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Estável e solúvel
Altamente biodisponível
Nutrição mineral direcionada

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Estável e solúvel
Altamente biodisponível
Nutrição mineral direcionada

Em um ambiente em que grande parte dos riscos está da porteira para fora, a nutrição animal ganha um papel ainda mais estratégico da porteira, da granja, do viveiro e da fábrica para dentro. Clima, geopolítica, câmbio, energia, logística, etanol de milho, novas exigências regulatórias e reorganização dos fluxos comerciais não estão sob controle direto de quem produz proteína animal ou alimentos para cães e gatos.
Mas a forma como esses movimentos são traduzidos em formulação, compra de ingredientes, uso de coprodutos, saúde intestinal, manejo alimentar e eficiência produtiva está. É nesse espaço que a nutrição deixa de ser apenas custo de dieta e passa a ser gestão de margem, sanidade e previsibilidade.
O Brasil tem uma indústria de alimentação animal forte, diversa e cada vez mais estratégica. Aves, suínos, bovinos de corte e leite, peixes, camarões e animais de companhia têm necessidades distintas, mas todos dependem de uma mesma lógica: transformar ingredientes, ciência, qualidade e manejo em desempenho, saúde, segurança e valor percebido.
Esse papel se torna ainda mais evidente diante da evolução das regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. A restrição e, quando necessário, o banimento de determinados aditivos melhoradores de desempenho não devem ser vistos apenas como resposta regulatória ou exigência de mercado. Eles fazem parte de uma transição sobre o tipo de produção que queremos construir.
Produzir com menor dependência de antimicrobianos exige nutrição mais precisa, melhor qualidade de ingredientes, equilíbrio intestinal, ambiência, biosseguridade, assistência técnica e disciplina de manejo. Não existe substituição simples para uma mudança complexa. Existe sistema.
Ao mesmo tempo, o mercado de grãos mostra que disponibilidade não significa ausência de risco.
Uma safra expressiva pode conviver com incertezas de clima, qualidade, armazenagem, frete, câmbio, energia, exportações e momento de compra. O avanço do El Niño reforça a necessidade de planejamento, porque seus efeitos podem aparecer na janela de plantio, na oferta de milho, na qualidade dos grãos, no conforto dos animais e no custo final da alimentação.
A expansão do etanol de milho também muda o tabuleiro. Ela cria nova demanda pelo cereal, mas amplia a oferta de coprodutos como DDG e DDGS. Para ruminantes, abre oportunidades importantes de intensificação e eficiência. Para suínos, aves e aquicultura, exige avaliação criteriosa de composição, digestibilidade, variabilidade, limites de inclusão e impacto zootécnico. Para pet food, reforça a importância de segurança, padronização e rastreabilidade dos ingredientes.
Em todas essas frentes, a nutrição animal conecta custo, sanidade, bem-estar, sustentabilidade, desempenho, acesso a mercados e confiança do consumidor. A decisão nutricional não termina na fórmula mais barata; ela precisa considerar resultado produtivo, risco, regularidade, qualidade do produto final e capacidade de adaptação da cadeia.
Problemas vão acontecer. O que diferencia uma cadeia madura é a forma como ela reage: colocando os temas na mesa, discutindo com transparência, combinando soluções e trabalhando de forma coordenada.
O próximo salto da produção animal brasileira dependerá da capacidade de transformar conhecimento nutricional em eficiência, saúde e valor. Em um mundo mais instável, nutrir melhor é produzir com mais segurança.
José Antonio Ribas Jr.
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ISSN 2965-3371
A revista nutriNews Brasil é uma publicação nacional, editada em português, cujo editorial é direcionado à nutrição animal, incluindo nutricionistas, fábricas de ração e alimentos para animais, instituições de ensino, sindicatos, empresas e o Ministério da Agricultura e Pecuária. Os artigos, bem como informes publicitários não expressam a opinião dos editores. É proibida a divulgação total ou parcial de conteúdos publicados sem a autorização dos editores.
Preço assinatura anual:
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Revista Trimestral
04

Medidas na redução do uso de antibióticos na produção de frangos de corte
Édina de Fátima Aguiar
Doutora em zootecnia e assessora na iniciativa MIRA

10


Otimizando a nutrição com colina em aves através de alternativas sustentáveis e mais ecológicas
Dra. Reshma R Chandran1 e Dra. Kuncham Vasudha Reddy2
1Gerente Assistente de Produto da Natural Remedies Private Limited
2Cientista da Natural Remedies Private Limited
26

Potencializando a saúde intestinal e o desempenho de leitões pós-desmame com uso de Levedura Viva
Miliane Alves da Costa1 e Gustavo Cordero2
1Gerente Técnica de Suínos LATAM da AB Vista
2Gerente Técnico Global de Suínos da AB Vista
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Nutrição de Precisão na Psicultura: Tecnologia, eficiência alimentar e sustentabilidade
Dr. Luiz Fernando de Souza Alves
Zootecnista e Professor universitário, UNICIV e UNINGÁ
16
Aplicação do conceito de “Alimentação ativa” para o controle da doença do edema em leitões desmamados
Alberto Morillo Alujas
Licenciado em Medicina Veterinária, Doutor, Nutricionista Animal, Mestre em Estatística
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Probióticos solúveis em água e betaína anidra: suporte intestinal estratégico para aves
Equipe Técnica Biochem
Edição

Suplementação concentrada a pasto: quando realmente vale a pena?


Daiany Iris Gomes Mezzomo1 e Rafael Mezzomo2
1Diretora Técnica e Sócia-fundadora da Do Pasto à Brasil 2Sócio-fundador da empresa Do Pasto à Brasa
Acidose Ruminal Subaguda: o papel essencial da microbiota do rúmen na saúde e no desempenho dos bovinos

Rahmad Balegi PhD, Terresis Agriculture
E feitos no pH ruminal e no consumo de alimento de vacas submetidas a um desafio dietético com concentrado, alimentadas com rações contendo moduladores de pH com diferentes capacidades de neutralização (Bach et al., 2023; JDS 2023) 74
Terresis Agriculture
D ietas caseiras versus alimentos comerciais para gatos: desafios, evidências e implicações nutricionais
Luana Z.Massirer, Pedro H. Cordeiro, Bruna A. S. Valério, Renata B.M.S.Souza, Vanessa R. Olszewski, Giovana T. da Silva, Bruna W.S. Abeche, Laís M. Antunes, Danieli Z.Cypriano, Heloísa L. Silva, Laiane S. Lima, Ananda P. Félix. Universidade Federal do Paraná
E ficiência Invisível: Como blends bioativos funcionais transformam saúde em eficiência produtiva
Equipe Técnica Tecphy
E uropa fecha as portas para proteína animal do Brasil: o que está por trás da decisão da União Europeia

Gabriela Galvão Zootecnista, Especialista em Assuntos Regulatórios
E stratégia de controle e prevenção da criptosporidiose em ruminantes

Dr. Fernando Noriega del Campo Consultor em Pecuária do Grupo Nuproxa
Édina de Fátima Aguiar
Doutora em zootecnia e assessora na iniciativa MIRA
Repensar os atuais sistemas de produção de aves de corte é fundamental, principalmente quando inclui ações sobre o bem-estar animal e a sustentabilidade. Assim, reaproveitar e reinserir recursos na cadeia produtiva é uma das formas eficientes de preservar o ambiente e a saúde das aves.
A sustentabilidade é considerada por certificações, sendo um assunto o qual tem importância a médio e curto prazo para melhoria da vida de todos os seres deste planeta.


O Better Chicken Commitment, por exemplo, considera relevante a preocupação com a sustentabilidade, demonstrando que as práticas adotadas na criação dos frangos, podem contribuir para a preservação ambiental, saúde animal e humana, por meio das reduções de mortalidades, morbilidades, utilização de antibióticos, uso correto da água, entre outros.

O modelo de sustentabilidade na avicultura de corte é focado no bem-estar animal, sugerindo um tripé de sustentação, que se traduz em:
Boas práticas no qual se deve observar os caminhos do desenvolvimento sustentável e a evolução do setor avícola, com respeito ao meio ambiente e bem-estar animal;
O controle de qualidade em que faz parte dos diversos desa os da avicultura, no que tange a evolução do produto, exigências do mercado por qualidade que resultam em melhorias ambientais;
Liberdade animal, permitindo uma vida mais digna durante todo o processo de criação das aves.
O desenvolvimento sustentável decorre dos crescentes desafios aos problemas essenciais da humanidade e suas relações entre sociedade e natureza, no qual deve ser apropriado de forma universal pelos povos e todas as suas gerações futuras (Figura 1).
Controle de qualidade
Biodiversidade
Água
Solo
Ar Moscas
Saúde
Paisagem
Custos: Vida e produção

Na produção avícola, o uso de antibióticos apresentam modos de ação positivos com melhorias na saúde das aves, atuando como inibidores de infecções subclínicas, na redução de metabólitos microbianos depressores de crescimento nos intestinos, no aumento da disponibilidade de nutrientes tanto pela redução de microrganismos que competem pelos nutrientes, quanto pela melhora da absorção de nutrientes, na redução dos processos inflamatórios, entre outros.
Porém, o seu uso excessivo e/ou inadequado, bem como questionamentos sobre a ocorrência de seleção de bactérias e/ou surgimento de patógenos resistentes a estes medicamentos a longo prazo, levaram o mercado avícola a buscar soluções para sua substituição.
Princípios das liberdades
Livre de medo e estresse
Livre de fome e sede
Livre de desconforto
Livre de dor e doenças
Expressar comportamento natural
A poluição provocada por antibióticos no ambiente tem um impacto significativo, resultando em efeitos adversos nas comunidades biológicas tróficas do ecossistema, especialmente como um inibidor microbiano, levando a efeitos tóxicos diretos nas plantas e mudanças no ciclo de carbono e nitrogênio do qual os microrganismos participam.
Tanto a água quanto o solo podem ser diretamente afetados pelos antibióticos.
Para minimizar a poluição, o uso de antibióticos profiláticos passou a não ser mais aceitável. Uma estratégia nutricional dinâmica com foco nas interdependências entre ingredientes, intestino, microbioma e digestão pode ser viável, permitindo uma produção sustentável na criação de frangos de corte.
Outra mudança foi em relação ao uso de alternativas naturais e sustentáveis, como compostos derivados de plantas, que atuam para melhorar a microbiota intestinal.
Devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, os fitoquímicos desempenharam e ainda desempenham um papel essencial, sendo capazes de influenciar processos fisiológicos importantes no organismo animal na descoberta e desenvolvimento de vários medicamentos, de acordo com estudos pré-clínicos, clínicos e epidemiológicos.
No campo da fitoquímica, os fitoquímicos são compostos químicos também conhecidos como fitobióticos, fitogênicos, herbais ou botânicos, sendo componentes considerados aditivos para rações constituídos de plantas específicas e/ou partes de plantas.

Práticas voltadas a biosseguridade das granjas tanto externa quanto interna também são consideradas importantes para preservar a saúde das aves.

Biosseguridade externa
Envolve fatores como impedimento da circulação de veículos próximos às granjas onde localizam as aves, desinfecção de veículos na entrada das granjas, acesso restrito de pessoas e visitantes, programa eficiente no controle de pragas e roedores, armazenamento adequado da cama do aviário, limpeza das áreas internas e externas das granjas, aves descartadas adequadamente.
Biosseguridade interna
Envolve a presença de um protocolo de biosseguridade eficiente para evitar risco de contaminações.
Barreiras duplas devem ser construídas ao lado dos galpões, entre outros procedimentos que envolvam medidas eficazes para evitar contaminações de patógenos.
Uma vacina fornece assistência ao sistema imunológico, preparando-o contra certos patógenos, como vírus ou bactérias, aos quais ele pode ser exposto no futuro.

Para os ambientes internos da granja, as aves que chegam dever ter uma boa qualidade, advindos de incubatórios idôneos, que praticam medidas de higienização e limpeza a fim de obterem pintinhos saudáveis, alojamento efetivamente ventilado e na temperatura adequada, bem como registros devidamente corretos, entre outros.

Com relação ao uso de vacinas, estas podem ser eficazes para atuar no tratamento de infecções consideradas críticas para a indústria avícola.
Alguns pesquisadores acreditam que se vacinas mais eficazes fossem desenvolvidas contra doenças virais ou infecções bacterianas secundárias, seria possível reduzir significativamente o uso de antibióticos, além de contribuir para uma imunização por indivíduo.
Muitos fatores podem influenciar a escolha do método de vacinação, como espécie, local, mão de obra, tipo de produção e ciclo de produção. A escolha do método de vacinação também depende do estado geral de saúde das aves, imunidade materna e dos custos da vacina.
Ainda é importante, um adequado plano de saúde e bem-estar animal, que deve ser desenvolvido e apoiado por um profissional qualificado, sendo específico para um grupo de granjas sob o controle da mesma empresa. Também deve ser revisado com determinada periodicidade.
A cama das aves também é um local no qual pode ser verificada significativa persistência de resíduos antimicrobianos, pois esta cama é usada para fertilizar solos agrícolas e suplementar dietas animais devido à sua composição química e nutricional.
Como resultado de sua reutilização, esses resíduos podem se espalhar para os solos, água e plantações, comprometendo a saúde humana e/ou de outros animais.
O consumo de culturas com resíduos antimicrobianos é arriscado, seja em altas doses ou após exposição prolongada.
Como prática para minimizar os efeitos prejudiciais de uma cama contaminada, é possível a realização do método de auto aquecimento por empilhamento, como um meio prático e eficaz de eliminação de patógenos.
Esse processo é realizado em duas etapas, cada uma com duração de 5 a 10 dias e envolve a formação de várias pilhas da cama de frango para gerar altas temperaturas e consequente eliminação de patógenos.
O conceito de avicultura sustentável reconhece a interdependência das várias dimensões, atuando cada vez mais na adoção de práticas sustentáveis que permitem preservar o meio ambiente, otimizando o bem-estar animal e humano.
Em um mundo que enfrenta desafios gerais como mudanças climáticas e escassez de recursos, a busca por práticas sustentáveis deve ser essencial e constante.
Medidas na redução do uso de antibióticos na produção de frangos de corte
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Referências bibliográficas sob consulta junto ao autor.






Dra. Reshma R Chandran1 e Dra. Kuncham Vasudha Reddy2
1Gerente Assistente de Produto da Natural Remedies Private Limited
2Cientista da Natural Remedies Private Limited

Aprodução de aves e pecuária é fundamental para a segurança alimentar global, a nutrição e os meios de vida nas zonas rurais. Com o aumento contínuo da demanda por carne, leite e ovos, os produtores estão cada vez mais focados em melhorar a eficiência alimentar, o desempenho animal e os sistemas de produção sustentáveis.
A colina, um componente essencial classificado como composto hidrossolúvel semelhante à vitamina B, desempenha um papel crucial no metabolismo de gorduras, saúde hepática, integridade celular e desempenho no crescimento.
A colina atua como doadora de grupo metila na síntese de metionina, apoiando o desempenho de galinhas poedeiras, melhorando a produção e a qualidade dos ovos e prevenindo a síndrome do fígado gorduroso.
Aves jovens necessitam de colina dietética adequada para prevenir retardo no crescimento e perose, pois sua síntese natural é insu ciente.

A colina desempenha um papel fundamental nas vias metabólicas, auxiliando na estrutura da membrana celular, na formação de fosfolipídios, na síntese de metionina e na produção de acetilcolina no sistema nervoso.

A colina auxilia na redução do fígado gorduroso pelo transporte de triglicerídeos para fora do fígado, pois é um componente das lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).
A colina apoia o metabolismo lipídico ao reduzir a síntese de ácidos graxos, enquanto sua conversão em betaina auxilia no equilíbrio osmótico, na metilação e na regulação gênica em aves.
As aves possuem capacidade limitada de sintetizar colina suficiente; por isso, o Cloreto de Colina 60% (CC 60%) é comumente adicionado às rações. No entanto, a suplementação convencional por meio de fontes sintéticas apresenta diversas limitações.
O cloreto de colina sintético, sendo um subproduto petroquímico, levanta preocupações ambientais porque é altamente higroscopóico e pode acelerar a oxidação, levando à perda de vitaminas na ração. Sua natureza corrosiva pode danificar enzimas da ração e criar desafios de manuseio.
Além disso, pode contribuir para a formação de trimetilamina no trato intestinal de frangos de corte, impactando o ambiente intestinal. Adicionalmente, as interrupções na cadeia de suprimentos e os desafios de armazenamento do cloreto de colina nos últimos tempos podem afetar sua disponibilidade para fabricantes de rações e nutricionistas.
Compreendendo as necessidades na dieta de aves e os desafios associados à colina sintética, o Kolin Plus FC foi formulado como uma solução natural, segura e eficaz.
O Kolin Plus FC, uma solução fitogênica formulada pela M/s Natural Remedies Pvt Ltd, sediada em Bengaluru, Índia, é desenvolvido pela mistura sinérgica de partes das plantas Acacia nilotica e Curcuma longa.

Comprovado: Efeito do Kolin Plus FC em Frangos de Corte
Acacia nilotica (árvore da goma arábica)
Componentes-chave:
Catequinas Taninos Polifenois
Função:
Auxilia na redução do acúmulo de gordura hepática, apoia a mobilização de triglicerídeos do fígado, restaura a arquitetura normal do tecido hepático e fornece proteção antioxidante que apoia o crescimento e a eficiência alimentar.
Curcuma longa (Cúrcuma)
Componentes-chave:
Curcuminoides (Curcumina)
Função:
Apoia a regulação do metabolismo lipídico, ajuda a prevenir o fígado gorduroso, promove a proteção hepatocelular, reduz a inflamação e aumenta a eficiência hepática geral durante o estresse metabólico.
Para comprovar a eficácia do Kolin Plus FC, vários estudos foram realizados até o momento, os quais demonstram que o Kolin Plus FC é tão eficaz quanto as alternativas sintéticas.
Um estudo foi realizado com pintinhos de corte Cobb500 para avaliar o impacto da suplementação sintética e natural de colina sobre o desempenho produtivo e a saúde hepática de frangos de corte.
O ensaio comparou o cloreto de colina sintético convencional com o Kolin Plus FC, uma solução fitogênica desenvolvida pela M/s Natural Remedies Pvt Ltd, projetada para apoiar o metabolismo eficiente de gorduras e o desempenho no crescimento de frangos de corte.
Frangos de corte suplementados com Kolin Plus FC alcançaram melhor desempenho de peso corporal em comparação às aves que receberam cloreto de colina sintético, demonstrando sua eficácia como solução natural para apoiar o crescimento ótimo na produção avícola.
O Kolin Plus FC apoia a produção sustentada de ovos, ajudando as galinhas poedeiras a manter a consistência produtiva ao longo de um período de postura estendido.
Aves suplementadas com Kolin Plus FC demonstram melhor persistência de postura, permitindo uma melhor manutenção do desempenho produtivo à medida que o lote avança em idade.
Além de apoiar a produção, o Kolin Plus FC também auxilia na manutenção de parâmetroschave de qualidade dos ovos importantes para a aceitação no mercado e o desempenho de incubação.
O Kolin Plus FC oferece uma abordagem mais inteligente e sustentável para a nutrição com colina em rações animais.
Com vantagens como tamanho de partícula uniforme para melhor mistura, compatibilidade com pré-misturas de vitaminas e minerais, desempenho eficaz em baixos níveis de inclusão, propriedades não higroscopópicas, manuseio não corrosivo e suplementação livre de resíduos, ele aborda muitas das limitações associadas ao cloreto de colina convencional.
Além do desempenho nutricional, o Kolin Plus FC também apoia a responsabilidade ambiental, tendo contribuído para a redução de mais de 1 bilhão+ de pegadas de carbono.
Parâmetros como resistência da casca, espessura da casca, densidade do ovo e qualidade interna do ovo permanecem estáveis, contribuindo para a produção de ovos de alta qualidade ao longo do ciclo produtivo.
Ao apoiar simultaneamente a produção e a qualidade dos ovos, o Kolin Plus FC ajuda a otimizar o desempenho geral das poedeiras e contribui para a melhoria da eficiência produtiva em operações comerciais de galinhas poedeiras.
Ao combinar eficiência, segurança e sustentabilidade, o Kolin Plus FC se destaca como uma solução preparada para o futuro para a produção moderna de rações.
Compatibilidade
Altamente compatível com pré-mistura de vitaminas e minerais
Granulometria
Mistura uniforme
Não Higroscopópico Sem formação de grómos

Atividade em Baixa Dosagem
KOLIN PLUS FC
Alternativa
Ecológica
Livre de Resíduos Isento de TMA*, sem efeito residual
Não Corrosivo
Seguro para o manuseador, seguro para os equipamentos
*A dosagem pode variar dependendo da região, dieta e espécie.
Otimizando a Nutrição com Colina em Aves Através de Alternativas Sustentáveis e Mais Ecológicas BAIXAR EM PDF
Referências sob consulta junto ao autor Para saber mais sobre o Kolin Plus FC, entre em contato: marketing@naturalremedy.com
Alberto Morillo Alujas
Licenciado em Medicina Veterinária, Doutor, Nutricionista, Mestre em Estatística

A doença do edema (DE) em leitões desmamados, causada por cepas de Escherichia coli produtoras de toxina Shiga (STEC) que expressam fímbrias F18 e produzem a toxina Shiga 2e (Stx2e), continua sendo uma das principais causas de mortalidade súbita e perdas econômicas
Os surtos típicos ocorrem entre uma e duas semanas após o desmame e afetam frequentemente os leitões de crescimento mais rápido no lote, comprometendo tanto o bem-estar animal quanto a rentabilidade.

Na maioria dos sistemas de produção suinícola, a ração representa entre 60 % e 75 % dos custos totais de produção
A nutrição não é, portanto, um mero centro de custos, mas sim a alavanca mais poderosa para melhorar a saúde, o desempenho e a rentabilidade, quando utilizada de forma estratégica e não passiva.
O conceito de 'Alimentação Ativa' fornece essa estrutura. Considera a alimentação como uma ferramenta de saúde de primeira linha, concebida para desenvolver a resiliência do animal a partir do seu interior e para funcionar em sinergia com a vacinação, a biossegurança, a higiene, as instalações e a gestão.
O objetivo é claro: maximizar o lucro médio diário (LMD), melhorar o índice de conversão (IC) e reduzir a mortalidade, minimizando, ao mesmo tempo, o uso de antibióticos.
A "alimentação ativa" pode ser definida como uma estratégia nutricional de precisão baseada na ciência, que vai além de simplesmente atender às necessidades de crescimento dos suínos.
Modula deliberadamente a função intestinal, o metabolismo, a competência imunologica e a resposta ao estresse, de modo a que os animais sejam intrinsicamente mais resistentes e resilientes face aos desafios sanitários, especialmente em momentos de estresse previsíveis, como o desmame.
Três elementos são fundamentais para o conceito:
Precisão: As dietas são adaptadas ao estágio fisiológico, à linhagem genética e às condições da fazenda. A ingestão de nutrientes é ajustada não apenas para o crescimento, mas também para a maturação intestinal, a função de barreira e a competência imunológica. Aminoácidos funcionais (como glutamina, arginina, cisteína, treonina, triptofano), vitaminas, oligoelementos e certas matérias-primas e aditivos funcionais são incluídos em níveis e em combinações que atuam em mecanismos fisiológicos específicos.
Proatividade: A nutrição é usada em antecipação aos desafios e não como uma reação. As dietas são reformuladas para a fase pós-desmame, picos sazonais de doenças ou outras circunstâncias, reforçando a saúde intestinal e a imunidade antes dos desafios previstos e complementando os programas de vacinação.
Resiliência: Os suínos estão mais bem preparados para lidar com fatores de estresse inevitáveis, como mudanças na dieta, reagrupamento, coinfecções e flutuações ambientais. Um animal resiliente mantém a ingestão, o crescimento e o estado de saúde com menos tratamentos, melhorando diretamente a taxa de conversão alimentar (TCA), o ganho médio diário (GMD) e a sobrevivência, enquanto simultaneamente reduz a despesa com medicamentos e melhora o bem-estar.

É importante ressaltar que a 'Alimentação Ativa' reconhece que a nutrição não pode compensar o manejo inadequado. A superlotação, a higiene precária, a ventilação inadequada, as temperaturas instáveis ou as estratégias de desmame mal concebidas limitarão a resposta a qualquer dieta. Portanto, a alimentação deve ser integrada a um bom manejo, boas práticas de biossegurança e vacinação adequada para que seu valor seja plenamente aproveitado.

A esofagite eosinofílica (EE) é causada por cepas de E. coli F18-positivas que colonizam o intestino delgado e produzem Stx2e. A toxina danifica o endotélio vascular, causando edema nas pálpebras, parede gástrica, cérebro e outros tecidos, e frequentemente morte hiperaguda de leitões aparentemente saudáveis. O período de maior risco coincide com o desmame abrupto, mudança de dieta, mistura de ninhadas e diminuição dos anticorpos maternos.: exatamente quando a estrutura intestinal, a capacidade digestiva e a microbiota estão mais desestabilizadas.
A composição da dieta desempenha um papel fundamental no risco de EE. Dietas ricas em proteína bruta (PB), especialmente quando baseadas em fontes de proteína pouco digeríveis, aumentam a quantidade de proteína não digerida que chega ao intestino grosso, fornecendo substrato para a proliferação de E. coli patogênica e a produção de toxinas.
Por outro lado, uma PB moderada, apoiada por aminoácidos sintéticos e uma inclusão adequada de fibra funcional e outras matérias-primas, tem sido associada a uma menor incidência de EE
A apresentação da ração, o tamanho das partículas, a capacidade de tamponamento, a qualidade da água e os padrões de consumo também contribuem para o risco e, portanto, devem ser abordados em um programa de "Alimentação Ativa".


No âmbito da 'Alimentação Ativa', o controle do gasto energético em leitões desmamados combina vários objetivos complementares:
Minimizar o substrato disponível para as E. coli patogénicas;
Proteger e reparar a mucosa intestinal;
Modulação da microbiota;
Fixar ou neutralizar a toxina no lúmen intestinal;
Apoiar as respostas imunológicas;
Integrar a nutrição com a vacinação, a higiene e o manejo.
Reduzir a proteína bruta (PB) da dieta ao mínimo compatível com o rendimento, equilibrando simultaneamente os aminoácidos essenciais através de fontes cristalinas, diminui a proteína fermentável disponível para as bactérias coliformes no intestino e, por conseguinte, reduz o risco de EE.
Na prática, isso geralmente significa reduzir a proteína bruta em 1 a 2 pontos percentuais na primeira dieta pós-desmame em comparação com as formulações tradicionais, mantendo ou até mesmo aumentando ligeiramente a lisina digestível e outros aminoácidos essenciais e funcionais. Essa abordagem não apenas reduz a diarreia e a esofagite eosinofílica, mas também Também melhora a eficiência do uso de nitrogênio e a sustentabilidade ambiental.

A fibra funcional é utilizada de forma direcionada. A fibra estrutural insolúvel promove a motilidade intestinal e a função gástrica, enquanto certas fibras solúveis e fermentáveis (por exemplo, inulina, frutanas de chicória) promovem a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) que nutrem os colonócitos, reduzem o pH luminal e dificultam a proliferação de patógenos. O objetivo é estabilizar a função intestinal sem diluir desnecessariamente a energia da dieta

A estratégia de alimentação é igualmente importante. Transições graduais entre dietas de transição, controle cuidadoso da apresentação da ração e do tamanho das partículas, além de evitar a superalimentação durante os dias mais críticos após o desmame, reduzem os surtos de enteropatia ambiental. Em situações de alto risco, restringir a ração durante alguns dias, seguida de um aumento controlado, pode ser uma ferramenta útil quando aplicada sob supervisão rigorosa.

Dentro de uma estrutura de 'Alimentação
Ativa', os coquetéis de enzimas exógenas são um complemento lógico a outras ferramentas nutricionais direcionadas à E. coli produtora de toxina Shiga (STEC) Misturas multienzimáticas que combinam fitase com carboidrases (por exemplo, xilanases, celulases) e proteases hidrolisam polissacarídeos da parede celular e fitato, melhoram a digestibilidade de fósforo, aminoácidos e energia e, ao mesmo tempo, geram oligossacarídeos fermentáveis no intestino distal.
Estes oligossacarídeos atuam como substrato para bactérias benéficas, aumentam a produção de ácidos gordos de cadeia curta e contribuem para alterar a microbiota para um perfil mais favorável, reforçando a função de barreira e atenuando a inflamação. Em termos práticos, isto se traduz em menos nutrientes não digeridos chegando ao intestino grosso para alimentar a E. coli patogênica, uma flora benéfica mais competitiva e uma mucosa intestinal melhor preparada - do ponto de vista estrutural e imunológico - para limitar a absorção de toxinas durante um surto de EE.
Em fazendas com surtos recorrentes de STEC, o posicionamento de coquetéis de enzimas bem projetados (sozinhos ou como parte de simbióticos enzimaprobiótico) dentro de um programa de 'Alimentação Ativa' oferece, portanto, um benefício duplo: uso mais eficiente de nutrientes e uma melhoria demonstrável na resiliência intestinal contra desafios de E. coli associados a F18, complementando o uso de outras abordagens.
O epitélio intestinal constitui a principal barreira física e imunológica contra agentes patogénicos e toxinas. A L-glutamina, utilizada em cerca de 1% da dieta na primeira semana após o desmame, é um substrato energético fundamental para os enterócitos e promove a síntese de proteínas de junção estreita, o reparo das vilosidades e a função imunológica local. Os ensaios realizados em leitões desmamados revelam uma redução na duração da diarreia e uma melhoria na eficiência alimentar com a suplementação de glutamina
Ingredientes funcionais de origem animal, como o plasma suíno seco por atomização e os seus derivados, as proteínas hidrolisadas da clara de ovo ou os concentrados de proteínas lácteas ricos em imunoglobulinas, fornecem imunoglobulinas e péptidos bioativos que neutralizam os agentes patogénicos, atenuam a inflamação e favorecem a reparação da mucosa. Em explorações de alto risco, a inclusão destes ingredientes na alimentação materna e nas primeiras dietas após o desmame (durante o período de risco) pode reduzir significativamente a diarreia pós-desmame e a mortalidade associada à EE.















O prebióticos —como mananoligossacarídeos (MOS), frutooligossacarídeos, inulina e frutanas de chicória— Eles estimulam seletivamente bactérias benéficas. e pode inibir competitivamente a ligação das fímbrias F18 à mucosa intestinal.
Os probióticos à base de estirpes autorizadas de Bacillus subtilis, Enterococcus faecium ou Lactobacillus plantarum contribuem para estabilizar a microbiota e produzir bacteriocinas, além de aumentarem os níveis de IgA, o que, no seu conjunto, ajuda a limitar a colonização por E. coli
Polifenóis e taninos vegetais (por exemplo, extratos de castanha e quebracho, polifenóis da uva, proantocianidinas do cranberry Eles precipitam proteínas bacterianas, interferem na adesão das fímbrias e reduzem a diarreia secretora.. Quando incluídos em quantidades moderadas, complementam as argilas e os ácidos orgânicos sem prejudicar a ingestão.
Os anticorpos orais (por exemplo, IgY de galinhas hiperimunizadas ou plasma rico em IgG) dirigidos contra as fímbrias F18 e a toxina Stx2e podem fixar o patógeno e a toxina no lúmen intestinal, bloquear a adesão e neutralizar a toxicidade, especialmente durante os primeiros 10 a 14 dias após o desmame.

Os ácidos orgânicos (fórmico, láctico, propiónico, butírico), utilizados em combinação e frequentemente sob formas protegidas, ajudam a manter um pH baixo no estômago e no intestino proximal, inibindo diretamente o crescimento da E . coli e apoiando a função digestiva
Uma capacidade de tamponamento adequada da dieta com um equilíbrio eletrolítico correto (por exemplo, através da seleção cuidadosa de fontes minerais) reforça este efeito.
Minerais adsorventes semelhantes à argila, como bentonita, montmorilonita, caulinita e clinoptilolita, podem se ligar à Stx2e e a outras toxinas bacterianas, formando complexos inertes que são eliminados com as fezes. Eles também podem adsorver bactérias e contribuir para fezes mais consistentes e melhor morfologia das vilosidades. Quando utilizados em concentrações de 0,5–1,0 % da ração, idealmente em combinação com frações da parede celular de leveduras ricas em manano e β-glucanos, constituem uma primeira linha de defesa a nível luminal.
A 'Alimentação Ativa' também visa a competência imunológica sistêmica. Os aminoácidos funcionais, como a arginina, a cisteína, o triptofano e a treonina, juntamente com as vitaminas A, D e E e os oligoelementos altamente biodisponíveis (zinco, cobre, selénio), são combinados de forma a apoiar as defesas antioxidantes, as respostas das citocinas e a produção de anticorpos
Os β-glucanos da levedura, os nucleotídeos e certos fitogênicos atuam como imunomoduladores, preparando a imunidade inata e aumentando a resposta à vacinação. Peptídeos antimicrobianos (por exemplo, lactoferrina, colicinas, peptídeos catiônicos híbridos) e enzimas com atividade antibacteriana (lisozima de ovo, muramidase bacteriana) podem reduzir ainda mais a carga de patógenos e a inflamação, ao mesmo tempo que melhoram a digestibilidade dos nutrientes.



Uma mensagem fundamental do conceito de "Alimentação Ativa" é que as dietas e os aditivos devem ser integrados, e não substituir, a vacinação, o manejo e a higiene adequados. No caso da EE, as vacinas orais F4/F18 e as vacinas parenterais baseadas no toxoide Stx2e demonstraram reduções significativas na diarreia e na mortalidade quando aplicadas corretamente.
A "Alimentação Ativa" melhora a consistência e a magnitude dessa proteção, estabilizando o intestino, garantindo um suprimento suficiente de nutrientes e micronutrientes para o sistema imunológico e reduzindo os fatores de estresse secundários.

Igualmente importantes são a higiene e a gestão: fluxos rigorosos de «tudo para dentro/ tudo para fora», limpeza e desinfeção exaustivas, currais secos e aquecidos na altura do desmame, espaço suficiente para comedouros e bebedouros, qualidade e caudal adequados da água, bem como evitar a sobrelotação e a mistura excessiva de ninhadas.
Essas medidas reduzem a pressão da infecção e o estresse, permitindo que as ferramentas nutricionais expressem todo o seu potencial. Sem eles, O retorno do investimento, mesmo para as dietas mais sofisticadas, será decepcionante.
Como a alimentação é o maior custo individual na produção de suínos, qualquer melhoria na taxa de conversão alimentar (TCA), no ganho médio diário (GMD), bem como qualquer redução na mortalidade e no uso de medicamentos alcançada por meio da 'Alimentação Ativa', tem um impacto desproporcional na rentabilidade
As combinações de aminoácidos funcionais, prebióticos, probióticos, ácidos orgânicos e agentes de ligação de toxinas podem reduzir a diarreia pósdesmame e a mortalidade associada à EE, aumentar o GMD e melhorar o IC para níveis comparáveis ou mesmo superiores aos dos programas tradicionais baseados em antibióticos.
De um ponto de vista prático, o objetivo é maximizar o retorno do investimento nutricional (maior crescimento e menor mortalidade), minimizando a utilização de antibióticos e, ao mesmo tempo, cumprindo os requisitos normativos e do mercado.
A doença do edema continua sendo uma séria ameaça ao desempenho e ao bem-estar de leitões desmamados, especialmente em um contexto de uso restrito de antibióticos e óxido de zinco.
O conceito de 'Alimentação Ativa' oferece uma estrutura coerente e baseada em evidências para reformular a nutrição em períodos de transição. para que A alimentação deve se tornar uma ferramenta central para a saúde e não apenas uma mercadoria.
Ao ajustar a ingestão de proteínas e fibras, fortalecer a barreira intestinal, modular a microbiota, ligar toxinas e apoiar a imunidade, o conceito de "Alimentação Ativa" pode reduzir a incidência e a gravidade da enteropatia ambiental (EE), ao mesmo tempo que melhora a digestibilidade da membrana basal (DMB), a constrição intestinal (CI) e a sobrevida.
No entanto, a nutrição por si só não consegue controlar o gasto energético. Os melhores resultados são obtidos quando a 'Alimentação Ativa' é integrada com vacinação adequada, higiene rigorosa, bom manejo do desmame e altos padrões de alojamento e biossegurança.
Quando estes elementos se combinam, os produtores podem minimizar o uso de antibióticos, salvaguardar a saúde dos leitões e maximizar o retorno económico dos seus programas de alimentação, transformando o principal custo da exploração num investimento estratégico em resiliência e rentabilidade.

Aplicação do conceito de 'Alimentação Ativa' para o controle da doença do edema em leitões desmamados BAIXAR EM PDF

Redução do pH no trato gastrointestinal Controle de bactérias patogênicas

Ação contra Gram+ e Gram−
Equilíbrio da microbiota intestinal Melhor desempenho zootécnico
Ácidos orgânicos com ação sinérgica Eficiência comprovada para aves e suínos
Equilíbrio intestinal com impacto em desempenho

Diante de tudo isso, manter o intestino estável virou prioridade nutricional, sobretudo num cenário em que os antibióticos promotores de crescimento deixaram de ser uma opção de rotina.


É nesse terreno que as leveduras vivas ganharam espaço. Elas modulam a microbiota, ajudam na fermentação e dão ao animal mais fôlego para atravessar o estresse do período.
O detalhe que as separa dos derivados inativos é simples: a levedura viva continua metabolicamente ativa. Ela consome oxigênio dentro do trato gastrointestinal e, ao fazer isso, prepara o terreno para que bactérias benéficas anaeróbias se instalem.
Gonzalez-Ortiz et al. testaram exatamente essa combinação. Foram 180 leitões desmamados, dietas à base de sorgo, 42 dias de acompanhamento, e três programas em comparação:
uma dieta controle, uma com xilanase (16.000 BXU/kg) e
uma terceira somando a essa enzima a levedura viva Vistacell® (1 kg/t, cuja concentração do produto é de 2×1010 UFC/g).
O retrato geral é de melhora consistente quando os dois aditivos andam juntos. Ao fim do estudo, os leitões que receberam xilanase e levedura pesavam mais e converteram melhor que o controle. O ganho diário também foi maior, com diferença mais nítida logo nas primeiras semanas após o desmame.
A xilanase, sozinha, já entrega resultado. O ponto que chama atenção é que a levedura ainda encontrou margem para melhorar uma dieta que já estava otimizada.
No peso final, a dupla xilanase mais levedura chegou a 24,6 kg, contra 23,9 kg da xilanase isolada e 23,7 kg do controle. São cerca de 700 g a mais que a xilanase sozinha e 900 g a mais que o controle.

A diferença apresentou efeito estatística (P=0,01), e a comparação direta entre o grupo com levedura e o controle mostrou significância (P<0,05).
No ganho médio diário a leitura é a mesma. Na fase inicial de crescimento (23 a 65 dias de idade), os animais com levedura ganharam 422 g/dia, contra 402 g/ dia do controle (P<0,01). São cerca de 18 g/ dia a mais que a xilanase isolada e 20 g/dia acima do controle.
Talvez o dado mais expressivo do trabalho seja outro: a queda na incidência de diarreia.
Incidência de diarreia (%)
Gráfico 1. Efeitos da suplementação com xilanase e levedura viva no ganho de peso diário em leitões alimentados com uma dieta à base de sorgo.
A conversão alimentar conta a mesma história.
A xilanase levou o índice de 1,819 para 1,740; com a levedura, caiu para 1,698 (P<0,05).
Comparando direto controle e grupo com levedura, a diferença também foi significativa (P<0,01).
Conversão alimentar (g/g)
Gráfico 3. Efeitos da suplementação com xilanase e levedura viva na incidência de diarreia em leitões alimentados com uma dieta à base de sorgo.
A xilanase isolada reduziu a ocorrência de forma modesta. Já a entrada da levedura cortou a incidência pela metade em relação ao controle, e em torno de 43% frente ao tratamento que só usava xilanase (P<0,05).
No mesmo experimento, Gonzalez-Ortiz et al. verificaram que a levedura amplificou as mudanças que a xilanase provocava na microbiota intestinal, conforme o gráfico a seguir.
e
Gráfico 2. Efeitos da suplementação com xilanase e levedura viva na conversão alimentar em leitões alimentados com uma dieta à base de sorgo.
Gráfico 4. Efeitos da suplementação com xilanase e levedura viva no perfil da microbiota intestinal em leitões alimentados com uma dieta à base de sorgo.
O que se viu no íleo foi uma reorganização ecológica: o ambiente passou a favorecer as bactérias benéficas e a hostilizar os grupos indesejáveis.
No controle, a comunidade estava fragmentada. Lactobacillaceae já respondia por 54% da microbiota, mas Clostridiaceae ainda ocupava perto de 20%. Sobrava nicho ecológico para grupos bacterianos pouco eficientes no aproveitamento dos carboidratos fermentáveis que ficam disponíveis depois do desmame.
A xilanase deu o primeiro empurrão nesse equilíbrio. Ao quebrar os arabinoxilanos, a enzima libera oligossacarídeos que servem de substrato preferencial para certas fermentadoras, com destaque para os Lactobacillus.
O resultado: Lactobacillaceae subiu de 54% para 64% e Clostridiaceae recuou para cerca de 10%.
A associação com a levedura, porém, foi muito além. Se ela agisse apenas como nutriente ou probiótico convencional, o esperado seria um acréscimo discreto sobre o que a xilanase já tinha feito. Não foi o que aconteceu. Lactobacillaceae saltou de 64% para 79%, enquanto Clostridiaceae caiu de 10% para apenas 6%.
Esse salto dificilmente se explica só por nutrição extra para as bactérias boas. O mais provável é que a levedura tenha mexido nas condições ambientais do ecossistema, dando vantagem a uns grupos e tirando espaço de outros.
Os trabalhos de Cordero e colaboradores oferecem uma pista. Ao contrário de um aditivo inerte, a levedura viva segue ativa no trato digestivo e consome o oxigênio do lúmen. Com menos oxigênio, o potencial redox do ambiente cai, e isso beneficia anaeróbios e microaerófilos como os Lactobacillus, ao mesmo tempo que dificulta a vida de grupos mais tolerantes ao oxigênio.
A questão não é apenas ter bactérias boas presentes. É garantir um ambiente que dê a elas vantagem competitiva. Por esse ângulo, a levedura age um passo antes da própria microbiota: muda o ambiente intestinal e, com isso, reescreve as regras ecológicas que definem quem prospera.

O número de 79% de Lactobacillaceae merece um olhar à parte. Quando uma única família responde por quase quatro quintos da microbiota ileal, o que se tem é uma comunidade fortemente direcionada e especializada na função.
Lactobacillaceae costuma significar mais ácido lático, pH luminal mais baixo, menos enterobactérias, menos brecha para patógenos e mais estabilidade diante de desafios sanitários. Em outras palavras, a microbiota cumpre melhor seu papel de barreira biológica contra agentes nocivos.
A queda de Clostridiaceae também pesa do ponto de vista ecológico. A família reúne espécies benéficas, neutras e potencialmente patogênicas, e os dados não permitem dizer quais delas recuaram.
O que dá para afirmar é que houve perda real de espaço, de cerca de 20% no controle para 6% na associação de xilanase e levedura. Como a microbiologia intestinal é, no fundo, uma disputa por nutrientes e nichos, essa retração indica que Lactobacillaceae tomou território antes dividido com outros grupos.
Somando tudo, a levedura viva não cabe no rótulo de aditivo apenas complementar. Mesmo sobre uma dieta já bem ajustada com xilanase, ela rendeu mais peso, mais ganho diário, melhor conversão, menos diarreia e uma microbiota mais favorável.
É o tipo de ferramenta que reforça a robustez intestinal e ajuda a extrair o melhor desempenho do leitão justamente na fase mais crítica da suinocultura moderna.
Potencializando a saúde intestinal e o desempenho de leitões pós-desmame com uso de Levedura Viva BAIXAR EM PDF
Referências bibliográficas sob consulta junto ao autor



Dr. Luiz Fernando de Souza Alves Zootecnista, professor universitário

Apiscicultura brasileira entrou em uma fase em que produzir mais já não é o único desafio. Segundo o Anuário Peixe BR 2026, a produção nacional ultrapassou 1 milhão de toneladas de peixes de cultivo, com crescimento de 58,6% na última década e forte participação da tilapicultura, responsável por cerca de 70% da produção nacional.
Esses números mostram que a atividade atingiu escala produtiva expressiva, mas também reforçam a necessidade de maior eficiência técnica e econômica nos sistemas de criação.
Nesse cenário, a nutrição dos peixes é um dos principais fatores de sucesso produtivo. A alimentação influencia diretamente o crescimento, a conversão alimentar, a sanidade, a qualidade da água, o custo de produção e a sustentabilidade ambiental do sistema.
Na rotina de uma piscicultura, o erro no fornecimento de ração geralmente aparece de duas formas: falta ou excesso.
A subalimentação reduz o ganho de peso, aumenta o tempo de cultivo e favorece a desuniformidade dos lotes. Já a superalimentação gera um prejuízo duplo: aumenta o custo com ração e compromete a qualidade da água pela sobra de alimento e maior carga orgânica no sistema.
Em cultivos intensivos, essa margem de erro é pequena, principalmente porque a ração representa uma das maiores parcelas do custo de produção. A Embrapa (2026) destaca que o ajuste correto da alimentação pode reduzir custos e melhorar os indicadores produtivos na tilapicultura.
Na piscicultura intensiva, a nutrição de precisão ganha importância porque ajuda a reduzir uma das principais incertezas do manejo alimentar: definir a quantidade de ração de acordo com a resposta do lote e as condições da água.
O conceito está relacionado ao uso de dados, sensores, automação e inteligência artificial para tornar o arraçoamento mais eficiente.
Em vez de fornecer ração apenas com base em tabelas fixas, biometria visual ou experiência do tratador, o manejo passa a considerar dados do lote e do ambiente.
Temperatura, oxigênio dissolvido, comportamento alimentar, biomassa estimada e histórico de consumo tornam-se informações úteis para ajustar quantidade, frequência e horário de fornecimento da ração.
Na prática, esses sistemas podem integrar sensores de qualidade da água, alimentadores automáticos, câmeras e softwares de gestão.

As informações coletadas permitem acompanhar alterações no ambiente e no comportamento dos peixes, auxiliando o produtor ou o técnico a ajustar o arraçoamento antes que ocorram perdas expressivas de desempenho ou deterioração da água.
Estudos recentes apontam que a associação entre Internet das Coisas, visão computacional e inteligência artificial pode ampliar a precisão do arraçoamento em sistemas aquícolas.
Huang et al. (2025), por exemplo, destacam o potencial de sensores integrados à IA para monitorar variáveis ambientais e comportamentais.
Já Hossam, Heakl e Gomaa (2024) discutem o uso de visão computacional e IoT como ferramentas para otimizar a alimentação de tilápias. Apesar desses avanços, a aplicação em escala comercial ainda depende de custo, conectividade e capacitação técnica.
Essa abordagem transforma a rotina da tilapicultura nacional. No caso da tilápia-do-nilo, a adoção dessas ferramentas tem aplicação direta, pois a espécie é criada em diferentes níveis de intensificação e responde rapidamente às variações de manejo alimentar e qualidade da água.
Em sistemas com maior densidade de estocagem, pequenos ajustes no fornecimento diário de ração podem refletir em diferenças importantes na conversão alimentar, no crescimento e na homogeneidade do lote.
Por isso, tecnologias que auxiliem na precisão do arraçoamento podem melhorar a conversão alimentar e reduzir perdas.
A conversão alimentar é um dos principais indicadores zootécnicos afetados pelo manejo nutricional. Esse índice representa a quantidade de ração necessária para produzir determinado ganho de peso. Quanto menor a conversão alimentar, maior a eficiência do sistema.
Em estudos conduzidos pela Embrapa (2026), tilápias alimentadas com uma tabela ajustada às condições de cultivo no Tocantins passaram de 210 g para 936 g em 119 dias, com conversão alimentar média de 1,7 e sobrevivência de 97%. Esses resultados demonstram que o ajuste técnico da alimentação pode gerar impacto direto no desempenho produtivo.
Outro ponto importante é a dinâmica dos nutrientes na água, que exige atenção constante. A lixiviação de ração não consumida e o excesso de excretas elevam a carga orgânica e os compostos nitrogenados, reduzindo o oxigênio disponível.
Embora o uso histórico de rações extrusadas flutuantes (Embrapa, 2013) facilite a checagem visual de sobras, a automação eleva esse controle a outro patamar.

Quando esses dados são avaliados em conjunto, já permitem identificar padrões importantes, como redução de consumo após queda de temperatura, piora da resposta alimentar em períodos de baixo oxigênio dissolvido ou aumento de sobra de ração em determinados horários do dia.
Nesse contexto, vale destacar que o avanço tecnológico não anula o conhecimento zootécnico. Sensores geram dados, mas os dados só se transformam em decisão quando há interpretação técnica.
Cabe ao profissional responsável relacionar temperatura, oxigênio dissolvido, fase de criação, comportamento alimentar e desempenho do lote. Sem essa análise, a tecnologia pode apenas produzir números, sem necessariamente melhorar o resultado produtivo.
Ambientalmente, o principal ganho está na redução do desperdício de ração. Menos alimento perdido significa menor acúmulo de matéria orgânica, menor risco de deterioração da água e melhor aproveitamento dos nutrientes fornecidos.
Esse aspecto é especialmente importante em sistemas intensivos, nos quais o excesso de ração pode acelerar processos de eutrofização e comprometer o equilíbrio do ambiente de cultivo.
A FAO (2024) destaca que a expansão da aquicultura deve estar associada a práticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente diante do crescimento da demanda mundial por pescado.
Na sanidade e no bem-estar, o impacto ocorre de forma indireta. O arraçoamento mais bem distribuído pode reduzir a competição durante a alimentação, diminuir a dominância no trato e favorecer maior uniformidade dos lotes.
Além disso, ao contribuir para melhor qualidade da água, o manejo alimentar mais preciso pode reduzir fatores de estresse associados à ocorrência de problemas sanitários.

Em dias de queda brusca de temperatura ou redução do oxigênio dissolvido pela manhã, por exemplo, os peixes podem reduzir a procura por alimento.
Nesses momentos, manter a taxa de arraçoamento apenas porque a tabela indica determinado percentual da biomassa pode aumentar sobras, piorar a qualidade da água e comprometer a conversão alimentar.
A transição tecnológica no ecossistema aquícola brasileiro será inevitavelmente gradual. Em propriedades menores, o primeiro passo pode ser organizar melhor os dados produtivos e padronizar o manejo alimentar.
Em sistemas mais intensivos, sensores, alimentadores automáticos e softwares de gestão podem representar investimento estratégico, principalmente quando o volume de ração utilizado é elevado.
Contudo, uma atividade em que o custo alimentar dita a sobrevivência do negócio, a migração do manejo visual para o modelo orientado a dados deixa de ser um diferencial e assume o status de pré-requisito competitivo.

A nutrição de precisão representa um avanço importante para a piscicultura, mas sua adoção deve ser compatível com a realidade de cada sistema produtivo. Para algumas propriedades, ela começará com sensores, câmeras e alimentadores automáticos.
Para outras, o primeiro passo será organizar dados básicos de consumo, biometria e qualidade da água. Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: reduzir desperdícios, melhorar a conversão alimentar e tomar decisões mais consistentes.
Assim, o futuro da nutrição aquícola não dependerá apenas da tecnologia disponível, mas da capacidade técnica de transformar informação em manejo.
Nutrição de Precisão na Piscicultura: Tecnologia, Eficiência Alimentar e Sustentabilidade
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Referências bibliográficas sob consulta junto ao autor

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Equipe Técnica Biochem
Aavicultura moderna tem evoluído de forma expressiva em eficiência produtiva, sanidade e padronização dos lotes. Ainda assim, alguns desafios fisiológicos permanecem relevantes, especialmente quando se trata da qualidade inicial dos pintinhos e da manutenção da integridade intestinal ao longo do ciclo produtivo.
Entre os momentos mais críticos estão os primeiros dias após o alojamento, a recuperação após antibioticoterapia e as situações de instabilidade intestinal, muitas vezes acompanhadas por fezes moles, diarreia ou queda no desempenho. Nessas fases, microbiota, mucosa e hidratação celular exercem papel decisivo na estabilidade digestiva e produtiva das aves.
Nesse contexto, estratégias nutricionais baseadas no uso de probióticos solúveis em água, associados à betaína anidra, ganham espaço como ferramentas práticas para apoiar a saúde intestinal diretamente na granja.
A proposta não é substituir o manejo sanitário ou o diagnóstico veterinário, mas oferecer suporte fisiológico e microbiológico em momentos nos quais o trato gastrointestinal está mais vulnerável.


Ao nascimento, o trato gastrointestinal das aves já está morfologicamente formado, porém ainda apresenta imaturidade funcional. A microbiota intestinal ainda não está estabelecida, o que torna o ambiente digestivo mais suscetível à colonização por microrganismos oportunistas.
Esse processo inicial é determinante.
A microbiota intestinal exerce papel central no desenvolvimento das vilosidades, na ativação do sistema imune associado ao intestino, na regulação da permeabilidade intestinal e na modulação da digestão e absorção de nutrientes.
Quando essa colonização ocorre de forma inadequada, há maior risco de disbiose precoce, comprometimento da eficiência digestiva e redução do desempenho produtivo.
solúveis em água: uma ferramenta prática na rotina da granja
Os probióticos são microrganismos vivos capazes de contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal quando administrados em quantidades adequadas. Na avicultura, seu uso está associado à colonização por bactérias benéficas, à redução de desequilíbrios intestinais e ao suporte à resposta imune local.
Entre os microrganismos utilizados, as bactérias ácido-láticas, como Enterococcus faecium, destacam-se pela capacidade de interação com o hospedeiro e com o ambiente intestinal.
Seus mecanismos de ação envolvem a exclusão competitiva, a produção de ácido lático, a possível produção de compostos antimicrobianos e a modulação da resposta imune intestinal. Em conjunto, esses efeitos favorecem um ambiente menos propício à multiplicação de microrganismos oportunistas.

Na prática, esses efeitos ajudam a explicar por que os probióticos podem ser úteis tanto na fase inicial quanto em períodos de recuperação. A diferença da forma solúvel em água está na agilidade de aplicação. Enquanto a inclusão via ração depende de formulação, produção e logística, a via água permite intervenção rápida e direcionada, de acordo com a necessidade do lote.
Essa característica é especialmente importante nos três primeiros dias após o alojamento, após tratamentos com antibióticos e em situações de fezes moles ou diarreia.
Como a água é o primeiro nutriente consumido pelas aves, ela se torna uma via estratégica para fornecer suporte imediato, desde que sejam respeitadas a dose, a qualidade da água, o tempo de fornecimento e a compatibilidade com outros produtos utilizados no sistema.
Além da modulação da microbiota, o suporte às células intestinais é fundamental em momentos de estresse. Durante a eclosão, o transporte e o alojamento, os pintinhos enfrentam jejum variável, perda de água e adaptação ao novo ambiente, condições que podem comprometer a função intestinal em uma fase de intenso desenvolvimento.
A betaína anidra atua como um osmólito orgânico. Isso significa que ela auxilia na manutenção do equilíbrio hídrico das células, contribuindo para preservar o volume celular e a funcionalidade dos enterócitos. Esse efeito é importante para a integridade da mucosa intestinal e para a manutenção dos processos de digestão e absorção.
Nos primeiros dias de vida, esse suporte pode ajudar as aves a enfrentarem melhor os desafios de transição entre incubatório, transporte e alojamento.
Ao favorecer a hidratação celular e a preservação da mucosa, a betaína anidra cria melhores condições para que o intestino exerça sua função de barreira e absorção.

Além de sua ação osmoprotetora, a betaína anidra também atua como doadora de grupos metil, participando de vias metabólicas importantes. Esse papel pode ser relevante em aves submetidas a desafios sanitários ou períodos de maior demanda fisiológica, nos quais o metabolismo hepático, a recuperação tecidual e a eficiência metabólica ganham importância.

A antibioticoterapia pode ser necessária em determinadas condições sanitárias. No entanto, além de atuar sobre os microrganismos-alvo, os antibióticos também podem impactar populações bacterianas benéficas, reduzindo a diversidade microbiana e favorecendo o desequilíbrio ecológico intestinal.
Após o tratamento, as aves podem apresentar maior vulnerabilidade à disbiose, queda na eficiência digestiva e recuperação mais lenta do desempenho. Nesse cenário, o uso de probióticos solúveis em água pode auxiliar na recolonização por microrganismos benéficos e na restauração do equilíbrio microbiológico intestinal.

A betaína anidra complementa essa abordagem ao oferecer suporte à integridade da mucosa e ao metabolismo. Como osmólito, contribui para a manutenção do equilíbrio hídrico celular; como doadora de grupos metil, participa de processos metabólicos importantes, especialmente em momentos nos quais o organismo precisa restabelecer consumo, digestão e recuperação fisiológica.
Assim, a combinação atua em duas dimensões: equilíbrio microbiológico e suporte celular/metabólico.
Quadros de fezes moles ou diarreia em aves podem ter origem multifatorial. Podem estar relacionados a:
Desafios sanitários,
Alterações de dieta,
Qualidade da água,
Estresse térmico, Micotoxinas, Manejo ou,
Desequilíbrios na microbiota intestinal.
Por isso, a causa primária deve sempre ser investigada. Ainda assim, o suporte à microbiota e à integridade intestinal é uma medida importante dentro de uma abordagem integrada. Em situações de instabilidade, os probióticos podem auxiliar na estabilização do ambiente intestinal, na competição com microrganismos oportunistas e na recuperação da função digestiva.
A betaína anidra, por sua vez, contribui para a manutenção do equilíbrio osmótico celular, algo especialmente relevante quando há maior perda hídrica ou alteração na consistência das excretas. Dessa forma, a associação entre probióticos e betaína anidra oferece suporte complementar: equilíbrio microbiológico, proteção celular, integridade da mucosa e apoio à recuperação fisiológica.
Em frangos de corte, a utilização nos primeiros dias pode favorecer o estabelecimento de uma microbiota mais equilibrada e oferecer suporte ao desenvolvimento intestinal inicial. Ao longo do ciclo, a aplicação via água também pode ser considerada após desafios sanitários, antibioticoterapia ou alterações na qualidade das excretas.
Em matrizes, a saúde intestinal tem relação direta com uniformidade, condição corporal, resposta imune e desempenho reprodutivo. Estratégias que apoiem a microbiota e a integridade intestinal podem ser úteis tanto em fases de recria quanto em períodos de transição, estresse ou recuperação sanitária.

Em poedeiras, a estabilidade intestinal é essencial para manutenção do consumo, aproveitamento de nutrientes, qualidade das excretas e persistência produtiva. Nesses sistemas, a aplicação via água pode ser uma alternativa prática em momentos de queda de consumo, alteração de fezes ou maior pressão sanitária.
Para que a aplicação via água seja eficiente, é importante considerar alguns cuidados. A escolha de produtos com cepas bem caracterizadas, a dose correta, o período de fornecimento e a forma de preparo são fatores determinantes para a resposta.
A qualidade da água também deve ser avaliada. pH, dureza, temperatura, presença de sanitizantes e limpeza das linhas podem interferir na viabilidade dos microrganismos e na eficiência da aplicação.
Além disso, é fundamental observar possíveis incompatibilidades com outros produtos administrados simultaneamente.
Outro ponto importante é o consumo real de água. Idade, temperatura ambiente, condição sanitária e fase produtiva podem alterar a ingestão, influenciando a quantidade efetivamente consumida pelas aves.
A associação entre probióticos solúveis em água e betaína anidra representa uma abordagem prática e complementar para apoiar a saúde intestinal das aves em momentos críticos. Enquanto os probióticos favorecem o equilíbrio da microbiota intestinal, a betaína anidra contribui para a osmoproteção, a hidratação celular e o suporte metabólico.
De forma integrada, essas estratégias auxiliam na construção de uma microbiota mais equilibrada desde os primeiros dias de vida, apoiam a recuperação após desafios sanitários e contribuem para maior estabilidade digestiva ao longo do ciclo produtivo.
Quando inserida em um programa amplo de manejo, nutrição, ambiência, biosseguridade e qualidade da água, essa abordagem pode favorecer a resiliência das aves e a expressão do seu potencial produtivo.


EDIÇÃO BRASIL 2026

INFORMAÇÃO ADICIONAL
TIPO DE USO
Objetivos: controle de enterobactérias (salmonelas paratíficas e E. coliAPEC), Clostridium perfringens e ganho de desempenho.
Apresentação: frascos com 50 mL.
In ovo: 10.000 ovos/frasco, aplicando o volume de 0,005 mL por ovo incubado; Via spray: reprodutoras e poedeiras 5.000 doses/frasco; frangos de corte 10.000 doses/frasco; Via água de bebida: reprodutoras, poedeiras e frangos de corte 10.000 doses/frasco.
Indicado para colonização precoce (incubatório) e/ou recolonização intestinal sempre que necessário (granjas) de frangos, poedeiras e aves reprodutoras.
CONCENTRAÇÃO (UFC/ m L PROD.)
Bacillus subtilis
8 UFC/ml
1,0x10
Objetivos: controle de enterobactérias (salmonelas paratíficas e E. coliAPEC) e ganho de desempenho, através da colonização de todos os segmentos intestinais (intestino delgado e cecos).
Apresentação: frascos com 50 mL.
Via spray: reprodutoras e poedeiras 5.000 doses/frasco; frangos de corte 10.000 doses/frasco; Via água de bebida: reprodutoras e poedeiras 5.000 doses/frasco; frangos de corte 10.000 doses/frasco.
Indicado para colonização precoce (incubatório) e/ou recolonização intestinal sempre que necessário (granjas) de frangos, poedeiras e aves reprodutoras.
Enterococcus faecium 6,0x10
8 UFC/ml
Lactobacillus acidophilus 1,0x10
8 UFC/ml
Lactobacillus delbrueckii 1,0x10
8 UFC/ml
Lactobacillus plantarum 3,0x10
8 UFC/ml
Lactobacillus reuteri 5,0x10
8 UFC/ml
Probiótico de múltiplas cepas, composto por: Bacillus subtilis, Enterococcus faecium, Lactobacillus acidophillus, Lactobacillus delbrueckii, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus reuteri, Lactobacillus salivarius, Pediococcus acidilactici
Colostrum® Bio 21 Líquido
Lactobacillus salivarius 1,0x10
8 UFC/ml
Pediococcus acidilactici 3,0x10
8 UFC/ml
Bactérias anaeróbicas totais 1,0x106 UFC/ml
Bactérias produtoras de ácido láctico 1,0x106 UFC/ml
Probiótico NAGF (Normal Avian Gut Flora) , composto por cultura indefinida de microrganismos (CBMAI 1064).
Colostrum® Líquido
INFORMAÇÃO ADICIONAL

Objetivos: controle de enterobactérias (salmonelas paratíficas e E. coliAPEC), Clostridium perfringens e ganho de desempenho.
Apresentação: saco plástico contendo 10 kg.
TIPO DE USO DOSE
CONCENTRAÇÃO (UFC/G PROD.)
NOME DO PRODUTO INGREDIENTES ATIVOS
50 a 250 g/t de ração.
Bacillus subtilis 1,0x10 8 Enterococcus faecium 6,0x10 8 Lactobacillus acidophilus 1,0x10 8 Lactobacillus delbrueckii 1,0x10 8 Lactobacillus plantarum 3,0x108 Lactobacillus reuteri 5,0x0 8 Lactobacillus salivarius 1,0x10 8 Pediococcus acidilactici 3,0x10 8 Indicado para uso em todas as fases de ração de frangos, poedeiras e aves reprodutoras.
Probiótico de múltiplas cepas, co mposto por: Bacillus subtilis, Enterococcus faecium, Lactobacillus acidophillus, Lactobacillus delbrueckii, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus reuteri, Lactobacillus salivarius, Pediococcus acidilactici, dióxido de silício, levedura seca de cana e leite desnatado em pó.
Colostrum® Bio 21 Mix
Objetivos: controle do Clostridium perfringens (Enterite Necrótica) e ganho de desempenho.
Termorresistente: seu triplo revestimento, confere resistência ao processamento térmico de rações.
Apresentação: saco plástico contendo 10 kg.
Objetivos: controle de enterobactérias (salmonelas paratíficas e E. coliAPEC) e ganho de desempenho, através da colonização de todos os segmentos intestinais (intestino delgado e cecos).
Apresentação: saco plástico contendo 10 kg.
100 a 500 g/t de ração.
Bacillus subtilis 1,0x10 8 Indicado para uso em todas as fases de ração de frangos, poedeiras e aves reprodutoras.
Probiótico composto por cepa específica de Bacillus subtilis (LOFU-160), dióxido de silício, levedura seca de cana e leite desnatado em pó.
Colostrum® BS
100 a 500 g/t de ração.
Indicado para uso em todas as fases de ração de frangos, poedeiras e aves reprodutoras.
Bactérias anaeróbicas totais 1,0x10 4 Bactérias produtoras de ácido láctico 1,0x10 4 Mananoligossacarídes 370g/kg
Probiótico NAGF (Normal Avian Gut Flora) , composto por cultura indefinida de microrganismos (CBMAI 1064), dióxido de silício, parede celular de levedura e leite desnatado em pó.
Colostrum® Mix

INFORMAÇÃO ADICIONAL
TIPO DE USO DOSE
CONCENTRAÇÃO (UFC/G PROD.)
Bacillus subtilis 1,0 x 10 6 UFC/g
INGREDIENTES ATIVOS
NOME DO PRODUTO
Objetivos: promove a colonização intestinal com bactérias benéficas da própria espécie, com ação efetiva no controle de diarreias em leitões na fase pós-desmame, proporcionando melhor conversão alimentar, menor taxa de mortalidade e maior ganho de peso.
Diferencial do produto é a presença de bactérias láticas isoladas e selecionadas de animais de alta performance, de granjas com excelentes índices zootécnicos.
Apresentação: saco plástico contendo 10 kg.
Fase de creche: 200 gramas por tonelada de ração.
Fase de crescimento e terminação: 50 gramas por tonelada de ração.
Indicado para uso da creche à terminação.
Lactobacillus acidophilus 1,0 x 10 6 UFC/g
Lactobacillus delbrueckii 1,0 x 10 6 UFC/g
Lactobacillus salivarius 1,0 x 10 6 UFC/g
Lactobacillus plantarum 1,0 x 10 6 UFC/g
Pediococcus acidilactici 1,0 x 10 6 UFC/g
Enterococcus faecium 1,0 x 10 6 UFC/g
Lactobacillus reuteri 3,0 x 10 6 UFC/g
Bifidobacterium lactis 1,0 x 10 6 UFC/g
Bacillus lincheniformis 1,0 x 106 UFC/g
Probiótico de múltiplas cepas, composto por: Bacillus sp, Bactérias Láticas Totais, Bifidobacterium lactis, leite em pó desnatado e levedura inativada.
Colostrum® BioSuis
Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesca –SP, com cepas específicas de tilápia-do-nilo.
Melhoria do desempenho zootécnico (ganho de peso, conversão alimentar) e eficiência de utilização de proteínas. Melhora a saúde intestinal das tilápias, reduzindo os valores de nitrogênio e fósforo no ambiente de criação, mantendo a melhor qualidade da água.
Adicionar 100 gramas por tonelada de ração, para ser misturado em quantidade suficiente de óleo de cobertura a ser aplicado por aspersão sobre os pellets.
Indicado para tilápia-do-nilo em qualquer fase do ciclo produtivo.
Bacillus subtilis 1,0x10 8 UFC/g
Bacillus velezensis 1,0x10 8 UFC/g
Bacillus pumilus 1,0 x10 8 UFC/g
Probiótico de múltiplas cepas, composto por:
Bacillus subtilis, Bacillus velezensis, Bacillus pumilus, levedura inativada e dióxido de silício.
Colostrum® Aqua
Apresentação: sacos de 1 e 10 Kg.
INFORMAÇÃO ADICIONAL
NOME DO PRODUTO INGREDIENTES ATIVOS CONCENTRAÇÃO
Utilizar segundo a indicação do nutricionista responsável ou como sugerido a seguir: Adicionar ao alimento final na proporção de 3-5kg de produto por tonelada de ração.
Aditivo zootécnico acidificado para uso na alimentação de aves, suínos e aquacultura auxiliando na melhoria do desempenho destas espécies através da promoção do equilíbrio da microbiota gastrointestinal.
Ácido benzóico, ácido fumárico, DL-metionina hidróxi análogo de cálcio e excipientes
Ácido benzóico, ácido fumárico e DL-metionina hidróxi análogo de cálcio
ACTIVATE® DA Aditivo Eubiótico
Utilizar segundo a indicação do nutricionista responsável ou como sugerido a seguir: Adicionar à água de bebida na proporção de 0,04 a 0,08% para alcançar um pH final entre 3 e 4.
Aditivo zootécnico acidificado para uso na água de bebida de aves e suínos com efeito de melhoria do desempenho destas espécies através da promoção do equilíbrio da microbiota gastrointestinal.
Ácido fórmico, ácido propiônico e DL-metionina hidróxi análogo Ácido fórmico, ácido propiônico, DL-metionina hidróxi análogo e excipientes
ACTIVATE® WD MAX Aditivo Eubiótico
Para mais informações consulte um de nossos técnicos info@novusint.com
Utilizar segundo a indicação do nutricionista responsável ou como sugerido a seguir: Adicionar ao alimento final na proporção de até 500g de produto por tonelada de ração.
Aditivo zootécnico acidificado, em forma granular, produzido com a tecnologia Novus Premium Blend. Uso em avicultura.
Ácido benzóico, ácido fumárico e formiato de cálcio Ácido benzóico, ácido fumárico, formiato de cálcio e excipientes
AVIMATRIX® Aditivo Eubiótico
Utilizar segundo a indicação do nutricionista responsável ou como sugerido a seguir: Adicionar ao alimento final na proporção de 15 a 60g de produto por tonelada de ração.
Aditivo zootécnico melhorador de desempenho, composto por óleos essenciais, para uso na alimentação de ruminantes, monogástricos e aquacultura auxiliando na melhoria do desempenho destas espécies através da promoção do equilíbrio da microbiota gastrointestinal.
Timol e carvacrol Timol, carvacrol e excipientes
NEXT ENHANCE® 150 Aditivo Eubiótico
Adicionar ao alimento completo para suínos em até 0,5% ou conforme indicado abaixo: Leitões: até 0,25% Suínos em crescimento: até 0,5%
Aditivo zootécnico acidificado, em forma granular, produzido com a tecnologia Novus Premium Blend. Uso em suínos.
Ácido benzóico, ácido fumárico e formiato de cálcio Ácido benzóico, ácido fumárico, formiato de cálcio e excipientes
PROVENIA® Aditivo Eubiótico
*Produtos formulados que em sua composição contêm aditivos prebióticos e probióticos, além de outros ingredientes.

INFORMAÇÃO ADICIONAL
ActiSaf® Sc47 HR+ é a levedura probiótica de referência obtida a partir de uma cepa única e exclusiva, denominada Sc47. Em forma de microesfera, o produto resiste às altas temperaturas do processo de peletização da ração. ActiSaf® modula a microbiota intestinal, favorece a integridade intestinal, a função digestiva, a digestibilidade dos alimentos, favorecendo assim a eficiência alimentar e o desempenho dos animais. Atua no auxílio ao controle de enterites bacterianas, na melhora da saúde ruminal, no aumento da produção de leite e de sólidos, e eleva a transferência de imunidade passiva via colostro, o que favorece o ganho de peso pelos leitões e a homogeneidade da leitegada. É a levedura viva que pode ser adicionada em rações peletizadas.
Aves: de 0,3 a 2,0 kg/tonelada de alimento completo
Suínos: de 0,3 a 2,0 kg/tonelada de alimento completo
Bovinos de corte e leite: de 3 a 20 g/animal/dia
Caprinos e ovinos: de 3 a 20 g/animal/dia
Equinos: de 3 a 20 g/animal/dia
Peixes: 1kg/tonelada de ração
Coelhos: de 0,5 a 0,75 kg/ tonelada de alimento completo.
Procreatin® 7 é a levedura probiótica (concentrado de levedura viva) amplamente utilizado na produção animal, que atua no equilíbrio da microbiota intestinal, na melhoria da eficiência alimentar, na redução de problemas de acidoses, na melhora da digestibilidade do alimento, no aumento do CMS e da produção e sólidos do leite, na redução de distúrbios metabólicos na transição de dieta de bovinos e no fortalecimento do sistema imune. Para uso em ração farelada.
Monogástricos: De 0,3 a 2,0 kg por tonelada de alimento completo.
Ruminantes: de 3 a 20 gramas/animal/dia.
TIPO DE USO
NOME DO PRODUTO INGREDIENTES ATIVOS CONCENTRAÇÃO (UFC/G PROD.)
Actisaf Sc47 HR+ é uma levedura probiótica premium em forma de microesferula desenvolvida para suportar todos os fatores estressantes durante o processo de peletização
(1 X 10¹⁰ UFC/g)
Saccharomyces cerevisiae
Actisaf Sc47 HR+
Procreatin® 7 é um aditivo probiótico com alto teor de levedura viva Saccharomyces cerevisiae recomendado para uso em ração não peletizada.
Procreatin 7 (15 X 10⁹ UFC/g)

Fonte de magnésio altamente solúvel e com ação tamponante. Distribuído para México, Argentina, Peru, Costa Rica, Uruguai, Chile, Venezuela, Colômbia, Brasil e Paraguai
Adicionar de 0,2 a 0,5% da matéria seca
Destinado a ruminantes
pHix-up Óxido de magnésio

INFORMAÇÃO ADICIONAL
Os β-glucanos 1,3 e 1,6 são imunomoduladores que estimulam a atividade das células do sistema imunológico. Eles aumentam as concentrações de anticorpos no soro e na mucosa intestinal, a síntese de antimicrobianos naturais (peróxido de hidrogênio e óxido nítrico) e a resistência ao estresse (cortisol).
AGLUTINAÇÃO FÍSICA DE BACTÉRIAS NOCIVAS:
O MOS é um potente aglutinador de bactérias com fímbrias do tipo I, como Salmonella e E. coli, contribuindo para o equilíbrio da microbiota intestinal. O efeito secundário da modulação da microbiota e da imunomodulação intestinal se reflete na melhora da saúde sistêmica do animal. Pode ser usado como sinérgico, substituto ou rotativo os APC’s.
BioWall é uma fração premium da parede celular de levedura, rica em polissacarídeos bioativos como B-glucanos (1,3/1,6) e mananoligossacarídeos (MOS), que atua como uma barreira biológica natural, protegendo os animais contra patógenos intestinais e desafios por micotoxinas, ao mesmo tempo em que reforça a integridade intestinal e a resiliência imunológica.
Adsorve e reduz a biodisponibilidade de micotoxinas, como Zearalenona (ZEA) e Ocratoxina A (OTA), Impede a adesão de patógenos intestinais como Salmonella e E. coli , por meio da aglutinação promovida pelo MOS.
Estimula a resposta imune
Promove o equilíbrio da microbiota intestinal por efeito prebiótico natural.
DOSE
Aves: 1-2 kg/ton
Suínos: 1-3 kg/ton
Peixes e Camarões: 1-3 kg/ton
TIPO DE USO
CONCENTRAÇÃO
INGREDIENTES ATIVOS
NOME DO PRODUTO
Betaglucanos e mananoligossacarídeos (MOS) de leveduras Saccharomyces cerevisiae
Betaglucanos e mananoligossacarideos (MOS)
GLUCAN MOS
Cães e Gatos: 1-3 kg/ton
Bovinos: 10-20 g/cabeça/dia
Adicionar à ração dos animais de acordo com a recomendação do Gerente Técnico.
Indicado para todas as espécies
Parede celular de Saccharomyces cerevisiae
Betaglucanos e mananoligossacarídeos (MOS)
BIOWALL

INFORMAÇÃO ADICIONAL
TIPO DE USO
Compostos de baixo peso molecular. Por meio de uma hidrólise enzimática cuidadosamente controlada, as proteínas são transformadas em peptídeos, aminoácidos e nucleotídeos livres de baixo peso molecular, altamente biodisponíveis, garantindo elevada digestibilidade e melhor absorção dos nutrientes. Suporte a saúde intestinal e a imunidade: Rico em B-glucanos e MOS que modulam a imunidade e equilibram a microbiota.
AvesFrangos de corte: 1,0 a 2,0 kg;
SuínosLeitões desmamadoscomo substituto de plasma: 2,0 a 5,0%;
SuínosOutras fasescomo substituto de plasma: 1,0 a 2,0%;
SuínosComo aditivo: 2,0 a 5,0 kg;
Levedura Saccharomyces cerevisiae hidrolisada Indicado para todas as espécies
Levedura Saccharomyces cerevisiae
BIOHYDRO
Estimula o desenvolvimento e a adaptação: Ideal para animais jovens, idosos ou estressados (desmame, transporte, recuperação de saude) onde o uso eficiente de energia e nutrientes são essenciais.
Realçador natural de sabor: Aumenta a palatabilidade e reduz rejeição da ração. NOME DO PRODUTO INGREDIENTES ATIVOS CONCENTRAÇÃO
BovinosEngorda: 5 a 10 g/ cabeça/dia; BovinosVacas leiteiraspré e pós-parto: 10 a 20 g/cabeça/dia; Peixes e camarões: 0,5 a 4,0%

INFORMAÇÃO ADICIONAL
O GOLF é um blend de prebióticos naturais, de tecnologia exclusiva da OLMIX, especialmente desenvolvidos para aumentar dezenas de vezes as populações de bactérias benéficas (principalmente
Lactobacillus e Bifidobacterias) e reduzir a população de microrganismos patogênicos, como Salmonella, E. coli, o Clostridium , e outros patógenos oportunistas devido a sinergia de seus componentes (FOS, GOS, MOS e beta-glucanos), que atuam modulando a microbiota intestinal e, por conseguinte promovem a saúde intestinal e sistêmica do animal.
EFEITO BIFIDOGÊNICO: Os prebióticos FOS e GOS são fibras fermentáveis solúveis, que, por não serem digeridas pelas enzimas digestivas do animal, chegam ao intestino grosso, onde servem como substratos para bactérias benéficas, aumentando a síntese de ácidos graxos de cadeia curta (acético, propiônico e butírico) e Bacteriocinas.
SAÚDE INTESTINAL: Com o aumento da população de bactérias benéficas, o crescimento de microrganismos patogênicos é inibido por diferentes meios de ação, sendo estes a exclusão competitiva, acidificação do meio intestinal, ação direta de bacteriocinas e ácidos graxos. A redução da enterite e a acidificação do pH intestinal favorecem a ação das enzimas digestivas, resultando em uma melhora na absorção de nutrientes da dieta, incluindo minerais como cálcio e magnésio.
AGLUTINAÇÃO FÍSICA DE BACTÉRIAS NOCIVAS: MOS é um poderoso aglutinador de bactérias que possuem fímbrias do tipo I, como Salmonella e E. coli . A sinergia entre seus princípios ativos faz do GOLF uma mistura prebiótica com alta capacidade de modular a microbiota de animais com efeito imunomodulador efetivo, aumentando o desempenho produtivo e melhorando o estado de saúde dos animais.
DOSE
Aves: 12kg/ton
Suínos: 13kg/ton
Bovinos: 520g/cabeça/dia
TIPO DE USO
CONCENTRAÇÃO
NOME DO PRODUTO INGREDIENTES ATIVOS
Cães e gatos: 13kg/ton
Aquacultura: 24kg/ton
Indicado para todas as espécies
Mananoligossacarídeos (MOS), betaglucanos, galactoligossacarídeos, fructoligossacarídeos e levedura
Mananoligossacarídeos (MOS), betaglucanos, galactoligossacarídeos, fructoligossacarídeos
GOLF

Daiany Iris Gomes Mezzomo1 e Rafael Mezzomo2
1Diretora Técnica e Sócia-fundadora da Do Pasto à Brasa
2Sócio-fundador da empresa Do Pasto à Brasa

Asuplementação concentrada a pasto é uma ferramenta estratégica para mitigar os efeitos da sazonalidade das pastagens tropicais e aumentar a eficiência da bovinocultura de corte, desde que alinhada ao potencial da forragem, ao objetivo produtivo e ao retorno econômico esperado.
Este artigo discute como a oferta e a qualidade da pastagem condicionam a resposta à suplementação, como definir objetivos nutricionais — ganho adicional de peso e terminação antecipada — e como ajustar o nível de suplemento ao desempenho desejado.
Com base em evidências experimentais e meta-análises em sistemas tropicais, são apresentados os efeitos da suplementação sobre desempenho, produtividade por área, rendimento de carcaça e viabilidade econômica, além de um passo a passo prático para avaliar quando o ganho de peso efetivamente remunera a suplementação.
A avaliação da oferta e da qualidade da forragem é a base para qualquer decisão nutricional em sistemas a pasto.

A quantificação da massa de forragem, da estrutura do dossel e da composição morfológica, associada à determinação dos teores de proteína bruta, fibra em detergente neutro e sua fração indigestível, permite estimar com maior precisão o consumo potencial, o valor nutritivo da dieta ingerida, definindo a real necessidade de suplementação (Barbero et al., 2015; Moreno et al., 2023).
Durante o período seco, a redução acentuada no teor de proteína e o avanço do amadurecimento estrutural da forragem comprometem a degradação da fibra e o metabolismo do nitrogênio, caracterizando uma limitação ruminal típica.
Nessas condições, a suplementação proteica melhora a digestão da fibra, o fluxo de nitrogênio e a eficiência de uso da ureia reciclada, restabelecendo a fermentação e viabilizando o aproveitamento energético da forragem, com reflexos positivos sobre o desempenho animal (Batista et al., 2016; Batista et al., 2017; Detmann et al., 2014; Rufino et al., 2016).
Mesmo no período chuvoso, quando a forragem apresenta maior teor proteico, persistem limitações nutricionais associadas às características das pastagens tropicais.
O rápido crescimento das gramíneas pode aumentar a proporção de tecidos de sustentação, reduzir a relação lâmina: colmo e limitar o acesso ao material de maior valor nutritivo, dependendo do manejo do pasto (Barbero et al., 2015; Barbizan et al., 2020).
Além disso, o aumento da matéria orgânica digestível eleva a demanda por compostos nitrogenados para sustentar a fermentação e a síntese microbiana; quando essa exigência não é atendida, ocorre desbalanço entre energia fermentável e nitrogênio disponível, reduzindo a eficiência ruminal (Detmann et al., 2024).
Assim, suplementar deve ser um ajuste do ambiente ruminal: no período seco, para recuperar fermentação e nitrogênio; no período chuvoso, para sincronizar energia e nitrogênio conforme a meta de desempenho.
Objetivo da suplementação: ganho adicional de peso e terminação antecipada
Embora a suplementação possa, ocasionalmente, ser utilizada para evitar perda de peso em situações emergenciais, esse não deve ser o propósito central do sistema.
Suplementar para “manter” o peso geralmente reflete falhas de planejamento forrageiro e gera respostas limitadas. Em condições normais de manejo, a suplementação deve ser entendida como uma estratégia para elevar o desempenho e otimizar o ciclo produtivo.
Assim, quando o objetivo passa a ser o aumento de desempenho, a suplementação concentrada torna-se uma ferramenta capaz de ampliar de forma consistente o ganho médio diário em ambas as estações do ano, ainda que com magnitudes distintas entre período seco e chuvoso.
Conforme ilustrado na Figura 1 (adaptada de Almeida et al., 2022), animais com menor desempenho a pasto — condição típica da seca — apresentam resposta mais pronunciada ao suplemento, enquanto, no período chuvoso, o suplemento mantém efeito positivo, porém com incrementos mais moderados devido ao maior potencial nutritivo da forragem.
Período seco Ganho adicional com suplementação (kg/dia)
0,45
0,40
0,35
0,30
0,25
0,20
0,0 0,2
Período chuvoso
0,4 0,6 0,8
Ganho médio diário a pasto (kg/dia)
Figura 1. Relação entre ganho adicional com suplementação (kg/dia) e ganho médio diário proporcionado somente à pasto (kg/dia) nos períodos seco e chuvoso (adaptado de Almeida et al., 2022).
Como demonstrado por trabalho desenvolvido pelo nosso grupo de estudos, essa diferença na resposta entre estações não se limita ao ganho médio diário, mas se traduz em trajetórias de crescimento distintas ao longo do ciclo produtivo (Diniz et al.,2025), em que animais mantidos sem suplementação apresentam curva de crescimento lenta e incompatível com metas de abate precoce.

Por outro lado, a nossa hipótese inicial era de que suplementar somente na seca evitaria a restrição nutricional desse período, permitindo crescimento semelhante ao de animais suplementados o ano todo, e que suplementar apenas nas águas poderia gerar um ganho compensatório capaz de eliminar o atraso acumulado.
No entanto, os resultados mostraram outra dinâmica (Figura 2).
Dessa forma, a suplementação (8 g/ kg de PV) em apenas uma estação, seja na seca ou no período chuvoso, promove avanços pontuais no desempenho, porém não o suficiente para que os animais alcancem o mesmo peso na mesma idade que aqueles suplementados continuamente em ambas as estações (Figura 2).
Período seco
Sem suplemento
Período chuvoso
100 150 200 250 300
Dias do ciclo produtivo
Suplemento período seco
Suplemento período chuvoso
Suplemento nas duas estações
Figura 2. Curvas conceituais de crescimento (peso vivo, kg) de bovinos Nelore ao longo do ciclo produtivo (dias), sob quatro planos nutricionais: sem suplemento; suplemento no período seco; suplemento no período chuvoso; e suplemento em ambos os períodos (adaptado de Diniz et al., 2025).
Nos primeiros 45 dias da estação chuvosa, os animais que não receberam suplemento concentrado durante o período seco e passaram a receber concentrado na estação chuvosa apresentaram um ganho compensatório claro, crescendo mais rapidamente nas primeiras semanas; porém, esse efeito foi transitório:
após a fase inicial, as taxas de ganho se igualaram às dos demais planos nutricionais, e o impulso inicial não foi suficiente para recuperar o déficit acumulado (Diniz et al. 2025).
A suplementação na seca, mesmo sob forragem de baixa qualidade, pode não alterar o ganho nas águas nem na terminação; ainda assim, maiores níveis de suplemento no período chuvoso tendem a elevar o peso de entrada no confinamento e a reduzir em 17 a 30 dias o tempo de cocho.
Esses resultados reforçam que o desempenho em cada estação depende do histórico nutricional e que planos mais coerentes ao longo da recria — especialmente com maior aporte de proteína na seca e nas transições — aumentam o peso na entrada do confinamento e encurtam a terminação.
Em síntese, a suplementação deve ser planejada como estratégia contínua, alinhada à sazonalidade da forragem e a metas claras de desempenho, para acelerar a recria e antecipar a terminação, elevando a eficiência global do sistema (Sampaio et al., 2017; Roth et al., 2017).

Quanto fornecer? Ajustando o tipo e nível de suplementação ao ganho desejado.
A definição do nível de suplemento não deve partir do produto disponível no mercado, mas do ganho de peso desejado e da capacidade da pastagem em sustentá-lo. Nesse contexto, definir o potencial de produção de bovinos alimentados exclusivamente a pasto é o primeiro passo para estabelecer estratégias nutricionais coerentes.
Como discutido no tópico anterior, a sazonalidade climática tropical e subtropical altera a oferta e o valor nutritivo da forragem, determinando variações no desempenho potencial dos animais.
No período chuvoso, sob manejo adequado do pastejo, pastagens de capim-Marandu mantidas entre 25 e 35 cm e com adubação anual em torno de 180 kg/ha de N:P₂O₅:K₂O associada a 160 kg/ ha de nitrogênio podem sustentar ganhos próximos de 1,0 kg/dia (Reis et al., 2018).
Entretanto, na maioria dos sistemas comerciais, limitações de manejo e a amplitude sazonal reduzem a estabilidade do ganho, tornando a suplementação necessária para aproximar o desempenho observado da meta previamente definida.
Para orientar “quanto fornecer” com base em evidências, sínteses quantitativas em sistemas tropicais indicam que o ganho médio diário tende a ser maior no período chuvoso do que no período seco, refletindo o maior suporte nutricional da pastagem nas águas.
Além disso, independentemente da estação, o desempenho responde ao nível de suplemento: animais sem suplemento apresentaram 0,49 kg/ dia, enquanto fornecimentos entre 0,1 e 0,49% do peso vivo resultaram em 0,59 kg/dia; entre 0,5 e 0,99%, em 0,71 kg/dia; e acima de 1,0%, em 0,88 kg/dia, evidenciando uma relação dose–resposta que deve ser ajustada ao ganho-alvo e ao contexto produtivo (Tambara et al., 2021).
0,90
Ganho médio diário (kg/dia)
0,80 0,85
0,50 0,65 0,70 0,75
0,60 0,55
0,0 0,2
Nivel de suplemento (% do peso vivo)
Figura 3. Ganho médio diário (kg/dia) em função do nível de suplemento (% do peso vivo), considerando médias agregadas por faixa de fornecimento e independentemente da estação do ano (adaptado de Tambara et al., 2021).

Outra estratégia relevante para modular a resposta produtiva em sistemas intensivos a pasto envolve a integração entre o nível de suplemento e o manejo e a fertilização da pastagem, especialmente quando diferentes alturas de dossel são adotadas como referência de manejo.
Em pastagem de capim-Marandu adubada com 180 kg/ha de N:P₂O₅:K₂O (4:14:8) e 160 kg/ ha de nitrogênio na forma de ureia, Barbero et al. (2015) avaliaram cenários combinando altura do dossel e suplementação concentrada: 1dossel mantido a 15 cm com fornecimento de suplemento a 0,6 % PV; 25 cm com 0,3% PV; e 35 cm sem suplemento concentrado (Tabela 1). Váriaveis
Embora o ganho médio diário tenha permanecido semelhante entre os sistemas, observaram-se diferenças marcantes na taxa de lotação e, principalmente, no ganho de peso por hectare.
O sistema mais intensificado sustentou maior lotação e maior produção por área, enquanto os sistemas menos intensificados apresentaram valores intermediários ou inferiores, reforçando que ajustes combinados de manejo e suplementação impactam diretamente a eficiência do sistema.
Assim, “quanto fornecer” deve ser definido como parte de uma decisão integrada, em que o nível de suplemento é ajustado ao potencial da pastagem e ao objetivo de desempenho, priorizando eficiência e produtividade do sistema.
Tratamentos
Tabela 1. Integração entre manejo do dossel e nível de suplementação em capim-Marandu: efeitos sobre desempenho individual e produtividade por área.
A suplementação remunera quando o valor econômico do ganho adicional de peso, associado ao aumento da produtividade por área e/ou à antecipação do ciclo, supera o custo total do suplemento.
A seguir, apresenta-se um exemplo prático, baseado em parâmetros compatíveis com sistemas de recria intensificada à pasto no período chuvoso.
Cenário produtivo – fazenda teórica intensificada
Ganho médio diário apenas a pasto: 0,50 kg/dia
Ganho médio diário com suplementação: 0,75 kg/dia
Período de suplementação: 120 dias
Ganho adicional com suplementação: 0,25 kg/dia
Consumo de suplemento: 0,22% do peso vivo (≈ 0,6 kg/animal/dia)
Custo do suplemento: R$ 2,80/kg
Custo operacional: R$ 0,10/animal/dia
Rendimento de carcaça: 50%
Preço do boi magro (@): R$ 360,00 (considerando a arroba do boi gordo de R$ 320,00)
Passo 1 – Ganho adicional de peso vivo
Ganho apenas a pasto em 120 dias: 0,50 × 120 = 60 kg PV
Ganho com suplementação em 120 dias: 0,75 × 120 = 90 kg PV
Ganho adicional: 90 − 60 = 30 kg PV por animal
Passo 2 – Conversão do ganho adicional em arrobas
Ganho adicional em carcaça: 30 × 0,50 = 15,0 kg de carcaça
Arrobas adicionais: 15,0 ÷ 15 = 1,00 @
Passo 3 – Receita gerada pelo ganho adicional
Receita adicional por animal: 1,00 × 360 = R$ 360,00
Passo 4 – Custo total da suplementação
Custo do suplemento: 0,6 kg × 120 dias × R$ 2,80 = R$ 201,60
Custo operacional: 0,10 × 120 = R$ 12,00
Custo total da suplementação: R$ 213,60 por animal
Passo 5 – Resultado econômico direto
Receita adicional: R$ 360,00

Custo total: R$ 213,60
Resultado líquido da suplementação: + R$ 146,40 por animal
Passo 6 – Ponto de equilíbrio - ganho adicional mínimo para “pagar” a suplementação
O ponto de equilíbrio ocorre quando a receita gerada pelo ganho adicional é igual ao custo diário total do plano. Neste exemplo, o custo diário do suplemento é: 0,6 × 2,80 = R$ 1,68/dia, e o custo operacional é R$ 0,10/ dia, totalizando R$ 1,78/dia. Considerando rendimento de carcaça de 50% e preço de R$ 360/@, cada 1,0 kg de peso vivo adicional equivale a 0,50 kg de carcaça, ou 0,033 @; portanto, gera R$ 12,00 por kg de peso vivo (0,033 × 360). Assim, o ganho adicional mínimo necessário para remunerar o custo diário do plano é:
GMD mínimo = 1,78 ÷ 12,00 = 0,15 kg/dia.
Em 120 dias, isso representa aproximadamente 17,8 kg de peso vivo (0,15 × 120), ou 0,59 @ adicionais (17,8 × 0,50 ÷ 15).

Da pastagem ao frigorífico: como a suplementação influencia o rendimento e qualidade da carne.
A suplementação influencia a composição da carcaça principalmente por meio da deposição de gordura subcutânea, tecido de desenvolvimento tardio e altamente sensível ao balanço energético da dieta.
Animais submetidos a restrições nutricionais prolongadas tendem a priorizar a deposição de tecido muscular em detrimento do adiposo, resultando em carcaças com menor cobertura de gordura (Silva et al., 2017).
Essa resposta tem implicações tecnológicas relevantes, pois a gordura de cobertura atua como isolante térmico durante o resfriamento, reduz a velocidade de perda de calor e protege a carcaça contra desidratação, escurecimento e endurecimento superficial da carne.
Em contraste, planos nutricionais mais estáveis, com adequado suprimento energético e proteico ao longo das estações, favorecem maior espessura de gordura subcutânea, maior peso ao abate e melhor rendimento de carcaça, efeitos amplamente observados em bovinos Nelore sob condições tropicais.

A deposição de gordura intramuscular (marmoreio), por sua vez, apresenta menor sensibilidade às variações moderadas de suplementação em sistemas a pasto, especialmente em animais zebuínos, sendo mais dependente de fatores genéticos e da duração do plano nutricional.
Apesar dos efeitos consistentes sobre rendimento e acabamento, a suplementação exerce influência limitada sobre os atributos clássicos de qualidade da carne, como pH final, força de cisalhamento e características instrumentais de cor.
Em sistemas a pasto, a estabilidade da cor e a menor oxidação lipídica estão mais associadas ao perfil antioxidante da dieta forrageira do que ao nível de suplementação concentrada, contribuindo para a manutenção da qualidade visual e sensorial da carne.
Assim, a suplementação em sistemas tropicais atua prioritariamente como ferramenta para aumentar o rendimento e a previsibilidade da carcaça, sem comprometer a qualidade da carne (Ramos et al., 2022).
Suplementação concentrada a pasto: quando realmente vale a pena?
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Rahma Balegi PhD, Terresis Agriculture

Aacidose ruminal subaguda, conhecida como SARA, é um dos distúrbios metabólicos mais comuns em bovinos de leite e de corte, mas também um dos mais difíceis de detectar.
Muitas vezes passa despercebida por não apresentar sinais clínicos evidentes; contudo, seus efeitos sobre a digestão, a saúde e a produtividade podem ser significativos.
Mais do que uma simples queda do pH, a SARA caracteriza-se principalmente como um distúrbio do equilíbrio da microbiota do rúmen. Esse ecossistema microbiano altamente especializado desempenha papel central na digestão dos alimentos e na eficiência produtiva dos ruminantes.
Sua desestabilização vai além das alterações fermentativas, desencadeando uma cascata de efeitos sistêmicos que afetam o desempenho e a saúde do animal.
Nos sistemas de produção intensivos, caracterizados pelo uso de dietas altamente energéticas e ricas em amido com o objetivo de aumentar o desempenho produtivo, o equilíbrio da microbiota ruminal é particularmente vulnerável.
Sua ruptura resulta em distúrbios digestivos, perdas de rendimento e aumento dos riscos sanitários, com consequências diretas sobre a rentabilidade do sistema produtivo.
O rúmen constitui um sistema de fermentação singular, no qual bactérias, protozoários, fungos e arqueias interagem de forma sinérgica para transformar os alimentos ingeridos em nutrientes utilizáveis pelo animal. Essa complexa comunidade microbiana é responsável pela capacidade dos ruminantes de digerir e aproveitar a fibra vegetal.
Em condições nutricionais adequadas, com dietas ricas em forragens, o ecossistema ruminal é dominado por bactérias fibrolíticas, como Ruminococcus spp. e Fibrobacter succinogenes.

Esses microrganismos promovem a degradação da fibra e a produção de ácidos graxos voláteis, sobretudo acetato e butirato, que constituem importantes fontes de energia metabólica e são determinantes para a produção de gordura do leite em vacas leiteiras.
Simultaneamente, determinadas populações bacterianas desempenham um papel regulador essencial. As bactérias utilizadoras de lactato, como Megasphaera elsdenii e Selenomonas ruminantium, metabolizam o ácido láctico, transformando-o em compostos menos acidogênicos
Esse mecanismo previne sua acumulação e favorece a manutenção do pH ruminal em níveis fisiologicamente adequados, geralmente entre 6,2 e 6,5.
A estabilidade desse equilíbrio microbiano é fundamental para uma fermentação ruminal eficiente, boa digestibilidade dos nutrientes e manutenção da saúde ruminal. Contudo, esse sistema apresenta elevada sensibilidade a mudanças na dieta.
A SARA desenvolve-se principalmente em decorrência do excesso de carboidratos rapidamente fermentáveis, particularmente o amido, combinado com baixos níveis de fibra efetiva na dieta. Esse desequilíbrio promove alterações profundas na dinâmica fermentativa do rúmen.
Nesse contexto, ocorre rápida multiplicação de bactérias amilolíticas, como Streptococcus bovis e Lactobacillus spp., que fermentam o amido de forma intensiva, levando à produção elevada de ácidos graxos voláteis, especialmente propionato, e de ácido láctico.
Inicialmente, o animal é capaz de compensar o aumento da acidez ruminal por meio da ação tamponante da saliva e da atividade de bactérias consumidoras de lactato. No entanto, quando a fermentação se torna excessivamente intensa, a capacidade tampão do rúmen deixa de ser suficiente.
O pH ruminal começa então a diminuir e, se permanecer abaixo de 5,8 por várias horas ao dia, estabelece-se uma condição de risco. Nesse ponto, ocorrem alterações importantes no ecossistema microbiano.
As bactérias fibrolíticas reduzem sua atividade, comprometendo a digestão da fibra. Simultaneamente, as bactérias utilizadoras de lactato também são afetadas, favorecendo a acumulação de ácido láctico.
Em contrapartida, bactérias tolerantes à acidez tornam-se mais abundantes e continuam a produzir ácidos.
Forma-se, assim, um ciclo vicioso: o aumento da produção de ácidos reduz ainda mais o pH, e o ambiente mais ácido favorece microrganismos acidogênicos, intensificando a acidificação. Com o tempo, esse processo leva à desestabilização profunda do ambiente ruminal.
Abundância (mln) Agente neutralizante
Proporção Forragem: concentrado
Abundância (mln) b
a b Controle BS pHix-up
Figura 1: Sequenciamento do microbioma do rúmen - População abundante de Fibrobacter por período por tratamento. Bach et al. (2023)

A redução da digestibilidade da fibra constitui um dos efeitos iniciais da SARA. A menor atividade das bactérias fibrolíticas compromete o aproveitamento dos nutrientes, culminando em diminuição da eficiência alimentar.
Em sistemas de engorda, isso se reflete em menor ganho médio diário, enquanto em vacas leiteiras observa-se impacto tanto na produção quanto na composição do leite. A redução da produção de acetato limita a síntese de gordura do leite, ocasionando queda no seu teor, além de possível redução da produção total.
Além dos efeitos digestivos, a acidificação recorrente do ambiente ruminal provoca danos à mucosa, desencadeando processos inflamatórios conhecidos como ruminite e favorecendo o desenvolvimento de lesões e úlceras.
O comprometimento da integridade da mucosa ruminal facilita a passagem de bactérias e endotoxinas para a circulação sistêmica. A lise de bactérias Gram-negativas resulta na liberação de lipopolissacarídeos (LPS), os quais induzem processos inflamatórios sistêmicos.
Essas endotoxinas podem sobrecarregar o fígado, elevando o risco de abscessos hepáticos, além de estarem associadas à ocorrência de laminite, condição que afeta os cascos e compromete o bemestar e o desempenho produtivo dos animais.
Dessa forma, a SARA configura-se como uma desordem do equilíbrio microbiano ruminal com repercussões sistêmicas relevantes.
Prevenir a SARA não se resume ao simples aumento do pH ruminal, mas depende, sobretudo, da manutenção de uma microbiota estável. Nesse contexto, a alimentação desempenha um papel determinante.
É fundamental fornecer fibra efetiva em quantidade adequada para estimular a mastigação e a produção de saliva, um importante mecanismo fisiológico de tamponamento do rúmen. Da mesma forma, deve-se evitar alterações bruscas na dieta e assegurar um tamanho adequado das partículas do alimento, favorecendo uma fermentação equilibrada.
No entanto, em sistemas de produção intensivos, essas estratégias nem sempre são suficientes. Dietas ricas em amido promovem uma fermentação rápida e intensa, que pode exceder a capacidade natural de regulação do rúmen.
Nessas condições, o uso de soluções nutricionais específicas torna-se necessário para auxiliar na estabilização do ambiente ruminal.
O óxido de magnésio (MgO) constitui uma ferramenta eficaz no controle da acidez ruminal. Diferentemente de outros agentes tamponantes, como o bicarbonato de sódio, que apresentam ação rápida porém de curta duração, o MgO exerce um efeito mais gradual e prolongado.
No rúmen, o MgO reage com os ácidos produzidos durante a fermentação, liberando íons hidróxido, o que contribui para a neutralização progressiva da acidez. Esse mecanismo favorece a manutenção de um pH mais estável ao longo do dia.
A maior estabilidade do pH cria um ambiente favorável ao equilíbrio microbiano, permitindo a manutenção da atividade das bactérias fibrolíticas, estimulando microrganismos consumidores de lactato e limitando a proliferação de bactérias excessivamente acidogênicas.
Dessa forma, o MgO atua não apenas como regulador do pH ruminal, mas também como um elemento chave na manutenção da estabilidade biológica do ecossistema ruminal.

A eficácia do óxido de magnésio (MgO) está diretamente relacionada à sua qualidade. Fatores como a matéria-prima de origem, o processo de fabricação e o tamanho das partículas influenciam de forma significativa o seu comportamento e a sua reatividade no rúmen.
Algumas fontes de MgO apresentam solubilização demasiado lenta, resultando em baixa eficácia na neutralização da acidez. Outras, embora reativas, não mantêm um efeito consistente ao longo do tempo. Por esse motivo, a escolha de um MgO adequado é determinante para garantir resultados produtivos consistentes.
Com o objetivo de melhorar a estabilidade do ambiente ruminal, a Terresis desenvolveu o pHixup®, uma mistura específica de óxido de magnésio formulada para combinar rapidez de ação com um efeito duradouro.
A sua formulação foi concebida para garantir boa solubilidade e uma reatividade ajustada às condições do rúmen, permitindo um controlo progressivo e contínuo da acidez e contribuindo para a manutenção de um pH mais estável ao longo do dia.
Em estudos conduzidos com vacas equipadas com sensores de pH ruminal, observou-se que os animais suplementados com pHix-up® permaneceram significativamente menos tempo abaixo do pH crítico de 5,8, com uma redução média de cerca de 85 minutos por dia.
Além disso, a suplementação com pHix-up® contribuiu para reduzir as flutuações diárias do pH, criando um ambiente mais constante e favorável ao equilíbrio da microbiota ruminal.
Em outro estudo experimental, o uso de pHix-up® permitiu manter populações bacterianas essenciais, como Fibrobacter succinogenes, e melhorar a digestibilidade da fibra. Também foram observados efeitos positivos sobre outras bactérias benéficas do rúmen.
Digestibilidade aparente do trato total (%)
Control BS pHix-up
Agente neutralizante
Figura 2: Digestibilidade de FDN por tratamento com proporção 36:64 forragem:concentrado. Bach et al. (2023)
Em conjunto, esses resultados demonstram que a estabilização do pH ruminal desempenha um papel direto na proteção da atividade microbiana e no funcionamento eficiente do ecossistema ruminal.
A SARA é, acima de tudo, um reflexo do desequilíbrio da microbiota ruminal. Compreender e proteger a microflora do rúmen é essencial para prevenir os seus efeitos.
Uma gestão alimentar adequada, aliada a soluções nutricionais adaptadas, permite promover maior estabilidade do ambiente ruminal. Nesse contexto, ferramentas como o pHix-up® contribuem para sustentar o equilíbrio do rúmen, otimizar a digestão dos nutrientes e proteger a saúde animal.

Nos sistemas de produção contemporâneos, nos quais a eficiência zootécnica é um fator crítico, a manutenção da estabilidade da microbiota ruminal constitui uma prioridade para assegurar desempenho produtivo consistente e sustentável a longo prazo.
Acidose Ruminal Subaguda: o papel essencial da microbiota do rúmen na saúde e no desempenho dos bovinos BAIXAR EM PDF

Ação rápida e estável sobre o pH ruminal, favorecendo o desempenho dos ruminantes.

RÁPIDA
48,5%


E DURADOURA ação sobre o pH ruminal
3x MAIS POTENTE
E EFICIENTE capacidade de neutralização de ácidos do que bicarbonato de sódio
Fonte de MAGNÉSIO altamente solúvel

AUMENTA A produção de leite e seus componentes
EFICIÊNCIA comprovada
Bach et al. 2018
Bach et al. 2023
ADSA 2025
Permitido em AGRICULTURA ORGÂNICA
O pHix-up® pode ser incorporado diretamente nas rações, em doses ajustadas de acordo com o risco de acidose.
A dosagem e os equivalentes exatos em relação ao bicarbonato de sódio e outros agentes neutralizantes podem ser calculados usando nosso aplicativo pHix-up®.
MATERIAL E MÉTODOS
(Bach et al., 2023; JDS, 2023)
Dietas com elevado teor de concentrado promovem a redução do pH ruminal e induzem alterações significativas na microbiota do rúmen, afetando principalmente bactérias fibrolíticas, como Fibrobacter, que apresentam elevada sensibilidade a ambientes ácidos. Dessa forma, a estabilização do pH ruminal é fundamental para a manutenção do equilíbrio microbiano e da capacidade de degradação da fibra. O presente estudo teve como objetivo avaliar, sob um desafio induzido de acidose, os efeitos de moduladores de pH com diferentes capacidades neutralizantes sobre a dinâmica do pH ruminal, o tempo em acidose ruminal subaguda (pH < 5,8) e a microbiota ruminal, com ênfase nas populações fibrolíticas.
Quarenta e cinco vacas leiteiras em lactação foram distribuídas em três tratamentos:
uma dieta controle sem alcalinizante (CON),
uma dieta com bicarbonato de sódio a 0,82% da MS (aproximadamente 200 g/vaca/dia; SB), e uma dieta com um blend à base de magnésio (pHix-up) a 0,25% da MS (aproximadamente 62 g/ vaca/dia; MG).
As dietas foram formuladas para fornecer semelhante capacidade de neutralização. Um desafio dietético progressivo foi conduzido pela redução gradual da relação volumoso:concentrado de 48:52 para 36:64, visando induzir acidose ruminal. O pH ruminal foi continuamente monitorado, e a microbiota ruminal caracterizada por sequenciamento de leitura longa.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O aumento da proporção de concentrado resultou em redução progressiva do pH ruminal em todos os tratamentos. Contudo, durante o desafio de acidose, as vacas suplementadas com pHix-up® apresentaram pH ruminal mais elevado e menor duração do tempo em acidose subaguda (pH < 5,8) em comparação aos grupos controle e bicarbonato de sódio, evidenciando um efeito tamponante mais estável e persistente ao longo do dia, em oposição à resposta rápida e de curta duração do bicarbonato de sódio.
A caracterização da microbiota ruminal revelou que a suplementação com pHix-up® esteve associada a maior diversidade microbiana e menor dispersão entre os animais, refletindo maior estabilidade do ecossistema ruminal. Adicionalmente, observou-se maior abundância relativa de Fibrobacter, um gênero fibrolítico altamente sensível à acidificação ruminal, nas vacas suplementadas com pHix-up® em comparação às suplementadas com bicarbonato de sódio. A melhoria na estabilidade do pH ruminal promovida pelo pHix-up® provavelmente favoreceu a manutenção das bactérias fibrolíticas, resultando em maior potencial de degradação da fibra e maior resiliência da microbiota sob desafio acidogênico
Apesar de os tratamentos terem sido formulados com capacidade neutralizante teórica semelhante, a suplementação com bicarbonato de sódio promoveu um aumento rápido, porém de curta duração, do pH ruminal, enquanto o pHix-up® proporcionou uma estabilização mais gradual e sustentada do pH ao longo do tempo.
Proporção Forragem: concentrado
CONCLUSÃO
A suplementação com pHix-up® resultou em maior estabilidade do pH ruminal sob desafio acidogênico e esteve associada à preservação de populações fibrolíticas, particularmente
Fibrobacter. Esses achados sugerem que o pHix-up® exerce efeitos positivos sobre a função ruminal não somente por sua ação tamponante, mas também por promover a estabilidade do ecossistema ruminal e proteger bactérias responsáveis pela degradação da fibra em dietas ricas em concentrado.

Efeitos no pH ruminal e no consumo de alimento de vacas submetidas a um desafio dietético BAIXE EM PDF
Luana Z.Massirer, Pedro H. Cordeiro, Bruna A. S. Valério, Renata B.M.S.Souza, Vanessa R. Olszewski, Giovana T. da Silva, Bruna W.S. Abeche, Laís M. Antunes, Danieli Z.Cypriano, Heloísa L. Silva, Laiane S. Lima, Ananda P. Félix. Universidade Federal do Paraná
Atualmente, os animais de estimação, especialmente os gatos, assumem papel cada vez mais relevante no ambiente familiar, sendo frequentemente tratados como membros do núcleo doméstico.


Essa mudança de perspectiva tem influenciado significativamente os métodos de cuidado, manejo e, principalmente, alimentação, levando os responsáveis a buscarem alternativas que promovam saúde e bem-estar aos animais (Andrade & Meneguelli, 2025).

Além disso, observa-se crescente tendência de humanização da nutrição pet, na qual os responsáveis procuram oferecer aos animais alimentos semelhantes aos consumidos por eles próprios.
Nesse contexto, modalidades alimentares como a alimentação “natural” e a “caseira” têm ganhado destaque, embora apresentem definições distintas.

Segundo o Glossário recentemente lançado pela SBNutriPet (2026) , alimentos naturais são aqueles derivados de fontes vegetais, animais ou minerais, não processados ou submetidos apenas a processamentos físicos, sem utilização de aditivos quimicamente sintetizados. Assim o termo “natural” está relacionado principalmente às caracteristicas dos ingredientes utilizados e ao grau de processamento dos alimentos.
Já a alimentação caseira refere-se às dietas preparadas pelos próprios responsáveis pelos animais ou sob orientação profissional, utilizando ingredientes frescos destinados ao consumo humano. Nesse caso, o termo está relacionado à forma de preparo e fornecimento da dieta.
O interesse crescente por essas modalidades têm sido impulsionado, em parte, pelas mídias sociais, que ampliaram a disseminação de debates, percepções e mitos relacionados aos alimentos comerciais para animais de estimação (Menniti et al., 2022).
et al., 2013).
A dieta BARF é composta principalmente por carnes cruas, ossos carnosos, vísceras e, em alguns casos, vegetais e suplementos, buscando reproduzir uma alimentação considerada biologicamente semelhante à de ancestrais carnívoros (Freeman et al., 2013; Schlesinger; Juca, 2017).
Já as dietas caseiras cozidas utilizam ingredientes preparados termicamente, como carnes, carboidratos e vegetais, podendo apresentar maior flexibilidade de formulação e adaptação às preferências alimentares e condições clínicas dos animais (Oliveira & Oliveira, 2021).



manutenção de animais saudáveis, enquanto outras são formuladas com objetivos terapêuticos específicos (Pedrinelli et al., 2021).
Entre os benefícios atribuídos às dietas caseiras destaca-se a elevada digestibilidade, considerada um importante parâmetro na nutrição de animais de companhia.

Outra característica importante dessas dietas é a possibilidade de individualização nutricional, permitindo ajustes conforme idade, condição corporal, nível de atividade, palatabilidade e necessidades de cada animal (Freeman et al., 2013; Pedrinelli et al., 2019;).
Essa flexibilidade tem contribuído para o crescente interesse dos resposnáveis pelos animais e profissionais pela alimentação caseira na nutrição de cães e gatos (Menniti et al., 2022).
Em gatos, Wang et al. (2024) avaliaram a digestibilidade de dietas naturais cruas, cozidas e extrusadas. Os autores observaram que a dieta natural cozida apresentou maiores coeficientes de digestibilidade para matéria seca (MS) e proteína bruta (PB) em comparação às demais dietas.

A digestibilidade do extrato etéreo foi semelhante entre as dietas cozida e crua, porém superior à observada no alimento extrusado. Além disso, a digestibilidade da MS e da PB da dieta crua também foi superior à do alimento extrusado.
Outro benefício frequentemente relatado é a maior palatabilidade dessas dietas, característica particularmente relevante para gatos seletivos ou com oscilações de apetite (Villaverde et al., 2022).

Adicionalmente, alguns estudos indicam possíveis efeitos positivos sobre o comportamento animal. Cruz et al. (2022) observaram maior interesse alimentar, maior satisfação e menor ansiedade em cães alimentados com dietas personalizadas, contribuindo para o enriquecimento ambiental e para o bem-estar psicológico.
Embora não tenham sido encontrados estudos específicos sobre o potencial terapêutico de dietas caseiras em gatos, trabalhos conduzidos em cães demonstraram benefícios clínicos em situações específicas.
Segev et al. (2010), por exemplo, relataram a eficácia de dietas caseiras com baixo teor de potássio em cães com doença renal crônica e hipercalemia. Da mesma forma, Okanishi et al. (2014) documentaram a eficácia de dietas caseiras com teor ultrabaixo de gordura no tratamento da linfangiectasia intestinal.
Apesar dos potenciais benefícios, a utilização de dietas caseiras em gatos apresenta importantes desafios relacionados à adequação nutricional, segurança sanitária e comportamento alimentar da espécie.

Dietas formuladas sem acompanhamento profissional ou sem suplementação adequada podem apresentar desequilíbrios nutricionais e deficiência de nutrientes essenciais.
Reis (2025), ao avaliar a composição bromatológica de 15 amostras de alimentação natural para cães comercializadas no Brasil, verificou que apenas uma apresentava relação cálcio:fósforo dentro da faixa recomendada para a espécie (1:1 a 2:1).

De forma semelhante, Pedrinelli et al. (2019) avaliaram laboratorialmente 75 dietas naturais para cães e 25 para gatos. Nenhuma das dietas forneceu os níveis recomendados de todos os nutrientes avaliados, e mais de 84% apresentaram três ou mais nutrientes abaixo das recomendações. Nas receitas destinadas a gatos, os nutrientes mais frequentemente inadequados foram ferro e zinco.
Outro ponto relevante refere-se ao comportamento alimentar felino. Os gatos são particularmente sensíveis a pequenas diferenças na composição dos alimentos e podem rejeitar dietas devido às suas preferências alimentares, o que pode resultar em consequências clínicas graves (Zaghini et al., 2005).

Além disso, apresentam maior seletividade alimentar e tendência à neofobia quando comparados aos cães, podendo demonstrar rejeição a novos ingredientes, aromas e texturas.
Comportamento alimentar felino
Gatos são seletivos e podem rejeitar dietas se houver mudanças bruscas, novas texturas ou alimentos desconhecidos.
Nesse sentido, a exposição precoce a diferentes alimentos e consistências durante a fase de filhote pode favorecer maior aceitação alimentar na vida adulta.
Ainda assim, mudanças abruptas na dieta frequentemente resultam em baixa aceitação, dificultando a introdução de dietas caseiras em animais previamente alimentados exclusivamente com alimentos extrusados (Zaghini et al., 2005; Case et al., 2011).

Comportamento alimentar felino
Gatos são seletivos e podem rejeitar dietas se houver mudanças bruscas, novas texturas ou alimentos desconhecidos.

A segurança microbiológica também representa uma preocupação importante, especialmente em dietas cruas.
Segurança Alimentar
Dietas cruas oferecem maior risco de contaminação por patógenos, podendo afetar a saúde do gato e também dos responsáveis.

Diferentemente dos alimentos comerciais, que passam por processos capazes de reduzir a carga bacteriana e incluem controle de qualidade microbiológico, bromatológico e de estabilidade durante o armazenamento, dietas cruas apresentam maior risco de contaminação por microrganismos patogênicos (Anderson et al., 2017; Venugopal et al., 2020).

Em estudo comparando a presença de patógenos em dietas naturais cruas e alimentos extrusados para cães, Solís et al. (2022) identificaram Salmonella spp. e Listeria monocytogenes em 35,7% das amostras de alimentação natural crua.
Os autores não detectaram patógenos nas amostras de alimentos extrusados nem nas fezes de cães alimentados com esses produtos. Dessa forma, dietas cruas podem representar risco microbiológico tanto para os animais quanto para seus responsáveis (Overgaauw et al., 2020).
Embora a alimentação caseira represente uma alternativa promissora na nutrição de felinos, sua implementação exige acompanhamento técnico e monitoramento nutricional contínuo por parte de médicosveterinários e zootecnistas.
O sucesso dessa abordagem depende não apenas da composição da dieta, mas também de sua individualização conforme espécie, idade, nível de atividade, condição corporal e presença de enfermidades.
Em gatos, esses cuidados tornam-se ainda mais relevantes devido às particularidades metabólicas e comportamentais da espécie, caracterizada por elevada seletividade alimentar e maior sensibilidade a mudanças bruscas na dieta.
Assim, formulações inadequadas podem predispor à ocorrência de deficiências nutricionais, baixa aceitação alimentar e riscos sanitários, especialmente no caso de dietas cruas.
Dietas caseiras versus alimentos comerciais para gatos: desafios, evidências e implicações nutricionais
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Referências sob consulta junto ao autor


Equipe Técnica Tecphy
Aprodução de leite destaca-se como um dos pilares da agropecuária mundial, exercendo papel fundamental tanto na economia quanto na nutrição humana, ao fornecer proteínas de alto valor biológico, ácidos graxos e micronutrientes essenciais.
Entre 2000 e 2020, observou-se um crescimento consistente da produção global, impulsionado pela intensificação dos sistemas produtivos, avanços em genética, nutrição e manejo, além do aumento contínuo da demanda por alimentos de origem animal.

De acordo com dados da FAO, a produção mundial de leite apresentou expansão significativa desde a década de 1990, tendência que deve se manter nas próximas décadas em função do crescimento populacional e da urbanização (FAO, 2021; OECD/ FAO, 2022).
Estudos como os de Gerber et al. (2013) e Thornton (2010) ressaltam que o aumento da eficiência produtiva e a adoção de tecnologias são fatores determinantes para sustentar essa expansão, ao mesmo tempo em que reforçam o papel estratégico da cadeia leiteira na segurança alimentar global e no fornecimento de nutrientes essenciais à população.


No contexto brasileiro, a produção leiteira assume relevância estratégica, posicionando o país entre os principais produtores globais, porém marcada por acentuada heterogeneidade estrutural. Essa característica decorre da coexistência de sistemas intensivos, com elevado nível tecnológico, e sistemas extensivos ou de base familiar, frequentemente limitados em termos de gestão, nutrição e eficiência produtiva.
Tal variabilidade impacta diretamente em indicadores zootécnicos e na qualidade da matéria-prima obtida. De acordo com Vilela et al. (2017) e Carvalho et al. (2020), os principais entraves à competitividade do setor incluem baixa produtividade por animal, lacunas na qualificação da mão de obra e limitada adoção de tecnologias de precisão e manejo.
Adicionalmente, a qualidade do leite no Brasil é fortemente influenciada por fatores sanitários, nutricionais e ambientais, sendo usualmente monitorada por parâmetros como composição físico-química, contagem bacteriana total (CBT) e contagem de células somáticas (CCS).
Nesse cenário, a mastite bovina destacase como a enfermidade de maior impacto econômico na cadeia leiteira, uma vez que promove alterações inflamatórias na glândula mamária, elevação da CCS e prejuízos diretos na composição e no rendimento industrial do leite.
Estudos clássicos, como os de Bradley (2002) e Halasa et al. (2007), evidenciam que a mastite representa um dos principais fatores limitantes da eficiência produtiva, reforçando a necessidade de estratégias integradas de manejo sanitário e nutricional para melhoria da qualidade do leite.
A dinâmica entre os sistemas inflamatório e antioxidante apresenta papel determinante na regulação da contagem de células somáticas (CCS), uma vez que esse indicador está diretamente associado à intensidade e à persistência da resposta inflamatória na glândula mamária frente a desafios infecciosos.

Em condições de equilíbrio imunometabólico, há maior eficiência na contenção de patógenos com menor necessidade de recrutamento exacerbado de células inflamatórias para o lúmen alveolar, o que contribui para a manutenção da integridade tecidual e da qualidade do leite.
Por outro lado, estados caracterizados por estresse oxidativo e inflamação sistêmica promovem ativação desregulada de vias pró-inflamatórias, intensificando a migração celular e elevando a CCS.

O estresse oxidativo desempenha papel central na disfunção imunológica e na maior suscetibilidade à mastite (Sordillo, 2016). Dessa forma, intervenções nutricionais capazes de modular simultaneamente inflamação e status antioxidante configuram-se como ferramentas estratégicas para reduzir a pressão patogênica, controlar a CCS e otimizar o desempenho produtivo em sistemas leiteiros modernos.
A utilização combinada de aditivos funcionais na dieta de vacas leiteiras tem emergido como uma estratégia promissora para a modulação integrada dos sistemas imune e antioxidante, especialmente em cenários de alta exigência metabólica.
Nesse contexto, a associação sinérgica entre compostos fitoativos, como óleos essenciais e extratos vegetais, bem como leveduras, minerais orgânicos e vitaminas tem sido amplamente estudada devido à sua atuação complementar em diferentes vias fisiológicas.
Os fitoativos, ricos em compostos bioativos como polifenóis, flavanoides e terpenos exercem efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios por meio da modulação de vias celulares sensíveis ao estado redox, o que contribui para a manutenção da homeostase e redução da ativação inflamatória sistêmica (Karásková et al., 2015; Gessner et al., 2013).
Além disso, esses compostos apresentam ação antimicrobiana e moduladora da microbiota, o que reduz a pressão patogênica e favorece a integridade intestinal e a resposta imune (Steiner, 2015).
Concomitante a isso, a inclusão de leveduras, potencializa esses efeitos ao atuar diretamente sobre o ambiente ruminal, promovendo estabilidade do pH, aumento da atividade microbiana benéfica e melhoria da digestibilidade dos nutrientes, o que se traduz em maior eficiência produtiva e suporte imunológico indireto.


Paralelamente, minerais orgânicos e vitaminas desempenham papel crucial como cofatores enzimáticos em sistemas antioxidantes endógenos, além de apresentarem alta biodisponibilidade no trato gastrointestinal.
Com base nesses fundamentos, a TECPHY direciona seus esforços de pesquisa e desenvolvimento para a otimização da combinação entre esses compostos, buscando explorar ao máximo seus efeitos sinérgicos sobre a fisiologia animal.
Por meio de estudos experimentais e validações a campo, são estabelecidas formulações capazes de modular simultaneamente o ambiente ruminal, o sistema imune e o equilíbrio redox, promovendo maior eficiência metabólica e produtiva.
Em um estudo conduzido na Universidade do Estado de Santa Catarina, utilizando 14 animais da raça Jersey, divididos em dois grupos:
Grupo de animais que receberam o blend de compostos bioativos (óleos essenciais de orégano e canela, cúrcuma, taninos, levedura viva, mananoligossacarídeos, beta-glucanos e minerais orgânicos via dieta), e
O grupo de animais que não receberam nenhum aditivo via dieta (controle).
As avaliações ocorreram em dois momentos, sendo fase inicial ao pico de lactação (DEL 30 a 75), com ordenha convencional e meio da lactação (DEL 90 a 135), com ordenha robotizada.

Essa abordagem visa não apenas potencializar a produtividade, mas também reduzir a pressão patogênica, contribuir para o controle da contagem de células somáticas (CCS) e favorecer a manutenção da saúde da glândula mamária.

Desse modo, observou-se que após 25 dias de uso do aditivo, a produção de leite das vacas do grupo que consumiu o blend foi maior (+1.5 litros na média geral) em comparação ao grupo controle na ordenha convencional, ao passo que na ordenha robotizada, caracterizada pelos animais já em meio de lactação, houve uma queda de produtividade geral, porém os animais do grupo que consumiram o blend de bioativos produziram mais leite diariamente (+1.1 litros na média geral) em comparação ao controle (Figura 1 e 2).
Produção de leite (kg/dia)
30 27 24 21 18 15
a) Ordenha convencional
P trat x dia = 0,012
P trat = 0,254
Controle Fitogênico
DEL30 DEL35 DEL40 DEL45 DEL50 DEL55 DEL60 DEL65 DEL70 DEL75
1. Produção de leite de vacas Jersey (DEL 30 a DEL 75) com e sem o uso do blend de bioativos na dieta sob sistema de ordenha convencional.
a) Ordenha robotizada
30 27 24 21 18 15 Produção de leite (kg/dia)
P trat x dia = 0,050
P trat = 0,521
Controle Fitogênico
DEL90 DEL95 DEL100 DEL105 DEL110 DEL115 DEL120 DEL125 DEL130 DEL135
Figura 2. Produção de leite de vacas Jersey (DEL 90 a DEL 135) com e sem o uso do blend de bioativos na dieta sob sistema de ordenha robotizada.
Vale ressaltar que após o pico de lactação, há uma queda de produtividade no lote, bem como a mudança do sistema de ordenha pode influenciar diretamente na adaptação e mantença da produção.
Ainda no mesmo experimento, observouse que níveis de Imunoglobulina A séricas dos animais que consumiram o blend de bioativos foram maiores comparados ao grupo controle no período de início/pico de lactação (Figura 3).
Do ponto de vista fisiológico, vacas em pico de lactação enfrentam intenso desafio metabólico e imunológico, com tendência à imunossupressão transitória. Nesse cenário, estratégias nutricionais que promovam aumento da IgA contribuem para melhor proteção da mucosa, maior estabilidade da microbiota intestinal, menor translocação bacteriana e melhor integridade epitelial, fatores esses diretamente ligados à eficiência alimentar e à resposta imune sistêmica.

Figura 3. Níveis de IgA sérica em vacas Jersey (DEL 30 a DEL 75) com e sem o uso do blend de bioativos na dieta sob sistema de ordenha convencional.

No contexto da CCS, o estudo avaliou os animais em diferentes períodos de dias em lactação (início, pico e meio). Para vacas com DEL 30 a 75, não houve diferença entre os grupos, embora se observe uma redução numérica de CCS no grupo que consumiu o blend de bioativos.
Por outro lado, vacas com DEL 90 a 135 que receberam o blend de fitoativos apresentaram menor CCS em comparação ao grupo controle (P < 0,05). (Figura 4).

Streptococcus pvalue = 0.006** 135 dias
Abundância Relativa 75 dias
Fitogênico Controle Fitogênico
Figura 5. Abundância relativa de Streptococcus no leite de vacas com e sem o uso da combinação dos bioativos funcionais.
Do ponto de vista patogênico, os Streptococcus possuem mecanismos que favorecem sua adesão e persistência no tecido mamário, como a produção de fatores de virulência que facilitam a colonização, evasão do sistema imune e formação de biofilmes.
Controle Blend de bioativos
DEL 30 a 75
Controle Blend de bioativos
DEL 90 a 135
4. CCS no leite de vacas Jersey com e sem o uso do blend de bioativos na dieta sob sistema de ordenha convencional e robotizada.
Ao realizar o teste microbiológico para presença de Streptococcus no leite, abaixo do limite de detecção ao invés de ausencia total dessa bactéria para os animais que consumiram o blend de compostos bioativos, quando comparados ao grupo controle, em ambos os períodos de lactação (Figura 5).
A resposta inflamatória desencadeada pela infecção resulta no recrutamento de leucócitos para o leite, em que eleva o CCS e altera a composição do leite, com redução de caseína, lactose e rendimento industrial.

Corroborando os resultados obtidos no estudo supracitado, outro estudo foi conduzido em seis propriedades, envolvendo 89 vacas leiteiras.
Ao considerar a média geral dos animais, observou-se redução de 14,21% na CCS individual (Figura 6) e de 14,76% na CCS do tanque (Figura 7) após 30 dias de uso contínuo do blend de compostos bioativos, em comparação ao período sem suplementação.


Figura 6. Média individual geral de bovinos de leite antes e após o consumo da combinação dos bioativos funcionais.
Em outro momento, em um estudo utilizado 17 animais da raça Holandês, observamos que o uso contínuo por 90 dias da combinação dos compostos bioativos demonstrou redução gradual e linear na CCS na média individual entre os animais (- 14,01%) (Figura 8).
Figura 7. Média individual geral do resfriador de leite bovinos de leite antes e após o consumo da combinação dos bioativos funcionais.
8. Média da CCS individual de bovinos de leite submetidos ao consumo do blend de compostos bioativos durante 90 dias.
Importante ressaltar que, a CCS é um parâmetro altamente sensível e deve ser entendida como uma variável multifatorial, resultante da interação entre:

Fatores ambientais: Imunidade do animal, estágio da lactação, idade do animal, número de lactações e fatores genéticos.

Fatores de manejo: A higiene na ordenha, qualidade da cama, manejo do pré e pós-dipping, manutenção dos equipamentos de ordenha e rotina operacional.
Fatores ambientais e nutricionais:
Estresse térmico, superlotação, falhas nutricionais e desequilíbrios metabólicos.
Em tese, a modulação da microbiota e dos sistemas inflamatório e antioxidante é um dos principais direcionadores de eficiência na produção leiteira. Quando bem ajustados, esses sistemas reduzem o desvio de energia para respostas inflamatórias desnecessárias e preservam a integridade celular, permitindo que mais nutrientes sejam direcionados para a produção de leite.
Estudos de Sordillo (2016) e Bernabucci et al. (2005), demonstram que vacas com melhor status antioxidante e menor inflamação apresentam maior desempenho produtivo e menor incidência de distúrbios metabólicos e mastite.
Nesse cenário, o uso combinado de fitogênicos, leveduras, minerais orgânicos e vitaminas se destaca pela ação sinérgica. Nesse contexto, compostos fitogênicos atuam na redução da inflamação e do estresse oxidativo; leveduras, como Saccharomyces cerevisiae, melhoram a eficiência ruminal e o aproveitamento de nutrientes; enquanto minerais, associados a vitaminas, reforçam os sistemas antioxidantes endógenos.
Gessner et al. (2013) e Weiss (2010) indicam que essa combinação contribui para melhor resposta imune, menor contagem de células somáticas (CCS) e maior estabilidade produtiva
Em síntese, o aumento da CCS no leite é resultado de um desequilíbrio entre desafio sanitário e capacidade de resposta do animal, sendo essencial uma abordagem integrada envolvendo manejo, nutrição, sanidade e monitoramento contínuo para seu controle efetivo.
Na prática, o uso de blends de compostos bioativos, combinando fitoativos, extratos vegetais, leveduras, minerais orgânicos e vitaminas, destaca-se como estratégia central para modular a microbiota e os sistemas inflamatório e antioxidante.
Fatores esses que se traduzem em vacas mais resilientes, com menor pressão patogênica, melhor eficiência alimentar e maior consistência na produção e qualidade do leite.
A nutrição funcional, baseada nessa sinergia de compostos, deixa de ser apenas suporte e passa a ser ferramenta estratégica para maximizar desempenho e sustentabilidade na pecuária leiteira moderna.
Eficiência Invisível: Como blends de bioativos funcionais transformam saúde em eficiência produtiva BAIXAR EM PDF




Gabriela Galvão

Adecisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco, a partir de setembro de 2026, provocou forte repercussão no agronegócio brasileiro.

Mas, afinal, o que realmente aconteceu, e por que essa medida vai muito além de uma simples barreira comercial?

A princípio, é importante esclarecer que a União Europeia não é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina especificamente.

O bloco europeu está entre os cinco maiores mercados compradores, mas representa aproximadamente 4% do volume total exportado pelo Brasil. Ainda assim, seu peso estratégico é enorme.
Isso porque a Europa funciona como uma espécie de “vitrine” mundial. Trata-se de um mercado reconhecido pelo elevado nível de exigência sanitária, rigor técnico e alto valor agregado. Em outras palavras, apesar de comprar menos volume, paga melhor e influencia padrões globais de qualidade e conformidade.
Por isso, quando a União Europeia determina regras sanitárias mais rígidas, o impacto costuma ultrapassar as fronteiras europeias. Outros mercados passam a observar o mesmo movimento, especialmente países que valorizam rastreabilidade, sustentabilidade e segurança alimentar.

A exclusão do Brasil da lista de países autorizados não surgiu de maneira repentina. Na prática, o cenário já vinha sendo construído há alguns anos.
Desde janeiro de 2022, a União Europeia passou a aplicar o Regulamento (UE) 2019/6, que proibiu a utilização de antimicrobianos como melhoradores de desempenho na alimentação animal.
Ou seja, substâncias antimicrobianas não poderiam mais ser utilizadas exclusivamente para promover ganho de peso, eficiência alimentar ou aumento de produtividade.
Posteriormente, em 2023, o Regulamento (UE) 2023/905 ampliou ainda mais o alcance das exigências europeias. A legislação determinou que países terceiros, ou seja, países fora da União Europeia, também precisariam comprovar conformidade com essas regras caso desejassem exportar animais e produtos de origem animal ao bloco europeu.
O prazo final para implementação das exigências foi estabelecido para setembro de 2026. Portanto, trata-se de uma agenda regulatória anunciada previamente e acompanhada há anos pelo mercado internacional.

Enquanto isso, no Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou apenas em abril de 2026 a Portaria SDA/MAPA nº 1.617, proibindo cinco antimicrobianos utilizados como melhoradores de desempenho na alimentação animal.

A norma estabeleceu um período de transição de 180 dias para adequação do setor produtivo, a partir da data da publicação da Portaria.
Embora a publicação da portaria represente um avanço importante na harmonização regulatória internacional, a avaliação europeia foi de que o prazo brasileiro não garantiria segurança suficiente para comprovar que esses produtos já não estariam circulando na cadeia produtiva animal.
Na visão da Comissão Europeia, ainda existiria o risco de utilização residual desses antimicrobianos durante a vida produtiva dos animais destinados à exportação.
Dessa forma, o principal ponto de preocupação deixou de ser exclusivamente sanitário e passou a envolver rastreabilidade, previsibilidade regulatória e controle de cadeia.
Em resposta às restrições europeias, o Brasil buscou negociar alternativas de transição. Uma das propostas discutidas para a cadeia da carne bovina seria considerar inicialmente apenas os últimos nove meses da vida do animal para comprovação da não utilização dos antimicrobianos proibidos, em vez de exigir conformidade durante todo o ciclo produtivo.
No entanto, a União Europeia demonstrou resistência à proposta justamente pela dificuldade de rastreabilidade da produção animal.
E é aqui que o debate ganha profundidade.
A resistência antimicrobiana deixou de ser uma pauta exclusivamente sanitária. Hoje, ela integra discussões globais sobre saúde pública, segurança alimentar, sustentabilidade, ESG e gestão de risco comercial.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a resistência aos antimicrobianos é considerada uma das maiores ameaças globais à saúde pública. Estima-se que, sem controle adequado, os impactos econômicos e sanitários possam atingir níveis críticos nas próximas décadas.

Na prática, mercados premium já não compram apenas proteína animal. Eles compram confiança, previsibilidade, rastreabilidade e capacidade de gestão de risco.
Isso demonstra que o cenário atual não deve ser interpretado apenas como um episódio isolado relacionado ao uso de antibióticos, mas como parte de uma tendência global: mercados com maior maturidade regulatória estão cada vez mais exigindo sistemas capazes de comprovar, na prática, aquilo que certificam.
Não basta apenas possuir legislação, embora ela seja fundamental. O ponto central está na capacidade de transformar requisitos regulatórios em mecanismos efetivos de controle oficial, com evidências claras, auditáveis e verificáveis.
Esse nível de confiabilidade é construído por meio de registros consistentes, rastreabilidade eficiente, procedimentos bem definidos, auditorias, sistemas digitais integrados, fiscalização oficial estruturada e capacidade de implementar ações corretivas de forma rápida e transparente.

A medida europeia pode afetar exportações de carne bovina, aves, ovos e animais vivos. Além das perdas comerciais diretas, existe também um impacto reputacional relevante para o Brasil perante mercados de alto valor agregado.
Por outro lado, este movimento pode acelerar investimentos em rastreabilidade, programas de monitoramento de resíduos, governança regulatória e modernização da cadeia produtiva brasileira.
A tendência mundial aponta para exigências cada vez maiores relacionadas ao uso prudente de antimicrobianos, sustentabilidade da produção animal e transparência ao consumidor final.
Empresas que conseguirem antecipar essas demandas tendem a ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.
O Brasil é uma potência na produção de proteína animal, mas, no cenário atual, liderança não se define apenas por escala, produtividade ou competitividade de preço. Ela também é medida pela capacidade de demonstrar conformidade, garantir rastreabilidade e transmitir confiança aos mercados internacionais.
No fim, o episódio reforça uma mensagem importante para o agronegócio brasileiro: conformidade regulatória deixou de ser apenas obrigação legal. Tornou-se estratégia de mercado.
Europa fecha as portas para proteína animal do Brasil: o que está por trás da decisão da União Europeia BAIXAR EM PDF




AAvaliações valiações Avaliações in vivo in vivo in vivo
SAÚDE INTESTINAL SAÚDE INTESTINAL SAÚDE INTESTINAL

Clostridium perfringens, Lipopolissacarídeos (Endotoxinas)

Marcadores de inflamação Marcadores de inflamação Marcadores inflamação
intestinal intestinal intestinal
Determinantes da saúde da saúde Determinantes da
intestinal intestinal intestinal
Indicadores de desafio Indicadores de desafio Indicadores de desafio entérico entérico entérico








Dr. Fernando Noriega del Campo Consultor em Pecuária do Grupo Nuproxa, 2026


a criptosporidiose. Longe de ser um evento clínico isolado da fase neonatal, essa parasitose representa uma barreira estrutural que limita o potencial genético do gado desde o nascimento até a vida adulta.
A prevalência global, que se situa em uma faixa alarmante de 13% a 93%, não é apenas uma estatística epidemiológica, mas um indicador de uma crise de eficiência metabólica.


O que o olho clínico identifica inicialmente como uma diarreia profusa em bezerros é, na verdade, a ponta de um iceberg fisiopatológico que compromete a integridade do epitélio intestinal e, consequentemente, a rentabilidade a longo prazo da exploração pecuária.
O impacto desse patógeno transcende a clínica imediata, alterando vias metabólicas fundamentais e comprometendo a capacidade de resposta imunológica do rebanho como um todo.
O impacto inicial ocorre no recémnascido, onde o Cryptosporidium parvum desencadeia o que é conhecido como síndrome de má absorção. O dano não é superficial; trata-se de uma agressão direta às vilosidades intestinais, cujo comprimento pode ser reduzido em até 50% durante o pico da infecção.

Os bezerros que sobrevivem a essa fase não conseguem uma recuperação total; os dados demonstram um déficit médio de 34 kg de peso corporal ao atingirem seis meses de idade.
Esse déficit no desenvolvimento é irreversível, uma vez que o dano precoce no parênquima mamário e o atraso na maturação metabólica impedem que o animal atinja seu pico de produção de leite projetado.
A fisiologia do crescimento é interrompida por uma demanda energética de reparação que o animal não consegue satisfazer devido à própria falha de absorção intestinal.
Esse colapso estrutural reduz a superfície disponível para o transporte de nutrientes, afetando especialmente os cotransportadores de sódio-glicose (SGLT1), o que resulta na incapacidade do animal de processar os alimentos, independentemente da qualidade nutricional da dieta.

A consequência imediata é um aumento maciço da permeabilidade paracelular, permitindo a perda descontrolada de fluidos para a luz intestinal e abrindo as portas para toxinas bacterianas.
À medida que o animal passa para a fase de recria, a dinâmica do parasita evolui para uma forma de parasitismo crônico. A persistência subclínica, protagonizada por espécies como C. bovis e C. ryanae, torna-se quase universal em animais de cinco a doze semanas.
Embora nesta fase os sinais clínicos sejam menos evidentes, o custo energético da manutenção do sistema imunológico diante da carga parasitária é altíssimo.

Essas novilhas atuam como reservatórios e pontes epidemiológicas dentro do rebanho; o estresse imunológico crônico gerado pela criptosporidiose predispõe os animais a outras patologias:
Foi documentado que uma infecção precoce por Cryptosporidium eleva em 1,44 vezes o risco de sofrer de doenças respiratórias bovinas complexas.
Isso ocorre porque o animal esgota suas reservas de energia e proteínas em uma tentativa infrutífera de reparar o epitélio intestinal, negligenciando a vigilância imunológica do sistema respiratório.

A homeostase é perdida, e o animal entra em um ciclo de vulnerabilidade que impacta diretamente nos custos com medicamentos e na taxa de reposição do rebanho.

O desafio culmina na vaca adulta, onde o parasita assume uma forma ainda mais insidiosa e sistêmica. O Cryptosporidium andersoni coloniza especificamente as glândulas abomasais, provocando uma abomasite proliferativa.
Esse processo altera drasticamente o microambiente gástrico, elevando o pH do abomaso para a alcalinidade.
Essa alteração é crítica: a enzima pepsinogênio requer um meio ácido para se ativar e se converter em pepsina, a enzima responsável pela degradação primária das proteínas. Quando esse processo falha, a digestão proteica se torna ineficiente, o que agrava o Balanço Energético Negativo (BEN), tão comum após o parto.
O fígado, numa tentativa de compensar a falta de glicose, mobiliza reservas de gordura de forma massiva, o que aumenta a produção de corpos cetônicos e afeta a sinalização do eixo IGF-1 (fator de crescimento insulínico tipo 1).
A redução dos níveis de IGF-1 no sangue retarda a reativação ovariana, aumentando os dias abertos e diminuindo as taxas de concepção.

Em termos produtivos, uma vaca infectada por C. andersoni pode perder até 3,2 kg de leite por dia
Um número que, multiplicado pela duração da lactação, representa uma perda econômica devastadora para o produtor. A ineficiência reprodutiva torna-se, assim, o custo oculto mais oneroso no gado adulto.
Diante desse panorama de degradação metabólica e perda econômica, a ciência veterinária tem buscado alternativas que superem as limitações dos tratamentos químicos convencionais, os quais frequentemente enfrentam problemas de resistência ou períodos de carência que afetam a comercialização do leite.
PeptaSan redefine a estratégia de controle integral; é uma solução poliherbal avançada que utiliza a sinergia bioquímica de fitoativos selecionados.
O sucesso desta solução reside em seu mecanismo de ação múltiplo e equilibrado. As saponinas atuam diretamente sobre a membrana lipídica dos oocistos, provocando sua lise e morte por meio de um choque osmótico.
Simultaneamente, os polifenóis e taninos modificam o microambiente intestinal, criando uma barreira protetora no enterócito que impede a adesão e invasão do parasita. Essa ação dupla não apenas elimina o agente causador, mas promove ativamente a regeneração do epitélio danificado, acelerando a recuperação da capacidade de absorção do animal.

A validação técnica do PeptaSan, respaldada por pesquisas exaustivas e ensaios em instituições de prestígio como a FESC-UNAM, México 2025, apresenta resultados que transformam a zootecnia moderna do rebanho leiteiro.
Em ensaios controlados e testes de campo plurianuais, foi demonstrada uma eficácia de 100% na eliminação da excreção de oocistos de Cryptosporidium e uma redução de 98,8% em Eimeria spp

Os animais submetidos ao protocolo PeptaSan apresentam um aumento médio de 8,72 kg no peso ao desmame em comparação com os grupos de controle.
Esse aumento é resultado direto da manutenção de um sistema digestivo íntegro, capaz de absorver aminoácidos e energia de maneira eficiente.
Além disso, o uso estratégico do PeptaSan no período pré-parto permite reduzir a carga parasitária da mãe de forma segura, garantindo que o bezerro nasça em um ambiente com menor pressão de infecção e assegurando que o colostro não seja comprometido por processos inflamatórios sistêmicos que degradam sua qualidade imunológica.
Além do trato gastrointestinal, o PeptaSan oferece benefícios metabólicos adicionais que impactam positivamente a rentabilidade.
Observou-se que a inclusão do PeptaSan na dieta reduz a produção de metano em até 29%.
Esse efeito é alcançado por meio da modulação da população de arqueas metanogênicas no rúmen, sem afetar negativamente a degradação da fibra pelas bactérias celulolíticas.
Do ponto de vista energético, cada mol de metano que não é produzido é energia que permanece disponível para o animal na forma de ácidos graxos voláteis, principalmente propionato, precursor fundamental da glicose no fígado.

Dessa forma, o PeptaSan contribui para uma maior eficiência na conversão alimentar e uma menor pegada de carbono por litro de leite produzido.
Em conclusão, a implementação do programa PeptaSan tem um efeito direto na proteção do gado, em todas as suas fases fisiológicas, contra os danos epiteliais e metabólicos causados pelo Cryptosporidium spp.
Isso garante que o potencial genético do rebanho se traduza fielmente em quilos de carne e litros de leite. Essa estratégia garante a viabilidade econômica da empresa pecuária a longo prazo, posicionando o produtor na vanguarda da eficiência e da sustentabilidade no setor leiteiro global.
Estratégia de Controle e Prevenção da Criptosporidiose em Ruminantes BAIXAR EM PDF

Referências bibliográficas sob consulta junto ao autor

