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Revista InForme C304M - FACHA - 2020/1

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Trabalho acadêmico válido como AV2 da turma C304M - FACHA Méier - 1º semestre de 2020.

Covid-19

Empresas de São Paulo são autorizadas a fazerem testes em seus funcionários Facebook tem plano de adotar o homeoffice nos próximos anos

A jornada dos vilões mais famosos do cinema mundial

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EDITORIAL

Caro leitor,

Falar sobre o atual momento em que estamos vivendo é muito difícil. Estamos passando por uma pandemia global, onde houve a enorme necessidade de fazer o isolamento social. Perdemos nossa rotima, ficamos sem o abraço das pessoas que amamos, os encontros agora são apenas virtuais, pender a essência do “olho no olho”. Em meio a tudo isso, estamos tentando nos adaptar a essa nova rotina. Essa revista foi feita em plena pandemia, de forma remota. Todos nós tivemos diversas dificuldades, mas vê-lá pronta é uma sensação de dever cumprido. Quero agradecer aos meus coleas de turma, que se empenharam para este projeto, e ao professor Gilvan Nascimento pela sua orientação, que foi a melhor possível. Espero que vocês, leitores, consigam aproveitar o conteúdo da nossa revista. Boa leitura!

EXPEDIENTE: Revista InForme Trabalho Acadêmico válido como AV2. FACHA - Faculdades Integradas Hélio Alonso. Campus: Méier. Disciplina: Editoração Eletrônica. Curso: Comunicação Social - Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Turma: C304M - 1º Semestre de 2020. Prof.: Gilvan Nascimento. Revista impressa desenvolvida como trabalho acadêmico válido como verificação final, idealizada para os alunos de jornalismo e Publicidade e Propaganda da Facha Faculdades Integradas Hélio Alonso. As matérias podem não ser originais, bem como as imagens. As que não foram produzidas pelos alunos, deverão ter seus créditos devidamente inseridos. Vale ressaltar que os alunos da turma foram responsáveis por toda a diagramação, planejamento e programação visual com a orientação do professor da disciplina e que foram mantidos os erros cometidos pelos mesmos na produção como forma de avaliação. Alunos que participaram deste projeto: EDITORA: ANA CRISTINA DOS SANTOS SILVA EQUIPE:

Mídia impressa e digital

AKSA FRANÇA GONÇALVES BRUNNA LEMOS NOGUEIRA CAROLINA GRAÇA FRAGOSO PINTO CAROLINE LOPES FRANCO DOS SANTOS JOÃO LUIZ DE OLIVEIRA NETO MARCELO BARRETO CINELLI RAFAELLA DOS SANTOS ACIOLE BARBOSA EQUIPE:

Mídia digital

BERNARDO BORGES SOARES CAROLINA GRAÇA FRAGOSO PINTO RAFAELLA VIEIRA SANTOS NUNES RAPHAEL DOS SANTOS BARBOSA STEPHANIE LEMOS VIEIRA ALVES DA SILVA WWW.INFORMECAPAFACHA201M.BLOGSPOT.COM

Trabalho Trabalhoacadêmico acadêmicoválido válidocomo comoAV2 AV2da daturma turmaC304M C304Mde deEditoração EditoraçãoEletrônica Eletrônicada daFACHA FACHA--2020/1 2020/1

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SUMÁRIO SUMÁRIO xx. 05.Cidade Cidade 09. Cultura 19. Música 28. Cinema 30. 30. Tecnologia Tecnologia 41. 41. Empresas Empresas ee negócios negócios

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CIDADE

Todos contra a Covid Rio prorroga dose de vacina www.extra.globo.com

João Luiz Fonte: www.extra.globo.com Em: 30/05/20 A Campanha nacional de vacinação contra a gripe é prorrogada até o final de junho, após a determinação do Ministério da Saúde. A Secretaria de Saúde do Estado destaca atingir a cobertura de 90% do público-alvo, já imunizado 2,8 milhões de pessoas nesta última fase da campanha. Entre os grupos a serem vacinados, destaque para pessoas com deficiência, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, mães no pós-parto e adultos de 55 anos a 59 anos de idade. Idosos se incluem a buscar o atendimento. O órgão de saúde do Estado informa as aplicações de 4 milhões de doses em todo o território fluminense. Antes o prazo do fim da campanha era previsto para o dia 05 de junho. Surgido o novo prazo, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem a expectativa de imunizar mais 350 mil pessoas de grupos prioritários. Até o presente momento 1,5 milhão de doses já aplicadas, correspondente a 72% do desejado. A Prefeitura do Rio estipula atingir a meta de 1,8 milhão de doses. A População da cidade do Rio deve buscar o atendimento nas

Doses estarão disponíveis a partir do início de junho

mais de 233 clínicas da família e centros municipais de saúde, de segunda a sexta, no horário das 8hrs às 17hrs. As unidades abertas aos sábados funcionam até o meio-dia. As crianças só devem serem atendidas nestas unidades de saúde. Nos primeiros dias do mês de junho, pontos extras estarão disponíveis em funcionamento para atender a população, destinando o horário das 9hrs da manhã até as 16hrs da tarde. Voluntários como os técnicos do exército se dispuseram a aplicar as doses, numa parceria entre a SMS com o Comando Conjunto Leste das Forças Armadas e Serviço Nacional de Apren-

dizagem do Transporte. São eles: -Terminal Alvorada: nos dias 1 e 2 de junho (segunda e terça) -Central do Brasil: (Terminal Procópio Ferreira) nos dias 2 e 3 (terça e quarta) -Terminal de Campo Grande: nos dias 3 e 4 (quarta e quinta) Ainda há a parceria com as redes farmacêuticas, localizados em dezesseis endereços pela cidade do Rio de Janeiro. É obrigatório o uso de máscaras para adultos e crianças, a partir de dois anos. Niterói A Fundação Municipal de Saúde de Niterói se dispõe a ampliar o calendário de campanha na cidade

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e ressalta a disposição das doses destinados aos públicos-alvo referentes a duas fases da campanha de vacinação. A partir desta mobilização, é aguardado o aumento de número de imunizados no município. As Policlínicas, Unidades Básicas e Unidades do Programa Médico de Família se unem ao atendimento à população. Duque de Caxias A Prefeitura de Duque de Caxias informa ainda o envio do documento oficial do Ministério da Saúde, o que condiciona a prorrogar a campanha de vacinação. A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) destacam a imunização para professores da rede pública e privada, apesar do período letivo em recesso devido à pandemia do novo Coronavírus. A Prefeitura da cidade recomenda o público buscar o atendimento nas sedes do centro municipal de saúde espalhados nos bairros

caxiense, em uma das unidades préhospitalar ou em uma das unidades básicas de saúde.

www.avozdacidade.com

Crianças com até 3 anos já podem tomar a dose

Terceira fase em duas etapas

www.g1.globo.com

A terceira fase da vacinação é desenvolvida em duas etapas. A primeira ocorre no período de 11 a 17 de maio com foco nas pessoas com deficiência; crianças entre seis meses e seis anos; gestantes; e mães no pós-parto (até 45 dias). A segunda etapa ocorre entre 18 de maio e 5 de junho, e estão incluídos os professores das escolas públicas e privadas e os adultos de 55 a 59 anos de idade. Desde o início da campanha, em 23 de março, fora imunizadas cerca de um milhão e quatrocentos mil pessoas no município do Rio. Os especialistas reforçam que a vacina contra a gripe não protege contra o novo coronavírus e ressaltam que algumas das recomendações para a prevenção do novo coronavírus são o isolamento/distanciamento social; higiene reforçada das mãos e objetos; uso de máscaras faciais. A pediatra Ana Escobar alerta para a necessidade de se vacinar também para outras doenças, como o sarampo: “Se aparece uma vacina para o coronavírus amanhã, a humanidade vai correr para se vacinar. Tem vacina para a gripe, para sarampo, e nenhum se manifesta a se imunizar dessas doses já disponíveis. Então isso não faz sentido” disse a pediatra. Vacinação de idosos em domicílios O Governo do Estado do Rio de Janeiro sanciona lei que permite vacinação de idosos em domicílios no estado. A sanção da Lei 8809/20 determina a criação de diferentes modalidades de vacinação de idosos em domicílio no Rio de Janeiro publicada no Diário Oficial. As doses são aplicadas por agente público ou por enfermeira contratada ou amiga da família, no qual autorizada a adquirir a vacina na rede pública; pelo sistema drive thru, no interior dos veículos; ou ainda em campanhas de vacinação em grandes condomínios onde haja muitos idosos, como as realizadas pelo Hemorio (Instituto Estadual de Hematologia-RJ) para a doação de sangue.

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Prefeitura de Duque de Caxias é notificada pela justiça a cumprir medidas restritivas contra a Covid-19 Em contrapartida, município envia recurso alta corte brasileira (STF)

João Luiz Fonte: www.odia.ig.com.br Em 29/05/20. A Justiça notifica a Prefeitura de Caxias a cumprir prazo de vinte e quatro horas, a atender medidas de prevenção contra a Covid-19. A ordem expedida pela juíza Elizabeth Maria Saad, membra da 3° Vara Cível. A magistrada determina a intensificação fiscal nas medidas de isolamento social diversificado, além de efetivar campanhas de conscientização em torno dos canais de comunicação, incluindo as redes sociais. informações de cunho social a esclarecer a imposição das medidas restritivas a vigor. Ainda no despacho, a juíza descreve as condições necessárias de quarentena, a Prefeitura Caxiense convocará o departamento de segurança, a guarda municipal e autorizar o apoio das polícias civil e militar. Nas expedições, a juíza ressalta a multa no valor de vinte mil reais ao prefeito Washington Reis, em desconsiderar o cumprimento das medidas de isolamento.Desde o momento do descumprimento, há um impasse judicial promovida pelo próprio prefeito

da cidade em cogitar a reabertura do comércio em Caxias-RJ. A Procuradoria Geral do Município apresenta recursos que atinge em contrapartida a decisão proferida da 3° Vara Cível da Comarca de Duque de Caxias. Um destes documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal, a reclamação constitucional, N. 41043, terá a demanda da ministra Rosa Weber. Durante uma live nas redes sociais, o prefeito Washington

Reis, garante a autonomia de prefeitos e governadores, de abrir ou fechar o comércio, atribuição ancorada pelo próprio STF. Washington Reis lamenta a decisão da justiça, ele argumenta que o decreto o constituído de responsabilidade, possibilitou a Prefeitura de Caxias a elaborar uma infraestrutura de saúde e nesse sentido, o gráfico de casos do novo Coronavírus está em regressão. jornaldestaquebaixada.com

Comércio reabre em meio a pandemia

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Salve uma vida, Doe sangue! UMA ÚNICA DOAÇÃO PODE SALVAR TRÊS VIDAS.

UM SIMPLES GESTO PODE GERAR UM MILHÃO DE SORRISOS.

OS REQUISITOS PARA DOAR SÃO: • Estar em boas condições de saúde;

• Ter entre 16 e 69 anos e pesar no mínimo 50 kg;

• Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24h);

• Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4h que antecedem a doação);

• Apresentar documento original com foto omitido por orgão oficial e válido em todo o território nacional.

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CULTURA

Saiba tudo que já foi cancelado na cultura por causa do coronavírus Lollapalooza, Coachella e Broadway foram prejudicados devido à pandemia Brunna Lemos Fonte: www.folha.uol.com.br Em 14/05/20 A pandemia do novo coronavírus tem causado uma série de cancelamentos e suspensões de shows, festivais, peças e exposições ao redor do mundo. Confira abaixo os principais casos de artistas, museus e produtoras que cancelaram estreias, adiaram datas de eventos ou restringiram acesso a espaços culturais por causa da doença:

• Sonata Arctica: A banda finlandesa reagendou sua turnê pela América Latina, que aconteceria em abril, para novembro —em São Paulo, o show acontece no dia 15, na Audio. • Casa Natura Musical (SP) • Glastonbury • Lollapalooza Brasil, Chile e Argentina • José Carreras: O tenor José Carreras faria um show em 1º de

tickx.com

• Bandas internacionais no Brasil: Bandas e grupos como Backstreet Boys , McFly, Renaissance, Curved Air, Wu-Tang Clan, Dire Straits Legacy e Pussycat Dolls tiveram shows adiados no Brasil.

Grupo americano Pussycat Dolls

• South by Southwest • Festival Música em Trancoso • Espaço das Américas: Shows e festivais previstos para março e abril no local foram adiados, entre eles: Zeca Pagodinho, Racionais, Chitãozinho & Xororó, Jorge & Matheus, Ivete Sangalo, Wesley Safadão, Alexandre Pires, Il Divo, Renaissance e Curved Air, Popload Gig e Reggae Live Station (com The Wailers, Chimarruts e Mato Seco). • JazzNosFundos • Filarmônica de Nova York

Membros do grupo BTS

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www.wfmt.com

Coachella visto de cima

maio no Allianz Parque Hall, em São Paulo, mas o evento foi adiado. • Alok: O DJ brasileiro Alok cancelou duas turnês que seriam realizadas em abril, na China, e na próxima semana, nos Estados Unidos. • Lenine • Zeca Pagodinho • Shows internacionais: Bob Dylan cancelou shows no Japão, que aconteceriam em abril em Tóquio e Osaka. Já o grupo Maroon 5 cancelou os dois últimos shows da turnê na América Latina. Faltando só quatro dias para começar uma turnê no Reino Unido, a banda de rock The Who também cancelou os shows no local. Já a banda Green Day adiou uma turnê na Ásia que tinha início marcado para 8 de março. E os sul-coreanos de k-pop BTS cancelaram sua agenda de shows e disseram que não era possível saber se haverá novas datas. capricho.abril.com.br

meujornal.com.br

MÚSICA • Metallica na América do Sul: A turnê sul-americana do Metallica foi transferida de abril para dezembro. A banda Greta Van Fleet continua confirmada como atração de abertura, mas o Metallica ainda não informou as novas datas e locais dos shows no continente. No Brasil, a banda tinha shows marcados em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. • Coachella

Visão geral da Filarmônica

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• Estreias nacionais: Longa-metragens como “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, de Mauricio Eça, “Três Verões”, com

Regina Casé, “No Gogó do Paulinho”, “De Perto Ela Não É Normal”, “Aos Olhos de Ernesto” e o documentário”Babenco — Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” também receberão novas datas de estreia. • Festival É Tudo Verdade: As comemorações de 25 anos do É Tudo Verdade, principal festival de documentários do país, terão que ser parcialmente adiadas. Para não deixar os cinéfilos na mão, o festival promete ampliou a lista de filmes disponíveis online —antes, a programação já contemplava 15 títulos que seriam transmitidos pelo site do Itaú Cultural e no serviço de streaming da Spcine, o Spcine Play. • Salas de cinema Cinemark, UCI, Cinépolis, Kinoplex e Cinesystem • CinemaCon (Las Vegas) • Mostra Tiradentes | SP • O Centenário - Fellini no Mundo

TELEVISÃO • Talk shows e seriados americanos: As produções dos talk shows “The Tonight Show”, com Jimmy Fallon, e “Late Night”, com Seth Meyers, foram suspensas, segundo repórter do New York Times. Séries como “The Morning Show”, da Apple, e “Riverdale” suspenderam suas produções. • Bafta TV

• Multishow • The Walking Dead: O episódio final da décima temporada da série, que seria especial, teve sua exibição adiada, pois não foi possível que se cumprissem as demandas de pós-produção. A temporada terminou no dia 5 de abril. Os outros oito episódios da temporada estarão disponíveis de graça no site da AMC.

Elenco de Os Novos Mutantes

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uol.com.br

CINEMA • Festival de Cannes • Blockbusters: Os grandes lançamentos de Hollywood tiveram datas alteradas. Entre eles: “007: Sem Tempo para Morrer”, “Pedro Coelho 2: O Fugitivo”, “Um Lugar Silencioso: Parte 2”, “Trolls 2”, “Velozes e Furiosos 9”, “Mulan”, “Os Novos Mutantes”, “Espíritos Obscuros?”, “Espiral: O Legado de Jogos Mortais”, “O Chão Sob Meus Pés”, “Tel Aviv em Chamas” e “Honeyland”. A maioria desses títulos segue sem previsão de estreia.

ARTES PLÁSTICAS • Art Basel • ‘Campo Expandido’ • Espaços culturais públicos em SP • Bienal do Mercosul • CCBB • Instituto Casa Roberto Marinho • Casa Museu Ema Klabin • Centro Cultural Oi Futuro • Japan House • IMS Paulista • Itaú Cultural • Instituto de Arte Contemporânea (IAC) • Instituto Tomie Ohtake • Louvre

Museu Louvre, na França

• MAC-USP • MAM-SP • MAM-RJ • Masp • MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York) • Museu do Prado e Reína Sofía • Museu Whitney • Tarsila do Amaral na Fábrica de Arte Marcos Amaro, em Itu • Da Vinci Experience e Suas Invenções • MuBE • Museu da Casa Brasileira • Museu Imperial • Parque Lage • Museu da Inconfidência • Calendário Pirelli MODA • Met Gala • São Paulo Fashion Week observatoriodatv.uol.com.br

LITERATURA • Biblioteca Nacional • Filpoços • Primavera Literária Brasileira • Seminário Internacional Arte, Palavra e Leitura – Por uma Educação Transformadora • Companhia das Letras • Feira do Livro de Londres • Feira do Livro de Bogotá • Feira do Livro de Madrid • Casas Literárias de São Paulo • Feira do Livro Infantil de Bolonha

legadodamarvel.com.br

TEATRO E APRESENTAÇÕES • Broadway e Metropolitan • Carnegie Hall • Festival de Curitiba • Teatros municipais • Teatro Alfa • Teatro Vivo • Teatro Renaissance • MITsp • Prêmio Shell • Cirque du Soleil • Virada Cultural de São Paulo

Desfile realizado na SPFW

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A jornada do vilão

O lugar dos vilões sempre foi à sombra dos heróis, até que eles raptaram os holofotes: entenda como o lado bom dos personagens maus ganhou o mundo Brunna Lemos Fonte: www.super.abril.com.br Em 23/09/19

wall.alphacoders.com

O Coringa nasceu para ser descartado. Quando o vilão surgiu pela primeira vez, em 1940, no quadrinho Batman #1, a ideia inicial dos roteiristas era matá-lo nas últimas páginas daquela edição. Até que fazia sentido: seus criadores achavam que um antagonista recorrente faria o Homem-Morcego parecer meio desleixado no combate ao

crime. O palhaço teria batido as botas com uma facada no coração, não fosse o protesto de um dos editores da DC Comics, Whitney Ellsworth, que viu potencial no personagem. Por sorte, era ele que tinha a palavra final. Do contrário, o mundo jamais chegaria a ver HQs memoráveis, como A Piada Mortal (1988) – muito menos as atuações históricas de Jack Nicholson, Heath Ledger e, agora, Joaquin Phoenix, nas adaptações cinematográficas do vilão. Quase 80 anos depois da sua estreia, o Coringa é hoje um algoz consagrado, amado até. E esse é o caso de vários nomes da cultura contemporânea: Darth Vader, Hannibal, Walter White… A lista é grande e fácil de preencher. Mas não costumava ser assim. Antagonistas complexos e carismáticos só passaram a ser “mainstream” em narrativas

mais recentes. No passado, o papo era outro. Ser ou não ser (vilão)? Na Grécia Antiga, Aristóteles dizia que toda ficção (na época, chamada de poética) deve possuir algum tipo de antagonismo. Veja bem, ele não dizia “antagonista”. Para o filósofo, o papel do vilão não era essencial. Bastava que a história incluísse algum elemento de conflito: uma competição, um problema, uma catástrofe natural. Na literatura grega, não era tão fácil distinguir os personagens bons dos maus. “Os próprios heróis faziam atos bastante questionáveis”, lembra Mônica Faria, especialista em narrativas da UFPEL. É só pensar no caso de Zeus: o todo-poderoso do Olimpo traía, matava e punia o tempo todo. Seu filho, Hércules, apesar do status de mocinho, matou toda a sua família em um acesso de loucura. As histórias desse período ajudam a entender o conceito de antagonista. A palavra grega quer dizer “rival” ou “competidor”. Na prática, é um contraponto da história, que serve para enaltecer a missão do protagonista. Ele nem precisa ser uma figura maligna. Pode ser apenas alguém que deseja a mesma coisa que o personagem principal – e acaba entrando em conflito com ele por conta disso. O exemplo má

Coringa: vilão da DC Comics, arqui-inimigo do Batman, interpretado por Joaquin Phoenix em 2019

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Darth Vader: nascido como Anakin Skywalker, se tornou um vilão lendário de Star Wars

ximo na cultura atual talvez seja Apollo Creed no primeiro filme da franquia Rocky Balboa (1976). Na Idade Média, começa a se consolidar a figura do vilão clássico. Aquele realmente MAU – o contraponto negativo para tudo que o herói tem de positivo. A consequência dessa dicotomia é tornar as histórias mais caricatas. Não há mistérios nas intenções dos personagens: elas são sempre só boas ou só ruins. Toda a narrativa acaba centrada no embate bem versus mal. A entidade que melhor promoveu esse “rebranding” da vilania foi justamente o cristianismo medieval, criador de um dos malvados favoritos do Ocidente: o diabo. Entre anjos e demônios Se alguém te pedisse para desenhar a figura do demônio, como ficaria o seu rabisco? Vou arriscar um palpite: o tinhoso seria vermelho, com chifres e um rabo. Aposto também que ele teria pés de bode e um tridente. Acertei? Você não está errado. Essa, afinal, é a figura consagrada do Diabo. “Ela co-

meçou a aparecer na Idade Média Central, entre os séculos 11 e 12”, conta o Edin Abumanssur, professor de Teologia e Ciências da Religião da PUC. Antes disso, o capeta era quase sempre retratado como uma figura humana. Satanás (que vem do hebraico e significa “adversário”) aparece na Bíblia como um oponente de Deus, mas não há grandes detalhes sobre sua aparência. A história de Lúcifer chega a mencionar que ele era lindo, como todo anjo. Mas a associação entre Lúcifer e Satanás só apareceu depois, como interpretação dos textos sagrados do cristianismo. “No Antigo Testamento, não há nada que deixe explícito que o Diabo é um anjo caído”, conta Abumanssur. Até na história de Adão e Eva, tirada do livro de Gênesis, não há menção ao demônio. A ideia de que ele assumiu a forma da serpente que convence o casal a comer o fruto proibido também é uma adição medieval. Ora, então como foi que o demônio ganhou esse visual nada atraente? A construção da figura do Diabo acontece quando a Igreja Católica expande sua influência pela Europa. Para conquistar fiéis, ela precisava de um inimigo que justif icass e sua

importância, unificasse o povo em um continente descentralizado e, claro, enfraquecesse as outras religiões. A solução foi personificar tudo o que há de ruim na humanidade em um único ser. Dessa maneira, a Igreja legitimava sua existência. Deus combate o mal encarnado (o Diabo), e você chega a Deus por meio da igreja. Para tornar o vilão mais familiar, o Diabo ganhou adereços “emprestados” de outras crenças: o tridente veio de Netuno, da mitologia romana (ou Poseidon, para os gregos); os chifres, os pés de bode e o rabo são do deus grego Pã, e do deus celta Cernunno. “O medo é sempre o primeiro incentivo ao culto religioso”, escreve o alemão Paul Carus no livro The History of the Devil. Ele defende que a presença de uma divindade maligna é importante para o passado de quase toda religião. Os mitos e as narrativas religiosas faziam a sua parte distinguindo claramente o bem e o mal. E, como precisavam transmitir os valores cristãos, era comum que viessem acompanhados de uma moral da história – formato também emprestado dos gregos, ao estilo das fábulas esopianas da Antiguidade. Uma única jornada Os vilões sempre viveram à sombra do herói – e não só na ficção. É difícil encontrar informações confiáveis sobre a evolução do conceito de vilão ao longo do tempo. Até nos estudos acadêmicos ou literários, eles acabam como coadjuvantes. Mas é possível pinçar algumas coisas aqui e ali. Loki: deus da trapaça e da travessura na Mitologia Nórdica e vilão amado da Marvel wall.alphacoders.com

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O escritor Christopher Vogler é um dos poucos a ter se aprofundado na análise da vilania narrativa. Roteirista, ele trabalhou por décadas como consultor para estúdios de Hollywood, como Disney e Warner Bros. E, para estudar os vilões, Vogler começou pelo avesso: inspirou-se no antropólogo Joseph Campbell, criador do famoso conceito da “jornada do herói”. Aqui vai um rápido resumo: Campbell percebeu que todos os mitos, de certa maneira, possuem elementos que se repetem, ciclos pelos quais todo protagonista passa. Eles são divididos em etapas: “o chamado do herói para aventura” (em Star Wars, é o momento em que o pedido de socorro da Princesa Leia chega até Luke Skywalker), o “encontro com um mentor” (quando Neo conhece Morfeu em Matrix), e por aí vai. Vogler selecionou nas teorias de Campbell as estruturas que ele acreditava serem mais úteis na construção de uma narrativa. O resultado foi publicado em um guia, chamado A Jornada do Escritor. Lá, Vogler descreve diferentes arquétipos que um personagem pode assumir – todos eles representam alguma faceta da psicologia humana. Um dos arquétipos é, justamente, o da Sombra, que representa o nosso lado obscuro, nossos sentimentos reprimidos. Sua função principal é desafiar o herói. O vilão, portanto, é a sombra. Com a explosão da cultura pop, no século 20, vilões arquetípicos ganharam uma aura própria de carisma, mesmo quando eram a mais completa encarnação do mal (lembre-se do Darth Vader da trilogia original). Por quê? “Se

gostamos dos vilões, é porque todos nós possuímos uma face sombria, ainda que não a expressemos”, diz Adriana Amaral, que coordena um grupo de pesquisa sobre cultura pop na Unisinos. “Nesses personagens imperfeitos, acabamos enxergando um pouco da nossa personalidade.” Prazer, anti-herói A indústria, que não é besta, percebeu isso, e passou a criar vilões heroicos (pense, agora, em Walter White, de Breaking Bad). Bom, se existe uma jornada do herói, deve existir uma jornada do vilão, certo? Sim e não: “Do ponto de vista do vilão, ele é o herói do seu próprio mito”, escreve Vogler. Isso chega a ser inescapável quando o protagonista é o próprio vilão. Não tem outra saída: como personagem principal, de um jeito ou de outro, ele vai acabar passando pela tal jornada. Até porque o público precisa, nesses casos, entender suas motivações, ambições e sentimentos, e como elas gradualmente moldaram a vilania dos seus atos. De alguma maneira, um vilão com jornada é um vilão justificado. Do contrário, ninguém vai comprar a história. Além do antagonista e do vilão, portanto, as narrativas contem-

Gollum: vilão de Senhor dos Anéis, antes chamado de Sméagol, se corrompeu pela ganância

porâneas trazem à tona uma terceira categoria: a do anti-herói, o verdadeiro reflexo invertido do herói tradicional. O novo Coringa se enquadra nesse grupo ao dar razões e raízes à loucura do palhaço. No início dos anos 2000, a franquia Star Wars tentou fazer a mesma coisa com Vader, com três longas dedicados à história de origem de Anakin Skywalker. A própria Disney fez apostas parecidas nos últimos anos: Malévola quebra a dicotomia tradicional dos contos de fadas e dá à vilã de Bela Adormecida uma jornada própria e até heroica. Até a Cruella, de 101 Dálmatas, vai ganhar um filme para chamar de seu em 2021. Difícil é imaginar que tipo de trauma horrendo ela vai precisar ganhar para justificar sua obsessão assassina com cachorrinhos. Talvez seja esse o grande apelo das narrativas dos anti-heróis – humanizá-los exige tanto talento narrativo que é impossível não acabar seduzido. E não tem problema nenhum com isso: pode torcer pelos vilões à vontade. Afinal, não há ninguém tão parecido com a gente quanto eles.

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Snyder Cut: A nova versão de Liga da Justiça

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Personagens do filme Liga da Justiça (2017)

Três anos após seu lançamento, o filme ganhará uma versão estendida para o streaming em 2021

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Brunna Lemos Fonte: www. super.abril.com.br Em 21/05/20 Liga da Justiça estreou em 2017. Seguindo os eventos de Batman vs Superman, lançado no ano anterior, o filme marcou o encontro de alguns dos principais heróis da DC Comics: Mulher-Maravilha (Gal Gadot), Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e, claro, Batman (Ben Affleck) e Superman (Henry Cavill). Mas ficou por isso mesmo. O filme recebeu críticas negativas e fracassou nas bilheterias: arrecadou US$ 657 milhões, pouco mais que o dobro do seu orçamento. O valor não é apenas abaixo do que filmes da Marvel costumam faturar, mas também dos próprios filmes da casa: Homem de Aço, de 2013, fez US$668 milhões. Liga da Justiça pode não ter sido um longa marcante, mas ele faz parte do que talvez seja uma das histórias mais curiosas do cinema nos últimos anos – e, provavelmente, mais interessante que o enredo do filme em si. Desde o seu lançamento, fãs argumentam que os defeitos de Liga da Justiça têm uma simples explicação: a versão que foi para o cinema não é a que o diretor, Zack Snyder, idealizou, e que, em algum lugar, existiria uma segunda versão. Esse novo corte, mais longo, sombrio e com ideias que foram descartadas do material final, ficou conhecido como “Snyder Cut”. Na última quarta (20), a Warner Bros. anunciou que uma nova versão de Liga da Justiça – o “Snyder Cut” – chegará às telinhas em 2021. Telinhas, e não telonas: o filme sairá no HBO Max, plataforma da streaming da empresa que deve

estrear nos EUA no próximo dia 27. Ainda meio perdido nessa história? Abaixo, um resumo de tudo o que rolou até agora – e o que já se sabe dessa nova versão. Criando um universo Depois de dirigir filmes como 300 e Watchmen, duas adaptações de quadrinhos, Zack Snyder foi chamado para comandar Homem de Aço, que recontou a origem do Superman. O filme saiu em 2013 e, apesar das críticas mistas, foi bem na bilheteria. Isso permitiu que, naquele ano, a Warner anunciasse um ambicioso projeto: um filme do Superman enfrentando o Batman. Seria épico: o primeiro encontro dos grandes personagens da DC nas telonas. O anúncio, feito na San Diego Comic-Con, foi empolgante. Inicialmente previsto para 2015, Batman v Superman foi adiado para 2016. As expectativas para o filme eram altas: com Snyder na direção, o tom seguiria rumos sombrios e realistas – isto é, o máximo de realismo que uma história com superseres pode ter. Ele era extremamente importante para a Warner, pois seria base para a construção de um universo cinematográfico (assim como sua rival, a Marvel) e, consequentemente, para um futuro filme da Liga. O filme estreou, e fez US$ 873 milhões no mundo todo. Mas a recepção não foi como planejado: segundo o agregador Rotten Tomatoes, apenas 27% das críticas foram positivas. A partir daí, começou a rolar algo que se repetiria em Liga da Justiça – Snyder alegou que uma parte considerável do material do filme não foi para a versão final, prejudicando a história. De fato: a ver-

são estendida, com 30 minutos a mais, amarra diversas pontas soltas do roteiro, e constrói melhor o ódio que os heróis sentem um pelo outro. Vale dizer que BvS e Liga não são os únicos filmes de Snyder que possuem uma versão do diretor: Madrugada dos Mortos, Sucker Punch e Watchmen também entram na lista. Os bastidores de Liga A produção de Liga da Justiça foi conturbada. Embora todos os atores tivessem retornado para interpretar seus papéis, a Warner, depois da recepção de BvS, olhava a direção de Snyder com insegurança. Em janeiro de 2017, o diretor entregou uma versão bruta, com quatro horas de material – e você achando que as três horas de Vingadores: Ultimato já eram muita coisa. A Warner, em contrapartida, queria que o filme tivesse duas horas de duração. Snyder entregou uma primeira versão, com 2h20min – mas é claro que, com esse corte, vários ajustes ainda precisariam ser feitos. Mas seu trabalho foi interrompido por uma triste notícia: a morte de sua filha, Autumm. Com isso, Snyder se afastou da produção. Para terminar o filme, a Warner chamou Joss Whedon – o diretor por trás dos dois primeiros Vingadores. Os produtores apostavam que o humor e os diálogos de Whedon, que deram certo na Marvel, poderiam, de alguma forma, consertar o que estava dando errado no universo da DC. Segundo o New York Times, Whedon criou 80 novas páginas de roteiro para o filme. Ele adicionou momentos para a Mulher-Maravilha, Lois Lane (Amy Adams) e Martha Kent (Diane Lane), a mãe do Super. Em contrapartida, redu

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ziu o tempo de tela do Flash e do Ciborgue, além de cortar a personagem da atriz Kiersey Clemons, que viveria o par romântico de Miller. Mas as refilmagens mais controversas envolvem o Superman. Na época, Henry Cavill estava rodando outro filme, Missão Impossível: Efeito Fallout, e graças a uma cláusula de contrato, ele não poderia tirar o bigode. Solução: a equipe de Liga da Justiça o removeu digitalmente – mas o resultado não é dos melhores (além de ter custado US$ 25 milhões).

Henry Cavill atuando de bigode

“O retorno desse filme nesse formato e duração, é um movimento corajoso e sem precedentes”. Fora isso, há rumores de que o “novo” Liga da Justiça terá a aparição do vilão Darkseid, dublado pelo ator Ray Porter (que comemorou o anúncio do Snyder Cut com uma foto do seu personagem). Mas ninguém sabe se será possível refilmar cenas envolvendo o Batman, já que Ben Affleck desistiu do papel. A notícia também reacendeu outro movimento: #ReleaseTheAyerCut, que pede para que a Warner libere a versão original de Esquadrão Suicida que o diretor, David Ayer, defende ser melhor do que a que foi para os cinemas. As chances, no entanto, são mínimas. Por que? Bom, você já viu Esquadrão Suicida? Pois é. Se você não confia que essa nova versão de Liga da Justiça será melhor – e ainda torce o nariz para toda essa história – saiba que, pelo menos, alguns fãs estão felizes: nesta quinta (21), alguém pagou um avião para sobrevoar os estúdios da Warner com um cartaz agradecendo pela decisão.

A Liga da Justiça

temalguemassistindo.com.br

O que vem a seguir? Assim que o filme foi lançado, fãs do mundo todo iniciaram a campanha #ReleaseTheSnyderCut (“Liberem o Corte do Snyder”, em inglês). A Warner recebeu centenas de mensagens, e 180 mil pessoas assinaram uma petição pela versão estendida. O movimento chegou até os telões da Times Square, em Nova York, du-

rante a Comic-Con que acontece na cidade. Além do público, Snyder e os atores também alimentaram a campanha – que acabou virando praticamente um meme. Ben Affleck, Gal Gadot…Na última segunda (18), Jason Momoa, em plena quarentena, gravou um vídeo implorando pelo corte do diretor, dizendo que estava mais do que na hora disso acontecer – e não é que ele acertou? Segundo o Hollywood Reporter, as conversas entre Snyder, sua esposa, Deborah (que é produtora de cinema) e o presidente da Warner, Toby Emmerich, começaram em novembro de 2019. Zack e Deborah planejaram uma exibição do material, em preto e branco, para alguns executivos da Warner, do HBO Max e da DC na casa do casal na Califórnia. Até agora, pouco se sabe sobre o projeto. A Warner dará entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões para que Snyder finalize a produção – que pode ser lançada na íntegra, com quatro horas de duração, ou dividida em uma série com seis episódios. “A melhor parte disso é que podemos explorar esses personagens de maneiras que você não consegue em uma versão mais curta”, disse Snyder ao Hollywood Reporter.

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variety.com

Série Brooklyn Nine-nine, da NBC

Por que as séries de comédia deixaram de usar a trilha de risadas? Entenda por quê as risadas de fundo, conhecidas como claques, têm sido cada vez menos usadas em sitcoms Brunna Lemos Fonte: www.super.abril.com.br Em 23/05/20 Friends, Seinfeld, How I Met Your Mother. O que essas três séries têm em comum? “Todas são sobre um grupo de amigos vivendo em Nova York”, você vai dizer. É verdade, mas há outra semelhança: elas utilizam uma trilha de risadas, também conhecida como “claque”. As claques existem há décadas, e são um recurso constante para dezenas de sitcoms – uma abreviação para situation comedy (“comédia de situação”, em inglês), que é como se denomina esse gênero. Mas o que era regra até alguns

anos atrás passou a aparecer cada vez menos, sobretudo depois que The Big Bang Theory, uma popular sitcom que usava trilha de risadas, terminou, em 2019. Vamos entender por quê.

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A ascensão… Antes da criação do rádio e da televisão, quem estava à procura de entretenimento só tinha uma opção: sair de casa. E parte da experiência dos espetáculos ao vivo estava na relação dos artistas com a reação do público: a tensão, os suspiros, as palmas – e as risadas. Quando o rádio se popularizou, os produtores queriam que seus programas transmitissem para quem estivesse em casa a sensação de estar em um programa ao vivo. Foi aí que tiveram a ideia das risadas de fundo. O primeiro programa a utilizar isso foi o Bing Crosby Radio Show, nos Cena da série The Big Bang Theory, da CBS

anos 1940. Um mini-documentário do site Cheddar, que fala sobre o surgimento das claques, recorda que as primeiras risadas foram gravadas pelo produtor Jack Mullin, que as pegou de um show do comediante Bob Burns. Burns divertiu a plateia com suas piadas, mas, pelo teor delas, o show não poderia ser transmitido na rádio. Mullin, então, reaproveitou as risadas e, à pedido de um roteirista, inseriu-as em um outro show de comédia (que, segundo ele, nem era tão engraçado assim). Por sua vez, o uso da trilha na televisão surgiu de uma necessidade técnica. Nos primórdios da TV, os programas de comédia eram gravados com uma única câmera. Para dar mais dinamismo aos shows, as cenas eram reencenadas sempre que câmera mudava de lugar – era o único jeito de um mesmo momento ser gravado em ângulos diferentes. Só que havia um problema: com uma cena gravada três vezes, as risadas da plateia ficavam inconstantes: ora eram estridentes, ora mais tímidas. Além disso, era muito difícil controlar pessoas rindo por tempo demais ou em momentos errados. Quem percebeu o problema foi Charley Douglass, um engenheiro de som da CBS, uma emissora dos EUA. No final da década de 1940, ele desenvolveu uma técnica que ficou conhecida como “sweetening” (algo como “suavização”, em inglês): quando as risadas da pla

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zint.online

teia não fossem adequadas, bastava inserir trilhas previamente gravadas no lugar, suavizando-as. A solução agradou os produtores e, na década seguinte, a coisa evoluiu: Douglass criou a Laff Box, uma caixa de risadas (laff é uma versão propositalmente errada de laugh, que significa “risada” em português). O equipamento era pesado, tinha quase um metro de altura e 32 bobinas que continham, cada uma, dez tipos de risadas gravadas. No total, Douglass tinha 320 tipos de risadas, e usava um painel cheio de botões para escolhê-las: tinha risadas de homens, mulheres, jovens, idosos e por aí vai. O primeiro programa de TV a usá-la foi o The Hank McCune Show, em 1950. O show nem tinha plateia ao vivo – as risadas saíam todas da caixa. A Laff Box foi um grande sucesso – e por essa razão, Douglass mantinha o seu funcionamento em absoluto segredo. Depois de registrar a patente da máquina, quase ninguém além dele e de sua família sabia como operá-la. Tanto que, quando um estúdio solicitava o uso da caixa, Charley ia pessoalmente com ela para trabalhar junto com os produtores. Nos anos 1960 (época de séries como A Feiticeira e Jeannie é um Gênio), o uso das claques se popularizou cada vez mais. Mesmo com o passar dos anos, séries gravadas com múltiplas câmeras (o que teoricamente resolveria o problema da inconsistência das risadas) mantiveram o recurso. Em Friends, por exemplo, os atores continuavam a cena, mesmo que a reação da plateia se estendesse demais: eles sabiam que, na pós-produção, tudo seria suavizado. E não há nada de errado nisso. Um estudo britânico mostrou que claques podem deixar piadas mais engraçadas. Afinal, elas podem ter dois efeitos principais: a de convencer alguém a começar a rir, numa espécie

One Day at a Time, sitcom da Netflix

de contágio ou “efeito manada”, ou servir como uma espécie de permissão – como quando alguém aguarda a reação de outras pessoas até romper em uma risada. Mas há um porém. Com a trilha de risadas, é mais difícil que a série saia do formato padrão de um episódio de sitcom, em que os diálogos, via de regra, servem de escada para uma punchline – aquela frase de efeito, que encerra uma piada. Programas que usam a claque ficam estranhos quando esse recurso é retirado. …E a queda A explicação para a longevidade da “risadas enlatadas” é simples: os programas faziam sucesso, e o fracasso de séries dos anos 1970 que se aventuraram a não usá-las só reforçaram a tese de que fazer comédia sem claques era inviável. Isso só começou a mudar com duas séries da HBO: Dream On, que estreou em 1990, e The Larry Sanders Show, de 1992. Ambas não usavam claques e, apesar da descrença inicial, foram um sucesso – o que abriu caminho que para outros programas seguissem sem risadas, como Curb Your Enthusiasm (2000), Malcolm (2000) e Scrubs (2001).

Sem a necessidade de uma plateia, as séries puderam explorar novas técnicas (como voltar a usar apenas uma câmera) e cenários. Sem as risadas, os roteiristas tinham mais liberdade para inovar o formato, deixando o humor acontecer por conta das características e desenvolvimento dos personagens – e não necessariamente pelas punchlines. Essas séries provaram que era possível fazer comédia sem as claques, e não demorou para que outras sitcoms seguissem essa tendência: Arrested Development, The Office, 30 Rock, Parks and Recreation, Community, Brooklyn Nine-Nine… A resposta para o sumiço das risadas pode estar também na maneira como as novas audiências consomem entretenimento. Mike Royce, (que usa fundo de risadas), diz que talvez as pessoas não gostem mais que um programa diga a elas o que sentir – ou qual o momento adequado para rir. Seja como for, não há certo ou errado nessa história. As sitcoms com trilha de risadas continuarão a existir – e, mesmo que não existam, reassistir um episódio de Seinfeld ou de Friends continuará hilário. Se a série te faz rir, isso é o que importa.

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Música na quarentena: por que ela é tão importante? Em entrevista à CRESCER, John Guillermo e Nando Guto, da School of Rock, falaram sobre os benefícios da música em tempos de distanciamento social

Crédito: Alamy

Caroline Lopes Fonte: Revista Crescer Em 05/06/2020

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este seu período de distanciamento social você já parou para pensar como a música tem papel importante para enfrentarmos momentos difíceis, como o que estamos vivendo hoje? E isso não se limita só aos adultos, as crianças também sentem a diferença. “Toda pessoa que tem algum contato com música — seja ouvindo, tocando um instrumento ou cantando —, tem a oportunidade de desenvolver importantes aspectos dos sentidos, como sensibilidade, concentração, paciência... E, nesse momento, especialmente, todos nós precisamos muito disso”, diz Nando Guto, diretor de negócios da School of Rock, — uma franquia da Filadélfia que já possui mais de 300 unidades abertas e em desenvolvimento e 40 mil alunos em diversos países .

“A música está totalmente ligada à emoção. Nos protege da depressão e ansiedade”, complementou John Guillermo, diretor de desenvolvimento e negócios da empresa. Para Nando, não há um estilo musical específico, já que todas as músicas geram reações nas pessoas. “Para cada um de nós, isso pode funcionar de uma maneira diferente. Por exemplo, existem crianças que dormem escutando heavy metal e pessoas que ouvem músicas tristes para se sentirem melhores. O mais importante é ter contato com música sempre, sem moderação (risos), em qualquer horário”, aconselhou. “Nós usamos a música como ferramenta para o desenvolvimento pessoal. Nossa metodologia de ensino musical é baseada na prática, performance e experiência, e tem como proposta valores como atitude, respeito, confiança, responsabilidade, espírito de equipe”, expli-

MÚSICA cam os profissionais. Logo de cara, dá para notar que a música vai além do prazer, do simplesmente “ouvir”. Na School of Rock, a cada seis meses, os alunos realizam um show de verdade. “Na preparação da apresentação, que chamamos de temporada, os alunos se socializam, desinibem e se divertem”, contam. Mas agora, com a pandemia, a escola, que possui alunos de diversas idades, precisou se adaptar. “Os alunos estão realizando as aulas aulas de guitarra, baixo, violão, canto, bateria e teclado por videoconferências em horários agendados e utilizando nosso aplicativo com os livros didáticos. Estão sendo ótimas ferramentas dos professores para dar continuidade no aprendizado musical de uma forma divertida e segura”, afirmam. Com que idade começar? Na School of Rock, alguns alunos começam cedo. “Nosso programa de iniciação musical é a partir dos 2 anos de idade. A música estabelece relação com as crianças entre o que se ouve e o que se produz, valorizando a interpretação com a possibilidade de criação de canções, melodias e ritmos utilizando o ambiente, instrumentos e sons corporais”, explica John Guillermo. Portanto, além de aprender a tocar um instrumento, os pequeno têm um impacto positivo nas capacidades cognitivas, sociais e emocionais.

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“Com isso, é possível ajudá-los a se tornarem melhores CEOs, engenheiros, médicos, professores...” 19


Crédito: Delsol Productions

#BlackOutTuesday: o dia em que a música parou nos Estados Unidos Movimento mobilizou artistas contra o racismo, após ascensão dos protestos nas ruas norte-americanas

Caroline Lopes Fonte: Folha de Pernambuco Em 05/06/2020

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esde o início do movimento “Black Lives Matter” - traduzido para “Vidas Negras Importam” -, em 2012, negros e negras da música têm usado seu poder na indústria cultural para mobilizar atenção à causas raciais. Com a ascensão dos protestos nas ruas após o assassinato de George Floyd, homem negro de 46 anos, empresas 20

do setor fonográfico decidiram se mobilizar e, no dia 02 de junho, fizeram uma paralisação em solidariedade aos antirracistas. O ato, contudo, também gerou repercussão negativa entre alguns artistas afro-americanos, que acreditam que a ação não contribua efetivamente para a causa. A paralização ficou marcada pelas hashtags #BlackLivesMatter e #BlackOutTuesday nas redes sociais. Imediatamente, tornou-se o

fenômeno do dia e as postagens, a exemplo do Instagram, ficaram todas em quadrados pretos. Rihanna, Elton John e Cardi B, nos Estados Unidos, e Anitta, Camila Pitanga, Iza, Bruna Marquezine e Ludmilla, no Brasil, foram alguns que se posicionaram com as hashtags. Grandes gravadoras também pararam. Entenda A ideia surgiu das executivas da área Jamila Thomas e Brianna

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Crédito: Jake Vanaman

Agyemang, propondo a interrupção dos negócios “para enfatizar o racismo e a desigualdade que existem da sala de reuniões à avenida”. Logo, outras organizações aceitaram e fizeram ações, como a cantora Rihanna, que parou a sua loja “Fenty”. Além da cantora, o Spotify interrompeu a transmissão durante nove minutos - tempo que durou o sufocamento de Floyd -, e estampou a página principal da plataforma com playlists de músicas de empoderamento negro, em capas escuras e com a identificação do Black Lives Matter. Embora tenha ganho grande repercussão, a movimentação também recebeu críticas. Por causa do grande número de postagens em preto, fotos com informações e links para doações aos movimentos desapareceram do feed das redes sociais. “Quando você analisa a hashtag #BlackLivesMatter, não há mais vídeos, informações úteis, recursos,

documentação de injustiça, e sim filas de telas pretas”, alertou a cantora Kehlani no Instagram. Ideia que também foi compartilhada pelo rapper Lil Nas X. “Realmente acho que este é o momento de continuarmos com força. Não acho que o movimento tenha sido tão poderoso como antes. Não precisamos pará-lo sem publicar nada. Precisamos espalhar informações e torná-las mais fortes do que nunca”, acrescentou. Adesão Desde a última semana, artistas têm se mobilizado para ajudar o movimento antirracista. No geral, demonstram apoio pelas redes sociais, divulgando petições e criticando o presidente do país, Donald Trump, pela forma como vem reagindo aos protestos. Tinashe, Ariana Grande, Lauren Jauregui, Kali Uchis e Swae Lee são alguns dos cantores que romperam as redes e foram às ruas

para apoiar as manifestações. Já Harry Styles e Katy Perry estão pagando advogados para as pessoas presas pelas polícias nos focos dos atos. Já o rapper e empresário Jay-Z decidiu usar seu poder de influência e ligou diretamente para o governador do estado do Minessotta, Tim Walz, para cobrar justiça sobre o caso de George Floyd. Na ocasião, ele chamou o procurador Keith Ellison, primeiro congressista negro e muçulmano dos Estados Unidos, para assumir o caso. “Hoje cedo, Walz disse que eu era um pai e um homem preto em sofrimento. Sim, sou humano, pai e um homem preto em sofrimento. E não sou o único”, disse o rapper. Jay é um dos artistas mais influentes da indústria e tem mobilizado ações junto à cantora Beyoncé, sua esposa, para defender os direitos dos afro-americanos nos últimos anos.

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10 filmes que amantes da música

Nada como um bom filme sobre música! O gênero cinematográfico que já é bem

Crédito: Disney

Coco (2017) Coco é uma animação incrível lançada pela parceria de sucesso entre a Pixar e a Disney em 2017. O filme é todo baseado no feriado de Dia de los Muertos, bastante tradicional no México, e conta a história de um garoto de 12 anos que é transportado para o mundo dos mortos de maneira acidental. Lá, ele precisa se encontrar com seu tataravô (que era músico) para pedir a ajuda dele para voltar ao mundo dos vivos. Coco foi um sucesso absoluto e levou até o Oscar de melhor animação e de melhor canção original com a música Remember Me.

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Bohemian Rhapsody (2018) Bohemian Rhapsody é um filme de 2018 que conta sobre parte da trajetória da banda Queen com enfoque em seu vocalista, Freddie Mercury. Quem gosta do Queen com certeza vai se divertir e se emocionar com o longa. A atuação de Rami Malek, que representou Freddie no filme, foi tão boa que ele ganhou o prêmio de melhor ator no Oscar de 2019.

Whiplash (2014) Whiplash retrata a relação entre um estudante de bateria para jazz e seu instrutor duro e exigente, que está a procura de músicos

Crédito: ImDb

para a banda da escola. O longa recebeu diversos elogios, tanto pelas suas atuações quanto pela parte técnica!

Mesmo Se Nada Der Certo (2013) Mesmo Se Nada Der Certo é estrelado por Keira Knightley, Mark Ruffalo e Adam Levine em sua estreia como ator. É um filme sobre uma cantora e compositora que é descoberta por um produtor, em um bar, e os dois resolvem produzir, juntos, um álbum ao vivo por diversos cantos da cidade de Nova York. Detalhe: Lost Stars é a canção principal do filme e concorreu até ao Oscar em 2015. Crédito: Getty Images

Separamos aqui 10 filmes sobre música de diferentes estilos para você ir colocando na sua lista.

Crédito: ImDb

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m filme sobre música não é, necessariamente, um musical. Hoje vamos falar dos filmes que tem a música como seu tema central, e não somente como parte da trilha sonora. Sejam filmes sobre artistas reais ou não, esses longas conseguem integrar a música dentro de um roteiro, dando luz a histórias incríveis e personagens marcantes que conseguem aquecer o coração de qualquer um, principalmente daqueles que se consideram amantes da música.

Nasce Uma Estrela (2018) Outro filme sobre música super aclamado é Nasce Uma Estrela, que conta com Bradley Cooper e Lady Gaga como protagonistas. O longa conta a história de uma aspirante a artista que conhece um cantor famoso de forma inusitada, e ele topa ajudá-la a se tornar uma estrela. Um dos elementos mais marcantes do filme foi a música Shallow, que se popularizou no mundo todo e até versão em português ganhou.

Crédito: ImDb

Caroline Lopes Fonte: Letras de Músicas Em 05/06/2020

Quase Famosos (2000) Quase Famosos é um filme do ano 2000, mas retrata a cena do rock dos anos 70. Conta a história de um rapaz de 15 anos que consegue um emprego para fazer uma matéria como jornalista para a revista Rolling Stone e, por isso, passa a ter que acompanhar de perto a turnê da banda de rock Stillwater. A trilha sonora é composta por di-

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não podem deixar de assistir

popular nos Estados Unidos vem crescendo cada vez mais por aqui também.

Crédito: ImDb

Escola De Rock (2003) Escola De Rock é uma comédia infantil (mas ótima para todas as idades!) estrelada por Jack Black, que faz o papel de um músico que se disfarça de professor substituto da quinta série. Ao ver o potencial dos alunos para a música, ele resolve montar uma banda com os meninos da sala. Com uma trilha cheia de clássicos do rock, vamos destacar aqui uma música original para o filme chamada Zach’s Song, que é interpretada pelas crianças do lado do personagem de Jack Black.

Letra e Música (2007) A comédia romântica Letra e Música é bem divertida e recomendada para quem gosta de um filme leve e descontraído! Basicamente, o longa retrata um artista que está em decadência após ter tido fama passageira com sua banda. De forma inusitada, ele descobre que a garota que foi contratada para regar suas plantas temporariamente é uma ótima letrista e,

sua cabeça, e diz que a música vai fazê-lo encontrar seus pais novamente.

Dirty Dancing (1987) Pra quem não conhece, Dirty Dancing conta a história de Baby, uma moça que está passando as férias com a família em um hotel e que, um dia, descobre que os funcionários do estabelecimento se reúnem para dançar e se divertir. Ela vai até o local onde ocorrem essas reuniões e acaba conhecendo Johnny, o instrutor de dança, e eles se apaixonam. Dirty Dancing conta com a música (I’ve Had) The Time Of My Life em sua trilha sonora, que acabou ficando muito famosa por causa do filme.

O Som Do Coração (2007) O Som Do Coração é um drama emocionante sobre um menino com incrível talento musical que foge do orfanato para procurar seus pais e acaba se encontrando com um “empresário” de meninos que tocam nas ruas, interpretado por Robin Williams. O garoto afirma ouvir música em todos os lugares, mesmo que na

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juntos, eles compõem uma música chamada Way Back Into Love, que tem tudo para ser um sucesso.

Crédito: ImDb

Crédito: FilmGrab

versos ícones do rock, como The Who, The Beach Boys, Led Zeppelin e David Bowie.

Spotify lança ‘Modo Festa’ para ouvir músicas em grupo à distância Caroline Lopes Fonte: Folha de São Paulo Em 10/06/2020 Para quem sempre quis fazer sessões musicais com a família ou amigos, o Spotify está introduzindo este exato recurso. Com nome de Sessões em Grupo, a novidade está disponível para Android e iOS, para usuários premium. A empresa tem trabalhado nesta função há um tempo, e mesmo ela sendo liberada de forma limitada, é algo interessante para aliviar as tensões da vida de quarentena. Como funciona? O usuário pode iniciar uma sessão tocando no botão que utilizaria para transmitir as músicas para outros dispositivos. A outra pessoa que vai participar da sessão deve fazer o mesmo processo. Um QR code será gerado para cada usuário, que deve escanear o código do outro. Uma vez que as duas partes estejam conectadas, elas compartilharão da mesma playlist. Será possível adicionar, remover, trocar a ordem das músicas ou pular faixas à vontade. As músicas podem ainda ser transmitidas para um auto-falante ou monitor inteligente, como seria feito normalmente. Para sair da sessão, basta voltar ao mesmo local e tocar no botão para interromper o compartilhamento.

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Impactos e transformações no indivíduo, coletivo e sistema da indústria música O público se vê em quarentena dentro de casa, começam a mudar seus hábitos, não conseguem ficar sem música ou outras formas de arte nem um dia sequer, mas será que estão realmente pensando no trabalho e valor de todos os artistas e profissionais envolvidos? Crédito: Getty Images

Caroline Lopes Fonte: Música e Mercado Em 05/06/2020

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nvisível aos olhos humanos. Aloja-se dentro de nós, ataca nossa fonte de oxigênio. Confunde a nós mesmos fazendo nossas células reproduzirem aquilo que nos faz mal. A reação do corpo em tentativa de defesa agrava a situação, o que faz nós próprios nos atacarmos e piorarmos a situação. Atinge a todos sem ver cor de pele, dinheiro no banco ou crenças. Consequência dos nossos hábitos, das nossas relações com os outros e com a natureza e do sistema exploratório que criamos para viver em todos os sentidos e níveis. 24

Um vírus e/ou o próprio ser humano? Parece que a natureza biológica da crise tem muito a nos dizer sobre nós mesmos e o caminho que trilhamos até aqui.

“A falta de empatia talvez resida em querer de graça a única coisa que tais artistas têm a nos oferecer: seus shows, suas vozes e suas canções.” Renato Gonçalves

O Covid-19 assola nosso planeta há apenas alguns meses, mas seus danos e consequências já são sem

precedentes. Pessoas do mundo inteiro e praticamente todas as indústrias sentem grande impacto e turbulência (a economia criativa e a indústria da música que o digam). As reflexões começam a acontecer e possivelmente ficarão para o resto de nossas vidas. O “normal” (que já não era tão “normal” assim, convenhamos) já não existe mais e assim abre-se espaço para algo novo. É momento de reflexão e transformação porque do jeito que estava não dá mais para ser. Para quem ainda não estava claro isso, o Covid veio escancarar. Que mundo queremos viver? Como queremos nos relacionar com as outras pessoas, a natureza, trabalho, estudos, vida e nós mesmos? Como nossos hábitos afetam as nossas vidas individual, coletiva e sistemicamente? O que é realmente essencial nas nossas vidas e qual real valor damos a elas? Não só na teoria, mas principalmente na prática. Não consigo pensar nos impactos do Coronavírus na indústria da música separados desses olhares e questionamentos. Já são milhares de cancelamentos de eventos e shows com previsão de prejuízo de dezenas de bilhões de dólares para o ecossistema no mundo inteiro. Só no Brasil são mais de 8000 eventos afetados e um prejuízo estimado de mais de 480 milhões de reais segundo pesquisa da DATA SIM (dados referentes às 536 empresas que responderam a pesquisa), com projeções estatísticas que chegam em um prejuízo estimado das “MEIs da Música ao Vivo” de 3 bilhões de reais impactando cerca de 1 milhão de profissionais (considerando as 62 mil MEIs registradas no Ministério da Fazenda como empresas de Produção, Sonorização e Iluminação). Nós artistas nos vemos de uma hora para outra sem sua principal fonte de renda, os shows, sem previsão

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clara de volta e nesse meio tempo tendo que se reinventar e desdobrar para conseguir pagar as contas e manter um mínimo de saúde mental.

Será que temos a real percepção de valor e de tudo o que envolve o trabalho de um artista? O público se vê em quarentena dentro de casa, começam a mudar seus hábitos, não conseguem ficar sem música ou outras formas de arte nem um dia sequer, mas será que estão realmente pensando no trabalho e valor de todos os artistas e profissionais envolvidos? O poder público não se preocupa muito pelo silêncio e letargia em que encontra-se. A vulnerabilidade, as lacunas, as desigualdades e processos que precisam melhorar de nossas profissões e ecossistemas criativos estão escancaradas. Vejo este ciclo como oportunidade para amadurecermos, colaborarmos e criarmos mais, sair das nossas zonas de conforto para expandirmos como pessoas, profissionais e sistemas criativos. Como nossos recursos disponíveis no momento são no ambiente digital para darmos aulas, workshops, fazermos lives, produzirmos músicas e vídeos, torna-se fundamental finalmente estudarmos a fundo como funcionam as plataformas de streaming, as agregadoras digitais, as mídias sociais, as editoras musicais, os direitos autorais, as coletoras de direitos autorais, o ECAD (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais) e todo o fluxo da cadeia de valor da música gravada. Assim, entenderemos como trabalhar melhor para termos mais retorno de desenvolvimento de público e financeiro também, evoluindo nossa relação e trabalho

com pontos do ecossistema que nós artistas geralmente temos dificuldades e pouco conhecimento. Além disso, passamos a ter mais clareza e consciência das dinâmicas saudáveis e exploratórias de nosso sistema, suas práticas, processos, estruturas e agentes. Por exemplo os problemas de baixa remuneração e processos complexos do ambiente digital da música que trazem dificuldades e muitas vezes pouco retorno, ou os muitos contratos exploratórios que ainda circulam entre artistas e outros agentes da indústria. Podemos, inclusive, passar a perceber mais a influência desse sistema e seus jogos de poder na maneira como ouvimos e percebemos a música e os artistas atualmente. Entender que reflexos, hábitos e ideias nos alimentam e condicionam muita vezes sem nem nos darmos conta. Mas aí encontra-se a oportunidade de estudarmos, aprendermos e refletirmos para transformar e melhorar coletivamente na direção de um ecossistema mais justo, equilibrado e próspero para todos. O que seria isso exatamente eu não sei, mas aí é que está, vamos pensar e fazer juntos! Quando falo de fazermos juntos penso em outro impacto importante que podemos aproveitar dessa crise, o desenvolvimento de nossa consciência de classe artística para nos unirmos e lutarmos por políticas públicas e uma valorização realmente sistêmica das artes e dos artistas. Os dados mostram a relevância não só social, cultural, histórica, mas também política e econômica da música. Países como Inglaterra, Alemanha, Holanda são exemplos de como é relevante e impactante esse tipo de tratamento e ações para/com as artes, a música e os artistas. Suas políticas públicas, órgãos governamentais focados no mercado da música e todas as ações

que estão fazendo nessa crise para arrecadar fundos de emergência para a economia criativa como um todo, em suporte a nós artistas, produtoras e empresas do setor, são referências. Uma real transformação estrutural passa pela valorização, organização e ação do poder público de forma horizontal. “A diversidade de áreas de atuação das empresas e o enorme percentual de fornecedores e terceirizados implicados na cadeia produtiva da música demonstram que a organização produtiva é complexa e requer medidas diversificadas, amplas e estruturantes, pensadas coletivamente, e que não se restrinjam a segmentos específicos da extensa cadeia produtiva da música. (…) No Brasil a falta de uma entidade de âmbito nacional que dialogue com todos os segmentos produtivos, somada à fragilidade institucional das instâncias governamentais, têm impedido que ações sistêmicas e efetivas sejam encaminhadas com a urgência necessária” - Data Sim, 2020. Em meio a tantos impactos, reflexões, questionamentos e pontos a serem trabalhados, também percebo o público como fundamental para completar as transformações. Sem artista e sem público não existe o mercado da música. Logo, os amantes, ouvintes e consumidores de música também precisam refletir nessa crise sobre como relacionam-se conosco, nossos trabalhos e as diversas formas de trocas que acontecem. Não é só uma questão de valor material, mas também de percepção real de todos os outros valores como humano, social, cultural, político e até nutricional da música (sim, a música tem diversos efeitos terapêuticos e medicinais comprovados por diversas pesquisas científicas). Será que temos a real percepção de valor e de tudo o que envolve o trabalho de um artista?

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Uma música gravada, um vídeo lançado? Será que realmente demonstramos na prática e estamos dispostos a retribuir das mais diversas formas todo o valor de tudo o que envolvem ou estamos acomodados, automatizados, nas facilidades e condições impostas pelo sistema e seus grandes agentes como Spotify e Youtube da vida? Como esses grandes agentes, o sistema e as condições que criam e impõem moldam a maneira que me relaciono com a arte e os artistas? “A alienação do consumo e da produção musical se dá tanto na ideia de que o streaming no YouTube é gratuito, sem ter em vista que, no fundo, espectadores também trabalham para a ferramenta quando visualizam o conteúdo e ao fornecerem seus dados para a comercialização de anúncios publicitários, quanto na percepção de que se está remunerando de forma justa os músicos e artistas ao se pagar o ínfimo a uma plataforma que, na prática, repassa muito pouco aos seus artistas por cada play. O músico, se for depender da faixa que grava ou da composição que elabora, não sobrevive financeiramente” – Renato Gonçalves, “A valorização da música e a desvalorização do músico”, 2020. Temos que tomar cuidado com essa onda enorme e fora do normal de conteúdos gratuitos em lives, músicas, vídeos e com nossa sensibilização pela crise para não acabar colocando os artistas e seus trabalhos num lugar exclusivamente de altruísmo e doação. Para não acabar julgando-os e, sem empatia nenhuma, desconsiderar todos os esforços, tempo, energia e recursos para estarmos onde estamos e fazer o que fazemos enquanto artistas. “Fazer música, nesta crise humanitária, converteu-se em um sinal de altruísmo, de doação. O 26

artista que não quiser/puder entrar nessa onda de shows gratuitos pode até mesmo ser considerado pouco empático à situação — leitura, inclusive, que já podemos observar em comentários direcionados a determinados artistas nas redes sociais. Essa cobrança e até mesmo queixa que têm assolado alguns artistas mostra que o público, muitas vezes, está alheio a tudo o que pode envolver o fazer música ao vivo e online, como direitos autorais, cinegrafistas, editores, qualidade de equipamentos de imagem e som etc. A falta de empatia, para usar o termo do momento, talvez resida em querer de graça a única coisa que tais artistas têm a nos oferecer: seus shows, suas vozes e suas canções.” - Renato Gonçalves, 2020. A arte e os artistas alimentam e sustentam a humanidade das pessoas, são as partes mais humanas de nós e algumas das mais afetadas por toda essa crise. Vejo isso como símbolo da grande vulnerabilidade de nossa humanidade pelo nível de desenvolvimento da consciência que nos encontramos enquanto espécie humana. Quanto tempo você aguentaria ficar sem ouvir uma música, ler um livro, contemplar uma fotografia, pintura, desenho, dança, escultura, assistir um filme ou uma série? Que olhar temos para as artes e os artistas? Nossas ações estão alinhadas com esses olhares? Demonstramos na prática o que sentimos por eles ou ficamos só no discurso? Desenvolvendo o paralelo: que olhar temos para a nossa humanidade, para nós mesmos? Quais são nossos valores, virtudes e essências da vida? Nossas ações estão alinhadas com esses olhares para si, o outro e o coletivo? Vivemos aquilo que dizemos que somos, ou estamos enganando a nós mesmos?

Beyoncé fala sobre movimentos antirracismo e sexismo na música em mensagem a jovens Caroline Lopes Fonte: Folha de São Paulo Em 10/06/2020 Beyoncé, 38, enviou uma mensagem neste domingo (7) para a geração de formandos 2020, em um discurso no qual destacou o movimento Black Lives Matter e afirmou haver sexismo na indústria musical. Ela também elogiou os que trabalham por mudanças. A estrela estava entre as personalidades convidadas para participar da cerimônia virtual do YouTube, chamada Dear Class of 2020 (“Querida Turma de 2020”). Vocês chegaram aqui no meio de uma crise global, uma pandemia racial e uma expressão mundial de indignação pelo assassinato sem sentido de mais um ser humano negro desarmado”, afirmou a artista, que tem três filhos. “E mesmo assim vocês conseguiram. Estamos muito orgulhosos de vocês”. Beyoncé se referia aos protestos contra o racismo que acontecem nos Estados Unidos, com milhares de pessoas nas ruas para denunciar a brutalidade policial e a supremacia branca sistêmica. “Obrigado por usar sua voz coletiva para que o mundo saiba que as Vidas dos Negros Importam”, disse a cantora. A artista também denunciou o persistente sexismo na indústria da música. “Como mulher, eu não vi modelos femininos suficientes tendo a oportunidade de fazer o que sabia que tinha que fazer”, relatou. ”Para dirigir minha gravadora e administrar minha empresa, administrar minhas turnês, isto significava ser dona. Dona das minhas fitas masters, dona do meu coração, dona do meu futuro e dona da minha própria história, completou”. Beyoncé concluiu a mensagem com um recado aos que se sentem marginalizados: “Sua homossexualidade é linda, sua negritude é linda, sua compaixão, seu entendimento”. “Sua luta por pessoas que podem ser diferentes de você é linda”.

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ganha o Oscar 2020 de Melhor Ator por ‘CoriNga’

Joaquin Phoenix

CINEMA

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Ator ganhou seu primeiro Oscar ao interpretar vilão dos quadrinhos Ana Cristina Silva Fonte: g1.globo.com Em 10/02/20

O papel de mais destaque veio apenas em 1995, em “Um Sonho sem Limites” (1995), com Nicole Kidman e direção de Gus Van Sant. Na sequência, atuou em “Círculo de Paixões” (1997). Foi quando conheceu sua noiva Liv Tyler, com quem ficou por três anos. Mas foi “Gladiador”, de 2000, o filme que confirmou Phoenix como um grande ator da nova geração. Sua atuação como Commodus no épico de Ridley Scott rendeu sua primeira indicação ao Oscar, como ator coadjuvante. Antes de vencer, ele voltaria a ser indicado outras duas vezes como Melhor Ator, por “Johnny & June” (na pele de Johnny Cash) e “O Mestre” (2012).

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Joaquin Phoenix ganhou seu primeiro Oscar (09/02), como melhor ator, por seu trabalho como o vilão dos quadrinhos que dá o título a “Coringa”. Essa foi a quarta indicação em sua carreira. Ele era o grande favorito da categoria, após vencer prêmios do Sindicato dos Atores, o Globo de Ouro e o Bafta. O filme, campeão com 11 indicações, ganhou apenas mais um Oscar, o de trilha sonora. Em seu discurso de agradecimento, ele falou sobre reconhecer erros e perdão. “Quando usamos amor e compaixão como nossos guias principais, nós criamos sistemas de mudança”, afirmou.

“Não quando nos cancelamos pelos erros do passado, mas quando nos guiamos para crescer, por redenção, esse é o melhor da humanidade.” Joaquin Rafael Bottom tem 45 anos e nasceu em San Juan, em Porto Rico. Irmão dos também atores River, Phoenix, Liberty e Summer Phoenix, ele se mudou para Los Angeles aos seis anos. O primeiro papel foi em uma série de TV que tinha Rivers no elenco. Joaquin conseguiu uma participação em “Seven Brides for Seven Brothers”, em 1982. No cinema, a estreia veio em “SpaceCamp: Aventura no Espaço” (1986), seguido pelo drama “Corrida Contra o Tempo” (1987) e pela comédia “O Tiro que não Saiu pela Culatra” (1989).

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TECNOLOGIA

Facebook espera que metade da sua equipe trabalhe à distância na próxima década A rede social, com 45.000 funcionários no mundo todo, desenha um ambicioso plano de teletrabalho de longo prazo depois do impacto do coronavírus Aksa França fonte:www.brasil.elpais.com.br Em: 22/05/20 O Facebook acredita que o impacto do coronavírus nos espaços e formas de trabalho será prolongado e mudará a cultura das grandes empresas. Essa reflexão já vinha se instalando em todas as companhias médias que precisaram aprender a teletrabalhar em apenas dois meses, mas nesta quinta-feira pôde ser ouvida de maneira articulada e detalhada da boca de Mark Zuckerberg, o fundador e executivo-chefe da maior rede social do mundo. Zuckerberg calcula que metade da equipe do Facebook (45.000 empregados) trabalhará remotamente dentro de uma década, e deixou uma série de reflexões que espera “que sejam úteis para outras organizações” que buscam navegar esta nova realidade. Zuckerberg falou sobre o futuro do teletrabalho e dos escritórios em uma videoconferência semanal com seus funcionários, que excepcionalmente desta vez foi aberta para todo o Facebook. O plano deve ser um guia para empresas por parte de uma das companhias mais valiosas do mundo, cujas se30

des ficam em cidades com preços proibitivos e que precisa contratar e inovar constantemente. “Um produto se constrói em meses, mas uma cultura se constrói dia a dia ao longo de anos. E esta é uma mudança na cultura de como vamos trabalhar”, disse Zuckerberg a seus funcionários e ao mundo. O cálculo de que metade dos empregados trabalhará remotamente em 2030 não é “um objetivo”, esclareceu Zuckerberg, e sim uma estimativa que se baseia nas tendências vistas a partir da necessidade de esvaziar os escritórios por causa do coronavírus. Zuckerberg citou pesquisa internas segundo as quais 30% dos chefes do Facebook apoiam completamente que suas equipes trabalhem 100% à distância, enquanto outros consideram isso incompatível com as atividades exercidas. Também descobriu que há muitos funcionários dispostos a se mudarem de cidade se o teletrabalho permitir. “Estamos decididos a manter os escritórios”, esclareceu. “Não sabemos qual aspecto eles terão, é algo que iremos aprendendo neste ano”, acrescentou o CEO, numa frase com a qual muita gente deve se identificar atualmente. Como princípio geral, Zuckerberg dis-

se a seus funcionários que o objetivo da nova organização não é “maximizar a flexibilidade” dos empregados, nem que estes, como princípio, possam morar onde quiserem, e sim “como atendemos melhor à nossa comunidade e fomentamos a inovação”. Zuckerberg levou sua reflexão a um nível muito detalhado. Por exemplo, como se contrata nesta situação? Para engenheiros experientes, por exemplo, o chefe do Facebook considera que se pode contratar remotamente. Mas para jovens que entram como novatos na empresa “a aprendizagem em pessoa é essencial”. O Facebook vai analisar “uma por uma” quais equipes podem trabalhar remotamente, quais podem ser híbridas e quais necessitam do trabalho presencial. Por exemplo, as equipes que trabalham com hardware não têm como realizar suas atividades de casa. Também citou como exemplo os moderadores que vigiam temas delicados, como o suicídio e o terrorismo. Ou as equipes de vendas, que para Zuckerberg “precisam estar perto de onde vivem seus clientes”. Como regra geral, “se o seu trabalho exige estar perto das pessoas às quais se reporta, não pode trabalhar remotamente”.

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O Facebook tem seus escritórios em alguns dos lugares mais caros do mundo, como San Francisco, Los Angeles e Nova York. O teletrabalho abre outra reflexão. Por um lado, na contratação. O Facebook estava limitado a contratar “pessoas que vivam nessas cidades ou estejam dispostas a se mudar para lá”. Isso não será mais assim. Por outro lado, abre as portas para que os atuais funcionários busquem lugares mais baratos para morar. Os aluguéis perto dos centros de trabalho do Facebook são proibitivos, embora a companhia pague bons salários. Zuckerberg alertou a seus funcionários que, se mudarem de cidade, irá ajustar o salário deles de acordo com o custo da vida de onde estiverem. Deu prazo até janeiro para que todos comuniquem onde estão. “Vamos precisar que todos nos digam onde

estão trabalhando e vamos ajustar o salário à sua localização. É importante para a contabilidade e no aspecto fiscal. Haverá consequências sérias para quem não for honesto nisto”, advertiu Zuckerberg aos seus empregados. Outra reflexão é se a companhia precisa abrir novos escritórios em lugares a meia distância dos seus grandes centros de trabalho. Por exemplo, Zuckerberg citou San Diego como um lugar a uma distância rodoviária razoável de Los Angeles, Portland em relação a Seattle, e Pittsburgh com Nova York. A empresa já está construindo escritórios em Atlanta, Dallas e Denver. Zuckerberg alertou que “não vai abrir a porta e ver como fica”. A autorização do teletrabalho será “metódica”. Mais especificamente, hoje em dia os critérios para concederem essa autorização é

ter muita experiência na empresa, ter uma recente avaliação elevada do seu trabalho, ser parte de uma equipe que possa se permitir isso e ter a autorização do chefe dessa equipe. “O trabalho remoto afeta a todos com quem você trabalha”, disse Zuckerberg. “Faz sentido que sejamos líderes nisto pela classe de produtos que fazemos”, disse Zuckerberg. De fato, se trata da companhia mais bem-sucedida das últimas duas décadas no negócio de conectar as pessoas pelas Internet. O Facebook aproveitou a palestra de Zuckerberg para divulgar os recursos de teletrabalho que está potencializando. Entre elas, as ferramentas Workplace (para videochamadas profissionais) e Live Producer (apresentações e vídeos ao vivo), as videoconferências do Portal e as reuniões virtuais com a Oculus, sua divisão de realidade virtual.

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Agente dedicado a mentir no Twitter faz confissões: “Eu fui um bot...” Ex-funcionário de uma agência explica como funciona a sofisticada máquina das armadilhas na rede social Aksa França fonte: www.brasil.elpais.com.br Em: 21/05/20 “Coordenei uma equipe de trolls formada por 10 pessoas. Mas há equipes maiores no setor”, diz um community manager que durante boa parte da última década atuou em uma agência internacional que vendia serviços de amplificação artificial de mensagens no Twitter. “Trabalhei em projetos em cinco países, entre eles a Espanha. Existe uma demanda para contratos desse tipo que não é anunciada nas Páginas Amarelas”, diz. Com esta experiência, ele agora quer revelar como funciona esse negócio obscuro capaz de influenciar a opinião pública. Há algumas semanas, começou a contar detalhes em uma conta do Twitter chamada ironicamente @thebotruso (“o robô russo”). O EL PAÍS, que comprovou seu papel na agência em questão, trocou dúzias de mensagens com @thebotruso sobre como são preparadas a executadas atualmente as célebres campanhas de bots e trolls a serviço de empresas, partidos políticos ou clubes esportivos. O ex-funcionário mantém o anonimato porque um contrato de confidencialidade o impede de revelar o conteúdo específico e os clientes de seu antigo trabalho. 32

O Twitter não é uma réplica da vida real. Mas os debates ou opiniões que dominam a rede frequentemente vão parar na mídia. Ou mesmo na tribuna dos Parlamentos. “As ruas estão ficando cheias de bots”, disse com ironia Santiago Abascal, líder do partido Vox, ao primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, durante um debate nesta segunda-feira, referindo-se a recentes manifestações da direita no país. Uma parte das contas que discutem no Twitter é falsa. O problema é saber quantas ou, mais difícil, quais são, e que influência exercem. “Eu gostava de chamar a atenção de jornalistas afins. Aumenta muito nosso ego que um jornalista pegue os conteúdos de sua conta troll como fonte dos seus artigos, além de ajudar a ganhar visibilidade”, conta @thebotruso. 1. Nem todos são ‘bots’ Por definição se usa bot como sinônimo de conta falsa no Twitter. Mas um bot é uma conta automatizada, não necessariamente falsa. Anos atrás, eles eram os principais encarregados de amplificar mensagens: faziam milhares de retuítes ou likes, ou serviam para engrossar contas de seguidores. Continuam tendo essa finalidade, mas, graças a ações do Twitter e à maior sofisticação dos usuários atuais, ficou mais fácil descobri-los e eliminá-los.

A agência onde @thebotruso trabalhava tem um software para programar bots. Ele dá ordens para fazer tantos retuítes de tais contas ou disparar tuítes pre v i am e nte redigidos em horários determinados. É barato, mas pouco refinado. “Continua-se trabalhando para amplificar o conteúdo, mas é preciso ser cuidadoso, porque pode acarretar um problema de reputação ao cliente”, diz. Para evitá-lo, há vários recursos que permitem humanizar ou desvincular esses bots de uma campanha: “Os bots não irão retuitar qualquer coisa que se mexa. Se forem feitas ações com um troll específico, por exemplo, isso gera um padrão, com o que um analista de dados da concorrência seria capaz de levantar a lebre”, diz. Os bots tampouco seguirão a conta do cliente que os paga, como precaução para uma eventual descoberta. “Se pegarmos como exemplo a causa independentista [da Catalunha], os bots

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seguirão diferentes partidos, políticos e associações, mas não o cliente final”, explica. Também se observa se há usuários reais interagindo com algum bot. Nesse caso, um funcionário entrará no circuito para responder. 2. A chave são dois tipos de trolls A definição habitual de troll está associada a um usuário vândalo ou impertinente. Na agência, essas eram suas contas-estrelas. Cada empregado podia administrar 30 delas, cada uma com seu comportamento humano. Os trolls se dividiam em alfa e beta. As contas alfas difundem a mensagem. C omeçavam com uma estratégia de “me siga e eu te sigo”, para ganhar peso. Seus tuítes iniciais eram inflados pelos bots e depois interagiam com contas i mp or t a nt e s para chamar a atenção. Na Espanha, ficou famosa a conta de Miguel Lacambra, que conseguiu 20.000 seguidores em poucas semanas com uma estratégia similar. Os trolls beta são os guerrilheiros. Dedicam-se a amansar a crítica. São contas que respondem a tuítes de famosos com insultos ou ameaças. “Os afetados pelos ataques dos betas veem as respostas a seus tuítes e muitas vezes se contêm um pouco na hora de tuitar, dependendo do tema. Sentem-se incômodos e passam a querer ter um perfil mais discreto. O sistema é eficaz. Por

isso, continuam sendo contratados e aperfeiçoados. E nós, usuários, continuamos caindo”, diz. 3. O objetivo: enganar o Twitter Uma parte dos esforços é dedicada a evitar a detecção das armadilhas e aumentar a probabilidade de sucesso: “Os trolls não se seguirão entre si e se limitará a interação entre eles para que liderem vários grupos de diálogo e porque uma relação habitual entre dois ou mais trolls poria a operação em risco”, diz @thebotruso. As contas são mapeadas com uma ferramenta habitual entre pesquisadores, chamada Gephi, para ver se a relação entre eles é destacável: “Esses gephis seriam capazes de revelar a relação entre nossas contas (trolls e bots), por isso todo cuidado é pouco”, diz. Há, além disso, um objetivo permanente em todas essas operações: evitar padrões. “Cada conta que um troll dirige deve escrever diferente: as pessoas têm tendência a utilizar certas expressões e deixar padrões de escrita, como pôr dois pontos de exclamação ou terminar todas as frases com reticências”, conta. Os ardis para enganar o Twitter são ainda mais destacáveis com os bots automatizados: “O software comanda todos os bots, que se dividem em grupos. Cada grupo utiliza uma API [ferramenta para usar automaticamente o Twitter]. E o endereço IP é variado de forma aleatória. Chegamos a ter 3.000 ou 4.000 contas em uma mesma API, e me consta que poderiam ser usadas até mais. O problema é que, se você tiver muitas contas tuitando direto sob uma mesma API, pode levar o Twitter a bloqueá-la”, explica. Embora essas ferramentas permitam administrar milhares

de contas, é preciso personalizar cada uma delas com foto, nome e biografia. É um trabalho longo demais para que o Twitter derrube 2.000 perfis de uma vez. 4. Toda campanha tem um plano Cada campanha é preparada com análise de dados e objetivos diários. Os bots e trolls não surgem do nada. Antes de uma campanha, cientistas de dados analisam a conversação pública sobre o tema que interessa ao cliente: um partido que deseja ampliar sua bancada, uma empresa que espera bater um concorrente, ou um time de futebol com problemas de credibilidade. “Eles veem quantas contas estão participando de um tema e se estabelece quantas seriam necessárias para ter influência”, diz. Também é analisado o sentimento e os influencers desses assuntos: “São feitas listas de contas favoráveis e contrárias, e se analisa o peso que elas têm”, diz. Essa informação é chave para o funcionamento da campanha: “Serve para que o troll saiba com que usuários interagir, para gerar um núcleo com eles, a quais responder e perseguir com os beta, e com que usuários nem sequer vale a pena perder tempo. Não é a mesma coisa iniciar uma conta do tranco ou com uma quantidade imensa de informação. O troll alfa sabe a quem se dirigir, com que tom, e o que comunicar”. Uma campanha pode chegar a custar um milhão de euros (6,2 milhões de reais). O cliente espera resultados concretos e demonstráveis. Uma campanha média pode exigir entre 1.500 e 2.000 bots e trolls. Enquanto os usuários normais do Twitter entram na rede para ver o que acontece, estas operações envolvendo centenas de

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Legenda: Bot

contas falsas têm um plano diário. É como se a cada jornada um chefe mafioso enviasse um grupo de asseclas a uma cidade com um plano delicadamente concebido para que executem uma série de missões concretas e semeiem o pânico sem serem detectados. O objetivo é fazer os cidadãos acreditarem em coisas que não são verdade: não só com notícias falsas, mas também com ações que sugiram que mais gente acredita em determinada coisa do que realmente ocorre. Seria como inflar uma pesquisa de opinião. Claro que frequentemente se enfrentam equipes que buscam justamente o contrário. Isto não fica só na teoria. Seus efeitos têm consequências no mundo real. “As pessoas tendem a compartilhar sua opinião quando se sentem protegidas pela comunidade”, diz esse agen34

te. “Houve um tempo em que muitos catalães não independentistas não publicavam suas ideias nas redes porque entravam no Twitter e tinham a sensação que meio mundo era independentista.” Estas ações em redes permitem abrir o caminho para opiniões radicais. De repente, alguém vê que a crítica aberta a imigrantes ou mulheres está permitida. Talvez não seja feita com crueldade ostensiva, e sim com memes ou palavras em código, mas está lá. Não se sabe se essas contas são controladas por uma dúzia de empregados em um escritório. 5. Como enganar um jornalista Frequentemente, os jornalistas não têm consciência de como é fácil lhes passar mercadoria falsa. Um dos motivos que levou @ thebotruso a criar essa conta e querer contar sua experiência foi

para tentar advertir dos perigos: “Quem trabalha na mídia nem sempre conhece esse ecossistema. De certo modo, é fácil enganar um jornalista. Eles estão sempre procurando informações e, hoje em dia, a Internet é uma fonte muito grande. Se um jornalista topar com seu conteúdo, vir que tem apoio e que se encaixa no que ele quer (ou precisa) comunicar, talvez pegue. As estratégias para cada caso são diferentes. Por exemplo: para uma empresa acusada de corrupção, criamos um ecossistema que defendia os postos de trabalho (trabalhadores preocupados com as medidas exigidas contra a empresa)”, explica. 6. Como manipular uma pesquisa no Twitter Os bots são úteis para ganhar uma pesquisa na rede. Estes são os passos que esta agência seguia:

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“Detecta-se a pesquisa e se faz uma captura de tela. É feito um cálculo para saber quantos votos são necessários para virar os resultados, e o valor de cada ponto percentual. Tem início a operação para que a opção desejada vença. Monitora-se para ver que tudo funciona corretamente”. 7. A criação de um ‘trending topic’ As opções para conseguir um trending topic eram mais reduzidas, mas a estratégia era clara. A agência trabalhava durante dias para atingir seu objetivo. “A primeira coisa é escolher um dia e uma hora. Procura-se não coincidir com eventos como um jogo de futebol ou o Big Brother”, explica @thebotruso. “Escolhe-se uma hashtag, é importante que não tenha sido utilizada antes, porque são mais difíceis de posicionar. Aciona-se a equipe de redatores que escrevem milhares de tuítes durante vários dias para que sejam publicados pela rede de bots”, acrescenta.

Usuários reais também são avisados, para caso tenham interesse. “São enviadas comunicações a pessoas afins para avisar da ação: tal dia, a tal hora, sairemos com tal hashtag para nos queixar, convidamos você à ação para ver se conseguimos ser tendência e fazer que nos ouçam”. Chega o grande dia: “Os analistas olham quantos tuítes são necessários para entrar nas tendências. Os tuítes são inseridos na plataforma de bots. O cliente dispara o primeiro tuíte. Rapidamente a rede de bots é acionada. É crucial que haja muitos tuítes em um espaço curto de tempo. Os trolls alfa saem com tuítes de impacto. Os analistas de dados monitoram para saber se é preciso disparar mais tuítes, ou se é o caso de frear a rede de bots. Os trolls beta apoiam a ação, respondem aos críticos, estimulam outros usuários com a mesma ideologia”.

Passada a missão, com sucesso ou não, é hora de dissimular as provas: “A ação dos bots é detida e limpa: as contas bot fazem tuítes e retuítes de outros temas para que, se alguém aparecer para ver essas contas, não veja que só entraram para fazer tuítes sobre o trending e foram dormir. Os trolls podem continuar tuitando por algum tempo, e depois farão uma limpa, como os bots”, acrescenta. “Finalmente, prepara-se um relatório para o cliente”. E como tudo isso afeta quem o faz? “Todos estávamos conscientes do que estávamos pondo em jogo. E eu gosto dessa palavra: jogo. Sempre recomendei a todo mundo que encarasse como jogar War, porque é fácil encarar os projetos como algo pessoal, e às vezes é difícil administrar a diferença entre a sua conta troll e você. Por sorte, nunca tive ninguém de licença por depressão, ansiedade ou nada parecido”.

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Por que as videoconferências nos esgotam psicologicamente? Especialistas concluem que a ausência de contato físico exige mais atenção Imagem:www.blog.trello.com.br

Legenda: Homework

Aksa França Fonte: www.brasil.elpais.com.br Em: 06/05/20 A crise do coronavírus atingiu em cheio as organizações. Elas se viram obrigadas a forçar o teletrabalho, exceto em casos imprescindíveis, para evitar a interrupção das atividades. Esse novo formato enviou milhares de pessoas para suas casas e as forçou a adaptar nelas um novo espaço de trabalho, que precisa ser compartilhado com os demais moradores. E a tecnologia veio em seu socorro, com um desempenho tão bom que é possível até mesmo realizar reuniões por videoconferência, obtendo resultados, a priori, semelhantes aos de um encontro cara a cara. Mas é as36

sim mesmo? Alguns especialistas alertam que o uso de ferramentas para videoconferências aumenta o nível de estresse dos participantes. As complicações da ausência de comunicação não verbal. É tentador pensar que uma reunião realizada com câmera de vídeo pode ser o substituto adequado para uma presencial, mas a verdade é que o corpo humano as decifra de uma forma completamente diferente, segundo as conclusões de Gianpiero Petriglieri, professor do Insead, e Marissa Shuffler, professora da Universidade Clemson. Esses especialistas se referem às chaves de comunicação que se perdem em uma videoconferência, como o tom de voz, uma parte das expressões faciais e

os gestos físicos. Ao não serem tão evidentes em uma videoconferência, o participante se vê obrigado a prestar mais atenção e no fim, principalmente se houver muitos participantes, a reunião pode ser esgotadora. “A linguagem não verbal é o primeiro ingrediente da comunicação oral”, explica ao EL PAÍS Yago de la Cierva, professor de Gestão de Pessoas em Organizações do IESE Business School, da Universidade de Navarra. “Equivale a mais de dois terços do que a pessoa quer compartilhar: fornece a interpretação e o significado.” Em uma videoconferência, isso fica muito limitado, “há duas dimensões em vez de três, geralmente ficamos sentados e quietos, e o

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controle do espaço é muito importante”, assinala o especialista. A ausência dessa terceira dimensão é que desencadearia, no final, um esforço psicológico excessivo. “Quando um dos componentes da comunicação está ausente ou limitado − como acontece nas videoconferências −, emissor e receptor se veem obrigados a prestar mais atenção e a fazer um esforço maior para se expressar e para entender corretamente um ao outro”, explica Ignacia Arruabarrena, professora associada do Departamento de Psicologia Social da Universidade do País Basco. Esse desgaste se intensifica “se houver mais pessoas envolvidas na videoconferência”, segundo Arruabarrena. Silêncios incômodos e a fadiga psicológica da quarentena Mas não seria justo atribuir o estresse às videoconferências, e sim ao próprio confinamento, que provoca uma apatia, e também à mudança do ambiente de quem trabalha remotamente. A obrigação de ficar encerrado em casa propícia “um estado de profunda distração, no qual estamos todos nós nesta pandemia”, segundo De la Cierva. “Estamos inquietos, com um tremendo déficit de atenção que nos faz vagar de uma coisa para outra porque não conseguimos nos concentrar.” Essa situação faz com que, no meio de uma videoconferência, os participantes, em suas respectivas residências, tendam a se distrair dando uma olhada no celular ou nas redes sociais. “No final, captamos menos porque estamos distraídos.” Outra circunstância que causa tensão nas videoconferências são os silêncios: em um encontro presencial, lida-se com eles de forma natural, sem que seja preciso forçar nada, mas não ocorre a mesma coisa em uma reunião com uma

câmera na frente, na qual só vemos os rostos dos participantes. Quem já participou de uma teleconferência sabe que as intervenções não fluem de forma natural, a não ser que haja um moderador que dê a palavra; o habitual é que uns atropelem os outros, ou, pelo contrário, que os intervalos entre cada falam sejam preenchidos por silêncios incômodos. Como se isso não bastasse, as videoconferências têm uma dificuldade adicional que, paradoxalmente, deveria facilitar as coisas: a audiovisual. “A imagem televisiva precisa de manipulação para que reflita a verdade”, explica De la Cierva. “Se quisermos parecer naturais, temos de atuar um pouco; se quisermos que nosso rosto saia normal, temos de nos maquiar; se quisermos que nossa voz se escute melhor, temos de subir ou baixar o tom de uma forma meio artificial.” Tudo isso “exige um esforço que provoca tensão em quem não está acostumado − em resumo, ficamos esgotados antes”. As videoconferências chegaram para ficar Não são, é claro, uma ferramenta nova, mas a inesperada irrupção das ferramentas para reuniões por vídeo não parece ser algo passageiro. Entre elas, a Zoom está conquistando grande parte do protagonismo no mercado, passando de 10 milhões para 300 milhões de usuários diários em poucos meses (só no último mês, a base de usuários cresceu 50%). Derek Pando, diretor de marketing da empresa, defende um bom planejamento antes da convocação de uma videoconferência: “Uma boa regra geral antes de agendar uma reunião é considerar se vale a pena o tempo que você vai investir: um e-mail rápido, uma mensagem por chat ou um telefonema de 30 se-

gundos pode ser suficientes para comunicar sua mensagem e não é tão exigente como uma reunião por vídeo”. Pando também sugere, quando possível, ser rigoroso no uso dos locais. “Se você se conectar com seus amigos ou sua família na cozinha, em vez de usar o escritório onde trabalha, criará um clima mais relaxado e evitará a sensação de que está em outra ligação de trabalho”, explica. O sucesso dessas plataformas motivou que gigantes como o Facebook a acelerar sua entrada no mercado com o Rooms, em um primeiro momento, permitindo posteriormente as chamadas de vídeo de até oito usuários no WhatsApp.

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super.abril.com.br

O inimigo pode ser mas é muito

Lave as mãos, 38

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revistagalileuglobo.com

invisível... real.

salve vidas. Para mais informações, visite: coronavirus.saude.gov.br

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EMPRESAS E NEGÓCIOS

Covid-19: SP publica protocolo que autoriza empresa a testar funcionários

agenciabrasil.ebc.com.br

Empresas que não puderem seguir em teletrabalho devem mobilizar estratégias para testagem em massa de funcionários para o novo coronavírus; veja o protocolo Marcelo Cinelli cinelli.marcelo100@gmail.com Fonte: exame.com Em: xx/xx/xx O governo do estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 29, um protocolo que autoriza empresas a medir temperatura, aplicar um questionário e realizar testes para a covid-19 em seu quadro de funcionários. O objetivo, segundo o governador João Doria (PSDB), é orientar o setor privado na “retomada consciente” da economia do estado. “Este programa vai orientar os gestores das empresas quanto à prevenção e monitoramento das condições de saúde dos seus funcionários, colaboradores e fornecedores diretos e também a segurança dos seus clientes”, disse. O protocolo de testagem para o setor privado recomenda que as empresas realizem, diariamente, um questionário para saber se o funcionário teve contato próximo com alguma pessoa testada positiva para covid-19 nos últimos 14 dias ou se apresentou algum sintoma relacionado à doença nas últimas 24 horas. “Em caso de resposta positiva para as perguntas, o funcionário deve ser considerado como um caso suspeito”, diz o protocolo, que orienta ainda que apenas atividades em que não exista a possibilidade do trabalho remoto voltem ao local de trabalho. O governo autoriza também a medição de temperatura dos colaboradores. “Recomenda-se que todos os funcionários presenciais tenham sua temperatura aferida diariamente no momento da chegada ao local de trabalho”. Caso a temperatura esteja acima de 37,8°C, o funcionário deve ser considerado como um caso suspeito.

Caso a empresa não possua testes suficientes para todos, a amostra de funcionários deve ser definida por gravidade dos sintomas, risco inerente à sua atividade ou urgência para voltar ao trabalho presencial. Nessa modalidade, no entanto, há riscos de disseminação da covid-19 por colaboradores assintomáticos. O próprio setor privado deve adquiri os exames, que só podem ser os aprovados pela Anvisa. Toda coleta de amostras, inclusive, só pode ser realizada por profissionais de saúde capacitados, paramentados com os EPIs e em local com condições sanitárias apropriadas — o governo permite drive ou walk-thru, laboratórios recomendados ou testagem em domicílio. “Como medida de contenção da disseminação do vírus na população das empresas, caso a empresa tenha condições, pode ser realizada a testagem periódica de todos ou parte dos funcionários que trabalharem presencialmente nas dependências das empresas e/ou tenham contato com público”, diz o documento. A estratégia de testagem deve priorizar atividades que demandam maior contato com o público, não podem fazer teletrabalho, exigem trabalho em ambientes de maior proximidade física ou são desenvolvidas em ambientes sem ventilação adequada. O documento não especifica a frequência que os testes devem ser realizados. A divulgação do documento vem dois dias após o anúncio do “Plano São Paulo”, que liberou, em algumas regiões do estado, a abertura, com restrições, de

imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shopping centers. A decisão final, contudo, fica com os prefeitos. Apenas as regiões de Registro, Baixada Santista e Grande São Paulo, que somam 62 cidades, seguem em quarentena até 15 de junho. A capital também começou a mobilizar a retomada econômica, mas ainda não há prazos para a autorização de reabertura, segundo anunciou ontem o prefeito Bruno Covas (PSDB).

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Falhas em linhas de crédito impedem retomada das pequenas empresas

Os bancos até agora só distribuíram 5% dos 40 bilhões de reais da linha de crédito para ajudar no pagamento da folha de pequenas e médias empresas Marcelo Cinelli cinelli.marcelo100@gmail.com Fonte: Em: xx/xx/xx A maior parte das pequenas e médias empresas brasileiras, que respondem por metade dos empregos e 30% do PIB do país, não estão tendo acesso ao dinheiro prometido pelo governo federal para ajudá-las a atravessar a crise do coronavírus, colocando em risco a retomada econômica. Os bancos até agora só distribuíram 5% dos 40 bilhões de reais da linha de crédito para ajudar no pagamento da folha de pequenas e médias empresas, fortemente

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afetadas pela quarentena. José Eutimio Brandão Jr, dispensou 50 dos 170 funcionários que trabalhavam em seus empreendimentos: um bar, restaurante, padaria e uma boate em Alagoas. Brandão tentou tomar um crédito para ajudar a pagar os funcionários que sobraram, mas diz que seu banco rejeitou o pedido porque o faturamento geral do seu grupo supera os 10 milhões de reais de limite máximo. “A taxa de juros é baixa, próxima

à Selic, os bancos não querem emprestar porque não vão ganhar dinheiro”, disse Brandão à Reuters. Uma pesquisa do Sebrae com mais de 10 mil empresas mostra que 86% das pequenas empresas que pediram crédito nos bancos não conseguiram. Desse total, 28% ainda estão esperando uma resposta e o restante foi rejeitado. Veja o gráfico abaixo.

exame.com

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Luiz Soares, dono de salões de cabeleireiro e um restaurante, todos dentro de shoppings, viu sua receita desaparecer com as ordens de quarentena na cidade de São Paulo. Ele não tomou o crédito da folha de pagamento e demitiu 10 dos 25 funcionários que tinha contratado formalmente. Soares, de 68 anos, tem outras 100 pessoas que trabalham como parceiros de seus estabelecimentos e agora está renegociando os empréstimos bancários existentes. Mas continua preocupado se haverá demanda no seu restaurante e quantas pessoas poderão ficar

bancos responsáveis pelo desembolso dos recursos: Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil. Esses bancos desembolsam 15% de cada crédito, o que, segundo os críticos do programa, tornou os critérios de aprovação excessivamente restritivos, já que as instituições financeiras estão arriscando seu próprio capital e não apenas repassando dinheiro do Tesouro. “As estimativas sobre o alcance da linha de crédito para folha de pagamento foram excessivamente otimistas, a maior parte das empresas não consegue cumprir

OTIMISMO EXCESSIVO Muitos donos de pequenas empresas, que não conseguem prever sua receita futura e têm medo de tomar mais dívida que talvez não consigam pagar, preferem simplesmente não pedir os créditos públicos. Ao contrário do programa de financiamento à folha de pagamento nos Estados Unidos, o U.S. Paycheck Protection Program, que perdoa o empréstimo se ele for usado para pagamento de salários, os financiamentos no Brasil precisam ser pagos e são adicionados à dívida mesmo que a empresa vá à falência. Então muitos optam por demitir ou cortar salários.

ao mesmo tempo dentro dos seus salões de beleza. “Não posso tomar mais empréstimos, não faço ideia de quando poderemos reabrir e qual será meu faturamento”, disse Soares. Muitos pequenos empresários estão tomando a mesma atitude. Segundo a pesquisa do Sebrae, só 40% das empresas procuraram empréstimo, embora 90% das empresas tenham perdido faturamento. Mas, mesmo os que tentam também não conseguem devido às complexas exigências do programa, que incluem que a folha de pagamento seja gerenciada por um banco e que a empresa passe na análise de risco dos maiores

os critérios necessários para a concessão”, diz Cassio Schmidt, diretor de empréstimos de varejo do Santander Brasil. Schmidt disse à Reuters que o banco tem sido menos rigoroso nas linhas de folha de pagamento, mas que considera riscos muito óbvios, como empresas que estão há mais de 30 dias em atraso com outros empréstimos. Itaú e Bra desco preferiram não comentar o assunto.

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Enquanto isso, o BNDES continua negociando potenciais linhas de crédito para as empresas aéreas listadas em bolsa Azul e Gol, para a fabricante de aviões Embraer e até para as subsidiárias locais de multinacionais como Volkswagen e General Motors. E, enquanto alguns pacotes de resgate de grandes empresas enfrentam obstáculos, as grandes limitações do programa de ajuda a pequenas empresas reforçaram a percepção de desigualdade no acesso ao crédito na América Latina. Segundo dados do Banco Central sobre toda a carteira de crédito do país, os bancos concederam 442 bilhões de reais em novos créditos nos últimos dois meses, mas 60% foram para grandes empresas. O Ministério da Economia disse em um comunicado à Reuters que está trabalhando para lançar programas alternativos de crédito e que já está subsidiando a linha de crédito para a folha de pagamento.

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www.obomdanoticia.com.br

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BATALHA LONGA Mas muitos empresários dizem que os bancos estão simplesmente evitando o programa de crédito, que vêem como arriscado demais, e que praticamente não gera lucro. “Os bancos não querem correr o risco, eles sabem que os restaurantes ficarão em dificuldades por muito tempo,” diz Paulo Solmucci, presidente da associação Brasileira de Restaurantes, que representa 6 mil estabelecimentos. A maior parte deles não conseguiu empréstimos, diz Solmucci. Outros empresários disseram que a linha de folha de pagamento não resolve seus problemas, porque as empresas precisam pagar também aluguéis e contas de consumo. Uma das exigências é que as empresas processem suas folhas de pagamento nos maiores bancos, o que dificulta o acesso por empresas pequenas que pagam seus funcionários por transferência bancária direta, por exemplo. Para aumentar o alcance do pro44

grama, o governo está considerando mudanças como autorizar empresas a tomar o crédito ainda que demitam 50% de seus funcionários, e elevar o limite máximo de receita para 50 milhões de reais, disse esta semana o presidente do Banco Central, Roberto Campos. Em resposta às reclamações dos empresários que a linha de folha de pagamento não os ajuda em outros custos, haverá uma nova linha de crédito para todas as finalidades empresariais, chamada Pronampe. Mas quem tomar o crédito via Pronampe, que ainda não está operacional, precisa começar a pagar o empréstimo no mês seguinte à concessão, o que é difícil para companhias que não têm idéia de quando poderão reabrir, segundo três pequenos empresários disseram à Reuters. E ainda que o governo tenha prometido arcar com 85% de perdas potenciais com o programa, os bancos são responsáveis pelo valor total dos desembolsos, o que

os torna ainda mais cautelosos, disse um executivo à Reuters. O time econômico do governo divulgou um novo programa no fim de maio também para empresas médias, usando recursos de um fundo do BNDES. A medida, publicada na véspera, cria o Programa Emergencial de Acesso a Crédito a pequenas e médias empresas e vai garantir parte dos empréstimos feitos por bancos mediante aporte de até 20 bilhões de reais do Tesouro num fundo garantidor. Carlos Chiaroni, dono de uma loja na Galeria do Rock, em São Paulo, acha que o governo deveria fazer mais. “Se eu tivesse todas as garantias que os bancos me pedem, eu nem precisaria de empréstimo agora. Isso mostra que, se o governo não der o crédito, ninguém mais vai dar.”

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Donos de bares e restaurantes buscam soluções para quando puderem reabrir com segurança

Empresários tentam adotar procedimentos para evitar “A situação em São Paulo, como a contaminação e garantir a em todo o país, está muito difícil e dramática. Os pequenos empresegurança do cliente

“A magia do bar é que não tem nunca ninguém triste, está todo mundo sorrindo, todo mundo feliz. Eu acho que essa magia a gente não pode perder. A essência do bar é essa e empresários como eu, a gente está aqui para manter isso vivo por muito tempo”, fala o empresário Humberto Munhoz. Para empresários como Humberto, dói na alma ver o bar comple-

Ele suspendeu o contrato de trabalho dos 46 funcionários e renegociou o aluguel em 50%. Mas o IPTU cont inu a sendo cobrado – a Prefeitura de São Paulo afirma que a suspensão do pagamento criaria dificuldades para o combate à Covid-19. Humberto está vivendo das reservas que guardou. Uma pesquisa da Abrasel-SP ouviu donos de quase 400 bares e restaurantes – 60% afirmaram que, até agora, o auxílio do Governo Federal não foi suficiente. A associação lançou uma cartilha para ajudar na renegociação de aluguéis durante a crise.

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A crise do novo coronavírus levou embora o agito do happy hour, no bairro da Vila Madalena, reduto boêmio da capital paulista. Se não houver ajuda, a Associação dos Bares e Restaurantes prevê que até 40% das casas da cidade e arredores não devem sobreviver à pandemia. Mas os empresários do setor não estão parados, e já correm atrás de soluções para quando for possível reabrir com segurança.

sários têm uma reserva mínima, e essa reserva já acabou”, fala o presidente da Abrasel-SP, Percival Maricato. A Secretaria de Turismo de São Paulo, que cuida da área, afirma que elaborou junto com o setor protocolos para quando for possível fazer a reabertura. “A saída não pode ser irresponsável, porque ela nos joga de volta para perder esse esforço que foi feito até agora”, diz o secretário de Turismo/SP, Vinicius Lummertz. Quem vai para um bar ou restaurante quer ver gente, conversar, interagir. Por isso, o delivery não compensa a queda de vendas do setor. Pensando nisso, bares estão elaborando uma espécie de protocolo de reabertura, para oferecer essa experiência sem risco de contaminação.

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Marcelo Cinelli cinelli.marcelo100@gmail.com Fonte: g1.globo.com Em: xx/xx/xx

tamente vazio. “Esse bar, num sábado, girava mais de mil pessoas num sábado. Um mês aqui dava mais de 15 mil pessoas. A gente está dois meses sem zero, zero clientes”, conta Humberto.

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mente, com local seguro”, explica o empresário Gabriel Pinheiro. Gabriel implantou o delivery logo no início da crise. Para se diferen-

sa fora, escalar a seleção brasileira, dar risada. Não é a mesma coisa na internet”, completa Percival.

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No salão, as mesas já estão com mais de um metro de distância entre elas. Para o empresário, o distanciamento obrigatório das mesas reduzirá em até 70% a receita por metro quadrado. Para o dono de uma pizzaria, o maior desafio para o consumidor voltar a entrar no comércio será o medo, a falta de confiança. Por isso ele criou um selo para ficar na entrada, que indica que a casa segue procedimentos para evitar a contaminação. Detalhe: a ideia é que grandes indústrias de alimentação e bebida paguem essa auditoria para o pequeno empresário. São mais de 30 protocolos, elaborados com uma empresa de segurança alimentar. Eles incluem desde máscaras, distanciamento, higienização até cardápio digital e reserva antecipada para evitar filas. “A ideia é que ele [cliente] venha para que realmente tenha aquela experiência que tinha anterior-

ciar, criou entrega, com vários sabores na mesma caixa. Mesmo assim, a pizzaria só conseguiu recuperar 20% do faturamento. “Se fosse só para comer, o delivery sempre teria existido, muito mais do que o salão. O restaurante, ele é um ambiente de confraternização, um ambiente de trocas, em que as pessoas se conhecem, se divertem”, diz Gabriel. “O ser humano é um ser social. Ele quer relacionamento com outros seres humanos. E isso é possível no bar. Namorar, jogar conver-

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Brasil deve atingir marca histórica de empreendedorismo em 2020

Análise da série histórica da Pesquisa GEM, realizada no Brasil com o apoio do Sebrae, aponta que, este ano, país deverá ter um quarto da população adulta envolvida com seu próprio negócio Marcelo Cinelli cinelli.marcelo100@gmail.com Fonte: revistapegn.globo.com Em: xx/xx/xx A vocação empreendedora do brasileiro nunca esteve tão em alta e, nos momentos de crise, torna-se ainda mais evidente. Em 2020, o Brasil deve atingir o maior patamar de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos, com aproximadamente 25% da população adulta envolvida na abertura de um novo negócio ou com um negócio com até 3,5 anos de atividade.O recorde estimado é verificado de acordo com a análise da série histórica da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que aponta aumento do empreendedorismo inicial, principalmente em períodos de recessão, como os que ocorreram entre os anos 2008-2009 e entre os anos 2014-2016. Neste ano, estima-se que a crise sem precedentes, causada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus, deve impulsionar o número de pessoas que vão buscar o empreendedorismo como uma alternativa de renda. Em 2019, a GEM apontou que o país atingiu 23,3% de taxa de empreendedorismo inicial, considerada a maior

marca até agora e o segundo melhor patamar total de empreendedores (38,7% da população adulta, entre 18 e 64 anos) desde 2002, primeiro ano da série histórica desta variável. De acordo com o último levantamento (GEM 2019), estima-se que existam um total de 53,4 milhões de brasileiros à frente de alguma atividade empreendedora, envolvidos na criação de um novo empreendimento, consolidando um novo negócio ou realizando esforços para manter um empreendimento já estabelecido. Os indicadores da GEM 2019, realizada em 55 países e que no Brasil tem o apoio do Sebrae, confirmam uma trajetória de retomada do empreendedorismo inicial no país após a queda registrada entre 2016 e 2018. O aumento significativo na taxa de empreendedores iniciais, em 2019, se deve ao expressivo aumento na taxa empreendedores nascentes, com uma expansão de 6,4 pontos percentuais em relação a 2018. O estudo revelou ainda que a taxa de empreendedorismo potencial em 2019, foi de 30,2%, significando que, de cada 10 brasileiros adultos que não são considerados empreendedores, três deles gosta-

riam de abrir um negócio próprio nos próximos três anos. “Com um dos resultados da pandemia do novo coronavírus, acreditamos que neste ano de 2020, o grupo dos empreendedores iniciais cresça e atinja o novo recorde histórico, com uma proporção de 25% do total da população adulta. Este número, segundo nossa projeção, será puxado pelas mulheres, pelas pessoas negras, em geral, os grupos que mais costumam ser afetados pelo crescimento do desemprego”, comenta o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Esses números reforçam, de acordo com Carlos Melles, a importância de que as políticas e os programas voltados ao empreendedorismo sejam suficientemente abrangentes de modo a abarcar os mais diversos perfis de aspirações e expectativas ligadas ao tema. Brasil em Destaque As taxas de Empreendedorismo Inicial, Estabelecido e Total registradas na pesquisa GEM de 2019, colocam o Brasil em uma posição de destaque entre os 55 países que participaram do levantamento. O Brasil apresenta a 4ª maior Taxa de Empreendedorismo Inicial – negócios de até 3,5 anos de existência - (TEA=23,3%) entre

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os países incluídos da pesquisa. Essa marca é superior às registradas, por exemplo, nos países do BRICS, EUA, Colômbia, México e Alemanha. Considerando a Taxa de Empreendedores Estabelecidos – negócios com mais de 3,5 anos de existência - (TEE=16,3%), o Brasil apresenta a 2ª maior marca Global. O resultado também coloca o país em posição de liderança entre os BRICS, EUA, Colômbia, México e Alemanha. Destaque semelhante é o alcançado com a Taxa Total de Empreendedorismo, onde o Brasil apresenta a 4ª melhor marca (TTE=38,7%) do mundo e a maior taxa entre os BRICS. Motivos para empreender Em 2019, a pesquisa GEM apresenta uma inovação ao avaliar a motivação para começar um novo negócio. Em lugar das categorias “por necessidade” e “por oportunidade”, a pesquisa passou a considerar novas possibilidades. Foram apresentadas quatro afirmações aos empreendedores, para que eles se manifestassem positiva ou negativamente em relação a cada uma delas. Quase 90% dos empreendedores iniciais brasileiros concordam (total ou parcialmente) que a escassez de emprego constitui uma das razões para desenvolver a iniciativa empreendedora com a qual estão envolvidos. Em comparação aos outros 54 países que participaram da pesquisa, o Brasil está entre os 10 países que mais consideram a escassez de emprego como fator motivador para empreender, junto com África do Sul e Índia, que fazem parte do BRICS. Com a pandemia, estima-se que essa motivação ganhe ainda mais relevância neste ano. Da mesma forma, pouco mais da metade aponta que “fa-

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zer a diferença no mundo” (contribuir para um mundo melhor) foi um dos motivos que os levou a empreender. Em contraposição, pouco mais de um terço dos empreendedores confirmou que a ambição de construir uma grande riqueza ou obter renda muito alta está presente entre as motivações. E, por fim, um quarto dos empreendedores também cita que se envolveu em um novo negócio para dar continuidade a uma tradição familiar. A pesquisa GEM também analisou a motivação para empreender a partir dos critérios de gênero, raça e faixa etária. A escassez de empregos foi o fator motivacional escolhido pela maioria das mulheres, dos negros, e entre os que têm entre 35 e 54 anos. Apesar das dificuldades no mercado de trabalho, são as mulheres em sua maioria, com 53%, que acreditam que “fazer a diferença no mundo” é motivação para empreender, sendo que a proporção é maior entre as pessoas brancas e jovens. No grupo dos homens, 42%, são mais motivados por construir riqueza ou obter maior renda ao empreender. A tradição familiar como razão para começar um novo negócio destaca-se entre os mais velhos, entre 55 e 64 anos. Principais resultados GEM (2019) Em 2020, estima-se que o Brasil deve atingir o maior patamar de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos com um quarto da população adulta do país envolvida com o empreendedorismo por causa da crise causada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus. - Em 2019, 55 países participaram da pesquisa e o país atingiu a maior marca de Empreendedorismo Inicial da sua série histórica

(23,3% da pop. adulta). - O Brasil atingiu a 2ª maior marca de Total de Empreendedores da sua série histórica (38,7% da pop. adulta). - 53,4 milhões: é a estimativa do número de pessoas adultas (com 18 a 64 anos) que já tinham um negócio (formal ou informal) e/ ou que fizeram alguma ação, em 2019, visando ter um negócio no futuro. - O Brasil apresenta a 4ª maior Taxa de Empreendedorismo Inicial (TEA=23,3%) entre os países participantes da pesquisa. - O Brasil apresenta uma Taxa de Empreendedorismo Inicial (TEA=23,3%) superior aos países do BRICS, EUA, Colômbia, México e Alemanha (países selecionados). - O Brasil apresenta a 2ª maior Taxa de Empreendedores Estabelecidos (TEE=16,2%) entre os 55 países que compõem a pesquisa. - O Brasil apresenta uma Taxa de Empreendedores Estabelecidos (TEE=16,2%) superior aos países do BRICS, EUA, Colômbia, México e Alemanha (países selecionados). - O Brasil apresenta a 4ª Taxa Total de Empreendedorismo (TTE=38,7%) do mundo e a maior taxa entre os BRICS. - O Brasil está entre os 10 países que mais consideram a escassez de emprego como fator motivador para empreender, junto com África do Sul e Índia, que fazem parte do BRICS. - As mulheres, pessoas negras e entre 34 e 55 anos, são as que mais empreendem por motivos de escassez de emprego. - “Ter seu próprio negócio” é o 4º sonho mais citado (37%), ... Superando, inclusive, “fazer carreira numa empresa” (23%).

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