OXE?! AQUI É A BAHIA, PAI!
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Considerado uma das mais emblemáticas da história baiana, é de fato o 2 de julho. Pouco se fala sobre os caminhos que levaram ao "Grito do Ipiranga". A guerra da independência iniciou-se dois meses e meio antes de Dom Pedro se desligar das cortes portuguesas.
O movimento de independência, foi motivado pela batalha do porto que buscava a limitação do poder da coroa, as revoltas que se foram se levantando pelo Estado baiano foram reprimidas pelo governador português Luís Madeira de Melo.
Não se delongou para se aflorar o conflito decisivo, a batalha de Pirajá em 1822, com Vitória dos baianos sobre a tropa portuguesa. Nesta luta pela separação definitiva, brancos ,caboclos, negros e índios uniram forças.
Dois de julho não é apenas um desfile militar é um desfile para o povo, pois o povo brasileiro quem derramou seu sangue, morreram para que hoje pudéssemos desfrutar da nossa bela Bahia. Está no sangue de cada baiano a garra desse povo forte, arretado e que não se deita para senhor ninguém, a não ser ao nosso Senhor do Bonfim.
Nós alunos do terceiro C, te convidamos para embarcar nesta trajetória até os dias atuais e iremos mostrar a verdade dolorosa deste período, mas acima de tudo muito bela.
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o acesso às informações históricas a todos. Entretanto, a falta de visibilidade do bicentenário da independência na Bahia impede que os brasileiros usufruam verdadeiramente sobre este passado tão simbólico. Com efeito, a solução deste problema pressupõe que se combata não só a invisibilidade deste tema histórico, mas também a inércia estatal no que se refere à informação.
Diante desse cenário, a negligência à independência da Bahia fragiliza o conhecimento das pessoas. Nesse sentido, a Declaração Universal dos Direitos Humanos -- promulgada em 1948 pela ONU -- assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, tais como ir à escola estudar história. Ocorre que no Brasil, as pessoas estão distantes de vivenciar o benefício previsto pelas Nações Unidas, sobretudo por conta de estudarem só a história nacional sem validar a regional. Assim, se o bicentenário a Independência da Bahia continuar sendo tratado como invisível, os direitos firmados em 1948 permanecerão como privilégios Ademais, a inércia estatal inviabiliza a validação da emancipação baiana. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de "Contrato Social", a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria o estudo verídico da história regional à população Todavia, a invalidação do bicentenário ao dois de julho evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, enquanto há desvalorização histórica regional, representando um grave problema, Desse modo, enquanto a omissão estatal se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mias cruéis mazelas para às vítimas: A falta de conhecimento sobre a libertação baiana.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para incentivar o estudo histórico em relação a região. Nesse viés, as escolas -- responsáveis pela transformação social -- devem ensinar à população sobre a história real de emancipação baiana, por meio de professores capacitados e pós graduados em história da Bahia capazes de mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa terá a finalidade de garantir os direitos descritos pela Constituição Cidadã e de levar o Brasil a saber verdadeiramente sobre a regionalidade histórica.
A escravidão no Brasil era uma instituição que existia desde do século XVI, tendo sido trazido pelos portugueses durante a colonização Com a nossa Independência, essa instituição cresceu e tornou-se profundamente presente em nossa sociedade a quantidade de escravos que entrou no Brasil via tráfico negreiro era muito grande, chega cerca de 1,5 milhão de africanos O primeiro passo para a abolição da escravidão em nosso país foi a proibição do tráfico pela lei de Eusébio de Queirós, em 1850 essa lei foi aprovada como forma de evitar um conflito com a Inglaterra, que pressionava o Brasil pro fim do tráfico negreiro
A proibição do tráfico de escravos deu início a um lento processo que resultou na abolição da escravatura quase quatro décadas depois, o movimento abolicionista ganhou real força na sociedade brasileira a partir de 1870 A mobilização pelo fim da escravidão aconteceu em diferentes níveis e contou com a participação de intelectuais, classes populares e, principalmente, com o envolvimento dos próprios escravos
Uma das revolta importante que aconteceu antes da abolição em salvador foi a Revolta dos Malês o movimento envolveu cerca de 600 homens, inicialmente um grupo de 60 rebeldes foi a Câmara Municipal de Salvador, em um subsolo localizava-se uma prisão onde estava preso o velho Pacífico Licutan, um dos mais populares líderes malês Entretanto, o ataque à prisão não teve sucesso, devido à reação conjunta dos carcereiros e da guarda do palácio do governo, situada na mesma praça (a atual praça Tomé de Sousa)
Esse primeiro grupo de rebeldes espalhou-se então pelas ruas da cidade, convocando os outros escravos a se unirem a eles. Durante algumas horas, a revolta expandiu-se por diversas regiões de Salvador, traduzindo-se em confrontos violentos entre os revoltosos e as forças policiais, mais de 70 rebeldes e cerca de dez soldado morreram nos combates Não só os homens negros foram importante nas as mulheres negras também lutaram pelos seus direitos no movimento abolicionista Adelina, cuja existência não deixou para a História sobrenome, data de nascimento ou morte nem uma foto oficial, era filha de uma escravizada com um senhor. Seu pai não cumpriu a promessa de libertá-la aos 17 anos de idade como previa a Lei e pior, quando ficou pobre, era sua filha escravizada que vendia nas ruas e no comércio de São Luís os charutos que passou a produzir Por ter sido criada na casa grande, Adelina sabia ler e escrever, por isso quando se envolveu com a causa abolicionista, conseguia transmitir informações vitais sobre ações policiais até estratégias dos escravistas, para ajudar nas fugas de escravizados.
Maria Firmina dos Reis era negra e livre, ( também como Adelina), “filha bastarda” do senhor da casa grande. Foi a autora do que é considerado o primeiro romance abolicionista do Brasil, Úrsula, onde três dos principais personagens são negros que questionam o sistema escravocrata
Aos 55 anos, ela criou uma escola gratuita e mista para crianças pobres onde trabalhava como professora Maria Firmina morreu aos 92 anos, na casa de uma amiga que havia sido escravizada
Anastácia é uma das mais importantes figuras femininas da história negra. Nascida no Brasil, depois que sua mãe foi violentada por um homem branco, ela tinha olhos azuis. Forte e guerreira, ela era conhecida por reagir e lutar contra a opressão do sistema escravista, e foi obrigada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, que só era retirada na hora de se alimentar. Seu sofrimento de abusos violentos e físicos terminaram com sua morte, mas sua resistência inspirava outros escravizados. Os restos mortais de Anastácia desapareceram após um incêndio na Igreja do Rosário (no Rio de Janeiro) onde foi enterrada aumentando a crença popular e religiosa.
Assim, em 13 de maio de 1888, foi aprovada a Lei Áurea. Essa lei, primeiramente, foi aprovada no Senado e depois foi encaminhada para que a princesa regente, a princesa Isabel, a Lei Áurea garantiu a liberdade para os escravos de maneira imediata, e os donos de escravos não receberam nenhum tipo de indenização. Os libertos agora estavam livres para buscarem uma vida melhor, a vida dos escravos pós abolição não foi fácil, principalmente pelo fato de que o preconceito na sociedade era evidente e porque não houve medidas para integrá-los economicamente na sociedade, essas consequências são sentidas até hoje, mais de 135 anos depois. A data não é para celebração, mas serve como um marco para lembrarmos de personalidades que realmente lutaram pelos direitos da população negra.
A Bahia vem caminhando em passos longos para inclusão dos negros e a igualdade social na sociedade baiana, criando leis para amenizar ou tem mesmo acabar com os problemas que a sociedade tem, um das criações que o governo implementou na Assembleia Legislativa foi a LEI ORDINÁRIA Nº 13182 de 6 junho de 2014. Essa Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, defesa de direitos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e demais formas de intolerância racial e religiosas.
Na Bahia, denúncias de casos de racismo nas escolas têm sido frequentes Recentemente, uma aula negra de 13 anos foi impedida de entrar na escola por causa do cabelo crespo O caso aconteceu no Colégio Municipal da Polícia Militar Dr. João Paim, na cidade de São Sebastião do Passé, na Bahia, quando a estudante foi impedida de assistir aula porque o cabelo dela não foi considerado "adequado às regras da escola", segundo a estudante o cabelo dela estava preso em um coque, porém, não estava envolto em uma rede, como exige a escola militar, com isso, ela foi barrada na porta do colégio e chegou a ouvir do inspetor que deveria “alisar” os fios
Esse casos estão sendo acostumados pela Defensoria Pública do estado da Bahia (DPE-BA), que lançou a campanha “Ação Cidadã Infância sem Racismo nas escolas”, voltada à preservação e enfrentamento do racismo dentro do ambiente escolar. Para além do cumprimento das legislações que obrigam o ensino africano, indígena e afrobrasileiro nas instituições de ensino, por meio das leis 10.639/03 e 11.645/08, a iniciativa busca orientar e conscientizar a comunidade escolar contra práticas racistas que podem se reproduzir dentro das escolas, muitas vezes configuradas como bullying, como explica a defensora pública e integrante da Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Para falar sobre a capoeira devemos nos remeter à época em que a escravidão imperava Assim, o surgimento da expressão capoeira foi introduzido, por negros escravos que necessitavam de uma maneira para se defender das opressões realizadas pelos homens brancos e preservar a sua identidade cultural trazida por seus ancestrais com esse termo tendo o significado “o mato que nasce depois do desmatamento”
Dessa forma, para identificar uma roda de capoeira algumas características devem ser levadas em consideração. Uma delas é a musica, que possuem ritmos e letras características que remetem ao seu processo de criação ou execução de sua cultura Logo, durante uma roda de capoeira iremos encontrar os seguintes instrumentos que sâo:
Berimbau: " um arco de madeira com uma corda de aço, verga e cabaça O dobrão e a baqueta são responsáveis pelo toque do berimbau".
Caxixi; instrumento composto por um sexto com sementes utilizado junto a mão que segura a baqueta que toca a corda do berimbau
Agogô: uma alça de ferro com dois cones em sua ponta responsáveis por sons diferentes É tocado por uma baqueta
Atabaque: Um tambor em forma de cone usado com uma pele. Hoje em dia sendo essa pele composta de plástico ou polímero, mas antigamente feita com couro de origem animal Esse instrumento dita o ritmo da canção
Ganzá: é semelhante ao caxixi, mas possuí todas as extremidad esféricas e sua estrutura é formada por metal ou plástico reco-reco: é formado por um cano feito de metal Possuin protuberâncias que ao ser lixado por uma baqueta emite rangid característicos
Agora que sabemos um pouco sobre os sons emitidos durante uma roda de capoeira, vamos introduzi-los aos movimentos da capoeira Nesse sentido, os artistas dessa luta passam por processos árduos de treinamento, demonstrando imenso controle sobre seu corpo e principalmente a força muscular necessária para conseguir realizar as façanhas feitas por tais. Ademais, os movimentos básicos vão demonstrar como tamanha pratica exige coordenação e técnica
Capoeira de angola: É a vertente mais praticada! Ela se trata do método tradicional trazendo bastantes praticantes pelo mundo Ela foi denominada angola pelo fato de ser aderida pelos angolanos que estavam aqui na Bahia, causando assim um peso substancial fazendo com que a vertente herdasse esse nome. Essa pratica trazia a tono o que a capoeira era de forma cultural, buscando um estilo que mantenha a sua forma estrutural usada nas rodas formada por escravos, mantendo viva a capoeira que cultiva até os dias de hoje a cultura de matriz africana.
Mas essa prática nem sempre era bem vista Com isso, iremos ter que retorna um pouco no tempo, mais precisamente na época da escravidão. Por ser uma maneira de defesa os senhores de engenho visavam destruir toda e qualquer pratica dessa luta. Desse modo, sendo os escravo obrigados a disseminar essa forma de luta como uma dança tornando assim possível a prática de toda essa cultura, fazendo com que ela nunca fosse esquecida.
Pelo contrario do que pensamos, mesmo com o fim da escravidão essa pratica continuou sendo mal vista fazendo com que os praticantes fossem considerados como marginais Toda vida, essas manifestações foram se espalhando pelas ruas de Salvador incentivado com que jovens praticassem e passassem de geração em geração essa cultura de resistência que é pregada em cada canto em que ocorre as rodas de capoeira.
Vale destacar que essa cultura se dividiu-se em dois aspecto sendo uma delas a capoeira regional e a outra a capoeira de Angola
Capoeira de regional: A capoeira regional foi criada por Mestre Bimba na Bahia em 1918. Essa modalidade da capoeira trouxe novas percepções sociais e expandiu a prática corporal para além dos espaços marginalizados A capoeira regional é caracterizada por movimentos mais acrobáticos, realizados em pé e com regras específicas. Com o desenvolvimento desse estilo, a capoeira passou a ser vista como um esporte, consolidando assim um processo de transformar em um esporte da arte marcial.
É impossível falar de capoeira e não mencionar o mestre
Bimba:
Manoel Reis Machado, nasceu em 23 de novembro de 1900, no bairro do engenho Velho de Brotas, antiga Freguesia de brotas em Salvador, Bahia, aproximadamente uma década após a abolição da escravatura
Aos doze anos de idade, Bimba, iniciou-se na capoeira, na estrada das boiadas. Seu mestre foi o africano Nozinho Bento, o Bentinho, Capitão da companhia de navegação Bahia no qual Bimba tinha muita admiração
Em meados de 1932 fundou sua primeira academia no bairro do Engenho Velho de Brotas, adotando seu próprio método de luta, anos mais tarde sua academia foi registrada como Centro de Cultura Física Regional
Mestre Bimba foi uma figura importante, pois modernizou a pratica da capoeira a fim de trazer mais adeptos e conseguiu que se tornasse um esporte nacional no Brasil Em 2014 a Unesco reconheceu a capoeira como Patrimônio Imaterial da Humanidade
Mestre Bimba faleceu em 05 de fevereiro de 1974 na cidade de Goiânia/GO, foi o mestre mais reconhecido de todos, com direito a títulos honoris causa, como o que lhe foi concedido postumamente em 1996 pela Universidade Federal da Bahia
Bimba após muitos anos de conhecimentos e dedicação criou a Capoeira regional, aproveitando os seus conhecimentos da capoeira Angolana adquiridos nos seus conhecimentos com o seu mestre Bentinho e do batuque, uma luta brava e violenta aprendida na convivem com o seu pai Luíz Cláudio, batuqueiro e famoso campeão em uma época em que a capoeira era vista como uma atividade marginal por seu oriunda de manifestações do povo africano escravizado no Brasil
BIMBA:
O Dia Que O Berimbau Chorou Abadá Capoeira
O dia que o berimbau chorou
No dia em que a capoeira sofreu
Foi quando falaram que Bimba
Mestre da Bahia morreu
(coro)o dia que o berimbau
O dia que o berimbau chorou
No dia em que a capoeira sofreu
Foi quando falaram que Bimba
Mestre da Bahia morreu
"Jair Ribeiro de Vasconcelos Filho, mais conhecido como Mestre Jair Sabará, nasceu em Salvador, Bahia, em 1975. Ele se tornou Mestre de capoeira da Associação do Engenho Velho da Federação, onde pratica há aproximadamente 30 anos. Na entrevista, ele fala sobre a presença do preconceito e discriminação na capoeira, apesar de ser uma arte de matriz africana praticada em Salvador. Mestre Jair também comenta sobre as mudanças na capoeira ao longo dos anos e a importância da presença da mulher na prática Ele acredita que a capoeira, por ser uma ar brasileira, deve ser levada para fora do pa mas com cuidado para preservar suas essênci básicas. Ele também comenta sobre campeonato 'Volta ao Mundo Bambas' e importância do debate sobre a esportivizaç da capoeira. Mestre Jair fala sobre sua jorna na capoeira, começando com o Mestre Bugue e depois treinando com o Mestre Grandão, como a capoeira esteve presente em sua vida tanto profissional como pessoal".
Atualmente, a capoeira é uma das maiores manifestações culturais brasileiras que se expandiu em muitos países ao redor do mundo, e tem sido praticada através do esporte e da arte, sendo reconhecida como patrimônio cultural imaterial, e destacando a sua importância histórica, atraindo milhares de turistas e estrangeiros para o Brasil.
o artístico e atlético, a aspectos sociais e ual ensina o seus devidos toconfiança, solidariedade, plina. A capoeira segue palhando-se pelo mundo, menta de empoderamento pessoal, na qual ajuda os praticantes a desenvolverem habilidades mentais e físicas, como superar desafios e obstáculos, deixando sua marca como uma filosofia de vida.
Localizada a apenas algumas milhas da vibrante cidade de Salvador, a Ilha de Itaparica foi palco da luta pela independência da Bahia Atualmente, tornou-se um refúgio paradisíaco que encanta os visitantes com suas praias deslumbrantes, cultura rica e uma atmosfera relaxante. Além disso, é um destino perfeito para quem busca combinar a vida urbana com momentos de tranquilidade à beira-mar. A Ilha de Itaparica é banhada pelas águas calmas da Baía de Todos os Santos e são prontamente acessíveis por meio de uma breve viagem de barco partindo de Salvador. Algumas praias se destacam, como a Ponta de Areia, Praia do Forte e Praia de Amaralina. Esse importante cenário, além de ter sido palco de um relevante fato histórico, atrai pessoas do mundo inteiro devido à sua beleza singular
A Ilha de Itaparica desempenhou, de fato, um papel significativo durante o processo de independência d B hi foi um marco importante na luta io colonial português no Brasil. A lha na Baía de Todos os Santos, de de Salvador, capital da Bahia, onto estratégico no controle da a luta pela independência, a Ilha de como uma base para os rebeldes resistência contra as tropas ua proximidade com Salvador nsporte de suprimentos, armas e forças rebeldes. Além disso, a ilha sição defensiva favorável, com suas ões rochosas, dificultando o avanço das tropas inimiga.
Uma participação importante foi a de Maria Felipa, cuja coragem, inteligência estratégica e habilidades militares contribuíram para que ela organizasse ataques surpresa às embarcações portuguesas que cercavam a ilha. Dessa maneira, essa brilhante mulher reuniu sua tropa, utilizando canoas e pequenas embarcações para se aproximar dos navios inimigos e lançar ataques com tochas embebidas em piche e enxofre. Esses ataques incendiários causaram danos estruturais às embarcações portuguesas e contribuíram para enfraquecer o controle colonial na região. Maria Felipa ficou conhecida como a "Heroína Negra da Independência da Bahia" devido à sua valentia e dedicação à causa da independência.
Seus esforços e os de sua tropa foram fundamentais para a vitória das forças brasileiras na batalha pela independência, que culminou na expulsão definitiva dos portugueses da Bahia em 2 de julho de 1823. Apesar de sua importância histórica, as informações sobre a vida de Maria Felipa são limitadas, e há poucos registros escritos sobre ela. No entanto, sua coragem e liderança representam a resistência dos afrodescendentes e da mulher na luta pela independência do Brasil, e sua memória continua viva como um símbolo de resistência e herança. Além disso, muitos moradores locais da Ilha de Itaparica se uniram às forças patrióticas baianas e lutaram ao lado dos demais rebeldes nas batalhas em terra firme, como a Batalha de Pirajá, ocorrida em 8 de novembro de 1822.
A Batalha de Itaparica e os eventos relacionados à independência da Bahia são fontes de inspiração para as gerações futuras. Explorar esses acontecimentos e as pessoas envolvidas pode fornecer exemplos de coragem, resiliência e determinação, estimulando o senso de identidade nacional e cidadania. Ao compreender o passado e as lutas pela independência, podemos estabelecer conexões com o presente. Os valores e ideais defendidos pelos patriotas na época, como liberdade, autonomia e justiça, ainda são relevantes e podem influenciar nosso pensamento.
Paralelo a isso, a infraestrutura da ilha melhorou ao longo dos anos, com mais opções de hospedagem, restaurantes, supermercados e serviços básicos disponíveis Há também uma ampla oferta de aluguel de casas e apartamentos para aqueles que desejam passar um tempo prolongado na ilha Entretanto, é importante mencionar que a infraestrutura ainda pode ser mais limitada em comparação aos grandes centros urbanos Vale salientar também que a ilha é conhecida por suas festividades e eventos culturais. Durante o ano, ocorrem festas populares, como as tradicionais festas de São João, que celebram a cultura nordestina com música, dança e comidas típicas. Dessa maneira, a ilha promove eventos culturais, como shows, festivais de música e exposições de arte, que atraem tanto os moradores locais quanto os turistas. No geral, a infraestrutura da Ilha de Itaparica atende às necessidades básicas dos moradores e turistas, mas é importante destacar suas limitações em relação aos grandes centros urbanos
Em síntese, a Batalha de Itaparica e os eventos relacionados à independência da Bahia são fontes de inspiração para as futuras gerações A oportunidade de explorar esses acontecimentos por meio de estudos permite que os alunos desenvolvam a capacidade crítica de relacionar os eventos contemporâneos ao passado. Isso lhes permite buscar estratégias que possibilitem melhorias e avanços, baseados nos valores e ideais defendidos na época, como liberdade, autonomia e justiça.
Sugerimos que você, caro leitor, faça uma viagem não apenas através deste artigo, mas também até o local, pois isso permitirá uma experiência singular, incrível e enriquecedora Ao visitar a Ilha de Itaparica e explorar os locais históricos relacionados à Batalha e à independência da Bahia, você poderá vivenciar de perto a riqueza da história e a importância desses eventos. Para facilitar sua visita, sugerimos consultar um mapa que seguirá no anexo que fornecerá a reconstituição do trajeto em que ocorreram esses fatos históricos. Assim, você poderá seguir os passos e compreender a geografia e os pontos de interesse associados à Batalha de Itaparica e à independência da Bahia
Cidade cheia de elementos, bem como: uma culinária rica e autêntica , religião, cultura, música, dança e arte originárias dos povos africanos que são encontradas na cidade mais negra fora da África, Salvador é um tabuleiro de roteiros turísticos e viagens por dentro da História do Brasil "Que bom você chegou, bem-vindo a Salvador, coração do Brasil"
Fundada em 29 de março de 1549, sendo a primeira capital do país você encontra desde igrejas seculares ao artesanato típico das cidades interioranas, da crença amplificada de seu povo mestiço aos mitos e ritos do folclore nativo. A cidade se desabrocha em um genuíno mosaico de atrativos para quem deseja descobrir todos os seus encantos e poesia O turista vai se fascinar com as abrangentes opções de atrativos turísticos para os mais variados estilos e condicionamentos financeiros. Com 80% da população negra, a cidade é no planeta uma das que mais resguarda as cores e sons do continente de seus ancestrais escravizados
As diferentes expressões folclóricas esbanjam a riqueza do imaginário popular: rodas de samba, puxadas de mastro, capoeira, terno de reis, bumba-meu-boi, afoxé e entre outras. Colorem, animam e exibem a fé inabalável do baiano por toda a metrópole Salvador festeja o ano inteiro Dizem que “baiano quando não está em festa está ensaiando” , uma bomba de alegria de um povo faceiro, resultado da miscigenação entre brancos, indígenas e povos africanos. As manifestações folclóricas, de inúmeras origens, se proliferam com destaques ao ar livre de capoeira, maculelê e samba-de-roda Os festejos populares se sucedem, concentrados no Verão, mas se prolongando por todo o ano, acolhendo as festas juninas. Além de popular, os eventos se definem pela devoção religiosa e pela mescla de elementos sagrados e profanos São mais de trezentas igrejas seculares espalhadas pelo estado Dizem pelas ruas da cidade que existe uma igreja distinta para ser visitada a cada dia do ano Podemos citar a Igreja do Bomfim, é conhecida pela fé que os baianos alimentam pelo Senhor do Bonfim (Padroeiro da cidade). Na “Sala dos Milagres”, que são expostas fotos e réplicas de fragmentos do corpo humano pelos devotos, em agradecimento a alguma cura, após as promessas e pedidos à divindade.
A Bahia não é somente o primeiro estado brasileiro, é também a origem para o cenário religioso atual no país Durante o período colonial, primeiro chegaram os jesuítas, instituindo o catolicismo Logo, nas grandes embarcações de franceses e holandeses, veio o protestantismo, que deu início às igrejas evangélicas.
Atualmente a religião católica e a evangélica são as com maior número de fiéis em todo o Brasil Na Bahia, o último censo realizado pelo IBGE sobre o tema em 2010, mostrou que mais da metade da população baiana, cerca de 65%, é católica. A pesquisa também apresentou que Salvador está em quarto lugar entre as capitais brasileiras onde há o maior crescimento de evangélicos
A Bahia também é o estado brasileiro com maior número de praticantes de candomblé A religião que só existe no Brasil, também começou em território baiano com a chegada dos africanos escravizados Influenciada pelas religiões de matriz africana, o candomblé se tornou uma das principais crenças do estado Na capital de Salvador, a força do candomblé fica evidente Segundo a AFA (Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia), só na cidade são mais de 1 730 terreiros registrados Diante desta pluralidade de crenças, com forte presença do catolicismo, protestantismo e das religiões de matriz africana, um tema recorrente para os baianos sempre está em pauta: A Tolerância Religiosa.
Tantos evangélicos como praticantes do candomblé dizem que o preconceito com as religiões ainda existem, porém antigamente a situação era pior. “Nas décadas de 1930 e 1940, houve uma perseguição sistemática, uma guerra instituída pelas autoridades e houve uma devassa, querendo extirpar da Bahia tudo que era sobre candomblé. Foi feito um processo de demonização das divindades, houve massacres e muita gente morreu, assim conta o antropólogo Júlio Santana Braga, da Universidade Federal da Bahia.
O pastor Elson de Souza, da Igreja Batista de Salvador, completa. “Antigamente, os crentes eram chamados de Bíblia, era uma forma pejorativa, mas que a gente se sentia honrado porque a Bíblia é o primeiro livro do mundo. Quando uma pessoa tem contato com a palavra ela começa a ser transformada, lembra. Outra crença que faz parte deste sincretismo religioso baiano é o espiritismo. A doutrina kardecista também começou no estado, mas durante o período imperial. O primeiro centro espírita brasileiro foi aberto em Salvador, em 1865. E é na capital baiana que hoje vive um dos principais líderes espíritas do país, o médium Divaldo Pereira Franco. Divaldo já psicografou mais de 260 livros, que já venderam 10 milhões de exemplares. Segundo o médium, toda venda das publicações é revertida para a manutenção da Mansão do Caminho, complexo que Divaldo construiu com iniciativas na área da educação e saúde, e que já tirou mais de 170 mil pessoas da condição de miséria extrema. Rica em cultura, a Bahia também conta com inúmeras manifestações religiosas que dão conta da grandiosidade do culto, seja aos santos católicos, aos orixás ou aos caboclos. Todas as 13 zonas turísticas do Estado têm um pouco a oferecer quando o assunto é religião. Na Baía de Todos-os-Santos, a cidade de Cachoeira é um dos grandes ícones do sincretismo que parece vivo em cada esquina. No mês de agosto, a Festa da Boa Morte é o auge da mistura entre catolicismo e candomblé e encanta moradores e visitantes que vão à cidade apreciar as procissões organizadas pelas senhoras negras que integram a secular Irmandade da Boa Morte.
A cultura negra baiana tem grande representatividade na área da culinária, ressaltando toda a beleza de seus pratos mais importantes, aqui vai alguns exemplos:
Acarajé é o maior símbolo da culinária baiana, e trata-se de um bolinho feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, e frito em azeite de dendê. É difícil achar um soteropolitano que abra mão de um Acarajé em uma tarde de sábado No boêmio bairro do Rio Vermelho é possível apreciar o acarajé de uma das baianas mais renomadas da cidade.
A moqueca é um prato típico de origem africana. Na Bahia, a moqueca tem como ingrediente principal o dendê, quase sempre preparada com frutos do mar dos mais variados tipos, encantando os baianos e turistas do mundo inteiro.
Abará é um bolinho de feijão-fradinho moído cozido em banho-maria embrulhado em folha de bananeira. É um prato típico da culinária da África e da cozinha baiana, e faz parte da comida ritual do candomblé. O abará é feito com a mesma massa que o acarajé: a única diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito.
O bolinho de estudante é uma iguaria típica da culinária baiana, feita a partir de tapioca granulada, coco ralado, açúcar e canela. Acredita-se que o nome provém por ser barato e popular entre os estudantes e pode ser encontrado em qualquer tabuleiro de uma baiana de acarajé.
Em seu preparo observa-se o mesmo processo do efó, podendo ser feitos de quiabo, mostarda, taioba,de oió ou de outras gramíneas que a isso se preste como as folhas dos arbustos conhecidas por unha de gato, bertalha, bredo de Santo Antônio,capeba etc., às quais se adiciona a garoupa, peixe assado ou a carne de charque e um pouco de água que se não deixa secar ao fogo. O caruru é acompanhado por acaçá ou farinha de mandioca.
O estado da Bahia, bastante conhecido por suas tradições e cidades turísticas que nos contam muito sobre nossa história e costumes. Logo abaixo você verá algumas das cidades mais bonitas e atrativas do nosso estado:
Cachoeiras, rios, morros, flora e fauna exuberantes vêm despertando o interesse de inúmeros visitantes, desde os que buscam contato com a natureza àqueles que preferem a prática de esportes radicais
Aos pés do Monte Pascoal, uma sequência de praias, falésias, recifes de corais, manguezais, matas e rios se estende por 150 km. A região foi declarada Patrimônio Natural Mundial pela Unesco. Considerada berço da história e da civilização brasileiras, a Costa do Descobrimento formada pelos municípios de Belmonte, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália oferece um conjunto inigualável de atrativos históricos e naturais.
Um dos destinos mais buscados em todo o país, a capital do estado certamente está no topo das principais cidades turísticas para conhecer na Bahia. A capital reúne um pouco de tudo que chama atenção nas cidades turísticas da Bahia: conta com paisagens de tirar o fôlego, seu Centro Histórico é um dos mais bonitos do país, a população é sempre muito hospitaleira, existem opções de restaurantes com comida típica para todos os bolsos, além de várias atrações que só podem ser encontradas em cidades grandes como essa. Salvador foi a primeira capital do país, e mesmo depois de tantos anos, ainda reserva o título de capital da alegria. Para quem gosta de festa e agitação, o Carnaval de Salvador é um dos mais famosos do país, com mais de 15 milhões de pessoas circulando por lá nos dias do evento. Apesar de o carnaval ser um período muito procurado na cidade, caso você esteja interessado em conhecer seus pontos turísticos, o melhor é programar a viagem para outro período.
Dentre as atrações de Salvador destacam-se os prédios do período colonial, bem como as suas igrejas, que são 365 no total. No Centro Histórico você irá conhecer o bairro Pelourinho, certamente o mais famoso dentre todas as cidades turísticas para conhecer na Bahia. Esse bairro histórico possui ruas de pedra e um grande número de construções coloniais. É nessa região que estão alguns dos principais pontos turísticos de Salvador, como: o Convento de São Francisco e sua Igreja, a Praça da Sé, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Fundação Casa de Jorge Amado
Se você se interessa pela história negra do país, uma ótima opção de passeio é a Caminhada Salvador Negra O Mercado Modelo de Salvador está entre seus principais pontos turísticos, sendo um enorme centro comercial com 236 lojas Após passar por seus corredores, você precisa subir pelo Elevador Lacerda, considerado um dos pontos mais interessantes do estado. Esse foi o primeiro elevador urbano do mundo, conta com 72 metros de altura, proporcionando uma vista incrível da cidade. Para conhecer Salvador você tem que visitar a Basílica Nosso Senhor Bonfim, local onde são penduradas aquelas famosas fitinhas que proporcionam um cenário perfeito para fotos e pelo Farol da Barra, que é o primeiro farol do país, construído em 1839. Outros pontos turísticos para visitar em Salvador são: o Solar do Unhão, onde é possível visitar o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Parque da Cidade, o Dique do Tororó e o Forte de Santa Maria. E as atrações de Salvador não param por aí, já que essa é uma das cidades turísticas para conhecer na Bahia que se encontra no litoral, o que significa um grande número de praias paradisíacas e opções para todos os gostos! Dentre as principais praias de Salvador posso destacar: a Praia do Flamengo, que conta com águas mornas, cristalinas e possui algumas piscinas naturais, além de uma boa infraestrutura para receber os turistas, a Praia da Barra, uma das mais visitadas, com águas calmas e um dos mais belos pôr do sol da cidade e a Praia de Itapuã, com belos coqueiros, mar calmo e esverdeado e algumas piscinas naturais. Outras praias para curtir na cidade são: Praia de Ondina, Praia do Buracão, Praia de S na
Outro paraíso dentre as cidades para visitar na Bahia é Porto Seguro, destino que não pode faltar em seu roteiro caso o seu desejo seja aproveitar um dos litorais mais bonitos do Brasil. Foi em Porto Seguro que os portugueses desembarcaram pela primeira vez nas terras brasileiras, e hoje, mais de 500 anos depois, o local ainda conservado pontos históricos importantes que remontam a esse período. Porto Seguro é um dos destinos preferidos dos jovens brasileiros, já que é um local muito agitado, em muitas das praias ocorrem baladas na areia durante o dia todo. Apesar disso, também é uma boa opção para viagens familiares e para aqueles que desejam mais tranquilidade, ou seja, tem espaço para todo mundo por lá.
O Centro Histórico de Porto Seguro é um dos mais importantes dentre todas as cidades turísticas da Bahia. Por lá você pode conhecer o Marco do Descobrimento, ponto indispensável caso você se interesse pela história do país, a Igreja Nossa Senhora da Penha, construída em arquitetura barroca, a Capela São Benedito, local que foi a primeira escola Jesuíta do país, a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, que é considerada a igreja mais antiga do país.
Para quem busca um lugar divertido para passar as noites, nada melhor que a Passarela do Álcool, uma rua extensa com diversos restaurantes, bares, vendedores artesanatos e outras atrações. Apesar de contar com inúmeras atrações turísticas, o foco principal em Porto Seguro são as suas praias Locais como a Praia de Taperapuã, local perfeito para conhecer mais da cultura da Bahia como para aproveitar as suas belezas naturais Essa praia é muito famosa pelas suas barracas, onde sempre tem música ao vivo e são servidas diversas bebidas Outros pontos turísticos interessantes em Porto Seguro são: o Parque Marinho de Recife de Fora, a Reserva Indígena da Jaqueira e a Ilha dos Aquários Você também pode contratar alguns passeios especiais, como para observar baleias Quem inclui Porto Seguro em sua lista de cidades para visitar na Bahia certamente planeja visitar dois distritos do município: Arraial d’Ajuda e Trancoso A fama desses dois distritos é bem grande, e com razão, já que ambos são verdadeiros paraísos. Em Arraial d’Ajuda você poderá visitar pontos como a Praia de Pitinga, de águas tranquilas, a Praia do Mucugê, com belas árvores para aproveitar a sombra e a Praia do Taípe, ponto perfeito para se afastar da multidão. Lá também é possível conhecer a
do
Do Mar, o Eco Parque e a Rua do Mucugê
Trancoso é considerado um dos destinos mais bonitos de todo o país O Quadrado é uma das suas principais atrações, sendo uma pracinha bem no coração da cidade, outro ponto interessante é A Vila de Caraíva. Essas são algumas das melhores dentre as diversas escolhas de viagens turísticas da nossa querida Bahia, lembrando que temos diversos pontos turísticos diferentes e com essências únicas e espetaculares.
A história das tranças existe há muito tempo, estimando-se que começou em 3.500 a.c. Mediante a isso, pode-se afirmar que a partir desse período as tranças têm sido um símbolo para muitas mulheres negras, pois além de ser um estilo elas representavam: status social, etnia, religiosidade, resistência racial, dentre outros. A origem das tranças surgiram em um lugar chamado Namíbia, no continente africano, e um fato curioso sobre as tranças é que além da estética e simbologia, a padronização de como estas eram feitas indicavam trajetos para tribos locais, faixa etária, estado civil (faziam um tipo de penteado para demonstrar se estavam casadas, viúvas, solteiras ), riqueza e poder Esse penteado tão importante também referia-se a uma forma de socialização, visto que, para fazer as tranças demandam muito tempo, então no momento de realização do penteado eram horas de conversas sobre como fazer, as melhores técnicas fazendo com que esta prática fosse passada de geração a geração. Conforme iam conversando o aprendizado era passado para os filhos, e era comum, crianças fazerem tranças básicas em outras, pois desde muito cedo, já aprendiam sobre este feito, por isso que este penteado é tão influente e vívido até os dias de hoje. Outrossim, vale ressaltar que essa prática se espalhou pelo mundo com a Diáspora Africana.
Como mencionado, as tranças também serviam como formas de localização, mapeando um roteiro, porém o mais instigante é saber como eram que as pessoas sabiam se localizar através deste patrimônio cultural. Nas tranças tinham códigos e mensagem descritas no penteado que auxiliavam, lá outrora, os escravizados a fugirem e/ou se libertarem dos senhores de engenho. Ou seja, além de ser um penteado esteticamente bonito, era um símbolo de resistência Para além disso, eram utilizadas para esconder sementes nas quais os mantinham vivos, pois quando eles fugiam das terras dos senhores de engenho, estes não tinham como se manter. Então as mulheres escondiam sementes debaixo de suas tranças para poder plantar e desfrutar da colheita, substanciando a todos que viviam nos quilombos
Analogicamente com o tema, várias figuras de mulheres importantes da independência baiana utilizavam estes tipos de penteados demonstrando formas de resistências, porém não há muitos resquícios aptos que ressaltam os cabelos das figuras de mulheres africanas protagonistas nesta época, pois devido as suas maneiras de lutas com as madeixas, eram reprimidas e castigadas, bem como ter o cabelo raspado pelos seus senhores para conter as revoltas e atenuar sua autoestima como forma de humilhação, retirando um dos maiores fatores de identidade que as africanas tinham naquele período, além de romper com sua religião com estas ações utópicas dos senhores. Ademais, como maneira de reparação, tanto na religiosidade quanto na autoestima, as mulheres tendiam a usar os Ojás - panos que cobrem a cabeça
Ojá é um tipo de torço ou turbante usado nas religiões de matriz africana. O Ojá é uma peça que serve para proteger corpos do candomblé, tais como: humanos, divindades, tambores e árvores Outro adendo à utilização dos Ojás refere-se à raspagem da cabeça por conta das religiões africanas, pois além das formas de castigo na época da independência, existia também a raspagem de cabelo para cultuar os seus orixás, só que esta prática era feita por pessoas adeptas às religiões, fazendo com que fosse algo simbólico e bastante sacralizado, na qual significava devoção ao mundo espiritual e a passagem de uma vida mundana para renascer em uma vida religiosa e dedicada ao culto ao Orixá
• Jacira Santiago
• 73 anos
• Nascida e criada na Vasco da Gama
• Moradora da Cidade baixa a mais de 20 anos
• Yalorixá
"Raspar a cabeça faz parte do preparamento para adentrar a religião e o uso do Ojá é essencial para os iniciados, por estarem mais vulneráveis e sensíveis. Por minha vontade eu adentrei no axé e por ser algo que eu tinha certeza do que queria eu não me senti triste por ter que passar por esse processo. Sempre fui muito vaidosa, mas isso não me impediu e nem me entristeceu ao passar por esse momento. Entrei por amor e por precisão, já sabia que teria que passar por esse processo e aceitei. Se fosse de passar por tudo isso de novo eu passaria."
O uso do turbante como símbolo de fé não está ligado apenas às religiões, mas também como expressão de empoderamento negro. No continente africano os turbantes são elementos culturais que carregam um significado diferente em cada amarração. Já no Brasil representa a identidade cultural trazida pelos escravizados vindos da África. O adereço se tornou símbolo de resistência e luta contra o preconceito racial. Inclusive na época da independência da Bahia, nota-se que algumas mulheres utilizavam tanto os turbantes quanto os ojás, devido aos fatores de repressão da época.
Atualmente, os cabelos têm virado algo bastante belo, diferentemente do período de emancipação na qual não se podia explorar tanto os seus próprios fios, porém nos dias atuais há uma diversidade de penteados, bem como: As tranças Nagô - advindas desde as primeiras civilizações africanas. Esses penteados costumam indicar status, estado civil, identidade étnica, região geográfica, classe social e status dentro da própria sociedade em que vivia, podendo até expressar detalhes sobre a vida pessoal do indivíduoEntretanto, após os negros africanos serem escravizados, e trazidos para o Brasil, as tranças passaram a ter um novo significado e a partir disso a comunidade negra principalmente as mulheres, ultilizavam tranças como meio de comunicação, auxiliando a traçar rotas de fuga para os quilombos. Hoje em dia, trançar os cabelos têm sido um símbolo de resistência, arte e luta a favor da liberdade de expressão. Contudo, devido a uma repressão histórica em relação aos cabelos afros e as tranças deu-se um novo nome a este tipo de penteado, ocasionando numa segregação racial e apropriação cultural, fazendo com que surgisse o nome: “Trança Mandraka” - O termo "Mandrake" vem de São Paulo e significa algo descolado ou estiloso - A trança nagô é utilizada por mulheres negras a séculos e passou também a ser aderida por homens. Durante o tempo da COVID19, a trança Mandraka estourou nas redes sociais e apesar de ser abraçado por muitos jovens originalmente de pele clara, uma comunidade negra e outros criticaram a utilização de algo que já existe por outro nome, assim sendo apropriação cultural, criando uma polêmica bem extensa, pois essa apropriação cultural e segregação racial se configura como racismo
Sabendo de todo o passado histórico que houve com os cabelos, tem um fato um tanto quanto curioso a ser mencionado: A estrutura química do cabelo. Na estrutura do cabelo estão presentes os elementos químicos: Carbono, Oxigênio, Nitrogênio, Hidrogênio e Enxofre. O fio capilar é formado por três partes: cutícula, córtex e medula. A cutícula tem a sua características mais resistente quimicamente O córtex tem a maior parte da massa da fibra capilar, contendo proteína e melanina. A região mais interna é a da medula, uma região mais oca formada por queratina em pequenas quantidades O córtex é a região intermediária onde transformamos, de todas as formas, a estrutura do cabelo. Nesta região encontramos as seguintes ligações químicas:
ligação salina: no simples ato de molhar o cabelo a sua extensão é aumentada. ligação de hidrogênio: a deformação acontece quando transformamos temporariamente o cabelo.
ligação de enxofre (também conhecido como Ponte de Dissulfeto): só é rompida através de ação química (como amônia, por ex.) e sua transformação é permanente naquele fio ou física (aquecimento) sua transformação é temporária. Devido a estes fatores, pode-se observar que tudo isso implica nas estruturas capilares de cada indivíduo, são estes compostos químicos que nomeiam se o cabelo é liso, ondulado, cacheado e crespo Além disso, vale ressaltar que o cabelo pode ser classificado com números e letras, bem como: Tipo 1 ABC, 2 ABC, 3 ABC e 4ABC e assim sucessivamente, visto que só conhecemos esses tipos de estruturas, mas se tratando de cabelo, sempre podem aparecer mais informações.
Quando se trata de cabelo, todo mundo gosta de mudar às vezes. Seja para uma ocasião especial ou só para ver algo diferente no espelho, mudanças são sempre ótimas para nos tirar da rotina E quando se trata das cacheadas, crespas e onduladas, geralmente a escolha é fazer chapinha. No entanto, é necessário tomar alguns cuidados para não correr o risco de estragar os fios Uma das coisas que pode acontecer é o alisamento térmico, que é quando seu fio tem a estrutura modificada após o uso frequente do secador e chapinha
O alisamento térmico é um produto ativado pelo calor da chapinha e secador. Podemos dizer, então, que a principal diferença está na forma como eles alisam o seu cabelo: enquanto o alisante utiliza produtos químicos, o alinhamento térmico usa o calor para moldar e alisar os fios Temperaturas elevadas, acima do suportável pela fibra capilar, causam o alisamento térmico. Uma fonte de calor que passe de 100ºC e esteja em contato com os fios já é o suficiente para que isso ocorra. Muita das vezes o alisamento ocorre também por resquícios de outros produtos contidos na chapinha, tal como a progressiva. O alisamento térmico acontece porque o calor danifica a camada externa dos fios (a cutícula), que é o que protege o córtex (camada mais profunda) A alta temperatura diretamente na camada interna do fio resulta na perda de queratina, que é responsável, entre outras coisas, pela resistência do cabelo
Quanto tempo dura o alisamento no cabelo?
Se você fez uma química capilar, ou seja, não fez apenas uma escova ou uma prancha, mas sim um procedimento alisante, o mesmo durará em média 4 meses Mas caso tenha abusado das fontes de calor e percebeu que ocorreu o alisamento térmico, comece imediatamente um tratamento intenso para recuperar os fios como, reconstrução capilar para repor a queratina perdida e o formato original dos fios Outro método comum é o cronograma capilar Ele também pode ajudar na recuperação do seu cabelo, já que ele vai ajudar a repor todos os nutrientes que o cabelo perdeu durante o alisamento térmico A combinação de hidratação, nutrição e reconstrução, ajuda bastante na saúde do cabelo Talvez seja necessário cortar as pontas retirando as partes mais danificadas A melhor opção para voltar ao seu cabelo normal é cortar toda a parte alisada do cabelo para que eles cresçam mais fortes e renovados Deixe os fios crescerem e, se possível, corte-os Qualquer alisante altera definitivamente a estrutura do cabelo
Com a conquista do Brasil, os portugueses dominaram o território brasileiro, onde na busca de mão de obra, viu-se obrigados a trazer escravos africanos. Junto ao povo africano veio diversas doenças, essas que estão na nossa sociedade até os dias de hoje Citaremos nessa pesquisa 02(duas) dessas doenças São elas: a malária e a anemia falciforme, que mesmo passado mais de 200 anos após o período colonial, onde existe relatos que dizem que na época ocorreu a maior disseminação dessas doenças, ainda causa muita preocupação a sociedade
A malária é uma doença grave, sendo potencialmente fatal causada por parasitas ela é transmitida aos seres humanos pela picada de mosquitos fêmeas infectadas do gênero Anopheles Ela é predominante em muitas regiões tropicais e subtropicais, especialmente na África subsaariana, mas também pode ser encontrada em partes do mundo
Os parasitas responsáveis pela malária pertencem ao gênero Plasmodium, sendo que existem diversas espécies do Plasmodium que podem infectar os seres humanos, mas as mais comuns são o Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale Entre essas, o Plasmodium falciparum é o mais mortal e causa a maioria das mortes relacionadas à malária. Quando um mosquito infectado atinge uma pessoa, os parasitas da malária são injetados na corrente sanguínea A partir daí eles viajam até o fígado, onde se multiplicam e amadurecem. Após alguns dias ou semanas, os parasitas são liberados novamente na corrente sanguínea, onde invadem e infectam as células vermelhas do sangue.
Sua transmissão se faz através da picada do mosquito fêmea Anopheles, que é conhecido no Brasil por diversos nomes, dentre eles mosquito-prego, carapanã, sovela, bicuda entre outros Esses mosquitos se dividem em mais de 400 espécies, sendo que cerca de 30, são vetores importantes da malária, esses picam mais durante o anoitecer e ao amanhecer A intensidade da transmissão depende de fatores relacionados ao parasito, vetor, hospedeiro humano e ambiente. A transmissão é mais intensa em locais que favorece o tempo de vida do mosquito, isso porque o parasito consegue completar seu desenvolvimento, nesses locais os mosquitos preferem picar humanos a outros animais. Esses fatores são encontrados principalmente no território africano, local onde é concentrado cerca de 90% dos casos de malária do mundo As condições climáticas, também podem afetar o número e a sobrevivência de mosquitos. Por fim a imunidade humana é mais um fator contribuinte, especialmente entre crianças em locais que favorece a transmissão da doença Por esse motivo, a maioria das mortes decorrente da malária, ocorre na África em crianças pequenas, enquanto nas áreas com menor transmissão e baixa imunidade, todas as faixas etárias estão em risco No Brasil devido ao clima tropical, tem locais preferenciais pelos mosquitos para colocar seus ovos, locais esses que tem reserva de água limpa, sombreada e de baixo fluxo
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 247 milhões de casos de malária foram registrados em 2021 em 84 países endêmicos Em 2020 eram 245 milhões de casos A maioria deste aumento ocorreu em países da Região Africana Os óbitos por malária reduziram de 625.000 em 2020 para 619.000 em 2021.
Dados do Ministério da Saúde apontam uma queda na frequência de casos de malária a partir de 2010 até 2016 Porém, em 2017, foi registrado um aumento de 52,7% nos casos autóctones em relação ao ano de 2016, com 189 515 casos Em 2018, houve redução de quase 1%. A partir de 2019 observa-se uma redução mais expressiva de 18,4%, sendo notificados 153.269 casos autóctones. Em 2020, foram registrados 143.403 casos autóctones de malária no país, uma redução de 6,4% em comparação ao ano anterior e em 2021 foram 139 112 casos autóctones, representando uma redução de quase 3% em relação a 2020.
O ciclo da contaminação possui 2 etapas A primeira etapa é quando o mosquito pica um indivíduo contaminado com malária sugando o sangue com parasitos (plasmódios). No mosquito, os plasmódios se desenvolvem e se multiplicam Já na segunda etapa estes mosquitos infectados picam um novo indivíduo, assim infectando outra pessoa com os parasitos. Desta forma, o ciclo de transmissão envolve: o plasmódio (parasito), o anofelino (mosquito vetor) e humanos O período de incubação, que é, o intervalo entre picada da fêmea do mosquito até o surgimento dos primeiros sintomas, varia de acordo com a espécie de plasmódio Sendo para o Plamodium falciparum; sete dias; já o Plamodium vivax, de 10 a 30 dias e o Plamodium Malariae; 18 a 30 dias. Até hoje não foi confirmado nenhum caso onde a transmissão da doença foi feita de pessoa a pessoa Mas já existiu casos onde a transmissão ocorreu através de transfusão sanguínea, uso de seringas contaminadas, acidentes de laboratório e transmissão congênita. Vale salientar que é mais raro ocorrera transmissão nesse formato
Sintomas: O ciclo da infecção leva a episódios recorrentes de:
- Febre.
- Tremores.
- Calafrios
- Dor de cabeça.
Em resumo os sintomas são semelhantes aos da gripe e por isso deve-se ter muito cuidado, para que não confunda e o caso se agrave
Tratamento: Com a confirmação da infecção, o paciente deve receber tratamento em regime ambulatorial com comprimidos, esses comprimidos são fornecidos gratuitamente pelo SUS, já em casos mais graves o paciente deve ser hospitalizado imediatamente, o tratamento vai depender de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade e o peso do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença. Vale lembrar que a imunidade desenvolvida após exposição é parcial e nunca oferece proteção completa, ela apenas reduz o risco que a infecção por malária de forma grave
Prevenção: As medidas efetivas para prevenção da proliferação do mosquito que se comporta como hospedeiro são:
• uso de mosquiteiros.
• roupas que protejam pernas e braços.
• telas em portas e janelas.
• uso de repelentes.
• borrifação residual intradomiciliar.
• uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração.
• drenagem e aterro de criadouros
• pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor.
• limpeza das margens dos criadouros.
• modificação do fluxo da água.
• controle da vegetação aquática
• melhoramento da moradia e das condições de trabalho
Curiosidade: No Brasil ainda não existe vacina contra a malária no Brasil Isso porque a vacinação fica disponível apenas para alguns países africanos que possuem alta taxa de transmissão de malária, essa vacina é exclusiva para crianças pequenas Laboratórios brasileiros estudam algumas substâncias capazes de gerar imunidade para a malária, mas os resultados encontrados ainda não são satisfatórios para implantação da vacinação como medida de prevenção da malária. No Brasil quase 90% dos casos de malária são causados pelo Plasmodium vivax que não existe ainda previsão de alguma vacina eficaz para esta espécie.
A anemia falciforme é uma doença genética do sangue que afeta os glóbulos vermelhos, causando uma alteração em sua forma natural de disco para uma forma em formato de força, chamada de "hemácias falciformes". Essa mudança de forma torna as hemácias rígidas e propensas a se aglomerarem, obstruindo os vasos sanguíneos e dificultando o fluxo de sangue Um caso de anemia falciforme pode levar a complicações graves, como acidentes vasculares aéreos (AVC), complicações graves, danos aos órgãos e chamada "crise falciforme" uma condição aguda caracterizada por dor intensa e mal-estar generalizado
Transmissão e/ou causa: A anemia falciforme é hereditária e transmitida pelos genes dos pais para os filhos, para que uma pessoa desenvolva uma anemia
falciforme, ela deve herdar um gene defeituoso de cada um dos pais. Indivíduos que herdam apenas um gene defeituoso podem apresentar características de portadores, mas não desenvolvem a doença.
Sintomas: Os principais sintomas da anemia falciforme incluem:
- Anemia crônica.
- Dores intensas, principalmente nas articulações e nos ossos.
- Fadiga
- Icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) - Maior suscetibilidade a resistentes.
Tratamento: Atualmente, não há cura para a anemia falciforme, mas existem tratamentos disponíveis para aliviar os sintomas, evitar complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Estes podem incluir transfusões de sangue, medicamentos para reduzir as crises de dor, hidratação adequada, suplementação de ácido fólico e, em alguns casos, transplante de medula óssea O aconselhamento genético também é importante para ajudar a prevenir a transmissão da doença para gerações futuras
A anemia falciforme não está diretamente relacionada à malária, mas existe uma conexão entre essas duas condições. A relação entre a anemia falciforme e a malária ocorre devido a uma vantagem seletiva conferida às pessoas que possuem o traço falciforme em regiões onde a malária é endêmica. Portadores de anemia falciforme têm uma alteração nos glóbulos vermelhos, que podem adquirir uma forma de força ou meia lua em determinadas condições, obstruindo os vasos sanguíneos. Acredita-se que a forma alterada dos glóbulos vermelhos dificulte a invasão e replicação do parasita da malária, impedindo sua surpresa e esperando a gravidade da infecção. Portanto, pessoas com anemia falciforme têm uma maior resistência à malária, o que resulta em uma menor incidência de infecção grave e complicações relacionadas. No entanto, é importante ressaltar que a anemia falciforme é uma condição médica insuportável e pode causar complicações próprias, independentemente da malária.
Em 2023 a Bahia comemora 200 anos de sua independência, de lá para cá, muita coisa evoluiu. Isso porque em 1822 a situação da saúde pública era deplorável, principalmente no quesito que se diz a saneamento básico, isso e outros fatores contribuíam com que as doenças se proliferassem mais, para piorar a malária por exemplo era uma doença amplamente disseminada e pouco compreendida. Naquela época, os conhecimentos científicos sobre a malária eram limitados, e a doença era frequentemente associada a áreas pantanosas e miasmas. Naquela época, os sintomas da malária, como febre intermitente, calafrios, fadiga e dores de cabeça, eram observados, mas a compreensão sobre a causa da doença ainda estava em desenvolvimento. Foi somente no final do século XIX e no início do século XX que os cientistas descobriram que a malária era causada por parasitas transmitidas por mosquitos Já a anemia falciforme foi descrita pela primeira vez em 1910, então na era colonial a doença ainda não havia sido identificada. A compreensão da anemia falciforme como uma condição genética hereditária só ocorreu no século XX, com o avanço da genética e da compreensão das doenças hereditárias No entanto, é importante ressaltar que a anemia falciforme existe há milênios e tem uma história ancestral em certamente aceita, especialmente na África, onde a doença é mais comum. Os primeiros relatos de sintomas semelhantes à anemia falciforme remontam a textos médicos antigos, como os papiros egípcios datados de 1.400 aC, que descreviam pessoas com dores nas articulações e órgãos Apesar da ausência de um entendimento formal da anemia falciforme na época, os pacientes suportaram por essa doença enfrentaram os desafios e os médicos associados a ela. A falta de conhecimento científico na época significava que as causas, a hereditariedade e o tratamento adequado da doença não eram conhecidos.
Apresentação: Edlei Rian e Tainá Oliveira.
Redação nota 1000: Ana Libório, Edlei Rian e Isadora Ferreira.
-Artigos:
Escravidão no Brasil: Clara Helena, Emily Paulina, Tainá Oliveira e Tiffany de Jesus.
Bahia, ontem hoje: Gleice Falcão, Isadora Ferreira Gabriel Martins e Thaiana Vitória.
Quem não foi a Bahia vá: Ana Clara Almeida, Matheus Moura, Micaela Silva e Paulo Victor.
Bahia Negra e seus encantos: Gabriel Menezes, Gustavo leite, Igor Barbosa e Júlio Moura
Dezcabeladas: Ana Libório, Daniela Santos, Edlei Rian e Mariana Mota.
Bahia um olhar sobre a saúde: Ernan Felipe, Guilherme Santos, Marcel Santos e Samuel Bastos.
carinho e p p , inclusive ao professor Souza, que mesmo não lecionando na nossa turma foi primordial para a realização, ao professor Paulo Costa, que nos recebeu de braços abertos, e também, aos professores de humanas, ressaltando: Eliane e André, que nos incentivaram tanto para a construção deste lindo trabalho.
Agradecemos aos que confiaram no nosso potencial mesmo com as dificuldades ao longo do caminho "