise, do tempo de retenção gastrointestinal, e de fatores dietéticos como a relação Ca:P e a concentração de fitato (Kumar et al., 2019).

Apesar dos avanços na tecnologia de fitase, a desfosforilação completa de IP6 é raramente alcançada (Menezes-Blackburn et al., 2015).

Entender as estratégias enzimáticas é essencial para melhorar o uso do fósforo e reduzir seu efeito antinutricional.

Interações do fitato com nutrientes

Além de seu papel como fonte de fósforo orgânico, o fitato pode apresentar efeitos antinutricionais que comprometem a absorção e aproveitamento de nutrientes.

Interações fitato-mineral

O fitato pode interagir com minerais essenciais (Figura 4). Essas interações resultam na formação de complexos fitato-minerais insolúveis que são mal absorvidos no intestino, reduzindo a biodisponibilidade mineral (Kumar e Sinha, 2018; Outchkourov e Petkov, 2019).

De acordo com Cheryan (1980), a ligação mineral do fitato segue uma ordem geral de estabilidade: Zn²+ >Cu²+ > Ni²+ > Co²+ > Mn²+ > Ca²+ > Fe²+. Essa hierarquia reflete os vários graus em que diferentes minerais são afetados pela quelação do fitato.

A fim de obter uma solubilidade suficiente dos minerais e dos ésteres de ácido fítico a um pH mais elevado, pode exigir uma hidrólise precoce do fitato, idealmente no estômago, para reduzir a formação de complexos e aumentar a absorção de minerais.

Interações fitato-proteína

O fitato pode prejudicar a utilização de proteínas através da formação de complexos fitato-proteína (Humer et al., 2014). Em baixos valores de pH, o fitato interage diretamente com os aminoácidos básicos.

À medida que o pH aumenta no intestino delgado, o fitato pode formar ligação ternária com proteínas e cátions multivalentes, como o cálcio (Figura 5) (Reddy e Salunkhe, 1981; Humer et al., 2014; Nissar et al., 2017; Kumar et al., 2019)

Figura 5. IP6 ligado a proteínas. Adaptado de Morales et al. (2016). Criado em BioRender.com

Figura 4. 6 ligado a cátions. Adaptado de Vieira et al. (2018). Criado em BioRender.com

Matéria-prima funcional inovadora: Humofosfato de cálcio – limitando as interações com o fitato

Interações nutricionais mais amplas do fitato

O fitato pode interagir com carboidratos formando complexos com amido (Figura 6) (Kumar et al., 2019). Da mesma forma, o fitato também pode interagir com lipídios, reduzindo a utilização de energia (Camden et al., 2001; Humer e Schwarz, 2014)

Figura 6: IP6 ligado a carboidratos. Adaptado de Vieira et al. (2018); Oatway et al. (2001). Criado em BioRender.com

O fitato limita a biodisponibilidade de nutrientes essenciais, afetando a eficiência alimentar. A suplementação com fosfato inorgânico atende às exigências de fósforo, mas não neutraliza os efeitos antinutricionais do fitato (Outchkourov e Petkov, 2019).

No entanto, surgiram novas gerações de fosfatos funcionais para reduzir a formação de complexos insolúveis.

Um dos desafios remanescentes na degradação do fitato é minimizar a formação de complexos insolúveis. Nesse contexto, o humofosfato de cálcio (HumIPHORA) representa uma abordagem inovadora e funcional.

Ele combina fósforo, cálcio e substâncias húmicas - compostos orgânicos com propriedades quelantes que podem interagir com íons no trato gastrointestinal.

HumIPHORA tem a capacidade de se ligar a cátions divalentes, como o excesso de cálcio, reduzindo a interação com o ácido fítico.

Isso limita a formação de complexos insolúveis de cálcio-fitato e mantém o fitato em uma forma mais hidrolisável. Consequentemente, a ação da fitase é facilitada, melhorando a liberação e absorção do fósforo proveniente de ingredientes vegetais.

Ao contrário das fontes convencionais de fosfato, HumIPHORA interage com os nutrientes do trato gastrointestinal e reduz os efeitos antinutricionais do cálcio e do fitato.

Sua inclusão nas dietas avícolas favorece a degradação do fitato e melhora a absorção de nutrientes - particularmente fósforo e cálcio, essenciais para o crescimento e desenvolvimento esquelético.

Um ensaio experimental conduzido em colaboração com a Universidade de São Paulo confirma esse efeito, mostrando um teor significativamente maior de cinzas da tíbia em frangos de corte alimentados com dietas contendo HumIPHORA em comparação com aqueles com fosfato monocálcico (MCP) (Figura 7).

O teor de cinzas na tíbia indica a mineralização óssea, refletindo a retenção de cálcio e fósforo e contribuindo para o desenvolvimento esquelético.

Os resultados do ensaio demonstram de forma consistente que o uso do HumIPHORA em dietas para frangos de corte promove uma maior mineralização óssea, evidenciada pelo aumento significativo do teor de cinzas da tíbia em comparação ao fosfato monocálcico (MCP). Esse efeito reforça a eficiência do HumIPHORA na disponibilização de fósforo e cálcio, contribuindo para um desenvolvimento esquelético superior.

Figura 7. Efeito da inclusão de HumIPHORA em dietas de frangos de corte sobre o teor de cinzas na tíbia.

Além disso, a resposta linear obtida com o incremento dos níveis de fitase destaca o potencial do produto em otimizar a degradação do fitato, aumentando a absorção de nutrientes essenciais. Assim, o HumIPHORA se confirma como uma alternativa nutricional mais eficaz, capaz de melhorar a qualidade óssea. Em um cenário atual em que desafios esqueléticos e lesões estruturais são cada vez mais frequentes devido ao rápido ganho de peso das aves, o desempenho do HumIPHORA se torna ainda mais relevante.

A Phosphea, empresa do Grupo Roullier, com mais de um milhão de toneladas de capacidade de produção por ano, com 7 plantas em todo o mundo, inclusive uma no sul do Brasil, é líder global na produção de soluções minerais para nutrição animal. Diferenciando-se pela tecnologia, qualidade e vanguarda. Presente em diversos continentes, destaca-se pela excelência com os mais altos padrões internacionais de sustentabilidade e segurança alimentar, contribuindo para o desenvolvimento responsável da cadeia produtiva em todo o mundo. Fonte

Quebrando o fitato: avanços e desafios persistentes na nutrição avícola BAIXAR EM PDF

Fosfatos de alta qualidade para garantir um alto desempenho

Empresa Francesa Produção Brasileira

MELHORAMENTO GENÉTICO INTENSIFICA PRODUTIVIDADE DO MILHO E DESEMPENHA PAPEL ESTRATÉGICO PARA A NUTRIÇÃO ANIMAL

José Flávio Silva Engenheiro agrônomo, pecuarista e gerente de pesquisa.

Aevolução dos híbridos e o avanço da biotecnologia contribuem para maior rendimento e ampliam a oferta de insumos como os coprodutos do etanol – DDG (Grão Seco de Destilaria) e WDG (Grão Úmido de Destilaria) – utilizados em rações e silagem, sustentando a produção pecuária em diferentes regiões do país.

Esse conjunto de fatores consolida o Brasil como potência global na produção de energia limpa.

A cultura do milho ocupa posição central no sistema agropecuário brasileiro e tornou-se elo essencial entre lavoura, indústria de etanol e produção animal.

Sua versatilidade garante

segurança alimentar, gera matéria-prima estratégica para o complexo de bioenergia e abastece o setor de nutrição animal, sustentando a pecuária e as granjas.

Entre os resultados das últimas décadas, destaca-se o expressivo salto na produtividade média nacional, que passou de cerca de 2.200 kg/ha em 1990 para mais de 6.000 kg/ha em 2025.

Os avanços no melhoramento genético, aliados à biotecnologia e ao manejo de precisão, transformaram o milho em vetor de produtividade e estabilidade para o campo e para a indústria.

A incorporação de genes associados à tolerância à seca, resistência a pragas e doenças, bem como o desenvolvimento de híbridos adaptados às condições tropicais brasileiras, viabilizou um modelo produtivo mais eficiente e resiliente.

O aumento da produtividade e a estabilidade obtida com a incorporação de resistências e tolerâncias a fatores bióticos e abióticos foram os principais avanços trazidos pelo melhoramento genético do milho, também observado em outras grandes culturas, como soja e algodão.

Em áreas conduzidas com alta tecnologia, os rendimentos ultrapassam 12.000 kg/ha, evidenciando o impacto direto da genética e do manejo integrado. Esses números reforçam o papel do milho como um dos pilares da segurança alimentar e energética do país.

A combinação entre genética avançada, biotecnologia e manejo inteligente tem impulsionado o desenvolvimento de híbridos cada vez mais adaptados às condições tropicais.

Ferramentas como seleção genômica, uso de marcadores moleculares, desenvolvimento de linhas duplohaplóides (DH) e modelos estatísticos que consideram as interações entre genótipo e ambiente aceleram o ciclo de melhoramento e ampliam a base genética disponível, permitindo que novas cultivares cheguem ao mercado com maior rapidez e precisão.

Melhoramento

Essas tecnologias sustentam ganhos contínuos de produtividade e estabilidade, além de garantir regularidade na oferta de grãos para a indústria de etanol e de ração – fator determinante para o equilíbrio de custos nas cadeias de proteína animal.

A previsibilidade genética conquistada no milho reflete-se diretamente na previsibilidade do abastecimento de grãos, fortalecendo a indústria e a produção de proteínas.

A cultura do milho passou a exercer papel estratégico dentro do modelo de bioeconomia regional. O avanço das usinas de etanol de milho criou uma engrenagem virtuosa que conecta agricultura, indústria e pecuária.

Os coprodutos do etanol, DDG e WDG, têm elevado valor proteico e energético e são amplamente aproveitados na formulação de rações para bovinos, suínos e aves. O incremento na produção de milho amplia a disponibilidade desses insumos, reforçando a sustentabilidade da produção de carne, leite e ovos.

Essa dinâmica transformou a pecuária regional, aumentando a eficiência alimentar, reduzindo custos e agregando valor às cadeias produtivas.

O uso estratégico de DDG e WDG tem potencializado sistemas de engorda e terminação intensivos, enquanto a proximidade entre áreas de cultivo e unidades industriais diminui despesas logísticas e fortalece o conceito de agroindústria regionalizada.

O milho também se destaca como alternativa eficiente para a recuperação de pastagens degradadas. O sistema de integração lavoura-pecuária permite a correção do solo e o aumento da matéria orgânica, criando condições favoráveis para o restabelecimento da cobertura vegetal e o manejo sustentável da área.

Além disso, muitos produtores aproveitam esse processo para produzir silagem de milho nessas áreas, obtendo duplo benefício: alimentação de alta qualidade para o rebanho e melhor aproveitamento dos recursos do solo e da infraestrutura existente.

Essa estratégia eleva a produtividade por hectare, reduz a pressão pela abertura de novas áreas e fortalece a sustentabilidade econômica e ambiental da atividade.

A integração entre melhoramento genético e agricultura digital também tem ganhado espaço nos programas de desenvolvimento de híbridos.

O uso de sensores, imagens de satélite, drones e plataformas de análise de dados permite identificar variações de desempenho no campo com alta precisão, direcionando cruzamentos e avaliações fenotípicas mais assertivas.

Essa combinação de biotecnologia e inteligência de dados cria um ciclo de retroalimentação em que cada safra contribui para aprimorar o conhecimento sobre o comportamento das plantas, gerando cultivares mais estáveis e produtivas para diferentes ambientes.

Outro aspecto relevante é o papel do milho na mitigação das emissões de gases de efeito estufa. O cultivo racional, aliado ao uso de híbridos de alta eficiência e práticas conservacionistas, contribui para o sequestro de carbono no solo e a redução da pegada de carbono dos sistemas produtivos.

A utilização de coprodutos do etanol na alimentação animal também reduz a necessidade de importação de grãos e farelos, fortalecendo a economia circular e diminuindo impactos ambientais associados ao transporte e processamento de matérias-primas.

Assim, o milho consolida-se como cultura-chave dentro dos compromissos de sustentabilidade assumidos pelo agronegócio brasileiro.

O avanço tecnológico na cultura do milho representa não apenas ganhos produtivos, mas também uma mudança estrutural na forma como o país organiza sua matriz agroindustrial.

Ao integrar genética, biotecnologia, digitalização e sustentabilidade, o Brasil constrói um modelo de produção competitivo e alinhado às demandas globais por alimentos e energia renovável.

Esse movimento reforça o papel do milho como eixo de inovação e como elemento central na consolidação de uma agricultura moderna, eficiente e ambientalmente responsável.

Melhoramento genético intensifica produtividade do milho e desempenha papel estratégico para a nutrição animal BAIXAR EM PDF

Melhoramento

USO DE XILO-OLIGOSSACARÍDEOS E XILANASE COMO FERRAMENTA DE MODULAÇÃO DA INFLAMAÇÃO ENTÉRICA EM FRANGOS DE CORTE

Miliane Alves da Costa; Ingrid Martinez

Rojas e Alexandre Barbosa de Brito

AB VISTA Latam

Aavicultura atual busca de um equilíbrio paradoxo: aumento da pressão por crescimento e produtividade com redução do uso de antibióticos, aumentam os desafios sanitários no campo, em especial os que afetam a integridade intestinal.

O termo “Integridade intestinal refere-se à capacidade funcional e estrutural da microbioma intestinal de atuar como uma barreira seletiva, que permite a absorção eficiente de nutrientes e água, ao mesmo tempo em que impede a translocação de patógenos, toxinas e antígenos indesejáveis para a corrente sanguínea’’ de acordo com Gresse et al., (2017).

O microbioma intestinal desempenha múltiplas funções vitais, como a fermentação de fibras dietéticas, a síntese de nutrientes e ácidos graxos de cadeia curta, a proteção contra a colonização por patógenos e a modulação do desenvolvimento e da maturação do sistema imunológico do hospedeiro.

O estimbiótico desponta como uma alternativa promissora aos promotores de crescimento tradicionais, atuando na modulação da saúde intestinal por meio da ativação da fermentação de fibras alimentares.

Um dos maiores desafios na produção de frango de corte, quando se refere ao termo integridade intestinal, são os desafios por enterite necrótica (EN).

Ela é causada por Clostridium perfringens e frequentemente agravada por infecção concomitante por Eimeria spp. Os prejuízos associados vão além da mortalidade: há perda de desempenho, piora da conversão alimentar e aumento de descarte por lesões podais.

Agora, onde o cenário de produção de aves que está cada vez mais orientado por restrições ao uso de antibióticos, a nutrição funcional emerge como importante ferramenta e existem inúmeros aditivos que são utilizados com esse propósito, como por exemplo o uso de estimbiótico.

Ao contrário de probióticos e prebióticos tradicionais, o estimbiótico não se limita a oferecer substrato fermentável. Ele atua como um sinalizador funcional, composto por pequenas quantidades de xilooligossacarídeos (XOS) associados a uma xilanase específica, com o objetivo de estimular seletivamente a proliferação de bactérias fibrolíticas.

Bactérias fibrolíticas são aquelas capazes de degradar fibras complexas como os arabinoxilanos que estão naturalmente presentes nos ingredientes como milho, farelo de soja, tripo, podendo ser encontradas em até 4% da composição total de uma dieta a base de milho e farelo de soja.

Saúde intestinal

Essa ativação microbiana das bactérias fibrolíticas induz maior fermentação nos cecos, com aumento na produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCCs), em especial o butirato e propionato, que têm impacto direto na integridade da mucosa intestinal e na imunorregulação.

Um estudo conduzido por Lee et al. (2022) utilizou um modelo experimental, onde simula fielmente um cenário de desafios de campo importante para avaliar o impacto da combinação de xilooligossacarídeos associados a xilanase (estimbiótico) na performance de frangos de corte desafiados por EN.

Experimento 1

Estabelecimento do modelo EN

Foram utilizados um delineamento fatorial 3×2: Vacinação (coccidiose + IBD) em 0×, 10× ou 20× a dose recomendada.

Desa o com Clostridium perfringens (CP): presença ou ausência.

A condição mais severa (20× vacina + CP) foi selecionada como modelo-padrão para indução de NE, por causar lesões intestinais graves e diarreia intensa, simulando um surto comercial.

Para isso, os autores induziram NE utilizando sobredose de vacinas vivas (coccidiose e IBD) seguida de inoculação oral com C. perfringens — estratégia que gerou lesões entéricas graves, inflamação sistêmica e perda significativa de desempenho.

O resultado foi claro: o estimbiótico não apenas protegeu a mucosa intestinal e reduziu a inflamação, como também restaurou o desempenho produtivo dos animais desafiados. O estudo foi dividido em dois experimentos:

Experimento 2

Efeitos do estimbiótico

Foram utilizados em delineamento fatorial 3×2: Aditivos,

Grupo controle: dieta controle sem aditivos;

Grupo 1: dieta com estimbiótico (Signis®, 100 mg/kg) e

Grupo 2: combinação de aditivossignis combinado com óleos essenciais, probióticos e mana oligossacarídeos.

Desa o: Sem desa o (NE–) ou com desa o (NE+), conforme modelo de Exp. 1.

Os tratamentos com combinação de aditivos foram formulados com três ingredientes adicionais: (probióticos + FOS), (óleos essenciais de hortelã, anis e cravo) e (MOS + β-glucanos).

Os resultados de revelam o potencial do estimbiótico como agente funcional mesmo sob desa o, os frangos que receberam Signis (100 mg/kg) tiveram:

O desa o NE reduziu signi cativamente o ganho de peso e piorou a conversão alimentar.

Frangos desa ados e suplementados com STB apresentaram desempenho comparável aos não desa ados, superando signi cativamente o grupo controle (CON).

Melhorias no ganho de peso e menor conversão ao longo de todo o ciclo (1–30 dias);

Redução signi cativa da translocação de endotoxinas para a corrente sanguínea, com queda nos níveis séricos de TNF-αmarcador in amatório chave;

Melhor morfologia ileal, com vilosidades mais longas e menor profundidade de criptas, o que se traduz em maior área absortiva;

Redução da contagem de C. perfringens e E. coli no ceco e tendência à preservação da população de Lactobacillus spp.;

Menor incidência de dermatite plantar, re exo direto da redução de diarreia e melhora da consistência da cama.

Curiosamente, os resultados obtidos com o uso isolado do estimbiótico foram equivalentes aos de uma combinação complexa contendo probióticos, óleos essenciais e mananoligossacarídeos, indicando uma eficiência funcional superior por unidade ativa.

POR QUE ISSO IMPORTA?

A lógica do estimbiótico não é aumentar o aporte de substrato fermentável, mas mesmo em baixas dosagens estimular metabolicamente a microbiota intestinal para degradar melhor as fibras já presentes na dieta, como os arabinoxilanos.

Isso o torna particularmente eficaz em dietas com ingredientes ricos em NSPs (polissacarídeos não amiláceos), sem a necessidade de reformulações onerosas.

Além disso, ao modular a resposta inflamatória e preservar a integridade da mucosa intestinal, o estimbiótico contribui para um melhor uso de nutrientes, menor conversão alimentar e maior previsibilidade zootécnica, mesmo em situações de alto estresse sanitário.

Além disso, sua ação sinérgica com as fibras da própria dieta permite uma abordagem de baixo custo e alta adaptabilidade, sendo aplicável tanto em dietas convencionais quanto em formulações com coprodutos fibrosos.

Caso tenham alguma dúvida sobre este conteúdo, por favor, contate um colaborador da AB Vista. Estaremos sempre atentos para ajudá-los!

Uso de Xilo-oligossacarídeos e Xilanase como ferramenta de modulação da inflamação entérica em frangos de corte

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APLICAÇÃO DE PREBIÓTICOS, PROBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS EM SISTEMAS DE PRODUÇÃO DE AVES E SUÍNOS

Anne Caroline de Araújo1-a; João Pedro Faleiros Ribeiro de Oliveira1-a; Juliane Kuka Baron1-a; Maria Letícia Bonadiman Mariani1-a; Heictor Belato1; Simone Gisele de Oliveira1-a; Alex Maiorka1-a 1Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil; aPrograma de pós-graduação em zootecnia

Manter o equilíbrio da microbiota intestinal é um dos grandes desafios da produção animal moderna.

Essa comunidade de microrganismos não só influencia diretamente a saúde dos animais, fortalecendo a imunidade e melhorando a absorção de nutrientes, mas também impacta a eficiência produtiva e a sustentabilidade do setor.

Com a proibição progressiva de antibióticos como promotores de crescimento, produtores e pesquisadores buscam alternativas seguras, e os prebióticos, probióticos e simbióticos surgem como peças-chave nessa transição (Shehata et al., 2022).

Estudos demonstram que esses aditivos podem melhorar a saúde intestinal e o desempenho de aves e suínos (Ringseis & Eder, 2022). Pesquisas indicam que as cepas de Lactobacillus e Saccharomyces cerevisiae melhoram o desempenho do crescimento animal e a função imunológica.

Esses microrganismos atuam através de múltiplos mecanismos, incluindo produção de ácidos graxos de cadeia curta, competição por sítios de adesão e síntese de compostos antimicrobianos (Kaur et al., 2023).

Além disso, esses microrganismos contribuem para a integridade da barreira intestinal e para a maturação do sistema imune, resultando em animais mais saudáveis, com melhor conversão alimentar e maior resistência a desafios sanitários comuns na produção intensiva.

No entanto, ainda existem muitas questões a respeito da compreensão de quais seriam as misturas ideais entre essas substâncias, das doses e das utilizações específicas para cada espécie.

A variabilidade nas metodologias experimentais e as inconsistências na apresentação dos resultados limitam a aplicabilidade prática e a generalização dos achados.

Para que as terapias microbianas possam ser adotadas como alternativas sustentáveis aos antibióticos, é essencial aprimorar os protocolos de pesquisa e padronizar os critérios de avaliação (Barathan et al., 2024).

Diante desse cenário, é necessário compreender as funções específicas e as aplicações práticas dos prebióticos, probióticos e simbióticos, especialmente em sistemas de produção intensiva de aves e suínos, onde a saúde intestinal é determinante para a produtividade, a eficiência alimentar e a biosseguridade.

Bióticos

PREBIÓTICOS

Prebióticos são, em sua maioria, oligossacarídeos não digeríveis que podem estimular seletivamente o crescimento de bactérias benéficas no intestino grosso (Gibson e Roberfroid, 1995)

Para ser considerado um prebiótico, o oligossacarídeo deve ser resistente à digestão e absorção, ser fermentado no intestino grosso e estimular seletivamente o crescimento de bactérias não patogênicas neste local (Gibson et al., 2004).

As principais fontes de prebióticos utilizados são açúcares, fibras, peptídeos, proteínas, álcoois de açúcares e os oligossacarídeos.

Também são conhecidos como fibras funcionais, que podem atuar sobre a modulação da microbiota nativa, sobre o sistema imune e sobre a mucosa intestinal por promover o aumento da superfície de absorção, melhorando assim, os processos de digestão e absorção dos nutrientes (Silva e Nörnberg, 2003; Marchizeli, 2020).

O crescimento de bifidobactérias e lactobacilos é benéfico para a saúde intestinal devido à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC).

Os ácidos graxos de cadeia curta reduzem o pH, eliminam patógenos entéricos e também estimulam o desenvolvimento e a integridade do intestino. Basicamente, os prebióticos servem como substratos para a fermentação e consequentemente a produção desses ácidos.

As substâncias mais estudadas como aditivos em alimentação animal são os oligossacarídeos de cadeias curtas de açúcares simples, especialmente os frutoligossacarídeos (FOS), glucoligossacarídeos (GOS) e mananoligossacarídeos (MOS) 2023).

Os FOS quando adicionados às rações, fornecem carboidratos fermentáveis para as bactérias benéficas nativas que habitam o trato gastrointestinal (TGI), minimizando as populações de bactérias patogênicas, como a Escherichia coli e Salmonella competitiva.

Os GOS são encontrados no leite e nos cereais, principalmente a soja, e, semelhantemente aos FOS, aumentam a população de bactérias benéficas no TGI, além de poder melhorar a absorção de minerais, como o cálcio efeito benéfico no metabolismo de carboidratos e de lipídios Mansilha, 2007).

AVALIAÇÕES IN VIVO AVALIAÇÕES IN VIVO

Ácidos Orgânicos Ácidos Orgânicos

Aditivos Antimicotoxinas Aditivos Antimicotoxinas

Probióticos e Prebióticos Probióticos e Prebióticos

Fitogênicos e Óleos Essenciais Fitogênicos e Óleos Essenciais

Melhoradores de Desempenho Melhoradores de Desempenho

Saiba mais

O MOS é constituído de fragmentos da parede de levedura, sendo capaz de adsorver bactérias patogênicas pela ação das mananas (polímeros de manose), que impedem a adesão do patógeno à mucosa intestinal do animal, evitando a infecção.

A mesma prevenção ocorre quando o animal ingere alimentos com micotoxinas, uma vez que o MOS é capaz de se ligar seletivamente e inativar determinadas micotoxinas no lúmen intestinal.

Além de auxiliar na prevenção de ocorrência de determinadas enfermidades, o MOS atua na modulação da microbiota intestinal favorecendo a proliferação de bactérias benéficas, especialmente Lactobacillus e Bifidobacterium, as quais fermentam o MOS para sua nutrição e neste processo há a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) que servem de fonte energética aos enterócitos, e ainda há a redução do pH do meio, o que torna o ambiente desfavorável ao desenvolvimento de determinadas bactérias patogênicas, resultando em proteção e integridade intestinal (Dantas, 2019).

Na avicultura os prebióticos têm sido crescentemente empregados de maneira isolada ou associados aos probióticos, por proporcionarem efeitos positivos principalmente na modulação da imunidade das aves.

A maior quantidade de estudos que encontraram efeito significativo do uso somente de prebióticos, não associados a probióticos, foram aqueles que avaliaram a inclusão de MOS na dieta de aves, o que pode ser atribuído aos diferentes mecanismos de ação que esse prebiótico apresenta.

Ao investigar o impacto do uso de MOS na microbiota ileocecal de frangos de corte, Kim et al. (2011), concluíram que a adição de 0,05% do prebiótico, reduziu a população de C. perfringens e E. coli e aumentou a população relativa de Lactobacillus, grupo bacteriano benéfico e importante na eubiose do TGI das aves.

A adição de MOS pode ser mais benéfica em aves submetidas a patógenos ou em condições de estresse ambiental.

Pourabedin et al. (2014), avaliaram este efeito em frangos de corte mantidos em condições ambientais abaixo do ideal, e observaram que 1 g/kg de MOS aumentou a diversidade bacteriana cecal e promoveu o crescimento de espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium no ceco.

Nos estudos realizados por Corrigan et al. (2015) e Lee SI et al. (2016) o uso do MOS aumentou os Bacteroidetes cecais em frangos de corte de 7 e 35 dias de idade. O gênero Bacteroides é conhecido por sua forte atividade metabólica. Eles podem fermentar eficientemente polissacarídeos indigestíveis em AGCC e, consequentemente, melhorar a absorção de nutrientes, impacto importante na avicultura.

Em poedeiras, a suplementação de produtos da fermentação de S. cerevisiae (0,75 g/kg) reduziu a incidência e a gravidade das lesões causadas por Eimeria maxima (Lensing et al. 2012).

Estudando a inclusão de prebióticos em dietas de aves de postura, Świątkiewicz, Koreleski e Arczewska (2010), encontraram efeito positivo na qualidade da casca dos ovos. Principalmente após as 58 semanas de idade das aves.

O uso de MOS apresenta impacto também no desempenho dos frangos de corte. Foi o que Rehman et al. (2020), observaram, ao avaliar os efeitos de pro e prebióticos no desempenho, carcaça e imunidade de frangos de corte.

Os autores encontraram melhores resultados progressivos de ingestão de ração e ganho de peso quando as aves não receberam MOS, quando receberam 1 g/kg de ração e 1,5 g/kg de ração.

A conversão alimentar foi melhor para as aves que receberam 1 g/kg de ração. Resultados semelhantes foram encontrados por Froebel et al. (2019), ao estudarem a inclusão de carboidratos funcionais refinados (RFC) para frangos de corte.

O peso corporal aos 42 dias de idade e o ganho médio diário foram melhores para as aves que receberam dietas ricas em prebiótico (100 gt −1), em comparação aos que receberam dietas baixas (50 gt −1) ou sem RFC.

Foi constatado que os prebióticos são eficazes contra bactérias patogênicas em suínos (Tran et al., 2016), e a maioria dos efeitos dos prebióticos têm sido consistentes no nível intestinal, principalmente na fase do desmame (Van Der Aar et al., 2017).

O desmame ocorre aproximadamente entre três e quatro semanas de idade nas granjas comerciais. Esse processo é abrupto e caracterizado por mudanças na dieta, no ambiente e no convívio social, fatores que geram grande estresse nos suínos e podem levar à disrupção do ecossistema microbiano do TGI (Li et al., 2018).

A transição de uma dieta líquida baseada em leite para uma dieta sólida baseada em plantas provoca uma alteração significativa nos substratos disponíveis para os microrganismos do TGI, impactando de maneira importante o ecossistema microbiano (Frese et al., 2015).

Durante esse período, a microbiota precisa se adaptar rapidamente de um perfil orientado ao leite para um perfil orientado a plantas.

Essa adaptação, combinada a outros fatores estressantes, favorece a colonização e proliferação de patógenos, resultando em episódios de diarreia e até mortalidade (Mccracken et al., 1999; Luppi et al., 2016).

A abundância relativa de determinados gêneros bacterianos na microbiota de leitões lactentes, como Lactobacillaceae, Ruminococcaceae, Lachnospiraceae e Prevotellaceae, está associada a uma redução na incidência de diarreia pós-desmame (Dou et al. 2017).

Isso sugere que a suscetibilidade dos leitões a infecções patogênicas no período pós-desmame pode ser parcialmente atenuada promovendo-se um ambiente com maior abundância desses gêneros bacterianos benéficos.

Diversas classes de bioativos com potencial para modular a microbiota vêm sendo estudadas, dentre elas o prebiótico (González-Ortiz et al., 2019). Nesse contexto, destaca-se o papel da microbiota materna, que é a principal fonte para o estabelecimento da microbiota dos leitões (Chen et al., 2018).

Assim, estratégias que favoreçam a modulação positiva da microbiota das matrizes vão afetar tanto o fortalecimento da saúde intestinal das mães quanto o desenvolvimento de uma microbiota mais estável e funcional na progênie (Rattigan et al., 2023; Kiernan et al., 2023).

PROBIÓTICOS

As crescentes preocupações globais com a resistência bacteriana, associadas às exigências de exportação e à demanda dos consumidores por produtos de origem animal livres de resíduos, têm levado à intensificação das restrições sobre o uso de antibióticos.

Diante desse cenário, a indústria tem direcionado esforços para encontrar alternativas eficazes que garantam a saúde animal e a produtividade. Entre as estratégias mais promissoras, destacam-se os probióticos (Berto, 2023).

Probióticos são microrganismos vivos que, em quantidades adequadas, promovem benefícios à saúde do hospedeiro, principalmente por meio do equilíbrio da manutenção da microbiota intestinal.

Na nutrição animal, seu uso busca otimizar a saúde do trato digestivo, estimulando o crescimento de microrganismos benéficos e inibindo patógenos. A suplementação com probióticos está associada à melhoria da saúde intestinal, maior aproveitamento dos nutrientes, aumento da eficiência alimentar, promoção do crescimento e redução de patógenos (El-Hack et al., 2020).

Para que sejam eficazes, os probióticos devem apresentar características específicas, como: proporcionar benefícios ao hospedeiro, serem não patogênicos e não tóxicos, resistirem às condições adversas do trato gastrointestinal, manterem viabilidade durante o armazenamento e aplicação, conterem células vivas, serem isolados do próprio hospedeiro e não alterarem negativamente as características sensoriais dos alimentos (Collins e Gibson, 1999).

As primeiras semanas de vida de aves e suínos são consideradas uma fase crítica, caracterizada pela vulnerabilidade a desequilíbrios na microbiota intestinal, o que pode comprometer o desenvolvimento dos animais.

Por isso, é fundamental adotar estratégias nutricionais ao longo do ciclo produtivo, como o uso de aditivos que favoreçam a integridade intestinal e fortaleçam o sistema imunológico.

Nesse contexto, os probióticos surgem como uma alternativa promissora, com o objetivo de estabelecer uma microbiota saudável e resistente, contribuindo para o sucesso da produção animal (Shokryazdan, 2017).

Os probióticos exercem diversos mecanismos de ação benéficos aos animais, incluindo a modulação da microbiota intestinal e do sistema imunológico, a exclusão competitiva, a produção de substâncias bactericidas e a melhoria da digestibilidade dos nutrientes (Oliveira, 2022).

Alguns probióticos produzem ácidos orgânicos, como ácido láctico e ácido acético, capazes de reduzir o pH do lúmen intestinal, inibindo assim a proliferação de bactérias patogênicas (Sanders et al., 2019).

A exclusão competitiva de sítios de adesão nas vilosidades intestinais estimula a síntese de mucinas, o que dificulta a ligação de patógenos às células epiteliais e inibe a colonização do trato intestinal por agentes patogênicos, favorecendo o aumento da absorção de nutrientes (Durand, 2010; El-Hack et al., 2020).

De acordo com Rodjan (2018), os probióticos também promovem o aumento da altura das vilosidades e da profundidade das criptas intestinais, o que melhora a eficiência produtiva e a capacidade de absorção de nutrientes.

O aumento da altura das vilosidades está diretamente relacionado à ampliação da área de superfície de absorção, favorecendo a maior captação de nutrientes e, consequentemente, melhorando o desempenho.

O efeito da utilização de probióticos no trato gastrointestinal dos animais suplementados com esse aditivo demonstra um aumento na absorção de nutrientes, consequentemente garantindo mais energia líquida para a produção (El-Hack et al., 2020).

Algumas cepas de probióticos, como Bacillus subtilis, têm a capacidade de secretar enzimas exógenas, que colaboram com as enzimas endógenas produzidas pelos animais, melhorando a digestibilidade dos nutrientes. Esse processo resulta em maior aproveitamento da dieta (Abdel-Moneim et al., 2020).

De acordo com Patel & Dupont (2015), alguns probióticos intensificam a resposta imunológica, promovendo a ativação da fagocitose e estimulando a atuação de células natural killer. Esses microrganismos também favorecem a transformação de linfócitos B em plasmócitos, o que aumenta a produção de anticorpos e eleva a resistência frente a patógenos (Oliveira, 2022).

O controle de doenças em aves, assim como em qualquer atividade produtiva animal, é essencial para prevenir perdas econômicas. O uso de probióticos se destaca como uma estratégia potencial para proteger o hospedeiro.

Um estudo publicado por Xu (2018) apresentou resultados promissores, demonstrando que o distúrbio na microbiota do íleo causado por enterite necrótica foi normalizado com a suplementação dietética de Bacillus licheniformis.

A autora Berto (2023) relata que a inclusão dos probióticos (Bacillus amyloliquefaciens e Bacillus subtilis) na dieta de aves desafiadas com Clostridium perfringens e Eimeria vacinal mostrou-se eficaz quando comparada ao uso de enramicina.

A suplementação resultou em melhorias no desempenho e na conversão alimentar das aves entre 1 a 42 dias de idade, aumento no rendimento de carcaça, maior altura das vilosidades e maior área de absorção no duodeno e jejuno, redução do escore de lesões intestinais e aumento da concentração de ácido butirico, sem alterar o metabolismo sérico, hepático ou renal das aves.

Segundo Duan (2023), a suplementação dietética com Lactobacillus lactis promoveu efeitos positivos em suínos na fase de terminação, resultando em maior peso final dos animais, além de um ganho médio diário superior na primeira fase de engorda.

O estudo também apontou melhorias na qualidade da carne. Já Sampath (2024) avaliou a suplementação com uma mistura probiótica de Bacillus spp. em matrizes e leitões desafiados com E. coli, observando que a inclusão dos probióticos favoreceu o crescimento pós-desmame, a saúde intestinal e a imunidade dos leitões.

De maneira semelhante, Galli (2024) constatou benefícios com a suplementação probiótica materna: porcas que receberam probióticos apresentaram maior número de leitões nascidos vivos, além de menor incidência de natimortos e leitões mumificados.

Os leitões dessas porcas também apresentaram melhores índices zootécnicos, como maior peso ao nascer, maior ganho de peso diário e peso superior ao desmame, quando comparados aos leitões de porcas não suplementadas.

SIMBIÓTICOS

Simbióticos são suplementos nutricionais que combinam de forma sinérgica os probióticos (microrganismos benéficos vivos) e prebióticos (substratos alimentares não digeríveis) para potencializar seus benefícios individuas à saúde.

Essa interação sinérgica melhora a sobrevivência e a eficácia das cepas probióticas, ao mesmo tempo que estimula o crescimento de bactérias benéficas do intestino (Chi et al., 2021).

A grande vantagem dos simbióticos está na forma como esses componentes interagem.

Os prebióticos atuam como fonte de nutrição essencial para os probióticos, aumentando significativamente sua sobrevivência no trato gastrointestinal, onde fatores como oxigênio, pH ácido e variações de temperatura normalmente limitariam sua viabilidade.

Essa nutrição especializada permite que os probióticos não apenas sobrevivam, mas se estabeleçam e proliferem no intestino. (Sekhon & Jairath 2010; Malik et al. 2016)

Além disso, essa combinação promove um equilíbrio microbiano mais estável, reduzindo os riscos de disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) causada por patógenos ou fatores ambientais.

Outro benefício importante é o aumento na produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como acetato e butirato, resultantes da fermentação dos prebióticos pelos

probióticos. Os AGCC reduzem o pH, inibem patógenos, fortalecem a barreira intestinal e têm efeitos anti-inflamatórios (Sergeev et al., 2020).

Na prática, os simbióticos têm se mostrado particularmente eficazes em situações onde a saúde intestinal está comprometida ou necessita de suporte extra.

Um exemplo é seu uso em leitões durante o desmame, fase crítica onde frequentemente ocorrem problemas como diarreia e desequilíbrios microbianos (Jačan et al., 2020). Neste contexto, os simbióticos ajudam a manter a estabilidade da microbiota, suportando o crescimento saudável e o desenvolvimento imunológico dos animais.

Em frangos, os simbióticos demonstram melhorias nos indicadores de desempenho, incluindo ganho de peso, conversão alimentar e resistência a doenças. Um exemplo é o uso de cepas de Lactobacillus em conjunto com FOS, que reduziu a colonização por Salmonella e melhorou a arquitetura intestinal e a absorção nutricional (Sapsuha et al., 2023).

Na suinocultura, os simbióticos mostraram-se úteis para mitigar problemas relacionados ao estresse do desmame.

A combinação de Enterococcus faecium com mananoligossacarídeos (MOS) melhorou a integridade intestinal e reduziu a diarreia pós-desmame, um problema comum em leitões (Acharya et al., 2024). Esses benefícios decorrem do aumento da proliferação de bactérias benéficas, como Lactobacilos, e da inibição de patógenos prejudiciais como Escherichia coli (Shanmugasundaram et al., 2020).

No trabalho realizado por Li et al. (2008), a suplementação dietética com Bacillus subtilis associado a FOS demonstrou resultados positivos em frangos de corte, elevando o ganho de peso diário e a eficiência alimentar, além de diminuir casos de diarreia e mortalidade, quando comparada ao uso isolado do antibiótico aureomicina (tetraciclina).

A sinergia entre Bacillus subtilis e FOS proporcionou melhorias mais expressivas no ambiente microbiano cecal das aves do que a aplicação separada de cada componente. Além disso, a combinação mostrou-se superior tanto na redução de distúrbios digestivos quanto na melhora do desempenho zootécnico, superando os efeitos individuais dos ingredientes.

O simbiótico atuou de maneira seletiva, elevando a população de bactérias benéficas (como Lactobacillus) no ceco e suprimindo microrganismos nocivos, como Escherichia coli e Salmonella. Em contrapartida, a aureomicina teve ação generalizada, inibindo toda a microbiota intestinal, incluindo espécies benéficas.

Nemcová et al. (1999) evidenciaram o efeito sinérgico positivo da combinação de Lactobacillus paracasei e FOS na microbiota fecal de leitões desmamados.

Os animais suplementados com o simbiótico apresentaram um aumento significativo na população total de bactérias anaeróbicas e aeróbicas, além de maior abundância de Lactobacillus e Bifidobacterium.

Paralelamente, observou-se redução nas contagens de Enterobacteriaceae e Clostridium nas fezes dos leitões. Posteriormente, em um estudo complementar, Nemcová et al. (2007) relataram que a administração de Lactobacillus plantarum associado a maltodextrina e FOS elevou as concentrações de ácido acético no íleo distal e no cólon.

Essa combinação foi considerada a mais eficaz para inibir a adesão de Escherichia coli O8:K88 à mucosa intestinal, especificamente no jejuno e cólon de leitões criados em condições convencionais.

Em outro estudo, realizado por Shim et al. (2005), leitões alimentados com uma dieta contendo 0,5% de simbióticos (mistura de 0,2% de oligofrutose e 0,3% de probióticos) apresentaram maior ganho de peso médio diário e tiveram uma redução significativa no número de bactérias coliformes totais no cólon, enquanto a população de bifidobactérias aumentou significativamente no íleo e no cólon.

A estratégia de combinar probióticos e prebióticos em formulações simbióticas representa uma alternativa eficiente para modular a microbiota intestinal. Ao aproveitar a sinergia entre esses componentes, os simbióticos oferecem uma forma eficaz de promover a saúde gastrointestinal, prevenir desequilíbrios microbianos e potencializar os benefícios à saúde do hospedeiro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A utilização de prebióticos, probióticos e simbióticos na dieta de aves e suínos se mostra uma alternativa eficaz para melhorar a saúde intestinal, o desempenho zootécnico e reduzir a dependência de antibióticos.

No entanto, seu sucesso depende de fatores como a seleção adequada dos microrganismos ou fibras utilizadas, dosagem correta e também o manejo nutricional. Apesar dos benefícios, ainda há lacunas de conhecimento, especialmente em longo prazo e para pequenos produtores.

Aplicação de prebióticos, probióticos e simbióticos em sistemas de produção de aves e suínos

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