EDITORIAL A CULPA É DE QUEM?
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arreteiro tem costa larga e, não raramente, certos males da estrada recaem sobre seus ombros. A dura realidade é que já se convencionou que todo caminhoneiro dirige com sono, cansado e também consome rebites para se manter por mais tempo ao volante. O alto número de ocorrências nas estradas do País envolvendo caminhões - muitas delas em locais com condições de segurança bastante favoráveis – ajuda a alimentar essa crença que, infelizmente, nem sempre é exagerada ou em vão. Todos sabem que acidentes com veículos pesados ceifam vida humana, causam danos materiais com perda da carga ou parte dela e trazem prejuízos à fauna e flora dependendo do local e do tipo de produto que estava sendo transportado. Mas cabe lembrar - e deixar claro - que é muito difícil encontrar um motorista de caminhão que dirija mais de 15 horas sem descansar porque gosta de ficar esse tempão todo ao volante. O “buraco é mais embaixo”; em outras palavras, o horário é mais do que apertado para se concluir a jornada entre o ponto de partida e o de chegada dentro do tempo determinado por quem contratou a viagem. Caminhão é uma máquina que só dá lucro transportando e por conta disso não faltam motoristas com determinação para andar “no pé” ou na jornada esticada, seja ele empregado ou autônomo. Essa situação está longe de ter um fim, mas pode se afirmar que já foi pior, porque existem muitos profissionais conscientes, comprometidos com a segurança e a profissão, que não aceitam andar além dos limites de tempo e de velocidade. Mesmo assim, estes não estão livres de entrarem nas estatísticas das ocorrências, porque podem se ver envolvidos em sinistros por ação de outros que, mesmo contra a vontade, dirigem sob pressão. Não por acaso, certos acidentes com mais de um caminhão avariado no mesmo sinistro já deixaram de causar estranheza, infelizmente. Outro fato que pode surpreender o motorista - e lhe trazer problema - são as blitzes nas rodovias, nas quais os agentes descobrem irregularidades que ele nem tinha ciência. Um exemplo está nos flagrantes em que o Arla-32 utilizado pelo caminhão está batizado e que dá cadeia. Não cabe discutir aqui quem frauda o produto e se o condutor sabe ou não. O fato é que quando a fiscalização flagra um caminhão usando o produto fraudado, o motorista pode pagar o pato, conforme comprovou reportagem desta revista ao acompanhar operação de fiscalização na rodovia Régis Bittencourt. Nesses casos, ele terá complicações, por mais correta que seja sua conduta na profissão. Motorista de caminhão não é o bicho papão das estradas como muitos pensam. Embora tenha lá seus pecados, sua vida não é nada fácil. Mesmo assim, sua imagem precisa ser melhorada. Porém, ainda vai demorar para isso acontecer, porque a mudança não depende somente dele e sim de todo o setor do transporte rodoviário de carga. João Geraldo Editor
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SUMÁRIO
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MANUTENÇÃO Queda no movimento de cargas e o consequente faturamento baixo têm levado pequenos transportadores a economizarem também na manutenção, realizando intervenções no caminhão somente as mais necessárias para o veículo não parar
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PÓS-VENDAS
A retração do mercado de caminhões levou as montadoras a investirem em suas respectivas redes de concessionários e aprimorar os serviços de pós-vendas para atrair os transportadores e compensar a queda nas vendas de veículos novos
/OCARRETEIRO /OCARRETEIRO_ /OCARRETEIRO (11)95428-8803 /REVISTAOCARRETEIRO DIRETOR Edson Pereira Coelho REDAÇÃO redacao@ocarreteiro.com.br Editor João Geraldo (MTB 16.954) Colaboradores desta edição Evilazio de Oliveira, Larissa Andrade e Daniela Giopato Ilustração Michele Iacocca
36 COMBOIOS
Seis fabricantes de caminhões da Europa investem no projeto Platooning, o qual consiste em comboios de carretas viajando interligadas de modo digital para economizar combustível, melhorar o fluxo nas estradas e aumentar a segurança
REPRESENTANTES comercial@ocarreteiro.com.br Eurico A. de Assis Itamar F. Lima José Antonio Fernandes Ubiratan Alves Ferreira. Secretárias Nilcéia Rocha Juliana Vieira PROJETOS ESPECIAIS Jenner Nicodemos NOVOS NEGÓCIOS Alexis Victor F. Coelho ADMINISTRAÇÃO Ed Wilson Furlan TI DC Code Soluções em TI Ltda.-ME DISTRIBUIÇÃO G.G. Ed. de Public. Técnicas Ltda Ricardo Lúcio Martins e Reginaldo Peixoto
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COMO ECONOMIZAR COMBUSTÍVEL CARRETA DA MOBIL RODA O BRASIL
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Notícias Dica Federal História do Zé Na Mão Certa
PROMOÇÃO promocao@ocarreteiro.com.br ARTE arte@ocarreteiro.com.br Andrea Tanaka Assinatura: Anual R$ 96,00 Exemplar avulso: R$ 8,00 Edição nº 499 - Circulação: Junho de 2016
Publicação de: G.G. Editora de Public.Téc. Ltda. Rua Palacete das Águias, 395 Vila Alexandria - CEP 04635-021-SP Tel.: (11) 5035-0000 - Fax: (11) 5031-8647 revista@ocarreteiro.com.br
www.ocarreteiro.com.br A Revista O Carreteiro é dirigida a motoristas de caminhão, empresários donos de transportadoras, frotistas, chefes de oficinas e demais profissionais ligados ao transporte rodoviário de carga.
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59 Boletim Pneus 61 Classificados 74 Tabelas 82 Jesuino
A publicação é distribuída em cooperação com postos de serviços rodoviários “ROD” (Rede Oficial de Distribuidores da Revista O Carreteiro). É proibida a reprodução total ou parcial de matérias sem prévia autorização. Matérias e artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião da Revista O Carreteiro. Impressão e Acabamento RR Donnelley Tiragem desta edição verificada pela PwC, cuja carta relatório encontra-se em nosso poder
NOTÍCIAS OPÇÃO AUTOMÁTICA
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MAN Latin America acaba de apresentar o VW Constellation 26.280 automático Constructor Betoneira. O modelo, antes equipado apenas com caixa manual, chega agora ao mercado com transmissão automática Allison 3500, de seis marchas, como item opcional. O novo produto já está em atividade na empresa Concreserv e faz parte de lote de 42 caminhões VW 26.280 adquiridos recentemente. O veículo foi desenvolvido nas versões 6×4 e 8×4 exclusivamente para a linha de produtos vocacionais da montadora e irá atuar no
transporte de concreto em centros urbanos e rodovias. O conversor de torque, que transmite toda a força do motor à transmissão, cardã e rodas, é um dos destaques do modelo. De acordo com a fabricante, a não existência do sistema de embreagem, e a eventual manutenção do item, garante maior disponibilidade e melhor custo operacional do veículo, o qual é equipado com motor de 277cv - com sistema de pós-tratamento EGR - e torque de 1.050 Nm, que utiliza o sistema de pós-tratamento de emissões EGR, que dispensa o uso de Arla 32.
MONITORAMENTO
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Ford acabou de lançar uma nova modalidade de serviço do sistema de monitoramento dos caminhões da marca. Trata-se do FordTrac Segurança, que já sai instalado de fábrica no caminhão e que, ativado para entrar em operação, o sistema oferece como opções de monitoramento para bloqueio e serviço de pronta-resposta. De acordo com a montadora, o serviço oferece custo-benefício vantajoso pela proteção que oferece. Paulo Koga, profissional da área de programas de serviço da Ford Caminhões, disse que se trata de um serviço de grande eficiência e, na prática representa uma garantia ao proprietário do caminhão
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O CARRETEIRO
nos dias atuais. “Podemos citar um caso recente na empresa Rodoveiga Transportes, do Rio Grande do Sul, que em menos de 50 minutos viu ser recuperado seu caminhão Cargo 1119, ano 2004, roubado dia 04 de maio”, concluiu Koga.
CONDIÇÕES ESPECIAIS
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or meio de uma campanha nacional junto à sua rede de concessionários, a MercedesBenz está oferecendo condições atrativas para a manutenção de caminhões da marca. Trata-se de uma ação de varejo, na qual os clientes dispõem de 10 pacotes com peças genuínas e mão de obra inclusa, contando com preços promocionais para produtos e serviços e garantia de 12 meses sem limite de quilometragem. Além disso, a empresa informa que existe a possibilidade de tudo ser parcelado em até três vezes. Estes pacotes envolvem modelos leve 710, o semipesado L 1620 e o extrapesado Axor 2540. Além disso, temos outros 68 itens para estes e outros modelos da marca,
também com descontos especiais. Reduzimos os preços dos principais itens de manutenção, oferecendo excelentes oportunidades para os clientes”, disse Silvio Renan, diretor de peças e serviços do cliente.
REGISTRO DE MARCA
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uatro anos após ter dado entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a fabricante de baús e carrocerias 4TRUCK está informando que garantiu a exclusividade de sua marca pelo um período de 10 anos. O registro da marca equivale a uma escritura de propriedade e proporciona exclusividade de seu uso em todo o território nacional. De acordo com a empresa, outra grande vantagem para o proprietário da marca é a
maior credibilidade junto ao seu público consumidor. “A obtenção do registro da marca reafirma nosso compromisso com o mercado de implementos. Viemos para ficar e agora podemos dizer que a marca é nossa”, disse Osmar de Oliveira, diretor da empresa. Mesmo não existindo uma regulamentação que obrigue a escritura no INPI, o proprietário com marca registrada tem segurança de não ver sua marca sendo utilizada por terceiros. www.ocarreteiro.com.br
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NOTÍCIAS PROGRAMA DE MANUTENÇÃO
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radicional cliente Scania, a PrestServ aproveitou a compra de 16 unidades do R440 6×2 para contratar o programa de manutenção Premium, oferecido pela montadora, e também, os Serviços Dedicados que oferece a instalação de atendimento Scania dentro da estrutura do cliente. Após análise, sob responsabilidade da concessionária Codema, uma oficina com dois boxes foi instalada na sede da empresa, em Jundiaí/SP. De acordo com Samuel Martins, diretor de operações da PrestServ, o contato direto dos motoristas da empresa com os especialistas da Scania tem contribuído para a redução do consumo de combustível e de desgastes desnecessários, além de melhoria do rendimento. “A ampla cobertura do programa Premium traz tranquilidade para a operação em qualquer lugar do País. Já temos um aumento do
ganho operacional de 15%”, comemorou. Martins disse ainda que a empresa tinha o prejuízo do tempo de parada, do desgaste do produto e dos equipamentos, além de ter de tirar uma pessoa da operação para acompanhar o motorista. “Ter um mecânico Scania à nossa disposição está garantindo a qualidade do produto”, concluiu
CAMPANHA DE PEÇAS
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om o slogan da campanha é "Preços que cabem no bolso", o setor de peças da Iveco está lançando uma campanha de oferta de peças genuínas aos motoristas de caminhão, com condições especiais.A promoção conta com mais de 30 itens com descontos de até 40% e vai até o dia 31 de agosto em toda a rede de con-
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cessionários Iveco. “Fizemos um estudo para atender a expectativa do mercado tanto na quantidade de peças quanto nas condições de venda, disse Rodrigo Berto, gerente de peças da montadora. Esta é a quarta edição da campanha que, nas edições anteriores a rede de concessionárias registrou amento de 10% nas vendas.
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NOTÍCIAS CONTROLE DE TRAÇÃO
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Volvo está lançando no Brasil e demais países da América Latina o modelo FMX com controle de tração dianteira. Trata-se de uma novidade lançada recentemente na Europa para aumentar a produtividade do veículo. A função ativa automaticamente, sem ação do motorista, a tração no eixo dianteiro quando o veículo começa a patinar em terrenos difíceis ou pisos escorregadios, mesmo o caminhão estando em movimento. De acordo com a fabricante, esta tecnologia melhora a dirigibilidade e reduz o consumo de combustível. “É uma exclusividade da Volvo que está agora disponível para os mercados
do Brasil e de outros países da América Latina. "Mais uma vez estamos na vanguarda em tecnologias que melhoram a operação de transporte vocacional”, disse Nilton Roeder, diretor de desenvolvimento de negócios e suporte de vendas do Grupo Volvo na América Latina.
NOVA EMPRESA
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esultado da aliança entre o grupo francês Edenred e a brasileira Embratec, a empresa Ticket Log começou a operar oficialmente dia 01 de junho no mercado brasileiro de gestão de abastecimento e manutenção de veículos. A joint-venture foi aprovada pelo CAD (Conselho Administrativo de Defesa do Consumidor) no dia 24 de maio e deu origem a uma grande empresa da área de gestão de abastecimento e manutenção de veículos. Na operação, a Edenred aportou seus ativos Ticket Car e
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O CARRETEIRO
Repom e ficou com 65% de participação na Ticket Log, enquanto a Embratec, que entrou com suas atividades de operação sob a marcas Ecofrotas e Expers, 65%. O atual Diretor da unidade de negócios de Gestão de Despesas Corporativas da Edenred, Gustavo Chicarino, que assumiu o cargo de presidente Ticket Log, destacou que nova organização já nasce aproveitando as características positivas de cada empresa para oferecer aos clientes um serviço cada vez mais qualificado e eficiente.
RODAS NA ESTRADA
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Alcoa deu início ao projeto Rodas Sustentáveis, ação que irá passar por locais de descanso de motoristas de caminhão levando informação e entretenimento. Até o fim de julho serão visitados sete Estados. O projeto vai distribuir cartilhas educativas, brindes e promover palestras. Os motoristas também poderão utilizar tablets com conteúdo interativo. A iniciativa dá continuidade e complementa o Conexão Sustentável Alcoa, lançado em 2015, que já levou apresentações teatrais gratuitas para milhares de pessoas – a maioria crianças de escolas públicas. Durante o dia serão apresentados documentários que
abordam o tema sustentabilidade e à noite sessões de filmes. O projeto conta com a parceria do aplicativo TruckPad, que será responsável por informar os usuários sobre a atração quando estiverem próximos de um dos pontos de parada do projeto. LOCAIS E DATAS 13 e 14/06 - São José dos Pinhais/PR - Contorno Truck Center 16 e 17/06 - Maringá/PR - Posto G10 20 e 21/06 - Presidente Prudente/ SP - Pneuac 23 a 25/06 - Luziania/GO - Posto Passarela 27 a 29/06 - Brasília/DF - Posto A.P. Chaves 30/6 a 01/07 - Anápolis/GO - Pneulândia Comercial LTDA 4 e 5/07 - Uberlândia/ MG - Dpaschoal Center Truck 11 e 12/07 - Itaborai/ RJ - Posto Chefão i 18 e 19/07 - Jacareí/SP - Dragão Truck Center 20 a 22/07 - São Paulo/SP - Terminal de Cargas Fernão
CUMMINS NA ESTRADA
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endo como objetivo principal levar aos seus clientes o conhecimento da marca, os benefícios de seus produtos e as vantagens da utilização das peças genuínas da companhia, a Cummins colocou na estrada seu programa itinerante. Trata-se do Carreta na Estrada, que opera com um caminhão equipado com motorização da empresa, gerador Cummins Power Generation e carreta personalizada com ampla sala para realização das palestras e encontros com clientes, parceiros, frotistas, entre outros. As
paradas são sempre nos distribuidores de vendas e serviços Cummins e na ocasião são apresentados temas que contribuem com a excelência do atendimento do pós-vendas.
MANUTENÇÃO
MANUTENÇÃO REDUZIDA A falta de recursos afastou os carreteiros das oficinas para a manutenção preventiva e, nos casos de necessidade, o quebra-galho passou a ser mais praticado na estrada, mesmo sob o risco de um prejuízo maior
POR Evilazio de Oliveira
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O CARRETEIRO
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caos político, econômico e ético que atinge o País, com reflexos em todas as áreas de atividades, tem feito estragos violentos no transporte rodoviário de cargas. Entre os pequenos frotistas e carreteiros autônomos, por exemplo, por falta de condições para garantir uma manutenção adequada, os veículos trafegam no limite da resistência mecânica e, evidentemente, de segurança. O caminhão só vai para a oficina quando corre o risco de parar, ou mesmo quando quebra na estrada e sem mais condições de continuar rodando. Tudo isso pela falta de dinheiro para garantir a manutenção adequada, ou mesmo do absolutamente necessário como já estava sendo feito até pouco tempo atrás. Na Borracharia do Roque, que funciona há 13 anos no quilômetro 715 da BR-290, em Uruguaiana/RS, onde se atende apenas ao transporte pesado, o movimento caiu cerca de 40% nos últimos dois anos, conforme explica o proprietário, Roque Vilanova Laurer, 48 anos, natural de Quaraí/ RS. Nesse período, o número de funcionários foi reduzido de 13 para seis em razão da queda no faturamento. Segundo Roque, que antes de se dedicar à borracharia, trabalhou como motorista de caminhão por muitos anos, o carreteiro procura fazer apenas o básico, pequenos consertos, calibragens e alinhamento dos pneus. Lembra que no começo da crise a venda de pneus novos caiu e aumentou a procura por pneus usados ou recapados, mas hoje nem isso, salienta. “O pessoal roda o quanto pode, mesmo com todas as restrições
vigentes no transporte internacional, sobretudo na Argentina, onde a fiscalização é muito rigorosa. A qualidade e manutenção dos pneus também é uma das principais preocupações do funcionário público aposentado, Ricardo Catapan, morador em Pinhais/PR, que recentemente comprou um caminhão ano 2013, equipado com carreta e dirigido pelo pai dele. Por enquanto ele trabalha apenas no transporte nacional, mas pensa em viajar para os países do Mercosul. Mas, para isso precisa de pneus novos, um investimento que por enquanto está adiando. O gaúcho Ivan Fortes da Costa tem 38 anos de idade, 16 anos de profissão, trabalha com uma carreta tracionada por um cavalo-mecânico fabricado em 1978 e viaja entre Porto Alegre/RS e Uruguaiana/RS. Ele admite que só faz as revisões mecânicas com troca de componentes quando é extremamente necessário, prefere “ir levando enquanto dá”, mesmo sabendo que corre o risco de o estrago ser maior e acabar perdendo mais dinheiro. Diz estar preocupado com os pneus. Acabou de pagar dois pneus novos para o eixo dianteiro e financiou outros quatro recapados para a carreta. E assim vai, sem saber até quando e onde, porque tudo está muito difícil. “Os preços do diesel estão altos, pedágios, pneus, peças, mão de obra e alimentação, tudo muito caro”, reclama, acrescentando que os fretes, além de poucos, continuam com os valores muito baixos, totalmente defasados. Ivan lembra que o irmão dele, André Costa, também carreteiro, www.ocarreteiro.com.br
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MANUTENÇÃO
No começo da crise, a venda de pneus novos caiu e aumentou a de pneus recapados. O pessoal roda como dá, diz o dono de borracharia, Roque Vilanova
está desistindo da profissão. Colocou o caminhão à venda e vai abrir uma borracharia em Porto Alegre. Ele pensa em fazer o mesmo, porque acredita que a vida no trecho está cada vez mais difícil. Na opinião de José Carlos Lemos dos Santos, 64 anos de idade e 22 de profissão, natural de Bagé/RS e dono de caminhão ano 77 trucado, o trabalho do carreteiro autônomo está no limite. Mal dá para garantir a despesa do caminhão e o sustento da casa. Em termos de manutenção, só é feito o estritamente necessário. Muitas vezes é ele mesmo que dá um jeito e quando a coisa é mais complicada procura um mecânico de sua confiança, conhecido há muitos anos. Porém, como este caminhão está com motor e caixa de câmbio novos, a preocupação maior é com 18
O CARRETEIRO
o diesel e o desgaste dos pneus. José Carlos salienta que como as estradas estão muito ruins, “não há pneu que aguente”. Segundo ele, na maioria das rodovias brasileiras não existem mais buracos, são crateras que acabam com qualquer pneu. “E daí não tem quem resista, é muita despesa e o frete muito baixo”, conclui. O autônomo Flávio Marques Couto, 49 anos de idade e cinco de estrada, natural de Itaqui/RS, e dono de um caminhão ano 1987, trabalha no transporte internacional e ao final de cada viagem faz uma revisão geral nas partes mecânica e elétrica e também nos pneus. Tem oficina de confiança para essas revisões e só recorre a estranhos em caso de emergência. Mesmo assim, procura orientação de colegas para “não entrar em fria”. E, apesar de nunca
procurar fazer reparos em concessionárias, prefere que as peças substituídas sejam genuínas. Couto acredita que assim o caminhão vai rodar melhor, com mais economia e também evitar uma despesa maior ou ficar quebrado na estrada, talvez até em lugares perigosos. Reconhece que a vida do autônomo está cada vez mais difícil e diz não estar otimista em relação ao futuro. Por isso, trabalha com o máximo controle das despesas e cuidando da manutenção do caminhão porque, lembra, “o barato acaba saindo caro”, referindo-se à prática de alguns colegas de ir adiando até o extremo o conserto ou substituição de alguma peça, quando o custo sairá ainda maior. O mecânico Oneides Flores Dorneles, 46 anos de idade e 31 de pro-
fissão, vive em Uruguaiana/RS onde começou na atividade aos 15 anos, como aprendiz. Trabalhou por seis anos em oficinas da Scania no município, e quando a empresa encerrou as atividades ele decidiu ficar na cidade e abrir a sua própria oficina, a Mecânica Sul Brasil. Até hoje é especializado em caminhões Scania. Trabalha com as ferramentas adequadas, mas não deixa de atender pesados de outras marcas. Dorneles também presta assistência técnica em países do Mercosul, por isso é um dos mecânicos mais conhecidos da fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Afirma que a crise econômica atingiu a todos, e hoje é preciso trabalhar com o mínimo de custos. Em relação à assistência mecânica aos carreteiros, considera que houve uma queda muito acentu-
O carreteiro Ivan Fortes afirma que só faz as revisões mecânicas e autoriza a troca de componentes em situações extremamente necessárias
Mal dá para garantir a despesa do caminhão e o sustento da família, diz José Carlos Lemos, habituado a resolver ele mesmo os problemas do veículo www.ocarreteiro.com.br
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MANUTENÇÃO ada nos últimos dois anos, levando-o a reduzir o número de funcionários. “A situação está cruel”, afirma. Hoje sua oficina conta com uma equipe de quatro mecânicos e um guarda de segurança. Explica que muitos motoristas pedem para fazer um “quebra-galho” para continuarem rodando por mais um tempo. Todavia – explica - isso não é bom porque o serviço não fica bem feito e acaba causando mais prejuízo do que lucro para o estradeiro. Ressalta que o pessoal só vai às concessionárias quando o caminhão ainda está na garantia, depois procuram oficinas menores, onde os preços são mais em conta. No seu caso, destaca que trabalha com peças originais e paralelas, dependendo da preferencia do cliente. Apesar de toda a crise, no dia em que
O mecânico Oneides Dorneles, diz que muitos motoristas pedem para ser feito apenas um “quebra-galho” para eles continuarem rodando por mais um tempo
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atendeu à reportagem da Revista O Carreteiro haviam seis caminhões na oficina, a maioria para fazer reforma de motores e caixas. Com todos esses anos de experiência, Oneides aconselha que os carreteiros façam sempre a manutenção preventiva como forma de evitar transtornos na estrada com prejuízos maiores. Ele lembra que em muitos casos não adianta trocar apenas uma peça, se o comprometimento é maior e exige um trabalho mais abrangente. E com o agravamento na crise no setor de transportes, é evidente que a inadimplência também cresça, estando hoje ao redor de uns 30% sobre o total do faturamento. Mas, acredita que em pouco tempo tudo vai melhorar e o dinheiro volte a circular no mercado. Um dos clientes da Mecânica Sul Brasil é o carreteiro Pedro Luiz Medeiros de Miranda, 49 anos de idade e 30 de profissão. Ele aguarda a reforma geral do motor do seu caminhão, um modelo Scania 97, que utiliza no transporte internacional de cargas. Miranda conta que costuma fazer as revisões técnicas anuais exigidas por lei, e faz a manutenção mecânica apenas do absolutamente necessário, isso em razão das dificuldades econômicas. Há cerca de dois meses esteve na oficina – indicado por amigos – e fez “uma meia-sola” no motor, por medida de economia. O barato acabou saindo mais caro porque o conserto durou pouco, acabou quebrando o virabrequim e comprometendo todo o motor. Agora vai gastar cerca de R$ 28 mil incluindo o conserto anterior. Se tivesse feito tudo da maneira certa teria economizado cerca de R$ 5 mil.
Por questão de economia, o autônomo Pedro Luiz Medeiros de Miranda fez uma “meia sola” no seu caminhão e disse que o barato acabou saindo bem mais caro
Além do prejuízo em dinheiro, perderá cerca de 20 dias parado, considerando os dois períodos em que o caminhão permanece na oficina. “Uma paulada”, admite desolado. Conhecido como Faiskinha, José Ricardo Pavin, 42 anos de idade e eletricista desde os 12 anos quando começou profissão como aprendiz. Natural de Passo Fundo/RS, ele vive há 20 anos em Uruguaiana, onde mantém a Auto Elétrica, anexa ao Posto Conesul 1, no quilômetro 714 da BR290. Ele é também dono de quatro caminhões que operam no transporte internacional e dois caminhões boiadeiros que fazem o transporte de gado na região. Lembra que entre 1996 até 2001 foi uma maravilha o trabalho na oficina, chegando a ter 11 funcionários, (hoje reduzidos a cinco).
Lembra que a partir de 2002 a situação começou a piorar, com várias oficinas elétricas fechando pela absoluta falta de clientes. Mas, segundo ele, a crise mesmo começou em 2013. Destaca que a maioria do serviço é relacionada à fiação elétrica que se solta ou acaba quebrando por causa da trepidação resultante da buraqueira nas estradas, e que acaba comprometendo vários itens do caminhão, a começar pelos pneus. Faiskinha conta que até há algum tempo quando surgia um defeito o carreteiro dava um jeito e imediatamente procurava um eletricista para terminar o serviço. Mas hoje, não. Ele vai levando até que acabe estourando tudo. Lembra com saudades dos dias em que chegava a atender 40 caminhões por dia, a grande maioria era de cegonheiros que transportavam veículos para a Argentina. “Atualmente não chego a atender 20 por dia devido a crise econômica, que só deus sabe até onde vai dar”, finaliza.
O eletricista José Ricardo Pavin comenta que a maior parte dos serviços é relacionada à fiação que se solta ou quebra devido a trepidação do caminhão www.ocarreteiro.com.br
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FOTOS
Divulgação
SUSTENTABILIDADE
COMBUSTÍVEL VERDE Etanol produzido a partir de resíduos agrícolas, tais como do bagaço de cana de açúcar, da palha de trigo ou de milho, surge como mais uma opção de combustível limpo com redução de aproximadamente 90% de CO2. Três caminhões Scania P-270 4X2 operam há cerca de um ano com o produto e com resultados satisfatórios
POR
João Geraldo
22 O CARRETEIRO
A
busca por combustíveis mais limpos e renováveis como opção ao óleo diesel no transporte rodoviário, tem levado empresas de vários setores a pesquisarem novas alternativas com baixas emissões de CO2 e, se possível, mais econômicas. Um desses novos produtos é o etanol de segunda geração, cujo grande destaque é ser produzido a partir de resíduos agrícolas tais como palha de trigo, de milho ou bagaço de cana de açúcar, e que tem apresentando resultados bastante positivos, conforme atestam técnicos da Scania e da Clariant, empresa da área química com mais de 100 unidades espalhadas pelo mundo. A parceria entre as duas empresas começou em meados de 2015 e desde então três caminhões Scania P-270 4X2 rodam 24 horas transportando produtos químicos dentro da unidade da Clariant em Suzano/ SP, o maior complexo da Clariant na América Latina. De acordo com Celso Mendonça, gerente de desenvolvimento de negócios da Scania no Brasil, após um ano de operação, os Ecotrucks (conforme estão sendo chamados os veículos) confirmaram redução de 90% nas emissões de CO2 em comparação aos modelos utilizados anteriormente com motores movidos a diesel. Martin Mitchell, gerente de desenvolvimento de negócios da Clariant para as Américas, diz que a designação “etanol de segunda geração” se deve ao fato do aproveitamento de resíduos da agricultura. Segundo ele, o processo biotecnológico, representado pela tecnologia
sunliquid, é inovador para a fabricação de etanol celulósico a partir de resíduos agrícolas. Mitchell explicou que durante o processo, o pré-tratamento - sem química - é utilizado com muita eficiência, e que a Clariant desenvolveu enzimas altamente específicas à matéria prima, as quais dividem a celulose e a hemicelulose em açúcares fermentáveis sob condições estáveis de processamento com alta produtividade. “A produção de enzimas (as quais são adaptadas a cada matéria prima) proporciona flexibilidade e reduz bastante os custos de produção”, adicionou. Ainda de acordo com o gerente da Clariant, na etapa seguinte um organismo de fermentação permite que os açúcares C5 e C6 sejam convertidos em etanol, aumentando em cerca de 50% a produção deste combustível. “O preço do etanol de segunda geração é menor do que o do etanol já conhecido e toda a tecnologia foi desenvolvida pela Clariant”, concluiu Mitchell revelando que a cada tonelada de bagaço seco se consegue obter 300 litros do combustível. O etanol de segunda geração tem em sua composição 5% de um aditivo chamado de ED 95, também produzido pela Clariant. Esse produto ajuda a lubrificar o motor e torna o combustível mais próximo do diesel. Segundo o engenheiro de pré-vendas da Scania no Brasil, Emílio Fontanello, testes de campo com dois caminhões rodando com diesel e etanol apresentaram consumo de 1,68km/litro e 0,954 km/litro, respectivamente. “O rendimento do etanol fica entre 55% e 60% em relação ao diesel”, diswww.ocarreteiro.com.br
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SUSTENTABILIDADE se Fontanello, destacando que foi contratada uma empresa para fazer as medições de consumo. Fontanello lembra que o motor ciclo diesel é mais robusto, tem maior rendimento e durabilidade. No caso específico dos Scania P-270, um engenho de 8,9 litros e cinco cilindros em linha, que estão rodando dentro da Clariant, a potência máxima chega a 270hp a 1.900rpm e torque máximo de 1.200Nm na faixa entre 1.100 e 1400rpm As modificações para adequá-lo ao etanol foram concentradas principalmente nas peças que têm contato com o combustível, sendo a maioria da parte de compressão. Os pistões, por exemplo, passaram da taxa de compressão de 18:1 (diesel) para 28:1 (etanol) e as unidades injetoras também foram substituídas por outras de maior vazão, além da troca também dos filtros de combustível. E com etanol, o motor passou a atender os níveis de emissões operando com o sistema EGR de controle de emissões, sem o uso de Arla-32. A Clariant ainda não tem definida
uma fábrica para a produção em escala comercial do seu etanol de segunda geração.
Fábrica da Clariant em Suzano/SP
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COMBUSTÍVEL
CONDUÇÃO, MANUTENÇÃO E ESTRADAS BOAS Para se obter redução do consumo de combustível do caminhão é fundamental que o caminhão esteja com a manutenção em dia, com motor regulado e pneus calibrados e o jeito do motorista conduzir. Estradas boas também tem peso na economia de diesel
POR João Geraldo
26 O CARRETEIRO
A
participação do custo do diesel na planilha de transporte depende de certos elementos que incluem tipo de veículo e de operação, entre outros itens. A afirmação é do engenheiro Antonio Lauro Valdivia Neto, profissional especializado em transporte. De acordo com ele, no geral o diesel representa nas operações rodoviárias entre 30 e 40% considerando todos os custos diretos, administrativos e impostos. No caso das transportadoras, o tamanho da frota não tem influência, mas o tipo de operação sim, diz o engenheiro, acrescentando que o combustível lidera os custos
com a mão de obra. “Nas operações em que se roda muito o diesel lidera, mas quando se roda pouco o combustível pode ficar em segundo lugar”. O controle é o principal elemento que contribui para a redução do consumo de combustível. Sem ele não há como diminuir. Neste quesito, Lauro Valdivia explica que é importante saber com precisão qual é a média de consumo do caminhão para se atuar na redução. “Sem controle não se sabe qual a média de consumo e se as ações estão ou não causando efeito positivo”, diz. No mais, a redução passa pela forma de dirigir, na qualidade da manutenção, do combustível e até a calibragem dos pneus tem influência. “Motoristas que trocam a marcha no momento correto acabam freando menos, pois utilizam mais o freio motor. Por outro lado, manter o motor bem regulado, pneus calibrados e troca de óleo em dia também contam muito”. O engenheiro acrescenta ainda que fretes em distâncias mais curtas não resolve a questão da economia, porque também se recebe menos pelo transporte. “Outro elemento que pode contribuir para se queimar menos combustível na viagem é boa qualidade das estradas, pois se fossem melhores o consumo melhoraria, assim como a produtividade do caminhão”, acrescenta Lauro Valdívia, destacando que o modo de dirigir o caminhão é o fator que mais impacta no consumo, podendo chegar a uma diferença de 20%. www.ocarreteiro.com.br
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SERVIÇOS
PÓS-VENDA, O NOME DO JOGO
Em período de queda nas vendas de caminhões, o pósvenda tem sido a tábua de salvação das montadoras e suas redes autorizadas, mas para atingir este status teve de se diversificar, melhorar o atendimento e os serviços prestados, ações necessárias para manter o transportador fiel à marca
POR
Daniela Giopato
28 O CARRETEIRO
B
alanço divulgado no início de junho pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostrou que entre janeiro e o final de maio deste ano foram licenciados 21.389 caminhões, número que representa retração de 31,2%%, em relação as 31.111 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado. A queda das vendas - devido ao cenário econômico do País - levou tanto as montadoras quanto suas redes de concessionários a buscarem parte do faturamento na área de pós-vendas para manter o negócio em atividade. Por outro lado, o transportador, sem renovar sua frota, e tendo de prolongar a permanência do veículo em suas mãos, passou a dar mais atenção à manutenção de seus caminhões, porém, com peças e serviços de qualidade para garantir o bom funcionamento e rentabilidade de seus veículos. Os fabricantes de caminhões destacam a relevância de investir nos serviços e produtos disponibilizados nas suas respectivas redes de concessionários para garantir a satisfação do cliente, diante deste momento do mercado. Além da movimentação para fidelizar, é preciso também criar ações para atrair o transportador e se manter no mercado num dos piores momentos econômicos do País. Para atender a essa demanda, profissionais da Scania afirmam que a empresa tem investido na ampliação do portfólio de serviços para manter a disponibilidade dos veículos de seus clientes. Nesta área, programas de manutenção e reformas
de componentes têm ganhado destaque na empresa. “Os clientes têm utilizado a frota atual por mais tempo, e para ter maior disponibilidade em suas operações, eles sabem que devem investir na correta manutenção dos veículos”, comentou Pietro Nistico Neto, gerente de vendas de peças e serviços da Scania. Dentre as ações desenvolvidas, Pietro Neto cita os pacotes de peças e serviços para a reforma de motores de veículos mais antigos (Série 3, 4 e PGR) e a ampliação do “Sistema de Troca”, que permite aos clientes economia de até 50% do valor de uma peça nova, mantendo a qualidade e com garantia de um ano. “Os programas de manutenção também são soluções ideais para momentos de crise, pois transformam custo variável em fixo e reduzem o custo por quilômetro rodado. Seja o cliente autônomo, pequeno, médio ou grande frotista, ele pode planejar melhor os gastos mensais por meio de um fluxo de caixa mais programado”, explicou. De acordo com o gerente de vendas de peças e serviços, a área de Serviços da Scania tem desempenhado importante papel de consultor do negócio do cliente, e também de dar sustentabilidade à longo prazo para o negócio da empresa. Ele destaca que os clientes têm procurado cada vez mais pelos serviços nas concessionárias Scania. “Por isso a importância de conhecê-los cada vez melhor, suas especificidades e, a partir desse conhecimento, ofertar a solução mais adequada às suas necessidades”, reforça. Para Marlon Maues, gerente de pós-venda da DAF, os serviços póswww.ocarreteiro.com.br
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SERVIÇOS
A Scania investe na ampliação do portifólio de serviços para garantir a disponibilidade dos veículos de seus clientes
-venda representam uma parte importante da rentabilidade de uma concessionária, além de ser uma forma de manter a fidelidade do cliente, estreitando o relacionamento dele com a marca. Acrescenta que o maior objetivo é garantir a disponibilidade do caminhão, a rentabilidade da frota e o retorno do capital investido no equipamento. “A nossa rede está orientada em garantir a originalidade do caminhão com o uso de peças e mão de obra genuínas e equipamentos necessários para qualquer tipo de manutenção, de maneira rápida e precisa. Maues adiciona que desde a vinda para o Brasil, a DAF vem trabalhando com o conceito de serviços e com o foco do cliente e suas necessidades. “Essa situação do mercado apenas confirma que estamos no caminho certo”. 30 O CARRETEIRO
As ações de pós-venda, conforme ele explica, contempla a “entrega genuína e o “treinamento de motorista eco drive, com orientações de acordo com cada veículo e a sua severidade de operação. A empresa disponibiliza também contrato de manutenção (DAF Multisuporte) e check list gratuito de aproximadamente 75 itens do veículo. “Nossa rede está sendo implantada de forma sólida, conforme nosso planejamento. Esta implantação tem respeitado um plano de negócios baseado não só na exploração da frota DAF, mas também na comercialização das “peças universais TRP”. A empresa também disponibiliza pacotes de peças e serviços para diversas intervenções. “Nossas ações de Pós-Venda estão baseadas na disponibilidade do caminhão e custo operacional justo ”, concluiu. O presidente da International Caminhões, Guilherme Ebeling o serviço de pós-vendas, destaca que o serviço de pós venda, que já era importante tanto para cliente quanto para os concessionários e serviços autorizados, ganha mais importância em tempos de recessão do mercado na medida em que consegue diminuir o impacto financeiro da redução nas vendas. Ele afirma que a empresa mantém os seus 40 pontos de serviços ao cliente espalhados em todo território nacional, abastecidos com peças de reposição e pessoal treinado e capacitado para realizar as manutenções nos veículos. Ebeling acrescenta que a sobrevivência dos concessionários não depende somente do pós-venda, mas sim de uma série de fatores. “O foco é sempre o cliente, mas a sustentabi-
lidade dos negócios tem sempre que estar presente”, disse. Ainda de acordo com o executivo, além da rede de serviços autorizados, a empresa conta com diversos canais de comunicação, como o 0800 e páginas nas mídias sociais, as quais permitem contato direto com os consumidores e admiradores da marca. “Percebemos que a utilização destes canais tem crescido exponencialmente e fazem parte, juntamente com nossos pontos de serviços autorizados, da estratégia de atendimento ao cliente”, finalizou. Silvio Renan, diretor de peças e serviços ao cliente Brasil, da Mercedes-Benz, destaca que na empresa se costuma dizer que a prestação de serviços é a hora da verdade; o momento em que o cliente realmente coloca à prova toda a expectativa que adquiriu quando comprou um produto. Ele explica que especialmente no cenário atual é na área de peças e serviços ao cliente que a rede buscará a sobrevivência para manter os custos fixos e administrativos do negócio. “O conceito de índice de absorção de
serviços tem de ser fortemente trabalhado pelo concessionário, porque é a rentabilidade dessa área que sustentará a rede até uma possível retomada na economia”, explicou. O executivo cita ainda que nunca este é o momento de manter o cliente fiel à marca, por meio de uma política rentável para todos os envolvidos, para que ele possa permanecer com a marca quando as vendas voltarem a crescer. “A rede tem intensificado ações de marketing de peças e serviços e relacionamento com nossos clientes. Isso tem permitido minimizar o impacto financeiro negativo provocado pela forte queda na venda de veículos”, acrescentou. Além do contrato de manutenção, garantia estendida, venda de peças genuínas e portfólio de produtos remanufaturados (linha Renov) a Mercedes-Benz desenvolveu outras ações, como o MercedesServiceCard, cartão que dá condições especiais na aquisição de combustíveis, peças e serviços e oferece linha de peças de reposição genuínas, remanufaturadas e Alliance.
Ações de marketing relacionadas a peças e serviços na rede de concessionários Mercedes-Benz têm ajudado a minimizar os impactos financeiros www.ocarreteiro.com.br
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SERVIÇOS
Os serviços de pós-vendas oferecidos pela MAN ganharam maior visibilidade no atual momento econômico e ajudam a compensar a queda nas vendas
“Investimos também na nova geração do sistema de telemetria e gerenciamento de frota FleetBoard, na expansão da loja de veículos seminovos, a SelecTrucks, e introduzimos o Mercedes Dedicated Wokshop, oficina Mercedes-Benz que atua dentro da operação do cliente”, informou Silvio. Ainda de acordo com ele, a empresa lançou kits de manutenção direcionados por segmento de atuação e está apoiando a rede com ações focadas em veículos de 3 a 10 anos de idade, tudo com o objetivo de trazê-los de volta para as oficinas da rede autorizada. “Para isso adequamos os preços de diversos itens para esse segmento”, concluiu. Ricardo Bonzo Filho, gerente executivo responsável pela administração central de vendas da MAN Latin America disse que no pós-venda, a empresa também sentiu uma ligeira queda no movimento. Entretanto, acrescenta que sem a renovação das 32 O CARRETEIRO
frotas por parte das transportadoras, a manutenção de veículos mais antigos tem crescido, ainda que de forma tímida, mas apontando oportunidades para este mercado”. O pós-venda, conforme explicou, é braço fundamental nas operações da rede, e na crise ganha ainda mais relevância para fazer frente à queda de vendas. Atualmente, a MAN Latin America oferece três opções do contrato de manutenção Volkstotal: o Prev, o Plus e o recém-lançado Powertrain. O primeiro destina-se às manutenções preventivas; o segundo abrange tanto preventivas quanto as corretivas. Já o Volkstotal Powertrain contempla as revisões preventivas e as manutenções corretivas relativas ao trem de força (motor, transmissão, embreagem inclusa e diferencial decorrentes de desgaste natural pelo uso). “Muitos transportadores estão com veículos ociosos nos pátios, com uma menor exigência na ope-
ração e por isso há como planejar melhor as manutenções, fazendo com que o nosso pós-venda consiga manter um nível de atendimento estável”, finalizou. O gerente comercial de pós-venda da Volvo Reinaldo Serafim, explicou que a empresa sempre procurou dar suporte aos clientes, com peças e serviços através da rede. Lembrou que em situação normal, o pós-venda representa 50% dentro dos concessionários da marca, porém, na atual situação econômica do País - na qual a venda de veículos novos caiu - este número subiu para 90%. “A empresa sempre casou a venda de caminhões com soluções e serviços eficientes de pós-venda. Enxergamos esse como o principal caminho para fidelizar o cliente. Se não tivesse o pós-venda seria difícil sobreviver
no mercado”, opinou. Desde 2013, a Volvo vem intensificando o contato com o cliente com ações que garantam maior disponibilidade do veículo. A manutenção programada é um dos exemplos de serviços que a montadora disponibiliza. Na opção Azul, o cliente conta com mão de obra de revisões, lubrificantes e troca de filtros e diversas verificações. No Prata, manutenção preventiva completa e reparos no trem de força, além de todos os serviços contemplados no programa Azul. Já na opção Ouro, além da manutenção preventiva, e dos reparos no trem de força, o cliente tem cobertura que abrange reparos nos sistemas de freios, suspensão e cabine. Este ano, a empresa lançou a promoção “Peça Volvo e ganhe mais”, na qual o cliente que adquire qualquer
Em situação de mercado considerada normal, o pós-venda representa 50% dentro dos concessionários Volvo; atualmente esse percentual subiu para 90%
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SERVIÇOS peça e serviço na rede de concessionários, até o dia 31 de dezembro, estará concorrendo a 36 automóveis, um Volvo FH e outro VM. “Em uma situação de estagnação da economia, é necessário criar ações para movimentar o negócio e beneficiar o cliente com ações que o tragam cada vez mais perto da empresa”, disse. “A crise vai passar, o cliente que conseguir se preparar vai ficar bem e com o negócio mais rentável”, alertou. Serafim destacou também outras soluções oferecidas pela Volvo como o Dynafleet, que vem ganhando destaque nesse período de retração econômica. “Há dois anos, ninguém falava muito neste produto. Porém, hoje o transportador o enxerga como uma ferramenta eficaz de controle de frota e de economia de combustível. Para Rômulo D'Alessandro, gerente de pós-venda da Iveco, pósvenda sempre teve sua importância
para a fidelidade do cliente, porém no atual cenário, se tornou peça fundamental. No caso da montadora, o atendimento pós-venda aumentou a sua representatividade entre 20 e 30%. A empresa, segundo D´Alessandro, vem investindo neste serviço mesmo antes da crise, com pesquisas de satisfação dos clientes, ações promocionais e programas de redução de custos. “Em 2015, por exemplo, o programa Top Drive, que tem o objetivo de ajudar quem está no volante a conduzir o veículo de forma econômica e ambientalmente responsável, treinou 900 clientes”. Nos últimos três anos, a Iveco completou a oferta de contratos de manutenção com valor mensal fixo para que o cliente saiba exatamente quanto vai gastar. São quatro planos disponibilizados, o Básico (troca de óleo e filtro do motor), Essencial (revisões preventivas), Essencial
Em 2015, a Iveco vendeu o dobro de contratos de manutenção em relação a 2014. Este ano, a tendência é positiva e sinaliza um cliente atento à disponibilidade do veículo
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Trem de Força (manutenção preventiva mais corretivas no trem de força), Absoluto (cobertura total, preventiva e corretiva). “Entre as vantagens de contratar os planos estão a utilização de peças genuínas, valores fixos e maior valor de revenda”, destacou. Segundo Rômulo D'Alessandro, ano passado a Iveco vendeu o dobro de contratos de manutenção em relação a 2014. “Para 2016, a tendência também é positiva, sinalizando para um cliente mais preocupado com a disponibilidade do veículo, já que a insegurança política e econômica o impedem de investir em veículos novos”. A empresa trabalha também com promoções de peças na rede para clientes correntes e fora de garantia, e aumentando o portfólio de peças remanufaturadas. “Todo esse cenário nos leva a investir no atendimento eficaz na nossa rede. A meta é a velocidade na execução dos serviços e maior disponibilidade do caminhão”, encerrou. A Ford, por sua vez, lançou no final do ano passado um programa de serviços que engloba o veículo e motorista ao suporte técnico nos negócios de transporte do cliente. Na ocasião, já era meta da montadora movimentar a área de serviços para compensar o fraco desempenho do mercado de veículos novos. O produto apresentado engloba desde o caminhão e o motorista até suporte técnico nos negócios de transporte. A ideia era apresentar uma nova forma de operação pós-venda objetivando, também, maior fidelização do cliente da marca. Na prática, a empresa criou um pacote completo de serviços focado em trazer tranquilidade para o clien-
A Ford disponibiliza serviço que engloba veículo e motorista ao suporte técnico nos negócios de transportes do cliente
te de todos os portes, pequeno, médio ou grande. A montadora foi a campo pesquisar junto com clientes para identificar pontos que poderiam contribuir para o crescimento de seus negócios, com recursos que pudessem ajudá-los no controle de gasto e o aprimoramento de uso de suas frotas. Na parte de oficina, a empresa oferece três tipos de planos de manutenção: Class (manutenção preventiva), Plus (preventiva mais peças de desgaste natural) e Prime (preventiva e corretiva). Nas três modalidades são aplicadas peças genuínas, garantia e flexibilidade para atender as necessidades do cliente. A empresa conta com o atendimento SOS Ford, ativo 24 horas por dia em todos os pontos do País para reparo do caminhão no local ou reboque até a concessionária Ford mais próxima. Atualmente a Ford Caminhões conta com 140 distribuidores em todo território nacional. www.ocarreteiro.com.br
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TECNOLOGIA
EM COMBOIO O Platooning European Challenge 2016, evento que reúne fabricantes de caminhões da Europa, tem por objetivo desenvolver corredores de condução de comboios nas rodovias do continente, aumentar a cooperação fronteiriça e abrir caminho para mudanças da legislação na União Europeia. Além disso, esta forma de viajar é mais segura e reduz o consumo de combustível
POR João Geraldo
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FOTO Platooning European Challenge
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futuro do transporte rodoviário de carga na Europa causa preocupação aos fabricantes de caminhão. Isso se deve tanto pelo crescimento da movimentação de mercadorias, previsto para as próximas décadas, quanto pela busca de eficiência do setor em suas relações a respeito do aproveitamento dos caminhões na operação, visto hoje como muito abaixo da capacidade do veículo. A inquietação se deve também à necessidade de reduzir o consumo de combustível da frota, item de alto custo na planilha do setor além de ser uma grande fonte de emissões de CO2.
Na visão de especialistas, o volume de cargas a ser transportado em 2050 deverá ser três vezes maior que hoje. Essa previsão indica a necessidade de mais veículos de carga em trânsito e, por consequência, a exigência de maior eficiência na operação. Os seis principais fabricantes de caminhões ( Mercedes-Benz, Volvo, DAF, Iveco, Scania e MAN) têm trabalhado na busca de soluções neste sentido, nas quais a conectividade aparece como a tecnologia viável para alcançar os pontos considerados atualmente como essenciais para melhor organizar as relações entre todas as empresas e profissionais envolvidos na cadeia do transporte. Uma das experiências em curso para reduzir o consumo de combustível e das emissões e rodar com maior segurança é a dos caminhões viajarem em comboios interligados digitalmente e trocando dados. Trata-se de um conceito que envolve vários fabricantes do continente. Na prática, os comboios são a fase inicial de operação do caminhão autônomo, que trafega quase sem necessidade de o motorista estar ao volante, conforme se projeta para daqui a uma década. Esta forma de transportar, conforme matéria publicada na revista O Carreteiro 497 (abril de 2016), que reúne muita tecnologia e planejamento, foi apresentada pela Mercedes-Benz a jornalistas do mundo inteiro em 22 de março deste ano na cidade Dusseldorf (Alemanha) com três caminhões Actros rodando em condições reais em rodovias. www.ocarreteiro.com.br
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FOTOS Divulgação
TECNOLOGIA
Uma semana depois, dia 29 de março, três caminhões Scania com tecnologia semelhante partiram da fábrica em Södertälje, na Suécia, em direção ao porto de Rotterdam, na Holanda, para participar do Platooning European Challenge 2016, iniciativa do governo holandês. Dia 04 de abril, foi a vez de caminhões MAN partirem de Monique em direção a Roterdan, Holanda, num percurso de 880 quilômetros. Dia 06 de abril, em grande evento no porto de Roterdan, os fabricantes apresentaram seus sistemas platooning. Viajando em pelotões, os caminhões trafegam à curta distância um do outro interligados automaticamente via transmissão de dados digitais de condução. Este conceito, que inclui em boa parte a direção autônoma, conforme foi divulgado recentemente pela MAN na Alemanha, está se tornando cada vez mais importante porque reduz as emissões, economiza combustível e aumenta a segurança nas estradas. 38 O CARRETEIRO
O gerente do projeto da MAN, Daniel Heyes, disse que a viagem foi um sucesso, e acrescenta que os maiores desafios foram o lado tecnológico para ajustar os veículos e as questões de registro em cada província federal da Alemanha e das autoridades da Holanda para aprovar o projeto. Aliás, o Platooning European Challenge 2016 é uma iniciativa da própria Holanda (conhecida
e tratada na União Europeia como Países Baixos, já que sua formação é composta pela Holanda do Norte e Holanda do Sul). Heyes disse que foi uma oportunidade para mostrar ao público que a eficiência e segurança com ajuda de tecnologias no estado da arte são prioridade da MAN. Em sua opinião, o evento contribuiu de modo significativo para colocar a
questão da condução autônoma de veículos comerciais nos holofotes e que a participação de tantos fabricantes é uma demonstração de que todos querem se unir. Apoiado também pela Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis, o objetivo do projeto é desenvolver corredores de condução do comboio dentro da Europa, aumentar a cooperação fronteiriça e abrir caminho para mudanças da legislação na União Europeia. O chefe de desenvolvimento de power train da Scania, Jonas Hofstedt, diz que o Platooning European Challenge é uma excelente oportunidade para aumentar a consciência, tanto na Suécia quanto na Europa, sobre as principais vantagens proporcionadas pelos comboios de caminhões. Ainda de acordo com Hofstedt, esta é uma forma de conseguir operações mais seguras e eficientes de transporte, além de melhorar o fluxo no tráfego de veículos. www.ocarreteiro.com.br
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TECNOLOGIA
“Esperamos também, aumentar a compreensão sobre o fato de que são necessárias normas comuns para os diferentes sistemas de apoio, que a legislação europeia conjunta é necessária para permitir grande escala de comboio. Cada um dos seis fabricantes de caminhões tinham sua própria equipe para demonstrar a viabilidade de viajar em segurança proporcionada pelo conceito pelotão. O evento trouxe mais experiência para as empresas e teve por objetivo também
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mostrar que esse sistema além de ser eficiente contribui para a segurança no tráfego. Os caminhões que participam do comboio digitalmente interligados, são equipados com sistemas de câmeras, radares e avançado softwares de regulação de distância que os permitem trafegarem em comboio e manterem distância segura de 10 metros um do outro. Durante a viagem, os motoristas podem sair ou entrar no pelotão a qualquer momento.
MENOS POLUIÇÃO, MENOS CONGESTIONAMENTOS
O
caminhão continua a ser o principal meio de transporte na Europa, onde aproximadamente 70% das cargas seguem por estradas. Deste total, cerca de 1/3 é entre países do continente e se questiona que poderá haver um aumento no futuro. Caso não haja medidas, acredita-se que o congestionamento atual poderia ser aumentado em até 50% até o ano de 2050. O fato de um só motorista para mais de um caminhão, que pode,reduzir o consumo de combustível e poluir menos, é visto no continente como uma resposta ao envelhecimento da população e a consequente redução de motoristas treinados. Acredita-se que, futuramente, com o uso mais eficiente das estradas, a frequência e tempo de duração dos congestionamentos também vão cair em ritmo acelerado. Os países da União Europeia pretendem obter uma redução dos gases que
provocam o efeito estufa, mas para isso é preciso reduzir as emissões entre 80 e 95%, uma queda de pelo menos 50% em relação aos níveis de 1990. Nessa conta, o setor de transportes teria de reduzir pelo menos 60%. Estudos confirmam que caminhões viajando em pelotões podem resultar em significativa redução das emissões de CO2. A comissão Europeia reconhece que o transporte rodoviário é fundamental para a sociedade. O setor proporciona emprego a cerca de 10 milhões de pessoas no continente, além de ser responsável por 5% do Produto Interno Bruto da União Europeia. Apesar de o continente ter conseguido reduzir em até 60% as emissões nas últimas décadas, acredita-se que os índices podem baixar ainda mais. Neste contexto, o conceito platooning se destaca como uma importante iniciativa. (JG) www.ocarreteiro.com.br
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ESTRADA
INFORMAÇÃO E LAZER Programa itinerante da Mobil Delvac leva informação e ações de saúde a motoristas de caminhão e treinamentos para mecânicos
POR Daniela Giopato
FOTOS Divulgação
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marca Mobil Delvac promove até setembro um programa itinerante com a oferta de diversos serviços voltados aos motoristas de caminhão e mecânicos. Trata-se da Carreta Mobil Delvac, unidade que passará por 11 Estados brasileiros, permanecendo três dias em cada local. Um dia inteiro (o primeiro) é destinado ao motorista enquanto os outros dois são voltados aos cursos de
POR João Geraldo
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capacitação para mecânicos e reparadores. A expectativa é receber 50 mil visitantes até o final do programa. O jornalista e radialista Pedro Trucão estará presente em quase todas as etapas para bate-papos sobre a importância da correta manutenção e lubrificação do veículo, além de assuntos do dia a dia do caminhoneiro. O projeto é realizado em parceria com a Bosch e a Iveco e busca englobar seus diferentes públicos em uma
única ação. Nesta edição, o roteiro da carreta incluiu os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Pernambuco e Bahia. Entre os serviços oferecidos gratuitamente aos motoristas se destacam exames oftalmológicos e check-ups de saúde, assim como atendimento com nutricionistas, serviço de barbearia e jogos que simulam o percurso do caminhão pela rodovia de maneira divertida e educativa sobre como conservar melhor seu caminhão e diminuir os custos com esse veículo. “O conteúdo interativo explica, de for-
ma lúdica, como ter menos desgaste e mais eficiência para o caminhão, apresentando melhor custo-benefício”, explicou Gabriella Corbellini, gerente de marketing da Mobil. O programa disponibiliza também espaço para os motoristas personalizarem o para barro do caminhão com uma mensagem positiva, cômica ou de fé. “A multifuncionalidade da carreta nos permite oferecer um serviço amplo e qualificado para aqueles que movem o setor de transportes no Brasil. Queremos aproximar ainda mais o consumidor dessa marca, que já é referência no setor”, diz Gabriella. Ainda de acordo com a gerente, a ação tem como objetivo levar serviços para cuidar da saúde desse importante profissional das estradas e também informações sobre conservação e economia com o veículo. www.ocarreteiro.com.br
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F-TRUCK
MERCEDES LEVA A MELHOR EM GOIÁS Quarta etapa do Campeonato Brasileiro, disputada no Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, terminou com caminhões Mercedes-Benz nas primeiras posições
POR João Geraldo FOTOS Luciana Flores
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isputada no Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, a quarta etapa foi vencida pelo paulista Paulo Salustiano, que dominou de ponta a ponta as duas fases da corrida, após ter largado na pole position com seu caminhão Mercedes-Benz que carrega o número 55. O 48 O CARRETEIRO
piloto fez uma prova quase perfeita e conquistou 52 dos 53 pontos possíveis na rodada. “Agradeço à equipe que me deu um caminhão muito bom para a prova. Mas reconheço que foi uma corrida difícil na qual cheguei ao final com o equipamento bastante desgastado. Agora voltei pra briga no cam-
peonato”, disse o piloto que alcançou 113 pontos e passou a ocupar a terceira posição na tabela de classificão geral. Esta foi a quinta vitória de Paulo Salustiano desde a sua estreia na categoria na temporada de 2010. Após a etapa de Goiânia, o Campeonato passou a ter um novo líder, o paranaense Diogo Pachenki. Apesar de não ter vencido ainda na categoria, a boa regularidade do piloto paranaense nas quatro corridas deste ano o levou à primeira posição na tabela de classificação, com 161 pontos contra 152, de Felipe Giaffone, que liderava a competição desde o início da temporada. A corrida em Goiânia foi disputada sob forte calor, condição que tirou vários caminhões da competição devido a problemas causados pela alta temperatura. Turbina, sistema de freio e de arrefecimento foram os itens mais castigados durante a prova. Dos 20 trucks que participaram da prova, apenas sete completaras as 28 voltas da prova (13 na primeira fase e as 15 na segunda). Desde a largada Salustiano não
deu chances aos adversários. O primeiro a ameaça-lo foi seu próprio colega na equipe ABF Competições, e tetracampeão na categoria, Wellington Cirino, que havia ocupado o segundo posto no grid. Após enfrentar problemas com seu Mercedes-Benz, Cirino perdeu várias posições e acabou por deixar a vice-liderança para Felipe Giaffone, que também abandonou a prova permitindo que Diogo Pachenki assumisse o segundo lugar na prova e ali permanecesse até bandeirada final.
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F-TRUCK
CAMPEONATO DE PILOTOS
CAMPEONATO DE MARCAS
NOME QTD. 1º Diogo Pachenki....................................161 2º Felipe Giaffone.....................................152 3º Paulo Salustiano..................................113 4º David Muffato......................................109 5º Alex Fabiano..........................................96 6º Débora Rodrigues…………..........…………93 7º André Marques…………………….........…..90 8º Raijan Mascarello…….......…………………83 9ºWellington Cirino....................................65 10º Gustavo Magnabosco...........................61 11º Valmir Benavides.................................57 12º Régis Boessio......................................55 13º Adalberto Jardim.................................46 14º Pedro Muffato......................................34 15º Luiz Lopes...........................................33 16º Joel Mendes Jr................................... 30 17º Leandro Totti.......................................29 Roberval Andrade...............................29 19º Djalma Fogaça....................................28 Ricardo Sargo....................................28 21º Jaidson Zini........................................26 22º Beto Monteiro......................................22 23º Geraldo Piquet.......................................6
NOME QTD. 1º Mercedes-Benz...................................337 2º MAN/Volkswagen…..........................…323 3ºVolvo.....................…………………………176 4º Iveco....................…………………………121 5º Ford………...................……………….…..107 6º Scania……................………………..........56
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DICA FEDERAL
DROGAS E DIREÇÃO (PARTE 2)
O
uso de anfetamina (rebite) também é altamente perigoso porque dá excesso de confiança ao motorista e, por consequência, aumenta a probabilidade da ocorrência de acidentes. Sob efeito, o condutor não respeita normas básicas de segurança, como deixar a devida distância segura entre os veículos, realiza manobras imprecisas de aceleração, frenagem e desaceleração, além de não sinalizar manobras como mudança de faixa entre outras. Muitos motoristas de caminhão utilizam esse tipo de droga para se manter acordado e vencer jornadas exaustivas de trabalho. A identificação se dá pela observância de sua postura e comportamento, tais como desarrumadas, olhar fixo, falta de concentração e desorientação. Esses são alguns dos sinais apresentados por motoristas que fazem uso de drogas ao volante. A fiscalização é diuturna e difícil, pois não há aparelhos que possam detectar o uso de determinada substância ilegal no momento da fiscalização. Fundada a suspeita de uso de drogas, como testemunhas e vídeos, o policial conduz o motoris52 O CARRETEIRO
ta até uma Delegacia de Polícia, que diante dos fatos de estar supostamente drogado poderá ser encaminhado ao IML para a realização de teste de sangue. Só a partir deste resultado positivo é que se pode dar continuidade à ocorrência. A legislação brasileira (Código de Trânsito Brasileiro -CTB) traz infração administrativa, conforme Artigo 165, onde prevê multa gravíssima, de R$ 1.915,40 e 7 pontos na CNH, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses e o recolhimento da CNH. No caso de reincidência, essa multa tem seu valor duplicado, chegando a R$ 3.830,80. Há também a previsão de crime, no artigo 306 do CTB, resultando em detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a CNH. A PRF trabalha na fiscalização de trânsito e no combate ao tráfico de drogas. Muitos motoristas, a partir do momento em que adquire drogas, ele próprio está fomentando esse tipo de crime. E, com o uso desse tipo de substância ele coloca sua vida e as vidas de terceiros em risco, culminando muitas vezes em resultado de morte.
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HISTÓRIAS DO ZÉ
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O CARRETEIRO
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A IMPORTÂNCIA DOS RELACIONAMENTOS
N
o mês dos namorados, falar de relacionamentos - amorosos ou não - é mais do que importante. Casamento, namoro, amizade, paternidade/maternidade. Não importa qual o tipo de relação, todos temos pessoas especiais em nossas vidas. Nutrir estes relacionamentos dentro e fora das estradas é essencial para afastar a solidão. Em longos períodos de viagem, momentos ociosos de parada e sempre que for seguro, manter contato por meio de aplicativos no celular como WhatsApp ou ligações pode fazer a distância ser cada vez menos difícil de ser enfrentada. É possível conversar com aqueles que se gosta, mesmo sem estar perto, deixando a viagem mais tranquila e a volta para casa sempre mais prazerosa. Entretanto, nas redes sociais
também há perigos. Fique atento às informações que você recebe ou repassa aos seus amigos. Sabemos que muitas vezes, pelo celular, são trocadas informações sobre venda de produtos ilícitos ou exploração sexual de crianças e adolescentes ao longo das estradas. O motorista de caminhão é o nosso maior aliado no papel de agente de proteção. Se você encontrar crianças ou adolescentes em situação de risco ou receber alguma informação sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes, seja pelo celular ou fora dele, Disque 100! A ligação é gratuita e anônima. Viajar fica muito menos complicado quando tudo está bem com aqueles que são importantes na sua vida e com quem está nas estradas.
Para saber mais, acesse: Childhood Brasil www.childhood.org.br Programa Na Mão Certa www.namaocerta.org.br
58 O CARRETEIRO
BOLETIM DE PNEUS CLASSIFICADOS
PNEUS RESSULCÁVEIS
U
m dos fatores que contribuem para aumentar a eficiência quilométrica de um pneu é sua característica de ressulcabilidade, mas nem todos os pneus de carga o são. Os que possuem essa característica, têm em seu costado as palavras “Ressulcável” ou “ Regroovable”. Para se proceder a ressulcagem de um alguns fatores devem ser levados em conta tais fatores como estado geral da carcaça; piso por onde esse pneu trabalhou (porque nos casos de haver muito picotamento da banda de rodagem, a ressulcagem não é aconselhável); perfurações; agressividade à primeira cinta de aço e arrancamentos, em geral, de blocos do desenho. Portanto, para reunir as condições para uma boa ressulcagem, um pneu tem de ter trabalhado em pisos de pouca agressividade e em serviços não off-road tais como em usinas de cana e mineradoras, por exemplo. Todo pneu possui uma sub-banda de rodagem abaixo dos seus sulcos e essa sub-banda varia
conforme a marca do pneu. O limite de ressulcagem pode ser de até 01 mm. Para isso deve-se medir o ponto mais desgastado da banda de rodagem e regular a lâmina do ressulcador a partir desse ponto, evitando assim atingir a primeira cinta do pneu. A ressulcagem pode acompanhar o desenho do pneu ou não. Se o mesmo for montado em eixos de reboques ou semirreboques, o desenho pode ser uma linha reta contínua, mas sempre respeitando o limite máximo da ressulcagem. Prática já é comum em algumas empresas onde a agressividade à banda de rodagem é pequena, a ressulcagem é um fator de grande economia para um pneu, principalmente para frotas onde existem muitos pneus trabalhando. Importante saber que o serviço só deve ser executado por profissionais habilitados e com equipamentos confiáveis, para se preservar a carcaça para futuras reformas. Bom trabalho e até o mês que vem.
Esse boletim é de redigido por Guilherme Junqueira Franco que tem a formação TTS (Truck Tire Specialist). Qualquer dúvida entrar em contato diretamente pelos e-mails: guijunqueirafranco@gmail.com ou drpneus1@yahoo.com.br www.ocarreteiro.com.br
59
CLASSIFICADOS Amigo motorista, você já pode mandar sua mensagem para publicarmos na Revista O Carreteiro também pela nossa página no Facebook: facebook.com/ ocarreteiro e WhatsApp: (11)95428-8803. Não se esqueça de colocar sua cidade e Estado.
Bate coração Quero conhecer homens honestos, fieis para algo sério. Sou branca, divorciada, tenho olhos claros, cabelos castanhos, 40 anos e quero me corresponder com homens entre 33 e 60 anos. Não quero brincadeiras, sou de família séria, honesta e simples. Dispenso casados ou com qualquer tipo de compromisso. Bruna Serafim Silva Campos Gerais/MG brunaserafim @bol.com.br Tel.: (35) 99153-5495 Sou loira, olhos verdes, 1.52 de altura, 53 kg, moro sozinha e tenho filhos casados. Quero conhecer homens entre 45 e 50 anos, sem filhos pequenos que estejam de bem com a vida, sem vícios para que possamos curtir. Amo viajar. Maria Aparecida Neckel Chapecó/SC email: galega@gmail.com Tel.: (49) 88390863 www.ocarreteiro.com.br 61
CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate coração Estou a procura de amizades e quem sabe um amor. Sou solteira tenho 26 anos e quero ser feliz. Keila Santos Registro/SP Email: keilasantos56@ gmail.com tel.: (13)991965530
"Ser um bêbado conhecido ou um alcoólatra anônimo, eis a questão."
Emprego Sou motorista de carreta faço Mercosul e rotas nacionais. Experiência com câmara frigorífica e baú. Raul Fernandes Raul3001452 @gmail.com Tel.: 9649-0038 Motorista há nove anos, tenho cursos de MOPP pelo Sest Senat e de Transporte de Passageiros. Minha CNH é categoria E. Marcio da Costa Ferreira Goiânia/PE Tel.: (81) 99476-9563(Claro) | (81) 98191-1701(Vivo) | (81) 99611-6606(Tim) marciodacostaferreira2010 @gmail.com 62 O CARRETEIRO
Saudade dos bicudos Gostaria de opinar sobre a lei do limite máximo para caminhões. Sinto falta dos modelos bicudos para puxar carreta. Acho que o motorista brasileiro merece mais conforto e segurança. Quando atrelamos um cavalo mecânico 6x2, bicudo e com uma cabine tipo caminhão americano em um semirreboque de 15 metros, por exemplo, dá excesso de comprimento. Infelizmente os frotistas preferem abrir mão do espaço para o motorista para levar mais carga. Se não fosse essa lei, acho que teríamos montadoras investindo nos caminhões bicudos. Essa lei permite 30 metros num bitrem, mas inviabiliza 1,5 metros a mais no cavalo mecânico para o conforto do motorista. Fica aqui minha opinião.
Respeite a sinalização de trânsito.
Carta
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate Coração Tenho 39 anos e estou a fim de conhecer mulheres de São Paulo, interior ou de outras partes do Brasil para amizade ou um futuro compromisso. Aquelas que se interessarem por um homem fiel, carinhoso e simples entrem em contato. Denis Santiago Rodrigues dos Santos São Paulo/SP WhatsApp: (11) 95954-6990
"Frete ruim é como lata, um dispensa vem outro e cata" Busco uma namorada evangélica da igreja adventista Sétimo Dia, sem filho, carinhosa, romântica, 30 anos ou mais, sem vícios, que leve as coisas à sério e vá a igreja comigo. José Roberto Cianorte/PR Tel.: (44) 9762-1742 Jrpoetacia22 @hotmail.com
"Se o amor matasse, eu já estaria morto de tanto amar você." 64 O CARRETEIRO
Bate Coração Procuro relacionamento sério, honesto, fiel, sincero. Gostaria de algo sério, sou uma mulher honesta, fiel e tenho caráter. Bruna Serafim Silva Rua 25 de dezembro, 41 Bairro: Vila Velha Campos Gerais/MG Cep: 37160-000 Tel.:(35) 99153-5495
"Antes eu sonhava, agora eu nem durmo mais."
Emprego Experiência de 14 anos em caminhão trucado em configuração 8x2, carreta LS e bitrem, manual e automático, liberado pelas seguradoras, com curso de Movimentação de Produtos Perigosas, Direção Defensiva, Condução Econômica e conhecimento por rodovias estaduais, federais brasileiras e Mercosul. Estou em busca de uma nova oportunidade de trabalho. As qualificações são comprovadas em carteira de trabalho e certificados. Severino Cicero de Paulo Mello Paulista/PE Tel: (81) 98791-6554 99750-5978 www.ocarreteiro.com.br
65
CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego Tenho 37 anos de idade, experiências comprovadas, cartas de referência, curso de qualificação, Movimentação de Produtos Perigosos, Condução Segura e Econômica, Direção Defensiva, ensino médio completo, bom conhecimento de rodovias e disponibilidade total para viajar. Arnaldo Paranhos Betim/MG Tel.: (31) 99310-0996 abramotur@msn.com Sou do Pará, mas há seis meses estou no Guarujá trabalhando no Contêiner. Porém gostaria de fazer a rota Belém x Sul, Sudeste ou qualquer Estado e também Mercosul. Estou a disposição Fernando Barbosa Ananindeua/PA Tel.: (91) 99335-1855 fernandosantanant @gmail.com
"Os últimos serão os desclassificados!"
Recado Wagner, motorista da Fontanella, você é um exemplo de homem, profissional, marido e parceiro. Seja sempre você mesmo. Beijos. Sua filha Rayssa Medlyn e esposa Mari Forquilhinha/SC 66 O CARRETEIRO
Recado Mando um abraço para toda turma do grupo GLA – Grupo Louco Amor - , de Eunapolis. Venho em nome de todo o Grupo prestar a nossa homenagem a família do nosso amigo Amendoim, que faleceu. Peço a Deus que conforte o coração de toda a família para que possam superar essa perca. Que Deus abençoe todos vocês e que de um bom lugar para ele descansar em paz. Fica o abraço de toda a turma. Descanse em paz amigo Amendoim. Renato Cazotti (QRA Pinto Doido) Colatina/ES
"Não me inveje, trabalhe." Sou motorista há 25 anos e tenho muito orgulho da minha profissão de motorista de caminhão. Trabalho com MDF, na Madeiranit, de Rio Preto, é uma empresa ótima. Mando um abraço para a minha família e todos os motoristas da empresa. Victor Hugo Guidoni São José do Rio Preto/SP
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"A luz dos teus olhos ilumina o meu caminho." www.ocarreteiro.com.br
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate Coração Quero arrumar um companheiro solteiro acima de 50 anos. Sou morena, 48 anos, solteira, 87kg. Keila Meseiros Brumadinho/MG Tel.: (31) 99701-8233 Gostaria de conhecer motoristas de caminhão, com idade acima de 40 anos, para amizade e compromisso sério. Aguardo ligações e dispenso os curiosos. Ozania Leopoldina/MG Tel.: (32) 98898-8146 Ozania.linda@hotmail.com
"Se ferradura desse sorte, burro não puxava carroça." Busco relacionamento sério com homens solteiro com idade entre 46 e 55 anos. Sou divorciada, sincera, trabalhadora e tenho 46 anos, 1,57m e 58kg. Melissa Coelho Fortaleza/CE Tel.: (85) 99915-9673 Solitaria20111969@ hotmail.com
"No baralho da vida encontrei apenas uma dama." 68 O CARRETEIRO
Bate Coração Tenho 1,65m, olhos verdes, cabelos castanhos, branca, e busco um relacionamento sério. Quero conhecer homens entre 45 e 60 anos, livres de problemas e que saibam o que querem da vida. Me ligue apenas se for para relacionamento sério. Meu pai é motorista de caminhão e por isso conheço todo o Brasil. Izabel Silva Maceio/AL Tel.: (82) 98150-6311 Izabel_400@hotmail.com
Desempenho com economia. Nós sabemos como.
"Por falta de roupa nova passei o ferro na velha." Morena, 55 anos, gostaria de encontrar um senhor carreteiro, entre 58 e 62 anos, para compromisso sério. Angela Maria Dolorosa Curitiba/PR angelarosa@hotmail.com Quero encontrar um homem bacana, que seja amigo, companheiro, cúmplice e queira levar uma relação a sério. Sou morena, corpo definido, 1,60m, 57kg e cabelos castanhos cacheados. Camila Bosi Juquia/SP Camilabosi.25@gmail.com
Tecnologias que proporcionam maior economia de combustível, emissões reduzidas e grande desempenho. A BorgWarner torna isso possível. Como um fornecedor automotivo líder, e com o compromisso contínuo com a inovação, a BorgWarner fornece soluções ecologicamente corretas que melhoram o conforto de condução, o desempenho e a confiabilidade.
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CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Bate Coração Tenho olhos verdes, cabelos castanhos claros, 1,60m, 57 kg e tenho um filho. Procuro encontrar um homem de verdade, entre 42 e 60 anos, que não seja bruto e sim gentil e carinhoso para relacionamento sério. Amo viajar, pois meu pai é carreteiro. Sou de família estradeira. Caso a sua intenção seja brincar não me ligue. Izabel Cristina Lopes Maceio/AL Tel.: (82) 99971-6746 Izabel_400@hotmail.com
"Pra quem está perdido qualquer atalho serve! "
Emprego Sou motorista carreteiro (CNH categoria E) e busco uma oportunidade para que eu possa colocar em prática meus conhecimentos. Tenho referências e cursos atualizados de Direção Defensiva, Transporte de Carga Indivisível e MOPP. Sou solteiro, responsável e tenho ensino médio completo. Alex da Costa Novais Caaporã/PB (083)98106-3325 (083) 99384-1721 (083) 99942-6701 70 O CARRETEIRO
Emprego Sou motorista carreteiro, 27 anos de idade, curso MOPP e experiência na área. Já trabalhei dois anos com câmara fria. Diego Martinello martinello.f.diego @gmail.com (046)9115-5760 (046)3547-3577
"A mata é virgem porque o vento é fresco." CNH categoria E, 34 anos de idade e experiência na área de transporte, embora tenho apenas um ano de registro em carteira. Procuro colocação em empresa de transporte. Tenho ensino médio completo e cursos de Oratória, Informática, Direção Defensiva, Master Drive, Direção Econômica e MOPP. Wherbertsilva200 @gmail.com> Aposentado por tempo de contribuição, curso MOPP, Pamcard, 40 anos de profissão, busca oportunidade de trabalho, de preferência sem registro. Wanderley Santana Santo André/SP Wcarlos52 @hotmail.com www.ocarreteiro.com.br
71
CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS Emprego CNH Categoria E, experiência comprovada em carteira, boas referências, documentação, seguradoras em dia. Glauber Santos Salvador/BA Santosglaube163 @gmail.com Tenho 34 anos de idade e procuro uma oportunidade para trabalhar com carretas. Tenho curso MOPP atualizado e disponibilidade para viajar pelo Brasil. Ronaldo Alves Feitosa Petrolina/PE alvesfeitosaronaldo @gmail.com
Recado Mando um alô para meus amigos Meio Kilo, Bandoleiro, Grilo e Perobinha. Aproveito e mando um abraço para meu pai Zé Cazotti, e meu irmão turbinado e toda turma do grupo fora da lei e do Grupo Louco Amor(GLA), de Eunápolis/BA. Que o PX maior proteja todos vocês. Renato Cazotti Colatina/ES
"Quem corre cansa, quem anda alcança." 72
O CARRETEIRO
Homenagem Sou motorista e participamos da Feira do Carreteiro há quatro anos. Fiz uma homenagem em meu caminhão para a Revista O Carreteiro, ao Pedro Trucão e a nossa Mãe Nossa Senhora Aparecida, que nos abençõe para que possamos estar junto dela em mais um ano Valdeci Antenor Moreira por email
"Pobre é como cachimbo, só leva fumo." Um grande beijo para minha amada Keila e para meus filhos Rian e Rimily e também para meus enteados Rodrigo, Renan e Riane. Que Deus sempre abençoe vocês. Fernando Vieira Souza Dracena/SP
MANDE SEU RECADO POR CARTA: REVISTA O CARRETEIRO RUA PALACETE DAS ÁGUIAS, 395 VILA ALEXANDRIA SÃO PAULO/SP CEP 04635-021 POR EMAIL: REDACAO@OCARRETEIRO.COM.BR
PELO SITE: WWW.OCARRETEIRO.COM.BR PELO WHATSAPP: (11) 95428-8803 PELO SITE: FACEBOOK.COM/OCARRETEIRO
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73
TRANSPORTE & ECONOMIA PLANILHA DE CUSTOS OPERACIONAIS CAMINHÕES
SEMILEVES
LEVES
MÉDIOS
CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo
R$ 705,97
R$ 797,33
R$ 1.473,25
Remuneração de Capital
R$ 491,88
R$ 608,89
R$ 987,67
Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA
R$ 196,13
R$ 243,74
R$ 298,21
Seguro do casco
R$ 542,82
R$ 678,04
R$ 770,50
Despesas com Comunicação TOTAL DOS CUSTOS
R$ 0,00
R$ 0,00
R$ 173,36
R$ 1.936,80
R$ 2.328,00
R$ 3.702,99
CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção
R$ 0,195
R$ 0,216
R$ 0,169
Pneus, câmaras e recapagens
R$ 0,076
R$ 0,095
R$ 0,072
Combustível
R$ 0,454
R$ 0,517
R$ 0,598
ARLA 32
R$ 0,000
R$ 0,000
R$ 0,024
Óleo de carter
R$ 0,009
R$ 0,021
R$ 0,012
Lavagens e graxas
R$ 0,093
R$ 0,009
R$ 0,133
TOTAL DOS CUSTOS
R$ 0,826
R$ 0,123
R$ 1,009
CAMINHÕES
SEMIPESADOS
PESADOS
EXTRAPESADOS
CUSTOS FIXOS MENSAIS Depreciação do Veículo
R$ 1.380,69
R$ 2.149,21
R$ 3.018,41
Remuneração de Capital
R$ 987,09
R$ 1.445,69
R$ 1.773,45
Licenciamento + Seg. Obrigatório + IPVA
R$ 351,69
R$ 550,75
R$ 709,11
Seguro do casco
R$ 744,96
R$ 1.149,27
R$ 1.531,84
Despesas com Comunicação
R$ 173,36
R$ 245,59
R$ 245,59
R$ 3.637,79
R$ 5.540,51
R$ 7.278,40
TOTAL DOS CUSTOS
CUSTOS VARIÁVEIS POR KM Manutenção
R$ 0,204
R$ 0,322
R$ 0,334
Pneus, câmaras e recapagens
R$ 0,176
R$ 0,265
R$ 0,367
Combustível
R$ 0,760
R$ 1,179
R$ 1,322
ARLA 32
R$ 0,027
R$ 0,038
R$ 0,050
Óleo de carter
R$ 0,012
R$ 0,020
R$ 0,021
Lavagens e graxas
R$ 0,114
R$ 0,286
R$ 0,304
TOTAL DOS CUSTOS
R$ 1,293
R$ 2,111
R$ 2,399
74 O CARRETEIRO
TABELA REFERENCIAL DE TRANSPORTE DE CARGA LOTAÇÃO AUTÔNOMOS - CARGA GERAL DISTÂNCIA EM KM
CAMINHÕES LEVES R$/TON
CAMINHÕES MÉDIOS R$/TON
CAMINHÕES SEMI-PESADOS R$/TON
CAMINHÕES PESADOS R$/TON
BITREM 7 EIXOS R$/TON
1 a 50
80,72
43,25
22,18
21,77
20,20
51 a 100
126,47
65,47
33,91
29,80
27,59
101 a 150
172,22
87,69
45,63
37,82
34,99
151 a 200
217,97
109,91
57,35
45,85
42,39
201 a 250
263,72
132,13
69,07
53,88
49,78
251 a 300
309,47
154,35
80,79
61,91
57,18
301 a 400
400,97
198,79
104,23
77,96
71,97
401 a 500
492,47
243,23
127,67
94,02
86,76
501 a 600
583,96
287,67
151,11
110,08
101,56
601 a 700
675,46
332,11
174,55
126,13
116,35
701 a 800
766,96
376,55
197,99
142,19
131,14
801 a 900
858,46
420,99
221,43
158,25
145,93
901 a 1.000
949,96
465,43
244,87
174,30
160,73
1.001 a 1.250
1.178,71
576,53
303,48
214,44
197,71
1.251 a 1.500
1.407,46
687,64
362,08
254,58
234,69
1.501 a 1.750
1.636,21
798,74
420,68
294,73
271,67
1.751 a 2.000
1.864,96
909,84
479,28
334,87
308,65
2.001 a 2.250
2.093,70
1.020,94
537,88
375,01
345,63
2.251 a 2.500
2.322,45
1.132,04
596,49
415,15
382,62
2.501 a 2.750
2.551,20
1.243,14
655,09
455,29
419,60
2.751 a 3.000
2.779,95
1.354,25
713,69
495,43
456,58
3.001 a 3.250
3.008,70
1.465,35
772,29
535,57
493,56
3.251 a 3.500
3.237,45
1.576,45
830,90
575,71
530,54
3.501 a 4.000
3.694,94
1.798,65
948,10
655,99
604,51
4.001 a 4.500
4.152,44
2.020,85
1.065,30
736,28
678,47
4.501 a 5.000
4.609,94
2.243,06
1.182,51
816,56
752,43
5.001 a 5.500
5.067,43
2.465,26
1.299,71
896,84
826,40
5.501 a 6.000
5.524,93
2.687,46
1.416,92
977,12
900,36
NOTA 1: PREÇO DOS INSUMOS - Os cálculos acima tem como base o preço dos insumos pesquisados na região de São Paulo. NOTA 2: FRETE RETORNO VAZIO - Para que seja incluído retorno vazio no preço cobrado, deve-se utilizar os valores das faixas de distância que incluam a ida e volta do caminhão. NOTA 3: TAXAS, GENERALIDADES E SERVIÇOS ADICIONAIS - Os valores na planilha acima não incluem: pedágio e despesas de viagem (alimentação, estadia, chapa, etc), que deverão ser calculados e cobrados à parte. NOTA 4: IMPOSTOS - Os valores na planilha acima incluem PIS E CONFINS. Não incluem, no entanto, ICMS. NOTA 5: LUCRO - Na construção da planilha acima adotou-se, como parâmetro, margem de lucro de 20% Fonte: RLV Soluções Empresariais
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MERCADO DE CAMINHÕES LICENCIAMENTO 2016 UNIDADES
MAI
ABR
JAN-MAI
4.076
4.202
21.389
SEMILEVES Agrale FCA (RAM) Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
320 2 34 106 30 39 107 2
262 3 24 96 37 27 74 1
1.397 6 221 404 162 150 440 14
LEVES Agrale CAOA Hyundai Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
1.081 11 6 265 65 410 321 3
1.120 88 7 276 99 376 350 4
5.458 77 16 1.231 332 2.088 1.697 17
MÉDIOS Agrale Ford Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Outras empresas
333 2 117 2 124 88 0
372 3 127 8 135 99 0
1.801 23 606 36 693 443 0
SEMIPESADOS Agrale Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Volvo Outras empresas
1.114 0 161 1 71 358 350 65 108 0
1.151 0 155 9 76 413 342 52 104 0
5.985 4 839 20 362 2.035 1.827 248 650 0
PESADOS DAF Ford International Iveco MAN/Volkswagen Mercedes-Benz Scania Shacman Volvo Outras empresas
1.228 48 26 2 40 143 333 319 0 315 2
1.297 59 26 1 62 158 404 224 0 362 1
6.748 239 150 5 276 799 2.029 1.400 0 1.840 10
TOTAL DE CAMINHÕES
76
O CARRETEIRO
RANKING DE CAMINHÕES POR MARCA MAIO/2016 FABRICANTE
QUANT.
PART.
1.214
29,73%
VW
971
23,78%
FORD
675
16,53%
4º
VOLVO
422
10,33%
5º
SCANIA
384
9,40%
6º
IVECO
238
5,83%
7º
MAN
103
2,52%
8º
DAF
48
1,18%
9º
AGRALE
13
0,32%
10º
HYUNDAI
6
0,15%
11º
INTERNATIONAL
3
0,07%
12º
JMC
3
0,07%
13º
FOTON
2
0,05%
14º
KENWORTH
1
0,02%
15º
SINOTRUK
1
0,02%
1º
M.BENZ
2º 3º
ACUMULADO FABRICANTE
QUANT.
PART.
6.494
30,54%
1º
M.BENZ
2º
VW
5.381
25,30%
3º
FORD
3.226
15,17%
4º
VOLVO
2.489
11,70%
5º
SCANIA
1.646
7,74%
6º
IVECO
1.212
5,70%
7º
MAN
389
1,83%
8º
DAF
239
1,12%
9º
AGRALE
107
0,50%
10º
INTERNATIONAL
25
0,12%
11º
HYUNDAI
16
0,08%
12º
FOTON
14
0,07%
13º
JMC
11
0,05%
14º
SINOTRUK
9
0,04%
15º
JBC
5
0,02%
16º
ENGESA
1
0,00%
17º
KENWORTH
1
0,00%
www.ocarreteiro.com.br
77
CAMINHÕES NOVOS PREÇO (R$)
MODELO
PREÇO (R$)
8700 – CUMMINS ISF 3.8
142.326,00
DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 3750
108.796,00
8700 TR (5ª RODA) – CUMMINS ISF 3.8
147.226,00
DAILY TRUCK 7 TON 70C17 CS 4350
110.664,00
10000 – MWM MAXXFORCE 4.8
144.613,00
DAILY 35S14 GRAN FURGONE 3300 H2
98.067,00
14000 - 4X2 – MWM MAXXFORCE 4.8
174.750,00
DAILY 45S17 GRAN FURGONE 3300 H2
110.626,00
14000 - 6X2 – MWM MAXXFORCE 4.8
202.869,00
TECTOR 170E22 ATTACK 4815 4X2 MLC TB
144.484,00
TECTOR 240E22 ATTACK 4815 6X2 MLC TB
163.480,00
390.743,00
TECTOR 240E28 5175 6X2 MLL TA
226.930,00 241.317,00
CF85 4X2
416.324,00 311.111,00
TECTOR 240E28 5670 6X2 MLL TA REL. 4,10/5,59 TECTOR 260E28 4815 6X4 MLC TB
267.797,00
CF85 6X2
336.000,00
STRALIS 600S40T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC
350.655,00
STRALIS 600S44T AT 6X2 TA (OD) EUROTRONIC
374.825,00
DAF XF105 6X2 XF105 6X4
FORD CARGO 816
121.077,76
MAN
CARGO 1319
158.027,93
VW 5.150 D DELIVERY
130.126,00
CARGO 1519
168.851,05
VW 8.160 D DELIVERY
151.917,00
CARGO 1719
178.366,66
VW 9.160 D DELIVERY
171.075,00
CARGO 1723
188.173,50
VW 13.190 E DC CONSTELLATION
204.049,00
CARGO 1723 LEITO
200.588,14
VW 15.190 E DC CONSTELLATION
220.698,00
CARGO 1729 RIGIDO
191.298,54
VW 17.190 E DC CONSTELLATION
229.254,00
CARGO 1933 RÍGIDO
235.030,99
VW 17.280 E DC CONSTELLATION
244.394,00
CARGO 2423
207.412,30
VW 17.330 E DC CONSTELLATION
266.109,00
CARGO 2429
215.059,67
VW 24.280 E DC CONSTELLATION
284.087,00
CARGO 2429 LEITO
229.248,24
VW 24.330 E DC CONSTELLATION
311.418,00
CARGO 2623
239.289,66
VW 26.280 E DC CONSTELLATION
296.171,00
CARGO 2629
245.785,70
VW 31.280 E DC CONSTELLATION
317.059,00
CARGO 3133
291.592,22
VW 31.330 E DC CONSTELLATION
321.573,00
CARGO 1729 CAVALO MEC.
204.134,94
VW 19.390 E DC CONSTELLATION
336.535,00
CARGO 1933 CAVALO MEC.
242.359,15
VW 25.390 E DC CONSTELLATION
349.318,00
CARGO 2042
271.003,34
VW 26.390 E SC CONSTELLATION
378.188,00
CARGO 2842
302.133,21
VW 31.390 E DC CONSTELLATION
359.156,00
MAN TGX 28.440 6X4
449.100,00 484.370,00
INTERNATIONAL 9800I 6X4
320.000,00
MAN TGX 29.440 6X4
9800I 6X2
300.000,00
MERCEDES-BENZ
DURASTAR EURO III 4X2
190.000,00
ACCELO 815/31
145.005,77
DURASTAR EURO III 6X2
200.000,00
ACCELO 815/37
146.623,06
DURASTAR EURO III 6X4
215.000,00
ACCELO 815/44
148.142,24
ACCELO 1016/31
154.963,67
IVECO DAILY 35S14 CS 3450
87.833,00
ACCELO 1016/37
156.702,78
DAILY 35S14 CS 3750
89.085,00
ACCELO 1316/37
178.229,82
DAILY 45S17 CD 3750
115.307,00
ATRON 1319
179.007,03
78 O CARRETEIRO
Molicar
IVECO
AGRALE
Fonte:
MODELO
MODELO
PREÇO (R$)
Fonte:
Molicar
MERCEDES-BENZ
MODELO
PREÇO (R$)
SCANIA
ATEGO 1419
183.045,69
R 620 LA6X4 RBP835
722.427,00
ATRON 2324 6X2
227.109,56
HIGHLINE 440 LA6X2
548.536,00
ATEGO 1719
206.262,29
HIGHLINE 480 LA6X2
574.806,00
ATEGO 1726
220.158,96
HIGHLINE 620 LA6X4 RB662
699.589,00
ATEGO 1729
238.637,40
P 310 CB6X4 RB662
364.500,00
ATEGO 2426 6X2
244.538,79
G440 CB8X4 RBP835
702.160,00
ATEGO 2430 6X2
267.757,36
G480 CA6X4 RBP835
597.644,00
ATRON 1635S
290.144,22
P 250 DB4X2
283.500,00
AXOR 1933LS
296.809,53
P 250 DB6X2
310.500,00
AXOR 2533 6X2
345.079,14
P 310 DB8X2
378.000,00
AXOR 2036S
322.550,33
HIGHLINE R440 LA6X2 R885
474.300,00
AXOR 2041S
337.127,42
HIGHLINE 480 LA6X2 R885
486.800,00
AXOR 2536S 6X2
340.509,39
HIGHLINE 620 LA6X4 RB662
567.900,00
AXOR 2541S 6X2
371.631,39
P 310 CB6X4 RBP735
352.300,00
AXOR 2544S 6X2
387.858,44
G440 CB8X4 RBP835
596.100,00
AXOR 2644S 6X4
412.374,56
G480 CA6X4 RBP835
461.800,00
ACTROS 2546LS 6X2 CONFORTO T.ALTO
416.999,72
P 250 DB4X2 R780
279.300,00
ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE (CONFORTO)
435.954,28
P 250 DB6X2 R780
305.100,00
ACTROS 2546LS 6X2 MEGASPACE PLUS (SEG.)
454.908,82
VOLVO
ACTROS 2646LS 6X4 CONFORTO T.ALTO
435.954,28
VM220 4X2R ST L1H1
201.500,00
ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE (CONFORTO)
454.908,82
VM270 6X2R LX 6M L2H1
256.000,00
ACTROS 2646LS 6X4 MEGASPACE PLUS (SEG.)
473.863,34
VM270 6X2R LX 9M L2H1 VMEB235
264.500,00
ACTROS 2651S 6X4 CONFORTO ALTO
438.934,02
VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235
294.500,00
ATRON 2729B 6X4
280.387,98
VM270 6X4R ST L1H1
282.000,00
ATRON 2729K 6X4
280.106,45
VM330 6X2R LX L2H1 VT VMEB235
351.000,00
AXOR 3131 6X4
324.081,19
VM270 8X4R ST L1H1
335.500,00
AXOR 3131 B 6X4
325.050,24
VM330 4X2T LX L2H1 VT VMEB235
323.000,00
AXOR 3131K 6X4
323.137,88
FH 420 42T SC AT SLP RS 1360
435.000,00
AXOR 3344 6X4
450.055,23
FH 420 62T SC AT SLP RS1360
460.000,00
AXOR 3344 K 6X4
448.892,06
FH 420 82T SC AT SLP RS1360
498.000,00
AXOR 3344S 6X4
449.560,70
FH 460 64T SC AT SLP RST2370
499.000,00
AXOR 4141K 6X4
481.453,30
FH 460 64R SC AT SLP RST2610
502.000,00
ACTROS 4844K 8X4
601.133,06
FH 540 84T SC AT HSLP RT3210
545.000,00
FM 380 42T SC AT SLP RS1360
391.000,00
SCANIA P 310 LA4X2
348.078,00
FM 380 62T SC AT SLP RS1360
416.000,00
P 360 LA6X2 – R 885
380.700,00
FM 380 82R SC AT SLP RS1360
454.000,00
G 400 LA6X2/4X2 3º EIXO
492.564,00
FMX 420 64T SX VT SLP RT3210
502.000,00
R 440 LA6X2 /4X2 3º EIXO
518.834,00
FMX 420 64R SX VT DAYCAB RT3210
505.000,00
R 440 LA6X4 RB662
545.104,00
FMX 460 84R SX VT DAYCAB RT3312
621.000,00
www.ocarreteiro.com.br
79
CAMINHÕES USADOS VEICULOS NACIONAIS
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
AGRALE 13000TD 4X2 Dies.
0
0
0
105000
97000
92300
75000
73000
68620
13000TD 6X2 3e Dies.
0
0
0
111300
102820
97838
79500
77380
72737
6000E-MEC 4X2 Dies.
0
0
0
70000
66000
63000
61000
58000
49950
8500E.III E-TRONIC (C.DUP) 4X2 DIES.
0
0
0
87344
81666
76426
72167
68455
59334
8500EURO III E-MEC 4X2 DIES.
0
0
0
80000
74800
70000
66100
62700
54345
9200EURO III E-TRONIC 4X2 DIES.
0
0
0
102000
89000
87000
82000
68000
63840
C-1317 CN 4X2 DIES.
0
0
0
90000
84600
0
0
0
0
C-1517 CN 4X2 DIES.
0
0
0
105000
98700
0
0
0
0
C-1517-E 4X2 Dies.
0
0
0
0
85000
82000
78000
73900
65596
C-1717 CN 4X2 DIES.
0
0
0
108000
101520
0
0
0
0
C-1717 CN 6X2 3E DIES.
0
0
0
114480
107611
0
0
0
0
C-1722 CN 4X2 DIES.
0
0
0
120000
112800
0
0
0
0
C-1722-E 4X2 Dies.
0
0
0
0
102000
89000
87000
85000
75968
C-1832-E 4X2 Dies.
0
0
0
0
112300
89000
83660
0
0
C-1932 CN 4X2 DIES.
0
0
0
129000
121260
0
0
0
0
Cargo 2428E 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
142500
116000
110000
103000
93000
87225
Cargo 2622E 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
0
132000
120000
112000
109000
93078
Cargo 2628E 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
0
140000
130000
120000
115000
101102
F-350 4X2 Dies.
0
0
0
74000
71000
69000
67000
62100
56160
F-4000 TB 4X4(N.Serie)(Cummins) Dies.
0
0
0
86320
82160
80080
76960
71760
0
F-4000 TURBO 4X2(N.Serie) Dies.
0
0
0
83000
79000
77000
74000
69000
62400
450E32T 4X2 Dies. 2P
0
0
0
135000
125000
116000
98000
95000
74200
450E33T(CurtaT.Baixo)4X2 Dies. 2P
0
0
0
135000
120000
112000
105280
0
0
450E33T(LeitoT.Alto)4X2 Dies. 2P
0
0
0
150000
138800
127000
119380
0
0
230E22 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
0
0
0
76800
73920
68544
230E24 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
121000
93000
86000
80000
77000
71400
260E25 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
126000
112200
100500
94000
88360
0
170E22 4X2 Dies. 2P
0
0
0
100000
95000
0
0
0
0
230E22 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
0
0
87220
85260
80360
76969
230E24 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
124000
107000
89000
87000
82000
78540
380T38 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
260000
253000
248000
240000
233000
210000 225000
FORD
0
0
0
275000
268800
260000
253300
248000
240E28 6X2 3e Dies. 2P
190000
160000
145000
136300
0
0
0
0
0
260E25 6X4 3e Dies. 2P
0
0
176000
163000
158000
150000
140000
131600
0
170E25 4X2 Dies. 2P
0
0
130000
120000
98000
92120
0
0
0
380T38 6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
230000
220000
206000
190000
178600
0
1315(Atego) 4X2 Dies.
0
0
0
120000
112000
103400
95000
81000
75000
1315(Atego) 6X2 3e Dies.
0
0
0
126000
117600
108570
99750
85050
78750
1418(Atego) 4X2 Dies.
0
0
0
124000
110500
108000
99000
87000
83600
1518(Atego) 4X2 Dies.
155000
145000
137000
135500
112000
110000
100500
89000
84436
1718 4X2 Dies.
0
0
0
130150
111150
106400
97850
91200
0
1718 6X2 3e Dies.
0
0
0
136657
116707
111720
102742
95760
0
1718(Atego) 4X2 Dies.
0
0
0
137000
117000
112000
103000
96000
89000
1725(Atego) 4X2 Dies.
0
0
0
145000
122000
117000
112000
99000
96120
1725(Atego) 4X4 Dies.
0
0
0
150800
126880
121680
116480
102960
99964 105280
MERCEDES-BENZ
1728 (Atego)4X2 Dies. 2P
0
0
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166000
149000
136000
120000
112000
2429 (Atego)6X2 3e Dies. 2P
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184000
175000
166000
156040
0
0
0
0
2831-B(Axor)6X4 3e Dies. 2P
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215000
202000
190000
180000
169200
0
0
0
3340 (Axor)6X4 3e Dies. 2P
0
0
0
300000
288000
236000
221000
207740
0
L-1620 6X2 3e Dies. 2P
0
0
0
157000
130000
123500
117000
110000
103400
80 O CARRETEIRO
Fonte:
720T42 6X4 3e Dies. 2P
Molicar
IVECO
VEICULOS NACIONAIS
2015
2014
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
MERCEDES-BENZ 2535-S(Axor) 6X2 3e Dies.
0
0
180000
150000
140000
130000
122200
0
0
2540-S(Axor) 6X2 3e Dies.
0
0
0
207000
160000
137000
131000
113000
106220
2544-S(Axor) 6X2 3e Dies.
300000
281300
227000
210500
166000
143000
136000
120000
112800
2546-LS(Act.Megs.)(Al.Conf.) 6X2 3e Dies.
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312000
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0
0
0
2546-LS(Act.Megs.Plus)(Seg.) 6X2 3e Dies.
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260000
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0
0
0
G-420 B 6X4 SZ 3e Dies.
0
0
0
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0
0
0
G-420 B 8X4 SZ 4e Dies.
0
0
0
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0
0
0
G-470 B 6X4 SZ 3e Dies.
0
0
0
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0
0
0
G-470 B 8X4 SZ 4e Dies.
0
0
0
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347800
0
0
0
P-230 B 4X2 SZ Dies.
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0
0
0
P-310 B 6X4 SZ 3e Dies.
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200000
188000
0
0
0
P-310 B 8X4 SZ 4e Dies.
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260000
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218000
204920
0
0
0
P-420 B 6X4 SZ 3e Dies.
0
0
0
260000
250000
213000
202000
189880
0
SCANIA
P-420 B 8X4 SZ 4e Dies.
0
0
0
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260000
215000
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199280
0
R-580 B 4X2 SZ(HIGHLINE) DIES.
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0
0
0
R-580 B 6X4 NZ(HIGHLINE) 3E DIES.
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0
0
0
G-380 LA 4X2 NA Dies.
0
0
0
0
0
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G-380 LA 4X2 SZ Dies.
0
0
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0
0
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G-420 A 4X2 NA Dies.
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0
0
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0
G-420 A 6X2 NA 3e Dies.
0
0
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0
0
0
G-420 LA 4X2 NA Dies.
0
0
0
0
0
185000
164000
154160
0
13.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies.
0
0
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108000
104000
100000
93000
85000
69006
13.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
106000
104000
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92000
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75000
67704
13.180 TB-IC(E)6X2(Const.) 3e Dies.
0
0
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113400
109200
105000
97650
89250
72456
15.170 TB-IC(E)4X2 Dies.
0
0
0
105000
99000
93000
81000
77000
69440
15.180 TB-IC(E)4X2(Const.) Dies.
0
0
0
115000
113000
104500
87000
85000
74300
15.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
0
110000
108500
97000
82000
78000
71523
17.180 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
0
110000
108000
95000
91000
82000
76646
17.220 TB-IC(E)4X2(Worker) Dies.
0
0
0
129000
116000
108800
95000
91000
79652
17.250 TB-IC(E) 4X2 Dies.
0
0
0
125000
120000
112000
98000
95000
80403
17.320(E) 4X2(Const.) Dies.
0
0
0
126000
122000
113000
106220
0
0
24.220 TB-IC(E) 6X2(Worker) 3e Dies.
0
0
0
129000
124000
120000
110000
108000
96720
24.250 TB-IC(E) 6X2 3E DIES.
0
0
0
133000
129000
127000
125000
117000
97687
24.320(E)(Const.) 6X2 3e Dies.
0
0
0
145000
140000
135000
126900
0
0
26.220 TB-IC 6X4 3e Dies.
0
0
0
166000
156000
134000
132000
126000
99231
26.260 TB-IC 6X4 3e Dies.
0
0
0
0
0
0
0
128520
101215
31.260 TB-IC(E)6X4(CONST.) 3E DIES.
0
0
0
171000
160000
153000
147000
138180
0
9.150 TB-IC(E)4X2 Dies.
0
0
92000
85000
82000
78000
75000
70000
63440
Molicar
VOLKSWAGEN
VOLVO
Fonte:
FM 11 370 4X2 Dies. 2P
0
0
0
0
175420
170000
160000
150400
0
FMX 13 420 6X4R 3e Dies. 2P
390000
363000
345000
315000
296100
0
0
0
0
FMX 13 420 8X4R 4e Dies. 2P
500000
470000
454000
385000
361900
0
0
0
0
FMX 13460 6X4R 3e Dies. 2P
400000
360000
340000
310000
291400
0
0
0
0
FH 400 4X2 Dies.
0
0
0
0
181000
170000
157000
142000
133480
FH 400(GLOBETROTTER) 4X2 DIES.
0
0
0
0
184620
173400
160140
144840
136149
FH 440(GLOBETROTTER) 4X2 DIES.
0
0
0
0
195700
185400
175100
154500
145230
FH 480(GLOBETROTTER) 6X2 3E DIES.
0
0
0
0
224400
214200
193800
183600
172584
FH 480(GLOBETROTTER) 6X4 3E DIES.
0
0
0
0
233376
222768
201552
190944
179487
VM-220 4X2R Dies. 2P
150000
145000
139000
130000
122200
0
0
0
0
VM -270 4X2R Dies. 2P
180000
161000
137000
128000
120320
0
0
0
0
VM-330 4X2R Dies. 2P
220000
200000
175000
153000
143820
0
0
0
0
www.ocarreteiro.com.br
81
JESUÍNO
82
O CARRETEIRO